REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTERIO DAS FINANÇAS IIº TRIMESTRE 2014 1 de Agosto de 2014 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................................................. 4 1.1. 1.2. 2. O DESEMPENHO DAS FINANÇAS PÚBLICAS ...............................................................................................................................4 OBJECTIVOS NACIONAIS .......................................................................................................................................................9 BALANÇO DA EXECUÇÃO DO OGE DO IIº TRIMESTRE DE 2014 ....................................................................................... 12 2.1. BALANÇO ORÇAMENTAL .....................................................................................................................................................12 2.1.1. Receitas Realizadas .................................................................................................................................................16 2.1.2. Despesas Realizadas ................................................................................................................................................20 2.1.2.1. 2.1.2.1.1. 2.1.2.1.2. Análise da Despesa por Função ....................................................................................................................................... 23 Despesa Total por Função ................................................................................................................................................ 23 Despesa do PIP por Função .............................................................................................................................................. 25 2.1.3. Análise da Despesa e Receita por Província ............................................................................................................27 2.2. BALANÇO FINANCEIRO .......................................................................................................................................................32 2.2.1. Resultado Financeiro ...............................................................................................................................................33 2.2.2. Transacções com a Sonangol/Companhias- Receita Petrolífera .............................................................................34 2.3. BALANÇO PATRIMONIAL .....................................................................................................................................................35 2.3.1. Análise das Contas do Activo ...................................................................................................................................35 2.3.2. Análise das Contas do Passivo .................................................................................................................................36 2.4. RESULTADO PATRIMONIAL ..................................................................................................................................................38 2.5. FLUXOS FINANCEIROS DOS FUNDOS ......................................................................................................................................39 3. RELAÇÃO DOS ANEXOS ............................................................................................................................................ …...42 3.1. 3.2. 3.3. 3.4. 3.5. 3.6. 3.7. 4. EXECUÇÃO DA RECEITA POR NATUREZA .................................................................................................................................42 EXECUÇÃO DA DESPESA POR NATUREZA ................................................................................................................................42 EXECUÇÃO DA DESPESA POR FUNÇÃO ...................................................................................................................................42 EXECUÇÃO DA DESPESA POR PROGRAMA ...............................................................................................................................42 EXECUÇÃO DA DESPESA POR UNIDADE ORÇAMENTAL...............................................................................................................42 EXECUÇÃO DA DESPESA POR PROVINCIA ................................................................................................................................42 EXECUÇÃO DA DESPESA POR FUNÇÃO E PROJECTO PIP .............................................................................................................42 GLOSSÁRIO .................................................................................................................................................................... 43 Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |1 ÍNDICE DE QUADROS Quadro 1 Pressupostos Subjacentes do OGE Balanço Orçamental no IIº Trimestre ...............................................................5 Quadro 2 Principais Programas ..................................................................................................................................................11 Quadro 3 Balanço Orçamental no IIº Trimestre ........................................................................................................................12 Quadro 4 Balanço Orçamental até ao IIº Trimestre ..................................................................................................................13 Quadro 5 Resultado Orçamental até ao IIº Trimestre ...............................................................................................................16 Quadro 6 Receitas Realizadas no IIº Trimestre..........................................................................................................................17 Quadro 7 Receitas Realizadas até ao IIº Trimestre ....................................................................................................................17 Quadro 8 Despesas Realizadas no IIº Trimestre .......................................................................................................................20 Quadro 9 Despesas Realizadas até ao IIº Trimestre...................................................................................................................21 Quadro 10 Despesa por Função no IIº Trimestre .......................................................................................................................23 Quadro 11 Despesa por Função até o IIº Trimestre ...................................................................................................................24 Quadro 12 Despesa Realizada do PIP por Função .....................................................................................................................26 Quadro 13 Despesa por província no IIº Trim.de 2014 .............................................................................................................28 Quadro 14 Balanço Financeiro ....................................................................................................................................................32 Quadro 15 Resultado Financeiro .................................................................................................................................................33 Quadro 16 Produção Petrolífera ..................................................................................................................................................34 Quadro 17 Carregamento de Petróleo .........................................................................................................................................34 Quadro 18 Balanço Patrimonial...................................................................................................................................................35 Quadro 19 Operações de Crédito de Curto Prazo ......................................................................................................................37 Quadro 20 Operações de Crédito de Longo Prazo .....................................................................................................................37 Quadro 22 Resultado Patrimonial ...............................................................................................................................................38 Quadro 23 Transferência Para Fundos .......................................................................................................................................39 Quadro 24 Explicativo de Interferências e Mutações Passivas e activas ..................................................................................41 Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |2 ÍNDICE DE ILUSTRAÇÕES Gráfico 1 Indicadores macroeconómicos ......................................................................................................................................6 Gráfico 2 Evolução do Preço médio do Petróleo bruto das ramas angolanas ............................................................................7 Gráfico 3 Volume de Mercadorias Importadas ............................................................................................................................7 Gráfico 4 Volume de Mercadorias Exportadas ...........................................................................................................................8 Gráfico 5 Evolução da taxa de câmbio média(USD/AKZ) ...........................................................................................................9 Gráfico 6 Receitas Correntes ........................................................................................................................................................14 Gráfico 7 Receitas de Capital .......................................................................................................................................................14 Gráfico 8 Despesas Correntes ......................................................................................................................................................15 Gráfico 9 Despesas de Capital ......................................................................................................................................................15 Gráfico 10 Receita Realizada no IIº Trimestre ...........................................................................................................................19 Gráfico 11 Evolução da Receita ao Longo do IIº Trimestre ......................................................................................................19 Gráfico 12 Peso da Despesa Realizada no IIº Trimestre ............................................................................................................22 Gráfico 13 Receita Despesa ao Longo do IIº Trimestre .............................................................................................................22 Gráfico 14 Peso da Despesa por função .......................................................................................................................................25 Gráfico 15 Peso da Despesa Realizada até ao IIº Trimestre ......................................................................................................27 Gráfico 16 Receita Tributária arrecadada por província no IIº Trimestre de 2014 ...............................................................29 Gráfico 17 Despesa executada por província no IIº Trmestre de 2014 .....................................................................................30 Gráfico 18 Execução da despesa por província no IIº Trimestre de 2014 ................................................................................31 Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |3 1. INTRODUÇÃO 01. O presente Relatório pretende responder à exigência legal estabelecida no n.º 3 do Artigo 63.º da Lei n.º 15/10, de 14 de Julho – Lei Quadro do Orçamento Geral do Estado, nos termos do qual “o Presidente da República deve informar à Assembleia Nacional, até 45 dias após o termo do Trimestre a que se refere, sobre a execução orçamental, financeira e patrimonial, através de balancetes e relatórios trimestrais elaborados pelo órgão responsável pela contabilidade nacional, à excepção do último trimestre do ano, sobre o que é apresentada a Conta Geral do Estado, que acumula o movimento do exercício encerrado”. 02. O documento faz um balanço do IIº Trimestre do exercício financeiro de 2014, apresentando dados sobre a execução do Orçamento Geral do Estado, incluindo os Balanços Orçamental, Financeiro, Patrimonial e a Demonstração das Variações Patrimoniais. 03. A informação apresentada no presente relatório foi extraída do Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado (SIGFE) a 1 de Agosto e faz referência à execução orçamental durante o IIº Trimestre de 2014. 04. Um conjunto de anexos auxilia a compreensão das informações apresentadas ao longo do documento. 1.1. O Desempenho Das Finanças Públicas 05. Em virtude da agenda de crescimento e desenvolvimento económico e social consubstanciado no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017, o curso definido para a política fiscal para o ano financeiro 2014, à semelhança do ano financeiro de 2013, continuou assente no quadro macroeconómico fundamental prognosticado no PND, mas ajustado aos principais desenvolvimentos económicos de enquadramento interno e internacional recentemente registados. 06. Os indicadores macroeconómicos de base para o ano financeiro de 2014 apontavam para um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 8,8%, tendo sido recentemente revisto em baixa para 6,7%, superior à taxa prevista pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para os países da África Subsaariana em 2014 (5,4%) e para os países emergentes (5%). De salientar que o FMI reviu em alta o PIB mundial de 3% para 3,6%, fruto de um bom desempenho das economias avançadas. 07. Num exercício de constante actualização, foram ajustados os novos pressupostos para o IIº trimestre 2014 que assentam num objectivo de inflação acumulada anual de 7,5%, com intervalo entre 7%-9%, um crescimento real esperado do produto de 6,7%, cerca de 2,1 pontos percentuais abaixo da taxa projectada no OGE 2014 (8,8%), tendo como PIB Kz 13 046,1 mil milhões, produção petrolífera de 604,4 milhões de barris/ano, um preço médio de USD 106 por barril e a uma taxa de câmbio de Kz/USD de 97,8. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |4 Pressupostos Subjacentes ao OGE 2014 Execução 2012 2013. 2013 Prel. 2014 OGE 2014 Prog Inicial Revisão Inflação Acumulada Anual ( % ) 11,4 9,0 7,7 8,0 7,5 Produção Petróleo Bruto ( USD7Bbls ) 605,0 631,9 626,3 655,0 655,3 Taxa de Câmbio 93,9 95,4 96,6 98,0 97,8 Preço médio do Petro Bruto ( USD7Bbls ) 110,1 111,6 107,7 98,0 105,0 Taxa de crescimento Real do PIB ( milhões/ Bbls ) 3,9 5,2 6,8 8,8 9,3 Sector Petróleo ( % ) - 5,6 4,3 - 0,9 6,5 4,0 Sector não-Petróleo ( % ) 9,7 5,6 10,9 9,9 11,8 Fonte: MINFIN - Relatório de Fundamentação do OGE 2014; BNA - Mapa dos Meios de pagamentos (M3) de 12-02-2014; MINPLAN. Quadro 1 Pressupostos Subjacentes do OGE Balanço Orçamental no IIº Trimestre 7,5 604,4 97,8 106,0 6,7 - 3,5 11,5 Indicadores macroeconómicos 08. Após ter sentido os efeitos nefastos da crise financeira global de 2008- 2009, a economia de Angola tem apresentado nos últimos anos um desempenho considerável, com um crescimento robusto do PIB apoiado por confortáveis saldos fiscais, uma taxa de câmbio estável e uma inflação moderada e em sentido decrescente. 09. Angola encontra-se numa fase de estabilidade macroeconómica após anos de forte crescimento económico, interrompido pela crise financeira que trouxe estagnação da taxa de crescimento do PIB (20092011), devido a uma queda nos preços globais do petróleo e uma desaceleração na produção nacional de petróleo. Este fraco desempenho teve, consequentemente, repercussões nas receitas petrolíferas, a principal fonte de receita do Governo, influenciando negativamente o desempenho do sector não petrolífero. 10. Em 2013, a taxa de crescimento real do PIB foi de 6,8%, mais 1,6 pontos percentuais em relação a 2012, quando para o efeito de elaboração do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2014 se previu uma taxa de crescimento real do PIB de 8,8%, que no âmbito da revisão dos indicadores macroeconómicos as estimativas indicam um crescimento real de 6,7%, como consequência do crescimento do sector petrolífero e do sector não petrolífero em cerca de 3,5% e 11,5% respectivamente. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |5 12,0 11,4 9,0 7,5 6,8 5,2 8,0 6,7 3,9 6,0 107,7 106,0 4,0 2011 Exec: 2012 Exec. 2013 Prel. 2014 Prog. Percentagem 10,0 7,7 111,6 113 112 111 110 109 108 107 106 105 104 103 110,1 US Dólares Indicadores Macroeconómicos 2,0 0,0 Preço médio do crude Tx. Cresc. PIB Tx. Inflação Ac. Gráfico 1 Indicadores macroeconómicos Produção Petrolífera e Preço médio do barril do petróleo bruto 11. De acordo com a Programação Macro Fiscal do OGE de 2014, o preço médio esperado do barril do petróleo bruto para o exercício em referência é de USD 106,0, estando correlacionado com uma produção petrolífera anual de 604,4 milhões de barris de petróleo, fundamentando assim a expectativa de crescimento do PIB real em cerca de 6,7%. 12. Quando comparado com o preço médio do barril do petróleo bruto que se verificou no decurso do exercício fiscal do IIº trimestre de 2014, se observou um aumento de 2% em relação ao preço médio anual esperado do barril do petróleo bruto, e uma execução da produção petrolífera na ordem dos 25% da produção anual esperada. Evolução do preço médio do petróleo bruto das ramas angolanas 120,0 115,0 118,3 118,6 112,5 108,8 108,0 105,0 108,3 108,9 109,5 110,7 100,0 103,4 109,6 109,3 109,7 107,8 108,2 108,2 106,4 101,7 95,0 Ramas angolanas T2 2014 T1 2014 T4 2013 T3 2013 T2 2013 T1 2013 T4 2012 T3 2012 T2 2012 90,0 T1 2012 US Dólares 110,0 109,3 109,9 Brent Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |6 Gráfico 2 Evolução do Preço médio do Petróleo bruto das ramas angolanas 13. O preço médio do barril do petróleo bruto e a produção petrolífera registaram um aumento de 2% e 5%, respectivamente, no IIº trimestre de 2014 face ao Iº trimestre de 2014, facto que catapultou o aumento das exportações petrolíferas em cerca de 2% em relação ao Iº trimestre de 2014. 14. Em termos de variação homóloga, se registou um aumento do preço médio do petróleo bruto de 6%, e uma diminuição da produção petrolífera na ordem dos 6% face ao IIº trimestre de 2013. 15. Não obstante os potenciais riscos resultantes da volatilidade do preço do petróleo nos mercados internacionais, o preço do petróleo continua em alta em cerca de 10% em relação ao preço médio do petróleo bruto fixado no Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2014. Desempenho das Alfândegas 16. No período em análise, o valor aduaneiro das mercadorias importadas cifraram em Kz 718.529 milhões e o valor das exportações foi de Kz 490.318 milhões. 17. Portugal lidera a lista dos principais países de origem das mercadorias importadas com Kz 112.888 milhões, correspondendo a 15,7% do volume total seguido da China e dos Estados Unidos de América com 10,9%, 9,2% do Total, respectivamente. 18. A China lidera a lista dos principais países exportadores com um volume de mercadorias exportadas de Kz 226.809 milhões, cerca de 46% do total das exportações, seguido dos EUA e da Índia com Kz 68.686 milhões e Kz 39.324 milhões, representando 14% e 8% respectivamente. 120 000 112 888 100 000 78 257 80 000 66 026 62 509 52 034 60 000 40 000 20 000 0 Portugal China Estados Unidos de América Holanda Singapura Gráfico 3 Volume de Mercadorias Importadas Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |7 250 000 226 809 200 000 150 000 100 000 68 686 39 324 50 000 24 326 21 571 Espanha EAU 0 China EUA India Gráfico 4 Volume de Mercadorias Exportadas Inflação 19. A meta operacional para a taxa de inflação anual acumulada, que gravita na banda de 7,0-9,0% para o ano de 2014, conforme previsto no cenário macroeconómico, continua a ser perseguida pelo Executivo, enquanto a taxa de inflação acumulada de Junho de 2014 fixou-se em 3,5%, menos 0,77 pontos percentuais em relação à inflação acumulada de 4,3% observada em Junho do ano de 2013. 20. No ano 2013, a inflação acumulada até Junho de 2013 situava-se em 4,3%. Entretanto, a inflação homóloga passou de 9,2% em Junho de 2013, para 6,9% em Junho de 2014, enquanto a inflação média, no mesmo período, passou de 9,4 % para 7,9%. 21. O comportamento da taxa de inflação resulta, em parte, da disciplina por parte das autoridades em respeitar as metas monetárias definidas no PND, fruto de uma coordenação entre as políticas fiscal e monetária, permitindo assim um controlo eficiente da liquidez. 22. A gestão da política fiscal continua centrada nas grandes directrizes financeiras previstas no Quadro Fiscal de Médio Prazo 2013-2017, visando o alcance de resultados fiscais consistentes com o aprofundamento da estabilidade macroeconómica e sem comprometer o controlo sustentável da inflação, consagrando o OGE 2014 opções de medidas de política orçamental que visem a melhoria da eficiência e eficácia da despesa pública. Taxa de câmbio 23. A taxa de câmbio média esperada é de USD/AKZ 97,8, que quando comparada com a taxa de câmbio média do IIº trimestre de 2014 se apresentou depreciada em 0,16%. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |8 Evolução da taxa de câmbio média (USD/AKZ) 98,0 97,5 97,0 96,5 96,0 95,5 95,0 Jun-14 Mai-14 Abr-14 Mar-14 Fev-14 Jan-14 Dez-13 Nov-13 Out-13 Set-13 Ago-13 Jul-13 Jun-13 Mai-13 Abr-13 Mar-13 Fev-13 Jan-13 94,5 Taxa de câmbio média (USD/AKZ) Gráfico 5 Evolução da taxa de câmbio média (USD/AKZ) 24. A taxa de câmbio média do IIº trimestre do 2014 registou uma depreciação de 0,03% face ao Iº trimestre de 2014. Em termos de variação homóloga, a taxa de câmbio média registada no IIº trimestre de 2014 também apresentou-se depreciada face ao do IIº trimestre de 2013 em 1,6%. 1.2. Objectivos Nacionais 25. Para o ano financeiro de 2014, o OGE preconiza a realização dos objectivos nacionais definidos no PND, englobando não só a preservação da unidade e coesão nacional e a garantia das condições fundamentais para o desenvolvimento, como também a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, a inclusão da juventude na vida activa, sector privado no processo de crescimento do País e a inclusão competitiva de Angola no cenário internacional. 26. Conforme previsto no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), o crescimento e desenvolvimento económico para o período 2013-2017 assenta na intervenção do Executivo em duas grandes áreas de políticas, cobrindo uma agenda de crescimento e desenvolvimento sectorial e outra centrada no desenvolvimento equilibrado do País em termos de prioridades territoriais, sendo esta última materializada por via dos designados Programas de prioridade nacional, vocacionados para a promoção do desenvolvimento equilibrado do território nacional e agrupados. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |9 27. Foram identificados 32 Programas, espelhados no Quadro 2, que estão em curso e integram os Investimentos Públicos do âmbito geográfico nacional ou provincial e com impacto social e económico na vida das populações, dos quais se destacam: a) No Sector Social, a Construção de 111 Escolas Primárias, com uma execução de 69%; Estudo e construção centros comunitários para a Juventude, com uma execução de 78%; b) No Sector de Assuntos Económicos, o Projecto de Desenvolvimento Agrícola de Quiminha, com uma execução de 73%; Construção da Academia de Pescas do Namibe, com uma execução de 53%; c) No Sector da Defesa e Segurança, destacam-se a Construção da Cadeia do Peu-Peu, com uma execução de 88%; Construção de Instalações de Centros de Produção nas Cadeias, com uma execução de 61%; d) No Sector dos Serviços Públicos Gerais, destacam-se a Construção e apetrechamento do Parque tecnológico Incubadora Empresa, com uma execução de73%; Construção e Apetrechamento da Escola de Administração do ENAD, com uma execução de 100% Principais Programas (valores em milhões de Kz) Nº DESCRIÇÃO Sector Social ORÇAMENTO EXECUÇÃO % EXEC. 15 428 10 023 65% 1 Constr. 111 escolas prim, 10 de 1º Ciclo C. Cubango 3 502 2 425 69% 2 Const.Campus Univers.A Neto 1 017 640 63% 3 Const. Apetre. Hospital Municipal C. Nzoji - Malange 3 318 1 849 56% 4 Const.infra.apoio auto const.dirigida 2000 casas 1 320 378 29% 5 Const. Apetrechº. Hospital Municipal do Moxico 2 022 1 722 85% 6 Const. Do edif.Museu Cien. Tecnologia 1 382 958 69% 7 Const.Quadras Poli Desportivas a Nivel Nacional 1 867 1 274 68% 8 Estudo e const. De Centros Comunit. para Juventude Assuntos Económicos 1 000 777 78% 80 758 37 599 47% 1 Desenvolv.Agr. Da Quimia/Minader 2 495 1 812 73% 2 Const.de Acad. de Pesca Namibe (2ª Fase)Minpes 2 471 1 319 53% 3 Ampliação da Estrad de Camama/Viana/Mincons 2 020 1 124 56% 4 Const. Centralidade Hidroel.Cambambe-Minea 29 847 13 715 46% 5 Revitalização de Eixos Viários de Luanda 31 674 12 073 38% 6 Const. Centro Logistico da Caala 4 856 2 715 56% 7 Const. Infra 3º e 4º Quadrant Reserv.Indust.Viana 3 260 2 138 66% 8 Remas redes mediatecas de Angola 4 135 2 703 65% 3 604 2 543 71% Defesa e Segurança 1 Const. abastº regime Defesa Anti Áerea Bengo 383 365 95% 2 Const. Apetrecº Comando Regional A.Norte Luanda 399 337 84% 3 Const. Infra. Estrutura da Policia Nac. Luanda/Sul 639 345 54% 4 Const. Cadeia do Peu Peu Minint 346 305 88% 5 Const.instl. Produção de Cadeias 507 311 61% 6 Ampliação do Inst. Superior Técnico de Luanda 225 172 76% Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |10 Nº DESCRIÇÃO 7 Const. Unidade Seg. Presidencial de Luanda 8 Const.Comando dos Bombeiros de Lunda Norte ORÇAMENTO Serviços Públicos Gerais EXECUÇÃO 913 581 192 % EXEC. 64% 127 66% 19 207 7 949 41% 1 Projecto Multi Sectorial Emergência fase 1 e 2 5 473 1 796 33% 2 Estudo de Projecto de Infraestr. Autarquias 3 727 1 497 40% 3 Const. apetrechº 6 Serv Prov. Inea 1 688 598 35% 4 Const.Infrastruturas Ombala Bailundo 1 875 658 35% 5 Const. Da Assembleia 5 633 2 731 48% 6 Const.9 Deleg.Municip. do Sinse/Lunda Norte 399 303 76% 7 Const. Apetrechº Parq Tecno. Incubadora E. Luanda 172 126 73% 8 Const.Apetrechº Escol Nac.de Admin. INAD 2ª Fase TOTAL 240 118 997 240 58 114 Fonte: SIGFE – Resumo da Despesa por Função; MINFIN Quadro 2 Principais Programas Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |11 100% 49% 2. BALANÇO DA EXECUÇÃO DO OGE DO IIº TRIMESTRE DE 2014 28. No decorrer do IIº Trimestrede 2014 a execução do OGE teve o seguinte comportamento: 2.1. Balanço Orçamental 29. O Orçamento Geral do Estado estimou uma receita de Kz 7.258.385 milhões e fixou a despesa em igual montante conforme Quadro 3. Desempenho do Balanço Orçamental do IIº Trimestre (valores em milhões de Kz) Receita Prevista Realizada 2014 Iº Trim. IIº Trim. % Realização Despesa Autoriz. Iº Trim. IIº Trim. Realizada 2014 Iº Trim. IIº Trim. % Realização Iº Trim. IIº Trim. Receitas Correntes 4.859.618 1.057.121 985.185 22% 20% Despesas Correntes 3.878.108 929.278 933.332 24% 24% Tributária 2.218.558 562.794 585.468 25% 26% Pessoal e Contrib. Empregador 1.370.753 272.647 288.922 21% 20% Patrimonial 2.505.877 490.767 388.659 20% 16% Bens 9.533 3.486 1.880 37% 20% Serviços 122.554 16 1.460 0% 3.096 58 7.718 2% Receitas de Capital 2.398.767 Alienações 1.644 Financiamentos 1.706.257 Reversão de Result. Anteriores 690.866 250.096 235 166.388 83.473 435.925 218 130.111 305.596 10% 14% 10% 12% Serviços Rec. Corr.Diversas Indemnizações e Restituições Saldo orçamental Negativo Total 1% Juros da Dívida 249% Subsídios Transferências Correntes 18% Despesas de Capital 13% Investimentos 8% Transferências de Capital 44% Desp. de Capital Financeiro Outras Despesas de Capital Reservas Reserva Orçamental Total da Despesa 63.149 186.914 7 258 385 1.370.366 1.608.024 19% 22% Total Quadro 3 Balanço Orçamental no IIº Trimestre 404.364 89.901 77.568 19% 19% 1.064.545 240.309 210.460 20% 37% 127.577 18.959 44.354 35% 41% 603.781 218.935 228.923 307.088 88.527 83.105 3.367.128 441.088 674.692 2.024.685 266.309 411.478 58.246 0 0 1.136.633 174.779 241.329 147.564 0 21.885 13.149 0 0 13.148 0 0 7.258.385 1.370.366 1.608.024 38% 27% 20% 20% 0% 21% 15% 0% 0% 22% 10% 23% 17% 18% 0% 17% 24% 0% 0% 21% 7 258 385 1.370.366 1.608.024 19% 22% 30. No IIº Trimestre foram arrecadadas receitas no valor de Kz 1.421.110 milhões, que correspondem a 20% das receitas previstas, contra 19% no Iº Trimestre. 31. Em relação às Despesas foi realizado o montante de Kz 1.608.024 milhões que representam 22% da Despesa Orçamentada, comparativamente ao Iº Trimestre em que houve uma realização de 19%. 32. Pelo quadro acima, podemos notar que para o periodo em analise obtivemos um saldo orçamental negativo, na ordem dos Kz186.914 milhoes, resultado das Receitas arrecadadas e Despesas realizadas no no IIº Trimestre. Parte de tais Despesas foram acomodadas com recursos provinientes de periodos anteriores. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |12 Balanço Orçamental até ao IIº Trimestre (valores em milhões de Kz) RECEITA PREVISTA REALIZ. % REALIZ. DESPESA AUTORIZ. % REALIZ. REALIZ. Receitas Correntes 4 859 618 2 042 306 42% Despesas Correntes 3 878 108 1 862 610 48% Tributária 2 218 558 1 148 262 52% Pessoal e Contrib. Empreg. 1 370 753 561 569 41% Patrimonial 2 505 877 879 426 404 364 167 469 41% Serviços 9 533 5 366 56% Serviços 1 064 545 450 769 42% Indemnizações e Restituições 3 096 1 476 48% Juros da Dívida 127 577 63 313 50% 122 554 7 776 603 781 447 858 74% 307 088 171 632 56% 29% Despesas de Capital 3 367 128 1 115 780 33% 28% Investimentos 2 024 685 677 787 33% Rec. Correntes Diversas 35% Bens 6% Subsídios Transferências Correntes Receitas de Capital Alienações Financiamentos Reversão de Resultados Anteriores 2 398 767 686 021 1 644 453 1 706 257 296 499 17% Transferências de Capital 58 246 0 0% 690 866 389 069 56% Despesas de Cap. Financ. 1 136 633 416 108 37% 147 564 21 885 15% Outras Despesas de Capital Reservas Reserva Orçamental Total da Despesa Saldo Orçamental Negativo 13 149 0% 13 149 0% 7 258 385 2 978 390 41% 7 258 385 2 978 390 41% 250 063 Total 7 258 385 0% 2 978 390 41% Total Quadro 4 Balanço Orçamental até ao IIº Trimestre 33. O Balanço Orçamental até ao IIº Trimestre, conforme Quadro 4, evidencia uma receita arrecadada de Kz 2.728.327 milhões e realizadas despesas no valor de Kz 2.978.390 milhões, de que resultou num saldo orçamental Negativo de Kz 250.063 milhões. 34. A Receita programada do período, foi projectada em Kz 1.197.972 milhões correspondendo em cerca de 78% da previsão, enquanto a receita arrecadada cifrou-se em Kz 1.421.110 milhões. 35. A despesa programada para o período foi de Kz 1.709.103 milhões correspondente a cerca de 23% do OGE e a execução da despesa em Kz 1.608.024 milhões. Em geral a execução financeira do período esteve em linha com o programado. 36. O Balanço Orçamental demonstra que a despesa fixada, durante o período foi executada em 41%. Esta realização é superior em 50% comparativamente ao período homólogo de 2013. 37. É de salientar que na despesa autorizada ocorreram alterações nas naturezas das despesas, sem contudo modificar o total autorizado para o ano, em função dos ajustes decorrentes de créditos adicionais processados dentro do exercício, através de contrapartidas internas, com base no disposto na alínea c) do artigo 3º da Lei nº 2/13 de 7 de Março – Lei que aprova o Orçamento Geral do Estado para 2013. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |13 Receitas Correntes 1 400 000 1 200 000 1 148 263 879 426 1 000 000 800 000 600 000 400 000 200 000 0 Receita Tributária Receita Patrimonial Receita De Serviços Receitas Correntes Diversas Gráfico 6 Receitas Correntes 38. De acordo o gráfico 6, o grau de execução das receitas correntes está dentro do programado atendendo os níveis de realização, destaca-se a arrecadação de Receita Tributária com uma arrecadação de 1.148.262 com um grau de realização de 52%, em relação as Receitas Orçamentadas, onde se inclui as receitas de Impostos, Taxas e Contribuições. 39. As receitas Correntes Diversas e as Indemnizações, apresentam um baixo grau de realização ao longo do trimestre. Receitas de Capital 450 000 400 000 350 000 300 000 250 000 200 000 150 000 100 000 50 000 0 389 069 296 499 453 Alienações Receita De Financiamentos Reversão De Resultados Anteriores Gráfico 7 Receitas de Capital 40. As Receitas de Financiamento, somaram Kz 296.499 milhões essencialmente constituídas por captações de financiamento mobiliário no mercado interno. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |14 41. Despesas Correntes 700 000 600 000 500 000 400 000 300 000 200 000 100 000 0 619 490 618 239 529 740 31 827 63 313 Despesas Com Contribuições Despesas Bens Pessoal Empregador e Serviços Juros Subsídios e Transf Correntes Gráfico 8 Despesas Correntes 42. A realização das Despesas Correntes situou-se a nível do que foi projectado tendo em conta o grau de execução. Destaca-se as despesas com subsídios e as transferências correntes, que ultrapassaram as projecções para o período em 74% e 56% respectivamente. Despesas de Capital 800 000 700 000 600 000 500 000 400 000 300 000 200 000 100 000 0 677 786 416 109 21 886 Investimentos Despesas Capital Financeiro Outras Despesas Capital Gráfico 9 Despesas de Capital Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |15 Resultado Orçamental até ao IIº Trimestre (valores em milhões de Kz) N/C CATEGORIA AUTORIZADA ECONÓMICA ECONÓMICA REALIZADA Taxa de Execução Taxa de Execução Variação 2014 2013 2014 2013 2014 2013 Homóloga (1) (2) (3) (4) 5=3/1*100 6=4/2*100 7=((4-3)/3))*100 1 Receitas 7 258 385 6 635 567 2 728 327 2 276 761 38% 34% 20% 2 Despesas 7 258 385 6 635 567 2 978 390 1 981 568 41% 30% 50% -250 063 295 193 Resultado Orçamental - - -185% Quadro 5 Resultado Orçamental até ao IIº Trimestre 43. A receita arrecadada durante o período em análise, ascendeu a Kz 2.728.327 milhões, o que equivale a uma execução de 38%, face ao período homólogo de 2013, que se situou em 34%, resultante do aumento das receitas correntes. 44. A despesa executada até ao IIº Trimestre do ano ascendeu a Kz 2.978.390 milhões a que equivale a uma variação de sinal positivo de 50% face ao período homólogo do ano transacto, resultante do aumento da despesa de capital em 9%. 45. A execução da Despesa de Capital em Kz 1.115.780 milhões, esteve abaixo do previsto, resultante da não realização de Despesas de Transferência de Capital e Outras Despesas de Capital. 46. O Resultado Orçamental até ao IIº Trimestre foi negativo em Kz 250.063 milhões resultante de uma arrecadação de receitas de Kz 2.728.327 milhões e, uma despesa executada de Kz 2.978.390 milhões, o que equivale a uma variação negativa de 185%, face ao período homólogo de 2013. 2.1.1. Receitas Realizadas 47. A Receita realizada, incluindo a receita do Instituto Nacional de Segurança Social,no IIº Trimestre, teve uma execução na ordem dos 19%, fortemente influenciada pelas Receitas Correntes arrecadadas. As Receitas Realizadas no IIº Trimestre, podem ser visualizadas no Quadro 6 a seguir. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |16 Receitas Realizadas no IIº Trimestre (valores em milhões de Kz) Prevista Realizada Realizada 2014 (1) Iº Trim (2) IIº Trim (3) RECEITA Correntes % Realização Iº Trim (4=2/1) Taxa de Execução IIº Trim (5=3/1) 4.859.618 1.057.121 985.186 22% 20% 3.313.097 710.772 628.023 21% 19% 2.504.607 450.494 358.567 18% 14% Companhias 808.490 260.278 269.456 32% 33% Diamantíferas 5.074 2.482 2.175 49% 43% 1.541.447 343.867 354.988 22% 23% 2.398.767 250.096 435.924 10% 18% Petrolíferas Concessionária Outras Receitas Correntes Capital 1.644 235 218 14% 13% 1.706.257 166.388 130.111 10% 8% Alienações Financiamentos 670.404 67.910 104.477 10% 16% 1.035.853 98.478 25.634 10% 2% 690.866 83.473 305.595 Obrigações e Bilhetes do Tesouro Desemb. De Financ. Externo Outras Receitas de Capital Totais 7.258.385 1.307.217 1.421.110 Quadro 6 Receitas Realizadas no IIº Trimestre 12% 44% 18% 20% 48. As receitas Realizadas até ao IIº Trimestre podem ser visualizadas no Quadro 7 a seguir Receitas Realizadas até ao IIº Trimestre (valores em milhões de Kz) PREVISTA RECEITAS 2014 (1) Correntes Petrolíferas Concessionária Companhias Diamantíferas Outras Receitas Correntes Capital Alienações Financiamentos Obrigações e BT Desemb. de Financ. Externo Outras Receitas de Capital Totais 4 859 618 3 313 097 2 504 607 808 490 REALIZADA 2013 (2) 4 858 482 3 281 980 2 390 839 891 141 2014 2013 (3) (4) 2 042 306 1 338 795 809 061 529 734 Taxa de Execução Taxa de Execução Variação 2014 2013 Homóloga Part. 2014 (5)=[(3)/(1)]*100 (6)=[(4)/(2)]*100 (7)=[(4)-(3)]/(3) 2 200 203 1 695 321 798 219 634 580 42% 40% 32% 66% 45% 52% 33% 71% -7% -21% 1% -17% 75% 49% 30% 19% 5 061 4 287 4 656 3 531 92% 82% 32% 0% 1 541 460 1 572 215 698 855 501 351 45% 32% 39% 26% 2 398 767 1 777 085 686 021 417 347 29% 23% 64% 25% 1 644 1 706 257 670 404 1 035 853 690 866 7 258 385 1 841 1 215 920 441 007 774 913 559 324 6 635 567 55% 6% 16% 1% 60% 39% -55% 276% 145% 1395% 15% 4% 0% 11% 6% 5% 14% 100% 453 1 005 28% 296 499 78 766 17% 172 387 70 466 26% 124 112 8 300 12% 389 069 337 576 56% 2 728 327 2 617 550 38% Quadro 7 Receitas Realizadas até ao IIº Trimestre 49. As Receitas Correntes realizadas durante o IIº Trimestre totalizaram Kz 985.186 milhões, correspondendo a um nível de arrecadação de 20% em relação à previsão, tendo contribuído com 69% da receita total arrecadada em Kz 1.421.110 milhões. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |17 50. A execução orçamental corrente, aponta uma receita corrente arrecadada inferior em 7% em relação ao período homólogo. 51. A execução orçamental das receitas de capital, demonstra que a receita de capital realizada representa 29% da despesa de capital executada, isto é, a receita de capital realizada no período em referência foi de Kz 686.021 milhões, em relação ao período homólogo há um aumento de 25%. 52. Do total da Receita arrecadada, destacam-se: a) A Receita Petrolífera que atingiu um nível de execução de 40% e uma contribuição de 49% em relação à Receita Total. Comparativamente ao período homólogo registou uma diminuição de 21%. b) As Outras Receitas Correntes, com um nível de arrecadação de 45%, e uma contribuição de 26% das receitas totais, sendo representadas por Multas e Outras Penalidades, Indemnizações e Restituições, Juros, Comissões e Bonificações e Outras Receitas. c) As receitas diamantíferas arrecadadas, atingiram um nível de arrecadação de 92% comparativamente ao período homólogo, houve um aumento de 32%, devido em grande parte ao aumento da produção, bem como do crescente interesse do mercado asiático em artigos de luxo centrados nas gemas angolanas. d) As Receitas de Financiamento atingiram um nível de arrecadação de 17%, e uma contribuição de 11% do total das receitas. e) As Outras Receitas de Capital atingiram um nível de arrecadação de 56%, e uma contribuição de 14% do total das receitas, sendo representadas pela Reversão de Resultados Anteriores. 53. A Receita não Petrolífera representa 51% da receita total arrecadada, constituída maioritariamente por Receita Tributária, Receita de Serviços, Financiamentos e Receitas diversas. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |18 54. O Gráfico 10 evidencia o Peso da Receita realizada: Peso da Receita Realizada em relação ao Total da Receita Outras Receitas de Capital 14% Financiamentos 11% Petrolíferas 49% Outras Receitas Correntes 26% Gráfico 10 Receita Realizada no IIº Trimestre 55. O Gráfico 11 evidencia a evolução da receita no IIº Trimestre de 2013 e 2014: Evolução da Receita ao Longo do IIº Trimestre (Valores em Milhões de KZ) 600 000 500 000 547 789 497 028 510 973 477 126 455 693 440 565 404 976 381 749 400 000 359 760 333 062 331 718 291 637 300 000 2014 2013 200 000 100 000 0 Jan Fev Mar Abril Mai Jun Gráfico 11 Evolução da Receita ao Longo do IIº Trimestre Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |19 2.1.2. Despesas Realizadas A Despesa total realizada, teve no IIº Trimestre uma execução de 19%, como se pode observar no Quadro 8. Despesas Realizadas no IIº Trimestre (valores em milhões de Kz) Autorizada 2014 (1) Categoria Económica Realizada Iº Trim (2) Taxa de Execução 2014 (4=2/1) IIº Trim (3) Taxa de Execução 2013 (5=3/1) Correntes 3 878 108 929 278 933 332 20% 24% Pessoal e Contrib. Empreg. 1 370 753 272 647 288 922 20% 21% 404 364 89 901 77 568 22% 19% 210 460 23% 20% Bens Serviços 1 064 545 240 309 Juros da Dívida 127 577 18 959 44 354 15% 35% Subsídios Transferências Correntes 603 781 218 935 228 923 36% 38% 27% 307 088 88 527 83 105 29% Capital 3 367 128 441 088 674 692 13% 20% Investimentos 2 024 685 266 309 411 478 13% 20% 58 246 0 0 0% 0% 15% 21% 0% 15% Transferências de Capital Aplic. de Activos Financ. Outras Desp. De Capital 1 136 633 174 779 241 329 147 564 0 21 885 Reserva Orçamental 13 148 0 0 7 258 384 1 370 366 1 608 024 Quadro 8 Despesas Realizadas no IIº Trimestre Totais 0% 0% 19% 22% As despesas realizadas até ao IIº Trimestre, podem ser visualizadas no quadro 9 a seguir. Despesas Realizadas até ao IIº Trimestre (valores em milhões de Kz) CATEGORIA ECONÓMICA AUTORIZADA AUTORIZADA REALIZADA REALIZADA 2014 2013 2014 2013 Bens Serviços Juros da Dívida Subsídios TAXA DE EXECUÇÃO 2013 2014 2013 (6)=[(4)/(2)]*10 0 36% 39% VARIAÇÃO HOMÓLOGA 3 878 108 3 809 048 1 862 610 1 374 052 1 370 753 1 296 484 561 569 503 471 404 364 556 750 167 469 158 972 41% 29% 5% 6% 44% -5% 15% (2) (3) (4) (7)=[(4)(3)]/(3) 36% 12% PART. 2014 (5)=[(3)/(1)]*10 0 48% 41% (1) Correntes Pessoal e Contrib. Empreg. TAXA DE EXECUÇÃO 2014 63% 19% 1 064 545 1 066 873 450 769 472 052 42% 127 577 603 781 64 826 576 104 63 313 447 858 39 270 93 069 50% 61% 61% 2% 74% 16% 381% 15% 307 088 60% 84% 6% 37% Transferências Correntes Capital 248 011 2 743 373 171 632 107 218 3 367 128 1 115 780 607 516 56% 33% 43% 22% Investimentos 2 024 685 1 687 975 677 787 357 396 33% 21% 90% 23% 58 246 1 0 0% 4% -100% 0% 1 136 633 404 141 416 108 45 011 37% 11% 824% 14% 651 226 30 21 885 205 102 7 0% 31% -89% 1% 147 564 0% 23% 0% 0% Transferências de Capital Despesas de Capital Financeiro Amortizações da Dívida Outras Desp. De Capital Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |20 CATEGORIA ECONÓMICA Reserva Orçamental Totais AUTORIZADA AUTORIZADA REALIZADA REALIZADA TAXA DE EXECUÇÃO 2014 TAXA DE EXECUÇÃO 2013 2014 2013 2014 2013 2014 2013 (1) (2) (3) (4) (5)=[(3)/(1)]*10 0 0% (6)=[(4)/(2)]*10 0 0% 41% 30% 13 148 7 258 384 83 146 6 635 567 0 2 978 390 0 1 981 568 VARIAÇÃO HOMÓLOGA PART. 2014 (7)=[(4)(3)]/(3) 0% 0% 50% 100% Quadro 9 Despesas Realizadas até ao IIº Trimestre 56. As Despesas Correntes realizadas até IIº Trimestre, totalizaram Kz 1.862.610 milhões, correspondendo a uma execução de 48%, tendo uma participação de 63% no total das despesas. 57. As Despesas de Capital cifraram-se em Kz 1.115.780 milhões, com um nível de execução de 33% e uma participação de 37% no total das despesas. 58. Do total da Despesa realizada, destacam-se: a) A Despesa de Pessoal e Contribuições do Empregador que atingiu um nível de realização 41% e, uma participação de 19% em relação à Despesa Total. Comparativamente ao período homólogo de 2013 registou um aumento de 12%. Este aumento da despesa, justifica-se pelo aumento de postos de trabalho e uma maior oferta de Emprego da sempre crescente força laboral do País do sector estatal. b) A Despesa de Serviços com um nível de realização de 42%, e uma contribuição de 15% nas despesas totais. Desta natureza de despesa, destacam-se as despesas com serviços de estudos, fiscalização e consultoria, ensino e formação, saúde, entre outras. c) Os Investimentos realizados em Kz 677.787 milhões, que corresponde a 33% da despesa realizada e tiveram uma contribuição de 23% sobre a Despesa total, registando uma variação positiva em 90%, comparativamente ao mesmo período do ano transacto. d) A Despesa de Capital Financeiro apresentou 36% de execução e uma contribuição de 14% na Despesa Total. Estas despesas englobam para além do aumento da participação e outras aplicações financeiras, a amortização da divida interna e externa a entidades e instituições internas e externas. 59. O Gráfico 12 evidencia o peso da participação na Despesa realizada em relação ao total da despesa no IIº Trimestre, sendo as despesas com o Pessoal e Contribuições do Empregador, Serviços, Investimentos e Despesas de Capital Financeiro as que mais se evidenciam com 19%, 15%, 23% e 14% respectivamente. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |21 Peso da despesa realizada em relação à execução no IIº Trimestre Juros dív. 2% Transf. Correntes 6% Pessoal e Cont Emp 19% Transf. Capital 0% Out. Desp. Capital 0% Bens 6% Subsídios 15% Investim. 23% Desp. Capital Fin. 14% Serviços 15% Gráfico 12 Peso da Despesa Realizada no IIº Trimestre Evolução da Despesa ao Longo do IIº Trimestre (Valores em Milhões de KZ) 600 000 559 427 500 000 470 907 507 005 494 482 467 793 441 040 434 844 378 523 400 000 338 501 350 405 2014 300 000 2013 232 567 200 000 172 552 100 000 0 Jan Fev Mar Abril Mai Jun Gráfico 13 Despesa ao Longo do IIº Trimestre Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |22 2.1.2.1. Análise da Despesa por Função 60. A Despesa Funcional, considerando os aspectos de realização do orçamento de cada área relativamente ao total previsto, teve o seguinte comportamento: 2.1.2.1.1. Despesa Total por Função 61. O Quadro 10 demonstra que a Despesa total por função realizada no IIº Trimestre, em termos sectoriais foi a seguinte: a) Serviço Públicos Gerais teve uma execução Kz 343.177 milhões, que representa 23% do total da despesa realizada por função. b) Sector Social com uma execução de 22%, que corresponde a uma realização de Kz 480.092 milhões. c) Kz 363.495 milhões corresponde à execução realizada no Sector de Assuntos Económicos, cuja percentagem de realização é de 16%. d) Quanto ao Sector de Defesa e Segurança, teve uma despesa realizada no valor de Kz 261.473 milhões, que representa 22% de execução financeira. Despesa por Função no IIº Trimestre (valores em milhões de Kz) Autorizada Realizada 2014 Iº Trim IIº Trim % Realização Iº Trim -1 -2 -3 (4=2/1) Serviços Públicos Gerais 1 519 930 189 756 343 177 12% 23% Sector Social 2 223 961 551 577 480 092 25% 22% Assuntos Económicos 2 320 953 540 462 363 495 23% 16% Defesa e Segurança 1 193 540 246 777 261 473 21% 22% Totais 7 258 384 1 528 572 1 448 237 Quadro 10 Despesa por Função no IIº Trimestre 21% 20% Funções do Governo Taxa de Execução IIº Trim (5=3/1) 62. Quanto ao peso da execução financeira que os sectores tiveram até ao IIº Trimestre sobre o total da despesa realizada, podemos destacar o Sector Social com 46%, o sector dos Assuntos Económicos com 38%, e os sectores da Defesa e Segurança e Serviços Públicos Gerais com 42% e 36%, respectivamente. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |23 Despesa por Função até ao IIº Trimestre (valores em milhões de Kz) AUTORIZADA FUNÇÕES DO GOVERNO 2014 2013 (1) Sector Social REALIZADA 2014 (2) (3) TAXA DE EXEC. 2013 2014 2013 (4) (5)=[(3)/(1)]*100 (6)=[(4)/(2)]*100 VARIAÇÃO Part. 2014 HOMÓLOGA 2014 (7)=[(4)-(3)]/(3 2 246 449 2 236 262 1 025 735 587 598 46% 26% 75% 35% Educação 474 929 589 734 193 612 213 304 41% 36% -9% 7% Saúde 335 732 370 015 130 515 140 549 39% 38% -7% 4% Protecção social 706 940 734 815 448 731 138 294 63% 19% 224% 15% Habitações e Serviços Comunitários 575 014 306 762 196 853 43 795 34% 14% 349% 7% Protecção Ambiental 58 555 140 424 19 077 19 629 33% 14% -3% 1% Recreação, cultura E Religião 95 279 94 512 36 947 32 027 39% 34% 15% 1% 2 334 097 1 922 519 897 389 548 824 38% 29% 64% 30% 61 885 75 790 20 836 28 621 34% 38% -27% 1% Transportes 287 368 366 408 70 229 80 757 24% 22% -13% 2% Combustíveis e Energia 297 798 342 488 99 805 91 310 34% 27% 9% 3% Assuntos Económicos Agricultura, Silv., Pescas e caça Indústria Ext. Transf. e Construção 82 666 90 540 23 637 44 527 29% 49% -47% 1% Assuntos Ec. Gerais, Comerc. e Laborais 655 341 285 876 254 406 45 722 39% 16% 456% 9% Operações de Dívida Pública 897 289 716 052 413 207 244 370 46% 0% 0% 14% 38 947 27 015 9 824 7 665 25% 28% 28% 0% 1 971 801 127 495 6% 62% -74% 0% Comunicação e tecnol. da Informação Investigação e Desenv. em Assunt.Econ. Outras Actividades Económicas 10 832 17 547 5 318 5 357 49% 31% -1% 0% 1 214 808 1 172 032 508 250 381 909 42% 33% -19% 17% Defesa 692 837 588 547 304 729 228 584 44% 39% 33% 10% Segurnaça e Odem Pública 521 971 583 485 203 521 429 379 39% 74% -53% 7% Serviços Públicos Gerais 1 463 030 1 304 755 532 933 474 704 36% 36% 12% 18% Totais 7 258 384 6 635 568 2 964 307 1 993 035 41% 30% 49% 100% Defesa e Segurança Quadro 11 Despesa por Função até o IIº Trimestre 63. Fazem parte das despesas do Sector dos Serviços Públicos Gerais, a construção de Infra-estruturas dos órgãos da Administração Local do Estado, a título de exemplo construção e apetrechamento da Base Logística da Huíla, apetrechamento do novo edifício do Instituto Nacional de Estatística, reabilitação de 6 conservatórias de Luanda, construção e apetrechamento do centro de captação de imagem de satélite em Luanda, etc. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |24 Peso da despesa por Função realizada em relação à execução no IIº Trimestre Assuntos Económicos 30% Sector Social 35% Defesa e Segurança 17% Serviços Públicos Gerais 18% Gráfico 14 Peso da Despesa por função 2.1.2.1.2. Despesa do PIP por Função 64. No âmbito da Despesa Funcional por Projectos PIP, demonstrada no Quadro 12, destaca-se em termos de execução, o Sector Social com um grau de execução de 33%, fortemente influenciada pelos subsectores da Educação 35%, Saúde 37%, Protecção Social 37%, Recreação Cultura e Religião 36% e Habitação com uma execução de 33%. Realce também para o sector da Defesa e Segurança com 27% de grau de execução. O Sector dos Assuntos Económicos teve uma taxa de execução de 26%, com realce para os subsectores da Agricultura com 31%, Combustíveis e Energia com 29% e Transportes com 24%. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |25 Despesas Realizada do PIP por Função (valores em milhões de Kz) FUNÇÕES DO GOVERNO AUTORIZADA TAXA DE EXECUÇÃO REALIZADA 2014 2013 2014 2013 (1) (2) (3) (4) 2014 2013 (5)=[(3)/(1)]*100 (6)=[(4)/(2)]*100 VARIAÇÃO Part. 2014 HOMÓLOGA 2014 (7)=[(4)-(3)]/(3 Sector Social 673 179 591 946 223 724 101 233 33% 17% 121% 54% Educação 73 423 60 117 25 798 15 920 35% 26% 62% 6% Saúde 64 909 64 987 23 930 28 927 37% 45% -17% 6% Recreação, Cultura e Religião 35 757 47 576 12 866 10 266 36% 22% 25% 3% 9 223 16 805 3 376 2 297 37% 14% 47% 1% Protecção Social Proteção Ambiental Habitação e Serviços Comunitários Assuntos Económicos 15 527 98 018 2 137 2 908 14% 3% -27% 1% 474 340 304 443 155 617 40 915 33% 13% 280% 38% 532 754 656 170 139 072 131 179 26% 20% 6% 34% Ass. Econ. Gerais, Com. e Laborais 24 650 0 10 475 0 0% 0% 0% 3% Agricultura, Pescas e Caça Ambiente 21 837 30 193 6 842 5 486 31% 18% 25% 2% 188 846 246 607 55 126 50 827 29% 21% 8% 13% 25 950 20 130 1 546 289 6% 1% 435% 0% 241 559 327 179 57 793 69 248 24% 21% -17% 14% Comunicações e Tec. de Informação 22 277 18 771 4 066 1 680 18% 9% 142% 1% Invest. e Desenv. Assuntos Econom. 990 183 112 182 11% 0% 0% 0% 6 645 13 107 3 112 3 467 47% 26% -10% 1% Combustíveis e Energia Ind. Extract., Transf.o e Constr. Transportes Outras Actividades Económicas Defesa e Segurança 82 799 81 269 22 669 16 080 27% 20% 41% 6% Defesa 30 554 30 704 12 553 6 476 41% 21% 94% 3% Segurança e Ordem Pública 52 245 50 565 10 116 9 604 19% 19% 5% 2% Serviços Públicos Gerais 106 129 188 093 25 635 49 529 24% 26% -48% 6% Totais 1 394 861 1 517 478 411 100 298 021 29% Quadro 12 Despesa Realizada do PIP por Função 20% 38% 100% 65. Quanto ao grau de participação dos sectores no total da despesa realizada, destaca-se o Sector Social com uma execução de Kz 223.724 milhões e teve um peso de 54% no total da despesa. O desempenho deste sector, resulta da importância que o executivo atribui à Habitação e Serviços Comunitários, às instituições prestadoras de serviços públicos de saúde, educação e de assistência social a crianças e idosos, conforme previsto no Plano Nacional de Desenvolvimento. O Gráfico 15 mostra a afectação da Despesa por Projectos PIP na óptica funcional: Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |26 Peso da despesa realizada em relação à execução até ao IIº Trimestre – Óptica Funcional - PIP Def. e Seg 6% Assuntos Económicos 34% Ser. Púb. Gerais 6% Sector Social 54% Gráfico 15 Peso da Despesa Realizada até ao IIº Trimestre 2.1.3. Análise da Despesa e Receita por Província Receita e Despesa 66. Os valores de receita e despesa apresentados por província implicam que tenha sido prevista a sua execução nessa região por Unidades Orçamentais pertencentes a essa mesma região. 67. No quadro 13, apresentam-se os valores da Receita Arrecadada, Despesa Autorizada e Despesa Realizada por província, assim como a percentagem de execução durante o IIº trimestre. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |27 Receita Fiscal Arrecadada e Despesa por província até IIº Trimestre de 2014 (valores em milhões de Kz) RECEITA NO Provincia 1 Bengo DESPESA Arrecadada Autorizada Realizada Execução 1 712 37 411 15 517 41% 19 566 94 621 41 774 44% 1 225 67 063 28 915 43% 10 502 57 805 23 914 41% 708 62 330 25 458 41% 6 Cuanza Norte 7 998 31 519 13 698 43% 7 Cuanza Sul 1 910 47 739 21 138 44% 8 Cunene 4 031 37 429 15 285 41% 9 Huambo 1 657 78 158 34 026 44% 2 453 76 540 32 745 43% 1 387 288 218 620 83 898 38% 12 Lunda Norte 234 42 590 16 972 40% 13 Lunda Sul 754 35 420 12 299 35% 14 Malange 620 50 446 20 466 41% 15 Moxico 73 59 472 24 839 42% 16 Namibe 5 040 36 141 14 550 40% 17 Uíge 436 62 755 26 058 42% 18 Zaire 39 959 35 796 15 940 45% 2 Benguela 3 Bié 4 Cabinda 5 Cuando Cubango 10 Huíla 11 Luanda TOTAL 1 486 166 7 258 385 2 978 390 Quadro 13 Despesa por província no IIº Trim.de 2014 Fonte: DNI – Receita Fiscal Arrecadada/SIGFE – Resumo Geral da Execução da Receita por Natureza – Província - 01-08-2014; MINFIN. 41% 68. Verifica-se que a despesa realizada por província é superior à receita arrecadada em todas as províncias com excepção da província de Luanda. Assim, percebe-se que a grande maioria dos investimentos a nível provincial são suportados largamente pelos recursos ordinários do Tesouro. Vale lembrar também, que a mesma Receita reflecte apenas aquelas arrecadadas pelas repartições fiscais no espaço territorial angolano, sob tutela da Direcção Nacional dos Impostos. 69. Para uma análise mais perceptível da execução da receita e despesa a nível provincial, a informação é apresentada no mapa de Angola. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |28 Receita por Província 70. O gráfico 12 ilustra a receita arrecadada em cada província no decorrer do IIº trimestre de 2014. Receita arrecadada por província no IIº Trimestre de 2014 Cabinda 10.502 Zaire Uíge 39.959 436 Bengo 1.712 Cuanza Luanda Norte 1.387.288 Lunda Norte Malange 1.657 234 620 Lunda Sul Cuanza Sul 754 2.453 Bié Huambo Benguela 1.910 19.566 1.225 Moxico 73 Huíla Namibe 300 1.000 2.500 10.000 50.000 300 1.000 2.500 10.000 50.000 4.031 Cuando Cubango 5.040 Cunene 708 7.998 *Valores em milhões de Kw anzas Gráfico 16 Receita Fiscal arrecadada por província no IIº Trimestre de 2014 Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |29 Despesa por Província 71. O gráfico 17 demonstra a despesa realizada a nível das províncias durante o Trimestre em análise no valor de Kz 241.595 milhões, representando 18% do total da despesa. Despesa executada por província no IIº Trimestre de 2014 Cabinda 23.914 Zaire Uíge 15.941 26.058 Bengo Luanda 15.517 Cuanza 83.898 Norte Lunda Norte Malange 13.698 16.972 20.466 Lunda Sul Cuanza Sul 12.299 21.138 Bié Huambo Benguela 34.026 41.774 28.915 Moxico 24.839 Huíla Namibe 14.000 20.000 24.000 32.000 50.000 14.000 20.000 24.000 32.000 50.000 32.745 Cuando Cubango 14.550 Cunene 25.458 15.285 *Valores em milhões de Kw anzas Gráfico 17 Despesa executada por província no IIº Trimestre de 2014 Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |30 Execução da despesa por província no IIº Trimestre de 2014 (Taxa de Execução Efectiva) Cabinda 41% Zaire Uíge 45% 42% Bengo 41% Cuanza Luanda Norte 38% Lunda Norte Malange 43% 40% 41% Lunda Sul Cuanza Sul 35% 44% Bié Benguela Huambo 44% 44% 43% Moxico 42% Huíla Namibe 40% 0 10% 20% 40% 46% 50% 10% 20% 40% 46% 50% 43% Cuando Cubango Cunene 41% 41% *Taxa de Execução = Despesa Realizada / Despesa Autorizada Gráfico 18 Execução da despesa por província no IIº Trimestre de 2014 Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |31 2.2. Balanço Financeiro Balanço Financeiro (valores em milhões de Kz) RECEITAS DESPESAS 2014 2014 Orçamentais 2 728 327 Orçamentais 2 978 390 Correntes 2 042 306 Correntes 1 862 610 Capital 1 115 780 Extra Orçamentais 3 974 046 Capital 686 021 Extra Orçamentais 4 685 003 Activos a Realizar-Ex. Anter 726 079 Activos a Realizar-Ex. Actual 337 008 Passivos a Pagar – Ex. Actual 1 718 786 Passivos a Pagar – Ex. Ant. Interferências Activas 2 123 367 Interferências Passivas 1 746 201 Mutações Passivas 1 345 063 Mutações Activas 116 771 545 774 Disponibilidades – Ex. Ant. 2 601 714 Disponibilidades – Ex. Actual 3 062 608 Em Moeda Nacional 1 914 934 Em Moeda Nacional 1 846 710 Em Moeda Estrangeira 686 780 Total Em Moeda Estrangeira 10 015 044 Quadro 14 Balanço Financeiro 1 215 898 Total 10 015 044 73. O demonstrativo acima apresentado, Balanço Financeiro, retrata os totais até o período em análise, das Receitas e Despesas orçamentais, e extra-orçamentais executadas, bem como os saldos das Disponibilidades (Caixa e Bancos) que foram recebidas do exercício anterior e os saldos a serem transferidos para exercícios futuros. 72. A receita iextra-orçamental realizada até ao IIº Trimestre situou-se em Kz 4.685.003 milhões. 73. O valor dos passivos a Pagar do exercício actual de Kz 1.718.786 milhões, contempla o valor dos Restos a Pagar acumulados dos anos anteriores (2012 e 2013), afectando as Contas de Disponibilidades do Exercício Anterior. 74. Em síntese, o que o Balanço Financeiro procura demonstrar é o Resultado Financeiro do Exercício, ou seja, o fluxo líquido da movimentação dos recursos financeiros do exercício anterior para o actual. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |32 2.2.1. Resultado Financeiro 75. O Quadro 15, evidencia os Fluxos de Tesouraria e o Resultado Financeiro do período. Tal saldo é apurado pelo reconhecimento do saldo orçamental positivo ou negativo, e as Interferências e Mutações Activas e Passivas de natureza financeira. 76. As receitas orçamentais totalizam Kz 2.728.327 milhões, enquanto as despesas orçamentais e estão cifradas em Kz 2.978.390 milhões, registando-se um saldo positivo de Kz 460.894 milhões. Resultado Financeiro do Período (valores em Milhões de Kz) ESPECIFICAÇÃO 2014 Saldo das Disponibilidades do Exercício Anterior 2 601 714 (+)Receitas Orçamentais(Corrente e Capital) 2 728 327 (-)Despesas Orçamentais(Corrente e Capital) 2 978 390 (+)Aumento dos Passivos 1 337 916 (+) Saldo Interferências Activas 2 123 367 (-) Saldo das Interferências Passivas 1 746 201 (-) Aumento do Activo 224 167 (+)Saldo das Mutações Activas 116 771 (-)Saldo das Mutações Passivas 1 345 063 (=) Saldo das Disponibilidades do Exercício Actual 3 062 608 Resultado Financeiro Positivo 460 894 Quadro 15 Resultado Financeiro Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |33 2.2.2. Transacções com a Sonangol/Companhias- Receita Petrolífera 77. Durante o período em referência, as exportações de Petróleo Bruto atingiu a média de 1.607 milhões de barris/dia, a um preço médio de Usd 107,05. Assim, o valor declarado e devido pela Sonangol para o período é na ordem dos USD3.136 milhões, que acumulado desde Janeiro de 2014 resulta no valor de USD7.883 milhões. Mesmo valor, é parte integrante na rubrica “Créditos em Circulação” no Balanço Patrimonial, e de forma simultanea afecta as Variações Patrimoniais Extra Orçamental. 78. Vale lembrar que existe o mesmo processo para as companhias petrolíferas, onde para o período em referencia foi declarado o valor de USD1.743 milhões, que acrescentando ao período passado atinge o valor de USD4.305 milhões. Comportamento da Produção do Petróleo. SNL e Companhias Petrolíferas (valores em USD) Descrição Exportação (Bbls) Produção diária Preço Médio Iº T Abril Maio Total 142 360 332 45 479 900 50 944 886 238 785 118 4 753 136 1 515 997 1 643 383 7 912 516 107 106 108 107 Receita Declarada - Sonangol Concessionária Nacional 100% Concessionária Nacional (93%) Despesas Concessionária até (7%) 5 074 466 055 1 364 690 185 1 985 038 683 8 424 194 923 4 747 809 004 1 276 826 400 1 859 228 835 7 883 864 239 326 657 051 87 863 785 125 809 848 540 330 684 Receita Declarada - Companhias Total Companhias Sonangol EP Outras 2 562 173 542 814 618 138 928 474 017 4 305 265 696 367 821 489 75 864 241 104 076 045 547 761 775 824 397 972 3 757 503 921 2 194 352 053 738 753 896 Quadro 16 Produção Petrolífera 79. O carácter preliminar do relatório, permitiu consolidar consolidar a informação do Sector Petrolífero, apenas até ao mês de Maio, fruto da característica intertemporal dos fluxos do sector. 80. No ambito das relações com a Sonangol concessionária, conducentes a tratamento do petróleo dedicado ao serviço da dívida, para as facilidades de crédito bilateral, contabilizaram saldos gordos comportando a reserva obrigatória e reserva de segurança, tal que, depois de regularizado o serviço da dívida permitiu que os remanescentes fossem tranferidos para a CUT a fim de cobrir o serviço de caixa do Tesouro. Saldo das Contas Dedicadas (valores em milhões de USD) Periodo IIº Trimestre Total Brasil China Finance 791 1 200 791 Quadro 17 Saldo das Contas Dedicadas Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |34 1 200 2.3. Balanço Patrimonial 81. O Balanço Patrimonial demonstra os activos e os Passivos do Estado. Balanço Patrimonial (valores em Milhões de Kz) ACTIVO AUTORIZADA 2014 2013 (1) Activo Circulante Disponível Disponivel no País Em Moeda Nacional (2) VAR. HOMÓL . 4 358 212 3 062 608 1 846 710 594 337 5 405 726 2 876 667 2 391 217 786 920 -19% 6% -23% -24% Em Moeda Estrangeira Disponivel no Exterior 1 252 373 1 215 898 1 604 297 485 450 -22% 150% Em Moeda Estrangeira Créditos em Circulação Concessionária Outros Créditos 1 215 898 958 596 862 405 96 191 485 450 1 385 044 0 0 150% -31% 100% 100% Outros Créditos Tributários Outros Activos Circulantes Valores Activos Pendentes Realizável a Longo Prazo Instit. e Agentes Devedores Activo Permanente Investimento de Nat.Financeira 0 0 337 008 201 944 0 6 337 1 137 678 201 864 0% 0% -70% 0% 201 944 5 261 189 201 864 4 205 802 0% 25% 262 518 70 376 273% 4 998 062 557 799 4 440 263 609 9 821 345 4 134 816 530 041 3 604 775 610 9 813 392 21% 5% 23% 0% 0% 0% 178 923 10 000 268 178 922 9 992 314 0% 0% Imobilizado Bens Móveis Bens Imóveis Activos Intangiveis Total do Activo Contas de Ordem Activa Outras Contas de Ordem Activa Total PASSIVO REALIZADA 2014 2013 (1) Passivo Circulante Depósitos Exigíveis Fornec.de Bens e Serviços Pessoal a Pagar Contrib. do Empreg. a Recolher Adiantamentos Recebidos Dívida Pública em Proc.de Pagamento Operações de Crédito Divida Interna Divida Externa Subsídios e Transf.a Conceder Outros Passivos Circulantes Dívidas Exerc. Anterior Exigível de Longo Prazo Operações de Crédito Dívida Interna Dívida Externa Dívida Venc. Antec. Ao Ano Anterior Património Líquido Resultado do Exercício Resultado Acumulado Total do Passivo Contas de Ordem Passiva Outras Contas de Ordem Passiva Total VAR. HOMÓL. (2) 2 278 859 8 840 486 837 21 586 546 433 5 168 234 938 951 317% 71% 107% 2170% 2 589 141 361 63 0 3991% 0% 70 305 573 145 562 825 10 320 19 052 247 056 236 957 10 099 269% 132% 138% 2% 165 280 808 987 -70 3 199 831 12 219 6 050 20 936 2 457 263 1253% 0% -100% 30% 2 868 220 1 355 574 2 138 774 990 007 34% 37% 1 512 646 1 148 767 32% 331 612 4 342 654 -446 352 4 789 006 9 821 345 318 489 6 809 696 1 457 193 5 352 503 9 813 392 178 922 4% -36% -131% -11% 0% -100% 178 923 10 000 268 178 922 9 992 314 0% 0% Quadro 18 Balanço Patrimonial 2.3.1. Análise das Contas do Activo Disponível 82. O Disponível, de Kz 3.062.608 milhões, é formado pelas disponibilidades existentes no País, no montante de Kz 1.846.710 milhões e no Exterior de Kz 1.215.898 milhões. Devemos lembrar que a mesma natureza incorpora o valor respeitante ao Fundo de Reserva Petrolífero, na ordem dos Kz 327.047 milhões e do diferencial do preço do petróleo Kz 586.989 milhões. 83. A rubrica Crédito em Circulação representa o saldo do exercício anterior da Receita Declarada pela Sonangol Concessionaria, e valores declarados (Sonangol) no presente exercício na ordem dos Kz 769.699 milhões. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |35 84. Os valores pendentes activos num total de Kz 337.008 milhões, são constituídos por Kz 155.239 milhões de despesas pagas a depurar, Kz 122.394 milhões de despesas a regularizar e Kz 59.375 milhões de outros valores pendentes realizáveis. Tal valor encontra-se em fase de apuramento e enquadramento em 2014, fruto da definição este ano das contas á registar. 85. Os valores pendentes activos num total de Kz 337.008 milhões, são constituídos por Kz 155.239 milhões de despesas pagas a depurar, Kz 122.394 milhões de despesas a regularizar e Kz 59.375 milhões de outros valores pendentes realizáveis. 86. O Activo Permanente no valor de Kz 5.261.189 milhões, constituído por Investimentos de natureza Financeira no valor de Kz 262.518 milhões, e do Imobilizado no valor de Kz 4.998.062 milhões, que corresponde 51% do activo total. Em relação ao mesmo período do anterior há um acréscimo de 21%. 2.3.2. Análise das Contas do Passivo 87. No trimestre em referência, o Passivo Circulante ascendeu a Kz 2.278.859 milhões o que equivale a uma variação positiva em 317% face ao mesmo período do ano transacto resultante de um aumento em Fornecimento de Bens e Serviços e as Operações de Crédito. 88. Os valores da rubrica Fornecedores de Bens e Serviços aumentaram substancialmente quando comparada com o período homólogo de 2013, passando de Kz 234.938 milhões para Kz 486.837 milhões e uma variação homóloga positiva de 107%. 89. O valor de Kz 573.145 milhões que corresponde às Operações de Crédito de Curto prazo, é composto de Kz 562.825 milhões relativo a Dívida Interna e Kz 10.320 milhões de Divida Externa constituídas por contratos e títulos. 90. A Operações de Crédito de Longo Prazo no valor de Kz 2.840.791 milhões, é composta de Kz 1.328.134 milhões a nível interno e, Kz 1.512.657 milhões ao nível externo. Comparativamente ao mesmo período do ano transacto, resultou num aumento em 29%. Composição das obrigações a pagar 91. As Operações de Crédito de Curto Prazo apresentam o valor de Kz 573.145 milhões (que corresponde ao montante a ser pago no horizonte de doze meses ou seja a dívida flutuante), composto de Kz 562.825 milhões relativo à Dívida Interna e Kz 10.320 milhões à Dívida Externa, constituídas por contratos e títulos, conforme Quadro 19. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |36 Operações de Crédito de Curto Prazo (valores em Milhões de Kz) TIPO DE FORMALIZAÇÃO INTERNA Contratos 2014 EXTERNA TOTAL 2013 EXTERNA INTERNA TOTAL VARIAÇÃO HOMÓLOGA 47 740 10 320 58 060 138 058 10 098 148 156 -61% Títulos 360 653 0 360 653 80 335 0 80 335 349% Antecip. De Rec. Orçamental 154 432 154 432 18 564 18 564 732% TOTAL 562 825 247 055 132% 10 320 573 145 236 957 Quadro 19 Operações de Crédito de Curto Prazo 10 098 92. Relativamente ao período homólogo de 2013, houve um aumento de 132% no saldo da Dívida de Curto Prazo. 93. As Operações de Crédito de Longo Prazo no valor de Kz 2.868.220 milhões, é composta de Kz 1.355.574 milhões ao nível interno e Kz 1.512.646 milhões ao nível externo, também constituída por contratos e títulos, conforme Quadro 20. Operações de Crédito de Longo Prazo (valores em Milhões de Kz) TIPO DE FORMALIZAÇÃO INTERNA Contratos 2014 EXTERNA TOTAL INTERNA 2013 EXTERNA TOTAL VARIAÇÃO HOMÓLOGA 17 165 1 512 646 1 529 811 8 565 1 148 767 1 157 332 Títulos 1 338 409 0 1 338 409 981 442 0 981 442 36% TOTAL 1 355 574 1 148 767 2 138 774 34% 1 512 646 2 868 220 990 007 Quadro 20 Operações de Crédito de Longo Prazo 32% 94. Relativamente ao período homólogo de 2013, houve um aumento de 34% no saldo da Dívida de Longo Prazo. 95. O total da Dívida Interna de Curto e Longo Prazo é de Kz 1.918.399 milhões e da Dívida externa (curto e longo prazo) é de Kz 1.552.966 milhões, totalizando Kz 3.411.365 milhões, conforme Quadro 21. Operações de Crédito Total (valores em Milhões de Kz) TIPO DE FORMALIZAÇÃO INTERNA 2014 EXTERNA TOTAL INTERNA 2013 EXTERNA TOTAL VARIAÇÃO HOMÓLOGA Operações de Curto Prazo 562 825 10 320 573 145 236 957 10 098 247 055 132% Operações de Longo Prazo 1 355 574 1 512 646 2 868 220 990 007 1 148 767 2 138 774 34% TOTAL 1 918 399 1 522 966 3 441 365 1 226 964 Quadro 21 Operações de Crédito Total 1 158 865 2 385 829 44% 96. Relativamente ao período homólogo de 2013, houve uma variação positiva de 44% na dívida total. 97. A Dívida Interna Titulada compreende os Bilhetes do Tesouro (BT), as Obrigações do Tesouro em Moeda Nacional (OT MN) e as Obrigações do Tesouro em Moeda Externa (OT ME). Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |37 98. O Plano de Endividamento superiormente aprovado previa para o segundo trimestre de 2014 uma emissão de AKZ 98.427,27 milhões em Bilhetes do Tesouro (BT), divididos nas maturidades de 91, 182 e 364 dias. 99. As emissões deste título realizadas ao longo do IIº Trimestre de 2014 foram de AKZ 89.445,73 milhões, distribuídos pelas maturidades de 91, 182 e 364 dias que corresponderam aos montantes de AKZ 14.457,45 (16,2%), AKZ 18.541.99 (20,7%) e AKZ 56.446,29 (63,1%), respectivamente. 100.No que concerne a comparação entre o programado e o executado no mesmo período, o desempenho repartiu-se pelas maturidades de 91 dias (97,9%), 182 dias (65,0%) e 364 dias (102,4%), registando no cômputo geral cerca de 9,1%. 2.4. Resultado Patrimonial 101.O saldo apurado da conta do Património Líquido no valor de Kz 4.367.392 milhões representa os fluxos a partir de 2004, ano de entrada em funcionamento do Sistema Contabilístico do Estado. 102. O Resultado Patrimonial do IIº Trimestre apresenta um saldo negativo de Kz 446.352 milhões conforme o Quadro 22, e foi apurado a partir das variações patrimoniais, que leva em conta também o resultado da execução do OGE. No mesmo quadro podemos verificar o valor da Receita Declarada pela SNL concessionária, no periodo de Janeiro à Maio de 2014, na ordem dos Kz 769.699, na natureza de Tributos e Créditos a Receber. 103. Comparativamente ao período homólogo 2013 houve uma diminuição em 131 %. Resultado Patrimonial (valores em Milhões de Kz) ESPECIFICAÇÃO Receitas Orçamentais (Correntes e Capital) (-) Despesas Orçamentais (Correntes e Capital) Resultado Orçamental (Déficit) (+) Mutações Patrimoniais Activas Orçamentais (-) Mutações Patrimoniais Passivas Orçamentais (+) Interferências Activas Extra Orçamentais (+) Mutações Patrimoniais Activas Extra Orçamentais (+) Tributos e Créditos a Receber (-) Interferências Passivas Extra Orçamentais (-) Mutações Patrimoniais Passivas Extra Orçamentais (=) Resultado Patrimonial do Exercício 2014 2.728.327 2.978.390 -250.063 717.788 1.615.132 1.265.169 1.292.959 769.999 888.003 1.738.768 -446.051 2013 VARIAÇÃO HOMÓLOGA 2.355.034 1.993.036 361.998 342.062 1.612.673 0 233.012 2.140.809 0 8.015 1.457.193 16% 49% -169% 110% 0% 0% 455% -64% 0% 21594% -131% Quadro 22 Resultado Patrimonial 104. Cabe destacar neste contexto, que a utilização das contas das Interferências Activas e Passivas e das Mutações Patrimoniais Activas e Passivas, decorre da obrigatoriedade de se registar contabilisticamente a execução do orçamento (conforme o que dispõe a Lei Quadro do OGE). Este registo contabilístico se constitui no fundamento básico da contabilidade pública e se caracteriza na principal Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |38 diferença em relação aos fundamentos da contabilidade aplicada ao sector empresarial, que não está sujeita a contabilização orçamental. 2.5. Fluxos Financeiros dos Fundos 105. No quadro 23, destacam-se as transferências mais significativas efectuadas a diversos fundos: Transferências de Valores para Fundos (valores em Milhões de Kz) FUNDOS Fundo Nacional de Desenvolvimento Fundo Activo de Capital de Risco (FACRA) Fundo de Garantia de Crédito Fundo Soberano de Angola Total SALDO INICIAL IIº Trimestre ENTRADAS SAÍDAS SALDO FINAL IIº Trimestre 262.881 5.884 0 268.765 6.487 0 1.272 5.215 15.336 117 102 15.351 350.120 132.721 4 482.837 634.824 138.722 Quadro 23 Transferência Para Fundos 1.378 772.168 106. O Fundo Nacional de Desenvolvimento é uma conta registada no Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), como depósito de fundos do Tesouro Nacional, suplementares ao capital do banco de Desenvolvimento de Angola. Durante o IIº trimestre foi transferido para o Fundo kz 5.884 milhões resultando num saldo acumulado de Kz 268.765 milhões, servindo o mesmo para financiar projectos no sector da Agricultura, Comércio e Serviços, e Industria Transformadora. 107. Já o Fundo de Activo de Capital de Risco Angolano (FACRA) constitui-se por um fundo público de capital de risco focado em apoiar as Micro, Pequenas e Médias Empresas, na criação e expansão dos seus negócios, por meio da compra de participação accionista, geralmente minoritária, que além do contributo em capital, reforçam no campo de gestão e aconselhamento. No período em análise, foram efectuadas Despesas em Kz 1.272 milhões, sem quaisquer entradas de recursos, que ao final do IIº Trimestre espelha um saldo de Kz 5.215 milhões. 108.O Fundo de Garantia de Crédito foi criado também em 2012, com um capital inicial de Kz 20.000 milhões para garantir o cumprimento das obrigações assumidas pelos agentes económicos no âmbito do mecanismo de garantia públicas e servir de contra garantias às garantias prestadas, que se destinaram a cobrir as obrigações dos beneficiários de crédito enquadrados no Programa Angola Investe. Durante o II trimestre foram recebidos 42 pedidos de emissão de garantia, dos quais foram aprovadas 18 garantias, estando 22 em análise, e 2 recusados. No período em questão o FGC obteve como Receitas o valor Kz 55 milhões proveniente do OGE e 61 milhões em rendimentos de Juros e Comissões de Garantias, e realizou Despesas de Kz 102 milhões, resultando num saldo positivo para o período na ordem dos Kz 14 milhoes, resultando num saldo acumulado até ao IIº Trimestre em Kz 15.351 milhões. 109.FSDEA criado em 2011 como uma reserva estratégica de investimento em infra-estrutura, começou a sua actividade no II Trimestre de 2012. É pertinente mencionar que o FSDEA está em fase de estruturação, ou seja, em fase de instalação e preparação para o arranque da sua actividade principal. Com isso, para o Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |39 seu funcionamento, no período em questão o FSDEA efectuou Despesas na ordem de 4 milhões, para garantir o seu funcionamento e honrar compromissos imediatos, que em fluxos resulta num saldo de Kz 482.837 milhões. Mesmo saldo, é participado pela ultimas parcelas efectuadas no Mês de Maio e Junho de 2014, no valor de Kz 132.030 milhões em sede das capitalizações, concluindo assim o processo de capitalização do FSDEA no valor de Kz 485.000 milhões no IIº Trimestre de 2014. Isso, aprimora o inicio da incorporação do FSDEA Africa Investment, o seu primeiro veículo de investimento alternativo, sob qual detém a totalidade do capital social, na ordem dos Kz 106 milhões alocados em: i)infra-estruturas para recursos naturais; ii) infra-estruturas para descentralização de serviços públicos; e iii) infra-estrutura para agricultura. Outrossim, o FSDEA continua com as políticas de aplicações em Títulos de Obrigações de alta qualidade, emitidos por agências soberanas, instituições supranacionais, grandes empresas com grau de investimento e Instituições Financeiras, maioritariamente dos G7, devido a alta liquidez dos seus Mercados Financeiros, que no decorrer do IIº Trimestre alcançou um valor de Kz 691 milhões em aplicações. A médio prazo, o Fundo adicionará à sua carteira títulos de participação societária em empresas dos G7 e investimentos alternativos nos BRICS e mercados emergentes para um maior diversificação dos activos da sua carteira. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |40 QUADRO EXPLICATIVO DAS CONTAS DE INTERFERÊNCIAS E MUTAÇÕES PATRIMONIAIS ACTIVAS E PASSIVAS 1 ORÇAMENTAL Referem-se as operações de carácter financeiro que envolvem mais de um Órgão Dependente, tais como as operações das linhas de crédito, nas quais a despesa ou a receita orçamental está prevista num OD e a gestão da respectiva dívida em outro OD. Entretanto, os valores se anulam contabilisticamente em cada operação por serem iguais. Isso se dá em função do SIGFE contabilizar simultaneamente os factos contabilísticos em todas Unidades afectadas por tais facto. EXTRA ORÇAMENTAL Esse grupo serve também para registar eventuais ajustes de saldos de natureza financeira ainda não incorporados ao SIGFE e detectados ao longo do exercício. Tais saldos não anulam entre si, por serem tratados de forma individual ao nível de cada OD. ORÇAMENTAL Quando estão no contexto da execução orçamental, por exemplo a aquisição de bens de capital ou a amortização de obrigações previstas no orçamento. Nessa condição, há uma variação patrimonial positiva pelo registo da incorporação dos componentes do activo ou pela baixa dos passivos via extinção da obrigação. Assim é feito o registo contabilístico no grupo das mutações activas para compensar o valor lançado como despesa orçamental, sem afectar o resultado patrimonial do exercício por uma despesa que é exclusivamente orçamental. EXTRA ORÇAMENTAL Quando não estão no contexto da execução orçamental, por exemplo a incorporação de bens de capital ou a baixa das obrigações não previstas no orçamento, tais como o recebimento de um bem como doação ou o cancelamento de uma obrigação. Assim é feito o registo contabilístico nesse grupo e por consequência afecta somente o resultado patrimonial do exercício. ORÇAMENTAL Quando estão no contexto da execução orçamental da receita, por exemplo, a alienação de bens de capital ou a contratação de obrigações previstas no orçamento. Nessa condição, há uma variação patrimonial negativa pelo registo do abate dos componentes do activo ou pela incorporação de passivos. Assim é feito o registo contabilístico no grupo das mutações passivas para compensar o valor lançado como receita orçamental sem afectar o resultado patrimonial do exercício, por uma receita que exclusivamente orçamental. EXTRA ORÇAMENTAL Quando não estão no contexto de execução orçamental, por exemplo, o abate de bens de capital ou a incorporação de obrigações não previstas no orçamento, tais como a concessão de um bem a título de doação ou a recuperação de uma obrigação anteriormente cancelada. Assim é feito o registo contabilístico nesse grupo e por consequência afecta somente o resultado patrimonial do exercício. INTERFERÊNCIAS ACTIVAS E PASSIVAS MUTAÇÕES PATRIMONIAIS ACTIVAS (referem-se aos reflexos dos registos contabilísticos 2 dos factos que provocam variação positiva nos activos e passivos e podem ser de natureza orçamental e extra-orçamental). MUTAÇÕES PATRIMONIAIS PASSIVAS (referem-se aos reflexos dos registos contabilísticos 3 dos factos que provocam variação negativa nos activos e passivos e podem ser de natureza orçamental e extra-orçamental) Quadro 24 Explicativo de Interferências e Mutações Passivas e activas Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |41 3. RELAÇÃO DOS ANEXOS 3.1. Execução da Receita por Natureza 3.2. Execução da Despesa por Natureza 3.3. Execução da Despesa por Função 3.4. Execução da Despesa por Programa 3.5. Execução da Despesa por Unidade Orçamental 3.6. Execução da Despesa por Província 3.7. Execução da Despesa por Função e Projecto PIP Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |42 4. GLOSSÁRIO 754.697 Activo Circulante - Disponibilidades de numerário, recursos a receber, antecipações de despesa, bem como outros bens e direitos pendentes ou em circulação, realizáveis até o término do exercício seguinte. Activo Patrimonial -Conjunto de valores e créditos que pertencem a uma entidade Activo Permanente - Bens, créditos e valores cuja mobilização ou alienação dependa de autorização legislativa Activo Realizável a longo prazo - Direitos realizáveis normalmente após o término do exercício seguinte. Actividades Permanentes -Componente do Orçamento de Funcionamento referente à actividade básica dos órgãos que integram a Administração do Estado ou estejam sob a sua tutela. Ajuste Orçamental -Designa alterações às dotações inicialmente inscritas no OGE. ARO –Antecipação de Receitas Orçamentais. A Balanço - Demonstrativo contabilístico que apresenta, num dado momento, a situação do património da entidade pública. Balanço Financeiro - demonstrará a receita e a despesa orçamental, bem como os pagamentos e recebimentos de natureza extra-orçamental, conjugados com o saldo em espécie proveniente do exercício anterior e os que se transferem para o exercício seguinte. Balanço Patrimonial O balanço patrimonial é uma demonstração contabilística que tem por finalidade apresentar a posição contabilística financeira e económica de uma entidade em determinada data, representando uma posição estática (posição ou situação do património em determinada data). Balanço Orçamental - é a demonstração contabilística pública que discrimina o saldo das contas de receitas e despesas orçamentais, comparando as parcelas previstas e fixadas com as executadas. Balancete – É um instrumento para verificar se os lançamentos contabilísticos realizados no período estão correctos. Este instrumento, embora de muita utilidade, não detectará toda amplitude de erros que possam existir, nos lançamentos contabilísticos. Cabimentação – É o acto emanado pela autoridade competente que consiste em se deduzir do saldo de determinada dotação do orçamento a parcela necessária a realização da despesa aprovada e que assegura ao fornecedor que o bem ou serviço é pago, desde que observadas as condições acordadas. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |43 Categoria Económica -Elemento agregador de naturezas de receita/despesa com o mesmo objecto. Classificação Funcional -Classificação da despesa de acordo com a área de acção governamental que ela permite atingir. Classificação das Contas Públicas - Agrupamento das contas públicas segundo a extensão e compreensão dos respectivos termos. Extensão de um termo é o conjunto dos indivíduos ou objectos designados por ele; compreensão desse mesmo termo é o conjunto das qualidades que ele significa, segundo a lógica formal. Qualquer sistema de classificação, independentemente do seu âmbito de actuação (receita ou despesa), constitui instrumento de planeamento, tomada de decisões, comunicação e controlo. C Défice orçamental/Défice -Considera-se défice orçamental quando o saldo orçamental é negativo, isto é, as despesas superam as receitas públicas. Despesa Cabimentada -Corresponde ao total da despesa para o qual existe nota de cabimentação emitida. Sendo que por cabimentação da despesa se deve entender o acto pelo qual autoridade competente deduz do saldo de determinada dotação do orçamento a parcela necessária à realização da despesa aprovada. Despesas Corrente - Classificam-se aqui as despesas ligadas à manutenção ou operação de serviços anteriormente criados, bem como transferências com igual propósito. Enquadram-se aqui as despesas de carácter operacional, decorrentes das acções desenvolvidas pelo organismo no cumprimento de sua missão institucional, como por exemplo, pagamento de pessoal e as contribuições do empregador, a aquisição de materiais de uso corrente (bens) e a contratação de serviços para o funcionamento do organismo ou ainda as transferências a serem utilizadas, pelo organismo destinatário, em despesas desta natureza. Despesa de Capital -Despesas destinadas à formação ou aquisição de activos permanentes, à amortização da dívida, à concessão de financiamentos ou constituição de reservas, bem como transferências efectuadas com igual propósito. Despesa Liquidada -Corresponde ao total da despesa para com o qual se procedeu já à verificação do direito do credor, com base nos títulos e documentos comprovativos do respectivo crédito. Demonstração da Variação Patrimonial - Evidenciará as alterações verificadas no património, resultantes ou independentes da execução orçamental, e indicará o resultado patrimonial do exercício. D Execução Financeira – Utilização dos recursos financeiros visando atender à realização dos subprojectos e/ou subactividades, atribuídos às unidades orçamentárias. Exercício Financeiro - Período que corresponde à execução orçamental e coincide com o ano civil. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |44 Execução Orçamental das Despesa - Utilização dos créditos consignados no Orçamento Geral do Estado e nos créditos adicionais, visando à realização dos subprojectos / subactividades atribuídos às unidades orçamentárias E Fonte de Recurso -A Fonte de recurso identifica quer a origem quer o destino das receitas. A mesma classificação quando utilizada para caracterizar as despesas, visa identificar a origem dos recursos que suportam as mesmas. Função do Estado -Classifica as despesas de acordo com a área da sociedade que a acção governamental pretende atingir. F Liquidação da Despesa – É a verificação do direito do credor, fase em que a dívida é efectivamente assumida, com base nos títulos e documentos comprovativos do respectivo crédito. L Natureza -Classificação da receita/despesa de acordo com a natureza económica da mesma, identificando claramente o objecto da receita/despesa. Nota de Lançamento - Permite registar eventos contabilísticos não vinculados a documentos específicos (SIGFE). N Orçamento Ajustado - Créditos orçamentais que reflectem os ajustes efectuados ao Orçamento Inicial. Orçamento Aprovado/Inicial - Créditos iniciais aprovados pela Assembleia Nacional e instituídos pela Lei Orçamental. Orçamento de Funcionamento - Componente do Orçamento referente à actividade básica dos órgãos que integram a Administração do Estado ou estejam sob a sua tutela, bem como projectos e programas específicos que não se enquadram no Programa de Investimentos Públicos (PIP). Órgão Dependente (OD) - Unidade administrativa dos órgãos ou de serviços da Administração do Estado ou da Administração Autárquica, fundos e serviços autónomos, instituições sem fins lucrativos financiadas maioritariamente pelos poderes públicos ou a segurança social, que constituem as unidades orçamentais. Órgão do Governo - São os departamentos ministeriais, governos provinciais, órgãos sectoriais e não sectoriais através dos quais o Estado cumpre as atribuições definidas na Constituição. Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |45 Órgãos de Soberania - São órgãos de soberania o Presidente da República, Assembleia Nacional e os Tribunais. A formação, a composição, a competência e o funcionamento dos órgãos de soberania são os definidos na Constituição. Ordem de Saque - É um instrumento de pagamento de utilização exclusiva do Estado, que possibilita a realização da fase de pagamento da despesa pública. O Passivo Circulante - Depósitos, restos a pagar, antecipações de receita, bem como outras obrigações pendentes ou em circulação, exigíveis até o término do exercício seguinte. Património Liquido - Capital autorizado, as reservas de capital e outras que forem definidas, bem como o resultado acumulado e não destinado Património Público - Conjunto de bens à disposição da coletividade. Programa de Investimentos Públicos (PIP)- Programa de investimento com vista à criação, reabilitação, ampliação, manutenção ou renovação das capacidades de prestação de serviços e fornecimento de bens pela administração pública directa ou pela administração pública indirecta do Estado. Não se integram no conceito de investimento público os gastos de natureza corrente aplicados à manutenção e reparações normais e cíclicas dos empreendimentos. Programa Específico - Programa que traduz uma prioridade do governo, definido em âmbito e em tempo de execução, mas que apesar de não constituir actividade básica da unidade orçamental não integra o Programa de Investimentos Públicos. Proposta Orçamental (N+1) - Valor da proposta de orçamento para o ano N+1, registada no SIGFE P Receita Ajustada - Previsão de receita que reflecte a revisão da receita inicialmente estimada. Receita de Capital - Refere-se às receitas provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de operações de crédito e da conversão em espécie de bens e de direitos. Receita Corrente - Refere-se às receitas que se renovam em todos os períodos financeiros designadamente, receitas tributárias, patrimoniais, de serviços ou ainda transferências recebidas. Receita Inicial - Previsão de receita aprovada pela Assembleia Nacional. Restos a Pagar – As despesas cabimentadas, liquidadas e não pagas até ao encerramento do exercício financeiro, após devidamente reconhecidas pela autoridade competente. R Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |46 Saldo Corrente - Representa o valor da diferença entre a receita corrente e a despesa corrente. Saldo de Capital - Representa o valor da diferença entre a receita de capital e a despesa de capital. Saldo Orçamental - Representa o valor da diferença entre receitas do Estado e despesas do Estado. Superavit orçamental - Considera-se superavit orçamental quando o saldo orçamental é positivo, isto é, quando as receitas superam as despesas públicas. S Taxa de Execução (Projecção Linear) - Indicador, em percentagem, do resultado da taxa de execução para o presente exercício económico tomando por referência a projecção linear da Despesa Paga. Taxa de Execução Efectiva (Despesa Liquidada) - Indicador, em percentagem, resultante da relação entre a despesa liquidada no período em análise, para uma dada rúbrica de despesa e o orçamento inicial. Taxa de Execução Efectiva (Despesa Paga) - Indicador, em percentagem, resultante da relação entre a despesa paga no período em análise, para uma dada rúbrica de despesa e o orçamento inicial. Taxa de Execução Efectiva da Receita - Indicador, em percentagem, resultante da relação entre a receita arrecadada no período em análise, para uma dada rúbrica de receita e a previsão inicial. Taxa de Execução Padrão - Indicador, em percentagem, que apresenta a taxa de execução esperada para o período em análise tomando por hipótese uma execução linear. T Unidade Orçamental (UO) - Órgão do Estado ou da Autarquia, ou o conjunto de órgãos, ou de serviços da Administração do Estado ou da Administração Autárquica, fundos e serviços autónomos, instituições sem fins lucrativos financiadas maioritariamente pelos poderes públicos e a segurança social a quem foram consignadas dotações orçamentais próprias. U Variação Homóloga - Variação relativa (em valor percentual) do valor do ano em análise face ao valor em idêntico período do ano anterior. i Ver conceito de Despesas Extra-Orçamentais no quadro 21 Relatório de Execução do OGE do IIº Trimestre de 2014 |47