V Ciclo de debates em Ciências Sociais
I Semana de Ciências Sociais da UEMS Paranaíba
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL (UEMS)
REITOR
Fábio Edir dos Santos Costa
VICE-REITORA
Eleuza Ferreira Lima
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
André Giulliano Mazini
PRÓ-REITOR DE ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO
Jelly Makoto Nakagaki
PRÓ-REITORIA DE DESENVOLVIMENTO HUMANO E SOCIAL
Adriana Rochas de Carvalho Fruguli Moreira
PRÓ-REITORA DE ENSINO
Silvane Aparecida de Freitas
PRÓ-REITOR DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
Carla Villamaina Centeno
PRÓ-REITORA DE EXTENSÃO, CULTURA E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS
Edmilson de Souza
DIAGRAMAÇÃO
Júnior Tomaz de Souza
Catalogação na fonte: Biblioteca da Unidade Universitária de Paranaíba - UEMS
Ciclo de Debates em Ciências Sociais (5. : 2014: Paranaíba, MS)
Programação Geral e Caderno de Resumos/ V Ciclo de Debates
em Ciências Sociais e I Semana de Ciências Sociais da UEMS Paranaiba; Coordenação de Carlos Eduardo França. - Paranaíba, MS:
UEMS, 2014.
33 p.
Anual
ISSN 2237-2431
Tema: Ciências Sociais em perspectiva: debates sobre os
movimentos sociais contemporâneos
1. Ciclo de Debates – Ciências Sociais I. Universidade Estadual de
Mato Grosso do Sul. II. França, Carlos Eduardo. III. Título.
CDD 300
Catalogação na Publicação: Bibliotecária: Susy dos Santos Pereira - CRB1ª/1783
O “V Ciclo de debates em Ciências Sociais. I Semana de Ciências Sociais da
UEMS - Paranaíba.” intitulado “Ciências Sociais em perspectiva: debates sobre os
movimentos sociais contemporâneos” tem como objetivo promover debates e
reflexões sobre as perspectivas contemporâneas das Ciências Sociais, além de
incentivar os discentes a apresentarem os resultados de suas pesquisas
acadêmicas nos grupos de trabalho do evento.
A semana contará com palestras de intelectuais de renomadas instituições de
ensino superior, com minicurso, oficinas culturais de MC e DJ, e diversas
atividades de encerramento na forma de SARAU.
A proposta do evento é envolver tanto a comunidade acadêmica da UEMS,
como a população local, na tentativa de promover debates e a divulgação
das atividades do curso de Ciências Sociais junto aos estudantes do Ensino
Médio das escolas de Paranaíba, dos movimentos sociais locais e grupos
identitários de capoeira, hip hop, bem como pessoas situadas em territórios
periféricos que não possuem conhecimento dos trabalhos realizados pelo curso
e como ingressar na Universidade. Enfim, o evento permitirá a aproximação
entre o curso de Ciências Sociais com a população local por meio de discussões
sobre os movimentos sociais contemporâneos.
Comissão Organizadora e Científica
COMISSÃO ORGANIZADORA
Prof. Dr. Carlos Eduardo França (coordenador do evento)
Prof. Me. Ailton de Souza
Prof. Me. Alexandre de Castro
Prof. Me. Bruno de Oliveira Ribeiro
Prof. Me. João Paulo Aprígio Moreira
Prof. Dr. José Antônio de Souza
Profa. Me. Patrícia Benedita Aparecida Braga
Prof. Me. Sinomar Ferreira do Rio
COMITÊ CIENTÍFICO
Prof. Me. Ailton de Souza
Prof. Me. Alexandre de Castro
Prof. Me. Bruno de Oliveira Ribeiro
Prof. Dr. Carlos Eduardo França
Prof. Dr. Djalma Querino de Carvalho
Prof. Me. João Paulo Aprígio Moreira
Prof. Dr. José Antônio de Souza
Profa. Dra. Lucélia Tavares Guimarães
Prof. Me. Michael Daniel Bomm
Profa. Me. Patrícia Benedita Aparecida Braga
Prof. Me. Sinomar Ferreira do Rio
GT 01 “A interface entre ciência e arte, ambiente e política”
Prof.ª Me. Patrícia Benedita Aparecida Braga
Profa. Me. Maria Raquel da Cruz Duran
GT 02 “Questões raciais, classe e gênero”
Prof. Me. Alexandre de Castro
GT 03 “Ensino de Sociologia e experiências do PIBID”
Prof. Me. Ailton de Souza
Prof. Dr. Carlos Eduardo França
Minicurso 01: “MPB: música, resistência e memória”
Prof. Dr. Djalma Querino de Carvalho
Minicurso 02: “Consciência negra para quem? Os desafios da luta antirracista na
educação”
Prof.ª Me Monique Francielle Castilho Vargas (UEMS/Amambai)
10/11/2014
8h às 9h
Local: Pátio da UEMS
Credenciamento
Grupos de trabalhos
9h às 11h
Local: Sala 7
GT 01 “A interface entre ciência e arte, ambiente e política”
Prof.ª Me. Patrícia Benedita Aparecida Braga e Profa. Me. Maria Raquel da Cruz Duran
9h às 11h
Local: Sala 8
GT 02 “Questões raciais, classe e gênero”
Prof. Me. Alexandre de Castro.
13h às 17h
Local: Sala 9
GT 03 “Ensino de Sociologia e experiências do PIBID”
Prof. Me. Ailton de Souza
Prof. Dr. Carlos Eduardo França.
19h
Local: Anfiteatro da UEMS
Palestra: "Democracia e Conservadorismo"
Prof. Dr. Claudio Reis (UFGD)
11/10/2014
8h às 12h e das 13h as 17h
Local: Anfiteatro da UEMS
Minicurso 01: “MPB: música, resistência e memória”
Prof. Dr. Djalma Querino de Carvalho
Minicurso 02: “Consciência negra para quem? Os desafios da luta antirracista na
educação”
Local: Sala 09 – UEMS
Prof.ª Me Monique Francielle Castilho Vargas (UEMS/Amambai)
19h
Local: Anfiteatro da UEMS
Palestra: “Movimento negro: da luta nas ruas à luta nas universidades - uma mesma
alameda?”
Prof. Dr. Dagoberto José Fonseca (UNESP/Araraquara)
12/11/2014
8h às 11h e das 13h as 17h
Local: Anfiteatro da UEMS
Oficina de DJcom a DJ Vivian Marques de São Paulo – Capital
19h
Local: Anfiteatro da UEMS
Palestra: “Os atores intermediários na saúde: Refletindo sobre o papel das organizações
sociais e sua relação com o Estado”
Prof. Dr. Julio Cesar Donadone (UFSCar)
13/11/2014
8h às 11h e das 13h as 17h
Local: Anfiteatro da UEMS
Oficina de MCcom a DJ-MC Luana Hansen e o MC Hahsaan de São Paulo - Capital.
19h
Local: Anfiteatro da UEMS
Palestra: “Territorializacao do capital e as resistências no campo em Mato Grosso do Sul”
Prof. Dr. Sedeval Nardoque (UFMS/Três Lagoas)
22h
Local: Espelho d’água em frente à UEMS
SARAU (apresentações culturais e culturais) com DJ Vivian Marques, DJ-MC Luana
Hansen e o MC Hahsaan de São Paulo - Capital.
GT 01
TRABALHO ETNOGRÁFICO: UMA AVENIDA QUE REVELA O CENÁRIO POLITICO DE UMA
SOCIEDADE ............................................................................................................................... 12
BIBLIOGRAFIA SOBRE ALFABETIZAÇÃO EM MATO GROSSO DO SUL: ESTUDO PRELIMINAR
..................................................................................................................................................... 12
DE VIGOTSKI A RUBINSTEIN: UMA COMPREENSÃO DA FUNÇÃO IMAGINATIVA A PARTIR DE
PESQUISAS DOS PSICÓLOGOS SOVIÉTICOS ............................................................................ 13
CULTURA E GLOBALIZAÇÃO: AS COMPLEXIDADES DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA .... 13
PROPOSTAS DE INTERVENÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DA FUNÇÃO IMAGINATIVA NA
EDUCAÇÃO: AS CONTRIBUIÇÕES DOS SOVIÉTICOS .............................................................. 14
FLORESTAN FERNANDES E O COMPROMISSO POLÍTICO DO SOCIÓLOGO ........................... 15
INTERVENÇÕES COM UM TERCEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: O
DESENVOLVIMENTO DA FUNÇÃO IMAGINATIVA ................................................................... 15
BUSCANDO O ENTENDIMENTO DA POLÍTICA BRASILEIRA ...................................................... 16
DIFERENTES TRIBOS URBANAS: UMA EXPERIÊNCIA DIDÁTICA EM SALA DE AULA ................. 16
O PAPEL DA EDUCAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO NACIONAL PARA DARCY RIBEIRO ....... 17
A FORMAÇÃO DO MERCADO DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PARANAÍBA .. 18
A HERMENÊUTICA COMO LINGUAGEM COMUM DE NOSSO TEMPO .................................... 18
ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS PARA O ENSINO DE CONCEITOS TEORICOS DE SOCIOLOGIA NO
ENSINO MEDIO .......................................................................................................................... 19
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O PROCESSO DE REGULARIZAÇÃO/DISCIPLINARIZAÇÃO COMO
NORMALIZADOR DO ANORMAL .............................................................................................. 19
REPRESENTAÇÃO POLÍTICA: UMA ANÁLISE NOS PROJETOS DE LEI NA CÂMARA MUNICIPAL
DE PARANÍBA – MS (1988-2012) ............................................................................................... 20
GT 02
DESGRAÇADO SEXO QUE NÃO SE PODE CONFIAR: A MISOGINIA MEDIEVAL NO LAI
“HOMEM-LOBO” ... 20
GÊNERO E DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR ........................................................................ 21
MOVIMENTOS SOCIAIS: UMA POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO DA REALIDADE DA
MULHER NEGRA NO BRASIL? .................................................................................................... 21
DA CONTRAVENÇÃO AO CRIME DE RACISMO: A EFICÁCIA DA IMPUNIDADE ................... 22
TEORIAS RACIAIS E O DISCURSO DE BRANQUEAMENTO EM REDES SOCIAIS: PÁGINA
ORGULHO SER BRANCO ........................................................................................................... 23
DIREITOS HUMANOS NO COMBATE AO RACISMO: LEI 7.716/89, INCLUSÃO E O AMPARO
AO NEGRO BRASILEIRO NA ATUALIDADE ................................................................................ 23
A TAL MINEIRA DEMOLIDORA DE MITOS: CLARA NUNES, MÚSICA POPULAR EA DESCOBERTA
DA ÁFRICA NO BRASIL DOS ANOS 1970 ................................................................................. 24
RACISMO AMBIENTAL NA CIDADE DE PARANAÍBA: UM ESTUDO SOBRE A REPORTAGEM
“BAIRRO DE POBRE É ATERRADO COM LIXO” ......................................................................... 24
A ATUAÇÃO DE TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS NA UNIVERSIDADE PARA ALÉM DE UMA
FUNÇÃO OPERACIONAL: POSSIBILIDADES, DESAFIOS E LIMITES ........................................... 25
GT 03
INTERDISCIPLINARIDADE, INTERCULTURALIDADE E FORMAÇÃO DOCENTE ........................... 25
IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E SOCIEDADE .................................................................................. 26
MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL E A PERSPECTIVA DOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO DE
UMA ESCOLA DE PARANAÍBA/MS ........................................................................................... 27
POLÍTICAS DE REDUÇÃO DE DANOS OU COMBATE ÀS DROGAS? COMO ANDA A
DISCUSSÃO SOBRE A QUESTÃO DAS DROGAS NA ESCOLA, UMA PROBLEMATIZAÇÃO À LUZ
DE EXPERIÊNCIAS NO PIBID ..................................................................................................... 28
A COMPREENSSÃO DA IDEOLOGIA RELIGIOSA NO AMBIENTE ESCOLAR ............................ 28
RELATOS DE EXPERIÊNCIA: APLICAÇÃO DA SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO .................. 29
PIBID E O ENSINO DE SOCIOLOGIA A PARTIR DA ANÁLISE SOCIOECONÔMICA DOS
ALUNOS DO ENSINO MEDIO DE UMA ESCOLA DE PARANAÍBA/MS ...................................... 29
AS NOVAS TECNOLOGIAS E OS MOVIMENTOS SOCIAIS ...................................................... 30
UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DA LITERATURA NO LIVRO DIDÁTICO: ASPECTOS HISTÓRICOSOCIAIS ABORDADOS NO PRÉ-MODERNISMO BRASILEIRO ................................................... 31
O RELATO DA VIVÊNCIA COMO BOLSISTA DO PIBID: O DESINTERESSE DO ALUNO NA
DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA .................................................................................................... 31
OS IMPACTOS DA REORGANIZAÇÃO DO TRABALHO: RELATO DA EXPERIÊNCIA DE
PESQUISA EM UMA INDÚSTRIA DE CALÇADOS DA CIDADE DE PARANAÍBA/MS ................. 32
A EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA E O PIBID ........................................................................ 32
12
TRABALHO ETNOGRÁFICO: UMA AVENIDA QUE REVELA O CENÁRIO POLITICO DE UMA
SOCIEDADE
Marta Soares Ferreira
O presente ensaio se dá a partir de uma atividade etnográfico de observação
realizada in loco quando estava no horário de trabalho, durante duas noites de
sábado, em um mesmo bar, noites de maior movimento, e também a partir de
outras noites quando fiquei simplesmente a observar e ouvindo o que as pessoas
falavam. Outros dados coletados em conversações com alguns amigos, que
frequentam assiduamente o ambiente de diversão noturna. Neste trabalho é usado
o método da obrado autor Roberto Cardoso de Oliveira (1996), um trabalho que
exige o exercício do olhar, ouvir e escrever, este foi um trabalho de etnografia á
disciplina de antropologia no primeiro ano do curso de ciências sociais. Trata-se de
ressaltar as atividades noturnas que ocorrem na Avenida Pedro Manvailler, tendo
como ênfase dois quarteirões que são os mais movimentados. Este ensaio teve
como objetivo ressaltar como a juventude se relacionava e como se divertia de
forma peculiar, em um espaço público, uma espécie de atividade determinante, a
não ser as pessoas que chegam de outro lugar, as que estão entrando na
juventude em um período tão contemporâneo, que por outro lado a mais de 15
anos não se inova o modo de diversão, não se aprecia outras atividades, como
teatros, sarau cultural, espaços alternativos, o que parece uma problemática pela
falta de opção de eventos culturais diferenciados, mas ainda que se tenha uma
eventualidade em outro local, não atinge a maioria daqueles grupos que ali
frequentam. Os questionamentos dos que chegam na cidade e perpassa por uma
experiência de estranhamento com a aquele contexto, sugerem se isto não é
influencia do contexto político da potencia do capital do latifúndio e do
agronegócio. Pretende-se neste trabalho pensar em uma antropologia urbana,
referindo se ao contexto social, de ostentação, que faz uma sociedade mesmo
interiorana a ter experiência pessoal bem peculiar, escolhas de estilos de musicas
reproduzidas pela mídia formando uma mentalidade excludente, sob uma
perspectiva de uma sociedade que se submete a uma situação de controle,
assolada pelo cenário político, individualista mesmo com um contexto histórico de
diversidades, de grupos étnicos na cidade de Amambai. Portanto em somente dois
quarteirões de uma única avenida da cidade, pode-se fazer um trabalho
etnográfico que mostre as relações de poder mensurado em um contexto político.
BIBLIOGRAFIA SOBRE ALFABETIZAÇÃO EM MATO GROSSO DO SUL: ESTUDO PRELIMINAR
Gislaine Pereira dos Santos (G-UEMS/Paranaíba)
Estela Natalina Mantovani Bertoletti (UEMS/Paranaíba)
Este trabalho compõe a bibliografia sobre alfabetização em Mato Grosso do Sul .
Objetiva-se, neste estudo, contribuir para estudos e pesquisas sobre alfabetização a
partir de dados sobre o estado. Nossos objetivos específicos são: realizar
levantamento da bibliografia sobre alfabetização produzida em Mato Grosso do
Sul; analisar a bibliografia sobre alfabetização produzida no estado e subsidiar
pesquisas correlatas. A temática e o método vinculam-se a uma pesquisa
bibliográfica e de levantamento documental, nos cursos de Mestrado e Doutorado
de Programas de Pós-Graduação em Educação e Letras, partindo da hipótese de
13
que não há nenhuma pesquisa sobre alfabetização nesse sentido voltada para o
Mato Grosso do Sul, questiona-se: qual a bibliografia sobre alfabetização produzida
neste estado? Especificamente, realizamos o levantamento e analisamos da
bibliografia sobre alfabetização produzida no Estado e subsidiar pesquisas
correlatas. Neste levantamento, foram localizadas 23 publicações, sendo que o
programa em Letras da UFGD desenvolveu uma dissertação e os de Educação, 21
dissertações e uma teses com temas diversificados. As produções no estado ainda
são recentes e poucas, podendo ser considerada insuficiente.
DE VIGOTSKI A RUBINSTEIN: UMA COMPREENSÃO DA FUNÇÃO IMAGINATIVA A PARTIR
DE PESQUISAS DOS PSICÓLOGOS SOVIÉTICOS
Alexandre Pito Giannoni (G-UFMS/CPar)
Jassonia Lima Vasconcelos Paccini (UFMS/CPar)
Este trabalho possui como objetivo apresentar a compreensão da função
imaginativa entre os psicólogos Soviéticos e seus diversos grupos de pesquisa,
diferenciando algumas de suas compreensões entre esta função psicológica
superior. Para isto utilizam-se como referencial teórico os trabalhos de L. S. Vigotski, E.
I. Ignatiev, I. M. Rozet, A.R.Luria, V. Mukhina e S. L. Rubinstein. Tais autores, embora
preocupados com o desenvolvimento de um novo ser humano e, pesquisando
ainda sobre um regime socialista possuem grandes divergências ao explicar o
desenvolvimento da imaginação e suas particularidades na personalidade dos
seres humanos. Porém, todos partem de um ponto principal e semelhante, sendo
este, a própria realidade objetiva. Todos os recursos utilizados pela atividade criativa
- técnica, científica ou artística - são retirados da própria realidade, neste sentido,
todos chegam a uma mesma conclusão de que as mais diversas criações humanas
não surgem do nada. Ainda nestas compreensões pode-se observar que as escolas
que pertencem tais Soviéticos influenciam em suas pesquisas, encontrando várias
semelhanças entre Vigotski, Luria e Mukhina. Tratando-se da escola de Rubinstein
várias são as divergências com seus seguidores como o próprio Ignatiev que
desconsidera totalmente a intuição como um processo de criação e, Rozet que
apresenta a imaginação como uma função muito pobre e em certas ocasiões,
reduzida a uma qualidade do pensamento. Como conclusão deste trabalho
encontra-se nos Soviéticos, possibilidades de atuar e intervir na imaginação técnica,
científica e principalmente artística dos seres humanos, a partir das mais diversas
propostas apresentadas pelos mesmos.
Palavras-chave: Psicologia Soviética; Vigotski; Rubinstein
CULTURA E GLOBALIZAÇÃO: AS COMPLEXIDADES DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
Joice Bianca Foschiera de Lima (UEMS/Amambai)
Monique Francielle Castilho Vargas (UEMS/Amambai)
Danilo Ferreira Sebastião (NAAH/S-Amambai)
O processo de deslocamento contínuo das estruturas sociais desde o século XVIII
levou a identidade anterior, que até então se pretendia plena, a se fracionar. Desta
maneira, este trabalho pretende discutir o cenário das estruturas sociais atuais e
14
suas próprias estruturas, levando em consideração a contribuição deste para a
pluralização das identidades, assim como os aspectos positivos e negativos desta
fragmentação.A relevância deste trabalho se dá ao passo que vivemos em uma
sociedade complexa, onde interesses individuais entremeiam-se com os desejos
coletivos, resultando na formação de estruturas sociais constantemente
modificadas. Consequentemente, a identidade acompanha esta instabilidade,
fragmentando-se diante do individual e do universal. Atualmente, o distanciamento
entre a identidade particular e universal é complexa,sendo que o cenário no qual
as identidades se fragmentam é o de uma indústria cultural, que tenta induziros
consumidores a se depararem com a suposta universalização das necessidades,
descontextualizadas e estandardizadas como um desejo geral, onde podem ser
supridas por meio da mesma (ADORNO, 2002).Assim, a discussão a cerca da
fragmentação identitária mostra-se relevante enquanto entendimento do cenário
atual, que nos atinge constantemente de proveitos e desvantagens, dentro dos
qual construímos nosso “ser” social.Esse trabalho terá base um método que visa
edificar um diálogo entre autores que tratam a problemática da fragmentação das
identidades na pós-modernidade, tendo como fonte o estudo bibliográfico.
PROPOSTAS DE INTERVENÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DA FUNÇÃO
IMAGINATIVA NA EDUCAÇÃO: AS CONTRIBUIÇÕES DOS SOVIÉTICOS
Alexandre Pito Giannoni (G-UFMS/CPar)
Jassonia Lima Vasconcelos Paccini (UFMS/CPar)
Este trabalho possui como objetivo apresentar intervenções realizadas em uma
escola estadual de Paranaíba-MS e, em um colégio de Jaboticabal-SP em que foi
proposto o desenvolvimento da função imaginativa a partir da poesia e da
literatura. Como referencial teórico utilizou-se a compreensão dos Soviéticos, em
especial E. I. Ignatiev, que apresenta alguns estudos entre imaginação
representativa, criativa e ilusões. A imaginação representativa seria responsável por
fazer o indivíduo imaginar algo sobre a realidade.Por sua vez, a imaginação criativa
seria aquela responsável pela criação e objetivação de algo novo, como materiais
artísticos ou científicos. E, as ilusões seriam todos os sonhos que os seres humanos
desenvolvem ao longo de suas atividades na realidade. A partir destes três
conceitos – imaginação representativa, criativa e ilusão - criou-se algumas
intervenções
que
seguiam
o
método
do
materialismo
histórico
dialético.Descontruiu-sea imaginação dos alunos e se propôs a reconstrução junto
com eles durante as atividades. Iniciou-se o trabalho a partir das ilusões criadas
pelos alunos, partindo para a imaginação representativa até a proposta de
intervenção na imaginação criativa.Durante as últimas atividades pediu-se para
que os alunos desenvolvessem produções artísticas a partir da criação de poesias.
Como resultado deste trabalho, pôde-se observar que durante a desconstrução e
reconstrução da imaginação muitas das queixas que as escolas possuíam sobre
seus alunos também foram descontruídas e, tais alunos além de desenvolverem sua
imaginação artística começaram a fazer isso de forma crítica, a partir das próprias
composições poéticas e, se apropriando de conceitos da própria psicologia
Soviética.
Palavras-chave:
Psicologia
Imaginação Criativa.
Histórico-Cultural;
Imaginação
Representativa;
15
FLORESTAN FERNANDES E O COMPROMISSO POLÍTICO DO SOCIÓLOGO
Adriany dos Santos Martiniano Borges (G-UEMS)
Fabrício Antonio Deffacci (UEMS)
Essa pesquisa bibliográfica serve de subsídio teórico para a investigação do
compromisso político que o sociólogo deve assumir a partir da concepção de
sociologia formulada por Florestan Fernandes tratando-se do aspecto político, antes
de ser um cientista, o sociólogo deve ser compreendido como cidadão, como
sujeito histórico que, inserido no mundo, poderá conduzir a sociedade a uma nova
condição, destacando a posição do intelectual vinculada ao pensamento crítico,
que deve estar apto para a visão dos conflitos visto em cenário de crise social atual.
Cabe ao intelectual, portanto, a orientação da mudança social em um estágio de
crise generalizada sem intervir, mas por meio de seus conhecimentos formularem
uma solução para resolvê-lo. Desse modo a sociologia emerge como sendo
fundamental para o processo de mudança social no Brasil onde essa nova
formulação torna-se essencial para o pensamento critico isto sendo para uma nova
ciência social de caráter emancipatório. Portanto, ciência e sociedade se fundem
para que assim o sociólogo possa romper com os fundamentos de uma sociologia
parada e corrompida pela dominação de classes, a onde deve surgir a sociologia
como ciência tendo em sua essência o compromisso critico. Ao submeter à teoria
critica apanha diferentes perspectivas dos grupos e classes que compõem a
maioria dos povos Brasileiros, sendo esses índios, negros, imigrantes, escravos e livres,
trabalhadores da cidade e do campo, foram as próprias condições sociais, que
surgiu as ciências sociais que se viu afrontada com as desigualdades sociais,
econômicas, políticas e culturais, diversidades e antagonismos, contradições das
sociedades de classes que estavam em expansão. Portanto, a perspectiva critica,
esta vinculada ao ensino, a conferencia, ao debate publico, sempre questionando
e fazendo com que o real e o pensado seja levado a debate e com isso haja uma
nova concepção sociológica.
Palavras-chave: Florestan Fernandes, Intelectuais, compromisso político.
INTERVENÇÕES COM UM TERCEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: O
DESENVOLVIMENTO DA FUNÇÃO IMAGINATIVA
Helen da Costa Toledo Piza (UFMS/Cpar)
Jassonia Lima Vasconcelos Paccini (UFMS/CPar)
Este trabalho possui como objetivo apresentar as análises de uma atividade
realizada em um terceiro ano do ensino fundamental de uma escola estadual do
município de Paranaíba-MS. Esta atividade possuiu como finalidade verificar a zona
de desenvolvimento real dos alunos. Neste sentido, o que estes conseguem realizar
sem a mediação de um adulto ou de uma criança mais velha, tratando-se da
criação artística. Possuindo também a investigação de compreender a qualidade e
o desenvolvimento que encontrava-se a função imaginativa. Para isto partiu-se de
um referencial teórico da psicologia Histórico- Cultural, baseada nas compreensões
do psicólogo soviético L. S. Vigotski, também utilizou-se de outros autores da
16
psicologia soviética como E. I Ignatiev e I. M. Rozet. A atividade ocorreu
primeiramente com a leitura da poesia "A Casa" de Vinicius de Morais, assim, um
dos facilitadores da atividade declamou a poesia aos alunos e pediu para que
estes realizassem um desenho da casa descrita, por meio de desenhos individuais e
coletivo. Obteve-se como resultado uma qualidade imediatista na função
imaginativa destes, portanto, a qualidade que estes alunos possuem em sua
imaginação vincula-se ainda a características reprodutivas da própria função, não
conseguindo ainda objetivar novas criações na realidade. Concluiu-se, queos
alunos em sua zona de desenvolvimento real encontram-se executando tarefas
relacionados a imaginação reprodutiva, assim, deve-se realizar atividades futuras
que possua a mediação de adultos, auxiliando no desenvolvimento criativo da
função imaginativa, trabalhando assim, na zona de desenvolvimento proximal dos
mesmo.
BUSCANDO O ENTENDIMENTO DA POLÍTICA BRASILEIRA
Doralice Pereira da Silva (G-UEMS)
Fabricio Antônio Deffacci (UEMS)
O objetivo deste trabalho é apresentar a atividade desenvolvida com os alunos da
Escola Estadual Dom Aquino Correa da Costa na cidade de Amambai/MS. A
atividade foi realizada com os alunos do Ensino Médio e seu propósito foi despertar
a participação política por meio da construção da consciência cívica. Naquela
semana estava acontecendo o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva
Soberana do Sistema Político, o qual se deu entre os dias 01 e 07 de setembro de
2014 e a escola aderiu ao movimento, por isso justifica-se a elaboração desta
atividade de forma que, partimos dos esclarecimentos políticos básicos
relacionados ao Plebiscito, tendo em vista a Constituição (1988) que é a base do
direcionamento estrutural e político do país. Além disso, o desenrolar da atividade
apresentou em linhas gerais a realidade da política brasileira, mostrando aos alunos
dados de como estão na atualidade as campanhas eleitorais; como são
financiadas; quem são os eleitos; por quem somos representados e no que resulta
essa forma de política. Partimos dos questionamentos: “O que é a Política, qual seu
significado e o seu nível de importância? A forma como é aplicada no Brasil, está
correta? Tem trazido resultados ou é necessário mudanças? A Democracia existe?
Para o desenvolvimento da discussão em sala de aula foi usado o panfleto e a
cartilha que esclarece o que é o Plebiscito e sua importância. A elaboração desta
atividade também é fundamental para nós acadêmicos de Ciências Sociais e
futuros professores de Sociologia, pois temos o compromisso de desenvolver
atividades que incentivem os questionamentos da realidade e assim contribuam
para formar jovens com posicionamento político e críticos, responsáveis pela luta
por ideais que possam transformar uma sociedade.
Palavras-chave: Democracia. Política. Corrupção.
DIFERENTES TRIBOS URBANAS: UMA EXPERIÊNCIA DIDÁTICA EM SALA DE AULA
Jonathan Antonio da Silva (UEMS)
Rosinei Oliveira da Rosa (UEMS)
17
Elizandra Gehrke (UEMS)
Nagilla Neves Lemes (UEMS)
Este trabalho foi desenvolvido no primeiro ano do ensino médio da Escola Estadual
Dom Aquino Corrêa, se justificou em promover uma discussão sobre as diferentes
tribos urbanas existentes no Brasil. Inicialmente foi feita uma breve explanação sobre
o assunto que forneceu suporte para a discussão, em seguida construíram-se grupos
que representaram diferentes tribos da sociedade brasileira para defender a sua
visão sobre a temática. O trabalho teve o objetivo de ampliar o conhecimento e a
sensibilidade dos alunos abrindo espaço para a discussão em relação às tribos
urbanas. Para que as apresentações surtissem efeito, propusemos que os alunos
viessem de forma caracterizada de forma a interagirem com os grupos que
representam as diversas tribos da sociedade. A apresentação foi marcada com
antecedência de forma que os alunos estivessem preparados para apresentar e
defender o grupo social que representaria em sala de aula, no qual teriam
incumbência de expor diversas questões procurando esclarecer os pontos
negativos e positivos desses grupos representados, no sentido de fazer uma reflexão
critica e repensar seus conceitos sobre as diferentes tribos urbanas, as
apresentações foram amplas e permitiram perceber que houve êxito no proposto.
Palavras-chave: Apresentações. Alunos. Tribos urbanas.
O PAPEL DA EDUCAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO NACIONAL PARA DARCY RIBEIRO
Flávia Machado dos Santos (G-UEMS/Paranaíba)
João Paulo Aprígio Moreira (UEMS/Paranaíba)
Este trabalho busca discutir o papel da educação no desenvolvimento nacional
para Darcy Ribeiro. Buscou-se investigar primeiramente em sua biografia e trabalhos
como os de Mattos (2009) e Moreira (2010, 2012) sua trajetória no campo
educacional. Em seguida, suas principais ideias acerca do desenvolvimento, tais
como o nacional-desenvolvimentismo, caminho de desenvolvimento para as
nações latino-americanas, onde se inclui o Brasil, buscando o rompimento das
relações de dependência histórica as quais estes países estariam submetidos,
segundo o autor. No papel de transformação deste quadro de subdesenvolvimento
inscrito em sua teoria sobre o tema, a educação se configuraria como um dos
principais eixos para o desenvolvimento nacional. É nesse sentido, que a partir de
sua atuação no CBPE (Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais) ao lado de
Anísio Teixeira, como Ministro da Educação do Governo João Goulart, com suas
querelas com Carlos Lacerda, em defesa de uma educação pública que Darcy
Ribeiro se envolveu politicamente no tema da Educação. Esta trajetória, além de
sua participação na construção dos CIEPs, de várias universidades no Brasil e no
mundo, foi coroada com a frente que tomou, a partir de sua atuação no Congresso
Nacional como Senador da República, na criação e promulgação da LDB-1996, Lei
de Diretrizes e Bases da Educação que vigora até a atualidade, tendo seu nome
como homenagem.
Palavras-chave: Darcy Ribeiro, Educação, desenvolvimento, biografia.
18
A FORMAÇÃO DO MERCADO DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PARANAÍBA
Ândrea Alves da Silva (G-UEMS/Paranaíba)
João Paulo Aprígio Moreira (UEMS/Paranaíba)
Esta pesquisa trata da construção social do mercado de educação infantil em
Paranaíba, tendo como norte a discussão de campo e mercado de Pierre Bourdieu.
Trata-se de uma critica a noção de homo economicus que entende o mercado
isolado de seu contexto social. Para tanto, foi feito uma discussão teórica a partir da
sociologia econômica de Pierre Bourdieu (2002) e Jardim (2008), bem como
pesquisa bibliográfica a partir do levantamento de dados históricos no que diz
respeito à educação infantil no Brasil e, por fim, uma pesquisa empírica sobre as
escolas que oferecem educação infantil na cidade de Paranaíba, Mato Grosso Sul,
para uma explicitação do campo educacional na cidade. Temos como resultados
preliminares que a educação infantil em Paranaíba é oferecida pela rede
municipal que detém a maioria dos alunos, seguida por instituições filantrópicas,
como a Casa da Criança e o Centro de Educação Infantil Lar Teresa Spinelli, além
de duas instituições particulares não menos importantes vinculadas a grandes
sistemas de ensino como Anglo e Objetivo. A partir disso a pesquisa ainda em
andamento busca apresentar as concepções sobre a educação para cada um
destes atores que compõem o campo da educação infantil no município de
Paranaíba, Mato Grosso do Sul.
Palavras-chave: educação infantil, sociologia econômica, Paranaíba.
A HERMENÊUTICA COMO LINGUAGEM COMUM DE NOSSO TEMPO
Rodrigo Bianchini Cracco (UFMG/ Belo Horizonte/Capes)
Na virada do século XX-XXI chama a atenção o relativismo predominante frente aos
limites descortinados, de forma irreversível, das metodologias científicas e das
filosofias da história consolidadas ao longo do século passado. À passagem da
reificação dos modelos explicativos para a pluralidade interpretativa muitos autores
dão o nome de “crise”. Crise do estruturalismo, do marxismo, de inteligibilidade,
identidade e práticas das ciências sociais, anarquia epistemológica; enfim, várias
“crises” são identificadas quando a comodidade situacional é perturbada, quando
uma descontinuidade assalta a permanência dos modelos teóricos. Uma das saídas
possíveis da crise para as ciências que tem o homem como objeto é a
hermenêutica. Contudo, é em sua acepção relativista que a hermenêutica é
considerada a linguagem universal de nosso tempo. A volta à pauta da retórica
concorre e soma com a hermenêutica relativista para caracterizar a crença de que
as interpretações são sempre livres, exclusivamente subjetivas e, por isso, não
servem para representar referentes ‘reais’ ou almejar a ‘verdade’. Os defensores da
perspectiva pós-moderna esquecem-se, porém, que a hermenêutica sempre
almejou ser “uma doutrina da verdade no campo da interpretação”, como afirma
Jean Grondin. Buscaremos nessa comunicação, portanto, apresentar a
hermenêutica como via possível para o conhecimento nas ciências do homem e
alguns resultados positivos de sua prática.
Palavras-chave: Hermenêutica. Ciências Sociais. Epistemologia.
19
ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS PARA O ENSINO DE CONCEITOS TEORICOS DE SOCIOLOGIA
NO ENSINO MEDIO
Mauricio Augusto Freitas Paula de Souza (G-UEMS)
Carlos Eduardo França (UEMS)
O tema proposto e a disciplina de sociologia no decorrer do ensino médio, trazendo
para a sala de aula novas discussões e métodos pedagógicos que antes não se
faziam presentes no cenário escolar, é a aplicação de conceitos teóricos dos
renomados sociólogos Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber, introduzindo as
novas tecnologias como ferramenta de aprendizagem. O objetivo e quebrar o
paradigma de que se tem uma sociologia difusa e complexa, com a finalidade de
produzir uma consciência sobre a realidade, antes não observada. O tópico central
do plano de aula é a apresentação sobre a diferente visão dos diferentes teóricos
com o tema o trabalho, visto que o tema é muito abrangente, e bem trabalhado
abre um leque de discussões como a formação e a importância das instituições
sociais, movimentos sociais, conflitos sociais, globalização, dominação cultural, etc.
Observando a aplicação do conteúdo de forma organizada, e que se faça uma
relação sequencial. A metodologia será focada na interação de novas tecnologias,
possibilitando aos alunos fazerem o uso de forma consciente, pesquisando em seus
celulares, notebooks, tablets. Trazendo essas inovações como atrativo, tornando as
aulas mais dinâmicas, interativas e produtivas. Contando com o uso de aulas
áudios-visuais, com apresentações de trabalhos, debates, resolução de exercícios,
pesquisa de campo. Trabalhando não somente com os livros didáticos, mas
utilizando poemas, letras de musica, exibição de filmes, visita orientada as
instituições sociais. Com método avaliativo, em formato de provas escrita e oral,
participação nas aulas, apresentação de trabalhos individuais ou em grupo. Com a
expectativa de se obter o resultado de um ensino-aprendizagem, e o
fortalecimento da sociologia no âmbito social-escolar.
Palavras-chave: Sociólogos, Trabalhado, Ensino-aprendizagem.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O PROCESSO DE REGULARIZAÇÃO/DISCIPLINARIZAÇÃO
COMO NORMALIZADOR DO ANORMAL
Nathália Sayuri Yamada (PG-UEMS)
Carlos Eduardo França (G-UEMS)
A Educação Especial é sem dúvidas um grande desafio para a Educação Brasileira.
Uma vasta literatura tem sido produzida a este respeito que, de forma sedutora,
muitas vezes põe em condições nebulosas as finalidades políticas/sociais e
econômicas da Educação em relação às pessoas com deficiência. Nesse sentido,
nosso objetivo foi percorrer sobre o poder social exercido nas instituições
educacionais como estratégia utilizada para controlar e disciplinar os corpos,
considerando este processo como constituído de mecanismos eficientes utilizados
para melhor incidência do poder sobre o corpo. O presente trabalho discute as
estratégias de “normalização” aplicadas aos considerados anormais, sob a ótica do
Filósofo Michael Foucault (1987, 2005, 2010), considerando as práticas do poder
20
disciplinar inerentes as Instituições e os discursos defendidos como verdades na
Modernidade em relação ao anormal, nesta perspectiva, tem por objetivo
também, refletir sobre os paradigmas educacionais da educação inclusiva
proposto por Aranha (2005). Cumpre assim pensarmos os regimes de verdade que
configuram o modo como pensamos e agimos e que ainda se configura em
práticas de segregação, excluindo sistematicamente todos os diferentes. Não
podemos negar que as formas de tratar as pessoas com deficiência mudou, tendo
por base as políticas de exclusão das minorias, é certamente um avanço em prol
das pessoas historicamente excluídas e marginalizadas, porém ainda há muito em
se refletir sobre como as instituições escolares estão se organizando para dar conta
das diversidades, sob tudo, garantindo qualidade de ensino.
Palavras-chave: Educação Especial. Michael Foucault. Deficiência.
REPRESENTAÇÃO POLÍTICA: UMA ANÁLISE NOS PROJETOS DE LEI NA CÂMARA
MUNICIPAL DE PARANÍBA – MS (1988-2012)
Jéssica Patrícia Ferreira da Silva (G-UEMS/Paranaíba)
Patrícia Benedita Aparecida Braga (UEMS/ Paranaíba)
O presente trabalho têm por foco a análise da Representação Política no município
de Paranaíba, Mato Grosso do Sul, em relação aos projetos de leis que foram
desenvolvidos pelo Legislativo da Câmara Municipal. Com o objetivo de refletir
sobre a atuação do legislativo em Paranaíba - MS, busca-se averiguar a existência
de uma representação política democrática efetiva por parte dos vereadores
selecionados como amostra. Por meio de uma pesquisa empírica, fundamentada
nos apontamentos teóricos sobre representação de Manin (1999), Pitkin (2006), entre
outros, busca-se problematizar o ideal representativo democrático e o
comportamento legislativo, via dados contidos nos projetos de lei. O universo
amostral selecionado foi o corpo de vereadores mais reeleitos no período de 1988 a
2012. Logo, a indagação fundamentou-se no seguinte questionamento: será que os
representantes reeleitos representam a população paranaibense? E como
conclusão parcial, constata-se até o presente momento, de que os representantes
políticos (vereadores reeleitos) não estão representando os quereres da população
paranaibense em termos de efetividade democrática e isto fica evidente nos
projetos de lei cunhados pelos próprios.
Palavra-chave: Representação
democrática efetiva.
Política;
Representatividade;
Representação
DESGRAÇADO SEXO QUE NÃO SE PODE CONFIAR: A MISOGINIA MEDIEVAL NO LAI
“HOMEM-LOBO”
Ligia Cristina Carvalho (UNESP, UEMS/Cassilândia)
Os Laisde Maria de França, escritos literários que abordam o amor cortês, foram
produzidos durante a Idade Média Central (XI-XIII), mais precisamente na segunda
metade do século XII.Propomos nesta comunicação apresentar uma breve análise
de um dos Lais, o lai “Home-Lobo”, a partir de uma perspectiva bakhtiniana. Mikhail
21
Bakhtin, ao afirmar que podemos conhecer o homem social por meio dos textos,
ressalta que a literatura é um tipo especial de linguagem por permitir verificar
elementos obscurecidos em outros gêneros discursivos. E, ultrapassando a análise
puramente formalista, o autor possibilita discutirmos as relações entre linguagem,
ideologia, sociedade e história. Neste sentido, buscamos examinar o lai “HomemLobo” por meio da perspectiva aberta pela filosofia da linguagem de Bakhtin que
ampliou o campo de trabalho de historiadores, sociólogos, linguistas e etc,
propondo novos caminhos de análise do discurso. As noções de gênero, língua,
ideologia, intertextualidade, entre outras, possibilitaram um nova via de exploração
do lai e de identificação das vozes sociais que alimentavam a misoginia medieval.
Nos Lais de Maria de França manifestam-se as vozes da aristocracia e dos clérigos,
compostas por homens que vangloriavam a masculinidade e abafavam as dizeres
femininos, ou ainda, os determinavam. Por fim, ao procedermos com tal análise
verificamos uma ilusão referencial: o enunciado parece ter como referente as
peripécias do homem-lobo, quando, na verdade, o que está em tela é a misoginia
medieval, oculta nas malhas da intertextualidade.
Palavras-chave: Idade Média. Bakhtin. Literatura. Misoginia
GÊNERO E DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR
Terezinha de Oliveira (G-UEMS)
Lucélia Tavares Guimarães (UEMS)
O tema deste trabalho busca fazer uma reflexão do gênero e docência no Ensino
Superior, objetivando assim, verificar a percepção das professoras doutoras acerca
desta temática. Para tanto, busco fazer um breve resgate histórico, tendo como
norte a autora Zuleica Alambert (2004), evidenciando um ideal histórico machista,
além de contar com contribuições de Vanessa T. Bueno Campos (2010) e Guacira
Lopes Louro (2012), onde em uma se percebe o papel da mulher no ensino superior,
e outra volta para as especificidades da questão de gênero. Assim, através da
problemática levantada, visa responder a questão: será que essas professoras
doutoras são atingidas ou sofrem influência dessa construção social? Situação
complexa. Nesta ótica, o trabalho foi desenvolvido numa abordagem qualitativa,
com a pesquisa de campo e com participação de professoras doutoras do Ensino
Superior. Na pesquisa verifica-se que, as mulheres tiveram várias conquistas no
âmbito docente, mas nota que houve uma pequena representação no campo do
gênero, dando margem a novas pesquisas e estudos. A relevância deste trabalho é
fomentar discussões e pesquisas, voltada ao Ensino Superior, visto que materiais de
estudo com essa temática é escassa, instigando assim, a necessidade de maiores
debates acerca das representações das mulheres em diversas áreas do âmbito
social.
Palavras-chave: Gênero. Educação. Ensino Superior. Docência
MOVIMENTOS SOCIAIS: UMA POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO DA REALIDADE DA
MULHER NEGRA NO BRASIL?
Camila de Jesus Ribeiro (G-UEMS/Paranaíba)
22
Maria Raquel da Cruz Duran (UEMS/PPGAS-USP)
Patrícia Aparecida Benedita Braga (UEMS/Paranaíba)
O movimento de mulheres negras no Brasil data a década de 1980 e iniciou-se a
partir das relações que as mulheres negras tinham com o movimento negro e com o
movimento feminista e das críticas que elas faziam a ambos. Este novo movimento
social tem suas fundamentações nas reflexões de mulheres negras acerca das
várias formas de opressão existentes no Brasil e de suas relações por meio das
intersecções raça, gênero e classe, uma vez que, estas questões eram deixadas em
segundo plano em outros movimentos sociais. Assim, compreendendo Movimento
Social como um instrumento de transformação da realidade social, o presente
trabalho tem por objetivo realizar alguns apontamentos sobre a atual situação das
mulheres negras na sociedade brasileira, com o intuito de compreender a
organização das mulheres nos Movimentos Sociais, dentre eles: Geledés Instituto da
Mulher Negra e Maria Mulher: organização de mulheres negras, assim como o
princípio de suas reivindicações. Para isso, utilizaremos fontes bibliográficas sobre a
temática de movimentos sociais e movimento de mulheres negras no Brasil, além de
utilizar a técnica de entrevista semi-estruturada para entrevistar as ativistas do
movimento a fim de aventar a hipótese de que estes movimentos são formados por
mulheres que em si carregam a intersecção (classe, gênero e raça) como também,
de que suas reivindicações fundamentam-se na denúncia de atitudes sexistas,
racista e pautadas em uma democracia racial não efetiva.
DA CONTRAVENÇÃO AO CRIME DE RACISMO: A EFICÁCIA DA IMPUNIDADE
Thayne Messias de Souza (G-UEMS/Paranaíba)
Alexandre de Castro (UEMS/Paranaíba)
Esta comunicação tem como objetivo central analisar e interpretar aspectos da
hermenêutica do crime de racismo contida no Artigo 5º, inciso XLII, da Constituição
Federal do Brasil de 1988. Fatos recentes de manifestação de atos racistas em
estádios de futebol, não só no Brasil, bem como na Europa, recolocam o problema
do preconceito racial na ordem do dia. Especificamente no caso brasileiro
resgataremos a história das promulgações legais destinadas a punir esta conduta
racista para, numa perspectiva histórica, analisarmos a dificuldade em combater
esta conduta criminosa no Brasil. Desde a primeira lei com vistas a criminalizar o
racismo, promulgada em 1951, conhecida como Lei Afonso Arinos, seguida das
disposições e nova redação, em 1985, pela Lei 7.437/85, foi somente com a
promulgação da Constituição Federal de 1988 que o racismo deixa de figurar como
mera contravenção penal e passa a ser considerado crime propriamente dito. Em
1989, a definição do racismo como crime é apresentada pela Lei nº 7.716/89, mais
conhecida como Lei Caó. Mas, com a intenção de ampliar o rol de crimes
resultantes de discriminação, a Lei 9.459/97 acabou por acrescentar um novo
parágrafo ao Artigo 140, § 3º do Código Penal brasileiro introduzindo a figura da
injúria. A partir de então, a grande maioria de crimes de racismo vem sendo
relatados nos inquéritos policiais como injúria grave, em virtude da difícil reunião de
provas. Discordando do argumento da falta de provas e de posse do referencial
teórico de Pierre Bourdieu, “poder simbólico”, analisaremos, problematizaremos e
apontaremos outra forma de concepção da tipificação no sentido de inverter a
histórica descaracterização do crime de racismo como injúria grave na tentativa de
23
combater uma resistência histórica das Instituições jurídicas e judiciárias brasileira em
reconhecer o preconceito racial como um verdadeiro crime contra a etnia negra.
Palavras-chave: Racismo. Etnia negra. Preconceito. Constituição Federal.
TEORIAS RACIAIS E O DISCURSO DE BRANQUEAMENTO EM REDES SOCIAIS: PÁGINA
ORGULHO SER BRANCO1
Laís Gomes Borges (G-UEMS-Paranaíba)
Laís Silva (UEMS-Paranaíba)
Maria Raquel da Cruz Duran (UEMS/PPGAS-USP)
Patrícia Aparecida Benedita Braga (UEMS/Paranaíba)
O presente artigo possui o objetivo central de problematizar o conteúdo de uma
página da rede social Facebook denominada Orgulho de ser branco em relação
ao debate científico que permeou todo o século XIX e XX paralelo ao determinismo
social entre raças e como a afirmação da identidade branca se tornou necessária
para estigmatizar qualquer outro tipo de raça. Em seguida busca debater, como
ainda na atualidade do século XXI essas teorias são ressuscitadas na explanação de
valores ideológicos que permeiam a ideia de branquitude muitas vezes feito como
discurso de ódio nas redes sociais que são camufladas pela ideia de liberdade de
expressão. A justificativa ancora-se por ser um problema social evidente na
contemporaneidade que necessita de reflexão científica epistemológica. Deste
modo, procuramos por meiodo referencial bibliográfico e do método da
observação participante, construir de quais forma operaram o discurso do
branqueamento ao longo da história e os seus reflexos no Brasil do século XXI.
Procuramos assim refletir sobre a importância do reconhecimento do/a negro/a
para a construção de uma identidade coletiva e individual no atual contexto. Este
discurso transmitido com o intuito de aderir seguidores, semear conteúdos
discriminatórios, provocar e incitar à segregação e violência a outros grupos que
não fazem parte de seus padrões, representa a herança histórica de nossos
colonizadores e a potência que ganhou os discursos racialistas no Brasil.
DIREITOS HUMANOS NO COMBATE AO RACISMO: LEI 7.716/89, INCLUSÃO E O
AMPARO AO NEGRO BRASILEIRO NA ATUALIDADE
Ana Amélia Dias da Silva (G-UEMS/Paranaiba)
Alexandre de Castro (UEMS/Paranaiba)
Trata a presente comunicação, fruto do desenvolvimento de uma de pesquisa em
andamento, para apresentação da monografia da Pós Graduação em Direitos
Humanos, oferecido pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade
Universitária de Paranaíba/MS, questionar a eficácia da Lei 7.716/89 existente no
Brasil. Apesar da promulgação do diploma legal, que tem por um de seus objetivos
a punição do preconceito de raça e de cor, pessoas negras continuam sendo
vítimas das violências decorrentes do racismo. São vitimas de um grupo de pessoas
que compartilham a ideia da hierarquia de raça, colocando-se como superiores e
1
Este resumo faz parte de artigo apresentação durante o X Seminário em Educação e V Colóquio de Pesquisa no
Grupo de Trabalho Gênero: uma categoria analítica?
24
que não se interessam pela inclusão, nem pelo desenvolvimento social,
educacional, econômico dos cidadãos de forma geral. Diante da triste realidade
dos crimes de racismo contra os negros praticados por uma sociedade que
atualmente se autointitula civilizada e evoluída se faz necessário adentrar ao
assunto, com o propósito de desenvolver uma opinião critica e sensata sobre
Direitos Humanos na luta contra o racismo. De posse de um levantamento
bibliográfico a respeito da temática buscar-se-á compreender as causas da
ineficácia legal que gera uma sensação de impunidade a tomar conta do
cotidiano de muitos brasileiros negros, provocando descrédito diante das leis
existentes, em especial o Instituto jurídico objeto desta proposta. Resultados
incipientes de bibliografia levantada apontam na omissão do Estado com relação
à aplicação da norma quando há envolvimento da população negra, permitindo,
assim, a permanência de um passado escravista e opressor, de uma cultura racista,
sustentados pelo discurso da inferioridade, tornando-os excluídos da sociedade.
Palavras-chave: Negros brasileiros, Direitos humanos, Combate ao racismo.
Preconceito racial.
A TAL MINEIRA DEMOLIDORA DE MITOS: CLARA NUNES, MÚSICA POPULAR EA
DESCOBERTA DA ÁFRICA NO BRASIL DOS ANOS 19702
Monique Francielle Castilho Vargas (UEMS/Amambai)
Neste trabalho apresento algumas reflexões acerca da obra de Clara Nunes,
cantora brasileira que brilhou nos palcos e, sobretudo, na TV dos anos 1970, vindo a
falecer precocemente em abril de1983. A intenção é compreender as razõesdo
sucesso estrondoso de Clara Nunes, com sua ênfase nos valores culturais afrobrasileiros. O argumento central é que este se deveu a uma combinação de
fatores: a emergência de uma cultura antirracista, embalada pela Luta pelos
Direitos Civis nos Estados Unidos da América, o processo de Independência na
África; a eclosão de uma nova geração de sambistas afro-brasileiros com uma
consciência antirracista e comprometida com a valorização das heranças culturais
africanas. Tudo isto combinado com o aparecimento de novos meios de
comunicação, em especial a televisão e asrevistas semanais, tal como, a Revista
Veja.
Palavras-chave: Clara Nunes; Música popular; Culturas Afro-Brasileiras.
RACISMO AMBIENTAL NA CIDADE DE PARANAÍBA: UM ESTUDO SOBRE A REPORTAGEM
“BAIRRO DE POBRE É ATERRADO COM LIXO”
Maria José Socorro (G-UEMS/Paranaíba)
O artigo aborda o tema ‘Racismo Ambiental’ e ‘Justiça Ambiental’, definidos
respectivamente como todo o processo de alijamento de populações para áreas
periféricas, sem saneamento básico e, portanto, insalubres (INOCÊNCIO, 2013) e o
conjunto de princípios que asseguram que nenhum grupo de pessoas, sejam grupos
2
O conteúdo apresentado nesta comunicação faz parte da pesquisa desenvolvida no mestrado que, deu origem a dissertação
de título Rainha do Mar: O Brasil na produção cultural de Clara Nunes dos anos de 1970.
25
étnicos, raciais ou de classe, suporte uma parcela desproporcional das
conseqüências ambientais negativas de operações econômicas, de políticas e
programas (HERCULANO, 2008), ancorado principalmente na obra da pesquisadora
Selene Herculano (UFF), com o objetivo de refletir sobre o contexto brasileiro,
especificamente no município de Paranaíba – MS. O objetivo pauta-se em discutir a
ideia teórica de racismo ambiental e justiça ambiental, assim como analisar a
possível presença de racismo ambiental dentro do município sul mato-grossense a
fim de gestar uma conscientização aos habitantes da cidades, de que não se trata
apenas de degradação ambiental, mas de um direcionamento dos danos e
prejuízos às classe sociais de baixa renda. Para tanto, utilizar-se-á como base para o
presente estudo a reportagem publicada pelo Jornal Tribuna Livre no ano 2008 em
que se destaca a construção de um bairro periférico, no local onde foi aterrado
restos de construções e árvores, inclusive lixo hospitalar, o que caracteriza um
acentuado racismo ambiental. O resultado do presente artigo constata a ausência
de políticas públicas em relação a degradação ambiental, gerando problemas de
saúde pública às populações mais carentes, o que prejudica o ideal da justiça
ambiental, posto que o aludido bairro permanece na mesma situação até o
presente momento, contudo por estar o artigo em construção é um resultado
parcial.
A ATUAÇÃO DE TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS NA UNIVERSIDADE PARA ALÉM DE UMA
FUNÇÃO OPERACIONAL: POSSIBILIDADES, DESAFIOS E LIMITES
Júnior Tomaz de Souza (PG-UEMS)
Washington Cesar Shoiti Nozu (UFGD)
A proposta deste trabalho constitui-se a partir de inquietações oriundas da
experiência com o trabalho na universidade. O objetivo da pesquisa é discutir a
dimensão do papel dos técnico-administrativos na universidade e de que forma
seus conhecimentos e atuação corroboram direta ou indiretamente para o
cumprimento da função da universidade, que é gerar conhecimento na
perspectiva do ensino, da pesquisa e da extensão. A pesquisa apresentada é
qualitativa de caráter bibliográfico e baseia-se no método de pesquisa dedutivo.
Foram explorados alguns conceitos baseados no pensamento de autores que
discutem universidade, currículo e educação no ensino superior como Boaventura
de Sousa Santos (2006), Marilena Chauí (2001), Gil (2010), Zabalza (2004) e Luckesi
(1996). Sem a pretensão de esgotar a discussão, haja vista a ausência de pesquisa
sobre o tema em questão, o estudo propõe a problematização do tema, com
possíveis outros desdobramentos, fundamental para refletirmos sobre os caminhos e
a função da universidade.
Palavras-chave: Universidade. Educação. Trabalho. Técnico-administrativo.
INTERDISCIPLINARIDADE, INTERCULTURALIDADE E FORMAÇÃO DOCENTE
Adelia Flores Lopes (G-UEMS)
Algacir Amarilia (G-UEMS)
Luzinei da Silva Nunes (G-UEMS)
Osmar Moraes (GUEMS)
26
Valdinei Lima (Escola Estadual Mbo’eroy Guarani Kaiowá, Aldeia Amambai)
A comunicação apresenta resultados de pesquisaque vem sendo desenvolvida
junto aos estudantes e professores da UEMS, Unidade de Amambai, integrantes
dosubprojeto interdisciplinar do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à
Docência) procurando compreender o significado que atribuem a essa
participação e a contribuição para suas formações e vivências enquanto
docentes. De forma específica, apesquisa buscaos sentidos que os estudantes e
professores atribuem ao PIBID no que se refere à sua contribuição para a formação
inicial, investigando arelação estabelecida entre suas trajetórias, formação docente
e a novaproposta de formação de professores em nível superior. A abordagem da
pesquisa é etnográfica, desenvolvida a partir do cotidiano das ações nas escolas
indígenas onde o subprojeto interdisciplinar é desenvolvido, procurando apreender
esse significado a partir de dentro. Os primeiros resultados mostram que professores
e estudantes percebem o PIBID como articulador de um conjunto de saberes que
favorece a prática docente.
Palavras-chave: PIBID, etnografia, formação de professores.
RELATOS DE EXPERIÊNCIA: APLICAÇÃO DA SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO
Renato Almeida Bezerra (G-UEMS)
Ailton de Souza (UEMS)
O presente relato visa explicitar uma experiência a partir do Programa Institucional
de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), que buscapromover a integração dos
discentes bolsistas nas atividades acadêmicas voltadas para a formação inicial de
professoresdo curso de Ciências Sociais, que utilizam dos Movimentos Sociais para
ensinar a Sociologia ministrando aulas na escola estadual do Ensino Médiona
cidade de Paranaíba/MS, destarte a primeiro momento traçamos uma
apresentação histórica em relação ao desenvolvimento das tecnologias até o
período da Ditadura Militar aos tempos atuais, também promovendo a visibilidade
sobre as discussões voltadas para o “rolezinho” e o “movimento passe-livre”. O livro
didático “Sociologia para o Ensino Médio”/PNLD 2012, foi utilizado como material
para as aulas..Em consequência ao utilizarmos tal material, nós juntamos com os
demais bolsistas e escrevemos um plano de aula, juntamente com o supervisor do
programa, utilizando como metodologia o ensino da Sociologia para fomentar
alguns pontos para promover uma aula dialogada na aula, e os textos entregues
nas aulas aos alunos foram supervisionados pelos bolsistas para articular debates em
sala. Os resultados foram os esperados, pois houve a participação dos alunos e dos
bolsistas no programa de iniciação a docência.
Palavras-chave: Sociologia, Ciências Sociais, Ensino Médio, Movimentos Sociais.
IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E SOCIEDADE
Renato Amorim (G-UEMS/Paranaíba/PIBID-Capes)
Vitor Eduardo Leite (G-UEMS/Paranaíba/PIBID-Capes)
Ailton de Souza (UEMS)
27
O presente trabalho busca por meio de pesquisa bibliográfica e o método indutivo
dedutivo apresentar algumas significações e estruturações dos valores sócio
ideológicos presentes no âmbito escolar. Nossa análise neste sentido parte das
teorias, István Mészáros, Dermeval Saviani e Pierre Bourdieu que apresentam
algumas das significações estruturais dentro da sociedade onde os antagonismos
são estabilizados por valores sociais construídos e fixados por ideologia onde é no
sistema educacional, inicialmente que esse antagonismo social é neutralizado,
mascarado e estratificado. A partir dessa perspectiva sociológica podemos analisar
que a escola tem vários papeis dentro da sociedade, sendo alguns deles a
reprodução e perpetuação da realidade social juntamente com suas
desigualdades. A função da escola é a alocação dos códigos simbólicos adquiridos
e construídos pela humanidade no aluno, mas de uma forma não critica, apenas
acrítica sobre a realidade a qual o aluno está inserido. A educação dentro de uma
sociedade capitalista é transformada em mercadoria, servindo apenas para suprir
uma demanda do mercado. A partir desta conjuntura analítica apresentamos um
debate contemporâneo problematizando alguns dos principais problemas
educacionais envolvendo desigualdades sociais que assolam o sistema educativo.
Propomos assim a partir deste estudo contribuir e ressaltar novas alternativas para
uma possibilidade de mudança ou ruptura do padrão ideológico que contamina a
essência do sistema educativo.
Palavras-chave: Ideologia, Educação, Códigos, Valores.
MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL E A PERSPECTIVA DOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO
DE UMA ESCOLA DE PARANAÍBA/MS
Denise Borges de Melo (G-UEMS/PIBID-Capes)
Ailton de Souza (UEMS)
Carlos Eduardo França (UEMS)
O presente trabalho consiste em uma breve abordagem do tema: Movimento
Negro no Brasil as lutas e conquistas, tema trabalhado na Escola Estadual Manoel
Garcia na cidade de Paranaíba/MS. Considerando o papel do negro na
sociedade; em uma escola que de acordo com pesquisa socioeconômica, estes
estudantes são em sua maioria negros. O principal objetivo ao apresentar este
tema, foi desenvolver e entender a visão destes estudantes do Ensino Médio sobre
este movimento social. Apresentando uma introdução, explicando todo o processo
histórico do movimento e as suas transformações decorrentes. Os estudantes
apresentaram a sua visão sobre o movimento negro, em sua maioria relataram que
tem pouco conhecimento do assunto; e a única informação seria um movimento
criado com a intenção de combate ao preconceito racial no Brasil. Entretanto no
decorrer da abordagem do tema, os estudantes começam a processar a ideia do
movimento negro e a verdadeira intenção; em alguns debates em sala de aula, foi
apresentado o principal movimento atuante no Brasil – o MNU (Movimento Negro
Unificado), evidenciando que o objetivo não é só combater o racismo, mas sim
mostrar a cultura negra; o chamado Afrocentrismo, desmistificar a cultura negra e
valorizar a sua dança, a música, a arte entre outros. Nestas aulas os estudantes
demonstraram interesse pelo assunto abordado em sala de aula, não só
28
interagindo, mas também discutindo o conteúdo, mostrando uma nova visão da
proposta do Movimento Negro no Brasil.
Palavras-chave: Movimento negro, racismo, transformação.
POLÍTICAS DE REDUÇÃO DE DANOS OU COMBATE ÀS DROGAS? COMO ANDA A
DISCUSSÃO SOBRE A QUESTÃO DAS DROGAS NA ESCOLA, UMA PROBLEMATIZAÇÃO À
LUZ DE EXPERIÊNCIAS NO PIBID
Joao Pedro Hypolito Pisa (G-UEMS)
Mariana Lima Souza (G-UFMS/CPar)
João Paulo Aprígio Moreira (UEMS)
Esta pesquisa pretende avaliar a relação entre a disciplina de sociologia e a política
de redução de danos no uso de drogas ou o combate às drogas entre
adolescentes, tendo como referência experiências dos pesquisadores no Programa
Institucional de Iniciação à Docência (PIBID). A importância de tal programa vem a
partir do contato direto dos pesquisadores com os alunos, estabelecendo outra
relação com a teoria social. Contato este, efetivado ainda na própria formação do
docente, além de ser de extrema valia para a consolidação do ensino de
sociologia no ensino médio, “recentemente” inserida na grade curricular. Este
trabalho pretende, então, esboçar uma bibliografia que permita inserir a questão
das drogas na escola, a partir de questões como seu tratamento por parte dos
docentes e alunos, bem como o que a disciplina de sociologia pode contribuir para
tal discussão. Algumas questões orientam nosso trabalho, preliminarmente, tais
como: o uso de drogas e a relação com a desigualdade social, os diferentes
tratamentos que a questão recebe, a dicotomia produzida entre redução de danos
ou combate às drogas, as experiências de alunos com drogas e a relação deste
com a família, assim como com a escola a partir destas experiências. Tratando-se
de um problema social, que requer amplas discussões, bem como a criação de
espaços para que estas existam, é, assim, um programa de pesquisa de bastante
interesse nas Ciências Sociais. Pretende-se discutir tais questões tendo como
referencial teórico Michel Foucault, especialmente, a partir de conceitos como o de
biopoder e governamentalidade.
Palavras-chave: ensino de sociologia, drogas, PIBID, políticas educacionais,
biopoder
A COMPREENSSÃO DA IDEOLOGIA RELIGIOSA NO AMBIENTE ESCOLAR
Any Caroline Felipe Luís (G-UEMS/Paranaíba/PIBID-Capes)
Fernanda Santos Céffalo (G-UEMS/Paranaiba/PIBID-Capes)
O tema sugerido do trabalho é a compreensão da ideologia religiosa no ambiente
escolar. E tem como objetivo analisar a respeito das opiniões formadas pelos alunos
segundo a aprendizagem desta ideologia, que possivelmente é uma realidade
montada pela sociedade com efase no ambiente familiar e com a parceria do
subprojeto Ciencias Sociais de Paranaiba a pesquisa se torna mais evidente e com
maior exito, pois por estar proximo aos alunos conseguiremos alcançar uma maior
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possibilidade verdade sobre osresultados, os alunos sempre em discussões com os
conteudos dados em salade aula argumenta suas opiniões em foco da
religiosidade, mesmo que não se perceba esta ideologia esta impregnada através
dos conhecimentos pré estabelecidos da formação dos mesmo,sendo então a
formação da ideologia proposta desta maneira, a dificuldade de abordar temas
que vinculam a religião para eles é incompreensivel, pois os mesmos querem que
os individuos da sociedade siguam os mesmos pressupostos que intitulam como
verdade absoluta. O tema será desenvolvido com pesquisas bibliográficas
pontuando com enfase comportamentos abituais dos alunos. Os resultadoos
acredita-se que será de grande importancia para futuros professores da area já que
quando iniciar-se discussões sobre assuntos que conhecememos como polemicos
teremos leituras para instigar este aluno a entender sobre a sua realidadeé
importante analisar a sociedade como coletivo e fazer entender que nao há
apenas uma realidade.
RELATOS DE EXPERIÊNCIA: APLICAÇÃO DA SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO
Renato Almeida Bezerra (G-UEMS)
Ailton de Souza (UEMS)
O presente relato visa explicitar uma experiência a partir do Programa Institucional
de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), que buscapromover a integração dos
discentes bolsistas nas atividades acadêmicas voltadas para a formação inicial de
professoresdo curso de Ciências Sociais, que utilizam dos Movimentos Sociais para
ensinar a Sociologia ministrando aulas na escola estadual do Ensino Médiona
cidade de Paranaíba/MS, destarte a primeiro momento traçamos uma
apresentação histórica em relação ao desenvolvimento das tecnologias até o
período da Ditadura Militar aos tempos atuais, também promovendo a visibilidade
sobre as discussões voltadas para o “rolezinho” e o “movimento passe-livre”. O livro
didático “Sociologia para o Ensino Médio”/PNLD 2012, foi utilizado como material
para as aulas..Em consequência ao utilizarmos tal material, nós juntamos com os
demais bolsistas e escrevemos um plano de aula, juntamente com o supervisor do
programa, utilizando como metodologia o ensino da Sociologia para fomentar
alguns pontos para promover uma aula dialogada na aula, e os textos entregues
nas aulas aos alunos foram supervisionados pelos bolsistas para articular debates em
sala. Os resultados foram os esperados, pois houve a participação dos alunos e dos
bolsistas no programa de iniciação a docência.
Palavras-chave: Sociologia, Ciências Sociais, Ensino Médio, Movimentos Sociais.
PIBID E O ENSINO DE SOCIOLOGIA A PARTIR DA ANÁLISE SOCIOECONÔMICA DOS
ALUNOS DO ENSINO MEDIO DE UMA ESCOLA DE PARANAÍBA/MS
Sônia Mara Pereira de Souza Ribeiro (G-UEMS/Paranaíba/PIBID-Capes)
Rosa Emilia Souza da Silva Soares (UEMS/Paranaíba/PIBID-Capes)
Ailton de Souza (UEMS)
Carlos Eduardo França (UEMS)
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O presente trabalho tem como tema a análise socioeconômica do perfil dos alunos
do Ensino Médio, especificamente do primeiro ano, de uma escola pública da
cidade de Paranaíba/MS. Considerando a atual situação da educação pública
brasileira e o Plano Nacional de Educação (PNE) vigente desde sua aprovação na
LEI N 13.005, DE JUNHO DE 2014, que tem como uma de suas metas a garantia da
educação básica com qualidade e inserção do adolescente de quinze a dezessete
anos no Ensino Médio, bem como a manutenção deste aluno na rede pública de
ensino, visamos entender qual interesse que os alunos acima citados têm para com
a educação e, em especial, com a disciplina de Sociologia. A análise se deu
através de um questionário socioeconômico aplicado com questões objetivas e
observação feita na escola. Os resultados são de que os alunos dessa escola são,
em sua maioria, negros, com idade média de dezoito anos, morando todos em
bairros periféricos da cidade de Paranaíba/MS, que dividem sua jornada entre o
trabalho e os estudos. Esses alunos relataram no questionário que têm pouco tempo
para a execução das tarefas escolares, não fazem nenhum curso profissionalizante,
nem participam de atividades culturais ou acesso a livros fora da escola. Entretanto,
mesmo com a situação social e econômica vivida por tais adolescentes, eles
possuem uma consciência sobre o papel da educação em sua vida e da
importância da disciplina de Sociologia em sua formação pessoal.
Palavras-chave: Perfil socioeconômico. Educação. Sociologia.
AS NOVAS TECNOLOGIAS E OS MOVIMENTOS SOCIAIS
Viviane Salú Silva de Freitas (G-UEMS/PIBID-Capes)
Ailton de Souza (UEMS)
Carlos Eduardo França (UEMS)
O presente tema enfatiza a influência das novas tecnologias envolvidas nos
movimentos sociais, foi apresentado em uma sala de aula do Ensino Médio na
cidade de Paranaíba/MS. Tem por objetivo apresentar o relato de experiência
desenvolvido durante o projeto do PIBID, que foi elaborado para alunos da 2ª série
do Ensino Médio. O tema específico tem por intuito fazer com que os alunos
compreendam de forma clara,de como as novas tecnologias influenciam hoje os
movimentos sociais, de como organizam seus encontros e manifestações. Em
primeiro momento, foi apresentada uma breve retrospectiva de como se
desenvolveu a tecnologia, sendoimpulsionado até os dias atuais, voltando o olhar
das discussões para os “rolezinhos”, “movimento passe-livre”, efoi apresentado o
primeiro movimento via rede titulada “Acorda Brasília”. Utilizando como material de
ensino-aprendizagem o livro didático intitulado “Sociologia para o Ensino
Médio”/PNLD 2012 e artigos extraídos da Internet. Com este material,foi
elaboradoum plano de aula junto ao professor supervisor, utilizado como
metodologia do ensino de Sociologia a discussão entre professor-aluno, criando de
forma organizada uma aula dialogada;distribuído texto sobre o tema para os
alunos, que foi lido junto à orientação do bolsista do PIBID, desenvolvendo assim os
debates. Os resultados foram satisfatórios, onde os alunos participaram da atividade
proposta, com discussões a respeito do tema, de forma organizada de ambos.
Desta forma, a exposição do conteúdo foi desenvolvida e ministrada pela bolsista
do PIBID na iniciação à docência, que promoveu o ensino-aprendizagem do
conteúdo e o fortalecimentodo diálogo democrático.
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Palavras-chave: Ensino de sociologia, Movimentos sociais, Tecnologia.
UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DA LITERATURA NO LIVRO DIDÁTICO: ASPECTOS
HISTÓRICO-SOCIAIS ABORDADOS NO PRÉ-MODERNISMO BRASILEIRO
Jucimar Lopes (G-UEMS/Paranaíba)
José Antônio de Souza (UEMS/Paranaíba)
Esse estudo faz parte das atividades parciais que envolvem o Trabalho de
Conclusão de Curso da graduação em Ciências Sociais na Uems/Paranaíba, em
2014. O objetivo deste trabalho é analisar como o conteúdo da disciplina Literatura
aborda as questões históricas e sociais ocorridas no final do século XIX e início do
século XX no livro didático. A fonte analisada é o livro didático usado nos anos 2012,
2013 e 2014 na escola Aracilda Cícero Corrêa da Costa, município de Paranaíba,
estado do Mato Grosso do Sul. A importância desse estudo se encontra no fato de
que o período delimitado para estudo foi um momento conturbado na história da
República. A Literatura, que é caracterizada como a manifestação artística de um
momento histórico, consegue captar esse período de profundas mudanças e filtrar
esses acontecimentos que marcaram a história de nosso país. Os pressupostos
teóricos desse estudo se baseiam na união da Teoria Formalista e Sociológica para
a análise literária global. A metodologia desse trabalho será uma análise do PréModernismo Brasileiro, conteúdo do livro didático destinado ao terceiro ano do
Ensino Médio da escola estadual Aracilda Cícero Correa da Costa. A partir dele,
espera-se obter uma noção do que e como estão sendo trabalhados temas tão
importantes para a história de nosso país dentro da Literatura oferecida aos
estudantes do ensino básico da rede estadual de nosso município.
O RELATO DA VIVÊNCIA COMO BOLSISTA DO PIBID: O DESINTERESSE DO ALUNO NA
DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA
Maria Jéssica Ferracini Inácio da Silva (G-UEMS/ Paranaíba/PIBID-Capes)
Viulaine de Oliveira da Silva (G-UEMS/ Paranaíba/PIBID-Capes)
Ailton de Souza (UEMS)
Carlos Eduardo França (UEMS)
O tema abordado no trabalho é a falta de motivação dos estudantes de escola
publica diante da disciplina de Sociologia. Através da percepção a cerca da
disciplina exposta pode ser observado nas escolas no Ensino Médio na cidade de
Paranaíba/MS essa características dos alunos de ausência de motivação. O
objetivo é expor a experiência vivida como iniciantes do Programa de Institucional
de Bolsa de Iniciação a Docência – PIBID, levando em consideração a Lei de
Diretrizes e Bases – LDB o teor sociológico é o fator contribuinte para a formação
pessoal do aluno, as quais levam ao mesmo incitar os discentes a desempenhar sua
cidadania de modo mais consciente, despertar o lado crítico. Através Programa de
Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência – PIBID podemos observar o
desinteresse tanto dos docentes em dar aulas de sociologia como dos discentes
que consideram como uma matéria complementar e não obrigatória. Através
destas vivências constatamos que há muito que mudar na educação pública no
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que refere à matéria de sociologia, pois pelo meio da disciplina sociológica,
possibilitando aos alunos a capacidade de serem críticos, libertando-se das amarras
do senso comum. Resultando assim em uma reformulação do método didático
aplicado em sala em busca de uma melhoria nas aulas para um maior interesse dos
alunos.
OS IMPACTOS DA REORGANIZAÇÃO DO TRABALHO: RELATO DA EXPERIÊNCIA DE
PESQUISA EM UMA INDÚSTRIA DE CALÇADOS DA CIDADE DE PARANAÍBA/MS
Fabiano Aparecido Souza de Jesus (G-UEMS)
Carlos Eduardo França (UEMS)
O presente trabalho visa apresentar algumas observações de pesquisa realizadas
em uma indústria de calçados na cidade de Paranaíba/MS, a partir das atividades
desenvolvidas pelo subprojeto PIBID de Ciências Sociais. A indústria possui cerca de
700 trabalhadores, a maioria são mulheres e jovens. Os trabalhadores possuem um
tempo estipulado pelo controlador da produção para fabricar determinada peça
do calçado e, deste modo, cumprir as metas de produção estipulados pela
indústria. Com essas observações preliminares, levantamos a seguinte
problematização: quais os impactos dessa forma precarizada de trabalho na saúde
mental do trabalhador? Para tanto, estabelecemos diálogos com o controlador de
produção, a psicóloga contratada pela indústria e alguns trabalhadores da
empresa através de questões abertas, tendo em vista perceber as relações entre
as formas de trabalho desenvolvidas pela empresa e os impactos psicológicos na
mente dos trabalhadores. Neste sentido, o cumprimento das metas de produção
estipuladas pela indústria aos trabalhadores é um fator importante na abordagem
que realizamos, visto que os trabalhadores que não atingem essas metas são
substituídos e encaminhados para o setor psicológico. Portanto, a indústria não
percebe esses problemas psicológicos como relacionados aos problemas estruturais
vinculados a realidade material do trabalhador dentro e fora da fábrica mas sim
colocam como sendo problemas individuais e privados dos trabalhadores trazidos
do exterior da fábrica, e que interferem no rendimento da indústria calçadista local.
Portanto, priorizam a ampliação constante da produção e o descarte dos
trabalhadores desajustados e inaptos as atividades produtivas, revelando a primazia
do capital a despeito do humano.
Palavras-chave: Indústria calçadista, saúde mental, depressão, Reorganização do
trabalho.
A EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA E O PIBID
Elise Martins (G-UEMS)
Elk Kelly Francismara Rodrigues (G-UEMS)
Solange Rossate (G-UEMS)
Jayson de Souza Moraes (G-UEMS)
O presente trabalho tem por objetivo relatar a experiência de atuação de alunos
indígenas dos cursos de História e Ciências Sociais da Universidade Estadual de
Mato Grosso do Sul, Unidade de Amambai, em duas escolas: Escola Municipal
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Indígena Mbo’eroy Guarani Kaiowá e Escola Estadual indígena Mbo’eroy Guarani
Kaiowá, localizadas no município de Amambaí, a 5 km da cidade, na aldeia
Guapo’y. O projeto interdisciplinar do PIBID, iniciado em 2014, propõe a formação
dos estudantes dos cursos de Ciências Sociais e História para a educação escolar
indígena e tem a intenção de envolver os estudantes na escola indígena e, a partir
desse envolvimento, formar os futuros professores de História e Sociologia para
pensar a escola na aldeia e nela atuar. A atuação em escolas indígenas permite
vivenciar a experiência de sermos professores, ao mesmo tempo em que somos
estudantes na universidade. Na educação infantil e nas séries iniciais, a criança é
alfabetizada em língua materna. Para aqueles que não estão em sala de aula, o
PIBID é uma forma de contato com a vivência de ser professor. Isso amplia o
conhecimento sobre a escola, que passamos a olhar não mais como alunos,
porque nela estudamos, mas sim como futuros professores. A direção da escola vê
no projeto uma contribuição para a formação dos novos professores e valoriza isso.
Como estudantes, refletimos sobre o que vivemos na universidade, relacionando
com as necessidades da escola. A participação no PIBID fortalece nossa formação.
Palavras-chave: Guarani e Kaiowá, formação universitária, educação escolar
indígena.
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28_2014-11-10_00