Porto do
Retiro
Rio Verde
Lago
Ponta D’Areia
Ã
São Miguel
M
CU
O
Canavieira
Flechal
Farol de Itacolomi
Arapiranga
Retiro
Vila Maranhense
Centro
do Alegre
Canelatíua
ÍA
D
Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara – Mabe
Vila dode
MeioAlcântara
Porto do Aru
Sindicato dos Trabalhadores
e Trabalhadoras Rurais
– STTR
Mãe Eugenia
A
Itapera
Mato Grosso
Carmina
Uru-Mirim
Aru
São João de Cortes
O
São Paulo
Farol de Pirajuba
Brito
Taturoca
RI
PE
Santa Maria
Galego
RI
IGAR APÉ DO BRITO
Cauaçu
-A
Itapuaua
Bom de Ver
ÇU
Piquia
Folhau
Rio Verde
São Francisco
Capoteiro
Baracatatíua
Murari
Santa Helena
Tucaua
ua
Pacuri
Esperança
Águas Belas
Itauaú
Quilombolas atingidos
pela Base Espacial
Mamuna
Capijuba
Peri-Açu
I G A R A P É C A I UA
Corre Prata
Camarajo
São Lourenço
10
Marinheiro
quilha
Samucangana
Jardim
Acetiua
Peru
RU
Alcântara
PE
a de Cima
Titica
Macajubal
É
AP
Maranhão
IG
Iririzal
Ladeira
Mocajubal
Pirapema
Baixa Grande
Rio Grande
Mutiti
Cajueiro
Iscoito
Conceição
o
Outeiro
Pepital
Jarucaia
São Benedito
Timbu
Maruda
Boa Vista
Manival
Coqueiro
Salina
Caicaua
Santo Inácio
Campo de Pouso
Espera
Ponta Seca
Paquatira
IGARAPÉ DO
P E P I TA L
Espera
So-Assim
Baixa Grande II
Maracatí
Belém
São
Pepital
Itapiranga
sa Boa
Peru
DO
Maruda
Valério
AR
Tajurara
Raposa
Jacaré
Cajueiro Trajano
Mangueira
Centro de
Lançamento
RI
Bacanga
O
LG
São José
AD
IGARAPÉ DO
JAC A R É
O
Guaribal
Rascado
SA
a do Rio
Centro da
Eulalia
A L C Â N TA R A
Apicum Grande
Barreiro
Bordão
Tapuio
Jordoa
ua
Baixo do Grilo
Boa Vista II
Timbira
Porto do Meio
açador
Ilha Manoel Mulato
Porto de Baixo
Ilha do Livramento
IGARAPÉ DO
PUCA
Ponta do Ju
MOVIMENTO DOS ATINGIDOS PELA BASE ESPACIAL DE ALCÂNTARA – MABE
NOME
Inaldo Faustino Diniz Silva
Dorinete Serejo Morais
Antonio Marcos Pinho Diniz
Leonardo dos Anjos
Leandra de Jesus Cerveira
Vicente Amaral Rodrigues
José Ribamar
Maria Luzia
Catarina Silva
Maria da Anunciação
COORDENAÇÃO
PRESIDÊNCIA
Coordenador Geral
Secretária
Segundo Secretário
Tesoureiro
Segunda Tesoureira
Membro da Coordenação
Membro da Coordenação
Membro da Coordenação
Membro da Coordenação
Membro da Coordenação
COMUNIDADE
Quilombo de Espera
Quilombo de Canelatiua
Quilombo Perú
Quilombo do Brito
Quilombo do Peptal
Quilombo de Peroba
Quilombo de Só Assim
Quilombo de Marudá
Quilombo de Samucangaua
Quilombo de Itapuaua
SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DE ALCÂNTARA – STTR
NOME
Aniceto Araújo Pereira
Samuel Araújo Moraes
Francisco Fernandes Nunes Inojosa
Antonio Marcos Pinho Diniz
Gregório Xavier Costa
Eliana da Conceição Ferreira Lima
Vicente Amaral Rodrigues
Valdirene Ferreira Mendonça
Eliotério Gonçalves Ferreira
COORDENAÇÃO
PRESIDÊNCIA
Presidente
Vice-presisdente
Secretário Geral
Sec. de Finanças e Administração
Sec. Agrícola/Agrário
Secretário de Formação Sindical
Secretário de Ação Social
Coordenação de Mulheres
Secretário de Assalariados
COMUNIDADE
Quilombo de Oitiua
Quilombo de Baixa Grande
Quilombo de Oitiua
Quilombo Perú
Quilombo de Arenhengaua
Quilombo Engenho
Quilombo de Peroba
Quilombo de São Mauricio
Quilombo de Terra Mole
Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia
Série: Movimentos sociais, identidade coletiva e conflitos
FASCÍCULO 10
Quilombolas atingidos pela Base Espacial de Alcântara
São Luís, setembro 2007
ISBN: 85-86037-20-6
Coordenação do PNCSA
Alfredo Wagner Berno de Almeida
(PPGSCA-UFAM-CNPQ-FAPEAM)
Equipe de pesquisa
Sean Mitchell
Patrícia Portela
Cynthia de Carvalho Martins
Aniceto Cantanhede Filho
Alfredo Wagner B. de Almeida
Cartografia e geoprocessamento
Fabiano Saraiva
Cláudia I. S. dos Santos
Projeto gráfico e editoração
Design Casa 8
www.designcasa8.com.br
2
Oficina para elaboração da metodologia das oficinas
de consulta para regularização do território étnico
de Alcântara , 23 março 2007
Na foto há quatro visitantes dos Quilombos de Linharinho
(ES), Kalunga (GO) e Oriximiná
Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia Série: Movimentos sociais, identidade coletiva e conflitos
O que é o MABE?
O Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara, MABE, é uma organização que une
as comunidades do território étnico de Alcântara na defesa dos seus direitos e de sua dignidade
face aos danos sócio-ambientais provocados pela instalação da Base de Lançamento de Foguetes empreendida pela Aeronáutica e pela Agencia Espacial Brasileira.
Fundado em 1999, a partir do seminário “Alcântara: a Base Espacial e os Impasses Sociais”,
realizado em maio daquele ano, o MABE, veio a fortalecer uma luta que existe desde 1980 capitaneada pelo STTR de Alcântara e que tem raízes na resistência histórica à escravidão pelos
indígenas e quilombolas alcantarenses.
O que é o STTR?
O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alcântara, STTR,
foi fundado em 1971. A entidade se
consolidou a partir de dois atos coletivos: resistência às medidas de colonização do Governo Estadual, em
1975, que tentaram parcelar em lotes
de 50ha as antigas terras dos Carmelitas, as “terras de Santa Tereza”,
e derrubada de cercas em resposta
às medidas de cercamento arbitrário
de terras públicas em 1978 e 1979 a
partir do povoado de Frederico e na
Aniceto Araujo Pereira, ao centro, Presidente do STTR ladeado por
divisa do município de Bequimão.
Valmir e Ribamar do Quilombo de Santa Maria
O seminário “Alcântara: a Base
Espacial e os Impasses Sociais” foi
organizado pelo STTR de Alcântara
com apoio da CONTAG, da FETAEMA,
do então prefeito municipal José Wilson Bezerra de Farias e do advogado
Domingos Dutra. Este evento reuniu quilombolas de toda Alcântara e
também estudiosos, políticos e advogados, além de militantes do movimento negro (CCN, PVN-SDDH) e
associações voluntárias da sociedade
civil para discutir os problemas ecoNojosa, Graça, Gregório, Vicente, Martinho – Dirigentes do STTR
nômicos, sociais, ambientais e culturais causados pela implantação da Base, e para definir estratégias de defesa dos direitos territoriais e étnicos das comunidades quilombolas. O MABE foi fruto deste processo de mobilização.
Quem compõe o MABE?
O MABE representa as comunidades de todo o território étnico dos quilombolas de Alcântara.
Nas oficinas e reuniões realizadas nos povoados do interior do Município a participação é ampla
Quilombolas atingidos pela Base Espacial de Alcântara
3
– crianças, jovens, adultos e idosos, homens e mulheres participam. A cada dia
na pequena sede do MABE, localizada na
zona urbana do município, chegam quilombolas vindos da zona rural para discutir seus problemas e buscar soluções.
“A coordenação do MABE é composta de
dez filhos e filhas das comunidades quilombolas de Alcântara que foram prejudicadas de diferentes formas pela Base
espacial”. Inaldo Faustino-MABE
O MABE tem coordenadores voluntários que vem das agrovilas. Em 1986
e 1987, 312 famílias de 23 povoados quilombolas foram compulsoriamente desReunião do MABE em Canelativa
locadas pela Aeronáutica e colocadas em
sete agrovilas, onde até hoje se encontram, enfrentando fome e privações de toda ordem. As
agrovilas foram instaladas longe do mar, privando-as da pesca, e foram organizadas em lotes
agrícolas individualizados que desestruturaram as formas tradicionais de uso comum da terra.
Outros coordenadores do MABE vêm de comunidades que perderam terra com a implantação destas agrovilas. Uma destas comunidades é Manival, que está cercada por glebas de terras que a Aeronáutica destinou às agrovilas. Nessas terras os mais velhos de Manival faziam as
suas roças. O deslocamento compulsório prejudicou a pesca no igarapé que passa por Manival.
Nos quilombos de Samucangaua, Manival, Iririzal, Rio Grande e outros, os pescadores sempre
protegiam os peixes e mariscos dos igarapés e manguezais. Estabeleciam regras de quando
pegar ostra, sururu e caranguejo e de quando evitar essas práticas para que as novas gerações
de peixes e mariscos pudessem florescer. Com o deslocamento de tantas famílias para as proximidades das nascentes dos igarapés, muita gente tem que pescar no mesmo lugar seja para
consumo doméstico, seja para venda. Isso impossibilita a regra tradicional de uso. Hoje em dia,
quase ninguém acha ostra no igarapé. Os caranguejos diminuíram e o peixe ficou escasso.
Apesar dos conflitos que os deslocamentos tem causado nos povoados atingidos, existem
fortes relações de parentesco, troca e amizade entre os membros das comunidades. É por causa
destas relações que as pessoas atingidas estão conseguindo se organizar para defender sua
terra e os seus direitos.
Também na coordenação do MABE há pessoas que moram naquelas comunidades onde
a Agencia Espacial Brasileira pretende construir novos sítios de lançamento, principalmente para uso de potências estrangeiras. Assim, desde 1986, planejavam o deslocamento
compulsório das comunidades de Baracatatiua, Mamuna, Mamuninha, Brito, Itapera, Folhau,
Uru-Mirim, Uru-grande, Mato Grosso, Bom Viver, Rio Verde, Vista Alegre, Lago, Canelatiua, Arapiranga, Santa Maria e Retiro. Em virtude da resistência dos quilombolas nenhum povoado foi
deslocado nos últimos 20 anos. Todos reconhecem que a mudança para as agrovilas foi um
desastre sócio-econômico, além de uma tragédia ecológica. Até as nascentes de muitos igarapés e o rio de Pepital estão hoje contaminados comprometendo as condições de moradia e
ameaçando o abastecimento da própria sede municipal conforme constatou localmente, em
2003, o relator da ONU sobre “Moradia Adequada”, Miloon Khotari, cujo relatório foi favorável
ao reconhecimento dos direitos das comunidades quilombolas.
Representantes de comunidades que se encontram ameaçadas de receber os novos deslocados, como Itapuaua, também fazem parte da coordenação do MABE.
4
Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia Série: Movimentos sociais, identidade coletiva e conflitos
Qual é a luta do MABE?
Sérvulo de Jesus Morais Borges, um filho de Alcântara que faz parte do MABE, desde o seu começo, explica assim:
“Durante longos séculos estamos resistindo ao cruel tratamento dado por esta sociedade que
nos escravizou, nos alijou do processo de construção da cidadania. Aqui em Alcântara, nós negros estamos secularmente na resistência pela posse da terra. Há vinte e três anos estamos
aguardando que o projeto da Base Espacial traga resultados positivos para nossa sociedade.
Neste tempo de espera aprendemos que se ficássemos parados, esperando o governo resolver
os problemas sociais que ele mesmo causou, estaríamos até hoje de braços atados sem se ter
uma solução. Estamos na luta, então, pelos nossos direitos, e não só da terra e dos territórios
quilombolas, mas por uma vida digna dentro da sociedade.”
Para Borjão, como ele é conhecido em Alcântara, o trabalho do MABE tem dois aspectos. O
MABE trabalha para que os quilombolas possam manter o que os antepassados conquistaram
– a posse da terra e do direito de viver uma forma de vida própria, autônoma, caracterizada por
intensas relações de troca de produtos agrícolas, extrativos e artesanais; por relações de parentesco entre membros de diferentes comunidades, pelas tradições religiosas e festivas e pelo uso
comum dos recursos naturais. Mas
os quilombolas não são apenas “remanescentes” de um passado. O
MABE também trabalha para que
os quilombolas possam ter os direitos que a sociedade brasileira nunca lhes permitiu – uma participação
justa na sociedade, com educação,
emprego e participação política.
Nos últimos anos a Agência
Espacial Brasileira tem pretendido
uma expansão do Centro de Lançamento de Alcântara, através de
um projeto de construção de vários
sítios de lançamento para países
como Estados Unidos, Ucrânia e
Rússia. O MABE tem se mobilizado
também contra essa pretensão que
viola os direitos territoriais das coDirigentes do MABE: Inaldo, Borges, Neta e Danilo
munidades quilombolas.
História da resistência
Os eventos a seguir resumem os principais passos na luta dos quilombolas pelos seus direitos a
partir de 1980, sem esquecer da resistência de todo dia e dos pequenos atos, como o daquela
moradora da agrovila de Pepital que entra escondida, na área de onde foi deslocada pela força,
para colher caju nos cajuais plantados por seus avós ou como o de um morador da comunidade
de Mamuna que continua roçando nas terras onde a Agência Espacial pretende construir plataformas de lançamento para a Ucrânia ou ainda como o das quebradeiras de coco babaçu que,
durante a safra, tem que entrar cotidianamente nos babaçuais arbitrariamente interditados.
Quilombolas atingidos pela Base Espacial de Alcântara
5
540000
Território das Comunidades
Remanescentes de Quilombo
GUIMARÃES
CU
M
Ã
Alcântara, MA
O
TERRITORIALIDADE,
D
USO DE RECURSOS NATURAIS,
BA
ÍA
SÍTIO HISTÓRICO
E CONFLITOS SOCIAIS
Itapuaua
9750000
Cajutiua
Esperança
Perizinho
Bacurijuba
Santana dos
Caboclos
Mar
Forquilha
Praia de Baixo
Corre Fresco
Florida
Terra Nova
Peroba de Cima
G
A
Prainha
I TA
PE
TI
N
IN
Peroba
de Baixo
Iririz
RIO
Camboa
Terra Mole
Engenho
Vai com Deus
São Francisco
Itauaçu
Codo
Bebedouro
9740000
Ladeira
Janã
Trapucaia
Bom Jardim
Peri-Mirim
Cavem
BEQUIMÃO
Porto da Cinza
Coisa Boa
Pavão
Jerijo
São Benedito
Baixa Gra
Porto do Boi
Cajapari
Santo Inácio
Quiritiba
Itacunhém
RA
IMU
NDO SU
IGARAPÉ DO
C A R VA L H O
O
Palmeiras
Centro da Vovó
Santa Rita
Boca do Rio
RI
Marmorana
Mocajubal
São Raimundo
Castelo
Guaribal
Centro da
Eulalia
Ap
Segurado
Itapitiua
Oitiua
Timbotiua
São Benedito
9730000
Timbira
Belém
Croa
Porto de B
Cajueiro II
Cajiba
Lisboa
Jararaitá
Caçador
São Fran
Traquaí
Portugal
São Maurício
Esperança
São Francisco
Itaperaí
Guandá
Brito
Arenhengaua
Jeruss
Pratitá
São Raimundo
Tiquará
Ibituba
Baiacuaua
Ibitubinha
Raimundo Su
Beju-Açu
Rio Baiano
Cigadilho
Pedra Grande
Rio Grande
Centro das Bananas
Centro Alegre
Camuritiua
Guariba
9720000
Goiabal
Japéu
Lopes
Esteio
Desembarc
Paraíso
Peri-Mirim
Macajituba
Itamatatiua
Goiabal
Vila do Meio
Tubarão
530000
Agrovila
Cabrau
Boca de Salina
Ilha das Cutias
Santa Catarina
Ilha do Macaco
RIO AURÁ
Samaúma
540000
Povoado com energia elétrica
Perímetro urban
Ilha das Pacas
Colônia de Pesca
Povoado com Estabelecimento de Ensino até 4ª Série
“Terras de Preto
Fabricação Artesanal de Rede de Pesca
Povoado com Estabelecimento de Ensino até 8ª Série
Área da Base CL
às “Terras de Pre
P EFabricação
R I M I R I de
M Adobe
Projetos de Assentamentos
Fabricação Artesanal de Tapiti (Tipiti)
Construção e Reparos de Barcos e Canoas
Convenções ca
Babaçual
Delegacias Sindicais
Limite municipa
Incidência de Murici
Farol
Estrada não pav
Juçaral (açaízal)
Portos (Todos os povoados acham-se referidos a Portos)
Estrada pavime
Cemitério
Ruínas de Moendas e Ruínas de Casa Grande
Divisor de água
Povoado
Ruínas de Engenho de Açúcar
Hidrografia
Povoado deslocado pela BASE (CLA – MAer)
Ruínas de Casa Grande
Corpo d’água
BACURITIBA
Manguezal
550000
560000
570000
OCEANO
AT L Â N T I C O
Ponta do Murici
Areia
Vista Alegre
Porto do
Retiro
Rio Verde
Lago
Ponta D’Areia
São Miguel
Flechal
Centro
do Alegre
Canelatíua
Vila do Meio
Mãe Eugenia
9760000
Canavieira
Farol de Itacolomi
Arapiranga
Retiro
Vila Maranhense
Porto do Aru
Itapera
Mato Grosso
Carmina
Bom de Ver
Uru-Mirim
Aru
São João de Cortes
O
São Paulo
Farol de Pirajuba
Brito
Taturoca
RI
Santa Maria
PE
Galego
RI
IGAR APÉ DO BRITO
Cauaçu
-A
ÇU
Piquia
Folhau
Rio Verde
São Francisco
Capoteiro
Baracatatíua
Murari
Santa Helena
Tucaua
Pacuri
9750000
Águas Belas
Itauaú
Mamuna
Capijuba
Peri-Açu
I G A R A P É C A I UA N A
Corre Prata
Camarajo
São Lourenço
rinheiro
Jardim
Titica
Samucangana
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PE
RU
Peru
Macajubal
Maruda
Peru
AR
AP
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Valério
DO
Tajurara
IG
al
Mocajubal
IGARAPÉ DO
PIRAPEMA
Pirapema
Baixa Grande
São Raimundo
Rio Grande
Cajueiro
Iscoito
Conceição
Outeiro
Pepital
Itapiranga
Jarucaia
Timbu
Boa Vista
Manival
Coqueiro
Campo de Pouso
Espera
Ponta Seca
Paquatira
Salina
Jacaré
Raposa
Caicaua
IGARAPÉ DO
P E P I TA L
Espera
So-Assim
ande II
Maracatí
Maruda
Belém
Pepital
9740000
Mutiti
Cajueiro Trajano
Mangueira
Centro de
Lançamento
RI
Bacanga
O
SA
Rascado
LG
São José
AD
IGARAPÉ DO
JAC A R É
IGARAPÉ DO
PUCA
O
Ponta do Jurumanduba
A L C Â N TA R A
picum Grande
Ilha do Livramento
Barreiro
Bordão
Tapuio
Jordoa
Baixo do Grilo
Boa Vista II
9730000
Porto do Meio
Ilha Manoel Mulato
Baixo
cisco
Iguaiba
Santa Rita
Santa Bárbara
Fora Cativeiro
Jacroa
su Curuçá
Maria Preta
Areia
Santa Luzia
Santana
dos Pretos
São Benedito
Cujupe
BAÍA DE SÃO MARCOS
Ilha do Cajual
Tatuoca
9720000
cadouro
Itaúna
570000
Mapa elaborado para fins de Perícia Antropológica
determinada pela Procuradoria Geral da República
CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO GERAL:
Alfredo Wagner Berno de Almeida
Aniceto Cantanhede,
Cynthia de Carvalho Martins, Patrícia Portela Nunes,
Silvianete Matos Carvalho e Wilson de Barros Bello Filho
EQUIPE TÉCNICA DE DELIMITAÇÃO: Francisco José Lopes de Souza,
Vamilson Freire Fontes e Rossana Coeli de Oliveira Moura
PRODUÇÃO CARTOGRÁFICA: Vamilson Freire Fontes
COMPLEMENTAÇÃO CARTOGRÁFICA: Fabiano Saraiva
SELEÇÃO DE FONTES E LEVANTAMENTO DE DADOS:
550000
560000
no
o” – Terra das Comunidades Remanescentes de Quilombo
LA – MAer (Decreto 08/08/1991 – 62.000,00ha) em superposição
eto” – Terra das Comuniades Remanescentes de Quilombo
FONTES
DGS, 1981 (Mapeamento Sistemático – esc. 1:100.000)
folhas: SA.23-Z-A-I, SA.23-Z-A-II, SA.23-Z-A-IV e SA.23-Z-A-V
SEMA – MA, 1997 “Carta de uso e cobertura do município de Alcântara” (esc. 1:100.000)
ITERMA, 2001 ”Alcântara”. INCRA, 2002 – (esc.1:100.000)
rtográficas
INCRA, 2002 “PA. Portugal /Bituba”– (esc.1:400.000)
UEMA. S/D “Mapa político de Alcântara”– (esc. 1:170.000)
al
Área aproximada: 85.537,3601ha
Perímetro: 350.207,19m
vimentada
ntada
s
Escala 1:100 000
Projeção universal transversa de mercator, meridiano central 45° W.Gr.,
datum horizontal SAD-69/MG, datum vertical Imbituba/SC
NOVEMBRO 2005
19801. Em 12 de setembro de 1980, sem qualquer consulta prévia aos moradores de Alcântara,
o Decreto Estadual nº 7.820 declarou de utilidade pública para fins de desapropriação uma área
de 52.000 hectares, para a instalação da Base de Lançamento de Foguetes. Em agosto de 1991,
o presidente Collor assinou um outro Decreto aumentando a área desapropriada para 62.000
hectares, equivalentes a 62% do município de Alcântara. Nesta área declarada, moram e trabalham a séculos, mais de três mil famílias, constituídas de pescadores, agricultores, extrativistas,
pequenos comerciantes e artesãos. Hoje o governo federal tem uma visão comercial desta área
da Base, prevendo a construção de sítios de lançamento para potências estrangeiras, e desviando-se da finalidade oficial de utilidade pública.
1982. Trinta jovens das comunidades de Alcântara foram levados para São Paulo com promessa
de emprego no governo federal. Ao chegarem em São Paulo, os jovens descobriram que agora
eram militares da Aeronáutica. Treinados em São Paulo, estes jovens retornaram a Alcântara em
1983 e foram utilizados posteriormente, em 1986, para efetivar os deslocamentos compulsórios
das famílias de suas próprias comunidades.
1983. O então Ministério da Aeronáutica (hoje é Comando da Aeronáutica, que faz parte do
Ministério da Defesa) aceitou as reivindicações das comunidades, assinando em cartório um
documento encaminhado pelo STTR e a Paróquia de Alcântara que garantia para os moradores:
“1) terra boa e suficiente para trabalhar e fora da área de decreto da desapropriação; 2) praia, pois a
grande maioria de nós também tira da pesca parte do sustento da família; 3) ficar juntos por causa
dos laços de parentesco e amizade que nos unem em nossos povoados; 4) água que nunca falta onde
estamos; 5) lugar para pastos de animais; 6) título definitivo de propriedade desta terra, uma vez
aprovado por nós o novo local”. Estas promessas nunca foram cumpridas.
1986. Manifestando-se contra a possibilidade de receber apenas pequenos lotes de terra nas
agrovilas, moradores de Alcântara fizeram uma barricada na estrada que dá acesso à sede do
município, no momento em que os Ministros da Justiça, do EMFA e do MIRAD – Incra visitavam
a Base.
1986. O então Presidente da República, José Sarney, junto com os Ministros da Aeronáutica,
EMFA e MIRAD assinou um decreto reduzindo o módulo rural dentro da área decretada, de 35
para 15 hectares. A diminuição do módulo rural dentro da área desapropriada não levou em
conta as realidades sociais e ecológicas das comunidades quilombolas e resultou em terras insuficientes para as famílias forçadas a mudarem para as agrovilas. O STTR de Alcântara então
presidido pelo Sr. Benedito Masson protestou contra essa arbitrariedade e enviou comissões a
Brasília.
1986 e 1987. 312 famílias quilombolas de 23 povoados foram remanejadas compulsoriamente
para 7 agrovilas, já com módulo rural de apenas 15 hectares, apesar das denúncias de se tratar
de um ato ilegal.
1988. A nova Constituição, promulgada no centenário da abolição da escravidão, assegura
no artigo 68 do Ato Das Disposições Constitucionais Transitórias, que: “aos remanescentes das
comunidades dos moradores quilombolas que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o estado emitir-lhes os títulos respectivos”. Este artigo constitucional
1
Este breve histórico é baseado em depoimentos de participantes de várias oficinas realizadas em Alcântara entre
abril de 2004 e março de 2007. Algumas oficinas foram registradas pelos pesquisadores Patrícia Portela Nunes e
Sean T. Mitchell, como a primeira Oficina do Movimento dos Atingidos da Base Espacial de Alcântara realizada em
abril de 2004. É baseado também nos folhetins publicados pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, organizados pelos advogados Aton Fon Filho e Roberto Rainho, e nas publicações divulgadas, entre 2001 e 2003, pelo
deputado Domingos Dutra, principalmente “Quem aluga seus olhos não dorme a hora que quer”.
8
Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia Série: Movimentos sociais, identidade coletiva e conflitos
garante o direito à terra para os moradores do território étnico de Alcântara. O Centro de Cultura Negra do Maranhão, CCN, e a SMDH, através do PVN, registram isso no seu relatório “Terras
de Preto no Maranhão: Quebrando o Mito do Isolamento” de 1989.
1992. Os Movimentos das Mulheres Trabalhadoras Rurais de Alcântara (MOMTRA) foi criado,
juntando a luta para a “igualdade das mulheres” com a luta pelos direitos das comunidades no
território étnico de Alcântara.
1993. Quilombolas das comunidades atingidas pela Base ocuparam a sede do INCRA, reivindicando a desapropriação por interesse social de terra para assentamento dos filhos dos residentes nas agrovilas. Até hoje os filhos das famílias deslocadas para as agrovilas tem que dividir
os pequenos lotes de 15ha concedidos aos seus pais. Sem possibilidade concreta de sobrevivência, muitos jovens vão para os centros urbanos, principalmente para os bairros de Camboa,
Liberdade e Vila Embratel da capital São Luis.
1997. A partir do V encontro das Comunidades Negras Rurais, Quilombolas e Terras de Preto
do Maranhão, foi fundada a Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Maranhão (ACONERUQ).
1998. Respondendo às demandas das comunidades, a Fundação Cultural Palmares autorizou
uma pesquisa preliminar para a identificação das comunidades remanescentes de quilombolas
em Alcântara. Os levantamentos identificaram 26 povoados como comunidades remanescentes de quilombos e indicaram dezenas de outros.
1999. O Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (MABE) foi criado informalmente, a partir do seminário: “Alcântara: A Base Espacial e os Impasses Sociais”. O reconhecimento do fator étnico no conflito tornou explícito os direitos territoriais das comunidades de
quilombo.
Em 7 de julho de 1999, o Ministério Público Federal no Maranhão instalou o Inquérito Civil
Publico nº. 08.109.000324/99-28, com o objetivo de apurar possíveis irregularidades verificadas
na implantação da Base Espacial.
2000. Os Governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram um acordo de Salvaguardas Tecnológicas para o uso do Centro de Lançamento, com cláusulas que não respeitam a soberania
brasileira. Esse acordo foi arquivado posteriormente ao tramitar no Congresso Nacional.
2001. Uma ação denunciando a: “desestruturação sóciocultural e violação ao direito de propriedade e ao direito à terra de Comunidades remanescentes de quilombos” foi encaminhada à Comissão
Interamericana de Direitos Humanos por representantes das comunidades de Samucangaua,
Iririzal, Só Assim, Santa Maria, Canelatiua, Itapera e Mamuninha, e pelo Centro de Justiça Global,
a Sociedade Maranhense de direitos Humanos (SMDH), o Centro de Cultura Negra do Maranhão
(CCN), a Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Maranhão (ACONERUQ), e
a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Maranhão (FETAEMA).
2002. Em despacho de 12 de abril de 2002 o Procurador da República no Maranhão, Dr. Nicolau
Dino de Castro da Costa Neto, nomeou o antropólogo Alfredo Wagner Berno de Almeida “para
proceder à perícia antropológica, no interesse da instrução do inquérito civil público”.
O Laudo Antropológico “Identificação das Comunidades Remanescentes de Quilombo em
Alcântara (MA)”, de autoria do mencionado antropólogo, produzido a partir do Convênio da Associação Brasileira de Antropologia com o Ministério Público Federal, foi divulgado em setembro, evidenciando que as comunidades quilombolas de Alcântara fazem parte de um abrangente território étnico.
Quilombolas atingidos pela Base Espacial de Alcântara
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2003. O Ministério Público Federal moveu uma Ação Civil Pública contra a Fundação Palmares
e a União, baseado no referido Laudo Antropológico. A ação defende a titulação do território
étnico de Alcântara como um todo.
2003. Em 22 de agosto ocorreu uma tragédia na Base agravando o clima de tensão na área.
A explosão da plataforma de lançamento de foguetes e do próprio veículo lançador ainda no
solo, resultou na morte de 21 técnicos e impactos sócio-ambientais ainda não aclarados. Segundo dados veiculados pela imprensa o veículo lançador pesava 50 tonelada, sendo 90% de combustível líquido. O perclorato de amônia ao queimar atingiu mais de mil graus tornando quase
impossível a identificação dos corpos. A explosão atingiu um raio de um quilômetro, levando
pânico e insegurança aos povoados e agrovilas.
2004. Miloon Kothari, o Relator Especial das Nações Unidas para o Direito à Moradia Adequada
visitou Alcântara, participando de uma audiência pública com representantes de comunidades
e de reuniões na agrovila Marudá e na comunidade Mamuna, ameaçada pela construção de
novas plataformas de lançamento de foguetes.
2005. O governo federal apresentou um novo projeto para o Centro. Ao lado do já existente
Centro de Lançamento de Alcântara, sob o controle militar do Comando da Aeronáutica, e ocupando menos de 8.000 hectares dos 62.000 desapropriados, o governo pretende construir o
Centro Espacial de Alcântara, uma base sob o controle civil da Agencia Espacial Brasileira (AEB),
do Ministério da Ciência e Tecnologia, e com amplas facilidades para lançamentos de países
estrangeiros. Nos mapas já apresentados pela AEB, estes sítios de lançamento para a Ucrânia
e outros países aparecem indicados nas terras tradicionalmente ocupadas pelas comunidades
quilombolas.
As mobilizações organizadas pelo STTR e pelo MABE levaram o governo a garantir que não
haverá deslocamentos compulsórios de comunidades.
2006. O Comando da Aeronáutica tentou impedir no mês de março que as famílias de moradores das agrovilas e de povoados como Peru, Pepital, Marudá, Trajano e Mamuna colocassem
suas roças nas terras que tradicionalmente ocupam. Em Audiência realizada em 27 de setembro
em São Luis, o Juiz federal Dr. José Carlos do Vale Madeira determinou que o INCRA deverá no
prazo de 180 dias promover o andamento e a conclusão do processo administrativo voltado
para a titulação definitiva das terras ocupadas pelos remanescentes de quilombo identificados
no Laudo Antropológico, devendo este trabalho ser realizado nos moldes do Decreto nº. 48872007.
2007. Em sentença nº. 27/JCM/JF/MA de 13 de fevereiro a Justiça Federal assegurou o direito
das comunidades quilombolas colocarem seus roçados nas áreas que tradicionalmente ocupam e que são pretendidas pela base.
De 21 a 23 de março de 2007 foi realizada em Alcântara, sob a coordenação do MABE e da
Associação de Moradores de Arenhengaua, com apoio da ACONERUQ, da CONAQ e do MMA,
a oficina para “Elaboração da metodologia das oficinas de consulta para a regularização do
território étnico”.
Hoje a Base só tem vocação de Base de aluguel: seus objetivos são comerciais, voltados para o
mercado internacional de lançamento de satélites e não se caracterizam atividade pública. A
Base continua sem licenciamento ambiental. As relações entre o Brasil e a Ucrânia ao criarem
em 2005 a firma “Alcântara Cyclone Space” evidenciam um “negócio espacial” que objetiva oferecer ao mercado de lançamentos comerciais uma alternativa competitiva. Esse “negócio” nada
tem a ver com interesse ou segurança nacional, porque resulta de ato autoritário que menospreza as especificidades culturais das comunidades quilombolas.
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Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia Série: Movimentos sociais, identidade coletiva e conflitos
Vivo na comunidade e a comunidade é minha vida,
para tê-la por completo sou capaz de perdê-la.
Dorinete Serejo – MABE
Comunidade Quilombola de Canelatiua
Tambor-de-crioula da comunidade de Só Assim
CONTATOS
MABE
telefone 98. 3337-1454
[email protected]
STTR de Alcântara
telefone 98. 3337-1154
Militana, Manuel, de Itapuana, Sebastiana, Sr. Samel Sá,
de Baixa Grande, e Conceição, do Quilombo do Pavão
Quilombolas atingidos pela Base Espacial de Alcântara
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GUIMARÃES
Alcântara, MA
TERRITORIALIDADE,
USO DE RECURSOS
NATURAIS,
Projeto
Nova Cartografia Social da
BA
SÍTIO HISTÓRICO
Amazônia
E CONFLITOSSérie:
SOCIAIS
Movimentos Sociais, Identidade
Coletiva e Conflitos
1 Quebradeiras de coco babaçu do Piauí
2 Quebradeiras de coco babaçu do Mearim
3 Quebradeiras de coco babaçu do Tocantins
4 Quebradeiras de coco babaçu
da Baixada Maranhense
9750000
5 Quebradeiras de coco babaçu do Pará
Cajutiu
6 Quebradeiras de coco babaçu de Imperatriz
7 Quilombolas da ilha de Marajó
Perizinho
8 Quilombolas do Maranhão
REALIZAÇÃO
MABE
STTR de Alcântara
Bacurijuba
9 Quilombolas de Codó, Peritoró
e Lima Campos
10 Quilombolas atingidos pela Base
Espacial de Alcântara
Santana dos
Caboclos
Forq
Praia de Baixo
APOIO
11 Quilombolas de Bujaru e Concórdia
CONAQ
ACONERUQ
CCN-MA
12 Mulheres do arumã do Baixo Rio Negro
Corre Fresco
Florida
Terra Nova
Peroba
G
A
Prainha
IN
Peroba
de Baixo
PE
TI
N
13 Grupo TucumArte – Artesanato de Tucumã
9740000
15 Quilombolas do Tambor,
Parque Nacional do Jaú
Novo Airão, Amazonas
RIO
I TA
14 Quebradeiras de Coco do Quilombo de
Camboa
Enseada da Mata – Bairro Novo
Terra Mole
Vai com Deus
São Francisco
Itauaçu
17 15
12
Engenho
16
Codo
Bebedouro
Janã
Trapucaia
16 Ribeirinhos da região
B E Q U I M Ã O do Zé Açu
Bom Jardim
Peri-Mirim
Cavem
Porto da Cinza
17 Piaçabeiros do Rio Aracá
Barcelos, Amazonas
Cois
Pavão
Jerijo
RI
O
RA
IMU
NDO SU
IGARAPÉ DO
C A R VA L H O
Porto do Boi
Cajapari
S
Quiritiba
Itacunhém
Palmeiras
Centro da Vovó
Santa Rita
Boc
Marmorana
Mocajubal
São Raimundo
Castelo
G
Segurado
Itapitiua
Oitiua
12
9730000
São Benedito
Belém
Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia Série: Movimentos sociais, identidade coletiva e confl
itos
Croa
Cajueiro II
Timbotiu
Ca
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