ANO XVIII Nº 242 DEZEMBRO 2006 FIERGS CIERGS Presidente Paulo Gilberto Fernandes Tigre Presidente Paulo Gilberto Fernandes Tigre Vice-presidentes Ademar De Gasperi Bolivar Baldisserotto Moura Enio Lucio Schein Gilberto Porcello Petry Humberto César Busnello José Antonio Fernandes Martins Vice-presidentes Attilio Bilibio Astor Milton Schmitt Érico da Silva Ribeiro Claudio Affonso Amoretti Bier Heitor José Muller Oscar Alberto Raabe Diretores André Meyer da Silva Antonio Agostinho Salton Antônio Cristóvão Kipper Arildo Benech Oliveira Aristides Inácio Vogt Ayrton Luiz Giovannini Carlos Evandro Alves da Silva Cláudio Laureano Henn Dirceu Gilmar Pezzin Élio Jorge Coradini Frederico Martin Gunnar Dürr Geraldo Pinto Rodrigues da Fonseca Heitor Vanderlei Linden Hugo Luiz Doormann Hugo Luiz Santana da Rosa Hugo Scipião Ferreira Junior Jandir Antonio Cantele João Cláudio Pante José Cesa Neto Marcos Odorico Oderich Mário Luís Renner Mauro Dante Aymone Lopez Murilo Lima Trindade Nelson Brochmann Nilso Fortunato Guidolin Nilvo Valdir Fritsch Orlando Antonio Marin Paulo Roberto Schefer Pedro Alberto Tedesco Silber Raul Heller Ricardo Coelho Michelon Serafim Gabriel Quissini Thômaz Nunnenkamp Torquato Ribeiro Pontes Netto Torvaldo Antônio Marzolla Filho Walter Rudi Christmann Werner Arthur Muller Zenon Leite Neto Vice-presidentes regionais Antônio Roso Bruno Artur Fockink César Rangel Codorniz Egon Édio Hoerlle Emerson Vontobel Flavio Haas João Paulo Reginatto Luiz Augusto Fuhrmann Schneider Pedro Antonio Leivas Leite Valdir Turra Carpenedo Conselho Fiscal da FIERGS Adolfo Erwin Gerhard Goldberg Antonio José de Mello Widholzer Joni Alberto Matte (titulares) Irineu Boff Josoé de Almeida Rostirolla Lino Vilson Hermann (suplentes) Delegados junto à Confederação Nacional da Indústria Titulares Paulo Tigre Renan Proença Suplente Bolivar Baldisserotto Moura 2 Diretores do CIERGS André Loiferman Adriano Alvim de Oliveira Alexandrino de Salles Ramos de Alencar André Vanoni de Godoy Carlos Alexandre Geyer Carlos Batista da Silva Carlos Bertuol Carlos Roberto Pires Porto Carlos Weinschenk de Faria Cezar Luiz Muller Cláudio Mattos Zambrano Eduardo Silva Logemann Fernando José Ruschel Justo Gilberto Ribeiro Gilberto Soares Machado Gilberto Zago Idir Paludo Israel Marins Tevah Ivanor Scotton João Vieira de Macedo Junior Jorge Luís Vargas Cardoso Jorge Luiz Buneder José Alfredo Laborda Knorr José Luiz Bozzetto Luiz Felipe Schiavon Luiz Moan Yabiku Junior Manfredo Frederico Koehler Marco Aurélio Vieira Paradeda Oswaldo Sergio Ferreira Beck Ricardo Menna Barretto Felizzola Ricardo Lins Portella Nunes Ricardo Fontana Rogério Joaquim Tondo Conselho Fiscal do CIERGS Titulares Claudino João José Simon Renato Kunst Valdir Agostinho Bedin Suplentes Hélvio Jobim Filho Jairo Alberto Zandoná José Guilherme Rizzo Fichtner UM EXEMPLO A SEGUIR ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Presidente da FIERGS apresentou a Agenda 2020 durante a Expovale, em Lajeado O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, esteve em Lajeado, no dia 13 de novembro, participando da Expovale 2006. O evento, que recebeu cerca de 200 mil visitantes no Parque do Imigrante, entre os dias 10 e 19 de novembro, reuniu as principais entidades e empresas do Vale do Taquari. Em uma reuniãoalmoço promovida pela Associação Comercial e Industrial (ACI) do município, Tigre falou sobre as propostas da Agenda 2020 para que o Estado consiga retomar o desenvolvimento. Ele citou o dinamismo da região como um exemplo para o Rio Grande do Sul. “O Vale do Taquari é referência em empreendedorismo e qualidade de vida. Os indicadores sociais e econômicos são de primeiro mundo. Se todos os gaúchos possuíssem um padrão de vida semelhante, o cami- nho a ser percorrido por nosso Estado em busca do desenvolvimento seria bem menor”, disse o presidente da FIERGS. Depois da palestra, Tigre ainda visitou a Expovale. Acompanhado do vice-presidente regional do CIERGS, Egon Hoerlle, conheceu mais detalhes sobre a economia da região. Os resultados da primeira fase da Agenda 2020 também foram apresentados durante o I Seminário Território, Instituições e Desenvolvimento Regional, realizado em Passo Fundo, no dia 23 de novembro. O objetivo do encontro foi proporcionar um debate sobre o futuro do desenvolvimento dos municípios que integram as regiões do Médio Alto-Uruguai, Produção, Norte e Alto da Serra do Botucaraí – a partir da nova divisão territorial do Rio Grande do Sul, em nove regiões funcionais de desenvolvimento. MARATONA DO DESENVOLVIMENTO Algumas das cidades gaúchas que receberam palestras da Agenda 2020 Caxias do Sul Estrela Guaporé Lajeado Novo Hamburgo Passo Fundo Pelotas Porto Alegre Rio Grande Santa Rosa Santo Ângelo São Borja São Leopoldo Uruguaiana Viamão OS PRÓXIMOS PASSOS DA AGENDA 2020 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Reunidos no Fórum de Gestão, representantes da sociedade gaúcha detalham as ações para 2007 do projeto O Rio Grande que Queremos as do Estado. Ficou igualmente definida a ampliação da estratégia de divulgação do projeto, que terá os representantes do fórum de gestão como os principais interlocutores da Agenda 2020 junto à mídia. De acordo com o diretortécnico do Núcleo de Logística do Rio Grande do Sul e integrante do Conselho, Paulo Menzel, o andamento do movimento está superando as expectativas. Segundo ele, este é um dos momentos mais importantes, pois a equipe que “arregaçará as mangas” e fará a Agenda dar certo está consolidada. “Estou engajado e comprometido em fazer acontecer”, disse Menzel. Rodrigo Fanti/RPDois organizações não-governamentais, poder público (Executivo, Legislativo e Judiciário) e classe política. Durante o encontro, também foi definido o plano de comunicação para a Agenda 2020, que prevê ações no curto e longo prazos. A primeira delas será dar visibilidade ao projeto durante os meses de verão, no Litoral gaúcho. “Chegou a hora da Agenda 2020 falar com todos os públicos. Para isso, iremos adequar a linguagem a cada um deles”, afirmou Dado Schneider, assessor de Marketing do projeto. Entre as ações, estão previstas carreatas e panfletagem nas principais prai- ????????????????????? Os fóruns temáticos da Agenda 2020 voltarão a ocorrer a partir de janeiro de 2007. As reuniões darão a largada no detalhamento das propostas focadas no desenvolvimento do Estado, relacionadas no projeto O Rio Grande que Queremos – Agenda RS 2020. A decisão foi tomada pelos representantes do Fórum de Gestão, realizado no dia 11 de dezembro, na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) e que reuniu cerca de 60 lideranças dos segmentos que representam a Agenda: trabalhadores, empresários, entidades sindicais, universidades, fundações públicas e privadas, Fórum de Gestão, na FIERGS: planos da Agenda para 2007 Outro membro do Fórum que também acredita nos bons resultados do projeto, a partir da união de seus integrantes, é o presidente da Associação dos Fiscais de Tributos Estaduais do Rio Grande do Sul (Afisvec), Renato Salimen. “Estamos envolvidos com o movimento desde o início. Vamos passar, agora, por uma nova fase – com a ampliação da comunicação e do envolvimento”, explica. Salimen conta que os projetos estarão sendo aperfeiçoados, mas nada ficará somente no papel. “Temos todas as condições de contribuir para o crescimento do Estado”, complementou o presidente da Afisvec. Um dos pontos levantados durante a reunião de 11 de dezembro é a necessidade de aprofundar a referência geográfica. José Antônio Adamoli, que representa os Coredes no Fórum de Gestão, defendeu que todas as organizações passem a usar a mesma divisão de regiões do Estado. A medida facilitaria o reconhecimento das necessidades e das ações locais. Já o representante da Força Sindical, Luis Carlos Barbosa, manifestou que as medidas propostas no planejamento da Agenda 2020 são essenciais para a recuperação da economia e dos empregos. Ele lembrou que o fechamento das empresas é uma conseqüência natural da crise do Estado. O BALANÇO ○ Da primeira reunião, em março, aos resultados iniciais apresentados para a sociedade gaúcha: os números, os projetos e a trajetória da Agenda RS ao longo do ano ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Cerca de 6 mil gaúchos, representantes de todos os segmentos da sociedade e de todas as regiões do Estado, participaram diretamente da construção do projeto O Rio Grande que Queremos – Agenda Estratégica RS 2020. Os primeiros resultados desse movimento foram apresentados no dia 10 de outubro, no Teatro do Sesi, quando os 90 projetos selecionados para alavancar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul foram entregues à sociedade. O primeiro encontro coletivo da Agenda 2020, realizado nos dias 8 e 9 de março, na sede da FIERGS, reuniu 850 lideranças representativas de toda a sociedade para definir a visão de futuro para o Estado. Foram feitas ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ – Número de meses trabalhados: 10 – Número de pessoas participantes diretamente: 6 mil Distribuição: trabalhadores empresários donas de casa estudantes funcionários públicos aposentados e pensionistas outros * * incluindo mercado informal – Número de temas prioritários: 11 – Número de reuniões temáticas realizadas: 22 – Número de especialistas participantes das reuniões temáticas: 320 – Número de projetos propostos: 90 4 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ discussões em grupos, a partir de quatro premissas: “Como chegamos até aqui”, “O que hoje nos impacta”, “Foco no futuro” e “Construindo a visão de futuro”. Por meio de trabalhos em grupos, foram eleitas as razões que levaram o Rio Grande do Sul a ser um dos principais Estados da economia brasileira. São elas: o espírito empreendedor do gaúcho; a formação ética e cultural variada; o sistema educacional diferenciado; a vontade e a força política dos governantes; a capacidade e a diversidade cultural; a liderança; a capacidade de trabalho; a qualidade humana; a organização da sociedade; a preservação dos valores morais; e a localização geográfica estratégica. UMA RADIOGRAFIA DA AGENDA EM 2006 36% 17% 11% 10% 9% 7% 10% ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Os trabalhos realizados ao longo dos dois dias do encontro tiveram como foco a construção de um cenário ideal, tendo como base os principais desafios a serem enfrentados – como o desequilíbrio das finanças públicas estaduais, a baixa capacidade de investimento e o aumento da carga tributária, entre outros. Surgiu, então, um quadro com as manchetes que todas as 850 lideranças gostariam de ver estampadas nos jornais em 2020. Entre estas estão: “Estado tem crescimento de 9%”; “RS: exemplo de educação, saúde e segurança”; “Zerado o déficit habitacional no Estado”; e “Estado investe 20% da arrecadação”. A partir desse encontro, foi estabelecido o Mapa Estratégico da Agenda 2020. O desafio era montar um quadro no qual a sociedade pudesse estabelecer os seus objetivos e os resultados desejados. Também foram definidos os eixos de crescimento, ou seja, as bases para o crescimento esperado para o Rio Grande do Sul nos próximos 15 anos. A partir daí, ficaram estabelecidos os 11 temas prioritários do projeto: Ambiente institucional e regulatório; Cidadania e Responsabilidade social; Desenvolvimento de mercado; Desenvolvimento regional; Disponibilidade de recursos financeiros; Educação; Gestão pública; Infra-estrutura; Inovação e Tecnologia; Meio ○ ○ ○ DE 2006 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Fotos: Dudu Leal ○ O primeiro encontro: 850 lideranças deram início ao projeto ambiente e Saúde. Uma nova etapa do projeto O Rio Grande que Queremos se iniciou em maio, com a realização dos 11 fóruns temáticos, e reuniu especialistas e técnicos nos respectivos assuntos – a fim de detalhar ações, indicadores, metas e prazos. Foram realizados dois encontros para cada um dos 11 temas. O resultado desse trabalho, traduzido em 90 projetos, foi apresentado no dia 11 de julho, durante seminário do Fórum de Gestão. Foi também o momento em que as lideranças começaram a avaliar as sugestões para definir as questões sobre a governança do trabalho, ou seja, de que forma a Agenda 2020 será administrada até o prazo final da implementação de todos os projetos. Paulo Tigre apresentou a Agenda 2020 na Assembléia OS 20 PONTOS APRESENTADOS À SOCIEDADE SOBRE O QUE É A AGENDA 2020: 1. Um Rio Grande do Sul como melhor o Estado para se viver e trabalhar 2. A mobilização da sociedade gaúcha para mudar o Estado 3. Uma visão compartilhada de futuro, construída com a participação da sociedade 4. A valorização do que já foi feito e as propostas para o futuro 5. Uma estratégia de longo prazo para o Estado 6. O Rio Grande do Sul como o Estado que mais cresce no Brasil 7. O Rio Grande do Sul como exemplo de desenvolvimento sustentável 8. O Rio Grande do Sul com a melhor distribuição de renda do país 9. O Rio Grande do Sul como o número um em tecnologia 10. O desenvolvimento integrado de todas as regiões do Estado 11. Educação de qualidade para todos 12. A qualificação dos professores e a ampliação das escolas em tempo integral 13. Ação preventiva em saúde 14. A promoção da responsabilidade social 15. O Rio Grande do Sul com mais segurança 16. Mais investimento público em educação, saúde e segurança 17. Mais energia, melhores estradas, portos modernos 18. Facilitar o acesso a crédito 19. Estar ligado nos novos negócios 20. A consciência de que este trabalho é coletivo e está apenas começando 5 ○ ○ ○ ○ DESENVOLVIMEN ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Cristiano Sant’Anna/Indicefoto.com Diretor-superintendente da Empresas Petróleo Ipiranga, Valter Luiz Guimarães, comenta como a Agenda 2020 está sendo importante na discussão do futuro energético do Estado Valter Guimarães: “Agora, o desafio da Agenda é aprofundar temas e projetos” Valter Luiz Guimarães é diretor-superintendente de Novos Negócios da Empresas Petróleo Ipiranga, sendo o responsável pela estrutura e pela implantação de negócios nas áreas de petróleo e gás natural. Na companhia, foi membro da equipe responsável pela aquisição da rede Atlantic, que praticamente dobrou a participação da Ipiranga no mercado nacio- 6 nal de combustíveis. Graduado em Engenharia Civil pela Universidade de Brasília (UnB), é mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Participante do Fórum Temático de Infra-estrutura, Guimarães destaca o papel da Agenda 2020 na discussão e na solução dos gargalos logísticos e de energia no Rio Grande do Sul. Qual a importância do projeto O Rio Grande que Queremos – Agenda Estratégica RS 2020? E como ele cumpre o papel de apontar projetos que ajudem a desenvolver o Estado? Trata-se de uma iniciativa fundamental para o desenvolvimento do Estado pela sua abrangência de temas, pelo envolvimento de amplos setores da sociedade e ao propor direcionamentos claros, ações para a consecução de objetivos e possibilitar a gestão da implantação dos diversos projetos estratégicos identificados. A estrutura da Agenda 2020 está pronta para discutir os gargalos e apresentar os projetos para a infra-estrutura do Rio Grande do Sul? O esforço de procurar en- ○ ○ ○ TO COM ENERGIA O biodiesel tem sido apontado como uma importante ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ CONHEÇA O FÓRUM DE INFRA-ESTRUTURA ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ E quais as possibilidades de alavancar o setor, no curto prazo, a fim de não frear investimentos no setor produtivo? As possibilidades estão diretamente relacionadas à capacidade da sociedade gaúcha de se mobilizar por meio da Agenda 2020, visando criar condições para os investimentos necessários para eliminar as restrições – principalmente, no concerne ao gás natural e energia elétrica. ○ ○ ○ Quais os gargalos da atual matriz energética estadual? Em minha opinião, a questão energética mais relevante no Estado é a solução para o suprimento de gás natural em condições efetivas de disponibilidade e de competitividade. Trata-se de um dos insumos energéticos de maior crescimento. E que, neste momento, apresenta restrição para a ampliação de suprimento – pois praticamente todo seu volume já está contratado. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ volver diversos setores relacionados a cada área valeu a pena, pois aumenta a legitimidade do processo e suas chances de sucesso. O desafio é aprofundar alguns temas e projetos, pois a complexidade da Agenda requer o envolvimento crescente de especialistas – à medida que os assuntos evoluam para um nível mais técnico em cada área específica. ○ ○ ○ ○ análises feitas no Fórum. Os participantes do encontro também destacaram a importância de fortalecer as agências de regulação a fim de estimular a realização de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Especificamente na área de transporte, os especialistas e técnicos chamaram a atenção para o gargalo que representará o crescimento do modal rodoviário, na ocorrência de crescimento econômico no futuro. O Fórum apontou, na época, para a necessidade de formular um plano plurianual de investimentos públicos e privados que atenda às demandas do setor. Os encontros do Fórum de Infraestrutura foram realizados nos dias 16 de maio e 6 de junho de 2006. A infra-estrutura foi o foco de um dos 11 fóruns temáticos realizados em 2006 para o projeto O Rio Grande que Queremos – Agenda RS 2020. Foram realizados dois encontros específicos para tratar das questões do setor, que se traduz em um dos principais gargalos para o desenvolvimento da economia gaúcha. No primeiro, foram levantados os principais pontos que deverão possibilitar a conquista do objetivo e elencados os indicadores mais adequados para medir cada uma das metas traçadas. No segundo encontro, o grupo formado por 30 técnicos e especialistas no assunto definiu os objetivos de cada um dos indicadores e as propostas para alavancar as ações definidas. O Fórum de Infra-estrutura analisou alternativas para três áreas consideradas críticas ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul: – aumento da disponibilidade de energia; – implantação de uma rede integrada de transporte (rodoviário, hidroviário e ferroviário); – ampliação de concessões e de parcerias público-privadas. A necessidade de elaborar um programa de eficiência energética, por meio de uma campanha que leve à racionalização do uso das diversas fontes de energia e à redução do índice de perdas, foi uma das Malha rodoviária: gargalo no transporte gaúcho Banco de imagens ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ alternativa para a matriz energética do país. Como o senhor avalia a questão quanto ao custo da produção e à qualidade do produto? E como isso irá se refletir nas atividades agrícola e industrial? O biodiesel é uma alternativa interessante. Porém, ainda comparativamente de ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ custo mais elevado, cuja evolução tecnológica e de escala de produção deverá permitir maior eficiência futura. Há que se considerar as diferentes produtividades a partir das diversas culturas – e o potencial de estruturação de projetos integrados com as atividades agrícolas existentes no Rio Grande do Sul. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ No Brasil, existe uma grande expectativa de que as Parcerias Público-Privadas (PPPs) possam recuperar a capacidade de investimentos em obras de infra-estrutura. O senhor concorda? As PPPs ainda devem ser melhor regulamentadas e podem assumir, posteriormente, um papel importante. 7 LIDERANÇAS LOCAIS, FORÇA REGIONAL ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Prefeitos e presidentes de câmaras municipais do Rio Grande do Sul conheceram detalhes do projeto O Rio Grande que Queremos – Agenda Estratégica RS 2020, durante o Fórum Permanente de Gestão Pública, realizado em Porto Alegre, no dia 28 de novembro. O painel O Papel do Gestor Municipal no Desenvolvimento do RS – Agenda Estratégica RS foi apresentado por Teresinha Cesena, diretora da consultoria paulista Symnetics, responsável pela metodologia aplicada ao projeto e integrante do plano de disseminação – que tem como objetivo divulgar a proposta em todo o Estado. De acordo com Teresinha, a Agenda gaúcha é o plano estratégico de maior dimensão que acontece hoje no Brasil e um dos maiores do mundo, utilizando duas metodologias complementares: Busca de Visão do Futuro e Balanced Scorecard (BSC). “A Busca de Visão do Futuro é uma dinâmica que permite encontrar um denominador comum em um grupo extremamente heterogêneo. Ela parte da premissa que, focando nos pontos em comum, podemos construir uma visão futura compartilhada por todos”, explicou a consultora. “Já o Balanced Scorecard é um modelo de gestão que permite traduzir e operacionalizar esta visão futura compartilhada. Este sistema é composto por um mapa estratégico, que representa o caminho a ser seguido; por um conjunto de indicadores, que por meio de suas metas determina o quão próximos (ou distantes) estamos desta visão; e por um conjunto de projetos, que nos fazem mover em direção ao Adriano Becker, Sebrae/RS Fórum Permanente de Gestão Pública discute o papel dos gestores municipais no desenvolvimento da Agenda 2020 Fórum Permanente de Gestão Pública: a força das lideranças municipais é imprescindível futuro desejado”, completou. A palestrante também enfatizou a importância dos gestores municipais na divulgação da proposta, citando como exemplo o projeto O Paranhana que Queremos, realizado por lideranças dos municípios que integram o Vale do Paranhana. Esse projeto regional, de forma alinhada com a Agenda 2020, serviu para detalhar ainda mais os caminhos para o desenvolvimento dos municípios envolvidos, com programas relacionados pela própria comunidade. O Fórum Permanente de Gestão Pública foi promovido pelo Sistema Fecomércio/RS, pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae/RS) e pelo Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP). Segundo o diretor exe- cutivo do Symnetics, André Ribeiro Coutinho, a Agenda 2020 estimula a criação de fóruns temáticos no âmbito estadual e subfóruns em nível municipal. A idéia é que a sociedade discuta temas como educação, infra-estrutura e cidadania. “Os fóruns fornecem subsídios fundamentais para o gestor municipal tomar as decisões certas, na hora certa, a partir da voz da sociedade”, destacou. Coutinho ressalta que, para a elaboração de agendas estratégicas, três fatores são fundamentais: mobilização da liderança, utilização de uma metodologia comprovada e adoção de um mecanismo efetivo de governança – ou seja, a articulação de agentes empresariais, sociais e políticos para que as ações aconteçam. Publicação mensal da Unidade de Comunicação do Sistema FIERGS Editora-Chefe: Enir Grigol Edição: Cláudia Coutinho Reportagem: Ana Krahe, Cássio Filter, Kátia Ferreira, Nair Martinenko e Renato Bertuol Barros Avenida Assis Brasil, 8787 – Porto Alegre – Telefone (51) 3347-8681 – Fax (51) 3347-8779 – www.fiergs.org.br / [email protected] Execução: Núcleo de Projetos Especiais da Revista AMANHÃ 8