#vem pra rua
1 ª Edição - Novembro /2013
# Gente que
faz Acontecer
Jovens buscam um país
melhor - Pág 05
# Projetos
Estranhos
Projetos Políticos - Pág 04
# Ciências
Políticas
Os estudantes e seus
manifestos - Pág 14
# ENTREVISTA
Soninha Francine fala
sobre as manifestações
- Pág 12
você é corrupto!
Muito além de Mensalão e PEC 37: já avaliou suas ações
hoje? A corrupção depende da régua moral de cada um?
#v e m p r a r u a
1
A
#
política é a arte ou ciência da organização.A
frase, embora contraditória em si mesma,
pode ser melhor compreendida quando se
entende que, em ambos os casos, a evolução se dá
por meio de rupturas. Romper com aquilo que até
então estava estabelecido como ordem é um dos
principais objetivos desses dois campos de atuação
humana.
Por acreditarmos que é necessário romper para
evoluir é que criamos a revista #Vemprarua!.Nosso
objetivo é ir além de uma visão maniqueísta da
política, da dicotomia esquerda-direita. Acreditamos
que a política écomo um quadro de Cézanne no qual
todos os matizes de cores são importantes para a
composição do todo.
Dada tal razão, nesta primeira edição trazemos a
você, leitor, uma reportagem especial sobre um dos
temas mais presentes nas manifestações de junho/
julho: a corrupção.Você sabia que um em cada quatro
brasileiros não acredita que subornar um guarda, por
exemplo, seja um ato corrupto? Para compreender
melhor o assunto, ouvimos um cientista político, um
advogado e jovens universitários a fim de esclarecer:
“afinal, o que é corrupção?”.
Em meio a polêmica do programa Mais Médicos,
elaboramos também um perfil com um jovem
doutor que, embora contra o programa, decidiu não
fazer greve como a maioria dos colegas da categoria.
O motivo? Os próprios pacientes. E ainda trazemos
uma entrevista com Soninha Francine, uma das figuras
políticas mais conhecidas de São Paulo, falando sobre
o que muda e o que não muda nas eleições de 2014
após as manifestações.
Desejamos a todos uma boa leitura!
Equipe #Vemprarua!. #
Artigo
Projetos
Estranhos
Conheça projetos inusitados
criados por vereadores
#05
Gente que
faz Acontecer
Conheça Avner Lyra, estudante
de medicina que participou de
um protesto diferente
#06
capa
#11
Você é corrupto!
“Veja como ações cotidianas, a
princípio simples, podem fazer de
você uma pessoa nem tão correta
quanto imaginava...”
Legislativo
em Ação
Saiba o que esta acontecendo
no governo
#12
Entrevista
#14
A ex-vereadora Soninha Francine
comenta e opina sobre as
manifestações de junho e a política
no Brasil.
Ciências
Políticas
Muitos não sabem, mas a
Política também é uma ciência.
Mais do que isso, a política é
uma ciência que pode ajudar
a entender muito do que tem
acontecido nos dias atuais
#16
agenda
Jornalistas
Ana Paula Trevisan
Camila Cechinel
Déborah Lima
Felipe Soares Faverani
Julia Antunes Piraíno
Natalia Zancheta Gentil
Renata Fujie Kamoshita
Roberto Bueno Mendes
2
#03
“É preciso saber a
quem nossas pautas
vão beneficiar”
#04
Editor-Chefe
Felipe Faverani
Contribuição Na Diagramação
José Reis Filho
O gigante que faltou
na escola
Um gigante que faltou
Expediente
Diagramação
Ana Paula Trevisan
Sumário
#16
Serviços
#Vemprarua indica os melhores livros e filmes sobre
política
#v e m p r a r u a
Fique por dentro dos eventos,
aulas e palestras do mês
S
#
(Foto: arquivo pessoal de Natália Bianco)
Editorial
ARTIGO
Natália Blanco tem
19 anos e está no 4º
semestre de Jornalismo
na Universidade
Metodista
eguramente este ano entrará para a
história do país, sobretudo o mês de junho,
com todas as suas agitações políticas e
sociaisque as manifestações de rua provocaram.
Uma das coisas que inquietaram foi o fato
de um movimento que até então era pouco
conhecido pela população (sem desmerecer
sua legitimidade)conseguiu levar centenas de
milhares de jovens, muitos que sequer fazem
uso do transporte público, para as ruas.
Os movimentos sociais sempre tiveram um papel
importantíssimo neste cenário, e infelizmente,
ainda hoje são desvalorizados e até mesmo
marginalizados.No caso do Passe Livre, desde
2005 eleslutam por um transporte público de
qualidade e acessível.
É irônico pensar numa juventude que não foi
educada para se envolver com a vida política,
de uma hora paraoutra, resolve acompanhar
os primeiros militantes.Para alguns animados,
até desatentos, isto seria um alerta de que
um “gigante” tenha acordado; para os que por
dentro, pode-se enxergar uma reorganização
de grupos na ativa há tempos, os quais nós já
não lembrávamos mais para que serviam.
A juventude percebeu a distância entre o que
ela quer e o que as instituições que asrepresenta
querem. Logo os Facebooks passam a ser
fóruns de discussões, os “manifestantes virtuais”
aparecem para propor suas pautas de mudança
e dar apoio moral àqueles que foram se juntar
aos movimentos nas ruas, e em pouco tempo
o reflexo desta falta de educação política
começaram a transparecer em cartazes, gritos,
e propostas de pautas intolerantes e diria até
mesmo ignorantes.
Dia 21 de junho, no ato de comemoração pela
revogação do aumento da tarifa dos ônibus
na Avenida Paulista, militantes de partidos,
movimentos estudantis, negros, ecumênicos,
entre outros, foram hostilizados pelo simples
fato de estarem ali.
A mesma juventude que deixou de lado a
história política de seu país por tantos anos, se
viu no direito de agredir aqueles que há muitos
anos já estão lutando. Aquele dia era carnaval
fora de época, pessoas bebendo, o som de
tambores, bandeiras do Brasil e pessoas com os
rostos pintados de verde e amarelo.
Muitos desses jovens vão para as ruas, mas não
sabem por que estão protestando, falta uma
liderança nesse tipo de movimento, não existe
agenda, e sim a soma de milhões de interesses
individuais. Reivindicam tudo, e ao mesmo
tempo, nada, uma vez que eles ainda não se
sentem parte integrante da engrenagem política
do Brasil. Muitos cartazes com reivindicações
das mais diversas, algumas delas, assustadoras,
que descentralizavam e enfraqueciam o objetivo
do movimento.
De um lado, governantes acharam que poderiam
controlar a situação usando bombas de efeito
moral, de outro, manifestantes, na tentativa de
extravasar suas insatisfações, cobrem os rostos
e depredam o patrimônio público.
A população ainda está tentando entender o
que de fato vem acontecendo desde junho.
O momento é de reflexão. As entidades
representativas se viram obrigadas a olhar para
uma parcela da sociedade que por anos andou
comportada demais, não deixemos que esta
oportunidade passe.
É preciso saber a quem nossas pautas vão
beneficiar, para construirmos uma agenda com
reivindicações que atendam a população no
geral e não meia dúzia de pessoas. #
#v e m p r a r u a
3
#
PROJETOS ESTRANHOS
gente que faz acontecer
PolÍticos inovam
em sua cartela de leis
Protesto nãO
é só violência
Folia comportada, fruto proibido,
invenções que você nem imaginava
que poderiam existir
Estudantes da Faculdade de
Medicina de Jundiaí realizaram
o Mutirão da Saúde por uma
reforma no setor
Por: Ana Paula Trevisan
#
Lei Municipal 1790/68 (São Luís, MA)
“Lei da Melancia” (Rio Claro, SP)
Data: 12 de maio de 1968
Data: 1894
Na década de 60, o então prefeito Epitácio Cafeteira
baixou o “código de posturas” do município. Entre
outras coisas, ficou proibido o uso de máscaras em
festas exceto no Carnaval, ou com licença especial
das autoridades. Para defender a medida (que virou
letra morta), o prefeito argumentou que ela ajudava
a “identificar bandidos”
A inofensiva melancia, quem diria, foi proibida em
1894 na cidade de Rio Claro, no interior de São
Paulo. No fim do século 19, a fruta era acusada
de ser agente transmissor de tifo e febre amarela,
doenças epidêmicas na época. Com o tempo, a lei
virou letra morta.
Aeroporto Alienígena
#
Lei Municipal 1840/95 (Barra do
Garças, MT)
Data: 5 de setembro de 1995
O então prefeito dessa cidade de 55 mil habitantes
criou uma reserva para pouso de OVNIs com 5
hectares na serra do Roncador, tradicional reduto
de ufólogos. Para azar dos ETs, o “discoporto” ainda
não saiu do papel
4
Fruto Proibido
Preguiça Ecológica
Lei de Crimes Ambientais (Governo
Federal)
Data: 12 de fevereiro de 1998
A lei que regula as punições para os crimes contra
a natureza tem um agravante estranho: a pena
aumenta para crimes aos “domingos ou feriados”.
É o velho jeitinho brasileiro: com menos fiscais
trabalhando nesses períodos, o governo elevou a
pena para desestimular agressões ecológicas nas
folgas da patrulha. É a única lei federal da nossa
lista
#v e m p r a r u a
#
(Foto: arquivo pessoal de Avner)
#
Por: Renata Fujie e Natalia Zancheta
O
N
Programa Mais Médicos faz parte de
um pacto de melhoria do atendimento
aos usuários do Sistema Único de
Saúde, que prevê maiores investimentos nas
unidades de saúde, além de levar profissionais
para regiões carentes. O início das negociações
para a implantação do programa foi em maio.
Em junho, parte da população já não estava
satisfeita com a proposta e foi para as ruas.
Muitos alunos de medicina também não são a
favor da ideia.
Cerca de duzentos alunos da Faculdade de
Medicina de Jundiaí realizaram um protesto
solidário no mês de junho. O mutirão foi
contra a entrada de médicos estrangeiros no
país sem a revalidação do diploma. A causa
defendida pelos estudantes era o aumento do
financiamento federal na saúde pública.
De acordo com dados da Organização Mundial
da Saúde, a média do investimento na saúde no
mundo é de 210 bilhões. Nos países da Europa
os últimos anos, centenas de projetos
esquisitos, inúteis e até claramente
inconstitucionais tramitaram nas Casas
Legislativas do País.
Veja alguns dos projetos mais estranhos
Folia comportada
#
e nos Estados Unidos, o valor é ainda maior:
mais de 500 bilhões. Já no Brasil, é somente de
154 bilhões de reais.
Os alunos decidiram realizar um movimento
educativo, sem violência e que beneficiasse a
população e a categoria.Eles transformaram
a casa paroquial no centro da cidade em
um grande consultório, realizando exames e
orientações sobre a situação da saúde no país.
O Mutirão da Saúde foi idealizado pela internet
em parceria com outros Diretórios Acadêmicos,
como os DAs da UNIFESP (CAPB), USP
(CAOC) e SANTA CASA (CAMA).
direito garantido, decidimos alterar o modelo de protesto
por meio do mutirão. Nele, as pessoas são atendidas e,
ao mesmo tempo, conscientizadas dos reais problemas na
saúde brasileira.
Avner de Castro
Lyra, 23 anos
Par ticipou da
organização do
evento
Por que participou?
Indignação, raiva, vontade de mudança. Acredito que
podemos fazer a diferença. Não adianta ver os problemas
e não se movimentar para exigir que os mesmos sejam
alterados.
Por que um mutirão e não uma greve?
A fila no SUS para marcar exames e consultas pode levar
meses. Não gostamos da ideia de que uma pessoa, após
meses esperando uma consulta, tenha a mesma remarcada
ou cancelada. Mesmo acreditando que a paralisação é um
Quais são os principais problemas?
- Sub-financiamento - Em 2012, o orçamento era de cerca
de 90 bilhões de reais. Desse total, 9 bilhões deixaram de
ser usados
- Falta de infraestrutura em grande parte dos municípios
- Concentração de profissionais em áreas mais
desenvolvidas
- Ausência quase que completa de direitos trabalhistas
Dá para mudar?
Sim, desde que feitos de maneira honesta, focando o bem
da população e não as próximas eleições.
#v e m p r a r u a
5
#
capa
capa
você
#
é corrupto!
Por: Felipe Faverani e Camila Cechinel
Veja como ações cotidianas, a princípio
simples, podem fazer de você uma pessoa
nem tão correta quanto imaginava...
D
e acordo com uma pesquisa divulgada
pela ONG Transparência Internacional,
que faz parte dos estudos que integram
o Barômetro Global da Corrupção 2013, chega
a 81% os brasileiros que julgam os partidos
políticos corruptos ou muito corruptos -enquanto 68% dizemestar dispostos a denunciar
casos de corrupção se desconfiam da existência
deles. No entanto, 27% afirmaram ter pagado
suborno para ter acesso a instituições e serviços
públicos em 2012.
Surpreendeu-se com o número? Espere até
saber que um em cada quatro brasileiros não
acha corrupção dar dinheiro a um guarda para
evitar receber uma multa. A pesquisa,realizada
no ano passado pela Universidade Federal
de Minas Gerais (UFMG) em parceria
com o Instituto Vox Populi, guarda outras
incoerências.“Algumas coisas podem ser um
6
#v e m p r a r u a
#v e m p r a r u a
7
#
capa
capa
pouco erradas, mas não corruptas”, pregam 35%
dos entrevistados.E o que seriam essas “coisas
meio erradas?”Acredite: sonegar impostos
quando a taxa for cara demais é uma delas...
Todos os números acima evidenciam um
fato: a corrupçãojá se tornou algo banal para
grande parte dos brasileiros, a ponto de muitos
revelarem ter caracteres flexíveis, ainda que
não assumam.
O advogado Rogério de Oliveira não se espanta
com isso. Professor da Faculdade de Direito de
São Bernardo do Campo, Oliveira acredita que
negar a existência da corrupção é o primeiro
passo para ser tragado por ela. “A grande
sacada do diabo foi fazer com que ele fizesse as
pessoas acreditar que ele não existia. E a grande
sacada da corrupção é as pessoas falarem “não
existe corrupção”, “estamos punindo”, “vamos
fazer alguma coisa”. É um problema acima
de tudo ético”, sentencia. “É uma questão de
padrão que você estabelece na sua vida, na vida
da sua família e nas questões que você acaba
observando ao seu redor.”
A incompetência das instituições públicas
tem boa parcela de (ir)responsabilidade na
construção desse cenário, segundo Oliveira. E
isso leva ao descrédito. Talvez seja por isso que,
aqui, as leis “pegam ou não”. Essa desconfiança
foi medida em números pela pesquisa da ONG
Transparência Internacional: 72% dos brasileiros
desconfiam no Congresso
Nacional, enquanto que 50%
não creem no Poder Judiciário.
“De tanto que a corrupção faz
parte do país, ela acaba virando
chacota”, lamenta Oliveira.
“Ela gera uma sensação de
impunidade, de que, se você
não levar vantagem, você está
fora do mercado.”
Em contrapartida, o professor
de Ciência Política da
USP, José Álvaro Moisés,
compreende a corrupção de
outra forma, e aponta que é
preciso distinguir a corrupção
existente no cenário político
de ações de desvirtuamento
moral cotidianas. “Corrupção
8
corresponde à apropriação privada de recursos
materiais ou simbólicos,envolve ações que
desviam recursos públicos ou relativos à vida
partidária”, explica. “Questões cotidianas, como
não devolver o troco errado, ultrapassar o
sinal vermelho, furar fila, são práticas que
caracterizam defeitos morais e éticos. Não
são vistas com bons olhos pela sociedade, mas
não envolvem o que caracteriza a corrupção,
que precisa de um agente corruptor e um
corruptível para existir.”
Se até entre acadêmicos é difícil um
entendimento claro, torna-se natural a difícil
compreensão para o cidadão comum. Para a
publicitária Marcela Fernandes, por exemplo,
é impossível chegar a uma conclusão sobre o
que seja corrupção por diversos fatores, que
vão além da simples ausência de interesse ou
compromisso com o bem comum. “Indo além
da definição estabelecida pelo senso comum
de ser uma prática contrária às leis sociais,
o conceito de corrupção é inexato, uma vez
que difere de acordo com a moral ética de
determinado povo, época, e, principalmente,
ser humano”, tenta justificar. Apesar de Marcela
recorrer à flexibilidade em torno dos limites
da corrupção, ela é categórica: não acredita que
seja ou possa ser corruptível. “É algo que vai
contra os meus princípios éticos”, defende-se.
“Cresci com a ideia de que, não importa se o
#v e m p r a r u a
#
“
Cresci com a ideia de que não
importa se o ato errado é ínfimo
ou grave, não deixa de ser
incorreto ”
ato errado é ínfimo ou grave, não deixa de ser
incorreto. Já as consequências que eles terão
posteriormente podemos julgar de acordo com
os impactos que terão.”
Pensamento semelhante ao de Marcela tem o
estudante de Arquitetura, Rodrigo de Moura.
“Uma vez que o ato de se beneficiar do outro
com esse tipo de prática se torna comum,
a noção de que isso é normal começa a
distorcer os valores do indivíduo”, decreta.
“Pode parecer extremista, mas acredito que
o ‘jeitinho brasileiro’ nada mais é do que um
tipo de corrupção totalmente arraigada a nossa
cultura.”
Consenso? Parece que tudo vai continuar a
dependerdo tamanho da régua moral de cada
um.
um fato: a corrupçãojá se tornou algo banal
para grande parte dos brasileiros, a ponto de
muitos revelarem ter caracteres flexíveis, ainda
que não assumam.
O advogado Rogério de Oliveira não se espanta
com isso. Professor da Faculdade de Direito de
São Bernardo do Campo, Oliveira acredita que
negar a existência da corrupção é o primeiro
passo para ser tragado por ela. “A grande
sacada do diabo foi fazer com que ele fizesse as
pessoas acreditar que ele não existia. E a grande
sacada da corrupção é as pessoas falarem “não
existe corrupção”, “estamos punindo”, “vamos
fazer alguma coisa”. É um problema acima
de tudo ético”, sentencia. “É uma questão de
padrão que você estabelece na sua vida, na vida
da sua família e nas questões que você acaba
observando ao seu redor.”
A incompetência das instituições públicas
tem boa parcela de (ir)responsabilidade na
construção desse cenário, segundo Oliveira. E
isso leva ao descrédito. Talvez seja por isso que,
aqui, as leis “pegam ou não”. Essa desconfiança
foi medida em números pela pesquisa da ONG
Transparência Internacional: 72% dos brasileiros
desconfiam no Congresso Nacional, enquanto
que 50% não creem no Poder Judiciário. “De
tanto que a corrupção faz parte do país, ela
acaba virando chacota”, lamenta Oliveira. “Ela
gera uma sensação de impunidade, de que, se
você não levar vantagem, você está fora do
mercado.”
Em contrapartida, o professor de Ciência Política
da USP, José Álvaro Moisés, compreende a
corrupção de outra forma, e aponta que é
preciso distinguir a corrupção existente no
cenário político de ações de desvirtuamento
moral cotidianas. “Corrupção corresponde à
apropriação privada de recursos materiais ou
simbólicos,envolve ações que desviam recursos
públicos ou relativos à vida partidária”, explica.
“Questões cotidianas, como não devolver o
troco errado, ultrapassar o sinal vermelho,
furar fila, são práticas que caracterizam defeitos
morais e éticos. Não são vistas com bons
olhos pela sociedade, mas não envolvem o que
caracteriza a corrupção, que precisa de um
agente corruptor e um corruptível para existir.”
Se até entre acadêmicos é difícil um
entendimento claro, torna-se natural a difícil
compreensão para o cidadão comum. Para a
publicitária Marcela Fernandes, por exemplo,
é impossível chegar a uma conclusão sobre o
que seja corrupção por diversos fatores, que
vão além da simples ausência de interesse ou
compromisso com o bem comum. “Indo além
da definição estabelecida pelo senso comum
de ser uma prática contrária às leis sociais,
#v e m p r a r u a
9
#
capa
Legislativo em ação
#
frases
#
O poema abaixo, da jornalista Elisa Lucinda, é um grito contra a corrupção.
“Só de sacanagem”
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à
prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que
voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro,
do nosso dinheiro que reservamos duramente
pra educar os meninos mais pobres que nós,
pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos
seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade
e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha
confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no
cais?
É certo que tempos difíceis existem pra
aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a
mentira dos maus brasileiros venha quebrar no
nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de
meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que
os precederam:
tenho tido que escutar. Até habeas-corpus
preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar,
e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste:
esse é o tipo de benefício que só ao culpado
interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e
fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou
sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de
sacanagem!
Dirão:
“- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou
confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu
filho e meus amigos.Vamos pagar limpo a quem
a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético
e o escambau.”
Dirão:
“ - É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal”.
E eu direi:
IMORTAL!!!
“ - Esse apontador não é seu, minha filha!”
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a
gente quiser, vai dar pra mudar o final.
10
Cotas raciais
Deixem o Haddad
trabalhar em paz
O
projeto que destina
um quinto das vagas
oferecidas em concursos públicos para negros
chegou à Câmara dos Deputados na última
quinta-feira, 7 de novembro. Os parlamentares
têm 45 dias para votar sobre o texto antes de
trancar a pauta, em fevereiro do ano que vem.
Alexandre Padilha, Ministro da
Saúde, tentando minimizar efeitos
do aumento da tarifa sobre
governo do PT em São Paulo
“ - Não admito! Minha esperança é imortal!”
“ - Devolva o lápis do coleguinha!”
justificar. Apesar de Marcela recorrer à
flexibilidade em torno dos limites da corrupção,
ela é categórica: não acredita que seja ou possa
ser corruptível. “É algo que vai contra os meus
princípios éticos”, defende-se. “Cresci com a
ideia de que, não importa se o ato errado é
ínfimo ou grave, não deixa de ser incorreto. Já as
consequências que eles terão posteriormente
Manuela D’Ávila, deputada federal
(PC do B-RS) e líder do partido
na Câmara Tecnologia, e Relações
Exteriores e de Defesa Nacional, e
foi arquivado.
E eu vou dizer:
E eu repito, ouviram?
o conceito de corrupção é inexato, uma vez
que difere de acordo com a moral ética de
determinado povo, época, e, principalmente, ser
humano”, tenta
O
presidente da Câmara
dos Deputados,
Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), afirmou
que o projeto do Marco Civil da Internet deve
ser votado ainda esta semana. O projeto proíbe
o armazenamento de registros de navegação e
obriga o armazenamento de dados de usuários
brasileiros em data centers instalados no Brasil.
É petulância achar
que eleitor não saberá
opinar sobre reforma
“ - Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui
todo o mundo rouba.”
“ - Não roubarás!”
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe
Marco civil
da internet
podemos julgar de acordo com os impactos que
terão.”
Pensamento semelhante ao de Marcela tem o
estudante de Arquitetura, Rodrigo de Moura.
“Uma vez que o ato de se beneficiar do outro com
esse tipo de prática se torna comum, a noção de
que isso é normal começa a distorcer os valores
do indivíduo”, decreta. “Pode parecer extremista,
mas acredito que o ‘jeitinho brasileiro’ nada
mais é do que um tipo de corrupção totalmente
arraigada a nossa cultura.” #
#v e m p r a r u a
Irritação de
Garotinho
A
nthony Garotinho,
deputado federal do PR/
RJ, ficou irritado ao ver que a edição do dia
07 de novembro do jornal O Globo dedicava
apenas um pequeno espaço para a publicação
de uma errada que afirmava que ele e a mulher
não respondiam mais ao processo contra a
família da atriz global Deborah Secco. O caso
fez com que o deputado rasgasse as folhas
do diário e, ao se abaixar, batesse a cabeça na
tribuna.
#v e m p r a r u a
Se Aécio for o
candidato do PSDB, vou
trabalhar por ele
José Serra, pré-candidato a
Presidência da República pelo PSDB,
em entrevista ao programa Poder e
Política, da Folha e do UOL.
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#
entrevista
entrevista
O jovem sempre está mais próximo
da ação do que alguém mais velho
Por: Julia Piraino
A ex-vereadora conta o que achou das manifestações que
aconteceram em julho, a participação do jovem da política e as
perspectivas sobre o futuro
Para ampliar a discussão em torno das
manifestações que tomaram conta das ruas
do país desde junho e colocaram os jovens
no centro dos acontecimentos, #Vemprarua!
foiconversar com uma das personalidades
políticas mais polêmicas da nova geração de São
Paulo: Sônia Francine Gaspar Marmo, a Soninha.
A ex-apresentadora levou para o campo político
sua atuação junto às novas gerações quando,
em 2004, se elegeu vereadora, por acreditar
que os jovens estão mais próximos se de fazer
política do que os mais velhos.Insatisfação com
aumento do preço do transporte público. Sob
esse ângulo, ela analisa os pontos positivos e
negativos das manifestações, fala da participação
da classe média e projeta um cenário sobre a
possível reforma política no Brasil – discussão
séria que nasceu justamente a partir dos
singelos R$ 0,20 das tarifas de ônibus.
Você já havia imaginado algo como as
manifestações de Junho?
Eu, como todo mundo, me surpreendi com
a escala que aquilo alcançou, por que o que
desencadeou foi o protesto contra o aumento
da tarifa, mas toda vez que a tarifa aumenta tem
manifestação, e manifestações inclusive com
atos de vandalismo, porque claro, chama mais
atenção do que você reunir cem pessoas sem
fazer nenhum estrago. Mas nunca elas ganharam
tanta proporção.
Então, não foi só “pelos R$ 0,20”?
Muita gente saiu à rua também contra a
violência policial e contra a arbitrariedade.
Isso ajuda as pessoas a se organizarem, uma
organização espontânea que não veio de uma
12
voz de comando única ou de uma convocação
do sindicato. Então foi muito legal as pessoas
irem pra rua pra se sentirem aliviadas, pensando
que não eram só elas, tinha mais um monte
de gente dizendo que estava cansada. E a
percepção de que se a gente se mexe, alguma
coisa acontece, sim; parou de se mexer elas já
voltam ao que eram. O fato de se mexer pode
não dar todo o resultado do mundo, mas algum
resultado sempre dá.
Na sua opinião, o que levou à
participação maciça da classe média
nesses episódios?
Como você avalia hoje a relação do
jovem com a política?
Eu
acho, independentemente
dessas
manifestações recentes, que normalmenteas
pessoas consagraram uma visão de que “os
jovens de hoje não querem nada com nada”.
Antigamente é que era bom, antigamente os
jovens eram engajados, eles foram para as
ruas contra a ditadura militar”. Antigamente
tinha alguns jovens engajados e dedicados,
uns pegavam em armas, outros atuaram
politicamente na clandestinidade. E certamente
tinha muitos jovens que não estavam nem
aí com nada, outros estavam mais ocupados
em cuidar da sua própria vida e conseguir o
seu sustento, outros estavam no projeto de
carreira profissional. E que de uns anos pra cá,
a juventude não quer saber de nada e não estão
nem aí para política, e é verdade, a maioria da
população odeia política. Mas, o jovem sempre
está mais próximo da ação do que alguém mais
velho, que já se estabilizou na vida, que tem um
emprego, filhos, outro tipo de responsabilidade.
“
Os jovens de hoje
não querem nada
com nada ”
Como é possível realizar uma reforma
política no país?
Pra mim só é possível por etapas. É muito
complexo, e quem decide as mudanças da
política são os políticos com mandato. Que se
começasse,por exemplo, com o voto facultativo
e o voto obrigatório, que são coisas excludentes
e não têm muita complexidade nisso. Ou o
voto é obrigatório, ou ele nãoé. O voto distrital
misto também vai mudar muito a qualidade do
relacionamento entre o eleitor e o candidato,
pois é um modo de diminuir o espectro de
alternativas. #
Foi uma característica desse movimento que
não tinha vozes de comando daquilo que
normalmente se chama de sociedade civil
organizada, os movimentos sociais organizados
e as entidades de classe. Então, o que se
chama hoje em dia de classe média é um
universo inteiro, mas a tal da classe média com
ensino superior, com ensino médio completo,
incompleto, esse perfil não pertence a esses
grandes grupos organizados, não é da base da
central sindical.”
O fato de se
mexer pode
não dar todo
o resultado
do mun do,
mas algum
resultado
sempre dá.
Quais foram os pontos positivos e
negativos dessas manifestações?
Positivo foi que as poucas pessoas que sempre
vão para a manifestação, geralmente sozinhas,
se sentiram finalmete recompensadas pelos
seus esforços quando gente que morria de
vontade de fazer alguma coisa e já vivia com
a sua indignação, mas não tinha ânimo de sair
de casa, queria gritar, mas só no Facebook,
enfim saiu de casa. O lado negativo é pra mim
a violência.
#v e m p r a r u a
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#v e m p r a r u a
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conhecimento
conhecimento
Política? Por que não?
Por: Déborah Lima e Roberto Bueno
Quem sentiu gostinho de poder mudar a realidade com as manifestações pode fazer o
curso superior de Ciências Políticas para entender e melhorar as maneiras de se governar,
os partidos e suas ideologias
Quem sentiu gostinho de poder mudar a realidade com as manifestações pode fazer o
curso superior de Ciências Políticas para entender e melhorar as maneiras de se governar,
os partidos e suas ideologias
M
uitos não sabem, mas a Política também
é uma ciência. Mais do que isso, a
política é uma ciência que pode ajudar
a entender muito do que tem acontecido nos
dias atuais e também no passado.
é um dos ramos da Ciência Social, esta
mais popular. Este termo foi criado por um
professor de História, Herbert Baxter Adams,
da Universidade americana de Johns Hopkins,
em 1880.
A maioria dos políticos brasileiros faz da sua
área de atuação uma propaganda bastante
negativa do que é Política e de como ela
interfere na vida das pessoas. Mas essa ciência
vai muito além do que os políticos fazem ou
deixam de fazer, e passou a ser estudada como
disciplina de ensino superior, como você vai ver
ainda nesta reportagem. Nela, é possível estudar
todos os fatores que compõem a Política, como
por exemplo o “p” maiúsculo, que é uma de
suas principais marcas.
Definir a ciência política não é tarefa fácil.
O jurista Darcy Azambuja, autor do livro
“Introdução à Ciência Política”, publicado
em 2008, em entrevista no lançamento desta
publicação, afirmou que a ciência política:
“serve, ao mesmo tempo, para compreender
a sociedade, para entender a política e para
auxiliar a organizar a própria política, ao dar
bases para a ação e a legislação”. Ou seja, ela é
interessante para qualquer pessoa que queira
entender o mundo que vivemos, como ele foi
construído e que rumos ele pode tomar.
Essa é apenas um dos aspectos que se
pode estudar no curso superior desta área,
desconhecida por muitos jovens no momento
de decidir qual carreira seguir. Ciência Política
Manifeste-se
As manifestações do MPL (Movimento Passe
Livre), principalmente as que aconteceram em
junho, acabaram se agigantando tanto que a
política e os políticos brasileiros viraram temas
principais de debates por todo o país, e até
mesmo fora dele, por inúmeras razões.
Muitos, principalmente os jovens, procuraram
entender o que estava acontecendo e conversar
sobre mobilidade urbana, transporte, saúde,
moradias. Fosse durante as passeatas, nos
botecos, pelas redes sociais, nas escolas e
universidades, ou em encontros com amigos,
os jovens discutiam política como nunca tinham
discutido antes. Então, por que não se aprofundar
de verdade no mundo político? Por que não
tentar entender o que é a Política e como ela
funciona?
Você, jovem que levantou bandeiras e foi
para a rua, já tinha ouvido falar de graduação
em Ciências Políticas? Não? Ela forma os
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#v e m p r a r u a
chamados “cientistas políticos”, colocação que
ficou muito em evidência no contexto social das
manifestações. Estes cientistas são responsáveis
por analisar momentos políticos, como o das
próprias manifestações, e ainda se aprofundar
em temas que envolvem os sistemas de governo,
as instituições públicas e os partidos políticos
de um país.
Rogério Schlegel é cientista político e professor
na Universidade de São Paulo (USP). Ele
destaca a importância do estudo da Política
no cotidiano. “As teorias predominantes no
curso de Ciência Política sugerem um papelchave para os cidadãos. O conhecimento sobre
política nos permite montar metadiscursos, mas
também ajuda cada súdito, individualmente.” Ou
seja, para ele, o curso é essencial não só para
que qualquer cidadão possa entender diversos
momentos políticos, mas também para que
possam opinar de maneira consistente sobre
eles, com argumentos e compreensão do todo.
O jovem Caio Izaú, aluno de Ciências Sociais
com ênfase em Ciências Políticas da USP, é
um desses cidadãos, que se motivou a estudar
essa área por gostar mesmo do ramo: “Sempre
me interessei pela disputa de poder, seja na
literatura, em jogos ou nas instituições. Assim,
aos 18 anos, prestei vestibular para o curso de
Ciências Sociais da USP e fui aprovado.
#
Nicolau Maquiavel, o
pai da ciência política
E à medida que fui cursando as matérias, fui
gostando cada vez mais da parte de política.”
Para Caio, a análise crítica é a maior contribuição
do curso para os alunos. “A importância do
curso é justamente tomar fatos sociais de
maneira crítica e bem embasada no pensamento
teórico que vem sido construído há muitos
anos e reformulá-lo para dar respostas justas e
sensatas, ajudando na formação de um debate
público.”
Em algumas universidades o curso é oferecido
apenas como uma vertente de Ciências
Sociais, que também conta com Antropologia e
Sociologia. Apesar disso, já existem instituições
que oferecem esse curso separadamente, como
qualquer outro.
É possível prestar assessoria política aos órgãos
públicos e às empresas privadas, trabalhar
em partidos, institutos de pesquisa ou com
marketing político.Além disso, também é possível
atuar em bancos e indústrias como analista e
organizador de estratégias políticas. #
Luíz Gama Filho
Filho de um dos maiores abolicionistas
do Brasil, fundou a Universidade
Gama Filho. E também foi formado em
Ciências Políticas.
Fernando Henrique Cardoso
Você conhece muito bem o FHC, ex-presidente da República.
Mas você sabia que ele é formado em Ciências Sociais? Além
disso, Fernando Henrique foi, por um bom tempo, professor de
Ciências Políticas na Universidade de São Paulo
William Waack
Além de Jornalista, profissão
que é atuante, William também é
formado em Ciências Políticas.
#v e m p r a r u a
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agenda
18 Nov
#
livros e filmes
#
NO
18 de novembro, segunda-feira
Palestra: A Importância da Comissão da Verdade
Onde: UFABC - Campus São Bernardo do Campo,
Bloco Beta - A003
Rua Arcturus, 3 - São Bernardo do Campo, SP
Horário: 16h30 às 18h30
21 Nov
21 de novembro, quinta-feira
Trigésima Oitava Mostra Paralela de Cinema da UFABC
Onde: UFABC - Campus Santo André, Bloco A Auditório 212-0
Av. dos Estados, 5001 – Bairro Bangu – Santo André, SP
Horário: 16h
2012, drama/histórico
Direção: Pablo Larraín
Com Gael García Bernal,
Antonia Zegers, Alfredo Castro
Sinopse - 1998, Chile. O ditador
Augusto Pinochet aceita
realizar um plebiscito para que
a população decida pela sua
permanência ou não no poder. Líderes do governo,
por acreditarem ser uma boa chance de acabar com a
ditadura no país, contratam René Saavedra (Gael García
Bernal) com o objetivo de coordenar uma campanha
anti Pinochet. Com dificuldades pela falta de recursos
e as ações do governo, Saavedra consegue desenvolver
uma campanha sólida e eficiente que ajuda o país a se
libertar das opressões políticas.
Filme: Um Estranho no Ninho (One Flew Over the
Cuckoo’s Nest) – Direção: Milos Forman, 1975, EUA.
O Que é
Política
novembro
e dezembro
(Wolfgang Leo Maar)
Opera Mundi e TV Unesp lançam série de Aulas
Públicas
As aulas estarão disponíveis no portal www.operamundi.
com.br, no portal da TV Unesp e no canal Opera
Mundi no Youtube. A “Aula Pública Opera Mundi” será
transmitida, em Bauru (SP), pela TV Unesp (canal 45) e
pela NET (canal 32), sempre às 21 horas.
Hoje, a política está presente
em todas as dimensões da
vida social. Inúmeras vezes
nos referimos aos ‘políticos’, à
‘politicagem’ ou classificamos
alguma atitude como ‘política’.
Neste livro, Wolfgang Leo Maar analisa aspectos
objetivos e subjetivos ligados ao termo, construindo
uma linha do tempo da atividade política na História,
dos gregos e romanos ao Estado moderno.
Editora Brasiliense, 2006, 112 páginas. Preço: R$ 24,00.
Programação
Sérgio Amadeu fala sobre: “Os EUA serão os ditadores
da Internet?”
21 de novembro, quinta-feira, às 21h.
Luis Ayerbe responde:“A prioridade diplomática latinoamericana é benéfica para o Brasil?”
28 de novembro, quinta-feira, às 21h.
Paulo Pereira fala sobre: “A saída para guerra às drogas
é a legalização?”
5 de dezembro, quinta-feira, às 21h.
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O Príncipe
(Nicolau Maquiavel)
Rejeitando
os
valores
tradicionais da teoria política,
Maquiavel usou sua experiência
na turbulenta república de
Florença escrever este livro. Em
‘O Príncipe’, o leitor poderá
descobrir a fase do autoritarismo
político e as qualidades que um príncipe ou governante
precisa ter para ser manter no poder através do medo,
da repressão e da hipocrisia, segundo Maquiavel.
Editora Penguin Companhia, 2010, 168 páginas. Preço:
R$ 25,00.
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