R O Jornal da Cultura ANO XV • Nº 101 • JUNHO 2010 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA APOIO: Projeto Revendo Porto Alegre Pág. 7 Kiko Coelho Pág. 2 Valencia Losada Pág. 3 Luiz Armando Capra Filho Pág. 3 Voltaire Schilling E mais... :: Sergio Napp :: Luiz Coronel :: Renato Pereira :: Paulo Amaral :: Marcelo O. da Silva :: Caetano Silveira :: Luciano Alabarse :: Jaime Cimenti :: Teniza Spinelli :: Thamara Pereira :: Caho Lopes :: Dr. Nilton Alves :: Dra. Beatriz B. Amaral :: Camilo de Lélis “Especialista mundial no cuidado dos pés” Calos - Calosidades - Unhas Encravadas - Produtos Ortopédicos Andradas, 1761 - 3224.0261 Borges de Medeiros, 632 - 3224.0910 24 de Outubro, 348 - 3222.3651 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 2 2 Rua Miguel Tostes, 771 • cj 03 • POA/RS CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60 51 3012 7292 • [email protected] Por Caho Lopes Escritor e Empresário A agenda de Amunséys Talvez muitos de vocês não conheçam, mas habitava em Porto Alegre, nas imediações da Garibaldi com a Independência, a encarnação viva de um faraó egípcio chamado Amunséys. O simples sussurro de seu nome provocava calafrios nos flanelinhas, meliantes e vagabundos das redondezas. Sua imagem evocava frenesi nos travestis e nas mulheres de vida fácil que por ali revoavam. Os homens temiam seu olhar e evitavam atravessar seu caminho, tal era o poder de Amunséys. Como todos sabem (pelo menos os que não faltaram as aulas de história na escola), os faraós egípcios sempre gostaram de música. Amavam-na bem antes da invenção de qualquer instrumento, quando ainda só sabiam bater com as mãos ao ritmo da voz. Com o decorrer dos séculos passaram a contar com instrumentos musicais variados e bem desenvolvidos. A flauta e a harpa são dois instrumentos musi- agenda cultural Quando o trabalho é um prazer a vida é bela. Porém quando é imposto a vida é uma escravidão. cais que surgiram na época das pirâmides. Amunséys curtia, nos finais de tarde, ficar sentado na janela do seu apartamento tocando harpa, enquanto o trânsito fluía rápido e silencioso dez andares abaixo de seus acordes. Foi num destes momentos de total equilíbrio espiritual e descontração que um pensamento veio a sua mente: "Pqp, que p... do c..., vou chutar o pau da barraca e me dedicar a música!" E foi assim que Amunséys deixou de ser a encarnação viva de um faraó do Egito e veio morar na Zona Sul, assumindo a identidade do meu irmão, e o caos e a desordem voltaram a imperar na Garibaldi. Reza a lenda que, no dia de sua mudança, os travestis fizeram uma enorme fogueira com suas perucas no cruzamento com a Independência, enquanto os malfeitores dançavam e comemoravam a reconquista de seu território. Hoje, meu irmão Moysés não trabalha um só dia de sua vida, pois dedica-se a Máximo Gorki fazer o que gosta: música. Mora numa casa com estilo alternativo que é a cara dele e da Maria Luisa, e dormem num aconchegante sótão transformado em quarto com o Guaíba derramando-se pela janela em frente a cama. Olhei a agenda dele ontem e fiquei com uma inveja gostosa do meu irmão. Gostosa porquê ele ralou muito para isto, porquê fez a parte dele quando o momento exigiu, e sei que ele merece cada momento que tem vivido. Inveja porquê ainda tenho um bom pedaço de caminho para andar até chutar aquele pau de barraca, dizer um monte de palavrões e dedicar meu tempo e energia para ler e escrever. Até lá, vou vivendo a vida de Cacalus Lopésius, a encarnação de um agricultor grego que nem horta tem em casa. E vocês vão tendo que engolir estes textos, na esperança de que eles melhorem quando eu assumir minha verdadeira identidade. Editor e Jornalista (DRT/RS nº 12460) Jorge Luiz Olup Administração Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup Jornalista Responsável Thamara de Costa Pereira Direção de Arte Jorge Luiz Olup Tiragem 10 mil exemplares Impressão Correio do Povo Colaboradores Valencia Losada, Luiz Armando Capra Filho, Voltaire Schilling, Kiko Coelho, Dra. Beatriz Bohrer Amaral, Camilo de Lélis, Caetano Silveira, Dr. Nilton Alves, Paulo Amaral, Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp, Teniza Spinelli, Luiz Coronel, Renato Pereira, Luciano Alabarse, Fernando Rozano, Jaime Cimenti, Thamara de Costa Pereira, Caho Lopes, Paulo Rogério Dias Couto e Mara Cassini Andreta As opiniões expostas nos textos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e não correspondem necessariamente à posição do Jornal. Projeto Revendo Porto Alegre Kiko Coelho - nascido na cidade de Porto Alegre em 22 de março de 1974. Começou a dedicar-se à fotografia em 1999 e junto da sócia e esposa, fundou a Kad Comunicação Integrada Ltda., agência especializada em soluções em comunicação, com destaque para Assessoria de Imprensa, Publicidade e Propaganda. Trabalha com fotojornalismo e fotografia social há mais de 10 anos. Em 2009, inaugurou mais um empreendimento, o Kiko Coelho Estúdio Fotográfico. 14 de Junho a 12 de Julho de 2010 THEATRO SÃO PEDRO 18 E 19/06 - Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Estreia MAHAVIDYAS, ballet preparado especialmente para a celebração de seus 25 anos, com música de Vagner Cunha, coreografia de Carlota Albuquerque e direção de arte de Voltaire Danckward. 24 a 27/06 – Qui, Sex, Sáb 21h, Dom 18h – CALÍGULA (SP) Dir. e figurinos: Gabriel Villela. Elenco: Thiago Lacerda, Magali Biff, Cláudio Fontana, César Augusto, Walter Breda, Pedro Henrique Moutinho e Helio Souto Jr. Orquestra de Câmara Theatro São Pedro 27/06 – 11h – Concertos CEEE - Festival Barroco 06/07 – Ter 10h e 15h – Concertos BANRISUL Para Juventude 19/07 – 21h – Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Vivaldi: As Quatro Estações. Solista: Carmelo de los Santos. Reg.Fredi Gerling 25/07 – 11h – Concertos CEEE. Solista: Nelson Coelho de Castro. Reg. Antonio Carlos Borges Cunha Musical Petropar - Quartas úteis, às 12h30, no Foyer Nobre, entrada franca. Programação Especial de Aniversário do Theatro São Pedro 16/06 – Cida Moreira (piano e voz) 23/06 – Diego Grandene (clarinete) e Liliane Kans (piano) 30/06 – Plauto Cruz (flauta) 07/07 – Cosmas Grieneisen - Viola 14/07 – Janete Cecin – Raconte-moi la Chanson française. Acordeon e Voz 21/07 – Milton Masciadri – Contrabaixo 28/07 – Trio Primus – Rogério Nunes – Violino, Milene Aliverti – Violoncelo e Paulo Bergmann - Piano 01, 02, 03, 04, 08, 09, 10, 11, 15, 16, 17, 18, 22, 23, 24 e 25/07 – Qui, Sex e Sáb 21h, Dom 18h – Tholl (RS) Exotique. Dir. Geral João Bachilli 31/07 – 21h – Adriana Deffenti (RS) Alma Equilibrista. Dir. Cláudia de Bem FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO Até 11/07 - Exposição: O Alfabeto Enfurecido, mostra com 180 obras de Mira Schendel e León Ferrari. Curadoria: Luis Pérez-Oramas. Exposição ganha catálogo bilíngüe da Cosac Naify. Átrio, 2º e 3º andares Até 06/09/2010 - Exposição Paisagens de Dentro: As últimas pinturas de Iberê Camargo – Mostra com 25 pinturas do artista. Curadoria: Icleia Borsa Cattani. 4º andar Entrada Franca. As empresas Gerdau, Itaú, Camargo Corrêa, Vonpar e De Lage Landen garantem a gratuidade do ingresso. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA SOLAR DOS CÂMARA - Sarau no Solar 24/06 – Simone Rasslan 08/07 – Eduardo Castañera Espaço Novos Talentos 14 a 18/06 – Exposição “Recorte” do artista Edegar Rissi sobre cinema. 21 a 25/06 – Mostra “Patrimônios de Porto Alegre e Paraty”, com aquarelas de Laky Gatti Galeria dos Municípios 14 a 18/06 – Serafina Corrêa 05 a 09/07 – Itaqui Sala J.B. Scalco Até 30/06 – Exposição “Patagônia Incrível” do fotógrafo Eduardo Rocha CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA Viver e Inspirar Cultura 15/06 – 20h - Espetáculo Adulto - Luz, Pé no Chão e Ação. Teatro Carlos Carvalho - 2º Andar 18/06 a 11/07 - 21h - sex. e Sab. e 20h dom. - Teatro Adulto – Fenícias De Eurípedes. Dir. Alexandre Dill. Teatro Bruno Kiefer - 6º Andar 29/06 - 20h - Viver e Inspirar Cultura - Espetáculo Adulto: Luz, Pé No Chão E Ação. T. Bruno Kiefer - 6º Andar Até 11/07 – Sáb. e Dom. 16h - Teatro de Bonecos: Ósculos e Amplexos. Sala Lili Inventa O Mundo - 5º Andar Quintas-feiras mediante agendamento de escolas (3225.7089) - Teatro Infantil: Agualina, Uma Aventura Fora D'água. Sala Lili Inventa O Mundo - 5º Andar Terças-feiras - 15h mediante agendamento de escolas (3225.7089). Teatro Infantil: O Sapo Inácio. Sala Lili Inventa O Mundo - 5º Andar 25/06 – 19h - Viver e Inspirar Cultura - Clássicos Em Destaque: Tributo à Piaf. Auditório Luis Cosme - 4º Andar 30/06 – 20h - Viver e Inspirar Cultura - Show Com Rockrs. Teatro Bruno Kiefer - 6º Andar Até 30/06 - ter. a sex. das 9h às 21h, Sab. e dom. das 12h às 21h - Divina, Enluarada e Magnífica Elizeth Cardoso. Exp.homenagem aos 90 anos de nascimento e aos 20 anos de sua morte. Sala B4 - Radamés Gnattali - 4º Andar Até 04/07 - Mostra Coletiva Mandalas - Mandalas Cerãmica. Galeria Augusto Meyer - 3º Andar 24/06 – 20h30 - V Mostra de Dança 2010. Teatro Bruno Kiefer - 6º Andar Sextas-feiras – 10h e 15h c/ agendamento para escolas - Hora do Conto: Castelo de Contos - O Sítio Maluco. Sala Lili Inventa O Mundo 5º Andar 17/06 – 19h - Viver e Inspirar Cultura - Vozes Poéticas Universais: Poesia Brasileira. Acervo Mario Quintana - Mezanino Sábados e domingos – 15h - Brincando com Nenusko. Sala Pé de Pilão - 5° Andar À partir de 01/06 Terç. a sex. das 9h às 19h - Campanha de Doação de Jogos e Brinquedos para Brinquedoteca Pé de Pilão. Biblioteca Lucilia Minssen - 5º Andar Oficinas com inscrições abertas - CCMQ. Inscrições na Central de Informações - Inf.: (51) 3221-7147 e 3221-7083. MARGS. São retratos de paisagens, carros, sombras, vários elementos e histórias que formam uma grande tela. No total, 17 obras estão expostas nas Galerias Iberê Camargo e Oscar Boeira. Ena Lautert no Bistrô do MARGS. A mostra fotográfica Livro de Pedra - Artistas no Caminho reúne trabalhos de 20 artistas visuais contemporâneos que, de posse das pedras que compõem o trabalho de Ena Lautert. Informações e agendamento de visitas orientadas no Núcleo de Extensão Cultural, subsolo do Museu. De segunda a sexta, das 10 às 18 horas. Fone 51 3212.2281 ou e-mail: [email protected]. Biblioteca de Artes Visuais - aberta de terça a sexta, das 10h às 12h e das 13h às 15h, 2º pavimento CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO Até 31/07 - Viagem ao Centro da Luz. Exposição de percurso sensorial que abrange a história da iluminação pública do Centro Histórico de POA. Museu de Eletricidade do Rio Grande do Sul. 2° andar 16/06 a 24/07 - Brasil - Camisa Brasileira. Um ensaio fotográfico que traz o olhar inteiramente voltado para os bastidores do futebol. Sala O Arquipélago - 1º andar Até 23/06 - Caminho das Águas. O Programa de Educação Ambiental Compartilhado (PEAC). Sala O Retrato, no 4º andar 21 e 22/06 - das 9h às 12h e das 14h às 17h - Workshop Design de Produtos: artesanato + indústria. Com as designers Tina e Lui. Aud. Barbosa Lessa, no 4º andar - Inscrições abertas: www.mariarita.com.br 27 a 30/06 - Fórum Internacional da Temática Indígena. Aud. Barbosa Lessa, no 4º andar - Inscrições pelo email [email protected] ou site www.ufrgs.br/ppghist/forumindigena 27/06 a 17/07 - Sabedoria Nativa. De autoria de Irene Ludwig, a exposição trará a temática indígena em acrílico sobre tela e óleo sobre tela. Sala O Retrato, no 4º andar 24/06 – 19h - Lançamento da II Fase da Obra Completa de Barbosa Lessa. Auditório Barbosa Lessa, no 4º andar MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL 26/06 - 13h - Palestra: Religiões Afro-brasileiras. Palestrantes: Jornalista e Pesquisadora do EGBÉ-RS Vanessa Martins e Baba Xandeko ti Sàngó Aganjú (Alexandre Gabriel Barbosa). Informações: 51-32247210 MARGS TEATRO DO SESC Portinari na Coleção Castro Maya apresenta ao público gaúcho uma seleção de obras do pintor, que pertencem ao acervo do Museu Castro Maya, no RJ. Com o objetivo de mostrar a relação entre Portinari e Castro Maia, a mostra estrutura-se em módulos que explicam diferentes facetas desta relação. Data prevista: julho de 2010. Fotos do Centro Histórico no Café do MARGS. A mostra Centro Histórico de POA está exposta no Café do MARGS (1º andar), agora sob nova direção, com nova arquitetura, nova ambientação e novo cardápio. Até 07/07 - Quartas-feiras - O Diálogo com a Metáfora - Seminário orientado pelo professor e crítico de arte José Luiz do Amaral, sobre a metáfora - Auditório do Museu. Campanha do Agasalho – O MARGS será um dos pontos de coleta da Campanha do Agasalho, recém lançada pelo Governo do Estado. Quem for ao Museu para conferir as exposições, terá uma ótima oportunidade para fazer a sua doação. Acervo Permanente - Seleção de pinturas e esculturas do acervo do MARGS - Galerias João Fahrion, Ângelo Guido e Sala Pedro Weingärtner. Tour Virtual da mostra Expressões Gráficas. México Contemporâneo. Basta ter um computador ou telefone celular conectado à internet e acessar o site do Museu. www.margs.rs.gov.br Até 4/07 - Partículas: exposição fotográfica de Martin Streibel no 24/06 e 01/07 – 19h - Nei Van Soria Convida Espetáculo Musical. Café do SESC. Café SESC De 14/06 a 04/07 – Seg. a Sex. das 9h às 19h - Panorâmica Pinhole uma visão ampliada do urbano. Exp. de Luciano Laner e Rodrigo Uriartt. Café SESC Até 27/06 – Sáb. e Dom. 16h - O canto de cravo e rosa. Dir. Jessé Oliveira (RS) Teatro Infantil. Teatro do SESC. 27/06 - 16h - Arraial do SESC. Largo Zumbi dos Palmares (Travessa do Carmo, 84 - antigo Largo da Epatur) Programadora Brasil - Exibições de Filmes. Sessões 15h e 20h 07/07 - Houve uma Vez Dois Verões. Dir. Jorge Furtado 08/07-Nettoperdesuaalma.Dir.BetoSousaeTabajaraRuas 09/07 - Bete Balanço. Dir. Lael Rodrigues Gestos e Restos - 02 e 03/07 – 20h - Núcleo de Estudos e Experimentações com Circo e Transversali-dades (RS) Dança/ Circo. Teatro SESC SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA Transformações Urbanas – Porto Alegre de Montaury a Loureiro – Exposição Permanente. Museu Joaquim José Felizardo 8/06 – 20h - Antes do Café – Teatro Aberto. Auditório Álvaro Moreyra 16 e 23/06 – 20h - Roda Gigante – Projeto Novas Caras – Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva 25, 26 e 27/06 e 2, 3 e 4/07 – 21h - Parasitas – Teatro Adulto. Auditório Álvaro Moreyra 18, 19 e 20/06 - Sexta e sábados às 21h; Domingos às 20h - Dar Carne à Memória II – Dança. Auditório Álvaro Moreyra 19, 20, 26 e 27/06 e 3, 4/07 – 16h – O Menino que Aprendeu Cedo Demais – Teatro Infantil. Teatro Renascença 15, 22 e 29/06 – 20h - Inflexíveis Ligações – Teatro Aberto. Auditório Álvaro Moreyra 16/06 – 20h - Quartas na Dança - Re-sintos - Muovere Cia de Dança. Teatro Renascença Até 16/06 - Conversas Concretas – Exposição de Jéssica Couto. Galeria de Arte do DMAE 18, 19, 20, 25, 26 e 27/06 e 2, 3 e 4/07 – 20h - O Sobrado – Teatro Adulto. Teatro Renascença 18, 19, 20, 25, 26 e 27/06 - Sex. e Sab. 21h - Dom. 20h - ATecelã – Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva (Até 4/07) Até 19/06 - Peles – Exposição de Jane Machado- Litografias. Paço Municipal- Sala da Fonte Intervenções Interferidas – Exposição de Adriana Donato. Paço Municipal 22/06 – 19h30 - República do Rock – Música. Com Sombrero Luminoso e Os Flutuantes. Teatro de Câmara Túlio Piva 22/06 – 21h - Rafael Caetano e Banda – MPB – Música. Teatro Renascença Até 04/07 – 16h - Filhote de Cruz Credo. Teatro de Câmara Túlio Piva (Até 4 de julho) 13 a 25/07 – Quin, Sex e Sáb – 21h – Dom 18h - Bodas de Sangue – Luciano Alabarse faz um verdadeiro mergulho teatral e reúne talentosos atores da cena gaúcha para a sua montagem do famoso texto escrito por Federico García Lorca. Teatro Renascença 14 e 21/07 – 20h -Amêndoas e Caracóis – Projeto Novas Caras. Teatro de Câmara Túlio Piva 7/07 – 20h - Quartas na Dança. Fantasia Flamenca - Grupo de Dança Alumbra Espana. Teatro Renascença CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO Sala 209 19 e 20/06 – 19h - Solu(a)ções: Dança e Ações. Grupo de Estudos e Experimentação Laban 25/06 – 18h30 - Primeiro Encontro Discutindo a Dança. Produção para Dança com artistas convidados 26/06 – 19h - Mostra Movimento e Palavra Sala 302 26 e 27/06 – 20h - Contos da Literatura no Teato 26/06 a 11/07 - Sáb. 21h e Dom. 20h - Mostra Ator/Autor: Borboletas de Sol de Asas Magoadas Até 20/06 - Sab. e Dom. 20h - Agora eu Era. Grupo Via Sala 502 Até 27/06 - Sáb. e Dom. 21h - Contos Machadianos. Grupo de Teatro Artes e Letras Sala 504 27/06 – 20h - Sarau De Livre Expressão. Artística Neelic 19 e 20/06 - Sáb. 17h30 e Dom. 16h30 - Vida De Cachorro. Espetáculo Com Circo Petit POA-RS Sala 505 24/06 – 20h - Projeto De Quinta. Direção Surpresa. Grupo dos Cinco 27/06 – 18h - Domingo Mágico. Grupo Magiarte 15, 16, 22 e 23/06 - 15h - O Exame. Texto e dir. Deborah Finocchiaro. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 3 Por Luiz Armando Capra Filho Diretor Museu Julio de Castilhos e Casa de Cultura Mario Quintana Foto capa e matéria: Claudio Menëghetti Studiome Museu Julio de Castilhos 107 anos de atuação com o patrimônio Aos 107 anos o Museu Julio de Castilhos tem muita história para contar. Criado em 1903, foi chamado de “Museu do Estado”, recebendo como missão recolher, classificar, catalogar, conservar e expor elementos ligados à história do Brasil, particularmente do Rio Grande do Sul. Desde então o Museu Julio de Castilhos tem sido uma referencia museológica no Estado. Seu acervo foi tombado pelo em 1937, como Patrimônio Nacional, sendo hoje formado por mais de 12 mil peças de diferentes períodos da história e da cultura regional e nacional. A edificação principal foi construída como residência em 1887, pelo Coronel Augusto Santos Roxo e, posteriormente, adquirida para moradia de Julio de Castilhos, fundador do Partido Republicano Riograndense e presidente do Estado do Rio Grande do Sul entre 1893-1898. Após a morte de Julio de Castilhos, em 1903, a casa foi comprada em 1905 pelo Governo Estadual para abrigar o Museu. No início da instituição os acervos eram ecléticos, exóticos, engraçados, achados em expedições científicas ou atribuídos a realizações humanas, pertencentes a um conceito extinto de museu, o gabinete de curiosidades. Dentre eles ficavam expostos objetos raros ou estranhos podendo ser considerados os precursores dos atuais museus. Nesse sentido, para deleite do público, foi criado um espaço de visitação que aborda a memória institucional. Compondo a sala há a história de Francisco Ângelo Guerreiro, personagem há muito conhecido dos visitantes pelas “botas do gigante”. Entre as atribuições do museu a preservação e a salvaguarda do patrimônio são as mais destacadas. Neste ano foi implantada uma nova reserva técnica, espaço extremamente importante nas instituições museais, destinado a conservação, preservação, armazenamento e administração dos acervos que não estão em exposição. Uma reserva técnica bem estruturada faz com que o Museu cumpra seu compromisso social de educação e difusão da história através dos objetos, além de permitir aos pesquisadores universitários, cada vez mais presentes na instituição, e facilitar o planejamento de eventos temáticos e temporários, que dinamizam a instituição. O diferencial da reserva técnica 2 é que os visitantes poderão acompanhar os trabalhos técnicos, já que uma das paredes é composta por vidros especiais. Desse modo o público que visita o MJC pode ter uma noção dos trabalhos dos bastidores do Museu, além de uma ação educativa e patrimonial. Na esteira da preservação da memória da própria instituição e do patrimônio edificado do Estado, a Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (SEDAC) com o apoio da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e execução da Pérgola Arquitetura e Restauro, realizam obras no intuito de restaurar a fachada da edificação sede da instituição. A casa tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE), foi construída em 1887 e possui um dos únicos exemplares de fachada em arenito do Estado. Para o Museu Julio de Castilhos, o público deve ser o maior beneficiado com as ações de qualificação do espaço de memória. Com exposições contextualizadas e temporárias, a dinâmica tem sido uma constante. A exposição mais recente, “Ivo viu a Uva” – mudanças e permanências na educação republicana permanece até setembro. O Museu tem realizado, ainda, parcerias com instituições do seu entorno físico, viabilizando à população, o conhecimento sobre o sítio histórico, político e cultural da cidade e do Estado, por meio do projeto “Caminhos da Matriz”. Um bom passeio, e sempre gratuito. Fica o convite!! Por Voltaire Schilling Professor e Historiador Foto: Arquivo Memorial Praça da Alfândega com os prédios do atual Memorial e do MARGS. Centro de Porto Alegre: Os fantasmas do centro Até os começos da década de 1960, fazia-se tudo no centro da cidade de Porto Alegre. Despachar ou receber uma encomenda, enviar uma carta pelo correio, pagar a conta telefônica, conseguir uma ligação interurbana, comprar uma roupa nova ou um bom perfume, tomar um chá ou fazer um lanche, tudo isto era feito no centro da cidade, que também era o logradouro de todo o transporte público da época, fosse o dos ônibus ou dos bondes. Na verdade, o grande quadrilátero formado pela avenida Mauá e a rua Washington Luís, tendo a avenida Farrapos numa extremidade e a Usina do Gasômetro na outra, tinha o papel que hoje é ocupado pelos shoppings centers espalhados pelos bairros. Todavia, a expansão dos bairros e a proliferação dos automóveis fez com que tudo mudasse. O Milagre Econômico dos anos setenta, entretanto, afastou a classe média do velho centro da cidade. Tudo que antes era quase obrigatoriamente obtido nele passou a ser suprido pelos bairros. Moradias que eram valiosas, como os apartamentos da Salgado Filho ou da Borges de Medeiros, começaram a se desvalorizar. Quem conseguiu se desfazer deles a tempo mudou-se para outras partes da cidade. A paisagem urbana não é distinta da natureza, ambas detestam o vácuo. Bastou haver o esvaziamento do centro para que logo aquele espaço fosse ocupado pela pobreza e pela miséria do subúrbio. As ruas centrais, outrora um cadinho de lojas chiques, café requintados, cinemas e teatros, graças à imprevidência e a demagogia dos vereadores e prefeitos, foram invadidas por uma horda de vendedores ambulantes, descuidistas, desocupados de todos os quadrantes, ladrões e profissionais do amor. Qualquer cidadão interessado que coteja as fotos de quarenta ou cinquenta anos atrás com as de hoje não deixará de manifestar o choque pelo que agora lá se encontra. Tudo parece ter-se transformado num enorme bazar de turco pobre, cercado pela desgraça e infelicidade humana. O outrora centro buliçoso, com gente bem vestida saindo do colar de cinemas (Imperial, Guarani, Rex, Ópera, Cacique, etc.) para fazer um lanche na padaria do Matheus, deu lugar hoje a um estranho silêncio que toma conta do centro depois das dezenove horas, onde somente vultos furtivos se esgueiram pelas penumbras deixadas por postes que nem luz tem mais. São os fantasmas do passado que tentam reencontrar a sua querida cidade que não existe mais. Foto: Imprensa da Camara do Livro de POA Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 4 4 Foto: Arquivo pessoal Por Caetano Silveira Compositor e Produtor Cultural Brinco de princesa, o novo disco da cantora Shana Müller, é um disco nativo, elegante, suave e apurado. O título do álbum remete à memória afetiva de Shana. “Brinco de Princesa”, além de ser a flor símbolo do Rio Grande do Sul, era a flor que ornamentava o jardim de sua casa de infância em Alegrete. O disco tem perfume. É um trabalho muito bem acabado. Bem definido. Sem dúvida, o mais delicado de todos os seus. Só para lembrar, os dois discos anteriores (Gaúcha, de 2004, e Firmando o Passo, de 2006) traziam a cantora de chapéu nas fotos de capa, em sintonia com a típica rigidez da imagem da música regional. Shana chega ao seu mais recente disco, com visível crescimento musical. Está cantando cada vez melhor. A escolha do bonito repertório foi feita por ela e o excelente acordeonista Paulinho Goulart. Eles também dividem a produção do CD. A grande maioria das canções é de autoria do compositor e seu parceiro no grupo Buenas e M’Espalho, Érlon Péricles. São 6 faixas, das 11 do disco, assinadas por este premiadíssimo autor (Prêmio Açorianos como Compositor Regional em 2009, o mais recente, e inúmeros festivais pelo Estado). Paulinho Fagundes, chamado para dividir a direção musical do disco com Paulinho Goulart, é um reconhecido instrumentista, dos mais talentosos surgidos no Estado nos últimos anos e, embora completamente inserido no universo musical gaúcho por força de sua tradicional família, é notoriamente um cara antenadíssimo no que há de mais moderno no mundo musical. Artista de incontestável bomgosto. Somou-se ao grupo, a convite deste guitarrista, o argentino Mariano Cantero, excepcional músico, percussionista/baterista do Aca Seca Trio e que toca também com a grande cantora de seu país, Liliana Herrero. Outra indicação de Paulinho Fagundes foi o baixista paulista Edu Martins que está morando em Porto Alegre e que, dentre outros vários trabalhos, está produzindo o novo disco da cantora carioca Marina Lima. Assim, com Paulinho Goulart no acordeom, Paulinho Fagundes nos violões, Mariano Cantero na percussão e bateria, e Edu Martins no baixo acústico, Shana armou um grupo de altíssima competência, adequado para atender seus propósitos. Participações especiais: Luis Carlos Borges, Marcelo Caminha, Michel Dorfman, Texo Cabral, Pirisca Grecco e Guto Wirtti que assina dois arranjos. Brinco de Princesa, como não poderia ser diferente, mostra a forte influência da música argentina na formação da cantora. Tanto que o álbum é dedicado à memória de Mercedes Sosa (falecida em outubro do ano passado) e que foi e é um referencial para Shana - que teve a grande felicidade de conhecer “La Negra” pessoalmente e inclusive cantar com ela na Vigília do Canto Gaúcho em Cachoeira do Sul, na edição de 2008. O disco traz chacareras, milongas, rasguido doble e chamamés. Sobretudo, chamamés. O que, em se tratando de Shana, é muito natural, uma vez ser fã confessa deste ritmo tradicional da província de Corrientes, Argentina. E o CD já começa com ele, “Abre essa gaita”, canção feita por Érlon Péricles e Zelito, especialmente para ela. É a música de trabalho. Em seguida vem “No fio da Milonga”, também de Érlon Péricles, talvez a mais moderna do disco. Recebendo um arranjo arrojado de Paulinho Fagundes. “Alma Chamamecera” tem a participação do padrinho musical de Shana, o mestre Luis Carlos Borges, cantando e tocando acordeom, e também do excelente violonista Marcelo Caminha, que assina o arranjo. Esta, mais uma canção de Érlon, responsável ainda pela autoria de “Ao Sopro da Chacarera” (arranjo de Guto Wirtti e piano de Michel Dorfman), “Asi se va pelo sur” e “Eu quero ser do mundo”, outra parceria com Zelito, feita por encomenda de Shana. Uma milonga arrabaleira, que bem representa este momento da cantora: ela quer o mundo. O CD traz ainda “Nhangabiri”, de Ari Tarragô, música em que dividiu o palco com Mercedes Sosa como já dito. Em “Moço, irmão, companheiro e paisano”, de Luiz Coronel e Neto Fagundes, o cantor e compositor uruguaianense Pirisca Grecco (o mais novo integrante do Buenas e M’Espalho) participa cantando pela primeira vez em um disco de Shana, devolvendo assim a gentileza que recebeu em seu próprio disco “Bem de Bem”, quando Shana cantou com ele a canção “Errante”. O padrinho e grande chamamecero, Luis Carlos Borges, presenteia a afilhada com a bonita “Identidade”, onde o autor interpreta a intérprete: “Qualquer espaço é lugar / Para soltar a minha voz / Da nascente até a foz / O meu canto é assim / Mensageiro das barrancas / Mescla de terra e capim / Uma enchente de esperança / Que se agita e que se amansa / Manancial que não tem fim (...)”. Pirisca aparece ainda como compositor, no chamamé “Outra Camperiada”, parceria com Túlio Urach, onde apresenta a visão feminina captada no início de mais um dia de lida campeira do homem. Fecha o disco uma chacarera do também colega do Buenas, Ângelo Franco, “Quatro cantos do Planeta”, em parceria com Rodrigo Bauer. A faixa tem arranjo de Guto Wirtti e a bela participação do flautista Texo Cabral. Gravado na ACIT com Agnaldo Paes e Edu Coelho, mixado e masterizado pelo competentíssimo Thiago Becker, no Estúdio Soma, “Brinco de Princesa” é um belo disco de música nativa, elegante, suave e apurado. O site de Shana é www.shanamuller.com.br Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 5 5 Por Luciano Alabarse Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena Bodas de Sangue: Navalhas e Diamantes Poderia citar um monte de retornos semelhantes, mas não é o caso. Houve outro tipo de reações, desproporcionalmente negativas, poucas é verdade, mas vale a pena registrar o que penso a respeito. Quero falar do quanto o sucesso alheio parece incomodar um tipo de gente daqui. Rodrigo Monteiro me contou que alguém da classe ficou muito espantado por ele ter realmente gostado da peça, pois a peça era horrível. Detalhe: essa pessoa, que ele não quis me dizer quem era, faz teatro, NÃO tinha visto a peça e não queria ver. Gente de teatro que não frequenta teatro, para mim, é um tipo de criatura surreal. Ainda mais quando fala uma barbaridade dessas sem ter visto o espetáculo. Há mais: gente bêbada gritando sobre o equívoco absoluto da encenação numa mesa de bar, constrangendo o elenco que não queria discutir com um suposto amigo escancaradamente alcoolizado. Obviamente uma peça pode ser analisada sob qualquer prisma, inclu- Foto Júlio Appel Nada como ter uma peça em cartaz para refletir sobre as características do público, da imprensa e da própria classe teatral local. No caso atual, tenho a alegria de dividir a direção de “Bodas de Sangue” com Luiz Paulo Vasconcellos, meu guia artístico há mais de trinta anos. Um elenco de atores realmente dedicados, onde se destacam veteranos magníficos como Sandra Dani, Ida Celina, Lurdes Eloy e Mauro Soares, ao lado de gente de talento à flor da pele, como Sissi Venturin, Vika Schabbach, Marcelo Adams, Fabrizio Gorziza,Thales de Oliveira e Eduardo Steinmetz. Isso sem falar no auxílio luxuoso de Moysés Lopes, Maurício Moura, Cláudia de Bem e Sylvia Moreira. O resultado público tem sido verdadeiramente emocionante. Carlos Urbim me abraçou verdadeiramente comovido, com olhos marejados, falando maravilhas da peça. Mesma coisa Donaldo Schuller, Lutti Pereira, Alice Urbim e Dona Eva Sopher, que disse ser esta a minha peça mais bonita. sive o do rancor, da inveja e do ressentimento. Eu me recuso a vibrar nessa sintonia, ou levar a sério gente que embarca nessa canoa. Oscilo entre a pena e o desprezo. Porque quando vou ao teatro ver o trabalho dos meus colegas - e procuro assistir ao máximo de montagens locais, mesmo depois de mais de trinta anos de ofício - jamais carrego comigo um sentimento prévio de incomodação ou julgamento. Desprezo esse tipo de atitude, gente que se acha superior e que, sob o pretexto de ser enfaticamente sincera, só mostra que não tem educação, compreensão teatral ou generosidade. Não se trata de querer tapinha nas costas, falsos elogios, puxa-saquismos variados, que ninguém precisa disso. Eu e Luiz Paulo, pelo menos, não. Mas respeito continua sendo um item fundamental na minha cesta básica. E, por isso, é preciso dar um tranco nesses idiotas da objetividade, como diria o Nelson Rodrigues. Um crítico do quilate do uruguaio Jorge Arias qualificou nosso espetáculo de “deslumbrante”. Escreveu e assinou sua opinião. Zeca Kiechaloski me disse ao telefone: “eu fiquei im-pres-si-o-nado com o Fabrizio e a Sissi, Luciano”, assim, separando as sílabas) e muitos outros companheiros de ribalta disseram coisas legais sobre “Bodas de Sangue”. Todas essas pessoas não entendem nada de teatro? Obviamente não! E a reação maravilhada do público, não conta? Sempre conta. A verdade pura e simples, no entanto, é que o sucesso alheio incomoda muito nessas paragens. Se alguém me chama para um café e quer falar sobre um espetáculo meu, expressar suas considerações, ouvir o contraditório, sempre terá em mim um ouvinte humildemente atento.Firme e preparado, mas aberto às críticas. O ponto da minha reflexão aqui é essa najice desnecessária que pontua alguns corações e mentes do teatro gaúcho, como se só o seu trabalho merecesse considerações isentas de má fé. Uma crítica séria, procedente e fundamentada é e será sempre bem-vinda. Nada mais bacana do que conversar de verdade sobre teatro, com quem se dispõe a isso, de coração, sem pedras na mão. Todos crescemos em ocasiões como essa. Mas não tenho nenhuma condescendência para manifestações raivosas contra aqueles que se sobressaem na temporada teatral de Porto Alegre. Torço pelos meus colegas, tento escrever salientando seus pontos talentosos e trabalho arduamente pela qualificação do teatro que se faz aqui. Não gosto de chororô, de fofoca, de emoções baratas e opiniões estapafúrdias - e o mínimo que espero de alguém que vá ao teatro é que esteja sóbrio e não destile suas frustrações nos ombros alheios. Quando vejo se aproximar mais um Em Cena, quando encontro tanta gente nova procurando afirmação, companheiros de estrada como Roberto Oliveira, Camilo de Lélis e Jessé Oliveira produzindo e aprimorando seus trabalhos, fico feliz e me animo. Não é preciso pensar igual, fazer igual, produzir igual para que o mundo e o teatro avancem. Aliás, é justamente o contrário. É das diferenças que se alimentam os avanços e a riqueza cultural das artes cênicas. No que depender de mim, vou continuar trabalhando para que críticos como Macksen Luiz - que, tomando um café comigo em Recife, me disse que o teatro gaúcho era horrível (e, por modéstia, vou omitir o que disse a respeito do meu trabalho) - mudem de opinião. Nosso público merece o melhor de cada um de nós. Mas sem avaliações fundamentadas ou serenidade diante do sucesso alheio ninguém crescerá pessoalmente ou fará o bom teatro que todos almejamos. Foto: Bebeto Alves Por Camilo de Lélis Teatrólogo Influenza Maçanilha do campo, colhida num canto qualquer do planeta. Numa planície, imagino. Quantas corolas, pétalas? E o pólen, visitado por carochinhas pintalgadas e abelhas laboriosas, quanto? Quanta diversidade e quantidade reduzidas a um saquê... Derramo água quente e recebo uma oferta em dourado perfume. Quanta vida houve naquela flor, agora é infusão... Transfusão. Estou só, abatido. Algo invisível me derreou. O corpo, sempre tão quieto, reclama. Dores nas costas. Fluxos extravasam em lágrimas e coriza. Imagens dissociadas dão-se as mãos numa produção confusa. E o hermeneuta se cala. Síndrome de Abstinência Mais um dia mexendo com você, puxando sua atenção... Em vão. Achei que era hora de partir, parar de vez, desistir, erguer o olhar desse poente, mirar na direção do levante, onde você não está. É para lá que eu vou! É para lá ! Mas não com essa impregnação; preciso descartar muito do que há em mim, pois é certo que estou envenenado. Não sei se o que me ocorre é uma infecção? Ou uma afecção?! Minha alma já não tem minha cor; há, em mim, mais você que qualquer outro elemento... Estou verde de você! Vou procurar um Xamã, um "diablero" de cerne e resposta. Vou cobrir-me de terra, sete dias a mingau de tapioca. Vou ganhar outro nome, secreto, você não pode saber. Vou raspar a pele com bucha vegetal, tirar seu cheiro; esquecerme da parte da história em que você apareceu. A dependência é química, o processo é doloroso; minhas moléculas estão saturadas de você. Abstinência absoluta! Preciso vencer mais um dia sem você! Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 7 Por Valencia Losada Diretora de Programação do Theatro São Pedro Foto capa e matéria: Cibele Donato Um palco que se reinventa O Theatro São Pedro é reconhecido internacionalmente por sua beleza, prestígio e pelo selo de qualidade impresso há quase quatro décadas por Eva Sopher, conhecida carinhosamente por dona Eva. Com determinação e ousadia, o principal teatro do Estado e um dos mais queridos e respeitados palcos do Brasil, completa 152 anos neste mês de junho, demonstrando sua capacidade de se reinventar. Seja por alimentar uma programação de qualidade, pela coragem de acolher os clássicos e as novas tendências, ou pelo incentivo efetivo na formação de novas plateias, com importantes projetos de entrada franca. Para ilustrar melhor este compromisso com a diversidade, o mês junho abre com a montagem gaúcha de Bodas de Sangue, direção de Luciano Alabarse, logo em seguida teremos o talento de Vitor Ramil (11, 12 e 13), a comemoração dos 25 anos da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, numa grande produção, assinada por Voltaire Danckwardt, Carlota Albuquerque, Vagner Cunha e o maestro Antonio Carlos Borges-Cunha (18 e 19) e a leitura instigante do diretor Gabriel Vilela para “Calígula”, com o ator Thiago Lacerda, de 24 a 27/06. No segundo semestre, o público poderá conferir o novo espetáculo do Grupo Tholl “Exotique”, (1º a 25/07), e fecha o mês com o show da cantora Adriana Deffenti. Em 1º de agosto teremos o encontro da cantora Monica Salmaso e do músico Philippe Powell, no show “Afrosambajazz” prestando uma homenagem ao inesquecível Baden Powell. Na sequência, atrações imperdíveis, passando pelo drama de Sam Shepard em “Mente Mentira”, com Malvino Salvador, Thiago Fragoso, Fernanda Machado e grande elenco (dias 06, 07 e 08), depois ouviremos o tango eletrônico do grupo “Narcotango” (14 e 15), seguiremos com a erudição da Orquestra Unisinos nos dias 21 e 22 – e para encerrar, garantiremos boas gargalhadas com Ingra Liberato e Fernanda Carvalho Leite, na comédia “Inimigas Íntimas” (27, 28 e 29). Estamos num mês especial, de comemorações e aplausos, mas principalmente, de reafirmação na condução comprometida, transformadora e legítima, de mantermos a vocação primeira do teatro como um espaço para a reflexão, capaz de tornar seres mais sensíveis e a sociedade mais consciente. Esta é uma história de muitos atos e um intervalo, mas é, sobretudo, uma trajetória de sucesso e respeito pela arte e seu público. Que o Theatro São Pedro se mantenha ativo e autônomo. Por Teniza Spinelli Jornalista Maria Inês: Lição de gravura e arte Maria Inês Rodrigues faz parte de uma geração de artistas significativos para a história da arte no RioGrandense. Este lugar, alcançado com muito trabalho e persistência, deve-se à sua sólida formação no Instituto de Artes da UFRGS, aos cursos que realizou individualmente com grandes mestres da pintura e da gravura no país e, também no exterior, na Slade School, em Londres, na década de 1970. O estágio em Londres proporcionou à artista um conhecimento profundo e abrangente das técnicas de gravura em metal que repercutiram aqui e a tornaram a primeira mulher a trabalhar com gravura em metal no Rio Grande do Sul, tendo disseminado a técnica através de cursos que ministrou no MARGS e em outros espaços culturais. Versátil enquanto artista, Maria Inês incursionou recentemente pela ficção, direcionando seu conhecimento sobre a técnica da gravura para a produção de um romance. A vivencia de artista plástica serviu de pano de fundo para o livro que ela intitulou “Aula de gravura”, editado pela Movimento, em 2008. O livro vem confirmar a grande criatividade da autora que situa a história na Londres onde morou na juventude, convivendo com mestres, artistas e estudantes da escola de arte. Nesse cenário, a narradora e os demais personagens se movem e compartilham o aprendizado da arte da gravura, interagindo com os demais habitantes da cidade. Os capítulos da ação se mesclam com as lições de gravura tornando a ficção surpreendente pelo modo de conduzir a narrativa. Esta é decupada e organizada tal qual um curso de gravura metodicamente ministrado, que evolui enquanto os estudantes vivem as atribulações de suas vidas artísticas, amorosas e familiares. Pontuando a questão das artes visuais, quando se observa os temas e a forma como Maria Inês trabalha e cria, entende-se por que ela permanece no cenário artístico contemporâneo. Ela segue com o mesmo potencial criativo do início e, o que a distingue é sua constância na pesquisa das técnicas que sempre a fascinaram, anexando as inovações recentes, aprimorando os diferentes campos da pintura, da gravura e da escultura, a ponto de produzir em quantidade e qualidade, perpassando estilos e modismos, em busca da essência do que pretende dizer com sua obra. Arte que nasce, portanto, da necessidade de criar. Para novembro deste ano, a artista está com exposição agendada no Centro Cultural CEE Erico Veríssimo, quando então mostrará pinturas recentes em grandes for- matos e, esculturas em diferentes materiais tais como resina, concreto e bronze. A trajetória de Maria Inês apresenta outra característica singular que acompanha os artistas autênticos: a sua independência. Esta visão pessoal que a faz incursionar com força criativa por diferentes técnicas e temas com sensibilidade, sem outra preocupação além da qualidade do que é produzido expressam com clareza sua visão de arte em décadas de produção. A professora e artista plástica Nayá Correa dos Santos observou muito bem, em 2003, que “Maria Inês teve a sensibilidade e a intuição de acompanhar a evolução do pensamento plástico contemporâneo”, e, em 2009, Anico Herskovits, também professora, artista e curadora da exposição Gráfica Gaúcha III a incluiu entre os artistas independentes, no seu entender todos eles nomes ilustres das artes de nosso Estado. Desnecessário, portanto, arrolar todas as exposições nacionais e internacionais da artista, suas obras em museus e galerias, prêmios importantes que recebeu e os livros, catálogos e dicionários dos quais participa. Desses, destaca-se o livro individual sobre a trajetória de sua obra, publicado pelo FUMPROARTE em 2003, com textos críticos dos mais importantes artistas, escritores e teóricos das artes plásticas no Brasil. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 8 Por Luiz Coronel Poeta e Publicitário 1. Quirelas e cintilações 96. Galos Os ganhos são sempre poucos, e das perdas eu não falo. Que falta me faz, nas manhãs, a cantoria dos galos. 102. Horóscopo Atente ao seu horóscopo, faça dele seu breviário: -Virgens, fujam de Touros! -Peixes, saltem de aquários! 108. Ídolos Se os deuses estão mortos, faz-se a treva sob o sol. Novos deuses nos estádios, reis do rock e futebol. 110. Infidelidade Perceba que dualidade, a infidelidade contém: Nos homens, desperta culpa, e nas mulheres, desdém. 114. Insegurança Em minha rua, os assaltantes, assobiam na calçada. Ganha uma loteria, quem, no acaso, achar um guarda. 121. Lula Lula ganhou o mundo. - Fez o país decolar! Cobriu a frente de louros, perdeu a pureza do olhar. 128. Mosaico Nunca diga:- estou um caco! (sejamos menos prosaicos) Junte todos os pedacinhos, e declare: - sou um mosaico. 130. Muro Eis o muro da Mauá, era o muro de Berlim. Tudo que em vão nos separa, um dia chega o seu fim! 131. Mulheres I Voláteis e imprevisíveis, as mulheres vem e vão. Tem poderes de sumiço, milagres de aparição. 132. Mulheres II Quando as mulheres decidem, podem os deuses muito pouco. Quando as mulheres não querem, até o diabo fica louco. 142. Nostalgia Aromas de tempos suaves, espinhos de tempos duros. . Batendo à porta: Ó de casa! Se alguém espirrasse: – Saúde! Por Beatriz Bohrer Amaral Diretora da Radimagem e Radiologista Proteja seus ouvidos A exposição constante a ruídos ou sons altos leva à perda de audição cumulativa e irreversível, especialmente se começar na infância. Mais de 15 minutos de exposição a 100 decibéis é considerado perigoso. Em tempos de Copa do Mundo, é bom lembrar que o ruído em um estádio de futebol pode atingir até 130 decibéis. Estudos demonstram ainda outras conseqüências do excesso de ruído, como aumento da pressão arterial, da vasoconstrição e dos níveis de cortisol, o hormônio do estresse, além de aumentar o risco de infarto. Mesmo acostumados mentalmente com um nível alto de ruído, estas alterações fisiológicas persistem. Por exemplo, durante o sono, o barulho de aviões próximo a um aeroporto causa aumento dos sinais de estresse, mesmo se o indivíduo não acordar. Níveis moderados de ruído, como aquele produzido por máquinas da linha branca (geladeiras, máquinas de lavar e secar, aspirador, etc.), ar condicionado e televisão podem afetar a aquisição de linguagem das crianças. Já há muito tempo alerta-se para o perigo do volume alto de Walkmans e iPods, mas agora especialistas acreditam que mesmo volumes razoáveis diretamente nos ouvidos por muitas horas podem afetar nossa audição. Se o barulho é potencialmente perigoso para adultos, o risco é muito maior para as crianças. O canal auditivo na primeira infância é menor do que nas crianças mais velhas e nos adultos e o seu menor comprimento aumenta os níveis danosos dos ruídos de alta freqüência. A nossa conscientização sobre o problema do excesso de barulho é pobre. Mesmo que saibamos do prejuízo do som excessivo em concertos de música ou em outras situações, é raro o uso de protetores de ouvidos como solução, especialmente para crianças. Talvez porque estes protetores tenham o mesmo estigma de velhice dos aparelhos de audição. Em um mundo cada vez mais barulhento, o silêncio tornou-se um luxo. Pagamos por ele quando vamos a um spa. A antiga idéia de áreas de silêncio em torno de hospitais hoje está validada por estudos que relacionam silêncio e cura. Outros estudos mostram que a Próxima palestra: A SAÚDE DE SEUS OSSOS Dra. Maria Celeste Osório Wender, Ginecologista Data: 30 de junho às 16 horas - Av. Cristóvão Colombo, 1691 meditação silenciosa aumenta a capacidade de concentração. Professores capazes de introduzir o silêncio em sala de aula melhoram a capacidade de aprendizado e reflexão dos seus superestimulados alunos. Reduzindo o ruído, promovemos saúde e preservamos a nossa audição para seguir escutando os verdadeiros sons do mundo que habitamos: pássaros, água, passos, vozes, chuva, vento... Dor pélvica crônica Por Dr. Nilton Alves Ginecologista CREMERS 15.193 A dor pélvica crônica é uma condição importante e comum nas mulheres, tendo uma prevalência estimada de 5% da população feminina. É definida como uma dor pélvica não cíclica, com duração de pelo menos seis meses e severa o suficiente para causar limitação ou requerer tratamento médico, sendo responsável por 10% das consultas ao ginecologista. Ocorre com mais freqüência em mulheres jovens. Em geral, as pacientes com dor pélvica crônica idiopática (sem patologia identificada) apresentam um maior número de procedimentos cirúrgicos prévios, história previa de abuso sexual, patologia psicológica primária ou associada e são, muitas vezes, resistentes a explicações ou tratamento psicológico dos seus sintomas. A dor pélvica crônica visceral é considerada um alarme de algum dano tecidual iminente ou em curso, sendo que esta lesão provoca a liberação de substâncias de reação inflamatória que serão transmitidas pelo sistema nervoso periférico até o córtex. Pode apresentar como etiologia possível a endometriose, aderências pélvicas, distúrbios funcionais do intestino, como síndrome do colon irritável, distúrbios urológicos, distúrbios musculoesqueléticos, etc. É importante que o médico faça o diagnóstico diferencial de dor orgânica que apresenta sintomas consistentes de um órgão especifico, de dor funcional, com sintomas variáveis, de múltiplos órgãos e inconsistentes na sua patologia e fisiologia. A investigação diagnóstica deve ser a mais ampla possível e não raro outros especialistas como urologistas, proctologistas e psiquiatras podem auxiliar no diagnóstico. O manejo adequado pelo especialista é importante visto que um grande numero destas mulheres já consultaram com vários ginecologistas e estão ansiosas, agressivas e exigentes quanto a uma solução rápida e mágica dos sintomas. ENTRADA FRANCA Aceitamos 1 kg de alimento não perecível. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 9 Por Marcelo Oliveira da Silva Coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal da Cultura Viajando na impossibilidade de ficar só Viajo porque preciso, volto porque te amo é um daqueles títulos fortes, que empurram o leitor pra dentro de qualquer texto que venha depois. E convém que o leitor leia a respeito dele, porque se trata de um filme nada convencional e nem todo mundo vai gostar. E se é pra ficar até o fim, mas conversando o tempo todo, faça um favor aos seus vizinhos na sala: não tenha vergonha de sair. Não há diálogos, não há exatamente um enredo. Há uma viagem sendo registrada do lado de fora de um carro e desde o volante escutamos apenas a voz de um viajante lutando sozi- nho com suas limitações interiores. Pra quem gosta de espiar processos de autoconhecimento, será um prato cheio. Recém-separado da mulher, um geólogo é enviado para realizar uma pesquisa de campo em que terá de atravessar o sertão nordestino. O objetivo é avaliar o melhor percurso para um canal que será construído com um desvio do único rio volumoso da região. Muitos lugares por onde ele passa serão submersos e as pessoas que encontra serão reassentadas em outros pontos. Rapidamente percebemos que ele foi abandonado pela mulher e que a viagem foi uma forma de espantar a fossa. Ele tenta se identificar com o vazio em que penetra, o abandono e o isolamento dos locais por onde passa, por vezes odiando e tentando fugir, por vezes se aproximando e tentando compreender, confortar. Os diretores Marcelo Gomes (de Cinema, Aspirinas e Urubus) e Karim Aïnouz (Madame Satã) originalmente queriam mostrar como era o sertão nordestino, onde suas famílias nasceram. Crias do litoral, não conheciam de fato a terra seca do agreste antes das filmagens, realizadas no fim dos anos 90, quando o projeto nasceu. Com ele, captaram financiamento de um grande banco fomentador de obras audiovisuais, finalizado em 2004 como o documentário Sertão de Acrílico Azul Piscina, de 26 minutos. Ali utilizaram um estilo documental muito autoral, misturando imagens digitais, de película e polaroids fotográficos. Guardaram muito mais do que de fato utilizaram e permaneceram longo tempo imaginando o que poderia ser feito daquilo. Em 2008 a curiosidade fez com que voltassem a se ocupar de como remontar aquelas cenas num filme de ficção que traduzisse o estranho encantamento daquela geografia de desolações. Aos poucos foi tomando corpo o roteiro descrito acima. Voltaram àqueles lugares para gravar as novas cenas, que incluiam a voz em off do motorista (o ator Irandhir Santos), cujo rosto jamais veremos. Não é difícil perceber que as cenas da narrativa foram concebidas em tempos diferentes. Contudo, como o projeto original misturava bitolas e técnicas de captação diferentes, foi fácil cozinhar essa mescla de fruições visuais, documentação antropológica (entrevistas em que populares falam sobre suas vidas, desejos e carências) e drama interior. Coerente com a proposição documental, a escolha da trilha obedece o gosto das rádios locais, com músicas sertanejas melodramaticamente açucaradas e incontornavelmente bregas, sempre em torno de um traço marcante do caráter nacional brasileiro, que é o ideal do amor romântico. Não por outra razão escolheram aquele título, tirado de uma pintura de banheiro de estrada ou de uma placa de caminhão. É um daqueles filmes em que não se pode falar de montagem, porque ela é o próprio filme: a organicidade das imagens ditou conteúdo e forma. O que se pode dizer dela e do filme é que sua beleza vai se revelando aos poucos, assim como acontece com as pessoas muito sinceras, que não se envergonham de suas limitações, tampouco de perguntar diretamente o que querem saber. Essa crueza e essa verdade essencial são os elementos que vão dobrar o estranhamento inicial. Ou não. Goste ou odeie Viajo porque preciso, volto porque te amo, o importante é ser sincero. E o motorista confessa que nem amava tanto assim, apenas não conseguia ficar sozinho. Ali, ninguém conseguiria. Jardim de Praça Pica-Pau Amarelo Nossa Escola Municipal de Educação Infantil tem sua história com início em 1926 no governo do Intendente José Montaury que resolveu investir nas idéias do professor Federico Guilherme Gaelzer de implementar as praças da cidade como prevenção da delinquencia. Neste ano,foi institucionalizado o Serviço de Recreação Pública em Porto Alegre. O lazer passou a ter status de problema social. Foi então que no "Alto da Bronze" (Praça General Osório) nasceu o primeiro Jardim de Recreio, hoje intitulados Jardins de Praça. Este ano completamos 84 anos servindo esta comunidade. Atendemos 72 crianças nas turmas de jardim A e jardim B, nos turnos manhã e tarde. Nossa trajetória se confunde com a da cidade mais precisamente tecida no Centro Histórico. Agora, nosso papel é resgatar este espaço lindo. Estamos fazendo o que nos compete. Plantamos na Praça, pintamos a Praça, curtimos a Praça. Todos estão convidados a se apropriarem deste lugar. Visitem-nos. Denise Ayala - Diretora EMEI JP Pica-Pau Amarelo A pizza vai até você! É só chamar o HOMEM PIZZA e ele leva o mais delicioso rodízio na sua festa ou evento! Informe-se 3338.4299 www.homempizza.com.br Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 10 Por Sergio Napp Escritor Foto Luciane Thomé Festa Pedes que fale da vida como se a vida fosse algo de simples. Não é. Nem sempre a vida nos dá resposta. É caminho que vai e volta ou caminho sem volta. Caminho de chão batido. Caminho longo ou curto. Caminho de asperezas ou de alegrias. Na vida, nem sempre o nome de quem lembramos é o nome de quem se quer. É quando deixamos os sonhos para encontrar a realidade. É noite em que, nem sempre, a estrela não brilha quando a espera é tanta e tão ardente. Há um cheiro que brota das profundezas do mar. Um cheiro de açucenas. Um cheiro que não se dá. A vida vem de longe. De um mundo que é encantado. A vida traz na mala um bando de ilusões. E, em sua alma, um quê de pecado. Quando, no meio das trevas, há uma alegria feroz, é a vida que, com seus mistérios, se debruça sobre nós. Pode ser o amor chegando com suas teias de espanto. Podem ser sereias trazendo a morte em seus cantos. A vida é mistério é o que te posso contar. Mesmo que a vida não se decifre, nem se desvende diante de nós. Mesmo que a noite se faça quando aguardamos o dia. Mesmo que a palavra não dita continue impenetrável. Mesmo que os lábios não se abram e a flor do beijo não se faça, continuamos bebendo da festa do riso, da febre da paixão. O adeus, quando é preciso, é punhal que nos atravessa a alma. Mesmo que este punhal afaste de nós o cálice da esperança, a vida, quando de nós se acerca é festa. Com a blusa cor-de-rosa e sapatos de veludo, trazendo nos dedos algas marinhas e risos de flor no vestido, é festa. Com turbante de miçangas, água de cheiro nos olhos, cantares de lua cheia e boca de quiromante, é festa. Vindo de porta-es- tandarte ou madrinha, cabelos em serenata, braços de amor-perfeito, ginga de luz e poente, é festa. Doce de coco e melado, pele de seda e amoras, luminosamente bela, primave-rando alegrias, é festa. Quando ela chega, a vida, berimbaus cantam na praça, apitos comandam palmas, repeniques dançam versos e os tamborins exclamam notas. O coração dá pinotes, o dia dá cambalhotas e o mundo parece uma festa que não acaba jamais. Que posso mais te dizer? Que a vida é inconstante? Que ela é surpreendente? Que ela nos desaponta? Que ela nos enfeitiça? Que ela nos desacalma? Que ela nos emociona? Que ela nos desconsola? Que ela nos alimenta? E, no entanto, ninguém nos maravilha mais que a vida. Ninguém nos oferece mais. ninguém nos acalenta mais. A vida é única. Pois cada um de nós e todos somos a vida. Por Jaime Cimenti Jornalista e Escritor A amante do lobo da pesquisadora e tradutora carioca Ana Paula Fohrmann é seu romance de estréia. Narrado quase em forma de diálogo, reflete sobre questões de figuras masculina e feminina, envolvendo dominação, poder, passividade e masoquismo. A história é marcada por influências psicoexistencialistas, especificamente pela obra de Simone de Beuavoir. 92 páginas, Libretos Telefone 3233.3804, www.libretos.com.br O que os filósofos pensam sobre as mulheres com organização de Maria Luisa Ribeiro Ferreira, da Universidade de Lisboa, traz textos dela e de outros especialistas e professores sobre o modo como alguns filósofos ocidentais pensaram sobre as mulheres e sobre o conceito que formaram sobre a natureza feminina. Os trabalhos envolvem de Platão a Foucault. 272 páginas, Editora Unisinos. Telefone 3590.8239, [email protected] A Saúde pelo prazer de comer bem - a medicina preventiva do dia a dia, de Richard Béliveau, Ph.D e Denis Gingras, PhD, mostra que comendo bem podemos viver mais e evitar diabetes, Alzheimer e doenças cardiovasculares, entre outras moléstias crônicas atuais. Mecanismos de controle de apetite tambem foram estudados. Tradução de Lucy Magalhães. 264 páginas, Editora Vozes. Telefones 3226.3911, 3225.4671 O Álibi da consagrada escritora Sandra Brown é, sem a menor dúvida, um romance de suspense de alta voltagem. Depois do assassinato de Lute Pettijohn, um dos moradores mais influentes de Charleston, muita coisa acontece por lá . Assassinato, traição e paixão estão na obra, em doses generosas. 480 páginas, L&PM Pocket. www.lpm.com.br Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 11 11 Por Paulo César B. do Amaral Escritor, artista plástico e “Embaixador do Centro Histórico” Foto: arquivo pessoal Sade, 270 anos Parece a mim que todo o legado de Sade foi, da derivação de seu nome, a palavra sadismo. Sempre me pergunto sobre este fenômeno reducionista, visto que Sade foi importante pensador de seu tempo. Sade foi um filósofo incompreendido, como o é até hoje pela moral do establishment, da Igreja e mesmo da psicanálise, por mais incrível que pareça. Sua bibliografia não é linear, assim como seria a mostra de um só artista, mantendo a unidade do conjunto numa sala de exposições. O que nele prepondera é o conteúdo veementemente libertário, e não a forma com que escrevia. Em "Os cento e vinte dias de Sodoma", também conhecido como "A Escola de Libertinagem", produziu um texto substancialmente escatológico, pesado e indigesto. Não o aconselho a ninguém. Já em "Os crimes do Amor" trata com maestria do tabu incestuoso. "Justine", ou "Os Infortúnios da Virtude", poderia ser tomado como uma obra religiosa que prega a máxima de que quanto mais bem se faz, mais se é punido, o que não deixa de ser uma verdade em muitos casos. Já em "A filosofia do Boudoir", erroneamente traduzida para o português com "A filosofia de Alcova", Sade expressava corajosamente em seu tempo aquilo a que hoje podemos livremente assistir pela TV. É que hoje não é como d'autrefois, eis a diferença. Foi um homem corajoso, passou a metade de seus dias na prisão, e diz-se - não há provas concretas sobre isso - que teria sido o último ocupante da Bastilha antes de sua queda que simboliza a derrocada da realeza. Aconselho a leitura de DonatienAlphonse-François de Sade, que faria 270 anos neste mês de junho, onde se pode compreender por que o Marquês falido foi um boi de piranha à mesma época em que se consagrava Choderlos de Laclos, inatacável militar de prestígio e célebre autor do romance de epístolas estratégicas "As Ligações Peri- gosas", que escrevia sobre o mesmo assunto, apenas de forma polida e disciplinada, não deixando transparecer sentimentos da alma. Acho que foi Jean Paulhan, estudioso de Sade, quem escreveu que o tempo fará justiça ao malogrado autor, cuja obra só foi autorizada na França a partir de 1958. De lá para cá, passou a ser objeto de profundos estudos por parte de pensadores importantes como Otávio Paz, que escreveu: “Sade é um caso. Tudo nele é imenso e único, inclusive as repetições. Por isso nos fascina e alternadamente nos atrai e nos repele, nos irrita e nos cansa. É uma curiosidade moral, intelectual, psicológica e histórica. Sua vida não é menos extraordinária que sua obra. Foi preso por suas idéias; foi incorruptível e independente em matéria intelectual (às vezes faz pensar Giordano Bruno); enfim, foi generoso, até mesmo com seus inimigos e perseguidores. O filósofo do sadismo não foi aquele que vitima, mas uma vítima, o teórico da crueldade foi um bondoso.” Por Renato Pereira Jornalista ARGH! Nomenclaturas, nada mais que nomenclaturas. Assim como tem o Pré Sal, tem o Pré Saco. Que é exatamente o que nos atinge neste momento crucial da vida brasileira. Não, não são as eleições para presidente, que ganhe quem ganhar, o PMDB é quem derruba. O buraco é mais em baixo. Numa ufania desproporcional à realidade da lenda da Branca de Neve, que ainda não se sabe e o Dunga vai comer ou vai ser comido, tudo está virando verde e amarelo. Até os gastroenterologistas estão suando a camiseta para saber se o paciente é patriota ou está com icterícia. Por onde você and, lá estão as cores básicas da preferência nacional. A ordem é não fazer absolutamente nada porque temos a Copa, não temos inflação (o que deixa o Meireles com o sorriso pra lá de amarelo quando afirma isso) o Lula vai pra ONU, nem que tenha que fundar uma cidadezinha com esse nome no interior do Ceará, e o mundo vai parar porque o brasileiro não respeita o sinal vermelho, daqui pra frente é tudo verde. Mesmo com o sinal no amarelo. Motéis estão já se decorando de verde e a amarelo. O que obriga os frequentadores a pelo menos cantarem o hino nacional antes da batalha. Há notícias que as galinhas já estariam pondo ovo sem casca para expor o amarelo porque a Copa vem aí. O mundo gay está em preto e branco. Melhor que o mau gosto do verde e amarelo, ainda mais para o pessoal que tem o logotipo das cores do arco Iris. E reparem que nem gremistas nem colorados foram agraciados com esta decoração kicth. Nem o azul celestial nem o vermelho campeão (de outros carnavais, desculpem), simplesmente verde de limão azedo e amarelo de escola de samba de segundo grupo. Por todo canto, até naquele canto fisiológico já tem papel verde e amarelo. O que, caso o Brasil não saia como esperam os ufanistas, vai gerar o maior prisão-de-ventre da História do Brasil. Como diria o grande guru da imprensa nacional, o Diego Mainardi (que só não foi cassado da editora Abril porque é a única grande empresa que tem escudo anti-Lula) futebol é totalmente irrelevante. E pretendem suspender as aulas em dia de jogos. Um crime inominável, além de ganhar pouco, a professora ainda ser obrigada a assistir o time do mais arrepiado dos anões da Amarela de Neve (nada mais foge das duas cores, nem a Branca). Estão pintando cachorro de verde e amarelo, eu vi. E o pobre bichinho levantou a perninha e o amarelo se espalhou pela calçada com o verde na contra mão. Nessa hora me deu uma terrível inveja dos daltônicos. Falta só pintarem o Serra de verde e amarelo (só para a Dilma ficar roxa de raiva pela equipe tucana ter a idéia primeiro). Já está faltando balãozinho verde e amarelo. O que vai redundar nos mais afoitos apelarem para camisinhas anticoncepcionais da mesma cor para decorar as paragens mais recônditas. No quarto do casal ainda vá, pois sugere à esposa que os compromissos dos embates horizontais não podem ser es- quecidos nem que o time do Brasil dê uma brochada no meio do caminho. E assim lá vamos nós para mais um engodo sobre o pobre e usurpado povo brasileiro que coloca toda sua esperança de vida num punhado de mimados e bem pagos representantes da Pátria, fazendo uma força danada para que o Brasil apareça no mapa nem que seja no mais sofrido dos continentes, sem nem mesmo esquecer que o nosso presidente quando andou por lá, num dos milhares de pit-stops que faz pelo planeta, que onde ele esteve era uma cidade tão limpinha que nem parecia a África. Certo, não são os pobres, por aqui os ricos também aderem ao pinta que te pinta. A diferença é que depois da Copa eles fazem o mordomo deixar tudo limpinho, até que passe um pobre com o pé todo embarrado porque mora no cafundó e o chinelo de dedo gruda no barro como – se dizia – bosta em tamanco. Por isso é que eu prefiro o sumo em lugar do futebol. Raquítico não sofre, só fofinho de 200 quilos. 51 3248 1270 • 9987 5625 renatopereira2@terra • www.renatopereira.com.br CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO AUXILIADORA -CIDADE BAIXA - MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO E FLORESTA Palácio Piratini - Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Secretaria Estadual de Educação – Depto. Pedagógico - Assessoria de Projetos Especiais para 258 Escolas Estaduais – SMED – para 92 Escolas Municipais - Secretaria Municipal de Cultura - Centro Municipal de Cultura - SETUR - Secr. de Estado do Turismo - Usina do Gasômetro - Teatro da Ospa - Teatro de Câmara - Museu da Comunicação Social - Teatro de Arena - Teatro Bruno Kiefer - Salão de Atos da UFRGS - Assembléia Legislativa - Solar dos Câmara - Theatro São Pedro - Casa de Cultura Mário Quintana - Teatro do SESC - Curso Mauá - Rede Hoteleira - Shopping Praia de Belas - ARI - Ass. Riograndense de Imprensa - Sind.Comp.Musicais do Estado/RS - Academia Kyokushin - Sec. de Cultura do RS - Agências de Publicidade - IOF-Instituto Ortopedia e Fisioterapia - Museu Joaquim José Felizardo - Arte Café - Bazar Londres - Guarida Imóveis - Clínica Menino Deus - AGAPA (Associação Gaúcha de Pintura Artística) - GBOEX Previdência Privada - Confiança Companhia de Seguros - Super Pizza - Espaço Dança e Memória - Instituto Estadual de Cinema (SEDAC) - Secretaria Estadual da Saúde – Cia. das Pizzas - Ótica Andradas School - Casa dos Óculos - Tia Iara - Líber Livros - 5 à Sec - .com Cyber Café - Gambrinus - Pronto Olhos - Anita Cell - Rede Drogadil - Cachorro do Rosário (Emancipação, Shopping Total e Mariante) – Churrascaria São Rafael - Barranco - Livraria Nova Roma - General Rock - Fisk - Bar do Beto - Laboratório Marques Pereira - Mauá - Biblioteca Pública do Estado - Haiti - Ótica Moinhos de Vento - Wow! - DAER - Zil Vídeo - Livraria Vozes - Trianon - Café Arte & Cia - Homeograal - Assistir Escitório de Advocacia - Se Acaso Você Chegasse - Livraria Londres - Banca 43 - Livraria do Mercado e Banca BangBang - Palavraria Livraria-Café - Panificação Copacabana - Bar e Café Pan Americano - Bar Chopp e Restaurante Pacífico - Chopp & Companhia - Copão - Papillon - Sierra Maestra - Restaurante Natural Flor de Maçã - Planet Dog - Escola Arte Educação - Morano - Galeria Arte & Fato - Beiruth - Maomé - Matheus Confeitaria, Buffet e Café - Essência da Fruta – Academia Bio Ativa – Só Portáteis - Cyber Point - Bazar Londres - Print Cópias – Paradouro Pet – Drogabel – FINASA – Porto Pastéis – Roberto Celular – COMUI: Conselho Municipal do Idoso – SIMPA: Sindicato dos Municipários de POA - Lyon Press - Ferragem Bom Fim – Ferragem Igor – Óptica Santo Antônio – Belver Óticas – Brubins Bistrô Cafeteria Congelados – Feito à Mão Café – Café Paris – Centralfarma - Color House - Stratus Celular - Café dos Cataventos – Casa de Ferragens - Corebrás - Café do Porto – Café - Clínica Visão – Restaurante Solle Mio - Café Concerto Mário Quintana - Companhia do Cachorro do Rua da Praia Shopping - Garcias Churrascaria – Garcias Bar - Cachorro Gordo – Clindent – Laboratório Crol – Móveis Masotti – Personalle – Todeschini - LilliPut - Jazz Café – El Viejo Panchos - Le Bistrot - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria – Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua – Sexxxy Butik – Bella Morano – Sulina Grill - La PizzaMia - Churrascaria Laço Aberto - Churrascaria Schneider - Silva & Rossol Advogados Associados - SIJ – Serviço de Informação do Judiciário - Via di Trento - Villa Rústica - Café Correto - Miau da Cabral - Churrascaria Komka - Churrascaria Santo Antônio – Lamb’s – Drogamaster – Tablado Andaluz: Curso de Dança e Restaurante – Copão - Parque Virtual - ABIC - Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural - Consultório Dr. Nilton Alves – Piovesani – Radimagem – Jazz Café – Bar da Bel – Tortaria – LilliPut - Le Bistrot - Café Correto - RD-Assessoria Jurídica - Estocke Off - Centro Médico Rubem Rodrigues - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Ponto de Antiguidades - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria - Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Vinhos Giuliano - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua - Vila Madalena - Chopp Stübel – Casa Elétrica – Advogare – Assessoria Jurídica – Tec Líder - Mac Dinhos - Cachorro do Porto - Castanhas Express - Per Tutti Galeto - Sashiburi - Peppo Cucina - Bom Bocado - Churrascaria Laço Aberto - Baumbach Restaurante – Churrascaria Na Brasa - Miau da Cabral - Xis Moita - Opus - La Chiviteria - Se Acaso Você Chegasse - AGEA - Assoc. Gaúcha de Economiários Aposentados - Cine House - Home Theater Automação Residencial - IOF - Telas Gaudi - Intit. de Ortopedia e Fisioterapia - Sapere Audi!Livros - Clínica Odontológica Dr. Nelson Monteiro - English Consultancy - Radicom - Clinica de Diagnóstico Médico por Imagem - SAT Aeroporto Internacional Salgado Filho - SAT Mercado Público do Bom Fim - SAT Mercado Público - SAT Usina do Gasômetro - SAT Linha Turismo – Terminal Linha Turismo - SAT Praia de Belas Shoping - SAT Shopping Bourbon Country - SAT Moinhos Shopping – SAT Shopping Total – FAMURS: Federação das Associações de Municípios do RS - Ritter Hotel - Porto Alegre Ritter Hotel – Novotel - Hotel Deville – Hotéis Continental - Everest Hotéis - Harbor Hotéis - Plaza São Rafael - Plaza Porto Alegre – Rede Versare - Hotel Sheraton Porto Alegre - Big Sisor Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Por Thamara de Costa Pereira Jornalista Fotos: Fabiano Mazotti Qualidade na taça Visitar o Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, é a garantia de satisfazer os prazeres da boa mesa e de degustar bons vinhos. A qualidade dos vinhos elaborados no Vale dos Vinhedos foi evidenciada na taça durante o 2º Prêmio Vinhos do Vale dos Vinhedos, realizado no 4 de junho, no Hotel & SPA do Vinho Caudalie, em Bento Gonçalves. As vinícolas Miolo (Merlot Terroir Safra 2009), Pizzato (Chardonnay 2009) e Don Laurindo (Espumante Brut) foram as grandes vencedoras nas categorias Vinho Tinto, Vinho Branco e Espumante, respectivamente. Entusiasmado com o resultado dos trabalhos, o presidente da entidade promotora – Aprovale – Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos -, Aldemir Dadalt, manifestou sua satisfação, especialmente pela percepção do avanço da qualidade dos vinhos elaborados no Vale. “O depoimento dos degustadores foi a prova definitiva de que nossos vinhos vêm evoluindo progressivamente. Todos os vinhos e espumantes inscritos no 2º Prêmio Vinhos do Vale dos Vinhedos são vencedores”, garantiu. Durante o jantar de premiação, realizado no Restaurante Leopoldina, no Hotel & SPA do Vinho Caudalie, as vinícolas vencedoras em 2009 (Pizzato, Miolo e Cordelier) passaram o troféu itinerante elaborado pelo renomado escultor gaúcho Bez Batti para os vencedores deste ano, ficando com os definitivos criados pelos artistas do Vale dos Vinhedos, Postal e Cláudia Giordani. Para se tornar proprietária do troféu itinerante, é necessário que a mesma vinícola vença o prêmio por três anos consecutivos. Aldemir Dadalt conduziu a degustação, que seguiu rigor técnico e sigilo absoluto durante o processo. Os trabalhos foram coordenados pelo Secretário Executivo da Aprovale, Jaime Milan, e pelo Maitre Sommelier, Evandro Ribeiro. Merlot, a aposta que se confirma O 2º Prêmio Vinhos do Vale dos Vinhedos, na avaliação dos degustadores, comprovou o que já vinha sendo anunciado. A variedade Merlot é a melhor casta para o Vale dos Vinhedos. Entusiasmados com a qualidade e a diversidade do que lhes foi apresentado, os avaliadores não pouparam elogios às amostras vencedoras e confessaram que a escolha foi difícil em função da alta qualidade das amostras. Adriano Miolo recebeu o prêmio do Melhor Vinho Tinto das mãos de Plínio Pizzato Ademir Brandelli (Don Laurindo) comemorou o prêmio de Melhor Espumante Brut. Dario Crespi (Cordelier) transmitiu o prêmio ao enólogo Aldemir Dadalt parabenizou Flávia Pizzato pelo prêmio de Melhor Vinho Branco Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto