PLANO DE ACTIVIDADES 2012 CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA MÚTUO DE SÃO JOÃO DA PESQUEIRA, CRL São João da Pesqueira INDICE CONVOCATÓRIA 3 INTRODUÇÃO 4 ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 5 Mercado bancário 12 CRÉDITO AGRÍCOLA – EVOLUÇÃO RECENTE E PERSPECTIVAS 15 PRINCPAIS OBJECTIVOS PARA 2012 20 Área comercial Captação de recursos 20 Crédito 21 Actividade seguradora 22 Restantes Produtos de Venda Cruzada 22 Estratégia Comercial 23 Área de Análise de Risco 23 Crédito Vencido 24 Área de Suporte 24 Serviços Técnicos Agrícolas 25 Previsões Financeiras 25 Evolução dos Principais Rácios 27 MAPAS 29 Balanço Previsional 30 Demonstração de Resultados 31 Orçamento de Despesa 32 Orçamento da Receita 32 PARECER DO CONSELHO FISCAL 34 Plano de Actividades 2012 2 São João da Pesqueira Plano de Actividades 2012 3 São João da Pesqueira INTRODUÇÃO O exercício económico de 2011 aproxima-se do final e por isso é chegada a hora de fazer um trabalho de planeamento para 2012. Contudo, o próximo ano, aliás como todos desde 2008 (ano em que se iniciou a tão proclamada crise financeira), antecipa-se envolvido num clima de grande incerteza. Para Portugal, a principal razão para a incerteza resulta das dúvidas sobre a capacidade de implementação do orçamento de estado, já aprovado na Assembleia da República e, por consequência, do cumprimento das metas definidas no memorando de entendimento assinado com a Troika. Para a Europa, a incerteza resulta das dúvidas quanto à sua real capacidade de ultrapassar a vulgarmente designada por crise da dívida pública dos seus Estados Membros. Esta crise, que começou por estar associada aos países periféricos (Grécia, Irlanda e Portugal) ameaça agora economias de maior dimensão (Itália e Espanha) fazendo aumentar exponencialmente o risco sistémico associado a esta crise. Para complicar mais o cenário já de si difícil, começam a surgir indicações relativas a um risco crescente de contracção da actividade económica mundial, situação que complica, ainda mais, as possibilidades da Europa conseguir ultrapassar a situação difícil em que se encontra. Por todo este enquadramento, o documento aqui apresentado tem como princípios subjacentes à sua elaboração o realismo, dando a necessária atenção às variáveis envolventes, e a prudência, considerando o ano de grande contracção económica que se avizinha. Apesar dos princípios descritos, não deixa de ser um documento de perspectivas positivas quanto ao equilíbrio da exploração e, fundamentalmente, um documento de esperança que 2012 seja a antecâmara de um futuro mais favorável quer para a região quer para o país. Plano de Actividades 2012 4 São João da Pesqueira ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO Os últimos dados conhecidos, relativos à evolução da economia mundial em 2011, revelam que a actividade económica passa por um novo período de desaceleração e que há riscos de um cenário desfavorável. O crescimento permanece fraco em muitas das economias avançadas e, a partir de Agosto, as previsões macroeconómicas voltaram a deteriorar-se. Evolução da Economia Europeia Evolução do Crescimento Económico Taxas de crescimento ∆ % PIB 15% 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Projecções Zona Euro 2,8 2,7 0,5 -4,1 1,8 2,0 Alemanha 3,0 2,5 1,0 -4,7 3,5 3,2 2,0 França 2,2 2,3 0,1 -2,6 1,4 2,1 1,9 Itália 1,8 1,6 -1,3 -5,2 1,3 1,0 1,3 Espanha 3,9 3,6 0,9 -3,7 -0,1 0,8 1,6 ∆ % P IB 10% 5% 1,7 0% 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 -5% Ano EUA Zona Euro China Economia Mundial Fonte: FMI, World Economic Outlook (Junho 2011). Não obstante este cenário macroeconómico e ao invés da generalidade dos países desenvolvidos, as economias emergentes continuam a registar índices de crescimento muito assinaláveis, o que contribuiu para que, globalmente, a economia mundial tivesse crescido a uma taxa anualizada de 4,3% no primeiro trimestre de 2011. Mesmo as economias emergentes evidenciam, porém, algum abrandamento, quer em resultado do enfraquecimento dos seus principais mercados de exportação, quer em consequência de políticas macroeconómicas de contenção, nomeadamente na esfera monetária, decididas pelas respectivas autoridades para contrariar as tensões inflacionistas. A fragilidade revelada pelas economias dos Estados Unidos e da Europa apresenta-se ainda agravada pelos receios face aos riscos provenientes da dívida soberana de alguns países da Zona Euro, bem como dos desequilíbrios fiscais que se mantêm noutras economias de primeiro plano, entre as quais os próprios Estados Unidos. Subsistem, por outro lado, dificuldades na recuperação do mercado habitacional nos países mais afectados por bolhas imobiliárias - e até noutros onde este fenómeno foi mais limitado – e os níveis de desemprego mantêm-se, em quase todos os países mais desenvolvidos, resistentes à descida. A este panorama acrescem as contraintes ao nível do sector financeiro, ainda não totalmente depurado de activos tóxicos, com volumosas carteiras de crédito imobiliário em Plano de Actividades 2012 5 São João da Pesqueira situação complexa, e enfrentando maior risco potencial nas dívidas soberanas, o que, face a requisitos de capital mais exigentes, lhe limita a margem de manobra para a concessão de crédito à economia. Como factores de compensação em relação a este panorama refira-se a expectativa de que se mantenha uma certa moderação na subida dos níveis dos preços do petróleo bruto e de outros produtos básicos, dada a retracção da procura internacional induzida pela conjuntura desfavorável, o que já está a sentir-se na atenuação das tensões inflacionistas. Evolução do preço do petróleo Evolução do Preço das Commodities Agricolas (base 100 a 01/01/2010) USD 120 % 170 115 160 110 150 105 140 100 130 95 120 90 110 85 100 80 90 75 80 70 Janeiro 10 Abril 10 Junho 10 Setembro 10 Trigo Dezembro 10 Milho Março 11 Junho 11 70 Janeiro 10 Abril 10 Junho 10 Soja Fonte: DF/Caixa Central, com base em Bloomberg Setembro 10 Dezembro 10 Março 11 Junho 11 Crude Fonte: DF/Caixa Central, com base em Bloomberg Assiste-se assim, em suma, a um abrandamento das economias mais avançadas, que não está a ser compensado pelo crescimento das economias emergentes, comprometendo o nível de crescimento global. A revisão em baixa é particularmente acentuada para os EUA, com um decréscimo das previsões de crescimento para 1,5% para o ano em curso e 1,8% para 2012. O crescimento da Zona Euro foi igualmente revisto em baixa para 1,6% em 2011 e apenas 1,1% em 2012. A resposta das autoridades à crise da dívida da Zona Euro será um factor determinante para a evolução macroeconómica, pela necessária clarificação das expectativas que poderá induzir, fundamental para a normalização do mercado interbancário e do mercado de capitais e para assegurar o fluxo de crédito para a economia. Entretanto, a crise no mercado de dívida pública na Europa acentuou-se no 1º semestre de 2011, com renovadas preocupações, sobretudo quanto à situação da Grécia. Neste ambiente, o saneamento das contas públicas foi colocado no topo das prioridades políticas em diversos países - Espanha, Itália, Bélgica, Portugal e até mesmo Alemanha, e fora da Zona Euro, Reino Unido. Plano de Actividades 2012 6 São João da Pesqueira A saída da crise actual – que já dura desde 2007, tendo sido desencadeada, como é de recordar, pelo colapso dos empréstimos à habitação do tipo subprime nos EUA e de toda a montagem financeira constituída em torno desses créditos - não se consegue só com o saneamento das finanças públicas e a reforma em curso na regulação do sector financeiro. É igualmente crucial que se encontrem formas de estimular o crescimento económico nos países sujeitos a planos de austeridade, como via para esbater o impacto recessivo imediato desses planos, que podem comprometer o seu sucesso. Entretanto, nos mercados financeiros assiste-se a uma situação de marcada turbulência que afectou também o sector accionista, para tal contribuindo grandemente a chamada “crise do euro”, processo acompanhado de pressão especulativa, que se iniciou com a crise da dívida grega, mas que atingiu depois a dívida de outros países, entre os quais Portugal. Evolução das taxas de juro da dívida pública e do mercado monetário % 22 % 11 20 10 18 9 16 8 14 7 12 10 6 8 5 6 4 4 3 2 2 0 Janeiro 09 Abril 09 1 Junho 09 Setembro Dezembro Março 10 Junho 10 Setembro Dezembro Março 11 Junho 11 09 09 10 10 EURIBOR 3M Yield OT 2 ANOS Fonte: DF/Caixa Central, com base em Bloomberg Yield OT 5 ANOS 0 Janeiro 10 Abril 10 Junho 10 Setembro 10 Dezembro 10 SPREAD 10 ANOS PORTUGAL - ALEMANHA Março 11 Junho 11 SPREAD 10 ANOS ITÁLIA - ALEMANHA Fonte: DF/Caixa Central, com base em Bloomberg Apesar desta situação, a moeda única beneficiou da actuação do BCE, que subiu a sua taxa directora, num contexto em que a Reserva Federal dos EUA manteve sem alteração a sua política monetária ultra expansionista. Assim, em Junho de 2011, o euro averbava o 2º semestre consecutivo de apreciação face à moeda norte-americana. Só mais recentemente, e com o alargamento da pressão especulativa às dívidas da Itália e da Espanha, é que o euro denotou alguma perda de valor em relação às principais divisas, e em particular em relação ao dólar dos EUA, verificando-se neste contexto uma valorização acentuada de algumas divisas, como foi sobretudo o caso do franco suíço. Plano de Actividades 2012 7 São João da Pesqueira Evolução de Índices Accionistas (base 100 a 01/01/2010) Evolução das Principais Moedas (base 100 a 01/01/2010) 130 110 120 100 110 100 90 90 80 80 70 70 Janeiro 10 Maio 10 Setembro 10 EUR/GBP EUR/USD Janeiro 11 EUR/JPY Maio 11 EUR/CNY Fonte: DF/Caixa Central, com base em Bloomberg 60 Janeiro 10 Março 10 Maio 10 Julho 10 PSI 20 Setembro 10 Novembro 10 DJ Euro STOXX 50 Janeiro 11 Março 11 Maio 11 Dow Jones Indust. DAX Julho 11 Fonte: DF/Caixa Central, com base em Bloomberg Nota: a subida da curva indica valorização do euro Com o desempenho económico relativamente mais favorável da Zona Euro ao longo de grande parte do 1º semestre de 2011, e perante os riscos, nessa altura, de aumento da inflação, o BCE considerou necessário começar a ajustar o cariz ultra expansionista da sua política monetária, decidindo em Abril um aumento em 25 pontos base da taxa de referência, de 1% para 1,25%, a que se seguiu, já no início de Julho, uma nova subida de igual dimensão, para 1,50%. No entanto, o BCE manteve as medidas não convencionais de política monetária, separando-as da definição da política de taxas de juro, no sentido de continuar a providenciar liquidez ao sistema bancário da Zona Euro. Já no início de Outubro, o BCE afastou-se ainda mais das políticas convencionais, reforçando as medidas excepcionais de cedência de liquidez ao sistema financeiro. A expectativa, e depois concretização, da decisão do BCE de aumentar as suas taxas directoras, levaram a uma subida das taxas euribor, mais acentuada a partir do início de Março. Os recentes indícios de abrandamento da economia, e a subsistência de elevados níveis de desemprego e de subutilização de capacidade produtiva, fazem crer, no entanto, que o BCE – contrariamente às expectativas que existiam apenas há alguns meses atrás – não vai prosseguir para já com ajustamentos em alta da sua taxa directora, havendo mesmo quem especule com a possibilidade de uma correcção em baixa ainda em 2011. Para tal contribui também a ideia de que a taxa de inflação na Zona Euro, actualmente ainda no nível comparativamente alto de 3%, deverá ter tendência a esbater-se em virtude do enfraquecimento da economia. Plano de Actividades 2012 8 São João da Pesqueira Evolução das taxas de juro de referência % 6 5,5 5 4,5 4 3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Janeiro 08 Março 08 Junho 08 Setembro Dezembro Março 09 08 08 Junho 09 Setembro Dezembro Março 10 Junho 10 Setembro Dezembro Março 11 Junho 11 09 09 10 10 BCE (TAXA REDESCONTO) Euribor 3M FED FUNDS Fonte: DF/Caixa Central, com base em Bloomberg A evolução da economia portuguesa no período 2000-2010 caracterizou-se pela conjugação de fraco crescimento económico e pelo acumular de desequilíbrios nas condições de financiamento das famílias, das empresas, do estado e do sector financeiro. Portugal acumulou, nos últimos 10 anos, uma dívida externa bruta (total das dívidas do sector público e do sector privado ao estrangeiro) que atingia cerca de 230% do PIB em 2010, contra 100% do PIB em 1999. Esta acumulação de dívida na economia portuguesa resultou de um aumento das necessidades de financiamento do sector público e do sector privado não financeiro, que foram maioritariamente satisfeitas pelo sistema bancário português, através da emissão de dívida junto de entidades não residentes, recorrendo nomeadamente à titularização de créditos. O efeito acumulado da dívida pública e privada coloca o país numa situação vulnerável perante os mercados financeiros. Com a eclosão da crise da dívida grega, e com o agravamento da percepção de risco em relação aos países da Zona Euro com maiores níveis de endividamento, tal acabou por forçar o nosso país a recorrer ao dispositivo de assistência financeira criado no seio da Zona Euro em articulação com o FMI. Considerando apenas a dívida pública, esta deverá ultrapassar o valor do PIB ainda em 2011 e manter-se acima dos 100% pelo menos até 2013, ano a partir do qual se perspectiva que a desejada retoma do crescimento económico, induzido por reformas estruturais e pela melhoria do clima de investimento, possa criar condições para o início de um período de desagravamento do nível de endividamento. Plano de Actividades 2012 9 São João da Pesqueira DÍVIDA PÚBLICA EM PERCENTAGEM DO PIB 2008 2009 2010 2011p 2012p 2013p 106,10 106,80 66,30 77,20 93,00 FONTE : 100,80 Ministério das Finanças e INE As actuais projecções para a economia portuguesa estão enquadradas pelo Programa de Ajustamento Económico e Financeiro elaborado no âmbito da assistência financeira ao nosso país atrás referida, envolvendo a União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional. O ajustamento dos desequilíbrios macroeconómicos implica necessariamente, no curto prazo, uma contracção significativa da procura interna, com impacto adverso ao nível da actividade económica e do emprego. O reforço da consolidação das finanças públicas, assim como a gradual desalavancagem do sector privado, incluindo o sistema financeiro, são, contudo, essenciais para assegurar o desenvolvimento equilibrado e sustentado da economia no longo prazo. Evolução das componentes do PIB V.H. em % 2008 2009 2010 2011 2012 Consumo Privado 1,7 -0,8 2,3 -3,8 Consumo Público 0,6 3,5 1,2 -3,5 -4,1 FBCF -1,3 -11,1 -4,9 -11,4 -10,8 Exportações -0,4 -11,6 8,8 6,7 4,8 Importações 2,6 -9,2 5,1 4,2 -3,0 PIB -3,6 0,0 -2,7 1,3 -1,9 -2,2 Cont. Procura Interna* 1,1 -2,5 0,8 -5,5 -5,1 Cont. Export. Líquidas -1,2 0,1 0,6 3,8 2,8 *Excluindo variação de existências Prevê-se assim, para 2011, uma contracção do PIB de 1,9% decorrente da forte redução da procura interna, ainda que parcialmente compensada por um contributo positivo esperado da procura externa. Para 2012 admite-se uma nova quebra do PIB, na ordem dos 2,2%, retomando-se nos anos seguintes o processo de crescimento económico, sendo no entanto determinante para que tal se concretize um contributo menos negativo da procura interna (consumo privado e investimento), mantendo-se positivo o contributo da procura externa. Plano de Actividades 2012 10 São João da Pesqueira No consumo privado as restrições financeiras das famílias deverão provocar uma quebra de 3,8% em 2011 e 3,6% em 2012, com especial incidência nos bens duradouros. Também o consumo público deverá contrair cerca de 3,5% em 2011 e 4,1% em 2012, em linha com o estabelecido no acordo de assistência financeira a Portugal. Das restrições no acesso ao financiamento do sector privado e das perspectivas pouco optimistas dos empresários quanto ao futuro da economia, deverá resultar uma quebra na FBCF de 11,4% em 2011 e de 10,8% em 2012, continuando assim, esta componente chave do PIB, com um comportamento muito desfavorável. As exportações terão de ser o motor da economia portuguesa durante os próximos anos, esperando-se que o seu crescimento se situe em 6,7% em 2011 e 4,8% em 2012. É no entanto fundamental para se conseguir esta evolução que não se verifique uma excessiva subida do euro em relação às principais divisas. Esta evolução, conjugada com a prevista redução das importações, deverá traduzir-se numa atenuação gradual do défice da balança comercial e também da balança corrente e de capital, cujo desequilíbrio se reduziria de 6,5% em 2011 para 3,0% em 2012 e 1% em 2013. A taxa de desemprego, que já ultrapassou 11% - era inferior a 4% em 2000 - deverá manter-se elevada e crescente até 2012, esperando-se que a melhoria das condições macroeconómicas permita o seu desagravamento a partir de 2013. No que diz respeito à inflação, prevê-se que ao longo de 2011-2012 continue particularmente marcada pelas medidas associadas ao processo de consolidação orçamental. O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) deverá crescer 3,5% em 2011 (1,4% em 2010), traduzindo fundamentalmente o impacto dos aumentos do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) registado em meados de 2010 e no decurso de 2011, assim como um aumento muito significativo dos preços de alguns bens e serviços sujeitos a regulação, bem como, em parte do período, a própria subida do preço do petróleo e dos produtos energéticos. O aumento da inflação em 2011 deverá, no entanto, assumir um carácter temporário, admitindo-se já uma descida para 2,4% em 2012, como resultado da acentuada quebra que se espera no consumo privado. Plano de Actividades 2012 11 São João da Pesqueira DÉFICE PÚBLICO EM PERCENTAGEM DO PIB BALANÇA CORRENTE E DE CAPITAL EM PERCENTAGEM DO PIB 2008 2009 2010 2011(p) 2012(p) 2008 2013(p) 2009 2010 2011P 2012P 2013P -1,0% -3,0% -2,7 -6,5% -10,5% -9,4% -3,0 -4,5 -8,8% -5,9 FONTE : -9,3 2008 e 2009 Ministéio das Finanças 2010 a 2013-(valor médio anual) - Request for a revised Funding and Capital Plan: 2011Q3-2014Q2 (versão de Set 2011) FONTE : -9,1 Ministério das Finanças e INE A trajectória de ajustamento definida em Maio de 2011, mantém o objectivo de redução do défice orçamental para o valor de 3% do PIB em 2013, num contexto de promoção do crescimento económico, correcção dos desequilíbrios macroeconómicos, estabilização do sector financeiro e melhoria das condições de financiamento da economia portuguesa. Especificamente para 2011, estabeleceu-se como meta um valor do défice que não exceda 5,9% do PIB, e para 2012 de 4,5%. Entretanto, têm sido anunciadas medidas de austeridade de grande severidade, visando a não ultrapassagem dos défices previstos no Acordo com a troika, mas que vão induzir significativos efeitos recessivos na economia. MERCADO BANCÁRIO Os bancos portugueses têm vindo a operar a desalavancagem do seu balanço, o que tem passado, no caso de algumas instituições, pela venda de activos. Procuram assim adaptarse ao novo ambiente de negócio, em que o mercado de dívida por grosso se encontra indisponível, e satisfazer as exigências em matéria de liquidez e de solvabilidade previstas, para o sector financeiro, no Acordo com a troika. Neste acordo, contempla-se o reforço do rácio de capital Core Tier 1 para 9% em 2011 e 10% em 2012, e a descida para 120% do rácio de transformação de depósitos em crédito a partir de 2014, o que constitui um desafio complexo. Evolução dos agregados de crédito Vh % 2009 Dez 2010 Mar 2010 Jun 2010 Set 2010 Dez 2011 Mar 2011 Jun Total 2,1 2,2 2,3 2,0 1,4 1,0 -0,2 Empresas 1,9 1,3 1,3 1,2 0,7 1,0 -0,3 Particulares 2,3 2,9 3,0 2,7 2,0 1,0 -0,1 Habitação 2,6 3,0 3,3 3,0 2,4 1,6 0,4 Outros fins 0,9 2,3 1,9 1,1 -0,2 -1,6 -2,2 Banco de Portugal - Indicadores da Conjuntura - Agosto 2011 Plano de Actividades 2012 12 São João da Pesqueira Assim, no conjunto do sector bancário verifica-se uma descida de 0,2% no valor total da carteira de crédito a empresas e particulares entre o primeiro semestre de 2010 e o primeiro semestre do ano em curso, descida que no crédito a particulares atingiu 0,1% e no crédito a empresas 0,3%. Esta evolução no valor total da carteira denota o efeito de restrições a nível de crédito novo, bem como a não renovação, no segmento empresarial, de facilidades existentes. Em relação aos depósitos, num contexto de subida, marcadamente excessiva, nas taxas de remuneração, verifica-se um crescimento do seu valor global, mercê sobretudo da migração de recursos fora de balanço para depósitos a prazo, e de fundos correspondentes a poupança anteriormente aplicada em dívida pública, não sendo porém de excluir que a subida das taxas de remuneração possa ter induzido algum efeito de oferta. Face às remunerações que estão a ser oferecidas, verificou-se uma subida acentuada do custo médio dos depósitos (até 2 anos) para 2,95% - contra 1,46% em Junho de 2010. Este aumento do custo dos depósitos, foi significativamente superior ao observado no preço do crédito, cuja taxa média, no mesmo período, subiu de 3,31% para 4,49% no crédito a empresas (+1,18 pp), de 1,86% para 2,44% no crédito à habitação (+0,58%) e de 7,72% para 8,25% (+0,53%) no crédito ao consumo. Assim, o ajustamento nas condições de pricing no mercado bancário nacional contribuiu, a par de outros factores, como a subida da taxa directora do BCE, para a deterioração na margem financeira que se observou na maioria das principais instituições financeiras. Note-se, aliás, que a evolução descrita se refere às taxas médias, que naturalmente estão influenciadas pelas condições de remuneração da carteira existente, a qual, no caso do crédito, inclui operações de longa maturidade que vão continuar a pressionar, no sentido da baixa, o nível médio das taxas, enquanto as taxas dos depósitos estão a subir de modo rápido para níveis significativamente mais elevados. Plano de Actividades 2012 13 São João da Pesqueira Nível de Taxas de Juro Médias No Sistema Bancário 2006 Dez 2007 Dez 2008 Jun 2008 Dez 2009 Jun 2009 Dez 2010 Jun Depósitos até 2 anos 2,72 3,58 3,72 3,99 2,38 1,67 1,46 Crédito a empresas * 5,39 6,15 6,29 6,14 4,02 3,34 Crédito à habitação 4,79 5,51 5,63 5,86 3,08 2 Crédito pessoal (consumo…) 8,07 8,75 8,98 9,03 8 7,32 7,72 2011 ∆pp Jun Jun11-Jun10 2,95 1,49 3,31 4,49 1,18 1,86 2,44 0,58 8,25 0,53 * Sociedades não financeiras Fonte: Banco de Portugal, Indicadores de Conjuntura, Set/2011 Ao nível do crédito em incumprimento, regista-se uma subida generalizada do valor global e dos índices de crédito vencido, dadas as crescentes dificuldades de solvência e de liquidez por parte dos particulares e das empresas, no actual contexto de recessão económica, fortemente agravado pelas medidas de austeridade, que afectam de modo particularmente directo alguns sectores de actividade - como construção civil e obras públicas – mas cujos efeitos se repercutem sobre a quase generalidade dos sectores. É de prever que esta situação não possa ser revertida a curto prazo em consequência da queda da procura interna (consumo e investimento). Deve porém notar-se que, apesar do crescimento do crédito vencido, o nível de cobertura de provisões na banca nacional mantém-se satisfatório. Rácios de crédito vencido de empresas por escalões do crédito concedido 2008 2008 2009 2009 2010 2010 2010 2010 2011 [Intervalos em euros] Jun Dez Jun Dez Mar Jun Set Dez Mar 2011 Jun < 20.000 11,0 11,1 12,6 14,0 14,4 14,7 15,2 16,1 15,7 16,1 20.000 – 50.000 7,7 8,0 9,3 9,9 10,3 10,7 11,1 11,6 11,8 12,4 50.000 – 100.000 6,6 6,9 8,5 9,0 9,3 9,7 10,2 10,4 10,6 11,3 100.000 – 200.000 5,5 6,0 7,2 7,9 8,3 8,6 8,8 8,8 9,2 9,8 200.000 – 400.000 4,4 4,7 6,1 6,5 7,0 7,5 7,9 7,9 8,3 8,8 400.000 – 1.000.000 4,0 4,6 6,3 6,7 7,1 7,4 7,8 7,4 8,2 8,7 1.000.000 – 5.000.000 3,2 3,5 5,0 5,6 6,3 6,6 7,1 6,9 7,5 8,1 > 5.000.000 0,7 1,0 2,7 2,6 2,7 2,8 3,2 2,5 3,0 3,2 O incumprimento das empresas mantém as características dos últimos anos, com maior incidência nos créditos de menor valor, que naturalmente correspondem a negócios de menor dimensão (PME’s), mas com tendência crescente em todos os escalões de endividamento. O incumprimento no crédito ao consumo não cessa de aumentar, aproximando-se já de 9% da carteira, enquanto o nível de incumprimento no crédito à habitação se tem mantido estável em 1,7%. Plano de Actividades 2012 14 São João da Pesqueira O incumprimento das empresas mantém uma tendência crescente na generalidade dos sectores de actividade, atingindo 4,9% em Junho de 2011, contra apenas 1,5% em Dezembro de 2007, sendo particularmente evidente no sector da construção, com um rácio de 1,8% em 2007 e actualmente de 8,5%. CRÉDITO AGRÍCOLA - EVOLUÇÃO RECENTE E PERSPECTIVAS O Crédito Agrícola, que celebra neste ano de 2011 o seu primeiro Centenário, com diversas iniciativas dirigidas ao público interno e externo, nomeadamente conferências regionais e internacional, edição do livro “100 Anos do Crédito Agrícola em Portugal 1911-2011”, Grande Encontro de Dirigentes e Colaboradores, entre outros. O Crédito Agrícola registou na sua actividade bancária, que corresponde grosso modo ao SICAM – Caixa Central e Caixas Associadas – nos primeiros nove meses do ano em curso um resultado líquido acima de 34 milhões de euros, e um resultado antes de impostos de cerca de 42 milhões. Embora, como instituição cooperativa, o Crédito Agrícola não tenha como móbil central da sua actividade o lucro, a realização de resultados positivos é fundamental para o grupo reforçar o seu capital e a sua liquidez financeira, capacitando-o para agir, a nível local, como parceiro de desenvolvimento das comunidades em que as Caixas Agrícolas se integram. O nível de resultados apurado é significativamente superior (+49%) ao realizado no período correspondente de 2010, no qual as condições de exploração do Crédito Agrícola foram penalizadas pela evolução adversa que se verificou na margem financeira, em consequência dos níveis muito baixos em que se situaram as taxas euribor - às quais se encontram indexadas as condições remuneratórias da grande maioria dos contratos de crédito. Foi aliás a margem financeira que principalmente contribuiu para a recuperação dos resultados em 2011, ao registar um incremento de mais de 35 milhões de euros (+16,1%) relativamente ao mesmo período de 2010. O crescimento do produto bancário no seu todo foi menos expressivo, situando-se em 5,4%, uma vez que se observou um abrandamento na evolução de outras rubricas, sendo de referir, especialmente, o saldo de comissões, cuja expansão se cifrou em 6,3%, contra 16% no ano transacto. Plano de Actividades 2012 15 São João da Pesqueira Os custos de funcionamento, por sua vez, registaram no período um crescimento de 2,0%, com um acréscimo nos gastos gerais administrativos de 1,9% e uma subida nos custos de pessoal de 2,3%. O exercício de 2011 está igualmente marcado por um aumento das provisões para crédito, que subiram de cerca de 72 milhões de euros no período Janeiro - Setembro de 2010 para 77 milhões no período correspondente de 2011, embora este efeito tenha sido compensado com a redução de provisões de outra natureza. Assim, em termos globais, o valor das provisões do exercício manteve-se praticamente invariante, no período em referência, entre 2010 e 2011, em cerca de 74 milhões de euros. Face à evolução observada no período Janeiro – Setembro de 2011, pode antever-se que os resultados no final do exercício de 2011 se deverão aproximar do nível de 40 milhões de euros, projectado no Plano de Actividades e Orçamento para o corrente exercício. Considerando a evolução ao nível do balanço, destaca-se a redução no valor global dos depósitos de clientes em 2,8% em termos homólogos, e sensivelmente da mesma ordem de grandeza em relação ao fecho do último exercício, essencialmente em consequência do clima concorrencial extremamente exacerbado a que se fez referência no ponto anterior, no qual as instituições do SICAM mantiveram essencialmente uma postura reactiva e defensiva, justificada pela sua confortável posição de liquidez. A defesa da base de depósitos apresenta-se, no entanto, como um imperativo para o Crédito Agrícola, pois dela Plano de Actividades 2012 16 São João da Pesqueira depende a manutenção da actual posição de liquidez, que é um dos pontos fortes do Grupo no actual contexto do mercado bancário. No tocante ao crédito a clientes, verificou-se um pequeno crescimento, de apenas 0,1%, em relação ao final de 2010 – de 8.606 milhões de euros para 8.615 milhões –, mas um decréscimo (-1,4%) em termos homólogos. Em virtude desta evolução dos depósitos e do crédito, o rácio de transformação de recursos em crédito, que era de 87,4% em Setembro de 2010, elevou-se ligeiramente para 88,7% em Setembro de 2011, mantendo-se, portanto, num nível de grande segurança. Na composição do activo é de destacar o crescimento da rubrica de activos não correntes disponíveis para venda, que reflecte o volume crescente de bens imóveis adquiridos pelo Crédito Agrícola em dações em cumprimento para recuperação de crédito, ou em execuções judiciais com a mesma finalidade, em consequência das crescentes dificuldades de cumprimento da parte dos clientes, à imagem do que se verifica no conjunto do sistema bancário nacional. Pela mesma razão, o rácio de crédito vencido (a mais de 90 dias), seguindo a tendência ascendente que se verificou no conjunto do sector bancário, apesar de o crédito vencido no Grupo estar a subir menos do que noutras instituições no contexto da presente crise, elevou-se de 5,0% em Setembro de 2010 para 6,0% em Setembro de 2011. O rácio de cobertura do crédito vencido manteve-se porém confortável, em 116,2%. Comparativamente a Setembro de 2010, o activo líquido do SICAM apresenta uma ligeira redução de 1,3%, passando de 13,1 mil milhões de euros para 12,9 mil milhões de euros. Em relação ao final de 2010, em que o activo líquido se situara em 13,2 milhões, é de apontar um decréscimo de 2,2%. Na composição do activo, assinala-se o peso relevante que neste momento (Setembro de 2011) cabe à rubrica de activos financeiros (27,6% do total), espelhando o crescimento da carteira de dívida pública, e da dívida titulada de bancos, sobretudo da primeira, em detrimento das aplicações directas em instituições de crédito (que já só representam 0,9% do total), permanecendo o crédito a clientes (líquido) em cerca de 62% do valor total do Plano de Actividades 2012 17 São João da Pesqueira balanço. A situação líquida manteve uma evolução ascendente, atingindo em Setembro último 1.044 milhões de euros, contra 1.016 milhões no período homólogo. O rácio de solvabilidade continua em nível bastante confortável, denotando apenas um ligeiro decréscimo de 13,4% em 2010 para 13,2% em 2011 (nos dois anos referente a Junho). O rácio core Tier 1, por sua vez, o mais relevante no actual quadro regulamentar, situou-se em Junho de 2011 em 12,3% contra 12,4% no mês homólogo de 2010, sendo esta evolução explicada pelas mesmas razões. Outro indicador potencialmente relevante no novo enquadramento regulamentar em que o Crédito Agrícola apresenta uma posição bastante favorável, é o rácio de leverage, que no SICAM se situava em 12,9 em Junho de 2010 e em 12,4 em Junho de 2011, níveis bastante comedidos face à situação que se verifica em numerosas instituições, quer internamente quer no plano internacional. Comparando a evolução do Crédito Agrícola com outras instituições, mormente as que estão abrangidas pelo Programa para o sector financeiro decorrente do Acordo com a troika, e que são os principais bancos do nosso sistema financeiro, verificamos que só o Crédito Agrícola, de entre essas instituições, conseguiu aumentar o seu resultado líquido em 2011 (1º semestre). Na verdade, todas as demais instituições evidenciaram, no primeiro semestre, uma redução dos resultados, que nalguns casos foram muito expressivos, com resultados negativos na actividade doméstica. Evolução do Resultado Líquido ∆% Actividade Doméstica SICAM BANIF MONTEPIO CGD TOTTA BES BPI BCP -200% -150% -100% -50% 0% 50% 100% Igualmente, o Crédito Agrícola é a única instituição que já neste momento satisfaz os dois principais parâmetros definidos para o programa de ajustamento das instituições financeiras, a saber, o rácio Core Tier 1 – que deve ser, no mínimo, de 10% até final de 2012 – e o rácio de transformação, o qual não pode exceder 120% a partir de 2014, como Plano de Actividades 2012 18 São João da Pesqueira se referiu no ponto anterior. O diagrama ilustra a posição do Crédito Agrícola no cotejo com outras instituições de referência no respeitante a estes dois parâmetros chave. Rácio de Transformação e Core Tier I face aos níveis definidos no programa para o sector Financeiro Evolução Jun 2010 - Jun 2011 20% Rácio de Transformação 40% 60% 80% 100% 120% 140% 160% 180% 200% 220% 4% 5% 6% 7% 8% 9% 10% 11% 12% 13% 14% 15% 16% Core Tier I Nota: Os pontos indicam a posição actual (Junho/11) das instituições, e a linha ponteada o sentido da evolução desde Junho/10. Esta posição de partida do Crédito Agrícola, numa altura em que os demais bancos portugueses de maior relevância no nosso sistema financeiro iniciam um imperativo e severo programa de ajustamento, confere-nos uma posição de vantagem assinalável em termos estratégicos, que o Grupo poderá aproveitar para consolidar a sua posição no sistema financeiro português. Na verdade, o Crédito Agrícola é o único grupo bancário que dispõe de uma almofada de liquidez e nível de solvabilidade que lhe permitem continuar a desenvolver a actividade creditícia sem constrangimentos de balanço, embora esta vantagem deva ser usada com ponderação, pois a actual conjuntura obriga a redobradas cautelas na avaliação dos factores de risco das operações de crédito. Considerando o Grupo Crédito Agrícola no seu todo – incluindo, portanto, para além do SICAM, as empresas especializadas e instrumentais – a evolução em 2011 apresenta-se também favorável, sendo de referir em especial os resultados das duas seguradoras, CA Vida e CA Seguros, que nos primeiros nove meses do ano foram de respectivamente 3,1 milhões de euros e 2,5 milhões de euros. Embora estes resultados sejam ligeiramente inferiores aos de 2010, estão em linha com as projecções inseridas no Pano de Actividades para o ano em curso, e podem considerar-se favoráveis no conjunto do sector segurador nacional, também ele afectado pelas dificuldades da conjuntura. Plano de Actividades 2012 19 São João da Pesqueira PRINCIPAIS OBJECTIVOS PARA 2012 Apesar da incerteza que rodeia as previsões para o exercício de 2012, consideramos que não existem razões para alterar os objectivos de médio/longo prazo que foram definidos em 2009. Relembramos e resumimos então a estratégia de negócio futuro da Caixa Agrícola, nos seguintes vectores de actuação: I. Dinamizar e crescer em termos comerciais, consolidando a sua posição no mercado financeiro; II. Reforçar as capacidades e mecanismos de controlo e gestão de risco, em especial na concessão de crédito; III. Alinhar com as melhores práticas em eficiência operativa e qualidade de serviço; Alicerçados nestes princípios, consideramos que 2012 pode acabar por ser um ano positivo para as principais áreas de negócio da Caixa Agrícola. ÁREA COMERCIAL CAPTAÇÃO DE RECURSOS O memorando de entendimento que regulamenta o programa de assistência financeira a Portugal estabelece, para o sector financeiro, um conjunto de objectivos em termos de cumprimento de alguns rácios (Tier I e Transformação) que tem influenciado de forma decisiva o comportamento do mercado. Procurando cumprir as metas impostas, os Bancos têm tido uma atitude muito agressiva na redução do crédito concedido, mas, especialmente, na captação de recursos, tendo iniciado uma procura agressiva pelas poupanças dos portugueses, situação que originou um aumento significativo das taxas destes produtos. As previsões desta rubrica para 2012 reflectem este aumento de concorrência na captação de recursos, prevendo-se um crescimento de 3% para o total de recursos, valor em linha com os valores realizados nos últimos exercícios. Plano de Actividades 2012 20 São João da Pesqueira Recursos 2010 Estimativa 2011 Depósitos à Ordem 19.865.766 19.500.000 Depósitos a Prazo + Poupanças 61.455.150 63.981.332 Total Depósitos 81.320.916 83.481.332 Tx Cresc. Estimada 2011 Objectivo 2012 Obj. Tx Cresc 2012 -1.88% 3.95% 2.59% 20.081.100 65.907.170 85.988.270 2.98% 3.01% 3.00% CRÉDITO Para 2012 perspectiva-se um abrandamento da actividade creditícia, justificada pela necessidade de desalavancagem dos principais bancos portugueses, e pelas perspectivas económicas negativas que levam a um maior rigor na avaliação dos projectos que efectivamente terão capacidade de acrescentar valor. As expectativas nesta área ditam uma previsão de crescimento no total da carteira de 1,76%, valor que reflecte a necessária prudência face às previsões económicas conhecidas. Crédito Habitação O. Créditos Part. Empresas Total Crédito 2010 Estimativa 2011 Taxa Cresc. Estimada 2011 Objectivo 2012 Objectivo Taxa Cresc 2012 15.360.967 19.594.166 31.571.513 66.526.646 15.485.391 18.995.969 35.694.686 70.176.046 0.8% -3.1% 13.1% 5.5% 15.617.017 18.750.921 37.043.946 71.411.883 0.85% -1.29% 3.78% 1.76% Este valor representa um crescimento mais lento da carteira de crédito, quando comparado com os exercícios anteriores. Contudo reflecte também o esforço que consideramos necessário de continuar a apoiar a economia local e regional, continuando a disponibilizar financiamento aos empresários e empresas que apresentem projectos sólidos e realistas. As perspectivas expostas relativas ao crescimento do crédito concedido acomodam também a necessária prudência no rácio de transformação, face ao panorama actual vivido pela economia portuguesa. ACTIVIDADE SEGURADORA A actividade seguradora, apesar de um desempenho positivo em 2011, não deverá conseguir passar incólume ao clima recessivo esperado para 2012. Plano de Actividades 2012 21 São João da Pesqueira Fruto dos ajustamentos que as empresas e famílias deverão efectuar ao longo de 2012, a actividade seguradora, em especial o ramo real, deverá sofrer também uma contracção, razão pela qual a expectativa de crescimento é menor do que a registada em 2011. Actividade Seguradora Ramo Real Ramo vida Total Ramo Real Risco Capitalização Total Ramo Vida 2010 481.955 481.955 126.801 876.436 1.103.240 Estimativa 2011 511.933 511.933 130.375 1.349.498 1.527.872 Taxa Cresc. Estimada 2011 Objectivo 2012 Objectivo Tx Cresc 2012 6.2% 6.2% 37.3% 2.7% 38.5% 530.614 530.614 206.000 1.542.250 1.658.250 3.65% 3.65% 58.0% 3.9% 8.53% O ramo vida apresenta para 2012 uma expectativa de crescimento de 8,53% devido à contribuição dos produtos poupança, uma vez que, à semelhança do que tem vindo a acontecer em 2011, estes produtos tem apresentado rentabilidades atractivas. RESTANTES PRODUTOS DE VENDA CRUZADA A implementação do conceito de venda cruzada não se resume apenas à actividade seguradora, sendo intenção continuar a alargar a implementação deste conceito ao maior número de produtos possível, fomentando a completa fidelização dos clientes. Neste âmbito, negociamos com várias empresas do Grupo Crédito Agrícola a intermediação de vários produtos (leasing mobiliário e imobiliário, fundos de investimento mobiliário e fundos de investimento imobiliário) com intuito de alargarmos a oferta de produtos aos nossos clientes garantindo a satisfação da totalidade das suas necessidades financeiras. Leasing Leasing Mobiliário Fundos de Investimento 2010 402.615 2010 Fundos Invest. Mobiliário 7.530 Fundos de invest. Imobiliário 5.633 Total Fundos de Investimento 13.163 Estimativa 2011 424.002 Estimativa 2011 56.063 36.544 92.607 Taxa Cresc. Estimada 2011 5.3 425.000 Taxa Cresc. Estimada 2011 644.5% 548.7% 86.0% Objectivo 2012 Objectivo 2012 230.000 45.000 275.000 Objectivo Taxa Cresc 2012 0,24% Objectivo Taxa Cresc 2012 310.25% 23.14% 66.0% Plano de Actividades 2012 22 São João da Pesqueira ESTRATÉGIA COMERCIAL Com a inauguração da nova agência de Vila Nova de Foz Côa prevista para o final de 2011, é expectável que as novas instalações permitam melhor desempenho comercial daquela agência. Esta expectativa baseia-se no princípio de que dotando as instalações de uma imagem renovada, jovem e dinâmica a imagem percepcionada dos clientes será efectivamente melhor, promovendo a sua aproximação ao Crédito Agrícola. Como suporte essencial para a concretização dos objectivos já identificados, mantemos a aposta na formação dos colaboradores como o principal veículo para atingirmos a qualidade desejada nos serviços prestados. Neste âmbito, em 2011, iniciou-se um ciclo de formação comportamental na área das vendas, com intuito de dotar os colaboradores das agências dum conjunto de ferramentas que lhes permitam ir de encontro às necessidades dos clientes. Durante 2012 daremos continuidade ao referido ciclo de formação, fomentando assim a valorização contínua dos recursos humanos e a necessária melhoria da qualidade na prestação de serviços aos clientes. Em termos operacionais, durante 2012 será concluída uma acção comercial, iniciada no segundo semestre de 2011, a qual visa melhorar o envolvimento comercial dos actuais clientes, aumentando e diversificando os produtos subscritos como forma de melhorar o seu grau de fidelização. ÁREA DE ANÁLISE DE RISCO Como referido anteriormente, as expectativas económicas para o próximo ano apresentam uma contracção severa no Produto Interno Bruto. Estas previsões, a confirmarem-se, terão um efeito marcante na actividade creditícia, uma vez que exigirá uma atenção redobrada na avaliação do risco subjacente às operações de crédito. Por outro lado, a desalavancagem forçada da actividade creditícia por parte da banca, propiciará uma natural abordagem por parte dos seus clientes ao crédito agrícola, situação que, a ocorrer, elevará as necessidades de atenção na análise de eventuais operações que surjam neste âmbito. Plano de Actividades 2012 23 São João da Pesqueira Em termos operacionais, como melhoria a implementar na área de análise de risco, temos perspectivada a utilização corrente da nova ferramenta de atribuição de rating interno, tornando a análise de risco aos principais processos de crédito mais fiável e consistente. CRÉDITO VENCIDO Uma das principais consequências do ajustamento económico que se encontra em curso em Portugal será, durante 2012, o aumento do crédito vencido. Historicamente os períodos recessivos têm dado origem a aumentos significativos nas dificuldades de pagamento dos compromissos assumidos pelas empresas e famílias. A perspectiva de aumento dos níveis de crédito em atraso não altera, porém, a estratégia implementada pela CCAM de São João da Pesqueira nesta área, a qual tem passado por uma tentativa de cobrança das operações fora do contencioso judicial, promovendo negociações com os cliente e, tanto quanto possível, antever dificuldades futuras como forma de evitar a cobrança coerciva das operações. Crédito Vencido Crédito Vencido Total Rácio Crédito Vencido 2010 1.828.886 2.75% Estimativa 2011 2.146.487 3.10% Taxa Cresc. Estimada 2011 Objectivo 2012 17.40% 12.72% 3.000.000 4.20% Objectivo Taxa Cresc 2012 39.76% 35.48% Para 2012 é esperada uma melhoria operacional nesta área resultante da implementação de uma ferramenta de gestão de crédito vencido, cuja utilização foi iniciada durante o mês de Novembro de 2011. Aproveitando as potencialidades desta nova ferramenta esperamse melhorias ao nível do controlo dos prazos e consequentemente da resolução dos atrasos em tempo útil. Apesar da melhoria operacional prevista com a referida aplicação, é esperada uma degradação do rácio de crédito vencido, o qual deverá atingir 4,2% do total da carteira, traduzindo-se num aumento de 39% no valor do crédito vencido. ÁREA DE SUPORTE O exercício de 2012 continuará a ser marcado por uma grande pressão sobre a rentabilidade das instituições financeiras, pelo que o grande contributo da Área de Suporte neste indicador será dado pela via do controlo de custos de funcionamento. Plano de Actividades 2012 24 São João da Pesqueira Em termos operacionais a Área de Suporte será marcada pela introdução de um sistema de gestão documental, o qual deverá proporcionar melhorias no desempenho operacional de todas as áreas de negócio promovendo a eficiência das operações. Associado a este sistema de gestão documental estará associada a substituição do parque de impressoras, fotocopiadoras e faxes por equipamentos multifuncionais os quais trarão maior eficiência nos processos e simultaneamente economia de custos. SERVIÇOS TÉCNICOS AGRÍCOLAS Esta área durante 2011 consolidou-se como um serviço essencial no relacionamento com os associados e clientes da Caixa. Aproveitando a experiência adquirida no passado, durante 2012 será novamente realizado um plano de formação na área agrícola, tão ajustado quanto possível à realidade duriense, como forma de continuar a apoiar a evolução das explorações agrícolas. Dando continuidade ao sucesso das duas candidaturas agrupadas aos projectos Vitis, realizadas em 2010 e 2011, encontra-se prevista a realização de mais uma durante 2012, permitindo que os associados da Caixa possam continuar a beneficiar da maximização do apoio financeiro ao abrigo destes projectos. PREVISÕES FINANCEIRAS Como já referido no decurso deste documento, fruto das obrigações resultantes do programa de assistência financeira, 2011 tem sido marcado por uma disputa agressiva do mercado de recursos. Esta maior procura pela captação dos depósitos dos clientes reflectiu-se nas taxas praticadas pelo mercado, tendo-se assistido a uma subida constante e progressiva ao longo do ano. Para tentar credibilizar o mercado, o Banco de Portugal, à semelhança de outros Bancos Centrais, emitiu recentemente regulamentação, tentando limitar o aumento das taxas dos chamados “super depósitos”, penalizando os bancos pela remuneração dos depósitos acima de uma taxa de referência. Plano de Actividades 2012 25 São João da Pesqueira Dada a recente entrada em vigor desta medida ainda não é possível antecipar o seu real impacto. Contudo, para 2012, será expectável que a taxa média dos produtos do passivo continue a aumentar. Relativamente às taxas dos produtos do activo, tal como esperado, durante o exercício de 2011 fomos assistindo a uma evolução na taxa EURIBOR na generalidade dos prazos, tendo permitido atenuar, nas demonstrações financeiras dos bancos, parte do efeito do aumento das taxas dos recursos de clientes. Já no decorrer do mês de Outubro de 2011, o Banco Central Europeu (BCE), de forma inesperada, face ao risco de estagnação da actividade económica, reduziu a sua taxa de referência de 1,5% para 1,25%. Analisando este novo contexto, espera-se que o próximo exercício seja novamente marcado por uma grande pressão sobre a margem financeira das instituições financeiras, uma vez que, muito provavelmente, as taxas das operações activas irão reflectir a recente redução da taxa de referência do BCE e consequentemente das taxas EURIBOR. As projecções das demonstrações financeiras da CCAM de São João da Pesqueira reflectem este cenário, sendo esperada uma redução de 12,7% na Margem Financeira. Para esta realidade contribuirá decisivamente o aumento dos Juros e Encargos Similares (64%) reflectindo o expectável aumento das taxas médias dos recursos de clientes. O Produto Bancário, apesar do aumento da Margem Complementar (3,89%), apresentará uma redução de 8,44%, reflectindo o já referido impacto da Margem Financeira. Relativamente aos custos de funcionamento, esperamos para 2012 um agravamento (0,6%) inferior à taxa de inflação prevista nos gastos gerais administrativos, e um aumento de 1% nos custos com pessoal, sendo este o resultado expectável da negociação colectiva. Sobre os Gastos Gerais Administrativos recai uma incerteza, relacionada com a necessidade de obras de manutenção do edifício sede, as quais se encontram em fase de planeamento. Acreditamos que o seu valor poderá ter algum impacto sobre o desempenho desta rubrica, mas ainda não é possível quantificar. Plano de Actividades 2012 26 São João da Pesqueira Apesar da expectativa de agravamento do crédito vencido, fruto do esforço de provisionamento extraordinário realizado ao longo de 2011, é esperado um menor esforço de provisionamento. Em resultado das variações descritas anteriormente, o Resultado Antes de Impostos deverá registar uma redução de 22,2%, reflectindo-se numa quebra do Resultado Líquido de 26,9%. O Activo Líquido deverá registar, no final de 2011, um crescimento superior a 4% superando a barreira dos cem milhões de euros. No próximo exercício espera-se um crescimento mais modesto (1,7%) desta rubrica, motivada pela incerteza já descrita anteriormente. EVOLUÇÃO DOS PRINCIPAIS RÁCIOS Perspectivando o impacto das previsões realizadas no valor dos rácios do normativo definido pela Caixa Central, verificamos que a CCAM cumprirá a generalidade dos rácios apresentados, com excepção para o rácio de eficiência, que fruto da quebra estimada nas receitas, ficará algo acima do valor de referência definido (63%). Rácio Orientação 31-122009 31-122010 31-12-2011 * 31-12-2011 ** Crédito Vencido Líquido/Crédito Total Líquido ≤ 3% 0,76% 0,76% 1,02% 0,89% Crédito Vencido Bruto há + 90 dias/Crédito Total ≤ 5% 2,27% 2,27% 2,35% 3,80% < 55% 78,57% 74,26% 56,06% 63,30% 4.113.489,31 3.910.903,00 4.097.268,72 Rácio de Eficiência Produtividade: • Activo Líquido/Nº Empregados • Produto Bancário/Nº Empregados >€ 2.500.000 4.169.909,00 > € 90.000 104.104,16 109.646,00 143.206,71 131.123,00 Comissões Líquidas/Produto Bancário > 12% 22,26% 26,19% 21,13% 23,96% Rácio de Transformação < 85% 78,46% 85,85% 84,62% 83,10% * Estimado ** Orçamentado Salienta-se ainda o aumento previsto do rácio de crédito vencido bruto com mais de 90 dias, situação que, fruto do esforço de provisionamento que tem vindo a ser realizado, não se deverá reflectir no valor do rácio de crédito vencido líquido. Assim sendo o nível de Plano de Actividades 2012 27 São João da Pesqueira provisionamento do crédito vencido deverá atingir, em 2012, 79,7% contra os 63,3% estimados para o final de 2011. 31-122009 Crédito Total Concedido a Clientes 31-122010 31-122011* 31-122012** 62.040.052 66.548.037 70.176.046 71.411.883 60.564.255 64.697.760 68.029.559 68.411.883 Crédito Vencido 1.475.797 1.850.276 2.146.487 3.000.000 Crédito Vencido há mais de 90 Dias Crédito Abatido ao Activo 1.409.745 2.763.697 1.745.223 2.716.053 2.024.616 2.716.053 2.829.669 2.716.053 3.220.544 1.040.885 3.191.850 1.242.353 3.217.956 1.933.188 3.190.850 2.391.135 516.876 557.576 590.096 664.508 70,53% 67,14% 63,33% 79,70% 7,66% 7,45% 7,43% 8,75% Crédito Vivo Provisões Cobrança Duvidosa Crédito e Juros Vencidos Riscos Gerais de Crédito Grau de provisionamento do Crédito Vencido Grau de provisionamento do Crédito Total * Estimado ** Orçamentado Analisando o grau de provisionamento do crédito vencido, considerando o valor de provisões de cobrança duvidosa já criadas (€ 3.190.850), o nível de provisionamento seria superior a 200%. De forma a facilitar a leitura e compreensão deste Plano de Actividades e Orçamento para 2012, seguem-se um conjunto de mapas como documentos de apoio, que farão parte da análise e discussão do mesmo que apresentam e correspondem à actividade sintetizada da Instituição. São João da Pesqueira, 16 de Novembro de 2011 Plano de Actividades 2012 28 São João da Pesqueira MAPAS Plano de Actividades 2012 29 São João da Pesqueira BALANÇO PREVISIONAL 31-12-2010 31-12-2011 31-12-2012 Estimado Orçamentado ACTIVO 01.Caixa e Disp. Bancos Centrais 619.324 219.038 257.965 02.Disponib. em Outras Inst. Crédito 989.385 188.030 0 03.Activos Financeiros Detidos para Negociação 0 0 0 04.Outros Activos Financeiros ao Justo Valor Através de Resultados 0 0 0 432.940 432.754 0 06.Aplicações em Instituições de Crédito 23.150.055 26.797.861 22.114.885 07.Crédito a Clientes 62.463.354 64.541.209 72.610.706 08.Investimento Detidos até à Maturidade 0 0 0 09.Activos com Acordo de Recompra 0 0 0 10.Derivados de Cobertura 0 0 0 9.123 99.273 9.123 05.Activos Financeiros Disponíveis para Venda 11.Activos Não Correntes Detidos para Venda 12.Propriedades de Investimento 0 0 0 4.160.335 4.537.593 4.325.210 0 0 0 4.338.893 4.338.893 4.171.390 0 0 0 17.Activos por Impostos Diferidos 870.370 735.370 386.390 18.Outros Activos 738.803 541.696 372.059 97.772.582 102.431.718 104.247.729 13.Outros Activos Tangíveis 14.Activos Intangíveis 15.Investimentos em Filiais, Associadas e Empreendimentos Conjuntos 16.Activos por Impostos Correntes Total do Activo PASSIVO 01.Recursos de Bancos Centrais 0 0 0 02.Passivos Financeiros Detidos para Negociação 0 0 0 03.Outros Passivos Financeiros ao Justo Valor Através de Resultados 0 0 0 04.Recursos de Outras Instituições de Crédito 6 7 258 05.Recursos de Clientes e Outros Empréstimos 81.625.330 85.104.511 86.977.135 06.Responsabilidades Representadas por Títulos 0 0 0 07.Passivos Financeiros Associados a Activos Transferidos 0 0 0 08.Derivados de Cobertura 0 0 0 09.Passivos Não Correntes Detidos para Venda 0 0 0 557.576 701.966 744.119 10.Provisões 11.Passivos por Impostos Correntes 35.918 0 0 12.Passivos por Impostos Diferidos 0 0 0 13.Instrumentos Representativos de Capital 0 0 0 14.Outros Passivos Subordinados 0 0 0 15.Outros Passivos 619.031 952.750 685.180 Total do Passivo 82.837.861 86.759.233 88.406.692 SITUAÇÃO LIQUIDA 17.Capital 11.624.690 11.671.825 11.742.623 18.Prémios de Emissão 0 0 0 19.Outros Instrumentos de Capital 0 0 0 20.Acções Próprias 0 0 0 21.Reservas de Reavaliação 0 0 0 2.856.067 3.277.034 3.570.065 453.964 723.627 528.348 0 0 0 Total da Situação Liquida 14.934.721 15.672.485 15.841.036 Total de Passivo + Situação Liquida 97.772.582 102.431.718 104.247.729 22.Outras Reservas e Resultados Transitados 23.Resultado do Exercício 24.Dividendos Antecipados Valores em Euros Plano de Actividades 2012 30 São João da Pesqueira DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DESCRIÇÃO Juros e Rendimentos Similares Juros e Encargos Similares Margem Financeira Rendimentos de instrumentos de Capital 31-12-2010 31-12-2011 31-12-2012 Estimado Orçamentado 3.021.964 4.014.144 4.456.700 -980.318 -1.228.494 -2.025.146 2.041.646 2.785.650 2.431.554 1 0 0 Rendimentos de Serviços e Comissões 811.505 851.052 907.326 Encargos com Serviços e Comissões -93.664 -94.722 -121.578 0 0 0 Resultados de Activos e Passivos avaliados ao justo valor através de Resultados Resultados de Activos Financeiros Disponíveis 0 0 0 13.006 13.473 0 489 1 0 -31.832 24.714 60.789 Produto Bancário 2.741.151 3.580.168 3.278.091 Custos com pessoal -1.090.490 -1.144.417 -1.155.861 Gastos Gerais Administrativos -793.417 -709.164 -713.419 Amortizações do Exercício -151.705 -153.335 -216.017 Resultados de Reavaliação Cambial Resultados de alienação de outros activos Outros resultados de exploração Provisões Líquidas de Reposições e Anulações Correc. de valor Assoc. ao Créd. a Client. e val. a receber de outros deved. Liq. Imparidade de outros activos financeiros líquida de reversões e recuperações Imparidade líquida de reversões e recuperações Resultado antes de impostos -40.700 -32.520 -74.412 -172.775 -690.835 -457.947 0 0 0 991 0 0 493.055 849.897 660.435 Impostos correntes -58.733 -126.270 -132.087 Impostos diferidos 19.642 0 0 453.964 723.627 528.348 RESULTADO LIQUIDO Valores em Euros Plano de Actividades 2012 31 São João da Pesqueira Orçamento de Despesas Valor: Euros Orçamentado Apurado Previsto Orçam. % 2011 30-092011 31-122011 2012 2011/2012 1.042.464 921.370 1.228.493 2.014.729 64,00% 660 - Juros e encargos similares 1.042.464 921.370 1.228.493 2.014.729 64,00% 68 - OUTRAS COMISSÕES PAGAS 128.288 71.042 94.723 121.577 28,35% 683 - Por serviços bancários prestados 128.288 71.042 94.723 121.577 28,35% 69 - PERDAS EM OP. FINANCEIRAS 0 13.812 0 0 690 - Perdas em diferenças cambiais 0 13.812 0 0 -100,00% 1.042.901 858.313 1.144.417 1.155.861 1,00% 70 - Custos com pessoal 1.042.901 858.313 1.144.417 1.155.861 1,00% 71 - GASTOS GERAIS ADMINISTRATIVOS 769.265 531.873 709.164 713.419 0,60% 72 - OUTROS ENCARGOS OPERACIONAIS 82.742 60.888 76.955 67.232 -12,63% 721 - Quotizações e donativos 20.337 12.547 12.500 6.000 -52,00% 722 - Contribuições para o fundo de garantia 62.405 48.341 64.455 61.232 -5,00% 75 - OUTROS IMPOSTOS 265 4990 4990 480 -90,38% 750 - Impostos indirectos 265 4990 4990 480 -90,38% 338.827 115.001 153.335 216.018 40,88% 338.827 115.001 153.335 216.018 40,88% 3.404.752 2.563.477 3.412.077 4.289.317 25,71% RÚBRICA 66 - JUROS E ENCARGOS SIMILARES 70 - CUSTOS COM PESSOAL 77 - AMORTIZAÇÕES DO EXERCÍCIO 770 - Activos tangíveis Totais Gerais Orçamento de Receitas Valor: Orçamentado RÚBRICA 2011 79 - JUROS E RENDIMENTOS SIMILARES Apurado Previsto 30-Set-11 31-Dez-11 3.608.219 3.010.608 Euros Orçam. % 2011 2011/2012 4.014.144 4.456.503 11,02% 790- Juros e rendimentos similares 3.608.219 3.010.608 4.014.144 4.456.503 11,02% 81 - OUTRAS COMISSÕES RECEBIDAS 759.338 638.289 851.051 907.284 6,61% 810 - Garantias prestadas 54.504 74.166 98.887 113.720 15,00% 811 - Compromissos irrevogáveis 48.305 33.132 44.176 47.798 8,20% 813 - Serviços prestados 421.513 352.614 470.152 493.660 5,00% 818 - Outras 235.016 178.377 237.836 252.106 6,00% 83 - GANHOS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS 0 23.916 31.888 0 -100,00% 830 - Ganhos em diferenças cambiais 0 23.916 31.888 0 -100,00% 146.885 145.166 193.555 197.426 2,00% 146.885 145.166 193.555 197.426 2,00% 3.854.859 4.514.442 17,10% 84 - OUTROS RENDIMENTOS E RECEITAS OPERACIONAIS 848 - Outros ganhos e rendimentos operacionais TOTAIS GERAIS 4.514.442 2.907.544 Plano de Actividades 2012 32 São João da Pesqueira PARECER DO CONSELHO FISCAL Plano de Actividades 2012 33 São João da Pesqueira Plano de Actividades 2012 34