Caixa do Vale do Dão
RELATÓRIO E CONTAS
PARECER DO CONSELHO FISCAL
Relatório e Contas 2006
ÍNDICE
Convocatória de Assembleia Geral
Órgãos Sociais no ano de 2006
Relatório da Direcção
o Relatório de Gestão da Direcção e Proposta de Distribuição de
Resultados
Contas de 2006
o Balanço
o Demonstração de Resultados
o Mapas do Anexo às contas
Movimento de Associados
Parecer do Conselho Fiscal
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Sede: Mangualde – Av. da Liberdade, 62/64 – Apartado 53 – 3530-113 Mangualde
Tel. 232 623 604 - 232 611 239 – Telefax 232 623 090
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Balcões: Penalva do Castelo – R. 1º de Dezembro, 34 - 3550-135 Penalva do Castelo
Tel. 232 642 490 - Fax 232 642 382
Chãs de Tavares - Lg. do Outeiro – 3530-031 Chãs de Tavares
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2
Caixa do Vale do Dão
A Equipa
2006
Convocatória de Assembleia Geral
Relatório e Contas 2006
Convocatória de Assembleia Geral Ordinária
Nos termos da lei e dos estatutos, convoco os Exmos. Senhores Associados da CAIXA DE CRÉDITO
AGRÍCOLA MÚTUO DO VALE DO DÃO, C.R.L. , pessoa colectiva nº. 501 119 531 com sede na cidade de
Mangualde, que se encontrem no pleno gozo dos seus direitos, a reunirem-se em Assembleia Geral
sessão Ordinária, no próximo dia 23 de Março de 2007 (Sexta-feira), pelas 17:00 horas, no salão
nobre da sede da CAIXA, sita na Av. da Liberdade, 62 a 64, na cidade de Mangualde, com a seguinte:
ORDEM DE TRABALHOS
1 - Apreciação, discussão e votação do Relatório, Balanço, Contas e proposta de Distribuição dos
Resultados do exercício de 2006, apresentado pela Direcção, assim como o Parecer do Conselho Fiscal.
2 - Apreciar e discutir outros assuntos de interesse para a Instituição.
Se, à hora marcada para o inicio da reunião, não estiverem presentes mais de metade dos sócios, a
Assembleia Geral reunirá, em segunda convocatória, uma hora depois, no mesmo local, com qualquer
número de associados.
Mangualde, 23 de Fevereiro de 2007
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral ,
Lúcio de Almeida Albuquerque (Dr.)
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25º Convívio Nacional do CA
2006
Orgãos Sociais
Relatório e Contas 2006
Órgãos Sociais em exercício no ano de 2006
Assembleia Geral
Presidente - Dr. Lúcio de Almeida Albuquerque
Vice - Presidente – Acácio de Almeida
Secretário – Feliciano Pais Gouveia
Direcção
Presidente * - Vítor Manuel Coutinho Lopes Gomes
Vice- Presidente – Alfredo Ribeiro Poças
Secretário – António de Gouveia Rodrigues
Tesoureiro – João Barbosa Monteiro
Vogal – José Abrantes Marques
Suplentes – Abílio Trindade Azevedo; Luís Manuel Gomes Albuquerque;
Jorge Caetano Marques ; José Júlio Ferreira e Carlos Alberto Soares Silvério
Conselho Fiscal
Presidente – César Augusto de Almeida Morais
Vogais - Henrique Máximo de Figueiredo e Álvaro Gomes dos Santos
Suplentes – Dr. Leonídio de Figueiredo Gomes Monteiro; José Mateus Martins e Abel Marques.
* Executivo / Gerente Geral
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2006
Relatório da Direcção
Protocolos com:
- Escola Secundária Felismina Alcântara
- Cooperativa Agrícola de Mangualde
Relatório e Contas 2006
Relatório da Gestão da Direcção
INTRODUÇÃO
Ex.mos Senhores Associados,
De acordo com os estatutos, vimos submeter para a vossa apreciação e aprovação, o Relatório da
Direcção, o Balanço, a Demonstração de Resultados, o Anexo às demonstrações financeiras e a proposta
de Aplicação de Resultados do exercício económico de 2006.
Com este documento pretendemos dar conta da actividade desenvolvida ao longo do ano findo e
comentar numa análise breve, o cenário que lhe serviu de pano de fundo, assim como os quadros de
indicadores e demonstrações financeiras anexos .
ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO
Mantêm-se as estimativas do crescimento económico formuladas pelo FMI para 2006 e a sua previsão
para 2007 ( de 5,1% e 4,9%, respectivamente ) apesar da evolução menos dinâmica que algumas
economias, sobretudo a americana, apresentaram recentemente e dos riscos que subsistem para a
conjuntura económica global em 2007, essencialmente devido a instabilidade do preço do petróleo.
O ciclo de crescimento está neste momento generalizado a todos os grandes pólos da economia mundial,
pois abrange quer os países já desenvolvidos, incluindo nestes o Japão e a Zona Euro que tiveram
retoma mais demorada, quer os países ditos emergentes, que ganham peso crescente na economia
mundial (China, Índia, Rússia, Brasil e até o próprio continente africano).
O crescimento do produto nas principais economias desenvolvidas (EUA, Zona Euro, Japão) deverá, no
entanto, abrandar em 2007 (na zona Euro de 2,4% para 2%), mas a dinâmica das economias
emergentes deverá continuar bastante forte.
A Espanha, que assume importância crescente como mercado para as exportações portuguesas, deverá
também registar uma desaceleração do seu crescimento em 2007 (expansão do PIB de 3%, contra 3,4%
em 2006).
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Relatório e Contas 2006
A robusta expansão da economia mundial foi acompanhada, sobretudo na primeira metade de 2006, por
um aumento das pressões inflacionistas, devido à subida contínua dos preços quer do petróleo quer dos
metais industriais, os quais atingiram máximos históricos, mas a pressão altista sobre os preços atenuouse a partir de meados do ano. Assim, no caso da Zona Euro, a inflação encontra-se próxima do «target»
de 2% definido pelo Banco Central Europeu (BCE), beneficiando da redução do preço do petróleo a partir
do meio do ano, e que se acentuou nos últimos meses, e a inflação básica (sem energia e produtos
alimentares frescos) permanece mesmo abaixo desse nível.
O BCE, no entanto, subiu gradualmente a sua taxa directora - «repo rate» - do nível de 2,25% em que
se encontrava em Dezembro de 2005 para 3,5% - já em Dezembro de 2006 - com o consenso do
mercado a antecipar novas subidas até ao final de 2007, pois o BCE considera haver perigo de
intensificação da inflação. A recuperação das economias da Zona dá margem de manobra ao BCE para
prosseguir essa política. A evolução da relação cambial entre o euro e as principais divisas, e sobretudo o
dólar dos EUA e o iéne, será porém um aspecto que o BCE não deixará de ter também em conta, pois
uma excessiva valorização do euro seria prejudicial para a reanimação das economias europeias, ao
afectar negativamente a competitividade da Zona.
Evolução das Taxas de Juro
5,75
5,50
5,25
5,00
4,75
4,50
4,25
4,00
3,75
3,50
3,25
3,00
2,75
2,50
2,25
2,00
1,75
1,50
1,25
1,00
0,75
0,50
0,25
0,00
BCE
Euribor 3M
FED
No respeitante à economia portuguesa, o Banco de Portugal manteve a estimativa de 1,2% para o
crescimento do PIB em 2006, que já divulgara anteriormente, ao mesmo tempo que efectuou uma
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Relatório e Contas 2006
revisão em alta das perspectivas de crescimento da economia portuguesa para 2007, que se situa agora
em 1,8%, contra a projecção anterior de 1,5%.
Crescimento do PIB
4
3,5
3
%
2,5
2
1,5
1
0,5
0
2004
2005
Portugal
2006 (*)
Espanha
2007(*)
Área do EURO
(*) previsões da Comissão Europeia, Economic Forecasts, referidas nos Indicadores de Conjuntura de Novembro
de 2006 do Banco de Portugal
Na economia portuguesa em 2006 há a assinalar o importante contributo das exportações, que
cresceram em termos reais 9,3% em relação ao ano anterior. O perfil de crescimento da economia
portuguesa foi assim, no último ano, mais saudável que no passado recente, em que a expansão do PIB
esteve totalmente dependente do consumo privado e com o investimento em declínio. No entanto, não
se verificou ainda um movimento claro e sustentado de recuperação do investimento, registando-se
mesmo nova quebra nesta variável.
O processo de recuperação da actividade económica em Portugal continua fortemente condicionado por
um conjunto de desequilíbrios de natureza estrutural, cuja resolução, sendo imprescindível, é
necessariamente gradual e que têm afectado negativamente a competitividade internacional da nossa
economia. O recente surto exportador, sendo animador, não deve fazer esquecer esta realidade, em
especial no que diz respeito às exportações tradicionais, o crescimento conseguido em 2006 foi
acompanhado, por necessidade concorrencial, pela redução das margens comerciais das empresas.
Noutro plano, a necessidade de correcção do desequilíbrio orçamental implica inexoravelmente a
adopção de medidas rigorosas de contenção da despesa da Administração Pública. Assim, o consumo
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Relatório e Contas 2006
público terá decrescido 0,2% em 2006, com quebra mais pronunciada (9%) no investimento. O objectivo
definido pelo Governo para 2006 na área das finanças públicas - redução do défice orçamental para
4,6% do PIB – terá sido alcançado, para o que também contribuiu o aumento das receitas.
Quanto ao consumo privado, apesar do elevado nível de endividamento das famílias portuguesas e da
actual tendência de subida das taxas de juro, implicando um aumento do respectivo serviço da dívida,
terá crescido 1,2% em 2006.
A ligeira recuperação da economia permitiu uma redução da taxa de desemprego do nível de 8%, que se
verificava no quarto trimestre de 2005, para 7,4% no terceiro trimestre de 2006, mas no último
trimestre, segundo dados do INE publicados já em meados de Fevereiro, o desemprego voltou a subir
para 8,2%.
A inflação terá em 2006 aumentado para 3,0%, reflexo principalmente da forte subida dos preços dos
bens energéticos e da revisão em alta de alguns impostos indirectos, e espera-se que se reduza para
2,3% em 2007.
O crescimento ligeiramente maior projectado para a economia portuguesa para 2007 assenta na
recuperação esperada no investimento privado, que poderá compensar a variação negativa do
investimento público, prevendo-se também maior crescimento do consumo privado ( reflectindo a subida
do rendimento disponível), devendo as exportações voltar, segundo as expectativas, a dar um
importante contributo para o crescimento do PIB , embora menor que em 2006.
Apesar da revisão em alta da estimativa de crescimento da economia portuguesa para 2006 e da
previsão para 2007, mantém-se o processo de divergência real da economia portuguesa face à Zona
Euro que se tem verificado desde 2002.
A ligeira melhoria verificada na conjuntura económica nacional reflectiu-se, ao longo de 2006, num
crescimento mais expressivo no crédito a empresas não financeiras, dando continuidade ao início de
recuperação verificado no 2º semestre de 2005. Na verdade, observou-se, nos primeiros onze meses de
2006, um crescimento homólogo no agregado de crédito a empresas não financeiras de 6,5%, com um
máximo de 8% em Outubro (em 2005 o ritmo de crescimento em geral foi inferior a 5% ).
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Relatório e Contas 2006
Apesar desta evolução, o crédito a empresas continua a perder peso relativo no valor total do crédito
concedido pelo conjunto das instituições financeiras nacionais, uma vez que o crédito a particulares
regista taxas de crescimento homólogas bem mais elevadas: no crédito à habitação de 9,9% e no crédito
ao consumo de 10,4%, conforme os dados divulgados pelo Banco de Portugal referentes ao mês de
Novembro. Esta evolução denota um ligeiro abrandamento no crédito à habitação e uma aceleração
Taxas de crescimento do Crédito Bancário
12
10
%
8
6
4
2
0
2004
Crédito a empresas
2005
Crédito Habitação
Set-06
Crédito ao co nsumo e o utro s fins
bastante forte no crédito ao consumo, cujo ritmo de expansão já vinha, de resto, em crescendo nos
meses anteriores (desde Julho), e que coloca, com base nos últimos valores, o endividamento das
famílias em cerca de 120% do seu rendimento disponível.
No tocante ao nível médio das taxas de juro observou-se uma marcada evolução relativamente à
situação prevalecente nos últimos três anos, naturalmente condicionada pelo nível historicamente baixo
das taxas de referência do BCE, verificando-se desde finais de 2005 um ajustamento em alta da
generalidade das taxas de mercado, com incidência manifesta nas taxas médias das diferentes categorias
de crédito.
O nível médio das taxas de juro no crédito a empresas subiu 82 p.b. de Dezembro de 2005 para
Novembro de 2006 (de 4,45% para 5,27%), o que não reflecte integralmente o ajustamento das taxas
interbancárias resultantes da alta das taxas do BCE devido a factores de ordem técnica e da concorrência
entre bancos que tem conduzido à redução dos spreads. No crédito à habitação, em que se registou, no
último triénio, uma descida das taxas médias em consequência da intensa concorrência entre instituições
(num produto visto como de grande interesse estratégico pela generalidade da banca), a correcção foi de
98 p.b. (de 3,73% para 4,71%), sendo o ajustamento menor no crédito pessoal, apenas 73 p.b.,
denotando a agudização da concorrência nesta área do mercado (de 7,68% para 8,41%).
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Relatório e Contas 2006
Em contrapartida, a taxa dos depósitos (até 2 anos) subiu em média 52 p.b. (de 2,06% para 2,58%).
Face a esta evolução do mercado bancário, as instituições financeiras portuguesas registaram, de um
modo geral, um desempenho favorável em 2006, aumentando os seus resultados e o produto bancário
com contributos positivos quer da margem financeira quer da margem complementar, a que se somaram
ganhos nas carteiras de títulos, dado o comportamento favorável dos mercados financeiros, em especial
na vertente accionista (PSI-20 com aumento no ano de 33% e o Dow Jones Euro Stoxx de 20,3%).
Algumas instituições começam igualmente a beneficiar de um contributo já significativo da sua actividade
no estrangeiro.
Em paralelo com o crescimento do negócio, é patente um esforço de contenção nos custos de
funcionamento, em especial nos bancos que passaram por um processo de consolidação, após fusões e
aquisições relativamente recentes, verificando-se igualmente que apesar da situação económica pouco
favorável as principais instituições conseguiram manter os seus rácios de crédito vencido em níveis
relativamente moderados.
No conjunto do sector, o volume do crédito concedido excede largamente o valor dos recursos captados
de clientes, o que conduz a um endividamento da banca portuguesa face ao exterior que já totaliza cerca
de 75 mil milhões de euros. O Crédito Agrícola constitui uma excepção neste panorama, ao apresentar
uma situação interbancária líquida credora (ou seja, créditos sobre outros bancos) de mais de mil
milhões de euros.
O GRUPO CRÉDITO AGRÍCOLA EM 2006
Formado actualmente por 104 Caixas Agrícolas e pela Caixa Central, e contando ainda com um conjunto
de empresas na área dos seguros (vida e não vida) e dos serviços financeiros especializados (gestão de
activos, corretagem, consultoria), o Crédito Agrícola é hoje um dos principais grupos financeiros
nacionais.
A sua rede de 630 balcões, a quarta mais extensa, encontra-se distribuída por todo o território,
exceptuando-se apenas a região autónoma da Madeira, chegando o Crédito Agrícola, em certos distritos,
a dispor de mais de 30% da rede bancária distrital.
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Relatório e Contas 2006
Em cerca de 250 localidades, o único balcão bancário presente é do Crédito Agrícola, existindo ainda
cerca de 400 povoações em que o único ponto de contacto com o sistema bancário nacional é uma ATM
aí instalada pelo Grupo.
O Crédito Agrícola é pois por excelência um grupo bancário de proximidade, profundamente ligado à vida
das comunidades locais de que as Caixas fazem parte.
A nível nacional, o Crédito Agrícola gere um volume de activos de quase 10 mil milhões de euros,
apresentando uma situação líquida que cresceu mais de 40 % em menos de três anos, para ultrapassar
em finais de 2006 os 800 milhões de euros.
Ao longo dos últimos anos o Crédito Agrícola tem vindo a reforçar continuamente a solidez financeira das
suas diversas instituições – Caixa Central, Caixas locais e empresas -, evolução que se traduziu na subida
do rácio de solvabilidade consolidado para quase 14 % , um dos mais elevados do sistema bancário
nacional, fazendo com que o Crédito Agrícola seja uma das instituições financeiras portuguesas com mais
forte capitalização em proporção do volume dos activos.
Ao mesmo tempo, o Grupo lançou um ambicioso programa de modernização, que passou pela completa
renovação da sua infraestrutura tecnológica, pela integração dos seus sistemas de informação, e pela
disponibilização de canais alternativos de negócio ( self-banking, internet banking e banca telefónica),
que trouxeram melhorias às condições de funcionamento das Caixas e ao serviço prestado aos
associados e clientes. Todos os balcões do Crédito Agrícola do continente trabalham actualmente sobre
a mesma plataforma informática, funcionando em conjunto como se fossem balcões de um único banco.
No domínio dos sistemas de informação é igualmente importante referir que em 2006 o Crédito Agrícola
procedeu à operacionalização de um Centro de Dados Alternativos fora da zona sísmica que abrange
Lisboa, implicando um investimento de mais de 4 milhões de euros, iniciativa que veio conferir aos
sistemas e dados de negócio do Grupo um elevado grau de segurança.
Em paralelo com o desenvolvimento da sua base tecnológica e sistemas de informação, o Crédito
Agrícola tem investido de modo importante na formação e desenvolvimento dos seus recursos humanos,
de tal modo que, num estudo conjunto recente das três principais organizações bancárias da Europa, o
programa de formação do Crédito Agrícola foi considerado o melhor a nível da banca europeia (o mais
abrangente e melhor estruturado).
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Relatório e Contas 2006
Dando continuidade a esta política, durante o ano de 2006 as acções de formação do Crédito Agrícola
abrangeram um universo de formandos de 5.493 empregados, representando um encargo total de 574
milhares de euros.
O ano de 2006 ficou igualmente marcado pela mudança da imagem corporativa do Crédito Agrícola, no
sentido de a tornar mais moderna e alinhada com as tendências actuais do mercado, mas com respeito
pela sua matriz tradicional.
No final de 2006 o Grupo vai fechar as suas contas com resultados muito positivos, que deverão
ultrapassar os 100 milhões de euros, com base na informação já disponível do conjunto das Caixas, ao
mesmo tempo que consolida os principais indicadores da sua actividade.
Alguns dos principais indicadores do Balanço Consolidado do Crédito Agrícola Set2005
Set2006
Crédito a Clientes
6. 863
7.030
Depósitos de clientes
8.146
8.379
445
1.076
1.235
1.212
719
802
Créditos sobre bancos
Títulos de rendimento fixo
Situação líquida
(valores em milhões de euros)
Ao resultado da actividade bancária acrescem cerca de 10 milhões de euros de lucro do negócio de
seguros. A actividade seguradora começa assim a contribuir de modo significativo para os resultados
globais do Crédito Agrícola, ao mesmo tempo que as nossas duas companhias são reconhecidas no
mercado pela qualidade do seu desempenho e pelos seus indicadores de exploração. A CA Vida foi
considerada, em 2006, como a melhor companhia do ramo vida em Portugal numa análise efectuada
pela revista Exame. A CA Seguros foi, por sua vez, considerada a 5ª melhor companhia nos ramos reais.
A qualidade do serviço prestado aos associados e clientes do Crédito Agrícola na área dos seguros ficou
bem patente em 2006 na rapidez com que foram resolvidos e fechados os processos relativos aos
sinistros das intempéries ocorridas a meio do ano, e pela prontidão com que as indemnizações devidas
foram pagas aos associados e clientes afectados.
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Relatório e Contas 2006
Rede C A em Portugal – Continente e Açores
ANALISE DA ACTIVIDADE DA NOSSA CAIXA
Relativamente ao exercício de 2006, sublinhamos seguidamente alguns dos principais indicadores que
caracterizam a evolução e desempenho da actividade da nossa Caixa, complementados pelo quadro das
contas e dos mapas que integram este relatório.
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16
Relatório e Contas 2006
O Activo Líquido registou um crescimento 9%, atingindo em 31 de Dezembro os 46,3 ME (milhões de
euros). Quanto à sua evolução, destaca-se o aumento do peso da carteira de crédito sobre clientes, com
24,0 ME e das aplicações na Caixa Central que perfaziam à data 18,3 ME .
Os Capitais Próprios de 6,4ME cresceram 14,3 % relativamente ao ano anterior representando cerca de
13,9 % do Activo Liquido. Para este crescimento contribuiu não só a entrada de 15 novos sócios e o
resultado positivo do exercício de 2005, mas também o aumento voluntário de capital social realizado por
alguns associados, na expectativa de uma distribuição de resultados interessante.
O Rácio de Solvabilidade situava-se no final do ano nos 22,55% ( 19,9% em 2005).
O panorama recessivo da actividade económica cria condicionantes adversas para o negócio bancário e
agrava os factores de risco, propiciando a deterioração da qualidade da carteira de crédito e aumento
dos riscos de incumprimento, aconselhando naturalmente prudência e rigor acrescidos na análise,
selecção e gestão do crédito concedido.
Devido á ameaça de aumento do desemprego, as dificuldades verificadas face à conjuntura, levaramnos, apesar da procura, a manter contenção ao nível da actividade creditícia, com o consequente
impacto na nossa rentabilidade.
O Crédito Total Concedido a clientes no valor de 25,8 milhões euros era composto da seguinte forma:
Crédito sobre clientes (balanço) : 23,7 ME
Em Contrato de Agência com a Caixa Central : 2,1 ME
Na sua estrutura estão 48,6% de créditos comerciais ( Financiamentos, Descontos, Locação Financeira e
Garantias Bancárias ) e 51,4% de Crédito à Habitação.
O Crédito em contencioso tem merecido a nossa particular atenção e preocupação na sua recuperação.
A lentidão com que os processos se arrastam em tribunal tem sido uma preocupação constante dado
que com o andar dos tempos, os activos dos devedores deterioram-se e as dividas têm assim cada vez
mais possibilidades de insucesso de cobrança. Temos procurado como alternativa e sempre que possível,
efectuar acordos de pagamento judicial, nos moldes legalmente aceites, resolvendo assim o que os
meios judicias tardam em decidir.
O peso da carteira de credito vencido representava em 31 de Dezembro 0,5 ME ( 2,2% do crédito total).
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As aplicações, exclusivas na Caixa Central como já referimos, representavam em 31 de Dezembro
18,3ME (15,1ME em 2005), o que também se vem reflectir negativamente na nossa rentabilidade ( taxa
média anual 2,2% ) .
O Rácio de transformação em 31 Dezembro era de 61,0 % .
Ao nível da captação de recursos alheios totais, há a referir :
Os depósitos, evidenciaram no presente exercício um crescimento de 8 % .
Nos recursos captados extra balanço, os Fundos de Investimento tiveram um decréscimo de 38 % em
relação ao ano anterior registando em 31 de Dezembro 2,0 ME , sendo a maior fatia a representada
pelos fundos de obrigações.
A comercialização de seguros do ramo Vida, evoluiu tal como no ano anterior, tendo sido concretizadas
156 novas apólices no valor de 591.310,00 euros.
Nos seguros dos ramos Reais, excepto colheitas, registou-se em 2006 um aumento dos prémios
comerciais cobrados, perfazendo um total acumulado de 200.859,0 euros de prémios comerciais, sendo
segmentados pelos ramos automóvel (44,9%), habitação (20,3%) e acidentes de trabalho(17,0%) e
outros ramos (17,8%) .
Na campanha de seguros de colheitas 2006, o total de prémios comerciais cobrados ascendeu aos
33.704,0 euros, distribuído por 43 apólices.
OUTRAS ACTIVIDADES
Ao longo de 2006, desenvolveram-se outras actividades, merecendo destaque particular:
A continua aposta na formação e desenvolvimento de competências técnicas dos nossos profissionais,
cada vez mais necessárias na nossa actividade, em estreita colaboração com o Centro de Formação do
Grupo C A .
Manutenção do apoio aos nossos agricultores na elaboração de projectos agrícolas e candidaturas ás
diversas ajudas ao rendimento, em colaboração com a FENACAM/SATA e CONFAGRI.
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18
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Os nossos associados e clientes, continuam assim, a dispor de um serviço técnico por parte da Caixa que
lhes permite resolver grande parte das suas necessidades nesta área.
Participação em diversas acções de representação e inter cooperação com outras congéneres nacionais
e internacionais.
Apoio monetário através de publicidade, a algumas actividades culturais, desportivas, feiras e outros
eventos locais, promovidas por organismos da nossa área de acção social ( Bombeiros Voluntários;
Associações de Grupos Culturais e Musicais; Basquetebol /Andebol e Futebol/Pesca e Tiro, feiras de
promoção do queijo Serra da Estrela em Penalva do Castelo; feira promocional da maçã de bravo de
Esmolfe etc. ) .
Patrocínio à viagem dos alunos do 4º ano do Agrupamento Escolas Ana Castro Osório, com baptismos
voo Porto/Lisboa e visita ao Oceanário no parque das Nações.
Em 2006, no seguimento do programa de modernização tecnológico do grupo Credito Agrícola, a nossa
Caixa doou os equipamentos informáticos substituídos à Fábrica da Igreja de Abrunhosa a Velha e ao
Agrupamento de Escolas Ana de Castro Osório que manifestaram interesse em ficar com os mesmos.
Em 02 de Junho em parceria com a Caixa de Viseu, a nossa Instituição organizou o 25º Convívio
Nacional do C A , que juntou na Quinta dos Compadres na região de Viseu, cerca de 2.200 pessoas de
norte a sul do país, incluindo Açores, proporcionando um dia de convivio, lazer e cultural com um rallypaper pelos concelhos de Viseu e Mangualde, promovido pelo Centro de Cultura e Desporto do C A.
Resta-nos uma palavra de agradecimento especial ás Câmaras de Penalva do Castelo, Tondela e Viseu,
Adegas Cooperativas de Mangualde, Penalva do Castelo e Silgueiros e à Região de Turismo Dão-Lafões,
pelo apoio disponibilizado.
No seguimento do efectuado com a Escola Secundária de Mangualde em 2005, também no ano findo,
assinamos protocolos de colaboração e parceria com:
Cooperativa Agrícola de Mangualde, através da abertura de um linha de crédito em condições especiais,
para fazer face a necessidades pontuais dos seus associados durante a fase de cultura e apanha da
fruta.
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Agrupamento de Escolas Gomes Eanes de Azurara e Agrupamento de Escolas Ana de Castro Osório,
através de ajuda financeira para implementação de sistema de gestão e controlo de acessos de alunos,
docentes e não docentes, além continuo apoio em acções pontuais de interesse para os agrupamentos e
colectividade escolar.
Finalmente já em Dezembro, culminamos com a oferta ao Centro de Saúde de Mangualde de um
aparelho de reanimação e diagnóstico de cardiologia ( desfribilhador com diversos acessórios) no valor
aproximado de 26.000,00 euros, cuja entrega oficial ocorrerá a 9 Março.
RESULTADOS
Confrontados com a concorrência da banca na nossa praça cada vez mais agressiva (inclusivé com
assédios aos nossos empregados, dos quais levaram dois), uma conjuntura económica bastante
desfavorável, a diminuição nas margens de intermediação a intensificarem-se, a diminuta remuneração
dos nossos excedentes, somente através de uma gestão bem cuidada a nível de contenção de custos e
da cobrança de comissões pelos serviços prestados, foi possível gerar os resultados apresentados.
Apesar disso o “Cash-Flow” bruto total atingiu 1.218.795,00 euros. Quanto ao resultado liquido deduzido
já de 169.525,98 euros para impostos sobre os lucros, cifrou-se em 621.673,92 euros.
PROPOSTA DA DIRECÇÃO PARA APLICAÇÃO DOS RESULTADOS
Tendo em conta as disposições legais, e o previsto nos artigos 33º e 34º dos Estatutos, esta Direcção,
submete à aprovação pela Assembleia Geral, a seguinte proposta de aplicação e distribuição dos
resultados líquidos do exercício do ano de 2006, no valor já referido de Euros: 621.673,92 :
Para Reserva Legal ------------------------------------------
125.000,00 euros
Para Reserva Educ. Form. Cooperativa ---------------------
5.000,00 euros
Para Reserva Mutualismo -----------------------------------
5.000,00 euros
Para Reserva Especial ---------------------------------------
486.673,92 euros
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20
Relatório e Contas 2006
A Direcção propõe ainda:
Que, da Reserva Especial, agora constituída por 489.419,97 euros, seja transferido o montante de
489.000,00 euros a distribuir da seguinte forma :
a) - Distribuir aos associados activos, a partir de 03 de Abril de 2007, 1 (um) novo título de capital social
no valor nominal de € 5 cada, por cada 25 (vinte e cinco) títulos já detidos e totalmente realizados em 31
de Dezembro de 2006, proporcionalmente à data da sua realização e com arredondamento por defeito.
b) – Reforçar a Reserva livre para estabilização da distribuição de excedentes no montante de 50.000,00
euros.
c) – Incorporação do valor remanescente após a distribuição proposta nas alíneas anteriores, em
aumento do Capital Social, com títulos atribuídos à própria Caixa.
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Relatório e Contas 2006
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao terminar mais um ano de actividade, a Direcção deseja expressar o seu agradecimento aos
associados e demais clientes que continuaram a preferir os nossos serviços, numa demonstração clara da
confiança que depositam na gestão levada a efeito, e que de alguma forma contribuíram para os
resultados alcançados.
Agradecer às autoridades, aos serviços públicos da nossa área social, a todas as entidades civis e oficiais
à Fenacam, Caixa Central, Caixas Agrícolas, Confagri e Empresas do Grupo que, nos diversos domínios,
nos prestaram a sua colaboração e apoio.
Aos elementos que compõem os Órgãos Sociais, pela cooperação e colaboração evidenciadas sempre
com prontidão ao longo do ano.
Também uma palavra, que é devida, de muito apreço para a nossa equipa de profissionais que, ao longo
do ano souberam mais uma vez enfrentar com dinamismo e competência os novos desafios que se lhes
foram deparando, e pelo seu determinante contributo para os resultados obtidos.
Finalmente, um voto de pesar e de sentida homenagem por todos os nossos estimados clientes e
associados falecidos.
Mangualde, 6 de Fevereiro de 2007
A Direcção,
Vítor Manuel Coutinho Lopes Gomes – Presidente executivo
Alfredo Ribeiro Poças – Vice - Presidente
António de Gouveia Rodrigues – Secretário
João Barbosa Monteiro – Tesoureiro
José Abrantes Marques - Vogal
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Caixa do Vale do Dão
2006
Contas
Protocolo com Agrupamento de Escolas:
- Gomes Eanes de Azurara
- Ana de Castro Osório
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Balanço e Demonstração de Resultados da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo
do Vale do Dão, C.R.L.
Actividade Global
Balanço em 31/12/2006
(em euros)
2006
ACTIVO
1.Caixa e Disponibilidades em Bancos Centrais
Activo
Bruto
Amortizações e
Provisões
2005
Activo
Líquido
Activo
Líquido
319.511,46
319.511,46
395.287,43
1.005.009,14
1.005.009,14
782.776,07
3.Outros créditos sobre Instituições de Crédito
18.309.433,11
18.309.433,11
15.108.952,27
4.Créditos sobre clientes
23.953.432,02
23.668.115,22
23.410.310,73
989.600,00
989.600,00
852.000,00
989.600,00
989.600,00
852.000,00
627.579,53
633.822,75
15.696,32
7.355,26
2.Disponibilidades à vista sobre Instituições de Crédito
5.Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
285.316,80
a)Obrigações e/ou títulos de rendimento fixo
- Emissores públicos
b)Obrigações e/ou títulos de rendimento fixo
- De outros emissores
(Dos quais: Obrigações próprias)
6.Acções e outros títulos de rendimento variável
7.Participações
872.604,88
8.Partes de capital em empresas coligadas
9.Imobilizações incorpóreas
245.025,35
15.696,32
200.577,22
200.577,22
1.605.344,39
754.509,41
850.834,98
893.145,00
1.008.234,79
228.601,63
779.633,16
798.589,97
13.Outros activos
191.183,14
15.707,92
175.475,22
116.801,24
14.Contas de regularização
408.614,90
408.614,90
328.942,30
46.369.869,88
42.529.393,05
10.Imobilizações corpóreas
(Dos quais: imóveis de serviço próprio)
11.Capital subscrito não realizado
12.Acções próprias ou partes de capital próprio
15.Prejuizo do exercício
TOTAL DO ACTIVO
47.871.006,58
1.501.136,70
RUBRICAS EXTRAPATRIMONIAIS
1. PASSIVOS EVENTUAIS
Dos quais:
Aceites e endossos
Activos dados em garantia
2. COMPROMISSOS PERANTE TERCEIROS
Dos quais:
Compromissos resul.op.venda
com opção de recompra
930.023,18
830.133,33
24
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Vale do Dão, C.R.L.
Actividade Global
Balanço em 31/12/2006
(em euros)
PASSIVO E CAPITAIS PRÓPRIOS
1.Débitos para com instituições de crédito
2006
2005
1.134,70
a) - À vista
1.134,70
b) - A prazo ou com pré-aviso
2.Débitos para com clientes
39.223.041,17
36.299.710,80
a) - Depósitos de poupança
17.334.650,02
16.022.566,05
b) – Outros débitos
21.888.391,15
20.277.144,75
ba) - À vista
9.754.192,75
10.363.236,73
bb) - A prazo
12.134.198,40
9.913.908,02
4.Outros passivos
158.643,26
169.661,40
5.Contas de regularização
346.365,67
285.177,07
6.Provisões para riscos e encargos
182.256,72
182.399,34
182.256,72
182.399,34
5.392.585,00
4.778.275,00
377.024,44
273.124,37
67.145,00
67.145,00
3.Débitos representados por títulos
a) - Obrigações em circulação
b) – Outros
a) - Pensões e encargos similares
b) – Outras provisões
6A.Fundo para riscos bancários gerais
8.Passivos subordinados
9.Capital subscrito
10.Prémios de emissão
11.Reservas
12.Reserva de reavaliação
13.Resultados transitados
1.770,00
14.Lucro do exercício
TOTAL DO PASSIVO E CAPITAIS PRÓPRIOS
O Responsável pela Contabilidade,
Marcelo Luís da Costa Almeida
TOC N.º 4704.
621.673,92
472.130,07
46.369.869,88
42.529.393,05
A Direcção,
Vítor Manuel Coutinho Lopes Gomes – Presidente Executivo
Alfredo Ribeiro Poças – Vice-Presidente
António de Gouveia Rodrigues – Secretário
João Barbosa Monteiro – Tesoureiro
José Abrantes Marques - Vogal
25
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Vale do Dão, C.R.L.
Actividade Global
Demonstração de Resultados em 31/12/2006
DÉBITO
(em euros)
2006
2005
A. CUSTOS
1.Juros e custos equiparados
725.003,56
613.438,56
32.127,49
23.979,63
529,08
1.642,06
947.637,99
882.531,13
533.797,66
533.132,13
(- salários e vencimentos)
432.429,38
433.926,47
(- encargos sociais)
101.368,28
99.205,66
1.254,11
811,70
413.840,33
349.399,00
5.Amortizações do exercício
47.600,24
51.553,21
6.Outros custos de exploração
35.925,36
11.257,39
379.995,03
495.915,21
795.896,00
605.044,28
11.Perdas extraordinárias
19.875,73
18.822,01
13.Imposto sobre os lucros
169.525,98
140.750,51
268,41
261,39
621.673,92
472.130,07
2.980.162,79
2.712.281,17
2.Comissões
3.Prejuizos em operações financeiras
4.Gastos gerais administrativos
a) Custos com pessoal
Dos quais:
Dos quais:
(- com pensões)
b) Outros gastos administrativos
7.Provisões para crédito de cobrança duvidosa e crédito
vencido para outros riscos
8.Provisões para imobilizações financeiras
10.Resultados da actividade corrente
14.Outros impostos
15.Lucro do exercício
TOTAL
26
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Vale do Dão, C.R.L.
Actividade Global
Demonstração de Resultados em 31/12/2006
(em euros)
2006
CRÉDITO
2005
B.PROVEITOS
1.Juros e proveitos equiparados
(Dos quais: de títulos de rendimento fixo)
2.Rendimento de títulos
2.162.041,03
1.826.928,37
31.213,96
24.416,62
250,00
250,00
250,00
250,00
333.495,44
303.949,31
6.770,25
6.777,44
399.086,24
471.886,14
a) - Rendimento de acções, de quotas e de outros títulos de
rendimento variável
b) - Rendimento de participações
c) - Rendimento de partes de capital em empresas coligadas
3.Comissões
4.Lucros em operações financeiras
5.Reposições e anulações respeitantes a correcções de valor
relativas a créditos e provisões para passivos eventuais
e para compromissos
6.Reposições e anulações respeitantes a correcções de valor
relativas a valores mobiliários que tenham o caracter de
imobilizações financeiras, a participações e a partes de
capital em empresas coligadas
7.Outros proveitos de exploração
57,84
63.013,95
75.570,21
15.448,04
26.919,70
2.980.162,79
2.712.281,17
8.Resultados da actividade corrente
9.Ganhos extraordinários
11.Prejuizo do exercício
TOTAL
O Responsável pela Contabilidade,
Marcelo Luís da Costa Almeida
TOC N.º 4704.
A Direcção,
Vítor Manuel Coutinho Lopes Gomes – Presidente Executivo
Alfredo Ribeiro Poças – Vice-Presidente
António de Gouveia Rodrigues – Secretário
João Barbosa Monteiro – Tesoureiro
José Abrantes Marques - Vogal
27
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Vale do Dão, C.R.L.
Anexo às Contas do exercício de 2006
(Valores expressos em euros)
Nota Introdutória.
A CCAM de Vale do Dão, C.R.L., com sede em Mangualde na Avenida da Liberdade, 62/64
(adiante apenas designada por “CCAM”) foi constituída por escritura de 24 de Março de
1979, tem actualmente como âmbito de acção e actividade nos concelhos de Mangualde e
Penalva do Castelo, sendo a cobertura feita através de uma rede de três balcões ligados "on
line" entre si e a sede. A CCAM é uma instituição de crédito sob a forma de cooperativa de
responsabilidade limitada que pratica todas as operações permitidas pelo Regime Jurídico do
Crédito Agrícola Mútuo (RJCAM), aprovado pelo Decreto-Lei nº 24/91, de 11 de Janeiro, e
alterado por vários diplomas subsequentes, tendo, também obtido autorização para a prática
de operações de crédito com não associados nos limites e condições previstos no Aviso nº
6/99 e na Instrução n.º 31/99 actualizada pela Instrução n.º 34/2000, do Banco de Portugal.
A CCAM faz parte do "Sistema Integrado de Crédito Agrícola Mútuo" (SICAM), que através da
Caixa Central lhe garante, em sua representação, a ligação aos diferentes operadores de
mercado.
As notas que se seguem são apresentadas pela ordem que se encontra prevista no Plano de
Contas para o Sistema Bancário e as não mencionadas correspondem a pedidos de
informação não aplicáveis à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Vale do Dão, C.R.L., neste
exercício.
Nota.1 – Ajustamentos realizados para estabelecer uma correcta comparabilidade com o
exercício anterior.
Não foram realizados quaisquer ajustamentos para estabelecer uma correcta comparabilidade
com o exercício anterior; assim as demonstrações financeiras apresentadas são comparáveis
em todos os aspectos significativos com os valores publicados no exercício anterior.
Nota.2 – Eventuais situações que constando numa rubrica de Balanço poderiam ser
incluídas noutras rubricas.
Nas rubricas diversas do balanço os registos contabilísticos estão classificados de acordo com
a respectiva natureza, não existindo situações que poderiam ser classificadas noutras
rubricas.
Nota.3 – Bases de apresentação, principais critérios e políticas contabilísticas.
3.1. Bases de apresentação.
As demonstrações financeiras da CCAM são apresentadas em euros e foram preparadas no
pressuposto da continuidade das operações, com base nos livros e registos contabilísticos
mantidos de acordo com os princípios consagrados no Plano de Contas para o Sistema
Bancário e outras disposições emitidas pelo Banco de Portugal.
As demonstrações financeiras da CCAM em 31 de Dezembro de 2006 estão pendentes de
aprovação pelos correspondentes órgãos sociais. No entanto é convicção da Direcção da
CCAM que estas demonstrações financeiras venham a ser aprovadas sem alterações.
3.2. Resumo dos principais critérios e políticas contabilísticas.
As políticas contabilísticas que se seguem são aplicáveis às demonstrações financeiras em 31
de Dezembro de 2005 e 2006.
28
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
a) Especialização de exercícios.
A CCAM segue o princípio contabilístico da especialização de exercícios em
relação à generalidade das rubricas das demonstrações financeiras,
nomeadamente no que se refere ao reconhecimento contabilístico dos juros das
operações activas e passivas que são registados à medida que são gerados,
independentemente do momento do seu pagamento ou cobrança.
b) Operações em moeda estrangeira.
A compra e a venda de notas e moedas estrangeiras são convertidas para euros
com base no câmbio médio à vista de referência à data de 31 de Dezembro de
2006, divulgados pelo Banco Central Europeu e pelo Banco de Portugal. As
restantes operações em moeda estrangeira são realizadas pela Caixa Central.
c) Obrigações, acções e outros títulos de rendimento fixo ou variável.
x Títulos de negociação.
Consideram-se títulos de negociação, aqueles que são adquiridos com o
objectivo de venda dentro de um prazo que não poderá exceder os seis
meses.
As obrigações e outros títulos de rendimento fixo são valorizadas com
base na cotação de mercado, acrescida dos juros corridos e não cobrados.
A diferença que resulta entre a aplicação deste critério e o custo de
aquisição é registada como custo ou proveito. Não existindo valor de
mercado, estes títulos são valorizados ao custo de aquisição, acrescido
dos juros corridos desde a data do último vencimento. As diferenças
apuradas entre o valor de aquisição e o valor de valorização são
registadas como custos ou proveitos.
x Títulos de investimento e títulos a vencimento.
Os títulos de investimento são aqueles que são adquiridos com o
objectivo de venda mas cuja retenção, em regra, ultrapassa seis meses,
ou que, apesar de ser intenção da CCAM mantê-los na sua carteira até à
data de reembolso, não observam as condições para serem classificados
como títulos a vencimento.
Títulos a vencimento são aqueles que a instituição pretende manter até
ao respectivo reembolso e cumprem com os requisitos enumerados no
Anexo à Instrução 4/96 do Banco de Portugal. Tratam-se de títulos de
rendimento fixo com data de reembolso determinada.
As obrigações e outros títulos de rendimento fixo emitidos com base no
valor nominal são registados ao custo de aquisição, sendo os juros
corridos apurados com base no valor nominal e na taxa de juro aplicável
ao período, contabilizados nas respectivas contas de regularização do
activo. A diferença entre o custo de aquisição e o valor de reembolso,
que constituí o prémio ou desconto verificado no momento da compra, é
amortizada de modo escalonado pelo período que decorre até à data de
vencimento dos títulos, por contrapartida de resultados.
A diferença, quando positiva, entre o custo de aquisição (corrigido dos
montantes dos prémios ou dos descontos reconhecidos nos resultados) e
o valor de mercado, é provisionada por contrapartida de resultados.
d) Participações e partes de capital em empresas coligadas.
Na rubrica Partes de capital em empresas coligadas, são registadas as participações
nas empresas em que a CCAM ou CCCAM exerça uma posição de domínio e cujo
interesse pela sua manutenção está ligado à sua actividade e, simultaneamente,
se revistam de carácter duradouro – empresas subsidiárias.
29
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Na rubrica Participações, são registadas as participações em empresas com
percentagem de participação inferior a 20%.
As partes de capital ou participações em empresas encontram-se registadas pelo
respectivo custo de aquisição.
e) Provisões para riscos de crédito.
As provisões para riscos de crédito foram apuradas nos termos do Aviso nº 3/95
o qual foi alterado pelos Avisos nº 2/99, nº 3/99, nº 7/2000, 4/2002, 8/2003 e
9/2003 todos do Banco de Portugal, e incluem:
(i)
Uma provisão específica para crédito e juros vencidos, apresentada no
activo como dedução à rubrica de Créditos sobre clientes, calculada
mediante a aplicação de taxas que variam entre 0,5% e 100% sobre os
saldos de crédito e juros vencidos, em função da classe de risco, da
natureza do crédito e da existência ou não de garantias e do tipo de
garantia;
(ii)
São considerados outros créditos de cobrança duvidosa:
a) As prestações vincendas de uma mesma operação de crédito em que
se verifique, relativamente às respectivas prestações em mora de capital
e juros, pelo menos uma das seguintes condições:
i) Excederem 25% do capital em dívida, acrescido dos juros vencidos;
ii) Estarem em incumprimento há mais de:
- Seis meses, nas operações com prazo inferior a cinco anos;
- Doze meses, nas operações com prazo igual ou superior a 5 e inferior a
10 anos;
- Vinte e quatro meses, nas operações com prazo igual ou superior a 10
anos.
A parte vincenda dos créditos referidos na presente alínea deve ser
reclassificada – apenas para efeitos de provisionamento – como crédito
vencido;
b) Os créditos vincendos sobre um mesmo cliente se, de acordo com a
reclassificação prevista na alínea anterior, o crédito e juros vencidos de
todas as operações, relativamente a esse cliente, excederem 25% do
crédito total, acrescido dos juros vencidos.
Uma provisão genérica para riscos gerais de crédito, apresentada no
passivo na rubrica Provisões para riscos e encargos – outras provisões,
corresponde a 1,5% do crédito ao consumo e do crédito a particulares de
finalidade não determinada, 0,5% do crédito garantido por hipoteca
sobre imóvel, quando este se destina à habitação do mutuário e 1% do
restante crédito não vencido concedido pela CCAM, no qual se inclui o
representado por aceites, garantias e avales prestados;
(iii)
f) Aplicações por recuperação de créditos.
As aplicações por recuperação de créditos correspondem a bens que vieram à
posse da CCAM para regularização de crédito concedido, sendo apresentadas na
rubrica Outros activos. Estes activos são registados ao valor de aquisição,
ajustadas em função das avaliações efectuadas com a constituição de provisão
adequada para as respectivas menos-valias potenciais, sempre que o valor de
aquisição dos bens recebidos por dação em pagamento é superior ao respectivo
valor esperado de realização. As mais-valias potenciais não são relevadas
contabilisticamente.
Estes activos não são objecto de qualquer amortização.
30
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
g) Imobilizações corpóreas.
As imobilizações corpóreas são registadas ao custo de aquisição e a respectiva
depreciação é calculada segundo o método das quotas constantes, por
duodécimos, aplicado ao custo histórico, às taxas anuais máximas permitidas
para efeitos fiscais, de acordo com os seguintes períodos, que se considera não
diferirem substancialmente da vida útil estimada dos bens:
Número de anos
Imóveis
50
Beneficiações em imóveis arrendados
10
Equipamento informático e de escritório
4 a 10
Mobiliário e instalações interiores
6 a 12
Viaturas
4
As beneficiações em edifícios arrendados são amortizadas em 10 anos, ao abrigo
do Aviso nº 9/94, de 2 de Novembro, do Banco de Portugal, dado ser este o
período que se considera reflectir de forma mais aproximada a vida útil desses
investimentos.
h) Imobilizações incorpóreas.
O imobilizado incorpóreo da CCAM é composto essencialmente por despesas de
constituição, com aquisição de software (sistemas de tratamento automático de
dados) e despesas plurianuais, cujo impacto se repercute para além do exercício
em que são gerados. Estas imobilizações são amortizadas no período de 3 anos
pelo método das quotas constantes, por duodécimos, de acordo com o critério
fiscal aplicável.
i) Complementos de pensões de Reforma.
Face às responsabilidades assumidas para com os seus funcionários, a CCAM
aderiu ao Fundo de Pensões do Crédito Agrícola Mútuo que se destina a financiar os
complementos de pensões de reforma por velhice ou invalidez e pensões de
viuvez e orfandade efectuadas pela Segurança Social, relativamente à totalidade
do seu pessoal abrangido pelo Acordo Colectivo de Trabalho Vertical das
Instituições de Crédito Agrícola Mútuo (ACTV), sendo esses complementos
calculados, por referência ao ACTV, de acordo com (i) a pensão garantida à
idade presumível de reforma, (ii) com o coeficiente entre o número de anos de
serviço prestados até à data do cálculo e (iii) o número total de anos de serviço à
data de reforma.
j) Impostos sobre lucros.
Impostos correntes
O encargo do exercício com impostos sobre os lucros, para a CCAM, é calculado
tendo em consideração o disposto no Código do Imposto sobre o Rendimento das
Pessoas Colectivas (CIRC) e os incentivos e benefícios fiscais aplicáveis à
Instituição.
Até ao exercício de 2000 inclusive, a CCAM era tributada pelo lucro consolidado
apurado pelo processo de consolidação fiscal de contas da Caixa Central com as
Caixas de Crédito Agrícola Mútuo suas associadas, nesse exercício a CCAM
passou a ser tributada em base individual ao abrigo do Estatuto Fiscal Cooperativo
(EFC). Para o apuramento da repartição dos custos pelas actividades à taxa
reduzida de 20% (abrangidas pelo EFC) e à taxa geral 25% (excluídas do EFC), a
CCAM seguiu critérios de repartição ajustados ao seu apuramento.
Em 31 de Dezembro de 2006 não existem diferenças temporárias significativas
entre os resultados contabilísticos e os resultados fiscais.
31
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Nota.4 – Quaisquer derrogações aos critérios valorimétricos.
Não foram efectuadas quaisquer derrogações aos critérios valorimétricos, não existindo pois
qualquer influência sobre o património, a situação financeira, os resultados e a carga fiscal.
Nota.7 – Vencimento de obrigações e outros títulos de rendimento fixo.
Os títulos de rendimento fixo constantes na nota 10 apresentam os seguintes vencimentos:
- 06 Junho 2007, o montante de 20.400,00 euros de “Caixa Central/2005”, antecipado,
através da redução de 20% do valor nominal;
- 19 Março 2009, o montante de 750.000,00 euros de “Caixa Central/2004”;
- 06 Junho 2010, o montante de 61.200,00 euros de “Caixa Central/2005”;
- 28 Dezembro 2016, o montante de 158.000,00 euros de “Caixa Central/2006”.
Nota.8 – Créditos sobre empresas participadas.
Os créditos, representados ou não por um título, sobre empresas com as quais a CCAM tem
uma ligação de participação e que estão incluídos nas rubricas 2 a 5 do activo, apresentam a
seguinte distribuição:
2006
Rubrica 2 – Disponibilidades à vista sobre Instituições de Crédito
2005
Depósitos à Ordem
561.862,31
444.325,82
Cheques a Cobrar
443.146,83
338.450,25
2006
Rubrica 5 – Obrigações e outros títulos de rendimento fixo
Títulos Subordinados
2005
989.600,00
852.000,00
Nota.9 – Créditos sobre empresas coligadas.
Não existem créditos sobre empresas coligadas incluídos nas rubricas 2 a 5 do activo.
Nota.10 – Inventário da carteira de títulos.
O montante dos títulos de rendimento fixo detidos em 31 de Dezembro de 2006 apresenta a
seguinte decomposição:
NATUREZA E ESPÉCIE DOS TÍTULOS
Quantidade
Valor
Valor
Valor de
médio de
Nominal
Cotação
aquisição
Valor de Balanço
2006
2005
B. Títulos de Investimento
De rendimento fixo – de outros emissores
Emitidos por residentes
- A médio e longo prazo
Títulos de Investimento “Caixa Central / 2004”
1.500
500,00
500,00
500,00
750.000,00
750.000,00
Títulos de Investimento “Caixa Central / 2005”
204
400,00
500,00
400,00
81.600,00
102.000,00
Títulos de Investimento “Caixa Central / 2006”
316
500,00
500,00
500,00
158.000,00
TOTAL
1.704
989.600,00
852.000,00
Nota.11 – Imobilizações incorpóreas e corpóreas.
O movimento verificado nas rubricas de imobilizações incorpóreas e corpóreas durante o
exercício foi o discriminado no modelo 5, em anexo.
32
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Nota.14 – Duração residual dos créditos das rubricas 3 e 4 do activo.
O montante dos créditos, correspondentes às rubricas 3 e 4 do Activo, desdobrados em
função da sua duração residual, apresentam a seguinte distribuição por prazos:
Rubrica 3 – Créditos sobre Instituições de Crédito
2006
2005
12.437.258,05
11.636.777,21
De três meses a um ano
5.872.175,06
3.472.175,06
De um ano a cinco anos
0
0
Mais de cinco anos
0
0
Duração indeterminada
0
0
18.309.433,11
15.108.952,27
2006
2005
PRAZOS
Até três meses
TOTAL
Rubrica 4 – Créditos sobre Clientes
PRAZOS
Até três meses
1.582.775,19
1.639.468,05
De três meses a um ano
2.061.020,13
2.357.165,91
De um ano a cinco anos
4.336.627,41
4.261.277,03
15.193.055,28
14.777.368,99
779.954,01
1.976.865,49
23.953.432,02
25.012.145,47
Mais de cinco anos
Duração indeterminada
TOTAL
Nota.15 – Reavaliações de imobilizações corpóreas.
Não foi efectuada qualquer reavaliação de imobilizado durante o exercício de 2006 e não
foram feitas amortizações extraordinárias resultantes de medidas de carácter fiscal.
a) Os movimentos verificados nas Reservas de Reavaliação durante o exercício de 2006
respeitam a Directriz Contabilística n.º 16 e evidenciam a parte não reintegrada ou
amortizada dos bens reavaliados, na sequência do processo de reavaliação ocorrido
ao abrigo do Decreto-Lei 31/98.
2006
DESCRIÇÃO
Reserva de Reavaliação Inicial
67.145,00
Diferenças de Reavaliação Transferidas
0,00
Utilização para aumento de Capital
0,00
Resultados Transitados Aprovados
0,00
Reserva de Reavaliação Final
67.145,00
b) Os elementos do activo imobilizado corpóreos reavaliados ao abrigo do Decreto-Lei
n.º 31/98, de 11 de Fevereiro, apresentam os seguintes valores:
IMOBILIZADO CORPÓREO
2006
1998
Custo histórico
266.959,51
266.959,51
Valor da reavaliação efectuada em 1998
115.896,20
115.896,20
Amortizações acumuladas
111.842,40
57.032,69
Valor liquido contabilístico reavaliado
271.013,31
325.823,02
33
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Nota.18 – Duração residual dos débitos das rubricas 1.b), 2.a), 2.b) bb) e 3.b) do passivo.
Os débitos correspondentes às rubricas 1.b), 2.a), 2.b) bb) e 3.b) do Passivo, encontram-se
enquadrados nos seguintes prazos:
2006
2005
26.412.777,17
25.535.086,35
Rubrica 1. b)
0,00
0,00
Rubrica 2. a)
11.484.906,45
10.744.305,24
Rubrica 2. ba)
9.754.192,75
10.363.236,73
Rubrica 2. bb)
5.173.677,97
4.427.544,38
12.014.198,02
8.853.472,40
Rubrica 2. a)
5.849.743,57
5.274.842,66
Rubrica 2. bb)
6.164.454,45
3.578.629,74
794.267,75
1.909.404,01
0,00
3.418,15
794.267,75
1.905.985,86
Mais de cinco anos
1.798,23
1.748,04
Rubrica 2. bb)
1.798,23
1.748,04
0,00
0,00
0,00
0,00
PRAZOS
Até três meses
De três meses a um ano
De um ano a cinco anos
Rubrica 2. a)
Rubrica 2. bb)
Duração indeterminada
Rubrica 2. bb)
Nota.20 – Débitos perante empresas participadas.
Não existem débitos representados ou não por um título, perante empresas com as quais a
CCAM tenha uma ligação de participação e que estejam incluídos nas rubricas 1, 2, 3 e 8 do
passivo.
Nota.21 – Débitos perante empresas coligadas.
Não existem débitos representados ou não por um título, perante empresas coligadas e que
estejam incluídos nas rubricas 1, 2, 3 e 8 do passivo.
Nota.23 – Compromissos com a prestação de garantias e rubricas extra patrimoniais.
x
Passivos eventuais e Compromissos
As Garantias emitidas pela CCAM, são passivos eventuais uma vez que garantem o
cumprimento perante terceiros das obrigações dos seus clientes no caso de estes falharem os
compromissos assumidos.
Os compromissos, na generalidade, são acordos contratuais de curto prazo para utilização de
linhas de crédito que geralmente têm associado prazos fixos, ou outras cláusulas de
expiração, e requerem o pagamento de uma comissão. Os compromissos da CCAM com
linhas de crédito estão na sua maioria condicionados à manutenção pelo cliente de
determinados parâmetros, à data de utilização dessa facilidade.
Dada a sua natureza, os compromissos assumidos e garantias prestadas não representam
necessariamente requisitos futuros de liquidez.
34
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Em 31 de Dezembro de 2006 e 2005, existiam os seguintes saldos relativos a rubricas extra
patrimoniais:
RUBRICA EXTTRAPATRIMONIAL
2006
2005
Garantias Prestadas e outros passivos eventuais
Garantias e avales
923.370,38
1.008.964,99
0,00
0,00
6.652,80
49.450,17
15.041.769,78
14.810.277,64
830.133,33
1.067.663,40
De depósito e guarda de valores
133.292,85
0,00
De cobrança de valores
204.353,63
208.011,64
0,00
0,00
40.868.907,13
42.219.769,16
0,00
0,00
1.296.154,62
10.835,27
Juros vencidos
10.958,45
14.964,31
Despesas de crédito vencido
59.070,06
51.307,38
59.374.663,03
59.441.243,96
Fianças e indemnizações
Termos Responsabilidade
Garantias Recebidas
Garantias e avales
Compromissos perante terceiros
Compromissos irrevogáveis
Responsabilidades por prestação de serviços
Garantias reais
Activos dados em garantia
Activos recebidos em garantia
Outras contas extra patrimoniais
Consignações
Créditos abatidos ao activo
TOTAL
Nota.24 – Compromissos com pensões de reforma e respectivas coberturas.
As responsabilidades assumidas para com os seus funcionários estão cobertas, conforme
referido na nota 3.2. i), pelo Fundo de Pensões do Crédito Agrícola Mútuo.
Nota.25 – Movimento de provisões.
Conforme mapa modelo 6 em anexo.
Nota.26 – Critério utilizado para distinguir os títulos-negociação dos títulos-investimento e
a vencimento, e das imobilizações financeiras.
Os critérios utilizados para distinguir os títulos-investimento das imobilizações financeiras
encontram-se devidamente explicitados nas notas 3.2. c) e 3.2. d).
A rubrica 5 do Activo refere-se apenas a títulos de investimento, dado tratarem-se de títulos
de rendimento fixo (Títulos de Investimento da CCCAM) adquiridos com a finalidade de
permanecerem na posse desta CCAM por um prazo superior a seis meses, com o objectivo de
obter um rendimento a médio prazo.
35
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Nota.27 – Contas de regularização.
Os acréscimos e diferimentos de custos e proveitos apresentam os seguintes saldos a 31 de
Dezembro de 2006:
2006
CONTAS DE REGULARIZAÇÃO
2005
Proveitos a receber
263.852,38
197.154,46
Custos a pagar
292.891,56
234.419,72
Receitas com proveito diferido
4.105,08
4.753,47
Despesas com custo diferido
6.331,47
2.853,73
Nota.29 – Capital subscrito durante o exercício.
No exercício de 2006, o capital subscrito e os aumentos de capital apresentam o seguinte
detalhe:
DESCRIÇÃO
Saldo inicial
Incorporação de
reservas
Total
2.209.495,00
2.568.780,00
4.778.275,00
276.085,00
0,00
276.085,00
93.915,00
278.355,00
372.270,00
1.720,00
28.630,00
30.350,00
575,00
3.120,00
3.695,00
2.577.200,00
2.815.385,00
5.392.585,00
Incorporação de reservas
Emissão de títulos de capital
Reembolso
Pedido de demissão
Saldo final
Emissão de títulos de
capital
Em 31 de Dezembro de 2006, o capital da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Vale do Dão,
C.R.L. encontra-se disperso por 3215 associados e de acordo com o limite previsto no n.º 4 do
artigo 102.º do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, não existe
nenhum associado a deter uma participação igual ou superior a 2% no capital da CCAM.
Nota.31 – Outros activos e passivos.
A natureza e o valor dos principais elementos patrimoniais que integram as Rubricas 13 do
Activo e 4 do Passivo são os seguintes:
OUTROS ACTIVOS – RUBRICA 13 DO ACTIVO
Numismática
2006
2005
2.332,71
2.332,71
76.536,64
57.491,93
0
0
Devedores Diversos
14.855,87
17.976,60
Aplicações para recuperações de créditos (imóveis)
97.457,92
42.457,92
Aplicações para recuperações de créditos (outros)
0
0
Provisões p/cob. duvidosas p/devedores e outras aplicações
0
0
(15.707,92)
(3.457,92)
175.475,22
116.801,24
Devedores por bonificações a receber
Devedores por IRC a recuperar
Provisões para outras aplicações
TOTAL
Os imóveis incluídos na rubrica de Aplicações para recuperação de créditos são normalmente
mantidos em carteira por prazos que não excedem o limite previsto pelo Banco de Portugal. No
caso de se prever a manutenção dos imóveis por um prazo superior a 2 anos, é
especificamente requerida autorização para prorrogação desse prazo.
36
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
2006
OUTROS PASSIVOS – RUBRICA 4 DO PASSIVO
2005
Fornecedores
33.663,02
24.139,24
Credores diversos
19.320,04
9.530,38
103.493,65
133.750,30
311,58
317,31
1.661,70
1.692,33
193,27
231,84
158.643,26
169.661,40
Sector Público Administrativo
Cobranças por conta de terceiros
Contribuições para o S.A.M.S.
Contribuições para Fundos de Pensões
TOTAL
Nota.32 – Fundos Administrados em nome próprio mas por conta de outrem.
Os fundos que a Instituição administra em nome próprio mas por conta de outrem e que não
apresentam representação patrimonial foram os seguintes:
2006
DESCRIÇÃO
CA Património Crescente
2005
2.125,70
2.031,22
Raiz Europa
24.170,26
8.205,28
Raiz Global
11.636,76
19.844,41
Raiz Poupança Acções
13.774,47
25.703,45
8.677,80
7.880,14
546.219,53
1.156.974,47
1.437.262,89
2.070.033,02
32.580,10
30.032,44
2.076.447,51
3.320.704,43
Raiz Poupança Reforma / Educação
Raiz Rendimento
Raiz Tesouraria
Raiz Valor Ibérico
TOTAL
Nota.34 – Número médio anual de trabalhadores.
Durante o exercício de 2006 o número médio anual de trabalhadores, por grandes categorias
profissionais foi:
2006
CATEGORIAS PROFISSIONAIS
2005
Funções de Direcção
1
1
Funções de Chefias Intermédias
3
3
Funções Técnicas
1
1
Funções Administrativas
8
9
13
14
TOTAL
Nota.35 – Remuneração dos órgãos de direcção e de fiscalização.
As remunerações pagas pela CCAM aos membros dos órgãos de Direcção e Fiscalização não
executivos e os créditos concedidos a membros dos órgãos referidos, apresentam o seguinte
detalhe:
DESCRIÇÃO
Direcção
Conselho Fiscal
2006
2005
12.532,00
11.814,50
1.155,00
1.425,00
Adiantamentos
0
0
0
0
Crédito Concedido
0
0
0
0
Garantias
0
0
0
0
Montante de Remunerações
2006
2005
37
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
As remunerações do Presidente da Direcção Executivo estão integradas nas remunerações do
pessoal.
Existe um crédito ao abrigo do ACTV ao Presidente Executivo cujo capital em dívida em 31
de Dezembro de 2006 era de 13.984,12 Euros.
Não foram efectuados quaisquer adiantamentos e a CCAM não assumiu quaisquer
compromissos em matéria de pensões de reforma para antigos ou para os actuais órgãos
sociais, para além dos cobertos pelo Fundo de Pensões do Crédito Agrícola Mútuo.
Nota.37 – Montante global dos elementos do activo e do passivo expressos em moeda
estrangeira.
O montante global dos elementos do activo e do passivo expressos em moeda estrangeira
apresentam a seguinte decomposição por rubrica de Balanço:
RUBRICA DO BALANÇO
Rubrica.1 – Notas e moedas estrangeiras
Rubrica.2 – Cheques em trânsito – s/O.I.M.
Conversão
2006
2005
51.102,68
10.843,47
8.203,59
4.665,91
Nota.38 – Distribuição dos proveitos correntes por mercados geográficos.
Os custos e os proveitos correntes da CCAM no exercício de 2006 tiveram origem na sua
totalidade em operações realizadas no território nacional.
Nota.39 – Outros custos e proveitos de exploração e ganhos e perdas extraordinários.
O valor dos custos e proveitos residuais e extraordinários, distribuídos por rubricas da
Demonstração de Resultados, é o seguinte:
DESCRIÇÃO
Rubrica A.6 – Outros custos de exploração
Quotizações
Donativos
Outros
Rubrica A.11 – Perdas extraordinárias
Menos – valias na realização valores imobilizados
Multas e outras penalidades contratuais
Prejuízos por extravio, roubo ou falsificação
Perdas relativas a exercícios anteriores
Outras perdas extraordinárias
Rubrica B.7 – Outros proveitos de exploração
2006
2005
35.925,36
11.257,39
9.456,08
10.532,39
25.737,28
750,00
732,00
0
19.875,73
18.822,01
0
0
34,92
469,50
0
0
19.695,25
18.329,25
145,56
23,26
63.013,95
75.570,21
Proveitos pela prestação de serviços
14.958,71
8.890,26
Reembolso de despesas
21.073,96
29.959,50
Recuperação de Créditos, Juros e Despesas
25.626,96
35.116,55
1.354,32
1.603,90
15.448,04
26.919,70
0,00
16.518,01
Indemnização por incumprimento de contratos
2.531,84
2.956,60
Ganhos relativos a exercícios anteriores
8.615,02
6.953,34
Outros ganhos extraordinários
4.301,18
491,75
Outros
Rubrica B.9 – Ganhos extraordinários
Mais – Valias na realização de Valores Imobilizados
38
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Nota.41 – Imposto sobre o Rendimento.
A CCAM está sujeita a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento de Pessoas
Colectivas (IRC) e à correspondente Derrama, sendo que até ao exercício de 2000 inclusive era
tributada pelo lucro consolidado, resultante do processo de consolidação das contas da Caixa
Central com as das CCAM suas associadas.
As Autoridades Fiscais têm a possibilidade de rever a situação fiscal da CCAM durante um
período de quatro anos para os exercícios posteriores a 1998, podendo por isso resultar,
devido a diferentes interpretações da legislação fiscal, eventuais liquidações adicionais
relativamente aos exercícios ainda susceptíveis de revisão.
A reconciliação entre o lucro contabilístico e o lucro tributável, a estimativa de impostos sobre
os lucros e os impostos sobre os rendimentos pagos, com referência aos exercícios de 2003 a
2006 são analisados de acordo com um mapa de formato idêntico ao quadro 07 da declaração
de IRC aplicável ao exercício.
DESCRIÇÃO
2006
2005
2004
2003
621.616,08
472.130,07
390.089,97
306.358,49
- Variações Patrimoniais neg. não reflectidas no result.
0
0
159.812,64
85.162,83
+ Lucro tributável imputado por ACE’s
0
79,57
0
781,46
1.330,53
2.144,35
1.641,88
1.641,88
Lucro contabilístico antes de Impostos
+ Reintegrações e amortizações não aceites como custos
+ Provisões não dedutíveis ou para além dos limites legais
0
0
15.041,52
0
+ Donativos não previstos ou além dos limites legais
0
75,00
0
100,00
34,92
469,50
0
120,00
+ Menos-valias contabilísticas
0
0
3.753,59
123,88
+ Mais-valias fiscais
0
16.405,78
0
0
774,54
774,54
774,54
774,54
+ Correcções relativas a exercícios anteriores
2.907,35
1.629,67
1.804,08
2.806,05
+ Quotizações além dos limites
4.165,23
5.970,85
5.602,38
5.145,17
0
0
781,46
0
0
0
0
+ Multas, coimas, juros compensatórios
+ 40% do aumento das reint. resultantes da reavaliação imob.
- Prejuízo fiscal imputado por ACE’s
- Redução de provisões tributadas
16.518,01
- Mais-valias contabilísticas
7.703,68
236,01
36.058,76
6.330,99
10.294,91
220,00
60,00
311,50
Lucro tributável
782.356,04
623.455,82
284.536,50
299.955,58
Estimativa de impostos sobre os lucros
169.525,98
140.750,51
62.541,40
73.909,43
27,27 %
29,81 %
16,03 %
24,13 %
12.320,06
9.572,30
4.280,31
32.888,63
1,73
0
37,43
37,43
11.550,95
9.170,38
3.924,61
3.913,75
2.561,87
2.067,90
2.559,87
2.544,70
111.675,00
51.087,00
56.536,00
73.872,00
57.849,25
81.959,83
5.731,96
(34.562,35)
- Excesso da estimativa para impostos
- Benefícios fiscais
Taxa efectiva de imposto sobre o lucro contabilístico
Benefícios fiscais
Retenções na fonte
Derrama
Outras despesas tributadas autonomamente
Pagamentos por conta efectuados no exercício
IRC a pagar / recuperar
Nota.42 – A proporção em que o imposto sobre os lucros incide sobre os resultados
correntes e os resultados extraordinários.
A proporção do IRC sobre os resultados correntes em 2005................................................... 100%.
A proporção do IRC sobre os resultados correntes em 2006....................................................100%.
Dos resultados extraordinários não resultou carga fiscal.
39
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Nota.43 – Inclusão em contas consolidadas.
A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Vale do Dão, CRL, integra o perímetro de
consolidação de contas do Sistema Integrado de Caixas de Crédito Agrícola Mútuo (SICAM)
e do Grupo Financeiro do Crédito Agrícola Mútuo, cuja sede social é na Rua Castilho, n.º223 –
1099-004 Lisboa.
Nota.47 – Transacções com empresas do grupo.
As operações desta natureza constantes nas rubricas da demonstração de resultados
apresentam os seguintes valores a 31 de Dezembro de 2006:
A. Custos
Entidade
Caixa Central
Juros e Custos
Equiparados
Comissões
Pagas
Outros Gastos
Administrat.
TOTAL
Outros Custos
1,32
12.352,24
0
1695.07
14.048,63
CA Dealer
0
18,16
0
0
18,16
CA Gest
0
0
0
0
0
CA Seguros
0
0
14.495,78
0
14.495,78
CA Vida
0
0
0,00
0
0
CCAM’s
0
2.103,70
0
0
2.103,70
FENACAM
0
0
23.208,89
9.127,22
32.336,11
Rural Informática
0
0
0
50.551,14
50.551,14
SICAMSERV – ACE
0
0
115.540,61
0
115.540,61
B. Proveitos
Entidade
Caixa Central
Juros e Proveitos
Equiparados
Comissões
Recebidas
Rendimento de
Títulos
Outros
Proveitos
TOTAL
459.209,96
18.944,55
0
0
478.154,51
CA Dealer
0
0
0
0
0
CA Gest
0
383,16
0
0
383,16
CA Seguros
0
29.379,11
0
0
29.379,11
CA Vida
0
17.732,51
250,00
0
17.982,51
CCAM’s
0
0
0
0
0
FENACAM
0
0
0
0
0
Rural Informática
0
0
0
0
0
SICAMSERV – ACE
0
0
0
2.563,70
2.563,70
Nota.49 – Informações sobre a cobertura de responsabilidades de pensões de reforma e
sobrevivência.
A cobertura de responsabilidades com pensões de reforma e sobrevivência está a cargo de um
fundo de pensões para todos os colaboradores das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo. Este
Fundo, cujos benefícios a atribuir pelo plano de pensões são os definidos no Acordo Colectivo
de Trabalho Vertical do Crédito Agrícola Mútuo, assume, assim, a natureza de um fundo
solidário, estando a sua gestão a cargo da companhia de seguros Fidelidade – Mundial, S.A..
As informações sobre o valor do fundo e responsabilidades por pensões são disponibilizadas
nas notas às contas consolidadas a apresentar pela Caixa Central. A contribuição desta CCAM
para o Fundo de Pensões no exercício de 2006 foi de 1.254,11 Euros.
40
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Nota 50 – Informações detalhadas, de natureza qualitativa e quantitativa, sobre
participações financeiras.
Inventário da carteira de títulos conforme o modelo 4:
Modelo 4
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Vale do Dão, C.R.L.
Inventário Títulos e Participações Financeiras em 31/12/2006
Natureza e Espécie de Títulos
Valor
Nominal
Qtd
(em euros)
Valor
Médio de
Aquisição
Valor de
Provisões Valor Liquido
Cotação Acumuladas de Balanço
A. TÍTULOS – NEGOCIAÇÃO
B. TÍTULOS – INVESTIMENTO
Títulos de rendimento fixo – de outros emissores
Emitidos por residentes
- A curto prazo
- A médio e longo prazo
Títulos de Investimento Caixa Central / 2004
1500
500,00
500,00
500,00
0
Títulos de Investimento Caixa Central / 2005
204
400,00
500,00
400,00
0
81.600,00
Títulos de Investimento Caixa Central / 2006
316
500,00
500,00
500,00
0
158.000,00
750.000,00
D. IMOBILIZAÇÕES FINANCEIRAS
200,482
Participações
- Em instituições de crédito no país
Na Caixa Central Crédito Agrícola Mútuo
174.511
5,00
244.975,47
627.579,53
20
2,49
49,88
0
4
2,49
0
9,98
1.472
4,99
0
7.345,28
10
4,99
5,78
0
57,84
1.408
5,00
5,88
0
8.283,22
- Em instituições de crédito no estrangeiro
- Em outras empresas no país
Em uniões regionais
Fenacam
- Em outras empresas no estrangeiro
Partes de capital em empresas coligadas
- Em instituições de crédito no país
- Em instituições de crédito no estrangeiro
- Em outras empresas no país
Na Rural Informática S.A.
Na Rural Seguros S.A.
Na Crédito Agrícola Vida S.A.
- Em outras empresas no estrangeiro
Outras imobilizações financeiras
TOTAL
O Responsável pela Contabilidade,
Marcelo Luís da Costa Almeida
TOC N.º 4704.
245.025,35 1.632.875,85
A Direcção,
Vítor Manuel Coutinho Lopes Gomes – Presidente Executivo
Alfredo Ribeiro Poças – Vice-Presidente
António de Gouveia Rodrigues – Secretário
João Barbosa Monteiro – Tesoureiro
José Abrantes Marques – Vogal
41
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Vale do Dão, C.R.L.
Imobilizações Corpóreas e Incorpóreas – 31/12/2006
Saldo do Exercício Anterior
Contas
Valor Bruto
Amortizações
acumuladas
Modelo 5
(em euros)
Aumentos
Aquisições
Reavaliações
Amortizações
Abates
Transferências
Regulariz.
Líquidos
(Liquido)
exercício
Valor Líquido
em
31/12/2006
Imobilizações Incorpóreas
Trespasses
Despesas de estabelecimento
Custos plurianuais
Despesas de Investigação
e desenvolvimento
Sistemas de Tratamento
Automático de dados
200.577,22
200.577,22
1.008.234,79
209.644,82
623.806,43
531.891,45
0
Outras
Imobilizações corpóreas
Imóveis de serviço próprio
Equipamento
Património artístico
Outras imobilizações corpóreas
5.290,22
18.956,81
779.633,16
28.643,43
68.561,77
2.640,05
2.640,05
213,01
213,01
1.835.471,50
942.326,50
0
Imobilizações em curso
Imobilizações Incorpóreas
Imóveis
Equipamento
Património artístico
Outras imobilizações corpóreas
Adiantamentos por conta de
Imobilizações
Totais
O Responsável pela Contabilidade,
Marcelo Luís da Costa Almeida
TOC N.º 4704.
5.290,22
0
0
47.600,24
0
0 850.834,98
A Direcção,
Vítor Manuel Coutinho Lopes Gomes – Presidente Executivo
Alfredo Ribeiro Poças – Vice-Presidente
António de Gouveia Rodrigues – Secretário
João Barbosa Monteiro – Tesoureiro
José Abrantes Marques – Vogal
42
Ano. 2006
Balanço, Demonstração de Resultados e anexo às contas
Caixa de Crédito Agrícola do Vale do Dão
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Vale do Dão, C.R.L.
Movimento de Provisões 2006
SALDO
INICIAL
PROVISÕES
Para Crédito de Cobrança duvidosa
Modelo 6
(em euros)
DOTAÇÕES
UTILIZAÇÕES
ANULAÇÕES
REPOSIÇÕES
SALDO
FINAL
30.807,33
52.291,69
0,00
58.271,27
24.827,75
30.807,33
52.291,69
0,00
58.271,27
24.827,75
1.571.027,41
226.479,17
1.285.319,35
251.698,18
260.489,05
1.506.379,95
224.311,39
1.219.240,58
251.695,93
259.754,83
2,25
0,00
Para aplicações em I.C. no país
Para aplicações em I.C. no estrang.
Para crédito concedido interno
Para crédito concedido ao exterior
Para devedores e outras aplicações
Para crédito vencido
Para aplicações em I.C. no país
Para aplicações em I.C. no estrang.
Para crédito concedido interno
Para crédito concedido ao exterior
2,25
Para títulos de rendimento fixo
Para títulos de rendimento variável
Para outros créditos vencidos
64.647,46
2.165,53
66.078,77
0,00
734,22
Para depreciação de títulos – negociação
De rendimento fixo
De rendimento variável
Para depreciação de títulos – investimento
De rendimento fixo
De rendimento variável
Para risco-país
Para aplicações em I.C.no estrangeiro
Para crédito concedido ao exterior
Para aplicações em títulos
Para outras aplicações
Para outras aplicações
Para imobilizações financeiras
3.457,92
12.250,00
0,00
0,00
15.707,92
245.083,19
0,00
0,00
57,84
245.025,35
Participações
245.025,35
0,00
0,00
0,00
245.025,35
57,84
0,00
0,00
57,84
0,00
Diversas
182.399,34
88.974,17
0,00
89.116,79
182.256,72
Para riscos gerais de crédito
182.399,34
88.974,17
0,00
89.116,79
182.256,72
2.032.775,19
379.995,03
1.285.319,35
399.144,08
728.306,79
Partes de capital em emp.coligadas
Outras imobilizações financeiras
Para riscos de flutuação de câmbios
Para pensões de reforma e sobrevivência
Para outros riscos e encargos
Para riscos bancários gerais
TOTAL
O Responsável pela Contabilidade,
Marcelo Luís da Costa Almeida
TOC N.º 4704.
A Direcção,
Vítor Manuel Coutinho Lopes Gomes – Presidente Executivo
Alfredo Ribeiro Poças – Vice-Presidente
António de Gouveia Rodrigues – Secretário
João Barbosa Monteiro – Tesoureiro
José Abrantes Marques – Vogal
43
Caixa do Vale do Dão
Outras Iniciativas
2006
Movimento de Associados
Relatório e Contas 2006
Movimento Associativo no ano de 2006
Sócios existentes em 31 de Dezembro de 2005 ........................
Sócios admitidos durante o ano de 2006 ....................................
Soma ..................
Sócios Falecidos
2 878
15
2.893
5
Mário Correia Alcântara; Paulo Lopes Martins; Albino Ramos; Vítor Manuel Gouveia e Paulo Alexandre
Ferreira Gonçalves.
Sócios Exonerados
(Art. 13 Estatutos)
35
Abel Lopes Vinagre; Alexandrino Lopes; António Almeida; António Almeida Rebelo; António Gouveia
Lopes; António Jorge Lopes Fonseca; António José Loureiro; António Manuel Lopes Carvalho; Armando
Aristides Gaspar; Artur José Rodrigues; Casa de Fagilde – Turismo Rural Lda.; Eduardo Lopes Carneiro;
Francisco Henriques; Francisco Silva Cardoso; Hermínio António Henriques Lopes; Jorge Pires Belém;
José Alexandre Mendes; José Almeida Pacheco; José António Campos Lopes; José Gomes Almeida; José
Francisco Soares Almeida Silva Camilo; José Júlio Pais Figueiredo; José Manuel Sousa Ferreira; José de
Sousa; Lucília Celeste Natividade Martins Cabral; Luís Almeida Maria; Luís Miguel Costa Ferreira; Maria
Conceição Lopes; Maria Fernanda Costa Martins; Maria Leonor Amaral Canelas; Olívia Almeida Santos;
Paulo Alexandre Ferreira Gonçalves; Paulo Jorge Gomes Costa; Rui Miguel Ferreira Valério; Valter Manuel
Peres Almeida.
Sócios Excluídos (Nº1 Art. 14 Estatutos)
1
Filipe Pinto Cabral.
Sócios Existentes em 31 de Dezembro de 2006
2.857
CCAM do Vale do Dão
Sede: Mangualde – Av. da Liberdade, 62/64 – Apartado 53 – 3530-113 Mangualde
Tel. 232 623 604 - 232 611 239 – Telefax 232 623 090
e-mail: [email protected]
Balcões: Penalva do Castelo – R. 1º de Dezembro, 34 - 3550-135 Penalva do Castelo
Tel. 232 642 490 - Fax 232 642 382
Chãs de Tavares - Lg. do Outeiro – 3530-031 Chãs de Tavares
Tel. 232 641 158 – Fax 232 641 159
45
Caixa do Vale do Dão
Intercooperação
2006
Parecer do Conselho Fiscal
Relatório e Contas 2006
Parecer do Conselho Fiscal
No cumprimento das suas obrigações estatutárias, o Conselho Fiscal reuniu para apreciar, discutir e
emitir o seu parecer sobre o Relatório, Balanço, Contas e mapas anexos ás mesmas relativos ao exercício
de 2006, apresentado pela Direcção, bem como sobre a proposta de Distribuição de Resultados.
Estiveram presentes, para além da Direcção, todos os membros do Conselho Fiscal, que analisaram os
elementos apresentados, considerando que, espelham com fidelidade e consistência a situação
patrimonial da Caixa Agrícola, realçando ainda a cuidadosa gestão desenvolvida pela Direcção.
Este Conselho que ao longo do ano foi acompanhando regularmente a actividade da Caixa considera
bastante elucidativos todos os elementos que lhe foram apresentados.
Assim, compete-nos referir o seguinte:
O Relatório de Gestão, Balanço, Contas, mapas anexos e Resultados apresentados, são suficientemente
esclarecedores da situação da CCAM do Vale do Dão, evidenciando os aspectos mais relevantes.
Tendo em conta o que se deixou relatado, somos de parecer que a Assembleia Geral APROVE :
a) - O Relatório, Balanço e Contas do Exercício de 2006, bem como os mapas a ele anexos ;
b ) – A distribuição dos resultados de exercício, conforme proposto pela Direcção .
c) – Que aprove ainda um voto de louvor à Direcção, bem como a toda a equipa de profissionais, que
tem sabido demonstrar qualidade, eficiência e produtividade ao longo destes anos.
Mangualde, 28 de Fevereiro de 2007
O Conselho Fiscal,
César Augusto de Almeida Morais Henrique Máximo de Figueiredo Álvaro Gomes dos Santos –
Presidente
Vogal
Vogal
CCAM do Vale do Dão
Sede: Mangualde – Av. da Liberdade, 62/64 – Apartado 53 – 3530-113 Mangualde
Tel. 232 623 604 - 232 611 239 – Telefax 232 623 090
e-mail: [email protected]
Balcões: Penalva do Castelo – R. 1º de Dezembro, 34 - 3550-135 Penalva do Castelo
Tel. 232 642 490 - Fax 232 642 382
Chãs de Tavares - Lg. do Outeiro – 3530-031 Chãs de Tavares
Tel. 232 641 158 – Fax 232 641 159
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relatório e contas parecer do conselho fiscal