V Ciclo de debates em Ciências Sociais I Semana de Ciências Sociais da UEMS Paranaíba UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL (UEMS) REITOR Fábio Edir dos Santos Costa VICE-REITORA Eleuza Ferreira Lima ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL André Giulliano Mazini PRÓ-REITOR DE ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO Jelly Makoto Nakagaki PRÓ-REITORIA DE DESENVOLVIMENTO HUMANO E SOCIAL Adriana Rochas de Carvalho Fruguli Moreira PRÓ-REITORA DE ENSINO Silvane Aparecida de Freitas PRÓ-REITOR DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Carla Villamaina Centeno PRÓ-REITORA DE EXTENSÃO, CULTURA E ASSUNTOS COMUNITÁRIOS Edmilson de Souza DIAGRAMAÇÃO Júnior Tomaz de Souza Catalogação na fonte: Biblioteca da Unidade Universitária de Paranaíba - UEMS Ciclo de Debates em Ciências Sociais (5. : 2014: Paranaíba, MS) Programação Geral e Caderno de Resumos/ V Ciclo de Debates em Ciências Sociais e I Semana de Ciências Sociais da UEMS Paranaiba; Coordenação de Carlos Eduardo França. - Paranaíba, MS: UEMS, 2014. 33 p. Anual ISSN 2237-2431 Tema: Ciências Sociais em perspectiva: debates sobre os movimentos sociais contemporâneos 1. Ciclo de Debates – Ciências Sociais I. Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. II. França, Carlos Eduardo. III. Título. CDD 300 Catalogação na Publicação: Bibliotecária: Susy dos Santos Pereira - CRB1ª/1783 O “V Ciclo de debates em Ciências Sociais. I Semana de Ciências Sociais da UEMS - Paranaíba.” intitulado “Ciências Sociais em perspectiva: debates sobre os movimentos sociais contemporâneos” tem como objetivo promover debates e reflexões sobre as perspectivas contemporâneas das Ciências Sociais, além de incentivar os discentes a apresentarem os resultados de suas pesquisas acadêmicas nos grupos de trabalho do evento. A semana contará com palestras de intelectuais de renomadas instituições de ensino superior, com minicurso, oficinas culturais de MC e DJ, e diversas atividades de encerramento na forma de SARAU. A proposta do evento é envolver tanto a comunidade acadêmica da UEMS, como a população local, na tentativa de promover debates e a divulgação das atividades do curso de Ciências Sociais junto aos estudantes do Ensino Médio das escolas de Paranaíba, dos movimentos sociais locais e grupos identitários de capoeira, hip hop, bem como pessoas situadas em territórios periféricos que não possuem conhecimento dos trabalhos realizados pelo curso e como ingressar na Universidade. Enfim, o evento permitirá a aproximação entre o curso de Ciências Sociais com a população local por meio de discussões sobre os movimentos sociais contemporâneos. Comissão Organizadora e Científica COMISSÃO ORGANIZADORA Prof. Dr. Carlos Eduardo França (coordenador do evento) Prof. Me. Ailton de Souza Prof. Me. Alexandre de Castro Prof. Me. Bruno de Oliveira Ribeiro Prof. Me. João Paulo Aprígio Moreira Prof. Dr. José Antônio de Souza Profa. Me. Patrícia Benedita Aparecida Braga Prof. Me. Sinomar Ferreira do Rio COMITÊ CIENTÍFICO Prof. Me. Ailton de Souza Prof. Me. Alexandre de Castro Prof. Me. Bruno de Oliveira Ribeiro Prof. Dr. Carlos Eduardo França Prof. Dr. Djalma Querino de Carvalho Prof. Me. João Paulo Aprígio Moreira Prof. Dr. José Antônio de Souza Profa. Dra. Lucélia Tavares Guimarães Prof. Me. Michael Daniel Bomm Profa. Me. Patrícia Benedita Aparecida Braga Prof. Me. Sinomar Ferreira do Rio GT 01 “A interface entre ciência e arte, ambiente e política” Prof.ª Me. Patrícia Benedita Aparecida Braga Profa. Me. Maria Raquel da Cruz Duran GT 02 “Questões raciais, classe e gênero” Prof. Me. Alexandre de Castro GT 03 “Ensino de Sociologia e experiências do PIBID” Prof. Me. Ailton de Souza Prof. Dr. Carlos Eduardo França Minicurso 01: “MPB: música, resistência e memória” Prof. Dr. Djalma Querino de Carvalho Minicurso 02: “Consciência negra para quem? Os desafios da luta antirracista na educação” Prof.ª Me Monique Francielle Castilho Vargas (UEMS/Amambai) 10/11/2014 8h às 9h Local: Pátio da UEMS Credenciamento Grupos de trabalhos 9h às 11h Local: Sala 7 GT 01 “A interface entre ciência e arte, ambiente e política” Prof.ª Me. Patrícia Benedita Aparecida Braga e Profa. Me. Maria Raquel da Cruz Duran 9h às 11h Local: Sala 8 GT 02 “Questões raciais, classe e gênero” Prof. Me. Alexandre de Castro. 13h às 17h Local: Sala 9 GT 03 “Ensino de Sociologia e experiências do PIBID” Prof. Me. Ailton de Souza Prof. Dr. Carlos Eduardo França. 19h Local: Anfiteatro da UEMS Palestra: "Democracia e Conservadorismo" Prof. Dr. Claudio Reis (UFGD) 11/10/2014 8h às 12h e das 13h as 17h Local: Anfiteatro da UEMS Minicurso 01: “MPB: música, resistência e memória” Prof. Dr. Djalma Querino de Carvalho Minicurso 02: “Consciência negra para quem? Os desafios da luta antirracista na educação” Local: Sala 09 – UEMS Prof.ª Me Monique Francielle Castilho Vargas (UEMS/Amambai) 19h Local: Anfiteatro da UEMS Palestra: “Movimento negro: da luta nas ruas à luta nas universidades - uma mesma alameda?” Prof. Dr. Dagoberto José Fonseca (UNESP/Araraquara) 12/11/2014 8h às 11h e das 13h as 17h Local: Anfiteatro da UEMS Oficina de DJcom a DJ Vivian Marques de São Paulo – Capital 19h Local: Anfiteatro da UEMS Palestra: “Os atores intermediários na saúde: Refletindo sobre o papel das organizações sociais e sua relação com o Estado” Prof. Dr. Julio Cesar Donadone (UFSCar) 13/11/2014 8h às 11h e das 13h as 17h Local: Anfiteatro da UEMS Oficina de MCcom a DJ-MC Luana Hansen e o MC Hahsaan de São Paulo - Capital. 19h Local: Anfiteatro da UEMS Palestra: “Territorializacao do capital e as resistências no campo em Mato Grosso do Sul” Prof. Dr. Sedeval Nardoque (UFMS/Três Lagoas) 22h Local: Espelho d’água em frente à UEMS SARAU (apresentações culturais e culturais) com DJ Vivian Marques, DJ-MC Luana Hansen e o MC Hahsaan de São Paulo - Capital. GT 01 TRABALHO ETNOGRÁFICO: UMA AVENIDA QUE REVELA O CENÁRIO POLITICO DE UMA SOCIEDADE ............................................................................................................................... 12 BIBLIOGRAFIA SOBRE ALFABETIZAÇÃO EM MATO GROSSO DO SUL: ESTUDO PRELIMINAR ..................................................................................................................................................... 12 DE VIGOTSKI A RUBINSTEIN: UMA COMPREENSÃO DA FUNÇÃO IMAGINATIVA A PARTIR DE PESQUISAS DOS PSICÓLOGOS SOVIÉTICOS ............................................................................ 13 CULTURA E GLOBALIZAÇÃO: AS COMPLEXIDADES DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA .... 13 PROPOSTAS DE INTERVENÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DA FUNÇÃO IMAGINATIVA NA EDUCAÇÃO: AS CONTRIBUIÇÕES DOS SOVIÉTICOS .............................................................. 14 FLORESTAN FERNANDES E O COMPROMISSO POLÍTICO DO SOCIÓLOGO ........................... 15 INTERVENÇÕES COM UM TERCEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: O DESENVOLVIMENTO DA FUNÇÃO IMAGINATIVA ................................................................... 15 BUSCANDO O ENTENDIMENTO DA POLÍTICA BRASILEIRA ...................................................... 16 DIFERENTES TRIBOS URBANAS: UMA EXPERIÊNCIA DIDÁTICA EM SALA DE AULA ................. 16 O PAPEL DA EDUCAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO NACIONAL PARA DARCY RIBEIRO ....... 17 A FORMAÇÃO DO MERCADO DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PARANAÍBA .. 18 A HERMENÊUTICA COMO LINGUAGEM COMUM DE NOSSO TEMPO .................................... 18 ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS PARA O ENSINO DE CONCEITOS TEORICOS DE SOCIOLOGIA NO ENSINO MEDIO .......................................................................................................................... 19 EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O PROCESSO DE REGULARIZAÇÃO/DISCIPLINARIZAÇÃO COMO NORMALIZADOR DO ANORMAL .............................................................................................. 19 REPRESENTAÇÃO POLÍTICA: UMA ANÁLISE NOS PROJETOS DE LEI NA CÂMARA MUNICIPAL DE PARANÍBA – MS (1988-2012) ............................................................................................... 20 GT 02 DESGRAÇADO SEXO QUE NÃO SE PODE CONFIAR: A MISOGINIA MEDIEVAL NO LAI “HOMEM-LOBO” ... 20 GÊNERO E DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR ........................................................................ 21 MOVIMENTOS SOCIAIS: UMA POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO DA REALIDADE DA MULHER NEGRA NO BRASIL? .................................................................................................... 21 DA CONTRAVENÇÃO AO CRIME DE RACISMO: A EFICÁCIA DA IMPUNIDADE ................... 22 TEORIAS RACIAIS E O DISCURSO DE BRANQUEAMENTO EM REDES SOCIAIS: PÁGINA ORGULHO SER BRANCO ........................................................................................................... 23 DIREITOS HUMANOS NO COMBATE AO RACISMO: LEI 7.716/89, INCLUSÃO E O AMPARO AO NEGRO BRASILEIRO NA ATUALIDADE ................................................................................ 23 A TAL MINEIRA DEMOLIDORA DE MITOS: CLARA NUNES, MÚSICA POPULAR EA DESCOBERTA DA ÁFRICA NO BRASIL DOS ANOS 1970 ................................................................................. 24 RACISMO AMBIENTAL NA CIDADE DE PARANAÍBA: UM ESTUDO SOBRE A REPORTAGEM “BAIRRO DE POBRE É ATERRADO COM LIXO” ......................................................................... 24 A ATUAÇÃO DE TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS NA UNIVERSIDADE PARA ALÉM DE UMA FUNÇÃO OPERACIONAL: POSSIBILIDADES, DESAFIOS E LIMITES ........................................... 25 GT 03 INTERDISCIPLINARIDADE, INTERCULTURALIDADE E FORMAÇÃO DOCENTE ........................... 25 IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E SOCIEDADE .................................................................................. 26 MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL E A PERSPECTIVA DOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO DE UMA ESCOLA DE PARANAÍBA/MS ........................................................................................... 27 POLÍTICAS DE REDUÇÃO DE DANOS OU COMBATE ÀS DROGAS? COMO ANDA A DISCUSSÃO SOBRE A QUESTÃO DAS DROGAS NA ESCOLA, UMA PROBLEMATIZAÇÃO À LUZ DE EXPERIÊNCIAS NO PIBID ..................................................................................................... 28 A COMPREENSSÃO DA IDEOLOGIA RELIGIOSA NO AMBIENTE ESCOLAR ............................ 28 RELATOS DE EXPERIÊNCIA: APLICAÇÃO DA SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO .................. 29 PIBID E O ENSINO DE SOCIOLOGIA A PARTIR DA ANÁLISE SOCIOECONÔMICA DOS ALUNOS DO ENSINO MEDIO DE UMA ESCOLA DE PARANAÍBA/MS ...................................... 29 AS NOVAS TECNOLOGIAS E OS MOVIMENTOS SOCIAIS ...................................................... 30 UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DA LITERATURA NO LIVRO DIDÁTICO: ASPECTOS HISTÓRICOSOCIAIS ABORDADOS NO PRÉ-MODERNISMO BRASILEIRO ................................................... 31 O RELATO DA VIVÊNCIA COMO BOLSISTA DO PIBID: O DESINTERESSE DO ALUNO NA DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA .................................................................................................... 31 OS IMPACTOS DA REORGANIZAÇÃO DO TRABALHO: RELATO DA EXPERIÊNCIA DE PESQUISA EM UMA INDÚSTRIA DE CALÇADOS DA CIDADE DE PARANAÍBA/MS ................. 32 A EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA E O PIBID ........................................................................ 32 12 TRABALHO ETNOGRÁFICO: UMA AVENIDA QUE REVELA O CENÁRIO POLITICO DE UMA SOCIEDADE Marta Soares Ferreira O presente ensaio se dá a partir de uma atividade etnográfico de observação realizada in loco quando estava no horário de trabalho, durante duas noites de sábado, em um mesmo bar, noites de maior movimento, e também a partir de outras noites quando fiquei simplesmente a observar e ouvindo o que as pessoas falavam. Outros dados coletados em conversações com alguns amigos, que frequentam assiduamente o ambiente de diversão noturna. Neste trabalho é usado o método da obrado autor Roberto Cardoso de Oliveira (1996), um trabalho que exige o exercício do olhar, ouvir e escrever, este foi um trabalho de etnografia á disciplina de antropologia no primeiro ano do curso de ciências sociais. Trata-se de ressaltar as atividades noturnas que ocorrem na Avenida Pedro Manvailler, tendo como ênfase dois quarteirões que são os mais movimentados. Este ensaio teve como objetivo ressaltar como a juventude se relacionava e como se divertia de forma peculiar, em um espaço público, uma espécie de atividade determinante, a não ser as pessoas que chegam de outro lugar, as que estão entrando na juventude em um período tão contemporâneo, que por outro lado a mais de 15 anos não se inova o modo de diversão, não se aprecia outras atividades, como teatros, sarau cultural, espaços alternativos, o que parece uma problemática pela falta de opção de eventos culturais diferenciados, mas ainda que se tenha uma eventualidade em outro local, não atinge a maioria daqueles grupos que ali frequentam. Os questionamentos dos que chegam na cidade e perpassa por uma experiência de estranhamento com a aquele contexto, sugerem se isto não é influencia do contexto político da potencia do capital do latifúndio e do agronegócio. Pretende-se neste trabalho pensar em uma antropologia urbana, referindo se ao contexto social, de ostentação, que faz uma sociedade mesmo interiorana a ter experiência pessoal bem peculiar, escolhas de estilos de musicas reproduzidas pela mídia formando uma mentalidade excludente, sob uma perspectiva de uma sociedade que se submete a uma situação de controle, assolada pelo cenário político, individualista mesmo com um contexto histórico de diversidades, de grupos étnicos na cidade de Amambai. Portanto em somente dois quarteirões de uma única avenida da cidade, pode-se fazer um trabalho etnográfico que mostre as relações de poder mensurado em um contexto político. BIBLIOGRAFIA SOBRE ALFABETIZAÇÃO EM MATO GROSSO DO SUL: ESTUDO PRELIMINAR Gislaine Pereira dos Santos (G-UEMS/Paranaíba) Estela Natalina Mantovani Bertoletti (UEMS/Paranaíba) Este trabalho compõe a bibliografia sobre alfabetização em Mato Grosso do Sul . Objetiva-se, neste estudo, contribuir para estudos e pesquisas sobre alfabetização a partir de dados sobre o estado. Nossos objetivos específicos são: realizar levantamento da bibliografia sobre alfabetização produzida em Mato Grosso do Sul; analisar a bibliografia sobre alfabetização produzida no estado e subsidiar pesquisas correlatas. A temática e o método vinculam-se a uma pesquisa bibliográfica e de levantamento documental, nos cursos de Mestrado e Doutorado de Programas de Pós-Graduação em Educação e Letras, partindo da hipótese de 13 que não há nenhuma pesquisa sobre alfabetização nesse sentido voltada para o Mato Grosso do Sul, questiona-se: qual a bibliografia sobre alfabetização produzida neste estado? Especificamente, realizamos o levantamento e analisamos da bibliografia sobre alfabetização produzida no Estado e subsidiar pesquisas correlatas. Neste levantamento, foram localizadas 23 publicações, sendo que o programa em Letras da UFGD desenvolveu uma dissertação e os de Educação, 21 dissertações e uma teses com temas diversificados. As produções no estado ainda são recentes e poucas, podendo ser considerada insuficiente. DE VIGOTSKI A RUBINSTEIN: UMA COMPREENSÃO DA FUNÇÃO IMAGINATIVA A PARTIR DE PESQUISAS DOS PSICÓLOGOS SOVIÉTICOS Alexandre Pito Giannoni (G-UFMS/CPar) Jassonia Lima Vasconcelos Paccini (UFMS/CPar) Este trabalho possui como objetivo apresentar a compreensão da função imaginativa entre os psicólogos Soviéticos e seus diversos grupos de pesquisa, diferenciando algumas de suas compreensões entre esta função psicológica superior. Para isto utilizam-se como referencial teórico os trabalhos de L. S. Vigotski, E. I. Ignatiev, I. M. Rozet, A.R.Luria, V. Mukhina e S. L. Rubinstein. Tais autores, embora preocupados com o desenvolvimento de um novo ser humano e, pesquisando ainda sobre um regime socialista possuem grandes divergências ao explicar o desenvolvimento da imaginação e suas particularidades na personalidade dos seres humanos. Porém, todos partem de um ponto principal e semelhante, sendo este, a própria realidade objetiva. Todos os recursos utilizados pela atividade criativa - técnica, científica ou artística - são retirados da própria realidade, neste sentido, todos chegam a uma mesma conclusão de que as mais diversas criações humanas não surgem do nada. Ainda nestas compreensões pode-se observar que as escolas que pertencem tais Soviéticos influenciam em suas pesquisas, encontrando várias semelhanças entre Vigotski, Luria e Mukhina. Tratando-se da escola de Rubinstein várias são as divergências com seus seguidores como o próprio Ignatiev que desconsidera totalmente a intuição como um processo de criação e, Rozet que apresenta a imaginação como uma função muito pobre e em certas ocasiões, reduzida a uma qualidade do pensamento. Como conclusão deste trabalho encontra-se nos Soviéticos, possibilidades de atuar e intervir na imaginação técnica, científica e principalmente artística dos seres humanos, a partir das mais diversas propostas apresentadas pelos mesmos. Palavras-chave: Psicologia Soviética; Vigotski; Rubinstein CULTURA E GLOBALIZAÇÃO: AS COMPLEXIDADES DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA Joice Bianca Foschiera de Lima (UEMS/Amambai) Monique Francielle Castilho Vargas (UEMS/Amambai) Danilo Ferreira Sebastião (NAAH/S-Amambai) O processo de deslocamento contínuo das estruturas sociais desde o século XVIII levou a identidade anterior, que até então se pretendia plena, a se fracionar. Desta maneira, este trabalho pretende discutir o cenário das estruturas sociais atuais e 14 suas próprias estruturas, levando em consideração a contribuição deste para a pluralização das identidades, assim como os aspectos positivos e negativos desta fragmentação.A relevância deste trabalho se dá ao passo que vivemos em uma sociedade complexa, onde interesses individuais entremeiam-se com os desejos coletivos, resultando na formação de estruturas sociais constantemente modificadas. Consequentemente, a identidade acompanha esta instabilidade, fragmentando-se diante do individual e do universal. Atualmente, o distanciamento entre a identidade particular e universal é complexa,sendo que o cenário no qual as identidades se fragmentam é o de uma indústria cultural, que tenta induziros consumidores a se depararem com a suposta universalização das necessidades, descontextualizadas e estandardizadas como um desejo geral, onde podem ser supridas por meio da mesma (ADORNO, 2002).Assim, a discussão a cerca da fragmentação identitária mostra-se relevante enquanto entendimento do cenário atual, que nos atinge constantemente de proveitos e desvantagens, dentro dos qual construímos nosso “ser” social.Esse trabalho terá base um método que visa edificar um diálogo entre autores que tratam a problemática da fragmentação das identidades na pós-modernidade, tendo como fonte o estudo bibliográfico. PROPOSTAS DE INTERVENÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DA FUNÇÃO IMAGINATIVA NA EDUCAÇÃO: AS CONTRIBUIÇÕES DOS SOVIÉTICOS Alexandre Pito Giannoni (G-UFMS/CPar) Jassonia Lima Vasconcelos Paccini (UFMS/CPar) Este trabalho possui como objetivo apresentar intervenções realizadas em uma escola estadual de Paranaíba-MS e, em um colégio de Jaboticabal-SP em que foi proposto o desenvolvimento da função imaginativa a partir da poesia e da literatura. Como referencial teórico utilizou-se a compreensão dos Soviéticos, em especial E. I. Ignatiev, que apresenta alguns estudos entre imaginação representativa, criativa e ilusões. A imaginação representativa seria responsável por fazer o indivíduo imaginar algo sobre a realidade.Por sua vez, a imaginação criativa seria aquela responsável pela criação e objetivação de algo novo, como materiais artísticos ou científicos. E, as ilusões seriam todos os sonhos que os seres humanos desenvolvem ao longo de suas atividades na realidade. A partir destes três conceitos – imaginação representativa, criativa e ilusão - criou-se algumas intervenções que seguiam o método do materialismo histórico dialético.Descontruiu-sea imaginação dos alunos e se propôs a reconstrução junto com eles durante as atividades. Iniciou-se o trabalho a partir das ilusões criadas pelos alunos, partindo para a imaginação representativa até a proposta de intervenção na imaginação criativa.Durante as últimas atividades pediu-se para que os alunos desenvolvessem produções artísticas a partir da criação de poesias. Como resultado deste trabalho, pôde-se observar que durante a desconstrução e reconstrução da imaginação muitas das queixas que as escolas possuíam sobre seus alunos também foram descontruídas e, tais alunos além de desenvolverem sua imaginação artística começaram a fazer isso de forma crítica, a partir das próprias composições poéticas e, se apropriando de conceitos da própria psicologia Soviética. Palavras-chave: Psicologia Imaginação Criativa. Histórico-Cultural; Imaginação Representativa; 15 FLORESTAN FERNANDES E O COMPROMISSO POLÍTICO DO SOCIÓLOGO Adriany dos Santos Martiniano Borges (G-UEMS) Fabrício Antonio Deffacci (UEMS) Essa pesquisa bibliográfica serve de subsídio teórico para a investigação do compromisso político que o sociólogo deve assumir a partir da concepção de sociologia formulada por Florestan Fernandes tratando-se do aspecto político, antes de ser um cientista, o sociólogo deve ser compreendido como cidadão, como sujeito histórico que, inserido no mundo, poderá conduzir a sociedade a uma nova condição, destacando a posição do intelectual vinculada ao pensamento crítico, que deve estar apto para a visão dos conflitos visto em cenário de crise social atual. Cabe ao intelectual, portanto, a orientação da mudança social em um estágio de crise generalizada sem intervir, mas por meio de seus conhecimentos formularem uma solução para resolvê-lo. Desse modo a sociologia emerge como sendo fundamental para o processo de mudança social no Brasil onde essa nova formulação torna-se essencial para o pensamento critico isto sendo para uma nova ciência social de caráter emancipatório. Portanto, ciência e sociedade se fundem para que assim o sociólogo possa romper com os fundamentos de uma sociologia parada e corrompida pela dominação de classes, a onde deve surgir a sociologia como ciência tendo em sua essência o compromisso critico. Ao submeter à teoria critica apanha diferentes perspectivas dos grupos e classes que compõem a maioria dos povos Brasileiros, sendo esses índios, negros, imigrantes, escravos e livres, trabalhadores da cidade e do campo, foram as próprias condições sociais, que surgiu as ciências sociais que se viu afrontada com as desigualdades sociais, econômicas, políticas e culturais, diversidades e antagonismos, contradições das sociedades de classes que estavam em expansão. Portanto, a perspectiva critica, esta vinculada ao ensino, a conferencia, ao debate publico, sempre questionando e fazendo com que o real e o pensado seja levado a debate e com isso haja uma nova concepção sociológica. Palavras-chave: Florestan Fernandes, Intelectuais, compromisso político. INTERVENÇÕES COM UM TERCEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: O DESENVOLVIMENTO DA FUNÇÃO IMAGINATIVA Helen da Costa Toledo Piza (UFMS/Cpar) Jassonia Lima Vasconcelos Paccini (UFMS/CPar) Este trabalho possui como objetivo apresentar as análises de uma atividade realizada em um terceiro ano do ensino fundamental de uma escola estadual do município de Paranaíba-MS. Esta atividade possuiu como finalidade verificar a zona de desenvolvimento real dos alunos. Neste sentido, o que estes conseguem realizar sem a mediação de um adulto ou de uma criança mais velha, tratando-se da criação artística. Possuindo também a investigação de compreender a qualidade e o desenvolvimento que encontrava-se a função imaginativa. Para isto partiu-se de um referencial teórico da psicologia Histórico- Cultural, baseada nas compreensões do psicólogo soviético L. S. Vigotski, também utilizou-se de outros autores da 16 psicologia soviética como E. I Ignatiev e I. M. Rozet. A atividade ocorreu primeiramente com a leitura da poesia "A Casa" de Vinicius de Morais, assim, um dos facilitadores da atividade declamou a poesia aos alunos e pediu para que estes realizassem um desenho da casa descrita, por meio de desenhos individuais e coletivo. Obteve-se como resultado uma qualidade imediatista na função imaginativa destes, portanto, a qualidade que estes alunos possuem em sua imaginação vincula-se ainda a características reprodutivas da própria função, não conseguindo ainda objetivar novas criações na realidade. Concluiu-se, queos alunos em sua zona de desenvolvimento real encontram-se executando tarefas relacionados a imaginação reprodutiva, assim, deve-se realizar atividades futuras que possua a mediação de adultos, auxiliando no desenvolvimento criativo da função imaginativa, trabalhando assim, na zona de desenvolvimento proximal dos mesmo. BUSCANDO O ENTENDIMENTO DA POLÍTICA BRASILEIRA Doralice Pereira da Silva (G-UEMS) Fabricio Antônio Deffacci (UEMS) O objetivo deste trabalho é apresentar a atividade desenvolvida com os alunos da Escola Estadual Dom Aquino Correa da Costa na cidade de Amambai/MS. A atividade foi realizada com os alunos do Ensino Médio e seu propósito foi despertar a participação política por meio da construção da consciência cívica. Naquela semana estava acontecendo o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva Soberana do Sistema Político, o qual se deu entre os dias 01 e 07 de setembro de 2014 e a escola aderiu ao movimento, por isso justifica-se a elaboração desta atividade de forma que, partimos dos esclarecimentos políticos básicos relacionados ao Plebiscito, tendo em vista a Constituição (1988) que é a base do direcionamento estrutural e político do país. Além disso, o desenrolar da atividade apresentou em linhas gerais a realidade da política brasileira, mostrando aos alunos dados de como estão na atualidade as campanhas eleitorais; como são financiadas; quem são os eleitos; por quem somos representados e no que resulta essa forma de política. Partimos dos questionamentos: “O que é a Política, qual seu significado e o seu nível de importância? A forma como é aplicada no Brasil, está correta? Tem trazido resultados ou é necessário mudanças? A Democracia existe? Para o desenvolvimento da discussão em sala de aula foi usado o panfleto e a cartilha que esclarece o que é o Plebiscito e sua importância. A elaboração desta atividade também é fundamental para nós acadêmicos de Ciências Sociais e futuros professores de Sociologia, pois temos o compromisso de desenvolver atividades que incentivem os questionamentos da realidade e assim contribuam para formar jovens com posicionamento político e críticos, responsáveis pela luta por ideais que possam transformar uma sociedade. Palavras-chave: Democracia. Política. Corrupção. DIFERENTES TRIBOS URBANAS: UMA EXPERIÊNCIA DIDÁTICA EM SALA DE AULA Jonathan Antonio da Silva (UEMS) Rosinei Oliveira da Rosa (UEMS) 17 Elizandra Gehrke (UEMS) Nagilla Neves Lemes (UEMS) Este trabalho foi desenvolvido no primeiro ano do ensino médio da Escola Estadual Dom Aquino Corrêa, se justificou em promover uma discussão sobre as diferentes tribos urbanas existentes no Brasil. Inicialmente foi feita uma breve explanação sobre o assunto que forneceu suporte para a discussão, em seguida construíram-se grupos que representaram diferentes tribos da sociedade brasileira para defender a sua visão sobre a temática. O trabalho teve o objetivo de ampliar o conhecimento e a sensibilidade dos alunos abrindo espaço para a discussão em relação às tribos urbanas. Para que as apresentações surtissem efeito, propusemos que os alunos viessem de forma caracterizada de forma a interagirem com os grupos que representam as diversas tribos da sociedade. A apresentação foi marcada com antecedência de forma que os alunos estivessem preparados para apresentar e defender o grupo social que representaria em sala de aula, no qual teriam incumbência de expor diversas questões procurando esclarecer os pontos negativos e positivos desses grupos representados, no sentido de fazer uma reflexão critica e repensar seus conceitos sobre as diferentes tribos urbanas, as apresentações foram amplas e permitiram perceber que houve êxito no proposto. Palavras-chave: Apresentações. Alunos. Tribos urbanas. O PAPEL DA EDUCAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO NACIONAL PARA DARCY RIBEIRO Flávia Machado dos Santos (G-UEMS/Paranaíba) João Paulo Aprígio Moreira (UEMS/Paranaíba) Este trabalho busca discutir o papel da educação no desenvolvimento nacional para Darcy Ribeiro. Buscou-se investigar primeiramente em sua biografia e trabalhos como os de Mattos (2009) e Moreira (2010, 2012) sua trajetória no campo educacional. Em seguida, suas principais ideias acerca do desenvolvimento, tais como o nacional-desenvolvimentismo, caminho de desenvolvimento para as nações latino-americanas, onde se inclui o Brasil, buscando o rompimento das relações de dependência histórica as quais estes países estariam submetidos, segundo o autor. No papel de transformação deste quadro de subdesenvolvimento inscrito em sua teoria sobre o tema, a educação se configuraria como um dos principais eixos para o desenvolvimento nacional. É nesse sentido, que a partir de sua atuação no CBPE (Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais) ao lado de Anísio Teixeira, como Ministro da Educação do Governo João Goulart, com suas querelas com Carlos Lacerda, em defesa de uma educação pública que Darcy Ribeiro se envolveu politicamente no tema da Educação. Esta trajetória, além de sua participação na construção dos CIEPs, de várias universidades no Brasil e no mundo, foi coroada com a frente que tomou, a partir de sua atuação no Congresso Nacional como Senador da República, na criação e promulgação da LDB-1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação que vigora até a atualidade, tendo seu nome como homenagem. Palavras-chave: Darcy Ribeiro, Educação, desenvolvimento, biografia. 18 A FORMAÇÃO DO MERCADO DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PARANAÍBA Ândrea Alves da Silva (G-UEMS/Paranaíba) João Paulo Aprígio Moreira (UEMS/Paranaíba) Esta pesquisa trata da construção social do mercado de educação infantil em Paranaíba, tendo como norte a discussão de campo e mercado de Pierre Bourdieu. Trata-se de uma critica a noção de homo economicus que entende o mercado isolado de seu contexto social. Para tanto, foi feito uma discussão teórica a partir da sociologia econômica de Pierre Bourdieu (2002) e Jardim (2008), bem como pesquisa bibliográfica a partir do levantamento de dados históricos no que diz respeito à educação infantil no Brasil e, por fim, uma pesquisa empírica sobre as escolas que oferecem educação infantil na cidade de Paranaíba, Mato Grosso Sul, para uma explicitação do campo educacional na cidade. Temos como resultados preliminares que a educação infantil em Paranaíba é oferecida pela rede municipal que detém a maioria dos alunos, seguida por instituições filantrópicas, como a Casa da Criança e o Centro de Educação Infantil Lar Teresa Spinelli, além de duas instituições particulares não menos importantes vinculadas a grandes sistemas de ensino como Anglo e Objetivo. A partir disso a pesquisa ainda em andamento busca apresentar as concepções sobre a educação para cada um destes atores que compõem o campo da educação infantil no município de Paranaíba, Mato Grosso do Sul. Palavras-chave: educação infantil, sociologia econômica, Paranaíba. A HERMENÊUTICA COMO LINGUAGEM COMUM DE NOSSO TEMPO Rodrigo Bianchini Cracco (UFMG/ Belo Horizonte/Capes) Na virada do século XX-XXI chama a atenção o relativismo predominante frente aos limites descortinados, de forma irreversível, das metodologias científicas e das filosofias da história consolidadas ao longo do século passado. À passagem da reificação dos modelos explicativos para a pluralidade interpretativa muitos autores dão o nome de “crise”. Crise do estruturalismo, do marxismo, de inteligibilidade, identidade e práticas das ciências sociais, anarquia epistemológica; enfim, várias “crises” são identificadas quando a comodidade situacional é perturbada, quando uma descontinuidade assalta a permanência dos modelos teóricos. Uma das saídas possíveis da crise para as ciências que tem o homem como objeto é a hermenêutica. Contudo, é em sua acepção relativista que a hermenêutica é considerada a linguagem universal de nosso tempo. A volta à pauta da retórica concorre e soma com a hermenêutica relativista para caracterizar a crença de que as interpretações são sempre livres, exclusivamente subjetivas e, por isso, não servem para representar referentes ‘reais’ ou almejar a ‘verdade’. Os defensores da perspectiva pós-moderna esquecem-se, porém, que a hermenêutica sempre almejou ser “uma doutrina da verdade no campo da interpretação”, como afirma Jean Grondin. Buscaremos nessa comunicação, portanto, apresentar a hermenêutica como via possível para o conhecimento nas ciências do homem e alguns resultados positivos de sua prática. Palavras-chave: Hermenêutica. Ciências Sociais. Epistemologia. 19 ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS PARA O ENSINO DE CONCEITOS TEORICOS DE SOCIOLOGIA NO ENSINO MEDIO Mauricio Augusto Freitas Paula de Souza (G-UEMS) Carlos Eduardo França (UEMS) O tema proposto e a disciplina de sociologia no decorrer do ensino médio, trazendo para a sala de aula novas discussões e métodos pedagógicos que antes não se faziam presentes no cenário escolar, é a aplicação de conceitos teóricos dos renomados sociólogos Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber, introduzindo as novas tecnologias como ferramenta de aprendizagem. O objetivo e quebrar o paradigma de que se tem uma sociologia difusa e complexa, com a finalidade de produzir uma consciência sobre a realidade, antes não observada. O tópico central do plano de aula é a apresentação sobre a diferente visão dos diferentes teóricos com o tema o trabalho, visto que o tema é muito abrangente, e bem trabalhado abre um leque de discussões como a formação e a importância das instituições sociais, movimentos sociais, conflitos sociais, globalização, dominação cultural, etc. Observando a aplicação do conteúdo de forma organizada, e que se faça uma relação sequencial. A metodologia será focada na interação de novas tecnologias, possibilitando aos alunos fazerem o uso de forma consciente, pesquisando em seus celulares, notebooks, tablets. Trazendo essas inovações como atrativo, tornando as aulas mais dinâmicas, interativas e produtivas. Contando com o uso de aulas áudios-visuais, com apresentações de trabalhos, debates, resolução de exercícios, pesquisa de campo. Trabalhando não somente com os livros didáticos, mas utilizando poemas, letras de musica, exibição de filmes, visita orientada as instituições sociais. Com método avaliativo, em formato de provas escrita e oral, participação nas aulas, apresentação de trabalhos individuais ou em grupo. Com a expectativa de se obter o resultado de um ensino-aprendizagem, e o fortalecimento da sociologia no âmbito social-escolar. Palavras-chave: Sociólogos, Trabalhado, Ensino-aprendizagem. EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O PROCESSO DE REGULARIZAÇÃO/DISCIPLINARIZAÇÃO COMO NORMALIZADOR DO ANORMAL Nathália Sayuri Yamada (PG-UEMS) Carlos Eduardo França (G-UEMS) A Educação Especial é sem dúvidas um grande desafio para a Educação Brasileira. Uma vasta literatura tem sido produzida a este respeito que, de forma sedutora, muitas vezes põe em condições nebulosas as finalidades políticas/sociais e econômicas da Educação em relação às pessoas com deficiência. Nesse sentido, nosso objetivo foi percorrer sobre o poder social exercido nas instituições educacionais como estratégia utilizada para controlar e disciplinar os corpos, considerando este processo como constituído de mecanismos eficientes utilizados para melhor incidência do poder sobre o corpo. O presente trabalho discute as estratégias de “normalização” aplicadas aos considerados anormais, sob a ótica do Filósofo Michael Foucault (1987, 2005, 2010), considerando as práticas do poder 20 disciplinar inerentes as Instituições e os discursos defendidos como verdades na Modernidade em relação ao anormal, nesta perspectiva, tem por objetivo também, refletir sobre os paradigmas educacionais da educação inclusiva proposto por Aranha (2005). Cumpre assim pensarmos os regimes de verdade que configuram o modo como pensamos e agimos e que ainda se configura em práticas de segregação, excluindo sistematicamente todos os diferentes. Não podemos negar que as formas de tratar as pessoas com deficiência mudou, tendo por base as políticas de exclusão das minorias, é certamente um avanço em prol das pessoas historicamente excluídas e marginalizadas, porém ainda há muito em se refletir sobre como as instituições escolares estão se organizando para dar conta das diversidades, sob tudo, garantindo qualidade de ensino. Palavras-chave: Educação Especial. Michael Foucault. Deficiência. REPRESENTAÇÃO POLÍTICA: UMA ANÁLISE NOS PROJETOS DE LEI NA CÂMARA MUNICIPAL DE PARANÍBA – MS (1988-2012) Jéssica Patrícia Ferreira da Silva (G-UEMS/Paranaíba) Patrícia Benedita Aparecida Braga (UEMS/ Paranaíba) O presente trabalho têm por foco a análise da Representação Política no município de Paranaíba, Mato Grosso do Sul, em relação aos projetos de leis que foram desenvolvidos pelo Legislativo da Câmara Municipal. Com o objetivo de refletir sobre a atuação do legislativo em Paranaíba - MS, busca-se averiguar a existência de uma representação política democrática efetiva por parte dos vereadores selecionados como amostra. Por meio de uma pesquisa empírica, fundamentada nos apontamentos teóricos sobre representação de Manin (1999), Pitkin (2006), entre outros, busca-se problematizar o ideal representativo democrático e o comportamento legislativo, via dados contidos nos projetos de lei. O universo amostral selecionado foi o corpo de vereadores mais reeleitos no período de 1988 a 2012. Logo, a indagação fundamentou-se no seguinte questionamento: será que os representantes reeleitos representam a população paranaibense? E como conclusão parcial, constata-se até o presente momento, de que os representantes políticos (vereadores reeleitos) não estão representando os quereres da população paranaibense em termos de efetividade democrática e isto fica evidente nos projetos de lei cunhados pelos próprios. Palavra-chave: Representação democrática efetiva. Política; Representatividade; Representação DESGRAÇADO SEXO QUE NÃO SE PODE CONFIAR: A MISOGINIA MEDIEVAL NO LAI “HOMEM-LOBO” Ligia Cristina Carvalho (UNESP, UEMS/Cassilândia) Os Laisde Maria de França, escritos literários que abordam o amor cortês, foram produzidos durante a Idade Média Central (XI-XIII), mais precisamente na segunda metade do século XII.Propomos nesta comunicação apresentar uma breve análise de um dos Lais, o lai “Home-Lobo”, a partir de uma perspectiva bakhtiniana. Mikhail 21 Bakhtin, ao afirmar que podemos conhecer o homem social por meio dos textos, ressalta que a literatura é um tipo especial de linguagem por permitir verificar elementos obscurecidos em outros gêneros discursivos. E, ultrapassando a análise puramente formalista, o autor possibilita discutirmos as relações entre linguagem, ideologia, sociedade e história. Neste sentido, buscamos examinar o lai “HomemLobo” por meio da perspectiva aberta pela filosofia da linguagem de Bakhtin que ampliou o campo de trabalho de historiadores, sociólogos, linguistas e etc, propondo novos caminhos de análise do discurso. As noções de gênero, língua, ideologia, intertextualidade, entre outras, possibilitaram um nova via de exploração do lai e de identificação das vozes sociais que alimentavam a misoginia medieval. Nos Lais de Maria de França manifestam-se as vozes da aristocracia e dos clérigos, compostas por homens que vangloriavam a masculinidade e abafavam as dizeres femininos, ou ainda, os determinavam. Por fim, ao procedermos com tal análise verificamos uma ilusão referencial: o enunciado parece ter como referente as peripécias do homem-lobo, quando, na verdade, o que está em tela é a misoginia medieval, oculta nas malhas da intertextualidade. Palavras-chave: Idade Média. Bakhtin. Literatura. Misoginia GÊNERO E DOCÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR Terezinha de Oliveira (G-UEMS) Lucélia Tavares Guimarães (UEMS) O tema deste trabalho busca fazer uma reflexão do gênero e docência no Ensino Superior, objetivando assim, verificar a percepção das professoras doutoras acerca desta temática. Para tanto, busco fazer um breve resgate histórico, tendo como norte a autora Zuleica Alambert (2004), evidenciando um ideal histórico machista, além de contar com contribuições de Vanessa T. Bueno Campos (2010) e Guacira Lopes Louro (2012), onde em uma se percebe o papel da mulher no ensino superior, e outra volta para as especificidades da questão de gênero. Assim, através da problemática levantada, visa responder a questão: será que essas professoras doutoras são atingidas ou sofrem influência dessa construção social? Situação complexa. Nesta ótica, o trabalho foi desenvolvido numa abordagem qualitativa, com a pesquisa de campo e com participação de professoras doutoras do Ensino Superior. Na pesquisa verifica-se que, as mulheres tiveram várias conquistas no âmbito docente, mas nota que houve uma pequena representação no campo do gênero, dando margem a novas pesquisas e estudos. A relevância deste trabalho é fomentar discussões e pesquisas, voltada ao Ensino Superior, visto que materiais de estudo com essa temática é escassa, instigando assim, a necessidade de maiores debates acerca das representações das mulheres em diversas áreas do âmbito social. Palavras-chave: Gênero. Educação. Ensino Superior. Docência MOVIMENTOS SOCIAIS: UMA POSSIBILIDADE DE TRANSFORMAÇÃO DA REALIDADE DA MULHER NEGRA NO BRASIL? Camila de Jesus Ribeiro (G-UEMS/Paranaíba) 22 Maria Raquel da Cruz Duran (UEMS/PPGAS-USP) Patrícia Aparecida Benedita Braga (UEMS/Paranaíba) O movimento de mulheres negras no Brasil data a década de 1980 e iniciou-se a partir das relações que as mulheres negras tinham com o movimento negro e com o movimento feminista e das críticas que elas faziam a ambos. Este novo movimento social tem suas fundamentações nas reflexões de mulheres negras acerca das várias formas de opressão existentes no Brasil e de suas relações por meio das intersecções raça, gênero e classe, uma vez que, estas questões eram deixadas em segundo plano em outros movimentos sociais. Assim, compreendendo Movimento Social como um instrumento de transformação da realidade social, o presente trabalho tem por objetivo realizar alguns apontamentos sobre a atual situação das mulheres negras na sociedade brasileira, com o intuito de compreender a organização das mulheres nos Movimentos Sociais, dentre eles: Geledés Instituto da Mulher Negra e Maria Mulher: organização de mulheres negras, assim como o princípio de suas reivindicações. Para isso, utilizaremos fontes bibliográficas sobre a temática de movimentos sociais e movimento de mulheres negras no Brasil, além de utilizar a técnica de entrevista semi-estruturada para entrevistar as ativistas do movimento a fim de aventar a hipótese de que estes movimentos são formados por mulheres que em si carregam a intersecção (classe, gênero e raça) como também, de que suas reivindicações fundamentam-se na denúncia de atitudes sexistas, racista e pautadas em uma democracia racial não efetiva. DA CONTRAVENÇÃO AO CRIME DE RACISMO: A EFICÁCIA DA IMPUNIDADE Thayne Messias de Souza (G-UEMS/Paranaíba) Alexandre de Castro (UEMS/Paranaíba) Esta comunicação tem como objetivo central analisar e interpretar aspectos da hermenêutica do crime de racismo contida no Artigo 5º, inciso XLII, da Constituição Federal do Brasil de 1988. Fatos recentes de manifestação de atos racistas em estádios de futebol, não só no Brasil, bem como na Europa, recolocam o problema do preconceito racial na ordem do dia. Especificamente no caso brasileiro resgataremos a história das promulgações legais destinadas a punir esta conduta racista para, numa perspectiva histórica, analisarmos a dificuldade em combater esta conduta criminosa no Brasil. Desde a primeira lei com vistas a criminalizar o racismo, promulgada em 1951, conhecida como Lei Afonso Arinos, seguida das disposições e nova redação, em 1985, pela Lei 7.437/85, foi somente com a promulgação da Constituição Federal de 1988 que o racismo deixa de figurar como mera contravenção penal e passa a ser considerado crime propriamente dito. Em 1989, a definição do racismo como crime é apresentada pela Lei nº 7.716/89, mais conhecida como Lei Caó. Mas, com a intenção de ampliar o rol de crimes resultantes de discriminação, a Lei 9.459/97 acabou por acrescentar um novo parágrafo ao Artigo 140, § 3º do Código Penal brasileiro introduzindo a figura da injúria. A partir de então, a grande maioria de crimes de racismo vem sendo relatados nos inquéritos policiais como injúria grave, em virtude da difícil reunião de provas. Discordando do argumento da falta de provas e de posse do referencial teórico de Pierre Bourdieu, “poder simbólico”, analisaremos, problematizaremos e apontaremos outra forma de concepção da tipificação no sentido de inverter a histórica descaracterização do crime de racismo como injúria grave na tentativa de 23 combater uma resistência histórica das Instituições jurídicas e judiciárias brasileira em reconhecer o preconceito racial como um verdadeiro crime contra a etnia negra. Palavras-chave: Racismo. Etnia negra. Preconceito. Constituição Federal. TEORIAS RACIAIS E O DISCURSO DE BRANQUEAMENTO EM REDES SOCIAIS: PÁGINA ORGULHO SER BRANCO1 Laís Gomes Borges (G-UEMS-Paranaíba) Laís Silva (UEMS-Paranaíba) Maria Raquel da Cruz Duran (UEMS/PPGAS-USP) Patrícia Aparecida Benedita Braga (UEMS/Paranaíba) O presente artigo possui o objetivo central de problematizar o conteúdo de uma página da rede social Facebook denominada Orgulho de ser branco em relação ao debate científico que permeou todo o século XIX e XX paralelo ao determinismo social entre raças e como a afirmação da identidade branca se tornou necessária para estigmatizar qualquer outro tipo de raça. Em seguida busca debater, como ainda na atualidade do século XXI essas teorias são ressuscitadas na explanação de valores ideológicos que permeiam a ideia de branquitude muitas vezes feito como discurso de ódio nas redes sociais que são camufladas pela ideia de liberdade de expressão. A justificativa ancora-se por ser um problema social evidente na contemporaneidade que necessita de reflexão científica epistemológica. Deste modo, procuramos por meiodo referencial bibliográfico e do método da observação participante, construir de quais forma operaram o discurso do branqueamento ao longo da história e os seus reflexos no Brasil do século XXI. Procuramos assim refletir sobre a importância do reconhecimento do/a negro/a para a construção de uma identidade coletiva e individual no atual contexto. Este discurso transmitido com o intuito de aderir seguidores, semear conteúdos discriminatórios, provocar e incitar à segregação e violência a outros grupos que não fazem parte de seus padrões, representa a herança histórica de nossos colonizadores e a potência que ganhou os discursos racialistas no Brasil. DIREITOS HUMANOS NO COMBATE AO RACISMO: LEI 7.716/89, INCLUSÃO E O AMPARO AO NEGRO BRASILEIRO NA ATUALIDADE Ana Amélia Dias da Silva (G-UEMS/Paranaiba) Alexandre de Castro (UEMS/Paranaiba) Trata a presente comunicação, fruto do desenvolvimento de uma de pesquisa em andamento, para apresentação da monografia da Pós Graduação em Direitos Humanos, oferecido pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade Universitária de Paranaíba/MS, questionar a eficácia da Lei 7.716/89 existente no Brasil. Apesar da promulgação do diploma legal, que tem por um de seus objetivos a punição do preconceito de raça e de cor, pessoas negras continuam sendo vítimas das violências decorrentes do racismo. São vitimas de um grupo de pessoas que compartilham a ideia da hierarquia de raça, colocando-se como superiores e 1 Este resumo faz parte de artigo apresentação durante o X Seminário em Educação e V Colóquio de Pesquisa no Grupo de Trabalho Gênero: uma categoria analítica? 24 que não se interessam pela inclusão, nem pelo desenvolvimento social, educacional, econômico dos cidadãos de forma geral. Diante da triste realidade dos crimes de racismo contra os negros praticados por uma sociedade que atualmente se autointitula civilizada e evoluída se faz necessário adentrar ao assunto, com o propósito de desenvolver uma opinião critica e sensata sobre Direitos Humanos na luta contra o racismo. De posse de um levantamento bibliográfico a respeito da temática buscar-se-á compreender as causas da ineficácia legal que gera uma sensação de impunidade a tomar conta do cotidiano de muitos brasileiros negros, provocando descrédito diante das leis existentes, em especial o Instituto jurídico objeto desta proposta. Resultados incipientes de bibliografia levantada apontam na omissão do Estado com relação à aplicação da norma quando há envolvimento da população negra, permitindo, assim, a permanência de um passado escravista e opressor, de uma cultura racista, sustentados pelo discurso da inferioridade, tornando-os excluídos da sociedade. Palavras-chave: Negros brasileiros, Direitos humanos, Combate ao racismo. Preconceito racial. A TAL MINEIRA DEMOLIDORA DE MITOS: CLARA NUNES, MÚSICA POPULAR EA DESCOBERTA DA ÁFRICA NO BRASIL DOS ANOS 19702 Monique Francielle Castilho Vargas (UEMS/Amambai) Neste trabalho apresento algumas reflexões acerca da obra de Clara Nunes, cantora brasileira que brilhou nos palcos e, sobretudo, na TV dos anos 1970, vindo a falecer precocemente em abril de1983. A intenção é compreender as razõesdo sucesso estrondoso de Clara Nunes, com sua ênfase nos valores culturais afrobrasileiros. O argumento central é que este se deveu a uma combinação de fatores: a emergência de uma cultura antirracista, embalada pela Luta pelos Direitos Civis nos Estados Unidos da América, o processo de Independência na África; a eclosão de uma nova geração de sambistas afro-brasileiros com uma consciência antirracista e comprometida com a valorização das heranças culturais africanas. Tudo isto combinado com o aparecimento de novos meios de comunicação, em especial a televisão e asrevistas semanais, tal como, a Revista Veja. Palavras-chave: Clara Nunes; Música popular; Culturas Afro-Brasileiras. RACISMO AMBIENTAL NA CIDADE DE PARANAÍBA: UM ESTUDO SOBRE A REPORTAGEM “BAIRRO DE POBRE É ATERRADO COM LIXO” Maria José Socorro (G-UEMS/Paranaíba) O artigo aborda o tema ‘Racismo Ambiental’ e ‘Justiça Ambiental’, definidos respectivamente como todo o processo de alijamento de populações para áreas periféricas, sem saneamento básico e, portanto, insalubres (INOCÊNCIO, 2013) e o conjunto de princípios que asseguram que nenhum grupo de pessoas, sejam grupos 2 O conteúdo apresentado nesta comunicação faz parte da pesquisa desenvolvida no mestrado que, deu origem a dissertação de título Rainha do Mar: O Brasil na produção cultural de Clara Nunes dos anos de 1970. 25 étnicos, raciais ou de classe, suporte uma parcela desproporcional das conseqüências ambientais negativas de operações econômicas, de políticas e programas (HERCULANO, 2008), ancorado principalmente na obra da pesquisadora Selene Herculano (UFF), com o objetivo de refletir sobre o contexto brasileiro, especificamente no município de Paranaíba – MS. O objetivo pauta-se em discutir a ideia teórica de racismo ambiental e justiça ambiental, assim como analisar a possível presença de racismo ambiental dentro do município sul mato-grossense a fim de gestar uma conscientização aos habitantes da cidades, de que não se trata apenas de degradação ambiental, mas de um direcionamento dos danos e prejuízos às classe sociais de baixa renda. Para tanto, utilizar-se-á como base para o presente estudo a reportagem publicada pelo Jornal Tribuna Livre no ano 2008 em que se destaca a construção de um bairro periférico, no local onde foi aterrado restos de construções e árvores, inclusive lixo hospitalar, o que caracteriza um acentuado racismo ambiental. O resultado do presente artigo constata a ausência de políticas públicas em relação a degradação ambiental, gerando problemas de saúde pública às populações mais carentes, o que prejudica o ideal da justiça ambiental, posto que o aludido bairro permanece na mesma situação até o presente momento, contudo por estar o artigo em construção é um resultado parcial. A ATUAÇÃO DE TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS NA UNIVERSIDADE PARA ALÉM DE UMA FUNÇÃO OPERACIONAL: POSSIBILIDADES, DESAFIOS E LIMITES Júnior Tomaz de Souza (PG-UEMS) Washington Cesar Shoiti Nozu (UFGD) A proposta deste trabalho constitui-se a partir de inquietações oriundas da experiência com o trabalho na universidade. O objetivo da pesquisa é discutir a dimensão do papel dos técnico-administrativos na universidade e de que forma seus conhecimentos e atuação corroboram direta ou indiretamente para o cumprimento da função da universidade, que é gerar conhecimento na perspectiva do ensino, da pesquisa e da extensão. A pesquisa apresentada é qualitativa de caráter bibliográfico e baseia-se no método de pesquisa dedutivo. Foram explorados alguns conceitos baseados no pensamento de autores que discutem universidade, currículo e educação no ensino superior como Boaventura de Sousa Santos (2006), Marilena Chauí (2001), Gil (2010), Zabalza (2004) e Luckesi (1996). Sem a pretensão de esgotar a discussão, haja vista a ausência de pesquisa sobre o tema em questão, o estudo propõe a problematização do tema, com possíveis outros desdobramentos, fundamental para refletirmos sobre os caminhos e a função da universidade. Palavras-chave: Universidade. Educação. Trabalho. Técnico-administrativo. INTERDISCIPLINARIDADE, INTERCULTURALIDADE E FORMAÇÃO DOCENTE Adelia Flores Lopes (G-UEMS) Algacir Amarilia (G-UEMS) Luzinei da Silva Nunes (G-UEMS) Osmar Moraes (GUEMS) 26 Valdinei Lima (Escola Estadual Mbo’eroy Guarani Kaiowá, Aldeia Amambai) A comunicação apresenta resultados de pesquisaque vem sendo desenvolvida junto aos estudantes e professores da UEMS, Unidade de Amambai, integrantes dosubprojeto interdisciplinar do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) procurando compreender o significado que atribuem a essa participação e a contribuição para suas formações e vivências enquanto docentes. De forma específica, apesquisa buscaos sentidos que os estudantes e professores atribuem ao PIBID no que se refere à sua contribuição para a formação inicial, investigando arelação estabelecida entre suas trajetórias, formação docente e a novaproposta de formação de professores em nível superior. A abordagem da pesquisa é etnográfica, desenvolvida a partir do cotidiano das ações nas escolas indígenas onde o subprojeto interdisciplinar é desenvolvido, procurando apreender esse significado a partir de dentro. Os primeiros resultados mostram que professores e estudantes percebem o PIBID como articulador de um conjunto de saberes que favorece a prática docente. Palavras-chave: PIBID, etnografia, formação de professores. RELATOS DE EXPERIÊNCIA: APLICAÇÃO DA SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO Renato Almeida Bezerra (G-UEMS) Ailton de Souza (UEMS) O presente relato visa explicitar uma experiência a partir do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), que buscapromover a integração dos discentes bolsistas nas atividades acadêmicas voltadas para a formação inicial de professoresdo curso de Ciências Sociais, que utilizam dos Movimentos Sociais para ensinar a Sociologia ministrando aulas na escola estadual do Ensino Médiona cidade de Paranaíba/MS, destarte a primeiro momento traçamos uma apresentação histórica em relação ao desenvolvimento das tecnologias até o período da Ditadura Militar aos tempos atuais, também promovendo a visibilidade sobre as discussões voltadas para o “rolezinho” e o “movimento passe-livre”. O livro didático “Sociologia para o Ensino Médio”/PNLD 2012, foi utilizado como material para as aulas..Em consequência ao utilizarmos tal material, nós juntamos com os demais bolsistas e escrevemos um plano de aula, juntamente com o supervisor do programa, utilizando como metodologia o ensino da Sociologia para fomentar alguns pontos para promover uma aula dialogada na aula, e os textos entregues nas aulas aos alunos foram supervisionados pelos bolsistas para articular debates em sala. Os resultados foram os esperados, pois houve a participação dos alunos e dos bolsistas no programa de iniciação a docência. Palavras-chave: Sociologia, Ciências Sociais, Ensino Médio, Movimentos Sociais. IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E SOCIEDADE Renato Amorim (G-UEMS/Paranaíba/PIBID-Capes) Vitor Eduardo Leite (G-UEMS/Paranaíba/PIBID-Capes) Ailton de Souza (UEMS) 27 O presente trabalho busca por meio de pesquisa bibliográfica e o método indutivo dedutivo apresentar algumas significações e estruturações dos valores sócio ideológicos presentes no âmbito escolar. Nossa análise neste sentido parte das teorias, István Mészáros, Dermeval Saviani e Pierre Bourdieu que apresentam algumas das significações estruturais dentro da sociedade onde os antagonismos são estabilizados por valores sociais construídos e fixados por ideologia onde é no sistema educacional, inicialmente que esse antagonismo social é neutralizado, mascarado e estratificado. A partir dessa perspectiva sociológica podemos analisar que a escola tem vários papeis dentro da sociedade, sendo alguns deles a reprodução e perpetuação da realidade social juntamente com suas desigualdades. A função da escola é a alocação dos códigos simbólicos adquiridos e construídos pela humanidade no aluno, mas de uma forma não critica, apenas acrítica sobre a realidade a qual o aluno está inserido. A educação dentro de uma sociedade capitalista é transformada em mercadoria, servindo apenas para suprir uma demanda do mercado. A partir desta conjuntura analítica apresentamos um debate contemporâneo problematizando alguns dos principais problemas educacionais envolvendo desigualdades sociais que assolam o sistema educativo. Propomos assim a partir deste estudo contribuir e ressaltar novas alternativas para uma possibilidade de mudança ou ruptura do padrão ideológico que contamina a essência do sistema educativo. Palavras-chave: Ideologia, Educação, Códigos, Valores. MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL E A PERSPECTIVA DOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO DE UMA ESCOLA DE PARANAÍBA/MS Denise Borges de Melo (G-UEMS/PIBID-Capes) Ailton de Souza (UEMS) Carlos Eduardo França (UEMS) O presente trabalho consiste em uma breve abordagem do tema: Movimento Negro no Brasil as lutas e conquistas, tema trabalhado na Escola Estadual Manoel Garcia na cidade de Paranaíba/MS. Considerando o papel do negro na sociedade; em uma escola que de acordo com pesquisa socioeconômica, estes estudantes são em sua maioria negros. O principal objetivo ao apresentar este tema, foi desenvolver e entender a visão destes estudantes do Ensino Médio sobre este movimento social. Apresentando uma introdução, explicando todo o processo histórico do movimento e as suas transformações decorrentes. Os estudantes apresentaram a sua visão sobre o movimento negro, em sua maioria relataram que tem pouco conhecimento do assunto; e a única informação seria um movimento criado com a intenção de combate ao preconceito racial no Brasil. Entretanto no decorrer da abordagem do tema, os estudantes começam a processar a ideia do movimento negro e a verdadeira intenção; em alguns debates em sala de aula, foi apresentado o principal movimento atuante no Brasil – o MNU (Movimento Negro Unificado), evidenciando que o objetivo não é só combater o racismo, mas sim mostrar a cultura negra; o chamado Afrocentrismo, desmistificar a cultura negra e valorizar a sua dança, a música, a arte entre outros. Nestas aulas os estudantes demonstraram interesse pelo assunto abordado em sala de aula, não só 28 interagindo, mas também discutindo o conteúdo, mostrando uma nova visão da proposta do Movimento Negro no Brasil. Palavras-chave: Movimento negro, racismo, transformação. POLÍTICAS DE REDUÇÃO DE DANOS OU COMBATE ÀS DROGAS? COMO ANDA A DISCUSSÃO SOBRE A QUESTÃO DAS DROGAS NA ESCOLA, UMA PROBLEMATIZAÇÃO À LUZ DE EXPERIÊNCIAS NO PIBID Joao Pedro Hypolito Pisa (G-UEMS) Mariana Lima Souza (G-UFMS/CPar) João Paulo Aprígio Moreira (UEMS) Esta pesquisa pretende avaliar a relação entre a disciplina de sociologia e a política de redução de danos no uso de drogas ou o combate às drogas entre adolescentes, tendo como referência experiências dos pesquisadores no Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID). A importância de tal programa vem a partir do contato direto dos pesquisadores com os alunos, estabelecendo outra relação com a teoria social. Contato este, efetivado ainda na própria formação do docente, além de ser de extrema valia para a consolidação do ensino de sociologia no ensino médio, “recentemente” inserida na grade curricular. Este trabalho pretende, então, esboçar uma bibliografia que permita inserir a questão das drogas na escola, a partir de questões como seu tratamento por parte dos docentes e alunos, bem como o que a disciplina de sociologia pode contribuir para tal discussão. Algumas questões orientam nosso trabalho, preliminarmente, tais como: o uso de drogas e a relação com a desigualdade social, os diferentes tratamentos que a questão recebe, a dicotomia produzida entre redução de danos ou combate às drogas, as experiências de alunos com drogas e a relação deste com a família, assim como com a escola a partir destas experiências. Tratando-se de um problema social, que requer amplas discussões, bem como a criação de espaços para que estas existam, é, assim, um programa de pesquisa de bastante interesse nas Ciências Sociais. Pretende-se discutir tais questões tendo como referencial teórico Michel Foucault, especialmente, a partir de conceitos como o de biopoder e governamentalidade. Palavras-chave: ensino de sociologia, drogas, PIBID, políticas educacionais, biopoder A COMPREENSSÃO DA IDEOLOGIA RELIGIOSA NO AMBIENTE ESCOLAR Any Caroline Felipe Luís (G-UEMS/Paranaíba/PIBID-Capes) Fernanda Santos Céffalo (G-UEMS/Paranaiba/PIBID-Capes) O tema sugerido do trabalho é a compreensão da ideologia religiosa no ambiente escolar. E tem como objetivo analisar a respeito das opiniões formadas pelos alunos segundo a aprendizagem desta ideologia, que possivelmente é uma realidade montada pela sociedade com efase no ambiente familiar e com a parceria do subprojeto Ciencias Sociais de Paranaiba a pesquisa se torna mais evidente e com maior exito, pois por estar proximo aos alunos conseguiremos alcançar uma maior 29 possibilidade verdade sobre osresultados, os alunos sempre em discussões com os conteudos dados em salade aula argumenta suas opiniões em foco da religiosidade, mesmo que não se perceba esta ideologia esta impregnada através dos conhecimentos pré estabelecidos da formação dos mesmo,sendo então a formação da ideologia proposta desta maneira, a dificuldade de abordar temas que vinculam a religião para eles é incompreensivel, pois os mesmos querem que os individuos da sociedade siguam os mesmos pressupostos que intitulam como verdade absoluta. O tema será desenvolvido com pesquisas bibliográficas pontuando com enfase comportamentos abituais dos alunos. Os resultadoos acredita-se que será de grande importancia para futuros professores da area já que quando iniciar-se discussões sobre assuntos que conhecememos como polemicos teremos leituras para instigar este aluno a entender sobre a sua realidadeé importante analisar a sociedade como coletivo e fazer entender que nao há apenas uma realidade. RELATOS DE EXPERIÊNCIA: APLICAÇÃO DA SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO Renato Almeida Bezerra (G-UEMS) Ailton de Souza (UEMS) O presente relato visa explicitar uma experiência a partir do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), que buscapromover a integração dos discentes bolsistas nas atividades acadêmicas voltadas para a formação inicial de professoresdo curso de Ciências Sociais, que utilizam dos Movimentos Sociais para ensinar a Sociologia ministrando aulas na escola estadual do Ensino Médiona cidade de Paranaíba/MS, destarte a primeiro momento traçamos uma apresentação histórica em relação ao desenvolvimento das tecnologias até o período da Ditadura Militar aos tempos atuais, também promovendo a visibilidade sobre as discussões voltadas para o “rolezinho” e o “movimento passe-livre”. O livro didático “Sociologia para o Ensino Médio”/PNLD 2012, foi utilizado como material para as aulas..Em consequência ao utilizarmos tal material, nós juntamos com os demais bolsistas e escrevemos um plano de aula, juntamente com o supervisor do programa, utilizando como metodologia o ensino da Sociologia para fomentar alguns pontos para promover uma aula dialogada na aula, e os textos entregues nas aulas aos alunos foram supervisionados pelos bolsistas para articular debates em sala. Os resultados foram os esperados, pois houve a participação dos alunos e dos bolsistas no programa de iniciação a docência. Palavras-chave: Sociologia, Ciências Sociais, Ensino Médio, Movimentos Sociais. PIBID E O ENSINO DE SOCIOLOGIA A PARTIR DA ANÁLISE SOCIOECONÔMICA DOS ALUNOS DO ENSINO MEDIO DE UMA ESCOLA DE PARANAÍBA/MS Sônia Mara Pereira de Souza Ribeiro (G-UEMS/Paranaíba/PIBID-Capes) Rosa Emilia Souza da Silva Soares (UEMS/Paranaíba/PIBID-Capes) Ailton de Souza (UEMS) Carlos Eduardo França (UEMS) 30 O presente trabalho tem como tema a análise socioeconômica do perfil dos alunos do Ensino Médio, especificamente do primeiro ano, de uma escola pública da cidade de Paranaíba/MS. Considerando a atual situação da educação pública brasileira e o Plano Nacional de Educação (PNE) vigente desde sua aprovação na LEI N 13.005, DE JUNHO DE 2014, que tem como uma de suas metas a garantia da educação básica com qualidade e inserção do adolescente de quinze a dezessete anos no Ensino Médio, bem como a manutenção deste aluno na rede pública de ensino, visamos entender qual interesse que os alunos acima citados têm para com a educação e, em especial, com a disciplina de Sociologia. A análise se deu através de um questionário socioeconômico aplicado com questões objetivas e observação feita na escola. Os resultados são de que os alunos dessa escola são, em sua maioria, negros, com idade média de dezoito anos, morando todos em bairros periféricos da cidade de Paranaíba/MS, que dividem sua jornada entre o trabalho e os estudos. Esses alunos relataram no questionário que têm pouco tempo para a execução das tarefas escolares, não fazem nenhum curso profissionalizante, nem participam de atividades culturais ou acesso a livros fora da escola. Entretanto, mesmo com a situação social e econômica vivida por tais adolescentes, eles possuem uma consciência sobre o papel da educação em sua vida e da importância da disciplina de Sociologia em sua formação pessoal. Palavras-chave: Perfil socioeconômico. Educação. Sociologia. AS NOVAS TECNOLOGIAS E OS MOVIMENTOS SOCIAIS Viviane Salú Silva de Freitas (G-UEMS/PIBID-Capes) Ailton de Souza (UEMS) Carlos Eduardo França (UEMS) O presente tema enfatiza a influência das novas tecnologias envolvidas nos movimentos sociais, foi apresentado em uma sala de aula do Ensino Médio na cidade de Paranaíba/MS. Tem por objetivo apresentar o relato de experiência desenvolvido durante o projeto do PIBID, que foi elaborado para alunos da 2ª série do Ensino Médio. O tema específico tem por intuito fazer com que os alunos compreendam de forma clara,de como as novas tecnologias influenciam hoje os movimentos sociais, de como organizam seus encontros e manifestações. Em primeiro momento, foi apresentada uma breve retrospectiva de como se desenvolveu a tecnologia, sendoimpulsionado até os dias atuais, voltando o olhar das discussões para os “rolezinhos”, “movimento passe-livre”, efoi apresentado o primeiro movimento via rede titulada “Acorda Brasília”. Utilizando como material de ensino-aprendizagem o livro didático intitulado “Sociologia para o Ensino Médio”/PNLD 2012 e artigos extraídos da Internet. Com este material,foi elaboradoum plano de aula junto ao professor supervisor, utilizado como metodologia do ensino de Sociologia a discussão entre professor-aluno, criando de forma organizada uma aula dialogada;distribuído texto sobre o tema para os alunos, que foi lido junto à orientação do bolsista do PIBID, desenvolvendo assim os debates. Os resultados foram satisfatórios, onde os alunos participaram da atividade proposta, com discussões a respeito do tema, de forma organizada de ambos. Desta forma, a exposição do conteúdo foi desenvolvida e ministrada pela bolsista do PIBID na iniciação à docência, que promoveu o ensino-aprendizagem do conteúdo e o fortalecimentodo diálogo democrático. 31 Palavras-chave: Ensino de sociologia, Movimentos sociais, Tecnologia. UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DA LITERATURA NO LIVRO DIDÁTICO: ASPECTOS HISTÓRICO-SOCIAIS ABORDADOS NO PRÉ-MODERNISMO BRASILEIRO Jucimar Lopes (G-UEMS/Paranaíba) José Antônio de Souza (UEMS/Paranaíba) Esse estudo faz parte das atividades parciais que envolvem o Trabalho de Conclusão de Curso da graduação em Ciências Sociais na Uems/Paranaíba, em 2014. O objetivo deste trabalho é analisar como o conteúdo da disciplina Literatura aborda as questões históricas e sociais ocorridas no final do século XIX e início do século XX no livro didático. A fonte analisada é o livro didático usado nos anos 2012, 2013 e 2014 na escola Aracilda Cícero Corrêa da Costa, município de Paranaíba, estado do Mato Grosso do Sul. A importância desse estudo se encontra no fato de que o período delimitado para estudo foi um momento conturbado na história da República. A Literatura, que é caracterizada como a manifestação artística de um momento histórico, consegue captar esse período de profundas mudanças e filtrar esses acontecimentos que marcaram a história de nosso país. Os pressupostos teóricos desse estudo se baseiam na união da Teoria Formalista e Sociológica para a análise literária global. A metodologia desse trabalho será uma análise do PréModernismo Brasileiro, conteúdo do livro didático destinado ao terceiro ano do Ensino Médio da escola estadual Aracilda Cícero Correa da Costa. A partir dele, espera-se obter uma noção do que e como estão sendo trabalhados temas tão importantes para a história de nosso país dentro da Literatura oferecida aos estudantes do ensino básico da rede estadual de nosso município. O RELATO DA VIVÊNCIA COMO BOLSISTA DO PIBID: O DESINTERESSE DO ALUNO NA DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA Maria Jéssica Ferracini Inácio da Silva (G-UEMS/ Paranaíba/PIBID-Capes) Viulaine de Oliveira da Silva (G-UEMS/ Paranaíba/PIBID-Capes) Ailton de Souza (UEMS) Carlos Eduardo França (UEMS) O tema abordado no trabalho é a falta de motivação dos estudantes de escola publica diante da disciplina de Sociologia. Através da percepção a cerca da disciplina exposta pode ser observado nas escolas no Ensino Médio na cidade de Paranaíba/MS essa características dos alunos de ausência de motivação. O objetivo é expor a experiência vivida como iniciantes do Programa de Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência – PIBID, levando em consideração a Lei de Diretrizes e Bases – LDB o teor sociológico é o fator contribuinte para a formação pessoal do aluno, as quais levam ao mesmo incitar os discentes a desempenhar sua cidadania de modo mais consciente, despertar o lado crítico. Através Programa de Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência – PIBID podemos observar o desinteresse tanto dos docentes em dar aulas de sociologia como dos discentes que consideram como uma matéria complementar e não obrigatória. Através destas vivências constatamos que há muito que mudar na educação pública no 32 que refere à matéria de sociologia, pois pelo meio da disciplina sociológica, possibilitando aos alunos a capacidade de serem críticos, libertando-se das amarras do senso comum. Resultando assim em uma reformulação do método didático aplicado em sala em busca de uma melhoria nas aulas para um maior interesse dos alunos. OS IMPACTOS DA REORGANIZAÇÃO DO TRABALHO: RELATO DA EXPERIÊNCIA DE PESQUISA EM UMA INDÚSTRIA DE CALÇADOS DA CIDADE DE PARANAÍBA/MS Fabiano Aparecido Souza de Jesus (G-UEMS) Carlos Eduardo França (UEMS) O presente trabalho visa apresentar algumas observações de pesquisa realizadas em uma indústria de calçados na cidade de Paranaíba/MS, a partir das atividades desenvolvidas pelo subprojeto PIBID de Ciências Sociais. A indústria possui cerca de 700 trabalhadores, a maioria são mulheres e jovens. Os trabalhadores possuem um tempo estipulado pelo controlador da produção para fabricar determinada peça do calçado e, deste modo, cumprir as metas de produção estipulados pela indústria. Com essas observações preliminares, levantamos a seguinte problematização: quais os impactos dessa forma precarizada de trabalho na saúde mental do trabalhador? Para tanto, estabelecemos diálogos com o controlador de produção, a psicóloga contratada pela indústria e alguns trabalhadores da empresa através de questões abertas, tendo em vista perceber as relações entre as formas de trabalho desenvolvidas pela empresa e os impactos psicológicos na mente dos trabalhadores. Neste sentido, o cumprimento das metas de produção estipuladas pela indústria aos trabalhadores é um fator importante na abordagem que realizamos, visto que os trabalhadores que não atingem essas metas são substituídos e encaminhados para o setor psicológico. Portanto, a indústria não percebe esses problemas psicológicos como relacionados aos problemas estruturais vinculados a realidade material do trabalhador dentro e fora da fábrica mas sim colocam como sendo problemas individuais e privados dos trabalhadores trazidos do exterior da fábrica, e que interferem no rendimento da indústria calçadista local. Portanto, priorizam a ampliação constante da produção e o descarte dos trabalhadores desajustados e inaptos as atividades produtivas, revelando a primazia do capital a despeito do humano. Palavras-chave: Indústria calçadista, saúde mental, depressão, Reorganização do trabalho. A EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA E O PIBID Elise Martins (G-UEMS) Elk Kelly Francismara Rodrigues (G-UEMS) Solange Rossate (G-UEMS) Jayson de Souza Moraes (G-UEMS) O presente trabalho tem por objetivo relatar a experiência de atuação de alunos indígenas dos cursos de História e Ciências Sociais da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade de Amambai, em duas escolas: Escola Municipal 33 Indígena Mbo’eroy Guarani Kaiowá e Escola Estadual indígena Mbo’eroy Guarani Kaiowá, localizadas no município de Amambaí, a 5 km da cidade, na aldeia Guapo’y. O projeto interdisciplinar do PIBID, iniciado em 2014, propõe a formação dos estudantes dos cursos de Ciências Sociais e História para a educação escolar indígena e tem a intenção de envolver os estudantes na escola indígena e, a partir desse envolvimento, formar os futuros professores de História e Sociologia para pensar a escola na aldeia e nela atuar. A atuação em escolas indígenas permite vivenciar a experiência de sermos professores, ao mesmo tempo em que somos estudantes na universidade. Na educação infantil e nas séries iniciais, a criança é alfabetizada em língua materna. Para aqueles que não estão em sala de aula, o PIBID é uma forma de contato com a vivência de ser professor. Isso amplia o conhecimento sobre a escola, que passamos a olhar não mais como alunos, porque nela estudamos, mas sim como futuros professores. A direção da escola vê no projeto uma contribuição para a formação dos novos professores e valoriza isso. Como estudantes, refletimos sobre o que vivemos na universidade, relacionando com as necessidades da escola. A participação no PIBID fortalece nossa formação. Palavras-chave: Guarani e Kaiowá, formação universitária, educação escolar indígena.