Relatório Crítico Oficina de Formação à Distância Materiais Interativos para Português L2 na web 2.0 5ª Edição Tutora: Dr.ª Adelina Moura Autora: Maria Cristina Antunes Frutuoso Junho/2011 Moura 1 Índice Introdução Pág. 3 Capítulo 1 Potencialidades das ferramentas Web 2.0 na escola do século XXI O lugar das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) na educação e, particularmente, no ensino do Português Capítulo 2 Trabalho desenvolvido na Oficina de Formação Dificuldades sentidas e competências adquiridas Pág. 5 Pág. 7 Capítulo 3 Apreciação global da Oficina de Formação e da metodologia utilizada Pág. 10 Capítulo 4 Projeto final Pág. 11 Capítulo 5 Autoavaliação Pág. 12 Considerações finais Pág. 13 Anexos Pág. 14 2 Introdução Em pleno século XXI há questões que surgem como um imperativo. Respostas que se não podem adiar. É claro que no contexto deste trabalho só podemos estar a referir-nos à importância do uso das novas tecnologias na Escola e no processo de ensino-aprendizagem. Se é indiscutível a presença que as novas tecnologias têm na vida actual dos mais jovens também é verdade que todas as suas potencialidades começam agora a dar os primeiros passos na Escola moderna. Casos há, no entanto, em que a sua utilização não é tão recente mas constituem esses verdadeiras exceções. A questão essencial que se nos colocou desde há algum tempo, e pensamos ser idêntica à colocada por muitos outros docentes, quanto à introdução de toda esta tecnologia na escola, prendeu-se com o facto de se pensar que esta novidade traria uma escola menos exigente, ideia que liminarmente rejeitamos, onde a tecnologia mais do que importar rigor e verdadeiro conhecimento, conduziria indelevelmente os alunos a fontes de distracção e a um conhecimento generalista pouco fundamentado. Este pensamento só poderia radicar no desconhecimento efectivo das verdadeiras potencialidades destas novas ferramentas e na posição conservadora, perfeitamente compreensível, de uma escola que não se assume verdadeiramente como uma instituição de vanguarda onde a verdadeira reflexão sobre a sua função social não se faz constantemente. Este relatório pretende descrever esse processo de conhecimento e aceitação de uma escola nova que descobrimos com a frequência da Oficina de Formação à Distância, sob a tutoria da Dr.ª Adelina Moura, designada por Materiais Interativos para Português L2 na web 2.0. Hoje, acreditamos vivamente que a introdução das novas tecnologias é mais do que importante. Tornou-se incontornável! E porquê? 3 Porque a escola não pode continuar alheada da sociedade em que se insere, porque aos alunos desta nova era serão continuamente lançados novos desafios a que só poderão realmente responder se estiverem bem preparados para um mundo onde a comunicação é global, onde mais do que saber de imediato uma resposta é preciso conhecer a fonte que lhe dará luz, no qual, em suma, e progressivamente, o aluno passe da atitude passiva de receptor de grandes ensinamentos, que são indiscutivelmente importantes, para se tornar um sujeito activo capaz de resolver problemas e desenvolver autonomias. Temos que aprender a conciliar diferentes teorias de aprendizagem. Não podemos esquecer os bons ensinamentos de Piaget, que estão na base da nossa formação enquanto docentes, mas temos que ir discutindo paulatinamente outras ideias teóricas que vão surgindo como por exemplo o conetivismo tal com o descreve George Siemens. 4 Capítulo 1 Potencialidades das ferramentas Web 2.0 na escola do século XXI O lugar das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) na Educação e, particularmente, no ensino do Português Hoje, é indiscutível a importância que as novas tecnologias têm no nosso quotidiano. É claro que a escola não pode fugir à sua expansão universal. O ensino do Português, quer se trate de língua materna ou estrangeira, ganha uma nova dinâmica se, pouco a pouco, lhe formos introduzindo esses novos recursos. Quando falamos de língua estamos a falar naturalmente de veículo de comunicação, estamos a falar de uma metalinguagem que é sem dúvida importante mas estamos a falar essencialmente de situações reais de aprendizagem onde o papel das novas tecnologias pode ser absolutamente decisivo. Elas permitem ao professor sair da sala de aula continuando lá dentro, criar situações de aprendizagem da oralidade que se afastem definitivamente de um ensino esclerosado das línguas modernas, em que o aluno passivamente ouve o professor, lê textos e reproduz conhecimentos gramaticais. Sem querer menosprezar estas estratégias, há que dotar o aluno de verdadeiras competências comunicativas que se revelem suficientes numa situação de comunicação real, seja ela escrita ou oral. As novas tecnologias trouxeram-nos todo um vasto conjunto de ferramentas áudio e vídeo a que o professor pode recorrer para melhorar a qualidade da sua prática lectiva para já não falar das potencialidades dos mundos imersivos virtuais. 5 Poder ouvir a língua usada com correção sem concentrar esse uso na figura do professor pode ser uma mais-valia. Induzir o aluno a produzir o seu próprio discurso, escutando-o e autoavaliando-se pode constituir-se absolutamente fundamental para a consolidação e aprofundamento de conhecimentos. Não se pretende ou crê, obviamente, que o papel do professor como autoridade intelectual deixe de ser importante, crê-se, isso sim, que o papel do aluno seja mais ativo e que as situações de comunicação dentro da aula sejam tão diversificadas quanto possível. Não podemos ensinar língua apenas na sua dimensão escrita alicerçada no papel e no papel do professor. A este deverá caber essencialmente gerir o processo de aprendizagem para que ele se torne efetivo e consolidado, ser o realizador do filme cujo papel principal cabe, sem dúvida, ao aluno. E se, ao falarmos da oralidade, de imediato nos surgem tantas possibilidades de recurso às novas tecnologias, não é menos verdade que o mesmo se aplica também à dimensão escrita da língua, à sua textualização, vista em qualquer um dos seus três pilares fundamentais: produção/autoria, recepção e expressão. As novas tecnologias permitem-nos passar por qualquer um deles e dãonos ferramentas que poderão ser tão manifestamente importantes para uma boa aprendizagem como sejam o uso dos corretores, dicionários ou, por exemplo, as actividades colaborativas. 6 Capítulo 2 Trabalho desenvolvido na Oficina de Formação Dificuldades sentidas e competências adquiridas Tal como consta do e-portefólio foram realizadas várias tarefas solicitadas à medida a que a oficina foi decorrendo. Os trabalhos realizados visaram inicialmente a experimentação do maior número possível de ferramentas com o objetivo de conhecer e compreender o seu uso para que, posteriormente, pudesse ser pensada a sua relevância em termos didácticos e pedagógicos. Na fase inicial foi sem dúvida importante e imprescindível a leitura de numerosos documentos que nos foram facultados, permitindo-nos uma compreensão melhor do conceito Web 2.0 e de um léxico muito específico usado neste domínio. Destaco como fundamental, desde logo, a leitura de um glossário que nos foi facultado e que nos permitiu compreender conceitos e imergir neste novo mundo, o manual PLANETA Web 2.0, Inteligencia Colectiva o Medios Fast Food, Web 2.0 Ideas for Educators de Quentin D’Souza, ou mesmo os artigos/reflexões “O telemóvel para gravar e ouvir podcasts: potencialidades na aprendizagem de línguas” ou “Apropriação e mediação pedagógica do telemóvel em contextos educacionais”da Drª Adelina Moura sobre a importância do uso do telemóvel, o que constituiu uma verdadeira surpresa nesta Oficina de Formação, pois, estávamos muito distantes de considerar o seu uso neste âmbito. Certo é que, nestes últimos anos, as escolas têm visto com muita desconfiança o uso deste recurso. 7 Para além das reflexões, foram concretizados trabalhos nomeadamente a criação de um Website móvel com a tecnologia Wirenode e um teste de escolha múltipla com recurso ao MobileStudy. Os desafios foram-se sucedendo e, por isso, realizámos pequenos trabalhos com recurso a ferramentas tão diversificadas como o Corkboard, Picjoke, ImageChef, Ansewer Garden, Post-it e Fotobabble. Experimentámos também outras ferramentas como Tegxedo, Worditout e Wordle, criámos pequenos sites com a Wix, o SchoolRack e o Webnode e, ainda uma wiki no PB Works, um blogue no Blogger e uma rede social no Grouply. Houve também oportunidade de explorar a ferramenta Prezi, GoAnimate e Animoto, conforme se poderá ver no e-portefólio na página Outros Trabalhos. Também criámos vídeos com o Windows Movie Maker e publicámo-los no You Tube. As ferramentas Woki e Podomatic também foram experimentadas e dessas pequenas explorações resultaram trabalhos que se poderão igualmente encontrar no projeto final. Debruçámo-nos sobre a utilidade da Webquest e realizámos trabalhos com a ferramenta PHP Webquest. Posteriormente, tal como é possível encontrar no nosso projeto, com a ferramenta Zunal- Webquests. No que diz respeito à elaboração de questionários explorámos e concretizámos trabalhos com o HotPotatoes e, no projeto final, também no SurveyMonkey. Explorámos, ainda, conversores como Zamzar ou ferramentas como Shrink Pictures, Flickr, Audacity, Ebook e o VisualThesaurus que nos pareceram muito interessantes apesar de nem todos estarem disponíveis em português. Quanto aos mapas conceptuais fizemos uso de ferramentas como Cmaps Tools e Bubbl.us dos quais apresentámos trabalhos nos fóruns e no projeto final. No entanto, explorámos outras ferramentas similares para melhor compreendermos as suas diferentes potencialidades. 8 Tivemos, ainda, a oportunidade de explorar os mundos imersivos e fazer alguma reflexão sobre o seu potencial em termos pedagógicos. Examinámos todas estas ferramentas com agrado e disponibilidade. Não podemos dizer que não houve em ocasião alguma uma pequena ou maior dificuldade. Todavia a tenacidade e a perseverança foram permitindo paulatinamente a conquista desses conhecimentos e, claro, a total disponibilidade da nossa tutora em atender e resolver prontamente qualquer dúvida. Dois factos decorrem desta tenacidade: o incontestável tempo dedicado aos trabalhos e leituras propostas nesta oficina mas, e simultaneamente, a consciência de que essa disponibilidade potenciou a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de competências muito além das que existiam à partida, entenda-se, antes da formação. Hoje sentimos que a Web já não representa um maravilhoso mundo desconhecido mas antes um universo de possibilidades de que nos podemos socorrer sempre que desejarmos diversificar as nossas estratégias, transmitir ou consolidar conhecimentos ou tão simplesmente, e não menos importante, tornar mais apelativo e motivante o processo de ensino-aprendizagem. Já não dispensamos muitas das ferramentas experimentadas nem outras tecnologias que entretanto também ficámos a conhecer, seja o Skype, o Google Docs ou mesmo a Drop Box. 9 Capítulo 3 Apreciação global da Oficina de Formação e da metodologia utilizada A apreciação sobre a Oficina de Formação não poderia ser mais positiva, tendo superado mesmo as expectativas que tínhamos inicialmente. Pareceu-nos bem organizada, dividida em módulos com a duração suficiente para uma verdadeira experimentação das várias ferramentas, perfeitamente exequível sem deixar de ser exigente. Foi aquilo que desejámos no que diz respeito à aquisição das competências necessárias para se partir para um trabalho mais autónomo e independente. As sessões de Skype permitiram um contacto mais próximo entre os participantes e revelaram-se momentos interessantes de partilha de conquistas, de dúvidas e de condicionalismos que todos, uns mais outros menos, fomos sentindo no decorrer destes quatro meses. A forma como foi exercida a tutoria também não nos merece qualquer reparo. Houve uma permanente disponibilidade que só não foi mais largamente requisitada pela determinação em vencer de forma autónoma as pequenas dificuldades. 10 Capítulo 4 Projeto Final O nosso projeto (em anexo) foi adquirindo forma à medida que a reflexão sobre as novas tecnologias e especificamente sobre a Web 2.0 se foi consolidando. Sempre esteve presente a ideia de criação de um projeto que não assumisse um formato cujas potencialidades se esgotariam se exploradas uma única vez. Três ideias dominaram na concepção deste último desafio: O trabalho a desenvolver seria com alunos do ensino secundário; O projeto não poderia ser absolutamente fechado mas antes um trabalho dinâmico, aberto, participado, onde alunos e professor pudessem partilhar conhecimentos; Finalmente, que constituísse uma plataforma para a divulgação de ferramentas disponíveis na Web. Cremos ter conseguido atingir esses objectivos. 11 Capítulo 5 Autoavaliação A autoavaliação é um processo sempre difícil e complexo. Todavia, analisados os objectivos e critérios de avaliação da Oficina, estamos plenamente convencidos de ser merecedores da menção de Muito Bom. Pensamos ter correspondido aos objetivos delineados, fomos assíduos e participámos de forma empenhada quer nos Chats quer nos fóruns. Produzimos um trabalho, cremos, com pertinência e qualidade, sempre vocacionado para uma aplicação prática e pedagógica de que damos conhecimento nomeadamente no e-portefólio, através de alguns trabalhos realizados pelos alunos, e, no próprio Projecto Final, que se apresenta como um projecto aberto ao qual daremos continuidade nos anos vindouros, testemunho claro e inequívoco da vontade de imprimir uma renovada dinâmica na nossa prática docente. 12 Considerações Finais Muito mais seguramente se poderia dizer sobre um tema tão abrangente e actual. Gostaríamos porém de deixar assentes três ideias, decorrentes desta reflexão, para nós, absolutamente fundamentais: 1- A escola não poderá adiar muito mais uma efectiva introdução das novas tecnologias; 2- Os docentes, nas várias áreas disciplinares, devem requerer formação adequada e encarar o seu uso com abertura de espírito e consciência plena da sua utilidade; 3- Finalmente, e não menos importante, a Instituição Escolar deve munir-se dos instrumentos indispensáveis para a sua real e efetiva implementação didática. Quanto ao curso propriamente dito contribuiu este, decisivamente, para a construção de um olhar diferente sobre a prática docente. Cremos, pois, que deve ter edições futuras e, quem sabe, realizar-se sob a forma de actualização de conhecimentos para os que a já frequentaram pois, sabido é, que este universo da Web não pára de crescer e de suscitar novas potencialidades. 13 ANEXOS PROJETO @PRENDER+ WEB 2.0 Introdução: Este projeto destina-se a alunos do ensino secundário e resulta da reflexão sobre a necessidade de criação de um espaço de aprendizagem que lhes permita, a qualquer momento, rever e consolidar conhecimentos, realizar leituras, estabelecer relações entre conteúdos, tirar dúvidas, enfim, proporcionar o desenvolvimento de capacidades ao nível da pesquisa e gestão da informação, através do recurso às Tecnologias de Informação e Comunicação, contribuindo para a sua formação integral e, progressivamente, mais autónoma. Neste espaço poderemos encontrar atividades sobre os textos poético, narrativo e dramático, no que diz respeito aos conteúdos literários, e sobre o conhecimento explícito da língua nomeadamente nos domínios da morfologia, da sintaxe e das classes de palavras. Para além destes domínios, também será possível consultar uma página com referências a ferramentas da Web 2.0. Não foram igualmente esquecidos domínios como os das técnicas de produção de texto nem tão pouco da avaliação de imagens como mais um pretexto para a produção escrita. Neste projeto encontraremos também espaços com sugestões quer de leituras quer de outros sites que consideramos úteis. Criámos também um espaço próprio para partilha de trabalhos e para sugestões que possam melhorar este projeto. Há vídeos, links e, ainda, um capítulo especial dedicado ao acordo ortográfico que, neste momento, se impõe como fundamental dada a sua implementação obrigatória a partir do próximo ano letivo. Aqui, por exemplo, podemos assistir a um vídeo da nossa autoria publicado no YouTube. 14 As ferramentas da Web 2.0 estiveram sempre no nosso horizonte para a concretização de tarefas que consolidarão os conhecimentos dos alunos nos vários domínios já anteriormente referidos. O trabalho assenta na diversificação de estratégias promovendo a intervenção ativa dos alunos, procurando levá-los a resolver atividades previamente delineadas mas também fomentando a sua capacidade de criar os seus próprios instrumentos de trabalho, contribuindo, assim, para uma verdadeira autoaprendizagem. Objetivos: Estimular o interesse pelo estudo da língua portuguesa, desenvolvendo o gosto pela leitura e pela escrita; Aprofundar e consolidar conhecimentos sobre o funcionamento da língua; Promover o uso das novas tecnologias no processo ensino-aprendizagem; Adotar estratégias educativas motivadoras; Promover um desenvolvimento cultural e intelectual mais harmonioso através do contacto com diferentes formas de expressão artística explorando oposições e analogias; Desenvolver atividades lúdicas. Destinatários: Alunos do ensino secundário Metodologia: Organização de um conjunto de atividades usando o website http://descobriralinguaportuguesa.webnode.pt/ 15 Recursos utilizados: Google Wordle; Bubbl.us e Cmaps Tool; Hotpotatoes Surveymonkey Answer Garden; Prezi Voki Ebook; Audacity Podomatic Youtube; ImageChef entre outros Considerações finais: Como facilmente se depreende, este trabalho terá continuidade nos próximos anos letivos e ganhará certamente outra dimensão. Gostaríamos, finalmente, de referir que a sua construção esteve aberta à participação dos alunos, os quais, no próximo ano letivo, se encontrarão no 11º ano, e que foi essa intervenção que nos estimulou, definitivamente, para a sua criação. Foi sempre o nosso objetivo mais perseguido: realizar um trabalho para e com os alunos. 16