ANO XVIII Nº 242 DEZEMBRO 2006
FIERGS
CIERGS
Presidente
Paulo Gilberto Fernandes Tigre
Presidente
Paulo Gilberto Fernandes Tigre
Vice-presidentes
Ademar De Gasperi
Bolivar Baldisserotto Moura
Enio Lucio Schein
Gilberto Porcello Petry
Humberto César Busnello
José Antonio Fernandes Martins
Vice-presidentes
Attilio Bilibio
Astor Milton Schmitt
Érico da Silva Ribeiro
Claudio Affonso Amoretti Bier
Heitor José Muller
Oscar Alberto Raabe
Diretores
André Meyer da Silva
Antonio Agostinho Salton
Antônio Cristóvão Kipper
Arildo Benech Oliveira
Aristides Inácio Vogt
Ayrton Luiz Giovannini
Carlos Evandro Alves da Silva
Cláudio Laureano Henn
Dirceu Gilmar Pezzin
Élio Jorge Coradini
Frederico Martin Gunnar Dürr
Geraldo Pinto Rodrigues da Fonseca
Heitor Vanderlei Linden
Hugo Luiz Doormann
Hugo Luiz Santana da Rosa
Hugo Scipião Ferreira Junior
Jandir Antonio Cantele
João Cláudio Pante
José Cesa Neto
Marcos Odorico Oderich
Mário Luís Renner
Mauro Dante Aymone Lopez
Murilo Lima Trindade
Nelson Brochmann
Nilso Fortunato Guidolin
Nilvo Valdir Fritsch
Orlando Antonio Marin
Paulo Roberto Schefer
Pedro Alberto Tedesco Silber
Raul Heller
Ricardo Coelho Michelon
Serafim Gabriel Quissini
Thômaz Nunnenkamp
Torquato Ribeiro Pontes Netto
Torvaldo Antônio Marzolla Filho
Walter Rudi Christmann
Werner Arthur Muller
Zenon Leite Neto
Vice-presidentes regionais
Antônio Roso
Bruno Artur Fockink
César Rangel Codorniz
Egon Édio Hoerlle
Emerson Vontobel
Flavio Haas
João Paulo Reginatto
Luiz Augusto Fuhrmann Schneider
Pedro Antonio Leivas Leite
Valdir Turra Carpenedo
Conselho Fiscal da FIERGS
Adolfo Erwin Gerhard Goldberg
Antonio José de Mello Widholzer
Joni Alberto Matte (titulares)
Irineu Boff
Josoé de Almeida Rostirolla
Lino Vilson Hermann (suplentes)
Delegados junto à Confederação
Nacional da Indústria
Titulares
Paulo Tigre
Renan Proença
Suplente
Bolivar Baldisserotto Moura
2
Diretores do CIERGS
André Loiferman
Adriano Alvim de Oliveira
Alexandrino de Salles Ramos
de Alencar
André Vanoni de Godoy
Carlos Alexandre Geyer
Carlos Batista da Silva
Carlos Bertuol
Carlos Roberto Pires Porto
Carlos Weinschenk de Faria
Cezar Luiz Muller
Cláudio Mattos Zambrano
Eduardo Silva Logemann
Fernando José Ruschel Justo
Gilberto Ribeiro
Gilberto Soares Machado
Gilberto Zago
Idir Paludo
Israel Marins Tevah
Ivanor Scotton
João Vieira de Macedo Junior
Jorge Luís Vargas Cardoso
Jorge Luiz Buneder
José Alfredo Laborda Knorr
José Luiz Bozzetto
Luiz Felipe Schiavon
Luiz Moan Yabiku Junior
Manfredo Frederico Koehler
Marco Aurélio Vieira Paradeda
Oswaldo Sergio Ferreira Beck
Ricardo Menna Barretto Felizzola
Ricardo Lins Portella Nunes
Ricardo Fontana
Rogério Joaquim Tondo
Conselho Fiscal do CIERGS
Titulares
Claudino João José Simon
Renato Kunst
Valdir Agostinho Bedin
Suplentes
Hélvio Jobim Filho
Jairo Alberto Zandoná
José Guilherme Rizzo Fichtner
UM EXEMPLO
A SEGUIR
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Presidente da FIERGS apresentou a
Agenda 2020 durante a Expovale, em Lajeado
O presidente da Federação das Indústrias do Rio
Grande do Sul (FIERGS),
Paulo Tigre, esteve em
Lajeado, no dia 13 de novembro, participando da Expovale
2006. O evento, que recebeu
cerca de 200 mil visitantes no
Parque do Imigrante, entre
os dias 10 e 19 de novembro, reuniu as principais entidades e empresas do Vale
do Taquari. Em uma reuniãoalmoço promovida pela Associação Comercial e Industrial (ACI) do município, Tigre
falou sobre as propostas da
Agenda 2020 para que o Estado consiga retomar o desenvolvimento. Ele citou o dinamismo da região como um
exemplo para o Rio Grande
do Sul. “O Vale do Taquari é
referência em empreendedorismo e qualidade de
vida. Os indicadores sociais
e econômicos são de primeiro mundo. Se todos os gaúchos possuíssem um padrão
de vida semelhante, o cami-
nho a ser percorrido por nosso Estado em busca do desenvolvimento seria bem
menor”, disse o presidente
da FIERGS. Depois da palestra, Tigre ainda visitou a
Expovale. Acompanhado do
vice-presidente regional do
CIERGS, Egon Hoerlle, conheceu mais detalhes sobre
a economia da região.
Os resultados da primeira fase da Agenda 2020 também foram apresentados
durante o I Seminário Território, Instituições e Desenvolvimento Regional, realizado
em Passo Fundo, no dia 23
de novembro. O objetivo do
encontro foi proporcionar um
debate sobre o futuro do desenvolvimento dos municípios que integram as regiões
do Médio Alto-Uruguai, Produção, Norte e Alto da Serra
do Botucaraí – a partir da
nova divisão territorial do Rio
Grande do Sul, em nove regiões funcionais de desenvolvimento.
MARATONA DO DESENVOLVIMENTO
Algumas das cidades gaúchas que
receberam palestras da Agenda 2020
Caxias do Sul
Estrela
Guaporé
Lajeado
Novo Hamburgo
Passo Fundo
Pelotas
Porto Alegre
Rio Grande
Santa Rosa
Santo Ângelo
São Borja
São Leopoldo
Uruguaiana
Viamão
OS PRÓXIMOS PASSOS
DA AGENDA 2020
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Reunidos no Fórum de Gestão, representantes da sociedade gaúcha
detalham as ações para 2007 do projeto O Rio Grande que Queremos
as do Estado. Ficou igualmente definida a ampliação
da estratégia de divulgação
do projeto, que terá os representantes do fórum de gestão como os principais
interlocutores da Agenda
2020 junto à mídia.
De acordo com o diretortécnico do Núcleo de Logística
do Rio Grande do Sul e integrante do Conselho, Paulo
Menzel, o andamento do movimento está superando as
expectativas. Segundo ele,
este é um dos momentos
mais importantes, pois a equipe que “arregaçará as mangas” e fará a Agenda dar certo
está consolidada. “Estou engajado e comprometido em
fazer acontecer”, disse Menzel.
Rodrigo Fanti/RPDois
organizações não-governamentais, poder público (Executivo, Legislativo e Judiciário) e classe política.
Durante o encontro, também foi definido o plano de
comunicação para a Agenda 2020, que prevê ações no
curto e longo prazos. A primeira delas será dar visibilidade ao projeto durante os
meses de verão, no Litoral
gaúcho. “Chegou a hora da
Agenda 2020 falar com todos os públicos. Para isso,
iremos adequar a linguagem a cada um deles”, afirmou Dado Schneider, assessor de Marketing do projeto. Entre as ações, estão
previstas carreatas e panfletagem nas principais prai-
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Os fóruns temáticos da
Agenda 2020 voltarão a ocorrer a partir de janeiro de
2007. As reuniões darão a
largada no detalhamento das
propostas focadas no desenvolvimento do Estado, relacionadas no projeto O Rio
Grande que Queremos –
Agenda RS 2020. A decisão
foi tomada pelos representantes do Fórum de Gestão,
realizado no dia 11 de dezembro, na Federação das Indústrias do Rio Grande do
Sul (FIERGS) e que reuniu
cerca de 60 lideranças dos
segmentos que representam a Agenda: trabalhadores, empresários, entidades
sindicais, universidades, fundações públicas e privadas,
Fórum de Gestão, na FIERGS: planos da Agenda para 2007
Outro membro do Fórum
que também acredita nos
bons resultados do projeto,
a partir da união de seus integrantes, é o presidente da
Associação dos Fiscais de
Tributos Estaduais do Rio
Grande do Sul (Afisvec), Renato Salimen. “Estamos envolvidos com o movimento
desde o início. Vamos passar, agora, por uma nova fase
– com a ampliação da comunicação e do envolvimento”,
explica. Salimen conta que
os projetos estarão sendo
aperfeiçoados, mas nada ficará somente no papel. “Temos todas as condições de
contribuir para o crescimento do Estado”, complementou
o presidente da Afisvec.
Um dos pontos levantados durante a reunião de 11
de dezembro é a necessidade de aprofundar a referência
geográfica. José Antônio Adamoli, que representa os
Coredes no Fórum de Gestão, defendeu que todas as organizações passem a usar a
mesma divisão de regiões do
Estado. A medida facilitaria o
reconhecimento das necessidades e das ações locais.
Já o representante da
Força Sindical, Luis Carlos
Barbosa, manifestou que as
medidas propostas no planejamento da Agenda 2020 são
essenciais para a recuperação da economia e dos empregos. Ele lembrou que o
fechamento das empresas é
uma conseqüência natural
da crise do Estado.
O BALANÇO
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Da primeira reunião,
em março, aos
resultados iniciais
apresentados para a
sociedade gaúcha:
os números, os
projetos e a trajetória
da Agenda RS
ao longo do ano
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Cerca de 6 mil gaúchos,
representantes de todos os
segmentos da sociedade e
de todas as regiões do Estado, participaram diretamente da construção do projeto
O Rio Grande que Queremos
– Agenda Estratégica RS
2020. Os primeiros resultados desse movimento foram
apresentados no dia 10 de
outubro, no Teatro do Sesi,
quando os 90 projetos selecionados para alavancar o
desenvolvimento do Rio
Grande do Sul foram entregues à sociedade.
O primeiro encontro coletivo da Agenda 2020, realizado nos dias 8 e 9 de março,
na sede da FIERGS, reuniu
850 lideranças representativas de toda a sociedade
para definir a visão de futuro
para o Estado. Foram feitas
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– Número de meses trabalhados: 10
– Número de pessoas participantes diretamente: 6 mil
Distribuição:
trabalhadores
empresários
donas de casa
estudantes
funcionários públicos
aposentados e pensionistas
outros *
* incluindo mercado informal
– Número de temas prioritários: 11
– Número de reuniões temáticas realizadas: 22
– Número de especialistas participantes das reuniões temáticas: 320
– Número de projetos propostos: 90
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discussões em grupos, a
partir de quatro premissas:
“Como chegamos até aqui”,
“O que hoje nos impacta”,
“Foco no futuro” e “Construindo a visão de futuro”. Por meio
de trabalhos em grupos, foram eleitas as razões que
levaram o Rio Grande do Sul
a ser um dos principais Estados da economia brasileira. São elas: o espírito empreendedor do gaúcho; a formação ética e cultural variada; o sistema educacional diferenciado; a vontade e a força política dos governantes;
a capacidade e a diversidade cultural; a liderança; a capacidade de trabalho; a qualidade humana; a organização da sociedade; a preservação dos valores morais; e
a localização geográfica estratégica.
UMA RADIOGRAFIA DA AGENDA EM 2006
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Os trabalhos realizados
ao longo dos dois dias do
encontro tiveram como foco
a construção de um cenário
ideal, tendo como base os
principais desafios a serem
enfrentados – como o desequilíbrio das finanças públicas estaduais, a baixa capacidade de investimento e
o aumento da carga tributária, entre outros. Surgiu, então, um quadro com as manchetes que todas as 850 lideranças gostariam de ver
estampadas nos jornais em
2020. Entre estas estão: “Estado tem crescimento de
9%”; “RS: exemplo de educação, saúde e segurança”;
“Zerado o déficit habitacional
no Estado”; e “Estado investe 20% da arrecadação”.
A partir desse encontro,
foi estabelecido o Mapa Estratégico da Agenda 2020. O
desafio era montar um quadro no qual a sociedade pudesse estabelecer os seus
objetivos e os resultados
desejados. Também foram
definidos os eixos de crescimento, ou seja, as bases
para o crescimento esperado para o Rio Grande do Sul
nos próximos 15 anos. A
partir daí, ficaram estabelecidos os 11 temas prioritários do projeto: Ambiente
institucional e regulatório;
Cidadania e Responsabilidade social; Desenvolvimento de mercado; Desenvolvimento regional; Disponibilidade de recursos financeiros; Educação; Gestão
pública; Infra-estrutura; Inovação e Tecnologia; Meio
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Fotos: Dudu Leal
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O primeiro encontro: 850 lideranças deram início ao projeto
ambiente e Saúde.
Uma nova etapa do projeto O Rio Grande que Queremos se iniciou em maio, com
a realização dos 11 fóruns
temáticos, e reuniu especialistas e técnicos nos respectivos assuntos – a fim de detalhar ações, indicadores,
metas e prazos. Foram realizados dois encontros para
cada um dos 11 temas. O resultado desse trabalho, traduzido em 90 projetos, foi apresentado no dia 11 de julho,
durante seminário do Fórum
de Gestão. Foi também o
momento em que as lideranças começaram a avaliar as
sugestões para definir as
questões sobre a governança
do trabalho, ou seja, de que
forma a Agenda 2020 será
administrada até o prazo final
da implementação de todos
os projetos.
Paulo Tigre apresentou a Agenda 2020 na Assembléia
OS 20 PONTOS APRESENTADOS À SOCIEDADE SOBRE O QUE É A AGENDA 2020:
1. Um Rio Grande do Sul como melhor o Estado para se viver e trabalhar
2. A mobilização da sociedade gaúcha para mudar o Estado
3. Uma visão compartilhada de futuro, construída com a participação da sociedade
4. A valorização do que já foi feito e as propostas para o futuro
5. Uma estratégia de longo prazo para o Estado
6. O Rio Grande do Sul como o Estado que mais cresce no Brasil
7. O Rio Grande do Sul como exemplo de desenvolvimento sustentável
8. O Rio Grande do Sul com a melhor distribuição de renda do país
9. O Rio Grande do Sul como o número um em tecnologia
10. O desenvolvimento integrado de todas as regiões do Estado
11. Educação de qualidade para todos
12. A qualificação dos professores e a ampliação das escolas em tempo integral
13. Ação preventiva em saúde
14. A promoção da responsabilidade social
15. O Rio Grande do Sul com mais segurança
16. Mais investimento público em educação, saúde e segurança
17. Mais energia, melhores estradas, portos modernos
18. Facilitar o acesso a crédito
19. Estar ligado nos novos negócios
20. A consciência de que este trabalho é coletivo e está apenas começando
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DESENVOLVIMEN
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Cristiano Sant’Anna/Indicefoto.com
Diretor-superintendente da Empresas Petróleo Ipiranga,
Valter Luiz Guimarães, comenta como a Agenda 2020 está
sendo importante na discussão do futuro energético do Estado
Valter Guimarães: “Agora, o desafio da
Agenda é aprofundar temas e projetos”
Valter Luiz Guimarães é
diretor-superintendente de
Novos Negócios da Empresas Petróleo Ipiranga, sendo
o responsável pela estrutura
e pela implantação de negócios nas áreas de petróleo e
gás natural. Na companhia,
foi membro da equipe responsável pela aquisição da
rede Atlantic, que praticamente dobrou a participação da
Ipiranga no mercado nacio-
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nal de combustíveis. Graduado em Engenharia Civil
pela Universidade de Brasília
(UnB), é mestre em Ciências
pelo Instituto Tecnológico da
Aeronáutica (ITA). Participante do Fórum Temático de
Infra-estrutura, Guimarães
destaca o papel da Agenda
2020 na discussão e na solução dos gargalos logísticos e de energia no Rio
Grande do Sul.
Qual a importância do projeto O Rio Grande que Queremos – Agenda Estratégica RS 2020? E como ele
cumpre o papel de apontar
projetos que ajudem a desenvolver o Estado?
Trata-se de uma iniciativa
fundamental para o desenvolvimento do Estado pela
sua abrangência de temas,
pelo envolvimento de amplos
setores da sociedade e ao
propor direcionamentos claros, ações para a consecução
de objetivos e possibilitar a
gestão da implantação dos
diversos projetos estratégicos identificados.
A estrutura da Agenda 2020
está pronta para discutir os
gargalos e apresentar os
projetos para a infra-estrutura do Rio Grande do Sul?
O esforço de procurar en-
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TO COM ENERGIA
O biodiesel tem sido apontado como uma importante
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CONHEÇA O FÓRUM DE INFRA-ESTRUTURA
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E quais as possibilidades de
alavancar o setor, no curto
prazo, a fim de não frear investimentos no setor produtivo?
As possibilidades estão
diretamente relacionadas à
capacidade da sociedade
gaúcha de se mobilizar por
meio da Agenda 2020, visando criar condições para os investimentos necessários para eliminar as restrições – principalmente, no concerne ao
gás natural e energia elétrica.
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Quais os gargalos da atual
matriz energética estadual?
Em minha opinião, a
questão energética mais relevante no Estado é a solução para o suprimento de
gás natural em condições
efetivas de disponibilidade e
de competitividade. Trata-se
de um dos insumos energéticos de maior crescimento.
E que, neste momento, apresenta restrição para a ampliação de suprimento – pois
praticamente todo seu volume já está contratado.
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volver diversos setores relacionados a cada área valeu
a pena, pois aumenta a legitimidade do processo e suas
chances de sucesso. O desafio é aprofundar alguns temas e projetos, pois a complexidade da Agenda requer
o envolvimento crescente de
especialistas – à medida que
os assuntos evoluam para
um nível mais técnico em
cada área específica.
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análises feitas no Fórum. Os participantes
do encontro também destacaram a
importância de fortalecer as agências de
regulação a fim de estimular a realização
de Parcerias Público-Privadas (PPPs).
Especificamente na área de transporte,
os especialistas e técnicos chamaram a
atenção para o gargalo que representará
o crescimento do modal rodoviário, na
ocorrência de crescimento econômico no
futuro. O Fórum apontou, na época, para a
necessidade de formular um plano
plurianual de investimentos públicos e
privados que atenda às demandas do
setor. Os encontros do Fórum de Infraestrutura foram realizados nos dias 16 de
maio e 6 de junho de 2006.
A infra-estrutura foi o foco de um dos 11
fóruns temáticos realizados em 2006
para o projeto O Rio Grande que
Queremos – Agenda RS 2020. Foram
realizados dois encontros específicos
para tratar das questões do setor, que se
traduz em um dos principais gargalos
para o desenvolvimento da economia
gaúcha. No primeiro, foram levantados os
principais pontos que deverão possibilitar
a conquista do objetivo e elencados os
indicadores mais adequados para medir
cada uma das metas traçadas. No
segundo encontro, o grupo formado por
30 técnicos e especialistas no assunto
definiu os objetivos de cada um dos
indicadores e as propostas para
alavancar as ações definidas.
O Fórum de Infra-estrutura analisou
alternativas para três áreas
consideradas críticas ao
desenvolvimento do Rio Grande do Sul:
– aumento da disponibilidade de energia;
– implantação de uma rede integrada de
transporte (rodoviário, hidroviário e
ferroviário);
– ampliação de concessões e de
parcerias público-privadas.
A necessidade de elaborar um programa
de eficiência energética, por meio de uma
campanha que leve à racionalização do
uso das diversas fontes de energia e à
redução do índice de perdas, foi uma das
Malha rodoviária: gargalo
no transporte gaúcho
Banco de imagens
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alternativa para a matriz
energética do país. Como o
senhor avalia a questão
quanto ao custo da produção e à qualidade do produto? E como isso irá se refletir nas atividades agrícola e
industrial?
O biodiesel é uma alternativa interessante. Porém,
ainda comparativamente de
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custo mais elevado, cuja evolução tecnológica e de escala de produção deverá permitir maior eficiência futura. Há
que se considerar as diferentes produtividades a partir
das diversas culturas – e o
potencial de estruturação de
projetos integrados com as
atividades agrícolas existentes no Rio Grande do Sul.
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No Brasil, existe uma grande expectativa de que as
Parcerias Público-Privadas
(PPPs) possam recuperar a
capacidade de investimentos em obras de infra-estrutura. O senhor concorda?
As PPPs ainda devem ser
melhor regulamentadas e
podem assumir, posteriormente, um papel importante.
7
LIDERANÇAS LOCAIS,
FORÇA REGIONAL
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Prefeitos e presidentes de câmaras
municipais do Rio Grande do Sul conheceram detalhes do projeto O Rio
Grande que Queremos – Agenda Estratégica RS 2020, durante o Fórum Permanente de Gestão Pública, realizado
em Porto Alegre, no dia 28 de novembro. O painel O Papel do Gestor Municipal no Desenvolvimento do RS – Agenda Estratégica RS foi apresentado por
Teresinha Cesena, diretora da consultoria paulista Symnetics, responsável
pela metodologia aplicada ao projeto e
integrante do plano de disseminação –
que tem como objetivo divulgar a proposta em todo o Estado.
De acordo com Teresinha, a Agenda
gaúcha é o plano estratégico de maior
dimensão que acontece hoje no Brasil e
um dos maiores do mundo, utilizando
duas metodologias complementares:
Busca de Visão do Futuro e Balanced
Scorecard (BSC). “A Busca de Visão do
Futuro é uma dinâmica que permite encontrar um denominador comum em um
grupo extremamente heterogêneo. Ela
parte da premissa que, focando nos pontos em comum, podemos construir uma
visão futura compartilhada por todos”,
explicou a consultora. “Já o Balanced
Scorecard é um modelo de gestão que
permite traduzir e operacionalizar esta
visão futura compartilhada. Este sistema é composto por um mapa estratégico, que representa o caminho a ser seguido; por um conjunto de indicadores,
que por meio de suas metas determina
o quão próximos (ou distantes) estamos
desta visão; e por um conjunto de projetos, que nos fazem mover em direção ao
Adriano Becker, Sebrae/RS
Fórum Permanente de Gestão Pública discute o papel dos
gestores municipais no desenvolvimento da Agenda 2020
Fórum Permanente de Gestão Pública: a força
das lideranças municipais é imprescindível
futuro desejado”, completou.
A palestrante também enfatizou a importância dos gestores municipais na divulgação da proposta, citando como
exemplo o projeto O Paranhana que Queremos, realizado por lideranças dos municípios que integram o Vale do Paranhana. Esse projeto regional, de forma
alinhada com a Agenda 2020, serviu para
detalhar ainda mais os caminhos para o
desenvolvimento dos municípios envolvidos, com programas relacionados pela
própria comunidade.
O Fórum Permanente de Gestão
Pública foi promovido pelo Sistema
Fecomércio/RS, pelo Serviço de Apoio
às Micro e Pequenas Empresas do Rio
Grande do Sul (Sebrae/RS) e pelo Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP). Segundo o diretor exe-
cutivo do Symnetics, André Ribeiro
Coutinho, a Agenda 2020 estimula a
criação de fóruns temáticos no âmbito
estadual e subfóruns em nível municipal. A idéia é que a sociedade discuta
temas como educação, infra-estrutura
e cidadania. “Os fóruns fornecem subsídios fundamentais para o gestor municipal tomar as decisões certas, na
hora certa, a partir da voz da sociedade”, destacou.
Coutinho ressalta que, para a elaboração de agendas estratégicas, três
fatores são fundamentais: mobilização
da liderança, utilização de uma metodologia comprovada e adoção de um
mecanismo efetivo de governança – ou
seja, a articulação de agentes empresariais, sociais e políticos para que as
ações aconteçam.
Publicação mensal da Unidade de Comunicação do Sistema FIERGS
Editora-Chefe: Enir Grigol
Edição: Cláudia Coutinho Reportagem: Ana Krahe, Cássio Filter, Kátia Ferreira, Nair Martinenko e Renato Bertuol Barros
Avenida Assis Brasil, 8787 – Porto Alegre – Telefone (51) 3347-8681 – Fax (51) 3347-8779 – www.fiergs.org.br / [email protected]
Execução: Núcleo de Projetos Especiais da Revista AMANHÃ
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