SPA | bimestral | nº 2 | 2012 ÍNDICE 03. ENTREVISTA Dra Fernanda Barros 04 - 05. PROGRAMA V Encontro de Anestesia Pediátrica 06. ENTREVISTA Dr. Rui Guimarães 07. TERTÚLIAS 2012 Mensagem de Boas Vindas FICHA TÉCNICA // PERIODICIDADE Trimestral / DIRECÇÃO DA SPA Presidente Lucindo Palminha do Couto Ormonde / MORADA Centro de Escritórios do Campo Grande . Av. do Brasil, nº.1, 5º andar, Sala 7 . 1749-028 Lisboa / TEL.: (+351) 913 609 330 . E-MAIL: [email protected] . ISSN 0871-6099 . TIRAGEM 2500 exemplares - Publicação periódica . PROPRIEDADE E ADMINISTRAÇÃO Sociedade Portuguesa de Anestesiologia Depósito Legal nº 65830/93 . PREÇO AVULSO 7,5€ / número . Assinatura 6 edições / 35€. DISTRIBUIÇÃO Gratuita aos Sócios da SPA . Design, Concepção Gráfica, Redação e Paginação: Letra Zen Comunicação e Marketing, Lda Direcção Comercial [email protected] tlm: +351 93 620 60 30 Entrevista atendendo à diminuição do apoio económico actualmente. A realização dos Workshops também tem gastos, quer devido à necessidade de adquirir manequins (no caso do Suporte Avançado de Vida Pediátrico) ou mesmo aparelhos de trabalho (ecógrafo no caso do Curso de Ecografiia). Drª Fernanda Barros Direção da Secção de Anestesia Pediátrica da SPA António Augusto Martins: Qual é - no seu entender - a razão do sucesso dos Encontros de Anestesia Pediátrica que chegam agora à sua quinta edição? Fernanda Barros: Os Encontros de Anestesia Pediátrica têm já uma longa tradição entre nós, tendo sido realizado em Maio de 1982 o “I Fim de Semana de Anestesia Pediátrica”. Começaram por ser organizados pelo Serviço de Anestesiologia do Hospital Pediátrico de Coimbra, continuando posteriormente de dois em dois anos até 2000 sob a responsabilidade do Dr. Carlos Couceiro, na altura seu director. Estes Encontros internacionais tiveram como palestrantes, Anestesiologistas com experiência reconhecida na área da Anestesia Pediátrica Europeia, destacando-se entre os convidados Jackson-Rees, Paolo Busoni, Isabelle Murat, Lloyd-Thomas, Nishan Goudsouzia, Anneke Meursing e David Hatch. Após a formação da Secção de Anestesia Pediátrica da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia em 2005, passaram a ter uma periodicidade anual, continuando a ser o local de discussão de questões relacionadas com a Anestesia Pediátrica contando sempre com a colaboração de colegas bem conhecidos na Anestesia Pediátrica Europeia. A.A.M: Qual o público-alvo destes Encontros? Só anestesiologistas dedicados à anestesia pediátrica? F.B: É evidente que são muito importantes para quem se dedica quase exclusivamente à anestesia Pediátrica como é o caso dos Anestesiologistas dos Hospitais pediátricos do país, mas são também direccionados para todos os colegas que nos seus hospitais têm que anestesiar crianças e que têm portanto menos experiência nesta área, sendo uma boa altura de troca de conhecimentos. A.A.M: Está previsto o uso de algum veículo adicional (resumos de comunicações, redes sociais, qualquer outro meio informal) de modo a divulgar o conhecimento científico produzido durante estes encontros? A.A.M: O que gostaria de poder aperfeiçoar, para alcançar resultados mais ambiciosos? Mais oradores convidados, de todas as proveniências, programa com mais dias e actividades diferentes em simultâneo? F.B: Estamos numa altura difícil para todos, mas o ideal seria de facto, mais um dia de actividades com mais oradores convidados. A.A.M: O trabalho de uma equipa anestésico-cirúrgica pediátrica, na sua opinião, em que difere da equipa que trata do adulto? FB: Não é propriamente o trabalho da equipe anestésico-cirúrgica pediátrica que difere da do adulto, a forma de abordar a criança é que é diferente. Alguém disse e com alguma razão que “anestesiar uma criança é a mesma coisa que anestesiar a família inteira” e isto porque o envolvimento psicológico familiar é muito importante para o sucesso da intervenção. A.A.M: Tem sido possível chegar à opinião pública, no sentido de informar que os cuidados pediátricos são um investimento na saúde futura? F.B: Não, não tem sido possível transmitir esta ideia; penso que cada vez mais se pensa no momento actual e não na medicina preventiva em que tanto devíamos investir. A repercussão psicológica de agressões na infância vai ser marcante na idade adulta. Por exemplo, o não tratamento da dor mesmo nos recém-nascidos pode influenciar negativamente o correcto desenvolvimento da personalidade da criança. A.A.M: Esta sensibilidade também a tem a comunidade médica das demais especialidades relativamente ao papel da Anestesiologia? F.B: Infelizmente não; o Anestesiologista ainda é considerado, por vezes, como “aquele que adormece” o doente, quando de facto actualmente é mais “aquele que o consegue acordar”, fruto de um cuidado planeamento quer no pré-operatório quer no período pós-operatório imediato. A.A.M: Já há ideias que possam ser reveladas sobre o que nos esperará no sexto encontro? F.B: Ainda não temos o programa elaborado, mas iremos incluir um tema para nós fundamental: “Como estamos relativamente à morbilidade anestésica pediátrica e o que fazer para a diminuir. Qual o papel do ensino e da experiência neste contexto”. F.B: Geralmente nestes Encontros há também a discussão de Comunicações livres que são posteriormente publicadas numa Revista da SPA. Este ano, integrado no Encontro vamos ter dois Workshops, um de Ecografia e outro de Suporte Avançado de Vida Pediátrico, que tem um Livro de Resumo, que já foi distribuído a todos os participantes. A.A.M: Quais os desafios (ao nível dos apoios mas não só) para se manter a qualidade estes encontros? Há objectivos que têm até agora sido Moderados por eventuais limitações de recursos? F.B: É fundamental poder contar com a participação de colegas estrangeiros mais experientes nalgumas áreas; a sua vinda tem que ser mais limitada 3 ANESTESIA E CO-MORBILIDADES EM PEDIATRIA / PROGRAMA CURSOS PRÉ-CONGRESSO / WORKSHOPS 09,00h - Abertura 1. ECOGRAFIA NA ANESTESIA REGIONAL E/OU ACESSOS VASCULARES (Local: Hospital S. João) 09,30h - A CRIANÇA COM PATOLOGIA Moderador: SUSANA VARGAS CARDÍACA - RAJ NAVEEN (Alder Hey Children’s Hospital, Liverpool) ENDÓCRINA - DORA OLIVEIRA (CHC - Hospital Pediátrico Coimbra) (Inscrições: 20 pessoas) - Responsável: Steve Roberts - Alder Hey Children’s Hospital , Liverpool 2. SUPORTE AVANÇADO DE VIDA PEDIÁTRICO (Local: CESIMED - Porto) 11,00h - Intervalo (Inscrições: 20 pessoas) - Responsável: Serviço de Anestesiologia do Centro Hospitalar de S. João e Centro de Simulação Médica (CESIMED). 11,30h – ANESTESIA E DOENÇAS NEURO-MUSCULARES CLARA CORREIA (CHLC - Hospital D. Estefânia) COMUNICAÇÕES LIVRES 12,30h - Almoço 14,30h - MALFORMAÇÕES CONGÉNITAS NÃO CARDÍACAS Moderador: FERNANDA BARROS HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA: FISIOPATOLOGIA JORGE CORREIA PINTO (Pediatria cirúrgica – Hospital Braga) INCIDÊNCIA E NÁUSEAS E VÓMITOS NO PÓS-OPERATÓRIO EM PEDIATRIA Celina Oliveira, Artur Vieira, Luísa Guedes, Susana Vargas, Fernanda Barros TÉCNICAS DE ANESTESIA REGIONAL EM PEDIATRIA-EXPERIÊNCIA DE 1 ANO. ANESTESIA PARA HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA E ATRÉSIA DO ESÓFAGO -- DOMINGAS PATULEIA (CHLN – Hospital Sta. Maria) Ângela Rodrigues, Hugo Trindade, Teresa Rocha ANESTESIA LAPAROSCÓPICA / TORACOSCÓPICA EM NEONATOLOGIA - MARIA ANA CHOUPINA (C H S. João – Hospital S. João) CATETERISMOS CARDÍACOS PEDIÁTRICOS: CONDUTA ANESTÉSICA, CASUÍSTICA DOS ÚLTIMOS 12 ANOS 15,30h – Intervalo S. Marques, J. Bonifácio, P. Roberto, A. Madrigal 16,00h – DISCUSSÃO DE CASOS CLÍNICOS (2) / COMUNICAÇÕES LIVRES (10) - (Júri: Fernanda Barros, Susana Vargas, Pedro Ribeiro) EXCLUSÃO PULMONAR EM LACTENTE: A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO. 18,30h – VI ASSEMBLEIA GERAL DA SECÇÃO DE ANESTESIA PEDIÁTRICA Ordem de Trabalhos: - Informações - Protocolos em Anestesia Pediátrica - Projecto de actividades para os próximos quatro anos Artur Vieira, Daniela Parente, Susana Vargas, Fernanda Barros VIA AÉREA PREVISIVELMENTE DIFÍCIL EM PEDIATRIA, QUANDO ACORDAR NÃO É UMA OPÇÃO. Sá F, Maia J, Araújo R ANESTESIA E MONITORIZAÇÃO INTRA-OPERATÓRIA COM POTENCIAIS EVOCADOS VISUAIS Sá F, Maia J, Leão A 4 ANESTESIA REGIONAL NUMA CRIANÇA COM PROGERIA Valente L, Barata Correia E, Rocha T PERSISTÊNCIA DA VEIA CAVA SUPERIOR ESQUERDA E SEIO VENOSO DETECTADOS APÓS CATETERIZAÇÃO VENOSA CENTRAL. M. Paiva, S. Marques, D. Oliveira, A. Madrigal, P. Ribeiro ANESTESIA INALATÓRIA EM ADOLESCENTE COM DOENÇA DE WERDNIG-HOFFMANN. CASO CLÍNICO. Maia J, Sá F, Santos P DISTROFIA MUSCULAR CONGÉNITA MEROSINA POSITIVA – QUE ANESTESIA? Ana Correia Batista, Ana Paula Carvalho MASTOCITOSE CUTÂNEA: A PROPÓSITO DE UM CASO PEDIÁTRICO. Maia J, Gonçalves M, Sá F, Pereira H, Mesquita L ABORDAGEM ANESTÉSICA DE UMA CRIANÇA COM DISTROFIA MIOTÓNICA TIPO 1 Ferreira J., Guerra M. POSTERS DISTROFIA MUSCULAR CONGÉNITA MEROSINA POSITIVA – QUE ANESTESIA? CASUÍSTICA E ENSINO DA VALÊNCIA DE ANESTESIOLOGIA PEDIÁTRICA DO CENTRO HOSPITALAR SÃO JOÃO Dalila Veiga, Susana Vargas, Fernanda Barros CASUÍSTICA DE ANALGESIA EPIDURAL NUM CENTRO DE REFERÊNCIA EM ANESTESIA PEDIÁTRICA Parente D, Luís C, Santos C, Vargas S, Barros F AVALIAÇÃO DA ANALGESIA EPIDURAL TORÁCICA EM CIRURGIA DE DESCORTICAÇÃO PULMONAR EM PEDIATRIA Diogo Castro; Nuno Alegre; Susana Vargas; Fernanda Barros ANESTESIA E MONITORIZAÇÃO INTRA-OPERATÓRIA COM POTENCIAIS EVOCADOS VISUAIS Sá F, Maia J, Leão A VIA AÉREA PREVISIVELMENTE DIFÍCIL EM PEDIATRIA, QUANDO ACORDAR NÃO É UMA OPÇÃO. Sá F, Maia J, Araújo R ABORDAGEM ANESTÉSICA DE UMA CRIANÇA COM DISTROFIA MIOTÓNICA TIPO 1 Ferreira J., Guerra M. ANESTESIA INALATÓRIA EM ADOLESCENTE COM DOENÇA DE WERDNIG-HOFFMANN. CASO CLÍNICO. Maia J, Sá F, Santos P Ana Correia Batista, Ana Paula Carvalho MASTOCITOSE CUTÂNEA: A PROPÓSITO DE UM CASO PEDIÁTRICO. ANESTESIA REGIONAL NUMA CRIANÇA COM PROGERIA Maia J, Gonçalves M, Sá F, Pereira H, Mesquita L Valente L, Barata Correia E, Rocha T PERSISTÊNCIA DA VEIA CAVA SUPERIOR ESQUERDA E SEIO VENOSO DETECTADOS APÓS CATETERIZAÇÃO VENOSA CENTRAL. ASPIRAÇÃO DE CONTEÚDO GÁSTRICO EM PEDIATRIA CASO CLÍNICO Ângela Rodrigues, Luísa Oli veira, Teresa Rocha TÉCNICAS DE ANESTESIA REGIONAL EM PEDIATRIA-EXPERIÊNCIA DE 1 ANO. Ângela Rodrigues, Hugo Trindade, Teresa Rocha EXCLUSÃO PULMONAR EM LACTENTE: A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO. Artur Vieira, Daniela Parente, Susana Vargas, Fernanda Barros INCIDÊNCIA E NÁUSEAS E VÓMITOS NO PÓS-OPERATÓRIO EM PEDIATRIA Celina Oliveira, Artur Vieira, Luísa Guedes, Susana Vargas, Fernanda Barros CIFOESCOLIOSE LOMBAR NO MIELOMENINGOCELO: A CIFECTOMIA E OS DESAFIOS ANESTÉSICOS – APRESENTAÇÃO DE CASO CLÍNICO. M. Paiva, S. Marques, D. Oliveira, A. Madrigal, P. Ribeiro SISTEMA INFORMÁTICO DE APOIO AO ANESTESISTA PEDIÁTRICO. O FIM DOS ERROS DE CÁLCULO. P. Roberto, J. Bonifácio, S. Marques, A. Madrigal ANESTESIA PARA SÍNDROME DE CURRARINO A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO P. Fernandes; R. Carvalho; K. Gama; T. Cenicante; T. Rocha; I. Fragata CATETERISMOS CARDÍACOS PEDIÁTRICOS: CONDUTA ANESTÉSICA, CASUÍSTICA DOS ÚLTIMOS 12 ANOS S. Marques, J. Bonifácio, P. Roberto, A. Madrigal PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO NO CONTEXTO DE CIRURGIA LAPAROSCÓPICA PARA CORRECÇÃO DE HÉRNIA PARA-ESOFÁGICA T Rosa, F Resende, N Dias Luís C., Veiga D., Dias J. 5 VÍTOR OLIVEIRA - COMISSÃO ORGANIZADORA DAS TERTÚLIAS