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O Jornal da Cultura
ANO XV • Nº 101 • JUNHO 2010 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
APOIO:
Projeto Revendo
Porto Alegre
Pág. 7
Kiko Coelho
Pág. 2
Valencia Losada
Pág. 3
Luiz Armando Capra Filho
Pág. 3
Voltaire Schilling
E mais...
:: Sergio Napp
:: Luiz Coronel
:: Renato Pereira
:: Paulo Amaral
:: Marcelo O. da Silva
:: Caetano Silveira
:: Luciano Alabarse
:: Jaime Cimenti
:: Teniza Spinelli
:: Thamara Pereira
:: Caho Lopes
:: Dr. Nilton Alves
:: Dra. Beatriz B. Amaral
:: Camilo de Lélis
“Especialista mundial no cuidado dos pés”
Calos - Calosidades - Unhas
Encravadas - Produtos Ortopédicos
Andradas, 1761 - 3224.0261
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CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60
51 3012 7292 • [email protected]
Por Caho Lopes Escritor e Empresário
A agenda de Amunséys
Talvez muitos de vocês não conheçam,
mas habitava em Porto Alegre, nas imediações da Garibaldi com a Independência, a encarnação viva de um faraó egípcio
chamado Amunséys. O simples sussurro
de seu nome provocava calafrios nos
flanelinhas, meliantes e vagabundos das
redondezas. Sua imagem evocava frenesi
nos travestis e nas mulheres de vida fácil
que por ali revoavam. Os homens temiam
seu olhar e evitavam atravessar seu caminho, tal era o poder de Amunséys.
Como todos sabem (pelo menos os
que não faltaram as aulas de história na
escola), os faraós egípcios sempre gostaram de música. Amavam-na bem antes da
invenção de qualquer instrumento, quando ainda só sabiam bater com as mãos ao
ritmo da voz. Com o decorrer dos séculos
passaram a contar com instrumentos musicais variados e bem desenvolvidos. A flauta e a harpa são dois instrumentos musi-
agenda cultural
Quando o trabalho é um prazer a vida é bela.
Porém quando é imposto a
vida é uma escravidão.
cais que surgiram na época das pirâmides. Amunséys curtia, nos finais de tarde,
ficar sentado na janela do seu apartamento tocando harpa, enquanto o trânsito fluía
rápido e silencioso dez andares abaixo de
seus acordes. Foi num destes momentos
de total equilíbrio espiritual e descontração
que um pensamento veio a sua mente:
"Pqp, que p... do c..., vou chutar o pau da
barraca e me dedicar a música!"
E foi assim que Amunséys deixou de ser
a encarnação viva de um faraó do Egito e
veio morar na Zona Sul, assumindo a identidade do meu irmão, e o caos e a desordem
voltaram a imperar na Garibaldi. Reza a lenda que, no dia de sua mudança, os travestis
fizeram uma enorme fogueira com suas perucas no cruzamento com a Independência,
enquanto os malfeitores dançavam e comemoravam a reconquista de seu território.
Hoje, meu irmão Moysés não trabalha
um só dia de sua vida, pois dedica-se a
Máximo Gorki
fazer o que gosta: música. Mora numa casa
com estilo alternativo que é a cara dele e
da Maria Luisa, e dormem num aconchegante sótão transformado em quarto com
o Guaíba derramando-se pela janela em
frente a cama.
Olhei a agenda dele ontem e fiquei com
uma inveja gostosa do meu irmão. Gostosa porquê ele ralou muito para isto, porquê fez a parte dele quando o momento
exigiu, e sei que ele merece cada momento que tem vivido. Inveja porquê ainda tenho um bom pedaço de caminho para andar até chutar aquele pau de barraca, dizer
um monte de palavrões e dedicar meu tempo e energia para ler e escrever.
Até lá, vou vivendo a vida de Cacalus
Lopésius, a encarnação de um agricultor
grego que nem horta tem em casa. E vocês
vão tendo que engolir estes textos, na esperança de que eles melhorem quando eu
assumir minha verdadeira identidade.
Editor e Jornalista
(DRT/RS nº 12460) Jorge Luiz Olup
Administração
Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup
Jornalista Responsável
Thamara de Costa Pereira
Direção de Arte Jorge Luiz Olup
Tiragem 10 mil exemplares
Impressão Correio do Povo
Colaboradores Valencia Losada, Luiz Armando Capra
Filho, Voltaire Schilling, Kiko Coelho, Dra. Beatriz Bohrer
Amaral, Camilo de Lélis, Caetano Silveira, Dr. Nilton
Alves, Paulo Amaral, Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp, Teniza Spinelli, Luiz Coronel, Renato Pereira, Luciano Alabarse, Fernando Rozano, Jaime Cimenti,
Thamara de Costa Pereira, Caho Lopes, Paulo Rogério Dias Couto e Mara Cassini Andreta
As opiniões expostas nos textos assinados são de
inteira responsabilidade dos autores e não correspondem necessariamente à posição do Jornal.
Projeto Revendo Porto Alegre
Kiko Coelho - nascido na cidade de Porto Alegre em 22 de março de 1974. Começou a dedicar-se à fotografia em 1999 e junto da sócia e
esposa, fundou a Kad Comunicação Integrada
Ltda., agência especializada em soluções em
comunicação, com destaque para Assessoria
de Imprensa, Publicidade e Propaganda.
Trabalha com fotojornalismo e fotografia social
há mais de 10 anos. Em 2009, inaugurou mais
um empreendimento, o Kiko Coelho Estúdio Fotográfico.
14 de Junho a 12 de Julho de 2010
THEATRO SÃO PEDRO
18 E 19/06 - Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Estreia
MAHAVIDYAS, ballet preparado especialmente para a celebração de
seus 25 anos, com música de Vagner Cunha, coreografia de Carlota
Albuquerque e direção de arte de Voltaire Danckward.
24 a 27/06 – Qui, Sex, Sáb 21h, Dom 18h – CALÍGULA (SP) Dir. e
figurinos: Gabriel Villela. Elenco: Thiago Lacerda, Magali Biff, Cláudio
Fontana, César Augusto, Walter Breda, Pedro Henrique Moutinho e
Helio Souto Jr.
Orquestra de Câmara Theatro São Pedro
27/06 – 11h – Concertos CEEE - Festival Barroco
06/07 – Ter 10h e 15h – Concertos BANRISUL Para Juventude
19/07 – 21h – Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Vivaldi: As
Quatro Estações. Solista: Carmelo de los Santos. Reg.Fredi Gerling
25/07 – 11h – Concertos CEEE. Solista: Nelson Coelho de Castro.
Reg. Antonio Carlos Borges Cunha
Musical Petropar - Quartas úteis, às 12h30, no Foyer Nobre, entrada
franca.
Programação Especial de Aniversário do Theatro São Pedro
16/06 – Cida Moreira (piano e voz)
23/06 – Diego Grandene (clarinete) e Liliane Kans (piano)
30/06 – Plauto Cruz (flauta)
07/07 – Cosmas Grieneisen - Viola
14/07 – Janete Cecin – Raconte-moi la Chanson française. Acordeon
e Voz
21/07 – Milton Masciadri – Contrabaixo
28/07 – Trio Primus – Rogério Nunes – Violino, Milene Aliverti –
Violoncelo e Paulo Bergmann - Piano
01, 02, 03, 04, 08, 09, 10, 11, 15, 16, 17, 18, 22, 23, 24 e 25/07 – Qui, Sex
e Sáb 21h, Dom 18h – Tholl (RS) Exotique. Dir. Geral João Bachilli
31/07 – 21h – Adriana Deffenti (RS) Alma Equilibrista. Dir. Cláudia de
Bem
FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO
Até 11/07 - Exposição: O Alfabeto Enfurecido, mostra com 180 obras
de Mira Schendel e León Ferrari. Curadoria: Luis Pérez-Oramas. Exposição ganha catálogo bilíngüe da Cosac Naify. Átrio, 2º e 3º andares
Até 06/09/2010 - Exposição Paisagens de Dentro: As últimas pinturas
de Iberê Camargo – Mostra com 25 pinturas do artista. Curadoria: Icleia
Borsa Cattani. 4º andar
Entrada Franca. As empresas Gerdau, Itaú, Camargo Corrêa, Vonpar e
De Lage Landen garantem a gratuidade do ingresso.
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
SOLAR DOS CÂMARA - Sarau no Solar
24/06 – Simone Rasslan
08/07 – Eduardo Castañera
Espaço Novos Talentos
14 a 18/06 – Exposição “Recorte” do artista Edegar Rissi sobre cinema.
21 a 25/06 – Mostra “Patrimônios de Porto Alegre e Paraty”, com
aquarelas de Laky Gatti
Galeria dos Municípios
14 a 18/06 – Serafina Corrêa
05 a 09/07 – Itaqui
Sala J.B. Scalco
Até 30/06 – Exposição “Patagônia Incrível” do fotógrafo Eduardo Rocha
CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA
Viver e Inspirar Cultura
15/06 – 20h - Espetáculo Adulto - Luz, Pé no Chão e Ação. Teatro
Carlos Carvalho - 2º Andar
18/06 a 11/07 - 21h - sex. e Sab. e 20h dom. - Teatro Adulto – Fenícias
De Eurípedes. Dir. Alexandre Dill. Teatro Bruno Kiefer - 6º Andar
29/06 - 20h - Viver e Inspirar Cultura - Espetáculo Adulto: Luz, Pé No
Chão E Ação. T. Bruno Kiefer - 6º Andar
Até 11/07 – Sáb. e Dom. 16h - Teatro de Bonecos: Ósculos e Amplexos.
Sala Lili Inventa O Mundo - 5º Andar
Quintas-feiras mediante agendamento de escolas (3225.7089) - Teatro
Infantil: Agualina, Uma Aventura Fora D'água. Sala Lili Inventa O Mundo
- 5º Andar
Terças-feiras - 15h mediante agendamento de escolas (3225.7089). Teatro Infantil: O Sapo Inácio. Sala Lili Inventa O Mundo - 5º Andar
25/06 – 19h - Viver e Inspirar Cultura - Clássicos Em Destaque: Tributo à Piaf. Auditório Luis Cosme - 4º Andar
30/06 – 20h - Viver e Inspirar Cultura - Show Com Rockrs. Teatro Bruno
Kiefer - 6º Andar
Até 30/06 - ter. a sex. das 9h às 21h, Sab. e dom. das 12h às 21h - Divina,
Enluarada e Magnífica Elizeth Cardoso. Exp.homenagem aos 90 anos de
nascimento e aos 20 anos de sua morte. Sala B4 - Radamés Gnattali - 4º
Andar
Até 04/07 - Mostra Coletiva Mandalas - Mandalas Cerãmica. Galeria
Augusto Meyer - 3º Andar
24/06 – 20h30 - V Mostra de Dança 2010. Teatro Bruno Kiefer - 6º Andar
Sextas-feiras – 10h e 15h c/ agendamento para escolas - Hora do
Conto: Castelo de Contos - O Sítio Maluco. Sala Lili Inventa O Mundo 5º Andar
17/06 – 19h - Viver e Inspirar Cultura - Vozes Poéticas Universais:
Poesia Brasileira. Acervo Mario Quintana - Mezanino
Sábados e domingos – 15h - Brincando com Nenusko. Sala Pé de Pilão
- 5° Andar
À partir de 01/06 Terç. a sex. das 9h às 19h - Campanha de Doação de
Jogos e Brinquedos para Brinquedoteca Pé de Pilão. Biblioteca Lucilia
Minssen - 5º Andar
Oficinas com inscrições abertas - CCMQ. Inscrições na Central de Informações - Inf.: (51) 3221-7147 e 3221-7083.
MARGS. São retratos de paisagens, carros, sombras, vários elementos
e histórias que formam uma grande tela. No total, 17 obras estão expostas nas Galerias Iberê Camargo e Oscar Boeira.
Ena Lautert no Bistrô do MARGS. A mostra fotográfica Livro de Pedra
- Artistas no Caminho reúne trabalhos de 20 artistas visuais contemporâneos que, de posse das pedras que compõem o trabalho de Ena Lautert.
Informações e agendamento de visitas orientadas no Núcleo de Extensão Cultural, subsolo do Museu. De segunda a sexta, das 10 às 18 horas.
Fone 51 3212.2281 ou e-mail: [email protected].
Biblioteca de Artes Visuais - aberta de terça a sexta, das 10h às 12h e
das 13h às 15h, 2º pavimento
CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO
Até 31/07 - Viagem ao Centro da Luz. Exposição de percurso sensorial
que abrange a história da iluminação pública do Centro Histórico de
POA. Museu de Eletricidade do Rio Grande do Sul. 2° andar
16/06 a 24/07 - Brasil - Camisa Brasileira. Um ensaio fotográfico que
traz o olhar inteiramente voltado para os bastidores do futebol. Sala O
Arquipélago - 1º andar
Até 23/06 - Caminho das Águas. O Programa de Educação Ambiental
Compartilhado (PEAC). Sala O Retrato, no 4º andar
21 e 22/06 - das 9h às 12h e das 14h às 17h - Workshop Design de
Produtos: artesanato + indústria. Com as designers Tina e Lui. Aud.
Barbosa Lessa, no 4º andar - Inscrições abertas: www.mariarita.com.br
27 a 30/06 - Fórum Internacional da Temática Indígena. Aud. Barbosa
Lessa, no 4º andar - Inscrições pelo email [email protected]
ou site www.ufrgs.br/ppghist/forumindigena
27/06 a 17/07 - Sabedoria Nativa. De autoria de Irene Ludwig, a exposição trará a temática indígena em acrílico sobre tela e óleo sobre tela.
Sala O Retrato, no 4º andar
24/06 – 19h - Lançamento da II Fase da Obra Completa de Barbosa Lessa.
Auditório Barbosa Lessa, no 4º andar
MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL
26/06 - 13h - Palestra: Religiões Afro-brasileiras. Palestrantes: Jornalista e Pesquisadora do EGBÉ-RS Vanessa Martins e Baba Xandeko
ti Sàngó Aganjú (Alexandre Gabriel Barbosa). Informações: 51-32247210
MARGS
TEATRO DO SESC
Portinari na Coleção Castro Maya apresenta ao público gaúcho uma
seleção de obras do pintor, que pertencem ao acervo do Museu Castro
Maya, no RJ. Com o objetivo de mostrar a relação entre Portinari e Castro
Maia, a mostra estrutura-se em módulos que explicam diferentes facetas
desta relação. Data prevista: julho de 2010.
Fotos do Centro Histórico no Café do MARGS. A mostra Centro Histórico de POA está exposta no Café do MARGS (1º andar), agora sob nova
direção, com nova arquitetura, nova ambientação e novo cardápio.
Até 07/07 - Quartas-feiras - O Diálogo com a Metáfora - Seminário
orientado pelo professor e crítico de arte José Luiz do Amaral, sobre a
metáfora - Auditório do Museu.
Campanha do Agasalho – O MARGS será um dos pontos de coleta da
Campanha do Agasalho, recém lançada pelo Governo do Estado. Quem
for ao Museu para conferir as exposições, terá uma ótima oportunidade
para fazer a sua doação.
Acervo Permanente - Seleção de pinturas e esculturas do acervo do
MARGS - Galerias João Fahrion, Ângelo Guido e Sala Pedro Weingärtner.
Tour Virtual da mostra Expressões Gráficas. México Contemporâneo.
Basta ter um computador ou telefone celular conectado à internet e acessar
o site do Museu. www.margs.rs.gov.br
Até 4/07 - Partículas: exposição fotográfica de Martin Streibel no
24/06 e 01/07 – 19h - Nei Van Soria Convida Espetáculo Musical. Café
do SESC. Café SESC
De 14/06 a 04/07 – Seg. a Sex. das 9h às 19h - Panorâmica Pinhole uma visão ampliada do urbano. Exp. de Luciano Laner e Rodrigo Uriartt.
Café SESC
Até 27/06 – Sáb. e Dom. 16h - O canto de cravo e rosa. Dir. Jessé
Oliveira (RS) Teatro Infantil. Teatro do SESC.
27/06 - 16h - Arraial do SESC. Largo Zumbi dos Palmares (Travessa
do Carmo, 84 - antigo Largo da Epatur)
Programadora Brasil - Exibições de Filmes. Sessões 15h e 20h
07/07 - Houve uma Vez Dois Verões. Dir. Jorge Furtado
08/07-Nettoperdesuaalma.Dir.BetoSousaeTabajaraRuas
09/07 - Bete Balanço. Dir. Lael Rodrigues
Gestos e Restos - 02 e 03/07 – 20h - Núcleo de Estudos e Experimentações com Circo e Transversali-dades (RS) Dança/ Circo. Teatro SESC
SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA
Transformações Urbanas – Porto Alegre de Montaury a Loureiro –
Exposição Permanente. Museu Joaquim José Felizardo
8/06 – 20h - Antes do Café – Teatro Aberto. Auditório Álvaro Moreyra
16 e 23/06 – 20h - Roda Gigante – Projeto Novas Caras – Teatro Adulto.
Teatro de Câmara Túlio Piva
25, 26 e 27/06 e 2, 3 e 4/07 – 21h - Parasitas – Teatro Adulto. Auditório
Álvaro Moreyra
18, 19 e 20/06 - Sexta e sábados às 21h; Domingos às 20h - Dar Carne
à Memória II – Dança. Auditório Álvaro Moreyra
19, 20, 26 e 27/06 e 3, 4/07 – 16h – O Menino que Aprendeu Cedo
Demais – Teatro Infantil. Teatro Renascença
15, 22 e 29/06 – 20h - Inflexíveis Ligações – Teatro Aberto. Auditório
Álvaro Moreyra
16/06 – 20h - Quartas na Dança - Re-sintos - Muovere Cia de Dança.
Teatro Renascença
Até 16/06 - Conversas Concretas – Exposição de Jéssica Couto. Galeria
de Arte do DMAE
18, 19, 20, 25, 26 e 27/06 e 2, 3 e 4/07 – 20h - O Sobrado – Teatro Adulto.
Teatro Renascença
18, 19, 20, 25, 26 e 27/06 - Sex. e Sab. 21h - Dom. 20h - ATecelã – Teatro
Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva (Até 4/07)
Até 19/06 - Peles – Exposição de Jane Machado- Litografias. Paço
Municipal- Sala da Fonte
Intervenções Interferidas – Exposição de Adriana Donato. Paço Municipal
22/06 – 19h30 - República do Rock – Música. Com Sombrero Luminoso
e Os Flutuantes. Teatro de Câmara Túlio Piva
22/06 – 21h - Rafael Caetano e Banda – MPB – Música. Teatro Renascença
Até 04/07 – 16h - Filhote de Cruz Credo. Teatro de Câmara Túlio Piva
(Até 4 de julho)
13 a 25/07 – Quin, Sex e Sáb – 21h – Dom 18h - Bodas de Sangue –
Luciano Alabarse faz um verdadeiro mergulho teatral e reúne talentosos
atores da cena gaúcha para a sua montagem do famoso texto escrito por
Federico García Lorca. Teatro Renascença
14 e 21/07 – 20h -Amêndoas e Caracóis – Projeto Novas Caras. Teatro
de Câmara Túlio Piva
7/07 – 20h - Quartas na Dança. Fantasia Flamenca - Grupo de Dança
Alumbra Espana. Teatro Renascença
CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO
Sala 209
19 e 20/06 – 19h - Solu(a)ções: Dança e Ações. Grupo de Estudos e
Experimentação Laban
25/06 – 18h30 - Primeiro Encontro Discutindo a Dança. Produção para
Dança com artistas convidados
26/06 – 19h - Mostra Movimento e Palavra
Sala 302
26 e 27/06 – 20h - Contos da Literatura no Teato
26/06 a 11/07 - Sáb. 21h e Dom. 20h - Mostra Ator/Autor: Borboletas
de Sol de Asas Magoadas
Até 20/06 - Sab. e Dom. 20h - Agora eu Era. Grupo Via
Sala 502
Até 27/06 - Sáb. e Dom. 21h - Contos Machadianos. Grupo de Teatro
Artes e Letras
Sala 504
27/06 – 20h - Sarau De Livre Expressão. Artística Neelic
19 e 20/06 - Sáb. 17h30 e Dom. 16h30 - Vida De Cachorro. Espetáculo
Com Circo Petit POA-RS
Sala 505
24/06 – 20h - Projeto De Quinta. Direção Surpresa. Grupo dos Cinco
27/06 – 18h - Domingo Mágico. Grupo Magiarte
15, 16, 22 e 23/06 - 15h - O Exame. Texto e dir. Deborah Finocchiaro.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Luiz Armando Capra Filho Diretor Museu Julio de Castilhos e Casa de Cultura Mario Quintana
Foto capa e matéria: Claudio Menëghetti Studiome
Museu Julio de Castilhos
107 anos de atuação com o patrimônio
Aos 107 anos o Museu Julio de
Castilhos tem muita história para contar.
Criado em 1903, foi chamado de “Museu
do Estado”, recebendo como missão recolher, classificar, catalogar, conservar e expor
elementos ligados à história do Brasil, particularmente do Rio Grande do Sul. Desde
então o Museu Julio de Castilhos tem sido
uma referencia museológica no Estado.
Seu acervo foi tombado pelo em 1937,
como Patrimônio Nacional, sendo hoje formado por mais de 12 mil peças de diferentes períodos da história e da cultura regional e nacional.
A edificação principal foi
construída como residência
em 1887, pelo Coronel
Augusto Santos Roxo e, posteriormente, adquirida para
moradia de Julio de Castilhos,
fundador do Partido Republicano Riograndense e presidente do Estado do Rio Grande do Sul entre 1893-1898.
Após a morte de Julio de
Castilhos, em 1903, a casa foi
comprada em 1905 pelo Governo Estadual para abrigar o Museu.
No início da instituição os acervos eram
ecléticos, exóticos, engraçados, achados
em expedições científicas ou atribuídos a
realizações humanas, pertencentes a um
conceito extinto de museu, o gabinete de
curiosidades. Dentre eles ficavam expostos objetos raros ou estranhos podendo
ser considerados os precursores dos
atuais museus.
Nesse sentido, para deleite do público,
foi criado um espaço de visitação que aborda a memória institucional. Compondo a
sala há a história de Francisco Ângelo Guerreiro, personagem há muito conhecido dos
visitantes pelas “botas do gigante”.
Entre as atribuições do museu a preservação e a salvaguarda do patrimônio
são as mais destacadas. Neste ano foi implantada uma nova reserva técnica, espaço extremamente importante nas instituições museais, destinado a conservação,
preservação, armazenamento e administração dos acervos que não estão em exposição.
Uma reserva técnica bem estruturada
faz com que o Museu cumpra seu compromisso social de educação e difusão da história através dos objetos, além de permitir
aos pesquisadores universitários, cada vez
mais presentes na instituição, e facilitar o
planejamento de eventos temáticos e temporários, que dinamizam a instituição.
O diferencial da reserva técnica 2 é que
os visitantes poderão acompanhar os trabalhos técnicos, já que uma das paredes
é composta por vidros especiais. Desse
modo o público que visita o MJC pode ter
uma noção dos trabalhos dos bastidores
do Museu, além de uma ação educativa e
patrimonial.
Na esteira da preservação da memória
da própria instituição e do patrimônio
edificado do Estado, a Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (SEDAC)
com o apoio da Companhia Estadual de
Energia Elétrica (CEEE) e execução da
Pérgola Arquitetura e Restauro, realizam
obras no intuito de restaurar a fachada da
edificação sede da instituição. A casa tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico
e Artístico do Estado (IPHAE), foi construída
em 1887 e possui um dos únicos exemplares de fachada em arenito do Estado.
Para o Museu Julio de Castilhos, o público deve ser o maior beneficiado com as
ações de qualificação do espaço de memória. Com exposições contextualizadas
e temporárias, a dinâmica tem sido uma
constante.
A exposição mais recente, “Ivo viu a Uva”
– mudanças e permanências na educação republicana permanece até setembro.
O Museu tem realizado, ainda, parcerias com instituições do seu entorno físico, viabilizando à população, o conhecimento sobre o sítio histórico, político e cultural da cidade e do Estado, por meio do
projeto “Caminhos da Matriz”.
Um bom passeio, e sempre gratuito.
Fica o convite!!
Por Voltaire Schilling Professor e Historiador
Foto: Arquivo Memorial
Praça da Alfândega com os prédios do
atual Memorial e do MARGS.
Centro de Porto Alegre: Os fantasmas do centro
Até os começos da década de 1960,
fazia-se tudo no centro da cidade de Porto
Alegre. Despachar ou receber uma encomenda, enviar uma carta pelo correio, pagar a conta telefônica, conseguir uma ligação interurbana, comprar uma roupa
nova ou um bom perfume, tomar um chá
ou fazer um lanche, tudo isto era feito no
centro da cidade, que também era o
logradouro de todo o transporte público
da época, fosse o dos ônibus ou dos bondes. Na verdade, o grande quadrilátero formado pela avenida Mauá e a rua Washington Luís, tendo a avenida Farrapos numa
extremidade e a Usina do Gasômetro na
outra, tinha o papel que hoje é ocupado
pelos shoppings centers espalhados pelos bairros.
Todavia, a expansão dos bairros e a
proliferação dos automóveis fez com que
tudo mudasse. O Milagre Econômico dos
anos setenta, entretanto, afastou a classe
média do velho centro da cidade. Tudo que
antes era quase obrigatoriamente obtido
nele passou a ser suprido pelos bairros.
Moradias que eram valiosas, como os apartamentos da Salgado Filho ou da Borges
de Medeiros, começaram a se desvalorizar. Quem conseguiu se desfazer deles a
tempo mudou-se para outras partes da cidade.
A paisagem urbana não é distinta da
natureza, ambas detestam o vácuo. Bastou
haver o esvaziamento do centro para que
logo aquele espaço fosse ocupado pela
pobreza e pela miséria do subúrbio. As ruas
centrais, outrora um cadinho de lojas chiques, café requintados, cinemas e teatros,
graças à imprevidência e a demagogia dos
vereadores e prefeitos, foram invadidas por
uma horda de vendedores ambulantes,
descuidistas, desocupados de todos os
quadrantes, ladrões e profissionais do amor.
Qualquer cidadão interessado que coteja as
fotos de quarenta ou cinquenta anos atrás
com as de hoje não deixará de manifestar o
choque pelo que agora lá se encontra. Tudo
parece ter-se transformado num enorme bazar de turco pobre, cercado pela desgraça e
infelicidade humana.
O outrora centro buliçoso, com gente
bem vestida saindo do colar de cinemas
(Imperial, Guarani, Rex, Ópera, Cacique,
etc.) para fazer um lanche na padaria do
Matheus, deu lugar hoje a um estranho silêncio que toma conta do centro depois das
dezenove horas, onde somente vultos furtivos se esgueiram pelas penumbras deixadas por postes que nem luz tem mais.
São os fantasmas do passado que tentam
reencontrar a sua querida cidade que não
existe mais.
Foto: Imprensa da Camara do Livro de POA
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Foto: Arquivo pessoal
Por Caetano Silveira Compositor e Produtor Cultural
Brinco de princesa, o novo disco da cantora Shana Müller,
é um disco nativo, elegante, suave e apurado.
O título do álbum
remete à memória
afetiva de Shana.
“Brinco de Princesa”,
além de ser a flor
símbolo do Rio Grande
do Sul, era a flor que
ornamentava o jardim
de sua casa de
infância em Alegrete.
O disco tem perfume. É um trabalho muito bem
acabado. Bem definido. Sem dúvida, o mais delicado
de todos os seus. Só para lembrar, os dois discos
anteriores (Gaúcha, de 2004, e Firmando o Passo, de
2006) traziam a cantora de chapéu nas fotos de capa,
em sintonia com a típica rigidez da imagem da música
regional.
Shana chega ao seu mais recente disco, com visível crescimento musical. Está cantando cada vez
melhor. A escolha do bonito repertório foi feita por ela
e o excelente acordeonista Paulinho Goulart. Eles também dividem a produção do CD. A grande maioria das
canções é de autoria do compositor e seu parceiro no
grupo Buenas e M’Espalho, Érlon Péricles. São 6 faixas, das 11 do disco, assinadas por este premiadíssimo autor (Prêmio Açorianos como Compositor Regional em 2009, o mais recente, e inúmeros festivais
pelo Estado).
Paulinho Fagundes,
chamado para dividir a direção musical do disco
com Paulinho Goulart, é um
reconhecido instrumentista, dos mais talentosos
surgidos no Estado nos últimos anos e, embora
completamente inserido
no universo musical gaúcho por força de sua tradicional família, é notoriamente um cara antenadíssimo no que há de mais
moderno no mundo musical. Artista de incontestável bomgosto. Somou-se ao grupo, a convite deste guitarrista, o argentino Mariano Cantero, excepcional músico,
percussionista/baterista do Aca Seca Trio e que toca
também com a grande cantora de seu país, Liliana
Herrero. Outra indicação de Paulinho Fagundes foi o
baixista paulista Edu Martins que está morando em
Porto Alegre e que, dentre outros vários trabalhos,
está produzindo o novo disco da cantora carioca Marina
Lima.
Assim, com Paulinho Goulart no acordeom, Paulinho
Fagundes nos violões, Mariano Cantero na percussão
e bateria, e Edu Martins no baixo acústico, Shana armou um grupo de altíssima competência, adequado
para atender seus propósitos. Participações especiais: Luis Carlos Borges, Marcelo Caminha, Michel
Dorfman, Texo Cabral, Pirisca Grecco e Guto Wirtti
que assina dois arranjos.
Brinco de Princesa, como não poderia ser diferente, mostra a forte influência da música argentina na
formação da cantora. Tanto que o álbum é dedicado à
memória de Mercedes Sosa (falecida em outubro do
ano passado) e que foi e é um referencial para Shana
- que teve a grande felicidade de conhecer “La Negra”
pessoalmente e inclusive cantar com ela na Vigília do
Canto Gaúcho em Cachoeira do Sul, na edição de 2008.
O disco traz chacareras, milongas, rasguido doble
e chamamés. Sobretudo, chamamés. O que, em se
tratando de Shana, é muito natural, uma vez ser fã
confessa deste ritmo tradicional da província de
Corrientes, Argentina.
E o CD já começa com ele, “Abre essa gaita”, canção feita por Érlon Péricles e Zelito, especialmente
para ela. É a música de trabalho. Em seguida vem “No
fio da Milonga”, também de Érlon Péricles, talvez a
mais moderna do disco. Recebendo um arranjo arrojado de Paulinho Fagundes.
“Alma Chamamecera” tem a participação do padrinho musical de Shana, o mestre Luis Carlos Borges,
cantando e tocando acordeom, e também do excelente violonista Marcelo Caminha, que assina o arranjo.
Esta, mais uma canção de Érlon, responsável ainda
pela autoria de “Ao Sopro da Chacarera” (arranjo de
Guto Wirtti e piano de Michel Dorfman), “Asi se va pelo
sur” e “Eu quero ser do mundo”, outra parceria com
Zelito, feita por encomenda de Shana. Uma milonga
arrabaleira, que bem representa este momento da cantora: ela quer o mundo.
O CD traz ainda “Nhangabiri”, de Ari Tarragô, música
em que dividiu o palco com Mercedes Sosa como já dito.
Em “Moço, irmão, companheiro e paisano”, de Luiz
Coronel e Neto Fagundes, o cantor e compositor
uruguaianense Pirisca Grecco (o mais novo integrante do Buenas e M’Espalho) participa cantando pela
primeira vez em um disco de Shana, devolvendo assim a gentileza que recebeu em seu próprio disco “Bem
de Bem”, quando Shana cantou com ele a canção
“Errante”.
O padrinho e grande chamamecero, Luis Carlos
Borges, presenteia a afilhada com a bonita “Identidade”, onde o autor interpreta a intérprete: “Qualquer
espaço é lugar / Para soltar a minha voz / Da nascente
até a foz / O meu canto é assim / Mensageiro das
barrancas / Mescla de terra e capim / Uma enchente
de esperança / Que se agita e que se amansa / Manancial que não tem fim (...)”.
Pirisca aparece ainda como compositor, no
chamamé “Outra Camperiada”, parceria com Túlio
Urach, onde apresenta a visão feminina captada no
início de mais um dia de lida campeira do homem.
Fecha o disco uma chacarera do também colega
do Buenas, Ângelo Franco, “Quatro cantos do Planeta”, em parceria com Rodrigo Bauer. A faixa tem arranjo de Guto Wirtti e a bela participação do flautista Texo
Cabral.
Gravado na ACIT com Agnaldo Paes e Edu Coelho,
mixado e masterizado pelo competentíssimo Thiago
Becker, no Estúdio Soma, “Brinco de Princesa” é um belo
disco de música nativa, elegante, suave e apurado.
O site de Shana é
www.shanamuller.com.br
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Luciano Alabarse Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena
Bodas de Sangue: Navalhas e Diamantes
Poderia citar um monte de retornos semelhantes, mas não é o caso.
Houve outro tipo de reações,
desproporcionalmente negativas, poucas
é verdade, mas vale a pena registrar o que
penso a respeito. Quero falar do quanto o
sucesso alheio parece incomodar um tipo
de gente daqui. Rodrigo Monteiro me contou que alguém da classe ficou muito espantado por ele ter realmente gostado da
peça, pois a peça era horrível. Detalhe:
essa pessoa, que ele não quis me dizer
quem era, faz teatro, NÃO tinha visto a peça
e não queria ver. Gente de teatro que não
frequenta teatro, para mim, é um tipo de
criatura surreal. Ainda mais quando fala
uma barbaridade dessas sem ter visto o
espetáculo. Há mais: gente bêbada gritando sobre o equívoco absoluto da encenação numa mesa de bar, constrangendo
o elenco que não queria discutir com um
suposto amigo escancaradamente
alcoolizado. Obviamente uma peça pode
ser analisada sob qualquer prisma, inclu-
Foto Júlio Appel
Nada como ter uma peça em cartaz
para refletir sobre as características do
público, da imprensa e da própria classe
teatral local. No caso atual, tenho a alegria de dividir a direção de “Bodas de Sangue” com Luiz Paulo Vasconcellos, meu
guia artístico há mais de trinta anos. Um
elenco de atores realmente dedicados,
onde se destacam veteranos magníficos
como Sandra Dani, Ida Celina, Lurdes Eloy
e Mauro Soares, ao lado de gente de talento à flor da pele, como Sissi Venturin,
Vika Schabbach, Marcelo Adams, Fabrizio
Gorziza,Thales de Oliveira e Eduardo
Steinmetz. Isso sem falar no auxílio luxuoso de Moysés Lopes, Maurício Moura,
Cláudia de Bem e Sylvia Moreira. O resultado público tem sido verdadeiramente
emocionante. Carlos Urbim me abraçou
verdadeiramente comovido, com olhos
marejados, falando maravilhas da peça.
Mesma coisa Donaldo Schuller, Lutti Pereira, Alice Urbim e Dona Eva Sopher, que
disse ser esta a minha peça mais bonita.
sive o do rancor, da inveja e do ressentimento. Eu me recuso a vibrar nessa
sintonia, ou levar a sério gente que embarca nessa canoa. Oscilo entre a pena e
o desprezo. Porque quando vou ao teatro
ver o trabalho dos meus colegas - e procuro assistir ao máximo de montagens locais, mesmo depois de mais de trinta
anos de ofício - jamais carrego comigo
um sentimento prévio de incomodação ou
julgamento. Desprezo esse tipo de atitude, gente que se acha superior e que, sob
o pretexto de ser enfaticamente sincera,
só mostra que não tem educação, compreensão teatral ou generosidade. Não se
trata de querer tapinha nas costas, falsos
elogios, puxa-saquismos variados, que
ninguém precisa disso. Eu e Luiz Paulo,
pelo menos, não. Mas respeito continua
sendo um item fundamental na minha
cesta básica. E, por isso, é preciso dar
um tranco nesses idiotas da objetividade,
como diria o Nelson Rodrigues. Um crítico do quilate do uruguaio Jorge Arias qualificou nosso espetáculo de “deslumbrante”. Escreveu e assinou sua opinião. Zeca Kiechaloski me disse ao
telefone: “eu fiquei im-pres-si-o-nado com o Fabrizio e a Sissi,
Luciano”, assim, separando as sílabas) e muitos outros companheiros de ribalta disseram coisas legais sobre “Bodas de Sangue”. Todas essas pessoas não entendem
nada de teatro? Obviamente não! E a
reação maravilhada do público, não
conta? Sempre conta. A verdade pura
e simples, no entanto, é que o sucesso alheio incomoda muito nessas paragens.
Se alguém me chama para um
café e quer falar sobre um espetáculo meu, expressar suas considerações, ouvir o contraditório, sempre
terá em mim um ouvinte humildemente atento.Firme e preparado,
mas aberto às críticas. O ponto da
minha reflexão aqui é essa najice desnecessária que pontua alguns corações e
mentes do teatro gaúcho, como se só o
seu trabalho merecesse considerações
isentas de má fé. Uma crítica séria, procedente e fundamentada é e será sempre
bem-vinda. Nada mais bacana do que conversar de verdade sobre teatro, com quem
se dispõe a isso, de coração, sem pedras
na mão. Todos crescemos em ocasiões
como essa. Mas não tenho nenhuma condescendência para manifestações raivosas contra aqueles que se sobressaem
na temporada teatral de Porto Alegre. Torço pelos meus colegas, tento escrever salientando seus pontos talentosos e trabalho arduamente pela qualificação do teatro que se faz aqui. Não gosto de chororô,
de fofoca, de emoções baratas e opiniões
estapafúrdias - e o mínimo que espero de
alguém que vá ao teatro é que esteja sóbrio e não destile suas frustrações nos
ombros alheios.
Quando vejo se aproximar mais um
Em Cena, quando encontro tanta gente
nova procurando afirmação, companheiros de estrada como Roberto Oliveira,
Camilo de Lélis e Jessé Oliveira produzindo e aprimorando seus trabalhos, fico
feliz e me animo. Não é preciso pensar
igual, fazer igual, produzir igual para que o
mundo e o teatro avancem. Aliás, é justamente o contrário. É das diferenças que
se alimentam os avanços e a riqueza cultural das artes cênicas. No que depender
de mim, vou continuar trabalhando para
que críticos como Macksen Luiz - que, tomando um café comigo em Recife, me
disse que o teatro gaúcho era horrível (e,
por modéstia, vou omitir o que disse a respeito do meu trabalho) - mudem de opinião. Nosso público merece o melhor de
cada um de nós. Mas sem avaliações fundamentadas ou serenidade diante do sucesso alheio ninguém crescerá pessoalmente ou fará o bom teatro que todos almejamos.
Foto: Bebeto Alves
Por Camilo de Lélis Teatrólogo
Influenza
Maçanilha do campo, colhida num canto qualquer do planeta. Numa
planície, imagino.
Quantas corolas, pétalas? E o pólen, visitado por carochinhas
pintalgadas e abelhas laboriosas, quanto?
Quanta diversidade e quantidade reduzidas a um saquê... Derramo
água quente e recebo uma oferta em dourado perfume.
Quanta vida houve naquela flor, agora é infusão... Transfusão.
Estou só, abatido. Algo invisível me derreou.
O corpo, sempre tão quieto, reclama. Dores nas costas.
Fluxos extravasam em lágrimas e coriza.
Imagens dissociadas dão-se as mãos numa produção confusa.
E o hermeneuta se cala.
Síndrome de Abstinência
Mais um dia mexendo com você, puxando sua atenção... Em vão.
Achei que era hora de partir, parar de vez, desistir, erguer o olhar desse
poente, mirar na direção do levante, onde você não está.
É para lá que eu vou! É para lá !
Mas não com essa impregnação; preciso descartar muito do que
há em mim, pois é certo que estou envenenado.
Não sei se o que me ocorre é uma infecção? Ou uma afecção?!
Minha alma já não tem minha cor; há, em mim, mais você que
qualquer outro elemento...
Estou verde de você!
Vou procurar um Xamã, um "diablero" de cerne e resposta.
Vou cobrir-me de terra, sete dias a mingau de tapioca.
Vou ganhar outro nome, secreto, você não pode saber.
Vou raspar a pele com bucha vegetal, tirar seu cheiro; esquecerme da parte da história em que você
apareceu.
A dependência é química, o processo é doloroso; minhas moléculas estão saturadas de você.
Abstinência absoluta! Preciso vencer mais um dia sem você!
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Valencia Losada Diretora de Programação do Theatro São Pedro
Foto capa e matéria: Cibele Donato
Um palco que se reinventa
O Theatro São Pedro é reconhecido
internacionalmente por sua beleza, prestígio e pelo selo de qualidade impresso
há quase quatro décadas por Eva Sopher,
conhecida carinhosamente por dona Eva.
Com determinação e ousadia, o principal teatro do Estado e um dos mais queridos e respeitados palcos do Brasil, completa 152 anos neste mês de junho, demonstrando sua capacidade de se
reinventar. Seja por alimentar uma programação de qualidade, pela coragem de
acolher os clássicos e as novas tendências, ou pelo incentivo efetivo na formação de novas plateias, com importantes
projetos de entrada franca.
Para ilustrar melhor este compromisso com a diversidade, o mês junho abre
com a montagem gaúcha de Bodas de
Sangue, direção de Luciano Alabarse, logo
em seguida teremos o talento de Vitor
Ramil (11, 12 e 13), a comemoração dos
25 anos da Orquestra de Câmara do
Theatro São Pedro, numa grande produção, assinada por Voltaire Danckwardt,
Carlota Albuquerque, Vagner Cunha e o
maestro Antonio Carlos Borges-Cunha (18
e 19) e a leitura instigante do diretor Gabriel
Vilela para “Calígula”, com o ator Thiago
Lacerda, de 24 a 27/06.
No segundo semestre, o público poderá conferir o novo espetáculo do Grupo
Tholl “Exotique”, (1º a 25/07), e fecha o
mês com o show da cantora Adriana
Deffenti.
Em 1º de agosto teremos o encontro
da cantora Monica Salmaso e do músico
Philippe Powell, no show “Afrosambajazz”
prestando uma homenagem ao inesquecível Baden Powell. Na sequência, atrações imperdíveis, passando pelo drama
de Sam Shepard em “Mente Mentira”, com
Malvino Salvador, Thiago Fragoso,
Fernanda Machado e grande elenco (dias
06, 07 e 08), depois ouviremos o tango
eletrônico do grupo “Narcotango” (14 e
15), seguiremos com a erudição da Orquestra Unisinos nos dias 21 e 22 – e
para encerrar, garantiremos boas gargalhadas com Ingra Liberato e Fernanda
Carvalho Leite, na comédia “Inimigas Íntimas” (27, 28 e 29).
Estamos num mês especial, de comemorações e aplausos, mas principalmente, de reafirmação na condução comprometida, transformadora e legítima, de
mantermos a vocação primeira do teatro
como um espaço para a reflexão, capaz
de tornar seres mais sensíveis e a sociedade mais consciente.
Esta é uma história de muitos atos e
um intervalo, mas é, sobretudo, uma trajetória de sucesso e respeito pela arte e
seu público.
Que o Theatro São Pedro se mantenha ativo e autônomo.
Por Teniza Spinelli Jornalista
Maria Inês: Lição de gravura e arte
Maria Inês Rodrigues faz parte de uma geração de artistas significativos para a história da arte no RioGrandense. Este lugar, alcançado com muito trabalho e
persistência, deve-se à sua sólida formação no Instituto
de Artes da UFRGS, aos cursos que realizou individualmente com grandes mestres da pintura e da gravura no
país e, também no exterior, na Slade School, em Londres,
na década de 1970. O estágio em Londres proporcionou à
artista um conhecimento profundo e abrangente das técnicas de gravura em metal que repercutiram aqui e a tornaram a primeira mulher a trabalhar com gravura em metal
no Rio Grande do Sul,
tendo disseminado a
técnica através de cursos que ministrou no
MARGS e em outros
espaços culturais.
Versátil enquanto
artista, Maria Inês
incursionou recentemente pela ficção,
direcionando seu conhecimento sobre a
técnica da gravura para
a produção de um romance. A vivencia de artista plástica serviu de
pano de fundo para o livro
que ela intitulou “Aula de gravura”, editado pela Movimento,
em 2008. O livro vem confirmar a grande
criatividade da autora que situa a história
na Londres onde morou na juventude, convivendo com mestres, artistas e estudantes da escola de arte. Nesse cenário, a narradora e os demais personagens se movem e compartilham o aprendizado da arte
da gravura, interagindo com os demais habitantes da cidade. Os capítulos da ação se
mesclam com as lições de gravura tornando a ficção surpreendente pelo modo de
conduzir a narrativa. Esta é decupada e organizada tal qual um curso de gravura metodicamente ministrado, que evolui enquanto os estudantes vivem as atribulações de
suas vidas artísticas, amorosas e familiares.
Pontuando a questão das artes visuais, quando se
observa os temas e a forma como Maria Inês trabalha e
cria, entende-se por que ela permanece no cenário artístico contemporâneo. Ela segue com o mesmo potencial criativo do início e, o que a distingue é sua constância na pesquisa das técnicas que sempre a fascinaram, anexando
as inovações recentes, aprimorando os diferentes campos da pintura, da gravura e da escultura, a ponto de produzir em quantidade e qualidade, perpassando estilos e
modismos, em busca da essência do que pretende dizer
com sua obra. Arte que nasce, portanto, da necessidade
de criar. Para novembro deste ano, a artista está com exposição agendada no Centro Cultural CEE Erico Veríssimo,
quando então mostrará pinturas recentes em grandes for-
matos e, esculturas em diferentes
materiais tais como resina, concreto e bronze.
A trajetória de Maria Inês apresenta outra característica singular
que acompanha os artistas autênticos: a sua independência. Esta visão pessoal que a faz incursionar
com força criativa por diferentes
técnicas e temas com sensibilidade, sem outra preocupação além da
qualidade do que é produzido expressam com clareza sua visão de
arte em décadas de produção. A professora e artista plástica Nayá
Correa dos Santos observou muito
bem, em 2003, que “Maria Inês teve a sensibilidade e a
intuição de acompanhar a evolução do pensamento plástico contemporâneo”, e, em 2009, Anico Herskovits, também
professora, artista e curadora da exposição Gráfica Gaúcha
III a incluiu entre os artistas independentes, no seu entender todos eles nomes ilustres das artes de nosso Estado.
Desnecessário, portanto, arrolar todas as exposições
nacionais e internacionais da artista, suas obras em museus e galerias, prêmios importantes que recebeu e os
livros, catálogos e dicionários dos quais participa. Desses, destaca-se o livro individual sobre a trajetória de sua
obra, publicado pelo FUMPROARTE em 2003, com textos
críticos dos mais importantes artistas, escritores e teóricos das artes plásticas no Brasil.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Luiz Coronel Poeta e Publicitário
1. Quirelas e cintilações
96. Galos
Os ganhos são sempre poucos,
e das perdas eu não falo.
Que falta me faz, nas manhãs,
a cantoria dos galos.
102. Horóscopo
Atente ao seu horóscopo,
faça dele seu breviário:
-Virgens, fujam de Touros!
-Peixes, saltem de aquários!
108. Ídolos
Se os deuses estão mortos,
faz-se a treva sob o sol.
Novos deuses nos estádios,
reis do rock e futebol.
110. Infidelidade
Perceba que dualidade,
a infidelidade contém:
Nos homens, desperta culpa,
e nas mulheres, desdém.
114. Insegurança
Em minha rua, os assaltantes,
assobiam na calçada.
Ganha uma loteria,
quem, no acaso, achar um
guarda.
121. Lula
Lula ganhou o mundo.
- Fez o país decolar!
Cobriu a frente de louros,
perdeu a pureza do olhar.
128. Mosaico
Nunca diga:- estou um caco!
(sejamos menos prosaicos)
Junte todos os pedacinhos,
e declare: - sou um mosaico.
130. Muro
Eis o muro da Mauá,
era o muro de Berlim.
Tudo que em vão nos separa,
um dia chega o seu fim!
131. Mulheres I
Voláteis e imprevisíveis,
as mulheres vem e vão.
Tem poderes de sumiço,
milagres de aparição.
132. Mulheres II
Quando as mulheres
decidem,
podem os deuses muito
pouco.
Quando as mulheres
não querem,
até o diabo fica louco.
142. Nostalgia
Aromas de tempos suaves,
espinhos de tempos duros. .
Batendo à porta:
Ó de casa!
Se alguém espirrasse:
– Saúde!
Por Beatriz Bohrer Amaral Diretora da Radimagem e Radiologista
Proteja seus ouvidos
A exposição constante a ruídos ou sons
altos leva à perda de audição cumulativa e
irreversível, especialmente se começar na infância. Mais de 15 minutos de exposição a
100 decibéis é considerado perigoso. Em tempos de Copa do Mundo, é bom lembrar que o
ruído em um estádio de futebol pode atingir
até 130 decibéis. Estudos demonstram ainda
outras conseqüências do excesso de ruído,
como aumento da pressão arterial, da
vasoconstrição e dos níveis de cortisol, o
hormônio do estresse, além de aumentar o
risco de infarto. Mesmo acostumados mentalmente com um nível alto de ruído, estas alterações fisiológicas persistem. Por exemplo, durante o sono, o barulho de aviões próximo a um aeroporto causa aumento dos sinais de estresse, mesmo se o indivíduo não
acordar. Níveis moderados de ruído, como
aquele produzido por máquinas da linha branca (geladeiras, máquinas de lavar e secar,
aspirador, etc.), ar condicionado e televisão
podem afetar a aquisição de linguagem das
crianças. Já há muito tempo alerta-se para o
perigo do volume alto de Walkmans e iPods,
mas agora especialistas acreditam que mesmo volumes razoáveis diretamente nos ouvidos por muitas horas podem afetar nossa
audição.
Se o barulho é potencialmente perigoso
para adultos, o risco é muito maior para as
crianças. O canal auditivo na primeira infância é menor do que nas crianças mais velhas
e nos adultos e o seu menor comprimento
aumenta os níveis danosos dos ruídos de alta
freqüência. A nossa conscientização sobre
o problema do excesso de barulho é pobre.
Mesmo que saibamos do prejuízo do som excessivo em concertos de música ou em outras situações, é raro o uso de protetores de
ouvidos como solução, especialmente para
crianças. Talvez porque estes protetores tenham o mesmo estigma de velhice dos aparelhos de audição.
Em um mundo cada vez mais barulhento,
o silêncio tornou-se um luxo. Pagamos por
ele quando vamos a um spa. A antiga idéia de
áreas de silêncio em torno de hospitais hoje
está validada por estudos que relacionam silêncio e cura. Outros estudos mostram que a
Próxima palestra: A SAÚDE DE SEUS OSSOS
Dra. Maria Celeste Osório Wender, Ginecologista
Data: 30 de junho às 16 horas - Av. Cristóvão Colombo, 1691
meditação silenciosa aumenta a capacidade
de concentração. Professores capazes de
introduzir o silêncio em sala de aula melhoram
a capacidade de aprendizado e reflexão dos
seus superestimulados alunos. Reduzindo o
ruído, promovemos saúde e preservamos a
nossa audição para seguir escutando os verdadeiros sons do mundo que habitamos: pássaros, água, passos, vozes, chuva, vento...
Dor pélvica crônica
Por Dr. Nilton Alves Ginecologista
CREMERS 15.193
A dor pélvica crônica é uma condição importante e
comum nas mulheres, tendo uma prevalência estimada
de 5% da população feminina.
É definida como uma dor pélvica não cíclica, com
duração de pelo menos seis meses e severa o suficiente para causar limitação ou requerer tratamento
médico, sendo responsável por 10% das consultas
ao ginecologista.
Ocorre com mais freqüência em mulheres jovens.
Em geral, as pacientes com dor pélvica crônica
idiopática (sem patologia identificada) apresentam um
maior número de procedimentos cirúrgicos prévios,
história previa de abuso sexual, patologia psicológica
primária ou associada e são, muitas vezes, resistentes a explicações ou tratamento psicológico dos seus
sintomas.
A dor pélvica crônica visceral é considerada um
alarme de algum dano tecidual iminente ou em curso,
sendo que esta lesão provoca a liberação de substâncias de reação inflamatória que serão transmitidas pelo
sistema nervoso periférico até o córtex.
Pode apresentar como etiologia possível a
endometriose, aderências pélvicas, distúrbios funcionais do intestino, como síndrome do colon irritável, distúrbios urológicos, distúrbios musculoesqueléticos, etc.
É importante que o médico faça o diagnóstico diferencial de dor orgânica que apresenta sintomas consistentes de um órgão especifico, de dor funcional,
com sintomas variáveis, de múltiplos órgãos e inconsistentes na sua patologia e fisiologia.
A investigação diagnóstica deve ser a mais ampla
possível e não raro outros especialistas como
urologistas, proctologistas e psiquiatras podem auxiliar no diagnóstico.
O manejo adequado pelo especialista é importante
visto que um grande numero destas mulheres já consultaram com vários ginecologistas e estão ansiosas,
agressivas e exigentes quanto a uma solução rápida e
mágica dos sintomas.
ENTRADA FRANCA
Aceitamos 1 kg de
alimento não perecível.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Marcelo Oliveira da Silva Coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal da Cultura
Viajando na impossibilidade de ficar só
Viajo porque preciso, volto porque te
amo é um daqueles títulos fortes, que
empurram o leitor pra dentro de qualquer
texto que venha depois. E convém que o
leitor leia a respeito dele, porque se trata
de um filme nada convencional e nem todo
mundo vai gostar. E se é pra ficar até o
fim, mas conversando o tempo todo, faça
um favor aos seus vizinhos na sala: não
tenha vergonha de sair. Não há diálogos,
não há exatamente um enredo. Há uma
viagem sendo registrada do lado de fora
de um carro e desde o volante escutamos
apenas a voz de um viajante lutando sozi-
nho com suas limitações interiores. Pra
quem gosta de espiar processos de
autoconhecimento, será um prato cheio.
Recém-separado da mulher, um
geólogo é enviado para realizar uma pesquisa de campo em que terá de atravessar o sertão nordestino. O objetivo é avaliar o melhor percurso para um canal que
será construído com um desvio do único
rio volumoso da região. Muitos lugares por
onde ele passa serão submersos e as
pessoas que encontra serão reassentadas em outros pontos. Rapidamente percebemos que ele foi abandonado pela
mulher e que a viagem foi uma forma de
espantar a fossa. Ele tenta
se identificar com o vazio
em que penetra, o abandono e o isolamento dos locais por onde passa, por
vezes odiando e tentando
fugir, por vezes se aproximando e tentando compreender, confortar.
Os diretores Marcelo
Gomes (de Cinema, Aspirinas e Urubus) e Karim
Aïnouz (Madame Satã) originalmente queriam mostrar como era o
sertão nordestino,
onde suas famílias
nasceram. Crias do litoral, não conheciam
de fato a terra seca
do agreste antes das
filmagens, realizadas
no fim dos anos 90,
quando o projeto nasceu. Com ele, captaram financiamento de
um grande banco
fomentador de obras
audiovisuais, finalizado em 2004 como o
documentário Sertão
de Acrílico Azul Piscina, de 26 minutos. Ali
utilizaram um estilo documental muito autoral, misturando imagens digitais, de película e polaroids fotográficos. Guardaram
muito mais do que de fato utilizaram e permaneceram longo tempo imaginando o que
poderia ser feito daquilo.
Em 2008 a curiosidade fez com que
voltassem a se ocupar de como remontar
aquelas cenas num filme de ficção que
traduzisse o estranho encantamento daquela geografia de desolações. Aos poucos foi tomando corpo o roteiro descrito
acima. Voltaram àqueles lugares para gravar as novas cenas, que incluiam a voz
em off do motorista (o
ator Irandhir Santos),
cujo rosto jamais veremos. Não é difícil perceber que as cenas da narrativa foram concebidas
em tempos diferentes.
Contudo, como o projeto
original misturava bitolas
e técnicas de captação
diferentes, foi fácil cozinhar essa mescla de
fruições visuais, documentação antropológica (entrevistas em
que populares falam sobre suas vidas,
desejos e carências) e drama interior.
Coerente com a proposição documental, a escolha da trilha obedece o gosto
das rádios locais, com músicas sertanejas melodramaticamente açucaradas e
incontornavelmente bregas, sempre em
torno de um traço marcante do caráter
nacional brasileiro, que é o ideal do amor
romântico. Não por outra razão escolheram aquele título, tirado de uma pintura
de banheiro de estrada ou de uma placa de caminhão.
É um daqueles filmes em que não se
pode falar de montagem, porque ela é o
próprio filme: a organicidade das imagens ditou conteúdo e forma. O que se
pode dizer dela e do filme é que sua beleza vai se revelando aos poucos, assim
como acontece com as pessoas muito
sinceras, que não se envergonham de
suas limitações, tampouco de perguntar
diretamente o que querem saber. Essa
crueza e essa verdade essencial são os
elementos que vão dobrar o estranhamento inicial. Ou não. Goste ou odeie Viajo porque preciso, volto porque te amo, o
importante é ser sincero. E o motorista
confessa que nem amava tanto assim,
apenas não conseguia ficar sozinho. Ali,
ninguém conseguiria.
Jardim de Praça
Pica-Pau Amarelo
Nossa Escola Municipal de Educação Infantil tem sua
história com início em 1926 no governo do Intendente José
Montaury que resolveu investir nas idéias do professor
Federico Guilherme Gaelzer de implementar as praças da
cidade como prevenção da delinquencia.
Neste ano,foi institucionalizado o Serviço de Recreação Pública em Porto Alegre. O lazer passou a ter status
de problema social.
Foi então que no "Alto da
Bronze" (Praça General
Osório) nasceu o primeiro
Jardim de Recreio, hoje
intitulados Jardins de Praça.
Este ano completamos 84 anos servindo
esta comunidade. Atendemos 72 crianças nas turmas de jardim A e jardim
B, nos turnos manhã e tarde.
Nossa trajetória se confunde com a da cidade mais precisamente tecida no Centro Histórico.
Agora, nosso papel é resgatar este espaço lindo.
Estamos fazendo o que nos compete. Plantamos na Praça, pintamos a Praça, curtimos a Praça. Todos estão convidados a se apropriarem deste lugar. Visitem-nos.
Denise Ayala - Diretora EMEI JP Pica-Pau Amarelo
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Por Sergio Napp Escritor
Foto Luciane Thomé
Festa
Pedes que fale da vida como se a vida
fosse algo de simples. Não é. Nem sempre a vida nos dá resposta. É caminho
que vai e volta ou caminho sem volta.
Caminho de chão batido. Caminho longo
ou curto. Caminho de asperezas ou de
alegrias. Na vida, nem sempre o nome
de quem lembramos é o nome de quem
se quer. É quando deixamos os sonhos
para encontrar a realidade. É noite em
que, nem sempre, a estrela não brilha
quando a espera é tanta e tão ardente.
Há um cheiro que brota das profundezas
do mar. Um cheiro de açucenas. Um cheiro que não se dá.
A vida vem de longe. De um mundo
que é encantado. A vida traz na mala um
bando de ilusões. E, em sua alma, um
quê de pecado. Quando, no meio das trevas, há uma alegria feroz, é a vida que,
com seus mistérios, se debruça sobre
nós. Pode ser o amor chegando com
suas teias de espanto. Podem ser sereias trazendo a morte em seus cantos.
A vida é mistério é o que te posso contar. Mesmo que a vida não se decifre, nem
se desvende diante de nós. Mesmo que a
noite se faça quando aguardamos o dia.
Mesmo que a palavra não dita continue impenetrável. Mesmo que os lábios não se
abram e a flor do beijo não se faça, continuamos bebendo da festa do riso, da febre
da paixão. O adeus, quando é preciso, é
punhal que nos atravessa a alma. Mesmo
que este punhal afaste de nós o cálice da
esperança, a vida, quando de nós se acerca é festa. Com a blusa cor-de-rosa e sapatos de veludo, trazendo nos dedos algas
marinhas e risos de flor no vestido, é festa.
Com turbante de miçangas, água de cheiro nos olhos, cantares de lua cheia e boca
de quiromante, é festa. Vindo de porta-es-
tandarte ou madrinha, cabelos em serenata, braços de amor-perfeito, ginga de luz e
poente, é festa. Doce de coco e melado,
pele de seda e amoras, luminosamente
bela, primave-rando alegrias, é festa.
Quando ela chega, a vida, berimbaus
cantam na praça, apitos comandam palmas, repeniques dançam versos e os
tamborins exclamam notas. O coração dá
pinotes, o dia dá cambalhotas e o mundo
parece uma festa que não acaba jamais.
Que posso mais te dizer? Que a vida
é inconstante? Que ela é surpreendente? Que ela nos desaponta? Que ela nos
enfeitiça? Que ela nos desacalma? Que
ela nos emociona? Que ela nos desconsola? Que ela nos alimenta? E, no entanto, ninguém nos maravilha mais que a
vida. Ninguém nos oferece mais. ninguém
nos acalenta mais. A vida é única. Pois
cada um de nós e todos somos a vida.
Por Jaime Cimenti Jornalista e Escritor
A amante do lobo da pesquisadora e tradutora
carioca Ana Paula Fohrmann é seu romance de estréia. Narrado quase em forma de diálogo, reflete sobre questões de figuras masculina e feminina, envolvendo dominação, poder, passividade e masoquismo. A história é marcada por influências psicoexistencialistas, especificamente pela obra de Simone de
Beuavoir. 92 páginas, Libretos
Telefone 3233.3804,
www.libretos.com.br
O que os filósofos
pensam sobre as
mulheres com organização
de Maria Luisa Ribeiro Ferreira, da Universidade de
Lisboa, traz textos dela e de outros especialistas e
professores sobre o modo como alguns filósofos
ocidentais pensaram sobre as mulheres e sobre o
conceito que formaram sobre a natureza feminina.
Os trabalhos envolvem de Platão a Foucault. 272
páginas, Editora Unisinos.
Telefone 3590.8239, [email protected]
A Saúde pelo prazer de
comer bem - a medicina preventiva do dia a dia, de Richard
Béliveau, Ph.D e Denis Gingras,
PhD, mostra que comendo bem
podemos viver mais e evitar diabetes, Alzheimer e doenças
cardiovasculares, entre outras
moléstias crônicas atuais. Mecanismos de controle
de apetite tambem foram estudados.
Tradução de Lucy Magalhães.
264 páginas, Editora Vozes.
Telefones 3226.3911, 3225.4671
O Álibi da consagrada escritora Sandra Brown é, sem a menor
dúvida, um romance de suspense de alta voltagem. Depois do assassinato de Lute Pettijohn, um dos moradores mais influentes de
Charleston, muita coisa acontece por lá . Assassinato, traição e
paixão estão na obra, em doses generosas. 480 páginas, L&PM
Pocket. www.lpm.com.br
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Por Paulo César B. do Amaral Escritor, artista plástico e “Embaixador do Centro Histórico”
Foto: arquivo pessoal
Sade, 270 anos
Parece a mim que todo o legado de Sade
foi, da derivação de seu nome, a palavra sadismo. Sempre me pergunto sobre este fenômeno reducionista, visto que Sade foi importante pensador de seu tempo. Sade foi
um filósofo incompreendido, como o é até
hoje pela moral do establishment, da Igreja e
mesmo da psicanálise, por mais incrível que
pareça. Sua bibliografia não é linear, assim
como seria a mostra de um só artista, mantendo a unidade do conjunto numa sala de
exposições.
O que nele prepondera é o conteúdo veementemente libertário, e não a forma com que
escrevia. Em "Os cento e vinte dias de
Sodoma", também conhecido como "A Escola de Libertinagem", produziu um texto substancialmente escatológico, pesado e indigesto. Não o aconselho a ninguém. Já em "Os
crimes do Amor" trata com maestria do tabu
incestuoso. "Justine", ou "Os Infortúnios da
Virtude", poderia ser tomado como uma obra
religiosa que prega a máxima de que quanto
mais bem se faz, mais se é punido, o que
não deixa de ser uma verdade em muitos
casos. Já em "A filosofia do Boudoir", erroneamente traduzida para o português com "A filosofia de Alcova", Sade expressava corajosamente em seu tempo aquilo a que hoje podemos livremente assistir pela TV. É que hoje
não é como d'autrefois, eis a diferença.
Foi um homem corajoso, passou a metade de seus dias na prisão, e diz-se - não há
provas concretas sobre isso - que teria sido o
último ocupante da Bastilha antes de sua
queda que simboliza a derrocada da realeza.
Aconselho a leitura de DonatienAlphonse-François de Sade, que faria 270
anos neste mês de junho, onde se pode compreender por que o Marquês falido foi um boi
de piranha à mesma época em que se consagrava Choderlos de Laclos, inatacável militar de prestígio e célebre autor do romance
de epístolas estratégicas "As Ligações Peri-
gosas", que escrevia sobre o mesmo assunto, apenas de forma polida e disciplinada, não
deixando transparecer sentimentos da alma.
Acho que foi Jean Paulhan, estudioso de
Sade, quem escreveu que o tempo fará justiça ao malogrado autor, cuja obra só foi autorizada na França a partir de 1958. De lá para
cá, passou a ser objeto de profundos estudos por parte de pensadores importantes
como Otávio Paz, que escreveu: “Sade é um
caso. Tudo nele é imenso e único, inclusive
as repetições. Por isso nos fascina e
alternadamente nos atrai e nos repele, nos
irrita e nos cansa. É uma curiosidade moral,
intelectual, psicológica e histórica.
Sua vida não é menos extraordinária que
sua obra. Foi preso por suas idéias; foi
incorruptível e independente em matéria intelectual (às vezes faz pensar Giordano Bruno);
enfim, foi generoso, até mesmo com seus inimigos e perseguidores. O filósofo do sadismo não foi aquele que vitima, mas uma vítima,
o teórico da crueldade foi um bondoso.”
Por Renato Pereira Jornalista
ARGH!
Nomenclaturas, nada mais que nomenclaturas. Assim como tem o Pré Sal, tem o Pré Saco.
Que é exatamente o que nos atinge neste momento crucial da vida brasileira. Não, não são as eleições para presidente, que ganhe quem ganhar, o
PMDB é quem derruba.
O buraco é mais em baixo. Numa ufania desproporcional à realidade da lenda da Branca de
Neve, que ainda não se sabe e o Dunga vai comer
ou vai ser comido, tudo está virando verde e amarelo. Até os gastroenterologistas estão suando a
camiseta para saber se o paciente é patriota ou
está com icterícia.
Por onde você and, lá estão as cores básicas
da preferência nacional. A ordem é não fazer
absolutamente nada porque temos a Copa, não
temos inflação (o que deixa o Meireles com o sorriso pra lá de amarelo quando afirma isso) o Lula
vai pra ONU, nem que tenha que fundar uma cidadezinha com esse nome no interior do Ceará, e o
mundo vai parar porque o brasileiro não respeita
o sinal vermelho, daqui pra frente é tudo verde.
Mesmo com o sinal no amarelo.
Motéis estão já se decorando de verde e a
amarelo. O que obriga os frequentadores a pelo
menos cantarem o hino nacional antes da batalha.
Há notícias que as galinhas já estariam pondo ovo
sem casca para expor o amarelo porque a Copa
vem aí.
O mundo gay está em preto e branco. Melhor
que o mau gosto do verde e amarelo, ainda mais
para o pessoal que tem o logotipo das cores do
arco Iris. E reparem que nem gremistas nem
colorados foram agraciados com esta decoração
kicth. Nem o azul celestial nem o vermelho campeão (de outros carnavais, desculpem), simplesmente verde de limão azedo e amarelo de escola
de samba de segundo grupo. Por todo canto, até
naquele canto fisiológico já tem papel verde e amarelo. O que, caso o Brasil não saia como esperam
os ufanistas, vai gerar o maior prisão-de-ventre
da História do Brasil.
Como diria o grande guru da imprensa nacional, o Diego Mainardi (que só não foi cassado da
editora Abril porque é a única grande empresa
que tem escudo anti-Lula) futebol é totalmente
irrelevante. E pretendem suspender as aulas em
dia de jogos. Um crime inominável, além de ganhar
pouco, a professora ainda ser obrigada a assistir
o time do mais arrepiado dos anões da Amarela de
Neve (nada mais foge das duas cores, nem a
Branca).
Estão pintando cachorro de verde e amarelo,
eu vi. E o pobre bichinho levantou a perninha e o
amarelo se espalhou pela calçada com o verde na
contra mão. Nessa hora me deu uma terrível inveja dos daltônicos.
Falta só pintarem o Serra de verde e amarelo
(só para a Dilma ficar roxa de raiva pela equipe
tucana ter a idéia primeiro). Já está faltando
balãozinho verde e amarelo. O que vai redundar
nos mais afoitos apelarem para camisinhas anticoncepcionais da mesma cor para decorar as
paragens mais recônditas. No quarto do casal ainda vá, pois sugere à esposa que os compromissos dos embates horizontais não podem ser es-
quecidos nem que o time do Brasil dê uma brochada no meio do caminho.
E assim lá vamos nós para mais um engodo
sobre o pobre e usurpado povo brasileiro que
coloca toda sua esperança de vida num punhado de mimados e bem pagos representantes da
Pátria, fazendo uma força danada para que o
Brasil apareça no mapa nem que seja no mais
sofrido dos continentes, sem nem mesmo esquecer que o nosso presidente quando andou
por lá, num dos milhares de pit-stops que faz
pelo planeta, que onde ele esteve era uma cidade tão limpinha que nem parecia a África. Certo,
não são os pobres, por aqui os ricos também
aderem ao pinta que te pinta. A diferença é que
depois da Copa eles fazem o mordomo deixar
tudo limpinho, até que passe um pobre com o pé
todo embarrado porque mora no cafundó e o
chinelo de dedo gruda no barro como – se dizia –
bosta em tamanco. Por isso é que eu prefiro o
sumo em lugar do futebol. Raquítico não sofre,
só fofinho de 200 quilos.
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Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
Por Thamara de Costa Pereira Jornalista
Fotos: Fabiano Mazotti
Qualidade na taça
Visitar o Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha,
é a garantia de satisfazer os prazeres da
boa mesa e de degustar bons vinhos.
A qualidade dos vinhos elaborados
no Vale dos Vinhedos foi evidenciada
na taça durante o 2º Prêmio Vinhos do
Vale dos Vinhedos, realizado no 4 de
junho, no Hotel & SPA do Vinho Caudalie,
em Bento Gonçalves. As vinícolas Miolo
(Merlot Terroir Safra 2009), Pizzato
(Chardonnay 2009) e Don Laurindo (Espumante Brut) foram as grandes vencedoras nas categorias Vinho Tinto, Vinho Branco e Espumante, respectivamente.
Entusiasmado com o resultado dos
trabalhos, o presidente da entidade promotora – Aprovale – Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos -, Aldemir Dadalt, manifestou
sua satisfação, especialmente pela percepção do avanço da qualidade dos vinhos elaborados no Vale. “O depoimento dos degustadores foi a prova definitiva de que nossos vinhos vêm evoluindo
progressivamente. Todos os vinhos e
espumantes inscritos no 2º Prêmio Vinhos do Vale dos Vinhedos são vencedores”, garantiu.
Durante o jantar de premiação, realizado no Restaurante Leopoldina, no
Hotel & SPA do Vinho Caudalie, as vinícolas vencedoras em 2009 (Pizzato,
Miolo e Cordelier) passaram o troféu
itinerante elaborado pelo renomado escultor gaúcho Bez Batti para os vencedores deste ano, ficando com os definitivos criados pelos artistas do Vale dos
Vinhedos, Postal e Cláudia Giordani.
Para se tornar proprietária do troféu
itinerante, é necessário que a mesma
vinícola vença o prêmio por três anos
consecutivos. Aldemir Dadalt conduziu
a degustação, que seguiu rigor técnico
e sigilo absoluto durante o processo. Os
trabalhos foram coordenados pelo Secretário Executivo da Aprovale, Jaime
Milan, e pelo Maitre Sommelier, Evandro
Ribeiro.
Merlot, a aposta que se confirma
O 2º Prêmio Vinhos do Vale dos Vinhedos, na avaliação dos degustadores, comprovou o que já vinha sendo anunciado. A
variedade Merlot é a melhor casta para o
Vale dos Vinhedos. Entusiasmados com a
qualidade e a diversidade do que lhes foi
apresentado, os avaliadores não pouparam elogios às amostras vencedoras e
confessaram que a escolha foi difícil em
função da alta qualidade das amostras.
Adriano Miolo recebeu o prêmio do Melhor Vinho
Tinto das mãos de Plínio Pizzato
Ademir Brandelli (Don Laurindo) comemorou o
prêmio de Melhor Espumante Brut. Dario Crespi
(Cordelier) transmitiu o prêmio ao enólogo
Aldemir Dadalt parabenizou Flávia Pizzato pelo
prêmio de Melhor Vinho Branco
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