Documento do Banco Mundial SOMENTE PARA USO OFICIAL Relatório No: 59014-BR DOCUMENTO DE AVALIAÇÃO DO PROJETO SOBRE UMA PROPOSTA DE EMPRÉSTIMO NO VALOR DE US$ 107,3325 MILHÕES PARA A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DESTINADO AO PROJETO INTEGRADO FEDERAL DO SETOR ÁGUA – INTERÁGUAS 3 de junho de 2011 Departamento de Desenvolvimento Sustentável Unidade de Gestão de País – Brasil Região da América Latina e do Caribe O presente documento é disponibilizado ao público antes da consideração da Diretoria Executivo. Isto não implica presunção de resultado. Este documento poderá ser atualizado após consideração por parte da Diretoria Executiva. O documento atualizado será disponibilizado ao público em conformidade com a Política sobre Acesso à Informação do Banco Mundial. EQUIVALÊNCIA DE MOEDAS (Taxa de câmbio em vigor em 10 de novembro de 2010) Unidade monetária = Real (R$) R$ 1.00 = US$ 0,5859 US$ 1.00 = R$ 1,7066 EXERCÍCIO FINANCEIRO 1º de janeiro – 31 de dezembro ABREVIAÇÕES E SIGLAS ANA CERH CGP CGU CNRH CODEVASF COF CPS CQS DARIN DNOCS EIA EnvTAL ESMF EsTAL ESW FM FMA FMIS FSL FUNAI FY GDP GEAPR GEF GEPRO GoB GSAN Agência Nacional de Águas Conselho Estadual de Recursos Hídricos Comitê Gestor do Programa Controladoria Geral da União Conselho Nacional de Recursos Hídricos Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba Coordenação de Orçamento e Finanças Estratégia de Parceria para o País Seleção Baseada na Qualificação do Consultor Diretoria de Articulação Institucional Departamento Nacional de Obras Contra as Secas Estudo de Impacto Ambiental Projeto de Assistência Técnica para a Agenda de Sustentabilidade Ambiental Arcabouço de Gestão Ambiental e Social Projeto de Assistência Técnica ao Setor de Energia Relatório Econômico e Setorial Gerenciamento Financeiro Avaliação de Gerenciamento Financeiro Sistema de Informação de Gerenciamento Financeiro Empréstimo com Amortização Constante Fundação Nacional do Índio Ano Fiscal Produto Nacional Bruto Gerência de Acompanhamento de Projetos da SIP/ANA Fundo Global para o Meio Ambiente Gerência Técnica de Projetos da SIP/ANA National Water Agency State-level Water Resources Councils Interministerial Management Committee Office of the Controller General National Council on Water Resources Development Company for the São Francisco and Parnaíba Valleys Budget and Finance Coordinator Country Partnership Strategy Selection Based on the Consultants’ Qualifications Director of Institutional Coordination National Department of Works Against Droughts Environmental Impact Assessment Environment Sector Technical Assistance Loan Environmental and Social Management Framework Energy Sector Technical Assistance Loan Bank Economic and Sector Work Financial Management Financial Management Assessment Financial Management Information System Fixed-spreads Loan Federal Foundation for Indigenous Peoples Fiscal Year Gross domestic product SIP/ANA’s Projects General Supervision Management Unit Global Environmental Facility SIP/ANA’s Projects Technical Supervision Management Unit Government of Brazil Governo do Brasil Sistema Integrado de Gestão de Serviços de Integrated Management System for Water Saneamento Supply and Sanitation iii IBRD ICB ICR IEG IFC IFR IIPC INMETRO IPHAN IPPF JMP LCR LCS M&E MCid MI MIC MMA MOP NCB NGO O&M PAC PAD PDO PMSS PMU PNRH POA PPA PPP PROAGUA Nacional PROAGUA Semi-árido PROSANEAR QCBS REA RIMA RP RPF SAF SAT Banco Internacional para Reconstrução e International Bank for Reconstruction and Desenvolvimento Development Concorrência Pública Internacional International Competitive Bidding Relatório de Encerramento do Projeto Implementation Completion and Results Report Grupo de Avaliação Independente Independent Evaluation Group Corporação Financeira Internacional International Finance Corporation Relatórios Financeiros Interinos Interim Financial Reports Painel Intergovernamental sobre Mudança Intergovernmental Panel on Climate Change Climática Instituto Nacional de Metrologia, National Institute of Metrology, Normalization and Normalização e Qualidade Industrial Industrial Quality Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico National Institute for Historical and Artistic Heritage Nacional Arcabouço para Planejamento de Povos Indigenous Peoples Planning Framework Indígenas Programa de Monitoramento Conjunto Joint Monitoring Program Região da América Latina e Caribe Latin America and Caribbean Region Seleção pelo Menor Custo Least-cost Selection Monitoria e Avaliação Monitoring and Evaluation Ministério das Cidades Ministry of Cities Ministério da Integração Nacional Ministry of National Integration País de Renda Média Middle Income Country Ministério do Meio Ambiente Ministry of Environment Manual Operacional do Projeto Project Operational Manual Concorrência Pública Nacional National Competitive Bidding Organização Não Governamental Nongovernmental Organization Operação e Manutenção Operation and Maintenance Programa de Aceleração do Crescimento Growth Acceleration Program Documento de Avaliação do Projeto Project Appraisal Document Objetivos de Desenvolvimento do Projeto Project Development Objectives Projeto de Modernização do Setor Water Sector Modernization Project Saneamento Unidade de Gerenciamento do Projeto Project Management Unit Plano Nacional de Recursos Hídricos National Water Resources Plan Plano Operativo Anual Annual Operational Plan Plano Plurianual Multiyear Plan Parceria Público-Privada Public-Private Partnership Programa Nacional de Desenvolvimento dos Federal Water Resources Management Project – Recursos Hídricos Additional Financing Subprograma de Desenvolvimento de Federal Water Resources Management Project Recursos Hídricos para o Semi-Árido Brasileiro Programa de Saneamento para Populações Low Income Sanitation Technical Assistance Project em Áreas de Baixa Renda Seleção com Base em Qualidade e Custo Quality- and Cost-Based Selection Avaliação Ambiental Regional Regional Environmental Assessment Relatório de Impacto no Meio Ambiente Environmental Impact Report Plano de Reassentamento Resettlement Plan Arcabouço da Política de Reassentamento Resettlement Policy Framework Superintendência de Administração, ANA’s Superintendence of Administration, Finances Finanças e Gestão de Pessoas da ANA and Human Resources Equipe de Salvaguardas Safeguards Advisory Team iv SBD SEA SEAIN SEDEC SFC SIAFI SIGMA SIH SIL SINDEC SINGREH SIP SNIRH SINISA SNSA SOE SRH SRHU STN STP TAL ToR UPP WRM WSS Standard Bidding Document Strategic Environmental Assessment Secretariat for International Affairs Documento Padrão de Licitações Avaliação Ambiental Estratégica Secretaria Especial de Assuntos Internacionais Secretaria Nacional de Defesa Civil Secretaria Federal de Controle Sistema Integrado de Administração Financeira Sistema de Informações Gerenciais Secretaria de Infraestrutura Hídrica Empréstimo de Investimento Específico Sistema Nacional de Defesa Civil Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos Superintendência de Implementação de Programas e Projetos da ANA Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental Declaração de Gastos Secretaria de Recursos Hídricos. Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano Secretaria do Tesouro Nacional Secretaria Técnica do Projeto Empréstimo de Assistência Técnica Termo de Referência Unidade de Preparação do Projeto Gerenciamento de Recursos Hídricos Abastecimento de Água e Saneamento National Secretariat of Civil Defense Federal Secretariat of Control Integrated Federal Financial Administration System Monitoring and Administrative Management System Secretariat of Hydraulic Infrastructure Specific Investment Loan National Civil Defense System National Water Resources Management System ANA’s Superintendent of Implementation of Programs and Projects National Water Resources Information System National Information System on Basic Sanitation National Secretariat of Environmental Sanitation Statement of Expenditures Secretariat for Water Resources Secretariat for Water Resources and Urban Environment National Treasury Secretariat Project Technical Secretariat Technical Assistance Loan Terms of Reference Project Preparation Unit Water Resources Management Water Supply and Sanitation Vice-Presidente: Diretor de País: Diretora de Setor: Gerente Setorial: Chefe da Equipe do Projeto: Pamela Cox Makhtar Diop Laura Tuck Karin Kemper / Guang Zhe Chen Manuel Contijoch / Thadeu Abicalil v BRASIL PROJETO INTEGRADO FEDERAL DO SETOR ÁGUA – Interáguas SUMÁRIO Page I. CONTEXTO ESTRATÉGICO E FUNDAMENTAÇÃO LÓGICA................................ 1 A. Antecedentes do País e do Setor ......................................................................................... 1 B. Fundamentação lógica da participação do Banco Mundial ................................................ 3 C. Objetivos mais elevados para os quais o projeto contribui ................................................. 5 II. DESCRIÇÃO DO PROJETO.............................................................................................. 5 A. Instrumento de empréstimo................................................................................................. 5 B. Objetivo e Principais Indicadores de Desenvolvimento do Projeto.................................... 5 C. Componentes do projeto ..................................................................................................... 6 D. Lições aprendidas e refletidas na elaboração do projeto .................................................... 9 E. Alternativas consideradas e motivos para rejeição ........................................................... 11 III. IMPLEMENTAÇÃO ...................................................................................................... 11 A. Arranjos institucionais e de implementação ..................................................................... 11 B. Monitoramento e avaliação dos produtos/resultados ........................................................ 12 C. Sustentabilidade ................................................................................................................ 13 D. Riscos críticos e possíveis aspectos controversos ............................................................. 13 E. Condições e cláusulas de empréstimos/créditos ............................................................... 15 IV. RESUMO DA AVALIAÇÃO......................................................................................... 16 A. Análise Econômica e Financeira ....................................................................................... 16 B. Técnica .............................................................................................................................. 16 C. Fiduciário .......................................................................................................................... 17 D. Social................................................................................................................................. 18 E. Meio Ambiente ................................................................................................................. 19 F. Políticas de salvaguarda .................................................................................................... 21 G. Exceções de políticas e prontidão ..................................................................................... 21 Anexo 1: Histórico do País e do Setor ou do Programa .............................................................. 22 Anexo 2: Principais Projetos Associados Financiados pelo Banco Mundial e/ou por outros Órgãos .......................................................................................................................................... 35 vi Anexo 3: Arcabouço de Resultados e Monitoramento ............................................................ 36 Anexo 4: Descrição Detalhada do Projeto ................................................................................ 51 Anexo 5: Custos do Projeto ........................................................................................................ 59 Anexo 6: Arranjos de Implementação ...................................................................................... 60 Anexo 7: Arranjos de Gestão Financeira e Desembolsos ........................................................ 73 Anexo 8: Arranjos de Aquisições............................................................................................... 80 Anexo 9: Análise Econômica e Financeira................................................................................ 87 Anexo 10: Questões da Política de Salvaguardas ..................................................................... 89 Anexo 11: Preparação e Supervisão do Projeto ..................................................................... 100 Anexo 12: Documentos no Arquivo do Projeto ...................................................................... 102 Anexo 13: Demonstrativo de Empréstimos e Créditos .......................................................... 107 Anexo 14: Visão Panorâmica do Brasil ................................................................................... 111 Anexo 15: Mapas: IBRD 333778 ............................................................................................. 113 vii BRASIL PROJETO FEDERAL INTEGRADO DO SETOR ÁGUA DOCUMENTO DE AVALIAÇÃO DO PROJETO AMÉRICA LATINA E CARIBE LCSEN Data: 3 de junho de 2011 Chefe de equipe: Manuel Contijoch e Thadeu Abicalil Setores: Administração pública - Água, saneamento e proteção contra enchente (100%) Temas: Gestão de recursos hídricos (100%) Diretor do País: Makhtar Diop Diretor de Setor: Laura Tuck Gerente Setorial: Karin Kemper / Guang Zhe Chen Identidade do projeto: P112073 Categoria ambiental: Avaliação parcial Instrumento de empréstimo: Empréstimo de Em conjunto com a IFC: Assistência Técnica Nível conjunto: Dados de Financiamento do Projeto [X] Empréstimo [ ] Crédito [ ] Subsídio [ ] [ ] Outro: Garantia Para Empréstimos/Créditos/Outros: Financiamento Total do Banco (US$ milhões): 107,3325 milhões Termos propostos: Empréstimo Flexível do BIRD vinculado ao compromisso, expresso em US$, com spread variável, amortizações iguais ao principal, um período de carência de 5 anos e vencimento final em 30 anos, com todas as opções de conversão selecionadas e Taxa Inicial capitalizada. Plano de financiamento (US$ milhões) Fonte Local Estrangeira Total Mutuário 35,7775 0,00 35,7775 Banco Internacional para Reconstrução e 107,3325 0,00 107,3325 Desenvolvimento Total 143,110 0,00 143,110 Mutuário: República Federativa do Brasil Órgãos Responsáveis: viii Ministério do Meio Ambiente, MMA Secretaria Executiva Esplanada dos Ministérios - Bloco Bl. B - 6º andar Brasília DF 70068-900 Brasil Fax: (55-61) 2028-1770/2015 [email protected] Agência Nacional de Águas SPO, Área 05 Quadra 03 Bloco M Brasília DF 70610-200 Brasil Tel.: (55-61) 2109-5220 Fax: (55-61) 2109-5296 [email protected] Ministério da Integração Nacional, MI Gabinete do Ministro Esplanada dos Ministérios Bloco E, Sala 600 Brasília DF 70062-900 Brasil Tel.: (55-61) 3414-5815 Fax: (55-61) 3414-4268/5812 [email protected] Ministério das Cidades, MCid Secretaria Executiva SAUS Quadra 01 Bloco H Ed. Telemundi II, 12º andar Brasília DF 70070-010 Brasil Tel.: (55-61) 2108-1414 Fax: (55-61) 2108-1420 [email protected] Ministério da Integração Nacional,(Exercício MI Estimativa de desembolsos financeiro do Banco Mundial/US$ milhões) EF 2012 2013 2014 2015 2016 2017 Anual 10,7333 16.0999 21.4665 26.8331 26.8331 5.3666 Cumulativo 10,7333 26,8331 48.2996 75.1328 101.9659 107.3325 Período de implementação do projeto: Início 30 de agosto de 2011 Fim: 30 de junho de 2016 Data prevista para entrada em vigor: 30 de agosto de 2011 Data prevista para encerramento: 31 de dezembro de 2016 O projeto afasta-se da Estratégia de Assistência aos Países (CAS, sigla em [ ]Sim [X] Não inglês) em termos de conteúdo ou outro ponto significativo? Ref. PAD I.C. O projeto requer quaisquer exceções das políticas do Banco Mundial? [ ]Sim [X] Não Ref. PAD IV.G. ix Elas foram aprovadas pela direção do Banco Mundial? [ ]Sim [ ] Não A Direção busca aprovação para qualquer exceção política? [ ]Sim [X] Não O projeto inclui algum risco crítico classificado como “substancial” ou “alto”? [X]Sim [ ] Não Ref. PAD III.F. O projeto atende aos critérios regionais de prontidão para implementação? [X]Sim [ ] Não Ref. PAD IV.G. Objetivo do desenvolvimento do projeto Ref. PAD II.C., Anexo Técnico 3 Apoiar o Governo do Brasil a melhorar a coordenação e reforçar a capacidade entre as principais instituições federais no setor água no sentido de uma abordagem integrada. Descrição do projeto [resumo de uma sentença sobre cada componente] Ref. PAD II.D., Anexo Técnico 4 Componente 1: Gerenciamento de Recursos Hídricos (US$ 44,2169 milhões) fornecer apoio à implantação de ferramentas e instrumentos no SINGREH; melhorar o desenvolvimento institucional; reduzir as disparidades entre os sistemas de gerenciamento de recursos hídricos federal e estaduais do mutuário; identificar ações para atenuar e adaptar-se à mudança climática; otimizar procedimentos; e estabelecer critérios para sistemas de monitoramento e avaliação existentes, para aumentar a eficiência e a conformidade jurídica das diretrizes e políticas de recursos hídricos com a Lei de Águas do Mutuário No. 9.433, de 8 de janeiro de 1997, que estabeleceu a Política Nacional de Recursos Hídricos. Componente 2: Água, Irrigação e Gestão de Risco de Desastres (US$ 40,7335 milhões) fornecer apoio para fortalecimento institucional para melhoria da infraestrutura hídrica, da irrigação e das atividades do SINDEC, e para aumentar a capacidade geral de avaliação de infraestruturas hídricas estratégicas e da capacidade de gestão de riscos de desastres, incluindo enchentes e secas e outras emergências. Componente 3: Abastecimento de Água e Saneamento (US$ 32,4391 milhões) fornecer apoio à implementação da Lei Nacional de Saneamento do Mutuário No 11.445 de 2007, à melhoria da qualidade da prestação dos serviços básicos de abastecimento de água e saneamento e contribuir para promover acesso universal a esses serviços. Componente 4: Coordenação Intersetorial e Planejamento Integrado (US$ 20,9606 milhões) fornecer apoio ao planejamento integrado; identificar áreas de interesse mútuo, sobreposição ou conflito nos planos setoriais que afetem e/ou dependem de recursos hídricos; realizar estudos e melhorias institucionais envolvendo vários setores, e apoiar medidas de gestão e conservação de recursos hídricos, preferencialmente nas bacias dos rios São Francisco e Araguaia-Tocantins. Componente 5: Gestão, Monitoramento e Avaliação do Projeto (US$ 4,4916 milhões) fornecer apoio: (i) à gestão dos aspectos operacionais do Projeto visando a coordenar, monitorar e avaliar todas as intervenções feitas para garantir que atendam às metas, cronogramas e aos objetivos especificados originalmente e para garantir eficiência geral na administração, inclusive na apresentação de relatórios, gerenciamento financeiro e auditoria do Projeto; e (ii) à transferência efetiva de conhecimento e o uso de melhores práticas no nível subnacional incluindo um sólido programa de comunicação, por meio de, entre outros, workshops e seminários com o objetivo de informar os interessados relevantes nas esferas municipal, estadual x e federal e da bacia hidrográfica. Que políticas de salvaguarda são acionadas, se houver? Ref. PAD IV.F., Anexo Técnico 10 Avaliação Ambiental (OP/BP 4.01); Habitats Naturais (OP/BP 4.04); Florestas (OP/BP 4.36); Controle de Pragas (OP 4.09); Recursos Culturais Físicos (OP/BP 4.11); Reassentamento Involuntário (OP/BP 4.12); e Segurança de Barragens (OP/BP 4.37) Condições significativas e não padrão, se houver, para: Ref. PAD III.F. Apresentação à Diretoria: Nenhuma Entrada em vigor do empréstimo: (i) as regulamentações criando o Comitê Gestor do Programa e as Unidades de Gerenciamento do Projeto foram emitidas e publicadas em forma e conteúdo satisfatórios para o Banco; (ii) o Manual Operacional foi adotado por meio de uma resolução (deliberação) emitida pelo Comitê Gestor do Programa e publicada pelo Mutuário em forma e conteúdo satisfatórios para o Banco. Cláusulas aplicáveis à implementação do projeto: (Anexo 2, Seção I, A, B, C e D; e Seção V do Acordo de Empréstimo): (a) executar o Projeto em conformidade com o Manual Operacional, incluindo o Plano de Aquisições, os Planos Operativos Annuais, o Arcabouço de Gestão Ambiental e o Arcabouço Social; (b) estabelecer e posteriormente manter, até a conclusão da execução do Projeto, um comitê gestor interministerial (o Comitê Gestor do Programa) para se reunir uma vez por semestre, e submeter as atas destas reuniões ao Banco; (c) estabelecer e posteriormente operar e manter, até a conclusão da execução do Projeto, unidades de gerenciamento do projeto (as Unidades de Gerenciamento do Projeto) localizadas fisicamente na ANA, MMA, MI e MCid, todas com equipe competente em número adequado com qualificações e experiência satisfatórias para o Banco; (d) estabelecer em até três meses após o estabelecimento do Comitê Gestor do Programa e posteriormente manter, até a conclusão da execução do Projeto, uma Secretaria Técnica do Projeto para o Comitê Gestor do Programa (a Secretaria Técnica do Projeto), localizada fisicamente na ANA, e com responsabilidade de coordenação geral do Projeto, incluindo todas as atividades inetersetoriais conforme estabelecido no Manual Operacional; (e) ao menos uma vez por ano durante a implementação do Projeto no dia ou próximo do dia 1º de dezembro, começando no primeiro dia após a Data de Entrada em Vigor, preparar e fornecer ao Banco um plano, aceitável para o Banco (o Plano Operativo Anual para a execução do Projeto durante os doze meses seguintes); (f) garantir que o Projeto seja executado em conformidade com as provisões das Diretrizes Anti-Corrupção; (g) por meio da ANA, MMA, MI ou MCid, antes de executar qualquer atividade do Projeto que requeira a assistência de uma Entidade Participante (conforme determinado pelo Mutuário e em conformidade com as provisões do Manual Operacional), fechar um acordo (o Acordo de Cooperação) com a Entidade Participante relevante dentro dos termos e condições aprovados pelo Banco como melhor especificado no Manual Operacional, com propósitos de apoiar a ANA, MMA, MI ou MCid na implementação das Partes respectivas do Projeto dentro de sua resposabilidade, e posteriormente manter o Acordo de Cooperação pertinente durante toda a implementação do Projeto; (h) por meio das Unidades de Gerenciamento do Projeto: (a) implementar o Projeto em conformidade com o Arcabouço de Gestão Ambiental (incluindo as provisões para avaliação ambiental, habitats naturais, controle de pragas , florestas, recursos xi culturais físicos e segurança de barragens) e o Arcabouço de Gestão Social (incluindo provisões para povos indígenas e reassentamento involuntário); e (b) adotar os procedimentos detalhados nos ditos Arcabouço de Gestão Ambiental e Arcabouço de Gestão Social para revisão ambiental e social, avaliação, implementação e monitoramento do Projeto; (i) por meio da ANA, MMA, MI ou MCid, garantir, e/ou fazer com que as Entidades Participantes garantam, que os termos de referência para qualquer consultoria com relação a qualquer atividade do Projeto estejam satisfatórios para o Banco após sua revisão e, neste sentido, tais termos de referência devem incorporar devidamente os requerimentos das Políticas de Salvaguardas do Banco então em vigor, assim como à assessoria dada por meio de tal assistência técnica; e (j) realizar em conjunto com o Banco, uma revisão de meio termo da implementação do Projeto e, após esta Revisão de Meio Termo, agir rapida e diligentemente para tomar qualquer ação corretiva conforme seja recomentadado pelo Banco. xii I. CONTEXTO ESTRATÉGICO E FUNDAMENTAÇÃO LÓGICA A. Antecedentes do País e do Setor 1. A água é o elemento-chave da estratégia do Brasil para promover o crescimento sustentável e uma sociedade mais equitativa e inclusiva. As conquistas do Brasil em redução da pobreza e desenvolvimento econômico em décadas recentes estão intimamente associadas à expansão de serviços hídricos para mais de 100 milhões de pessoas e serviços de saneamento para mais de 50 milhões de pessoas. A geração de energia hidrelétrica, o que representa 80% da geração total, aumentou o consumo de energia per capita de 500 quilowatts-horas (kWh) para mais de 2.000 kWh anualmente, impulsionando o desenvolvimento industrial. Na última década, a área de terra irrigada aumentou mais de um terço para cerca de 4,5 hectares, com potencial para uma maior expansão de aproximadamente 30 milhões de hectares. Apesar de significativas conquistas, o gerenciamento de recursos hídricos e o desenvolvimento de infraestrutura continuam a ser desafios importantes para o país. 2. A maioria dos desafios hídricos tem um impacto direto sobre o desenvolvimento ambiental e social do Brasil: (a) escassez de recursos hídricos é prevalente na região Nordeste predominantemente mais pobre e em grandes áreas metropolitanas; (b) a poluição da água é um grande problema na maior parte das conurbações urbanas, e causa dano ambiental e aumenta o custo do tratamento da água; (c) a gravidade dos eventos de seca e enchente está aumentando e seus impactos devem ser exacerbados pela mudança climática; e (d) há um acesso pouco confiável aos serviços de abastecimento de água e saneamento (WSS), especialmente entre a população pobre rural e periurbana, com grandes investimentos, estimados em R$ 220 bilhões, necessários para atender a cobertura universal. 3. Embora o Brasil tenha de 12 a 19% dos recursos hídricos do mundo, a água não é distribuída de forma igualitária pelo país e está cada vez mais poluída nos centros urbanos. A região da Amazônia escassamente povoada abriga cerca de 80% dos recursos hídricos, enquanto os estados semiáridos têm somente 4% da água, mas 35% da população. A metrópole de São Paulo tem somente 1,6% da água e responde por mais de 20% da população. Essas desigualdades regionais em dotações de recursos hídricos são reflexos do acesso desigual da população aos serviços de WSS. A cobertura em áreas rurais, onde vivem 16% da população do Brasil, é baixa, com 57% para abastecimento melhorado de água e somente 37% para saneamento melhorado. Somente 5% dos brasileiros das áreas rurais têm acesso a serviços de esgoto. Geograficamente, a cobertura é mais baixa nas regiões mais pobres do país. Embora o acesso seja maior nas áreas urbanas, a poluição de rios e riachos urbanos é o maior desafio à qualidade de água no Brasil, uma vez que somente cerca de 48% da água residual municipal são coletados e somente 32% são devidamente tratados. Além disso, despejar água residual não tratada nos cursos de água aumenta ainda mais o problema já crítico da escassez de água. 4. Após três décadas de queda nos investimentos, o Governo do Brasil (GoB) lançou em 2007 o Programa de Aceleração do Crescimento, PAC para impulsionar os investimentos em infraestrutura e estimular o crescimento econômico. Especificamente no setor água, os investimentos previstos no PAC responderam por cerca de R$ 90 bilhões de 2007-10, com o foco mais intenso no desenvolvimento de hidrelétricas e arcabouço de WSS. Embora neste período, o investimento em WSS tenha aumentando até 40% em relação à média anual de 2000-06, este 1 nível maior ainda corresponde a apenas 60% do percentual necessário para atingir o acesso universal até 2020, e é insuficiente para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Apesar do financiamento disponível, a implementação de investimentos de infraestrutura enfrenta vários desafios, tais como atrasos resultantes de planejamento inadequado e capacidade institucional limitada. Além disso, existe a prática de investir em infraestrutura sem a atenção adequada à viabilidade e sustentabilidade dessas obras.1 O melhor uso da infra-estrutura existente é um importante desafio e facilitará o desenvolvimento eficaz de nova infraestrutura, o que é ainda mais importante porque o Governo acaba de lançar o programa PAC 2, a ser implementado durante 2011-14, que prevê investimentos de R$ 56,6 bilhões para água. 5. São necessários modelos modernizados e mais eficientes para equilibrar as necessidades de irrigação em um ambiente com escassez de água. O Brasil tem um importante papel no abastecimento mundial de alimentos, exportações e produtos agroenergéticos, o que o torna o maior país exportador de água virtual do mundo. Apesar de algumas das propriedades agrícolas mais bem irrigadas do mundo, incluindo a introdução de abordagens inovadoras de parcerias público-privadas (PPP) na irrigação, menos de 15% das terras irrigáveis do Brasil estão sendo usadas para agricultura. A legislação e a política de irrigação nacional pendentes no Congresso visam a melhorar o investimento público neste setor e a eficiência e sustentabilidade da agricultura irrigada. Não obstante alguns impactos benéficos, o desenvolvimento da irrigação pública tem sido menos bem-sucedido do que o previsto. 6. O Brasil também precisa aumentar suas capacidades institucionais e proteger sua infraestrutura para lidar com os impactos previstos da mudança climática. De acordo com um estudo recente realizado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC),2 o nordeste será a região brasileira mais afetada pela mudança climática. O aquecimento global não significará apenas que choverá menos, com secas mais intensas, mas também que os recursos das águas subterrâneas serão reduzidos em aproximadamente 70% até 2050. Em um cenário otimista, um aumento da temperatura de apenas 1oC a 2oC na segunda metade do século reduzirá a pluviosidade em 10% a 15% no Nordeste, ao passo que, em um cenário pessimista, com um aumento de temperatura de 3oC a 4oC, a pluviosidade e o fluxo de água no Rio São Francisco serão reduzidos em até 15% a 20%. Os efeitos negativos incluem secas prolongadas, potencial reduzido para a produção agrícola e maior evaporação de lagos, barragens e reservatórios. Além disso, períodos prolongados sem chuva serão pontuados com aguaceiros torrenciais que produzirão enchentes. Alguns desses efeitos já são evidentes com as enchentes e secas recorrentes que causaram significativos impactos sociais e econômicos no Brasil. Em 2007, por exemplo, 788 municípios brasileiros sofreram emergências devido à escassez de água, 88% deles na região Nordeste que já sofre de escassez de água. Outros 176 municípios sofreram enchentes extremas. 1 No Nordeste, por exemplo, há mais de 30 milhões de metros cúbicos em capacidade de armazenamento em grandes reservatórios, que apresenta grandes perdas, manutenção deficiente, além de serem subutilizados porque as demandas esperadas, especialmente de irrigação, não se materializaram. Alguns perímetros de irrigação, tais como Jaiba no estado de Minas Gerais, após muitos anos, ainda usam menos de 20% de sua água alocada. 2 Mudanças Climáticas Globais e o Impacto no Bioma Caatinga, Ministério da Ciência e Tecnologia, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. 2 7. Os desafios do setor água exigem o fortalecimento de políticas e esforços institucionais coordenados associados ao investimento em desenvolvimento de infraestruturas. A capacidade institucional precisa ser desenvolvida para permitir que instituições estaduais pratiquem com eficácia suas funções, planejem e implementem políticas e investimentos, e forneçam um claro ambiente regulatório para o setor água. Importantes reformas políticas e reformas legais foram realizadas desde meados da década de 1990 na Cisjordânia e Gaza com forte presença e apoio do Banco Mundial, especialmente no gerenciamento de recursos hídricos (WRM) e setores de WSS e na promoção de sólidas práticas ambientais. 8. A Constituição Brasileira de 1988 lançou os alicerces para o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, SINGERH. O SINGERH consiste em um conjunto de mecanismos legais e administrativos destinados a coordenar, por meio de uma abordagem participativa, o gerenciamento integrado de recursos hídricos e implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos, adotada pela Lei de Águas No. 9.433 de 1997. O SIGERH é composto pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, a Agência Nacional de Águas, ANA, conselhos estaduais de recursos hídricos, comitês de bacias, órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pelo gerenciamento de recursos hídricos, e agências de água. A Política Nacional de Recursos Hídricos estabelece a bacia hidrográfica como a unidade de gestão territorial, reconhece o domínio público das águas e a classifica como um recurso natural limitado com um valor econômico. A lei estabeleceu cinco instrumentos de gerenciamento: (a) planos de recursos hídricos, (b) classificação de cursos de água de acordo com usos prevalentes, (c) outorga, (d) cobrança pela água e (e) o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos, SNIRH. 9. A implementação de diretrizes sobre WSS foi prejudicada pela limitada capacidade institucional e sustentabilidade financeira. Após um longo debate que durou uma década, a Lei 11.445/2007 foi adotada para definir diretrizes nacionais para saneamento básico3 e para focar na regulamentação, planejamento e acordos de prestação de serviços do setor, como os principais impulsores para melhorar a cobertura e a eficiência. Uma condição essencial é a implementação dessas diretrizes e políticas nas esferas municipal, estadual e nacional. B. Fundamentação lógica da participação do Banco Mundial 10. O Banco Mundial está bem posicionado para ajudar o Brasil a enfrentar os desafios no setor água e para ajudar o país a implementar uma estratégia de WRM. O Banco Mundial tem sido há muito tempo o principal parceiro do Brasil em reformas institucionais no WRM federal e tem acumulado uma vasta experiência no financiamento de projetos de recursos hídricos no Brasil, especialmente na região Nordeste. O Projeto proposto é a continuação do apoio de longo prazo do Banco Mundial ao setor água nas esferas federal e estaduais. Em implementação durante esta última década, o Projeto Federal de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (PROAGUA – P038895) contribuiu para o desenvolvimento do setor água ao promover o uso racional e sustentável e o gerenciamento participativo de recursos hídricos no Brasil de modo geral e na região Nordeste do Brasil em particular, e ao fornecer acesso confiável e sustentável para uso doméstico, municipal e outros usos em bacias hidrográficas prioritárias no Nordeste. Apoiado por dois empréstimos do Banco Mundial que totalizam US$ 185 milhões, o 3 No Brasil, o saneamento básico compreende o abastecimento de água, tratamento de águas residuais, resíduos sólidos e drenagem urbana. 3 PROAGUA focou inicialmente no Nordeste semiárido. Em seguida, ele foi estendido ao resto do país e tem sido o principal instrumento para fornecer apoio à criação e fortalecimento da ANA e para desenvolver e implementar os arcabouços legais e institucionais do gerenciamento de recursos hídricos no Nordeste, associado a investimentos na infraestrutura prioritária. O projeto também promoveu o desenvolvimento de planos de WRM em todos os 26 estados do Brasil e Distrito Federal. A implementação de um conjunto abrangente de critérios para selecionar subprojetos de infraestrutura está entre as realizações mais notáveis do projeto.4 11. O Banco Mundial também ganhou experiência significativa no setor de WSS federal com o Projeto de Modernização do Setor Água (PMSS fases I e II – P043420) e o Programa de Saneamento para Populações em Áreas de Baixa Renda (PROSANEAR – P039199). O PMSS I e II apoiaram a Política Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento, que visava à prestação de serviços para toda a população e melhorar a eficiência da prestação de serviços encorajando um cenário mais competitivo e mais bem regulado. O PMSS foi apoiado por dois empréstimos do Banco Mundial que totalizaram US$ 275 milhões, que financiaram iniciativaschave, tais como o pioneiro Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico, SINISA. O projeto também contribuiu para o desenvolvimento de políticas nacionais e subnacionais, a coordenação entre interessados e a formulação e aprovação da Lei de Consórcios (No. 11107, 2005) e da Lei Nacional de Diretrizes de Saneamento Básico (No. 11445, 2007).5 O PROSANEAR, elaborado para enfrentar o deficiente arcabouço institucional e regulatório do setor, que na época contribuiu para a péssima cobertura do serviço para os pobres da zona urbana, prestou assistência técnica para o desenvolvimento de planos de engenharia participativa para uso em melhoria urbana e prestação de serviços de WSS. Os beneficiários focados foram os pobres que vivem em bolsões de pobreza urbanos e periurbanos densamente populosos e as agências responsáveis pela formulação de políticas, planejamento, implementação e monitoramento de projetos de WSS para a população pobre urbana. 12. As lições aprendidas com a participação de longo prazo do Banco Mundial no WRM no Brasil e com a experiência regional e internacional do Banco Mundial na implementação de vários projetos de infraestrutura rural e urbana de recursos hídricos, dão ao Banco Mundial uma vantagem comparativa sobre outros credores para levar coerência ao planejamento e políticas federais de WRM do Brasil. Embora seja importante promover avanços em cada setor, também há muitas oportunidades de melhor integração e coordenação entre setores miríades para conciliar metas conflitantes, mobilizar interesses, evitar impasses e revezes e desencadear sinergias, o Banco Mundial tem a experiência da implementação para facilitar este processo. Os esforços do GoB para preparar e implementar os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) revelaram a importância da coordenação aprimorada e planejamento integrado no setor água para otimizar o investimento público, maximizar retornos econômicos e sociais e garantir a sustentabilidade ambiental e social. 4 Relatório 35719-BR, “Documento do Projeto: Financiamento Adicional para o Projeto Federal de Gerenciamento dos Recursos Hídricos,” Banco Mundial, Washington, DC. 5 Relatório No. ICR00001083, “ICR para o Segundo Projeto de Modernização do Setor Água (PMSS II),” Banco Mundial, Washington, DC. 4 C. Objetivos mais elevados para os quais o projeto contribui 13. O Projeto proposto tem sido desenvolvido como apoio da visão de um Brasil mais igualitário, sustentável e competitivo conforme descrito na Estratégia de Parceria de País do Grupo Banco Mundial de 2008–11 (CPS) (Relatório No. 42677) discutida pelos Diretores Executivos em 1º de maio de 2008, e o Relatório de Progresso (Relatório No. 53356-BR) discutido pelos Diretores Executivos em 10 de abril de 2010, que reconhece a água como um componente essencial da promoção do crescimento sustentável em uma sociedade mais justa e inclusiva. Embora o Governo Federal tenha recursos suficientes para financiar a maior parte de suas prioridades no setor água, há uma forte demanda de muitos ministérios por assistência técnica do Banco Mundial, especialmente para melhorar o desenho conceitual de seus programas e apoiar a implementação, o monitoramento e a avaliação do programa. Devido à longa experiência do Banco Mundial nas reformas institucionais no setor água, o Governo do Brasil tem solicitado que a participação do Banco Mundial na esfera federal seja baseada na assistência técnica e seja voltada para setores maiores e para desafios de desenvolvimento de modo a evitar a proliferação de pequenos empréstimos de assistência técnica. 14. De acordo com a CPS, este Projeto enfrentará os principais desafios de desenvolvimento dos recursos hídricos, sob o complexo sistema de gerenciamento de recursos hídricos brasileiro, em especial aqueles relacionados à coordenação entre órgãos (ministérios). O Projeto também lidará com os principais problemas de um planejamento e uma carteira de projetos deficientes e capacidade institucional limitada, o que tem atrasado a implementação de muitos investimentos do PAC. II. DESCRIÇÃO DO PROJETO A. Instrumento de empréstimo 15. O Projeto proposto será apoiado por um empréstimo de assistência técnica (TAL) no montante de US$ 107,3325 milhões em um período de cinco anos. O custo total do projeto foi estimado em US$ 143,110 milhões, incluindo US$ 35,7775 milhões em fundos de contrapartida do GoB. B. Objetivo e Principais Indicadores de Desenvolvimento do Projeto 16. O Objetivo de Desenvolvimento do Projeto (PDO) proposto é apoiar o Governo do Brasil a melhorar a coordenação e reforçar a capacidade entre as principais instituições federais no setor água no sentido de uma abordagem integrada. Essas instituições são o Ministério do Meio Ambiente, MMA, o Ministério de Integração Nacional, MI, o Ministério das Cidades, MCid, e a Agência Nacional de Águas, ANA. O Projeto também focará na realização de um planejamento integrado efetivo dentre todos os setores da água. 17. O indicadores que medem o progresso do Projeto no sentido de cumprir este objetivo abrangerão: (a) melhorias políticas e normativas, (b) planos de investimento setoriais e intersetoriais; e (c) geração de capacidades (organizações, pessoal e conhecimentos técnicos). Os indicadores de resultado do projeto são: 5 • • • Um comitê de gestão interministerial6, no nível de Secretaria Executiva, para os programas do setor água estabelecido e funcionando regularmente com todas as instituições que participam do Interáguas. 25 atividades do setor água e projetos implementados por instituições que participam do Projeto incluídos no Plano Plurianual do GoB (PPA 2012-2015)7 seguindo uma abordagem integrada, como atestada por uma avaliação independente. Um portal de indicadores de recursos hídricos conectando sistemas de informação específicos dos setores, estudos e trabalhos analíticos implementado e disponível ao público. C. Componentes do projeto 18. O Projeto tem cinco componentes: os três primeiros foram elaborados para continuar o programa do Banco Mundial de apoio às reformas em andamento no setor água e fortalecimento institucional nos setores individuais na esfera nacional. Esses três componentes envolverão três ministérios federais — o MMA, MI e MCid— e a ANA, e eles são específicos do subsetor, com responsabilidade setorial individual pela implementação. As atividades a serem apoiadas cairão em três categorias principais: (a) planejamento e gerenciamento, (b) estudos e avaliações do projeto (c) desenvolvimento institucional. Cada categoria incluirá o apoio nas esferas federal e subnacionais. O quarto componente mais inovador será transetorial por natureza e projetado para melhorar o desempenho da implementação e a coordenação de políticas setoriais e atividades nas bacias hidrográficas selecionadas. Ele promoverá o uso múltiplo da água em duas (ou três) bacias hidrográficas prioritárias lidando com desafios complexos de alocação de recursos hídricos em usos concorrentes (hidrelétrica, navegação, sustentabilidade ambiental, WSS, irrigação). A seleção dessas bacias hidrográficas leva em conta a necessidade de um processo de planejamento integrado; existência de um volume crítico de planos e estudos e a oportunidade de melhoria na coordenação em todos os setores, esferas de governo e outros interessados relevantes. O quinto componente abrangerá a gestão, monitoramento e avaliação do projeto. Componente 1: Gerenciamento de Recursos Hídricos (US$ 44,2169 milhões) 19. Implementado pelo MMA e pela ANA, este componente irá fornecer apoio à implantação de ferramentas e instrumentos no SINGREH; melhorar o desenvolvimento institucional; reduzir as disparidades entre os sistemas de gerenciamento de recursos hídricos federal e estaduais do mutuário; identificar ações para atenuar e adaptar-se à mudança climática; otimizar procedimentos; e estabelecer critérios para os sistemas de monitoramento e avaliação existentes para aumentar a eficiência e a conformidade jurídica das diretrizes e políticas de recursos hídricos com a Lei das Águas do Mutuário No. 9.433, de 8 de janeiro de 1997, que estabeleceu a Política Nacional de Recursos Hídricos. As principais atividades são as seguintes: • Planejamento e gestão: avaliar e apoiar a modificação do arcabouço jurídico de recursos hídricos federal e estaduais; fortalecer o Plano Nacional de Recursos Hídricos e planos e agências estaduais e de bacias hidrográficas; implementar e expandir a rede de monitoramento dos recursos hídricos; promover o cumprimento das outorgas e cobranças 6 Em funcionamento significa pelo menos 2 reuniões anuais no nível da Secretaria. As atividades e projetos incluídos no Plano Plurianual – PPA) são aqueles explicitamente incluídos ou associados a ações e programas no PPA. 7 6 • • de água; planejar e implementar um programa nacional de treinamento em gerenciamento de recursos hídricos; implementar um sistema de gestão baseado em resultados para o Plano Nacional de Recursos Hídricos e apoio técnico para a gestão integrada de águas urbanas, inclusive modelos de gestão de resíduos sólidos. Estudos: verificar a viabilidade dos projetos de água; monitorar e avaliar o potencial de águas subterrâneas; implementar projetos de demonstração da conservação e reuso de recursos hídricos, e planos de reabilitação; prevenir e controlar eventos críticos, incluindo mudança climática; desenvolver o mapeamento hidrográfico; desenvolver e modernizar o cadastro da infraestrutura e dos usuários de recursos hídricos; abordar tópicos, como a relação entre a degradação ambiental, desertificação, recursos hídricos, tecnologias para uso mais eficaz da água e impactos da mudança climática na disponibilidade de recursos hídricos e a influência da dinâmica macroeconômica global sobre esses recursos e o desenvolvimento de mecanismos e ferramentas financeiros para a gestão ambiental e da água, incluindo resíduos sólidos. Desenvolvimento institucional: treinamento e fortalecimento de órgãos de gerenciamento de recursos hídricos, inclusive associações de usuários de água e conselhos de recursos hídricos; desenvolvimento e implementação de: campanhas educativas e de mobilização social e programas de comunicação e disseminação; monitoramento e melhoria da capacidade de instituições do SINGREH; aumento da sustentabilidade econômica e financeira do gerenciamento de recursos hídricos e das políticas e financiamento de recursos hídricos; apoio à cooperação sul-sul no setor água; e fortalecimento de instituições urbanas, ambientais e de água. Componente 2: Água, Irrigação e Gestão de Risco de Desastres (US$ 40,7335 milhões) 20. Implementado pelo MI, este componente irá fornecer apoio para fortalecimento institucional para melhoria da infraestrutura hídrica existente, da irrigação e das atividades do SINDEC, e para aumentar a capacidade geral de avaliação de infraestruturas hídricas estratégicas e da capacidade de gestão de riscos de desastres, incluindo inundações e secas e outras ameaças. As principais atividades são as seguintes: • Planejamento e gestão: avaliação de planos de infraestrutura federal e estadual na Região Nordeste; desenvolvimento de critérios para selecionar projetos de infraestrutura hídrica; preparação de planos de irrigação estaduais e nacional com incentivos para otimizar sistemas de irrigação; criação de um sistema de informações para gestão de riscos; desenvolvimento de um plano de gestão de riscos, incluindo sistemas de identificação, monitoramento e alerta precoce de riscos, e planos de resposta emergencial; desenvolvimento de sistemas de informação para infrastrutura hídrica; e aumento de planejamento estratégico para redução de risco de seca e mudança climática. • Estudos: verificar a viabilidade técnica, econômica, social, financeira e ambiental das atividades de infraestrutura hídrica; preparar planos de gestão, operação e manutenção da infraestrutura hídrica; avaliar a infraestrutura hídrica existente; desenvolver planos de segurança de barragens; promover participação social; desenvolver planos para a melhoria de atividades de irrigação; apoiar a implementação da Política Nacional de Irrigação e apoiar a gestão de riscos de desastres. • Desenvolvimento institucional: prestação de apoio técnico e treinamento para órgãos federais e estaduais para aumentar o desempenho nas áreas de infraestrutura hídrica, irrigação e gestão de riscos; assistência técnica para implementar: sistemas de gestão e 7 monitoramento de infraestrutura hídrica; planos de gestão para projetos de irrigação pública; e treinamento para organizações de usuários de irrigação; aquisição e/ou desenvolvimento de programas computacionaispara administração e gestão; preparação de manuais técnicos e operacionais para infraestrutura hídrica, irrigação e gestão de riscos de desastres; e apoio aos órgãos de irrigação, infraestrutura hídrica e do SINDEC. Componente 3: Abastecimento de Água e Saneamento (US$ 32,4391 milhões) 21. Implementado pelo MCid, este componente irá fornecer apoio à implementação da Lei Nacional de Saneamento do Mutuário No 11.445 de 2007, à melhoria da qualidade da prestação dos serviços básicos de abastecimento de água e saneamento e contribuir para promover acesso universal a esses serviços. As principais atividades são as seguintes: • Planejamento e gestão: apoio à implementação das Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico e do SINISA; avaliação de investimentos do PAC em infraestrutura para abastecimento de água e saneamento básico; desenvolvimento de uma cooperação técnica nacional nas áreas de abastecimento de água e saneamento básico; desenvolvimento e expansão de uma rede nacional de treinamento, pesquisa e tecnologia sobre abastecimento de água e saneamento; preparação de planos locais e regionais de abastecimento e saneamento básico para estados e municípios; e revisão e avaliação de programas e ações incluídas no PPA e PAC. • Estudos: melhorar a capacidade de avaliação sobre questões técnicas, econômicas, financeiras, políticas, institucionais e de gestão; contribuir para o monitoramento e avaliação de políticas públicas; melhorar o Projeto “COM + ÁGUA”; expandir o Sistema de Gestão Integrada para Abastecimento de Água e Saneamento; integrar, expandir e atualizar os sistemas do PMSS; expandir a tecnologia dos serviços de abastecimento de água e saneamento básico nas áreas de favelas; adotar mecanismos de desenvolvimento limpos para o abastecimento de água e saneamento básico e disseminar a tecnologia. • Desenvolvimento institucional: apoio à integração de projetos financiados pelo PAC e desenvolvimento institucional de prestadores de serviços; prestação de assistência técnica para estados, municípios, reguladores e prestadores de serviços para a modernização dos setores; incentivo à gestão associada de serviços de abastecimento de água e serviços de saneamento básico; desenvolvimento de planos de abastecimento de água e saneamento básico locais ou regionais; apoio, desenvolvimento e disseminação de instrumentos de transparência e promoção de participação social; e revisão dos regulamentos de licenciamento ambiental para abastecimento de água e saneamento básico. Componente 4: Coordenação Intersetorial e Planejamento Integrado (US$ 20,9606 milhões) 22. Implementado pela ANA, e pelo MMA, MI e MCid, este componente irá fornecer apoio ao planejamento integrado; identificar áreas de interesse mútuo, sobreposição ou conflito nos planos setoriais que afetem e/ou dependam de recursos hídricos; realizar estudos e melhorias institucionais envolvendo vários setores, e apoiar medidas de gestão e conservação de recursos hídricos, preferencialmente nas bases dos rios São Francisco e Araguaia-Tocantins. As principais atividades são as seguintes: • Planejamento e gestão: melhoria da gestão e uso dos recursos hídricos associado ao Projeto de Integração na Bacia do Rio São Francisco; integração do planejamento e 8 • • regulamentação nos setores de recursos hídricos, abastecimento de água e saneamento básico e nos setores de energia e navegação; implementação de métodos para integrar a avaliação ambiental de bacias hidrográficas para planejamento nos setores hidrelétrico, de navegação fluvial e abastecimento de água e saneamento nas esferas estadual e municipal; e o desenvolvimento e a implementação de sistemas e metodologias para monitorar e avaliar políticas e investimentos públicos no setor água. Estudos: avaliar alternativas para integrar procedimentos para emissão de outorga, emissão de licenças ambientais, planejamento ambiental e prestação de serviços públicos; recuperar bacias hidrográficas; realizar estudos para melhorar a eficiência energética; desenvolver projetos de conservação e reuuso de água; promover tecnologias de eficiência e desenvolver uma metodologia para certificação do uso apropriado da água na agricultura irrigada; controlar e medir qualidade de água; criar mecanismos de desenvolvimento limpo; realizar estudos sobre o pagamento de serviços ambientais; sistematizar o banco de dados dos projetos e obras existentes; e identificar projetos para encorajar o uso racional e eficiente da água. Desenvolvimento institucional: coordenação de métodos, sistemas de avaliação e apoio a decisão nos setores onde os recursos hídricos são contribuições fundamentais; coordenação e comunicação entre sistemas de informação do setor; apoio ao estabelecimento de mecanismos e estruturas permanentes de articulação e coordenação de ações do Governo Federal no setor água; e treinamento de profissionais de água federais, estaduais e municipais sobre as atividades relacionadas ao Projeto. Componente 5: Gestão, Monitoramento e Avaliação do Projeto (US$ 4,4916 milhões) 23. Implementado pela ANA, e pelo MMA, MI e MCid, este componente irá fornecer apoio: (i) à gestão dos aspectos operacionais do Projeto visando a coordenar, monitorar e avaliar todas as intervenções feitas para garantir que atendam às metas, cronogramas e aos objetivos especificados originalmente e para garantir eficiência geral na administração, inclusive na apresentação de relatórios, gerenciamento financeiro e auditoria do Projeto; e (ii) à transferência efetiva de conhecimento e o uso de melhores práticas no nível subnacional incluindo um sólido programa de comunicação, por meio de, entre outros, workshops e seminários com o objetivo de informar os interessados relevantes nas esferas municipal, estadual e federal e da bacia hidrográfica. D. Lições aprendidas e refletidas na elaboração do projeto 24. Com base nas lições aprendidas com a participação de longo prazo do Banco Mundial nos setores federais de Gerenciamento de Recursos Hídricos, WRM e de WSS no Brasil, o trabalho apoiado pelos vários projetos financiados pelo Banco Mundial confirmou lições valiosas com relação à medidas eficazes para implementar reformas institucionais. 25. Conforme demonstrou o PMSS, um projeto fundamentado na assistência técnica pode contribuir efetivamente para a reforma do setor ao (a) trabalhar como um grupo de reflexão para promover o debate nacional sobre questões-chave, ajudando a canalizar diferenças e obter o consenso entre os principais interessados; e (b) gerar materiais analíticos sólidos (estudos, sistemas de informação) nos quais basear a tomada de decisões. O PMSS foi capaz de preencher 9 essa função por meio da preparação e disseminação de trabalho analítico sólido, o que tem sido extremamente valioso para outros projetos financiados pelo Banco Mundial. Também demonstrou que os processos de reforma estrutural do setor têm seu próprio ritmo e cronograma. Uma reforma em grande escala em qualquer setor exigirá a participação dos principais grupos de interessados e o compromisso firme do governo. A experiência mostra a importância de tratar os objetivos institucionais como compromissos programáticos de longo prazo, em vez de projetos, e isso requer persistência, paciência, acompanhamento e flexibilidade da equipe do Banco Mundial.8 26. A experiência do PROSANEAR indica que fazer negócios em ambientes cada vez mais descentralizados e politicamente complexos exigirá flexibilidade e adaptabilidade para que os projetos do Banco Mundial permaneçam relevantes para o mutuário e implementadores, mas tal flexibilidade também resultará em tempo adicional e custos para o Banco Mundial. 27. Os projetos de Empréstimo de Assistência Técnica, TAL, devem fornecer incentivos suficientes para garantir que a alavancagem prevista possa ocorrer e devem levar em conta (a) se as lições aprendidas com os Empréstimos de Investimentos Específicos, SILs, podem ser diretamente transferidas para os TALs, (b) se os arcabouços de resultados (incluindo um conjunto de indicadores apropriados de produtos e resultados) dessas operações precisam ser ajustados às limitações sobre o que um TAL pode realmente alcançar e (c) se é necessário elaborar arranjos de implementação para garantir incentivos suficientes para encorajar um melhor desempenho. 28. Para projetos complexos como o PROSANEAR-TAL, é importante determinar antecipadamente quais são as implicações possíveis das variações nas modalidades de implementação e a necessidade de processos de aprendizagem extensa com relação a tempo, custo e risco real, entre outros, para garantir que sejam devidamente considerados em termos dos impactos sobre o cronograma de implementação do projeto, perfis de desembolso, treinamento e outras necessidades de assistência técnica para os interessados, e custos de supervisão. 29. As lições aprendidas com o Projeto PROAGUA, recentemente concluído, incluem o seguinte: (a) nos Países de Renda Média (MIC) sofisticados como o Brasil, o uso de sistemas nacionais para o gerenciamento financeiro, aquisição e salvaguardas tem melhorado a interação com o cliente, agilizado a implementação e tornado os empréstimos do Banco Mundial mais atraentes; (b) MICs como o Brasil estão basicamente interessados na competência técnica do Banco Mundial e na capacidade de atuar como mediador honesto e (c) o Banco Mundial precisa garantir o monitoramento apropriado de indicadores de resultados e evitar a tendência de reportar principalmente sobre a condição dos produtos. 30. A inclusão de aspectos de gestão de riscos de desastre nesta operação levou em conta as lições aprendidas com os desastres globais anteriores e as lições de 25 anos de operações e programas do Banco Mundial na área de gestão de risco de desastres. O relatório do Grupo de Avaliação Independente do Banco Mundial (IEG), “Perigos da Natureza, Riscos para o Desenvolvimento: Uma Avaliação da Assistência do Banco Mundial aos Desastres Naturais” 8 Relatório No. ICR0000719, “ICR para o Programa de Saneamento para Populações em Áreas de Baixa Renda (PROSANEAR),” Washington, DC. 10 (2005), recomenda que o Banco Mundial ajude seus clientes mais vulneráveis a desastres naturais a mudarem do foco inteiramente na resposta ao desastre para a implementação de programas e políticas para gerenciar o risco de desastres de forma mais abrangente. E. Alternativas consideradas e motivos para rejeição 31. Uma alternativa considerada foi um SIL para combinar assistência técnica com financiamento de infraestrutura de recursos hídricos e obras de abastecimento de água e saneamento. Contudo, o GoB solicitou especificamente ao Banco Mundial preparar um projeto de assistência técnica em apoio aos órgãos federais para aumentar seu desenvolvimento institucional e suas capacidades de elaborar de forma coerente e implementar políticas e planos de recursos hídricos. O Governo Federal já tem recursos suficientes para financiar a maioria de suas prioridades no setor água com o PAC 1 e 2. O Projeto proposto ajudaria a lidar com um planejamento inadequado e uma carteira de projetos de desempenho deficiente que tem limitado o impacto dos investimentos por meio de enfoque no planejamento mais efetivo, estudos sobre as principais prioridades do setor, e desenvolvimento institucional. 32. Outra alternativa considerada foi o estabelecimento de uma instituição federal única como o ponto central da implementação. Essa alternativa foi rejeitada em favor de uma abordagem mais integrada que criará sinergias na implementação e permitirá que outros ministérios relevantes participem abertamente do projeto. Embora os arranjos de implementação sejam bastante complexos, as recompensas potenciais de uma melhor cooperação e comunicação entre as instituições são substanciais. III. IMPLEMENTAÇÃO A. Arranjos institucionais e de implementação 33. A República Federativa do Brasil será o Mutuário. Quatro instituições terão as responsabilidades de entidades executoras. Especificamente, o MMA por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, SRHU, e a ANA serão responsáveis pela implementação do Componente 1 sobre WRM; o MI por meio da Secretaria Executiva, SECEX, em estreita colaboração com a Secretaria de Infraestrutura Hídrica, SIH, e a Secretaria Nacional de Defesa Civil, SEDEC, implementará o Componente 2 sobre água, irrigação e gestão de risco; e o MCid, por meio da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, SNSA, implementará o Componente sobre o WSS. Além de implementar suas próprias atividades, a ANA, por meio da Secretaria Técnica do Projeto, STP, assumirá a liderança na coordenação geral do projeto e será responsável pela coordenação da implementação do componente intersetorial (Componente 4) e transferência da responsabilidade por atividades específicas para os ministérios mais diretamente vinculados às ações que estão sendo realizadas. Os recursos do Componente 5 também serão usados para cada uma das quatro entidades executoras e estados selecionados para cobrir os custos de monitoramento, avaliação e Gestão do Projeto. 34. Uma Unidade de Preparação do Projeto (UPP) foi formada em cada instituição para elaborar e planejar as atividades previstas sob cada componente. Mediante a aprovação do projeto, as PMUs serão criadas em cada um dos três ministérios e a Agência Nacional de Águas para implementar atividades diretamente vinculadas a seus componentes específicos. 11 35. Um Comitê Gestor do Programa, CGP, será formado pelos três ministérios implementadores e a ANA para supervisionar a implementação do projeto e decidir sobre questões estratégicas de natureza intersetorial de alto nível. O Comitê inclui os Ministérios de Minas e Energia, Transporte e Agricultura como membros consultores. O CGP definirá o que for de comum interesse entre os componentes, supervisionará a implementação do projeto, avaliará resultados e estabelecerá critérios para a alocação de fundos de empréstimos de acordo com o desempenho institucional e a necessidade de fortalecimento institucional. O CGP também será responsável pela aprovação do Plano Operativo Anual (POA) para o Projeto. Os fundos do Projeto serão atribuídos a diferentes componentes de acordo com o desempenho de implementação e crescentes necessidades e prioridades e segundo os critérios do Banco Mundial. Os arranjos detalhados, inclusive os ambientais e sociais apropriados, serão incluídos no Manual Operacional do Projeto, MOP. 36. O apoio subnacional do projeto será destinado a aquelas entidades (instituições municipais e estaduais de recursos hídricos, agências de bacias hidrográficas, prestadores de serviços etc.) que demonstrarem um sólido compromisso com o avanço das reformas e melhoraria no desempenho do setor água. O MOP define e detalha os critérios e mecanismos específicos que foram desenvolvidos durante a preparação para determinar como os subnacionais participarão e terão acesso ao apoio do projeto em cada componente. Esses critérios incluem: (a) as atividades propostas precisam ser aprovadas pelo comitê gestor, (b) os subnacionais devem apresentar um pedido e proposta de financiamento específico incluindo uma clara demonstração da capacidade institucional para acompanhar a preparação e implementação das atividades, (c) as propostas devem ser consistentes com os planos ou programas setoriais ou multissetoriais, (d) as intervenções propostas devem ter impacto sobre o uso produtivo e sustentável da água, e (e) as intervenções propostas devem ser cofinanciadas preferencialmente pelos subnacionais. As atividades propostas aprovadas pelas autoridades de recursos hídricos competentes serão priorizadas dentro de cada componente. Além disso, foram estabelecidas regras claras de participação de beneficiários potenciais em diferentes níveis de capacidade, desde o apoio básico para a melhoria do desempenho de instituições mais precárias até o compromisso estratégico com agências mais sólidas que estejam dispostas a impulsionar o desenvolvimento solucionando problemas mais avançados e complexos. B. Monitoramento e avaliação dos produtos/resultados 37. O arcabouço de resultados e estratégia de monitoramento incluídos no Anexo 3 foi desenvolvida em coordenação estreita com a UPP. Cada entidade executora tem seu próprio sistema de monitoramento e o constante monitoramento e avaliação serão de responsabilidade de cada PMU. A Agência Nacional de Águas, por meio da STP, será responsável pela consolidação de relatórios e preparação de relatórios semianuais sobre o progresso da implementação a ser apresentado ao Banco Mundial. Esses relatórios incluirão o progresso obtido em relação ao cronograma e às metas do MOP e metas de atividades do projeto, a agenda e o Plano de Aquisições e Planos Operativos Anuais acordados. Os produtos do Sistema de Monitoramento e Avaliação (M&E), que serão indicados no MOP, serão usados para avaliar o desempenho dos componentes do projeto e sugerir melhorias conforme necessário. Será preparado um relatório anual indicando as realizações, experiências, problemas e lições aprendidas do projeto para 12 discussões anuais com os interessados. Conforme requerido de todos os projetos financiados pelo Banco Mundial, as avaliações baseadas nos indicadores acordados serão realizadas na metade e no final da execução do projeto. A avaliação de linha de base e prévia do projeto será preparada pela PMU durante os primeiros seis meses de implementação do projeto. Essas avaliações serão responsabilidade da PMU com a assistência de consultores independentes aceitáveis para todas as partes. C. Sustentabilidade 38. Todos os componentes do projeto são diretamente relacionados para aumentar a sustentabilidade da água por meio de um gerenciamento de recursos hídricos mais eficaz para melhorar a eficácia dos instrumentos e implementação de planos nacionais; estratégias de irrigação e de enfrentamento de desastres naturais mais eficientes; melhor prestação de serviços do WSS para melhorar os padrões de vida dos pobres e controlar e reduzir a poluição de águas residuais não tratadas; apoiar a implementação da Lei nº 11.445 para controlar a poluição da água; e coordenação intersetorial e planejamento integral para identificar e resolver conflitos nos planos setoriais e para identificar oportunidades para soluções de compromisso que aumentem a sustentabilidade das bacias hidrográficas específicas. Além disso, o foco geral na geração de capacidade institucional, desenvolvimento de políticas e refinamento de estratégias para WRM e WSS também contribuirão para a sustentabilidade de atividades. D. Riscos críticos e possíveis aspectos controversos 39. O risco global é considerado moderado. Os principais riscos potenciais e as respectivas medidas de atenuação a serem incorporados na elaboração do projeto são apresentados na matriz abaixo. Riscos: I. Riscos específicos da operação Desembolso de empréstimos de assistência técnica Embora os últimos TALs no Brasil tenham sido muito bem-sucedidos no avanço da agenda da reforma política, eles são conhecidos por se tornarem projetos problemáticos na carteira do Banco Mundial devido ao lento desembolso. Medida de mitigação do risco Classificação do risco com a mitigação Como o Governo Federal tem recursos suficientes para financiar a maioria de suas prioridades no setor água com o PAC, o Banco Mundial foi solicitado a preparar um TAL para instituições federais para aumentar seu desenvolvimento e capacidades institucionais para elaborar e implementar coerentemente as políticas de recursos hídricos e preparar planos setoriais. Essa assistência técnica apoiará os investimentos do PAC, que enfrentam atualmente desafios e atrasos consideráveis devido a planejamento inadequado, carteira de projetos de baixo desempenho e capacidade institucional limitada. O Projeto proposto ajudaria a enfrentar esses problemas ao focar em um planejamento mais eficaz, estudos sobre as prioridades- chave no setor e desenvolvimento institucional para as principais instituições e prestadores de serviços. Além disso, as quatro entidades executoras apresentaram ao Banco Mundial um esboço dos principais investimentos e custos, que chegam a aproximadamente US$ 70 milhões ou 72% do valor total do empréstimo. Foram preparados termos de referência preliminares. Moderado 13 Riscos: Prioridade do projeto nas entidades implementadoras A baixa prioridade atribuída ao projeto pelos três ministérios de implementação frente a outras demandas concorrentes (tais como a implementação do PAC). Capacidade institucional Os pontos fracos da capacidade institucional nas agências implementadoras, especialmente nos ministérios, podem prejudicar a implementação do projeto. Acordos intersetoriais A complexidade de parcerias intersetoriais e acordos subnacionais nas bacias hidrográficas selecionadas pode prejudicar o avanço dos acordos institucionais necessários e dos atuais instrumentos de gerenciamento de recursos hídricos. Arranjos de implementação Contar com quatro órgãos federais implementadores pode aumentar a complexidade do projeto e prejudicar certos aspectos de sua implementação. Além disso, o apoio dado a várias entidades subnacionais pode aumentar significativamente essa complexidade, especialmente nos procedimentos fiduciários. Social Devido a seu caráter de assistência técnica, não existem obras públicas implicadas no projeto e, portanto, não deve ocorrer nenhum impacto social negativo direto. Medida de mitigação do risco Classificação do risco com a mitigação A participação na tomada de decisões em alto nível nos ministérios (secretarias nacionais e vice-ministros) foi promovida desde o início da elaboração do projeto no GoB para a preparação da Carta-Consulta. O Ministério do Planejamento está ativamente envolvido apoia fortemente o Projeto. O Projeto é elaborado para manter a autonomia de setores individuais para executar seus componentes enquanto facilita a participação intersetorial. A equipe implementará um diálogo estreito e permanente com novos tomadores de decisões. Moderado A falta de capacidade institucional teve um forte impacto sobre a implementação de projetos de assistência técnica anteriores financiados pelo Banco Mundial. O Governo Federal, contudo, fortaleceu recentemente os ministérios participantes com novas equipes técnicas permanentes. Atividades de treinamento incluídas no Projeto ajudarão a atenuar esse risco. Substancial As bacias selecionadas concentram grandes quantias de investimentos federais previstos e em andamento em recursos hídricos feitos por vários setores, o que aumenta o interesse geral em alcançar melhores soluções quando surgem conflitos. A ampla participação de interessados e a melhor qualidade de planos e desenhos de projetos a serem apoiadas pelo Projeto nas bacias hidrográficas selecionadas atenuarão este risco. Se não for observado progresso em uma determinada bacia hidrográfica na MTR, é possível optar pela realocação de fundos Substancial Durante a preparação do projeto a equipe realizou várias reuniões com todas as quatro instituições para estabelecer os objetivos do Projeto, ações-chave e arranjos de implementação, e há um diálogo constante entre as quatro instituições para garantir que a complexidade institucional não prejudique a implementação do projeto. Um comitê gestor interministerial será formado pelos três ministérios implementadores e pela ANA para supervisionar a implementação do projeto e decidir sobre questões estratégicas de natureza intersetorial de alto nível, com a ANA, por meio da secretaria técnica, a principal entidade executora e principal contraparte do Projeto com a responsabilidade de consolidar os relatórios de implementação preparados por cada ministério. A preparação do projeto também envolveu uma discussão com o Governo do Brasil sobre o uso de órgãos federais com experiência nas normas e diretrizes operacionais do Banco Mundial e os procedimentos operacionais para apoiar entidades subnacionais. A ANA e os outros ministérios são altamente experientes na implementação de atividades financiadas pelo Banco Mundial. A elaboração do projeto levará em conta os respectivos procedimentos burocráticos internos de cada órgão e lições aprendidas em operações anteriores do Banco Mundial. Moderado Os resultados da avaliação social, consultas e experiência anterior do Banco Mundial no setor água foram usados na preparação do Arcabouço de Planejamento dos Povos Indígenas e Arcabouço de Políticas de Reassentamento. Durante a preparação do projeto, foram realizadas consultas com os principais interessados, inclusive autoridades municipais, funcionários do ministério competente e representantes da Moderado 14 Riscos: Medida de mitigação do risco Classificação do risco com a mitigação sociedade civil para discutir os objetivos e impactos potenciais do projeto. Com base nessas consultas, impactos negativos potenciais e medidas de atenuação foram identificadas e acordadas pelo Governo, tal qual um plano para consultas periódicas à medida que avança a implementação do programa. Foi incluído no Anexo 10 um resumo sobre o Arcabouço de Planejamento dos Povos Indígenas e o Arcabouço de Políticas de Reassentamento. Ambiental O Projeto deve ter impactos ambientais positivos ao melhorar a capacidade de instituições do setor água do governo e focar no planejamento integrado entre setores para obter a gerenciamento e uso sustentável dos recursos hídricos, ao fornecer proteção para o funcionamento ambiental do sistema ecológico predominante, proteger a biodiversidade de pantanais e implementar atividades estratégicas que solucionem as principais causas da degradação ambiental. Evento natural adverso grave. O Projeto incentivará o uso da Avaliação Ambiental Estratégica, SEAs, Moderado no planejamento de bacias hidrográficas para identificar e avaliar os impactos ambientais cumulativos e amplos dos planos e a dinâmica complexa do sistema em bacias hidrográficas; obter benefícios ambientais globais onde for viável; compreender melhor as diferentes demandas de recursos hídricos; e garantir que os impactos diretos, cumulativos e amplos sejam levados em conta no processo de planejamento. Como parte da preparação do projeto, o Banco Mundial (a) revisou a SEA que já foi realizada para a bacia do rio AraguaiaTocantins, identificou hiatos com as políticas de salvaguarda do Banco Mundial e, se necessário, ajudou o Mutuário a preparar termos de referência (ToRs) para estudos complementares; e (b) apoiou o Mutuário na preparação dos ToRs de uma SEA para a bacia de São Francisco, a ser realizada durante a implementação do projeto. Um desastre ocasionado por um evento hidrológico desvia a atenção de Moderado agências implementadoras, da implementação do projeto. O risco pode ser exacerbado com a variabilidade do clima e a falta de capacidade de resposta. II. Risco global (incluindo Riscos de reputação) Moderado O risco residual global é classificado como Moderado e a probabilidade da implementação do projeto gerar um risco de reputação para o Banco Mundial é classificado como baixo. Nota: Classificação de riscos em uma escala de quatro pontos — alto, substancial, moderado e baixo — de acordo com a probabilidade de ocorrência e magnitude do impacto adverso. E. Condições e cláusulas de empréstimos/créditos 40. As Condições para entrada em vigor do empréstimo são: (i) as regulamentações criando o Comitê Gestor do Programa e as Unidades de Gerenciamento do Projeto foram emitidas e publicadas em forma e conteúdo satisfatórios para o Banco; (ii) o Manual Operacional foi adotado por meio de uma resolução (deliberação) emitida pelo Comitê Gestor do Programa e publicada pelo Mutuário em forma e conteúdo satisfatórios para o Banco. 41. Outras Cláusulas aplicáveis à implementação do projeto são: (a) executar o Projeto em conformidade com o Manual Operacional, incluindo o Plano de Aquisições, os Planos Operativos Annuais, o Arcabouço de Gestão Ambiental e o Arcabouço Social; (b) estabelecer e posteriormente manter, até a conclusão da execução do Projeto, um comitê gestor interministerial (o Comitê Gestor do Programa) para se reunir uma vez por semestre, e submeter a ata destas reuniões ao Banco; (c) estabelecer e posteriormente operar e manter, até a conclusão da execução do Projeto, unidades de gerenciamento do projeto (as Unidades de Gerenciamento do Projeto) localizadas fisicamente na ANA, MMA, MI e MCid, todas com equipe competente em número adequado com qualificações e experiência satisfatórias para o Banco; (d) estabelecer em até três 15 meses após o estabelecimento do Comitê Gestor do Programa e posteriormente manter, até a conclusão da execução do Projeto, uma Secretaria Técnica do Projeto para o Comitê Gestor do Programa (a Secretaria Técnica do Projeto), localizada fisicamente na ANA, e com responsabilidade de coordenação geral do Projeto, incluidno todas as atividades inetersetoriais conforme estabelecido no Manual Operacional; (e) ao menos uma vez por ano durante a implementação do Projeto no dia ou próximo do dia 1º de dezembro, começando no primeiro dia após a Data de Entrada em Vigor, preparar e fornecer ao Banco um plano, aceitável para o Ganco (o Plano Operativo Anual para a execução do Projeto durante os doze meses seguintes); (f) garantir que o Projeto seja executado em conformidade com as provisões das Diretrizes AntiCorrupção; (g) por meio da ANA, MMA, MI ou MCid, antes de executar qualquer atividade do Projeto que requeira a assistência de uma Entidade Participante (conforme determinado pelo Mutuário e em conformidade com as provisões do Manual Operacional), fechar um acordo (o Acordo de Cooperação) com a Entidade Participante relevante dentro dos termos e condições aprovados pelo Banco como melhor especificado no Manual Operacional com propósitos de apoiar a ANA, MMA, MI ou MCid na implementação das Partes respectivas do Projeto dentro de sua resposabilidade, e posteriormente manter o Acordo de Cooperação pertinente durante toda a implementação do Projeto; (h) por meio das Unidades de Gerenciamento do Projeto: (a) implementar o Projeto em conformidade com o Arcabouço de Gestão Ambiental (incluindo as provisões para avaliação ambiental, habitats naturais, controle de pragas , florestas, recursos culturais físicos e segurança de barragens) e o Arcabouço de Gestão Social (incluindo provisões para povos indígenas e reassentamento involuntário); e (b) adotar os procedimentos detalhados nos ditos Arcabouço de Gestão Ambiental e Arcabouço de Gestão Social para revisão ambiental e social, avaliação, implementação e monitoramento do Projeto; (i) por meio da ANA, MMA, MI ou MCid, garantir, e/ou fazer com que as Entidades Participantes garantam, que os termos de referência para qualquer consultoria com relação a qualquer atividade do Projeto estejam satisfatórios para o Banco após sua revisão e, neste sentido, tais termos de referência devem incorporar devidamente os requerimentos das Políticas de Salvaguardas do Banco então em vigor, conforme aplicados à assessoria transmitida por meio de tal assistência técnica; e (j) realizar em conjunto com o Banco, uma revisão de meio termo da implementação do Projeto e, após esta Revisão de Meio Termo, agir rapida e diligentemente para tomar qualquer ação corretiva como seja recomentadado pelo Banco. IV. RESUMO DA AVALIAÇÃO A. Análise Econômica e Financeira 42. Nenhuma avaliação econômica específica foi realizada para esse projeto de assistência técnica. O projeto foca no fortalecimento institucional e na geração de capacidades para ajudar os órgãos federais envolvidos a elaborar e implementar políticas coerentes e preparar planos de recursos hídricos e apoia estudos que levariam ao desenvolvimento sustentável de recursos hídricos. Boa parte da análise a ser realizada durante a implementação apoiaria uma melhoria no gerenciamento e planejamento de recursos hídricos e desenvolvimento de recursos hídricos com melhor análise ambiental, social e econômica e isso irá gerar benefícios enormes para o Brasil. B. Técnica 16 43. O projeto apoiará a implementação de instrumentos e melhores práticas de planejamento de longo alcance. Seu propósito é aumentar a capacidade do MMA, MI, MCid e da ANA, bem como de outras instituições nas esferas federal, estadual, municipal e da bacia hidrográfica na coordenação do desenvolvimento de ferramentas de gerenciamento de recursos hídricos e práticas de planejamento integrado. Ferramentas, sistemas e modelos modernos serão desenvolvidos e será fornecido um treinamento no local de trabalho para o ministério e o pessoal da agência pertinentes para a sustentabilidade de atividades do projeto. C. Fiduciário Gerenciamento Financeiro 44. Como parte da preparação do projeto, foi realizada uma Avaliação de Gerenciamento Financeiro (FMA) nas quatro instituições implementadoras — MMA, ANA, MI e MCid. A FMA foi realizada de acordo com o OB/BP 10.02 “Gerenciamento Financeiro” e o Manual FM (Práticas de Gerenciamento Financeiro nas Operações de Investimento Financiados pelo Banco Mundial) aprovado pela Diretoria Setorial de Gerenciamento Financeiro e publicado em 3 de novembro de 2005. A FMA concluiu que o risco geral de FM associado a este Projeto é Moderado com base nas avaliações mencionadas; os arranjos do FM conforme estabelecidos atendem aos requisitos fiduciários mínimos do Banco Mundial. Consulte o Anexo 7 para outras informações sobre a avaliação de gerenciamento financeiro das entidades executoras. 45. Financiamento retroativo. Para acelerar e facilitar a implementação do projeto, retiradas de um montante agregado que não exceda o equivalente a US$ 10.733,250 podem ser realizadas para pagamentos feitos no prazo de doze meses antes da data de Despesas Elegíveis sob a Categoria (1). Aquisições 46. As aquisições do projeto proposto serão realizadas de acordo com as "Diretrizes para Aquisições no Âmbito de Empréstimos do BIRD e Créditos da AID”, publicadas pelo Banco Mundial em maio de 2004 e revisadas em outubro de 2006 e maio de 2010; e as “Diretrizes: Seleção e Contratação de Consultores pelos Mutuários do Banco Mundial” publicadas em maio de 2004 e revisadas em outubro de 2006 e maio de 2010 e os dispositivos estipulados no Acordo Legal. Para cada contrato a ser financiado pelo empréstimo, os diferentes métodos de aquisição ou métodos de seleção de consultores, a necessidade de pré-qualificação, custos estimados, requisitos de revisão prévia e cronograma foram acordados entre o Mutuário e o Banco Mundial no Plano de Aquisições, os quais serão atualizados para refletir as necessidades de implementação do projeto e as melhorias na capacidade institucional. Consulte o Anexo 8 para outras informações sobre a avaliação de aquisições das entidades executoras. 47. Para cumprir suas obrigações de aquisições do Projeto, o Mutuário poderá celebrar um acordo com uma entidade com qualificações e experiência em aquisições aceitáveis ao Banco Mundial, conforme os termos e as condições satisfatórios para o Banco Mundial (o Acordo do Agente de Aquisições), que deve incluir, inter alia: (a) a obrigação do Agente de Aquisições (em nome do Mutuário): (A) realizar a aquisição de determinados bens, serviços de consultores e 17 outros serviços (que não sejam de consultores) nos termos do Projeto de acordo com os dispositivos definidos na Seção III deste Cronograma e no Manual de Operações; e (B) manter separados os registros e as contas relacionados a esses bens, serviços de consultores e Não Consultores , bem como prestar assistência ao Mutuário no cumprimento de suas obrigações em conformidade com este Acordo; (b) a obrigação do Mutuário: (A) transferir diretamente para o Agente de Aquisições os fundos do Empréstimo alocados para a Categoria (1) conforme solicitado para que o Agente de Aquisições efetue os pagamentos de bens, serviços de consultores e de não consultores conforme o Projeto; (B) transferir para o Agente de Aquisições os fundos de contrapartida do Projeto (ou seja, fundos não provenientes de empréstimo) conforme solicitado para que o Agente de Aquisições efetue os pagamentos de bens, serviços de consultores e não consultores conforme o Projeto; e (C) pagar quaisquer taxas administrativas devidas ao Agente de Aquisições em conformidade com o Acordo do Agente de Aquisições. D. Social 48. O projeto não tem investimentos físicos e não deverá ter impactos sociais negativos. O projeto deve, contudo, fortalecer significativamente a capacidade local para gerenciar os aspectos sociais de um futuro desenvolvimento em toda a bacia e melhorar tanto a qualidade do planejamento como da implementação. O componente intersetorial focará em duas bacias hidrográficas nas regiões mais pobres do Brasil, o rio São Francisco, no Nordeste, e o rio Araguaia-Tocantins, no Norte. A região do São Francisco contém 11 dos 100 municípios mais pobres em termos de Índice de Desenvolvimento Humano. Embora 94,4% da população que vive próximo a essa bacia hidrográfica tenha acesso ao abastecimento de água, somente 62% têm acesso a serviços de esgoto. O projeto não ajudará diretamente os pobres por meio da prestação desses serviços, mas fortalecerá o gerenciamento de recursos hídricos para garantir que este recurso essencial seja distribuído de modo justo e eficiente. 49. O Projeto ajudará o Governo do Brasil a avaliar questões evidentes e elaborar sistemas de gerenciamento ambiental e social para ajudar a lidar com impactos sociais potenciais de futuros investimentos no setor água. Por exemplo, uma vez que a área do projeto engloba potencialmente todo o país, qualquer um dos cerca de meio milhão de povos indígenas pode ser potencialmente afetado. O Mutuário realizou uma avaliação social e suas conclusões foram usadas na preparação de um Arcabouço de Planejamento dos Povos Indígenas (IPPF) que se aplica a todos os estudos e planos financiados por meio do projeto. 50. Do mesmo modo, embora as atividades apoiadas pelo projeto não exijam a aquisição de terra ou imponham restrições ao acesso à terra, os impactos potenciais dos futuros investimentos que estão sendo objeto de estudo podem incluir o reassentamento involuntário. O Mutuário preparou um Arcabouço de Políticas de Reassentamento (RPF) que se aplicará a todas as atividades financiadas pelo projeto. O IPPF e RPF foram tratados durante as consultas públicas realizadas em Brasília em 27 de agosto de 2010, com quase 120 representantes de várias organizações governamentais e da sociedade civil. As principais agências de implementação do projeto têm pessoal suficiente e capacidade adequada para implementar esses arcabouços. 51. Finalmente, para garantir a transferência efetiva de conhecimento e uso de melhores práticas na esfera subnacional, o projeto inclui um programa de comunicação com workshops e seminários para informar a todos os interessados relevantes nos níveis setoriais, hidrográficos e 18 estaduais. Os resultados da avaliação social, consultas e do IPPF e RPF estão resumidos no Anexo 10 e foram considerados altamente satisfatórios nos comentários recebidos. E. Meio Ambiente 52. O Projeto proposto deve ter impactos ambientais positivos ao melhorar a capacidade das instituições governamentais do setor água e focar no planejamento integrado em vários setores para alcançar o gerenciamento e uso sustentável dos recursos hídricos. As atividades do projeto foram elaboradas para aumentar e fornecer proteção ao funcionamento ambiental do sistema ecológico predominante, proteger a biodiversidade dos pântanos, e implementar atividades estratégicas que tratem das principais causas da degradação ambiental. O fortalecimento de instituições de bacias hidrográficas para WRM, a geração e divulgação de informações e a integração de questões ambientais às atividades de desenvolvimento econômico nas regiões das bacias com base sustentável são os principais elementos deste projeto. 53. Avaliação Ambiental (OD 4.01) O projeto proposto recebeu a classificação de Categoria Ambiental B em conformidade com as respectivas políticas de salvaguarda. Embora não esteja previsto que o Projeto apoie obras físicas, os estudos e planos do Projeto financiados por meio de atividades de assistência técnica incorporarão as salvaguardas do Banco Mundial. Foram preparados um Arcabouço de Gestão Ambiental (EMF) e um Arcabouço de Gestão Social (SMF) para garantir que: (i) estudos e planos estratégicos ou análises ambientais e sociais complementares reflitam totalmente e sejam consistentes com as salvaguardas ambientais e sociais do Banco Mundial; (ii) toda a documentação seja divulgada e sejam realizadas consultas aos interessados relevantes e às futuras comunidades afetadas sobre estudos, avaliações e seus resultados; and (iii) todas as salvaguardas ambientais e sociais do Banco Mundial sejam abordadas apropriadamente (habitats naturais, florestas, controle de pragas, propriedade cultural física, povos indígenas, reassentamento involuntário e segurança de barragens). 54. Os EMF e SMF foram preparados pelo Mutuário e revisados pelo Banco Mundial durante a preparação do projeto e farão parte dos documentos legais do projeto. 55. O Projeto incentivará o uso da Avaliação Ambiental Estratégica, SEAs, no planejamento de bacias hidrográficas para identificar e avaliar os impactos ambientais dos planos e a dinâmica complexa do sistema em bacias hidrográficas; obter benefícios ambientais globais onde for viável; compreender melhor as demandas de recursos hídricos (tais como agricultura, pesca, energia, indústria, saneamento, turismo e serviços de ecossistema); e garantir que todos os impactos possíveis sejam levados em conta no processo de planejamento. O Banco Mundial (a) analisou a SEA da bacia hidrográfica Tocantins-Araguaia; e (b) apoiou o Mutuário na preparação dos Termos de Referência de uma SEA da bacia hidrográfica do rio São Francisco a ser executada durante a implementação do projeto. 56. O Projeto também fortalecerá o arcabouço institucional para abordar questões ambientais e sociais por meio de planejamento em toda a bacia (a) aumentando a capacidade e a coordenação entre instituições do governo na tomada de decisões e implementação de políticas públicas que apoiem o uso sustentável e a conservação dos recursos hídricos; (b) integrando considerações ambientais e sociais em planos estratégicos e critérios na seleção de investimentos futuros; (c) desenvolvendo e implementanado conservação e uso sustentável dos recursos 19 hídricos, resultando na redução da poluição da água e da erosão do solo, maior recuperação dos habitats naturais e conservação da biodiversidade; (d) desenvolvendo ferramentas inovadoras, tais como sensoriamento remoto por satélite, para avaliar os recursos hídricos, especialmente para fins de diagnóstico e monitoramento; (e) introduzindo instrumentos de política inovadores, tais como cobranças pelo uso da água, para um uso mais eficiente da água e proteção dos recursos naturais; e (f) criando um arcabouço para aumentar a participação pública e de interessados no planejamento estratégico e na preparação específica do projeto e no processo de implementação. 57. Habitats Naturais (OP 4.04). Como parte do enfoque de gestão das bacias hidrográficas do projeto, será realizado um inventário de habitats críticos e áreas protegidas em nível de bacia hidrográfica. O Arcabouço de Gestão Ambiental e Social (ESMF) inclui medidas para proteger essas áreas e assegurar que o desenvolvimento respeitará ecossistemas frágeis e minimizará possíveis impactos. 58. Florestas (OP 4.36). As medidas adotadas para tratar dos requisitos da OP 4.04 também abordarão os requisitos da OP 4.36 para este Projeto. 59. Controle de Pragas (OP 4.09). O Projeto ajudará a compreender melhor o impacto de pesticidas, principalmente das atividades agrícolas nas áreas de irrigação, qualidade da água e recursos hídricos e apoiará o desenvolvimento de melhores práticas de gestão de pesticidas e medidas de controle ambientalmente saudáveis e economicamente viáveis. 60. Recursos Culturais Físicos (OP 4.11). De acordo com a legislação brasileira, as disposições para a proteção do patrimônio cultural fazem parte dos procedimentos de licenciamento ambiental. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) é o instituto brasileiro responsável pela preservação do acervo arqueológico e cultural do país. Sempre que houver “descobertas acidentais”, é obrigatório, de acordo com a legislação federal e estadual, aos órgãos públicos brasileiros buscar o apoio do IPHAN para tratar de questões desse tipo. O Projeto incluirá um Guia de Recursos Culturais Físicos que assegurará o cumprimento da legislação nacional. 61. Povos Indígenas (OP 4.10). Uma vez que a área do projeto pode abranger todo o território brasileiro, qualquer dos povos indígenas estimados em meio milhão de indivíduos poderia ser afetado. Apesar de o Projeto não financiar infraestrutura ou outros investimentos físicos, uma avaliação social foi realizada e suas conclusões foram usadas na preparação de um Arcabouço de Planejamento de Povos Indígenas (IPPF) que se aplica aos estudos e planos apoiados nessa operação. 62. Reassentamento Involuntário (OP 4.12). O Projeto não exige nenhuma aquisição de terra nem impõe quaisquer restrições em termos de acesso à terra ou recursos associados. Contudo, os possíveis impactos de investimentos futuros podem incluir um reassentamento involuntário. Devido à localização, ao cronograma e às características técnicas de tais possíveis investimentos ainda serem desconhecidos, um Arcabouço da Política de Reassentamento (RPF) foi preparado e os resultados estão descritos no Anexo 9. 20 63. Segurança de Barragens (OP 4.37). Com base na experiência bem-sucedida do Estado do Ceará, o projeto ajudará a adaptar o arcabouço estadual existente em âmbito nacional e a divulgar as lições aprendidas para outros estados. F. Políticas de salvaguarda 64. O Governo do Brasil (GoB) desenvolveu um conjunto de estruturas para abordar riscos ambientais, de povos indígenas e de reassentamento no projeto e os discutiu com grupos relevantes durante as consultas realizadas durante a preparação do projeto. As estruturas aplicam-se a todas as atividades financiadas pelo Projeto e a capacidade para implementar essas normas é adequada. Cada estado também tem um Ministério Público ativo para supervisionar a conformidade do setor público de acordo com suas próprias normas e procedimentos. O fortalecimento da capacidade na implementação das estruturas é parte do projeto. O Arcabouço de Gestão Ambiental, o Arcabouço de Gestão Social (incluindo o Arcabouço de Gestão de Povos Indígenas e o Arcabouço da Política de Reassentamento) foram divulgados no website to Banco Mundial e no website do país no endereço http://interaguas.ana.gov.br. A supervisão do Banco Mundial acompanhará de perto o progresso na inserção das preocupações ambientais e sociais durante a fase de implementação. As seguintes políticas de salvaguarda aplicam-se ao projeto: Políticas de salvaguarda acionadas pelo projeto Avaliação ambiental (OP/BP 4.01) Habitats naturais (OP/BP 4.04) Controle de pragas (OP/BP 4.09) Povos indígenas (OP/BP 4.10) Recursos culturais físicos (OP/BP 4.11) Reassentamento involuntário (OP/BP 4.12) Florestas (OP/BP 4.36) Segurança de barragens (OP/BP 4.37) Projetos em vias aquáticas internacionais (OP/BP 7.50) Projetos em áreas controversas (OP/BP 7.60*)** Sim [X] [X] [X] [X] [X] [X] [X] [X] [] [] Não [] [] [] [] [] [] [] [] [X] [X] * Ao apoiar o projeto proposto, o Banco Mundial não pretende expressar uma opinião pré-concebida a respeito da determinação final de reivindicações das partes relacionadas às áreas controversas. G. Exceções de políticas e prontidão 65. Não existem exceções de políticas previstas para o projeto. O Manual de Operações e o Plano de Aquisições do Projeto para os primeiros 18 meses foram aprovados antes das negociações. Os Termos de Referência resumidos para as atividades planejadas para os primeiros 18 meses do Projeto foram apresentado ao Banco Mundial. 21 Anexo 1: Histórico do País e do Setor ou do Programa BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas 1. Apesar de sua rápida recuperação da crise financeira global, o Brasil ainda enfrenta importantes desafios para atingir taxas mais elevadas de crescimento sustentável mais amplo; alguns desses desafios foram efetivamente exacerbados pela crise. A crise financeira global tem tido um impacto considerável nas finanças de muitos governos subnacionais, principalmente por meio de reduções na cobrança de impostos e transferências federais. O Governo do Brasil (GoB) solicitou, portanto, ao Banco Mundial expandir sua assistência técnica e financeira aos estados e municípios selecionados para ajudá-los a superar a crise econômica, sem deixar de preservar sua disciplina fiscal e fortalecer seus programas de reforma da gestão do setor público. Em âmbito nacional, apesar das perspectivas promissoras de curto prazo do Brasil, o crescimento pode ser prejudicado no médio e longo prazo por baixas taxas persistentes de investimento, pontos crescentes de obstrução de infraestrutura e um elevado ônus tributário. Na verdade, apesar de um esforço fiscal muito forte durante a última década, o ajuste fiscal foi realizado principalmente pela redução de investimentos públicos e pela elevação de impostos. O espaço fiscal para aumentar o investimento público foi reduzido ainda mais como resultado de aumentos recentes nas despesas atuais por parte do Governo Federal. O GoB solicitou, portanto, ao Banco Mundial apoio aos esforços no aumento do nível e da qualidade dos investimentos públicos e privados do Brasil em infraestrutura. Nesse sentido, o Banco Mundial está envolvido em ajudar o Governo a implementar seu importante Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e em apoiar o desenvolvimento incipiente das parcerias público-privadas (PPPs). 2. Após a deflagração da crise econômica global em setembro de 2008, o Brasil passou por uma recessão que durou apenas dois trimestres; auxiliado por fundamentos bastante sólidos, uma postura anticíclica da política macroeconômica e um aumento dos preços dos produtos básicos, a economia está agora se recuperando a um ritmo rápido. Apesar de a rápida resposta das autoridades em relação ao arrocho das condições do mercado financeiro ter evitado uma restrição do crédito, os sólidos fundamentos permitiram a manifestação de uma postura contracíclica da política monetária e fiscal. Em relação ao último item, as reduções fiscais temporárias para os principais setores industriais (automóveis, eletrodomésticos) foram bastante eficazes em ajudar na pronta recuperação da produção industrial. Os mercados financeiros estão também exibindo uma recuperação sólida. Após experimentar um crescimento de quase 0% em 2009, o Brasil está projetado para crescer entre 4% e 6% em 2010 e 2011. Contudo, as novas expansões em despesas irreversíveis, como salários para o setor público, são uma preocupação. Apesar de a sustentabilidade fiscal não estar em jogo, o aumento da rigidez nas despesas e o espaço fiscal reduzido para investimentos podem afetar negativamente as perspectivas de crescimento de longo prazo. 3. A água é um elemento-chave da estratégia do Brasil para promover um crescimento sustentável e uma sociedade mais igualitária e inclusiva. As recentes realizações do Brasil em termos de redução da pobreza e desenvolvimento econômico estiveram estreitamente vinculadas à expansão de serviços de abastecimento de água e saneamento (WSS), ao desenvolvimento da infraestrutura hídrica para geração de energia hidrelétrica e, recentemente, ao desenvolvimento da infraestrutura de irrigação, principalmente na Região Nordeste. O Brasil expandiu serviços de abastecimento de água a mais de 100 milhões de pessoas e serviços de saneamento a mais de 50 22 milhões de pessoas, de modo que, de acordo com os últimos números do Programa de Monitoramento Conjunto (JMP) da Organização Mundial de Saúde/UNICEF, 79% da população têm acesso a serviços de abastecimento via água encanada em seus domicílios e 45% têm acesso a serviços de esgoto (JMP 2006).9 A geração de energia hidrelétrica aumentou per capita o consumo de energia de 500 quilowatt-horas (kWh) para mais de 2.000 kWh anualmente, impulsionando o desenvolvimento industrial e representa 80% da geração total de energia no Brasil. Na última década, a área de terras irrigadas aumentou de mais de um terço para uma estimativa de 4,5 milhões de hectares, com potencial para uma nova expansão de aproximadamente 30 milhões de hectares, quando se considera a disponibilidade de terras e recursos hídricos adequados. Além disso, o desenvolvimento de vias navegáveis desde a nascente no Brasil é fundamental para aumentar a competitividade da economia, principalmente no setor do agronegócio, que respondeu por 25% do PIB em 2007, juntamente com 37% de empregos e 36% de exportações e elevado potencial de crescimento. Apesar dessas importantes conquistas na construção de importantes obras, expansão de serviços de WSS e desenvolvimento de recursos hídricos, ainda existem importantes desafios para o país. 4. A maioria dos desafios da água destacam-se por seu impacto direto no desenvolvimento social e econômico do Brasil: (a) a escassez de água é predominante principalmente na pobre região Nordeste e nas grandes áreas metropolitanas, tais como São Paulo; (b) a poluição da água é uma questão importante na maioria das conurbações urbanas, uma vez que a degradação da qualidade da água compromete os padrões de vida e saúde, principalmente da população pobre periurbana, além de causar danos ao meio ambiente e aumentar o custo do tratamento da água para os usuários a jusante; (c) a gravidade dos eventos de seca e inundação está aumentando e seus impactos devem provavelmente ser exacerbados pela mudança do clima; (d) existe acesso não confiável aos serviços de WSS, principalmente entre a população pobre nas áreas rurais e periurbanas, e grandes investimentos, estimados em R$ 220 bilhões, precisam atender à cobertura universal; (e) a escassez de água e a lacuna de acesso dos pobres são agravadas pela ineficiência do serviço, principalmente pelos altos níveis de perdas de água nas áreas urbanas, onde quase metade da água potável é perdida nos sistemas de distribuição e nos estados semiáridos, onde essas perdas chegam até 60%; (f) o potencial não explorado da irrigação é o maior no mundo, mas uma modernização é necessária para melhorar a eficiência e a produtividade; e (g) a água é importante no desenvolvimento econômico, principalmente por meio do setor de hidrelétricas e do setor de agronegócios orientado a exportações, sendo que os dois setores são fundamentais para um crescimento sustentado e uma maior competitividade da economia brasileira. Os recursos hídricos têm sido importantes no alcance da equidade social e na promoção do crescimento econômico, mas um maior desenvolvimento da infraestrutura e alocação da água entre utilizações concorrentes geralmente envolve uma transação complexa entre conservação ambiental e desenvolvimento econômico. 5. Apesar de o Brasil possuir 12% a 19% dos recursos de água doce do mundo, a água é distribuída de forma desigual em todo o país e está cada vez mais poluída nos centros urbanos. A Região Amazônica com baixa densidade populacional possui cerca de 80% dos recursos hídricos, enquanto os estados do semiárido têm apenas 4% da água e 35% da população, sendo que a metrópole de São Paulo tem apenas 1,6% da água e mais de 20% da população. Essas 9 Segundo a ampla definição de melhor acesso aos serviços de WSS, 90% da população em geral têm acesso à água potável e 79% têm acesso a um melhor serviço de saneamento. 23 desigualdades regionais em fontes de água são refletidas no acesso desigual por parte da população aos serviços de abastecimento de água e saneamento (WSS). Nas áreas urbanas, onde 84% da população brasileira residem, a cobertura é consideravelmente maior, ou seja, 96% com um melhor serviço de abastecimento de água e 83% com um melhor serviço de saneamento, incluindo 53% com acesso a serviços de esgoto, sendo que o restante responde pelo saneamento no local. A cobertura em áreas rurais, onde 16% da população brasileira residem, é bem menor, com 57% com um melhor serviço de abastecimento de água e apenas 37% com um melhor serviço de saneamento, sendo que apenas 5% de brasileiros das áreas rurais têm acesso a serviços de esgoto. Geograficamente, a cobertura é mais baixa nas regiões mais pobres do país, principalmente nas áreas rurais das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Apesar de o acesso ser maior nas áreas urbanas, a poluição dos rios e riachos urbanos é o maior desafio do Brasil em termos de qualidade de água e não apresentou redução, uma vez que apenas cerca de 48% das águas residuais municipais são coletadas e apenas 32% são tratadas adequadamente. Além disso, o despejo de águas residuais não tratadas nas vias aquáticas agrava ainda mais o problema já crítico de escassez de água, uma vez que reduz o montante de água prontamente disponível para consumo e uso industrial. 6. Após três décadas de declínio em investimentos, o GoB lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2007 para promover investimentos em infraestrutura, incluindo o setor água, e estimular o crescimento econômico. Especificamente no setor água, os investimentos planejados do PAC totalizam cerca de R$ 90 bilhões para o período 2007– 2010, com um enfoque mais intenso no desenvolvimento hidrelétrico e infraestrutura de serviços de WSS. Apesar de nesse período os investimentos em serviços de WSS terem aumentado até 40% acima da média anual do período 2000–2006, esse nível elevado ainda é de apenas 60% do nível necessário para alcançar o acesso universal até 2020 e é insuficiente para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio. Apesar do financiamento disponível, a implementação de investimentos em infraestrutura enfrenta um grande número de desafios, como atrasos devido a um planejamento inadequado e capacidade institucional limitada. Após dois anos e meio da implementação do PAC, apenas 42% das obras de serviços de WSS foram concluídas ou estão em andamento, sendo que a implementação da irrigação planejada e os investimentos multifuncionais em infraestrutura hídrica têm sido mais lentos do que o previsto, principalmente na Região Nordeste. Além disso, existe a tradição no Brasil de investir em infraestrutura sem uma atenção adequada à viabilidade e à sustentabilidade dessas obras. Os recursos que devem ser investidos em gestão, administração, além de operação e manutenção, são mais frequentemente alocados a novos empreendimentos, resultando em números elevados de sistemas ineficazes de irrigação, abastecimento de água e saneamento. É fundamental avaliar as necessidades de recuperação, garantir operação e manutenção adequadas e usar a infraestrutura existente de forma mais produtiva e sustentável, principalmente na Região Nordeste, onde uma política de investimentos orientada para a oferta tem geralmente causado a baixa produtividade da água.10 Um melhor uso da infraestrutura existente é um desafio importante e facilitará o desenvolvimento eficaz de nova infraestrutura. 10 Na Região Nordeste, por exemplo, existem mais de 30 bilhões de metros cúbicos em termos de capacidade de armazenamento em grandes reservatórios, que apresentam grandes perdas, manutenção deficiente e são geralmente subutilizados, uma vez que as demandas previstas, principalmente para irrigação, não se materializaram. Alguns perímetros de irrigação, como Jaiba no Estado de Minas Gerais, após muitos anos, ainda usam menos de 20% de sua água alocada. 24 7. Modelos modernizados e mais eficientes de irrigação são necessários para equilibrar as necessidades de irrigação em um ambiente cada vez mais escasso de água. O Brasil desempenha um importante papel no mundo em termos de suprimento de alimentos, exportações e produtos da agroenergia, tornando o país um dos maiores exportadores de água virtual no mundo. Apesar de algumas das mais bem-sucedidas agriculturas irrigadas em todo o mundo, incluindo a introdução de abordagens inovadoras de PPPs em irrigação, menos de 15% das terras irrigáveis do Brasil estão sendo usadas para agricultura. A política nacional de irrigação e a legislação correspondente em discussão no Congresso destinam-se a melhorar o investimento público nesse setor e também a eficiência e a sustentabilidade da agricultura irrigada. Apesar de alguns impactos benéficos, o desenvolvimento da irrigação pública tem sido menos bemsucedido do que o previsto, principalmente devido à seleção deficiente de beneficiários, falta de orientação comercial e integração deficiente com cadeias produtivas. O baixo recolhimento de taxas de água tem contribuído para a operação e manutenção deficientes e para a deterioração da infraestrutura pública. 8. O Brasil também precisa aumentar suas capacidades institucionais e proteger sua infraestrutura para lidar com os impactos antecipados de mudança climática. De acordo com um estudo recente realizado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC),11 a Região Nordeste será a região brasileira mais afetada pela mudança climática. O aquecimento global não somente significará que choverá menos, com secas mais intensas, mas também que os recursos das águas subterrâneas serão reduzidos, com uma recarga dos aquíferos em aproximadamente 70% até 2050. Em um cenário otimista, um aumento da temperatura de apenas 1oC a 2oC até a segunda metade do século reduzirá a pluviosidade de 10% a 15% na Região Nordeste, ao passo que, em um cenário pessimista, com um aumento de temperatura de 3oC a 4oC, o fluxo de água correspondente no Rio São Francisco será reduzido em 15% a 20%. Os efeitos negativos incluem secas prolongadas; potencial reduzido para produção agrícola; e evaporação de lagos, barragens e reservatórios. Além disso, períodos prolongados sem chuva serão pontuados com breves aguaceiros torrenciais que produzirão enchentes. Alguns desses efeitos já são evidentes nas secas e inundações recorrentes que têm causado consideráveis impactos sociais e econômicos no Brasil. Por exemplo, em 2007, 788 municípios brasileiros apresentaram emergências devido à sua escassez de água, com 88% deles na Região Nordeste já castigada com escassez de água. Outros 176 municípios sofreram com enchentes extremas. A frequência e a gravidade cada vez maior dos eventos de seca e enchentes requer uma abordagem sistemática e coordenada em relação à gestão de riscos para investimentos sustentáveis, planejamento de respostas de emergência para minimizar perdas humanas e planejamento de contingências para assegurar a continuidade de serviços. 9. Os desafios no setor água demandam o fortalecimento de políticas e esforços institucionais coordenados associados a investimentos em desenvolvimento de infraestrutura. A capacidade institucional precisa ser desenvolvida para permitir que as instituições estaduais exerçam com eficácia suas funções, planejem e implementem políticas e investimentos, e forneçam um ambiente normativo claro para o setor água. Importantes reformas políticas e normativas foram realizadas desde a metade de 1990 com uma forte presença e apoio do Banco 11 “Mudanças Climáticas Globais e o Impacto no Bioma Caatinga”, Ministério da Ciência e Tecnologia, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. 25 Mundial, principalmente nos setores de Gerenciamento de Recursos Hídricos (WRM) e de serviços de WSS, sendo que práticas ambientais sólidas foram implementadas. A Política Nacional de Recursos Hídricos do Brasil, estabelecida pela Lei das Águas de 1997 (Lei no 9.433), reconhece o domínio público da água e a classificou como um recurso natural limitado com um valor econômico, estabelecendo a bacia hidrográfica como a unidade territorial para a gestão dos usos múltiplos da água. A lei também esclareceu que o WRM deve ser realizado de forma participativa e descentralizada. Apesar de a lei abranger todos os princípios modernos do WRM, sua implementação tem sido desigual. Esforços em promover a participação e a descentralização nem sempre foram acompanhados por instrumentos de gestão sólida, resultando no cumprimento deficiente dos direitos de uso da água e no uso limitado de instrumentos econômicos. 10. A implementação de diretrizes sobre serviços de WSS tem sido prejudicada pela capacidade institucional limitada e pela sustentabilidade financeira. Após um debate de uma década de duração, a Lei 11.445/2007 foi aprovada para definir diretrizes nacionais para serviços de WSS e para enfocar dispositivos sobre regulamentação do setor, planejamento e prestação de serviços como os principais impulsores da melhoria de cobertura e eficiência. Uma condição essencial é a implementação dessas diretrizes e políticas nas esferas municipal, estadual e federal, mas isso tem sido prejudicado pela incapacidade geral de muitos órgãos federais e prestadores de serviços em alavancar investimentos. A ineficiência da maioria dos prestadores de serviços de WSS é refletida em seus altos custos e perdas, baixa produtividade e baixas margens operacionais. Apesar de as decisões de restrição do crédito público terem sido revisadas em 2003 para permitir aos prestadores de serviço financiar novos investimentos, a maioria deles não tem a capacidade necessária de curto prazo para alavancar os recursos financeiros para os investimentos necessários. Além disso, o fortalecimento da capacidade é fundamental para assegurar uma operação e uma manutenção adequadas da infraestrutura de serviços de WSS para melhorar a qualidade ambiental das bacias hidrográficas. O baixo nível de institucionalização e a falta de escala apropriada para a prestação de serviços também têm efeitos na gestão de resíduos sólidos e da água de fortes chuvas. 11. A natureza inerente intersetorial da água requer uma melhor coordenação desses esforços institucionais. Alguns dos problemas mais graves que restringem o papel da água no desenvolvimento do Brasil, como escassez de poluição, enchentes, acesso desigual e conflitos com o uso da água, têm suas raízes e seus impactos nos diversos setores da economia, do governo e da sociedade. Apesar de ser importante promover avanços em cada setor, existem também muitas oportunidades para uma melhor integração e coordenação entre os diversos setores para reconciliar objetivos conflitantes, mobilizar interesses, evitar impasses e retrocessos, e provocar sinergias, conforme definido no programa intersetorial do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH). Uma diversidade das características físicas, realidades socioeconômicas e estruturas institucionais do Brasil impõe desafios tremendos associados à gestão e ao uso da água. A renovação de suas políticas de água e do fortalecimento da capacidade de investimentos é essencial para assegurar que o setor água possa fazer importantes contribuições para a redução da pobreza e da desigualdade, proteção do meio ambiente e crescimento sustentável da economia. 26 12. Políticas públicas que orientem políticas de recursos hídricos são definidas e aplicadas por uma variedade de instituições na esfera federal. Não é um fato incomum as políticas públicas desenvolvidas para um setor afetarem outros setores e, quando realizadas de modo integrado, isso pode indicar externalidades positivas. Por exemplo, a construção de barragens para geração hidrelétrica geralmente expande as possibilidades de navegação, quando realizada de modo planejado. Do mesmo modo, melhorias nas práticas da agricultura irrigada podem contribuir para a proteção das bacias hidrográficas que são fundamentais para o abastecimento público de água. A coleta e o tratamento de águas residuais domésticas geram benefícios múltiplos, desde a melhoria da saúde de comunidades que vivem nas margens das vias aquáticas até a redução dos custos do tratamento da água rio abaixo, para não falar dos benefícios para os ecossistemas. A redução das perdas de água contribui diretamente para a conservação da água. Considerando esses múltiplos exemplos, é fundamental para as inúmeras instituições federais que operam no setor água integrar seu planejamento e suas políticas para assegurar uma abordagem coordenada com os desafios para os setores de WRM e WSS no Brasil. A seguir está uma descrição das principais funções e responsabilidades das principais entidades federais envolvidas no setor água. 13. A Constituição do Brasil de 1988 definiu as bases para o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) para levar em conta os usos múltiplos da água e seus possíveis conflitos. O SINGREH consiste em um conjunto de mecanismos legais e administrativos com o objetivo de coordenar, por meio de uma abordagem participativa, o gerenciamento integrado de recursos hídricos e de implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos, adotada pela Lei das Águas, Lei no 9.433 de 1997. O SINGREH é composto pela ANA; conselhos de recursos hídricos na esfera estadual; comitês de bacias hidrográficas; órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pelo gerenciamento de recursos hídricos; e agências de água. A Política Nacional de Recursos Hídricos estabelece a bacia hidrográfica como a unidade de gestão territorial, reconhece o domínio público da água e o classifica como um recurso natural limitado com um valor econômico. A lei esclareceu que o gerenciamento dos recursos hídricos deveria ser feita de forma participativa e descentralizada e que o abastecimento de água para consumo humano e para necessidades dos animais tem prioridade em situações de escassez de água. Apesar de a lei abranger todos os princípios modernos do gerenciamento de recursos hídricos, sua implementação tem sido desigual. Esforços em promover a participação e a descentralização nem sempre foram acompanhados por instrumentos de gestão sólida, resultando no cumprimento deficiente dos direitos de uso da água e no uso limitado de instrumentos econômicos. A lei estabeleceu cinco instrumentos de gerenciamento: (a) planos de recursos hídricos, (b) classificação de vias aquáticas de acordo com usos preponderantes, (c) outorgas de uso da água, (d) recolhimento de cobranças pelo uso da água, e (e) o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH). 14. A Figura A1.1 apresenta uma visão geral do SINGREH, que é composto pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH); ANA; Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH); comitês de bacias hidrográficas; órgãos federais, estaduais e municipais responsáveis pelo gerenciamento de recursos hídricos; e agências de água. 27 Figura A1.1: O Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) English Policy Formulation Implementation of Policy Instruments Level Collegiate Organizations Executive Organizations Water Permits Authorities National CNRH MMA/ARHU ANA Basin Committee Water Agency State CERH State Secretariat State Organization Basin Committee Water Agency Portuguese Formulação de Políticas Implementação de Instrumentos de Políticas Nível Organizações Colegiadas Organizações Executivas Autoridades para Outorga do Direito de Uso da Água Nacional CNRH MMA/SRHU ANA Comitê de Bacias Hidrográficas Agência de Água Estadual CERH Secretaria Estadual Organização Estadual Comitê de Bacias Hidrográficas Agência de Água 15. ANA (Agência Nacional de Águas), criada em 2000, ficou encarregada da coordenação do SINGREH e da implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. A missão da Agência é implementar e coordenar o gerenciamento integrado de recursos hídricos, regular o 28 acesso à água e promover seu uso sustentável para o benefício de gerações atuais e futuras. Suas responsabilidades são as seguintes: (a) planejar e regular o uso de recursos hídricos; (b) conceder e aplicar os direitos ao uso da água; (c) mediar conflitos entre os usuários de água; (d) fortalecer, fornecer formulação de capacidades e informar aos órgãos dos usuários de água, comitês, associações e sociedade; e (e) desenvolver a conservação, o uso racional e a qualidade dos recursos hídricos. Entre as responsabilidades da ANA estão o cumprimento e a implementação dos instrumentos da Lei das Águas (Lei no 9.433), incluindo o gerenciamento de recursos hídricos sob o domínio federal de forma integrada; regulação dos direitos ao uso da água nas vias aquáticas federais; desenvolvimento dos planos de recursos hídricos para estados ou bacias hidrográficas específicas; incentivos à criação de comitês de bacias hidrográficas; coleta de dados e gestão do sistema de informações SNIRH, que fornece dados atualizados sobre a quantidade e a qualidade dos recursos hídricos do Brasil e sobre os níveis atuais de oferta e procura desses recursos; e produção de estudos e relatórios sobre questões de recursos hídricos. A ANA tem feito um considerável progresso no desenvolvimento de instrumentos de gerenciamento de recursos hídricos aplicados em diversos projetos emblemáticos, mas as capacidades institucionais nos níveis estaduais e das bacias hidrográficas permanecem deficientes. Apenas alguns estados brasileiros foram capazes de estabelecer órgãos de WRM adequadamente dotados com capacidade técnica para realizar suas funções. A garantia de uma sustentabilidade financeira é o principal desafio para um maior desenvolvimento das capacidades locais de WRM, uma vez que o espaço fiscal para a expansão de despesas na administração pública é bastante limitado e energicamente contestado por outros setores importantes. 16. O MMA (Ministério do Meio Ambiente) formula políticas de recursos hídricos e do meio ambiente, com a Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) sendo responsável pela implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, incluindo a avaliação de sua articulação e resultados e a promoção do gerenciamento integrada de recursos hídricos de uma maneira sustentável. Também tem um importante foco ambiental urbano que visa a revitalizar as bacias hidrográficas por meio da prestação de serviços de WSS, do controle e mitigação da poluição e da gestão integrada de resíduos sólidos urbanos. A SRHU, a secretaria executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), coordena a preparação e a atualização do PNRH e apoia os estados na implementação de políticas de recursos hídricos e no desenvolvimento de planos específicos de recursos hídricos. O PNRH representa um acordo entre os principais usuários de recursos hídricos, principalmente indústria, irrigação, abastecimento de água e geração de energia, e sociedade civil para definir diretrizes e metas para garantir o uso racional de água no Brasil até 2020. 17. O MI (Ministério da Integração Nacional) é responsável pela construção da infraestrutura hídrica, incluindo obras de proteção contra secas, e pela formulação da Política Nacional de Irrigação, cujo objetivo é promover e consolidar o desenvolvimento sustentável de áreas irrigadas. A política está atualmente em discussão no Congresso Nacional do Brasil. A Secretaria de Infraestrutura Hídrica (SIH) implementa a infraestrutura de irrigação, incluindo barragens, sistemas de adutoras e canais, além de obras de macrodrenagem. Subordinadas ao MI estão duas instituições federais com um enfoque regional: (a) o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), que administra os perímetros de irrigação pública e implementa obras e serviços para prevenir e mitigar os efeitos de secas na região do semiárido; e (b) a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (CODEVASF), que gerencia os 29 recursos hídricos e o uso das terras para atividades de agricultura e agronegócio nesses dois vales de rio na Região Nordeste do Brasil, diretamente ou por meio de outras entidades públicas e privadas, para promover o desenvolvimento integrado de áreas prioritárias e a implementação de distritos agrícolas e industriais. A Secretaria Nacional de Defesa Civil (SEDEC) é o órgão central desse Sistema Nacional de Defesa Civil e é responsável pela coordenação das ações de defesa civil em todo o território nacional. O papel da defesa civil tem por objetivo reduzir o risco de desastres e inclui prevenção, preparação, resposta a desastres e reconstrução. Implementa uma variedade multissetorial de atividades nas três esferas de governo - federal, estadual e municipal - incluindo uma ampla participação das comunidades. 18. O MCid (Ministério das Cidades), por meio da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA), é responsável pela Política Nacional de Saneamento Básico, conforme descrito pela Lei no 11.445/2007, com o princípio orientador de acesso universal aos serviços de WSS, incluindo tratamento de águas residuais, coleta e tratamento de resíduos sólidos e drenagem urbana. A SNSA é responsável pela integração das ações do setor de serviços de WSS e pela avaliação e monitoramento dos resultados. Além disso, promove o desenvolvimento do setor de serviços de WSS do Brasil por meio do apoio à assistência técnica, realização de pesquisas e estudos, participação em atividades de formulação de capacidades para cidades e estados, colaboração no desenvolvimento de arcabouços legais e planos de serviços de WSS locais e regionais, além de investimentos na restruturação da gestão e na revitalização de prestadores de serviços. 19. Existe uma situação de desigualdade na alocação de água nos usos setoriais competitivos, o que representa mais desafios para o planejamento integrado de bacias hidrográficas e para a implementação dos bons planos de infraestrutura de recursos hídricos. Com um longo e positivo histórico de desenvolvimento hidrelétrico, o setor de energia tem instituições e capacidade de planejamento mais sólidas do que outros setores de usuários de água e, consequentemente, tem realizado progressos na “reivindicação de direitos do uso da água” às custas de outros setores, principalmente do desenvolvimento de vias navegáveis, apesar de o desenvolvimento hidrelétrico também ter sido desafiado e adiado pelos difíceis processos de licenciamento ambiental. Com o apoio do Banco Mundial, recentes melhorias foram introduzidas para promover o uso de avaliações ambientais integradas em nível de bacia hidrográfica.12 Os esforços do GoB para preparar e implementar investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mostraram a importância de uma melhor coordenação e planejamento integrado no setor água para otimizar investimentos públicos, maximizar retornos econômicos e sociais e garantir uma sustentabilidade ambiental e social. 20. O período atual de crescimento econômico robusto tem pressionado bastante os recursos hídricos do Brasil. A expansão da produção industrial requer a água como um insumo e como uma fonte direta de energia, sendo que o uso da água para a geração de energia hidrelétrica e para a navegação é fundamental para garantir o crescimento contínuo e a competitividade da economia. O desenvolvimento econômico, contudo, precisa ser equilibrado para incluir preocupações ambientais, não somente para preservar habitats naturais e proteger a diversidade 12 Relatório No 40995-BR, “Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Hidrelétricos no Brasil: Uma Contribuição para o Debate”, Banco Mundial, Washington, D.C. 30 ecológica e a biodiversidade, mas também para garantir os recursos naturais que continuarão a promover o crescimento econômico no futuro. 21. O Banco Mundial está bem posicionado para ajudar a abordar esses desafios acima mencionados, uma vez que tem sido há muito tempo o principal parceiro de desenvolvimento do Brasil nas reformas institucionais no WRM federal. O Banco Mundial tem acumulado uma vasta experiência no financiamento de projetos de recursos hídricos no Brasil, principalmente na Região Nordeste. Em fase de implementação na última década, o PROÁGUA contribuiu para o desenvolvimento do setor água por meio de seu duplo objetivo: (a) promover o uso racional e sustentável e a gestão participativa de recursos hídricos no Brasil em geral e na Região Nordeste principalmente; e (b) fornecer acesso confiável e sustentável à água para uso doméstico, municipal e outros usos nas principais bacias hidrográficas da Região Nordeste. Apoiado por dois empréstimos do Banco Mundial no total de US$ 185 milhões, o PROÁGUA foi implementado pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Integração Nacional. Apesar de inicialmente visar à parte semiárida da Região Nordeste, o PROÁGUA foi depois ampliado em âmbito nacional e tem sido o principal instrumento no fornecimento de apoio à criação e ao fortalecimento da Agência Nacional de Águas (ANA) e no desenvolvimento e implementação dos arcabouços legais e institucionais de gestão da água na Região Nordeste, juntamente com investimentos na infraestrutura prioritária. O projeto também promoveu o desenvolvimento de planos do WRM em todos os 26 estados do Brasil e Distrito Federal. A implementação de um conjunto abrangente de critérios para selecionar subprojetos de infraestrutura está entre as conquistas importantes do projeto.13 Como uma forma de acompanhamento desse projeto, o Banco Mundial está financiando projetos estaduais de recursos hídricos nos Estados da Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte entre outros estados como Santa Catarina e Sergipe no Brasil. 22. O Banco Mundial também ganhou uma importante experiência no setor de serviços de WSS na esfera federal com o Projeto de Modernização do Setor Saneamento (PMSS) - fases I e II. O PMSS surgiu do contexto da Política Nacional de Saneamento Básico, desenvolvida em 1997, para universalizar a prestação de serviços de WSS e melhorar a eficiência da prestação de serviços, incentivando um ambiente mais competitivo e melhor regulamentado. Sob implementação basicamente no mesmo período de 10 anos, o PMSS foi apoiado por dois empréstimos do Banco Mundial no total de US$ 275 milhões, que financiaram importantes iniciativas como o pioneiro Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). O projeto também contribuiu para o desenvolvimento de políticas nacionais e subnacionais e para a coordenação entre os interessados, incluindo um importante papel na formulação e aprovação da Lei de Consórcios Públicos (Lei no 11.107/2005) e da Lei de Diretrizes de Saneamento Básico no Brasil14 (Lei no 11.445/2007).15 O PROÁGUA e o PMSS combinaram com êxito o apoio ao Governo Federal em seus esforços de planejamento e reformas institucionais com apoio a 13 Relatório N° 35719-BR, “Documento do Projeto: Financiamento Adicional do Projeto de Gestão de Recursos Hídricos Federais”, Banco Mundial, Washington, D.C. 14 De acordo com a legislação, o saneamento básico abrange abastecimento de água, águas residuais, resíduos sólidos e água de fortes chuvas urbanas. 15 Relatório No ICR00001083, “ICR para o Segundo Projeto de Modernização do Setor Água (PMSS II)”, Banco Mundial, Washington, D.C. 31 entidades subnacionais selecionadas (estados, municípios, comitês de bacias hidrográficas, prestadores de serviços de WSS). 23. O Projeto de Assistência Técnica ao Programa de Saneamento para Populações em Áreas de Baixa Renda (PAT-PROSANEAR) representa outro enfoque de assistência técnica financiada pelo Banco Mundial na prestação de serviços de WSS às populações urbanas e populações pobres periurbanas. O projeto foi criado para combater algumas das questões mais importantes para o setor de serviços de WSS que contribuíram para o estado deplorável da cobertura de serviços para as populações pobres urbanas no momento; isto é, um arcabouço institucional e normativo deficiente; uma falta de incentivos, mecanismos e capacidade para atender aos pobres; e políticas ineficazes de controle da poluição da água. Os beneficiários alvo eram não apenas as pessoas pobres que vivem em bolsões urbanos e periurbanos densamente povoados das áreas metropolitanas, mas também os órgãos responsáveis pela formulação de políticas, planejamento, implementação e monitoramento de projetos de serviços de WSS para as pessoas pobres das áreas urbanas. O projeto tinha como objetivo revitalizar o programa nacional de obras do PAT-PROSANEAR, fornecendo assistência técnica a um grupo de subprojetos e realizando programas de treinamento para fortalecer a capacidade dos órgãos executores de projetos na preparação e implementação de subprojetos. Também tinha como objetivo o fortalecimento da formulação de políticas, planejamento, implementação e capacidade de coordenação do GoB para os serviços de WSS e investimentos em infraestrutura urbana em áreas de baixa renda. Por meio da incorporação de métodos participativos na preparação de serviços de WSS e projetos de melhoria urbana em mais de 30 municípios, alavancando mais de US$ 500 milhões de investimentos, o PAT-PROSANEAR também desenvolveu um manual e termos de referência padrão para preparação desses projetos de engenharia. O Projeto proposto teria por base as conquistas e as lições aprendidas no PROÁGUA, PMSS e PAT-PROSANEAR por meio da prestação de assistência técnica para tirar proveito da capacidade técnica do Banco Mundial de promover abordagens integradas, com base na sua experiência de longa data em lidar com experiências semelhantes em contextos globais. 24. Apesar de o Governo Federal ter recursos suficientes para financiar a maioria de suas prioridades no setor água, existe uma grande demanda de muitos ministérios para fins de assistência técnica do Banco Mundial, principalmente na melhoria do projeto conceitual de seus programas e no apoio à implementação e ao monitoramento e avaliação do programa. Com a experiência de longa data do Banco Mundial nas reformas institucionais no setor água, o GoB solicitou que a participação do Banco Mundial na esfera federal fosse baseada em assistência técnica e direcionada a setores maiores e desafios de desenvolvimento para evitar a proliferação de pequenos empréstimos. A Estratégia de Parceria do País (CPS) do Banco Mundial de 2008–2011 (Relatório No. 42677) discutida pelos Diretores Executivos em 1º de maio de 2008, e o Relatório de Progresso (Relatório No. 53356-BR) discutido pelos Diretores Executivos em 10 de abril de 2010, destacou especificamente a necessidade de o Banco Mundial trabalhar no sentido de melhorar a capacidade do Governo Federal de preparar e implementar planos setoriais. Além disso, a CPS também observou que o Banco Mundial pode ser solicitado a fornecer apoio aos investimentos do PAC. O Projeto proposto abordará as principais questões de planejamento inadequado, carteira deficiente de projetos e capacidade institucional limitada que têm atrasado a implementação de muitos investimentos do PAC. Por exemplo, o Projeto apoiará a preparação de planos nacionais para serviços de WSS e irrigação e também apoiará a 32 preparação de estudos de viabilidade no setor água. A capacidade dos ministérios envolvidos para formular, implementar e monitorar seus programas será fortalecida com a melhoria das ferramentas e processos de tomada de decisões, qualificações técnicas, base de conhecimentos e sistema de informações. O interesse do GoB no Projeto e o compromisso decorrente são confirmados pelo fato de o Ministério do Planejamento ter fornecido apoio total ao Projeto durante toda a fase de preparação. 25. O Banco Mundial patrocinou um workshop em que autoridades federais relevantes e governos estaduais abrangendo a bacia hidrográfica do Rio São Francisco foram convidados a participar de uma discussão técnica sobre as questões mais importantes para a bacia. Os participantes apresentaram uma visão geral do comitê de bacia e o plano de 10 anos para a bacia. Criado por um Decreto Presidencial em 2001, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco tem 124 membros, com participação de representantes federais, estaduais e municipais; usuários de água; sociedade civil; e comunidades indígenas. As áreas prioritárias para o comitê da bacia incluem: (a) Plano Decenal; (b) implementação de outorga de água para usos fora da bacia; (c) recolhimento de cobrança por todos os usos da água, tanto dentro quanto fora da bacia; e (d) desenvolvimento de um roteiro para estabelecer uma agência de água para a bacia. Os objetivos do Plano Decenal de Recursos Hídricos para a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (2004-2013) incluem o seguinte: (a) implementação do sistema de gerenciamento SINGREH; (b) estabelecimento de diretrizes para alocação e uso de recursos hídricos; (c) definição de uma estratégia para reabilitação, recuperação e conservação ambiental da bacia; e (d) preparação de ação e programas para recursos hídricos e gestão do uso das terras e serviços ambientais de WSS, incluindo suas respectivas obras. O plano também apoia a negociação dos direitos ao uso da água e a alocação para apoio à irrigação, geração de energia hidrelétrica e navegação. Também prevê investimentos de R$ 5,2 bilhões em 10 anos, com R$ 91,5 milhões (1,8%) para a implementação do SINGREH; R$ 141,8 milhões (2,7%) para o uso sustentável de recursos hídricos e recuperação ambiental; R$ 128 milhões (2,5%) para recursos hídricos e obras e serviços de gestão do uso da terra; R$ 465,1 milhões (8,9%) para sustentabilidade da água na região semiárida; R$ 1.388,4 milhões (26,7%) para obras e serviços de WSS na região semiárida; e R$ 2.984,8 milhões (57,4%) para obras e serviços de WSS fora da região semiárida. Mais da metade desse investimento é proveniente de recursos federais e a outra quarta parte é proveniente de orçamentos estaduais. O restante é financiado por concessões de serviços públicos, encargos pelo uso da água, indenização municipal e estadual pelo uso de energia hidrelétrica e pelo Fundo Global para o Meio Ambiente. 26. Entre as principais observações dos peritos externos que participaram da discussão estavam a necessidade de tornar mais explícita a relação entre água e desenvolvimento, a necessidade de um sistema operacional para monitorar os avanços físicos e financeiros do plano e a importância de pessoal qualificado em número suficiente para gerir o plano de recursos hídricos e seus investimentos. O plano precisa tornar claro que os compromissos são necessários para o gerenciamento integrado de recursos hídricos na bacia hidrográfica e isso somente pode ocorrer se houver uma maior coordenação entre as autoridades federais, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Apesar de o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco estar comprometido com a criação de uma agência de água para a bacia hidrográfica, as autoridades federais ainda estão deliberando sobre o tipo de 33 modelo a ser adotado. Também há muito poucas evidências da análise econômica abrangente sobre alocações do uso da água para quantificar e avaliar as transações envolvidas. 27. Considerando essas observações, as seguintes questões foram levantadas pelo painel de peritos como ações que poderiam melhorar a eficácia do Plano Decenal: (a) efetuar uma revisão e avaliação do plano hidrometeorológico da bacia hidrográfica e também melhorar e modernizar o plano para atender às necessidades de WRM integrado na bacia. Essa revisão identificaria as áreas que necessitam de reforço e aumentaria a credibilidade de informações e seu impacto na tomada de decisões, e (b) avaliar o progresso na implementação do Plano Decenal, a saber: (i) a incorporação das lições aprendidas e experiências e dados dos estados; (ii) a revisão e atualização de modelos de alocação de água para tornar mais explícitos os vínculos entre desenvolvimento econômico e preferências da sociedade, incluindo a quantificação dessa análise; (iii) a inclusão de recursos hídricos subterrâneos, impactos ambientais e os efeitos da mudança climática no processo de planejamento; (iv) a incorporação de custos e benefícios econômicos, planos de ação para implementar os instrumentos referidos na Lei No 9.433 e medidas de adaptação e mitigação da mudança do clima para cumprir os requisitos ambientais; (v) a implementação do pacto das águas para a alocação apropriada de água; (vi) a definição das regras referentes aos direitos de uso da água e alocação dos usos da água, incluindo as condições de seca e enchentes, e a definição de responsabilidades para implementação dessas regras; e (vii) o fortalecimento de órgãos federais e estaduais de águas com mais pessoal qualificado, incluindo o fornecimento de atividades de desenvolvimento de capacidades e de treinamento. 34 Anexo 2: Principais Projetos Associados Financiados pelo Banco Mundial e/ou por outros Órgãos BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas Questões do setor Projetos financiados pelo Banco Mundial Abastecimento de água e saneamento Gerenciamento de Recursos Hídricos Projetos Classificações mais recentes de supervisão (ISR/ICR)a Progresso da Objetivo de implementação desenvolvimento BR - P006368 Primeiro Projeto de Modernização do Setor Água BR - P043420 Segundo Projeto de Modernização do Setor Água BR - P039199 Empréstimo para Projeto de Assistência Técnica do PROSANEAR BR - P087711 Projeto de Gerenciamento da Poluição Costeira e Hídrica do Espírito Santo BR - P108654 Projeto de Sustentabilidade Hídrica do Estado de Pernambuco BR - P006436 Projeto de Desenvolvimento Urbano e Gerenciamento de Recursos Hídricos do Ceará BR - P006449 Projeto de Gerenciamento Integrado dos Recursos Hídricos do Ceará BR - P089929 Projeto de Gerenciamento Integrado dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte BR - P035728 Projeto de Gerenciamento de Recursos Hídricos da Bahia BR - P100154 Projeto Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (PROÁGUA) S (Classificação do ICR) S (Classificação do ICR) S (Classificação do ICR) S (Classificação do ICR) S (Classificação do ICR) S (Classificação do ICR) S S MS MS S (Classificação do ICR) S (Classificação do ICR) MS MS MS MS S (Classificação do ICR) S (Classificação do ICR) MS (Classificação do ICR) MS (Classificação do ICR) Outros órgãos de desenvolvimento a. Fornecidas para projetos financiados pelo Banco Mundial apenas. S = Satisfatório MS = Moderadamente satisfatório 35 Anexo 3: Arcabouço de Resultados e Monitoramento BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas Objetivos de Desenvolvimento do Projeto (PDO) Indicadores de Resultados do Projeto Uso de Informações de Resultados do Projeto Apoiar o Governo do Brasil a melhorar a coordenação e fortalecer a capacidade entre as principais instituições federais no setor água para uma abordagem integrada. Comitê Gestor do Programa16, em nível de Secretaria Executiva, para os programas do setor água estabelecidos e funcionando regularmente com todas as instituições que participam do programa Interáguas. A1–A5. Atas do Comitê do Programa 25 atividades e projetos do setor água implementados por instituições que participam do Projeto incluídos no Plano Plurianual do GoB (PPA 2012-2015), seguindo uma abordagem integrada, conforme atestado por uma avaliação independente.17 A1–A5. Planos Operativos Anuais (POAs) Um portal de indicadores de recursos hídricos que conecta sistemas de informações, estudos e trabalhos analíticos específicos do setor é implementado e disponibilizado ao público. A3–A5. Relatórios independentes de projetos e atividades implementados seguindo uma abordagem integrada. A4-A5. Número de acessos ao website. Resultados intermediários Componente 1: Resultado 1: Implementação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos criado pela Lei No 9.433 seja avançada e fortalecida em nível federal, estadual e da bacia hidrográfica. Indicadores de resultados intermediários para cada componente A-5. Relatório do ICR Uso de monitoramento de resultados intermediários Resultado 1: Resultado 1: 13 órgãos estaduais de recursos hídricos e 4 agências de bacia que estão funcionando corretamente, aplicando os instrumentos de gerenciamento estabelecidos por lei. A3–A5. Relatórios de andamento 13 órgãos de recursos hídricos consideravelmente bem dotados de pessoal. 16 "Funcionando" significa pelo menos 2 reuniões por ano em nível de Secretaria. Atividades e projetos incluídos no Plano Plurianual (PPA) do GoB são todas as atividades e projetos explicitamente incluídos ou vinculados a ações e programas no PPA. 17 36 Resultado 2: Melhor aplicação dos instrumentos de gerenciamento de recursos hídricos por instituições federais, estaduais e de bacia hidrográfica. Componente 2: Resultado 3: Capacidade de gestão do Ministério da Integração Nacional fortalecida. 400 profissionais especialistas no sistema nacional e estadual de recursos hídricos que foram treinados (ex. pessoal do órgão de recursos hídricos, membros de conselhos nacionais e estaduais, membros de comitês de bacias hidrográficas). Resultado 2: A2–A5. Relatórios técnicos das instituições de recursos hídricos. Resultado 2: Sistema de informações estabelecido e em funcionamento para monitorar e avaliar a implementação do Plano Nacional de Recursos Hídricos. A2–A5. Relatórios anuais de sistemas de informações, incluindo bancos de dados e web on-line18. 2.400 quilômetros de rios sendo regularmente monitorados em termos de qualidade da água por meio do Programa Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água. A2–A5. Relatórios do Sistema de Monitoramento da Qualidade da Água Volume (8 bilhões de m3 por ano) de água bruta sendo faturado (e 50% pagos desse volume) no país, exceto para geração de energia. A2–A5. Relatórios de Recolhimento de Tarifas de Água Resultado 3: Resultado 3: Unidade integrada de planejamento técnico em funcionamento. A1-A5. Relatórios de andamento 100 membros da equipe técnica nas áreas de Infraestrutura Hídrica, Irrigação e Defesa Civil foram treinados. Manuais Técnicos e Operacionais de Infraestrutura Hídrica, Irrigação e Defesa Civil 19estabelecidos. A3-A5. Relatórios de andamento e página da web. Resultado 4: Resultado 4: Resultado 4: Novos instrumentos de planejamento e gestão integrada de informações, segurança, eficácia e produtividade da infraestrutura de recursos hídricos são estabelecidos. Sistema de Monitoramento e Avaliação para Projetos de Infraestrutura Hídrica estabelecido e em fase de implementação. A1-A5. Estudos e relatórios de andamento da implementação do sistema. Sistema de Informações sobre infraestrutura de barragens (abastecimento de água, irrigação, controle de enchentes) implementado. A1-A5. Estudos e relatórios de andamento da implementação do sistema e página da web. 18 19 Banco de dados on-line disponível, gerando relatórios anuais. A Defesa Civil é responsável pelas atividades de gestão de riscos e desastres. 37 Resultado 5: Resultado 5: Resultado 5: Eficácia das ações do MI em relação à Política Nacional de Irrigação melhorada, resultando na sustentabilidade da agricultura irrigada. Mapeamento de áreas com potencial para agricultura irrigada concluído. Resultado 6: Resultado 6: Resultado 6: Base de conhecimentos e capacidade de decisão sobre irrigação melhorada dentro do MI. Regras técnicas e operacionais de irrigação estabelecidas. A3-A5 Relatórios de andamento. Resultado 7: Resultado 7: Resultado 7: Novo Sistema Nacional para Gestão de Riscos e Desastres concebido, institucionalizado e implementado. Secretaria de Defesa Civil (SEDEC) reestruturada com instrumentos normativos institucionais e operacionais estabelecidos. Plano para melhorar o dinamismo de 30 perímetros de irrigação preparados, concluídos e aprovados com soluções de curto, médio e longo prazos que garantam a viabilidade de ações técnicas, econômicas, sociais e ambientais. CENAD20 expandido e melhorado com pessoal treinado e com estrutura, equipamentos e operação modernizados. A3-A5 Relatórios de andamento. A2-A5. Relatórios de andamento e página da web. 15 equipes estaduais treinadas em gestão de riscos e desastres. Componente 3: Resultado 8: Instituição federal responsável pela política de Abastecimento de Água e Saneamento fortalecida e trabalhando em coordenação com outras instituições federais no setor água. 20 Resultado 8: Resultado 8: Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA) implementado, incluindo todos seus subsetores (abastecimento de água potável, saneamento, resíduos sólidos e drenagem) e funcionando conforme demonstrado por dados online e relatórios anuais. A1–A5. Relatórios On-line do Sistema. Manuais operacionais de programas federais de abastecimento de água e saneamento revisados para incorporar a coordenação com política e planos de gerenciamento de recursos hídricos. A2–A5. Relatórios de andamento sobre a preparação de manuais de abastecimento de água e saneamento. Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres sob o Ministério da Integração Nacional. 38 Resultado 9: Resultado 9: Resultado 9: Melhoria de programas para promover a eficiência no setor de abastecimento de água e saneamento. Reguladores apoiados pelo Projeto representam 10 milhões de usuários de serviços de abastecimento de água e saneamento21, com acesso a serviços formalmente regulamentados de acordo com a Lei No 11.445. A3–A5. Relatórios semestrais de andamento sobre a implementação de programas de serviços de abastecimento de água e saneamento. Prestadores de serviços de abastecimento de água e saneamento apoiados pelo Projeto, que estão implementando programas de gestão de perdas e de eficiência energética, prestando serviços a pelo menos 10 milhões de usuários22. Componente 4: Resultado 10: Arcabouço institucional e arranjos técnicos e operacionais efetivos em funcionamento para coordenar atividades multissetoriais nas bacias hidrográficas dos rios São Francisco e AraguaiaTocantins. Resultado 11: Instituições relevantes trabalhando de forma coordenada para promover o uso eficaz da água e infraestrutura associada na bacia hidrográfica do Rio São Francisco. Resultado 10: Resultado 10: Uma estrutura técnica e operacional descentralizada estabelecida e em funcionamento na bacia hidrográfica do Rio São Francisco. A2-A5. Órgãos das bacias ou similar funcionando adequadamente nas bacias selecionadas. O acordo de coordenação institucional na bacia hidrográfica Araguaia-Tocantins está funcional e fortalecido. 100 membros treinados nas duas bacias hidrográficas Resultado 11: Resultado 11: Modelos de gestão para serviços de abastecimento de água e saneamento e operação e manutenção da infraestrutura hídrica definidos e estabelecidos em 10 sistemas devidamente regulamentados, conforme reportado pelos ministérios relevantes. A3–A5. Relatórios de andamento do bom funcionamento das empresas de abastecimento de água e saneamento. 21 Usuários de serviços são medidos pelo número de clientes com abastecimento de água, conforme medido pelo SINISA. 22 Usuários de serviços são medidos pelo número de clientes com abastecimento de água, conforme medido pelo SINISA. 39 Resultado 12: Resultado 12: Resultado 12: Metodologia de avaliação de impacto integrada multissetorial definida e testada na bacia hidrográfica do Rio São Francisco. Resultado 13: Avaliação de impacto é testada como um piloto e relatórios são publicados. A3. Metodologia definida. A4–A5. Avaliação de impacto é testada como um piloto. A5. Relatórios preparados e publicados. Resultado 13: Resultado 13: Informações no setor água estão mais integradas entre os subsetores e prontamente disponíveis para tomada de decisões e consulta pública. Componente 5: Resultado 14: Um portal de indicadores de água conectando A4-A5. Número de acessos sistemas de informações, estudos e trabalhos ao website. analíticos do setor específico é implementado e disponibilizado ao público e está em funcionamento, conforme demonstrado pelos dados on-line para a bacia hidrográfica do Rio São Francisco. Resultado 14: Resultado 14: Programa Interáguas adequadamente gerenciado, monitorado e avaliado. Resultado 15: 10 relatórios trimestrais, semestrais e anuais de andamento do programa, de gestão financeira e de auditorias do programa. Avaliação do andamento via monitoramento e avaliação do programa. Resultado 15: Resultado 15: Programa de comunicação elaborado e implementado. 10 seminários e workshops realizados. Workshops e seminários para informar os interessados sobre a nova gestão de água. 40 Disposições sobre Monitoramento de Resultados Valores-alvo Indicadores de resultados do projeto Comitê Gestor do Programa23, em nível de Secretaria Executiva, para os programas do setor água estabelecidos e funcionando regularmente com todas as instituições que participam do programa Interáguas. 25 atividades e projetos do setor água implementados por instituições que participam do Projeto e incluídos no Plano Plurianual do GoB (PPA 2012-2015), seguindo uma abordagem integrada, conforme atestado por uma avaliação independente.24 Um portal de indicadores de recursos hídricos que conecta Linha de referência Não estabelecido 0 Não estabelecida A1 1 A2 2 0 0 Não estabelecido Não estabelecido A3 A4 2 2 A5 2 10 15 25 Estabelecido Estabelecido e em funcionamento Estabelecido e em funcionamento 23 Coleta de dados e relatórios Instrumentos Responsabilidade Frequência para coleta pela coleta de e relatórios de dados dados Anual Anual Anual Atas Anuais do Comitê Gestor do Programa Planos Operativos Anuais (POAs) e Relatórios Independentes Relatório anual on-line Número de acessos ao "Funcionando" significa pelo menos 2 reuniões por ano em nível de Secretaria. Atividades e projetos incluídos no Plano Plurianual (PPA) do GoB são todas as atividades e projetos explicitamente incluídos ou vinculados a ações e programas no PPA. 24 41 STP/ANA STP/ANA STP/ANA sistemas de informações, estudos e trabalhos analíticos específicos do setor é implementado e disponibilizado ao público. Indicadores de resultados intermediários Componente 1 6 SAs 6 13 órgãos estaduais de recursos hídricos e 4 agências de bacia que estão funcionando adequadamente, aplicando os 2 BAs 2 instrumentos de gerenciamento estabelecidos por lei. (cumulativo). 13 órgãos de recursos hídricos consideravelmente 6 6 bem dotados de pessoal. (cumulativo) 400 profissionais especialistas no sistema nacional e estadual de recursos hídricos que foram treinados (ex. pessoal do órgão de 0 150 recursos hídricos, membros de conselhos nacionais e estaduais, membros de comitês de bacias hidrográficas). Sistema de Não Não informações estabelecida estabelecido website 6 8 10 13 Semestral Relatórios técnicos e de andamento SRHU–ANA 2 2 4 4 6 8 10 13 250 300 350 400 Semestrais Especialistas do setor água SRHU e ANA Estabelecido Estabelecido e em Estabelecido e em Estabelecido e em Anual Relatórios SRHU 42 Relatórios técnicos e de andamento estabelecido e em funcionamento para monitorar e avaliar a implementação do Plano Nacional de Recursos Hídricos. 2.400 quilômetros de rios regularmente monitorados em termos de qualidade da água por meio do Programa Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água. (adicional) Volume (8 bilhões de m3 por ano) de água bruta sendo faturado (e 50% pagos desse volume) no país, exceto para geração de energia. Componente 2* Unidade integrada de planejamento técnico em funcionamento. Equipe técnica treinada nas áreas de Infraestrutura Hídrica, Irrigação e Defesa Civil. Manuais Técnicos e Operacionais de Infraestrutura Hídrica, Irrigação e 0 6 bilhões de m3 Equipe técnica com dedicação parcial. 0 0 funcionamento funcionamento funcionamento 0 500 1.000 1.800 2.400 Semestral Relatórios ANA 6 6,5 6,5 7 8 Anual Relatórios gerenciais ANA Unidade criada. Unidade em funcionamento com equipe específica trabalhando com atividades do Projeto. Unidade em funcionamento com equipe específica trabalhando com atividades do Projeto. Unidade em funcionamento integrando outras áreas técnicas e estabelecida dentro da estrutura do Ministério. Unidade em funcionamento integrando outras áreas técnicas e estabelecida dentro da estrutura do Ministério. Anual Relatórios SECEX/MI 0 Diagnóstico de treinamento e programa para equipe técnica concluídos. 50 membros da equipe técnica treinados. 100 membros da equipe técnica treinados. Anual Relatórios SECEX/MI 0 2 manuais operacionais e 2 manuais técnicos concluídos e em 4 manuais operacionais e 4 manuais técnicos Anual Relatórios e página da web. SECEX/MI 0 0 0 43 Defesa Civil 25 estabelecidos. Sistema de Monitoramento e Avaliação para Projetos de Infraestrutura Hídrica estabelecido e em fase de implementação. Sistema de Informações sobre infraestrutura de barragens (abastecimento de água, irrigação, controle de enchentes) implementado. Mapeamento de áreas com potencial para agricultura irrigada concluído. Plano para melhorar o dinamismo de perímetros de irrigação preparados, concluídos e aprovados com soluções de curto, médio e longo prazos que garantam a viabilidade de 25 uso. - - - 0 - - - 0 concluídos e em uso. Diagnóstico técnico da infraestrutura nacional concluído. Manuais com metodologias, critérios técnicos, operacionais e de padrões concluídos e consolidados. Sistema concluído e implementado no âmbito da SIH. Anual Relatórios SECEX/MI – SIH - Diagnóstico técnico e operacional de barragens selecionadas concluído. Mapeamento de riscos em barragens e plano de ação para gestão e monitoramento de riscos críticos de infraestrutura concluídos. Sistema de Informações sobre Barragens no âmbito do MI concluído e alimentado. Anual Relatórios e página da web SECEX/MI – SIH - Potencialidades para o desenvolvimento sustentável de agricultura irrigada definidas. Potencialidades para o desenvolvimento sustentável de agricultura irrigada definidas. Potencialidades para o desenvolvimento sustentável de agricultura irrigada definidas. Anual Relatórios SECEX/MI – SIH 0 15 perímetros de irrigação com Plano preparado, concluído e aprovado. 30 perímetros de irrigação com Plano preparado, concluído e aprovado. Anual Relatórios SECEX/MI – SIH 0 0 A Defesa Civil é responsável pelas atividades de gestão de riscos e desastres. 44 ações técnicas, econômicas, sociais e ambientais. Regras técnicas e operacionais de irrigação estabelecidas. Secretaria de Defesa Civil (SEDEC) reestruturada com instrumentos normativos institucionais e operacionais estabelecidos. CENAD26 expandido e melhorado com pessoal treinado e com estrutura, equipamentos e operação modernizados. Equipes estaduais treinadas em gestão de riscos e desastres. Componente 3 Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA) implementado, incluindo todos seus subsetores (abastecimento de água potável, 26 - Avaliação da implementação do Plano de Irrigação para a parte semiárida da Região Nordeste por meio de PPPs. Medidas para incentivar a participação do setor privado em irrigação implementadas. - Diagnóstico da SEDEC concluído. Propostas de soluções e instrumentos legais, institucionais e operacionais estabelecidos. Novos procedimentos implementados e estruturas físicas e organizacionais realinhadas. - - Expansão do CENAD em fase de implementação. CENAD expandido e modernizado. CENAD expandido e modernizado. 0 0 Plano de treinamento preparado. 5 estados com equipes treinadas. 10 estados com equipes treinadas. Funcionamento do SINISA com subsetores de abastecimento de água e saneamento e módulo operacional Funcionamento do SINISA com subsetores de abastecimento de água e saneamento e módulo operacional Funcionamento do SINISA com subsetores de abastecimento de água e saneamento, Resíduos Sólidos e Funcionamento do SINISA com subsetores de abastecimento de água e saneamento, Resíduos Sólidos e Drenagem Urbana e Funcionamento do SINISA com subsetores de abastecimento de água e saneamento, Resíduos Sólidos e Drenagem Urbana e - - - Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres sob o Ministério da Integração Nacional. 45 Propostas de soluções e instrumentos para irrigação nos setores privado e público estabelecidas. SEDEC estruturada com instrumentos normativos institucionais e operacionais estabelecidos e em funcionamento. Anual Relatórios SECEX/MI – SIH Anual Relatórios SECEX/MI – SEDEC CENAD expandido e modernizado. Anual Relatórios SECEX/MI – SEDEC 15 estados com equipes treinadas. Anual Relatórios SECEX/MI – SEDEC Relatórios online SNSA Funcionamento do SINISA com subsetores de abastecimento de água e saneamento, Resíduos Sólidos e Drenagem Urbana e módulos institucionais e Anual saneamento, resíduos sólidos e drenagem) e módulos e funcionando conforme demonstrado por dados on-line e relatórios anuais. Manuais operacionais de programas federais de abastecimento de água e saneamento revisados para incorporar a coordenação com política e planos de gerenciamento de recursos hídricos. Reguladores apoiados pelo Projeto representam 10 milhões de usuários de serviços de abastecimento de água e saneamento27, com acesso a serviços formalmente regulamentados de acordo com a Lei No 11.445. Prestadores de Drenagem Urbana e módulo operacional módulos institucionais e operacionais módulos institucionais e operacionais operacionais 0 0 3 3 5 5 Semestral Relatórios de andamento SNSA 0 0 NA28 2 milhões 6 milhões 10 milhões Semestral Relatórios de andamento SNSA 0 0 NA30 2 milhões 6 milhões 10 milhões Semestral Relatórios de SNSA 27 Usuários de serviços são medidos pelo número de clientes com abastecimento de água, conforme medido pelo SINISA. NA = não se aplica. No segundo ano do Projeto, o Ministério das Cidades: (i) implementará um programa de treinamento sobre regulação econômica e técnica de saneamento básico para instituições federais e seu pessoal, aplicando as diretrizes definidas pela Lei Federal No 11.445/2007; (ii) fará acordos de cooperação e programas de trabalho para formulação de capacidades, assistência técnica e treinamento sobre regulação, com instituições reguladoras que representem reguladores em âmbito nacional ou agências reguladoras que juntas podem ser consideradas como tendo cobertura nacional. 30 NA = não se aplica. No segundo ano do Projeto, o Ministério das Cidades: (i) implementará um programa de treinamento sobre programas de eficiência energética e de gestão de recursos hídricos sem receita para instituições federais e seu pessoal; (ii) fará acordos de cooperação e programas de trabalho para 28 46 serviços de abastecimento de água e saneamento apoiados pelo Projeto, que estão implementando programas de gestão de perdas e de eficiência energética, prestando serviços a pelo menos 10 milhões de usuários29 Componente 4 Uma estrutura técnica e operacional descentralizada estabelecida e em funcionamento na bacia hidrográfica do Rio São Francisco. O acordo de coordenação institucional na bacia hidrográfica Araguaia-Tocantins está funcional e fortalecido. 100 membros treinados nas duas bacias hidrográficas andamento Órgão de bacia hidrográfica selecionado, contrato de gestão assinado Órgão de bacia hidrográfica selecionado, contrato de gestão assinado Órgão é funcional Comitê Gestor abrangendo ANA e estados relevantes criados Comitê Gestor abrangendo ANA e estados relevantes criados Comitê Gestor abrangendo ANA e estados relevantes criados 0 - 10 Relatório de Avaliação Anual da Comissão de Avaliação da ANA sobre desempenho de contrato de gestão é enviado à Comissão de Bacia Hidrográfica e divulgado Plano estratégico do Relatório de Avaliação da Bacia Hidrográfica do Comitê Gestor divulgado Relatório de Avaliação Anual da Comissão de Avaliação da ANA sobre desempenho de contrato de gestão é enviado à Comissão de Bacia Hidrográfica e divulgado Plano estratégico do Relatório de Avaliação da Bacia Hidrográfica do Comitê Gestor divulgado 40 70 Relatório de Avaliação Anual da Comissão de Avaliação da ANA sobre desempenho de contrato de gestão é enviado à Comissão de Bacia Hidrográfica e divulgado Anual Relatórios ANA-SRHU baseada no relatório de órgãos da bacia hidrográfica Plano estratégico do Relatório de Avaliação da Bacia Hidrográfica do Comitê Gestor divulgado Anual Relatório ANA-SRHU 100 Semestral Relatórios ANA-SRHU formulação de capacidades, assistência técnica e treinamento sobre gestão de recursos hídricos sem receita e programas de eficiência energética com instituições de prestadores de serviços que representem prestadores de serviços em âmbito nacional ou prestadores de serviços que juntos poderiam ser considerados como tendo cobertura nacional. 29 Mercado é definido como o número total de clientes com abastecimento de água, conforme medido pelo SINISA. 47 Modelos de gestão para serviços de abastecimento de água e saneamento e operação e manutenção da infraestrutura hídrica definidos e estabelecidos em 10 sistemas devidamente regulamentados, conforme reportado pelos ministérios relevantes. Avaliação de impacto é testada como um piloto e relatórios são publicados. Um portal de indicadores de água conectando sistemas de informações, estudos e trabalhos analíticos do setor específico é implementado e disponibilizado ao público e está em funcionamento, conforme demonstrado pelos dados on-line para a bacia hidrográfica do Rio São Francisco. Componente 5 10 relatórios trimestrais, semestrais e anuais de andamento, de gestão financeira e 0 0 — - 3 6 8 - Metodologia definida Metodologia é aplicada a um piloto Portal de website específico do projeto destinado a refletir o funcionamento da abordagem integrada e disponível a todos os tipos de público. 8 0 - - Portal de website específico do projeto destinado a refletir o funcionamento da abordagem integrada e disponível a todos os tipos de público. Não preparada 2 4 6 48 Anual Relatórios ANA-SRHU baseada nos relatórios de ministérios relevantes Anual Relatórios publicados ANA-SRHU Portal de website específico do projeto destinado a refletir o funcionamento da abordagem integrada e disponível a todos os tipos de público. Anual Relatório online - Número de acessos ao website SNSA-ANA 10 Semestral Relatórios STP/ANA 10 Relatório-piloto de Avaliação de Impacto de auditorias do programa (cumulativo). 10 seminários e workshops realizados (cumulativo). Não preparada 2 4 6 8 49 10 Semestral Relatórios de andamento STP/ANA Objetivos e Metodologia para Avaliação do Impacto das Principais Atividades do Projeto Proposto: 1. Uma avaliação de impacto será realizada para determinar se as atividades do projeto tiveram um impacto nas atividades multissetoriais. O objetivo da avaliação de impacto é determinar se as atividades integradas propostas têm um impacto significativo nos resultados do projeto, por meio da medição dessa avaliação quando comparada a áreas similares que não tinham uma abordagem semelhante. Para efetuar a avaliação de impacto, grupos-tratamento e grupos-controle serão selecionados, analisados e comparados. 2. A Avaliação de Impacto ajudaria a afirmar a causalidade entre as atividades do projeto e os indicadores de resultados do projeto. A metodologia Avaliação de Impacto será preparada durante o primeiro ano de implementação do projeto e acordada com o Banco Mundial. Uma pesquisa de referência dos grupos-tratamento e grupos-controle será realizada no primeiro ano de implementação do projeto. Uma pesquisa de acompanhamento será implementada para coletar informações comparáveis e avaliar mudanças nos resultados entre os grupos-tratamento e os grupos-controle. 3. Os impactos do projeto seriam medidos com a comparação de resultados entre os grupostratamento e os grupos-controle. A avaliação usaria o método da diferença para comparar os grupos-tratamento e os grupos-controle. Também usaria as técnicas de pareamento com escore de propensão para melhorar a qualidade do grupo-controle. 50 Anexo 4: Descrição Detalhada do Projeto BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas Componentes do projeto 1. O Projeto proposto tem cinco componentes, dos quais os três primeiros destinam-se a continuar o programa apoiado pelo Banco Mundial de reformas do setor água e fortalecimento institucional em setores individuais no nível nacional. Esses três componentes envolverão três ministérios federais – MMA, MI, e MCid – além da ANA e respectivos subsetores específicos, com responsabilidade setorial individual de implementação. As atividades a serem apoiadas pertencem a três categorias principais: (a) planejamento e gestão, (b) estudos e avaliação do projeto e (c) desenvolvimento institucional. Cada categoria incluirá apoio nos níveis federal e subnacional. O quarto componente, mais inovador, terá uma natureza transetorial e será projetado para melhorar o desempenho da implementação e a coordenação das políticas e atividades setoriais das bacias hidrográficas selecionadas. Ele promoverá os vários usos da água em duas (ou três) bacias hidrográficas prioritárias lidando com os complexos desafios de alocar a água entre usos concorrentes (hidrelétrica, navegação, sustentabilidade ambiental, abastecimento de água e saneamento, irrigação). A seleção dessas bacias leva em conta a necessidade de um processo de planejamento integrado; a existência de uma massa crítica de planos e estudos; e a oportunidade de melhor coordenação entre os setores, níveis de governo e outros interessados relevantes. O quinto componente abrangerá a gestão, o monitoramento e a avaliação do projeto. Componente 1: Gerenciamento de Recursos Hídricos (Custo: US$ 44.2169 milhões, empréstimo do Banco Mundial: US$ 33.1419 milhões) 2. Implementado pelo MMA e pela ANA, esse componente irá fornecer apoio à implantação de ferramentas e instrumentos no SINGREH; melhorar o desenvolvimento institucional; reduzir as disparidades entre os sistemas de gerenciamento de recursos hídricos federal e estaduais do mutuário; identificar ações para atenuar e adaptar-se à mudança climática; otimizar procedimentos; e estabelecer critérios para os sistemas de monitoração e avaliação existentes para aumentar a eficiência e a conformidade jurídica das diretrizes e políticas dos recursos hídricos com a Lei das Águas do Mutuário Nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, que estabeleceu a Política Nacional de Recursos Hídricos. As principais atividades se dividem nos seguintes grupos: 3. Planejamento e gestão: O subcomponente de planejamento e gestão engloba o apoio para: (a) avaliar e apoiar a modificação do arcabouço jurídico de recursos hídricos federal e estaduais; (b) fortalecer o Plano Nacional de Recursos Hídricos e os planos e agências estaduais e de bacias hidrográficas, integrando-os com os planos setoriais globais incluindo medidas de adaptação e atenuação da mudança climática; (c) implementar e expandir a rede de monitoramento dos recursos hídricos; (d) promover o cumprimento das outorgas e cobranças de água; (e) planejar e implementar um programa nacional de treinamento em gerenciamento de recursos hídricos; (f) implementar um sistema de gestão baseado em resultados para o Plano Nacional de Recursos Hídricos; e apoio técnico para a gestão integrada de águas urbanas, inclusive modelos de gestão de resíduos sólidos; (g) atualizar e melhorar o Cadastro Nacional de Usuários de Recursos Hídricos; (h) implementar e atualizar o Sistema Nacional de Informações 51 sobre Recursos Hídricos (SNIRH); (i) promover o fortalecimento da outorga e da cobrança, incluindo a concessão de direitos de águas subterrâneas; e (j) planejar e implementar um programa nacional de treinamento em gerenciamento de recursos hídricos. 4. Estudos: O subcomponente de estudos apoiará a preparação de estudos, incluindo: (a) verificação da viabilidade dos projetos de água; (b) monitoramento e avaliação do potencial de águas subterrâneas para uso direto e por meio de dessalinização; (c) demanda e equilíbrio do consumo de água; (d) implementação de projetos de demonstração sobre conservação e reuso de recursos hídricos, e planos de reabilitação; (e) sistemas de apoio à decisão; (f) modelos matemáticos para medir a quantidade e a qualidade da água; (g) prevenção e controle de eventos críticos incluindo mudança climática; (h) atualização, desenvolvimento e melhoria do mapeamento hidrográfico e de um banco de dados; (i) desenvolvimento e modernização de um cadastro de infraestrutura hídrica e de usuários de recursos hídricos; (j) regulação e supervisão de usos de água nas concessões de PPPs; (k) desenvolvimento de documentos conceituais para obtenção de financiamento externo; (l) definição e implementação de estratégias para proteção de bacias hidrográficas urbanas e rurais; (m) desenvolvimento de uma metodologia para estimar a capacidade de apoio para aplicação de outorgasde água; (n) modelos baseados em resultados; (o) gestão integrada dos recursos hídricos urbanos, incluindo a segurança da água em áreas urbanas; (p) abordagem de tópicos como a relação entre degradação ambiental, desertificação e recursos hídricos, tecnologias de uso eficiente da água, impactos da mudança climatica sobre a disponibilidade de recursos hídricos, influência de dinâmicas macroeconômicas globais nos recursos hídricos, impactos de setores econômicos dinâmicos nos recursos hídricos e alternativas para a implementação eficaz de compromissos internacionais sobre cursos de água transfronteiriços; e (q) desenvolvimento de ferramentas e mecanismos financeiros para a gestão ambiental e dos recursos hídricos, incluindo resíduos sólidos. 5. Desenvolvimento institucional; O subcomponente de desenvolvimento institucional inclui (a) treinar e fortalecer os órgãos de gestão de recursos hídricos, incluindo (quando necessário) a criação de órgãos e comitês de bacias hidrográficas, associações de usuários de água e conselhos de recursos hídricos; (b) desenvolver e implementar campanhas de educação e mobilização social e programas de comunicação e divulgação; (c) monitorar e melhorar a capacidade das instituições do SINGREH; (d) vincular estruturas jurídicas e institucionais relativas ao gerenciamento de recursos hídricos; (e) aumentar a sustentabilidade econômica e financeira do gerenciamento de recursos hídricos, bem como das políticas e do financiamento de recursos hídricos; (f) apoiar a cooperação Sul-Sul no setor água; e (g) fortalecer as instituições urbanas, ambientais e de recursos hídricos. 6. As atividades do componente constituem uma parte importante dos planos estratégicos abrangentes da ANA, que são apresentados na Tabela A4.1. A tabela apresenta as ações que a ANA está implementando e os indicadores relevantes. A ANA está usando diferentes fontes de recursos financeiros para implementar essas atividades, uma das quais é o financiamento do Interáguas. Um dos critérios de seleção das atividades a serem apoiadas no projeto Interáguas foi o situação de preparação dos termos de referência detalhados e a capacidade da ANA de acompanhar a sua implementação com o suporte e o envolvimento e contribuições técnicas do Banco Mundial. 52 Tabela A4.1: Plano Estratégico da ANA e Objetivos do Interáguas Específicos Objetivos Resultados esperados Implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos Disponibilidade de água com qualidade e quantidade garantidas. Garantir o cumprimento dos objetivos e das orientações da Lei No. 9.433. Interáguas Áreas temáticas Monitoramento e melhoria da qualidade e da quantidade dos recursos hídricos. Incentivar recursos hídricos racionais e integrados. Uso racional e integrado dos recursos hídricos. Eventos críticos evitados e impactos minimizados. Prevenção de eventos críticos. Ações iniciais Estudo-piloto sobre o desenvolvimento de metodologias para mapear a qualidade da água e os fatores que afetam a qualidade e a vulnerabilidade da água. Avaliação hidrogeológica e hidroquímica do aquífero Urucuia entre os estados de Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia para implementar a gestão integrada de recursos hídricos e desenvolver um mapa da vulnerabilidade natural e do risco de poluição. Plano de gestão de inundações na bacia do Rio Doce. Planos de recursos hídricos. Classificação de corpos de água. Implementar os instrumentos de gestão previstos na Lei No. 9.433. Instrumentos de gestão de recursos hídricos implementados em conformidade com o mapa de gestão. Outorgas de uso da água Cobrança de tarifas pelo uso da água. Sistema de informação sobre recursos hídricos. Desenvolvimento de um subsistema de planejamento e gestão do SNIRH e relatórios sobre conjuntura de integração, inteligência geográfica e segurança. 53 Resultados esperados Fortalecer o monitoramento da qualidade da água com a instalação de 50 novos pontos de monitoramento. Implementação de 10 projetos de usos racionais de água de acordo com as agendas de uso sustentável e das águas subterrâneas da ANA. Desenvolvimento de cinco projetos de prevenção de eventos críticos. Desenvolvimento ou atualização de cinco planos de recursos hídricos. Acreditação de 10 laboratórios de qualidade da água pelo INMETRO. Desenvolvimento do sistema de outorgas de águas subterrâneas em cinco unidades federativas. Cobrança de tarifas pelo uso da água em duas bacias fluviais federais. Integração de 27 sistemas de informação sobre recursos hídricos estaduais com o sistema nacional de informação. Objetivos Apoiar os objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos. Implementar os instrumentos de gestão de recursos hídricos de maneira integrada. Compo nente Indicadores 2.400 km de rios sendo monitorados regularmente quanto à qualidade da água pelo Programa Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água. Componente 1: Gestão de Recursos Hídricos Objetivos gerais Plano estratégico da ANA Sistema de informação estabelecido e em funcionamento para monitorar e avaliar a implementação do Plano Nacional de Recursos Hídricos. Integração com os usuários de recursos hídricos. Regulamentação dos serviços de irrigação e abastecimento de água implementada e avaliada. Regulamentação dos serviços de irrigação e abastecimento de água. SINGREH implementado em conformidade com o mapa de gestão. Treinamento do SINGREH. Sustentabilidade financeira do SINGREH garantida. Sustentabilidade financeira do SINGREH. Subsídios técnicos da ANA para eficácia das atividades expandidas do CNRH. Melhoria do modelo de gestão. Desenvolvimento científico e tecnológico. Expansão e fortalecimento do SINGREH. Fortalecimento do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). Fortalecimento dos órgãos administrativos estaduais. Integração federativa da gestão de bacias hidrográficas expandida com os estados. Gestão descentralizada e participativa. Apoio para a implementação e gestão do atlas de abastecimento urbano de água. Desenvolvimento de 10 estudos intersetoriais sobre os diversos usos da água. Criação de uma estrutura normativa para monitoramento dos serviços públicos de irrigação. Curso de especialização em desenvolvimento e gerenciamento de projetos de gerenciamento de recursos hídricos municipais. Treinamento profissional em regulamentação e gerenciamento de recursos hídricos para os membros do SINGREH. Treinamento em recursos hídricos nos estados. Estudo sobre a sustentabilidade financeira do SINGREH. Avaliação e adequação da estrutura jurídica e institucional e desenvolvimento da proposta para regulamentação e operação de fundos estaduais de recursos hídricos. Desenvolvimento e implementação de projeto de gerenciamento baseado nos processos da ANA – planejamento estratégico. Desenvolvimento do plano estratégico para os sistemas estaduais de gerenciamento de recursos hídricos no Mato Grosso do Sul e no Paraná. 54 Integração intersetorial. 25 atividades e projetos do setor água implementados por instituições participantes do Projeto incluídos no Plano Plurianual do GoB (PPA 2012-2015) de acordo com uma abordagem integrada, conforme atestado por uma avaliação independente Componente 1: Gestão de Recursos Hídricos Usuários setoriais operando de forma integrada para o gerenciamento de recursos hídricos. Componente 4: Coordenação Intersetorial e Planejamento Integrado Criação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) Usuários setoriais e usuários individuais agem em conjunto de forma imparcial e eficaz. 400 profissionais especialistas no sistema nacional e estadual de recursos hídricos que foram treinados (ex., pessoal da agência de águas, membros de conselhos nacionais e estaduais, membros de comissões de bacias hidrográficas). Realização de 25 eventos de treinamento para membros do SINGREH. Criação, regulamentação e operação de quatro fundos estaduais de recursos hídricos. Desenvolvimento do projeto de gerenciamento baseado nos processos da ANA. Adequação ou revisão de sete leis estaduais de recursos hídricos. Criação, implementação ou fortalecimento de 11 conselhos estaduais de recursos hídricos. Apoio para o desenvolvimento de dois programas ou projetos estaduais de recursos hídricos, juntamente com instituições financeiras. Fortalecimento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Componente 2: Água, Irrigação e Gestão de Riscos de Desastres (Custo: US$ 40.7335 milhões, empréstimo do Banco Mundial: US$ 30.5310 milhões) 7. Implementado pelo MI, esse componente apoiará o fortalecimento institucional para melhoraria da infraestrutura hídrica, da irrigação e das atividades do SINDEC, e para aumentar a capacidade geral de avaliação de infraestruturas hídricas estratégicas existentes e da capacidade de gestão de riscos de desastres, incluindo inundações, secas e outras ameaças. As principais atividades se dividem nos seguintes grupos: 8. Planejamento e gestão: O subcomponente de planejamento e gestão engloba o apoio para: (a) a avaliação de planos federais e estaduais de infraestrutura hídrica na Região Nordeste; (b) o desenvolvimento de critérios para seleção de projetos de infraestrutura hídrica; (c) a preparação de planos nacional e estaduais de irrigação com incentivos para otimizar os sistemas de irrigação; (d) a criação de um sistema de informações para gestão de riscos visando o desenvolvimento de uma plataforma integrada de informações incluindo um banco de dados; um módulo de emergência; gerenciamento de recursos; e avaliação de perigos, vulnerabilidades e riscos; (e) o desenvolvimento de um plano de gestão de riscos, incluindo identificação do risco, monitoramento e sistemas de alerta precoce, bem como planos de resposta a emergências com planos de contingência, medidas de mitigação e priorização de vulnerabilidades, incluindo mudança climática; (f) o desenvolvimento de sistemas de informação para infraestrutura hídrica; e (g) o aumento do planejamento estratégico para redução do risco de secas, incluindo, entre outras coisas, análises de projetos propostos no estudo do atlas de recursos hídricos desenvolvido pela ANA. 9. Estudos: O componente de estudos apoiará: (a) a preparação da viabilidade técnica, econômica, social, financeira e ambiental das atividades de infraestrutura hídrica; (b) a preparação de planos de gestão, operação e manutenção da infraestrutura hídrica; (c) a avaliação da infraestrutura hídrica existente; (d) o desenvolvimento de planos de segurança de barragens; (e) a promoção da participação social; (g) o desenvolvimento de planos e melhoria das atividades de irrigação; (f) a implementação da Política Nacional de Irrigação; e (g) a gestão de riscos de desastres. 10. Desenvolvimento institucional; O subcomponente de desenvolvimento institucional visa fortalecer o planejamento e a implementação da infraestrutura hídrica e consolidar o planejamento estratégico e operacional como instrumentos para orientar a ação do governo. Visa também garantir o melhor uso dos recursos por meio uma gestão mais apropriadas das obras. As ações específicas incluem: (a) fornecimento de suporte técnico e geração de capacidades para os órgãos federais e estaduais a fim de melhorar o desempenho nas áreas de planejamento de recursos hídricos, irrigação e gestão de riscos; (b) fornecimento de assistência técnica para implementar os sistemas de monitoramento e gestão da infraestrutura hídrica; planos de gerenciamento de projetos públicos de irrigação e treinamento para organizações de usuários de irrigação; (c) aquisição e/ou desenvolvimento de programas de computador para administração e gerenciamento; (e) preparação de manuais técnicos e de operação de infraestrutura hídrica, irrigação e gestão de riscos de desastres; e (f) apoio aos órgãos de irrigação, infraestrutura hídrica e do SINDEC. 55 Componente 3: Abastecimento de Água e Saneamento (Custo: US$ 32.4391 milhões, empréstimo do Banco Mundial: US$ 24.3141 milhões) 11. Implementado pelo MCid, este componente apoiará a implementação da Lei Nacional de Saneamento do Mutuário de 2007, No. 11.445, a melhoria da qualidade do abastecimento de água e dos serviços básicos de saneamento e contribuirá para promover o acesso universal a esses serviços. Este componente manterá as atividades inicialmente realizadas como parte do PMSS com o apoio contínuo ao MCid. As atividades que contribuem para esses objetivos incluem: 12. Planejamento e gestão: O subcomponente de planejamento e gestão fornecerá apoio e assistência técnica para: (a) implementar as Diretrizes Nacionais de Saneamento Básico e o Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SINISA); (b) avaliar os investimentos do PAC em infraestrutura das áreas de abastecimento de água e saneamento básico e avaliar e monitorar os resultados; (c) desenvolver uma cooperação técnica nacional nas áreas de abastecimento de água e saneamento básico, incluindo a cooperação técnica internacional em planejamento e gestão, intercâmbio técnico e institucional, estudos e pesquisas técnicas e científicas; (e) desenvolver e expandir uma rede nacional de treinamento, pesquisa e tecnologia em abastecimento de água e saneamento básico; (f) preparar planos locais e regionais de abastecimento de água e saneamento básico para os estados e municípios; e (g) revisar e avaliar os programas e ações incluídos no PPA e no PAC. 13. Estudos: O subcomponente de estudos proporcionará apoio para: (a) melhorar a capacidade avaliação de assuntos técnicos, econômicos, financeiros, políticos, institucionais e gerenciais; (b) contribuir para o monitoramento e a avaliação das políticas públicas; (c) melhorar o projeto COM + ÁGUA; (d) expandir o Sistema Integrado de Gestão de Serviços de Saneamento (GSAN); (e) integrar, expandir e atualizar os sistemas do PMSS; (f) expandir a tecnologia dos serviços integrados de abastecimento de água e saneamento básico em áreas de favelas; (g) adotar mecanismos de desenvolvimento limpo para abastecimento de água e saneamento básico; e (g) disseminar tecnologias. 14. Desenvolvimento institucional; O subcomponente de desenvolvimento institucional proporcionará apoio para: (a) a integração de projetos financiados pelo PAC e o desenvolvimento institucional dos prestadores de serviços; (b) fornecer assistência técnica aos estados, municípios, reguladores e prestadores de serviços para modernização do setor; (c) incentivar a gestão associada de serviços de abastecimento de água e saneamento básico, incluindo o estabelecimento de consórcios públicos, de acordo com a Lei No. 11.107/2005; (d) desenvolver planos locais ou regionais de abastecimento de água e saneamento básico; (e) fornecer assistência técnica aos regulares de serviços de abastecimento de água e saneamento básico; (f) desenvolver e divulgar instrumentos de transparência e promover a participação social; (g) revisar as regulamentações de licenciamento ambiental de abastecimento de água e saneamento básico; e (h) melhorar e implementar programas de eficiência energética e de recursos hídricos, com prioridade para os projetos apoiados pelo PAC e localizados em áreas com escassez de água, conforme definido pelo Atlas da ANA. 56 Componente 4: Coordenação Intersetorial e Planejamento Integrado (Custo: US$ 20.9606 milhões, empréstimo do Banco Mundial: US$ 15.7106 milhões) 15. Implementado pela ANA, MMA, MI e MCid, este componente oferecerá apoio ao planejamento integrado; identificará áreas de interesse mútuo, de sobreposição ou de conflito nos planos setoriais que afetem e/ou dependam da água; executará os estudos e melhorias institucionais que envolvem vários setores, e apoiará o gerenciamento e as medidas de conservação de recursos hídricos, preferencialmente nas bacias dos rios São Francisco e Araguaia-Tocantins. Este componente enfocará o planejamento integrado com foco preferencial nas bacias hidrográficas selecionadas como prioritárias. A Secretaria Técnica do Projeto na ANA será responsável por coordenar as atividades. As bacias dos rios São Francisco e AraguaiaTocantins foram selecionadas preliminarmente por um grupo interministerial formado para a preparação do Projeto, que inclui a ANA, MMA, MI e MCid, bem como os Ministérios de Minas e Energia e Transportes como membros consultivos. As atividades intersetoriais no âmbito do componente serão complementadas por atividades setoriais nas mesmas bacias hidrográficas englobadas nos Componentes 1, 2 e 3. As principais atividades são as seguintes: 16. Planejamento e gestão: O subcomponente de planejamento e gestão irá: (a) apoiar a melhoria da gestão e do uso da água associada com o Projeto de Integração da Bacia do Rio São Francisco; (b) integrar o planejamento e a regulamentação dos setores de recursos hídricos, abastecimento de água e saneamento básico, bem como dos setores de energia e navegação; (c) implementar métodos para integrar a avaliação ambiental da bacia hidrográfica para planejamento nos setores hidrelétrico, de navegação fluvial e abastecimento de água e saneamento básico nos níveis estadual e municipal; e (d) desenvolver e implementar sistemas e metodologias para monitorar e avaliar políticas e investimentos públicos no setor água, propondo inclusive mecanismos nacionais e estaduais de coordenação da regulamentação. 17. Estudos: O componente de estudos irá: (a) avaliar alternativas para integrar os procedimentos de emissão de outorgas, emissão de licenças ambientais, planejamento ambiental e prestação de serviços públicos; (b) recuperar bacias fluviais; (c) fazer estudos para melhorar a eficiência energética; (d) desenvolver projetos de conservação e reuso da água; (e) promover tecnologias de eficiência e desenvolver uma metodologia de certificação do uso adequado da água na agricultura irrigada; (f) controlar e medir a qualidade da água; (g) criar mecanismos de desenvolvimento limpo; (h) fazer estudos sobre o pagamento de serviços ambientais; (i) sistematizar o banco de dados das obras e projetos de engenharia existentes; e (j) identificar projetos para incentivar o uso racional e eficiente da água. 18. Desenvolvimento institucional: O subcomponente de desenvolvimento institucional irá: (a) coordenar métodos, sistemas de avaliação e apoio à decisão em setores onde os recursos hídricos são fundamentais; (b) apoiar a coordenação e a comunicação entre os sistemas de informação do setor; (c) apoiar o estabelecimento de mecanismos e estruturas permanentes para articulação e coordenação de ações do Governo Federal no setor água; e (d) treinar profissionais de recursos hídricos federais, estaduais e municipais nas atividades relativas ao projeto. Componente 5: Gestão, Monitoramento e Avaliação do Projeto (Custo: US$ 4.4916 milhões, empréstimo do Banco Mundial: US$ 3.3666 milhões) 57 19. Implementado pela ANA, MMA, MI e MCid, este componente apoiará: (i) a gestão dos aspectos operacionais do Projeto a fim de coordenar, monitorar e avaliar todas as intervenções feitas para garantir que elas atendam às metas, cronogramas e aos objetivos especificados originalmente e para garantir a eficiência geral da administração, inclusive na apresentação de relatórios, gerenciamento financeira e auditoria do Projeto; e (ii) a transferência efetiva de conhecimento e o uso de melhores práticas no nível subnacional, incluindo um sólido programa de comunicação por meio de, entre outros, workshops e seminários para informar os interessados relevantes nas esferas municipal, estadual e federal e da bacia hidrográfica. 20. A Secretaria Técnica do Programa (STP), que será criada dentro da ANA, terá um papel de liderança na coordenação das diversas atividades do projeto nos níveis federal, da bacia e estadual. A STP também fornecerá apoio a todos os aspectos operacionais do Projeto, além de monitorar e avaliar todas as intervenções realizadas para garantir que elas cumpram as metas, os cronogramas e os objetivos originalmente concordados pelo Comitê Interministerial de Gestão, conforme descrito no parágrafo 37. Também se encarregará das funções gerais de administração, incluindo geração de relatórios, gerenciamento financeiro e auditoria do Projeto. A STP na ANA atuará como a ligação de todas as PMUs e dará apoio e coordenação a todo o projeto. A experiência da ANA na implementação bem-sucedida do componente de gerenciamento de recursos hídricos fornecerá a liderança e garantirá a transferência de conhecimentos para as agências participantes. 58 Anexo 5: Custos do Projeto BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas Banco Mundial US$ milhões Custo do Projeto por Componente GoB Total US$ milhões US$ milhões Gestão de Recursos Hídricos 33.1419 11.0750 44.2169 Água, Irrigação e Gestão de Riscos 30.5310 10.2025 40.7335 Abastecimento de Água e Saneamento 24.3141 8.1250 32.4391 Coordenação Intersetorial e Planejamento Integrado 15.7106 5.2500 20.9606 3.3666 1.1250 4.4916 107.0642 35.7775 142.842 Custos Totais do Projeto Juros durante a construção Taxa inicial 0.2683 Financiamento Total Requerido 107.3325 0 35.7775 0.2683 143.110 Gerenciamento do Projeto, Monitoramento e Avaliação Custo Básico Total Contingências Físicas Contingências de Preços a 59 Anexo 6: Arranjos de Implementação BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas 1. A República Federativa do Brasil é o Mutuário. Como um dos principais objetivos do Projeto é promover o planejamento e a implementação coordenada das políticas de recursos hídricos entre os Ministérios do Meio Ambiente (MMA), Integração Nacional (MI) e das Cidades (MCid) e a Agência Nacional de Águas (ANA), todas as quatro instituições têm as responsabilidades de agências implementadoras, sob a coordenação da ANA, através da Secretaria Técnica do Projeto (STP). Especificamente, o MMA, por meio da SRHU e da ANA, é responsável por implementar o Componente 1 sobre WRM; o MI, por meio da SIH e da SEDEC, é responsável por implementar o Componente 2 sobre água, irrigação e gestão de riscos; e o MCid, por meio da SNSA, é responsável por monitorar o Componente 3 sobre WSS. Serão criadas PMUs em cada um dos três ministérios e na ANA para implementar as atividades diretamente ligadas aos seus componentes específicos. Além de implementar suas próprias atividades, a ANA, por meio da STP, será responsável pela coordenação geral do projeto e pela coordenação da execução das atividades intersetoriais dos componentes, delegando a responsabilidade pelas atividades específicas aos ministérios mais diretamente vinculados às ações que estiverem sendo executadas. 2. Conforme mostrado na Figura A6.1, um Comitê Gestor do Programa (CGP) será formado pelos três ministérios de implementação e pela ANA para supervisionar a implementação do projeto e decidir sobre as questões estratégicas de alto nível de natureza intersetorial. O comitê também incluirá os Ministérios de Minas e Energia, Transportes e Agricultura como membros consultivos. O CGP define as questões que são de interesse comum entre os componentes, supervisiona a implementação do projeto, avalia os resultados e concorda quanto aos critérios de alocação dos fundos do empréstimo dependendo do desempenho institucional e da necessidade de fortalecimento institucional. Os fundos do projeto serão atribuídos a diversos componentes de acordo com o desempenho da implementação e as necessidades e prioridades em evolução definidas por cada ministério e concordadas com o Banco Mundial. Os arranjos detalhados estão incluídos no MOP. Entre as responsabilidades do CGP estão: (a) atuar como a entidade de deliberação e tomada de decisões do Projeto; (b) fornecer diretrizes estratégicas relativas à implementação do projeto; (c) garantir o funcionamento adequado das PMUs; (d) concordar sobre as ações intersetoriais; (e) aprovar a estrutura, as funções e a composição da Secretaria Técnica (descrita a seguir), o plano de implementação do projeto e a divisão de financiamento; (f) definir os critérios para aprovação da realocação dos recursos dependendo do desempenho de cada agência de implementação; (g) supervisionar a implementação do Projeto e a avaliação dos seus resultados; (h) desenvolver ações adicionais que contribuirão para atingir os objetivos gerais no âmbito do Projeto; e (i) aprovar o Plano Operativo Anual (POA) do Projeto. 60 Figura A6.1: Comitê Interministerial de Gestão MMA MCid MI SRHU SNSA SIH - SEDEC Política e Programação Secretaria Técnica Programas Setoriais Específicos Recursos hídricos Meio ambiente ANA Abastecimento de água e saneamento SNSA Infraestrutura hidráulica SIH SEDEC SRHU Ações Transetoriais 3. A STP implementará o gerenciamento, a coordenação, o monitoramento e a avaliação do Projeto, consolidará os relatórios das várias PMUs e executará as decisões do CGP. Ela tem um Comitê de Operações composto pelos coordenadores de projeto de cada PMU que, além de executar e monitorar as atividades intersetoriais, também coordena e otimiza as atividades relativas ao seu componente específico. A STP tem as seguintes responsabilidades: (a) fornecer diretrizes específicas para a implementação do projeto; (b) integrar as atividades do projeto e coordenar as várias instituições para promover o uso integrado e múltiplo dos recursos hídricos; (c) preparar e manter atualizado o Manual Operacional do Projeto, que reunirá os respectivos manuais de operação de cada ministério; (d) preparar os termos de referência e outros documentos de aquisição para as atividades de monitoramento e avaliação; (e) coordenar com as outras instituições relevantes e auxiliar e/ou acompanhar a preparação dos estudos e especificações técnicas e dos documentos de aquisição relativos ao componente intersetorial; (f) preparar o Plano Operativo Anual, que consolidará as propostas das PMUs; (v) relatórios de progresso e monitoramento, consolidando também os relatórios das PMUs; e (vi) avaliações do projeto. 4. O Plano Operativo Anual (POA) leva em consideração uma alocação de fundos competitiva para cada componente. No primeiro ano de implementação, a proposta de atividades 61 e fundos de cada uma das instituições de implementação incluirá um certo montante de recursos fornecido de acordo com os custos estimados das atividades propostas. No ano seguinte, o CGP e o Banco Mundial avaliarão o desempenho de cada instituição quanto à implementação das ações planejadas de acordo com o orçamento previsto. Os critérios de avaliação consideram o contexto orçamentário de cada instituição, incluindo a importância relativa do Projeto quanto a despesas discricionárias e os níveis de contingenciamento do orçamento. As instituições que cumprirem satisfatoriamente suas metas poderiam aumentar suas despesas relativas ao projeto no POA seguinte. As instituições que não tiverem atingido um desempenho satisfatório terão uma redução proporcional no financiamento do projeto no próximo ano. 5. O apoio subnacional do projeto será direcionado para essas entidades (instituições estaduais e municipais de água, agências de bacias, prestadores de serviços, etc.) que demonstram um forte compromisso com o avanço das reformas e com a melhoria do desempenho no setor água. O MOP define e detalha os critérios e mecanismos específicos desenvolvidos durante a preparação do projeto para definir como as entidades subnacionais vão participar e ter acesso ao apoio do projeto em cada componente. Esses critérios incluem: (a) as atividades propostas precisam ser aprovadas pelo comitê de gestor, (b) as entidades subnacionais devem submeter uma solicitação de financiamento e uma proposta incluindo uma clara demonstração de capacidade institucional para acompanhar a preparação e a implementação das atividades, (c) as propostas devem ser consistentes com os planos ou programas setoriais ou multissetoriais existentes, (d) as intervenções propostas devem ter impacto no uso produtivo e sustentável da água e (e) as intervenções propostas devem preferencialmente ser cofinanciadas pelos governos subnacionais. As atividades propostas liberadas pelas autoridades relevantes do setor água serão priorizadas em cada componente. Além disso, foram estabelecidas regras claras de participação para beneficiários potenciais em diferentes níveis de capacidade, desde o apoio básico para melhoraria do desempenho de instituições mais deficientes até o compromisso estratégico com agências mais fortes que estejam querendo sair na frente abordando questões mais avançadas e complexas. 6. A seção a seguir detalha os acordos institucionais dos três ministérios e da ANA, que são responsáveis por implementar o Projeto. Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU), no Ministério do Meio Ambiente 7. No MMA, a SRHU implementará parte do Componente de Recursos Hídricos, que enfocará a melhoria da eficácia dos instrumentos de WRM e a implementação do plano nacional de recursos hídricos. Também será responsável por implementar suas respectivas ações no componente intersetorial (Componente 4). A SRHU é o órgão federal responsável pela gestão dos recursos hídricos e do ambiente urbano. É liderada pelo Chefe de Gabinete e composta por três departamentos – recursos hídricos, ambiente urbano e recuperação de bacias hidrográficas. 8. Será criada uma PMU na SRHU para implementar o Projeto. A PMU incluirá um Coordenador Geral, apoiado por um coordenador assistente e um centro de controle, bem como centros de aquisições, financeiros e técnicos, com o objetivo de coordenar e gerenciar as diversas atividades sob a responsabilidade da SRHU e realizar as atividades de aquisição, gerenciamento 62 financeiro e execução orçamentária necessárias para o Projeto. A Figura A6.2 mostra a estrutura organizacional da PMU. Figura A6.2: Estrutura organizacional da PMU na SRHU Coordenação Geral Subcoordenação Centro Técnico Centro de Aquisições Centro Financeiro 9. Coordenação Geral. O Coordenador Geral da PMU é o Secretário da SRHU, com a responsabilidade de promover estratégias e políticas e coordenar os diversos atores, de acordo com as diretrizes gerais do Projeto. 10. Subcoordenação. O subcoordenador é encarregado de planejar, implementar, supervisionar e monitorar as atividades sob a responsabilidade da SRHU relativas aos Componentes 1 e 4. É liderada por um representante do Chefe de Gabinete da SRHU, que coordena os centros técnico, de aquisições e financeiro. O subcoordenador auxilia na preparação dos planos de aquisição, monitora os indicadores, revisa os planos operativos anuais e propõe orçamentos, entre outras funções. 11. Centro de Controle. O centro de controle executa as auditorias internas e analisa os processos de aquisição, pagamento e contabilidade. Além disso, é responsável por entender as Diretrizes de Aquisição e analisar outras regras definidas no Acordo de Empréstimo. Também supervisiona os procedimentos de aquisição e gestão financeira para garantir que estejam de acordo com esses acordos. 12. Centro Técnico. O centro técnico é composto por três representantes dos departamentos da SRHU – recursos hídricos, ambiente urbano e recuperação de bacias hidrográficas – e é responsável pelo planejamento e monitoramento técnico das atividades. Essas funções incluem a elaboração dos termos de referência e outros documentos de licitação, preparação e atualização dos planos de aquisições, participação nos processos de seleção, monitoramento e avaliação de indicadores e quaisquer outras atividades relacionadas com os aspectos técnicos das atividades. 13. Centro de Aquisições. O centro de aquisições é composto por três representantes dos três diferentes departamentos, sendo encarregado de todas as atividades relativas a aquisições de acordo com as diretrizes do Banco Mundial. É responsável por elaborar os planos de aquisições, revisar os termos de referência e outros documentos de licitação, preparar os relatórios de revisão 63 sobre os processos de aquisição e orientar os outros centros quanto às regras e procedimentos de aquisições do Banco Mundial. 14. Centro Financeiro. O centro financeiro é composto por três membros representando o Chefe de Gabinete e outros funcionários de apoio, e monitora as questões orçamentárias, financeiras e contábeis. O monitoramento do gerenciamento financeiro utiliza o Sistema Integrado de Administração (SIAFI). Também desenvolve declarações de despesas, informa dados no Sistema de Informações Gerenciais do Meio Ambiente (SIGMA), monitora os processos de pagamento, prepara os relatórios rotineiros sobre gerenciamento financeiro e fornece informações para as auditorias independentes anuais. Em relação ao desembolso de fundos para os órgãos executores do projeto, o centro financeiro é responsável por solicitar o desembolso de recursos da Conta Especial, controlar o fluxo de fundos entre o Banco Mundial e o Banco do Brasil, autorizar o Banco do Brasil a creditar as contas do órgão executor, elaborar demonstrações financeiras, treinar representantes dos órgãos executores nos processos de verificação para o desembolso de fundos e registrar as informações financeiras no SIGMA. Agência Nacional de Águas (ANA) 15. A ANA complementa a SRHU na implementação do Componente de Gerenciamento de Recursos Hídricos. As responsabilidades gerais da ANA incluem: (a) supervisionar, controlar e avaliar as ações e atividades resultantes do cumprimento da legislação federal de recursos hídricos; (b) regulamentar a implementação, o controle e a avaliação dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos; (c) conceder outorgas de uso da água dos rios federais; (d) fazer cumprir o uso dos recursos hídricos nos rios federais; (e) preparar estudos técnicos para subsidiar a definição, por parte do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, dos montantes a serem cobrados pelo uso dos recursos hídricos dos rios federais com base em mecanismos e valores sugeridos pelos comitês de bacias; (f) incentivar e apoiar as iniciativas dirigidas para a criação de comitês de bacias; (g) implementar, em coordenação com as comitês de bacias, as tarifas pelo uso da água dos rios federais; (h) arrecadar, distribuir e aplicar as receitas obtidas com as tarifas pelo uso da água dos rios federais; (i) planejar e promover ações dirigidas para prevenir ou minimizar os efeitos das secas e inundações na esfera do SINGREH, em coordenação com a instituição central do Sistema Nacional de Defesa Civil, em apoio aos estados e municípios; (j) fornecer e preparar estudos para subsidiar a aplicação de fundos federais em obras e serviços para regulamentar os corpos de água, alocando e distribuindo a água, e controlando a poluição da água, de acordo com os planos de recursos hídricos; (k) definir e monitorar as condições de operação dos reservatórios pelos agentes públicos e privados, a fim de garantir o uso múltiplo dos recursos hídricos, de acordo com os planos de recursos hídricos para as respectivas bacias hidrográficas; (l) promover a organização de atividades desenvolvidas no âmbito da rede hidrometeorológica nacional, em coordenação com os órgãos públicos e privados que compõem a rede ou que pertencem a ela como usuários; (m) organizar, implementar e gerenciar o SNIRH; (n) incentivar a pesquisa e a geração de capacidades em gerenciamento de recursos hídricos; (o) apoiar os estados na criação de agências de gerenciamento de recursos hídricos; (p) propor ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos o estabelecimento de incentivos, inclusive financeiros, para a conservação qualitativa e quantitativa dos recursos hídricos; (q) participar da preparação do Plano Nacional de Recursos Hídricos; e (r) regularizar e monitorar, sempre que forem envolvidas águas federais, a prestação de serviços públicos de irrigação, a concessão de uso da 64 água, incluindo regras para a prestação desses serviços e padrões de eficiência, além de determinar tarifas e gerenciar e auditar os contratos de concessão. 16. A coordenação de projetos na ANA é responsabilidade da Superintendência de Implementação de Programas e Projetos (SIP), sob a supervisão da Diretoria Colegiada. A SIP coordena as atividades com o apoio de duas unidades de gestão: a Gerência de Acompanhamento de Projetos (GEAPR) e a Gerência Técnica de Projetos (GEPRO). 17. As responsabilidades da Unidade de Gerência de Acompanhamento de Projetos incluem: (a) supervisão geral do planejamento do projeto na Agência e com os estados; (b) acompanhamento das atividades subordinadas ao SIAFI; (c) inserção de dados no SIGMA; (d) monitoramento dos processos de pagamento; (e) controle da transferência de recursos para os estados; e (f) preparação dos relatórios rotineiros sobre gestão financeira. 18. A Unidade de Gerência Técnica de Projetos é responsável por: (a) supervisão técnica do Projeto, incluindo a preparação de termos de referência, documentos de seleção e licitação e planos de aquisição; (b) análise das atividades propostas pelos estados e supervisão técnica das atividades do estado; e (c) monitoramento de contratos. As atividades contábeis, orçamentárias, administrativas e financeiras do Projeto são de responsabilidade da Superintendência de Administração, Finanças e Gestão de Pessoas (SAF), também subordinada à Diretoria Colegiada. A Figura A6.3 mostra a estrutura de implementação do Projeto na ANA. Figura A6.3: Estrutura de Implementação do Interáguas na ANA Interna Auditoria AUD Diretoria Executiva Colegiada Secretaria Geral SGE Centro de Documentação CEDOC Superintendência de Implementação de Programas e Projetos SIP Unidade de Gerência de Acompanhamento de Projetos Unidade de Gerência Técnica de Projetos GEAPR/SIP GEPRO/SIP Superintendência de Administração, Finanças e Gestão de Pessoas SAF 65 Divisão de Recursos Externos Divisão de Recursos Logísticos DIREL/SAF DIREL/SAF Secretaria Executiva (SECEX), Secretaria de Infraestrutura Hídrica, (SIH) e Secretaria Nacional de Defesa Civil (SEDEC), no Ministério da Integração Nacional 19. No MI, a coordenação do Projeto será responsabilidade da SECEX, em estreita colaboração com a SIH e a SEDEC. O Componente de Água, Irrigação e Gestão de Riscos enfocará o fortalecimento institucional das agências de infraestrutura hídrica e o aumento do nível de planejamento estratégico e operacional de infraestrutura hídrica, bem como a maior prontidão da Defesa Civil para inundações e secas. A SECEX irá fazer a interação entre as Secretarias do MI envolvidas no projeto; aprovar diretrizes gerais de planejamento, programação, monitoramento e avaliação das ações do projeto; e aprovar propostas orçamentárias, planos de trabalho, contratos, diretrizes operacionais, despesas. 20. A SIH é responsável pela construção das obras de irrigação e abastecimento de água, incluindo barragens, adutoras e canais, bem como estruturas de microdrenagem. Seus principais objetivos são: (a) formular e liderar a Política Nacional de Irrigação; (b) orientar e supervisionar a formulação de planos, programas e projetos de recursos hídricos; (c) apoiar a operação, manutenção e recuperação das obras de infraestrutura hídrica; (d) desenvolver e conduzir programas e atividades de gestão de secas, com ênfase em recursos hídricos para uso humano; (e) promover a implementação de programas e projetos de irrigação e garantir a sua autonomia administrativa e operacional; (f) propor e regulamentar a implantação, operação e manutenção de concessões públicas de obras de infraestrutura hídrica; (g) contribuir para a formulação da política nacional de desenvolvimento integrado; (h) propor, revisar e aprovar estudos e projetos socioeconômicos, ambientais e hidráulicos relativos ao uso dos recursos hídricos; e (i) supervisionar e monitorar as intervenções de recursos hídricos e gestão de terras. 21. A SEDEC é o órgão central do Sistema Nacional de Defesa Civil, sendo responsável por coordenar as ações da defesa civil em todo o território nacional. O papel da defesa civil é reduzir o risco de desastres e inclui prevenção, prontidão, resposta a desastres e reconstrução. Ela implementa uma série de atividades multissetoriais em todos os três níveis de governo – federal, estadual e municipal – incluindo ampla participação da comunidade. A Secretaria é responsável por atividades nas seguintes áreas prioritárias: (a) desenvolvimento de um sistema de informação para gestão de riscos, (b) desenvolvimento de um plano de gestão de riscos e (c) planejamento estratégico para redução de riscos. Essas ações constituirão uma iniciativa-piloto com foco nas bacias do Rio São Francisco e do Araguaia-Tocantins, com ênfase em inundações e secas. Ao mesmo tempo, a SEDEC enfocará a integração com todas as outras instituições que trabalham no projeto, principalmente a ANA. 22. A SIH e a SEDEC, como as secretarias envolvidas na implementação do Projeto, terão as funções de proporcionar a integração entre as Secretarias do MI envolvidas no projeto tanto no nível gerencial como técnico; aprovar diretrizes específicas para planejamento, programação, monitoramento e avaliação das ações do projeto; avaliar e priorizar as atividades a serem implementadas durante o projeto; e coordenar as ações do projeto em conjunto com outras ações setoriais das Secretarias. 23. Será criada uma PMU na SECEX para a implementação do Projeto. A PMU incluirá um Coordenador Geral e um Subcoordenador, com apoio administrativo e unidades administrativas e 66 técnicas, com o objetivo de coordenar e gerenciar as diversas atividades sob a responsabilidade da SECEX e realizar as atividades de aquisição, gerenciamento financeiro e execução orçamentária necessárias para o Projeto. A Figura A6.4 mostra a estrutura organizacional da PMU na SECEX. 24. O Coordenador Geral terá as funções de (i) auxiliar o Secretário Executivo nas questões técnico-administrativas relativas ao projeto; (ii) coordenar, planejar e orientar a implementação das atividades; (iii) fornecer orientações para as unidades técnica e administrativa sobre planejamento, programação, monitoramento e avaliação das ações do projeto; (iv) supervisionar a preparação e implementação dos planos de trabalho; interagir com o Banco Mundial e outros órgãos federais; (v) enviar os documentos relativos ao projeto para as unidades técnica e administrativa; e (vi) fornecer orientações técnicas e interagir com as unidades do projeto para a preparação dos planos e relatórios. 25. O Subcoordenador terá responsabilidades relacionadas com o planejamento, monitoramento e avaliação, com foco nos seguintes aspectos: (i) planejamento e controle de gestão sobre as ações do projeto; (ii) monitoramento e avaliação do desempenho geral do projeto; (iii) negociação de recursos financeiros; (iv) apresentação da proposta orçamentária; (v) preparação e monitoramento do Plano Operativo Anual; (vi) verificação da classificação das ações de planejamento; (vii) preparação de relatórios trimestrais sobre a implementação do projeto; (viii) monitoramento do cronograma de desembolso; (ix) implementação de ações para fornecer informações ao Banco Mundial; (x) interação com MMA, MCid, ANA e Banco Mundial sobre a implementação do projeto; e (xi) preparação e consolidação dos dados de custos. 26. A PMU terá suporte administrativo para permitir o funcionamento das atividades do projeto. Esta área auxiliará a PMU nas seguintes atividades: (i) execução das atividades administrativas gerais para funcionamento da PMU; (ii) elaboração, transcrição e manuseio de documentos; (iii) recebimento, seleção, controle, distribuição e arquivamento de correspondências e outros documentos enviados para a PMU; (iv) recebimento, análise e monitoramento de diárias e despesas de viagens nacionais e internacionais; (v) manutenção e atualização de bens patrimoniais adquiridos com os recursos do projeto; e (vi) manutenção e atualização de dados e registro dos consultores contratados. 27. A Comissão Especial de Licitações será responsável pelas aquisições e contratações com foco nos seguintes aspectos: (i) conduzir os processos de aquisição para todas as atividades do projeto, em interação com as unidades técnica e administrativa da PMU, e junto com as unidades técnica e administrativa do Ministério; (ii) encaminhar processos para análises técnicas e jurídicas, quando apropriado; e (iii) executar as atividades de aquisição com envolvimento em todas as fases. 28. A unidade técnica terá as seguintes responsabilidades: (i) monitoramento, supervisão e apoio à Comissão Especial de Licitações e às unidades técnicas em ações relativas a aquisições, contratos, preparação de termos de referência, salvaguardas e atividades de implementação do projeto; (ii) implementação, monitoramento e supervisão de atividades de fortalecimento 67 institucional; (iii) monitoramento e supervisão da qualidade dos serviços e produtos; (iv) diálogo com as áreas técnicas; e (v) gerenciamento de projetos de cooperação técnica, quando necessário. 29. A unidade administrativa terá duas áreas: (a) programação e implementação orçamentária e financeira e (b) aquisição e contratação. A área de administração terá as seguintes responsabilidades: (i) preparação e consolidação dos dados de custos; (ii) monitoramento do orçamento e controle financeiro dos recursos alocados a cada atividade; (iii) discussões sobre o orçamento com as áreas apropriadas; (iv) fornecimento de informações gerenciais e de desembolso para o Banco Mundial; (v) monitoramento de ações orçamentárias e financeiras nos sistemas; (vi) preparação da documentação de aplicações e desembolsos; (vii) monitoramento e supervisão de convênios subnacionais; e (viii) auditorias orçamentárias, financeiras e patrimoniais em cooperação com as unidades internas. 30. A área de aquisição e contratação terá as seguintes responsabilidades: (i) atividades necessárias para preparação, processamento e execução de contratos, convênios e outros instrumentos legais; (ii) manutenção do bancos de dados desses contratos; (iii) monitoramento de atividades relativas a contratos, convênios e outros instrumentos legais; (iv) suporte a auditoria interna relativa ao monitoramento de instrumentos de aquisições; (v) realização de atividades relativas à aquisição de bens e serviços necessários para a implementação do Projeto; (vi) implementação das atividades necessárias para preparação, processamento e implementação de contratos; (vii) interação com a comissão de aquisições para monitoramento do processo de aquisição; (viii) interação com as unidades internas respectivas para a finalização e assinatura de contratos e outros instrumentos legais; (ix) estabelecimento dos controles de monitoramento relativos à qualidade dos serviços contratados; (x) análise de solicitações de ajustes e emendas nos contratos; e (xi) análise de propostas e preparação dos relatórios gerenciais relativos aos contratos dos serviços de consultoria. Se necessário, a unidade contará com o apoio especializado de um consultor individual em aquisições para apoiar a preparação de termos de referência e documentos de aquisições; apoiar o processamento das atividades de aquisição; monitorar e avaliar as atividades de aquisição; fornecer assistência à equipe do projeto quanto ao uso das diretrizes de aquisições do Banco Mundial. 68 Figura A6.4: Estrutura Organizacional da PMU na SIH Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA), no Ministério das Cidades 31. No MCid, a SNSA implementará o Componente de Abastecimento de Água e Saneamento, com o objetivo de apoiar a implementação da Lei No. 11.445/2007, principalmente no tocante ao seu objetivo de melhorar a qualidade da prestação de serviços de WSS e de contribuir para promover o acesso universal a esses serviços. Também será responsável por implementar suas respectivas ações no componente intersetorial. As atividades técnicas e administrativas relativas à implementação do Projeto serão executadas de maneira descentralizada na SNSA, conforme a Figura A6.5. 69 Figura A6.5: Estrutura Organizacional da PMU na SNSA SNSA (Secretário) Gabinete do secretário COF DARIN, DDCOT e DAGES DARIN Conselho de consultoria técnica PMU Equipe de aquisições e CEL Equipe orçamentária e financeira Equipe de planejamento e monitoramento Equipe de avaliação e controle Equipe técnica - DARIN Equipe técnica DDCOT Equipe técnica - DAGES SNSA (Secretaria): O mais importante órgão de tomada de decisões, responsável pela coordenação estratégica, das políticas e do projeto. DARIN: O diretor executivo do Projeto, é responsável perante o Diretor. COF: Subordinada à Secretaria, é responsável pela gestão orçamentária, financeira e de aquisições. PMU: Subordinada à DARIN, sua função é atuar como agente de diálogo interno entre as unidades técnicas e a COF e entre o Banco Mundial e o Ministério, além do monitoramento e da avaliação das atividades do projeto. CONSELHO DE CONSULTORIA TÉCNICA: Será formado por dois representantes de cada diretoria, sendo um o diretor e o outro um membro técnico, e dois representantes do Gabinete do Secretário, que serão responsáveis por avaliar as especificações técnicas de cada intervenção. EQUIPES TÉCNICAS DA DARIN, DDCOT E DAGES: Essas equipes são responsáveis pela implementação das diversas atividades. 70 32. Foi criada uma PMU na SNSA para planejamento, implementação e monitoramento do Projeto. Como mostrado na Figura A6.5, a PMU se reporta à Diretoria de Articulação Institucional (DARIN). A PMU é um agente de comunicação interna entre as várias unidades técnicas e a Coordenação de Orçamento e Finanças (COF) na SNSA e um agente de comunicação externa com o Banco Mundial e outras instituições de implementação. A PMU consiste de duas equipes cujas funções e responsabilidades estão descritas a seguir. 33. Equipe de planejamento e monitoramento. Essa equipe é responsável por monitorar as atividades das equipes técnicas para manter a continuidade da implementação. A equipe mapeia a implementação das atividades de acordo com os termos concordados nos contratos para garantir que os resultados previstos sejam fornecidos no prazo e de acordo com os padrões. Apoia a PMU e a DARIN com as informações necessárias para planejar e implementar o Projeto com sucesso. Suas principais atividades incluem: (a) monitorar as atividades de planejamento previstas para garantir conformidade com os prazos e as metas; (b) estabelecer a sequência de atividades identificando sua interdependência; (c) garantir que os acordos legais relativos aos Componentes 3 e 4 sejam cumpridos; (d) coletar, organizar e contextualizar dados e informações relevantes relativos às atividades; (e) estabelecer um sistema de controle sobre as atividades; (f) treinar e dar suporte aos usuários do sistema de controle; (g) identificar tendências, situações atípicas ou problemas; (h) criar um banco de dados de resultados para servir como parâmetro de referência no futuro; (i) detectar desvios em relação ao planejado e determinar as causas; (j) sugerir meios de remediar a situação e levar as atividades de volta à rota planejada; (k) controlar o fluxo de processos; (l) atender às solicitações da auditoria; e (m) fornecer apoio logístico. 34. Equipe de avaliação e controle. Essa equipe é responsável por garantir que sejam executadas ações estratégicas e que os objetivos sejam atingidos. Ela confirma que as atividades sejam realizadas de acordo com o Acordo de Empréstimo e outros acordos legais aplicáveis ao Projeto. Garante a integridade das informações e avalia as atividades realizadas para fornecer feedback para decisões futuras. Suas principais atividades incluem: (a) estabelecer parâmetros de controle e indicadores-chave de desempenho, (b) comparar dados sobre os indicadores-chave de desempenho com dados históricos, (c) revisar as contas financeiras (incluindo os Relatórios Financeiros Provisórios (IFRs), SOEs, demonstrações financeiras e outros) preparadas pela COF, (d) exercer controle sobre os processos, (e) medir os resultados, bem como seu andamento e desempenho, e propor ações corretivas se necessário, e (f) preparar os relatórios de andamento do Projeto. 35. A COF é responsável pelos aspectos fiduciários da implementação na SNSA, incluindo o monitoramento de fundos do projeto e dos fundos de fontes externas. Supervisiona também os acordos assinados com os estados, municípios ou outros órgãos executores descentralizados que possam realizar as atividades referentes aos Componentes 3 e 4 no escopo da SNSA. Especificamente, a COF será responsável pelas atividades de administração e controle. 36. As atividades administrativas incluem: (a) realizar os procedimentos administrativos necessários para os processos de aquisição de acordo com as diretrizes do Banco Mundial; (b) organizar e fazer a manutenção dos documentos relativos aos aspectos de gerenciamento financeiro e aquisição do Projeto; e (c) orientar as unidades técnicas sobre os procedimentos de aquisição conforme descrito nas diretrizes do Banco Mundial e no Acordo de Empréstimo. 71 37. As atividades de controle incluem: (a) análise da contabilidade dos fundos transferidos para outros órgãos executores ou seja, estados e municípios; (b) orientar os representantes desses órgãos executores sobre contabilidade; (c) responder às solicitações dos órgãos de controle federais, estaduais e municipais relativas aos procedimentos de gerenciamento financeiro e aquisição; e (d) fornecer à PMU os subsídios necessários para atender às auditorias de gerenciamento financeiro e aquisições. 38. A COF também é responsável por aquisições e gestão de contratos. Ela fornece apoio a aquisições por meio das seguintes ações: (a) auxiliar na preparação técnica de termos de referência e expressões de interesse; (b) auxiliar na preparação de documentos técnicos relativos aos processo de licitação; (c) monitorar e avaliar atividades e documentos relativos ao processo de licitação; (d) incorporar conhecimento e perícia sobre regras e procedimentos de aquisição; (e) preparar publicações na revista Business Development (Desenvolvimento de Negócios) e nos principais jornais; (f) elaborar listas resumidas; (g) solicitar indicação de "não-objeção" do Banco Mundial; (h) fazer comunicação com os concorrentes potenciais, incluindo respostas a perguntas, envio de documentação e informar os concorrentes dos resultados do processo de licitação; (i) revisar a documentação de licitação enviada; e (j) avaliar o processo de licitação, entre outras atividades relativas a aquisições. 72 Anexo 7: Arranjos de Gestão Financeira e Desembolsos BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas 1. Este anexo baseia-se na Avaliação de Gerenciamento Financeiro (FMA)31 do Programa Integrado Federal do Setor Água realizada nas quatro entidades implementadoras: a) Agência Nacional de Águas (ANA), b) Ministério do Meio Ambiente (MMA), c) Ministério da Integração Nacional (MI), e d) Ministério das Cidades (MCid). O objetivo das avaliações foi determinar se os órgãos executores têm dispositivos aceitáveis de gerenciamento financeiro para controlar, gerenciar, contabilizar e reportar adequadamente os fundos do Projeto e, se necessário, concordar sobre o plano de ação a ser seguido pelo projeto. 2. O risco geral de gerenciamento financeiro associado com este Projeto é considerado Moderado e, com base nas avaliações mencionadas, os arranjos de gerenciamento financeiro definidos para Projeto atendem aos requisitos fiduciários do Banco Mundial como, por exemplo: (i) o FM é adequado, as entidades (ANA, MMA, MI e MCid) são satisfatórias para os requisitos do Banco Mundial; (ii) as Unidades de Gerência do Projeto (UGP32s) existentes têm experiência anterior com as operações e os procedimentos do Banco Mundial, e as funções e responsabilidades do pessoal de gerenciamento financeiro das UGPs são adequadas e razoáveis; (iii) Sistemas de Gerenciamento Financeiro: embora o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI)33 a ser usado para fins contábeis e o Sistema de Informações Gerenciais (SIGMA)34 a ser usado para fins de monitoramento e relatórios não sejam integrados, eles podem fornecer informações garantidas, precisas e oportunas razoáveis sobre as necessidades de gestão financeira do Projeto. 31 de acordo com a OP/BP 10.02 e as Práticas de Gestão Financeira em Operações de Investimentos Financiadas pelo Banco Mundial, de 5 de março de 2009 32 UGP – Unidade Gerenciadora de Projeto 33 SIAFI – Sistema Integrado de Administração Financeira 34 SIGMA - Sistema de Informações Gerenciais do Meio Ambiente 73 A. Matriz de Avaliação de Riscos Risco Classificação dos riscos Questões/medidas do risco Risco inerente Nível do país M Específico da entidade /do projeto M Controle de riscos Preparação do orçamento B O orçamento será claramente definido, refletido na autorização orçamentária anual e aprovado pelo Banco Mundial. Sistema de FM M Os sistemas da ANA, MMA, MI e MCid são adequados, embora não sejam integrados. De acordo com a agenda de sistemas nacionais do Banco Mundial, cada agência usará o SIAFI e o SIGMA para planejamento orçamentário, execução, registro de contas a pagar e relatórios. Relatórios/monitoramento B Os IFRs são gerados pelo SIGMA. Fluxo de fundos M Foi elaborado um processo de fluxo de fundos para o projeto, com base nos projetos anteriores (PROAGUA). Pessoal B O pessoal de FM da UGP tem experiência anterior na implementação de projetos do Banco Mundial. Sistema e procedimentos contábeis B Os procedimentos contábeis e controles internos são adequados. Auditorias externas B Auditoria feita pela Controladoria Geral da União (CGU). A-Alto B. S-Substancial M-Moderado B-Baixo Arranjos de Implementação 3. ANA, MMA, MI e MCid serão diretamente responsáveis pelos aspectos letais e fiduciários do empréstimo e executarão as seguintes ações: (a) preparar a proposta orçamentária do Projeto, (b) implementar e fazer manutenção dos Sistemas de Informação de Gerenciamento Financeiro (FMIS); (c) manter toda a documentação do Projeto adequadamente arquivada; (e) preparar e encaminhar ao Banco Mundial os relatórios financeiros interinos trimestrais não auditados (IFRs); (f) reconciliar regularmente as informações inseridas no FMIS (sistema de informação de gerenciamento financeiro) sobre as despesas do Projeto e assegurar o acompanhamento oportuno das discrepâncias; (g) preparar e encaminhar para o Banco Mundial oportunamente os pedidos de desembolso; (h) reconciliar a conta designada do Projeto; e (i) preparar e fornecer toda a documentação e relatórios financeiros solicitados por auditores externos e pelo pessoal do Banco Mundial. 74 4. As Unidades de Gerenciamento do Projeto (UGPs) atuais foram criadas usando funcionários alocados dos Ministérios, como braço operacional do Projeto ligado aos Ministérios (MMA, MI e MCid) envolvidos no projeto. Os arrangement institucionais propostos são: o gerenciamento financeiro do Projeto seria implementado usando os processos diários normais de gerenciamento financeiro de cada UGP, as quais deverão enviar separadamente todas as informações, documentos e relatórios de gerenciamento financeiro à ANA, que terá uma função de coordenação, sendo responsável por consolidar todos os IFRs e enviá-los ao Banco Mundial. C. Controle Interno 5. Os órgãos envolvidos têm o mesmo Sistema de Informações Gerenciais, SIGMA, capaz de assegurar controle sobre: (i) projetos de investimentos, (ii) pagamentos a fornecedores e empreiteiros e relatórios de investimentos feitos pela UGP, (iii) revisão de relatórios de despesas e do andamento físico sobre projetos de investimento, e (v) fluxos de fundos da Conta Única do Tesouro para as UGPs. 6. De acordo com as políticas do Banco Mundial, o Manual Operacional do Projeto, outra ferramenta de controle interno, detalhará para cada UGP: (i) deveres e rotinas dos funcionários, garantindo a separação das funções, (ii) o sistema de controle interno e os procedimentos a serem implementados, (iii) formato e conteúdo dos relatórios que serão consolidados no IFR e (iv) termos de referência para auditoria externa e outras informações consideradas necessárias. D. Contabilidade 7. Todos os órgãos federais seguem as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC), Lei 4320/64 que estabelecem um certo nível de princípios contábeis, e o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) emitido pela Lei 10180 de 6 de fevereiro de 2001 e pelo Decreto 3589 de 6 de setembro de 2001. Será exigido o seguimento do primeiro conjunto de normas brasileiras de contabilidade aplicadas ao setor público (NBCASP) e o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) revisado, emitido segundo a Portaria STN 467 de 6 de agosto de 2009 a partir do Exercício Financeiro de 2011. O Banco Mundial e o Tesouro Nacional concordaram em executar conjuntamente uma Análise de Hiatos (prevista para 2010) para confirmar se a contabilidade do setor público brasileiro está em conformidade com as normas contábeis internacionais aplicadas ao setor público (IPSAS) ou identificar quaisquer diferenças importantes em relação ao IPSAS. A última Avaliação da Contabilidade Financeira do País (Country Financial Accountability Assessment - CFAA) do Brasil indicou que a Lei 4320/64 estava de acordo com os padrões contábeis internacionais. Todo os livros-caixa são mantidos pela Secretaria do Tesouro Nacional, e sujeitos a auditoria pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O processo de relatórios do empréstimo usará o sistema de contabilidade de caixa. A contabilidade e os pagamentos são feitos por meio de transferências eletrônicas, diretamente através do SIAFI. Cada UGP terá uma Unidade Gestora (UG) específica para executar (e contabilizar adequadamente) as respectivas despesas dos componentes. As UGPs manterão registros contábeis englobando os respectivos componentes e atividades. Esses registros serão reconciliados mensalmente. Cada UGP deverá assegurar a disponibilidade orçamentária apropriada, incluindo fundos de contrapartida. 75 E. Sistema e Relatórios de Gerenciamento Financeiro 8. Além do SIAFI (como mencionado acima), também será usado o SIGMA (Sistema de Informações Gerenciais) para o monitoramento do Projeto. Os sistemas não são integrados. Todos os órgãos informarão as transações no SIAFI e farão o download dos dados para o SIGMA para a geração dos relatórios35. 9. De acordo com os sistemas nacionais, as UGPs usarão o SIGMA para reportar as despesas e para o monitoramento do projeto. A geração automatizada de relatórios financeiros estará apta a produzir os Relatórios Financeiros Interinos (IFRs) não auditados de acordo com o formato de relatório a ser acordado com as UGPs. As UGPs deverão encaminhar os IFRs trimestrais para a ANA, que terá uma função de coordenação, sendo responsável por consolidar todos os IFRs e enviá-los para o Banco Mundial até 45 dias após o final de cada trimestre. Os IFRs mostrarão o total de despesas do trimestre, do ano civil e o total acumulado desde a entrada em vigor do Projeto (incluindo os montantes de contrapartida) e serão usados para fins de monitoramento financeiro do projeto. Os IFRs de final de ano, consolidados e complementados por Notas Explicativas, podem servir como as demonstrações financeiras de final de ano do Projeto. Resumindo, as UGPs prepararão e a ANA encaminhará ao Banco Mundial os seguintes IFRs consolidados: • • • F. IFR-1: Fontes e Aplicações de Fundos por Categoria de Desembolso conforme o Acordo de Empréstimo. IFR-2: Declaração de Investimentos por Componentes e Atividades do Projeto. IFR-3: Declaração de Gastos Reais Arranjos de Fluxo de Fundos e Desembolsos 10. O Projeto pode usar os seguintes métodos de desembolso: pagamento direto, reembolso e adiantamentos. O volume mínimo dos pedidos para pagamentos diretos será equivalente a US$ 1 milhão. A STN abrirá uma conta mista separada no seu nome, no Banco do Brasil de Brasília (BSB), para receber adiantamentos em USD dos fundos do empréstimo. Cada entidade de implementação deverá fazer os pagamentos por meio de transferências eletrônicas, diretamente pelo SIAFI. Cada UGP terá uma Unidade Gestora (UG) específica para executar (e contabilizar adequadamente) as respectivas despesas dos componentes. O teto da conta designada será de US $ 10 milhões fixos. O projeto deverá submeter pedidos de saque a cada seis meses documentando o uso dos adiantamentos. Cada órgão enviará sua documentação de apoio por meio de sumários com registros e Declarações de Gastos (SOEs) para reembolsos e adiantamentos, e registros para pagamentos diretos. 11. O projeto deverá ter os fundos transferidos para os estados e municípios durante a segunda fase do projeto (depois de 18 meses). A capacidade de FM dos estados e/ou municípios 35 O SIGMA está atualmente em uso na ANA para o programa PROAGUA, e será usado como Sistema de Informações Gerenciais por todas as UGPs. O sistema deverá estar instalado em todas as UGPs na época das Negociações. 76 participantes deve ser avaliada pelas UGPs36 e aprovada pelo Banco Mundial antes de qualquer transferência de fundos. O método usado pelas UGPs para fazer a avaliação deve ser previamente discutido e aprovado pelo Banco Mundial. O escopo da avaliação deve incluir: (i) uma avaliação dos sistemas de gestão financeira existentes a serem usados para monitoramento do programa, contabilidade e relatórios; (ii) revisão dos requisitos de pessoal; (iii) revisão dos arranjos de fluxo de fundos e metodologia de desembolso; (iv) revisão dos mecanismos de controle interno existentes; (v) requisitos de relatórios, incluindo o formato e conteúdo das SOEs e SSs retornadas à UGP; e (iii) um plano de ação para melhorar os processos de FM concordado e em implementação nos estados/municípios em que esse plano é considerado necessário com base em uma avaliação de riscos. O Banco Mundial poderia executar avaliações locais dos órgãos federais, estados e municípios antes da aprovação das avaliações. Em caso de pontos fracos de gerenciamento financeiro, seria acordado um plano de ação de FM. 12. Deverá ser assinado um Convênio de Financiamento com cada estado e/ou município participante, capacitando-o para receber fundos em uma conta específica aberta para o projeto. Além disso, os fundos de contrapartida deverão ser depositados na mesma conta específica. O gerenciamento das principais atividades de FM do projeto seria realizado pelas UGPs. Entre elas incluem-se a preparação e execução do orçamento, supervisão técnica e financeira da implementação do projeto de investimento, autorização de pagamento, requisição de pagamento aos fornecedores, contabilidade e relatórios financeiros e do andamento do Projeto – todas de acordo com os procedimentos que serão descritos no Manual Operacional do Projeto. Arranjos específicos de fluxo de fundos para os estados e municípios participantes serão definidas em atualizações do Manual Operacional do Projeto (MOP) e nos Convênios de Financiamento e serão revistas e acordadas pelo Banco Mundial nessa ocasião. A responsabilidade do Mutuário de obter a concordância do Banco Mundial para essas disposições deverá ser incluída em um contrato datado no Acordo de Empréstimo. 13. Financiamento retroativo – podem ser feitos saques até um valor agregado que não deverá exceder o equivalente a US$ 10.733.250 para pagamentos feitos até 12 meses antes da assinatura do empréstimo. 14. O quadro seguinte especifica as categorias de Despesas Elegíveis que podem ser financiadas com os recursos do Empréstimo (“Categoria”), a alocação dos montantes do Empréstimo da cada Categoria e a porcentagem de despesas a serem financiadas para Despesas Elegíveis em cada Categoria. Categoria (1) Bens, Serviços de Consultores, Serviços (diferentes de Serviços de Consultores) e Treinamento para o Projeto Valor do empréstimo alocado (em USD) Percentual das despesas a serem financiadas (incluindo impostos) 107.064.168 100% 36 de acordo com a OP/BP 10.02 e as Práticas de Gestão Financeira em Operações de Investimentos Financiadas pelo Banco Mundial, de 5 de março de 2009 77 (2) Taxa inicial Valor a pagar relativo à Seção 2.03 do Acordo de Empréstimo, de acordo com a Seção 2.07 (b) das Condições Gerais Valor a pagar relativo à Seção 2.07 (c) do Acordo de Empréstimo 268.332 (3) Prêmio de tetos e faixas da taxa de juros 0 MONTANTE TOTAL 15. 107.332.500 O fluxo financeiro é apresentado a seguir: BRL BM Washington, DC Conta Única Tesouro Banco do BrasilBrasilia USD Client Connection- BM SOEs / SSs (Brasilia) BRL Contas UGPs Banco do Brasil SIAFI (Secretaria do Tesouro Nacional - STN) BRL Contas Fornecedores,. Empreiteiros SIAFI (MInistérios) UGP Agência Nacional Água (ANA) Ministério Meio Ambiente IFRs/SOEs IFRs BRL Contas Estados/Municípios Banco do Brasil SIGMA (UGPs) UGP SRHU Ministério Meio Ambiente SOEs Estados/ Municípios Fornecedores, Empreiteiros (Bens e Serviços ) IFRs BM + Contrapartes (Trimestral) UGP SNSA Ministério das Cidades UGP SIH Ministério da Integração Nacional $ Fluxo fundos (moeda) Relatórios Contratos G. Arranjos de Auditoria Externa 16. Será feita uma auditoria externa pela CGU – Controladoria Geral da União / SFC – Secretaria Federal de Controle, observando as diretrizes de auditoria estabelecidas nos ToR37 37 ToR – Termos de Referência 78 satisfatórios para o Banco Mundial, para executar a auditoria externa anual do Projeto. Os relatórios anuais de auditoria do Projeto serão enviados ao Banco Mundial seis meses após o fechamento de cada ano civil. 17. Os auditores darão uma única opinião sobre (a) as demonstrações financeiras; (b) elegibilidade das despesas; (c) acordos contratuais do empréstimo; e (d) a conta designada do Projeto. A opinião dos auditores abrangerão todas as fontes e aplicações de fundos do Projeto, incluindo os fundos de contrapartida. Além disso, o auditor enviará uma carta à administração sobre os controles internos e outras questões que chamaram a atenção dos auditores durante a auditoria. I. PLANO DE AÇÃO: Resumo das ações de FM a serem executadas N/A J. Plano de Supervisão. 18. O Banco Mundial realizará missões semestrais de supervisão para monitorar a implementação e o desempenho do Projeto em cada UGP e confirmar se os arranjos de gerenciamento financeiro, incluindo as disposições de pessoal, desembolsos, relatórios e auditoria descritas neste anexo e detalhadas no manual operativo estão sendo seguidas e continuam válidas. A supervisão do gerenciamento financeiro (FM) deve prestar especial atenção às seguintes questões: • • • • • A confiabilidade e consistência das solicitações de pagamento da UGP, dos pagamentos e dos pagamentos reportados nos IFRs Eficácia da supervisão física e financeira dos projetos de investimento das UGPs Controle das UGPs sobre os recursos do empréstimo e dos respectivos pagamentos de despesas, acompanhamento do relatório de auditoria e dos relatórios anteriores de supervisão de FM e dos planos de ação concordados Reconciliação de transferência para estados/municípios Documentação de despesas pelos estados/municípios 79 Anexo 8: Arranjos de Aquisições BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas 1. As aquisições do Projeto proposto devem ser realizadas de acordo com as "Diretrizes para Aquisições no Âmbito de Empréstimos do BIRD e Créditos da AID” do Banco Mundial, datada de maio de 2004 e revisada em outubro de 2006 e em maio de 2010; e das “Diretrizes: Seleção e Contratação de Consultores pelos Mutuários do Banco Mundial”, datada de maio de 2004 e revisada em outubro de 2006 e em maio de 2010, e os dispositivos estipulados no Acordo Legal. Uma descrição geral dos vários itens contidos em diferentes categorias de despesas é fornecida a seguir. Para cada contrato a ser financiado pelo projeto, os diferentes métodos de aquisição ou métodos de seleção de consultores, a necessidade de pré-qualificação, custos estimados, requisitos de revisão prévia e prazo são acordados entre o Mutuário e o Banco Mundial no Plano de Aquisições. O Plano de Aquisições deve ser atualizado pelo menos uma vez por ano ou conforme necessário para refletir as necessidades reais de implementação do projeto e as melhorias na capacidade institucional. 2. Este Empréstimo de Assistência Técnica tem quatro agência implementadoras: ANA, MMA, MI e MCid A implementação do Projeto será executada diretamente por cada um desses quatro órgãos. 3. Implementação em nível centralizado: a aquisição de bens e a seleção de consultores serão processadas pela PMU de cada órgão de implementação. Existe um requisito mínimo de dois especialistas em aquisição dedicados em cada PMU. Preferencialmente, eles deverão ser funcionários públicos, mas podem ser contratados consultores individuais para dar assistência. Caso sejam necessários consultores e eles não possam ser contratados diretamente pelo órgão de implementação, poderá ser feito um acordo com uma Organização Multilateral Internacional para contratar esses consultores, desde que o Banco Mundial aprove a sua capacidade de aquisição. Se necessário, a Organização Multilateral Internacional pode também executar a aquisição dos bens e a seleção das empresas de consultoria. A mesma Organização será selecionada para trabalhar com os quatro órgãos. A taxa da Organização será financiada com fundos de contrapartida. 4. Implementação em nível descentralizado: a seleção de consultores será feita no nível subnacional. Fica a critério da agência de implementação: a. processar essa seleção no nível da PMU com o envolvimento técnico do requerente subnacional ou b. avaliar a capacidade de aquisição do requerente subnacional e decidir descentralizar o processo de seleção. Nesse caso, a unidade de aquisição da PMU terá as seguintes responsabilidades: (i) avaliação da capacidade, (ii) suporte técnico de aquisição, (iii) revisão prévia e não objeção de cada fase de todos os processos de seleção, (iv) atualizações do plano de aquisições para incluir todas as aquisições descentralizadas e (v) manter um registro de todos os contratos descentralizados assinados e do respectivo desempenho. 80 5. O projeto tem cinco componentes: (a) Componente 1, implementado pela ANA e pelo MMA – US$ 44.2169 milhões, US$ 33.1419 milhões do Banco Mundial; (b) Componente 2, implementado pelo MI – US$ 40.7335 milhões, US$30.5310 milhões do Banco Mundial; (c) Componente 3, implementado pelo MCid – US$ 32.4391 milhões, US$ 24.3141 milhões do Banco Mundial; (d) Componente 4, coordenado pela ANA como a Secretaria Técnica do Projeto – US$ 20.9606 milhões, US$ 15.7106 milhões do Banco Mundial; e (e) Componente 5, implementado por todos os órgãos e com a STP/ANA como a Secretaria Técnica do Projeto – US$ 4.4916 milhões, US$ 3.3666 milhões do Banco Mundial. 6. Cada agência implementadora terá uma equipe de aquisição com pelo menos dois especialistas em aquisições, de preferência funcionários públicos, mas poderão ser contratados consultores individuais para assistência. Eles processarão suas próprias aquisições aplicando as diretrizes do Banco Mundial e usando os documentos padrão de licitação do Banco Mundial. Entretanto, se necessário, poderá ser usada uma Organização Multilateral Internacional para executar as atividades de aquisição. Está previsto um certo nível de descentralização e os estados e municípios selecionados, com sua própria seleção de consultores, serão processados centralmente pela PMU ou descentralizados, conforme descrito no parágrafo 4 supracitado. Quando a seleção de consultores é descentralizada, é de responsabilidade de cada órgão de implementação fornecer apoio de aquisições na preparação dos ToR, da lista curta, RFP, na análise de propostas, na preparação dos relatórios, solicitações de não objeção e todas as etapas necessárias do processo de seleção. A equipe de apoio a aquisições deverá viajar para fornecer assistência in-loco sempre que necessário. Este é um requisito para a seleção descentralizada de consultores, uma vez que nem os estados ou municípios são conhecidos nesse momento, nem o Banco tem capacidade operacional para fazer a avaliação da capacidade de cada um deles. Deverá ser mantido um banco de dados de todas as aquisições descentralizadas em nível central. 7. Para cumprir suas obrigações de aquisições do Projeto, o Mutuário poderá celebrar um acordo com uma entidade com qualificações e experiência em aquisições aceitáveis ao Banco Mundial, conforme os termos e as condições satisfatórios para o Banco Mundial (o Acordo do Agente de Aquisições), que deve incluir, inter alia: (a) a obrigação do Agente de Aquisições (em nome do Mutuário): (A) realizar a aquisição de determinados bens, serviços de consultores e outros serviços (que não sejam de consultores) nos termos do Projeto de acordo com os dispositivos definidos na Seção III deste Cronograma e no Manual de Operações; e (B) manter separados os registros e as contas relacionados a esses bens, serviços de consultores e Não Consultores , bem como prestar assistência ao Mutuário no cumprimento de suas obrigações em conformidade com este Acordo; (b) a obrigação do Mutuário: (A) transferir diretamente para o Agente de Aquisições os fundos do Empréstimo alocados para a Categoria (1) conforme solicitado para que o Agente de Aquisições efetue os pagamentos de bens, serviços de consultores e de não consultores conforme o Projeto; (B) transferir para o Agente de Aquisições os fundos de contrapartida do Projeto (ou seja, fundos não provenientes de empréstimo) conforme solicitado para que o Agente de Aquisições efetue os pagamentos de bens, serviços de consultores e não consultores conforme o Projeto; e (C) pagar quaisquer taxas administrativas devidas ao Agente de Aquisições em conformidade com o Acordo do Agente de Aquisições. 8. Aquisição de obras. Não há previsão de aquisição de obras. 81 9. Aquisição de bens: Os bens adquiridos por este projeto incluiriam: Equipamentos de TI e outros. A aquisição de bens seguirá as diretrizes do Banco Mundial. A aquisição de bens comuns padronizados até o limiar da Concorrência Pública Nacional (NCB) pode também ser realizada em conformidade com o método conhecido como pregão eletrônico, de acordo com dispositivo da Legislação Brasileira, nos termos do "COMPRASNET", o portal de aquisições do Governo Federal ou qualquer outro sistema de compra eletrônica aprovado pelo Banco Mundial. Todos os contratos cujo valor estimado for superior ao equivalente a US$ 1.000.000 cada um, estariam sujeitos à análise prévia do Banco Mundial. 10. Aquisição de serviços de não consultoria: Os serviços de não consultoria a serem adquiridos nos termos do projeto incluem: logística de treinamento (serviços de hotel, fornecimento de comida e bebida, serviços de viagem, serviços de impressão), workshops, seminários, eventos, serviços de impressão, etc. A aquisição de serviços de não consultoria seguirá as diretrizes do Banco Mundial. A aquisição de serviços comuns prontamente disponíveis até o limiar da NCB pode também ser realizada em conformidade com o método conhecido como pregão eletrônico, de acordo com disposição da Legislação Brasileira, nos termos do "COMPRASNET", o portal de aquisições do Governo Federal ou qualquer outro sistema de compra eletrônica aprovado pelo Banco Mundial. Todos os contratos cujo valor estimado for superior ao equivalente a US$ 1.000.000 cada um, estariam sujeitos à análise prévia do Banco Mundial. 11. Seleção de consultores A seleção de consultores incluirá estudos, pesquisas, etc. Em todo o projeto, esses serviços serão contratados mediante Seleção Baseada na Qualidade e no Custo (QCBS), Seleção Baseada na Qualidade (QBS), Seleção Baseada na Qualificação de Consultores (CQS), Seleção pelo Menor Custo (LCS), Seleção com Orçamento Fixo (FBS), Seleção de Fonte Única (SSS - com a devida Carta de Não Objeção do Banco Mundial baseada no critério de caso a caso) e Consultores Individuais (IC). Listas curtas de consultores para serviços cujo valor está estimado em menos do que o equivalente a US$ 500.000 por contrato podem ser totalmente constituídas de consultores nacionais em conformidade com as disposições do parágrafo 2.7 das Diretrizes para Consultores. Todos os contratos cujo valor estimado for superior ao equivalente a US$ 500.000 cada um, estariam sujeitos à análise prévia do Banco Mundial. 12. Custos operacionais. Durante a preparação do projeto, ficou acordado que os custos operacionais incluiriam as despesas relativas a pessoal, suprimentos e despesas diversas. Os custos operacionais a serem financiados pelo projeto seriam contratados usando-se os procedimentos administrativos da entidade executora, que foram analisados e considerados aceitáveis para o Banco Mundial. A contratação de consultores individuais para compor a equipe de aquisições, se necessária, seguirá os processos de seleção de Consultores Individuais em conformidade com o Capítulo V das diretrizes para Consultores. 13. Levando em conta a necessidade de desenvolver conhecimento acerca das diretrizes do Banco Mundial relativas às entidades executoras, o risco da aquisição foi classificado como SUBSTANCIAL e a análise prévia e os limiares do método de aquisição foram definidos da seguinte forma: 82 Categoria da despesa Bens Serviços de não consultoria Consultoria (firmas) Consultores individuais Contratação direta Limiar do valor do contrato VT (milhares de dólares) ≥ 3.000 Método de Aquisição < 3.000 ≥ 100 NCB < 100 ≥ 3.000 Compras ICB < 3.000 ≥ 100 NCB < 100 Compras QCBS/QBS/ LCS/FBS ≥ 200 < 200 ≥ 100 < 100 ICB FBS/LCS/CQS Processos sujeitos à análise prévia Todos os processos Primeiro processo e todos os processos acima de US$ 1 milhão Primeiro processo Todos os processos Primeiro processo e todos os processos acima de US$ 1 milhão Primeiro processo Primeiro processo para cada método de seleção e para cada entidade executora e todos os processos acima de US$ 500.000 Seção V das Diretrizes Todas as classes independentemente das quantias envolvidas Avaliação da capacidade da agência para implementar a aquisição 14. O risco geral do projeto para aquisições é SUBSTANCIAL devido à necessidade de desenvolver o conhecimento acerca das diretrizes do Banco Mundial e a descentralização para o nível subnacional. 15. A capacidade da ANA foi avaliada pelo Banco durante a preparação do financiamento adicional do Projeto Federal de Gerenciamento dos Recursos Hídricos e revisada durante a avaliação do projeto em novembro de 2010. Àquela altura, a capacidade da ANA já era excelente e, desde então, só tem melhorado. A agência tornou-se um exemplo em aquisições desempenhando suas atividades com qualidade e transparência e dentro de prazos muito curtos. 16. A capacidade da SRHU do MMA foi avaliada pelo Banco em novembro de 2009 e revisada durante a avaliação do projeto em novembro de 2010. Não haverá qualquer aquisição descentralizada com a SRHU e todas as aquisições centralizadas serão processadas por sua comissão de licitação. A SRHU carece de conhecimento sobre as diretrizes do Banco Mundial mas, desde o ano passado, seus membros vêm participando do treinamento sobre aquisições do Banco Mundial. Além disso, talvez eles consigam acrescentar à equipe um especialista em aquisições que está trabalhando em outro projeto do MMA, o Empréstimo de Assistência Técnica para o Maio Ambiente. Será observado o requisito de manter no mínimo dois especialistas em aquisições durante o projeto. 17. A capacidade do MI foi avaliada durante a preparação do financiamento adicional do Projeto Federal de Gerenciameno dos Recursos Hídricos e revisada durante a avaliação do projeto em novembro de 2010. Embora a implementação do Interáguas vá exigir uma equipe de aquisições diferente, sua capacidade será a mesma do Projeto Federal de Gerenciamento dos Recursos Hídricos. Será observado o requisito de manter no mínimo dois especialistas em aquisições durante o projeto. 83 18. A capacidade do MCid foi avaliada pelo Banco em novembro de 2009 e revisada durante a avaliação do projeto em novembro de 2010. A aquisição ocorrerá pela comissão de licitações localizada na SPOA - Subsecretaria de Planejamento Orçamento e Administração. Um funcionário de aquisições da SPOA participou recentemente de treinamento sobre as diretrizes de aquisições do Banco Mundial, porém será necessário mais treinamento. Um consultor especializado em aquisições será contratado para trabalhar com eles e o requisito de manter pelo menos dois especialistas em aquisições durante o projeto deverá ser mantido. 19. Os procedimentos de aquisição e os documentos padrão para licitações a serem utilizados em cada método de aquisição, tais como modelos de contratos para obras e bens adquiridos, fazem parte do POM. A aquisição descentralizada será descrita pelo POM. Plano de Ação para Aquisições 1 2 Ação Prazo Treinamento do pessoal das entidades executoras em políticas de aquisições do Banco Mundial. Criação de equipes de aquisições Efetividade Antes da primeira aquisição Plano de Aquisições 20. Cada entidade executora, na avaliação da preparação (appraisal), desenvolveu um plano de aquisições para os 18 primeiros meses destinado à implementação do projeto, o que fornece a base para os métodos de aquisição. Esse plano será acordado entre as entidades e o Banco durante as negociações. Também estará disponível no banco de dados do projeto e no website externo do Banco Mundial. O Plano de Aquisições será atualizado em comum acordo com o Banco anualmente ou conforme necessário para refletir a reais necessidades de implementação do projeto e as melhorias na capacidade institucional. Frequência da Supervisão de Aquisições 21. Além da supervisão de revisão prévia a ser realizada pelo Banco Mundial, a avaliação da capacidade da Entidade Executora sugere a necessidade de que missões de supervisão visitem anualmente o campo para realizar a revisão posterior das ações de aquisição. 22. Uma auditoria anual externa de aquisições, que seja satisfatória para o Banco Mundial, ou Revisões Independentes de Aquisições (IPR), também anuais, será um compromisso no Acordo de Empréstimo e serão necessárias para avaliar e verificar uma amostra dos processos adquiridos no nível de descentralização. Como resultado das revisões posteriores, do IPR e das auditorias externas de aquisições, o Banco Mundial estaria em posição para identificar os casos de não conformidade e aplicar as correções apresentadas no acordo de empréstimo. Os escritórios das unidades executoras em Brasília devem guardar arquivos completos de aquisições por estados e municípios. 84 Detalhes dos Arranjos de Aquisições que Envolvam Concorrência Internacional 1. Bens, obras e serviços de não consultoria (a) Lista de pacotes de contratos a serem realizados seguindo ICB e contratação direta: N/A (b) Contratos de ICB para bens e serviços de não consultoria, cujo custo está estimado em mais de US$ 500.000 por contrato, bem como todas as contratações diretas devem ser submetidos à revisão prévia do Banco Mundial. (c) Os contratos de ICB para obras, cujo custo está estimado em mais de US$ 5.000.000 por contrato, bem como todas as contratações diretas devem ser submetidos à revisão prévia do Banco Mundial. 2. Serviços de consultoria (a) Lista de serviços de consultoria com lista curta de empresas internacionais. 1 Descrição da designação 2 Custo estimado 1.000 3 Método de seleção Plano Nacional de Infraestrutura Hídrica – PNIH Avaliação das Potencialidades para Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Irrigada no Brasil Elaboração do Programa Nacional de Agricultura Irrigada Elaboração do Programa de Dinamização dos Perímetros Públicos de Irrigação Sistema Nacional de Informações de Infraestruturas Hídricas de Barragens (SNIIHB-MI) Atualização do Manual de Irrigação e Capacitação de Técnicos Usuários Capacitação Continuada dos Servidores Envolvidos na Implementação e Gestão de Políticas Públicas de Infraestrutura Hídrica, Defesa Civil e Irrigação Sistema de Informação para Gerenciamento Integral de Risco Planejamento Estratégico para Redução de Riscos 2.470 QCBS 4 Revisão pelo Banco Mundial (prévia/po sterior) Prévia 1.176 QCBS Prévia 1.470 QCBS Prévia 1.470 QCBS Prévia 1.529 QCBS Prévia A ser definida 1.294 QCBS Prévia A ser definida 2.941 QCBS Prévia A ser definida 10.588 QCBS Prévia A ser definida 2.941 QCBS Prévia A ser definida 85 5 Data prevista para o envio das propostas A ser definida A ser definida A ser definida A ser definida (b) Serviços (firmas) de consultoria acima de US$ 500.000 e todas as seleções de fonte única de consultores estariam sujeitos à revisão prévia do Banco Mundial. (c) Listas curtas totalmente compostas por consultores nacionais: Listas curtas de consultores para serviços cujo custo está estimado em menos do que o equivalente a US$ 500.000 por contrato podem ser totalmente formadas por consultores nacionais em conformidade com as disposições do parágrafo 2.7 das Diretrizes para Consultores. 86 Anexo 9: Análise Econômica e Financeira BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas 1. O objetivo do Projeto proposto é melhorar a coordenação entre as principais instituições federais do setor água mediante a utilização de uma abordagem integrada, além de fortalecer a capacidade das principais instituições hídricas federais e estaduais. Os benefícios gerais dessa assistência técnica serão substanciais para o setor água do Brasil porque o Projeto contribuiria para agregar valor aos setores estratégicos, inclusive a criação de instituições, aumentando as aptidões das instituições e contribuindo com soluções técnicas e financeiras inovadoras para o desenvolvimento sustentável e o gerenciamento dos recursos hídricos do Brasil. As intervenções realizadas na gestão de recursos hídricos, infraestrutura hídrica, gestão de riscos e abastecimento de água e saneamento contribuirão para o aumento da segurança do abastecimento de água no Brasil por meio de (a) maior sustentabilidade e produtividade da água, (b) maior qualidade das despesas públicas no setor água, (c) maior acesso aos serviços de água e mais eficiência desses serviços, (d) fortalecimento da capacidade institucional para gerir as questões ambientais e sociais e (e) arranjos federativos mais integrados e cooperação entre as diferentes esferas de governo. Além disso, as intervenções serão voltadas especificamente para áreas onde a vulnerabilidade dos pobres para questões e riscos relacionados à água forem maiores, especialmente no Nordeste e em regiões metropolitanas com pouca água. Os benefícios esperados do Projeto são amplos e variados e os benefícios específicos de cada componente estão resumidos abaixo. 2. O Componente 1 do Gerenciamento dos Recursos Hídricos apoiará a implantação de ferramentas e instrumentos para fortalecer o SINGREH, aumentar o desenvolvimento institucional, reduzir as disparidades entre o Governo Federal e os estados e entre os estados, agilizar os procedimentos e estabelecer os critérios para o monitoramento e a avaliação contínuos, contribuindo, assim, para o aumento da eficiência da implementação das diretrizes e políticas do governo para os recursos hídricos e para o alcance dos padrões da Lei Federal sobre Recursos Hídricos (Lei 9433), que estabeleceu a Política Nacional de Recursos Hídricos do Brasil. 3. O Componente 2 sobre Água, Irrigação e Gestão de Risco fornecerá o fortalecimento institucional de órgãos de infraestrutura hídrica e elevará o nível do planejamento estratégico e operacional para a infraestrutura hídrica, garantindo que os recursos sejam utilizados de forma eficiente e eficaz. Ademais, este componente ajudaria a proteger o Brasil contra os desastres naturais imprevistos, tais como inundações ou secas, mediante a criação de um sistema de informações sobre riscos e o desenvolvimento de um plano de gestão de riscos que ajudaria as entidades federais a aumentar seu planejamento estratégico para a redução de riscos. 4. O Componente 3 sobre Abastecimento de Água e Saneamento terá uma ampla gama de benefícios, especialmente: (a) melhoria da gestão dos serviços de WSS; (b) melhoria dos indicadores de desempenho para os serviços de WSS; (c) aumento da qualidade dos serviços de WSS e os consequentes benefícios positivos para a população local; (d) aumento da eficiência e eficácia dos serviços de WSS, um pré-requisito para o acesso universal a esses serviços com mais qualidade e de maneira sustentável; (e) redução dos custos operacionais, de manutenção e investimento para os serviços de WSS; (f) aumento do acesso a bens e serviços públicos no setor; 87 (g) aumento da capacidade dos profissionais dos setores público e privado no setor; (h) melhoria da capacitação desses profissionais; (i) melhoria da educação em saneamento e meio ambiente e programas de mobilização e participação; e (j) aumento da integração e coordenação de programas, ações e políticas para o setor de WSS. 5. O Componente 4 sobre Coordenação Intersetorial e Planejamento Integrado contribuirá para melhorias nas despesas públicas, com distribuição mais eficiente dos recursos financeiros e procedimentos otimizados para facilitar investimentos e racionalizar os usos da água, de preferência nas duas bacias fluviais do São Francisco e Araguaia-Tocantins. 88 Anexo 10: Questões da Política de Salvaguardas BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas 1. Este anexo resume as consultas organizadas durante a preparação do projeto em março e agosto de 2010 que contribuíram para a preparação do Projeto Interáguas. O Governo do Brasil desenvolveu arcabouços para abordar os riscos ambientais, riscos para os povos indígenas e riscos de reassentamento relacionados ao projeto. Esses arcabouços fornecem os princípios operacionais relativos ao modo como a avaliação ambiental e social, a mitigação dos impactos potenciais e os processos de supervisão e consulta ocorrerão nas atividades financiadas pelo projeto. Esses arcabouços foram discutidos com os grupos relevantes durante as consultas e o Mutuário compreende que tais arcabouços aplicam-se a todas as atividades financiadas pelo projeto. A capacidade do governo para implementar essas normas é considerada adequada. As principais instituições contam com pessoal adequado e têm ampla presença no território. Cada estado também tem um Ministério Público atuante para supervisionar a conformidade do setor público com suas próprias normas e procedimentos. Além disso, os esforços para fortalecer a capacidade na implementação dos arcabouços estão incluídos como parte do projeto. Ademais, a supervisão do Banco Mundial acompanhará de perto o progresso da otimização das questões ambientais e sociais durante a fase de implementação e confirmará que as entidades executoras incluam equipes multidisciplinares para identificar e gerenciar os possíveis problemas de salvaguarda. Apresentamos a seguir uma visão geral do cenário ambiental e social da região e das questões relevantes de salvaguarda. 2. O Projeto auxiliará o Governo na avaliação de questões relevantes e na elaboração dos sistemas de gestão ambiental e social de modo a facilitar o planejamento para as atividades necessárias ao tratamento dos possíveis impactos sociais dos futuros investimentos no setor água. Por exemplo, tendo em vista que a área do projeto abrange praticamente todo o país, toda a população indígena do Brasil, estimada em mais de meio milhão de pessoas, pode ser afetada. O Mutuário realizou uma avaliação social e suas conclusões têm sido usadas na preparação de um Arcabouço de Planejamento de Povos Indígenas (IPPF) que se aplica a todos os estudos e planos financiados por intermédio do projeto. Da mesma forma, embora as atividades apoiadas pelo projeto não exijam a aquisição de terras nem imponham restrições ao acesso à terra ou aos recursos a ela associados, os possíveis impactos dos futuros investimentos poderiam incluir o reassentamento involuntário. Por esse motivo, o Mutuário preparou um Arcabouço da Política de Reassentamento (RPF) que também será aplicado, conforme necessário, a todas as atividades financiadas pelo projeto. 3. Os arcabouços ambientais e sociais foram discutidos durante as consultas públicas realizadas em Brasília no dia 27 de agosto de 2010, com quase 120 representantes de várias organizações do governo e da sociedade civil. Os funcionários da ANA descreveram cada componente e os consultores responsáveis pelas avaliações ambientais e sociais apresentaram os principais pontos dos arcabouços propostos. O feedback dos participantes indica que as principais preocupações do público estão relacionadas aos objetivos do projeto e às oportunidades de participar. Ao final da consulta, o Governo assegurou aos participantes que as suas recomendações seriam utilizadas para revisar os documentos finais do projeto e que sempre é possível fazer sugestões adicionais acessando o website do projeto, http://interaguas.ana.gov.br. O Arcabouço de Gestão Ambiental e o Arcabouço de Gestão Social 89 (incluindo o Arcabouço de Planejamento dos Povos Indígenas e o Arcabouço de Reassentaemnto) foram divulgados no website do Banco e no website do país no seguinte endereço: http://interaguas.ana.gov.br. 4. De acordo com a descrição a seguir, as principais entidades executoras do projeto dispõem de pessoal suficiente e capacidade adequada para implementar esses arcabouços. Além disso, para garantir a transferência eficaz de conhecimentos e o uso de melhores práticas no nível subnacional, o projeto inclui um programa de comunicações com workshops e seminários planejado para informar todos os interessados relevantes nos níveis de setor, bacia e estado. Finalmente, no nível de comunidade, as partes interessadas beneficiárias participarão da formulação e implementação das intervenções locais e se beneficiarão da extensão social e campanhas de educação ambiental destinadas a incentivar a sustentabilidade das intervenções. Os resultados das avaliações ambientais e sociais e os arranjos institucionais para gerir os arcabouços ambientais e sociais estão resumidos a seguir. Arranjos Institucionais 5. O projeto fortalecerá o arcabouço institucional para tratar as questões ambientais e sociais mediante o planejamento no âmbito de bacia por meio de: (a) aumento da capacidade e coordenação entre as instituições governamentais na tomada de decisão e implementação de políticas públicas que suportem o uso sustentado e a conservação dos recursos hídricos; (b) integração das considerações ambientais e sociais aos planos estratégicos e critérios na escolha de futuros investimentos; (c) desenvolvimento e implementação da conservação e uso sustentável dos recursos hídricos, resultando em diminuição da poluição da água e da erosão do solo, melhor recuperação de habitats críticos e conservação da biodiversidade; (d) desenvolvimento de ferramentas inovadoras, tais como sensoriamento remoto por satélite para avaliar os recursos hídricos, especialmente para diagnóstico e monitoramento; (e) introdução de instrumentos inovadores de política, tais como cobrança pelo consumo da água para uso mais eficiente da água e maior proteção da água e dos recursos naturais; e (f) criação de uma estrutura para aumentar a participação do público e dos interessados no planejamento estratégico e no processo de preparação e implementação específicos para o projeto. 6. A Secretaria Técnica do Programa (STP) na ANA assumirá o comando da coordenação das diferentes atividades do projeto nas esferas federal, de bacia e estadual. A STP também dará apoio a todos os aspectos operacionais do Projeto e monitorará e avaliará todas as intervenções realizadas para garantir que elas respeitem as metas, os cronogramas e os objetivos acordados originalmente pelo Comitê Gestor do Programa. A ANA funcionará como elemento de ligação para todas as Unidades de Gerenciamento do Projeto e fornecerá apoio e coordenação a todo o projeto, inclusive às questões de salvaguarda. A experiência bem-sucedida da ANA na implementação do componente de gerenciamento de recursos hídricos do PROAGUA servirá para dar a liderança e garantir a transferência de conhecimentos aos órgãos participantes. Cada estado tem também um Ministério Público atuante para supervisionar a conformidade do setor público com suas próprias normas e procedimentos. Além disso, os esforços para criar a capacidade para a melhoria da implementação dos arcabouços estão incluídos como parte do Projeto. A supervisão do Banco Mundial acompanhará também o progresso na otimização das preocupações ambientais e sociais durante a etapa de implementação. 90 Análise Social 7. As recentes realizações do Brasil em termos de redução da pobreza e desenvolvimento econômico estão intimamente ligadas à expansão dos serviços de WSS, ao desenvolvimento da infraestrutura hídrica para a geração de energia hidrelétrica e, recentemente, ao desenvolvimento da infraestrutura de irrigação, especialmente na Região Nordeste. Contudo, apesar dessas importantes realizações na construção de importantes obras civis, expansão dos serviços de WSS e desenvolvimento de recursos hídricos, ainda restam grandes desafios. Embora o amplo foco nacional do projeto dificulte o acesso aos impactos sociais das atividades propostas, o componente intersetorial enfocará especificamente duas bacias hidrográficas em regiões predominantemente pobres do Brasil, a saber, São Francisco, no Nordeste e Araguaia-Tocantins no Norte. 8. As bacias hidrográficas do São Francisco (635.000 km2) e do Araguaia-Tocantins (918.000 km2) são bacias grandes e que abrangem vários estados sob forte pressão de demanda de água para múltiplas utilidades. Na bacia hidrográfica do São Francisco, a maior parte do potencial de energia hidrelétrica já foi desenvolvido, mas espera-se um aumento significativo na irrigação após as experiências bem-sucedidas da região de Juazeiro-Petrolina. Estão planejados mais de US$ 5 bilhões em investimentos na bacia e está sendo cogitada uma via navegável no interior com 600 km de extensão. O comitê da bacia hidrográfica é atuante e dentro em breve a bacia começará a cobrar pela água bruta. Os principais desafios nessa bacia são os conflitos relacionados à distribuição de água oriundos de demandas conflitantes e transferências entre bacias. Na bacia do rio São Francisco, por exemplo, encontram-se 11 dos 100 municípios mais pobres em termos de Índice de Desenvolvimento Humano, particularmente nos estados de Alagoas, Bahia e Sergipe. Além disso, embora 94,4% da população que vive na bacia do rio tenham acesso ao abastecimento de água, somente 62% têm acesso aos serviços de esgoto. O projeto não assistirá diretamente os pobres mediante o fornecimento desses serviços, mas reforçará a gestão dos recursos hídricos para assegurar que este recurso essencial seja distribuído de maneira mais justa e eficiente. 9. A região do Araguaia-Tocantins enfrenta forte pressão por energia hidrelétrica e desenvolvimento da navegação. O uso da irrigação está aumentando para melhorar a produtividade do setor de agronegócios que está em franco crescimento. Os arranjos institucionais do Gerenciamento de Recursos Hídricos (WRM) nos níveis estadual e de bacia são muito incipientes e os níveis de cobertura de serviços de WSS são baixos (somente 8% das águas servidas urbanas são coletados), o que representa ameaças adicionais à qualidade da água, saúde humana e ao meio ambiente. Um WRM aprimorado, a sustentabilidade ambiental e o planejamento integrado de investimentos em água são desafios importantes. 10. Apesar de alguns impactos benéficos, o desenvolvimento da irrigação pública tem, até o momento, obtido menos êxito do que o esperado, principalmente devido à escolha inadequada dos beneficiários, à falta de orientação comercial e à pouca integração com as cadeias de produção. A baixa avaliação e coleta de tarifas de água contribuem para a má qualidade da operação, o atraso na manutenção e a deterioração da infraestrutura pública. Soluções alternativas elaboradas por intermédio do projeto, se vierem a ser implementadas, podem ajudar 91 a promover métodos de irrigação mais sustentáveis e eficientes, a diversificar a economia agrícola, aumentar o emprego, reduzir as pressões sociais sobre a terra, aumentar a renda dos agricultores e promover a exportação dos produtos agrícolas no Brasil e no exterior. As medidas de abastecimento de água e saneamento devem, igualmente, facilitar a ampliação das conexões dos domicílios com sistemas de água potável e saneamento e a construção de estações de tratamento de águas servidas. Um maior acesso aos serviços de WSS contribuirá para a melhoria dos indicadores de saúde, ambientais e de desenvolvimento humano em todo o país. A mudança climática e as estratégias de adaptação e mitigação apoiadas por intermédio do projeto também podem desempenhar um papel fundamental no futuro. A mudança climática deverá exacerbar a frequência e a gravidade das secas e inundações. Se continuar sem controle, a degradação da água e do solo aumentará a migração das regiões áridas do nordeste para as cidades costeiras, agravando os problemas de poluição da água e de fornecimento de serviços de água e de saneamento nesses ambientes urbanos que já estão sobrecarregados. Reassentamento Involuntário 11. O Projeto não exigirá qualquer aquisição de terra nem imporá quaisquer restrições de acesso à terra ou a recursos associados. Entretanto, os possíveis impactos de futuros investimentos, cuja viabilidade será estudada no projeto, podem resultar em reassentamento involuntário. Como o local, o momento e as características técnicas desses investimentos potenciais ainda são desconhecidos, foi preparado um RPF. O RPF foi publicado e discutido com os interessados durante as consultas do projeto realizadas no dia 27 de agosto de 2010 em Brasília e fará parte do Manual Operacional do Projeto. Esse RPF servirá de guia para a formulação dos Planos de Ação de Reassentamento (RAP) específicos para o local e ajudarão a garantir que os princípios descritos na OP 4.12 Reassentamento Involuntário (ou seja, evitar, minimizar, mitigar, consultar e divulgar bens de valor ao custo da substituição e daí por diante) sejam levados em conta durante a preparação e implementação do projeto. O RPF requer que a aquisição de terras seja evitada ou minimizada por meio da modificação do desenho técnico dos investimentos propostos dentro do possível. Se ficar comprovado que as aquisições de terra e/ou o reassentamento involuntário é inevitável, serão usados mecanismos adequados de participação para garantir que as pessoas afetadas sejam consultadas acerca de suas preferências. O RPF descreveu as medidas que as entidades executoras adotarão para auxiliar as populações potencialmente deslocadas a recuperar e melhorar seus meios de sustento e condições de vida. 12. O RPF está em conformidade com os arcabouços jurídicos existentes no Brasil. Existem, contudo, três diferenças principais entre a Política Operacional do Banco Mundial sobre reassentamento e o arcabouço jurídico do Brasil. Primeiro, a política do Banco Mundial reconhece o direito à indenização daqueles que não tenham direito legal reconhecível ou pretensões à terra que estiverem ocupando no momento do censo, mas que tenham pretensão a esses bens. Segundo, a política do Banco Mundial leva em conta o apoio às pessoas afetadas após o deslocamento para restabelecer seus meios de sustento e padrões de vida (perda de fontes de renda ou de meios de sustento). Terceiro, a política do Banco Mundial leva em conta a indenização efetiva ao custo total de reposição por perdas de bens que possam ser diretamente atribuídos ao projeto. Com base na análise dessas diferenças e pontos em comum, o Mutuário concordou em implementar os princípios da política do RPF conforme apresentado acima na formulação dos desenhos executivos dos projetos a serem financiados pelo Projeto. 92 13. O Arcabouço da Política de Reassentamento apresenta os pormenores das diferentes etapas da gestão da aquisição de terras e reassentamento involuntário. Essas tarefas são responsabilidade da PMU em parceria, conforme a necessidade, com os municípios e empresas de consultoria especializadas. A primeira etapa desse processo envolve o contato com as pessoas potencialmente afetadas e a definição dos meios para o diálogo direto ao longo da vida útil do projeto. Em apoio a essas atividades de sensibilização, cada PMU indicará um ouvidor que receberá e direcionará as sugestões e preocupações expressas pelo público às autoridades competentes (dentro e fora da entidade executora). O ouvidor receberá comunicações por intermédio de uma linha telefônica direta, Internet, e-mail e cartas para assegurar que sejam fornecidas respostas adequadas e oportunas ao público. 14. A mitigação dos impactos da aquisição de terras é responsabilidade do GoB, conforme a necessidade e em parceria com os municípios e empresas de consultoria especializadas. As instituições responsáveis por cada componente do projeto supervisionarão o trabalho das consultorias de supervisão social (cadastro, avaliação de bens, negociação e indenização). Os seguintes passos serão discutidos e executados conforme a necessidade: (a) coleta de dados, incluindo um cadastro das famílias afetadas e um cadastro da terra; (b) preparação de um Plano de Reassentamento (RP), incluindo um perfil socioeconômico das famílias afetadas, avaliações dos bens afetados, aspectos qualitativos e quantitativos dos graus de impactos e definições apuradas das opções e critérios de elegibilidade e (c) um plano de ação que inclua responsabilidades institucionais, um cronograma e um orçamento. Os valores de indenização das propriedades e de outros bens baseiam-se no custo de reposição da atual propriedade, estrutura, etc. Nos casos em que os donos ou inquilinos da propriedade afetada não dispuserem de todos os documentos necessários para realizar os procedimentos de aquisição de terra, como por exemplo, registro de propriedade, registros tributários, certidões de nascimento ou de óbito, etc. os órgãos executores auxiliarão as pessoas afetadas na obtenção desses documentos legais sem qualquer custo pessoal. A composição das equipes responsáveis pelo reassentamento precisará estar alinhada com o tipo e a importância dos impactos. 15. Quando os impactos sobre a população reassentada forem pequenos (se a população afetada não for relocada e tiver perdido menos de 10% dos seus bens produtivos) e/ou quando o número de pessoas relocadas for inferior a 200, poderá haver um Plano de Reassentamento Abreviado (ARP). Será necessário estabelecer o escopo mínimo do ARP de acordo com as diretrizes contidas na OP 4.12 Anexo A, parágrafo 22. 16. Nos casos em que alguma das atividades do Projeto possa provocar restrições involuntárias ao acesso a recursos naturais em parques legalmente designados e áreas de preservação indicadas pela legislação local, causando efeitos negativos sobre a população relocada, haverá um arcabouço de processo no qual os membros das comunidades potencialmente afetadas participem de atividades importantes do projeto (OP 4.12 Anexo A, parágrafo 27). Povos indígenas e outros grupos vulneráveis 93 17. Embora o Projeto não preveja o apoio à implementação de qualquer estrutura ou de quaisquer outros investimentos físicos, foi realizada uma avaliação social para informar a preparação de um Arcabouço para Planejamento de Povos Indígenas (IPPF). O IPPF ajudará a garantir que os princípios descritos na OP 4.10 (ou seja, triagem, avaliação social, consulta, participação, etc.) sejam levado em conta durante a preparação e implementação do projeto. O Projeto também auxiliará o Governo na avaliação de questões relevantes e na elaboração dos sistemas e critérios de gestão ambiental e social de modo a facilitar o planejamento das atividades necessárias para tratar dos possíveis impactos sociais dos futuros investimentos no setor água. No caso do estudo inicial indicar que existam povos indígenas presentes na área do projeto ou que estejam relacionados ele de forma coletiva, as diretrizes para os povos indígenas acordadas com o Governo serão seguidas. 18. Conforme mencionado resumidamente acima, as constatações da avaliação social foram utilizadas na preparação do IPPF e de um Arcabouço para Planejamento de Povos Tradicionais (TPPF) específico que orientarão a preparação dos estudos e planos apoiados por intermédio do projeto. Entre os grupos mais vulneráveis do país estão aqueles das áreas rurais, particularmente os grupos sem terra, os povos tradicionais cujos meios de sustento estão intimamente ligados à terra ou a determinados recursos naturais e os povos indígenas. Os povos indígenas fazem parte da parcela mais pobre e vulnerável da população do país. Os indicadores sociais entre as comunidades indígenas estão abaixo da média nacional e, em muitos casos, abaixo dos níveis observados nas áreas rurais em geral. 19. A estreita adesão aos princípios da política e do planejamento descritos no IPPF ajudarão a garantir que (a) os direitos dos indígenas sejam totalmente respeitados; (b) nenhuma terra indígena seja afetada e, no caso de atividades propostas dentro de terras indígenas, tais atividades teriam que ser acordadas após consulta informada à comunidade indígena e à Fundação Nacional do Índio (FUNAI); e (c) os povos indígenas não seriam forçados a concordar com as atividades propostas e, caso tenham concordado com certas atividades, a implementação destas terá que ser executada segundo diretrizes específicas. 20. Entre os grupos mais vulneráveis na área do projeto estão aqueles das áreas rurais, particularmente grupos sem terra e povos indígenas. Embora muitos dos direitos culturais, econômicos e históricos dos Quilombolas38tenham sido formalmente reconhecidos, essas ações não resultaram no título de propriedade da terra onde eles moraram e sobreviveram por vários séculos. Isso representa uma séria ameaça às comunidades, uma vez que os direitos de propriedade das suas terras e água contra possíveis invasões ou aquisições, quer por indivíduos ou pelo Estado, podem ser contestados na justiça. Entre os pobres das áreas urbanas, a população negra é a que corre o maior risco, especialmente aqueles que trabalham no setor informal, mulheres, crianças e jovens. Em geral, os jovens e as mulheres da população negra estão sujeitos a níveis mais elevados de desemprego do que os outros segmentos da população. 38 Quilombo (da palavra kilombo na língua quimbundo) é um povoado fundado por pessoas de origem africana, quilombolas ou escravos foragidos. A maioria dos habitantes dos quilombos eram escravos foragidos e, em alguns casos, uma minoria de portugueses, aborígenes brasileiros, judeus e árabes marginalizados e/ou outros brasileiros que não eram negros nem escravos, mas que sofreram algum tipo de opressão durante a colonização. (Fonte: Wikipedia.) 94 21. Historicamente, os povos indígenas vêm sendo deslocados pela migração de trabalhadores e de proprietários de terras, o que tem acarretado invasões de terra e, em alguns casos, conflitos duradouros entre as comunidades indígenas, os proprietários de terras, empresas privadas e o Estado. A população indígena no Brasil é de aproximadamente 700.000 pessoas, (0,40% da população nacional, dos quais 60% vivem na Região Amazônica), divididas em 220 grupos étnicos que falam 180 idiomas diferentes. As terras indígenas constituem hoje 13% do território brasileiro (21% da Amazônia e 1,3% de outras regiões) Em termos gerais, os meios de sustento dos povos indígenas na maior parcela da vasta área do projeto são formados principalmente de atividades extrativas, agricultura de subsistência com comercialização de alguns itens, venda de artesanato, rendimentos do trabalho por dia em agricultura e empregos no setor público, tais como professoras ou agente de saúde. Apesar dos crescentes contatos entre os povos indígenas e a sociedade nacional e, em especial maior integração dos povos indígenas à economia rural, eles estão, principalmente, tentando manter seus idiomas, culturas e visões de mundo ligados aos seus territórios, conhecimentos tradicionais e o uso sustentável de recursos naturais. 22. Até a década de 1980, o GoB promoveu a integração cultural e linguística de toda a população em uma suposta identidade nacional. Em grande parte, a abordagem desde o período colonial tem sido a criação de uma identidade brasileira homogênea, incluindo nela todas as especificidades culturais que vinham dos diferentes grupos em uma das sociedades mais diversificadas do mundo. No final da década de 1980, em consequência das intensas mobilizações e debates promovidos pelas organizações indígenas e vários setores da sociedade civil, o Brasil inaugurou um novo arcabouço para os direitos dos índios. Nos termos da Constituição adotada em 1988, os direitos constitucionais dos povos indígenas receberam destaque e espaço, sendo um capítulo específico da Constituição dedicado a eles (Título VIII, "Da Ordem Social" e Capítulo VIII, "Dos Índios"), assim como várias outras disposições e um artigo na Lei das Disposições Constitucionais Transitórias. 23. Foram realçadas duas inovações conceituais significativas em relação a Constituições anteriores, ao Código Civil de 1916 e ao chamado "Estatuto do Índio". A primeira abandonou a ideia de que os Povos Indígenas teriam que ser assimilados pela sociedade brasileira e a expectativa de que sua cultura, organização social, usos e costumes fossem transitórios. A segunda e mais importante, porque envolveu o interesse na posse e propriedade da terra, definiu os povos indígenas como os proprietários tradicionais das suas terras. Por essa definição, o Brasil reconheceu que os direitos dos povos indígenas à terra precediam até mesmo a existência do Estado Brasileiro. Além de estender aos povos indígenas certos direitos à terra, a Constituição de 1988 também lhes assegurou o respeito à sua organização social, seus costumes, idiomas, crenças e tradições. Em linhas gerais, as disposições da Constituição deram origem à base legal para definir a propriedade e a proteção do Estado no tocante à preservação, demarcação, integridade e respeito às terras indígenas. O Artigo 231, em especial, prescreve uma diversidade de elementos relacionados à natureza dos vínculos de posse, ocupação e domínio. 24. Desde 1988, as disposições constitucionais brasileiras vêm dando origem à base legal para definir a propriedade e a proteção do Estado no tocante à preservação, demarcação, integridade e respeito às terras indígenas. O Artigo 231, particularmente, prescreve uma 95 diversidade de elementos relacionados à natureza dos vínculos de posse, ocupação e domínio. Estes compreendem: • • • • • • • As terras indígenas são de propriedade do Governo Federal. As terras indígenas destinam-se à ocupação permanente pelos povos indígenas. Quaisquer atos legais que afetem o direito de posse são declarados nulos, salvo aqueles de relevante interesse público do Governo Federal. Somente os índios podem desfrutar das riquezas do solo, dos rios e lagos existentes em terras indígenas. A exploração dos recursos hídricos, pesquisa e extração de riquezas minerais só pode ser realizada [em terras indígenas] com a autorização do Congresso Nacional após serem ouvidas as preocupações das comunidades afetadas e de ser garantida sua participação nos benefícios de tal exploração. Às terras indígenas é conferida inalienabilidade e imunidade e os direitos a essas terras não podem ser atribuídos a terceiros. Os povos indígenas não podem ser removidos de suas terras, salvo em situações excepcionais ou temporárias. 25. Para identificar os povos indígenas e tradicionais durante a avaliação inicial da área do subprojeto, a Entidade Executora seguirá estas ações propostas: • • • • • Realizar uma Avaliação Social para entender os impactos positivos e/ou negativos sobre a população identificada durante o processo de seleção; Estabelecer um processo de consulta aberta e informada com as comunidades afetadas para verificar e documentar seu total apoio ou principais preocupações com o projeto; Com as informações obtidas da Avaliação Social e do processo de consulta, a Entidade Executora preparará um Plano para os Povos Indígenas (IPP) descrevendo as medidas adotadas pela Entidade que garantirão que (a) as comunidades afetadas recebam os benefícios socioeconômicos aprovados e (b) os efeitos adversos serão identificados e depois evitados, minimizados mitigados ou indenizados. A Entidade Executora fornecerá o relatório da Avaliação Social e o IPP aos povos afetados usando a maneira, os meios e o idioma mais apropriados. Antes da avaliação do Projeto, a Entidade Executora enviará ao Banco Mundial a Avaliação Social e o IPP para sua análise final. Análise Ambiental 26. O Objetivo de Desenvolvimento do Projeto (PDO) proposto é apoiar o Governo do Brasil a aprimorar a coordenação e fortalecer a capacidade das principais instituições federais no setor água com vistas a uma abordagem integrada. O Projeto enfocará as partes menos desenvolvidas do país. Isso será alcançado com (a) aumento da eficácia dos instrumentos de WRM e implementação do PNRH; (b) fornecimento de fortalecimento institucional aos órgãos de infraestrutura hídrica nas esferas federal e estadual de modo a aumentar a capacidade geral do planejamento estratégico e operacional em termos de infraestrutura hídrica e o aumento do preparo da defesa civil para inundações e secas; (c) apoio à implementação da Lei Nº 96 11.445/2007, especificamente no seu objetivo de melhorar a qualidade da prestação de serviços de WSS e contribuir para promover o acesso universal a esses serviços; e (d) focar no planejamento e ações integradas com foco preferencial nas bacias hidrográficas prioritárias selecionadas. 27. Espera-se que o Projeto tenha impactos ambientais positivos por intermédio da melhoria da capacidade das instituições governamentais do setor água e do foco no planejamento integrado entre os setores para alcançar o gerenciamento e o uso sustentáveis dos recursos hídricos. As atividades do Projeto destinam-se a melhorar e proteger o funcionamento ambiental do sistema ecológico predominante, proteger a biodiversidade das áreas úmidas e implementar atividades estratégicas que tratem da causa básica da degradação ambiental. O fortalecimento das instituições da bacia responsáveis pelo WRM, pela geração e divulgação de informações e integração das preocupações ambientais às atividades de desenvolvimento econômico da bacia hidrográfica sobre uma base sustentável são elementos-chave deste projeto. 28. Plano de comunicação social: O plano de comunicação social incluirá os diferentes atores, as questões levantadas e os meios a serem empregados para garantir o verdadeiro acesso às informações e as possíveis alternativas disponíveis para que a população participe do projeto proposto. Haverá total divulgação das informações usando os meios mais convenientes (rádio, televisão, entrevistas individuais, discussões de grupos focais) para assegurar o acesso completo às informações e facilitar no futuro a implementação dos subprojetos acordados. 29. As políticas de salvaguarda do Banco Mundial exigem que, mesmo que o Banco Mundial não financie a implementação de tais planos e projetos, eles devem ser desenvolvidos "como se" fossem ser implementados nos termos de uma operação apoiada pelo Banco Mundial. Diante disso, foi preparado um Arcabouço de Gestão Ambiental que procure promover os objetivos ambientais e sociais e reduzir os riscos associados a eles dos futuros planos, políticas e programas. Isso será alcançado incorporando à análise os seguintes princípios: (a) integração dos objetivos ambientais e sociais ao TAL; (b) promoção da transparência mediante participação dos interessados e divulgação das informações para o público; (c) aumento do uso de avaliações ambientais e sociais inovadoras, tais como as Avaliações Ambientais Estratégicas (SEAs); (d) criação de análise sistemática e abrangente de alternativas e (e) formulação de capacitação ambiental e social e fortalecimento institucional. Tipologia das atividades do projeto 30. As atividades do projeto foram divididas nos seus componentes e as seguintes tipologias mais importantes serão objeto das avaliações ambientais: Componente Níveis / subcomponentes Planos e programas Gerenciamento de recursos hídricos Estudos e projetos Fortalecimento institucional Principais tipologias Planos de bacia de recursos hídricos Planos estaduais de recursos hídricos Planos de bacia hidrográfica Conceito e pré-viabilidade de obras hídricas Programas de proteção e recuperação de nascentes Treinamento e criação de capacidade 97 Planos e programas Água, irrigação e gestão de riscos Estudos e projetos Fortalecimento institucional Abastecimento de água e saneamento Planos e programas Planos de saneamento local e regional Estudos e projetos Projetos de saneamento integrado em áreas de baixa renda Fortalecimento institucional Planos e programas Coordenação intersetorial e planejamento integrado Avaliação da Infraestrutura Hídrica existente, desenvolvimento de critérios de investimento e avaliação das necessidades de investimento para irrigação nas esferas nacional e estadual Estudos de viabilidade de infraestrutura hídrica Planos de segurança de barragens Propostas de recuperação dos perímetros de irrigação Gestão e supervisão de obras Gestão da infraestrutura hídrica existente Estudos e projetos Fortalecimento institucional Sistemas de informação Formulação de capacidade Planejamento integrado e ações de gestão da infraestrutura nas bacias hidrográficas prioritárias selecionadas (estaduais e municipais) Revitalização de bacias hidrográficas Estudos do fluxo ambiental Projetos de infraestrutura hídrica previstos no Plano Diretor para Bacias Fortalecer a capacidade institucional das entidades executoras do projeto relacionadas às questões ambientais e sociais 31. A maioria (mas não todas) as atividades do Componente 4 - Coordenação Intersetorial e Planejamento Integrado - serão concentradas nas bacias hidrográficas do São Francisco e Araguaia-Tocantins, cujos Planos Diretores foram concluídos. O Plano Diretor da bacia hidrográfica do Araguaia-Tocantins desenvolveu uma SEA. Arcabouço de Gestão Ambiental 32. O ESMF descreve as medidas que serão adotadas para que a implementação do projeto seja coerente com os requisitos de salvaguardas do Banco Mundial. Ele revisa os sistemas e procedimentos nacionais relacionados ao gerenciamento dos recursos hídricos e avalia a capacidade e o histórico das instituições intermediárias e executoras para identificar, avaliar e mitigar os impactos ambientais e sociais adversos. O ESMF beneficia-se das primeiras etapas da análise, tais como a SEA mencionada anteriormente. 33. O ESMF é o documento de referência ambiental para o Projeto. Ele fornece a base para determinar que capacitação é necessária, a elegibilidade ao financiamento das atividades dentro do projeto e qual supervisão do Banco Mundial, inclusive revisão e acordo prévios, é necessária para os subprojetos. Estabelece ainda os procedimentos e metodologias como orientação para avaliações e estudos a serem realizados durante a implementação. O ESMF tem quatro funções principais: • Apresentar o arcabouço jurídico e institucional e uma análise comparativa das regulamentações ambientais federais em comparação com as políticas de salvaguarda do Banco Mundial 98 • • • Realizar uma análise das regulamentações e manuais ambientais federais das entidades implementadoras e sua relação com os componentes e subcomponentes e as tipologias dos planos, estudos e projetos Analisar os aspectos ambientais dessas diferentes tipologias, certificando-se de que elas estejam em conformidade com as salvaguardas ambientais do Banco Mundial. Elaborar procedimentos para a gestão e supervisão ambiental que serão necessárias para a verificação quanto à conformidade das políticas operacionais acionadas. 99 Anexo 11: Preparação e Supervisão do Projeto BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas Revisão PCN PID inicial para PIC ISDS inicial para PIC Reunião QER Reunião de Decisão Avaliação Negociações Aprovação da diretoria/VicePresidente Regional Data planejada para a entrada em vigor Data planejada para a revisão de meio termo Data planejada para o encerramento Planejado 10/09/2009 10/12/2009 17/12/2009 19/05/2010 26/10/2010 08/11/2010 23/05/2011 07/12/2011 Real 10/09/2009 23/08/2010 08/04/2010 02/06/2010 26/10/2010 08/11/2010 23/05/2011 30/08/2011 31/07/2014 31/12/2016 Principais instituições responsáveis pela preparação do projeto: Agência Nacional de Águas - ANA Ministério do Meio Ambiente - MMA Ministério da Integração Nacional - MI Ministério das Cidades - MCid Pessoal do Banco Mundial e consultores que trabalharam no projeto: Nome Manuel Contijoch Thadeu Abicalil Paula Freitas Mark Lundell Sameh Wahba Joaquin Toro David Michaud Flavio Chaves Eric Lancelot Leopoldo Montanez Federico Rabello Susana Amaral Eduardo França Cargo Especialista Sênior em Recursos Hídricos, TTL Especialista Sênior em Abastecimento de Água e Saneamento Analista de Operações Coordenador de Operações Setoriais Coordenador de Operações Setoriais Especialista Sênior em Gestão de Riscos de Desastres Especialista Sênior em Abastecimento de Água e Saneamento Analista de Operações Engenheiro de Transportes Especialista Sênior em Energia Especialista em Aquisições Especialista em Gerenciamento Financeiro Especialista em Gerenciamento Financeiro 100 Unidade LCSEN LCSUW LCSEN LCSSD LCSSD LCSUW LCSUW LCSTR LCSTR LCSEG LCSPT LCSFM LCSFM Gunars Platais Jason Jacques Paiement Isabella Micali Drossos Catarina Isabel Portelo Julia Tierney Lara Chinarro Michele Martins Geise Santos Economista Sênior em Meio Ambiente Consultor Social Advogada Sênior Advogada Sênior Profissional Associada Junior Profissional Associada Sênior Assistente da Equipe Assistente de Programas Recursos do Banco Mundial gastos até hoje com a preparação do projeto: 1. Recursos do Banco Mundial US$277.600 2. Fundos fiduciários: US$ 0 3. Total: US$277.600 Custos aproximados com aprovação e supervisão: Custos restantes para aprovação: US$ 20.000 Custo anual estimado com supervisão: US$ 100.000 101 LCSEN LCSSO LEGLA LEGLA LCSUW LCSEN LCC5C LCSEN Anexo 12: Documentos no Arquivo do Projeto BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas ANA: Planejamento Estratégico, 2009–2010. AESA (2010). Apresentação em PPT, Brasília, março de 2010. Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba. Alves Rennó, Célia Regina (2010), Superintendente de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da CPASA MG. Missão Técnica do Banco Mundial, Discussão Sobre a Bacia do São Francisco. Apresentação em PPT, COPASA, Governo de Minas, 03 março de 2010. ANA (2009). Relatório de Gerenciamento de 2008. Brasília-DF, 2009. ANA/GEF/PNUMA/OEA (2002b). Projeto de Gerenciamento Integrado das Atividades Desenvolvidas em Terra na Bacia do São Francisco. Desenvolvimento de um Sistema de Monitoramento de Qualidade de Água no Submédio do Rio São Francisco: Índice de Sustentabilidade Ambiental do Uso da Água (ISA_Água). Resumo Executivo do Relatório Final. Embrapa, Meio Ambiente, Jaguariúna-SP. Dezembro de 2002. ANA/GEF/PNUMA/OEA (2002c). Projeto de Gerenciamento Integrado das Atividades Desenvolvidas em Terra na Bacia do São Francisco. Proposta de uma Rede de Monitoramento Piezométrico na Sub-Bacia do Rio Verde Grande. Resumo Executivo do Relatório Final. Belo Horizonte -MG. Setembro de 2002. ANA/GEF/PNUMA/OEA (2003e). Projeto de Gerenciamento Integrado das Atividades Desenvolvidas em Terra na Bacia do São Francisco. Proposta para a Implementação da Cobrança Pelo Uso da Água na Bacia do Rio São Francisco. Relatório Final. Salvador -BA, agosto de 2003. ANA/GEF/PNUMA/OEA (2003i). Projeto de Gerenciamento Integrado das Atividades Desenvolvidas em Terra na Bacia do São Francisco. Rede de Informações da Bacia do Rio São Francisco-RISF. 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Esclarecimentos Solicitados pela Agência Nacional de Águas sobre o Projeto de Integração do Rio São Francisco. Anexo I: Relação de Açudes do Nordeste Setentrional com Vazão Firme (m3/s); Anexo II: População e Demandas Urbanas; Anexo III: Avaliação da Operação do Projeto de Integração da Bacia do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. Ministério da Integração Nacional. MIN (2005c). Projeto de Integração do Rio São Francisco. Anexo III: Avaliação da Operação do Projeto de Integração da Bacia do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. Ref: Of. 230/2005-DP/ANA, de 06/09/2005. Respostas às solicitações do oficio supra citado: Aprovação dos valores de demanda e de oferta hídrica do projeto de integração da Bacia do Rio São Francisco com bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional: Estado de Ceará, Rio Grande do Norte, Estado de Paraíba, Estado de Pernambuco. Ministério da Integração Nacional. MIN (2008). 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Estudo de Sustentabilidade Institucional, Administrativa, Financeira e Operacional do Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. Relatório 2: Revisão e Atualização dos Estudos de Rateio dos Custos Operacionais do Projeto de Integração da Bacia do Rio São Francisco-PISF-entre os Estrados Receptores; Ministério da Integração Nacional/FGV Projetos, Versão 18/07/2005. MIN/FGV (2005c). Estudo de Sustentabilidade Institucional, Administrativa, Financeira e Operacional do Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. Relatório 3: Proposta de Estruturação Institucional e Administrativa dos Estados para a Gestão das Águas do Projeto de Integração de Bacias; Anexo I: Decreto Federal Instituindo o Sistema de Gestão da Integração de Bacias; Anexo II: Convénio de Integração para Implementação do “Pacto Pela Sustentabilidade do PISF”. 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Project Appraisal Document for the Second Water Sector Modernization Project – PMSS II and its ICT Report No ICR00001083. 106 Anexo 13: Demonstrativo de Empréstimos e Créditos Brasil: Projeto Federal Integrado do Setor Água- Interáguas Diferença entre o desembolso esperado e o real Montante Original em milhões de US$ ID do Projeto EF Objetivo BIRD 1,045.00 AID 0.00 SF 0.00 GEF 0.00 ID do Projeto 0.00 EF Objetivo 500.00 -545.00 BIRD P111665 2011 BR – Município de Santos BR-Desenvolv. Rural Sustentável do RJ 0.00 P106702 2011 BR (APL2) 2º Ambiental Nacional 50.00 0.00 0.00 0.00 0.00 50.00 0.00 0.00 P095171 2011 BR Projeto Estradas Vicinais de São Paulo 60.00 0.00 0.00 0.00 0.00 60.00 7.78 0.00 P106768 2011 BR Transporte de Massa do RJ II 18.67 0.00 0.00 0.00 0.00 18.63 0.06 0.00 P118540 2011 BR APL de Gestão Integrada de Recursos Hídricos de SP 90.00 0.00 0.00 0.00 0.00 89.78 0.00 0.00 P122391 2011 BR Formação da Rede de Saúde & Qualidade Im 485.00 0.00 0.00 0.00 0.00 485.00 0.00 0.00 P120391 2011 BR APL4 Municipal: São Luís BR Programa 1ª DPL para Gestão Ambiental Sustentada 150.00 0.00 0.00 0.00 0.00 150.00 0.00 0.00 P101504 2011 BR 2ª Redução Pobreza Rural da Paraíba 200.00 0.00 0.00 0.00 0.00 200.00 2.28 0.00 P111996 2010 BR Resultado Educacional e Respons. De Pernambuco 211.70 0.00 0.00 0.00 0.00 183.75 119.01 0.00 P104995 2010 BR Desenvolvimento Regional do Ceará 44.00 0.00 0.00 0.00 0.00 41.48 10.26 0.00 P101508 2010 BR: Proj. Int. Est. Sergipe: Pobreza Rural 39.50 0.00 0.00 0.00 0.00 36.59 8.60 0.00 P106703 2010 BR Proj. Gerenciam. Multissetoria do DF. 64.50 0.00 0.00 0.00 0.00 64.33 2.08 0.00 P099469 2010 BR Desenv. Socioeconômico Sust Acre 24.30 0.00 0.00 0.00 0.00 23.29 -0.95 0.00 P108443 2010 BR DPL Sustentabilidade Fiscal RGS P118410 2010 BR Crescim. Inclusivo do Ceará (SWAp II) P106390 2010 BR APL Municipal: Recife P116170 2010 BR APL3 Municipal: Teresina P006553 2010 BR Gestão Integr. Rec. Hídricos Est. RGN P106663 2010 P114204 78.00 0.00 0.00 0.00 0.00 77.81 9.50 0.00 300.00 0.00 0.00 0.00 0.00 228.42 -70.83 0.00 130.00 0.00 0.00 0.00 0.00 129.68 0.00 0.00 650.40 0.00 0.00 0.00 0.00 648.77 0.00 0.00 104.00 0.00 0.00 0.00 0.00 103.74 43.82 0.00 BR (APL2) 2ª APL Extensão Saúde Família 493.43 0.00 0.00 0.00 0.00 115.34 -225.54 0.00 2010 BR-2ª Parceria Desenv. Minas Gerais 495.00 0.00 0.00 0.00 0.00 495.00 0.00 0.00 P108654 2010 BR Serviços Básicos e Sust. Alto Solimões 190.00 0.00 0.00 0.00 0.00 188.93 6.31 0.00 P113540 2010 BR-(APL) Desenv. Mun. Integ. RS (Pelotas) 67.00 0.00 0.00 0.00 0.00 66.83 1.88 0.00 P106208 2009 BR Trens e Sinalização de São Paulo 154.00 0.00 0.00 0.00 0.00 67.38 -4.85 0.00 P104752 2009 BR-Gestão Integrada de Rodovias da Bahia 20.90 0.00 0.00 0.00 0.00 19.12 10.28 0.00 P106765 2009 BR TAL II Reforma Estadual de Pensões P099369 2009 BR APL1 Municipal: Uberaba P107146 2009 BR APL 1 Desenv. Rural Integrado do Pará P094315 2009 BR-TAL Setor Habitação 240.00 0.00 0.00 0.00 0.00 92.21 47.16 0.00 46.00 0.00 0.00 0.00 0.00 45.13 0.71 0.00 120.00 0.00 0.00 0.00 0.00 68.55 -14.48 0.00 35.64 0.00 0.00 0.00 0.00 32.78 -1.70 0.00 107 P107843 2009 BR-Desenv. Integ. Áreas Pobres Urb. Bahia 130.00 0.00 0.00 0.00 0.00 114.44 57.64 0.00 P088716 2009 BR Emprést. Assist. Téc. Desenv. Humano 235.00 0.00 0.00 0.00 0.00 234.41 53.73 0.00 P110614 2009 BR Proj. Integ. Est. Bahia – Pobreza Rural P106038 2008 BR – Projeto Transporte Rodoviário P101324 2008 BR TAL AGENDA SUSTENT. AMBIENTAL 20.80 0.00 0.00 0.00 0.00 13.53 9.12 0.00 662.91 0.00 0.00 0.00 0.00 176.26 53.15 0.00 1,437.00 0.00 0.00 0.00 0.00 103.26 -375.73 32.26 P095626 2008 BR-Brasília Ambientalmente Sustentável 83.45 0.00 0.00 0.00 0.00 62.38 43.39 0.00 P094199 2008 BR- Comunidades Sustentáveis Amapá 54.38 0.00 0.00 0.00 0.00 34.31 15.21 0.00 P089929 2008 BR Sustent. TA e Crescimento Igualitário 35.90 0.00 0.00 0.00 0.00 22.42 19.95 0.00 P089013 2008 BR-DESENVOLVIMENTO INTEGRADO PERNAMBUCO: IMPR QUAL EDUC 32.76 0.00 0.00 0.00 0.00 31.61 23.95 -0.78 P088966 2008 BR Poluição Água e Costeira Espirito Santo 31.13 0.00 0.00 0.00 0.00 26.52 11.64 0.00 P083997 2008 BR 1ª APL Bolsa Família 24.25 0.00 0.00 0.00 0.00 13.17 6.29 0.00 P082651 2007 BR APL2 Vigilância e Controle de Doenças 60.00 0.00 0.00 0.00 0.00 44.27 44.27 0.00 P089011 2007 BR Desenv. Regional Sustent.Tocantins 17.27 0.00 0.00 0.00 0.00 5.26 5.30 0.00 P089793 2007 BR-PROJ. ATUALIZAÇÃO URBANA RECIFE 5.00 0.00 0.00 0.00 0.00 1.91 1.93 0.00 P095460 2007 BR-TAL Reforma Pensões Municipais 100.00 0.00 0.00 0.00 0.00 6.76 -20.16 0.00 P089440 2006 BR-Projeto TA do Setor Energético 0.00 P092990 2006 BR-Redução Pobreza Rural RGN P081436 2006 P093787 57.64 0.00 0.00 0.00 0.00 20.09 20.09 501.25 0.00 0.00 0.00 0.00 164.00 164.00 0.00 BR PROJ TRANSP. METROPOL. FORTALEZA 49.30 0.00 0.00 0.00 0.00 32.96 32.96 0.00 2006 BRPROJETO LINHA 4 METRÔ SÃO PAULO 84.35 0.00 0.00 0.00 0.00 26.93 -3.00 0.00 P087711 2005 BR BR-REDUÇÃO POBREZA RURAL PIAUI 107.50 0.00 0.00 0.00 0.00 2.99 -68.33 -18.66 P060573 2004 BR Redução Pobreza Rural Pernambuco 60.00 0.00 0.00 0.00 0.00 4.44 4.44 0.00 P006449 2000 BR PROGERIRH SIM GESTÃO ÁGUA CEARÁ 239.00 0.00 0.00 0.00 0.00 72.66 -30.08 31.92 P038895 1998 BR GESTÃO FEDERAL REC. HÍDRICOS 248,00 Total: 9,635.93 0,00 0.00 108 0,00 0.00 0,00 0.00 63,00 0.00 5,13 18,25 5,497.12 - 523.86 -4,99 44.74 BRASIL DEMONSTRATIVO DA CARTEIRA Retida e desembolsada da IFC Em milhões de Dólares dos Estados Unidos da América Comprometido IFC EF Aprovação Empresa Empréstimo Capital próprio 2005 2005 2001 2002 2005 2002 2001 1998 2006 2001 2004 1994 1996 2003 1996 1997 1999 2004 2005 ABN AMRO REAL ABN AMRO REAL AG Concession Amaggi Amaggi Andrade G. SA Apolo Arteb BBM Brasil CGFund CGTF CHAPECO CHAPECO CPFL Energia CTBC Telecom CTBC Telecom Cibrasec Comgas Cosan S.A. Coteminas Coteminas Coteminas DENPASA DENPASA Dixie Toga Dixie Toga Duratex EMBRAER Eliane Empesca Endesa Brasil Enerbrasil Ltda FEBR Fleury Fras-le GOL GP Capital III GP Capitaliz. Restrito GPC GTFP BIC Banco GTFP BM Brasil GTFP Indusval Guilman-Amorim Icatu Equity Innova SA Ipiranga Ipiranga 98,00 98,00 0,00 17,14 30,00 22,00 6,04 20,00 49,40 0,00 54,01 10,00 1,50 0,00 3,00 0,00 0,00 11,90 50,00 0,00 1,85 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,36 35,00 14,93 1,33 0,00 0,00 12,00 0,00 4,00 50,00 0,00 0,00 0,00 44,91 4,22 5,00 18,08 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 30,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 19,75 0,00 0,00 0,00 40,00 8,00 6,54 3,27 0,00 5,00 1,84 1,25 0,18 0,52 0,06 0,34 10,03 0,00 0,00 0,00 0,00 50,00 5,50 0,00 0,00 0,00 0,00 14,00 2,22 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 5,46 5,00 2,87 0,54 1997 2000 1980 1992 1998 1997 2005 1999 1998 2006 2006 2006 2000 1998 2006 2005 2001 1997 1998 1999 1980 1987 Quase 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 10,00 0,00 0,00 0,00 0,00 7,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 15,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 3,00 0,00 13,00 2,67 0,00 0,00 0,00 6,00 9,34 0,00 0,00 0,00 9,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 109 Desembolsado IFC Partic. 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 12,12 0,00 18,33 0,00 0,00 65,12 0,00 5,26 0,00 0,00 0,00 0,00 11,54 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,57 145,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 14,37 0,00 0,00 0,00 0,00 Empréstimo Capital próprio 15,77 15,77 0,00 17,14 30,00 22,00 3,54 20,00 49,40 0,00 54,01 10,00 1,50 0,00 3,00 0,00 0,00 11,90 50,00 0,00 1,85 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,36 35,00 14,93 1,33 0,00 0,00 12,00 0,00 4,00 0,00 0,00 0,00 0,00 44,91 4,22 5,00 18,08 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 30,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 18,15 0,00 0,00 0,00 40,00 8,00 6,54 3,27 0,00 5,00 1,84 1,25 0,18 0,48 0,06 0,34 10,03 0,00 0,00 0,00 0,00 50,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,14 2,16 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 4,16 5,00 2,87 0,54 Quase 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 10,00 0,00 0,00 0,00 0,00 7,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 15,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 3,00 0,00 13,00 2,67 0,00 0,00 0,00 6,00 6,04 0,00 0,00 0,00 9,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Partic. 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 12,12 0,00 18,33 0,00 0,00 65,12 0,00 5,26 0,00 0,00 0,00 0,00 11,54 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,57 145,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 14,37 0,00 0,00 0,00 0,00 2006 2006 2000 2002 1999 2005 1992 2006 2002 2002 2005 1994 1994 2000 2002 2000 2003 2004 2006 1997 1997 1998 2000 2002 1999 2006 2001 2006 1998 2004 2001 2003 2004 2006 2002 2002 Ipiranga Itambé Itaú-BBA Itaú-BBA JOSAPAR Lojas Americana MBR MRS Microinvest Net Serviços Net Serviços Net Serviços Para Pigmentos Portobello Portobello Portobello Puras Queiroz Galvão Queiroz Galvão RBSec Randon Impl Part Sadia Samarco Saraiva Sepetiba Suape ICT Sudamérica Suzano petroq Synteko TAM Tecon Rio Grande Tecon Rio Grande Tecon Salvador Tecon Salvador TriBanco TriBanco UP Offshore Unibanco Carteira total: 50,00 15,00 12,86 70,61 7,57 35,00 0,00 50,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2,15 0,00 4,28 0,00 0,00 26,67 0,60 22,83 2,33 2,55 3,60 0,00 26,24 6,00 0,00 50,00 11,57 50,00 3,55 7,87 2,95 0,00 10,00 0,35 9,01 16,89 1,164.15 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,25 10,93 1,60 5,08 0,00 0,59 0,00 0,90 0,00 0,00 0,00 1,51 0,00 0,00 0,00 1,24 0,00 0,00 7,35 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,00 0,55 0,00 0,00 9,51 0,00 253.88 0,00 0,00 0,00 0,00 7,00 0,00 10,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 9,00 0,00 7,00 0,00 1,00 10,00 0,00 0,00 3,00 2,33 0,00 0,00 5,00 0,00 0,00 10,00 0,00 0,00 5,50 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 144.84 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 50,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 3,28 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 140,00 0,00 0,00 3,71 7,76 3,10 0,00 0,00 0,00 23,29 0,00 503.45 0,00 0,00 12,86 38,47 2,57 35,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2,15 0,00 4,28 0,00 0,00 26,67 0,08 0,00 2,33 2,55 3,60 0,00 11,24 6,00 0,00 39,50 11,57 17,00 3,55 7,59 2,95 0,00 10,00 0,35 0,00 16,89 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,82 10,93 1,60 5,08 0,00 0,59 0,00 0,90 0,00 0,00 0,00 1,51 0,00 0,00 0,00 1,24 0,00 0,00 7,35 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,77 0,55 0,00 0,00 2,51 0,00 703.91 223.86 Aprovações pendentes de compromisso EF Aprovação Empresa 2000 1999 2006 2002 BBA Cibrasec Ipiranga II Banco Itaú-BBA Total pendente de compromisso: Emprést. 0,01 0,00 0,00 0,00 0.01 110 Capital próprio 0,00 0,00 0,00 0,00 0.00 Quase 0,00 0,00 0,00 0,00 0.00 Partic. 0,00 0,00 0,10 0,10 0.20 0,00 0,00 0,00 0,00 7,00 0,00 10,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 9,00 0,00 7,00 0,00 1,00 10,00 0,00 0,00 3,00 2,33 0,00 0,00 5,00 0,00 0,00 10,00 0,00 0,00 5,50 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 141.54 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 3,28 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 110,50 0,00 0,00 3,71 7,48 3,10 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 400.38 Anexo 14: Visão Panorâmica do Brasil BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas 111 112 Anexo 15: Mapas: IBRD 333778 BRASIL: Projeto Federal Integrado do Setor Água – Interáguas 113