UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UNIDADE ACADÊMICA ESPECIALIZADA EM MÚSICA ESCOLA DE MÚSICA CURSO DE LICENCIATURA RANIEL KENNEDY ALVES DA SILVA AUTOAPRENDIZAGEM MUSICAL: Alternativas de ensino e aprendizagem do aluno de Licenciatura em Música fora do âmbito da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. NATAL/RN 2013 RANIEL KENNEDY ALVES DA SILVA AUTOAPRENDIZAGEM MUSICAL: Alternativas de ensino e aprendizagem do aluno de Licenciatura em Música fora do âmbito da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Monografia apresentada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, na área de educação musical como parte dos requisitos para obtenção do título de Licenciado em Música. Orientador: Profº. Dr. Jean Joubert Freitas Mendes. NATAL/RN 2013 RANIEL KENNEDY ALVES DA SILVA AUTOAPRENDIZAGEM MUSICAL: Alternativas de ensino e aprendizagem do aluno de Licenciatura em Música fora do âmbito da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Monografia apresentada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, na área de educação musical como parte dos requisitos para obtenção do título de Licenciado em Música. BANCA EXAMINADORA __________________________________________________________ PROF. DR. JEAN JOUBERT DE FREITAS MENDES UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (UFRN) (ORIENTADOR) __________________________________________________________ PROF. MSC. JOÃO PAULO DE ARAÚJO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (UFRN) (1º EXAMINADOR) ________________________________________________________ PROFª DRª. VALÉRIA LÁZARO DE CARVALHO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (UFRN) (2ª EXAMINADORA) Dedico este trabalho a música por ter contribuído dando um significado a minha vida, a minha companheira pela paciência, a meu irmão, a meus filhos e neto, a aos contestadores, e a todos que contribuíram de forma direta e indireta tornando para que isso fosse possível. AGRADECIMENTOS Agradeço ao meu orientador o professor Jean Joubert de Freitas Mendes. Por ter-me direcionado na escolha da minha pesquisa e me assessorar no processo do desenvolvimento desse presente trabalho. À Francisco dos Santos Kluwen pelo o apoio na organização do meu trabalho. À professora Aline de Pinho Dias por te me dado uma direção dentro da sua disciplina e que me fez compreender alguns aspectos do ser, assim contribuindo na minha formação como educador musical. Ao professor João Paulo Araújo pelo o apoio no Estágio Supervisionado. À Professora Valéria Lázaro de Carvalho que me fez compreender o significado da educação musical. Ao professor João Barreto Medeiros de Filho por ter contribuído significativamente me apoiando no começo dos meus estudos da música. Aos colegas do Curso de Licenciatura em Música e de outros Cursos pela amizade e companheirismo. A Audinêz Barreto pela paciência e dedicação na formatação desse presente trabalho. A professora Maristela Carvalho Cruz pela tolerância e seus ensinamentos. Não é preciso ensinar nada do que o aluno pode encontrar nos livros, pois essas questões ele pode resolver sozinho. É preciso aproveitar o tempo para fazer música, para improvisar, experimentar, discutir e debater. O mais importante é - sempre - o debate; nesse sentido, os problemas que surgem no decorrer do trabalho são mais importantes do que as soluções. (KOELLREUTTER (1982 apud BRITO, 2001, p. 32).. RESUMO A autoaprendizagem musical constitui-se em um fator que contribui no aprendizado do estudante de música, pois esse estudo do instrumento externo do âmbito da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do NorteEMUFRN busca trazer ferramentas que propicia a obtenção de informações ampliando os seus conhecimentos dentro do Curso de Licenciatura em Música. Desse modo o presente trabalho tem como objetivo apresentar um relato de uma pesquisa através de coletas de dados sobre a autoaprendizagem musical com os alunos do Curso de Licenciatura de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Com isso, essa pesquisa foi elaborada mediante um questionário e entrevista semiestruturada, que terá como caráter fundamental a descrição quantitativa sobre aspectos do aprendizado e desenvolvimento do discente que na sua maioria que busca conciliar os seus estudos acadêmicos com essa prática. Como também, constatar qualitativamente esse processo de autoaprendizagem dentro de sua rotina de estudo. Essa pesquisa objetiva a descrição e a observação, explanando as características gerais do desenvolvimento do aluno dentro da sua autoaprendizagem. A finalidade desse trabalho é de apresentar a importância dessa autoaprendizagem na vida acadêmica do aluno Curso contribuindo para a sua formação musical. Como também, registrar a importância do professor dentro dessa prática. Palavra chave: Autoaprendizagem musical. Desenvolvimento musical. Formação musical. ABSTRACT The musical self-study constitutes a factor that contributes to student learning music, because this study external instrument the scope of the Music School of the Federal University of Rio Grande do Norte - EMUFRN seeks to bring tools that provides obtaining information expanding their knowledge within the Bachelor of Music. Thus this paper aims to present an account of a search through collections of data about musical self-learning with the students of Bachelor of Music of the Federal University of Rio Grande do Norte. Thus, this research was developed through a questionnaire and semi-structured interview, which will have as its fundamental character description of the quantitative aspects of learning and development of students who mostly seeking to combine their academic studies with this practice. As also noted qualitatively this process of self-learning within your study routine. This research aims at the description and observation, explaining the general characteristics of student development within its self-learning. The purpose of this paper is to present the importance of this self-learning in the academic life of the student course contributing to his musical training. As well, registering the importance of the teacher within that practice. Keywords: Self Study musical. Musical development. Musical training. LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – A autoaprendizagem musical fora do ambiente escolar 25 Gráfico 2 – Recursos utilizados para a autoaprendizagem. 26 Gráfico 3 – Tempo de estudo de autoaprendizagem 26 Gráfico 4 – Tempo semanal utilizado para a autoaprendizagem 27 Gráfico 5 – A contribuição da autoaprendizagem para o Curso de Licenciatura em Música Gráfico 6 – Na sua formação como professor esta autoaprendizagem é essencial? 28 28 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 10 2 O CURSO DE LICENCIATURA EM MÚSICA NO BRASIL. 14 2.1 A PRÁTICA DE INSTRUMENTO HARMÔNICO 16 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 19 4 AUTOAPRENDIZAGEM MUSICAL SOB UM OLHAR REFLEXIVO 21 5 RESULTADOS DA PESQUISA 25 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 35 REFERÊNCIAS 36 APÊNDICE A - Questionário 38 10 1 INTRODUÇÃO A autoaprendizagem musical é aquela na qual o sujeito exerce plena autonomia e controle sobre suas práticas educacionais sendo constituída a partir da reunião de informações oriundas de fontes diversas, que tem relação com os gostos, valores e experiências pessoais de cada aprendiz. Segundo Couceiro (1998, p. 59): Há uma pluralidade de sentidos que hoje em dia é atribuído a auto formação, não havendo uma compreensão uniforme deste conceito. O que diferentes correntes teóricas e sociais têm em comum, é a afirmação e o reconhecimento da centralidade do sujeito no seu processo formativo. É o sujeito quem gere, decide se apropria da sua própria formação e das múltiplas aprendizagens que realiza. Nesse sentido, as três expressões (autoaprendizagem, autoinstrução, ou auto formação) se aproximam, sendo que privilegio o uso de autoaprendizagem sobre as demais por considerá-las mais apropriada e pertinente ao tema. O processo de investigação dessa presente pesquisa sobre a autoaprendizagem musical tornou-se possível através do histórico da minha autoaprendizagem musical e com isso buscou-se averiguar o crescimento dessa prática com os alunos do Curso de Licenciatura em Música, assim trazendo uma descrição sobre esse caso, pesquisando e revelando fatores que provocam questionamentos sobre os aspectos que envolve essa autoaprendizagem. Assim sendo, essa minha autoaprendizagem musical contribuiu de forma que possibilitou nortear o meu aprendizado “consciente” e assim, buscando uma análise com um olhar para essa prática. A minha autoaprendizagem com violão começou dentro da comunidade escolar no ano de 1980 através de observação dessa prática com o grupo de cinco amigos trocando informações musicais sendo alfabetizado (informalmente) musicalmente com as revistas de música tendo no seu conteúdo o repertório cifrado (Sistema de acordes) e letras da música. Entretanto, essa prática foi estendida para o bairro do Alecrim onde eu residia. Posteriormente no desenvolvimento dessa prática e teve como espelho um grupo de dez amigos que tinha essa prática de forma comunitária, ou seja, cada um tinha um aprendizado com o outro independente do nível musical e que a cada encontro mostrávamos uns aos outros e o que tinha produzido quanto o aprendizado e assim, essa troca de experiência era o nosso alicerce para o aprendizado da 11 música. Esses encontros eram dados de forma aleatória não tinha um dia e nem local específico, geralmente era nas calçadas das casas e que ao longo dos anos esse tipo de local para essa prática foi caindo em desuso. Desse modo, Gohn (2003, p. 14) cita: A aquisição de novos conhecimentos musicais faz parte de um processo que envolve, na maior parte dos casos, aspectos de reflexão mental e de habilidade técnicas principalmente quando se trata do aprendizado prático de instrumentos musicais. Os processos de autoaprendizagem podem ter resultados diversos, em que nem sempre o aprendiz desenvolve a capacidade de produzir novos conceito e ideias. Assim, Gohn (2003, p.14) reforça que: “[....] em muitas situações em que as habilidades técnicas são abordados, ele apenas reproduz a experiência do outro, através de exercícios mecânico de repetição continua.” O fomento dessa autoaprendizagem trouxe outros indivíduos de outras localidades da cidade que com isso trocávamos informações musicais. O surgimento desses indivíduos se deu através de convites de amigos do grupo e com isso agregava mais adeptos dentro dessa prática trazendo uma contribuição significativa no processo de integração e socialização. No entanto, com o surgimento no grupo de outros indivíduos com o conhecimento e o nível musical mais elevado, parte do grupo passou a ter esses indivíduos como referências e de certa forma os transformando-os em tutores. A escolha do repertório no grupo era individual e de acordo com o nível musical de, de cada praticante, ou seja, cada um trazia sua música para mostrar e dessa forma o individuo estava mostrando a sua evolução no instrumento. No entanto essa autoaprendizagem acontecia porque na época o acesso às escolas de músicas era difícil e as vagas eram insuficientes para a demanda. Nesse caso isso não ocorre na atualidade, pois com varias instituições do ensino da música, que traz a possibilidade do individuo escolher a escola e o instrumento que pretende aprender. Nesse sentido, o objetivo dessa presente pesquisa é investigar o processo de autoaprendizagem do estudante do curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte que busca entender os códigos da música “sozinho” baseado em materiais preparados para esta finalidade especifica. 12 Assim, este indivíduo recebe os conteúdos através de uma mediação, oriunda da internet, e utiliza um método sem a orientação direta de um professor, recebendo as informações e procurando transforma-las em conhecimento ou em um produto musical técnico. Esses métodos prometem facilitar a aprendizagem que a principio são destinadas a um público que necessita dessas informações musicais. Dessa maneira, Gohn (2003 p. 17) cita: Percebo enormes possibilidades nos processos de autoaprendizagem da música. As novas mediações tecnológicas podem atuar como ‘professores’ incansáveis para os aprendizes, dando oportunidade de progresso àqueles que não têm um tutor para corrigir seus erros. Os processos de aprendizagem musical frequentemente dependem da repetição continua de exercícios, e a tecnologia pode servir como o ‘espelho’ necessário para que as correções sejam feitas. No Brasil os documentos históricos nos mostram que há, desde o século XVII com os Jesuítas, o investimento na formação musical no âmbito escolar. (Figueiredo, 2011, p. 5). Esse desenvolvimento possibilitou mais tarde o surgimento dos cursos de formação superior em Música no país. Essa formação está embasada nos fundamentos na área da educação musical que vem crescendo exponencialmente. Sobre a área de atuação da Educação Musical, no atual momento, ela abrange diversos espaços que vão além das escolas especializadas. Assim sendo, ao longo dos anos a educação musical brasileira vem apresentando o desenvolvimento significativo como à área de conhecimento acadêmico-cientifico. Desse modo, abrindo possibilidades de novos cursos de pósgraduação, em nível de especialização, mestrado e doutorado. Assim, com o aumento de especialistas, mestres e doutores as pesquisas em educação musical tem se diversificado levando à ampliação das perspectivas teóricas e metodologias utilizadas de acordo com os encontros científicos, como também, as publicações desenvolvidas na área da educação musical. No entanto, a educação musical no Brasil possibilita ações na proposta de ensino da música que possa contribuir para o desenvolvimento do aluno, assim trazendo perspectiva que alicerce a sua formação, como também buscando a sua integração e socialização. Como afirma Koellreutter (1997 apud BRITO, 2001, p. 14) “a música tem uma função socializadora, unindo os homens, humanizando-os e universalizando-os”. 13 O ensino da educação musical permite ao educador musical uma prestação de serviço à sociedade no que tange o desenvolvimento sócio cultural, com o objetivo de democratizar e preparar o educando para o seu desenvolvimento intelectual buscando propiciar ao aluno uma formação ampla e plena. De acordo com Kater (2012, p. 42), a educação musical tem como objetivo: [...] atender às necessidades de promoção de conhecimento junto aos alunos, seu desenvolvimento criativo e participativo, não os situando na condição predominante de ‘público’, nem restringindo a ‘música na escola’ a apresentações, à música das aparências, das comemorações visíveis e exteriores. Por fim, a educação musical no Brasil aponta para uma necessidade de reflexão sobre o fazer pedagógico dentro da aprendizagem musical, possibilitando o desenvolvimento de análise constituída buscando trazer, percepções e expressões possam contribuir na construção de conhecimentos do aluno. Segundo Libâneo, (1992, p. 16-17): A prática educativa é um fenômeno social e universal, sendo uma atividade humana necessária à existência e funcionamento de todas as sociedades. Cada sociedade precisa cuidar da formação dos indivíduos, auxiliar no desenvolvimento de suas capacidades físicas e espirituais, prepara-los para a participação ativa e transformadora nas várias instâncias da vida social. Não há sociedade sem prática educativa nem prática educativa sem sociedade. A prática educativa não é apenas uma exigência da vida em sociedade, mas também o processo de prover os indivíduos dos conhecimentos e experiências culturais que os tornam aptos a atuar no meio social e a transformalo em função de necessidade econômica, sociais e politicas da coletividade. 14 2 O CURSO DE LICENCIATURA EM MÚSICA NO BRASIL A Licenciatura na área de Música representa a única possibilidade de profissionalização superior do professor de Música no Brasil, tendo como principal loco de formação a Universidade. No entanto, ainda são escassos os dados sistematizados sobre os aspectos que caracterizam a identidade das Licenciaturas na área de Música. O curso de Licenciatura em Música no Brasil tem como objetivo a formação de professores de música, que busca refletir e a investigar através do ensino e a transmissão da cultura musical. O discente do curso terá a oportunidade e possibilidade de se licenciar nas dimensões pedagógicas, artísticas e tecnológicas para atuar em atividades da Educação Musical como educador musical, crítico musical, oficinas culturais ou ainda qualquer outro trabalho que utilize a música como ferramenta para o desenvolvimento do individuo como pessoa e com isso, fazendo a sua integração e socialização. Musicalizar é dar ao indivíduo ferramentas básicas para a compreensão e a utilização da linguagem musical. Segundo Queiroz e Marinho (2009, p. 61): Tal fato se deve, sobretudo, ao reconhecimento da necessidade e da importância de propostas consistentes de educação musical nas escolas. Propostas que, definidas de acordo com as diferentes realidades educacionais do Brasil, permitam estabelecer, de maneira abrangente, um cenário musical educativo coerente, consistente e contextualizado com o que se almeja para a formação plena do individuo. O projeto político pedagógico do Curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte foi apresentado em agosto de 2004 com base nas recomendações e sugestões das novas Diretrizes Curriculares estabelecidas pelo Ministério da Educação. Assim sendo, o Curso de Licenciatura em Música abarca toda natureza formulada dentro do seu currículo que com isso, busca nortear o ensino da educação musical no concebe o ensino e aprendizagem em música, com esse significado, Segundo Brasil (2004, p. 9): O Curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte se propôs não propriamente a romper pura e 15 simplesmente com o modelo tradicional no que se refere à riqueza da tradição musical, mas sim com a mecânica prescritiva dos conteúdos pré-moldados, sejam eles de cunho tradicional europeu, sejam eles de natureza regional ou local. No que tange as competências pretendidas para o perfil do Licenciado em Música e com o olhar no desenvolvimento humano nas dimensões artísticas, culturais, sociais, científicas e tecnológicas, vem sendo evidenciado com destaque o desenvolvimento de competências artísticas pedagógicas, científicas e profissionais, abarcando o pensamento reflexivo. Com referência as competências citadas são entendidas como a capacidade de mobilizar articular e colocar em ação, valores que representam os conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho de atividades requeridas pela natureza do trabalho pedagógico na educação musical. Assim sendo, o Curso de Licenciatura em Música apresenta as seguintes modalidades de bolsas: Iniciação Científica da própria Universidade; Iniciação Científica de agências de fomento e Extensão. O Curso de Licenciatura em Música na sua estrutura curricular, através da linguagem estruturação musical, busca trazer mecanismos que possibilitam auxiliar a prática dos instrumentos harmônicos, com isso contribuindo na formação da educação musical do individuo no processo de construção de conhecimento dentro do processo de ensino e aprendizagem na educação musical. Assim sendo, o curso de licenciatura no que tange a prática do instrumento harmônico e linguagem estruturação musical traz o embasamento técnico e teórico e a compreensão da educação musical como uma linguagem e forma de conhecimento. Nessa perspectiva, do ensino e aprendizagem, segundo Freire (1996, p. 2526 apud BRASIL, 2004, p.9) cita: [ ...] Ensinar não é transferir conhecimentos, conteúdos, nem formar é ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado. Não há docência sem discencia, as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender... Ensinar inexiste sem aprender e vice-versa e foi aprendendo socialmente que, historicamente, homens e mulheres descobriram que era possível ensinar... E perceberam que era possível – e depois preciso – trabalhar maneiras, caminhos, métodos de ensinar. 16 O Curso de Licenciatura em Música, desse modo, parte do pressuposto que no processo do ensino e aprendizagem no que tange sua integração, bem como no cotidiano e na tradição do conhecimento musical dos discentes, possibilita abrir espaços para o surgimento de um contexto sociocultural mais expressivo e integral. Em pesquisa realizada por Kleber (2000 apud BRASIL, 2004, p.10) diz que: “’no que tange à formação do educador musical, as questões relacionadas à cultura estão localizadas no âmago da prática pedagógica’”. Com surgimento dessa prática é que os licenciados necessitam de uma formação que lhes possibilite condições para identificar os problemas pedagógicos e musicais nas distintas situações de atuação, assim buscando trazer soluções que provoquem transformações no próprio contexto. Dessa maneira, Libâneo (1992, p. 24) cita que: A pedagogia é um campo de conhecimento que investiga a natureza das finalidades da educação numa determinada sociedade, bem como os meios apropriados para a formação dos indivíduos, tendo em prepara-los para as tarefas da vida social. Uma vez que a prática educativa é o processo pelo qual são assimilados conhecimentos e experiências acumulados pela prática social da humanidade, cabe à pedagogia assegurá-lo orientando-o para finalidades sociais e politicas, e criando um conjunto de condições metodológicas e organizativas para viabiliza-lo. 2.1 A PRÁTICA DE INSTRUMENTO HARMÔNICO O curso de Licenciatura em Música da Universidade do Rio grande do Norte dentro dos seus componentes curriculares oferece disciplinas, que contribuem para o desenvolvimento do discente, tais como: prática de instrumento harmônico com opção em violão ou piano, I, II, III, IV, cada instrumento harmônico com quatro semestres de aula, Como também, consta nos seus componentes curriculares a prática de flauta doce I, II com dois semestres e o canto coral I. Essas disciplinas contempla o fazer musical em grupos. As disciplinas oferecidas na prática de instrumentos harmônicos buscam trazer o aprendizado do instrumento embasado no estudo da técnica do instrumento e o repertório, como também, a literatura do instrumento e suas possibilidades em prática de grupo. Portanto, o curso de licenciatura em música também oferta disciplinas que alicerça a base teórica de música e reforça o aprendizado do discente. Desse modo, são disciplinas como: Harmonia Funcional, Linguagem 17 Estruturação Musical, I, II, III, IV, Organização de Bandinha Rítmica, que contribui ampliando os conhecimentos do discente e assim posteriormente poderá utiliza-lo para diferentes fins, tais como: registro de canções e/ou arranjos e em composições de sua autoria. Assim sendo, o Curso de Licenciatura em Música proporciona o ensino dos instrumentos Harmônicos e melódicos, tem como modalidades representativas no ensino e aprendizagem do canto coral, flauta doce, piano e violão oferecendo uma formação de repertório que envolve a música da cultura europeia e da cultura popular brasileira envolvendo todos os aspectos da educação musical com o foco no instrumento. Desse modo, Brasil (2004, p. 9) diz que: Não é a pura substituição de um modelo prescritivo por outro que pode conduzir a uma formação que contemple em alguma extensão a diversidade da cultura musical, mas sim a integração nos processos educacionais da própria dinâmica das diferentes manifestações musicais a que todos os seres humanos são expostos. É preciso que no processo de construção do conhecimento se realize a relação entre o nosso patrimônio cultural local, regional ou nacional e o patrimônio cultural da tradição musical, sob a pena de se efetuar um empobrecimento cultural ainda maior do que o vigente nas sociedades massificadas. Por isso, podemos afirmar, segundo Pires (2000 apud BRASIL, 2004, p. 9): Que a produção do conhecimento musical precisa contemplar a multidirecionalidade, a interdisciplinaridade, a hipertextualidade. Isso, no entanto, não deve ser uma mera instrumentalização do indivíduo, mas sim um modo de fomentar sua atuação criativa frente às diversas situações novas que continuamente se apresentam na relação essencial e irredutível de ensino e aprendizado. O Curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte torna flexível a ação dos conhecimentos na medida em que a cultura musical revela novas invasões, seja de ordem técnica ou musical explorando as potencialidades de cada aluno de forma que penetre ao aceitar um currículo personalizado e, por conseguinte, em um aspecto individualizado. Os componentes curriculares estão organizados e distribuídos em Áreas de Conhecimento e se interrelacionam tanto por sua presença comum em problemas práticos e profissionais 18 quanto nos conteúdos curriculares. O Curso de Licenciatura em Música funciona no turno noturno com eventuais disciplinas oferecidas no turno matutino. No Brasil, a ausência de uma cultura de educação musical regular nas escolas é um fato, uma realidade que força os interessados a aprender música por vias alternativas. Nesse caso, a maioria das formas de autoaprendizagem participa de sistemas não formais ou informais de estudo de música existentes fora dos estudos formais que ocorrem em escolas e instituições. Desse modo, o sistema educativo informal é aquele que ocorre na socialização cotidiana, nas famílias e outros espaços de convivência. Dessa forma, a informalidade nessa autoaprendizagem musical, não é codificada em sistemas curriculares oficializados. 19 3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Os processos de autoaprendizagem com a proposta quantitativa e qualitativa dentro da presente pesquisa compõem uma análise reflexiva sobre os aspectos que representam a autoaprendizagem musical e buscam reforçar os números coletados dentro dessa pesquisa mostrando as possibilidades no que representa a autoaprendizagem musical com os alunos do Curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A análise avaliou quantitativamente a forma que essa autoaprendizagem é aceita e desenvolvida e buscou compreender qualitativamente os dados com a intenção de reforçar esse processo do auto aprendiz através de um olhar critico, desse modo contribuindo para o fomento de discussões sobre aspectos que norteiam essa prática. A princípio foi aplicado um questionário para trinta e oito alunos. Esse questionário foi um instrumento produzido para coletar as informações composta por um número pequeno ou grande de questões objetivas e sem a presença do entrevistador, tendo como o objetivo de fornecer resultados, porém, ressalvando aos alunos, que as perguntas seriam respondidas a partir do momento que eles ingressaram no curso, ou seja, se eles fazem essa autoaprendizagem paralelamente ao curso. O objetivo do questionário (APÊNDICE A) é trazer informações com a mostra através de gráficos mostrando a porcentagem de cada questão e com isso dando números reais para essa pesquisa. Como também, por meio de entrevistas semiestruturadas que possibilita a flexibilidade da entrevista com a utilização de adaptações durante a entrevista. Desse modo o entrevistador pode inserir novas perguntas e ainda reformular questões e inverter a ordem das questões pré-estabelecidas. No entanto, o questionário e as entrevistas semiestruturadas fornecem dados significativos sobre a autoaprendizagem dos discentes do Curso de Licenciatura em Música, com isso buscando suas razões e implicações, trazendo informações expressivas para o Curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Como também, refere-se ao reconhecimento e avaliação dos dados, das intenções e dos objetivos da mesma. Segundo Marconi e Lakatos (2010, p. 140), “toda pesquisa deve ter um objetivo determinado para saber o que vai procurar e o que se pretende alcançar”. Como afirma Ander-Egg (1978 20 apud MARCONI; LAKATOS, 2010, p. 140-141) deve partir “’de um objetivo limitado e claramente definido, sejam estudos formulativos, descritivos ou de verificação de hipóteses’”. Porém, através das respostas assinaladas pelos alunos, foram abordadas as seguintes questões: você pratica a autoaprendizagem musical fora da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte? Porque você acha que essa prática ocorre? Segundo Cervo (1978 apud MARCONI; LAKATOS, 2010, p. 141), os objetivos podem definir “a natureza do trabalho, o tipo de problema a ser selecionado, o material a coletar”. Podem ser intrínsecos e extrínsecos, teóricos ou práticos, gerais ou específicos, a curto ou em longo prazo. Respondem ás perguntas: Por quê? Para quê? E para quem? Com isso, a natureza dos resultados dessa pesquisa forneceu informações significativas no que tange a autoaprendizagem musical e aponta alguns fatores que em um futuro próximo venha contribuir com ideias que proporcione ao aluno do Curso de Licenciatura em Música, agregando os conhecimentos da sua autoaprendizagem, assim contribuindo para a sua formação. Para manter o anonimato dos respondentes, foram utilizadas as letras do alfabeto e no processo de análise dos dados fizemos uso de transcrição das entrevistas mantendo a narrativa literal. Deste modo foram mantidos os ‘problemas gramaticais’ ou de pontuação para que o texto ficasse o mais próximo do que foi expresso pelos alunos. 21 4 A AUTOAPRENDIZAGEM MUSICAL SOB UM OLHAR REFLEXIVO Alguns estudos da área de Educação Musical no Brasil têm se dedicado à observação de práticas de aprendizagem musicais fora do ambiente escolar. O processo de autoaprendizagem pressupõe que, fora do ambiente escolar, das instituições de ensino e aprendizagem, muitos jovens, com o desejo de aprender a tocar um instrumento por conta própria, estabelece e cria valores e significados advindos, dentre outros, do próprio interesse e do ambiente em que vivem influenciados por uma série de fatores. Segundo Couceiro (1998, p. 59): Há uma pluralidade de sentidos que hoje em dia é atribuído a auto formação, não havendo uma compreensão uniforme deste conceito. O que diferentes correntes teóricas e sociais têm em comum, é a afirmação e o reconhecimento da centralidade do sujeito no seu processo formativo. É o sujeito quem gere, decide se apropria da sua própria formação e das múltiplas aprendizagens que realiza. Nesse sentido, as três expressões (autoaprendizagem, autoinstrução, ou auto formação) se aproximam, sendo que privilegio o uso da autoaprendizagem sobre as demais por considerá-las mais apropriada e pertinente ao tema. Assim sendo, a maioria das formas de autoaprendizagem participam de sistemas não formais ou informais de estudo de música, existentes fora dos estudos formais que ocorrem em escolas e instituições. Sistema educativo: o informal (a autoaprendizagem), aquele que ocorre na socialização cotidiana, no ambiente familiar e religioso, nos clubes e outros espaços de convivência. Desse modo, os processos de autoaprendizagem musical ocorrem na sua origem a partir de uma ideia em que a música não se aprende na escola e força o aprendiz a procurar meios alternativos. Nesse sentido, a autoaprendizagem (informal) na educação musical também cumpre um papel formativo que resulta na transmissão de informações, já que a música está presente na maioria das situações da vida cotidiana e que a mídia contribui nesse processo influenciando o auto aprendiz, assim, a educação musical informal fornece uma base para que o aprendiz possa aplicar em sistema não formal (conservatórios e professores particulares). A autoaprendizagem musical é aquela na qual o sujeito exerce plena autonomia e controle sobre suas práticas educacionais sendo constituída a partir da reunião de informações oriundas de fontes diversas, que tem relação com os gostos, 22 valores e experiências pessoais de cada aprendiz. Desse modo, é possível afirmar que na autoaprendizagem se aprende perguntando, questionando, observando, reproduzindo e comparando-se a outros de músicos com vasta experiência. Como afirma Gohn (2003, p. 31): A autoaprendizagem é possível devido a características inatas e inerentes ao aprendiz. O individuo que decide aprender música sozinha tem total interesse na matéria e relaciona o estudo com as informações presentes em seu cotidiano (informal). Procura elementos na sua vida diária que acrescentem e contribua com o seu processo. Estabelece para si as condições para desenvolver seu potencial – objetivando independência, criatividade e autoconfiança e combina sentimentos e inteligência para obter resultados. A autoaprendizagem musical possibilita ao indivíduo centralizar a sua forma de aprendizado através das informações presentes no seu cotidiano, tais como; livros, revistas e internet, com isso, o aprendiz avalia as opções disponíveis buscando contribuir no seu desenvolvimento de sua autocritica e de sua auto apreciação. Segundo Litto (1997 apud GOHN, 2003 p. 31) afirma que: “a função dos educadores neste processo é selecionar o que se considera importante e colocar este material diante do aprendiz que é em ultima analise, o principal responsável para sua própria educação.” Nesse contexto, assim como os espaços e horários são flexíveis também são os conteúdos abordados, pois, na maioria dos encontros com outros músicos ou via internet, tem-se por base os gostos e ambições musicais que partem do aprendiz. Assim sendo, os objetivos da autoaprendizagem são construídos no processo interativo, gerando conhecimento possibilitando uma educação formativa. Segundo Gohn (2003, p. 32) “’o aprendiz que opta por um programa de autoaprendizagem tem que enfrentar vários desafios: adquirir um material, organizalo e traçar um plano de estudo, isto é, terá que desenvolver uma pedagogia para sua aprendizagem’”. Na perspectiva dessa prática pude perceber dois níveis de autoaprendizagem que são; as práticas consciente e inconsciente. As práticas de autoaprendizagem musical inconsciente ocorrem sem nenhuma sensação particular de que o aprendizado está acontecendo, ou seja, o aprendiz desenvolve vários conteúdos, porém, não sabe aplica-los, pois, não há orientação no sentido de 23 uma direção. A prática de autoaprendizagem musical consciente ocorre quando o estudante sabe que está aprendendo ou se esforçando para aprender. Nesse sentido, o aprendiz consciente possui alguns objetivos dentro da sua percepção, visando um direcionamento para seus estudos informal que contribua no seu processo de autoaprendizagem musical. Desse modo, Segundo, Rodgers (1974 apud GOHN (2003, p. 31): Os seres humanos têm natural potencialidade de aprender A aprendizagem significativa verifica-se quando o estudante percebe que a matéria a estudar se relaciona com os seus próprios objetivos. A aprendizagem auto iniciada que envolve toda pessoa do aprendiz – seus sentimentos tanto quanto sua inteligência – é a mais durável e impregnante. A independência, a criatividade e a autoconfiança são facilitadas quando a autocritica e a auto apreciação são básicas e a avaliação feita por outros tem importância secundária. Gohn (2003, p. 31) reforça os preceitos de Rodgers quando afirma que:. Estes preceitos, da autoaprendizagem são possíveis devido a características inatas e inerentes ao aprendiz. O individuo que decide aprender música sozinha tem total interesse na matéria e relaciona o estudo com as informações presentes em seu cotidiano. Procura elementos na sua vida diária que acrescentem e contribua com o seu processo. Estabelece para si as condições para desenvolver seu potencial – objetivando independência, criatividade e autoconfiança e combina sentimentos e inteligência para obter resultados. Um aspecto importante na Educação musical recente tem sido a valorização e o estudo de práticas de aprendizagem musical envolvendo meios extraescolares, ou seja, a prática que não é vinculada a qualquer instituição de ensino. De acordo com Libâneo (1996 apud Corrêa, 1999, p. 2) "há uma diversidade de práticas educativas na sociedade e, em todas elas, desde que se configurem como intencionais, está presente a ação pedagógica". A prática informal utilizada pelo estudante paralelo ao seu curso de licenciatura em música traz uma observação com um olhar de interrogação no qual essa pesquisa tenta responder a algumas questões atuais como: porque essa prática do estudo informal fora da Escola de Música? Como qualificar essa prática? E se essa autoaprendizagem traz implicações e contribuições para o curso de Licenciatura de Música. 24 Os resultados dessa pesquisa pretendem contribuir para a reflexão do estudante bem como para os cursos existentes Escola de Música Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Segundo Tourinho (1996; SOUZA, 1996; BOZZETTO 1999 apud Corrêa, 1999, p. 2): “Alguns estudos da área de Educação Musical no Brasil têm se dedicado à observação de práticas de aprendizagem musicais fora do ambiente escolar.” O grande acervo de material sobre música disponível na atualidade nas diferentes mídias, tais como: revistas, livros, vídeos, internet, busca auxiliar dentro do processo da autoaprendizagem musical, dessa forma, baseado em materiais frequentemente preparados para esta finalidade especifica. Como o objetivo dessa presente pesquisa busca investigar a relação dessa prática entre os estudantes do Curso de Licenciatura em Música procurando compreender os processos envolvidos na autoaprendizagem fora do âmbito da Escola de Música, pretende-se descrever os procedimentos que o estudante utiliza para aprender o seu instrumento e seus princípios metodológicos utilizados no processo de autoaprendizagem musical. Segundo Gohn (2003, p.29): Os indivíduos que procuram avançar para outras etapas educacionais, prosseguindo em carreiras dedicadas às artes mantêm processos de autoaprendizagem. Nos estudos musicais formais em níveis mais avançados, quando há um objetivo de aperfeiçoamento através de cursos de pós-graduação nas universidades, especialmente nas áreas praticas da realização musical, a autoaprendizagem é um elemento importante. Neste sentido, este trabalho foi concebido principalmente a partir de meus questionamentos acerca de como seria essa autoaprendizagem musical utilizada pelos discentes do Curso de Licenciatura em Música e como também o seu tempo disponível para essa prática. Considerando esses fatores, a presente pesquisa busca uma compreensão da autoaprendizagem (autoinstrução ou informalidade) musical. Desse modo, visando o interesse do discente dentro dessa prática paralela e se a educação musical informal cumpre o seu papel formativo trazendo influências ou não para o Curso de Licenciatura em Música. 25 5 RESULTADOS DA PESQUISA O objetivo principal dessa pesquisa é a realização de um estudo sobre a utilização de algumas ferramentas no processo de autoaprendizagem do aluno do Curso de licenciatura em música. A partir de recursos e possibilidades existentes destacaremos elementos que fomentam essa prática traduzindo em elementos relacionados a estatísticas que contribui mapeando o universo do auto aprendiz. Nesse sentido, as respostas quantitativas se destacam e reforçam a importância das argumentações dadas as respostas afirmativas e negativas. Desse modo, temos as respostas afirmativas e negativas de forma descritiva, como também, as porcentagens apresentado por um gráfico representando as respostas obtidas no questionário (APÊNDICE A). Na primeira questão, trinta alunos assinalaram com uma afirmativa, e oito alunos assinalaram negando. Assim sendo, na primeira questão o Gráfico 01 mostra os números de 78,95% para a resposta afirmativa e 21,05% para a resposta negativa. Com esses resultados, os números reforçam a finalidade dessa pesquisa mostrando o posicionamento do aluno do Curso de Licenciatura em Música, afirmando que grande parte dos alunos da Licenciatura em Música sente a necessidade de complementar a sua formação com a autoaprendizagem. Gráfico 1 – A autoaprendizagem musical fora do ambiente escolar. 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 78,95% 30% 20% 21,5% 10% 0% SIM Fonte: O autor (2013). NÃO 26 Gráfico 2 – Recursos utilizados para a autoaprendizagem. 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 53% 47% 20% 10% 0% Vídeo, amigos, revistas especializada e livros Somente video Fonte: O autor (2013). Neste resultado, 53% assinalaram os quatro itens de resposta disponibilizados, a saber: livro, revista especializada, internet e vídeo-aula. Os outros 47% assinalaram apenas a opção “vídeo-aula”. Os dados demonstram que a maioria dos alunos utilizam diversas formas para a sua autoaprendizagem, mas a vídeo-aula é o material referencial para esta prática estando presente em 100% das respostas. Gráfico 3 – Tempo de estudo de autoaprendizagem 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 70% 30% 20% 10% 30% 0% 0% 0% Há menos de um ano Há mais um e menos de dois Há mais dois e menos de três anos Há mais de três anos Fonte: O autor (2013). A questão de número três, vinte e dois alunos assinalou que aprendem o instrumento informalmente há mais de três anos, porém, oito alunos assinalaram 27 que aprendem há menos de um ano. Dessa forma, essa questão contém os números de 30% para “há menos de um ano” e 70% há mais de três anos. Percebe-se através do maior número da porcentagem um processo de autoaprendizagem de algo em torno de seis semestres, tempo esse que o aluno poderia ter utilizado no Curso de Extensão ou Técnico de Música. Gráfico 4 – Tempo semanal utilizado para a autoaprendizagem 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 56,67% 20% 10% 26,66 0% 0% Menos uma hora Entre uma e três horas 16,67% Entre três e seis horas Mais de seis horas Fonte: O autor (2013). Na quarta questão, dezessete alunos assinalaram que utilizam entre uma e três horas semanalmente para a sua autoaprendizagem, e cinco alunos assinalaram mais de seis horas semanalmente e oito alunos utilizam menos de uma hora semanalmente. Nessa questão contém os números de 26,66% menos de uma hora, 56,67% entre uma e três horas e 16,67% para mais de seis horas. Em números gerais essa questão indica que os alunos utilizam um tempo médio para o estudo do instrumento semanalmente. Assim sendo, mesmo com os recursos utilizados na autoaprendizagem, os números reforçam o tempo escasso desses alunos para essa prática. 28 Gráfico 5 – A contribuição da autoaprendizagem para o Curso de Licenciatura em Música 120% 100% 80% 60% 96% 40% 20% 4% 0% SIM NÃO Fonte: O autor (2013). Na questão de número cinco, vinte e nove alunos responderam que sim, e um aluno respondeu que não. Nessa questão contém os números de 96% afirmando e 4% negando. Desse modo, há um número significativo de alunos que afirma a importância da autoaprendizagem contribuindo no seu desenvolvimento do Curso de Licenciatura em Música. Gráfico 6 – Na sua formação como professor esta autoaprendizagem é essencial? 29 100% 90% 80% 70% 60% 50% 96% 40% 30% 20% 10% 0% 4% NÃO SIM Fonte: O autor (2013). Na questão de número seis, vinte e nove alunos o que equivale a 96% responderam afirmando que sim e um aluno respondeu com uma negativa, remetendo a 4% do universo pesquisado. O questionário na primeira pergunta, um dos itens cita: “se você assinalou afirmando, siga para questão de número dois”, porém, dois dos entrevistados que responderam negando na primeira questão tiveram a percepção de responder afirmando na sexta questão. Com resposta dos dois alunos pode-se perceber que mesmo esses alunos não terem passado por uma autoaprendizagem consideram importante para sua formação como docente. Através de dados coletados no questionário aplicado para os alunos do Curso de Licenciatura em Música surgiram novos questionamentos que trouxeram implicações sobre a temática pesquisada. Com isso, foram abordados novos questionamentos no sentido de provocar uma reflexão que possibilitasse uma compreensão no que se refere à Prática da autoaprendizagem musical. Dessa forma, foi feita uma entrevista semiestruturada baseada nas respostas do questionário. Foram selecionadas as seguintes perguntas: por que você faz essa autoaprendizagem fora do âmbito da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte? Porque você acha que isso ocorre? 30 Assim sendo, o aluno A respondeu: “Eu acho que o Curso de Licenciatura em Música só leva para as metodologias educacionais no ensino da música com o ensino de arranjos de bandinhas rítmicas, e fazer arranjos vocal e instrumental e o foco do curso quanto instrumento é de piano, flauta doce e violão.” (informação verbal) 1. O aluno A pratica guitarra informalmente. Na segunda pergunta, ele respondeu: “Faço essa autoaprendizagem fora porque não tenho nível para fazer as provas para o curso técnico de música principalmente a prova de teoria musical.” (informação verbal) 2. Como também, foi perguntado por que ele não faz o curso de extensão na Escola de Música? O aluno respondeu: “Acho que o curso de extensão não atende a minha pretensão, pois, eu aprendendo a teoria musical associado com a minha prática instrumental pela internet.” (informação verbal) 3. Com essas respostas acredito que a sedução da informalidade dentro dessa prática oferece várias opções para o aluno se sentir confortável no seu aprendizado. Essa mesma reflexão nos leva a pensar se não seria necessário um novo formato de curso de ensino superior de música que abarcasse as necessidades dos alunos, promovendo uma flexibilidade que inclua os mais diversos modos e tempos de aprendizagem. O entrevistado B respondeu: “Eu tinha uma necessidade de aprender ou ter o conhecimento de leitura de partitura e o meu professor de instrumento harmônico me influenciou a fazer isso.” (informação verbal) ¹. Na segunda questão, respondeu: “Acho o que ocorre é muito natural essa procura da autoaprendizagem, porque o curso de extensão deixa você bitolado, muito embora, mesmo se a Escola de Música ofertasse o curso básico eu permaneceria na autoaprendizagem (informação verbal) ². 1Informação 2Informação fornecida pelo aluno A através de entrevista, na EMUFRN, em outubro de 2013. fornecida pelo aluno A através de entrevista, na EMUFRN, em outubro de 2013. 3Informação fornecida pelo aluno A através de entrevista, na EMUFRN, em outubro de 2013. 31 Talvez essa segunda resposta seja uma defesa do aluno. No caso, seria interessante a Escola de Música proporcionar um curso básico de teoria musical com o foco no solfejo e ditado rítmico e melódico para auxiliar nessa questão, pois muitos alunos não tem um alicerce básico da teoria. A entrevistada C diz: “Acho mais fácil aprender na internet, que com isso me proporciona mais informação no meu estudo de violão.” (Informação verbal) ¹. Como também, cita que antes de praticar o violão no curso de licenciatura já utilizava essa prática pela internet. Na segunda pergunta, a entrevistada C diz: “Os alunos não levam a aula de instrumento no curso de licenciatura a sério, pois eles não querem ter a responsabilidade de aprender na aula toda semana naquele horário e ao contrário da internet que está a sua disposição qualquer hora, ou seja, tendo uma flexibilidade com horário e não reprova por falta.” (Informação verbal) ² Nessa declaração, a entrevistada afirma a condição de auto aprendiz e reforça os números das percentagens na questão de número quatro do questionário. E acha que a flexibilidade nos dias e horários de estudo com o instrumento é mais um atrativo dessa autoaprendizagem. A criação de algumas disciplinas à distância, tais como; violão e teoria musical com dias e horários previamente marcados seria uma alternativa para esse caso, pois, o aluno tendo acesso à internet na sua residência não se deslocaria até a Escola de Música. A entrevistada D respondeu assim: “Eu acho que a autoaprendizagem fora da instituição é mais acessível, ou seja, mais rápido e que na dúvida eu pesquiso só para ampliar os meus conhecimentos.” (Informação verbal) ¹ Na segunda pergunta, a entrevistada D diz: “Eu busco informações em outra fonte que é uma maneira mais fácil de conseguir as respostas, pois, na Escola de Música o tempo dessa prática é limitado.” (Informação verbal) ² As facilidades de se obter os conteúdos são inúmeras nessa prática pela internet. Mesmo sem um tutor, o aluno recebe uma série de informações sem ter um tempo determinado ou cobrado para essa prática. A Escola de Música deveria adotar uma espécie de ‘Clinic Open’4 (clinica aberta), ou seja, teria um professor 4 A prática do Clinic Open já foi adotada com sucesso em universidades como a Berklee e Faculdade Souza Lima. Em nossa pesquisa não foi possível identificar se esse tipo de prática é mantida. É sabido que na UFRN o 32 para atender o aluno tirando suas dúvidas na teoria musical e na prática instrumental em horários pré-estabelecidos dentro do curso de licenciatura. O entrevistado E disse: “Mesmo eu sendo um instrumentista, prefiro praticar através dos métodos internet e com o auxilio do maestro da banda de música, pois, não tenho um horário específico, eu pratico o instrumento entre o intervalo de uma atividade e outra no dia a dia.” (Informação verbal) ¹. No entanto, o aluno E mencionou: “O meu instrumento está em segundo plano o que está em primeiro plano é o curso de licenciatura em música.” (Informação verbal) ². O entrevistado F respondeu: “Eu procurei a autoaprendizagem por não ter um tempo disponível para estudar o instrumento (guitarra) no curso técnico na Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, no entanto as minhas aulas pela internet têm os horários mais flexíveis, pois tento conciliar o meu tempo de estudo do instrumento com o trabalho e o curso de licenciatura em música. E acho que o aprendizado do instrumento pode ocorrer em casa pela internet e não necessariamente na Escola de Música.” (Informação verbal) ¹. Nesse caso, a Escola de Música poderia proporcionar aos alunos do curso um estudo individualizado ou em grupo de acordo o os níveis, tendo aula com um professor (monitor) de Guitarra no período noturno. O entrevistado G disse: “Tudo começou porque eu não tinha nível para entrar no curso técnico, porém, posteriormente consegui entrar no curso técnico de violão em 2013 com ajuda de alguns amigos que fazem o bacharelado em música e pelo meu professor da disciplina pratica de instrumento harmônico (violão).” (Informação verbal) ¹. “Eu acho que autoaprendizagem ocorre fora da escola pela flexibilidade dos horários que a internet proporciona e com isso o aluno tem mais estímulo para o estudo do instrumento e penso que o aluno instrumentista tem interesse em aprender a parte prática e não se interessa pela parte teórica.” (Informação verbal) ². Segundo o entrevistado o auxilio dos colegas foi preponderante para o seu ingresso no Curso Técnico de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Dessa forma, identificamos que a autoaprendizagem ocorre inclusive dentro da própria Escola de Música. Regulamento dos Cursos de Graduação indica que o professor disponibilize um tempo para atendimento extra classe, embora isso não seja uma prática. 33 Desse modo, a Escola de Música poderia, como alternativa, inserir professores (monitores) de violão nos três turnos com dias e horários estabelecidos e o conteúdo programático de acordo com os níveis dos alunos para auxiliar os alunos do curso. O aluno H citou: “Eu fiz a minha autoaprendizagem do estudo de guitarra pela internet que é algo mais direto, sem arrodeio, tudo dentro do que eu quero aprender.” (Informação verbal) ¹. “Eu acho que a procura por uma autoaprendizagem dos alunos do Curso de Licenciatura em Música ocorre por causa da flexibilidade do horário e com isso prefere a internet e que para entrar no curso Técnico de Música as vagas são limitadas e precisa ter um bom nível.” (Informação verbal) ². Outra alternativa nesta situação, seria a criação um curso preparatório de guitarra, violão e teoria musical para o Curso Técnico de Música. Essas respostas coletadas de forma escrita, nesta presente pesquisa, buscou evidenciar os acessos às novas tecnologias trazendo critérios que reforçam a utilização dessas ferramentas na autoaprendizagem musical. As entrevistas demostraram que essas ferramentas principalmente a internet buscaram auxiliar o aluno no seu desenvolvimento no Curso de Licenciatura em Música. Através das entrevistas, pode-se perceber que a autoaprendizagem dos alunos do curso de Licenciatura em Música tem como seu principal foco o instrumento, tais como: o violão e a guitarra elétrica. Como também, percebe-se a dificuldade do aprendizado no que tange a teoria musical e que a flexibilidade na internet com os horários de estudo traz essa comodidade para o auto aprendiz. Porém, as respostas mostram a importância do aluno em obter o conhecimento dentro da sua autoaprendizagem, como também, agregar essa prática ao Curso de Licenciatura em Música dentro das suas disciplinas teóricas que possibilita auxiliar a prática instrumental no que representa os seus componentes curriculares. Nesse modo, Iazzetta e Kon (1998 p. 27-44) citam: [....] Mais e mais indivíduos têm se interessado em buscar uma aproximação com a música, por meio de uma formação mais livre e acessível do que a oferecida pelos tradicionais conservatórios e 34 escolas de música. Na maior parte das vezes, essas pessoas buscam um primeiro contato com os elementos básicos que permitem algum tipo de interação direta com o material musical. Mesmo que essa interação ocorra apenas num nível superficial ou bastante simplificado o fato de ela permitir que o indivíduo atue diretamente na criação musical. De ouvinte passivo ele passa a atuar como músico, interferindo no processo de criação e performance musical. Nesse caso a ideia da autoaprendizagem é extremamente sedutora, pois num primeiro momento ela atrai para a prática musical pessoa interessadas em música, mas que talvez não tivesse disponibilidade para percorrer o longo caminho da formação tradicional de um músico. O desenvolvimento musical do aprendiz na sua autoaprendizagem envolve todos os processos de aprendizagem dentro dessa prática informal. A autoaprendizagem nos aspectos de utilização de ferramentas propicia uma sedução no que representa a modalidade “internet” com isso, simplificando o estudo do instrumento do auto aprendiz. Porém esses estudos não direcionam o aprendiz, pois nesse processo de autoaprendizagem não há um professor para corrigi-lo e orienta-lo. Assim sendo, a importância do professor é fundamental, pois o professor orienta o aprendiz ajudando a compreender os conteúdos, bem como, entender o seu processo de desenvolvimento e dessa forma contribuir significativamente na vida do auto aprendiz. Nesse sentido, o professor está envolvido como organizador do material que servirá de mediação para auxiliar o aprendiz no seu ensino formal contribuindo na sua formação. Desse modo, Brasil (2004, p.11-12) cita: Um professor atualizado será aquele que busque estar qualificado para entender e conviver com “os novos paradigmas perceptivos, novas relações de tempo e espaço, múltiplos interesses, poderes, modos tecnológicos de comunicação”. É de fundamental importância que o professor de música hoje, esteja preparado e domine conhecimentos que lhe possibilitem desenvolver uma educação musical que integre contemporaneidade e diversidade cultural, que respeite e reconheça o conhecimento e as experiências que os alunos possuem fruto do seu meio sociocultural, de seu cotidiano e que fundamentalmente possa contribuir para ampliar o universo desse conhecimento. 35 36 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho teve como sujeito central de investigação o estudante do curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que de modo informal utiliza várias metodologias sem a orientação direta de um professor. Foi apresentado nessa pesquisa um olhar sobre o panorama da utilização dos recursos da autoaprendizagem feita pelos alunos do Curso de Licenciatura em Música com destaque para a utilização da Internet e vídeos-aula, como recursos que ao longo dos anos vem se modificando constantemente e com isso ampliando novas possibilidades dentro da autoaprendizagem. Essa prática adquirida pelos alunos leva a concluir que a utilização dessas ferramentas facilitou o desenvolvimento da sua prática musical devido, sobretudo, aos horários flexíveis e conteúdos direcionados para as principais necessidades, ampliando a qualidade de sua aprendizagem. Assim sendo, o convívio no cotidiano com recursos tecnológicos tem propiciado uma evolução musical potencializando o seu auto aprendizado. Segundo Gohn (2003, p. 181): Nasce assim à necessidade de uma ‘educação tecnológica’, ou seja, uma educação para decodificar e sistematizar o uso das tecnologias, de forma a preparar os aprendizes musicais a verem a fusão de diversas tecnologias que permeiam as atividades musicais com naturalidade, como um fato inerente ao ato de aprender ou apreciar a música, e que desenvolva as capacidades e habilidades necessárias para lidar com os aparelhos e metodologias atuais. Por fim, identificamos que a formação do individuo musicalmente consiste em uma busca de compreender alguns fatores que se apresentam ao logo do curso de Licenciatura em Música. Porém, as respostas nas entrevistas mostram a importância do aluno em obter o conhecimento dentro da sua autoaprendizagem, como também, agregar essa prática ao Curso de Licenciatura em Música. No entanto, a sede do aluno pelo aprendizado visa trazer uma perspectiva de alternativas de horários que possibilite trazer mecanismos que auxilie na sua prática do instrumento harmônico, e assim possa contribuir na sua formação acadêmica. 37 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Escola de Música. Curso de Licenciatura em Música: projeto de curso. Natal, ago. 2004. Disponível em:<http://www.musica.ufrn.br/em/wpcontent/uploads/2011/02/Projeto-Licenciatura-em-M%C3%BAsica.pdf>. Acesso em: 9 out. 2013. BRITO, Teca Alencar de. Koellreutter educador: o humano como objetivo da educação musical. São Paulo: Peirópolis, 2001. CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia cientifica: para uso dos estudantes universitários. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1978. CORRÊA, Marcos Kroning. Violão sem professor: um estudo sobre processos de autoaprendizagem musical com adolescentes. 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A motivação e o desempenho escolar na aula de violão em grupo: influência do repertório de interesse do aluno. UFBA: Dissertação de Mestrado.1995. . 39 APÊNDICE A – Questionário 1-Você aprendeu algum tipo de instrumento na informalidade? SIM ( ) NÃO ( ) Se você assinalou “sim”, siga para a questão n. 2. 2-Essa aprendizagem informal se deu através de: Vídeo(s) ( ) amigos ( ) revistas especializadas ( ) livros ( ) outros ( ). Se você assinalou a opção “outros” indique qual(is): ___________________________________________________________________ 3-Há quanto você aprende informalmente? Há menos de um ano ( ) Há mais um e menos de dois anos ( menos de três anos ( ) Há mais de três anos ( ) ) Há mais dois e 4-Quanto tempo (semanalmente) você utiliza (ou) para a sua autoaprendizagem? Menos uma hora ( ) Mais de seis horas ( Entre uma e três horas ( ) ) entre três e seis horas ( ) 5-Você acha que a autoaprendizagem contribui para o seu desenvolvimento na licenciatura em música? SIM ( ) NÃO ( ) Se você respondeu “sim” na questão de número 5 responda a questão seguinte: 6-Para a sua formação como professor esta autoaprendizagem é essencial? SIM ( ) NÃO ( )