ANEXO ÚNICO Três Corações, 30 de dezembro de 2013. Plano Municipal de Saneamento Básico Claudio Cosme Pereira de Souza Prefeito Municipal de Três Corações Cosme Ferreira do Nascimento Vice-Prefeito de Três Corações Responsável pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente Nelson Delu Filho Secretaria Municipal de Planejamento Antonio Carlos Guedes Secretaria Municipal de Saúde Vandrielen Novais S. Paulino Secretária Municipal de Obras: Mauro Pinto S. Junior 1 Comitê de Coordenação e Elaboração do Plano Municipal de Saneamento básico DECRETO: 2607/2013 Representante do Poder Público Municipal Fábio Paranaíba Vilela Gustavo Fonseca Pereira Karina Junqueira Ximenes Tatiana Vilela Carvalho I – Representantes do Poder Publico Municipal Claudia de Lourdes Ferreira Oliveira Débora Santana Gomes Soares Jairo dos Santos Borges Leonan Reis Branquinho Livia D’Oliveira Silva Maura Aparecida Marchiori Magalhães Patrícia da Costa Rodrigues Sabrina Vilela Avelar Gibram Simone Catarina Silva Archanjo Sueli Inácia Valim Thiago Guimarães Oliveira Silva Cícero Caldeira II – Representante do Poder Legislativo Francisca Filomena Lodonho III – Representante da concessionária de serviço público de fornecimento de água e esgoto (COPASA) Flávio Nagel 2 Estruturação do Plano Municipal de Saneamento Básico Municipal Ms. Simone Catarina Silva Archanjo – Chefe de Divisão SEMMA Bióloga, Pedagoga – Especialista em Gestão Escolar e Educação Ambiental – Mestre em Biotecnologia Ambiental. Fábio Paranaíba Vilela – Secretário Adjunto SEMMA Técnico Agrícola. 3 ÍNDICE DO PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO Introdução: --------------------------------------------------------------------------------------Histórico do município------------------------------------------------------------------------Emancipação Política Do Município De Três Corações-----------------------------Caracterização do município----------------------------------------------------------------Localização do município--------------------------------------------------------------------Desenvolvimento Industrial e Econômico de Três Corações-----------------------Aspectos Demográficos----------------------------------------------------------------------Indicadores Sociais do município----------------------------------------------------------Indicadores de Desigualdade-------------------------------------------------------------Percentual de Apropriação da Renda ----------------------------------------------------Uso e ocupação do solo----------------------------------------------------------------------Caracterização do município de Três Corações na bacia do Rio Verde--------Política de Saneamento Básico segundo o Plano Diretor---------------------------Objetivos do Plano de Saneamento Básico Municipal-------------------------------Abrangência do Plano de Saneamento Básico Municipal---------------------------Plano de mobilização para levantamento de dados para o PMSB----------------Descrição do Saneamento Básico na Zona Rural de Três Corações------------Fazenda Pedra Preta, Estação de São Tomé-----------------------------------------Fazenda dos Pinheiros, Vargem-----------------------------------------------------------Comunidade dos Correias, Comunidade Boa Esperança--------------------------Comunidade dos Mafras, Comunidade Rio do Peixe---------------------------------Comunidade do Barreiro, Comunidade Limeira----------------------------------------Comunidade Serra das Abelhas, Comunidade Flora --------------------------------Comunidade Japão, Comunidade São Bentinho --------------------------------------. Comunidade Taquaral, Portão de Cambuquira----------------------------------------Abadia, Comunidade Cota-------------------------------------------------------------------. Comunidade Canoa, Comunidade Cachoeirinha--------------------------------------. Comunidade Porteira Pesada, Comunidade Bom Jardim --------------------------Comunidade Roseira, Comunidade Marmeleiro, Comunidade Rapa-------------. Comunidade Ser rinha -----------------------------------------------------------------------Comunidade Campo Limpo, Comunidade Lagoa Macia ----------------------------Comunidade Cinco Lobo, Comunidade Facão ----------------------------------------Comunidade Atalho, Comunidade Barra mansa---------------------------------------Orientação com os alunos, professores, pais e visita a comunidade escolar--Resumo dos principais problemas levantados na Zona Rural de T.C------------Diagnóstico dos principais problemas encontrados na Zona Rural de TC------Metas para o plano de saneamento básico área rural de TC----------------------Descrição do Saneamento Básico na Zona Urbana de Três Corações---------- 05 05 07 07 07 08 10 10 12 13 16 17 21 22 23 24 27 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 42 44 45 47 48 Bairro Cinturão Verde Vila Sueli e Jardim Esperança-------------------------------Prolongamento do Parque Jussara e São Jerônimo---------------------------------Bairro Retrilha --------------------------------------------------------------------------------Bairro Nossa Senhora de Fátima e Vila Melo -----------------------------------------Bairro Ipiranga---------------------------------------------------------------------------------Bairros: Cotia, São Sebastião e Jardim Rio Verde------------------------------------. Bairro Rio do Peixe----------------------------------------------------------------------------Bairro Vila Emília-------------------------------------------------------------------------------Bairro Jardim Paraíso-------------------------------------------------------------------------- 49 53 56 57 58 61 62 63 64 4 Bairro Santo Afonso---------------------------------------------------------------------------Bairro Vila Fernão Dias-----------------------------------------------------------------------Bairro Canto do Rio ---------------------------------------------------------------------------Bairro Santana, Bairro São José-----------------------------------------------------------Bairro Nossa Senhora da Aparecida e Bairro Pero-----------------------------------Bairro Vila Gesse e Vila Mariana----------------------------------------------------------Bairro Vila Lima---------------------------------------------------------------------------------Bairro Vilas Boas-------------------------------------------------------------------------------Bairro Vista Alegre, Bairro Bela Vista-----------------------------------------------------Bairro Odilon Rezende, Bairro Comunidade Flora------------------------------------Bairro Amadeu Miguel------------------------------------------------------------------------Bairro Jardim América, Jardim Umuarama, São Conrado e Vila Rica -----------. Bairro Chácara das Rosas e Triângulo---------------------------------------------------Bairro Estância dos Reis e Vila Viana----------------------------------------------------Bairro Santa Tereza, Centro-----------------------------------------------------------------. Bairro Colônia Santa Fé e Bairro Cafezinho (Jardim das Oliveiras)--------------Bairro Jardim Planalto------------------------------------------------------------------------Bairro Jardim Belo Horizonte, Jardim Europa, Jardim Fabiana, Vila Rezende. Bairro Jardim Orson, Monte Verde I e II, Morado do Sol e São Conrado-------Bairro Jardim Primavera, Bairros Vila Bela I e II---------------------------------------Bairro Monte Alegre, Feira de Gado-------------------------------------------------------. Diagnóstico da Zona Urbana----------------------------------------------------------------Metas para o Plano de Saneamento Básico Área Urbana TC---------------------Relatório de destinação de resíduos mensal/2013------------------------------------Conclusão----------------------------------------------------------------------------------------Anexos------------------------------------------------------------------------------------------- 66 68 69 70 72 73 73 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 90 92 94 97 98 5 Índice de imagens do Plano Municipal de Saneamento Básico Figura 01 - Localização do município de Três Corações_________________12 Figura 02 - Mapa político do município_______________________________13 Figura 03 - Localização da Bacia Hidrográfica do Rio Verde _______________22 Figura 04 - Bacia do Rio Verde - Sub Bacias e municípios componentes______24 Figura 05 - Foto da audiência pública municipal__________________________30 Figura 06 - Mobilização na Pedra Preta ________________________________30 Figura 07 - Estação de São Tomé____________________________________31 Figura 08 - Mobilização na Fazenda dos Pinheiros_______________________31 Figura 09 - Mobilização na Comunidade da Vargem______________________32 Figura 10 - Problemas ambientais na comunidade dos Correias_____________32 Figura 11 – Mobilização Comunidade Boa Esperança_____________________33 Figura 12 – Mobilização na Comunidade dos Mafras______________________33 Figura 13 – Mobilização na Escola Municipal do Rio do Peixe ______________34 Figura 14 – Comunidade do Barreiro__________________________________34 Figura 15 – Comunidade Limeira _____________________________________35 Figura 16 – Mobilização com a comunidade da Serra das Abelhas___________35 Figura 17 – Mobilização na Comunidade de Flora _______________________36 Figura 18 – Fotos da Comunidade do Japão____________________________36 Figura 19 – Mobilização na Comunidade São Bentinho____________________37 Figura 20 – Mobilização e fossa negra na comunidade do Taquaral _________37 Figura 21 – Portão de Cambuquira____________________________________38 Figura 22 – Mobilização Comunidade da Cota___________________________39 Figura 23 – Mobilização Comunidade Canoa____________________________39 Figura 24 – Mobilização na Comunidade Cachoeirinha ___________________40 Figura 25 – Mobilização na Comunidade Porteira Pesada _________________40 Figura 26 – Mobilização na Comunidade Bom Jardim ____________________41 Figura 27 – Mobilização na Comunidade Roseira________________________41 Figura 28 – Mobilização na Comunidade Rappa _________________________42 Figura 29 – Mobilização na Comunidade Serrinha________________________43 Figura 30 – Comunidade Campo Limpo _______________________________43 Figura 31 – Comunidade Lagoa Macia ________________________________44 Figura 32 – Mobilização na Comunidade Cinco Lobos_____________________44 6 Figura 33 – Mobilização na Comunidade Facão__________________________45 Figura 34 – Mobilização na Comunidade Atalho _________________________45 Figura 35 – Mobilização Comunidade Barramansa _______________________46 Figura 36 – Mobilização na Escola Municipal de Flora ____________________46 Figura 37 – Mobilização na Escola Municipal Nelson Rezende Foneca _______47 Figura 38 – Mobilização na Escola Municipal Dona Miloca _________________47 Figura 39 – Mobilização na Escola Municipal Oneida Junqueira_____________47 Figura 40 – Mobilização na Escola Municipal Catiguá_____________________48 Figura 41 – Mobilização na Escola Municipal Henriqueta Gomes ____________48 Figura 42 – Visão do Bairro Cinturão Verde_____________________________53 Figuras 43 e 44 – Residências do Bairro Cinturão Verde___________________54 Figuras 44 e 45 – Residências do Bairro Cinturão Verde___________________54 Figuras 46 e 47 – Residências e sistemas viário do Bairro Cinturão Verde_____54 Figuras 48 e 49 – Casas do Bairro Cinturão Verde_______________________55 Figura 50 – Falta de calçamento em algumas ruas do Bairro Cinturão Verde___55 Figura 51 – Estrutura do Bairro Cinturão Verde__________________________55 Figuras 52 e 53 – Foto do Bairro Cinturão Verde_________________________56 Figuras 54 e 55 – Rio Verde confrontando o Bairro Cinturão Verde__________56 Figuras 56 e 57 – Esgoto lançado no Rio Verde_________________________56 Figura 58 – Rua Dona Glorinha de Paiva – Cinturão Verde________________57 Figura 59 – Residências do Prolongamento Parque Jussara e São Gerônimo__57 Figuras 60 e 61 – Sistema Viário dos bairros____________________________58 Figura 62 – Falta de pavimentação no bairro____________________________58 Figura 63 – Estrutura do calçamento do bairro___________________________58 Figuras 64 e 65 – Fotos dos bairros___________________________________59 Figura 66 e 67 ___________________________________________________59 Figuras 68 e 69 – Confronto com a ferrovia_____________________________59 Figuras 70 e 71 – Residências do Bairro Retirinho________________________60 Figuras 72 e 73 – Erosão no Bairro Retirinho____________________________61 Figura 74 – Erosão em ruas do Bairro Retirinho__________________________61 Figuras 75 e 76 – Residências Bairro Nossa Senhora de Fátima e Vila Melo __62 Figura 77 – Residências no Bairro Nossa senhora de Fátima e Vila Melo______62 Figura 78 – Bairro Ipiranga__________________________________________63 7 Figura 79 e 80 – Ribeirão Espraiado__________________________________63 Figura 81 – Margens do Rio Verde____________________________________64 Figura 82 – Rua Cachoeirinha_______________________________________66 Figura 83 – Residências comprometidas na Vila Fernão Dias_______________67 Figura 84 – Residências do Bairro São José____________________________69 Figura 85 – Rua João Batista Mafra no Bairro Nossa Senhora Aparecida _____70 Figura 86 – Acesso ao Bairro Flora ___________________________________73 Figura 87 – Mobilização no Bairro Amadeu Miguel_______________________74 Figura 88 – Acesso ao Bairro Cafezinho_______________________________79 Figura 89 – Acesso ao Bairro Jardim Planalto___________________________79 Figura 90 – Residências do Bairro Feira de Gado________________________83 8 Plano Municipal de Saneamento Básico Introdução O Plano Municipal de Saneamento Básico é determinado pela Lei Federal 11.445/07, que institui a obrigatoriedade do Plano como instrumento para captar recursos federais cujos programas valorizam ou até mesmo requer a existência de um plano diretor de saneamento para a obtenção do recurso. É importante ressaltar que Saneamento Básico abrange: abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais. Todos estes requisitos serão considerados na elaboração do Plano Municipal de Três Corações. Com o uso de planejamentos e investimentos justificados, é possível evitar o mau uso de recursos com a adoção de medidas pontuais e imediatistas, gerando maiores benefícios para a população, no que ser refere à saúde e a qualidade ambiental. Compreende-se que a execução do Plano Municipal de Saneamento Básico, consiste em uma maneira de auxiliar os municípios a realizarem um diagnóstico, onde serão descrita a demanda de expansão e melhorias, bem como a elaboração de metas para solução dos problemas e investimentos na qualidade do Saneamento Básico, objetivando a promoção de saúde a todos os munícipes. Histórico do Município: As primeiras notícias sobre as terras onde hoje se situa o município de Três Corações datam de 1737, quando Cipriano José da Rocha, ouvidor de São João del-Rei, informa que, quando de passagem pela região, encontrou roças e catas de mineração na região da Aplicação do Rio Verde. Por volta de 1760, o português Tomé Martins da Costa se estabelece na barranca direita do Rio Verde, embriagado pelo ouro abundante existente em suas lavras. Após adquirir novas terras, constrói a fazenda do Rio Verde e manda erigir uma capela sob a invocação dos Santíssimos Corações de Jesus, Maria e José. 9 No ano de 1764, de passagem pela região em viagem de inspeção e demarcação de limites, o governador da capitania de Minas Gerais, D. Luís Lobo Diogo da Silva, visita Tomé em sua fazenda, encontrando alguns casebres ao redor da capela. Em 1790, o capitão Domingos Dias de Barros, genro de Tomé Martins da Costa, pede licença para construir uma ermida no lugar da antiga capela, que é inaugurada em 1801, tendo seu altar-mor trabalhado pelo mestre Ataíde. Em 14 de julho de 1832 é instalada a freguesia dos Três Corações do Rio Verde e a paróquia dos Três Sacratíssimos Corações. Em 6 de setembro de 1860, grandes comemorações na elevação a Vila da Freguesia dos Três Corações do Rio Verde e na inauguração da Igreja Matriz. Em 1873, o Presidente da Província de Minas Gerais sanciona Lei incorporando à Vila o território pertencente à Freguesia. O grande passo para o pleno desenvolvimento do município seria, entretanto, dado no ano de 1884, quando a Vila recebe a visita do Imperador D. Pedro II e a Família Imperial, para a inauguração da estrada de ferro Minas & Rio. Inaugurada oficialmente em 22 de junho deste ano, fazia a conjunção entre a Vila e a cidade de Cruzeiro, no estado de São Paulo. A repercussão desta visita foi de tamanha relevância que, três meses depois, em 23 de setembro de 1884, a Vila seria emancipada, sendo elevada à categoria de cidade. Em 7 de setembro de 1923, com a Lei 843, Três Corações do Rio Verde passa a denominar-se apenas Três Corações. Milho, café e leite são produzidos no município e seu Distrito Industrial, às margens da BR 381 (Rodovia Fernão Dias) detém um grande número de empresas de médio e grande porte, tais como a Mangels, Total Alimentos, TRW, Descartáveis Zanatta, Heringer, entre outras. É nesta cidade que nasceu o ex-jogador de futebol e atleta do século, Pelé. 10 Figura 01- Localização do município de Três Corações Emancipação Política do Município de Três Corações Existem três diferentes versões para a origem toponímica do município: Conforme o historiador mineiro Alfredo Valadão, o nome da cidade originou-se das voltas que o Rio Verde realiza ao redor da cidade. As tais voltas, vistas de um panorama aéreo, são percebidas como formas que se assemelham a três corações. Uma versão não tão histórica, mas extremamente poética conta que três boiadeiros, vindos de Goiás, renderam-se aos encantos de três moças da localidade. Jacyra, Jussara e Moema despertaram o amor dos três boiadeiros e conquistaram os três corações. Hoje oficialmente aceita, a terceira versão descreve que Tomé Martins da Costa, o fundador da cidade, ao construir a 1ª Capela no arraial, em 1761, consagrou-a aos Santíssimos Corações de Jesus, Maria e José. Três Corações foi emancipado como cidade em 23 de setembro de 1884 e é atualmente considerado um município em crescente desenvolvimento. Caracterização do município - Área Urbana: 18,43 KM2 - Posição Geográfica: 807,57 KM2 11 - Total: 826,00 KM2 - O município possui mais de 2.500 km de estradas municipais de terra batida. - POPULAÇÃO: 72.796 HABITANTES - IDH: 0,780 - PIB: 1,758 bilhões - ALTITUDE: 839 m. - POSIÇÃO GEOGRÁFICA: Paralelo de 21º 42\\\'00\\\'\\\' de altitude sul e meridiano de 45º 15\\\'30\\\'\\\'W. Gr. - MÉDIAS DAS TEMPERATURAS: Máxima 26,7º C. - UMIDADE RELATIVA DO AR: 76,6% (média). - CLIMA: Mesotérmico. - SOLO: Argiloso Silicoso. - ÍNDICE PLUVIOMÉTRICO: 1.554 mm. Localização do Município: NORTE: Varginha, 30 km - Carmo da Cachoeira, 35 km. SUL: Conceição do Rio Verde, 44 km - Cambuquira, 18 km. LESTE: São Bento Abade, 34 km - São Tomé das Letras, 38 km. OESTE: Monsenhor Paulo, 46 km - Campanha, 36 km. Figura 02 – Mapa político do município Desenvolvimento Industrial e Econômico de Três Corações 12 A política de desenvolvimento industrial, associada à implantação de áreas destinadas a novas empresas, tem concorrido de forma significativa, para a diversificação da produção. Como resultado da conjugação de suas potencialidades, recursos e sua estratégica posição geográfica, Três Corações oferece inúmeras oportunidades de investimento. O município dispõe de um Distrito Industrial, localizado às margens da Rodovia Fernão Dias (BR-381), ocupando uma área de 2.634.944,47 m 2, que a cada dia se firma como um dos mais promissores pólo industriais do Sul de Minas. A cidade possui também um mini-distrito, situado na estrada Três Corações/São Bento Abade, com área de 50.380 m2, pronta para receber empresas de pequeno porte. Podemos citar como exemplo algumas indústrias de grande porte como Mangels, Total Alimentos, São Marco, TRW, Descartáveis Zanatta, Heringer, entre outras. O principal recurso natural (mineral) é o quartzito, de grande aplicação no ramo de construção civil. O município possui dinâmica atividade comercial, tanto atacadista como varejista. No setor industrial destacam-se as indústrias de produtos derivados do leite (leite em pó, manteiga, queijo), metalúrgicos (esquadrias metálicas, botijão de gás, rodas de aço para automóveis, roda de liga leve, fios de cobre, fundição), fábrica de ração, fertilizantes, couro, calçados, prémoldados de cimento, produtos químicos, refrigerantes, cromação e niquelação de metais, móveis, piscinas de fibra de vidro, brinquedos de plástico, colchões, aparelhos de sinalização, semáforos, desinfetantes, doces, bolsas e cintos de couro, vassouras e confecções. Na agricultura se destacam as culturas do Milho, Soja, Café e Leite, Feijão e espécies frutíferas diversas. Como meio de comunicação a cidade conta com algumas rádios (Tropical, Conexão, Educativa), Jornais (Folha do Sul, Folha do Povo), a Prefeitura Municipal de Três Corações mantém um site atualizado onde são divulgadas as informações para os munícipes e a Câmara Municipal de Três Corações mantém um canal de TV. 13 A cidade possui também a Escola de Sargento das Armas, vinculada ao Ministério do Exército, que contribui para o fluxo de pessoas dentro do município, além de dar visibilidade nacional ao município. Indicadores Sociais do Município A tabela 1 apresenta o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e seus subíndices educação, longevidade e renda, indicadores que servem como indicadores da qualidade de vida da população. Os dados mostram a evolução destes índices ao longo dos anos de 1991 e 2000 para Três Corações e para o Estado de Minas Gerais. Três Indicadores / Índices Corações Minas Gerais 1991 2000 1991 2000 (IDH) 0,717 0,780 0,699 0,765 Longevidade 0,781 0,860 0,645 0,759 Educação 0,706 0,767 0,653 0,855 Renda 0,665 0,714 0,798 0,719 Índice de Desenvolvimento Humano Tabela 1 - Índice de Desenvolvimento Humano Município de Três Corações e Estado de Minas Gerais 1991 e 2000 - Fonte: IBGE (2003) Em 1991 o IDH do Município era de 0,717 superior ao do Estado que era de 0,699. Na comparação com o IDH do ano de 2000, observa-se uma considerável elevação do IDH do Município de Três Corações, que passou de 0,717 para 0,780, o que representa um crescimento de 8,78%. Já o estado de Minas Gerais apresentou uma evolução menor neste período, subindo de 0,699 para 0,765 o que representa um crescimento de apenas 9,44%. Mesmo o Estado tendo um crescimento maior na década, o Município ainda apresentava um índice superior ao estadual. O subíndice que registrou o pior descompasso com o Estado foi o de renda. Em 1991, Minas Gerais possuía um sub-índice de renda de 0,798, 20 % superior ao de Três Corações, que era de 0,665. Em 2000, o índice de Três Corações aumentou 7,37%, indo para 0,714 enquanto o índice de renda no 14 estado de Minas Gerais caiu 10,98%, passando para 0,719. Mesmo com a queda no índice estadual, o Município de Três Corações ainda continua com um índice inferior ao do estado, que é superior ao do Município em apenas 0,005%. Por outro lado, o subíndice que registrou o melhor desempenho em comparação com o Estado foi o de longevidade: enquanto no Estado este subíndice evolui de 0,645 para 0,759 (aumentando 17,67%), em Três Corações este subíndice evoluiu de 0,781 para 0,860 (10,11%), o que mantém o índice de longevidade de Três Corações superior ao estadual nas duas comparações: em 1991, o índice de longevidade em Três Corações (0,781) era superior ao estadual (0,645) em 21,08%. Já em 2000, o índice mineiro era de 0,759, ao passo que o índice de Três Corações era de 0,860, cerca de 13,30% superior ao índice estadual. A Tabela 02 apresenta o IDH e seus subíndices referentes à nova metodologia de cálculo em 2000. Município / Estado IDH - 2000 IDH Educação 2000 IDH Longevidade 2000 IDH Renda 2000 Três Corações 0,780 0,860 0,767 0,714 Minas Gerais 0,765 0,855 0,759 0,719 Tabela 02 - Índice de desenvolvimento humano (IDH) e seus subíndices. Três Corações e Minas Gerais, 2000 - Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano, 2000. O Município de Três Corações apresentou um IDH Municipal superior à média do Estado, uma vez que todos os subíndices que compõem o IDH se apresentaram superiores aos estaduais, exceto o sub-índice de renda, único subíndice no qual o estado de Minas Gerais é superior ao Município de Três Corações. Quando comparado o IDH do Município com o IDH dos Municípios da microrregião, Três Corações apresenta o quarto melhor IDH, sendo superado apenas pelos Municípios de Varginha, Campanha e Boa Esperança, cujos índices apurados são 0,824, 0,784 e 0,783, respectivamente: 15 Indicadores de Desigualdade Os índices de Gini (G) e de Theil (L) são as medidas de desigualdade mais comumente usadas nos estudos sobre distribuição de renda. O índice de Gini mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos, segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de 0, quando não há desigualdade (a distribuição de renda é perfeitamente igualitária), a 1, quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo detém toda a renda da sociedade e a renda de todos os outros indivíduos é nula). O índice de Theil (L) mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos, segundo a renda domiciliar per capita. É o logaritmo da razão entre as médias aritméticas e geométricas das rendas individuais, sendo nulo quando não existir desigualdade de renda entre os indivíduos e tendente ao infinito quando a desigualdade tender ao máximo. Para seu cálculo excluem-se do universo os indivíduos com renda domiciliar per capita nula. A tabela 03 - apresenta a evolução dos indicadores de desigualdade de renda ao longo dos anos 1991-2000 em Três Corações e no estado de Minas Gerais. Município/ Índice de Índice de Índice L de Índice L de Estado Gini, 1991 Gini, 2000 Theil, 1991 Theil, 2000 Três Corações 0,57 0,57 0,57 0,56 Minas Gerais 0,61 0,62 0,70 0,67 Tabela 03 - Índice de Gini e Índice L de Theil Três Corações e Minas Gerais 1991 e 2000 Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano, 2000 O índice de Gini de Três Corações, que era de 0,57 em 1991, manteve-se em 2000, enquanto o índice no Estado aumentou de 0,61 em 1991 para 0,62 em 2000. Isso retrata que a desigualdade na distribuição de renda apresentou uma estabilidade no Município e uma leve tendência de aumento da desigualdade no Estado. 16 O índice L de Theil de Três Corações, que em 1991 era de 0,57, reduziu-se para 0,56 em 2000, o mesmo ocorrendo no Estado, onde, em 1991, era de 0,70 e reduziu-se para 0,67 em 2000. A tendência em Campo Belo é a mesma observada no Estado, embora de uma forma menos notável: enquanto a desigualdade na distribuição de renda diminuiu de 0,70 para 0,67 (cerca de 4,29%) no Estado no período de 1991-2000, registra-se uma redução menos acentuada dessa desigualdade no Município de Três Corações (1,75%). Percentual de Apropriação da Renda (Entre Ricos e Pobres) A Tabela 04 apresenta a proporção da renda apropriada pelos mais ricos e mais pobres tanto para o Município de Três Corações quanto para o Estado de Minas Gerais. O percentual de renda apropriada pelos 10% mais ricos em Três Corações é inferior ao percentual obtido para o Estado de Minas Gerais. Os percentuais de renda apropriada pelos 20, 40, 60 e 80% mais pobres da população são sempre superiores à média percentual obtida para Minas Gerais. Isso mostra que o Município de Três Corações tende a apresentar melhor distribuição da renda em relação ao Estado de Minas Gerais. Percentual Percentual Percentual Percentual da Percentual da da renda da renda da renda renda renda Município / apropriada apropriada apropriada apropriada apropriada Estado 10% mais 20% mais 40% mais 60% mais 80% mais ricos da pobres da pobres da pobres da pobres da população população população população população Corações 45,96 3,20 9,88 20,05 37,57 Minas Gerais 50,56 2,18 7,96 17,71 34,29 Três Tabela 04 - Percentual da renda apropriada Três Corações e Minas Gerais 2000 Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano, 2000 Outros indicadores sociais 17 A tabela 05 apresenta os dados sobre fecundidade, para o Município de Três Corações e sua comparação como o Estado de Minas Gerais. Município / Estado Taxa de fecundidade Taxa de fecundidade Variação total, 1991 total, 2000 Três Corações 3,14 2,86 -8,92% Minas Gerais 2,69 2,23 -17,10% Tabela 05 - Fecundidade Três Corações e Minas Gerais1991 e 2000 Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano, 1991 e 2000. A taxa de fecundidade de Três Corações em 1991 foi de 3,14, enquanto que no Estado de Minas Gerais foi de 2,69. Em 2000, a taxa de fecundidade caiu para 1,99 no Município, enquanto no Estado caiu para 2,23. Dessa forma, inferese que a fecundidade é maior no Estado de Minas Gerais que no Município de Três Corações, além do fato de que o Município tem diminuído sua taxa de fecundidade, acompanhando a tendência do estado. De acordo com o relatório do Atlas de Desenvolvimento Humano, de acordo com a Tabela 06 no ano 2000, Três Corações apresentava uma taxa de mortalidade até um ano de idade de 25,74 para cada mil crianças nascidas vivas, cerca de 8% menor que a do Estado que era de 27,75. Município / Mortalidade até um Mortalidade até um Estado ano de idade, 1991 ano de idade, 2000 Três Corações 31,24 25,74 -17,61% Minas Gerais 35,39 27,75 -21,59% Variação Tabela 06 - Mortalidade infantil em Três Corações e Minas Gerais1991 e 2000 Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano, 1991 e 2000 Uma situação similar aconteceu, no mesmo período, entre crianças até cinco anos de idade (Tabela 08) Três Corações apresentaram taxas de mortalidade de 20,89 para cada mil crianças nascidas vivas, cerca de 7% inferior à do Estado que era de 30,37. Município / Estado Mortalidade até Mortalidade até cinco anos de idade, cinco anos de idade, Variação 1991 2000 18 Três Corações 49,47 28,18 -43,04% Minas Gerais 55,49 30,37 -45,27% Tabela 07- Mortalidade infantil e Fecundidade Três Corações e Minas Gerais1991 e 2000 Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano, 1991 e 2000 De acordo com o relatório do Atlas de Desenvolvimento Humano (2000), Três Corações é um dos Municípios que apresenta os melhores indicadores de mortalidade infantil dentro da microrregião. A expectativa de vida ao nascer em Três Corações, em 1991, era de 67,37 anos, no Estado era de 66,36 anos. Em 2000, a expectativa de vida elevou-se para 71 anos (crescendo 5,39 %) no Município e para 70,55 anos no Estado de Minas Gerais, que aumentou cerca de 6,31% (Tabela 08). Expectativa Expectativa Município de vida ao / Estado de vida ao nascer, nascer, 1991 2000 67,37 66,36 Probabilidade Probabilidade Probabilidade Probabilidade de de de de sobrevivência sobrevivência sobrevivência sobrevivência até 40 anos, até 40 anos, até 60 anos, até 60 anos, 1991 2000 1991 2000 71,00 89,04 92,90 75,11 81,41 70,55 87,86 90,51 69,33 76,95 Três Corações Minas Gerais Tabela 08- Esperança de Vida e Probabilidade de Sobrevivência Três Corações e Minas Gerais/ 1991 e 2000 Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano, 2000 A probabilidade de sobrevivência da população até 40 anos em Três Corações, em 1991, era superior à do Estado de Minas Gerais em 1,23%. Em 2000, a probabilidade de sobrevivência cresceu tanto no Município (4,34%) quanto no Estado (3,02%), sendo que o Município apresentou índices mais elevados, portanto melhores, neste quesito. Em 2000, a probabilidade de sobrevivência da população até 40 anos em Três Corações era superior à do estado de Minas Gerais em 2,64%. Algo parecido ocorre com a probabilidade de sobrevivência da população até 60 anos. A probabilidade de sobrevivência da população até 60 anos em Três 19 Corações, em 1991, era superior à do Estado de Minas Gerais em 8,34%. Em 2000, a probabilidade de sobrevivência cresceu tanto no Município (8,39%) quanto no Estado (10,99%), sendo que o Município apresentou índices mais elevados, portanto melhores, neste quesito. Em 2000, a probabilidade de sobrevivência da população até 40 anos em Três Corações era superior à do estado de Minas Gerais em 5,80%. Uso e ocupação do solo Três Corações é um município rico em recursos hídricos, sendo banhada por quatro rios, sendo eles: Rio do Peixe, Rio Palmela, Rio Lambari, e Rio Verde. Como antigamente não havia a preocupação com a estruturação das cidades, ocupação do solo foi realizada de forma desordenada. O que se justificava inicialmente pela busca de fácil acesso aos recursos hídricos, posteriormente reflete a falta de planejamento da distribuição populacional, pois dos seus 826 km2 apenas em 18,43 Km2 é ocupado pela Área Urbana, o restante da área é de ocupação rural, com apenas 10% da população residindo na área rural. Segundo Barbosa (2001), o crescimento desordenado, a invasão de áreas protegidas, a ausência de planejamento e a precariedade das habitações, retratos da realidade dos municípios populosos do Brasil e de todo terceiro mundo. Dentro deste contexto o município de Três Corações, apresenta sérios problemas sendo alvo de enchentes e alagamentos pontuais, ao longo dos anos especificados: 1906, 1946, 1986, 2000, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2013. A ocupação desordenada do solo, somada com a falta de estrutura em saneamento básico, torna o município vulnerável, tendo como os principais problemas: o mau dimensionamento das galerias pluviais, falta de manutenção adequada do sistema de drenagem pluvial, pontos com esgoto a céu aberto, ligação irregular da água da rede pluvial na rede de esgoto. Caracterização do município de Três Corações na bacia do Rio Verde 20 A bacia hidrográfica do rio Verde situa-se na mesorregião Sul/Sudoeste de Minas, entre os paralelos 210 20’ a 220 30’, latitude sul, e 440 40’ a 450 40’, longitude oeste; e está vizinha às bacias do Paraíba do Sul; Sapucaí; Mortes e Jacaré; e Alto Rio Grande, conforme apresentado na figura abaixo: Figura 03 – Localização da Bacia Hidrográfica do Rio Verde Essa bacia constitui a Unidade de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos 4 (UPGRH GD4), e integra a bacia hidrográfica do Rio Grande, que se insere nos territórios dos estados de Minas Gerais e São Paulo, perfazendo 143.437,79 km2, dos quais 60,2% em território mineiro, e 39,8% em terras paulistas (IPT, 2008). A bacia em questão conta com uma área de drenagem de 6.891,4 km2, o que corresponde 4,25% da área total da bacia do Rio Grande, e a 1,17% da área total do Estado de Minas Gerais. O Rio Verde nasce no limite dos municípios de Passa Quatro e Itanhandu, na vertente ocidental da serra da Mantiqueira, a cerca de 2.600 m de altitude, próximo à divisa de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Correndo pela encosta da serra, em direção oeste, com um percurso aproximado de 220 km, ele 21 deságua na represa de Furnas, no limite dos municípios de Elói Mendes e Três Pontas, onde atinge a cota aproximada de 800 m. O alto curso do Rio Verde localiza-se entre as suas nascentes e o segmento situado na divisa municipal de São Lourenço. O relevo é representado por cristas assimétricas e escarpas que coagissem com rampas coluvionares, “mares de morro” e colinas convexas, vertentes íngremes e vales encaixados, próprios do compartimento geomorfológico da Serra da Mantiqueira (BEATO et al., 1999). O médio curso estende-se desse ponto até a montante da confluência com o Rio Lambari, e o restante corresponde ao baixo curso. Esses trechos estão subordinados ao compartimento depressão do Rio Verde (BEATO et al., 1999), que corresponde ao encaixamento de uma drenagem do tipo paralela, constituída pelo rio Verde e seus tributários Lambari e Baependi. O relevo consta de uma seqüência de colinas, com vertentes suaves e vales rasos de fundo amplo, interrompidas por alinhamento de cristas cortadas por gargantas como na serra de Jurumirim, na passagem do rio Verde. Em seu trajeto, dos altos de Passa Quatro e Itanhandu, até desaguar na represa de Furnas, no limite de Elói Mendes e Três Pontas, o Rio Verde recebe importantes afluentes, quais sejam: rio Passa Quatro, ribeirão do Carmo, rio Lambari, rio São Bento, ribeirão do Aterrado, Rio Palmela e ribeirão Caeté, pela margem esquerda e os rios Capivari, Baependi e do Peixe, o ribeirão Pouso Alto e o ribeirão Espera, pela margem direita. As sub-bacias desses 12 rios, e mais as pequenas sub-bacias cujos cursos d’água vertem diretamente para o rio Verde, em seu Alto, Médio e Baixo curso (aqui denominadas, respectivamente, sub-bacias do Alto, Médio e Baixo Rio Verde), definem as 15 sub-bacias componentes da bacia do rio. Verde que estão inseridas em 31 municípios. As áreas dos municípios são bastante dispares quanto à extensão territorial, variando de 53,84 km² em Olímpio Noronha, menor município da bacia, a 825,12 km² em Três Corações o mais extenso, ficando a média territorial dos municípios em torno de 500 km². 22 Figura 4 - Bacia do Rio Verde - Sub Bacias e municípios componentes “Política de Saneamento Básico segundo o Plano Diretor” Segundo o titulo III da Lei 0.192/2006 que aprova o Plano Diretor do Município de Três Corações, a política de Saneamento básico especifica que: 23 Art. 20. A bacia hidrográfica localizada a montante da captação de água para abastecimento público deverá ser especialmente protegida, conforme abaixo: I – Não serão permitidos usos que ameacem o assoreamento do curso d’água, especialmente a extração de areia e outros usos que impliquem grandes movimentos de terra dentro do perímetro urbano e zona de expansão urbana; II – Não será permitido o uso do solo industrial para atividades potencialmente poluidoras, sem que haja a previa aprovação pelos órgãos competentes em relação ao destino dos resíduos produzidos nas etapas do processo de industrialização; III – Não será permitido o armazenamento de substâncias tóxicas que coloque em risco o abastecimento de água e a saúde da população do município. § 1º. A administração deverá comunicar, através de edital publicado em jornal local, ou, em sua falta, em jornal regional de ampla circulação a todos os proprietários de estabelecimentos comerciais e industriais da região as deliberações desta Lei, a importância do manancial, formas pelas quais os proprietários podem colaborar na preservação da qualidade da água e a necessidade de comunicar imediatamente à Concessionária de Abastecimento de Água e Esgoto. § 2° A Administração Municipal deverá propor aos municípios vizinhos, que integram a bacia hidrográfica referida no caput deste artigo, a elaboração e execução de políticas comuns para preservação da qualidade da água do manancial, e procurar inserir esta proposta nas ações prioritárias a serem desenvolvidas pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Verde. Metas de saneamento para o município de Três Corações segundo o Plano Diretor 24 - Implantação de programas de reciclagem e coleta seletiva de lixo; - Estudo técnico e jurídico para viabilidade do serviço de água e tratamento de esgoto ser feito pelo Poder Público; - Ações de saneamento e manejo de resíduos sólidos no meio rural; - Criação de mecanismos para recomposição da mata ciliar em toda a bacia hidrográfica do Rio Verde dentro dos limites do Município; - Preservação das minas e nascentes; - Programas de conscientização em regiões que utilizam alta concentração de agentes químicos no meio rural. Objetivos do Plano Municipal de Saneamento Básico A confecção do Plano Municipal de Saneamento Básico atenderá toda a população da cidade, este plano tem por objetivos: • Garantir o acesso aos serviços com universalidade, qualidade, integralidade, segurança, sustentabilidade (ambiental, social e econômica), regularidade e continuidade; • Definir critérios para a priorização dos investimentos, em especial para o atendimento à população de baixa renda; • Fixar metas físicas baseadas no perfil do déficit de saneamento básico e nas características locais; • Avaliar os impactos financeiros com base na capacidade de pagamento da população; • Estabelecer estratégias e ações para promover a saúde ambiental, salubridade ambiental, a qualidade de vida e a educação ambiental nos aspectos relacionados ao saneamento básico; • Estabelecer condições técnicas e institucionais para a garantia da qualidade e segurança da água para consumo humano e os instrumentos para a informação da qualidade da água à população; • Definir requisitos e ações para promover a redução na geração de resíduos sólidos, estabelecendo práticas de reutilização e soluções de reciclagem; 25 • Deve-se, ainda, definir ações para promover a coleta seletiva e a inclusão social e econômica de catadores de materiais recicláveis; e • Definir as ações para o manejo sustentável das águas pluviais urbanas conforme as normas de ocupação do solo incluindo: a minimização de áreas impermeáveis; o controle do desmatamento e dos processos de erosão e assoreamento; a criação de alternativas de infiltração das águas no solo; a recomposição da vegetação ciliar de rios urbanos e a captação de águas de chuva para detenção e/ou reaproveitamento. Abrangência do Plano Municipal de Saneamento Básico O Plano Municipal de Saneamento Básico, compreenderá o conjunto de serviços, infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, e drenagem e manejo de águas pluviais, onde estabelece o seguinte para cada serviço (exceto nos locais onde a responsabilidade do esgotamento sanitário e abastecimento de água seja da concessionária). “a) abastecimento de água potável: constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações necessárias ao abastecimento público de água potável, desde a captação até as ligações prediais e respectivos instrumentos de medição; b) esgotamento sanitário: constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente; c) limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades, infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destino final do lixo doméstico e do lixo originário da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas; d) drenagem e manejo das águas pluviais urbanas: conjunto de atividades, infraestruturas e instalações operacionais de drenagem urbana de águas pluviais, de transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de vazões de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas nas áreas urbanas.” 26 Antes do inicio dos trabalhos o município optou pela elaboração de um plano único, compreendendo todos os serviços, ou de planos específicos para cada um deles separadamente. Os membros do Comitê de Coordenação e do Comitê Executivo para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico decidiu que será realizado o agrupamento dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, que são diretamente interligados, mesmo que o município opte por elaborar planos específicos. PLANO DE MOBILIZAÇÃO PARA LEVANTAMENTO DE DADOS PARA O PMSB Para realizar plano de Mobilização para o Plano de Saneamento Básico o município foi dividido em 7 áreas: 5 rurais e 2 urbanas, para a zona rural o critério de divisão adotado foi à localização geográfica, a dimensão das áreas e a possibilidade de acesso. A Zona Urbana foi dividida de acordo com as instalações das Estações de Tratamento de Esgoto da empresa prestadora de serviços COPASA, sendo uma área atendendo a captação Bacia do Rio Verde e a outra a bacia de captação do Rio do Peixe. Divisão da Área Rural: Área 1 – Pedra Preta, Vargem, Cota, Taquaral, Estação São Tomé. Área 2 – Cinco, Lobo, Mafras, Correias, Divisa, Barra Mansa, Rio do Peixe, Boa Esperança, Atalho. Área 3 – Lagoa Macia, Campo Limpo, Facão, Marmeleiro, Serrinha, Serra das Abelhas, Três Córregos, Barro Cru. Área 4 – Porteira Pesada, São Bentinho, Abadia, Cachoeirinha, Amadeu Miguel. Área 5 – Canoa, Japão, Flora, Bom Jardim, Roseira, Grotão. Divisão da Área Urbana Área 6 – Vertentes do Rio do Peixe: Fhemig, Belo Horizonte, Alterosa, Bairro Sitio Tapera, Nossa Senhora Aparecida, Vila Melo, Boa Ventura, Bela Vista, Vista Alegre, Odilon Resende, Vilas Boas, Rio do Peixe I, Jardim Universo, Vila Lima, Jardim Orion, Jardim das Acácias, Parque São José, Santana, Alto Peró, Peró II, Nossa Senhora da Aparecida, Novo Horizonte, Parque dos Bandeirantes, Jardim 27 Europa, São Conrado, Morada do Sol, Jardim das Magnólias, Jardim Eldorado, Jardim Eldorado II, Jardim das Hortências, Condomínio Elias Julio Matuck, Jardim América, Condomínio Topázio, Jardim Umuarama. Área 7 – Vertentes do Rop Verde: Prolongamento Parque Jussara, Parque Jussara, São Gerônimo, Retirinho, Vila Bela I, Vila Bela II, Feira de Gado, Cafezinho, Vila Melo, Boa Ventura, Centro, Monte Alegre, Vila Jessé, Vila Mariana, Chácara das Rosas, Triângulo, Vila Militar (Atalaia), Jardim Esperança, Vila Sueli, Cinturão Verde, Vila São Francisco, Santa Tereza, Condomínio Village Dharma, Residencial Dharma, Prolongamento Jardim Rio Verde, Jardim Rio Verde, Repartição da Rede, Vila Viana, Bairro São Sebastião, Alto da Boa Vista, Vila Ipiranga, Nova Três Corações, Monte Verde I, Monte Verde II, Prolongamento do Jardim Califórnia, Jardim Califórnia, Parque das Colinas, Bom Pastor, Santo Afonso, Vila Fernão Dias, Recanto Bom Jardim, Vila Emílio, Espraiado, Vila Rezende, Jardim Paraíso, Jardim Fabiana. Para o desenvolvimento do Plano de Mobilização para o Saneamento Básico Municipal, foi utilizado também para o levantamento de dados, sendo que Zona Rural e Zona Urbana responderão a questionários específicos durante a conscientização: Zona Rural: A mobilização foi realizada através dos eventos de mobilização religiosa, com reuniões envolvendo toda a comunidade, realizaram-se também visitas específicas a residências, principalmente em locais onde se identificou maior necessidade; Zona Urbana: A mobilização foi feita nas escolas, onde além da conscientização realizou-se também a aplicação dos questionários para levantamento de dados. Após esta etapa realizou-se também a visita a pontos críticos de acordo com a necessidade; Em cumprimento ao Decreto número: 2645/2013 (ANEXO), o Poder Municipal convocou a 1ª Audiência Pública sobre Saneamento Básico Municipal, sendo esta amplamente divulgada com o objetivo de estimular a participação popular e o planejamento participativo. Apresentou-se um pequeno diagnostico para os participantes, expondo os problemas e potencialidades do município, logo após do momento de inscrições, os participantes puderam se posicionar sobre a realidade municipal; 28 Figura 05 - Foto da audiência pública municipal Foi criado pelo DECRETO Nº 2.607/2013 o Comitê de Coordenação e do Comitê Executivo para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico, que coordenou as atividades de levantamento das informações , coleta, tabulação de dados e elaboração do documento oficial. Descrição do Saneamento Básico na Zona Rural de Três Corações Para realização do Plano Municipal de Saneamento Básico foram realizadas orientações e aplicação de questionário com as comunidades locais em momentos específicos: após os eventos religiosos, em visitas as residências e nas escolas em reuniões de pais e para os alunos do 5º e 9º ano, sendo levantadas as seguintes informações: Fazenda da Pedra Preta Figura 06 – Mobilização na Pedra Preta Principais problemas encontrados: Não há coleta de lixo; 29 Plantação sem terraceamento ou bacias de contenção; Não existe coleta de esgoto; Existência de fossa negra ou lançamento de esgoto nos cursos de água. Comunidade Estação de São Tomé Figura 07 – Estação de São Tomé Principais problemas encontrados: Não há coleta de lixo municipal; Descarte irregular de resíduos sólidos; Esgoto lançado a céu aberto próximo a residências; Lixo queimado; Existência de fossas negras Fazenda dos Pinheiros Figura 08 – Mobilização na Fazenda dos Pinheiros Principais problemas encontrados: Não há coleta de lixo; Não há coleta de esgoto municipal; 30 A água utilizada apresenta aspecto amarelado e cheiro forte. Comunidade Vargem Figura 09 – Mobilização na Comunidade da Vargem Principais problemas encontrados: Esgoto lançado a céu aberto; Existência de fossas negras; Falta de terraceamento e bacias de contenção, o que favorece a erosão e assoreamento dos cursos d’ água; Falta de coleta de lixo municipal. Comunidade dos Correias Figura 10 – Problemas ambientais na comunidade dos Correias Principais problemas encontrados: A água utilizada vem da nascente ou de cisternas; Em sua maioria as famílias afirmaram dispensar o esgoto diretamente nos cursos d’água; O lixo é queimado; Uma família relatou que contraiu Leptospirose; 31 Falta de terraceamento e bacias de contenção. Comunidade Boa Esperança Figura 11 – Mobilização Comunidade Boa Esperança Principais problemas encontrados: O esgoto é lançado no mesmo córrego, que é utilizado à água para consumo; Não tem recolhimento de lixo, sendo o mesmo queimado; Não há barreiras de contenção e plantação em curva de nível; A água é utilizada nas residências sem nenhum tratamento prévio. Comunidade Mafras Figura 12 – Mobilização na Comunidade dos Mafras Principais problemas encontrados: Esgoto lançado diretamente nos cursos de água; Os fazendeiros queimam o lixo; A água é utilizada sem analise e nem tratamento; 32 Não é realizada a drenagem pluvial. Alguns fazendeiros relataram a existência de locais para armazenamento de agrotóxico. Comunidade Rio do Peixe Figura 13 – Mobilização na Escola Municipal do Rio do Peixe Problemas encontrados: A escola da comunidade é atendida por um poço artesiano, ainda assim a água servida tem um tom amarelado; Não há coleta de lixo para a comunidade, apenas para a escola; O esgoto é lançado nos cursos de água e em alguns casos identificou-se a existência de fossa negra. Comunidade do Barreiro Figura 14 – Comunidade do Barreiro Principais problemas encontrados: Pontos de esgoto a céu aberto; Animais mortos em decomposição atingindo os cursos d”água; Descarte de soro de leite nos cursos d’água; Tem coleta de lixo, sendo a escola um ponto estratégico utilizado pela comunidade. 33 Comunidade Limeira Figura 15 – Comunidade Limeira Principais problemas encontrados: Não tem coleta de lixo; Não há tratamento de esgoto; Esgoto lançado a céu aberto no fundo do quintal em alguns casos; Existência de fossas negras; Inexistência de barreiras de contenção de água pluvial. Comunidade Serra das Abelhas Figura 16 - Mobilização com a comunidade da Serra das Abelhas Principais problemas encontrados: As estradas rurais estão em péssimas condições por conta da falta de drenagem pluvial, necessitando de terraceamento e bacias de contenção; Não há coleta de esgoto, sendo os mesmos descartados em fossa negra ou diretamente nos cursos d’água; apenas uma casa apresenta fossa séptica biodigestora; 34 É uma região rica em recursos hídricos; Não há coleta de lixo, alguns moradores relatam descartar os resíduos na cidade, outros queimam o material; A maioria dos entrevistados tem filtro de barro em casa, a grande maioria consome água diretamente sem tratamento. É uma região de agricultura bem desenvolvida com predominância do café. Comunidade Flora Figura 17 – Mobilização na Comunidade de Flora Principais problemas encontrados: É um bairro rural, próximo ao Rio Verde, sendo constantemente atingido por enchentes; Tem coleta de esgoto e coleta de lixo; A água servida é da Copasa. A escola continua usando água de mina e sem analise. Comunidade Japão Figura 18 – Fotos da comunidade do Japão 35 Principais problemas encontrados: O esgoto é lançado sem tratamento nos córregos de água; Solicitam ajuda com a rede de esgoto, pois o mesmo é lançado sem qualquer tratamento nos cursos de água, que está escura e com cheiro ruim; Comunidade São Bentinho Figura 19 – Mobilização na comunidade do São Bentinho Principais problemas encontrados: A comunidade utiliza o Córrego São Bentinho como despejo de esgoto; Relatam a existência de várias nascentes nas propriedades; A água servida é utilizada de cisternas ou de minas; Em algumas partes da região o lixo é recolhido pela Prefeitura Municipal de Três Corações; Em algumas situações existem fossas negras, sem a distância necessária das águas servidas. Comunidade Taquaral Figura 20 – Mobilização e fossa negra na comunidade do Taquaral 36 Principais problemas encontrados: Existência de fossa negra destampada, sem cercamento na Escola Municipal Nelson Resende Fonseca; Os fazendeiros realizam aplicação de agrotóxico com aeronave, durante o período escolar; Existência de duas nascentes desprotegidas; Existência de um poço artesiano, construído pela Prefeitura Municipal de Três Corações, sem funcionamento, abandonado, pois a empresa contratada não atingiu o limite devido para acesso a água do lençol freático; Não existe coleta de esgoto e as fossas não respeitam a distância exigida dos mananciais. Há coleta de lixo parcial na região; Comunidade Portão de Cambuquira Figura 21 – Portão de Cambuquira Principais problemas encontrados: As crianças do Portão de Cambuquira estudam na Escola Nelson Resende Fonseca estando sujeitos aos mesmos problemas relatados acima; Não existe coleta de esgoto; A água utilizada é retirada das nascentes e em muitos casos ocorre o lançamento dos esgotos diretamente nos recursos hídricos; Abadia: (Diagnóstico realizado em parceria com a UTAM) Principais problemas encontrados: 37 Água não canalizada; Utilizam água de nascentes, poços artesianos ou cisternas; O esgoto não é coletado e o material é descartado diretamente na água ou em fossas negras, estando às mesmas há 25m dos recursos hídricos; Os resíduos sólidos urbanos são enterrados ou queimados. Comunidade Cota Figura 22 – Mobilização Comunidade de Cota Principais Problemas encontrados: Água não canalizada; Utilizam água de nascentes, poços artesianos ou cisternas; O esgoto não é coletado e o material é descartado diretamente na água ou em fossas negras, Os resíduos sólidos urbanos são enterrados ou queimados Comunidade Canoa Figura 23 – Mobilização Comunidade Canoa Principais Problemas encontrados: 38 Água canalizada; Utilizam água de nascentes, poços artesianos ou cisternas; O esgoto não é coletado e o material é descartado diretamente na água ou em fossas negras, Os resíduos sólidos urbanos são enterrados ou queimados Comunidade Cachoeirinha Figura 24 – Mobilização na Comunidade da Cachoeirinha Principais problemas encontrados: Parte desta área já tem água tratada da copasa Água canalizada de cisternas, minas ou poços artesianos; Esgoto lançado nos cursos hídricos ou fossas negras; Parte da Cachoeirinha já é atendida por coleta de lixo. Comunidade Porteira Pesada Figura 25 – Mobilização na Comunidade Porteira Pesada Principais problemas encontrados: Utilizam água de cisterna e minas Não há coleta de lixo; Existência de fossa séptica; Esgoto lançado sem tratamento em cursos d’água. 39 Comunidade Bom Jardim Figura 26 – Mobilização na Comunidade Bom Jardim Principais problemas encontrados: Não há coleta de lixo; O lixo é queimado, o material orgânico é enterrado ou usado na propriedade; O esgoto não é coletado; Á água é canalizada e retirada de cisternas e minas; Comunidade Roseira Figura 27 – Mobilização na Comunidade Roseira Principais problemas encontrados: Não há coleta de lixo; O lixo é queimado, o material é enterrado ou usado na propriedade; O esgoto não é coletado e lançado sem tratamento nos mananciais hídricos ou fossas negras. É uma região que sobrevive da plantação de café e da criação de gado. Há um poço artesiano desativado. Comunidade Marmeleiro: Principais problemas encontrados: 40 Não há coleta de lixo; O lixo é queimado, o material é enterrado ou usado na propriedade; O esgoto não é coletado e lançado sem tratamento nos mananciais hídricos ou fossas negras. A região sobrevive da plantação do café, da criação de gado e de culturas anuais como o milho; Alguns fazendeiros alegaram que tem local de estocagem do agrotóxico, mas a maioria não possui; Todos destinam corretamente as embalagens de agrotóxico. Comunidade Rapa Figura 28 - Mobilização na Comunidade Rappa Principais problemas encontrados: Não há coleta de lixo; O lixo é queimado, o material é enterrado ou usado na propriedade; O esgoto não é coletado e lançado sem tratamento nos mananciais hídricos ou fossas negras. A região sobrevive da plantação do café, da criação de gado e de culturas anuais como o milho; A maioria dos entrevistados não possui local para armazenar o agrotóxico e sua aplicação não é realizada com roupas apropriadas; A doença mais registrada pelos entrevistados foi diarreia. Comunidade Serrinha 41 Figura 29 - Mobilização na comunidade Serrinha Principais problemas encontrados: Não há coleta de lixo; O lixo é queimado; A água é canalizada de minas, nascentes e cisternas; Não há coleta de esgoto, o mesmo é lançado nos mananciais ou em fossas negras; A região sobrevive da produção do leite e do café. Comunidade Campo Limpo Figura 30 – Comunidade Campo Limpo Principais problemas encontrados Não há coleta de lixo; O lixo é queimado; A água é canalizada de minas, nascentes e cisternas; Não há coleta de esgoto, o mesmo é lançado nos mananciais ou em fossas negras; Uma família já contraiu leptospirose; 42 Os agrotóxicos não são armazenados em local apropriado. A região sobrevive da criação do gado de leite, gado de corte, produção de café e milho. Há um início de produção de trigo. Comunidade Lagoa Macia Figura 31 – Comunidade Lagoa Macia Principais problemas encontrados: Não há coleta de lixo; O lixo é queimado; A água é canalizada de minas, nascentes e cisternas; Não há coleta de esgoto, o mesmo é lançado em fossas negras ou in natura nos rios; A região sobrevive da criação do gado de corte e produção de leite. Comunidade Cinco Lobo Figura 32 – Mobilização na comunidade Cinco Lobos Principais problemas encontrados: Não há coleta de lixo; 43 O lixo é queimado; o material orgânico utilizado dentro da propriedade; A água é canalizada, sendo utilizada água de açude, cisterna e poços artesianos; A região produz milho, café e leite; Há a ocorrência de diarreias na comunidade; Comunidade Facão Figura 33 – Mobilização na Comunidade Facão Principais problemas encontrados: A região vive da criação de gado de leite e da produção de café; Não há coleta de lixo e nem esgoto; O lixo é queimado e o esgoto jogado in natura nos recursos hídricos; A água domiciliar é utilizada a partir do filtro de barro. Comunidade Atalho Figura 34 – Mobilização na Comunidade Atalho Principais problemas encontrados: A região sobrevive da produção de leite, trigo e milho; 44 O lixo é queimado; Não há coleta de esgoto, sendo lançado in natura nos recursos hídricos; A água é canalizada de cisternas e minas; Comunidade Barramansa Figura 35 – Mobilização Comunidade Barramansa Principais problemas encontrados: Não há coleta de lixo; A água é canalizada, sendo retirada de cisternas ou de minas; O esgoto é lançado in natura em fossas negras; Não há local especial para armazenamento de material; É uma região rica em recursos hídricos; Sobrevive da produção de culturas anuais, criação de gado e leite. Etapa III - Visita as escolas que atendem as regiões, orientação com os alunos, professores, pais e visita a comunidade próxima a escola: 22/08/2013 - Escola Municipal Renato Azeredo: Flora, Japão, Bom Jardim, São Bentinho, Cachoeirinha, Canoa, Japão e Amadeu Miguel. Figura 36 – Mobilização na Escola Municipal de Flora 45 05/09/2013 - Escola Municipal Nelson Resende – Taquaral. Figura 37 – Mobilização na Escola Municipal Nelson Resende Escola Municipal Dona Miloca – Estação de São Tomé, Cota. Figura 38 – Mobilização na Escola Municipal Dona Miloca Escola Municipal Oneida Junqueira – Vargem, Pedra Preta, Mafras. Figura 39 – Mobilização na Escola Municipal Oneida Junqueira Escola Municipal Rio Do Peixe II -: Atalho, Boa Esperança, Rio do Peixe, Barra Mansa, Mafras, Lobo, Facão, Lagoa Macia, Campo Limpo 46 12/09/2013 - Escola Municipal Catigúa - Marmeleiro, Serrinha, Três Córregos, Serra das Abelhas Figura 40 – Mobilização na Escola Municipal Catiguá 17/09/2013 - Escola Municipal José Coelho Neto: Abadia e São Bentinho Figura 41 – Mobilização na Escola Municipal Henriqueta Gomes 47 Resumo dos principais problemas levantados na Zona Rural do Município de Três Corações A zona rural do município de Três Corações é uma região muito extensa, possuindo 3100 km de estradas rurais, o que dificulta o acesso e principalmente o oferecimento de políticas públicas na área de saneamento básico: Coleta de Lixo, Drenagem Pluvial, Coleta de esgoto e tratamento da água. Diagnóstico dos principais problemas encontrados na zona rural de TC Diagnóstico da Zona Rural 1.0 - Água 1.1 - Fonte de abastecimento de água 1.2 - Poço artesiano 1. 3 - Cisterna 1.4 - Nascentes 1.5 - Outros Total: Entrevistados Problemas levantados Água consumida sem filtragem e cloração Falta de bacias de contenção para melhoria da qualidade das estradas 2% rurais 65% 26% Algumas nascentes não são isoladas Principais doenças causadas pela falta de tratamento de água: diarréia, dengue, esquistossomose, 7% leptospirose, raiva, outros 100% 2.0 - Locais de Lançamento de Esgotamento Sanitário Lançamento de esgoto sanitário in 21 - Em curso de água: 9% natura 2.2 - Fossa Negra 87% Existência das fossas negras 2.3 - A céu aberto 3% 2.4 - Fossa séptica 0,7% 2.5 -Fossa séptica biodigestora 0,3% Total: 100% 3.0 – Destinação Final do Lixo Doméstico 3.1 - Destinação de lixo Falta da coleta de resíduos sólidos doméstico na zona rural 3.2 - Queimado 60% Condições das estradas rurais Lixo queimado e enterrado na 3.3 - Enterrado 20% maioria das vezes 3.4 - Coleta Municipal 5% e outros (céu aberto,...) 15% 48 Total 100% Resíduos do Curral (Esterco, restos de alimentos) 4 - Destinação 4.1 - Reaproveitamento na Resíduos de curral descartados nos propriedade 70% recursos hídricos 4.2 - Comercialização 30% Total 100% Destinação de Medicamento Veterinário e Agrotóxico 5 - Destinação 5.1 - Desc. correto 5.2 - Desc. Incorreto Total Deficiência no descarte dos medicamentos, uma vez que os agrotóxicos são recolhidos pelas 78% lojas 22% 100% Depósito na propriedade de Medicamento Veterinário e Agrotóxico 6 – Presença de Depósito Deficiência no depósito deste tipo de 6.1 - Tem depósito 63% material 6.2 - Não tem depósito 37% Total 100% 49 METAS PARA O PLANO DE SANEAMENTO BASICO ÁREA RURAL DE TC Descrição dos problemas: Falta de qualidade e quantidade da água utilizada para consumo; Metas Cronograma Responsável Realização de uma campanha entre os produtores rurais para isolamento Até o final de 2016 SEMMA E SEMAP das áreas de recarga do município Georreferenciamento completo da área rural Até o final de 2018 SEMMA E SEMAP Construção de bacias de contenção ao longo das estradas rurais Serviço contínuo SEMOSP E SEMAP Realização de analise da água em poços artesianos Até o final de 2015 Vigilância Sanitária Orientação do produtor rural para realização do plantio em terraceamento A partir do ano de 2014 SEMMA E SEMAP e curvas de nível Implantação do sistema de monitoramento de água potável Até o final de 2014 Vigilância Sanitária Descrição do problema: Falta de coleta de esgoto na zona rural; Esgoto lançado a céu aberto ou diretamente nos recursos hídricos; Existência de fossa negra. Implantação de fossas anaeróbicas com o apoio da EMATER (Parceria 20 unidades 2014 (Boa SEMAP E SEMMA em entre PMTC e Produtores Rurais); Esperança) parceria com os 30 unidades 2015 (Rio produtores rurais do Peixe II) 50 unidades até atender a todos os produtores rurais Mapeamento da distância entre as fossas e os recursos hídricos; Até 2015 pela SEMMA SEMAP E SEMMA Criação do setor de fiscalização do meio ambiente para a zona rural, Até o final de 2014 SEMMA E SEGOV abrangendo o armazenamento, o uso e descarte de agrotóxicos, medicamentos, esgoto e água até agosto de 2014. Descrição do problema: Falta de coleta de lixo na zona rural, sendo os materiais queimados ou enterrados no meio ambiente Criação de ecopontos em locais estratégicos, com a afixação de A partir de 2014 SEMMA, SEMAP, containers, usando as igrejas, escolas e comunidades como pontos de SEMOSP e SEDUC coleta de resíduos sólidos; Programa de capacitação para implantação de compostagem nas A partir de 2014 SEMMA, SEMAP, SEMAP propriedades rurais; e EMATER Orientar o produtor rural para adoção de praticas conservacionista A partir de 2014 SEMMA, SEMAP e mecânicas EMATER 50 Definição das áreas rurais: Ordem de priorização: 1º - Cinco, Lobo, Mafras, Correias, Divisa, Barra Mansa, Rio do Peixe, Boa Esperança, Atalho. 2º - Canoa, Japão, Flora, Bom Jardim, Roseira, Grotão. 3º - Pedra Preta, Vargem, Cota, Taquaral, Estação São Tomé, 4º - Lagoa Macia, Campo Limpo, Facão, Marmeleiro, Serrinha, Serra das Abelhas, Três Córregos, Barro Cru 5º - Porteira Pesada, São Bentinho, Abadia, Cachoeirinha, Amadeu Miguel. 51 Descrição do Saneamento Básico na Zona Urbana de Três Corações Três corações é um município em constante expansão, o que pode ser comprovado pela quantidade de loteamentos residenciais que são apresentados a Comissão Municipal de Loteamento. A equipe responsável pela elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico utilizou os seguintes critérios para apresentação da situação dos bairros em relação ao saneamento básico: 1) Limpeza urbana, a prefeitura municipal de Três Corações oferece 99% coleta de lixo molhado na zona urbana do município; a coleta de lixo seco é realizada atualmente em apenas 25% dos bairros da zona urbana do município; 2) Drenagem pluvial: pode ser considerado um sistema que precisa ser replanejado o mais rápido possível, para atender a atual demanda e crescimento do município; 3) Abastecimento de água: Realizada em 98,5%da área urbana do município; 4) Coleta e tratamento do esgoto: A coleta é realizada atualmente em 97,15% do município, já o tratamento está em fase de implantação nas bacias do Rio do Peixe e do Rio Verde. Cabe ressaltar que a equipe de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico, enviou para a empresa prestadora do serviço do município Copasa, questionamentos sobre a coleta do esgoto, ampliação do sistema de tratamento de esgoto para vertente do Rio Verde e efetivação do tratamento do esgoto na vertente do Rio do Peixe, que embora já construída ainda não se encontra em funcionamento. A concessionária apesar de participar de toda a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico, através do funcionário nomeado por ela para compor a equipe: Senhor Flavio Nagel, não emitiu nenhuma informação oficial sobre a situação atual da empresa do município. Seguirá em anexo no final do plano os ofícios emitidos pelo grupo, inclusive pelo Excelentíssimo Senhor Prefeito Claudio Cosme Pereira à COPASA que não foram respondidos pela concessionária. É importante ressaltar que serão descritos abaixo os bairros estratégicos para o Plano Municipal de Saneamento Básico e quando necessário, optou-se pelo agrupamento dos bairros com as mesmas características. O documento referência utilizado para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico, foi o Plano Local de Habitação e Interesse Social desenvolvido pela Unifenas no município no ano de 2010. 52 BAIRRO CINTURÃO VERDE, VILA SUELI E JARDIM ESPERANÇA São bairros muito próximos, tanto que há uma dificuldade de determinar o começo de um e o término do outro. As casas são muito simples, atendendo famílias de classe baixa. Os bairros Vila Sueli e Jardim Esperança não são atingidos por enchentes e alagamentos, apenas o bairro Cinturão Verde. Os bairros são atendidos por coleta de lixo molhado terça, quinta e sábado na parte da manhã. Há o fornecimento de água pela Copasa e coleta de esgoto, apesar deste serviço no bairro Cinturão Verde, há o registro de fossas negras ao final da Avenida Dona Glorinha de Paiva. Inicia-se na Rua Dona Glorinha de Paiva até a Travessa Dona Glorinha de Paiva, volve à esquerda e segue do lado esquerdo até o Rio verde, volve à esquerda e segue do lado esquerdo margeando o Rio Verde até a Rua A, volve a esquerda e segue do lado esquerdo até encontrar o ponto de partida. Figura 42 – Visão do bairro Cinturão Verde O bairro Cinturão Verde possui topografia plana na sua parte mais alta e acidentada na parte baixa. É abastecido com água tratada pela COPASA e as casas possuem hidrômetro para apuração do consumo. As vias públicas são servidas de bueiros para captação das precipitações pluviais, com exceção da área baixa do bairro próxima ao Rio Verde onde não existe captação das águas das chuvas. 53 Figura 43 e 44 – Residências do Bairro Cinturão Verde As construções residenciais do bairro constituem-se de casas simples, térreas, tipo econômico e os terrenos baldios são raros, observando-se, portanto, uma alta densidade de construção. A maioria das casas é coberta com telhas de fibrocimento simples, sendo poucas cobertas com laje e telha cerâmica. As casas em sua maioria são cercadas com muro de tijolo ou bloco de cimento, gradil de estrutura metálica e até por cerca de bambu. Figura 44 e 45 – Residências do Bairro Cinturão Verde Figura 46 e 47 – Residências e sistema viário do Bairro Cinturão Verde 54 Foram observadas áreas para trânsito de pedestre sem calçamento cimentado ou com ladrilho hidráulico, encontrando-se na terra e em diversos lugares com saliências e depressões que dificultam a passagem. Figura 48 e 49 – Casas do Bairro Cinturão Verde A parte baixa do bairro fica localizada próxima ao curso do Rio Verde. Esta área não possui calçamento em alguma das ruas, tais como Alameda dos Borges e a Travessa Angelina. Figura 50 – Falta de calçamento em algumas ruas do Bairro Cinturão Verde Foi informado por moradores que esta área localizada na parte baixa do bairro sofreu enchentes nos anos de 1980, 1985 e 2000. Figura 51 – Estrutura do Bairro Cinturão Verde 55 Um problema grave relacionado ao saneamento básico refere-se ao lançamento de esgoto sem prévio tratamento diretamente no Rio Verde. Foram relatados também casos de refluxo do esgoto na Travessa Angelina em consequência da elevação das águas do Rio Verde. Figura 52 e 53 – Foto do bairro cinturão verde Figura 54 e 55 – Rio Verde confrontando o bairro Cinturão Verde Figura 56 e 57 – Esgoto lançado no Rio Verde 56 Figura 58 - Rua Dona Glorinha de Paiva – Cinturão Verde BAIRROS: PROLONGAMENTO DO PARQUE JUSSARA E SÃO GERÔNIMO São bairros típicos de população de baixa renda, encontrando-se em disposição seqüencial entre eles. São compostos por moradias isoladas, precárias, com ocorrência de vários lotes vagos. Figura 59 – Residências do Prolongamento do Parque Jussara e São Gerônimo Em vários locais dos bairros foi constatado que as construções foram executadas sem observância do nível do logradouro público, sendo algumas construídas sobre taludes e outras em área de depressão abaixo do nível da via pública. Pela disposição das construções conclui-se que não houve um planejamento técnico adequado a expansão do aglomerado residencial, sugerindo que muitas casas foram levantadas sem acompanhamento de profissional habilitado. 57 Figura 60 e 61 – Sistema Viário dos bairros Figura 62 – Falta de pavimentação no bairro As ruas possuem pavimentação asfáltica, com poucas exceções constituídas por vias de terra batida e os bueiros e bocas de lobo para captação das águas pluviais são raros. Figura 63 – Estrutura do calçamento do bairro Os bairros possuem topografia mista, apenas os fundos do Bairro São Gerônimo há o risco de enchente, no Ribeirão Agrinco pela retenção do Rio Verde. . Em um determinado local, foi relatado um caso de deslizamento de terra ocasionado durante a época das chuvas. 58 Figura 64 e 65 – Fotos dos bairros Figura 66 e 67 – As calçadas não possuem pavimentação em sua maioria e são bastante estreitas, fugindo ao padrão. Existe uma ferrovia comercial que passa próxima aos bairros e que corta uma rodovia que dá acesso a cidade de São Tomé das Letras, por uma estrada vicinal. Observou-se uma grande quantidade de lixo às margens da ferrovia. Figura 68 e 69 – Confronto com a ferrovia Os bairros são atendidos por coleta de lixo, nos seguintes horários: 59 Bairro Parque Jussara: Terça feira, quinta feira e sábado pela manhã; Bairro São Gerônimo: Terça feira, quinta feira e sábado pela manhã; Há abastecimento de água e coleta de esgoto realizada pela Copasa. Hà registros de enchentes em parte do São Gerônimo BAIRRO RETIRINHO: É um conjunto habitacional criado pelo município para atendimento de famílias vulneráveis, são casas populares. Inicia-se na Avenida Prefeito Orlando Rezende de Andrade segue margeando um barranco paralelo a Rua 1 (Vila Bella), segue margeando a Fazenda Retirinho até encontrar novamente a Avenida Prefeito Orlando Rezende de Andrade, volve a direita e segue do lado direito da Avenida Prefeito Orlando Rezende de Andrade até o inicio desta demarcação. O bairro é formado por casas populares padronizadas nas quais se observa a construção sem contenção dos taludes, nos casos em que ocorre o desnível em relação à via pública. Os lotes possuem em média duzentos metros quadrados. Figura 70 e 71 – Residências do Bairro Retirinho A pavimentação asfáltica é precária em algumas regiões do conjunto habitacional, levando a indagação de que a topografia acentuada do bairro possa estar contribuindo para a degradação da camada asfáltica. O limite do conjunto à Vila Bela II aos fundos dos lotes necessita de procedimentos de contenção para prevenir deslizamentos. 60 Figura 72 e 73 – Erosão no Bairro Retirinho Em razão da declividade das ruas, agravado pelo volume de águas pluviais em determinadas épocas do ano, ocorreu à perda dos meios-fios que delimitam as calçadas, provocando erosão nas ruas, uma vez que o bairro não possui equipamentos de captação de águas pluviais, em razão da declividade mencionada. O desnível das casas em comparação a rua é muito pequena, o que dificulta o escoamento das águas pluviais, visto que nas vias não existem drenagem de águas. O bairro é atingido pelas águas pluviais do bairro a montante (Vila Bela I e II). O bairro possui coleta de lixo molhado realizado pela PMTC nos seguintes dias: terça, quinta e sábado pela manhã. O bairro é atendido pelo fornecimento de água e esgoto realizado pela Copasa. Figura 74 – Erosão em ruas do Bairro Retirinho Bairro Nossa Senhora de Fátima, Vila Melo A infraestrutura do Bairro Nossa Senhora de Fátima é relativamente boa, em que pese alguns problemas pontuais que foram observados. O bairro Vila Melo, tem uma declividade bastante acentuada. 61 Os bairros tem escassez de bueiros nas ruas para recepção das águas pluviais, o que pode causar alguns transtornos quando houver um índice elevado de precipitações. O traçado viário do bairro Nossa Senhora de Fátima é formado por ruas e calçadas estreitas, em sua maioria, abaixo dos padrões técnicos recomendados. Figura 75 e 76 – Residências no Bairro Nossa Senhora de Fátima e Vila Melo Figura 77 - Residências no Bairro Nossa Senhora de Fátima e Vila Melo Os bairros são atendidos pela coleta de lixo molhado nos seguintes dias: segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira, na parte da tarde; O abastecimento de água e a coleta de esgoto são realizados pela Copasa. BAIRRO IPIRANGA: O Bairro Ipiranga encontra-se localizado nas margens do Ribeirão Espraiado e, em suas áreas mais baixas, sofre as consequências da elevação de suas águas, na época das cheias, devido ao represamento do Ribeirão Espraiado 62 pela elevação do Rio Verde. Foram relatadas ocorrências de enchentes de até 1,20 metros em certas ocasiões. Figura 78 – Bairro Ipiranga É freqüente a colocação de entulho de rejeito de material da construção civil e também de lixo na margem do Ribeirão Espraiado, na região onde se dá o término das ruas. Importante salientar que ha ocupação as margens do ribeirão, onde torna bastante vulnerável tais edificações. Figura 79 e 80 – Ribeirão Espraiado Os moradores se queixam de mau cheiro no Poço de Visita (PV) de inspeção de esgoto, que, embora possua tampa não consegue reter a exalação de gás. A proximidade das casas do curso do rio sugere que não foi observado o distanciamento relativo à Área de Preservação Permanente. O bairro Ipiranga possui sistema viário com ruas e calçadas estreitas e construções térreas em sua maioria e é cortado por linha ferroviária de transporte de carga. O bairro é atendido por coleta de lixo molhado nas seguintes datas: terça-feira, quinta-feira e sábado no período da tarde. E o lixo seco na segunda feira pela manhã. 63 O bairro é atendido pelo abastecimento de água e pela coleta de esgoto. BAIRROS: COTIA, SÃO SEBASTIÃO E JARDIM RIO VERDE: Os três bairros são extremamente distintos, principalmente em relação à estrutura econômica das famílias e declividade dos terrenos, todos são atendidos pela coleta de lixo molhado nos seguintes dias: terça-feira, quinta-feira e sábado. E o lixo seco na segunda feira pela manhã. Os bairros são atendidos pelo abastecimento de água e pela coleta de esgoto realizado pela Copasa. Existe uma deficiência em relação às galerias de drenagem pluvial, precisando ser redimensionadas para atender a nova demanda local. O Bairro Cotia caracteriza-se por sua localização em região acidentada, em área de encosta e na margem do Rio Verde. Diversas construções foram feitas nas encostas ou sobre barrancos, com levantamento de escadarias para acesso as unidades habitacionais. Muitas delas foram realizadas sem a necessária contenção por meio de muro de arrimo. Apesar da localização próxima ao rio, o bairro São Sebastião não sofre regularmente as consequências das enchentes. Figura 81 – Margens do Rio Verde Foram observadas também, áreas em que as edificações não respeitaram a limitação administrativa de Área de Preservação Permanente. BAIRRO RIO DO PEIXE: O bairro e atendido pela coleta de lixo molhado nos seguintes dias: terças, quintas e sextas no período da manhã. 64 O bairro é atendido pelo abastecimento de água e pela coleta de esgoto realizado pela Copasa. A drenagem pluvial é satisfatória, mas de acordo com a defesa civil municipal em diversos pontos de lançamentos pluviais, a margem do córrego entre os bairros Rio do Peixe e Jardim Primavera e Vilas Boas, ocorrendo deslocamento de tubos ocasionando erosões progressivas. BAIRRO VILA EMILIA: O bairro é atendido pela coleta de lixo molhado nos seguintes dias: terças, quintas e sábado no período da manhã. O bairro é atendido pelo abastecimento de água e pela coleta de esgoto realizado pela Copasa. As ruas são constituídas por pisos intertravados, sofrendo com alagamentos causados pelas águas pluviais dos bairros a montante (Santo Afonso e Jardim Paraíso) e também pela elevação rápida do ribeirão espraiado. BAIRRO JARDIM PARAÍSO: Anteriormente denominado “Bairro Espraiado”, tem seu sistema viário constituído por algumas ruas com pavimentação asfáltica; e, em sua maioria por vias de terra sem qualquer pavimentação asfáltica ou de calçamento. O acesso a uma parte do bairro se dá através de uma ponte de madeira construída sob um córrego. Existe queixa da população da ocorrência de alagamentos pontuais durante o período chuvoso. Existe iluminação pública em todo o bairro, inclusive nas vias que não possuem calçamento e nem asfalto. A distribuição dos lotes neste bairro é peculiar, uma vez que os tamanhos dos terrenos fogem ao padrão, fazendo com que as propriedades se assemelhem a pequenas chácaras, sendo comum a observação de criações de galináceos e equinos. 65 As vias não possuem drenagem para escoamento das águas pluviais, o que gera problemas de acúmulos das águas com produção de lama, que dificulta o trânsito. O fornecimento de água e a coleta de esgoto são realizados pela empresa Copasa. O bairro é atendido pela Coleta de Lixo as terças, quintas e sábados na parte da manhã. Em uma parte do bairro há o relato da existência de fossas negras, na rua Cachoeirinha. Figura 82 - Rua Cachoeirinha BAIRRO SANTO AFONSO: Local é formado por construções residenciais térreas, edificadas em um sistema viário que apresenta algumas ruas com meio fio e calçamento e outras com meio fio e sem calçamento. Foi observado que as construções foram efetivadas sem orientação técnica, uma vez que tais construções são do tipo popular, levando-se a especulação de que tenham sido identificadas sem prévia aprovação do projeto pela municipalidade. É comum a construção de casas sobre taludes, sendo verificado, igualmente, que tais taludes não receberam a contenção necessária, para arrimar o alicerce da construção. O bairro Santo Afonso é atendido pela coleta de lixo nos seguintes dias: Terçafeira, quinta-feira e sábado pela manhã. O bairro tem abastecimento de água e coleta de esgoto realizado pela Copasa. Em alguns pontos como a Rua Walter Borges ainda ocorre à existência de fossas negras. 66 A drenagem pluvial é deficiente, tendo poucos bueiros e que em sua maioria encontram-se obstruídos, devido a disposição irregular de lixo, materiais de construção e entulho, causando alagamentos nas edificações abaixo do nível das ruas e nas áreas mais baixas do bairro. BAIRRO VILA FERNÃO DIAS: A Vila Fernão Dias é caracterizada por lotes em situação de desnível em relação aos logradouros públicos. As casas são construídas sobre barrancos sem nenhuma contenção, tratandose de construções precárias, muitas delas sem acabamento de reboco. Figura 83 – Residências comprometidas na Vila Fernão Dias Inversamente, nota-se também a construção de edificações abaixo do nível da rua. Foram relatados casos de enchentes em algumas regiões próximas ao rio. Existem locais sem coleta de esgoto, apesar de grande parte do bairro ser atendido pela Copasa em relação ao abastecimento de água e a coleta de esgoto. Há deficiência no sistema de drenagem pluvial, existência de pontos com alagamentos pontuais e risco de desmoronamento. A coleta do lixo ocorre 3 vezes por semana. BAIRRO CANTO DO RIO 67 O bairro se localiza nas proximidades da ESA- Escola de Sargento das Armas, ocupando uma região de várzea, situada às margens do Rio Verde. A densidade de construções é baixa, caracterizando-se por casas edificadas próximas ao rio, provavelmente em Área de Preservação Permanente. Existem construções no início da Rua Roberto Cruz edificadas nas proximidades de uma linha férrea nos fundos do Rio Verde. Tendo em conta a proximidade do Rio Verde, o bairro fica sujeito a frequentes enchentes na época das chuvas. O bairro é atendido pelo abastecimento água e esgoto, realizados pela empresa Copasa; A coleta de lixo molhado ocorre 3 vezes por semana. BAIRRO SANT’ANA: O bairro é atendido pela coleta de lixo molhado 3 vezes por semana: segundafeira, quarta-feira e sexta-feira e coleta de lixo seco na quinta feira na parte da manhã. O abastecimento por água potável e recolhimento do esgoto é realizado pela empresa COPASA. Entretanto algumas casas térreas não possuem tal equipamento público e os dejetos são lançados em um córrego a céu aberto. As partes baixas não possuem sistemas de captação pluvial e as águas das chuvas correm pelas vias públicas até verterem no córrego. O sistema de captação de águas pluviais na parte alta é insatisfatório, o que, ocasiona alagamentos em algumas casas na parte baixa, margeando o córrego, havendo relatos também de enchentes de até 80 cm, com a elevação do Rio do Peixe. BAIRRO SÃO JOSÉ O bairro é formado por região nivelada e partes mais altas, com existência de ruas sem qualquer tipo de pavimentação. 68 Figura 84 – Residências do Bairro São José As casas são muito precárias, denotando a execução sem acompanhamento por responsável técnico, sendo freqüente a constatação de moradias em ruínas. O bairro é servido por água encanada da Copasa, possuindo em certa parte saneamento básico de esgoto. Entretanto algumas casas térreas não possuem tal equipamento público e os dejetos são lançados em um córrego a céu aberto, que atende ao Bairro Santana e Parque São José. As partes baixas não possuem sistemas de captação pluvial e as águas das chuvas correm pelas vias públicas até verterem do córrego. O sistema de captação de águas pluviais na parte alta é insatisfatório, o que, ocasiona inundações em algumas casas na parte baixa, margeando o córrego, havendo relatos de enchentes de até 80 cm. O que é agravado pela falta de drenagens pluviais ou outro método de contenção em uma área rural a montante do bairro. O bairro é atendido pela coleta de lixo molhado 3 vezes por semana: segundafeira, quarta-feira e sexta-feira e coleta de lixo seco na quinta feira na parte da manhã. BAIRRO NOSSA SENHORA DA APARECIDA E BAIRRO PERÓ Como o Bairro Peró e o Bairro Nossa Senhora Aparecida são muito próximos é difícil separá-los, portanto optou-se por agrupá-los desta forma. O sistema viário do bairro do Bairro Nossa Senhora Aparecida é constituído por ruas estreitas, fora do padrão e sem planejamento. Observa-se que não existe um padrão uniforme com relação às construções residenciais, havendo casas modestas e outras de padrão de edificação mais apurado. 69 Os bairros não sofrem consequências de enchentes. São atendidos pela coleta de água e esgoto fornecidos pela Copasa, sendo que em ambos os bairros existem fossas e cisternas, em sua maioria abandonados. O Sistema de drenagem pluvial dos dois bairros neste caso é insatisfatório, pois são bairros antigos e as galerias pluviais demonstram ineficiência. Os bairros são atendidos pela coleta de lixo molhado 3 vezes por semana: segunda-feira, quarta- feira e sexta feira, à tarde. A coleta de lixo seco ocorre, na terça feira no período da tarde. Figura 85 - Rua João Batista Mafra – Nossa Senhora Aparecida BAIRRO VILA GESSÉ E VILA MARIANA As ruas desses bairros possuem pavimentação de asfalto de cimento e as calçadas são em sua maioria deficientes. As casas são de padrão precário, sendo constatado que algumas delas encontram-se abandonadas. O bairro é atendido pelo abastecimento de água e coleta de esgoto, realizado pela empresa Copasa. A coleta de lixo mollhado ocorre as segundas, quartas e sextas feiras na parte da manhã. O sistema de drenagem pluvial é insatisfatório, necessitando de adequação, agravado também pela destinação irregular de materiais de construção, entulho de construção e lixo. BAIRRO VILA LIMA: 70 Inicia-se na Avenida Orlando Rezende de Andrade nas Divisas do Bairro Rio do Peixe segue pelo lado direito até encontrar a Rua Samambaia, volve à direita e segue do lado direito pela Rua Samambaia até encontrar a Rua das Margaridas, volve à direita e segue do lado direito pela Rua das Margaridas até fundos do lote do Parque São José, volve à direita e segue margeando ainda nos fundos do lote do Bairro do Rio do Peixe, volve à direita e segue ainda margeando divisas do Bairro Rio do Peixe até Rua Denyr Alcântara do Espírito Santo, volve à direita e segue pelos fundos dos lotes do Rio do Peixe até o inicio desta demarcação. As ruas desse bairro possuem pavimentação de bloquete de cimento e asfalto e as calçadas são em sua maioria deficientes. As casas são de padrão precário, sendo constatado que algumas delas encontram-se abandonadas. A drenagem pluvial é deficiente, necessitando de adequações, como nos demais bairros a drenagem pluvial é agravada pelo mau uso, tais como: materiais de construção, entulho e lixo nas vias públicas. O sistema viário recebe iluminação pública da CEMIG. O bairro é atendido por abastecimento de água e coleta de esgoto fornecidos pela Copasa. O bairro é atendido pela coleta de lixo molhado ocorre 3 vezes por semana as segundas, quartas e sábados. BAIRRO VILAS BOAS: O bairro situa-se em zona acidentada com ruas com forte declividade. A característica do relevo gera problemas de encostas, com necessidade em alguns casos de contenção de arrimo para evitar desmoronamentos. Existe no local um córrego que recebeu obras de canalização em parte de seu trecho, através de manilhamento e aterro, havendo necessidade de complementação da obra. Partes do bairro são atingidas pelas enchentes. A drenagem pluvial necessita de adequação, pois há constantemente alagamentos em algumas residências a margem da Rua Manoel Pereira Penha e também na via que liga ao bairro Rio do Peixe. O bairro é atendido pelo abastecimento de água e coleta de esgoto realizados pela Copasa. Existem pontos sem coleta de esgoto, sendo o mesmo destinado 71 diretamente nos curso de água, sendo estes os seguintes pontos: Rua José Mariano, Adolfo Lefort e parte da rua São Tomé. A coleta de lixo molhado ocorre 3 vezes por semana na parte da manhã: terça, quinta e sábado. BAIRRO VISTA ALEGRE: A drenagem pluvial do bairro é insatisfatória, necessitando de melhor planejamento e adequação das redes existentes. É importante ressaltar que no loteamento existem áreas sujeitas a deslizamentos, sendo necessário obras de contenção e/ou drenagem pluvial compatível com o local. Existe falta de coleta de esgoto em alguns pontos do bairro, apesar do mesmo ser atendido pela coleta da empresa Copasa, são estes os pontos: Rua Ana Correa de Souza e Rua José Galo Sandy. O bairro é atendido pela coleta de esgoto e abastecimento de água realizada pela empresa Copasa, a coleta de lixo ocorre três vezes na semana: terças, quintas e sábados pela manhã. BAIRRO BELO VISTA: A drenagem pluvial do bairro é insatisfatória, necessitando de melhor planejamento e adequação das redes existentes, há relatos de interdições de edificações devido o rompimento de redes e deslocamento de tubos de lançamentos pluviais. Parte das áreas do bairro estão localizadas em região plana e outra parte em região de encosta. O sistema viário possui pavimentação asfáltica e não sofre problemas decorrentes de enchentes. O bairro é atendido pela coleta de água e esgoto, realizados pela empresa COPASA, sendo atendido pela coleta de lixo nos seguintes dias: terças, quintas e sábados pela manhã. BAIRRO ODILON REZENDE: 72 Não foram identificadas áreas de risco no local. O curso do Rio Verde passa pelo fundo do bairro e não traz risco de enchentes, posto que o nível do seu leito situa-se bem abaixo do substrato onde se assenta o bairro. A drenagem pluvial do bairro é insatisfatória, necessitando de melhor planejamento e adequação das redes existentes, há relatos de deslocamento da pavimentação asfáltica, devido à ineficiência das redes pluviais que também são agravados pela obstrução dos bueiros. O bairro é atendido pelo abastecimento de água e coleta de esgoto, realizados pela Copasa. A coleta do lixo molhado é realizada três vezes por semana: terças, quintas e sábados. BAIRRO COMUNIDADE FLORA: É um bairro urbanizado, localizado em uma área muito distante do centro da cidade, tendo o seu acesso pela rodovia Três Corações- Varginha, com travessia do Rio Verde por meio de balsa. A comunidade se compõe de aproximadamente 300 famílias de baixa renda. Figura 86 – Acesso ao Bairro Flora A proximidade do rio traz problemas de inundação na época das cheias, sendo relatada que no ano de 2000 uma enchente invadiu grande parte das casas. Existe carência de pavimentação no sistema viário que só é observado nas regiões centrais, próximas a praça. O sistema de esgoto é feito através de fossas, sendo que em algumas partes do bairro o esgoto é lançado diretamente no Rio Verde. Foram detectados problemas de acesso ao bairro, uma vez que os moradores dependem da balsa para locomoção até o centro da cidade; e, quando de eventuais paralisações da balsa o acesso por estrada é de má qualidade. 73 O fornecimento de água é realizado pela COPASA e alguns moradores utilizam água de mina, através de sistema de cisterna. A população vive predominantemente da agricultura, pecuária de subsistência e de uma indústria de laticínio que existe no local. A coleta de lixo acontece as segundas, quartas e sextas no período da manhã. Grande parte das vias não são pavimentadas. BAIRRO AMADEU MIGUEL Figura 87 – Mobilização no Bairro Amadeu Miguel Apesar de ser zona rural é um bairro urbanizado, que atende principalmente empregados das indústrias de Três Corações. Sobre a drenagem pluvial durante a mobilização para o Plano de Saneamento Básico Municipal a principal reclamação da comunidade foi referente aos bueiros, que segundo relatos estão constantemente entupidos, agravado também pela destinação irregular de materiais de construção, entulho de construção e lixo. A água servida é fornecida pela COPASA, os moradores relataram que a água apresenta coloração esbranquiçada e relataram problemas de saúde pela quantidade de cloro encontrada na água. A concessionária também coleta o esgoto. A coleta do lixo molhado acontece três vezes por semana as segundas, quartas e sextas feiras pela manhã. BAIRROS: JARDIM AMÉRICA E JARDIM UMUARAMA São bairros que apresentam boa estrutura em relação às ruas e, são constituídos de casas estruturadas e famílias na sua maioria de classe média. A drenagem pluvial não atende a necessidade local, necessitando de redimensionamento das galerias pluviais, pois atualmente contempla os bairros a 74 montante, há relatos de que a rede pluvial existente, além de não atender a demanda também esta parcialmente assoreada, causando alagamentos constates durante o período chuvoso. O bairro Jardim América e parte do bairro Jardim Umuarama, são cortados pelo Rio do Peixe, sendo o fundo desses bairros atingidos pelas enchentes. Os bairros são atendidos pelo abastecimento de água e coleta de esgoto realizado pela Copasa, existem alguns pontos de esgoto lançados nas galerias pluviais. Os bairros são atendidos pela coleta de lixo molhado 3 vezes por semana as segundas, quartas e sextas e pela coleta de lixo seco na quinta feira pela manhã. BAIRROS: SÃO CONRADO E VILA RICA São bairros que apresentam boa estrutura em relação às ruas, são constituídos por casas bem estruturadas e a maioria das famílias ali residentes são de classe média alta. Os bairros são atendidos pelo abastecimento de água e coleta de esgoto realizado pela Copasa, existem alguns pontos de esgoto lançados nas galerias pluviais. Os bairros são atendidos pela coleta de lixo molhado 3 vezes por semana às segundas, quartas e sextas, pela manhã. A coleta de lixo seco ocorre na quinta feira pela manhã. A drenagem pluvial dos bairros é extremamente deficiente, ressaltando que: São Conrado: é um bairro antigo, área com declividade excessiva, determinada como lotes, de acordo com relatos da Defesa Civil Municipal, parte do bairro encontra-se localizado em área de risco. O bairro apresenta drenagem pluvial o insatisfatória, causando alagamentos graves nos bairros a jusante. Vila Rica é um bairro pequeno de ruas amplas, que apresenta declividade moderada, sendo insatisfatória a drenagem pluvial, atingindo os bairros a jusantes, sendo atingido pelos bairros a montante (Morada do Sol). É um bairro de pavimentação asfáltica BAIRROS CHÁCARA DAS ROSAS E TRIÂNGULO 75 Os bairros Chácara das Rosas e Triângulo são bairros bastante distintos, principalmente no que se refere à situação econômica dos moradores e estrutura das casas, sendo o Chácara das Rosas basicamente habitado por famílias de classe média alta e o bairro Triângulo em sua maioria por famílias de classe baixa. O bairro Chácara das Rosas apresenta topografia acentuada, necessitando de atenção quanto ao sistema de drenagem pluvial. Por apresentar pavimentação com pisos intertravados propicia a infiltração de parte da água no solo, minimizando o efeito causado pelas enxurradas. As galerias pluviais existentes não são satisfatórias Triângulo: bairro localizado em área de risco de inundações também sofre os efeitos dos alagamentos, pois fica abaixo do bairro Chácara das Rosas, sendo a drenagem pluvial insatisfatória. Há casos de esgoto lançado diretamente no curso de água e casas construídas abaixo do nível da rua. Os dois bairros são abastecidos com água e há a coleta de esgoto realizada pela COPASA, apesar dela não atingir todas as residências do bairro triângulo. Há a coleta de lixo molhado nas segundas, quartas e sextas pela manha e coleta seletiva na quinta feira à tarde. BAIRRO ESTÂNCIA DOS REIS É um bairro muito antigo, na época de sua aprovação, não se exigia a infraestrutura necessária atualmente. Portanto, grande parte das ruas deste bairro foi construída e são mantidas sem pavimentação e sem meios-fios, propiciando a formação de erosões. O bairro é contemplado com a coleta de esgoto, as edificações lançam o esgoto em fossas negras e fossas sépticas, apesar de ter abastecimento de água tratada, algumas propriedades têm cisternas. A drenagem pluvial é insuficiente, as galerias pluviais precisam ser replanejadas e redimensionadas para atender a atual necessidade do bairro. Há coleta de lixo molhado as segundas, quartas e sextas-feiras. O lixo seco é coletado na terça feira à tarde. BAIRRO VILA VIANA É um bairro de casas simples, não apresenta escoamento de água pluvial satisfatório, o lançamento pluvial, a margem do rio Verde apresenta erosão, devido à 76 falta de contenção dos tubos, podendo atingir as edificações ribeirinhas. Parte do bairro e atingido pelas cheias do Rio Verde. O bairro é atendido pela coleta de lixo molhado as terças, quintas e sábados. A coleta de lixo seco acontece toda a segunda no período da manhã. O abastecimento de água é a coleta de esgoto é realizado pela COPASA. BAIRRO SANTA TEREZA É um bairro antigo, que atende a classe média alta, portanto é contemplado com infraestrutura: ruas largas e calçadas amplas. Por ser antigo o bairro foi constituído há menos de 50 metros do rio, como previsto pela lei atual. A drenagem pluvial é satisfatória, apesar de o bairro ser atingido por enchentes, devido às proximidades das margens do rio, também há problemas de erosões a margem do rio, devido à falta de contenções dos tubos de drenagem pluvial. O bairro é atendido com a coleta de lixo molhado, as segundas, quartas e sextas feiras. O lixo seco é coletado toda a quinta feira na parte da tarde. O abastecimento de água e coleta de esgoto é realizado pela Copasa. BAIRRO CENTRO: Este é o bairro mais antigo da cidade, sendo a cidade fundada ao seu redor, seu traçado viário é irregular, pois foi estruturado para atender a demanda da época, bem como a estrutura das casas, que são muito antigas, diferente do que se trata o código de obras do município e código de parcelamento de solo. O Centro é um local de uso coletivo, portanto é dispensado a ele uma atenção especial da administração, sendo oferecido serviços diferenciados, como a varrição diária das vias públicas e a coleta de lixo em horário diferenciado, à noite, para atender a demanda do trânsito e também a particularidade do comércio local. A drenagem pluvial é insatisfatória, as galerias de chuva precisam ser redimensionadas e adequadas, principalmente porque não atendem a demanda atual, ainda existem galerias feitas de pedra, o que comprova sua ineficiência, um exemplo delas é a galeria da Av. Deputado Carlos Luz, acima da Universidade, entre outras, outra Galeria que traz grande preocupação é a do córrego das Rosas das Rosas, pois além de ser muito antiga e ter esgoto doméstico ligado nela também já houve rompimento 77 por diversas vezes e também foram edificadas diversas residências sobre ela. Importante salientar que existem muitas ligações de esgoto nas galerias pluviais, e vice versa. A coleta municipal ocorre todos os dias na parte da tarde. Ocorre o abastecimento de água e a coleta de esgoto é realizada pela Copasa. É importante ressaltar que mesmo assim existem pontos sem coleta de esgoto e locais onde o mesmo é lançado a céu aberto, sem nenhum tipo de tratamento. BAIRRO COLÔNIA SANTA FÉ: É um bairro mantido pela Secretaria Estadual de Saúde, foi criado para atender a demanda dos tratamentos compulsórios por hanseníase, o bairro é pequeno, apresenta um excelente traçado viário e as residências são muito modestas. Não há registros de problemas de drenagem pluvial deste bairro, ainda que o mesmo esteja constituído nas proximidades do Rio do Peixe e não ter galerias pluviais. O bairro é atendido pela coleta de lixo as terças e quintas no período da manhã. O abastecimento de água potável e a coleta de esgoto são realizados pela Copasa. BAIRRO CAFÉZINHO (JARDIM DAS OLIVEIRAS) É um bairro com uma grande declividade, sendo constituído por residências modestas, típicas de famílias de baixa renda, o traçado viário do bairro é irregular e existem algumas construções que podem ser consideradas em área de risco. Devido a sua declividade, as construções deveriam ter sido construídas dentro das normas da ABNT, o que não ocorreu, principalmente devido à situação financeira das famílias que ali construíram suas casas. Somado a esses problemas, temos uma quantidade muito grande de resíduos de construção urbana e descarte irregular de resíduos sólidos, nos terrenos baldios, no entorno do bairro, o que agrava o problema da drenagem pluvial que não atende satisfatoriamente o bairro, este se tornou uma área propícia a deslizamentos, sendo a grande preocupação da Defesa Civil Municipal. O bairro é atendido pela coleta de lixo molhado as segundas, quartas e sextas feiras no período da tarde. O abastecimento das residências por água potável e coleta de esgoto é realizado pela Copasa. 78 Figura 88 – Acesso ao Bairro Cafezinho BAIRRO JARDIM PLANALTO: O bairro é atendido pela coleta de lixo molhado as terças, quintas e sábados no período da manhã. O abastecimento das residências por água potável e coleta de esgoto é realizado pela Copasa. É um bairro antigo, a pavimentação é de piso intertravado, apresenta inclinação excessiva, devido a esse fator a defesa civil cadastrou parte do bairro como área de atenção especial. Figura 089 – Acesso ao Bairro Jardim Planalto BAIRRO JARDIM BELO HORIZONTE: 79 O abastecimento das residências por água potável e coleta de esgoto é realizado pela Copasa. O bairro é atendido pela coleta de lixo molhado as terças, quintas e sábados variando ente o período da manhã e da tarde. O bairro apresenta declividade ligeiramente acentuada, ha drenagem pluvial e a pavimentação em parte do bairro, necessita de ampliação do sistema de drenagem e pavimentação do restante das vias, há relatos de alagamentos. BAIRRO JARDIM EUROPA: O abastecimento das residências por água potável e coleta de esgoto é realizado pela Copasa. O bairro é atendido pela coleta de lixo molhado as segundas, quartas e sextas feiras no período da tarde. Não existe drenagem pluvial, a pavimentação asfáltica está bastante comprometida, pois as águas correm diretamente sobre as vias, sobretudo não há relatos de alagamentos. BAIRRO JARDIM FABIANA: O abastecimento das residências por água potável e coleta de esgoto é realizado pela Copasa. O bairro é atendido pela coleta de lixo molhado as terças, quintas e sábados no período da manhã. A drenagem pluvial é satisfatória, não há relatos de alagamentos, mas existem fatores que comprometem os serviços de drenagem pluvial tais como, armazenamento inadequado de materiais de construção, destinação de entulho e lixo, aterro e desaterro. BAIRRO VILA REZENDE: O abastecimento das residências por água potável e coleta de esgoto é realizado pela Copasa. A coleta de lixo molhado no bairro é realizado as terças, quintas e sábados no período da manhã. O bairro apresenta uma declividade ligeiramente inclinada, aos fundos do bairro existe um córrego, onde ocorre o lançamento das águas pluviais, há relatos de transbordamento do córrego e com conseqüência, alagamento das residências próximas, pois há muitas edificações a margem do curso d’água. 80 BAIRRO JARDIM ORION: O abastecimento das residências por água potável e coleta de esgoto é realizado pela Copasa. A coleta de lixo molhado no bairro é realizada as segundas, quartas e sextas no período manhã. A coleta de lixo seco é realizada na quinta feira no período da tarde. Não há relatos de deficiência na drenagem pluvial, mas apresentam problemas da disposição de matérias de construção, entulho e lixo. BAIRROS MONTE VERDE I / MONTE VERDE II: O abastecimento das residências por água potável e coleta de esgoto é realizado pela Copasa. A coleta de lixo molhado é realizada as terças, quintas e sábados no período da tarde. A drenagem pluvial é satisfatória, pois não há relato de alagamentos, mas como a maioria dos bairros constatamos a disposição inadequada de materiais de construção, entulho e lixo. BAIRROS MORADA DO SOL/ SÃO CONRADO: São bairros muito antigos, faz parte do Loteamento Parque De Cícero, quando foi criado o município exigia o mínimo de infra-estrutura, portanto ainda existem muitas ruas sem pavimentação, sem meio-fio, drenagem pluvial, o que causa frequentemente alagamentos com carreamento de solo nas vias de acesso ao município. Especificamente o bairro São Conrado já existe infra-estrutura finalizada, porém o sistema de drenagem pluvial é ineficiente. Importante ressaltar existem áreas de inclinação excessiva, para que se proceda algum tipo de edificação devem procurar a Defesa Civil municipal. O abastecimento das residências por água potável e coleta de esgoto é realizado pela Copasa. A coleta de lixo molhado é realizada as segundas, quartas e sextas no período da manhã. BAIRRO JARDIM PRIMAVERA: É um bairro com declividade acentuada, em alguns pontos. O abastecimento das residências por água potável e coleta de esgoto é realizado pela Copasa.A coleta de lixo molhado no bairro é realizado às terças, quintas e sábados no período da 81 manhã. A drenagem pluvial é satisfatória, pois não há relatos de deficiência das redes, mesmo tendo relatos de destinação inadequada de materiais de construção, entulho e lixo. BAIRROS VILA BELA I e II: São Bairros relativamente novos, tendo grande parte de suas residências sido criadas para atender os projetos do governo federal, como o Minha Casa Minha Vida. É um bairro com moderada declividade, o que propicia o carreamento de materiais de construção e lixo para os bueiros, causando obstruções, é um bairro que demanda bastante atenção quanto a sua drenagem pluvial, pois devido às obstruções das redes pluviais já relatamos diversos alagamento nos bairros a jusante inclusive o deslocamento da pavimentação dos mesmos. Orientamos que se façam estudos na redes pluviais para detectar possível deficiência das redes. Este problema de drenagem pluvial tem causado alagamentos pontuais nos bairros à jusante, o que desperta a atenção da Defesa Civil Municipal. O abastecimento das residências por água potável e coleta de esgoto é realizado pela Copasa. A coleta de lixo molhado no bairro é realizado às terças, quintas e sábados no período da manhã. BAIRRO MONTE ALEGRE: É um bairro antigo, o traçado viário do bairro é pouco irregular, o sistema de drenagem pluvial é ineficiente, apesar de ser um bairro com certa declividade, portanto é uma região que sofre com alagamentos pontuais, pois recebe águas de chuvas dos Bairros Vila Mariana e Vila Jessé. É um bairro que necessita de uma atenção especial, pois há obstruções de bueiros constantemente por matérias de construção, entulho e lixo. O bairro é atendido pela coleta do lixo molhado segunda, quarta e sexta feira no período da manhã. O lixo seco é coletado na terça feira no período da tarde, em parte do bairro. O abastecimento das residências por água potável e coleta de esgoto é realizado pela Copasa. 82 BAIRRO FEIRA DE GADO: Área de ocupação desordenada sujeita a alagamentos, composto por residências de famílias carentes. O traçado viário é extremamente irregular, dificultando o acesso e a prestação de serviços públicos municipais. O bairro é atendido pela coleta de esgoto e o abastecimento de água realizado pela COPASA. A coleta de lixo molhado ocorre às terças, quintas e sábados no período da manhã. Figura 90 – Residências do Bairro Feira de Gado 83 Diagnóstico Zona Urbana 1.0 - Água Potável Serviço 1.1 Atendimento por água 1.2 Residências atendidas Residências não atendidas 1.3 (cisternas) População atendida Problemas Doenças causadas por água: Dengue, diarréia esquistossomose, leptospirose, vômito 98,50% 1,50% 2.0 - Drenagem Urbana - Galerias Pluviais Realizada pelas galerias de 2.1 água pluvial Lançamento de água de chuva Falta de manutenção e adequação das mesmas Galerias chuva ligada na galeria de esgoto e vice versa Galerias mal dimensionadas Galerias apresentando danos estruturais Bueiros entupidos Deficiência de drenagem pluvial causando alagamentos pontuais 3.0 - Esgoto Atendimento por rede coletora 3.1 de esgoto Não atendido por rede 3.2 coletora de esgoto Esgoto Sanitário disposto em 3.3 Fossas Esgoto Sanitário disposto a 3.4 céu aberto Coleta de Lixo molhado 4.1 (rejeito) 94,15% 2,85% 2,5% Galeria de esgoto ligada na galeria de chuva Parque Jussara, Centro, Jardim Paraíso, Cinturão Verde, Santo Afonso, Nossa Senhora Aparecida, Boa Ventura Falta de tratamento no esgoto gerado no município de Três Corações 0,5 PVs entupidos ou danificados 4.0 - Coleta de Lixo 99% Baixa participação da população na coleta Disposição de resíduos em locais inadequados Destinação inadequada de resíduos em terrenos baldios e áreas de preservação permanente 84 Deficiência de participação da população na utilização do serviço de coleta de resíduos sólidos urbanos 4.1 0% Falta de local para destinação de resíduos de grande volume e resíduos de construção Normas para destinação de RCC, esta sendo regulamentado (implantar 2015) Material de construção obstruindo via pública Falta de Local de destinação de Resíduos volumosos e mais locais de destinação de resíduos de construção cívil Destinação inadequada de resíduos em terrenos baldios, áreas de preservação permanente Resíduos de Construção civil e resíduos volumosos Baixa participação da população na coleta seletiva; 4.2 Coleta de lixo seco 4.3 Coleta de lixos especiais Terreno autorizado a receber 4.4 resíduos de construção civil Atingindo apenas menos de 2 % da quantidade 25% dos de resíduos bairros coletados Lâmpadas Pilhas e baterias Boa Ventura Coleta de resíduos de saúde 4.5 (Proambiental) conv. Recolhimento de materiais contaminantes (pilhas, baterias, pneus, óleo usado, eletroeletrônico, medicamento 4.6 vencido) PEVS Falta de recolhimento de materiais contaminantes: Lâmpadas fluorescentes, em atendimento a PNRS. (obrigação do fabricante, aguardando regulamentação PNRS) Baixa participação da população na coleta de materiais contaminantes Horários inadequados da coleta de lixo A empresa não cumpre os horários da coleta dos resíduos de saúde a contento Baixa Adesão da População 85 METAS PARA O PLANO DE SANEAMENTO BASICO ÁREA URBANA – MUNICIPIO DE TRÊS CORAÇÕES Descrição dos problemas: Atualmente o abastecimento de água cobre 99% das residências, ainda existindo alguns poços artesianos/cisternas dentro do perímetro urbano Metas Cronograma Responsável 100% das residências atendidas pelo abastecimento de água 5 anos COPASA potável Apresentação da analise de água dos poços artesianos de 6 em A partir de 2014 Vigilância Sanitária e COPASA 6 meses Educação Ambiental em Saneamento Básico A partir de 2014 SEMMA, COPASA e CODEMA Limpeza das caixas de água de 6 em 6 meses em todas as A partir de 2014 SEDUC escolas Descrição dos problemas: Drenagem urbana lançamento da água de chuva na rede de esgoto; Falta de manutenção e adequação das galerias de chuva. Reformulação do esgoto ligado junto à água pluvial: 2014 a 2017 – 10% Concessionária 2018 a 2021 – 30 % 2022 a 2025 – 60% Aumento de fiscalização na zona urbana A partir de 2014 SEGOV, SEMMA. SEFIN, SEPLAN Adequação e dimensionamento das galerias: 2014 a 2017 – 10% SEMOSP, SEFIN e SEPLAN Dimensionamento das galerias existentes 2018 a 2021 – 30 1. Córrego Chácara das Rosas – 1.450 metros % 2. Córrego Jd. Umuarama/ São Conrado – 670 metros 2022 a 2025 – 60% 3. Córrego Jd. América/ Bandeirantes – 1.500 metros 4. Córrego Jd. Orion/ Eldorado/ Santana – 700 metros 5. Córrego Jd. Califórnia/ Parque Colinas – 950 metros + 255 metros (rio) 6. Córrego Espraiado – 1910 metros 7. Córrego Vila Resende/ Barro Branco – 710 metros 8. Córrego Fazenda Patrimônio/ Cinturão Verde – 400 metros 9. Córrego São Jerônimo – 1.000 metros Maior fiscalização em relação as ações que possam entupir A partir de 2014 SEFIN E SEPLAN 86 bueiros Implantação de bueiros inteligentes como exigência para os A partir de 2014 novos loteamentos. Realização de campanhas de conscientização/ educação. A partir de 2014 SEPLAN, SEMOSP SEMMA E SEDUC Descrição do Problema: Esgoto atualmente o município coleta apenas 97,15%, Galeria de esgoto ligada na galeria pluvial; Falta de tratamento no esgoto gerado no município de Três Corações, PVs entupidos e danificados. Coleta de 100% de esgoto na área URBANA do município de Até 2023 Concessionária Três Corações Tratamento de 100% do esgoto coletado no município de Três Até 2023 Concessionária Corações Descrição do problema: Coleta de Lixo Seletivo (25%) e Lixo Molhado (99%): Baixa participação popular, principalmente, Disposição dos resíduos em locais inadequados; Falta de recolhimento de materiais contaminantes. Coletar 100% do lixo seco e molhado no município Até o ano de 2016 SEMMA, SEMOSP Melhorar a estrutura da coleta de lixo seco e molhado (horário, Até o ano de 2016 SEMMA, SEMOSP coletores, caminhões) Educação ambiental para a população quanto as melhores A partir de 2014 SEMMA, SEDUC formas e horários de coleta de lixo Materiais contaminantes: Implantar no município o que for 02 anos após a SEMMA determinado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos regulação da PNRS Aumentar a quantidade e a qualidade do material coletado na A partir de 2014 SEMMA em parceria com todas as coleta seletiva nos prédios públicos municipais secretarias. Descrição do problema: Coleta de resíduos de construção civil e grande volume Implantar o Regulamento para resíduos de construção civil Até 2014 SEMMA, SEFIN, SEPLAN Cadastramento e treinamento dos geradores de resíduos de A partir de 2014 SEFIN, SEPLAN construção civil Regularização de área para destinação dos grandes volumes Até 2016 SEMMA Ampliar o Ecoponto de Pneus Até 2014 SEMMA Realizar a orientação dos moradores sobre como participar da A partir de 2014 SEMMA, SEDUC. destinação de resíduos de construção civil e grande volume. 87 Meses janeiro Tipo de Resíduo Domiciliar Coleta PMTC Domiciliar Coleta Terc. SHF 1.367,47 Total domiciliar 1.367,47 Empresas 1. Fertilizantes Heringer 13,57 2. Mangels 8,66 3. São Marco 6,06 4. Total Alimentos 6,78 5. Novo Espaço 0,00 6.Plast Noguchi 0,00 7.Real Alimentos Ltda 8.Lemos e Mendes Ltda 9. Posto Marins, Marins & Cia Ltda 10.PWG Inc. e Part. LTDA 11. O Fermentão Total Empresas Particular 35,07 Hospitalar Hospitalar Químico (pró ambiental) (kg) Hospitalar/Aterro (Kg) 3,37 Coleta Seletiva Coleta Seletiva 8,87 Pneus Enviados a 11,58 RELATÓRIO DE DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS MENSAL/2013 fevereiro março abril maio junho julho agosto setembro outubro novembro dez Tabela de Quantidade de Resíduos Dispostos no Aterro Sanitário ( Ton.) 50,22 35,10 31,84 23,96 21,31 36,42 25,14 14,88 1.117,27 1.147,96 1.060,60 1.210,47 1.036,98 927,77 1.182,17 955,99 1.218,60 962,41 1. 1.117,27 1.147,96 1.110,82 1.245,57 1.068,82 951,73 1.203,48 992,41 1.243,74 977,29 1. Resíduos com características de lixo domiciliar dispostos por empresas particulares 11,08 3,33 1,77 6,47 5,18 12,18 2,93 9,18 4,95 11,14 10,11 7,79 11,31 10,48 9,70 11,99 8,40 12,43 10,42 8,24 7,83 0,00 6,66 7,00 5,94 5,34 5,16 4,67 5,11 6,16 9,91 9,30 6.97 8,02 8,08 8,46 8,15 9,17 7,80 0,12 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 5,44 0,00 0,00 13,57 17,30 6,33 4,50 0,00 0,00 0,50 0,00 0,70 0,50 pneus 42,18 31,18 23,36 38,01 48,48 42,23 2,95 2,60 100,00 2,22 3,00 2,12 3,21 3,08 9,68 8,61 7,71 11,58 10,85 11,58 10,80 11,58 10,59 11,58 29,42 22,21 3,79 13,13 11,58 14,99 4,04 0,23 35,45 28,28 Quantidade d 0,20 7,23 2,41 Quantidade de Lix 14,76 11,33 11,58 11,58 88 Reciclanip Prefeitura Municipal Prédios Públicos 1,80 2,50 0,55 0,84 0,73 27,40 0,38 89 CONCLUSÃO: O saneamento básico constitui um dos mais importantes meios de prevenção de doenças, dentre todas as atividades de saúde pública. Inclui várias definições, sendo que devemos sempre levar em consideração aquela fixada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), segundo a qual “saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem que exercem ou podem exercer efeito deletério sobre o seu bem-estar físico, mental ou social”. Seu objetivo maior é a promoção da saúde do homem, pois muitas doenças podem proliferar devido à carência de medidas de saneamento. No município de Três Corações há muito que ser feito para que tenhamos um ambiente de qualidade para oferecer a todos os munícipes, um fator importante é o envolvimento da população colaborando com o governo municipal para efetivação das políticas públicas de saneamento básico. 90 ANEXOS: 1) Decreto 2607/2013 – Dispõe sobre a criação do Comitê de Coordenação e do Comitê Executivo para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico e dá outras providências. 2) Ata da audiência pública de Saneamento Básico Municipal 3) Ata da reunião– Plano Municipal De Saneamento Básico (27/11/13) 4) Ata da reunião – Plano Municipal de Saneamento Básico (03/12/13) 5) Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos 6) Horário da coleta de lixo no município de Três Corações 7) Horário de coleta seletiva no município de Três Corações 8) Referências bibliográficas 9) Levantamento de dados: Zona Urbana 10)Levantamento de dados: Zona Rural 11) Ofícios encaminhados à concessionária de serviços do município: COPASA. 91 1) Decreto 2607/2013 92 93 2) Ata da Audiência Pública, Plano Municipal de Saneamento Básico. 94 95 3) ATA DE REUNIÃO – PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 96 4) ATA DE REUNIÃO – PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 97 98 5 - Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos PREFEITURA MUNICIPAL DE TRÊS CORAÇOES Secretaria de Meio Ambiente PGIRSU PLANO DE GERENCIAMENTO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS TRÊS CORAÇÕES - MG Outubro de 2009 Secretário Municipal de Meio Ambiente: Marcelo de Castro Murad RESPONSÁVEIS PELA ELABORAÇÃO DO PGIRSU: Tatiana Vilela Carvalho - Diretora de Departamento SEMMA Formação: Engenheira Química com habilitação em Eng. de Alimentos – 1999, Esp. Gestão Ambiental – 2008, Esp. Eng. de Produção e Qualidade – 2003, Esp. Plantas Medicinais – 2002. Liza Eduarda Soares – Estagiária de Gestão Ambiental – 4° módulo - UNIS MG 99 RESUMO Este plano foi desenvolvido a partir de uma revisão teórica sobre a gestão ambiental de resíduos sólidos no setor público, com dados sobre limpeza urbana dos municípios, abordando aspectos legais, estrutura administrativa e estrutura operacional, aspectos sociais, a importância da educação ambiental principalmente na implantação da coleta seletiva de resíduos, caracterização dos resíduos, distribuição dos resíduos sólidos urbanos por categoria como domiciliares, comerciais e especiais (serviços de saúde, entulhos da construção civil, resíduos volumosos, etc.), tipos de coleta, reciclagem, destinação final dos resíduos; levando-se em conta seus aspectos sociais, de educação ambiental, desenvolvimento sustentável, e preservação ambiental. Foi feito também um levantamento de experiências municipais na destinação e planejamento dos serviços de limpeza urbana, que serviram de base para a elaboração do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos do município de Três Corações. 100 SUMARIO 1. INTRODUÇÃO .................................................................................................... .4 2. REFERÊNCIAL TEÓRICO ............................................................................... ..07 2.1 Lixo ou Resíduos Sólidos................................................................................................ 07 2.2 Classificação dos Resíduos Quanto a sua Natureza.........................................................10 2.3 Classificação dos Resíduos Pelas Características Físicas.................................................10 2.4 Situação dos Resíduos Sólidos no País ............................................................................12 3. HISTÓRICO E DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL.............................................14 3.1 Tratamento e Disposição Final dos Resíduos Sólidos de Três Corações .........................15 3.1.1 Resíduos Domésticos – urbanos e rurais........................................................................15 3.1.2 Resíduos de Grandes Geradores / Particulares - destinados ao Aterro Sanitário...........17 3.1.3 Resíduos de Serviços de Saúde .....................................................................................17 3.1.4 Resíduos de Podas e outros Resíduos Orgânicos...........................................................20 3.1.5 Destino de Pilhas e Baterias Usadas ..............................................................................20 101 3.1.6 Destinação Final de Embalagens Vazias de Defensivos Agrícolas ............................22 3.1.7 Destino de lâmpadas fluorescentes .....................................................................23 3.1.8 Destino de pneus usados................................................................................................23 3.1.9 Destino de Resíduos de Construção Cívil – Entulhos....................................................23 3.1.10 Lixo tecnológico – REEE - Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos.........25 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................................25 4.1 Programas e Metas............................................................................................................27 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................29 102 1. INTRODUÇÃO A Gestão de Resíduos Sólidos é a parte da Gestão Ambiental que trata da coleta até a disposição final dos resíduos sólidos, e de acordo com JR. (1999), estes assuntos são problemas graves e universais no metabolismo das cidades, pois as políticas de economia, reaproveitamento e reciclagem de materiais ainda não estão suficientemente difundidas e, dos mais de cinco mil e quinhentos municípios brasileiros, mais de mil convivem com problemas de lixões operados de forma inadequada. Sobre estes segmentos preocupantes e importantes para os municípios em relação aos resíduos sólidos existem problemas referentes à localização adequada dos aterros sanitários, usinas de compostagem, incineração, ou reciclagem; problemas relacionados às operações de limpeza urbana, com os equipamentos, trajetos, periodicidade e pessoal adequado com custos otimizados; operação dos aterros ou áreas de destinação dos resíduos, com tecnologias adequadas e um sistema eficiente de controle de efluentes e emissões, e também uma preocupação com a educação e conscientização ambiental da população no sentido de gerar menos lixo e fazer disposição adequada, além de aceitar e colaborar com os mecanismos e procedimentos de limpeza pública. O modelo mais adotado para reverter à disposição inadequada dos resíduos sólidos urbanos em lixões é baseado no gerenciamento integrado, onde todos os elementos fundamentais são avaliados e utilizados, e todas as interfaces e conexões entre os diferentes elementos são avaliadas com o objetivo de se obter a solução mais eficaz e econômica (TCHOBANOGLOUS, 1993). O Plano de Gestão Integrada de resíduos Sólidos destina-se a levantar em uma fonte geradora a situação, naquele momento, do sistema de manejo dos resíduos sólidos, a pré-seleção das alternativas mais viáveis e o estabelecimento de ações integradas e diretrizes relativas aos aspectos ambientais, educacionais, econômicos, financeiros, administrativos, técnicos, sociais e legais para todas as fases de gestão dos resíduos sólidos, desde a sua geração até a sua destinação final. (Decreto Estadual N° 45.181, de 25 de setembro de 2009 que regulamenta a Política Estadual de Resíduos Sólidos de Minas Gerais) 103 O gerenciamento de resíduos geralmente é realizado em indústrias, porém é necessário que se estenda a todas às áreas onde se geram resíduos, pois com o mesmo conceito obtêm-se excelentes resultados em hospitais, supermercados, comércio, escolas, ambientes de lazer e até nas residências, com a seleção dos resíduos para a coleta seletiva. (Brasil, 2004) Em nosso País, que segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000, realizada pelo IBGE em 5.507 municípios, 228.413t/d de resíduos sólidos foram coletados e 82.640,3 t/d tinham como destino final aterros sanitários, este tipo de gerenciamento foi iniciado na década de 90 com sua implantação em municípios como Porto Alegre, Belo Horizonte e Santo André. (REICHERT, 2000) Existem também segundo JR. (1999), exemplos promissores de consórcios intermunicipais para o tratamento em comum destes resíduos sólidos, sendo implantados, gerando economia de custos pelo aumento da escala, e facilitando a escolha do local. A participação da iniciativa privada no setor também apresenta casos positivos, sendo uma tradição em várias partes do País. Pois a terceirização não apresenta problemas metodológicos, havendo experiências em que se basear para aperfeiçoar o sistema. Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos ou PGRS segundo MEDEIROS (2002), se constitui num documento integrante do sistema de gestão ambiental, baseado nos princípios da não geração e da minimização da geração de resíduos, que aponta e descreve as ações relativas ao seu manejo, contemplando os aspectos referentes à minimização na geração, segregação, acondicionamento, identificação, coleta e transporte interno, armazenamento temporário, tratamento interno, armazenamento externo, coleta e transporte externo, tratamento externo e disposição final. Brasil (2004) cita que existem muitas ferramentas disponíveis para o gerenciamento de resíduos, sendo que a hierarquia para que se obtenham resultados é a seguinte: Prevenção da poluição, Reutilização, Reciclagem, Recuperação de energia, Controle de Poluição, Disposição, Remediação. Para os municípios a elaboração de PGIRSU com a descrição do manejo e destino dos resíduos sólidos urbanos, que inclui os resíduos comerciais, domiciliares e 104 industriais, sendo um problema que envolve questões ambientais, econômicas e sociais, é necessária. É preciso também ter um posicionamento avançado e crítico, frente a esta situação, buscando uma alternativa viável e condizente com a realidade atual. De acordo com a realidade de cada região, várias são as alternativas que podem ser utilizadas para o gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos, (SCHNEIDER, 2001) Para elaboração deste plano, foi feito uma pesquisa teórica sobre a gestão ambiental de resíduos sólidos no setor público, envolvendo dados sobre limpeza urbana dos municípios, abordando aspectos legais, estrutura administrativa, estrutura operacional, aspectos sociais, educação ambiental, incluindo exemplos práticos de municípios na Gestão de Resíduos Sólidos, foi realizado também um diagnóstico da situação atual do município de Três Corações, através da análise de dados secundários e da avaliação do cenário atual do município em relação aos resíduos sólidos urbanos, e realizamos. Este Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos do Município de Três Corações servirá de referência para a Prefeitura Municipal de Três Corações, que diminuirá o volume de resíduos sólidos no município, aumentando a vida útil de seu aterro sanitário, e apontará soluções para outros resíduos do município, que não podem ser destinados ao Aterro Sanitário, a através de sua implantação, poderemos avaliar às melhores alternativas como, por exemplo, o melhor método para a realização da coleta seletiva no município. 105 2. REFERÊNCIAL TEÓRICO 2.1 Lixo ou Resíduos Sólidos Os resíduos sólidos, mais comumente conhecidos por “lixo”, são provenientes de todas as atividades humanas. O lixo também pode ser chamado de resíduo, que é aquilo que resta de qualquer substância e, mais especificamente, o que sobrou de matéria-prima que sofreu alteração de qualquer agente exterior por processos mecânicos, químicos, físicos, etc. Desta forma, tudo o que é descartado durante o processo de produção, transformação e/ou utilização de bens e serviços, bem como os restos decorrentes das atividades humanas, em geral, e que se apresente nos estados sólido, semi-sólidos, líquidos e os gases emitidos podem ser entendidos como resíduos. Estes resíduos quando acumulados no meio ambiente de forma inadequada causam não somente problemas de poluição, com a conseqüente contaminação do meio ambiente, mas também o consumo de matérias-primas não renováveis. (Brasil, 2004), exemplificou os resíduos originários das diversas atividades econômicas da seguinte forma: 1 - Lixo agrícola é o lixo resultante do manejo agropecuário em zonas rurais, tais como a colheita e pecuária. São de natureza orgânica, física ou química (no caso dos agrotóxicos). Um fato relevante é que na zona rural praticamente não existe coleta de lixo domiciliar, sendo que o desconhecimento dos problemas sanitários e ambientais daí resultantes é enorme. 2 - Lixo da construção civil são as sobras de materiais utilizados nas construções civis, como cimento, cal, areia, madeira, canos, ferragens, vidros, latas de tinta, restos de forração, etc. Na maioria das vezes estes materiais se apresentam misturados em caçambas e vão para os aterros, ou para terrenos baldios. 3 – Lixo domiciliar são todos os resíduos gerados pelas populações urbanas, ou seja, o doméstico ou residencial. Em torno de 88% do lixo doméstico vai para o aterro sanitário. A sua fermentação produz dois produtos: o chorume e o gás metano. Menos de 3% do lixo vai para usinas de compostagem. 106 4 – Os resíduos industriais se dividem em: a. Resíduo industrial comum – São todos os resíduos industriais sólidos e semisólidos com características físicas semelhantes às dos resíduos sólidos urbanos, não apresentando, desta forma, periculosidade efetiva e potencial à saúde humana, ao meio ambiente e ao patrimônio público e privado, quando dispostos adequadamente. b. Resíduo industrial perigoso – São todos os resíduos industriais sólidos e semisólidos e líquidos não passíveis de tratamento convencional, resultantes da atividade industrial e do tratamento convencional de seus efluentes líquidos e gasosos que, por suas características, apresentam periculosidade efetiva e potencial à saúde humana e ao meio ambiente e ao patrimônio público e privado, requerendo cuidados especiais quanto ao acondicionamento, coleta, transporte, armazenamento, tratamento e disposição. c. Resíduo industrial de alta periculosidade – São os resíduos que podem causar danos à saúde humana, ao meio ambiente e ao patrimônio público e privado, mesmo em pequenas quantidades, requerendo cuidados especiais quanto ao acondicionamento, coleta, transporte, armazenamento, tratamento e disposição. Em geral são compostos químicos de alta persistência e baixa biodegradabilidade, formados por substâncias orgânicas de alta toxicidade ou reatividade. 5 - Lixos de atividades pecuárias são os gerados na criação pastoril, indústria pecuária, frigoríficos, matadouros, curtumes, etc. 6 - Lixo público é o lixo gerado na varrição de ruas, limpeza pública, desassoreamento de córregos, construção de estradas, vias públicas, instalações de redes de gás, eletricidade, esgoto etc. 7 - Lixo tóxico é um lixo perigoso, capaz de causar lesões graves (queimaduras, danos no tecido, câncer) ou morte nos homens e em outros organismos. São em geral produtos de processos industriais como a produção de energia nuclear ou síntese química, porém os fertilizantes comuns podem também ser lixos perigosos, porque poluem os mananciais de água com nitratos. 8 - Lixo radioativo ou nuclear é um resíduo tóxico e venenoso formado por substâncias radioativas resultantes do funcionamento de reatores nucleares. São todos 107 os materiais de refugo, suficientemente radioativos para causar preocupação. Os lixos de reatores nucleares e instalações similares contêm alto nível de radioatividade. 9 - Lixos dos serviços de saúde são os lixos provenientes de Resíduos de Serviços de Saúde – RSS compõe-se de material descartado pela rede hospitalar, centros cirúrgicos, ambulatórios, postos médicos, consultórios médicos e odontológicos, clínicas, farmácias e laboratórios. Segundo critérios da Resolução CONAMA N° 358, de 29/04/2005 e a RDC da ANVISA N° 306 os resíduos de saúde são divididos em cinco grupos: Grupo A: Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção. Grupo B: Resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. Grupo C: Quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear-CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista. Grupo D: Resíduos que não apresentem risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares. Grupo E: Materiais perfuro cortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares. Estes grupos ainda são divididos em subgrupos para que se tenha mais especificidade no tratamento e disposição final destes resíduos conforme consta na RDC da ANVISA N° 306, mas não serão descritos neste trabalho. 108 10 - Lixo tecnológico – REEE são os resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos – REEE contém elementos químicos na forma iônica, que podem causar danos à natureza e à saúde humana, como os de alguns cosméticos (possuem em sua fórmula o alumínio, metal cujo acúmulo no organismo pode causar o “Mal de Alzheimer”, doença que prejudica a memória), lâmpadas, pilhas e baterias, componentes de computadores, aparelhos eletrônicos etc. 11 - Pilhas e baterias são de uso comum de toda a população em diversos tipos de equipamentos, desde brinquedos, relógios, controles remotos, lanternas, computadores, etc. São em sua maioria jogadas nos lixos domésticos, e podem causar vários danos à saúde humana e ao maio ambiente. Metais como o chumbo, podem causar doenças neurológicas; o cádmio afeta a condição motora, assim como o mercúrio, podem conter ainda, cobre, zinco, manganês, níquel e lítio menos nocivos. Devido a pesquisas a presença destes produtos esta sendo reduzida. Segundo o IPT, cerca de 1% do lixo urbano é constituído por resíduos sólidos urbanos contendo elementos tóxicos, provenientes de lâmpadas fluorescentes, termômetros, latas de inseticidas, ilhas, baterias, latas de tinta, entre outros produtos que a população joga no lixo, pois não sabe que se trata de resíduo perigoso, ou não tem alternativa para descartar esses resíduos. Uma maneira de reduzir o impacto ambiental do uso de pilhas e baterias é a substituição por produtos novos que permitem maior tempo de usos, como as pilhas alcalinas e baterias recarregáveis no lugar de pilhas comuns. 2.2. Classificação dos Resíduos Quanto a sua Natureza A classificação dos resíduos quanto a sua natureza obedece à norma NBR 10.004/87, que classifica os resíduos tanto sólidos como líquidos em: Resíduos de Classe I – Perigosos: são aqueles que apresentam periculosidade ou uma das características a seguir citadas: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxidade e patogenicidade; 109 Resíduos de Classe II – Não Inertes: são aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos de classe I ou de classe III. Os resíduos de classe II – não inertes podem ter propriedades, tais como: condutibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água; (Ex: Papel) Resíduos de Classe III – Inertes: quaisquer resíduos que, amostrado de forma representativa, e submetidos a um contato estático ou dinâmico com a água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente, não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água (ABNT, 1987). (Ex: vidro, plásticos e metais). 2.3 Classificação dos Resíduos Pelas Características Físicas Pelo seu estado físico os resíduos podem se apresentar como sólido, líquido ou gasoso. E segundo BRASIL (2004), os resíduos podem ser caracterizados de acordo com suas características físicas: 1 - Composição gravimétrica: traduz o percentual de cada componente em relação ao peso total do lixo 2- Peso específico: é o peso dos resíduos em função do volume por eles ocupado, expresso em Kg/m3. Sua determinação é fundamental para o dimensionamento de equipamentos e instalações. 3- Teor de umidade: Esta característica tem influência decisiva, principalmente nos processos de tratamento e destinação do lixo. Vária muito em função das estações do ano e da incidência de chuvas. 4- Compressividade: Também conhecida como grau de compactação, indica a redução de volume que uma massa de lixo pode sofrer, quando submetida a uma pressão determinada. A compressividade do lixo situa-se entre 1:3 e 1:4 para uma pressão equivalente a 4 Kg/cm2. Tais valores são utilizados para dimensionamento de equipamentos compactadores. 5- Chorume: substância líquida decorrente da decomposição de material orgânico. Mas os resíduos sólidos despertam uma maior atenção devido ao seu volume e dificuldade de disposição final. A gestão inadequada destes resíduos acarreta 110 a degradação do solo, poluição de mananciais, do ar, e crescente incidência de enfermidades relacionadas a vetores que proliferam no lixo. Os resíduos domiciliares são divididos em materiais orgânicos e inorgânicos: Os orgânicos são resíduos que já foram organismos vivo, em geral são biodegradáveis, como por exemplo, restos de alimentos, papel, podas de jardim, etc. Os inorgânicos são os compostos por produtos manufaturados que a natureza não consegue absorver. Por exemplo: vidro, plástico, isopor, lâmpadas, metais, embalagens dos produtos de uso doméstico etc. (HIWATASHI, 1998). De acordo com (CEMPRE, 1997), na composição do resíduo domiciliar brasileiro, a maior parte é de material orgânico, mas os resíduos inorgânicos ou lixos secos, também são encontrados em grande quantidade, justificando a coleta para seu reaproveitamento na reciclagem. Segundo COUTINHO (2002), Todos os tipos de resíduos, independente de sua classificação, exigem um controle de sua quantidade, sua origem e seu destino final, através de instrumentos de gestão de resíduos. A gestão ambiental de resíduos sólidos pode ser definida como um conjunto de ações que visam promover a redução da poluição provocada pela disposição inadequada de resíduos sólidos urbanos, a partir do planejamento de intervenções, da adoção de instrumentos econômicos para incentivo às boas práticas de gestão, da reutilização, reciclagem e redução dos resíduos sólidos. 2.4 - Situação dos Resíduos Sólidos no País Uma vez que o homem tem disputado espaço com o resíduo produzido por ele mesmo, a preocupação com o manejo destes resíduos por parte das autoridades municipais em muitas cidades brasileiras e das próprias comunidades locais tem aumentado. Segundo HIWATASHI (1998), a disposição cumulativa dos resíduos tem limites, e muitas cidades já estão com seus aterros sanitários em vias de saturação, inviabilizando a continuidade de soluções desse tipo a médio e longo prazo, devendose estudar novos projetos de gestão de resíduos como a reciclagem. Segundo BRASIL (2004), o lixo gerado diariamente no Brasil gira em torno de 250 mil toneladas e deste total, 90 mil toneladas correspondem ao lixo domiciliar, cujos 111 responsáveis somos todos nós, cidadãos comuns. A produção de lixo per capita em nosso país hoje, gira em torno de 600 g/hab./dia. O lixo domiciliar é basicamente formado por lixo orgânico, isto é, restos de alimentos. De 5 a 15 % dos resíduos secos domésticos são recicláveis sendo a sua composição média de: 8% plásticos, 12 % vidro, 10 % metal, 50 % papel/papelão, 20 % outros. Os governantes também devem se adequar às normas ambientais. Segundo dados da Comissão de Políticas de desenvolvimento sustentável e da agenda 21 nacional (Brasília, 2000), que relatam que o desafio da sustentabilidade brasileira impõe mudanças profundas nos sistemas de limpeza urbana, e adoções de políticas que induzam a redução do lixo, pois a média de produção de resíduos domésticos já é de um quilo por habitante/dia, a coleta chega a mais de 100 toneladas diárias, sendo que 20% do lixo doméstico não são coletados. Cerca de 50% do coletado vão para os lixões a céu aberto; 2% para aterros sanitários mais ou menos adequados e menos de 1% vão para a reciclagem. Segundo LITLE (2003), grande parte das políticas ambientais geradas nas esferas nacionais e estaduais, requer implementação em âmbito local. Dessa maneira, é o governo local que, freqüentemente, encontra-se à frente do processo de implementação dessas Políticas. Mas a ação municipal como executora somente da implementação de políticas geradas “de cima” seria subestimar as práticas e a influência das autoridades locais. Em vários municípios brasileiros a necessidade de adaptar localmente políticas e ações levou-os a adotar práticas inovadoras e parcerias com outros setores da comunidade. Mas por causa da dependência econômica, os municípios acabam sendo reféns também na sua ação política e administrativa. Parece não haver dúvidas de que os caminhos para o desenvolvimento sustentável dependem do fortalecimento das possibilidades de ação dos municípios. Esse processo, contudo, desafia, de maneira radical as práticas ambientais, sociais e econômicas tradicionais e vigentes tanto na esfera nacional como na internacional. Mesmo com as autoridades municipais não estando prontas para essa mudança, a governança local tornar-se-á um dos mais importantes mecanismos de inovação democrática e ambiental. 112 3. HISTÓRICO E DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL No município de Três Corações, que esta localizada na região Sul do Estado de Minas Gerais, distando 289 km da capital, com área de 826 Km2, que apresentava uma população total de 65.291 e urbana de 58.419 habitantes (IBGE/2000). O serviço de limpeza urbana, era administrado pela prefeitura, apresentava um índice de atendimento de 95% para o serviço de coleta domiciliar, sendo que os resíduos - cerca de 30 ton./dia - eram depositados em um lixão a céu aberto, próximo de um córrego, afluente do ribeirão Santa Fé, e operava em condições precárias em local totalmente degradado, com a presença de catadores, inclusive crianças. Visando a solução deste problema, a Prefeitura Municipal apresentou um projeto técnico para implantação de um aterro sanitário com vida útil estimada em 34 anos, cuja Licença de Instalação foi concedida em 2001. Após a construção do aterro sanitário, foi solicitada a Licença de Operação em dezembro de 2001, sendo que para que esta licença fosse concedida, foi ressaltada a importância de que a Prefeitura elabora-se o Plano de Gestão de Resíduos, de forma a prever a implantação de programas de mobilização comunitária, através de educação ambiental, incentivando a população a reduzir a geração de lixo e adotar programas de coleta seletiva. Ressaltando-se também, a importância de promover, junto aos estabelecimentos de saúde, um programa de gerenciamento destes resíduos, para que se reduzi-se o volume de resíduos sépticos e, conseqüentemente, aumentar a vida útil do aterro sanitário, conforme critérios estabelecidos na Resolução CONAMA n° 283 de 12-07-2001, segundo Parecer Técnico DISAN 017/2002 / Processo COPAM 322/95/05/01. Atualmente, a população do município é de 71.737 habitantes (IBGE/2007) sendo que aproximadamente 10 % da população cerca de 7.100 pessoas, vivem na zona rural do município que possuí 1.230 produtores rurais cadastrados. A área total do município é 826,00 km², sendo 807,57 km² de área rural e 18,43 km² de área urbana. .O serviço de limpeza urbana do município é terceirizado, existe a coleta de lixo domiciliar que atende 98 % da população da zona urbana, sendo que zona rural não existe coleta de lixo, há também a coleta de lixo hospitalar que é feita segundo as normas da RDC 306 da ANVISA, e Resolução 358 do CONAMA, em carro próprio para estes resíduos segundo as normas acima, a manutenção das atividades do aterro municipal, é coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, porém os equipamentos utilizados na 113 manutenção das atividades do Aterro são alugados, pois a Prefeitura não dispõe de máquinas e equipamentos para este fim. Os catadores que trabalhavam no antigo lixão, agora trabalham nas ruas e em 2007 formaram a ACAMTC, Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Três Corações, porém continuam trabalhando de forma isolada, pois ainda não possuem sede própria e a Coleta Seletiva ainda não existe formalmente no município. Para mudar esta realidade é importante planejar cuidadosamente antes de iniciar o processo, podendo-se integrar a coleta seletiva aos serviços regulares da prefeitura. Não há também no município, alternativas adequadas para a disposição de outros resíduos com os de construção civil, lâmpadas, restos de podas de árvores. Quanto a resíduos como pilhas e baterias usadas, a secretaria de Meio Ambiente realiza com parceiros municipais, campanhas de coleta para destinação adequada. O volume de lixo coletado pela Prefeitura, que vai para o aterro sanitário é em média de 905 ton./mês de lixo residencial e 3,5 ton./mês lixo hospitalar, alguns estabelecimentos de saúde mantém contrato com empresa terceirizada, que recolhe os resíduos de serviços de saúde que não podem ser dispostos no Aterro Sanitário sendo que a maior parte destes resíduos é encaminhado para incineração. 3.1 Tratamento e Disposição Final dos Resíduos Sólidos de Três Corações 3.1.1 Resíduos Domésticos – urbanos e rurais Na Zona Rural do município, não existe coleta de resíduos domésticos, alguns proprietários rurais levam seus resíduos para a cidade, mas a grande maioria dispõe seus resíduos nas próprias propriedades, de forma inadequada ao meio ambiente e a saúde pública. Os resíduos domésticos são coletados pelo serviço de limpeza pública do município, que é terceirizado ou realizado por veículo próprio da prefeitura, como no centro da cidade, atingindo 98% da zona urbana do município. O Aterro Sanitário é atualmente, uma das soluções mais apropriadas e indicadas para a deposição final dos resíduos sólidos domésticos, sendo que em Três Corações são dispostos no Aterro Sanitário cerca de 905 ton./mês de resíduos domésticos, sendo necessária a implantação da coleta seletiva e adequação da Unidade de Triagem para destinação adequada dos resíduos recicláveis, diminuindo a quantidade de resíduos que vai para o Aterro Sanitário, aumentando sua vida útil. 114 Existe um projeto já elaborado para a Adequação da Unidade de Triagem de Recicláveis e Implantação da Coleta Seletiva no município, e levando-se em conta dados relativos à composição média de resíduos sólidos urbanos recicláveis e /ou consumo per capita, de municípios semelhantes a Três Corações, temos a provável composição de resíduos recicláveis em Três Corações, distribuída de acordo com a tabela abaixo Composição Média de Resíduos Sólidos Urbanos Recicláveis MATERIAL Latas de Alumínio Vidro Papel e Papelão Plástico Latas de Aço Tabela 01 QUANTIA 4.5 Unidades/mês 4% 26% 7% 4 Kg/ano Balanço Ambiental De acordo com os dados acima, podemos fazer um balanço ambiental onde teremos um resultado estimado de material que pode ser reciclado em toneladas anual: MATERIAL TONELADAS / ANO RECICLÁVEL Latas de Alumínio 60 Vidro 723 Papel e Papelão 4.700 Plástico 1.265 Latas de Aço 286 Total geral de toneladas por mês = 586 Total geral de toneladas por ano = 7.036 Tab. 02 Perdas ambientais com a não-reciclagem MATERIAL Latas de Alumínio Vidro Papel e Papelão PERDA Perda de bauxita Perda de areia, barrilha, calcário e feldspato em toneladas Média de árvores cortadas QUANTIDADE / ANO 15 Ton. 468 Ton. 51.702 Ton. 115 Latas de Aço Plástico Perda de minério de ferro Perda de petróleo 173 Ton. 64 Barris Tab 03 Não se tem dados sobre a quantidade de recicláveis, atualmente coletada no município, pois os catadores de material reciclável trabalham informalmente, a ACAMTC – Associação de Catadores de Material Reciclável de Três Corações possui 40 associados, que recolhem diariamente os recicláveis em comércio e residências cadastradas, existindo também catadores que não fazem parte da ACAMTC atuando no município, existem também no município, projetos sociais que recolhem óleo usado, reutilizando-o para fazer sabão. 3.1.2 Resíduos de Grandes Geradores / Particulares - destinados ao Aterro Sanitário São resíduos com características de resíduos domésticos classificados como Classe II (segundo NBR 10.004/2004 da ABNT) de grandes geradores, tendo esta disposição disciplinada por legislação específica *, sendo o transporte destes resíduos, de responsabilidade do gerador, realizado por empresas credenciadas pela Prefeitura, podendo ser disposto no aterro sanitário acompanhado do Manifesto de Transporte, após Cadastro do Usuário (Gerador) aprovado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Atualmente são dispostos no Aterro Sanitário cerca de 30 ton. /mês de resíduos de grandes geradores. *A Prefeitura de Três Corações esta desenvolvendo Legislação Municipal para disciplinar o acondicionamento dos resíduos dos grandes geradores no Aterro Sanitário, cobrando por este serviço. 3.1.3 Resíduos de Serviços de Saúde 116 Todos os estabelecimentos de saúde do município devem ter seus planos de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – aprovados pela SEMMA Secretaria Municipal de Meio Ambiente e SEMS – Secretaria Municipal de Saúde. São depositados no Aterro Sanitário em média 3.500 kilos de RSS - Resíduos de Serviço de Saúde por mês, dos grupos A1, A2 após tratamento, A4, B e E que não causam danos a saúde e ao Meio Ambiente e D. Os Resíduos de Serviços de Saúde de estabelecimentos particulares no município de Três Corações, e também municipais que por suas características não podem ser dispostos no Aterro Sanitário, são encaminhados em sua maioria para empresas licenciadas que os tratam por incineração, e alguns químicos como os resíduos de RX, são destinados a recuperação de metais como a prata. Orientações sobre a disposição final de Resíduos de Serviços de Saúde em Três Corações – (Resolução do CONAMA N.º 358 de 29/04/05 e Portaria FEAM N° 361 de 23/10/2008) Para a disposição final dos RSS no aterro sanitário, recomenda-se a proporção de no máximo uma unidade de volume de RSS para cada dez unidades de volume de resíduos sólidos urbanos para depois os resíduos serem compactados e recobertos. Uma segunda alternativa, no caso de haver disponibilidade de retro-escavadeira, é cavar um buraco na frente de aterro, depositar os RSS, cobrir com o material retirado, compactar e continuar o trabalho de aterramento dos resíduos sólidos urbanos. O transporte de RSS, segundo a DN 74/04, está dispensado de autorização ambiental de funcionamento ou de licenciamento ambiental no caso de transporte de RSS enquadrados nos Grupos A4, B sem característica de periculosidade, C que atendam as condições preconizadas no documento de autorização de uso de material radioativo emitido pela CNEN, D e E que não necessitam de tratamento. Grupo A1 - Os resíduos deste grupo, constantes do Anexo I da Resolução do CONAMA n.º 358 de 29 de abril de 2005 , devem ser submetidos a processos de tratamento em equipamento que promova redução de carga microbiana compatível com nível III de inativação microbiana (autoclave) e após tratamento, devem ser encaminhados para Aterro Sanitário. 117 Grupo A2 - Os resíduos deste grupo, constantes do Anexo I da Resolução do CONAMA nº 358 de 29 de abril de 2005, devem ser submetidos a processo de tratamento com redução de carga microbiana compatível com nível III de inativação (autoclave) e posteriormente, devem ser encaminhados para: I - Aterro Sanitário, ou; II - sepultamento em cemitério de animais. Observação: Deve ser observado o porte do animal para definição do processo de tratamento. Quando houver necessidade de fracionamento, este deve ser autorizado previamente pelo órgão de saúde competente. Grupo A3 - Os resíduos deste grupo, constantes do Anexo I da Resolução do CONAMA nº 358 de 29 de abril de 2005, quando não houver requisição pelo paciente ou familiares e/ou não tenham mais valor científico ou legal, devem ser encaminhados para: I - sepultamento em cemitério; ou II - tratamento térmico por incineração ou cremação, em equipamento devidamente licenciado para esse fim. Observação: Na impossibilidade de atendimento dos incisos I e II, a SEMMA pode aprovar outros processos alternativos de destinação. Grupo A4 - Os resíduos deste grupo, constantes do Anexo I da Resolução do CONAMA nº 358 de 29 de abril de 2005, podem ser encaminhados sem tratamento prévio para o Aterro Sanitário. Outros RSS que não apresentam características de periculosidade, ou que foram submetidos a tratamento prévio obrigatório também podem ser dispostos no Aterro Sanitário. Grupo A5 - É vedada, em qualquer hipótese, a disposição em Aterro Sanitário dos RSS enquadrados neste grupo, sem tratamento prévio. As cinzas resultantes da incineração destes resíduos podem ser aterradas no aterro sanitário desde que devidamente acondicionadas em sacos plásticos. 118 Grupo B - Os resíduos sólidos do grupo B sem características de periculosidade podem ser dispostos no Aterro Sanitário, sem tratamento prévio. Não é permitida a disposição final em aterro sanitário dos resíduos do Grupo B que tenham características de periculosidade. Estes resíduos deverão ser dispostos apenas em aterros classe 1, específicos para resíduos perigosos ou serem destinados a incineração. Grupo C - A disposição final em aterro sanitário do Grupo C deve atender as condições preconizadas no documento de autorização de uso de material radioativo emitido pela CNEN. Os resíduos contaminados com radioisótopos de meia vida curta (até 100 dias), após o período de decaimento estipulado, devem ter disposição final de acordo com o grupo ao qual pertencem. Grupo D - Os resíduos não recicláveis do grupo D podem ser dispostos no Aterro Sanitário. É desejável a implantação da coleta seletiva dos resíduos recicláveis do grupo D pelos estabelecimentos geradores de resíduos de serviços de saúde. Grupo E - Os resíduos do Grupo E que não precisam ser tratados podem ser dispostos diretamente em aterro sanitário. Os RSS do Grupo E que necessitam de tratamento, conforme previsto no Art. 25 da Resolução CONAMA no 358/05, somente podem ser dispostos em aterro sanitário após tratamento prévio. Resíduos de Podas e outros Resíduos Orgânicos Não existe tratamento diferenciado para os resíduos orgânicos do município de Três Corações, quando as podas são realizadas no município, a orientação é que sejam destinadas a terrenos licenciados pela SEMMA – Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para receber estes resíduos. Existem iniciativas isoladas e não quantificadas de compostagem de resíduos, e a Secretaria de meio Ambiente possuí panfleto informativo sobre compostagem, que é distribuída, para orientação dos moradores do município, principalmente na zona rural. Pretende-se implantar um projeto de Compostagem de resíduos vegetais, originários da poda de árvores da cidade, que serão reaproveitados na produção de composto orgânico que podem ser utilizado na manutenção de praças e jardins. O projeto da Unidade de Compostagem será instalado no Aterro Sanitário e poderá 119 aproveitar também restos de alimentos de restaurantes e feiras e supermercados entre outros. 3.1.5 Destino de Pilhas e Baterias Usadas A resolução nº 257/1999 do Conselho Nacional do Meio Ambiente permite que pilhas comuns e alcalinas – aquelas usadas em rádios, controles-remotos e walkmans, por exemplo – sejam descartadas no lixo doméstico. Já as baterias de celular e de automóveis devem ser devolvidas aos fabricantes, responsáveis pela destinação final. Orientação sobre destinação de Pilhas e Baterias para o município de Três Corações (Resoluções CONAMA 257 e 263) Pilhas e baterias destinadas ao lixo doméstico Tipo / Sistema Aplicação mais usual Destino Comuns e Alcalinas Zinco/Manganês Alcalina/Manganês Brinquedo, lanterna, rádio, Lixo doméstico controle remoto, rádio-relógio, equipamento fotográfico, pager, walkman Especial Telefone celular, telefone sem fio, filmadora, notebook Lixo doméstico Telefone celular e notebook Lixo doméstico Aparelhos auditivos Lixo doméstico Equip. fotográfico, relógio, agenda eletrônica, calculadora, filmadora, notebook, computador, vídeocassete Lixo doméstico Níquel-metal-hidreto (NiMH) Especial Ions de lítio Especial Zinco-Ar Especial Lítio Pilhas especiais do Equipamento fotográfico, agenda Lixo doméstico tipo botão e eletrônica, calculadora, relógio, miniatura, de vários 120 sistemas sistema de segurança e alarme Tabela 04 Pilhas e baterias destinadas ao recolhimento Tipo / composição Aplicação mais usual Bateria de chumbo Indústrias, automóveis, ácido filmadoras Destino Devolver ao fabricante ou importador Pilhas e Baterias de Telefone celular, telefone Devolver ao fabricante níquel cádmio sem fio, barbeador e outros ou importador aparelhos que usam pilhas e baterias recarregáveis Pilhas e Baterias de Instrumentos de navegação Devolver ao fabricante óxido de mercúrio e aparelhos de ou importador instrumentação e controle Tabela 05 A recomendação para o descarte desses dois grupos de pilhas vale somente para os produtos em conformidade com as determinações da Resoluções 257 e 263. As empresas alertam para os cuidados que se deve ter com as pilhas e baterias falsificadas ou importadas ilegalmente que, na maioria das vezes, não atendem as especificações corretas. No caso das pilhas e baterias, cuja composição ainda não atenda a legislação, os fabricantes e importadores estão definindo a estratégia de recolhimento do produto esgotado, a partir de julho de 2000. Uma solução encontrada em nosso município para destinação adequada destas pilhas e baterias, é a campanha que esta sendo realizada pelo segundo ano consecutivo, pela UNIMED e outros parceiros locais, assim como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Campanha Papa Pilhas, disponibiliza em farmácias, pontos de comércio, escolas e repartições públicas, pontos de coleta e troca pilhas e baterias por cupons para sorteio e o material recolhido será encaminhado para a destinação adequada. Entretanto, de acordo com a legislação ambiental, não podem ser recolhidos produtos com peso superior a 500g ou tamanho maior que 5 cm x 8cm, 121 como os usados em carros, motos e alarmes. Estes produtos devem ser devolvidos ao próprio fabricante. 3.1.6 Destinação Final de Embalagens Vazias de Defensivos Agrícolas Não temos dados sobre a quantidade de embalagens vazias de Defensivos Agrícolas geradas no município. Uma das próximas ações da SEMMA – será realizar o acompanhamento da destinação destas embalagens no município, para quantificação e verificação de seu destino. O Brasil encaminha mais de 9 mil toneladas de embalagens de defensivos agrícolas para o destino final. Cada vez mais, o Brasil encontra no campo um verdadeiro exemplo de consciência ambiental. Os resultados positivos da destinação final de embalagens vazias no país são fruto de ações conjuntas de agricultores, indústria fabricante – representada pelo inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, canais de distribuição, cooperativas e o poder público e mostram a evolução de um sistema que se tornou referência mundial no assunto. O Brasil figura atualmente na liderança entre os países que possuem sistemas de destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Do volume comercializado, foram destinados cerca de 80% do total de embalagens vazias colocadas no mercado e 96% do total de embalagens primárias (aquelas que entram em contato direto com o produto). Os bons resultados do sistema de destinação final são atribuídos à parceria de sucesso entre agricultores, indústria fabricante – representada pelo inpEV - Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, canais de distribuição e o poder público. 3.1.7 Destino de lâmpadas fluorescentes Não existem dados sobre a geração deste tipo de resíduo em Três Corações, assim como não existem iniciativas locais para sua disposição adequada, apenas alguns pontos de comércio recebem lâmpadas usadas de seus clientes, mas não divulgam este recebimento, que não é disciplinado ainda no município. Para regularizar esta situação estamos aguardando a aprovação do projeto de lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em tramitação no Congresso 122 Nacional desde 1991, que voltou a prever a coleta obrigatória, por parte dos fabricantes, do lixo produzido a partir de eletroeletrônicos e de lâmpadas fluorescentes. Através da experiência demonstrada por empresas que dão destino correto a estas lâmpadas, percebe-se que a reciclagem é entendida como a melhor estratégia a ser adotada, do ponto de vista ambiental. Do ponto de vista econômico, isto representa despesa, pois a empresa paga pelo transporte, e para reciclar as lâmpadas. A reciclagem de lâmpadas fluorescentes diferencia-se da reciclagem de papel, plástico, metais etc., onde a empresa obtém receita na comercialização deste material para a reciclagem. O ganho para a empresa ocorre de maneira indireta como na promoção de marketing verde e na sua adequação às normas de qualidade e ISO 14001. (Ambiente Brasil, 2008) 3.1.8 Destino de pneus usados A coleta e a destinação de pneus inservíveis é regulamentada pela Resolução 258, de 1999, do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). A Resolução estabelece que fabricantes e importadores de pneus têm que dar destinação final ambientalmente adequada aos pneus inservíveis. Segundo essa legislação, conforme seu artigo 11º, a adoção de procedimentos para implementação da coleta dos pneus inservíveis no Brasil é uma tarefa que envolve vários colaboradores. Entre esses atores estão os distribuidores, revendedores, reformadores e consertadores, sem esquecer os consumidores finais de pneus, em articulação com os fabricantes, importadores e o Poder Público. A Prefeitura de Três Corações, através da Secretaria de Meio Ambiente esta finalizando contrato com a Reciclanip, que é uma Associação criada em março de 2007 pelos fabricantes de pneus novos Bridgestone Firestone, Goodyear, Michelin e Pirelli, a Reciclanip é considerada uma das maiores iniciativas da indústria brasileira na área de responsabilidade pós-consumo. O contrato prevê a instalação de um Ponto de Coleta de Pneu no município, no acordo, a prefeituras cederá o local e a estrutura para instalação do Ponto de Coleta e a Reciclanip fica responsável por toda a logística de transporte dos pneus até a destinação final ambientalmente adequada. 123 3.1.9 Destino de Resíduos de Construção Cívil – Entulhos No município de Três Corações não existe um Sistema de Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos da Construção Civil e de Resíduos Volumosos, sendo este um dos maiores problemas de resíduos sólidos do município. Estes resíduos são descartados em terrenos baldios, algumas vezes com autorização dos proprietários, e da própria Secretaria de Meio Ambiente, outras vezes são dispostos em terrenos sem autorização, nos dois casos a situação é problemática, pois a população não respeita o local e acaba dispondo outros resíduos como os domésticos, tornando o local um foco de insalubridade. Outro destino dado a alguns destes resíduos no município como o cascalho é a recuperação de estradas rurais. Segundo dados do SINDUSCON, 2005, estima-se que a geração destes resíduos no Brasil situa-se em torno de 450 Kg/ano por habitante e vem mantendo tendência de crescimento (SINDUSCON 2005), considerando a População atual de Três Corações, podemos considerar a geração média de 32.282 toneladas / ano de resíduos de construção civil. (2.690 ton. / mês) 3.1.10 Lixo tecnológico – REEE - Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos Não existem dados sobre a quantidade de REEE, gerado em Três Corações, e a maior parte destes resíduos deve estar sendo encaminhada ao Aterro Sanitário, pois não existe outra solução disponível no município. Com a aprovação do projeto de lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em tramitação no Congresso Nacional desde 1991, voltou a prever a coleta obrigatória, por parte dos fabricantes, do lixo produzido a partir de eletroeletrônicos. O que irá facilitar para o município realizar a gestão destes resíduos, através da logística reversa, independente do serviço público de limpeza. A prefeitura de Três Corações esta desenvolvendo um projeto de recebimento de computadores usados, que podem passar por manutenção recondicionamento e depois serem doados a comunidade carente. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS O Brasil fez alguns avanços em seus textos jurídicos e regulamentares relativos à política de resíduos sólidos, mas a Política Nacional de Resíduos Sólidos não foi 124 ainda aprovada e estão sendo revistos no CONAMA, normas de produção e descarte de pilhas, a coleta e destinação de pneus, o transporte de resíduos e a gestão de resíduos sólidos. Assim os responsáveis pela gestão de resíduos dos municípios devem estar atentos às mudanças nas legislações vigentes. São vários os problemas confrontados pelo município no setor de limpeza urbana que hoje, em Três Corações é praticamente terceirizado, seja em forma de serviços contratados, seja pelo aluguel de equipamentos não disponíveis no município. É necessário à implantação da Coleta Seletiva no município com inclusão da Associação de Catadores de Material Reciclável de Três Corações – ACAMTC, no sistema de gestão de resíduos municipais, necessitando para isto estruturação física da Unidade de Triagem existente no Aterro Sanitário, e compra de um caminhão para a realização desta coleta, sendo que também há necessidade de outro caminhão para a coleta de lixo na zona rural do município, que não é atendida atualmente. Para a viabilidade financeira e bom funcionamento do Aterro Sanitário é necessária à compra de máquinas como: trator de esteira, retro-escavadeira, carregadeira e caminhão basculante que atualmente são alugados, sendo responsáveis por 75 % dos custos de operação do aterro, assim como a realização de obras drenagem de gases, chorume, melhoramento de suas vias internas e via de acesso, revegetação dos taludes, e impermeabilização da base. Para a compostagem de resíduos orgânicos de podas, também é necessário adequação da estrutura atual e compra de equipamentos. Sobre o Gerenciamento de resíduos de Construção civil, inicialmente propomos a implantação de uma Estação de Coleta Seletiva, no Bairro Santa Tereza, região central do município, em terreno próprio da prefeitura, para recebimento de alguns resíduos de construção civil e outros recicláveis, e posteriormente elaboração do plano de gerenciamento destes resíduos. Verificamos que todas as soluções como reciclagem, coleta seletiva, catação, compostagem e aterros sanitários são problemas complexos e que não devem ser tratados isoladamente, e sim de forma integrada, pois são interligados operacional, 125 social, econômica e ambientalmente e podem causar impactos importantes ao meio ambiente, à saúde da população e ao orçamento público. A Prefeitura de Três Corações concluiu o primeiro passo para a implantação de seu Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos, com a realização do diagnóstico da situação atual, esta desenvolvendo projetos baseados nas necessidades verificadas, e de acordo com as metas estabelecidas, esta paralelamente realizando o levantamento de outros dados necessários para a implantação do PGIRS Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Urbanos. 126 4.1 Programas e Metas PGIRSU – Prefeitura Municipal de Três Corações – 2009 Programas e Metas - Início das Atividades – Abril de 2009 Atividades Situação 1.Início do PGIRSU - Coleta de Ok dados secundários 2. Elaboração implantação e Prazo Abril do Projeto de estruturação da Projeto Ok – pendente 3. Projeto de Implantação da Coleta Projeto Ok de Abril 2009 2009 Abril Aguardando verba 2009 para Unidade de Triagem de Resíduos Implantação Recicláveis Conclusão Três Corações implantação do projeto Recicla Três Corações de Lixo na Zona Rural Junho Necessidade de 2009 Veículo de Coleta Agosto Agosto de 2009 – 2009 Acompanhamento Implantação Pendente 4. Coleta de dados sobre Resíduos Ok Domésticos Públicos - Implantação da Coleta de dados do Aterro mensal Sanitário permanente 5. Implantação da Campanha Papa Ok Pilhas e Baterias Usadas Ok de Serviços de Saúde. Planos de e Agosto 2009 2009 6. Coleta de dados sobre Resíduos Aprovação Agosto Agosto Julho 2009 2009 Recebimento dos Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde 7. Coleta de dados sobre Resíduos de Grande Geradores OK Setembro Julho 2009 2009 Implantação da Coleta de dados do 127 Aterro Sanitário 8. Implantação do Eco Ponto de Pendente Pneus Outubro Aguardando 2009 contrato assinado pela Reciclanip. PGIRSU – Prefeitura Municipal de Três Corações – 2009 Programas e Metas - Início das Atividades – Abril de 2009 Atividades 10. Regularização Situação através de pendente legislação do Recebimento no Aterro Prazo Conclusão Novembro pendente 2009 Sanitário de Resíduos de Grandes Geradores – Recebimento do serviço por Preço Público 11. Levantamento de dados sobre a Geração e Destinação Final Pendente de Novembro Em andamento 2009 Embalagens Vazias de Defensivos Agrícolas 12. Levantamento de dados sobre a Geração e Destinação Final Pendente de Dezembro Pendente 2010 lâmpadas fluorescentes 13. Elaboração do Projeto sobre Lixo Pendente tecnológico – REEE - Resíduos de Fevereiro Pendente 2010 Equipamentos Elétricos e Eletrônicos 14. Implantação Gerenciamento de do Plano de Resíduos de Pendente Março Pendente 2010 Construção Cívil 128 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABNT - Norma Brasileira NBR 10.004 (1987) – Resíduos Sólidos. Associação Brasileira de Normas Técnicas AGENDA 21 NACIONAL. Comissão de Políticas de desenvolvimento sustentável e da agenda 21 nacional (Brasília, 2000) [on-line] Disponível na Internet via WWW.URL: www.mma.gov.br/port/se/agen21/index.cfm Arquivo capturado em 20 de maio de 2006 ANASTÁCIO, A. F.; SCHMEISKE, O. R. M. Identificação e Avaliação de Canais de Logística Reversa. In: Encontro Nacional de Engenharia da Produção, São Paulo, 2000. Anais... XX ENEGEP (CD-ROM). ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução n° 306 de 07-12-2004, Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. AMBIENTE BRASIL. Portal Ambiental da América Latina. Disponível na Internet via WWW.URL:http://www.ambientebrasil.com.br. Arquivo capturado em julho de 2008 BARBIERI, J. C. Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21. Petrópolis, R.J.: Vozes, 1997BANCO, R. A. B. Os Três R [on-line] Disponível na Internet via WWW.URL: www.jardimdeflores.com.br. 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Resolução n ° 358, de 29-04-2005, Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. 129 CONRADO, D. A Qualificação de Recursos Humanos para Implantação e Manutenção de Sistemas de Gestão Ambiental. Porto Alegre, 1998. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. CONRADO, D. Recuperação e Preservação do Meio Ambiente - Uma oportunidade de geração de empregos através das inovações tecnológicas. In: Encontro Nacional de Engenharia da Produção, São Paulo, 2000. Anais... XX ENEGEP (CDROM). COPAM, Lei n° 13.803.0de 27-12-2000 - Critérios para distribuição de ICMS pelo Estado. [on-line] Disponível na Internet via WWW.URL: www.feam.br COSTA, H. [de] B. Aspectos Econômicos da Reciclagem de Materiais. [on-line] Disponível na Internet via WWW.URL: www.cimm.com.br. Arquivo capturado em 01 de março de 2003 COSTA, M. Resíduos Sólidos Urbanos e Industriais. Curso de Especialização em Engenharia e Gestão Ambiental. 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Arquivo capturado em 6 de maio de 20036- 6- Horário da Coleta de Lixo BAIRRO Turno Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Amadeu Miguel M 11:30 10:20 10:55 Atalaia M 7:05 7:10 7:00 Bela Vista M 7:45 7:10 7:10 Boa Ventura M 6:35 6:35 6:35 Centro T 18:30 18:30 18:30 18:30 18:30 16:50 Chácara das M 7:36 8:05 7:35 Rosas 133 Cinturão Verde Cotia Jardim América Jardim Califórnia Jardim Europa Jardim Umuarama Jardim Fabiana Jardim Paraíso Monte Alegre N. S. Aparecida N. S. de Fátima Novo Horizonte Bandeirantes Odilon Rezende Parque Jussara Parque São José Alto Peró Rio do Peixe Jardim Rio Verde Santa Tereza Santana Santo Afonso São Conrado São Sebastião Triângulo Vila Fernão Dias Vila Jessé Vila Lima Vila Melo Vila Rezende Vila Rica Vila Viana Vilas Boas Vista Alegre Canto do Rio Colônia Santa Fé Feira de Gado M M M M M M M M M M T M M M 12:10 8:37 8:35 8:45 11:40 7:28 7:05 8:45 6:40 8:20 11:18 7:50 7:05 8:30 7:55 9:55 7:20 7:00 7:42 7:20 8:08 7:33 9:06 8:50 9:37 8:40 9:25 8:50 15:30 7:53 6:45 15:30 8:10 6:55 15:30 7:43 6:40 M M 11:25 M M M 8:06 T M M M M M M 17:15 12:35 M M T M M M M M M M 11:05 10:55 16:10 M 8:30 6:51 9:30 8:15 8:25 10:30 10:20 11:00 10:40 10:40 8:36 8:45 06:50 16:15 16:45 10:10 9:15 8:10 8:00 7:55 06:50 15:50 6:55 8:00 6:40 6:50 6:40 7:45 11:55 11:40 15:50 7:17 16:00 8:45 6:40 8:50 7:25 16:45 12:00 8:23 8:10 6:40 8:00 06:50 08:25 11:45 11:40 16:00 7:00 7:35 6:51 7:20 8:05 8:05 8:00 07:10 13:35 7:20 7:35 7:20 07:10 11:00 7:35 7:40 6:55 07:10 12:40 10:20 10:45 134 Flora Jardim das Alterosas São Gerônimo Vila Emilia Jardim Orion Cafezinho Tapera São Francisco EsSa Estância dos Reis Parque das Colinas Monte Verde I Monte Verde II Vila Ipiranga Vila Mariana Penitenciária Jardim das Acácias Jardim Eldorado Flora Morada do Sol Jardim Primavera Bela Vista Jardim Planalto Jardim Belo Horizonte Vista Alegre Retirinho Vila Bela I Vila Bela II Taquaral São Bentinho Cachoerinha /Rancho Minas / Parque Agrinca M M M M M T T T M M 11:00 10:22 11:00 10:55 11:10 9:50 7:00 06:35 16:25 15:40 9:25 6:40 06:35 16:10 15:35 15:30 12:45 8:30 10:40 6:30 06:35 16:15 15:40 15:30 7:42 9:05 15:35 12:30 8:31 M 12:16 9:56 11:40 M M M M M M 13:16 12:53 13:32 11:08 9:31 11:26 11:46 11:38 12:16 9:46 13:50 12:00 M 12:25 M M M 7:30 7:35 M M M 10:50 M M M M M M M 13:25 9:25 11:50 9:30 10:50 9:05 13:30 10:10 9:50 10:25 7:45 7:30 7:30 7:00 6:50 7:10 6:45 7:10 10:45 13:05 9:45 10:40 10:00 11:05 7:30 11:55 12:05 12:15 7:00 9:50 9:55 10:05 7:40 11:00 7:20 10:10 10:15 10:30 7:40 7 - Horário da coleta se lixo seco (Seletiva) 135 136 8- Referências Bibliográficas: Lei 338-2013 - Dispõe sobre o Parcelamento do solo urbano e o controle da expansão urbana no município LEI 3831 - 2013 Dos fins e princípios da Política Municipal do Meio Ambiente Lei 192/2006 - Aprova o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental do Município de Três Corações, e dá outras providências. Plano Local de Habitação e Interesse Social do Município de Três Corações – 2010 LEI Nº 11.445/2007- Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; http://www.inf.furb.br/sias/saude/Textos/Saneamento_basico.html 137 9 – Levantamento de dados: Zona Urbana LEVANTAMENTO DE DADOS – PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO - ZONA URBANA CPF: RG: NASC:___/____/______ Endereço: Rua: Número: Bairro: O imóvel é: Cedido______ Proprietário: Alugado______Próprio____________ O imóvel possui certidão: ( ) sim ( ) não Responsável pelo registro: NOME: Contatos: Telefones - Res: e-mail: Referência: Com: A residência é atendida pelos seguintes serviços: Tratamento de água: ________ Esgoto: _________ Pavimentação: _________ Coleta de lixo: Convencional ________ Seletivo:_____________ Se não tem rede de esgoto onde o mesmo é lançado: ___________________________________________________________________________________ Se tem coleta seletiva discriminar: Dia:_________________________ Horário:________________________________________ Se não tem coleta seletiva: Faz separação de recicláveis? _______________________________Quem recolhe?______________________ A residência possui: Banheiro: _______ Fossa séptica:________ A água da residência é proveniente: A água consumida na residência é: fervida___________ filtrada: COPASA ___ CISTERNA ____Poço _______________ Artesiano__________ Já contraiu alguma doença causada pela água Descreva os sintomas da doença: nos últimos 6 meses: Sim ( ) Não ( ) ___________________________________________________________ Qual doença: ___________ _________ Onde é lançada a água da chuva de sua residência? O escoamento de água de chuva da sua rua é _________________________________ satisfatório? ( ) Sim ( ) Não Porque? Onde você lança os resíduos de construção civil de sua _________________________ residência?____________________ _____________________________________________________________ _________________________________________ ________ ______________ 138 E os móveis velhos? ___________________________________________________________ Existe alguma nascente ou mina confrontando com a sua residência? ( ) Sim ( ) Não Sua casa está sujeita a alagamentos? ( ) Sim ( ) Não Quando morre algum animal doméstico o que é feito? _________________________________________ _______ 10- Levantamento de Dados: Zona Rural LEVANTAMENTO DE DADOS – PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO 1 . IDENTIFICAÇÃO 1.1 NOME DA PROPRIEDADE 1.2 PROPRIETÁRIO 1.3 LOCALIDADE 1.4 REGIÃO 1.5 COORDENADAS GEOGRÁFICAS (GRAUS, MINUTO, SEGUNDO) X: 1.6 QUANTAS RESIDENCIAS EXISTEM NA PROPRIEDADE 1.7 NOME DO RIO OU CÓRREGO (PRÓXIMO) 1.8 ATIVIDADES ECONÔNICAS DA CULTURAS PECUÁRIA SILVICULTURA PROPRIEDADE ANUAIS 2. DIAGNÓSTICO DE SITUAÇÃO 2.1 ABASTECIMENTO DE AGUA CISTERNA POÇO ARTESIANO MINA CANALIZADA NÃO CANALIZADA 2.2 ESGOTAMENTO SANITÁRIO/ ÁGUAS SERVIDAS: DISTÂNCIA DE MANACIAIS: 2.3 DESTINAÇÃO DO LIXO SIM COLETA MUNICIPAL NÃO Y: QUANTOS MORADORES OUTROS OUTROS QUAL TIPO? QUEIMADO ENTERREDO OUTROS 139 2.4 DESTINAÇÃO DE ESTERQUEIRA COMERCIALIZADO UTILIZADO NA PROPRIDADE BIODEGESTOR OUTROS RESÍDUOS DO CURRAL 2.5 QUAL A DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS DE EMBALAGENS DE AGROTÓXICOS, TEM LOCAL APROPRIADO PARA MEDICAMENTOS ? ESTOCAGEM ? 2.6 MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS E NÃO SIM _____ QUAL A DESTINAÇÃO DE ÓLEOS E MATERAIS CONTAMINANTES. EQUIPAMENTOS. (TROCA DE ÓLEOS E REPAROS) 3. CONTROLE DE VETORES DENGUE? NÃO SIM _____ ESQUITOSSOMOSE NÃO SIM ____ ____ QUANTOS? ______ QUANTOS? _____ RAIVA NÃO SIM LEPTOSPIROSE NÃO SIM ____ _____QUANTOS ____ QUANTOS? _____ DIARRÉIA NÃO SIM OUTROS _____QUANTOS 140 11 – Ofícios encaminhados à prestadora de serviços do município Copasa. 141