8 | Março/Abril de 2011
Mãos à Obra
Mãos à Obra
Veículo Oficial de Divulgação da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa | Ano XIV | nº 76 | Março/Abril de 2011
Construção civil e meio ambiente
A
sustentabilidade e a preservação
do meio ambiente são temas
amplamente abordados na
atualidade. Nesta edição, o jornal Mãos à
Obra traz algumas iniciativas que buscam o
reaproveitamento de resíduos da construção
civil. Um dos exemplos é o trabalho
desenvolvido pela Mad-Serv que transforma
resíduos de madeira em biomassa. A Ponta
Grossa Ambiental mantém uma usina que
produz areia e brita através de restos de concreto,
tijolos e cerâmica. Embora a cidade conte com
um Plano Integrado de Gerenciamento de
Resíduos da Construção Civil os desafios ainda
são muitos. Confira nas próximas páginas o que
você pode fazer para dar a destinação adequada
aos refugos da sua obra. Pág 4 e 5
6°EETCG
O 6º EETCG acontecerá de 23 a 26 de
agosto, na sede da AEAPG. A grande
novidade deste ano são os mini-cursos
oferecidos no período da tarde. Além
disso, professores da Unicamp e do
ITA falarão sobre “A engenharia da
prevenção”. Pág 3
Incêndio
O engenheiro eletrônico Fabricio
Gagliardi Pinto ministrou um minicurso sobre a ABNT 17240:2010. Ele
apresentou novos equipamentos e
falou sobre a manutenção de alarme de
incêndio. O evento aconteceu no dia 18
de abril. Pág 7
2 | Março/Abril de 2011
ASSOCIAÇÃO DOS
ENGENHEIROS E
ARQUITETOS DE
PONTA GROSSA
DIRETORIA EXECUTIVA
PRESIDENTE
Eng. Civil Roberto Pellissari
VICE - PRESIDENTE
Eng. Civil Osvaldo Thibes C. de Oliveira
1º SECRETÁRIO
Eng. Civil Anderson Francisco Sikorski
2º SECRETÁRIO
1º TESOUREIRO
Eng. Civil Michel João Haddad Neto
2º TESOUREIRO
Eng. Civil Helmiro Roberto Bobeck
COMISSÕES
SERVIÇOS
Eng. Civil Elvys Neves Teleginski
CULTURAL
Eng. Civil Paulo Roberto Domingues
SOCIAL
Eng. Civil Osvaldo Thibes C. de Oliveira
OBRAS
Eng. Civil Celso Augusto Sant´anna
ÉTICA
Eng. Civil João Kovalechyn
PATRIMÔNIO
Eng. Civil Sedinei Rodrigues Ferreira
ESPORTE
Eng. Civil Anderson Francisco Sikorski
MEIO AMBIENTE
Eng. Civil Irajá Meira Barbosa
RELAÇÕES PÚBLICAS
Eng. Eletricista João Luiz Kovaleski
RELAÇÕES ESTUDANTIS
Eng. Civil Jairo Amado Amin
ASSESSORIA JURÍDICA
Eng. Civil Michel João Haddad Neto
SEGURANÇA DO TRABALHO
Eng. Civil Sérgio Augusto Wosgrau
IMPRENSA
Eng. Civil Marco Aurélio Wilt
CASA FÁCIL
Eng. Civil João Kovalechyn
SECRETARIA EXECUTIVA
Solange Lima dos Santos
EXPEDIENTE
O jornal “Mãos à Obra” é um veiculo de
comunicação oficial de divulgação da
Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa .
www.aeapg.org.br
Edição n⁰ 76 –Março/Abril/2011
Ano XIV
Circulação dirigida
Responsável: ABC Projetos
Jornalista: Alessandra Bucholdz
MTB 3581/14/10v
Textos: Michelle de Geus
Fotos: Giovani Gouveia
Tiragem: 2.000 exemplares
Contato: (42) 3222-6652
e-mail: [email protected]
Mãos à Obra
Editorial
M
uito se tem
falado sobre o
aquecimento
do mercado da
construção civil. O bom momento
vivido pelo setor é fruto de vários
fatores, inclusive as inúmeras
possibilidades de financiamentos
para a compra de um imóvel
próprio. Dentre elas, a mais
conhecida é o programa Minha
Casa, Minha Vida, do Governo
Federal. A iniciativa consiste na
aquisição de terreno e construção
de moradias que serão vendidas
a famílias de baixa renda. A
Caixa Econômica Federal (CEF)
recebe as propostas e acompanha
a realização das obras pela
construtora.
Em Ponta Grossa, o volume de
negócios envolvendo a habitação
Mãos à Obra
Março/Abril de 2011 | 7
Engenheiros discutem prevenção de incêndios
Sua casa,
nosso trabalho
somou, em 2010, mais de R$
292 milhões. Os contratos
firmados com as construtoras
no Minha Casa Minha Vida
representam aproximadamente
R$ 155 milhões. Ao todo, 3.342
unidades habitacionais estão sob
responsabilidade das empresas
parceiras do programa. Desse
total, sete loteamentos (1.980
moradias) serão destinados a
famílias com renda mensal de
zero a três salários mínimos.
O investimento será de cerca
de R$ 82 milhões. Outros oito
loteamentos (1.362 lares) são
voltados a famílias com renda de
quatro a 10 mínimos no mês, com
valor de financiamento de R$ 73
milhões.
Além disso, em 2010, cerca
de dois mil ponta-grossenses
financiaram seus imóveis como
pessoa física. O investimento
total chegou a quase R$ 138
milhões, 33% desse valor através
do Minha Casa Minha Vida.
Cabe ressaltar que o serviço pode
ser agilizado através da CEF da
AEAPG. Os recursos ofertados
por uma agência bancária
como empréstimos, consórcios,
aberturas de contas podem ser
encontrados na AEAPG, com
exceção do recebimento de
valores. O serviço está aberto
também para não associados e
não há custo adicional.
A expectativa para 2011 é a
contratação de mais dois milhões
de moradias em todo o Brasil.
E a preocupação com o meio
ambiente não fica de lado. As
casas destinadas para famílias
com renda de zero a três salários
mínimos construídas nas regiões
Sul, Sudeste e Centro-Oeste
serão obrigadas a ter a energia
solar para aquecimento de água.
Serão em torno de 400 mil casas
aliando facilidades de pagamento
e sustentabilidade.
Artigo > João Francisco Carneiro Chaves - Engenheiro civil e ponta-grossense
O turismo é Original
Havia aqui em Ponta Grossa, situada no
polígono compreendido pela Avenida Vicente
Machado, Rua Santos Dumont, a antiga Rua da
Estação e a Rua Sete de Setembro, uma fábrica
de cerveja. Chamava-se Companhia de Cervejas
Adriática.
A Rua da Estação foi transformada em
Calçadão, e onde localizava-se o Magazin Ricardo
Kossatz, hoje temos as Casas Bahia. As instalações
da Cervejaria Adriática infelizmente foram
totalmente demolidas e ali está sendo edificada
uma obra de grande porte em nome do progresso.
Dizer que aquela chaminé era muito linda, que
o prédio, voltado para a Avenida, foi construído
no início do século passado, são argumentos
que agradam poucos membros do Conselho
do Patrimônio Histórico e mais alguns “gatos
pingados” como eu, que valorizam a preservação
da cultura e da história da nossa cidade.
Essas justificativas desagradam os
empreendedores que alegam que a iniciativa vai
trazer muitos outros benefícios para Ponta Grossa.
Mas o que tem a ver turismo, com essa
introdução saudosista e defensora do patrimônio
histórico?
É que na antiga Cervejaria, se fabricava a
cerveja Original. Realmente ela era muito gostosa,
conforme dados dos especialistas degustadores
do líquido. Diziam que era a água utilizada na
fabricação. Pode até ser, mas o sabor que ela possuía
não era o mais importante. O mais importante era
a dificuldade em se conseguir. E tudo que é difícil é
mais excitante e tem um sabor diferente.
Os mais tradicionalistas lembram muito
bem como era raro encontrar nas gôndolas dos
supermercados o produto. A fabricação era
limitadíssima e, sendo assim, era necessário se fazer
“lobby” para adquirir uma grade da mesma, já que
não existia latinha de Original, claro. Quando se
fazia uma festa, no dia seguinte, os colunistas sociais
Mas o que tem a ver
turismo, com essa
introdução saudosista
e defensora do
patrimônio histórico?
além de elogiar o traje da noiva, as jóias da mãe da
noiva, os casacos de peles das madrinhas e todas
essas babaquices do colunismo social, também
falavam que o buffet foi “chiquérrimo” e regado à
Original. Valorizava o evento.
Um amigo meu, naquela época secretário
municipal de certo prefeito, para conseguir agilizar
algum processo lá em Brasília, levava consigo no
avião algumas grades de Original. Era tiro e queda,
conseguia tudo.
E o que tem a ver isso tudo com turismo? Tem
sim, porque turismo é isso. Turismo se faz dessa
forma. Ponta Grossa era conhecida no Brasil inteiro
por conta da nossa Original. Quando se fala em
turismo, não importa se é marca de cerveja, se é
Cachoeira da Mariquinha, se é Buraco do Padre,
se é Munchen Fest, se é Vila Velha. Turismo é
valorizar as coisas da cidade. E valorizar, é tornar
caro, precioso. É vender a marca. É despertar a
curiosidade das pessoas. Será apologia ao uso do
álcool? Certamente não. Fosse assim, Blumenau
não seria tão conhecida e nem atrairia tantos turistas
durante uma semana inteira da Oktoberfest. E a
nossa Munchen Fest também não.
Vemos sempre nos jornais da cidade, aquelas
pessoas que viajam o mundo afora a procura de uma
foto defronte à Torre Eiffel, da Estátua da Liberdade,
ou do Big Ben. Será que na coluna social de um
jornal de alguma cidade do exterior, aparece a foto de
um casal de gringos defronte à Taça de Vila Velha?
Temos que fazer com que nossos pontos
turísticos sejam valorizados. E a maneira é muito
simples. Basta que nos reportemos na história, e
lembremos-nos do sucesso da nossa “cervejinha”.
Se aplicarmos esta receita, com certeza nossos
pontos turísticos que, segundo os mais viajados,
estão entre os mais lindos do mundo, nos trarão o
retorno que precisamos.
Lembrem-se “Turismo é Original”.
Mini-curso foi ministrado pelo engenheiro eletrônico, Fabricio Gagliardi Pinto, dia 18 de abril, na AEAPG
E
ngenheiros e arquitetos
de Ponta Grossa tiveram
a oportunidade de acompanhar um mini-curso
sobre “Nova Norma de Alarme de
Incêndio - ABNT 17240:2010”, ministrado pelo engenheiro eletrônico
Fabricio Gagliardi Pinto. O evento
aconteceu no dia 18 de abril na sede
da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa (AEAPG) e
contou com cerca de 30 profissionais
interessados em saber um pouco
mais sobre a instalação e manutenção de alarmes de incêndio.
Gagliardi frisou que a função de
um sistema de detecção de incêndio
é permitir que a emergência seja
atendida a tempo. “Isso só é possível com um bom projeto e a correta
instalação dos alarmes”, reforça.
Para o engenheiro eletrônico, o primeiro passo para montar um projeto eficiente é entender a dinâmica
do fogo. “É preciso aprender como
Engenheiros e arquitetos
aproveitaram para sanar
dúvidas e conhecer novos
sistemas de alarme de incêndio
a fumaça se comporta para escolher
o tipo de detector mais adequado e
colocá-los nos lugares corretos”,
enfatiza.
A realização do mini-curso
vem ao encontro do propósito da
AEAPG de manter os profissionais
sempre atualizados. “A tecnologia
evolui muito rápido e em pouco
tempo os equipamentos ficam
obsoletos. Isso só reforça a necessidade dos engenheiros buscarem
novos materiais e estarem sempre
se aperfeiçoando”, afirma o presidente da AEAPG, engenheiro civil
Roberto Pellissari.
Formado pela UFPR, Fabricio
Gagliardi Pinto é pós-graduado em
Telecomunicações - PUC-PR. Ele é
especialista em sistemas de alarme
de incêndio com larga experiência
em projetos, fabricação, importação e instalação. Atualmente atua
na empresa Suletron, sediada em
Curitiba, Paraná.
6 | Março/Abril de 2011
Mãos à Obra
Mãos à Obra
Ciacollor apresenta produtos
Representantes
demonstraram, na
prática, a aplicação da
textura projetada, um dos
lançamentos da empresa
A
prática foi um dos
aspectos mais marcantes do 65º Happy
Night. O evento aconteceu no dia 06 de maio em parceria com a Ciacollor, que produz
tintas e grafiatos. Representantes
da empresa montaram uma estrutura semelhante a uma parede
para demonstrar a aplicação de
textura projetada, uma das novidades da Ciacollor para este ano.
Eles aproveitaram para apresentar toda a linha de produtos e sanar as dúvidas dos engenheiros e
arquitetos. Cerca de 45 pessoas
prestigiaram o evento.
De acordo com o representante comercial Alex Sanches,
desde março a Ciacollor está realizando um treinamento com
os pintores específico sobre
textura projetada. “Estamos
surpresos com a aceitação que
o produto está tendo”, comenta. A textura projetada pode
ser aplicada em ambientes
externos e internos. “Além de
dar um acabamento artístico e
decorativo, ela ajuda a corrigir
pequenas imperfeições”, salienta.
Em Ponta Grossa, a Ciacollor está atuando de maneira
6° EETCG divulga programação
Queijos
O evento acontecerá de 23 a 26 de agosto de 2011 e trará palestrantes da Unicamp e do ITA
O
e
Vinhos
Engenheiros e arquitetos já podem ir se preparando para a
XVII Noite de Queijos e Vinhos. O evento acontece no dia 30
de julho na sede da Associação dos Engenheiros e Arquitetos
de Ponta Grossa (AEAPG). A ocasião também marcará a
inauguração da foto do engenheiro civil Sérgio Augusto
Wosgrau (Gestão 2008-2010) na galeria de ex-presidentes da
AEAPG. Maiores informações pelo telefone 3224-7744.
Aniversários
Engenheiros conheceram a técnica de aplicação da
textura projetada e o catálogo de cores da Ciacollor
diferenciada. “Estamos trabalhando com venda direta para
as construtoras. Isso nos permite atender o cliente dentro de
suas necessidades e prestar assessoria”, enfatiza. Sanches explica que a empresa é bastante
flexível e consegue montar, em
parceria com o cliente, um esquema de pintura para melhor
atendê-lo.
A Ciacollor iniciou suas atividades em 2003 e, desde então,
vem atendendo todo o Paraná
com tintas sintéticas imobiliá-
rias. “A empresa se destaca por
oferecer produtos de altíssima
qualidade a preços competitivos”, declara. Ele também chama a atenção para as iniciativas
de responsabilidade ambiental
como tratamento de efluentes,
reutilização da água, reaproveitamento e coleta seletiva de
resíduos. Entre os planos para o
futuro, Sanches frisa a atuação
nacional, ampliação da linha de
esmaltes à base d’água e ingresso no mercado de tintas industriais e automotivas.
INDIQUE O 306 NA ART
Profissionais de engenharia e arquitetura também podem ajudar a fortalecer a AEAPG. Para isso,
basta que indiquem o código 306 ao preencherem as suas ART’s. Dessa maneira, 6,5% do valor do
documento é revertido em prol da entidade. Os recursos são utilizados em benefício dos próprios
associados, com foco em ações na área de formação profissional.
Indicar o código que identifica a AEAPG é uma forma de garantir que os recursos da ART sejam
aplicados na região. De outra maneira o investimento pode tomar rumos diferentes e acabar
não privilegiando engenheiros e arquitetos de Ponta Grossa. É importante salientar que a
ação não acarreta custos adicionais nem para o profissional e nem para o seu cliente.
Como forma de estimular os associados a indicarem o código 306 a AEAPG promove a
dedução dos valores repassados com as ART’s na anuidade paga à entidade. A ART
é utilizada por todos os engenheiros ao assinar os seus projetos, ela é o registro de
contrato entre o profissional e seu cliente. Através da ART o engenheiro assume a
responsabilidade pela autoria da obra por um período de 20 anos. No Paraná o
documento é expedido através do site www.creapr.gov.br.
Profissional engenheiro, indique o código 306 na ART e fortaleça a nossa classe.
MARÇO
01.03 Ricardo Enei
02.03 José Renato Silgre
04.03 Cezar Polinski
04.03 Iglan Oberg
05.03 Luiz Ricardo Denck R. de Carvalho
05.03 João Gualberto Corrêa Junior
06.03 Alfredo Hinojosa Salazar
06.03 Sandra Mara Kaminski Tramontin
09.03 Juvenal Taques Fonseca Filho
12.03 Marcelo De Julio
16.03 Rodrigo Cristian Bulyk
17.03 Flávio José F. Corrêa Francisco
20.03 Margolaine Giacchini
21.03 Amauri Thomaz Xavier Ferreira
23.03 Gerson Felipe Sonego
27.03 Marcus Vinícius Caldeira Baggio
29.03 Mário Nogueira Neto
30.03 Paulo Roberto Lacava
30.03 Eunelson José da Silva Junior
Março/Abril de 2011 | 3
ABRIL
01.04 Carlos Roberto Genaro
03.04 Helmiro Roberto Bobeck
05.04 Irineu Ribicki
05.04 Luis Cesar Moro
05.04 Mariana Scaramella Moreira
06.04 Mauro Oscar Ribas
06.04 Olímpio Malucelli Filho
06.04 Luis Hiar
07.04 Carlos Roberto Farhat
09.04 Carlos Nei do Nascimento
16.04 Chede Buffara Neto
16.04 Jonas Ribeiro
17.04 Ernesto Jober Miara
17.04 Orlando Jorge de Almeida
Spartalis
20.04 Sérgio Augusto Wosgrau
22.04 Mieroslau Honesko Filho
27.04 José Adelino Krüger
30.04 Darcy Caetano Mariano
Plotagem com bonificação
para associados em dia
A Associação dos Engenheiros e Arquitetos
de Ponta Grossa (AEAPG) está prestando
serviços de plotagem para os associados,
demais profissionais e empresas.
Toda plotagem que o associado
fizer durante este ano terá um bônus
de 10% que servirá como complemento
da anuidade de 2012.
Os arquivos para plotagens podem ser enviados através dos e-mails:
[email protected], [email protected] ou ainda para [email protected].
s preparativos para o
6° Encontro de Engenharia e Tecnologia
dos Campos Gerais
(EETCG) estão a todo vapor. A
Associação dos Engenheiros e
Arquitetos de Ponta Grossa (AEAPG) já confirmou o nome dos palestrantes para todas as noites do
evento. Profissionais renomados
do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp)
estarão falando sobre ‘A engenharia da prevenção’.
Para o presidente da AEAPG,
engenheiro civil Roberto Pellis-
sari, a contribuição do 6° EETCG
para a formação dos acadêmicos e
para o aperfeiçoamento profissional será valiosa. “Estamos trazendo palestrantes de universidades
de destaque nacional, que tradicionalmente investem em pesquisa”, afirma. Ele salienta que o
conhecimento trazido por esses
profissionais favorecerá a troca de
ideias.
Uma das novidades para este
ano é a realização de mini-cursos
no período da tarde. “Eles versarão sobre o uso da biomassa, deslizamentos de encostas e outros”,
explica. Os mini-cursos já estão
Humor
incluídos na inscrição do evento.
Pellissari lembra ainda que a III
Feira de Estágios acontecerá das
18 às 22h.
O 6° EETCG está marcado
para o período de 23 a 26 de agosto de 2011, na sede da AEAPG. A
submissão de trabalhos está aberta até o dia 15 de julho e as inscrições poderão ser feitas até o dia 19
de agosto. O evento conta com a
parceria da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Tecnológica Federal do
Paraná (UTFPR) e Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais
(Cescage).
PROGRAMAÇÃO
23/08 – TERÇA-FEIRA
25/08 – QUINTA-FEIRA
24/08 – QUARTA-FEIRA
26 /08 – SEXTA - FEIRA
4 14h - Mini-Curso: Deslizamentos De Encostas
(Prof. Dr. Fábio Teodoro De Souza – PUC)
4 15h30 - Coffee Break
4 18h às 22h - Feira de Estágios
4 19h30 - Abertura Solene
Palestra de abertura com o secretário de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do
Mercosul (SAEIM), Eng. civil Ricardo Barros
4 20h30 - Palestra: O impacto das nãoconformidades construtivas na segurança
operacional de aeroportos
(Prof. Dr. Anderson Ribeiro Correia – Ita)
4 22h - Coquetel
4 14h – Mini-Curso
4 15h30 - Coffee Break
4 18h às 22h - Feira de Estágios
4 19h30 - Palestra: Prevenção no projeto de
aterros de resíduos
(Prof. Dr. Paulo Scarano Hemsi – Ita)
4 20h30 – Palestra: Saneamento & saúde
pública: prevenir x remediar
(Prof. Dr. Marcelo De Julio – Ita)
4 22h - Coffee Break
4 14h - Mini – Curso
4 15h30 - Coffee Break
4 18h às 22h - Feira De Estágios
4 19h30 – Palestra: Mudanças globais e
impactos sobre zonas costeiras: cenários e
adaptação no litoral norte de SP
(Prof. Dr. Wilson Cabral De Souza Junior
– Ita)
4 20h30 – Palestra: Acidentes em geotecnia:
previsão e prevenção
(Prof. Dr. Paulo Ivo Braga De Queiróz – Ita)
4 22h - Coffee Break
4 14h – Mini-Curso: Uso da biomasssa para
energia
(Prof. Dr. Caio Glauco Sanchez – Unicamp)
4 15h30 - Coffee Break
4 19h30 - Prevenção da poluição no setor
industrial
(Waldir Antonio Bizzo – Unicamp)
4 20h30 - Jantar
Mãos à Obra
4 | Março/Abril de 2011
Sustentabilidade na Construção Civil
AEAPG fomenta algumas iniciativas e dá dicas para a destinação adequada dos resíduos de sua obra
A
preocupação com o meio ambiente já permeia o dia a dia de
várias empresas. Atualmente
sustentabilidade e sobrevivência se
tornaram sinônimos. É preciso cuidar
do ecossistema para garantir a sobrevivência econômica de nossos negócios
e a nossa própria qualidade de vida. Os
discursos em prol do meio ambiente são
exaltados e constantemente repetidos.
Na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa (AEAPG) não
poderia ser diferente.
Todos nós sabemos que enquanto estamos conduzindo uma obra
inúmeros resíduos são gerados. São
tijolos, madeiras, cerâmicas e pedaços de concreto que, se não tiverem a
destinação adequada, podem contribuir para a poluição do ecossistema.
Ao final de uma construção, fazemos
a limpeza do local e nem sempre nos
damos conta de que o nosso lixo pode
ser reciclado e reaproveitado.
Pensando nisso, a AEAPG traz
nesta edição do Jornal Mãos à Obra a
iniciativa de algumas empresas que trabalham no beneficiamento dos resíduos
da construção civil. A ideia é dar visibilidade a projetos de grande relevância e
pouco conhecidos do público em geral.
São alternativas simples com as quais
você, profissional engenheiro, pode
contribuir e auxiliar na preservação do
meio ambiente.
Também estamos trazendo alguns
pontos importantes do Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da
Construção Civil de Ponta Grossa. A
AEAPG atuou ativamente na elaboração deste decreto que entrou em vigor
em 2006. Você poderá entender quais
foram as propostas e como elas estão
sendo conduzidas.
A AEAPG entende que basta cada
um fazer a sua parte, em casa e no trabalho, para que tenhamos uma cidade
mais limpa e agradável para viver.
Projeto
transforma
lixo em energia
Março/Abril de 2011 | 5
Máquina
adquirida pela
Mad-Serv separa a
madeira do metal,
transformando-a
em cavaco
Resíduos da construção civil não recebem destinação
correta e são misturados ao lixo doméstico
vação do meio ambiente”, declara.
Os resíduos oriundos da construção civil possuem um excelente potencial para gerar novos produtos, serem
reciclados ou reaproveitados. Para isso,
é preciso fomentar a separação dos materiais nos canteiros de obra, favorecendo a coleta seletiva. Para o bom funcionamento do plano, é fundamental que o
gerador, responsável pela obra de construção civil ou pelo empreendimento
com movimento de terra, tenha consciência do seu papel neste processo.
Coleta
Um dos pontos mais interessantes
do Plano Integrado de Gerenciamento
de Resíduos da Construção Civil é a
criação de Pontos de Entrega Voluntária (PEV). Eles podem ser entendidos
como locais destinados ao recebimento
de pequenos volumes de resíduos, gerados e entregues pelos munícipes. Os
PEVs seriam destinados para receber
somente materiais recicláveis não perigosos, livres de lixo doméstico e previamente separados. As caçambas específi-
cas para cada tipo de material deveriam
ser encontradas em pontos estratégicos
da cidade. Entretanto, a ideia ainda não
foi colocada em prática.
“O que existe hoje é uma parceria
da Prefeitura com a Ponta Grossa Ambiental para a coleta e reciclagem dos resíduos”, explica o diretor de Meio Ambiente da Prefeitura, Nelson Calderari.
Ele afirma que a responsabilidade pela
destinação é da própria empreiteira.
“Uma aliança entre a Secretaria de Planejamento, a Secretaria de Agricultura,
Pecuária e Meio Ambiente e a AEAPG
poderia resolver a situação. A Prefeitura
poderia ceder um espaço e a Associação
administrar o local”, sugere.
Para o engenheiro civil Sérgio Wosgrau, é importante ter uma área para
depósito temporário ou definitivo dos
restos da construção civil, ainda mais
que a maioria dos materiais podem ser
reciclados ou reutilizados. “O principal
problema é o gesso, muito pouco dele
pode ser reaproveitado”, lembra. Ele
alerta que a mistura de materiais perigosos, como tintas e óleos pode acabar
contaminando todo o resíduo. “Com
os recursos naturais se esgotando precisamos prestar atenção, pois estamos
usando a reserva da natureza”, salienta.
O serviço de reciclagem
de resíduos da
construção civil não é
prestado há seis meses
por falta de insumos
A
Plano discute destinação de resíduos
Em 2005 a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ponta Grossa
(AEAPG) deu início às discussões que
originaram o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção
Civil, atualmente em vigor no município
de Ponta Grossa. O plano estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para
a gestão dos resíduos da construção civil.
A iniciativa visa minimizar os impactos
ambientais provenientes do descarte inadequado e estabelece responsabilidades.
A engenheira civil Margolaine Giacchini era Diretora de Meio-Ambiente da
AEAPG em 2006 e participou das discussões. “O município estava obrigado
a desenvolver o plano, através da Resolução do Conama 307/2002, e tinha o
prazo de dois anos para isso”, lembra.
Ela explica que a AEAPG encaminhou
algumas propostas, sendo que alguns
pontos foram acatados e outros não.
“Além de apresentar sugestões de profissionais, nós fomentamos o tema inclusive promovendo algumas palestras para a
sociedade civil organizada”, salienta.
Para o presidente da AEAPG, engenheiro civil Roberto Pellissari, a iniciativa
é valiosa. “A posição da entidade é muito
clara: nós somos favoráveis a qualquer
projeto que tenha como objetivo a preser-
Usina da PGA está parada
Resíduos de madeira
provenientes da
construção civil são
transformados em
biomassa pela Mad-Serv
A
Mad-Serv, empresa especializada na fabricação de pallets, está
desenvolvendo o projeto “Lixo
é energia – aproveitamento
energético em cadeia”. A iniciativa tem como objetivo utilizar resíduos de
madeira provenientes da construção civil
e da indústria para geração de biomassa. A
reciclagem é feita através de um processo de
trituração, que separa automaticamente os
metais da madeira, dando origem ao cavaco
que pode ser utilizado em caldeiras.
Emanoel Rodrigues, coordenador do
projeto, explica que a ideia surgiu a partir da
cobrança de clientes. “Depois de utilizado,
muitas empresas não sabiam onde descartar
os pallets que se quebravam, por exemplo.
Além disso, a própria Mad-Serv tinha muito
resíduo sem destinação adequada”, conta.
Ele explica que o maior empecilho era um
processo que separasse a madeira e os pregos.
A solução veio durante visita a uma feira do ramo madeireiro em Curitiba. “Já no
primeiro stand encontrei uma máquina que
atendia exatamente a minha necessidade”,
lembra. Rodrigues comenta que a empresa
efetuou a compra do equipamento e recebeu a máquina no início do ano, entretanto
foram necessários dois meses de ajustes e
preparação.
“Hoje eu posso dizer que a máquina
está efetivamente em funcionamento”, comemora. Entretanto, ainda há capacidade
ociosa. São produzidas cerca de 23 ton/dia
de cavaco, sendo que o equipamento tem
capacidade para 40 ton/dia. Ao todo 10 profissionais estão envolvidos diretamente no
projeto, inclusive a empresa efetuou a contratação de um operador e de um motorista.
Vantagens e desafios
Além dos benefícios para o meio ambiente, o projeto está fomentando novos
negócios. “Muitas empresas se tornaram
nossas clientes devido à possibilidade de
reciclagem dos pallets usados que oferecemos”, salienta. As vantagens para o ecossistema estão na redução do consumo de
MATERIAIS QUE PODEM
SER RECICLADOS:
4 Pallets não mais reaproveitáveis
4Madeiras de construção civil
descartadas
4 Caixas de frutas e verduras
4 Caixotes de peças industriais
combustíveis fósseis e diminuição da
poluição causada pelos entulhos.
“O cavaco não é um produto de
alto valor agregado, por isso o retorno
financeiro é baixo”, salienta. Rodrigues enfatiza que falta estrutura logística para fazer a coleta, por exemplo.
“Nós só conseguimos atender a região
de Ponta Grossa, mas temos capacidade para atuar em outras cidades
também”, frisa. Por fim, o engajamento da sociedade é fundamental para o
desenvolvimento da iniciativa.
Quando o projeto “Lixo é energia”, surgiu a grande preocupação
era com o resíduo industrial, hoje
o maior foco é a construção civil.
“Aproximadamente 70% da madeira
para reciclagem que recebemos provém da construção civil”. Para participar basta entrar em contato pelo
telefone (42) 3229-3316 solicitando
que a empresa faça a retirada do entulho. Ou então você pode levar os refugos até a Mad-Serv na Av. Presidente
Kennedy, Km 105.
Usina de Reciclagem de Resíduos da Construção Civil
(RCC), mantida pela Ponta
Grossa Ambiental (PGA), está parada
há seis meses por falta de materiais. Os
RCC são provenientes de construções,
reformas, reparos, demolições e escavação de terrenos. Depois do processo
de reciclagem eles são transformados
em agregados disponíveis para comercialização.
“Nós estamos montando um novo
projeto para que a PGA possa também
fazer a coleta desses materiais”, explica
a engenheira ambiental Marcela Roos.
Ela comenta que a iniciativa entrou em
confronto com os pequenos empreendedores. “Muitas vezes as caçambas
que fazem a retirada dos resíduos nas
obras utilizam esses insumos para outras finalidades ou despejam em aterros clandestinos”, lamenta.
Atualmente a PGA tem capacidade
para beneficiar 10 m³/hora de RCC. Para
a montagem da Usina foi necessário o
investimento de R$ 1 milhão. “Nós só entramos em operação quando existe um
volume de resíduos que justifique o funcionamento”, argumenta. A engenheira
ambiental conta que essa é a única usina
da região a oferecer o serviço e que os materiais são recebidos gratuitamente.
Reciclagem
Os resíduos provenientes da construção civil são muitos e o primeiro
passo da reciclagem é a separação de
materiais perigosos, como tintas e óleos. Insumos como concreto, cerâmicas
e tijolos podem ser transformados em
areia e brita. Eles voltam para a construção civil sendo usados em pisos,
com a única exceção que não podem
ser empregados no concreto estrutural.
“Pesquisas já nos mostraram que o material reciclado é tão resistente quanto e
custa 30% menos do que o agregado in
natura”, salienta.
Para Roos, falta incentivo da Prefeitura e dos órgãos públicos. “Em
Curitiba, por exemplo, 50% dos materiais utilizados em reformas e asfalto
Usina transforma resíduos de concreto,
telhas e tijolos em areia, pedrisco e brita
O QUE PODE SER RECICLADO
• Terra proveniente de escavações, para execução de obras e reformas
• Resíduos de concreto (armado ou não), areia, cimento, argamassa,
blocos de concreto, tijolos e telhas de barro
• Revestimentos cerâmicos
O QUE NÃO PODE SER RECICLADO
• Gesso
• Telhas de fibrocimento
• Poda de árvores e jardim
• Resíduos domiciliares
• Latas de tintas
OS AGREGADOS SÃO
• Areia
• pedrisco
• brita 01
• brita 02
• brita corrida
PRINCIPAIS FINALIDADES DOS AGREGADOS
• Pavimentação primária de
vias como brita corrida
• Base de travamento e/ou
nivelamento final de vias para
pavimentação
• Argamassa para
assentamento de alvenaria,
emboço e reboco
• Confecção de pisos e
regularização de contrapisos
internos e externos
(concreto);
• Outros tipos de concreto
magro e revestimentos
• Aterros
são obrigatoriamente provenientes da
reciclagem”, diz. Ela frisa que como
em Ponta Grossa não há uma organi-
zação em torno do assunto, a PGA não
consegue prestar o serviço de maneira
satisfatória.
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Edição Março/Abril 2011 - Associação dos Engenheiros e Arquitetos