Revista da Cia Teatral ManiCômicos em São João del-Rei e região
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Janeiro a Junho de 2011 Nº 11
Dores de
Campos
Lagoa
Dourada
Perdões
Resende
Costa
São João
del-Rei
São Tiago
Tiradentes
Mire e Veja
Autores da
Palavra
Palavra Primeira
A revista Com a Palavra é
uma criação da Cia. Teatral
ManiCômicos dentro do
projeto Arte por Toda Parte.
Cia Teatral ManiCômicos:
Cyntia Botelho, Jean Fábio,
Juliano Pereira e Orlando
Talarico.
Arte-Educadores:
Elis Fernanda, Fernanda
Nascimento, Luiza
Fernandes, Marcia Pitança,
Marcos Vinicius Fonseca,
Pablo Araújo, Paula Nicolau e
Rafael Soares.
Monitores:
Ana Maria Malta, Luis Carlos
e Sônia Abreu.
Administrativo:
Anderson Rail, Andréia
Serpa, Cida Ferreira, Flávio
Rezende, Joanna Matrowitz e
Priscila Natany.
Alimentação:
Lucilea Maria Vianini.
Transporte:
Chico, Pierre e Silvério.
Atrizes:
Eliane Abreu Rios e Gheysla
Nascimento.
Músicos:
Gabriel Rezende, Guilherme
Faria, Luiz Nascimento,
Neivison Barbosa e Rafael
Wolbert.
Pesquisa:
André Frigo.
Manutenção:
Helen Cristina Silva.
Fotografia:
Nathanael Andrade.
Assistência Técnica:
João Luiz Conrado.
Apresentação de ‘‘Domdeandar’’ no Festival de Inverno
de Congonhas do Campo/MG - julho de 2010
Revisão:
Paula Lima.
Arte final:
Rafael Wolbert.
Tiragem desta edição:
5000 exemplares.
Informações e sugestões:
[email protected]
www.manicomicos.com.br
R. Industrial Paulo Agostini, 55
Vila Nossa Sra. de Fátima
(32) 3373-5892
Com o despertar de um novo ano a revista
“Com a Palavra” se revigora, e alcança a região, como
parte do Projeto Arte por Toda Parte, que proporciona
que crianças, jovens e adultos de diversos bairros de
São João del-Rei e de mais seis cidades vizinhas,
Resende Costa, Lagoa Dourada, Perdões, Dores de
Campos, Tiradentes e São Tiago possam se expressar,
criar, se relacionar e se desenvolver no contato com a
arte.
Esse Projeto só é possível graças a parcerias
de prefeituras, empresas, comerciantes e amigos que
almejam por uma sociedade onde as oportunidades
estejam ao alcance de todos e que enxergam que a
arte é um possível facilitador do processo de
desenvolvimento humano.
E a Revista aproveita para convidar as
pessoas a se envolverem cada vez mais com o Projeto
Arte por Toda Parte, participando das atividades,
assistindo aos espetáculos, apoiando as iniciativas e
divulgando os eventos. E assim, contribuindo para que
a arte esteja por toda parte.
Com a
por MauroBarros
Colaboradores desta
edição:
Alunos de Resende Costa
que fizeram a pesquisa:
Andreína, Carla e Luís
Carlos.
Depois de um tempo sem nos falar, estamos
de volta: “Com a Palavra” na mão, novos planos e
muita emoção! Com essa rima brincalhona marcamos
novo ciclo de produção de nosso editorial e de novos
projetos da Cia Teatral ManiCômicos. Esse hiato no
tempo, 1 ano de pausa, não nos fez desistir de escrever
e conversar com você, caro leitor.
Palavra na mão
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nosso boletim eletrônico.
É só mandar o seu e-mail
para nós e aguardar as
próximas edições.
Escreva para nós sua opinião é
muito importante! Devido ao
espaço limitado da revista, as
cartas publicadas podem ser
editadas, respeitando ao máximo
o sentido das mesmas.
Walter Baccarini, propietário do Café Soberano
empresa apoiadora do Projeto Arte por Toda Parte desde 2005
Revista Com a Palavra
I Janeiro a Junho de 2011
Revista Com a Palavra
I Janeiro a Junho de 2011
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ManiCômicos em 2010
. Confira:
Em 2010, a Cia Teatral ManiCômicos fez
PROJETO ARTE POR TODA PARTE
Em São João del-Rei e seis cidades da região (Perdões,
Resende Costa, Tiradentes, São Tiago, Lagoa Dourada,
Dores de Campos);
PROJETO CIRCULAÇÃO MANICÔMICOS
Aprovado no FEC (Fundo Estadual de Cultura),
levou uma oficina de criação teatral e o espetáculo
“Domdeandar” para Minduri, Tiradentes, Dores de Campos,
Conceição da Barra, Ijaci, Entre Rios, Ouro Branco,
Carrancas, Santo Antônio do Amparo, Alfenas, São Tiago,
Perdões, Lagoa Dourada, São Vicente de Minas e Prados;
PRÊMIO MÍRIAM MUNIZ
Para a produção de um novo espetáculo da ManiCômicos
com estréia prevista para o 2º semestre de 2011;
O monitor Luís Carlos (Preto) e as alunas Andreina
e Carla fizeram a pesquisa
A Comunidade do Curralinho dos Paulas recebeu seus primeiros
moradores em 1941. O que incentivou a construção das primeiras casas foi a
exploração de minério na região. Esta atividade teve três momentos intensos
marcados por três fortes chuvas que mexeram no solo do Curralinho indicando a
presença de minério. Em 2010 os alunos transformaram esta história na peça “As
três chuvas”.
A seguir, um pouco da Arte presente no Curralinho dos Paulas.
AGUARDEM!!!
PRÊMIO CENA MINAS
Apresentando o espetáculo “O Grande Dia” dentro da lona do Circo
Coliseu di Roma em quatro cidades de Minas Gerais;
PARTICIPAÇÃO EM FESTIVAIS
Curitiba - PR; Presidente Prudente - SP; Congonhas - MG;
Entre Rios - MG; Ouro Branco - MG;
Paracambi - RJ;
Início das atividades do PONTO DE CULTURA Espaço Cultural ManiCômicos
Acesso gratuito a internet. Oficinas de arte. Atividades
artísticas. Acervo literário;
5º ENCONTRO DE GRUPOS DE TEATRO DE SÃO
JOÃO DEL-REI
Com espetáculos, oficinas, mesas redondas e muita
troca de experiências!!!!
APOIADORES
Campanha “Amigos do ManiCômicos – investidores solidários” (doação de 6%
do imposto de renda), e dos apoiadores comerciais para o Arte por Toda Parte;
CURSO DE PREPARAÇÃO PARA ATORES - parceria:
Formação técnica em teatro e apresentação dos espetáculos:
“...e o céu uniu dois corações”, “Odisséia – Nunca voltar para casa foi
tão difícil”, “A tempestade”, “As filhas de Bernarda Alba” e “Topaze“;
e mais:
Participação no espetáculo “Terra de Livres”, Realização Dia da Criança Feliz
em parceria com o Café Soberano, Intercâmbio com o Grupo Pontapé de Teatro
de Uberlândia – MG, Conquista do Selo de Utilidade Pública, Capacitação de Arte
Educadores. E além de tudo isso Espaço Cultural ManiCômicos recebeu grupos,
shows e o Projeto Cantorias do Curso de Música da UFSJ;
...e em 2011, as atividades já começaram por toda parte. Informe-se: site / blog /
e receba nosso boletim eletrônico cadastrando-se no email:
[email protected]
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Revista Com a Palavra
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Maria do Joaquim Verônica – Costureira.
Dona Maria tem 67 anos e nasceu no dia 25 de
setembro de 1943. Começou a costurar com 12
anos de idade na máquina de mão. Por suas
costuras ela recebeu de presente uma vaca e com o
dinheiro que conseguiu com a venda da vaca,
Maria comprou uma máquina melhor. Dona Maria
fazia roupas para crianças, homens, mulheres,
artigos de cama, mesa e banho. O trabalho era duro e exigente, pois a procura era
grande. Hoje Maria só faz consertos de roupas, bainhas e remendos.
Caça-palavras - Resende Costa
Ufa!
Grupo de jovens “Fonte de Água
Viva” – Grupo de jovens ligados à igreja,
coordenado pelo Luís Carlos (Preto). Participa
da realização de atividades diversas, tais como:
criação e apresentação de peças teatrais com
temas religiosos, manutenção do salão social,
organização das festas da comunidade. Seus
integrantes também praticam atletismo e
participam do Projeto Arte por Toda Parte desde
2010. O grupo existe para que cada um descubra seu dom para a realização de
seu sonho e tenham mais capacidade de melhorar seu cotidiano.
Adelmo de Oliveira (Dimico) – Faz Balaios de bambú. Nasceu em 18 de
setembro de 1950. Começou a fazer balaios aos 10 anos de idade. Na época das
colheitas os pedidos eram muitos e era difícil atender a todos. Hoje o Dimico acha
que essa arte está chegando ao fim, pois a procura é pequena. Os balaios de
bambu estão sendo substituídos pelos de plástico tanto nas colheitas quanto nos
carvoeiros e os jovens não mostram interesse em aprender o ofício.
José do Acilio – Carpinteiro. Tem 69 anos e nasceu em
4 de setembro de 1942. É carpinteiro há 25 anos e já passou
por muitos altos e baixos da profissão. Sente que sua idade já
não permite que ele trabalhe como antes.
O número do telefone comunitário, que dá
acesso a todos esses artistas, é: 32 3357-0021
Revista Com a Palavra
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Palavra de Ouro - Dores de Campos
“Quantas histórias não começam
assim... a nossa não vai ser diferente e
fala sobre uma cidade que começou a se
formarem torno de uma Figueira Encantada.
Nas Minas Gerais, região próxima à
cidade de Prados, existia um português que possuía um
armazém que servia como ponto de parada dos muitos
tropeiros que circulavam pelos Campos das Vertentes. Por
ser muito alegre e gostar de uma boa prosa acabou ficando
conhecido como “Patusca” e o povoado que começou a se formar ao redor do seu armazém
passou a se chamar Povoado do Patusca.
No início do século XIX, tem- se registro da chegada do então primeiro morador do
povoado: Bernardo Francisco da Silva, que adquiriu terras com vistas à agropecuária. As
atividades coureiras foram desenvolvidas pelos irmãos Antônio da Silva Sena e Manoel
Justino da Silva que começaram a fabricar na cidade as primeiras selas e, posteriormente,
outras manufaturas ligadas ao couro foram se desenvolvendo.
Aos poucos o povoado foi crescendo e se expandindo ao redor de uma gigantesca
figueira que, segundo informações possuía galhos que chegavam a se distanciar cerca de
14 metros do tronco - e virou cidade, ganhou uma praça, hoje chamada de Praça José
Justino, onde os moradores se reuniam, conforme diziam os antigos, para os “folguedos”,
no mesmo local onde encontramos a figueira, que poeticamente ganhou o nome de
Encantada.
A Figueira Encantada é testemunha de grandes momentos da história política e
social local. Viu em 1938 a emancipação da cidade, vê a chegada de novos moradores e a
partida de filhos da terra, saúda os nascimentos e lamenta as mortes. Comemora inicio de
namoros e celebra bodas de prata e ouro. Vê o tempo passando, costumes e hábitos
mudando... mas floresce de satisfação quando percebe que os moradores de Dores de
Campos reverenciam seu símbolo maior, mantendo a característica local de amar
profundamente tudo aquilo que é da terra.
Nossa história se encerra como todas as outras. Tem um final, ou melhor... não
termina aqui , ainda há muito mais a ser contado, sobre um povo, uma árvore, uma
cidade...e uma figueira.”
Tereza Raquel Assis de Oliveira Pugliese, integrante da SECULT
(secretaria Municipal de Cultural e Turismo)
Graduada em História pela FAFIDIA – Faculdade de Filosofia e Letras de Diamantina
Depoimentos dos Alunos de
Dores de Campos, MG – 2010
Fazer
teatro
significou
muito para
mim. Todas as quintas–feiras eu tinha alguma
coisa para fazer, e nas aulas aprendi um monte de
coisas que me ajudou na escola.
Yvana Arruda Mayrink, 10 anos.
A peça de teatro que eu fiz no ano passado me
fez relembrar varias coisas interessantes da minha
cidade e também descobrir mais coisas sobre a
figueira. Foi uma experiência muito legal e eu adoraria
fazer de novo outra peça, pois é incrível.
Luciana
(professora da Escola Estadual Angelina Medrado
e aluna do projeto Arte por Toda Parte)
Fernanda Keller Nascimento Moreira, 9 anos.
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As aulas de teatro do projeto Arte por
Toda Parte em Lagoa Dourada tiveram início
atendendo jovens e adultos da cidade
interessados no fazer teatral e também as crianças
do tempo integral da Escola Municipal Maria
Jacinta.
Com a turma de jovens, inicialmente
fizemos uma pesquisa relacionada às histórias da
cidade. Causos, contos, lendas, histórias de medo
e de graça que estimularam os alunos a conhecerem um pouco mais o lugar onde
moram e as pessoas que lá vivem ou viveram.
Através desta pesquisa, pudemos conhecer a rigidez do arcebispo Dom José
D'Angelo Neto que separava homem de mulher na missa e que ia à casa dos fiéis dar
bronca sobre como deve ser a postura dos casais. Soubemos que já houve um grupo de
teatro em Lagoa e também uma Casa de espetáculos que foi demolida. “Só sobrou a
bilheteria para comprovar que ela já existiu” disse umas das alunas do projeto.
Conhecemos a história do povoado de Matutu que dizem ter recebido este nome, depois
que dois amigos bebendo disputavam quem ia matar a última cachaça. “Mata”, dizia um,
e o outro respondia “Mata tu” - assim deu-se o nome do povoado. A história do nadador
que sempre molhava o dedão do pé antes de entrar na piscina pra conferir se ela estava
cheia depois de um quase acidente; do moço que namorava a moça com o pai dela
junto, aproveitou o escuro pra roubar-lhe um beijo e acabou beijando o sogro; a lenda da
lusinha; do tanque grande; as histórias da festa do peão; das assombrações que
aparecem na quaresma; do roubo do cristo da cidade vizinha que tinha dois; e tantas
outras que se perdem na memória de quem vive por essas bandas.
Com este rico material partimos para as improvisações envolvendo as histórias
pesquisadas. Pouco a pouco fomos transformando-as, amarrando as cenas e
montando uma peça teatral inspirada em tudo que ouvimos, experimentamos e
inventamos: “Encrencas bem resolvidas”.
O envolvimento dos alunos foi de grande importância para a construção da
peça que estreou na Escola Estadual Angelina Medrado com casa cheia. Após a estreia,
outra apresentação foi feita no Teatro Municipal de São João Del-Rei. No elenco:
professores e alunos, jovens e adultos, moradores de Lagoa e de povoados vizinhos.
Com os alunos do tempo integral fizemos leituras das histórias escritas pela
turma de jovens. Percebemos que eles se interessavam bastante quando a história
contada fazia parte do universo vivido por eles e criamos uma pequena peça teatral
sobre duas lendas da cidade com uma parte igual à história original e a outra inventada
pelos próprios alunos: “A lenda do Tanque Grande” e “As casas amarradas”.
Vale lembrar que os alunos tiveram a oportunidade de ir ao Teatro Municipal de
São João Del-Rei acompanhados dos pais para assistirem às apresentações da V
Mostra de Teatro Arte por Toda Parte. Para muitos ali presentes esta foi a primeira vez
que estiveram no teatro e que puderam assistir a um espetáculo.
“Essa Cia de teatro vem trazendo
para Lagoa Dourada muita alegria, descontração e
um pouco da nossa cultura regional contada de uma
forma diferente”.
“Iniciei as aulas agora e já me apaixonei pelo
projeto que tem atividades dinâmicas que contribuem
para minha vida profissional e pessoal.”
Aprender mais sobre a historia da minha
cidade foi muito legal, pois me ajudou na peça e
também na minha escola. Aprendi coisas que eu não
sabia, como por exemplo que a figueira também era um
local, onde se vendiam as peças de couro. Conheci a
historia de quem ensinou a fazer a primeira peça de
couro e muito mais coisas.
“A parceria entre a prefeitura de Lagoa Dourada e a Cia. de teatro
ManiCômicos foi à realização de um desejo latente desta comunidade, e a continuidade
e ampliação deste trabalho são a certeza da importância da inserção de crianças, jovens
e adultos em um universo cultural que ajudará na formação de cidadãos conscientes,
pois as práticas artísticas levam o indivíduo a interagir com o meio em que vive e a
valorizá-lo como parte integrante de sua vida e sua história.”
Vitoria Cristina Gabriel, 10 anos.
Josias Cardoso dos Santos
(Superintendente de Cultura)
Revista Com a Palavra
Palavra por Palavra - Lagoa Dourada
Era uma vez...
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Revista Com a Palavra
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Casa da Palavra - Arte: O espaço de conviver - São Tiago
Marcos Fonseca, educador do Projeto Arte por Toda Parte
na Cidade de São Tiago/MG no ano de 2010.
São João del-Rei, 12 de março de 2011.
Neste ano que se findou a pouco, o Arte por Toda Parte esteve presente na
cidade Sim. O teatro e suas máscaras têm o poder de encantar. Mas alem disso, é um palco
importante para a inclusão social. Não por acaso a parceria entre a APAE, a Escola
Estadual Afonso Pena Júnior e da Assistência Social de São Tiago com a Companhia
Teatral ManiCômicos, por meio do projeto Arte por Toda Parte, integrou alunos da rede
pública estadual e da APAE na peça AMOR DE AGOSTO, que conta a estória de uma jovem
que foge com o circo apaixonada pelo palhaço ladrão de mulher.
Com o objetivo de estimular a auto-estima dos
alunos e valorizar as diferenças, o curso foi ministrado
durante todo o ano de 2010 na Escola Estadual Afonso
Pena Júnior.
Quem participou das atividades aprovou.
Para a estudante da APAE, Aparecida de Nazaré, a oficina proporcionou um
momento de relaxamento. “Gostei demais, a gente se esquece dos problemas”, afirma.
Colega de Aparecida, Gustavo Resende considera importante o contato com outras
pessoas. “Foi uma experiência boa conviver com todo mundo”, diz.
Eu sou é eu mesmo...
Marcos... Seu Marcos
“Fizemos o caminho sem olhar
para trás, andamos pelos trilhos e pedras
da estrada, passamos pela cachoeira e
pelas árvores, avistamos o carro de
boi e a casinha que ao fundo faziam
paisagem. Desse jeito papai resolveu
sair de São João Del-Rei e levar a
gente (eu e meus sete irmãos) para
Tiradentes, pra um sítio ali perto do
ribeirinho, que não existe mais, lá...
lá na Candonga da Serra.”
O menino arteiro acordava antes do sol pra fazer os afazeres do sítio,
pois logo tinha que ir caminhando para escola. No caminho cruzava com os
pescadores e as lavadeiras, mas gostava mesmo era de brincar nas poças
d'agua em tempos de chuva. Chegava à escola sujo de barro e molhado e daí, a
arte pronta, a Dona Maria ficava com dó e mandava voltar para casa. Voltava
escondido da mãe e só aparecia na hora do almoço. E desse modo podia ir
caçar com o pai ou ir nadar no riacho.
Sou Minas Gerais! - Tiradentes
No Palco da Inclusão
“Tempos bons aqueles... eu andava descalço e chupava laranja no pé.”
Para a professora de artes da
APAE, Valéria Caputo de Castro, os
resultados dos alunos participantes do
projeto já podem ser sentidos em sala
de aula. “Além de desenvolver o
aspecto social, de inclusão, o
aprendizado também melhora, já que
desenvolve a criação, a
espontaneidade, a imaginação. Todos
os atributos de uma formação
artística”. Explica.
O projeto foi encerrado com a
apresentação em 90% das escolas de
São Tiago e também no Teatro
Municipal de São João del-Rei.
APAE de São Tiago, Março de 2011.
Valéria Caputo de Castro Mendes
Professora de Artes da
APAE de São Tiago.
Mas quando tinha que ficar na escola, prestava atenção mesmo era no
barulho da Maria Fumaça, que trazia todos os dias os mascates que povoavam
a cidade. Ficava imaginando os bigodes e o calor que esses sentiam por
debaixo dos ternos.
Assim o menino Marcos foi crescendo ouvindo as lendas do Morro da
Mandioca, que de noite davam medo, indo com a mãe nas rezas e procissões da
Igreja de Santo Antônio, e caçando com o pai.
Marcos cresceu e saiu do sítio, foi morar bem próximo ao barulho da
Maria Fumaça que hoje já não traz mais os mascates e sim os turistas. Casouse, teve filhos e netos.
“Aquela Tiradentes... do meu tempo, eu não vou esquecer não”
O menino Marcos é Marcos Conceição dos Santos... Mais conhecido
como Seu Marcos! Seu Marcos com os alunos do projeto Arte por Toda
Parte de Tiradentes, no Centro Cultural Yves Alves.
No centro Cultural Yves Alves os alunos do Projeto Arte Por Toda Parte
receberam a visita do Seu Marcos que contou suas façanhas e histórias de um
tempo de criança “naquela Tiradentes antiga”!
Fernanda Nascimento
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Revista Com a Palavra
I Janeiro a Junho de 2011
Revista Com a Palavra
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Blablação - Perdões
Oficina de teatro para jovens e adultos.
Duas turmas que criaram os seguintes espetáculos:
“Muuugindo para o futuro”, com a
turma de jovens do Projeto Arte por
Toda Parte, a partir de uma pesquisa
sobre o patrimônio histórico da cidade.
“Romão que rouba João também
tem o seu Perdão”, criada pelos
adultos do Projeto Arte por Toda Parte
tendo como ponto de partida a pesquisa
sobre o fundador da cidade, Romão
Fagundes do Amaral.
Estas peças foram apresentadas:
ŸNas escolas da cidade, em três períodos, para um público de aproximadamente mil e quinhentos alunos;
Ÿna VI Mostra do Projeto Arte por Toda Parte, no Teatro Municipal de São João Del-Rei;
Ÿe na 1ª Mostra do Projeto Arte por Toda Parte em Perdões
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Oficina jovens e adulto
para
“A experiência de cada educando foi única e visível em cada olhinho que brilhava
depois de cada apresentação. Ficará guardada para sempre na vida de cada um.
Todo processo dos encontros foi compartilhado por todos, como sempre ensina o
arte educador Orlando Talarico e com certeza, juntos ainda vislumbraremos muita
arte e cultivaremos a cultura do Teatro em nossa Perdões”.
Helga Maria Resende Lacerda
Chefe do Departamento Cultural de Perdões
Agende-se!
Espaço Cultural ManiCômicos
- 26 de Abril - Canto UFSJ, apresentação dos alunos do curso de canto popular
(samba canção), às 20h.
- 29 e 30 de Abril e 01 de Maio - Oficina de Clown, Cícero Silva (Palhaço Titete), 20
vagas, carga horária 18h, público alvo: iniciantes em palhaçaria e estudantes de
artes cênicas.
- 29 de Abril e 01, 14 e 15 de Maio - Alunos do CPPA (Curso de preparação para
atores), apresentação do espetáculo “A Odisseia”, às 20h.
- 18 de Junho - Formatura dos alunos do CPPA, apresentação do espetáculo “A
Odisseia”.
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Revista Com a Palavra
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Empresas da cidade
e a construção da Cidadania
“... a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada.”
Guimarães Rosa
A Cia Teatral ManiCômicos tem como base de suas ações uma
vontade que se tornou um compromisso social: proporcionar a crianças,
jovens e adultos uma vivência teatral que vai além dos fins estéticos. E isso se
dá através da prática de um trabalho que contribui para o desenvolvimento
humano, a partir de aspectos da identidade de comunidades, muitas vezes
esquecidas e desvalorizadas da nossa região. Focado nessa idéia surge o
Projeto Arte por Toda Parte, movido pelo sonho da Cia de melhorar a realidade
do seu meio social.
Os caminhos para vivenciar esse Projeto não são lineares, mas esse
sonho a Cia não sonha sozinha. Nessa caminhada entraram em cena Amigos
e Apoiadores do ManiCômicos - pessoas e empresas que compreenderam
a importância e a necessidade de aliar arte e educação como um caminho
para a transformação da sociedade. Acreditar e, principalmente, fazer parte
dessa ação significa voltar o olhar para o próximo e entender que a mudança
se dá a partir do envolvimento e colaboração de todos para assim ocorrer
transformação.
Tal transformação não está apenas no campo das palavras. Ela está
presente no agir de seres que se preocupam com os rumos da sociedade, que
se preocupam com crianças e jovens que crescem nas ruas, que vivem à
margem da sociedade, que não têm acesso a manifestações artísticas e que
não reconhecem o valor histórico e cultural de suas comunidades dentre
outras desigualdades sociais. Contar com a sensibilização e colaboração
dessas pessoas nos torna capazes de desenvolver essa ação contribuindo
para que a arte alcance um número cada vez maior de crianças e jovens que
passam a se apropriar dos inúmeros benefícios que ela proporciona!
Empresas Amigas do Projeto
Algo Doce
Arte da terra
Artefatos de Cimento
Compuway
Construtora Baccarini
Cooperativa dos Retalhos
Delrey Box
Dr. Ricardo Mauro - Implantodontista
Ducar Auto peças
Ducar Veículos
Esteio
Elaine e Apoena Art
Entrelinhas
Espaço do Estudante
Giga Som
HZ Informática
Imobiliária Eva Muffato
Lanchonete UAI
Mafra Motos
Miga Sport
Monte Bianco Sorveteria
Revista Com a Palavra
I Janeiro a Junho de 2011
Mundo dos Retalhos
Nhá Chica Artesanatos
Parafuso e Cia
Paulistão
Point do Açai
POP Music
Pousada Paço do Lavradio
Psicomotora
RSC
Realce
Restaurante Amarelinho
Restaurante Pelourinho
Restaurante Rex
Restaurante Villeiros
Salão Cezane
Supermercado Marciano
Supemercado Karina
Supermercado Mavi
Supermercado Monterey
TGB Gráfica
Vidrazil
Aliança para o Futuro
Agitação! Efervescência! Participação!
2010
Projeto
Patrocínio:
Parceria:
Apoio Cultural:
FREI SERÁFICO
Convênio:
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Revista Com a Palavra nº 11