abertura
editorial
Finalistas, de
partida...
Parafraseando Miguel Torga,
“O que é bonito neste mundo, e
anima, é ver que na vindima de cada
sonho fica a cepa a sonhar outra aventura”, ideia que reenvia para a partida de cerca de
duas centenas de alunos e a consequente colheita
dos frutos do seu trabalho: uma certificação profissional
de nível IV e a possibilidade de avançar para outras aventuras – mercado de trabalho ou ensino superior.
Entretanto, pairam no ar indisfarçáveis sentimentos de orgulho e de nostalgia: de orgulho, por sentirem a importância da Escola no seu crescimento podendo dizer: “sou um
técnico profissional formado na EPB!”; de nostalgia, porque, com a partida, virá a falta da sua turma, das amizades,
da sua secretária, dos seus professores, de muitos encontros e desencontros.
Os alunos finalistas deixam a Escola num tempo de muitas
incertezas que lhes trará dificuldades em entrar num contexto muito resistente à sua absorção, um mercado onde
apenas alguns terão reais possibilidades. Entram numa
aventura em que muito contarão as competências adquiri-
das, o seu currículo, argumento de peso que levam na bagagem de esperanças.
É então que o conhecimento técnico e científico e os valores da pessoa humana, adquiridos na aventura do ensino
profissional, ganham sentido real, tornando-se um capital
importante na vida de cada um. Como espelham os seus
rostos meninos que manifestam impressões adultas de
quem reconhece que o empenho, o trabalho e a persistência, afinal, compensam.
São células da família epb, são pessoas que constituem o
ADN e o rosto da Escola Profissional de Braga.
Entretanto, a Escola continuará, pois mantém-se a sua matriz, a cepa, a essência, a marca epb como instituição de referência que eles ajudaram a construir, esperando-se que
prossiga a sua missão para dar forma a outros sonhos e, assim, poderem realizar-se muitas vindimas pelo tempo fora.
A finalizar, a equipa editorial da epb Revista felicita estes
alunos pelo êxito alcançado e pela forma como atingiram
o seu sonho, as metas traçadas: pelo querer, pela persistência, pelo trabalho e pela assunção de vontades, justificando, em pleno, “os beijos merecidos da Verdade!”, como diz
Pessoa.
Fernando Silva
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Destaque: EPB - uma escola com rosto
Quem somos? Que missão a prosseguir?
Entrevista
Ana Filipa Teixeira em entrevista aos ex-directores da Escola.
Conquistas
Prémios e menções pelo reconhecimento do trabalho
desenvolvido por alunos e profissionais.
Fora de portas
Alunos preparam-se para o mercado de trabalho, outros
testemunham o seu ingresso no mesmo.
Opinião
Olhares de personalidades sobre a instituição EPB.
À Conversa com...
Alunos de Design Gráfico conversam
com João Paulo Teixeira.
Iniciativas
Comunidade escolar dinamiza várias actividades na Escola.
Em rede
Escola Profissional no lançamento do ensino profissional
em São Tomé e Príncipe.
Com pés e cabeça
A equipa de Futsal CCDAT-EPB
continua em grande, com a subida à 2ª divisão nacional.
1
destaque
Somos a EPB
Referência em formação de qualidade
Em 1989 nasce a EPB, ano em que nascem as escolas profissionais, na sequência das alterações de política de educação e formação operadas para fazer face à necessidade de
formação profissional de quadros intermédios, necessidade essa que mais se evidenciou devido às transformações
que o País sofreu com o crescimento económico sentido a
partir dos anos 80.
Em 1989, e nos anos que se seguiram, a EPB foi escola pioneira.
Recorde-se, então, o trabalho desenvolvido a nível nacional, as infindáveis reuniões e reflexões de rede, todos os contributos na organização de uma formação inovadora, e a sofreguidão que se sentia para preencher com a maior rapidez
possível a lacuna existente no nosso sistema de ensino.
Recorde-se, também, o laborioso e inestimável trabalho desenvolvido a nível da nossa escola, com a criação de regulamentos e definição de orientações de práticas norteadas para
um desempenho de crescente qualidade. Foram anos de edificação e audácia, de determinação e entusiasmo.
sas que nos contactam para a contratação de jovens quadros.
É igualmente gratificante verificarmos o reconhecimento que
a escola tem a nível nacional. É considerada uma das mais
sustentadas e de maior prestígio, com presença em diversas
comissões de trabalho, dando contributos para a melhoria
contínua da qualidade deste subsistema de ensino.
Hoje, 21 anos depois, é nosso propósito continuar a ser referencial de qualidade em matéria de educação e formação,
a promover percursos de sucesso, regulados por uma oferta
formativa ajustada e alicerçados na qualidade e experiência
dos nossos recursos técnicos e humanos.
Continuaremos, sempre motivados, a sustentar a garantia
de um trabalho de excelência, resilientes aos constrangimentos que vão, aqui e ali, surgindo.
“Continuaremos, sempre motivados, a sustentar
a garantia de um trabalho de excelência,
resilientes aos constrangimentos que vão,
aqui e ali, surgindo.”
Entre a iniciação e a consolidação, o lançamento e a escola
que hoje somos, muita coisa aconteceu.
Em 1989 eram 4 turmas e 49 alunos e uma equipa de profissionais destemida, que foi crescendo, em número e experiência, e com ela a EPB, em conhecimento e em marca.
Esse início fica longe e também perto. Fica no local exacto onde a memória viva funciona e, ao mesmo tempo, com a
distância suficiente para apreciarmos o que foi feito. E é com
essa mesma proximidade e distância que evocamos o orgulho pelo tanto que foi feito. Não nos fica mal a vaidade porque
acreditamos na qualidade do trabalho colectivo efectuado,
do qual resultou a escola que hoje somos: uma escola com
um projecto educativo credível e uma missão consolidada.
Pela EPB passaram já mais de 3000 jovens, em mais de 150
turmas (138 nos 20 cursos profissionais) e tantos outros adultos, entre formação contínua e o trabalho mais recente no
âmbito do Centro Novas Oportunidades.
Muitas histórias, conquistas e aprendizagens recíprocas,
representadas nos troféus, nas notícias, nos empregos, nas
vidas que se foram construindo desde aqui, nas saudades dos
que por cá passaram, as que sentem e as que deixaram.
Hoje, 21 anos depois, é profundamente gratificante verificarmos que a EPB é uma referência na região, que se materializa na qualidade da formação técnica e humana dos nossos
formandos e se comprova pelo crescente número de empre-
2
O que nos interessa é o que nos faz agir: os nossos alunos,
jovens e adultos, e a convicção profunda de que podemos dar
um valioso contributo para o seu sucesso escolar e profissional.
Hoje, continuamos a sentir essa mesma determinação e
entusiasmo dos que ergueram esta escola, e assumimo-nos,
sem preconceito ou falsa modéstia, como uma escola de sucesso, evidenciado aqui nos depoimentos que se seguem de
antigos alunos, empresários, pais, professores, ex-directores e
outros actores que quiseram testemunhar a nossa forma de
actuar.
Poderíamos nós tentar produzir textos muito elaborados
e apelativos, direccionados à captação de futuros alunos, só
que sabemos que jamais conseguiríamos colocar por palavras o espírito da EPB, esse “síndrome epbiano” que só se percebe e entende estando cá dentro.
Por isso, deixamos o nosso singelo convite: venham conhecer-nos e tragam contributos para a elevação do grau de satisfação que diariamente procuramos.
Ana Cláudia Rodrigues
Jorge Franqueira
destaque
Missão da EPB na terceira margem
Qual é a missão? Onde, porquê, com
quem, por quem e para quem se desenvolve a Escola Profissional de Braga, considerando-a ao longo do seu
caudal histórico e do seu fluente devir?
Ora, usando uma metáfora fluvial, nós
respondemos de uma forma simples,
mas convicta: a missão da EPB, subordinada ao lema “Inovação e Competência”, projectar-se-á na “terceira
margem do rio”, caminhando, consciente das dificuldades mas segura e
confiante nas suas energias, até à foz,
onde as águas do rio abraçam dimensões mais vastas e profundas.
Se há escolas que, desde o seu nascimento, contêm geneticamente um claro desígnio de responder a imperativos
nacionais e regionais, num contexto de
adesão à União Europeia e de escassez
de técnicos intermédios para a modernização do país, foram, em 1989, as escolas profissionais.
Se há escolas profissionais, cujo acto
fundacional transmitiu, desde a sua
nascente, como traço distintivo da sua
personalidade, a necessidade de intensificar relações com o tecido social e
económico e insistiu no seu aprofundamento, quer como fonte ou inspiração
para uma aprendizagem em que educação e formação profissional se conciliaram, quer para garantir maior qualidade
nos desempenhos comportamentais e
técnicos nas empresas, uma delas foi a
Escola Profissional de Braga.
Se há escola profissional, sem desprimor pelas demais, que se disseminou
pela sua região, com forte impacto social e cultural na cidade de Braga, granjeou a admiração e o respeito pela qualidade educativa e formativa, se esmerou
para que os seus jovens perseguissem e
construíssem sonhos, apelando ao esforço e empenho, incentivando uma relação pedagógica de rigor e proximidade, sentiu que tinha uma alma singular,
foi a Escola Profissional de Braga.
Vocação: as 3 margens
A EPB, na sua génese, esteve somente
vocacionada para uma “margem do rio”:
a qualificação da população juvenil, ini-
1999: entrega de prémios no 10º aniversário
cialmente com quatro turmas até atingir vinte e oito turmas.
Mas essa “margem” foi crescendo, levando a que a escola se distinguisse por
uma oferta de cursos que respondessem à dinâmica do desenvolvimento
social e económico regional, com um
registo predominantemente tecnológico e elevadas expectativas de empregabilidade.
Uma escola que foi mesmo pioneira
na criação dos cursos de Saúde, vendo já aprovado o de Auxiliar de Saúde,
aguardando-se também aprovação dos
de Assistente Dentário e de Auxiliar de
Farmácia.
Porém, faltava-nos a “segunda margem” - qualificação da população adulta
e intervenções nas organizações empresariais – que, entretanto, desponta,
em 2008, com a criação do Centro Novas Oportunidades, integrando cursos
de educação e formação de adultos,
formações modulares e RVC-PRO, presentemente nas áreas administrativa e
electricidade.
E agora, com as “duas margens deste
rio” perfeitamente consolidadas, qual
será a “terceira margem” que a missão
da EPB deverá explorar?
Propomos dois movimentos centrais
do nosso olhar a incutir à nossa missão:
por um lado, o do mergulho; por outro,
o da extensão e o da elevação.
Então, mergulhemos o nosso olhar
nas águas, pois é à profundidade que
aspiramos. Profundidade rodeada de
sentidos como rigor, exigência, qualidade, competência, esforço. Estendamos,
depois, o nosso olhar tanto para o horizonte como para a elevação às alturas.
É a competência estratégica de ver
longe num contexto de incertezas, de
atravessar ou limpar as nuvens, da necessidade de inovação e de criatividade,
de sermos capazes de procurar e construir sonhos e, com uma nova mentalidade empreendedora e de espírito de
equipa, de os concretizarmos. E ainda
de nestes sonhos incluirmos uma solidariedade activa com países africanos
de língua portuguesa no apoio à criação de escolas de paradigma EPB, e de a
EPB sonhar na internacionalização, num
quadro que juridicamente está já definido. Deixem-nos sonhar e concretizar!
A “terceira margem do rio” representa,
assim, pela exigência de profundidade,
de criatividade e de inovação, o desafio
em que todos nos sentiremos envolvidos. Não foi por esse motivo que escolhemos como lema para esta década
“Inovação e Competência”?
José Oliveira
Director Pedagógico
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destaque
Entrevista: directores da Escola
A epb Revista entrevistou os directores que, ao longo de 21 anos, foram o
principal rosto da Escola Profissional
de Braga: Maria Goretti Manso Araújo,
Paulo Costa, José Magalhães e Paulo
Sousa.
O que era a EPB
no seu tempo?
Era expectável o crescimento
considerando a escola
que é hoje?
Como vê o futuro
desta escola?
Maria Goretti Manso Araújo nasceu
em Viana do Castelo, em 1957. Viveu em
Angola até aos 18 anos. Desde então vive
em Braga.
É casada, tem duas filhas, é licenciada
em Relações Internacionais, ramo político-cultural, e possui uma pós graduação
em Gestão e Administração Pública.
1999: alunos de Comunicação falam com o Director Geral
ATRAVESSEI vários períodos, desde a
fundação da escola, com apenas quatro
cursos e outras tantas turmas. Nessa altura havia apenas duas funcionárias administrativas.
A qualidade do ensino marcou desde
o início a actividade da EPB, que cedo
se viu obrigada a aumentar o número
de cursos para responder às solicitações do mercado. Em consequência, as
instalações do Parque de Exposições
esgotaram a sua capacidade, obrigando ao aluguer do edifício do Pé Alado,
no Largo de Carlos Amarante. Face à
procura crescente, e para garantir um
crescimento sustentado, foi também
necessário apostar no investimento em
equipamento, tendo-se criado os dois
primeiros laboratórios, e adequar o quadro de pessoal docente e não docente.
“A qualidade do ensino marcou
desde o início a actividade da
EPB, que cedo se viu obrigada
a aumentar o número de cursos”
Tem sido sucessivamente membro da
Comissão Instaladora da EPB, Directora
Administrativa e Directora Geral. Actualmente, é Chefe de Divisão da Educação
da CMB.
4
A EXCELENTE resposta que o mercado
do trabalho estava a dar, absorvendo
praticamente todos os alunos que concluíam a sua formação na EPB, constituía um grande incentivo para todos os
responsáveis que, dessa forma, concluí-
am que a aposta era correcta.
Em todo o caso, mesmo acreditando
nas potencialidades da escola, baseadas
principalmente na qualidade do projecto e na interligação às empresas que
procuravam integrar os nossos alunos,
nunca pensei que a EPB atingisse a dimensão que hoje tem.
SERIA UM erro histórico perder agora
o nível de qualidade de ensino a que a
EPB nos habituou. Do mesmo modo,
acredito que o leque de oferta de formação não deverá sofrer qualquer redução, bem pelo contrário. Assim, e até
pela solução que se anuncia, creio que
o futuro da EPB estará perfeitamente assegurado. O que também não deixa de
ser uma merecida homenagem ao primeiro director da escola, o Eng. Alberto
Vale Rego Amorim.
Bracarense de gema, Paulo Costa nasceu na freguesia da Sé, a 30 de Janeiro de
1965. Cursou Direito em Coimbra e exerce
actualmente a advocacia. Foi Director Geral da EPB cerca de dois anos e meio. Nos
seus tempos livres percorre montanhas.
QUANDO CHEGUEI, encontrei uma
escola já madura, rica nos seus recursos
humanos e orgulhosa do seu trabalho.
destaque
Profissional falam da sua experiência
Perpassava então uma certa ansiedade
pela mudança de “casa”. A construção do
novo edifício iniciara-se, e vi-me a abraçar a tarefa de velar pela sua conclusão.
A EPB estava dividida em dois edifícios
(Parque de Exposições e edifício Pé
gração da escola como uma referência
incontornável no panorama do ensino
profissional português.
Também o Estado parece ter acabado
por perceber a validade do modelo, conferindo-lhe agora uma nova dimensão e
dignidade. Pena é que esse entusiasmo
não seja acompanhado do debelar dos
históricos e asfixiantes constrangimentos financeiros.
COMO É consabido, pairam algumas
incertezas sobre o futuro concreto da
EPB. A sua sócia principal, a Câmara Municipal de Braga, decidiu, ainda recentemente, alienar a respectiva quota. No
entanto, estou muito confiante em que
a qualidade humana e profissional dos
seus elementos, sobretudo daqueles
que vivem a escola de longa data, conduzirá a um desfecho e a uma solução
compatíveis com um futuro brilhante
para a EPB, correspondente, aliás, ao
que a cidade e o ensino profissional merecem.
“Dei por mim a admirar
e defender a valia deste
subsistema como garante
educador dos seus jovens”
Alado), a significativa distância um do
outro, o que dificultava a boa gestão
do respectivo conjunto. A dimensão do
trabalho que a escola desenvolvia ficava asfixiada pela exiguidade do espaço
disponível.
Fui-me surpreendendo com a descoberta do mundo do ensino profissional.
E foi natural apaixonar-me pelo seu projecto. Dei por mim a admirar e defender
a valia deste subsistema como garante
educador dos seus jovens, como veículo
inestimável de um futuro profissional.
A EPB ERA então um jovem ainda em
crescimento. Penso que foi determinante para essa evolução a mudança para
o actual edifício-sede. Permitiu potenciar as excelentes capacidades dos seus
funcionários e professores, dando-lhes
um alento redobrado. Era claro que o
vestir da camisola acabaria por conduzir
a um crescimento consolidado, à consa-
José Magalhães nasceu no Porto, na
freguesia de Paranhos, mas foi a cidade
de Braga que o acolheu aos 8 anos. Aqui
fez os seus estudos secundários, repartidos entre o Colégio D. Diogo de Sousa e
o Liceu Nacional Sá de Miranda. Matriculou-se na Universidade de Coimbra, em
Germânicas, mas acabou por concluir o
curso (Português-Inglês), na Universidade
do Minho. Fez o estágio (1978/79) na Escola Alcaide de Faria, Barcelos; esteve um
ano na Escola André Soares e, em 1980,
foi colocado na Escola Dr. Francisco Sanches. Mais tarde, foi requisitado pela EPB,
onde permaneceu até Julho de 2009. Terminada essa enriquecedora experiência,
regressou ao Agrupamento de Escolas Dr.
Francisco Sanches, reiniciando as funções
de professor de Língua Portuguesa e Inglês.
A EPB ERA, é e será um projecto educativo sempre atento às dinâmicas
sociais e que se estrutura em torno de
orientações e instrumentos de apoio à
reflexão, construção e sistematização
de práticas que conduzam à melhoria
contínua dos desempenhos individuais
e organizacionais. Na sua génese, reside
uma intencionalidade formativa que
pretende ser um factor de desenvolvimento, de melhoria de produtividade
e de crescimento económico da região.
Como suporte a estes referenciais, construímos um projecto educativo que pretendia ser um documento organizador
da diversidade, estruturante de uma
identidade e de apoio a uma singularidade criativa e dinâmica, com funções
plurais e simultâneas.
Neste sentido, a EPB sempre pretendeu desenvolver uma cultura de exigência por parte de todos os intervenientes
no processo educativo, designadamen-
“a EPB sempre pretendeu
desenvolver uma cultura de
exigência por parte de todos os
intervenientes”
te os seus professores, auxiliares educativos, encarregados de educação e,
sobretudo, com a qualidade das aprendizagens dos alunos. Todos tínhamos
consciência, por isso, de que era imperativo continuar a aperfeiçoar o nosso
desenho organizacional e assumir o
conceito de organização aprendente,
onde todos tínhamos um papel determinante. Não havia vazios organizativos
nem lacunas estratégicas, porque havia
um pensamento disciplinado e agíamos
com elevados índices de competência e
ética profissional.
5
destaque
A REALIDADE social não pára, e o
desenvolvimento educativo tem que
acompanhar as transformações.
A recontextualização da educação
face aos novos desafios da sociedade,
à necessidade de ampliar as oportunidades de escolarização e formação de
novos públicos e de expandir o direito
à educação, num contexto económico e
social de retracção de oportunidades e
de direitos, levaram a escola a assumir
responsabilidades acrescidas. A EPB
não se podia alhear de novos desafios
e, com a competência reconhecida, fácil
foi adaptar-se e adoptar novos mecanismos de trabalho em equipa, de atitudes
pró-activas que melhor interpretassem
e adequassem o seu projecto educativo
às necessidades emergentes. Sabíamos
o que nos era exigido: equidade, pertinência e qualidade de formação e que
as melhores respostas estão na construção colectiva desses imperativos. Teve a
escola necessidade de crescer, de ampliar espaços de acção e de mobilizar
novos agentes educativos para intervir,
contextualizar e valorizar a dimensão
institucional. Com o reconhecimento de
todos, rapidamente a escola se transforma numa das mais prestigiadas instituições do ensino profissional do país.
CADA VEZ mais as organizações estão conscientes de que o trabalho realizado deve ser sinónimo de qualidade,
de competitividade, e estou seguro de
que todos acreditamos que a EPB está
preparada para se adaptar a novas situações, a novos desafios que continuarão
a ser abordados com coragem e determinação, como contraponto a visões
meramente utilitaristas e economicistas
da educação. Não poderão ser alguns
constrangimentos financeiros a inviabilizar, a destruir um projecto que formou
milhares de jovens. A EPB não irá assistir
impassível a uma desresponsabilização
cada vez mais evidente no investimento
no ensino profissional por parte de entidades que o consideraram como factor
estratégico de desenvolvimento.
A EPB está habituada a enfrentar desafios e ameaças e recusará sempre,
como dizia Leonardo Coimbra, sentir-se
«uma inutilidade num mundo já feito»
para se continuar a assumir como uma
das obreiras de um mundo por fazer.
EPB sempre!
6
Paulo Nuno Reis Sousa é licenciado
em Gestão de Empresas a que acrescenta
uma Especialização em Auditoria de Habitação.
Esteve à frente dos destinos da EPB entre 1992 e 1999, tendo abraçado, desde
então, diversos projectos na sociedade
bracarense e, também, leccionado na Escola Secundária de Alberto Sampaio, a
cujos quadros pertence.
Esteve desligado fisicamente 10 anos
da EPB, mas manteve sempre um vínculo
emocional muito forte com a escola, ao
ponto de aceitar, há 2 anos, regressar à
sua liderança para continuar e, se possível, aprofundar o seu projecto educativo.
“elevados níveis de obtenção
de colocação no mercado de
trabalho e no ingresso
no ensino superior”
ERA UMA escola em que decorria o
ano de conclusão do primeiro ciclo de
formação, com os primeiros alunos da
escola a obterem a respectiva qualificação profissional. No final desse ano
ocorreria a primeira avaliação da pertinência e qualidade deste novo modelo de educação e formação criado em
Setembro de 1989. Desde logo, através
dos elevados níveis de obtenção de colocação no mercado de trabalho e no
ingresso no ensino superior, se evidenciou a qualidade da formação desenvolvida e também do próprio modelo de
ensino-aprendizagem.
Apesar das dificuldades sentidas e
inerentes a uma escola e um modelo
novos, o empenho e dedicação que as
entidades promotoras, direcção, professores, pessoal não docente e alunos
imprimiram à escola, desde o seu início,
permitia já vislumbrar um enorme potencial da EPB que, aliás, se veio a confirmar.
ENTRE 1992 e 2007, a oferta formativa
da EPB, em termos de cursos profissionais, situou-se entre as 16 e as 19 turmas por ano lectivo, correspondente à
capacidade disponível. No entanto, nos
últimos anos, ocorreram mudanças significativas no contexto educativo e da
formação profissional, destacando-se o
lançamento do programa Novas Oportunidades e o desafio dirigido também
às escolas profissionais para alargarem a
oferta formativa às novas modalidades
oferecidas. Também o objectivo governamental de situar a oferta formativa
profissionalizante, no ensino secundário, ao nível dos 50%, veio contribuir
para o crescimento da EPB, que respondeu ao desafio, tendo vindo a crescer,
desde 2008, até às 28 turmas actuais,
nos cursos profissionais.
OS RESULTADOS que têm sido alcançados e avaliados, interna e externamente, evidenciam taxas de conclusão
escolar, níveis de colocação e empregabilidade. Também evidenciam um grau
de satisfação das empresas e instituições - que proporcionam estágios e colocação profissional aos alunos - que, a
par dos demais indicadores, conferem à
EPB a categoria de entidade imprescindível no contexto formativo, económico
e social da região. Aliás, estando a EPB
inserida na rede escolar concelhia e da
Região Norte, com a dimensão e a qualidade por todos reconhecidas, não nos
ocorre outra perspectiva que não seja
um futuro promissor. De condições físicas e, sobretudo, humanas dispõe para
o efeito, tal como da confiança do Ministério da Educação e dos parceiros com
quem interage e promove as múltiplas
iniciativas que desenvolve.
Entrevistas conduzidas por Ana Filipa Teixeira
conquistas
Escola, cursos e pessoas premiados
Curso Técnico de Design Gráfico
2007
Medalha de Prata no projecto internacional Global Virtual Classroom, 3º ano.
Concepção do logótipo e renovação
da imagem institucional da AGERE, pelo
aluno João Loureiro, do 3º ano (concurso nacional, aberto a estudantes do secundário, universitário e profissionais).
sinar a construir robôs móveis autónomos, de uma forma simples e divertida.
Festival Nacional de Robótica (FNR),
uma competição de robôs com diversas
provas, que decorre anualmente numa
cidade distinta.
RoboCup, Robot World Cup Initiative,
um evento internacional com diferentes
provas de robôs, que junta equipas de
todo o mundo, apuradas pelas competições nacionais.
2007
Prova de Busca e Salvamento Júnior A
2.º lugar no FNR2007 – Albufeira
3.º lugar no RoboCup2007 – Atlanta
(EUA)
com o projecto “Português On-line”.
Representação de Portugal, em Estocolmo, no
2º Fórum Europeu para
Professores Inovadores,
organizado pela Microsoft Internacional, com o projecto “Português On-Line”.
Prémio Galardão “A Nossa Terra”
2009
Galardão de instituição de referência
na área de ensino.
2008
Prova de Busca e Salvamento Júnior A
3.º lugar no FNR2008 – Aveiro
2008
Concepção dos Postais de Natal do
Gabinete do Primeiro Ministro, pelos
alunos Tiago Cunha, Patrícia Oliveira e
Isidro Norberto, do 3º ano.
2010
Concepção da Mascote para o Campeonato Mundial de Andebol Escolar de
2010, pelo aluno Ricardo Coelho, do 3.º
ano, num desafio lançado pelo Ministério da Educação.
2009
Prova de Busca e Salvamento Júnior A
1.º lugar no FNR2009 – Castelo Branco
3.º lugar no RoboCup2009 – Graz
(Áustria)
2010
Prova de Busca e Salvamento Júnior A
1.º lugar no FNR2010 – Leiria
Prova de Futebol Robótico
2.º lugar no FNR2010 – Leiria
Curso Técnico de Contabilidade
1º Prémio, no Concurso Literário organizado
pela Escola Profissional
de Aveiro, subordinado
ao tema “Escolas Profissionais... Um olhar sobre
o futuro”.
Marisa Machado Maciel, 2º ano.
Curso Técnico de Electrónica,
Automação e Comando
Roboparty, um evento promovido
pela Universidade do Minho, para en-
Futsal CCDAT EPB
2010
Campeã da 1ª divisão do Campeonato Distrital da Associação de Futebol de
Braga.
1998
1.º Lugar nas Olimpíadas de Contabilidade, organizadas pela Escola Profissional de Comércio Externo do Porto,
alcançado pela turma do 2.º ano.
2000
Jornal “Passo a Passo”
2009
Menção Honrosa atribuída pelo jornal
“Público”, no âmbito do Concurso Nacional de Jornais Escolares.
2011
Campeã da série A da 3ª divisão do
Campeonato Nacional de Futsal.
2011
1.º lugar - Roboparty – Universidade
do Minho, Guimarães
Prova de Busca e Salvamento Júnior A
2.º lugar no FNR2011 – Lisboa
Prova de Futebol Robótico
2.º lugar no FNR2011 – Lisboa
Professora Adelina Moura
2005
Concurso “Desafios para Professores
Inovadores”, pela Microsoft Portugal,
Recolha realizada por Eugénia Coutinho
7
fora de portas
Perdidos & Achados
ESTUDEI três anos na EPB, onde adquiri todo o conhecimento base na
área de Electrónica.
A escola possibilitou-me estágio na
empresa EGAPI - Equipamentos e
Gestão para Aplicações Industriais,
empresa que labora sobretudo no
controlo de acessos dos portos, controlo de pesagem industrial em empresas de inertes e resíduos, controlo
de processos de adegas, controlo de
acessos a estádios e controlo de parques de estacionamento.
Concluído o curso, a empresa convidou-me para ficar, tendo realizado
projectos na área de electrónica, automação e informática. Actualmente,
estou inserido em dois projectos de
instalação de controlo de acessos no
Porto de Sines e controlo de sistema
de pesagem industrial na Valorsul,
em Lisboa. A minha actuação tem
estado centrada na concepção dos
equipamentos de controlo de acessos, nos equipamentos de controlo
de pesagem industrial, e na posterior
instalação no cliente.
Foi na EPB que me foram dadas condições para encarar os problemas
como desafios e oportunidades de
desenvolver. Aí, pude experimentar
praticamente todas as situações que
encontro no mundo de trabalho, o
que me tem permitido fazer face aos
desafios que encontro no dia-a-dia e
que tenho vindo a superar com alguma facilidade. Mas, se for necessário,
sei que possa contar com o apoio da
escola.
Hugo Sérgio Vieira Araújo
Curso de Electrónica, Automação e Comando
(2006-2009)
10
CONCLUÍ
o
curso de Comunicação, em
1997, após três
excelentes anos
na EPB. Depois,
optei por uma
formação superior em Comunicação Organizacional, a que acrescentei outras formações, como Formação Pedagógica
de Formadores. Mantive-me na área
de formação, trabalhando por conta
própria. Continuo a ter uma estreita
relação com a escola, nomeadamente na aceitação de estagiários.
E agora, olhando para trás, considero
que a formação adquirida na escola
se tornou fundamental para as perspectivas que tinha então, ao que ajudou, ainda, a vertente técnico-profissional do curso.
Hoje, recordo que foi a possibilidade
de especialização na área de actividade, que me fascinava, e de ter uma
maior facilidade de integração no
mercado de trabalho que me levaram a optar pela escola e curso.
Considero-me uma pessoa com sucesso e quero deixar uma mensagem
aos alunos deste tempo novo: devem
encarar este tipo de ensino como
uma forma mais directa e objectiva
de enveredar por um futuro profissional adequado. E também deverão
compreender que o formato deste
tipo de ensino facilita a aprendizagem, e ajuda a uma melhor preparação para o mercado de trabalho. Mas
apenas para quem o aproveitar.
Jorge Manuel Barros Ferreira
Curso de Marketing, Relações Públicas e Publicidade
(1994-1997)
A MINHA passagem pela EPB continua a ser um dos meus maiores trunfos, quer para o percurso académico
quer para o actual mundo do trabalho. Tomei conhecimento da escola
por dois amigos que lá andavam. E,
após tentativa falhada em Artes, can-
didatei-me ao ensino profissional,
onde apenas fazia para mim sentido
o Curso Técnico de Construção Civil.
O curso preenche os itens essenciais,
pois tem disciplinas que me fizeram
evoluir social e cientificamente e disciplinas técnicas mais ligadas a conhecimentos básicos e ferramentas
essenciais ao curso. Mas isto só fez
sentido com uma equipa de formadores à altura, ponto em que a escola
me surpreendeu.
Em1999/2000, recebi um convite do
coordenador do curso, Jorge Franqueira, para colaborar no seu gabinete com outros profissionais da área.
Dois anos depois, decidi tirar uma
licenciatura em Arquitectura, apercebendo-me do quão vantajosa fora
a minha passagem pela EPB: possuía
uma bagagem de conhecimentos
técnicos - termos e desenho técnicos; desenho por computador; etc. que os meus colegas desconheciam,
o que me possibilitou focar mais nas
disciplinas com maior dificuldade.
Em 2007 leccionei na EPB, no curso
CEF de Operador de CAD, o que se
tornou uma experiência inesquecível
e me possibilitou experienciar o “outro lado” do ensino.
Actualmente, colaboro no departamento técnico do Grupo Caixiave,
empresa internacional que trabalha
em países como Espanha, França,
Angola, Cabo Verde, Moçambique e
Brasil, sendo o meu sector mais direccionado para o mercado francês.
José Luís Ferreira
Curso de Construção Civil
(1997-2000)
fora de portas
Perdidos & Achados
FUI ALUNO da EPB no curso de GPSI,
entre 2003 e 2006; neste ano, fiz um
estágio no ISAVE, na Póvoa de Lanhoso, onde excerci funções de Técnico
de Informática e Administrador de
Sistemas, num parque informático
de 80 postos.
Ainda nesse ano, ingressei na Universidade do Minho, no Curso de
Especialização Tecnológica em Desenvolvimento de Software e Administração de Sistemas, nível IV, em
horário pós-laboral.
Concluído o CET, iniciei a Licenciatura em Tecnologias e Sistemas de Informação, também pós-laboral e, em
2010, mudei de emprego, passando a
exercer funções de Administrador de
Rede e Gestor do Parque informático
da Empresa BW Kids, Braga, mas com
cerca de 20 lojas espalhadas por todo
o país.
Terminei recentemente um Curso
de Formação Inicial de Formadores,
na Schumal – Engenharia e Serviços,
com o qual pretendo dar formação.
Encontro-me no 3º ano da Licenciatura, com perspectivas de terminar
em breve.
Profissionalmente, depois da Bw Kids
passei a trabalhar como Web Designer, na empresa WeLink.
Devo à EPB grande parte das minhas
competências de base, agradecendo
o espírito transmitido para que seja
capaz de enfrentar qualquer desafio
com uma única opção de desfecho, o
sucesso.
Samuel Ribeiro
Curso de Gestão e Programação de
Sistemas Informáticos (2003-2006)
12
TERMINEI o curso de Contabilidade
em 2008, na Escola Profissional de
Braga, escola recomendada por exalunos com sucesso no mercado de
trabalho, com quem tive a felicidade
de conviver.
Inicialmente, tinha por objectivo
imediato adquirir competências necessárias para ingressar no mercado
de trabalho, área de contabilidade.
Porém, os estágios curriculares, sobretudo o realizado numa autarquia
local, despertaram-me interesse em
aprofundar esta área, levando-me ao
prosseguimento de estudos, numa
licenciatura em Administração Pública, na UM. E, embora este curso não
esteja directamente relacionado com
contabilidade, os conhecimentos
levados da escola têm sido múltiplos para o sucesso dos estudos, nas
áreas mais técnicas e na aquisição
de competências genéricas, como
espírito de iniciativa, organização, trabalho
de equipa e
capacidade de
adaptação a situações de trabalho de campo. Até agora,
realizei todos os
desafios.
Já visitei a instituição, onde
testemunhei a
minha experiência no ensino superior, uma ligação que manterei sempre com todo o prazer.
Como mensagem final, aconselho
todos os alunos desta escola a maximizarem as mais-valias de um curso
profissional, pois a EPB dota os seus
discentes de competências/aptidões
necessárias para facear as crescentes
exigências do mercado de trabalho,
assim como o ingresso no ensino superior.
Tânia Sofia Vieira Maia
Curso de Contabilidade (2005-2008)
SEMPRE considerei motivante ser
Secretária, pois trabalha-se de perto
com o público e aprende-se a lidar
com chefias de topo e organizar/planear trabalho de diferentes equipas.
Aspectos que, aliados às excelentes
referências da EPB, pesaram grandemente na minha escola. Felizmente,
não me enganei!
Concluído o curso, passei a colaborar
no Departamento de Organização
e Planeamento e EPB – Formação e
Serviços, desempenhando funções ligadas ao Secretariado. Mas fui procurando novas funções, passando, em
2008, a colaborar no Centro Novas
Oportunidades da EPB. Estou desde
2009 na Cápsula - Soluções Multimédia, onde desempenho funções administrativas, com responsabilidade
também na gestão de clientes e das
diferentes equipas de trabalho.
A EPB, sendo uma instituição com
profissionais competentes, deu-me
uma formação ajustada, que me possibilitou um ingresso fácil no mercado de trabalho. Entretanto, realizo
formações que sejam um acréscimo
à minha formação de base, como
Gestão de Recursos Humanos ou Técnicas de Negociação, para me manter uma profissional de sucesso.
Como mensagem aos alunos, digolhes que impressionem, sejam trabalhadores e humildes em tudo o que
fazem. Só assim é possível progredir.
Há sempre alguém a observar-nos,
por isso, se mantiverem sempre estas
bases, alguém há-de reparar e apostar em vós.
Maria Manuela Rodrigues Gomes
Curso de Secretariado (1999-2002)
fora de portas
Perdidos & Achados
TERMINEI o curso de Marketing da
EPB, em 2008, com as ideias bem traçadas sobre o que queria fazer no futuro: entrar para o Exército Português
e, depois, fazer uma licenciatura em
regime pós-laboral numa universidade civil.
Esperei até Outubro e, como não
chegasse uma resposta do Exército,
sentia-me perder tempo. Mas, abriu
a 3ª fase de candidaturas no Instituto
Politécnico de Bragança, onde havia
a licenciatura em Marketing; inscrevime e entrei.
De início, assustei-me um pouco,
pois todos os meus colegas já estavam num ritmo diferente, mas não
me atemorizei, porque um estudante
que vem do ensino profissional em
Marketing e entra numa licenciatura
do mesmo sente-se confortável nas
cadeiras relacionadas com a área,
embora sinta certas dificuldades
noutras.
Em Fevereiro, recebi uma carta do
Exército e não pensei 2 vezes: fiz as
malas e rumei a Mafra. E, terminada
a especialidade, fui colocado em Lisboa.
Pedi transferência para o Instituto
Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa, onde espero
terminar, em breve, a licenciatura de
Finanças Empresariais, um curso relativamente diferente de Marketing.
Entretanto, continuo ligado ao Marketing, fazendo a promoção da
Quinta de Calvelos, uma casa de
turismo rural em Vieira do Minho,
e estou ligado, também, ao FESTAS
D’ALEGRIA, um projecto que se tornou muito sério com a criação da
página no facebook. Em breve contamos surpreender-vos!
Alexandre Ferreira Alves
Curso de Marketing (2005-2008)
EPB marca presença nas
Feiras das Profissões
A escola, como vem sendo
hábito, marca presença nas
Mostras e Feiras das Profissões da região de Braga.
Esta actividade, realizada
no âmbito da orientação vocacional e dinamizada pelo
Departamento de Comunicação e Marketing e por
alunas de Secretariado, é
dirigida principalmente aos
alunos do 9º ano de escolaridade e decorre de Abril a
Junho de 2011.
Assim, sob o lema “O sucesso do teu futuro depende de
ti. Constrói o teu!”, a EPB esteve em várias escolas, com o
objectivo de dar a conhecer
a sua oferta formativa, assim
como esclarecer dúvidas de
jovens, potenciais candidatos, relativamente às condições de acesso, perfil e saídas
profissionais de cada curso.
O stand promocional da
14
EPB proporcionou aos visitantes a oportunidade de
recolher informação e de
ver alguns materiais e trabalhos de alunos dos diferentes cursos profissionais: um
robô Humanóide, do curso
de Electrónica; representações gráficas da Mascote do
Campeonato Mundial de Andebol Escolar 2010 e da Mascote da EPB (o Max), do curso
de Design Gráfico; a maqueta de uma vivenda, do curso
de Construção Civil; um PC
transparente concebido pelos alunos de Gestão e Equipamentos Informáticos. Este
ano, foram ainda expostos
materiais relativos ao curso
de Técnico Auxiliar de Saúde,
uma novidade presente na
oferta formativa da escola.
A EPB esteve presente na
Feira das Profissões das escolas EB/S D. Maria II, EB/S
Vieira de Araújo, Agrupa-
mento Vertical de Escolas
Arqueólogo Mário Cardoso,
EB 2,3 Cabreiros, Prado, Celorico de Basto, Cávado, André
Soares, Francisco Sanches e
Vila Verde. Nesta, alunos de
Design Gráfico, Electrónica e
Energias Renováveis deram
o seu testemunho, o que
proporcionou aos jovens interessados a oportunidade
de contactarem directamente com alunos de diferentes
áreas e percursos, e de verem
esclarecidas as suas dúvidas
quanto às vantagens do Ensino Profissional na sua formação e futura inserção no
mercado de trabalho.
Sara Moreira
Dep. de Comunicação e Marketing
opinião
Parceiros privilegiados
Grupo FDO no Ranking das Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal
No âmbito do seu plano estratégico, o Grupo FDO tem vindo a celebrar, ao longo dos anos, vários protocolos de cooperação com diversas instituições e empresas.
Neste sentido, é com enorme satisfação e interesse que o
Grupo mantém e fomenta protocolos com várias instituições de ensino, sendo exemplo disso a Escola Profissional
de Braga (EPB), parceiro de longa data.
“o Grupo mantém e fomenta protocolos com
várias instituições de ensino, sendo exemplo disso
a EPB, parceiro de longa data”
A aposta neste tipo de parcerias, que visam a valorização
das pessoas e a sua formação profissional, é para o Grupo
FDO crucial, na medida em que representam um importante
meio para o alcance de uma vantagem diferencial no mercado concorrencial em que se insere, respondendo de forma
eficaz a eventuais necessidades identificadas e alcançando a
excelência em todos os níveis de actuação.
Max, a mascote
da EPB
A ESCOLA Profissional de Braga já tem a sua
mascote para estar presente em muitas das
suas actividades públicas. Chama-se Max e foi
concebido por Ricardo Coelho, enquanto aluno de Design Gráfico da escola em 2010, ano
em que ganhou o concurso “Queres ser o criador da Mascote EPB?”, promovido pelo Departamento de Comunicação e Marketing.
Para o Grupo FDO, o planeamento estratégico do seu negócio não é, nem deve ser, mera e exclusivamente centrado no
lucro, mas, também, na promoção de fins sociais desejáveis.
As suas acções desenvolvem-se com base na consciência social, nas responsabilidades associadas à criação e manutenção do emprego e na exclusão da discriminação.
Pelo segundo ano consecutivo, o Grupo FDO marca presença no Ranking das Melhores Empresas para Trabalhar em
Portugal e continuará a desenvolver, ano após ano, o grau de
compromisso com todos os seus colaboradores, ao nível das
melhores práticas de gestão de capital humano.
É com agrado que, anualmente, o Grupo FDO acolhe estagiários da EPB, pois trata-se de uma instituição de reconhecido
potencial na região, que, acima de tudo, potencia as aptidões
profissionais e técnicas dos seus alunos, investindo num ensino que familiariza os formandos com a realidade tecnológica
e prática do mundo empresarial.
A taxa de sucesso dos estágios na organização é notável,
facto bem visível no número de estagiários admitidos para os
Quadros do Grupo, números que reflectem a boa preparação
e perfeita integração curricular no mundo laboral.
Associada a esta parceria, é de realçar ainda a atribuição dos
Prémios de Mérito Escolar patrocinados pelo Grupo FDO. Estes prémios distinguem os melhores alunos de cada ano lectivo, pelo seu trabalho e dedicação, pretendendo ser não só
um reconhecimento destes alunos mas também um estímulo
à motivação dos restantes estudantes.
Num momento de constantes mudanças, é fundamental
que a relação entre as escolas profissionais e as empresas seja
cada vez mais próxima, de forma a fomentar, sustentadamente, o desenvolvimento de competências e conhecimentos,
capazes de dar respostas às necessidades actuais e futuras.
Será com muito agrado que o Grupo FDO continuará a fomentar este espírito de cooperação e desenvolvimento mútuo, uma vez que vê e classifica a EPB como uma instituição
de elevado reconhecimento e prestígio, que muito terá a
acrescentar ao nosso desenvolvimento económico e social.
Pedro Rodrigues
Grupo FDO
Segundo Ricardo Coelho, Max é a abreviatura
do nome “Maximus”, um nome típico romano
que tem como significado “Máximo”, e o seu
aspecto descontraído e pose animada com
um sorriso rasgado permitem criar contacto
visual com os jovens e adultos, de modo a provar a versatilidade, a criatividade e o profissionalismo característicos da EPB.
Alexandra Corunha
15
opinião
Olhares sobre a escola
A EPB, ao longo dos seus quase 22
anos, tem ultrapassado vários desafios e
dificuldades consolidando a sua presença na região, tendo como principal objectivo a formação de jovens com base
na transmissão, não só de conhecimentos técnicos, como também de valores/
princípios que façam deles bons profissionais e igualmente bons seres humanos. O facto de se focalizar no aluno e de
estar dotada de excelentes profissionais
SEMPRE FUI uma cidadã atenta ao
que de melhor me rodeia, procurando
recolher todas as informações sobre assuntos de interesse social, incluindo, naturalmente, a área da educação. Nesta
linha, tenho apreciado a qualidade do
ensino ministrado pela Escola Profissional de Braga e a taxa de empregabilidade dos seus formandos, considerando-a
mesmo um marco de referência na educação e instrução dos jovens.
de aprendizagem. Para mim, esta escola
é um símbolo de qualidade em desenvolvimento e conhecimentos. Todos os
cursos disponíveis são bastante práticos
e úteis, promovendo a escolha certa de
uma profissão a seguir.
Falando como mãe, sei que, estando
o meu filho a estudar presentemente na
escola, é uma mais-valia para ele, pois as
portas profissionais para o mercado de
trabalho estão certamente abertas, de-
torna-a uma escola que prima pela diferença, altamente reconhecida no meio
envolvente (empresários, instituições,
etc.) como referência no ensino.
Somos agora sacudidos por ventos
menos favoráveis, trazendo alguma
apreensão, insegurança e até revolta.
Sendo a EPB considerada “como formação de excelência”, é com alguma incredulidade que vivemos este momento.
Não deixaremos de prosseguir com os
nossos objectivos, nem de sentir orgulho pelo percurso efectuado (semeamos e colhemos excelentes frutos). O
respeito e admiração alcançados até
aqui não esmorecerão, por isso mais do
que nunca o grito: VIVA A EPB!
Assim, a partir do momento em que
decidi conscientemente completar o
9º ano de escolaridade, não tive qualquer dificuldade em decidir-me pela
EPB, sem dúvida a escola que mais me
agradava. Porque é prestigiada, possui
bons professores e, acima de tudo, tem
um espaço educativo onde pessoas de
diversas faixas etárias se integram facilmente.
Falando a nível pessoal, sempre me
senti bem integrada no novo ambiente
escolar em que me vejo agora envolvida. Sinto que há uma forma de aprendizagem modelada, consoante o ritmo
de cada formando. A escola possui bons
profissionais, como já referi, proporcionando, de forma hábil, o melhor ensino
possível, e cooperando com os formandos relativamente a todas as situações
vido à referência do local onde estuda.
Desta forma, posso dizer que esta escola é, sem dúvida, um local de estudo e
aprendizagem que prepara pessoas e
profissionais para a vida.
Eu incentivo outros a que o façam,
pois o futuro de cada um deve ter sempre bases sólidas na confiança e no entendimento. Para isso, é essencial que
cada um de nós as busque. Se queremos aliar qualidade a satisfação, julgo
que a EPB cumpre estes requisitos.
Elisa Fernandes
Chefe de Secção
16
Maria de Lurdes Leite da Fonseca
Formanda e Encarregada de Educação
opinião
Um olhar sobre...
Deixar marcas
A «Marca» é a arte e a essência do «Marketing». Mas, como pré-aviso, dado
que os vocábulos são elásticos e polissémicos, não vamos abordar esse conceito. Aqui, portanto, «Marca» significa
«aquilo que deixa pegadas portadoras
de significação». Vem tudo isto a propósito da minha longa passagem pela
Escola Profissional de Braga
que recordo com saudade,
bem como os colegas de trabalho e os alunos.
Ao trilharmos o nosso caminho, pelos inúmeros cruzamentos da vida, acontecem
episódios que enriquecem a
nossa experiência profissional, uma vez que caminhar pressupõe
deixar pegadas ou «legados para outras
gerações».
Dado que não há estrada sem caminho, nem marca sem produto, nem
ensino sem aprendizagem, também associo ao meu percurso pela Escola Profissional três marcas indeléveis.
Primeira, os alunos, que nem sempre
entravam bem preparados, mas mostravam interesse pela aprendizagem prática ao longo da formação e por experiências para garantir entrada no mercado
de trabalho. Acabavam por descobrir
um mundo que se transformava em
vocação, com a dose necessária para
preparar mentes inquietas, aptas para
os desafios do tecido empresarial. Hoje,
convivo com muitos desses jovens, que,
tendo em conta o desenvolvimento das
suas competências pessoais, sociais e
técnicas, prestigiam a instituição que os preparou e
formou para a vida.
Segunda, os professores, que eram a seiva que
corria na escola. Povoam
a educação, com os seus
sonhos e inspiram com os
seus exemplos. Educadores que alertavam para as
mudanças, «atacavam os problemas»,
concebiam modelos que tentavam explicar o mundo, que preparavam os
alunos para os «desafios» adequados ao
compasso do tempo. Professores que
beliscavam, divertiam, desafiavam e ousavam entrar no mundo da juventude
para os “galvanizar” a «navegar» neste
mar conturbado, que incutiam verdades, como «para vencer é preciso suar».
Terceira, a escola, que garantia uma
via profissionalizante e formava profissionais competentes e com perfil adap-
tado às exigências do mundo empresarial. A Escola Profissional de Braga, com
a sua liderança, a sua organização, o seu
projecto educativo, a relação educativa,
continha os ingredientes necessários e
o ambiente adequado para todos trabalharem, aprenderem e construírem
juntos. Uma escola onde aprender era
viver, pensar, inovar, saber fazer. Uma
escola que se destacava pela preocupação em dar qualificações que facilitassem a inserção no mercado de trabalho,
aliando formações qualificadas a experiências concretas de trabalho, relacionadas com a aquisição de conhecimentos necessários para o desempenho de
uma profissão. Estas escolas devem ter
sempre em consideração que antes do
Técnico está o Homem e, nesta medida, a formação deve ser para a vida de
modo a fazer o mundo avançar.
Há quem esteja sempre a fugir do
mundo, que não queira deixar pegadas e se esconda atrás do sol. Mas esses
alunos, professores e respectiva escola conquistaram o direito de marcar o
mundo. Nenhuma glória os deve deslumbrar, nem mesmo a sua sombra, mas
merecem o reconhecimento social.
.
José Carlos G. Peixoto
Ensino de notável qualidade
Como antigo professor da EPB, pude
participar na formação de jovens que,
de um modo geral, se integraram com
sucesso no mercado de trabalho.
Alguns deles interessaram-se mesmo por valorizar
os seus conhecimentos e as
suas carreiras profissionais,
obtendo cursos superiores
de engenharia e de arquitectura.
Como membro convidado do júri de avaliação das Provas de
Aptidão Profissional do Curso Técnico
de Construção Civil, observo a relevan-
te qualidade dos trabalhos apresentados a as competências reveladas pelos
alunos, fruto de uma boa qualidade do
ensino nas várias componentes formativas, bem como de uma
natural e saudável relação
estabelecida entre alunos e
equipa formativa.
Continuo atento à actividade desenvolvida pela EPB,
apreciando a notável qualidade do ensino praticado,
que envolve a realização de
projectos, muitos deles destacados pela
comunicação social.
Num mercado de trabalho crescen-
temente aberto e concorrencial, aos
profissionais são exigidas competências
sólidas, nas várias componentes linguísticas e técnicas, que têm por base uma
formação de qualidade, que reconheço
existir na EPB.
Termino com a formulação de votos
de sucesso aos alunos, professores e
membros da direcção da EPB, numa
fase de mudança e de novos desafios
que envolvem a escola e o nosso país.
Valentim Afonso
17
à conversa com
João Paulo Teixeira
Estivemos à conversa com João Paulo
Teixeira, professor e empresário, homem multifacetado, que participou
em “vários projectos de revistas e jornais de humor”, arrastando a asa pelos caminhos do cartoonismo, banda
desenhada, ilustração, escrita, humor,
grafismo. E que nutre paixão pelos
combustíveis, boa comida e amizade.
Um criador que sonhou tornar-se um
“autor total”.
Quando surgiu o interesse pelo Design
Gráfico?
Isso já vem do século passado, quando acreditei que nada me iria impedir
de ser um ilustrador. Nem a falta de
jeito. Queria ser um autor total, fazer
revistas sozinho, como o José Vilhena.
Coleccionava o “Fala Barato” e tentava
fazer algumas brincadeiras com textos,
fotomontagens e até desenho.
Tentei o cartoonismo. Desenvolvi alguns tipos bem específicos de traço,
que dessem para acreditar que não
eram maus, mas que eram propositados. Os resultados práticos esfregaramme na cara a impossibilidade de um dia
vir a ser ilustrador. Já escrevi para cartoons, para uma ou outra banda desenhada, mas os meus colegas garantiram
20
Rui Pires
Qual foi o projecto mais enriquecedor
da sua carreira? Quer destacar algum?
Destacam-se mais os projectos empobrecedores, que trazem mais contas
de combustível, portagens, refeições,
cervejolas, adereços, lâmpadas para
projectores, filtros, uísque irlandês ou
cassetes.
No final da universidade, tive alguns
projectos que podiam ter sido enriquecedores. Criei uma empresa onde trabalhávamos dois meses por ano e folgávamos dez.
Os maravilhosos anos do guterrismo
em Portugal. Cada autarquia queria festivais, vídeos institucionais e cd rom’s.
Depois veio a crise (sim, porque já se
fala de crise desde 2000) e tivemos mesmo de começar a trabalhar o ano inteiro.
Agora só aparecem projectos remediadores.
Produção de vídeo: “O penúltimo lanche de Cristo”, JPT e PS.
sempre um perímetro de segurança entre mim e a ilustração.
Qual o projecto que mais o realiza?
A organização dos jogos de futsal todas as segundas-feiras à noite. Convidar
os jogadores e verificar indisponibilidades. Como sou eu a organizar, levo
a bola, sou titular indiscutível e ainda
jogo e marco golos espectaculares.
Além disto, gosto particularmente de
escrever e de produção audiovisual.
“Já escrevi para cartoons, para uma ou outra banda desenhada,
mas os meus colegas garantiram sempre um perímetro de
segurança entre mim e a ilustração.”
à conversa com
Quando é que surgiu o projecto “Cavalheiros do Apocalipse”?
Como é que os quatros Cavalheiros se conheceram?
Os Cavalheiros apareceram numa reunião na SIC Comédia
com um senhor chamado Ricardo Palacin, que hoje é o director do canal benfica.
Eu e o ZM conhecemo-nos em Gaia, na Secundária. Com
outros colegas escrevemos textos de humor para um livro e
para jornais, fizemos alguns vídeos e reuníamo-nos para filtrar e reutilizar óleo alimentar para os nossos carros. É o mais
inclassificável, original e surpreendente de todos.
Conheci o JA no “Pérola Negra”, um espaço de tertúlia da
elite cultural portuense. Ele era um dos seguranças. Depois de
algumas noites à conversa, acabou a assentar tijoleira lá em
casa, pintar paredes, mudar duas persianas e cozinhar francesinhas.
Conheci o PS na Universidade, em Braga. Escrevemos muitos textos juntos, para espectáculos de stand-up, duas curtasmetragens, algumas revistas e, depois, os textos dos Cavalheiros.
Foram inspirados pela Stand-up comedy?
Nós fomos os organizadores do 1º festival de Stand-up comedy em Portugal, já em 2003, mas não fomos muito inspirados pelo género. Já escrevemos textos para alguns artistas,
mas meter o pé em palco, nem que a Virgem Maria pedisse
de joelhos.
“A dimensão das postas que comíamos não
deixava margem para dúvidas: nós tínhamos um
grave distúrbio alimentar.”
Porquê o nome Cavalheiros do Apocalipse e onde encontraram a inspiração?
Há muitas coisas que continuam por explicar, e esta é uma
delas. Eu e o PS escrevemos há uns anos uma espécie de um
evangelho apócrifo e talvez tenha vindo daí.
A inspiração vem das nossas rotinas, amigos e ambientes
diários. Alguns dos Cavalheiros, que não eu, são suficientemente cromos para termos de inventar muito.
Qual foi o sketch mais divertido que realizou?
Um piloto para a SIC Comédia, a vida e obra de uma banda de música, “Os dimensão extra”. Gostei particularmente do
“Aquecimento Global”, os “Cursos para todos”, “O fim dos toninhos” ou “O especialista em aeroportos”.
Também está envolvido no projecto “Chispes e Couratos”.
Como surgiu a ideia de criar este blog?
Foi a comer no “Sabores do Barroso”. A dimensão das postas
que comíamos não deixava margem para dúvidas: nós tínhamos um grave distúrbio alimentar.
Escrever os textos era uma boa terapia para compreendermos as nossas perversões à mesa e promover a nossa integração social.
É fácil ser-se humorista em Portugal? Quais os assuntos que
destaca?
Não sei. O melhor é perguntar a algum humorista.
Mas, para quem está de fora como eu, não parece muito
fácil. Não existe um grande mercado profissional. O país é excessivamente pequeno como fonte de inspiração e demasiado atrofiado para expirar.
Quanto a fórmulas de sucesso, ainda há muitas por explorar.
Há semelhanças entre o humor que se faz em Portugal e o
humor que se faz no estrangeiro, nomeadamente nos Estados
Unidos?
Entre Portugal e o estrangeiro há algumas diferenças, entre Portugal e os Estados Unidos já se encontram muitas semelhanças. Há cada vez mais portugueses a verem muito do
humor que se faz nos Estados Unidos e nas ilhas britânicas.
Fenómeno social a que se chama cultura geral, conhecimento
incrível de tudo o que se faz de novo ou procura de fontes de
inspiração.
Que dicas ou conselhos dá aos mais jovens que gostariam de
seguir a área de Design Gráfico?
Praticar desporto. Dormir pelo menos 8 horas por dia. Reduzir no sal. Não comer cogumelos sem conhecer a sua proveniência. Manter uma postura correcta da coluna em frente
ao computador.
Não negar, à partida, disciplinas e módulos que desconhecem.
E, talvez, manter alguma curiosidade por tudo o que se vai
passando à sua volta. Provavelmente, o trabalho criativo ficará bem mais facilitado.
“Praticar desporto. Dormir pelo menos 8 horas por
dia. Reduzir no sal. Não comer cogumelos sem
conhecer a sua proveniência.”
Quais são os seus planos para o futuro?
Há muitos. Gostava de fazer férias este ano. Quero ver os
Arcade Fire, em Lisboa, este Verão. Pretendo iniciar uma perda
irreversível de peso em excesso, e vou marcar um almoço convívio com alguns amigos no “Albertino”, em Gouveia.
Conversa conduzida pelos alunos do 2º ano de Design Gráfico
21
escola
Programa Estágios Profissionais
Novas regras aprovadas
Foi publicada, em 28 de Fevereiro de 2011, a Portaria
nº 92/2011 que vem regulamentar o já conhecido por
todos, Programa Estágios
Profissionais.
Em vigor desde o dia 1 de
Março, esta Portaria inserese nas medidas enunciadas
pelo executivo, relativas ao
aumento para 50 mil do número de estágios profissionais remunerados.
“aumento para 50
mil do número de
estágios profissionais
remunerados”
Surgem desta forma novas
regras, que aguardam, contudo, a publicação de Regulamento Específico, onde se
identifiquem os procedimentos adicionais necessários à
correcta execução do programa. Vejamos:
Nos termos da Portaria,
entende-se por estágio profissional a etapa de transição
para a vida activa, que visa
completar uma qualificação
preexistente, através da formação e experiência prática
em contexto laboral, promovendo ou a inserção de
jovens ou a reconversão profissional de desempregados.
A legislação, ora referida,
não abrange estágios curriculares nem estágios que
tenham como objectivo o
acesso a títulos profissionais
(onde se incluem, p. ex. o estágio de advogados e arquitectos), assim como estágios
nas áreas de medicina ou enfermagem.
Previamente ao início do
estágio, é celebrado entre
a entidade promotora e o
estagiário um contrato de
estágio, reduzido a escrito,
conforme modelo aprovado
22
em Regulamento Específico
aprovado pelo IEFP.
Durante o decurso do estágio, é aplicável ao estagiário o regime de duração e
horário de trabalho, assim
como o regime de faltas e
feriados, segurança e higiene
no trabalho, descanso diário
e semanal, aplicável aos trabalhadores da entidade promotora.
Mensalmente, é concedida
uma bolsa de formação, cujo
montante depende do grau
de qualificação do estagiário, assim como subsídio de
alimentação e seguro de acidentes de trabalho, apoiados
pelo IEFP, tendo em conta a
dimensão da empresa.
Assim, a comparticipação
na bolsa de estágio será feita
em função das seguintes percentagens:
•75% - para pessoas singulares ou colectivas, de direito
privado, com fins lucrativos
que empreguem até 9 trabalhadores;
•65% - para pessoas singulares ou colectivas de direito
privado com fins lucrativos
que empreguem de 10 até
250 trabalhadores;
•40% - para pessoas singulares ou colectivas de direito
privado com fins lucrativos
que empreguem mais de
250 trabalhadores;
•Comparticipação no subsídio de alimentação até ao
valor fixado para os trabalhadores que exercem funções públicas.
•Comparticipação no pagamento do prémio do seguro até 3% do valor da bolsa
de estágio pelo período de
9 meses.
As referidas comparticipações são majoradas em 10%,
no caso de o estagiário ser
pessoa com deficiência e/ou
incapacidade.
Bolsa
de formação
Para os estagiários, a bolsa
de estágio mensal traduz-se
nos seguintes montantes:
•O valor do IAS (Em 2011 é
de €419,22) – para estagiários com qualificação de
nível 2
•1,2 vezes o IAS - para estagiários com qualificação de
nível 3
•1,3 vezes o IAS - para estagiários com qualificação de
nível 4
•1,4 vezes o IAS - para estagiários com qualificação de
nível 5
•1,65 vezes o IAS - para estagiários com qualificação de
nível 6,7 ou
•Beneficiando ainda de
Subsídio de alimentação e
Seguro de acidentes de trabalho.
As novas regras constantes
da referida Portaria reduzem
o montante das bolsas de
formação, pois estas passam
a estar sujeitas ao pagamento de impostos e da taxa so-
cial única, o que permite o
acesso à protecção social –
protecção na doença, maternidade e desemprego –, bem
como a formação de direitos em matéria de pensões,
o que faz com que o valor
efectivamente recebido pelo
estagiário a título de bolsa de
formação seja mais reduzido.
Assim, por exemplo, tratando-se de um jovem, com
qualificação 6, 7 ou 8, solteiro
e sem filhos (a regra, num estágio com estas características), ao invés de receber €838
a título de bolsa de formação,
passa a receber €581,13.
Desta forma, pretende-se
promover a empregabilidade
de todos os que participam
nestes programas, através do
desenvolvimento e reforço
das competências técnicas e
pessoais necessárias a uma
adequada transição para a
vida activa, ou ainda de uma
adequada reconversão profissional.
Ana Cristina Araújo
Assessora Jurídica
iniciativas
III Encontros de Design Gráfico de Braga
Pensar e fazer design, da EPB ao FMI
Nesta edição, os Encontros viraram-se para dentro e assumiram a EPB como um dos temas centrais do seu programa.
O contexto actual da escola, que vive um momento de transição e de forte exposição mediática, foi o incentivo para a
criação de projectos gráficos onde se procurou reforçar a
identidade da EPB.
Apesar do ano de crise, os Encontros conseguiram apresentar uma semana preenchida com actividades diversificadas.
Nesta edição, o aluno finalista responsável pelos Encontros,
Eduardo Silva, concebeu e produziu dois painéis, destacando
a força e o papel da EPB na formação profissional no concelho
de Braga. Na Avenida Central foi apresentado um painel de
30 metros com infográficos sobre os 22 anos da EPB. Este projecto expõe parte da história, da realidade e força da escola
através de números apresentados de uma forma intuitiva e
atractiva. (ver páginas centrais)
Outro painel, de 20 metros quadrados, foi colocado numa
das paredes exteriores da EPB, sobre a Mediateca, intitulado
“o rosto da EPB” - uma fotografia de uma aluna da escola construída com a imagem dos alunos, formadores e funcionários
da instituição. (ver capa)
O design para suportes digitais esteve em destaque nos Encontros de Design deste ano. Workshops de Webdesign, de
design de conteúdos para telemóveis e desenvolvimento de
jogos digitais despertaram os alunos para esta área do mercado de trabalho.
A semana incluiu, igualmente, abordagens ao design gráfico, a principal saída profissional do curso. João Loureiro, responsável pela imagem da AGERE, orientou um workshop sobre “quebra de bloqueios criativos e metodologia projectual”.
A Uselabel, empresa de serviços de impressão e publicidade,
realizou um “mega” workshop na EPB, onde apresentou os
processos de impressão em tampografia, serigrafia e digital,
com preparação de artes finais, impressão e montagem de
múltiplos materiais: t’shirts, canetas, roll ups, lonas, decoração
de carros, etc.
Esta parceria com a Uselabel foi estabelecida para orientar o
trabalho destes futuros designers para as limitações técnicas
e o potencial dos diferentes processos de impressão.
A situação actual do país não foi esquecida nos Encontros
deste ano, que propôs aos participantes no nine2five, a criação
de um logótipo para o FMI. A
organização considerou que
esta proposta constitui um
desafio provocador, estimulante, irreverente e
que promove um design
mais interventivo no
contexto social. Neste
sentido, o desafio exige dos participantes
um olhar perspicaz
sobre a realidade actual
e a sua expressão através do design.
Para dar resposta a este desafio, os participantes podiam
optar por um de dois olhares: criar um logótipo que representasse a visão institucional e oficial do FMI ou que reproduzisse uma visão mais crítica sobre a acção do Fundo Monetário
Internacional. A proposta vencedora foi a do ex-aluno de DG
Ricardo Coelho.
Os Encontros regressam em 2012, talvez num formato que
possa ser enquadrado na Capital Europeia da Juventude.
23
iniciativas
Pensar com alegria, a Matemática do dia a dia!
Jornadas
de Matemática
Nos dias 12 e 13 de Março,
tiveram lugar as “Jornadas
da Matemática”. E, entre outras actividades, destacamse uma palestra sobre jogos
matemáticos, proferida pelo
professor Ricardo Poças, e a
final do Torneio de Xadrez.
É de realçar que esta última
iniciativa foi o culminar das
O Departamento de Ciências Exactas da Escola Profissional levou a cabo, no
decurso do presente ano
lectivo, diversas iniciativas
junto dos nossos alunos
que, através de uma forma
alegre e divertida, promoveram a aprendizagem da
Matemática.
A Imagem
da Matemática
Neste ano, o concurso “A
Imagem da Matemática” esteve subordinado ao tema A
cidade de Braga. Cada projecto contemplava uma ideia
matemática, sustentada por
uma imagem e um texto.
Os alunos participaram
entusiasticamente nesta iniciativa, criando 124 projectos. Posteriormente, um júri
seleccionou dez deles e a co-
24
da escola. Foi um jogo disputado com muito entusiasmo,
em que o vencedor, Joaquim
Silva, 1ELE, partilhou toda a
emoção com os colegas que
deram vida às suas estratégias de jogo. No final, foi notável a partilha da satisfação
de todos os intervenientes,
reveladora de que a união de
esforços dos nossos alunos
concretiza simples iniciativas
em projectos de sucesso.
munidade escolar, convidada
a votar, escolheu os três melhores, saindo vencedores os
alunos João Loureiro, do 3º
ano de Electrónica e Telecomunicações, António Teixeira, do 3º ano de Electrónica
e Telecomunicações, e Tiago
Ribeiro, do 3º ano de Gestão
e Programação de Sistemas
Informáticos, respectivamente 1º, 2º e 3º classificados.
O concurso permitiu o envolvimento lúdico de toda a
comunidade, neste olhar da
Matemática sobre a nossa cidade, dando a possibilidade
de a comunidade ver 20 dos
seus trabalhos expostos no
Braga Parque, entre os dias 2
e 22 de Maio.
saiba mais em
www.epb.pt/cprof
actividades desenvolvidas
no Clube de Xadrez, tendo
o Fábio Ribeiro, do 3º ano de
Marketing, promovido um
torneio com a participação
de 14 jogadores.
A final, disputada por Joaquim Silva e Agostinho
Barros, contou com os alunos de 3MKT e de 3GEI, que
encenaram todas as jogadas
das peças, num tabuleiro de
xadrez desenhado no pátio
No dia 30 de Maio terminaram os “Jogos Matemáticos”,
que contaram com a participação das 28 turmas dos cursos profissionais, e se desenvolveram em duas fases: por
grupos e por eliminatórias. O
2º GPSI foi o grande vencedor, ao derrotar o 1º GES, enquanto o 1º ELE alcançava o
3º lugar, ao vencer o 2º MKT .
Departamento de Ciências Exactas
iniciativas
Jornadas Administrativas na EPB
Envolvem Marketing, Contabilidade/Gestão, Secretariado e Serviços Jurídicos
A Escola Profissional de Braga, numa organização do Grupo Curricular da componente técnica dos cursos das áreas
de Administração e Comércio, promoveu, entre os dias 7 e
10 de Fevereiro, as II Jornadas Administrativas, iniciativa
que tinha como principais objectivos disseminar conhecimentos, potenciar o debate de ideias e promover o espírito
de reflexão em cada um dos cursos envolvidos.
Foi uma semana em cheio. Logo a abrir, no primeiro dia
apostou-se na temática «Novas Dimensões do Marketing»,
desafio colocado a Luís Rasquilha, da AYR Consulting, a Bruno
Silva, da Innovmark, e a Flávio Gart, da Bazooka. E os intervenientes trataram a necessidade crescente de pesquisa, a
identificação e análise de mentalidades, as tendências de se
recorrer ao empreendedorismo e a filosofia do marketing de
guerrilha.
Já o dia 8 ficou marcado pela realização das XI Jornadas de
Contabilidade, um momento de discussão e análise, onde se
privilegiaram as temáticas da área da Gestão. Nesse contexto, Paula Machado, da Comunicarte, falou dos contornos que
estão subjacentes à distribuição sob a forma de Franchising.
Noutro âmbito, António Marques, Presidente da Associação
Industrial do Minho, realçou a importância adquirida pela
Análise Económica e Financeira nas empresas, sobretudo ao
nível das suas relações com outros agentes da actividade económica.
“sublinhar a ideia de que não há grandes empresas
sem grandes profissionais de secretariado”
O terceiro dia das Jornadas foi dedicado à área de Secretariado. Assim, «Secretariado - a profissão que brilha na sombra»
foi o mote desenvolvido por Isabel Ardions, docente do ISCAP,
e Manuela Gomes, secretária da empresa Cápsula - Soluções
Multimédia. Foi um momento de comemorar o Dia Nacional
da Secretária, que se assinalou nesse mesmo dia. Além disso, considera-se fundamental sublinhar a ideia de que não há
grandes empresas sem grandes profissionais de secretariado.
O último dia das II Jornadas Administrativas ficou reservado para a análise da problemática da «Segurança na Internet».
Carlos Amaral e Nuno Roque, Inspectores da Polícia Judiciária de Braga, realizaram uma intervenção onde procuraram,
de forma profilática e pedagógica, sensibilizar os jovens que
encheram o auditório para a importância de se evitarem comportamentos de risco.
Enfim, a comunidade escolar esteve durante uma semana
muito activa e animada, para o que contribuiu a participação
dos alunos das áreas representadas: Marketing, Contabilidade/Gestão, Secretariado e Serviços Jurídicos.
Natália Rebelo
Paulo Leitão
PROCESSO RVCC PROFISSIONAL
Gostaria de ver a sua experiência profissional certificada?
Este Processo é para si!
O processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de
Competências Profissionais é um processo que visa contribuir para o aumento dos níveis de qualificação formal da
população activa, através da valorização das competências
profissionais adquiridas nos diversos contextos de vida dos
adultos.
No Centro Novas Oportunidades da EPB poderá obter certificação de competências profissionais nas áreas de:
• Secretariado e Trabalho Administrativo (Assistente
Administrativo/a)
• Electricidade e Energia (Electricista de Instalações)
25
iniciativas
Escola de portas abertas
A escola esteve aberta à comunidade,
entre os dias 14 e 16 de Março, numa
iniciativa do Departamento de Comunicação e Marketing, para cumprir a 5ª
edição da “Operação Portas Abertas”.
Esta iniciativa teve como objectivos
mostrar as instalações da escola, esclarecer dúvidas, dar a conhecer os cursos
ministrados, enfim, mostrar o “modus
operandi”, para que alunos e pais possam escolher o curso a seguir no ensino
secundário.
Assim, sob o lema “venha conhecer,
venha experimentar!”, a operação deu
a oportunidade de alunos, professores,
pais, empresários, público em geral entrarem livremente nas instalações e terem uma visão mais alargada acerca do
mundo profissional e de conhecerem
de perto a realidade da nossa escola. Os
visitantes puderam observar e até mesmo experimentar as metodologias e as
técnicas do ensino profissional.
A azáfama nesta semana foi grande,
com os cerca 840 alunos de escolas da
região, devidamente acompanhados
pelos seus professores, sempre muito
interessados em espreitar as condições
de funcionamento de uma escola profissional, no que foram apoiados por
técnicos e formadores presentes nos
laboratórios, salas de aula e serviços de
apoio, fornecendo as informações necessárias e os esclarecimentos solicitados pelos presentes.
Os alunos tiveram ainda a oportunidade de apreciar a Mostra de cursos profissionais, sendo de salientar o interesse
suscitado pelos trabalhos de Electrónica
e de Construção Civil. Mas, em geral, os
alunos também apreciaram a existência
de três pratos na cantina, a variedade
de equipamento dos laboratórios e demonstraram certa surpresa pelas extraordinárias instalações da escola.
Enfim, a “Operação Portas Abertas”
cumpriu plenamente os objectivos,
revelando-se uma excelente iniciativa para divulgar a escola e os cursos à
comunidade escolar para, quem sabe,
incentivar os alunos a serem futuros colegas. Uma iniciativa que correu muito
bem, com um feedback bem positivo e
com uma interessante adesão.
2º ano do curso de Secretariado
26
iniciativas
Semana Cultural da EPB
De 11 a 15 de Abril, decorreu a Semana
Cultural da EPB com um conjunto de
actividades que se constituem como
alternativa às actividades lectivas regulares. Nesta semana destacaram-se,
no seu programa, palestras, filmes,
workshops, corridas de orientação, torneio de futebol de 7, visitas de estudo,
actividades no âmbito de provas de
aptidão profissional, torneios de xadrez, jogos e as I Jornadas da Matemática.
I Troféu EPB
No dia 13 de Abril, realizou-se uma
Corrida de Orientação, uma das três
provas que faziam parte do I Troféu EPB,
dirigido aos alunos, no Parque Desportivo da Rodovia. A iniciativa contou com
aproximadamente 70 concorrentes. A
primeira prova do I Troféu EPB consistiu
numa prova de corta mato, que assinalou o Dia Mundial da Actividade Física,
no Estádio 1º de Maio, Parque da Ponte, cujo principal objectivo consistiu em
promover hábitos de vida saudáveis e
a prática da actividade física, alertando
para os seus benefícios quando praticada regularmente. A terceira prova
assentou num “Peddy Paper” que teve
lugar a 13 de Maio. As provas, organizadas pelos professores de Educação
Física - Hugo Oliveira e Marta Fernandes
-, com a colaboração do professor Carlos Morais na concepção e correcção do
“Peddy Paper”, enquadraram-se no plano de actividades do Grupo Curricular
de Ciências Humanas e Sociais da EPB.
Multiculturalidade
No âmbito da sua PAP – Prova de Aptidão Profissional, a aluna Joana Maia,
finalista do Curso Técnico de Secretariado, abordou o fenómeno em que, cada
vez mais, Portugal passa de um País
Emigrante para um País Acolhedor de
Imigrantes, numa perspectiva de diversidade cultural, através da organização
de uma Feira e Tertúlia Multiculturais,
no dia 13 de Abril.
A Feira Multicultural visou divulgar,
junto de toda a comunidade escolar,
as diferentes nacionalidades que
existem dentro da
EPB, bem como
os costumes, tradições e características
culturais de cada país,
evidenciando o
carácter multicultural da EPB, um
autêntico globo
mundial no qual
89 alunos, professores e funcionários são oriundos de 16
países. Considerando a importância da
comunicação como veículo de cultura,
a Tertúlia “Bem-vindos à maneira portuguesa” teve por objectivo promover a
interacção entre as várias culturas e despertar os valores e atitudes humanas,
tão necessários na sociedade de hoje.
Torneio Anual de FUT 7
O Torneio Anual de Futebol 7 masculino realizou-se, no dia 14 de Abril, no
Campo das Camélias. Esta iniciativa, da
responsabilidade das alunas finalistas
do 3º ano do Curso Técnico de Secretariado, Anabela Soares, Carla Pinto, Diana
Silva, Paula Marques e Sara Soares, visou
fomentar o espírito de equipa e convivência dos alunos, estimulando igual-
mente a competitividade sã e a prática
da actividade física. O Torneio Anual
Futebol 7, disputado fundamentalmente pelos alunos de todos os cursos da
escola, contou com os patrocínios da
Offside, Suminho e Casimira de Lima &
Araújo, Lda.
A imagem como passaporte para o sucesso
No âmbito das suas Provas de Aptidão
Profissional, as alunas Carla Pereira e Silvana Monteiro, finalistas dos cursos técnicos de Secretariado e de Marketing,
respectivamente, organizaram, no dia
15 de Abril, no Centro Comercial Minho
Center, uma exposição de fotografia
que retrata a imagem adequada a cada
contexto socioprofissional. O evento
contou com a colaboração do Centro
Comercial Minho Center, Superdecor,
Belamoldura e de vários profissionais
ligados à imagem: Consultora de Imagem Gabriela de Azevedo, Boutique
Antónia Lage, Sapataria Jossil, maquilhagem Whiteland e Newhair Cabeleireiros. Na era visual em que vivemos, a
Imagem é fundamental. O impacto da
primeira impressão é crucial e influencia
o modo como os outros interagem connosco. Estudos revelam que as pessoas
com uma aparência cuidada têm maiores probabilidades de auferir salários
mais elevados e de ter maior facilidade
em conseguir um emprego.
Natália Rebelo
Ana Filipa Teixeira
27
iniciativas
Rádio EPB - uma nova voz numa escola ideal
motivação constante no recrutamento de jovens talentos na área da comunicação
social. Até que, para além de
criar uma parente à já reco-
des da vida da escola, sempre atenta ao despertar de
potencialidades dos que por
lá fazem o seu percurso educativo e formativo.
“despertou a curiosidade alheia, pela
possibilidade de cada aluno, professor ou
funcionário ser autor e dinamizador da sua
própria programação”
Era o milagre da tecnologia
quando do lançamento do
rádio portátil, do rádio a pilha. Algumas crianças chegavam a balbuciar ”Milagre,
milagre, milagre!”. A rádio
sempre foi, e será, um fiel
escudeiro do homem.
A voz encanta, corta a noite, as madrugadas frias e ca-
lorentas, encanta no Verão,
no Inverno e em todas as
estações do ano. Lança ao ar
belas melodias, através das
ondas curtas, médias e de
frequências moduladas…
A criação da Rádio EPB,
lançada em Abril no seio da
minha Prova de Aptidão Profissional, veio encantar a comunidade escolar e procurar
nhecida epb_ TV, a rádio escolar despertou a curiosidade alheia, pela possibilidade
de cada aluno, professor ou
funcionário ser autor e dinamizador da sua própria programação.
Embora esteja no ar há
pouco tempo, a Rádio EPB
conta já com uma grelha de
programação diversificada:
toca temas da actualidade,
difunde entretenimento e
divulga, sobretudo, activida-
Baseada no formato de rádio escolar, a Rádio EPB pretende ir além da ocupação
lúdica dos seus participantes
e ouvintes, querendo, acima
de tudo, permanecer como
a “voz” da EPB, numa espécie de extensão de vivências
da verdadeira aprendizagem
que acontece na escola.
Marina Afonso
3º ano de Secretariado
EPB participa na Bracara Romana
Já é um hábito a realização
da “Braga Romana – Reviver
o Passado na Bracara Augusta”, inciativa organizada
pela Câmara Municipal de
Braga, com a colaboração
do Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa e o apoio de várias entidades, que decorreu entre
26 e 29 de Maio último.
Cortejos romanos, espectáculos nocturnos, gastronomia, grupos com trajes da
época, recriações do quotidiano romano, arte circense,
teatro, práticas bélicas, decoração de lojas e casas emprestaram grande colorido e
magia ao certame.
O grande objectivo do
evento consistiu em reviver
o quotidiano da Bracara Augusta nos tempos do Império
28
Romano, e chamar a atenção para a importância dos
vestígios arqueológicos da
Bracara Augusta de há cerca
de 2000 anos existentes em
Braga.
A Escola Profissional de
Braga, acedendo ao apelo
da organização, respondeu
à chamada e, pelo segundo
ano consecutivo, participou
no evento.
Assim, sob a orientação de
Tânia Palha, aluna finalista do
Curso Técnico de Marketing,
cerca de 90 alunos, vestidos
a rigor com fatos totalmente
confeccionados pela aluna,
participaram no cortejo nocturno, no dia 27 de Maio.
Na Banca de Mercador,
junto do Jardim Santa Bárbara, foram comercializados
mel caseiro, compotas, chás
e bolsas artesanais. Os visi-
tantes puderam ainda realizar um Quiz para testar os
seus conhecimentos sobre a
Época Romana, culminando
com a certificação de acordo
com a qualificação obtida.
A concepção do mobiliário da Banca ficou a cargo
de Luís Pereira, colaborador
da EPB, com o patrocínio da
empresa Madeigalo.
Enfim, a EPB também entrou na festa, participando
em mais um evento que permitiu a divulgação da instituição e do seu “produto” a
todos os participantes.
Natália Rebelo
novas oportunidades
CNO certifica adultos de Passos S. Julião
O Centro Novas Oportunidades da Escola Profissional
de Braga (CNO da EPB) certificou 16 adultos na freguesia de Passos S. Julião.
O desafio da qualificação
foi lançado à população,
numa iniciativa conjunta da
Junta de Freguesia de Passos
S. Julião e do CNO da EPB, no
âmbito do estabelecimento
de um protocolo de cooperação.
Em resultado da operacionalização dessa parceria, e
do desenvolvimento do processo de reconhecimento,
validação e certificação de
competências do nível básico, a Junta abriu portas nos
dias 11 e 12 de Maio último,
para a realização de sessões
de Júri de Certificação, no seguimento das quais 16 adul-
tos foram certificados com o
9.º ano de escolaridade.
É de sublinhar que, desde
o início, os adultos revelaram
forte motivação para a elevação das suas qualificações,
factor que assegurou que
o compromisso com essa
vontade se tivesse mantido
durante todo o processo, garantindo alcançar por todos a
meta da certificação.
Este resultado é a combinação do esforço e perseverança conjugados: primeiro,
dos adultos, a quem o CNO
da EPB reitera os sinceros
parabéns; depois, do investimento da equipa pedagógica que os acompanhou, a
quem reconhece a dedicação; por fim, à JF de Passos S.
Julião, a quem o CNO da EPB
agradece o envolvimento e
o apoio na criação de condi-
Parceria de sucesso
A JUNTA de Freguesia de Passos (S. Julião) reconhece
no processo de Reconhecimento Validação e Certificação
Competências (RVCC) uma enorme importância como
meio de conformidade entre as reais competências das
pessoas que frequentam este processo e aquelas que são as competências individuais que detêm.
Além do mais, este processo
surge como forma de desenvolvimento cultural, linguístico e profissional, e satisfação pessoal dos
adultos que, durante o seu percurso formativo/escolar por falta
de oportunidade ou tantas vezes
porque assim lhes era imposto,
abandonavam a escola em tenra
idade e ingressavam muito cedo no mercado de trabalho.
Foi neste sentido que esta Junta contactou a EPB, mais
concretamente o seu Centro Novas Oportunidades (CNO),
para estabelecer uma parceria que permitisse a estes adultos um reconhecimento e uma validação das suas competências pessoais e profissionais. Para este executivo, não
existiam dúvidas do prestígio e competência do CNO-EPB,
que resultam do lavor diário enquanto entidade formado-
ções para que esta resposta
de proximidade à população, consagrada na Iniciativa
Novas Oportunidades, fosse
uma realidade.
Esta iniciativa sublinha a
responsabilidade colectiva e
convoca aqueles que, por várias razões, não atingiram os
níveis de formação e escolarização desejáveis e que decidiram, agora, reassumir nas
suas mãos a possibilidade de
refazerem e reconfigurarem
os seus projectos de vida.
Ana Cláudia Rodrigues
Coordenadora do CNO
ra na região bracarense, mas sobretudo da excelente equipa de formadores que compõem o seu corpo educativo.
A localização do processo de RVCC teve um papel importante no sucesso desta parceria. De facto, em boa hora
se propôs a realização do processo nas instalações da sede
de Junta de Freguesia, para que o acesso ao conhecimento se tornasse mais próximo da população evitando, assim,
entraves temporais e económicos
(deslocações), mas sobretudo o
sobrecarregar ainda mais o dia-adia profissional de cada um dos
formandos.
Neste sentido, foi sem dúvida
uma parceria de sucesso entre a
Junta e o CNO-EPB, não só pelo
número de formandos que participaram ao processo, mas principalmente pela constatação do grau
de satisfação que demonstravam,
ao frequentarem o processo de
RVCC e as actividades extracurriculares a ele ligadas, bem
como dos resultados obtidos, onde ficou expresso que
aprenderam e reaprenderam. Assim, ficou expressa a vontade de continuarem o seu percurso formativo.
José Manuel Ferreira Gomes
Presidente da Junta de Freguesia
29
em rede
EPB na rota de S. Tomé e Príncipe
Inauguração da Escola Profissional de Água Grande
O Director Geral da EPB marcou presença na inauguração da Escola Profissional de Água Grande, em S. Tomé e
Príncipe, no dia 25 de Janeiro último,
cerimónia que contou com a presença
do Dr. Olinto Daio, Ministro da Educação, Cultura e Formação, e do Dr. Ekeneide Santos, Presidente da Câmara
Distrital de Água Grande.
Olinto Daio abriu a cerimónia, destacando a importância do lançamento do
ensino profissional para se atingirem os
objectivos do milénio.
A criação desta escola é um acto de
capital importância face aos planos estratégicos do Governo, na tentativa de
qualificar pessoas e dotá-las de capacidades e competências que lhes permitam responder às necessidades das
empresas e, consequentemente, aos
interesses do país.
Mas esta formação permite, ainda, o
prosseguimento de estudos no ensino
superior para quem quiser aumentar os
seus níveis de conhecimentos, respondendo-se, assim, aos anseios de muitas
pessoas.
A concluir, o responsável máximo
pela Educação e Formação de São Tomé
e Príncipe disse que é a qualidade e não
a quantidade que mais interessa, motivo que o levou a apelar a um trabalho
sério e com entusiasmo.
30
Tempo de aproveitar
oportunidades
Por sua vez, o Director Geral da EPB,
mostrando-se honrado com o convite do Presidente da Câmara de Água
Grande, agradeceu a presença de todos
e elogiou esta valiosa iniciativa, desenvolvida numa estratégia de cooperação
e desenvolvimento assinada no dia 25
de Novembro de 2009, entre a EPB e a
Câmara Distrital de Água Grande, envolvendo ainda o Ministério da Educação
de S. Tomé e Príncipe, que aprovou a
criação da escola.
Paulo Sousa realçou, ainda, a capacidade de trabalho dos envolvidos, em
particular do Presidente da Câmara Distrital de Água Grande, que culminou na
concretização do projecto, e manifestou
o seu desejo de que o mesmo venha a
corresponder às expectativas dos alunos, que passarão a beneficiar desta
oportunidade para receberem uma
formação de qualidade. Para isso, exortou as instituições públicas e privadas a
apoiarem esta iniciativa no âmbito do
complemento desta formação, nomeadamente no que concerne aos estágios
ligados às áreas dos cursos de Gestão e
de Serviços Jurídicos.
A finalizar, disse que é preciso aproveitar ao máximo as condições da es-
cola e a formação oferecida, tão importante nos dias de hoje. Até porque não
falta material humano, como provam os
jovens santomenses a estudar na Escola
Profissional de Braga, os quais têm demonstrado grandes capacidades. Um
gesto que foi muito apreciado e aplaudido por todos.
“não falta material humano,
como provam os jovens
santomenses a estudar na
Escola Profissional de Braga”
É de recordar que a Escola Profissional
de Água Grande funciona nos mesmos
moldes da Escola Profissional de Braga,
dando esta instituição o seu contributo
na selecção de professores e de alunos,
e na definição de diversos instrumentos
pedagógicos e regulamentos de funcionamento da escola.
Com esta parceria, a direcção da EPB
acredita que será possível responder às
necessidades de desenvolvimento pessoal, social e profissional das pessoas,
numa estratégia de solidariedade que
conduz à co-responsabilização da Escola Profissional de Braga e da Escola Profissional de Água Grande.
Fernando Silva
com pés e cabeça
CCDAT-EPB sobe à 2ª divisão nacional
Dois anos foram suficientes para que a
equipa de Futsal CCDAT-EPB conquistasse o seu espaço no desporto bracarense, com a subida, primeiro, à 3ª divisão nacional, em 2010, e, já em 2011,
com uma boa campanha na Taça de
Portugal, onde chegou aos quartos de
final, e a subida à 2ª divisão nacional,
na última jornada, em Valpaços.
Em relação à Taça de Portugal, ficou
na retina um conjunto de exibições que
encheram de orgulho a comunidade,
tendo a equipa eliminado diversas equipas, incluindo de escalões superiores e
apenas caindo, já nos quartos de final,
aos pés da Fundação Jorge Antunes,
equipa de topo desta modalidade. Mas
o dia foi de festa, vendo-se o Pavilhão
de Tibães completamente lotado.
Porém, o momento marcante da época foi o da subida à 2ª divisão nacional.
A festa começou bem cedo com a partida rumo a Trás-os-Montes, e continuou
pela tarde e noite daquele 21 de Maio.
Um dia para mais tarde recordar…
E, como é tempo de balanço, ouvimos
a reacção do timoneiro principal, Hugo
Oliveira, e do capitão da equipa, este em
representação dos campeões.
Eugénia Coutinho
Palavra do capitão
EM TRÊS anos, duas subidas de divisão e chegar aos
quartos de final da Taça de Portugal são o resutado de um
clube com uma organização incomparável.
Uma boa equipa técnica, um excelente corpo directivo
e um plantel repleto de qualidade fazem da epb futsal um
clube de destaque e com muita história ainda por escrever.
No início da época, como tínhamos acabado de subir
do distrital, o nosso objectivo era ficar na parte superior
da tabela; mas, depois, jogo a jogo, fomos conhecendo
cada vez melhor os nossos adversários, fomos ganhando
confiança e começámos a acreditar que este sonho seria
possível.
Cometemos alguns erros que nos poderiam ter saído
caros, mas, ainda assim, penso que esta subida de divisão
não passa de um BELO presente pela dedicação e empenho de todos os que fazem parte deste projecto.
O facto de representarmos a Escola Profissional de Braga
coloca-nos, a nós jogadores, a responsabilidade de manter
uma imagem de sucesso já vincada na cidade, e dignificar
todos os alunos, professores, trabalhadores e responsáveis
que da instituição fazem parte.
Em termos futsalísticos, parte do sucesso alcançado
deve-se também ao forte apoio dos adeptos, cada vez em
maior número e mais ruidosos. A eles, o nosso Muito Obrigado!!
É um orgulho e um prazer pertencer a este grupo de trabalho.
Filipe Malheiro
Capitão da equipa
31
com pés e cabeça
O sabor
da vitória
NÃO PODIA começar este breve
texto sem agradecer a toda a minha
equipa de trabalho, jogadores, equipa directiva e departamento médico.
A grandeza do feito que esta época
foi alcançado nunca teria sido possível sem a dedicação de todos eles.
Sem esta dedicação, nada do que até
à presente data foi alcançado teria
sido conseguido.
Todos os objectivos e expectativas
formuladas para a presente época assentaram na premissa da sustentabilidade e na continuidade de um projecto iniciado na época de 2008/2009.
Para a presente época, os objectivos
foram muito bem pensados e estruturados de forma a que estivessem
sempre enquadrados na realidade do
clube, para não corrermos riscos de
“deitar tudo a perder”. Tais objectivos
passavam por nos encontrarmos nos
seis primeiros classificados aquando
da primeira paragem do campeonato, objectivo que foi alcançado com
enorme sucesso, uma vez que, à data
dessa primeira paragem, a EPB Futsal
estava no segundo lugar da tabela
classificativa, o que nos levou rapidamente a assumir internamente a
subida de divisão, pois sentimos que
tínhamos qualidade e estrutura para
tal.
Não foi um caminho fácil, mas também nunca ninguém ouviu da minha
boca tais palavras, sempre disse ao
meu grupo de trabalho que o percurso que tínhamos pela frente seria
árduo, mas que certamente iria ser
recompensado no final. E assim foi!
No final, o sabor da vitória e o facto
de termos alcançado tão almejado
objectivo, teve um sabor muito mas
mesmo muito especial.
Em jeito de resumo, apenas um dos
cinco objectivos a que nos propusemos não foi alcançado, por isso, o
sentido de contentamento e de dever
cumprido está presente no pensamento de todos aqueles que lutaram
por este desfecho.
Não posso terminar, sem deixar
aqui uma palavra de agradecimento
a todos aqueles que nunca deixaram
de acreditar em nós e que sempre nos
apoiaram. Em meu nome e em nome
de todo este magnífico grupo de trabalho, aqui expresso o nosso MUITO
OBRIGADO - a familiares, amigos, conhecidos ou até mesmo simpatizantes que foram cultivando e alimentando o “bichinho” da EPB Futsal.
Parabéns EPB, parabéns a todos
aqueles que acreditaram neste projecto desde o seu início.
Hugo Oliveira
Professor de Educação Física na EPB
Juniores – num processo de aprendizagem
O CCDAT-EPB lançou, neste ano, o futsal júnior, com a criação de uma equipa de Juniores.
Assim, um grupo de atletas puderam
integrar este grupo de formação e,
a par das suas actividades escolares,
participarem no processo de aprendizagem.
É com o sabor das vitórias e das derrotas que as pessoas e os grupos crescem, e este não fugiu à regra. Fez-se
um aproveitamento da prata da casa,
visando preparar o futuro.
Testemunhos dos jovens atletas
GOSTO de jogar futsal e, especialmente, na EPB futsal, que me tem permitido
jogar e treinar com condições bastante
boas. A equipa é unida e há também
grande companheirismo entre os jogadores. Estamos a evoluir bastante desde
o início do ano, e esperamos melhorar
ainda mais.
Gostaria de ver mais gente a assistir
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A EPB futsal júnior é uma equipa que
entrou em competições há muito pouco tempo. Este é o primeiro ano de formação, mas já conseguiu demonstrar
no decorrer deste campeonato que é
uma equipa que tem qualidade, espírito
de equipa e garra. Conseguiu mostrar
que tem um núcleo de atletas importantes que conseguem fazer a diferença
dentro do campo.
A minha experiência na EPB Futsal júnior ajudou-me a crescer, a ganhar técnica, a ter vontade de vencer, abriu-me
horizontes para momentos importantes
na área do desporto.
O MEU período na equipa epb futsal
tem sido uma experiência muito interessante, onde posso aprender muito
sobre futsal e criar fortes laços de amizade.
Sem dúvida, constitui uma grande
felicidade para mim a prática deste
fantástico desporto, para muitos considerado um deporto menor. Mas, não é
assim, é antes um desporto completamente diferente, em que é preciso ter
um pensamento rápido para decidir,
pois o campo é pequeno e mal recebemos a bola temos o adversário em cima
e, principalmente, temos de passar para
o campo as tácticas dadas pelo mister,
que fazem toda a diferença.
Eu gosto do futsal!
Por isso, quero agradecer aos responsáveis pela equipa e aos meus colegas
por me terem proporcionado esta experiência.
Ricardo Araújo
3º ano de CC
Rui Pimenta
2º ano de IE
aos nossos jogos e a apoiar-nos. Pois, tenho a certeza de que a camisola da epb
brilharia ainda mais!
Fábio Vilaça
2º ano de GPSI
a fechar
De formando a formador
A NECESSIDADE de uma mudança
pessoal, bem como uma certificação
profissional levou-me à procura de
um estabelecimento e curso à medida das minhas necessidades.
No ano 2008, estava ausente do
país e, numa pesquisa online, tive conhecimento de que a EPB iria avançar
com um curso que se adaptava perfeitamente às minhas necessidades
pessoais e profissionais. Contactada a
EPB, fui extremamente bem acolhido
e encaminhado para o processo de
selecção e ingresso no Curso de Educação e Formação de Adultos de Téc-
nico de Instalação e Gestão de Redes
Informáticas, em regime pós-laboral.
Encontrei uma equipa pedagógica fantástica, num estabelecimento
de referência, exigência, rigor e profissionalismo. Durante os quase 24
meses de curso e, apesar do esforço
diário, cada dia foi uma partilha constante de novos conhecimentos, num
grupo altamente motivado e liderado com o máximo profissionalismo,
numa instituição bem apetrechada,
no que concerne aos equipamentos
técnicos e didácticos.
Actualmente, após conclusão do
curso e posterior obtenção do Certifi-
cado de Aptidão Pedagógica, encontro-me a ministrar formação na área
de Informática no Instituto Unicenter
– Porto. Pretendo integrar a CISCO
ACADEMY para o curso CCNA, continuando com a minha certificação
profissional.
A EPB foi um marco de viragem na
minha vida, contribuindo para o meu
sucesso pessoal e profissional, abrindo-me a porta que necessitava.
Victor Esteves
Ex-formando do curso EFA de Técnico de Instalação e
Gestão de Redes Informáticas
Hitori - um desafio lógico
Hitori é um desafio lógico na
forma de puzzle, criado pela Nikoli no Japão e joga-se numa
grelha de quadrados de diferentes dimensões.
Ao contrário do que acontece
noutro género de puzzles, o puzzle do Hitori inicia-se sempre
com todos os números da grelha.
O objectivo do Hitori é o de eliminar os quadrados necessários
da grelha, preenchendo-os a negro, de forma a que no final:
• não existam números
repetidos em qualquer linha
e coluna;
• não existam quadrados
negros adjacentes (juntos na
horizontal ou na diagonal);
• os quadrados brancos não
fiquem isolados.
Nas figuras ao lado direito, encontra-se um puzzle hitori proposto e a respectiva resolução.
Na página www.epb.pt/cprof/
hitori.htm podes encontrar algumas estratégias que te ajudarão
a resolver estes puzzles e links
para jogares online.
Resolve
este
puzzle
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a fechar
A vida é feita de sonhos
A vida é feita de sonhos
A vida é caixinha de surpresas
A vida não é uma pedra inerte
É o amor no coração.
Uma criança é música
Uma criança é fogo
Criança não é a sombra de uma mulher
Criança é vida a crescer.
O amor é paixão, sentimento, alma
Amor é estrela cadente.
O amor não é uma janela fechada
Amor é p’ra vida.
A luz é vida,
É água límpida
É chama da vida
É som da guitarra.
Doçura é a esperança do verde
É amor em dia azul e calma
Não é o preto da escuridão
É a paz de uma gaivota.
É a luz do coração.
Adriana Leite
2º ano de Secretariado
Novo enquadramento
da EPB
A EPB passou a estar enquadrada num grupo português que
tem na sua génese a empresa Rumos, cuja grande missão é a criação e a valorização de profissionais. A EPB é uma forte aposta, pretendendo-se continuar a história de 21 anos de sucesso, reforçar
o seu posicionamento enquanto escola de referência no ensino
profissional português e trazer-lhe uma robustez económica sustentável.
De acordo com a Vereadora para a Educação da Câmara Municipal de Braga, Dra. Palmira Maciel, “a Escola Profissional de Braga,
como símbolo da região que é, será sempre uma forte parceira
da Câmara Municipal para o desafio contínuo que é o desenvolvimento educativo e profissional da nossa comunidade. O resultado
do concurso de venda da quota da EPB dá-nos essa garantia, uma
vez que a Escola passa a estar integrada num grupo educacional
já com presença em Braga, que conta com outros projectos de
sucesso como a Escola Profitecla, a Escola Ruiz Costa ou a Escola
Digital, para além de empresas de formação profissional como a
Rumos e, obviamente, a goFLAG - vencedora do concurso”.
A EPB mantém ainda as parcerias existentes com a Associação
Industrial do Minho e com a Associação Comercial de Braga.
Evocar Alves Redol (1911-1965)
ANTÓNIO ALVES REDOL, nascido há
100 anos (1911-1965) em Vila Franca e
Xira, foi figura central do neo-realismo
português e autor de uma vasta obra
ficcional, que inclui o teatro e o conto.
Muito cedo começou a trabalhar para
sobreviver, desenvolvendo várias actividades profissionais, como marçano,
explicador, empregado de escritório,
gerente de tipografia ou professor.
Empenhou-se na resistência ao Estado Novo, sofrendo a impiedosa perseguição política do regime que o levou
à tortura e prisão.
A sua obra literária iniciou-se com
Gaibéus, considerada a primeira obra
de cariz neo-realista da literatura portuguesa, um romance centrado nos
problemas socioeconómicos vividos
pelos ceifeiros.
O autor traz para o romance personagens, temas e situações do mundo
rural, o que lhe valeu grande êxito de
uma importante parte do público,
a par da antipatia dos críticos que o
acusavam de falta de qualidade literária das suas obras, que o criador,
de forma humilde e sem rancor, ia
desmontando, referindo-se à sua des-
pretensão e modéstia literárias, como
acontece em Gaibéus, quando avisa
que “Este romance não pretende ficar
na literatura como obra de arte. Quer
ser, antes de tudo, um documentário
humano fixado no Ribatejo. Depois
disso, será o que os outros entenderem”.
Outras obras de referência de Alves
Redol são Fanga (1943), a trilogia do
Ciclo Port-Wine (1949-1953), Uma Fenda na Muralha (1959), Barranco de Cegos (1962) e as peças de teatro Forja
(1948) e O Destino Morreu de Repente
(1967).
A sua obra é um importante “documentário humano”, caracterizandose pela frequente intervenção social,
pela abordagem de experiências vividas pelo homem explorado no seu
trabalho.
É, por isso, um escritor a ler, num tempo que vai perdendo a referência dos
principais homens que denunciaram
as parcas condições de vida e de trabalho, o drama social de muitos camponeses, fangueiros, pescadores do
Portugal de meados do Século XX.
Fernando Silva
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agenda
ACONTECIMENTO/ EVENTO
Inscrições Ano Lectivo 2011/2012
LOCAL
Estágios Curriculares do 12º ano
Empresas
Estágios Curriculares do 11º ano
Empresas
EPB nas Festas de São João
Braga
Concurso RoboCup 2011
EPB
Istambul, Turquia
Óbidos
6 Junho a 15 Julho
6 a 29 de Junho
27 Junho a 29 Julho
16 a 24 Junho
5 a 11 de Julho
Marketing Pessoal
ÓBIDOS é uma simpática vila do distrito de Leiria. Remonta ao século I, guardando séculos de história entre
as suas muralhas, pois reis e rainhas chegaram a ver nela
o espaço ideal para o seu refúgio.
O que surpreende mais o visitante é o seu vasto património religioso e histórico, a par da sua
localização, desenho arquitectónico
e cor.
Monumentos como o Castelo de
Óbidos, a Porta da Vila, as igrejas da Misericórdia e de Santa
Maria, as capelas da Nossa Senhora do Carmo e de S. Martinho
turismocadentro.com
ou o Santuário do Senhor da Pedra
emprestam uma riqueza históricocultural digna de ser visitada.
Óbidos é ainda conhecida pelo Festival Internacional
de Chocolate (a caminho do 10º ano), onde milhares de
pessoas se deliciam com as iguarias confeccionadas à
base de chocolate.
Um lugar a não perder!
Filme
O Fabuloso Destino
de Amélie
REALIZADO por JeanPierre Jeunet, retrata
uma das mais belas histórias do mundo do cinema.
Amélie Poulain, uma menina que crescera isolada das outras crianças, é uma jovem parisiense muito especial. Após encontrar uma caixa escondida há mais de 40 anos
no seu apartamento, resolve trazer alegria a todos aqueles
que a rodeiam.
Através de pequenos gestos, tudo será diferente à sua volta
e o seu destino mudará para sempre.
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DATA
O VERDADEIRO diferencial competitivo das organizações é a qualidade e a capacidade dos seus recursos humanos. Assim, o Marketing Pessoal tornou-se
uma ferramenta essencial para uma gestão pessoal
e profissional eficaz. Um Plano de Marketing Pessoal
consiste num conjunto de mudanças de atitudes, de
acções e ferramentas que ajudam a projectar uma
imagem positiva e a promover o sucesso.
O primeiro passo consiste em fortalecer a auto-estima: aprendermos a gostar de nós mesmos, apurarmos o quanto acreditamos em nós mesmos. O que
não depende da nossa capacidade e competências,
nem da nossa aparência física.
O segundo passo visa conhecermos as nossas características, a auto-referência. Trata-se das informações de que dispomos e que facilitarão o caminho
que desejamos seguir. É constituída por valores,
crenças e princípios incorporados por herança, influências socioculturais e experiências adquiridas
ao longo da vida.
Como terceiro passo, sugere-se o desenvolvimento
da nossa capacidade de adaptação ao ambiente.
Por fim, devemos criar a consciência da necessidade de crescimento contínuo. As condições mais
relevantes para nos auto-desenvolvermos são: reconhecermos as nossas limitações e termos visão
do futuro.
Concluído o auto-conhecimento, estamos em condições de elaborarmos o nosso plano de Marketing
Pessoal: análise pessoal e do mercado de trabalho
para efectuarmos um diagnóstico das nossas forças e fraquezas; fixação dos objectivos pessoais e
metas mensuráveis; escolha das estratégias e das
acções pessoais, estabelecendo prazos; e controlo
dos resultados e revisão das metas. Algumas dicas:
crie a sua própria marca; invista no networking e
no seu tempo; promova-se a si próprio; comunique
com eficácia.
Ficha Técnica
Director: Paulo Sousa
Coordenador: Fernando Silva
Redacção: Alexandra Corunha, Ana Filipa Teixeira, Eugénia Coutinho
e Carolina Peixoto (aluna de Secretariado)
Marketing e Publicidade: Natália Rebelo
Conceito visual: Ana Gomes e Ricardo Coelho (aluna e ex-aluno de DG)
Fotografia: Rui Pires, Ricardo Ferreira (aluno de DG), arquivo EPB
Fotomontagem da capa: Eduardo Silva “Geiras” (aluno de DG)
Edição gráfica: João Delgado
Ano II nº 3
Junho de 2011
Tiragem: 4000 exemplares
[email protected]
Propriedade: EPB - Escola Profissional de Braga, Lda.
Morada: Rua Augusto Veloso N.º 140 - 4705-082 Braga
tel: +351 253 203 860
fax: +351 253 203 869
site: www.epb.pt
e-mail: [email protected]
12 razões para escolher a EPB
Qualidade de ensino
Ambiente familiar
Excelente imagem junto das empresas
Oferta formativa diversificada
Excelência das instalações
Escola inclusiva e multicultural
Reconhecimento oficial do papel da escola na região e na sociedade
Personalização do ensino
Ensino que associa a formação técnica e científica à humana e social
Maior taxa de aproveitamento escolar e inserção profissional
Apoio aos seus formandos mesmo depois de terminarem o curso
Possibilidade de aprender uma profissão, entrar no mercado
de trabalho e prosseguir estudos no ensino superior
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