CONTABILIDADE
autor: SÉRGIO BESSA
2ª edição
ROTEIRO De CURSO
2010.1
Sumário do Curso
Contabilidade
1 | CONTABILIDADE SOCIETÁRIA - BALANÇO PATRIMONIAL
1.1 Resumo da Estrutura das Demonstrações Financeiras Básicas
1.2 Balanço Patrimonial
1.2.1 Ativo Circulante
1.2.2 Ativo Realizável a Longo Prazo
1.2.3 Ativo Permanente
1.2.3.1 Investimentos
1.2.3.2 Imobilizado
1.2.3.3 Diferido
1.2.4 Passivo Exigível
1.2.5 Resultado de Exercícios Futuros
1.2.6 Patrimônio Líquido
1.3 Diferença entre Reservas e Provisões
1.3.1 Provisões
1.3.2 Reservas
1.4 Classificação Contábil dos Adiantamentos para Aumento de Capital
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2 | CONTABILIDADE SOCIETÁRIA -DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
2.1 Introdução
2.2 Critérios Contábeis Básicos
2.2.1 Receitas de Vendas de Produtos e de Serviços
2.2.1.1 Data do Reconhecimento da Receita
2.2.1.2 Deduções das Vendas
2.2.1.3 Vendas Canceladas
2.2.1.4 Abatimentos
2.2.1.5 Impostos Incidentes sobre Vendas
2.2.2 Custo dos Produtos Vendidos e Serviços Prestados
2.2.3 Despesas Operacionais
2.2.3.1 Despesas de Vendas
2.2.3.2 Despesas Administrativas
2.2.3.3 Encargos Financeiros Líquidos
2.2.3.4 Outras Receitas e Despesas Operacionais
2.2.4 Resultados Não-Operacionais
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3 | CONTABILIDADE SOCIETÁRIA - NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3.1 As Notas Explicativas segundo a Lei das Sociedades Anônimas
3.2 As Notas Explicativas Recomendadas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM
15
15
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4 | CONTABILIDADE SOCIETÁRIA - MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
4.1 Relevância
4.2 Tratamento pela Lei n° 6.404
4.3 Técnica de Preparação
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5 | Análise de Demonstrações Financeiras
5.1 Geração das Informações
5.2 Análise das DF’s – o que é?
5.3 Análise das DF’s – quais os objetivos?
5.4 Análise das DF’s – como utilizar?
5.5 Os Usuários
5.6 Formas de Análises
5.7 Exemplos de Análises Verticais e Horizontais
5.8 Necessidade de Comparações
5.9 Cuidados no uso dos Índices
5.10 Principais Índices e Indicadores Utilizados
5.10.1 Capital Circulante Líquido
5.10.2 Liquidez Imediata
5.10.3 Liquidez Corrente
5.10.4 Liquidez Seca
5.10.5 Liquidez Geral
5.10.6 Endividamento (Debt Ratio)
5.10.7 Prazo Médio de Recebimentos
5.10.8 Prazo Médio de Pagamentos
5.10.9 Posicionamento Relativo
5.10.10 Giro do Ativo Operacional e do Ativo Total
5.10.11 Giro dos Estoques
5.10.12 Margem Operacional e Margem Líquida
5.10.13 Retorno Sobre Investimento
5.10.14 Retorno Sobre o Patrimônio Líquido
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6 | Bibliografia
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CONTABILIDADE
1 | CONTABILIDADE SOCIETÁRIA - BALANÇO PATRIMONIAL
1.1Resumo da Estrutura das Demonstrações Financeiras Básicas
Atualmente, as demonstrações contábeis brasileiras são basicamente regidas pela Lei n° 6.404/1976. Mesmo
sendo uma lei relativa às sociedades por ações, suas regras estendem-se às demais sociedades sujeitas à tributação
do imposto de renda com base no “Lucro Real”, por força do Decreto-lei n° 1.598/1977.
As sociedades por ações são obrigadas a elaborar e publicar as seguintes demonstrações financeiras (ou demonstrações contábeis):
• Balanço Patrimonial;
• Demonstração das Mutações Patrimoniais;
• Demonstração do Resultado do Exercício;
• Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.
Além desses quadros, as Notas Explicativas são obrigatórias e visam esclarecer a situação patrimonial e o
resultado do exercício.
Ademais, essas demonstrações devem ser comparativas com as do exercício social anterior.
1.2Balanço Patrimonial
No Brasil, o Balanço é dividido em quatro grandes grupos:
1. Ativo;
2. Passivo Exigível;
3. Resultado de Exercícios Futuros;
4. Patrimônio Líquido.
O Ativo é dividido em tres grupos: circulante, realizável a longo prazo e permanente. Este último é subdividido em investimentos, imobilizado e diferido.
O Passivo Exigível é também subdividido em dois grupos: circulante e exigível a longo prazo.
O Patrimônio Líquido é composto da seguinte forma: capital social, reservas de capital, reservas de reavaliação, reservas de lucros e lucros ou prejuízos acumulados.
O Balanço Patrimonial pode, então, ser assim resumido:
ATIVO
PASSIVO
CIRCULANTE
REALIZÁVEL À LONGO PRAZO
PERMANENTE
CIRCULANTE
EXIGÍVEL À LONGO PRAZO
RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
• Investimentos
• Imobilizado
• Diferido
• Capital
• Reservas de Capital
• Reservas de Reavaliação
• Reservas de Lucros
• Lucros ou Prejuízos acumulados
Quadro 1 – Balanço Patrimonial
FGV DIREITO RIO
CONTABILIDADE
1.2.1 Ativo Circulante
O Ativo Circulante engloba os bens, direitos e as despesas pagas antecipadamente, realizáveis
no exercício social subseqüente. O exercício social é obrigatoriamente de um ano, a não ser o primeiro após a constituição da sociedade ou quando há mudanças da data do fim do exercício.
Nota 1: As demonstrações financeiras devem ser elaboradas, obrigatoriamente, ao final de cada exercício social.
Nota 2: Caso o ciclo operacional da empresa seja superior a doze meses, o
Ativo e o Passivo Circulante passam a ser determinados por esse ciclo (construção de determinados bens de capital, como por exemplo navios, fazendas
de criação de gado para corte e outros casos excepcionais).
A expressão realizável tem um conceito contábil e não financeiro. Realizar tem o conceito
de “transformar”, “converter”, “mudar” e não apenas ser convertido para dinheiro. Dessa forma, os créditos realizam-se não só pelo recebimento em dinheiro, mas também pelas baixas
como incobráveis; os estoques realizam-se pelas vendas e pelas baixas em decorrência de avarias e obsolescência. As despesas antecipadas realizam-se pela transformação em despesas do
exercício. As depreciações, vendas ou baixas são formas de realização do ativo imobilizado.
As contas do ativo circulante são atualizadas pelos rendimentos contratados, “pro-rata
temporis”, ou seja, pelo tempo decorrido desde a sua aplicação até a data do balanço ou
balancete, independentemente do valor final de resgate de uma aplicação financeira.
As aplicações financeiras em ações devem estar registradas pelo valor de aquisição, deduzidas as provisões para redução ao valor de mercado, se este for menor na data do balanço
ou balancete, gerando um prejuízo.
Os créditos junto a terceiros devem estar ajustados pela provisão para prováveis perdas
nas suas realizações.
Os estoques devem ser ajustados ao valor de mercado, se este for menor.
As despesas antecipadas referem-se a recursos aplicados em itens referentes a serviços ou
benefícios que serão usufruídos no exercício seguinte. Como exemplo, podemos citar: prêmios de seguros, anuidades de revistas e jornais, aluguéis pagos antecipadamente, encargos
de duplicatas descontadas etc.
1.2.2 Ativo Realizável a Longo Prazo
1.2.3 Ativo Permanente
1.2.3.1 Investimentos
Neste grupo de contas estão classificados os bens e direitos da entidade que serão realizados após o término do exercício social subseqüente. Com exceção a esta regra, temos os
créditos originários de operações não normais da empresa, como os empréstimos, os adiantamentos etc., junto às controladas, coligadas, administradores e sócios, e que devem figurar
como realizável a longo prazo, mesmo que vencíveis a curto prazo.
Na maioria das vezes, os investimentos são participações societárias que objetivam produzir benefícios à investidora mediante participação nos resultados das empresas investidas.
Podem também ser compostos de obras de arte, terrenos ou imóveis não destinados a uso.
Quando esses investimentos são relevantes1 e realizados em controladas e coligadas cuja
participação societária é de 20% ou mais, ou sobre elas a investidora tenha poder de influ-
1
Os investimentos são relevantes, quando um deles sozinho,
somado aos créditos, chega a
10% ou mais do patrimônio
líquido da investidora. São
também considerados
relevantes os investimentos
em mais de uma empresa,
se estes atingirem (somados
aos créditos) a 15% do PL da
investidora.
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ência, tais investimentos são avaliados pelo método de equivalência patrimonial.
Por esse método, os investimentos, no momento de aquisição, são segregados em duas
partes: (a) valor proporcional ao patrimônio líquido adquirido, com base no balanço da
investida e (b) o valor em excesso (ágio) ou pago a menor (deságio).
Para exemplificar, considere que a empresa “A” adquiriu em abril, por R$ 50.000,00
(cinqüenta mil reais), 70% do capital social da empresa “B” . O patrimônio líquido de
“B” em 30 de março era de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) e o PL de “A” era de R$
480.000,00 (quatrocentos e oitenta mil reais).
Na contabilidade de “A” o investimento é registrado da seguinte forma:
• Investimento R$ 42.000,00
• Ágio R$ 8.000,00
Após a aquisição, o valor do investimento registrado no Ativo passa a flutuar, proporcionalmente às alterações do Patrimônio Líquido da empresa investida, em decorrência dos
resultados das operações dessa empresa. Essas flutuações são contabilizadas como ganhos
ou perdas de equivalência patrimonial, por regime de competência2, independentemente da
distribuição de dividendos pela empresa investida.
Ajuste por Equivalência Patrimonial
Suponhamos que em maio a controladora recebeu o balancete de abril da empresa “B” e
constatou um PL de R$ 63.000,00 (sessenta e três mil reais). Podemos observar que houve
um lucro líquido no mês de R$ 3.000,00. Esse lucro gerou aumento do PL de “B” e tem
que ser refletido em “A” como ganho de equivalência patrimonial. O ganho de 70% sobre
R$ 3.000,00, ou seja, R$ 2.100,00 será contabilizado no Ativo Investimentos e o novo
saldo será de R$ 44.100,00.
Tratamento Contábil do Ágio
O ágio na aquisição de investimentos pode ter várias justificativas. Vamos supor que, no
caso específico do exemplo acima, a investidora tenha fundamentado o ágio na expectativa
de lucros futuros e que estimou amortizar o ágio pago em dez meses.
A cada mês o valor a ser amortizado será obtido pela divisão do valor pago a título de
ágio, pela quantidade estimada de meses.
Companhias Abertas e Instituições Financeiras
Essas entidades avaliam seus investimentos em empresas controladas e coligadas pelo
método de equivalência patrimonial - mesmo quando estes investimentos não são relevantes -, por determinação da Comissão de Valores Mobiliários - CVM e do Banco Central do
Brasil – BACEN.
Outros Investimentos
Para os demais investimentos representados por participações societárias e para os relativos a outros itens, o critério de avaliação é o custo como base de valor, deduzido da provisão
para perdas de natureza permanente, por ser quase impossível ou muito difícil a chance de
recuperação do valor aplicado.
2
“Este regime é universalmente adotado, aceito e
recomendado pelo Imposto de
Renda.[...]. As regras básicas
para a contabilidade pelo
regime de competência são:
A receita será contabilizada
no período em que for
gerada, independentemente
do seu recebimento. [...]. A
despesa será contabilizada
como tal no período em que
for consumida, incorrida,
utilizada, independentemente
do pagamento” (Iudícibus &
Marion, 2000, p. 121).
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1.2.3.2 Imobilizado
É avaliado pelo custo de aquisição. Sofrem perdas de valor em função de desgaste, por
uso, obsolescência ou exaustão, e são contabilizadas como depreciação, amortização ou
exaustão. Assim, essas perdas de valor são consideradas como custo quando destinadas à
produção de bens/serviços ou despesas.
No Brasil, por influência fiscal, normalmente essas depreciações são feitas às seguintes taxas:
Edificações Veículos
Máquinas e Equipamentos
Computadores
Equipamentos de escritório
% 4
20
10
20
10
1.2.3.3 Diferido
É constituído de despesas incorridas e que visam beneficiar exercícios futuros. Insere-se
nesse caso as despesas pré-operacionais, os gastos com pesquisas de produtos ou projetos
novos e que ainda não resultaram em marcas, patentes, imobilizações etc.
São avaliados pelo custo e sofrem amortizações pelo prazo que se esperam ter tais benefícios. É baixado integralmente caso se descubra que os projetos não trarão benefícios.
1.2.4 Passivo Exigível
O Passivo Exigível, tanto o “circulante” quanto o “exigível a longo prazo”, é composto de
dívidas, obrigações, riscos e contingências; só há diferenciação em função do prazo.
Os passivos sujeitos aos encargos, as variações monetárias ou cambiais devem estar totalmente atualizados na data do balanço; os juros proporcionais também devem estar contabilizados.
A grande maioria das empresas não-financeiras apropria, para os encargos prefixados, em geral,
o método dos juros simples. À medida que os empréstimos tomados a longo prazo passam a ser
vencíveis no exercício social subseqüente, são transferidos para o Passivo Circulante.
1.2.5 Resultado de Exercícios Futuros
Em resultados de exercícios futuros devem figurar tão-somente os valores líquidos recebidos e que não representam obrigações por parte da empresa, mas que, por regime de
competência, não tenham ainda sido incorporados ao Patrimônio Líquido.
Como exemplo, podemos citar aluguéis recebidos antecipadamente, caso a empresa locadora não seja obrigada a devolver.
Não devem constar desse grupo de contas os valores recebidos por conta de adiantamento para futura entrega de mercadorias ou serviços, devendo constar do Passivo Circulante
ou Exigível a Longo Prazo.
As empresas com atividade imobiliária, por interferência da legislação fiscal, devem registrar nesse grupo os lucros obtidos em transações dessa natureza e que ainda não tenham
sido recebidas financeiramente.
Trata-se de uma aberração por adotar-se o “Regime de Caixa3”.
3
“As regras básicas para a contabilidade por esse regime são:
a receita será contabilizada
no momento de seu recebimento, ou seja, quando entrar
dinheiro no caixa (encaixe); a
despesa será contabilizada no
momento do pagamento, ou
seja, quando sair dinheiro do
caixa (desembolso)” (Iudícibus
& Marion, 2000, p. 122).
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As empresas que adotam esse procedimento contábil têm a vantagem fiscal de pagar imposto de renda sobre
os lucros nas suas transações imobiliárias, proporcionalmente aos recebimentos ocorridos.
1.2.6 Patrimônio Líquido
No Balanço Patrimonial, a diferença entre o valor do Ativo e do Passivo e o resultado de exercícios futuros,
representa o Patrimônio Líquido, que é o valor contábil pertencente aos acionistas ou sócios.
O Patrimônio Líquido é classificado em:
• Capital Social, que representa valores recebidos pela empresa, pelos sócios ou acionistas, ou por ela gerados,
e que estão formalmente incorporados ao Capital;
• Reservas de Capital, que representam valores recebidos que não transitaram pelo seu Resultado como receitas;
• Reservas de Reavaliação, que representam acréscimo de valor atribuído a elementos do ativo acima do valor
de custo corrigido monetariamente, em função do valor de mercado;
• Reservas de Lucros, que representam lucros obtidos pela empresa e que foram retidos, com finalidade específica;
• Lucros ou Prejuízos Acumulados, que são também resultados obtidos, mas retidos sem finalidade específica
(quando lucros) ou à espera de absorção futura (quando prejuízos).
1.3Diferença entre Reservas e Provisões
É possível fazer a seguinte distinção entre reservas e provisões:
1.3.1 Provisões
As provisões são reduções do ativo ou acréscimos de exigíveis que reduzem o patrimônio líquido. Representam
expectativas de perdas de ativos ou estimativas de valores a desembolsar. Desta forma, apesar de financeiramente
ainda não efetivadas, as provisões derivam de fatos geradores contábeis já ocorridos, isto é, dizem respeito às perdas
economicamente incorridas (como a depreciação, a perda de valor de investimentos, o provável não recebimento
de créditos), ou a prováveis valores a desembolsar originado de fatos já conhecidos (como o risco por garantias
oferecidas em produtos vendidos, estimativas de valores a pagar a título de 13o salário, férias, entre outros).
O regime de competência e a necessidade de confrontação entre as receitas e as despesas necessárias à obtenção dessas mesmas receitas, representam a principal necessidade de se criarem provisões.
A quase totalidade das provisões se origina de uma despesa; excepcionalmente pode ocorrer de se originar de
uma conta do patrimônio líquido e não do resultado, como é o caso de Ajustes de Exercícios Anteriores, que são
debitados a lucros ou prejuízos acumulados, ou ainda dos dividendos.
À medida que essas perdas de ativos ou obrigações se tornam totalmente definidas, devem deixar de ser consideradas provisões. Assim, os “Dividendos Propostos”, por exemplo, passam a ser “Dividendos a Pagar”, após
aprovação da Assembléia Geral Ordinária.
Convém destacar que as obrigações líquidas e certas, que tenham seus valores já definidos, não são provisões.
Logo, ICMS a Recolher, Salários a Pagar e outras não são provisões.
1.3.2 Reservas
As reservas são parcelas geradas pelos acionistas, como por exemplo, o Ágio na Emissão de Ações, ou oriundas das atividades da empresa, como Reservas de Reavaliação ou Reservas de Lucros.
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1.4Classificação Contábil dos Adiantamentos para Aumento de Capital
A Lei n° 6.404 é omissa quanto ao tratamento a ser dado aos valores recebidos por conta de futuros aumentos
de capital; as interpretações do fisco têm sido no sentido de considerá-los, sempre, em qualquer circunstância,
como exigíveis.
Muitas vezes podemos admitir esses adiantamentos como parte do patrimônio líquido, o que ocorre quando
são recebidos com cláusula de absoluta condição de permanência na sociedade. Como exemplo, temos as companhias telefônicas no Brasil que recebem valores dos promitentes usuários que, por disposição contratual, serão
incorporados ao Capital Social.
Logicamente, quando houver injeções de recursos por parte dos sócios e que poderão vir a ser reclamadas de
volta, não se deve, na existência de tal dúvida, classificar em grupo de Patrimônio Líquido e sim de Exigíveis.
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2 | CONTABILIDADE SOCIETÁRIA -DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
2.1 Introdução
A Demonstração do Resultado do Exercício é a apresentação, em forma resumida, das operações realizadas
pela empresa, durante o exercício social, demonstradas de forma a destacar o resultado líquido do período.
2.2Critérios Contábeis Básicos
O art. 187 da Lei das Sociedades Anônimas estabelece a ordem de apresentação das receitas, custos e despesas
nessa demonstração, para fins de publicação, conforme modelo abaixo:
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
I. RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS
II. DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
III. Receita Líquida de Vendas e Serviços
IV. CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS E DOS SERVIÇOS PRESTADOS
V. Lucro Bruto
VI. DESPESAS OPERACIONAIS
• De Vendas
• Administrativas
• Encargos Financeiros Líquidos
• Outras Receitas e Despesas Operacionais
VII. Lucro (prejuízo) Operacional
VIII. RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS
IX. PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
X. PARTICIPAÇÕES E CONTRIBUIÇÕES
XI. Lucro (prejuízo) Líquido do Exercício
XII. Lucro (prejuízo) Líquido por ação
Quadro 2 – Demonstração do Resultado
Cabe destacar os princípios contábeis básicos para o reconhecimento contábil das receitas, custos e despesas,
conforme art. 187 da referida Lei, como segue:
“Na determinação do resultado do exercício serão computados:
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente de sua realização em moeda;
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos.”
Essas definições da Lei refletem o princípio da competência, que é decorrente dos princípios da realização da
receita e do confronto das despesas.
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Em decorrência da aplicação desses princípios:
• A receita de venda é contabilizada por ocasião da venda e não quando do seu recebimento;
• A despesa de pessoal (salários e encargos) é reconhecida no mês em que se recebeu tal prestação de serviços,
mesmo que seja paga no mês seguinte;
• Uma compra de matéria prima é contabilizada quando do recebimento e não quando do pagamento;
• A despesa do imposto de renda é registrada como provisão no mesmo período dos lucros a que se refere e
não no exercício seguinte, quando é declarada e paga.
2.2.1 Receitas de Vendas de Produtos e de Serviços
A Lei n° 6.404/1976 estabelece que as empresas devam, na Demonstração do Resultado do Exercício, discriminar “a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, dos abatimentos e dos impostos” e “a
receita líquida das vendas e serviços”.
Dessa forma, a contabilização das vendas deverá ser feita pelo seu valor bruto, inclusive os impostos, sendo
que tais impostos e as devoluções e abatimentos deverão ser registrados em contas devedoras específicas, as quais
serão classificadas como contas redutoras das vendas.
Em face do exposto, seriam necessárias as seguintes contas:
RECEITAS DE VENDAS DE PRODUTOS E SERVIÇOS
I. RECEITA BRUTA DE VENDAS E SERVIÇOS
VENDA DE PRODUTOS
1.1 Mercado Nacional
1.2 Exportação
VENDA DE SERVIÇOS
2.1 Mercado Nacional
2.2 Exportação
II. DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
1. VENDAS CANCELADAS E DEVOLUÇÕES
2. ABATIMENTOS
3. IMPOSTOS INCIDENTES S/VENDAS
3.1 IPI
3.2 ICMS
3.3 ISS
3.4 PIS S/RECEITA BRUTA
3.5 COFINS S/RECEITA BRUTA
III. Receita Líquida de Vendas e Serviços
Quadro 3 - Receitas de Vendas de Produtos e Serviços
2.2.1.1 Data do Reconhecimento da Receita
O momento do reconhecimento das receitas de vendas deve coincidir, normalmente, com o do fornecimento
de tais bens ao cliente.
Nas empresas comerciais e nas industriais, a contabilização das vendas pode ser feita quando da emissão das
notas fiscais de vendas, já que a entrega dos produtos é praticamente simultânea. Pode acontecer, entretanto,
uma pequena diferença entre a data da emissão da nota fiscal e a da entrega dos produtos, quando a condição de
venda for pela entrega no estabelecimento do comprador.
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Teoricamente, deveriam ser registradas como receitas de vendas somente após a entrega dos produtos. Essa
diferença, em verdade, só gera algum problema na data do Balanço, no componente referente às vendas já faturadas, mas ainda não entregues.
2.2.1.2 Deduções das Vendas
2.2.1.3 Vendas Canceladas
2.2.1.4 Abatimentos
2.2.1.5 Impostos Incidentes sobre Vendas
2.2.2 Custo dos Produtos Vendidos e Serviços Prestados
As deduções de vendas são representadas pelas vendas canceladas, abatimentos e pelos impostos sobre vendas.
A conta Vendas Canceladas é de natureza devedora e inclui todas as devoluções de vendas. Neste sentido, tais
devoluções não devem ser deduzidas diretamente da conta de vendas, mas registradas em conta retificadora.
A conta abatimentos registra os descontos concedidos aos clientes, posteriormente à entrega dos produtos,
por defeitos de qualidade apresentados em decorrência de fabricação, transporte etc.
Os impostos incidentes sobre vendas devem ser deduzidos da receita bruta de vendas.
O custo dos produtos vendidos ou dos serviços prestados a ser computado, deve ser correspondente às receitas de vendas dos produtos e serviços reconhecidos no mesmo período.
O Custo dos Produtos Vendidos - CPV
A apuração do custo dos produtos vendidos está diretamente relacionada aos estoques da empresa, pois
representa a baixa efetuada nas contas dos estoques por vendas realizadas no período. Daí decorre a fórmula
simplificada de sua apuração, como vemos a seguir:
CPV = EI + C - EF
CPV = Custo dos Produtos Vendidos
EI = Estoque Inicial
C = Compras ou Entradas no período
EF = Estoque Final
2.2.3 Despesas Operacionais
As despesas operacionais constituem-se das despesas pagas ou incorridas para vender produtos e administrar
a empresa, sendo que dentro do conceito da Lei n° 6.404, abrange também, as despesas líquidas para financiar
suas operações e os resultados líquidos das atividades acessórias da empresa.
As despesas operacionais podem ser assim agrupadas:
DESPESAS OPERACIONAIS
• De Vendas
• Administrativas
• Encargos Financeiros Líquidos
• Outras Receitas e Despesas Operacionais
Quadro 4 – Despesas Operacionais
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2.2.3.1 Despesas de Vendas
2.2.3.2 Despesas Administrativas
2.2.3.3 Encargos Financeiros Líquidos
As despesas de vendas representam os gastos de promoção, colocação e distribuição dos produtos da empresa,
bem como os riscos assumidos pela venda, constando dessa categoria as seguintes despesas: com o pessoal da área
de vendas, marketing, distribuição, comissões sobre vendas, propaganda e publicidade, gastos estimados com
garantia de produtos vendidos, perdas estimadas dos valores a receber, provisão para devedores duvidosos etc.
As despesas administrativas representam os gastos pagos ou incorridos, para direção ou gestão da empresa,
e se constituem de várias atividades gerais que beneficiam todas as fases do negócio ou objeto social. Constam
dessa categoria itens como honorários da administração, salários e encargos do pessoal administrativo, despesas
legais, material de escritório, aluguéis etc.
Conceito Inicial e Legislação
O texto da Lei n° 6.404 não prevê, mas permite uma segregação do lucro operacional em duas somas: antes
e depois dos encargos financeiros.
Receitas e Despesas Financeiras
Nesse título são incluídos os juros, o desconto e a atualização monetária pré-fixada, além de outros tipos de
receitas ou despesas, como as resultantes de aplicações temporárias em títulos e valores mobiliários.
Variações Monetárias de Obrigações e Créditos
A lei fiscal considera como variações monetárias, as variações cambiais e as correções monetárias (exceto as pré-fixadas).
2.2.3.4 Outras Receitas e Despesas Operacionais
O conceito de lucro operacional engloba os resultados das atividades principais e acessórias, sendo que essas
outras receitas e despesas operacionais são atividades acessórias do objeto da empresa, como definido a seguir:
Lucros e Prejuízos de Participações em Outras Sociedades
São registrados como operacionais os lucros ou prejuízos oriundos dos investimentos em outras empresas, normalmente de caráter permanente, pois representam os investimentos de risco e não os de caráter especulativo.
Em face das formas previstas pela Lei das Sociedades Anônimas, para contabilização de investimentos, podem existir as seguintes contas:
• Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas pelo Método de Equivalência Patrimonial
Os acréscimos ou diminuições na conta de Investimentos avaliados pela equivalência patrimonial, procedentes de lucros ou prejuízos em coligadas e controladas, são registrados nessa conta. Para fins de publicação, essa
conta deve sempre aparecer, em destaque, na Demonstração do Resultado do Exercício.
• Dividendos e Rendimentos de Outros Investimentos
As receitas provenientes de outros investimentos não avaliados pelo método de Equivalência Patrimonial, são
registradas nesse grupo de contas.
Originam-se dos dividendos recebidos. Essa receita também poderá ser registrada na data do balanço, quando a investida contabilizar uma Provisão para Dividendos, sendo que a investidora registraria a parte correspondente à sua participação, debitando uma conta do realizável, que seria “Dividendos Propostos a Receber”.
• Amortização de Ágio ou Deságio de Investimentos
Refere-se à parcela periodicamente registrada para amortização da conta de Investimentos.
• Vendas Diversas
Outro tipo de resultado operacional poderia ser oriundo de venda esporádica de sucatas ou sobras de estoques, nesse caso, líquido do ICMS correspondente.
FGV DIREITO RIO
13
CONTABILIDADE
Entretanto, caso as vendas forem de sucatas normais e inerentes ao processo de produção, essa receita deve
ser registrada como redução do custo de produção.
2.2.4 Resultados Não-Operacionais
O grupo de resultados não-operacionais limita-se a um pequeno número de operações.
A Lei n° 6.404, em verdade, não fornece detalhes do seu conteúdo, somente mencionando, no seu artigo
187, que após o resultado operacional devem aparecer “as receitas e despesas não-operacionais”.
Todavia, em face do conteúdo dos resultados operacionais e considerando os conceitos complementares
contidos na legislação de imposto de renda aceitos pela contabilidade, temos conhecimento que, em suma, com
exceção de um ou outro tipo adicional de resultado, somente farão parte dos resultados não-operacionais, os
lucros ou prejuízos obtidos na venda ou baixa de bens do Ativo Permanente.
São resultados não-operacionais, portanto, os resultados nas baixas ou alienações de Investimentos, de Ativo
Imobilizado ou Ativo Diferido. Para tais resultados, a legislação fiscal dá o nome de Ganhos e Perdas de Capital.
Englobam os ganhos e perdas de capital “os resultados na alienação, inclusive por desapropriação, na baixa por
perecimento, extinção, desgaste, obsolescência ou exaustão, ou na liquidação de bens do ativo permanente”.
Pelo exposto, temos as seguintes contas do Ativo Permanente,
Ganhos e Perdas de Capital nos Investimentos:
Aqui são contabilizados tais resultados, oriundos de itens a seguir:
• Ganhos e Perdas na Alienação de Investimentos
O valor do ganho ou da perda será determinado pelo valor total da venda, deduzido do valor total líquido pelo qual
o investimento estiver contabilizado na data da transação. Esse valor total líquido é o saldo do custo corrigido mais o da
eventual conta de ágio não amortizado ou menos o de deságio e deduzido do saldo da provisão por perdas.
• Provisão para Perdas Prováveis na Realização de Investimentos
O valor de perdas efetivas em virtude de eventos que resultaram em perdas não contempladas no balanço patrimonial ou balancete de verificação da controlada ou coligada, deverá ser contabilizado a título de provisão.
• Resultados Não-Operacionais em Investimentos Pela Equivalência Patrimonial
A parte proporcional que cabe a uma empresa investidora no lucro ou prejuízo apurado em coligadas e
controladas é registrada como “Outros Resultados Operacionais” (Equivalência Patrimonial). Todavia, poderão
ocorrer acréscimos ou reduções na conta de Investimento, devido a alterações de percentagens de participação
resultante de modificação do capital social com diluição de participação de certos acionistas. Essa alteração gerará uma receita ou uma despesa na empresa investidora que devem ser registradas como não-operacionais.
• Ganhos e Perdas de Capital no Imobilizado
Refere-se a ganhos ou perdas apurados pela venda de bens a terceiros.
• Ganhos e Perdas de Capital no Ativo Diferido
Esse procedimento é previsto no art.183 da Lei n° 6.404 que, ao tratar do Ativo Diferido, estabelece que deva
“ser registrada a perda do capital aplicado quando abandonados os empreendimentos ou atividades a que se destinavam, ou comprovado que essas atividades não poderão produzir resultados suficientes para amortizá-los.”
FGV DIREITO RIO
14
CONTABILIDADE
3 | CONTABILIDADE SOCIETÁRIA - NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Um dos grandes desafios da Contabilidade tem sido o dimensionamento da quantidade e da qualidade de
informações, que atendam aos usuários das demonstrações financeiras.
Como parte do esforço que vem sendo desenvolvido nesse campo, surgiram as notas explicativas, que são
informações complementares às demonstrações financeiras representando parte integrante das mesmas. Podem
estar expressas tanto na forma descritiva, quanto na forma de quadros analíticos.
3.1 As Notas Explicativas segundo a Lei das Sociedades Anônimas
O art. 176 da Lei das Sociedades Anônimas estabelece a publicação das notas explicativas, com o seguinte
texto: “as demonstrações serão complementadas por Notas Explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.”
A partir dos requisitos mínimos de divulgação expressos na Lei, a CVM vem buscando o seu aperfeiçoamento no sentido de atingir os objetivos de maior detalhamento das informações.
Segundo a Lei das Sociedades Anônimas, as Notas deverão indicar:
• Os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente estoques, dos cálculos de
depreciação, amortização e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos ajustes para
atender as perdas prováveis na realização de ativos;
• Os investimentos em outras sociedades, quando relevantes;
• O aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações;
• Os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais e contingentes;
• A taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo;
• O número, espécies e classes das ações do capital social;
• As opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício;
• Os ajustes de exercícios anteriores;
• Os eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou possam vir a ter efeitos relevantes sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia.
3.2As Notas Explicativas Recomendadas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM
Em complemento às notas previstas pela Lei, a CVM vem apresentando recomendações sobre a divulgação
de diversos assuntos que são importantes para um melhor entendimento das demonstrações financeiras. Os
assuntos abordados compreendem ações em tesouraria, ágio/deságio, ajustes de exercícios anteriores, planos
de aposentadorias e pensões, arrendamento mercantil - leasing, ativo diferido, capacidade ociosa, capital social
autorizado, continuidade normal dos negócios, critérios de avaliação, debêntures, demonstrações em moeda de
capacidade aquisitiva constante, demonstrações financeiras consolidadas, destinação de lucros constantes em
acordo de acionistas, dividendo por ação, dividendos propostos, empreendimentos em fase de implantação,
equivalência patrimonial, eventos subseqüentes, investimentos societários no exterior, lucro ou prejuízo por
ação, mudança de critério contábil, obrigações a longo prazo, ônus, garantias e responsabilidades eventuais e
contingentes, partes relacionadas, programa de desestatização, provisão para créditos de liquidação duvidosa,
opções de compra de ações, reavaliação, remuneração dos administradores, reserva de lucros a realizar, retenção
de lucros e vendas ou serviços a realizar.
FGV DIREITO RIO
15
CONTABILIDADE
Nota sobre Operações ou Contexto Operacional
Para que os analistas e demais usuários das demonstrações financeiras possam melhor avaliar a
situação da empresa e os seus resultados, bem como julgar a razoabilidade de índices de rentabilidade, de liquidez e outros, é muito importante que se conheça qual é o objetivo social da empresa,
ou seja, qual é a sua atividade, quais são as suas bases de operações e mercado e qual o estágio do
empreendimento, se estiver em implantação ou se estiver em expansão.
Entendemos que essa divulgação é realmente necessária, podendo ser tanto em Nota Explicativa como no
Relatório da Administração. Essa divulgação é tanto mais importante para empresas cuja denominação social
não indique suas atividades ou não as reflita adequadamente.
FGV DIREITO RIO
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CONTABILIDADE
4 | CONTABILIDADE SOCIETÁRIA - MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
4.1 Relevância
Esta demonstração não é obrigatória pela Lei n° 6.404, mas sua publicação é exigida pela CVM, para as companhias abertas. É de muita utilidade, pois fornece a movimentação ocorrida durante o exercício nas diversas
contas componentes do Patrimônio Líquido, isto é; faz clara indicação do fluxo de uma conta para outra e indica
a origem e o valor de cada acréscimo ou diminuição do Patrimônio Líquido durante o exercício.
Trata-se, portanto, de informações que complementam os demais dados constantes do Balanço e da Demonstração do Resultado do Exercício; é particularmente importante para as empresas que tenham seu Patrimônio Líquido formado por diversas contas e mantenham com elas inúmeras transações.
Finalmente, para as empresas que avaliam seus investimentos permanentes em coligadas e controladas pelo
método de equivalência patrimonial, torna-se de muita utilidade receber dessas empresas investidas tal demonstração, para permitir um adequado tratamento contábil das variações da equivalência patrimonial no exercício.
4.2 Tratamento pela Lei n° 6.404
Reconhecendo a importância dessa demonstração é que a lei das Sociedades Anônimas a mencionou, aceitando-a como exposto no art.186, estabelecendo que a “Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados poderá
ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia.”
4.3Técnica de Preparação
A preparação da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido é relativamente simples, bastando
representar de forma sumária e coordenada, a movimentação ocorrida durante o exercício nas diversas contas do
Patrimônio Líquido da empresa, conforme modelo abaixo:
CONTABILIDADE SOCIETÁRIA - Mutações do Patrimônio Líquido
FGV DIREITO RIO
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2.070
20.100
Reservas
de
Ágio na
Correção
Emissão de Monetária
Ações
do Capital
1.677
Reservas
de
Lucros
Reservas
Retenção Reserva
Estatutárias de Lucros Legal
p/expansão
13.3206.1045.1406.123
Capital
Subvenções Reserva
para Investi- para Conmentos
tingência
19.590
20.000
1.441
(8.000)
2.337
(1.000)
(2.800)
2.000
(3.580)
1.542763503
(13.320)
-6.2459.0879.306
3.164
11.930
29.850
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE X1
132.0004.991
(6.000)
(2.405)
2.405
- Reserva Estatutária
(7.920)
(984)
PROPOSTA DE DESTINAÇÃO DE LUCRO:
Transferências p/Reservas:
- Reserva Legal984
- Reserva de Lucros p/Expansão6.000
19.689
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
Dividendos a distribuir ($ 0,60 p/ação)
1.300
(1.300)
REVERSÕES DE RESERVAS:
De Contingências
Por subscrição realizada
(20.100)
AUMENTOS DE CAPITAL:
Com lucros e reservas45.000
-
(1.000)
29.850
Retificação de erros de exercícios anteriores
CORREÇÃO MONETÁRIA921
(2.800)
Efeitos de mudança de critérios contábeis 208.449
(7.920)
-
-
-
19.689
-
22.000
37.357
141.124
Lucros
Total
Acumulados
AJUSTE DE EXERCÍCIOS ANTERIORES
SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE XO67.000
Capital
Realizado
CONTABILIDADE
Tabela 1
FGV DIREITO RIO
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CONTABILIDADE
5 | ANÁLISE DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
5.1 Geração das Informações
Informação é o resultado de um conjunto de dados adequadamente organizados e que fazem sentido ao
usuário, para uma determinada finalidade.
O gráfico a seguir, apresenta, de forma simplificada, um sistema básico de informações e seus principais
usuários:
SISTEMA CONVENCIONAL DE INFORMAÇÕES
- ITENS AVALIÁVEIS EM $ USUÁRIOS
EXTERNOS
ORGANIZAR
COLETAR
CLASSIFICAR
REGISTRAR
CONFERIR
CONCILIAR
INFORMAR
• Demosntrações
Finaceiras
• Relatórios
Gerenciais
• Acionistas
• Governo
• Clientes
• Fornecedores
USUÁRIOS
INTERNOS
• Alta Administração
• Gerência
• Supervisão
Figura 1 – Sistema Convencional de Informações
Vale destacar, no entanto, que o mais importante do que ter informações (que neste momento ainda se
assemelham a, apenas, “dados organizados”), e aí está a grande importância da matéria, é saber como e quando
utilizá-las. Que resultados esperar? Que conclusões tirar? Que caminhos seguir?
Estas questões básicas é que o módulo se propõe a discutir com os participantes.
5.2 Análise das DF’s – o que é?
Significa o entendimento e a avaliação das informações contidas nas Demonstrações Financeiras. Tal avaliação deve ser obtida não apenas no Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício, mas também, nas demais demonstrações e informações apresentadas pela empresa a ser analisada, tais como; Relatório da
Administração, Notas Explicativas, Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, Origem e Aplicações
de Recursos e Parecer dos Auditores Independentes.
5.3 Análise das DF’s – quais os objetivos?
Por meio da análise das Demonstrações Financeiras podemos entender as situações Econômica, Financeira
e Operacional de uma empresa. Estas informações podem nos auxiliar a embasar planos de trabalho corretivos,
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CONTABILIDADE
planos de investimento, decisões de compra ou venda de empresas ou unidades de negócios, avaliação de planos
anteriormente implementados, entre outras finalidades.
Ressalte-se aqui, que a técnica de Análise das Demonstrações Financeiras não deve ser encarada como a única
ou exclusiva forma de entendimento de uma empresa. Ela deve ser, sempre que possível, utilizada em conjunto
com outras formas de pesquisa e aferição de números e informações. Entrevistas com executivos da própria
empresa, com clientes e fornecedores, com bancos; e informações obtidas pela imprensa, são outras formas relevantes de obtenção de informações.
O grande diferencial, no entanto, é que a Análise das Demonstrações Financeiras permite que nos orientemos no que deve estar sendo perguntado ou procurado com estas formas alternativas de pesquisa, além de
permitir que as consolidemos e atestemos sua correção e veracidade por meio dos resultados e demais números
apresentados nas Demonstrações Financeiras.
5.4 Análise das DF’s – como utilizar?
A análise dessas informações deve ser feita com muito critério e atenção, para extrairmos o melhor que as
Demonstrações Financeiras podem nos dar. Cada situação que se apresente requer um tipo de Análise.
Imagine-se um banco analisando uma empresa-cliente, para fins de concessão de crédito por meio de desconto de
duplicatas com prazo médio de 60 dias. Este banco estará preocupado, provavelmente, com a capacidade de geração
de caixa da empresa num prazo curtíssimo, visto que a operação é de prazo curto; agora, o mesmo banco analisando
a mesma empresa-cliente, para fins de financiamento de sua produção, com prazo previsto de realização em doze meses, com certeza, terá os “olhos” voltados para alguns outros fatores de mais longo prazo na operação da empresa.
Porém, se estivermos falando do mesmo banco e da mesma empresa-cliente, avaliando o financiamento da
nova unidade fabril, que consumirá três anos de obras e mais dois anos para atingir seu potencial de produção,
as análises tenderão a tomar, certamente, um terceiro rumo, totalmente diferente das anteriores.
Esse é um exemplo simples das variações de objetivos e, conseqüentemente, dos mecanismos a serem utilizados, quando se analisa alguma Demonstração Financeira.
5.5 Os Usuários
Como mencionamos anteriormente, toda empresa ou pessoa que esteja envolvida com uma determinada
empresa é potencial usuária de Análises das Demonstrações Financeiras.
Cada um com seus objetivos, cada um utilizando-se de índices e formas de análises que melhor se moldem
às suas necessidades, de fornecedores a clientes, de autoridades a investidores, de bancos a executivos, todos
necessitam deste tipo de informação, sob pena de estarem pondo em risco seu patrimônio próprio, ou pior, o
patrimônio de terceiros em operações não adequadamente analisadas.
5.6 Formas de Análises
A Análise de Demonstrações Financeiras pode e deve ser feita com a utilização de índices e indicadores que
meçam desempenho e estratégias, avaliações de séries históricas (Análise Horizontal) e, também, de estruturas
patrimoniais (Análise Vertical).
Quanto aos índices, veremos em um item mais adiante.
As avaliações de séries históricas de elementos do Balanço Patrimonial e das Demonstrações de Resultados
servem para mostrar o rumo que a empresa vem tomando ao longo do tempo. São informações importantíssimas que nos permitem traçar gráficos do desempenho passado e prever as possibilidades de desempenhos futuros, se mantidas as condições pré-existentes.
FGV DIREITO RIO
20
CONTABILIDADE
As avaliações de estruturas patrimoniais servem para avaliarmos o peso e a importância de cada grupo contábil no Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados da Empresa. Contêm, também, informações que são
relevantes para avaliarmos as trajetórias passadas e traçarmos as tendências futuras.
5.7 Exemplos de Análises Verticais e Horizontais
ATIVO
Circulante
Realizável a L/Prazo
Permanente
TOTAL
20X1 (A)
VERTICAL (%)
153.410 6,63%
256.332 11,09%
1.902.341 82,28%
100,00%
2.312.083 Tabela 2
PASSIVO
Circulante
Exigível a L/ Prazo
Result. Exerc. Futuros
Patrimônio Líquido
TOTAL
Tabela 3
20X2(B)
VERTICAL (%)
HORIZONTAL (B/A)
256.710 9,36%67,34%
321.122 11,70%
25,28%
2.165.722 78,94%
13,85%
2.743.554 18,66%
100,00%
20X1(A)
VERTICAL (%)
20X2(B)
VERTICAL (%)
HORIZONTAL (B/A)
310.250 13,42%532.119 19,40%71,51%
325.164 14,06%
109.332 3,98%
-66,38%
198.451 8,58%
175.402 6,39%
-11,61%
1.478.218 63,94%
1.926.701 70,23%
30,34%
2.312.083 100,00%
2.743.554 100,00%
18,66%
5.8 Necessidade de Comparações
A observação dos índices e a tentativa de se tirar conclusões das informações apresentadas, sem que para isto
se tenha qualquer tipo de comparação, pode resultar em erros graves de interpretação. A observação de um determinado índice, isoladamente, tem o seu valor apenas em termos pontuais. Este índice, neste determinado momento, é positivo ou negativo. Entretanto, daí a se tirar conclusões, que é o objetivo
maior da Análise, vai uma enorme distância.
FGV DIREITO RIO
21
CONTABILIDADE
Por isto, que na Análise das Demonstrações Financeiras temos a oportunidade de nos orientar pelo desempenho de um ou de diversos índices, relativos a uma mesma empresa, ao longo do tempo. Podemos, com isso,
começar a tirar conclusões de performance e/ou dos resultados de ações tomadas ao longo do tempo. Podemos,
ainda, perceber a ação da concorrência ou turbulências de mercado.
Por outro lado, temos meios de comparar várias empresas de um mesmo segmento de mercado (concorrentes).
Essa avaliação nos permite confrontar os desempenhos setoriais, a saúde dos concorrentes e concluir ou interpretar como determinadas ações, tomadas interna ou externamente, se refletem nas diversas empresas analisadas.
O mesmo é válido com relação a avaliação do desempenho de unidades de um mesmo grupo econômico
localizadas, hipoteticamente, em cidades ou regiões distintas, detectando-se suas peculiaridades e maneiras de
reagirem a determinados estímulos da Administração. O importante, aqui, é chamar à atenção para a necessidade de usarmos algum tipo de comparação, que norteie nossos estudos.
5.9 Cuidados no uso dos Índices
Embora tenhamos insistido na necessidade de comparações no uso de índices, somos obrigados, agora, a insistir na
necessidade de termos extremo cuidado no uso dessas mesmas informações. Extremo cuidado nas comparações.
Portanto, ao usarmos séries históricas, dados comparativos da concorrência, dados regionais, devemos tentar entender
e expurgar as distorções contidas nas Demonstrações Financeiras, ou nos dados e informações que as geraram.
Isso implica em estarmos atentos a possíveis distorções provocadas ou relacionadas por:
a. Efeitos Inflacionários ao longo do tempo;
b. Princípios e Convenções Contábeis:
• Conservadorismo;
• Consistência de Procedimentos Contábeis;
• Alterações de Sistemas de Custeios;
• Mudanças de Critérios de Avaliação de Ativos etc.
5.10 Principais Índices e Indicadores Utilizados
Pela diversidade de objetivos, usuários, executores, empresas e mercados de atuação, existem também, inúmeros índices de Análise de Demonstrações Financeiras.
Apresentamos, a seguir, alguns índices (ou quocientes), mais comumente utilizados no dia-a-dia das empresas.
5.10.1 Capital Circulante Líquido
CCL = ATIVO CIRCULANTE - PASSIVO CIRCULANTE
Representa os recursos que a empresa dispõe para fazer frente aos compromissos de curto prazo. Logicamente, quanto MAIOR o saldo, melhor a situação da Empresa. O ideal é que seja positivo.
5.10.2 Liquidez Imediata
=
DISPONIBILIDADES
PASSIVO CIRCULANTE
Representa o que a empresa dispõe de imediato, para fazer frente aos compromissos de curto prazo. Quanto
MAIOR o Índice, melhor a posição da Empresa. O ideal é que seja maior que 1.
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CONTABILIDADE
5.10.3 Liquidez Corrente
=
ATIVO CIRCULANTE
PASSIVO CIRCULANTE
Representa o que a empresa dispõe de imediato, acrescido dos bens e direitos conversíveis em dinheiro no
curto prazo, para fazer frente aos compromissos também de curto prazo. Quanto MAIOR o Índice, melhor a
posição da Empresa. O ideal é que seja maior que 1.
5.10.4 Liquidez Seca
= ATIVO CIRCULANTE - ESTOQUES
PASSIVO CIRCULANTE
Representa, de forma conservadora, a situação de liquidez de curto prazo da empresa. Quanto MAIOR o
Índice, melhor a posição da Empresa. O ideal é que seja maior que 1.
5.10.5 Liquidez Geral
= ATIVO CIRCULANTE + REAL. L/ PRAZO
PASSIVO CIRCULANTE + EXIG. L/ PRAZO
Representa a situação de liquidez da empresa no longo prazo. Quanto MAIOR o Índice, melhor a posição da
Empresa. O ideal é que seja maior que 1, embora os resultados futuros e a futura geração de caixa da operação
tendam a melhorar este índice.
5.10.6 Endividamento (Debt Ratio)
= EXIGÍVEL TOTAL (CURTO E LONGO PRAZOS)
PASSIVO TOTAL
Representa o Endividamento junto a terceiros em relação ao total de recursos aplicados na empresa. Quanto
MENOR o Índice, menos endividada está a Empresa.
5.10.7 Prazo Médio de Recebimentos
= CONTAS A RECEBER (MÉDIA)
VENDAS MÉDIAS
Representa o prazo médio que a empresa demora para receber suas Vendas. Possui a variante para se calcular o “Prazo de Recebimento das Vendas a Prazo”, substituindo-se Vendas Médias por Vendas Médias a Prazo.
Quanto MENOR o índice, mais rápido a Empresa recebe suas Vendas.
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CONTABILIDADE
5.10.8 Prazo Médio de Pagamentos
= FORNECEDORES (MÉDIA)
COMPRAS MÉDIAS
Representa o prazo médio que a empresa tem para pagar suas Compras. Também possui a variante para se
calcular o “Prazo de Pagamento das Compras a Prazo”, substituindo-se Compras Médias por Compras Médias a
Prazo. Quanto MAIOR o índice, mais longo é o prazo de pagamentos de que a empresa dispõe.
5.10.9 Posicionamento Relativo
=
PRAZO MÉDIO DE RECEBIMENTOS
PRAZO MÉDIO DE PAGAMENTOS
Representa o descasamento (diferencial) entre os prazos de recebimentos e de pagamentos. Quanto MENOR o índice, maior é a folga de liquidez que a empresa apresenta. O ideal é que seja mantido abaixo de 1.
5.10.10 Giro do Ativo Operacional e do Ativo Total
= RECEITAS OPERACIONAIS LÍQUIDAS
ATIVO OPERACIONAL MÉDIO
=
RECEITAS LÍQUIDAS
ATIVO TOTAL MÉDIO
Representam quantas vezes o Ativo (Operacional ou Total) “gira” pelas Receitas geradas no período. Quanto
MAIOR o índice, melhor é a performance da empresa.
5.10.11 Giro dos Estoques
=
CMV
ESTOQUE MÉDIO
Representa quantas vezes o Estoque “gira” pelas Vendas realizadas no período. Quanto MAIOR o índice,
melhor é a performance da empresa, e menor é a necessidade de recursos “aplicados” em estoques.
De forma invertida,
=
ESTOQUE MÉDIO
CMV
Representa quantos dias de Estoque a Empresa mantém para um determinado nível de Vendas. Inversamente
ao anterior, quanto MENOR o Índice, melhor é a performance da empresa.
FGV DIREITO RIO
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CONTABILIDADE
5.10.12 Margem Operacional e Margem Líquida
=
LUCRO OPERACIONAL
VENDAS LÍQUIDAS
=
LUCRO LÍQUIDO
VENDAS LÍQUIDAS
Representam a rentabilidade operacional e líquida sobre Vendas. Quanto MAIORES os Índices, maior a
rentabilidade da empresa.
5.10.13 Retorno Sobre Investimento
=
LUCRO LÍQUIDO
ATIVO MÉDIO
Representa o retorno que a Empresa está apresentando em relação aos investimentos realizados. Quanto
MAIOR o resultado, maior o retorno das operações da empresa e melhor o seu desempenho.
5.10.14 Retorno Sobre o Patrimônio Líquido
=
LUCRO LÍQUIDO
PATRIMÔNIO LÍQUIDO AJUSTADO Representa o retorno que a Empresa está dando aos acionistas. Quanto MAIOR o resultado, maior a rentabilidade do acionista.
FGV DIREITO RIO
25
CONTABILIDADE
6 | BIBLIOGRAFIA
Título: Introdução À Teoria da Contabilidade - Para o Nível de Graduação - 3ª Edição 2002
Autor: Iudícibus, Sérgio de; Marion, José Carlos
Editora: Atlas
Edição : 3 / 2002
Título: Manual de Contabilidade das Sociedades Por Ações (aplicável Às Demais Sociedades) - 6ª Edição 2003
Autor: Iudícibus, Sérgio de
Editora: Atlas
Edição : 6 / 2003
Título: Contabilidade Introdutória - 9ª Edição 1998
Autor: Iudícibus, Sérgio de
Editora: Atlas
Edição : 9 / 1998
Título: Contabilidade Básica - 7ª Edição 2004
Autor: Marion, José Carlos
Editora: Atlas
Edição : 7 / 2004
© Todos os direitos de conteúdo reservados ao autor
Bessa, Sérgio.
Fundamentos de Contabilidade. 1ª ed. Rio de Janeiro; FGV Direito Rio – 45p.
Bibliografia
1. Contabilidade; 2. Sistema básico de informações; 3. Análise de demonstrações financeiras.
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CONTABILIDADE
ANEXO
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CONTABILIDADE
FGV DIREITO RIO
28
CONTABILIDADE
FGV DIREITO RIO
29
CONTABILIDADE
FGV DIREITO RIO
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CONTABILIDADE
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31
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CONTABILIDADE
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CONTABILIDADE
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SERGIO BESSA é administrador com MBA em Administração e Finanças e diversos cursos
complementares em Administração de Empresas, no Brasil e no exterior. Mestre em Direito
Empresarial com especialização em Concorrência e Regulação de Mercado. Superintendente
do Banco Bozano, Simonsen, onde trabalhou por 15 anos, sendo um dos principais executores
do processo de reengenharia que reposicionou o Banco no mercado. Atuou em diversos processos de privatização e de avaliação e compra de empresas pelo Banco Bozano Simonsen.
Auditor da Price Waterhouse, Gerente de Auditoria do Banco Bozano Simonsen, e da G.S.I.
(Grupo Gerdau + I.B.M.). Respondeu também pela Auditoria do Banco Meridional, reorganizando seu quadro e redirecionando sua atuação a partir da privatização do Banco.
Atualmente presta consultorias na área Administrativa e Financeira a empresas de
pequeno, médio e grande porte, em todo o Brasil.
Professor dos cursos da FGV nas cadeiras de Contabilidade, Administração e Finanças, de
Custos e Formação de Preços, de Business Games para Gestão de Empresas nos cursos de MBA
em Management, em Marketing, em Direito Empresarial, em Gestão em Saúde, em Gestão de
Projetos e de Gestão Empresarial. Coordenador do módulo de Contabilidade nos cursos de Pós
Graduação na FGV-PEC.
FGV DIREITO RIO
37
CONTABILIDADE
FICHA TÉCNICA
Fundação Getulio Vargas
Carlos Ivan Simonsen Leal
PRESIDENTE
FGV DIREITO RIO
Joaquim Falcão
DIRETOR
Fernando Penteado
VICE-DIRETOR DA GRADUAÇÃO
Sérgio Guerra
VICE-DIRETOR DE PÓS-GRADUAÇÃO
Luiz Roberto Ayoub
PROFESSOR COORDENADOR DO PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO EM PODER JUDICIÁRIO
Ronaldo Lemos
COORDENADOR CENTRO DE TECNOLOGIA E SOCIEDADE
Evandro Menezes de Carvalho
COORDENADOR DA GRADUAÇÃO
Rogério Barcelos Alves
COORDENADOR DE METODOLOGIA E MATERIAL DIDÁTICO
Lígia Fabris e Thiago Bottino do Amaral
COORDENADORES DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA
Wania Torres
COORDENADORA DE SECRETARIA DE GRADUAÇÃO
Diogo Pinheiro
COORDENADOR DE FINANÇAS
Milena Brant
COORDENADORA DE MARKETING ESTRATÉGICO E PLANEJAMENTO
FGV DIREITO RIO
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Contabilidade - Acadêmico de Direito da FGV