CLEDILSON MENDES COLIM O JOGAR/BRINCAR PARA O APRENDIZADO DO VOLEIBOL UFMS – UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GORSSO DO SUL CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA Corumbá – MS 2014. CLEDILSON MENDES COLIM O JOGAR/BRINCAR PARA O APRENDIZADO DO VOLEIBOL UFMS – UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GORSSO DO SUL CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA Corumbá – MS 2014. UFMS – UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA CLEDILSON MENDES COLIM O JOGAR/BRINCAR PARA O APRENDIZADO DO VOLEIBOL Corumbá – MS 2014. CLEDILSON MENDES COLIM O JOGAR/BRINCAR PARA O APRENDIZADO DO VOLEIBOL Monografia apresentada como requisito parcial para a conclusão do Curso de Licenciatura em Educação Física para obtenção do Título de licenciado em Educação Física. Orientadora: Micheli Verginia Ghiggi. Corumbá – MS 2014. DEDICATÓRIA Dedico este trabalho à minha maravilhosa mãe e para o meu pai que está ausente, pelo incentivo ao estudo, pelas oportunidades que me ofereceram e pelo exemplo de garra de minha mãe. AGRADECIMENTOS A minha família por todo apoio e confiança que tiveram em mim, em especial minha mãe e meu pai que está ausente, mais muito presente em meu coração, pois se não fosse por eles meus estudos não seria prosseguido, e não teria terminado esse trabalho, devido à alguns problemas. À minha orientadora, Professora Me. Micheli Virgínia Ghiggi, pela paciência e compreensão. Aos professores do Curso de Educação Física do Campus do Pantanal pela contribuição durante minha formação. A todas as pessoas que me ajudaram nessa etapa da minha vida. E claro à Deus pela força e determinação durante o curso. “A qualidade do vencedor é nunca desistir” (Autor desconhecido). RESUMO Esta pesquisa trata das possibilidades do aprendizado do voleibol através das ferramentas pedagógicas jogar/brincar nas aulas de Educação Física. Sob um olhar de diferentes autores sobre o lúdico e jogar/brincar. Entendemos que a brincadeira e o jogo são manifestações que podem facilitar o processo de aprendizagem das crianças, possibilitando a construção da reflexão, da autonomia, cooperação e da criatividade, estabelecendo desta forma uma relação mais estreita entre o ensino e a aprendizagem, facilitando o conhecimento. A pesquisa teve como objetivo geral, investigar sobre a possibilidade do aprendizado do voleibol na escola através do lúdico como princípio pedagógico. Partindo deste princípio, inicialmente podemos considerar que as brincadeiras e os jogos podem beneficiar o educando no processo de compreensão sobre o que está sendo ensinado. O conteúdo jogar/brincar objetiva o aprendizado e a assimilação dos fundamentos do voleibol, sendo importante a ampliação de estudos sobre o tema relacionado ao contexto escolar. Com relação aos resultados constatamos que a compreensão dos alunos através do jogar/brincar os levou a certos benefícios como alegria, bem estar, e interação entre meninos e meninas. Sendo assim, o jogar/brincar pode ser inseridas nas aulas de Educação Física, de forma a proporcionar e oportunizar vivências ainda mais motivadoras aos alunos, com o propósito da aprendizagem do voleibol. Palavras chaves: lúdico; voleibol; jogo/brincadeira SUMÁRIO 1-Introdução__________________________________________________________11. 2- Lúdico, jogo e brincadeira_____________________________________________13. 3-Sobre a aprendizagem do voleibol através do lúdico como ferramenta pedagógica_17. 4-Fundamentação Metodológica___________________________________________20. 4.1-Caminhos Metodológicos_____________________________________________22. 5-Análise dos dados_____________________________________________________23. 6-Conclusão___________________________________________________________35. 7-Referências Bibliográficas______________________________________________37. 8- Anexos (Planos de Aula) ______________________________________________38. 9- Apêndices Apêndice A- Imagens feitas nas intervenções__________________________________63. Apêndice B- Desenhos realizados pelos alunos ________________________________69. Apêndice C- Termos de Consentimento Livre e Esclarecido ______________________71. 11 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho trata do aprendizado do voleibol através de possibilidades pedagógicas lúdicas utilizando os jogos/brincadeiras. Essas ferramentas pedagógicas para o aprendizado do voleibol, na fase inicial da vida escolar, podem produzir além de momentos agradáveis, a construção de novos saberes. Segundo Huizinga (2000) utilizaremos o termo jogos/brincadeiras, pois consideramos que na língua portuguesa fazemos essa distinção sem ter uma definição clara de suas diferenças. Já em outras línguas, como no Inglês ou no Alemão existe apenas uma palavra para definir a ação de “play” ou “spielen”, ou seja, jogar/brincar. A partir da escolha do tema, essa pesquisa teve a intenção de refletir sobre a utilização pedagógica de atividades lúdicas como jogar/brincar. Para isso realizamos um levantamento bibliográfico de alguns estudos relacionados ao lúdico, jogar e brincar, e contextualizamos os efeitos de sua utilização como ferramenta pedagógica. Também elaboramos uma análise de alguns autores sobre a aprendizagem do voleibol através do jogar/brincar como ferramenta pedagógica. Uma segunda etapa do trabalho foi à realização do estudo de campo, baseado numa pesquisa qualitativa, no qual optamos por realizar um programa de intervenção pedagógica para a verificação do efeito das possibilidades de atividades lúdicas para o aprendizado do voleibol. O trabalho aconteceu nas aulas de Educação Física com crianças do 4º ano do Ensino Fundamental I, na Escola Estadual Maria Leite. Nossa intenção foi verificar se as atividades desenvolvidas proporcionavam algum efeito positivo em relação ao tema abordado, desde modificações no que diz respeito à sociabilidade dos alunos, aos fundamentos do voleibol e até ao interesse pela prática desse esporte. Ao observar esse mesmo grupo de alunos, que tem entre 09 e 10 anos, pela primeira vez nas atividades da disciplina de Estágio Obrigatório II, analisei que eles realizavam poucas atividades lúdicas. No entanto percebi também que estes alunos me permitiriam trabalhar e mediar conteúdos através dos jogos e brincadeiras, como o voleibol. A faixa etária daquele grupo parecia atrair a utilização de uma variedade de objetos que os motivava e chamava a atenção, como bexiga, peteca, jornais, cordas, bolas de plástico, etc. principalmente para a 12 realização de atividades lúdicas. Assim minha intenção foi possibilitar a esses alunos serem mais interativos, participativos e comunicativos. A importância de trabalhar as ferramentas pedagógicas, jogos e brincadeiras nesta faixa etária, seria a oportunidade da criança conhecer ou vivenciar movimentos do voleibol, também seria a busca pela interatividade entre eles, a cooperação em equipe, percepção de objeto/espaço ou espaço/objeto. Assim jogar/brincar no voleibol, pode desenvolver no aluno habilidades para suas ações futuras, e o professor de Educação Física poderá contribuir com essas ações pedagógicas para que os alunos possam processar, analisar e utilizar sua escolha de forma autônoma. No entanto, nos percebemos diante de um impasse: Porque essas possibilidades de ensino e aprendizagem são desmerecidas? Muitas vezes vistas como menos importantes, menos relevantes, ou menos sérias do que outras ferramentas pedagógicas? Dentre os objetivos deste trabalho, o principal deles é investigar sobre a possibilidade do aprendizado do voleibol na escola através do lúdico como princípio pedagógico. Outros objetivos que passaram a ser relevantes e foram construídos ao longo do trabalho são 1) Utilizar jogos e brincadeiras como ferramentas para o aprendizado do voleibol; 2) Realizar uma intervenção para o aprendizado do voleibol; 3) Analisar e descrever os processos de realização das intervenções. 13 2. LÚDICO, JOGO E BRINCADEIRA Trataremos o lúdico como uma forma espontânea de comportamento do individuo, que pode ser utilizado em determinadas atividades, em ambiente escolar ou não escolar. Mesmo no ambiente formal o aprendizado através da ludicidade acontece de maneira descontraída, satisfatória e divertida. Para Silva (2011, p 37) “O lúdico, estará presente durante a atividade desenvolvida por meio de escolha voluntaria do individuo em querer participar ou não – participar”. Através das atividades lúdicas o aluno pode ser motivado para ações que exijam o movimento do seu corpo, e também a aumentar sua autonomia cotidiana. Através dessas melhorias, as atividades lúdicas podem ser potencializadoras da sociabilização dos alunos. O lúdico também pode ser relacionado ao aprendizado que acontece em ambientes com poucos regramentos sociais, assim, ele pode ser um elemento facilitador da aprendizagem em lugares que proporcionem momentos agradáveis aos sujeitos. Um exemplo seriam as atividades realizadas embaixo de uma árvore, num pátio, ou num campo (SILVA, 2011). Para Silva (2011) “o lúdico faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana, trabalhando com a cultura corporal, movimento e expressão (p.12)”. De uma forma geral, seria tudo aquilo que nos proporciona ações satisfatórias, como alegria de estar fazendo determinada atividade, relacionado assim a sensação de bem estar. Uma das formas mais espontâneas de realização da ludicidade são os jogos e as brincadeiras, que estamos tratando aqui como sinônimos, pois entendemos, assim como Huizinga (2000), que na língua portuguesa fazemos essa distinção sem ter uma definição clara de suas diferenças. Já em outras línguas, como no Inglês ou no Alemão existe apenas uma palavra para definir a ação de “play” ou “spielen”, ou seja, jogar/brincar. O jogo/brincadeira por sua vez possui uma característica de liberdade do indivíduo, assim sua participação nas atividades deve ser voluntária, ou no nosso caso, motivadas, garantindo-se ao menos uma das características que é “a satisfação” em realizar as tarefas. O jogo/brincadeira é uma alternativa de princípio de aprendizado para ação futura do indivíduo, participando de forma espontânea das atividades lúdicas sabendo que haverá algumas regras a serem cumpridas com as quais ele deverá concordar, ou contribuir com sua 14 elaboração ou adaptação. Assim o aprendizado busca uma interação entre as pessoas na execução das atividades lúdicas do jogar/brincar. Para Silva (2011) o brincar e o jogar ajudam na melhora da auto-estima da criança, na interação de meninos e meninas, oportunizando o desenvolvimento das capacidades cognitivas e também estimula o aluno a ser mais autônomo na sociedade. (p.47). Segundo Kishimoto (1997) o jogo/brincadeira desenvolve a interatividade, a sociabilização, a socialização, despertando o emocional e o intelecto por parte de cada um, através das atividades desenvolvidas em grupo. Para que aconteça a exploração das competências do aluno no momento lúdico, o professor precisará lidar com situações inusitadas, o que preconiza o reconhecimento das realidades dos alunos. Portanto: Reforçar o lúdico, educador poderá explorar as habilidades da criança, melhorando a autoestima, sua capacidade cognitiva, propiciando assim um melhor desenvolvimento para ela. Para essa exploração, a observação irá ajudar permitindo o professor conhecer a criança com quem trabalha e que possa fazer do brincar uma forma de aprender, mas, para que isso aconteça, o professor deve estar preparado para tal ação (SILVA, 2011, p.13). O jogo/brincadeira é o resultado de um sistema linguístico, onde as pessoas falam e pensam da mesma maneira, transformando o objeto de jogo como um instrumento de aprendizado, o jogo possui um sistema de regras a serem cumpridas (KISHIMOTO, 1997). Para Huizinga (2000) o jogo/brincadeira pode constituir uma preparação do jovem para as funções consideradas “sérias” da vida, ou seja, que mais tarde a vida nos exigirá, e também, trata-se de um exercício de autocontrole indispensável ao convívio dos indivíduos. Todos os jogos/brincadeiras possuem regras. São estas que determinam aquilo que "vale" dentro do mundo temporário por ele circunscrito. As regras de todos os jogos são absolutas e não deve ser quebrado sob o risco de estragar/acabar com o próprio jogo. Huizinga (2000) considera que quando os seres humanos ao jogar/brincar quebram as regras são desmancha-prazeres, pois não acatam as regras, e atuam dotados de regras próprias. Através do jogar/brincar a criança pode desenvolver a capacidade de perceber suas atitudes de cooperação, adquirindo oportunidades de descobrir seus próprios recursos e testar suas próprias habilidades. Aprende a interagir com os colegas, contribuindo para seu desenvolvimento psicológico, intelectual, moral e social, dentro do seu mundo real. 15 A criança quando interage com outra criança num jogo, se vê num mundo imaginário, se entrega com alegria, desfrutando de brincadeiras sem cobranças de movimentos técnicos, tendo regras que os representam e satisfaçam seu movimento exigido para a atividade lúdica. Quando estamos desfrutando de um jogo de forma espontânea, passamos a jogar de forma lúdica, da mesma forma em que o objeto é confeccionado para tornar a brincadeira real. A brincadeira é a ação que a criança desempenha ao concretizar as regras do jogo, ao mergulhar na ação lúdica. (KISHIMOTO, 1997, p. 21). Na educação formal, principalmente no Ensino Fundamental I, o jogar/brincar é um potente veículo de aprendizagem e experiência. Ao oportunizar vivências lúdicas na escola, acreditamos que isso poderia promover uma aprendizagem mais satisfatória e significativa dos elementos educativos, incorporando mais facilmente os conhecimentos, através das brincadeiras. Portanto, o lúdico pode aprimorar o rendimento escolar no que tange os aspectos do conhecimento, autonomia, criatividade, oralidade, afetividade, pensamento, sentido, etc. O jogo, a brincadeira dá a oportunidade para as crianças vivenciar habilidades motoras, afetivas e as cognitivas, principalmente se esta atividade estiver presente o lúdico, assim as crianças e os estudantes, têm a chance de crescerem, se desenvolverem e se adaptarem no mundo coletivo (SILVA, 2011, p. 47). A brincadeira nessa etapa da educação passa a ser fundamental, pois através do jogar/brincar o aluno tenta lidar com os diferentes pontos de vista de seus colegas e de alguns problemas de diferentes formas de sua vida. Podendo ser dentro das escolas ou fora do ambiente escolar com o auxilio do professor. Ao fazer uma análise no que foi dito anteriormente sobre as atividades lúdicas, no ato de jogar, o educador terá outra forma de trabalhar o voleibol sem as cobranças das técnicas, mais voltadas para o ensino e aprendizado das crianças através da ludicidade, o voleibol lúdico1, tendo como principais elementos já mencionados como alegria, satisfação, divertimento, curiosidade, criatividade, entre outros. O voleibol trabalhado através de jogos e brincadeiras possuindo uma perspectiva lúdica pode desenvolver no aluno uma melhora na execução dos fundamentos para a prática autônoma do voleibol. Assim o professor de Educação Física pode ensinar e produzir saberes através de uma aula construída com ferramentas pedagógicas lúdicas, o jogar/brincar. 1 É uma modalidade desportiva, que explora diversos movimentos corporais, possibilita o fortalecimento da autoestima, cooperativismo, companheirismo, disciplina e um facilitador de socialização entre os alunos de diferentes gêneros, onde jogam com espontaneidade. 16 O jogar/brincar no voleibol podem auxiliar na formação da criança na escola e também suas ações na sociedade, pois através destas atividades lúdicas a criança pode agir com maior liberdade e espontaneidade em relação a determinadas restrições construídas socialmente. Para Chauí do ponto de vista ético e moral: A consciência é a espontaneidade livre e racional, para escolher, deliberar e agir conforme à liberdade, aos direitos alheios e ao dever. È a pessoa dotada de vontade livre e de responsabilidade. É a capacidade para compreender e interpretar sua situação e sua condição (física, mental, social, cultural, histórica), viver na companhia de outros segundo as normas e os valores morais definidos por sua sociedade, agir tendo em vista fins escolhidos por deliberação e decisão, realizar virtudes e, quando necessário, contrapor-se e opor-se aos valores estabelecidos em nome de outros, considerados mais adequados à liberdade e à responsabilidade (1996, p. 117). Segundo Assumpção et al., (2010) a prática de uma modalidade esportiva pode fortalecer a auto-estima, criar o hábito de trabalho em equipe, estimular a disciplina e a organização, fatores que contribuem para a formação do cidadão. Para Chauí (1996) essa formação do cidadão se dá quando a pessoa tem princípios e ética (moral), e também a consciência de seus direitos e deveres nas relações sociais (político). Ou ainda: São as maneiras pelas quais nos relacionamos como os outros por meio de comportamento e das práticas determinados pelos códigos morais (que definem deveres, obrigações, virtudes) e políticos (que definem direitos, deveres e instituições coletivas públicas), a partir do modo como uma cultura e uma sociedade determinadas definem o bem e o mal, o justo e o injusto, o legítimo e o ilegítimo, o legal e o ilegal, o privado e o público. O Eu é uma vivência e uma experiência que se realiza por comportamentos; a pessoa e cidadão são a consciência como agente (moral e político), como práxis (p.118). Através da interação em grupo, a criança pode aprender a se comunicar com o mundo e obter uma transformação sócio-cultural em sua vida. Assim, as relações vivenciadas em fase escolar e a formação do “ser-cidadão” contribuem para o indivíduo de modo que ele possa pensar, agir e reagir diante de diversas situações na sociedade. 17 3. SOBRE A APRENDIZAGEM DO VOLEIBOL ATRAVÉS DO LÚDICO COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA O voleibol, estruturalmente, é um dos esportes mais simples de se jogar, e está em segundo lugar como um dos esportes coletivos mais praticados no Brasil. No entanto, na fase inicial da vida escolar ele ainda é muito difícil de ser jogado, por isso acreditamos na efetividade de buscar métodos de ensino que possa promover a ludicidade como o jogar/brincar para facilitar o ensino-aprendizagem do voleibol, principalmente para alunos em fase de iniciação escolar. Para Santini (2007) a criança aprende com bastante facilidade, o que é mais importante no jogo, ou seja, os fundamentos. Para que a crianças aprendam, faz-se necessário trabalhar em etapas. Essas etapas devem ser vencidas passo a passo, sob o cuidado e o controle do professor, que deverá adequar o programa a realidade existente e as reais possibilidades dos pequenos aprendizes (p. 13). Segundo Santini (2007) “o voleibol possui as características da contribuição para o desenvolvimento cognitivo e afetivo; estímulos para a capacidade de agir, e reagir com o outro e consigo mesmo; estímulo á alegria, satisfação e motivação dos praticantes (p. 20)”. Através da didática o professor de Educação Física será o agente dinamizador do processo educativo, pois dará ao educando caminhos para o aprendizado do aluno e também agilizar e facilitar o processo de ensino-aprendizagem através da prática pedagógica (SANTINI, 2007). A possibilidade lúdica é um dos caminhos para alcançar os objetivos com o conteúdo do voleibol na/da escola. Santini (2007) identifica três métodos de ensino a metodologia aplicada ao voleibol: Método Analítico-Síntético; que busca a mecânica da técnica do fundamento, método Global Funcional; ensinamento do esporte através do jogo, sendo este a desenvolver uma forma de aprendizado contínua, Método Misto ; este seria uma prática do fundamento perto da realidade do jogo (p. 30 e 31). Para o autor, o global funcional seria o mais aconselhável para se ensinar nas aulas de Educação Física, pois este método não busca a performance do movimento, o aluno joga a partir da primeira aula. A partir desta proposta o voleibol através de jogos educativos tem o objetivo de facilitar e demonstrar as diferentes possibilidades de aprendizagem dos fundamentos deste esporte. 18 Assim a prática do voleibol lúdico é uma das formas da criança desenvolver vários movimentos, podendo explorar suas atitudes corporais, desde que este esporte seja voltado para o aprendizado do indivíduo, e também pode contribuir como facilitador da interação social. Segundo Assumpção et.al., O voleibol é uma modalidade desportiva fundamental para o desenvolvimento de crianças e adolescentes, pois explora diversos movimentos corporais do aluno que poderá, por sua vez, imaginar e criar variados movimentos, sendo este um meio de socialização entre meninos e meninas que poderão estar vivenciando esta prática juntos (2010, p. 116). O professor é o principal mediador do ensino dessa modalidade na escola, tendo em vista que ela também é apreendida em outros espaços sociais, principalmente não formais. Assumpção (2010) nos aconselha a “reconhecer a importância do jogo como um veículo para o desenvolvimento social, emocional, e intelectual dos alunos et.al. (p.119)”. Para Assumpção (2010, p. 119) quando utilizamos o jogo com o intuito de ensinar, devemos trazer em seu conteúdo elementos que permitam a criança entender para que serve, sendo o professor o mediador deste processo. Também é de extrema importância que o professor, ao ensinar o voleibol, com a possibilidade lúdica, estabeleça as regras do jogo, para que aprenda no momento do jogo a noção da existência de valores, e sua importância na sociedade. Além disso, é fundamental para o adolescente aprender a jogar a partir de determinadas regras, uma vez que vivemos e discutimos constantemente a importância dessas regras dentro da nossa sociedade. (ASSUMPÇÃO et. al., 2010). O voleibol lúdico ensinado com regras, o aluno pode aprende a ter valores e princípios, e respeita tanto o companheiro de equipe, como também o professor, e seu aprendizado futuramente ocorrerá uma transformação social. Para Junior (2001, p. 75) “o vôlei” Sob o ponto de vista social é uma recreação agradável e um processo poderoso de aproximação e de estímulo, incentivando em todos, como esporte coletivo que é, o espírito de corporação imprescindível à consistência de toda a organização social. Agrada, diverte e beneficia o indivíduo e a coletividade. 19 Portanto o ensino/aprendizado do voleibol nas aulas de Educação Física tem que ter objetivos, podendo alcançar grandes transformações do individuo com o jogo proposto. Por isso: O jogo não é simplesmente um “passatempo”, para distrair os alunos, ao contrário, corresponde a uma profunda exigência do organismo, e ocupa lugar de extraordinária importância na educação escolar. Estimula o crescimento, e o desenvolvimento, a coordenação motora, as faculdades intelectuais, e a iniciativa individual, estimulando a observação e conhecimentos das pessoas e das coisas do ambiente em que se vive. (ASSUMPÇÃO, et.al. 2010, p. 119) 20 4. FUNDAMENTAÇÃO METODOLÓGICA A metodologia utilizada na pesquisa é qualitativa, baseada em estudos bibliográficos, observações e intervenções feitas com os alunos. Nesta intervenção serão verificadas as possibilidades de aprendizado do sujeito, conhecendo-o e compreendendo-o. Nossa pesquisa é inspirada na pesquisa-ação, porque mesmo não sendo professor regular da escola investigada, aconteceu um envolvimento no processo escolar daqueles alunos por ter participado em alguns momentos da trajetória escolar deles, no estágio obrigatório II no Ensino Fundamental I, sendo eles os próprios alunos da pesquisa. Segundo Engel (2000, p.183) a pesquisa-ação em sala de aula também se revelou como um instrumento eficiente para o desenvolvimento profissional dos professores. No entender de Nunan2, este tipo de pesquisa constitui um meio de desenvolvimento profissional de “dentro para fora”, pois parte das preocupações e interesses das pessoas envolvidas na prática, envolvendo-as em seu próprio desenvolvimento profissional. Na abordagem contrária e tradicional, que é a abordagem de “fora para dentro”, um perito de fora traz as novidades ao homem da prática, na forma de workshops ou seminários, por exemplo. Segundo Nunan, estas duas abordagens de desenvolvimento profissional correspondem a dois modos de encarar a natureza da pesquisa. A primeira parte do pressuposto de que as verdades científicas existem no mundo externo, cabendo ao cientista apenas descobri-las. Conforme o segundo modo de encarar a natureza da pesquisa, não há verdades científicas absolutas, pois todo conhecimento científico é provisório e dependente do contexto histórico, no qual os fenômenos são observados e interpretados. Além disto, os próprios padrões de pesquisa estão sujeitos à mudança, à luz da prática, não havendo, portanto, uma metodologia científica universal e histórica. A pesquisa-ação se aproxima mais deste segundo modo de ver a natureza da pesquisa. Se, de acordo com ela, os conhecimentos científicos são provisórios e dependentes do contexto histórico, os professores, como homens e mulheres da prática educacional, ao invés de serem apenas os consumidores da pesquisa realizada por outros, deveriam transformar suas próprias salas de aula em objetos de pesquisa. Neste contexto, a pesquisa-ação é o instrumento ideal para uma pesquisa relacionada à prática. A intenção da inspiração na pesquisa-ação é de unir a ação à prática, desenvolvendo os conhecimentos e a compreensão das atividades aplicadas, e também a solução de problemas por parte do aluno. A inspiração na pesquisa-ação possui o diferencial da interatividade podendo levar a resultados específicos através da análise do processo, inserido no contexto de ensino e aprendizagem. 2 NUNAN, D. Action research in language education. In: EDGE, J.; RICHARDS, K.(Ed.). Teachers develop teachers research. Papers on classroom research and teacher development. Oxford: Heinemann, 1993. p. 4l. 21 Segundo Engel (2000, p.183) “além da área educacional, “nossa pesquisa inspirada na pesquisa-ação” pode ser aplicada em qualquer ambiente de interação social que se caracterize por um problema, no qual estão envolvidas pessoas, tarefas e procedimentos”. O ser humano em fase escolar, ao ser investigado através da pesquisa-ação tende a ter mais autonomia, e assim podemos analisar de modo adequado a relação das práticas de ensino com a sua preparação para as participações cotidianas na sociedade. De acordo com Tripp (2005) “nossa pesquisa inspirada na pesquisa- ação” educacional é “uma estratégia para o desenvolvimento de professores e pesquisadores de modo que eles possam utilizar suas pesquisas para aprimorar seu ensino e, em decorrência o aprendizado de seus alunos” (p.445). Para Thiollent, apud Gil (1999) “nossa pesquisa inspirada na pesquisa-ação” é um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação, ou com uma resolução de um problema coletivo. E no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos do modo cooperativo ou participativo. Assim, o aluno praticante é o nosso motivo nesta ação, principalmente quando intencionamos melhorar e explorar suas potencialidades. Esta pesquisa tem como características fundamentais o foco na aprendizagem integral dos participantes, e o professorpesquisador age na mediação na intervenção da ação social, verificando se o processo é eficaz ou não. Ainda através da inspiração na pesquisa-ação, é possível observar as atitudes humanas, em situações coletivas propostas pelo professor. 22 4.1 Caminhos Metodológicos A escolha da turma foi de fato através de observações, tendo como referência meu estágio no ensino fundamental I, quando aconteceu o primeiro contato com essa turma. Verificamos a possibilidade de propor as aulas para o meu projeto de pesquisa, e observei naqueles alunos grande interesse de aprendizado para a prática e aceitação no que se propõe a eles. Assim o contexto deste trabalho foi à escola Estadual Maria Leite com os alunos do 4º ano do Ensino fundamental, que no total são 33 alunos entre 09 e 10 anos de idade. Com os quais trabalhei durante 12 períodos de intervenção, com 12 planos de aula elaborados através dos conteúdos de jogos e brincadeiras, voltados para o aprendizado do voleibol. Após cada intervenção elaborei um relato sobre a aula realizada para facilitar a análise dos dados. Ao agir nesse contexto, acreditamos estar aprofundando o conhecimento da prática da modalidade e interferindo na realidade. Procuramos reforçar nossa crença de que através de jogos e brincadeiras o sujeito poderá ter facilitado o desenvolvimento do seu aprendizado. Essa pesquisa, caracterizada na inspiração da pesquisa-ação assume maior relevância diante dos nossos objetivos, pois o aluno não só toma parte da situação, como também a modifica. Nossas intervenções estão sendo relatadas e digitalizadas num diário de campo diretamente no plano de aula, onde, no decorrer ou logo após as intervenções anotamos tudo o que foi observado e modificado para alcançar o propósito da aula através das ferramentas pedagógicas do jogar/brincar para o aprendizado do voleibol. Também são registradas imagens que servirão como apoio para a realização das análises. Com esses registros poderemos refletir sobre a relação das aulas planejadas com as ferramentas pedagógicas do jogar/brincar e a descrição das aulas após serem realizadas. 23 5. ANÁLISE DOS DADOS. Ao analisar os dados coletados na pesquisa de campo, a partir das intervenções feitas com o objeto de estudo jogar/brincar voltado para o ensino e aprendizado dos alunos, e com base nos autores citados à temática. Acreditamos que há uma grande possibilidade dos alunos aprenderem regras e fundamentos básicos do voleibol com aulas lúdicas. Notamos que no plano 013, houve interação entre meninos e meninas desde o aquecimento até o jogo proposto pela aula. A intenção foi que conhecessem melhor a quadra de voleibol. A brincadeira, pega-pega nas linhas da quadra do voleibol foi de importância para o aprendizado da quadra de voleibol e a sociabilização dos alunos. Já no jogo pega-vôlei, o material da aula chamou atenção (bola grande de plástico), pois o trabalho com o mesmo despertou satisfação em participar do jogo e facilitou a intenção de trabalhar a bola em vôleio, iniciando as intervenções lúdicas. No decorrer do jogo, houve a troca da bola de plástico pela de vôlei, para que os alunos conhecessem diferentes tipos de bolas. De acordo com a imagem 01, podemos observar a interação entre meninos e meninas e a bola grande facilitando o aprendizado dos alunos para com o voleibol. Imagem 01: Pega-vôlei / Fonte: Acervo Pessoal. 3 Em anexo na página 38. 24 No plano 024, ensinamos junto com as intervenções, a importância do alongamento, e o realizamos no início da aula. O material de intervenção foi à peteca despertando nos alunos muita curiosidade, pois facilitou o aprendizado da aula proposta. Na parte de reconhecimento do objeto foi gratificante, pois os alunos se alegravam e se divertiam por estar brincando com um objeto que a escola não lhes proporcionava. Partindo para o jogo proposto o aprendizado foi melhor ainda, ensinamos como se bate numa peteca por baixo para que ela seja golpeada para a equipe adversária. Neste momento iniciamos o ensino de um fundamento do vôlei o saque por baixo através da atividade lúdica do jogar/brincar, o objetivo também era trabalhar a noção de espaço e a lateralidade dos alunos. Nesta intervenção houve grande interação entre meninos e meninas, na hora de iniciar a brincadeira, pois deveria haver a vez de cada um para golpear a peteca, assim eles próprios se organizavam para a seqüência. Neste jogo o objetivo não era trabalhar cortada, mas alguns pulavam e batiam na peteca utilizando movimentos muito próximos. Nas imagens 02 e 03, observamos a interação entre os alunos, e a peteca como material da intervenção. Imagem 02 e 03: jogo da peteca / Fonte: Acervo Pessoal. 4 Em anexo na página 40. 25 O plano 035 foi uma das aulas preferidas dos alunos, pois eles nunca haviam brincado com uma bola de material reciclável grande, eles se encantaram, tirando bom proveito da atividade. Esta intervenção foi trabalhada em duas fases, a primeira foi à experimentação do material através das atividades de lançar e agarrar, e a segunda sendo a intenção de trabalhar o fundamento do vôlei o bloqueio com a atividade lúdica do jogar/brincar. Nesta atividade houve uma grande interação entre os meninos e meninas, brincando juntos ao mesmo tempo. A imagem 04 mostra a brincadeira promovendo o objetivo da intervenção, o bloqueio com a atividade lúdica e também a interação dos alunos. Imagem 04: bloqueador / Fonte: Acervo Pessoal. No plano 046 os alunos tiveram contato com a bola de vôlei na fase de experimentação de lançar para o colega da frente, onde o mesmo tinha que receber. Os alunos desenvolveram com a atividade, a noção espacial para o tempo de bola, de lançar e receber, este aprendizado facilitou o jogo proposto à socialização, também houve a sociabilização no decorrer da atividade na troca dos lances de bola em casais. 5 6 Em anexo na página 42. Em anexo na página 44. 26 De acordo com a imagem 05, verificamos a intenção de trabalhar o lançar e o receber da bola. Imagem 05: adaptação à bola / Fonte: Acervo Pessoal. No plano 057 aconteceu um desenvolvimento voltado para a transformação do aluno para a sociedade, trabalharam a atenção, coordenação e noção de espaço, benefícios que servirão para sua vida diária e futura. Esta intervenção foi realizada dentro da sala de aula por motivo da chuva, ocorreu à quebra das regras por alguns alunos, regras pelo qual estabelecidas pelo professor, mas o aprendizado da brincadeira foi que os próprios alunos avisavam quem quebrava as regras. Percebemos neles a transformação como cidadão, mesmo sendo uma atividade com ludicidade, onde teria regras a serem cumpridos, assim os alunos aprendiam a ter ética com o seu ensino e aprendizado. Neste dia não houve foto, mais como estava no meio das intervenções solicitamos aos educandos que desenhassem algo relativo às aulas lúdicas do voleibol. A imagem 06 mostra um desenho feito por um dos alunos no que aprendeu nas intervenções. 7 Em anexo na página 46. 27 Imagem 06: Desenho feito por uma aluna. / Fonte: Acervo Pessoal. No plano 068 foram ensinados os fundamentos toque e manchete para ocorrer aquecimentos específicos mais voltados para o ensino do voleibol, para depois facilitar nas atividades lúdicas. Esta intervenção foi importante para o aprendizado de cada um, pois a posição de expectativa é um dos movimentos mais importantes do voleibol, por isso mereceu mais explicações e visualizações por parte dos alunos. Também a intervenção foi dividida em duas fases, a de experimentação com bola de vôlei, e a de situação de jogo lúdico, sendo que esta foi desenvolvida, com satisfação de estar brincando de jogar voleibol. A atividade do toque foi mais tranqüila houve mais seqüência, mas analisamos que a manchete é um dos fundamentos mais complicados de se executar nas idades de 09 e 10 anos, porque exige mais direcionamento, noção de tempo e bola, mais no momento do jogo manchetebol, percebemos que houve interação entre os alunos, porque os que tiveram um aprendizado melhor e satisfatório, procuravam ensinar a maneira correta aos que apresentavam dificuldades na manchete. 8 Em anexo na página 48. 28 De acordo com as imagens 07 e 08, notou as duas fases de aprendizado do toque e manchete. Imagem 07: vôlei no bambolê e manchetebol / Fonte: Acervo Pessoal Imagem 08: vôlei no bambolê e manchetebol / Fonte: Acervo Pessoal. 29 No plano 079 o jogo foi feito com os movimentos já ensinados nas intervenções, os alunos estavam livres para qualquer fundamento do vôlei e brincar com satisfação, assim utilizaram o toque, a manchete e o ataque, no jogo maluco. Também trabalhando as mais diversas possibilidades de interação entre os meninos e meninas, e a percepção dos mais variados tipos de bolas que poderiam ser usadas para o aprendizado dos alunos, para que tivessem uma noção de participar de um jogo de voleibol. A partir desta intervenção começamos a perceber o aprendizado dos fundamentos através do jogar/brincar, e a socialização aconteceu quando os alunos desenvolveram a atenção de não deixar a bola cair no chão. A imagem 09 mostra a interação dos meninos e meninas, e a intenção de não deixar a bola cair no chão. Imagem 09: vôlei maluco / Fonte: Acervo Pessoal. No plano 0810, foi uma das mais gratificantes para o aprendizado dos alunos, porque os próprios alunos haviam dito de não ter brincado com bexiga num jogo igual ao do voleibol. Esta intervenção foi dividida em duas fases, a da construção do objeto (a bexiga) e da 9 Em anexo na página 51. 10 Em anexo na página 53. 30 atividade lúdica em si (o jogo). Neste jogo aconteceu o aprendizado do ataque através da atividade, tanto com os pés no chão, como também saltar para atacar a bexiga no ar. A imagem 10 e 11 mostram a intenção de trabalhar o ataque com a bexiga, através do jogar/brincar. Imagem 10: vôleixiga / Fonte: Acervo Pessoal. 31 Imagem 11: vôleixiga / Fonte: Acervo Pessoal. O plano 0911 aconteceu o trabalho de interação entre meninos e meninas, foi bem satisfatória a realização desta atividade com os alunos, como já haviam experimentado o trabalho com a peteca, foi mais fácil a aplicação do jogo. A intenção da intervenção seria realizar o saque por baixo, com o objetivo de resgatar o colega e somar para realização do saque, assim meninos interagiam com meninas e meninas com meninos. Nesta intervenção houve a quebra das regras por parte de dois alunos. As imagens 12 e 13 mostram a interação de meninos e meninas brincando com a peteca e realizando o saque por baixo. 11 Em anexo na página 55. 32 Imagem 12: petecobol / Fonte: Acervo Pessoal. Imagem 13: petecobol / Fonte: Acervo Pessoal. No plano 1012 o jogo aconteceu a partir do que aprenderam nas intervenções passadas, sem cobrança da técnica, a intenção da atividade era brincar sem saber que estava jogando voleibol, mais com regras estabelecidas pelo professor. O aprendizado aconteceu pedindo que eles repetissem os movimentos já ensinados. A interação aconteceu quando o trabalho foi 12 Em anexo na página 57. 33 realizado em grupos mistos, para jogar entre si. Neste jogo começou aparecer o toque, a manchete, o saque e o ataque. A imagem 14 mostra o aluno realizando o toque na atividade lúdica. Imagem 14: vôlei sem rede no quadrado / Fonte: Acervo Pessoal. O plano 1113 aconteceu um trabalho mais de aprendizado voltado para a iniciação ao voleibol, com intenção de ensinar aos alunos o rodízio, também esta intervenção trabalhou mais atenção deles, ao seguir a seqüência correta do rodízio, finalizando com um fundamento podendo ser o toque ou a manchete, para acertar o alvo, movimentos já aprendidos por eles nas intervenções passadas. A interação acontece quando o percurso foi feito em duplas mistas para um tirar a dúvida do outro. E por fim o plano 1214, uma atividade lúdica coletiva, a intenção era que os alunos visualizassem que o voleibol se joga coletivamente. Esta intervenção teve o objetivo das intervenções passadas de ter noção de espaço e lançar a bola, mais sempre em grupo, assim o jogo proposto, ensinou aos alunos uma grande maneira de sociabilização em trabalhar juntos 13 Em anexo na página 59. 14 Em anexo na página 61. 34 meninos e meninas e também uma socialização do trabalho coletivo, para que leve consigo para sua transformação na sociedade. Analisando as intervenções num todo se percebe que houve um trabalho de sociabilização nos planos 1, 2, 4, 7, 9, 10, 11 e 12, porque aconteceu uma comunicação e aprendizado de meninos e meninas juntos durante o ensino. Assim o indivíduo vai se adaptando ao grupo e as atividades propostas, se tornando um aluno mais sociável com os seus colegas. Já para o aprendizado dos movimentos com a atividade lúdica, nos planos 2 e 9 teve a intenção de trabalhar o saque por baixo, sendo este mais fácil de se aprender com a atividade devido a idade dos alunos serem iniciantes. O plano 3 intencionou com a atividade lúdica, a realização do bloqueio na brincadeira proposta. O plano 6 teve mais atenção no trabalho com o toque e a manchete, um ensino mais atencioso, pois as intervenções adiantes usaria mais estes fundamentos, também como estão em fase de aprendizado, o ensino teria que ser mais cauteloso e menos cobrado. E por fim o plano 8, o trabalho com as bexigas facilitou o ensino de aprender o ataque, conseguiram entender que para atacar, precisa saltar e golpear a bola ao ar. Para finalizar ocorreu o trabalho da socialização no plano 3, do lançar e agarrar a bola, pois este trabalho realizou a idéia de que no voleibol, um tem que lançar e o outro receber. Nos planos 4, 5 e 12 a percepção de noção de espaço, sendo que o aluno, no mesmo tempo que esta jogando, tem que cuidar a bola e o seu espaço no jogo. Já os planos 5 e 7, verificou o trabalho da atenção com a bola, sendo que o objeto a bola, tende a se movimentar bem rápido, e necessita de grande atenção para dar seqüência ao jogo proposto. E por fim o plano 12, o trabalho coletivo, intencionando os alunos ao trabalho em grupo, e também a transformação do indivíduo para suas ações futuras, onde todos pensam e agem juntos. 35 6. CONCLUSÃO Neste trabalho de pesquisa observamos o jogar/brincar como ferramenta pedagógica de aprendizado para o ensino do voleibol. O qual nos possibilitou analisar em diferentes autores, um referencial teórico voltado para pesquisa do lúdico, no entendimento de que o aluno realiza as atividades com espontaneidade, e também a satisfação de bem estar. O jogar/brincar nesta pesquisa foi tratado como sinônimos, e facilitadores do aprendizado e da socialização do indivíduo, possibilitando o desenvolvimento a interatividade, o intelecto e o respeito mútuo, diante de regras. Houve também nesta pesquisa, um levantamento teórico de diferentes autores, sobre a aprendizagem do voleibol através do lúdico como ferramenta pedagógica. Assim analisamos que o aluno pode aprender o voleibol por meio de estratégias pedagógicas. Mas para isso precisamos ter conhecimento de que estas ferramentas é um potente veículo e transformador de princípios e valores no aluno para a sociedade. Diante desta perspectiva, do jogar/brincar como ferramenta pedagógica para o aprendizado do voleibol, o trabalho foi de cunho qualitativo, através de inspiração da pesquisa-ação. Utilizaremos jogos e brincadeiras como ferramentas pedagógicas para o aprendizado do voleibol, pois acreditamos que seria uma possibilidade destas atividades lúdicas agirem de maneira a atingir um grande número de alunos para um bom aprendizado, e interação em grupo, sem separação de sexo. A realização da intervenção desta pesquisa contribuiu diretamente no ensino do educando, e possibilitando a verificação do professor se houve ou não o aprendizado do voleibol. E finalizando a pesquisa uma breve análise e descrição dos dados e processos de realização das intervenções, verificando a pesquisa num todo, desde a temática relacionada ao jogar/brincar a pesquisa na prática, se houve o entendimento por parte dos alunos, e se as ferramentas pedagógicas possibilitaram os efeitos de benefícios (socialização, sociabilizição, respeito mútuo etc.). Feitas estas intervenções na Educação Física com estes alunos, percebemos que o jogar/brincar, muito das vezes era desmerecido na aula de Educação Física por parte dos professores, como fator de aprendizado para o esporte. Pois os alunos não tiveram contato com os materiais apresentados, percebemos através do olhar de encanto e alegria, de estar vivenciando algo novo. Então, como proponentes da pesquisa nos sentimos satisfeitos, pois a compreensão da atividade lúdica do jogar/brincar voltada para o aprendizado do voleibol foi bem aceita, os alunos participavam, interagiam, se expressavam de forma bastante curiosa 36 para saber o motivo de estar fazendo aula com materiais diferenciados como a bexiga, peteca, bola grande de plástico, bolas de material reciclável, bambolês etc. Assim os objetivos foram alcançados, porque o aprendizado aconteceu por meio de vivências dos movimentos lúdicos, parecidos com o do voleibol, sendo que no final de cada aula, pedíamos aos alunos os movimentos que vivenciaram nas atividades, e logo na seqüência passávamos o conhecimento dos fundamentos aos alunos através do brincar/jogar. Notamos que houve compreensão nas aulas de Educação Física com estas ferramentas pedagógicas estabelecidas com regras e objetivos a serem alcançados. Para finalizarmos as ferramentas pedagógicas jogar/brincar desenvolve no indivíduo o entusiasmo de aprender, pela maneira de ver, pensar, compreender e reconstruir o conhecimento pela apreensão de mundo. Também desenvolve o respeito com seus companheiros de escola em ambos os sexos, e aos professores que contribuíram e influenciaram na formação dos alunos pela imposição de regras nas atividades lúdicas. 37 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ASSUMPÇÃO, Claudio de oliveira. GARCIA, Marcela. RAMON Zabaglia. SOUZA, Thiago Matos Frotas de. A importância do voleibol enquanto lúdico, e modalidade esportiva dentro da Educação Física escolar. Anuário da produção acadêmica. , vol. 4, n 7. ano 2010. Centro universitário Anhanguera, unidade Leme. CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 5 edição. São Paulo. Editora ática. 1996 ENGEL, Guido Irineu. Pesquisa Ação. Educar, Curitiba, n. 16, p. 181-191. Editora da UFPR. 2000. GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas da pesquisa social.- 5 ed. São Paulo : Atlas, 1999. HUIZINGA, Johan. Homo Ludens. São Paulo: Perspectiva, 2000. JÚNIOR, Wanderley Marchi. “SACANDO” O VOLEIBOL: DO AMADORISMO À ESPETACULARIZAÇÃO DA MODALIDADE NO BRASIL (1970 a 2000). Tese de doutorado apresentado à faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas. 2001. KISHIMOTO, TizukoMorchida. O jogo,brinquedo,brincadeira e a educação. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Pioneira, 1994. São Paulo: Cortez, 2006. MACHADO, Afonso Antônio. Voleibol: do aprender ao especializar/ editoras da Série Irene Conceição Andrade Rangel, Suraya Cristina Darido.- Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.il-( Educação Física no Ensino Superior. SANTINI, Joarez. Voleibol Escolar: da iniciação ao treinamento. - Canoas: Ed. ULBRA, 2007. SILVA, Alessandra Gaspar Da. Concepção de Lúdico dos Professores de Educação Física Infantil. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Educação Física). Universidade Estadual de Londrina. 2011. 61 folhas. TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Universidade de Murdoch. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 443-466, set./dez. 2005 38 8. ANEXOS PLANOS DE AULA DAS INTERVENÇÕES. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS/CPAN CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO DE AULA 01 Acadêmico: CLEDILSON MENDES COLIM Data: 05/11/13 DURAÇÃO: 50 minutos SÉRIE: 4º ano TEMA: JOGOS E BRINCADEIRAS (VOLEIBOL) – ADAPTAÇÃO A BOLA E A QUADRA MATERIAL: bola de vôlei, bola grande e o apito. Objetivo da aula: estimular o trabalho coletivo, o desenvolvimento motor através do correr,lançar e rebater a bola,estimular a atenção e o tempo de reação. Estrutura da aula: 1° Parte- o professor utiliza os cinco primeiros minutos iniciais da aula para conversar sobre o que será realizado e, com os alunos, fazer um diagnóstico do que os alunos já sabem sobre a atividade, mostrar a atividade, o espaço e o material que será utilizado. Aquecimento: ajuda- ajuda nas linhas da quadra de vôlei. 2° Parte: atividade Pega -vôlei Descrição - Formar duas equipes com número igual de jogadores, uma de frente para a outra. Como no vôlei, uma equipe joga para a outra. A equipe que deixar a bola cair foge da outra equipe, iniciando um pega-pega, O jogador que for pego passa para a equipe adversária. A equipe que está fugindo precisa correr até um limite predeterminado, onde pode ser capturada.Depois disso,pode-se reiniciar o jogo. 39 3ª parte Para finalizar sentaremos em roda para refletir sobre o que foi desenvolvido na aula, dando abertura aos alunos para sugestões e críticas. Relato da aula: 05/11/13 De inicio foi tranqüilo a explicação do ajuda- ajuda como aquecimento na quadra de vôlei, pois eles já tinham vivenciado a brincadeira, pois tive que fazer apenas uma explicação para sua realização. Obs.: a quadra foi dividida com outra série, pois tive que desenhar um meio como giz, para que parecesse uma quadra de vôlei. Na segunda atividade pega-volei, aconteceu várias explicações para que eles compreendessem a brincadeira, também houve explicações visuais como os alunos para melhor compreensão, De inicio separei equipe mistas, para que houvesse interação entre meninos e meninas, foi especificado algumas regras, como podendo quicar uma vez a bola, e podendo bater com as mãos várias vezes a bola, até que ela quique duas ou mais vezes para pegar a bola. Nesta brincadeira os alunos não deram muita atenção em criarem estratégias de se espalhar na quadra de vôlei, para defender o seu campo, querendo a todo tempo em tocar na bola, por ser grande, pois alguns no começo da aula disseram que não haviam brincado com uma bola gigante. Observei que obedeciam as regras certinho, no momento que pedia a bola para reiniciar a partida, eles próprios traziam a bola sem enrolações. A bola não ficava muito em voleio, caia rápido. Uma das observações feitas foi que as meninas queriam mais ficar batendo na bola, já os meninos batiam com mais força para o outro campo adversário para poder pegar o adversário e aumentar sua equipe. 40 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS/CPAN CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO DE AULA02 Acadêmico: CLEDILSON MENDES COLIM Data: 07/11/13 Duração: 50 min. Série: 4º Ano Tema da aula: JOGOS E BRINCADEIRAS (VOLEIBOL). Objetivo da aula: SAQUE POR BAIXO, NOÇÃO DE ESPAÇO E LATERALIDADE. Material: Peteca e corda. Estrutura da Aula 1ª parte: Alongamento. Em seguida os alunos de dois a dois com uma peteca para que experimentem o objeto a ser utilizado no jogo para que tenham algumas noções de como jogar e rebater a peteca, utilizando uma das mãos, a direita ou a esquerda. 2ª parte: Atividade: jogo da peteca Divide-se a turma em 2 equipes, onde os alunos poderão somente utilizar uma das mãos para a atividade. No começo do jogo poderão dar vários toques na peteca para ultrapassar a corda. Poderão ser feitas algumas variações nessa atividade, como, o uso apenas 3 toques, e evitando que a peteca caia em seu campo. 41 MATERIAL: corda e peteca. 3º parte: Colocar os alunos sentados para discutir sobre o desenvolvimento das atividades, deixando que eles comentem se encontraram dificuldades, e se há possibilidades de alterações para melhor desenvolvimento das atividades. Relato da aula 07/11/13 Espalhei os alunos pela quadra para um bom alongamento de braços e pernas, neste momento falava para eles o quanto é importante fazer um bom alongamento antes de atividades, neste dia estava só a turma da 4 série, foi excelente para o aprendizado e a realização da brincadeira. Logo em seguida distribui uma peteca para cada dois alunos para que experimentasse o objeto a ser trabalhado na aula, sem nenhuma explicações, alguns alunos já tinham brincado ou teve algum contato com a peteca, outros não tinham se quer tocado em uma peteca, e foram eles que vieram a todo momento me perguntar como se toca ou bate, e foi neste momento que pedi a atenção de todos, parando de bate as petecas para explicar como se bate numa peteca, e todos ficaram muitos atentos a explicação, expliquei de começo como se bate a peteca por baixo, onde as pernas ficariam ligeiramente abertas, a perna de apoio voltada para a frente, a outra para trás, uma mão segura a peteca, e a outra de mais força, será a que vai bater a peteca, expliquei umas três vezes bem visualmente para que entendessem e tivessem a intenção da brincadeira que é aprender a sacar por baixo. Também falei do outro contato com a peteca que é bater por cima pois no momento que ela estiver no ar, bater com a palma da mão, para que aconteça a continuidade da brincadeira. Em seguida divide em duas equipes iguais mistas para que acontecesse a interação entres os meninos e as meninas. Separei uma pequena quadra com uma corda, foi incrível sem perceber eles estavam aprendendo a sacar por baixo, hora eu indicava um menino para realizar a batida, outra hora pedia para uma menina realizar a batida. Nesta brincadeira os próprios alunos me comunicavam quem já havia iniciado para que dessem oportunidade para outros alunos iniciar. 42 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS/CPAN CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO DE AULA03 Acadêmico: CLEDILSON MENDES COLIM Duração: 50 min. Data: 08/11/13 Série: 4º Ano Tema da aula: JOGOS E BRINCADEIRAS (VOLEIBOL). Objetivo da aula: COORDENAÇÃO VISUAL E MANUAL, ARREMESSAR E RECEBER, FORÇA, AGILIDADE e INICIAÇÃO AO BLOQUEIO. Material: bolas de materiais recicláveis. Estrutura da Aula 1ª parte Explicar neste momento como se lança a bola, com uma das mãos ou as duas, e também como receber a bola, neste momento com as duas mãos. 2ª parte: Os alunos divididos dois a dois, um de frente para o outro, neste momento utilizaremos bolas de materiais recicláveis, como jornais, meias, e outros para que os alunos acostumem com o movimento de lançar e receber. Atividade: BLOQUEADOR. Alunos dispostos em roda, sendo que um ficará no meio O BLOQUEADOR, a bola deve ser tocada sempre, os alunos em roda terão que lançar para qualquer colega na sua frente, não 43 podendo ser o colega do lado, para que aconteça a brincadeira, assim o da frente terá que receber a bola, e assim continua, o do meio terá que pegar a bola de quem lançou, assim que conseguir pegar a bola. Quem lançou passa a ser o BLOQUEADOR. MATERIAL: bolas de material reciclável. 3º parte: Colocar os alunos sentados para discutir sobre o desenvolvimento das atividades, deixando que eles comentem se encontraram dificuldades, e se há possibilidades de alterações para melhor desenvolvimento das atividades. Relato da aula 08/11/13 A aula foi proveitosa, no entanto os alunos não conheciam bolas de materiais recicláveis, ficaram encantados, de inicio iniciei como aquecimento um ajuda ajuda para que ficassem aquecidos para as devidas brincadeiras, depois distribui a cada dupla uma bola de material reciclável média para que acostumassem com elas, pedi aos alunos que lançasse de frente para outro alternando as mãos, e o da frente com o objetivo de agarrar a bola, também pedi que se movessem lateralmente, para frente e para trás na hora do lance com a bola reciclável. No segundo momento da aula, foram dispostos em círculos. No começo expliquei novamente como se lança e agarra uma bola movendo-se lateralmente, para frente e para trás, para que acontecesse a brincadeira. Neste momento coloquei uma bola maior reciclável para os alunos ver que existem diversos tipos de tamanhos de bolas recicláveis, deixei que experimentassem a bola maior lançando e agarrando, para que depois mudar o movimento para rebater, para que a brincadeira ficasse mais dinâmica, parei umas diversas vezes explicando como acontece uma rebatida com as duas mãos e flexionando as pernas. Depois coloquei um aluno ao meio do circulo para trabalhar a intenção do bloqueio, parei duas vezes só para explicar como se faz um bloqueio da bola, pois para eles seria um movimento fácil de fazer, para variar aternavamse os meninos e meninas ao meio, na seqüência para haver interação entre meninos e meninas, colocaram um casal ao meio para que a brincadeira ficasse mais dinâmica e tendo uma seqüência melhor. 44 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS/CPAN CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO DE AULA04 Acadêmico: CLEDILSON MENDES COLIM DATA:19/11/13 DURAÇÃO: 50 minutos SÉRIE: 4º ano TEMA: JOGOS E BRINCADEIRAS (VOLEIBOL) – ADAPTAÇÃO A BOLA MATERIAL: bola de vôlei e apito. OBJETIVO: explorar a participação coletiva, lançar e receber. DESENVOLVIMENTO 1ª parte Possibilitar a encenação da atividade que será trabalhada. Nesta parte em circulo, antes de ter dois alunos no meio, treinaram de inicio o lançar e receber entre eles. 2 parte Atividade: Adaptação a bola. Aluno em círculos, a brincadeira consiste passar a bola por cada aluno. O professor fica de costas, ao apito o aluno que estiver com a bola, lança com uma ou duas mãos para o colega a frente, só que para o alto, evitando que o colega da frente pegue a bola, se o colega do meio pegar a bola, troca de lugar com quem lançou. 3ª parte Para finalizar sentaremos em roda para refletir sobre o que foi desenvolvido na aula, dando abertura aos alunos para sugestões e críticas. 45 Relato da aula 19/11/13 Em primeiro momento coloquei os alunos em círculo para fazer um breve alongamento, sempre dizendo a eles o quanto é importante um bom alongamento para ter uma vida longa e saudável. Depois pedi que passasse de mãos em mãos a bola de vôlei para que todos tivessem contato e visualizasse a bola, em seqüência a cada momento um aluno lançava e o outro recebia, neste momento percebi que alguns dos alunos tinham dificuldade em receber a bola no ar, pois não tinham muita noção espacial da bola, por isso repeti várias vezes o lançar e receber como se fosse um treino para poder acontecer a brincadeira. Algumas das meninas tinham medo que a bola tocasse ao seu rosto e deixavam ela cair, outros a bola passava direto depois de tocado as mãos. Na seqüência foi realizado uma brincadeira onde os alunos tinham que passar a bola em circulo, ao comando do apito tinham que lançar para o outro colega da frente, de começo não coloquei ninguém no meio para que acostumassem com o movimento, depois coloquei um aluno ao meio para que a brincadeira ficasse mais dinâmica, pedi que eles passassem de mãos em mãos a bola e ao comando do meu apito eles tinham que lançar a bola para o da frente, sendo que o do meio tinham que pegar a bola, se isso acontecesse o do meio troca com quem lançou e continua a brincadeira. Neste momento percebi que as meninas tinham pouca força para lançar a bola e os meninos pegavam a todo o tempo a bola no lançar da bola, para que isso não acontecesse direto, coloquei um casal ao meio, daí então se a menina lançasse e o menino pegasse, iria para a troca a menina para que houvesse a interação em ambos, também se a menina lançasse e a menina do meio pegasse, trocava o menino do meio. 46 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS/CPAN CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO DE AULA05 Acadêmico: CLEDILSON MENDES COLIM Duração: 50 min. Data: 21/11/13 Série: 4º Ano Tema da aula: JOGOS E BRINCADEIRAS (VOLEIBOL). Objetivo da aula: coordenação motora, atenção, habilidade de receber a bola. Material: duas bolas Estrutura da Aula 1ª parte: Alongamento. Explicação de como será feita as atividades, para atingir o objetivo de trabalhar a coordenação motora, atenção, e como receber a bola. 2ª parte: Atividades com bola: Material : duas bolas 1) Bola ao túnel: Dividir a sala em dois grupos iguais, os participantes posicionam-se de pernas afastadas. O primeiro da coluna fica com a bola na mão. Ao sinal, a bola é passada entre as pernas para o jogador imediato, e assim sucessivamente. Quando chegar ao último da coluna, este pegará a 47 bola e virá ocupar o lugar do primeiro de sua coluna. A vitória será de quem terminar a atividade primeira. Nesta atividade poderá fazer adaptações como lançar a bola para o último da fila, e o último corre para frente e faz o mesmo, até terminar o percurso. 2) Bola aérea: Duas colunas com o mesmo número de participantes, o primeiro com a bola. Ao sinal dado, a bola é passada por cima da cabeça até chegar ao último jogador, que recebe a bola e corre até a frente de sua coluna para reiniciar a nova passagem. Vence o grupo que terminar primeiro a passagem sem saltar os jogadores por seqüência. Variação: “montanha russa”- o primeiro passa a bola entre as pernas, o seguinte por cima da cabeça, e assim por diante, alternando. Material: duas bolas de vôlei. 3º parte: Colocar os alunos sentados para discutir sobre o desenvolvimento das atividades, deixando que eles comentem se encontraram dificuldades, e se há possibilidades de alterações para melhor desenvolvimento das atividades. No final a aula, pedi aos alunos que fizessem um desenho representando a eles o voleibol. Relato da aula 21/11/13 Neste dia a aula aconteceu em sala de aula por motivo da chuva, a quadra é coberta, só que as laterais são abertas e deixava a quadra toda escorregadia. A aula foi bem produtiva e tranqüila, pois o objetivo foi atingido que era trabalhar a noção de espaço, atenção e coordenar o movimento. Expliquei três vezes visualmente bem detalhado usando dois alunos como explicação para que na hora das brincadeiras eles tivessem um bom desempenho para com os objetivos da aula. Percebi que por ser iniciante no aprendizado de alguns movimentos não possuem muitas estratégias para levar vantagem com a outra equipe, mais na prova de passar por baixo um para o outro na seqüência, tinha dois alunos da mesma equipe que jogavam para o último para acelerar a brincadeira, não cumprido com o acordo, por esse motivo parei duas vezes a brincadeira. E o grande momento de aprendizado é que os que respeitavam as regras me alertavam dos alunos que quebravam as regras estabelecidas. Neste 48 dia também pedi que fizessem um desenho do que eles sabiam sobre voleibol, tendo como exemplo o que aprendeu na escola, na TV, jornais, internet, etc. Assim teve a participação de todos. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS/CPAN CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO DE AULA06 Acadêmico: CLEDILSON MENDES COLIM Duração: 50 min. Data: 22/11/13 Série: 4º Ano Tema da aula: JOGOS E BRINCADEIRAS (VOLEIBOL) – TOQUE E MANCHETE Objetivo da aula: explorar a participação coletiva Material: bola de vôlei, bola grande e bambolê. Estrutura da Aula 1ª parte: Alongamento. Em seguida explicaremos a importância do toque, que proporcionará o educando o domínio da bola, explicando e demonstrando que iniciamos com a posição de expectativa até a extensão dos braços (cotovelos) e também a posição de manchete, que parte da posição de expectativa, com extensão dos braços a frente, unindo as duas mãos a frente. 49 2ª parte: AQUECIMENTO: Os alunos ficarão espalhados pela quadra trotando, ao comando de 1 apito, os alunos deverão ficar na posição do toque, e ao comando de 2 apitos fazem as extensão do corpo. Depois o mesmo acontecerá no comando do apito para o movimento da manchete. Atividade: Vôlei no Bambolê Divide-se a turma em duas equipes, onde os alunos poderão somente utilizar o toque para a atividade. Em cada equipe serão escolhidos dois alunos para segurar o bambolê que ficará posicionado na equipe adversária, sendo que estes não poderão sair da área de defesa, e quando a bola passar pelo bambolê será trocados os alunos. No começo do jogo poderão dar vários toques, onde o objetivo é acertar o bambolê, e a equipe que conseguir passar a bola pelo bambolê somará dois pontos, e quando a bola cair no campo adversário, somara 1 ponto. Os alunos poderão se movimentar na área de defesa com o bambolê. Poderão ser feitas algumas variações nesta atividade, como, o uso de apenas 3 toques, e deixando que a bola quique apenas uma vez no seu campo, usando a bola oficial de vôlei. 3º parte: Atividade : manchetebol Alunos divididos em duas equipes, que ao comando do professor poderão executar a manchete como um único movimento do jogo, com o objetivo de derrubar a bola grande no campo adversário, no decorrer do jogo, utilizar a bola de vôlei. 4º parte: Colocar os alunos sentados para discutir sobre o desenvolvimento das atividades, deixando que eles comentem se encontraram dificuldades, e se há possibilidades de alterações para melhor desenvolvimento das atividades. 50 Relato da aula 22/11/13 Essa atividade foi bem proveitosa, de começo bem visivelmente expliquei bem lentamente como se dá um toque, desde a posição de expectativa até a extensão dos braços, devido a idade deles para com o seu aprendizado, demonstrei umas três vezes, o mesmo aconteceu com a manchete para que entendessem bem os movimentos básicos do vôlei para que na hora da brincadeira desenvolvessem com satisfação. No primeiro momento desenvolveram certinho ao comando do apito os movimentos pois não tinham o contato com a bola, só corrigi durante a execução alguns alunos que estavam com mais dificuldade, no caso colocar uma perna a frente, sempre esqueciam para dar inicio ao movimento. Já na segunda parte da aula comecei a perceber que viriam as dificuldades de executar o movimento com a bola, separei de três em três para o trabalho com bola, não tinham tempo de bola, ou seja, de executar o movimento na hora certa com a bola, tanto no toque e também na manchete, a única pessoa que detinha o movimento refinado e sabia executar, é uma única aluna de 12 anos, pois ela participava dos treinamentos da escola, fora do horário de aula. Foi aonde que parei varias vezes para explicar melhor e atender individualmente. Depois partimos para a brincadeira onde só poderia dar o toque como regra estabelecida por min. De começo poderiam dar vários toques até mandar no campo adversário, depois fui diminuído até ser os três toques como regra, e assim foram assimilando a uma partida. Na seqüência coloquei o bambolê para completar a brincadeira, poucas vezes acontecia de acertar o meio do arco, pois as meninas não tinham tanta força como dos meninos, pensei bem e tirei o bambolê, logo em seguida iniciei a brincadeira manchetebol, como regra valendo só a manchete, também de inicio valendo várias manchetes, depois diminui para três, nesta brincadeira não tinha muita seqüência, por ser iniciantes ao movimento, a bola ia várias vezes para trás ou para o lado, onde para e explicava que o movimento sempre é para frente e tinham que se movimentar para ocorrer a manchete. 51 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS/CPAN CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO DE AULA07 Acadêmico: CLEDILSON MENDES COLIM Duração: 50 min. Data: 26/11/13 Série: 4º Ano Tema da aula: JOGOS E BRINCADEIRAS (VOLEIBOL). Objetivo da aula: atenção constante, percepção do tamanho da bola, noção de espaço. Material: bola grande de plástico, bola pequena de plástico, giz. Estrutura da Aula 1ª parte: Alongamento. Explicação de como será feita a atividade. 2ª parte: Atividade: vôlei maluco. Usando a quadra de vôlei, teremos a mesma quantidade de alunos para cada lado da quadra. A bola deve ser tocada sempre, usando de inicio uma bola grande e ir diminuindo como o passar do tempo, não podendo cair e nem ser segurada a bola, sempre tocada. Toda vez que a bola cair será ponto para o time adversário. 52 3º parte: Colocar os alunos sentados para discutir sobre o desenvolvimento das atividades, deixando que eles comentem se encontraram dificuldades, e se há possibilidades de alterações para melhor desenvolvimento das atividades. Relato da aula 26/11/13 De inicio coloquei os alunos em círculo e fiz um breve alongamento lembrando sempre eles a importância de se alongar para as atividades que exijam movimentos, tanto para ter uma vida saudável boa e também obter uma boa flexibilidade, depois separei a turma em equipes mistas, sempre para que haja a interação entre meninos e meninas, e expliquei como seria a brincadeira do vôlei maluco. Nesta atividade poderiam dar quantos toques quisessem pois não havia nenhuma regra de quantos poderia, foi bem proveitosa, ainda mais de inicio foi uma bola grande que despertou mais a visão e o encanto de jogar com uma bola colorida e grande. No começo eles ficavam muito perto da linha de meio pois queriam a todo tempo tocar a bola, parei umas duas vezes a atividade e disse que seria importante tocar a bola, mais também que teriam que cuidar da bola não cair em seu campo, e teriam que se espalhar mais na quadra para que a bola não caia e mande para o campo do adversário. Depois mudei para uma bola pequena de plástico para que atentassem mais ao movimento do toque e percebi que devido a aula anterior de como se faz o toque, eles começavam a dar uma passada a frente e estender o braço, mesmo não conseguindo tocar a bola e dar a seqüência, eles faziam o movimento. 53 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS/CPAN CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO DE AULA08 Acadêmico: CLEDILSON MENDES COLIM Duração: 50 min. Data: 28/11/13 Série: 4º Ano Tema da aula: JOGOS E BRINCADEIRAS (VOLEIBOL). Objetivo da aula: Integração, sociabilização, noções de visualização de espaço, comunicação, e iniciação ao ataque. Material: Uma rede de vôlei ou uma corda, bexigas. Estrutura da Aula 1ª parte: Alongamento. Explicação de como será feita as atividade, para atingir o objetivo de trabalhar o ataque. 2ª parte: Atividades com bexiga: 1) voleixiga: Dividir a sala em dois grupos iguais, os participantes distribuem-se em cada lado da quadra. Ao sinal, as equipes batem sem parar nas bexigas com o objetivo de passá-las por cima da corda, com qualquer uma das mãos para a quadra adversária, sendo que a outra equipe terá que fazer o mesmo, vence a equipe que tiver o menor número de bexigas em seu campo. O professor da a dica de dar um pulo na hora de bater na bexiga. 54 3º parte: Colocar os alunos sentados para discutir sobre o desenvolvimento das atividades, deixando que eles comentem se encontraram dificuldades, e se há possibilidades de alterações para melhor desenvolvimento das atividades. Relato da aula 28/11/13 No inicio da aula realizei um alongamento com eles, só que neste dia chamava um aluno e pedia que demonstrassem um alongamento, mais sempre orientando a maneira correta de como se faz o movimento. Depois dei uma bexiga para cada aluno, e pedi a eles próprios que inflassem sua bexiga para a realização da brincadeira, nesta parte não demonstrei nenhum movimento, para que eles ficassem mais livres e tivessem a satisfação de estar jogando. Expliquei como seria a brincadeira, assim os alunos desenvolveram bem, realizei umas três vezes sem mudar nada, só houve um contratempo, assim que parava para recomeçar as meninas queriam sua bexiga e volta pois tinham feito carinhas e desenhos nelas, por isso não queriam bater em outra bexiga, só nas suas e não cuidava as outras bexigas que caiam em seu campo. Só bem mais no final dei uma idéia aos alunos, sendo um movimento sem cobrança, que saltassem e batessem com uma mão na bola, seria mais fácil e mais rápido de ultrapassar a bola ao campo adversário. Daí então começaram a realizar o movimento do ataque sem perceber que o estava realizando, num simples brincar com a bexiga. 55 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS/CPAN CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO DE AULA09 Acadêmico: CLEDILSON MENDES COLIM Duração: 50 min. Data: 29/11/13 Série: 4º Ano Tema da aula: JOGOS E BRINCADEIRAS (VOLEIBOL) – Iniciação ao saque. Objetivo da aula: explorar a participação coletiva, o saque por baixo, noção de espaço, Percepção visual, segurar e lançar. Material: petecas. Estrutura da Aula 1ª parte: Alongamento. Em seguida explicação de como será atividade. 2ª parte: Atividade: Petecobol. Alunos divididos em duas turmas em números iguais, na quadra de vôlei, sendo que um da equipe será o lançador, batendo nas petecas, com a mão aberta voltada para cima, como se estivesse sacando por baixo, lançando para sua equipe, onde a equipe terá que agarrar a peteca, não deixando cair, assim que agarrar a peteca, passa para o fundo da quadra, ajudando seu parceiro a buscar com lançamentos sua equipe. Se a peteca cair no campo adversário, pega a peteca e joga para sua equipe lançar ela para tentar buscar toda a equipe. 56 3º parte: Colocar os alunos sentados para discutir sobre o desenvolvimento das atividades, deixando que eles comentem se encontraram dificuldades, e se há possibilidades de alterações para melhor desenvolvimento das atividades. Relato da aula 29/11/13 No inicio realizei um alongamento com os alunos, novamente dizendo a importância de se alongar antes de uma atividade física, logo em seguida explicou várias vezes bem visualmente para que eles entendessem bem como se batia numa peteca por baixo, assim sem eles percebessem estavam realizando o saque por baixo devido a brincadeira, depois separei em equipes mistas numa mesma quantia ou aproximada, a brincadeira foi tão proveitosa que repetia umas várias vezes, pois os alunos nunca havia brincado com um joguinho de peteca. Fato importante foi que todos queriam iniciar a brincadeira para buscar seus companheiros pelo fato de bater na peteca, assim tinha que escolher alunos que não havia começado para não haver exclusão, outro momento satisfatório é que todos queriam fazer parte da equipe que batiam e pegavam a peteca colorida, chamava mais atenção dos alunos. Nesta brincadeira teve alunos que não cumpriam com as regras estabelecidas, em vez de bater na peteca por baixo, eles jogavam a peteca para acelerar a brincadeira. E também não respeitavam o limite de sua área invadiam o campo adversário e pegavam as petecas. Neste momento a professora responsável destes alunos tirou os dois alunos que quebravam sempre a regra da brincadeira, daí então começou a dar certo o objetivo da aula. 57 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS/CPAN CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO DE AULA10 Acadêmico: CLEDILSON MENDES COLIM Duração: 50 min. Data: 03/12/13 Série: 4º Ano Tema da aula: JOGOS E BRINCADEIRAS (VOLEIBOL). Objetivo da aula: fases básicas do vôlei, sem perceber que está jogando, adaptação ao esporte. Material: bola grande de plástico, bola de vôlei, giz. Estrutura da Aula 1ª parte: Alongamento. Explicação de como será feita a atividade. 2ª parte: Atividade: vôlei sem rede no quadrado. Usando a quadra de vôlei, teremos a mesma quantidade de alunos para cada quadrado, no caso serão 4 quadrados. A bola deve ser tocada sempre, usando de inicio uma bola grande, não podendo cair e nem ser segurada a bola, poderá bater tanto com as duas ou com uma mão. Toda vez que a bola cair no quadrado adversário será ponto para a equipe que lançou a bola para o quadrado alvo. Onde caiu a bola segue a atividade. Nesta atividade quando se familiarizarem poderá fazer adaptações, como somente haver três toques e lançar para o 58 quadrado adversário. Assim que acostumar com a intenção dos três toques, usar a bola de vôlei para ir se adaptando com a bola. 3º parte: Colocar os alunos sentados para discutir sobre o desenvolvimento das atividades, deixando que eles comentem se encontraram dificuldades, e se há possibilidades de alterações para melhor desenvolvimento das atividades. Relato da aula 03/12/13 Neste dia a aula foi bem dificultosa em ser realizada, além de dividir a quadra com outra série, os alunos tiveram que enfrentar uma parte da quadra que pegava muito sol e estava muito calor neste dia. O alongamento foi realizado num canto da quadra onde tinha pouca parte com sombra, também aproveitei e expliquei de como seria a brincadeira do quadrado, e lembramos juntos dos movimentos que aprenderam nas aulas anteriores como toque e manchete para uma boa realização da brincadeira. A professora pediu que não ficasse com eles muito tempo no sol me pediu para ser breve com a atividade, pois eles não estavam acostumados, daí então desenhei um quadro grande e dividi em quatros partes. Expliquei de longe como seria a brincadeira, antes que eles entrassem no quadrado, para sua realização. Logo em seguida dividi em quatro equipes mistas iguais e numerei as equipes, falei que podiam jogar uma contra a outra, a bola grande sempre era uma grande atração, pois se encantavam com ela, davam vários toques, até mesmo várias tentativas de manchete, para derrubar em outro quadrado adversário. Percebi nesta atividade que os alunos não tinham estratégia, pois batiam na bola só para frente, ou seja no quadrado da frente, e não jogavam para o quadrado do lado que muita das vezes seriam mais fácil. Logo em seguida troquei pela bola de vôlei para que também houvesse o contato com uma bola de vôlei. 59 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS/CPAN CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO DE AULA11 Acadêmico: CLEDILSON MENDES COLIM Duração: 50 min. Data: 05/12/13 Série: 4º Ano Tema da aula: JOGOS E BRINCADEIRAS (VOLEIBOL) – Iniciação ao rodízio. Objetivo da aula: noção de espaço, percepção visual, rebater. Material: bola de vôlei, cones, bambolê, e giz . Estrutura da Aula 1ª parte: Alongamento. Em seguida explicação de como se seria a seqüência do rodízio, mostrando passo a passo ao alunos, de 1 a 6, em quadra. 2ª parte: Atividade: Base seis do voleibol. Alunos perfilados na quadra de vôlei, sendo que terá que fazer um percurso no rodízio do vôlei, a brincadeira consiste em um lançador que ficará ao meio da quadra numa área demarcado, num circulo, ao comando do professor, o aluno manda a bola com as duas mãos por baixo ao rebatedor, e o que estiver na base de inicio rebate a bola com uma manchete, ou um ataque, como preferir, não podendo deixar a bola passa por ele sem rebater. Observação: tem que haver a rebatida para efetuar o rodízio. Assim que rebater a bola fará o percurso 60 correndo de todas as bases, de 1 até o 6, se não fizer o rodízio certo, volta da base 1 até consegui fazer o rodízio completo. Assim que terminar o rodízio pega uma bola de vôlei que está no chão numa área marcada e dá um toque acertando o centro do bambolê, se não acertar poderá fazer várias tentativas. Nessa brincadeira não haverá ganhador, e sim o aprendizado do rodízio. 3º parte: Colocar os alunos sentados para discutir sobre o desenvolvimento das atividades, deixando que eles comentem se encontraram dificuldades, e se há possibilidades de alterações para melhor desenvolvimento das atividades. Relato da aula 05/12/13 Esta atividade foi gratificante, pois percebi o interesse em cada aluno, ao levar eles para a quadra de instante eles queriam tocar os cones e já me perguntavam o porquê dos cones com os números. Primeiramente coloquei eles em semi-circulo para realizar um alongamento breve, depois bem visualmente e detalhadamente expliquei a seqüência de um rodízio através dos cones e com números bem grandes para que memorizassem, depois pedi aos alunos que formassem uma fila, assim cada momento um aluno fez o percurso e vivenciasse o rodízio. Na seqüência, expliquei como seria a brincadeira sendo um mini-circuito, portanto não haveria ganhador, mais teriam que realizar todo o percurso, expliquei novamente o rodízio para melhor o aprendizado, e pedi que eles mesmos me ajudassem a cuidar os alunos que não conseguiam fazer o percurso do rodízio, e término do rodízio em acertar o alvo estava verificando o que aprendeu nas aulas anteriores, como realizar o toque até que acertem o alvo. Nesta atividade a professora da turma sugeriu que o percurso foi feito em casais, para que houvesse uma interação, sociabilização pois um ajudando o outro sanam as dúvidas no decorrer do rodízio. 61 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS/CPAN CURSO: EDUCAÇÃO FÍSICA PLANO DE AULA12 Acadêmico: CLEDILSON MENDES COLIM Duração: 50 min. Data: 06/12/13 Série: 4º Ano Tema da aula: JOGOS E BRINCADEIRAS (VOLEIBOL) – jogo coletivo. Objetivo da aula: noção de espaço, percepção visual, receber a bola no coletivo, lançar a bola no coletivo. Material: bola grande, 2 lençóis de casal e corda. Estrutura da Aula 1ª parte: Alongamento. Em seguida explicação de como se seria o jogo com o lençol. 2ª parte: Atividade: VOLENÇOL Duas equipes mistas, onde cada equipe terá um lençol para o jogo, ao comando do professor a equipe que estiver com a bola lança a bola por cima da corda, a outra equipe adversária terá que evitar que a bola caia em seu campo, usando a participação coletiva. Se movendo todos juntos e usando sempre o lençol. Vence a equipe que deixar a bola cair menos no chão. 62 3ª parte: Colocar os alunos sentados para discutir sobre o desenvolvimento das atividades, deixando que eles comentem se encontraram dificuldades, e se há possibilidades de alterações para melhor desenvolvimento das atividades. Relato da aula 06/12/13 Esta atividade foi de tão grande realização, realizei um alongamento de começo para irmos direto à brincadeira, coloquei os alunos em circulo para explicar e ter atenção de todos ao mesmo tempo, neste dia foi ótimo porque só estava a turma da quarta série em quadra então a atenção foi ótima voltada para a brincadeira. Como era a última aula, eu e a professora da turma resolvemos participar juntos com os alunos eu em uma equipe mista e ela em outra equipe mista, eles adoraram, pois a relação professor aluno os deixou mais confiantes e seguro para realizar a atividade. Esta brincadeira demonstrou para nós professores a possibilidade de trabalhar em equipes, pois assim a coletividade tem mais produtividade no aprendizado, porque ao realizar o voleinçol os alunos brincam ao mesmo tempo juntos, pensam juntos, e aprendem juntos. 63 9. APÊNDICES. Apêndice A. IMAGENS FEITAS NAS INTERVENÇÕES. Imagens feitas na intervenção do plano 01/ Fonte: Acervo Pessoal. Imagens feitas na intervenção do plano 02/ Fonte: Acervo Pessoal. 64 Imagens feitas na intervenção do plano 02/ Fonte: Acervo Pessoal. Imagens feitas na intervenção do plano 03/ Fonte: Acervo Pessoal. 65 Imagem feita na intervenção do plano 04/ Fonte: Acervo Pessoal. Imagens feitas na intervenção do plano 06/ Fonte: Acervo Pessoal. 66 Imagem feita na intervenção do plano 06/ Fonte: Acervo Pessoal. Imagem feita na intervenção do plano 07/ Fonte: Acervo Pessoal. 67 Imagens feitas na intervenção do plano 08/ fonte: Acervo Pessoal. Imagem feita na intervenção do plano 08/ fonte: Acervo Pessoal. 68 Imagens feitas na intervenção do plano 09/ Fonte: Acervo Pessoal. Imagem feita na intervenção do plano 10/ Fonte: Acervo Pessoal. 69 Apêndice B. Desenhos realizado pelos alunos no meio das intervenções/ no dia da intervenção do plano 05. 70 71 72