VICE-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO E CORPO DISCENTE
COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
TEORIAS E PRÁTICAS
CURRICULARES
Conteudista
Stella Alves Rocha da Silva
Rio de Janeiro / 2009
TODOS
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UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO
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Un3t Universidade Castelo Branco
Teorias e Práticas Curriculares / Universidade Castelo Branco. – Rio de
Janeiro: UCB, 2009. - 32 p.: il.
ISBN 978-85-7880-061-1
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Apresentação
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É com grande satisfação que o(a) recebemos como integrante do corpo discente de nossos cursos de graduação, na certeza de estarmos contribuindo para sua formação acadêmica e, consequentemente, propiciando
oportunidade para melhoria de seu desempenho profissional. Nossos funcionários e nosso corpo docente esperam retribuir a sua escolha, reafirmando o compromisso desta Instituição com a qualidade, por meio de uma
estrutura aberta e criativa, centrada nos princípios de melhoria contínua.
Esperamos que este instrucional seja-lhe de grande ajuda e contribua para ampliar o horizonte do seu conhecimento teórico e para o aperfeiçoamento da sua prática pedagógica.
Seja bem-vindo(a)!
Paulo Alcantara Gomes
Reitor
Orientações para o Autoestudo
O presente instrucional está dividido em quatro unidades programáticas, cada uma com objetivos definidos e
conteúdos selecionados criteriosamente pelos Professores Conteudistas para que os referidos objetivos sejam
atingidos com êxito.
Os conteúdos programáticos das unidades são apresentados sob a forma de leituras, tarefas e atividades complementares.
As Unidades 1 e 2 correspondem aos conteúdos que serão avaliados em A1.
Na A2 poderão ser objeto de avaliação os conteúdos das quatro unidades.
Havendo a necessidade de uma avaliação extra (A3 ou A4), esta obrigatoriamente será composta por todo o
conteúdo de todas as Unidades Programáticas.
A carga horária do material instrucional para o autoestudo que você está recebendo agora, juntamente com
os horários destinados aos encontros com o Professor Orientador da disciplina, equivale a 60 horas-aula, que
você administrará de acordo com a sua disponibilidade, respeitando-se, naturalmente, as datas dos encontros
presenciais programados pelo Professor Orientador e as datas das avaliações do seu curso.
Bons Estudos!
Dicas para o Autoestudo
1 - Você terá total autonomia para escolher a melhor hora para estudar. Porém, seja
disciplinado. Procure reservar sempre os mesmos horários para o estudo.
2 - Organize seu ambiente de estudo. Reserve todo o material necessário. Evite
interrupções.
3 - Não deixe para estudar na última hora.
4 - Não acumule dúvidas. Anote-as e entre em contato com seu monitor.
5 - Não pule etapas.
6 - Faça todas as tarefas propostas.
7 - Não falte aos encontros presenciais. Eles são importantes para o melhor aproveitamento
da disciplina.
8 - Não relegue a um segundo plano as atividades complementares e a autoavaliação.
9 - Não hesite em começar de novo.
SUMÁRIO
Quadro-síntese do conteúdo programático .................................................................................................
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Contextualização da disciplina ....................................................................................................................
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UNIDADE I
CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO E PRÁTICAS CURRICULARES
1.1 - Currículo: do que estamos falando?.............................................................................................................
1.2 - A história da construção curricular ......................................................................................................
1.3 - A concepção de currículo como construção sócio-histórica .................................................................
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UNIDADE II
A RELAÇÃO ENTRE CURRÍCULO E SABERES PEDAGÓGICOS
2.1 - Caracterização e fundamentos do currículo ........................................................................................
2.2 - Por que diferentes currículos? .............................................................................................................
2.3 - Teoria e prática na construção do currículo .........................................................................................
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UNIDADE III
A ORGANIZAÇÃO CURRICULAR NA EDUCAÇÃO BÁSICA
3.1 - Paradigmas curriculares na educação brasileira hoje: os parâmetros curriculares nacionais .............
3.2 - Níveis de competência: currículo nacional e autonomia da escola .....................................................
21
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UNIDADE IV
O CAMINHO DA FORMULAÇÃO CURRICULAR NUMA PERSPECTIVA DEMOCRÁTICA
4.1 - O currículo como prática pedagógica na perspectiva da multiplicidade de sujeitos, saberes, espaços
e tempos .......................................................................................................................................................
24
Glossário ...................................................................................................................................................... 27
Gabarito........................................................................................................................................................
28
Referências bibliográficas ............................................................................................................................
30
Quadro-síntese do conteúdo
programático
UNIDADES DO PROGRAMA
I. CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO E PRÁTICAS
CURRICULARES.
1.1. Currículo, do que estamos falando?
1.2. A história da construção curricular
1.3. A concepção de currículo como construção sócio-histórica
II. A RELAÇÃO ENTRE CURRÍCULO E SABERES PEDAGÓGICOS
2.1. Caracterização e fundamentos do currículo
2.2. Por que diferentes currículos?
2.3. Teoria e prática na construção do currículo
III. A ORGANIZAÇÃO CURRICULAR NA EDUCAÇÃO BÁSICA
3.1. Paradigmas curriculares na educação brasileira
hoje: os parâmetros curriculares nacionais
3.2. Níveis de competência: currículo nacional e autonomia das escolas
OBJETIVOS
• Conceituar o termo currículo;
• Identificar o surgimento e os primeiros currículos;
• Caracterizar os componentes históricos e culturais
presentes na construção curricular.
• Descrever as funções do currículo;
• Caracterizar a necessidade de pensar em diferentes
currículos;
• Descrever os tópicos essenciais para a composição
curricular.
• Descrever os itens que compõem os parâmetros curriculares;
• Identificar as competências de cada componente do
currículo.
IV. O CAMINHO DA FORMULAÇÃO CURRICULAR NUMA PERSPECTIVA DEMOCRÁTICA
4.1. O currículo como prática pedagógica na pers- • Caracterizar o multiculturalismo como fator essenpectiva da multiplicidade de sujeitos, saberes, espa- cial para composição do currículo.
ços e tempos
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Contextualização da Disciplina
O currículo ao longo dos últimos anos vem sendo objeto de estimada atenção por parte do MEC, que pretende
entre outros tópicos atender as exigências do artigo 210 da Constituição Federal de 1988, que fixa os conteúdos
mínimos para o ensino fundamental, e é claro assegurar uma formação básica comum para todo o país, respeitando evidentemente as particularidades necessárias.
Esse artigo é amparado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de n.º 9.394/96, que confirma
a necessidade de um currículo comum, estabelecendo uma liberdade para os sistemas de ensino, que atentem
para as diretrizes propostas pelo MEC. Por conta dessa exigência, o Ministério da Educação elaborou os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, a posteriori os Parâmetros Curriculares Nacionais
e os Referenciais Curriculares para o ensino Médio. Os documentos definiram as Diretrizes Curriculares para
a Educação Básica.
Cabe ressaltar que o currículo não é um mero produto de transmissão de conteúdos e conhecimentos, faz-se
necessário perceber que ele possui um caráter político e histórico e constitui sobre tudo uma relação social, na
qual o conhecimento em primazia se realiza através das relações sociais. O conhecimento produzido é fruto das
relações sociais, das trocas culturais e das relações de poder.
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UNIDADE I
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CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO E PRÁTICAS CURRICULARES
1.1- Currículo: do que Estamos Falando?
O termo currículo recebeu ao longo dos últimos anos
diferentes sentidos e significados, entretanto uma das
etimologias da palavra currículo origina-se da palavra
em latim scurrere que pode ser entendida como ato de
correr, atalho ou até mesmo pista de corrida, referese também a carreira profissional, de onde se surgiu
a expressão Curriculum Vitae. Dewey (2001), afirma
que o entendimento de currículo como um caminho
percorrido ou que se vai percorrer origina-se com a
ideia central de sequencialidade e sobretudo como
um conjunto de regras, que deviam ser seguidas por
professores e alunos.
Moreira (2001) agrega a ideia de que o currículo
está intimamente ligado a questão do conhecimento,
da seleção dos conteúdos, da aprendizagem, da avaliação do ensino, do projeto pedagógico, das ações,
estratégias de ensino e aprendizagem de um dado
momento, e ao refletirmos sobre determinados currículos não podemos deixar de considerar quais conhe-
cimentos, valores, habilidades e regras eram considerados verdadeiros numa determinada época.
De fato, há uma pluralidade de definições relacionadas ao currículo, pois o currículo abrange os elementos da cultura de uma sociedade, na forma como
foram selecionados e transmitidos, e sobretudo a qualidade do ensino. O currículo deve ser entendido de
forma abrangente, que envolva todas as situações da
vida escolar e social do aluno, dentro e fora da escola.
O currículo representa todas as atividades e experiências vivenciadas pelos estudantes sob a orientação da
escola, tendo como meta os objetivos determinados
por ela.
Currículo, então, deve ser considerado como tudo
que possa promover o processo educativo, englobando as experiências, as atividades, todas as ações
que envolvem o educando, os professores, a escola e
a sociedade e que tenham por finalidade alcançar os
objetivos educacionais.
1.2- A História da Construção Curricular
Os primeiros currículos tinham como eixo central
a escrita, a matemática e as artes, sobretudo no Egito
e na Grécia. A leitura era ensinada a todos, mas o ato
de escrever era restrito às classes sociais favorecidas.
As minorias quando chegavam a escola permaneciam
por anos até aprender a ler, quando conseguiam, enquanto as crianças das classes favorecidas seguiam o
processo de alfabetização até a escrita.
Era comum os escravos acompanharem os filhos
dos senhores para que auxiliassem as crianças nos deveres de casa, aprendiam apenas com a finalidade de
auxiliá-los nas tarefas posteriores.
As artes fizeram parte dos currículos em várias civilizações e em momentos históricos distintos. A
música e a literatura sempre estiveram presentes nas
grades curriculares, tendo visto que as artes visuais,
a geometria e o desenho compuseram currículos por
milênios.
A própria disciplina de História ao longo do século
XX apresentou apenas a história de fato, os grandes
feitos, os grandes heróis, minorizando os movimentos
de resistência, as lutas dos grupos minoritários.
Um olhar mais cuidadoso nos currículos ao longo da
história, revelam que a cultura sempre esteve presente
como condição da formação humana. O contraponto
com os dias atuais é que com o avanço nas diferentes
áreas do conhecimento, atentamo-nos para o desenvolvimento do ser humano, sobretudo a criança, e
como a sua personalidade é formada diante dos diferentes elementos que a compõe, entre eles a cultura e
conhecimento.
A Constituição do Campo do Currículo
Os primeiros estudos sobre o currículo surgiram
no início do seculo XX nos Estados Unidos, tendo
como precursor Franklin Bobbit. Os estudos deste
autor pautavam-se na adaptação dos novos conceitos
da administração industrial para os princípios escolares. Sua preocupação englobava o uso do currículo de
acordo com as potencialidades e ocupações que cada
indivíduo iria assumir na sociedade. A teoria curricular nasce impregnada com a ideia do currículo como
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um controle de qualidade, sobretudo sobre o conhecimento e sobre os professores e alunos.
ideias sobre a dialogicidade, o respeito ao ser humano
e ao seu processo de humanização.
Na década de 1940, surge o primeiro ensaio de Tyler,
que defende a ideia de um currículo racional e neutro,
com objetivos educacionais específicos e claros. Cabia ao professor aprender a planejar o seu ensino de
acordo com o objetivo que pretendia alcançar. Neste
estudo determinantes sociais, políticos, econômicos e
culturais não eram necessariamente objetivados.
A segunda vertente fundamenta-se nos estudos de
Michael Aplle e Henry Giroux, que defendem que
o currículo é histórico e culturalmente determinado,
que o mesmo deve ser visto como um ato político que
visa a libertar as camadas populares, uma vez que o
currículo deveria atender aos interesses de todos os
envolvidos no processo educacional.
Questões como o que deve ser ensinado não estão
em culminância, como será ensinado no modelo proposto por Tyler. Todo o sucesso está centrado no seu
planejamento racional, tecnicista, a-histórico e descontextualizado da história do aluno e da comunidade
em que este vive.
No Brasil os estudos na área do currículo iniciaramse com o movimento da Escola Nova, mas só começaram a ser difundidos com as publicações da Revista
Brasileira de Estudos Pedagógicos e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP). Após a reforma
universitária de 1968, com a Lei 5.540, é estabelecida
a introdução da disciplina de Currículo e Programas
nos cursos de Pedagogia.
Nas décadas seguintes, inúmeras críticas surgiram a
esse modelo de currículo que desencadeou as teorias
críticas, oriundas principalmente do trabalho de Michael Young. Duas vertentes surgiram das teorias críticas, sendo que a primeira vertente defendia a experiência dos alunos e as suas necessidades formavam
o eixo central da composição curricular, o aluno era o
centro do processo de aprendizagem, onde o método
tinha também um olhar especial. Um grande destaque
deste modelo foi o educador Paulo Freire e as suas
Na década de 1970 as ideias de Tyler passam a vigorar no Brasil, especialmente na reforma do ensino
do 1° grau, como é visto na Lei 5.692/1971. As mudanças no campo curricular, voltadas para a valorização da historicidade do aluno, começam no início dos
anos 80, mas só se consolidam nos anos 90, com os
cursos de pós-graduação e pesquisas na área. Nomes
como Antônio Flávio Barbosa Moreira, Tomas Tadeu
Silva, Elizabeth Macedo entre outros apresentam larga pesquisa no campo do currículo atualmente.
1.3- A Concepção de Currículo como Construção
Sócio-Histórica
O questionamento em torno da seleção de um determinado conteúdo está em pensarmos a quem esta seleção favorece e quais interesses privilegia, pois todo
o currículo representa uma seleção cultural das disciplinas e conteúdos. As escolas tiveram ao longo dos
anos as suas funções ampliadas, o que trouxe novos
significados para o currículo, pois comportamento,
valores, atitudes, habilidades, além das informações,
conhecimentos e conceitos, passaram a fazer parte do
currículo para atender às demandas da sociedade.
O currículo escolar deve ser entendido como um
texto que engloba em sua totalidade as experiências
do conhecimento, e deve ser visto como um produto
das relações sociais, históricas e culturais. Ao selecionarmos determinados conteúdos para um currículo
devermos também considerar o que deixamos de selecionar, pois eles representam a visão de determinadas culturas, sobre alguns conhecimentos.
O currículo deve ser situado histórico e culturalmente, o que significa dizer que ele muda com o passar dos tempos, pois atende aos interesses dos grupos
sociais que detêm o poder. Ele é definido por questões
políticas, sociais, econômicas, éticas e estéticas. Reflete as relações de poder existentes em uma determinada sociedade.
O currículo ou a Teoria curricular surge da necessidade de torná-lo instrumento de controle da qualidade
do sistema educacional, mas para que o instrumento
tivesse garantias, o currículo deverá nortear o trabalho acadêmico de acordo com os objetivos educacionais que pretende-se atingir, mas como possibilitar
a construção desses objetivos, como organizar tal
construção e como determinar se os objetivos foram
alcançados. Percebe-se a preocupação em planejar o
trabalho acadêmico.
Ao analisar a história do currículo, fica evidente que
o mesmo assume o papel de manutenção das classes
sociais, determinando quem fará parte ou não do processo educacional, entretanto cabe ao currículo não
só reproduzir mas também produzir e desenvolver
sujeitos.
Mas como saber se o currículo proposto favorecerá
ou não o desenvolvimento humano? Sendo uma vez
situado historicamente, marcado seu tempo, percebemos a formação de novas áreas de conhecimento, o
uso de novas práticas culturais, como advento da globalização e da tecnologia.
Esse currículo sempre traz a tona novos conhecimentos que são agregados a experiência do aluno e a
realidade do seu cotidiano, além de promover o acesso aos bens culturais e ao conhecimento.
A escola é o espaço privilegiado de acesso a toda
cultura produzida pela sociedade, além de também
representar uma espaço onde se constrói identidades,
espaços de trocas e convivências, e estimule a formação da cidadania. O conhecimento necessita ser
desenvolvido para crescimento pessoal. A escola através do currículo define as normas e os procedimentos
que irão garantir a aprendizagem.
Exercício de Autoavaliação
“É por isso justamente que os setores da sociedade interessados em manter as condições existentes, de que são
beneficiários, fazem o maior esforço e empregam todo o seu poderio para manter sob seu domínio a formação
das novas gerações e os meios de divulgação, através dos quais canalizam a “verdade” que lhes é favorável.
(P. 73)”
LEMME, Paschoal. Memórias. v. 3. São Paulo: Cortez, 1988.
Comente a citação acima tendo como fundamento o currículo como construção sócio-histórica.
Leitura Complementar
Em nossa sociedade, marcada por práticas sociais excludentes e por uma educação escolar tradicionalmente
assentada na dominação e no controle do indivíduo, qualquer intenção de formação humana voltada para a
emancipação deveria tomar como fim uma formação cultural voltada para a “autorreflexão crítica”. Isso corresponde a pensar na possibilidade de uma formação que leve em consideração a capacidade do indivíduo tornarse autônomo – intelectual e moralmente –, ao mesmo tempo em que, ao ser capaz de interpretar as condições
histórico-culturais da sociedade em que vive, saiba identificar os mecanismos que têm confinado o homem à
eminência da barbárie e lutar contra eles.
O modo como a instituição escolar tem se organizado tem reforçado mecanismos geradores de adaptação
e dominação. A razão que demarca objetivos, metas e finalidades, impõe, a priori, os desígnios de formação
individual. A reprodução memorizada dos bens culturais submete o comportamento aos modelos facilmente
consumíveis da indústria cultural e remete, sem culpa, à aceitabilidade da padronização e da massificação. As
formas de pensar geradas pelo modo como se organizam os saberes escolares, sua lógica disciplinar e prescritiva, moldada pelo esclarecimento fundante das modernas ciências naturais, sedimentam modos de aprender pela
repetição, memorização e reprodução das ideias alheias. O objeto da aprendizagem, um conhecimento fragmentado, cindido, mas legitimado pelo status de ciência, tem conduzido a formalidade das práticas escolares e
curriculares a procedimentos que parecem ter sua lógica submetida exclusivamente a eles mesmos.
Os métodos de ensino encerram em si a mesma lógica instrumental – da busca de um método único capaz
de ensinar tudo a todos, passamos pelas pedagogias ativas centradas nos ritmos individuais e chegamos à conversibilidade do conhecimento em técnica – e têm consubstanciado um emaranhado de tentativas de formação
que, no limite, circunscrevem processos de pseudoformação.
As práticas escolares e curriculares têm se cercado ainda de modelos de disciplinamento do corpo e da mente
que simbolizam e materializam modos de conduta que têm impossibilitado a autodeterminação da consciência.
Dos meios legitimados e institucionalizados, a avaliação da aprendizagem escolar é o mais expressivo mecanismo de controle que se imprime aos alunos e os submete diante das ameaças de reprovação e exposição moral. Essa forma de organização não é outra coisa senão aquilo que ADORNO (1996) chamou de sedimentação
de um espírito objetivo negativo e que tem convertido a formação cultural em pseudoformação.
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O currículo escolar sempre esteve, de algum modo, vinculado a procedimentos de seleção da cultura. A concepção originária, no contexto da moderna escola burguesa, tem sido reconhecida como a vertente tradicional
humanista e se fundamenta em uma concepção de cultura como algo fixo e estável, que toma o conhecimento
como dado, como fato e como conjunto de informações a serem repassadas às gerações mais jovens. O currículo já foi compreendido, a par de uma visão estritamente funcionalista do conhecimento, como conjunto de
técnicas e recursos instrucionais, conferindo-lhe um caráter marcadamente instrumental e utilitarista, orientado
por critérios economicistas de seleção dos saberes. A forma imóvel, pré-determinada de organização do saber
escolar, ao lado de um modo pretensamente objetivista de lidar com esse saber, reflete o paradigma do esclarecimento burguês, que, aliado à ideia de progresso, converte a cultura em valor (de troca), o conhecimento em
meio de adaptação e integração das crianças e dos jovens, e a formação humana, desprovida do caráter dialético
de genuína formação cultural, torna-se uma formação que impede o indivíduo de reconhecer-se enquanto tal. A
educação, que tem como característica ser uma função social permanente, deixa de se realizar como o processo
pelo qual os indivíduos se apropriam das práticas e representações de seu grupo social e se torna parte dele, ao
mesmo tempo em que se diferencia dele ao se tornar indivíduo.
(SILVA, M. R. Currículo, reformas e a questão da formação humana: Uma reflexão a partir da
Teoria Crítica da Sociedade. Educar, Curitiba, n. 17, 2001. Editora da UFPR.)
Atividade Complementar
Faça um fichamento das ideias principais apresentadas no texto acima.
Sugestão de Filme
Mr Holland, Adorável Professor (1995)
Em 1964, o jovem compositor Glenn Holland decide dar aulas de música, enquanto economiza apara dedicar
todo o seu tempo a composição de sua sinfonia. Para cativar os alunos, traz para a sala de aula o Rock´n Roll.
Com a chegada de seu filho surdo, Holland repensa a sua vida e decide dar uma grande virada, quando a sua
disciplina deixa de ser prioridade no currículo escolar e o professor é obrigado a se aposentar. Mas a vida ainda
lhe reserva uma surpresa extraordinária.
Aproximadamente 140 minutos.
UNIDADE II
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A RELAÇÃO ENTRE CURRÍCULO E SABERES
PEDAGÓGICOS
2.1- Caracterização e Fundamentos do Currículo
O currículo é o marco do processo de ensino e aprendizagem, pois entre outras atribuições tem como finalidade ordenar e classificar os conteúdos em disciplinas, que serão mediados dentro da escola. O currículo
é ainda caracterizado e definido como um projeto cultural, uma vez que os elementos da cultura se fazem
presente na seleção dos conteúdos, nos valores, nas
ideias, e podemos percebê-lo ainda pela ótica da perspectiva teórico-prática, porque representa um projeto
educacional que se realiza e se finaliza na prática.
Todo currículo expressa a filosofia, os valores concebidos, uma orientação teórica fundamentada, que
define porque determinado conteúdo foi escolhido em
detrimento de outro. Entretanto, para melhor entender este conceito faz necessário exemplificar as quatro funções que o compõem. O que ensinar, quando,
como; e que, como e quando avaliar.
 A primeira função o que ensinar inclui os conceitos, os objetivos propostos, a sua razão de ser, o que
se deseja favorecer, o que facilitar através do ensino.
 A segunda função, quando ensinar, aborda a maneira que é realizada a sequência dos conteúdos, a escolha, a ordenação.
 A terceira função, como ensinar, representa a estrutura das atividades de ensino e aprendizagem, a
metodologia, a didática, que visam a atingir os objetivos propostos através da seleção e ordenação dos
conteúdos.
 E a quarta e última função, que aborda o que,
como e quando avaliar, corresponde a verificação do
projeto até então selecionado. A avaliação, que será
abordado a posteriori, assegurará se a ação pedagógica está no caminho até então determinada, ou o que
precisa para aperfeiçoá-la.
Podemos afirmar que o currículo é a ponte entre a
teoria educacional e a prática pedagógica, entre o planejamento e a ação, entre o que foi determinado e o
que realmente acontece nas salas de aula.
Os currículos em voga apresentam como finalidade formar a pessoa como indivíduo, o que passou a
ser um dos principais objetivo da educação escolar.
O conhecimento torna-se mais do que uma aquisição
individual, uma das principais possibilidades de desenvolvimento da pessoa que refletirá na sua participação em sociedade.
2.2 - Por que Diferentes Currículos?
Ao considerarmos que o currículo é historicamente situado, afirmamos que o mesmo transforma-se ao
longo dos anos, pois atende aos interesses dos diferentes grupos sociais que mantêm o poder em determinado período.
atividade de acordo com o público a que se destina.
Como também não é eficaz importar ou copiar currículos de outras instituições de ensino, pois tende ao
fracasso de determinado grupo, pois não atende aos
desejos e anseios dos mesmos.
O currículo reflete as relações de poder de uma determinada sociedade, quando valoriza determinado
conhecimento em detrimento de outro. A forma como
a sociedade, o estado e a escola selecionam, distribuem, transmitem determinados saberes, refletem o
controle social sobre as classes minoritárias.
O currículo deve ainda ser considerado como um
documento em permanente revisão, objetivando atender aos novos anseios da sociedade. A proposta curricular é um instrumento que norteará os caminhos
apresentados pela educação, mostrando inclusive se
as orientações determinadas seguem as orientações
definidas pelos organismos nacionais.
Cesar Coll defende a ideia de diferentes currículos,
pois o mesmo deve considerar a diversidade da clientela que será atendida, diversidade essa que abordará,
além de conteúdos e metas, o planejamento de cada
O conhecimento deve ser valorizado como um bem
comum, que deve ser socializado com todos os indivíduos e o currículo é o instrumento de socialização.
18
Entretanto quando elaboramos um currículo único,
devemos considerar que os alunos são diferentes na
aprendizagem, e que um mesmo conhecimento será
apreendido em etapas diferentes.
Não há como se pensar em um currículo único diante de tantas especificidades, entretanto um currículo
com múltiplas visões também não atenderá aos requi-
sitos necessários para que o educando participe em
sociedade.
Muitas instituições ao organizarem seus currículo, mesmo sabendo que os alunos são diferentes na
aprendizagem, têm como parâmetro os poucos alunos
que apresentam sucesso no vestibular. As avaliações,
os sucessos findam por orientar os currículos.
2.3- Teoria e Prática na Construção do Currículo
O currículo tem o poder transformador, na medida
que influencia a prática docente a ter um novo olhar
sobre os alunos, mas, para que haja a transformação
necessária, é de fundamental importância que haja
mudanças no seu processo de elaboração e implantação.
Cabe ao currículo ordenar os conteúdos, pois o mesmo está no centro do processo educativo, visto que a
transmissão dos conhecimentos, dos conteúdos, dos
elementos de culturas gira em torno das práticas pedagógicas. O currículo é o eixo central não só da escola,
mas também de todo o trabalho docente, entretanto
a importância está na compreensão da concretização
do currículo, como está a efetivação do mesmo nas
salas de aula.
Gimeno (1998) entende currículo numa abordagem
considerada processual ou prática, pois só compreende o currículo em ação, entretanto três tópicos devem
ser observados.
 O primeiro tópico observa os conteúdos que constituem o projeto escolar;
 O segundo tópico observa em quais condições o
projeto se dá por fato, que relações estão presentes na
organização do currículo e como se dá a relação da
escola e da sociedade;
 O terceiro tópico traz uma observação mais ampla,
como se dá o currículo dentro da escola, a autonomia
do professor, a participação dos alunos. O autor afirma ainda que todo o currículo é pautado em posições
filosóficas, epistemológicas, científicas e pedagógicas.
De fato o currículo observado sobre essa ótica considera como o mesmo se realiza, como o currículo prescrito está sendo colocado em prática, principalmente
pelo trabalho docente, pois é na sala de aula que o
currículo ganha forma, se aperfeiçoa e transforma-se.
A apresentação formal de um currículo deve compreender os objetivos educacionais, os conteúdos, a metodologia e a avaliação.
Um currículo deve se orientar por linhas gerais,
como a:
1. fundamentação teórica, pautada na realidade
social, política, econômica da comunidade a que se
destina, e que norteará a filosofia que orientará a educação, destacando os ideais, os valores e os objetivos
amplos da educação.
2. organização e a seleção necessária dos conteúdos
e das disciplinas que possibilitem atingir de maneira
clara e concisa os objetivos predeterminados.
3. definição dos objetivos de aprendizagem de cada
ciclo, etapa ou série, ressaltando se possível o que se
espera que os alunos saibam ao fim de cada série, etapa ou ciclo.
4. seleção e organização dos conteúdos mais significativos que serão trabalhados no período letivo, para
alcançar essas expectativas, com justificativa de cada
um.
5. seleção das principais orientações didáticas e referências bibliográficas, que mais facilmente favorecerão a consecução dos objetivos, podendo ainda conter
sugestões de atividades e leituras complementares.
6. definição de um processo de avaliação, que esteja
adequado aos objetivos propostos no currículo.
Pode parecer estranho, mas a avaliação faz parte essencial da constituição de um currículo. Sgarbi (2007)
salienta a estreita relação existente entre a avaliação
e o currículo, por ser a avaliação uma das etapas do
processo pedagógico e o currículo dela fazer parte.
A avaliação assume o papel de avaliação do currículo proposto, quando também está em pauta as práticas
escolares, os objetivos e conteúdos selecionados, as
orientações didáticas. Os currículos atendem aos anseios da sociedade e a avaliação pretende assegurar se
as aptidões foram privilegiadas, se foram garantidas.
Perrenoud (2003) observa que a avaliação está intimamente ligada a questão do sucesso e do fracasso
escolar, quando a escola define as mesmas condições
de escolarização para todos os alunos, mas nem todos
acompanham. Quando certifica, reprova, recupera.
A instituição escolar exerce o seu poder de definir
o que entende por sucesso/fracasso escolar, que varia
de acordo com determinantes, como a avaliação que
as escolas são submetidas pelos organismos governa-
mentais. As instituições de ensino visam os seus currículos para que atendam a tais exigências e os alunos
que não acompanham são rotulados como fracassados. O currículo deve se orientar por objetivos claros
como exemplifica o autor.
Em vez de fazer malabarismos com os indicadores
e de salvar as aparências, os sistemas educacionais
fariam melhor se esclarecessem seus objetivos de
formação e se colocassem a avaliação de acordo com
seus objetivos, e não o inverso. O currículo deveria
vir em primeiro lugar e a avaliação deveria se encarregar de discernir se ele está sendo assimilado de maneira inteligente e duradoura, para além das rotinas
escolares e sem se tornar estreitamente dependente
de listas de classificação das escolas (PERRENOUD,
2003: 9-27).
Exercícios de Autoavaliação
1)
“O Currículo tem que distinguir e prever o que é essencial.
...
Cabe ao currículo estabelecer os conteúdos de cada nível” (p. 20).
LUCKESI, Cipriano Carlos. Nova Escola. ed. 191. abril de 2006
Disserte em no máximo vinte linhas sobre as afirmativas de Luckesi, pontuando a construção curricular, a
quem cabe a seleção dos conteúdos, dos objetivos, do processo de avaliação.
2) Discuta com seus colegas a citação de Perrenoud sobre o verdadeiro objetivo do currículo proposto pelas
instituições de ensino.
Leitura Complementar
Nova Rotina em Classe
Na sala da direção, da coordenação pedagógica ou na biblioteca, o currículo deve estar sempre disponível e
ser um instrumento de consulta para o professor. Depois de discuti-lo com os colegas e a coordenação, é hora
de fazer o planejamento para cada turma. Em Jundiaí, a 50 quilômetros de São Paulo, a nova matriz foi implantada em 2003. Uma das decisões mais importantes se referiu à necessidade de acabar com a fragmentação dos
conteúdos, que passaram a ser organizados em projetos didáticos, sequências e atividades permanentes. Para
isso, os professores teriam liberdade para distribuir o tempo de acordo com as necessidades de aprendizagem
da garotada.
Maria do Carmo Santos Antonelli, que leciona para 4ª série na EMEB Comendador Ermenegildo Martinelli,
trabalhou o tema Água nos dois primeiros meses, usou outros cinco meses para o projeto Volta ao Mundo
em 80 Dias, baseado no livro de mesmo nome do escritor francês Júlio Verne (1828-1905), e terminou o ano
ensinando Corpo e Movimento, juntamente com o colega de Educação Física. Com o auxílio da coordenadora
Cíntia Coreti Torezin, Maria do Carmo estudou os conteúdos relativos à série. “Ponto por ponto, combinamos
o planejamento das aulas e as atividades extraclasse e fizemos um acompanhamento sistemático do avanço de
cada estudante em fichas individuais”, destaca Cíntia.
Montar uma nova matriz ou promover a reforma dela, como mostram os exemplos desta reportagem, é um
processo reflexivo e de autoanálise que, no fim, garante qualidade e identidade ao ensino de uma rede. Do
ponto de vista do professor, o bom currículo deve:
 Chegar às escolas em versão impressa e eletrônica (CD-ROM ou disponível no site da Secretaria de Educação) para que todos tenham acesso à integra.
 Ter o processo de implantação acompanhado de uma formação continuada da equipe (palestras, seminários
e debates) para esclarecer dúvidas e acompanhar sua implantação em sala de aula.
 Ser lançado junto com textos de apoio (cadernos pedagógicos ou manuais de uso) que orientem os educadores sobre a a estrutura do texto e sua aplicação.
 Dispor de uma lista de sugestões de atividades e leituras complementares para todas as séries e disciplinas.
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 Deixar claras as expectativas de aprendizagem dos alunos e motivar a realização de exames internos como
uma forma de avaliar a eficácia do documento.
 Passar por avaliações periódicas para que seja reformulado, em partes ou no todo, sempre que a realidade e
a n ecessidade dos alunos assim exigirem.
São Paulo, o maior município do país, acaba de fazer a lição de casa e, depois de dois anos de debates, os
50 mil professores estão recebendo, neste início de ano, o documento que vai indicar os caminhos em quatro segmentos: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação Especial e Educação de Jovens e Adultos.
“Agora temos expectativas de aprendizagem claras e, com elas, a certeza de que novas práticas de sala de aula
vão melhorar o nível de ensino do nosso sistema”, aposta Regina Célia Lico Suzuki, diretora de orientação
técnica da secretaria municipal. Cleuza Repulho, ex-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais
de Educação (Undime), espera uma movimentação intensa das secretarias nos próximos anos para que mais
currículos sejam definidos, com o objetivo de implantar de forma eficaz o Ensino Fundamental de nove anos.
“É indispensável que o documento seja preparado, compartilhado e aceito por todos. Só assim os professores
terão um norte para seu dia-a-dia na sala de aula”.
Revista Nova Escola
Atividade Complementar
Comente a participação dos diferentes autores na construção curricular, e qual o seu posicionamento sobre as
atitudes tomadas. Aponte os pontos positivos e negativos, caso houver.
UNIDADE III
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A ORGANIZAÇÃO CURRICULAR NA EDUCAÇÃO BÁSICA
3.1- Paradigmas Curriculares na Educação Brasileira
Hoje: os Parâmetros Curriculares Nacionais
A organização curricular brasileira é definida pela
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, tendo em vigor a Lei de nº 9.394/96 e pela Constituição
Federal de 1988. Ambas as Leis afirmam a necessidade do Estado em elaborar parâmetros que nortearão
o ensino.
A LDB atual estabelece nos artigos 26 e 27 as normas para a elaboração do currículo. No Art. 26 da
LDB 9.394/96, onde pontua a base nacional comum
apoiada pela língua portuguesa, matemática, mundo
físico e natural, realidade social e política, arte, língua
estrangeira (a cargo da comunidade escolar), educação física e o ensino da história do Brasil. E no artigo
27 estabelece como diretriz a difusão de valores de
interesse social, orientações para o trabalho, apoio as
práticas desportivas e a consideração as condições de
escolaridade de cada educando.
Com o intuito de tornar o currículo das escolas mais
dinâmico, surge os Parâmetros Curriculares Nacionais que propõem interdependência e inter-relação
entre os diferentes componentes curriculares, respeitando a diversidade regional, cultural e política, confirmado pelo fragmento.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais nasceram
da necessidade de se construir uma referência curricular nacional para o ensino fundamental que possa
ser discutida e reduzida em propostas regionais nos
diferentes estados e municípios brasileiros, em projetos educativos nas escolas e nas salas de aula. E que
possam garantir a todo aluno de qualquer região do
país, do interior ou do litoral, de uma grande cidade
ou zona rural, que frequentam cursos nos períodos
diurno e noturno, que sejam portadores de necessidades especiais, o direito de ter acesso aos conhecimentos indispensáveis para a construção de sua cidadania
(BRASIL,1998: 9). (citação: fonte menor, sem parágrafo, centralizado)
É importante destacar alguns pontos que compõem
os PCN, como o papel da escola em proporcionar ambientes de construção e desenvolvimento dos conhecimentos, além da importância da ampliação da visão
dos conteúdos que também deve abordar os procedimentos, as atitudes e os valores.
Os conteúdos que compõe o currículo demonstram
o que a escola considera importante. Todo currículo
é impregnado das posições filosóficas, pedagógicas,
cientificas, todos os fundamentos necessários para a
organização dos cursos.
Os PCN apresentam a concepção pedagógica, os
objetivos, os conteúdos, orientação metodológica e
didática com o intuito de servir de base ao projeto de
cada sistema e escola.
Um breve relato das propostas de cada área de saber segue no quadro abaixo.
Língua Portuguesa
Matemática
Ciências
Educação Física
Artes
História
Geografia
Permitir acesso aos saberes linguístico como requisito para cidadania, através do desenvolvimento das habilidades da fala, da escuta,
do ato de ler e escrever.
Através da resolução de problemas, discussões, análises, comprovações, permitir que o aluno compreenda o mundo a sua volta.
Apresentar a ciência como instrumento de compreensão e transformação do mundo
Pretende garantir autonomia às práticas ligadas ao corpo e movimento.
Arte vista como objeto de apropriação de cultura e ampliação do
conhecimento.
Ampliar a compreensão da realidade, através do estudo de outras
realidades históricas, de outros povos.
Pretende compreender de que forma a ação humana interfere na
natureza.
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Apoiando as disciplinas obrigatórias, foi estipulado um conjunto de temas que devem ser trabalhados concomitantemente, sendo elas:
Ética
Orientação Sexual
Meio Ambiente
Saúde
Estudos Econômicos
Pluralidade Cultural
Deverá abordar temas como dignidade, respeito mútuo, justiça e
diálogo articulado as demais matérias.
Deverá abordar temas como atitudes e valores sobre o corpo, diferenças biológicas e culturais, formas de prevenção de doenças.
Trabalhará conceitos como ciclos naturais, fluxo de energia, biodiversidade, relações do homem com a sociedade e a natureza.
Desenvolverá práticas saudáveis através da compreensão da condição de saúde em cada grupo.
Apresentará subsídios para a formação de cidadãos críticos, capazes
de atuar de forma autônoma e responsável, valorizando o trabalho.
Possibilitará o convívio co outras formas de expressão, a valorização da história, com suas contribuições culturais, sociopolíticas e
econômicas.
3.2- Níveis de Competência: Currículo Nacional e
Autonomia da Escola
Os currículos representam um conjunto de orientações e determinações estabelecidas pelos Ministérios
e Secretarias, além de toda a ação curricular que permeia a prática pedagógica. Consideram ainda os valores, as habilidades e os comportamentos oriundos
do espaço escolar.
Se por um lado deve se cumprir certas normas e exigências, por outro lado a autonomia pode ser utilizada
pelas escolas. A autonomia é limitada ao definir um
currículo comum para o Ensino fundamental. Cada
etapa ou ciclo deve desenvolver habilidades respectivas as áreas a que se destina.
A autonomia das escolas na organização do currículo depende de diferentes fatores, como a orientação das políticas governamentais, que trouxeram os
modelos empresarias de atendimento ao cliente para
as escolas, além das avaliações oficiais, como Prova
Brasil, que pretendem verificar a unidade do currículo
adotado em todo o país.
A educação infantil deve promover o desenvolvimento integral em todos os aspectos físicos, psicológico, intelectual e social. O ensino fundamental deve
promover o domínio da leitura, escrita e cálculo, além
de dar subsídios para que o educando possa compreender o ambiente natural, social, político e tecnológico, como constam na LDB.
Os modelos empresarias organizam e limitam não
só o trabalho docente, pois visam apenas atender às
necessidades de mercado, mas não permitem muitas
vezes que o professor ensine o que quer, como quer,
da maneira que desejar. Os professores devem qualificar seus alunos para o mundo profissional, mesmo
que os valores da formação de um cidadão não estejam em pauta. Os conteúdos curriculares atentam
para as necessidades das infinitas profissões, o aluno
visto como um cliente deve ser satisfeito em todos os
seus aspectos e cabe ao professor manter a qualidade
do ensino.
O ensino médio tem como finalidade consolidar e
aprofundar conhecimentos adquiridos na etapa anterior, além de preparar para o trabalho e para a cidadania. Deve ainda dar condições para que o educando
tenha uma formação intelectual e o pensamento crítico, relacionado teoria e prática em cada conteúdo.
A pedagogia crítica dos conteúdos enriqueceu os
currículos com saberes sobre cidadania, avançamos
ao vermos nossos alunos como cidadãos, mas ainda
os temos como mercadoria.
O currículo deste seguimento deve se pautar pelas
seguintes diretrizes:
 Prevalecer a educação tecnológica;
 Compreender o processo de transformação da so-
ciedade e da cultura;
 A língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício de cidadania.
Exercício de Autoavaliação
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Zabala (2002) afirma que os currículos devem ser flexíveis a fim de permitir a adaptação necessária “as mudanças sociais e as características diferenciais de cada contexto educativo de cada aluno”. Ainda segundo o autor, só o currículo pode atender as necessidades de fazer com que o conhecimento seja adquirido num enfoque
globalizado, objetivando os problemas reais.
Descreva a importância da autonomia do professor frente as adaptações ao currículo.
Leitura e Atividade Complementares
Por que o senhor considera 'impostas' as reformas promovidas pelo governo federal, como a elaboração dos
Parâmetros Curriculares Nacionais?
– Não diria que o processo de elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais tenha primado por uma
participação ampla, democrática das pessoas interessadas. Acho que o governo perdeu uma chance de promover uma grande discussão sobre o que a sociedade pensa em termos de suas escolas e dos currículos para
elas. E não houve uma discussão que considero muito importante: o que entendemos por currículo nacional ou
por parâmetros? É um currículo comum para todos? Define conteúdos comuns e abre espaço a escolhas mais
localizadas? É a definição de princípios que devem nortear a elaboração dos currículos? O governo partiu para
a elaboração de parâmetros que, a meu ver, não fazem jus ao nome. Quando se definem conteúdos, quando
se definem metodologias e procedimentos de avaliação, não estamos falando apenas de parâmetros, que seriam mais um norte, um fundamento para o trabalho. O que se definiu, mesmo, foi uma proposta curricular. E
construir um currículo nacional é equivocado e bastante complicado; soa contraditório, quando se pensa que o
currículo concretiza-se na hora em que os professores estão trabalhando, ganha forma própria em cada realidade, em cada escola. Felizmente, o Conselho Nacional de Educação, em momento sábio, avaliou os parâmetros
como uma possível proposta, não a proposta obrigatória, o que abriu espaço para outras possibilidades, outras
experiências.
Entrevista – Antônio Flávio Barbosa Moreira. Disciplinas ainda têm seu lugar, em
Educação e Trabalho, 22 de outubro de 2000. Folha de São Paulo.
Qual a sua opinião sobre o discurso de Flávio Barbosa acerca dos Parâmetros Curriculares?
Sugestão de Site
Investigue no site do Ministério da Educação, www.mec.gov.br, as propostas curriculares.
Sugestão de Filme
O Sorriso de Monalisa (2003)
Katharine Watson (Julia Roberts) é uma recém-graduada professora que consegue emprego no conceituado
colégio Wellesley, para lecionar aulas de História da Arte. Incomodada com o conservadorismo da sociedade e
do próprio colégio em que trabalha, Katharine decide lutar contra essas normas e acaba inspirando suas alunas
a enfrentarem os desafios da vida.
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UNIDADE IV
O CAMINHO DA FORMULAÇÃO CURRICULAR NUMA
PERSPECTIVA DEMOCRÁTICA
4.1- O currículo como prática pedagógica na perspectiva da multiplicidade de sujeitos, saberes, espaços
e tempos
Um currículo democrático deve visar a humanização dos alunos, e este currículo deve oferecer o que
não está disponível para todos, como afirma Elvira
(2007: 18-19).
no caso brasileiro, é clara a exclusão do acesso a bens
culturais mais básicos como a literatura, os livros técnicos, atualização científica, os conhecimentos teóricos, a produção artística ... É a função da escola prover e facilitar este acesso (ELVIRA, 2001: 18-19).
O currículo é fomentado com o propósito de perpetuar o mito da igualdade na educação e uma vez
dissociado das necessidades do educando, que não
prevaleça a igualdade, sem dúvida o fracasso será gerado. Este currículo poderá ou não ser favorável ao
processo de formação do indivíduo, visto que o papel
do currículo na formação/transformação das novas
gerações tem se feito presente em torno dos grandes
debates sobre a função da educação.
A escola, ao elaborar o currículo, deve considerar o
que desenvolverá a espécie, proporcionando aprendizagem que será realmente utilizada. De fato o tema
interdisciplinariedade, tanto em voga nos meios acadêmicos, retorna com uma nova conotação, a de que
a interdisciplinariedade é de ordem interna quando o
aluno já adquiriu conhecimentos anteriores que lhe
darão subsídios para os novos conhecimentos, mesmo que necessite de mediação para atingir uma nova
etapa.
Como relata Elvira (2007),
as brincadeiras infantis são situações ricas e fundamentais para o desenvolvimento da função simbólica, propiciam estruturas biológicas de suporte para
as aprendizagens escolares, desenvolvem a noção de
espaço, mas não são suficientes para a apropriação
das representações que constituem as linguagens matemáticas ou escritas. Estas precisam ser ensinadas
(Idem: 48).
Por meio do currículo é possível afirmar que a escola é um espaço de construção de identidades, quando
elabora, realiza e avalia os projetos educativos nos
quais os alunos participam.
Canen (2002) aponta uma presença marcante na
educação do movimento do Multiculturalismo, movimento este que busca resposta para a questão do plural, da diversidade, que possibilite a formação de cidadãos críticos, democráticos, tolerantes e flexíveis.
Uma outra contribuição não menos importante é a
de Perrenoud (2003), que afirma:
1. o currículo tenha precedência e se fundamente naquilo que pareça essencial para ensinar e aprender,
em vez de fundamentar-se na obsessão de avaliar de
modo preciso ou na preocupação de fazer boa figura diante de uma concorrência que passa por tantas
mediações;
2. o sucesso escolar se fundamente numa avaliação
equitativa do conjunto das dimensões do currículo.
Só o currículo e nada mais que o currículo. As dificuldades metodológicas e as preocupações táticas
não justificam nenhuma renúncia. Os riscos, já presentes no cotidiano, de reduzir o currículo a um núcleo cognitivo tradicional, seriam fortemente acentuados pelas provas que privilegiam as aquisições
mais facilmente mensuráveis e que não levam em
consideração competências, atitudes, relação com o
saber, desenvolvimento social ou dimensão reflexiva
(Perrenoud. cit., 09-27).
Para que o currículo assuma a função que lhe foi
dada, de manter a excelência escolar, principalmente
por representar um texto com força de lei, definindo
as normas e as formas, muitas das vezes é mal interpretado, representando em provas tarefas que não dão
conta de verificar o nível de conhecimento, capacidade ou competência do indivíduo.
Um outro erro está nos diversos níveis de excelência representados nas notas ou conceitos, e na curva
de desempenho que não representam o potencial dos
alunos. A adoção de diferentes sistemas de avaliação
pelas instituições de ensino, umas mais severas que
outras que em determinados momentos alteram conceitos
A responsabilidade pela transformação nas áreas
curriculares deve ter a participação e todos os interventores da escola, tanto os organismos institucionais
quanto a escola e a família, e a estes cabem definir
as finalidades educativas e por fim delinear os currículos, criando um ambiente de exigência e avaliação
constante.
Silva (2006) descreve que cada área do saber tem
por prioridade um desenvolvimento cognitivo específico, que devem ter correspondência com as finalidades educativas e o currículo. Entretanto nessa nova
escola que está sendo concebida, há de se trabalhar
com conjugações como, a formação visando o respei-
to ao outro; o desenvolvimento sustentável; a formação para a vida em democracia; a formação visando
o respeito e a tolerância cultural; a responsabilidade
e a participação em sociedade e a formação por uma
sociedade mais solidária.
Para que haja um currículo verdadeiramente democrático ele necessita trabalhar o conhecimento local e
o universal, integrando e dialogando com a cultura do
aluno e a cultura mais ampla.
Exercícios de Autoavaliação
“Evidentemente, pensar em currículos multiculturais certamente esbarrará com os perigos apontados anteriormente. Como promover um currículo que valorize a diversidade cultural e, ao mesmo tempo, respeite
diretrizes determinadas por políticas curriculares homogeneizadoras e centralizadoras? Como trabalhar com a
construção das identidades culturais sem, no entanto, homogeneizá-las? De que forma preservar padrões étnicos e culturais singulares sem, no entanto, “guetizá-los” em currículos diferenciados, ou diluí-los em currículos
centralizados?
...
Currículos multiculturais se constroem nos embates entre intenções e realidades, impregnados por um horizonte que recusa o congelamento das identidades e o preconceito contra aqueles percebidos como “diferentes”.
Buscam caminhos possíveis que possam articular a educação a um projeto de sociedade plural, democrática,
em contraposição à barbárie, à intolerância e ao ódio ao outro, que se têm manifestado neste início de milênio,
infelizmente em dimensões planetárias.” (p. 192 e 193)
CANEN, A. Sentidos e dilemas do multiculturalismo: desafios curriculares para o novo milênio.
Série Cultura, memória e currículo. São Paulo: Cortez, 2002.
Como você responderia às questões apresentadas no texto?
Leitura e Atividade Complementar
A escola é um lugar de diferenças e não mais um lugar de equalização. Devemos equalizar algumas dimensões, tais como as que estão no âmbito dos direitos sociais. Como se costuma dizer, trata-se da igualdade, mas
mantendo-se a diferença. Esse núcleo é, na verdade, um nó. Um nó complicado. Como manter uma escola
plural – em termos de alunado, professores, políticas educacionais, metodologias de trabalho – e, ao mesmo
tempo, uma escola igualitária? Em outras palavras: diferença não é antônimo de igualdade. Nós queremos a
igualdade, mas ao mesmo tempo nós queremos manter as diferenças. O contrário da diferença é a mesmice, o
contrário da igualdade é a desigualdade. Isso pode se fácil de compreender; mas não é uma coisa simples de
executar. Aqui, cabe um registro interessante: boa parte das políticas oficiais e da publicidade vem fazendo um
distinção forte entre diferença e igualdade, ou seja, tratando-os como antônimos. Na contramão do entendimento das filosofias da diferença, os discursos oficiais, em sua expressiva maioria, ao mesmo tempo em que usam a
palavra diversidade para designar algo desejável, confunde diferença como desigualdade, claro que essa não é
uma simples questão de nomenclatura; por detrás dessas palavras, nesses discursos oficiais está o entendimento
de que a rigor, o diferente deve ser equalizado como os demais (Veiga-Neto, 2005: 58).
Comente a importância de se pensar na questão igualdade x desigualdade, presente na seleção dos conteúdos
e das propostas metodológicas presentes nos currículos.
25
26
Se você:
1)
2)
3)
4)
concluiu o estudo deste guia;
participou dos encontros;
fez contato com seu tutor;
realizou as atividades previstas;
Então, você está preparado para as
avaliações.
Parabéns!
Glossário
Humanização: processo pelo qual o homem se apropria das diferentes formas de comunicação, dos conhecimentos historicamente constituídos e ao desenvolvimentismo cultural de sua espécie.
Multiculturalismo: busca um conjunto de respostas à pluralidade cultural tendo como desafio superar as injustiças.
Obs.: Utilize ainda o glossário de outros instrucionais já lidos no decorrer do curso para sanar possíveis dúvidas.
27
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Gabarito
Unidade I
Exercício de Autoavaliação
Prezado aluno, você deve ter abordado em sua reflexão a importância do currículo como produto das relações
sociais, históricas e culturais que atendem os interesses dos grupos sociais que detêm o poder e a sua importância na manutenção das classes sociais.
Atividade Complementar
Em seu fichamento deve ter aparecido as possíveis palavras-chaves:
• Autonomia intelectual e moral
• Padronização e massificação aliada a educação memorizada
• Metódo de ensino único e capaz de ensinar tudo a todos-pseudoformação
• Currículo x seleção de cultura.
Unidade II
Exercício de Autoavaliação
1) Em sua dissertação, você deve ter pontuado a construção do projeto político pedagógico, os objetivos propostos pela comunidade escolar, a seleção dos conteúdos de acordo com as Diretrizes e os Parâmetros Curriculaes, como será feita a avaliação do aluno e da instituição escolar.
2) A citação de Perrenoud aborda a forma como a avaliação tem definido a escolha de conteúdos priorizando,
por exemplo, o vestibular.
Atividade Complementar
Prezado aluno, você deve ter abordado em seu comentário a necessidade da participação de toda a comunidade escolar na construção curricular, aliado ao projeto político pedagógico. Pontuou também a importância da
cultura local asociada as novas mudanças. Sobre os pontos positivos e negativos discuta os tópics levantados
com seu tutor.
Unidade III
Exercício de Autoavaliação
Em sua descrição você deve ter abordado a necessidade do professor no uso de recursos e metódos que auxiliem o aluno na compreensão do conteúdo, além da adaptação necessária frente às adversidades oriundas do
cotidiano escolar, o uso das experiências reais, da cultura trazida pelos alunos.
Leitura Complementar
A ideia central da entrevista aponta os Parâmetros como conteúdo imposto e que foi adotado por diferentes
instituições de ensino como currículo.
Unidade IV
Exercício de Autoavaliação
Prezado aluno, você deve ter refletio sobre a necessidade de se construir um currículo que atenda os interesses
da comunidade a qual se destina, mas que atenda também as diretrizes impostas, como os Parâmetros, os sistemas de avaliação Nacional (Prova Brasil, Sinaes, Enem etc.), a preparação para o vestibular.
Em sua reflexão você deve ter pontuado a necessidade do respeito a cultura do discente, a sua construção sóciohistórica e como enriquecê-la se tornar todos os alunos iguais.
Leitura Complementar
A leitura complementar nesta etapa do estudo pretende completar a sua reflexão do exercício de autoavaliação,
ao abordar o respeito pela diferença, cultural, de raça, gênero. A necessidade da valorização individual e do
respeito mútuo.
Se as sua respostas se assemalham com as do gabarito, parabéns, pois você conclui com êxito mais uma etapa
de seu curso.
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30
Referências Bibliográficas
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teorias e práticas curriculares