abertura editorial Finalistas, de partida... Parafraseando Miguel Torga, “O que é bonito neste mundo, e anima, é ver que na vindima de cada sonho fica a cepa a sonhar outra aventura”, ideia que reenvia para a partida de cerca de duas centenas de alunos e a consequente colheita dos frutos do seu trabalho: uma certificação profissional de nível IV e a possibilidade de avançar para outras aventuras – mercado de trabalho ou ensino superior. Entretanto, pairam no ar indisfarçáveis sentimentos de orgulho e de nostalgia: de orgulho, por sentirem a importância da Escola no seu crescimento podendo dizer: “sou um técnico profissional formado na EPB!”; de nostalgia, porque, com a partida, virá a falta da sua turma, das amizades, da sua secretária, dos seus professores, de muitos encontros e desencontros. Os alunos finalistas deixam a Escola num tempo de muitas incertezas que lhes trará dificuldades em entrar num contexto muito resistente à sua absorção, um mercado onde apenas alguns terão reais possibilidades. Entram numa aventura em que muito contarão as competências adquiri- das, o seu currículo, argumento de peso que levam na bagagem de esperanças. É então que o conhecimento técnico e científico e os valores da pessoa humana, adquiridos na aventura do ensino profissional, ganham sentido real, tornando-se um capital importante na vida de cada um. Como espelham os seus rostos meninos que manifestam impressões adultas de quem reconhece que o empenho, o trabalho e a persistência, afinal, compensam. São células da família epb, são pessoas que constituem o ADN e o rosto da Escola Profissional de Braga. Entretanto, a Escola continuará, pois mantém-se a sua matriz, a cepa, a essência, a marca epb como instituição de referência que eles ajudaram a construir, esperando-se que prossiga a sua missão para dar forma a outros sonhos e, assim, poderem realizar-se muitas vindimas pelo tempo fora. A finalizar, a equipa editorial da epb Revista felicita estes alunos pelo êxito alcançado e pela forma como atingiram o seu sonho, as metas traçadas: pelo querer, pela persistência, pelo trabalho e pela assunção de vontades, justificando, em pleno, “os beijos merecidos da Verdade!”, como diz Pessoa. Fernando Silva 2 4 7 10 15 20 23 30 32 Destaque: EPB - uma escola com rosto Quem somos? Que missão a prosseguir? Entrevista Ana Filipa Teixeira em entrevista aos ex-directores da Escola. Conquistas Prémios e menções pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido por alunos e profissionais. Fora de portas Alunos preparam-se para o mercado de trabalho, outros testemunham o seu ingresso no mesmo. Opinião Olhares de personalidades sobre a instituição EPB. À Conversa com... Alunos de Design Gráfico conversam com João Paulo Teixeira. Iniciativas Comunidade escolar dinamiza várias actividades na Escola. Em rede Escola Profissional no lançamento do ensino profissional em São Tomé e Príncipe. Com pés e cabeça A equipa de Futsal CCDAT-EPB continua em grande, com a subida à 2ª divisão nacional. 1 destaque Somos a EPB Referência em formação de qualidade Em 1989 nasce a EPB, ano em que nascem as escolas profissionais, na sequência das alterações de política de educação e formação operadas para fazer face à necessidade de formação profissional de quadros intermédios, necessidade essa que mais se evidenciou devido às transformações que o País sofreu com o crescimento económico sentido a partir dos anos 80. Em 1989, e nos anos que se seguiram, a EPB foi escola pioneira. Recorde-se, então, o trabalho desenvolvido a nível nacional, as infindáveis reuniões e reflexões de rede, todos os contributos na organização de uma formação inovadora, e a sofreguidão que se sentia para preencher com a maior rapidez possível a lacuna existente no nosso sistema de ensino. Recorde-se, também, o laborioso e inestimável trabalho desenvolvido a nível da nossa escola, com a criação de regulamentos e definição de orientações de práticas norteadas para um desempenho de crescente qualidade. Foram anos de edificação e audácia, de determinação e entusiasmo. sas que nos contactam para a contratação de jovens quadros. É igualmente gratificante verificarmos o reconhecimento que a escola tem a nível nacional. É considerada uma das mais sustentadas e de maior prestígio, com presença em diversas comissões de trabalho, dando contributos para a melhoria contínua da qualidade deste subsistema de ensino. Hoje, 21 anos depois, é nosso propósito continuar a ser referencial de qualidade em matéria de educação e formação, a promover percursos de sucesso, regulados por uma oferta formativa ajustada e alicerçados na qualidade e experiência dos nossos recursos técnicos e humanos. Continuaremos, sempre motivados, a sustentar a garantia de um trabalho de excelência, resilientes aos constrangimentos que vão, aqui e ali, surgindo. “Continuaremos, sempre motivados, a sustentar a garantia de um trabalho de excelência, resilientes aos constrangimentos que vão, aqui e ali, surgindo.” Entre a iniciação e a consolidação, o lançamento e a escola que hoje somos, muita coisa aconteceu. Em 1989 eram 4 turmas e 49 alunos e uma equipa de profissionais destemida, que foi crescendo, em número e experiência, e com ela a EPB, em conhecimento e em marca. Esse início fica longe e também perto. Fica no local exacto onde a memória viva funciona e, ao mesmo tempo, com a distância suficiente para apreciarmos o que foi feito. E é com essa mesma proximidade e distância que evocamos o orgulho pelo tanto que foi feito. Não nos fica mal a vaidade porque acreditamos na qualidade do trabalho colectivo efectuado, do qual resultou a escola que hoje somos: uma escola com um projecto educativo credível e uma missão consolidada. Pela EPB passaram já mais de 3000 jovens, em mais de 150 turmas (138 nos 20 cursos profissionais) e tantos outros adultos, entre formação contínua e o trabalho mais recente no âmbito do Centro Novas Oportunidades. Muitas histórias, conquistas e aprendizagens recíprocas, representadas nos troféus, nas notícias, nos empregos, nas vidas que se foram construindo desde aqui, nas saudades dos que por cá passaram, as que sentem e as que deixaram. Hoje, 21 anos depois, é profundamente gratificante verificarmos que a EPB é uma referência na região, que se materializa na qualidade da formação técnica e humana dos nossos formandos e se comprova pelo crescente número de empre- 2 O que nos interessa é o que nos faz agir: os nossos alunos, jovens e adultos, e a convicção profunda de que podemos dar um valioso contributo para o seu sucesso escolar e profissional. Hoje, continuamos a sentir essa mesma determinação e entusiasmo dos que ergueram esta escola, e assumimo-nos, sem preconceito ou falsa modéstia, como uma escola de sucesso, evidenciado aqui nos depoimentos que se seguem de antigos alunos, empresários, pais, professores, ex-directores e outros actores que quiseram testemunhar a nossa forma de actuar. Poderíamos nós tentar produzir textos muito elaborados e apelativos, direccionados à captação de futuros alunos, só que sabemos que jamais conseguiríamos colocar por palavras o espírito da EPB, esse “síndrome epbiano” que só se percebe e entende estando cá dentro. Por isso, deixamos o nosso singelo convite: venham conhecer-nos e tragam contributos para a elevação do grau de satisfação que diariamente procuramos. Ana Cláudia Rodrigues Jorge Franqueira destaque Missão da EPB na terceira margem Qual é a missão? Onde, porquê, com quem, por quem e para quem se desenvolve a Escola Profissional de Braga, considerando-a ao longo do seu caudal histórico e do seu fluente devir? Ora, usando uma metáfora fluvial, nós respondemos de uma forma simples, mas convicta: a missão da EPB, subordinada ao lema “Inovação e Competência”, projectar-se-á na “terceira margem do rio”, caminhando, consciente das dificuldades mas segura e confiante nas suas energias, até à foz, onde as águas do rio abraçam dimensões mais vastas e profundas. Se há escolas que, desde o seu nascimento, contêm geneticamente um claro desígnio de responder a imperativos nacionais e regionais, num contexto de adesão à União Europeia e de escassez de técnicos intermédios para a modernização do país, foram, em 1989, as escolas profissionais. Se há escolas profissionais, cujo acto fundacional transmitiu, desde a sua nascente, como traço distintivo da sua personalidade, a necessidade de intensificar relações com o tecido social e económico e insistiu no seu aprofundamento, quer como fonte ou inspiração para uma aprendizagem em que educação e formação profissional se conciliaram, quer para garantir maior qualidade nos desempenhos comportamentais e técnicos nas empresas, uma delas foi a Escola Profissional de Braga. Se há escola profissional, sem desprimor pelas demais, que se disseminou pela sua região, com forte impacto social e cultural na cidade de Braga, granjeou a admiração e o respeito pela qualidade educativa e formativa, se esmerou para que os seus jovens perseguissem e construíssem sonhos, apelando ao esforço e empenho, incentivando uma relação pedagógica de rigor e proximidade, sentiu que tinha uma alma singular, foi a Escola Profissional de Braga. Vocação: as 3 margens A EPB, na sua génese, esteve somente vocacionada para uma “margem do rio”: a qualificação da população juvenil, ini- 1999: entrega de prémios no 10º aniversário cialmente com quatro turmas até atingir vinte e oito turmas. Mas essa “margem” foi crescendo, levando a que a escola se distinguisse por uma oferta de cursos que respondessem à dinâmica do desenvolvimento social e económico regional, com um registo predominantemente tecnológico e elevadas expectativas de empregabilidade. Uma escola que foi mesmo pioneira na criação dos cursos de Saúde, vendo já aprovado o de Auxiliar de Saúde, aguardando-se também aprovação dos de Assistente Dentário e de Auxiliar de Farmácia. Porém, faltava-nos a “segunda margem” - qualificação da população adulta e intervenções nas organizações empresariais – que, entretanto, desponta, em 2008, com a criação do Centro Novas Oportunidades, integrando cursos de educação e formação de adultos, formações modulares e RVC-PRO, presentemente nas áreas administrativa e electricidade. E agora, com as “duas margens deste rio” perfeitamente consolidadas, qual será a “terceira margem” que a missão da EPB deverá explorar? Propomos dois movimentos centrais do nosso olhar a incutir à nossa missão: por um lado, o do mergulho; por outro, o da extensão e o da elevação. Então, mergulhemos o nosso olhar nas águas, pois é à profundidade que aspiramos. Profundidade rodeada de sentidos como rigor, exigência, qualidade, competência, esforço. Estendamos, depois, o nosso olhar tanto para o horizonte como para a elevação às alturas. É a competência estratégica de ver longe num contexto de incertezas, de atravessar ou limpar as nuvens, da necessidade de inovação e de criatividade, de sermos capazes de procurar e construir sonhos e, com uma nova mentalidade empreendedora e de espírito de equipa, de os concretizarmos. E ainda de nestes sonhos incluirmos uma solidariedade activa com países africanos de língua portuguesa no apoio à criação de escolas de paradigma EPB, e de a EPB sonhar na internacionalização, num quadro que juridicamente está já definido. Deixem-nos sonhar e concretizar! A “terceira margem do rio” representa, assim, pela exigência de profundidade, de criatividade e de inovação, o desafio em que todos nos sentiremos envolvidos. Não foi por esse motivo que escolhemos como lema para esta década “Inovação e Competência”? José Oliveira Director Pedagógico 3 destaque Entrevista: directores da Escola A epb Revista entrevistou os directores que, ao longo de 21 anos, foram o principal rosto da Escola Profissional de Braga: Maria Goretti Manso Araújo, Paulo Costa, José Magalhães e Paulo Sousa. O que era a EPB no seu tempo? Era expectável o crescimento considerando a escola que é hoje? Como vê o futuro desta escola? Maria Goretti Manso Araújo nasceu em Viana do Castelo, em 1957. Viveu em Angola até aos 18 anos. Desde então vive em Braga. É casada, tem duas filhas, é licenciada em Relações Internacionais, ramo político-cultural, e possui uma pós graduação em Gestão e Administração Pública. 1999: alunos de Comunicação falam com o Director Geral ATRAVESSEI vários períodos, desde a fundação da escola, com apenas quatro cursos e outras tantas turmas. Nessa altura havia apenas duas funcionárias administrativas. A qualidade do ensino marcou desde o início a actividade da EPB, que cedo se viu obrigada a aumentar o número de cursos para responder às solicitações do mercado. Em consequência, as instalações do Parque de Exposições esgotaram a sua capacidade, obrigando ao aluguer do edifício do Pé Alado, no Largo de Carlos Amarante. Face à procura crescente, e para garantir um crescimento sustentado, foi também necessário apostar no investimento em equipamento, tendo-se criado os dois primeiros laboratórios, e adequar o quadro de pessoal docente e não docente. “A qualidade do ensino marcou desde o início a actividade da EPB, que cedo se viu obrigada a aumentar o número de cursos” Tem sido sucessivamente membro da Comissão Instaladora da EPB, Directora Administrativa e Directora Geral. Actualmente, é Chefe de Divisão da Educação da CMB. 4 A EXCELENTE resposta que o mercado do trabalho estava a dar, absorvendo praticamente todos os alunos que concluíam a sua formação na EPB, constituía um grande incentivo para todos os responsáveis que, dessa forma, concluí- am que a aposta era correcta. Em todo o caso, mesmo acreditando nas potencialidades da escola, baseadas principalmente na qualidade do projecto e na interligação às empresas que procuravam integrar os nossos alunos, nunca pensei que a EPB atingisse a dimensão que hoje tem. SERIA UM erro histórico perder agora o nível de qualidade de ensino a que a EPB nos habituou. Do mesmo modo, acredito que o leque de oferta de formação não deverá sofrer qualquer redução, bem pelo contrário. Assim, e até pela solução que se anuncia, creio que o futuro da EPB estará perfeitamente assegurado. O que também não deixa de ser uma merecida homenagem ao primeiro director da escola, o Eng. Alberto Vale Rego Amorim. Bracarense de gema, Paulo Costa nasceu na freguesia da Sé, a 30 de Janeiro de 1965. Cursou Direito em Coimbra e exerce actualmente a advocacia. Foi Director Geral da EPB cerca de dois anos e meio. Nos seus tempos livres percorre montanhas. QUANDO CHEGUEI, encontrei uma escola já madura, rica nos seus recursos humanos e orgulhosa do seu trabalho. destaque Profissional falam da sua experiência Perpassava então uma certa ansiedade pela mudança de “casa”. A construção do novo edifício iniciara-se, e vi-me a abraçar a tarefa de velar pela sua conclusão. A EPB estava dividida em dois edifícios (Parque de Exposições e edifício Pé gração da escola como uma referência incontornável no panorama do ensino profissional português. Também o Estado parece ter acabado por perceber a validade do modelo, conferindo-lhe agora uma nova dimensão e dignidade. Pena é que esse entusiasmo não seja acompanhado do debelar dos históricos e asfixiantes constrangimentos financeiros. COMO É consabido, pairam algumas incertezas sobre o futuro concreto da EPB. A sua sócia principal, a Câmara Municipal de Braga, decidiu, ainda recentemente, alienar a respectiva quota. No entanto, estou muito confiante em que a qualidade humana e profissional dos seus elementos, sobretudo daqueles que vivem a escola de longa data, conduzirá a um desfecho e a uma solução compatíveis com um futuro brilhante para a EPB, correspondente, aliás, ao que a cidade e o ensino profissional merecem. “Dei por mim a admirar e defender a valia deste subsistema como garante educador dos seus jovens” Alado), a significativa distância um do outro, o que dificultava a boa gestão do respectivo conjunto. A dimensão do trabalho que a escola desenvolvia ficava asfixiada pela exiguidade do espaço disponível. Fui-me surpreendendo com a descoberta do mundo do ensino profissional. E foi natural apaixonar-me pelo seu projecto. Dei por mim a admirar e defender a valia deste subsistema como garante educador dos seus jovens, como veículo inestimável de um futuro profissional. A EPB ERA então um jovem ainda em crescimento. Penso que foi determinante para essa evolução a mudança para o actual edifício-sede. Permitiu potenciar as excelentes capacidades dos seus funcionários e professores, dando-lhes um alento redobrado. Era claro que o vestir da camisola acabaria por conduzir a um crescimento consolidado, à consa- José Magalhães nasceu no Porto, na freguesia de Paranhos, mas foi a cidade de Braga que o acolheu aos 8 anos. Aqui fez os seus estudos secundários, repartidos entre o Colégio D. Diogo de Sousa e o Liceu Nacional Sá de Miranda. Matriculou-se na Universidade de Coimbra, em Germânicas, mas acabou por concluir o curso (Português-Inglês), na Universidade do Minho. Fez o estágio (1978/79) na Escola Alcaide de Faria, Barcelos; esteve um ano na Escola André Soares e, em 1980, foi colocado na Escola Dr. Francisco Sanches. Mais tarde, foi requisitado pela EPB, onde permaneceu até Julho de 2009. Terminada essa enriquecedora experiência, regressou ao Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches, reiniciando as funções de professor de Língua Portuguesa e Inglês. A EPB ERA, é e será um projecto educativo sempre atento às dinâmicas sociais e que se estrutura em torno de orientações e instrumentos de apoio à reflexão, construção e sistematização de práticas que conduzam à melhoria contínua dos desempenhos individuais e organizacionais. Na sua génese, reside uma intencionalidade formativa que pretende ser um factor de desenvolvimento, de melhoria de produtividade e de crescimento económico da região. Como suporte a estes referenciais, construímos um projecto educativo que pretendia ser um documento organizador da diversidade, estruturante de uma identidade e de apoio a uma singularidade criativa e dinâmica, com funções plurais e simultâneas. Neste sentido, a EPB sempre pretendeu desenvolver uma cultura de exigência por parte de todos os intervenientes no processo educativo, designadamen- “a EPB sempre pretendeu desenvolver uma cultura de exigência por parte de todos os intervenientes” te os seus professores, auxiliares educativos, encarregados de educação e, sobretudo, com a qualidade das aprendizagens dos alunos. Todos tínhamos consciência, por isso, de que era imperativo continuar a aperfeiçoar o nosso desenho organizacional e assumir o conceito de organização aprendente, onde todos tínhamos um papel determinante. Não havia vazios organizativos nem lacunas estratégicas, porque havia um pensamento disciplinado e agíamos com elevados índices de competência e ética profissional. 5 destaque A REALIDADE social não pára, e o desenvolvimento educativo tem que acompanhar as transformações. A recontextualização da educação face aos novos desafios da sociedade, à necessidade de ampliar as oportunidades de escolarização e formação de novos públicos e de expandir o direito à educação, num contexto económico e social de retracção de oportunidades e de direitos, levaram a escola a assumir responsabilidades acrescidas. A EPB não se podia alhear de novos desafios e, com a competência reconhecida, fácil foi adaptar-se e adoptar novos mecanismos de trabalho em equipa, de atitudes pró-activas que melhor interpretassem e adequassem o seu projecto educativo às necessidades emergentes. Sabíamos o que nos era exigido: equidade, pertinência e qualidade de formação e que as melhores respostas estão na construção colectiva desses imperativos. Teve a escola necessidade de crescer, de ampliar espaços de acção e de mobilizar novos agentes educativos para intervir, contextualizar e valorizar a dimensão institucional. Com o reconhecimento de todos, rapidamente a escola se transforma numa das mais prestigiadas instituições do ensino profissional do país. CADA VEZ mais as organizações estão conscientes de que o trabalho realizado deve ser sinónimo de qualidade, de competitividade, e estou seguro de que todos acreditamos que a EPB está preparada para se adaptar a novas situações, a novos desafios que continuarão a ser abordados com coragem e determinação, como contraponto a visões meramente utilitaristas e economicistas da educação. Não poderão ser alguns constrangimentos financeiros a inviabilizar, a destruir um projecto que formou milhares de jovens. A EPB não irá assistir impassível a uma desresponsabilização cada vez mais evidente no investimento no ensino profissional por parte de entidades que o consideraram como factor estratégico de desenvolvimento. A EPB está habituada a enfrentar desafios e ameaças e recusará sempre, como dizia Leonardo Coimbra, sentir-se «uma inutilidade num mundo já feito» para se continuar a assumir como uma das obreiras de um mundo por fazer. EPB sempre! 6 Paulo Nuno Reis Sousa é licenciado em Gestão de Empresas a que acrescenta uma Especialização em Auditoria de Habitação. Esteve à frente dos destinos da EPB entre 1992 e 1999, tendo abraçado, desde então, diversos projectos na sociedade bracarense e, também, leccionado na Escola Secundária de Alberto Sampaio, a cujos quadros pertence. Esteve desligado fisicamente 10 anos da EPB, mas manteve sempre um vínculo emocional muito forte com a escola, ao ponto de aceitar, há 2 anos, regressar à sua liderança para continuar e, se possível, aprofundar o seu projecto educativo. “elevados níveis de obtenção de colocação no mercado de trabalho e no ingresso no ensino superior” ERA UMA escola em que decorria o ano de conclusão do primeiro ciclo de formação, com os primeiros alunos da escola a obterem a respectiva qualificação profissional. No final desse ano ocorreria a primeira avaliação da pertinência e qualidade deste novo modelo de educação e formação criado em Setembro de 1989. Desde logo, através dos elevados níveis de obtenção de colocação no mercado de trabalho e no ingresso no ensino superior, se evidenciou a qualidade da formação desenvolvida e também do próprio modelo de ensino-aprendizagem. Apesar das dificuldades sentidas e inerentes a uma escola e um modelo novos, o empenho e dedicação que as entidades promotoras, direcção, professores, pessoal não docente e alunos imprimiram à escola, desde o seu início, permitia já vislumbrar um enorme potencial da EPB que, aliás, se veio a confirmar. ENTRE 1992 e 2007, a oferta formativa da EPB, em termos de cursos profissionais, situou-se entre as 16 e as 19 turmas por ano lectivo, correspondente à capacidade disponível. No entanto, nos últimos anos, ocorreram mudanças significativas no contexto educativo e da formação profissional, destacando-se o lançamento do programa Novas Oportunidades e o desafio dirigido também às escolas profissionais para alargarem a oferta formativa às novas modalidades oferecidas. Também o objectivo governamental de situar a oferta formativa profissionalizante, no ensino secundário, ao nível dos 50%, veio contribuir para o crescimento da EPB, que respondeu ao desafio, tendo vindo a crescer, desde 2008, até às 28 turmas actuais, nos cursos profissionais. OS RESULTADOS que têm sido alcançados e avaliados, interna e externamente, evidenciam taxas de conclusão escolar, níveis de colocação e empregabilidade. Também evidenciam um grau de satisfação das empresas e instituições - que proporcionam estágios e colocação profissional aos alunos - que, a par dos demais indicadores, conferem à EPB a categoria de entidade imprescindível no contexto formativo, económico e social da região. Aliás, estando a EPB inserida na rede escolar concelhia e da Região Norte, com a dimensão e a qualidade por todos reconhecidas, não nos ocorre outra perspectiva que não seja um futuro promissor. De condições físicas e, sobretudo, humanas dispõe para o efeito, tal como da confiança do Ministério da Educação e dos parceiros com quem interage e promove as múltiplas iniciativas que desenvolve. Entrevistas conduzidas por Ana Filipa Teixeira conquistas Escola, cursos e pessoas premiados Curso Técnico de Design Gráfico 2007 Medalha de Prata no projecto internacional Global Virtual Classroom, 3º ano. Concepção do logótipo e renovação da imagem institucional da AGERE, pelo aluno João Loureiro, do 3º ano (concurso nacional, aberto a estudantes do secundário, universitário e profissionais). sinar a construir robôs móveis autónomos, de uma forma simples e divertida. Festival Nacional de Robótica (FNR), uma competição de robôs com diversas provas, que decorre anualmente numa cidade distinta. RoboCup, Robot World Cup Initiative, um evento internacional com diferentes provas de robôs, que junta equipas de todo o mundo, apuradas pelas competições nacionais. 2007 Prova de Busca e Salvamento Júnior A 2.º lugar no FNR2007 – Albufeira 3.º lugar no RoboCup2007 – Atlanta (EUA) com o projecto “Português On-line”. Representação de Portugal, em Estocolmo, no 2º Fórum Europeu para Professores Inovadores, organizado pela Microsoft Internacional, com o projecto “Português On-Line”. Prémio Galardão “A Nossa Terra” 2009 Galardão de instituição de referência na área de ensino. 2008 Prova de Busca e Salvamento Júnior A 3.º lugar no FNR2008 – Aveiro 2008 Concepção dos Postais de Natal do Gabinete do Primeiro Ministro, pelos alunos Tiago Cunha, Patrícia Oliveira e Isidro Norberto, do 3º ano. 2010 Concepção da Mascote para o Campeonato Mundial de Andebol Escolar de 2010, pelo aluno Ricardo Coelho, do 3.º ano, num desafio lançado pelo Ministério da Educação. 2009 Prova de Busca e Salvamento Júnior A 1.º lugar no FNR2009 – Castelo Branco 3.º lugar no RoboCup2009 – Graz (Áustria) 2010 Prova de Busca e Salvamento Júnior A 1.º lugar no FNR2010 – Leiria Prova de Futebol Robótico 2.º lugar no FNR2010 – Leiria Curso Técnico de Contabilidade 1º Prémio, no Concurso Literário organizado pela Escola Profissional de Aveiro, subordinado ao tema “Escolas Profissionais... Um olhar sobre o futuro”. Marisa Machado Maciel, 2º ano. Curso Técnico de Electrónica, Automação e Comando Roboparty, um evento promovido pela Universidade do Minho, para en- Futsal CCDAT EPB 2010 Campeã da 1ª divisão do Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Braga. 1998 1.º Lugar nas Olimpíadas de Contabilidade, organizadas pela Escola Profissional de Comércio Externo do Porto, alcançado pela turma do 2.º ano. 2000 Jornal “Passo a Passo” 2009 Menção Honrosa atribuída pelo jornal “Público”, no âmbito do Concurso Nacional de Jornais Escolares. 2011 Campeã da série A da 3ª divisão do Campeonato Nacional de Futsal. 2011 1.º lugar - Roboparty – Universidade do Minho, Guimarães Prova de Busca e Salvamento Júnior A 2.º lugar no FNR2011 – Lisboa Prova de Futebol Robótico 2.º lugar no FNR2011 – Lisboa Professora Adelina Moura 2005 Concurso “Desafios para Professores Inovadores”, pela Microsoft Portugal, Recolha realizada por Eugénia Coutinho 7 fora de portas Perdidos & Achados ESTUDEI três anos na EPB, onde adquiri todo o conhecimento base na área de Electrónica. A escola possibilitou-me estágio na empresa EGAPI - Equipamentos e Gestão para Aplicações Industriais, empresa que labora sobretudo no controlo de acessos dos portos, controlo de pesagem industrial em empresas de inertes e resíduos, controlo de processos de adegas, controlo de acessos a estádios e controlo de parques de estacionamento. Concluído o curso, a empresa convidou-me para ficar, tendo realizado projectos na área de electrónica, automação e informática. Actualmente, estou inserido em dois projectos de instalação de controlo de acessos no Porto de Sines e controlo de sistema de pesagem industrial na Valorsul, em Lisboa. A minha actuação tem estado centrada na concepção dos equipamentos de controlo de acessos, nos equipamentos de controlo de pesagem industrial, e na posterior instalação no cliente. Foi na EPB que me foram dadas condições para encarar os problemas como desafios e oportunidades de desenvolver. Aí, pude experimentar praticamente todas as situações que encontro no mundo de trabalho, o que me tem permitido fazer face aos desafios que encontro no dia-a-dia e que tenho vindo a superar com alguma facilidade. Mas, se for necessário, sei que possa contar com o apoio da escola. Hugo Sérgio Vieira Araújo Curso de Electrónica, Automação e Comando (2006-2009) 10 CONCLUÍ o curso de Comunicação, em 1997, após três excelentes anos na EPB. Depois, optei por uma formação superior em Comunicação Organizacional, a que acrescentei outras formações, como Formação Pedagógica de Formadores. Mantive-me na área de formação, trabalhando por conta própria. Continuo a ter uma estreita relação com a escola, nomeadamente na aceitação de estagiários. E agora, olhando para trás, considero que a formação adquirida na escola se tornou fundamental para as perspectivas que tinha então, ao que ajudou, ainda, a vertente técnico-profissional do curso. Hoje, recordo que foi a possibilidade de especialização na área de actividade, que me fascinava, e de ter uma maior facilidade de integração no mercado de trabalho que me levaram a optar pela escola e curso. Considero-me uma pessoa com sucesso e quero deixar uma mensagem aos alunos deste tempo novo: devem encarar este tipo de ensino como uma forma mais directa e objectiva de enveredar por um futuro profissional adequado. E também deverão compreender que o formato deste tipo de ensino facilita a aprendizagem, e ajuda a uma melhor preparação para o mercado de trabalho. Mas apenas para quem o aproveitar. Jorge Manuel Barros Ferreira Curso de Marketing, Relações Públicas e Publicidade (1994-1997) A MINHA passagem pela EPB continua a ser um dos meus maiores trunfos, quer para o percurso académico quer para o actual mundo do trabalho. Tomei conhecimento da escola por dois amigos que lá andavam. E, após tentativa falhada em Artes, can- didatei-me ao ensino profissional, onde apenas fazia para mim sentido o Curso Técnico de Construção Civil. O curso preenche os itens essenciais, pois tem disciplinas que me fizeram evoluir social e cientificamente e disciplinas técnicas mais ligadas a conhecimentos básicos e ferramentas essenciais ao curso. Mas isto só fez sentido com uma equipa de formadores à altura, ponto em que a escola me surpreendeu. Em1999/2000, recebi um convite do coordenador do curso, Jorge Franqueira, para colaborar no seu gabinete com outros profissionais da área. Dois anos depois, decidi tirar uma licenciatura em Arquitectura, apercebendo-me do quão vantajosa fora a minha passagem pela EPB: possuía uma bagagem de conhecimentos técnicos - termos e desenho técnicos; desenho por computador; etc. que os meus colegas desconheciam, o que me possibilitou focar mais nas disciplinas com maior dificuldade. Em 2007 leccionei na EPB, no curso CEF de Operador de CAD, o que se tornou uma experiência inesquecível e me possibilitou experienciar o “outro lado” do ensino. Actualmente, colaboro no departamento técnico do Grupo Caixiave, empresa internacional que trabalha em países como Espanha, França, Angola, Cabo Verde, Moçambique e Brasil, sendo o meu sector mais direccionado para o mercado francês. José Luís Ferreira Curso de Construção Civil (1997-2000) fora de portas Perdidos & Achados FUI ALUNO da EPB no curso de GPSI, entre 2003 e 2006; neste ano, fiz um estágio no ISAVE, na Póvoa de Lanhoso, onde excerci funções de Técnico de Informática e Administrador de Sistemas, num parque informático de 80 postos. Ainda nesse ano, ingressei na Universidade do Minho, no Curso de Especialização Tecnológica em Desenvolvimento de Software e Administração de Sistemas, nível IV, em horário pós-laboral. Concluído o CET, iniciei a Licenciatura em Tecnologias e Sistemas de Informação, também pós-laboral e, em 2010, mudei de emprego, passando a exercer funções de Administrador de Rede e Gestor do Parque informático da Empresa BW Kids, Braga, mas com cerca de 20 lojas espalhadas por todo o país. Terminei recentemente um Curso de Formação Inicial de Formadores, na Schumal – Engenharia e Serviços, com o qual pretendo dar formação. Encontro-me no 3º ano da Licenciatura, com perspectivas de terminar em breve. Profissionalmente, depois da Bw Kids passei a trabalhar como Web Designer, na empresa WeLink. Devo à EPB grande parte das minhas competências de base, agradecendo o espírito transmitido para que seja capaz de enfrentar qualquer desafio com uma única opção de desfecho, o sucesso. Samuel Ribeiro Curso de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos (2003-2006) 12 TERMINEI o curso de Contabilidade em 2008, na Escola Profissional de Braga, escola recomendada por exalunos com sucesso no mercado de trabalho, com quem tive a felicidade de conviver. Inicialmente, tinha por objectivo imediato adquirir competências necessárias para ingressar no mercado de trabalho, área de contabilidade. Porém, os estágios curriculares, sobretudo o realizado numa autarquia local, despertaram-me interesse em aprofundar esta área, levando-me ao prosseguimento de estudos, numa licenciatura em Administração Pública, na UM. E, embora este curso não esteja directamente relacionado com contabilidade, os conhecimentos levados da escola têm sido múltiplos para o sucesso dos estudos, nas áreas mais técnicas e na aquisição de competências genéricas, como espírito de iniciativa, organização, trabalho de equipa e capacidade de adaptação a situações de trabalho de campo. Até agora, realizei todos os desafios. Já visitei a instituição, onde testemunhei a minha experiência no ensino superior, uma ligação que manterei sempre com todo o prazer. Como mensagem final, aconselho todos os alunos desta escola a maximizarem as mais-valias de um curso profissional, pois a EPB dota os seus discentes de competências/aptidões necessárias para facear as crescentes exigências do mercado de trabalho, assim como o ingresso no ensino superior. Tânia Sofia Vieira Maia Curso de Contabilidade (2005-2008) SEMPRE considerei motivante ser Secretária, pois trabalha-se de perto com o público e aprende-se a lidar com chefias de topo e organizar/planear trabalho de diferentes equipas. Aspectos que, aliados às excelentes referências da EPB, pesaram grandemente na minha escola. Felizmente, não me enganei! Concluído o curso, passei a colaborar no Departamento de Organização e Planeamento e EPB – Formação e Serviços, desempenhando funções ligadas ao Secretariado. Mas fui procurando novas funções, passando, em 2008, a colaborar no Centro Novas Oportunidades da EPB. Estou desde 2009 na Cápsula - Soluções Multimédia, onde desempenho funções administrativas, com responsabilidade também na gestão de clientes e das diferentes equipas de trabalho. A EPB, sendo uma instituição com profissionais competentes, deu-me uma formação ajustada, que me possibilitou um ingresso fácil no mercado de trabalho. Entretanto, realizo formações que sejam um acréscimo à minha formação de base, como Gestão de Recursos Humanos ou Técnicas de Negociação, para me manter uma profissional de sucesso. Como mensagem aos alunos, digolhes que impressionem, sejam trabalhadores e humildes em tudo o que fazem. Só assim é possível progredir. Há sempre alguém a observar-nos, por isso, se mantiverem sempre estas bases, alguém há-de reparar e apostar em vós. Maria Manuela Rodrigues Gomes Curso de Secretariado (1999-2002) fora de portas Perdidos & Achados TERMINEI o curso de Marketing da EPB, em 2008, com as ideias bem traçadas sobre o que queria fazer no futuro: entrar para o Exército Português e, depois, fazer uma licenciatura em regime pós-laboral numa universidade civil. Esperei até Outubro e, como não chegasse uma resposta do Exército, sentia-me perder tempo. Mas, abriu a 3ª fase de candidaturas no Instituto Politécnico de Bragança, onde havia a licenciatura em Marketing; inscrevime e entrei. De início, assustei-me um pouco, pois todos os meus colegas já estavam num ritmo diferente, mas não me atemorizei, porque um estudante que vem do ensino profissional em Marketing e entra numa licenciatura do mesmo sente-se confortável nas cadeiras relacionadas com a área, embora sinta certas dificuldades noutras. Em Fevereiro, recebi uma carta do Exército e não pensei 2 vezes: fiz as malas e rumei a Mafra. E, terminada a especialidade, fui colocado em Lisboa. Pedi transferência para o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa, onde espero terminar, em breve, a licenciatura de Finanças Empresariais, um curso relativamente diferente de Marketing. Entretanto, continuo ligado ao Marketing, fazendo a promoção da Quinta de Calvelos, uma casa de turismo rural em Vieira do Minho, e estou ligado, também, ao FESTAS D’ALEGRIA, um projecto que se tornou muito sério com a criação da página no facebook. Em breve contamos surpreender-vos! Alexandre Ferreira Alves Curso de Marketing (2005-2008) EPB marca presença nas Feiras das Profissões A escola, como vem sendo hábito, marca presença nas Mostras e Feiras das Profissões da região de Braga. Esta actividade, realizada no âmbito da orientação vocacional e dinamizada pelo Departamento de Comunicação e Marketing e por alunas de Secretariado, é dirigida principalmente aos alunos do 9º ano de escolaridade e decorre de Abril a Junho de 2011. Assim, sob o lema “O sucesso do teu futuro depende de ti. Constrói o teu!”, a EPB esteve em várias escolas, com o objectivo de dar a conhecer a sua oferta formativa, assim como esclarecer dúvidas de jovens, potenciais candidatos, relativamente às condições de acesso, perfil e saídas profissionais de cada curso. O stand promocional da 14 EPB proporcionou aos visitantes a oportunidade de recolher informação e de ver alguns materiais e trabalhos de alunos dos diferentes cursos profissionais: um robô Humanóide, do curso de Electrónica; representações gráficas da Mascote do Campeonato Mundial de Andebol Escolar 2010 e da Mascote da EPB (o Max), do curso de Design Gráfico; a maqueta de uma vivenda, do curso de Construção Civil; um PC transparente concebido pelos alunos de Gestão e Equipamentos Informáticos. Este ano, foram ainda expostos materiais relativos ao curso de Técnico Auxiliar de Saúde, uma novidade presente na oferta formativa da escola. A EPB esteve presente na Feira das Profissões das escolas EB/S D. Maria II, EB/S Vieira de Araújo, Agrupa- mento Vertical de Escolas Arqueólogo Mário Cardoso, EB 2,3 Cabreiros, Prado, Celorico de Basto, Cávado, André Soares, Francisco Sanches e Vila Verde. Nesta, alunos de Design Gráfico, Electrónica e Energias Renováveis deram o seu testemunho, o que proporcionou aos jovens interessados a oportunidade de contactarem directamente com alunos de diferentes áreas e percursos, e de verem esclarecidas as suas dúvidas quanto às vantagens do Ensino Profissional na sua formação e futura inserção no mercado de trabalho. Sara Moreira Dep. de Comunicação e Marketing opinião Parceiros privilegiados Grupo FDO no Ranking das Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal No âmbito do seu plano estratégico, o Grupo FDO tem vindo a celebrar, ao longo dos anos, vários protocolos de cooperação com diversas instituições e empresas. Neste sentido, é com enorme satisfação e interesse que o Grupo mantém e fomenta protocolos com várias instituições de ensino, sendo exemplo disso a Escola Profissional de Braga (EPB), parceiro de longa data. “o Grupo mantém e fomenta protocolos com várias instituições de ensino, sendo exemplo disso a EPB, parceiro de longa data” A aposta neste tipo de parcerias, que visam a valorização das pessoas e a sua formação profissional, é para o Grupo FDO crucial, na medida em que representam um importante meio para o alcance de uma vantagem diferencial no mercado concorrencial em que se insere, respondendo de forma eficaz a eventuais necessidades identificadas e alcançando a excelência em todos os níveis de actuação. Max, a mascote da EPB A ESCOLA Profissional de Braga já tem a sua mascote para estar presente em muitas das suas actividades públicas. Chama-se Max e foi concebido por Ricardo Coelho, enquanto aluno de Design Gráfico da escola em 2010, ano em que ganhou o concurso “Queres ser o criador da Mascote EPB?”, promovido pelo Departamento de Comunicação e Marketing. Para o Grupo FDO, o planeamento estratégico do seu negócio não é, nem deve ser, mera e exclusivamente centrado no lucro, mas, também, na promoção de fins sociais desejáveis. As suas acções desenvolvem-se com base na consciência social, nas responsabilidades associadas à criação e manutenção do emprego e na exclusão da discriminação. Pelo segundo ano consecutivo, o Grupo FDO marca presença no Ranking das Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal e continuará a desenvolver, ano após ano, o grau de compromisso com todos os seus colaboradores, ao nível das melhores práticas de gestão de capital humano. É com agrado que, anualmente, o Grupo FDO acolhe estagiários da EPB, pois trata-se de uma instituição de reconhecido potencial na região, que, acima de tudo, potencia as aptidões profissionais e técnicas dos seus alunos, investindo num ensino que familiariza os formandos com a realidade tecnológica e prática do mundo empresarial. A taxa de sucesso dos estágios na organização é notável, facto bem visível no número de estagiários admitidos para os Quadros do Grupo, números que reflectem a boa preparação e perfeita integração curricular no mundo laboral. Associada a esta parceria, é de realçar ainda a atribuição dos Prémios de Mérito Escolar patrocinados pelo Grupo FDO. Estes prémios distinguem os melhores alunos de cada ano lectivo, pelo seu trabalho e dedicação, pretendendo ser não só um reconhecimento destes alunos mas também um estímulo à motivação dos restantes estudantes. Num momento de constantes mudanças, é fundamental que a relação entre as escolas profissionais e as empresas seja cada vez mais próxima, de forma a fomentar, sustentadamente, o desenvolvimento de competências e conhecimentos, capazes de dar respostas às necessidades actuais e futuras. Será com muito agrado que o Grupo FDO continuará a fomentar este espírito de cooperação e desenvolvimento mútuo, uma vez que vê e classifica a EPB como uma instituição de elevado reconhecimento e prestígio, que muito terá a acrescentar ao nosso desenvolvimento económico e social. Pedro Rodrigues Grupo FDO Segundo Ricardo Coelho, Max é a abreviatura do nome “Maximus”, um nome típico romano que tem como significado “Máximo”, e o seu aspecto descontraído e pose animada com um sorriso rasgado permitem criar contacto visual com os jovens e adultos, de modo a provar a versatilidade, a criatividade e o profissionalismo característicos da EPB. Alexandra Corunha 15 opinião Olhares sobre a escola A EPB, ao longo dos seus quase 22 anos, tem ultrapassado vários desafios e dificuldades consolidando a sua presença na região, tendo como principal objectivo a formação de jovens com base na transmissão, não só de conhecimentos técnicos, como também de valores/ princípios que façam deles bons profissionais e igualmente bons seres humanos. O facto de se focalizar no aluno e de estar dotada de excelentes profissionais SEMPRE FUI uma cidadã atenta ao que de melhor me rodeia, procurando recolher todas as informações sobre assuntos de interesse social, incluindo, naturalmente, a área da educação. Nesta linha, tenho apreciado a qualidade do ensino ministrado pela Escola Profissional de Braga e a taxa de empregabilidade dos seus formandos, considerando-a mesmo um marco de referência na educação e instrução dos jovens. de aprendizagem. Para mim, esta escola é um símbolo de qualidade em desenvolvimento e conhecimentos. Todos os cursos disponíveis são bastante práticos e úteis, promovendo a escolha certa de uma profissão a seguir. Falando como mãe, sei que, estando o meu filho a estudar presentemente na escola, é uma mais-valia para ele, pois as portas profissionais para o mercado de trabalho estão certamente abertas, de- torna-a uma escola que prima pela diferença, altamente reconhecida no meio envolvente (empresários, instituições, etc.) como referência no ensino. Somos agora sacudidos por ventos menos favoráveis, trazendo alguma apreensão, insegurança e até revolta. Sendo a EPB considerada “como formação de excelência”, é com alguma incredulidade que vivemos este momento. Não deixaremos de prosseguir com os nossos objectivos, nem de sentir orgulho pelo percurso efectuado (semeamos e colhemos excelentes frutos). O respeito e admiração alcançados até aqui não esmorecerão, por isso mais do que nunca o grito: VIVA A EPB! Assim, a partir do momento em que decidi conscientemente completar o 9º ano de escolaridade, não tive qualquer dificuldade em decidir-me pela EPB, sem dúvida a escola que mais me agradava. Porque é prestigiada, possui bons professores e, acima de tudo, tem um espaço educativo onde pessoas de diversas faixas etárias se integram facilmente. Falando a nível pessoal, sempre me senti bem integrada no novo ambiente escolar em que me vejo agora envolvida. Sinto que há uma forma de aprendizagem modelada, consoante o ritmo de cada formando. A escola possui bons profissionais, como já referi, proporcionando, de forma hábil, o melhor ensino possível, e cooperando com os formandos relativamente a todas as situações vido à referência do local onde estuda. Desta forma, posso dizer que esta escola é, sem dúvida, um local de estudo e aprendizagem que prepara pessoas e profissionais para a vida. Eu incentivo outros a que o façam, pois o futuro de cada um deve ter sempre bases sólidas na confiança e no entendimento. Para isso, é essencial que cada um de nós as busque. Se queremos aliar qualidade a satisfação, julgo que a EPB cumpre estes requisitos. Elisa Fernandes Chefe de Secção 16 Maria de Lurdes Leite da Fonseca Formanda e Encarregada de Educação opinião Um olhar sobre... Deixar marcas A «Marca» é a arte e a essência do «Marketing». Mas, como pré-aviso, dado que os vocábulos são elásticos e polissémicos, não vamos abordar esse conceito. Aqui, portanto, «Marca» significa «aquilo que deixa pegadas portadoras de significação». Vem tudo isto a propósito da minha longa passagem pela Escola Profissional de Braga que recordo com saudade, bem como os colegas de trabalho e os alunos. Ao trilharmos o nosso caminho, pelos inúmeros cruzamentos da vida, acontecem episódios que enriquecem a nossa experiência profissional, uma vez que caminhar pressupõe deixar pegadas ou «legados para outras gerações». Dado que não há estrada sem caminho, nem marca sem produto, nem ensino sem aprendizagem, também associo ao meu percurso pela Escola Profissional três marcas indeléveis. Primeira, os alunos, que nem sempre entravam bem preparados, mas mostravam interesse pela aprendizagem prática ao longo da formação e por experiências para garantir entrada no mercado de trabalho. Acabavam por descobrir um mundo que se transformava em vocação, com a dose necessária para preparar mentes inquietas, aptas para os desafios do tecido empresarial. Hoje, convivo com muitos desses jovens, que, tendo em conta o desenvolvimento das suas competências pessoais, sociais e técnicas, prestigiam a instituição que os preparou e formou para a vida. Segunda, os professores, que eram a seiva que corria na escola. Povoam a educação, com os seus sonhos e inspiram com os seus exemplos. Educadores que alertavam para as mudanças, «atacavam os problemas», concebiam modelos que tentavam explicar o mundo, que preparavam os alunos para os «desafios» adequados ao compasso do tempo. Professores que beliscavam, divertiam, desafiavam e ousavam entrar no mundo da juventude para os “galvanizar” a «navegar» neste mar conturbado, que incutiam verdades, como «para vencer é preciso suar». Terceira, a escola, que garantia uma via profissionalizante e formava profissionais competentes e com perfil adap- tado às exigências do mundo empresarial. A Escola Profissional de Braga, com a sua liderança, a sua organização, o seu projecto educativo, a relação educativa, continha os ingredientes necessários e o ambiente adequado para todos trabalharem, aprenderem e construírem juntos. Uma escola onde aprender era viver, pensar, inovar, saber fazer. Uma escola que se destacava pela preocupação em dar qualificações que facilitassem a inserção no mercado de trabalho, aliando formações qualificadas a experiências concretas de trabalho, relacionadas com a aquisição de conhecimentos necessários para o desempenho de uma profissão. Estas escolas devem ter sempre em consideração que antes do Técnico está o Homem e, nesta medida, a formação deve ser para a vida de modo a fazer o mundo avançar. Há quem esteja sempre a fugir do mundo, que não queira deixar pegadas e se esconda atrás do sol. Mas esses alunos, professores e respectiva escola conquistaram o direito de marcar o mundo. Nenhuma glória os deve deslumbrar, nem mesmo a sua sombra, mas merecem o reconhecimento social. . José Carlos G. Peixoto Ensino de notável qualidade Como antigo professor da EPB, pude participar na formação de jovens que, de um modo geral, se integraram com sucesso no mercado de trabalho. Alguns deles interessaram-se mesmo por valorizar os seus conhecimentos e as suas carreiras profissionais, obtendo cursos superiores de engenharia e de arquitectura. Como membro convidado do júri de avaliação das Provas de Aptidão Profissional do Curso Técnico de Construção Civil, observo a relevan- te qualidade dos trabalhos apresentados a as competências reveladas pelos alunos, fruto de uma boa qualidade do ensino nas várias componentes formativas, bem como de uma natural e saudável relação estabelecida entre alunos e equipa formativa. Continuo atento à actividade desenvolvida pela EPB, apreciando a notável qualidade do ensino praticado, que envolve a realização de projectos, muitos deles destacados pela comunicação social. Num mercado de trabalho crescen- temente aberto e concorrencial, aos profissionais são exigidas competências sólidas, nas várias componentes linguísticas e técnicas, que têm por base uma formação de qualidade, que reconheço existir na EPB. Termino com a formulação de votos de sucesso aos alunos, professores e membros da direcção da EPB, numa fase de mudança e de novos desafios que envolvem a escola e o nosso país. Valentim Afonso 17 à conversa com João Paulo Teixeira Estivemos à conversa com João Paulo Teixeira, professor e empresário, homem multifacetado, que participou em “vários projectos de revistas e jornais de humor”, arrastando a asa pelos caminhos do cartoonismo, banda desenhada, ilustração, escrita, humor, grafismo. E que nutre paixão pelos combustíveis, boa comida e amizade. Um criador que sonhou tornar-se um “autor total”. Quando surgiu o interesse pelo Design Gráfico? Isso já vem do século passado, quando acreditei que nada me iria impedir de ser um ilustrador. Nem a falta de jeito. Queria ser um autor total, fazer revistas sozinho, como o José Vilhena. Coleccionava o “Fala Barato” e tentava fazer algumas brincadeiras com textos, fotomontagens e até desenho. Tentei o cartoonismo. Desenvolvi alguns tipos bem específicos de traço, que dessem para acreditar que não eram maus, mas que eram propositados. Os resultados práticos esfregaramme na cara a impossibilidade de um dia vir a ser ilustrador. Já escrevi para cartoons, para uma ou outra banda desenhada, mas os meus colegas garantiram 20 Rui Pires Qual foi o projecto mais enriquecedor da sua carreira? Quer destacar algum? Destacam-se mais os projectos empobrecedores, que trazem mais contas de combustível, portagens, refeições, cervejolas, adereços, lâmpadas para projectores, filtros, uísque irlandês ou cassetes. No final da universidade, tive alguns projectos que podiam ter sido enriquecedores. Criei uma empresa onde trabalhávamos dois meses por ano e folgávamos dez. Os maravilhosos anos do guterrismo em Portugal. Cada autarquia queria festivais, vídeos institucionais e cd rom’s. Depois veio a crise (sim, porque já se fala de crise desde 2000) e tivemos mesmo de começar a trabalhar o ano inteiro. Agora só aparecem projectos remediadores. Produção de vídeo: “O penúltimo lanche de Cristo”, JPT e PS. sempre um perímetro de segurança entre mim e a ilustração. Qual o projecto que mais o realiza? A organização dos jogos de futsal todas as segundas-feiras à noite. Convidar os jogadores e verificar indisponibilidades. Como sou eu a organizar, levo a bola, sou titular indiscutível e ainda jogo e marco golos espectaculares. Além disto, gosto particularmente de escrever e de produção audiovisual. “Já escrevi para cartoons, para uma ou outra banda desenhada, mas os meus colegas garantiram sempre um perímetro de segurança entre mim e a ilustração.” à conversa com Quando é que surgiu o projecto “Cavalheiros do Apocalipse”? Como é que os quatros Cavalheiros se conheceram? Os Cavalheiros apareceram numa reunião na SIC Comédia com um senhor chamado Ricardo Palacin, que hoje é o director do canal benfica. Eu e o ZM conhecemo-nos em Gaia, na Secundária. Com outros colegas escrevemos textos de humor para um livro e para jornais, fizemos alguns vídeos e reuníamo-nos para filtrar e reutilizar óleo alimentar para os nossos carros. É o mais inclassificável, original e surpreendente de todos. Conheci o JA no “Pérola Negra”, um espaço de tertúlia da elite cultural portuense. Ele era um dos seguranças. Depois de algumas noites à conversa, acabou a assentar tijoleira lá em casa, pintar paredes, mudar duas persianas e cozinhar francesinhas. Conheci o PS na Universidade, em Braga. Escrevemos muitos textos juntos, para espectáculos de stand-up, duas curtasmetragens, algumas revistas e, depois, os textos dos Cavalheiros. Foram inspirados pela Stand-up comedy? Nós fomos os organizadores do 1º festival de Stand-up comedy em Portugal, já em 2003, mas não fomos muito inspirados pelo género. Já escrevemos textos para alguns artistas, mas meter o pé em palco, nem que a Virgem Maria pedisse de joelhos. “A dimensão das postas que comíamos não deixava margem para dúvidas: nós tínhamos um grave distúrbio alimentar.” Porquê o nome Cavalheiros do Apocalipse e onde encontraram a inspiração? Há muitas coisas que continuam por explicar, e esta é uma delas. Eu e o PS escrevemos há uns anos uma espécie de um evangelho apócrifo e talvez tenha vindo daí. A inspiração vem das nossas rotinas, amigos e ambientes diários. Alguns dos Cavalheiros, que não eu, são suficientemente cromos para termos de inventar muito. Qual foi o sketch mais divertido que realizou? Um piloto para a SIC Comédia, a vida e obra de uma banda de música, “Os dimensão extra”. Gostei particularmente do “Aquecimento Global”, os “Cursos para todos”, “O fim dos toninhos” ou “O especialista em aeroportos”. Também está envolvido no projecto “Chispes e Couratos”. Como surgiu a ideia de criar este blog? Foi a comer no “Sabores do Barroso”. A dimensão das postas que comíamos não deixava margem para dúvidas: nós tínhamos um grave distúrbio alimentar. Escrever os textos era uma boa terapia para compreendermos as nossas perversões à mesa e promover a nossa integração social. É fácil ser-se humorista em Portugal? Quais os assuntos que destaca? Não sei. O melhor é perguntar a algum humorista. Mas, para quem está de fora como eu, não parece muito fácil. Não existe um grande mercado profissional. O país é excessivamente pequeno como fonte de inspiração e demasiado atrofiado para expirar. Quanto a fórmulas de sucesso, ainda há muitas por explorar. Há semelhanças entre o humor que se faz em Portugal e o humor que se faz no estrangeiro, nomeadamente nos Estados Unidos? Entre Portugal e o estrangeiro há algumas diferenças, entre Portugal e os Estados Unidos já se encontram muitas semelhanças. Há cada vez mais portugueses a verem muito do humor que se faz nos Estados Unidos e nas ilhas britânicas. Fenómeno social a que se chama cultura geral, conhecimento incrível de tudo o que se faz de novo ou procura de fontes de inspiração. Que dicas ou conselhos dá aos mais jovens que gostariam de seguir a área de Design Gráfico? Praticar desporto. Dormir pelo menos 8 horas por dia. Reduzir no sal. Não comer cogumelos sem conhecer a sua proveniência. Manter uma postura correcta da coluna em frente ao computador. Não negar, à partida, disciplinas e módulos que desconhecem. E, talvez, manter alguma curiosidade por tudo o que se vai passando à sua volta. Provavelmente, o trabalho criativo ficará bem mais facilitado. “Praticar desporto. Dormir pelo menos 8 horas por dia. Reduzir no sal. Não comer cogumelos sem conhecer a sua proveniência.” Quais são os seus planos para o futuro? Há muitos. Gostava de fazer férias este ano. Quero ver os Arcade Fire, em Lisboa, este Verão. Pretendo iniciar uma perda irreversível de peso em excesso, e vou marcar um almoço convívio com alguns amigos no “Albertino”, em Gouveia. Conversa conduzida pelos alunos do 2º ano de Design Gráfico 21 escola Programa Estágios Profissionais Novas regras aprovadas Foi publicada, em 28 de Fevereiro de 2011, a Portaria nº 92/2011 que vem regulamentar o já conhecido por todos, Programa Estágios Profissionais. Em vigor desde o dia 1 de Março, esta Portaria inserese nas medidas enunciadas pelo executivo, relativas ao aumento para 50 mil do número de estágios profissionais remunerados. “aumento para 50 mil do número de estágios profissionais remunerados” Surgem desta forma novas regras, que aguardam, contudo, a publicação de Regulamento Específico, onde se identifiquem os procedimentos adicionais necessários à correcta execução do programa. Vejamos: Nos termos da Portaria, entende-se por estágio profissional a etapa de transição para a vida activa, que visa completar uma qualificação preexistente, através da formação e experiência prática em contexto laboral, promovendo ou a inserção de jovens ou a reconversão profissional de desempregados. A legislação, ora referida, não abrange estágios curriculares nem estágios que tenham como objectivo o acesso a títulos profissionais (onde se incluem, p. ex. o estágio de advogados e arquitectos), assim como estágios nas áreas de medicina ou enfermagem. Previamente ao início do estágio, é celebrado entre a entidade promotora e o estagiário um contrato de estágio, reduzido a escrito, conforme modelo aprovado 22 em Regulamento Específico aprovado pelo IEFP. Durante o decurso do estágio, é aplicável ao estagiário o regime de duração e horário de trabalho, assim como o regime de faltas e feriados, segurança e higiene no trabalho, descanso diário e semanal, aplicável aos trabalhadores da entidade promotora. Mensalmente, é concedida uma bolsa de formação, cujo montante depende do grau de qualificação do estagiário, assim como subsídio de alimentação e seguro de acidentes de trabalho, apoiados pelo IEFP, tendo em conta a dimensão da empresa. Assim, a comparticipação na bolsa de estágio será feita em função das seguintes percentagens: •75% - para pessoas singulares ou colectivas, de direito privado, com fins lucrativos que empreguem até 9 trabalhadores; •65% - para pessoas singulares ou colectivas de direito privado com fins lucrativos que empreguem de 10 até 250 trabalhadores; •40% - para pessoas singulares ou colectivas de direito privado com fins lucrativos que empreguem mais de 250 trabalhadores; •Comparticipação no subsídio de alimentação até ao valor fixado para os trabalhadores que exercem funções públicas. •Comparticipação no pagamento do prémio do seguro até 3% do valor da bolsa de estágio pelo período de 9 meses. As referidas comparticipações são majoradas em 10%, no caso de o estagiário ser pessoa com deficiência e/ou incapacidade. Bolsa de formação Para os estagiários, a bolsa de estágio mensal traduz-se nos seguintes montantes: •O valor do IAS (Em 2011 é de €419,22) – para estagiários com qualificação de nível 2 •1,2 vezes o IAS - para estagiários com qualificação de nível 3 •1,3 vezes o IAS - para estagiários com qualificação de nível 4 •1,4 vezes o IAS - para estagiários com qualificação de nível 5 •1,65 vezes o IAS - para estagiários com qualificação de nível 6,7 ou •Beneficiando ainda de Subsídio de alimentação e Seguro de acidentes de trabalho. As novas regras constantes da referida Portaria reduzem o montante das bolsas de formação, pois estas passam a estar sujeitas ao pagamento de impostos e da taxa so- cial única, o que permite o acesso à protecção social – protecção na doença, maternidade e desemprego –, bem como a formação de direitos em matéria de pensões, o que faz com que o valor efectivamente recebido pelo estagiário a título de bolsa de formação seja mais reduzido. Assim, por exemplo, tratando-se de um jovem, com qualificação 6, 7 ou 8, solteiro e sem filhos (a regra, num estágio com estas características), ao invés de receber €838 a título de bolsa de formação, passa a receber €581,13. Desta forma, pretende-se promover a empregabilidade de todos os que participam nestes programas, através do desenvolvimento e reforço das competências técnicas e pessoais necessárias a uma adequada transição para a vida activa, ou ainda de uma adequada reconversão profissional. Ana Cristina Araújo Assessora Jurídica iniciativas III Encontros de Design Gráfico de Braga Pensar e fazer design, da EPB ao FMI Nesta edição, os Encontros viraram-se para dentro e assumiram a EPB como um dos temas centrais do seu programa. O contexto actual da escola, que vive um momento de transição e de forte exposição mediática, foi o incentivo para a criação de projectos gráficos onde se procurou reforçar a identidade da EPB. Apesar do ano de crise, os Encontros conseguiram apresentar uma semana preenchida com actividades diversificadas. Nesta edição, o aluno finalista responsável pelos Encontros, Eduardo Silva, concebeu e produziu dois painéis, destacando a força e o papel da EPB na formação profissional no concelho de Braga. Na Avenida Central foi apresentado um painel de 30 metros com infográficos sobre os 22 anos da EPB. Este projecto expõe parte da história, da realidade e força da escola através de números apresentados de uma forma intuitiva e atractiva. (ver páginas centrais) Outro painel, de 20 metros quadrados, foi colocado numa das paredes exteriores da EPB, sobre a Mediateca, intitulado “o rosto da EPB” - uma fotografia de uma aluna da escola construída com a imagem dos alunos, formadores e funcionários da instituição. (ver capa) O design para suportes digitais esteve em destaque nos Encontros de Design deste ano. Workshops de Webdesign, de design de conteúdos para telemóveis e desenvolvimento de jogos digitais despertaram os alunos para esta área do mercado de trabalho. A semana incluiu, igualmente, abordagens ao design gráfico, a principal saída profissional do curso. João Loureiro, responsável pela imagem da AGERE, orientou um workshop sobre “quebra de bloqueios criativos e metodologia projectual”. A Uselabel, empresa de serviços de impressão e publicidade, realizou um “mega” workshop na EPB, onde apresentou os processos de impressão em tampografia, serigrafia e digital, com preparação de artes finais, impressão e montagem de múltiplos materiais: t’shirts, canetas, roll ups, lonas, decoração de carros, etc. Esta parceria com a Uselabel foi estabelecida para orientar o trabalho destes futuros designers para as limitações técnicas e o potencial dos diferentes processos de impressão. A situação actual do país não foi esquecida nos Encontros deste ano, que propôs aos participantes no nine2five, a criação de um logótipo para o FMI. A organização considerou que esta proposta constitui um desafio provocador, estimulante, irreverente e que promove um design mais interventivo no contexto social. Neste sentido, o desafio exige dos participantes um olhar perspicaz sobre a realidade actual e a sua expressão através do design. Para dar resposta a este desafio, os participantes podiam optar por um de dois olhares: criar um logótipo que representasse a visão institucional e oficial do FMI ou que reproduzisse uma visão mais crítica sobre a acção do Fundo Monetário Internacional. A proposta vencedora foi a do ex-aluno de DG Ricardo Coelho. Os Encontros regressam em 2012, talvez num formato que possa ser enquadrado na Capital Europeia da Juventude. 23 iniciativas Pensar com alegria, a Matemática do dia a dia! Jornadas de Matemática Nos dias 12 e 13 de Março, tiveram lugar as “Jornadas da Matemática”. E, entre outras actividades, destacamse uma palestra sobre jogos matemáticos, proferida pelo professor Ricardo Poças, e a final do Torneio de Xadrez. É de realçar que esta última iniciativa foi o culminar das O Departamento de Ciências Exactas da Escola Profissional levou a cabo, no decurso do presente ano lectivo, diversas iniciativas junto dos nossos alunos que, através de uma forma alegre e divertida, promoveram a aprendizagem da Matemática. A Imagem da Matemática Neste ano, o concurso “A Imagem da Matemática” esteve subordinado ao tema A cidade de Braga. Cada projecto contemplava uma ideia matemática, sustentada por uma imagem e um texto. Os alunos participaram entusiasticamente nesta iniciativa, criando 124 projectos. Posteriormente, um júri seleccionou dez deles e a co- 24 da escola. Foi um jogo disputado com muito entusiasmo, em que o vencedor, Joaquim Silva, 1ELE, partilhou toda a emoção com os colegas que deram vida às suas estratégias de jogo. No final, foi notável a partilha da satisfação de todos os intervenientes, reveladora de que a união de esforços dos nossos alunos concretiza simples iniciativas em projectos de sucesso. munidade escolar, convidada a votar, escolheu os três melhores, saindo vencedores os alunos João Loureiro, do 3º ano de Electrónica e Telecomunicações, António Teixeira, do 3º ano de Electrónica e Telecomunicações, e Tiago Ribeiro, do 3º ano de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, respectivamente 1º, 2º e 3º classificados. O concurso permitiu o envolvimento lúdico de toda a comunidade, neste olhar da Matemática sobre a nossa cidade, dando a possibilidade de a comunidade ver 20 dos seus trabalhos expostos no Braga Parque, entre os dias 2 e 22 de Maio. saiba mais em www.epb.pt/cprof actividades desenvolvidas no Clube de Xadrez, tendo o Fábio Ribeiro, do 3º ano de Marketing, promovido um torneio com a participação de 14 jogadores. A final, disputada por Joaquim Silva e Agostinho Barros, contou com os alunos de 3MKT e de 3GEI, que encenaram todas as jogadas das peças, num tabuleiro de xadrez desenhado no pátio No dia 30 de Maio terminaram os “Jogos Matemáticos”, que contaram com a participação das 28 turmas dos cursos profissionais, e se desenvolveram em duas fases: por grupos e por eliminatórias. O 2º GPSI foi o grande vencedor, ao derrotar o 1º GES, enquanto o 1º ELE alcançava o 3º lugar, ao vencer o 2º MKT . Departamento de Ciências Exactas iniciativas Jornadas Administrativas na EPB Envolvem Marketing, Contabilidade/Gestão, Secretariado e Serviços Jurídicos A Escola Profissional de Braga, numa organização do Grupo Curricular da componente técnica dos cursos das áreas de Administração e Comércio, promoveu, entre os dias 7 e 10 de Fevereiro, as II Jornadas Administrativas, iniciativa que tinha como principais objectivos disseminar conhecimentos, potenciar o debate de ideias e promover o espírito de reflexão em cada um dos cursos envolvidos. Foi uma semana em cheio. Logo a abrir, no primeiro dia apostou-se na temática «Novas Dimensões do Marketing», desafio colocado a Luís Rasquilha, da AYR Consulting, a Bruno Silva, da Innovmark, e a Flávio Gart, da Bazooka. E os intervenientes trataram a necessidade crescente de pesquisa, a identificação e análise de mentalidades, as tendências de se recorrer ao empreendedorismo e a filosofia do marketing de guerrilha. Já o dia 8 ficou marcado pela realização das XI Jornadas de Contabilidade, um momento de discussão e análise, onde se privilegiaram as temáticas da área da Gestão. Nesse contexto, Paula Machado, da Comunicarte, falou dos contornos que estão subjacentes à distribuição sob a forma de Franchising. Noutro âmbito, António Marques, Presidente da Associação Industrial do Minho, realçou a importância adquirida pela Análise Económica e Financeira nas empresas, sobretudo ao nível das suas relações com outros agentes da actividade económica. “sublinhar a ideia de que não há grandes empresas sem grandes profissionais de secretariado” O terceiro dia das Jornadas foi dedicado à área de Secretariado. Assim, «Secretariado - a profissão que brilha na sombra» foi o mote desenvolvido por Isabel Ardions, docente do ISCAP, e Manuela Gomes, secretária da empresa Cápsula - Soluções Multimédia. Foi um momento de comemorar o Dia Nacional da Secretária, que se assinalou nesse mesmo dia. Além disso, considera-se fundamental sublinhar a ideia de que não há grandes empresas sem grandes profissionais de secretariado. O último dia das II Jornadas Administrativas ficou reservado para a análise da problemática da «Segurança na Internet». Carlos Amaral e Nuno Roque, Inspectores da Polícia Judiciária de Braga, realizaram uma intervenção onde procuraram, de forma profilática e pedagógica, sensibilizar os jovens que encheram o auditório para a importância de se evitarem comportamentos de risco. Enfim, a comunidade escolar esteve durante uma semana muito activa e animada, para o que contribuiu a participação dos alunos das áreas representadas: Marketing, Contabilidade/Gestão, Secretariado e Serviços Jurídicos. Natália Rebelo Paulo Leitão PROCESSO RVCC PROFISSIONAL Gostaria de ver a sua experiência profissional certificada? Este Processo é para si! O processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências Profissionais é um processo que visa contribuir para o aumento dos níveis de qualificação formal da população activa, através da valorização das competências profissionais adquiridas nos diversos contextos de vida dos adultos. No Centro Novas Oportunidades da EPB poderá obter certificação de competências profissionais nas áreas de: • Secretariado e Trabalho Administrativo (Assistente Administrativo/a) • Electricidade e Energia (Electricista de Instalações) 25 iniciativas Escola de portas abertas A escola esteve aberta à comunidade, entre os dias 14 e 16 de Março, numa iniciativa do Departamento de Comunicação e Marketing, para cumprir a 5ª edição da “Operação Portas Abertas”. Esta iniciativa teve como objectivos mostrar as instalações da escola, esclarecer dúvidas, dar a conhecer os cursos ministrados, enfim, mostrar o “modus operandi”, para que alunos e pais possam escolher o curso a seguir no ensino secundário. Assim, sob o lema “venha conhecer, venha experimentar!”, a operação deu a oportunidade de alunos, professores, pais, empresários, público em geral entrarem livremente nas instalações e terem uma visão mais alargada acerca do mundo profissional e de conhecerem de perto a realidade da nossa escola. Os visitantes puderam observar e até mesmo experimentar as metodologias e as técnicas do ensino profissional. A azáfama nesta semana foi grande, com os cerca 840 alunos de escolas da região, devidamente acompanhados pelos seus professores, sempre muito interessados em espreitar as condições de funcionamento de uma escola profissional, no que foram apoiados por técnicos e formadores presentes nos laboratórios, salas de aula e serviços de apoio, fornecendo as informações necessárias e os esclarecimentos solicitados pelos presentes. Os alunos tiveram ainda a oportunidade de apreciar a Mostra de cursos profissionais, sendo de salientar o interesse suscitado pelos trabalhos de Electrónica e de Construção Civil. Mas, em geral, os alunos também apreciaram a existência de três pratos na cantina, a variedade de equipamento dos laboratórios e demonstraram certa surpresa pelas extraordinárias instalações da escola. Enfim, a “Operação Portas Abertas” cumpriu plenamente os objectivos, revelando-se uma excelente iniciativa para divulgar a escola e os cursos à comunidade escolar para, quem sabe, incentivar os alunos a serem futuros colegas. Uma iniciativa que correu muito bem, com um feedback bem positivo e com uma interessante adesão. 2º ano do curso de Secretariado 26 iniciativas Semana Cultural da EPB De 11 a 15 de Abril, decorreu a Semana Cultural da EPB com um conjunto de actividades que se constituem como alternativa às actividades lectivas regulares. Nesta semana destacaram-se, no seu programa, palestras, filmes, workshops, corridas de orientação, torneio de futebol de 7, visitas de estudo, actividades no âmbito de provas de aptidão profissional, torneios de xadrez, jogos e as I Jornadas da Matemática. I Troféu EPB No dia 13 de Abril, realizou-se uma Corrida de Orientação, uma das três provas que faziam parte do I Troféu EPB, dirigido aos alunos, no Parque Desportivo da Rodovia. A iniciativa contou com aproximadamente 70 concorrentes. A primeira prova do I Troféu EPB consistiu numa prova de corta mato, que assinalou o Dia Mundial da Actividade Física, no Estádio 1º de Maio, Parque da Ponte, cujo principal objectivo consistiu em promover hábitos de vida saudáveis e a prática da actividade física, alertando para os seus benefícios quando praticada regularmente. A terceira prova assentou num “Peddy Paper” que teve lugar a 13 de Maio. As provas, organizadas pelos professores de Educação Física - Hugo Oliveira e Marta Fernandes -, com a colaboração do professor Carlos Morais na concepção e correcção do “Peddy Paper”, enquadraram-se no plano de actividades do Grupo Curricular de Ciências Humanas e Sociais da EPB. Multiculturalidade No âmbito da sua PAP – Prova de Aptidão Profissional, a aluna Joana Maia, finalista do Curso Técnico de Secretariado, abordou o fenómeno em que, cada vez mais, Portugal passa de um País Emigrante para um País Acolhedor de Imigrantes, numa perspectiva de diversidade cultural, através da organização de uma Feira e Tertúlia Multiculturais, no dia 13 de Abril. A Feira Multicultural visou divulgar, junto de toda a comunidade escolar, as diferentes nacionalidades que existem dentro da EPB, bem como os costumes, tradições e características culturais de cada país, evidenciando o carácter multicultural da EPB, um autêntico globo mundial no qual 89 alunos, professores e funcionários são oriundos de 16 países. Considerando a importância da comunicação como veículo de cultura, a Tertúlia “Bem-vindos à maneira portuguesa” teve por objectivo promover a interacção entre as várias culturas e despertar os valores e atitudes humanas, tão necessários na sociedade de hoje. Torneio Anual de FUT 7 O Torneio Anual de Futebol 7 masculino realizou-se, no dia 14 de Abril, no Campo das Camélias. Esta iniciativa, da responsabilidade das alunas finalistas do 3º ano do Curso Técnico de Secretariado, Anabela Soares, Carla Pinto, Diana Silva, Paula Marques e Sara Soares, visou fomentar o espírito de equipa e convivência dos alunos, estimulando igual- mente a competitividade sã e a prática da actividade física. O Torneio Anual Futebol 7, disputado fundamentalmente pelos alunos de todos os cursos da escola, contou com os patrocínios da Offside, Suminho e Casimira de Lima & Araújo, Lda. A imagem como passaporte para o sucesso No âmbito das suas Provas de Aptidão Profissional, as alunas Carla Pereira e Silvana Monteiro, finalistas dos cursos técnicos de Secretariado e de Marketing, respectivamente, organizaram, no dia 15 de Abril, no Centro Comercial Minho Center, uma exposição de fotografia que retrata a imagem adequada a cada contexto socioprofissional. O evento contou com a colaboração do Centro Comercial Minho Center, Superdecor, Belamoldura e de vários profissionais ligados à imagem: Consultora de Imagem Gabriela de Azevedo, Boutique Antónia Lage, Sapataria Jossil, maquilhagem Whiteland e Newhair Cabeleireiros. Na era visual em que vivemos, a Imagem é fundamental. O impacto da primeira impressão é crucial e influencia o modo como os outros interagem connosco. Estudos revelam que as pessoas com uma aparência cuidada têm maiores probabilidades de auferir salários mais elevados e de ter maior facilidade em conseguir um emprego. Natália Rebelo Ana Filipa Teixeira 27 iniciativas Rádio EPB - uma nova voz numa escola ideal motivação constante no recrutamento de jovens talentos na área da comunicação social. Até que, para além de criar uma parente à já reco- des da vida da escola, sempre atenta ao despertar de potencialidades dos que por lá fazem o seu percurso educativo e formativo. “despertou a curiosidade alheia, pela possibilidade de cada aluno, professor ou funcionário ser autor e dinamizador da sua própria programação” Era o milagre da tecnologia quando do lançamento do rádio portátil, do rádio a pilha. Algumas crianças chegavam a balbuciar ”Milagre, milagre, milagre!”. A rádio sempre foi, e será, um fiel escudeiro do homem. A voz encanta, corta a noite, as madrugadas frias e ca- lorentas, encanta no Verão, no Inverno e em todas as estações do ano. Lança ao ar belas melodias, através das ondas curtas, médias e de frequências moduladas… A criação da Rádio EPB, lançada em Abril no seio da minha Prova de Aptidão Profissional, veio encantar a comunidade escolar e procurar nhecida epb_ TV, a rádio escolar despertou a curiosidade alheia, pela possibilidade de cada aluno, professor ou funcionário ser autor e dinamizador da sua própria programação. Embora esteja no ar há pouco tempo, a Rádio EPB conta já com uma grelha de programação diversificada: toca temas da actualidade, difunde entretenimento e divulga, sobretudo, activida- Baseada no formato de rádio escolar, a Rádio EPB pretende ir além da ocupação lúdica dos seus participantes e ouvintes, querendo, acima de tudo, permanecer como a “voz” da EPB, numa espécie de extensão de vivências da verdadeira aprendizagem que acontece na escola. Marina Afonso 3º ano de Secretariado EPB participa na Bracara Romana Já é um hábito a realização da “Braga Romana – Reviver o Passado na Bracara Augusta”, inciativa organizada pela Câmara Municipal de Braga, com a colaboração do Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa e o apoio de várias entidades, que decorreu entre 26 e 29 de Maio último. Cortejos romanos, espectáculos nocturnos, gastronomia, grupos com trajes da época, recriações do quotidiano romano, arte circense, teatro, práticas bélicas, decoração de lojas e casas emprestaram grande colorido e magia ao certame. O grande objectivo do evento consistiu em reviver o quotidiano da Bracara Augusta nos tempos do Império 28 Romano, e chamar a atenção para a importância dos vestígios arqueológicos da Bracara Augusta de há cerca de 2000 anos existentes em Braga. A Escola Profissional de Braga, acedendo ao apelo da organização, respondeu à chamada e, pelo segundo ano consecutivo, participou no evento. Assim, sob a orientação de Tânia Palha, aluna finalista do Curso Técnico de Marketing, cerca de 90 alunos, vestidos a rigor com fatos totalmente confeccionados pela aluna, participaram no cortejo nocturno, no dia 27 de Maio. Na Banca de Mercador, junto do Jardim Santa Bárbara, foram comercializados mel caseiro, compotas, chás e bolsas artesanais. Os visi- tantes puderam ainda realizar um Quiz para testar os seus conhecimentos sobre a Época Romana, culminando com a certificação de acordo com a qualificação obtida. A concepção do mobiliário da Banca ficou a cargo de Luís Pereira, colaborador da EPB, com o patrocínio da empresa Madeigalo. Enfim, a EPB também entrou na festa, participando em mais um evento que permitiu a divulgação da instituição e do seu “produto” a todos os participantes. Natália Rebelo novas oportunidades CNO certifica adultos de Passos S. Julião O Centro Novas Oportunidades da Escola Profissional de Braga (CNO da EPB) certificou 16 adultos na freguesia de Passos S. Julião. O desafio da qualificação foi lançado à população, numa iniciativa conjunta da Junta de Freguesia de Passos S. Julião e do CNO da EPB, no âmbito do estabelecimento de um protocolo de cooperação. Em resultado da operacionalização dessa parceria, e do desenvolvimento do processo de reconhecimento, validação e certificação de competências do nível básico, a Junta abriu portas nos dias 11 e 12 de Maio último, para a realização de sessões de Júri de Certificação, no seguimento das quais 16 adul- tos foram certificados com o 9.º ano de escolaridade. É de sublinhar que, desde o início, os adultos revelaram forte motivação para a elevação das suas qualificações, factor que assegurou que o compromisso com essa vontade se tivesse mantido durante todo o processo, garantindo alcançar por todos a meta da certificação. Este resultado é a combinação do esforço e perseverança conjugados: primeiro, dos adultos, a quem o CNO da EPB reitera os sinceros parabéns; depois, do investimento da equipa pedagógica que os acompanhou, a quem reconhece a dedicação; por fim, à JF de Passos S. Julião, a quem o CNO da EPB agradece o envolvimento e o apoio na criação de condi- Parceria de sucesso A JUNTA de Freguesia de Passos (S. Julião) reconhece no processo de Reconhecimento Validação e Certificação Competências (RVCC) uma enorme importância como meio de conformidade entre as reais competências das pessoas que frequentam este processo e aquelas que são as competências individuais que detêm. Além do mais, este processo surge como forma de desenvolvimento cultural, linguístico e profissional, e satisfação pessoal dos adultos que, durante o seu percurso formativo/escolar por falta de oportunidade ou tantas vezes porque assim lhes era imposto, abandonavam a escola em tenra idade e ingressavam muito cedo no mercado de trabalho. Foi neste sentido que esta Junta contactou a EPB, mais concretamente o seu Centro Novas Oportunidades (CNO), para estabelecer uma parceria que permitisse a estes adultos um reconhecimento e uma validação das suas competências pessoais e profissionais. Para este executivo, não existiam dúvidas do prestígio e competência do CNO-EPB, que resultam do lavor diário enquanto entidade formado- ções para que esta resposta de proximidade à população, consagrada na Iniciativa Novas Oportunidades, fosse uma realidade. Esta iniciativa sublinha a responsabilidade colectiva e convoca aqueles que, por várias razões, não atingiram os níveis de formação e escolarização desejáveis e que decidiram, agora, reassumir nas suas mãos a possibilidade de refazerem e reconfigurarem os seus projectos de vida. Ana Cláudia Rodrigues Coordenadora do CNO ra na região bracarense, mas sobretudo da excelente equipa de formadores que compõem o seu corpo educativo. A localização do processo de RVCC teve um papel importante no sucesso desta parceria. De facto, em boa hora se propôs a realização do processo nas instalações da sede de Junta de Freguesia, para que o acesso ao conhecimento se tornasse mais próximo da população evitando, assim, entraves temporais e económicos (deslocações), mas sobretudo o sobrecarregar ainda mais o dia-adia profissional de cada um dos formandos. Neste sentido, foi sem dúvida uma parceria de sucesso entre a Junta e o CNO-EPB, não só pelo número de formandos que participaram ao processo, mas principalmente pela constatação do grau de satisfação que demonstravam, ao frequentarem o processo de RVCC e as actividades extracurriculares a ele ligadas, bem como dos resultados obtidos, onde ficou expresso que aprenderam e reaprenderam. Assim, ficou expressa a vontade de continuarem o seu percurso formativo. José Manuel Ferreira Gomes Presidente da Junta de Freguesia 29 em rede EPB na rota de S. Tomé e Príncipe Inauguração da Escola Profissional de Água Grande O Director Geral da EPB marcou presença na inauguração da Escola Profissional de Água Grande, em S. Tomé e Príncipe, no dia 25 de Janeiro último, cerimónia que contou com a presença do Dr. Olinto Daio, Ministro da Educação, Cultura e Formação, e do Dr. Ekeneide Santos, Presidente da Câmara Distrital de Água Grande. Olinto Daio abriu a cerimónia, destacando a importância do lançamento do ensino profissional para se atingirem os objectivos do milénio. A criação desta escola é um acto de capital importância face aos planos estratégicos do Governo, na tentativa de qualificar pessoas e dotá-las de capacidades e competências que lhes permitam responder às necessidades das empresas e, consequentemente, aos interesses do país. Mas esta formação permite, ainda, o prosseguimento de estudos no ensino superior para quem quiser aumentar os seus níveis de conhecimentos, respondendo-se, assim, aos anseios de muitas pessoas. A concluir, o responsável máximo pela Educação e Formação de São Tomé e Príncipe disse que é a qualidade e não a quantidade que mais interessa, motivo que o levou a apelar a um trabalho sério e com entusiasmo. 30 Tempo de aproveitar oportunidades Por sua vez, o Director Geral da EPB, mostrando-se honrado com o convite do Presidente da Câmara de Água Grande, agradeceu a presença de todos e elogiou esta valiosa iniciativa, desenvolvida numa estratégia de cooperação e desenvolvimento assinada no dia 25 de Novembro de 2009, entre a EPB e a Câmara Distrital de Água Grande, envolvendo ainda o Ministério da Educação de S. Tomé e Príncipe, que aprovou a criação da escola. Paulo Sousa realçou, ainda, a capacidade de trabalho dos envolvidos, em particular do Presidente da Câmara Distrital de Água Grande, que culminou na concretização do projecto, e manifestou o seu desejo de que o mesmo venha a corresponder às expectativas dos alunos, que passarão a beneficiar desta oportunidade para receberem uma formação de qualidade. Para isso, exortou as instituições públicas e privadas a apoiarem esta iniciativa no âmbito do complemento desta formação, nomeadamente no que concerne aos estágios ligados às áreas dos cursos de Gestão e de Serviços Jurídicos. A finalizar, disse que é preciso aproveitar ao máximo as condições da es- cola e a formação oferecida, tão importante nos dias de hoje. Até porque não falta material humano, como provam os jovens santomenses a estudar na Escola Profissional de Braga, os quais têm demonstrado grandes capacidades. Um gesto que foi muito apreciado e aplaudido por todos. “não falta material humano, como provam os jovens santomenses a estudar na Escola Profissional de Braga” É de recordar que a Escola Profissional de Água Grande funciona nos mesmos moldes da Escola Profissional de Braga, dando esta instituição o seu contributo na selecção de professores e de alunos, e na definição de diversos instrumentos pedagógicos e regulamentos de funcionamento da escola. Com esta parceria, a direcção da EPB acredita que será possível responder às necessidades de desenvolvimento pessoal, social e profissional das pessoas, numa estratégia de solidariedade que conduz à co-responsabilização da Escola Profissional de Braga e da Escola Profissional de Água Grande. Fernando Silva com pés e cabeça CCDAT-EPB sobe à 2ª divisão nacional Dois anos foram suficientes para que a equipa de Futsal CCDAT-EPB conquistasse o seu espaço no desporto bracarense, com a subida, primeiro, à 3ª divisão nacional, em 2010, e, já em 2011, com uma boa campanha na Taça de Portugal, onde chegou aos quartos de final, e a subida à 2ª divisão nacional, na última jornada, em Valpaços. Em relação à Taça de Portugal, ficou na retina um conjunto de exibições que encheram de orgulho a comunidade, tendo a equipa eliminado diversas equipas, incluindo de escalões superiores e apenas caindo, já nos quartos de final, aos pés da Fundação Jorge Antunes, equipa de topo desta modalidade. Mas o dia foi de festa, vendo-se o Pavilhão de Tibães completamente lotado. Porém, o momento marcante da época foi o da subida à 2ª divisão nacional. A festa começou bem cedo com a partida rumo a Trás-os-Montes, e continuou pela tarde e noite daquele 21 de Maio. Um dia para mais tarde recordar… E, como é tempo de balanço, ouvimos a reacção do timoneiro principal, Hugo Oliveira, e do capitão da equipa, este em representação dos campeões. Eugénia Coutinho Palavra do capitão EM TRÊS anos, duas subidas de divisão e chegar aos quartos de final da Taça de Portugal são o resutado de um clube com uma organização incomparável. Uma boa equipa técnica, um excelente corpo directivo e um plantel repleto de qualidade fazem da epb futsal um clube de destaque e com muita história ainda por escrever. No início da época, como tínhamos acabado de subir do distrital, o nosso objectivo era ficar na parte superior da tabela; mas, depois, jogo a jogo, fomos conhecendo cada vez melhor os nossos adversários, fomos ganhando confiança e começámos a acreditar que este sonho seria possível. Cometemos alguns erros que nos poderiam ter saído caros, mas, ainda assim, penso que esta subida de divisão não passa de um BELO presente pela dedicação e empenho de todos os que fazem parte deste projecto. O facto de representarmos a Escola Profissional de Braga coloca-nos, a nós jogadores, a responsabilidade de manter uma imagem de sucesso já vincada na cidade, e dignificar todos os alunos, professores, trabalhadores e responsáveis que da instituição fazem parte. Em termos futsalísticos, parte do sucesso alcançado deve-se também ao forte apoio dos adeptos, cada vez em maior número e mais ruidosos. A eles, o nosso Muito Obrigado!! É um orgulho e um prazer pertencer a este grupo de trabalho. Filipe Malheiro Capitão da equipa 31 com pés e cabeça O sabor da vitória NÃO PODIA começar este breve texto sem agradecer a toda a minha equipa de trabalho, jogadores, equipa directiva e departamento médico. A grandeza do feito que esta época foi alcançado nunca teria sido possível sem a dedicação de todos eles. Sem esta dedicação, nada do que até à presente data foi alcançado teria sido conseguido. Todos os objectivos e expectativas formuladas para a presente época assentaram na premissa da sustentabilidade e na continuidade de um projecto iniciado na época de 2008/2009. Para a presente época, os objectivos foram muito bem pensados e estruturados de forma a que estivessem sempre enquadrados na realidade do clube, para não corrermos riscos de “deitar tudo a perder”. Tais objectivos passavam por nos encontrarmos nos seis primeiros classificados aquando da primeira paragem do campeonato, objectivo que foi alcançado com enorme sucesso, uma vez que, à data dessa primeira paragem, a EPB Futsal estava no segundo lugar da tabela classificativa, o que nos levou rapidamente a assumir internamente a subida de divisão, pois sentimos que tínhamos qualidade e estrutura para tal. Não foi um caminho fácil, mas também nunca ninguém ouviu da minha boca tais palavras, sempre disse ao meu grupo de trabalho que o percurso que tínhamos pela frente seria árduo, mas que certamente iria ser recompensado no final. E assim foi! No final, o sabor da vitória e o facto de termos alcançado tão almejado objectivo, teve um sabor muito mas mesmo muito especial. Em jeito de resumo, apenas um dos cinco objectivos a que nos propusemos não foi alcançado, por isso, o sentido de contentamento e de dever cumprido está presente no pensamento de todos aqueles que lutaram por este desfecho. Não posso terminar, sem deixar aqui uma palavra de agradecimento a todos aqueles que nunca deixaram de acreditar em nós e que sempre nos apoiaram. Em meu nome e em nome de todo este magnífico grupo de trabalho, aqui expresso o nosso MUITO OBRIGADO - a familiares, amigos, conhecidos ou até mesmo simpatizantes que foram cultivando e alimentando o “bichinho” da EPB Futsal. Parabéns EPB, parabéns a todos aqueles que acreditaram neste projecto desde o seu início. Hugo Oliveira Professor de Educação Física na EPB Juniores – num processo de aprendizagem O CCDAT-EPB lançou, neste ano, o futsal júnior, com a criação de uma equipa de Juniores. Assim, um grupo de atletas puderam integrar este grupo de formação e, a par das suas actividades escolares, participarem no processo de aprendizagem. É com o sabor das vitórias e das derrotas que as pessoas e os grupos crescem, e este não fugiu à regra. Fez-se um aproveitamento da prata da casa, visando preparar o futuro. Testemunhos dos jovens atletas GOSTO de jogar futsal e, especialmente, na EPB futsal, que me tem permitido jogar e treinar com condições bastante boas. A equipa é unida e há também grande companheirismo entre os jogadores. Estamos a evoluir bastante desde o início do ano, e esperamos melhorar ainda mais. Gostaria de ver mais gente a assistir 32 A EPB futsal júnior é uma equipa que entrou em competições há muito pouco tempo. Este é o primeiro ano de formação, mas já conseguiu demonstrar no decorrer deste campeonato que é uma equipa que tem qualidade, espírito de equipa e garra. Conseguiu mostrar que tem um núcleo de atletas importantes que conseguem fazer a diferença dentro do campo. A minha experiência na EPB Futsal júnior ajudou-me a crescer, a ganhar técnica, a ter vontade de vencer, abriu-me horizontes para momentos importantes na área do desporto. O MEU período na equipa epb futsal tem sido uma experiência muito interessante, onde posso aprender muito sobre futsal e criar fortes laços de amizade. Sem dúvida, constitui uma grande felicidade para mim a prática deste fantástico desporto, para muitos considerado um deporto menor. Mas, não é assim, é antes um desporto completamente diferente, em que é preciso ter um pensamento rápido para decidir, pois o campo é pequeno e mal recebemos a bola temos o adversário em cima e, principalmente, temos de passar para o campo as tácticas dadas pelo mister, que fazem toda a diferença. Eu gosto do futsal! Por isso, quero agradecer aos responsáveis pela equipa e aos meus colegas por me terem proporcionado esta experiência. Ricardo Araújo 3º ano de CC Rui Pimenta 2º ano de IE aos nossos jogos e a apoiar-nos. Pois, tenho a certeza de que a camisola da epb brilharia ainda mais! Fábio Vilaça 2º ano de GPSI a fechar De formando a formador A NECESSIDADE de uma mudança pessoal, bem como uma certificação profissional levou-me à procura de um estabelecimento e curso à medida das minhas necessidades. No ano 2008, estava ausente do país e, numa pesquisa online, tive conhecimento de que a EPB iria avançar com um curso que se adaptava perfeitamente às minhas necessidades pessoais e profissionais. Contactada a EPB, fui extremamente bem acolhido e encaminhado para o processo de selecção e ingresso no Curso de Educação e Formação de Adultos de Téc- nico de Instalação e Gestão de Redes Informáticas, em regime pós-laboral. Encontrei uma equipa pedagógica fantástica, num estabelecimento de referência, exigência, rigor e profissionalismo. Durante os quase 24 meses de curso e, apesar do esforço diário, cada dia foi uma partilha constante de novos conhecimentos, num grupo altamente motivado e liderado com o máximo profissionalismo, numa instituição bem apetrechada, no que concerne aos equipamentos técnicos e didácticos. Actualmente, após conclusão do curso e posterior obtenção do Certifi- cado de Aptidão Pedagógica, encontro-me a ministrar formação na área de Informática no Instituto Unicenter – Porto. Pretendo integrar a CISCO ACADEMY para o curso CCNA, continuando com a minha certificação profissional. A EPB foi um marco de viragem na minha vida, contribuindo para o meu sucesso pessoal e profissional, abrindo-me a porta que necessitava. Victor Esteves Ex-formando do curso EFA de Técnico de Instalação e Gestão de Redes Informáticas Hitori - um desafio lógico Hitori é um desafio lógico na forma de puzzle, criado pela Nikoli no Japão e joga-se numa grelha de quadrados de diferentes dimensões. Ao contrário do que acontece noutro género de puzzles, o puzzle do Hitori inicia-se sempre com todos os números da grelha. O objectivo do Hitori é o de eliminar os quadrados necessários da grelha, preenchendo-os a negro, de forma a que no final: • não existam números repetidos em qualquer linha e coluna; • não existam quadrados negros adjacentes (juntos na horizontal ou na diagonal); • os quadrados brancos não fiquem isolados. Nas figuras ao lado direito, encontra-se um puzzle hitori proposto e a respectiva resolução. Na página www.epb.pt/cprof/ hitori.htm podes encontrar algumas estratégias que te ajudarão a resolver estes puzzles e links para jogares online. Resolve este puzzle 34 a fechar A vida é feita de sonhos A vida é feita de sonhos A vida é caixinha de surpresas A vida não é uma pedra inerte É o amor no coração. Uma criança é música Uma criança é fogo Criança não é a sombra de uma mulher Criança é vida a crescer. O amor é paixão, sentimento, alma Amor é estrela cadente. O amor não é uma janela fechada Amor é p’ra vida. A luz é vida, É água límpida É chama da vida É som da guitarra. Doçura é a esperança do verde É amor em dia azul e calma Não é o preto da escuridão É a paz de uma gaivota. É a luz do coração. Adriana Leite 2º ano de Secretariado Novo enquadramento da EPB A EPB passou a estar enquadrada num grupo português que tem na sua génese a empresa Rumos, cuja grande missão é a criação e a valorização de profissionais. A EPB é uma forte aposta, pretendendo-se continuar a história de 21 anos de sucesso, reforçar o seu posicionamento enquanto escola de referência no ensino profissional português e trazer-lhe uma robustez económica sustentável. De acordo com a Vereadora para a Educação da Câmara Municipal de Braga, Dra. Palmira Maciel, “a Escola Profissional de Braga, como símbolo da região que é, será sempre uma forte parceira da Câmara Municipal para o desafio contínuo que é o desenvolvimento educativo e profissional da nossa comunidade. O resultado do concurso de venda da quota da EPB dá-nos essa garantia, uma vez que a Escola passa a estar integrada num grupo educacional já com presença em Braga, que conta com outros projectos de sucesso como a Escola Profitecla, a Escola Ruiz Costa ou a Escola Digital, para além de empresas de formação profissional como a Rumos e, obviamente, a goFLAG - vencedora do concurso”. A EPB mantém ainda as parcerias existentes com a Associação Industrial do Minho e com a Associação Comercial de Braga. Evocar Alves Redol (1911-1965) ANTÓNIO ALVES REDOL, nascido há 100 anos (1911-1965) em Vila Franca e Xira, foi figura central do neo-realismo português e autor de uma vasta obra ficcional, que inclui o teatro e o conto. Muito cedo começou a trabalhar para sobreviver, desenvolvendo várias actividades profissionais, como marçano, explicador, empregado de escritório, gerente de tipografia ou professor. Empenhou-se na resistência ao Estado Novo, sofrendo a impiedosa perseguição política do regime que o levou à tortura e prisão. A sua obra literária iniciou-se com Gaibéus, considerada a primeira obra de cariz neo-realista da literatura portuguesa, um romance centrado nos problemas socioeconómicos vividos pelos ceifeiros. O autor traz para o romance personagens, temas e situações do mundo rural, o que lhe valeu grande êxito de uma importante parte do público, a par da antipatia dos críticos que o acusavam de falta de qualidade literária das suas obras, que o criador, de forma humilde e sem rancor, ia desmontando, referindo-se à sua des- pretensão e modéstia literárias, como acontece em Gaibéus, quando avisa que “Este romance não pretende ficar na literatura como obra de arte. Quer ser, antes de tudo, um documentário humano fixado no Ribatejo. Depois disso, será o que os outros entenderem”. Outras obras de referência de Alves Redol são Fanga (1943), a trilogia do Ciclo Port-Wine (1949-1953), Uma Fenda na Muralha (1959), Barranco de Cegos (1962) e as peças de teatro Forja (1948) e O Destino Morreu de Repente (1967). A sua obra é um importante “documentário humano”, caracterizandose pela frequente intervenção social, pela abordagem de experiências vividas pelo homem explorado no seu trabalho. É, por isso, um escritor a ler, num tempo que vai perdendo a referência dos principais homens que denunciaram as parcas condições de vida e de trabalho, o drama social de muitos camponeses, fangueiros, pescadores do Portugal de meados do Século XX. Fernando Silva 35 agenda ACONTECIMENTO/ EVENTO Inscrições Ano Lectivo 2011/2012 LOCAL Estágios Curriculares do 12º ano Empresas Estágios Curriculares do 11º ano Empresas EPB nas Festas de São João Braga Concurso RoboCup 2011 EPB Istambul, Turquia Óbidos 6 Junho a 15 Julho 6 a 29 de Junho 27 Junho a 29 Julho 16 a 24 Junho 5 a 11 de Julho Marketing Pessoal ÓBIDOS é uma simpática vila do distrito de Leiria. Remonta ao século I, guardando séculos de história entre as suas muralhas, pois reis e rainhas chegaram a ver nela o espaço ideal para o seu refúgio. O que surpreende mais o visitante é o seu vasto património religioso e histórico, a par da sua localização, desenho arquitectónico e cor. Monumentos como o Castelo de Óbidos, a Porta da Vila, as igrejas da Misericórdia e de Santa Maria, as capelas da Nossa Senhora do Carmo e de S. Martinho turismocadentro.com ou o Santuário do Senhor da Pedra emprestam uma riqueza históricocultural digna de ser visitada. Óbidos é ainda conhecida pelo Festival Internacional de Chocolate (a caminho do 10º ano), onde milhares de pessoas se deliciam com as iguarias confeccionadas à base de chocolate. Um lugar a não perder! Filme O Fabuloso Destino de Amélie REALIZADO por JeanPierre Jeunet, retrata uma das mais belas histórias do mundo do cinema. Amélie Poulain, uma menina que crescera isolada das outras crianças, é uma jovem parisiense muito especial. Após encontrar uma caixa escondida há mais de 40 anos no seu apartamento, resolve trazer alegria a todos aqueles que a rodeiam. Através de pequenos gestos, tudo será diferente à sua volta e o seu destino mudará para sempre. 36 DATA O VERDADEIRO diferencial competitivo das organizações é a qualidade e a capacidade dos seus recursos humanos. Assim, o Marketing Pessoal tornou-se uma ferramenta essencial para uma gestão pessoal e profissional eficaz. Um Plano de Marketing Pessoal consiste num conjunto de mudanças de atitudes, de acções e ferramentas que ajudam a projectar uma imagem positiva e a promover o sucesso. O primeiro passo consiste em fortalecer a auto-estima: aprendermos a gostar de nós mesmos, apurarmos o quanto acreditamos em nós mesmos. O que não depende da nossa capacidade e competências, nem da nossa aparência física. O segundo passo visa conhecermos as nossas características, a auto-referência. Trata-se das informações de que dispomos e que facilitarão o caminho que desejamos seguir. É constituída por valores, crenças e princípios incorporados por herança, influências socioculturais e experiências adquiridas ao longo da vida. Como terceiro passo, sugere-se o desenvolvimento da nossa capacidade de adaptação ao ambiente. Por fim, devemos criar a consciência da necessidade de crescimento contínuo. As condições mais relevantes para nos auto-desenvolvermos são: reconhecermos as nossas limitações e termos visão do futuro. Concluído o auto-conhecimento, estamos em condições de elaborarmos o nosso plano de Marketing Pessoal: análise pessoal e do mercado de trabalho para efectuarmos um diagnóstico das nossas forças e fraquezas; fixação dos objectivos pessoais e metas mensuráveis; escolha das estratégias e das acções pessoais, estabelecendo prazos; e controlo dos resultados e revisão das metas. Algumas dicas: crie a sua própria marca; invista no networking e no seu tempo; promova-se a si próprio; comunique com eficácia. Ficha Técnica Director: Paulo Sousa Coordenador: Fernando Silva Redacção: Alexandra Corunha, Ana Filipa Teixeira, Eugénia Coutinho e Carolina Peixoto (aluna de Secretariado) Marketing e Publicidade: Natália Rebelo Conceito visual: Ana Gomes e Ricardo Coelho (aluna e ex-aluno de DG) Fotografia: Rui Pires, Ricardo Ferreira (aluno de DG), arquivo EPB Fotomontagem da capa: Eduardo Silva “Geiras” (aluno de DG) Edição gráfica: João Delgado Ano II nº 3 Junho de 2011 Tiragem: 4000 exemplares [email protected] Propriedade: EPB - Escola Profissional de Braga, Lda. Morada: Rua Augusto Veloso N.º 140 - 4705-082 Braga tel: +351 253 203 860 fax: +351 253 203 869 site: www.epb.pt e-mail: [email protected] 12 razões para escolher a EPB Qualidade de ensino Ambiente familiar Excelente imagem junto das empresas Oferta formativa diversificada Excelência das instalações Escola inclusiva e multicultural Reconhecimento oficial do papel da escola na região e na sociedade Personalização do ensino Ensino que associa a formação técnica e científica à humana e social Maior taxa de aproveitamento escolar e inserção profissional Apoio aos seus formandos mesmo depois de terminarem o curso Possibilidade de aprender uma profissão, entrar no mercado de trabalho e prosseguir estudos no ensino superior