Atividades esportivas e lazer em Porto Alegre – RS JANICE ZARPELLON MAZO Sport activities and leisure in Porto Alegre-RS Porto Alegre, capital of the state of Rio Grande do Sul, was founded in 1772. Portuguese, German and Italian immigrants started arriving there in the early 19th century, which contributed for the establishment of sporting practices as an essential recreational part of city life. Initially leisure activities took place in the communities where the immigrants had chosen to live and later on in sports associations, squares, parks, and community centers. German immigrants organized the first sports associations during the second half of the 19th century: the first gymnastics society of Porto Alegre (Turnerbund) in 1867. Portuguese immigrants were relevant as they influenced the construction of 4 racecourses in the city. Italian immigrants participated in the cycling competitions in the velodromes constructed in the late 19th century. The Serviço de Recreação Pública (Service of Public Leisure), an initiative of Porto Alegre Municipality, created the “Praça de Esportes” (‘Sports Square’) in various locations in the city in the 1920s aiming at the practice of supervised activities. This type of intervention became so much popular that as squares grew in number (by either expansion or adaptation of the existing ones) so did the number of participants in leisure sports. The city population had grown to approximately 250,000 inhabitants in the 1930s in spite of the decrease of migratory waves. The monthly average of children and young people that attended the squares for physical activities was 25,000 (10% of the population). Interpraças (‘inter squares’), a new program that began in the 1950s, brought together teams of sports schools for children in the squares and parks through recreational and educational competitions. The population of Porto Alegre has reached 1.2 million people today and the blend of supervised activities of leisure and competitions has been one of the special traditions of the city that has 405 squares, 26 parks and 29 gardens. The present chapter reports on the urban and landscape changes that Porto Alegre has gone through as new programs of sports and leisure have been implemented since the 1920s. Maps show the location of the activities and of the areas available in the different stages of development. Definições e Origens Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul, foi fundada oficialmente em 26 de março de 1772. No início do século XIX recebeu vários grupos de imigrantes europeus, principalmente, portugueses, alemães e italianos que, em maior ou menor escala, contribuíram para a configuração, na cidade, das práticas esportivas no âmbito do lazer. As atividades de lazer eram realizadas, inicialmente, nas comunidades identificadas com os grupos migratórios e, posteriormente, nas associações esportivas, praças, parques e centros de comunidade. As primeiras associações esportivas foram organizadas pelos imigrantes alemães, na segunda metade do século XIX. Os imigrantes alemães fundaram a primeira sociedade de ginástica em Porto Alegre (Turnerbund) em 1867. Os imigrantes portugueses destacaram-se pela influência na criação de quatro hipódromos na cidade. E os imigrantes italianos participaram, especialmente, das provas ciclísticas nos velódromos da cidade no final do século XIX. Neste período, além das associações esportivas foram criados outros espaços de sociabilidades e de lazer, com destaque para a primeira praça municipal de Porto Alegre. Nagel, 1862 a 1885 (Rua de Bragança/ Rua general Silva Tavares, atual Rua Marechal Floriano); Salão de Bilhar de Lorenz, 1884 (Rua de Bragança/Rua General Silva Tavares, atual Rua Marechal Floriano); Salão de Bilhar de Emil Bretsch, 1861; e Salão de Boliche de Louis Gebert, 1855 a 1870 (Gans, 1996). Somente no ano de 1873 foram criados quatro salões de bilhar em Porto Alegre (Becker, 1987: 249). Este autor afirma que o billard (termo de origem francesa) era um dos esportes preferidos da comunidade teuto-brasileira em 1875. O billard chegou ao Rio Grande do Sul, através dos imigrantes alemães, no período de 1824 a 1830. A influência francesa nesta prática desportiva trazida pelos alemães se deu, em razão do fato destes imigrantes serem oriundos de uma região da Alemanha que havia sido ocupada pelas forças de Napoleão Bonaparte. Além dos salões de bilhar, havia uma cancha de bolão fundada por Augusto Walmrath em 1873. O bolão era encontrado tanto na zona de colonização alemã quanto na comunidade açoriana ou lusa (Becker, 1987). A prática do bilhar foi preponderante em relação ao bolão até a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando o bolão começa a se afirmar nas associações esportivas. 1900 O novo século, sob a influência do regime republicano (1889), é marcado pelas mudanças dos costumes da sociedade brasileira, que começa a substituir o estilo europeu português pelo modelo sócio-cultural inglês e francês. Em Porto Alegre, a vida social começa a refletir o que ocorria no Rio de Janeiro (capital do país na época) e, também nos centros europeus como, por exemplo, Paris, Londres e Berlim. As práticas esportivas institucionalizadas em associações surgem enquanto uma forma de passatempo diferenciado. Os esportes associaram-se às novas formas de lazer e de se comportar na cidade. Porto Alegre, com pouco mais de 70.000 habitantes, crescia modestamente em relação a outras capitais do Brasil (Macedo, 1973). A cidade comportava “o número de 73.672 almas” de acordo com o recenseamento da “Directoria Geral de Estatística da Capital Federal” (Lima, 1909: 2). Os teuto-brasileiros impulsionavam o crescimento econômico e social da capital, que procurava inserirse na modernidade. A predominância de fortes dinastias econômicas teuto-brasileiras atribuiu a Porto Alegre a denominação de “cidade dos alemães” (Singer, 1974). A elite econômica teuto-brasileira estendeu seu domínio para as associações esportivas porto-alegrenses (Pimentel, 1945). Segunda Metade do Século XIX Porto Alegre era uma cidade modesta do ponto de vista comercial, administrativo e populacional (aproximadamente 45.000 habitantes, em 1888). O modelo econômico-social estava centrado na pecuária e no comércio (Franco, 1993). Os prédios do Teatro São Pedro (1858), a Beneficência Portuguesa (1868), o Palácio da Justiça (1870) e o Mercado Público (1870) sinalizavam para a prosperidade da construção civil. A cidade começou a crescer, comercialmente, através das atividades de importação e exportação realizadas pelos imigrantes alemães e seus descendentes (teuto-brasileiros), através do porto (Franco, 1993). Os teuto-brasileiros se tornaram pequenos proprietários rurais no Vale do Rio dos Sinos e transformaram Porto Alegre no núcleo exportador de produtos para o centro do país. A ampliação dos negócios e das oportunidades de emprego transformou a cidade num pólo de atração para a zona colonial, ocasionando a migração dos estancieiros para a cidade. Além de exercerem influência no comércio e na indústria, os teuto-brasileiros criaram escolas, bancos, companhias de teatro e associações esportivas. A melhoria das condições de vida dos teuto-brasileiros possibilitou um tempo livre que, associado a outros fatores, permitiu-lhes multiplicar os espaços para as práticas esportivas e atividades físicas voltadas para a saúde e o lazer. Em 1867 foi criada a primeira sociedade ginástica em Porto Alegre, a Turnerbund (atual SOGIPA), e em 1888, o primeiro clube de remo, o Ruder Verein. Os banhos de mar estavam associados à vida saudável das elites porto-alegrenses, e eram anunciados nos jornais da cidade como os “hygiênicos banhos da Cidreira” (Pesavento, 1992). As “praias de banho” começavam a ser freqüentadas pelos porto-alegrenses. Os teuto-brasileiros criaram diversos estabelecimentos ligados ao lazer e as sociabilidades, como restaurantes, cafés, livrarias, boliches, bilhares e hotéis (Gans, 1996). A população masculina se divertia nos salões de bilhar, bolão e boliche dos “alemães”: Salão de Bilhar e Bolão de August Walmrath, 1858 a 1872 (localizado na Rua Senhor dos Passos); Salão de Bilhar de Guilherme Jacob Roth, 1881 a 1889 (Rua Santa Catarina, atual Rua Dr. Flores); Salão de Bilhar de Peter Simon Welsch, 1872 (Beco do Rosário, na Rua 24 de Maio, atual Avenida Otávio Rocha); Salão de Bilhar de Carlos Gassmann, 1869 a 1871; Salão de Bilhar de Louis 15.16 DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. No âmbito do lazer da população porto-alegrense, também se destacavam as corridas de cavalo conhecidas por “carreiras em cancha reta”, também chamadas de “carreiras de cavalos”. Para Prado Jr. (1996: 207) as carreiras – “o grande esporte dos pampas”, eram a diversão predileta dos gaúchos campeiros, As corridas eram realizadas esporadicamente e representavam um momento de reunião social e festiva, no qual as mulheres organizavam os piqueniques. O Morro de Teresópolis era o lugar mais conhecido da cidade pelas disputas de carreiras de cavalos (Macedo, 1982; Franco, 1988). Além de envolver apostas em dinheiro, as carreiras tinham o objetivo indireto de melhorar a raça dos animais. À medida que foram sendo criados os hipódromos (até o final do século XIX existiram 4 hipódromos), as corridas de carreiras começaram a perder espaço na cidade. O auge do turfe porto-alegrense foi na década de 1890, com grandes disputas prestigiadas pela elite porto-alegrense e alguns visitantes ilustres (Franco; Silva e Schidrowitz, 1940: 231). Os hipódromos (prados) eram freqüentados por personalidades da história nacional e regional como Carlos Barbosa, Assis Brasil, José Montaury, Flores da Cunha, Oswaldo Aranha, Getúlio Vargas e João Goulart (Franco, 2000). Com o decorrer dos anos, os hipódromos foram cedendo espaço à expansão da cidade, sendo parcelados em loteamentos e ocupados por construções. O Hipódromo Moinhos de Vento (1894) resistiu em seu local de origem, no Bairro Moinhos de Vento até o ano de 1959, quando foi transferido para o Bairro Cristal, adotando o nome de Jockey Club do Rio Grande do Sul, popularmente chamado de Hipódromo do Cristal (Franco, 1993). Entre 1863 e 1865 foi inaugurada a Praça da Harmonia, “criada especialmente para praça”, no final da Rua da Praia (Spalding, 1967: 198). A praça passou a denominar-se Praça Martins de Lima, em 1878, no mesmo ano do falecimento de José Martins de Lima, vereador e presidente da Câmara, que foi o idealizador da praça. Em 1894, a Praça São Miguel, localizada no arraial do Parthenon (atual Bairro Partenon) passou a denominar-se Praça Jayme Telles, conforme “Acto nº 34 de 14/04/1894 da Intendência Municipal de Porto Alegre – IMPA” (dados obtidos na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre). RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006 Novas possibilidades de lazer são incorporadas às formas de vida citadina, como as visitas às exposições, os cafés-concerto e os passeios nas praças. A Praça da Concórdia mudou a denominação para Praça Garibaldi (Acto nº 51 de 4/7/1907 da IMPA), e a praça situada no ponto terminal da linha de bondes de Teresópolis recebeu o nome de Praça Dona Maria Luiza (Acto nº 57 de 7/7/1908 da IMPA). Os sinais da modernidade eram percebidos na Rua da Praia (atual Rua dos Andradas), que abrigava cafés, cinemas, confeitarias, casas de chá e teatros. Os cafés Guarany, Colombo e América eram ponto de encontro dos homens, enquanto as mulheres portoalegrenses freqüentavam confeitarias e casas de chá. A participação das mulheres ainda era restrita a determinados espaços de atuação. Algumas participavam na confecção das bandeiras e uniformes dos atletas das associações esportivas; outras eram convidadas para serem “madrinhas” dos barcos e das equipes. Elas também faziam parte da charmosa assistência das competições. Além das competições esportivas promovidas pelas associações, no campo da Redenção (atual Parque Farroupilha) esquina com a Rua da República eram realizadas as corridas de touro no pavilhão construído especialmente para as touradas. Os animais bravios procedentes da Fazenda do Leão entravam na arena junto com artistas “tauromáticos”, que animavam o espetáculo para um grande público (Fortini, 1959). Notícias sobre as touradas foram anunciadas nos jornais até aproximadamente 1910. O crescimento da cidade de Porto Alegre era visível, assim como a influência política e econômica dos teuto-brasileiros no processo de urbanização e modernização da cidade. A fisionomia arquitetônica da cidade foi remodelada no período de 1910 a 1914. O governo destinou recursos financeiros à construção de prédios públicos e privados, transformando a capital em uma espécie de sala de visitas do Estado. Neste período, construíram-se sedes de governo, repartições públicas, agências bancárias, companhias de seguro, indústrias, casas comerciais, clubes sócio-recreativos e residências particulares (Pesavento, 1980). A Praça General Mar- ques passou a denominar-se Praça Conde de Porto Alegre (Acto nº 87 de 11/10/1912). Os acontecimentos da primeira guerra mundial (1914-1918) repercutiram na cidade, especialmente, nas instituições e entidades ligadas aos teuto-brasileiros. As associações esportivas teuto-brasileiras sofreram forte pressão para nacionalizarem-se, a partir de 1917, quando o Brasil ingressou na Primeira Guerra Mundial. Algumas associações mudaram o nome, alteraram o brasão e outros símbolos identitários; outras optaram pelo encerramento das suas atividades. A mais antiga associação, a Sociedade Turnerbund resistiu as mudanças impostas e manteve seu nome original. Década de 1920 A cidade sofreu várias transformações urbanas que a inseriram no modelo de modernidade espelhada na Paris do Barão Haussmann com seus bulevares e avenidas (Pesavento, 1999). O período mais intenso de intervenções urbanas foi nas administrações dos prefeitos Otavio Francisco da Rocha (1924-1928) e Alberto Bins (1928-1937) (Monteiro, 1995). Em 1924, quando encerrou a gestão do prefeito José Montaury (1897-1924), a Praça Marechal Deodoro da Fonseca (popularmente conhecida como Praça da Matriz) e a Praça Senador Florêncio (Praça da Alfândega) estavam sendo remodeladas. O “Plano Geral de Melhoramentos” da cidade de Porto Alegre, iniciado na gestão do prefeito José Montaury foi executado pelo novo prefeito, Octavio Rocha. Visando modernizar a capital gaúcha, espaços públicos foram adaptados transformando-se em praças, como ocorreu com o Alto da Bronze (Praça General Osório), como também foram instaladas novas praças: Praça Pereira Parobé (Decreto nº 24 de 17/10/1925), Praça Oswaldo Cruz (Decreto nº 105 de 29/8/1927); Praça Argentina (Decreto nº 152 de 7/8/1928). As três praças viabilizadas na cidade foram: Praça Dom Sebastião, Praça Julio de Castilhos e Praça Garibaldi, além da realização de alguns cuidados com a Redenção. Em 1926 foi criado o Serviço de Recreação Pública pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre. As praças de Porto Alegre receberam uma atenção especial, com a instalação do primeiro Jardim de Recreio (Jardim de Infância), também chamado de “Praça de Desportos” na Praça General Osório, conhecida como Praça do Alto da Bronze visando a prática de atividades direcionadas (Werneck, 2002; Feix, 2003). No ano seguinte foi instalado o Jardim de Recreio na Praça Pinheiro Machado (Decreto nº 88 de 19/2/1927), sob a orientação técnica do professor de Educação Física, Frederico Guilherme Gaelzer. Posteriormente, foram instalados Jardins de Recreio na Praça Florida e Praça Dr. Montaury, também visando ao desenvolvimento de várias atividades de Educação Física, como por exemplo, jogos, brincadeiras e bailados. Alguns jardins de recreio eram abertos à noite para a prática esportiva da população. O núcleo central da cidade foi modificado, já que o centro configurava-se como o espaço agregador das atividades comerciais e culturais da cidade moderna. Foram abertas largas avenidas destruindo os velhos casarões e cortiços, que simbolizavam a pobreza e o atraso da cidade. Surgiram as avenidas Júlio de Castilhos, Otávio Rocha, Alberto Bins e o viaduto da Borges de Medeiros. Década de 1930 Na gestão do prefeito Alberto Bins, algumas praças mudaram de nome e outras foram instaladas para o lazer da população porto-alegrense: Praça 3 de Outubro, ex-Praça da Harmonia (Decreto nº 209/14/11/1930), e Praça Bento Gonçalves (Decreto nº 307 de 19/09/1935). Porto Alegre era uma cidade que comportava aproximadamente 250.000 habitantes, apesar da diminuição do fluxo migratório. Nas praças que tinham jardins de recreio, a média de freqüência mensal era de “25.000 de crianças e jovens”, distribuídos em turmas ao longo do dia” (Werneck, 2002: 109). Em uma palestra proferida por Frederico Gaelzer, ele afirmou que os Jardins de Recreio “eram freqüentados, diariamente, por mais de mil pessoas” (citado por Werneck, 2002: 112). A conquista da modernidade, em Porto Alegre, foi representada na Exposição Comemorativa do Centenário da Revolução Farroupilha (1835-1935) realizada em 1935 (Franco, 2000). A exposição pretendia mostrar ao país o progresso do Estado do Rio Grande do Sul, particularmente na indústria, pecuária e agricultura. A exposição teve uma dimensão nacional com a exposição da produção de diversos Estados brasileiros e estrangeiros. Durante a exposição, as associações desportivas promoveram diversas competições, exibindo o esporte como um costume da modernidade. As apresentações de hóquei e patinação apresentavam as novidades esportivas dos anos de 1930 em Porto Alegre. A patinação era praticada no skating-rink (pista para patinação) da popularmente conhecida como Praça da Harmonia (depois Praça 3 de Outubro, atualmente Praça Brigadeiro Sampaio), que se tornou um “ponto chic” de encontro aos domingos em razão da patinação (Porto Alegre, 1994). Estas práticas tiveram um caráter transitório, em virtude do desenvolvimento mundial dos esportes (Franco; Silva; Schidrowitz, 1940). O local que serviu de palco à Exposição passou a denominar-se Parque Farroupilha (Decreto nº 307 de 19/09/1935 – PMPA). Na ocasião, foi implantado o traçado principal do parque, que se tornou um jardim público no início da década de 1940. Os espaços de lazer expandiram-se com a instalação de novas praças. Através do Decreto nº 38 de 7/11/1938 foram criadas a Praça Tacana, Praça Araguaia e Praça Tomocaré na Vila Assunção, Bairro Cristal. A Praça Antonio João e a Praça Guia Lopes foram criadas pelo Decreto nº 50 de 28/12/1938. Além destas, foram criadas: Praça General Daltro Filho (Decreto nº 21 de 19/5/1938), Praça Dr. Maurício Cardoso (Decreto nº 34 de 21/10/1938) e a Praça Assis Brasil (Decreto nº 69 de 16/5/1939). De acordo com Nicanor Miranda, no final da década de 1930 existiam 37 parques em Porto Alegre (citado por Werneck, 2002: 115). A construção desses espaços “compreende a incontestável conveniência de educar fisicamente as coletividades, harmonizando a cultura mental com a física, de cujo equilíbrio depende a superioridade das nações” (Bakos, 1984: 35). Além das praças, foi construído o Estádio Desportivo Ramiro Souto, próximo à Igreja Espírito Santo (atual Av. José Bonifácio esquina com Av. Osvaldo Aranha), na gestão do prefeito Loureiro da Silva (1937-1943). A educação corporal e moral da juventude, além da escola, deveria estender-se às praças, parques e associações desportivas. Esta meta inseria-se no projeto de formação da nação brasileira durante o Estado Novo (1937-1945). Neste período, a campanha de nacionalização desencadeada pelo governo de Getúlio Vargas atingiu, especialmente, as cidades brasileiras fortemente identificadas com a cultura dos imigrantes alemães e italianos. Porto Alegre ainda conservava as marcas dos teuto-brasileiros. Os descendentes de alemães perfaziam quase 20% da população do Estado do Rio Grande do Sul (Gertz, 1994: 44). Os traços culturais distintivos desta comunidade conservavam-se nas grandes lojas de comércio, indústrias, nas instituições de ensino e nas associações desportivas. Neste período são organizados clubes voltados para a prática da vela (iatismo). Conforme a Diretoria de Estatística Educacional da Secretaria da Educação e Saúde Pública, em Porto Alegre havia 156 clubes com 23.212 associados, dos quais 22.311 do sexo masculino e 901 do sexo feminino, sendo 1.942 maiores e 3.770 menores em 1937. Foram realizadas 3.609 competições. Estes clubes movimentavam uma receita geral de 2.987:857$ (réis) e um patrimônio avaliado em 7.304:705$ (réis). O inventário das associações esportivas de Porto Alegre realizado em 1938, além dos clubes, também englobou os grupos de bolão e os clubes de futebol de várzea (hoje por vezes denominados de “não legalizados” ou “informais”). O total de clubes contabilizados foi de 254 com 40.881 sócios, dos quais 39.938 homens e 943 mulheres, sendo 36.000 maiores e 473 menores. As equipes de atletas totalizaram 23.092 participantes dos quais 3.971, ou seja, cerca de um terço jogavam futebol, 3.120 praticavam atletismo e 3.634 faziam ginástica geral, 1.490 se dedicaram ao remo, 1.798 à natação, 1.146 ao basquetebol, 1.190 ao voleibol, 653 ao tênis e 653 ao bolão. Ainda, foram realizadas 5.023 competições esportivas. A participação feminina era mais numerosa nas seguintes modalidades: ginástica (371), natação (325), tênis (148), atletismo (90), bolão (55) e voleibol (52). O ativo patrimonial dos clubes desportivos totalizava 12.7111:663$ (réis), sendo 9.178:627$ (réis) em bens imóveis, 1.533:614$ (réis) em móveis e utensílios, 639:109$ (réis) em valores no caixa, 5:024$ (réis) em títulos de renda, 1.355:289$ (réis) em outros valores. Os compromissos sociais representados por empréstimos, dívidas em contas correntes e hipotecas se elevaram a 3.960:895$ (réis), resultando no patrimônio líquido de 8.750:768$ (réis). As entidades que possuíam a mais vultosa soma de bens eram a Protetora do Turf , o Country Club, a Sociedade Turnerbund, o Grêmio Foot-ball Porto Alegrense, o Sport Club Internacional, o Clube Força e Luz, o Club Excursionista e Sportivo, o Grêmio Náutico Gaúcho, a Associação Cristã de Moços, o Clube de Regatas Almirante Barroso, o Clube de Regatas Vasco da Gama, o Clube de Regatas Guaíba, o Clube Canotiere Duca degli Abruzzi, o Grêmio Náutico União, o Club Walhala, o Club Sulino de Tênis, o Iate Clube, o Foot-ball Club Porto Alegrense e o Varig Aéreo Sport, além de outros com parcelas menores de 100:000$ (réis) (Revista Vida Policial, 1939: 21). A campanha de nacionalização desencadeada no período do Estado Novo (1937-1945) forçou as associações esportivas a mudarem seu nome original, da língua italiana e alemã, para a língua portuguesa. As associações esportivas deveriam buscar formas de representação da identidade cultural brasileira. As competições esportivas multiplicaram-se nas diferentes modalidades, especialmente, voltadas para a juventude. Para citar alguns exemplos dos vários eventos que foram organizados, destacam-se: Campanha Pró-Natação, através da promoção de conferências de caráter cultural-esportivo nas sedes dos pequenos clubes da cidade, Campeonato Popular de Basquete (1938), Torneio Universitário de “Foot-ball” (1938), Torneio de Vôlei Feminino (1940), Grande Corrida Rústica “Semana da Pátria” (1939) (Pimentel, 1940: 433). A Semana da Pátria concentrava muitas comemorações, entre elas, a “Demonstração de Educação Física” (1938/1939), que eram apresentações de bailados e ginástica pelos alunos dos ginásios e colégios secundários de Porto Alegre, no Campo de Pólo do Parque Farroupilha (Pimentel, 1940: 19). As praças, também, foram palco de muitos eventos desportivos, enquanto “um ato de caráter cívico” durante o Estado Novo (Pimentel, 1940: 19). São exemplos de alguns eventos: Torneio de Basquete e Vôlei da Praça Dr. Montaury (1938); Programa de Recreação na Praça de Educação Física Pinheiro Machado, em homenagem aos garotos vendedores de jornais (1938/1939). As praças que possuíam instalações para a prática desportiva eram denominadas de Praças de Desportos e de Educação Física, mas também, conhecidas como praças de ginástica. A primeira “praça de ginástica” de Porto Alegre foi instalada na Rua Vigário José Inácio, e depois transferida para a Rua 24 de Maio. Década de 1940 As praças já existentes na cidade adotaram o nome de personalidades de expressão na cidade, como por exemplo, Praça Dr. Maurício Cardoso (1938), Praça Dr. Otávio Rocha, Praça Daltro Filho, Praça Campos Sales (Decreto nº 253 de 10/ 2/1941) (Pimentel, 1945: 170). No período, além das práticas esportivas, a Educação Física também recebeu uma atenção especial do governo, sendo criado, em Porto Alegre, o Departamento Estadual de Educação Física, subordinado à Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul. Tendo em vista a implantação de uma política de promoção do desenvolvimento da Educação Física no país, foi criada, em 1940, a Escola Superior de Educação Física (ESEF), vinculada ao Departamento Estadual de Educação Física, visando a formação profissional. Esta foi a primeira instituição formadora de professores de Educação Física no Estado do Rio Grande do Sul e, inclusive, permaneceu como a única durante 30 anos. O primeiro diretor da ESEF foi o capitão Olavo Amaro da Silveira. O corpo docente pioneiro reunia militares do exército, da brigada militar, médicos e instrutores/técnicos oriundos das associações esportivas de Porto Alegre. As associações esportivas cederam suas instalações para a ESEF ministrar as aulas nos primeiros anos de funcionamento. A ESEF permaneceu sob a tutela do Estado até o final da década de 1960, quando foi incorporada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 1942 foi criado o Departamento Municipal de Educação Física (Lei nº 121), subordinado ao gabinete do prefeito, com a finalidade de organizar e orientar os serviços dos parques infantis e praças de Educação Física (Boletim Municipal, v. 4, nº 10, 1942). A freqüência média mensal das praças era de aproximadamente 25.000 pessoas, entre crianças e jovens, de ambos os sexos. Esta participação foi considerada expressiva, tendo em vista que Porto Alegre tinha uma população inferior a 300.000 habitantes (Werneck, 2002). Em 1947, o Horto Florestal do município de Porto Alegre passa a denominar-se Jardim Botânico Municipal “Parque Saint-Hilaire” (Lei nº 16 de 29/11/1947- PMPA). Neste ano também foi criada a Praça da Saudade (Decreto-Lei nº 359 de 13/6/1947). DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006 15.17 No final da década de 1940, o “Serviço de Educação Física da Diretoria de Praças e Jardins” de Porto Alegre promoveu competições de voleibol (categorias infantil e juvenil masculino e categoria juvenil feminino), basquetebol (categoria infantil e juvenil masculino), lance livre (categoria infantil e juvenil masculino), croquet (categoria juvenil feminino) e regata de veleiros em miniatura nas praças da cidade, em 1948. As praças vencedoras foram Praça Florida, Praça Pinheiro Machado, Praça General Osório. No mesmo ano, alguns logradouros públicos foram denominados praças: Praça Dr. Júlio de Aragão Bozano e Praça João Belém, através da Lei nº 47 de 14/04/1948; Praça Paulo Coelho (Lei nº 179 de 27/12/1948); as Praças Simões Lopes Neto, Praça São Caetano foram criadas através da Lei nº 133 de 19/11/1948; Praça Alcides Maia (Lei nº 143 de 1/ 12/1948); Praça Domingos Fernandes de Souza (Lei nº 239 de 21/07/1949); Praça 1º de Maio (Lei nº 248 de 08/08/1949). Algumas praças tiveram sua denominação alterada, como foi o caso da Praça da República, no Bairro Glória, que passou a ser chamada de Praça Zeferino Brasil (Lei nº 70 de 04/06/1948 e Lei nº 133 de 19/11/1948). Década de 1950 Foi promulgada a Lei Municipal nº 500 de 27/11/1950, que criou o Serviço de Recreação Pública (SERP), durante a gestão do prefeito Ildo Meneghetti. De acordo com esta legislação, as atividades físicas e esportivas deveriam ser o alvo principal da política da Secretaria de Recreação Pública, nas praças de Porto Alegre. A SERP implantou, em 1953, nas praças da cidade, uma atividade denominada de Interpraças (atualmente chamado de Programa Jogando em Porto Alegre), que reunia apenas equipes de escolinhas esportivas das praças e parques. Neste ano, a SERP publicava a primeira edição do Boletim Técnico Informativo do Serviço de Recreação Pública da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Os cafés localizados no centro da cidade eram os principais locais de sociabilidades dos porto-alegrenses: “a turma que gosta do turfe faz seu ponto de parada no café Jóquei Clube. Na parte fronteira do mesmo estão reunidos os futebolistas. Ali são vendidos os passes e são feitas as transferências” (Diário de Notícias, 14/01/1954, p. 8). Os espaços destinados ao lazer continuavam alargando-se, enquanto símbolos da modernidade e do progresso no domínio da “cultura física”. Foram instalados o Parque dos Nativos (Lei nº 1482 de 27/10/1955) e o Parque Madepinho (Lei nº 1715 de 18/01/1957), além de 36 praças: Praça Dr. Salomão Pires Abrahão, na Ilha da Pintada (Lei nº 385 de 27/04/1950); Praça Piratini (Lei nº 532 de 22/12/1950); as Praças Chopin, José Maurício e dos Gusmões foram criadas através da Lei nº 795 de 26/12/1951; Praça São Geraldo (Lei nº 852 de 21/07/1952); Praça Esperanto, no Bairro Partenon (Lei nº 955 de 24/11/ 1952); Praça Desembargador Vieira Pires, no Bairro Belém (Lei nº 1044 de 18/05/1953); Praça Francisco Alves (Lei nº 1169 de 04/12/1953); Praça Professor Júlio Grau, no Bairro Passo da Areia (Lei nº 1226 de 31/12/1953); Praça Libanesa, no Bairro Jardim Lindóia (Lei nº 1288 de 09/08/1954); as Praças Professor Silva Nunes, Praça Araújo Guerra; Praça Antônio Cândido de Menezes, Praça Caraí e Praça Ibitori foram criadas pela Lei nº 1312 de 22/09/1954; Praça Antônio Amabile, Vila Passo da Areia (Lei nº 1433 de 19/07/1955); Praça Buri, Bairro Petrópolis (Lei nº 1434 de 19/07/1955); Praça Dom Silvério (Lei nº 1453 de 13/08/1955); Praça Comandante Carlos Ruhl (Lei nº 1480 de 27/10/1955); as Praças Cabrália, Dom Pedro, Colônia, Império e República foram criadas através da Lei nº 1482 de 27/10/1955; Praça da Lampadosa (Lei nº 1517 de 05/12/1955); Praça David Rosenblit, na Vila Progresso (Lei nº 1518 de 05/12/1955); Praça Buriti (Lei nº 1602 de 11/06/ 1956); Praça Itu (Lei nº 1609 de 22/06/1956); Praça 11 de Dezembro (Lei nº 1624 de 19/07/1956); Praça Cleto Benvegnu (Lei nº 1630 de 01/09/1956); Praça das Nações Unidas, no Bairro Petrópolis (Lei nº 1662 de 23/11/1956); Praça Aratiba e Praça Frederico Westfalen (Lei nº 1715 de 18/01/1957); Praça Coronel Francelino Cordeiro (Lei nº 1750 de 13/06/1957); Praça Dr. Pedro Borba (Lei nº 1846 de 10/06/1958); Praça Alberto Ramos (Lei nº 1859 de 25/07/1958); Praça Major Joaquim de Queiroz (Lei nº 1907 de 18/12/1958); Praça República de Israel, no loteamento Jardim Residencial Botafogo (Lei nº 1917 de 29/ 12/1958); as Praças Marechal Rondon, no Bairro Passo da Areia, 15.18 DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. Praça Tiribiça, no Bairro Glória, Praça Potti, no Bairro Tristeza e Praça Tabira, no Bairro Vila Assunção foram criadas pela Lei nº 1943 de 05/05/1959; Praça Bonita, no Bairro Petrópolis (Lei nº 1959 de 26/06/1959); Praça Juventude, no Bairro Medianeira (Lei nº 1972 de 29/06/1959); Praça Engenheiro Paulo de Aragão Bozano (Lei nº 1984 de 02/09/1959); Praça Jesus de Nazaré, no Bairro Bom Jesus (Lei nº 2033 de 11/12/1959). Década de 1960 A realização dos Jogos Mundiais Universitários (Universíade) foi um dos acontecimentos esportivos mais marcantes na cidade em 1963 (Koch, 2003). Desde a criação da Universíade (1924), pela primeira vez, este evento foi realizado em um país fora do circuito Europeu. O Estado do Rio Grande do Sul, que tinha como concorrentes Minas Gerais e São Paulo, foi escolhido para sediar os jogos com a condição de construir um ginásio de esportes, equipar os clubes com o equipamento necessário à prática de várias modalidades e providenciar alojamento para os atletas. O ginásio foi construído em, aproximadamente, 3 meses e meio, ficando conhecido como Ginásio Universíade (atual Ginásio da Brigada Militar). Os equipamentos necessários para as competições foram adquiridos no exterior. Os atletas foram alojados nos imóveis do Núcleo Residencial Neuza Goulart Brizola, após uma negociação com a Caixa Econômica Estadual. A cerimônia de abertura dos jogos foi realizada no estádio do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense, com a participação de atletas representando 30 países. Na festividade, a pira simbólica da Universíade foi acesa pelo atleta Ademar Ferreira da Silva, sob uma salva de 32 tiros de canhão. A população porto-alegrense prestigiou o evento, pois muitos jogos tiveram seus ingressos esgotados. A mobilização da população foi fundamental para a realização da Universíade, que representou um impulso para os esportes e o lazer na cidade. Além das instalações construídas para a Universíade, na década de 1960, a cidade foi contemplada com o Parque Marinha do Brasil, que era um parque público localizado na Avenida Praia de Belas (Lei nº 3071 de 24/11/1967) e 21 praças: Praça Franck Long, Bairro Passo da Areia (Lei nº 2202 de 13/05/1961); Praça dos Açorianos (Lei nº 2235 de 22/ 07/1961); Praça Senador Alberto Pasqualini, no Bairro Ipanema (Lei nº 2250 de 09/09/1961); Praça Ucraniana, no Bairro Passo da Areia (Lei nº 2311 de 14/12/1961); Praça Júlio Mesquita (Lei nº 2418 de 10/09/1962); Praça General Darcy Vignoli, no Bairro Passo da Areia (Lei nº 2480 de 20/12/1962); Praça do Japão, no Bairro Boa Vista (Lei nº 2600 de 31/10/1963); Praça de Espanha (Lei nº 2853 de 18/11/1965); praça Vereador Osório da Rosa, Bairro Vila São Pedro (Lei nº 2935 de 31/08/1966); Praça Marquesa de Sevigné (Lei nº 2939 de 12/09/1966); Praça professor Emílio Schenk (Lei nº 3014 de 30/12/1966); Praça Dr. Josetti, no Bairro Medianeira (Lei nº 3059 de 09/11/1967); Praça Ruy Teixeira (Lei nº 3086 de 06/12/1967); Praça Jean Dunant, no Bairro Agronomia (Lei nº 3092 de 12/12/1967); Praça Franklin Perez, no Bairro Vila Assunção (Lei nº 3162 de 29/08/1968); Praça Walter Shultz, no Bairro Vila Ipiranga (Lei nº 3188 de 24/10/1968); Praça Carmine Rosito, na Vila Ingá (Lei nº 3247 de 23/12/1968); Praça Dr. Nelson Renck, na Vila Elizabeth (Lei nº 3305 de 17/09/1969). Outras tiveram sua denominação alterada: Praça Tacana (1938), localizada na Vila Assunção, passou a ser chamada de Praça João Bergman (Lei nº 2365 de 18/05/1962); Praça Assis Brasil (1939) passou a denominar-se Edgar Schneider (Lei nº 2757 de 04/12/1964). Década de 1970 A trajetória da recreação pública em Porto Alegre culminou com a criação do Centro de Estudos sobre Lazer e Recreação (CELAR), em 1973, “com expressiva repercussão no Sul e em outras regiões do país” (Werneck, 2002: 1996). Alguns logradouros públicos foram transformados em praças: Praça dos Fenícios, no Loteamento Jardim Ipanema (Lei nº 3374 de 30/04/1970); Praça Arlindo Pasqualini (Lei nº 3410 de 10/07/ 1970); Praça Manuel de Macedo, no Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 3511 de 15/07/1971); Praça Vitória Régia, no Parque São Sebastião (Lei nº 3534 de 27/09/1971); Praça Darcy Azambuja, no Bairro Partenon (Lei nº 3600 de 23/12/1971); Praça Jorge Godofredo Felizardo, no Bairro Anchieta (Lei nº 3623 de 15/05/1972); Praça Desembargador La Hire Guerra, no Bairro Três Figueiras (Lei nº 3648 de 23/06/1972); Praça Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau, no Bairro Itu-Sabará (Lei nº 3652 de 03/ 07/1972); Praça Frei Orlando, no Parque Residencial Jardim Botânico (Lei nº 3673 de 21/07/1972); Praça Professor Leonardo Macedônia, no Parque Residencial Dona Matilde (Lei nº 3701 de 08/11/1972); Praça Frederico Ozanam, no Bairro Vila Ipiranga RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006 (Lei nº 3702 de 08/11/1972); Praça Irmão Désiré Afonso, no Loteamento Vila Elizabeth (Lei nº 3728 de 14/12/1972); Praça de Esportes Luiz de Calasans, na Vila Elizabeth, Bairro Sarandi (Lei nº 3754 de 05/01/1973); Praça Miguel Gustavo, no Conjunto Residencial Passo da Mangueira (Lei nº 3765 de 13/06/1973); Praça Alfred Sehbe, no Loteamento Vila Ipiranga (Lei nº 3766 de 14/06/1973); Praça Jorge Bastane, no Bairro Parque São Sebastião (Lei nº 3791 de 11/09/1973); Praça Carmem Miranda (Lei nº 3796 de 15/10/1973); Praça Associação Rio Grandense de Imprensa, na Vila São Lourenço (Lei nº 3843 de 14/12/1973); Praça Adel Carvalho, na Vila Izabel (Lei nº 3895 de 15/07/1974); Praça Marselhesa, no Bairro Santa Cecília (Lei nº 3898 de 18/ 07/1974); Praça Dr. João Petersen Júnior, no Bairro Petrópolis (Lei nº 3905 de 19/09/1974); Praça das Nações Árabes, na Vila Ipiranga (Lei nº 3913 de 30/09/1974); Praça Cruz Vermelha (Lei nº 3936 de 06/12/1974); Praça Miguel Aníbal Genta, no Loteamento Jardim Planalto (Lei nº 3973 de 26/12/1974); Praça José Alexandre Zachia, no Bairro Cristal (Lei nº 4021 de 30/09/ 1975); Praça Raul Pilla (Lei nº 4025 de 17/10/1975); Praça Fortunado Pimentel, no Bairro Vila Ipiranga (Lei nº 4094 de 31/ 12/1975); Praça John Kennedy, no Bairro Vila Ipiranga (Lei nº 4100 de 31/12/1975); Praça Ruben Santos Noronha (Lei nº 4101 de 31/12/1975); Praça Bispo Machado Krischke, no Loteamento Vila Isabel, Bairro Ipanema (Lei nº 4108 de 31/12/1975); Praça Heitor Brasil Berutti, na Vila Isabel, Bairro Ipanema (Lei nº 4109 de 31/12/1975); Praça Lupicinio Rodrigues, Ilhota (Lei nº 4113 de 09/01/1976); Praça Sport Club Internacional, Ilhota (Lei nº 4150 de 16/07/1976); Praça Dr. Luis Francisco Guerra Blessmann, no Loteamento Três Figueiras (Lei nº 4159 de 10/ 09/1976); Praça da Preservação, no Bairro Petrópolis (Lei nº 4161 de 10/09/1976); Praça Itati, no Jardim Itati (Lei nº 4158 de 10/09/1976); Praça Coronel Tristão José de Fraga, no Bairro Intercap (Lei nº 4164 de 21/09/1976); Praça Atos Damasceno Ferreira, no Bairro Floresta (Lei nº 4233 de 21/09/1976); Praça Benjamim Baptista de Magalhães, no Bairro Ipanema (Lei nº 4170 de 29/09/1976); Praça Raymundo Scherer, no Bairro Jardim Botânico (Lei nº 4229 de 12/12/1976); Praça Torben de Alencastro Friedrich, no Bairro Jardim Lindóia (Lei nº 4293 de 22/06/1977); Praça Jornal do Comércio, no Conjunto Residencial Jardim América, Bairro Santo Antônio (Lei nº 4307 de 13/07/ 1977); Praça Bernardo Dreher, no Bairro Ipanema (Lei nº 4309 de 18/07/1977); Praça Álvaro Coelho Borges (Lei nº 4321 de 18/10/1977); Praça Cinqüentenário da Rádio Gaúcha, no Bairro Menino Deus (Lei nº 4347 de 30/11/1977); Praça Breno Puente Só, no Loteamento Vila Santo Antônio, Bairro Ipanema (Lei nº 4377 de 13/12/1977); Praça Professor Antônio Saint-Pastous de Freitas, Bairro Centro (Lei nº 4416 de 09/06/1978); Praça Engenheiro Guilherme Gaudenzi, no Bairro Praia de Belas (Lei nº 4460 de 28/09/1978); Praça San Martin, no Loteamento Vila Ipiranga IV (Lei nº 4556 de 30/04/1979); Praça Leopoldo Bernardo Boeck, no Loteamento Vila Ipiranga IV (Lei nº 4558 de 07/05/1979); Praça da Alfândega (Lei nº 4563 de 28/05/1979); Praça Dr. Ernesto Corrêa, no Bairro Cristal (Lei nº 4605 de 01/ 10/1979); Praça Grêmio Foot-ball Porto Alegrense, no Bairro Medianeira (Lei nº 4607 de 03/10/1979); Praça Heron Domingues, no Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 4614 de 24/10/ 1979); Praça Louis Braille, na Vila Assunção, Bairro Tristeza (lei nº 4618 de 31/10/1979); Praça David Bem-Gurion, no Parque Residencial Morumbi, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 4644 de 26/11/1979). A praça General Osório, sede do primeiro Jardim de Recreio de Porto Alegre, foi remodelada em 1972. Os nomes de algumas praças foram modificados, como aconteceu com a Praça da Harmonia, que passou a ser denominada de Praça Brigadeiro Sampaio (Lei nº 3387 de 25/05/1970) e a Praça São Pedro chamada de Praça Monsenhor Emilio Lottermann (Lei nº 3642 de 09/06/1972). Além das praças, um logradouro público foi transformado no Parque Moinhos de Vento (Lei nº 3703 de 09/11/1972). Neste período foram implantados os “centros de comunidade” em diversos bairros, enquanto espaços destinados a atender a educação, cultura e lazer da população porto-alegrense. Estes centros, além de instalações destinadas às práticas desportivas, possuíam espaços para a promoção de atividades artísticoculturais e cursos de formação profissional. A Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) desenvolvia projetos, visando atingir a população que não possuía centro de comunidade em seu bairro. O projeto “Tenda da Cultura” atingiu aproximadamente 36.000 pessoas em seis meses de atividades e o “Carrossel de Cultura” contabilizou quantidade semelhante de participantes nos seus espetáculos, no mesmo período (Werneck, 2002: 127). Década de 1980 Alguns logradouros públicos foram transformados em praças: Praça Vinte de Maio (Lei nº 4711 de 08/01/1980); Praça Januário Greco, no Bairro Ipanema (Lei nº 4753 de 11/07/ 1980); Praça Augusto Cesar Sandino, no Bairro Menino Deus (Lei nº 4802 de 06/11/1980); Praça Engenheiro Guilherme Gaudenzi, no Bairro Praia de Belas (Lei nº 4901 de 25/05/1981); Praça Padre José Massimi, na Vila do IAPI, no Bairro Passo da Areia (Lei nº 4970 de 20/10/1981); Praça Vinicius de Moraes, no Balneário Espírito Santo, Bairro Espírito Santo (Lei nº 4982 de 24/11/1981); Praça Província de Shiga, no Bairro Passo da Areia (Lei nº 5100 de 12/05/ 1982); Praça São João, no Bairro São João (Lei nº 5244 de 23/12/ 1982); Praça Breno Vignoli, na Chácara Santos Netto, Bairro Petrópolis (Lei nº 5312 de 16/09/1983); Praça Brigadeiro Niederauer (Lei nº 5375 de 28/12/1983); Praça Gládis de Deus Pereira, na Vila Nova Restinga (Lei nº 5376 de 28/12/1983); Praça Julio Andreatta, no Bairro São Geraldo (Lei nº 5386 de 05/01/1984); Praça Professor Luiz Leseigneur de Faria, no Bairro São João (Lei nº 5421 de 04/06/ 1984); Praça Oscar Boeira, no Bairro Auxiliadora (Lei nº 5427 de 09/ 07/1984); Praça Dr, Jurandy Barcellos da Silva, no Conjunto Residencial Jardim Medianeira, Bairro Santa Teresa (Lei nº 5500 de 23/11/1984); Praça Padre Rambo (Lei nº 5460 de 07/11/1984); Praça Revolução Farroupilha (Lei nº 5559 de 25/01/1985); Praça México (Lei nº 5575 de 14/06/1985); Praça Professor Jacy Carneiro Monteiro, no Bairro Santo Antônio (Lei nº 5586 de 20/06/1985); Praça Berta Starosta, no Bairro Rio Branco (Lei nº 5592 de 27/06/ 1985); Praça Morro da Primavera (Lei nº 5649 de 17/10/1985); Praça João Calegari Neto, no Conjunto Residencial Dom Pedro I, Bairro Sarandi (Lei nº 5620 de 12/09/1985); Praça Cid Pinheiro Cabral, no Bairro Menino Deus (Lei nº 5631 de 26/09/1985); Praça Silvio Ughini, Bairro Rio Branco (Lei nº 5653 de 24/10/1985); Praça Sady da Conceição (Lei nº 5655 de 25/10/1985); Praça Henrique Luiz Roessler, no Bairro Cidade Baixa (Lei nº 5729 de 27/12/1985); Praça Cícero do Amaral Viana, no Bairro Menino Deus (Lei nº 5746 de 13/01/ 1986); Praça Dante Santoro, no Bairro Floresta (Lei nº 5761 de 12/ 06/1986); Praça da FEB, no Bairro Sarandi (Lei nº 5769 de 11/07/ 1986); Praça Montese, no Bairro Medianeira (Lei nº 5778 de 22/07/ 1986); Praça dos Jardineiros, no Bairro Vila Assunção (Lei nº 5771 de 21/07/1986); Praça José Comunal, no Bairro Belém Novo (Lei nº 5786 de 17/10/1986); Praça Joaquim Paulo de Amorim, no Bairro Glória (Lei nº 6011 de 07/12/1987); Praça União (Lei nº 6133 de 27/06/1988); Praça Coronel Elpidio Martins, no Bairro Centro (Lei nº 6264 de 07/09/1988); Praça Professor Darcy Inda Pereira, no Bairro Santa Teresa (Lei nº 6343 de 05/01/1989); Praça Moshe Dayan, (Lei nº 6349 de 05/01/1989); Praça PM Alcides Figueiredo Cézar, no Bairro Parque São Sebastião (Lei nº 6358 de 16/01/1989); Praça Irene Elisalde Stricher, no Bairro cavalhada (Lei nº 6366 de 20/ 01/1989); Praça Batalhão Suez, no Bairro Centro (Lei nº 6376 de 20/01/1989); Praça Itália, no Bairro Menino Deus (Lei nº 6441 de 31/08/1989); Praça Abraão Chwartzmann, no Bairro Cristo Redentor (Lei nº 6457 de 17/10/1989); Praça Dr. Antônio Leiria, no Conjunto Residencial Jardim Medianeira, Bairro Santa Teresa (Lei nº 6470 de 20/10/1989). Muitas destas praças foram instaladas nos loteamentos, que se expandiram na cidade de Porto Alegre: Praça dos Cataventos, no Loteamento Jardim do Salso (Lei nº 4899 de 20/05/1981); Praça Alba Carvalho Degrazia, no Loteamento Parque Cristal, Bairro Cavalhada (Lei nº 4991 de 30/11/1981); Praça Carlos Simão Arnt, no Loteamento Chácara Santos Netto, Bairro Bela Vista (Lei nº 5013 de 11/12/1981); Praça Grande Oriente do Rio Grande do Sul, no Loteamento Banco Agrícola e Mercantil S. A., Bairro Nonoai (Lei nº 5063 de 23/12/1981); Praça Vinte de Maio, no Loteamento Jardim Itati, Bairro Vila Ipiranga (Lei nº 5061 de 23/12/1981); Praça Simão Goldman, no Loteamento Parque Cristal, Bairro Cavalhada (Lei nº 5123 de 08/06/1982); Praça Dr. Paulino de Vargas Vares, no Loteamento Recanto do Sabiá, Bairro Cavalhada (Lei nº 5125 de 08/06/1982); Praça Paula Maciel de Oliveira, no Loteamento Belém Novo Balnear, Bairro Belém Novo (Lei nº 5149 de 16/07/1982); Praça Álvares Maciel, no Loteamento Parque Residencial Sarandi (Lei nº 5158 de 16/08/1982); Praça Inácio Martins da Silva, no Loteamento Belém Novo Balnear, Bairro Belém Novo (Lei nº 5269 de 06/01/1983); Praça Jorge Donario Machado, no Loteamento Vila do Ingá (Lei nº 5311 de 13/09/1983); Praça Gustavo Langsch, no Loteamento Chácara santos Netto, Bairro Bela Vista (Lei nº 5372 de 26/12/1983); Praça Florinda Tubino Sampaio, no Loteamento Juca Batista (Lei nº 5385 de 5/1/1984); Praça Dinah Néri Pereira, no Loteamento Juca Batista (Lei nº 5396 de 09/01/1984); Praça Engenheiro Daniel Ribeiro, no Loteamento Parque Industrial Benópolis (Lei nº 5412 de 18/05/1984); Praça da Amizade, no Loteamento Chácara Firmiano, Bairro São José (Lei nº 5418 de 28/ 05/1984); Praça Dr. Samir Squeff, no Loteamento Cidade Intercap (Lei nº 5422 de 22/06/1984); Praça Leda Schneider, no Loteamento Cidade Intercap (Lei nº 5424 de 27/06/1984); Praça Maurício Zaduchliever, no Loteamento Parque Residencial Santa Anita (Lei nº 5435 de 12/07/1984); Praça RBS, no Loteamento Jardim Novo Petrópolis, Bairro Itu-Sabará (Lei nº 5477 de 22/11/1984); Praça João Batista Scalco, no Loteamento Novo Petrópolis, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 5478 de 22/11/1984); Praça Germinal Michele, no Loteamento Jardim Ipu (Lei nº 5489 de 23/11/1984); Praça Major Augusto Koch, no Loteamento Parque Minuano (Lei nº 5492 de 23/ 11/1984); Praça Isaak Radin, no Loteamento Jardim Sabará, Bairro Itu-Sabará (Lei nº 5493 de 23/11/1984); Praça Paulo Renato Crochemore, no Loteamento Bairro Anchieta (Lei nº 17/12/1984); Praça Angelo Ricci, no Loteamento Parque do Salso, Bairro Vila Nova (Lei nº 5547 de 27/12/1984); Praça Clio Fiori Druck, no Loteamento Cidade Intercap (Lei nº 5555 de 07/01/1985); Praça Osvaldo Schwerdt, no Loteamento Vila Izabel, Bairro Ipanema (Lei nº 5578 de 14/06/1985); Praça João Baptista Lessa, no Loteamento Belém Novo Balnear, Bairro Belém Novo (Lei nº 5588 de 21/06/ 1985); Praça Pedro João Faccio, no Loteamento Vila Diamantina, Bairro Rubem Berta (Lei nº 5599 de 10/07/1985); Praça Dr. Oscar Sális, no Loteamento Vila Ipiranga, Bairro Vila Ipiranga (Lei nº 5621 de 13/09/1985); Praça Antônio Valentim Stoll, no Loteamento Parque Arvoredo (Lei nº 5622 de 13/09/1985); Praça Floresta Aurora, no Loteamento Jardim Campos Velho, Bairro Cristal (Lei nº 5612 de 06/09/1985); Praça Antônio Gildo Irigaray, no Loteamento Vila IAPI, Bairro Passo da Areia (Lei nº 5633 de 26/09/1985); Praça Suíça, no Loteamento Jardim Verde Ipanema (Lei nº 5660 de 04/ 11/1985); Praça Francisco José Zaffari, no Loteamento Parque Santa Fé, Bairro Rubem Berta (Lei nº 5671 de 02/12/1985); Praça Professor Ernani Maria Flori, no Loteamento Jardim Verde Ipanema (Lei nº 5733 de 06/01/1986); Praça Che Guevara, no Loteamento Vila Restinga (Lei nº 5740 de 08/01/1986); Praça Juvenal Jacintho de Souza, no Loteamento Parque Residencial Ernesto Di Primio Beck, Bairro Guarujá (Lei nº 5747 de 13/01/1986); Praça Pery de Castro, no Loteamento Parque Residencial Bahamas (Lei nº 5750 de 13/ 01/1986); Praça José Dornelles Medina, no Loteamento Jardim Itati (Lei nº 5758 de 14/05/1986); Praça Laura Fulginiti, no Loteamento Residencial Altos do Ipê (Lei nº 5783 de 10/10/1986); Praça Frederico Garcia Lorca, no Loteamento Residencial Altos do Ipê (Lei nº 5804 de 25/11/1986); Praça Carlos José Gomes de Carvalho, no Loteamento Residencial Jardim Leblon (Lei nº 5805 de 27/11/1986); Praça Professor Emílio Mabilde Ripoll, no Loteamento Parque Salamoni (Lei nº 5817 de 17/12/1986); Praça Hamilton Chaves, no Loteamento Chácara Menezes, Bairro Nonoai (Lei nº 5853 de 8/01/1987); Praça Pedro Vergara, no Loteamento Ipanema Imperial Parque (Lei nº 5907 de 1/7/1987); Praça Davi Malinski, no Loteamento Jardim Verde Ipanema (Lei nº 5915 de 7/ 7/1987); Praça Dante Barone, no Loteamento Vila Assunção (Lei nº 5962 de 15/10/1987); Praça Tristão Sucupira Vianna, no Loteamento Jardim Guanabara (Lei nº 5966 de 20/10/1987); Praça Luiz Heron Araújo, no Loteamento Tapete Verde (Lei nº 5991 de 17/10/1987); Praça Administrador Belmiro Siqueira, no Loteamento Chácara Santa Flora (Lei nº 5997 de 30/11/1987); Praça Márcia Heinz, no Loteamento Jardim Maurício, Bairro Ipanema (Lei nº 6033 de 18/12/1987); Praça Vereador Valneri Antunes, no Loteamento Vila Petrópolis (Lei nº 6087 de 13/01/1988); Praça Recanto dos Amigos, no Loteamento Vila Carlos Barbosa, Bairro Medianeira (Lei nº 6130 de 27/06/1988); Praça Luiz Carvalho, no Loteamento Parque Arvoredo, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 6144 de 11/07/ 1988); Praça Wolfgang Klaus Sopher, no Loteamento Itati, Bairro Vila Ipiranga (Lei nº 6148 de 01/07/1988); Praça Malaquias José de Souza, no Loteamento Balneário Arado Velho (Lei nº 6177 de 30/8/1988); Praça Universíade, no Loteamento Jardim Guanabara, Vila Intercap (Lei nº 6190 de 21/09/1988); Praça Guilherme Flores da Cunha, no Loteamento Parque do Arvoredo, Bairro Jardim ItuSabará (Lei nº 6192 de 21/9/1988); Praça Jardim das Oliveiras, no Loteamento Jardim Sargento Geraldo Santana (Lei nº 6248 de 01/ 11/1988); Praça José Amador dos Reis, no Loteamento Vila Protásio Alves (Lei nº 6371 de 20/1/1989); Praça do Verde, no Loteamento Jardim Ypu (Lei nº 6392 de 28/04/1989); Praça Professora Olga Gutierrez, no Loteamento Beverly Hill, no Bairro Santa Teresa (Lei nº 6445 de 26/09/1989); Praça Hélio Pellegrino, no Loteamento Max Geiss, Bairro Rubem Berta (Lei nº 6488 de 22/11/1989); Praça José Marti, no Loteamento Vila Santa Tereza, Bairro Cristal (Lei nº 6489 de 22/11/1989); Praça Augusto Ruski, no Loteamento Jardim Dona Leopoldina II (Lei nº 6490 de 22/11/1989); Praça Povo Palestino, no Loteamento Jardim Dona Leopoldina II (Lei nº 6525 de 26/12/1989). Algumas praças públicas receberam denominação, como foi o caso da Praça Francisco Aurélio Pacheco, no Loteamento Jardim Itu (Lei nº 5462 de 07/11/1984) e Praça Finlândia, no Loteamento Jardim Itu (Lei nº 5465 de 12/11/1984). Ainda foram criados dois parques: Parque da Harmonia (Lei nº 5066 de 23/12/ 1981); e Parque Marechal Mascarenhas de Morais, no loteamento Parque Industrial Benópolis, Bairro Dona Teodora (Lei nº 5134 de 02/07/1982); Parque da Harmonia (Lei nº 5066 de 23/12/1981) A Lei que criou o parque foi revogada pela Lei nº 5885 de 25/03/ 1987, que mudou o nome para Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. Após dois anos, o parque voltou a ter sua primeira denominação – Parque da Harmonia (Lei nº 6450 de 26/09/1989). Década de 1990 Porto Alegre possui uma população de 1.286.251 habitantes (IBGE, 1996). Novas praças foram instaladas em bairros da cidade: Praça Delegado Carlos Armando Gadret, no Bairro Santana (Lei nº 6667 de 03/08/ 1990); Praça general Braga Pinheiro (Lei nº 6670 de 21/9/ 1990); Praça Estado de Santa Catarina, no Bairro Praia de Belas (Lei nº 6707 de 19/11/1990); Praça Rotary, no Bairro Praia de Belas (Lei nº 6747 de 07/11/1990); Praça Josué Ribas Martins, no Bairro Santo Antônio (Lei nº 6955 de 04/12/1991); Praça Dr. Francisco Juruena, no Conjunto Residencial Jardim Medianeira, Bairro Santa Teresa (Lei nº 7014 de 19/03/1992); Praça Zamprogna, no Bairro Humaitá (Lei nº 7092 de 19/06/ 1992); Praça Mansueto Bernardi, no Jardim das Palmeiras, Bairro Cavalhada (Lei nº 7085 de 16/06/1992); Praça Maurício Rosenblatt, na Vila Petrópolis, Bairro Petrópolis (Lei nº 7252 de 18/05/1993); Praça Jairo Domingo de Galisteo, na Cidade de Deus, Bairro Cavalhada (Lei nº 7301 de 31/08/1993); Praça Laurentino Zottis, no Bairro Cidade Baixa (Lei nº 7325 de 01/10/1993); Praça Jardim do Salso José Luiz Carneiro Cruz, Bairro Jardim do Salso (Lei nº 7405 de 10/01/1994); Praça Laurentino Zottis, no Bairro Cidade Baixa (Lei nº 7405 de 10/01/1994); Praça Ianomâmis, no Bairro Nonoai (Lei nº 7435 de 06/06/1994); Praça Valdomiro Gomes de Oliveira, no Bairro Jardim Itu-sabará (Lei nº 7465 de 20/07/1994); Praça Saint-Clair Soares, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 7466 de 20/07/1994); Praça Dr. Dario Rodrigues da Silva, Bairro Teresópolis (Lei nº 7517 de 10/10/1994); Praça Artur Carneiro Pinto, Bairro Praia de Belas (Lei nº 7729 de 22/12/1995); Praça Luiz Carlos Vitória, no Bairro Rubem Berta (Lei nº 7870 de 23/10/1996); Praça Monsenhor João André Mascarello, Bairro São João (Lei nº 7899 de 27/11/1996); Praça João Roxo, no Bairro Jardim São Pedro (Lei nº 7903 de 29/11/ 1996); Praça Arthur Ferreira Filho, no Bairro Santo Antônio (Lei nº 7908 de 05/12/1996); Praça Parque Residencial Malcon, no Bairro Sarandi (Lei nº 7947 de 06/01/1997); Praça André Forster, Bairro Petrópolis (Lei nº 8123 de 06/01/1998); Praça Marco Antônio Hilário de Oliveira, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 8124 de 06/01/1998); Praça Vasco Rodrigues de Lima, no Bairro Restinga (Lei nº 8142 de 03/04/1998); Praça Monsenhor Avelino Dalla Vecchia, no Bairro Jardim Carvalho (Lei nº 8270 de 06/01/1999); Praça Pasqual Bavaresco, no Bairro Teresópolis (Lei nº 8295 de 10/ 05/1999); Praça Nelson Bório, no Bairro Cristo Redentor (Lei nº 8305 de 04/06/1999); praça Arquiteta Berenice Baptista, no Bairro Três Figueiras (Lei nº 8332 de 02/09/1999); Praça Giovanna Xavier, no Bairro São José (Lei nº 8334 de 02/09/ 1999); Praça Doutor Orlando de Assis Corrêa, no Bairro Vila Nova (Lei nº 8348 de 29/09/1999); Praça Januário Pereira da Costa, no Bairro Santa Tereza (Lei nº 8399 de 02/12/1999); Praça da Juventude Thiago de Moraes Gonzaga, no Bairro Medianeira (Lei nº 8432 de 29/12/1999). Nos loteamentos, também foram instaladas muitas praças: Praça Holanda, no Loteamento Chácara Schönwald, Bairro Higienópolis (Lei nº 6576 de 08/01/1990); Praça José Mariano de Freitas Beck, no Loteamento Jardim Vila Nova, Bairro Vila Nova (Lei nº 6577 de 08/01/1990); Praça Inspetor Irani Bertelli, no Loteamento Vila Ipiranga, Bairro Vila Ipiranga (Lei nº 6588 de 16/01/1990); Praça Cristo Redentor, no Loteamento Vila Cristo Redentor, Bairro Cristo Redentor (Lei nº 6592 de 30/ 01/1990); Praça Paulo Carvalho Pinheiro, no Loteamento Passo D’Areia, Bairro Passo da Areia (Lei nº 6610 de 31/05/1990); DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006 15.19 Praça Ruben Medeiros, no Loteamento Jardim Sabará, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 6632 de 11/7/1990); Praça Dr. Viriato Dutra, no Loteamento Popular Vila Nova, Bairro Vila Nova (Lei nº 6666 de 3/8/1990); Praça Carlos Fonseca Amador, no Loteamento Vila Protásio Alves (Lei nº 6694 de 24/10/1990); Praça Irceu Antônio Gasparin, no Loteamento Parque do Arvoredo, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 6713 de 19/11/ 1990); Praça Octacílio Gonçalves do Santos, no Loteamento Parque do Arvoredo, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 6711 de 19/11/1990); Praça Jacob Edmundo Weissheimer, no Loteamento Jardim Bento Gonçalves (Lei nº 6731 de 22/11/ 1990); Praça Joaquim Sandri dos Santos, no Loteamento Parque Arvoredo, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 6733 de 22/11/ 1990); Praça Cel. PM. Aldo Ladeira Ribeiro, no Loteamento Vila Passo da Areia, Bairro Santa Maria Goretti (Lei nº 6778 de 04/ 01/1991); Praça Catanzaro, no Loteamento Jardim Itati, Bairro Vila Ipiranga (Lei nº 6779 de 04/01/1991); Praça Poetisa Consuelo Belloni, no Loteamento Vila Passo da Areia, Bairro Santa Maria Goretti (Lei nº 6795 de 11/01/1991); Praça Figueira da Pedra, no Loteamento Jardim Vila Nova, Bairro Vila Nova (Lei nº 6829 de 02/05/1991); Praça Frei Celso Brancher, no Loteamento Vila São Caetano, Bairro Teresópolis (lei nº 6827 de 2/5/1991); Praça Rosa de Luxemburgo, no Loteamento Jardim do Salso, Bairro Bom Jesus (Lei nº 6850 de 4/7/1991); Praça Professor Jorge dos Santos Rosa, no Loteamento Parque dos Maias 1, Bairro Rubem Berta (Lei nº 6881 de 28/8/1991); Praça Emílio Olivo Sessa, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Dona Teodora (Lei nº 6882 de 28/8/1991); Praça Normelinda Lemes Muniz, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 6885 de 4/9/1991); Praça Conselheiro Affonso Pereira da Fonseca, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 6886 de 4/9/1991); Praça 20 de Setembro, no Loteamento Vila Brasília, Bairro Jardim Carvalho (Lei nº 6887 de 4/9/1991); Praça Antero de Quental, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 6905 de 17/10/1991); Praça Arquiteto Edgar Albuquerque Graeff, no Loteamento Vila Petrópolis, Bairro Protásio Alves (Lei nº 6928 de 29/10/1991); Praça Antão Abade das Chagas, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 7003 de 10/01/1992); Praça Annita Zandwais, no Loteamento Belém Novo Balnear, Bairro Belém Novo (Lei nº 7031 de 06/05/1992); Praça Dirceu Mosmann, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 7058 de 28/05/1992); Praça Pedro Pufal, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (lei nº 7059 de 28/05/1992); praça Setembrino Nunes da Silva, no Loteamento castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 7066 de 28/05/1992); Praça Cel. Alberto Walter de Almeida, no Loteamento Vila do Ingá, Bairro Passo das Pedras (Lei nº 7074 de 29/05/1992); Praça Fernando Augusto Jarros Worm, no Loteamento Vila Elizabeth, Bairro Sarandi (Lei nº 7104 de 02/07/1992); Praça Ruben Medeiros, no Loteamento Parque dos Mayas I, Bairro Rubem Berta (Lei nº 7105 de 02/07/1992); Praça Capataz João Ribeiro, no Loteamento Jardim das Palmeiras, Bairro Cavalhada (Lei nº 7117 de 20/07/1992); praça Jorge Aveline, no Loteamento Balneário Juca Batista, Bairro Ipanema (Lei nº 7133 de 28/07/ 1992); Praça Paulo Hohlfeldt Filho, no Loteamento Passo da Areia, Bairro Passo da Areia (Lei nº 7151 de 28/9/1992); Praça Francisco Perasi, no Loteamento Bairro Cavalhada, Birro Cavalhada (Lei nº 7152 de 28/09/1992); Praça Irmã Dulce, no Loteamento Jardim Sabará, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 7213 de 08/01/1993); Praça Benedito Stefani, no Loteamento Barão do Cahy, Bairro Sarandi (Lei nº 7214 de 08/01/1993); Praça Clemente Argollo Mendes, no Loteamento Jardim das Palmeiras, Bairro Cavalhada (Lei nº 7217 de 11/01/1993); Praça 29 de Setembro, no Loteamento Vila São Caetano, Bairro Teresópolis (Lei nº 7221 de 11/01/1993); Praça Breno Caldas, no Loteamento Jardim Itu, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 7222 de 11/01/1993); Praça Jaime Wainberg, no Loteamento Jardim Novo Petrópolis, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 7262 de 09/ 06/1993); Praça Herbert Caro, no Loteamento Vila São Caetano, no Bairro Teresópolis (Lei nº 7285 de 15/07/1993); Praça Flávio Veiga Miranda, no Loteamento Parque Santa Fé, Bairro Rubem Berta (Lei nº 7349 de 29/10/1993); praça Crianças da Candelária, no Loteamento Imobiliária Max Geiss, Bairro Rubem Berta (Lei nº 7368 de 24/11/1993); Praça Carlinhos Hartlieb, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 7389 de 24/12/1993); Praça Oscar Bertholdo, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 7396 de 04/01/1994); 15.20 DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. Praça Praça Arquiteto Enio Wurdig, no Loteamento Parque do Sabiá (Lei nº 7521 de 13/10/1994); Praça Osvaldo Mazola Rodrigues, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 7464 de 20/07/1994); Praça Arquiteto Enio Wurdig, no Loteamento Parque do Sabiá (Lei nº 7521 de 13/10/1994); Praça Antonio Carlesso, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 7614 de 09/05/1995); Praça Iberê Camargo, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 7649 de 04/09/1995); Praça Norberto Cavalcanti, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 7655 de 04/09/1995); Praça Ephraim Pinheiro Cabral, no Loteamento Jardim Country Club, Bairro Boa Vista (Lei nº 7658 de 04/09/1995); Praça José César de Mesquita, no Loteamento Vila Nova Gleba, Bairro Rubem Berta (Lei nº 7683 de 25/10/1995); Praça Província de São Pedro, no Loteamento Residencial Piratini (Lei nº 7786 de 09/05/1996); Praça Percival Flores, no Loteamento Jardim Residencial Anna Carvalho, Bairro Partenon (Lei nº 7788 de 24/05/1996); Praça São Marun, no Loteamento Joframa, no Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 7971 de 07/03/1997); Praça Firmino Sá Brito Cardoso, no Loteamento Jardim Vila Nova, Bairro Vila Nova (lei nº 8045 de 16/10/1997); Praça Dom Edmundo Kunz, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 8070 de 19/11/1997); Praça Dom Cláudio Colling, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 8127 de 06/01/1998); Praça Monsenhor Alberto Nejar, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 8156 de 13/05/1998); Praça Emílio Rocha do prado, no Loteamento Vila Bom Jesus, Bairro Bom Jesus (Lei nº 8274 de 08/01/1999); Praça Cel. Edir da Silva, no Loteamento Jardim Sargento Geraldo Santana, Bairro Partenon (Lei nº 8435 de 30/12/1999). Além de alguns parques: Parque Alemanha, no Loteamento Iguatemi, Bairro Iguatemi (Lei nº 6688 de 15/10/1990); Parque Brigada Militar, no Loteamento Parque Arvoredo, Bairro Jardim ItuSabará (Lei nº 7047 de 20/05/1992); Parque Chico Mendes, no Loteamento Jardim Leopoldina (Lei nº 7113 de 8/7/1992); Parque Natural Morro do Osso (Lei 8155 de 12/05/1998); Parque Zeno Simon, no Loteamento Balneário Guarujá, Bairro Guarujá (Lei nº 8271 de 08/01/1999); Praça Ivo Alexandre Rizzo, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 8307 de 04/06/1999); Praça Monsenhor Roncato, no Loteamento Jardim Sabara, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 8322 de 22/06/1999); Praça Glaucus Saraiva, no Loteamento Castelo Branco (Lei nº 8372 de 09/11/1999); Praça Marcos Machado, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 8374 de 09/11/1999); Praça Aristides Dias Souto, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 8375 de 09/11/1999); Praça Arlindo Wendelino Kremer, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 8376 de 09/11/1999); Praça Luiz Castro da Silva, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 8385 de 12/11/1999); Praça Cel. Orpheu Correa e Silva, no Loteamento Vila Nova Gleba, Bairro Rubem Berta (Lei nº 8400 de 02/12/1999); Praça Dimas Costa, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 8429 de 29/12/1999). Alguns destes espaços, a partir de 1990, se tornaram palco do Programa de Verão da Gurizada, promovido pela Secretaria Municipal de Esportes-SME, que oferecia atividades esportivas e recreativas para crianças, nos meses de janeiro e fevereiro. As primeiras comunidades contempladas foram aquelas próximas ao Parque Chico Mendes, Praça Cândido de Menezes, Praça Lagos, Parque Partenon e Parque dos Maias, atendendo a cerca de 200 crianças por semana. Em 1991, a SME iniciou as atividades voltadas para a Terceira Idade no Parque Araribóia, que passaram a ser oferecidas no Ginásio Tesourinha, a partir de 1993. Estas iniciativas originaram o programa de Bem com a Vida, realizado desde 1999, no Parque Ararigbóia, Bairro Jardim Botânico. O programa desenvolve as seguintes atividades: Bate-Papo sobre qualidade de vida; Jogos de Integração, Encontro Anual sobre Envelhecimento e Projeto Espaço Aberto da Terceira Idade (composto por oficinas sobre envelhecimento e qualidade de vida). O Programa Lazer e Saúde – Caminhadas e Corridas Orientadas foi implantado em 1991 como projeto piloto, no Parque Marinha do Brasil. Devido à grande aceitação pelo público, gradativamente, o programa foi sendo ampliado. RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006 A SME estima que aproximadamente 40.000 jovens participaram do Programa Interpraças até o início de 1990. Em 1999, a SME reformulou o Interpraças, que passou a configurar-se enquanto um campeonato dirigido para jovens até 18 anos, nas modalidades de vôlei, futsal, basquete, futebol de campo e handebol, realizado nas quadras esportivas das praças, parques e centros de comunidade. Este programa mudou a denominação para “Jogando nas Praças” e começou a contemplar, também, as escolas públicas e equipes ligadas às associações comunitárias e grupos de amigos. O Campeonato Municipal de Várzea é coordenado pela SME desde 1993, sendo realizado simultaneamente em todas as regiões onde havia Ligas cadastradas. Em 1994, a SME implantou o Programa em Cada Campo uma Escolinha (ECCE), objetivando estimular a criação de escolinhas de futebol para jovens de 7 a 15 anos de idade, por meio de um sistema de co-gestão com as comunidades. As atividades iniciaram na Vila Campo da Tuca (Partenon), Vila Campos (Cristal), Vila Safira, Passo das Pedras, Cohab Rubem Berta e na Vila Nova Brasília (Sarandi). Este programa é uma iniciativa pioneira da SME, tendo em vista que nas administrações do município anteriores a 1989, as ações promovidas neste âmbito eram restritas a criação de escolinhas de futebol por ex-jogadores de futebol. Neste mesmo ano, no Bairro Rubem Berta iniciou o programa Brincando na Rua. O trabalho com educação infantil em espaços informais, denominado Programa Graxaim, foi inaugurado em Porto Alegre no Bairro Passo das Pedras, em 1996. Desde agosto de 1998, é realizado o Programa Ônibus Brincalhão, considerado uma Brinquedoteca Itinerante, que circula pelas comunidades de Porto Alegre. A primeira comunidade beneficiada com a visita do ônibus brinquedoteca foi a Vila Brasília (Bairro Sarandi). O programa iniciou com um ônibus (Brincalhão 1) adquirido com dotação orçamentária da SME. 2000-2002 Foram contabilizados em Porto Alegre 395 praças (3.050.508 metros quadrados), 11 parques (5.415.808 metros quadrados) e o índice de área verde de 13,6 metros quadrados/ habitantes, em 2000 (Jornal Zero Hora, 11/08/2000, p. 4-5). Alguns logradouros públicos foram denominados praças: Praça Irineu Esteris da Silva, no Bairro Rubem Berta (Lei nº 8525 de 12/06/2000); Praça Henrique Halpern, no Bairro Santana (Lei nº 8613 de 28/09/2000); Praça Frederico Arnaldo Ballvé, no Bairro Higienópolis (Lei nº 8627 de 19/10/2000); Praça Gilda Marinho, no Bairro Chácara das Pedras (Lei nº 8648 de 29/11/ 2000); Praça Horacio Castello, no Bairro Partenon (Lei nº 8667 de 14/12/2000); Praça Padre Gregório de Nadal, no Bairro Centro (Lei nº 05/01/2001); Praça Roseli Nunes da Silva, na Vila Santa Helena, Bairro Lomba do Pinheiro (Lei nº 8724 de 28/ 05/2001); Praça Ari da Silva Delgado, no Bairro Vila Assunção (Lei nº 8781 de 09/10/2001); Praça Ervory Rodrigues Tavares, na Vila Safira, Bairro Mário Quintana (Lei nº 8801 de 30/10/ 2001); Praça Hugo Muxfeldt, no Bairro Jardim Carvalho (Lei nº 8809 de 26/11/2001); Praça Antonio Luiz Roso, no Bairro Três Figueiras (Lei nº 8825 de 10/12/2001); Praça Dom Luiz Felipe de Nadal, no Bairro Moinhos de Vento (Lei nº 8905 de 22/05/ 2002); Praça Holanda, Bairro Jardim Itu-Sabará (Lei nº 8909 de 27/05/2002); Praça Nina Rosa Calegari, no Bairro Rio Branco (Lei nº 8964 de 24/07/2002); Praça Tito Tajes, no Bairro Tristeza (Lei nº 8970 de 24/07/2002); Praça Padre Nebrídio Bolcato, no Bairro Partenon (Lei nº 8974 de 03/09/2002). Muitas praças foram instaladas nos loteamentos: Praça Apparicio Silva Rillo, no Loteamento Castelo Branco, Bairro Farrapos (Lei nº 8454 de 04/01/2000); Praça Gládis Mantelli, no Loteamento Jardim do Salso (Lei nº 8461 de 13/01/2000); Praça Juan Sondermann, no Loteamento Parque Residencial Malcon, Bairro Sarandi (Lei nº 8644 de 29/11/2000); Praça Gladis Mantelli, no Loteamento Parque Santa Fé, Bairro Rubem Berta (Lei nº 8656 de 11/12/2000); Praça Eloar Guazzelli, no Loteamento Nova Ipanema (Lei nº 8675 de 19/12/2000); Praça Ernst Ludwig Herrmann, no Loteamento Parque Jardim Atlântida, Bairro São Sebastião (Lei nº 8776 de 09/10/2001); Praça Vinicius de Oxalá, no Loteamento Vila Sarandi, Bairro Sarandi (Lei nº 8777 de 09/ 10/2001); Praça Boris Russowsky, no Loteamento Jardim Sabará, Bairro Itu-Sabará (Lei nº 8783 de 09/10/2001); Praça Dante de Laytano, no Loteamento Nova Ipanema (Lei nº 8795 de 22/10/ 2001); Praça Walkirio Ughini Bertoldo, no Loteamento Presidente Costa e Silva, Bairro Rubem Berta (Lei nº 8826 de 10/12/2001). Outros logradouros públicos foram denominados parques: Parque Marcos Rubin, no Bairro Jardim Carvalho (Lei nº 8625 de 19/ 10/2000); Parque Municipal Gabriel Knijnik, na Vila Nova (Lei nº 8685 de 27/12/2000). As atividades, inicialmente, desenvolvidas nas praças atingiram escolas e clubes. O programa “Jogando nas Praças” da SME estendeu-se para as escolas da rede privada de ensino e para os clubes esportivos, em 2000. A consolidação do programa para além de praças e parques (um logradouro público foi denominado Parque Marcos Rubin, no Bairro Jardim Carvalho, conforme Lei nº 8625 de 19/10/2000), através do número expressivo de aproximadamente 150 instituições participantes, gerou a mudança da sua denominação para “Jogando em Porto Alegre”, em 2002. Situação Atual Porto Alegre é a cidade do Estado do Rio Grande do Sul que concentra o maior número de clubes sociais, esportivos e culturais, seguida por Santa Maria e Caxias do Sul. O Estado possui aproximadamente 800 clubes com registro e/ou alvará, sendo que, destes, apenas 120 são cadastrados na Federação Gaúcha de Clubes Sociais, Esportivos e Culturais (Federaclubes-RS). Esta entidade constatou que houve um crescimento de 15% no desempenho dos clubes sociais no ano de 2002. O principal motivo deste crescimento foi atribuído a conscientização dos dirigentes dos clubes no sentido de oferecerem mais benefícios aos associados. Estima-se um aumento deste índice até o final do ano de 2003, em razão da diversificação das atividades esportivas e do efeito do desempenho dos atletas gaúchos nos Jogos Pan-americanos deste ano. A Federaclubes-RS apontou a necessidade de maior incentivo do governo, reconhecendo a importância dos clubes no desenvolvimento do esporte de base e de rendimento. A entidade, através de seu representante Salatino (2003, p. 24), criticou a “falta de uma política nacional do esporte, na qual os clubes estejam sintonizados com o desenvolvimento nacional. A modernização é um desafio a ser enfrentado pelos clubes, cujo futuro está focalizado nas atividades de lazer”. É preciso que os clubes busquem novas formas de entretenimento para manter e conquistar novos associados. Os espaços públicos voltados ao lazer, também, expandiram-se com a construção de praças e parques. A SME desenvolve vários projetos nestes espaços. No Programa “Jogando em Porto Alegre” foram inscritas mais de 800 equipes ligadas a 230 instituições, totalizando cerca de 9 mil e 600 crianças e adolescentes e a realização de mais de 3 mil jogos até o final de novembro de 2003. Já o Programa “Em Cada Campo uma Escolinha”-ECCE, está presente em cerca de 100 comunidades diferentes de Porto Alegre, totalizando 72 escolinhas de futebol, que atendem aproximadamente 2.500 crianças, sob a supervisão da SME. Desde sua implantação, participaram do Programa ECCE cerca de 1.500 crianças por ano. O Campeonato Municipal de Várzea, em sua 11ª edição, marca presença em todas as regiões, com 32 ligas de futebol amador cadastradas, que realizam de março a setembro, 43 campeonatos regionais independentes na cidade de Porto Alegre, totalizando 225 equipes com mais de 5.600 atletas participantes. Desde a primeira edição do campeonato, as categorias da competição foram sendo ampliadas: categoria Principal Livre (1989), categoria Veterano (1994), categoria Infantil e Mirim (1998 – neste ano foi criada a versão infantil do Campeonato Municipal de Várzea, denominada Varzinha), categoria Feminino Livre (2001) e categoria juvenil (2002). A SME contabilizou a participação de aproximadamente 20.000 pessoas, desde a 1ª edição do Campeonato Municipal de Várzea, além de investimentos em torno de R$ 40.000 por ano, com arbitragem, material esportivo e premiação, sem contabilizar recursos humanos. A organização do campeonato oficial da várzea, visando a integração das Ligas independentes de futebol dos bairros da Capital, foi desencadeada pela Administração Popular da cidade de Porto Alegre. Fortini, A. (1959). O passado através da fotografia. Porto Alegre: Grafipel. O Programa de Verão da Gurizada, atualmente chamado Programa Porto Verão, promove atividades voltadas para a população que permanece em Porto Alegre nos meses de verão. As atividades promovidas são as seguintes: recreativas nas 16 regiões do Orçamento Participativo (OP), esportivas na Praia do Lami, Parque Marinha do Brasil e Parque Ramiro Souto e temporada das piscinas nos sete centros de comunidade administrados pela SME. Os centros de comunidade são: Centro de Comunidade Georg Black (Cegeb), Centro de Comunidade da Restiga (Cecores), Centro de Comunidade Parque Madepinho (Cecopam), Centro de Comunidade Maria Goretti (Ceprima), Centro de Comunidade Bairro Floresta (Cecoflor), Centro de Comunidade Bairro Ipiranga (Cecobi) e Centro de Comunidade Vila Elizabeth (Cecove). Desde o início do programa, a SME contabilizou aproximadamente 550 mil atendimentos. Nos centros de comunidade foram realizados 123.813 atendimentos durante a temporada de piscinas. Franco, S. (1993). Para uma geografia da fortuna urbana. In: Bissón, Carlos (org.) Sobre Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da UFRGS; Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, p. 98-103. O Programa “Brincando na Rua”, que iniciou junto a população do Bairro Rubem Berta, atende 28 comunidades periféricas da capital das regiões Norte, Humaitá-Ilhas-Navegantes, Lomba-Partenon, Noroeste, Sul, Extremo-Sul, Restinga, Nordeste, Eixo Baltazar e Glória. Desde a implantação do programa, 96 comunidades da cidade recebem totalizando cerca de 150 mil pessoas. O Programa “De Bem com a Vida”, desde sua criação já realizou 58.774 atendimentos de idosos, expandindo-se para todas as regiões da cidade. O Programa “Lazer e Saúde” é realizado em nove locais da cidade: Parque Marinha do Brasil, Moinhos de Vento, Redenção, Calçadão de Ipanema, Ginásio Tesourinha, Parque Alim Pedro, Praça Darcy Azambuja, Parque Humaitá e Parque Santa Anita. Desde a implantação, o Programa cadastrou aproximadamente de 15.000 pessoas e prestou 457.964 atendimentos, mantendo uma média de 25.000 atendimentos por ano. O programa é realizado por dez professores de Educação Física, que atendem por turno, em média, 100 a 120 pessoas. Este é apontado como uma das poucas iniciativas públicas de atividade física permanente existente no Brasil, seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde. O Programa “Graxaim” realiza serviços de recreação em 31 comunidades da cidade. Desde sua implantação, o “Graxaim” já realizou 25.138 atendimentos. O Ônibus “Brincalhão” é um programa que, desde seu início, realizou 150.249 atendimentos. O programa já possui um segundo ônibus (Brincalhão 2) adquirido com verba do Orçamento Participativo. Os dois ônibus – brinquedotecas – visitaram 172 comunidades de todas as regiões do Orçamento Participativo de Porto Alegre, em 2002. Este programa pioneiro no Rio Grande do Sul serviu de referência não apenas para cidades (Caxias do Sul e Alvorada), mas também para os Estados de Goiás e São Paulo. Em resumo, Porto Alegre é uma capital que se destaca nacionalmente pela qualidade de vida. A ampliação do acesso ao lazer à população é um dos indicadores da qualidade de vida. Porto Alegre possui hoje um total de 405 praças, 26 parques e 29 jardins. Fontes Amaro Jr. (1949). Almanaque Esportivo do Rio Grande do Sul. Ano 8. Porto Alegre. Tipografia Esperança. Becker, K. (1987). O Esporte do Bolão no Rio Grande do Sul. Anais do IV Simpósio de História da Imigração e Colonização Alemã no Rio Grande do Sul – 1980. São Leopoldo: Museu Histórico Visconde de São Leopoldo/Instituto Histórico de São Leopoldo, p. 249-264. Feix, E. (2003). Lazer e cidade na Porto Alegre do início do século XX: a institucionalização da recreação pública. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-graduação em Ciências do Movimento Humano/UFRGS. Porto Alegre. Franco, S. (2000). Porto Alegre: guia histórico. Porto Alegre: Editora da UFRGS. Gans, M. (1996). Presença teuta em Porto Alegre no século XIX (1850-1889). PPGH/UFRGS. Dissertação de Mestrado. Porto Alegre. Jornal Zero Hora. O que administrar em Porto Alegre. Porto Alegre, 11/08/2000, p. 4-5. Koch, R. (2003). Universíade 1963. Histórias e Resultados dos Jogos Mundiais Universitários de Porto Alegre. Porto Alegre: Editora da UNISINOS. Macedo, F. (1973). Porto Alegre: história e vida de uma cidade. 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Porto Alegre: Unidade Editorial. Revista Vida Policial (1939). Instituições Desportivas da Capital. nº 17, ano II, dezembro. Porto Alegre. Roche, J. (1969). A Colonização Alemã e o Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Livraria Editora Globo. Salatino, L. Os clubes no Rio Grande do Sul. Jornal Zero Hora. Porto Alegre, 26/10/2003, p. 24. Spalding, W. (1967). Pequena História de Pôrto Alegre. Pôrto Alegre: Sulina. Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer. Prefeitura Municipal de Porto Alegre (2003). Relatório de Atividades. Werneck, C. (2002). Lazer e Estilo de Vida. In: Burgos, M e Pinto, L. (org.). Recreação, lazer e estilo de vida no Rio Grande do Sul: refletindo sobre algumas ações desenvolvidas na capital gaúcha no período 1926-1978. Santa Cruz do Sul: EDUNISC. Mapas Arquivo Histórico de Porto Alegre. Moysés Vellinho. Mapoteca; Pesquisa: Janice Zarpellon Mazo; Fotografia: Paulo Cabral; Produção Multimídia da Rede CENESP/UFRGS. DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006 15.21 Mapas originais de Porto Alegre em 1932 com áreas de lazer e esportes assinalados Porto Alegre in 1932 – Original maps including leisure and sport areas Fonte / source: Arquivo Histórico de / Porto Alegre / Historical Archives 15.22 DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006 DACOSTA, LAMARTINE (ORG.). A T L A S DO ESPORTE NO BRASIL. RIO DE JANEIRO: CONFEF, 2006 15.23