1 Agricultura Familiar, Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, uma Análise Endógena em Imperatriz-MA Adriana Queiroz do Amaral1 DSc. Marilsa de Sá RodriguesTadeucci2 RESUMO: Este artigo argumenta que a prática de agricultura familiar no município de Imperatriz-MA é bastante relevante não só pelo seu desenvolvimento econômico, mas por seu território endógeno. Analisando a gestão dos planos e programas governamentais de incentivo à agricultura familiar na região ressaltando seus impactos para o desenvolvimento econômico por meio de alternativas sustentáveis e geração de empregos, como o Programa de Aquisição de Alimentos o PAA. Como se dá a estrutura agrária no Brasil de que forma é feita a política fundiária na distribuição de terras para a produção agrícola e quais os critérios para a distribuição das terras devolutas pelo o governo. Destacando as características socioeconômicas do município de Imperatriz-MA dentre as atividades desencadeadas em toda a região, como a prestação de serviços e abastecimento de alimentos que a elegeu como entreposto comercial, uma breve abordagem da agricultura familiar no Brasil, suas políticas para incentivar o pequeno agricultor e qual o cenário de Imperatriz na prática da agricultura familiar, como é feita distribuição da produção agrícola por meio da gestão pública nos restaurantes populares, creches e asilos locais através da compra dessa produção pelo próprio poder público e o pagamento do auxílio em dinheiro dado pelo Ministério do Desenvolvimento Social - MDS como forma de contribuir para o desenvolvimento não só rural, mas também o urbano. Já que a produção agrícola é que movimenta o capital econômico da região. Palavras-chave: Agricultura familiar; Programa de Aquisição de Alimentos; Imperatriz-MA. ABSTRACT: This article argues that the practice of family farming in the city of Imperatriz - MA is highly relevant not only for its economic development, but its territory endogenous. Analyzing management plans and government programs to encourage family farming in the region highlighting its impacts on economic development through sustainable alternatives and job creation , as the Food Acquisition Program FAP . How does the agrarian structure in Brazil is done so that the land policy in the distribution of land for agricultural production and the criteria for the distribution of lands by the government. Highlighting the socioeconomic characteristics of the city of Imperatriz - MA among the activities triggered throughout 1 Administradora, Especialista em Docência no Ensino Superior – FAR- Professora do curso de Administração da Faculdade Atenas Maranhense (FAMA). E-mail: [email protected] 2 Graduada em Psicologia pela Faculdade Salesiana de Filosofoia Ciências e Letras (1975), mestrado e doutorado em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Professor assistente III da UniversidadeTaubaté.Coordenadora da linha de pesquisa em gestão de recursos socioprodutivos. Líder do grupo de pesquisa em Planejamento, Gestão e Desenvolvimento de Carreiras em âmbito Regional. 2 the region , as the service and food supplies that elected as a trading post , a brief approach of family farming in Brazil , policies to encourage small farmer and what scenario of Imperatriz in the practice of family farming , how is the distribution of agricultural production through public management in popular restaurants , local nurseries and nursing homes by purchasing this production by the public administration and payment of cash aid given by Ministry of Social Development MSD as a contribution to the development not only rural but also urban . Since agricultural production is what drives the economic capital of the region. Keywords : Family Farming; Food Acquisition Program; Imperatriz - MA. 1.INTRODUÇÃO A concentração dos agricultores familiares para conceber uma alternativa sustentável de desenvolvimento e de continuidade social nos remete a uma reflexão de noções e conceitos que visem a definição de um modelo norteador da agricultura familiar. Este estudo se baseia na gestão da agricultura familiar em representatividade para o desenvolvimento regional de acordo com a proporcionalidade terrritorial, cabendo uma identificação das potencialidades e particularidades do território analisado. O território objeto da análise foi escolhido intencionalmente dado o fato do grupo em questão ser representativo na apresentação de características relevantes, no cultivo da agrícultura familiar. Como o método da estruturação social do trabalho nunca conseguiu homogeneizar por completo a atividade do agricultor, da mesma forma como fez com o assalariado, essa emblemática não deixou que a agricultura familiar abandonasse seus princípios e peculiaridades. Na tentativa de continuar vivendo sem ter que abandonar o campo e migrar para a cidade o pequeno produtor tenta achar alternativas de sustentabilidade no território rural. A agricultura moderna teve início na Europa nos séculos XVIII e XIX, conhecida como Primeira Revolução Agrícola Contemporânea, período de intensas mudanças econômicas, sociais e tecnológicas, que norteou uma decomposição acelerada do feudalismo e deu origem ao capitalismo (VEIGA, 1991). Na visão tecnológica, a caracterização da Primeira Revolução Agrícola Contemporânea é marcada pelo utlização de plantas tubérculos e/ou leguminosas que poderiam ser utlilizadas na alimentação humana e animal como na adubação do solo (OLIVEIRA 3 Jr., 1989). Que deu uma intensificação no uso da terra e consequentemente levou ao crescimento significativo da produção agrícola (EHLERS, 1996). Mas só no final do século XIX e início do século XX é que se dá a Segunda Revolução Agrícola Contemporânea, mas uma vez na Europa e agora também nos Estados Unidos. É marcada pelas descobertas científicas e aliadas ao crescimento tecnológico (melhoramento de plantas genéticas, fertilizantes químicos, motores de combustão interna) suscitando um novo padrão para a agricultura de desenvolvimento. Dando novos preceitos como a separação da complementaridade da produção vegetal da animal, perpassando para a indústria etapas do método de produção agrícola. O uso excessivo da tecnologia e as preconizadas pela Revolução Verde, no pós-guerra, deram uma desestruturação as regiões atingidas e não atingidas sendo por questões econômicas ou culturais que cultivavam e aperfeiçoavam em práticas agrícolas que se tornaram conhecidas como “práticas alternativas”. Práticas estas utilizada pelos agricultores e/ou técnicos que não tinham condições econômicas em adotar o padrão de desenvolvimento advento da agricultura moderna. A Região Metropolitana do Sudoeste Maranhense, é profundamente atenuada por suas características agrícolas, as quais deram um grande destaque no cenário Nacional pela sua grande plantação de arroz na década de 50. A análise da gestão da agricultura familiar em Imperatriz é muito relevante uma vez que permite o surgimento de recursos eficientes para as demandas locais, procurando abranger os valores e a conduta da região para práticas inovadoras, com a finalidade de melhorar a potencialidade agrária local. Este estudo da agricultura familiar é de grande importância, pois dá uma elegibilidade ao desenvolvimento em outros campos econômicos. O estabelecimento de um plano de desenvolvimento municipal ou ainda regional, baseando-se na agricultura familiar sustentável não é somente uma proposta política para o âmbito rural, é uma necessidade e uma espécie de enriquecimento da economia regional. Dentro dessa conjuntura o desenvolvimento sustentável com a distribuição de renda no setor agrário é que viabiliza e apóia o desenvolvimento urbano. 4 A metodologia é de natureza aplicada com objetivo exploratório por envolver levantamentos bibliográficos, elaborados a partir de material já publicado como livros, artigos de periódicos, dissertações, teses e de material disponibilizado na internet. 2. AGRICULTURA NO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO À medida que a população de um acurado país se desenvolve, torna a agropecuária como função básica no abastecimento das populações urbanas e rurais na demanda de alimentos. Agropecuária configura-se ainda como fonte de capital na forma de investimentos em outros setores dado pela transparência de capital ocorrendo de duas formas: natural ou forçada. A natural se dá quando agricultores cedem recursos ou acometem espontaneamente em outros setores. Já a forçada ocorre quando a agropecuária é tributada pelo governo através de impostos a propósito do tema e exportações. De acordo com Bacha (2004), “desenvolvimento econômico considera que a agricultura tem, essencialmente, cinco funções no processo de desenvolvimento econômico”, que estão inteiramente ligadas ao abastecimento de alimento para a população; fornecimento de capital para extensão do setor não agrícola; mão de obra para o desenvolvimento e diversificação de celeridades na economia; divisas para aquisição de insumos e bens de capitais indispensáveis ao desenvolvimento de funções econômicas e em seguida constituem-se em mercado consumidor para as produções não agrícola. Na ausência de uma política de imigração, o desenvolvimento do setor não agrícola ocorre com a transferência da mão de obra da agropecuária para os demais setores não agrícola. De acordo com Araujo, Schuh (1975) “essa mão de obra excedente é considerada elemento chave para manter em níveis relativamente baixos os salários industriais, facilitando o processo de industrialização”. A agricultura familiar é responsável por inúmeros empregos na prestação de serviços em pequenas cidades. Este segmento cunha uma melhoria de renda por meio de sua grande inserção no mercado. Logo leciona Veiga: 5 No documento que analisa as diretrizes para uma política de Desenvolvimento rural, já observava que em vez de falar de ‘um’ público alvo, parece mais correto entender que existem, na verdade, pelo menos ‘dois’: o minoritário, que pode responder de pronto a uma política de modernização da agricultura familiar nos moldes convencionais: crédito, assistência técnica, etc (1998, p 12). Existem vários modelos de desenvolvimento que foram um sucesso na distribuição de renda para pequenos agricultores. E os obstáculos são extintos por constatar que as experiências de sucesso corroboram entre si, como: especialização de mão-de-obra, organização dos produtores e valores agregados aos produtos. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF é a política pública especialmente utilizada para o fomento do crédito rural, visando fortalecer, viabilizar e direcionar a produção, a industrialização e a distribuição de produtos gerados pela agricultura familiar. 3. COMPOSIÇÃO AGRÁRIA BRASILEIRA A composição agrária do Brasil é marcada historicamente pela grande centralização fundiária. A distribuição de terras brasileiras precisa ser melhorada para que aconteça uma verdadeira reforma agrária. Ela é definida pelo Estatuto da Terra, de 1964, “como um conjunto de medidas governamentais de amparo à propriedade da terra, por meio de mudanças no regime de sua posse e uso”. A finalidade da medida é consolidar os princípios de integridade social e o progresso de produtividade. Através do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA o governo federal objetiva atenuar estas oposições com ações de desapropriação de territórios improdutivos e da divisão de terras devolutas para o governo. O INCRA define como sua missão "Implementar a política de reforma agrária contribuindo para o desenvolvimento rural sustentável". Contudo, o que se vê de fato é uma displicência governamental no cenário brasileiro em relação à questão agrária, e a carência dos recursos arrecadados pelo INCRA ano após ano, que inviabiliza a prática da reforma de modo real e efetivo. 6 O Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA em 1999 tem como diretriz no seu desempenho os termos elencado no Programa Novo Mundo Rural - NMR e como premissa Promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável, em nível local e regional, usando como vetores estratégicos o investimento na expansão familiar, na redistribuição dos ativos de terra e educação e no estímulo à múltiplas atividades geradoras de renda no campo, não necessariamente agrícolas. São estabelecidos neste programa quatro elementos fundamentais de ação: emancipação de assentamentos; solidificação de assentamentos; alocações de trabalhadores rurais e agricultura familiar. Para cumprir essas diretrizes, é indispensável, um método de descentralização em diversas frentes de ação. De acordo com Araújo (2000), enquanto umas diretrizes procuram descentralizar ações necessárias ao sucesso de um assentamento através da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER); outras se destinam a delegar e dividir atividades de constituição com os conselhos estaduais, municipais e regionais de desenvolvimento rural sustentável. O valor mínimo cobrado por um produto seria aquele necessário a pagar salários e gerar lucro. Para Smith (1975) “a renda produzida pela terra dependeria da localização e da fertilidade da terra em questão. Quanto maior fosse à procura por determinado produto maior seria o preço que o produtor poderia exigir por ele”. O preço do produto está relacionado à demandada não só do consumidor, mas da capacidade fértil da terra. “Deve-se observar que a renda entra na composição do preço dos bens de um modo diferente dos salários e dos lucros. Salários e lucros altos ou baixos são a causa de preços altos ou baixos; renda alta ou baixa é seu efeito” (HUNT, 1989,p.123). Corrobora com Hunt, Smith que o progresso na economia pela renda do campo ocasiona um avanço de forma direta ou indireta. 4. ABORDAGEM SOCIOECONÔMICA REGIONAL Imperatriz em termos populacional é o segundo maior município do Estado do Maranhão. Situado na Região Metropolitana do Sudoeste Maranhense, a 7 cidade se expande a margem direita do rio Tocantins, e é perpassada pela Rodovia Belém-Brasília e centralizada com a divisa do Estado do Tocantins (ACII, 2011). O Município é considerado estratégicamente o maior entroncamento comercial, energético e econômico do Estado, considerada ainda o segundo maior centro político, cultural e econômico do Maranhão com um posicionamento favorável não apenas ao estado mas para todo o norte do país. É parte de um triângulo de desenvolvimento que se dá pelo cruzamento da soja de Balsas ( ao Sul do Maranhão), fornteira com o Pará que realiza o extrativismo de madeira, polo siderúrgico em Açailândia e no resto do Estado a agricultura familiar, onde se destaca a produção de arroz. Favorecida por potencialidades como a hidroelétrica de Estreito (Sul do Estado) e da fábrica da Suzano Papel e Celulose no município. Além dessas potencialidades, percebe-se a concentração de atividade extrativista, em especial na reserva do Ciriaco. Dando suporte logístico a essas atividades inter-regionais Imperatriz ainda assume postura territorial de capital do Maranhão do Sul, por seu Complexo mercado atacadista. A produção do Sul do Maranhão,Leste do Pará e Norte do Tocantins é escoada. Pela sua dimensão e conjunto de investimentos Imperatriz estar em um processo permanente de planejamento territorial, atraindo ainda mais investidores seja no setor de produtos ou serviços. No caso de imperatriz, de 1960, quando a Belém-Brasília foi inaugurada até 20 anos depois, em 1980, a cidade apresentou uma das maiores taxa de crescimento em sua população e em sua economia, o que não atingiria se o traçado da rodovia não passasse pelo município. (SANCHES, 2003, p.130). Hoje, por suas oportunidades de crescimento nos setores do comércio e prestação de serviços Imperatriz é conceituada no plano social o segundo melhor Indice de Desenvolviemnto Humano-IDH do Maranhão de acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano (2000). Apesar que, nos últimos 30 anos, uma explosão populacional desordenada vem gerando as periferias (vilas) em decorrência do aumento substancial no número de invasões territoriais, sem um minímo de infraestrutura. 8 A População Economicamente Ativa (PEA) não é identificada e nem o seu potencial de consumo da cidade e região, não podendo ser alegado tecnicamente falta de mercado e generalizando o consumidor externo, que transita por aqui em função do turismo, negócios ou do ecoturismo. De um modo geral, a maior parte da exploração de mão-de-obra ativa local é alocada pelo setor terciário do comércio e da prestação de serviços. A construção civil tem papel preponderante na economia local. Segundo o IBGE (Estatísticas do Cadastro Central de Empresas 2007) o município tem 5.468 empresas cadastradas, 37.150 pessoas empregadas, 30.768 pessoas assalariadas, tendo como Salário médio mensal o valor de 1,8 Salários mínimos. O cenário de desenvolvimento atual dá a cidade uma diversificação de condições para a geração de novos empregos e tendo como desáfio crescer de forma planejada e ordenada, eliminando uma catástrofe social e em consequência elimine um dos principais atrativos: a qualidade de vida. O setor de serviços cresceu ainda mais com a construção de novos shoppings centers locais gerando grandes oportunidades de empregos e renda à população. O município tornou-se um dos maiores pólos no comércio atacadista brasileiro através do seu sistema multimodal de transporte rodoviàrio,ferroviário,aeroviàrio e hidroviário. As maiores empresas de transporte rodoviário do país se instalaram aqui, entrepostos e aramázens, pelo fato da equidistância da cidade em comparação às grandes capitais do Nordeste e Norte. Além do Comércio Atacadista, o município aida se destaca como pólo industrial moveleiro,confeccionista, madeireiro,coureirocalçadista, derivados do leite, de águas minerais e refrigerantes. Imperatriz é cognominada "Metrópole da Integração Nacional", por sua diversificação em serviços e estrutura de vias de acesso. De acordo com ACII (2011) a mesma dispõe de um dos maiores serviços médico-hospitalares como: odontológicos, laboratoriais, fisioterápicos, farmacêuticos-bioquímicos, assistentes sociais, nutricionistas, oftalmológicos de primeira linha, entre centros de diagnósticos por imagem sendo considerado um dos melhores do interior do Brasil. A cidade conta com 12 hospitais com cerca de 500 profissionais da saúde, entre médicos (de mais de 20 especialidades) prestando atendimento a toda região. 9 Educação se tornou um grande referencial para o desenvolvimento da cidade por sua ampla rede de ensino que vai desde o pré-escolar até o ensino superior e o profissionalizante, compartilhada pelas redes públicas e privadas de ensino são elencadas excelentes instituições de ensino. É beneficiada com ótimo sistema de comunicação, desde as emissoras de televisão locais, rádio, serviços de telefonia fixa, móvel e de internet banda larga. O sistema de abastecimento de energia se torna eficiente pela sua Substação da Eletronorte implantada no Distrito Industrial do Município (DIMP)e também por sua proximidade das hidroelétricas de Serra Quebrada e Estreito. Possui um sistema de coleta seletiva de lixo, realizada por caminhões compactadores atendendo assim 80% da área da cidade e com um destino final adequado. Faz também a coleta de lixo hospitalar, de produtos recicláveis e embalagens de agrotóxicos (ACII,2011). O nosso centro de distribuição tanto de verduras, frutas como de alimentos não perecíveis fica localizado no Bairro do Mercadinho é tido como um CEASA do município por seu dinâmico mercado que abastece não só a cidade mas toda a região. 5. CENÁRIO DA AGRICULTURA FAMILIAR NO BRASIL Só a partir de 1996, com a concepção do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), os pequenos agricultores familiares conseguiram maior atenção do Governo Federal para ações especifica de incentivo a melhoria nas condições de vida como: o acesso ao credito com linhas de financiamentos de custeio e investimento ligados às atividades agropecuárias, de pesca, de agricultura de subsistência e de extrativismo relacionados às atividades não agrícolas como o artesanato e o turismo rural. Como cita o PRONAF (2005): A agricultura familiar é uma forma de produção onde predomina a interação entre gesto e trabalho; são os agricultores familiares que dão origem ao processo produtivo, dando ênfase na diversificação e utilizando o trabalho família, eventualmente complementando pelo trabalho assalariado. 10 Para enaltecer a agricultura familiar no Brasil, o PRONAF (2005) vem realizando uma série de esforços conduzindo ao estímulo dos agricultores familiares, agindo em razão das demandas instituídas pelos próprios agricultores. Entre as diretivas realizadas pelo PRONAF, destacam-se as seguintes: a) Estabelecer compromissos negociados, com objetivo de obter apoio e fomentar processos autenticamente participativos e descentralizados; b) Viabilizar a produção e a industrialização de produtos gerados na agricultura familiar, assim como sua comercialização, mediante o acesso ao credito, pesquisas, novas tecnologias, assistência técnica e extensão rural, profissionalização, dentre outros fatores; c) Possibilitar a implantação, ampliação, modernização e racionalização da infra-estrutura produtiva e social no meio rural; d) Agilizar os processos de trabalho, para que os benefícios do Programa sejam apropriados rapidamente pelos agricultores familiares e suas organizações; e) Buscar a participação dos agricultores familiares e suas organizações em colegiados, assegurando-lhes o protagonismo nas iniciativas do Programa; f) Para o desenvolvimento das ações previstas, vem-se buscando promover parcerias entre os poderes públicos e o setor privado; g) Estimular e potencializar experiências de desenvolvimento nas ações de educação, formação, pesquisa, produção, entre outras, que estão sendo executadas pelos agricultores familiares e suas organizações. A política do desenvolvimento sustentável parte da hipótese de que a natureza não é infinita, e bem menos os bens provenientes dela, devendo haver uma compatibilização em meio ao desenvolvimento sócio-econômico e ao meio ambiente, visto que esse desenvolvimento implica no aprimoramento de técnicas que agridam o meio ambiente. Para Cavalcanti: 11 Para serem relevantes, as políticas de governo para a sustentabilidade tem de ser capazes de redirecionar o curso dos eventos econômicos de tal maneira que as atividades que destroem capital natural ou dissipam recursos renováveis, perturbando os correspondentes ecociclos, sejam freadas. Por outra parte, as atividades que causarem pequenas perturbações ou que preservarem funções vitais de apoio do ecossistema devem ser mantidas ou promovidas. (2002 p.38). A concepção de desenvolvimento sustentável, para Cavalcante, “representa uma opção ao julgamento de crescimento econômico, sinalizando que, sem a natureza, nada se produz de forma sólida”. Referido autor acrescenta: “Possibilidades são dados por fronteiras de produção. A natureza deve ser a referencia para a escolha de escala ótima das atividades econômicas que se contenham dentro daquelas fronteiras” (CAVALCANTI, 2002, p. 38). O Desenvolvimento Sustentável pressupõe a qualidade em vez de quantidade, com a diminuição do uso de produtos e matérias-primas e com a consciência da reutilização e reciclagem. Podendo designar-se de forma igualitária da mesma forma da capacidade que o ambiente natural tem para manter as condições de vida para os seres humanos e demais espécies, mantendo a habitabilidade, a beleza natural do ambiente dada por um conjunto de políticas e medidas visando às preocupações ambientais e sociais. Pois com estratégias eficazes e abrangentes será possível solucionar vários problemas em contrapartida. Suscitando uma série de responsabilidades concretas segundo os números que os acompanham, cabendo melhorar o destino da espécie humana. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) contribui para a concepção de estoques estratégicos e para o fornecimento de negócio institucional de alimentos, que envolve os investimentos governamentais de gêneros alimentícios com fins diversificados permitindo aos agricultores familiares a estocagem de seus produtos para serem negociados a preços mais justos (MDS, 2013). A aquisição de alimentos é propiciada pelo programa aos agricultores familiares, com a dispensa de licitação, a preços compatíveis aos praticados no mercado. Os produtos são destinados a obras de alimentação cultivadas por entidades da rede socioassistencial; Empreendimentos Públicos de Nutrição e Alimentação no caso, os Restaurantes Populares, Banco de Alimentos, Cozinhas 12 Comunitárias, asilos e para famílias em condição de vulnerabilidade social. Além disso, os alimentos também são destinados as cestas de alimentos distribuídas a grupos específicos populacionais. Estabelecido pelo artigo 19 da Lei 10.696/2003, o PAA é fomentado com recursos dos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA). As diretrizes do PAA são determinadas por um Grupo Gestor organizado pelo MDS e de composição por mais de cinco Ministérios. O PAA é composto por cinco modalidades, em parcerias com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), governos estaduais e municipais. Para ser incluso no Programa, o agricultor deve ser catalogado como agricultor familiar, se enquadrando nos critérios do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura FamiliarPRONAF e a identificação é feita por meio de uma Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). 6. POTENCIAL ENDÓGENO TERRITORIAL SOB UMA NOVA GESTÃO DO DESENVOLVIMENTO O homem enquanto ser social procura conviver de forma coletiva de maneira a se proteger e gerar condições mínimas de sobrevivência. Já no período colonial a sociedade brasileira apresentava como base econômica a grande característica de monoculturas extrativistas com o uso do trabalho escravo negro e nativo, fatores estes, que nos revelam a raiz da agricultura familiar. O foco de uma economia necessariamente depende do setor agrícola, atualmente conceituada de agronegócio. Deste modo, observar a agricultura familiar, seu estagio e desempenho econômico no município de Imperatriz-MA torna-se importante uma vez que o fundamento de sustentabilidade da sociedade necessita de interveniência econômica da cultura agrícola. Assim, segundo Araujo, Schuh (1975), “a quanto mais se produz no cultivo da terra torna-se maior o fortalecimento de alimento para a sociedade e o excedente condicionada a acesso aos desejos e necessidades da humanidade”. Segundo relato de Adam Smith: 13 Quando, por meio de melhoramento e cultivo da terra [...] o trabalho de metade da sociedade se torna suficiente para fornecer alimento para toda a outra metade [...] pode ser empregada[...] na satisfação dos outros desejos e caprichos da humanidade.(1975, p.3). A agricultura no passado exerceu papel secundário em ações desenvolvidas atuante apenas como provedora de capital e mão-de-obra, onde foi necessária uma compensação pelo fato da invasão do território rural reduzido por ceder espaço a diferentes atividades econômicas como as novas tecnologias de produção e administração. No Brasil vem ocorrendo exatamente o contrario. De acordo com Andrade: A agricultura brasileira de hoje, alem de ser responsável pelo abastecimento da produção do país, desempenha também um papel social importante, produzindo efeitos multiplicadores em toda sociedade com a geração dos mais diversos produtos agrícolas e pecuários. (1997, p.3). Ou seja, a agricultura é que movimenta a roda da nossa economia. Projetos têm sido criados em outros segmentos relevantes, contudo é a agricultura que tem uma competitividade comparativa imediata. Ela transfere riquezas para outros setores da economia, sendo capaz de produzir mais e ainda gerar serviço e renda para os demais domínios. Os pequenos agricultores familiares de Imperatriz conquistaram maior assistência do Governo federal, através de ações especificas direcionadas as melhorias das condições de vida dos mesmos, principalmente do acesso ao crédito de linhas de financiamento de custeamento e outros investimentos atrelados as atividades agropecuárias. As principais atividades de produção agrícola de maior destaque na agricultura familiar do município estão o feijão, arroz, milho além de verduras como mandioca e abóbora. A produção de hortaliças (alface, cheiro verde, couve e vinagreira) também é grande até mesmo, porque o município detém de sete centros de distribuição (feiras livres) em toda a cidade, onde a população tem acesso direto a esses produtos. Mas a criação de gado é muito forte na região, sendo praticada pelos grandes proprietários rurais, o MDS tem um programa chamado bacia leiteira para toda a região Nordeste onde os pequenos agricultores são incentivados a criar gado mesmo que em pequena escala para aumentar a produção do leite. 14 O Censo Agropecuário apresenta estatísticas uma das poucas ferramentas de análise quantitativa da temática no Brasil, não permitindo a distinção entre a Agricultura Familiar e Patronal na disponibilização dos dados pelo IBGE. A estratificação restringe-se a situação do produtor aos grupos de atividade econômica e os de área total espacial dos agropecuários. Em seguida, alguns quadros apontam números da agricultura em ImperatrizMA, dados do IBGE (2005). Os números apresentados foram extraídos do site do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), demonstra o novo cenário da agricultura familiar brasileira, pela informação dos dados de Municípios do Brasil, ressaltando um elevado índice de incremento na agricultura com mais de 400 estabelecimentos que zelam pela agricultura familiar. Tabela 01- Número de estabelecimentos, Área e Valor Bruto da Produção do Município de Imperatriz-MA – Categorias Familiar por Tipo de Renda e Patronal. Estabelecimentos Área Total Número % Hectares % 1000 Reais % 419 100,0 53.267 100,0 3.013 100,0 Total Familiar 331 79,0 13.183 24,7 981 32,6 Maiores rendas 40 9,5 4.910 9,2 500 16,6 Renda média 99 23,6 3.773 7,1 282 9,4 Renda baixa 63 15,0 1.455 2,7 80 2,7 66 15,8 39.786 74,7 1.759 58,4 Categorias TOTAL Patronal Fonte: Censo Agropecuário 1995/96, IBGE./ Elaboração: Convênio INCRA/FAO. Valor Bruto da Produção 15 Tabela 02-Número de Estabelecimentos, Área e Valor Bruto da Produção Familiares por Tipo de Mão-de-Obra Utilizada. Estabelecimentos Área Total Valor Bruto Produção Número % Hectares % 1000 Reais 331 100,0 13.183 100,0 981 100,0 Só Mão-de-Obra Familiar 252 76,1 8.983 68,1 529 53,9 Mão-de-obra Familiar e Temporária 23 6,9 647 4,9 65 6,6 Mão-de-obra Fam. e demais combinação . 51 15,4 3.190 24,2 363 37,0 Categorias Total Familiar da % Fonte: Censo Agropecuário 1995/96, IBGE. Elaboração: Convênio INCRA/FAO. Tabela 03-Número de Estabelecimentos, Área e Valor Bruto da Produção Familiares por Grau de Integração no Mercado. Estabelecimentos Área Total Número % Hectares % 1000 Reais % Total Familiar 331 100,0 13.183 100,0 981 100,0 Muito Integrado 65 19,6 2.748 20,8 359 36,6 Integrado 135 40,8 5.522 41,9 457 46,6 Pouco Integrado 131 39,6 4.911 37,3 166 16,9 Categorias Valor Bruto da Produção Fonte: Censo Agropecuário 1995/96, IBGE. Elaboração: Convênio INCRA/FAO. Portanto o território agrícola é de grande relevância para o desenvolvimento do município de Imperatriz-MA segundo dados acima, principalmente porque a produção agrícola além de promover a sustentabilidade das famílias, impulsiona o crescimento econômico e social do município. Os agricultores familiares além de 16 proporcionarem a empregabilidade no campo são os que melhor relacionam a composição do processo da sustentabilidade e a conjuntura econômica do momento. No trabalho e ao mesmo tempo na gestão dentro da atividade econômica, a produção familiar na agricultura é estruturada com tanta força em torno de vínculos de parentesco pela participação de mão-de-obra não contratada com tamanha importância, que a faz um setor único no capitalismo moderno. O Programa de Aquisição de Alimentos - PAA, criado pelo art. 19 da Lei nº 10.696, de 02 de julho de 2003, possui duas finalidades básicas: promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar (MDA). Diante desses dois objetivos o município de Imperatriz faz a gestão do programa através do cadastro do PAA, fazendo aquisição da produção agrícola familiar para os restaurantes populares, creches e asilos, além da distribuição para as famílias em situação de vulnerabilidade. Vejamos a seguir dados cedidos pela secretaria de desenvolvimento local sobre as famílias assistidas pelo programa PAA e capital disponibilizado para o incentivo a agricultura familiar no município. PLANO DE TRABALHO CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO (META, ETAPA OU FASE) Meta Etapa/ Especificação Fase 1.1 Indicador Físico Unidade Desenvolver o programa de compra direta local da Agricultura Familiar Produtor Quantid ade 1.2 Distribuir os produtos adquiridos aos beneficiários do programa Entidades Início Término Mês/Ano Mês/Ano 12/2009 09/2012 12/2009 09/2012 72 Apoiar os agricultores familiares por meio da compra de seus produtos 1 Duração 1 17 PLANO DE APLICAÇÃO (R$ 1,00) Natureza da Despesa Código Especificação Total Concedente Proponente 32 Aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar, com vistas à distribuição gratuita às entidades e programas sociais 1.806.000,00 1.732.471,10 73.528,98 339047 Obrigações Contributivas (INSS) 41.538,00 39.876,48 1.661,52 36 Contratação de Serviços de Terceiros - PF 00,00 00,00 00,00 39 Contratação de Serviços de Terceiros - PJ 00,00 00,00 00,00 30 Material de Consumo 00,00 00,00 00,00 Total Geral 1.847.538,00 1.772.347,50 75.190,50 Esses números demonstram como a região é um potencial endógeno para a agricultura familiar, e a gestão do programa é dada como uma celeridade a produção agrícola local. O Governo Municipal presta uma assistência ao pequeno produtor – o secretário de agricultura atual José Fernandes ressalta sobre “a experiência de Imperatriz, onde a Secretaria de Agricultura Abastecimento e Produção - SEAAP garante assistência aos produtores desde a disponibilização de recursos, avaliação do solo e acompanhamento da plantação até a compra de parte da produção de acordo com o preço de mercado”. Mesmo o investimento sendo do governo federal, a gestão efetiva dele no município é realizada pela Prefeitura municipal através da SEAAP. Cerca de R$ 2,5 mil será investido na agricultura familiar em Imperatriz em 2013. Com 270% a mais que o valor investido no período de 2009 a 2012. Ainda de acordo com o secretário “os recursos são destinados a pequenos agricultores que atendem aos critérios como, por exemplo, ter a área para cultivo com a Declaração 18 de Aptidão ao Pronaf- DAP, e estar devidamente cadastrado em uma associação de produtores rurais”. Mesmo com esse crescimento o Maranhão ainda não detém de 1% dos recursos do governo federal que são de R$ 70 bilhões, pois o estado só chega a R$ 450 milhões uma participação ínfima quanto ao restante dos estados brasileiros. No Plano Safra 2013/2014 do município, o Pronaf inova novamente e chega com condições ainda melhores aos agricultores. A primeira modificação é na ampliação do limite para o ajuste no programa. As famílias que alcançaram no ano passado a renda de até R$ 360 mil poderão contratar o crédito e, deste modo, investir na produção. Mas segundo aponta o MDS a gestão do PAA sofrerá algumas alterações pelo MDS (2013) conforme abaixo: Recentemente, a Lei nº 10.696, de 2 de julho de 2003 foi alterada pela Lei nº 12.512, de 14 de outubro de 2011. Essa Lei, por sua vez, foi regulamentada pelo Decreto nº 7.775, de 4 de julho de 2012. Dentre as principais inovações dos recentes normativos está a previsão de execução do PAA mediante Termo de Adesão, dispensada a celebração de convênio. Esse novo instrumento irá, paulatinamente, substituir os atuais convênios, proporcionando maior continuidade e facilidade na execução do Programa. Essa nova gestão do programa dará uma maior credibilidade ao programa por ter seu cadastro informatizado e o seu pagamento feito diretamente ao agricultor familiar, que receberá os recursos PAA por intermédio de cartão bancário, dando assim uma maior autonomia ao produtor. São planos regionais como este do governo que incentivam e apóiam a agricultura familiar. Mas no contexto geral ainda há muito que se fazer quanto as políticas públicas, projetos e planos nacionais, regionais, setoriais com ordenamento territorial que se ajustem ao PAA e não o inverso. 7. METODOLOGIA A escolha dos métodos que melhor se encaixam para o cumprimento da pesquisa, foram o de natureza aplicada por gerar conhecimentos para aplicação 19 prática dirigida á solução de problemas específicos e que envolvam verdades e interesses locais (Gil, 1996). Quanto à Forma de Abordagem, de acordo com Gil (1996) esta pesquisa mostra-se como qualitativa, por considerar que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. E quanto aos objetivos e de caráter exploratória por envolver levantamentos bibliográficos GIL (2008) relata que “têm como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e idéias, tendo em vista a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores”. Para chegar aos objetivos sugeridos por esta pesquisa o de analisar a execução do Programa de Aquisição de Alimentos –PAA no município de ImperatrizMA, e quais suas contribuições para o incentivo à agricultura familiar da Região. Será realizado um levantamento bibliográfico de modo geral, com obras de afinidade e especifica à temática, para um melhor aprofundamento das informações sobre o universo pesquisado; fará parte deste levantamento livros, pesquisa na internet, e teses relacionadas ao tema abordado (GIL, 1991). Com a pesquisa bibliográfica, serão analisados os dados coletados através das literaturas utilizadas sobre a cidade de Imperatriz-MA e região, para uma análise mais aprofundada e de isenções parciais sobre as políticas públicas de estabilizações e incentivos a agricultura familiar para o desenvolvimento econômico regional tanto na questão urbana como na questão regional (GIL, 1991). Por ser uma revisão bibliográfica cabe dizer que, sua análise geral está hoje em partes comprometida pelas variações espaciais que estão ocorrendo na economia local. 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS Procuramos, ao decorrer deste artigo, apontar a elegibilidade sobre a situação atual do Programa de Aquisição de Alimentos no Município de Imperatriz-MA, para o incentivo a agricultura familiar e a necessidade de abordagens e atuações sistêmicas. 20 Agricultura Familiar em Imperatriz-MA vêm reconfigurando as articulações espaciais para a inserção no processo de reprodução social do individuo, oportunizando quem sabe, a reconstituição de ser humano completo. Estabelecendo “novas” formas de relação e produção que agreguem várias atividades realizadas. A percepção do agricultor familiar em adaptar-se ao capitalismo globalizado e da sua possibilidade de se ajustar à lógica do capital é dada pelas atividades agrícolas desempenhadas. A agricultura brasileira foi subdividida por características sócio-econômicas e tecnológicas. No decorrer do tempo a agricultura diversificou-se como: agricultura de baixa renda da agricultura comercial, pequena agricultura ou empresarial. Mais hoje a dicotomia passou a diferenciar-se em termos de agricultura familiar e patronal. Fica claro que a Agricultura Familiar tem plena condição de fortalecimento na economia da região, correspondendo ao contexto “desenvolvimento sustentável” com divisão de renda no território rural, viabilizando e apoiando o desenvolvimento do setor urbano e com a geração de emprego para a sociedade. Se entendermos por desenvolvimento o exercício de opções alternativas, apta a sustentar seleções com a apresentação de trajetórias abertas, precisamos entender que, ao invés da preservação de regalias que representam o processo de crescimento econômico, consideremos a tensão como desenvolvimento. Devemos exercer em todos os campos políticos e esferas de poder uma força tão potente quanto é a pressão da sociedade que perenizam o subdesenvolvimento. Não basta conceber belos planos e programas de políticas públicas, se não considerarmos a atenção às consequências ou determinações espaciais. REFERÊNCIAS ACII – Associação Comercial e Industrial de Imperatriz. Perfil Imperatriz Maranhão: socioeconômica, história, geografia, demografia, gestão empresarial. Imperatriz: Ponto Gráfico, 2011. ANDRADE, Jose Geraldo de. Administração e Comunicação Rural. Lavras: UFLA, 1997. 21 AGRICULTURA. Plano Safra 2013/2014. Disponível em: http://www.imperatriz.ma.gov.br/noticia/2457/plano-safra-2013-2014-madeira-pedemais-investimentos-para-a-regiao . Acesso em 03 de Outubro de 203. ARAUJO, Paulo Fernando Cidade; SCHUH, Edward G. Desenvolvimento da Agricultura. São Paulo: Pioneira, 1975. ARAÚJO, T.B. de. Descentralização e participação na reforma agrária: um processo em discussão. 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