ENTREVISTA
COM
RAIMUNDO
FAORO
(Páginas 9e 10
Cr$4OOÜ
DSSC:
Foz, de 02 a 08/12181
Ano
2- N°41
1
Na
Páginas 14a 18
ri
,w
HABITASUL
INAUGURA
AGENCIA
EM FOZ
Dez mil litros de
leite jogado fora
VITÓRIA
CLASSIFICA
ABC PARA
AS FINAIS
sCRIANÇAS
ESTÃO
T)RRENDO
DE FOME!
• -
.' •1•.
r.Y(' (r 'Lfl.. :••.•
':
- :
•
•'I
•
O NOJENTO
COMÉRCIO
DE CADÁVERES
Nem depois de mor,as as pessoas deixam
de ser objeto de comércio
Um cadaver pode incomodar, fazer chor ir
e dar dor de cabeca. mas um cadavi.t
pode tambem ser uma invejavel
fonte de lucrc 's que permanecem
vivos são explorados em cima dos
que morrem. (Pagina 3).
irsjw
eqsuo de eu.- nuS
cemitérios e nas funerárias revelam que
70% dos que morrem em Foz do Iquacu
são crianças com menos de 5 anoç de
idade. As causas: desnurriçao.
uiutricao. doenças de trayafllm
:ientar, falia de profilaxia e hiqi
enfim, taRa de tudo.(Paqina 13)
niiie de Foz do IquaCu na
Taca Parana'de Fuiebol Amador
classificou-se domingo para o triangular
final que decidira o campeão da categoria
fld temporada. O ABC derrotou o iime da
Vila Fanni. de Curitiba domingo passado
no Pedro Basso (Pagina 2)
repJ€
ABC levou
a melhor.
Agora é
finalista
Domincc urio , no Estadn.
Pedro Basso o ABC defrontou
se com a excelente equipe d;i
Vila Fanni, de Curitiba, para disputar mais uma etapa eliminatória da maratona que é a Taça
Paraná de Futebol Amador.
O ABC havia perdido em
Curitiba, no domingo anterior,
Para o mesmo Vila Fanni, pelo
placar de 1 x 0. ficando para decidir tudo em Foz do lquaçu,
neste domingo que passou.
Numa partida excelente, os
atletas do ABC superaram-se e
saíram vitoriosos pelo marcador
de 3 x 1 no tempo regulamentar,
tendo anotado para o ABC,
Valério, numa cobrança magistral de bola parada, por cima da
barreira, atingindo o ângulo do
goleiro do Vila Fanni, sem as minims possibilidades de defesa,
numa cobrança a a Zico O segundo gol foi anotado por Cicero
(Serelepe), numa descida
sçsaional do lateral esquerdc
Aquilera, indo à linha de fundo,
apôs tabelar com Valério, cruzando na medida oara a complemento es p etacular, de primeir;
de Cícero, que estava bem colocado, de p é esquerdo, sem as
minimas Possibilidades de defesa para o goleiro do Vila Fanni. O
terceiro gol foi anotado por
Nilson, após receber um passe
dentro da área, na direita, com
um chute violento e cruzado.
também sem defesa para o
goleiro adversário. E assim, terminou a partida, com o ABC vencendo de 3 x 1
Durante o jogo foi expulso o
lateral direito Márcio, do ABC, e
dois atletas do Vila Fanni. Confessamos q ue na expulsão de
Márcio, não vimos nenhum
motivo, entendemos que tal
expulsão foi para "compensar".
Obedecendo o regulamento
da Taça Paraná, uma vez que o
ABC havia perdido o jogo em
Curitiba e vencido a partida em
Foz, a decisão foi para um terceiro jogo, durante o qual não
houve nenhuma enuipe vitoriosa.
Editores:
Fábio Campana
•Tétia Negrão Simon
Representante em Curitiba
G. Cadamuro Publicidades
"aça Zacarias, 80-7° - 708
Telefone 223-9524
Composto e impresso nas
oboinasda Editora Nosso Tempo
BOCA
MALDITA
GREMISTAS ESTOCARAM
FOGUETES
Dorni-rp:.. a pós o Gre-NaI
decisivo do Campeonato Gaúcho. os Co/orados foram á procura do foguei'ório para a festança comemorativa do titulo
de "Campeão dos Campeões".
Com surpresa, em todos os
armaze'-rs, mercados e comércio
que chegavam, obtinham a mesma resposta acabou o estoque.
Os gremistas levaram tudo. Por
isto um aviso aos interessados:
quem quiser adquirir foguete não
vã aos armazéns Procure um
-j
Diretor do Vila Fanni queria sair para
entrar no pau com a torcida
empatando em ü x Cl
No intervalo da 3a. parti&
(prorrogação), o atleta Cícero,
ingenuamente, foi reclamar do
Juiz sendo também exoulso.
Urna vez acabado o tempo
r egulamentar, a decisão,
obedecendo o Regulamento, foi
para os pénaltis. com 5 cobran
cas para cada equipe.
O ABC cobrou primeiro,
anotando 4 lentos, dos 5 cobrados, com Pintado desperdiçandc
chutando na trave, tendo Valério
Luizinho. Mariano e Lourenço
anotado.
O Vila Fanni também assinalou 4 lentos com o qoleirc
Lourenço fazendo uma defesa
oSøetacutar, com grande reflexP, de vez que levou o corpc
p ara a direita do gol, tendo o
atleta da Vila Fanni batido nó
meio do gol, e Lourenço feito a
defesa com o pé esquerdo, salvando o ABC da derrota.
Na sequência, o regula
mento determinava que os pé
naltis seriam cobrados intercala
dos. 1 de cada equipe, até errar
O Vila Fanni bateu em primeirc
ugar, tendo Lourenço, mais uma
vez, feito uma defesa espetacular, jogando-se para a esquerda,
no alto, salvando o ABC. Batendo para o ABC Paulão, fez o gol
com categoria jogando a bola no
lado direito sem nenhuma
chance para o goleiro. Assim
sendo, o ABC ficou Classificado
para disputar o triangular final.
Apesar das decisões de
campeonatos em quase lodos os
estados, com televisionamento
direto de jogos importantissimos, grande público prestigiou
a partida entre A8C e Vila Fanni
A renda for de Crs 81.400,00
ATUAÇÕES INDIVIDUAIS
Lourenço: O herói do jogo.
Salvou o ABC da derrota por diversas ve:r's Defendeu dois p énaltis dUCisivos. Um grande
qolerro. Deverá ser procurado
oor inúmero clubes após o término da T aça Paraná Merece
No r a 10.
RAUL: Wm lateral que caaa vez
mas vem s u rp reendendo pelo
seu empenha e garra. Pelo seu
ido, pouca coisa preocupa, pois
joga com uma vontade, que qualquer falha técnica é superada
pelo seu esfõrço A torcida aprecia,vibra com o atleta que "sua a
camisa" For muito bem e não
entendemos porque foi substituído. Somente justifica sua
SubstLturçào por lesão ou
cansaço Em caso contrário,
errou o treinador Damaceno.
Nota 8
Mariano - Embora sem destacar
se 'ealzou urna boa partida
TcvC me uiha mmi laico
Eles suaram a camisa para dar a
classificacão ao ARC
da prorrogação quando o atacante da Vila Fanni perdeu o gol
que serra a eliminação do ABC.
No mais, foi bem Nota 8.
Paulão: Recuperou-se de sua
oessrma atuação em Curitiba
após aquela famosa "concentração" na praia. Teve somente um
erro ao reter a bola displicentemente pelo lado esquerdo da zaga O atacante da Vila Fannr se
aproveitou da falha, fez o cruzamento criando uma situação d
gol No restante, voltou a jogar
seu futebol forte, de presença
constante na área e saindo para
o combate, formando com
urna excelente dupla de
uru r'lota 8
Aquilera: A melhor atuação dê
Mauro Aquilera no ABC. Esteve
perfeito. Desarmou com tranquilidade, Saiu jogando Apoiou
com segurança, tendo criado a
logada do segundo gol Firmouse totalmente. Outro atleta do
ABC Que desponta e poderá ser
procurado por grandes equipes
do futebol brasileiro. Nota 10
Pintado Fez ótima partida.
Vem firmando-se em cada partida realizando jogadas na meia
cancha e no atac(ue. Vem obtendo a se g urança suficiente para
realizar SOU futebol Note 7
Maneco: Mais uma vez foi retirado de campo na paulada.
Pelo seu físico e pela sua maneira de conduzir a bola tem
facilidade de atrair sarrafo.
Atuou muito bem enquanto esteve em campo. Nota 8
Luizinho - Fo: regular .Vem diminuindo dqueie ritmo que o destacava mm jogos anteriores, Sem
comprometer, realizou uma
partida razoável. Mas tem mais
futehoi que o anresenlado
qc . Nota 7
Nilson : Seu marcador, aquele
crioulo de um metro e oitenta,
dificultou sua atuação, uma
vez que foi o melhor da defesa
do Vila Fanni. Assim mesmo
realizou boa partida. Uma surpresa. Penetrou, foi linha de
fundo, chutou em gol, efetuou
cruzamentos. Uma boa
partida. Nota 8
Cícero - Um craque que não
aproveita seu potencial. Tem
futebol, repetimos.. Mas, por sua
maneira de ser, não o aproveita
prejudicando, muitas vezes. Sua
própria equipe. Domingo fez um
gol espetacular. Pegou de esquerda, de primeir . sem chance
Não é para qualquer um tazer
um gol como aquele. Por outro
fado, mais uma vez pecou pela
sua displicência, pela sua falta
de empenho Numa altura do
jogo, começou a bater boca com
o Valéro nir' r ec l amava de sua
iri5i.Stéflcu'i r.render a bola
hei ora note sumiu de campo,
pedindo para ser substituído No,
intervalo da prorrogação chegou
ao ridículo de ir reclamar com o
Juiz, quando foi expulso Pediu.
levou Muita falta de malandragem Nota 6
Márcio-Entrou no lugar de Raul
sendo expulso injustamente num
do-s primeiros lances que participou Sem nota
Jaime Entrou no decorrer da
partida e embora tenha se empenhado não conseguiu fazer
muita coisa pelo seu time. 'Não
vem repetindo suas atuações do
campeonato citadino de
Amadores, Nota 5
Valério - Marcou um gol que
abriu o caminho da vitória para o
ABC Jogou bem, lutou, deu
trombada, Prejudicou tudo ao
começar bate-boca com Cic,ero,
fazendo com que esse perdesse toda a vontade (que já é
pouca) de jogar. O treinador
PEDRADA NO BANDEÍR1
deve dar um puxão de orelhas
m e que
...- Pelo sim, pelo não, foi bem. Nota cida não Ioga? Domi"qc passa-
Damaceno Substituiu mal o
lateral direito Raul, que vem se
firmando naquela posição em
cada togo que passa. A não ser
que Raul estivesse lesionado ou
cansado No restante, foi muito
bem 1\JnI1 7
Marinha'
causa
vexame
'
do. na decisão ABC x Vila Fanni,
havia um bandeirinha que assinalava todos os impedimentoz
do ataque do ABC Dai a pouco
ouviu-se um grito (deve ter sido o
Preto) Pedra Nele' Não deu
outra Meio minuto depois estava o juiz pedindo a maca para
trreqar o bandeirinha Dai pra
frr"ite ido rrouve mais imped.
mento do ataque do ARC
LUdO, O TORCEDOR DO
CAFÉ PRESIDENTE
'pessoa'
O
estranhou
p"
u "do o jogo entre Café Pre
sd nie e Missal, pela / aça T'
.''.4uipmr
' TOm :oá de Futebol Si.iiço, o L.
minada da Taça Paraná de secado' cc'-o co' ';n . toco'
Fulsa l pela equipe da Santa (com e m'i' - ':.' pera o
Cruz de Cascavel em jogo reali- _4do 'imi
zado aqui em Foz, A MarinhaÇ jogo.
simplesmente ridícula, pafrocideserm; ',tc
.
Lucio ':5
narido um vexame ao perder aguentou. Saltou com os
nela Contagem de 7 x 1 Todos baraços erguidos, aos gritos co
os seus atletas foram ridiculari"viva" Comemorava a vitória dc
zados Até a torcida deixou o Missal. Quando se deu conta !a
tinha dado o vexame. Todos
campo envergonhada. Até o coestavam olhando para ele e a
mandante. O treinador tem sua esposa puxando-o pela
grande culpa pelo que acontee 1alanu. m vc oaia e'
u,1 Vd , ir rí
dI
ceu. Escalou mal. Liberou Heron
para jogar na frente, quando
sabe-se que Heron ê atleta para
jogar atrás
lã em Cascavel, a Marinha
esboçou uma reabilitação, vencendo o joqo por 5 x 2 A grande
Pergunta esta vitória demonstra
realmente o que é a equipe da
Marinha' Será que esta vitória
irão serra porque a equipe do
Cascavel poderia perder pela
diferença de 5 gols° Enfim, a
Marinha já está eliminada, agora
os torcedores de Foz do Iguáçu
tem somente um representante
(o ABC). na Ta:m P3r5n
TIBIRIÇA ACOMPANHADO
O FERNANDES
O Tib'r'ça Que em todos os
jogos de futebol suíço está
acompanhando o Fernandes
(promoção'?), é atleta disfarçado
de treinador No último jogo, o
Tibira distribuindo as camisas
que são em número de sete no
futebol suiço Toma a tua, a tua,
atua
- Até que alguém perguntou
- Tibira, não vai dar aquela que
está no ombro'? Resposta Esta
não, Esta ou ievc avo uso e.
por isto. estou escai'ado
BAGUZIN 110???
--1
ar
3-
o
o
a,
N
o
LL
Z
EDITORA NOSSO TEMPO
CGC-MF. 75 088,42710001
Rua Edmundo de Barros 830
Bairro M'Boicy
85890- Foz do Iguaçu PR
Telefone 74-2344
Caixa Postal 412
Õtime de Curitiba suou a camisa
mas
perdeu nos põnaltis
.... j
Clàudio Rorato: entusiasmado com a vitoria
Esta e ­ eis cima do Papi'
A cidade toda já conhece o
apelido da equipe do Cataratas
Turismo, que disputa o campeo'ato dp futebol suiço, promovido
sela Tarobá Baguzinho'
Por que será, Papi?
Existem várias versões
-Por causa da cor da
camisa.
-Por que os atletas são torcedores do Bangu. do Rio de ja
neiro
-Por que o Ba'igu, do
fi n anciado por um banqueio-r do
ioqo do bicho famoso
ua tuneraria junto à Unicon, depois de a família ter dado uma
bronca neles é q ue deixaram
mm nunca ter sido atendido E les não dão bola. Parece te retirar o corpo mas ficaram
ooe têm algum acerto com a enrolando horas para dar o ates:u Ira funerária, porque nós fado de óbito Com base em u€'
irmos uma completa frota de foi feito esse credenciamentO 9 Ei
carros para atender a todas as muito estranho e acredito que a
camadas da população e ofer e- outra funerária paga comissão
cemos um oreço ainda mais bai- Já ouvi falar que é 40°/o, e isso. a
xo pelo mesno serviço, ou até meu ver, é venda de cadamelhor que a outra desabafa veres garante Airton
O irmão do falecido. EduarAirton
Como exemplo. Airton citou do Joaquim da Silva, confirma lí
o caso da morte do moloqueiro história "Fui até a Funerari;i
Nauli Sctirwider "Efe morreu na Bom Jesus porque estava ma
estiada do Porto Merra Seus ta- barato e também porque ¶0
miliares vieram até a nossa fune- primeira que encontrei Lov'
H
rária para que fôssemos buscar urna surpresa lá na Santa Cas,
o cadáver. Quando cheguei lá quando me disseram que co
havia pedaços por todos os outn a poderia fazer o serviço Panos passeiam pelo palio da escola...
Os miolos estavam Per q untei o porquê de toda a hislados
espalhados pelo asfalto, era uma for ia e me responderam que não
coisa terrível. Como . não poderiam entregar o corpo a Fupodemos recusar serviço, juntei ireránia Bom Jesus porque têm
tudo com muito cuidado e pouco ricerto com a outra e que a outra
depois a Unicon diz que o servi-estava pagando uma taxa por
co deve ser leito pela outra cada cadáver Dai eu embrabe'
funerãria porque nós não temos e fiz escàndalo, até que eles con
o credeniciamento Ora, isso é cordaram em liberar o corpo de
um absurdo, pois cada família meu irmao
1
Bem «i história es;ti si
tem o direito de escolher a fune-
;(,ria bom que as direções di
iária de sua preferéncia'.
Uiucnn e Santa Casa aveniqoa.
SANTA CASA lAMBEM
Airton Gonçalves queixa-se em ci'rtiriho toda essa histõr ..i,,,
também da Santa Casa Monse- fim de punir os funcionários iL;'
irhor Guilherme "Na semana i'stao tirando proveito em rima
passada faleceu na Santa Casa do sentimento das pessoas E
Otivénio Joaquim da Silva A sua rim problema grave e de tão .rc
família foi até nossa funerária coliicao bastaria tazr como -o
para qu p fôssemos buscar o te,' na í)eleqacia de Polícia. rsi'
corpo naquele hospital Lá che- di'pOic dO tanta briga por detun
qando. não quiseram entregar o lo-, irtrItiiii o sistema de pio
cadáver alegando que só a outra I;,o ( o la iiiro'rirra atende uma
funerária está credericiada So
"Estão
vendendo
cadáveres"
Querem que a qeflte passe a comprar defuntos,e desse
jogo sujo não iremos tomar parte - esbravejou Airton José Goncalves, um dos proprietários da
Funerária Bom Jesus, bronqueado que está com certas negociatas que estariam sendo feitas
entre a Funerária Nosso Senhora Aparecida, sua concorrente, e
algumas entidades iquaçuenses.
Queixou-se Airton que há
muito a sua empresa vem sendo
prelridicadi através de negócios
obscuros entre a referida funerária, Unicori e Santa Casa
"A Urricon - revela Airton está vendendo defuntos porque
não aceita de forma alguma que
a gente vá fazer um serviço a
qualquer de seus funcionários.
Várias famílias procuraram
nossos, serviços mas a Unicon
IiaO permite e entrega tudo pra
Funerária N. S Aparecida Acre.
d i to que não sela a Unicon a culpada disso tudo, mas alguns furiVH:flaniOs que devem estar levandc rlguma coisa nesta jogada
O proprietário da Funerária
dom Jesus conta que várias
:os enviou correspondência
1ridO o credenciamento de
M U\ >[.\II III t;
'I't\ U
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Sr. '',i1a Vaval
P-cprieFrrO da.Paerini
ate nz e
ao voco
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srvo ".inerâri3 de3t
c',
rter,
,J4
SanTa Casa confirma que a preferência é da N,S, Aparecida
TREVÃO
O maior salão de
baile do sul do país.
Pista ae molas.
Bailes às quartas,
sábados e domingos
Fone: 13-474
;,'1i'
1
virou
chiqueiro
4 de set'snbrc dc
Tar- er-:•:
4!i
1*
.1
...que foi construída para atender os
interesses de Cleodon Albuquerque
ptesaOes para a consfruçao da
escola rias vizinhanças de suas
terras, que acabaram sendo
sco
a
E
valorizadas
Para conseguir este
cubo" das autoridades utilizou o
Sindicato Rural, do qual era
presidente na época, e as rntluen
cias de seu irmão, o deputado
Têrcio.
A construção da escota
A Escola Municipal 13 de
para atender interesses pesMaio. localizada na baixada do rio Leão, próximo a Aparecidi- soais só poderia dar no que deu
ficando
escota
acabou
riba, por falta de alunos foi trans-
a
entregue a qalinnas e porcos
formada em granja e chiqueiro.
Há cinco anos atrás os mo- Usando e abusando do
radores da região pleitearam a poder que exerciam numa época
construção de uma escola na em que a imprensa estava amorregião para atender s crianças daçada e quem ousava criticar
que precisavam se deslocar vã- ia parar na cadeia ou era assasSão
políticos
este
rios quilómetros para chegar ao sinado.
latos
de
responsáveis
lecal de estudo
Apesar da vontade de todos escandalosos, como estes da
os moradores que desejavam a Escota 13 de Maio, uma construcão em alvenaria que poderia
escola próxima á fazenda de servir para escolarizar Centenas
Olímpio Spricigo. local de maior
densidade populacional na fase de alunos
isso,
outras
Enquanito
do hortelã principalmente, as
estão
municipais
escolas
municipais
autor idades
abandonadas ou em bairros
construir
uma
resolveram
unidade escolar em seu atual populosos faltam salas de aula
para atender ás crianças em
local
I'ai [ornar esta decisão, penedo escolar, Um exemplo e a
foram movidas pelos interesses Escola Fnederico Engel. na
em logo de Tércio e Cleodori estrada velha para Guarapuavo,
Albuquerque Este último pos- que está caindo aos pedacos e
os estúdantes são obrigados a
suia uma fazenda nas proxun'nn-
cp.es
n'riO i,iinir
O
como estava fazendo
i o 'ss' r'ol'',-r
te,'
P,
r,3
vrdOr,
FNDAiA EU
8S.ROO
0 .
U
s.'. . IÇ%S i.n' n . ,o'.( ,.s.,J
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0\a
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9e tO'çç\
9 çe
e* G'
a
e,
C>
M
Eft
Clara S. de Cruz
Seu
matrimônio
suportaria
um exame?
f- rank Caiu i io, p-aquldlra e cOrrse
lheiro matrimonial 'á 35 anos a
iodos os casal-. .v n- chegam a
seu consultório
O teste deves( , ! ue-.tado
ndjvrduatmer)te e a avalia' 'N va,
de 1 a S. Cinco-sim, quatro-,
mente, três-as vezes. dois-raramente, um-não absolutamente
Some os pontos bãsco.
Obtidos e veja o diagnóstico de
seu matrimônio Entre 50 e 41
pontos, seu matrimônio mereci"
um certificado de saúde
Entre 40 e 31 pontos. 'seu
matrimônio tem boa saude. há
fraquezas e perigos que podem
ser corriqidos. Em geral, o nível
é bom
Entre 30 e 21 pontos, o
casal deve fazer um esforço
para a recuperação da saúde
matrimonial. E preciso maior
atenção no comportamento dos
dois.
De 20 para baixo, cuidado.
o doutor Capruo recomenda a
ajuda de um profissional Ou
então, uma nova atitude na
relaçãoque está deteriorada
1 - Estou satisfeita de como
meu cônjuge maneta as finanças
familiares?
2 - Estou satisfeita como
nossa vida sexual está7
3 - Quando se tem de tomar
uma decisão, fico satisfeita se o
meu marido me escutou"
4 - Estou satisfeita corri
nossos amigos"
5 - Quando discutimos, me
satisfaz chegar a uma solução
agradável para ambos7
6 - Quando laço alqurn
coisa para ele, me satisfaz
reconhecimento que recebo"
7 - Satisfaz compartir com
meu cÔnjuge as tarefas e obru.
qacões da tamilia e do lar>
8 - Quando ficamos a sós
em casa, me satisfaz que tenhamos muito o que falar"
9 - Quando alguma coisa
me preocupa, me satisfaz sentar-me com meu esposo e
conversar?
10 - Fico satisfeita Quando
meu cónluqe comparte comigo
pensamentos e SenTimentos
Q.
1
O Natal
f
está
chegando
pr
.11' ; de
alal nada melruor que ''labriP'n,nii o o
caí nos mesmas o presente ore
c"l qinal. diferente, deixando nele
e parte de nossa personalidade
w
oue é um grito de também ex
pre.;sdr 'IO.S,n carinho
o
Voce ia experirnerilou
LJ
iuintar vidro'? POiS então escolha
z vidro, espelho-ou acrilico Coom
desenhos de velhos cartões de
Natal ou apele para sua própria
imaginação, combinando cores
vontade Escolha um desenho
acil, de linhas simples Compre
tinta, vitrais transparentes em di
versas cores (pode ser encontrada na Papelaria Wadipel) Depois
di" escolhido o desenho, trans'ira-o para a superficie a ser pin
ai'Ja com ajuda de um papel
transparente Coloque o risco
-'oh o vidro (ou a superfície a se
rr1lada) e comece a pintar com
"iceI ou conta-gotas Para dar
l"nsidade a cor. p asse duas can adas Para clarear use verniz
;-r'a vitral, que é incolor Para
obter novas cores misture as
tintas Crie e combine as cores e
"ia q ue artista se revelou
PODEMOS PINTAR
Um espelho quê começouu a
tirar velho, um vidro de uma ar 'ia interna, uma divisória n'o
arrilico, a poria de um box do
tmnheiro Na cozinha, pintar
0/uletos e repelir o motivo "m
panos de prato, toalhas e
aliar danapos
Podemos pintar lambes'
garrafas para a mesa de Natal
(iuie depois nos acompanharacr
l odo o ano podendo ser utrlia
a ei para guardar água e
L'ifim deixe sua imaqinaçew
vila e achara um prazer
enorme em criar Seus próprios
presentes
Supermercados
SGARIONI
.;..
O melhor frigorífico da
cidade / Frutas e verduras
sempre fresquinhas.
o ce a
f O 1 a
a
ii êga"
E ntaO va
V
•
•
BB ahi
,
Ser aPi por pes,oa em guio ae
Camarão fresquinho, seis vidros
de leite de coco, 112 vidro
pequeno de óleo de dendé,
q uatro tomates cortadinhos,
duas cebolas medianas e um piiuiefll ão grande bem picadinho
P; - , a lernoE'rrar sal, pimenta do
1r, ­ ffi?ntes de
,rio
Modo de fazer: deixe to-
";do drto O surrubi cortado
quadrados com limão, Sal, Ou''e mair a
d;udn 0,-'
monta do reino e alho Aqueça o
óleo de dendõ, coloque os
çiue rfl la (,O0ilectà ou para expeni- meniar o q ue tem de melhor na
dentes de alho, a cebola e o piculinária da Bahia, foi aberto o
menlab quando o alho estiver
r estaurante Abaeté E todo clima
dourado e a cebola transpareride requinte e bom aosto na de- te Em 'seguida. despeje o leite
oracao, nos detalhes e na de coco, os tomates, o peixe e os
elecão do cardápio internacio- camarões Depois, tempere com
niat
cheiro verde, pitadinha de
O mestre cuca dá hoje a re- pimenta vermelha e tampe Ficerta da Muqueca Abaeté para nalmente, deixe cozinhar e em
preparar em casa- Para seis loao baixo acompanhe com
pessoas, calcule 200 gramas de
.arro:' branco
E'nfl
Para sua comodidade, agorà
também na Av. Rpública
Argentina (Cohapar) e
Befarminode Mendonça, 369
FONE: 73-1242
VIMÓVEIS
Estantes, Poltronas, Jogos
de Sala, Copa e Quarto.
Móveis em vime,
Cana-da-India e palha.
Peças avulsas em geral.
Travessa Júlio Pasa, 91
Esquina com Av. JK.
Fone: 74-1178
Foz do Iquaçu
RESTAURANTE
AB&"=¥M
Galeria Viela - Almirante Barroso
au
4
1
II
APROVEITE AGORAl
O NATAL ANTECIPADO
.
0.
(0 000 4>0
DA
Curtinhas
A d;rcrr - 'ir' ruir OpçOPS
para lazer corirpras, mas urna só
para ecolher colant de 'oucura.
conluntos sensacionais, bolsas e
bilouteruas lindas de morrer, E a
galeria Viela. Vá até lã e confira
E por falar em coisas lindas,
você já pensou na sua cabeça
p:ira as festas do fim de ano?
Nada como lazer uma visita a
R)berto's Cabeleireiros, no
C » nler Foz, 1 O andar Além do
coarme e a simpatia de nossa
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LSN:
Corpo
espúrio
do regime
arbitrário
No mesmo horário em
que no dia 17 'de novembro
Juvncio. Aluizio e Adelino
responaiam a interrogatório
na Auditoria Militar de Curitiba, em processo 'qUe visa a
condenação da linha editorial
de Nosso Tempo, o deputado
estadua l Deni Schwartz
(PMDB) fez este eloquente
na
pronunciamento
Asembléla Legislativa.
Mais uma vez Aluzio Palmar, Juvêncio Mazzarollo e Adelino de Souza são levados às
barras dos tribunais militares
Contra eles pesa a acusação da
divulgação de fatos, de modo a
indispor o povo contra as aulo
ridades constituídas - o antigo
crime de imprensa, a velha
forma de fazer calar vozes
adversárias que insistem em
dulqar suas verdades. Ma'
. ana vez a liberdade de imprensa
direito de opinião são mao:--ados pelo arbítrio Que tenta
impedir, pela coação, o livre cursoda informação social.
O jornal Nosso Tempo, de
Foz do Iguaçu. vem se destacando pelo seu caráter corajoso
e pela independência Destemido, o jornal vem prestando um
largo serviço ao oeste paranaense, realizando com sacrifícios a
tarefa de informar a sociedarje
sobre tudo e sobre lodos
Nós, do PMDB. sempre defendemos a liberdade de imprensa como um dos sustentáculos
básicos de qualquer sociedade
democrática Não estamos aqui
para defender as mesmas on
niões esposadas pelos procedos Antes de tudo. queremos
dendêr o '1Tadr que eles !m
o p inar, de divulat-- real,
-a imprensa livre de qual'-osiçao arbitrária que
'-'d i nela violéncia ou pelo
,drar um direito recoao 1riiversalmente
() mais grave, senhores, e
eies nem estão sendo
­ cessados com base na lei de
'osa lei bastarda e aritidesendo
Estão
ados na Lei de Seguacional. este corpo
normas que bem
'r o maio legado que o
atrário deu á sociedaleira E absolutamente
- .
1.
impossível que nós, democratas
conscientes e por sso na 000sição. aceitemos este tino cie bar'bane que se comete contra a liberdade de expressão. Porque a
conivência ou a omissão nos
colocaria ao lado daqules que fazem do atentado às liberdades
sua forma comum de se manter
r io poder
Enquanto esit's 01 nalistan'te merecem de nosso partido
!odO o apoio e solidariedade são
processados pela Lei de Segurança Nacional, senhores, os
!enroristas do Rio Centro estão
soltos, os assassinos de D Lida
Monteiro estão soltos Aqueles
q ue cometeram tantos
atentados terroristas contra o
povo e as inst i tu i ç ões democráticas estão em plena liberdade
Só nos resta parafresear o
ex-presidente da Arena
Repúdio
à denúncia
contra
Nosso
Tempo
HOJE". de
O s€'"onarlC
Cascavel, em sua edição da tam a inúmeras outras - todas conduta exemplar por parte do
semana passada, estampou fac- muito sensibilizadoras e gratas. jornal Nosso Tempo, devo dizer
símile de um requerimento do São-defesas que Nosso Tempo que o mesmo vem prestando
vereador Marcos Formighieri á p recisa lei para enfrentar o cas- efetivo serviço público ao Oeste
Câmara de Vereadores daquela figo imposto pela justiça militar a 00 Paraná, bem como atem ciacidade propondo "voto de repú- quem assumiu o sacrifício de quela fronteira
Além da veiculação de in-'
dio á denúncia proferida pelo fazer um jornal sincero, fiel à
Procurador da Justiça Militar" verdade e, acima de tudo, deten- formações pela região, o jornal
demonstrou uma autoridade cricontra Juvéncio. Aluizio e Ade- sor dos oprimidos adversário da prepoténcia. da exploração e fica que o alçou ao respeito e à
lino - do jornal Nosso Tempo.
dmiraçâo da,s pessoas livres e
Segundo o tomaI "HOJE", 'lo 'orr O tçao
dos segmentos sociais que
- 'da sessao presidida pelo peprecisam levar adiante suas
dessista Erico Ricardo Marcon
laia Scanaqattal só nào parti' Jornalistas reivindicações. Alguns jornalistas, como morcegos e corujas
ciparam OS vereacores uuse de
tue não aprenderam a enfrentar
Oliveira (PDS) e tvo Waschmann
'o sol, só conseguem ficar na
(PMDB) Além do autor do regue- morcegos
•
numbra e na obscuridade - ambirtrnento, manifestaram-se favoente dos medíocres, Outros,
ráveis ao voto de repúdio os dois e corujas
porém, acostumados como as
vereadores do Partido Popular.
águias a enfrentarem o sol, elequatro do PMDB e também seis
Na sequencia dos ges- vam-se e destacam-se por seu
vereadores do PDS: Dércio Gala
tos
de
solidariedade
para
r abalho Nos ultimos oodemos.
lassi, Newton Ci,-nsoli, Xiquinho
Zimmermann, - Darci Israel. com Nosso Tempo, apa- incluir os que estão fazendo 00
rece uma carta do deputado Nosso Tempo um tempo novo.
Ernani Portes e Erico Marcori"
Além do voto de repúdio ao estadual Nilso Sguarezi, Todos verão a qualidade do jornat Nosso Tempo quando a verenquadramento de Nosso do PMDR:
dadeira democracia for conquisTempo na Lei de Segurança NaInicianente queremos tada, porque hoje este jornal é
cional, Marcos Formighieri (PDT)
pediu que a Câmara e Cascavel cumprimentar a valorosa equipe uma das mais significativas foroficiasse ''a todas as Câmaras desse combativo órgão de im- ças e um valioso instrumento de
Municipais da região, para que prensa q ue, pelo seu destemor e luta do povo brasileiro pela dese posicione favoravelmente ao honestidade de propósitos, tem- mocracia
Que toda a fluência deste
teor deste Requerimento" O, re- se posicionado na defesa da
idealismo contaqiante dos
querimento foi aprovado na moral e da democracia
A livre informação é, no homens que formam e corposessão do dia 24 de novembro
ultimo, e seu teor integral está conceito moderno da democra- 'ificarn o Nosso Tempo se cnisrio tac-simile que recortamos cio cia, a própria imagem de um re- talize também no sucesso
qime democrático - daí dizer-se empresarial da Editora, para que
'HOJE para reproduzi-lo aqui
hOle que a imprensa constitui o viabilize Nosso Tempo e esta
A manifestação de FormIsela uma conQuista irreversivel
O,,,irto Poder na d p mocrac,a
Ljht( , ri da Câmara de Cascavel e
do l')rna! 'HOJE se c
flii di' Urna da nossa imprensa livre''
«ttfltiP4t be
;
n171
Lmámâ] :4;10 ,iTiffi
A -E
IIIIIIIIIiiiTADO DO PARANh
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.4TA:- R8QUER A OOE!51 3:iA.0 D v'O D5
10r MACO3 P
O Vt
5ja corsign*do nos arais desta Caia I,egjis'ivR,1 Cflfl14'uefltiløt4 cnica&, por elcpediente otci1. Voto de T-odio
d-t-i.ncia pi-oferd- pelo Procurador da justiçA MilSt'r-, contr.
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VÁLIDOATÉ:[1J1I1981T
CIO
to
lis-
Mortalidade
infantil
E ou riao e estarrecPdora a
noticia qi': stamos dando nesta
edição cobre porcentagem de
nriançs que morrem em Foz do
lUÇL proporcionalmente ar
lurni'ro de mor'os de adulto
Se 1' por cento dos enterro
nos cemitérios do munico ipultam crianças menos de
t nos O que Será que esta
cor;ecendo? E o que 501
precico fazer?
O dado deprime profundamente Choca como um coice rio
1,
raver niO
Certamente há. Por exemplo da
parte dos atuais donos do poder
há soluções muito conhecidas
Reinstalar a ditadura feroz para
riuialqiier trabalho gui
vise a socorrer tantos sere.-,
humanos em desgraça total
sempre com o elevado intuito
de preservar a ordem e o
progresso do Brasil. cujo futuro
;udrO-,c; rio concerto das no
es Pois sim que belo espeUlO dará o Brasil ao mundo
ido-lhe uma subespéci'
gire nem se parecer ri
com
arrirnrl conhecido por
A bronca
do povo
respeito das empresas para
com os passageiros.
"Estive durante quase
uma hora esperando o ônibus
da Transbalan em frente ao
Colégio Bartolomeu Mitre.
Quando ele passou não parou,
apesar de eu ter dado o sinal.,
Tive que esperar outro tanto
até que consegui chegar em
casa. Fiquei portanto esperando condução das 22 até as
24 horas
O atendimento das
empresas é péssimo e os
passageiros não podem fazer
nada. Dias atrás, uma senhora
quebrou o pé quando tentou
tomar um ônibus da Viação
ltaipu em frente ao Batalhão.
Ela não havia ainda subido no
estribo quando o motorista
arrancou.
Esta falta de
pontualidade e de respeito
para com o usuário está prejudicando bastante o
trabalhador. Com o preço da
passagem dentro do atual
nível as empresas podem dar
um melhor atendimento. Mas,
como nenhuma autoridade se
interessas, é isto que está ai
esculhambação.
Rua 24 de
março
arjores :li-r;ca
aio 00; ti iOt y u do MBoicy e
sobe até se encontrar com a
estrada do Porto Meira, estao
COM um problema e pediram a
Cenrileza de Nosso Tempo rio
serrtido de cobrar da Prefeitura
um p equeno servicinho
T
Mais uma vez o povo
reclama e pede providências
contra o mau atendimeto dos
transporte coletivos de Foz do
Iguaçu. Esta é a vez de Wilson
Antonio Jung que veio até a redação protestar contra o des
kIE
Agora ao seu alcance as
famosas camisas oficiais da
ADIDAS de seu time favorito.
U.
1
À VENDA NO MUNDO
DOS ESPORTES
RUA REB OUÇ AS, 748
ancrronete e fruiera A Chouqaria cercou o terreno de sua
oropriedade para preservar a
niqierie do estabelecimento,
uma vez que a circulação de
carros naquela rua sem
Davimeritacão orovoc3 murta
poeira Mas, cercando o terreno.
trancou também o accso à ua
24 de Março para os carros que
vêm pela Av. Jorge Schimrneotenq Os fiscais da Prefeitura
metendem multar o propriet-rio
da fr,imrvi nor isso. mas a
verdade e que ele está dentro de
seus direitos e até mesmo cumprindo determinações da própria
-Prefeitura, que recomenda
cercar e conservar os terrenos
urbanos O rebaixamento do
meio-fio está efetivamente sobre
a entrada para a fruteira que não
é patrimônio público.
O dono da fruteira tem direito à privacidade. Mas a Prefeitura está então querendo que ele
pague o rebaixamento do meiofio no local exato por onde passa
a rua 24 de Março. Ora, a soluestá apenas no cumprimento do
dever da Prefeitura de rebaixar
o meio-fio no local certo e
pronto Mas q ue nada1
PMDB faz
reunião
com favelado
No último sábado houve
uma reunião política que fugiu
do estilo oba-oba que predomina na maioria dos partidos.
O encontro foi na casa de José
Leopoldino Neto, presidente
do Diretório Municipal do
PMDB. Ali estiveram reunidos,
além do Neto, o ex-presidente
do Diretório Municipal do extinto MDB, José Antonio de
Brim, o secretário do PMDB de
Medianeira, Leuro Consentino
Filho, e um módico e professor
universitário, Márcio de
Almeida.
O objetivo da rniio foi a
curiosidad de todos em conhecer o favelado Arthur Meio
Silva. Márcio veio de Londrina
e depois de mil peripécias conseguiu telefonar para um
comerciante próximo a favela
do MBoicy que passou o recado ao candidato a vereador
pela periferia.
Neto, Brito, Lauro e Márcio recepcionaram ahomem e
falaram das perspectivas p011.
ficas do atual momento.
"Para mim foi uma honra
ser chamado por tão ilustre
pessoas. Logo eu, um pobre
caipira, sentar e falar de política com empresários,
dentista e medico. Foi uma
pena que me pegaram dE
sopetáo. Como eu não conhecia nenhum dos presentes,
não deu para falar mais
amplamente da atual situação
dos trabalhadores que nós
queremos", disse o seu Arthur
depois da reunião.
Mas Isto foi uma vitória
da população marginalizada
que está deixando de ser uma
simples massa de manobra
em véspera de eleições e já
pode sentar com as diversas
lideranças e tratar dos problemas de Igual para igual. Se a
coisa continuar assim, até que
o Brasil pode ainda melhorar.
Voto de
louvor
à Emater
O vereaaor Aquirielo Favero
ORGANIZAÇÃO
CONTABIL
DELTA S/C
CRC-PR. 1.510
DELTAMAR
CORRETORA
DE SEGUROS
LTDA.
SUSEP 02/007
DELTAMAR
IMÓVEIS LTDA.
Creci
Rua Benjamin
Constant, 49 Frente ao Forum
Fone: 74-3551 - Foz
do Iguaçu - PR.
Hd115 rEqore;
e a Crnara aprovou. voto de louvor pelos trabahos desenvolvidos durante o
ano agrícola de 80181, sumamente substanciasi e profi'rios' Na tustificativa. Fávero
arqumertou q ue o trabalho
daquela entidade traz a "esperanca de um Brasil em ritmo de
g randeza, impondo uma presença respeitável e de admiração
io consenso dos povos civilizados
Tentando "er ainda mais
ofusivo o vereador caiu- numa
impropriedade verr,al e lascou:
• Honra ao mérito a esses
estóicos (grifo nosso) lutadores
da ErnaterParaná/Acarpa, com
reverenciado
dos componentes desta Casa de
Leis. legítimos representante
do oovo iauacuense
Apesar do termo "estóico"
-denominação dada a nessoas
insensíveis perante a dor, o que
não parece ser o caso dos técnicos da Emater - e apesar da
frase desastrada pela tentativa
de falar dificil, o gesto i r? vereador Fvero foi justissimo O
pessoal 1a Emater está fazendo
muitos trabalhos ótimos.
Veemente
protesto
Aprovando requerimento
do vereador Evandrb Teixeira,
a Câmara consignou em ata e
enviou 8s autoridades "um
veemente protesto contra a
Secretaria de Segurança Pública do Paraná, na pessoa de
u
titular,
Cel
Haroldo
Ferreira
Dias,
pela
inoperáncia e total
ineficiência do aparelho policial montado em nossa
Felicita editores
e funcionáricis do
semanário
NOSSO TEMPO
pela passa gen
de seu primeiro
aniversário, e faz
votos de que a
liberdade de
expressão, uma
constante até o
momento - se
repita neste seu
segundo ano de
vida, que-ora se
inicia.
Adeus
às Sete
Quedas
k9_.dw
Nao se sabe bem se vai ser
urna homenagem de despedida
ou uma manifestação de protesto, mas está em curso um movimento desencadeado em Curi!Da para realizar enorme estardalhaço ante o sepultamento da
antástiCa, incomparável
maravilha das Sete Quedas de
Gualra já no próximo ano. As
rciias r'ansas do auo de ltaiou
escondeiãO ao mundo mais esse
patrirnõniO d humanidade
O Movimento Adeus, Selo
Quedas foi desencadeado em
novembro ultimo através da distribuição de uma 'Carta de Adesão em que os organizadores
buscam reunir o maior númerc
possível de pessoas dispostas a
este gesto de nobreza.
Daq ui - geografia transf iqurada por uma potente beleza
onde guaranis aprendiam a
discernir a voz de seus deuses.
onde jesuíta e índio concretizaram a utopia da República de
Guaíra - o Brasil extrairá a
energia que irá colocá-lo na vanguarda das nações, na
passagem do' milênio'' - reza a
Carta de Adesão ao Movimento
•. Q Brasil reatirma sua
opção crvilizatÕria pelas sesmarias, bandeiras, coivaras, pelos
canaviais e cafezais, por Volta
Redonda, por Brasília, pTransamazõnica e por Cara
Hoje, por Itaipu, Haverá uiu
preço a pagar. crucificaremos o
para
de
Guaíra
gigante
comungar de sua carne transeubstanciaOa em energia
"Aos pés do evento, nossas
diferenças de partidos, seitas e
raças assumem dimensões
meramente
igualmente,
humanas Nosso luto trans-
cende militânclas".
-.
cidade, que não consegue
manter a tranquilidade do
diupovo que se vê assaltado
p
turnamente em leno centro
da cidade, registrando-se
assaltos e violências de toda
ordem, pondo em pânico toda
a população".
Por falar nisso, senhor
presidente e senhores vereaores, há gente que vai mais
onge: Para acabar com a
violência em Foz do Iguaçu dizem muitos -, a primeira
coisa a fazer é fechar todas as
reparlições policiais e
despedir todos os delegados e
agentes;
Que tal?
M 1 CI'10M%J
Superior de Guerra, que vem de
novo com a velha história de
difundir o conceito "segurança e
desenvolvimento" - binômio que
justificou as maiores
atrocidades da história nacional
Parafraseando M,llôr Se e
de guerra, nao e escola, muito
menos superior
Precisamos é de uma
Escola Superior de Paz - isto è o
que esã fazendo uma bruta
falta. lã horn'
Vamos
entrar
nessa
Vocês leram bem a nota
sobre o "Movimento Adeus,
SOU SURDO E MUDO Cataratas?" Pois é, o pessoal
está pedindo que os interessados em participar se inscreJae seus ouvidos com as mãos e onca o jam. A idéia lançada prevê a
realização de um Festival de
nada, o vazio da vida. Assim somos nús
Artes e Ciências, um
os surdos-mudos. Pare! Pense! como t "quarup", em julho de 82.
Além disso, será uma oportubom ouvir, comunicar-se com oofros, nidade para debates e condenações ao modelo de desenajude-nos adquirindo este cartão.
volvimento econômico que
não se constrange em arruinar
ALFABETO MANUAL
o planeta Terra desde que seja
SURDOS MUDOS DO BRASIL
para satisfazer suas ambições
OBRIGADOI
desenfreadas.
Os que participarem do
ato público, que deverá durar
10 <)u 15 dias, lá junto as Sete
te papecho está sendo Quedas, devem inscrever-se.
por alguns Nosso Tempo recebe as Inscrive!4%
"virac 5" que não tem ções, tá legal? Seremos os úlnada de surdos ou mudos. E a timos a ver aquela maravilha
crise tá danada mesmo., que da natureza, por Isso tomanem os deficientes são respei- remos "consciência do vulto
tados. O pessoal sempre que de nossa ação e de nossa
seja nara descolar alguma
perda, preservando sua memógrana, está fazendo qualquer
ria e aprendendo a lição, para
negóc o
que não se repita, os mesmos
Cr 50flfl
Até no
cartão da
Loteria
Depois que apareceu propaganda da Esco3a Superior de Guerra
nos volantes da Loteria Esportiva
(leste 576), dá vontade de encetar grossa campanha para ninguém mais apostar nesse
assalto à economia p'opular representado por tal brincadeira
safada Se não se soubesse que
uma campanha assim não teria
resultados, até que a campanha
poderia ser lançada Mas sabese que o embuste da Loteria
Esport iva, como de todas as loterias, sorteios, leilões..., estão
eleitos pelo povo como o último
fio da corda por romper antes do
abismo. Só que os teimosos
apostadores não se convencem
de que as loterias empobrecem
infinitamente mais pessoas do
que as enriquecem.
Bom, esta nota é feita por
causa da propaganda da Escola
erros" - conforme diz a Carta
de Adeus do Movimento.
"Precisamos organizar
uma corrente. Colete adesões
em sua carta, entregue cópias
aos que aderirem e peça que
façam o mesmo. O festival só
ocorrerá em mutirão" - conclui
a Carta.
PS. Por ora, estamos com
um probleminha. Nosso
Tempo recebeu o documento
dos idealizadores da manifestação e assumirá a busca de
adesões em Foz do Iguaçu.
Mas o pessoal não colocou o
endereço para onde devem ser
levadas as adesões e discutidas as propostas. Pedimos,
portanto, aos leitores de
Nosso Tempo em Curitiba,
que procurem fazer chegar
isto até o pessoal do
Movimento "Adeus Sete Quedas" para que costurem com a
gente o trabalho, tá legal?
Mandem também multas
cópias da Carta, sim?
A idéia é ótima e no-la tiraram da ponta da lingua.
CÂMARA DE
VEREADORES
DE FOZ DO
IGUAÇU
Congratulamo-nos
com os
funcionários,
editores e
proprietários do
jornal NOSSO
TEMPO pelo
sério trabalho
jornalístico que
desenvolveu
neste seu
primeiro ano de
atividades. Que
seja assim
também nos
próximos anos.
1
Qual o futuro do Madeirão?
-.
Hospital de Itaipu
estaria sendo
alugado na surdina
O hospital Madeirão, conzfruido pela Itaipu Binacionai para
servir aos seus funcionários, estaria sendo motivo de negociações por um grupo econômico
ligado a uma empresa médica. O
hospital da Vila B é considerado
um dos estabelecimentos mais
bem equipados do Estado e foi
instalado para atender os 40 mil
trabalhadores que teve a obra
em sua fase de maior mobilização de mão-de-oora. Quando
as obras da hidrelétrica tiveram
o seu pique em 1978, o Madeirão
chegou a atender 600 pessoas
por dia. Ele tem hoje infraestrulura humana e técnica para
continuar com este atendimento.
Entretanto, com as conclusões dos serviços, esta estrutura
hospitalar já começa a ficar
ociosa para a empresa. Para os
próximos anos, quando só ficar o
pessoal encarregado da
montagem e mais tarde da
manutenção, esta estrutura
hospitalar será um elefante
branco, resultando em prejuízos
incalculáveis. A idéia de alugar o
Hospital Madeirão a uma empresa particular surgiu a partir de
uma sugestão dada por um
general da Escola Superior de
Guerra, que ali esteve em visita
recente aproveitando uma
conferência no curso que a
ADESG promoveu em Foz
Se forem concretizadas as
negociações, mais uma vez
Foz do Iguaçu será prejudicada.
Cairão por terra os projetos de
uma cidade universitária ou
mesmo de passar diretamente o
Hospital Madeirão para o
INAMPS Para os médicos de
Foz do lguaçu, o arrendamento
do hospital será sem dúvida um
baque. Isto porque a empresa
contratante não irá absorver a
mão-de-obra local. Trará profissionais do Rio, Curitiba e São
Paulo. Esta empresa, ligado ao
poderoso grupo da Mendes
Júnior, já garantiu perante o Ministério da Previdência Social o
credenciamerito do Madeiráo.
O mistério que envolve esta
transação significa mais uma
vez um desrespeito por parte de
Itaipu para com a população de
Foz. Pois o futuro não só do
hospital, mas também dos
pavilhões do Anglo-Americano e
dos conjuntos hbitacionais Interessa sobremaneira ao povo
de Foz do Iguaçu. Estas soluções deveriam ser debatidas
aqui em todos os níveis e não
- serem feitas conspirações de
portas fechadas, atitude típica
de setores anti-democráticos.
ESMOLAS DIFICEIS
È verdade que essa infraestrutura foi construída pela
UNICON - consórcio de empreiteiras contratadas por ttaipu e
pagas por ela para as obras da
construção civil ora em alusão.
O dinheiro foi gasto pela
' UNICON. mas este cnns »• pago pela entidade Binacional
Itaipu, E quem terá que devolver
'todo esse dinheiro aos bancos
'rernac!onal: e as ernoresas
financeiras nacionais que
investiram em Itaipu será esta
mesmo empresa, não o governo,
brasileiro ou paraguaio. Onde
serão arrecadados os bilhões de
dólares necessários para Itaipu
pagar a conta' Como em todo o
empreendimento lucrativo, o
consumidor da energia
produzida pela hidrelétrica será
o pagador.
Fica, pois, difícil ao povo de
Foz do Iguaçu ver chegarem as
esmolar que suplica à poderosa
empresa Binacional. Até hoje
ela só assumiu compromisssos
(dividas). A abundância de
recursos de que dispõe e a consciência de que não há limites de
gastos tornam as coisas fáceis
na gigantesca obra, onde tudo
funciona às mil maravilhas brutal contrastes com a dramática realidade global das nações
(brasileira e paraguaia).
O Tratado de Itaipu estabelece que a Binacionat não visará
a lucros - apenas terá que
arrecadar o suficiente 'para
saldar a divida de mais de 12
bilhões de dólares Mas ninguém
se iluda: Itaipu jamais será uma
entidade beneficente ou assistencial, seja para os municipios
que estraçalhou como para o
estado do Paraná, que depredou
Além do mais, em relaçãó
ás edificações (prédios hospitalares, escolas, clubes,
residências , e escritôrios), há
uma situação bastante confusa,
possivetj'n'ente proposital .: O
Conjunto Habitacional' A - o
maior dos três - fõi construido
pela empresa, privada de Gaxias
do Sul MADEZZATTI, mas as
casas foram financiadas pelo
BNH e, para enliar ainda mais.
são ocupadas pelos empregados
da UNICON - de quem não se
sabe se pagam arrendamento ou
aluguel. E a entidade Binacional
Itaipu, onde fica neste enredo
Na testa de tudo Afinal, tudo o
que for gasto para construir
Itaipu será paga por Itaipu, isto
é, pelo consumidor
Foz do Iguaçu, se quiser receber alguma ajuda significativa
de tiaipu, deverá conformar-se
em esperar por algum improvável gesto de comiseração.
Sequer se sabe a quem recorrer para pedir doação disso e
daquilo para Foz do Iguaçu
Quem é o dono dos hospitais Madirn P Madeirinha 9 Qe quem é
O prédio onoe runciona o AngloAmericano, que nunca pagou
aluguel, enriqueceu, pôde
expandir-se às custas da
UNICON, quer dizer, da ltaipti
Binacional, ou seja, do consum:dor da energia a ser gerada por
Itaipu
A Foz do Iquaçu foi imposto
apenas o ónus de servir de
suporte, entreposto de llaipu
Terminada a obra, ambos foram
bonmigos e tudo acabará em
despidas formais, cheias de
falsidade
"Cerca de 10 mil litros de
leite foram jogados fora durante
três dias cie greve dos produtores. E há muitos que ainda
estão lançando aos porcos
cerca de 10 por cento da produção por falta de consumo. Só
não jogam mais porque os
sumos não se adaptam tão
rapidamente a uma nova alimentação", denunciou na semana
passada o deputado estadual
Nettori Friedrich
Indignado, o deputado do
PMDB fez severas criticas á
empresa Kambi, com matriz em
Londrina, que vem provocando a
absurda perda de milhares de
litros de leite num Estado que,
como todo o pais, enfrenta dificuldades para alimentar o trabalhador.
Numa reunião, os produtores de leite da região Oeste do
Paraná denunciaram os difíceis
momentos por que passa O
setor Em Matelândia, onde se
reuniram os trezentos leiteiros
representando quase dois mil
produtores cadastrados colocaram seus problemas . na
região. Uma das mais graves denúncias é o atraso no pagamento pela Kambi. Há mais de
100 dias que a filial de Matelándia não vem pagando os
fornecedores. Além da falta de
pagamento, há um total desprezo por parte dos diretores da
lima quando alguém os procura
para tratar desta questão.
O ambiente em Matetándia
é de perplexidade geral. Hoje os
produtores estão vendo o quanto
foram ludibriados pela empresa
que, com o controle no recolhimento de leite, vem utilizando
critérios que lhe interessam para
taxar os produtos.
O grande golpe da Kambi é
classificação do produto. O leite
é classfcado como sendo
primeira ou terceira, ou seja, cruzeiros (que aplicados renderiam mais de 3 S milhões nôi
mes
A Kambi, empresa que vem
lesando os leiteiros sem nenhum
escrúpulo quando de sua instaDei"
lação recebeu incentivos e privilégios da Prefeitura de Matelitros
lãndia. Quando de sua inauguração no ano passado, foi feita
uma verdadeira festa por parte
Irte ieiÍlte
das autoridades. Agora, depois
de lesar os produtores a empresa está para ser vendida a uma
multinacional, o que significa a
entrega de mais um setor da
indústria de alimentação ao
capital estrangeiro.
O deputado Nelton Fnie"leite de excesso'. De 29 cru- dnich está propondo uma saída
zeiros que deveriam ser pagos que deve estar voltada aos inao produtor, não passa de 20 teresses dos produtores
cruzeiros o valor estabelecido' lesados. "Deve-se pensar que
através da duvidosa classificaexistem cooperativas que, unição.
das numa central, podem se
Constituir num centro de procesE o grande baque da indústria leiteira virá provavelsamenjo de leite. E mais: não
mente no próximp ano quando a
devemos esquecer, ainda, que a
Kambi poderá, inclusive, ser ven- própria Kambi teria condições
dida. Sabe-se que estão sendo de processar o leite em suas
feitas negociações, ainda descounidades no Oeste. Dos 120 mil
nhecidas publicamente. Uma
litros produzidos no Oeste diariacoisa, porém, é certa: na fila de
mente, só 40 mil são consumiCompradores está a maior multi- dos aqui. Por isso faço um apelo
incisivo.Não podemos entregar a
nacional de alimentos do mundo,
aNestlé.
indústria leiteira a uma multiA situação dos produtores nacional. Este setor, básico para
passa a ser, de total insegurança
o pais, que enfrenta seríssimos
em toda a região Oeste. Paga- problemas com a alimentação
mentos atrasados há cem dias, com a saúde, é estratégico",
preços abaixo do estipulado. E denuncia Nelton.
como se tudo não bastasse, dos
20 cruzeiros que a empresa
Enquanto o leite é jogado
promete pagar, saem do bolso fora e a Kambi não paga os for
necedores, aumenta o índice de
do produtor o Funrural e o frete,
o que resulta em 5 cruzeiros a
mortalidade infantil e a causa é a
menos cada litro. O leite, porfome. Prova disso está no novo
tanto, está sendo entregue a 15
cemitério de Foz do Iguaçu,
cruzeiros e ainda há atraso no
onde 70 por cento dos mortos
pagamento. Está sendo retido
são crianças com menos de 5
nas mãos - dos laticínios da
anos.
'eaciri cerca d e fl rnithÕCS de
Estar recedor!
jogadO5
Jora
Nestes dias esteve em Foz do Iguaçu O
doutor Raimundo Faoro, ex.presidete
da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB). Veio atender a compromissos
particulares. como advogado de uma
empresa do Rio de Janeiro, mas
atendeu a reportagem do Nosso Tempo
concencendo esta importante entrevista
Faoro foi presidente da OAB no período
difícil em que o Brasil começou a dar os
primeiros passos rumo à superação
da ditadura.
Possivelmente, as posições da OAB na
luta pela redemocratiza cão do Pais
foram as mais enérgicas e corajosas
naquela época. Que foi, inclusive, o
oeriodo mais edificante da entidade,
especialmente graças à presença de
Faoro na presidéncia. A entrevista que
segue é mais uma contribuição de
Nosso Tempo e de Raimundo Faoro
para ajudar no entendimento do Brasil
de hoje.
dos últimos anos e Nosso tempo - Sua gestão na
:tiresidência da OAB coincidiu
om o período em que se miiou o processo de redemocratização no Pais. Acredita que a
OAB leve papel decisivo nesse
processo?
Dr 9aimundo Faoro - Acredito
que sim. Quando abordamos o
assunto da redemocratizaçào
pela primeira vez com Petrõnio
Porteia o emissário da Presidência, recebemos a informação de
que o governo não tinha projeto
algum nesse sentido. Petrônio
disse que pretendia ouvir a opinião pública Não tinha propostas, mas queria verificar o que os
diversos setores da sociedade
propunham. inclusive a' OAB
Mas a OAB se sentiu frente a um
problema delicado, pois o
problema era poliliCO, e a OAB
não ë um partido político e não
dispunha de um programa polifico. Procuramos, então, inicialmente, fazer propostas que
diziam respeito à nossa profissão. Estranhamente. num regime em que não vigorava nem o
direito ao "habeas corpus" e
quando a magistratura estava
dependente de outros poderes,
ainda assim o advogado podia
atuar livremente Partimos para
o ataque ao atrelamento do Judiciário, pedimos a restauração do
"habeas corpus", mas foi muito
difícil convencê-lo, Mostramos
que os códigos penais eram uma
coisa que se manteve válida
durante uma tradição centenária
no Brasil Mas naquele momento
as forças de segurança
entendiam que não havia condicão de libertar uma pessoa iecalmente presa Nosso Tempo Na Implantação da "abertura democrática", a OAB e a CNBB desempenharam um papel Importantissimo, talvez decisivo. Os
aclamentares e os políticos
-
A máquina
da OAB quis
se retrair
um pouco
Organ izaçao
Todo serviço
Entrevista
RAIMUNDO
FAORO
Atende-se i id nora e
aiomicmo. Só ligar para
o fone: 74-2269
Executamos qualquer
serviço que solicitar
Rua' Almirante Barroso, 649
LI
Auto Escola
sava sequer em anistia?
Faoro - Nem nisso. A idéia era
levantada, mas não havia o
menor sinal ce boa vontade do
governo para pensar nisso. Na
rimeira vez que falei em anistia
pensaram que eu havia enlouquecido Só depois de muito
tempo admitiram a volta do "haheas corpos" - ainda que só
depois de 10 dias de detenção
Ora, em 10 dias obtinham o Que
queriam do prisioneiro, muitas
vezes sob torturas. Naquele momento, qualquer 1PM tinha o direito de manter preso qualquer
suspeito durante 30 dias. Estava
escrito na Constituição que a detenção deveria ser comunicada
ao luiz, mas a comunicação quase nunca era feita. Imperava a
arbitrariedade e a prepotência
dos órgãos de segurança. Não
havia prisões: havia, sim.
sequestros de pessoas que não
podiam sequer se comunicar
com um advogado ou com a
família. Dai resultaram as torturas e os desaparecimentos de
presos politicos. Ninguém
controlava ninguém Acredito
que o próprio governo passou a
perceber que estava com poder
excessivo e sem controle. Os órgãos de segurança lá estavam
tora do controle do governo.
Nosso Tempo - A OAB torpedeou com energia aquela
situação. Foi o canal de clamor nacional contra aquelas
calamidades. A OAB continua
hoje como um canal da sociedade para dialogar com o
governo?
Faoro - Naque;a época estávamos com 100 mil advogados.
Não havia e não há no Brasil um
grupo profissional tão numeroso
e tão bem organizado. Somos o
grupo profissional mais
poderoso do Pais. Se conseguissemos um meio de nos unirmos
mais pode'iamos ser o grupo
p
COMETA
Aulas práticas e teóricas para
sua Carteira Nacional de
Habilitação. Encaminhamos
documentos para Identidade e
Licença para Estrangeiros
R. Mal. Floriano, 56,
Fone: 73-4293
Não podemos
nos enganar
coma
abertura
tiveram que nível de atuação.
Faoro - Naquele tempo havia
ainda o Al-5 e os partidos políticos atuavam com grande deficiência, Sofriam impedimentos
fundamentais em seu trabalho e
estavam sujeitos á cassação de
seu mandato Outro aspecto era
a distância entre os partidos e o
governo O governo tinha
maioria, conseguida através de
cassações. Não havia um
trabalho de base nem a nivet de
o osição. O governo impunha. A
oposição tinha poder de mobilização da opinião pública, mas
não tinha poder de influência nas
decisões governamentais O
diálogo entre governo e oposição era impossível
Nosso Tempo - Esse espaço
foi então ocupado pela OAB e
'pela CNBB?
Faoro De certo modo, sim Em
1975, a pretexto de implantar a
reforma iudiciária, o presidente
Geisel fechou o Congresso e
lançou o "pacote de abril", inventando a figura dos
biónicos" e aviltando completamente o processo eleitoral Petrônio Portela me dizia que a
oposição se mostrara intransigente por julgar que tinha um
poder que de tato não tinha. A
vito.
teve
uma
oposição
ria fantástica nas eleições de
1974 e passou a super-valorizar
;ua força Estava, na verdade
numa oposição igual à que vive a
oposição no Uruguai hoje, que
ganhou um plebiscito mas não
consegue levar adiante um
processo de redemocratização
E uma torça popular, política.
mas inoperante. A idéia era,
então, tentar uma recomposição
política do Pais at'avés de outros
setores - OAB. CNBB e outros
õrqãos influentes. A recomposição proposta era modestissima,
porque o governo queria
conceder o minimo possivel.
Nosso Tempo - Não se pari.
p
'
Precisamos
entender
que não temos
constituição
ó
e:.
Com sua habitual
oferta: centenas de
discos e cassetes a
CRS 300
\v Brasil, 77- i-one. 73-472
Foz do Iguaçu
11z-
SHIRLEY
Comércio de Calçados
HOMENS, MULHERES E
CRIANÇAS.
Atacado e varejo
ja Am
Frp
Barroso
5.1110
Somos o grupo
profissional
mais poderoso
mais influente do Pais. Os
empresários, que eram mais
Poderosos que nós, se limitavam
a apoiar o governo e buscar seus
créditos nos bancos. Não havia
Possibilidade de eles se unirem
em torno de alguma coisa. Para
nos, bastava encontrarmos um
QrOqrama minirno que não nos
dividisse
Nosso Tempo . A OAB era inclusive mais forte e mais organizada que a Igreja?
Faoro . Hoe Iqreja se orcanizou, Criou as comunidades cie
base.. mudou de orientação.
Naquele momenro a fareja era
um tanto ambiai.ia não tnha
uma orientação e'niia
Nosso Tempo Hoje a OAB
estaria fazendo um trabalho
mais elitista, enquanto a
Igreja está mais nas bases
populares—seria esta a diferença?
- Na,-) sei se a OAB é hoje
nas eStsla. Talvez esteja mais
atastada do debate institucional
que a Igreja. Não quero
dizer com isto que a Ordem estela numa posição elitista Mas
ela se afastou do problema,.,
talvez com o entendimento de
que os partidos, estando ai,
assumam o debato das questões
polilicau
Nosso Tempo- Esse recuo foi
calculado, ou a OAB foi
superada pela marcha dos
acontecimentos? Não teria
havido uma troca de orientação?
Faoro - Acho que a !efldênca da
OAB foi rio enhrdo de nas
prosséquir o Impulso
Nosso Tempo - Cumpriu um
papel e...
Faoro Certo:; setores entenderam que ela não deveria rnan.i
prossequir naquele rumo
Nosso Tempo . E uma acomodação das novas lideranças
que assumiram a direção da
entidade?
Faoro - E dificil para mim fazer
um exame disso. Que houve?
Acho que a máauina da OAB
quis realmente Se retrair um pouco
Nosso Tempo - Levando em
conta que há um longo caminho a ser percorrido pela abertura democrática, é estranho
que a OAB recue. Desde
quando a propalada abertura
não dá um passo a frente?
Faoro - Essa abertura tem unia Irmtação liberaL Tem diticuldades
de uma penetração
democrática. Sempre que se
trata de participação, ela se
choca com a orientação do governo, que ainda é autocratica
Por exemplo, o operário não tem
papel na vida política atual. Opemanos vão presos: na ótica do governo, os que reivindicam terras
são necessariamente subversi'.os. Certas reivindicações que
atingem a propriedade ou a uma
urdem econômica constituida
são consideradas, ataques a
Instituições intocáveis Isso não
democracia. Por enquanto
existem apenas possibilidades
:1
5 5. ,- .: 'u:rç (Se,,
C.o n cede- o diieito de fazer
reunião - contanto q ue não ses
de possp iros Os partidos poder'
Se Constituir - desde aue miii
entre rio parco o Partido Comunista As r'xcl:de sao miiiV
marc,.
Nosso Tempo - Por que, por
exemplo, não existe o ataque
Concentrado sobre a Lei de Segurança nacional, que processa jornalistas, padres,
artistas, lideres sindicais ... ?
Faoro - A LSN está atacando
Pessoas que não são protegidas
pela sociedade Em outros
m omentos ela incomodou mais
p orque atacava os setores da
classe media Hoje ataca o perários, agricultores . Estamos es
quecendo que sem a voz do
operário não há democracia efetiva. Existe ai, evidentemente,
um p reconceito de classe E há
outra objeção que sempre faço
Por que eu. se delinquir contra a
segurança nacional, devo
responder perante um tribunal
militar 0 O tribunal militar é pa'.
op erações militares Pelo que
sei, não temos nenhuma quer i
a vista Vetam que coisas « metasticas" tem a LSN Receio
mente prenderam padres Que
defendem humildes agricultores
sem terra e os denunciaram no
mesmo artigo da LSN que apanhou O Lula. Ora, esse artigo srqr'i 4 ' alie iiao s' pOde ponsar 1
OU'.' Q,iuc e'' n'teu P 'liciramen-
lo Nn é flhjSUjvC
Nosso Tempo - Qual passo
fundamental o presidente Figueiredo deveria ter dado e
ainda não deu rumo'a democratizacão?
Faoro - Figueiredo ficou estacionado no esquema Geisel. Não
saiu dali. Apenas levou adiante o
que fora traçado pelo Geisel
Anistia já estava assequr aos
embora Figueiredo guisssi.'
manter-se limitado à revisão das
Punições. depois teve que soltar
um pouco mais e anistiou A Única conquista de Fiqueireao
foram as eleições diretas para
q overnadores. No resto não se
tocou. A LSN continua intata
Não se tocou na Lei de Imprensa
- outro escàndalo que ai está E o
°squema Geisl Assegura a liDerdade, mas não aesmonla a
-'i u ocr a Cia
Nosso Tempo - Acredita que
as eleições do próximo ano
poderão remóver esse
esquema autocrático, imobilista?
Faoro - Não Não romperá Pa,,,
isso e riecessario que se laçarr
outras reformas. E preciso se
çheaar a uma legitimidade, e
,.era por meio do povo, pelos eteqrantes de uma assembléia
constituinte Essa opção entre
emenda constitucional em lugar
de constituinte é falsa Precisamos entender que não lemo-,
constituição alguma
Ter
unia série de atos institucionaioutorgados. qi.ie estão codifica
dos ri;,.... r ci F ariieiilo Que 'yrT
O tribunal
militar
é para
operações
militares
Nosso Tempo - Háverã equilíbrio após as eleições de 82,
considerando que os militares
terão que conviver com a oposição já com domínio sobre
si g nificativa parcela do
poder?
De;'lro ue.-e ' . '-q"-io OS
'.n.t,ldO rac iÇfl autonomia
financeira e sem isso não se
tem um governador que represente realmente o Estado Os governadores da oposição não
Poderão contar com a Polícia
Militar, pois ela será comandada
P or um oficial do Exército, O governador não terá órgãos de segurança dentro do estado Há
uma série de limitações que coritrnuarão sendo impostas pelo
Poder central (militar), e a major
delas é a falta de poder financeiro dos estados. Depois que a
República do Brasil se tornou Federativa, a Federação acabou
Anui, quando se dá o nome a
alguma coisa é porque ela não
es;e, ou deixa de existir nesse
r'ui.''flPr'i lo
Nosso Tempo . Em decorrência de tal conflito dentro do
poder, que consequências cairão sobre o projeto de democratização e sobre as perspectivas de solução dos graves
problemas nacionais?
Facrç- nerr;'i cri: c..dade
Sumirá coro à rustração co povo
em re l ação ao p'evisível fracasso dos oposic'orlistas eleitos em
seu plano de reconstrução na
c:ou' A ''x pocta!;va '- muito
qr2ir'iqt 1' ' .,0: ',' E-' '0050
Nosso Tempo - O poder militar
continuará convencido de que
precisa continuar controlando
o poder, exercer pressão e
fazer chantagem contra os
oposicionistas eleitos pelo
povo? Até quando?
da poilua raciona: e algo corribinado entre militares, tecnoc ratas e emprr'-sarios E um po-r
ri';U tu 'r
Nosso Tempo- Existe um ranço ditatorial, cujos efeitos Foz
do Iguaçu suporta há muitos
anos. Que dizer de mais essa
aberração?
- t-i : ,.r:',-,' ocipin de .i r ea de sequi.'
:acional tosse adotado na Eiir'
na, não haveria eleições municiriais rios países europeus.
p orque praticamente todos os
rnunicrpios estâo ria fronteira
1 or Que o prefeito eleito iria zelar
ir'ienos pela integridade do 2eu
território do que um nomeado?
Onde esta a prova disso° O p refeito eleito vai vtirrd'r parIr' do
lo: i
Nosso Tempo- Foz do Iguaçu
é chamado área de segurança
nacional mas a população vive
em constante insegurança.
Acontecem crimes horrendos
na fronteira . .É paraguaio matando brasileiro, é brasileiro
chacinando argentino e vice
O governo
queria
conceder
o mínimo
possível
VARIEDADE QUANTIDADE . QUALIDADE
Tuao o que você esperava de uma
boa churrascaria: ambiente próprio
para casamentos, aniversários, etc.
Churrascaria 'Bottega
Av. Cataratas, logo na salda da cidade. Fone 73.3384
Música
Notícias
RÁDIO
CULTURA
AM82OKHZ
FM97,7MHZ
Imperava a
arbitrariedade
e a prepotência
versa --. roubos, contrabando
escancarado, em grande
estilo.., e não se percebe preocupação alguma entre os
setores diplomáticos dos três
países.
Que
segurança
nacional é esta?
Fauriu . A
.' dip!Ornalico 0
"r'1 .i r iC t'i;1 que ainda não foi
' l p-aqadd. Foi o sequestro Ocorr: oc em Porto Alegre Ide Uriives;ndo Dias e Lihan Cetiberti'i - ate
liOj' riao rec!aniaoo peio QOVC"'
nQ brasileiro. Não foi exigida a;)
sUruguai a devolução dos
eq uestrados no Brasiá
O governo che gou a distribuir
uma nota dizendo que não podia
fazer nada porque houve torpeza
das autoridades brasileiras Foi
diferente do caso Biggs, crimin oso comum. Deste o governo
niu a devolução mas dos se'ri. orados poliliCo.; flui E urna
' ri ano d- asa.; OiCPNosso Tempo - O senhor teve
também uma experiência na
imprensa. Como foi ,a experiência na revista Isto E?
Faoro - Ho j -.- não u:irticipo mais
da 00:0 ia da l.stoF. Coem me
convidou para trabalhar ria
revista for o Mino Carta Quando
o novo grupo acionário demonsIrOu que não linha mais inter'55-e na permanência do Mino
; ;'ii tu. mitO-O: q ue ihmhém Or-'
'era deixa' a
Nosso Tempo - E o jornal A
República foi uma experiência
válida?
ira;; ao t,:O'',tÜ di'
Tivemos au"
5 . 111301 Isto E para pagar e
déticil do lornat Pensamos uni
Brasil dez anos adiante Queriamos um jornal para os setoree
que não tinham por onde se
'xpresar Mas nos enganamcs
porque lizemos um cálculo de
um pais mais europeu do q ue é
mais contemporáneo do que e
Nosso Tempo - Muitos jornalistas e outras pessoas estão
sendo processadas pela
Justiça Militar por "crimes" de
opinião. Como vê essa repressão vigorando?
laDre - r",, '.':",:'':l E preiso
saber o í"r'n 5'' i,iS entrelinhas,
embora a O etor pode não
entender Não Podemos COntiar r , os enqanando com a aber!V.-':"uq5f' tem um perfil 5
1
.0 d'-r'-iO5'atico
Nosso Tempo - Que
comparação estabelece entre
a Veja e a Isto E?
E iii si feita r'ui:ci
i VIa Foi P'ità
'-:0 a -ice Se eia for soe:or'r com a Veia, perde
Nosso Tempo - Mas as duas
disputam a mesma faixa de
mercado.
- o Que ouço de todos
Acho ISSO pessimo para a Isio F
que deveria se dirigir a uma
camada mais baixa da população, com uma linha mais critica
mais mal-humorada. Não há
iiqar p a r a duas revistas do tpe
o
o
ILL
1z
Canja na
Madrugada
tio de vail';Im(lude E'n''S5,iO 10'
:1.0) OptOuiSe 001 Uflid
o'
mausoléu\
eum
lugar ao sol
A Câmara Municipal está
realizando sessões extraordi
nárlas a pedido do Prefeito, e
neste caso os vereadores só
podem se ater à análise das
matérias cuja apreciação
motivou a convocação. Em
função disso, o vereador Evandro Teixeira não põde subir a
tribuna e destilar suas criticas
ao projeto da nova Rodoviária
em resposta às justificativas
furadas que o
Prefeito sustentou através de
expediente endereçado à Câ•
mara. Teixeira redigiu então o
áspero texto aqui transcrito
para ser levado a público pela
imprensa. Ai está:
P'!':':o MunicoaL
'r5,slind0 na defesa de seus
planos de implantar a nova Rodoviária de Foi do Iquaçu na saina da cidade para Cascavel, a
urna d;s'nc,a aproximada de
4,500 metros da Rodivaria velha
exis'ente, em resposta a Indicacão que submeti a apreciação
de S excia sugerindo fosse a
Rodoviaria edificada em terreno
situado a 350 metros do atual
Terminal, de rnaqnifica localizacao para os usuários, teceu o
Chefe do Executivo considerações tão inconsistentes que,
filtradas, passam sem deixar
substãricias
Mas o atual Prefeito tem palavra de rei e não volta atrás. O
oo»o, ora o povo] A Rodoviária
vai ser construída onde o
alcaide quer Apenas uma suão a mais que seta construíii a die. onalmente, lá na saida
Cascavel, em local bem vis!ate a nova Rndov'aia um»'rl i Ç aauoleu Contendo as OSa, õe Aqui fnram sepultadas
as esperanças dos viajantes
pobres de Foz do lguasçu. E
Ç)
QuantO
as COsIaS suas haaauvnu a
tando mulher e filhos! Ou paqar
táxi com dinheiro da comida por
culpa de um prefeito e assessores ricos que não se utilizam
deste meio de locomocao
viajam em aviões e a Sua espera
rio aeroporto se achdm automóveis de luxo e motoristas
tos mordomias custeada, m'o
POVO
ITAIPU RETIRA A ESUADA
Os arqumenlos do falou
está falado" foram de Que "No
detalhamento do Plano (Plano de
Desenvolvimento Urbano já
aplicado e ultrapascadoi foram
selecionadas vária:,.
áreas
ten do
como fator
01' '['('(.'je' -' 'O que a sua localização ficasse em um ponto intermediá rio entre o núcleo pioneiro e as vilas residenciais de
Raipu".
ia- -eraprr
ulu
-deral não delermnr.
noo Pavio de Desenvolvimento
U(t)iro para Foz do Iquaçu e in
para Foz do tquacu dar apoio
qi-;fico COnstruçÃO de lIam
motivo principal do Plano O ru'
crt'vil sempre foi é ltaipii 1
do lqiiacu e acessório (')
Foi d l) idOil triiüii
vál ­ dum''
ri,t(j n :irr ilivrio. tardo que aqor,t
10 lii rniniO das Obras. ttaipu e!
'cacLi e ('lO:'
e
' ' O , i iQ ÜflQ' SuPiu coro 'cb€'
o que fazer, se desce ou se cai
Mas continuam os tecnocratas da Prefeitura tentando tapar o sol com peneira bem rala
I'Levou-se também em consideracao para a escolha da área o
',ilo de que o novo terminal será
uru pólo natural de indução de
rescirnento" Grande tirada,
íloscohrirarn a pólvora'
Só lá entre as onças que
oca riduçO se dá ? Se lá na BR
saída para Cascavel, tal inducao se da, muito mais deve qe
rar em meio mais populoso e já
consolidado E salvo melhor juiia, rodoviária, pelo que entendo,
deve visar principalmente ao
conforto para OS usuários. Q reste vem por acréscimo, ou será
que os delfins do Projeto consequem provar o contrário?
Os arrazoados dos mentores esco'ãsticos não param e
vem este, de achatar "Levou-se
também em consideração o Sistema Viário da Cidade" Jesus
amado Sistema Viário da cidade
E , toda rua principal protelada
para dar melhor escoamento ao
Irá teqo de veículos, e esse "oonlo" node ser tanto no Boicv
como defronte á Prefei!ura, na
Juscelino Kubtschek, enfim em
toda malha urbana onde foi detalhado não só lá perto da Vila
Itaipu
IGNORANTES DE PAI E MAF
A sequir, o engenho e ah
dos argumentistas do Sr Prel e
'to passou a tecer consideraçõo
de que "a crise enerqélica dev
rã nlluii cada vez mais na utiliza
cão do transporte coletivo cor'
meio de locomoção de massa
Choveu no molhado lavando o
fiado' Transporte coletivo Cvi
bagagem de quem chqa de viu
qem. Sr. Prefeito' Transpoitu'
ni-uletivo não gasta combustivo
,m'iihores tecnocratas ? Será ci,o
o urbanistas de Porto Alego
San - Paulo Curitiba Londr'iie
Maniriqãsão ignorantes de pai
mac por determinarem a coi
Ir riçao da, múdoviã i ias cmi ler
riO Centro?
f'ur
'i( em,, a a 1'
E
(te i' ,
"a de 63000 m2, adquirida da
Birmacional (farinha do
aesmo saco) Para a definição
arca levou-se em consideraao 1 - A localização de acordo
m o Plano de DesenvolvumeriUrbano" Já dissemos que O
:0)00 de Desenvolvimento foi
"aborado quando Foz do Iquaçu
r'a pouco mais de 30 000 habi'mIes - impossivel portanto, de
'ver condições 'mie aconteciis Ipsis lrtteris Portanto, supeido e fora de coqilações
"Posição baricenirO
considerando o Núcleo Pioneiro
e Vilas tlaipu' Os técnicos são
inrpi;iar apropria(10 rni'a ..''d'.,'-'.'tenções que
o 'p11), idas No
Eh'
tm' centro de gravidade
'"Learam
baricentro
aio
Ve l an'i , a posição
centro de gravidade rol" \,"
ilaipu e loteamerito Presideriti'
sem relação alguma com o Centro da Cidade, que se acha situado em outro "oepartamerto"
Nos 3 0 e 4 0 Itens houve repetição do que aqui já foi delineado, e no 5° (e Último) vem o
argumento da apelação final
"Custo razoável de aquisição do
imóvel", Custo razoável. Sr. Prefeito, para quem? Para a Prefeitura e não para o povo que vai
ter de pagar transportes pelo
ôlho da cara, mas q ue será
obriqado a essa sangria por que
o barato ao Prialerto saiu caro
para o usuario
ECONOMIA BASTARDA
Essa "economia" pretendida pelo Sr Prefeilo, esse custo
ii,iialo deveria ter aplicação
.,çirovemtada em outros setores
riais justificados, por exemplo.
Ilo-( cai5lOr. dos pavimentos para
ri,, iiiS das Vilas onde uma
pon,ilacao caronle bendiria la)
h('iierneréncia
ano
poder ia
1 ()l'lotrLJlrfS) Gari'
5i,iOi ('(,OriÍIQi,i(i
Ç(rlld paqir o ,,sfallo 0, 00' Ofli'.O'
a propriedade e tirou o sono do
øropmietário.
A compra do terreno para
colocar a futura rodoviária fora
da órbita populacional foi feita
massacrando
preludicando,
viajantes sem recursos,
reconhecidamente pobres, que
aqui aportam sem meios de
pagar uma cond'icão para (2
transporte da baqaqem, mulher
e filhos
Já chegam orqaos, como o
INPS que ficam lã no fim da
avenida Paraná. dep3ndentes de
custo cada vez mais elevado de
transporte para os doentes e
l"riIm(ic,-, que dependem
oficia
ri 'narticão
cm mk' Saude Divisão Policial
( I(, orO previsão
F' muito tacil e tranquilo
a quero terii a barriga pacifimeda conceber um plano de
(li 'senvoivimertto urbano
quando os planejadores são err
qenheiros em Curitiba jogando
rio tabuleiro dos mapas de Foz
do Iguaçu, õrqãos de utilidade
publica como se tossem meros
peões inexpressivos
Acontece Sr Prefeito, que
não é só interésse urbanístico
que está em jogo, nem só esse
tipo e economia bastarda, ma
também, e digo mais, acha-se
em jogo o interesse coletivo o
interesse do povão (conhece-o9m
do assalariado, do desemprega
do, do indiqente, do doente e doitinerantes que rodam mundo
procura de um lugar ao sol
antes que morram a minqua
Nao só do turismo sofisticado
vrve Foz do l q iiacu. mas do pão
rrosso do cada dia. lambem
COnrsfiva o Terminal Rodo
viano ('ifl Foz do Iguacu onde
quer. Sr Prefeito. mas sinta o no
rriOrso (ia desumanidade
Aberta ala e noite e com
estacionamento prõprlo, a
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Choupana está servindoi
além de frutas, sucos,
saladas de frutas
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o
ID
N
o
LL
Z
Com base em dispositivo legal de interpretação subjetiva, o
prefeito interventor Clóvis Cunha
Vianna convocou a Câmara de
Vereadores para que se reuna
extraordinariamente a partir do
dia 26 de novembro, em regime
de urgência, a fim de deliberar
sobre matérias de interesse de-te Executivo, relevantes e urgir ites .." O artigo 42 da Lei Orgânica dos Municípios prevé
convocações da Câmara para
sessões extraordinárias justa
mente quando existem matérias
urgentes. inadiáveis e de vital interesse da municipalidade As
convocações extraordinárias se
justificariam em casos de calamidade pública e outras situações de extrema gravidade
Mas, como a lei é vaga e evasiva, pois não descreve e não enumera concretamente os casos
que justificam a convocação. -sobra espaço para o prefeito alegar urgência e relevante interesse na deliberação sobre materias de nenhuma urgência e d
fraauissimo interesse
'Isso é mais para dar aos vereadores chance de ganharem
um dinheirinho exira" - explicou
o presidente da Câmara, Joao
Kuster, do PDS "Todas as prefeituras e também 'as asernbléias legislativas o o Conqre-o'o
inventam sessões extraordinárias para os parlamentares faturarem uns trocados adicionais
M s isso também atrapalha. porque eu e Outros vereadores estamos com viagens marcadas. Férias programadas. mas temos
que ficar aqui !.zendo reuniões
Eu mesmo preciso levar minha
esposa a Curitiba para tratamento médico, mas estas reuniões extraordinárias estão atrapalhando tudo - queixou-se
Kuster
O preteito enviou 10 mensagens para a Câmara deliberar
nas sessões extraordinárias Para o vereador Teixeira, do PP.
nenhuma das matérias apresentadas justifica a convocação extraordinária "Talvez dê para ver
urqéncia ri importância relevante apenas ira mensagem n°
31181. que dispõe sobre a abertura de um crédito adicional suplementar no valor de Cr
6() 875 500,00. O resto nao tem
orqóncia r'ienhuma '' - afirmou
Teixeiri
Aborrecidas
sessões na
Câmara
suas sonolentas sessões os vereadores autorizarão o coronel a
gastar dinheiro e realizar negócios com o patrimônio do Município Afinal, não está nas
mãos do Legislativo a competsrrcia para frear o livre curso da
corrupção na Prefeitura de Foz
do Iguaçu. Na melhor das intenções, os vereadores aprovam
oojelos que aparentemente são
ao interesse da população, mas
depois que votarem tudo volta
as mãos sujas de quem administra o Município Aliás, não
apareceu até hoje uma torça capaz de deter a sanha corrupta da
administração pública comandada por coronéis interventores.
Entre as 10 mensagens enviadas pelo coronel Vianíra à Cãmara, a de número 40181 despertou especial atenção do vereador Evandro Teixeira, - talvez
o mais duro e implacável combatente dos desmandos do prefeito
interventor. Nessa mensagem,
o coronel pede autorização para
"dar 3 lotes á Companhia Paranaense de Energia Elétrica COPEL". Se se tratasse efetiva______________________ mente de uma doação de ter!__,'r--_t.-.--- ' PJ rerros da municipalidade â
--
-- COPEL, o escândalo estaria
mais que escancarado. Donde
surgem as razões para doar ter___________________ renos do Município a essa
em p resa estatal ari p r'xnlrrr ver-_--- oorhosa mente ODOvO de Foz do
Iquaçu - ainda mais quando se
sabe que há na periferia da cidade uma multidão de favelados
sem meia dúzia de metros quadrados de chão para edificarem
seus bar racos2
ESCÂNDALO DA ILUMINAÇÃO
Mas, corno explicou o
I vereador Evan'dro Teixeirá e esta
4 reportagem, o escândalo da
"doação" de 3 lotes à COPEL é
Kuster: "Apenas uns cruzeirinhos a mais"
ainda mais grave, em especial
porque não se trata de doação
Pui u
i, tudo p ir ia o, vt'Íea- dos nove vereadores de Foz do alguma "Eu sei direitinho o pordo,'s e a certeza de que sera
Iquacu receberá 12 mil cruzeiquê disso. O que o prefeito quer
unpossivet deliberar sobre todas
ros. causando um gasto á Cá- fazer é pagar uma velha divida
s matérias enviadas pelo prefei- mata do 108 mil cruzeiros - sem
da Prefeitura com a COPEL E
to em apenas 4 sessões Cada
falar em outros gastos represenuma divida de cerca de 4 mivereador recebe 3 mil cruzeiros
tados pela simples abertura e
lhões de cruzeiros, que a
Pelo comparecimento em c,ida
funcionamento do Legislativo.
Prefeitura tem com a COPEL
uma das 4 sessões "Se os tra- "Parece p ouco - argumenta um
desde o tempo do coronel Levy
balhos não forem incluidos, pre- observador político - mas com
Rabelo ria presidência da Codefi
cisamos realizar guanlits esse dinheiro, um4- familia caA divida é referente à iluminação
sessões forern necessarias para
rente faria rnilaqres'
pública. A Prefeitura cobrou da
a votação de todas as matérias A oportunidade de fazer mipopulação e não pagou à
e isso de graça" - queixou-se
lagres, entretanto, continuará
COPEL. Ninguém sabe o que foi
Joao Kiister
com o coronel interventor na
feito com acuele dinheiro, e agoP «''' i'
'' ': de lCu,: l çu F"n
'a vão paga a conta sacrifican-
L2
CASCAVEL TOLDOS comunica a seus amiqos e clientes de Foz do Iguaçu que es,á atendendo em seu novo endereço: vendas e
assistência técnica na BR 277, saída para Cascavel, em frente à
Sulamericana, fundos da Lanchonete Ki-Lanches e Trans-Iguaçu.
Telefone 73-4991, onde continuará atendendo em horário rcome]
____
Cascavel Toldos
Trans-Iguaçu
Lanchonete
Ki-Lanches
Policia
Rodoviária
Cascavel
1
do o património do Municipio" explicou, revoltado, Teixeira. '0
certo seria formar uma CPI para
apurar a responsabilidade do
prefeito e seus assessores no
desvio do dinheiro arrecadado
na cobrança da iluminação pública" - argumentou.
Outras matérias consideradas pelo prefeito interventor
como "urgentes e de relevantes
interesse" dizem respeito a
questões mais ou menos inócuas e, ás vezes, suspeitas O
prefeito pede autorização para
permutar uma área de terras do
distrito de Santa Terezinha: para
doar uma área de terras ao
Sindicato de Hotéis e Similares
de Foz do Iguaçu; conceder a
exploração dos módulos de
serviços complementares implantados no Terminal Urbano
de Transportes: doar uma área
de terras ao Rotary Clube Foz do
Iguaçu/Ponte: isentar os excombatentes da II Guerra Mundial do pagamento do Imposto
Predial e Territorial Urbano.
vender áreas remanescentes de
desapropriação, situadas na Av.
Paraná e na Rua Edmundo de
Barros,..
Tão "urgentes e relevantes" assuntos estão em pauta
nas sessões extraordinárias da
Câmara, estando os vereadores
mais interessados em "acabar
logo com isso" - conforme eies
mesmos dizem - do que entrar
no mérito dos pedidos do coronel. Para complicar, apare(--PA
o vereador Francisco Freire. cc
PMDB. que é presidente da
Comissão de Finanças e relator
da Comissão de Justiça e Redação. Freire simplesmente se
apossou dos maços de papel
que contém as mensagens do
prefeito e se recusa a devolvéIas á presidência da Casa. João
Kuster está indignado com tal
atitude. "E uma infantilidade do
Ct'uquinhó" disse Kuster. "O
dever dele édar o parecer que
quiser e devolver a papelada De
outra forma, terei que solicitar
outra cópia ao prefeito e proceder a uma votação sumária, já
que as comissões não apresentam seus pareceres"
Com ou sem pareceres, as
matérias deverão ser aprovadas
E o coronel interventor poderã
seguir, incõlume, na senda o
sultos á desenganada busca de
honestidade e decência admi . (
•''"-'.i' '4 pistas - Discote que
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CASCAVEL-PR
Novo
cemitério
reflete a
miséria
Scria por cento cias peSc-nlor udas no cemitério
novo são crianças, na maior
parte mortas por desnutrição
Esta denúncia foi feita na
semana passada por Antônio
Soares, administrador do Gemitrio Que fica na Estrada Velh
depois da Máquina São Pedro
No livro de registro é fácil
constatar Que as mortes vão
desde desnutrição até a total
falta de atendimento médico.
Olha, a média diária desepulfamento aqui é de três crianças
para um adulto", diz Soares.
Acostumado a tratar com
a dureza da vida. Soares, mais
conhecido como Toninho Barrigudo, foi durante longo tempo
Subdeleqado de policia em Santa Terezinha e atualmente. além
de administrador do Cemitério
Iquaçu, mantém um programa
de grande audiência na Rádio
Cultura Apesar desta sua vivenficou espantado com o
,nero de crianças que morrem
'in Foz "E impressionante o nú'o de nafi-mortos e crianças
"és, quatro e cinco anos Que
«« em de desidratação Pra
na, o que está matando é a
orne — . diz Soares.
O proprietário da Funerária
Bom Jesus é outro que, apesar
de estar há muitos anos neste
ramo comercial, se mostra ur'
conformado com o alto porcenfLial de mortalidade infantil
'Aqui o movimento é de três
crianças para um adulto", disse
balancando a cabeça p O sinal
.OdS
de desconsolo.
O Cemitério Iguaçu foi proletado para dar vazão á Quantidade de mortos que o cemitério
velho não estava podendo
atender. Entretanto, em dois
anos já vai ficando pequeno
iíuui_.w._1I•f
Para meados do próximo ano
sua lotação estará esgotada
sendo necessário abrir um novE
campo para enterrar os morto.
da cidade. Esta nova área destinada a cemitério é um terreno
* *IJ
;'
baldio no Jardim Copacabana
-•_jt .. -
Se continuar o atual índice dr
mortalidade, a cidade do.
j'nortoS será maior do que a
cidade dos vivos.
A mortalidade é maior na
-'-e....,
faixas sociais de maior carência
a -ir ai Irouni.lsão enterrados
E fácil constatar esta afirmação
cmii o'. pés Dura o nascente
Basta folhear o livro de registe'
dos cemitérios para conferir qu'
as mortes são causadas p.
insuficiência alimentar Out
fato que chama h atenção no.
livros de registros destes cem
trios é o número de indiqente
.r
e
muitos Udos como descoflhec.
dos. Somente numa fiteira cn
nove covas, sete são de indigentes encaminhados peio
Centro Social Urbano. O caso
sermissinlO pois O cemitério já -,
conhecido como "retorrn
agrária": Cada pobre ganhou ali
- -
o seu tão sonhado pedacinho cio
terra
1
O RITMO DA MORF
(ornO
Soares.
Arif&iio
-': Antônio Soares, estarrecido com a
administrador, vem tendo
No ano que vem faltará espaço no
mortalidade infantil
grandes problemas para a
novo cemitério
aplicação do projeto municipal
Faltando a inda a const ruurna
quadra
para
soe
mortos
O
da laqe Pc 'ciuO"io. a com
A idéia original em relação a este
cão de infraestrutura basica em
acao
esta
prnce
p
a
r
motivo
da
se
dois
anos
de
experiéncmE,
nada
cemitério era organizar os túmupalmente na diferença dos ritos toda sua area (pavimentaçâo, luz,
ainda foi leito neste sentido
los dentro de modernas técnicas
Uma ou oufra cova encontra-se muçulmanos em relação aos cruz maior, lajes nos túmulos.
adaptando o modelo do cemitécrislaos Eles enterram seus necrotério e escritório do admiprotegida por uma cerquinha
rio de Brasília Nada de túmulos
mortos com os pês em direção nistrador), o Cemitério Iguaçu já
"Tive
que
permitir
isto
pois
os
suntuosos, mas sim padronizaleste, ou s e la. em direção ao está com Quase todo o seu
familiares
chegam
aqui
choranção. Em cima de cada cova prenascer do sol Nesta Quadra iá espaço ocupado Isto é uma detende-se construir lages do e tenho que respeitar a dor de
cada um', conta o administrador existem duas sepulturas uma monstiação di' que a mortaldauniformes e. em vez de ter a cruz
rui . . r'''mru,''ie
Por outra, a Colônia Arabe delas em ma 'more e inscrco'
em posição vertical, deitá-la com
Que a ri,icr,rflai .r
'rn
árabe
já
comprou
i
de
Foz
do
ncIirr;ii::rO
em
cima
ma ligeira
--.4'
Aos editores, proprietários
e funcionários do jornal
NOSSO TEMPO os nossos
cumprimentos
por seu primeiro aniversário.
- .- .- - - -
Parabéns aos funcionários e
editores-do jornal Nosso
tempo por seu primeiro
aniversário. Que muitos
outros se repitam.
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Faltavam poucos minutos
para as 6 horas quando chegamos ao Rincão São Francisco
Era manhã do dia 29 de setembro. Na mira, uma reportagem
sobre os bóias-frias. Para isso
precisávamos ser contratados e
trabalhar um dia para sentir de
perto o problema dos mais de
800 mil bóias-fr i as que vivem no
Paraná
Cámera e gravador enrustido ria sacola, o passo seguinte
era conseguir emprego.
Enquanto o pessoal embarcava
no caminhão, nos aproximamos
do 'gato (pessoa que pega a
empreitada com o fazendeiro e
contrata os bóias-frias) Despenteados e mal vestidos tentamos
imitar um sotaque nordestino
--Consegue vaga pra
mais dois? perguntamos. Apos
urna rápida olhada o ''nato" rrs
pondeu
—Tudo bem, estamos
com bastante serviço e ainda
cabe mais alguns no caminhão.
—Quanto pagam por dIa
,arriscamos perguntar
---Olha, respondeu o
'gato', vai depender muito do
trabalho de vocês. Se fizerem o
serviço direitinho e tiverem boa
produção, pagamos até 700 cruzeiros por dia
Passavam 15 minutos das 3
horas quando embarcamos no
caminhão. Um Mercedes-benz
sem as minimas condições ao
segurança. Um caminhão pouco
apropriado até para transportar
animais. Cerca de 150 pessoas
estavam dentro quando o . "paude-arara" partiu Todos de pé,
alguns conversavam em voz
baixa, outros faziam leve alc,azarra. Falavam sobre assuntos
diversos e pouco se discutia
sobre o problema do bóia-fria. O
trajeto até a fazenda foi de aproximadamente 12 quilômetros. Ao
desembarcar, cada um pegou a
sua enxada e começou a limpar
a soja que estava sendo tomada
pelo mato. Cada um pegava uma
carreira e ia até o lugar demarcado pelo "gato" e pelos fiscais.
Três homens ficam
andando de um lado para o outro
acompanhando o serviço Sao os
fiscais, pessoas contratadas
pelo "gato" para manter a
ordem e a disciplina entre os
bóias-frias.
Perto do meio-dia,é hora do
almoço Cada um pega a sua
marmita, procura uma sombra e
come o que tem. A comida, na
maior parte, se resume a arroz e
leilão Poucos levam carne ou
verduras. Há os que se limitam a
comer pão com mortadela e
beber água.
O horário para o almoço
dura uma hora O sol está forte.
Muitos não têm chapéu e se
queixam de dor de cabeça.
Pouco depois, recomeça a capina. Um garoto de 13 anos vai a
urna sombra e se encosta no
cabo da enxada O fiscal Observa, vai até ele e r'mreende
—Tã pensando que isso
aqui ê piquenique? Mais uma
vez que te pego na moleza, vai
ver o que ê bom pra tosse.
O garoto recomeça Das
150 pessoas que estão trabalhando, mais de '20 são menores
de 15 anos, entre meninos e
meninas. E época de férias escolares, mas durante as aulas
riluitas aestas Cr;atiças deixam
de estudar para ganhar alguns
cruzeiros e ajudar nas despesas
da casa
Peno das 4 da tarde, outra
paradinha para o lanche. Muitos
não levaram coisa alguma para
tomar ou comer. Há grande Solidariedade entre eles.
Normalmente dividem o sanduiche com os colegas que estão
sem comida. No caminhão há
pão com mortadela, mas quem
quiser comer paga 100 cruzeiros
por um pedaço. Na hora do
descanso o "bombeiro" '(encarregado de distribuir água aos
bóias-frias) é o que tem mais serviço. Aquela água morna e com
gosto desagradável é muito
disputada.
A felicidade dos bóias-frias
vai chegando na medida em que
o ponteiro do relógio se aproxima das 6 horas Está no final
de mais um dia de serviço. Os
poucos que carreaam relógio
São muito solicitados. Todos
querem saber a hora. Passou um
pouco das 6 quando deu o sinal
Todo mundo para o caminhão
disputando um lugar na frente da
carroceria para pode(e segurar, Tem-se a impressão de que
a volta para casa é mais triste. O
pagamento sai no sábado e só
então muitos poderão comprar
comida para os filhos que esperam.
Ficamos sabendo que
Santa Trezrnha, distrito de Foz
do Iquacu. ê um grande reduto
-e "bóias-frias" NO sábado nos
dirgirnos até aauele distrito
Chegamos perto das seis horas,
mas os caminhões já haviam
saído. Fomos então até a
to -
-
residencia de Addison Fiscattr
Araúlo, administrador da
Fazenda de Olímpio Spriciqo. Ele
nos conduziu até a casa de um
"gato" com o qual fizemos uma
entrevista. Naquele dia não fora
trabalhar.
Addison é um dos poucos
que se preocupam com a segurança dos bóias-frias e exige que
o "gato" os trate com respeito
Francisco Francino de Oliveira,
o "gato" desta fazenda, é considerado pelos bóias-frias como
um dos melhores "O seu Francino é um homem muito humano
e trata a gente muito bem. Inclusive, quando chove e a gente
não pode trabalhar, ele empresta dinheiro prá gente", dizem
os bóias-frias.
Depois da entrevista com o
"gato" Francino, conversamos
com bóias-frias que perambulavam pelos bares e nos pontos de
embarque Colhemos vários
de p oimentos e à tarde voltamos
ao Rincão São Francisco para
assistir ao pagamento que seria
feito aos bóias-frias. Ficamos sabendo que um "gato" chamado
Zezão andava passando
a conversa nos bóias-frias, não
lhes pagando o prometido.
O pagamento é feito nas dependências do Parque de Diversões de propriedade de
Hernnany Armstrong. Seu filho
Reginaldo Armstronq, diz que cederam o local para auxiliar os
bóias-frias e facilitar o trabalho
dos "gatos". Há quem afirme
que se trata de uma forma de
fazer com que o pessoal receba
já comece a gastar seu
dinheiro no parque de diversões
e nas mesas de sinuca espalha-
. ' '
'
.-
-
-.
•1%. •
''
das pelo parque do "eo" Aimstronq. Reqinaldo garante que
3 única coisa que ganha é 200
cruzeiros por dia.preço
combinado com o "gato" para
chamar os bóias-frias através
dos alto-falantes.
Um dos fiscais chamava
nome por nome dos mais de 100
bóias-frias que ali se
aglomeravam á espera do pagamento. Logo após nossa chegada, chamaram Rubens Bruno,
um garoto de 14 anos. O menino
correu para o guichê ansioso por
k'csher seu pagamento
—Aqui esta. Você tem mil
e quatrocentos cruzeiros para
receber. Tome e assine o recibo de oaqamento
—Mas como' Trapa
quatro dias e vocès me pror"
teram pagar 500 cruzeiros por
dia E dois mil que me devem,
disse o Aubens.
Discutiram por alguns instantes, mas o "gato" se mostrava irredutivel O garoto não aceitou os mil e quatrocentos cruzeiros e saiu chorando. Nos aproximamos pau saber detalhes
—Eu não sou cachorro.
Trabalhei quatro dias, de sol a
sol, acompanhei os homens
grandes no serviço. Capinei
igual eles. Prometeram me
pagar 500 por dia e agora querem pagar só 350, disse o
Aiquêm contou para o
" g ato" que os repórteres estavam falando com o menino
Imediatamente se aprxln'
dois fiscais com cautela
—Que é isso, menino? A
dente só estava brincando
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Sob um sol causticante os bóias- frias trabalham das 7 as 18 horas.
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contigo para ver o teu jeito.
Vem cá que vamos te dar os
dois mil".
O menino lo' € receDeLi
Um grosso co o-?qente de
—Ele recebeu porque bóias-frias soma-se em Foz do
tinha vocés da imprensa.
Iquaçu á multidão de famintos e
Senão ficaria por isso mesmo, carentes das coisas mais elecomo acontece muitas vezes", mentares, Dois terços da popucom . Hc:u urna uuitir'n (In C
tacão do município estão vive.1
aguardava O SOLI P1O'OO
do em condições muito abaixo
De tato, as relamacoes do limite mínimo da dignidade
contra os "gatos saci inumerdis humana Entre desempregados
Dificilmente alguém recebe sem e subem pregados de todos os
reclamar da Quantia alegando
setores da atividade aconõm,ca.
que não foi o preco coinbiradt' as diferenças quanto ao nível de
protestando com os descontos vida são desprezíveis. Favelados
urO
Localizamos
absurdos.
em geral, peões da cons-trução
menino de 15 anos que foi obri-
Civil, peões da lavoura. taxi,neo
gado a vir a or' do Aeroporto ate -. ros de todos os lugares e repara CiOa(i
lições, empregadas domésticas.
—Passou um avião e eu bóias-frias do campo e da
fiquei olhando para cima,' cidade, funcionários públicos eiquando veio o fiscal e me cha
carregados de atividades Lira
mou 'a atenção. Não dei muita cais, engraxates. pescadores e
bola, e eles me mandaram em- tudo o mais que forma o ferra
bora ' sem pagar um tostão. mental humano aviltado no IraTive que vir a pé do Aeroporto babo, têm entre si mais seme
ate aqui porque estava sem fhança que difere n ças. lnvar,adinheiro pra lotação.
velmente lodos passam fome,
0n€ ovO Ap,inicnO
vivem doentes, moram nas mais
fOI obrigado a andar vis condições, não têm o menor
Aqarecidinha até o Rincão grau de instrução e muito menos
5.-no rancisco
de entendimento dos mecanis.\ maioria vê em Zezào um mos responsáveis por sua
'gato muito brabo" Apesar des g raça:
com
vestem-se
disso. Í. o que tem rN oidior nu-
trapos, não tem noções de profimero de bóias-Irias trabahano laxia e higiene, são desprezados
consigo F um jovem com apa- e insultados pela minoria privile.
réncia de 25 anos e mostrou-Se giada da sociedade, aos 30 anos
''rtr' i roqado
muito sent i ..
(se vivem tanto) estão velhos e
pela n'porto. -
decreptos.
—Dou emprego para 150 A lista de i"iciigniciades p0pessoas e ainda ficam recla• deria se estender muito. Mas,
mando, po':b - ' Zr'zào
em sin tese. trata-sede multidões
drama do boid-l'ia é um
sérios
do
Parana
Leque
não conhecem a menor
OO ruinS
facilidade, o detalhe mais insiq.nivantamenlos realizados no ano f,cante do conforto desde o ato
passado deram conta da exis- da concepção até o dia da morte
tência de 1 milhão traba- período curtissimo para eles.
thando nestas condicões - Aliás, são os filhos desses infeli•
O delegado do Ministerio do
zes os responsáveis pela escanTrabalho, qener;il Adalberto
dalosa estatística apresentada
Massa, encont r ou nin modo "sui
(1PfIS ' d- ,- '-'-'" O b'ohlema pelos cartórios de registro civil e
pelos livros de registro de cadá-É só instalar um fogão veres sepultadOsnoscemitérios.
m cada fazenda. segundo os quais 70 110 das
mortes são amargadas por
c rra n ças com menos de 5 anos
':0 municlpio de Foz do Iguaçu para ficar apenas no limite geográfico desta matéria.
Os bóias-frias não são mais
que um entre os muitos grupos
- humanos destroçados pela
desumanidade do Sistema SÓCiOpolítico e económico mantido a
-
- , torro e foqr cor ageJ p giO. por
SURGE A SUB-RAÇA HUMANA
*50 que
bonn ou é»:' ".:
tormr: de vida comoda
e até
feliz,
A rigor não existem
estatisticas muito confiaveis
sobre os bóias-frias, mas existem dados colhidos em observações concretas que podem traçar um perfil muito próximo da
calamidade e da vergonha
nacional representada por esse
fenómeno Entre os poucos
estudos existentes sobre o deprimente tema, existe algo feito
pela Comissão Pastoral da Terra,
Comissão de Justiça e Paz e
Federação dos Trabalhadores
na Agricultura do Estado do
Paraná - Fetaep
No segundo volume da
se p to (Tader'ios do Justiça e Pai
la n çado pela (,otn,ssao de
Justiça e Paz do Carona neste
ano, versando sobre 'Migração
o Caminho da Miseria ". o proles
sor Lalaieto Santos Nevesex pós
alguns dados colhidos pela
Fetaep, que realizou nos ultimos
anos pesquisas entre mais de
mil bóias-frias no Estado. A situação constatada é a mais repugnante possivel' 58 010 dos bóiasfrias tomam apenas café ou chá
pela manhã (sem comerem qualquer coisa), quando não tomam
apenas um trago de cachaça
como anestésico para a fome
Apenas 29% comem pão, esporadicamente. no café da manhã:
38% alimentam-se apenas com
feijão e arroz: 25°/o acrescentam
carne, mas não sempre: e 23%
acrescentam farinha de
mandioca, que serve para pouco
mais que distrair o estômago
Não há varia çõeS'lguma entre o
almoço e a janta,
De acordo com o relato da
Comissão de Justiça e Paz os
bóias-luas são obrigado: a
levantar por volta das 3 ou , horas da manhã para dispo
tarem lugar nos caminhões, que
mais servem para transporta
gado, sem nenhuma segurança
sendo frequente a ocorrência dc
acidentes com esse tipo de
transporte A habitação d
maioria desses trabalhadores
está localizada nas favelas, sem
as mínimas condições de higiene saúde e conforto para a família (. ) Por Outro lado, por não
o /equf,Ição
teu ir .-ro.'i. - c
CONTABILIDADE- SEGU
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>
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Trabalho de crianças é uma
constante.
-J
O
I9VINO3'- OIHVHI8OL'NI
ai' 'r :ne 'TO fui nU/CO OU medico
hospitalar. Quando recebern.
são tratados como indigentes'
Estão completamente à margem
da proteção pelas leis trabalhistas. Sua condição de miseráveis
é a própria justificativa dos que
utilizam esse tipo de mão de
obra para explorá-los. "Estão 1a
pior mesmo: nós ao menos lhes
damos a oportunidade de
ganharem alguma coisa
dizemos "gatos" e fazendeiros
que ganham fortunas em d'Til
também do suor dos bóias-fria'
Todos os que ajiJdarr
agravamento de prObbOtr'.
sérios têm sua desculpa e suas
iusfificativas - inclusive aquele4
que, a pretexto de "preservar
ordem e a segurança", °'I
receiam em pegar em armas,
empreender quarteladas paio
esmagar os "subversivos" q
se dispõem a generosidade
orga n izar e lutar pelo fim de Iamanha brutalidade dos homans
contra seus semelhantes.
Enquanto isso, o processo
de formação de uma sub-taça
humana anda acelerado. O
futuro comportamento dessa
sub-raça é imprevisível, mas dá
para começar com conjecturas
a raeito da ameaça (legítima)
quQ passará a representar para
toda.a sociedade o fantástico n
'es tr, n3005 destrui, 1,: , ':9 orna go Co seu ser pelo
egoi .mo e pela qanáncia inescrupulosa, fria e calculista dos
teimosos mantenedores das dia'O.' ':tnitO,S da vida nado
Armstrong: Só emprestamos o Parque de Diversões
para que o "gato" faça o
pagamento.
4
1
,PI
1
Aguardando o pagamento em Santa
Terezinha, depois de um dia estaf ante
Pneus Novos!
LI)
Aproveite!
POSTO AZIECA
'!lCOn. Az!E'cd esta
dindo desconto especial pata
sneus de Corcel. Passat,
Dodginho, Chevette e Volks
dndd ganhe odizio miti atas
Av. República Argentina, 1250
Esquina com Castelo Branco
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a c.hu p ando noc-iiMito--. -- LOrril , rim On nitro.
—Alguém de vocês
sempre morou na cidade?
----Ncc-000' A qOnte
morava ria coon ia e depois veio
ora cidade a procura de emprego porque fava ficando dificil
1a Alguns encontraram, mas a
--'morra ficou id i nan Dai
ecu a
—Vocês gostariam de
voltar, ter a sua terra para
plantar?
(Taro que sim Mas como
unos u:--" isso'? Quem vai dar
'ira pra gente? Dizem por a
e já não tem mais terra, que
- fazendeiros compraram tudç
e qualquer jeito, o governo de- a tomar alguma medida.
rque não pode deixar o
- .. issando
necessidad-'untaria tirar um pouquinho ir
ida fazendeiro, que quanta
mais têm mais querem Dai
povo iria plantar e ter qe:r,
menos o que Comer cara nau
fica' de barriga vazia.
—Como conseguem comprar roupa e sapatos?
--Ganhando esta micharia
tiu rTiCrJ Roupa a gente só
compra quando não tem mais o
Que vestir Conheço gente que
só tem urna muda. Lava de noite
Pra vestir de dia Sapato a gente
no compra de dois em dois anos.
quando não tem mais conserto
Não dá mais pra viver na cidade
oorque tudo está pela hora da
morte Não dá também pra
gente criar uma galinna ou um
porco para poder comer uni
pedaço de CO ' ris cc vez em
010110
—No ano que vem haverá
eleições. Pra quem vocês vão
votar? Governo ou Oposição?
-Von votar ria 'exposiCri' porqe o aovorno provou
mao da riais Basta ver a sitiacão da maioria do povo
-Eu também
--Eu ainda não escolh
'-orque falta muito tempo
--Eu vou votar pro Brizola,
talvez ele dê um jeito nisso tinOc
--Eu vou votar em qiii-'m
mar a minha vida
—Qual é o partido do
governo?
Bate-papo
com um grupo
de bóias-frias
de Santa
Terezinha
'iado rio armazém
r,nuva Ai a (tente ,',;:
Da' 'go
da mine- a
—Como fazem se alguém
da familia fica doente?
- Por isso que e rum o serviço de bóia-fria A gente não
uW INPS nem Fundo de Garairnão ganha no domingo nem
no feriado Os que pagam INPS
—Há quanto tempo você
Po r tora, tudo bem, os que não
trabalha como bóia . f ria?
podem pagar'tiam sem assis--Faz só 5dias Vim do
tência médica,, pmaioria dos
Ni» Te do Paraná pra me fichar
bóia-fria não praga INPS porque
a Itaipu. mas não deram certo
fã muito caro e o que nós ganha
os exames de saúde. Pediram
da p ara comer
para eu voltar daqui a 30 d'as.
—Os "gatos" ganham
mas eu não nosso ficar toco CriO
muito?
tempo parado
- Não -moer--o--, quanto
—Vocês estão contentes
e'l5 1ern -.er»cO que
com este serviço?
q,rihOm ram, tem outros que
Toij contente porque não
ferro, Eles encontram
í'flcQritri, outrO O W.0 Francino
muitos problemas cor pessoas
e um qato muI tb bom, nos coe não trabalham direito
trata muito bem e não perseque
—As mulheres trabalham
a gente Se fizemos alguma como vocês?
coisa de errado,
ele chama
c
ri
Ti_rir
atencuo sem ficar escufaconcio
rriurta Que ganham dos homeri 1
na frenTe do outros
Ornem mesmo trabalhei ao la do
—Acham justo este tra- de uma que era dificil acompabalho?
nhar Anora tem umas vagabu--Como a gente vai dZer') drnhas que' -ao estão com nadu
Se não tem outro emprego, não
e firam no fazendo cera
dá para fica' parado deixando a
—Que vocês comem no
famia Passar necessuade
trabalho?
- -Bem. a gente toma uru
—Quem vocês acham
que é o responsável por esta
d fnz,rrho pela manhã antes dc
,iir de casa e de meio-dia come
situação? O governo ou...
-- Bem e' claro que o qovr.
a marmita aue a cente leva pra
no du'vena d condições p'a
A
ir t. ir r" ruim leva
gente trabalh, ' Ou então da
1,1 fl-... .:p 511 li fl- oia-'m
terra pra gente plantar a s-'rTe
mesmo
—Tem muito analfabeto
trabalhando como bóia-fria?
- Aaui 1(1 r 11 muita (tente
lei e ers rever E-;tão ar.
poro- r-iao cri: nutram erorir '(lo
a.
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u-
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—Vocês ganham o suficiente para comer?
- E - Da lr:i ' 'TI ,eu'ardo
qa no
—Quanto ganham por
mês?
A ctOrrh,' nau urri
riase COr a Da i ns 4 mil por
mana
—E se chover?
-A cento não pole trar
It'iir e nai 1,—I
ganha
—Comem o que, então?
-A aente va',v-ar,fr
(fií
-. ,. Curnrir:i . ir
i
VISÃO
Av. Brasil, 380
Fone 73-1042
IgLiaçu - PR
'??
gata
/ ídnc, -'ro Francisco da Silva
- ufli dos gaios de ,Sarita Tre-
—Como é seu trabalho?
- Eu peco a e'nne,tad,i :1:
Um "gato
FARMÁCIA malvado"
Moiros ;..'e
TEIXEIRA
Vinte e cinco
anos a
serviço da
comunidade
iguaçuense
Av. Brasil, 1215
Fone: 74-3024
Foz do Iguaçu Pr.
cara limpar a soja ou o milho e,
Quando recebo do fazer'dero
pago pro bóia-Iria a parte que
toca a ele Até hoje, graças a
Deus. sempre pagueiem dia e
nunca maltratei nenhum ceies
—Quanto você ganha?
--Bern vara muito. E por
empreitada, nó'?
—Mas quanto?
--Ai depende da guantida'Je de terra que a gente pega
—Quanto você paga ao
bóia-fria?
- Varia muito. Vai de 500
ate mri cruzeiros. Depende da
pessoa Homem ganha mais,
criança ganha menos e mulher
q ue trabalha bem ganha igual
aos homens Tem também o seguinte- se a gente pegar uma
noa empreitada, pode aqar
'rCt n nr 010 bóia-fria
—Quántos
trabalham
com você?
- - Uma moca de 50 pos-;oa no' dia
—Em que época do ano
eles trabalham?
-- A temporada vai de
riover',ur a fevereiro Depor
cada uro az o que q uer Fie,
'azendo uro hiquinhi:r ali - mdi o
—Que acontece quando
um peão não quer trabalhar?
- --A dente manca emhor
Não -'-- nOdo panar alguem o
rao ti citara
—Qual é a idade das
crianças que trabalham
consigo?
-Eu pego oe 10 anos-pra
-'na Desde que se l a bom trabafiado'
—Qual o horário de trabaz
lho dos bóias-frias?
r 1.
às 7 ca mrrirc
e largarri O Ou tarde Têm uma
lora pro armc,cn e urna oro café
da arde
—Você paga a comida deles?
Nao E nor conta deles
e, :sse pagar. onde iria
parar
—Que acontece quando
alguém se machuca na roça?
'-E( levo pro hospital ou
pra tarmacia para q ue seta medi5,---------- :f , 'ar cri,:.
morarri no Rnncoo suo Fra n cisco dizem que
Zezo é um bom "gato". Outros
dizem que é um ",galo malvado
A maioria garante que ele promete "x " e paga "y" e que
cobra a mais por um sanduiche
cru um cigarro Veia o que diz ele,
—Explica direitinho como
você age.
'--Eu pego o serviço do fazendeiro e pago pros bonas-frias
fazerem a limpeza --Quanto você paga a
eles?
--Varia muito, depende da
êpoca do ano. Se falta bóia-fria o
preço é mais alto. Homem ganha
^ : 1 j : s que crianças e mulher
ita nr a a mesma coisa No geral,
vai de .5l O a 700 cruzeiros
—Quanto você ganha dos
fazendeiros?
-E muito dificil de'
Tem vez que dá bem e leis.
q ue
levo
—Quanto você cobra por
alqueire?
–Cobro por empreitada,
—Mas diga quanto.
--Olha, este serviço de
agora pequei por 410 r-nil cru-
1k'
lá
- .
-
i iI I
Fazenda
Arnumonav o deve dar 32 alqueirs Já garter auase tudo e ainda
nào termine, o semv:ço. Vou levar
prelc:zo Ou, talvez, empatar
—Você não acha que está
pagando muito pouco aos
bóias-frias?
-Como vou pagar mars'
Ve l a que eu pago o frete -do caminhão todos os dias, pago os
fiscais, pago o "bombeiro" empresto dinheiro adiantado A
gente tem que aguentar briga,
levantar todos os dias ás 4 da
rnarrhã e sri ,-,C; da roça à noite.
—O pessoal está bronqueado com você?
–Que posso fazer'?
Procuro paca- arrertinho mas
muitas vezes eles reclamam
sem terem razão Ari ora . se o
cara 55: Dli 1 'S--i ' -,o fica Cri-
) UIO
'
Tiliu RIII
(1HTIUU,
ganhar o mesmo cine aGuce ci e
trabalha
—E os outros "gatos"?
--Tem uns que pagam ce'to, outros não. Tem alguns que
tem bronca de mim, mas eu não
ligo. Esses dias veio um gato lã
de Santa Terezinha e me tirou
UM s quantos bóias-Ir ia -
Tavam
namorando
no meio
'milho
de bóias-frias do Rincão São
Francisco. Seu nome é Afonso
Pereira Soares.
—Que faz você?
--Sou Iiscal dos bóias-Irias.
—Quem contrata você?
--Os 'gatos'. claro
—Quanto tempo você trabalha nisso?
--Faz pouco tompo,mas eu
I a tinha experiência da lavo'u
porque trabalhei nela durantEmuitos anos
—Quais são suas obria ç õ e s?
—Cuidar do pessoal. nao
Mã
deixar ninguém lazer bagunça,
não deixar brincar durante o serviço, apartar brigas, cuidar pro
pessoal tazer um serviço bem
mi ri roça
—Se alguém desobedece,
qual o castigo?
—Quem não obedece
a'ite mandi embora medra!no
—Se o cara tá com dor de
barriga e precisa ir ao mato
várias vezes, vocês deixam?
- Se '': -m "-renn
orecisando, a gente permite Se
o cara estiver muito doente. d
q ereva ele pra carrri e OaQ
do mesmo oito
—Como você vai saber se
realmente ele está doente?
Pein cara, a ciente Ia
sabe se o Uiil . 'itO eUi. ru -'flti"OO
ou não
—O pessoal se alimenta
mal. Ninguém desmaia
durante o serviço?
—Até hoje, graçaU a Deu.
ninqiiirm desmarOu
—Você falou que cuida
pro pessoal não namorar.
Acontece isso?
—Quando a gente está limpando mnlho o pessoal aproveita
porque ninguém vê, mas se a
gente pega manda embora na
hora.
—Jã aconteceu alguma
vez?
—Peguei um rapaz e uma
moça na semana passada. Eles
estavam no meio do milharal se
abraçando e se beijando
Quando me viram, levaram um
susto e ficaram com muita
vergonha. Dei uma bronca neles
mas dai o cara se invocou e
disse que era assunto particular
e que eu não devia meter o bico
Dai mandei resolver seus negócios particulares em casa. Se a
ciente não botar ordem eles
DOr cima e vira haouca
Briga no
meio da soja
f'ntrevi:,ta cor
ra/ta, urna garota de 15 aros
—Por que você trabalha
aqui?_
ganhar alaum di-
CHORORÚ
í INFORMA:
±
AOS DOMINGOS DELICIOSA
FEIJOADA NO
RESTAURANTE DO
FLORESTA CLUBE E NA
PIZZARIA NO CENTRO
COMERCIAL- AV. 2, CONJUNTO
HABITACIONAL "A". PARA
CONTAMOS COM SERVIÇO DE
EMBALAGENS PARA VIAGENS.
DIARIAMENTE SERVIÇOS
COMPLETOS À LA CARTE,
PIZZARIA E LANCHES.
,
ri
jff EXPODOMA
Exportadora
Domareski Ltda
&Jetrodomesticos e Derivados de Petróleo
j
ExDortacão de materiais de construção ao Para qua
Br. 277- Jardim Jupira, 949- Fone: 73-2415
carteira 50 Arizona durante
scrmana e rio sábado cobra 1C"
ruzeiros da gente. Um pão cor':
i'nortadela
custa
que
cruzeiroreles cobram 100
rulcuo e ajudar em casa Se
sobra. i..or'noro roupa.
—Quantos são na sua
casa?
—Somos em 14 pessoas
trabalham
—Quantos
como bóia-fria?
—Trs irmãos, eu e o meu
pai
—Os homens não ficam
mexendo contigo durante o
trabalho?
:)s homens até Que não,
porque os 'gatos" e os fiscais
ficam de olho e dão a conta pra
quem se atreve. Mas tem mulher
que quer dar uma de bacana e
dai dá briga Esses dias uma
dona quis dar uma de bacana e
enchi ela de besteira. Ela me
chamou de biscate e eu disse
Que biscate era a mãe dela.
Ficamos discutindo e cada pala'irão que ela me dizia eu dizia
Inc era a mãe dela. Foi, foi, até
Inc ela voou na minha garganta
me arranhou os olhos, deu uma
baila briga no coCo da soja
—Ela te surrou muito?
--Cada urna apanhou um
pouco Ela era muito qrande um
'nu 11 'em lO
Vou parar
de trabalhar
—Ea marmita?
--Et levo marmita, irias
estes dias esiraaou a comida
porque tava muito quente u'
experimentar e lava azeda
Fiquei o dia inteiro sem comer' o
"gato" não teve coragem de me
da' um prato de comiga.
até
trabalhar
—Vai
quando de bóia-fria?
— Não vou mais trar,raIfiGi Ees descontam até o
'nO em que a gente vai tomar
1 na
Roubaram
uma aarrafa
de pinga.
Atrás do guichê faz-se o pagamento.
E'rtrevisTa com
Jose
Pereira, deSa n ta Ierezioha,
—E você, tá gostando de
ser bóia-fria?
—Por q ue rflut's-ffl muilod ciente
te roubaram?
--Semana passada rue ro
baram umriqarratadeornqa
—Então você levou pinga
pro trabalho?
r
c omo i i a
y.
•.
.
dia inipiro sem beber iiada'^
—E o "gato" deixa levar
--- -e--- ' -w.--».-
- -.
pinga pra roça?
As privadas para os bóiasdeixa, 111r1 .
frias na fazenda de Olímpio
':r"i)r'(lin1,i rio ,i: ç , s'.
SDriciao.
Dored:
—Como está a coisa?
ta
- Ta tero.raoaz. leio
quanto
há
Trabalha
tempo neste ramo?
Não muito Mas qua000
aperta tom que, se virar
—Como é a vida na roça?
--Não é boa, não.
—E o pagamento?
—Roubam muito da gente
O gato promete pagar tanto e,
deDo: rr5 racia Vendo uma
c
Vendo
telefone
VendO . m" t"O:,''n--:1C
No Rincão São Francisco, garotos
bóias frias a espera do pagamento
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Crdtto hr.obW&Io $JA
Por fora. uma casa
de negócios;
or dentro, uma
casa de amigos
X.
-
lei
A mais moøerna oficina mecânica foi inaugurada no último sábado. Ademir Fedumenti e seu sócio Sérgio Lima Santos
ofereceram aos convidados churrasco
acompanhado por 200 litros de chopp
A moderna oficina está localizada na
Av. Paraná, ao lado da Marjori.
Ademir é piloto com vários titu los
conquistados. Além de mecânica em geral
a sua oficina mecânica prepara carros
de corrida, graças a sua experiência.
a6 r ese n ;ando em Foz do Iguaçu todos o oEncs :nao esqueça.A
no dia 6 de dezembro, no Hotel festa de Ano Novo no
Carimã, às 20 horas. E um Resrauante Executivo ,sera
domingo, portanto todos podem marco'ite e inesquecível. E ra
n tranquilamente E uma promo
Av Cataratas, n° 1118- Fone 73ção beneficente da Divisão de 5146
P olicia Federal de nossa cidade
A Farmácia Globão está
uem está coordenando a pro .
'n" -.nvos proprietários e 61/me
nocão e o próprio diretor da
PF, dr Antonio Rodriques de endimento, agora com maior e
astro Também participa do renovado estoque, com os
.corltecimento o proprietário do produtos mais novos lançados
Hotel Carimã, Erminio Gani. Du- -ro mercado pela indústria
ante o show será feita a entréqa farmacéutica e de drogaria
de um cheque a uma instituição
de caridade.
A Discoteca Whiscadão
Covida
n
você para assistir nesta
sexta-feira, a partir das 23 horas,
ao show com a cantora Belhe
.laia r)ominqo á noite, a
p Ci 'ide t,na/ista do Concurso.
Doutor Nikon de Souza
Aquia' representante em Foz do
uaçu do diretor Geral da Itaipu,
eneral José Costa Cavalcanti.
esteve em Brasília e trouxe
ótimas noticias para nossa
comunidade.
-
Estará acontecendo no dia 3
de dezembro, ás '22 horas, a
terceira audição musical dos alunos do Conservatório Musical
Beethoven. no Foz do Iguaçu
1ountry Clube.
No dia 31 de dezembro La.erà grande festa de Reveilton
o Restaurante Executivo Rei do
Sabor - a melhor opção para o
seu Ano Novo começar bem.
Whisky, champanhe, chopp.
caviar, leitão assado, peixe para
Comprove na Av Brasil e rua Be!armno de Mendonça, pertinho
do Hospital São Lucas.
NO dia 13 de dezembro o
Foz do Iquaçu Country Clube
realizara um torneio internacional de Judô para adultos Informações mais detalhadas poderão ser solicitadas na Kako
Drinks pessoalmente ou pelo
'
fone 74-3496.
ou no Country.
Ainda no Foz do Iguaçu
Country Clube, sensacional baile
de Reveillor'r com ceia incluída
no preço da mesa. A animação
será por conta do conjunto internacional argentino ZAFRA. O
reveil/on no Country sempre foi
sensacional. Neste ano não
fugirá á frar5'-ën.
r'40 próximo dia será realizada a II Feira de Alimentos É
uma promoção da Associação
de Proteção Mulher do Campo.
Verduras, legumes, frangos e
ovos diretamente do produtor ao
consumidor Então é ir cedinho
até a Igreja São João Batista e
aproveitar esta oportunidade
'
1
Luiz Antonio Veloso de Souza, gerente do
BNH, Heron da Luz Trindade, super-visor
regional da Habitasul general José Plácido
de Castro Nogueira, diretor conselheiro, e
Rubens Braaa Filho. sub-qerente do BNH
Nos meios empresariais de A loja Habitasul em Foz do
Foz do Iguaçu, o grande aconteci- Iguaçu é a 66a. do grupo nos estamento do mês de novembro foi a dos do Rio Grande do Sul, Santa
inauguração da agência do grupo Catarina e Paraná, devendo esse
'POUPANÇA HABITASUL número chegar a 72 lojas até o
CRÉDITO IMOBILIÁRIO S.A.. cuia final do ano, de acordo com
sede está instalada a av. Brasil planos seguros dos diretores da
n" 1274.
emoresa.
•
As solenidades de inauguração foram realizadas no dia 30 de Com maus de 27 bilhões em
novembro, quando os diretores da depósito, a Habitasul é hoje um
HABITASUL reuniram autoridades dos maiores grupos do Pais em
e empresários para abrir festiva- cadernetas de poupança, com
mente a agência e colocar seus patrImônio fixo de aproximada.
serviços nas mãos da comunidade mente 6 bilhões de cruzeiros e 1
de Foz do Iguaçu e da região milhão de depositantes.
O Grupo Habitasul foi pioOeste do Paraná.
Representaram a HABITASUL nelro no Sul do Brasil entre as
na inauguração de sua agência entidades privadas de poupança a
em Foz, o general José Plácido de se voltar para o Interior, instalan.
Castro Nogueira, dirotrõnse- dose em cidades-pólo de desen.
lheiro. José Carlos Benvenutti. volvimento caso de Foz do
diretor, e Heron da Luz Trindade Iguaçu - e escolhendo para atua.
supervisor regional. Entre as auto- rem nas agências profissionais
ridades aue oresti giaram o acon-. pertencentes à própria
tecimento estiveram o gerente do comunidade onde as agências
BNH, Luiz Antonio Veioso de são abertas.
Souza, Rubens Braga Filho, sub . Do mesmo modo, a Habitasul
gerente do BNH, coronel Cl&jis canaliza os empréstimos para a ciCunha Vianna, prefeito municipal, dade onde foi captado o recurso,
João Kuster, presidente da Cá . constituindo-se, inclusive, no
mera de Vereadores.
maior tinanclador privado de uniApós os atos inaugurais reali- dedos de baixa renda através de
zados na sede da agência, os programas cooperativos habita.
diretores recepcionaram os convi- cioneis setor em que é responsa;
dados com um finissimo coquetel vai por quase 31% do total di.
servido no Foz do Iguaçu Country ilgido pelo BNH para esta finali.
Clube,
fade na região Sul do Brasil
rJf'rSJ J!
:'.l-sellers do momento estao
na Wadipel em Foz do Iguaçu
Para esta semana, o destaque
em livros está com a obra de
pensamento oriental "Foi
Assim", de Lobsang Rampa,
editado em Português pela
Record.
Em "Foi Assim',' Lobsang
esclarece o mundo ocidental
João Carlos Benvenutti Ezirio (ao centro)
diretor da Habltasul, entre convidados
à festa de inauguração
4'i
sobre o verdadeiro siginificado
das coisas do espirito, sobre as
qualidades profundas da alma
humana e sobre a marcha da civilizcção para um destino
espiritual, como forma de
tiOS
superação
conflitos
humanos surgidos da
t,rijtalidade, do materialismo, da
fuga essencia l na vida das
pessoas.
"Foi Assim" não é um livro r
para ser apenas irao, prcrsa ser
estudado.
O cantor Jorge Goulart e a
cantora Nora Ney estarão se
a,
á
a.
1
o
01
o
DETALHE MODAS . a moda que acompanha
você no estilo bem esportivo e à vontade.
Luiza Montenegro, a maneca mais badalada
do Brasil,vestese com roupas que você
encontra na DETALHE MODAS,
rua Almirante Barroso, 806.
Luiz Antonio oe ouza, gerente do BNH,
saúda diretores da Habitasul
o
U.
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C€/
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"o jorna/i'mo J7oí7çto, livre
€ indepn ciente és a melhor
con/rib uiç ão ?ara a paz P uro mundo
de naçoes livres habitadas por
homens livres
parabens ao A/osso tempo
l/
e
\JosSO Tempo. ano I
\JFELIZ NlVF RS'O?
QUE EMO ÇIO.
OQUE
SERÁ...
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