1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM PRODUÇÃO VEGETAL MESTRADO EM PRODUÇÃO VEGETAL FÁBIO ARAÚJO SILVA RESPOSTA DE ACESSOS DE CAPIM ANDROPOGON (Andropogon gayanus) AO SUPRIMENTO DE FÓSFORO GURUPI, MAIO DE 2012 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM PRODUÇÃO VEGETAL MESTRADO EM PRODUÇÃO VEGETAL RESPOSTA DE ACESSOS DE CAPIM ANDROPOGON (Andropogon gayanus) AO SUPRIMENTO DE FÓSFORO MESTRANDO: Fábio Araújo Silva ORIENTADOR: Prof. Dr. Aurélio Vaz de Melo Dissertação apresentada à Universidade Federal do Tocantins, Campus de Gurupi, como parte das exigências para obtenção do título de Mestre em Produção Vegetal GURUPI, MAIO DE 2012 3 FÁBIO ARAÚJO SILVA RESPOSTA DE ACESSOS DE CAPIM ANDROPOGON (Andropogon gayanus) AO SUPRIMENTO DE FÓSFORO Apresentada em 11 de maio de 2012 BANCA EXAMINADORA ____________________________________________ Prof.° Dr. Aurélio Vaz de Melo Presidente/Orientador _____________________________________ Prof.° Dr. Rubens Ribeiro da Silva Examinador/Co-orientador ___________________________________________ Prof. Dr Hélio Bandeira Barros Examinador ___________________________________________ Prof. Dr. Antonio José Peron Examinador 4 “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vida.” II Timóteo 4:7-8 É melhor ter lutado e perdido, do que nunca ter lutado. (Arthur Hugh Clough) A minha esposa Débora Alves Pereira Araújo DEDICO 5 AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar ao meu Pai celestial que me deu saúde, força e me resgatou a motivação em momentos difíceis nesta jornada universitária. Toda honra e glória deste trabalho é Dele. Pois nossa esperança está na cruz de Cristo, motivo de nossa esperança. Aos meus pais: Aderço Antonio da Silva e Martha Araújo Silva, exemplos de verdadeiros combatentes, não somente por se tratar de meus pais, mas também pelos obstáculos e desafios enfrentados e conquistados, me mantendo com o suor dos vossos trabalhos, pela graça de Deus. Os quais fizeram o possível e o impossível para darem a mim, oportunidade de realizar o meu grande sonho. Obrigado por tudo, pelo cuidado, pela educação, pela proteção. A minhas irmãs Flávia Silva de Araújo e Fabiana Luiza Silva, que me apoiaram e incentivaram na condução e conclusão deste trabalho. Ao meu orientador, prof. Dr. Aurélio Vaz de Melo pela amizade, pelo seu comprometimento a este trabalho em referência, orientando-me de forma especial, uma pessoa que exala simpatia e competência. Ao professor Rubens Ribeiro Silva pela co-orientação, ajuda e amizade. Aos amigos, pelos momentos difíceis e desafiadores durante o curso, mas que foram compensados pelos momentos de felicidades e pelo companheirismo. A todos os professores e funcionários da Universidade Federal do Tocantins que de pronto se colocaram a minha disposição no decorrer da pós-graduação, imprescindíveis na conclusão deste trabalho. Aos Colegas Markus Taubinger, Otávio dos Santos Limeira e a todos os demais colegas, alunos mestrandos em produção vegetal, muitos de lugares distantes, culturas e costumes também diferentes. No entanto, o espírito e ideário estão em consonância com o objetivo. 6 SUMÁRIO INTRODUÇÃO GERAL ........................................................................................10 CAPÍTULO 1: AVALIAÇÃO DE ACESSOS DE CAPIM ANDROPOGON Andropogon gayanus QUANTO A SUA ADAPTAÇÃO A ESTRESSE EM ALTO E BAIXO FÓSFORO RESUMO 1.1 INTRODUÇÃO....................................................................................................14 1.2 MATERIAL E MÉTODOS..............................................................................18 1.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO.......................................................................20 1.4 CONCLUSÃO................................................................................................29 1.5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................29 CAPÍTULO 2: EFICIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO DE FÓSFORO POR ACESSOS DE CAPIM ANDROPOGON (Andropogon gayanus ). RESUMO 2.1 INTRODUÇÃO...............................................................................................33 2.2 MATERIAL E MÉTODOS...............................................................................36 2.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO.....................................................................39 2.4 CONCLUSÃO...............................................................................................51 2.5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................51 3 CONCLUSÕES FINAIS......................................................................................56 7 LISTA DE TABELAS & FIGURAS TABELA 1 – Resumo da análise de variância conjunta, em blocos casualizados de características de seis acessos de Andropogon gayanus em experimento conduzido em casa de vegetação em duas doses de adubação fosfatada (23 e 230 mg dm-3 de P). Gurupi-TO, 2012; TABELA 2 – Altura de planta e número de folhas dos seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ), submetidos a diferentes doses de fósforo. Gurupi-TO, 2012; TABELA 3 – Número de perfilho e número de folhas por perfilhos dos seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ), submetidos a diferentes doses de fósforo. Gurupi-TO, 2012; TABELA 4 – Comprimento foliar e largura foliar dos seis acessos de Andropogon gayanus , submetidos a diferentes doses de fósforo. GurupiTO, 2012; TABELA 5 – Indice de Desempenho Fitotécnico dos seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) em experimento conduzido em casa de vegetação em duas doses de adubação fosfatada. Gurupi-TO, 2012; TABELA 6 –.Produtividade de massa fresca e seca da parte aérea dos seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ), submetidos a diferentes doses de fósforo. Gurupi-TO, 2012; CAPITULO 2 TABELA 1. Médias da massa seca (g) da parte aérea dos acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ), submetidos a diferentes doses de P em dois cortes. Gurupi-TO, 2012; 8 TABELA 2: Conteúdo de P (mg) na massa seca da parte aérea dos seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ), submetidos a diferentes doses de P em dois cortes. Gurupi-TO, 2012; TABELA 3: Resumo da eficiência dos seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) submetidos a dois ambientes de fósforo em dois cortes. Gurupi-TO, 2012; TABELA 4: Resumo da eficiência dos seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) submetidos a dois ambientes de fósforo em dois cortes segundo a metodologia de MOLL (1983). Gurupi-TO, 2012; TABELA 5: Resumo da eficiência dos seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) submetidos a dois ambientes de fósforo segundo a metodologia de FAGERIA (1998) e FISCHER (1983). Gurupi-TO, 2012; FIGURA 1. Índices de eficiência do uso de fósforo de seis acessos de de Andropogon gayanus . no primeiro corte Gurupi-TO, 2012; FIGURA 2. Índices de eficiência do uso de fósforo de seis acessos de de Andropogon gayanus . no segundo corte Gurupi-TO, 2012. 9 SÍMBOLOS E ABREVIATURAS P: Fósforo AP: alto fósforo BP: baixo fósforo Km²: quilômetro quadrado Al3+: Alumínio Ca: Cálcio Mg: Magnésio K: Potássio Kg: Quilograma g: grama mg: Miligrama cm: Centímetro MFPA: Massa fresca da parte aérea MSPA: Massa seca da parte aérea CP: Concentração de fósforo EUP: Eficiência de utilização de fósforo RE: Responsivo e eficiente RNE: Responsivo e não eficiente; NRE: Não responsivo e eficiente; NRNE: Não responsivo e não eficiente; 10 INTRODUÇÃO GERAL Brasil, século XXI, a população mundial cresce a passos largos, já atingimos o patamar de 7 bilhões de habitantes no planeta, e com esta população e as perspectivas de aumento para os anos vindouros, nasce uma discussão; garantir alimento a toda essa população. O Brasil está na lista dos países que tem capacidade produtiva suficiente para atender grande parte desta demanda mundial de alimentos. A magnitude do território brasileiro e a sua diversidade de características ligadas aos solos, clima, posição geográfica, faz o Brasil ficar em posição de destaque no cenário mundial. O país ainda possui muitas fronteiras a serem conquistadas. No contexto nacional, os solos da região de cerrado têm assumido posição de evidência na produção, tanto que o Brasil tem obtido destaque na produção de carne e grãos, ANUALPEC (2011). Isso, graças às grandes áreas de cerrado já abertas e outras em processo de abertura e que podem ser consolidadas como áreas com boa capacidade produtiva. Antes de tudo é necessário melhorar as técnicas já existentes para que tenhamos ganho em produtividade com metodologias que não agridam o meio ambiente, ou que tragam o mínimo de impacto ao mesmo. Contamos com tecnologias em vários segmentos produtivos, ligados tanto na agricultura, como na pecuária. É de fundamental importância a descoberta de mecanismos produtivos mais eficientes que melhorem a produção, não agridam o meio ambiente e sejam economicamente viáveis aos vários níveis produtivos, tanto aos produtores de alta, média e baixa tecnologia. As perspectivas para os próximos anos são de aumento significativo do rebanho de bovinos, aumento este suficiente para atender à necessidade de carne nos mercados, tanto interno como externo (ANUALPEC, 2011). É inadmissível a implantação de pastagens sem fazer o correto manejo das mesmas, tanto no que diz respeito à taxa de lotação, épocas corretas de corte e principalmente realizar o monitoramento de ciclagem de nutrientes. 11 Isso, para monitorar o tipo de adubação a época correta e a dose ideal de aplicação. A fim de melhorar a relação custo/benefício aos produtores, posto que muitos deles manejam inadequadamente suas pastagens no que diz respeito ao tipo de adubação, doses e fonte dos mesmos, acumulando sérios prejuízos diretos e indiretos no campo. Quando o tema pastagens é abordado, o mesmo não fica atrás de outras culturas. Pesquisadores têm dedicado tempo e recursos para desenvolver materiais geneticamente melhorados que são capazes de atender às necessidades do mercado consumidor de genótipos mais eficientes. O melhoramento de pastagens tem vários segmentos, por meio de pesquisas no sentido de melhorar a produção e outro segmento voltado a desenvolver genótipos resistentes a condições adversas do ambiente, sendo: clima, solos ácidos e com baixa fertilidade, pragas e doenças. Um fator limitante na produção é a baixa regularidade nutricional dos solos e sua elevada acidez, onde produtores para obter melhores produtividades devem lançar mão da aplicação de doses e fontes de nutrientes capazes de atender à necessidade de cada cultura. Em muitas situações os produtores fazem uso de fontes e doses inadequadas, não levando em consideração custo benefício da aplicação. Em muitas situações o produtor faz aplicação sem uma recomendação adequada, fazendo aplicação de superdosagens, “fazendo investimento na hora errada”, pois dependendo da fonte, o nutriente lixívia ou é imobilizado pelo solo e não é aproveitado na sua totalidade pela planta. A implantação de pastagens que sejam produtivas e resistentes às condições adversas citadas acima é um grande avanço tecnológico. No Estado do Tocantins, pouco se vê, ou de forma muito tímida a correção e manutenção nutricional das pastagens, acarretando menor produtividade e degradação das mesmas em menor período de tempo, onerando ainda mais a atividade de bovinocultura, posto que constantes reformas de pastagens devem ser realizadas. 12 O desenvolvimento ou a identificação de acessos de forrageiras como o capim andropogon (Andropogon gayanus ), que apresentem respostas adequadas a regiões com baixa disponibilidade de P no solo, é de fundamental relevância para atender os solos de cerrados, obter genótipos que tenham uma produtividade satisfatória, principalmente à região Norte do País onde se localiza o estado do Tocantins, região que ainda está em desenvolvimento. 13 RESUMO AVALIAÇÃO DE ACESSOS DE CAPIM ANDROPOGON Andropogon gayanus QUANTO A SUA ADAPTAÇÃO A ESTRESSE EM ALTO E BAIXO FÓSFORO 1 SILVA¹, Fábio Araújo. VAZ DE MELO, Aurélio². ( Aluno do curso de Mestrado em Produção 2 Vegetal – UFT, Campus Universitário de Gurupi – TO; Professor Orientador, Adjunto da área de Ciências agrárias e Tecnológicas – UFT, Campus Universitário de Gurupi – TO) O estudo de manejo adequado nas pastagens brasileiras e o melhoramento genético das mesmas têm sido o marco diferencial no aumento da capacidade produtiva das pastagens no país. É elementar a descoberta de mecanismos produtivos mais eficientes que melhorem a produção, não agridam o meio ambiente e sejam economicamente viáveis para os diferentes níveis produtivos, tanto à produtores de alta, média e baixa tecnologia. O fósforo é o elemento mineral limitante na produtividade das pastagens no Brasil. Diante disso, conduziu um experimento em casa de vegetação com objetivo de avaliar acessos de Andropogon gayanus quanto à eficiência de uso e resposta ao fósforo. Foram realizados dois experimentos com seis acessos em dois níveis de fósforo alto e baixo (23 e 230 mg dm- 3 de P, utilizando-se fosfato monoamônico (MAP), como fonte de fósforo) aplicados no solo. O delineamento utilizado foi em blocos casualizados em dez repetições. As avaliações foram realizadas após 50 dias da emergência, com intervalos de sete dias, totalizando três avaliações. Foram avaliadas as seguintes características: altura de planta (cm); comprimento de lâmina foliar (cm); largura do limbo (cm); número de perfilhos; número de folhas por perfilho e número total de folhas na planta, massa seca. Observou-se efeito significativo (p≤0,05) da interação acessos x ambiente na maioria das características de acessos de Andropogon gayanus . Já no fator ambiente (Alto e baixo fósforo), não houve efeito significativo (p>0,05) na maioria das características. Quanto aos acessos, houve efeito significativo (p≤0,05) em quase todas as características, com exceção de número de folhas por perfilho. Com isso conclui-se que o acesso 6 obteve bom desempenho em ambiente de baixo P. Palavras-chave: Andropogon gayanus , ecotipos, eficiência, fósforo. 14 CAPÍTULO 01: AVALIAÇÃO DE ACESSOS DE CAPIM ANDROPOGON Andropogon gayanus QUANTO A SUA ADAPTAÇÃO A ESTRESSE NUTRICIONAL EM ALTO E BAIXO FÓSFORO 1.1 INTRODUÇÃO O Brasil é o segundo maior produtor mundial de bovinos a pasto, com aproximadamente 215 milhões de cabeças (IBGE, 2011), 90% do mercado de carne bovina é a pasto. A área total de pastagens no Brasil chega a 173 milhões de hectares, tendo em torno de 115 milhões de hectares de pastagens cultivadas (RODRIGUES, 2010). Estima-se que quase 80% dessas pastagens cultivadas apresentam algum grau de degradação (PERON, 2004; CARVALHO, 2007), isto contribui para que a pecuária tenha baixos índices zootécnicos, com baixas taxas de lotação e produtividade As pastagens brasileiras estão na base dos sistemas de produção de bovinos e isto evidencia a importância e a necessidade contínua de se buscar práticas que maximizem os resultados desses sistemas (SANTANA et al., 2010). O Brasil, é considerado a nova fronteira agrícola, tendo como principal área de produção os solos de Cerrados, com aproximadamente 180 milhões de hectares, que são pobres em fertilidade e possuidores de elevados teores de Alumínio (Al3+) e acidez. Grande parte dos solos de cerrado são oriundos de rochas pobres em alguns nutrientes (Ca, Mg, P e K), apresentando toxidez por alumínio (Al > 1,0 cmol kg-¹) e presença de acidez (SILVA, 2005). O sistema de manejo adotado para produção de forragem adotado na pecuária brasileira vem contribuindo no processo de degradação da fertilidade do solo sob pastagens. O esgotamento da fertilidade do solo, em consequência da ausência de calagem e adubações de manutenção, tem sido apontado como uma das principais causas da degradação de pastagens cultivadas (MENEZES et al., 2009). As plantas são nutridas retirando da solução do solo o fósforo (P) necessário para seu desenvolvimento. O P na solução do solo está em equilíbrio com formas de diferentes graus de solubilidade na fase sólida (LOBATO & 15 SOUSA, 2003). A baixa produtividade e a limitada resposta das culturas à fertilização nesses solos são, em parte, atribuídas aos baixos teores de P e à presença de alumínio em concentrações tóxicas (SOUZA, 2003). No Brasil a baixa fertilidade do solo, aliada à toxidez de alumínio e manganês e baixa capacidade de troca catiônica proporcionam o baixo rendimento das forrageiras, sendo um dos principais fatores limitantes do crescimento vegetal em solos ácidos presentes nas regiões tropicais, principalmente, devido à inibição do crescimento radicular (GIANNAKOULA et al., 2008; GUO et al., 2007) dificultando a exploração racional e econômica da agropecuária no país (ZIMMER & EUCLIDES, 2000). O Estado do Tocantins, com área de 27,84 milhões de hectares, das quais 7,5 milhões de hectares são áreas de pastagens ( SEAGRO, 2012). Essas pastagens são a principal fonte de alimentação do rebanho no Estado, com predominância das espécies Brachiaria brizantha, Brachiaria humidícula, Panicuns e principalmente o Andropogon gayanus (SANTANA, 2009). No estado do Tocantins, há anos já se tem descrito que a maior parte das pastagens encontram-se em estado de degradação (SEAGRO, 2011). Ou seja, áreas com acentuada diminuição da produtividade agrícola (DIASFILHO, 2005) e com consequente redução no valor nutritivo das plantas forrageiras. Dentre as alternativas consideradas viáveis em contornar essas dificuldades, a correção adequada dos solos e a obtenção e identificação de genótipos adaptados às condições adversas, constituem as mais importantes demandas dos pecuaristas de todo o país, sendo intensa a procura de cultivares de forrageiras adaptadas aos diferentes ecossistemas. No Brasil, cerca de 70% dos solos cultivados com pastagens apresentam alguma limitação séria de fertilidade, e o fósforo é o elemento cuja falta limita mais frequentemente a produção das culturas nos solos ácidos tropicais (SANTOS, et al., 2002). 16 O fósforo (P) é um nutriente essencial a todos os seres vivos. Este elemento desempenha um importante papel em uma série de processos, incluindo geração de energia, síntese de ácido nucléico, fotossíntese, glicólise, respiração, ativação e inativação enzimática, reações redox, metabolismo e sinalização de carboidratos e fixação de nitrogênio (VANCE et al, 2003). O P é considerado o nutriente mais importante, apesar das necessidades das plantas serem relativamente pequenas quando comparadas com outros macronutrientes (ROSSI et al., 1999). Para o capim andropogon, pode-se considerar a dose de de P 28,95 mg dm- 3 que atende a demanda da cultura (RURAL NEWS, 2011). Quando adubos fosfatados são aplicados no solo, depois de sua dissolução, o P é retido na fase sólida, formando compostos menos solúveis (COLLIER et al, 2008). Mesmo assim, grande parte deste P retido é aproveitado pelas plantas. Deve-se considerar que a magnitude dessa recuperação depende principalmente da espécie cultivada e é afetada pela textura, tipos de minerais de argila e acidez do solo. A elevada participação dos fertilizantes no custo total de produção associada à baixa eficiência da aplicação dos fosfatos, somados ainda ao uso excessivo de fertilizantes à base de fósforo pela agricultura intensiva (VANCE et al., 2003). Isso torna notória a necessidade de se buscar alternativas sustentáveis. Com isso, tornando a atividade agropecuária mais eficiente, no que se refere à diminuição de custos. Dentre essas práticas se destaca a obtenção de cultivares melhorados, eficientes na absorção e utilização de fósforo, além, de tolerantes ao alumínio. Essa prática tem sido considerada a mais promissora e constitui uma das mais importantes demandas dos pecuaristas de todo o país, sendo intensa a procura por variedades de forrageiras adaptadas aos diferentes ecossistemas. O sistema radicular das forrageiras é altamente responsivo à disponibilidade de nutriente e sua distribuição no solo (ZHU et al., 2007). Isto é particularmente verdade com relação à disponibilidade de P que é um dos 17 nutrientes que mais limitam o crescimento em ambientes naturais (LINKOHR et al., 2002). Outra característica importante é a ativação do alongamento de raízes laterais em resposta a condições de baixa disponibilidade de P, em que pode ser interpretado como exploração acelerada do solo (WILLIAMSON et al., 2001). A seleção de espécies e ou cultivares de forrageiras quanto à produtividade e adaptação às condições edafoclimáticas da região onde serão cultivadas é uma das etapas mais importantes em um programa de melhoramento. Existem vários métodos para fazê-la, levando-se em consideração o comportamento per se, sua capacidade de combinação e medidas de divergências genéticas, (BORÉM & MIRANDA, 2005). Por isso, a fenotipagem e seleção de ecotípos mais adaptados e eficientes às condições de estresse de fósforo são de fundamental importância eco-economicamente viável à agropecuária. O capim andropogon (Andropogon gayanus ) é uma gramínea forrageira perene, ereta, que pode crescer formando touceiras de até 1,0 m de diâmetro e produz perfilhos com altura média variando entre 1,0 a 3,0 m. Mantém sua atividade fotossintética e metabólica sob condições de estresse hídrico. Apresenta excelente adaptação a solos ácidos e de baixa fertilidade natural, desenvolvendo-se melhor nos solos profundos e bem drenados. Responde satisfatoriamente à aplicação de doses de fósforo (50 a 100 kg ha-1 ano-1 de P2O5 (ROCHA, 2009). Originário da África Tropical, encontra-se amplamente distribuído na maioria dos cerrados tropicais, em áreas com estação seca bem prolongada. Tolera até nove meses de seca, embora seu crescimento seja favorecido em regiões com três a cinco meses de estiagem. Assim, a diversidade genética existente dentro de uma população tem sido constantemente avaliada com o propósito final de identificar acessos de maior efeito segregante, de forma que, estes apresentem características de interesse agronômico para serem introduzidos em um programa de melhoramento de pastagens voltados às características de estresse em solos tocantinenses. 18 Objetivou-se com o presente estudo identificar e avaliar acessos de andropogon (Andropogon gayanus ) quanto a sua adaptação a condições de alto e baixo fósforo, de forma à obter genitores para prosseguimento do programa de melhoramento de forrageiras tropicais. 1.2 - MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi conduzido na Universidade Federal do Tocantins, TO, (280 m de altitude, nas coordenadas 11°43’45” S e 49°04’07” W), no Campus Universitário de Gurupi – TO, compreendido entre o mês de agosto de 2010 e dezembro de 2011, em casa de vegetação com temperatura média da região 28 30 0C. O plantio foi realizado em 21 de agosto de 2010, em solo com baixo teor de P. As principais características químicas desse solo foram: pH em água = 5,6; P = 1,5 mg dm-3; K = 27,6 mg dm-3; Ca2+ = 0,5 cmol dm-3; Mg2+ = 0,2 cmol dm-3; Al3+ = 0 cmol dm -3; H+Al = 3,1 cmol dm-3 ;SB = 0,8 cmol dm-3; CTC(t) = 0,8 cmol dm-3; CTC(T) = 3,8 cmol dm-3; V = 19,6 %; m = 0,0 %; MO = 13,2%; P (Mel) = 1,5 mg dm-3; Textura: 43,1% Areia; 12,4% Silte; 44,5% Argila. Os experimentos foram conduzidos no delineamento em blocos casualizados com dez repetições, sendo cada saco representado como uma parcela. Foram realizadas as operações de tratamento padrão em todos os vasos como a calagem de acordo com a análise de solo e adubação correspondente ao tratamento. O solo foi colocado em sacos plásticos de cinco decímetros cúbicos. A correção da acidez do solo foi realizada com base na 5° aproximação de adubação do estado de Minas Gerais (ALVES et al., 1999). Sendo que os demais nutrientes utilizados foram: N = 200 mg dm -3; K = 150 mg dm-3; Cu = 1,3 mg dm-3; Zn = 4 mg dm-3; Fe = 1,56 mg dm-3; S = 50 mg dm-3; Mo = 0,15 mg dm-3; B = 0,81 mg dm-3, seguida de uma aplicação de nitrogênio em cobertura de 120 mg dm-3, aos 35 dias após o plantio. Os nutrientes foram diluídos e aplicados via líquida no solo antes do enchimento dos sacos 19 Os tratamentos foram constituídos de seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ), coletados em diferentes ecotipos na época seca do ano, como segue: - Acesso 1: Ecotipo coletado no município de Paranã - TO; - Acesso 2: Ecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás; - Acesso 3: Ecotipo coletado no município de Jaú – TO; - Acesso 4: Ecotipo coletado no município de Peixe – TO; - Acesso 5: Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO e - Acesso 6: Ecotipo coletado no município de Itacá – PA. Os acessos foram cultivados em dois níveis de fósforo aplicados no solo (23 e 230 mg dm- 3 de P, utilizando-se fosfato monoamônico (MAP), como fonte de fósforo. A irrigação foi realizada manualmente, sendo esta efetuada duas vezes ao dia, mantendo-se o teor de água em torno de 80% da capacidade de campo. Quando as plantas apresentaram duas folhas completamente desenvolvidas foi realizado o desbaste, deixando duas plantas por vaso. As avaliações foram iniciadas 50 dias após a emergência e realizadas com intervalos de sete dias, totalizando três avaliações. Foram avaliadas as seguintes características: - Altura de planta (em cm): medida do colo da plântula à extremidade da folha mais alta; - Comprimento de lâmina foliar (em cm): medida da base ao ápice da maior folha; - Largura do limbo (em cm): medida da região mais larga da maior folha; - Número de perfilhos; - Número de folhas por perfilho; - Número total de folhas na planta e - Produção de massa seca; Para obtenção do índice de desempenho fitotécnico foi feito a relação de entre número de perfilho(NP) x número de folhas por perfilho (NF) x comprimento foliar (CF) nos seis acessos. Na última avaliação, após a determinação de características morfológicas, realizou-se o corte da parte aérea das forrageiras a 20 aproximadamente 10 cm do nível do solo. A forragem foi seca em estufa a ±60ºC visando à obtenção da produção de massa seca da parte aérea da planta. Após a obtenção dos dados, foram realizadas as análises de variância individuais e, posteriormente, análise conjunta. Visto que, o maior quadrado médio do resíduo dividido pelo menor foi inferior a sete, apresentando assim, homogeneidade de variância e sendo possível realizar a análise conjunta. Após a análise de variância conjunta realizou-se o teste de média Tukey a 5% de probabilidade. 1.3 - RESULTADOS E DISCUSSÕES No resumo da análise de variância conjunta observa-se efeito significativo (p≤0,05) da interação genótipo x ambiente em quase todas as características dos acessos de andropogon, com exceção de número de folhas por perfilho. Isso indica que os efeitos dos ambientes nos acessos não explicaram todas as variações encontradas (Tabela 1). Assim, foram realizados os desdobramentos. Tabela 1. Resumo da análise de variância conjunta, em blocos casualizados, de características de seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) em experimento conduzido em casa de vegetação em duas doses de adubação fosfatada (23 e 230 mg dm-3 de P). Gurupi-TO, 2012 Quadrado Médio FV GL BLOCO/AMB ACESSOS (G) NÍVEIS DE P (A) GxA 18 5 5 251,3** RESÍDUO 90 48,2 1 AP 39,6 262,3** NF 42,9 569,0** 922,7ns 3111,0ns NP NF/PER 12,6 0,2 457,7** 0,4ns CF 9,6 78,3** LF 0,2 0,6* MPAF MPAS 35,6 2,5 173,2** 24,5** 1197,0ns 1,6ns 982,8* 1,9ns 213,8ns 11,1ns 708,7** 309,9** 0,6ns 109,7** 0,6* 149,3** 25** 104,2 23,5 0,3 10,5 0,2 27,5 3,3 Média 34,7 37,9 17,8 2 20 0,8 17,5 11,6 CV (%) 20,O 27,0 27,2 27,5 16,2 64,5 29,9 15,6 **, * significativo pelo teste F 1 e 5% de probabilidade, respectivamente. AP: Altura das plantas (cm); NF: número de folhas; NP: número de perfilhos; NF/PER: número de folhas por perfilho; CF: comprimento da maior folha (cm); LF: Largura da maior folha (cm); MFPA: matéria fresca da parte aérea; MSPA: matéria seca da parte aérea. 21 Para o fator ambiente (alto e baixo fósforo), não houve efeito significativo (p>0,05) em quase todas as características. Ficando evidente que o acréscimo de P no solo além do nível crítico inicial da planta pouco influencia a sua resposta à adubação, mas não se deve desprezar a adição de P no solo, posto que houve incremento na altura da planta. Os seis acessos responderam de forma significativa, deixando precedentes para posteriores estudos e identificação de quais características distinguem um acesso do outro. Característica esta que pode despertar interesse nas pesquisas, por ser fator determinante da significância entre os acessos (p≤0,05). O coeficiente de variação na maioria das características foi elevado sendo relacionado a variabilidade genética dos acessos. O fato das plantas terem sofrido deficiências hídricas e nutricionais nos seus locais de origem contribuiu para que tais plantas que são apomíticas facultativas se transformassem em sexuais, proporcionando essa provável variação genética dentro da espécie. O ambiente de alto fósforo (AP) proporcionou ao acesso 3 maior média de altura de planta (38 cm), no entanto, não diferiu dos acessos 1, 2 e 5 (Tabela 2). Já a menor média de baixo fósforo foi observada no acesso 4 (22,8 cm), que não diferiu estatisticamente dos acessos 1 e 6. O ambiente de baixo fósforo (BP) proporcionou a maior média de altura de planta ao acesso 5 (44,2 cm), sendo que este não diferiu (p≤0,05) dos acessos 2, 4 e 6. Já o acesso 3 foi o que obteve a menor média de alto fósforo (32,9 cm), contudo, não diferiu (p≤0,05) da média do acesso 1, 2, 4, 6. O acesso 5 foi o que apresentou a maior média, independentemente do ambiente. Porém, não sendo diferente dos acessos 1, 2, 3 e 6. Isso demonstra resposta satisfatória do acesso 5 em ambos os ambientes, tendo flexibilidade à adaptação a ambientes diversos 22 Tabela 2. Médias de altura de planta e número de folhas dos acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ), submetidos a diferentes doses de fósforo. GurupiTO, 2012 Acessos Acesso 1 Acesso 2 Acesso 3 Acesso 4 Acesso 5 Acesso 6 Média Altura de planta (cm) Alto P Baixo P Média 31,8 ab A 35,1 b A 33,4 ab 35,9 a A 37,3 ab A 36,6 ab 38,0 a A 32,9 b A 35,5 ab 22,8 b B 37,0 ab A 29,9 b 36,2 a B 44,2 a A 40,2 a 26,4 b B 37,9 ab A 32,2 ab 31,9 37,4 Número de folhas Alto P Baixo P Média 30,5 ab B 51,5 a A 41,0 ab 37,4 a B 49,7 ab A 43,5 a 41,5 a A 33,6 c A 37,6 ab 20,3 b B 35,6 c A 27,9 b 38,2 a A 37,5 bc A 37,8 ab 28,7 ab B 49,7 ab A 39,2 ab 32,8 43,0 Médias seguidas das mesmas letras minúsculas nas colunas e maiúsculas nas linhas constituem grupo estatisticamente homogêneo, pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade. Alto P: Alto fósforo (230 mg dm- 3); Baixo P: Baixo Fósforo (23 mg dm- 3 ). Acesso 1 (Ecotipo coletado no município de Paraná - TO, na época seca do ano); Acesso 2 (Ecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); Acesso 3 (Ecotipo coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); Acesso 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); Acesso 5 (Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO) e Acesso 6 (Ecotipo coletado no município de Itacá – PA). É fator decisivo a altura de planta no manejo das pastagens, por estar relacionado com os níveis de resíduo de massa seca e consumo pelos animais (BORTOLO, 2001). A média da altura das plantas, no pasto, altera a quantidade de massa de forragem disponível em oferta, que, por sua vez, pode determinar grandes diferenças no desempenho animal e na produtividade por área, de acordo com revisões feitas por Maraschin (1994) e (MOTT e MOORE 1985). Quanto maior o número de folhas na planta e o seu comprimento, maior será a produção de massa seca. Visto que, a produção de massa seca da planta é diretamente proporcional, sendo maior parte aérea maior massa seca de forrageira que o animal irá consumir na sua alimentação. Além de ser a parte com maior concentração do teor de proteína bruta da forragem (RURAL NEWS, 2011). A produtividade de forragem do capim-andropogon, pode ser afetada por diversos fatores (solo, espaçamento, densidade de plantio, manejo e condições climáticas). O valor nutritivo do capim-andropogon é considerado entre moderado e bom. Com seis semanas de rebrote apresentam teores de proteína bruta entre 8 e 10% (RURAL NEWS, 2011). 23 O ambiente de baixo fósforo proporcionou a maior média de número de folhas NF ao acesso 1 (51,5 folhas) (tabela 2). Isso, demonstra a eficiência do acesso 1 em ambiente de baixo fósforo. No entanto, não diferiu dos acessos 2 e 6 (Tabela 2). Já o acesso 3 obteve a menor média de NF (33,6 folhas). Contudo, não diferiu (p≤0,05) estatisticamente do acesso 4 e 5 (Tabela 2). O comportamento do acesso 3 em todos os testes é semelhante, demonstrando ser mais sensível ao estresse de P. O acesso 2 foi o que obteve o melhor resultado em ambos os ambientes, sendo um acesso considerado intermediário, porém não sendo diferente dos acessos 1e 6. O ambiente de alto fósforo, proporcionou ao acesso 3, a maior média de número de folhas - NF (41,5 folhas), no entanto não diferiu (p≤0,05) estatisticamente dos acessos 1, 2, 5 e 6 (Tabela 2). Já o acesso 4, foi o que obteve a menor média de NF (20,3 folhas), porém não diferiu dos acessos1 e 6. De acordo com Rêgo et al. (2002), que estudou a densidade e a composição química do capim, verificou que a densidade de massa foi maior nos estratos inferiores, enquanto o teor de proteína foi maior nos estratos superiores. Segundo o autor, estes resultados ocorreram em função da maior presença de folhas e colmos, respectivamente, nos estratos superiores e inferiores, respectivamente. Para a característica número de folhas por perfilhos, as médias dos acessos não apresentaram diferenças estatísticas entre si (Tabela 3). Tabela 3. Médias do número de perfilhos e número de folhas por perfilhos dos acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ), submetidos a diferentes doses de fósforo. Gurupi-TO, 2012 Acessos Acesso 1 Acesso 2 Acesso 3 Acesso 4 Acesso 5 Acesso 6 Média Número de perfilho Alto P Baixo P Média 14,4 ab B 24,4 b A 19,4 b A 26,0 a 17,2 a B 34,9 a d A 16,0 bc 18,0 a A 13,9 cA 12,5 d A 11,7 10,9 c 14,8 ab A 17,0 cd A 15,9 bc cB 22,9 bc A 17,6 bc 12,4 14,6 21 -1 Número de folhas perfilho Alto P Baixo P Média 2,0 a A 2,3 a A 2,1 a 2,2 a A 2,2 a A 2,2 a 2,2 a A 1,9 a A 2,1 a 1,5 a B 2,2 a A 1,9 a 1,8 a A 2,2 a A 2,0 a 1,7 a A 2,0 a A 1,8 a 11,9 2,2 Médias seguidas das mesmas letras minúsculas nas colunas e maiúsculas nas linhas constituem grupo estatisticamente homogêneo, pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade. Alto P: Alto fósforo (230 mg dm- 3); Baixo P: Baixo Fósforo (23 mg dm- 3 ). Acesso 1 (Ecotipo coletado no município de Paraná - TO, na época seca do ano); Acesso 2 24 (Ecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); Acesso 3 (Ecotipo coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); Acesso 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); Acesso 5 (Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO) e Acesso 6 (Ecotipo coletado no município de Itacá – PA). A planta é formada por uma população de perfilhos que aparecem e morrem durante todos os meses do ano (LANGER, 1972). Isso assegura às gramíneas forrageiras um mecanismo de plasticidade fenotípica, caracterizado por alterações sazonais na estrutura do dossel forrageiro como forma de permitir às plantas adaptação às condições correntes de crescimento (CHAPMAN & LEMAIRE, 1993). O perfilhamento é uma característica importante no estabelecimento das plantas forrageiras e está ligada à produtividade, sendo também a principal via de perenização, com aumento de área explorada e divisão das plantas em outros indivíduos, formando uma touceira. Os acessos 1, 2, 3 e 5 não diferiram estatisticamente em ambiente de alto fósforo para o parâmetro comprimento de folha. O acesso 3 foi o que mais se destacou entre eles no ambiente de alto fósforo, mas teve o pior desempenho no ambiente de baixo fósforo (Tabela 4). Os acessos 5 e 6 apresentaram melhor desempenho em ambiente de baixo fósforo, com médias de comprimento foliar 28,3 cm e 26,2 cm respectivamente, sendo materiais com boa resposta em BP. Para produção de massa seca total da forrageira é importante que a mesma tenha área foliar com maior área de exploração possível, posto que a mesma se torna mais eficiente com boa conversão fotossintética, (FONSECA, 2000). Tabela 4. Comprimento foliar e largura foliar dos acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ), submetidos a diferentes doses de fósforo. Gurupi-TO, 2012 Acessos Acesso 1 Acesso 2 Acesso 3 Acesso 4 Acesso 5 Acesso 6 Média Comprimento foliar (cm) Alto P Baixo P Média 16,9 ab B 20,1 c A 18,5 b 18,4 ab B 22,7 bc A 20,5 ab 20,0 a A 18,7 c A 19,3 ab 14,4 b B 21,1 c A 17,7 b 18,5 ab B 28,3 a A 23,4 a 14,6 b B 26,2 ab A 20,4 ab 17,2 B 22,9 A 69,9 Largura foliar (cm) Alto P Baixo P Média 0,6 a A 0,7 b A 0,7 a 0,7 a A 0,8 b A 0,7 a 0,7 a A 0,6 b A 0,7 a 0,4 a A 0,6 b A 0,5 a 0,5 a A 0,8 ab A 0,7 a 0,6 a B 1,5 a A 1,0 a 0,6 0,9 Médias seguidas das mesmas letras minúsculas nas colunas e maiúsculas nas linhas constituem grupo estatisticamente homogêneo, pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade. Alto P: Alto fósforo (230 mg dm- 3); Baixo P: Baixo Fósforo (23 mg dm- 3 ). Acesso 1 25 (Ecotipo coletado no município de Paraná - TO, na época seca do ano); Acesso 2 (Ecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); Acesso 3 (Ecotipo coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); Acesso 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); Acesso 5 (Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO) e Acesso 6 (Ecotipo coletado no município de Itacá – PA). As médias de largura foliar – LF dos acessos de andropogon (Andropogon gayanus ) não diferiram significativamente entre si em alto fósforo. Isso demonstrou que a disponibilidade nutricional pouco influencia na largura foliar da forrageira. Em baixo fósforo, o acesso 6, foi o que obteve a maior média (1,5 cm), porém não diferiu estatisticamente do acesso 2 (Tabela 4). Já a menor média de LF foi observada nos acessos 3 e 4, diferindo (p≤0,05) das médias dos acessos 1, 2 e 5. Entre as médias dos dois ambientes não houve diferenças significativas (p≤0,05), independentemente dos acessos do capim andropogon. Na comparação número de perfilhos, número de folhas e comprimento de folhas dos seis acessos, é significativo o destaque do acesso 3 em AP com 792 pontos, e em baixo fósforo o acesso 2 foi o mais pontuado com 1742,91 pontos tendo o maior desempenho (Tabela 5) Tabela 5: Índice de Desempenho Fitotécnico dos seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) em experimento conduzido em casa de vegetação em duas doses de adubação fosfatada. Gurupi-TO, 2012. Índice de Desempenho Fitotécnico Acessos Alto P Baixo P Acesso 1 486,72 1128,01 Acesso 2 696,26 1742,91 Acesso 3 792,00 493,87 Acesso 4 235,44 580,25 Acesso 5 492,84 1058,42 Acesso 6 307,77 1199,96 Relação de desempenho encontrado pela multiplicação do NP x NF x CF nos seis acessos. Alto P: Alto fósforo (230 mg dm- 3); Baixo P: Baixo Fósforo (23 mg dm- 3 ). Acesso 1 (Ecotipo coletado no município de Paraná - TO, na época seca do ano); Acesso 2 (Ecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); Acesso 3 (Ecotipo coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); Acesso 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); Acesso 5 (Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO) e Acesso 6 (Ecotipo coletado no município de Itacá – PA). A produção vegetal está diretamente relacionada com o aproveitamento da energia solar pela cultura, sintetizada e transformada em 26 energia química durante o processo fotossintético (LEME et al., 1984). Sendo a área foliar a principal responsável por esta conversão. Em ambientes de alto fósforo os acessos 1, 2, 3 e 5 apresentaram bom desempenho, mas o acesso 3 se destacou em relação aos demais. Em ambiente de BP os acessos 1, 2 e 6 apresentaram desempenho satisfatório, sendo o acesso 2 o que destacou com maior pontuação. A área foliar é uma importante característica para avaliar a eficiência fotossintética da cultura (COSTA, 1996). Além de ser fator decisivo na produção final de massa seca (ALLEN et al., 1998). Sua avaliação durante todo o ciclo da cultura é de extrema importância para que se possa modelar o crescimento e o desenvolvimento da planta e, em consequência, avaliar a produtividade da cultura (TERUEl, 1995). Logo, o acesso que tiver maior área foliar, terá maior taxa fotossintética, contribuindo para seu melhor desempenho na taxa de conversão de energia luminosa em massa seca. O teor de proteína em forrageiras está diretamente vinculado à quantidade de massa produzida e sua qualidade. As pastagens que apresentam maior produção de massa apresentam maior quantidade de proteína e são economicamente viáveis. O ambiente de AP proporcionou ao acesso 3 maior média de massa fresca da parte aérea -MFPA (19,7 g). No entanto, não diferiu dos acessos 1, 2, e 5 (Tabela 5). A menor média de MFPA foi observada no acesso 4 (10,2 g), que não diferiu da média do acesso 6. O ambiente de baixo fósforo proporcionou a maior média de MFPA ao acesso 6 (23,3 g), sendo que este não diferiu (p≤0,05) dos acessos 1, 2 e 5. Já o acesso 3 foi o que obteve a menor média de MFPA (14,0 g). Contudo, não diferiu (p≤0,05) da média do acesso 1, 2 e 4. O acesso 5 foi o que apresentou a maior média no primeiro corte, independentemente do ambiente, porém, não sendo diferente dos acessos 1, 2, 3 e 6. Os acessos avaliados em ambientes com AP na solução do solo tem a sua produtividade prejudicada. Altas concentrações de P podem causar precipitação interna de Fe na planta (NUNES, 2004). Algumas espécies de 27 plantas, quando cultivadas em doses altas de P, apresentam redução no crescimento e, às vezes, na produção de massa seca da parte aérea. Esse fenômeno, conhecido como depressão de crescimento (SENA; et al., 2004). Outra hipótese para explicar a redução de crescimento e produção de biomassa pode estar relacionada com um possível desbalanço hormonal, resultante de desequilíbrio nutricional. O acúmulo de fosfato inorgânico (polifosfatos) nas raízes pode resultar em interações com metais, como Fe, Mn, Cu, e, especialmente, Zn. Isto restringiria o transporte de Zn para a parte aérea (Lambert et al., 1979; Cardoso, 1996), provocando redução na síntese de auxinas (alteração dos níveis de indol e serina, precursores de triptofano, aminoácido que origina o ácido indolacético) (Rekoslavskaya & Bandurski, 1994), desbalanço da relação auxina/citocininas (redução de alongamento celular, encurtamento de entrenós) e, finalmente, redução de crescimento ((SENA; et al., 2004). A Disponibilidade de fósforo para a planta garante o seu valor alimentício, sendo nutriente essencial ao crescimento, é elemento limitante da produção, sua concentração crítica na planta (nível crítico interno) permite avaliar a condição nutricional e a probabilidade de resposta à adição do P ao solo (FONSECA, 2000). No ambiente de baixo fósforo, não houve diferenças estatísticas entre as médias dos acessos. O acesso 2 foi o que obteve o melhor desempenho na média do ambiente de baixo fósforo. Algumas espécies são capazes de apresentar crescimento máximo em solos com baixa disponibilidade de P, em razão de sua baixa exigência do nutriente. Entretanto, o crescimento de uma planta não é dependente de um único elemento, mas do nível de cada nutriente essencial. (SANCHES & SALINAS, 1981). 28 Tabela 6. Médias de massa fresca da parte aérea e massa seca da parte aérea dos acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ), submetidos a diferentes doses de fósforo. Gurupi-TO, 2012. Massa fresca parte aérea (g) Alto P Baixo P Média Acesso 1 17,0 ab A 18,0 ab A 17,5 ab Acesso 2 19,2 a A 20,5 ab A 19,8 a Acesso 3 19,7 a A 14,0 b B 16,8 ab Acessos A 14,5 b A 12,3 b c Acesso 5 18,5 ab A 23,0 a A 20,7 a Acesso 4 10,2 Acesso 6 12,4 Média bc 16,2 A B 23,3 a 18,9 A A 17,8 ab Massa seca parte aérea (g) Alto P Baixo P Média 12,3 b A 11,4 a A 11,9 ab 13,1 ab A 12,0 a A 12,5 a 14,8 a A 10,2 a B 12,5 a 8,7 c B 10,3 a A 9,5 b 11,7 b A 11,6 a A 11,6 ab 10,9 11,9 bc A 12,3 a A 11,6 ab A 11,3 A Médias seguidas das mesmas letras minúsculas nas colunas e maiúsculas nas linhas constituem grupo estatisticamente homogêneo, pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade. Alto P: Alto fósforo (230 mg dm- 3); Baixo P: Baixo Fósforo (23 mg dm- 3 ). Acesso 1 (Ecotipo coletado no município de Paraná - TO, na época seca do ano); Acesso 2 (Ecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); Acesso 3 (Ecotipo coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); Acesso 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); Acesso 5 (Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO) e Acesso 6 (Ecotipo coletado no município de Itacá – PA). Os níveis de adubação fosfatada utilizada neste experimento, alto fósforo (230 mg dm- 3) e baixo fósforo (23 mg dm- 3) que equivalem respectivamente a doses de 46 e 460 kg ha-1 , foram adequados para discriminar os acessos de capim andropogon que tiveram respostas diferentes. Posto que foi avaliado doses abaixo do nível crítico estimado para a cultura. Para o capimandropogon, o nível crítico interno de fósforo foi estimado em 28,95 mg dm- 3, o qual foi obtido com a aplicação de 57,9 kg ha-1 de P²O5, a recomendação de adubação é entre 50 e 100 kg ha-1 (RURAL NEWS, 2011). A diferença de comportamento entre os acessos da forrageira pode ser atribuída à capacidade da planta de se tornar sexuada, o fato dos acessos terem sofrido deficiências nutricionais, contribui para que as mesmas que são apomídicas facultativas, se tornem sexuadas, ocorrendo variabilidade genética (RESENDE, 2008). Durante a condução do experimento foram observados, na fase inicial, alguns sintomas de estresses nas plantas, decorrentes da baixa fertilidade dos solos da origem dos acessos, tendo como reflexo a baixa viabilidade das sementes coletadas na maioria dos acessos. Independentemente do solo 29 utilizado, alguns acessos apresentaram baixa taxa de germinação como o acesso 5 em alto fósforo e o acesso 2 em baixo fósforo. Isso demonstra a importância de adaptações genotípicas da espécie a determinadas regiões. 1.4 CONCLUSÃO Existem diferenças fenotípicas entre os acessos de andropogon (Andropogon gayanus ) coletados no Estado do Tocantins. Há respostas diferenciadas em relação às características, sendo possível identificar acessos mais eficientes nos ambientes de alt e baixo fósforo; O acesso 3 tem os melhores resultados em ambientes com alto fósforo; O acesso 2 pode ser considerado intermediário, independentemente das características e do ambiente. Em ambientes de baixo fósforo o acesso 6 apresenta resultados satisfatórios em condições de estresse. 1.5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANUALPEC. Anuário da pecuária brasileira. São Paulo: Instituto FNP, 2009. 368p; BORÉM, A.; MIRANDA, G.V. Melhoramento de plantas. 5.ed. Viçosa: UFV, 2005. 525p; CARVALHO, R. Níveis de cobertura vegetal e qualidade do solo sob pastagem em áreas de cerrado. – Universidade de Brasília/Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, 90 p. Brasília, 2007; CECATO, U.; YANAKA, F. Y.; BRITO FILHO, M. R. T.; SANTOS, G. T.; CANTO, M. W.; ONORATO, W. M.; PETERNELLI, M. 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Lavras: NEFOR/UFLA, 2000. p. 1-49. 32 CAPITULO 2: EFICIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO DE FÓSFORO EM ACESSOS DE CAPIM ANDROPOGON Andropogon gayanus 1 SILVA¹, Fábio Araújo. VAZ DE MELO, Aurélio². ( Aluno do curso de Mestrado em Produção 2 Vegetal – UFT, Campus Universitário de Gurupi – TO; Professor Orientador, Adjunto da área de Ciências agrárias e Tecnológicas – UFT, Campus Universitário de Gurupi – TO) RESUMO Na produção vegetal, em solos tropicais, o P é considerado o nutriente mais importante. Em estudos técnicos é necessário determinar a eficiência da planta de interesse, tendo como parâmetro a sua produção obtida, onde a eficiência expressa a relação entre insumos e produção de massa seca. A eficiência de utilização de fósforo (EUP) pode ser alcançada com algumas alternativas. Uma das mais simples é a diminuição nas doses de adubos para níveis que sejam produtivos e seguros. A variabilidade genética para EUP (eficiência de utilização de fósforo) foi observada em diferentes estudos com algumas culturas, relatando a existência de diferentes adaptações dos genótipos a diferentes disponibilidades de P no solo, objetivou-se com esse trabalho classificar e selecionar acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) coletados no cerrado tocantinense, quanto à eficiência de uso e resposta de fósforo. Os ensaios foram conduzidos na Estação Experimental da Universidade Federal do Tocantins – Campus Universitário de Gurupi - TO .O plantio foi feito em saco plástico com cinco decímetros cúbicos, em casa de vegetação, utilizando-se solo com baixo teor de P. Avaliando-se seis acessos de andropogon com duas condições de adubação, sendo a adubação de baixo fósforo (BP) de 23 mg dm - 3 e a adubação de alto fósforo (AP) de 230 mg dm- 3. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com dez repetições, sendo cada vaso representado como uma parcela. O ambiente de alto fósforo proporcionou ao acesso 3 a maior média de massa seca na parte aérea. O ambiente de baixo fósforo, o acesso 6 obteve a maior média de massa seca. As diferenças entre os acessos, foram estatisticamente detectadas, comprovando assim que, os materiais 4 e 6 em baixo fósforo no segundo corte destacaram-se dos demais quanto ao transporte de P do solo para a parte aérea. O acesso 6 foi considerado eficiente e responsivo. Palavras-chave: Andropogon, Eficiência, Resposta Fósforo 33 CAPÍTULO 2: EFICIÊNCIA DE UTILIZAÇÃO DE FÓSFORO EM ACESSOS DE CAPIM ANDROPOGON Andropogon gayanus 2.1 INTRODUÇÃO As pastagens brasileiras estão na base dos sistemas de produção de bovinos e isto evidencia a importância e a necessidade contínua de se buscar práticas que maximizem os resultados desses sistemas (SANTANA et al., 2010). O Brasil, hoje é considerado a nova fronteira agrícola, com principal área de produção os solos de Cerrados, que são pobres em fertilidade e possuidores de elevados teores de Al3+ e acidez. O estado do Tocantins, com área de 27,84 milhões de hectares, das quais 7,5 milhões de hectares são áreas de pastagens (SEAGRO, 2012). Essas pastagens são a principal fonte de alimentação do rebanho no Estado, com predominância das espécies Brachiaria brizantha, Brachiaria humidícula, Panicuns e principalmente o Andropogon gayanus (SANTANA, 2009). Grande parte dos solos de cerrado são oriundos de rochas pobres em alguns nutrientes (Ca, Mg, P e K), apresentando toxidez por alumínio (Al > 1,0 cmolc kg-1) e presença de acidez (SILVA, 2005). O modelo de produção de forragem adotado na pecuária brasileira vem contribuindo no processo de degradação da fertilidade do solo sob pastagens. O esgotamento da fertilidade do solo, em consequência da ausência de calagem e adubações de manutenção, tem sido apontado como uma das principais causas da degradação de pastagens cultivadas (MENEZES et al., 2009). O P é um nutriente essencial a todos os seres vivos. Na produção vegetal, em solos tropicais, o P é considerado o nutriente mais importante, apesar das necessidades das plantas serem relativamente comparadas com outros macronutrientes (ROSSI et al., 1999). pequenas quando 34 Quando adubos fosfatados são aplicados no solo, depois de sua dissolução, praticamente todo o P é retido na fase sólida, formando compostos menos solúveis (COLLIER et al., 2008). Mesmo assim, grande parte deste P retido é aproveitado pelas plantas. Deve-se considerar que a magnitude dessa recuperação depende principalmente da espécie cultivada e é afetada pela textura, tipos de minerais de argila e acidez do solo. O sistema radicular das forrageiras é altamente responsivo à disponibilidade de nutriente e sua distribuição no solo (ZHU et al., 2007). Isto é particularmente verdade com relação à disponibilidade de P que é um dos nutrientes que mais limitam o crescimento em ambientes naturais (LINKOHR et al., 2002). Outra característica importante é a ativação do alongamento de raízes laterais em resposta a condições de baixa disponibilidade de P, em que pode ser interpretado como exploração acelerada do solo (WILLIAMSON et al., 2001). O capim andropogon (Andropogon gayanus ) é uma gramínea forrageira perene, ereta, que pode crescer formando touceiras de até 1,0 m de diâmetro e produz perfilhos com altura média variando entre 1,0 a 3,0 m. Originário da África Tropical encontra-se amplamente distribuído na maioria dos solos de cerrados tropicais, em áreas com estação seca bem prolongada. Tolera até nove meses de seca, embora seu crescimento seja favorecido em regiões com três a cinco meses de estiagem (RURAL NEWS, 2011). Assim, a diversidade genética existente dentro de uma população, tem sido constantemente avaliada com o propósito final de identificar acessos de maior efeito segregante, de forma que, estes apresentem características de interesse agronômico para serem introduzidos em um programa de melhoramento de pastagens voltados às características de estresse em solos tocantinenses. Em estudos técnicos é necessário determinar a eficiência da planta de interesse, tendo como parâmetro a sua produção obtida, onde a eficiência expressa a relação entre insumos e produção de massa seca (FAGERIA, 1998). A eficiência de utilização de fósforo (EUP) pode ser alcançada com algumas alternativas. Uma das mais simples é a diminuição nas doses de adubos 35 para níveis que sejam produtivos e seguros (FERNANDES et al. 2001). Outra possibilidade é o melhoramento genético, que já está gerando cultivares de forrageiras produtivas e adaptadas aos solos com baixos níveis de P. Segundo Ceccarelli (1996) o desenvolvimento de programas de melhoramentos locais seriam a solução mais viável ao aumento de produção em sistemas agrícolas com baixa utilização de insumos. Isso proporcionaria uma agricultura ecologicamente correta, humanamente justa e economicamente viável. A variabilidade genética para EUP (eficiência de utilização de fósforo) foi observada em diferentes estudos com algumas culturas, relatando a existência de diferentes adaptações dos genótipos a diferentes disponibilidades de P no solo (VAZ-DE-MELO, 2008). Em se tratando do fósforo, considera-se como plantas eficientes aquelas que produzem maior quantidade de massa seca por unidade de fósforo absorvido (GERLOFF, 1976). Também, consideram-se plantas eficientes aquelas que acumulam maiores concentrações de fósforo, quando cultivadas em baixas doses deste elemento (CLARK & BROWN, 1974). A eficiência de absorção de nutrientes torna-se importante às plantas, uma vez que, define parâmetros como a capacidade de espécies em adaptar e responder a disponibilidade nutricional do solo, genótipos e cultivares específicos em absorver e utilizar nutrientes (BALIGAR & FAGERIA, 1997). A variação genotípica entre e dentro de espécies em relação à eficiência de uso de nutrientes em plantas, pode ser demonstrada em diversos trabalhos (FURLANI et al, 1998; PARENTONI et al, 2000). Com isso, objetivou-se com esse trabalho identificar e selecionar acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) no cerrado sul tocantinense, quanto à eficiência de uso e resposta de fósforo. 36 2.2 MATERIAL E MÉTODOS Os ensaios foram conduzidos na Estação Experimental da Universidade Federal do Tocantins – Campus Universitário de Gurupi - TO (280 m de altitude, nas coordenadas 11°43’45” S e 49°04’07” W). O clima regional é do tipo B1wA’a’ úmido com moderada deficiência hídrica (KÖPPEN 1948). O plantio foi realizado em agosto de 2010, em casa de vegetação, utilizando-se solo com baixo teor de P do município de Gurupi-TO, avaliando-se seis acessos de andropogon com duas condições de adubação, sendo a adubação de baixo fósforo (BP) de 23 mg dm- 3 e a adubação de alto fósforo (AP) de 230 mg dm - 3 de P2O5 aplicados no solo, em vasos plásticos de cinco decímetros cúbicos. As principais características químicas desse solo foram: pH em água = 5,6; P = 1,5 mg dm-3; K = 27,6 mg dm-3; Ca2+ = 0,5 cmol dm-3; Mg2+ = 0,2 cmol dm-3; Al3+ = 0 cmol dm -3 ; H+Al = 3,1 cmol dm-3 ;SB = 0,8 cmol dm-3; CTC(t) = 0,8 cmol dm-3; CTC(T) = 3,8 cmol dm-3; V = 19,6 %; m = 0,0 %; MO = 13,2%; P (Mel) = 1,5 mg dm-3; Textura: 43,1% Areia; 12,4% Silte; 44,5% Argila O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com dez repetições, sendo cada vaso representado como uma parcela. Foram realizadas as operações de tratamento padrão em todos os vasos como a calagem de acordo com a análise de solo e adubação correspondente ao tratamento. 50 dias após a semeadura, iniciou as avaliações, com intervalos de 7 dias entre as avaliações, após a determinação de características morfológicas, realizou-se o corte da parte aérea das forrageiras a 10 cm do nível do solo. A massa fresca da forragem foi seca em estufa a 60ºC por 72 horas, visando à obtenção da produção de massa seca e posteriormente análise de determinação das concentrações de fósforo (CP) na parte aérea da planta. Uma vez obtido esses dados, estimaram-se os índices de eficiências, baseados em várias propostas, com o intuito de comparar o comportamento dos acessos de capim andropogon em diferentes proposta apresentadas por (FAGERIA, 1998; SIDIQUI & GLASS,1981; FISHER & MAURER, 1978; FISCHER et al, 1983 e MOLL et al, 1982). 37 Eficiência fisiológica: é a produção biológica obtida (em culturas anuais) por unidade de nutriente acumulado. Às vezes, esta eficiência é também chamada eficiência biológica; já a eficiência nutricional é a relação entre a biomassa total e a quantidade de nutriente absorvido. Maranville et al. (1980); Siddiqi & Glass (1981); Craswell & Godwin (1984) e Fageria (1992) relataram que a eficiência nutricional pode ser expressa e calculada de maneiras diferentes, (FAGERIA, 1998) Para o cálculo das eficiências e respostas de cada acesso ao acréscimo de adubação fosfatada, foi seguida a metodologia descrita por Fageria (1998): - PMSaP = produção de massa da parte aérea em alto fósforo; - PMSbP = produção de massa da parte aérea em baixo fósforo; - QNa = quantidade de nutriente em alto fósforo; e - QNb = quantidade de nutriente em baixo P. Metodologia proposta por Sidqui & Glass, (1981): Foi determinado o índice de eficiência no uso do fertilizante em resposta à aplicação de diferentes doses de fósforo na semeadura de acordo com metodologia proposta por Fisher & Maurer, (1978): - IP é o índice de eficiência do uso de fósforo; - D é a severidade do estresse induzido pela baixa disponibilidade de P; 38 - Yc/P e Ys/P são, respectivamente, as produtividades individuais dos acessos nos tratamentos de alto e baixo teor de P e; - Xc/P e Xs/P são, respectivamente, as produtividades médias de todos os acessos nos tratamentos de alto e baixo teor de P. Para efeito comparativo de eficiência também foi realizada avaliação quanto à eficiência de P segundo a metodologia de Fischer (et al, 1983), metodologia desenvolvida para avaliar de forma simultânea ambientes com baixo e alto teores de nutriente, sendo a equação que segue: - Ya(-P) = é a produção do genótipo “a” sob baixo fósforo; - Ya(+P) = é a produção do genótipo “a” sob alto fósforo; - Yx(-P) = é a produção média de todos os genótipos sob baixo fósforo; - Yx(+P) = é a produção média de todos os genótipos sob alto fósforo. Foi avaliada a eficiência de uso de fósforo segundo a metodologia proposta por Moll (et al, 1982). EUP = eficiência de uso de fósforo; Fs = Massa seca das folhas; Ps = Massa de fósforo aplicado no solo. Após os cálculos das eficiências e respostas, segundo as metodologias citadas foram realizadas duas outras propostas de metodologias, sendo elas: e RAP = Resposta à absorção de fósforo; EAP = Eficiência de absorção de fósforo; CPNPa = Conteúdo de fósforo na planta em alto P; 39 CPNPb = Conteúdo de fósforo na planta em baixo P; PASa = Fósforo aplicado no solo em alto P; PASb = Fósforo aplicado no solo em baixo P; MSa = Massa seca da forrageira em alto P e; MSb = Massa seca da forrageira em baixo P. Após a obtenção dos dados, realizou-se a análises de variâncias individuais, sendo realizada posteriormente a análise conjunta, visto que, os ensaios apresentaram homogeneidade de variância. Após isto compararam-se as médias pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. 2.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO O ambiente de alto fósforo no primeiro corte proporcionou ao acesso 3 a maior média de massa seca na parte aérea (14,81 g). Não diferindo estatisticamente do acesso 2 (Tabela 1). No ambiente de baixo fósforo, o acesso 6 obteve a maior média de massa seca (12,31 g), não diferindo dos acessos 1, 2 e 5. Os acessos 3 e 6 obtiveram resultados divergentes entre os ambientes, sendo que, o ambiente de alto fósforo proporcionou ao acesso 3 a maior média de massa seca da parte aérea. Já o acesso 6 obteve a maior média no ambiente de baixo P. Independentemente dos ambientes no primeiro corte o acesso 4 obteve a menor média de massa seca da parte aérea, não diferindo do acesso 6. Entre os ambientes, independentemente dos acessos, não houve diferença significativa. 40 TABELA 1: Médias da massa seca da parte aérea (em g) dos acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ), submetidos a diferentes doses de P em dois cortes. Gurupi-TO 2012 Interação Acesso x Ambiente Acessos. Primeiro corte AP BP Segundo corte Média AP Acesso 1 12,62 bc A 11,47 abc A 12,05 a A Acesso 2 13,10 ab A 12,15 ab A 12,62 a Acesso 3 14,81 a A 10,25 c B Acesso 4 9,56 d A 10,34 Acesso 5 Acesso 6 BP 9.46 c A 9,22 b B 10,47 a B 11.6 ab a 11,06 a 12,53 a A 9,83 a A 10.5 bc bc A 9,95 b B 6,77 b B 12.1 A B 9,47 ab 12,06 bc A 11,62 abc A 11,84 a A 9,25 a A 9.07 c A 9,16 b 10,93 cd B 12,31 a 11,62 ab A 9,83 a A 9.78 c A 9,81 ab 12,18 A 11,35 B A 8,99 a A Média 9,19 B 10,45 10,19 ab A Médias seguidas das mesmas letras minúsculas nas colunas e maiúsculas nas linhas constituem grupo estatisticamente homogêneo, pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade AP (230 mg dm- 3); BP (23 mg dm- 3 ). Acesso 1 (Ecotipo coletado no município de Paraná - TO, na época seca do ano); Acesso 2 (Ecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); Acesso 3 (Ecotipo coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); Acesso 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); Acesso 5 (Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO) e Acesso 6 (Ecotipo coletado no município de Itacá – PA). O ambiente de alto fósforo no segundo corte proporcionou ao acesso 2 a maior média de massa seca na parte aérea (10,47 g), diferindo estatisticamente apenas do acesso 4 (Tabela 1). No ambiente de baixo P, o acesso 4 obteve a maior média de massa seca (12,1 g), não diferindo do acesso 2. Os acessos 2 e 4 obtiveram resultados divergentes entre os ambientes, sendo que, o ambiente de alto fósforo proporcionou ao acesso 2 a maior média de massa seca da parte aérea. Já o acesso 4 obteve a maior média no ambiente de baixo fósforo. Independentemente dos ambientes o acesso 5 no segundo corte, obteve a menor média de massa seca da parte aérea, diminuindo sua eficiência produtiva no segundo corte. A maior média de massa seca foi observada no acesso 3 (14,81g) no ambiente de alto fósforo no primeiro corte que não diferiu do acesso 2, não mantendo o comportamento no segundo corte. O ambiente de alto fósforo no segundo corte não apresentou variação significativa, apenas o acesso 4 se destacou com a menor produção, No segundo corte em baixo fósforo os acessos 2 e 4 diferiram dos demais, mantendo as maiores média de concentração (11,6 e 12,1) respectivamente. 41 A maior quantidade de P no ambiente de alto fósforo no primeiro corte foi observada nos acessos 2 e 3 (5,4 e 5, 34 mg, respectivamente). No ambiente de baixo fósforo o acesso 5 foi o que teve a maior média (5,47g) não diferindo estatisticamente dos acessos 1, 2 e 6. Em baixo fósforo no primeiro corte o acesso 3 obteve a menor média de P, não diferindo do acesso 4 e 6 (Tabela 2). Os acessos no segundo corte no ambiente de alto fósforo não diferiam estatisticamente entre si. Os acessos 4 e 6 em baixo P no segundo corte foram os que apresentaram melhor desempenho na Concentração de P na parte aérea. O acesso 1 foi o que obteve a menor média (0,923g) (Tabela 2). Justifica o maior conteúdo de P no primeiro corte, o fato da planta na sua fase mais jovem ser mais eficiente na absorção e armazenamento de P na parte aérea e a maior disponibilidade de P. O acesso 1 foi o que apresentou a menor média de concentração de P no segundo corte em ambiente de baixo fósforo, sendo considerado menos eficiente no armazenamento de P. O transporte ou distribuição de P para a parte aérea é uma característica importante para a diferenciação do material genético (FILHO, 1984). Acessos que apresentam maior capacidade de extração de P do solo e armazenamento da parte área é considerado mais eficiente. TABELA 2: Médias do conteúdo de P (mg) na massa seca da parte aérea dos acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ), submetidos a diferentes doses de P em dois cortes. Gurupi-TO 2012 Interação Acesso x Ambiente Acessos. Primeiro corte AP BP Segundo corte Média AP BP Média Acesso 1 4,86 ab A 4,41 ab A 4,63 ab 1,00 a A 0,93 c A 0,977 a Acesso 2 5,46 a A 5,04 a A 5,25 a 0,84 a A 1,00 ab A 0,923 a Acesso 3 5,34 a A 3,33 b B 4,33 ab 0,86 a B 1,28 bc A 1,07 a Acesso 4 3,95 b A 3,81 b A 3,88 b 0,68 b B 1,70 a A 1,19 a Acesso 5 4,66 ab B 5,47 a A 5,07 a 0,92 a B 1,21 c A 1,06 a Acesso 6 4,68 ab A 4,31 ab A 4,50 ab 1,11 a B 1,44 c A 1,28 a 4,82 A 4,40 A 0,91 B 1,26 A Médias seguidas das mesmas letras minúsculas nas colunas e maiúsculas nas linhas constituem grupo estatisticamente homogêneo, pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade AP (230 mg dm- 3); BP (23 mg dm- 3 ). Acesso 1 (Ecotipo coletado no município de Paraná - TO, na época seca do ano); Acesso 2 (Ecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); Acesso 3 (Ecotipo coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); Acesso 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); Acesso 5 (Ecotipo 42 coletado no município de Santa Maria – TO) e Acesso 6 (Ecotipo coletado no município de Itacá – PA). As diferenças entre os acessos, foram estatisticamente detectadas, comprovando assim que, os materiais 4 e 6 em baixo fósforo no segundo corte destacaram-se dos demais quanto ao transporte de P do solo para a parte aérea. Trabalhos evidenciam o comportamento diferencial entre espécies ou cultivares da mesma espécie na absorção e utilização de nutriente (FAGERIA & BARBOSA FILHO,1982; MESSMER et al., 1984). As médias de concentrações de fósforo na massa seca da parte aérea dos acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) não diferiram significativamente entre si nos ambientes de alto e baixo fósforo no primeiro corte. As diferenças observadas entre os genótipos quanto à produção de massa seca, tanto na parte aérea foram pequenas, mas o suficientes na identificação do acesso que se destacou (Tabela 2). Diferenças significativas foram observadas no ambiente de BP no segundo corte. A resposta dos acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) ao incremento de P pode ser explicado pelo fato de se tratar de uma espécie forrageira que se adapta a ambientes adversos, como solos com baixa fertilidade e altos teores de alumínio e com nível crítico de P em torno de 58 mg dm- 3, (ROCHA 2009). Sendo uma espécie com pouca resposta à adição de doses de nutrientes. Segundo Carvalho et al. (1994) em experimentos em que se avaliaram os requerimentos de fósforo e calcário no estabelecimento das gramíneas andropogon e setárias, concluíram que o capim andropogon apresenta baixa resposta à adubação. Se comparar o desempenho do capim angropogon com outras espécies, como brachiárias e mombaça fica comprovada a baixa eficiência e resposta do capim a adubação ao contrário do efeito provocado pela adição de adubação em pastagens de brachiárias ou mombaça. Concordando então com os resultados das médias dos ambientes (4,82 g e 4,40 g respectivamente em alto e baixo fósforo) obtidas onde não houve incremento de concentração de fósforo na matéria seca da parte aérea nos ambientes de alto P no primeiro corte, além do ocorrido no ambiente de baixo fósforo. 43 Os métodos de avaliação de eficiência apresentados por Fageria e Fisher (1978) apresentaram similaridade na eficiência e na resposta ao nutriente. Mas mascaram respostas quando acesso são submetidos a produção com menor disponibilidade de nutrientes. Mas a metodologia é valida para classificar os materiais como sendo responsivos e eficientes, responsivos e não eficientes, não responsivos e eficientes e não responsivos e não eficientes. Dentre as metodologias propostas, a adaptada de SIDIQUI & GLASS (1981) para avaliação da eficiência de P em andropogon, não apresentou resultados coerentes quando incrementado P no primeiro corte (Tabela 3). A metodologia não distingue plantas bem supridas de nutrientes das pouco supridas, onde o calculo eleva a massa seca ao quadrado, aumentando a eficiência de acessos com bom suprimento e prejudicando acessos com baixo suprimento nutricional. A eficiência de P no capim andropogon é melhor representada pela metodologia de MOLL,(1982), pela qual é possível visualizar a limitação de eficiência da capim na utilização de P. Há uma relação direta entre a massa seca produzida e a quantidade de P aplicado no solo. Em ambos os cortes houve maior eficiência nos ambientes de baixo fósforo, isso demonstra que o capim não responde de forma semelhante a outras forrageiras, como as brachiárias e mombaça que têm resposta linear ao incremento de nutrientes (FURLANI, 1990). TABELA 3: Resumo da eficiência dos seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) submetidos a dois ambientes de fósforo em dois cortes. Gurupi-TO, 2012. SIDIQUI & GLASS (1981) Acessos. Primeiro corte AP Segundo corte BP AP BP Acesso 1 33,54 ab A 30,18 ab A 87,260 bc A 101,64 b A Acesso 2 31,60 bc A 30,25 ab A 136,24 a A 139,22 a A Acesso 3 41,29 a A 32,52 ab B 117,09 ab A 90,770 bc B Acesso 4 23,90 c A 29,35 ab A 67,240 c B 90,130 bc A Acesso 5 32,04 bc A 25,42 b B 93,340 bc A 69,930 c B Acesso 6 26,06 bc B 36,20 a A 87,550 bc A 67,320 c A Médias seguidas das mesmas letras minúsculas nas colunas e maiúsculas nas linhas constituem grupo estatisticamente homogêneo, pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade Acesso 1 (Ecotipo coletado no município de Paranã - TO, na época seca do ano); Acesso 2 (Ecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); Acesso 3 (Ecotipo 44 coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); Acesso 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); Acesso 5 (Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO) e Acesso 6 (Ecotipo coletado no município de Itacá – PA). Após o segundo corte o acesso tende a se estabilizar e apresentar sua eficiência. Furlani, (1990) descreve que existe diferença na eficiência de uma planta na absorção de nutriente, quando é feita a avaliação no seu estádio inicial e nos demais, posto que a fase e ciclo da planta podem influenciar na sua resposta e eficiência. Devido ao curto período de tempo entre a implantação e o primeiro corte, os acessos não expressaram a eficiência do P, como é expresso nos demais cortes (FURLANI, 1990). O acesso 6 apresentou a maior média no ambiente de baixo fósforo no primeiro corte, não tendo seu desempenho repetido no segundo corte, diferindo apenas do acesso 5 no ambiente de baixo fósforo. O acesso 5 apresentou a menor média de eficiência no ambiente de BP no segundo corte (0,362) (Tabela 4). As médias dos acessos em baixo fósforo em ambos os corte foram mais elevadas que as médias dos acessos em alto fósforo. O comportamento dos acessos prova que o capim é mais eficiente em ambientes de baixo fósforo, posto que a demanda da cultura é baixa, sendo uma espécie de forrageira de baixa exigência nutricional. Qualquer incremento acima da sua demanda mínima não altera a sua resposta em produtividade. Existe variabilidade genética entre espécies e cultivares da mesma espécie, na absorção e utilização de nutrientes, tal variação faz com que os acessos apresentem comportamentos diferenciados. Entretanto, é preciso conhecer melhor os mecanismos de absorção e utilização de nutrientes e, também, a natureza e herança da eficiência (FAGERIA & BARBOSA FILHO, 1981). 45 TABELA 4: Resumo da eficiência de acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) submetidos a dois ambientes de fósforo em dois cortes. Gurupi-TO, 2012. MOLL 1982 Primeiro corte Acessos. AP Segundo corte BP AP BP Acesso 1 54,90 a B 498,86 a A 39.08 a A 41.15 c A Acesso 2 56,95 a B 528,30 a A 45.52 a B 50.70 ab A Acesso 3 64,40 a B 445,78 b A 42.77 a A 45.87 bc A Acesso 4 41,57 a B 449,82 b A 29.46 b B 52.93 a A Acesso 5 52,44 a B 505.21 a A 40.23 a A 39.44 c A Acesso 6 47,54 a B 535,30 a A 42.77 a A 42.54 c A Médias seguidas das mesmas letras minúsculas nas colunas e maiúsculas nas linhas constituem grupo estatisticamente homogêneo, pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade AP (230 mg dm- 3); BP (23 mg dm- 3). Acesso 1 (Ecotipo coletado no município de Paranã - TO, na época seca do ano); Acesso 2 (Ecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); Acesso 3 (Ecotipo coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); Acesso 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); Acesso 5 (Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO) e Acesso 6 (Ecotipo coletado no município de Itacá – PA). No primeiro corte, o acesso 3 demonstrou mais responsivo, não apresentando o mesmo comportamento no segundo corte. Os acessos 1 e 2 foram os que responderam de forma mediana ao incremento de P (Tabela 5). Os acessos 4 e 6 responderam de forma negativa ao incremento de P (Tabela 5). No segundo corte, apenas os acessos 5 e 6 foram responsivos. O comportamento dos acessos no primeiro corte se dá pelo fato da cultura alcançar a sua demanda de P na fase inicial, onde o nutriente esta disponível em maior quantidade solúvel, favorecendo a forrageira na sua fase inicial. Na avaliação usando a metodologia de Fischer (1983), o acesso 4 em ambos os cortes em baixo fósforo apresentou como eficiente diferindo dos demais acessos. Plantas eficientes são aquelas que acumulam maiores concentrações de fósforo quando cultivadas em baixas doses deste elemento (Clark & Brown, 1974), 46 TABELA 5: Resumo da eficiência dos seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) submetidos a dois ambientes de fósforo. Gurupi-TO, 2012 FAGERIA¹ FISHER² FISHER³ Acessos Primeiro Segundo Primeiro Segundo Primeiro Segundo corte corte corte corte corte corte Acesso 1 Acesso 2 Acesso 3 Acesso 4 Acesso 5 Acesso 6 5,57 4,59 22,03 -3,77 2,140 -6,66 b b a b b b -2,29 -5,76 -3,45 -26,07 0,86 0,25 a a a b a a 1,063 0,985 4,468 -1,464 -0,102 -2,037 b b a b b b -0,877 -2,04 -1,14 -11,7 0,149 0,099 a a a b a a 0,866 0,87 0,649 1,026 0,939 1,061 a a b a a a 0,988 1,062 1,005 1,68 0,925 0,928 b b b a b b Médias seguidas das mesmas letras minúsculas nas colunas constituem grupo estatisticamente homogêneo, pelo teste Tukey, a 5% de probabilidade. Acesso 1 (Ecotipo coletado no município de Paranã - TO, na época seca do ano); Acesso 2 (Ecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); Acesso 3 (Ecotipo coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); Acesso 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); Acesso 5 (Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO) e Acesso 6 (Ecotipo coletado no município de Itacá – PA). FAGERIA¹ 1998 Kg.Kg¹; FISHER² et al. 1978, FISHER³ et al. 1983 Na avaliação da eficiência e resposta à aplicação de P em capim andropogon Andropogon gayanus , a interpolação dos resultados da proposta de interação resposta x eficiência, sendo a coordenada do eixo Y para a resposta e a coordenada do eixo X para eficiência. Demonstraram a eficiência e o comportamento dos acessos quando submetidos a incrementos de nutrientes (Figura 1). 47 FIGURA 1. Índices de resposta e eficiência proposto para discriminação de seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) submetidos a dois ambientes de fósforo no primeiro corte Gurupi-TO, 2012. NRNE – não responsivo e não eficiente; RNE – Responsivo e não eficiente; NRE – não responsivo e eficiente; RE – responsivo e eficiente. Ecótipos: 1 (Ecotipo coletado no município de Paranã- TO, na época seca do ano); 2 (Eecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); 3 (Eecotipo coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); 5 (Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO) e 6 (Ecotipo coletado no município de Itacajá - TO). Na interação entre resposta e eficiência da adubação fosfatada, no primeiro corte, os acessos 1, 2 e 3 foram classificados como responsivos (Figura 1), por apresentarem valores positivos de resposta superiores à média (Tabela 6) Dentre estes, destacou- se o acesso 2 e 3 que apresentaram valores de resposta superiores a média sendo considerados responsivos. 48 TABELA 6: Médias de índice de resposta e eficiência proposto para discriminação de seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) submetidos a dois ambientes de fósforo em dois cortes. Gurupi-TO, 2012 Índice de resposta e eficiência Acessos Primeiro corte Segundo corte RAP EAP RAP EAP 272,18 ab 873,97 bc 40,29 a 41,03 b Acesso 1 312,04 ab 1137,06 ab 39,45 a 44,86 b Acesso 2 345,99 a 512,99 c 37,13 a 76,60 ab Acesso 3 167,21 c 670,80 c 20,29 b 139,25 a Acesso 4 253,48 abc 1341,18 a 37,40 a 66,09 b Acesso 5 227,15 bc 821,00 bc 47,96 a 93,76 ab Acesso 6 Média 263,01 892,83 37,09 76,93 Médias seguidas das mesmas letras minúsculas nas colunas constituem grupo estatisticamente homogêneo RAP (Índice de resposta de aplicação de fósforo); EAP (Ínice de eficiência de aplicação de fósforo). Acesso 1 (Ecotipo coletado no município de Paranã - TO, na época seca do ano); Acesso 2 (Ecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); Acesso 3 (Ecotipo coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); Acesso 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); Acesso 5 (Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO) e Acesso 6 (Ecotipo coletado no município de Itacá – PA). A eficiência de absorção de nutrientes torna-se importante paras as plantas, uma vez que define parâmetros como a capacidade de espécies em adaptar e responder a disponibilidade nutricional do dolo, genótipos e cultivares específicos em absorver e utilizar nutrientes (BALIGAR & FAGERIA 1997). O acesso 4 foi o que apresentou menor relação índice resposta, apresentando comportamentos negativos, (índice e resposta ≤ que a média) sendo não responsivo e não eficiente (Figura 1). O acesso 3 foi responsivo e não eficiente. O acesso 1 ficou próximo à média de resposta e eficiência, sendo um acesso considerado intermediário. O acesso 2 foi responsivo e eficiente, tendo melhor desempenho segundo a metodologia proposta. O acesso 5 foi indiferente quanta a resposta, apresentando comportamento próximo a média de resposta, mas eficiente. No segundo corte (Figura 2), os acessos comportaram-se de forma diversa. O acesso 6 foi considerado eficiente e responsivo. Os acessos 1 e 2 foram considerados responsivos e não eficientes. O acesso 5 ficou exatamente na média da resposta, sendo indiferente à resposta e considerado não eficiente. O 49 acesso 3 pode ser considerado um ecotipo indiferente ao incremento de P posto que o mesmo ficou na média da resposta e da eficiência (Figura 2). FIGURA 2. Índices de resposta e eficiência propostos para discriminação de seis acessos de capim andropogon (Andropogon gayanus ) submetidos a dois ambientes de fósforo no segundo corte Gurupi-TO, 2012. NRNE – não responsivo e não eficiente; RNE – Responsivo e não eficiente; NRE – não responsivo e eficiente; RE – responsivo e eficiente. Ecótipos: 1 (Ecotipo coletado no município de Paranã - TO, na época seca do ano); 2 (Eecotipo coletado na divisa dos estados do Tocantins e Goiás); 3 (Eecotipo coletado no município de Jaú – TO, na época seca do ano); 4 (Ecotipo coletado no município de Peixe – TO); 5 (Ecotipo coletado no município de Santa Maria – TO) e 6 (Ecotipo coletado no município de Itacajá - TO). O acesso 5 em ambos os cortes foi apontado como o material que não sofreu alteração na sua resposta, apresentou o mesmo comportamento em ambos os cortes. O acesso 3 pode ser considerado eficiente em ambos os cortes, com resposta satisfatória ao acréscimo de adubação fosfatada e eficaz em utilizar o fósforo, mesmo em concentrações moderadamente baixas. Visto que demonstrou sua adaptação tanto a ambientes com deficiência quanto àqueles cujos níveis de disponibilidade de fósforo são ideais. Consideram-se como plantas eficientes aquelas que produzem maior quantidade de massa seca por unidade de P absorvido (GELOFF, 1976). Também consideram-se plantas 50 eficientes aquelas que acumulam maiores concentrações de P quando cultivadas em baixas doses do elemento (CLARK & BROWN, 1974). As metodologias (FISHER e MOLL) adaptadas a forrageiras, apresentaram dados coerentes e convergentes para a avaliação da eficiência de P em capim andropogon, mas penalizam materiais com baixa exigência nutricional. A proposta apresentada não penaliza acessos mais eficientes em ambientes com baixa disponibilidade de P, mas mostra a quais acessos tem melhor eficiência ao uso do fertilizante, no caso o fósforo. Tal proposta permite descrever com maior clareza o comportamento dos acessos em cada ambiente de cultivo, fornecendo um parâmetro para produtividade, resposta à melhoria ambiental e da qualidade dos ambientes. Informações úteis ao processo de seleção, podendo auxiliar o melhorista na escolha dos acessos em um programa de melhoramento. O capim andropogon é uma forrageira que apresenta resposta moderada ou baixa ao incremento de P na solução do solo, diferente do comportamento do capim colonião. (FURLANI, 1990). O capim andropogon é uma forrageira bem difundida e usada nos solos de cerrado, principalmente no Estado Tocantins, é a forrageira mais indicada para solos bem drenados com baixa fertilidade e acidez considerável. A realidade da maioria dos produtores rurais do Estado é que os mesmos não fazem correção nas áreas de capim andropogon, ou não teriam condições de correção da acidez do solo, caso fosse outra forrageira com maior exigência nutricional, como no caso das brachiárias, mombaça e colonião. Forrageiras com maior eficiência respondem de forma positiva ao incremento de adubação, não tendo o andropogon o mesmo comportamento, sendo uma espécie indicada para agricultores com áreas de baixa fertilidade e ou que não disponham de recursos para adubação de implantação e manutenção da pastagem. 51 2.4 CONCLUSÃO As metodologias de Fisher et al (1978) e Sidiqui & Glass (1981) são similares em demonstrar a eficiência quando adaptadas a forrageira,mas não são absolutas e exatas para determinar a eficiência de forrageiras com baixa exigência nutricional. Os acesso 2 é o mais eficiente e responsivo na absorção de P no primeiro corte. O acesso 6 é responsivo e eficiente no segundo corte, evidenciando o material com resposta a logo prazo. O acesso 6 produz mais massa seca e acumula mais P após o primeiro corte; O acesso 3 é mais responsivo em ambientes com maior disponibilidade de P, e se comporta de forma responsiva e eficiente em ambientes como baixa disponibilidade de P. 2.5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALLEN, R.G.; SMITH, M.; PEREIRA, L.S.; PRUIT, W.O. Proposed revision to the FAO: procedure for estimating crop water requeriments. In: INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON IRRIGATION OF HORTICULTURAL, 2., 1998, Chania. Proceeding.... Chania: International Symposium on Irrigation of Horticultural, 1998. p. 17-49; ARAUJO, F. F.; TIRITAN, C. S.; OLIVEIRA, T. R. Compostos orgânicos semicurados na adubação de pastagem degradada de brachiaria decumbens. Revista Ciência Agronômica. v. 40, n. 1, p. 1-6, 2009; BALIGAR, V.C.; FAGERIA, N.K. Nutrient use efficiency in acid soils: nutrient management and plant efficiency. 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Foi constatado diferenças de comportamento dos acessos quando submetidos a ambientes de estresse nutricional. Estudos posteriores podem identificar quais características genéticas dos acessos resposnsivos e eficientes. O acesso 6 é material recomendado para ambientes com baixa disponibilidade de P, sendo material adequado para áreas que disponham de pouca tecnologia de correção e manutenção de pastagem. O capim andropogon, por meio dos acessos estudados, demonstrou ser uma forrageira com ampla variação, desde materiais eficientes a ambientes com boa disponibilidade de P,a ambientes com baixa disponibilidade de P. O capim andropogon é uma forrageira com capacidade econômica a ser melhor explorada do estado do Tocantins, pois se torna adequada para a região.