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Conselheiros Suplentes e Substitutos: Maria Goretti Alves de Oliveira da Silveira; Terezinha Maria de Souza; Francisco Celso Crisostomo E Agnel Conde Neto. Conselheiros Suplentes Não-Substitutos: Vera Mariano da Silva; Francisca Liberata Holanda de Oliveira; Manuel Valentim de Oliveira; Erica Maria Lima Pimentel e Doroth de Castro. Participaram ainda da reunião 30(trinta) convidados (as). Justificaram ausência os (as) Conselheiros (as): Luiza Lourenço dos Santos; Valdete Ferreira Gomes; Maria de Fátima Oliveira Silva; Fernando dos Santos Rocha Filho; Florentino de Araujo Cardoso Filho; Maria Edilene Soares; Maria Jose Soares de Lima e Danilo Pereira Cavalcante. PAUTA: Apreciação da Atas 123º e 62º; Pareceres das Comissões; Apresentação do Projeto Iracema (Apresentação: Valeria Mendonça.); Discussão sobre os Pactos pela Saude(vida,em defesa SUS,Gestão); Discussao sobre o virus H1N1(Gripe Suina); Informes. A Conselheira Socorro Carvalho, presidente do conselho Municipal de Saúde, iniciou a reunião, estendendo boas vindas a todos e a todas presentes. Convidou o companheiro das Cirandas da Vida, Sr. Edivan, para um momento de acolhimento com todos presentes, especialmente para os novos conselheiros municipais que estavam na plenário pela primeira vez. O Convidado Edivan, representante das Cirandas da Vida, fez um pequeno momento de relaxamento corporal. A Conselheira Socorro Carvalho agradeceu o momento de acolhimento, pois foi muito proveitoso. A Conselheira pede que todos os conselheiros com poder de voto levantem a mão para que a assessoria executiva do conselho contassem a quantidade para o quorum. Após a contagem dos conselheiros aptos a votação, constatou-se a existência de quorum. Socorro Carvalho informou que não foi possível a presença da representante do CRIO, na pessoa da Dra. Valeria Mendonça, sendo substituído o ponto de pauta pelo terceiro ponto de pauta da 63º Reunião Extraordinária, ponto este que só iria acontecer no período da tarde. A Conselheira Mirela Colares, representante das Entidades de Odontologia, falou da disponibilização previa de materiais referentes aos pareceres, pactos e outros, para que os conselheiros tenham o devido conhecimento do que está sendo discutindo e aprovado. Segundo a mesma, essa reivindicação já foi feita em reuniões anteriores, mas não foi atendida, ficando cada vez mais difícil à aprovação dos pareceres. O Conselheiro Luiz Mateus, representante da regional IV, reitera também a necessidade da 1 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 disponibilização dos documentos para previa avaliação e estudo dos conselheiros, falou que tem consciência de que a responsabilidade não é da mesa diretora, pois sabe que o Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza não possui condições para fazer a distribuição desse material, visto que, não possui uma maquina de xérox. O mesmo responsabiliza a gestão por essa deficiência. A Conselheira Socorro Carvalho apresentou a Assessoria Jurídica e Assessoria Contábil do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza e que as mesmas já se encontram atuantes desde o dia cinco de agosto do ano em curso. Segundo a mesma, estas assessorias são conquistas da atual gestão do conselho. O Conselheiro Joaquim José, representante da SER V, falou que a Assessoria Jurídica e Assessoria Contábil do conselho, não passou pela aprovação do pleno, foi uma assessoria encaminhada pela gestão e isso não deveria acontecer. Para o mesmo, os papeis estão sendo invertidos, pois cabe a plenária do conselho escolher suas assessorias, quanto a gestão, cabe somente a legalização da contratação dos assessores escolhidos. O mesmo também falou da dificuldade de se tirar cópia de documentos, inclusive relatou que pediu a um funcionário do conselho, algumas xérox de documentos necessários para a comissão, mas o funcionário entregou-lhe folhas em branco, para que o mesmo fosse tirar xérox no terceiro andar, local onde são feitas as cópias da SMS. A Convidada, representante da CELAF, Dra. Marize Girão falou que não viu a necessidade de trazer uma apresentação, visto que o assunto em pauta requer somente esclarecimentos. O Conselheiro Luiz Mateus colocou-se contra o fato da proibição de entrega de medicamentos de receitas conveniadas nas farmácias populares. Segundo o mesmo, quem institui uma regra como essa, desconhece a legislação do SUS . O Sistema Único de Saúde dar direito que todos sejam beneficiados. Citou como exemplo, trabalhadores humildes, que possuem plano de saúde oferecidos pela empresa em que trabalham, mas que não tem condições de comprar a medicação prescrita pelo médico. O que tem que ser averiguado são as entregas dos estabelecimentos de saúde, onde a coordenação é presenteada aos vereadores. O conselho de saúde tem a obrigação de fiscalizar essas condutas dos gestores da saúde do município. Luis Mateus perguntou quais são os esforço da gestão para colocar um farmacêutico em cada posto de saúde. Segundo o mesmo, o conselho deveria formar um GT para se discutir a criação de uma resolução para legalizar a presença dos farmacêuticos nos postos de saúde. O Conselheiro Celso Crisostomo, representante da SMS, esclareceu que os lotes que estavam sendo comercializados nas feiras livres, não eram da assistência farmacêuticas do município e que o conselho deve procurar saber de onde eram esses lotes. A Conselheira Maria de Lourdes, representante das Entidades de Nível Médio, perguntou qual era a posição da SMS a respeito da restrição da venda de medicamentos nas farmácias populares. Segundo a mesma, esta decisão estará ferindo a instituição do SUS e causará uma grande revolta na população. O governo fecha as portas para os usuários e abre para venda de genéricos das farmácias populares para farmácias particulares. O Convidado Antonio Walter, fala que está sofrendo com a falta de uma medicação de uso periódico. Reforçou que os conselheiros devem lutar pelos seus direitos e os direitos dos usuários, assim como lutar pela aprovação da emenda vinte e nove. Esse problema de medicamentos não é um problema somente nosso mais de todos os âmbitos da sociedade. O Conselheiro Manuel 2 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 Valentim, representante da SER VI, cumprimentou a todos e todas, em seguida falou que não concorda com a gestão usar como válvula de escape, a medicação vendida nas feiras livre. O mesmo discordou dessa restrição na distribuição de medicamentos e a proibição de um usuário receber em outro posto de saúde uma medicação que esta faltando no posto que seja cadastrado. A Convidada Dra. Marize Girão, representante da CELAF, falou que se sentiu muito feliz em encontrar pautado no Conselho Municipal a discussão sobre a venda indiscriminada de medicamentos em feiras livres. Falou que já foi conselheira municipal, reconhece e admira o trabalho dos conselheiros. Segundo a mesma, os conselheiros necessitam de muitos conhecimentos para discutirem os temas proposto, para que se possa saber a quem cobrar e como cobrar. Com relação a compra de medicamentos, todos sabem que depende de um processo licitatório, efetuado por pregões eletrônicos, quando nesses pregões nenhum das empresas diminui o preço de custo do medicamento, o pregão é fracassado, devido a isso os medicamentos demoram a chegar nos postos, pois é feito outro pregão e só após este pregão o medicamento será comprado e repassado. A CELAF é responsável por cento e vinte unidades de saúde por mês, conta somente com dois caminhões, um novo e outro muito velho que sempre estão dando defeitos. A distribuição de todos os medicamentos para as unidades de saúde é feita até o dia vinte de cada mês. A CELAF está com uma proposta para as unidades de saúde encerrar expediente no momento que o caminhão chegar com as medicações, para que possa haver uma organização dos medicamentos na farmácia, para isso, haverá um aviso prévio da chegada do caminhão da CELAF. A prioridade da CELAF é o SUS. A mesma falou que trouxe a mesma apresentação que foi feita no mês de junho pela CELAF, para que se possa ter um maior esclarecimento da resolução feita pelo Secretario de Saúde do Município. A Conselheira Maria de Lourdes questionou o atendimento do SUS, citou como exemplo, pessoas que vem de outro município e precisam de atendimento, mas que isto não é possível. A Convidada Dra. Marize Girão falou que já esteve em reunião com a comissão de orçamento e finanças sobre a questão da assistência farmacêutica nos postos de saúde. Quanto a medicação Ibuprofeno essa é uma das medicações que estava no pregão, no entanto já foi comprada e estará chegando às unidades de saúde. Quanto à venda dos medicamentos Omeprazol e Dionazec, o lote foi rastreado e constatado que o estado efetuou a compra, no entanto, não foi repassado a CELAF. Reconheceu que nesse momento o mais importante não é saber de onde veio o medicamento, mais sim, o fato dessa medicação está sendo vendida em feiras livres, essa questão depende muito também da vigilância sanitária. A Conselheira Anisia Ferreira, representante das Entidades de Enfermagem, falou que a portaria do secretario não está clara, pois está ocorrendo fatos inadimissíveis, como somente o usuário poder receber a medicação em um único posto de saúde, não sendo possível receber em outro posto próximo. A mesma denunciou que esteve na farmácia Pague Menos, localizada na Bezerra de Menezes, com o objetivo de comprar Metiformina, para sua mãe que tem oitenta anos de idade e é portadora de deficiência visual, mas a medicação não foi autorizada, segundo a balconista essa medicação só era vendida mediante a presença do paciente, na ocasião à conselheira questionou a balconista e pediu que a mesma mostrasse a lei que legalizava esse tipo de conduta. A conselheira Anísia Ferreira denunciou 3 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 também a falta de medicação para Hanseníase e Tuberculose nos postos de saúde, inclusive relatou que os profissionais não sabem nem mesmo para que servem os medicamentos. Segundo a mesma, este fato não pode ocorrer, pois pacientes com essas patologias não podem ficar sem suas medicações, essas medicações não podem sobrar, pois elas são recebidas do Ministério da Saúde, mediante o cadastro dos pacientes. A Convidada Dra. Marize Girão, diz que essas medicações de programas como Hanseníase e Tuberculose não costumam faltar nos postos, mais já que existe uma denuncia, essas denuncias devem ser averiguadas. A Conselheira Anisia Ferreira falou que é coordenadora do Programa de Hanseníase e Tuberculose a quinze anos, por isso não seria capaz de dar informações infundadas. A Convidada Dra. Marize Girão perguntou o nome do farmacêutico que não soube presta informação sobre as medicações a conselheira. Segundo a mesma os farmacêuticos dos postos são profissionais qualificados. Quanto ao fato ocorrido nas farmácias Pague Menos, diz que essa farmácia é uma das filiadas ao programa de venda de medicamentos das farmácias populares e esse programa possui regras e uma delas é que o paciente necessita estar presente no momento da compra. A Conselheira Mirela Colares falou que a falta de medicamentos virou rotina nas unidades de saúde, questionou onde estaria o problema. A mesma falou da importância da participação da vigilância sanitária nesse problema da venda dos medicamentos em feiras livres, pois falta iniciativa deste órgão. Relatou que ao fazer uma visita ao posto de saúde Irmã Ercilia, deparou-se com várias cartelas da medicação Monosufirão vencidas. Reforçou a necessidade dos farmacêuticos nas unidades básicas de saúde. O Conselheiro Ielano Mesquita, representante das Entidades de Farmaceuticos, cumprimentou a todos e agradeceu pela apresentação feita por Dra. Marize Girão. Questionou a quem devemos responsabilizar as dispensações de medicamentos nas unidades de saúde, pois em visitas a algumas unidades de saúde percebeu que faltam coordenações nas farmácias. O mesmo comentou sobre um fato que presenciou em um posto de saúde, onde uma funcionaria da farmácia do posto fazia um pequeno treinamento de informática com uma funcionaria dos serviços gerais. Fala na proposta de padronização das receitas medicas em duas vias, papel carbonado e uma prescrição mais legível. O mesmo esteve reunido com a comissão de orçamento e finanças, com o propósito de pactuar quais profissionais treinarem, selecionar e responsabilizar nas unidades de saúde. A Conselheira Francisca Liberata, representante da SER IV, falou das paralisações nos postos de saúde, para o recebimento das medicações. E demanda provocará um grande tumulto. Relatou que em seu bairro existem usuários vendendo cremes vaginais, medicação que são distribuídos nos postos. O Conselheiro Edmilson Pereira, representante da SER VI, sentiu-se praticamente contemplado com a fala do conselheiro Ielano Mesquita, mas reforçou a necessidade das receitas serem feitas em papel timbrado, essa atitude só poderá ser posta em prática, mediante vistorias nas unidades de saúde. Afirmou que existem profissionais muito qualificados nas unidades de saúde. Segundo o mesmo, a verba que sobra da compra dos medicamentos deveria ser revertida para contração de farmacêuticos para atuarem nos postos de saúde. O Conselheiro Manuel Valentim, representante da SER VI, falou que de acordo com a planilha das distribuições de medicamentos para as 4 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192 193 194 195 196 197 198 199 200 201 202 203 204 205 206 207 208 209 210 211 212 213 214 215 unidades de saúde repassada pela CELAF, os medicamentos da SER VI eram para ter chegado no dia vinte de agosto, no entanto, hoje é dia vinte e cinco e os remédios continuam faltando. As fiscalizações devem ser mais concretas. A Convidada Dra. Marize Girão falou que o Omeprazol é uma das medicações que depende do processo licitatório, infelizmente a CELAF fica dependendo da lei, essa medicação foi pedida no mês de março e só chegou a CELAF hoje. O medicamento Monosufirão, é uma medicação que está sendo substituída, devido a esse fato, os médicos pararam de prescrevê-la, por isso ocorreu o vencimento de algumas cartelas do medicamento, quando isso ocorrer, a medicação deve ser levada a regional. Dra Marize Girão falou que as receitas padronizadas foram confeccionadas, e em breve chagaram nos distritos de saúde, posteriormente serão repassadas para os postos de saúde. Segundo a mesma, haverá regras para as escritas dos médicos nas prescrições e essas regras também serão repassadas aos profissionais. Quanto à paralisação das unidades de saúde, no momento da distribuição dos medicamentos, terá que haver uma parceria da população com a CELAF. Haveram discussões para pactos para utilização das verbas dos medicamentos. Os calendários de distribuição dos medicamentos ocorrem variações devido às compras. A Conselheira Vera Mariano, representnate da SER I, fez um pequeno esclarecimento de como se deu a investigação da venda de medicamentos em feiras livres. Relatou que fez um trabalho investigativo no local das vendas, na ocasião os comerciantes foram questionados pela mesma, com relação à distribuição dos medicamentos. Os mesmos informavam que vinham da CELAF. A conselheira sabendo do trabalho profissional da CELAF, não considerou a informação verídica. Depois de todo esse trabalho de investigação, o crime estava comprovado e as provas reunidas. A conselheira apresentou o material à imprensa nacional. A Conselheira Socorro Carvalho, presidente do Conselho Municipal de Saúde, reforçou a fala do conselheiro Luiz Mateus, quando o mesmo falou que as discussões no Conselho Municipal de Saúde de fortaleza são necessárias, pois é por meio dessas discussões que o processo de politização ocorre. A lei do SUS é muito justa e democrática, no entanto os responsáveis em colocarem em pratica não tem essa consciência. A Convidada Dr. Marize Girão esclareceu que as unidades que não estão informatizadas, não poderão fazer as distribuições para usuários de outras unidades, pois sem a informatização é impossível manter um controle. Esse é um pequeno esclarecimento sobre a portaria do Secretario de Saúde do Município. A Conselheira Anisia Ferreira pede que seja encaminhada a gestão a necessidade de uns farmacêuticos nas unidades que tem terceiro turno. A Convida Dra. Marize Girão, agradece a oportunidade de fazer esses esclarecimentos e desejou a todos uma ótima reunião e se despediu. O Conselheiro Luiz Mateus, não está aqui para acatar o que um ou outros conselheiros acreditam estar certo. O conselho tem que ser administrado segundo as leis do SUS. Segundo o mesmo, se nenhum decisão sair dessa plenária, recorrerar a outras instancias. A Conselheira Socorro Carvalho, falou da necessidade de se discutir em pleno a freqüência dos conselheiros. O Conselheiro Marcos Gomes iniciou a provação da Ata da 123º Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Saúde Fortaleza, ocorrida no dia quatorze do mês julho do ano de dois mil e nove. Após feitas às devidas alterações a Ata foi aprovada, com onze votos a favor, duas abstenções e 5 216 217 218 219 220 221 222 223 224 225 226 227 228 229 230 231 232 233 234 235 236 237 238 239 240 241 242 243 244 245 246 247 248 249 250 251 252 253 254 255 256 257 258 nenhum voto contra. O Conselheiro Agnel Conde, representante da SER II falou que se absteve devido não ter recebido as atas para apreciação previa. O Conselheiro, Jose Apolinário, representante da SER II, falou que se abstém por não ter participado da 123º Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza. A Conselheira Maria de Lourdes fez ratificação no parecer que consta na Ata 123º da Reunião Ordinária que refere-se somente a quarenta e cinco funcionários, no entanto são quarenta e seis, pois são cento e três pessoas que passarão por processo seletivo, dentre elas quarenta e seis estão trabalhando na ABCR e cinqüenta e sete desempregados. A mesma solicitou que fosse feito a devida alteração no parecer. O Conselheiro Marcos Gomes, representante da SER IV, passou para Ata da 62º da Reunião Extraordinária do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza, que ocorreu no dia quatorze do mês de julho de dois mil e nove. Após feitas às devidas alterações a Ata foi aprovada com nove votos, quatro abstenções e nenhum voto contra. As abstenções foram feitas pelos novos conselheiros, por motivo de estarem na plenária pela primeira vez. O Conselheiro Marcos Gomes falou da apresentação dos NASF, ressaltou que esse projeto tem a necessidade de formar uma parceria com o Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza. O mesmo encaminha como ponto de pauta para próxima reunião, a discussão da saúde da criança e do adolescente. A Conselheira Vera Mariano informou que suas falas da Ata 62º não estão constando. A Conselheira Socorro Carvalho justificou o motivo da reunião ordinária do mês de agosto está ocorrendo no dia vinte e cinco de agosto do corrente ano, a impossibilidade de ocorreu devido o atraso por parte da gestão da entregar uma documentação a comissão de orçamento e finanças. O Conselheiro Jose Apolinário solicitou que ficasse registrado a falha na chegada das correspondências na residência dos conselheiros municipais, pois os mesmo ficam impossibilitados de avaliarem o material antecipadamente, complicando assim a aprovação de atas e pareceres do conselho. O Convidado Dr. Einstein, parabenizou a Sra. Socorro Carvalho, Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza pelo seu trabalho desempenhado nesse conselho, falou que na plenária desse conselho pode-se perceber a importância do controle social. Ressaltou a importância da presença da vigilância sanitária nessa reunião para prestar esclarecimentos. O mesmo parabenizou a conselheira Vera Mariano, por todo seu trabalho e coragem frente a esse problema das vendas de medicamentos. A Conselheira Socorro Carvalho falou que o conselho enviou ofício convidando a Vigilância Sanitária Municipal e Estadual. A presidente do Conselho Municipal de Saúde agradeceu a presença da CELAF. O Convidado Álvaro, Farmacêutico, denunciou que um medico prescrevia uma receita e deixava varias copias, prontas para repassar, alguns prontuários de remédios controlados previamente assinados, receitas com super dosagens, que podem acarretar um aumento nas distribuições, com isso os usuários irão ficar com muitos remédios em mãos e com isso pode ocorrer uma venda ilegal. O mesmo falou que algumas receitas tinham o nome de um medico e a assinatura de outro, por vezes foi ameaçado por não repassar essa medicação. O Conselheiro Luiz Mateus, falou que muitas dessas denuncias sobre receitas foram levadas a polícia, foram encaminhados procedimentos de polícia. O Conselheiro Agnel Conde questionou o fato da correspondência não ter chegado a sua residência. Segundo o mesmo os conselheiros devem se comprometer em fiscalizar os 6 259 260 261 262 263 264 265 266 267 268 269 270 271 272 273 274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 285 286 287 288 289 290 291 292 293 294 295 296 297 298 299 300 301 medicamentos. A Conselheira Vera Mariano falou que quando fez a denuncia, foi encaminhada à vigilância sanitária e os mesmos falaram que não poderiam interferir nas investigações. O Conselheiro Ielano Mesquita citou a falta de inoperância da vigilância sanitária, que só pode agir onde tem CNPJ. O mesmo solicitou que o conselho cobre essa operância da vigilância sanitária. Ielano Mesquita falou que teve contato com o Diretor da ANVISA, e na ocasião o mesmo informou que é dever da Vigilância Sanitária acompanhar todos esses processos. A Convidada Dra. Marize Girão reconheceu o crescimento do papel dos farmacêuticos, inclusive a CELAF tem lutado muito para isso. Segundo a mesma, o Conselho não tem o mesmo poder de fiscalização que a vigilância sanitária. Alguém tem que responder pelos fatos que ocorreram. O que esta ocorrendo é a falta de responsabilidade por meio dos órgãos competentes e a coragem de denunciar, assim como fez a conselheira Vera Mariano. A Conselheira Socorro Carvalho agradeceu a presença dos farmacêuticos. Registrou a presença da representante do vereador Ronivaldo Maia. A mesma informou a plenária, o evento Olho Vivo No Dinheiro Publico, que ocorreu nos dias dez e onze do mês de agosto, das oito da manhã às dezessete da tarde, no prédio da Receita Federal. Para o evento foram distribuídas trinta e seis fichas de cadastro, preenchidas com os nomes dos conselheiros e realizada mobilização, mas poucos conselheiros compareceram a este evento que foi tão proveitoso. Informou que a assessoria jurídica e contábil está vendo uma forma de passar a apresentação do Olho Vivo no Dinheiro Público para o Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza. Socorro Carvalho solicita do pleno, que seja votado a escolha de um suplente para o comitê de urgências e emergências (COGEMU). A mesma apresentou os novos conselheiros, Sr. Jose Edson, representante titular das Entidades Filantrópicas e a Sra. Maria Gorreti, representante suplente das Entidades Empresariais. O Conselheiro Marcos Gomes denunciou o posto de saúde da SER III que funciona em uma casa alugada e não possuem condições nenhuma de funcionamento, inclusive a Verdes Mares esta nessa investigação e veio hoje fazer uma entrevista com o mesmo. A Conselheira Socorro Carvalho passou os pactos para as mãos do representante da Gestão, Sr.Celso Crisostomo. Diogo Vieira, Assessor Jurídico do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza, estende boas vindas a todos e em seguida colocou que os conselheiros devem reconhecer seu papel com todos os direitos e deveres que os competem e que são discutidos durante quinze anos nessa plenária, juntamente com os direitos e deveres dos usuários do SUS que se fazem representar por essa plenária. Informou não ter caído de pára-quedas no Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza, pois tem uma caminhada na pastoral da juventude. Segundo o mesmo, muitos conselheiros não querem reconhecer o papel da administração, inclusive está se deparando com conselheiros que não sabem o papel de conselheiro. Ressaltou o conselheiro Luiz Mateus e o conselheiro Manuel Valentim por realmente reconhecerem seus papeis como conselheiros. O único cargo que pode ser sabatinado é o de Secretario Executivo. Diogo Vieira destacou a conselheira Vera Mariano, que cumpriu com seu papel de cidadã. A Conselheira Socorro Carvalho falou que as demandas do Conselho são muitas, mas estar todos os dias no Conselho Municipal de Saúde. Destacou a luta desta gestão por uma assessoria jurídica e contábil. O Conselho também luta por uma assessoria de comunicação. Na Secretaria Municipal de 7 302 303 304 305 306 307 308 309 310 311 312 313 314 315 316 317 318 319 320 321 322 323 324 325 326 327 328 329 330 331 332 333 334 335 336 337 338 339 340 341 342 343 344 Saúde existe Assessoria de Comunicação, mas é muito falha com o Conselho Municipal e é papel do conselho lutar por sua divulgação e reconhecimento. Socorro Carvalho parabenizou a conselheira Vera Mariano, pela força e caráter no empenho da causa do SUS. Parabenizou também a Assessoria Jurídica do Conselho Municipal pelas palavras e o comprometimento com o conselho. O Convidado Ivan, Assessor Contábil do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza falou que veio de uma caminhada de luta em movimentos sindicais, deixou claro que é técnico em administração de empresas, com cursos na área de contabilidade. Segundo o mesmo, estar iniciando esse trabalho no Conselho Municipal e sua intenção é somar e não dividir. Falou que existem muitas divergências no conselho, no entanto as divergências são necessárias, pois fazem parte do processo político. A Conselheira Vera Mariano denunciou o Hospital Fernandes Távora, localizado no bairro Álvaro Weyne, Avenida Francisco Sá. Segundo a mesma, o hospital não permite visita aos pacientes e só há dois médicos para todo o hospital. O paciente pago quarenta reais para fazer o atendimento particular, no entanto, quando o caso é de emergência, o paciente mesmo pagando, faz uso do serviço do SUS. A mesma solicita que a denuncia seja encaminhada para as comissões de Controle Social, Recursos Humanos e Acompanhamento de Gestão do Sistema. O Conselheiro Luiz Mateus comentou que o conselheiro Joaquim Jose é um grande conselheiro e suas lutas pelas causas do SUS são de forma clara e justa. O posicionamento do mesmo, com relação a forma de contratação da Assessoria Jurídica e Assessoria Contábil deve ter sido por causa da forma como o assessor jurídico nos recebeu no primeiro encontro junto a comissão de controle social, pois a gestão teria que responsabilizar-se somente pelo pagamento dos funcionários, quanto a seleção, teria que passar pela plenária do conselho. Segundo o mesmo, a gestão deveria fazer seu papel, pondo em prática as dez resoluções que foram aprovadas nesse pleno, pois até o presente momento, nenhuma foi colocada em prática. O papel do conselheiro não é encobrir os erros, mas sim lutar pelas causas que estão sendo defendidas e aprovadas nesse pleno. Colocou a necessidade de capacitações e estudos da legislação para os conselheiros municipais. Luiz Mateus falou que passou muitos meses sendo destratado por essa nova assessoria excutiva do conselho municipal. A Conselheira Socorro Carvalho colocou para aprovação as ratifições do parecer da comissão de Recursos Humanos: Efetivação de 103 (cento e três) Agentes Comunitários de Saúde pelo Município de Fortaleza amparada pela EC nº. 51/2006. O Conselheiro Marcos Gomes coloca o parecer ratificado para votação. O Perecer da Comissão de Recursos Humanos, Controle Social e Orçamento e Finanças do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza/2009, Referencia: Efetivação de 46(quarenta e seis) Agentes Comunitários de Saúde pelo Município de Fortaleza amparada pela EC nº. 51/2006. As Comissões de Recursos Humanos, Controle Social e Orçamento e Finanças do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza, reunidas em um grupo de Trabalho instituído em 26 de fevereiro de 2009, com o objetivo de apurar a legitimidade do processo seletivo público realizado em 2000 e 2001 destinados a seleção de 46 (quarenta e seis) Agentes Comunitários de Saúde no Município de Fortaleza; CONSIDERANDO: Análise dos documentos encontrados / colhidos de Agentes Comunitários de saúde e Profissionais da rede de Saúde do Município de Fortaleza; a) 8 345 346 347 348 349 350 351 352 353 354 355 356 357 358 359 360 361 362 363 364 365 366 367 368 369 370 371 372 373 374 375 376 Comprovante de inscrição datado de 01/03/2000; b) Modelo de prova escrita utilizada no processo seletivo público realizado em 2000 sob a supervisão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social – SMDS, Coordenadoria de Saúde, Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Controle de doenças e agravos / PSF; c) Comprovante de Inscrição do Distrito Sanitário II – DS II; d) Telegrama datado de 13/03/2000, comunicando ao candidato a data, hora e local da realização da prova escrita, bem como o número de inscrição na seleção do mesmo; A prova testemunhal da enfermeira Sra. Lucélia Maria Duavy, que a época Coordenava o Programa Agentes Comunitários de Saúde – PACS e chefiava o Distrito de Saúde da Secretaria Executiva Regional VI; A prova testemunhal da enfermeira Sra. Margarida Maria Braga, que a época Supervisionava o Programa Agentes Comunitários de Saúde – PACS da SER IV e Coordenava a Célula de Atenção Básica da Secretaria Executiva Regional IV; RECOMENDA: Com Base na documentação encontrada, as comissões encaminham ao Plenário do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza, para aprovação e posterior Resolução, o Reconhecimento e a legitimidade do Processo Seletivo Público de 2000 e 2001 dos 103 (cento e três) Agentes Comunitários de Saúde no Município de Fortaleza, em detrimento a Emenda Constitucional nº. 51 de 14 de Fevereiro de 2006, regulamentada pela Lei Federal nº. 11.350 de 06 de Outubro de 2006.Art. 2º Parágrafo único, “In Verbis”.“Parágrafo único. Os profissionais que, na data de promulgação desta Emenda e a qualquer título, desempenharem as atividades de agente comunitário de saúde ou de agente de combate às endemias, na forma da lei, ficam dispensados de se submeter ao processo seletivo público a que se refere o § 4º do art. 198 da Constituição Federal, desde que tenham sido contratados a partir de anterior processo de Seleção Pública efetuado por órgãos ou entes da administração direta ou indireta de Estado, Distrito Federal ou Município ou por outras instituições com a efetiva supervisão e autorização da administração direta dos entes da federação.” Fortaleza, 10 de Julho de 2009. Após apreciação do parecer, é aprovado com treze votos a favor, nenhum voto contra e nenhuma abstenção, aprovado por unanimidade. Nada mais havendo a tratar, eu, Antônio Marcos Gomes da Silva, Secretário Geral do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza lavrei a presente ata, que após lida, aprovada, será assinada pelos Conselheiros presentes. Fortaleza, 25 de Agosto de 2009. 9