ESCRITAS DA HISTÓRIA: METODOLOGIA E TÉCNICA DO TRABALHO CIENTÍFICO •
•
•
A data final para a entrega está estipulada para o dia 19 de novembro Inicialmente deve ser entregue três cópias Estamos disponibilizando novamente a apostila do projeto Escritas da História (Coordenado pela Dra. Júlia Matos), na qual constam as etapas de um trabalho monográfico JÚLIA SILVEIRA MATOS (COORD.) Pesquisadores ADRIANA K. DE SENNA DEROCINA ALVES CAMPOS SOSA CARMEM G. B. SCHIAVON MARIA CLARA LYSAKOWSKI HALLAL DIEGO FREITAS GARCIA LUIANE SOARES MOTTA LEONARDO PARADEDA MEDEIROS TATIANA BRANDÃO DE ARAUJO GLÁUCIA PERIPOLLI RODRIGO DE ASSIS BRASIL VALENTINI ANA PAULA DAS NEVES MICHELE BORGES MARTINS FURG 2009/2010 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 FICHAMENTO BIBLIOGRÁFICO 4 RESENHA CIENTÍFICA – ANÁLISE HISTORIOGRAFIA 7 ARTIGO 10 ENSAIO 13 PROJETO DE PESQUISA 16 ANÁLISE DOCUMENTAL 25 TRABALHO MONOGRÁFICO OU TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO 26 NORMAS TÉCNICAS PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS – ABNT 29 INTRODUÇÃO Alunos de todo o Brasil ao ingressarem no ensino superior, logo nas primeiras atividades avaliativas que lhes são cobradas, enfrentam as dúvidas a respeito da forma, da natureza e da apresentação do trabalho. Não é raro os professores ouvirem de seus alunos ao cobrarem uma atividade, mas como o senhor (a) quer que façamos? O professor, que muitas vezes não é especialista em metodologia da escrita do trabalho científico, precisa articular certas regras de padronização para auxiliar seus alunos na elaboração do trabalho. A questão que se forma desse momento em diante é grave, pois cada professor formula suas próprias regras e isso causa uma verdadeira confusão mental nos alunos que precisam decorar os “gostos” metodológicos de cada professor. Diante desse cenário, no presente trabalho apresentamos o resultado de uma pesquisa realizada em bibliografia adequada, na própria ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, assim como, uma grande consulta realizada através de web cast. Aqui objetivamos compor um manual que venha a auxiliar a vida acadêmica dos estudantes, mas, e principalmente, os prepare para a vida fora da academia. Isso, porque trabalhos como artigos, resenhas e ensaios não são cobrados apenas dentro das universidades, mas em todos os ambientes que prevêem mesmo que mínima divulgação dos resultados de pesquisa científica. Sendo assim, como forma e hábito as mais diversas ciências cobram de seus profissionais a divulgação de suas pesquisas em revistas científicas e para tanto, é importante que os profissionais sejam preparados ainda na universidade para esses tipos de produção científica. Não apenas nesse aspecto, o presente projeto ainda propõe a padronização metodológica da apresentação, elaboração e escrita dos trabalhos científicos dentro da Universidade Federal do Rio Grande‐ FURG, com o intuito de desenvolver a qualidade dos cursos de graduação e pós‐graduação dessa universidade. FICHAMENTO BIBLIOGRÁFICO Uma das atividades ou exercícios acadêmicos mais solicitados pelos professores, principalmente nos cursos de graduação nas áreas de Humanas, é o “fichamento”. Conceitualmente, fichar é transformar conhecimento em categorias de informação que possam ser consultadas em fichas. A princípio parece algo muito simples: ler e extrair do texto as idéias principais e anota‐las em fichas para futura consulta. No entanto, o fichamento tem como função a consulta posterior aqueles dados, ou seja, é um material de arquivamento de dados e por isso deve apresentar estrutura e organização claras o suficiente para não inutilizar as informações ali distribuídas com o tempo. Dessa forma, além de um instrumento de consulta a dados, fichamento se configura enquanto um método de estudos de análise textual, – pois não exige estudos contextuais da obra –, leitura e organização das informações, muito importante no processo de levantamento de dados para realização de pesquisas, artigos e trabalhos monográficos. Por isso, ele pode ser categorizado em três naturezas, todas com o objetivo central de extrair as idéias principais do texto estudado. A primeira natureza é analítica. O tipo analítico deve ser estruturado de forma que o autor do fichamento exponha os motes principais de idéias do texto e ao mesmo tempo insira seus comentários sobre o contexto de localização das citações extraídas, ou seja, além da apresentação da referência bibliográfica logo no início, uma apresentação breve da obra, logo a seguir, as citações apresentadas devem ser comentadas, analisadas, de forma a esclarecer as idéias presentes no livro fichado. Vejamos o exemplo: Modelo de fichamento analítico: DAVIS, Natalie Davis. Culturas do povo – Sociedade e cultura no início da França moderna. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra,1990. Natalie Davis nessa obra procurou explorar um outro lado da reforma francesa, explicitando sobre a vida das pessoas comuns nesse contexto da França moderna. Tratou de evidenciar a vida do povo comum– mulheres,homens e como viviam na França em tal período. “A única alternativa real era a Madre Igreja. Eles voltaram para ela mais ou menos desenxabidos, já que nem mesmo seu mais eficiente defensor, o grande pregador jesuíta Emond Auger, concordaria em que ”os artesãos humildes e ignorantes” pudessem ler e criticar os evangelhos. (...) Podia‐se, pelo menos, ser Grifarrin e católico sem muitos problemas. O abandono da Igreja Reformada começou em 1566; por volta de 1572 ele estava quase concluído. Os oficiais gráficos cantadores de salmos tornaram‐se, no final do século XVI, politiques que lamentavam o fato de que a França devesse dividir‐se por causa da religião.”(p.12) Os oficiais gráficos a principio acharam que poderiam transformar a sociedade de sua época caso voltassem para o protestantismo, pois na concepção desses trabalhadores, sendo protestantes poderiam serem reformadores. Só que essa “ilusão” só trouxe problemas, pois não foram aceitos visto que criaram um grupo individual, conhecida como Companhia dos Griffarins. Grupo considerado radical e profano, sob a ótica da própria igreja reformada. Então acharam prudente voltar as suas “origens” católicas. Mas não por convicção religiosa, ao menos não como principal motivo, mas sim para poderem viver em paz, sem perseguições contra seus membros. Outro tipo de fichamento é o temático. Esse tem como função servir para consulta rápida a dados referentes a determinado tema dentro de uma pesquisa. Pode ser muito útil no processo de levantamento bibliográfico para o desenvolvimento do tema do trabalho monográfico, artigo, dissertação, tese e etc. No entanto, ele também deve manter a característica de ser um material para consulta permanente e por isso tem que ter uma estrutura clara. Nesse tipo de fichamento, também, tem‐se que apresentar os dados bibliográficos da obra, uma breve apresentação dos objetivos do livro fichado e por fim as citações extraídas e comentadas. Tanto nessa modalidade, quanto na analítica às citações e comentários podem ser divididos de acordo com os títulos e subtítulos da obra e em ambos os casos a análise depois da citação é indispensável. Destarte, no fichamento temático não é a idéia central do texto que é extraída em fichas e sim o tema que se busca para o desenvolvimento da pesquisa. Vejamos o exemplo: Fichamento Temático: FRANCO Jr, Hilário. A Dança dos Deuses: futebol, sociedade, cultura. São Paulo:
Companhia das Letras, 2007.
- Neste livro, Hilário Franco Junior se dispõe a pensar o futebol, já que acredita que
muitos o praticam, porém poucos pensam sobre está prática esportiva. A partir da
história do esporte, tanto na época de sua criação quanto nas décadas vindouras, o
autor procura relacioná-lo com as próprias sociedades que o tornaram tão popular.
Parte 1: Futebol, Micro-História do mundo contemporâneo.
1. Síntese da Europa Industrial e colonialista
Para relacionar o surgimento do futebol na sociedade do século XIX da Inglaterra, o
autor afirma que ambos baseiam-se em, segundo Franco Jr. “...competição,
produtividade, secularização, igualdade de chances, supremacia do mais hábil,
especialização de funções, quantificações de resultados, fixação de regras ” (p.25)
- Ao apresentar essas características, Franco Junior demonstra a razão pela qual é
que o surgimento do futebol moderno tenha sido na sociedade industrial
inegável
oitocentista inglesa.
Na mesma perspectiva, o fichamento descritivo também visa extrair as idéias principais do texto fichado, no entanto, nessa modalidade não são obrigatórios os comentários. Na verdade, o autor desse tipo de fichamento não pode comentar as citações, apenas deve, referir a obra no início da primeira ficha e depois seguir com a ordenação das citações que sintetizam as idéias dos capítulos ou partes da obra fichada. Vejamos o exemplo: Fichamento descritivo: Fichamento do texto:
GRIMBERG, Carl. O século de Luís XIV. Volume 17. Coleção História Universal.
Lisboa: Publicações Europa América, 1989, pp. 3-77.
O SÉCULO DE LUÍS XIV
Luís XIV, “O Estado sou eu”
2.
“Logo, depois da morte de Mazarino, o jovem rei de 22 anos [Luís XIV]
reuniu seus ministros e conselheiros e lhes comunicou que desde então ele seria o
seu ‘primeiro-ministro’ e proibiu-lhes decidir e assinar qualquer coisa sem a sua
ordem” (p. 3);
O Rei-Sol e sua corte
2. “A identificação do rei com o Estado fez que cada ato de sua vida adquirisse
importância pública.” (p. 4);
Nesses três casos precisamos atentar para a sua estrutura mínima que se divide em: referência bibliográfica no início da primeira ficha, apresentação breve da obra e as citações que sintetizam as idéias principais da obra ou do tema, que podem ou não, depende do tipo de fichamento, serem analisadas. Ao vermos esses três exemplos de modelos de fichamento, podemos ao final nos perguntar, mas qual é o mais correto? Nesses três tipos de fichamento, apesar das diferenças de natureza, uma coisa é central, esse método de estudos é algo muito pessoal, não existe o tipo mais correto, mas a forma a qual o estudante ou pesquisador se adapta melhor. Normas ABNT para fichamentos: A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, não apresenta em seus manuais nenhuma normativa voltada a modalidade de fichamentos. No entanto, como o próprio nome expressa, fichamento é uma modalidade de extração da essência de um livro, artigo ou texto, em citações, anotadas em fichas. Essas fichas deveriam facilitar o acesso a informação dos textos. Mas, atualmente poucos ainda utilizam fichas para registrar seus fichamentos, ao invés, digitam no computador em arquivo word. Sendo assim, podemos propor a formatação do fichamento em folhas A4, espaço simples, margens superior e esquerda 3, inferior e direita 2, letra Times New Roman ou Arial. É importante que as citações apareçam no fichamento entre aspas e justificadas e abaixo delas, os comentários com o devido parágrafo. No cabeçalho deve ser inscrito, a bibliografia do texto fichado, o nome do autor e a data, para facilitar futuras consultas. Os títulos dos capítulos ou subdivisões do texto devem ser citados separando as secções do fichamento. Por fim, lembremos que um fichamento não deve ultrapassar 10% do tamanho total do texto fichado. Nas demais normatizações, como formas de citar, notas, bibliografia e etc...; ver normas artigo. RESENHA CIENTÍFICA – ANÁLISE HISTORIOGRAFIA A resenha é uma das modalidades analíticas mais cobradas pelos professores dentro dos cursos superiores na área de Ciências Humanas. Muitas vezes é exigida do aluno antes mesmo desse apreendê‐la na disciplina de Metodologia da Pesquisa. Esse fato leva muitos alunos a questionarem o que é uma resenha. Sendo assim, no roteiro que aqui apresentamos visamos auxiliar alunos que iniciam seus passos nos caminhos da pesquisa. É importante termos em mente a diferenciação entre a resenha de divulgação dos lançamentos, chamada release, normalmente voltada para publicação em jornais, revistas ou cadernos de cultura, e a resenha científica que tem por objetivo empreender uma análise de cunho historiográfico, com vistas a perceber os intra‐discursos e inter‐discursos da obra. A resenha objetiva fornecer uma apreciação crítica sobre determinada obra, ou seja, é uma análise interpretativa de um documento. É uma modalidade de análise textual, apesar de também exigir do resenhista que pesquise informações extra‐textuais. Portanto, a resenha científica é o exercício que objetiva uma apreciação crítica e específica de uma obra no seu tempo, ou seja, sua autoria e contexto de produção. O texto deve ser objetivo, com estrutura entre 8 e 15 páginas, mesclando a descrição técnica da obra com a análise crítica propriamente dita. No entanto, também pode ser utilizada como método de leitura e fichamento, etapas que auxiliam no processo de construção da pesquisa. Segundo Silvana Drumond Monteiro (1998), o ponto forte de uma resenha é a visão crítica do intérprete e por isso, não é resumo. Ela contempla um resumo muito sintético da obra, mas não se limita a isso, pois, além, é claro, do cuidado com o resumo da obra analisada que deve ser apresentado, a resenha deve conter uma análise das estruturas ideológicas do texto. Para o melhor entendimento da produção de resenhas, aconselha‐se a divisão do trabalho em duas partes. Dessa forma, sistematizamos a seguir um roteiro para construção da Resenha científica: 1. Parte A ‐ INTRODUÇÃO GERAL: do tema e apresentação dos objetivos da Resenha. 2. SISTEMATIZAÇÃO: vida e obra do autor (breve relato da vida do autor relacionado com a obra); linguagem aplicada na obra (o estilo de escrita do autor), público a que a obra é destinada, contextualização (momento de produção da obra), síntese do tema pela ótica do autor; divisão dos capítulos (resumo analítico dos capítulos). 3. Parte B ‐ ANÁLISE DO CONTEÚDO: 1. Periodização: analisar como o autor selecionou o período analisado na obra, a diacronia dos acontecimentos, ou seja, como a sucessão de fatos é estabelecida, se em ordem cronológica ou não. 2. Análise das fontes: analisar como o autor selecionou e interpretou as fontes para produção de sua obra, se essas são primárias, secundárias ... etc. Ainda se as utiliza como legitimadoras do discurso ou as critica e repudia em prol de seu argumento. 3. Hierarquização das idéias: discutir e analisar quais idéias o autor apresenta na obra e como ele hierarquizou‐as, ou seja, em ordem decrescente da mais importante para a menos. 4. Visão de História e universo ideológico: qual olhar sobre a História o autor apresenta na obra, se é materialista, psicológico, mitológico, cultural, ou seja, qual é, em sua visão, o motor da História, o ponto desencadeador dos acontecimentos. Deve‐se perceber nesse ponto que tipo de relação o autor estabelece com os fatos destacados na obra, suas ênfases, se são voltadas para a relação passado‐
presente, identificar quais são os dados culturais mais destacados. Ao final analisar os engajamentos teóricos ou políticos do autor e como esses influíram na construção de seu texto. 4. BIBLIORAFIA: Obras utilizadas como auxílio interpretativo para a produção da resenha. Se fizermos algumas questões para o texto em análise, podemos alcançar respostas mais facilmente para cada item lançado anteriormente. Vejamos; Primeira parte ou parte A •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Restringe‐se basicamente a descrição técnica da obra a ser analisada. Inicia‐se com uma introdução da obra – do que trata a obra? Dados biográficos do autor. – qual a produção do autor que é conhecida? Identificar o objetivo da elaboração desta resenha: – qual é a relevância da execução deste trabalho? Em que contribui ao conhecimento? Contexto de produção da obra: – qual o contexto histórico em que se insere a produção da obra? Identificar o destinatário da obra: – quem é o público ao qual o autor se dirige? Com quem dialoga (público ou autores)? Identificar a linguagem utilizada pelo autor – acadêmica, literária. – de que maneira o autor estabelece sua narrativa? Como a constrói? E finalizando essa parte inicial elabora‐se uma síntese geral da obra, na ótica do autor. Esta síntese deve acompanhar a divisão do texto proposta pelo autor, respeitar sua divisão seja em capítulos ou partes. Qual é a idéia central da obra e como é dividida? •
•
•
•
•
Segunda parte ou parte B Como estão estruturados entre si os diferentes momentos históricos, ou de que forma se atribui a idéia de movimento à obra analisada? diacronia: a (s) temporalidade (s) dos acontecimentos no texto. Como o autor age quanto ao desencadeamento dos fenômenos? Sua ordem cronológica, por exemplo, invertida (começa pelo ponto onde deveria dar‐se o fim)? Parece progressiva (onde o desencadeamento é, justamente, conexo e linear)? E, ainda, dentre outros, podemos ter a rememoração, que pode abrangir lembranças, de tempo e espaço, recortadas, onde teria‐se, então, uma múltipla temporalidade, fragmentada; Em que fontes o autor se ampara para pensar o objeto estudado? Há preocupação em explicitá‐las no texto? Há nexos possíveis – explícitos ou não – com trabalhos anteriores? De onde o autor partiu para chegar naqueles resultados? Essas fontes aparecem de forma clara? E, ainda, a partir dessas mesmas fontes, o que outros autores discutem sobre esse tema? De que forma o autor encadeia as diversas idéias dispersas no texto, de modo a constituí‐las em um todo coerente e que aponta para uma tese central? Que tese central é essa? De que forma o autor as dispõe? São coesas? Coerentes? Quem são os “atores” que fazem a história? Que elementos da atividade humana mais diretamente tornam a história – enquanto movimento, transformação das formas do existir humano – possível? Nesse ponto de análise da visão histórica do autor (quais seriam as, supostas, motivações para que ocorressem os determinados fenômenos? As fontes que ele indica fazem parte do que ele quer mostrar, portanto, podemos enxergá‐las como parte de sua manipulação, mas, antes disso, o que o fez determiná‐las? Como são abordados os acontecimentos?). Nesta parte, já é possível reunirem‐se os principais elementos conclusivos sobre o texto e fazer seu fechamento; Referências Bibliográficas (sim, é necessário apontar os autores que foram utilizados pelo resenhista para analisar a obra). 5. Normas ABNT para resenhas A resenha é outra modalidade de trabalho acadêmico não prevista esclusivamente pela ABNT, no entanto, devemos ter cuidado em sua diagramação. A bibliografia da obra resenhada, da mesma forma que o fichamento, deve aparecer no cabeçalho, logo após, o título da resenha, que pode ser o da obra ou outro escolhido pelo autor, o nome o autor deve ser inserido logo depois, com um pequeno resumo de seu currículo em nota de rodapé, no mais: ver normas para artigo. BIBLIOGRAFIA: LOPES, Marcos A. Roteiro para elaboração de resenha científica. (texto pessoal de aula). MONTEIRO, Silvana Drumond. Elaboração de resumos e resenhas. Londrina. Ed. UEL, 1998. ARTIGO O artigo é uma importante modalidade de escrita acadêmica por se concentrar na apresentação dos resultados obtidos de pesquisa em andamento. Esses resultados podem ser parciais, apriorísticos ou conclusivos. É fundamental percebermos que no artigo podem ser empregados dois modos de escrita, o narrativo que visa a veiculação de determinado conteúdo em forma de narração, com personagens e eventos organizados, ou dissertativo, que visa a apresentação de determinado assunto, ou seja a transmissão de determinado conhecimento. Enquanto o texto narrativo necessariamente precisa apresentar personagens em movimento e um narrador dos eventos, o texto dissertativo precisa ter introdução, desenvolvimento e conclusão. No entanto, o texto dissertativo pode também ser argumentativo e, nesse caso, visaria o convencimento sobre determinado argumento. Entretanto, precisamos atentar para o fato de uma característica fundamental de um artigo científico é sua originalidade de teoria, tese, análise, abordagem, crítica ou experiência de pesquisa, dissertados ou narrados no texto. O artigo deverá sempre apresentar algo novo, por exemplo: propor uma “nova teoria”; apontar novos caminhos, conclusões ou experimentos que validem ou refutem teorias vigentes; da mesma forma fazer uma crítica nova a um paradigma já estabelecido; fazer uma ampliação ou aprofundamento real a um conceito ou de uma visão historiográfica; ou realizar uma discussão historiográfica, com vistas a crítica e avaliação das idéias vigentes sobre determinado tema. Os trabalhos enviados para publicação precisam ser inéditos, e não devem simultaneamente serem submetidos a outra publicação. Quando isso ocorrer, devem ser explicitado em rodapé, se o texto já foi publicado ou é resultado de palestra e etc. Não dê definições de conceitos que já são de senso comum da ciência, quando se tratar da definição clássica que pode ser consultada em um dicionário ou enciclopédia. Em seu artigo, sua análise deve ser abordada de forma clara, com apresentação conceitual, dos objetivos do trabalho, das fontes utilizadas e da abordagem aplicada para alcance dos resultados. O ARTIGO sempre deve apresentar uma conclusão clara. O artigo é essencialmente veiculação de resultados da pesquisa e por isso, deve apresentar uma, mesmo que breve, discussão historiográfica sobre seu tema. Da mesma forma, como em qualquer pesquisa, deve ser gestado e apresentar o problema motivador da pesquisa, materializado em pergunta, mas que será respondida no texto. Sua estrutura deve se fixar entre 10 e 20 páginas. Vejamos suas partes essenciais: 1.Título – de forma que resuma a idéia a ser apresentada no artigo; 2.Autor – nome completo, e‐mail e universidade ou instituição a que pertence; 3. Epígrafe (facultativo) – frase ou citação que tenha relação com o tema geral do texto; 4.Resumo (para periódicos)‐ somente para os enviados à periódicos; 5.Palavras‐chave (para periódicos); 6. Conteúdo (Introdução; Objetivos, apresentação das fontes que serão analisadas, Desenvolvimento Textual, argumentativo ou narrativo e Conclusão/Considerações Finais); 7.Referências – podem se subdividir em fontes, fontes auxiliares e referenciais bibliográficos As partes do desenvolvimento devem contemplar: Introdução Na introdução deve‐se expor os objetivos do trabalho de maneira que o leitor tenha uma visão geral do tema abordado. A introdução deve apresentar: a) o tema estudado, ou seja, o objeto de estudo; b) a posição teórica selecionada pelo autor para tal análise; c) uma pequena discussão historiográfica de trabalhos anteriores que abordam o mesmo tema; d) O objetivo do estudo ali apresentado, suas justificativas, o problema de pesquisa, a hipótese de estudo, o método proposto, a razão de escolha do método. Desenvolvimento Parte principal e mais extensa do trabalho, deve apresentar os resultados e discussão desses, forma a evidenciar sua fundamentação teórica e metodológica. Pode ser dividido em seções e subseções. Conclusões: a) as conclusões devem responder aos problemas da pesquisa devidamente apresentados, correspondentes aos objetivos e hipóteses do trabalho em desenvolvimento; b) deve ser breve e pode apresentar recomendações e sugestões para trabalhos futuros; c) para artigos de discussão historiográfica não é preciso apresentar teoria e método. Normas ABNT para artigo: A normatização do artigo é válida para todos os trabalhos acadêmicos, pois prevê o regramento de toda a informação técnica do texto. No entanto, algumas questões podem ser regradas pelo autor, desde que apresentadas em todo o texto de forma igual. Por exemplo, a ABNT indica que as citações de até 3 linhas, devem ser apresentadas em corpo de texto entre aspas, o autor, no entanto, ainda pode acrescentar itálico a elas com o intuito de destaca‐las dentro do texto. Essa informação pode aparecer em nota explicativa na primeira citação apresentada em itálico. No entanto, aquilo que está regrado não deve ser alterado. O artigo deve ser apresentado graficamente em: • Papel branco, Formato A4 (21 cm x 29,7 cm); Cor preta, com exceção para ilustrações; • A ABNT sugere e recomenda que se utilize a fonte ARIAL ou Times New Roman, tamanho 12, em todo o corpo do trabalho, incluindo títulos e subtítulos. Os títulos devem aparecer em letra 14 e os subtítulos em letra 12, ambos em negrito. • Nas notas explicativas da folha de rosto, notas de rodapé, citações maiores que três linhas, legendas de ilustrações, tabelas, paginação e ficha catalográfica, em todos esses casos, deve‐se utilizar a mesma fonte empregada no texto, mas no tamanho 10. • O negrito é um recurso tipográfico que pode ser usado para destacar alguma parte do texto que mereça esse tratamento, seguido da expressão “grifo nosso”, entre colchetes, quando tratar‐se de citação de obra de outro autor ou em nota de rodapé para destaque de idéias próprias. Enquanto que para títulos não necessita nenhuma indicação. • Da mesma forma, o recurso itálico pode e deve ser utilizado para as palavras estrangeiras, da mesma forma para as citações, desde de que referenciado, sem abandonar as aspas, exceto naquelas em que o autor citado assim haja procedido. •
•
•
•
•
•
O espaçamento, conforme previsto pela ABNT por ser duplo ou 1,5 entre linhas em todo o trabalho. No entanto, o espaço simples deve ser empregado na nota explicativa da folha de rosto, no resumo, nas citações maiores que três linhas, nas notas de rodapé, nas referências, na ficha catalográfica e nas legendas das ilustrações e tabelas. Da mesma forma, as referências devem ser diagramadas em espaço simples e separadas entre si por espaço duplo Os títulos e subtítulos das seções (capítulos) devem ser separados do texto que o sucede por 2 espaços duplos; Não esquecendo das notas explicativas que devem ser digitadas dentro das margens do trabalho, separadas do texto por um espaço simples de entrelinhas e por filete (traço) de 3 cm, a partir da margem esquerda. As seções do texto podem ser primárias ou secundárias. As primárias são as principais divisões do texto de um documento e, chamadas de capítulos, devem ser iniciadas em folha distinta. As seções primárias podem ser divididas em secundárias, as mesmas em terciárias, as quais ainda podem ser subdividas em quaternárias e assim por diante. A ABNT recomenda que sejam limitadas o número de seções e subseções até a quinária. Lembre‐se que o projeto gráfico está a cargo do autor do trabalho acadêmico apresentado, por isso observe, que as margens devem ter: Esquerda – 3cm Superior – 3 cm Direita – 2 cm Inferior – 2 cm Os parágrafos devem ser alinhados de forma justificada, mas respeitando a gramática e prevendo os devidos parágrafos, com um espaço de 1,25 cm. Assim, o parágrafo iniciado com recuo na primeira linha: a) De 1,25cm na margem esquerda para o início de parágrafo, no texto, que assim deve ser empregado em todo o texto. ENSAIO O Ensaio enquanto modalidade de escrita acadêmica, sempre é de cunho historiográfico ou revisionista. Visa sempre rever a produção sobre determinado tema, ou seja, é o balanço referente a como um conhecimento ou assunto foi representado e apresentado dentro de uma tradição do pensamento. É um tipo de texto que permite a livre criação, no qual o autor apenas tem compromisso com suas próprias reflexões e com a realidade que ele vê e acredita, não exige comprovação de idéias, mas, objetiva o convencimento e por isso é de natureza argumentativa. O ensaio por normalmente ser encontrado nos editoriais dos jornais, por ser profundamente opinativo. Sua estrutura é igual a do artigo e por isso, muitas vezes são confundidos. No entanto, o ensaio apenas se propõe a analisar aquilo que outros pesquisaram e não se propõe a discutir as fontes diretas sobre o tema tratado. Por ter uma natureza historiográfica acaba por permitir‐se um espaço maior de discussão, por isso deve ter entre 15 e 30 páginas. PAPER A natureza do paper é a mesma do artigo, veicular resultados de pesquisa desenvolvida ou em desenvolvimento. No entanto, seu espaço não é o das revistas acadêmicas, mas, dos Simpósios, Congressos e etc. O paper é um texto de estrutura igual a do artigo, mas voltado para a apresentação pública do tema pesquisado. É um texto pequeno elaborado a partir de um tema pré‐escolhido, pesquisado, voltado para apresentação dos resultados de estudos ou de pesquisas científicas, no qual o autor desenvolverá suas análises e argumentações, com objetividade, amparando‐se, da mesma forma que no artigo, em discussões de especialistas. O objetivo do paper é estimular o pesquisador iniciante no aprofundamento de um assunto, como um exercício de elaboração de trabalhos sob uma linguagem acadêmico‐científica. Para ANDRADE (1995, p. 68) “Paper é texto escrito de uma comunicação oral. Pode apresentar o resumo ou o conteúdo integral da comunicação e tem por objetivo sua publicação nas atas ou anais do evento em que foi apresentada”. Ou seja, o Paper é um pequeno artigo científico, elaborado sobre determinado tema ou resultados de um projeto de pesquisa para comunicações em congressos e reuniões científicas, sujeitas à sua aceitação por julgamento. Espera‐se em um paper que seu desenvolvimento seja a partir de um ponto de vista específico de determinado tema, um posicionamento definido e a expressão dos pensamentos e resultados de análise de forma original. Quanto à estrutura, deve seguir a da comunicação científica em 3ª pessoa, mas atualmente a academia se abre para outras formas de linguagem, como na 1ª pessoa do singular ou até do plural. Os objetivos de um paper são quase sempre os de formar um problema, estudá‐lo, adequar hipóteses, cotejar dados, prover uma metodologia própria e, finalmente, concluir ou eventualmente recomendar, ao contrário do artigo que visa a apresentação de resultados finais ou apriorísticos. O paper é intrinsecamente técnico, pode envolver fórmulas, gráficos, citações e pés de página, anexos, adendos e referências. É importante, que se atente para a apresentação das opiniões do autor, que devem ser veladas. O texto deve ter uma aparência imparcial e distante, minimizando as subjetividades, as crenças e as preferências do escritor. O paper apresenta normalmente uma discussão experimental, objetiva, com linguagem científica e que regularmente parte da experimentação de metodologias. Vejamos suas estrutura: O Paper é: ma síntese de suas descobertas sobre um tema e seu julgamento, avaliação, interpretação sobre essas descobertas. m trabalho que deve apresentar originalidade quanto às idéias. m trabalho que deve reconhecer as fontes que foram utilizadas; que mostra que o pesquisador é parte da comunidade acadêmica. O Paper não é: •
Um resumo de um artigo ou livro (ou outra fonte). •
Idéias de outras pessoas, repetidas não criticamente. –
Uma série de citações. –
Opinião pessoal não evidenciada, não demonstrada. –
Cópia do trabalho de outra pessoa sem reconhecê‐la. Para a realização de um Paper é necessário : escolher um assunto, reunir informações, avaliar o material e organizar idéias. Passos para redigir um Paper: •
Delimite o tema. –
Defina uma perspectiva sob a qual você tratará o tema (sociológico, psicológico, filosófico, histórico, matemático...). –
Apresente o problema que estará resolvendo e construa uma hipótese de trabalho. –
Indique o objetivo do seu Paper e desenvolva suas idéias apoiando‐se em fontes dignas de crédito. Apresente bibliografia. O paper deve ser apresentado segundo as normas da ABNT, contendo citações diretas e/ou indiretas que reforcem os argumentos do aluno em relação ao tema em discussão. Assim como o artigo, o paper deve conter em sua estrutura: introdução, desenvolvimento, conclusão e referências bibliográficas. Estrutura do PAPER Um paper deve ser redigido em sete seções: ∙ Cabeçalho; ∙ Resumo; ∙ Palavras Chave; ∙ Introdução; ∙ Desenvolvimento; ∙ Conclusão; ∙ Documentação (de acordo com as normas da ABNT) •
Cabeçalho: o objetivo desta seção é identificar o trabalho, seguir o modelo em tudo tamanho de fontes e dados •
Resumo: esta seção é um resumo de máximo 1500 palavras no modo itálico e sem margem no parágrafo e espaçamento simples, seguir o modelo de exemplo. •
Palavras Chave: deve‐se colocar de três a cinco palavras que sejam chave no texto, isto é, as palavras que mais aparecem no texto como um todo, o formato deve ser conforme modelo. •
Introdução: o objetivo desta seção é introduzir o leitor na questão do tema ou assunto que será tratado no “paper”. Informação básica, importância e porque está‐se escrevendo sobre o assunto. •
Desenvolvimento: esta é a situação atual, em outras palavras, esta é a seção na qual você diz ao leitor alguma coisa. Você deve estar seguro de organizar o desenvolvimento de maneira que o leitor possa seguir facilmente seu pensamento. •
Conclusão: deve se posicionar, argumentar e sintetizar as ideas do texto. •
Documentação: incluindo citações e referências. Formato Página: papel A4 Margens superior 3cm inferior 2cm esquerda 3cm e direita 2cm. Editor de texto: Word for Windows Espaçamento entre linhas: 1,5 Número de páginas: no mínimo 3 e máximo 20 Letra: Times New Roman Referência Bibliográfica: ANDRADE, Maria M. de. Como preparar trabalhos para os cursos de pós‐graduação. Sào Paulo: Atlas, 1997. (1995 : 68 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Apresentação de relatórios técnico‐científicos: NBR 10719. Rio de Janeiro: ABNT, 1989. CARMO‐NETO, Dionisio. Metodologia científica para principiantes. 3 ed. Salvador : American World University Press, 1996. 560 p. PROJETO DE PESQUISA Ao iniciarmos qualquer pesquisa precisamos antes delimitar algumas questões. Para isso, planejamos nossas ações. O projeto de pesquisa nada mais é do que o planejamento de uma pesquisa, sua a definição, os caminhos adotados para abordar uma certa análise da realidade. Por isso, ao escrevermos nosso planejamento precisamos responder algumas questões como: O que pesquisar (o tema que será estudado)? Por que pesquisar? (é o espaço da evidenciação da originalidade da abordagem, nossa Justificativa da pesquisa) Para que pesquisar? (quais os objetivos que temos em tal pesquisa) Como pesquisar? (Metodologia, os caminhos adotados para tal) Quando pesquisar? (os espaço temporal que utilizaremos para o desenvolvimento da pesquisa, ou seja, o Cronograma) Através de que fontes de informação? (referências) Toda a pesquisa científica exige planejamento, apesar de considerarmos que o mesmo não garantirá o sucesso final do trabalho, apenas assegura a organização dos passos que serão dados rumo a resolução do problema. Para Alcyrus Barreto e Cezar Honorátio, Entende‐se por planejamento da pesquisa a previsão racional de um evento, atividade, comportamento ou objeto que se pretende realizar a partir da perspectiva científica do pesquisador. Como previsão, deve ser entendida a explicitação do caráter antecipatório de ações e, como tal, atender a uma racionalidade informada pela perspectiva teórico‐
metodológica da relação entre o sujeito e o objeto da pesquisa. A racionalidade deve‐se manifestar através da vinculação estrutural entre o campo teórico e a realidade a ser pesquisada, além de atender ao critério da coerência interna. Mais ainda, deve prever rotinas de pesquisa que tornem possível atingir‐se os objetivos definidos, de tal forma que se consigam os melhores resultados com menor custo (BARRETO; HONORATO, 1998, p. 59). Os autores destacam acima que, o projeto é a previsão racional das ações que serão tomadas para o desenvolvimento de uma pesquisa específica, no entanto, alertam que essa previsão deve ser feita sob uma ótica teórico‐metodológica definida e explicitada, de forma a prever os passos, ou como citam, as rotinas, que serão assumidas durante a busca dos objetivos traçados. Nessa mesma perspectiva, para Maria Cecília Minayo (1999), o pesquisador ao elaborar um projeto estará trabalhando com, no mínimo, três esferas da análise: a técnica (regras científicas para a elaboração do trabalho); a ideológica (que são as suas escolhas, determinadas por seu contexto histórico‐ideológico) e a científica (verificação das hipóteses através de métodos científicos). A partir dessa percepção, devemos ter em mente a importância de planejarmos os passos de uma pesquisa, como o tema, os objetivos e a abordagem teórico‐metodológica. O tema deve estar substanciado pelas fontes selecionadas e atentemos para o que afirmou Umberto Eco “Apenas uma coisa cumpre ter presente: um trabalho de compilação só tem utilidade científica se ainda não existir nada se parecido naquele campo” (ECO, 1999: 22). Os trabalhos de compilação, citados por Eco, são aqueles que se amparam apenas em pesquisas bibliográficas e por isso devemos sempre questionar qual a sua validade histórico‐científico, afinal eles somente se justificam se não foram realizados ainda dentro do tema abordado. Sigamos agora para a análise da estruturação do projeto especificamente. 1 DELIMITAÇÃO DO TEMA E PROBLEMATIZAÇÃO 1.1 Delimitação do tema Esse momento é o principal dentro da pesquisa, pois significa escolher um tema dentro de uma delimitação em um certo campo de estudo. O qual está ligado uma grande área de conhecimento, a qual se ligará a pesquisa. Para tanto, se faz necessário selecionar um objeto a ser estudado, um fragmento de realidade, sob a ótica de uma abordagem teórico‐metodológica, devidamente selecionada pelo pesquisador (Cf, BARRETO; HONORATO, 1998: 62). O tema deve ser delimitado a partir de sua vinculação a uma área de conhecimento na qual o pesquisador tenha trânsito, seja de sua formação e não lhe oferecerá dificuldades com as leituras específicas. Dessa forma, o tema de pesquisa é uma área de interesse a ser abordada pelo pesquisador. Alguns exemplos de temas: Exemplos: ‐ as mulheres operárias no Brasil; ‐ a violência infantil; ‐ as práticas de leitura escolar; ‐ a literatura como representação do social; ‐ a fala e a escrita no Brasil; Mas, o que é delimitar o tema? É o processo de especificação do que vamos pesquisar, são os limites temporais e geográficos do assunto estudado. Sendo assim, delimitar é situar o tema em sua respectiva área de conhecimento, de forma que, conforme LEONEL, (2002), se visualize a especificidade do objeto dentro do contexto de seu campo temático. A delimitação é o que chamamos de recorte temático, é o momento de devemos explicar o que pesquisamos, aonde pesquisamos, em que tempo pesquisamos e através de fontes realizaremos tal pesquisa, são as famosas perguntinhas que devem ser respondidas: O que? Onde? Quando? e Como? Por exemplo, o tema de nossa pesquisa fosse “as mulheres operárias no Brasil”, deveríamos precisar aonde, no Rio de Janeiro ou Porto Alegre, ainda quando, 1920, 1930, em que data se localiza o objeto de estudo e por fim, como, através de que fontes realizaremos o empreendimento de pesquisa, jornais, cartas, fotografias, documentos das fábricas, diários e etc... Segundo Minayo, esses passos que visão um recorte mais concreto do tema, que precisam melhor o assunto a ser estudado, são fundamentais para a realização de uma pesquisa (CF. MINAYO, 1999). Outros exemplos1: ‐ A representação das mulheres operárias na imprensa de Porto Alegre entre 1910 a 1920 – o caso do Correio do Povo; ‐ Memórias do desembarque no Brasil do século XIX: o diário de Carlota Joaquina; ‐ As práticas de leitura nas escolas públicas riograndinas na década de 1980; 1.2 Problematização O motor de toda a pesquisa é o conjunto de perguntas para a realidade a ser analisada que o pesquisador busca responder. Assim, a formulação do problema está intrinsecamente ligada, e por isso não deve aparecer em separado, da delimitação da pesquisa. As perguntas tornam o tema ainda mais específico. Na problematização ou perguntas, estão a apresentação da idéia ou tema central da pesquisa. Por isso, a contextualização do tema da pesquisa é importante para indicar os problemas a serem resolvidos. Essa contextualização significa, segundo Oliveira, apresentar o tema de forma a identificar o contexto no qual o assunto se insere. Introduz o leitor no tema e ainda o encaminha para uma visualização situacional da questão tratada (CF, OLIVEIRA, 2002:169). Para Rudio (apud MINAYO, 1999), algumas questões ainda devem ser feitas ao delimitarmos um tema: É original? É adequado para mim? Quais as possibilidades de execução? Há tempo para seu desenvolvimento? 2 JUSTIFICATIVA A justificativa em um projeto científico é útil para defender a necessidade da realização da pesquisa proposta. Neste item cabe perguntar‐se : Por que pesquiso determinado assunto? Para que? De que maneira ele é relevante? Que benefícios o resultado da pesquisa busca trazer? Neste momento, se convence o leitor da importância do projeto. A justificativa pauta‐se numa ampla revisão bibliográfica, que deve apontar como o tema selecionado pelo pesquisador já foi abordado em outras pesquisas, de forma a evidenciar a originalidade da abordagem delimitada. Por isso, ela aborda questões de específicas de ordem teórica, historiográfica, científica, pessoal/profissional, institucional ou social (as possíveis contribuições sociais). Para Ventura (2002, p. 75) é importante que na justificativa o pesquisador destaque a relevância do tema dentro de sua área de conhecimento e ainda apontar as contribuições para o campo científico a que se vincula da sua pesquisa. Alguns itens são apontados por Barral (2003, p. 88‐89) como essenciais para o desenvolvimento da justificativa: a atualidade do tema; a originalidade ou ineditismo do assunto; a relevância do tema dentro da tradição de estudos do mesmo e ainda a sua pertinência ou contribuição para a ampliação do debate na sua área de conhecimento. 3 OBJETIVOS 1
Evitar abordagens vagas e imprecisas. Por exemplo: “O novo Código Civil”; “O Mercosul”.
O objetivo é a explicitação de forma resumida do propósito a ser alcançado pelo pesquisador, ou seja, são as ações para o alcance das respostas do problema(s) exposto(s), as quais devem ser expressas de forma clara e concisa. Nessa perspectiva, podemos afirmar que o objetivo está relacionado com a visão geral do tema. Deve ser expresso sempre por uma ação, aquilo que se pretende analisar, conhecer, comparar, provar. O objeto é a meta estabelecida para ser alcançada pelo pesquisador. E se subdivide em gerais, ação ampla e específicos, detalhes da problematização. Segundo Barreto, a ação a ser apresentada no objetivo deve sempre ser indicada por um verbo, pois o objetivo é a expressão do que o pesquisador pretende executar (CF, BARRETO; HONORATO, 1998). Os Objetivo(s) geral(is) são: a especificação do resultado pretendido. Os Objetivos específicos são: a indicação de partes da meta geral que levarão à realização dos objetivos gerais, que podem ser expressos, por classificar, conhecer, perceber e etc... 4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E METODOLÓGICA Considerando que a palavra História, conforme discorreu Francisco Rüdiger, “traz consigo ao menos dois significados, quando se fala em teoria da história, remete‐se antes aos “processos sociais” no tempo do que à história enquanto ciência (CF, RÜDIGER, 1997). De forma concisa, podemos dizer que uma teoria da história se define, em larga medida, pelo elemento que seleciona como preponderantemente relevante para o movimento da história. Assim sendo, para que o historiador não se torne prisioneiro de esquemas teóricos alheios a si, é preciso que encontre a teoria que melhor se adapte a forma pela qual vê a história, e nunca o oposto. A teoria possui uma relação próxima a metodologia. No entanto, uma teoria não leva necessariamente junto uma metodologia específica – e vice‐versa –, sendo então necessário observar se ambas apresentam coerência entre si. Citemos como exemplo algumas teorias: ‐ Materialismo histórico: Os fatores mais fundamentais das transformações históricas estão diretamente ligados aos modos de produção material – e ao estágio de desenvolvimento da técnica – e à organização social necessária a efetivação dessa produção. ‐ Nova história cultural: Atribui um papel de destaque à cultura – entendida em sua pluralidade – no processo histórico. Trabalha com as práticas mais cotidianas, como a leitura, a fala, a vivência do religioso, etc. Utiliza a idéia de representação como instituidora de significados para o real. Guarda proximidades com a antropologia. ‐ Positivismo: O positivismo aplicado à história pressupõe que se possa conhecer o passado tal qual ele foi. Nessa perspectiva, o historiador não só pode como deve depurar seu trabalho de qualquer indício de subjetividade que possa aí fazer‐se presente. Para isso deve encontrar os documentos, extrair deles os fatos – traçando as relações causais entre eles – e privar‐se de tecer reflexões teóricas, filosóficas, etc. 4.1 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Os procedimentos metodológicos são os passos que serão executados pelo pesquisador para alcançar o resultados da pesquisa, ou seja, como ele abordará as suas fontes, que meios os levará a conclusão de sua pesquisa. É preciso ainda responder: Como? Com quê? Onde? Segundo BARRETO E HONORATIO (1998), a metodologia da pesquisa é o conjunto, o qual deve ser detalhado e seqüencial, de métodos e técnicas científicas a serem realizados no decorrer da pesquisa. No entanto, precisamos atentar para o fato de que existem naturezas diferentes de pesquisa como: a) Pesquisa exploratória: tem como objetivo proporcionar a apliação da discussão sobre um problema, normalmente assume a forma de pesquisa bibliográfica e estudo de caso. b) Pesquisa descritiva: objetiva a descrição das principais características de determinadas populações, eventos ou fenômenos. Centra‐se na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados e quantificação de resultados, através de questionários e a observação sistemática. Dentre as pesquisas descritivas, podemos destacar as realizadas pelo IBGE, por exemplo, que visam identificar e descrever características de grupos (idade, sexo, procedência etc.). c) Pesquisa explicativa: visa identificar os fatores determinantes dos fenômenos, de forma aprofundada do conhecimento da realidade. Seu objetivo é explicar a razão, o motivo das coisas. Além da natureza da pesquisa ainda podemos lembrar dos procedimentos técnicos, conforme discorreu Gil (2002), a pesquisa pode ser: bibliográfica, documental, experimental, de levantamento (questionários), estudo de campo (baseia‐se da observação de realidades específicas), estudo de caso (aprofundamento da análise de um objeto) e pesquisa‐ação (visa a solução de um problema comunitário). 4.2 O Método Segundo Garcia (1998:44), os métodos são os procedimentos racionais e ordenados de verificação das hipóteses de trabalho, constituídos de instrumentos ou etapas que visam a reflexão e a experimentação das fontes e do problema. São, na verdade os passos ou caminhos trilhados pelo pesquisador para chegar aos resultados. Entretanto, os métodos ainda podem ser divididos em suas naturezas, os de abordagem e os de procedimento. Segundo Lakatos e Marconi (1995:106), os métodos de procedimento são: o dedutivo (parte de leis e premissas gerais para a determinação do específico), o indutivo (parte da observação e constatação dos fenômenos), hipotético‐dedutivo (parte da observação e verificação e cria leis gerais de funcionamento dos fenômeros) e o dialético (analisa as relações de reciprocidade entre os fenômenos). Os métodos de abordagem definem‐se pelos passos propostos para o desenvolvimento da pesquisa, alguns deles são: Análise do Discurso: Na ótica da Análise do Discurso, a linguagem não é um simples instrumento de comunicação ou de transmissão de informação. Ela é mais do que isso, pois também serve para não comunicar. A linguagem é o lugar de conflitos e confrontos, pois ela só pode ser apanhada no processo de interação social. Não há nela um repouso confortante do sentido estabilizado. O signo é uma arena privilegiada da luta de classe. Não se pode dizer o que quer quando se ocupa um determinado lugar social, pois este exige o emprego de certas representações e a exclusão de outras. O estudo da linguagem não pode estar apartado das condições sociais que a produziram, pois são essas condições que criam a evidência do sentido. A Análise do Discurso é contra a idéia de imanência do sentido. A linguagem está na confluência entre a história e a ideologia. A Análise do Discurso não toma o sentido em si mesmo, ou seja, em sua imanência. Não se acredita na existência de uma essência da palavra ‐ um significado primeiro, original, imaculado e fixo capaz de ser localizado no interior do significante. A Análise do Discurso mostra a relação que existe entre a produção do saber que naturaliza o sentido, com o poder que estabelece as regras da formação do referido saber. Ou seja, revela toda a trama feita no transcurso da história para que o sentido pudesse ganhar uma forma monossêmica, um status de natural. A Análise do Discurso mostra a relação que existe entre a produção do saber que naturaliza o sentido, com o poder que estabelece as regras da formação do referido saber. Ou seja, revela toda a trama feita no transcurso da história para que o sentido pudesse ganhar uma forma monossêmica, um status de natural. http://www.fucamp.com.br/nova/revista/revista0612.pdf História Oral: O uso da história oral como metodologia de pesquisa possibilita compreender como se constitui as memórias individuais e coletivas, as disputas e as representações de poderes e os usos políticos do passado na dinâmica social. Possibilita a construção e a reconstituição da história por meio dos relatos individuais ou coletivos. O fato de ser considerada um campo multidisciplinar, possibilita que algumas disciplinas, (entre elas a antropologia, psicologia, psicanálise, sociologia, etc...), possam dar suas contribuições teóricas, especialmente no tratamento e na análise da informação oral. Observamos essa contribuição através dos estudos que trazem reflexões sobre as relações entre pesquisadores e sujeitos entrevistados, que tendem a discutir seus resultados com base nas teorias do sujeito. As formas de praticar a história oral variam conforme o objetivo das pesquisas e dos pesquisadores. Muitas instituições incluem entre suas diretrizes a preservação e a divulgação dos acervos de entrevistas produzidas, preocupação que nem sempre faz parte dos projetos de pesquisa em história oral. O tratamento das entrevistas e sua passagem da forma oral para a escrita também tendem a ser diversos, conforme as orientações de cada programa ou pesquisa. Além disso, com as novas tecnologias digitais, as possibilidades de gravação em vídeo e de difusão por meio eletrônico, multiplicaram‐se as modalidades de emprego da história oral. http://www.uft.edu.br/historiaoral/index.php?option=com_content&view=article&id=17&Itemid=11 Análise de conteúdo: A análise de conteúdo trabalha tradicionalmente com materiais textuais escritos. Há dois tipos de textos: textos que são construídos no processo de pesquisa, tais como transcrições de entrevista e protocolos de observação; textos que já foram produzidos para outra finalidade quaisquer, como jornais ou memorandos de corporações. Na análise de conteúdo o ponto de partida é a mensagem, mas deve ser considerado as condições contextuais de seus produtores e assenta‐se na concepção crítica e dinâmica da linguagem. Deve ser considerado, não apenas a semântica da língua, mas também a interpretação do sentido que um indivíduo atribui às mensagens. A análise do conteúdo, em suas primeiras utilizações, assemelha‐se muito ao processo de categorização e tabulação de respostas a questões abertas. Criada inicialmente como uma técnica de pesquisa com vistas a uma descrição objetiva, sistemática e quantitativa de comunicações em jornais, revistas, filmes, emissoras de rádio e televisão, hoje é cada vez mais empregada para análise de material qualitativo obtido através de entrevistas de pesquisa. http://www.administradores.com.br/artigos/analise_de_conteudo_uma_metodologia_para_analise_d
e_dados/14317/ Semiótica: A semiótica é o estudo dos signos, ou seja, as representações das coisas do mundo que estão em nossa mente. A semiótica ajuda a entender como as pessoas interpretam mensagens, interagem como objetos, pensam e se emocionam. 5 HIPÓTESE(s) Hipótese é uma resposta apriorística aos problemas levantados na pesquisa. Evidencia uma expectativa do possível resultado a ser encontrado ao longo da pesquisa, ou seja, são respostas ainda não comprovadas que, segundo BARRETO e HONORÁTIO (1998), ainda não passaram verificação científica. 6 CRONOGRAMA Todo o trabalho científico pressupõe o planejamento de tempo e a previsão de quando se deseja realizá‐lo. No cronograma o pesquisador deverá fazer um planejamento das atividades ao longo do tempo que você dispõe para a pesquisa. Ele é uma excelente ferramenta para controlar o tempo de trabalho e o ritmo de produção. Ao mesmo tempo, servirá para o orientador ou a agência financiadora acompanhar o andamento da pesquisa. Essa etapa envolve todos os recursos humanos e materiais utilizados ao logo da execução da metodologia delineada na pesquisa. Deve‐se calcular o tempo que vai ser gasto em cada etapa do projeto, incluindo‐se o tempo gasto na aquisição material necessário ao desenvolvimento do projeto de pesquisa. Exemplo: ATIVIDADES MESES 1 2 3 4 5
6
7
8
9
A X X B X X X X
C X
X
X
X
X
D 10
X 7 Fontes Elenco de fontes citadas para a realização do projeto de pesquisa. 11 12 X X 8 Fontes auxiliares Elenco de fontes consultadas, que não são as principais, mas servem para auxiliar na leitura das fontes centrais da pesquisa. 9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Nesta seção, o aluno relacionará todas as fontes necessárias para a realização do projeto de pesquisa. Seja de uso metodológico, específico ou pertinente ao campo de estudo. Este item do projeto de pesquisa deve relacionar todos os autores que serviram para embasar o texto. BARRAL, Welber. Metodologia da pesquisa jurídica. 2. ed. Florianópolis: Fundação Boitex, 2003. BARRETO, Alcyrus Vieira Pinto; HONORATO, Cezar de Freitas. Manual de sobrevivência na selva acadêmica. Rio de Janeiro: Objeto Direto, 1998. BARROS, Aidil de Jesus Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 1999. FACHIN, Odília. Fundamentos de metodologia. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2001. GARCIA, Eduardo Alfonso Cadavid. Manual de sistematização e normalização de documentos técnicos. São Paulo: Atlas, 1998. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1995. LEONEL, Vilson (Org.). Diretrizes para a elaboração e apresentação da monografia do curso de Direito. Tubarão, 2002. MÁTTAR NETO, João Augusto. Metodologia científica na era da informática. São Paulo: Saraiva, 2002. MINAYO, Maria Cecília de Souza et al. (Org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 2. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1994. 80 p. NUNES, Luiz Antonio Rizzatto. Manual da monografia jurídica. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 1997. OLIVEIRA, Silvio Luiz de. Metodologia científica aplicada ao Direito. São Paulo: Thomson, 2002. RAUEN, Fábio José. Elementos de iniciação à pesquisa. Rio do Sul, SC: Nova Era, 1999. RÜDIGER, Francisco R. Propedêutica à teoria da história. In: Estudos Ibero‐Americanos, XXIII(1) – junho, 1997 RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 22. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. SANTOS, Rodrigo Mendes dos. As comissões de conciliação prévia como meio alternativo à jurisdição estatal para a solução dos conflitos trabalhistas. 2002. 15 f. Projeto de pesquisa apresentado ao curso de Direito, Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, SC. SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muskat. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 3. ed. rev. e atual. Florianópolis: Laboratório de Ensino à Distância da UFSC, 2001. THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa ‐ ação. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1986. TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas , 1987. VENTURA, Deisy. Monografia jurídica. Porto Alegre: Livraria do Advogado ANÁLISE DOCUMENTAL A análise documental é uma importante técnica de pesquisa qualitativa, em duas esferas: uma completando informações levantadas, conforme (LUDKE e ANDRÉ, 1986), através de outras técnicas, e outra desocultando novos temas ou problemas. O trabalho de análise documental sempre se inicia a partir da coleta de materiais, ou seja, documentos que venha corroborar com o assunto pesquisado. Vencida essa etapa, a partir da coleta das informações, o pesquisador pode desenvolver a percepção do evento estudado e pode, de acordo com LAVILLE; DIONE, 1999, ser induzido pelas fontes a resultados da pesquisa. Ela se divide nas seguintes etapas: a) leitura do documento; b) eleição de idéias, conceitos ou palavras que destaquem o tema discutido no documento; c) a contextualização do assunto tratado no documento d) a explicação do tema analisado No entanto, como em qualquer trabalho de pesquisa ao elaborarmos uma análise documental precisamos problematizar, elaborar questões para o documento, assim como definir o objetivo da análise. Ambos devem ser apresentados na introdução do texto de veiculação da análise. O texto se divide em: a) introdução do tema b) exposição dos questionamentos c) apresentação dos objetivos d) apresentação do ou dos documentos analisados e) análise temática do documentos e contextualizada f) conclusão TRABALHO MONOGRÁFICO OU TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Segundo a Associação Brasileira de normas técnicas, trabalhos acadêmicos (trabalho de conclusão de curso – TCC, trabalho de graduação interdisciplinar – TGI, trabalho de conclusão de curso de especialização e/ou aperfeiçoamento), são documentos que apresentam o resultado de uma pesquisa desenvolvida pelo aluno durante sua formação. Deve apresentar o conhecimento e os resultados do tema selecionado, devidamente ligado a uma disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa e outros ministrados no decorrer da formação acadêmica. Deve ser realizado sob orientação de um docente. APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS ‐ NBR 14724:2005 Os trabalhos acadêmicos obedecem a uma ordenação técnica de apresentação, que se divide em: elementos pré‐textuais, textuais e pós‐textuais. Os elementos pré‐textuais são parte externa da exposição da pesquisa, compõe a apresentação do trabalho, enquanto os textuais são a veiculação dos resultados propriamente ditos, divididos em capítulos e subcapítulos, por fim os pós‐textuais formam a referências bibliográficas e os anexos do trabalho. Podemos visualizar a seguir as partes que devem compor um trabalho monográfico: Elementos Pré‐textuais CAPA (obrigatório)
FOLHA DE ROSTO (obrigatório) FICHA CATALOGRÁFICA (verso da folha de rosto) ERRATA (se necessário) FOLHA DE APROVAÇÃO (OPCIONAL) DEDICATÓRIA (opcional) AGRADECIMENTOS (opcional) EPÍGRAFE (opcional) RESUMO NA LÍNGUA PORTUGUESA (obrigatório) RESUMO NA LÍNGUA ESTRANGEIRA LISTA DE ILUSTRAÇÕES (opcional) LISTA DE TABELAS (opcional) LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS (opcional) LISTA DE SÍMBOLOS (opcional) SUMÁRIO (obrigatório) Elementos Textuais INTRODUÇÃO (obrigatório)
DESENVOLVIMENTO (obrigatório) CONCLUSÃO (obrigatório) Elementos Pós‐textuais REFERÊNCIAS (obrigatório)
GLOSSÁRIO (opcional) APÊNDICE (S) (opcional) ANEXO (S) (opcional) ÍNDICES (S) (opcional) Dentre os elementos textuais devemos observar: 1. Introdução Na Introdução o pesquisador deve apresentar os respectivos dados: a) tema estudado b) justificativa da delimitação do tema c) trajetória de pesquisa d) abordagem teórica e) escolha metodológica f) resumo dos capítulos 2. Desenvolvimento No desenvolvimento deve ser apresentada a pesquisa propriamente dita, ou seja, os resultados obtidos a partir da análise teórico‐metodológica das fontes, que podem ser expostos divididos tematicamente em capítulos. Mas, essa fórmula é pessoal. No entanto, cada capítulo deve apresentar: a) introdução ao tema que será desenvolvido b)
c)
d)
e)
objetivos resultados conclusão dos resultados apresentação do capítulo seguinte 3. Conclusão A conclusão é o momento de apresentação dos resultados totais do trabalho. Não é resumo do trabalho monográfico, mas a referência aos resultados obtidos com toda a análise empreendida. Na conclusão não devem aparecer citações, pois é o olhar do pesquisador que deve guiar o fechamento do trabalho. Normas ABNT para Trabalho monográfico: O trabalho monográfico segue as mesmas normativas do artigo acrescidas de alguns cuidados a mais como veremos a seguir: O termo capítulo não deve ser acrescido ao título. No início de um capítulo deve aparecer o indicativo numérico, separado por um espaço de caractere, seguido do título do capítulo. No sumário, as seções, ou seja, os capítulos, devem ser grafados conforme apresentados no corpo do trabalho, conforme o exemplo: SUMÁRIO INTRODUÇÃO 1 O CONTEXTO 1.1 A CIDADE DO RIO GRANDE 1.1.1 BALNEÁRIO CASSINO 1.1.1.1 Av. ATLÂNTICA 1.1.1.1.1 AS DUNAS Apenas as seções do sumário, resumo, abstract, agradecimentos, lista de ilustrações, lista de tabelas, lista de abreviaturas e siglas devem ter seus indicativos apresentadas com o recurso de alinhamento centralizado. Os elementos pré‐textuais (folha de rosto, termo de aprovação, dedicatória, agradecimentos, epígrafe, resumo, abstract, lista de ilustrações, lista de tabelas, lista de abreviaturas e siglas, lista de símbolos e sumário) e os títulos dos elementos pós‐textuais (referências, glossário, apêndices e anexos), não devem ser numerados. Conforme a lista a seguir: AGRADECIMENTOS DEDICATÓRIA RESUMO ABSTRACT LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE TABELAS LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS SUMÁRIO REFERÊNCIAS Esses indicativos devem ser apresentados centralizados e sem numeração, assim como, digitados em negrito, a ABNT recomenda que se empregue nos mesmos letras maiúsculas. A paginação deve contar todas as folhas, a partir da folha de rosto, todas devem ser contadas seqüencialmente, mas não numeradas, pois a numeração somente deve ser colocada a partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha. Em caso de apêndices e anexos, as suas folhas devem ser numeradas de maneira contínua e a paginação deve dar seguimento à do texto principal. NORMAS TÉCNICAS PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS – ABNT A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro, foi fundada em 1940. • NBR 6023 – Referências bibliográficas • NBR 6024 – Numeração progressiva das seções de um documento – Procedimento • NBR 6027 – Sumários • NBR 6028 – Resumos • NBR 6029 – Apresentação de livros e folhetos – Procedimento • NBR 6032 – Abreviação de títulos de periódicos e publicações seriadas – Procedimento • NBR 6822 – Preparo e apresentações de normas brasileiras – Procedimento • NBR 10520 – Apresentação de citações em documentos • NBR 10524 – Preparação da folha de rosto de livro – Procedimento • NBR 10719 – Apresentação de relatórios técnicos‐científicos • NBR 12225 – Títulos de lombada – Procedimento • NBR 14724 – Trabalhos acadêmicos – apresentação CITAÇÕES NBR 10520/2002 “menção, no texto, de uma informação extraída de outra fonte.” (NBR‐10520, 2002, p.1) As citações devem ser empregadas para dar credibilidade ao trabalho científico; fornecer informações a respeito dos trabalhos desenvolvidos na área de pesquisa; fornecer exemplos de pontos de vista semelhantes ou divergentes sobre o assunto objeto de sua pesquisa; esclarecer as matrizes bibliográficas consultadas e principalmente dar crédito a fonte das idéias apresentadas. Deve‐se das crédito a fonte consultada quando, usamos palavras ou idéias extraídas de: livros, revistas, relatórios, programas de TV; filmes, cartas, páginas web, e‐mail, listas de discussão etc; informações extraídas de entrevistas, palestras; cópia exata de um parágrafo ou frases, diagramas, mapas, etc. No entanto, a citação direta não precisa ser empregada quando são utilizadas suas próprias palavras ou idéias; conhecimento comum; observações do senso comum; informações históricas de conhecimento público: Ex: A ditadura militar iniciou a partir do golpe de Estado em 1964. As principais formas de citação são: Citação Direta: É a cópia, transcrição ou tradução de um trecho, parágrafo, frase ou expressão, com as mesmas palavras utilizadas pelo autor do texto consultado. O texto citado deve ser reproduzido na íntegra e este deve vir, obrigatoriamente entre “aspas duplas”, seguidas da indicação da fonte consultada, ano e página (AUTOR, data: pg). Citação Indireta ou Paráfrase: É a paráfrase das idéias de um autor usando suas próprias palavras. Diferentemente da citação direta, a citação indireta deve ser utilizada com freqüência, pois é a maneira que o pesquisador tem de ler, compreender e gerar conhecimento a partir do conhecimento de outros autores. As citações devem ser apresentadas no corpo de trabalho da seguinte forma: a) Citações com até três linhas: devem ser inseridas entre “aspas duplas,” no texto. b) Citações com mais de três linhas: devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda com um tipo de letra menor do que a utilizada no texto, sem as aspas e com espaçamento simples (NBR 14724, 2002, p.5). • Quando retiramos da citação um trecho ou frase, chama‐se de supressões, essas indicam a omissão de parte da citação sem alterar seu sentido. As mesmas são indicadas pelo uso de reticências entre colchetes, no início, meio ou final da citação [...]. • As interpolações são comentários inseridos em citações e devem ser indicados entre colchetes •
•
[ ], no inicio, meio ou final da citação. As palavras ou expressões destacadas no texto, devem ser seguidas de uma das expressões: sem grifo no original, grifo meu ou grifo nosso, inseridas após a indicação da referência da citação. As incorreções e incoerências no texto devem ser indicadas pela expressão [sic], imediatamente após a sua ocorrência. A expressão sic significa, assim mesmo, isto é, estava assim no texto original, no inicio, meio ou final da citação AS CITAÇÕES TAMBÉM PODEM SER: Citação de Citação (apud): É a citação de um texto que tivemos acesso a partir de outro documento. Exemplos No texto: PESAVENTO (1988 apud OLIVEIRA, 2008, p.417) compartilha deste ponto de vista ao afirmar “os ...”. • Ao optar‐se por não referenciar (AUTOR, DATA:PG), a referência pode ser apresentada em nota de rodapé. • Na lista de referências ou bibliografia devem ser apresentados as referências do documento consultado, conforme a NBR‐6023, 2002. No entanto, no caso de informação verbal, como dados obtidos por meio de palestras, entrevistas, debates etc, deve‐se indicar entre parênteses, no texto, a expressão (informação verbal). Mas, esses dados disponíveis sobre a fonte somente se deve mencionar em nota de rodapé e não incluir na bibliografia ao final. • O mesmo vale para os trabalhos em fase de elaboração ou a espera de publicação, devem ser referidos no texto entre parenteses com a expressão no prelo ou em elaboração, com referência apenas em nota de rodapé e não devem ser incluídos na bibliografia. • No caso de citações em língua estrangeira, devem ser traduzidas no texto e o original deve ser indicado em nota de rodapé ou vice‐versa, mas sempre indicado tradução nossa. Exemplo: (BELKIN, 1982, tradução nossa). OS SISTEMAS DE CHAMADA: Sistema Numérico: • As citações devem ter uma numeração única e ininterrupta, colocadas acima do texto, em expoente, ou entre parênteses. Os ofices atuais tem recurso para isso. Exemplo: No texto: “fazendo um relatório com algumas notas de rodapé” 1 No texto: Segundo McGregor “fazendo um relatório com algumas notas de rodapé”(1) Em nota de rodapé: 1 McGregor, 1999, p.9. Sistema Autor‐data: Indica‐se a fonte, pelo sobrenome do autor, nome da instituição responsável ou pelo título, seguido da data de publicação do documento, separados por vírgula e entre parênteses (citação indireta). Para as citações diretas, inclui‐se a indicação de página. Exemplo: a) Citação direta: “fazendo um relatório com algumas notas de rodapé” (MCGREGOR, 1999, p.1). b) Citação indireta: Neste texto, o papel do bibliotecário ganha importância como educador. (DUDZIAK; GABRIEL; VILLELA, 2000). REGRAS GERAIS DE APRESENTAÇÃO • Quando indicadas a autoria no texto, devem ser feitas em letras maiúsculas e minúsculas, referenciando‐se a data e páginas entre parênteses. Um autor: Segundo Moraes (1993). Dois autores: Segundo Moraes e Souza (1997). Três autores: Dudziak, Gabriel e Villela (2000). Mais de três autores: Belkin et al. (1982, p. 76). Entrada pelo título: O desenvolvimento... (1998) Entidade: Comissão das comunidades européias (2002) • As referências de autoria (entre parênteses) devem vir em letras maiúsculas, seguidas da data e páginas. Um autor: (MCGREGOR, 1999, p. 1). Dois autores: (MORAES; SOUZA, 1997). Três autores: (DUDZIAK; GABRIEL; VILLELA, 2000). Mais de três autores: (BELKIN et al., 1982, p.76). Entrada pelo título: (O DESENVOLVIMENTO..., 1998). Entidade: (COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS, 2002). Indicações de autores diferentes com o mesmo sobrenome e mesma data de publicação: a) (BARBOSA, C., 1958) (BARBOSA, O., 1958) b) (BARBOSA, Cássio, 1965) (BARBOSA, Celso, 1965) • Diversos documentos de um mesmo autor, publicados no mesmo ano, são diferenciados pelo acréscimo de letras minúsculas após a data, espaçamento: (REESIDE, 1927a) (REESIDE, 1927b). • Diversos documentos de um mesmo autor, publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente, têm suas datas separadas por virgula. Exemplo: Kuhlthau (1988a, 1988b, 1988c, 1990, 1994, 1998). • Diversos documentos de autores diferentes: Devem ser separados por ponto e vírgula em ordem alfabética (entre parênteses) ou por vírgula e na fórmula textual seguidos das respectivas data de publicação. Exemplos: (FONSECA, 1997; PAIVA, 1997; SILVA, 1997) ou Fonseca (1997), Paiva (1997) e Silva (1997) • Nota: “Nas citações, as entradas pelo sobrenome do autor, pela Instituição responsável ou pelo título incluído no texto devem ser em letras maiúsculas e minúsculas e quando estiverem entre parêntese devem ser em letras maiúsculas” (NBR 10520, 2002, p.2). No texto: A Comissão das Comunidades Européias (1992) •
Entre Parênteses: (COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS, 1992) Recomendações: a) A NBR‐10520 (2002, p. 5), recomenda utilizar o sistema autor‐data para as citações no texto e o sistema numérico para notas explicativas. b) O uso do ponto final após as citações deve atender as regras gramaticais (NBR 10520, 2002, p.2). REFERÊNCIAS Estas referências devem estar de acordo com a norma brasileira “Informação e Documentação – Referências – Elaboração” (ABNT – NBR 6023). • As referências são alinhadas somente à margem esquerda (não utilize o recurso justificar do editor do texto), possibilitando a identificação de cada documento individualmente em espaço simples e separadas entre si por espaço duplo. • O recurso tipográfico (negrito, grifo ou itálico) utilizado para destacar o elemento título deve ser uniforme em todas as referências de um mesmo documento. ELEMENTOS PARA ELABORAÇÃO DAS REFERÊNCIAS UM AUTOR MARTINS, Gilberto de Andrade. FREYRE, G. HOLANDA, Sérgio Buarque de. DOIS AUTORES LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. TRÊS AUTORES HODGETTS, Richard M.; LUTHANS, Fred; SCOLIM JUNIOR, John. MACIEL, A. M. D.; SALES JÚNIOR, Ronaldo L.; SIQUEIRA, A. J. MAIS DE 3 AUTORES KANECO, P A. et al. ORGANIZADOR GOMES, Ângela de Castro (Org.). COORDENADOR GONÇALVES, José Ernesto Lima (Coord.). EDITOR MOORE, W. (Ed.). DESCONHECIDA DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. (1ª palavra do título em maiúscula) ENTIDADE ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. DENOMINAÇÃO GENÉRICA BRASIL. Ministério da Saúde. (precedido do nome do órgão superior) SOBRENOME LIGADO POR HÍFEN SCHIMIDT‐NIELSEN, Knut. SOBRENOMES QUE INDICAM PARENTESCO FRANCO JR, Hilário. CÂMARA JUNIOR, Joaquim Mattoso. NUNES SOBRINHO, Francisco de Paula TÍTULO SEM SUBTÍTULO MARTINS, Gilberto de Andrade. Manual para elaboração de monografias e dissertações. CASTRO, C.M. A prática da pesquisa. COM SUBTÍTULO GODOY, Arilda S. Pesquisa qualitativa: tipos fundamentais. EDIÇÃO A PARTIR DA 2ª 2.ed. REVISADA 3.ed.rev. AUMENTADA 4.ed.aum. REVISADA E AMPLIADA 5.ed.rev. e amp. LOCAL COMO NA FONTE São Paulo EDITORA COMO NA FONTE Atlas + DE UMA Rio de Janeiro: Expressão e Cultura; São Paulo: EDUSP DESCONHECIDA [s.n] Sine nomine DATA COMO NA FONTE 1994 DESCONHECIDA NO TODO OU EM PARTE [1971 ou 1972] [2000?] = provável [197_] = década certa [197?] = década provável 1970 (impressão 1994) ELEMENTOS E MODELOS DE REFERÊNCIAS LIVRO SOBRENOME DO AUTOR, Prenomes. Título. Edição. Cidade: Editora, ano. CAPÍTULO DE LIVRO SOBRENOME DO AUTOR DO ARTIGO, Prenomes. Título do Capítulo do Livro. In: SOBRENOME DO AUTOR, Prenomes. Título do livro. Edição. Cidade: Editora, ano. Página inicial e final. ARTIGO DE JORNAL SOBRENOME DO AUTOR DO ARTIGO, Prenomes. Título do artigo. Título do Jornal, Cidade, data (dia, mês, ano). Suplemento, número da página, coluna. ARTIGO DE REVISTA SOBRENOME DO AUTOR DO ARTIGO, Prenomes. Título do artigo. Nome da Revista, Cidade, volume, número, página inicial e final, data (dia, mês, ano). TESE / DISSERTAÇÃO / MONOGRAFIA / TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO SOBRENOME DO AUTOR, Prenomes. Título do trabalho. Ano. Número de folhas. Natureza do trabalho (Tese, dissertação, monografia ou trabalho acadêmico (grau e área do curso) – Unidade de Ensino, Instituição, local. ANAIS DE CONGRESSO NOME DO EVENTO, Número do evento, ano de realização, Local. Tipo de documento... Local: Editora, ano de publicação. Número de páginas. RESUMO DE TRABALHO DE APRESENTADO EM CONGRESSO SOBRENOME DO AUTOR, Prenomes. Título do artigo. A expressão In: NOME DO CONGRESSO, numeração do evento, ano, local. Tipo do documento (Resumo, Anais...). Cidade: Editora, ano. Página inicial e final. ELEMENTOS E MODELOS DE REFERÊNCIAS EM MEIO ELETRÔNICO ARQUIVO EM CDROM OU DISQUETE KOOGAN, André; HOUAISS, Antonio (Ed.). Enciclopédia e dicionário digital 98. Direção geral de André Koogan Breikmam. São Paulo: Delta: Estadão, 1998. 5 CD‐ROM. ARTIGO DE JORNAL CIENTÍFICO KELLY, R. Eletronic publishing at APS. APS News Online, Los Angeles, Nov. 1996. Disponível em: <http://www.aps.prg/apsnews/1196/11965.html>. Acesso em: 25 nov. 1998. ARTIGO DE REVISTA SILVA, M. M. L. Crimes da era digital. Net, Rio de Janeiro, nov. 1998. Seção Ponto de Vista. Disponível em: <http://www.brazilnet.com.br/contexts/brasil revistas.htm>. Acesso em: 28 nov. 2001. BANCO DE DADOS DIRDS from Amapá: banco de dados. 1996. Disponível em: <http://www.bdt.org/bdt/avifauna/aves>. Acesso em: 25 nov. 1998. CONGRESSO CIENTÍFICO CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996, Recife. Anais eletrônicos... Recife: UFPe, 1996. Disponível em: <http://www.propesq.ufpe.br/anais/ anais.htm>. Acesso em: 21 jan. 1997. NOTA – Não se recomenda referenciar material eletrônico de curta duração nas redes. E‐MAIL ALMEIDA, M. P. S. Fichas para MARC [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <[email protected]> em 12 jan. 2002. NOTA – se utilizadas no trabalho, as mensagens que circulam por intermédio do correio eletrônico devem ser referenciadas somente quando não se dispuser de nenhuma outra fonte para abordar o assunto em discussão. Isso porque as mensagens trocadas por e‐mail têm caráter informal, interpessoal e efêmero, e desaparecem rapidamente, não sendo recomendável seu uso como fonte científica ou técnica de pesquisa. ABREVIAÇÃO DOS MESES MÊS PORTUGUÊS INGLÊS ESPANHOL Janeiro jan. Jan. ene. Fevereiro fev. Feb. feb. Março mar. Mar. mar. Abril abr. Apr. abr. Maio maio May mayo Junho jun. June jun. Julho jul. July jul. Agosto ago. Aug. ago. Setembro set. Sept. sep. Outubro out. Oct. oct. Novembro nov. Nov. nov. Dezembro dez. Dec. dic. DICIONÁRIO SOBRENOME DO AUTOR, Prenomes. Título do Dicionário. Edição. Cidade: Editora, ano. Número de páginas. ENTREVISTAS NÃO PUBLICADAS SOBRENOME DO ENTREVISTADO, Prenomes. Título. Local, data (dia, mês e ano). ENTREVISTA GRAVADA SOBRENOME DO ENTREVISTADO, Prenomes. Título. Local: Gravadora, ano. Elementos complementares para melhor identificar o documento. NOTAS DE AULAS SOBRENOME DO AUTOR, Prenomes. Título: subtítulo. Data. Local. Total de páginas. Nota. Especificação do tipo de trabalho. NOTAS DE RODAPÉ SÃO SUBDIVIDIDAS EM: NOTAS DE CONTEÚDO, que evitam explicações longas dentro do texto NOTAS DE REFERÊNCIA, que indicam as fontes consultadas ou remetem a outras partes da obra em que o assunto foi abordado NOTAS DE ESCLARECIMENTOS OU EXPLICATIVAS são usadas para a apresentação de comentários, explanações ou traduções que não podem ser incluídos no texto por interromper a linha de pensamento. Devem ser breves, sucintas e claras • A numeração das notas de referências é feita por algarismos arábicos, devendo ter numeração única e consecutiva para cada capítulo ou parte • Não se inicia a numeração a cada página • A primeira citação de uma obra, em nota de rodapé, deve ter sua referência completa, as demais da mesma obra podem ser referenciadas de forma abreviadas, utilizando as seguintes expressões latinas (a seguir) • Estas expressões latinas: devem ser usadas somente em notas de rodapé Ibdem ‐ ibd [na mesma obra] ‐ empregado quando se faz várias citações seguidas de um mesmo Documento. 5 Silva, 1980, p.120. 6 Ibid, p.132. • Idem ‐ Id [do mesmo autor] ‐ Obras diferentes do mesmo autor. 5 Silva, 1980, p.132. 6 Id, 1992, p.132 •
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
Opus citatum ‐ op. cit. [obra citada] ‐ Refere‐se à obra citada anteriormente “na mesma página”, quando houver intercalação de outras notas. 5 Silva, 1980, p.23. 6 Pereira, 1991, p.213. 7 Silva, op. cit., p.93 Locus citatum ‐ loc cit [lugar citado] ‐ Refere‐se a mesma página de uma obra citada anteriormente, quando houver intercalação de outras notas. Ex: 5 Silva, 1995, p120.; 6 Pereira, 1994, p.132.; 7 Silva, loc. Cit. As notas explicativas ou de referência, localizam‐se na margem inferior da mesma página; Devem ser paradas do texto por um traço contínuo de 3 cm; Devem ser digitadas em espaço simples e fonte menor do que a usada para o texto; Devem ter sua numeração feita em algarismos arábicos e seqüencial para todo o documento; As linhas subseqüentes devem ser alinhadas abaixo da primeira letra da primeira palavra, de modo a destacar o expoente A primeira citação de uma obra, obrigatoriamente deve ter sua referência completa; Nota de Referência: são utilizadas para indicar fontes bibliográficas consultadas; Notas explicativa: são comentários e/ou observações pessoais que não podem ser incluídas no texto. 
Download

escritas da história: metodologia e técnica do trabalho - UAB