Relatório e Contas
2010
AdTMAD - Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A.
Relatório e Contas 2010
Índice
Mensagem do Presidente do Conselho de Administração...................................................................................................................................................07
A Empresa............................................................................................................................................................................................................................................................08
Principais Acontecimentos........................................................................................................................................................................................................................11
A - Governo da Sociedade
1. Missão, Objectivos e Políticas.............................................................................................................................................................................................................17
2. Regulamentos Internos e Externos................................................................................................................................................................................................19
3. Informação sobre transacções relevantes..................................................................................................................................................................................20
3.1 Cumprimento da orientação relativa às normas de contratação pública...............................................................................................................21
4. Modelo de Governo.................................................................................................................................................................................................................................21
4.1 Órgãos Sociais...........................................................................................................................................................................................................................................21
4.2 Estrutura Organizacional......................................................................................................................................................................................................................26
5. Remunerações e Outros Encargos.................................................................................................................................................................................................28
6. Análise de Sustentabilidade..................................................................................................................................................................................................................29
6.1 Gestão do Capital Humano.....................................................................................................................................................................................................................................................29
6.2 I&D e Inovação................................................................................................................................................................................................................................................................................34
7. Avaliação sobre grau de cumprimento dos princípios do bom governo................................................................................................................37
8. Código de Conduta e Ética.................................................................................................................................................................................................................40
9. Controlo do risco......................................................................................................................................................................................................................................41
10. Prevenção de Conflitos de Interesses.......................................................................................................................................................................................42
11. Divulgação de Informação.................................................................................................................................................................................................................43
12. Informação Sinalética sobre as iniciativas de Publicidade Institucional.................................................................................................................43
13. Cumprimento das Instruções, Despachos e Legislação Diversa...............................................................................................................................44
14. Relatório dos Administradores não Executivos...................................................................................................................................................................45
B - Actividade da Empresa
1. Introdução......................................................................................................................................................................................................................................................49
2. Enquadramento macroeconómico..................................................................................................................................................................................................49
3. Enquadramento do Sector...................................................................................................................................................................................................................50
4. Cadeia de Valor............................................................................................................................................................................................................................................52
5. Regulação.........................................................................................................................................................................................................53
6. Carteira de Participações............................................................................................................................................................................55
7. Adopção do IFRS............................................................................................................................................................................................55
8. Análise Económica e Financeira..................................................................................................................................................................56
9. Actividade Operacional.................................................................................................................................................................................60
10. Objectivos de Gestão.................................................................................................................................................................................74
11. Prazos Médios de Pagamento e Recebimento......................................................................................................................................74
12. Perspectivas para o Futuro........................................................................................................................................................................74
13. Considerações Finais..................................................................................................................................................................................75
14. Proposta de Aplicação de Resultados.....................................................................................................................................................75
15. Factos relevantes após o termo do exercício.......................................................................................................................................75
16. Anexo ao relatório - estrutura accionista..............................................................................................................................................77
C - Contas do Exercício de 2010
Introdução...........................................................................................................................................................................................................81
Demonstração da posição financeira............................................................................................................................................................82
Demonstração de resultados..........................................................................................................................................................................83
Demonstração do rendimento integral........................................................................................................................................................84
Demonstração da variação do capital próprio............................................................................................................................................85
Demonstração dos fluxos de caixa................................................................................................................................................................86
Decomposição de caixa e seus equivalentes...............................................................................................................................................87
Notas às demonstrações financeiras.............................................................................................................................................................88
1. Actividade económica da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A............................................................................................88
1.1 Introdução..........................................................................................................................................................................................................................................................................................88
1.2 Actividade...........................................................................................................................................................................................................................................................................................88
1.3 Accionistas..........................................................................................................................................................................................................................................................................................88
1.4 Aprovação das demonstrações financeiras.....................................................................................................................................................................................................................88
2. Políticas contabilísticas..................................................................................................................................................................................88
2.1 Bases de apresentação................................................................................................................................................................................................................................................................89
2.2 Participações financeiras em subsidiárias e associadas.............................................................................................................................................................................................90
2.3 Informação por segmentos.......................................................................................................................................................................................................................................................91
2.4 Conversão cambial........................................................................................................................................................................................................................................................................91
2.5 Actividade regulada – reconhecimento de activos e passivos regulatórios..................................................................................................................................................91
2.6 Actividade concessionada – IFRIC 12.................................................................................................................................................................................................................................92
2.7 Activos intangíveis..........................................................................................................................................................................................................................................................................95
2.8 Activos e passivos financeiros.................................................................................................................................................................................................................................................95
2.9 Clientes e outras contas a receber......................................................................................................................................................................................................................................96
2.10 Inventários.......................................................................................................................................................................................................................................................................................96
2.11 Caixa e equivalentes de caixa..............................................................................................................................................................................................................................................97
2.12 Imparidade.......................................................................................................................................................................................................................................................................................97
2.13 Capital................................................................................................................................................................................................................................................................................................97
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_02|03
2.14 Dividendos a pagar.....................................................................................................................................................................................................................................................................97
2.15 Subsídios do governo................................................................................................................................................................................................................................................................97
2.16 Provisões, activos e passivos contingentes....................................................................................................................................................................................................................97
2.17 Impostos...........................................................................................................................................................................................................................................................................................98
2.18 Rédito.................................................................................................................................................................................................................................................................................................98
2.19 Eventos subsequentes...............................................................................................................................................................................................................................................................99
3. Políticas de gestão do risco financeiro......................................................................................................................................................99
3.1 Factores de risco............................................................................................................................................................................................................................................................................99
3.2 Risco de crédito..............................................................................................................................................................................................................................................................................99
3.3 Risco de liquidez.............................................................................................................................................................................................................................................................................99
3.4 Risco de fluxos de caixa e de justo valor associado à taxa de juro..................................................................................................................................................................99
3.5 Risco de capital.............................................................................................................................................................................................................................................................................100
3.6 Risco regulatório..........................................................................................................................................................................................................................................................................100
4. Estimativas e julgamentos.......................................................................................................................................................................... 100
4.1 Provisões..........................................................................................................................................................................................................................................................................................100
4.2 Activos intangíveis.......................................................................................................................................................................................................................................................................101
4.3 Imparidade......................................................................................................................................................................................................................................................................................101
5. Adopção pela primeira vez dos IFRS...................................................................................................................................................... 101
6. Áreas de negócio........................................................................................................................................................................................ 103
7. Instrumentos financeiros por categoria................................................................................................................................................. 103
8. Activos intangíveis....................................................................................................................................................................................... 104
8.1 Movimentos do período.........................................................................................................................................................................................................................................................104
8.2 DUI – Movimentos do período..........................................................................................................................................................................................................................................104
10. Investimentos financeiros....................................................................................................................................................................... 104
11. Impostos diferidos Activos..................................................................................................................................................................... 105
12. Clientes e outros activos não correntes............................................................................................................................................. 105
12.1 Municípios - Acordos.............................................................................................................................................................................................................................................................105
13. Inventários.................................................................................................................................................................................................. 105
14. Clientes....................................................................................................................................................................................................... 106
14.1 Clientes – Municípios.............................................................................................................................................................................................................................................................106
14.2 Clientes – Municípios – total da dívida (corrente e não corrente).............................................................................................................................................................106
14.3 Clientes – Municípios – total da dívida (corrente e não corrente) por vencimento........................................................................................................................106
15. Estado e outros entes públicos............................................................................................................................................................. 107
16. Outros activos correntes........................................................................................................................................................................ 107
17. Caixa e equivalentes................................................................................................................................................................................ 107
18. Capital......................................................................................................................................................................................................... 107
18.1 Resultado por acção...............................................................................................................................................................................................................................................................108
18.2 Movimentos do período......................................................................................................................................................................................................................................................108
21. Empréstimos.............................................................................................................................................................................................. 109
21.1 Empréstimos por intervalos de maturidade.............................................................................................................................................................................................................109
21.2 Empréstimos por tipo de taxa de juro........................................................................................................................................................................................................................109
21.3 Linhas de crédito contratadas e não utilizadas........................................................................................................................................................................................................109
22. Fornecedores e outros passivos não correntes................................................................................................................................ 110
22.1 Fornecedores..............................................................................................................................................................................................................................................................................110
22.2 Impostos diferidos passivos................................................................................................................................................................................................................................................110
23. Acréscimos de custos de investimento contratual........................................................................................................................... 110
24. Subsídio ao investimento........................................................................................................................................................................ 110
24.1 Movimentos do período......................................................................................................................................................................................................................................................110
25. Fornecedores correntes......................................................................................................................................................................... 111
26. Outros passivos correntes..................................................................................................................................................................... 111
27. Imposto sobre o rendimento................................................................................................................................................................. 111
27.1 Imposto do exercício.............................................................................................................................................................................................................................................................111
27.2 Reconciliação entre a taxa normal e a taxa de imposto...................................................................................................................................................................................112
27.3 Prejuízos fiscais reportáveis................................................................................................................................................................................................................................................112
28.Vendas e prestações de serviços........................................................................................................................................................... 112
28.1 Vendas.............................................................................................................................................................................................................................................................................................112
28.2 Prestação de serviços............................................................................................................................................................................................................................................................112
29. Custo das vendas...................................................................................................................................................................................... 112
30. Fornecimento e serviços externos....................................................................................................................................................... 113
31. Gastos com o pessoal............................................................................................................................................................................. 113
31.1 Quadro de pessoal..................................................................................................................................................................................................................................................................113
32. Depreciações, amortizações e reversões do exercício.................................................................................................................... 113
33. Outros gastos operacionais................................................................................................................................................................... 113
34. Outros rendimentos e ganhos operacionais...................................................................................................................................... 114
35. Gastos financeiros.................................................................................................................................................................................... 114
36. Rendimentos financeiros......................................................................................................................................................................... 114
37. Saldos e transacções................................................................................................................................................................................ 114
38. Compromissos.......................................................................................................................................................................................... 115
39. Activos e passivos contingentes............................................................................................................................................................ 116
39.1 Garantias prestadas.................................................................................................................................................................................................................................................................116
39.2 Processos judiciais....................................................................................................................................................................................................................................................................116
40. Informações exigidas por diplomas legais........................................................................................................................................... 119
41. Rendimento garantido............................................................................................................................................................................. 120
42. Eventos subsequentes.............................................................................................................................................................................. 121
Relatório e Parecer do Fiscal Único........................................................................................................................................................... 123
Certificação Legal de Contas....................................................................................................................................................................... 125
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_04|05
“Os desafios para o corrente
ano incluem um grande esforço
na redução de custos em
cumprimento das orientações
dadas às empresas públicas,
o alargamento do Sistema
Multimunicipal aos concelhos
de Castro Daire e Vila Nova de
Paiva, e a gestão do processo
tendente à revisão do Contrato
de Concessão.”
Mensagem do Presidente do Conselho de Administração
Exmos. Senhores Accionistas,
A actividade da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A.
durante o ano de 2010 foi fortemente influenciada pela entrada
em funcionamento de novas infra-estruturas de SAA e SAR,
obrigando à mobilização de mais meios e recursos. Concluíram-se empreitadas que representaram um investimento de
29.075.000 €, melhorando assim a operacionalidade de alguns
subsistemas em funcionamento, principalmente de infra-estruturas que foram integradas e que necessitaram de uma
forte intervenção.
Nos sistemas de Abastecimento de Água o aumento deve-se
sobretudo ao início do abastecimento a partir de 24 novos
pontos de entrega, sendo que a capacidade instalada de
tratamento não sofreu alteração relativamente ao ano anterior.
Relativamente aos sistemas de Tratamento de Águas Residuais,
deu-se início ao funcionamento de 18 novas instalações de
tratamento ao serviço de aglomerados com dimensão inferior
a 2.000 habitantes-equivalentes. A ETAR de Chaves, que
veio substituir o sistema Municipal existente, iniciou o seu
funcionamento, o que permitiu o aumento da capacidade de
tratamento de 3.412 m3/dia para 8.069 m3/dia. Também no
decurso de 2010, foram concluídas as obras de ampliação da
ETAR de Vila Real, que contemplaram a optimização do sistema
de tratamento e o aumento da capacidade instalada para
12.281 m3/dia face aos 9.360 m3/dia existentes anteriormente.
A empresa prossegue a consolidação do arranque da actividade,
quer no fornecimento de água, quer na recolha e tratamento
de efluentes aos Municípios, sendo que no exercício de
2010 é de salientar o bom desempenho económico com a
obtenção de resultados operacionais positivos em 4,6 milhões
de euros, um acréscimo expressivo face a 2009, em grande
medida resultado do aumento da actividade de exploração da
empresa, tendo o volume de negócios registado um acréscimo
de 35 % relativamente ao ano anterior.
A reestruturação do financiamento é outro dos pontos em
destaque durante o ano de 2010, não só pela importância que
representa no presente mas também como referencia para o
futuro da Concessão.
De referir ainda que a empresa aplicou já para o exercício
de 2010, as normas IFRS e procedeu à re-expressão das
demonstrações financeiras do exercício de 2009, de acordo
com a versão das Normas Contabilísticas de Relato Financeiro
em vigor à data de 31 de Dezembro de 2010.
Por outro lado, é importante referir que em 2010, e pela
primeira vez, a empresa procedeu à facturação dos valores
mínimos garantidos nos termos do Contrato de Concessão.
Durante o ano 2010, desenvolveram-se esforços no sentido
de garantir a manutenção e melhoria contínua do Sistema de
Gestão Integrado (SGI) implementado e certificado, e de dar
cumprimento aos principais objectivos estabelecidos no Plano
de Actividades aprovado para 2010.
Na vertente da promoção ambiental a empresa manteve
uma postura de abertura à sociedade, procurando sempre
corresponder às solicitações externas, possibilitando desta
forma uma cada vez maior sensibilização das populações para
as temáticas ambientais.
Os desafios para o corrente ano incluem um grande esforço
na redução de custos em cumprimento das orientações dadas
às empresas públicas, o alargamento do Sistema Multimunicipal
aos concelhos de Castro Daire e Vila Nova de Paiva, e a
gestão do processo tendente à revisão do Contrato de
Concessão que permita recuperar o seu equilíbrio económico-financeiro e devolver à empresa e ao Sistema da AdTMAD a
sustentabilidade de que carece.
Contamos, nesta conjuntura difícil, ver renovados o empenho e
qualidade do trabalho de todos os colaboradores da AdTMAD,
o apoio da AdP, SGPS e dos demais accionistas.
Artur Mendes de Magalhães
Presidente do Conselho de Administração
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_06|07
A Empresa
A Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., criada pelo Dec. Lei nº 270-A/2001, de 6 de Outubro, é
responsável pela construção, gestão e exploração do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de
Saneamento de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Indicadores financeiros e de actividade:
Dimensão
Capital Próprio (unidade euros)
Passivo não Corrente (unidade euros)
Actívo Líquido (unidade euros)
Passivo Remunerado (unidade euros)
Passivo Corrente (unidade euros)
Capital Social (unidade euros)
Volume de negócios (unidade euros)
Investimento (unidade euros)
Número de Colaboradores
Ext. da Rede de Abastecimento em funcionamento (km)
Ext. da Rede de Saneamento em funcionamento (km)
Número de ETA
Número de ETAR
Número de Estações Elevatórias
Número de Reservatórios
Nº de captações de Água em funcionamento
Vendas (m3)
Volume de Água Produzida (m3)
Volume de Água Fornecida (m3)
Volume de Efluente Tratado (m3)
2008(a)
2009(a)
2009(b)
2010(b)
10.445.393,13
25.852.533,34
490.504.820,97
181.190.063,55
454.206.894,50
28.000.000,00
14.642.163
61.207.099,00
195
896
274
23
50
159
71
24
26.011.128
13.698.857
15.346.238
14.593.043
3.832.411,09
72.226.663,28
516.286.504,11
184.847.643,01
440.227.429,74
28.000.000,00
17.955.640
51.180.146,00
204
1141
294
24
57
178
88
25
29.605.667
17.626.774
19.231.669
16.085.895
2.798.660,98
361.030.691,90
515.252.754,06
184.847.643,01
151.423.401,12
26.966.249,89
17.955.640
51.180.146,00
204
1141
294
24
57
178
88
25
29.605.667
17.626.774
19.231.669
16.085.895
2.062.855,80
374.044.253,89
514.818.469,69
198.461.665,08
138.711.360,00
26.966.249,89
24.173.627
20.388.336,00
225
1177
404
23
81
202
88
24
34.430.463
19.295.146
20.614.914
21.583.390
99,33
100
99,07
99,98
99,07
99,98
99,76
99,35
0,5682
0,5682
-3.416.144,81
-9.059.406,47
-6.232.263,36
2.239.156,64
17,3%
4,5%
7,6%
0,5966
0,625
-6.550.089,70
-7.682.188,91
-6.612.982,04
2.916.193,74
48,2%
1,7%
14,8%
0,5966
0,625
-1.900.203,25
-4.692.974,79
-6.612.982,04
2.916.193,74
66,0%
1,2%
71,0%
0,6264
0,6875
4.612.436,49
-6.412.891,81
-735.805,18
9.128.251,82
96,2%
0,9%
73,4%
Qualidade do Serviço
Qualidade da Água Fornecida nos pontos de entrega (%)
Cumprimento dos parâmetros de descarga (%)
Rendibilidade
Valor da tarifa
Abastecimento de Água (unidade euros)
Tratamento de Águas Residuais (unidade euros)
Resultados Operacionais (unidade euros)
Resultados Financeiros (unidade euros)
Resultado Líquido (unidade euros)
EBITDA (unidade euros)
Estrutura Financeira (%)
Autonomia Financeira (%)C)
Solvabilidade (%)
a) Plano Oficial de Contabilidade | b) Normas Internacionais de Relato Financeiro | c) Capital Próprio/(Activo - Subsídios aos Investimentos)
Investimento
(milhões de euros)
Volume de Água
(mil m3)
19.153
61,2
51,2
Volume de Efluente
(mil m3)
20.615
15.299
Distribuição da
Actividade 2010
(% caudais)
13.816
10.712
10.453
2008
2009
40%
20,4
60%
2008
2009
2010
2008
2009
2010
2010
Abastecimento de água
Saneamento de águas residuais
“A actividade centrou-se
maioritariamente no
abastecimento de água com
20.615 mil m3 de água fornecida,
correspondendo a 60% da
distribuição da actividade.”
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_08|09
“A AdTMAD procura
respeitar os valores sociais
e ambientais, visando
o desenvolvimento
sustentável.”
Principais Acontecimentos
Com o intuito de salientar os aspectos mais relevantes que
nortearam a actuação da empresa durante o ano de 2010, foi
decidido agrupá-los em quatro grandes áreas.
Assim, a primeira área de trabalho e com grande exigência da
Administração centrou-se na definição da estratégia do futuro
da empresa. Estratégia esta, que foi exposta num conjunto de
documentos, nomeadamente, o modelo técnico do sistema
e um novo estudo de viabilidade económica e financeira,
que culminou com a apresentação da revisão ao Contrato
de Concessão junto do Concedente, estabelecendo novos
pressupostos visando o reequilíbrio económico-financeiro da
Concessão. Como pressupostos mais relevantes a enunciar
está o alargamento do período da concessão de 30 para 50
anos e o alargamento do Sistema Multimunicipal aos concelhos
de Castro Daire e Vila Nova de Paiva.
A segunda área respeita à actividade e à gestão operacional,
sendo que 2010 a empresa focou-se, ainda mais, no seu core
business, que é o abastecimento de água e o tratamento
de afluentes. Esta reorganização empresarial reflectiu-se na
estrutura dos custos de suporte e administração da empresa,
nomeadamente nos custos com pessoal.
No decorrer do ano de 2010 as actividades de Operação
prosseguiram a sua actividade segundo o modelo implementado,
embora sujeito a alguns ajustes decorrentes da reestruturação
organizacional da empresa e que conduziu à separação entre
Operação e Manutenção, passando estas a constituir-se em
Direcções diferentes.
A entrada em funcionamento de novas infra-estruturas de
SAA e SAR obrigaram à mobilização de mais meios e recursos.
Nos Sistemas de Abastecimento de Água o aumento deveu-se
sobretudo ao início do abastecimento a partir de 24 novos
pontos de entrega, sendo que a capacidade instalada de
tratamento não sofreu alteração relativamente ao ano anterior.
Relativamente aos Sistemas de Recolha, Drenagem eTratamento
de Águas Residuais, foi iniciado o funcionamento de 18 novas
instalações de tratamento (Pequenas Instalações de Tratamento
de Águas Residuais - PITAR) ao serviço de aglomerados com
dimensão inferior a 2.000 habitantes-equivalentes.
A nova ETAR de Chaves, que integra o Subsistema de Águas
Residuais de Chaves e veio substituir o Sistema Municipal
existente, iniciou o seu funcionamento no ano de 2010 o que
permitiu o aumento da capacidade de tratamento de 3.412
m3/dia para 8.069 m3/dia. Também no decurso de 2010, foram
concluídas as obras de ampliação da ETAR de Vila Real, que
contemplaram a optimização do sistema de tratamento e o
aumento da capacidade instalada para 12.281 m3/dia face aos
9.360 m3/dia existente anteriormente.
Com a liberalização do mercado de energia, foi possível, para
a segunda metade do ano, iniciar os contactos com vista à
redução da factura energética a pagar pela empresa. Em 2011
prevê-se a entrada efectiva neste mercado.
A terceira área está associada à execução do plano de
investimentos, onde se destaca a execução da ETAR do Cachão e
Emissários, ETAR de Chaves e Emissário, Adutoras, Reservatórios
e Estações Elevatórias do Alto Sabor, ETAR de Santa Combinha
e do Reservatório da Vilariça, bem como com a execução dos
Interceptor das PITAR (Pequenas instalações de Águas Residuais)
do Douro Sul, Alto Tâmega, Douro Superior e Terra Quente,
para os aglomerados que fazem parte do contrato de concessão
e têm uma população equivalente inferior a dois mil habitantes.
Em termos de empreitadas, no ano de 2010, concluíram-se
7 empreitadas representando um investimento de 29.075.000
€, que alem dos sistemas atrás descritos permitiram ainda
concluir o SAR de Chaves a ETAR de Vila Real e os SAR de
Cidadelhe e Sabroso de Aguiar, melhorar a operacionalidade de
alguns Subsistemas em funcionamento e cumprir o normativo
e legislação, principalmente em infra-estruturas que foram
integradas e que necessitaram de uma forte intervenção.
Tendo em vista o cumprimento do contrato de concessão, a
necessidade de garantir o tratamento das águas residuais ou
racionalizar a exploração das instalações, ao longo do ano
foram adjudicadas 6 novas empreitadas correspondendo
essencialmente ao arranque das obras dos Interceptores do
Douro Norte e Alto Tâmega e ETAR de Santa Combinha, e a
intervenções em sistemas que já estavam em funcionamento e
que foram integrados na Concessão mas que fomos obrigados
a intervencionar de forma a garantir uma racional e eficiente
gestão como acontece com a reabilitação do adutor do ramo
nascente do Azibo ou a implementação da Telegestão.
Após conclusão destes investimentos falta apenas concluir:
• O Subsistema do Cabouço, onde apesar de todo o apoio e
pressão da AdTMAD e Município de Vila Pouca, a DRAP-N
não conseguiu ainda executar a barragem que constitui
a origem do Sistema, e que agora interfere com o escalão
de Gouvães do Plano Nacional de Barragens de Elevado
Potencial Hidroeléctrico.
• O Subsistema de Bastelos, onde o município de Mogadouro
manifestou vontade de recuar na adesão ao projecto
aguardando-se o competente esclarecimento.
• A barragem de Veiguinhas, imprescindível à garantia o
abastecimento a Bragança e aglomerados servidos pelo
Subsistema do Alto Sabor, em fase de nova avaliação ambiental,
não viu ainda ultrapassados os constrangimentos decorrentes
da avaliação do impacte ambiental aspecto que tem impedido
a sua construção.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_10|11
“O volume de negócios
no ano de 2010
foi de 24.173.627€.”
Durante este ano concluíram-se os projectos de ligação da
“Alta” à “Baixa” de modo a articular os diversos investimentos,
para que todo o sistema funcione de forma integrada e
articulada que garanta uma eficaz e eficiente exploração e
rentabilização de ambos.
Estes estudos foram desenvolvidos de forma a cumprir os
objectivos de atendimento e de qualidade do serviço fixados
no PEAASARII 2007 – 2013 e o Protocolo assinado com os
Municípios para a elaboração dos projectos em “baixa” de
abastecimento de água e águas residuais celebrados a 5 de
Junho de 2007.
Para dar continuidade a esses estudos designados de “Planos
Directores Para a Criação dos Sistema Multimunicipais de Baixa
de Abastecimento de Água e de Saneamento” foi assinado
protocolo com praticamente todos os Municípios que incluem
a concessão e ainda com os de Castro Daire e Vila Nova de
Paiva que recentemente aderiram ao Sistema Multimunicipal
em “Alta”.
Esse Protocolo entre a AdP, SGPS, S.A., a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A. e os Municípios aderentes visa
definir os princípios e regras tendentes à efectivação de uma
parceria pública, designada por Parceria, entre a administração
central e a administração local, com vista à integração dos
sistemas municipais da responsabilidade deste no sistema
multimunicipal concessionado à Águas de Trás-os-Montes e
Alto Douro, S.A..
Refira-se que o ano de 2010 foi um ano que ditou significativos
constrangimentos à realização de investimentos que
determinou a revisão do plano de investimentos originando
a recalendarização de algumas obras. Assim, em face destas
circunstâncias não foi possível adjudicar algumas obras cuja
execução terá que ser ajustada às reais e garantidas condições
de financiamento, nomeadamente a garantia de financiamento
comunitário através do QREN. Inscrevem-se neste grupo
algumas obras lançadas a concurso durante o ano de 2010,
nomeadamente os Acessos às PITAR, Concepção e Execução
de Sistemas de Reaproveitamento de Efluentes Tratado
nas ETAR de Montalegre, Vidago e Mirandela, e ainda as
Empreitadas de Adução ROM – Chavães e Sistema Adutor
em Alta a Vila Nova Paiva e Castro de Aire, e que ainda não
puderam ser adjudicadas. Registamos ainda um grupo de obras
de menor dimensão que, apesar de concluídos os respectivos
projectos e processos de concurso, ainda não se procedeu
à abertura do processo de contratação. Estão nesta última
situação as Empreitadas de Reabilitação do Reservatório da
Zona Industrial de Chaves, EE do Lameirão, Reservatório de
Vilarandelo e ETAR de Stº Estêvão e Cerva, dos Postos de
Recloragem nos SAA, da Reabilitação do SAA de Aguieiras a
Jusante de Bouça e dos Pontos de Entrega de Vale da Porca,
Castelãos e Cachão do SAA do Azibo, do Emissário de
Descarga da ETAR de Vila Chã e a Execução de Edifícios de
Exploração das Áreas de Gestão de Vila Flor e Vila Nova de
Foz Côa e do Laboratório Interno da Representação Douro
Superior / Terra Quente.
Para além dos projectos atrás referidos, foram ainda
adjudicados durante o ano 2010 outros estudos e projectos
relativos à Beneficiação da ETA do Alto Sabor, e da ETA,
Sistema Adutor, Estações Elevatórias e Reservatório do SAA
de Vinhais, Projecto de Ampliação / Reforço do SAA de Vila
Chã, Reformulação do Projecto da EE do Pinhão – SAR do
Pinhão, Beneficiação do Tratamento de Lamas da ETAR de
Macedo e da ETAR de Mirandela, ETAR de Talhas e Projectos
de Execução dos Sistemas de Drenagem e Tratamento de
Águas Residuais (SAR) dos Municípios de Castro Daire e de
Vila Nova de Paiva.
Considerando o número elevado de sistemas de abastecimento
de água em regime de exploração e o número elevado de
variáveis de decisão inerentes à optimização e gestão dos custos
energéticos, função da capacidade de armazenamento instalada,
características dos sistemas, variação dos preços de energia ao
longo do dia, diferenças entre tarifários energéticos, horário de
bombagem e características das bombas, foi adquirido, durante
o ano de 2010, uma ferramenta de modelação hidráulica
com vista à optimização e monitorização do funcionamento
hidráulico e energético dos sistemas de abastecimento de água
da AdTMAD.
Finalmente, a quarta área chave, está associada ao suporte
geral da empresa, nomeadamente aos processos de gestão
administrativa e financeira e de planeamento e controle
de gestão. Ao nível da gestão administrativa e financeira,
deu-se continuidade e aprofundou-se todo um conjunto
de procedimentos tendentes a simplificar o processo de
facturação e respectiva cobrança.
Foram celebrados acordos de regularização de dívida no valor
de aproximadamente 4,7 milhões de euros, tendo destes, sido
efectuadas cedências de crédito no valor de 4,3 milhões de euros.
A reestruturação do financiamento é outro dos pontos em
destaque durante o ano de 2010, não só pela importância que
representa no presente mas também como referencia para o
futuro da Concessão, assim no ano de 2010, a empresa recebeu
um empréstimo, com um período de carência de 5 anos,
do Banco Europeu de Investimento no valor de 15 milhões
de euros. Esta operação veio permitir a reestruturação do
endividamento bancário de curto, para médio e longo prazo.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_12|13
A - Governo da Sociedade
A - Governo da Sociedade
1. Missão, Objectivos e Políticas
Missão
A exploração e gestão do Abastecimento de Água e de Saneamento em Alta, as quais abrangem a concepção,
construção das obras e equipamentos, bem como a sua exploração, reparação, renovação e manutenção das
infra-estruturas que irão constituir o Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e Saneamento de
Trás-os-Montes e Alto Douro para captação, tratamento e distribuição de água para consumo público e para
recolha, tratamento e rejeição de efluentes dos Municípios aderentes.
Garantindo um produto de qualidade através de processos de produção e de tratamento eficientes e
respeitadores dos valores sociais e ambientais mais elevados e que atinja as expectativas dos clientes.
Promoção e divulgação do conceito de qualidade da água.
Melhorar significativamente o nível de atendimento na drenagem e tratamento de águas residuais urbanas,
de modo a atingir níveis de qualidade das descargas exigidos pela legislação nacional e comunitária em vigor,
contribuir para a requalificação ambiental das Bacias Hidrográficas e garantir a qualidade da água dos meios
hídricos adequada aos vários usos previstos no Plano de Bacia do Douro são os principais objectivos deste
sistema, no domínio do saneamento de águas residuais.
A Visão
Dotar, ao nível de saneamento básico, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro com níveis de atendimento
em linha com o resto do país e em coesão com a União Europeia.
A região de Trás-os-Montes e Alto Douro era abastecida por uma multiplicidade de origens de água e o
tratamento de água residual era deficiente.
Impunha-se criar um sistema de abastecimento de água de origem fiável, tratamento adequado e que
garantisse o abastecimento em quantidade e qualidade permanente.
Tornava-se imperativo proceder ao tratamento das águas residuais domésticas e industriais com eficiência na
região, como meio de prevenção Ambiental.
É com esta visão que surge a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Valores
A Empresa orienta a sua actuação no respeito pelo meio ambiente, na relação colaborante com as instituições
implicadas no negócio e com transparência de métodos e procedimentos no quotidiano do desenvolvimento
da sua actividade.
Os valores da AdTMAD traduzem-se em:
• Garantir a melhoria da qualidade de vida das populações – Melhor água melhor vida!
• Melhorar as condições de saúde pública das populações – A água fonte de saúde!
• Preservar o património natural e ambiental, em harmonia com a qualificação dos nossos recursos hídricos.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_16|17
Objectivos e Políticas
Orientações Estratégicas Gerais
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 70/2008, de 22 de Abril, que define o enquadramento geral da actuação do sector
empresarial do Estado, determina que:
• As empresas públicas que integram o sector empresarial do Estado devem, sem prejuízo da sua independência em matéria de
gestão, prosseguir a sua missão e exercer a sua actividade em articulação com as políticas estratégicas sectoriais definidas pelo
Governo, num quadro de racionalidade empresarial, optimização permanente dos seus níveis de eficiência, qualidade do serviço
prestado, respeito por elevados padrões de qualidade e segurança.
• As empresas públicas que integram o sector empresarial do Estado devem ser socialmente responsáveis, prosseguindo na sua actuação
objectivos sociais e ambientais e promovendo a competitividade no mercado, a protecção dos consumidores, o investimento na
valorização profissional e pessoal, a promoção da igualdade, a protecção do ambiente e o respeito por princípios éticos.
• As empresas públicas prestadoras de serviços de interesse económico geral devem, em especial, promover o equilíbrio adequado,
devidamente evidenciado nos seus instrumentos previsionais de gestão (IPG), entre os níveis quantitativos e qualitativos de serviço
público a prestar, tendo em vista a satisfação dos utentes, e a respectiva comportabilidade e sustentabilidade económica, financeira
e ambiental, no quadro geral das respectivas fontes de financiamento, e da sua compatibilidade com o esforço financeiro global
do Estado com o seu sector de actividade, tal como resulta das afectações de verbas constantes do orçamento do Estado em
cada exercício.
• A Resolução do Conselho de Ministros n.º 49/2007, de 28 de Março, que aprova os princípios de bom governo das empresas do
sector empresarial do Estado determina que estas empresas devem:
Contratualização da prestação de serviço público
As empresas encarregues da prestação de serviço público devem elaborar e apresentar ao Estado propostas de contratualização
da prestação desse serviço, associando metas quantitativas a custos auditáveis e que reflictam um esforço de comparação
permanente com as melhores práticas de mercado. Os contratos devem ser equilibrados e estabelecer direitos e obrigações
recíprocos entre Estado e empresas, bem como as correspondentes penalizações em caso de incumprimento;
Qualidade de serviço
As empresas públicas devem adoptar metodologias que lhes permitam melhorar continuamente a qualidade do serviço prestado
e o grau de satisfação dos clientes/utentes, analisando o perfil e a variação das reclamações e realizando inquéritos que possibilitem
avaliar os resultados obtidos nessa matéria;
Política de recursos humanos e promoção da igualdade
Conceber e implementar políticas de recursos humanos orientadas para a valorização do indivíduo, para o fortalecimento da
motivação e para o estímulo ao aumento de produtividade dos colaboradores, num quadro de equilíbrio e rigoroso controlo dos
encargos que lhes estão associados, compatível com a dimensão e a situação económica e financeira da empresa, e conceber e
implementar planos de igualdade, tendentes a promover a igualdade de tratamento e de oportunidades entre homens e mulheres,
a eliminar as discriminações e a permitir a conciliação da vida pessoal, familiar e profissional;
Encargos com pensões
Proceder, nos casos em que tal não haja sucedido, à segregação das responsabilidades já existentes com pensões dos trabalhadores,
incluindo a programação do respectivo financiamento, propondo ao Ministro das Finanças e aos ministros responsáveis pelos
sectores de actividade a adopção dos instrumentos adequados para o efeito;
Política de inovação e sustentabilidade
Implementar políticas de inovação científica e tecnológica consistente, promovendo e estimulando a investigação de novas ideias,
novos produtos, novos processos e novas abordagens do mercado, em benefício do cumprimento da sua missão e da satisfação
das necessidades colectivas e orientadas para a sustentabilidade económica, financeira, social e ambiental;
Sistemas de informação e controlo de riscos
Adoptar sistemas de informação e de controlo interno adequados à dimensão e complexidade da empresa, que cubram todos
os riscos relevantes assumidos, susceptíveis de permanente auditabilidade por parte das entidades competentes para o efeito,
designadamente a Inspecção-Geral de Finanças e o Tribunal de Contas;
Política de compras ecológicas
Adoptar os princípios da Estratégia Nacional para as Compras Ecológicas 2008-2010, aprovada pela Resolução do Conselho
de Ministros n.º 65/2007, de 7 de Maio, em articulação com a Agência Nacional de Compras Públicas, EPE, e com a Agência
Portuguesa do Ambiente.
Posicionamento e estratégia adoptada
A estratégia adoptada pela AdTMAD de prestar aos clientes das empresas multimunicipais um serviço de qualidade ao menor
custo e, em segundo lugar, contribuir para a dinamização do mercado dos prestadores de serviços com competências técnicas nas
actividades de operação e manutenção (O&M).
AdTMAD considera que a sua estratégia para os serviços de Operação e de Manutenção assentou na filosofia preconizada pelo Grupo
AdP, assegurando, simultaneamente, o cumprimento dos objectivos e metas delineados para a contratação externa destes serviços.
2. Regulamentos Internos e Externos
A Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A. tem efectuado um elevado esforço no sentido de se dotar de ferramentas (tecnologia)
que permitam monitorizar o serviço prestado, mantendo elevados padrões no que diz respeito à qualidade dos serviços prestados.
Saliente-se que a actividade desenvolvida pela Empresa está regulada por um conjunto de leis e regulamentos de elevada exigência,
e que as políticas passam por assegurar que estas sejam escrupulosamente cumpridas. O conjunto de manuais e regulamentos da
AdTMAD definem, de uma forma clara e rigorosa, o modo de actuação da empresa de forma a garantir o enfoque dos esforços na
prestação de serviços, garantindo a transparência e o rigor informativo das suas actividades.
Após a definição das políticas, e excluindo os Manuais do próprio Sistema, a estrutura documental abrange ainda:
• Manuais e especificações, como o de Governo da Sociedade, que compila as normas constantes dos Estatutos da Sociedade e as
deliberações e regulamentos internos aprovados em Conselho de Administração, referentes ao funcionamento do Conselho de
Administração e da estrutura organizativa;
• Procedimentos e fichas de intervenção, tais como o de fardamento ou utilizações de viaturas;
• Instruções de trabalho a observar no cumprimento dos objectivos.
Salienta-se o regulamento de Exploração do Serviço Público de Saneamento de Águas Residuais:
Regulamento de Exploração do Serviço Público de Saneamento de Águas Residuais – Este regulamento tem por objectivo
assegurar o funcionamento global do sistema, com o objectivo de optimizar e garantir de forma qualitativa e quantitativamente, os
pressupostos básicos das exigências de protecção ambiental, segurança, saúde publica, conforto, e de um aproveitamento sustentado.
Os manuais e os regulamentos definidos e implementados internamente são documentos orientadores de actividades:
Manual Governo da Sociedade destina-se a compilar as normas constantes dos Estatutos da Sociedade e as deliberações e
regulamentos internos aprovados em Conselho de Administração, referentes às seguintes áreas:
• Funcionamento do Conselho de Administração;
• Estrutura Organizativa.
Manual de SHST, com a finalidade de divulgar e fazer respeitar regras genéricas de segurança, desde a fase de projecto e obra, com
vista à prevenção de incidentes e doenças profissionais, quer de colaboradores internos quer de subcontratados.
Manual Organização de Horários de Trabalho - O presente manual assume-se como o documento orientador de suporte à
organização e controlo dos horários de trabalho. Pretende-se com a sua elaboração a fixação de regras relativas ao período de
funcionamento e horário de trabalho e a sua divulgação junto dos trabalhadores da empresa. Adoptou-se um sistema biométrico de
controlo de assiduidade para uma melhor e eficiente gestão dos recursos humanos. Procedeu-se ainda à introdução da modalidade
de horários flexíveis.
Procedimento de Prevenção e Controlo do Consumo de Álcool e Drogas, considerado um instrumento prioritário de prevenção
do consumo de drogas, lícitas e ilícitas, com vista à defesa da imagem, saúde e bem-estar do trabalhador, respeitando a integridade
e dignidade de todos quantos prestam serviço à AdTMAD.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_18|19
Manual Fardamento, tem por objectivo atribuir fardamentos, fatos de trabalho e Equipamentos de Protecção Individual (EPIs) aos
trabalhadores, cuja necessidade é determinada pelo exercício efectivo da função a que respeita, visando:
• Proteger o vestuário próprio do trabalhador;
• Proteger o trabalhador dos principais factores de risco associados às diversas actividades;
• Garantir boas condições de segurança e higiene no desempenho das suas funções;
• Permitir a identificação dos trabalhadores da Empresa junto do público;
• Contribuir para a dignificação da imagem da Empresa no exterior.
Metodologia de Sinalização, que inclusivamente define os parâmetros de sinalização para intervenções de carácter temporário.
Manual de Primeiros Socorros, com o objectivo de prevenir lesões e estabilizar uma vítima de acidente até à chegada dos meios
de socorros externos.
Regulamento interno utilização de viaturas de serviço - Definição dos procedimentos de utilização e gestão das viaturas ao
serviço da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A. (AdTMAD), independentemente do regime de aquisição ou aluguer.
Regulamento interno de valorização pessoal - Incentivar a participação dos seus colaboradores em programas de Pós-Graduação
em Universidades ou Escolas Superiores, em acções de formação internas e externas no País ou no Estrangeiro, em domínios
directamente relacionados com a sua actividade, e que contribuam inequivocamente para o aumento do seu capital intelectual,
bem como a sua participação em Associações Profissionais ou de Classe, que contribuam para a sua valorização profissional ou se
mostrem adequadas ao prosseguimento dos fins da Empresa.
Regulamento prevenção domiciliária - O objectivo deste procedimento é Regulamentar a prestação de Trabalho em Regime de
Prevenção Domiciliária.
Manual Rede Informático - Sem pretender ser exaustivo, este manual deve ser encarado por si como um “guia” do funcionamento
da rede informática da AdTMAD, pondo ao seu dispor uma grande quantidade de informação que ajudará os colaboradores no
seu dia-a-dia.
Manual Básico de Normas Gráficas – Um guia pelo qual a AdTMAD se guia para a aplicação do seu Logotipo, aplicação das cores
institucionais nas instalações, nas viaturas, etc.
Manual de Identidade Corporativa – Manual comum a todas empresas do Grupo AdP, que impõe um conjunto de regras a
observar para manter a homogeneidade de Imagem no Grupo.
3. Informação sobre Transacções Relevantes
Procedimentos adoptados em matéria de aquisição de bens e serviços
A empresa, durante o ano de 2010, aplicou os procedimentos decorrentes da legislação em vigor sobre a matéria.
Universo das transacções que não tenham ocorrido em condições de mercado
Não aplicável.
Lista de Fornecedores que representem mais de 5% dos fornecimentos e serviços externos
Ao nível dos Fornecimentos e Serviços Externos, apresenta-se de seguida a lista dos fornecedores que representam mais de 290
mil de euros (sem IVA) durante o ano de 2010, ou mais de 3% do universo dos FSE’s da empresa.
Nome
EDP - Serviço Universal
MDS Corrector de Seguros
Luságua
Leaseplan
Petrogal S.A.
€
EUR
EUR
EUR
EUR
EUR
Vendas
3.358.776,16
598.519,30 554.574,09
380.654,48
298.044,73
% relativa aos FSE
37,11%
6,61%
6,13%
4,21%
3,29%
No quadro seguinte lista-se os fornecedores de imobilizado que, no ano em análise, representaram mais de um milhão de euros
(sem IVA), bem como a respectiva percentagem comparativamente ao volume total de investimento da empresa no ano de 2010.
Nome
Factor Ambiente
Manuel Joaquim Caldeira
Sade - Sucursal
Chupas & Morrão
Isolux Ingeneria SA
Martifer Energia
Mota-Engil
€
EUR
EUR
EUR
EUR
EUR
EUR
EUR
Vendas
2.329.606,60
1.790.832,88
1.101.944,14
876.785,62
857.039,78
854.804,92
805.029,16
% relativa ao investimento
11,44%
8,79%
5,41%
4,31%
4,21%
4,20%
3,95%
3.1 Cumprimento da orientação relativa às normas de contratação pública
Em matéria de contratação pública, cumpre assinalar que foi transmitida às empresas participadas pela Comissão Executiva da AdP
- Águas de Portugal, SGPS, S.A., e por estas implementada a orientação vertida no Despacho n.º 438/10 - SETF, de 10 de Maio de
2010, em cumprimento do estabelecido no Ofício Circular n.º 6132, da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, de 6 de Agosto de
2010, que determina que nos contratos de prestação de serviços de valor igual ou superior a € 125.000 (cento e vinte e cinco mil
euros) devem ser cumpridas as seguintes formalidades:
• A adjudicação deve ser precedida de justificação da necessidade de contratar, tanto do ponto de vista económico, como da
ausência de soluções internas, bem como da explicitação dos objectivos que se pretende alcançar;
• Os resultados obtidos sejam objecto de avaliação;
• Os desvios quanto à realização temporal e financeira sejam justificados.
Para além do exposto, nos procedimentos desenvolvidos no ano de 2010 relativos à formação de contratos abrangidos pelo
Código dos Contratos Públicos, foram observadas pelas empresas participadas, conforme comunicação individualizada prestada à
AdP - Águas de Portugal, SGPS, S.A., as normas de contratação pública consagradas no Código dos Contratos Públicos, aprovado
pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de Janeiro, com a redacção conferida pela Lei n.º 59/2008, de 11 de Setembro, pelo DecretoLei n.º 278/2009, de 2 de Outubro e pela Lei n.º 3/2010, de 27 de Abril.
4. Modelo de Governo
O modelo de governo da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A. tem como enquadramento os Estatutos da sociedade,
aprovados pelo Decreto-Lei n.º 270-A/2001, de 6 de Outubro, o Estatuto do Gestor Público (EGP), aprovado pelo Decreto-Lei
n.º 71/2007, de 27 de Março, e os Princípios de Bom Governo (PBG) das empresas do Estado, estabelecidos pela Resolução do
Conselho de Ministros (RCM) n.º 49/2007, de 28 de Março, com os quais se pretende assegurar a melhoria e transparência do
governo societário, bem como o Código das Sociedades Comerciais.
A AdTMAD rege-se por práticas correctas e transparentes tendo para isso instituído mecanismos de tomada de decisão de
divulgação de informação e de fiscalização, que levam à utilização eficiente dos recursos disponíveis. Procura também, difundir boas
práticas, adoptar estratégias de sustentabilidade nos domínios económico-social e ambiental.
4.1 Órgãos Sociais
Assembleia Geral
A Assembleia Geral é o órgão que representa a universalidade dos accionistas, sendo as suas deliberações vinculativas para todos
eles quando tomadas nos termos da Lei e dos Estatutos. A este órgão competem importantes poderes, como deliberar sobre os
documentos de prestação de contas e a proposta de aplicação de resultados, a alteração dos estatutos, transformação e dissolução
da Empresa, bem como eleger os membros dos órgãos sociais.
Conselho de Administração
Ao Conselho de Administração compete gerir as actividades da Empresa, devendo subordinar-se às deliberações dos accionistas
ou às intervenções do fiscal único apenas nos casos em que a lei ou o contrato de sociedade o determinarem. O Conselho
de Administração tem exclusivos e plenos poderes de representação da sociedade. Ainda por deliberação do Conselho de
Administração foi aprovado um Manual de Governo da Sociedade que compila o conjunto de disposições legais e internas relativas
ao seu funcionamento.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_20|21
Comissão de Vencimentos
À Comissão de Vencimentos compete, nos termos de deliberação da Assembleia Geral, fixar a remuneração dos órgãos sociais.
Fiscal Único
Nos termos do artigo 24.º dos Estatutos da sociedade, a fiscalização compete a um Revisor Oficial de Contas ou a uma Sociedade
de Revisores Oficiais de Contas.
Composição
Os órgãos sociais da Sociedade, com mandato para o triénio 2007-2009, conforme deliberação em Assembleia Geral de 13 de
Julho de 2007, apresentam a seguinte composição:
Mesa da Assembleia-geral
Presidente: Dr. José Lopes Silvano
Vice-Presidente: Dr. Américo Jaime Afonso Pereira
Secretário: Dr. Paulo Fernandes
Conselho de Administração
Presidente: Eng. Artur Pato Mendes de Magalhães
Vogal Executivo: Eng. José António Boal Paixão
Vogal Executivo: Dr. António Vieira
Vogal não Executivo: Dr.ª Sandra Santos
Vogal não Executivo: Dr. Domingos Baptista Dias
Vogal não Executivo: Eng. Fernando Aires Ferreira
Vogal não Executivo: Sr. Hernâni Pinto da Fonseca Almeida
Administradores Executivos
Vogal Executivo: Eng. José António Boal Paixão
Vogal Executivo: Dr. António Manuel de Jesus Vieira
Fiscal Único
PricewaterhouseCoopers & Associados, SROC, representada pelo
Dr. Hermínio António Paulos Afonso (efectivo)
Dr. José Pereira Alves (suplente)
Comissão de Vencimentos
Presidente: Eng. Pedro Eduardo Passos da Cunha Serra
Vogais: Dr.ª Maria de Fátima Ferreira Pica Ferreira Borges
Dr. José Artur Cascarejo
Sem prejuízo do exercício colegial das funções do Conselho de Administração, foi especialmente cometida, a cada um dos seus
vogais executivos, a responsabilidade pelo acompanhamento de determinadas áreas, conforme seguidamente indicado:
Eng. José António Boal Paixão – Vogal Executivo
Projectos de Investimentos, da Operação e Manutenção dos Sistemas de Abastecimento de Água e de Saneamento; Sistemas
de Informação de Processo (SIG e Manutenção da Qualidade); Aspectos Jurídicos e Legais associados às áreas funcionais de
responsabilidade; relação com o Regulador nas matérias associadas às áreas funcionais de responsabilidade. Responsável pelas
relações com o Fundo de Coesão.
Dr. António Manuel de Jesus Vieira – Vogal Executivo
Área administrativa e financeira; relação com auditores externos; aspectos jurídicos e legais associados às áreas funcionais de
responsabilidade; relações com o regulador em matérias associadas às áreas funcionais de responsabilidade; gestão e administração
de Recursos Humanos, Comunicação e Promoção Ambiental, Sistemas de Informação, Responsabilidade Social e Controlo de Gestão.
Curriculum Vitae dos Administradores
Eng. Artur Pato Mendes Magalhães
Presidente do Conselho de Administração
1995/97 - E ncarregado de Missão junto da Ministra do Ambiente para a Coordenação das
Acções de Requalificação da Bacia Hidrográfica do Rio Trancão.
1997/98 - Director Regional de Lisboa do IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico)
1998/99 - Vogal do Conselho de Administração da JAE-Construção, S.A.
1999/02 - Administrador-Delegado do Instituto para a Rodoviária e Vogal do Conselho de
Administração do IEP – Instituto de Estradas de Portugal
2004/05 - Director-Coordenador de Engenharia e Ambiente da EDIA (Empresa de
Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva)
2005/06 - Assessor do Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do
Desenvolvimento Regional
2006/07 - Coordenador do Conselho Consultivo do PEAASAR II
2007 - Gestor da Unidade de Negócio de Água - Produção e Depuração da AdP, SGPS
Eng. José António Boal Paixão
Vogal Executivo
Nasceu em Vila Nova de Foz Côa a 15 de Outubro de 1955.
Licenciatura em Engenharia Civil e Pós Graduação em Planeamento Municipal pela Faculdade
de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Iniciou a carreira em 1979 no Gabinete de Apoio Técnico ao Agrupamento de Concelhos
do Vale do Douro Superior onde exerceu funções como engenheiro civil até Setembro de
1981. De 1981 a 1993 desenvolveu actividade no sector privado exercendo funções como
projectista de Redes de Distribuição de Água, Sistemas Adutores, Reservatórios de Água,
Tratamento de Água, Redes de Colectores Águas Residuais, Redes de Colectores de Aguas
Pluviais, Emissários, Estações de Tratamento de Águas Residuais Urbanas, Estradas, Edifícios,
Urbanizações, Estruturas e Complexos Desportivos, como responsável pela construção de
obras de Saneamento Básico, Edifícios, Estradas. Entre 1993 e 2001 assumiu a direcção do
Gabinete de Apoio Técnico ao Agrupamento de Concelhos do Vale do Douro Superior,
foi responsável pela implementação e aplicação dos Fundos Estruturais, pela fiscalização de
empreendimentos diversos. Cumulativamente, entre 1994 e 2001, exerceu as funções de
Administrador Delegado da Associação de Municípios do Douro Superior e as funções de
Administrador Delegado da Associação de Desenvolvimento do Douro Superior responsável
pela implementação do Programa Leader II e o Leader+.
Vogal do Conselho de Administração das Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro desde a sua
constituição.
Membro da Ordem dos Engenheiros, Presidente da Assembleia-geral de Foz Côa Invest S.A.,
Presidente do Definitório da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Foz Côa.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_22|23
Dr. António Manuel de Jesus Vieira
Vogal Executivo
Data de nascimento: 12 de Julho de 1952.
Licenciatura em Economia pela Universidade do Porto e participação na Pós-Graduação de
Gestão das Organizações e Desenvolvimento Sustentável da Universidade do Porto.
Iniciou a carreira em 1977 desenvolvendo a actividade como assessor técnico em empresas
do sector têxtil e de construção civil, entre 1979 e 1983 na Renorte, Lda - Hertz-Rent-a-Car
como Director Administrativo e Financeiro, entre 1983 e 1994 na TLP-Telefones de Lisboa e
Porto como responsável do Departamento de Gestão Orçamental do Porto e Director do
Departamento de Informação de Gestão da TLP, em 1994 na Portugal Telecom, como Director
do Departamento e Controlo de Gestão da ONI, a partir de 1995 nas Águas do Douro e Paiva
S.A. como Director Administrativo e Financeiro.
Vogal do Conselho de Administração da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A..
É membro da Ordem dos Economistas.
Dr.ª Sandra Santos
Vogal não Executivo
Data de nascimento: 11 de Outubro de 1975.
Licenciada em Economia pela Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade
Católica Portuguesa de Lisboa em 1998.
Inicia a sua actividade profissional em Janeiro de 1999 como auditora júnior na empresa Ernest
& Young. Em Julho de 1999 inicia actividades no departamento de Orçamento e Controlo
da Transgás, SPGN, S.A. onde trabalha até Junho de 2000. Em Junho de 2000 inicia funções
no departamento económico do Instituto Nacional do Transporte Ferroviário, regulador
económico desse sector. Muda-se em Março de 2004 para o Departamento de Análise
Económica e Financeira do Instituto Regulador de Águas e Resíduos, actual Entidade Reguladora
do Sector de Águas e Resíduos. Em Agosto de 2006 inicia funções no Grupo Águas de Portugal,
exercendo actualmente funções na área de regulação no departamento de Desenvolvimento
de Empresarial da Águas de Portugal, SGPS, S.A..
Desde Março de 2009 é vogal não executivo do Conselho de Administração da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A..
Eng. Fernando Aires Ferreira
Vogal não Executivo
Licenciado em Engenharia Civil, opção Planeamento Territorial.
Técnico Superior do Quadro da C.C.R.N. desde Abril de 1978.
Exerceu funções durante 4 anos no Gabinete de Apoio Técnico de Torre de Moncorvo.
Presidente da Comissão Instaladora da Administração Regional de Saúde de Bragança, de Julho
de 1984 até 1989.
Eleito Presidente da Câmara Municipal deTorre de Moncorvo em Dezembro de 1985,1989,1993,
1997, 2001; 2005.
Segundo da lista de deputados em 1987. Foi deputado 15 dias, em 1991, tendo feito duas
intervenções em Plenário (uma representado o PS) e apresentando duas propostas de Lei.
Em 1996 a 1997 foi Chefe de Gabinete do Secretário de Estado dos Recursos Naturais.
Em 1999/2000 foi Chefe de Gabinete do Secretário de Estado Adjunto da Ministra do Planeamento.
Membro do Secretariado da Federação de Bragança de 1981 a 1986.
Membro da Comissão Nacional do PS, desde 1992.
Membro da Comissão Política Nacional de 1992 a 1996.
Presidente da Associação de Municípios do Douro Superior em 1995, 1998/99 e 2002.
Presidente da Associação de Municípios de Trás-os-Montes e Alto Douro em 1998/1999.
Dr. Domingos Baptista Dias
Vogal não Executivo
Domingos Manuel Pinto Batista Dias, nascido em 30/03/1956 na freguesia de S. Dinis, concelho
e distrito de Vila Real, filho de António Manuel Batista Dias e Maria de Lurdes Alegre Pinto Dias,
casado e pai de quatro filhos, licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, curso que
iniciou em 1977 e concluiu em 1982. Obteve o curso na qualidade de trabalhador-estudante,
exercendo funções nos Serviços Médico Sociais de Lisboa, até final do curso, em Abril de 1982,
data em que se radicou em Vila Pouca de Aguiar, exercendo no ano lectivo 82/83 funções na
Escola Secundária de Vila Pouca de Aguiar como coordenador do NASE.
Entre 1982 e 2002 exerceu a profissão de advogado na Comarca de Vila Pouca de Aguiar
e, em simultâneo, desenvolveu trabalho em diversas Associações, entre as quais se conta a
Presidência da Delegação da Ordem dos Advogados em Vila Pouca de Aguiar, Clube de Caça
e Pesca e Assembleia dos Bombeiros Voluntários e actualmente é Provedor da Santa Casa de
Misericórdia de Vila Pouca de Aguiar, cargo este que já desempenha desde o ano de 1993.
Eleito Presidente da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar em 2002 e reeleito em 2005,
nessa qualidade exerce o cargo de Presidente da Associação de Desenvolvimento Rural do
Alto Tâmega (ADRAT), Vogal no Conselho de Administração da Águas de Trás-os-Montes e
Alto Douro (AdTMAD), Administrador da empresa Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto
Tâmega e Barroso (EHATB), gerente da empresa Empreendimento Eólico de Alvadia (EEA) e
Gerente da empresa Eólica de Barbadães.
Nos tempos livres gosta de passear com a família, cozinhar, dedicar-se à prática da actividade
cinegética e desportiva e novas tecnologias, com relevo para a fotografia e vídeo digitais.
Sr. Hernâni Pinto da Fonseca Almeida
Vogal não Executivo
1974 - Frequentou a Faculdade de Economia do Porto, até 1978.
1978 - Oficial do Exército de Arma de Infantaria, até 1985.
1985 - Vereador a tempo inteiro na Câmara Municipal de Armamar, até 1993.
1989 - Sócio-Gerente da empresa Pereiras & Almeida, Lda., até 2003.
1992 - Presidente da Assembleia-geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários
de Armamar, até 2008.
1993 - Presidente da Câmara Municipal de Armamar até 2008.
1993 - Membro da Direcção da Fundação Gaspar e Manuel Cardoso até 2008.
1994 - Membro da Direcção da Associação Amizade, Portugal/Moçambique, até 2000.
1994 - Observador das Nações Unidas, ao processo eleitoral de Moçambique, para a
Presidência da República e Assembleia Nacional.
1994 - Frequentou o Curso de Auditores de Defesa Nacional.
1995 - Presidente da Associação de Municípios de Trás-os-Montes e Alto Douro, até 2007.
1997 - Membro do Conselho Directivo da Associação Nacional de Municípios Portugueses
2001 - Presidente da Assembleia Geral da Caixa de Crédito Agrícola Mutuo de Armamar e
Moimenta da Beira, até 2008.
2005 - Presidente da Comissão Fiscal da Associação Beira Douro.
2005 - Presidente da Assembleia Geral da Associação Douro Histórico.
2005 - Presidente da Associação Nacional de Autarcas do PSD.
2007 - Membro do Conselho de Administração da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A..
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_24|25
4.2 Estrutura Organizacional
Para assegurar o melhor funcionamento corrente, a AdTMAD encontra-se estruturada por órgãos funcionais, conforme descrito
no ponto anterior.
O funcionamento da AdTMAD encontra-se sistematizado num Manual de Governo que compila as principais disposições relativas
ao funcionamento do Conselho de Administração, da Comissão Executiva e da estrutura organizativa.
Conselho de Administração
Administradores Executivos
Comunicação
e Promoção Ambiental
Apoio Jurídico / Secretário
da Sociedade
Planeamento
e Controlo de Gestão
Sistema de Responsabilidade
Empresarial
Sistemas e Tecnologias
de Informação
Controlo de Qualidade
Secretariado
Direcção de Operação
Direcção de Infraestruturas
Direcção Administrativa
e Financeira
Do ponto de vista dos níveis organizacionais e de decisão, ao momento encontram-se implementados quatro níveis:
1.º Administradores, existindo competências diferenciadas em sede de Conselho de Administração, Comissão Executiva, pelouros
e a nível individual;
2.º Directores por Direcções de Operação, Infraestruturas e Administrativa e Financeira, nomeados em comissão de serviço e com
competências delegadas;
3.º Coordenadores de áreas funcionais e/ou territoriais, nomeados em comissão de serviço e com competências delegadas;
4.º Responsáveis de subáreas funcionais e/ou territoriais, nomeados em comissão de serviço e com competências delegadas.
Sobre esta macro estrutura a Empresa aplica a sua matriz territorial, por via da delegação e de representações em cada uma das
sedes das associações de municípios, em níveis de coordenação e operacionais das funções de exploração e de engenharia.
Relações com Stakeholders
A AdTMAD cumpre com todas as obrigações legais e estatutárias em matéria de divulgação de informação, assim como assegura
os deveres associados a um adequado relacionamento com o seu universo de partes interessadas – stakeholders – tais como
accionistas, tutela, entidades reguladoras, parceiros, utilizadores e instituições financeiras.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_26|27
5. Remunerações e Outros Encargos
Mesa da Assembleia Geral
Mandato 2010-2012
Ano de 2010
1.1. Senhas de Presença(2)
Presidente(1)
Vice-Presidente(1)
Secretário
2806,8
1786,1
0
Legenda
(1) Foram efectuados pagamentos de senhas de presença de anos anteriores.
(2) Corresponde à Remuneração Anual Bruta auferida, decorrente do estatuto remuneratório fixado.
Conselho de Administração
Presidente
Mandato 2010-2012
Executivo (1)
Ano de 2010
1. Remunerações
1.1. Remuneração Fixa (a)
33.306
1.2. Red. por Aplicação da Lei n.º 12-A/2010, de 30 de Junho
0
1.3. Remuneração Fixa Efectiva (1.1 - 1.2)
0
1.4. Senhas de Presença
0
1.5. Acumulação de Funções de Gestão
0
1.6. Remuneração Variável (Prémios de Gestão)
0
1.7. IHT (Isenção de Horário de Trabalho)
0
Vogal
Executivo
Vogal Vogal Não
Executivo Executivo (1)
Vogal Não
Executivo
Vogal Não
Executivo
Vogal Não
Executivo
91.252
2.933
88.319
0
0
0
0
91.252
2.933
88.319
0
0
0
0
22.080
0
0
0
0
0
0
9.126
0
9.126
0
0
0
0
11.128
0
11.128
0
0
0
0
11.133
0
11.133
0
0
0
0
2. Outras Regalias e Compensações
2.1. Gastos na Utilização de Telefones
2.2. Subsídio de Deslocação
2.3. Subsídio de Refeição
2.4. Outros (Identificar Detalhadamente)
0
0
0
0
1.152
0
1.417
—
770
0
1.590
—
0
0
0
0
0
0
0
—
0
0
0
—
0
0
0
—
3. Encargos com Benefícios Sociais
3.1. Regime Convencionado
3.2. Regime Convencionado
3.2.1. Segurança Social (S/N)
3.2.2. Outro (Identificar)
3.3. Seguros de Saúde
3.4. Seguros de Vida
3.5. Outros (Identificar Detalhadamente)
0
0
NA
0
0
0
0
18.768
0
S
0
111
1.719
—
14.966
0
S
0
314
1.123
—
0
0
NA
0
0
0
—
0
0
NA
0
0
0
—
0
0
NA
0
0
0
—
2.366
0
NA
0
0
0
—
Audi Volkswagem
A4
Passat
97-FL-95
86-ER-38
36.382
38.872
691 570
—
36
36
2.008
2.007
7.230
2.423
3.274
3.499
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
NA
NA
—
NA
NA
—
NA
NA
—
NA
NA
—
4.Viatura de Serviço
4.1. Marca da Viatura de Serviço
4.2. Modelo da Viatura de Serviço
4.3. Matrícula da Viatura de Serviço
4.4. Valor da Viatura de Serviço
4.5. Valor de Renda AOV da Viatura de Serviço
4.6. N.º de Prestações Contratualizadas (b)
4.7. Ano de Aluguer da Viatura de Serviço
4.8. Valor do Combustível Gasto com a Viatura de Serviço
4.9. Tributação, em IRS, da Viatura de Serviço (S/N)
5. Informações Adicionais
5.1. Opção pelo Vencimento de Origem (S/N)
5.2. Exercício de Funções Remuneradas Fora do Grupo
5.3. Outras (Identificar Detalhadamente)
—
—
—
—
—
—
—
—
—
NA
NA
—
NA
NA
—
NA
NA
—
Legenda
(a) - Corresponde à Remuneração Anual Bruta auferida, decorrente do estatuto remuneratório fixado ou do lugar de origem, caso essa opção tenha sido autorizada
(b) - Caso a Viatura de Serviço tenha sido adquirida através de contratos de Leasing, ALD, AOV, Renting, etc., deverá ser colocado o número de prestações contratualizadas
S - Sim; N - Não; NA - Não Aplicável; (1) Valores facturados pela Águas de Portugal, SGPS, S.A.; (2) Valor referente às rendas de AOV pagas durante o ano
Fiscal Único
Mandato 2010-2012
Ano de 2010
PricewaterhouseCoopers & Associados - SROC, Lda.
Valor Anual
16.845,00
6. Análise de Sustentabilidade
A AdTMAD consciente das suas responsabilidades enquanto gestora de um sistema de abastecimento e saneamento, procura,
desde sempre, efectuar a gestão eficiente dos seus recursos visando a eficiência económica e financeira, sem descurar as mais
elevadas normas de qualidade e respeitando os mais altos valores sociais e ambientais, na senda de um desenvolvimento sustentável.
São diversos os desafios de sustentabilidade que se colocam actualmente ao sector da água, relacionados com a utilização racional de
recursos, com o fornecimento aos seus clientes de água em quantidade e qualidade adequadas, com a contribuição e sensibilização
para o uso racional da água, com a recolha e tratamento de águas residuais, com a reutilização de águas residuais, entre outros.
A sustentabilidade está patente na política empresarial da AdTMAD, que aposta numa gestão cada vez mais em:
• Efectuar uma gestão eco-eficiente, no sentido de minimizar os impactes ambientais decorrentes das suas actividades e racionalizar
a utilização de recursos naturais;
• Adoptar boas práticas ambientais e de segurança e estabelecer estratégias de prevenção, quer nas fases de concepção e construção
das suas infra-estruturas, quer na sua exploração;
• Promover incessantemente a qualidade dos seus processos, produtos e serviços, procurando reduzir os riscos, prevenir a poluição
e aumentar.
Fruto desta preocupação com a sustentabilidade, a AdTMAD publica desde 2007, um Relatório de Sustentabilidade. Relativamente
ao Relatório de Sustentabilidade 2009, foi atribuído o nível de aplicação A+,o nível mais elevado, o que significa que foram
cumpridas todas as questões essenciais do GRI.
Sugere-se a consulta do Relatório de Sustentabilidade 2010, para desenvolvimento deste tema.
Indicadores Sociais
A AdTMAD assegura o exercício da sua actividade num quadro de equilíbrio de desenvolvimento sustentável e coloca nos vários
níveis da sua organização todo o seu empenho no cumprimento das obrigações e responsabilidades sociais para com os seus
clientes, accionistas, trabalhadores, fornecedores e comunidade.
Indicadores Ambientais
A AdTMAD rege a sua actividade por uma concepção e operação responsável das instalações e processos procurando o uso
eficiente e sustentável dos recursos, assim como, a prevenção da poluição e dos riscos ambientais. Para tal, considera o respeito
integral da legislação aplicável e dos requisitos da norma de Gestão Ambiental ISO 14001 e, regularmente, efectua uma identificação
dos aspectos e riscos ambientais da sua actividade, que relaciona com os respectivos impactes.
6.1 Gestão do Capital Humano
Na área de recursos humanos, o ano de 2010 traduziu-se num reforço do número de colaboradores, na direcção de Operação
com um acréscimo de 13 novos colaboradores, com vista a suprir necessidades de pessoal para fazer face à entrada em exploração
de novas infra-estruturas, nas áreas do fornecimento de água e no tratamento de efluentes.
Dos processos de recrutamento concluídos durante 2010, permitiram à empresa ter no final de 2010 um total de 225 colaboradores,
os quais se encontram distribuídos pelas diversas áreas, conforme quadros que se seguem:
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_28|29
143
160
140
129
110
75
47
20
7
7
2005
21
20
18
18
11
10
15
10
16
13
15
14
2008
2009
2006
2007
Exploração
Engenharia
Adm. e Financ.
Staff
16
19
2010
Nota: Em 2010 a área de manutenção transitou da direcção de exploração para as infra-estruturas.
Áreas Funcionais
2006
2007
2008
2009
2010
Staff
Sistemas de Informação
Comunicação e Imagem
Responsabilidade Empresarial
Controlo de Qualidade
Jurídico
Planeamento / Controlo de Gestão
Administrativo / Apoio geral
Sub-total...
3
0
3
1
1
0
2
10
3
0
3
1
1
0
2
10
3
0
3
1
1
0
5
13
3
1
3
1
1
0
5
14
4
1
3
1
2
3
5
19
Engenharia
Coordenação, Planeamento, SIG e Expropriações
Obra Representações
Alto Tâmega
Douro Norte
Douro Sul
Douro Superior/Terra Quente
Terra Fria/Terra Quente
Sub-total...
8
6
7
0
0
3
2
2
3
3
21
2
3
3
3
3
20
2
4
2
0
3
18
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Infra-estruturas
Coordenação, Planeamento, SIG e Expropriações
Manutenção
Sub-total...
0
0
0
0
0
0
0
0
0
17
28
45
17
30
47
3
14
5
15
9
22
13
0
14
0
17
26
24
10
16
75
19
27
27
17
19
110
19
26
26
20
18
129
22
30
26
24
15
140
23
34
31
26
15
160
0
8
1
2
11
152
0
11
1
3
15
174
0
9
1
3
13
184
1
8
1
5
15
204
0
11
0
5
16
225
Exploração
Coordenação, Planeamento e Controlo
Manutenção
Operações Representações
Alto Tâmega
Douro Norte
Douro Sul
Douro Superior/Terra Quente
Terra Fria/Terra Quente
Sub-total...
Adm. e Financ.
Coordenação
Contabilidade, Rec. Humanos, Compras e Património
Analítica e Controlo de Gestão
Financeira e Incentivos Financeiros
Sub-total...
Total...
No seguimento da política de pessoal orientada para a admissão de colaboradores jovens, a empresa tem procurado fazer a
selecção de candidatos recorrendo a jovens desempregados que se encontram inscritos à procura de emprego nos Centros de
Empregos e Formação Profissional, privilegiando-se o recrutamento de pessoal nos centros de emprego das localidades onde a
empresa necessita de reforçar o seu quadro de pessoal, mas também se teve em conta os currículos existentes na base de dados
e também não descurando a publicitação em anúncio na comunicação social.
Como resultado desta política, o quadro de pessoal da empresa reflecte uma classe de colaboradores com 78% que se situa na faixa
etária até aos 39 anos, dos quais sensivelmente 24%, com idade inferior aos 30 anos. Comparativamente com os anos anteriores, há
a salientar um ligeiro reforço do quadro de pessoal com colaboradores mais experientes, como forma de balancear colaboradores
jovens, com colaboradores com maior experiência.
Estrutura etária
4%
3%
4%
6%
41%
10%
8%
2%
13%
2%
17%
46%
44%
50%
50%
3%
19%
54%
50%
42%
44%
36%
31%
24%
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Mais de 50 anos
Entre 40 e 49 anos
Entre 30 e 39 anos
Até 29 anos
Considerando que a política de recrutamento da empresa está interligada, com a fase de construção das infra-estruturas e exploração
do sistema multimunicipal, à medida que as infra-estruturas vão sendo concluídas, a empresa vai procedendo ao recrutamento e
selecção estabelecendo com os colaboradores um vínculo de celebração de contrato de trabalho a termo certo, de acordo com os
procedimentos em vigor no grupo. Posteriormente, e à medida que estes contratos vão atingindo o limite máximo de renovações,
e se verifica necessidade em os manterem ao serviço, a empresa celebra contratos sem termo, tendo sempre presente no acto das
renovações o considerando do: o bom desempenho, trabalho em equipa, afinco e brio profissional dos colaboradores, antes da sua
passagem para o quadro de efectivos da empresa.
Durante o ano de 2010 foram admitidos 24 novos colaboradores para preencher necessidades, nas áreas: administrativa e financeira,
engenharia, operação e manutenção do sistema multimunicipal. Dos 24 novos colaboradores recrutados, 22 foram para reforço
de pessoal devido ao aumento da actividade administrativa e financeira, engenharia, operação e manutenção, e 2 foi para substituir
colaboradores que entretanto saíram da empresa. Permanece ainda em aberto a substituição de um colaborador que saiu da
empresa durante o ano de 2010.
O vínculo laboral de colaboradores com contratos de trabalho sem termo é de 63% do total, 33% de colaboradores com contratos
de trabalho a termo certo e 4% com outro tipo de contrato de trabalho (requisições a municípios, e CCDRN).
É de salientar que a percentagem de colaboradores que passou de contrato de trabalho a termo para contratos de trabalho sem termo
certo aumentou 2% relativamente ao ano anterior. Esta diminuição da variação de transformação de contratos de trabalho a termo
em contratos de trabalho sem termo tem origem numa diminuição da variação de admissões registadas na empresa nos últimos anos.
Durante o ano de 2010, passaram a efectivos 18 colaboradores que mantinham um vínculo contratual a termo certo. O gráfico
seguinte evidencia a evolução do vínculo contratual.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_30|31
Vínculo Contratual
6%
4%
71%
58%
8%
2%
49%
1%
38%
58%
61%
4%
32%
64%
49%
37%
34%
23%
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Outros
Contrato a termo
Contrato sem termo
A antiguidade dos colaboradores está naturalmente associada à evolução do número de colaboradores, assim como à política de
gestão de recursos humanos, a qual visa atrair, desenvolver e manter os melhores profissionais ao serviço da empresa.
Antiguidade
0%
29%
1%
40%
7%
50%
15%
25%
38%
58%
47%
30%
36%
28%
25%
41%
30%
18%
10%
12%
16%
17%
15%
11%
2005
2006
2007
2008
2009
2010
Mais de 5 anos
Entre 2 e até 5 anos
Entre 1 e até 2 anos
Até 1 ano
Relativamente ao conhecimento e desenvolvimento pessoal, a empresa facilita o acesso dos colaboradores com menos qualificações
ao ensino secundário, através da atribuição do estatuto de trabalhador-estudante e diversas facilidades para prestação de provas e
exames em horário laboral.
O gráfico seguinte espelha a distribuição dos colaboradores por habilitações literárias, havendo a referir que continua a existir uma
parte significativa de colaboradores que vai continuar a necessitar de apoio da empresa para concluir o ensino secundário.
Habilitações
58%
48%
47%
52%
53%
41%
39%
39%
34%
33%
32%
26%
28%
29%
42%
0%
0%
0%
2005
2006
2007
2008
2009
Ensino superior
Ensino secundário
Ensino básico
2010
O nível de assiduidade em 2010 foi de 93,8% havendo uma ligeira melhoria face aos 87,71% registados em 2009. Pese embora a
diminuição o absentismo existente na empresa em relação ao ano de 2009, verificamos que o absentismo existente em 2010 na
sua maioria, diz respeito a situações de baixa por doença, e licença de parentalidade.
N.º potencial de horas
Horas de ausência
Taxa de absentismo
Taxa de assiduidade
2005
167.020
7.249
4,34%
95,66%
2006
266.959
11.173
4,19%
95,81%
2007
345.728
30.295
8,76%
91,24%
2008
365.568
43.439
11,88%
88,12%
2009
392.928
48.284
12,29%
87,71%
2010
405.089
25.126
6,20%
93,80%
Ausências/Ocorrências
79%
4%
10%
83%
7%
3%
5%
8%
2005
2006
82%
82%
2%
10%
2%
8%
78%
4%
10%
5%
7%
8%
2007
2008
2009
Mais de 5 anos
Entre 2 e até 5 anos
Entre 1 e até 2 anos
Até 1 ano
Formação Profissional
A gestão de recursos humanos considera a formação profissional como um elo fundamental das actividades da Empresa e está
presente nas preocupações e prioridades da sua gestão, procurando melhorar e valorizar os colaboradores, facultando-lhes o
acesso a formação adequadas aos seus perfis funcionais, enaltecendo a criação e a inovação contínua e adicionando mais-valia
através do desenvolvimento e aprendizagem de novas competências técnico-profissionais, necessárias e adequadas às funções que
desempenham na estrutura orgânica da empresa.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_32|33
Em 2010 foram ministradas 68 acções de formação profissional, num total de 2.211 horas, abrangendo 135 colaboradores,
contribuindo decisivamente para este acréscimo de acções de formação em relação ao ano anterior a candidatura submetida pela
empresa, e aprovada ao programa POPH, num valor global de 119.020,36, e comparticipada em 50% pelo programa.
N.º de acções
N.º de horas das acções
N.º de Colaboradores em formação
2004
4
130
20
2005
9
273
64
2006
31
677
105
2007
27
3.073
169
2008
41
4.093
177
2009
68
2.293
139
2010
81
11.476
215
Decorrente das acções de formação realizadas em 2010, a empresa prevê continuar durante o ano de 2011, o esforço de
desenvolvimento das competências dos seus colaboradores, através da realização de mais acções de formação, com vista a
responder a essas necessidades. Para o efeito recorre às necessidades técnico profissionais identificadas, aquando do levantamento
das necessidades de formação dos colaboradores, incorporando-as no plano de formação.
A empresa submeteu também em finais de 2010, uma candidatura para formação profissional, a ser financiada pelo Plano Operacional
de Potencial Humano (POPH), no montante aproximado de 120.000 euros, a qual visa comparticipar o plano de formação da
empresa durante o ano de 2011, focalizado nas áreas de informática, operação, manutenção e segurança da empresa.
A estratégia do plano de formação assenta tem três linhas orientadoras:
• Alinhamento com o desenvolvimento de competências e requisitos das funções;
• Orientação à melhoria da eficiência e eficácia;
• Associação ao desenvolvimento de projectos internos.
Na sua estratégia de inserção social na região, a empresa em 2010 realizou 6 estágios profissionais: 4 na direcção de infraestruturas:
3 jovens recém-licenciados em engenharia civil e 1 estágio para um jovem com o 12.º ano de escolaridade na área de manutenção,
direcção de operação 1 jovem recem licenciada Eng.ª Biológica,1 estágio área de sistemas e tecnologia de informação a um jovem
licenciado em Eng. Electrotécnica financiados na sua totalidade pela empresa, uma vez que o seu acesso em parceria com os
Centros de Emprego e Formação Profissional, foi restringido pelo regulamento de estágios profissionais.
O quadro seguinte mostra o número de estágios profissionais em 2010:
N.º de estágios
N.º total de meses
N.º de estagiários
2005
1
9
1
2006
8
72
8
2007
9
81
9
2008
6
54
6
2009
2
18
2
2010
6
54
6
6.2 I&D e Inovação
Uso Sustentável da Água
Um dos protocolos estabelecidos com a UTAD resultou num trabalho de Doutoramento com o título “Pressões nas Bacias
Hidrográficas dos Rios Sôrdo, Pinhão e Ribeira de Vila Chã: Causas, Consequências e Respostas”, desenvolvido pela colaboradora
da AdTMAD. Este trabalho pretende desenvolver cenários de uso sustentável da água nas bacias em estudo, a partir do estudo das
pressões dos sectores agrícola, doméstico e industrial.
Tratamento de Águas Residuais
Para dar resposta de uma forma eficaz, do ponto de vista ambiental e social, aos problemas sazonais gerados pela descarga dos
efluentes resultantes da produção de vinho, a AdTMAD encontra-se a desenvolver, em colaboração com a UTAD, um projecto
intitulado “Tratamento de efluentes vinícolas por combinação de processos químicos e biológicos”. As águas residuais da produção
de vinho, assim como as provenientes dos lagares de azeite apresentam características sazonais e específicas que os tornam bastante
difíceis de tratar segundo métodos convencionais.
Estes problemas apresentam particular relevância na região de Trás-os-Montes e Alto Douro onde, para além de adegas cooperativas
vitivinícolas e oleícolas, de dimensão considerável, há também os pequenos e médios agricultores detentores de pequenos lagares
de vinho e de azeite, para produção própria.
Actualmente, o destino normal é a descarga nos cursos de água situados próximos desses lagares ou nos sistemas de saneamento
básico dos municípios (sem qualquer tipo de pré-tratamento) resultando daí graves complicações para o normal funcionamento
das ETAR.
Programa Past21 – Iniciativa Nacional de Avaliação de Desempenho de ETA e ETAR Urbana
A Iniciativa Nacional de Avaliação de Desempenho de ETA e ETAR Urbanas é um projecto I&DT proposto pelo Laboratório
Nacional de Engenharia Civil, I.P (LNEC) e coordenado pelo Núcleo de Engenharia Sanitária (NES) do Departamento de Hidráulica
e Ambiente. Esta iniciativa visa testar, a nível nacional as sistemas de avaliação de desempenho (PAS) de estações de tratamento
de água (ETA) e de aguas residuais urbanas (ETAR). Estes sistemas são orientados por objectivos, normalizados e quantitativos,
direccionados para os aspectos operacionais e destinados a apoiar as tomadas de decisão no âmbito da operação e da reabilitação
das instalações. Os sistemas de avaliação de desempenho de ETA (PAS_WTP) e ETAR (PAS_WWTP) têm uma estrutura análoga.
Ambos compreendem uma componente de avaliação de desempenho global (OvPA) e uma componente de avaliação de desempenho
operacional (OpPA).
A componente operacional inclui três subcomponentes: qualidade da água/água residual tratada (OpPA_Water_Q), eficiência de
tratamento (OpPA_Treat_Ef) e funcionamento dos órgãos (OpPA_UOP).
A iniciativa tem uma dimensão nacional envolve varias entidades gestoras a o Instituto Regulador de Aguas e Resíduos e conta com
o apoio da Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária a Ambiental e da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos.
Corn esta iniciativa pretende-se promover a avaliação de desempenho e o benchmarking de ETA e ETAR urbanas de uma forma
sistemática com base em dados coerentes a fiáveis, contribuir para a melhoria e beneficiação dos PAS, aumentar a eficiência e eficácia
dos serviços prestados e visibilidade institucional, aceder a formação especializada na implementação, utilização e manutenção dos
PAS e obter uma ferramenta de cálculo automática dos PAS.
São objectivos do projecto estabelecer valores de referência para as medidas de avaliação de desempenho, identificar subconjuntos
de indicadores de desempenho com objectivos específicos (benchmarking, gestão estratégica, gestão operacional, e.g. minimização
de consumo de energia e/ou reagentes) e reforçar a robustez a aplicabilidade do actual sistema de avaliação de desempenho e da
respectiva ferramenta de cálculo automático a ETA/ETAR de diferentes tipologias.
O Projecto tem por base um programa de trabalhos de dois anos, pretende-se que seja criada uma grande dinâmica de trabalho
entre participantes, nomeadamente através da criação a manutenção de um forum de discussão electrónico e com a realização de
reuniões periódicas individuais a colectivas. A iniciativa incluirá ainda a realização de duas acções de formação e de um workshop
de avaliação intercalar com a participação de um painel de especialistas nacionais.
A primeira acção de formação (AF1) realizou-se no início do projecto e teve como objectivos:
• formação geral em avaliação de desempenho;
• formação nos sistemas de avaliação de desempenho desenvolvidos (PAS_WTP e PAS_WWTP);
• formação nos módulos de input de dados da ferramenta de cálculo automático PAStool;
• discussão dos objectivos globais e operacionais das EG para as ETA/ETAR e respectivas áreas de avaliação a estudar.
A segunda acção de formação (AF2) realizar-se-á no final do estudo e tem como objectivo:
• formação na utilização da ferramenta de cálculo automático PAStool.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_34|35
Modelação dos Sistemas Abastecimento de Água com vista à análise da evolução da
qualidade da água para localização de Postos de Recloragem
Com vista à análise da evolução da qualidade de água nos Sistemas de Abastecimento de Água (SAA), foi concluída em Junho 2010
a simulação hidráulica e da qualidade da água dos SAA, que permitiu compreender o funcionamento dos sistemas e o decaimento
do cloro ao longo das condutas e garantir os valores de cloro residual entre 0,2 mg/ e 0,6 mg/l, em todos os pontos de entrega
servidos pelos vários sistemas.
O referido estudo permitiu localizar as estações de recloragem a construir em cada sistema e ainda programar as intervenções de
forma faseada, sujeitos à confirmação dos caudais reais na situação futura e da entrada em funcionamento de novos pontos de entrega.
Assim, deverá ser executado apenas a primeira fase relativa à construção das estações de recloragem necessárias na situação actual.
Esta fase envolve a construção das seguintes 20 estações.
Foram elaborados todos os projectos de execução das obras necessárias à construção das estações de recloragem, assim como um
caderno de encargos e um programa de concurso de acordo com os modelos aprovados.
Desenvolvimento e Implementação do Sistema de Telegestão para o Subsistema de
Abastecimento de Água do Balsemão
O objectivo deste projecto foi o Desenvolvimento de um Sistema de Telegestão, com exploração e gestão centralizado na ETA do
Balsemão. O Sistema de Telegestão encontra-se assente numa estação de trabalho do tipo PC e correndo uma aplicação SCADA
(Supervisory Control and Data Acquisition), que é também acessível a partir de um Web browser dentro da rede AdTMAD, em
comunicação com 51 pontos remotos, dos quais 6 são Reservatórios. 1 é Reservatório com Estação Elevatória e 44 são Pontos
de Entrega. Este Sistema possibilita o registo de todas as medições e ocorrências, e interactivamente com o operador, possibilita
uma visualização total do estado da instalação como seja a indicação do estado de funcionamento de equipamentos e a leitura de
instrumentos (caudal, nível, pressão, cloro e turvação) conforme aplicável.
A aplicação SCADA permite uma pesquisa de informação histórica relativa aos dispositivos dispersos pelas instalações, bem como
a invocação de ordens de comando para esses dispositivos em tempo real de qualquer PC com ligação à rede AdTMAD a partir
de um Web browser e dependendo no nível de autenticação.
Desenvolvimento e Implementação do Sistema de Telegestão para o Subsistema de
Abastecimento de Água de Ranhados
O objectivo deste projecto foi o Desenvolvimento de um Sistema de Telegestão, com exploração e gestão centralizado na ETAR
de Vila Nova de Foz Côa. O Sistema de Telegestão encontra-se assente numa estação de trabalho do tipo PC e correndo uma
aplicação SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition), que é também acessível a partir de um Web browser dentro da rede
AdTMAD, em comunicação com 45 pontos remotos, dos quais 6 são Reservatórios, 1 é Reservatório com Ponto de Entrega, 6
Estações Elevatória, 28 Pontos de Entrega e 4 caixas de seccionamento. Este Sistema possibilita o registo de todas as medições e
ocorrências, e interactivamente com o operador, possibilita uma visualização total do estado da instalação como seja a indicação do
estado de funcionamento de equipamentos e a leitura de instrumentos (caudal, nível, pressão, cloro e turvação) conforme aplicável.
A aplicação SCADA permite uma pesquisa de informação histórica relativa aos dispositivos dispersos pelas instalações, bem como
a invocação de ordens de comando para esses dispositivos em tempo real de qualquer PC com ligação à rede AdTMAD a partir
de um Web browser e dependendo no nível de autenticação.
7. Avaliação sobre grau de cumprimento dos princípios do bom governo
A governação da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A. respeita os Princípios de Bom Governo das empresas do Sector
Empresarial do Estado aprovados pela Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º49/2007, de 28 de Março.
No quadro seguinte é efectuada uma avaliação do grau de cumprimento dos Princípios do Bom Governo a que se encontram
sujeitas as empresas que integram o Sector Empresarial do Estado.
Missão, objectivos e princípios gerais de actuação
Princípios
Grau de cumprimento
Fundamentação
As empresas detidas pelo Estado devem:
• Cumprir a missão e os objectivos que tenham sido determinados
para a empresa, de forma económica, financeira, social e
ambientalmente eficiente, atendendo a parâmetros exigentes
de qualidade, procurando salvaguardar e expandir a sua
competitividade, respeitando os princípios de responsabilidade
social, desenvolvimento sustentável, serviço público e satisfação
das necessidades da colectividade que lhe hajam sido fixados.
Total
• Proceder à enunciação e divulgação da sua missão, dos seus
objectivos e das políticas para si e para as participadas que
controla.
Total
divulgação da missão da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, dos
A
seus objectivos e das políticas desenvolvidas é realizada através do seu
Relatório e Contas anual, do sítio da empresa na internet, e do Portal
do Colaborador.
• Elaborar planos de actividades e orçamentos adequados aos
recursos e fontes de financiamento disponíveis, tendo em conta
o cumprimento da missão e dos objectivos definidos.
Total
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro elabora anualmente o seu
A
plano de actividades e orçamento de acordo com os recursos e fontes
de financiamento disponíveis e considerando a sua missão e objectivos
fixados.
• Definir estratégias de sustentabilidade nos domínios económico,
social e ambiental, estabelecendo os objectivos a atingir e os
respectivos instrumentos de planeamento, execução e controlo.
Total
Grupo AdP, e por consequência a Águas de Trás-os-Montes e Alto
O
Douro, definiu de forma organizada a estratégia e os princípios para
alcançar a posição de um actor principal no palco da sustentabilidade.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro cumpre a sua missão
A
e os objectivos fixados de forma económica, financeira, social e
ambientalmente eficiente.
nualmente, é apresentado no Relatório e Contas uma avaliação da
A
actividade desenvolvida.
estratégia de sustentabilidade da Águas de Trás-os-Montes e Alto
A
Douro encontra-se disponível no seu Relatório e Contas anual, no sítio
da empresa na internet e do Portal do Colaborador.
• Adoptar planos de igualdade, após diagnóstico da situação,
de forma a alcançar uma efectiva igualdade de tratamento
e de oportunidades entre homens e mulheres, a eliminar as
discriminações e a permitir a conciliação da vida pessoal, familiar
e profissional.
Total
Grupo AdP, e por consequência a Águas de Trás-os-Montes e
O
Alto Douro preconiza a diversidade garantindo a igualdade de
oportunidades aos seus colaboradores e promovendo a integração de
pessoas com deficiência.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro foi das primeiras empresas
A
portuguesas a subscrever o Código de Conduta de Empresas e VIH.
• Informar anualmente os membros do Governo, a tutela e o
público em geral de como foi prosseguida a missão, do grau de
cumprimento dos objectivos, de como foi cumprida a política
de responsabilidade social, de desenvolvimento sustentável e os
termos do serviço público, e de como foi salvaguardada a sua
competitividade.
Total
• Cumprir a legislação e a regulamentação em vigor, devendo o seu
comportamento ser eticamente irrepreensível no que respeita
à aplicação de normas de natureza fiscal, de branqueamento
de capitais, de concorrência, de protecção do consumidor, de
natureza ambiental e de índole laboral, nomeadamente relativas
à não discriminação e à promoção da igualdade entre homens e
mulheres.
Total
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro cumpre na íntegra as
A
obrigações de reporte de informação anual e ao público em geral e à
AdP, SGPS, cabendo a esta o reporte de informação anual consolidada
à tutela.
nualmente, é apresentado no Relatório e Contas uma avaliação da
A
actividade desenvolvida.
oda a actividade do Grupo AdP e da Águas de Trás-os-Montes e
T
Alto Douro é norteada pelo cumprimento rigoroso das normas legais,
regulamentares, éticas, deontológicas e boas práticas.
este contexto, a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro adopta um
N
comportamento eticamente irrepreensível na aplicação de normas
de natureza fiscal, de branqueamento de capitais, de concorrência, de
protecção do consumidor, de natureza ambiental e de índole laboral.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_36|37
Missão, objectivos e princípios gerais de actuação
Princípios
• Tratar com respeito e integridade os seus trabalhadores,
contribuindo para a sua valorização profissional.
Grau de cumprimento
Total
Fundamentação
Grupo AdP e a Águas da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro
O
apostam na formação dos seus colaboradores, desenvolvendo as
suas competências e potenciando novos desafios e oportunidades
profissionais internas.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro possui também um
A
Regulamento de Valorização Profissional, através do qual permite aos
seus colaboradores alargarem o seu portefólio de conhecimentos
e competências através da frequência de programas avançados de
formação.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro aderiu ao Programa Novas
A
Oportunidades enquadrado no seu plano de Valorização Profissional.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro tem em vigor um Sistema
A
de Gestão do Desempenho que é utilizado numa perspectiva
desenvolvimentista e positivista.
• Tratar com equidade todos os clientes, fornecedores e
demais titulares de direitos legítimos. Estabelecer e divulgar
os procedimentos adoptados no que se refere à aquisição de
bens e serviços e adoptar critérios de adjudicação, assegurando
a eficiência das transacções realizadas e a igualdade de
oportunidades para todos os interessados habilitados para o efeito.
Total
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro respeita toda a legislação
A
vigente referente à matéria de aquisição de bens e serviços e tem
implementado um conjunto de boas práticas internas orientadas por
princípios de economia, eficácia e de igualdade de oportunidades e
com vista à salvaguarda da transparência, publicidade e concorrência.
• Divulgar anualmente as transacções que não tenham
ocorrido em condições de mercado, bem como uma lista
dos fornecedores que representem mais de 5% do total
dos fornecimentos e serviços externos, se esta percentagem
corresponder a mais de um milhão de euros.
Total
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro divulga anualmente as
A
transacções que não tenham ocorrido em condições de mercado,
bem como uma lista dos fornecedores que representem mais de 5%
do total dos fornecimentos e serviços externos, se esta percentagem
corresponder a mais de um milhão de euros, através do seu Relatório
e Contas anual e no sítio da empresa na internet.
• Conduzir com integridade os negócios da empresa, devendo
ser adequadamente formalizados, não podendo ser praticadas
despesas confidenciais ou não documentadas.
Total
Grupo AdP pauta a sua actuação por uma conduta íntegra na
O
realização dos negócios, refutando veementemente práticas menos
éticas.
Código de Conduta e Ética da Águas de Trás-os-Montes e Alto
O
Douro expressa o seu compromisso com uma conduta ética e
transparente nos seus relacionamentos internos e externos, tendo
como objectivo o reforço dos padrões éticos aplicáveis a todos
os agentes e contribuindo para um desenvolvimento sustentável
consolidado.
dicionalmente, foi elaborado o Plano de Gestão de Riscos de
A
Corrupção e Infracções Conexas da Águas de Trás-os-Montes e
Alto Douro, o qual visa reforçar o compromisso individual de cada
colaborador com as boas práticas no que respeita a relações com
terceiros.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro desenvolveu a sua avaliação
A
do cumprimento dos Planos de Gestão de Riscos de Corrupção e
Infracções Conexas – 2010, através do preenchimento de questionário
desenvolvido e realizado sob a responsabilidade da Auditoria Interna e
Controlo de Risco, órgão funcional da AdP, SGPS.
• Ter ou aderir a um código de ética, que contemple exigentes
comportamentos éticos e deontológicos, divulgando aos
colaboradores, clientes, fornecedores e público em geral.
Total
Código de Conduta e Ética da Águas de Trás-os-Montes e Alto
O
Douro encontra-se disponível no sítio da empresa na internet e no
Portal do Colaborador.
Estruturas de administração e fiscalização
Princípios
Grau de cumprimento
Fundamentação
As empresas detidas pelo Estado devem:
• Deter órgãos de administração e de fiscalização ajustados à
dimensão e complexidade da empresa, de forma a assegurar
a eficácia do processo de tomada de decisão e a garantir uma
efectiva capacidade de supervisão, não devendo exceder o
número de membros em empresas privadas de dimensão
equivalente e do mesmo sector de actividade.
Total
Cumprindo
o disposto na legislação aplicável, a dimensão dos órgãos
de administração e fiscalização da Águas de Trás-os-Montes e Alto
Douro estão perfeitamente ajustados à complexidade da sua missão,
perfeitamente alinhados com a estratégia definida para o Grupo
empresarial AdP, assegurando a eficácia do processo de tomada
de decisão e garantindo uma autêntica capacidade de supervisão
enquadrada no sector em que se insere.
• Ter um modelo de governo que assegure a efectiva segregação
de funções de administração executiva e de fiscalização, devendo,
no caso das empresas de maior dimensão e complexidade,
a função de supervisão ser responsabilidade de comissões
especializadas, entre as quais uma comissão de auditoria ou uma
comissão para as matérias financeiras, de acordo com o modelo
adoptado.
Os membros não executivos dos órgãos de administração,
os membros do conselho geral e de supervisão devem emitir
anualmente um relatório de avaliação do desempenho individual
dos gestores executivos, assim como uma apreciação global das
estruturas e dos mecanismos de governo em vigor na empresa.
Total
Modelo de Governo da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, em
O
alinhamento com o definido para as empresas participadas do Grupo
AdP, que assegura a efectiva segregação de funções de administração
e fiscalização, é composto, de acordo com os Estatutos da Sociedade
pelos seguintes Órgãos Sociais:
• A Assembleia Geral;
• O Conselho de Administração;
• O Conselho Fiscal;
• O ROC.
s Administradores Não Executivos emitem anualmente um relatório
O
sobre o desempenho dos Administradores Executivos.
Conselho Fiscal emite trimestralmente um relatório e parecer
O
sobre os documentos de prestação de contas consolidadas. Ambos os
relatórios anuais são publicados no Relatório e Contas da empresa.
• Ter as contas auditadas anualmente por entidades independentes,
observando padrões idênticos aos que se pratiquem para as
empresas admitidas à negociação em mercado regulamentado.
Os membros não executivos dos órgãos de administração,
os membros do conselho geral e de supervisão deverão ser
os interlocutores da empresa junto dos auditores externos,
competindo-lhes proceder à sua selecção, à sua confirmação, à
sua contratação e à aprovação de eventuais serviços alheios à
função de auditoria, que deve ser concedida apenas se não estiver
em causa a independência dos auditores.
Total
• Promover a rotação e limitação de mandatos dos membros dos
seus órgãos de fiscalização.
Total
auditoria anual às contas da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro
A
é efectuada por entidade independente externa, que tem como
interlocutores privilegiados a Administração, o Conselho Fiscal, a
Direcção Administrativa e Financeira.
e acordo com o estipulado na Resolução do Conselho de Ministros
D
n.º 49/2007, a selecção e contratação do auditor externo é da
responsabilidade da AdP, SGPS, e dentro desta, dos membros não
executivos do Conselho de Administração, que asseguram as suas
condições de independência.
s membros dos Órgãos Sociais da Águas de Trás-os-Montes e Alto
O
Douro são eleitos por um período de três anos, podendo ser reeleitos.
o entanto, por imposição legal e estatutária o número de renovações
N
consecutivas não pode exceder o limite de três.
• O órgão de administração deve criar e manter um sistema de
controlo adequado, de forma a proteger os investimentos da
empresa e os seus activos, devendo abarcar todos os riscos
relevantes assumidos pela empresa.
Total
gestão de risco enquanto pilar do Governo das Sociedades,
A
foi incorporada em todos os processos de gestão, tendo sido
assumida como uma preocupação constante de todos os gestores e
colaboradores das empresas que integram o Grupo AdP.
s riscos económicos são atenuados por critérios de segurança e
O
prudência que têm em conta a dispersão geográfica dos investimentos
efectuados nas diferentes áreas de negócio e pela realização de
estudos prévios à sua concretização.
abordagem aos riscos financeiros e operacionais é assegurada por
A
estruturas centralizadas de acompanhamento e controlo da actividade,
nomeadamente através da Direcção Financeira (riscos cambiais e de
taxa de juro) e da Direcção de Sistemas de Informação (manutenção
de políticas de controlo adequadas, controlo de acessos físicos e
lógicos e continuidade dos sistemas), ambos Corporativos.
este contexto, a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro está sujeita
N
ao controlo da Auditoria Interna e Controlo de Risco – Corporativo
– que tem como principais objectivos a identificação dos factores de
risco ao nível das principais actividades empresariais e dos respectivos
controlos-chave para reduzir ou eliminar o seu impacte.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_38|39
Remunerações e outros direitos
Princípios
Grau de cumprimento
Fundamentação
As empresas detidas pelo Estado devem:
• Divulgar publicamente em cada ano, nos termos da legislação
aplicável, as remunerações totais, variáveis e fixas, auferidas
por cada membro do órgão de administração e do órgão de
fiscalização, distinguindo entre funções executivas e não executivas.
Total
divulgação pública das remunerações totais, variáveis e fixas,
A
auferidas por cada membro dos diversos órgãos sociais da Águas de
Trás-os-Montes e Alto Douro consta do Relatório e Contas anual e do
sítio da empresa na internet.
• Divulgar anualmente todos os benefícios e regalias,
designadamente quanto a seguros de saúde, utilização de viatura
e outros benefícios concedidos pela empresa.
Total
divulgação anual de todos os benefícios e regalias de cada membro
A
dos diversos órgãos sociais da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro
consta do Relatório e Contas anual e do sítio da empresa na internet.
Prevenção de conflitos de interesse
Princípios
Grau de cumprimento
Os membros dos órgãos sociais das empresas públicas devem:
• Abster-se de intervir nas decisões que envolvam os seus próprios
interesses, designadamente na aprovação de despesas por si
realizadas.
Total
• No início de cada mandato, sempre que se justificar, os membros
dos órgãos sociais devem declarar ao órgão de administração, ao
órgão de fiscalização e à Inspecção-geral de Finanças, quaisquer
participações patrimoniais importantes que detenham na
empresa, assim como relações relevantes que mantenham com
fornecedores, clientes, instituições financeiras ou outros parceiros
de negócio, que possam gerar conflitos de interesse.
Total
Fundamentação
membros do Conselho de Administração da Águas de Trás-osOs
-Montes e Alto Douro têm pleno conhecimento das normas relativas
à abstenção de participar na discussão e deliberação de determinados
assuntos e respeitam essas mesmas normas na sua actividade.
ão existem incompatibilidades entre o exercício dos cargos de
N
administração na Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro e os
demais cargos desempenhados pelos membros do Conselho de
Administração.
s membros do Conselho de Administração da Águas de Trás-osO
-Montes e Alto Douro cumprem todas as disposições legais relativas
à comunicação dos cargos exercidos em acumulação.
s membros do Conselho de Administração, de acordo com o estipulado
O
no Estatuto do Gestor Público, comunicaram à Inspecção-Geral de
Finanças todas as participações e interesses patrimoniais que detinham,
directa ou indirectamente, nas empresas onde exercem funções.
8. Código de Conduta e Ética
A AdTMAD aprovou em Reunião dos Administradores Executivos o Código de Conduta e Ética, este código, à semelhança do
adoptado pela Águas de Portugal (AdP) e extensível a todas as empresas do Grupo AdP, tem por objectivo ser uma referência,
formal e institucional, para a conduta pessoal e profissional de todos os colaboradores, tornando-se um padrão de relacionamento
quer entre colaboradores, quer com os públicos externos.
O Código de Conduta e Ética da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A. (AdTMAD), visa garantir a prática de condutas
profissionais de elevado padrão moral por parte de todos os seus colaboradores, em complemento das disposições legais e
regulamentares que devam observar expressar o compromisso do Grupo com todos aqueles que se relacionam com as empresas
do Grupo nas suas actividades comerciais, institucionais e sociais, e que têm, por isso, interesse legítimo na transparência, no diálogo
e na atitude ética das empresas do Grupo AdP e dos seus colaboradores.
Este documento vem expressar o compromisso da AdTMAD em reforçar os padrões éticos aplicáveis e a criação de um ambiente
de trabalho que promova o respeito, a integridade e a equidade entre os seus colaboradores.
Este encontra-se disponível no site no seguinte endereço:
http://gota/acPT/Lists/Sector_Aguas/DispForm.aspx?ID=8&Source=http%3A%2F%2Fgota%2FacPT%2Fdefault%2Easpx
9. Controlo do Risco
A Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro e em particular, o seu Conselho de Administração, dedica grande atenção aos riscos
inerentes à sua actividade, a qual é alcançada através da monitorização periódica dos principais riscos da actividade que resultam
da operação diária.
Em 2010 foi concluída a primeira fase do projecto de gestão do risco empresarial, que teve como principais resultados uma
avaliação integrada do risco e a sistematização do processo de gestão do risco, permitindo criar uma linguagem comum na definição
e conceito de cada risco, a par do alinhamento dos objectivos com os riscos e respectivos controlos em vigor na empresa.
Os riscos encontram-se organizados de acordo com uma estrutura de classes e categorias definidas de acordo com a metodologia
COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission), a qual se apresenta na figura seguinte.
A avaliação dos riscos é efectuada na perspectiva da probabilidade de ocorrência e do impacto, considerando o risco inerente e o
risco residual respectivo. Deste modo, procura-se aferir a eficácia do sistema de controlo interno instituído para manter o nível de
risco num patamar considerado aceitável.
Os riscos são avaliados considerando várias dimensões, pelo que quando avaliamos o impacto estão a ser consideradas, para cada
risco, diversas dimensões, nomeadamente:
• Financeira,
• Reputação,
• Legal ou regulamentar, e
• Nível de alinhamento com os objectivos de negócio.
A perspectiva da probabilidade de ocorrência do risco é avaliada considerando igualmente um conjunto alargado de factores,
nomeadamente:
• Existência e eficácia de controlos,
• Ocorrência anterior do risco,
• Complexidade do risco, e
• Capacidade instalada para gerir o risco (pessoas, processos, sistemas).
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_40|41
Os riscos relacionados com as classes governação, estratégia e planeamento, conformidade e reporte são tratados e monitorizados
pela Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, sem prejuízo de periodicamente e sempre que se verifique necessário, serem apreciados
pelo accionista maioritário (AdP – Águas de Portugal, SGPS, S.A.).
A abordagem dos riscos da classe operacional e infra-estrutura, para além de ser assegurada pela Águas de Trás-os-Montes e
Alto Douro e respectivos órgãos de gestão, é complementada por estruturas centralizadas de acompanhamento e controlo
da actividade do accionista maioritário, as quais têm como responsabilidade identificar e gerir os principais riscos (por exemplo,
direcção de recursos humanos corporativos e direcção financeira corporativa da holding e direcção de sistemas de informação da
AdP Serviços, S.A.).
No contexto económico actual é possível destacar alguns riscos aos quais a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro se apresenta
mais vulnerável, nomeadamente:
• Envolvente política, económica e financeira;
• Alterações de legislação, regulamentação e regulação;
• Relacionamento com os municípios;
• Continuidade do negócio;
• Cobranças;
• Crédito e financiamento.
O Conselho de Administração da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro instituiu acções de monitorização periódicas sobre os
principais riscos identificados anteriormente, de forma a acompanhar a sua evolução e aferir o nível de controlo, estando as mesmas
a ser realizadas conforme previsto.
10. Prevenção de Conflitos de Interesses
Os membros do Conselho de Administração da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro S.A. têm conhecimento do regime de
impedimentos definido na Lei n.º 64/93, de 26 de Agosto, no Estatuto do Gestor Público - (Decreto-Lei n.º 71/2007, de 27 de
Março) e nos Princípios de Bom Governo das Empresas do Sector Público Empresarial (RCM n.º 49/2007, de 28 de Março), em
que são estabelecidas regras relativas ao exercício cumulativo de funções e a obrigatoriedade de não intervenção nas decisões
que envolvam interesses próprios destes titulares. Têm ainda conhecimento da Lei n.º 4/83, de 2 de Fevereiro na redacção da Lei
n.º 25/95, de 18 de Agosto.
Para esse efeito, os membros do Conselho de Administração da Administração da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A.
cumprem com as seguintes obrigações:
(i) - Entrega, junto da Inspecção-Geral de Finanças, de declaração contendo todas as participações e interesses patrimoniais que
detenham, directa ou indirectamente na empresa, bem como cargos, funções e actividades profissionais que exerçam (artigo
22º, n.º 9 do Decreto-Lei n.º 71/2007, de 27 de Março);
(ii) - Entrega da Declaração de Património e Rendimentos junto do Tribunal Constitucional (Lei n.º 4/83 de 2 de Fevereiro, na redacção
da Lei n.º 25/95, de 18 de Agosto, Decreto-Regulamentar nº 1/2000, de 9 de Março e ainda Lei 28/82 de 15 de Novembro);
(iii) - Entrega à Procuradoria-Geral da República de Declaração de Inexistência de Incompatibilidades ou Impedimentos (artigo 11º
da Lei n.º 63/94 de 26 de Agosto e artigo 22º, n.º 8 do Decreto-Lei n.º 71/2007, de 27 de Março);
(iv) - Não intervenção em deliberações quando nelas tenha interesse, directa ou indirectamente (artigo 22º do Decreto-Lei
n.º 71/2007, de 27 de Março);
(v) - Cumprimento das demais disposições previstas no Decreto-Lei n.º 71/2007, de 27 de Março, e no Código das Sociedades
Comerciais relacionadas com esta matéria.
11. Divulgação de Informação
Informação a constar no site da Empresa Divulgação
S
N
N.A.
Existência de Site X
Historial, Visão, Missão e Estratégia X
Organigrama X
Órgãos Sociais e Modelo de Governo: X
Identificação dos Órgãos Sociais
Identificação das áreas de responsabilidade do CA
Identificação das Comissões existentes na sociedade
Identificar sistemas de controlo de riscos
X
Remuneração dos Órgãos Sociais
Regulamentos Internos e Externos
X
Transacções fora das condições de mercado
X
Transacções relevantes com entidades relacionadas
X
Análise de sustentabilidade Económica, Social e Ambiental
X
Código de Ética
X
Relatório e Contas
X
Provedor do Cliente
X
12. Informação Sinalética sobre as Iniciativas de Publicidade Institucional
A Resolução do Conselho de Ministros n.º 47/2010, de 25 de Junho – que fixa orientações para a colocação de publicidade
institucional para o Estado, os Institutos públicos e as Empresas públicas concessionárias de serviços públicos, relativamente às
respectivas obrigações de serviço público –, estipula que as entidades abrangidas por aquela Resolução devem incluir no relatório
de actividades uma secção especificamente dedicada à divulgação de informação sintética sobre as iniciativas e acções de publicidade
institucional desenvolvidas.
Para efeitos do presente Capítulo, consideram-se como publicidade institucional quaisquer formas de comunicação realizadas pelas
entidades referidas no número anterior mediante a aquisição onerosa de espaços publicitários, com o objectivo directo ou indirecto
de promover iniciativas ou de difundir uma mensagem relacionada com os seus fins ou as suas atribuições.
De acordo com o disposto no artigo 1.º da Portaria n.º 1297/2010, de 21 de Dezembro, integram o conceito de publicidade
institucional as campanhas, acções informativas e publicitárias e quaisquer outras formas de comunicação realizadas pelas entidades
referidas no número anterior mediante a aquisição onerosa de espaços publicitários, com o objectivo directo ou indirecto de
promover iniciativas ou de difundir uma mensagem relacionada com os seus fins ou as suas atribuições.
As campanhas e acções realizadas na prossecução simultânea de fins de publicidade institucional e de outros fins são igualmente
abrangidas pelas obrigações de informação relativas à base de dados da publicidade institucional, salvo nos casos em que a
componente de publicidade institucional for susceptível de autonomização quanto aos seus custos e colocação em meios de
comunicação social. No caso de acções e campanhas realizadas conjuntamente por mais de uma entidade, a responsabilidade pelo
cumprimento das obrigações de informação previstas na presente portaria incumbe à entidade adjudicante.
As campanhas de publicidade institucional desenvolvidas pela Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A. tiveram por base a
prossecução de competências delegadas, fundadas e justificadas por razões de interesse público, e foram pautadas pelos princípios
da verdade e da transparência.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_42|43
A aquisição de espaços para publicidade institucional promovida pela Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A. durante o ano de
2010 foi desenvolvida com vista a assegurar os objectivos de:
• Informar os cidadãos das condições de acesso e de utilização de serviços públicos;
• Divulgar informações relacionadas com a saúde pública;
• Desenvolver campanhas de sensibilização de boas práticas e de prevenção de comportamentos de risco;
• Divulgar planos, programas, projectos de empreendimentos públicos, de relevante interesse económico, social, cultural ou ambiental
e os seus resultados, nomeadamente através da sua divulgação junto dos segmentos da população que deles possam beneficiar
directa ou indirectamente;
• Prestar informações ou esclarecimentos públicos relevantes, relativos às matérias referidas na alínea anterior; e assegurar outras
obrigações de publicitação previstas na lei.
De acordo com o disposto no n.º 1 do artigo 2.º da Portaria n.º 1297/2010, de 21 de Dezembro, e por obrigações de transparência,
apresenta-se no quadro seguinte a informação sintética requerida.
Quadro 1 - Montante global, do ano de 2010, discriminado por trimestres
Órgão
Jornal O Povo do Barroso
Jornal Mensageiro de Bragança
Jornal Mensagens Aguiarenses
Jornal do Norte
Jornal Notícias de Vila Real
Jornal Notícias de Chaves
Jornal do Nordeste
Jornal A Voz de Trás-os-Montes
Jornal Terra Quente
Jornal A Voz de Chaves
Jornal Notícias do Douro
Jornal Douro Hoje
Total
4º Trimestre
70,00
72,60
105,88
51,42
152,46
272,25
181,50
181,26
145,20
181,50
151,25
196,63
1761,95€
Valor Global
70,00
72,60
105,88
51,42
152,46
272,25
181,50
181,26
145,20
181,50
151,25
196,63
1761,95€
(Os valores apresentados contem IVA à taxa em vigor à data)
No desenvolvimento das iniciativas de publicidade institucional, a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., cumpriu integralmente
as determinações da Resolução do Conselho de Ministros n.º 47/2010, de 25 de Junho.
A informação constante do presente Capítulo, relativo à publicidade institucional, será remetida ao Gabinete para os Meios de
Comunicação Social (GMCS), conforme determinação da RCM nº47/2010.
A informação sintética relativa ao aluguer de espaços para publicidade institucional da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro,
S.A. divulgada neste Capítulo não invalida o exercício de outras formas de patrocínio ou parceria, devidamente identificadas, de
programas ou de actividades cujo conteúdo ou objectivo estão relacionados com o cumprimento das missões e de valorização da
correspondente actividade de serviço público desta empresa.
13. Cumprimento das Instruções, Despachos e Legislação Diversa
A Águas de Trás-os-Montes e Alto douro, S.A., deu cumprimento integral às instruções, despachos e legislação diversa, designadamente
aos seguintes:
a) Cumprimento das orientações genéricas sobre negociações salariais nos termos do ofício da Direcção Geral de Tesouro e
Finanças nº1730, de 25 de Fevereiro de 2010, respeitante à “não actualização dos salários nominais para o corrente ano”.
b) Cumprimento do Despacho de 25 de Março de 2010 do Ministro de Estado e das Finanças, comunicado através de ofício circular
nº 2590, de 26 de Março de 2010, que determina a não atribuição de prémios de gestão nos anos de 2010 e 2011 aos membros
do órgão de Administração.
c) Cumprimento do previsto no artigo 12º da Lei nº 12-A/2010, de 30 de Junho, respeitante à redução excepcional de 5% à
remuneração fixa mensal dos gestores públicos executivos e não executivos.
14. Relatório dos Administradores não Executivos
Relatório dos administradores não executivos sobre o desempenho dos administrador(es) executivo(s)
1. Introdução
Nos termos da alínea m) do artigo 13º - A do Decreto-Lei n.º 558/99, de 17 de Dezembro, na redacção do Decreto-Lei n.º 300/2007,
de 23 de Agosto, cumpre-nos, na qualidade de administradores não executivos, apresentar um relatório sobre o desempenho do(s)
administrador(es) executivo(s) referente ao exercício de 2010.
2. Actividade
Nos termos da lei, e das competências que o novo estatuto do gestor público determina, e de outras atribuições decididas pelo
Conselho de Administração, acompanhamos a gestão da empresa e o desempenho do(s) administrador(es) executivo(s).
As nossas funções foram exercidas com independência, sendo nosso juízo, no que se refere ao(s) administrador(es) executivo(s),
livre e incondicionado.
3. Parecer
Face ao acima exposto, fazemos uma apreciação de proximidade positiva do seu desempenho global, não perdendo de vista a
preocupação do(s) administrador(es) executivo(s) de auscultar as nossas opiniões e juízos de valor sobre as acções de gestão,
adoptando em muitas ocasiões os conceitos das nossas intervenções mais relevantes que tiveram em vista um melhor rigor na
gestão da empresa.
Vila Real, 23 de Fevereiro de 2011
Os Administradores não Executivos
Artur Magalhães
Sandra Santos
Hernâni Pinto Fonseca
Domingos Baptista Dias
Aires Ferreira
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_44|45
B - Actividade da Empresa
B - Actividade da Empresa
1. Introdução
A AdTMAD tem plena consciência da importância do seu papel e das suas responsabilidades no cumprimento
das metas estabelecidas no Sistema de Gestão Integrado (SGI) para o sector do abastecimento de água
para consumo humano e tratamento de águas residuais. Assim, compromete-se a cumprir os requisitos das
normas de NP EN ISO 9001:2008 (Qualidade), NP EN ISO 14001:2004 (Ambiente), e OHSAS 18001:2007
(Segurança), bem como todas as exigências legais relativas a qualidade, ambiente e segurança e outros
regulamentos aplicáveis.
2. Enquadramento macroeconómico
Global
É expectável que a economia mundial cresça à vota de 4,8% em 2010, e uma vez mais à custa das novas
economias emergentes (China, Índia, Brasil, México, países africanos, etc.). A Europa e os Estados Unidos
apresentam níveis de crescimento económico mais lentos (1,7% e 2,6% respectivamente). A estabilização
dos mercados financeiros, representam um indicador positivo que contribuiu definitivamente como suporte
deste crescimento, ao contrário do último ano onde vingava uma crise instalada, em resultado da evidente
sobreavaliação generalizada de activos que suportavam muitas emissões de dívida e que ocasionaram, numa
sequência vertiginosa e assustadora, a fragilidade do paradigma financeiro que sustentou o crescimento
económico mundial nos últimos anos. Este crescimento económico segundo alguns analistas, está ameaçado
nos próximos anos pela subida significativa dos preços das matérias-primas e dos alimentos, com consequências
imediatas ao nível do aumento dos níveis de pobreza.
PIB Mundial
5,0%
5,2%
4,8%
3,0%
2006
2007
2008
2009
2010
(-0,8%)
União Europeia
A União Europeia continua com um crescimento insignificante da economia. A crise está definitivamente
instalada na zona Euro designadamente em Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha particularmente no que
diz respeito às suas dívidas soberanas. No norte da Europa o cenário é mais positivo, particularmente na
Alemanha que parece imune à crise europeia e mundial e que apresenta um crescimento económico na
ordem dos 3,3% e de 14% nas exportações. Este resultado alemão acentua as divergências com os países mais
deficitários da União Europeia, dificultando de sobremaneira a posição do Banco Central Europeu em adoptar
medidas adequadas e convergentes entre todos os países da zona Euro. Com a principal taxa de juro nos 1%
é expectável que a inflação suba na Alemanha, uma vez que muitas economias da UE não estão preparadas
para subidas da taxa de juro.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_48|49
De notar que em 2010 o BCE tem dado um contributo significativo a Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda na compra de dívida destes
países no sentido de aliviar a pressão a que têm estado sujeitos por parte dos mercados financeiros.
PIB UE
3,9
2,0
2000
2001
2,5
1,2
1,3
2002
2003
3,2
2,9
2,0
1,8
1,7
2010
2011
0,8
2004
2005
2006
2007
2008
2009
(-4,2)
Portugal
O ano de 2010 em Portugal fica marcado pela aprovação de dois PEC’s que resumidamente se traduzem num agravamento
generalizado da carga fiscal e na diminuição da despesa pública.
Depois de uma queda de 2,5% em 2009, o produto interno bruto em 2010 deverá situar-se entre os 1,0% e 1,5% muito suportados
pelo consumo privado e por um ligeiro aumento das exportações. Portugal vive uma deficitária situação económica, com um deficit
em 2010 à volta de 7,3% do PIB, e com significativas dificuldades em obter financiamento no exterior. O financiamento no final de
2010 foi obtido à custa de taxas de juro altas com repercussões directas nas contas do país dos próximos anos. O ano caracterizou-se já por uma subida dos impostos, situação que será agravada em 2011. Ainda assim as receitas de IRC e IRS deverão ser inferiores
ao ano anterior. O aumento da receita fiscal tem sido obtido à custa do IVA, imposto sobre tabaco e imposto automóvel.
A inflação em Portugal chegou aos 1,4%, 12 meses terminados em Dezembro de 2010 (-0,9 em 2009), enquanto a da zona euro
se situou nos 1,6%.
A taxa de desemprego deverá ser de 11% mais um ponto percentual do que em 2009, o que faz de Portugal um dos países da
União Europeia com o nível de desemprego mais elevado, depois da Espanha, Eslováquia e Irlanda.
Depois dos ganhos de mais de 30% em 2009, o PSI 20 apresenta perdas superiores a 10% em 2010, com alguns títulos com perdas
superiores a 50%. Os ganhos de três cotadas do PSI-20 vão fazer com que a bolsa nacional não feche o ano a perder mais de 20%.
Sem o “efeito” Jerónimo Martins, Portucel e Galp, as perdas seriam à volta desse número.
3. Enquadramento do Sector
O sector manteve o prosseguimento da estratégia e dos objectivos definidos nos planos nacionais que abrangem a área do
abastecimento de água e do saneamento de águas residuais – o Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de
Águas Residuais 2007-2013 (PEAASAR II), cujo Despacho de Aprovação foi publicado no Diário da República, 2.ª Série, de 14 de
Fevereiro de 2007, e a Estratégia Nacional para os Efluentes Agro-Pecuários e Agro-industriais (ENEAPAI), aprovada por Despacho
Conjunto nº8277/2007 de 2 de Março, publicado no Diário da República a 9 de Maio de 2007.
Com base na estratégia definida no PEAASAR II, as entidades gestoras, a par com a necessária execução de infra-estruturas para
se atingirem os desejados níveis de atendimento com os padrões de qualidade que hoje se exigem, devem assegurar que o preço
dos serviços reflicta os custos da água e do saneamento, como forma de garantir a sustentabilidade dos serviços, e promover o uso
eficiente dos recursos, através de adequadas práticas ambientais, assegurando o cumprimento integral das obrigações legais, sem
perder de vista as recomendações tendentes ao estabelecimento de tarifas socialmente aceitáveis, em particular as relacionadas
com o aumento da escala territorial das intervenções e o aproveitamento integral dos financiamentos associados.
De forma resumida, fica claro que as orientações nacionais para o sector assentam numa articulação de objectivos e de princípios
de sustentabilidade, num contexto de grande exigência de gestão, com vista ao alcançar de tarifas dentro dos limites socialmente
aceitáveis, esperando-se da investigação, desenvolvimento e inovação contributos decisivos para tais desideratos.
Neste propósito, e na linha do preconizado no PEAASAR II quanto à necessidade de flexibilizar o modelo vigente, habilitando novas
formas de relacionamento com os municípios, tinha sido publicado em 2009 o Decreto-Lei n.º 90/2009, de 9 de Abril que veio
introduzir um novo modelo de gestão para os serviços de águas assente em parcerias entre o Estado e as Autarquias Locais, modelo
esse que foi adoptado em duas situações – no centro e no sul do país – no decurso do 4.º trimestre de 2009.
Este novo modelo vem concretizar “uma das medidas fundamentais do PEAASAR II que passa pela empresarialização e
profissionalização da gestão das “baixas” em Portugal” que promova a criação de “uma estrutura na “baixa” capaz de executar o
investimento previsto para o período 2007-2013 e garantir a sustentabilidade futura do sector da água em Portugal.”
O novo modelo de gestão para a prestação dos serviços públicos de abastecimento público de água, de saneamento vem possibilitar,
nos termos do referido decreto-lei, uma “integração territorial dos sistemas municipais no sentido da maximização de economias
de escala, bem como a integração dos sistemas de abastecimento público de água e de saneamento de águas residuais urbanas, de
forma a maximizar economias de gama.”
Ferramenta essencial para a operacionalização desta estratégia é o Eixo II do Programa Operacional Valorização do Território
(POVT) referente à Rede Estruturante de Abastecimento de Água e Saneamento no âmbito do Quadro de Referência Estratégico
Nacional (QREN 2007-2013) -, que dispõe de recursos financeiros limitados mas essenciais para a concretização dos objectivos
traçados para o sector. Em situações particulares – quando as operações são promovidas por entidades cuja gestão não se enquadra
no “modelo verticalizado”- existem ainda apoios financeiros nos Programas Operacionais Regionais do Norte, Centro e Alentejo.
O Fundo de Coesão disponível no Eixo II do POVT revela-se indispensável para apoio aos investimentos em curso respeitantes
aos sistemas multimunicipais, intermunicipais e municipais, e que foram inicialmente avaliados em mais de 3.800 milhões de euros
no período 2008-2015.
No âmbito do 2ºAviso ao POVT/Eixo II, cujo prazo de submissão das candidaturas terminou no final de 2009, a elevada adesão de
promotores e de projectos, veio de novo comprovar a importância da comparticipação comunitária para a infra-estruturação do
sector. Uma procura que superou várias vezes a oferta financeira disponível agravou a pressão sobre a metodologia de avaliação
das candidaturas, dos seus objectivos e da qualidade dos projectos apresentados, tendo sido novamente alterada a estratégia de
financiamento para o sector, tendo em conta os prazos de realização dos investimentos candidatados, o grau de maturidade dos
Sistemas e os financiamentos comunitários disponíveis.
Em 2010 prosseguiram os trabalhos relativos à ENEAPAI, que define uma estratégia sustentável alinhada com o QREN, integrando
as especificidades e características dos sectores produtivos envolvidos e da sua importância no âmbito das regiões onde estão
implantados, e que visa a resolução de graves problemas ambientais, numa lógica de optimização das infra-estruturas tecnológicas
de tratamento de águas residuais e de gestão já implementadas, através de um quadro de intervenção que se oriente por objectivos
de sustentabilidade técnica, económica e ambiental e de manutenção da competitividade das actividades económicas.
Os modelos empresariais que até ao presente se tentaram implementar, onde os produtores agro-pecuários assumiam a liderança,
vieram a revelar-se incapazes de se tornarem verdadeiros veículos de uma solução sustentável para o tratamento dos efluentes
suinícolas. Já no segundo semestre de 2011 começaram a serem estudadas novas parcerias com entidades empresariais privadas,
que permitam soluções inovadoras para estes passivos ambientais, cuja erradicação se arrasta há demasiado tempo.
Pelo elevado impacto na execução dos planos de actividade, refira-se a aprovação do Programa de Estabilidade e Crescimento
(PEC) 2010-2013, através da Resolução n.º 29/2010, de 12 de Abril, da Assembleia da República, e o consequente Despacho
n.º 510/10, de 1 de Junho, do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças que veio fixar limites anuais ao crescimento do
endividamento, de 2010 a 2013, para as empresas do sector empresarial do Estado.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_50|51
Face aos investimentos em curso e aos compromissos já assumidos pelas empresas até à data do despacho, e reconhecendo
a complexidade da situação e bem assim a necessidade de não prejudicar a captação de fundos comunitários, o Secretário de
Estado do Tesouro e das Finanças emanou posteriormente o Despacho n.º 896/10, de 26 de Agosto, anulando a título excepcional
a aplicação à Águas de Portugal do limite relativo ao ano 2010 e determinando, relativamente aos exercícios de 2011 a 2013, a
apresentação pelo Conselho de Administração da AdP - Águas de Portugal de Planos de Actividades e Investimentos (PAI), revistos
e detalhados quanto ao respectivo financiamento e obrigatoriedade de realização por imposição comunitária, devendo os mesmos
ser enquadrados nos limites previstos no PEC.
A revisão dos planos de investimentos das empresas, para permitir atingir um PAI consolidado do Grupo AdP em consonância com
as restrições descritas, obrigou a um esforço de coordenação e revisão, e traduziu-se naturalmente num protelamento de múltiplos
investimentos face ao anteriormente previsto.
Igualmente no âmbito do PEC, foi determinada através do documento “Orientações Estratégicas para 2011 para o Sector Empresarial
do Estado”, datado de Outubro de 2010, a imposição de cortes significativos, com uma base de 15% (já incluindo a redução salarial
prevista na terceira versão do PEC), nas despesas de funcionamento das empresas do sector empresarial do Estado.
O processo de identificação das poupanças possíveis e de determinação das medidas associadas, bem como das necessárias
consequências resultantes de diferentes níveis de redução de custos exigiu um significativo esforço de reflexão e análise por parte
das Empresas. Os cortes em causa não afectaram a actividade desenvolvida durante o ano de 2010, sendo expectável que venham
a atingir uma forte expressão em 2011.
4. Cadeia de Valor
A transposição da cadeia de valor das actividades do sector de serviço de águas descritas no ponto 3.8 para a actividade desenvolvida
pela AdTMAD e para a formatação em que a mesma é desenvolvida – Contrato de Concessão numa óptica de construção,
operação e transferência no final do período (vulgo BOT) – levaram-nos a estabelecer a seguinte cadeia de valor e respectivos
processos de suporte.
5. Regulação
Regulação
A Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro exerce actividades que constituem serviços de interesse económico geral, indispensáveis
ao bem-estar das populações, ao desenvolvimento das actividades económicas e à protecção do meio ambiente. Estas actividades
são desenvolvidas num enquadramento de melhoria contínua na prestação dos serviços públicos de abastecimento de águas,
saneamento de águas residuais e tratamento e valorização de resíduos com ganhos crescentes de eficiência produtiva e ambiental.
A actividade da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro é regulada e desenvolvida em regime de concessão, desenvolvida num
contexto definido pela legislação e regulamentação em vigor, pelo disposto nos contratos de concessão de serviço público celebrados
com o Estado e pelas disposições e recomendações emitidas pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).
Durante o ano de 2009, com a publicação do Decreto-Lei n.º 277/2009, de 2 de Outubro, os poderes e âmbito de actuação da
ERSAR foram reforçados e alargados aos serviços prestados ao utilizador final (serviços em “baixa”). O novo estatuto da ERSAR
cria as condições para reduzir as distorções de mercado existentes decorrentes do facto serem praticados tarifários aos utilizador
final que não estão optimizados, uma vez que estes tarifários passarão a poder ser escrutinados pelo Regulador.
Neste âmbito, a ERSAR emitiu em 2009 uma recomendação quanto à formação de tarifários dos serviços públicos de abastecimento
de água para consumo humano, de saneamento de águas residuais urbanas e de gestão de resíduos urbanos (Recomendação
IRAR n.º 1/2009 – Recomendação Tarifária), que veio a ser complementada em 2010 com uma proposta de Recomendação que
pretende criar as linhas orientadoras para o apuramento de custos e construção dos tarifários.
É nossa expectativa que estas duas recomendações venham a permitir criar tarifários mais eficientes e que potenciem uma maior
e mais adequada forma de recuperação dos encargos associados à provisão dos serviços em baixa, contribuindo para a maior
sustentabilidade do sector.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_52|53
Durante o ano 2010 a ERSAR apresentou uma proposta legislativa de recuperação dos desvios de recuperação de custos gerados
no sector, proposta que o Grupo AdP considera fundamental para a sustentabilidade e manutenção do financiamento do sector.
No entanto, esta proposta ainda se mantém em discussão e ainda não foi aprovada e posta em execução.
Regulação Económica
De acordo com o disposto nos contratos de concessão, o ciclo regulatório anual inicia-se em 30 de Setembro com a apresentação
das propostas de orçamento e projecto tarifário para o ano(s) seguinte(s) ao Concedente e ao Regulador e contratualmente tem
uma duração de 60 dias. As propostas são apresentadas em conformidade com o disposto na Portaria 1275/2003, de 7 de Novembro.
O ciclo orçamental de 2010, iniciado em Setembro de 2009, estendeu-se até 6 de Abril de 2010, o que representou um atraso de
127 dias. Este prazo de avaliação e aprovação das propostas de orçamento e tarifas apresentou impactes negativos na tesouraria
das empresas, decorrentes da não aceitação por parte dos utilizadores dos efeitos do tarifário desde Janeiro.
De acordo com o modelo regulatório vigente (custo de serviço) e nos termos dos contratos de concessão podem gerar-se diferenças
entre o volume de proveitos necessário à cobertura da totalidade dos encargos incorridos pela entidade gestora, incluindo os
impostos sobre os resultados da sociedade e a remuneração dos capitais próprios, e o volume de proveitos efectivamente gerado
em cada um dos exercícios económicos. Estas diferenças denominam-se de desvios de recuperação de custos.
Estes desvios podem assumir uma natureza deficitária, quando os proveitos gerados são inferiores aos necessários, ou excedentária,
quando os proveitos gerados são superiores aos necessários.
Em 2009 encetaram-se com o Regulador os trabalhos de definição da forma de recuperação dos défices e superavit de recuperação
de custos relativos a cada sistema multimunicipal, uma vez que esta não se encontrava especificada nos contratos de concessão
nem em outro diploma.
A sustentabilidade das entidades gestoras e do sector, em estrito cumprimento das exigências que decorrem da Directiva-Quadro
da Água, da Directiva 2006/12/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de Abril de 2006, relativa aos resíduos, da Lei
da Água, do Regime Geral da Gestão de Resíduos, da Lei das Finanças Locais, dos Regimes Jurídicos da Concessão da Gestão e
Exploração dos Sistemas Multimunicipais de Águas e dos Resíduos Urbanos, que aprovaram as bases dos respectivos contratos, e
dos contratos de concessão em vigor, bem como o novo e decisivo ciclo de infra-estruturação do sector já iniciado, plasmado no
Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais para o período de 2007-2013 [SMM DE ÁGUAS],
exigem que se não se adie mais o expresso reconhecimento da política que foi prosseguida e a definição do montante dos desvios
de recuperação de custos das empresas, cujas regras de ressarcimento urgia clarificar.
Nessa proposta foram também retomados os procedimentos para proceder à distribuição dos ganhos de produtividade contratuais.
Os montantes que se encontram capitalizados no Capital Próprio das entidades gestoras serão repartidos, entre os accionistas e
utilizadores (através das tarifas futuras), de acordo com regras que se espera que venham a ser clarificadas durante 2011.
Qualidade da Água para Consumo Humano e Regulação da Qualidade de Serviço
Para além da regulação económica, a actuação da ERSAR abrange ainda a monitorização da qualidade de serviço, através de um
conjunto de indicadores, e a qualidade da água para consumo humano, uma vez que é a autoridade nacional competente nesta matéria.
Em 2010, com base na experiência acumulada desde 2004, a ERSAR reformulou os indicadores que utiliza para proceder à avaliação
da qualidade de serviço prestado. A avaliação do ano de 2010 já deverá ser efectuada com base neste novo conjunto de indicadores.
6. Carteira de Participações
Participação de 5.000€ no Capital Social do Museu do Douro.
Unidade de Negócio/Empresa
Fundação Museu do Douro
Sede
Peso da Régua
% de capital detido Valor da participação Capital Social Capital Próprio Result. liq. Exercício
0,47%
5.000,00
1.063.001,00
422.846,52
-308.003,74
7. Adopção do IFRS
Adopção dos IFRS
O Decreto-Lei nº. 158/2009, de 13 de Julho aprovou a criação do novo sistema de normalização, designado por SNC, sendo
revogado o normativo contabilístico anteriormente em vigor, o POC. A aplicação do SNC é obrigatória para os exercícios que se
iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2010 e obriga à apresentação de informação comparativa relativa ao exercício de 2009. Este
decreto-lei prevê ainda que em certas circunstâncias, as quais são preenchidas pelo Grupo Águas de Portugal (AdP), as empresas
possam também optar pela adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS), pelo que foi essa a decisão do Grupo
AdP, indo assim ao encontro da sugestão do seu accionista maioritário, Parpública, S.A..
Assim, a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro aplicou as normas IFRS para o exercício de 2010 e procedeu à re-expressão das
demonstrações financeiras do exercício de 2009 (desde 1 de Janeiro de 2009), de acordo com a versão das normas contabilísticas
de relato financeiro em vigor à data de 31 de Dezembro de 2010.
Os impactos quantitativos e qualitativos a esta data são apresentados pormenorizadamente na nota 5 do anexo às demonstrações
financeiras.
Alterações às amortizações enquanto gasto fiscal
Em complemento à das normas IFRS, destaca-se igualmente, e pela sua relevância, o efeito que terá sobre as contas do exercício (e
futuras) das mudanças da forma de cálculo das amortizações para efeitos fiscais, introduzida na sequência das alterações legislativas
referidas e das obrigações vinculativas da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI).
Até ao final do ano de 2009, o montante inscrito em cada ano referente às amortizações do investimento era calculado tendo em
conta o investimento efectuado e os estimados a efectuar até ao final da concessão. A amortização dos investimentos realizados
e ainda não realizados era efectuada durante o período da concessão, excepto para os bens que tenham um valor residual
contratualmente fixado no final da concessão. Por outro lado, o valor da amortização dos bens não era calculado de uma forma
temporalmente linear, montante total divido pelo número de anos, mas sim em função dos caudais efectivamente fornecidos/
recolhidos em cada ano comparativamente aos caudais estimados a fornecer/recolher (método da depleção).
A DGCI, ao alterar o seu entendimento, não permite a aceitação como gasto fiscal das amortizações do investimento contratual
ainda não realizado. Assim, a partir de 2010, estes gastos deixam de ser aceites como encargo fiscal do exercício, e os efeitos
acumulados de anos anteriores, se existirem, irão ser tributados em 5 anos de acordo com a legislação fiscal em vigor.
Esta alteração ainda que não tenha impacto ao nível dos resultados, terá consequências no apuramento do imposto a pagar
(e imposto diferido) e naturalmente no cash-flow disponível em cada exercício futuro.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_54|55
8. Análise Económica e Financeira
A análise económica e financeira que se apresenta procura resumir os resultados e a situação financeira e patrimonial, alcançadas
pela Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro no ano de 2010, devendo ser lida em conjugação com as demonstrações financeiras
do exercício e as respectivas notas. Damos nota, que a empresa aplicou as normas IFRS para o exercício de 2010 e procedeu à reexpressão das demonstrações financeiras do exercício de 2009 (desde 1 de Janeiro de 2009), de acordo com a versão das Normas
Contabilísticas de Relato Financeiro em vigor à data de 31 de Dezembro de 2010.
A empresa prossegue a consolidação do arranque da actividade, quer no fornecimento de água, quer na recolha e tratamento
de efluentes aos Municípios. Esta situação reflecte-se nos resultados líquidos negativos, em cerca, de 736 mil euros, continuando
a verificar-se uma grande pressão, nos seus resultados, dos encargos financeiros suportados pela empresa. Por outro lado, é
importante referir que em 2010, e pela primeira vez, a empresa procedeu à facturação dos valores mínimos garantidos.
Unidade: €
POC(1)
IFRS(2)
Rubrica de Resultados
2008
2009
2009
2010
Resultados Operacionais
-3.416.144,81
-6.550.089,70
-1.900.203,25 4.612.436,49
Resultados Financeiros
-9.059.406,47
-7.682.188,91
-4.692.974,79 -6.412.891,81
Resultados Correntes
-12.475.551,28 -14.232.278,61
Result. Extraordinários
6.269.592,89
7.639.100,57
Resultados Antes de Impostos
-6.205.958,39
-6.593.178,04
-6.593.178,04 -1.800.455,32
Resultado Líquido
-6.232.263,36
-6.612.982,04
-6.612.982,04
-735.805,18
POC(1)
2009/2008
Valor
-3.133.945
1.377.218
-1.756.727
1.369.508
-387.220
-380.719
%
91,7%
-15,2%
14,1%
21,8%
6,2%
6,1%
IFRS(2)
2010/2009
Valor
6.512.640
-1.719.917
%
-342,7%
36,6%
4.792.723
5.877.177
-72,7%
-88,9%
(1) Plano Oficial de Contabilidade; (2) Normas Internacionais de Relato Financeiro
Da análise do quadro anterior, é de salientar o bom desempenho económico no ano de 2010 com a obtenção de resultados
operacionais, positivos em 4,6 milhões de euros. De referir, que com a adopção, no ano de 2010, das Normas Internacionais de
Relato Financeiro (IFRS), os resultado operacionais incluem os resultados extraordinários e excluem os valores capitalizados de
custos financeiros. No anterior normativo (POC) a análise dos resultados operacionais deverá ser complementada, por um lado,
com os resultados extraordinários, onde é relevada a amortização dos subsídios recebidos para apoio ao investimento nas infra-estruturas e, por outro, com a contabilização em outros proveitos operacionais, na rubrica trabalhos para a própria empresa, do
montante relativo a custos financeiros incorridos durante o exercício e incorporados no imobilizado.
Unidade: €
POC(1)
Rubricas de Proveitos e Ganhos
2008
2009
Volume de Negócios
Outros Proveitos Operacionais
Proveitos e Ganhos Financeiros
Proveitos e Ganhos Extraordinários
Total
14.643.162,94
6.042.447,44
860.522,12
6.698.350,36
28.244.482,86
IFRS(2)
2010
17.955.640,46
17.955.640,46 24.173.627,33
4.342.069,89
7.697.725,84 6.852.090,95
776.465,03
776.465,03
418.191,43
7.870.344,77
30.944.520,15
26.429.831,33 31.443.909,71
2009
POC(1)
2009/2008
Valor
3.312.478
-1.700.378
-84.057
1.171.994
2.700.037
%
22,6%
-28,1%
-9,8%
17,5%
9,6%
IFRS(2)
2010/2009
Valor
6.217.987
-845.635
-358.274
%
34,6%
-11,0%
-46,1%
5.014.078
19,0%
(1) Plano Oficial de Contabilidade; (2) Normas Internacionais de Relato Financeiro
No exercício de 2010, os proveitos atingiram, aproximadamente 31,4 milhões de euros, representando um aumento de 19% face
aos valores registados em 2009, em grande medida resultado do aumento da actividade de exploração da empresa, tendo o volume
de negócios registado um acréscimo de 35 % relativamente ao ano anterior. A facturação dos valores mínimos garantidos, no valor
de 1.811.762€ contribuiu para atingimento dos resultados anteriormente referidos.
A rubrica de outros proveitos operacionais, no normativo POC incluí, os “trabalhos para a própria empresa”, enquanto no actual
normativo os “trabalhos para a própria empresa” estão autonomizados numa conta específica para o efeito dentro da própria classe.
De referir ainda que no novo normativo (IFRS) os outros proveitos operacionais incluem os subsídios ao investimento.
Os proveitos e ganhos financeiros registam juros de mora a clientes e os rendimentos do Fundo de Reconstituição do Capital
Social, criado para atender às obrigações contratuais da empresa, nos termos previstos na cláusula 14ª do Contrato de Concessão.
Relativamente à rubrica proveitos e ganhos extraordinários, a mesma passa a fazer parte dos proveitos operacionais.
Unidade: €
POC(1)
Rubricas de Custos e Perdas
2008
2009
IFRS(2)
2009
2010
CMVMC
1.253.542,26
1.267.682,82
1.267.682,82
1.328.954,92
Fornecimentos Serviços Externos
7.622.599,55
9.286.457,41
8.888.676,23
9.050.066,25
Custos com o Pessoal
4.717.741,02
5.476.129,74
4.563.559,64
4.445.243,75
Amortizações
10.305.610,06 12.569.750,15
12.569.750,15 11.256.103,33
Provisões
0,00
0,00
0,00
0,00
Outros Custos Operacionais
202.262,30
247.779,93
263.900,71
332.913,51
Sub-total
24.101.755,19 28.847.800,05
27.553.569,55 26.413.281,76
Custos e Perdas Financeiros
9.919.928,59
8.458.653,94
5.469.439,82
6.831.083,24
Custos e Perdas Extraordinários
428.757,47
231.244,20
Imposto sobre o Rendimento
26.304,97
19.804,00
19.804,00
254.057,12
Imposto Diferido
-1.318.707,26
Total
34.476.746,22 37.557.502,19
33.042.813,37 32.179.714,86
POC(1)
2009/2008
Valor
14.141
1.663.858
758.389
2.264.140
0,00
45.518
4.746.045
-1.461.275
-197.513
-6.501
0
-1.433.933
%
Valor
1,1%
61.272
21,8%
161.390
16,1%
-118.316
22,0%
-1.313.647
0,0%
0,00
22,5%
69.013
19,7%
-1.140.288
-14,7%
1.361.643
-46,1%
-24,7%
234.253
0,0%
-1.318.707
-4,2%
-863.099
IFRS(2)
2010/2009
%
4,8%
1,8%
-2,6%
-10,5%
0,0%
26,2%
-4,1%
24,9%
0,0%
1182,9%
0,0%
-2,6%
(1) Plano Oficial de Contabilidade; (2) Normas Internacionais de Relato Financeiro
O total da rubrica de custos e perdas em 2010 foi de 32,2 milhões de euros, registando um decréscimo de 2,6% face ao valor
verificado no exercício de 2009, devido essencialmente à nova metodologia de cálculo das amortizações.
É de salientar, a existência de importantes economias de escala no ano de 2010, dado que os fornecimentos e serviços externos
sofreram um aumento de 1,8% em relação ao ano de 2009, enquanto o aumento do nível de actividade foi de, aproximadamente, 16%.
A rubrica FSE’s está influenciada pelo valor das capitalizações efectuadas que atingiram 0,4 e 0,2 milhões de euros em 2009 e 2010
respectivamente.
Estrutura Gastos Operacionais 2010
2%
7%
23%
46%
23%
Custo das Vendas
FSE_Ajustados (FSE-TPE)
Gastos com o Pessoal_Ajustados (gsatos com o pessoal - TPE pessoal)
Amortizações-Ajustadas (Amortizações exercício - Subsídios)
Outros gastos operacionais
Relativamente aos dados apresentados no quadro anterior, é de referir que os custos com o pessoal em 2010 tiveram, em relação
a 2009, uma redução de aproximadamente 2,6% devido, essencialmente, ao impacto de algumas medidas de contenção de custos,
nomeadamente, a não atribuição de prémio de desempenho em 2010, bem como ao efeito das capitalizações de custos com
pessoal tendo no ano de 2009 atingido um montante de 0,9 milhões de euros e em 2010 um valor de 0,6 milhões de euros.
Por outro lado, as amortizações líquidas de subsídios apresentam uma variação negativa de 6,2% relacionada com a alteração do
período da Concessão para efeito de cálculo das amortizações do exercício. Para 2010 e após entrega da proposta de Revisão do
Contrato de Concessão, que prevê o alargamento do prazo da Concessão para 50 anos, o mesmo foi utilizado para cálculo das
amortizações pelo método das unidades de produção.
Nos custos e perdas financeiras verificou-se um aumento de 25%. A interpretação deste dado tem de ser complementada com a
análise da evolução dos custos financeiros e das capitalizações de encargos financeiros (tendo atingido os montantes de 0,3 milhões
de euros e 0,6 milhões de euros, em 2009 e 2010 respectivamente) Se analisarmos, os custos financeiros brutos (sem inclusão das
capitalizações) verifica-se que os mesmos sofreram um decréscimo em 2010 face a 2009 de, aproximadamente, 11,6%, devido à
transferência dos juros de mora devidos aos empreiteiros, pelo atraso no pagamento, dos custos financeiros para o custo total da
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_56|57
empreitada. No entanto, este efeito positivo foi contrariado pela diminuição dos encargos financeiros capitalizados em, cerca de,
78%, o que em termos globais teve como consequência o aumento dos encargos financeiros em, aproximadamente, 25%.
Situação Patrimonial e Financeira
Unidade: €
POC(1)
Rubrica
2008
2009
Activo não Corrente
Activo Corrente
Acréscimos e Diferimentos
Total Activo
Capitais Próprios
Passivo não Corrente
Passivo Corrente
Acréscimos e Diferimentos
Total Capital Próprio e Passivo
382.210.813,25
107.133.756,32
1.160.251,40
490.504.820,97
10.445.393,13
25.852.533,34
190.692.049,95
263.514.844,55
490.504.820,97
IFRS(2)
2009
2010
421.928.486,38
477.148.816,73 464.741.772,09
93.616.392,58
38.103.937,27 50.076.697,60
741.625,15
516.286.504,11
515.252.754,00 514.818.469,69
3.832.411,09
2.798.660,98
2.062.855,80
72.226.663,28
361.030.691,90 374.044.253,89
149.266.672,03
151.423.401,18 138.711.360,00
290.960.757,71
516.286.504,11
515.252.754,06 514.818.469,69
POC(1)
2009/2008
Valor
39.717.673
-13.517.364
-418.626
25.781.683
-6.612.982
46.374.130
-41.425.378
27.445.913
25.781.683
%
10,4%
-12,6%
-36,1%
5,3%
-63,3%
179,4%
-21,7%
10,4%
5,3%
IFRS(2)
2010/2009
Valor
-12.407.045
11.972.760
%
-2,6%
31,4%
-434.284
-735.805
13.013.562
-12.712.041
-0,1%
-26,3%
3,6%
-8,4%
-434.284
-0,1%
(1) Plano Oficial de Contabilidade; (2) Normas Internacionais de Relato Financeiro
O activo líquido da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro registou no exercício de 2010 uma diminuição de, aproximadamente,
0,1% (434 mil euros), relativamente ao ano de 2009.
O Activo não Corrente, apresenta uma variação negativa de 2,6%, aproximadamente, 12,4 milhões de euros. Uma análise mais
pormenorizada a esta rubrica, evidencia uma nova fase na empresa. Desde 2001 que a empresa desenvolve um intensivo programa
de investimentos, que compreendem a concepção, construção e beneficiação do Sistema Multimunicipal e das infra-estruturas que
o integram, cujo impacto se traduzia em crescimentos anuais significativos do seu imobilizado líquido. Com a construção, nos anos
anteriores, das obras de maior volume financeiro, nomeadamente as barragens, é de salientar que os acréscimos no Activo Intangível
começam a reflectir a diminuição do valor das obras em execução. Em 2010, os Activos Intangíveis apresentam uma variação de
0,3% em relação a 2009.
De referir, que os saldos finais, em dívida, do Fundo de Coesão, passam a ser incluídos no Activo não Corrente, dado que a empresa
estima que estes valores serão recebidos num período superior a um ano.
A empresa tem actualmente 8 candidaturas aprovadas, no montante de 353,2 milhões de euros, correspondendo a 1ª candidatura
à elaboração de estudos e projectos, e as restantes à construção de infra-estruturas que a empresa tem vindo a executar.
Unidade: €
Candidaturas
Estudos/Projectos (85%)
1.ª Fase (85%)
2.ª Fase (85%)
3.ª Fase (85%)
4.ª Fase (85%)
5.ª Fase (81%)
6.ª Fase (70%)
7.ª Fase (70%)
Total das Candidaturas
Decisão em Vigor
Despesa Apresentada FC
(Valor Elegível)
6.797.936,00
6.797.936,00
66.204.474,00
66.204.474,00
50.724.941,00
50.724.941,00
58.646.468,00
58.646.468,00
52.338.000,00
52.338.000,00
53.932.703,00
47.083.536,72
24.916.592,52
12.403.318,54
39.682.733,16
25.384.836,18
353.243.847,68
319.583.510,44
Comparticipação
c/ Despesa Apresentada
5.778.245,60
56.273.802,90
43.116.199,85
49.849.497,80
44.487.300,00
38.137.664,74
8.336.873,28
16.599.501,17
262.579.085,34
Reembolsos Efectuados Montante a Receber
4.622.596,48
45.019.039,78
34.492.959,66
39.879.598,24
35.589.840,00
34.948.392,00
8.336.873,28
16.599.501,17
219.488.800,60
1.155.649,12
11.254.763,12
8.623.240,19
9.969.899,56
8.897.460,00
3.189.272,74
0,00
0,00
43.090.284,74
O valor global das despesas já apresentadas ao Fundo de Coesão é de aproximadamente 319,6 milhões de euros, representando
cerca de 90% do valor elegível.
Ao montante das despesas já apresentadas, corresponde uma comparticipação comunitária de 262,6 milhões de euros, dos quais a
empresa foi reembolsada em 219,5 milhões de euros, encontrando-se no final do exercício por reembolsar aproximadamente 43
milhões de euros (16 %), da despesa já apresentada ao Fundo de Coesão.
Relativamente ao Activo Corrente há a mencionar pela sua relevância, a rubrica de Clientes. No que diz respeito à rubrica de
Clientes, verifica-se um saldo de 14 milhões de euros, superior em cerca de 13% relativamente ao ano anterior. Durante o exercício
foram celebrados acordos de regularização de dívida com diversos clientes, num total de aproximadamente 4,7 milhões de euros
tendo-se verificado o recebimento da maior parte dos referidos acordos, o que implica que o valor dos acordos em vigor no final
do exercício ronde os 389 mil euros. Como resultado dos acordos celebrados, o peso da dívida de clientes no volume de negócios
diminuiu de 69% em 2009 para 58 % em 2010, evidenciando o esforço que a empresa tem estado a desenvolver com vista a
recuperar o atraso no recebimento das dívidas vencidas.
Nos capitais próprios, há a relevar uma variação negativa de aproximadamente, 736 mil euros, em consequência dos resultados
negativos apurados no exercício.
De acordo com o Art. 35º do Código das Sociedades Comerciais, a empresa apresenta no final do exercício de 2010, como Capital
Próprio o valor de 1,7 milhões de euros, o qual é inferior em 12,3 milhões de euros a 50% do Capital Social da empresa. Decorrente
desta situação o Conselho de Administração da sociedade vai transmitir o incumprimento legal deste artigo aos accionistas, na
próxima Assembleia Geral, a realizar durante o mês de Março do corrente ano, para que sejam analisadas as medidas necessárias
à regularização desta situação. A este propósito, damos nota que a empresa apresentou, em 2010, ao concedente a revisão do
Contrato de Concessão tendo em vista o equilíbrio económico-financeiro do Sistema Multimunicipal.
Unidade: €
POC(1)
Rubrica
2008
2009
Actívo Líquido
Passivo Remunerado
Passivo não Corrente
Passivo Corrente
Capitais Próprios
Capital Social
490.504.820,97 516.286.504,11
181.190.063,55 184.847.643,01
25.852.533,34 72.226.663,28
454.206.894,50 440.227.429,74
10.445.393,13
3.832.411,09
28.000.000,00 28.000.000,00
IFRS(2)
2009
515.252.754,06
184.847.643,01
361.030.691,90
151.423.401,12
2.798.660,98
26.966.249,89
2010
514.818.469,69
198.461.665,08
374.044.253,89
138.711.360,00
2.062.855,80
26.966.249,89
POC(1)
2009/2008
Valor
25.781.683
3.657.579
46.374.130
-13.979.465
-6.612.982
0
%
5,3%
2,0%
179,4%
-3,1%
-63,3%
0,0%
IFRS(2)
2010/2009
Valor
-434.284
13.614.022
13.013.562
-12.712.041
-735.805
0
%
-0,1%
7,4%
3,6%
-8,4%
-26,3%
0,0%
(1) Plano Oficial de Contabilidade; (2) Normas Internacionais de Relato Financeiro
Quanto ao passivo e nomeadamente o passivo remunerado, no montante de 198 milhões de euros, regista um incremento de
13,6 milhões de euros, face a 2009. Damos nota, que à luz do novo normativo, os subsídios ao investimento passam a estar a ser
considerados no passivo não corrente, enquanto, no anterior normativo, eram considerados no passivo corrente. Este facto justifica
as variações verificadas no quadro anterior nas referidas rubricas.
O passivo remunerado inclui empréstimos de C/P, no montante de 120 milhões de euros e 78 milhões de euros de M/L Prazo, que
incluem empréstimos de 77 milhões de euros com o Banco Europeu de Investimento.
Unidade: €
Rubrica
2008
2009/2008
2010/2009
Valor
%
Valor
%
Empréstimo Banca Comercial - Curto Prazo
120.100.778
77.030.680
80.225.394
-43.070.098
-35,86%
3.194.714
4,15%
0
Empréstimo - M/L Prazo
Banca Comercial
1.089.286
816.963
1.236.272
-272.323
-25,00%
419.309
51,33%
BEI
15.000.000
62.000.000
77.000.000
47.000.000
313,33%
15.000.000
24,19%
AdP, SGPS - Curto Prazo
Total
45.000.000
181.190.064
2009
45.000.000
184.847.643
2010
40.000.000
198.461.666
0
0,00%
3.657.579
-5.000.000
13.614.023
-11,11%
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_58|59
O quadro que a seguir se apresenta evidencia o comportamento positivo dos indicadores de desempenho financeiro da empresa.
Unidade: €
POC Indicador
2008
2009
IFRS (1)
Margem EBITDA a)
Estrutura Financeira b)
Autonomia Financeira c)
Solvabilidade d)
17,9%
17,3
4,5%
7,6%
16,9%
48,2
1,7%
14,8%
POC 2009/2008
(2)
2009
16,2%
66,0
1,2%
71,0%
IFRS
2010/2009
(1)
2010
37,8%
96,2
0,9%
73,4%
Valor
-1,0%
31
-2,9%
7,3%
%
-5,5%
178,1%
-63,1%
96,3%
(2)
Valor
21,5%
30
-0,3%
2,4%
%
132,5%
45,7%
-27,5%
3,3%
(1) Plano Oficial de Contabilidade
(2) Normas Internacionais de Relato Financeiro
a) EBITDA / Volume de Negócios
b) Passivo Financeiro / Capital Próprio
c) Capital Próprio / (Activo - Subsídios ao Investimento)
d) Capital Permamente / Passivo
Aproveitamos estas notas sobre a situação económico-financeira, para salientar o facto de a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro
se encontrar em fase de conclusão do processo de concepção e construção do sistema multimunicipal, e consolidação da actividade
de operação e manutenção, não podendo os resultados apresentados ser interpretados apenas no espaço temporal deste exercício
económico, mas sim numa perspectiva de longo prazo, correspondente ao período da concessão.
Por outro lado, os condicionalismos do projecto, nomeadamente, níveis elevados de investimento, a extensa área abrangida pelo
sistema multimunicipal, assim como a baixa densidade populacional, que condiciona os níveis de actividade, justificam o processo
de revisão das condições contratuais da concessão, em curso, cujo objectivo é garantir a sustentabilidade económico-financeira do
serviço público de abastecimento de água e de águas residuais nas melhores condições de qualidade e preço.
9. Actividade Operacional
Operação
Genericamente, e como actividades transversais a toda a empresa, realça-se no decorrer do ano de 2010 o desenvolvimento dos
seguintes projectos e actividades:
• Continuação da medição e monitorização de indicadores específicos da ETA do Peneireiro e da ETAR de Lamego, no âmbito da
participação no Projecto Past21 em parceria e orientação do LNEC, tendo como fim principal a melhoria do desempenho das
infra-estruturas, através da sua monitorização com a ferramenta PAStTool.
• Elaboração dos Planos de Medição relativos aos Subsistemas de Água e Saneamento que entraram em funcionamento no ano
de 2010.
• Continuação do processo de avaliação funcional e financeira das infra-estruturas Municipais integradas na AdTMAD.
• Envio ao Concedente para aprovação e publicação em Diário da República das revisões aos Regulamentos de Exploração do
Serviço Público de Saneamento de Águas Residuais (REAR) e do Serviço Público de Abastecimento de Água para Consumo
Humano (REAA) do Sistema Multimunicipal da AdTMAD.
• Melhoria dos procedimentos inerentes aos Laboratórios de Controle Analítico Interno, nomeadamente a Avaliação de
Competências em Laboratório, a aquisição de equipamentos de medição e desenvolvimento de processos de verificação e
calibração de equipamentos, bem como uniformização de métodos.
• Melhoria dos procedimentos inerentes à medição de caudais para efeitos de facturação a clientes, uniformizando os processos de
verificação e a metodologia aplicável.
• Optimização do Processo da Operação no âmbito do SGI – Qualidade, Ambiente e Segurança, cuja certificação se obteve no
ano de 2009.
• Acompanhamento permanente do cumprimento dos Planos de Controle Analítico Interno dos Sistemas de Abastecimento de
Água e dos Sistemas de Águas Residuais.
• Elaboração e/ou revisão dos Planos de Rotinas de Operação relativos aos Subsistemas de Água e Saneamento em exploração e
que entraram em funcionamento no ano de 2010.
• Desenvolvimento de uma base de dados direccionada ao controlo operacional dos Sistemas de Abastecimento de Água,
permitindo a unificação da informação e a optimização da monitorização da qualidade da água, à semelhança da já existente para
os Sistemas de Águas Residuais.
• Novos contratos de prestação de serviços de recolha, transporte e encaminhamento a destino final de subprodutos produzidos
nos Sistemas de Abastecimento de Água (lamas de ETA) e nos Sistemas de Águas Residuais (Lamas de ETAR, areias, gradados e
gorduras), sendo a valorização dos resíduos uma das obrigações contratuais da referida prestação.
• Início do desenvolvimento de uma aplicação informática de gestão da operação (Projecto Navia – Sistema de Gestão Integrado
da Operação), que permitirá um acompanhamento e conhecimento mais pormenorizado das tarefas efectuadas no âmbito da
operação e dos registos que lhe estão inerentes; dos processos de tratamento, assim como o correcto encaminhamento de todos
os elementos operacionais.
• Recurso a serviços prestados por empresas certificadas para a limpeza e desinfecção das infra-estruturas dos Sistemas de
Abastecimento de Água, de periodicidade mínima anual.
• Avaliação mensal dos processos relacionados com a operação nomeadamente análise de indicadores de desempenho, desvios e
planos correctivos.
• Participação em Auditorias internas e externas à exploração de infra-estruturas.
Energia e Força Motriz
No decurso do ano de 2010, dentro das funções afectas à área em resumo, procedeu-se à realização das seguintes tarefas:
• Gestão e acompanhamento de novas ligações de Energia Eléctrica, das instalações de novos sistemas a entrar em exploração ou
em construção, sejam estes de abastecimento de água ou tratamento de águas residuais.
• Apoio ao departamento de Infra-estruturas, nomeadamente na análise de projectos eléctricos, com o objectivo de enquadrar as
instalações à realidade actual em termos de equipamentos e tipo de ligações eléctricas às mesmas.
• Continuação com o processo de licenciamento e/ou certificação de exploração das instalações eléctricas, sejam estas da
responsabilidade da AdTMAD ou da entidade executante.
• Monitorização de custos/consumos de energia Activa e Reactiva das instalações. Esta monitorização permite identificar quais as
instalações com parâmetros possíveis a melhorar, de forma a obter uma maior eficiência energética nas instalações.
• Análise aos diferentes tarifários, consoante as condições e características de ligação das instalações, procurando encaminhar os
contratos para as situações de mais baixo custo.
• Gestão do processo de manutenção preventiva aos Postos de Transformação, executada em regime de Outsourcing pela EFACEC,
estando presentemente incluídos neste processo todos os PT’s da AdTMAD. • Gestão do contrato celebrado com a AdP-Energias, referente à implementação de unidades foto voltaicas de micro geração de
Energia Eléctrica, estando as 11 instalações registadas para o efeito, em produção.
• Acompanhamento de um estudo, em conjunto com a AdP-Energias, para implementação de 3 unidades Mini Hídricas, de microprodução de energia eléctrica, a instalar nas Válvulas Redutoras de Pressão 1,2 e 3 da conduta adutora do SAA do Alto Rabagão,
existindo já PIP’s atribuídos a cada um dos processos.
• Em conjunto com a área de Barragens, está em curso a análise de implementação de uma unidade de micro produção de Energia
Eléctrica/Mini hídrica na Barragem de Pretarouca / SAA Balsemão, para a qual existe já um estudo prévio.
Representações
Alto Tâmega
No decurso do ano de 2010 estiveram em exploração os Sistemas de Abastecimento de Água do Alto Rabagão e Rabaçal. O
Sistema Autónomo Provisório de Vilar de Perdizes esteve em funcionamento no período de Janeiro a Março de 2010. Nos sistemas
atrás descritos as operações de adução resultaram num volume total entregue de 3.305.497 m3. Relativamente aos Sistemas de
Recolha, Drenagem e Tratamento de Águas Residuais estiveram em exploração os Subsistemas de Ribeira de Pena, Montalegre,
Vidago, Valpaços, Vilarandelo, Vila Pouca de Aguiar, Chaves, Santo Estevão-Faiões, Sabroso de Aguiar, Cerva e Cidadelhe. Importa
referir que a ETAR nova de Chaves, que integra o Subsistema de Águas Residuais de Chaves e veio substituir o Sistema Municipal
existente, iniciou o seu período de arranque em Fevereiro de 2010 e, no final do mês de Março, entrou em regime de exploração
industrial. Nos sistemas atrás descritos foi tratado um volume total de afluentes de águas residuais de 5.451.836 m3.
Os recursos utilizados nas tarefas e rotinas inerentes à operação na Representação do Alto Tâmega, à data de 31 de Dezembro
eram constituídos por 1 coordenador, 4 responsáveis de Operação e 19 operadores, com o apoio de 8 viaturas, incluindo um
veículo pesado de recolha de efluentes.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_60|61
Douro Norte
No decurso do ano de 2010 estiveram em exploração os Sistemas de Abastecimento de Água do Sôrdo, Pinhão e Vila Chã. Nos
sistemas atrás descritos as operações de adução resultaram num volume total entregue de 5.263.647 m3.
Relativamente aos Sistemas de Recolha, Drenagem e Tratamento de Águas Residuais estiveram em exploração os Subsistemas
de Vila Real, Sabrosa, Alijó, Sanfins do Douro, Mesão Frio, Murça, Peso da Régua, São João de Lobrigos, Cumieira, São Miguel de
Lobrigos, Vilarinho dos Freires, Fornelos-Tuisendes, Sever-Fontes, S. Mamede de Ribatua, Noura-Sobredo, Andrães, Galafura e Vila
Marim. Nos sistemas atrás descritos foi tratado um volume total de afluentes de águas residuais de 5.324.306 m3.
Os recursos utilizados nas tarefas e rotinas inerentes à operação na Representação do Douro Norte, à data de 31 de Dezembro
eram constituídos por 1 Coordenador, 4 responsáveis de Operação e 28 operadores, com o apoio de 11 viaturas, incluindo um
veículo pesado de recolha de efluentes.
Douro Sul
No decurso do ano de 2010 estiveram em exploração os Sistemas de Abastecimento de Água de Vilar, Lumiares, Balsemão e o
Sistema Autónomo Provisório de Chavães. Nos sistemas atrás descritos as operações de adução resultaram num volume total
entregue de 3.505.978 m3.
Relativamente aos Sistemas de Recolha, Drenagem e Tratamento de Águas Residuais estiveram em exploração os Subsistemas de
Armamar, Ervedosa do Douro, Lamego, Alvite, Resende-Mirão, Resende-Loureiro, Tarouca, Mondim da Beira, Moimenta da Beira,
Sande, Leomil, Tabuaço, Cambres, São João da Pesqueira, Vilar/Sernancelhe, Caldas de Aregos, Fontelo, S. Cosmado, Gogim, Trevões
e Arcas. Nos sistemas atrás descritos foi tratado um volume total de afluentes de águas residuais de 4.255.804 m3.
Os recursos utilizados nas tarefas e rotinas inerentes à operação na Representação do Douro Sul, à data de 31 de Dezembro
eram constituídos por 1 Coordenador, 4 responsáveis de Operação e 25 operadores, com o apoio de 11 viaturas para os sistemas
explorados directamente pela AdTMAD, incluindo um veículo pesado de recolha de efluentes e uma Unidade Móvel de Desidratação.
As Áreas de Gestão de Tarouca e de Tabuaço estão a ser exploradas em regime de Outsourcing de exploração e a Área de Gestão
de Lamego em regime de Outsourcing para os Serviços de Manutenção, através de um contrato iniciado em Dezembro de 2008.
Douro Superior
No decurso do ano de 2010 estiveram em exploração os Sistemas de Abastecimento de Água de Ranhados, Côa e Zêzere, Camba,
Peneireiro, Salgueiral, Palameiro, Vale Ferreiros, Olgas/Arroio, Ferradosa e Sambade. Nos sistemas atrás descritos as operações de
adução resultaram num volume total entregue de 4.053.236 m3.
Relativamente aos Sistemas de Recolha, Drenagem e Tratamento de Águas Residuais estiveram em exploração os Subsistemas de
Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Alfândega da Fé, Vila Flor, Mós (Vila Nova de Foz Côa), Mós
(Torre de Moncorvo), Seixas, Lagoaça, Ligares, Castedo, Horta da Vilariça, Maçores, Sequeiros e Vide. Nos sistemas atrás descritos
foi tratado um volume total de afluentes de águas residuais de 1.456.893 m3.
Os recursos utilizados nas tarefas e rotinas inerentes à operação na Representação do Douro Superior, à data de 31 de Dezembro
eram constituídos por 1 Coordenador, 3 responsáveis de Operação e 22 operadores, com o apoio de 8 viaturas, incluindo um
veículo pesado de recolha de efluentes.
Terra Quente/Terra Fria
No decurso do ano de 2010 estiveram em exploração os Sistemas de Abastecimento de Água do Azibo, Aguieiras, Lomba e Vinhais.
Nos sistemas atrás descritos as operações de adução resultaram num volume total entregue de 4.491.656 m3.
Relativamente aos Sistemas de Recolha, Drenagem e Tratamento de Águas Residuais estiveram em exploração os Subsistemas de
Mirandela, Torre Dona Chama, Macedo de Cavaleiros, Carrapatas, Bragança, Izeda, Rebordelo e Vinhais. Nos sistemas atrás descritos
foram tratados um volume total de afluentes de águas residuais de 5.094.550 m3.
Os recursos utilizados nas tarefas e rotinas inerentes à operação na Representação da Terra Fria, à data de 31 de Dezembro
eram constituídos por 1 Coordenador, 2 responsáveis de Operação e 12 operadores, com o apoio de 5 viaturas. Os serviços
necessários de recolha de efluentes nos Sistemas de Tratamento da Terra Fria são realizados com recurso ao veículo pesado afecto
à Representação do Douro Superior.
No decorrer de 2010 terminaram os contratos estabelecidos com os Municípios de Vinhais e Bragança relativos aos Outsourcing’s
existentes nos SAA de Vinhais e aos SAR de Bragança, Izeda, Rebordelo e Vinhais.
Foi efectuado novo processo de adjudicação para uma única Prestação de Serviços para os Subsistemas de AA de Vinhais e Lomba
e para os Subsistemas de AR de Bragança, Vinhais, Izeda e Rebordelo, que se iniciou no passado mês de Dezembro de 2010.
Engenharia
Actividade Desenvolvida na Delegação e Representações
No âmbito da reorganização da Empresa e dado que os investimento têm tendência a ver reduzido o seu volume, os serviços
foram redimensionados e concentrados na sede, passando-se a gerir os meios e a execução a partir dos serviços aqui instalados.
Apesar desta reorganização continua-se a organizar o investimento por área equivalente às antigas representações, correspondendo
assim à organização espacial da Empresa e ás necessidades de exploração dos diversos Subsistemas.
Terra Quente/Terra Fria
A actividade relativa aos investimentos durante o ano de 2010 na Delegação da Terra Fria / Terra Quente foi fortemente influenciada
pela necessidade de conclusão das obras em plano destacando-se destas a conclusão das empreitadas de execução das adutoras,
reservatórios e estações elevatórias do subsistema do Alto Sabor e as PITAR da Terra Quente (Morais). Paralelamente, decorreram
as empreitadas de execução da ETAR do Cachão e Emissários, a empreitada de execução da ETAR de Santa Combinha e ainda as
empreitadas de execução do reforço do ramo nascente do Azibo.
Relativamente a obras que tiveram o seu arranque ou estiveram em execução em 2010 e têm vindo a ter o normal desenvolvimento,
destacam-se pelo seu valor e contributo para o cumprimento dos objectivos do contrato e concessão, a empreitada de Adutoras
do Alto Sabor e a empreitada da ETAR do Cachão.
Douro Sul
No Douro Sul os investimentos realizados ao longo do ano de 2010 foram fortemente influenciados pela conclusão das empreitadas
de Drenagem e Tratamento das Águas Residuais de Pretarouca e Dornas e do Fornecimento e Montagem de Silos de Lamas nas
ETAR de Resende, Lamego, Tarouca, Tabuaço, S. João da Pesqueira e Moimenta da Beira e pela continuação da execução das
2 empreitadas relativas à construção das Pequenas Estações de Tratamento de Águas Residuais do Douro Sul (Trevões e Paredes
da Beira no Município de S. João da Pesqueira, Chavães no Município de Tabuaço, Arcas no Município de Moimenta da Beira,
S. Cosmado, Gogim, Fontelo e Folgosa do Douro no Município de Armamar, Valdigem, Britiande, Lalim e Magueija no Município de
Lamego, Várzea da Serra, S. João de Tarouca e Salzedas no Município de Tarouca).
À semelhança de outros Agrupamentos também no Douro Sul se efectuaram alguns pequenos investimentos com o objectivo de
racionalizar a exploração, melhorar a qualidade do serviço prestado, garantir o cumprimento das normas de higiene e segurança
no trabalho e/ou garantir a qualidade da água potável ou efluentes lançados nas linhas de água cumprindo os padrões de qualidade
que nos foram fixados nas licenças de descarga e legislação em vigor.
Alto Tâmega
Durante o ano de 2010 o Alto Tâmega teve como tarefas principais as decorrentes da conclusão da execução da ETAR e Emissários
de Chaves, da Reabilitação das ETAR de Cidadelhe de Aguiar e Sabroso de Aguiar e ainda pela continuação da execução dos
sistemas interceptores dos SAR de Vila Verde da Raia, Loivos, Carrazedo de Montenegro e Ribeira de Pena, além de outras obras
necessárias ao cumprimento do contrato de concessão.
Na realidade o arranque do SAR de Chaves, permite na região do Alto Tâmega dar um importante contributo para a despoluição
da bacia do Tâmega e do Douro.
Neste Agrupamento concluíram-se ainda pequenas obras de emissários de ligação às Estações Elevatórias do SAR de Chaves, do
descarregador de tempestade da ETAR de Cidadelhe e Fornecimento e Construção de Silos de Lamas nas ETAR de Valpaços,
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_62|63
Vidago, Vilarandelo, Montalegre e Vila Pouca de Aguiar, imprescindíveis ao total funcionamento das respectivas infra-estruturas ou a
melhorar as condições de operação, a qualidade do serviço prestado e garantir o cumprimento das normas e legislação em vigor.
No âmbito dos SAA concluiu-se a execução das adutoras do SAA do Alto Rabagão – 2ª Fase permitindo o funcionamento deste
Subsistema com serviço a todos os pontos de entrega da cidade de Chaves.
Terra Quente/Douro Superior
Na Terra Quente/Douro Superior a actividade do ano de 2010 foi fortemente influenciada pela necessidade de conclusão e
arranque das PITAR, assim como da conclusão da ligação entre o SAA de Sambade ao SAA da Camba, da execução do reservatório
da Vilariça e do descarregador de cheias da barragem do Arroio.
No âmbito das obras em curso destaca-se pela sua importância e contributo para a despoluição dos recursos hídricos a execução
das PITAR correspondendo à execução de 20 pequenas unidades que servirão os aglomerados de maior dimensão da região
embora com menos de 2.000 habitantes equivalentes.
Douro Norte
Durante o ano de 2010 no Douro Norte os investimentos centraram-se na conclusão da ampliação da ETAR de Vila Real de modo
a garantir o cumprimento das normas de descarga, na execução das empreitadas de construção das PITAR do DN correspondendo
a 11 pequenas instalações de tratamento de águas residuais e respectivos sistemas interceptores, permitindo o correcto tratamento
dos efluentes das localidades de Barqueiros, Noura-Sobredo,Vila Chã,Vila Real/Campeã, Mafomedes, Pinhão, S. Mamede de Ribatua,
Medrões-Sanhoane, Galafura, Andrães, e ainda na construção das condutas adutoras SAA Sordo – Extensão a Vinhós e SAA Vila
Chã – Adutora Casal de Loivos / Reservatórios.
Também no Douro Norte foi necessário executar algumas obras de beneficiação em infra-estruturas integradas para melhorar a
sua eficiência e garantir o cumprimento das obrigações da Empresa assumidas em sede de contrato de concessão e cumprimento
das normas e legislação em vigor, nomeadamente na Captação de Mascanho do SAA de Vila Chã.
Licenciamentos
Na área do licenciamento, foram elaborados os processos de renovação de 14 licenças de descarga de águas residuais, tendo ainda
sido elaborados 9 novos pedidos.
Relativamente às licenças de utilização dos recursos hídricos foram efectuados 5 pedidos não tendo sido nenhum emitido. Foram
ainda solicitados 4 pareceres de RAN e 2 pareceres de REN.
Quanto às concessões de captação de água para abastecimento de todas as origens de abastecimento de água, foram novamente
reiterados todos os pedidos pois até à data apenas foram emitidas 5 licenças de captação, nomeadamente as de Pretarouca, Sambade,
Pinhão, Ferradosa e Olgas. As restantes ainda não foram concessionadas por razões que escapam ao controle da Empresa.
Barragens
Na Área de Gestão de Albufeiras e Barragens, durante o ano 2010, foi realizado por representação e por barragem a monitorização
das disponibilidades, dos volumes armazenados, captados, cotas das albufeiras e ainda, no âmbito da monitorização da observação
e segurança de barragens, foram realizadas campanhas de inspecção e de leitura dos equipamentos de observação instalados nas
Barragens do Pinhão, Sambade, Valtorno, Ferradosa, Olgas e Pretarouca dando assim cumprimento requisitos preconizados nos
respectivos Planos de Observação e de Primeiro Enchimento.
SIG
Na área do SIG, durante o ano de 2010, efectuou-se o carregamento na Base de Dados dos subsistemas de abastecimento e
saneamento, contabilizando-se no abastecimento 1.410 troços de adutor, que correspondem a 135 km de Adutores. No saneamento,
efectuou-se o carregamento de 7.509 troços de emissário e 140 troços de conduta, num total de 243 km de Emissários Gravíticos
e 66 km de Condutas Elevatórias. Ainda em termos de Elementos principais, carregaram-se 58 pontos de entrega e 47 recintos. Em
resumo, em finais de Dezembro as infra-estruturas de abastecimento de água carregadas no SIG eram de 1.175,4 km de adutores,
com 1.758 ventosas e 1.610 descargas, 86 Reservatórios, 55 Elevatórias e 21 ETA.
Relativamente às infra-estruturas de águas residuais estavam carregados 243,1 km de emissários, 66,4 km de condutas elevatórias,
47 ETAR e 95 estações elevatórias.
Além destas tarefas de carregamento de informação no Sistema, o SIG ainda deu apoio cartográfico às diversas actividades da
empresa bem como resposta a entidades externas relativamente a serviços afectados e fornecimento de valores para os indicadores
do INAG, ERSAR e Fundo de Coesão.
Cadastro
Nesta fase da Empresa, com um elevado investimento em curso, a área de Cadastro tem orientado a sua acção principalmente
para a obtenção dos terrenos necessários á execução das Infra-estruturas, sem perder de vista a sua missão futura de gestão dos
activos físicos da Empresa.
Na área das expropriações e aquisição de terrenos necessários à construção das infra-estruturas durante o ano de 2010 continuamos
a gerir os contratos de prestação de serviços de expropriações e servidões com empresas da especialidade, que já permitiram a
celebração de 3.017 contratos de aquisição de parcelas ou constituição de servidão (do total de 4.224).
O valor global das parcelas avaliadas é de 17.580.303 €, tendo sido já pago o total de 15.805.306 €.
Agrupamento
N.º de parcelas
Alto Tâmega
547
Douro Norte
854
Douro Sul
1.698
Douro Superior
317
Terra Fria
175
Terra Quente
633
Total a 31.12.2010
4.224
Indemnizações
totais €
1.597.206
4.025.074
6.659.403
1.927.081
150.982
3.220.555
17.580.303
N.º de parcelas
contratadas
412
663
1158
237
121
426
3.017
Montante de indemnizações pagos € 1.495.206
3.786.129
5.612.961
1.870.911
117.149
2.922.949
15.805.306
Montante de
indemnizações a pagar €
102.000
238.945
1.046.442
56.169
33.832
297.606
1.774.997
Manutenção
No âmbito da reorganização dos serviços da Empresa, operada em 2010, a Área de Manutenção passou a integrar a Direcção de
Infra-estruturas, cuja actividade se subdivide em três áreas distintas: Equipamentos Electromecânicos, Instrumentação e Automação
e Reparação de Infra-estruturas.
O ano de 2010 foi também um ano importante ao nível da formação dos quadros técnicos e intermédios da Área de Manutenção,
tendo-se desenvolvido diversas acções de formação em áreas como as da Gestão da Manutenção, da Automação, Instrumentação
e Telegestão, da Manutenção Preventiva e da Análise de Condição, entre outras.
No decurso do Sistema de Gestão Integrado (SGI) em Qualidade, Ambiente e Segurança, melhoraram-se procedimentos
e instruções de trabalho, visando a adequação da actividade da manutenção à legislação em vigor, cumprindo com as normas
de segurança, higiene e ambiente, salvaguardando sempre a adequação de toda a estrutura documental do SGI à actividade
desenvolvida pela Manutenção.
Num universo de 42.656 equipamentos associados às instalações operacionais, a Manutenção registou em 2010 cerca de 2.860
Pedidos de Intervenção (1660 no SAA e 1200 no SAR) no âmbito da Manutenção Correctiva, com uma taxa de resolução de 95%
no final do ano.
Quanto aos rácios de Manutenção Correctiva (MC) e Manutenção Preventiva (MP), tem-se vindo a concentrar os esforços na
melhoria da manutenção preventiva de modo a diminuir as falhas e a necessidade de intervenção correctiva, mas na actual fase
da Empresa com muitas instalações em fase de arranque e inicio de operação registam-se ainda muitos pedidos de intervenção
correctiva que, se pensa, no futuro com maior treino e adaptação do pessoal, da operação e da manutenção, a essas instalações
muitas das situações actualmente registadas como correctivas deverão ser resolvidas no âmbito das intervenções preventivas.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_64|65
Equipamentos Electromecânicos
No que respeita à actividade desenvolvida pela Área dos Equipamentos Electromecânicos em 2010 importa referir que foram
reforçados os meios humanos e materiais das Áreas de Manutenção do Alto Tâmega e Douro Superior/Terra Quente, de forma
a suplantar as necessidades crescentes da actividade de manutenção, dado o aumento de infra-estruturas que entraram em
funcionamento. Assim em 2010 a Manutenção Electromecânica tinha duas equipas (constituídas por dois electromecânicos) em
cada uma das cinco Áreas de Manutenção, o que perfaz um total de 20 Técnicos de Manutenção, 5 Responsáveis de Manutenção
e um Coordenador de Manutenção para toda a Área de Concessão da AdTMAD.
Em 2010 aperfeiçoaram-se os planos de manutenção preventiva associados às instalações e aos seus equipamentos, agora mais
vocacionados para uma manutenção baseada na análise de condição, não esquecendo as rotinas de manutenção preventiva
recomendadas pelos fabricantes dos equipamentos e manuais das instalações.
Automação e Instrumentação
A actividade de instrumentação desenvolveu-se em torno das verificações/calibrações de equipamentos de medida, sejam de
controlo de qualidade do produto, da quantidade fornecida, recolhida ou tratada, sejam de facturação ou de suporte operacional.
Neste particular, e tendo esta actividade uma importância acrescida em termos do controlo da qualidade do produto final, seja por
questões legais e de transparência, a AdTMAD deu continuidade aos serviços de calibração/verificação em curso celebrados com
entidades externas acreditadas para o efeito, tendo-se ainda contratado, para além de prestações de serviços pontuais, como sejam
a calibração/verificação dos detectores de gases fixos, duas novas prestações, transversais à área de actividade:
• Calibração/verificação externa dos equipamentos de medida de suporte operacional – medidores de gases portáteis;
• Verificação dos caudalímetros de facturação dos SAA da AdTMAD.
Na actividade da Automação registou-se uma participação directa nas seguintes áreas:
• Gestão e manutenção do hardware e software dos equipamentos de automação e telegestão;
• Apoio e desenvolvimento de um conjunto de prestações de serviços tendo em vista a implementação dos sistemas de supervisão/
telegestão dos SAA e SAR;
• Realização de diversas operações de manutenção correctiva a vários equipamentos de automação;
• Elaboração dos concursos públicos necessários à contratação de prestações de serviços de desenvolvimento e implementação
de sistemas de telegestão.
Área Reparação de Infra-estruturas
Na Área da Reparação de Infra-estruturas começou por se ultimar o processo relativo à contratação de Prestações de Serviços
tendo em vista a manutenção e a reparação das diversas infra-estruturas, dando origem a 5 contratos de manutenção e reparação
correspondentes às diversas áreas de operação e manutenção em que se divide a Empresa.
Ao abrigo e no âmbito da execução destes contratos foram realizadas 85 intervenções de reparação de roturas ou outras
reparações que exigiram uma rápida intervenção.
Contrataram-se ainda prestações de serviço avulsas tendo em vista as melhorias que foram identificadas pela Operação, perspectivando-se, deste modo, as melhorias indispensáveis ao perfeito funcionamento dos sistemas, tais como a remodelação da captação de
Mascanho e a melhoria da operacionalidade das ETA de Ferradosa e do Peneireiro ou os SAA de Vale Ferreiros e de Ranhados.
Controlo de Qualidade
O controlo de qualidade das águas constitui uma actividade central, depositando a empresa na mesma um elevado grau de
exigência, de modo a assegurar um elevado nível de qualidade do produto entregue aos seus clientes utilizadores.
Para o efeito a empresa instituiu um plano de monitorização que até ao momento se tem revelado eficaz e respondendo às
exigências definidas na legislação aplicável.
Ao nível do abastecimento de água foram realizadas em 2010 um total de 4.255, cujo valor paramétrico se encontra definido na
legislação, nos pontos de entrega da AdTMAD, de acordo com o Decreto-Lei nº 306/2007 de 27 de Agosto. Ver Tabela 1.
Tabela 1 – Número total de análises realizadas à água tratada para consumo humano, ano 2009.
Número total de análises realizadas (n.º)
Número Incumprimentos (n.º)
Percentagem (%) de análises em cumprimento
4.255
10
99,76
Pontos de entrega
O ano de 2010 saldou-se por um nível reduzido de incumprimentos nos Pontos de Entrega - 10 cerca de 0,24%, um número
claramente inferior ao verificado no ano 2009, devido à maturidade dos sistemas em exploração, sendo que se continua a verificar
que a água fornecida como, em geral de boa qualidade, tendo em conta o intervalo de referência da ERSAR (< 1%).
Gráfico 1
Evolução anual da percentagem de incumprimentos nos Pontos de Entrega
em exploração pela AdTMAD/Número de amostras realizadas
4255
4186
3901
99,33%
2008
99,09%
2009
99,76%
Análises realizadas à qualidade da água tratada, de entre as requeridas pela legislação
Número de amostras conformes
2010
Os incumprimentos registados estão genericamente associados à necessidade de afinar os processos produtivos nalgumas instalações
e à deterioração em determinadas épocas do ano da qualidade da água nalgumas origens de água.
Relativamente aos Subsistemas de Saneamento, a monitorização é efectuada segundo o estipulado nas licenças de descarga das
várias ETAR da AdTMAD, onde se encontram definidos os parâmetros a analisar, frequências e valores a respeitar pela água residual
tratada, antes desta ser enviada para o domínio hídrico.
Foram realizadas em 2010 um total de 5288 analises, sendo que representa um total de 748 amostras, com recolhas à saída das
ETAR, sendo que cada amostra inclui um conjunto de parâmetros.
Gráfico 2
Evolução anual do número de análises requeridas no saneamento/análises
requeridas pela legislação - AR17a Análises de água residual realizadas
5288
4402
3796
5288
4402
3796
2008
2009
2010
N.º análises realizadas
Análises requeridas pela legislação
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_66|67
A AdTMAD em 2010 atingiu um nível de conformidade da qualidade da água residual descarregada de 98,1%, de acordo com o
estipulado nas licenças de descarga.
Importa referir que as licenças de utilização de recursos hídricos dos Subsistemas de Saneamento foram alteradas, em Julho de
2010, relativamente às condições de descarga, com efeitos a Janeiro de 2010. Deste modo, os objectivos de qualidade e condições
de operação dos Subsistemas de Saneamento que, até à data da alteração da licença, eram adequados às exigências fixadas por lei
deixaram de o ser aquando da sua alteração. Apenas a partir de Julho de 2010, com conhecimento das novas condições de descarga
do efluente tratado no meio hídrico, foi possível reajustar as condições de operação para fazer face à qualidade exigida.
Verifica-se que 41% dos incumprimentos correspondem ao parâmetro CBO5 e Azoto total e Uma vez que nos averbamentos a
percentagem de remoção deste parâmetro é de 90%, sendo que nas anteriores licenças era de 70%.
No que respeita ao cumprimento dos parâmetros de descarga em termos de população equivalente com tratamento satisfatórioNota1
em 2010 verifica-se uma ligeira diminuição pelos motivos anteriormente explicitados sendo que em 2010 registou-se um aumento do
número de ETAR em exploração sendo que a grande maioria das ETAR já se encontra em pleno funcionamento durante o ano 2010.
Gráfico 3
Evolução anual de população equivalente servida com tratamento satisfatório
- AR18 - Cumprimento dos parâmetros de descarga (%)
618645
599499
99,87%
99,35%
427230
99,98%
2008
2009
2010
População equivalente com tratamento de águas residuais satisfatório (hab. eq.)
AR 18 - Cumprimento dos parâmetros de descarga (%)
Pcqa – Relação com o regulador
Plano Controlo Qualidade da Água
De acordo com a alínea a) do número 1 do artigo 14º. do Decreto-Lei nº 306/07 de 27 de Agosto (DL), as entidades gestoras
(EG) são obrigadas a apresentar à autoridade competente (AC), para aprovação, um programa de controlo de qualidade de água
(PCQA), documento que contém o plano de monitorização da qualidade da água distribuída aos consumidores que deve respeitar,
no mínimo, os requisitos do anexo II incluindo pontos de amostragem, bem como as credenciais dos laboratórios que efectuam
as análises”. Foi introduzido no portal da ERSAR após aprovação interna em Comissão Executiva o Programa de Controlo de
Qualidade Água (PCQA) para o ano de 2010.
Tendo sido aprovado em 31 Dezembro de 2009.
Nota 1: Foram tidos em conta as considerações da ERSAR - AR18 - Percentagem da população equivalente que é servida com estações de tratamento que
asseguram o cumprimento da licença de descarga não se tendo contabilizado as ETAR que não estiveram todo o ano em serviço. Não foram considerados como
incumprimentos aqueles que resultaram de situações excepcionais como descargas anormais, assim como situações de chuvas que levam diminuição concentração
à entrada das ETAR.
Situações de Incumprimento Valor Paramétrico
Sempre que se verifique uma situação de Incumprimento de um Valor Paramétrico, e de modo a dar cumprimento ao disposto
no Artigo 18º do Decreto-Lei nº 306/2007 é preenchido o Modelo de Notificação I e enviado num prazo máximo de 24 horas à
Entidade Gestora em Baixa e Autoridade de Saúde, via fax e a ERSAR directamente na aplicação informática, extranet.
Após o apuramento de investigação das causas, medidas correctivas e restabelecimento da qualidade da água, sendo o processo
encerrado é enviado novo Notificação II às mesmas entidades (IRAR, EG Baixa e AS).
Caso tratar-se de um parâmetro obrigatório e caso não seja possível repor a qualidade da água, apelar-se-á a ERSAR, o qual passará
a coordenar as acções conducentes à resolução do problema.
Alterações aos Pontos de Amostragens/Datas colheita
Qualquer alteração ao Programa de Controlo Qualidade deverá ser imediatamente comunicada a ERSAR, nomeadamente alteração
de datas de amostragem e/ou de pontos de entrega/pontos de amostragem.
Responsabilidade Empresarial
A Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro S.A. (AdTMAD) recebeu a 28 de Outubro de 2009 a certificação atribuída pela
Associação Portuguesa de Certificação (APCER) em Qualidade, Ambiente e Segurança, segundo os referenciais NP EN ISO
9001:2008, NP EN ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2007.
O âmbito de aplicação da certificação em Qualidade abrange a “Concepção, execução e exploração de infra-estruturas captação,
tratamento e adução de água para Consumo Humano dos Sistemas Vale do Douro Norte, Vale do Douro Sul, Vale do Douro
Superior, Terra Quente TM, Terra Fria TM e Alto Tâmega. Concepção, execução e exploração de infra-estruturas de recolha,
tratamento e rejeição de águas residuais do Sistema Vale do Douro Norte,Vale do Douro Sul,Vale do Douro Superior,Terra Quente
TM, Terra Fria TM e Alto Tâmega.”
No que respeita ao Ambiente e à Segurança, encontram-se actualmente certificadas as infra-estruturas que constituem o Subsistema
de Águas Residuais (SAR) de Alijó-Favaios, o SAR de Vila Pouca de Aguiar, o SAR de Carrapatas, o Subsistema de Abastecimento de
Água (SAA) de Vilar, o SAA de Ranhados, a Sede da AdTMAD e o Armazém Central.
Durante o ano 2010, desenvolveram-se esforços no sentido de garantir a manutenção e melhoria contínua do Sistema de Gestão
Integrado (SGI) implementado e certificado, e de dar cumprimento aos principais objectivos estabelecidos no Plano de Actividades
aprovado para 2010.
Para tal, foram levadas a cabo as actividades/acções sucintamente descritas de seguida:
• Foram efectuadas visitas a 22 instalações de tratamento, distribuição e abastecimento de água (SAA) para elaboração das
respectivas Matrizes de Avaliação de Aspectos e Impactes Ambientais e de Identificação de Perigos, Avaliação e Controlo de
Riscos e com vista à identificação e sistematização das acções necessárias à correcção/prevenção de não conformidades.
• Tiveram lugar nos 22 SAA as medições dos níveis de iluminância, das quais resultaram algumas recomendações a implementar,
de modo a garantir uma iluminação adequada nos postos de trabalho.
• Realizaram-se em todos os SAA as avaliações de conforto térmico e de exposição profissional a agentes químicos, por entidade
acreditada, sendo que os valores limite de exposição (VLE) legalmente estabelecidos não foram ultrapassados em nenhum dos
locais avaliados.
• Procedeu-se às avaliações de ruído ambiental nas infra-estruturas de SAA com receptores sensíveis, bem com à medição dos
níveis de vibrações e de exposição ao ruído ocupacional, a todos os colaboradores da Operação e Manutenção.
• Foram efectuadas visitas a algumas das novas PITAR (Pequenas Instalações de Tratamento de Águas Residuais) do Alto Tâmega,
Douro Norte, Douro Sul e Douro Superior, cujos projectos de execução foram alvo de análise anterior e proposta de sugestões
enviadas à Coordenação de Obra pelos serviços de SHST. Estas visitas foram requeridas pela Direcção de Infra-estruturas (DINF)
e Direcção de Operação (DOP) para se proceder à transição interna das infra-estruturas entre essas Direcções.
• Atendendo às solicitações da DINF, foi analisado o projecto das Condutas Adutoras das Aguieiras, o PSS do projecto de Estações
de Recloragem da AdTMAD e respectivo Plano de Prevenção e Gestão de Resíduos de Construção e Demolição, o projecto de
implantação geral da ETAR Cachão e o projecto de execução da adução a Vila Nova de Paiva e Castro Daire.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_68|69
• Procedeu-se à realização das campanhas de monitorização de emissões gasosas 2010, por entidade acreditada, na ETAR de
Lamego e na ETAR de Vila Real. Os resultados obtidos permitiram concluir que o valor de caudal mássico se encontra abaixo do
limiar mínimo estabelecido para todos os parâmetros avaliados.
• No que se refere à gestão de resíduos, além da introdução obrigatória no portal SIRAPA das quantidades de resíduos produzidos
nas instalações da AdTMAD, foram efectuadas três recolhas de resíduos perigosos e não perigosos acumulados no parque de
resíduos do Armazém, para encaminhamento adequado e valorização por operador licenciado.
• Foram adquiridos mais detectores de gases e do teor de oxigénio, bacias de retenção e materiais anti-derrames, no sentido de
minimizar os riscos inerentes às actividades desenvolvidas na AdTMAD e os aspectos ambientais significativos.
• Foi promovida na AdTMAD a consulta aos colaboradores em matéria de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (SHST)
relativa ao ano 2010, sob a forma de um inquérito disponibilizado no portal interno GOTA, de modo a proporcionar uma resposta
rápida, anónima e confidencial por parte dos colaboradores. A auscultação dos colaboradores decorreu durante a 2.ª quinzena de
Junho. Os resultados da análise estatística efectuada pelos serviços de SHST do Sistema de Responsabilidade Empresarial (SRE),
foram reportados à Administração num relatório, do qual também constam as propostas de melhoria consideradas necessárias.
• Os serviços de Instalação e Manutenção de Equipamentos de Protecção contra Incêndios decorreram durante o mês de
Junho, englobando simultaneamente a manutenção/recarga de todos os meios de extinção de incêndios – extintores e carretéis
– instalados nas infra-estruturas da AdTMAD e a afixação e sinalização de dispositivos de extinção necessários nas novas infraestruturas em funcionamento (incluindo Barragens).
• Deu-se cumprimento ao Programa Anual de Auditorias aprovado para 2010, tendo-se realizado dois ciclos de auditorias internas
ao SGI por entidade externa, tendo sido definidas acções de correcção e medidas correctivas para resolver cada uma das Não
Conformidades e Oportunidades de Melhoria identificadas, após análise das suas causas, com definição de responsabilidades e
medidas a tomar.
• Na sequência da Auditoria de 1.º Acompanhamento de Certificação, realizada no início de Julho pela APCER, a Equipa Auditora
considerou que se encontravam reunidas as condições necessárias à Manutenção do Sistema Integrado de Gestão de Qualidade,
Ambiente e Segurança e Saúde implementado na AdTMAD.
• No que respeita ao Ambiente e à Segurança, foram aprovados, implementados e monitorizados os seguintes documentos:
- Programa de Gestão de Qualidade, Ambiente e Segurança (PGQAS), no qual foram definidos os objectivos e metas de
Qualidade, Ambiente e Segurança para o ano 2010, incluindo as acções necessárias para os atingir e a respectiva forma
de monitorização e acompanhamento dos indicadores associados, com base no Plano de Actividades 2010, aprovado em
2009;
- Plano de Monitorização e Controlo, que prevê a realização de um conjunto de acções programadas, de modo a
controlar os riscos aceitáveis e os aspectos ambientais não significativos.
• Foram desenvolvidas algumas acções de formação e sensibilização no âmbito do Sistema de Gestão Integrado, nomeadamente:
- Combate a Incêndios e Primeiros Socorros;
- Directiva Comunitária ATEX 99/92/CE, transposta pelo DL 236/2003;
- Novo Regime Jurídico de Segurança contra Incêndios em Edifícios e Plano de Segurança Interno;
- Difusão de boas práticas ambientais e de segurança.
• No final do 1.º semestre de 2010 decorreu a 2.ª Revisão do Sistema de Gestão Integrado, que resultou na adequação/redefinição
de objectivos e metas associadas a cada Processo.
• De modo a testar a operacionalidade dos meios internos, a capacidade de resposta dos colaboradores da AdTMAD e a eficácia/
adequabilidade das medidas definidas no PRO 014 – Preparação e Resposta a Emergências, foram simulados, com aviso prévio,
todos os exercícios contemplados no Plano de Simulacros para 2010:
- Em Julho foi recriado na ETA Pinhão, um cenário de derrame de reagente líquido correspondente a um simulacro de
emergência de Nível I;
- No mês de Novembro simulou-se o rebentamento de uma válvula redutora de pressão enterrada na adutora ao
Reservatório de Vale Madeiro, tratando-se também de uma emergência de Nível I;
- No final de Dezembro realizou-se um simulacro de Nível II – contaminação da água bruta por descarga acidental ou
intencional na Barragem de Sambade – com comunicação às autoridades policiais (SEPNA da GNR Torre de Moncorvo).
• Tendo como propósito preparar a empresa para uma futura certificação em Responsabilidade Social, iniciou-se “no terreno”
um levantamento de necessidades internas para implementação dos requisitos da Norma SA 8000 e desenvolvimento da
documentação de suporte necessária, a integrar nos procedimentos do SGI certificado.
• Procedeu-se à aquisição e encomenda de dispositivos de sinalização e protecção colectiva (sinais, bóias e varas de salvamento)
para os SAA visitados, e propôs-se a implementação de melhorias estruturais em diversas infra-estruturas.
• Foram elaboradas, com o auxílio de uma entidade prestadora de serviços, as medidas de autoprotecção (MAP) para a Sede
e o Armazém da AdTMAD, compiladas nos respectivos Planos de Segurança Internos, tendo sido posteriormente aprovadas
pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). Ainda em Dezembro iniciou-se o desenvolvimento das MAP para outras
instalações da AdTMAD abrangidas pelo novo Regulamento de Segurança contra Incêndios em Edifícios, ou seja, todas as que
apresentem ocupantes em permanência.
• Após a Auditoria de Validação à totalidade do Relatório de Sustentabilidade, realizada ainda no 1.º Semestre, deu-se continuidade
à elaboração e publicitação do Relato de Sustentabilidade relativo à actividade do ano 2009, com o apoio de uma entidade
competente contratada para o efeito.
• Manteve-se continuamente analisada a aplicabilidade dos diplomas constantes na base de dados de legislação, tendo-se também
actualizado a avaliação da conformidade legal da AdTMAD.
• Identificaram-se e solicitaram-se melhorias ao nível da adequação da aplicação informática de apoio ao SGI, quer nos dos
módulos disponíveis quer no módulos e a implementar.
- No que respeita aos Processos e Sub-processos que constituem o SGI, durante o ano 2010 foram revistos alguns dos
procedimentos e instruções de trabalho em vigor, tendo ainda sido criados documentos destinados ao acompanhamento
das actividades desenvolvidas em obra.
Sistemas de Informação
Introdução
As actividades do ano de 2010, foram estrategicamente desenvolvidas de forma a dar seguimento, ao trabalho de optimização das
tecnologias e da arquitectura dos sistemas de informação, iniciado em anos anteriores e focalizadas em três áreas principais:
• Consolidação do centro de dados e renovação do parque informático;
• Gestão das aplicações informáticas;
• Optimização das telecomunicações.
Consolidação do centro de dados e renovação do parque informático
Durante o ano de 2010, foram tomadas um conjunto de medidas que permitiram a renovação tecnológica de alguns equipamentos,
concretamente servidores e computadores.
Renovação do parque informático
Atendendo à crescente exigência operacional das aplicações, disponíveis aos colaboradores, e ao curto tempo de vida deste tipo
de equipamentos, procedeu-se à renovação de cerca de 25 % do parque de computadores da AdTMAD.
Esta actividade permitiu para além da substituição cerca de 50 computadores, efectuar a migração tecnológica, quer dos sistemas
operativos (Windows 7) quer de algumas ferramentas informáticas, para versões de software mais recentes.
Consolidação do Centro de Dados
Atendendo às crescentes exigências das aplicações informáticas, foi necessário proceder a uma reestruturação do Centro de Dados
optando-se pelo recurso à tecnologia de “Virtualização”.
A virtualização do hardware permitiu que vários sistemas operativos sejam executados no mesmo servidor. Isto é possível com o uso
de programas específicos, que geram máquinas virtuais, estas simulam os componentes físicos de um equipamento, possibilitando
que um sistema operativo diferente seja instalado em cada uma delas.
A virtualização dos servidores permitiu que, ao invés de termos diversos sub-servidores, que utilizam apenas uma percentagem dos
recursos das máquinas em que estão hospedados, os processos sejam distribuídos de forma equânime entre um número menor de
servidores o que permitiu um aproveitamento total da sua capacidade. Este processo reduziu a quantidade de mão-de-obra técnica,
o espaço para alocar as máquinas e o gasto com electricidade necessários pelo que tudo isso incorreu em economia.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_70|71
Armazenamento centralizado
Solução de armazenamento de grande volume de informação, com a garantia de fiabilidade do sistema de storage da PT Prime.
Foi disponibilizado um sistema de armazenamento de dados centralizado que consiste no fornecimento de espaço em disco
partilhado, de modo a aumentar a capacidade total dos servidores da AdTMAD.
A capacidade de armazenamento é disponibilizada não só para o funcionamento dos vários servidores mas também para
armazenamento de informação proveniente dos utilizadores através das várias bases de dados, caixas de correio e ficheiros.
Este conceito trouxe algumas vantagens à AdTMAD, nomeadamente:
• Disponibilidade de ampliação de recursos à medida das nossas necessidades, não colocando limitações na escalabilidade. Neste
momento a capacidade de armazenamento é de 10TBytes podendo a qualquer momento ser feita a expansão.
• Ideal para aplicações com elevada exigência de espaço em disco (e.g. gestão documental, bases de dados centrais).
• Configuração de elevada disponibilidade e segurança.
• Configuração que garante que toda a informação seja passível de recuperação, mesmo em caso de falha de um dos discos.
Gestão das aplicações informáticas
A estratégia global de sistemas de informação, passou por assegurar informação integrada, fidedigna e atempada a todos os níveis
de decisão. As actividades do ano de 2010, visaram dar seguimento, ao trabalho de optimização da arquitectura dos Sistemas de
Informação, iniciado em anos anteriores. Foram estrategicamente inseridas numa arquitectura de estrutura modular, assentes em
tecnologias abertas de forma a permitirem a integração de diferentes módulos à medida que os mesmos fossem sendo necessários
e desenvolvidos.
Base de dados LCAI
Como o objectivo de apoiar os laboratórios internos de qualidade, nas suas tarefas de analisar o afluente e o efluente tratados nas
estações de tratamento do sistema, foi melhorada a aplicação informática “LCAI”.
Assim os dados relativos aos parâmetros diariamente determinados de todas as estações de tratamento, com vista ao cumprimento
da legislação e optimização, passaram a ser armazenados numa base de dados SQL.
Página Web
Fazendo uso das mais recentes tecnologias web, finalizou-se o processo, que tem como objectivo a renovação da página web.
Pretendeu-se através de um novo design, conteúdos reestruturados e com novas funcionalidades, procurar um maior dinamismo
na nossa presença na Internet.
Modelação hidráulica
No planeamento e operação de infra-estruturas, é fundamental para a área da engenharia o uso de modelos matemáticos para
análise do sistema hidráulico. Apesar de os modelos poderem ser criados manualmente, é evidentemente muito mais eficiente criá-los
automaticamente a partir de uma fonte de informação geoespacial já existente. Compreendendo esta necessidade a AdTMAD adquiriu
uma ferramenta informática capaz de permitir o acompanhamento do processo de construção e análise de modelos hidráulicos.
Optimização das Telecomunicações
No âmbito das comunicações deu-se continuidade ao trabalho de dotar as infra-estruturas da AdTMAD dos adequados meios de
comunicação, para suporte, às aplicações informáticas, e às tecnologias de telemetria e telegestão.
Solução de Telefonia (comunicações de voz pela rede fixa)
Foi iniciado um projecto que tem por objectivo a implementação de uma solução de telefonia IP e que permitirá interligar a mais
recente tecnologia com a melhor solução de comunicação. Esta solução telefónica dispõe ainda de uma consolidação de circuitos
de voz e dados, tudo isto numa só rede, diminuindo os custos. Outra das grandes vantagens deste tipo de soluções é a possibilidade
de integração com outras aplicações nomeadamente correio electrónico. Embora o projecto tenha sido iniciado em 2010, só no
primeiro trimestre de 2011 será concluído.
Tipo / Quantidade de Comunicações AdTMAD
2010
518
189
117
61
0
N.º Cartões
SMS
N.º Cartões
GPRS + SMS
N.º Cartões
GPRS
N.º Linhas
analogicas
4
7
4
N.º Circuitos N.º Circuitos N.º Circuitos N.º Circuitos
DSL
FR
Fast ETH
VSAT
Rede Fixa
e Rede Móvel
824
76
Móvel
Fixo
Comunicação e Imagem
O ano de 2010 foi mais um ano de afirmação para a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro ao nível da comunicação, quer
institucional, quer ao nível das campanhas de educação ambiental, quer de comunicação empresarial.
No capítulo da sensibilização ambiental, destacam-se as acções levadas a cabo durante o ano lectivo de 2009/2010, em escolas da
região, tal como já havia acontecido nos anos lectivos anteriores em que foi distribuído material didáctico às escolas.
A AdTMAD continuou a sua política de educação ambiental, ao disponibilizar junto das escolas da região o jogo lúdico-didáctico
sobre o tema da água, o AquaMAD. Este jogo, que tem vindo a ter um enorme sucesso, esteve presente em dezenas de escolas, bem
como, em algumas feiras da região, sendo alvo de inúmeros pedidos para participações em diversas acções de carácter educacional.
Ainda no domínio das campanhas de sensibilização ambiental foram recebidas visitas de estudo nas ETAR de Vila Real, Valpaços,
Vidago, Lamego, Bragança, Mirandela, Armamar, Carrapatas, Montalegre, e nas ETA de Vilar, Sôrdo, Alto Rabagão, Azibo, Balsemão
e Pinhão perfazendo um total de cerca de 15.000 visitantes, o que diz bem do trabalho efectuado em termos de sensibilização e
visibilidade da empresa.
De destacar ainda a continuação do sucesso alcançado pela exposição temática Planeta Bua “O Planeta da última gota de água”, que
percorreu alguns dos municípios da área de concessão da empresa, dando assim um contributo muito importante nas campanhas
de sensibilização ambiental.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_72|73
Paralelamente manteve-se ainda o Museu Virtual da Água de TMAD, que também este continuou a despertar muito interesse junto
da comunidade pela forma como aborda o tema da água www.museuvirtualdaagua.com
Numa outra vertente de comunicação, a AdTMAD procurou promover a sua visibilidade e imagem pública, através de um trabalho
sistemático de assessoria de imprensa. A coordenação de Comunicação e Imagem promoveu a divulgação de informação junto dos
Órgãos de Comunicação Social, apoiando o trabalho jornalístico através de press-releases, dossiers de imprensa, entrevistas, bem
como, a resposta imediata a qualquer pedido por parte da comunicação social.
Foi aberto um novo espaço de comunicação externa, através do novo Portal da AdTMAD que, estando ainda em fase de inserção
de conteúdos, tem contado com uma forte adesão por parte dos colaboradores tanto na procura de informação, mas também,
apenas como canal de comunicação e divulgação interna.
Na vertente das relações públicas durante o ano de 2010, foram efectuadas visitas com jornalistas e accionistas destacando-se as
visitas às Barragens da Pretarouca e do Pinhão.
Adicionalmente, há ainda a salientar o facto da coordenação de Comunicação e Imagem ser responsável pela Imagem Corporativa
da empresa e, como tal, ter continuado o processo de harmonização da imagem através da introdução e aplicação do manual de
Identidade Corporativa do Grupo Águas de Portugal.
10. Objectivos de Gestão
Devido ao facto dos objectivos de Gestão para a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., não terem sido fixados nem aprovados
em Assembleia Geral de Accionistas, para o ano de 2010, não é possível a apresentação dos respectivos valores de atingimento.
11. Prazos Médios de Pagamento e Recebimento
A AdTMAD, S.A. tem desenvolvido todos os esforços, relativamente ao Prazo Médio de Pagamento, para cumprir o estipulado
pela RCM 34/2008 de 22 de Abril, que aprovou o Programa Pagar a Tempo e Horas, com a alteração introduzida pelo Despacho
n.º 9870/2009, de 13 de Abril. No entanto, a empresa tem-se defrontado com constrangimentos de ordem financeira, que têm
dificultado o alcance da meta proposta.
No que concerne ao Prazo Médio de Recebimento, a empresa tem utilizado todos os instrumentos ao seu dispor, nomeadamente,
a realização de Acordos de Regularização de Dívida, para concretizar uma melhoria deste indicador.
De realçar, que os valores atingidos, por este indicador, em 2009 e 2010 são, significativamente, inferiores ao registado em 2008.
12. Perspectivas para o Futuro
De futuro, pretende-se cimentar a organização que foi implementada no início do ano de 2010.
Daremos continuidade, até concluir o plano de investimento que foi concessionado à Empresa e executaremos os planos que
anualmente iremos elaborar e propor para aprovação, tendo em vista a renovação e melhoria funcional do parque de Infra-estruturas que teremos que gerir.
É também objectivo suportar toda a actividade de manutenção planeada (planos de manutenção preventiva, planos de calibração,
planos de inspecção) no sistema de gestão de manutenção e activos, desde que existam as condições necessárias para o efeito.
Na área dos equipamentos electromecânicos iremos desenvolver a actividade de manutenção na área da análise de condição de
forma a optimizar o funcionamento dos equipamentos a mais baixo custo.
Teremos que gerir os meios disponíveis de modo a minimizar os constrangimentos e garantir a operacionalidade dos Subsistemas
em todas as áreas da Empresa.
Teremos que avaliar os contratos de outsourcing que cessam em 2011, procurando optimizá-los e estender o âmbito do mesmo
de forma a redistribuir mais equitativamente os recursos internos e externos.
Na área da instrumentação e automação teremos que garantir, com meios internos ou externos, as verificações/calibrações dos
equipamentos de medida, sejam de controlo de qualidade do produto, da quantidade fornecida, recolhida ou tratada, sejam de
facturação ou de suporte operacional. Nesta área teremos que concluir o sistema de supervisão/telegestão de todas as infra-estruturas da Empresa de modo a garantir a sua eficaz gestão e exploração.
Na área da reparação das infra-estruturas teremos que dar resposta aos problemas operacionais garantindo a operacionalidade
dos Sistemas nas melhores condições, sem falhas ou interrupções de modo a garantir a regularidade e qualidade do serviço, o
cumprimento das normas e legislação aplicável e as nossas obrigações perante os clientes e o concedente.
No ano de 2011 perspectiva-se ainda:
• Simplificar e manter o Sistema de Gestão Integrado, nomeadamente promover reestruturar a rede de processos de indicadores,
simplificar procedimentos, integração dos módulos do sistema informático de apoio ao SGI nos processos e procedimentos do
sistema e realizar acções de sensibilização aos colaboradores;
• Elaborar e divulgar Relatório de Sustentabilidade relativo ao ano de 2010;
• Integração no Sistema de Gestão Integrado dos requisitos estabelecidos pela Norma de Responsabilidade Social SA 8000;
• Criação da metodologia de avaliação de segurança das instalações (criação de check-list de apoio e das variáveis);
• Elaboração de manual de boas práticas de segurança e divulgação pelos colaboradores.
13. Considerações Finais
Ao finalizar este Relatório de Gestão, o Conselho de Administração tem de expressar o seu reconhecimento a todas as entidades
e individualidades que em conjunto com a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, participaram na concretização das acções
desenvolvidos, entre as quais se destacam, pelo empenho demonstrado e que foi determinante para a consolidação do Sistema
Multimunicipal, nomeadamente as seguintes:
• Os Accionistas, pela concertação de vontades conseguida e pelo apoio dado à concretização dum projecto decisivo para o
desenvolvimento da região em que se insere e que sempre demonstraram confiança;
• As Câmaras Municipais, enquanto órgãos de gestão dos Municípios utilizadores do Sistema, pelo empenho e interesse demonstrado
no seu desenvolvimento;
• Os diferentes organismos da Administração Central e Regional;
• A Sociedade de Revisores Oficiais de Contas;
• Os Fornecedores, Projectistas, Empresas de Fiscalização e Construção;
• Todos os Colaboradores da Empresa é devido, também, um reconhecimento muito especial e todo o apreço pela dedicação,
entusiasmo e disponibilidade em todo o processo de desenvolvimento da Empresa.
14. Proposta de Aplicação de Resultados
O Conselho de Administração propõe que o Resultado Líquido negativo apurado no exercício de 2010, no valor de 735.805,18 €
(setecentos e trinta e cinco mil, oitocentos e cinco euros e dezoito cêntimos), seja transferido para resultados transitados.
15. Factos Relevantes após o Termo do Exercício
O Conselho de Administração da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., declara que após o termo do exercício de 2010 não
se observaram quaisquer factos relevantes que justifiquem o seu registo.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_74|75
16. Anexo ao relatório – estrutura accionista
Em cumprimento do disposto no nº. 5 do art.º 447º e do nº 4 do art.º 448º do Código das Sociedades Comerciais
vem-se informar que os membros dos Órgãos Sociais não detêm acções da Sociedade e o Capital Social da
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A. era, em 31 de Dezembro de 2010, integralmente detido pelos
accionistas que constam do Quadro seguinte. Em cumprimento do disposto no nº4 do art.º 448º do Código das
Sociedades Comerciais, informa-se que na data do encerramento do exercício social o accionista AdP - Águas de
Portugal, SGPS, S.A. detinha uma participação igual ou superior a 10%, mais precisamente 19.568.148 de acções
com o valor nominal de € 1,00 (um euro), correspondentes a 70,08% do Capital Social da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A.
Nos termos do art.º 66 do Código das Sociedades Comerciais, cumpre informar que no exercício de 2010:
• A sociedade não tem acções próprias;
• Não se registaram quaisquer negócios entre a sociedade e os seus administradores;
• A sociedade não tem qualquer sucursal.
Vila Real, 23 de Fevereiro de 2011
O Conselho de Administração
Artur Magalhães
Boal Paixão
António Vieira
Sandra Santos
Hernâni Pinto Fonseca
Domingos Baptista Dias
Aires Ferreira
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_76|77
C - Contas do Exercício de 2010
C - Contas do Exercício de 2010
Introdução
Nos termos da Lei e dos estatutos vem o Conselho de Administração da Águas de Trás-os-Montes e Alto
Douro, S.A., submeter à apreciação da Assembleia Geral desta Empresa as Contas do Exercício do ano de 2010.
Em termos de apresentação o presente documento contém as seguintes informações financeiras:
• Demonstração da Posição Financeira;
• Demonstração do Rendimento Integral;
• Demonstração da Variação dos Capitais Próprios;
• Demonstração dos Fluxos de Caixa.
Constituem, também, elementos das Contas o seguinte Anexo:
• Anexo ao Balanço e à Demonstração de Resultados.
No final do presente Relatório encontram-se à disposição dos accionistas os seguintes documentos:
• Relatório e Parecer do Fiscal Único;
• Certificação Legal de Contas.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_80|81
Demonstração da posição financeira
Notas
Activos não correntes
Activos intangíveis
8
Activos fixos tangíveis
Propriedades de investimento
9
Investimentos financeiros
10
Impostos diferidos activos
11
Clientes e outros activos não correntes
12 e 14
Total dos activos não correntes
31.12.2010
IFRS
31.12.2009
IFRS
417.591.605,62
0,00
0,00
6.449.684,00
4.918.628,87
35.781.853,60
464.741.772,09
416.463.837,38
0,00
0,00
5.464.649,00
4.404.168,00
60.915.110,72
487.247.765,10
Activos correntes
Inventários
13
Clientes
14
Estado e outros entes públicos
15
Imposto sobre o rendimento do exercício
27
Outros activos correntes
16
Caixa e seus equivalentes
17
Total dos activos correntes
Total do activo
686.028,78
13.945.173,72
414.361,37
0,00
28.786.393,15
6.244.740,58
50.076.697,60
514.818.469,69
367.801,51
7.304.136,92
641.276,52
73.538,30
19.913.619,26
4.108.784,39
32.409.156,90
519.656.922,00
Capital próprio
Capital social
18
Reservas e outros ajustamentos
18
Resultados transitados
18
Resultado líquido do exercício
Total do capital próprio
26.966.249,89
1.421,90
-24.169.010,81
-735.805,18
2.062.855,80
26.966.249,89
1.421,90
-17.556.028,77
-6.612.982,04
2.798.660,98
Passivos não correntes
Provisões
19
Responsabilidades com pensões
Empréstimos
21
Fornecedores e outros passivos não correntes
22
Impostos diferidos passivos
22
Acréscimos de custos do investimento contratual
23
Subsídios ao investimento
24
Total dos passivos não correntes
0,00
0,00
78.236.271,57
8.919.508,00
3.599.921,61
0,00
283.288.552,71
374.044.253,89
0,00
0,00
62.816.963,30
9.409.699,98
4.404.168,00
1.328.088,47
287.475.940,15
365.434.859,90
Passivos correntes
Empréstimos
21
Fornecedores
25
Outros passivos correntes
26
Imposto sobre o rendimento do exercicio
27
Estado e outros entes públicos
15
Total dos passivos correntes
Total do passivo
Total do passivo e do capital próprio
120.225.393,51
10.656.495,35
7.253.904,00
137.985,52
437.581,62
138.711.360,00
512.755.613,89
514.818.469,69
122.030.679,71
21.275.205,73
7.646.446,00
0,00
471.069,68
151.423.401,12
516.858.261,02
519.656.922,00
Vila Real, 23 de Fevereiro de 2011
O Conselho de Administração
Artur Magalhães (Presidente do Conselho de Administração)
Boal Paixão (Administrador Executivo)
António Vieira (Administrador Executivo)
Sandra Santos (Administrador não Executivo)
Hernâni Pinto Fonseca (Administrador não Executivo)
Domingos Baptista Dias (Administrador não Executivo)
Aires Ferreira (Administrador não Executivo)
O Técnico Oficial de Contas
António Rodrigues
Demonstração de resultados
Notas
Vendas
28
Prestações de serviços
28
Volume de negócios
31.12.2010
IFRS
14.513.345,35
9.660.281,98
24.173.627,33
31.12.2009
IFRS
11.422.603,41
6.533.037,05
17.955.640,46
Custo das vendas/variação dos inventários
29
Margem bruta
-1.328.954,92
22.844.672,41
-1.267.682,82
16.687.957,64
Fornecimentos e serviços externos
30
Gastos com pessoal
31
Amortiz., depreciações e reversões do exercício
32
Provisões e reversões do exercício
Perdas por imparidade e reversões
Subsídios ao investimento
24
Outros gastos e perdas operacionais
33
Outros rendimentos e ganhos operacionais
34
Resultados operacionais
-9.050.066,28
-4.445.243,75
-11.256.103,33
0,00
0,00
6.740.288,03
-332.913,51
111.802,92
4.612.436,49
-8.888.676,23
-4.563.559,64
-12.569.750,15
0,00
0,00
7.753.353,16
-263.900,71
-55.627,32
-1.900.203,25
Gastos financeiros
35
Rendimentos financeiros
36
Ganhos/(perdas) de investimentos financeiros
Resultados financeiros
Resultados antes de impostos
-6.831.083,24
418.191,43
0,00 -6.412.891,81
-1.800.455,32
-5.469.439,82
776.465,03
0,00
-4.692.974,79
-6.593.178,04
-254.057,12
1.318.707,26
-735.805,18
-19.804,00
0,00
-6.612.982,04
-0,03
-0,24
Imposto do exercício
27
Imposto diferido
11 e 27
Resultado líquido do exercício
Resultado por acção (básico e diluído)
Vila Real, 23 de Fevereiro de 2011
18
O Conselho de Administração
Artur Magalhães (Presidente do Conselho de Administração)
Boal Paixão (Administrador Executivo)
António Vieira (Administrador Executivo)
Sandra Santos (Administrador não Executivo)
Hernâni Pinto Fonseca (Administrador não Executivo)
Domingos Baptista Dias (Administrador não Executivo)
Aires Ferreira (Administrador não Executivo)
O Técnico Oficial de Contas
António Rodrigues
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_82|83
Demonstração do rendimento integral
Notas
Resultado líquido do exercício
Ganhos de reavaliações
Perdas actuariais
Rendimento integral
Vila Real, 23 de Fevereiro de 2011
31.12.2010
IFRS
-735.805,18
31.12.2009
IFRS
-6.612.982,04
0,00
0,00
-735.805,18
0,00
0,00
-6.612.982,04
O Conselho de Administração
Artur Magalhães (Presidente do Conselho de Administração)
Boal Paixão (Administrador Executivo)
António Vieira (Administrador Executivo)
Sandra Santos (Administrador não Executivo)
Hernâni Pinto Fonseca (Administrador não Executivo)
Domingos Baptista Dias (Administrador não Executivo)
Aires Ferreira (Administrador não Executivo)
O Técnico Oficial de Contas
António Rodrigues
Demonstração da variação do capital próprio
Saldo a 01 de Janeiro de 2009
IFRS
Ajustamentos de transição:
- amortizações do investimento futuro
- subsídio de investimento FC futuro
- subsídio de P. integrado futuro
Anulação do efeito dos ajustamentos de transição
Aplicação do res. líquido do exercício
Resultado líquido do exercício
Saldo a 31 de Dezembro de 2009
IFRS
Saldo a 01 de Janeiro de 2010
IFRS
Ajustamentos:
- anulação capital social não realizado
- ajustamentos de transição
Aplicação do res. líquido do exercício
Dividendos pagos
Resultado líquido do exercício
Saldo a 31 de Dezembro de 2010
IFRS
Vila Real, 23 de Fevereiro de 2011
Capital social
28.000.000,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
28.000.000,00
Reserva legal
1.421,90
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
1.421,90
Resultados transitados
-11.323.765,41
0,00
20.971.828,00
2.250.445,93
3.469.652,26
-26.691.926,19
-6.232.263,36
0,00
-17.556.028,77
28.000.000,00
0,00
-1.033.750,11
0,00
0,00
0,00
0,00
26.966.249,89
1.421,90
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
1.421,90
-17.556.028,77
0,00
0,00
0,00
-6.612.982,04
0,00
0,00
-24.169.010,81
Resultado líquido do exercício
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-6.612.982,04
-6.612.982,04
Total
15.643.906,38
0,00
20.971.828,00
2.250.445,93
3.469.652,26
-26.691.926,19
-6.232.263,36
-6.612.982,04
2.798.660,98
0,00 10.445.393,13
0,00
0,00
0,00
-1.033.750,11
0,00
0,00
0,00
-6.612.982,04
0,00
0,00
-735.805,18
-735.805,18
-735.805,18 2.062.855,80
O Conselho de Administração
Artur Magalhães (Presidente do Conselho de Administração)
Boal Paixão (Administrador Executivo)
António Vieira (Administrador Executivo)
Sandra Santos (Administrador não Executivo)
Hernâni Pinto Fonseca (Administrador não Executivo)
Domingos Baptista Dias (Administrador não Executivo)
Aires Ferreira (Administrador não Executivo)
O Técnico Oficial de Contas
António Rodrigues
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_84|85
Demonstração dos fluxos de caixa
Fluxo de caixa das actividades operacionais
Recebimentos de clientes
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
Pagamento de IRC
Outros recebimentos relativos à actividade operacional
Outros pagamentos relativos à actividade operacional
Pagamentos à segurança social
Pagamentos de outros impostos
31.12.2010
31.12.2009
20.957.453,25
-13.071.791,57
-3.394.648,55
-280.574,28
2.354.413,68
-2.152.171,20
-1.198.267,86
-631.565,29
2.582.848,18
20.260.312,45
-13.359.730,49
-3.259.417,88
-357.649,45
2.566.143,59
-2.159.029,34
-1.184.861,65
-593.148,07
1.912.619,16
Fluxo de caixa das actividades de investimento
Recebimentos de investimentos financeiros
Recebimentos de activos fixos tangíveis
Recebimentos de activos intangíveis
Recebimentos de subsídios de investimento
Recebimento de juros e rendimentos similares
Pagamentos de investimentos financeiros
Pagamentos de activos fixos tangíveis
Pagamentos de activos intangíveis
5.459.649,00
0,00
0,00
22.918.000,64
59.784,03
-6.444.684,00
0,00
-28.759.654,48
-6.766.904,81
4.474.614,00
0,00
0,00
48.595.691,86
107.982,74
-5.459.649,00
0,00
-47.006.775,30
711.864,30
Fluxo de caixa das actividades de financimento
Recebimentos de empréstimos obtidos
Recebimentos de realizações de capital
Subsídios e doações
Pagamentos de empréstimos obtidos
Pagamentos de juros e gastos similares
Pagamentos de dividendos
Variação de caixa e seus equivalentes
Caixa e seus equivalentes no início do periodo
Caixa e seus equivalentes no fim do periodo
35.077.814,98
0,00
35.238,68
-21.809.484,76
-6.983.556,08
0,00
6.320.012,82
2.135.956,19
4.108.784,39
6.244.740,58
2.135.956,19
146.105.328,39
0,00
0,00
-142.447.749,07
-6.955.325,84
0,00
-3.297.746,52
-673.263,06
4.782.047,45
4.108.784,39
-673.263,06
Vila Real, 23 de Fevereiro de 2011
O Conselho de Administração
Artur Magalhães (Presidente do Conselho de Administração)
Boal Paixão (Administrador Executivo)
António Vieira (Administrador Executivo)
Sandra Santos (Administrador não Executivo)
Hernâni Pinto Fonseca (Administrador não Executivo)
Domingos Baptista Dias (Administrador não Executivo)
Aires Ferreira (Administrador não Executivo)
O Técnico Oficial de Contas
António Rodrigues
Decomposição de caixa e seus equivalentes
Caixa
Depósitos à ordem
Depósitos a prazo
Descobertos bancários
Vila Real, 23 de Fevereiro de 2011
31.12.2010
3.644,24
6.241.096,34
0,00
6.244.740,58
0,00
6.244.740,58
31.12.2009
3.794,97
4.104.989,42
0,00
4.108.784,39
0,00
4.108.784,39
O Conselho de Administração
Artur Magalhães (Presidente do Conselho de Administração)
Boal Paixão (Administrador Executivo)
António Vieira (Administrador Executivo)
Sandra Santos (Administrador não Executivo)
Hernâni Pinto Fonseca (Administrador não Executivo)
Domingos Baptista Dias (Administrador não Executivo)
Aires Ferreira (Administrador não Executivo)
O Técnico Oficial de Contas
António Rodrigues
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_86|87
Notas às demonstrações financeiras
1. Actividade económica da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A.
1.1 Introdução
A Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A. (adiante designada também por AdTMAD ou Empresa ou Sociedade) foi constituída em
6 de Outubro de 2001, tendo a sua sede social na Avenida Osnabruck, nº 29, em Vila Real. A AdTMAD, tem como actividade principal a
“exploração e gestão do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento de Trás-os-Montes e Alto Douro”.
1.2 Actividade
A AdTMAD, foi constituída pelo Decreto Lei nº 270-A/2001, de 6 de Outubro, e a sua estrutura accionista era composta pela
Empresa-Mãe (AdP, SGPS), pela Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso, e pelos Municípios de Alfândega
da Fé, Alijó, Armamar, Boticas, Bragança, Chaves, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Macedo de Cavaleiros, Mesão Frio, Mirandela,
Mogadouro, Moimenta da Beira, Montalegre, Murça, Peso da Régua, Resende, Ribeira de Pena, São João da Pesqueira, Sabrosa, Santa
Marta de Penaguião, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Valpaços, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa, Vila Real, Vinhais e
Vila Pouca de Aguiar.
A Empresa tem por objecto, nos termos do artigo 3.º dos seus estatutos a “...exploração e gestão do sistema multimunicipal de
abastecimento de água e de saneamento de Trás-os-Montes e Alto Douro”. Tendo por base um Contrato de Concessão celebrado
com o Estado Português em 6 de Outubro de 2001, foi atribuída à Sociedade, em regime de exclusividade, a concessão da
exploração e gestão, incluindo igualmente a conclusão da concepção, a construção das obras e equipamentos, bem como a sua
exploração, reparação, renovação e manutenção do Sistema Multimunicipal da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro, pelo prazo
de 30 anos. O Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento de Trás-os-Montes e Alto Douro abrange
actualmente os municípios de Alfândega da Fé, Alijó, Armamar, Boticas, Bragança, Chaves, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Macedo
de Cavaleiros, Mesão Frio, Mirandela, Mogadouro, Moimenta da Beira, Montalegre, Murça, Peso da Régua, Resende, Ribeira de Pena,
São João da Pesqueira, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Valpaços, Vila Flor, Vila
Nova de Foz Côa, Vila Real, Vinhais e Vila Pouca de Aguiar.
1.3 Accionistas
Ver nota 18
1.4 Aprovação das demonstrações financeiras
Estas demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração no dia 23 de Fevereiro de 2011.
2. Políticas contabilísticas
As presentes demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiros
(IAS/IFRS) emitidas pela primeira vez pelo “International Accounting Standards Board” (“IASB”) e Interpretações emitidas pelo
“International Financial Reporting Interpretations Committee” (“IFRIC”) ou pelo anterior “Standing Interpretations Committee”
(“SIC”), adoptadas pela UE, em vigor para exercícios iniciados em 1 de Janeiro de 2010, tendo as demonstrações financeiras de
2009 apresentadas como comparativo sido ajustadas para os mesmos princípios.
No exercício findo em 31 de Dezembro de 2009, a AdTMAD apresentou também, pela última vez, demonstrações financeiras de
acordo com o Plano Oficial de Contabilidade (Ver nota 5).
A empresa efectuou o encerramento das contas do presente exercício, nomeadamente no que concerne aos compromissos com
os investimentos presentes e futuros, a preços de 2010, com base em pressupostos contidos no estudo de viabilidade económica e
financeira apresentado ao concedente em 05 de Julho de 2010, o qual previa um alargamento do prazo de concessão de 30 para
50 anos.
As políticas contabilísticas mais significativas utilizadas na preparação destas demonstrações financeiras encontram-se descritas
abaixo. Estas políticas foram aplicadas de forma consistente nos períodos comparativos, excepto quando referido em contrário.
2.1 Bases de apresentação
Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em euros (EUR). As demonstrações financeiras da AdTMAD
foram preparadas segundo a convenção do custo histórico. A preparação de demonstrações financeiras em conformidade com
os IFRS/IAS requer o uso de estimativas e assunções que afectam as quantias reportadas de activos e passivos, assim como as
quantias reportadas de rendimentos e gastos durante o período de reporte. Apesar destas estimativas serem baseadas no melhor
conhecimento da gestão em relação aos eventos e acções correntes, em última análise, os resultados reais podem diferir dessas
estimativas. No entanto, é convicção da gestão que as estimativas e assunções adoptadas não incorporam riscos significativos que
possam causar, no decurso do próximo exercício, ajustamentos materiais ao valor dos activos e passivos.
2.1.1 Novas normas e alteração de políticas
As alterações mais significativas decorrentes da aplicação pela primeira vez dos IFRS/IAS estão divulgadas na nota 5.
Em resultado do endosso por parte da União Europeia (UE), foram adoptadas as seguintes normas e interpretações com efeito a
partir de 1 de Janeiro de 2010:
• IFRS 1 (Emenda) – Primeira adopção das IFRS. Estabelece excepções adicionais na adopção pela primeira vez das IFRS, ver Nota 5.
• IFRS 2 (Emenda) - Contabilização de pagamentos baseados em acções, liquidados em dinheiro, em transacções intragrupo. Esta
emenda vem clarificar que a contabilização de situações nas quais uma entidade recebe a prestação de serviços ou produtos
dos seus empregados, mas cuja contrapartida financeira é paga pela sua empresa-mãe ou outra empresa do Grupo, é tratada no
âmbito desta norma. Em resultado desta emenda a IFRIC 8 – “Âmbito da IFRS 2” e a IFRIC 11- “IFRS 2 - Transacções de Acções
do Grupo e Próprias” foram retiradas.
• IFRS 3 (Revista) – Concentrações de actividades empresariais. - Esta revisão vem trazer alterações significativas ao nível da
mensuração e reconhecimento das concentrações de actividades empresariais efectuadas em exercícios que se iniciem em ou
após 1 de Julho de 2009, nomeadamente no que diz respeito:
(a) à mensuração dos interesses que não controlam (anteriormente designados interesses minoritários);
(b) ao reconhecimento e mensuração subsequente de pagamentos contingentes;
(c) ao tratamento dos custos directos relacionados com a concentração.
• IAS 27 (Emenda) – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas. As alterações mais significativas são as seguintes: - transacções que dão origem a alterações na percentagem de interesses detidos que não resultem em perda de controlo são
contabilizadas no capital próprio, não tendo qualquer impacto no goodwill nem nos ganhos e perdas;
- quando ocorre a perda de controlo numa subsidiária:
- todas as quantias reconhecidas no Rendimento Integral relativas a essa subsidiária são integralmente transferidas para
ganhos e perdas;
- os interesses retidos são remensurados para o justo valor e este efeito vai ser tido em consideração no ganho ou perda
registado com a alienação.
- o reembolso parcial de um investimento líquido numa subsidiária estrangeira deixa de dar origem à reclassificação das
diferenças de transposição constantes do capital próprio para ganhos e perdas;
- as perdas de uma subsidiária passam a ser quinhoadas pelos interesses que não controlam (anteriormente designados
por interesses minoritários) mesmo que excedam os interesses destes na subsidiária. Em resultado desta emenda os
resultados por acção diluídos num contexto de perda serão provavelmente iguais aos resultados básicos por acção.
• IAS 39 (Emenda) – Instrumentos Financeiros: reconhecimento e mensuração – items cobertos elegíveis.
• IFRIC 12 – Acordos de concessão de serviços
• IFRIC 15 – Acordos para a construção de imóveis
• IFRIC 17 – Distribuições aos proprietários de activos que não são caixa
• IFRIC 18 – Transferências de activos provenientes de clientes
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_88|89
• Outras emendas às IFRS – Ano 2009. O processo anual de melhoria das IFRS procura lidar com a resolução de situações que
necessitam de ser melhoradas de forma a aumentar o seu entendimento geral, mas que não são classificadas como de resolução
prioritária. O IASB aprovou 15 emendas a 12 normas, algumas das quais resultam em alterações no modo de contabilização,
outras referem-se a questões de terminologia e consistência entre normas, sendo o seu impacto mínimo. A União Europeia
endossou estas emendas em Março de 2010. Do processo de melhorias do Ano 2008, a emenda à IFRS 5 (clarificação sobre o
tratamento de um subsidiária detida para venda) apenas entrou um vigor em 1 de Janeiro de 2010.
Finalmente, não foram adoptadas as disposições das normas e interpretações cuja aplicação é obrigatória apenas em períodos
futuros e que são as seguintes:
Já endossadas pela UE:
• IFRS 1 (Emenda) - Excepções à divulgação de comparativos exigidos pela IFRS 7 na adopção pela primeira vez das IFRS.
• IAS 24 (Revista) - Transacções com partes relacionadas.
• IAS 32 (Emenda) - Clarificação de direitos de emissão.
• IFRIC 14 (Emenda) - Adiantamentos relativos a requisitos de financiamento mínimo.
• IFRIC 19 - Extinção de passivos financeiros com instrumentos de Capital Próprio.
Ainda não endossadas pela UE:
• IFRS 9 - Instrumentos financeiros (Introduz novos requisitos de classificação e mensuração de activos financeiros) Esta emissão
insere-se num projecto faseado de revisão e substituição gradual da IAS 39, com o objectivo de reduzir a complexidade da sua
aplicação. As principais alterações são as seguintes:
- Ao nível da classificação e mensuração:
são reduzidas as categorias de activos financeiros;
são eliminados os requisitos de separação de derivados embutidos;
são eliminadas as restrições de reclassificação.
- A classificação de activos passa a seguir o modelo de negócio onde se enquadram os activos, tendo também em conta
as características dos instrumentos;
- As diferenças de justo valor em instrumentos de capital próprio considerados estratégicos passam a ser reconhecidas em
reservas, sem passagem por resultados, mesmo em situações de imparidade ou venda.
• Outras emendas às IFRS - melhoramentos de 2010. O IASB aprovou 11 emendas a seis normas. A União Europeia ainda não
endossou estas emendas.
Da aplicação das normas acima descritas (normas que não foram adoptadas e cuja aplicação é obrigatória apenas em exercícios
futuros), não são esperados impactos relevantes para as demonstrações financeiras da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A..
2.2 Participações financeiras em subsidiárias e associadas
As participações financeiras são reconhecidas no balanço da AdTMAD na data de negociação ou da contratação, que é a data
em que a AdTMAD se compromete a adquirir ou alienar o activo. Na transição as participações financeiras foram reconhecidas
de acordo com o custo presumido (parágrafo 31, IFRS 1), ou seja pelo valor que foi transposto das demonstrações financeiras
preparadas de acordo com o normativo anterior naquela data, em alternativa ao custo de aquisição.
No momento inicial, as participações financeiras são reconhecidas pelo custo de aquisição acrescido de custos de transacção
directamente atribuíveis.
Estes activos são desreconhecidos quando: (i) expiram os direitos contratuais da AdTMAD ao recebimento dos seus fluxos de caixa;
(ii) a AdTMAD tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção; ou (iii) não obstante
retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, a AdTMAD tenha transferido o
controlo sobre os activos.
O reconhecimento de dividendos é registado em resultados na data em que estes forem declarados.
As participações da AdTMAD, S.A. são as seguintes:
Unidade: €
Unidade de Negócio/Empresa
Fundação Museu do Douro
Sede
Peso da Régua
% de capital detido
0,47%
Valor da participação
5.000,00
Capital Social
1.063.001,00
Capital Próprio
422.846,52
Result. liq. Exercício
-308.003,74
2.3 Informação por segmentos
Os segmentos operacionais são reportados consistentemente com o reporte interno que é produzido e disponibilizado aos órgãos
de Gestão, nomeadamente ao Conselho de Administração. Com base nesse reporte, os Órgãos de Gestão avaliam a performance
de cada segmento, bem como procedem à alocação dos recursos disponíveis. Um segmento corresponde a um grupo de activos e
operações envolvidos no fornecimento de produtos ou serviços sujeitos a riscos e benefícios que são diferentes de outros segmentos.
A AdTMAD, S.A. não cumpre com os requisitos do IFRS 8, pelo que não é necessário apresentar informação por segmentos;
contudo é apresentada informação relativa aos gastos e rendimentos dos negócios de água e saneamento.
2.4 Conversão cambial
2.4.1 Moeda funcional e de apresentação
Os itens incluídos nas demonstrações financeiras da AdTMAD, estão mensuradas na moeda do ambiente económico em que a
entidade opera (moeda funcional). As demonstrações financeiras da AdTMAD e respectivas notas são apresentadas em euros, salvo
indicação explícita em contrário.
2.4.2 Transacções e saldos
A AdTMAD não efectuou transacções em moedas diferentes do euro.
2.5 Actividade regulada – reconhecimento de activos e passivos regulatórios
2.5.1 Introdução
A AdTMAD exerce actividades que constituem serviços de interesse económico geral, indispensáveis ao bem-estar das populações,
ao desenvolvimento das actividades económicas e à protecção do meio ambiente. Estas actividades são desenvolvidas num
enquadramento de melhoria contínua na prestação dos serviços públicos de abastecimento de águas, saneamento de águas residuais
e tratamento e valorização de resíduos com ganhos crescentes de eficiência produtiva e ambiental.
A actividade da AdTMAD, S.A. é regulada e desenvolvida em regime de concessão, desenvolvida num contexto definido pela
legislação e regulamentação em vigor, pelo disposto nos contratos de concessão de serviço público celebrados com o Estado e
pelas disposições e recomendações emitidas pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).
Durante o ano de 2009, com a publicação do Decreto-Lei n.º 277/2009, de 2 de Outubro, os poderes e âmbito de actuação da
ERSAR foram reforçados e alargados aos serviços prestados ao utilizador final (serviços em “baixa”). O novo estatuto da ERSAR
cria as condições para reduzir as distorções de mercado existentes decorrentes do facto serem praticados tarifários aos utilizador
final que não estão optimizados, uma vez que estes tarifários passarão a poder ser escrutinados pelo Regulador.
Neste âmbito, a ERSAR emitiu em 2009 uma recomendação quanto à formação de tarifários dos serviços públicos de abastecimento
de água para consumo humano, de saneamento de águas residuais urbanas e de gestão de resíduos urbanos (Recomendação
IRAR n.º 1/2009 – Recomendação Tarifária), que veio a ser complementada em 2010 com uma proposta de Recomendação que
pretende criar as linhas orientadoras para o apuramento de custos e construção dos tarifários.
É nossa expectativa que estas duas recomendações venham a permitir criar tarifários mais eficientes e que potenciem uma maior
e mais adequada forma de recuperação dos encargos associados à provisão dos serviços em baixa, contribuindo para a maior
sustentabilidade do sector.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_90|91
Durante o ano 2010 a ERSAR apresentou uma proposta legislativa de recuperação dos desvios de recuperação de custos gerados
no sector, proposta que o Grupo AdP considera fundamental para a sustentabilidade e manutenção do financiamento do sector.
No entanto, esta proposta ainda se mantém em discussão e ainda não foi aprovada e posta em execução.
2.5.2 Regulação Económica
De acordo com o disposto nos contratos de concessão, o ciclo regulatório anual inicia-se em 30 de Setembro com a apresentação
das propostas de orçamento e projecto tarifário para o ano(s) seguinte(s) ao Concedente e ao Regulador e contratualmente tem
uma duração de 60 dias. As propostas são apresentadas em conformidade com o disposto na Portaria 1275/2003, de 7 de Novembro.
O ciclo orçamental de 2010, iniciado em Setembro de 2009, estendeu-se até 06 do mês de Abril de 2010, o que representou um
atraso de 127 dias. Este prazo de avaliação e aprovação das propostas de orçamento e tarifas apresentou impactes negativos na
tesouraria das empresas, decorrentes da não aceitação por parte dos utilizadores dos efeitos do tarifário desde Janeiro.
De acordo com o modelo regulatório vigente (custo de serviço) e nos termos dos contratos de concessão podem gerar-se diferenças
entre o volume de proveitos necessário à cobertura da totalidade dos encargos incorridos pela entidade gestora, incluindo os
impostos sobre os resultados da sociedade e a remuneração dos capitais próprios, e o volume de proveitos efectivamente gerado
em cada um dos exercícios económicos. Estas diferenças denominam-se de desvios de recuperação de custos.
Estes desvios podem assumir uma natureza deficitária, quando os proveitos gerados são inferiores aos necessários, ou excedentária,
quando os proveitos gerados são superiores aos necessários.
Em 2009 encetaram-se com o Regulador os trabalhos de definição da forma de recuperação dos défices e superavit de recuperação
de custos relativos a cada sistema multimunicipal, uma vez que esta não se encontrava especificada nos contratos de concessão
nem em outro diploma.
A sustentabilidade das entidades gestoras e do sector, em estrito cumprimento das exigências que decorrem da Directiva - Quadro
da Água, da Directiva 2006/12/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de Abril de 2006, relativa aos resíduos, da Lei
da Água, do Regime Geral da Gestão de Resíduos, da Lei das Finanças Locais, dos Regimes Jurídicos da Concessão da Gestão e
Exploração dos Sistemas Multimunicipais de Águas e dos Resíduos Urbanos, que aprovaram as bases dos respectivos contratos, e
dos contratos de concessão em vigor, bem como o novo e decisivo ciclo de infra-estruturação do sector já iniciado, plasmado no
Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais para o período de 2007-2013, exigem que se não
se adie mais o expresso reconhecimento da política que foi prosseguida e a definição do montante dos desvios de recuperação de
custos das empresas, cujas regras de ressarcimento urgia clarificar.
Nessa proposta foram também retomados os procedimentos para proceder à distribuição dos ganhos de produtividade contratuais.
Os montantes que se encontram capitalizados no Capital Próprio das entidades gestoras serão repartidos, entre os accionistas e
utilizadores (através das tarifas futuras), de acordo com regras que se espera que venham a ser clarificadas durante 2011.
2.5.3 Qualidade da Água para Consumo Humano e Regulação da Qualidade de Serviço
Para além da regulação económica, a actuação da ERSAR abrange ainda a monitorização da qualidade de serviço, através de um
conjunto de indicadores, e a qualidade da água para consumo humano, uma vez que é a autoridade nacional competente nesta matéria.
Em 2010, com base na experiencia acumulada desde 2004, a ERSAR reformulou os indicadores que utiliza para proceder à avaliação
da qualidade de serviço prestado. A avaliação do ano de 2010 já deverá ser efectuada com base neste novo conjunto de indicadores.
2.6 Actividade concessionada – IFRIC 12
2.6.1 Enquadramento
A IFRIC 12 – “Acordos de concessão de serviço” define os princípios a observar na contabilização dos contratos de concessão de serviço
público, atendendo aos serviços a que a concessionária se obriga a prestar e ao controlo que exerce sobre os activos da concessão.
No âmbito da IFRIC 12 estão os contratos de concessão de serviço que possuem as seguintes características:
(i) O objectivo do contrato é a prestação de um serviço público aos utilizadores em geral;
(ii) O contrato de concessão regula o tipo e a qualidade dos serviços a serem prestados pelo concessionário;
(iii) O concessionário é responsável pela concepção, desenho e construção/requalificação das infra-estruturas necessárias à
prestação do serviço público;
(iv) Os preços a praticar (tarifas) são aprovados pelo concedente sob escrutínio do regulador;
(v) O concedente controla qualquer valor residual das infra-estruturas independentemente de quem a construiu ou detêm a
titularidade um vez que (a) o concessionário não pode onerar, alienar ou ceder as infra-estruturas da concessão e (b) no final
da concessão, as infra-estruturas da concessão revertem para o concedente / associação de municípios.
A IFRIC 12 proporciona orientação quanto ao tratamento contabilístico a adoptar pelos concessionários de serviços públicos com
as características acima identificadas. Quando a IFRIC 12 é aplicada, o concessionário não pode reconhecer nas suas demonstrações
financeiras, como activos fixos tangíveis, os activos da concessão utilizados na prestação do serviço por não deter o controlo sobre
os mesmos, embora retenha o risco de construção e de financiamento.
Dado que a construção/aquisição das infra-estruturas da concessão não qualifica como investimento em activos próprios do
concessionário, em substância o concessionário presta um serviço de construção que terá de registar de acordo com a IAS 11 –
Contratos de construção.
A aplicação da IAS 11 prevê o reconhecimento da totalidade dos gastos incorridos na prestação do serviço de construção/
requalificação das infra-estruturas da concessão consoante a sua natureza, e o registo do justo valor do rédito da construção.
Uma vez que no caso das concessões este serviço está associado ao contrato de concessão que prevê a exploração subsequente
das infra-estruturas construídas/ adquiridas, é necessário determinar a contraprestação do rédito reconhecido.
A IFRIC 12 preconiza dois modelos de contabilização para os serviços de construção consoante os riscos e benefícios assumidos
pelo concessionário:
(i) o modelo do activo financeiro – se o concedente tem a responsabilidade de pagar ao concessionário pela prestação do serviço
de construção, os montantes dispendidos constituem um direito a receber;
(ii) o modelo do activo intangível – se o concessionário tem direito a cobrar consoante a prestação do serviço públicos aos utilizadores
(pagando o utilizador ou o concedente), os montantes dispendidos constituem o custo da aquisição do direito de concessão.
O concessionário deve reconhecer um activo financeiro na medida em que tem um direito contratual de receber dinheiro ou
outro activo financeiro do concedente pelos serviços de construção e o concedente não tem como evitar o pagamento, uma vez
que o contrato tem a força de lei. O concessionário tem um direito incondicional de receber dinheiro se o concedente garantir
contratualmente esse pagamento ao concessionário que corresponde a (a) um montante especifico, ou (b) à diferença, se existir,
entre os montantes recebidos dos utilizadores do serviço público, e outro montante específico, mesmo que o pagamento seja
contingente ao facto de o concessionário assegurar que a infra-estrutura está de acordo com os requisitos de qualidade e eficiência.
O concessionário deve reconhecer um activo intangível na medida em que recebe um direito (licença) de cobrar aos utilizadores
pela prestação do serviço público. O direito a cobrar aos utilizadores por um serviço público não é um direito incondicional de
cobrança, porque os montantes estão condicionados ao facto de os utilizadores utilizarem o serviço.
O concessionário deve reconhecer o rédito e os custos relacionados com o serviço de operação da concessão de acordo com o
IAS 18 - Rédito.
Nos termos desta interpretação a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A. presta os dois tipos de serviços: o de construção,
requalificação e renovação das infra-estruturas afectas ao sistema; e o de exploração e gestão do sistema constituído pelas infra-estruturas, necessárias à prestação de serviços aos utilizadores, pelo que aplica os princípios da IFRIC 12.
Decorrente da actividade concessionada, a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., gestora de um SMM (sistemas multimunicipais) está sujeita à regulação económica em vigor para o serviço público prestado. O maior impacto da regulação sobre a
actividade da empresa está no escrutínio que a entidade reguladora (ERSAR - DL 362/98, de 18 de Novembro, com as alterações
introduzidas pelos DL 151/2002, de 23 de Maio, e DL 277/2009, de 2 de Outubro) faz da tarifa a aplicar aos serviços prestados aos
utilizadores, bem como do respectivo orçamento anual e plano de investimentos.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_92|93
2.6.2 Classificação da infra-estrutura
A Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., encontra-se integrada no universo do Grupo AdP, constituindo uma sociedade
estabelecida com os Municípios/Associação de Municípios para a execução do contrato de concessão prestação do serviço público
de construção e exploração do sistema multimunicipal de abastecimento de água e saneamento de águas residuais de Trás-os-Montes e Alto Douro, atribuído pelo Estado.
Do ponto de vista dos accionistas da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., a concessão assenta num modelo tendente
à classificação como activo financeiro, uma vez que, tendo os accionistas direito a uma remuneração (mínima) anual garantida
contratualmente, cujo recebimento pode ser diferido no tempo, na sua perspectiva, não está sujeito a perda de valor.
Contudo, na esfera jurídica da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., que possui o contrato de concessão de prestação
de serviço público, a contabilização de acordo com o modelo do activo financeiro não se aplica, uma vez que de acordo com a
definição de activo financeiro, estabelecida pelo IAS 32 – Instrumentos financeiros, a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A.,
não possui um direito presente e incondicional a receber dinheiro ou outro activo financeiro. De entre os vários mecanismos de
reequilíbrio dos contratos de concessão; (i) aumento de tarifas, (ii) indemnização directa do concedente e/ou (iii) extensão do
prazo de concessão, esta última não cumpre com os requisitos previstos naquela norma (IAS 32), uma vez que constitui um direito
futuro a cobrar aos utilizadores, inviabilizando o reconhecimento do activo financeiro.
Deste modo, a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., como concessionária de SMM classifica os montantes incorridos na
construção/aquisição das infra-estruturas dos sistemas que explora como activos intangíveis – Direito de concessão.
A formação do custo dos activos intangíveis (direitos de concessão) compreende o custo de aquisição ou construção, incluindo
os custos e proveitos (líquidos) directos e indirectamente relacionados com os projectos de construção, que são capitalizados em
activos intangíveis em curso, por permuta com os serviços de construção prestados.
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos para financiamento dos projectos de construção em curso são
capitalizados na sua totalidade até à entrada em exploração das infra-estruturas do sistema.
Os investimentos adicionais de expansão ou modernização nas infra-estruturas da concessão, cuja vida útil se prolongue para além
do prazo da concessão, e que apresentem valor residual no termo da concessão, darão lugar a uma indemnização equivalente ao
valor ainda não amortizado a essa data, pelo que a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., procede ao registo, na data da
permuta pelo direito de concessão, do valor a receber descontado como um activo financeiro.
As despesas com grandes reparações e benfeitorias às infra-estruturas da concessão (incluindo bens de substituição), por via da
regulação económica da concessão, são especificamente remuneradas na medida em que concorrem igualmente para a formação
da tarifa (ou seja, têm uma recuperação implícita na aceitação da amortização pelo regulador), sendo desta forma contabilizadas
como parte do activo intangível.
A manutenção e conservação corrente das infra-estruturas, são contabilizadas em resultados no exercício em que ocorrem.
2.6.3 Amortizações
O activo intangível, direito de concessão, é amortizado numa base sistemática de acordo com o padrão de obtenção dos benefícios
económicos associados ao mesmo. No caso da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., os benefícios económicos obtidos
da exploração do direito de concessão são determinados pela regulação económica e a aceitação dos custos de amortização na
formação anual das tarifas por parte do regulador. Assim, as amortizações são calculadas com base na actividade real do exercício
e da projectada para os exercícios da Concessão.
2.6.4 Acréscimos de custos por responsabilidades contratuais
Em cumprimento do estipulado no contrato de concessão e com as regras regulatórias, é registada a quota-parte anual dos gastos
estimados para fazer face às responsabilidades em investimentos contratuais da concessão. Estes acréscimos são calculados com
base no padrão de obtenção dos benefícios económicos associados ao mesmo. No caso da Águas de Trás-os-Montes e Alto
Douro, S.A., os benefícios económicos obtidos são determinados pela regulação económica tendo por base o modelo económico
de suporte ao contrato de concessão e são registados em resultados do exercício por contrapartida de passivo não corrente. Na
prática estes acréscimos correspondem a uma responsabilidade por reembolso a tarifas futuras.
2.6.5 Rédito – serviços de construção
De acordo com o IFRIC 12 – Contratos de concessão, o rédito dos serviços de construção deve ser reconhecido de acordo com
o IAS 11 – Contratos de construção. O modelo regulatório e as regras de cálculo das tarifas não permitem que a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., expurgue da tarifa o serviço de construção e o serviço de operação, e que se determine o justo valor
do respectivo rédito com fiabilidade.
Saliente-se ainda que a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., na fase de construção das infra-estruturas actua como um
“agente”/intermediário, transferindo os riscos e os retornos a um terceiro (que constrói), sem apropriação de qualquer margem, no
decurso da sua actividade operacional.
Assim, e tendo em conta a actividade regulada da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., o rédito reconhecido é aquele que
resulta da aplicação das tarifas aprovadas pelo concedente e escrutinadas pelo regulador.
Caso a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A., tivesse optado por reconhecer o rédito associado à construção, o volume de
negócios e o custo das vendas seria superior em 18.200.659,83 Euros, sem qualquer impacto no resultado do exercício.
2.6.6 Locação financeira
As locações de activos, relativamente aos quais a AdTMAD, S.A., detém substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à
propriedade do bem são classificadas como locações financeiras. Serão igualmente de classificar como locações financeiras, acordos
em que a análise de uma ou mais situações particulares do contrato aponte para tal natureza. Todas as outras locações serão
classificadas como locações operacionais. As locações financeiras são capitalizadas no início da locação pelo menor entre o justo
valor do activo locado e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação sendo a responsabilidade reconhecida, líquida de
encargos financeiros, em outros passivos a longo prazo. Os activos adquiridos através de locações financeiras são depreciadas pelo
menor entre o período de vida útil do activo, e o prazo do contrato de locação.
2.7 Activos intangíveis
2.7.1 Direitos de utilização de infra-estruturas
Ver nota 2.6.
2.7.2 Outros activos intangíveis
Os restantes activos intangíveis (despesas de desenvolvimento de software, as despesas com propriedade intelectual e outros direitos)
são contabilisticamente relevadas pelo seu valor de custo líquido de amortizações acumuladas. Estas rubricas são amortizadas pelo
método das quotas constantes pelo período da concessão.
Nesta rubrica são reconhecidos os custos dos recursos directamente atribuíveis aos activos intangíveis e tangíveis durante a sua
fase de desenvolvimento/construção, quando se concluí que os mesmos serão recuperados através da realização daqueles activos.
São particularmente relevantes os gastos financeiros capitalizados bem como alguns gastos com pessoal. São mensurados ao custo,
sendo portanto reconhecidos sem qualquer margem, com base em informação interna especialmente preparada para o efeito
(custos internos) ou nos respectivos custos de compra adicionados de outras despesas a ela inerentes.
2.8 Activos e passivos financeiros
As compras e vendas destes investimentos são reconhecidos à data da negociação ou da assinatura dos respectivos contratos de
compra e venda, independentemente da sua data de liquidação. No momento inicial, os investimentos são inicialmente registados
pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor do preço pago, incluindo despesas de transacção, excepto para os activos valorizados
ao justo valor através de resultados, em que os custos de transacção são imediatamente reconhecidos nos resultados. Estes activos
não são reconhecidos quando: (i) expiram os direitos contratuais da Empresa quanto ao recebimento dos seus fluxos de caixa; ou
(ii) a Empresa tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua posse, ou o controlo sobre os activos.
2.8.1 Classificação de activos financeiros
Os activos financeiros a AdTMAD, S.A., são classificados nas categorias que abaixo se descrevem. A classificação depende do
objectivo de aquisição do investimento e é determinada no momento de reconhecimento inicial (data da negociação – trade date)
dos investimentos e reavaliada em cada data de relato subsequente. O Conselho de Administração determina a classificação dos
seus investimentos à data de aquisição e reavalia essa classificação numa base regular. A AdTMAD, S.A., classifica os seus activos
financeiros nas seguintes categorias: i) empréstimos e contas a receber.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_94|95
2.8.1.1 Empréstimos e contas a receber
Correspondem a activos financeiros não derivados, com recebimentos fixos ou determináveis para os quais não existe um
mercado de cotações activo. Estes activos correspondem a duas naturezas: (i) activos originados do decurso normal das actividades
operacionais no fornecimento de água e (ii) outros serviços associados e sobre os quais não existe intenção de negociar.
Os empréstimos e contas a receber são registados inicialmente ao justo valor e subsequentemente pelo custo amortizado, com
base na taxa de juro efectiva, deduzidos de eventuais perdas de imparidade. As perdas de imparidade são registadas com base na
estimativa e avaliação das perdas associadas aos créditos de cobrança duvidosa, na data do balanço, por forma a que reflictam o
seu valor realizável líquido.
São registados ajustamentos por imparidade quando existam indicadores objectivos de que a AdTMAD, S.A., não irá receber todos
os montantes que lhe são devidos de acordo com os termos originais dos contratos estabelecidos. Na identificação de situações de
imparidade são utilizados indicadores como: análise de incumprimento; incumprimento há mais de 6 meses; dificuldades financeiras
do devedor; probabilidade de falência do devedor.
Quando os valores a receber de clientes ou outros devedores se encontrem vencidos, e sejam objecto de renegociação dos seus
termos, deixam de ser considerados vencidos e passam a ser tratados como novos créditos.
2.8.2 Passivos financeiros
Os passivos financeiros são classificados de acordo com a substância contratual, independentemente da forma legal que assumem.
O IAS 39 – Instrumentos financeiros: reconhecimento e mensuração, prevê a classificação dos passivos financeiros em duas
categorias: (i) passivos financeiros ao justo valor por via de resultados; (ii) outros passivos financeiros. Os outros passivos financeiros
incluem Empréstimos obtidos e Fornecedores e outras contas a pagar.
2.8.2.1 Passivos financeiros mensurados ao justo valor através de resultados
Os passivos financeiros ao justo valor por via de resultados, incluem passivos não derivados com o objectivo de vender no curto
prazo e os instrumentos financeiros derivados que não qualifiquem para efeitos de contabilidade de cobertura, e sejam classificados
desta forma no seu reconhecimento inicial. Os ganhos e perdas resultantes da alteração de justo valor de passivos mensurados ao
justo valor através de resultados, são reconhecidos em resultados do período.
A empresa não registou nas suas contas passivos desta natureza.
2.8.2.2 Empréstimos bancários
Os empréstimos são reconhecidos inicialmente ao justo valor deduzidos de custos de transacção incorridos e subsequentemente
são mensurados ao custo amortizado. Qualquer diferença entre o valor de emissão (líquido de custos de transacção incorridos)
e o valor nominal é reconhecido em resultados durante o período de existência dos empréstimos de acordo com o método
do juro efectivo. Os empréstimos obtidos são classificados no passivo corrente, excepto se a AdTMAD, S.A., possuir um direito
incondicional de diferir a liquidação do passivo por, pelo menos 12 meses após a data do balanço, sendo neste caso classificado no
passivo não corrente.
2.8.2.3 Fornecedores e outras contas a pagar
Os saldos de fornecedores e outras contas a pagar são inicialmente registados pelo seu valor nominal, o qual se entende ser o seu
justo valor, e subsequentemente são registados ao custo amortizado, de acordo com o método da taxa de juro efectiva. Os passivos
financeiros são desreconhecidos quando as obrigações subjacentes se extinguem pelo pagamento, são canceladas ou expiram.
2.9 Clientes e outras contas a receber
Os saldos de clientes e outras contas a receber são valores a receber pela venda de mercadorias ou de serviços prestados pela
AdTMAD, S.A., no curso normal das suas actividades.
2.10 Inventários
Os inventários estão valorizados ao mais baixo do custo de aquisição (o qual inclui todas as despesas até à sua entrada em
armazém) e do valor realizável líquido. O valor realizável líquido resulta do preço de venda estimado no decurso da actividade
normal da empresa, deduzido das despesas variáveis de venda. O método de custeio adoptado para a valorização das saídas de
armazém é o custo médio.
2.11 Caixa e equivalentes de caixa
O caixa e equivalentes de caixa incluem numerário, depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de liquidez elevada
e com maturidades iniciais até três meses e descobertos bancários, sem risco significativo de alteração de valor. Os descobertos
bancários são apresentados no Balanço, no passivo corrente, na rubrica “Dívidas a instituições de crédito – curto prazo”, os quais
são também considerados na elaboração da demonstração dos fluxos de caixa.
2.12 Imparidade
2.12.1 Imparidade de activos financeiros
A Empresa analisa a cada data de balanço se existe evidência objectiva que um activo financeiro ou um grupo de activos financeiros
se encontra em imparidade.
Clientes, devedores e outros activos financeiros
Os clientes da empresa são na sua maioria os municípios que integram o Sistema Multimunicipal de abastecimento de Água e de
Saneamento de Trás-os-Montes e Alto Douro, integrando desta forma a estrutura accionista da AdTMAD, S.A..
São registados ajustamentos para perdas por imparidade quando existem indicadores objectivos que a AdTMAD, S.A. não irá
receber todos os montantes a que tinha direito de acordo com os termos originais dos contractos estabelecidos. Na identificação
de situações de imparidade foi utilizado o indicador: (i) probabilidade de falência do devedor.
O ajustamento para perdas de imparidade é determinada pela diferença entre o valor recuperável e o valor de balanço do activo
financeiro e é registada por contrapartida de resultados do exercício. O valor de balanço destes activos é reduzido para o valor
recuperável através da utilização de uma conta de ajustamentos. Quando um montante a receber de clientes e devedores é
considerado irrecuperável é abatido por utilização da conta de ajustamentos para perdas de imparidade acumuladas. As recuperações
subsequentes de montantes que tenham sido abatidos são registados em resultados. Quando valores a receber de clientes ou a
outros devedores que se encontrem vencidos, são objecto de renegociação dos seus termos, deixam de ser considerados como
vencidos e passam a ser tratados como novos créditos.
2.13 Capital
As acções ordinárias são classificadas no capital próprio. Os custos directamente atribuíveis à emissão de novas acções ou opções
são apresentados no capital próprio como uma dedução, líquida de impostos, ao montante emitido, e registado em capital o valor
efectivamente registado até ao final de cada exercício.
2.14 Dividendos a pagar
Os dividendos serão reconhecidos como passivo quando forem declarados.
2.15 Subsídios do governo
Os subsídios para investimento são reconhecidos quando existe uma segurança razoável que o subsídio será recebido e que a
AdTMAD, S.A., cumprirá as obrigações inerentes ao seu recebimento. Os subsídios para investimento relativos à aquisição e/ou
construção de activos intangíveis são incluídos nos passivos não - correntes e são creditados na demonstração dos resultados com
base no mesmo método da amortização dos activos subjacentes.
Os restantes subsídios são diferidos e reconhecidos na demonstração dos resultados no mesmo período dos gastos que pretendem
compensar.
2.16 Provisões, activos e passivos contingentes
As provisões apenas são reconhecidas quando existe uma obrigação presente que resulte de eventos passados, para a liquidação da
qual seja provável a necessidade de afectação de recursos internos e cujo montante possa ser estimado com razoabilidade. Sempre que
um dos critérios não seja cumprido ou a existência da obrigação esteja condicionada à ocorrência (ou não ocorrência) de determinado
evento futuro, a AdTMAD, S.A., divulgará tal facto como um passivo contingente, salvo se a avaliação da exigibilidade da saída de
recursos para liquidação do mesmo seja considerada remota. Quando há um número elevado de obrigações similares, a probabilidade
de gerar um ex fluxo de recursos internos é determinada em conjunto. A provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de ex
fluxo de recursos internos relativamente a um elemento incluído na mesma classe de obrigações possa ser reduzida.
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As provisões são mensuradas ao valor presente, à data do balanço, da melhor estimativa do Conselho de Administração sobre o
dispêndio necessário para liquidar a obrigação. A taxa de desconto usada para determinar o valor presente reflecte a expectativa
actual de mercado para o período do desconto e para o risco da provisão em causa.
Não são reconhecidas provisões para perdas operacionais futuras.
Activos e passivos contingentes
Os activos e passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, mas divulgados nas notas anexas. Nos casos
em que a possibilidade de um ex-fluxo de recursos que incorporem benefícios económicos for remota ou se for pouco provável
que ocorra o influxo de benefícios económicos, os respectivos passivos contingentes ou activos contingentes não são divulgados.
2.17 Impostos
O imposto sobre rendimento do período compreende os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos sobre o
rendimento são registados na demonstração dos resultados, excepto quando estão relacionados com itens que sejam reconhecidos
directamente nos capitais próprios. O valor de imposto corrente a pagar, é determinado com base no resultado antes de impostos,
ajustado de acordo com as regras fiscais.
Os impostos diferidos são reconhecidos usando o método do passivo de balanço, considerando-se as diferenças temporárias
provenientes da diferença entre a base fiscal de activos e passivos e os seus valores nas demonstrações financeiras. O imposto diferido
que surja pelo reconhecimento inicial de um activo ou passivo numa transacção que não seja uma concentração empresarial, que à
data da transacção não afecta nem o resultado contabilístico nem o resultado fiscal, não é registado. Os impostos diferidos activos
são reconhecidos na medida em que seja provável que os lucros tributáveis futuros estarão disponíveis para utilização da diferença
temporária ou quando se espera a reversão de um imposto diferido activo para a mesma altura e com a mesma autoridade
Os impostos diferidos são calculados com base na taxa de imposto em vigor ou já oficialmente comunicada, à data do balanço e que
se estima que seja aplicável na data da realização dos impostos diferidos activos ou na data do pagamento dos impostos diferidos
passivos. As diferenças que possam advir de alterações expectáveis das taxas a que irão reverter as diferenças temporais tributáveis
são consideradas na demonstração dos resultados.
Os impostos diferidos são registados no resultado líquido ou em “Outras reservas” consoante o registo da transacção ou evento
que lhes deu origem.
2.18 Rédito
O rédito compreende o justo valor da venda de bens e prestação de serviços, líquido de impostos e descontos e após eliminação
das vendas internas. Tal como referido na nota 2.6.5 as empresas concessionárias e reguladas, apenas reconhecem o rédito que
resulta da aplicação das tarifas aprovadas pelo concedente e escrutinadas pelo regulador. O rédito é reconhecido como segue:
2.18.1 Prestação de serviços
Actividade regulada - Serviços em “alta” – Saneamento
O rédito é reconhecido com base em (i) valores mínimos garantidos; ou (ii) consumos, ou seja, o rédito regista-se pelo valor do
produto entre a tarifa aprovada e os consumos medidos e/ou estimados.
2.18.2 Venda de bens
Actividade regulada - Serviços em “alta” – Abastecimento de água
O rédito é reconhecido com base em (i) valores mínimos garantidos; ou (ii) consumos, ou seja, o rédito regista-se pelo valor do
produto entre a tarifa aprovada e os consumos medidos e/ou estimados.
2.18.3 Juros
O rendimento de juros é reconhecido com base na taxa de juro efectiva e são registados no período a que respeitam, de acordo
com o princípio da especialização do exercício (ou do acréscimo).
Quando uma conta a receber é ajustada por imparidade, a AdTMAD, S.A., reduz o seu valor contabilístico para o seu valor
recuperável, no entanto os cash flows futuros estimados continuam a ser descontados à taxa de juro efectiva inicial (antes da
imparidade) e a regularização do desconto a ser considerado como um rendimento de juros.
2.19 Eventos subsequentes
Os eventos ocorridos após a data de balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que existiam à data do
balanço são reflectidos nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data do balanço que proporcionem informação sobre
condições que ocorram após a data do balanço, se materiais são divulgados nas notas às Demonstrações financeiras.
3. Políticas de gestão do risco financeiro
3.1 Factores de risco
As actividades da AdTMAD, S.A., estão expostas a uma variedade de factores de risco financeiro: risco de crédito, risco de liquidez
e risco de fluxos de caixa associado à taxa de juro. O Grupo AdP desenvolveu e implementou um programa de gestão do risco
que, conjuntamente com a monitorização permanente dos mercados financeiros, procura minimizar os potenciais efeitos adversos
na performance financeira da AdP e suas participadas. A gestão do risco é conduzida pelo departamento central de tesouraria
com base em políticas aprovadas pela Administração. A tesouraria identifica, avalia e realiza operações com vista à minimização dos
riscos financeiros, em estrita cooperação com as unidades operacionais do Grupo AdP. O Conselho de Administração providencia
princípios para a gestão do risco como um todo e políticas que cobrem áreas específicas, como o risco cambial, o risco de taxa
de juro, risco de crédito, o uso de derivados, outros instrumentos não estruturados e o investimento do excesso de liquidez.
O Conselho de Administração tem a responsabilidade de definir princípios gerais de gestão de riscos, bem como limites de
exposição.Todas as operações realizadas com instrumentos derivados carecem de aprovação prévia do Conselho de Administração,
que define os parâmetros de cada operação e aprova documentos formais descritivos dos objectivos das mesmas.
3.2 Risco de crédito
O risco de crédito está essencialmente relacionado com o risco de uma contraparte falhar nas suas obrigações contratuais,
resultando uma perda financeira para a Empresa. A AdTMAD, S.A., está sujeita ao risco de crédito nas suas actividades operacionais,
de investimento e de tesouraria.
O risco de crédito relacionado com operações está essencialmente relacionado com créditos de serviços prestados a clientes
(fornecimento de água e recolha de efluentes). Este risco é reduzido dadas as características do serviço prestado, não existindo um
risco de crédito significativo com um cliente em particular, na medida em que as contas a receber derivam de um elevado número
de clientes.
Os ajustamentos de imparidade para contas a receber são calculados considerando o indicador: (i) probabilidade de falência do
devedor.
3.3 Risco de liquidez
A gestão do risco de liquidez implica a manutenção das disponibilidades a um nível razoável, a viabilidade da consolidação da dívida
flutuante através de um montante adequado de facilidades de crédito e a habilidade de liquidar posições de mercado. Em virtude da
dinâmica dos negócios subjacentes, a tesouraria da AdTMAD, S.A., pretende assegurar a flexibilidade da dívida flutuante, mantendo
para o efeito as linhas de crédito disponíveis. A AdTMAD, S.A., efectua a gestão do risco de liquidez através da contratação e
manutenção de linhas de crédito e facilidades de financiamento com compromisso de tomada firme junto de instituições financeiras
nacionais e internacionais de elevada notação de crédito que permitem o acesso imediato a fundos.
A tabela abaixo apresenta as responsabilidades da AdTMAD, S.A., por intervalos de maturidade residual contratual. Os montantes
apresentados na tabela são os fluxos de caixa contratuais, não descontados a pagar no futuro (sem os juros a que estão a ser
remunerados estes passivos).
Unidade: €
Financiamentos
Fornecedores e outros passivos
< 1 ano
120.225.393,51
17.910.399,35
138.135.792,86
1 a 5 anos
4.205.881,57
649.901,65
4.855.783,22
> 5 anos
74.030.390,00
8.269.606,35
82.299.996,35
3.4 Risco de fluxos de caixa e de justo valor associado à taxa de juro
O risco da taxa de juro da AdTMAD, S.A., advém, essencialmente, da contratação de empréstimos de longo prazo. Neste âmbito,
empréstimos obtidos com juros calculados a taxas variáveis expõem a AdTMAD, S.A., ao risco de fluxos de caixa e empréstimos
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obtidos com juros à taxa fixa expõem a AdTMAD, S.A., ao risco do justo valor associado à taxa de juro. A AdTMAD, S.A., gere o
risco de fluxos de caixa associado à taxa de juro, mediante a contratação de swaps que permitam a conversão de empréstimos
com juros calculados à taxa variável em empréstimos com juros calculados à taxa fixa. Igualmente associado à volatilidade das taxas
de juro está remuneração garantida dos contratos de concessão, e consequentemente o desvio tarifário.
3.5 Risco de capital
O objectivo da AdTMAD, S.A., em relação à gestão de capital, que é um conceito mais amplo do que o capital relevado na face
balanço é manter uma estrutura de capital óptima, através da utilização prudente de dívida que lhe permita reduzir o custo de capital.
O objectivo da gestão do risco do capital é salvaguardar a continuidade das operações do Grupo, com uma remuneração adequada
aos accionistas e gerando benefícios para todos os terceiros interessados.
A política da AdTMAD, S.A., é contratar empréstimos com entidades financeiras, ao nível da empresa-mãe, a AdP, SGPS, S.A.
(excepção feita aos empréstimos ao investimento), que por sua vez fará empréstimos às suas filiais. Esta política visa a optimização
da estrutura de capital com vista a uma maior eficiência fiscal e redução do custo médio de capital.
Unidade: €
Empréstimos não correntes
Empréstimos correntes
Disponibilidades
Dívida
Subsídios ao investimento
Total do capital próprio
Capital
Dívida/total do capital
31.12.2010
78.236.271,57
120.225.393,51
-6.244.740,58
192.216.924,50
283.288.552,712
2.062.855,80
285.351.408,51
0,67
31.12.2009
62.816.963,30
122.030.679,71
-4.108.784,39
180.738.858,62
87.475.940,15
2.798.660,98
290.274.601,13
0,62
3.6 Risco regulatório
Como prestador de um serviço público, a AdTMAD, S.A., opera num ambiente altamente regulado. O regulador - ERSAR mandatado pelo Governo, regula, entre outros aspectos, a tarifa a cobrar pelos serviços prestados. Na tentativa de balancear o
interesse público no que concerne ao adequado acesso aos serviços prestados e o próprio interesse em gerar resultados que
satisfaçam e remunerem o capital investido dos nossos accionistas, o regulador pode tomar medidas com impacto negativo no cash
flow, com todas as consequências adversas que daí resultam.
4. Estimativas e julgamentos
As estimativas e julgamentos com impacto nas demonstrações financeiras da AdTMAD, S.A., são continuamente avaliados,
representando à data de cada relato a melhor estimativa da Administração, tendo em conta o desempenho histórico, a experiência
acumulada e as expectativas sobre eventos futuros que, nas circunstâncias em causa, se acreditam serem razoáveis. A natureza
intrínseca das estimativas pode levar a que o reflexo real das situações que haviam sido alvo de estimativa possam, para efeitos de
relato financeiro, vir a diferir dos montantes estimados. As estimativas e os julgamentos que apresentam um risco significativo de
originar um ajustamento material no valor contabilístico de activos e passivos no decurso do exercício seguinte são as que seguem:
4.1 Provisões
A AdTMAD, S.A., analisa de forma periódica eventuais obrigações que resultem de eventos passados e que devam ser objecto
de reconhecimento ou divulgação. A AdTMAD, S.A., é parte em diversos processos judiciais em curso para os quais, com base na
opinião dos seus advogados, efectua um julgamento para determinar se de ser registada uma provisão para essas contingências. Os
ajustamentos para contas a receber são calculados essencialmente com base na antiguidade das contas a receber, o perfil de risco
dos clientes e a situação financeira dos mesmos. As estimativas relacionadas com os ajustamentos para contas a receber diferem
de negócio para negócio.
A subjectividade inerente à determinação da probabilidade e montante de ex-fluxo de recursos internos necessários para a
liquidação das obrigações, poderá conduzir a ajustamentos significativos quer por variação daquele pressupostos quer pelo futuro
reconhecimento de provisões anteriormente divulgadas como passivos contingentes.
4.2 Activos intangíveis
Ver nota 2.6
4.3 Imparidade
A determinação de uma eventual perda por imparidade pode ser despoletada pela ocorrência de diversos eventos, muitos dos
quais fora da esfera de influência da AdTMAD, S.A., tais como a disponibilidade futura de financiamento, o custo de capital ou a
manutenção da actual estrutura regulatória do mercado, bem como por quaisquer outras alterações, quer internas, quer externas
à AdTMAD, S.A.. A identificação dos indicadores de imparidade, a estimativa de fluxos de caixa futuros e a determinação do justo
valor de activos (ou de conjunto de activos) implicam um elevado grau de julgamento por parte da Administração, no que respeita
à identificação e avaliação dos diferentes indicadores de imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis, vidas
úteis e valores residuais. No caso específico da AdTMAD, S.A., os indicadores de imparidade alteram com os crescimentos da rede
de infra-estruturas assumidos, as alterações de tarifa expectáveis ou as actuais estratégias dos participantes no capital da AdTMAD,
S.A., que conjuntamente com outros factores poderão levar a alterações no padrão ou montante dos fluxos de caixa futuros.
À data de emissão das demonstrações financeiras da AdTMAD, S.A., não é considerada como provável a existência de qualquer
situação de imparidade nos activos reportados.
5. Adopção pela primeira vez dos IFRS
O Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de Julho aprovou a criação do novo sistema de normalização, designado por SNC, sendo
revogado o normativo contabilístico anteriormente em vigor, o POC. A aplicação do SNC é obrigatória para os exercícios que se
iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2010 e obriga à apresentação de informação comparativa relativa ao exercício de 2009. Este
decreto-lei prevê ainda que em certas circunstâncias, as quais são preenchidas pelo Grupo Águas de Portugal (AdP), as empresas
possam também optar pela adopção das Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS), pelo que foi essa a decisão do Grupo
AdP, indo assim ao encontro da sugestão do seu accionista maioritário, Parpública, S.A..
Assim, a AdTMAD, S.A., aplicou as normas IFRS para o exercício de 2010 e procedeu à re-expressão das demonstrações financeiras
do exercício de 2009 (desde 1 de Janeiro de 2009), de acordo com a versão das normas contabilísticas de relato financeiro em
vigor à data de 31 de Dezembro de 2010.
Os impactos quantitativos e qualitativos a esta data são apresentados pormenorizadamente abaixo.
Alterações às amortizações enquanto gasto fiscal
Em complemento à das normas IFRS, destaca-se igualmente, e pela sua relevância, o efeito que terá sobre as contas do exercício (e
futuras) das mudanças da forma de cálculo das amortizações para efeitos fiscais, introduzida na sequência das alterações legislativas
referidas e das obrigações vinculativas da Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI).
Até ao final do ano de 2009, o montante inscrito em cada ano referente às amortizações do investimento era calculado tendo em
conta o investimento efectuado e os estimados a efectuar até ao final da concessão. A amortização dos investimentos realizados
e ainda não realizados era efectuada durante o período da concessão, excepto para os bens que tenham um valor residual
contratualmente fixado no final da concessão. Por outro lado, o valor da amortização dos bens não era calculado de uma forma
temporalmente linear, montante total divido pelo número de anos, mas sim em função dos caudais efectivamente fornecidos/
recolhidos em cada ano comparativamente aos caudais estimados a fornecer/recolher (método da depleção).
A DGCI, ao alterar o seu entendimento, não permite a aceitação como gasto fiscal das amortizações do investimento contratual
ainda não realizado. Assim, a partir de 2010, estes gastos deixam de ser aceites como encargo fiscal do exercício, e os efeitos
acumulados de anos anteriores, se existirem, irão ser tributados em 5 anos de acordo com a legislação fiscal em vigor.
Esta alteração ainda que não tenha impacto ao nível dos resultados, terá consequências no apuramento do imposto a pagar
(e imposto diferido) e naturalmente no cash-flow disponível em cada exercício futuro.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_100|101
Até 2009, a AdTMAD, S.A., preparava as suas demonstrações financeiras de acordo com o Plano Oficial de Contabilidade. Com
a publicação do Decreto-Lei n.º 158/2009 de 13 de Julho, foi revogado o Plano Oficial de Contabilidade (POC) e as Directrizes
Contabilísticas, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2010. Assim, para o período que se iniciou após esta data a empresa passou a fazer
o relato contabilístico das suas contas individuais de acordo com as IFRS, tal como previsto no n.º 2 do artigo 4 daquele Decreto-Lei.
De seguida são apresentadas reconciliações do capital próprio e resultado do período comparativo, cujo relato estatutário tinha
sido em POC, bem como a explicação das alterações mais significativas.
Unidade: €
Total do capital social
Capital social não realizado
Ajustamentos de transição
Investimento futuro das amortizaçoes efectuadas até 2009
Diferencial do subsídio FC registado e o aceite fiscalmente
Diferencial do subsídio patrimonio registado e o aceite fiscalmente
Anulação do efeito dos ajustamentos de transição
Imposto diferido das amortizações do investimento futuro até 2009
Imposto diferido do subsídio presumido do património em 2010
Imposto diferido dos subsídios até 2009
Anulação do efeito dos subsídios do investimento futuro até 2009
Anulação do efeito dos subsídios presumido futuro até 2009
Anulação do efeito das amortizações do investimento futuro até 2009
Total do capital social
31.12.2009
28.000.000,00
-1.033.750,11
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
26.966.249,89
Aumentos
0,00
0,00
0,00
20.971.828,00
2.250.445,93
3.469.652,26
0,00
3.460.351,62
572.492,62
371.323,58
0,00
0,00
0,00
31.096.094,01
Diminuições
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
26.691.926,19
0,00
0,00
0,00
371.323,58
572.492,62
3.460.351,62
31.096.094,01
31.12.2010
26.966.249,89
0,00
0,00
20.971.828,00
2.250.445,93
3.469.652,26
-26.691.926,19
3.460.351,62
572.492,62
371.323,58
-371.323,58
-572.492,62
-3.460.351,62
26.966.249,89
Unidade: €
Resultado líquido - normativo POC
Capital social não realizado
Desconto de dívida de clientes
Resultado líquido - normativo IFRS
31.12.2010
-735.805,18
0,00
0,00
-735.805,18
31.12.2009
-6.612.982,04
0,00
0,00
-6.612.982,04
Ajustamentos
a) Capital social não realizado
Em IFRS o capital apresentado na face do balanço deve corresponder ao capital efectivamente realizado. Assim, foi anulado o capital
social subscrito mas não realizado por contrapartida do activo associado.
b) Ajustamentos de transição
Foram efectuados os ajustamentos correspondentes ás amortizações do investimento futuro, bem como ao valor dos subsídios
futuros relativos ao investimento subsidiado pelo Fundo de Coesão, e do subsidio relativo ao património integrado dos municípios,
sendo estes valores à luz dos IFRS acrescidos à matéria colectável no período de 5 anos. Foram também considerados os valores
relativos aos impostos diferidos relativos aos ajustamentos efectuados das amortizações e subsídios corrigidos fiscalmente até ao
ano de 2009 por contrapartida das contas de impostos diferidos activos e passivos, respectivamente.
Reclassificações
1. Activo fixo tangível para activo intangível (IFRIC 12)
A AdTMAD, S.A., no normativo POC tinha classificadas as infra-estruturas e equipamentos operacionais como imobilizado corpóreo.
À luz dos IFRS, as infra-estruturas e equipamentos operacionais são apresentadas como um intangível, uma vez que correspondem a
um direito de utilização das mesmas, por não ser a concessionária detentora plena de todos os seus direitos (por exemplo vender),
o valor das transferências totaliza 420.061.824,01€.
2. IRC a pagar
O valor do IRC a pagar foi destacado da conta de Estado e outros entes públicos (no passivo) e apresentado em linha separada
do balanço, tal como exige o IAS 1.
3. Impostos diferidos activos e passivos
Foram registados os impostos diferidos quer activos quer passivos relativos às amortizações de investimentos futuros, bem como os
valores dos subsídios ao investimento quer do fundo de Coesão quer do património integrado, de acordo com as regras dos IFRS.
4. Subsídios ao investimento
Foi reclassificado o valor dos subsídios a receber do fundo de Coesão, relativos às candidaturas de 3ª fase, 4ª fase, 5ª fase, e 6ª fase
para activos não correntes, no valor de 29.729.927,74€, tendo a empresa considerado que este montante não será recebido no
prazo inferior a um ano.
6. Áreas de negócio
A AdTMAD, S.A., apresenta alguma informação por área de negócio (Abastecimento, Saneamento).
Unidade: €
Activos Não Correntes
Activos intangíveis
Outros activos
Total do activo
Total do passivo
Volume de negócios
Custo das vendas/variação dos inventários
Margem bruta
Fornecimentos e serviços externos
Gastos com pessoal
Amortizações, depreciações e reversões do exercício
Subsídios ao investimento
Outros gastos e perdas operacionais
Outros rendimentos e ganhos operacionais
Resultados operacionais
Resultados financeiros
Resultados antes de impostos
Imposto do exercício
Resultado líquido do exercício
Água
Saneamento
31.12.2010
250.713.354,06
28.307.983,74
279.021.337,79
222.407.107,30
166.878.251,56
18.842.182,73
185.720.434,30
148.037.224,98
417.591.605,62
47.150.166,47
464.741.772,09
370.444.332,28
Água
14.513.345,35
-797.877,02
13.715.468,33
-5.433.472,42
-2.668.832,31
-6.757.931,39
4.046.729,38
-199.874,38
67.124,16
2.769.211,37
-3.850.167,47
-1.080.956,10
639.193,90
-441.762,20
Saneamento
9.660.281,98
-531.077,90
9.129.204,08
-3.616.593,86
-1.776.411,44
-4.498.171,94
2.693.558,65
-133.039,13
44.678,76
1.843.225,12
-2.562.724,34
-719.499,22
425.456,24
-294.042,98
31.12.2010
24.173.627,33
-1.328.954,92
22.844.672,41
-9.050.066,28
-4.445.243,75
-11.256.103,33
6.740.288,03
-332.913,51
111.802,92
4.612.436,49
-6.412.891,81
-1.800.455,32
1.064.650,14
-735.805,18
7. Instrumentos financeiros por categoria
Unidade: €
Empréstimos
Passivos financeiros
Total
e contas a receber
ao custo amortizado
Activos intangíveis
0,00
0,00
0,00
Propriedades de investimento
0,00
0,00
0,00
Investimentos financeiros
6.449.684,00
0,00
6.449.684,00
Impostos diferidos activos
4.918.628,87
0,00
4.918.628,87
Clientes e outros activos não correntes
35.781.853,60
0,00
35.781.853,60
Inventários
0,00
0,00
0,00
Clientes
13.945.173,72
0,00
13.945.173,72
Estado e outros entes públicos
0,00
0,00
0,00
Imposto sobre o rendimento do exercício
0,00
0,00
0,00
Outros activos correntes
28.786.393,15
0,00
28.786.393,15
Caixa e seus equivalentes
6.244.740,58
0,00
6.244.740,58
Total do activo
96.126.473,92
0,00
96.126.473,92
Provisões
Responsabilidades com pensões
Empréstimos não correntes
Fornecedores e outros passivos não correntes
Impostos diferidos activos
Acréscimos de custos do investimento contratual
Subsídios ao investimento
Empréstimos correntes
Fornecedores
Outros passivos correntes
Imposto sobre o rendimento do exercício
Estado e outros entes públicos
Total do passivo
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
78.236.271,57
8.919.508,00
3.599.921,61
0,00
0,00
120.225.393,51
10.656.495,35
7.253.904,00
0,00
0,00
228.891.494,04
0,00
0,00
78.236.271,57
8.919.508,00
3.599.921,61
0,00
0,00
120.225.393,51
10.656.495,35
7.253.904,00
0,00
0,00
228.891.494,04
Activos e passivos não
classificados como
instrumentos financeiros
417.591.605,62
0,00
0,00
0,00
0,00
686.028,78
0,00
414.361,37
0,00
0,00
0,00
418.691.995,77
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
283.288.552,71
0,00
0,00
0,00
137.985,52
437.581,62
283.864.119,85
Total de balanço
a 31.12.2010
417.591.605,62
0,00
6.449.684,00
4.918.628,87
35.781.853,60
686.028,78
13.945.173,72
414.361,37
0,00
28.786.393,15
6.244.740,58
514.818.469,69
0,00
0,00
78.236.271,57
8.919.508,00
3.599.921,61
0,00
283.288.552,71
120.225.393,51
10.656.495,35
7.253.904,00
137.985,52
437.581,62
512.755.613,89
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_102|103
8. Activos intangíveis
Unidade: €
Despesas de desenvolvimento
Propriedade industrial e outros direitos
Outros imobilizados incorpóreos
Direitos de utilização de infra-estruturas (DUI)
31.12.2010
0,00
6.388,33
1.061.998,00
416.523.219,29
417.591.605,62
31.12.2009
0,00
6.690,55
1.592.997,00
414.864.149,83
416.463.837,38
8.1 Movimentos do período
Unidade: €
Valor Bruto
Despesas de desenvolvimento
Propr. industrial e outros direitos
Outros imobilizados incorpóreos
DUI
31.12.2009 67.481,97
9.067,32
2.681.277,46
449.401.001,75
452.158.828,50
Aumentos 0,00
0,00
0,00
19.620.748,60
19.620.748,60
Abates
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Alienaç. 0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Transfer.
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
31.12.2010
67.481,97
9.067,32
2.681.277,46
469.021.750,35
471.779.577,10
Amortizações acumuladas
Despesas de desenvolvimento
Propr. industrial e outros direitos
Outros imobilizados incorpóreos
DUI
Valor liquido
31.12.2009
-67.481,97
-2.376,77
-1.088.280,46
-34.536.851,92
-35.694.991,12
416.463.837,38
Aumentos
0,00
-302,22
-37.005,20
-11.218.795,94
-11.256.103,36
8.364.645,24
Abates
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Alienaç. 0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Transfer.
0,00
0,00
-493.993,80
-6.742.883,20
-7.236.877,00
-7.236.877,00
31.12.2010
-67.481,97
-2.678,99
-1.619.279,46
-52.498.531,06
-54.187.971,48
417.591.605,62
8.2 DUI – Movimentos do período
Unidade: €
Valor Bruto
Terrenos
Edifícios e outras construções
Equipamento básico
Equipamento de transporte
Equipamento administrativo
Outros
DUI em curso
31.12.2009 15.421.175,81
270.250.006,82
92.720.643,01
46.176,89
1.610.887,23
259.582,23
69.092.529,76
449.401.001,75
Aumentos 0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
19.620.748,60
19.620.748,60
Abates
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Alienaç. 0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Transfer.
2.569.494,19
48.613.893,43
8.477.280,75
523,08
140.425,32
58.980,19
-59.860.596,96
0,00
31.12.2010
17.990.670,00
318.863.900,25
101.197.923,76
46.699,97
1.751.312,55
318.562,42
28.852.681,40
469.021.750,35
Amortizações acumuladas
Terrenos
Edifícios e outras construções
Equipamento básico
Equipamento de transporte
Equipamento administrativo
Outros
Valor Liquido
31.12.2009
-236.668,29
-23.490.393,22
-9.416.952,49
-46.176,89
-1.175.445,81
-171.215,22
-34.536.851,92
414.864.149,83
Aumentos
-317.865,55
-8.633.955,92
-2.128.612,39
-8,72
-116.970,13
-21.383,23
-11.218.795,94
8.401.952,66
Abates
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Alienaç. 0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Transfer.
-191.263,15
-5.189.835,28
-1.278.492,10
-5,81
-70.344,03
-12.942,83
-6.742.883,20
-6.742.883,20
31.12.2010
-745.796,99
-37.314.184,42
-12.824.056,98
-46.191,42
-1.362.759,97
-205.541,28
-52.498.531,06
416.523.219,29
No decurso de 2010 foram terminadas e entraram em funcionamento um numero significativo de infra-estruturas, tendo as
mesmas sido transferidas para imobilizado firme.
10. Investimentos financeiros
Fundo de renovação
Fundo de reconstituição
Investimento financeiro
Unidade: €
31.12.2009
0,00
5.459.649,00
5.000,00
5.464.649,00
Aumentos
0,00
985.035,00
0,00
985.035,00
Diminuições
0,00
0,00
0,00
0,00
31.12.2010
0,00
6.444.684,00
5.000,00
6.449.684,00
Foi reforçada a dotação do fundo de reconstituição do capital social, nos termos previstos da clausula 18ª do contrato de concessão.
O fundo encontra-se aplicado num depósito a prazo com vencimento a um ano na Caixa Geral de Depósitos.
11. Impostos diferidos Activos
Unidade: €
Saldo inicial
Imp. Diferidos amortizaçoes não aceites fisc. De inv futuro
Imposto diferido activo (16,5%)
31.12.2009
4.404.168,00
0,00
4.404.168,00
Aumentos
0,00
514.460,87
514.460,87
Diminuições
0,00
0,00
0,00
31.12.2010
4.404.168,00
514.460,87
4.918.628,87
Os impostos diferidos activos resultantes de prejuízos fiscais no valor de 14.332.945€, totalizam 2.149.942€ não foram registados
por prudência.
12. Clientes e outros activos não correntes
Unidade: €
Clientes - Municípios (acordos)
Fundo de coesão a receber
diferimento de custos de investimento contratual
31.12.2010
143.137,45
29.729.927,74
5.908.788,41
35.781.853,60
31.12.2009
5.125.302,54
55.789.808,18
0,00
60.915.110,72
O valor constante na linha de Clientes-Municípios (acordos) no ano de 2009, foi cedido a instituições financeiras no decurso do
ano de 2010, tendo a AdTMAD recebido a totalidade dos valores.
O justo valor do saldo de clientes e do valor a receber do concedente é semelhante ao valor de balanço (estes valores vencem juros).
A empresa calculou as amortizações dos exercícios pelo método da deplecção totalizando a importância acumulada de 49.603.575,11€.
Nas contas de amortizações acumuladas a empresa procedeu ao registo das amortizações pelo decreto regulamentar, totalizando
o valor acumulado de 55.512.362,52€.
A empresa no ano de 2010 utilizou o mesmo procedimento que vinha a usar durante os anos anteriores, registando desta forma
um saldo devedor em clientes e outros activos não correntes no montante de 5.908.788,41€.
O valor que a empresa deveria ter registado na conta de amortizações acumuladas relativa ao investimento firme pelo método da
deplecção seria 25.513.801€.
12.1 Municípios - Acordos
Unidade: €
Município de Valpaços
Município de Mesão Frio
Município de Alijó
Município de Alfândega da Fé
Município de Murça
Município de Tabuaço
Município de Chaves
Município de Macedo de Cavaleiros
Município de Mirandela
Município de Moimenta da Beira
31.12.2010
143.137,45
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
143.137,45
31.12.2009
383.059,46
123.160,93
528.863,67
253.429,68
172.926,11
181.042,17
1.767.504,17
1.073.244,44
241.114,59
400.957,32
5.125.302,54
31.12.2010
356.911,57
319.572,55
9.544,66
686.028,78
31.12.2009
0,00
367.801,51
0,00
367.801,51
13. Inventários
Matérias-primas subsidiárias consumo - materiais diversos
Matérias-primas subsidiárias consumo - matérias primas
Matérias-primas subsidiárias consumo - matérias subsidiárias
Unidade: €
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_104|105
14. Clientes
Unidade: €
Clientes municípios Clientes outros 31.12.2010
14.048.045,38
40.265,79
14.088.311,17
31.12.2009
12.410.967,35
18.472,11
12.429.439,46
14.1 Clientes – Municípios
Unidade: €
Clientes municípios
Clientes municípios TRH e/ou TGR
Clientes municípios injunções
Clientes municípios juros de mora
Clientes municípios acordos C/P
Clientes municípios acordos MLP
31.12.2010
7.762.402,92
225.932,45
4.871.842,62
798.691,74 246.038,20
143.137,45
14.048.045,38
31.12.2009
5.985.660,49
204.311,70
0,00
1.095.692,62
0,00
5.125.302,54
12.410.967,35
31.12.2010
143.137,45
13.904.907,93
14.048.045,38
31.12.2009
5.125.302,54
7.304.136,92
12.429.439,46
14.2 Clientes – Municípios – total da dívida (corrente e não corrente)
Clientes municípios não correntes
Clientes municípios correntes
Unidade €
14.3 Clientes – Municípios – total da dívida (corrente e não corrente) por vencimento
Vencido até 2008 Município de Alfândega da Fé
0,00
Município de Alijó
0,00
Município de Armamar
0,00
Município de Bragança
85.968,74
Município de Chaves
0,00
Município de Freixo de Espada à Cinta
0,00
Município de Lamego
0,00
Município de Macedo de Cavaleiros
0,00
Município de Mesão Frio
0,00
Município de Mirandela
0,00
Município de Mogadouro
0,00
Município de Moimenta da Beira
0,00
Município de Montalegre
808,41
Município de Murça
0,00
Município do Peso da Régua
0,00
Município de Resende
0,00
Município de Ribeira de Pena
0,00
Município de São João de Pesqueira
11.957,19
Município de Sabrosa
0,00
Município de Senancelhe
866,04
Município de Santa Marta de Penaguião
0,00
Município de Tabuaço
0,00
Município de Tarouca
0,00
Município de Torre de Moncorvo
905,49
Município de Valpaços
143.137,44
Município de Vila Flor
0,00
Município de vila Nova de Foz Côa
0,00
Município de Vila Pouca de Aguiar
0,00
Município de Vila Real
0,00
Município de Vinhais
0,00
243.643,31
Vencido até 2009 Vencido até 2010
0,00
0,00
0,00
378.810,78
0,00
67.158,26
665,86
842.527,03
48.247,60
3.914.393,28
73,47
-0,11
0,00
0,00
0,00
674.840,27
0,00
0,00
0,00
338.622,11
153,86
66,74
0,00
131.210,97
1.475,37
50.384,09
0,00
36.931,39
0,00
0,00
0,00
102.919,91
1.512,57
147.591,08
2.250,15
0,00
0,00
21.375,29
2.798,22
69.646,08
0,00
0,00
513,15
351.864,00
0,00
178.774,60
3.947,79
0,00
61.401,13
252.618,84
2.289,39
1.540,90
0,00
0,00
16.131,59
156.236,90
184.173,40
2.200.509,35
0,00
0,00
325.633,55
9.918.021,76
Total vencido 0,00
378.810,78
67.158,26
929.161,63
3.962.640,88
73,36
0,00
674.840,27
0,00
338.622,11
220,60
131.210,97
52.667,87
36.931,39
0,00
102.919,91
149.103,65
14.207,34
21.375,29
73.310,34
0,00
352.377,15
178.774,60
4.853,28
457.157,41
3.830,29
0,00
172.368,49
2.384.682,75
0,00
10.487.298,62
Não vencido
58.800,66
140.178,22
68.286,97
109.990,94
559.620,86
57.584,88
317.342,01
302.337,15
22.862,50
316.734,31
1.421,49
140.545,24
21.126,76
52.997,30
67.565,74
30.293,63
18.670,12
57.792,45
37.071,06
46.066,80
39.413,28
-25.477,67
59.450,23
102.123,85
76.910,66
73.917,06
117.923,87
94.748,55
519.822,77
74.625,07
3.560.746,76
Unidade: €
Total
58.800,66
518.989,00
135.445,23
1.039.152,57
4.522.261,74
57.658,24
317.342,01
977.177,42
22.862,50
655.356,42
1.642,09
271.756,21
73.794,63
89.928,69
67.565,74
133.213,54
167.773,77
71.999,79
58.446,35
119.377,14
39.413,28
326.899,48
238.224,83
106.977,13
534.068,07
77.747,35
117.923,87
267.117,04
2.904.505,52
74.625,07
14.048.045,38
Os valores vencidos relativos aos anos de 2008 e 2009 correspondem na sua maioria a juros de mora devidos pelos clientes da
AdTMAD, S.A., pelo atraso no pagamento das facturas.
15. Estado e outros entes públicos
Unidade: €
IVA a receber
Outros
EOEP activos
IVA a pagar
Retenções - IRS
Retenções - Segurança social
Outros
EOEP passivos
31.12.2010
414.361,37
0,00
414.361,37
0,00
-38.961,16
-36.795,13
-361.825,33
-437.581,62
-23.220,25
31.12.2009
641.276,52
0,00
641.276,52
0,00
-37.737,54
-39.678,16
-393.653,98
-471.069,68
170.206,84
16. Outros activos correntes
O valor constante da rubrica acréscimo de proveitos corresponde na sua maioria ao valor do cálculo dos caudais mínimos
garantidos referentes ao ano de 2010 a debitar aos clientes da AdTMAD, S.A..
A rubrica outros devedores corresponde em grande parte aos valores relativos a retenções efectuadas aos fornecedores de imobilizado.
Fundo de coesão a receber
Pessoal
Adiantamentos a fornecedores
Adiantamentos a fornecedores de investimentos
Outros devedores
Acréscimos de proveitos
Diferimentos de encargos da concessão
31.12.2010
21.033.652,37
46.574,41
138.127,28
628.149,96
4.609.804,17
2.274.535,40
55.549,56
28.786.393,15
Unidade: €
31.12.2009
15.338.872,00
41.199,03
169.909,41
819.405,44
2.802.608,17
739.079,84
2.545,37
19.913.619,26
31.12.2010
3.644,24
6.241.096,34
0,00
6.244.740,58
31.12.2009
3.794,97
4.104.989,42
0,00
4.108.784,39
17. Caixa e equivalentes
Unidade: €
Caixa
Depósitos à ordem
Depósitos a prazo
18. Capital
Em cumprimento do disposto no n.º 5 do art.º 447º e do n.º 4 do art.º 448º do Código das Sociedades Comerciais vem-se informar
que os membros dos Órgãos Sociais não detêm acções da Sociedade e o Capital Social da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro,
S.A., era, em 31 de Dezembro de 2010, integralmente detido pelos accionistas que constam do quadro seguinte.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_106|107
Unidade: €
Empresa-mãe
70,08%
EHATB
1,60%
Município de Alfândega da Fé
0,38%
Município de Alijó
0,86%
Município de Armamar
0,42%
Município de Boticas
0,17%
Município de Bragança
3,82%
Município de Chaves
2,80%
Município de Freixo de Espada à Cinta
0,30%
Município de Lamego
1,97%
Município de Macedo de Cavaleiros
1,18%
Município de Mesão Frio
0,32%
Município de Mirandela
2,21%
Município de Mogadouro
0,67%
Município de Moimenta da beira
0,78%
Município de Montalegre
0,26%
Município de Murça
0,37%
Município do Peso da Régua
1,67%
Município de Resende
0,55%
Município de Ribeira de Pena
0,04%
Município de São João de Pesqueira
0,61%
Município de Sabrosa
0,41%
Município de Santa Marta de Penaguião
0,41%
Município de Senancelhe
0,38%
Município de Tabuaço
0,37%
Município de Tarouca
0,75%
Município de Torre de Moncorvo
0,55%
Município de Valpaços
0,77%
Município de Vila Flor
0,45%
Município de vila Nova de Foz Côa
0,41%
Município de Vila Real
3,44%
Município de Vinhais
0,53%
Município de Vila Pouca de Aguiar
0,46%
100,00%
Capital subscrito
31.12.2010
19.623.335,00
448.918,00
106.119,00
240.010,00
118.386,00
47.166,00
1.070.867,00
782.721,00
84.213,00
551.934,00
330.217,00
90.119,00
618.721,00
187.823,00
217.661,00
72.059,00
102.979,00
467.528,00
154.885,00
12.174,00
170.463,00
115.288,00
113.605,00
105.664,00
103.720,00
208.988,00
154.552,00
216.576,00
126.973,00
115.890,00
962.543,00
148.863,00
129.040,00
28.000.000,00
Capital realizado
31.12.2010 19.623.335,00
448.918,00
106.119,00
240.010,00
118.386,00
47.166,00
224.939,89
782.721,00
84.213,00
551.934,00
330.217,00
90.119,00
618.721,00
0,00
217.661,00
72.059,00
102.979,00
467.528,00
154.885,00
12.174,00
170.463,00
115.288,00
113.605,00
105.664,00
103.720,00
208.988,00
154.552,00
216.576,00
126.973,00
115.890,00
962.543,00
148.863,00
129.040,00
26.966.249,89
Capital subscrito
31.12.2009
19.752.375,00
448.918,00
106.119,00
240.010,00
118.386,00
47.166,00
1.070.867,00
782.721,00
84.213,00
551.934,00
330.217,00
90.119,00
618.721,00
187.823,00
217.661,00
72.059,00
102.979,00
467.528,00
154.885,00
12.174,00
170.463,00
115.288,00
113.605,00
105.664,00
103.720,00
208.988,00
154.552,00
216.576,00
126.973,00
115.890,00
962.543,00
148.863,00
0,00
28.000.000,00
Capital realizado
31.12.2009
19.752.375,00
448.918,00
106.119,00
240.010,00
118.386,00
47.166,00
224.939,89
782.721,00
84.213,00
551.934,00
330.217,00
90.119,00
618.721,00
0,00
217.661,00
72.059,00
102.979,00
467.528,00
154.885,00
12.174,00
170.463,00
115.288,00
113.605,00
105.664,00
103.720,00
208.988,00
154.552,00
216.576,00
126.973,00
115.890,00
962.543,00
148.863,00
0,00
26.966.249,89
Em cumprimento do disposto no nº4 do art.º 448º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que na data do encerramento
do exercício social o accionista AdP - Águas de Portugal, SGPS, S.A. detinha uma participação igual ou superior a 10%, mais
precisamente 19.623.335,00 de acções com o valor nominal de € 1,00 (um euro), correspondentes a 70,08% do Capital Social da
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A..
Nos termos do art.º 66 do Código das Sociedades Comerciais, cumpre informar que no exercício de 2010:
• A sociedade não tem acções próprias;
• Não se registaram quaisquer negócios entre a sociedade e os seus administradores;
• A sociedade não tem qualquer sucursal.
18.1 Resultado por acção
Unidade: €
Resultado líquido
Número médio de acções (1,00 eur/cada)
Resultado por acção
31.12.2010
-735.805,18 28.000.000
-0,03
18.2 Movimentos do período
Reserva legal
Resultados transitados
Resultado líquido do exercício
31.12.2009
1.421,90
-17.556.028,77
-6.612.982,04
-24.167.588,91
31.12.2009
-6.612.982,04
28.000.000
-0,24
Unidade: €
Afect. Res. Líquido
0,00
-6.612.982,04
6.612.982,04
0,00
Dividendos
0,00
0,00
0,00
0,00
Res. Líquido
0,00
0,00
-735.805,18
-735.805,18
31.12.2010
1.421,90
-24.169.010,81
-735.805,18
-24.903.394,09
A reserva legal só pode ser utilizada para aumento de capital ou cobertura de prejuízos; e 5% do resultado liquido deve ser afecto
a esta reserva até um máximo de 20% do capital social.
21. Empréstimos
Empréstimos bancários BEI
Empréstimos bancários - banca comercial
Empréstimos - Locação financeira
Empréstimos - Empresa-mãe
Não correntes
Descobertos bancários
Empréstimos bancários - banca comercial
Empréstimos - Empresa-mãe
Empréstimos - Locação financeira
Correntes
Total de empréstimos
Unidade: €
31.12.2010
77.000.000,00
1.236.271,57
0,00
0,00
78.236.271,57
10.046.537,94
70.178.855,57
40.000.000,00
0,00
120.225.393,51
198.461.665,08
31.12.2009
62.000.000,00
816.963,30
0,00
0,00
62.816.963,30
9.978.450,24
67.052.229,47
45.000.000,00
0,00
122.030.679,71
184.847.643,01
21.1 Empréstimos por intervalos de maturidade
Unidade: €
Até 1 ano
De 1 a 2 anos
De 2 a 3 anos
De 3 a 4 anos
De 4 a 5 anos
Superior a 5 anos
31.12.2010
120.225.393,51
641.094,27
1.182.551,81
1.088.335,49
1.293.900,00
74.030.390,00
198.461.665,08
31.12.2009
122.030.679,71
272.328,00
272.328,00
992.307,30
955.710,00
60.324.290,00
184.847.643,01
Taxa de juro variável
Até 1 anos
De 1 a 2 anos
De 2 a 3 anos
Superior a 3 anos
31.12.2010
113.780.709,51
641.094,27
845.051,81
31.750.125,49
147.016.981,08
31.12.2009
116.571.030,71
272.328,00
272.328,00
32.272.307,30
149.387.994,01
Taxa de juro fixa
Até 1 anos
De 1 a 2 anos
De 2 a 3 anos
Superior a 3 anos 31.12.2010
6.444.684,00
0,00
337.500,00
44.662.500,00
51.444.684,00
198.461.665,08
31.12.2009
5.459.649,00
0,00
0,00
30.000.000,00
35.459.649,00
184.847.643,01
31.12.2010
0,00
68.154.109,09
0,00
0,00
68.154.109,09
31.12.2009
0,00
70.079.297,29
0,00
0,00
70.079.297,29
21.2 Empréstimos por tipo de taxa de juro
Unidade: €
21.3 Linhas de crédito contratadas e não utilizadas
Expira num ano (taxa fixa)
Expira num ano (taxa variável)
Expira para lá de 1 ano (taxa fixa)
Expira para lá de 1 ano (taxa variável)
Unidade €
De referir que já no decurso do ano de 2011, mais concretamente no mês de Fevereiro foram revistas as condições de linhas de
credito da CGD, alterando por isso o montante de linhas de credito contratadas e não utilizadas, sendo objecto de uma redução
de 29.000.000,00 euros.
Esta situação enquadra-se no facto da empresa ter contratualizado e utilizado no final do ano de 2010 um financiamento de médio
e longo prazo junto do BEI, o que permitiu uma reanálise das condições de crédito autorizadas e não utilizadas.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_108|109
22. Fornecedores e outros passivos não correntes
22.1 Fornecedores
Unidade: €
Fornecedores de investimentos
Outras contas a pagar
Outros fornecedores
31.12.2010
8.919.508,00
0,00
0,00
8.919.508,00
31.12.2009
9.119.522,49
0,00
290.177,49
9.409.699,98
O valor constante da rubrica fornecedores de investimento corresponde a uma responsabilidade com os municípios de rendas a
pagar pela integração de património municipal com vencimento superior a um ano, no montante de 8.919.508,00 euros. O valor
destas infra-estruturas encontram-se registadas em activos não correntes, sendo as mesmas propriedade dos Municípios utilizadores,
as quais foram recepcionadas e se encontram em exploração, por parte da empresa, com base em contratos de cedência e usufruto.
Estes bens encontram-se relevados por um valor presumido apurado aquando da elaboração dos projectos de base e inserido no
modelo económico e financeiro anexo ao contrato de concessão.
22.2 Impostos diferidos passivos
Saldo inicial
Imp. Diferido 2010 de 1/5 variação patrimonial positiva de amortizações
Imp. Diferido 2010 de 1/5 variação patrimonial positiva de subsídios
Imp. Diferido 2010 de 1/5 variação patrimonial positiva de património integrado
Imp. Diferido subsídio presumido em 2010
Imp. Diferido subsídio em 2010
Imposto diferido passivo (16,5%)
Unidade: €
31.12.2009
4.404.168,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
4.404.168,00
Aumentos
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
90.520,36
90.520,36
Diminuições
0,00
692.070,32
74.264,72
114.498,52
13.933,19
0,00
894.766,75
31.12.2010
4.404.168,00
-692.070,32
-74.264,72
-114.498,52
-13.933,19
90.520,36
3.599.921,61
31.12.2010
0,00
0,00
31.12.2009
1.328.088,47
1.328.088,47
23. Acréscimos de custos de investimento contratual
Unidade: €
Acréscimos de custos de investimento contratual
A empresa calculou as amortizações dos exercícios pelo método da deplecção totalizando a importância acumulada de 49.603.575,11€.
Nas contas de amortizações acumuladas a empresa procedeu ao registo das amortizações pelo decreto regulamentar, totalizando o
valor acumulado de 55.512.362,52€. A empresa no ano de 2010 utilizou o mesmo procedimento que vinha a usar durante os anos
anteriores, registando desta forma um saldo devedor em clientes e outros activos não correntes no montante de 5.908.788,41€.
O valor que a empresa deveria ter registado na conta de amortizações acumuladas relativa ao investimento firme pelo método da
deplecção seria 25.513.801€.
24. Subsídio ao investimento
Unidade: €
Fundo de coesão
Integração de património
Outros subsídios
31.12.2010
245.442.488,25
37.846.064,46
0,00
283.288.552,71
24.1 Movimentos do período
Fundo de coesão
Integração de património
Outros subsídios
31.12.2009
248.877.927,33
38.598.012,82
0,00
287.475.940,15
31.12.2009
248.877.927,33
38.598.012,82
0,00
287.475.940,15
Unidade: €
Resultados
-5.988.339,67
-751.948,36
0,00
-6.740.288,03
Aumentos
2.552.900,59
0,00
0,00
2.552.900,59
Regularizações
0,00
0,00
0,00
0,00
31.12.2010
245.442.488,25
37.846.064,46
0,00
283.288.552,71
25. Fornecedores correntes
Unidade: €
Fornecedores de investimentos
Fornecedores gerais
Fornecedores empresa mãe
Fornecedores empresas do Grupo
Fornecedores facturas em recepção e conferência
31.12.2010
8.449.970,89
451.210,42
773.510,12
708.087,81
273.716,11
10.656.495,35
31.12.2009
18.635.137,80
2.392.282,68
0,00
0,00
247.785,25
21.275.205,73
O valor constante da rubrica fornecedores de investimento corresponde ao valor em divida aos fornecedores de imobilizado
relativo aos investimentos efectuados pela empresa nas infra-estruturas.
Esta rubrica inclui ainda uma responsabilidade com os municípios de rendas a pagar pela integração de património municipal com
vencimento inferior a um ano, no montante de 2.018.085,83 euros. O valor destas infra-estruturas encontra-se registadas em
activos não correntes, sendo as mesmas propriedade dos Municípios utilizadores, as quais foram recepcionadas e se encontram
em exploração, por parte da empresa, com base em contratos de cedência e usufruto. Estes bens encontram-se relevados por um
valor presumido apurado aquando da elaboração dos projectos de base e inserido no modelo económico e financeiro anexo ao
contrato de concessão.
26. Outros passivos correntes
Unidade: €
Acréscimos com férias e subsídio de férias
Outras operações com o pessoal
Outros acréscimos e diferimentos
Outros credores
31.12.2010
683.946,25
3.574,98
1.826.105,54
4.740.277,23
7.253.904,00
31.12.2009
964.066,15
3.241,41
1.192.662,94
5.486.475,50
7.646.446,00
O valor constante da rubrica outros acréscimos e diferimentos corresponde ao montante relativo a juros suportados durante o ano
de 2010 e a liquidar em 2011, bem como a custos diversos relativos ao ano de 2010, com energia, e custos relativos à exploração
da ETAR de Bragança, e custos com energia.
27. Imposto sobre o rendimento
Unidade: €
Pagamento especial por conta
Retenções de imposto sobre o rendimento
Estimativa de imposto a pagar
31.12.2010
103.218,02
12.853,54
-254.057,12
-137.985,56
27.1 Imposto do exercício
Imp. corrente
Imp. diferido
Imp. dif. do subsídio em 2010
Imp. dif. do exercicio de 2010 relativo a 1/5 da variação patrim. positiva de amortizações
Imp. dif. activo do ano relativo a amortizações não aceites fiscalmente (investimento futuro)
Imp. dif. do exercicio de 2010 relativo a 1/5 da variação patrim. positiva dos subsidios
Imp. dif. do exercicio de 2010 relativo a 1/5 da variação patrim. positiva do patrim. integrado
Imp. dif. do subsídio presumido em 2010
31.12.2009
66.461,24
26.881,06
-19.804,00
73.538,30
Unidade: €
31.12.2009
-19.804,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
-19.804,00
Aumentos
-254.057,12
1.409.227,80
0,00
692.070,32
514.461,05
74.264,72
114.498,52
13.933,19
1.155.170,68
Diminuições
0,00
90.520,54
90.520,54
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
181.041,08
31.12.2010
-254.057,12
1.318.707,26
-90.520,54
692.070,32
514.461,05
74.264,72
114.498,52
13.933,19
2.383.357,40
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_110|111
27.2 Reconciliação entre a taxa normal e a taxa de imposto
Taxa
Resultado antes de impostos
Imposto à taxa normal
Derrama
1,50%
Derrama estadual
2,50%
Tributação autónoma
Diferenças temporárias (prejuízos fiscais)
Total do imposto corrente
Taxa efectiva de imposto
Unidade: €
31.12.2010
-1.800.455,32
0,00
-106.610,88
-127.684,80
-19.761,45
0,00
-254.057,12
14,11%
27.3 Prejuízos fiscais reportáveis
Exercício de 2003
Exercício de 2004
Exercício de 2005
Exercício de 2006
Exercício de 2007
Exercício de 2008
Exercício de 2009
Exercício de 2010
31.12.2009
-6.593.178,04
0,00
0,00
0,00
-19.804,00
0,00
-19.804,00
0,30%
Unidade: €
31.12.2010
Result. antes imposto
Resultado fiscal
-336.905,48
0,00
-1.037.862,12
0,00
-1.477.529,11
0,00
-4.435.680,80
0,00
-3.956.137,00
-2.312.399,12
-6.205.958,39
-5.761.919,48
-6.593.178,04
-6.258.626,53
-1.800.455,32
0,00
-25.843.706,26
-14.332.945,13
31.12.2009
Result. antes imposto
Resultado fiscal
-336.905,48
0,00
-1.037.862,12
-1.027.913,75
-1.477.529,11
-1.422.407,14
-4.435.680,80
-4.409.712,03
-3.956.137,00
-3.332.332,16
-6.205.958,39
-5.761.919,48
-6.593.178,04
-6.258.626,53
0,00
0,00
-24.043.250,94
-22.212.911,09
28.Vendas e prestações de serviços
28.1 Vendas
Unidade: €
Vendas de água
Valores minimos garantidos
31.12.2010
12.887.625,35
1.625.720,00
14.513.345,35
31.12.2009
11.422.603,41
0,00
11.422.603,41
O crescimento das vendas está directamente relacionado com o aumento das quantidades vendidas, bem como com o aumento
das tarifas. Sendo ainda de realçar o registo no ano de 2010 dos valores mínimos garantidos, que contribuíram também para o
crescimento registado neste rubrica.
28.2 Prestação de serviços
Prestação de serviços a municípios
Valores minimos garantidos
Unidade: €
31.12.2010
9.474.239,98
186.042,00
9.660.281,98
29. Custo das vendas
CMVMC - Matérias-primas CMVMC - Matérias subsidiárias
CMVMC - Diversos
31.12.2009
6.533.037,05
0,00
6.533.037,05
Unidade: €
31.12.2010
-1.241.921,64
-13.223,44
-73.809,84
-1.328.954,92
31.12.2009
-1.152.389,51
-24.465,18
-90.828,13
-1.267.682,82
30. Fornecimento e serviços externos
Trabalhos especializados
Energia
Comunicação
Outros FSE’s
Sub contratos
Seguros
FSE’s capitalizados
Unidade: €
31.12.2010
1.773.030,26
2.605.813,80
338.638,00
2.992.622,62
973.047,59
572.466,51
9.255.618,78
-205.552,50
9.050.066,28
31. Gastos com o pessoal
Remunerações
Encargos sociais sobre remunerações
Outros custos com pessoal
Correcções relativas a exercícios anteriores
Gastos com pessoal capitalizados
31.12.2009
2.143.731,30
2.589.741,79
403.648,37
2.622.013,60
1.006.615,71
520.706,64
9.286.457,41
-397.781,18
8.888.676,23
Unidade: €
31.12.2010
4.252.553,47
768.810,74
126.379,31
-137.250,35
5.010.493,17
-565.249,42
4.445.243,75
31.12.2009
4.569.215,54
802.440,80
104.473,40
0,00
5.476.129,74
-912.570,10
4.563.559,64
A diminuição dos custos com pessoal está relacionado com a não consideração do valor de prémios a atribuir relativos ao ano
de 2010, bem como a correcções dos valores dos prémios considerados e atribuídos nos anos anteriores, compensado com o
acréscimo no quadro do pessoal.
31.1 Quadro de pessoal
Número médio de colaboradores durante o período
Órgãos sociais
Trabalhadores efectivos e outros
Número de colaboradores a 31 de Dezembro
Órgãos sociais
Trabalhadores efectivos e outros
Unidade: €
31.12.2010
8
221
229
31.12.2009
8
190
198
8
225
233
8
204
212
32. Depreciações, amortizações e reversões do exercício
Unidade: €
Depreciação de propriedades de investimento
Amortizações de activos intangíveis
Acréscimos de custos do investimento contratual
Reversões de amortizações de activos intangíveis
31.12.2010
0,00
18.492.980,36
-7.236.877,03
0,00
11.256.103,33
31.12.2009
0,00
12.686.892,28
-117.142,13
0,00
12.569.750,15
31.12.2010
286.128,97
2.500,00
44.284,54
332.913,51
31.12.2009
247.779,93
1.000,00
15.120,78
263.900,71
33. Outros gastos operacionais
Unidade €
Impostos
Donativos
Outros gastos operacionais
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_112|113
34. Outros rendimentos e ganhos operacionais
Unidade: €
Rendimentos suplementares
Subsídios à exploração
Outros rendimentos e ganhos operacionais
Correcções relativas a exercícios anteriores
31.12.2010
108.538,83
1.516,82
1.747,27
0,00
111.802,92
31.12.2009
22.752,17
13.252,32
29.534,16
-121.165,97
-55.627,32
31.12.2010
6.877.527,37
38.835,28
478.882,21
85.125,22
7.480.370,08
-649.286,84
6.831.083,24
31.12.2009
7.833.523,71
51.337,53
483.041,50
90.751,20
8.458.653,94
-2.989.214,12
5.469.439,82
Os rendimentos suplementares resultam de débitos de custos a terceiros.
35. Gastos financeiros
Unidade: €
Juros suportados
Comissões bancárias
Desconto de dívidas
Outros gastos financeiros
Gastos financeiros capitalizados
O valor dos custos financeiros capitalizados durante o ano de 2010 registaram uma diminuição significativa comparados com o ano
de 2009, pelo facto de a empresa ter diminuído significativamente os montantes de investimento efectuado, e ter procedido a uma
imobilização significativa de valores registados em imobilizações em curso. Durante o ano de 2010 verificou-se um decréscimo dos
juros suportados com financiamentos de instituições financeiras, este decréscimo teve por base uma transferência de financiamentos
colocados na banca comercial para o BEI, traduzindo-se esta transferência numa significativa diminuição da taxa de juro.
36. Rendimentos financeiros
Unidade: €
Juros de mora
Outros juros
31.12.2010
358.407,40
59.784,03
418.191,43
37. Saldos e transacções
31.12.2009
641.501,41
134.963,62
776.465,03
Unidade: €
Transacções
AdP, SGPS, S.A.
AdP Serviços, S.A.
Aquasis, S.A.
Águas do Zêzere e Côa, S.A.
Resinorte, S.A.
Águas do Noroeste, S.A.
AdP Energia, S.A.
Totais
31.12.2009
Proveitos
0,00
0,00
0,00
16.113,52
0,00
0,00
0,00
16.113,52
Custos
2.937.670,27
513.431,34
62.620,50
636.258,84
145.950,27
0,00
11.997,87
4.307.929,09
Proveitos
0,00
0,00
0,00
10.293,75
4.984,27
0,00
0,00
15.278,02
Custos
3.085.874,12
709.975,51
88.755,50
726.754,88
103.457,30
1.070,00
0,00
4.715.887,31
Saldos
AdP, SGPS, S.A.
AdP Serviços, S.A.
Aquasis, S.A.
Águas do Zêzere e Côa, S.A.
Resinorte, S.A.
Águas do Noroeste, S.A.
AdP Energia, S.A.
Totais
Activos
0,00
0,00
0,00
1.170,93
9.341,13
0,00
0,00 10.512,06
Passivos
41.103.585,46
416.003,13
56.258,95
41.560,49
223.784,41
1.531,50
14.517,42
41.857.241,36
Activos
0,00
0,00
0,00
7.040,77
0,00
0,00
0,00
7.040,77
Passivos
46.897.485,85
332.718,76
53.904,00
539.272,81
36.211,79
1.531,50
0,00
47.861.124,71
31.12.2010
38. Compromissos
A Empresa possui assumidos os seguintes compromissos que não se encontram incluídos no Balanço apresentado:
a) Contrato de Concessão
Os investimentos reversíveis incluídos no EVEF perfazem 601.971.052 Euros dos quais 472.547.164 Euros já se encontram realizados.
b) Constituição de servidões e expropriações
Nesta fase da Empresa, com um elevado investimento em curso, a área de Cadastro tem orientado a sua acção principalmente
para a obtenção dos terrenos necessários à execução das infra-estruturas, sem perder de vista a sua missão futura de gestão dos
activos físicos da Empresa.
Na área das expropriações e aquisição de terrenos necessários á construção das infra-estruturas durante o ano de 2010 continuamos
a gerir os contratos de prestação de serviços de expropriações e servidões com empresas da especialidade, que já permitiram a
celebração de 3.017 contratos de aquisição de parcelas ou constituição de servidão (do total de 4.224).
O Valor global das parcelas avaliadas é de 17.580.303 €, tendo sido já pago o total de 15.805.306 €.
Unidade €
Agrupamento N.º de parcelas
Alto Tâmega
547
Douro Norte
854
Douro Sul
1.698
Douro Superior
317
Terra Fria
175
Terra Quente
633
4.224
Indeminizações
totais
1.597.206,00
4.025.074,00
6.659.403,00
1.927.081,00
150.982,00
3.220.555,00
17.580.301,00
N.º parcelas
contratadas
412
663
1.158
237
121
426
3.017
Montante de
indeminização pago
1.495.206,00
3.786.129,00
5.612.961,00
1.870.911,00
117.149,00
2.922.949,00
15.805.305,00
Montante de
indeminização a pagar
102.000,00
238.945,00
1.046.442,00
56.169,00
33.832,00
297.606,00
1.774.994,00
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_114|115
39. Activos e passivos contingentes
39.1 Garantias prestadas
Unidade: €
Entidade beneficiária
Número Data de emissão Objecto
Validade
EP-Estradas de Portugal, EPE
2510000741993
13-02-2009 Subsitema do Alto Rabagão- Extensão a Montalegre
Vitalícia
EP-Estradas de Portugal, EPE
2510000859893
16-07-2009 Realização dos trabalhos de colocação de condutas
1 ano
nos troços da Empreitada das Adutoras do Alto Sabor
EP-Estradas de Portugal, EPE
2510000858993
14-07-2009 Condições de Licenciamento para Execução de Abertura
1 ano
de Valas, Construção de Vedação e Acesso
EP-Estradas de Portugal, EPE
2510000770293
05-03-2009 Conduta Elevatória de Águas Residuais paralelamente
Vitalícia
à EN 222 entre o Km 105+450 e o Km 105+650,
em Rendufe Resende
EP-Estradas de Portugal, EPE
2510000389893
09-07-2007 Condutas Adutoras de Balsemão
Vitalícia
EP-Estradas de Portugal, EPE
2510000388993
09-07-2007 Condutas Adutoras de Balsemão - Zona Lamego
Vitalicia
- Tarouca Norte ao longo da EN2
EP-Estradas de Portugal, EPE
2510000341393
24-05-2007 Condutas Adutoras do Pinhão
Vitalicia
EP-Estradas de Portugal, EPE
2510000258193
20-11-2006 Sistema Adutor de Balsemão
Vitalicia
EP-Estradas de Portugal, EPE
2510000243393
06-11-2006 Subsistema de Abastecimento de água de Sambade
Vitalicia
EP-Estradas de Portugal, EPE
9.767.002.410.593
14-06-2005 Vila Chã, Sordo e Campeã
Vitalicia
EP-Estradas de Portugal, EPE
9.767.002.397.493
07-03-2005 Alto Rabagão
Vitalicia
EP-Estradas de Portugal, EPE
9.767.002.393.193
21-02-2005 Arcossó e Rabaçal
Vitalicia
EP-Estradas de Portugal, EPE
976700052268200.19
19-01-2005 Alto Rabagão
Vitalicia
EP-Estradas de Portugal, EPE
9.767.002.334.693
19-01-2005 Sistema Interceptor de Vilarandelo
Vitalicia
EP-Estradas de Portugal, EPE
976700050648200.19
25-11-2004 Emissários Pedras Salgadas e Sabroso de Aguiar
Vitalicia
EP-Estradas de Portugal, EPE
976700048078200.19
01-10-2004 EN222 entre S. João da Pesqueira e Ervedosa do Douro
Vitalicia
EP-Estradas de Portugal, EPE
9.767.002.283.893
31-08-2004 Travessias
Vitalicia
EP-Estradas de Portugal, EPE
9.767.002.220.993
01-07-2004 Abastecimento de Água de Ranhados
Vitalicia
EP-Estradas de Portugal, EPE
9.767.002.182.393
01-06-2004 Travessias IP4 e IP2
Vitalicia
NORSCUT
2510000740093
11-02-2009 Exec. da 2ª Fase de Saneamento do Vale do Douro Norte
Vitalicia
NORSCUT
2510000560293
02-06-2008 Contrato de cedência de utilização
duração da
obra + 1 ano
Tribunal Judicial da Comarca de Chaves
2510000591293
18-06-2008 Expropriações
6 meses
Tribunal Judicial da Comarca de Chaves
2510000552193
22-04-2008 Expropriações
6 meses
Tribunal Judicial da Comarca de Lamego
9.767.002.339.793
02-12-2004 Expropriações
6 meses
Trib. Jud. da Com. de S. João da Pesqueira 976700048588200.19
01-10-2004 Expropriações
6 meses
Tribunal Judicial da Comarca de Valpaços 976700053748200.19
27-01-2004 Expropriações
6 meses
Tribunal Judicial de Mirandela
2510000690093
10-12-2008 Acesso à ETAR de Mirandela
6 meses
Valor
50.000,00
101.280,00
9.000,00
5.000,00
29.000,00
79.500,00
310.582,88
298.450,00
2.280,00
1.861.689,48
2.278.212,16
53.195,87
188.491,81
386.361,49
1.758,13
105.600,00
970.562,91
27.800,00
1.840,00
6.760.604,73
200.000,00
200.000,00
400.000,00
9.513,00
38.456,34
7.908,00
1.448,55
2.389,80
9.059,60
68.775,29
7.229.380,02
39.2 Processos judiciais
39.2.1 Processos relativos a expropriações
Os processos em curso, envolvendo a AdTMAD, S.A., são processos de recurso de decisões arbitrais em expropriação, quer porque
os expropriados apresentaram recurso quer porque foi a AdTMAD quem o fez no caso de as arbitragens ultrapassarem o previsto
nas avaliações.
Nestes processos, o valor depositado inicialmente é, na maioria dos casos, suficiente ou quase suficiente para suportar o custo final
do processo, pelo que não se esperam surpresas.
Existe no entanto, pendente de recurso para o tribunal da Relação um caso (proc.º 2.741/06.0) em que, tendo sido anulada a
sentença que ordenou pagamento de quantia muito superior à avaliação, foi de novo proferida sentença com valor semelhante
(23.000 euros) o que originou novo recurso, que está pendente.
Dada a sua característica especial, junta-se quadro explicativo com os valores em causa e a situação do processo aqui meramente
apresentadas em quadro simples, com os respectivos valores.
N.º Processo Expropriados
Valor arbitrado
Valor pedido
Valor da avaliação Valor da sentença
816/06.4TBCHV 1º
António da Cruz Rodrigues
4.031,48
6.000,00
5.090,96
20/07.4TBVPA
Maximiano Chaves Roxo
1.788,00
13.650,00
1.898,88
392/09.6TBPRG
Manuel Moisés Alves C.Morais
830,70
8.726,50
880,00
2735/06.5 TBVRL 3º
Manuel Cardoso Simões
5.590,00
31.300,00
8.427,09
2741/06.0TBVRL 1º
Manuel Cardoso Simões
7.450,00
21.600,00
6.159,40
Em recurso
Situação
O número da matriz estava
incorrecto fez-se a alteração
Suspenso /alteração da
denominação do prédio
Reclamamos da Peritagem
Aguarda-se decisão do recurso
Processos intentados contra a AdTMAD e que podem originar responsabilidades financeiras e custos:
Outros processos incluídos no relatório anterior:
1. Processo 75/07.1BSBR – C. Directivo dos Baldios de Torre do Pinhão
Mantém-se a situação relatada anteriormente não tendo havido evolução. O risco máximo de responsabilidade atinge
aproximadamente 12.000 euros.
2. Proc.º 1298/06TBCV: / Manuel Ferreira Salgado
Como se esperava e se referiu no relatório anterior a sentença concluiu pela absolvição da AdTMAD, S.A..
3. Proc.º 23/08.1BEMDL / taxa – Boticas
O processo está em recurso após a condenação da AdTMAD no pagamento da taxa. Aguarda-se a decisão. O risco de
sucumbência é razoável, e o risco é do montante da taxa, ou seja 165.806,94 euros.
4. Proc.º 277/06.8 – António Veloso Sepas
Trata-se de processo por danos causados por empreitada, na qual estão como réus os empreiteiros. Espera-se absolvição da
AdTMAD independentemente da condenação ou não dos empreiteiros. O valor do pedido de indemnização é de 42.761 euros.
Processos novos (notificados à AdTMAD em 2010)
1. Proc.º 1118709.0TBCHV / BALDOS DE VALDANTA
Trata-se de processo intentado contra a AdTMAD, S.A., pedindo a anulação da cedência pela Junta de Freguesia à AdTMAD, S.A.,
de uma parcela de terreno onde foi construído equipamento. Os baldios pretendem ser os donos, e eventualmente pretenderão
receber o valor do terreno ou chegar a acordo quanto á eventual indemnização. Espera-se obter ganho de causa, ma não há, para
já, um quantitativo fixado para o valor do terreno que deverá ser obtido por arbitramento.
2. Proc.º 92/10.4TBALJ / José Filipe Martins
Pedido de indemnização por ocupação de terreno com conduta. O pedido é de 8.000 euros mas o risco de sucumbência será
muito inferior já que o valor do terreno ocupado não ultrapassa 1.000 euros, que é o risco de sucumbência.
3. Proc.º 444/10.0TBCHV - / Aníbal de Barros
Pedido de declaração de existência de servidão de passagem cortada pela construção da ETAR. O valor do pedido é de 36.500
euros a título de prejuízos, existindo projecto de acordo no sentido de executar um caminho alternativo cujo valor ainda não foi
apurado pelos serviços. Não parece existir risco do pagamento da referida quantia em qualquer caso.
4. Proc.º 674/10.4TBPRG / António Rodrigues Gonçalves
Pedido de indemnização por ocupação de terreno com conduta e construção de caminho. A pretensão consiste em fechar o
caminho, manter a conduta pagando o prejuízo, acrescido de 2.500 euros de indemnização. O valor do processo é de 15.001
euro mas o risco não ultrapassa os 4.000 euros.
Outros processos:
Existem outros processos que, pelo seu conteúdo e matéria não têm relevância para o presente documento por não originarem
prejuízos materiais ou desembolso de qualquer montante, designadamente respeitantes a acessos a equipamentos e vedações, ou
processos de tipo administrativo que se destinam a defender direitos não patrimoniais como por exemplo o processo 399.08 de
Mirandela que se destinou a permitir o acesso à Etar, que havia sido cortado.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_116|117
39.2.2 Outros processos
- Processo de Contra-Ordenação nº 100035430802, instaurado pelo Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestes, I.P, onde
a AdTMAD é arguida, sendo-lhe imputada a prática de uma Contra Ordenação punida com coima até 1.500.00€. Este processo
encontra-se em fase administrativa.
- Processo nº 336581/10.8YIPRT onde é requerido o Município de Tabuaço e é peticionada a quantia de 211.038,81 € a título de
serviços prestados e não pagos. Este processo foi distribuído ao 3º juízo do Tribunal Judicial de Vila Real.
- Processo 336674/10.1YIPRT onde é requerido o Município de Montalegre e é peticionada a quantia de 8.193,24€ a título de
serviços prestados e não pagos. Este processo encontra-se com data designada para audiência de discussão e julgamento.
- Processo 350395/09.4 YIPRT onde é requerido o Município de Montalegre e é peticionada a quantia de 12.000.20€ a título de
serviços prestados e não pagos. Este processo encontra-se com data designada para audiência de discussão e julgamento.
- Processo 125314/10.1YIPRT onde é requerido o Município de Montalegre e é peticionada a quantia de 16.313.13€ a título de
serviços prestados e não pagos. Este processo encontra-se com data designada para audiência de discussão e julgamento.
- Processo 338995/10.4YIPRT, onde é requerido o Município de Chaves e é peticionada a quantia de 2.916.158,83€ a título de
serviços prestados e não pagos. Este processo foi distribuído ao 3º juízo do Tribunal Judicial de Vila Real.
- Processo 428851/09.8YIPRT onde é requerido o Município de Bragança onde é peticionada a quantia de 175.069,92€ a título de
serviços prestados e não pagos. Este processo com título executivo.
- Processo 322850/09.3YIPRT onde é requerido o Município de Bragança, e inicialmente foi peticionada a quantia de 291.572,71€ a
título de serviços prestados e não pagos, sendo que o município pagou posteriormente a quantia de 267.248.92€. Este processo
com data agendada para realização de audiência preliminar.
- Processo 295616/10.2 YIPRT onde é requerido o Município de Bragança onde é peticionada a quantia de 90.783,34€ a título de
serviços prestados e não pagos. Este processo foi distribuído ao 2º juízo do Tribunal Judicial de Vila Real.
- Processo 340012/10.5YIPRT onde é requerido o Município de Bragança e é peticionada a quantia de 80.983,37€ a título de
serviços prestados e não pagos. Este processo foi distribuído ao 2º juízo do Tribunal Judicial de Vila Real
- Processo nº 425824/10.1YIPRT onde é requerido o Município de Chaves e é peticionada a quantia de 1.342.0003.76€ referente
à prestação de serviços prestados e não pagos. Este processo foi distribuído ao 2º juízo do Tribunal Judicial de Vila Real.
- Processo nº 425825/10.0YIPRT onde é requerido o Município de Tabuaço e é peticionada a quantia de 72.171,43 € a título de
serviços prestados e não pagos. Este processo foi distribuído ao 3º juízo do tribunal judicial de Vila Real.
- Processo 425826/10.8YIPRT requerido o Município de Bragança e é peticionada a quantia de 17.590,63€ a título de serviços
prestados e não pagos. Este processo foi distribuído ao 2º juízo do Tribunal Judicial de Vila Real.
Encontra-se pendente reclamação contra a liquidação de taxa municipal por parte do município de Peso da Régua no valor de
31.120,00€ e referente à ocupação do subsolo do domínio municipal com tubos, condutas, cabos condutores durante o ano de 2010.
39.2.3 Dos processos findos
Relativamente a estes processos não existem quaisquer valores ou encargos, estando todos resolvidos, uns por acordo e outros
por decisão favorável à AdTMAD.
39.2.5 Dos processos contra-ordenacionais
No que respeita a multas/processos litigiosos registados em 2010, por desrespeito a leis e regulamentos referentes a abastecimento
e utilização de produtos e serviços, assim como, pelo não cumprimento das leis e regulamentos ambientais, cumpre-nos informar que
face à prova documental e testemunhal já apresentada, e a apresentar, é nossa opinião que as defesas, assim como, as impugnações
judiciais a apresentar terão provimento. No entanto, não é possível afirmar, com um grau de probabilidade razoável, qual a estimativa
final de responsabilidades, incluindo custas judiciais e outros encargos.
39.2.6 Processos Cíveis
Os processos cíveis resumem-se a pedidos de indemnização por danos em propriedades causadas por obras da AdTMAD, e um
referente a um acidente de viação, cuja causa foi provocada por obras.
Ora, atenta a natureza dos processos pendentes e às questões de facto e de direito que neles se discutem, não é possível afirmar,
com um grau de probabilidade razoável, qual a estimativa final de responsabilidades, incluindo custas judiciais e outros encargos.
39.2.7 Dos Processos-crime
Existem, efectivamente, apenas três processos-crime, de que tenhamos conhecimento e que envolvem a AdTMAD.
No processo 90/06 trata-se de uma queixa-crime intentada contra a AdTMAD, cujo objecto reporta a invasão de propriedade,
referente a um processo expropriativo, enquanto que o processo 73/08 é uma queixa intentada pela AdTMAD devido a danos
em obra.
No que concerne ao processo 208/07 diz respeito a uma queixa apresentada pela ADTMAD contra a Gumersaúde, porque esta
última fez-se passar pela ADTMAD para vender produtos de limpeza e tratamento de água potável.
39.2.8 Processos de elevados montantes envolvidos
Por fim, informamos, ainda que apenas se encontram pendentes dois processos judiciais que envolvem elevados montantes, nos
Tribunais Administrativos e Fiscais de Mirandela e Viseu, respectivamente, sob os n.ºs 280/09 e 334/10.
No primeiro processo pretende a Conduril reconhecer o direito à prorrogação legal do prazo para execução da empreitada e
que a AdTMAD seja condenada a pagar à Conduril o valor de 2.019.888,40 €, a título de compensação pelos sobrecustos que
a Conduril teve devido às prorrogações legais, invocando a reposição do equilíbrio financeiro do contrato de empreitada, mais
juros de mora. Por seu turno a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro, S.A. tem a receber da Conduril o valor da multa contratual
aplicada, e ainda uma indemnização por prejuízos causados tudo no valor total de € 3.269.872,67€.
No que concerne, ao segundo, a empresa Monteadriano e outros, através desta ação, alegam que a AdTMAD, S.A., no âmbito do
Contrato de Empreitada para a Construção de Execução da Barragem de Pretarouca, impôs uma série de alterações e modificações
ao projeto inicial, alterando o seu objecto e a forma inicial do concurso, no sentido de obter uma indemnização para si, a ação foi
contestada, e juntou-se bastante prova documental que se considera relevante para o decaimento do pedido.
Em ambas as situações aguarda-se marcação de audiência de julgamento, não sendo, na presente data, possível afirmar, com um grau
de probabilidade razoável, qual a estimativa final de responsabilidades, incluindo custas judiciais e outros encargos.
40. Informações exigidas por diplomas legais
Art.º 397º do Código das Sociedades Comerciais
Relativamente aos seus administradores, a sociedade AdTMAD, S.A., não lhes concedeu quaisquer empréstimos ou créditos, não
efectuou pagamentos por conta deles, não prestou garantias a obrigações por eles contraídas e não lhes facultou quaisquer
adiantamentos a remunerações. Também não foram celebrados quaisquer contratos entre a sociedade e os seus administradores,
directamente ou por pessoa interposta.
Art.º 324 do Código das Sociedades Comerciais
A sociedade AdTMAD, S.A., não possuiu quaisquer acções próprias e nem efectuou até ao momento qualquer negócio que
envolvesse títulos desta natureza.
Art.º 21º do Decreto-Lei n.º 411/91 de 17 de Setembro
Declara-se que não existem dívidas em mora da Empresa ao Sector Público Estatal, nem à Segurança Social, e que os saldos
contabilizados em 31 de Dezembro de 2010, correspondem à retenção na fonte, descontos e contribuições, referentes a Dezembro,
e cujo pagamento se efectuará em Janeiro do ano seguinte.
A AdTMAD, S.A., deu cumprimento integral às instruções, despachos e legislação diversa, designadamente aos seguintes:
d) Cumprimento das orientações genéricas sobre negociações salariais nos termos do ofício da Direcção Geral de Tesouro e
Finanças nº1730, de 25 de Fevereiro de 2010, respeitante à “não actualização dos salários nominais para o corrente ano”.
e) Cumprimento do Despacho de 25 de Março de 2010 do Ministro de Estado e das Finanças, comunicado através de ofício circular
nº 2590, de 26 de Março de 2010, que determina a não atribuição de prémios de gestão nos anos de 2010 e 2011 aos membros
do órgão de Administração.
f) Cumprimento do previsto no artigo 12º da Lei n.º 12-A/2010, de 30 de Junho, respeitante à redução excepcional de 5% à
remuneração fixa mensal dos gestores públicos executivos e não executivos.
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_118|119
41. Rendimento garantido
Nos termos do disposto na alínea I) do número 5 da clausula 17ª os accionistas da concessionária serão remunerados pela aplicação
ao Capital Social e Reservas Legais de uma taxa correspondente à rentabilidade da obrigações do tesouro portuguesa a 10 anos
ou outra equivalente que a venha a substituir, acrescida de 3 pontos percentuais, a título de prémio de risco.
Esta remuneração mostra-se devida desde a data da realização do capital social e constitui um encargo para efeitos do cálculo da tarifa.
O montante da remuneração corresponde ao dividendo accionista a pagar no ano relativo ao exercício transacto. Sempre que
a concessionária não possa proceder à distribuição de dividendos, por impedimento legal ou insuficiência de fundos, estes serão
capitalizados à referida taxa acrescida do mesmo prémio de risco, a partir do momento em que se mostram devidos.
A remuneração devida por accionista é a seguinte:
Unidade: €
Accionista
Empresa-mãe
EHATB
Município de Alfândega da Fé
Município de Alijó
Município de Armamar
Município de Boticas
Município de Bragança
Município de Chaves
Município de Freixo de Espada à Cinta
Município de Lamego
Município de Macedo de Cavaleiros
Município de Mesão Frio
Município de Mirandela
Município de Mogadouro
Município de Moimenta da Beira
Município de Montalegre
Município de Murça
Município do Peso da Régua
Município de Resende
Município de Ribeira de Pena
Município de São João de Pesqueira
Município de Sabrosa
Município de Santa Marta de Penaguião
Município de Senancelhe
Município de Tabuaço
Município de Tarouca
Município de Torre de Moncorvo
Município de Valpaços
Município de Vila Flor
Município de Vila Nova de Foz Côa
Município de Vila Real
Município de Vinhais
Município de Vila Pouca de Aguiar
Total
2010
13.082.720,63
283.630,24
50.477,98
180.871,35
64.340,95
29.842,36
84.022,53
403.957,61
50.533,77
308.771,26
153.780,87
64.759,09
229.533,14
0,00
108.899,17
54.486,73
47.689,21
347.204,38
101.252,03
8.842,78
103.042,18
87.528,67
88.050,06
76.990,35
63.516,74
100.035,31
70.309,17
98.584,52
54.831,66
88.750,56
672.448,72
103.388,62
77.494,87
17.340.587,51
2009
10.546.939,99
226.738,02
38.316,08
148.184,35
50.149,73
23.861,60
60.027,88
311.795,84
40.068,88
241.925,18
116.193,15
52.730,28
163.656,92
0,00
83.537,27
44.658,43
35.987,76
283.929,58
81.359,60
7.210,48
81.801,49
71.777,42
72.388,33
62.804,31
50.528,56
76.036,19
52.845,63
74.108,50
40.712,42
72.857,50
545.467,55
83.797,93
57.169,30
13.899.566,15
A acumulação registada de perdas conduz a que a remuneração accionista se encontre capitalizada, conforme podemos analisar
pelo quadro que se segue:
Capital social realizado
Remuneração anterior não paga
Reserva legal
Base de incidência
Taxa de juro TBA
Spread 3pp
Remuneração accionista do ano relativa a capital social realizado
Remuneração accionista relativa a dividendos capitalizados e a resultados retidos
31.12.2010
26.966.249,79
13.899.566,15
1.421,90
40.867.237,84
8,420%
8,420%
2.270.558,23
1.170.343,46
21.12.2009
26.966.249,79
11.151.195,80
1.421,90
38.118.867,49
7,210%
7,210%
1.944.266,61
804.103,74
42. Eventos subsequentes
Em Fevereiro de 2011, o Grupo AdP recebeu do Concedente (Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território), uma
carta solicitando à AdP – Águas de Portugal, SGPS, S.A., na qualidade de accionista maioritário das entidades gestoras de sistemas
multimunicipais de abastecimento, saneamento e de valorização e tratamento de resíduos que promova os estudos necessários e
apresente ao concedente uma proposta de revisão dos contratos de concessão relativamente as quais se verifiquem alterações
com impacto relevante no equilíbrio financeiro das concessionarias.
No decurso do ano de 2011, mais concretamente no mês de Fevereiro forma revistas as condições de linhas de crédito da CGD,
alterando por isso o montante de linhas de crédito contratadas e não utilizadas, sendo objecto de uma redução de 29 milhões de euros.
Vila Real, 23 de Fevereiro de 2011
O Conselho de Administração
Artur Magalhães
Boal Paixão
António Vieira
Sandra Santos
Hernâni Pinto Fonseca
Domingos Baptista Dias
Aires Ferreira
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_120|121
Relatório e Parecer do Fiscal Único
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_122|123
Certificação Legal das Contas
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_124|125
Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro_R&C 2010_126|127
Índice fotográfico
Rio Tua (Mirandela)....................................................................................................................................................................................... capa
Rio Sabor (Bragança)....................................................................................................................................................................................... 02
Rio Sabor (Bragança)....................................................................................................................................................................................... 05
Barragem de Pretarouca (Lamego).............................................................................................................................................................. 09
Parque Natural do Alvão................................................................................................................................................................................ 10
Rio Douro.......................................................................................................................................................................................................... 12
Douro Vinhateiro....................................................................................................................................................................................... 14-15
Reservatório da ETA (Pinhão)...................................................................................................................................................................... 16
Bragança....................................................................................................................................................................................................... 46-47
Barragem das Olga (Torre de Moncorvo).................................................................................................................................................. 48
Captação de água em jangada - ETA do Rabagão (Montalegre)............................................................................................................ 76
Ribeira de Salzedas (Tarouca).................................................................................................................................................................. 78-79
Praia Fluvial da Congida (Freixo de Espada à Cinta)................................................................................................................................ 80
Rio Sabor (Bragança)..................................................................................................................................................................................... 122
Ficha Técnica
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