ATLÂNTICO EUROPA, SGPS, S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
ATLÂNTICO EUROPA, SGPS, S.A.
Relatório intercalar
1º Semestre 2014
ATLÂNTICO EUROPA, SGPS, S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
ÍNDICE
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM BASE CONSOLIDADA ........................................................... 3
NOTAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS .......................................................................................... 9
2
ATLÂNTICO EUROPA, SGPS, S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
ATLÂNTICO EUROPA, SGPS, S.A.
Demonstrações Financeiras em 30 de junho
de 2014 em Base Consolidada
(Montantes em Euros, exceto quando expressamente indicado)
3
ATLÂNTICO EUROPA, SGPS, S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Atlântico Europ a, SGPS, S.A.
Balanço e m
30 d e junho d e 2 014
(Montantes expressos em Euros)
ATI VO
Notas
30 jun. 14
Provisões,
imparidades e
amortizações
Ativo
bruto
Ativo
líquido
31 dez. 13
Ativ o
PASSI VO E C API TAL PRÓPRI O
Notas
30 jun. 14
31 dez. 13
Passiv o
Caixa e disponibilidades em Bancos Centrais
4.1
5.458.777
-
5.458.777
12.151.878
Disponibilidades em outras instituições de crédito
4.2
19.089.989
-
19.089.989
31.870.703
Ativos financeiros detidos para negociação
4.3
162.773
-
162.773
77.680
Ativos financeiros disponíveis para venda
4.4
224.509.732
-
224.509.732
208.015.640
Aplicações em instituições de crédito
4.5
53.056.421
(39.475)
53.016.946
86.555.657
4.6 e 4.14
101.144.699
(2.609.752)
98.534.947
Crédito a clientes
Recursos de Bancos centrais
4.11
121.930.473
Passivos financeiros detidos para negociação
4.3
271.357
225.872
Recursos de outras instituições de crédito
4.12
85.828.394
108.450.679
Recursos de clientes e outros empréstimos
4.13
140.569.480
95.992.296
Provisões
4.14
581.311
838.388
73.216.776
Passivos por impostos correntes
4.15
1.365.078
524.236
Passivos por impostos diferidos
4.15
1.705.559
480.934
Outros passivos
4.16
4.808.227
3.868.052
Outros activos tangíveis
4.7
5.468.513
(905.965)
4.562.548
4.670.201
Ativos intangíveis
4.8
1.762.805
(1.265.410)
497.395
447.514
Ativos por impostos correntes
4.9
131.099
-
131.099
268.366
Ativos por impostos diferidos
4.9
-
-
-
125.810
Outros ativos
4.10
5.964.489
(119.021)
5.845.468
7.968.492
Total d o Passiv o
(4.939.623)
411.809.674
425.368.717
50.000.000
Reservas de reavaliação
4.19
4.230.572
972.862
Outras reservas e resultados transitados
4.19
(2.265.427)
(3.872.939)
Resultado líquido do período
4.19
Total d o C ap ital p róp rio
Total d o Passiv o + C ap ital p róp rio
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
376.658.317
50.000.000
4.18
Interesses que não controlam
416.749.297
357.059.879
Capital
C ap itais p róp rios atrib uív e is ao g rup o
Total d o Ativ o
166.277.860
O Conselho de Administração
2.784.650
54.749.795
1.609.294
48.709.217
-
1.183
54.749.795
411.809.674
48.710.400
425.368.717
ATLÂNTICO EUROPA, SGPS, S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Atlântico Euro pa, S GPS , S . A.
Demo nstração do s R esultado s
para o perio do findo em 30 de junho de 20 14
(Montantes expressos em Euros)
Notas
Juros e rendimentos similares
Juros e encargos similares
30 jun. 14
30 jun. 13
6.080.028
5.389.105
(2.016.967)
(1.481.815)
4. 20
4. 0 6 3. 0 6 1
3. 9 0 7. 29 0
Rendimentos de serviços e comissões
4.21
909.850
647.515
Encargos com serviços e comissões
4.21
(64.505)
(78.549)
Resultados de ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através
de resultados
4.22
332.522
826.554
Resultados de ativos financeiros disponíveis para venda
4.22
3.866.135
5.418.582
Resultados de alienação de outros ativos
4.22
6.915
-
Resultados de reavaliação cambial
4.22
245.077
(535.044)
Outros resultados de exploração
4.23
2.554.252
1.212.110
11. 9 13. 30 7
11. 39 8 . 458
4.24
(3.259.920)
(3.355.203)
4.25
(3.239.471)
(3.429.279)
4.7 e 4.8
(330.926)
(340.088)
(6 . 8 30 . 317)
(7. 124. 56 9 )
MAR GEM FINANCEIR A
PR ODUT O B ANCÁR IO
Custos com pessoal
Gastos gerais administrativos
Amortizações do exercício
Custo s de Estrutura
Correcções de valor associadas ao crédito a clientes e a valores a
receber de outros devedores (liquidas de reposições e anulações)
4.14
R ES ULT ADO ANT ES DE IMPOS T OS
Impostos
Correntes
4.26
Diferidos
4.26
R ES ULT ADO LÍQUIDO DO PER ÍODO
(841.696)
(488.190)
4. 241. 29 4
3. 78 5. 6 9 9
(1.330.834)
(428.757)
(125.810)
(789.196)
2. 78 4. 6 50
2. 56 7. 746
Interesses minoritários
R ES ULT ADO LÍQUIDO DO PER ÍODO
-
7.904
2. 78 4. 6 50
2. 575. 6 50
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
O Conselho de Administração
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Atlântico Euro pa, S GPS , S . A.
Demo nstração do R endimento Integral
para o perío do findo em 30 de junho de 20 14
(Montantes expressos em Euros)
R ES ULTADO LÍQUIDO DO PER ÍODO
30 jun. 14
30 jun. 13
2. 78 4. 6 50
2. 56 7. 746
Reavaliação dos activos financeiros disponíveis para venda
5.936.131
(6.372.574)
Impacto fiscal
(1.705.559)
1.688.936
R ES ULTADO NÃO R ECONHECIDO NA DEMONS TR AÇÃO DE R ES ULTADOS
4. 230 . 572 (4. 6 8 3. 6 38 )
R ENDIMENTO INTEGR AL DO PER ÍODO
7. 0 15. 222
(2. 115. 8 9 2)
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
O Conselho de Administração
6
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Atlântico Euro pa, S GPS , S . A.
Demo nstração do s Fluxo s de Caixa para o perío do findo em 30 de junho de 20 14
(Montantes expressos em Euros)
FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS:
Recebimentos de juros e comissões e outros proveitos
Pagamentos de juros e comissões e outros custos
Pagamentos ao pessoal e a fornecedores
Outros (pagamentos) / recebimentos relativos à atividade operacional
R esultado s o peracio nais antes das alteraçõ es no s ativo s o peracio nais
(Aumentos) / diminuições de ativos operacionais:
Aplicações em instituições de crédito
Crédito a clientes
Outros ativos
Aumentos / (diminuições) de passivos operacionais:
Recursos de Bancos centrais
Recursos de outras instituições de crédito
Recursos de clientes
Outros passivos
Caixa líquida das atividades o peracio nais
FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO:
(Aquisições) e alienações de ativos tangíveis e intangíveis
(Aquisições) e alienações de ativos financeiros disponíveis para venda
Caixa líquida das atividades de investimento
Aumento / (diminuição) líquido de caixa e seus equivalentes
Caixa e seus equivalentes no início do período
Caixa e seus equivalentes no fim do perío do (no tas 4. 1 e 4. 2)
30 jun. 14
30 jun. 13
6.801.944
(1.505.404)
(5.559.216)
6.230.018
5.877.911
(1.924.695)
(5.636.228)
3.746.134
5. 9 6 7. 342
2. 0 6 3. 122
33.534.934
(23.809.506)
(324.871)
9.400.557
(15.020.188)
(8.589.605)
(23.609.793)
(44.340.935)
(23.056.816)
44.429.195
216.543
(7.000.000)
69.687.888
3.999.620
(210.822)
(22.752.013)
66.476.686
(7. 38 4. 114)
44. 9 30 . 0 15
(273.153)
(11.816.548)
(12. 0 8 9 . 70 1)
(271.468)
638.894
36 7. 426
(19.473.815)
44.022.581
45.297.441
9.932.692
24. 548 . 76 6
55. 230 . 133
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
O Conselho de Administração
7
ATLÂNTICO EUROPA, SGPS, S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Atlântico Euro pa, S GPS , S . A.
Demo nstração das Alteraçõ es no Capital Pró prio para o perio do findo em 30 de junho de 20 14
(Montantes expressos em Euros)
S aldo s em 31 de dez embro de 20 12
Aplicação dos resultados de 2012:
Transferência para outras reservas
Transferência para resultados transitados
Aumento de capital
Reservas de Reavaliação
Resultado liquido do periodo
S aldo s em 30 de junho de 20 13
Aplicação dos resultados de 2012:
Transferência para outras reservas
Transferência para resultados transitados
Reservas de Reavaliação
Resultado liquido do periodo
Aquisição de interesses que não controlam
S aldo s em 31 de dez embro de 20 13
Aplicação dos resultados de 2013:
Transferência para outras reservas
Transferência para resultados transitados
Reservas de Reavaliação
Resultado liquido do periodo
Aquisição de interesses que não controlam
S aldo s em 30 de junho de 20 14
Capital
Reservas de
reavaliação
Outras
reservas e
resultados
transitados
50 . 0 0 0 . 0 0 0
1. 8 25. 30 8
(4. 332. 50 6 )
459 . 6 34
7. 146
47. 9 59 . 58 2
-
(4.683.638)
-
70.108
389.459
-
(70.108)
(389.526)
2.567.746
758
(67)
(4.683.638)
2.568.504
50 . 0 0 0 . 0 0 0
(2. 8 58 . 330 )
(3. 8 72. 9 39 )
2. 56 7. 746
7. 9 0 4
45. 8 44. 38 1
-
3.831.192
-
-
(958.452)
-
(3.181)
(3.540)
3.831.192
(961.633)
(3.540)
50 . 0 0 0 . 0 0 0
9 72. 8 6 2
(3. 8 72. 9 39 )
1. 6 0 9 . 29 4
1. 18 3
48 . 710 . 40 0
-
3.257.710
-
160.929
1.448.365
(1.782)
(160.929)
(1.448.365)
2.784.650
-
(1.183)
3.257.710
2.784.650
(2.965)
50 . 0 0 0 . 0 0 0
4. 230 . 572
(2. 26 5. 427)
2. 78 4. 6 50
-
54. 749 . 79 5
Resultado
líquido do
período
Interesses que
não controlam
Total
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras.
O Técnico Oficial de Contas
O Conselho de Administração
ATLÂNTICO EUROPA, SGPS, S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
ATLÂNTICO EUROPA, SGPS, S.A.
Notas às Demonstrações Financeiras
em 30 de junho de 2014 em Base
Consolidada
(Montantes em Euros, exceto quando expressamente indicado)
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
1.
Nota Introdutória
A Atlântico Europa, SGPS, S.A. (Sociedade ou Atlântico Europa SGPS ou Grupo) é
uma sociedade anónima, com sede social em Lisboa, constituída em 8 de outubro
de 2008, tendo iniciado a sua atividade em 23 de outubro de 2008.
A Atlântico Europa SGPS tem por objeto exclusivo a gestão de participações sociais
noutras sociedades como forma indireta do exercício de atividades económicas. Em
30 de junho de 2014, a Sociedade detém as seguintes participações diretas:
-
Uma participação de 100% do capital do Banco Privado Atlântico-Europa, S.A.
(Banco ou BPAE). O Banco iniciou a sua atividade em agosto de 2009 e tem por
objeto social o exercício da atividade bancária;
-
Uma participação de 100% do capital da Atlântico Europa Capital, SGPS, S.A..
Esta sociedade foi constituída em 27 de julho de 2009 e tem por objeto social a
gestão de participações sociais noutras sociedades.
Adicionalmente, através do Banco e da Atlântico Europa Capital, SGPS, S.A., o
grupo detém as seguintes participações indiretas:
Soci edade
Banco Privado Atlântico Europa, SA
Atlântico Europa Capital Lux, SARL
Angola Growth SICAV - FIS
Angola Growth Management, SA
Advisory Partners, SARL
Atlantico Asset Management S.à r.l.
Atlantico Investment Strategies Management, S.à r.l.
Atlantico Investment Strategies SCA SICAV - SIF
Atlântico Europa Capital, SGPS, SA
Sede
Parti ci pação
Efeti va ( %)
M étodo de
Con sol i dação
Lisboa
Luxemburgo
Luxemburgo
Luxemburgo
Luxemburgo
Luxemburgo
Luxemburgo
Luxemburgo
Lisboa
100,00%
100,00%
100,00%
100,00%
100,00%
100,00%
100,00%
100,00%
100,00%
Integral
Integral
Integral
Integral
Integral
Integral
Integral
Integral
Integral
A informação adicional sobre as empresas incluídas na consolidação encontra-se
divulgada na Nota 3.
Todos os montantes apresentados neste anexo são apresentados em Euros (com
arredondamento às unidades), salvo se expressamente referido em contrário.
10
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
2.
Políticas Contabilísticas
2.1.
BASES DE APRESENTAÇÃO
As demonstrações financeiras consolidadas em 30 de junho de 2014 foram
preparadas no pressuposto da continuidade das operações, com base nas Normas
Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas na União Europeia, de
acordo com o Regulamento (CE) n.º 1606/2002 do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 19 de julho, e o Decreto-Lei nº 35/2005, de 17 de fevereiro.
2.2.
PRINCÍPIOS DE CONSOLIDAÇÃO
As demonstrações financeiras consolidadas incluem as contas da Atlântico Europa,
SGPS, S.A. e as das entidades por si controladas, direta ou indiretamente (Nota 3)
(“Grupo”).
Ao nível das empresas participadas, são consideradas “filiais” aquelas nas quais a
Sociedade exerce um controlo efetivo sobre a sua gestão corrente de modo a obter
benefícios económicos das suas atividades. Normalmente, o controlo é evidenciado
pela detenção de mais de 50% do capital ou dos direitos de voto.
A consolidação das contas das empresas filiais foi efetuada pelo método da
integração global, tendo sido eliminadas as transações e os saldos significativos
entre as empresas objeto de consolidação. Adicionalmente, quando aplicável, foram
efetuados ajustamentos de consolidação de forma a assegurar a consistência na
aplicação dos princípios contabilísticos do Grupo. O valor correspondente à
participação de terceiros nas empresas filiais que foram consolidadas pelo método
da integração global é apresentado na rubrica “INTERESSES MINORITÁRIOS”.
O lucro consolidado resulta da agregação dos resultados líquidos da Sociedade e
das empresas filiais, na proporção da respetiva participação efetiva, após os
ajustamentos de consolidação, designadamente a eliminação de transações entre
empresas incluídas no perímetro de consolidação.
2.3.
CONVERSÃO DE SALDOS E TRANSAÇÕES EM MOEDA ESTRANGEIRA (IAS 21)
As contas do Grupo são preparadas de acordo com a divisa utilizada no ambiente
económico em que opera (denominada “moeda funcional”), nomeadamente o Euro.
As transações em moeda estrangeira são registadas com base nas taxas de câmbio
indicativas na data da transação. Em cada data de balanço, os ativos e passivos
monetários denominados em moeda estrangeira são convertidos para Euros com
base na taxa de câmbio em vigor.
As diferenças de câmbio apuradas na conversão cambial são refletidas em
resultados do exercício, com exceção das originadas por instrumentos financeiros
não monetários, classificados como disponíveis para venda, que são registadas
numa rubrica específica de capital próprio até à sua alienação.
11
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
2.4.
INSTRUMENTOS FINANCEIROS
a) Aplicações em instituições de crédito, crédito a clientes, valores a receber de
outros devedores e imparidade
Esta categoria de ativos financeiros inclui, essencialmente, o crédito concedido a
clientes e as aplicações em instituições de crédito.
O crédito a clientes abrange os créditos concedidos a clientes e outras operações
de empréstimo tituladas cuja intenção não é a de venda no curto prazo, sendo
registados inicialmente pelo valor contratado.
Posteriormente, o crédito e os outros valores a receber são registados ao custo
amortizado, sendo igualmente submetidos a análises periódicas de imparidade.
As comissões e custos externos imputáveis à contratação das operações
subjacentes aos ativos incluídos nesta categoria, bem como os juros associados aos
créditos concedidos, são periodificados ao longo do período de vigência dos
créditos, segundo o método da taxa de juro efetiva, sendo reconhecidos
independentemente do momento em que são cobrados ou pagos.
Imparidade
O Grupo efetua periodicamente análises de imparidade dos seus ativos financeiros
registados ao custo amortizado, nomeadamente as aplicações em instituições de
crédito e os créditos concedidos a clientes. A identificação de indícios de
imparidade é efetuada de acordo com a natureza dos ativos.
A identificação de indícios de imparidade é efetuada numa base individual
relativamente a ativos financeiros em que o montante de exposição seja
significativo, e numa base coletiva quanto a ativos financeiros homogéneos cujos
saldos devedores não sejam individualmente relevantes.
De acordo com a Norma IAS 39, foram considerados pelo Grupo os seguintes
eventos como sendo indícios de imparidade em ativos financeiros mantidos ao
custo amortizado:

Incumprimento
das
cláusulas
contratuais,
nomeadamente
atrasos
nos
pagamentos de juros ou capital;

Registo de situações de incumprimento no sistema financeiro;

Existência de operações em vigor resultantes de reestruturações de créditos
ou de negociações em curso para reestruturações de crédito;

Dificuldades ao nível da capacidade dos sócios e da gestão, nomeadamente
no que se refere à saída de sócios de referência ou dos principais quadros e
divergências entre os sócios;

Dificuldades financeiras significativas do devedor ou do emissor da dívida;
12
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014

Existência de uma elevada probabilidade de declaração de falência do
devedor ou do emissor da dívida;

Diminuição da posição competitiva do devedor e,

Comportamento histórico das cobranças que permita deduzir que o valor
nominal não será recuperado na totalidade.
Sempre que sejam identificados indícios de imparidade em ativos financeiros
analisados individualmente, a perda por imparidade corresponderá à diferença entre
o valor atual dos fluxos de caixa futuros que se espera receber (valor recuperável),
descontado com base na taxa de juro efetiva original do ativo, e o valor inscrito no
balanço no momento da análise.
O montante de imparidade apurado é reconhecido em custos, na rubrica
“Imparidade de crédito, líquida de reversões e recuperações”, sendo refletido em
balanço separadamente como uma dedução ao valor do crédito a que respeita.
Quando num período subsequente se registe uma diminuição do montante das
perdas por imparidade atribuídas a um evento, o montante previamente
reconhecido é revertido, sendo ajustada a conta de perdas por imparidade. O
montante da reversão é reconhecido diretamente na demonstração dos resultados.
b) Ativos financeiros disponíveis para venda (IAS 39)
Esta rubrica inclui:

Títulos de rendimento fixo que não tenham sido classificados como carteira
de negociação nem como carteira de crédito;

Títulos de rendimento variável disponíveis para venda e,

Suprimentos e prestações suplementares de capital em ativos financeiros
disponíveis para venda.
Os ativos classificados como disponíveis para venda são avaliados ao justo valor,
exceto no caso de instrumentos de capital próprio não cotados num mercado ativo e
cujo justo valor não possa ser mensurado ou estimado de forma fiável, os quais
permanecem registados ao custo, líquido de imparidade.
Os ganhos e perdas resultantes de alterações no justo valor de ativos financeiros
disponíveis para venda são reconhecidos diretamente nos capitais próprios na
rubrica reservas de reavaliação de justo valor, exceto no caso de perdas por
imparidade e de ganhos e perdas cambiais em ativos monetários, até que o ativo
seja vendido, momento em que o ganho ou perda anteriormente reconhecido no
capital próprio é registado em resultados.
Os juros corridos de obrigações e de outros títulos de rendimento fixo e as
diferenças entre o seu custo de aquisição e o valor nominal (prémio ou desconto)
são registados em resultados, de acordo com o método da taxa de juro efetiva.
13
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Os rendimentos de títulos de rendimento variável (dividendos no caso das ações)
são registados em resultados, na data em que são atribuídos ou recebidos. De
acordo com este critério, os dividendos antecipados são registados como proveitos
no exercício em que é deliberada a sua distribuição.
O IAS 39 identifica alguns eventos que considera como evidência objetiva de
imparidade de ativos financeiros disponíveis para venda, nomeadamente:

Dificuldades financeiras significativas do emitente;

Incumprimento contratual do emitente em termos de reembolso de capital ou
pagamento de juros;

Probabilidade de falência do emitente e,

Desaparecimento de um mercado ativo para o ativo financeiro devido a
dificuldades financeiras do emitente.
Para além dos indícios de imparidade relativos a instrumentos de dívida acima
referidos, são ainda considerados os seguintes indícios específicos no que se refere a
instrumentos de capital:

Alterações significativas com impacto adverso na envolvente tecnológica, de
mercado, económica ou legal em que o emitente opera que indiquem que o
custo do investimento pode não ser recuperado na totalidade e,

Um declínio significativo ou prolongado do valor de mercado do ativo
financeiro abaixo do custo de aquisição.
Com referência à data de preparação das demonstrações financeiras, a Sociedade
avalia a existência de situações de evidência objetiva de imparidade que indiquem
que o custo dos investimentos poderá não ser recuperável no médio prazo,
considerando a situação dos mercados e a informação disponível sobre os
emitentes.
Em caso de evidência objetiva de imparidade, a perda acumulada na reserva de
reavaliação de justo valor é removida de capital próprio e reconhecida em
resultados.
As perdas por imparidade registadas em títulos de rendimento fixo são revertidas
através de resultados se houver uma alteração positiva no justo valor do título
resultante de um evento ocorrido após a determinação da imparidade. As perdas por
imparidade relativas a títulos de rendimento variável não podem ser revertidas. No
caso de títulos para os quais tenha sido reconhecida imparidade, posteriores
variações negativas de justo valor são sempre reconhecidas em resultados.
As variações cambiais de ativos não monetários (instrumentos de capital próprio)
classificados na carteira de disponíveis para venda são registadas em reservas de
reavaliação por diferenças cambiais. As variações cambiais dos restantes títulos são
registadas em resultados.
14
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
c) Ativos financeiros detidos até à maturidade (IAS 39)
Esta rubrica inclui ativos financeiros não derivados com pagamentos fixos ou
determináveis e maturidades definidas, que a ATLANTICO Europa tem intenção e
capacidade de deter até à maturidade.
Estes investimentos são valorizados ao custo amortizado, com base no método da
taxa de juro efetiva e sujeitos a testes de imparidade.
As perdas por imparidade reconhecidas em investimentos financeiros detidos até à
maturidade são registadas em resultados do exercício.
Se num período subsequente o montante da perda de imparidade diminui, e essa
diminuição puder ser objetivamente relacionada com um evento que ocorreu após o
reconhecimento da imparidade, esta é revertida por contrapartida de resultados do
exercício.
d) Ativos financeiros ao justo valor através de resultados (IAS 39)
Esta categoria inclui ativos financeiros detidos para negociação, os quais incluem
essencialmente títulos adquiridos com o objetivo de realização de ganhos a partir de
flutuações de curto prazo nos preços de mercado.
Incluem-se também nesta
categoria os instrumentos financeiros derivados, excluindo aqueles que cumpram os
requisitos de contabilidade de cobertura.
Os ativos financeiros classificados nesta categoria são registados ao justo valor,
sendo os ganhos e perdas gerados pela valorização subsequente refletidos em
resultados do exercício, nas rubricas de “Ganhos e perdas em ativos financeiros
avaliados ao justo valor através de resultados”. Os juros são refletidos nas respetivas
rubricas de “Juros e rendimentos similares”.
e) Outros passivos financeiros (IAS 39)
Os passivos financeiros são registados na data de contratação ao respetivo justo
valor, acrescido dos custos diretamente atribuíveis à transação.
Esta categoria inclui recursos de Bancos Centrais, de outras instituições de crédito e
de clientes e passivos incorridos para pagamento de prestações de serviços.
Estes passivos financeiros são valorizados pelo custo amortizado usando o método
da taxa de juro efetiva.
f)
Justo valor (IAS 39)
Conforme acima referido, os ativos financeiros enquadrados nas categorias de
Ativos financeiros ao justo valor através de resultados e Ativos financeiros
disponíveis para venda são registados pelo justo valor.
15
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
O justo valor de um instrumento financeiro é o preço pelo qual uma transação
ordenada de venda de um ativo ou de transferência de um passivo seria
concretizada entre participantes de mercado na data de balanço.
O justo valor dos títulos é determinado com base nos seguintes critérios:

Cotação de fecho na data de balanço, para instrumentos transacionados em
mercados ativos e,

Preços (bid prices) difundidos através de meios de difusão de informação
financeira, nomeadamente a Bloomberg.
O justo valor dos derivados é determinado com base nos seguintes critérios:

Com base em cotações obtidas em mercados ativos;

Com base em modelos que incorporam técnicas de valorização aceites no
mercado, incluindo cash-flows descontados e modelos de valorização de
opções
g) Derivados e contabilidade de cobertura
O Grupo realiza operações com produtos derivados no âmbito da sua atividade,
com o objetivo de satisfazer as necessidades dos seus clientes e de reduzir a sua
exposição a flutuações cambiais, de taxas de juro e de cotações.
Os instrumentos financeiros derivados são registados pelo seu justo valor na data da
sua contratação. Adicionalmente, são refletidos em rubricas extrapatrimoniais pelo
respetivo valor nocional.
Derivados de negociação
São considerados derivados de negociação todos os instrumentos financeiros
derivados que não estejam associados a relações de cobertura eficazes de acordo
com a Norma IAS 39, incluindo:

Derivados contratados para cobertura de risco em ativos ou passivos
registados
ao
justo
valor
através
de
resultados,
tornando
assim
desnecessária a utilização de contabilidade de cobertura;

Derivados contratados para cobertura de risco que não constituem
coberturas eficazes ao abrigo da Norma IAS 39;

Derivados contratados com o objetivo de “trading”;

Derivados embutidos em instrumentos financeiros. Estes instrumentos são
tratados separadamente sempre que os riscos e benefícios económicos do
derivado não estão relacionados com os do instrumento principal e desde
que todo o instrumento não esteja contabilizado ao justo valor através de
resultados.
16
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Os derivados de negociação são registados ao justo valor, sendo os resultados
apurados reconhecidos em proveitos e custos do exercício na rubrica de
“Resultados de ativos e passivos financeiros avaliados ao justo valor através de
resultados”. O justo valor positivo e negativo é registado no Balanço nas rubricas
“Ativos financeiros detidos para negociação” e “Passivos financeiros detidos para
negociação”, respetivamente.
Contabilidade de cobertura
i) Contabilidade de cobertura
A classificação como derivados de cobertura e a utilização do conceito de
contabilidade
de
cobertura,
conforme
abaixo
descrito,
está
sujeita
ao
cumprimento das regras definidas na Norma IAS 39.
Para todas as relações de cobertura, o Banco prepara, no início da operação,
documentação formal que inclui os seguintes aspetos:

Objetivos de gestão de risco e estratégia associada à realização da operação
de cobertura, de acordo com as políticas de cobertura de risco definidas
pelo Banco;

Descrição do (s) risco (s) coberto (s);

Identificação e descrição dos instrumentos financeiros cobertos e de
cobertura;

Método de avaliação da eficácia de cobertura e periodicidade da sua
realização.
ii) Cobertura de justo valor
As variações do justo valor dos derivados que sejam designados e que se
qualifiquem como de cobertura de justo valor são registadas em proveitos e
custos do exercício, bem como as variações de justo valor dos elementos
cobertos. Estas valorizações são refletidas nas rubricas onde se encontram
registados os ativos e passivos. Quando a relação de cobertura deixa de cumprir
com os requisitos definidos na norma, os valores acumulados de variações de
justo valor até à data da descontinuação da cobertura, são amortizados por
resultados pelo período remanescente do item coberto.
iii) Cobertura de fluxos de caixa
As variações de justo valor dos derivados que sejam designados e que se
qualificam para coberturas de fluxos de caixa, são reconhecidas em capitais
próprios na parte efetiva. As variações de justo valor da parcela inefetiva das
relações de cobertura são reconhecidas em custos ou proveitos. Os valores
acumulados em capitais próprios são reclassificados para resultados nos
períodos em que o item coberto afeta resultados.
17
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Quando a relação de cobertura deixa de cumprir os requisitos de contabilidade é
descontinuada prospectivamente, sendo variações de justo valor do derivado
registadas na situação líquida:

diferidas pelo prazo remanescente do elemento coberto; ou

reconhecidas em custos ou proveitos, no caso de o instrumento coberto se
ter extinguido.
No caso da descontinuação de uma relação de cobertura de uma transação
futura, as variações de justo valor do derivado registadas em capitais próprios
mantêm-se aí reconhecidas até que a transação futura seja reconhecida em
resultados.
iv) Efetividade de cobertura
Periodicamente, são efetuados e documentados testes de eficácia das coberturas
através da comparação da variação no justo valor do instrumento de cobertura e
do elemento coberto (na parcela atribuível ao risco coberto). De forma a
possibilitar a utilização da contabilidade de cobertura, de acordo com a Norma
IAS 39, esta relação deverá situar-se num intervalo entre 80% e 125%.
Adicionalmente, são efetuados testes de eficácia prospetivos, de forma a
demonstrar a expectativa da eficácia futura da cobertura.
As valorizações dos elementos cobertos são refletidas nas rubricas onde se
encontram registados esses ativos e passivos.
2.5. OUTROS ATIVOS TANGÍVEIS (IAS 16 E IAS 17)
Encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e
perdas por imparidade acumuladas. Os custos de reparação, manutenção e outras
despesas associadas ao seu uso são reconhecidos como custo do exercício na
rubrica “Gastos gerais administrativos”.
As amortizações são calculadas com base no método das quotas constantes e
registadas em custos do exercício numa base sistemática ao longo do período de
vida útil estimado do bem, o qual corresponde ao período em que se espera que o
ativo esteja disponível para uso, e que ascende em média a:
Anos de vida
útil
Despesas em edifícios arrendados
Mobiliário e material
Máquinas e ferramentas
Equipamento informático
Instalações interiores
Material de transporte
Equipamento de segurança
20
8
5-10
3-4
8-10
4
8-10
18
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Sempre que o valor líquido contabilístico dos ativos tangíveis exceda o seu valor
recuperável, nos termos da Norma IAS 36 – “Imparidade de ativos”, é reconhecida
uma perda por imparidade com reflexo nos resultados do exercício. As perdas por
imparidade podem ser revertidas, também com impacto em resultados do exercício,
caso em períodos seguintes se verifique um aumento do valor recuperável do ativo.
2.6.
ATIVOS INTANGÍVEIS (IAS 38)
Esta rubrica compreende, essencialmente, custos com a aquisição, desenvolvimento
ou preparação para uso de software utilizado no desenvolvimento das atividades do
Grupo. Os ativos intangíveis são registados ao custo de aquisição, deduzido de
amortizações e perdas por imparidade acumuladas.
As amortizações são registadas como custos do exercício numa base sistemática ao
longo da vida útil estimada dos ativos, a qual corresponde em média a um período
de 3 anos.
As despesas com manutenção de software são contabilizadas como custo no
exercício em que são incorridas.
2.7.
IMPOSTOS SOBRE LUCROS (IAS 12)
O total dos impostos sobre lucros registados em resultados engloba os impostos
correntes e os impostos diferidos.
O imposto corrente é calculado com base no resultado fiscal do exercício, o qual
difere do resultado contabilístico devido a ajustamentos ao lucro tributável
resultantes de custos ou proveitos não relevantes para efeitos fiscais, ou que apenas
serão considerados noutros períodos.
Os impostos diferidos correspondem ao impacto no imposto a recuperar / pagar em
períodos futuros resultante de diferenças temporárias dedutíveis ou tributáveis entre
o valor de balanço dos ativos e passivos e a sua base fiscal, utilizada na
determinação do lucro tributável.
Os passivos por impostos diferidos são normalmente registados para todas as
diferenças temporárias tributáveis, enquanto os impostos diferidos ativos só são
registados até ao montante em que seja provável a existência de lucros tributáveis
futuros que permitam a utilização das correspondentes diferenças tributárias
dedutíveis ou dos prejuízos fiscais.
Os impostos diferidos são calculados com base nas taxas de imposto que se
antecipa estarem em vigor à data da reversão das diferenças temporárias, que
correspondem às taxas aprovadas ou substancialmente aprovadas na data de
balanço.
De acordo com o Artigo 14.º da Lei das Finanças Locais, os municípios podem
deliberar uma derrama anual até ao limite máximo de 1,5% sobre o lucro tributável
sujeito e não isento de imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas (IRC).
19
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
A derrama estadual é devida pelos sujeitos passivos que apurem um lucro tributável
superior a 1.500.000 Euros sujeito e não isento de IRC. A taxa da derrama estadual
em 2012 foi fixada em 3% sobre o valor do lucro tributável superior a 1.500.000
Euros e até 10.000.000, e em 5% sobre o lucro tributável que exceda 10.000.000
Euros. Em 2013, a taxa de derrama estadual foi fixada em 3% sobre o valor do lucro
tributável superior a 1.500.000 Euros e até 7.500.000, e em 5% sobre o lucro
tributável que exceda este último valor.
Com a publicação da Lei n.º 55 - A/2010, de 31 de dezembro, o Banco passou a estar
abrangido pelo regime de contribuição sobre o setor bancário. A contribuição sobre
o setor bancário incide sobre:
a) O passivo apurado e aprovado pelos sujeitos passivos, deduzido dos fundos
próprios de base “Tier I” e complementares “Tier II” e dos depósitos abrangidos
pelo Fundo de Garantia de Depósitos. Ao passivo apurado são deduzidos:
Elementos que segundo as normas de contabilidades aplicáveis sejam
-
reconhecidos como capitais próprios;
Passivos associados ao reconhecimento de responsabilidades por planos de
-
benefício definido;
-
Passivos por provisões;
-
Passivos resultantes da reavaliação de instrumentos financeiros derivados;
-
Receitas com rendimento diferido, sem consideração das referentes a
operações passivas e,
Passivos por ativos não desreconhecidos em operações de titularização.
-
b) O valor nocional dos instrumentos financeiros derivados fora do balanço apurado
pelos sujeitos passivos, com exceção dos instrumentos financeiros derivados de
cobertura ou cuja posição em risco se compensa mutuamente.
As taxas aplicáveis às bases de incidência definidas pelas alíneas a) e b) anteriores
são 0,07% e 0,00030%, respetivamente, em função do valor apurado.
Os impostos sobre o rendimento (correntes ou diferidos) são refletidos nos
resultados do exercício, exceto nos casos em que as transações que os originaram
tenham sido refletidas noutras rubricas de capital próprio. Nestes casos, o
correspondente imposto é igualmente refletido por contrapartida de capital próprio,
não afetando o resultado do exercício.
2.8.
BENEFÍCIOS A EMPREGADOS (IAS 19)
As responsabilidades com benefícios a empregados são reconhecidas de acordo
com os princípios estabelecidos pela Norma IAS 19 – Benefícios dos Trabalhadores.
A Sociedade e as suas participadas não subscreveram o Acordo Coletivo de
Trabalho em vigor para o setor bancário, estando os seus colaboradores abrangidos
pelo Regime Geral de Segurança Social. Por esse motivo, em 30 de junho de 2014, o
Grupo não tem qualquer responsabilidade por pensões, complementos de reforma
ou outros benefícios de longo prazo a atribuir aos seus empregados.
20
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Os benefícios de curto prazo, incluindo prémios de produtividade pagos aos
colaboradores pelo seu desempenho, são refletidos em “Custos com pessoal” no
período a que respeitam, de acordo com o princípio da especialização dos
exercícios.
2.9.
PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES
Uma provisão é constituída quando existe uma obrigação presente (legal ou
construtiva) resultante de eventos passados onde seja provável o futuro dispêndio
de recursos e este possa ser determinado com fiabilidade. O montante da provisão
corresponde à melhor estimativa do valor a desembolsar para liquidar a
responsabilidade na data de balanço.
Caso não seja provável o futuro dispêndio de recursos, trata-se de um passivo
contingente. Os passivos contingentes são objeto de divulgação, a menos que a
possibilidade da sua concretização seja remota.
As provisões são desreconhecidas quando utilizadas ou quando a obrigação deixa
de se observar.
2.10. RECONHECIMENTO DE PROVEITOS E CUSTOS
Os
custos
e
proveitos
são
reconhecidos
no
exercício
a
que
respeitam,
independentemente do momento do seu pagamento ou recebimento, de acordo
com o princípio contabilístico da especialização de exercícios.
Os juros são reconhecidos com base no método da taxa de juro efetiva, que permite
calcular o custo amortizado e repartir os juros ao longo do período das operações. A
taxa de juro efetiva é aquela que, sendo utilizada para descontar os fluxos de caixa
futuros estimados associados ao instrumento financeiro, permite igualar o seu valor
atual ao valor do instrumento financeiro na data do reconhecimento inicial.
2.11.
COMISSÕES
As comissões recebidas relativas a operações de crédito e outros instrumentos
financeiros, nomeadamente comissões cobradas na originação das operações, são
reconhecidas como proveitos ao longo do período da operação pelo método da taxa
de juro efetiva.
As comissões por serviços prestados são normalmente reconhecidas como proveito
ao longo do período de prestação do serviço ou de uma só vez, se resultarem da
execução de atos únicos.
21
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
2.12.
OUTROS RENDIMENTOS E RECEITAS OPERACIONAIS
Os rendimentos e receitas operacionais incluem, essencialmente, serviços prestados,
nomeadamente,
de
apoio
na
estruturação
e
montagem
de
operações
de
financiamento em regime de subcontratação.
Os rendimentos associados a estes serviços são reconhecidos na demonstração dos
resultados na rubrica “Outros resultados de exploração” ao longo do período da
prestação do serviço ou, de uma só vez, caso se tratem de atos únicos.
2.13. VALORES RECEBIDOS EM DEPÓSITO
Os valores recebidos em depósito, nomeadamente dos clientes, encontram-se
registados ao justo valor em rubricas extrapatrimoniais.
2.14. CAIXA E SEUS EQUIVALENTES
Para efeitos da preparação da demonstração dos fluxos de caixa, a Sociedade
considera como “Caixa e seus equivalentes” o total das rubricas “Caixa e
disponibilidades em Bancos Centrais” e “Disponibilidades em outras instituições de
crédito”.
2.15. ESTIMATIVAS CONTABILÍSTICAS
CRÍTICAS E ASPETOS JULGAMENTAIS MAIS RELEVANTES NA
APLICAÇÃO DAS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
Na aplicação das políticas contabilísticas acima descritas, foi necessária a realização
de estimativas pelo Conselho de Administração do Grupo. As estimativas com maior
impacto
nas
demonstrações
financeiras
consolidadas
incluem
as
abaixo
apresentadas.
As
normas
contabilísticas
possibilitam,
em
algumas
situações,
tratamentos
contabilísticos alternativos e os resultados reportados poderiam ser diferentes caso
fossem adotados tratamentos distintos. É convicção do Conselho de Administração
que os critérios adotados são os mais apropriados e as demonstrações financeiras
apresentam de forma adequada a posição financeira do Banco em todos os aspetos
materialmente relevantes.
DETERMINAÇÃO DE IMPOSTOS SOBRE LUCROS
Os impostos sobre os lucros (correntes e diferidos) são determinados pela
Sociedade com base nas regras definidas pelo enquadramento fiscal em vigor. No
entanto, em algumas situações a legislação fiscal pode não ser suficientemente clara
e objetiva e originar a existência de diferentes interpretações. Nestes casos, os
valores registados resultam do melhor entendimento dos órgãos responsáveis da
Sociedade sobre o correto enquadramento das suas operações, o qual é no entanto
suscetível de ser questionado pelas Autoridades Fiscais.
22
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Adicionalmente, o registo de ativos por impostos diferidos é efetuado tendo por
base projeções de resultados futuros elaboradas pelo Conselho de Administração do
Grupo. No entanto, os resultados reais poderão divergir dos estimados.
DETERMINAÇÃO DE PERDAS POR IMPARIDADE EM ATIVOS FINANCEIROS
No que respeita às provisões para crédito a clientes, contas a receber e garantias e
avales prestados, a Sociedade cumpre os limites mínimos definidos pelo Banco de
Portugal. No entanto, sempre que considerado necessário, estas provisões são
complementadas de forma a refletir a estimativa do Banco sobre o risco de
incobrabilidade associado aos clientes.
Esta avaliação é efetuada de forma casuística pela Sociedade com base no
conhecimento específico da realidade dos seus clientes e nas garantias associadas às
operações em questão.
2.16. ADOÇÃO DE NOVAS NORMAS (IAS/IFRS) OU REVISÃO DE NORMAS JÁ EMITIDAS
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões aprovadas pela União
Europeia e com aplicação obrigatória nos exercícios económicos iniciados em ou
após 1 de janeiro de 2013, foram adotadas pela primeira vez no exercício findo em 31
de dezembro de 2013:
IFRS 13 – MENSURAÇÃO AO JUSTO VALOR - A IFRS 13 proporciona uma fonte de
orientação acerca da mensuração do justo valor, substituindo disposições que se
encontravam dispersas em várias IFRS. Define justo valor como o preço pelo qual
uma transação ordenada de venda de um ativo ou de transferência de um passivo
seria concretizada entre participantes de mercado na data de balanço. A norma foi
aplicada prospectivamente pelo Banco, não tendo a sua aplicação impactos
significativos na mensuração dos seus ativos e passivos.
IAS 1 – APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (APRESENTAÇÃO
DOS ITEMS DO OUTRO RENDIMENTO INTEGRAL) - As alterações à IAS 1 apenas
tiveram impacto na apresentação da Demonstração do Rendimento Integral,
separando os itens que poderão vir a ser reclassificados para a demonstração dos
resultados e os itens que não irão ser reclassificados para a demonstração dos
resultados.
IAS 12 – EMENDA (RECUPERAÇÃO DE ATIVOS POR IMPOSTOS DIFERIDOS) - Esta
emenda fornece uma presunção de que a recuperação de propriedades de
investimento mensuradas ao justo valor de acordo com a IAS 40 será realizada
através da venda. A norma é aplicável nos exercícios económicos iniciados em ou
após 1 de janeiro de 2013.
IAS 19 – EMENDA (PLANOS DE PENSÕES DE BENEFÍCIOS DEFINIDOS) (2011) Esta emenda vem introduzir algumas alterações relacionadas com o relato sobre os
planos de benefícios definidos, nomeadamente: (i) os ganhos/perdas atuariais
passam a ser reconhecidos na totalidade em reservas (deixa de ser permitido o
método do “corredor”); (ii) passa a ser aplicada uma única taxa de juro à
responsabilidade e aos ativos do plano. A diferença entre o retorno real dos ativos
do fundo e a taxa de juro única é registada como ganhos/perdas atuariais; (iii) os
23
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
gastos registados em resultados correspondem apenas ao custo do serviço corrente
e aos gastos líquidos com juros. A norma é aplicável nos exercícios económicos
iniciados em ou após 1 de janeiro de 2013.
IFRS 7 – EMENDA (2011) - Esta emenda vem exigir divulgações adicionais ao nível de
instrumentos
financeiros,
nomeadamente
informações
relativamente
àqueles
sujeitos a acordos de compensação e similares. A norma é aplicável nos exercícios
económicos iniciados em ou após 1 de janeiro de 2013.
As alterações às normas acima referidas não tiveram impactos significativos nas
demonstrações financeiras apresentadas.
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória
em exercícios económicos futuros, foram, até à data de aprovação destas
demonstrações financeiras, adotadas pela União Europeia:
IFRS 10 – DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS - Esta norma vem
estabelecer os requisitos relativos à apresentação de demonstrações financeiras
consolidadas por parte da empresa-mãe, substituindo, quanto a estes aspetos, a
norma IAS 27 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas e a SIC 12 –
Consolidação – Entidades com Finalidade Especial. Esta norma introduz um novo
efeito de controlo que implica a avaliação do poder, da exposição à variabilidade
nos retornos e a ligação entre ambos. Um investidor controla uma investida quando
esteja exposto (ou tenha direitos) à variabilidade nos retornos provenientes do seu
envolvimento com a investida e possa apoderar-se dos mesmos através do poder
detido sobre a investida (controlo de facto). A norma é aplicável nos exercícios
económicos iniciados em ou após 1 de janeiro de 2014.
IFRS
11
–
ACORDOS
CONJUNTOS
-
Esta
norma
substitui
a
IAS
31
–
Empreendimentos Conjuntos e a SIC 13 – Entidades Controladas Conjuntamente –
Contribuições Não Monetárias por Empreendedores e vem eliminar a possibilidade
de utilização do método de consolidação proporcional na contabilização de
interesses em empreendimentos conjuntos. A norma é aplicável nos exercícios
económicos iniciados em ou após 1 de janeiro de 2014.
IFRS 12 – DIVULGAÇÕES SOBRE PARTICIPAÇÕES NOUTRAS ENTIDADES - Esta
norma vem estabelecer um novo conjunto de divulgações relativas a participações
em subsidiárias, acordos conjuntos, associadas e entidades não consolidadas. A
norma é aplicável nos exercícios económicos iniciados em ou após 1 de janeiro de
2014.
IAS 27 – DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS SEPARADAS (2011) - Esta emenda vem
restringir o âmbito de aplicação da IAS 27 às demonstrações financeiras separadas.
A norma é aplicável nos exercícios económicos iniciados em ou após 1 de janeiro de
2014.
IAS 28 – INVESTIMENTOS EM ASSOCIADAS E ENTIDADES CONJUNTAMENTE
CONTROLADAS (2011) - Esta emenda vem garantir a consistência entre a IAS 28 –
Investimentos em Associadas e as novas normas adotadas, em particular a IFRS 11 –
Acordos Conjuntos. A norma é aplicável nos exercícios económicos iniciados em ou
após 1 de janeiro de 2014.
24
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
IAS 32 – EMENDA (2011) - Esta emenda vem clarificar determinados aspetos da
norma devido à diversidade na aplicação dos requisitos de compensação. A norma é
aplicável nos exercícios económicos iniciados em ou após 1 de janeiro de 2014.
A Sociedade não procedeu à aplicação antecipada de qualquer destas normas ou
interpretações nas demonstrações financeiras consolidadas do exercício findo em 31
de dezembro de 2013.
Adicionalmente, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, foram
ainda emitidas as seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, com
aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros, as quais não foram ainda
adotadas pela União Europeia:
IFRS 9 – Instrumentos financeiros (emitida em 2009 e alterada em 2010 e 2013) - A
IFRS 9 (2009) introduziu novos requisitos para a classificação e mensuração de
ativos financeiros. A IFRS 9 (2010) introduziu requisitos adicionais relacionados com
passivos financeiros. A IFRS 9 (2013) introduziu a metodologia da cobertura. O IASB
tem presentemente um projeto em curso para proceder a alterações limitadas à
classificação e mensuração contidas na IFRS 9 e novos requisitos para lidar com a
imparidade de ativos financeiros.
Os requisitos da IFRS 9 (2009) representam uma mudança significativa dos atuais
requisitos previstos na IAS 39, no que respeita aos ativos financeiros. A norma
contém duas categorias primárias de mensuração de ativos financeiros: custo
amortizado e justo valor.
A IFRS 9 (2010) introduz um novo requisito aplicável a passivos financeiros
designados ao justo valor, por opção, passando a impor a separação da
componente de alteração de justo valor que seja atribuível ao risco de crédito da
entidade e a sua apresentação em Outro Rendimento Integral, ao invés de
resultados.
A IFRS 9 (2013) introduziu novos requisitos para a contabilidade de cobertura que
alinha esta de forma mais próxima com a gestão de risco.
A data em que a IFRS 9 se torna efetiva não se encontra ainda estabelecida mas
será determinada quando as fases em curso ficarem finalizadas.
Apesar de não se encontrar ainda disponível uma avaliação do impacto da adoção
das normas e interpretações acima referidas na preparação das demonstrações
financeiras do Grupo, o Conselho de Administração entende que a sua aplicação não
produzirá um impacto materialmente relevante para as mesmas.
25
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
3.
Empresas do Grupo
Em junho de 2014, os principais dados sobre a atividade da Sociedade e das suas
subsidiárias, bem como o método de consolidação utilizado, na preparação das
demonstrações financeiras consolidadas, podem ser resumidos como segue:
Participação
efetiva (%)
Método de
consolidação
Lisboa
-
Integral
Lisboa
100%
Integral
SGPS
Lisboa
100%
Integral
Atlântico Europa Capital Lux S.à.r.l.
SGPS
Luxemburgo
100%
Integral
Advisory Partner S.à.r.l.
Serviços Financeiros Luxemburgo
100%
Integral
Angola Growth S.C.A., SICAV-FIS
Fundo
Luxemburgo
100%
Integral
Angola Growth Management S.A.
SGPS
Luxemburgo
100%
Integral
Atlantico Asset Management S.à r.l.
SGPS
Luxemburgo
100%
Integral
Atlantico Investment Strategies Management, S.à r.l. SGPS
Luxemburgo
100%
Integral
Atlantico Investment Strategies SCA SICAV - SIF
Luxemburgo
100%
Integral
Sociedade
Atividade
Sede
Atlântico Europa, SGPS, S.A.
SGPS
Banco Privado Atlântico Europa, S.A.
Banco
Atlântico Europa Capital, SGPS, S.A.
Fundo
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro 2013, os dados financeiros mais
significativos retirados das respetivas demonstrações financeiras individuais das
empresas incluídas na consolidação, podem ser resumidos da seguinte forma:
30 jun. 2014
Sociedade
Ativo
Situação
Resultado
líquido
líquida
líquido
Atlântico Europa, SGPS, S.A.
50.077.936
49.602.455
Banco Privado Atlântico Europa, S.A.
414.721.250
56.185.191
( 30.239)
2.871.625
Atlântico Europa Capital, SGPS, S.A.
24.139
24.034
( 10.065)
Atlântico Europa Capital Lux S.à.r.l.
418.315
921.581
( 46.672)
31 d e z. 2013
Sociedade
Ativo
Situação
Resultado
líquido
líquida
líquido
Atlântico Europa, SGPS, S.A.
50.077.436
49.602.455
(86.424)
Banco Privado Atlântico Europa, S.A.
427.300.011
50.084.978
2.188.543
52.732
24.034
(6.923)
355.352
(732.876)
(755.730)
7.903
(722)
(32.790)
Angola Growth S.C.A., SICAV-FIS
73.939
31.537
(64.576)
Angola Growth Management S.A.
33.922
12.491
(34.202)
Atlantico Asset Management S.à r.l.
75.424
71.100
(53.900)
Atlântico Europa Capital, SGPS, S.A.
Atlântico Europa Capital Lux S.à.r.l.
Advisory Partner S.à.r.l.
Atlantico Investment Strategies Management, S.à r.l.
49.122
45.527
(4.473)
Atlantico Investment Strategies SCA SICAV - SIF
41.535
(3.144)
(53.144)
26
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.
NOTAS
4.1.
CAIXA E DISPONIBILIDADES EM BANCOS CENTRAIS
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tem a seguinte
composição:
Caixa
Depósitos à ordem no Banco de Portugal
30 jun. 14
31 d e z. 13
167.924
181.652
5.290.853
11.970.226
5.4 58.777
12.151.878
A rubrica DEPÓSITOS À ORDEM NO BANCO DE PORTUGAL inclui os depósitos
constituídos para satisfazer as exigências do Sistema de Reservas Mínimas do
Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC).
4.2.
DISPONIBILIDADES EM OUTRAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro 2013, esta rubrica tem a seguinte
composição:
30 jun. 14
31 d e z. 13
13.362.892
10.504.297
22.522
16.676
13.385.4 14
10.52 0.97 3
5.704.575
21.349.730
5.7 04 .57 5
2 1.34 9.7 30
19.089.989
31.87 0.7 03
Disp onib ilid ad e s sob re I nstituiçõe s d e cré d ito
no P ais
Depósitos à ordem
Outras disponibilidades
Disp onib ilid ad e s sob re I nstituiçõe s d e cré d ito
no e strang e iro
Depósitos à ordem
27
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.3.
ATIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS DETIDOS PARA NEGOCIAÇÃO
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, as rubricas de ATIVOS
FINANCEIROS DETIDOS PARA NEGOCIAÇÃO E PASSIVOS FINANCEIROS DETIDOS PARA
NEGOCIAÇÃO
respeitam
à
reavaliação
positiva
e
negativa
dos
derivados,
respetivamente.
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, as operações acima referidas
encontram-se valorizadas de acordo com os critérios descritos na Nota 2.3. g).
Naquelas datas, o montante nocional e o valor contabilístico dos instrumentos
financeiros derivados apresentam a seguinte desagregação:
30 jun. 14
Montante
nocional
(1)
31 d e z. 13
Valor d e b alanço
Ativ os
Valor d e b alanço
Montante
Passiv os
nocional
(1)
Ativ os
Passiv os
Mercado de balcão (OTC)
. Swaps de divisas
95.132.115
49.853
(161.208)
52.228.954
44.642
(194.680)
1.194.481
6.451
(5.468)
-
-
-
. Operações cambiais a prazo
. Opções cambiais
- Compradas
- Vendidas (2)
. Opções cotações
- Compradas
- Vendidas
9.441.743
97.427
-
4.417.732
33.038
-
13.775.370
-
(95.639)
4.252.732
-
(31.192)
1.391.126
1.391.126
9.042
-
(9.042)
-
-
-
25.999.365
106.469
(104.681)
8.670.464
33.038
(31.192)
162 .7 7 3 ( 2 7 1.357 )
60.899.4 18
12 2 .32 5.961
(1)
No caso dos swaps e forwards só foram considerados os valores activos.
(2)
Correspondente a derivados embutidos.
7 7 .680 ( 2 2 5.87 2 )
A distribuição dos nocionais das operações com instrumentos financeiros derivados
em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013 por prazos residuais apresenta o
seguinte detalhe:
30 jun. 14
31 d e z. 13
> 3 me se s > 6 me se s
<= 3 me se s
<= 6 me se s <= 1 ano
>= 1 ano
Total
> 3 me se s > 6 me se s
<= 3 me se s
<= 6 me se s <= 1 ano
Total
Mercado de balcão (OTC)
. Swaps de divisas
94.882.115
-
-
250.000
95.132.115
50.828.954
1.400.000
-
52.228.954
. Operações cambiais a prazo
1.194.481
-
-
-
1.194.481
-
-
-
-
. Opções cambiais
- Compradas
- Vendidas
16.474
2.196.516
5.398.325
7.551.910
-
4.026.944
4.026.944
9.441.743
13.775.370
-
-
4.417.732
4.252.732
4.417.732
4.252.732
2 .2 12 .990 12 .950.2 35
98.2 89.586 12 .950.2 35
1.391.126
1.391.126
2 .7 82 .2 52
2 .7 82 .2 52
1.391.126
1.391.126
8.053.888 2 5.999.365
8.303.888 12 2 .32 5.961 50.82 8.954
1.4 00.000
. Opções cotações
- Compradas
- Vendidas
8.67 0.4 64 8.67 0.4 64
8.67 0.4 64 60.899.4 18
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, todas as operações com
instrumentos
financeiros
derivados
foram
contratualizadas
com
instituições
financeiras, com exceção dos derivados embutidos.
28
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.4.
ATIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA
Em 30 de junho de 2014 esta rubrica tem a seguinte composição:
I nstrume ntos d e Div id a
Obrigações de emissores publicos nacionais
Obrigações de emissores publicos estrangeiros
Obrigações e papel comercial de outros
emissores nacionais
Divida não subordinada
Obrigações de outros emissores estrangeiros
Divida não subordinada
Reserva de
j u sto val or
n egati va
Ju ros
21.163.060
139.620.710
246.265
735.248
21.806.210
144.754.434
427.008
4.617.626
(22.734)
(24.825)
23.164.916
184.647
23.417.940
112.029
(25.182)
33.003.093
710.018
34.531.148
1.141.405
(23.292)
1.87 6.17 8 224 .509.7 32
6.298.068
( 96.033)
216.951.7 7 9
Val or de
bal an ço
Reserva de
j u sto val or
posi ti va
Val or de
aqu i si ção
Em 31 de dezembro de 2013 esta rubrica tem a seguinte composição:
I nstrume ntos d e Div id a
Obrigações de emissores publicos nacionais
Obrigações de emissores publicos estrangeiros
Obrigações e papel comercial de outros
emissores nacionais
Divida não subordinada
Obrigações de outros emissores estrangeiros
Divida não subordinada
Val or de
bal an ço
Reserva de
j u sto val or
posi ti va
Reserva de
j u sto val or
n egati va
Val or de
aqu i si ção
Ju ros
91.400
155.247.250
759
1.001.539
101.609
157.486.540
2.714
1.755.679
(129.697)
33.173.546
249.037
33.486.407
131.585
-
16.721.000
429.634
16.941.084
78.008
(89.449)
205.233.196 1.680.969 208.015.64 0
1.967 .986
( 219.14 6)
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, de acordo com a análise
efetuada pelo Banco, não foram identificados títulos com imparidade.
29
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.5. APLICAÇÕES EM INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tem a seguinte
composição:
30 jun. 14
31 d e z. 13
46.297.029
86.107.790
4.204
3.952
4 6.301.2 33
86.111.7 4 2
6.592.545
157.899
4.744
365.555
109.062
174
6.7 55.188
4 7 4 .7 91
( 39.4 7 5)
( 30.87 6)
6.7 15.7 13
4 4 3.915
53.016.94 6
86.555.657
Ap licaçõe s e m outras I nstituiçõe s d e cré d ito
no p aís
Aplicações a curto prazo
Juros a receber
Ap licaçõe s e m outras I nstituiçõe s d e cré d ito
no e strang e iro
Aplicações a curto prazo
Outras aplicações
Juros a receber
I mp arid ad e s p ara risco p aís ( Nota 3.15)
As APLICAÇÕES EM OUTRAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO (excluindo juros a
receber), em vigor em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013,
apresentavam um prazo de vencimento residual com a seguinte estrutura:
Até três meses
De três a seis meses
30 jun. 14
31 d e z. 13
47.077.725
5.969.748
85.882.407
700.000
53.04 7.4 73
86.582.4 07
Em 30 de junho de 2014 o saldo desta rubrica diz respeito a aplicações em Euros,
em Dólares Norte Americanos e em Libras Esterlinas. Estas aplicações apresentam
uma taxa de remuneração média de 0,74% e de 0,44%, em 30 de junho de 2014 e 31
de dezembro de 2013, respectivamente.
30
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.6.
CRÉDITO A CLIENTES
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tem a seguinte
composição:
30 jun. 14
31 d e z. 13
1.926.667
17.588.165
17.828.184
6.342.865
10.607
4.562.908
16.325.914
17.414.235
223
9.001
20.991
510.000
643.702
203.933
24.849
3
510.000
858.836
19.436
46.891.174
10
526
112.987
26.083.338
1.000.000
1.844
(520)
5.403
4.810.094
3.687.149
86.684
32.286
6.635.355
469.410
80.226
56.719
102.982
100.637 .7 2 2
7 4 .2 18.4 64
C ré d ito não titulad o
Interno
Empresas
Desconto e outros créditos titulados por efeitos
Empréstimos
Contas correntes caucionadas
Descobertos em depósitos à ordem
Cartões de crédito
Particulares
Descobertos em depósitos à ordem
Contas correntes caucionadas
Empréstimos
Crédito habitação
Cartões de crédito
Ao Exterior
Empresas
Desconto e outros créditos titulados por efeitos
Empréstimos
Contas correntes caucionadas
Descobertos em depósitos à ordem
Cartões de crédito
Particulares
Descobertos em depósitos à ordem
Empréstimos
Crédito habitação
Cartões de crédito
C ré d itos e juros v e ncid os
Juros e comissõe s associad as ao custo amortizad o
Juros a receber
Comissões a receber
Receitas com rendimento diferido
I mp arid ad e s ( Nota 4 .14 )
Para crédito e juros vencidos
Para risco país
Para riscos gerais de crédito
1.311.177
16.191
(820.391)
932.003
47.172
(460.101)
506.97 7
519.07 4
(8.711)
(921.791)
(1.679.250)
( 2 .609.7 52 )
(37.378)
(691.395)
(791.989)
( 1.52 0.7 62 )
98.534 .94 7
7 3.2 16.7 7 6
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, cerca de 25.567 mEuros e
17.316 mEuros de créditos concedidos a clientes, respetivamente, encontravam-se
colaterizados com penhores de depósitos a prazo.
31
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Em 30 de junho de 2014, a rubrica de CRÉDITO E JUROS VENCIDOS apresentava a
seguinte antiguidade:
30 jun. 14
Crédito
Antiguidade do vencido
Até 30 dias
Vencido
Vincendo
Total
Provisão
associada ao
vencido
4.519
438.727
443.246
127
De 30 a 60 dias
17.863
-
17.863
185
De 61 a 180 dias
33.017
429.375
462.392
7.374
De 181 a 365 dias
1.320
510.000
511.320
1.025
56 . 719
1. 378 . 10 2
1. 434. 8 21
8 . 711
Em 31 de dezembro de 2013, a rubrica de CRÉDITO E JUROS VENCIDOS apresentava a
seguinte antiguidade:
31 dez . 14
Crédito
Antiguidade do vencido
Até 30 dias
Vencido
Vincendo
Total
Provisão
associada ao
vencido
31.538
991.424
1.022.962
315
De 30 a 60 dias
30.764
985.565
1.016.329
19.452
De 61 a 180 dias
25.560
365
25.925
6.259
De 181 a 365 dias
15.120
-
15.120
11.352
10 2. 9 8 2
1. 9 77. 354
2. 0 8 0 . 336
37. 378
O movimento ocorrido nas provisões e nas imparidades no primeiro semestre de
2014 e no exercício de 2013 é apresentado na Nota 4.14.
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, os 5 maiores clientes
representavam cerca de 55% e 48% da totalidade da carteira de crédito,
respetivamente.
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, os prazos residuais de
vencimento do CRÉDITO A CLIENTES (excluindo crédito e juros vencidos, juros e
comissões associadas ao custo amortizado) apresentam a seguinte estrutura:
Até três meses
De três meses a um ano
De um ano a cinco anos
Mais de cinco anos
30 jun. 14
31 d e z. 13
36.260.352
7.242.048
13.306.332
43.772.271
21.982.034
14.895.136
6.073.867
31.164.445
100.581.003
7 4 .115.4 82
32
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
A composição da carteira de CRÉDITO A CLIENTES, em 30 de junho de 2014 e 31 de
dezembro de 2013, por setores de atividade é a seguinte:
30 jun. 14
Crédito sobre Clientes
Valor
R esidentes
Particulares
Construção
Atividades imobiliárias
Comércio por Grosso e a Retalho; Reparação de Veículos
Automóveis e Motociclos
Atividades de Informação e de Comunicação
Atividades de Saúde Humana e Apoio Social
Atividade Financeiras e de Seguros
Atividades Administrativas e dos Serviços de Apoio
Indústrias transformadoras
Atividade de arquitetura
Produção e distribuição de electricidade, gás e água
Atividades de Consultoria, Científicas, Técnicas e Similares
Transportes e Armazenagem
Não R esidentes
Particulares
Atividades imobiliárias
Atividade de Consultoria, Científicas, Técnicas e Similares
Comércio por Grosso e a Retalho; Reparação de Veículos
Automóveis e Motociclos
Construção
Atividades Financeiras e de Seguros
To tal Crédito
Crédito Vencido
1
Total
Garantias Prestadas
%
Valor
%
1.403.475
11.795.319
11.501.797
940
-
1.404.415
11.795.319
11.501.797
1,4
11,7
11,4
991.253
12.061.392
6,9
84,5
7.048.972
6.711.756
2.900.000
1.547.668
610.717
566.532
456.114
261.490
211.554
84.569
1.639
-
7.048.972
6.711.756
2.900.000
1.547.668
610.717
566.532
456.114
261.490
213.193
84.569
7,0
6,7
2,9
1,5
0,6
0,6
0,5
0,3
0,2
0,1
14.400
51.027
570.808
-
0,1
0,4
4,0
-
8.589.330
2.196.515
8.300.039
54.140
-
8.643.470
2.196.515
8.300.039
8,6
2,2
8,2
-
-
12.594.659
10
23.800.487
-
12.594.659
10
23.800.487
12,5
0,0
23,6
585.736
4,1
56 . 719 10 0 . 6 37. 722
10 0 , 0
14. 274. 6 16
10 0 , 0
10 0 . 58 1. 0 0 3
1) Exclui juros a receber e comissões associadas ao custo amortizado.
31 dez . 13
Valor
R esidentes
Particulares
Atividades imobiliárias
Comércio por Grosso e a Retalho; Reparação de Veículos
Automóveis e Motociclos
Construção
Atividades de Informação e de Comunicação
Atividade de Consultoria, Científicas, Técnicas e Similares
Indústrias transformadoras
Atividades de Saúde Humana e Apoio Social
Atividades Administrativas e dos Serviços de Apoio
Atividade Financeiras e de Seguros
Agricultura, Produção Animal, Caça, Floresta e Pesca
Produção e distribuição de electricidade, gás e água
Não R esidentes
Particulares
Atividades imobiliárias
Atividade de Consultoria, Científicas, Técnicas e Similares
Atividade Financeiras e de Seguros
Comércio por Grosso e a Retalho; Reparação de Veículos
Automóveis e Motociclos
Indústrias transformadoras
Construção
Atividades de Informação e de Comunicação
Atividades Administrativas e dos Serviços de Apoio
Atividades de Saúde Humana e Apoio Social
To tal Crédito
Crédito sobre Clientes
Crédito Vencido
1
Total
%
Garantias Prestadas
Valor
%
1.388.286
9.214.576
42.796
-
1.431.082
9.214.576
1,9
12,4
-
-
8.234.819
10.151.548
6.400.000
1.739.511
80.000
200.000
238.294
1.690.977
362.555
31.538
-
8.266.357
10.151.548
6.400.000
1.739.511
80.000
200.000
238.294
1.690.977
362.555
11,1
13,7
8,6
2,3
0,1
0,3
0,3
2,3
0,5
2.731.280
-
60,0
-
7.217.276
17.783.339
8.300.281
1.000.000
28.648
-
7.245.924
17.783.339
8.300.281
1.000.000
9,8
24,0
11,2
1,3
631.756
31.347
-
13,9
0,7
-
114.020
10 2. 9 8 2 74. 218 . 46 4
0,2
10 0 , 0
535.066
608.875
14.400
4. 552. 724
11,8
13,4
0,3
10 0 , 0
114.020
74. 115. 48 2
33
ATLÂNTICO EUROPA, SGPS, S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.7.
OUTROS ATIVOS TANGÍVEIS
O movimento ocorrido na rubrica de OUTROS ATIVOS TANGÍVEIS durante o primeiro semestre de 2014 foi o seguinte:
Valor bruto
Saldo em
31 dez. 13
Imóveis
Despesas em edifícios arrendados
Equipamento
Mobiliário e material
Máquinas e ferramentas
Equipamento informático
Instalações interiores
Material de transporte
Equipamento de segurança
Outro Equipamento
Ativos tangíveis em curso
Aquisições
Amortizações
Alienações e Transferênabates
cias
Saldo em
30 jun. 14
Valor LÍquido
Saldo em Amortiza- Alienações Transferên- Saldo em
31 dez. 13 ções do e abates
cias
30 jun. 14
período
Saldo em
31 dez. 13
Saldo em
30 jun. 14
4.079.275
2.517
-
(40.000)
4.041.792
262.375
101.824
-
(2.084)
362.115
3.816.900
3.679.677
936.545
82.166
27.326
31.713
125.000
96.968
1.289
22.004
588
63.122
-
-
40.000
-
998.549
82.754
90.448
31.713
125.000
96.968
1.289
343.202
16.795
9.515
7.772
59.895
10.358
169
56.902
4.684
9.998
1.748
15.626
4.991
111
-
2.084
-
402.188
21.479
19.513
9.520
75.521
15.349
280
593.343
65.371
17.811
23.941
65.105
86.610
1.120
596.361
61.275
70.935
22.193
49.479
81.619
1.009
1.301.007
85.714
-
40.000
1.426.721
447.706
94.060
-
2.084
543.850
853.301
882.871
5.380.282
88.231
-
-
5.468.513
710.081
195.884
-
-
905.965
4.670.201
4.562.548
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
5.468.513
710.081
195.884
-
-
905.965
4.670.201
4.562.548
5.380.282
88.231
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
O movimento ocorrido na rubrica de OUTROS ATIVOS TANGÍVEIS durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2013 foi o seguinte:
Valor bruto
Saldo em
31 dez. 12
Imóveis
Despesas em edifícios arrendados
Equipamento
Mobiliário e material
Máquinas e ferramentas
Equipamento informático
Instalações interiores
Material de transporte
Equipamento de segurança
Outro Equipamento
Ativos tangíveis em curso
Aquisições
Amortizações
Alienações e Transferênabates
cias
Saldo em
31 dez. 13
Valor LÍquido
Saldo em Amortiza- Alienações Transferên- Saldo em
31 dez. 12 ções do e abates
cias
31 dez. 13
período
Saldo em
31 dez. 12
Saldo em
31 dez. 13
3.893.020
420.702
(234.447)
-
4.079.275
295.424
201.398
(234.447)
-
262.375
3.597.596
3.816.900
875.072
81.070
5.094
13.023
266.355
28.682
-
73.733
1.096
22.232
14.928
71.237
1.289
(12.260)
(141.355)
(3.468)
-
3.762
517
-
936.545
82.166
27.326
31.713
125.000
96.968
1.289
239.792
7.786
4.378
4.613
137.607
5.923
-
105.308
9.009
5.137
3.159
42.882
6.097
169
(1.898)
(120.594)
(1.662)
-
-
343.202
16.795
9.515
7.772
59.895
10.358
169
635.280
73.284
716
8.410
128.748
22.759
-
593.343
65.371
17.811
23.941
65.105
86.610
1.120
1.269.296
184.515
(157.083)
4.279
1.301.007
400.099
171.761
(124.154)
-
447.706
869.197
853.301
5.162.316
605.217
(391.530)
4.279
5.380.282
695.523
373.159
(358.601)
-
710.081
4.466.793
4.670.201
517
3.762
-
(4.279)
-
-
-
-
-
-
517
-
5.162.833
608.979
(391.530)
-
5.380.282
695.523
373.159
(358.601)
-
710.081
4.467.310
4.670.201
No exercício findo em 31 de dezembro de 2013, as aquisições ocorridas nas rubricas de DESPESAS EM EDIFÍCIOS ARRENDADOS E
MOBILIÁRIO E MATERIAL corresponderam, essencialmente, a obras efetuadas no edifício sede do Banco e compra do respetivo
mobiliário.
35
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.8.
ATIVOS INTANGÍVEIS
O movimento ocorrido nas rubricas de ATIVOS INTANGÍVEIS durante o primeiro semestre de 2014:
Valor bruto
Saldo em 31
dez. 13
Aquisições
Amortizações
Alienações Transferên- Saldo em 30
e abates
cias
jun. 14
Valor Líquido
Saldo em 31 Amortiza- Alienações e Transferên- Regularizadez. 13 ções do
abates
cias
ções
período
Saldo em
30 jun. 14
Saldo em 31 Saldo em 30
dez. 13
jun. 14
Ativos intangíveis
Software
Outros ativos intangíveis
Ativos intangíveis em curso
1.334.193
170.500
144.086
-
-
-
1.478.279
170.500
1.058.269
72.100
135.042
-
-
-
(1)
-
1.193.310
72.100
275.924
98.400
284.969
98.400
1.504.693
144.086
-
-
1.648.779
1.130.369
135.042
-
-
(1)
1.265.410
374.324
383.369
73.190
40.836
-
-
114.026
-
-
-
-
-
-
73.190
114.026
1.577.883
184.922
-
-
1.762.805
1.130.369
135.042
-
-
(1)
1.265.410
447.514
497.395
36
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
O movimento ocorrido nas rubricas de ATIVOS INTANGÍVEIS durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2013 foi o seguinte:
Valor bruto
Saldo em 31
dez. 12
Aquisições
Amortizações
Alienações Transferên- Saldo em 31
e abates
cias
dez. 13
Valor Líquido
Saldo em 31 Amortiza- Alienações e Transferên- Regularizadez. 12 ções do
abates
cias
ções
período
Saldo em
31 dez. 13
Saldo em 31 Saldo em 31
dez. 12
dez. 13
Ativos intangíveis
Software
Outros ativos intangíveis
Ativos intangíveis em curso
1.207.483
170.500
126.710
-
-
-
1.334.193
170.500
771.983
72.100
286.252
-
-
-
34
-
1.058.269
72.100
435.500
98.400
275.924
98.400
1.377.983
126.710
-
-
1.504.693
844.083
286.252
-
-
34
1.130.369
533.900
374.324
-
73.190
-
-
73.190
-
-
-
-
-
-
-
73.190
1.377.983
199.900
-
-
1.577.883
844.083
286.252
-
-
34
1.130.369
533.900
447.514
No exercício findo em 31 de dezembro de 2013, as aquisições ocorridas nos ATIVOS INTANGÍVEIS dizem respeito, essencialmente, ao
investimento que o Banco está a efetuar nos seus sistemas de informação.
37
ATLÂNTICO EUROPA, SGPS, S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.9.
ATIVOS POR IMPOSTOS
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, estas rubricas têm a seguinte
composição:
Ativ os p or imp ostos corre nte s
IRC a recuperar
Outros
30 jun. 14
31 d e z. 13
123.641
7.458
143.350
125.016
131.099
2 68.366
-
125.810
-
12 5.810
131.099
394 .17 6
Ativ os p or imp ostos d ife rid os
Por prejuízos fiscais
O detalhe e os movimentos da rubrica de ATIVOS POR IMPOSTOS DIFERIDOS são
apresentados na Nota 4.26.
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.10. OUTROS ATIVOS
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tem a seguinte
composição:
30 jun. 14
31 d e z. 13
561.500
5.066.465
561.500
7.206.618
5.62 7 .965
7 .7 68.118
(119.021)
(117.873)
5.508.94 4
7 .650.2 4 5
-
37.511
-
37 .511
116.196
73.246
141.181
116.196
112.584
35.898
330.62 3
2 64 .67 8
5.901
16.058
5.901
16.058
5.84 5.4 68
7 .968.4 92
De v e d ore s e outras ap licaçõe s
Cauções
Outros devedores diversos
I mp arid ad e s ( Nota 4 .14 )
Devedores e outras aplicações
Outros re nd ime ntos a re ce b e r
Por serviços bancários prestados
De sp e sas com e ncarg o d ife rid o
Rendas
Seguros
Outras
Outras op e raçõe s a re g ularizar
Operações activas a regularizar
39
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, o saldo da rubrica OUTROS
DEVEDORES DIVERSOS pode ser resumida como segue:
Outros devedores diversos:
Entidades relacionadas:
Banco Privado Atlântico
Nasoluma
Outras:
Adiantamentos por conta de
investimentos financeiros a realizar
Contas a receber por serviços prestados
de assessoria financeira
Outros devedores diversos
4.11.
30 jun. 14
31 d e z. 13
3.619.273
25.199
4.324.297
23.930
722.562
718.367
456.048
2.016.361
243.383
123.663
5.066.4 65
7 .2 06.618
RECURSOS DE BANCOS CENTRAIS
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tem a seguinte
composição:
30 jun. 14
31 d e z. 13
85.000.000
5.625
130.000.000
12.361
85.005.62 5
130.012 .361
36.914.594
10.254
36.255.529
9.970
36.92 4 .84 8
36.2 65.4 99
12 1.930.4 7 3
166.2 7 7 .860
Re cursos d o Banco d e P ortug al
Depósitos
Juros a pagar
Re cursos d e outros Bancos C e ntrais
Depósitos
Juros a pagar
Os depósitos mantidos junto do Banco de Portugal, no âmbito da tomada de fundos
junto do Banco Central Europeu são garantidos por penhor de títulos cujo valor
nominal ascende a, aproximadamente, 85.000.000 Euros e 115.000.000 Euros em
30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, respetivamente.
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, a totalidade dos RECURSOS DE
BANCOS CENTRAIS apresentavam prazos residuais inferiores a 3 meses.
40
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.12. RECURSOS DE OUTRAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tem a seguinte
composição:
:
Re cursos d e I nstituiçõe s d e cré d ito no p aís
Depósitos a prazo e outros recursos
Juros a pagar
Re cursos d e I nstituiçõe s d e cré d ito no e strang e iro
Depósitos a prazo e outros recursos
Juros a pagar
30 jun. 14
31 d e z. 13
6.591.503
47.366
13.885.207
34.542
6.638.869
13.919.7 4 9
78.579.924
609.601
94.343.036
187.894
7 9.189.52 5
94 .530.930
85.82 8.394
108.4 50.67 9
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, os prazos residuais dos
RECURSOS DE OUTRAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO (excluindo juros a pagar),
apresentavam a seguinte estrutura:
Até três meses
De três meses a um ano
De um ano a cinco anos
Mais de cinco anos
30 jun. 14
31 d e z. 13
25.318.344
54.608.083
50.000
5.195.000
56.415.059
43.218.184
3.400.000
5.195.000
85.17 1.4 27
108.228.24 3
Em 30 de junho de 2014 os RECURSOS A PRAZO eram remunerados à taxa de juro
média de 2,17% em EUR e 2,46% em USD.
41
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.13. RECURSOS DE CLIENTES E OUTROS EMPRÉSTIMOS
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tem a seguinte
composição:
Depósitos à ordem
Depósitos a prazo
Operações de venda com acordo de recompra
Cheques e ordens a pagar
Juros a pagar
30 jun. 14
31 d e z. 13
55.389.181
76.032.547
8.763.556
384.196
40.137.358
54.794.645
724.482
99.603
236.208
14 0.569.4 80
95.992.296
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, os prazos residuais dos recursos
de clientes e outros empréstimos (excluindo juros a pagar), apresentavam a
seguinte estrutura:
Até três meses
De três meses a um ano
De um ano a cinco anos
30 jun. 14
31 d e z. 13
89.231.323
43.991.611
6.962.350
71.195.665
22.665.669
1.894.754,0
14 0.185.284
95.756.088
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, cerca de 38% e 37% do total de
Depósitos de clientes encontravam-se concentrados em cinco clientes.
Em 30 de junho de 2014, os DEPÓSITOS A PRAZO eram remunerados à taxa de juro
média de 2,26% em EUR e 2,06% em USD.
42
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.14.
IMPARIDADES E PROVISÕES
O movimento ocorrido nas PROVISÕES e nas IMPARIDADES durante o primeiro
semestre de 2014 foi o seguinte:
3 0 j u n . 20 1 4
Saldos em
31 dez. 13
Provisões
Risco Op. fora de balanço
Reforços
Reposições e Write-offs
anulações
Flutuação
Cambial
Saldos em
30 jun. 14
838.388
838.388
8.623
8.623
(265.700)
(265.700)
-
-
581.311
581.311
1.520.762
30.876
117.873
1.669.511
1.493.633
16.781
1.510.414
(403.459)
(8.182)
(411.641)
(1.184)
(1.184)
1.148
1.148
2.609.752
39.475
119.021
2.768.248
2.507.899
1.519.037
(677.341)
(1.184)
1.148
3.349.559
Imparidades:
Risco País
Crédito a clientes
Aplicações em Instituições de Crédito
Devedores e outras aplicações
Os movimentos ocorridos na rubrica IMPARIDADES e PROVISÕES durante o
exercício findo em 31 de dezembro de 2013 foi o seguinte:
20 1 3
Saldos em
Reforços
31 dez. 12
Reposições e TransfêrenOutros
cias
anulações
movimentos
Saldos em
31 dez. 13
Imparidades:
Crédito a clientes
Aplicações em Instituições de Crédito
Devedores e outras aplicações
783.465
783.465
876.030
30.876
117.873
1.024.779
(138.732)
(138.732)
-
-
842.991
842.991
(4.603)
(4.603)
-
1.867.770
(143.335)
(1)
(1)
1.520.762
30.876
117.873
1.669.511
-
838.388
838.388
(1)
2.507.899
Provisões:
Garantias e outros compromissos
783.465
-
4.15. PASSIVOS POR IMPOSTOS
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tem a seguinte
composição:
Passiv os p or imp ostos corre nte s
Estimativa de imposto a pagar
Tributação autónoma
Passiv os p or imp ostos d ife rid os
Por diferenças temporárias
30 jun. 14
31 d e z. 13
1.275.193
89.885
434.351
89.885
1.365.07 8
52 4 .2 36
1.705.559
480.934
3.07 0.637
1.005.17 0
43
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.16. OUTROS PASSIVOS
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tem a seguinte
composição:
C re d ore s e outros re cursos
Sector Público Administrativo
IVA a pagar
Retenção de impostos na fonte
Contribuições para a Segurança Social
Outros
Cobranças por conta de terceiros
Credores diversos
Fornecedores conta corrente
Encarg os a p ag ar
Por gastos com pessoal
Por gastos gerais administrativos
Outras contas d e re g ularização
Operações passivas a regularizar
30 jun. 14
31 d e z. 13
60.892
217.215
173.886
50
433
81.534
141.879
109.434
50
333
1.384.907
1.442.160
1.837 .383
1.7 7 5.390
2.041.076
146.664
1.530.804
411.853
2 .187 .7 4 0
1.94 2 .657
783.104
150.005
7 83.104
150.005
4 .808.2 2 7
3.868.052
44
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.17. CONTAS EXTRAPATRIMONIAIS
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tem a seguinte
composição:
30 jun. 14
31 d e z. 13
Garantias p re stad as e outros p assiv os e v e ntuais
Garantias e avales prestados
Créditos documentários
14.274.616
13.622.537
4.552.724
29.309.253
2 7 .897 .153
33.861.97 7
14 7 .4 98.590
91.2 4 0.92 7
4.028.471
8.578.377
4 .02 8.4 7 1
8.57 8.37 7
Re sp onsab ilid ad e s p or p re stação d e se rv iços
Por depósito e guarda de valores
107.346.855
98.106.650
107 .34 6.855
98.106.650
107.346.855
216.951.779
98.106.650
215.783.196
32 4 .2 98.634
313.889.84 6
Garantias re ce b id as
C omp romissos Assumid os p or Te rce iros
Linhas de crédito irrevogáveis
Se rv iços p re stad os p or te rce iros
Titulos da carteira de clientes
Titulos da carteira própria
Op e raçõe s camb iais e instrume ntos d e riv ad os
Mercado de balcão (OTC)
. Swaps de divisas
- Compra
- Venda
95.132.115
95.247.566
52.228.954
52.386.556
190.37 9.681
104 .615.510
313.832
313.721
10.000.435
9.998.717
62 7 .553
19.999.152
1.194.481
1.193.498
-
2 .387 .97 9
-
9.441.743
13.775.370
4.417.732
-
2 3.2 17 .113
4 .4 17 .7 32
1.391.126
1.391.126
-
2 .7 82 .2 52
-
2 19.394 .57 8
12 9.032 .394
. Operações cambiais à vista
- Compra
- Venda
. Operações cambiais a prazo
- Compra
- Venda
. Opções cambiais
- Compradas
- Vendidas
. Opções cotações
- Compradas
- Vendidas
45
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.18. CAPITAL E OUTROS INSTRUMENTOS DE CAPITAL
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, a estrutura acionista do Banco é
a seguinte:
30 jun. 2014
Número de
Entidade
ações
Ações ordinárias
Globalpactum Gestão de Activos, S.A.
Banco Privado Atlântico, S.A.
Nasoluma, Lda.
André Navarro
2013
Montante
Número de
%
ações
Montante
%
44.750.000
3.500.000
1.749.028
972
44.750.000
3.500.000
1.749.028
972
89,500%
7,000%
3,498%
0,002%
44.750.000
3.500.000
1.749.028
972
44.750.000
3.500.000
1.749.028
972
89,500%
7,000%
3,498%
0,002%
50.000.000
50.000.000
100,000%
50.000.000
50.000.000
100,000%
Conforme deliberação da ata n.º 12 da Assembleia Geral da Sociedade de 28 de
março de 2013 foi decidida a conversão das ações preferenciais sem voto em ações
ordinárias.
As 15.000.000 de ações ordinárias foram realizadas 15.000.000 Euros por
conversão das ações preferenciais sem voto.
Conforme deliberação da ata n.º 10 da Assembleia Geral da Sociedade de 21 de
dezembro de 2011 foi decidido o aumento de capital da Sociedade em 32.000.000
Euros, através da emissão de 17.000.000 de novas ações ordinárias com um valor
nominal de um Euro e 15.000.000 de ações preferenciais sem voto com o valor
nominal de um Euro, cada uma.
As 17.000.000 de ações ordinárias foram realizadas 15.300.000 Euros em numerário
e 1.700.000 Euros por conversão de prestações acessórias.
As 15.000.000 de ações preferenciais foram realizadas 12.700.000 Euros em
numerário e 2.300.000 Euros por conversão de prestações acessórias. As ações
preferenciais
no
montante
de
15.000.000
Euros
apresentam
as
seguintes
características:
-
São emitidas sem prazo determinado;
-
Conferem direito a um dividendo prioritário correspondente a 5% por ano do
respetivo valor nominal retirado dos lucros que, nos termos do Código das
Sociedades Comerciais, possam ser distribuídos aos acionistas;
-
O pagamento do dividendo prioritário pode ser diferido pela Sociedade em
qualquer data sem que tal diferimento possa ser considerado como incumprimento
e não sendo aplicáveis juros de mora. O pagamento futuro do dividendo fica
condicionado ao acordo prévio do Banco de Portugal;
-
Não contemplam opção de reembolso a exercer em base discricionária pela
Sociedade;
-
Apenas podem ser reembolsadas com o acordo prévio do Banco de
Portugal, na sequência de pedido apresentado pela Sociedade e desde que as
condições financeiras e de solvabilidade da instituição ou do grupo, do qual é
empresa-mãe, não sejam indevidamente afetadas;
46
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
-
Em caso de insolvência ou liquidação da Sociedade o reembolso do capital
fica subordinado ao prévio reembolso de todos os demais credores não
subordinados;
-
O capital e os dividendos não pagos podem ser chamados a absorver
prejuízos e não serem pagos, permitindo à instituição prosseguir a sua atividade;
-
As ações preferenciais sem voto são equivalentes entre si e não têm
qualquer prioridade umas em relação às outras.
No dia 23 de dezembro de 2013, foi aprovado em ata um aumento de capital no
montante de 10.000.000 Euros que ainda não foi realizado.
4.19. RESERVAS DE REAVALIAÇÃO, OUTRAS RESERVAS E RESULTADOS TRANSITADOS E
RESULTADO LÍQUIDO CONSOLIDADO DO PERÍODO
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, estas rubricas apresentam a
seguinte composição:
Reservas de reavaliação
Outras reservas - Reserva legal
Resultados transitados
30 jun. 14
31 d e z. 13
4.230.572
70.108
(2.335.535)
972.862
70.108
(3.943.047)
1.965.14 5
( 2.900.07 7 )
Reserva legal
De acordo com a legislação em vigor, a Sociedade deverá destinar uma fração não
inferior a 10% dos lucros líquidos apurados em cada exercício à formação de uma
reserva legal, até um limite igual ao valor do capital social ou ao somatório das
reservas livres constituídas e dos resultados transitados, se superior. A reserva legal
não está disponível para distribuição, exceto em caso de liquidação da Sociedade,
podendo apenas ser utilizada para aumentar o capital social ou para compensar
prejuízos, após esgotadas as demais reservas.
47
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Reservas de reavaliação
Em 30 de junho de 2014 e 31 de dezembro de 2013, o detalhe da rubrica de
“Reservas de reavaliação” é como se segue:
30 jun. 14
31 d e z. 13
Re se rv as d e re av aliação
Reservas resultantes da valorização ao justo valor
de ativos financeiros, disponíveis para venda (Nota 4.4)
Instrumentos de dívida
Títulos
6.202.063
Reservas resultantes da valorização ao justo valor
de investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos
Empresas filiais e associadas
(265.932)
Reservas associadas a diferenças cambiais em
investimentos em entidades estrangeiras
Empresas filiais e associadas
5.936.131
(1.780)
1.4 53.7 96
Re se rv as p or imp ostos d ife rid os
Resultantes da valorização ao justo valor
de ativos financeiros disponíveis para venda
Impostos diferidos passivos (Nota 4.15)
(1.705.559)
(480.934)
( 1.7 05.559)
( 4 80.934 )
4 .230.57 2
97 2.862
1.748.850
(293.274)
4.20. MARGEM FINANCEIRA
Nos períodos findos em 30 de junho de 2014 e 2013, esta rubrica apresenta a
seguinte composição:
Juros e Re nd ime ntos Similare s
Disponibilidades em bancos centrais
Disponibilidades em outras instituições de crédito
Aplicações em instituições de crédito
Crédito a clientes
Ativos financeiros disponíveis para venda
Juros e Encarg os Similare s
Recursos de bancos centrais
Recursos de outras instituições de crédito
Recursos de clientes e outros empréstimos
Marg e m F inance ira
30 jun. 14
30 jun. 13
2.344
4.279
318.549
2.833.105
2.921.751
6.157
4.582
272.087
1.763.346
3.342.933
6.080.02 8
5.389.105
(436.713)
(840.605)
(739.649)
(377.159)
(613.025)
(491.631)
( 2 .016.967 )
( 1.4 81.815)
4 .063.061
3.907 .2 90
48
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.21. RENDIMENTOS E ENCARGOS COM SERVIÇOS E COMISSÕES
Nos períodos findos em 30 de junho de 2014 e 2013, estas rubricas apresentam a
seguinte composição:
C omissõe s Re ce b id as
Por garantias prestadas
Por compromissos assumidos
Por operações sobre instrumentos financeiros
Outras operações sobre instrumentos financeiros
Por serviços prestados
Transferência de valores
Operações de crédito
Depósito e guarda de valores
Anuidades
Por operações realizadas por conta de terceiros
Outras comissões recebidas
C omissõe s p ag as
Por compromissos assumidos por terceiros
Por serviços bancários prestados por terceiros
Outras comissões pagas
30 jun. 14
30 jun. 13
116.438
4.500
139.723
-
-
80.238
87.421
528.637
47.705
1.700
48.157
196.688
31.944
-
3.862
149.309
119.587
1.456
909.850
64 7 .515
(10.398)
(54.107)
(4.267)
(12.249)
(62.033)
( 64 .505)
( 7 8.54 9)
84 5.34 5
568.966
49
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.22. RESULTADOS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS
Nos períodos findos em 30 de junho de 2014 e 2013, esta rubrica apresenta a
seguinte composição:
Ganhos e p e rd as e m op e raçõe s finance iras
Ganhos e perdas de reavaliação cambial
Ganhos e perdas em ativos financeiros avaliados ao justo
valor através de resultados
Ganhos e perdas em ativos financeiros disponíveis para
Resultados de alienação de outros ativos
30 jun. 14
30 jun. 13
245.077
(535.044)
332.522
826.554
3.866.135
6.915
5.418.582
-
4 .4 50.64 9
5.7 10.092
4.23. OUTROS RESULTADOS DE EXPLORAÇÃO
Nos períodos findos em 30 de junho de 2014 e 2013, esta rubrica apresenta a
seguinte composição:
30 jun. 14
30 jun. 13
2.596.388
1.013
1.285.482
2.596.388
1.286.495
(9.375)
(9.378)
(23.320)
(24.244)
(5.120)
(24.406)
Outros re nd ime ntos d e e xp loração
Ganhos em ativos não financeiros
Outras receitas operacionais
Outros e ncarg os d e e xp loração
Contribuições para o Fundo de Garantia de Depósitos
Quotizações e donativos
Perdas em ativos financeiros
Impostos indiretos
(63)
-
-
(20.615)
(42.136)
(74.385)
2 .554 .2 52
1.2 12 .110
Impostos diretos
Outros encargos e gastos operacionais
O saldo da rubrica OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS respeita, essencialmente, à
remuneração
obtida
pelo
Banco
nos
serviços
prestados
em
regime
de
subcontratação ao Banco Privado Atlântico (Angola), S.A. na estruturação,
montagem e implementação de operações na área da Banca de Investimento.
50
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.24. CUSTOS COM PESSOAL
Nos períodos findos em 30 de junho de 2014 e 2013, esta rubrica apresenta a
seguinte composição:
Remunerações dos órgãos de gestão e fiscalização
Remunerações a empregados
Encargos sociais obrigatórios
Outros custos com o pessoal
30 jun. 14
30 jun. 13
269.314
2.287.293
552.155
151.158
307.500
2.451.749
484.291
111.663
3.259.920
3.355.203
Em 30 de junho de 2014 e 2013, o número de efetivos ao serviço do Banco,
distribuído pelas respetivas categorias profissionais, era o seguinte:
Administradores
Quadros superiores
Quadros técnicos e administrativos
30 jun. 14
30 jun. 13
3
19
76
3
30
59
98
92
51
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.25. GASTOS GERAIS ADMINISTRATIVOS
Nos períodos findos em 30 de junho de 2014 e 2013, esta rubrica apresenta a
seguinte composição:
Gastos Ge rais Ad ministrativ os
Com fornecimentos
Água, energia e combustíveis
Material de consumo corrente
Publicações
Material de limpeza e higiene
Outros fornecimentos e serviços de terceiros
Com Serviços
Consultores e Auditores Externos
Rendas e alugueres
Comunicações
Deslocações, estadas e representações
Publicidade e edição de publicações
Segurança, vigilância e limpeza
Informações
Conservação e Reparação
SIBS
Formação
Informática
Seguros
Serviços judiciais, contencioso e notariado
Mão de obra eventual
Outros serviços de terceiros
30 jun. 14
30 jun. 13
40.329
11.380
4.844
319
18.973
36.193
25.553
13.965
1.378
21.307
991.576
863.288
536.371
257.685
62.003
117.507
108.307
50.188
42.528
49.710
12.932
16.652
5.720
9.155
40.004
911.581
897.296
522.023
371.302
74.883
118.209
97.815
82.007
41.952
33.950
30.612
14.956
12.280
122.017
3.2 39.4 7 1
3.4 2 9.2 7 9
52
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
4.26. IMPOSTOS
O imposto corrente é calculado com base no lucro tributável do exercício, o qual
difere do resultado contabilístico devido a ajustamentos resultantes de custos ou
proveitos não relevantes para efeitos fiscais, ou que apenas serão considerados
noutros
períodos
contabilísticos.
As
principais
situações
geradoras
desses
ajustamentos estão relacionadas com as Provisões, nomeadamente: (i) não são
aceites como custo fiscal do exercício as provisões para risco específico e risco-país
no que respeita a créditos cobertos por direitos reais sobre bens imóveis, e (ii) de
acordo com as disposições do artigo 39º do Código de IRC, não são consideradas
como custo fiscal as provisões para riscos gerais de crédito.
Os gastos com impostos sobre lucros registados em resultados, nos períodos findos
em 30 de junho de 2014 e 2013, podem ser apresentados como segue:
30 jun. 14
30 jun. 13
(1.225.659)
(72.240)
(32.935)
(360.529)
(45.822)
(22.406)
(1.330.834)
(428.757)
(125.810)
(789.196)
(125.810)
(789.196)
( 1.4 56.64 4 )
( 1.2 17 .953)
Do e xe rcício
Estimativa de imposto a pagar
Tributação autónoma
Correcções de exercícios anteriores
I mp ostos d ife rid os
Prejuízos fiscais reportáveis
reconhecidos / (utilizados)
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão
e correção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos
(cinco anos para a segurança social), exceto quanto a exercícios de reporte de
prejuízos fiscais, em que o prazo de caducidade é de seis anos. Deste modo, as
declarações fiscais da Sociedade relativas aos anos de 2009 a 2013 poderão vir a
ser sujeitas a revisão e a matéria coletável a eventuais correções.
A recuperabilidade dos ativos por impostos diferidos encontra-se suportada por um
plano de negócios elaborado pelo Conselho de Administração, de acordo com o
qual a Sociedade irá gerar lucro tributável suficiente para recuperar a totalidade dos
ativos por impostos diferidos por prejuízos fiscais nos prazos legalmente definidos.
53
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Em 31 de dezembro de 2013, os prejuízos fiscais reportáveis gerados pelo Banco
Privado Atlântico Europa S.A. que deram origem a ATIVOS POR IMPOSTOS
DIFERIDOS podem ser utilizáveis como se segue:
Ano de
Reporte
Ano limite de
utilização
Prejuízo fiscal
Activo por
imposto diferido
Valor utilizado
Valor a utilizar
2009
2010
2011
2015
2014
2015
(1.264.156)
(2.151.472)
(1.438.996)
316.039
537.868
359.749
(316.039)
(537.868)
(233.939)
125.810
1. 213. 6 56 (1. 0 8 7. 8 46 )
125. 8 10
Os prejuízos fiscais reportáveis podem ser utilizados nos quatro exercícios
subsequentes (seis anos para prejuízos fiscais gerados antes de 2010 e doze anos
para prejuízos fiscais gerados a partir de 2014). Contudo, a dedução dos prejuízos
fiscais a efetuar em cada exercício não pode exceder 75% (70% a partir de 2014) do
respetivo lucro tributável, podendo o remanescente ser utilizado até ao final do
prazo de reporte.
Durante o primeiro semestre de 2014, na estimativa de imposto do Banco Privado
Atlântico Europa, S.A., foi utilizado o valor remanescente de impostos diferidos
activos por prejuízos fiscais reportáveis.
54
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
5.
ENTIDADES RELACIONADAS (IAS 24)
Saldos com entidades relacionadas
Nos termos da IAS 24, são consideradas partes relacionadas da Sociedade, o Banco
Privado Atlântico (Angola), S.A., a GlobalPactum Gestão de Ativos S.A., a Sonangol
e os titulares de Órgãos Sociais da Sociedade, que se descriminam abaixo:

Conselho de Administração
Carlos José da Silva (Presidente)
Diogo Baptista Russo Pereira da Cunha (nomeado em 30/05/2014)
Maria da Graça Ferreira Proença de Carvalho
Augusto Costa Ramiro Baptista
Mário Jorge Faria da Cruz

Conselho Fiscal
Mário Jorge Carvalho de Almeida (Presidente)
José Maria Francisco Wanassi
Isménio Coelho Macedo
Suplente
Nuno Pedro da Silva do Carmo Vaz

Assembleia Geral
Paulo Manuel da Conceição Marques (Presidente)
Manuel Maria Cota Dias da Silveira Botelho (nomeado em 25/03/2014 Secretário
da Mesa da Assembleia-Geral)
55
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Em 30 de junho de 2014, o Balanço e a Demonstração do rendimento integral
incluem os seguintes saldos com entidades relacionadas:
30 jun. 2014
B PA S . A. Glo balpactum
Activo s
Aplicações em instituições de crédito (Nota 4.4)
Crédito a clientes (Nota 4.6)
Outros activos (Nota 4.10)
Passivo s
Recursos de outras instituições de crédito (Nota 4.12)
Recursos de clientes e outros empréstimos (Nota 4.13)
Outros passivos (Nota 4.16)
Capitais
Capital (Nota 4.18)
Pro veito s
Juros e rendimentos similares (Nota 4.20)
Rendimentos de serviços e comissões (Nota 4.21)
Resultados de reavaliação cambial (Nota 4.22)
Outros resultados de exploração (Nota 4.23)
Custo s
Juros e gastos similares (Nota 4.20)
Encargos com serviços e comissões (Nota 4.21)
Custos com pessoal (Nota 4.24)
Extrapatrimo niais
Créditos Documentários (Nota 4.17)
Depósito e guarda de valores (Nota 4.17)
Orgão s
S o ciais
To tal
4.393.030
3.619.273
8.012.303
25.199
25.199
9.805
13.974
23.779
4.393.030
9.805
3.658.446
8.061.281
22.166.297
833.877
23.000.174
-
2.287.206
2.287.206
22.166.297
2.287.206
833.877
25.287.380
3.500.000
3.500.000
44.750.000
44.750.000
1.750.000
1.750.000
50.000.000
50.000.000
28
96.637
(22.659)
1.432.166
1.506.172
-
7.914
226
8.140
28
104.551
(22.433)
1.432.166
1.514.312
135.363
379
135.742
-
1.729
45
269.314
271.088
137.092
424
269.314
406.830
8.798.126
8.798.126
-
378.709
378.709
8.798.126
378.709
9.176.835
Em 31 de dezembro de 2013, o Balanço e a Demonstração do rendimento integral
incluem os seguintes saldos com entidades relacionadas:
31 dez. 2013
B PA S . A. Glo balpactum
Activo s
Crédito a clientes (Nota 4.6)
Outros activos (Nota 4.10)
Passivo s
Recursos de outras instituições de crédito (Nota 4.12)
Recursos de clientes e outros empréstimos (Nota 4.13)
Outros passivos (Nota 4.16)
Capitais
Capital (Nota 4.18)
Pro veito s
Juros e rendimentos similares (Nota 4.20)
Rendimentos de serviços e comissões (Nota 4.21)
Outros resultados de exploração (Nota 4.23)
Custo s
Juros e gastos similares (Nota 4.20)
Custos com pessoal (Nota 4.24)
Outros resultados de exploração (Nota 4.23)
Extrapatrimo niais
Créditos Documentários (Nota 4.17)
Depósito e guarda de valores (Nota 4.17)
Orgão s
S o ciais
To tal
4.324.297
4.324.297
10.025
10.025
1.264
10.308
11.572
1.264
4.344.630
4.345.894
41.883.788
833.877
42.717.665
-
1.883.054
1.883.054
41.883.788
1.883.054
833.877
44.600.719
3.500.000
3.500.000
44.750.000
44.750.000
1.750.000
1.750.000
50.000.000
50.000.000
6.680
144.863
2.845.771
2.997.314
-
296
3.358
3.654
6.976
148.221
2.845.771
3.000.968
214.014
1.002.654
-
534.450
-
214.014
534.450
1.002.654
1.216.668
-
534.450
1.751.118
20.378.029
20.378.029
-
,
1.630.317
1.630.317
20.378.029
1.630.317
22.008.346
As transações com entidades relacionadas são efetuadas, por regra, com base nos
valores de mercado à respetiva data.
56
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
6.
FUNDOS PRÓPRIOS
Na gestão dos fundos próprios, o Grupo mantém uma política conservadora,
garantindo um rácio de solvabilidade acima dos mínimos requeridos pelas entidades
reguladoras. A Sociedade mantém a base de capital constituída exclusivamente por
capital próprio, tendo ainda a faculdade de emitir diversos instrumentos de dívida.
Os fundos próprios do Grupo são monitorizados mensalmente para se aferir sobre o
grau de solvabilidade da instituição, sendo analisadas as variações face a períodos
anteriores e a margem existente entre as posições reais e os requisitos mínimos de
capital.
Os procedimentos adotados para o cálculo dos rácios e limites prudenciais do
Grupo são os que resultam das disposições emanadas do Banco de Portugal, de
modo semelhante ao que se verifica para todas as questões que se insiram no
âmbito das funções de supervisão do sistema bancário. Essas normas representam
o enquadramento legal e regulamentar das diversas matérias de natureza
prudencial.
De acordo com o método de apuramento acima indicado, em 30 de junho de 2014 a
Sociedade apresentava níveis confortáveis de solvabilidade, conforme apresentado
a seguir:
Fu n dos Própri os
(m Euros)
jun.
20 1 4
20 0 9
20 1 0
20 1 1
20 1 2
20 1 3
Total Fu n dos Própri os
17.925
18.629
29.941
29.628
47.158
47.151
Fu n dos Própri os Base
17.885
18.570
29.941
29.628
47.158
47.151
50.000
Capital Realizado
18.000
18.000
35.000
35.000
50.000
Outros Instrumentos Equiparáveis a Capital
1.250
4.000
-
-
-
-
Resultados do ano anterior
(4,0)
(1.180)
(2.848)
(4.333)
(3.873)
(2.264)
(1.176)
(1.655)
(1.484)
460
1.609
-
(190)
(595)
(727)
(534)
(448)
(497)
40
59
-
(965)
-
(131)
-
(88)
-
17.885
18.629
29.941
29.628
47.158
47.151
1 . 0 70
1 . 40 0
9. 799
1 0 . 842
1 4. 221
1 7. 5 3 9
805
1.101
8.315
9.393
11.894
13.315
Instituições e Carteira Própria
424
566
6.733
1.797
2.495
2.013
Empresas
317
418
1.425
7.001
8.634
10.130
770
402
Resultados Provisórios do Exercício em curso
Activos Intangíveis
Impostos diferidos ativos não aceites
Fu n dos Própri os Compl emen tares - Upper Ti er 2
Fu n dos Própri os de Referên ci a para l i mi tes de G ran des Ri scos
Requ i si tos para Fu n dos Própri os
Requisitos Risco de Crédito - Método Padrão
Carteira de Retalho
0
41
90
237
348
Outros Elementos
64
76
67
357
417
Risco de Liquidação
-
30
156
-
-
-
Requisitos de Fundos Próprios para riscos de posição, cambiais e mercadorias
-
4
253
209
339
2.236
265
265
1.075
1.239
1.988
1.988
1 7. 5 0 0 1 22. 488 1 3 5 . 5 25
1 77. 766
21 9. 241
Requisitos de Fundos Próprios para Risco Operacional
A ti vos Pon derados
1 3 . 3 75
Ráci o de Requ i si to de Fu n dos Própri os
134,0%
106,5%
24,4%
21,9%
26,5%
21,5%
Tier I
133,7%
106,1%
24,4%
21,9%
26,5%
21,5%
Tier II
0,2%
0,3%
-
-
-
-
A informação apresentada corresponde ao enquadramento prudencial de Basileia II,
transposta para regulamentação nacional no contexto da Instrução n.º 23/2007 do
Banco de Portugal.
57
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
Desde janeiro de 2014 que a Sociedade cumpre com o exposto no enquadramento
prudencial de Basileia III, o qual promoveu um conjunto de ajustamento às regras de
apuramento dos valores de fundos próprios, dos requisitos de fundos próprios e,
consequentemente dos rácios de solvabilidade.
Nesse enquadramento, com referência a 30 de junho de 2014, importa divulgar os
seguintes elementos:
Fu n dos Própri os - Basi l ei a III
j u n . 20 1 4
FUN D OS PRÓPRIOS
47. 799
Fu n dos própri os de n í vel 1
47. 799
Fundos próprios principais de nível 1
47.799
Instrumentos de fundos próprios realizados
50.000
Lucros retidos de exercícios anteriores
(2.264)
Outro rendimento integral acumulado
4.496
Outros ativos intangíveis
(497)
Outros ajustamentos transitórios
(3.936)
Fundos próprios adicionais de nível 1
0
Fu n dos própri os de n í vel 2
0
M ON TA N TES D A S POSIÇÕES EM RISCO PON D ERA D A S ( RWA )
RWA - Risco de crédito (método padrão)
23 5 . 65 6
185.951
RWA - Risco de posição, cambiais e mercadorias (método padrão)
24.801
RWA - Risco operacional (indicador básico)
24.854
RWA - Ajustamento da avaliação do crédito (método padrão)
A ti vos Pon derados ( RWA )
50
23 5 . 65 6
Ráci o de Requ i si to de Fu n dos Própri os
Fundos próprios principais de nível 1
20,3%
Fundos próprios de nível 1
20,3%
Rácio de fundos próprios totais
20,3%
58
ATLÂNTICO EUROPA, S.G.P.S. S.A.
Relatório intercalar 1º semestre 2014
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