07/11/2014 UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO FACULDADE DE ODONTOLOGIA CLÍNICA ODONTOLÓGICA II SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Anestesiologia Substâncias anestésicas Alterado em 2014-2 Inconvenientes: Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Cocaína: Primeira substância a ser utilizada como anestésico local. Toxicidade Dependência Eucaína (1897): Primeira substância sintética com o mesmo objetivo (anestésico local). Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Novocaína (1905): Butetamina (monocaína) (1937): Bastante eficiente, por suas qualidades é utilizada até os dias de hoje. A novocaína tendo a adrenalina como vasoconstritor tornou--se um anestésico universal, apesar das novas tornou substâncias. Primeiro anestésico com objetivo de substituição da novocaína. Poder anestésico maior que a novocaína o que permite uma menor concentração. concentração. Precisa de uma quantidade maior de vasoconstritor. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Metabutetamina (unacaína): Tetracaína (cloridrato): Muito menos tóxica que a novocaína. Grande poder anestésico, mas de curta duração. Comercializada com o nome de prontocaína prontocaína.. Derivada da novocaína com um efeito muito mais potente. Capaz de produzir anestesia com doses ínfimas. Mais tóxico dos anestésicos. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição 1 07/11/2014 SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Propoxicaína (ravocaína) (1951): Lidocaína (xilocaína) (1943): Sintetizada com a finalidade de substituição da tetracaína. Menos tóxica que a tetracaína, porém, 8 a 10 vezes mais tóxica que a novocaína. Usada em pequenas doses associada a novocaína o que potencializa a ação desta ultima. Poderoso anestésico para qualquer tipo de anestesia. Isento de ação irritante. Ação bastante reforçada com a adição de adrenalina como vasoconstritor. Quimicamente é um anestésico inteiramente novo. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Primeiro anestésico na forma de amido Os antecessores eram todos ésteres. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Lidocaína (xilocaína) (1943): Lidocaína (xilocaína) (1943): Bastante segura quanto a toxicidade. Anestésico local mais eficiente que todos os seus antecessores. A lidocaína produz sempre uma queda de pressão, fato este compensado pela adrenalina que é um hipertensor hipertensor,, além de vasoconstritor. Pode ser usada sem vasoconstritor. Em uma solução de 2 % sua toxicidade é maior que a novocaína nesta mesma concentração, porém seu poder anextésico é duas vezes maior que a novocaína novocaína.. Bastante estável estável.. Pode ser submetida a esterilização por fervura ou em autoclave sem perder suas propriedades propriedades.. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Curta duração e sem isquemia de tecidos. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Mepivacaína (1956): Mepivacaína (1956): Lançada comercialmente em 1960 com o nome de Carbocaina.. Carbocaina Largamente utilizada nos Estados Unidos. Outra categoria de anestésicos (diferente da novocaína e da lidocaina). Indicado para pacientes com hipersensibilidade à novocaína. Bem tolerado, reduzido efeito tóxico. Maior poder anestésico quando usado sem vasoconstritor do que os demais anestésicos. Quando usado nas mesmas concentrações, apresenta as mesmas qualidades que a lidocaína quanto a potência e duração. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição 2 07/11/2014 SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Mepivacaína (1956): Prilocaína (1953): Anestésico indicado sempre que se necessita de solução anestésica pura. Indicada para pacientes cardíacos, diabéticos e gestantes. Anestésico tipo amida. Propriedades anestésicas comparadas à lidocaína. 40% menos tóxica que a lidocaína. Estudos clínicos indicam que este anestésico apresenta a maior tolerância dentre todos os anestésicos. Proporciona uma anestesia profunda e bastante demorada. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (anestésicos) Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (vasoconstritores) SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (vasoconstritores) Adrenalina: Um vasoconstritor produz uma maior fixação do Substância mais utilizada como vasoconstritor. Inconvenientes: rápida absorção diminuindo, também, o efeito tóxico do anestésico sobre o organismo organismo.. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF anestésico, pois a vasoconstrição periférica impede a Elevação da PA. Alterações cardiovasculares. Elevação da taxa de açúcar no sangue. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (vasoconstritores) Noradrenalina (levoarterenol (levoarterenol): ): Neosinefrina: Excelente vasoconstritor. Menor toxicidade do que a adrenalina (menos da metade). Não produz taquicardia Em associação com o anestésico, tem uma duração menor do que a obtida com a adrenalina. Considerada por alguns autores como menos irritante que a adrenalina. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (vasoconstritores) Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição 3 07/11/2014 SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (vasoconstritores) Levonordefrina:: Levonordefrina Vasopressina: Conhecida como neo neo--cobefrin cobefrin.. Excelente vasoconstritor. Utilizada em doses maiores que a adrenalina. Interferência: Chamada pitressin nos EUA. É um hormônio natural produzido pela glândula pituitária de animais domésticos. Sem as complicações apresentadas pela adrenalina. Não provoca taquicardia e não atua sobre o SNC. Coração. Pressão sangüínea sangüínea.. Útero. Taxa de açúcar no sangue. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (vasoconstritores) Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (vasoconstritores) Cloridrato de fenilefrina fenilefrina:: Felipressina (octapressin octapressin)): Conhecida comercialmente como Neo Neo--Synephrina Trata Trata--se de uma amina simpaticomimética É o vasoconstritor mais estável e fraco usado em odontologia odontologia.. Elevação da P.A P.A.. Alterações cardiovasculares. Elevação da taxa de açúcar no sangue. Único agente não adrenérgico liberado no Brasil Análoga a vasopressina vasopressina.. A exemplo da vasopressina, é um hormônio natural produzido pela glândula pituitária de animais domésticos domésticos.. Muito indicado como vasoconstritor e provável substituto definitivo da adrenalina adrenalina.. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (vasoconstritores) Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (vasoconstritores) Felipressina (octapressin octapressin)): Felipressina (octapressin octapressin)): Conta Conta--indicações indicações:: Muito baixa toxcicidade Não altera a pressão arterial Sem contra contra--indicações para diabéticos Ação vasoconstritora poderosa, mas não tão pronunciada quanto a adrenalina adrenalina.. Menor risco de cianose tissular, hemorragia secundária, ou danos para os tecidos tecidos.. Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS (vasoconstritores) Pode causar metemoglobinemia fetal fetal:: Utilização em pacientes grávidas Cirurgia bucobuco-maxilo maxilo--facial – Graziani, M – 7ª edição 4 07/11/2014 SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Articaína com/vc Bupivacaína com/vc Lidocaína sem/vc Lidocaína com/vc Mepivacaína sem/vc Mepivacaína com/vc Prilocaína sem/vc Prilocaína com/vc Doses máximas recomendadas pelos fabricantes (DMRs) mg/Kg DMR (mg) 7,0 500 1,3 90 Doses máximas recomendadas de adrenalina– (Malamed, 4. ed.) Doses máximas recomendadas pelo autor (DMRs) mg/Kg DMR (mg) 7,0 500 1,3 90 4,4 6,6 6,6 6,6 300 500 400 400 4,4 4,4 4,4 4,4 300 300 300 300 6,0 6,0 400 400 6,0 6,0 400 400 Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Doses máximas recomendadas (DMRs) de anestésicos locais – (Malamed, 4. ed.) Concentração de adrenalina (μg/tubete) Número Máximo de Tubetes Pacientes saudáveis normais Pacientes com doença CV clinicamente (ASA I)* significativa (ASA III ou IV)** 1:50.000 1:100.000 1:200.000 5,5 11 22 SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS 1 2 4 SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS * Peso (Kg) Lidocaína 2% Sem vc (mg / tubetes) Lidocaína 2% (A = 1:50.000) (mg / tubetes) Lidocaína 2% (A = 1:100.000) (mg / tubetes) Lidocaína 2% (A=1:200.000) (mg / tubetes) 10 20 44 – 1 88 – 2 44 – 1 88 – 2 44 – 1 88 – 2 44 – 1 88 – 2 30 132 – 3,5 132 – 3,5 132 – 3,5 132 – 3,5 40 50 176 – 4,5 220 – 6 176 – 4,5 220 – 6* 176 – 4,5 220 – 6 176 – 4,5 220 – 6 60 70 264 – 7 300 – 8 220 – 6* 220 – 6* 264 – 7 300 – 8** 264 – 7 300 – 8** 80 300 – 8 220 – 6* 300 – 8 300 – 8 90 100 300 – 8 300 – 8 220 – 6* 220 – 6* 300 – 8 300 – 8 300 – 8 300 – 8 Com 6 tubetes (10,8 mL) da solução a 1:50.000, atinge-se a dose máxima permitida de adrenalina (0,2 mg). ** Com 8 tubetes (14,4 mL) das soluções a 1:100.000 e 1:200.000, a dose de adrenalina não é máxima (0,14 mg e 0,07 mg, respectivamente), mas a dose de lidocaína encontra-se no máximo recomendado (300 mg). *** Soluções a 1:50.000 contém 0,036 mg (36 μg) de adrenalina por tubete (1,8 mL). Soluções a 1:100.000 contém0,018 mg (18 μg), enquanto que soluções a 1:200.000 contém 0,009 mg (9 μg) de adrenalina por tubete. Peso (Kg) Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Doses recomendadas e número de tubetes em função do tipo de solução anestésica utilizada (Malamed, 4. ed.) 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Prilocaína 3% Com / Sem vc (mg / tubetes) 60 – 1 120 – 2 180 – 3,3 240 – 4,5 300 – 5,5 360 – 6,5 400 – 7,5 400 – 7,5 400 – 7,5 400 – 7,5 Prilocaína 4% Com / Sem vc (mg / tubetes) 60 – 1 120 – 1,5 180 – 2,5 240 – 3 300 – 4 360 – 5 400 – 5,5 400 – 5,5 400 – 5,5 400 – 5,5 Mepivacaína 3% Sem vc (mg / tubetes) 44 – 1 88 – 1,5 132 – 2,5 176 – 3 220 – 4 264 – 4,5 300 – 5,5 300 – 5,5 300 – 5,5 300 – 5,5 Mepivacaína 2% Com vc (mg / tubetes) 44 – 1 88 – 2 132 – 3,5 176 – 4,5 220 – 6 264 – 7 300 – 8 300 – 8 300 – 8 300 – 8 SUBSTÂNCIAS ANESTÉSICAS Prof. Chaves - Cirurgia - UPF Peso (Kg) 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Bupivacaína 0,5% A (1:200.000) (mg / tubetes) 13 – 1,5 26 – 3 39 – 4 52 – 5,5 65 – 7 78 – 8,5 90 – 10 90 – 10 90 – 10 90 – 10 Etidocaína 1,5% A (1:200.000) (mg / tubetes) 80 – 3 160 – 6 240 – 9 320 – 12 400 – 15 400 – 15 400 – 15 400 – 15 400 – 15 400 – 15 Articaína Com vc (mg / tubetes) Peso (Kg) Crianças 210 – 3 280 – 4 350 – 5 420 – 6 490 – 7 500 – 7 500 – 7 500 – 7 10 13 16 19 22 25 28 31 Articaína Com vc (mg / tubetes) 50 – 0,5 65 – 1 80 – 1 95 – 1,5 110 – 1,5 125 – 1,5 140 – 2 155 – 2 5