10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil IMPACTS IN ORGANIZATIONS AND THEIR INFORMATION SYSTEMS DUE TO CONVERGENCE OF BRAZILIAN ACCOUNTING STANDARDS TO INTERNATIONAL FINANCIAL REPORTING STANDARD (IFRS) Gilberto Perez (Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil) - [email protected] Camila Olo Terra (Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil) [email protected] Fabiana Célia Monteiro (Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil) [email protected] Roberta de Oliveira Morelli (Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil) [email protected] With this paper we aim to analyze, by an exploratory qualitative research, what the impacts on Organizations and Information Systems (IS) due to the convergence to IFRS (International Financial Reporting Standard) were in Brazil. For this purpose, a sample was used with managers from three different companies of several sectors, getting five interviews. In data processing techniques of content analysis were applied taking the results in the form of categories, revealing that: companies had the need to adapt their IS to the new accounting standard, or because they need to upgrade, for parameters changes; it was necessary to purchase or improve the IS already implemented; companies have had to train their employees to use the IS and new accounting standards. All companies have suffered impacts on their IS due to convergence to IFRS, which may be of greater or lesser relevance. Keywords: Brazilian Accounting Practices, International Standards, Information System, IFRS. IMPACTOS NAS ORGANIZAÇÕES E EM SEUS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DEVIDO À CONVERGÊNCIA DAS NORMAS CONTÁBEIS BRASILEIRAS AO INTERNATIONAL FINANCIAL REPORTING STANDARD (IFRS) Com esta pesquisa pretendeu-se analisar, por meio de uma abordagem predominantemente qualitativa e exploratória, quais foram os impactos nas Organizações e em Sistemas de Informação (SI) devido à convergência ao IFRS (International Financial Reporting Standard) no Brasil. Para tanto, utilizou-se uma amostra com gestores de três empresas de setores variados, obtendo-se ao todo, cinco entrevistas. Para o tratamento de dados foram aplicadas técnicas de análise de conteúdo, tendo os resultados, na forma de categorias, revelado que: as empresas tiveram necessidade de adaptar seus SIs às novas normas contábeis, sejam elas por necessidade de atualização ou mudanças de parâmetros; foi necessário a aquisição ou aprimoramento dos SIs já implementados; as empresas tiveram que treinar seus empregados para utilização dos SIs e das novas normas contábeis. Todas as empresas pesquisadas sofreram impactos em seus SIs devido à convergência ao IFRS, podendo ser de maior ou menor relevância. Palavras-chave: Prática Contábil Brasileira, Normas Internacionais, Sistema de Informação, IFRS. 1601 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil 1. INTRODUÇÃO A Normatização da Contabilidade tem como objetivo garantir aos usuários internos e externos que as demonstrações financeiras sejam as fontes mais confiáveis e seguras para se avaliar a situação econômica de uma organização. Atualmente, o processo de convergência das Normas Contábeis Brasileiras (Brazilian Generally Accepted Accounting Principles – BR GAAP) às Normas da Contabilidade Internacional, composta por pronunciamentos chamados de International Financial Reporting Standards (IFRS), tem gerado diversos aspectos inovadores e interessantes dentro da esfera Contábil. Um desses aspectos diz respeito à constante busca pelo aperfeiçoamento do uso da Tecnologia da Informação (TI) e de Sistema de Informação (SI) nesse cenário. Sperb e Neto (2006) afirmam que a competitividade global torna os mercados acirrados e que as organizações precisam de uma gestão estratégica eficiente para sobreviver e crescer, além da necessidade de serem inteligentes diante às mudanças constantes da sociedade e da informação. Isso faz com que elas se modifiquem e requeiram planejamento de suas informações, que são facilitadas pelos recursos da TI. Em complemento, Laudon & Laudon (2011) ressaltam que o SI contém informações sobre pessoas, locais e itens significativos para a organização ou para o ambiente que a cerca, além de produzir as atividades que as organizações necessitam para tomar decisões, controlar operações, analisar problemas e criar novos produtos e serviços. Os SIs fornecem importantes ferramentas para melhorar a eficiência das operações das empresas e, com isso, alcançar maior lucratividade (Laudon & Laudon, 2011). Neste contexto está inserida a contabilidade, que compõe uma ciência que pode ser definida como um SI e, que tem por objetivo prover aos seus usuários, demonstrações e análises de caráter econômico financeiro, físico e de produtividade com relação à entidade objeto (Iudicibus, Martins & Gelbcke, 2000; Moraes, 2007). PricewaterhouseCoopers [PWC] (2010b) afirma que a área de SI é uma das principais responsáveis pela íntegra convergência das normas contábeis brasileiras ao IFRS. Como a lei obriga as empresas abertas a aderirem a esse padrão de publicação, o processo de convergência ao IFRS demonstra grande complexidade, com expressivos impactos na dinâmica, resultado e patrimônio líquido das sociedades empresárias, além da intervenção no valor das ações no mercado financeiro de capitais (Silva, Weffort, Peters, 2010). 1.1. Justificativa Desde a implantação do IFRS no Brasil, diversos trabalhos foram desenvolvidos a fim de desvendar os impactos dessa adoção no mercado, na cultura, na educação e na área jurídica, porém não foram encontrados trabalhos que tivessem ligação direta com os Sistemas de Informação utilizados pela área contábil. 1602 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil Sendo assim, com este trabalho, buscaram-se identificar quais foram os impactos nos Sistemas de Informação das organizações devido à convergência das normas contábeis brasileiras ao IFRS. 1.2. Problema de Pesquisa Diante o cenário de sensíveis mudanças nas práticas contábeis adotadas no Brasil e na Tecnologia da Informação em evidência nas organizações, formulou-se a seguinte questão de pesquisa: Quais os impactos nas organizações e em seus Sistemas de Informação devido à convergência das normas contábeis brasileiras ao IFRS? 1.3. Objetivos da Pesquisa Para auxiliar a responder a questão de pesquisa, formulou-se o seguinte objetivo geral: identificar quais foram os impactos nas organizações e em seus Sistemas de Informação devido à convergência das normas contábeis brasileiras ao IFRS. Além disso, como objetivos específicos, tiveram-se: a) identificar qual foi a necessidade de implantações de SIs ou atualizações em SIs já utilizados pelas organizações; b) analisar o processo de adaptação das organizações e de seu pessoal às mudanças incorridas nos SIs devido à convergência das normas contábeis brasileiras ao IFRS. 2. REFERENCIAL TEÓRICO Nos seguintes tópicos apresenta-se um panorama sobre Sistemas de Informação, IFRS e a relação entre essas duas vertentes. 2.1. Sistemas de Informação Sperb e Neto (2006) afirmam que a competitividade global torna os mercados acirrados e que as organizações precisam de uma gestão estratégica eficiente para sobreviver e crescer, além da necessidade de serem inteligentes diante às mudanças constantes da sociedade e da informação. Isso faz com que elas se modifiquem e requeiram planejamento de suas informações, que são facilitadas pelos recursos da TI. Além disso, os SIs têm papel fundamental nas organizações. É por meio dos sistemas que o tomador de decisão consegue ter acesso às informações de todos os aspectos de sua organização (Perez & Zwicker, 2010), visto que os sistemas estão presentes no dia-a-dia dos gestores. A correta administração dessas informações é fundamental para o sucesso de uma organização, pois, com base nelas, os executivos podem decidir qual rumo devem tomar. 2.1.1. Conceito de Sistema de Informação Existem várias definições acerca do SI na literatura. Para Moraes (2007), os SIs são aplicações computacionais, que têm por objetivo o provimento de 1603 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil informação para determinados usuários, em diferentes níveis de atuação, que vão desde o nível operacional até o nível estratégico. Segundo Turban, Rainer e Potter (2007), um SI coleta, processa, armazena e dissemina informações para um fim específico e consideram como componentes básicos de um SI: hardware, software, banco de dados, rede, procedimentos e pessoas. Para Laudon & Laudon (2011), os SIs são componentes relacionados entre si, atuando conjuntamente para coletar, processar, prover informações aos sistemas e/ou processos de decisão, coordenando, controlando, analisando e visualizando processos internos da organização. Além disso, o SI contém informações sobre pessoas, locais e itens significativos para a organização ou para o ambiente que a cerca, além de produzir as atividades que as organizações necessitam para tomar decisões, controlar operações, analisar problemas e criar novos produtos e serviços. Segundo Laudon & Laudon (2011) e Turban, Leidner, Mclean, & Wetherbe (2010), as empresas estão investindo em SI e TI para atingir seis objetivos organizacionais: Excelência operacional; Novos produtos, serviços e modelo de negócio; Relacionamento estreito com clientes e fornecedores; Melhor tomada de decisão; Vantagem competitiva; Sobrevivência. Os SIs têm importantes ferramentas para melhorar a eficiência das operações das empresas e, com isso, alcançar maior lucratividade (Laudon & Laudon, 2011). Neste contexto está inserida a contabilidade, que compõe uma ciência que pode ser definida como um SI, que tem por objetivo prover aos seus usuários demonstrações e análises de caráter econômico financeiro, físico e de produtividade com relação à entidade objeto (Iudicibus, Martins & Gelbcke, 2000) (Moraes, 2007). 2.2. Tipos de Sistemas de Informação Existem diversas aplicações dos SIs no âmbito dos negócios. Neste tópico estão apresentadas as descrições de alguns tipos de SIs que se tornam mais relevantes no campo de estudo deste trabalho. 2.2.1. Sistemas de Informações Gerenciais Laudon & Laudon (2011) afirmam que os Sistemas de Informações Gerenciais (SIGs) proporcionam relatórios sobre o desempenho da organização e que, com isso, é possível monitorar e controlar a empresa. Ainda, segundo Laudon & Laudon (2011), os SIGs resumem as operações básicas da organização. Os dados básicos de transações obtidos dos SPTs são comprimidos e geralmente apresentados em relatórios. Os SIGs são sistemas projetados para apoiar os gerentes das áreas funcionais (produção/operações, marketing, contabilidade, finanças, gestão de recursos humanos), fornecendo relatórios periódicos que incluem resumos, comparações e outras estatísticas (Turban et al., 2010). 2.2.2. Sistemas de Apoio à Decisão 1604 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil Sistemas de Apoio à Decisão (SADs) são SIs que oferecem informações interativas a gerentes e profissionais de negócios durante o processo de tomada de decisão. Utilizam modelos analíticos, banco de dados especializados, opinião e percepção do responsável pela decisão e um processo interativo de modelagem baseada no computador (O’Brien & Marakas, 2008). De acordo com Gordon e Gordon (2006), os SADs completos consistem em quatro componentes principais: banco de dados, base de conhecimentos, base de modelos e uma interface com o usuário. Laudon & Laudon (2011) defendem a ideia que os SADs ajudam os gerentes de nível médio a tomar decisões não usuais, focando problemas específicos, que se alteram com rapidez e para os quais não há um procedimento de resolução predefinido. 2.2.3. Sistemas de Planejamento de Recursos Empresariais ou Sistemas Integrados Os Sistemas de Planejamento de Recursos Empresariais ou Sistemas Integrados (ERP) ligam todas as funções de uma empresa. O’Brien & Marakas (2008) definem os ERPs como sistemas interfuncionais orientados por um conjunto integrado de módulos de software que auxilia os processos internos básicos de uma empresa. Já para Gordon e Gordon (2006), os ERPs integram diferentes atividades internas ou externas à empresa, suportam vários idiomas e moedas e ajudam as empresas a integrarem suas operações dispersas em vários locais e unidades de negócios. Segundo Turban et al. (2010), o principal objetivo de um ERP é integrar todos os departamentos e fluxos de informações em uma empresa em um único sistema de computador que atenda a todas as necessidades da empresa. Os ERPs são utilizados para integrar processos de negócio nas áreas de manufatura e produção, finanças e contabilidade, vendas e marketing e recursos humanos em um único sistema de software (Laudon & Laudon, 2011), nesse sentido, são pacotes de aplicações de processos de negócios padronizados que propiciam visibilidade do negócio ao fornecer a informação integrada e consolidada em um banco de dados, para diferentes áreas de uma organização em tempo real (Decoster, 2008). 2.2.4. Sistemas de Informações Contábeis O’Brien & Marakas (2008) afirmam que os Sistemas de Informações Contábeis são os mais antigos e mais utilizados nas empresas. São sistemas capazes de registrar além dos dados, também e as regras e as normas da área contábil (Boockholdt, 2005). Administrar o dinheiro que entra e sai das organizações é uma missão primária, porém muito ampla, pois recursos financeiros estão envolvidos em todas as funções de uma organização (Turban et al., 2010). Toda transação financeira afeta as receitas e o balanço geral da empresa, e o Sistema Contábil é o responsável por registrar e informar o fluxo dos fundos da organização com base no histórico e também produzir importantes 1605 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil demonstrativos financeiros, como o balanço patrimonial e demonstração do resultado (O’Brien & Marakas, 2008). Para Turban et al. (2010), o Sistema de Informação Contábil também é o responsável por coletar os dados necessários para o SPT da contabilidade, transformando esses dados em informações e disponibilizando-as aos usuários, seja como informações sobre a folha de pagamento, como também relatórios internos ou relatórios externos para acionistas e agências governamentais. 2.3. Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Sistema Usuários finais de negócios e especialistas de TI podem usar uma abordagem sistêmica a fim de ajudá-los a desenvolver soluções de SI que vão de encontro às oportunidades de negócio. Isso pode envolver um ciclo de desenvolvimento de sistemas, no qual especialistas de SI e usuários finais concebem, projetam e implementam sistemas empresarias. (O’Brien & Marakas, 2008). Neste tópico estão apresentados os pontos principais do Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Sistemas (CVDS), tais como seu histórico, implantação, planejamento e a gestão de mudanças. 2.3.1. Conceito do CVDS Para Turban, Rainer e Potter (2007), o CVDS é uma estrutura que consiste em processos sequenciais, pelos quais os SIs são desenvolvidos. Para os autores, existem três vantagens: controle, responsabilidade e detecção de erro; e algumas desvantagens: o ciclo de desenvolvimento é relativamente inflexível, demorado e caro. O Ciclo de Desenvolvimento é estruturado numa abordagem em fases à montagem de um sistema, dividindo o desenvolvimento de sistemas em estágios formais. E embora os desenvolvedores de sistemas possam ir e voltar entre um estágio e outro, o ciclo é predominantemente uma abordagem "em cascata", no qual as tarefas de cada estágio devem ser concluídas antes que o estágio seguinte se inicie (Laudon & Laudon, 2011). Para O’Brien & Marakas (2008), as atividades envolvidas no ciclo de desenvolvimento de sistemas são altamente relacionadas e interdependentes, assim, várias atividades evolutivas podem ocorrer ao mesmo tempo, enquanto certas atividades dentro de determinado passo podem ser repetidas. 2.3.2. Fases da Implantação do SI Turban et al. (2007), Laudon & Laudon (2011) e O’Brien & Marakas (2008), classificam os processos a serem desenvolvidos para implantação de um sistema em oito etapas: Primeira etapa: Investigação de Sistemas – estágio inicial, que começa com o problema empresarial. A principal tarefa nesse estágio é o estudo da viabilidade; Segunda etapa: Análise de sistemas – exame do problema empresarial que a organização planeja resolver com um sistema de informação; Terceira etapa: Projeto de sistemas – descreve como o sistema realizará sua tarefa. 1606 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil O resultado desta fase é o projeto técnico; Quarta etapa: Programação – envolve a conversão das especificações do projeto para códigos de computador; Quinta etapa: Testes – verificação do código de computador, a fim de averiguar se ele produz os resultados esperados e desejados, sob determinadas condições; Sexta etapa: Implementação – processo de conversão do antigo sistema para o novo; Sétima etapa: Operação e método – quando as operações do novo sistema estão estabilizadas, são realizadas auditorias para avaliar os recursos do sistema e determinar se está sendo utilizado corretamente; Oitava etapa: Manutenção – os sistemas necessitam de diversos tipos de manutenção, como depurações, atualizações e novas funções. Para O’Brien & Marakas (2008), a implementação do SI envolve a compra de hardware e software, teste de programa e procedimentos, conversão de recursos de dados, além de educação e treinamento dos usuários finais e dos especialistas que operarão o novo sistema. Segundo Lozinsky (1996), existem algumas vantagens em utilizar consultores na implementação de sistemas. Uma consultoria com experiência comprovada tem uma metodologia já testada e comprovada para fundamentar tecnicamente a decisão e garantir um grau de imparcialidade ao processo de implementação. 2.3.3. Planejamento de SI Para Turban et al. (2010), o planejamento de TI é organizado da infraestrutura e dos portfólios de aplicações realizados em vários níveis da organização. E isto determina quais aplicações os usuários finais podem instalar. Assim, para os autores, o sistema deverá atender aos objetivos previstos, proporcionando melhoria e otimização do processo decisório, vantagem competitiva, aumento da lucratividade, melhor posicionamento no ambiente externo e melhor efetividade no gerenciamento da organização. Laudon & Laudon (2011) descrevem a utilização de um plano de SI para mostrar o quanto a solução escolhida se encaixa na estratégia e no plano de negócios geral da empresa. Este plano contém uma declaração das metas corporativas e específica como a TI apoia a realização dessas metas. Para os autores, o plano de SI precisa descrever também as mudanças organizacionais (requisitos de gestão e treinamento de funcionários), mudanças nos processos de negócios e as mudanças em autoridade, estrutura ou prática de gestão. Além disso, os autores ressaltam que dentre os principais componentes do plano de SI, está o realinhamento organizacional e a reorganização interna. 2.3.4. Gestão de Mudança Laudon & Laudon (2011) afirmam que o desenvolvimento de uma nova solução de SI não está apenas relacionado à instalação de software e hardware. É necessário lidar com as mudanças organizacionais que a nova solução implicará, isto é, novas informações, novos processos de negócios e novas relações hierárquicas de poder para tomar decisões. Para os autores, mesmo uma solução bem projetada pode não funcionar se não for introduzida na organização com cuidado. 1607 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil "A gestão da mudança envolve a análise e definição de todas as mudanças diante da organização e programas de desenvolvimento para reduzir os riscos e custos, e para maximizar os benefícios da mudança" (O’Brien & Marakas, 2008: 398). 1608 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil 2.4. International Financial Reporting Standards (IFRS) Neste tópico estão apresentados os principais aspectos do IFRS, como seu histórico, sua expansão no território mundial, suas aplicações no Brasil e o envolvimento da área de Sistemas de Informação neste cenário. 2.4.1. Breve Histórico do IFRS De acordo com Ernst & Young & Fipecafi (2010), em 2001, a Comissão Europeia adotou as normas internacionais de contabilidade, para padronização das demonstrações contábeis das sociedades empresárias abertas que faziam parte da Comunidade Europeia. Contudo, essa adoção coincidiu com a reestruturação do IASC (International Accounting Standards Committee – antiga entidade responsável pela formalização e publicação das normas internacionais de contabilidade, de forma independente), e a criação do IASB (International Accounting Standards Board). O IASB é uma organização internacional independente, criada em 2001, por conta da reformulação do IASC. Por isso, foi herdeiro da responsabilidade técnica e das IAS (International Accounting Standards – normas internacionais de contabilidade) emitidas até então. Com isso, os novos pronunciamentos, ou normas internacionais de contabilidade, emitidos pelo IASB passaram a ser chamados de IFRS, assim como as novas interpretações das normas internacionais, conhecidas até então como SIC (Standing Interpretations Committe), passaram a ser chamadas de IFRIC (Internacional Financial Reporting Committe) (LIMA, 2010). Em 2005, a comunidade europeia estabeleceu, pela primeira vez, a adoção integral das normas internacionais, que tornou rápida a adesão dos países europeus ao IFRS (Ernst & Young; Fipecafi, 2010). Lima (2010) esclarece que as normas internacionais de Contabilidade são os pronunciamentos e as interpretações adotadas pelo IASB, que compreendem: os IFRS, as IAS e as interpretações produzidas pelo IFRIC ou por seu antecessor, o SIC. 2.4.2. Aplicação do IFRS no Brasil No Brasil, as IAS foram traduzidas e adaptadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aplicando-as aos CPCs (Comitê de Pronunciamentos Contábeis). Os CPCs são pronunciamentos técnicos que retratam os procedimentos contábeis aplicados no Brasil, adaptados às normas internacionais de contabilidade. O IFRS, junto às normas contábeis brasileiras alteradas pela sanção da Lei nº 11.638/07 e aos CPCs, têm como objetivo padronizar as demonstrações financeiras das companhias abertas, instituições financeiras que possuem comitê de auditoria e companhias brasileiras de grande porte (PWC, 2010a). De acordo com PWC (2010a), a adoção do IFRS no Brasil foi inevitável, já que ele acabou tornando-se a linguagem contábil mundial. Caso não houvesse a adoção, seria refletida no Brasil a dificuldade de atuação no ambiente globalizado. Por isso, no final de 2010, a Instrução nº 485 foi divulgada pela CVM, a qual determina que as companhias abertas devem apresentar suas demonstrações 1609 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil financeiras consolidadas conforme o IFRS e as normas contábeis brasileiras emitidas pelos CPCs. Porém, as demonstrações financeiras individuais devem aplicar, obrigatoriamente, somente os CPCs. O uso do IFRS também pode ser determinado por outros órgãos reguladores brasileiros, como o Banco Central (BACEN) e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Segundo Antunes, Grecco, Formigoni & Mendonça Neto (2012), o CPC emite os pronunciamentos contábeis baseados no IFRS e os órgãos reguladores no Brasil – tais como o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central do Brasil (BACEN) – que adotam, ou não, esses pronunciamentos, que passam a vigorar como norma contábil. Ainda para os autores, em decorrência das novas práticas contábeis, é necessária a divulgação de várias informações em notas explicativas que anteriormente não eram exigidas, aumentando, assim, o conteúdo informacional desse relatório. 2.4.3. Impacto da Convergência ao IFRS Conforme já citado, o IFRS tem como objetivo padronizar as demonstrações financeiras. Com as empresas abertas sendo obrigadas a aderir a esse padrão de publicação em seus balanços, o processo de convergência para a implantação do IFRS demonstra grande complexidade, com expressivos impactos sobre o resultado e o patrimônio líquido das sociedades empresárias, com efeitos significativos na valorização de suas ações no mercado de capitais (Silva et al., 2010). Para Silva et al. (2010), quando a padronização das demonstrações financeiras torna-se um objetivo universal, há a preocupação com o processo de convergência, já que enquanto a migração para o IFRS não tornar-se completa, corre-se o risco de discussões serem geradas a partir dos processos de adaptação de cada entidade. De acordo com McManus (2009), com a adoção do IFRS, pode haver um vasto impacto na infraestrutura da sociedade empresária, que inclui os processos, controles de suporte e sistemas. 2.4.4. Envolvimento da Área de Sistemas Para Deloitte Touche Tohmatsu Limited (2007), os líderes corporativos compreendem plenamente os impactos que a conversão ao IFRS irá causar em suas organizações. Com essa perspectiva, há uma maior facilidade para o líder determinar a abordagem para coordenar os elementos-chave, além de identificar as prioridades no desenvolvimento da estratégia final de implementação do IFRS. Ainda segundo Deloitte Touche Tohmatsu Limited (2007) as mudanças nas políticas contábeis e nos processos de relatórios financeiros podem causar impacto significativo nos sistemas financeiros e na infraestrutura necessária para a elaboração de relatórios da empresa. Essas mudanças podem exigir alguns ajustes nas interfaces existentes e nos bancos de dados subjacentes para incorporar dados específicos para suportar a prestação de informações financeiras segundo o IFRS. As considerações-chave incluem: • Sistemas upstream – A transição do BR GAAP para o IFRS pode resultar na exigência de relatórios complementares para áreas tão complexas 1610 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil quanto as tributária, de instrumentos financeiros, de pagamentos com base em ações e ativos fixos, entre outras; • Razão geral – A conversão para o IFRS pode exigir mudanças no plano de contas e modificações para apropriar dados específicos exigidos por esse modelo contábil. Além disso, durante a transição para o IFRS, o balancete possivelmente precisará acomodar múltiplos livros contábeis (segundo o BR GAAP, tributários e o IFRS) e a manutenção de múltiplas estruturas de livros contábeis durante a transição demandará planejamento; • Banco de dados (data warehouse) – Os sistemas atuais podem não oferecer a funcionalidade para lidar com as exigências do IFRS e, dessa forma, os requisitos relativos a informações financeiras devem ser identificados, e o impacto desses requisitos sobre os modelos de dados existentes deve ser analisado; • Relatórios downstream – A conversão para o IFRS pode também resultar em mudanças no número de empresas consolidadas, estruturas mapeadas e formatos de demonstrações financeiras. Tudo isso demandará ajustes com relação ao sistema de consolidação. Os modelos de relatórios externos precisarão ser avaliados para que as mudanças necessárias sejam identificadas. De acordo com PWC (2010b), observa-se a necessidade do mercado de ter o conhecimento de que o processo de implantação do IFRS foi organizado e estruturado. Para isso, apresenta-se o Embedding, que significa “corrigir o conjunto de forma segura ou profunda”, ou seja, tudo que deve ser feito para a adequação do IFRS nas organizações, formando um cenário ideal. PWC (2010b) ressalta que para o mercado ter essa confiabilidade, as sociedades empresárias precisam endereçar itens, como: a) quando se deu início e quem apoiou o processo; b) os departamentos envolvidos, inclusive se o Conselho de Administração e o especialista financeiro receberam os devidos treinamentos; c) quais as especialidades utilizadas, como laudos e cálculos atuariais. O Embedding, para PWC (2010b), envolve a integração dos relatórios internos e externos do dia-a-dia, controle e procedimentos através de políticas e manuais de IFRS e CPC devidamente atualizados, treinamento das pessoas envolvidas e a área de Sistemas como um todo. Segundo PWC (2010b), a área de Sistemas tem grande envolvimento na convergência ao IFRS, pois é responsável pela identificação dos novos dados que irão compor as notas explicativas e seus detalhamentos, e pela remoção do trabalho manual, já que é designado à elaboração de sistemas novos ou otimizados mais eficazes, com plano de contas baseado nos CPCs e no IFRS. McManus (2009) explica que o nível de mudança necessário nos sistemas de informação depende de cada empresa. Por exemplo, uma empresa que tem várias controladas operando com sistemas contábeis diferentes, que reportam para um sistema único da controladora. Caso uma das controladas opte por incorporar o IFRS, pode haver conflito nas informações, pois uma demonstração financeira está em IFRS e as outras, em um dos múltiplos GAAPs. Para Ernst & Young Terco (2008) o tempo de existência, a flexibilidade e o histórico de atualizações dos sistemas de tecnologia serão fatores determinantes para definir se os sistemas existentes podem ser aprimorados ou devem ser 1611 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil substituídos. Quando o volume de mudanças exigidas no sistema de TI para ajustá-lo ao IFRS for significativo, a administração deverá considerar a necessidade de novos recursos para tecnologia e também se o plano do projeto reflete os cronogramas de atualizações dessa área. 3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Pesquisa é uma atividade voltada para a investigação de problemas teóricos ou práticos por meio do emprego de processos científicos (Cervo, Bervian & Silva, 2007). Neste tópico estão apresentadas as opções metodológicas que foram utilizadas na pesquisa. 3.1. Método de Pesquisa O método em pesquisa significa a escolha de procedimentos sistemáticos para a descrição ou explicação de fenômenos. Há dois grandes métodos de investigação: o quantitativo e o qualitativo. O método quantitativo caracteriza-se pelo emprego de quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas. Já o método qualitativo é caracterizado como a tentativa de uma compreensão detalhada dos significados e características situacionais apresentadas (Richardson et al., 2007). Nesta pesquisa utilizou-se o método qualitativo, pois teve como objetivo analisar a interação das variáveis SIs e IFRS, que tive início com a implantação do IFRS no Brasil. 3.2. Tipo de Pesquisa Cervo et al. (2007) explicam que cada abordagem admite diferentes níveis de aprofundamento e enfoques específicos conforme o objeto de estudo, os objetivos e a qualificação do pesquisador. Sendo assim, é natural a existência de inumeráveis tipos de pesquisa. Cada tipo de pesquisa possui, além do núcleo comum de procedimentos, suas particularidades. Richardson et al. (2007) definem como três principais tipos de pesquisa: os estudos descritivos, exploratórios e explicativos. Os estudos descritivos são utilizados quando se deseja descrever as características de um fenômeno; os estudos exploratórios, quando não se tem informação sobre determinado tema e se deseja conhecer o fenômeno; e os estudos explicativos, quando se deseja analisar as causas ou consequências de um fenômeno. Em complemento, Cervo et al. (2007) defendem que a pesquisa exploratória não requer elaboração de hipóteses a serem testadas no trabalho, limitando-se a definir objetivos e buscar mais informação sobre determinado assunto de estudo. Além disso, esse tipo de pesquisa realiza descrições precisas da situação e quer descobrir as relações existentes entre seus elementos componentes. Adotou-se o tipo exploratório citado no parágrafo anterior, levando em consideração que o objetivo geral da pesquisa foi identificar quais foram os impactos nas organizações e em seus SIs devido à convergência das normas contábeis brasileiras ao IFRS. 1612 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil 3.3. Espaço Amostral Segundo Cervo, Bervian e Silva (2007: 66) “População pode referir-se a um conjunto de pessoas, de animais ou de objetos que representam a totalidade de indivíduos que possuam as mesmas características definidas para um estudo”. Uma pesquisa é feita com utilização de uma amostra, que se refere à parte representativa da população, ou seja, a uma unidade de análise. A amostra foi constituída por empregados de nível hierárquico elevado da área Contábil de três empresas de diferentes segmentos, sendo que em uma das três empresas, houve possibilidade de entrevistar três gestores diferentes. 3.4. Instrumento de Coleta de Dados Cervo, Bervian e Silva (2007) destacam três instrumentos de Coleta de Dados: a) Entrevista: conversa orientada com o objetivo de recolher, por meio do interrogatório do informante, os dados para a pesquisa; b) Questionário: possibilita medir com exatidão o que se almeja, pois é composto por perguntas fechadas, padronizadas, fáceis de aplicar, de simples codificação e análise; c) Formulário: destinado à coleta de dados resultantes de observações ou interrogações, preenchido pelo próprio investigador. Segundo Marconi e Lakatos (2010), a entrevista é um encontro entre pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto. Trata-se, pois, de uma conversação face a face, de maneira metódica, que proporciona ao entrevistador, verbalmente, a informação necessária. Como instrumento de coleta de dados, foram feitas entrevistas com empregados de nível hierárquico elevado da área Contábil de três empresas de diferentes segmentos, para que fosse possível solucionar o problema de pesquisa. 3.5. Técnica de Análise de Dados Como se utilizou o método qualitativo, foi empregada a análise de conteúdo como técnica de análise do material coletado nas entrevistas. Toda comunicação que implica a transferência de significados de um emissor a um receptor pode ser objeto de análise de conteúdo. Pela natureza cientifica, a análise de conteúdo deve ser eficaz, rigorosa e precisa (Richardson et al., 2007; Bardin, 2009). De acordo com Richardson et al. (2007), a análise de conteúdo é uma técnica de pesquisa que tem como características metodológicas a objetividade (explicitação das regras e dos procedimentos utilizados em cada etapa da análise), a sistematização (inclusão ou exclusão do conteúdo de acordo com regras consistentes e sistemáticas) e a inferência (operação pela qual se aceita uma proposição em virtude de sua relação com outras proposições já aceitas como verdadeiras). 1613 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil 4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Ao todo foram realizadas cinco entrevistas, mediante roteiro de entrevistas previamente elaborado (que por limitações de espaço foi suprimido), no mês de setembro de 2012, conforme indicado no Quadro 1. Por questões de sigilo garantido, os entrevistados estão indicados apenas pelo primeiro nome e as empresas, por nomes fictícios E1, E2,..., E5. Quadro 1: Síntese das entrevistas realizadas Entrevista Entrevistado Empresa Cargo - Função Data E1 E2 E3 E4 E5 Beatriz Stefano Márcio Fábio Carlos E1 E2 E3 E4 E5 Consultor Analista Sênior Coordenador Gerente Superintendente 03/09/2012 05/09/2012 06/09/2012 12/09/2012 19/09/2012 As entrevistas foram gravadas e posteriormente transcritas. Inicialmente, os dados foram submetidos a análises e leituras reflexivas, como primeira etapa da análise de conteúdo (Bardin, 2009). Em seguida, iniciou-se a codificação, pela identificação das Unidades de Registro (URs). Por similaridade, as unidades de registro foram agrupadas para a elaboração de uma matriz de Unidades de Significado (USs). A matriz de USs representa a organização da massa de dados por assunto e compartilhamento de ideias contidas nas URs. A partir dessa matriz, foram criadas oito Categorias (apresentadas no Quadro 2) e explicadas na sequência. Quadro 2: Categorias Obtidas Categorias (Cs) C1: Adequação dos Sistemas de Informação C2: Aquisição de Novos Sistemas de Informação C3: Treinamento para as novas normas contábeis e para SIs C4: Contratação de Consultorias e/ou Profissionais Especializados C5: O Processo de Comunicação C6: Dificuldade e Resistência aos SIs e/ou IFRS C7: Liderança no Processo de Adaptação C8: Resultados Unidades de Significado (USs) • US2: Necessidade de atualizações nos SIs • US3: Mudanças de parâmetro nos SIs já utilizados pelas áreas • US4: Período de adequação dos SIs ao IFRS • US1: Implantação de novos SIs • US5: Investimento em SIs devido à adequação ao IFRS • US6: Treinamento sobre as novas normas contábeis e/ou para utilização dos SIs implantados/adaptados por conta do IFRS • US7: Contratações de profissionais especialistas em IFRS para o processo de adaptação dos SIs • US8: Contratação de Consultorias/Desenvolvedores externos para auxiliar no processo de implantação/adaptação dos SIs e/ou IFRS • US9: Processo de comunicação para implantação/adequação dos SIs e/ou IFRS • US10: Dificuldades no processo ou resistência na implantação/adaptação dos SIs e/ou IFRS • US11: Liderança no processo de implantação/adaptação dos SIs e/ou ao IFRS • US12: Resultados obtidos (positivos/ negativos) com a 1614 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil Decorrentes das Mudanças implantação/adequação dos SIs e/ou ao IFRS C1: Adequação dos Sistemas de Informação As US’s agrupadas nesta categoria identificam-se com as necessidades de adaptação dos SIs, sejam elas por necessidade de atualização, mudanças de parâmetros, dentre outros. No contexto da adoção das novas Normas Contábeis, a PWC (2010a) afirma que as demonstrações financeiras individuais devem aplicar, obrigatoriamente, somente os CPCs. O uso das IFRS também pode ser determinado por outros órgãos reguladores brasileiros, como o Banco Central (BACEN) e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Em complemento com a PWC (2010a), Antunes et al. (2012) afirmam que o CPC emite os pronunciamentos contábeis baseados nas IFRS e os órgãos reguladores no Brasil – tais como o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central do Brasil (BACEN) – que adotam, ou não, esses pronunciamentos, e passam a vigorar como norma contábil. As palavras do entrevistado E5 confirmam o que os autores conceituaram ao relatar que: E5: “Realizamos a expansão dos sistemas atuais, com a criação de empresas espelhos – Duplicamos as empresas nos módulos dos sistemas, para que os ajustes em IFRS fossem efetuados. No caso da Seguradora, as contas contábeis foram triplicadas, pois há três reports: BACEN, SUSEP e IFRS”. Antunes et al. (2012) descrevem ainda que, em decorrência das novas práticas contábeis, é necessária a divulgação de várias informações em notas explicativas (NEs) que anteriormente não eram exigidas, aumentando, assim, o conteúdo informacional desse relatório. Para Deloitte Touche Tohmatsu Limited (2007) as mudanças nas políticas contábeis e nos processos de relatórios financeiros podem causar impacto significativo nos sistemas financeiros e na infraestrutura necessária para a elaboração de relatórios da empresa. Essas mudanças podem exigir alguns ajustes nas interfaces existentes e nos bancos de dados subjacentes para incorporar dados específicos que suportam a prestação de informações financeiras segundo o IFRS. Estas referências bibliográficas podem ser confirmadas pelo no seguinte trecho de entrevista: E1: “O pessoal de produto também teve que mudar bastante, pois o grande impacto pra gente foi nas NEs, pois tivemos que falar mais dos nossos produtos, abrir mais as informações, o que considerávamos uma informação particular, tivemos que divulgar, o IFRS 7 exige isso, mostrar onde está investindo, qual é o risco, os principais mercados”. C2: Aquisição de Novos Sistemas de Informação Nesta categoria é evidenciado como a empresa adequou seus SIs para atender às novas exigências do IFRS, seja por substituição do sistema ou seu aprimoramento. Para Ernst &Young Terco (2008) o tempo de existência, a flexibilidade e o histórico de atualizações dos sistemas de tecnologia serão fatores 1615 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil determinantes para definir se os sistemas existentes podem ser aprimorados ou devem ser substituídos. Quando o volume de mudanças exigidas no sistema de TI para ajustá-lo ao IFRS for significativo, a administração deverá considerar a necessidade de novos recursos para tecnologia e também se o plano do projeto reflete os cronogramas de atualizações dessa área. Nas entrevistas realizadas, foram encontradas tanto empresas que tiveram que substituir o sistema, quanto empresas que tiveram que aprimorar os SIs já existentes: E2: “Os sistemas anteriormente utilizados serão todos substituídos pelo sistema integrado Dynamics AX”. E3: “Expansão dos sistemas atuais, com a criação de empresas espelhos – duplicamos as empresas nos módulos dos sistemas, para que os ajustes em IFRS fossem efetuados”. C3: Treinamento para as Novas Normas Contábeis e para SIs As US’s agrupadas nesta categoria identificam-se com as necessidades de treinamentos dos usuários contábeis, sejam elas por necessidade de conhecimento das novas normas contábeis, ou uso dos SIs. No contexto da adoção das novas Normas Contábeis, a PWC (2010b) ressalta que, para o mercado ter a confiabilidade nas novas demonstrações financeiras (atualizadas com as novas normas), as sociedades empresárias precisam endereçar itens, como os devidos treinamentos fornecidos aos departamentos envolvidos, inclusive ao Conselho de Administração e ao especialista financeiro. As palavras dos entrevistados confirmam o que os autores conceituaram ao relatar que: E1: “Houve treinamentos não por conta de SIs, mas sim por conta das novas práticas de IFRS que a contabilidade adotou”. E2: “Foi fornecido treinamento em SI para os usuários chaves para cada módulo implantado”. E4 e E5: “Através de um convênio com a FIPECAFI, foi fornecido um MBA in company, para o IFRS, onde o banco arcou com 60% do custo do curso (com os módulos que continham informações sobre IFRS). Quem tivesse interesse no diploma, poderia continuar o curso na FIPECAFI, arcando os 40% com seus recursos próprios”. C4: Contratação de Consultoria e/ou Profissionais Especializados Nesta categoria foram agrupadas US’s que se relacionam à necessidade de novas contratações, seja de profissionais especializados, de consultorias de IFRS ou de SIs. No âmbito de SIs, os usuários finais de negócios e especialistas de TI podem usar uma abordagem sistêmica a fim de ajudá-los a desenvolver soluções de SI que vão de encontro às oportunidades de negócio. Isso pode envolver um ciclo de desenvolvimento de sistemas, no qual especialistas de SI e usuários finais concebem, projetam e implementam sistemas empresarias (O’Brien & Marakas, 2008). Para Lozinsky (1996) existem algumas vantagens em utilizar consultores na implementação de sistemas. Uma consultoria com experiência comprovada tem uma metodologia já testada e comprovada para fundamentar tecnicamente a 1616 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil decisão e garantir um grau de imparcialidade ao processo de implementação. Abaixo, estão trechos das entrevistas que confirmam a teoria: E1: “Tivemos uma consultoria para IFRS, ela mostrou como deveria ser feito, foi nas áreas com a gente, passávamos o que eles tinham que fazer, e a área ia atrás para fazer a demanda. A consultoria desenhou o que tinha que ser feito”. E2: “Houve contratação de desenvolvedores para a customização de alguns módulos do sistema pra adequação ao IFRS, e de consultores para auxiliar na adaptação do novo sistema”. C5: O Processo de Comunicação Esta categoria diz respeito à importância da comunicação corporativa em um cenário de mudanças nos SIs de uma organização devido a convergência das normas contábeis ao IFRS. Como afirmam Perez & Zwicker (20110) e Laudon & Laudon (2011), o desenvolvimento de uma nova solução de SI não está apenas relacionado à instalação de software e hardware. É necessário lidar com as mudanças organizacionais que a nova solução implicará, isto é, novas informações, novos processos de negócios e novas relações hierárquicas de poder para tomar decisões. Para os autores, mesmo uma solução bem projetada, pode não funcionar se não for introduzida na organização com cuidado, ou seja, é necessária uma comunicação efetiva. Laudon & Laudon (2011) ressaltam que dentre os principais componentes do plano de SI, está o realinhamento organizacional e a reorganização interna. Abaixo, estão trechos das entrevistas que confirmam a teoria: E2: “Foram utilizados comunicados internos (e-mails corporativos) e reuniões específicas para cada área que tinha módulos envolvidos na sua respectiva operação”. E3: “Houve diversas reuniões em todos os níveis hierárquicos, desde a área de estudos contábeis até as áreas que executam e controlam os processos”. C6: Dificuldade e Resistência aos SIs e/ou IFRS Nesta categoria são evidenciadas as dificuldades no processo de adaptação e resistência aos SIs e/ou ao IFRS quando a empresa adequou seus SIs para atender às novas exigências do IFRS. Segundo PWC (2010b), a área de Sistemas tem grande envolvimento na convergência ao IFRS, pois é responsável pela identificação dos novos dados que irão compor as notas explicativas e seus detalhamentos, e pela remoção do trabalho manual, já que é designado à elaboração de sistemas (novos ou otimizados) mais eficazes, com plano de contas baseado nos CPCs e nas IFRS. Nas entrevistas realizadas, foram encontrados casos de resistência tanto aos SIs, quanto ao IFRS: E1: “Na contabilidade não tivemos resistência, mas nas outras áreas tivemos que envolver os diretores, pois não queriam abrir as informações, falar tudo sobre o produto”. 1617 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil E2: “Funcionários de algumas áreas insistiam em usar a metodologia antiga de trabalho ou a rotina antiga de SI. Foi necessária a troca de alguns colaboradores (principalmente os antigos), já que tinham dificuldades em aprender, não só as novas normas, mas em se adaptar ao novo modelo de Sistema. Foram efetuadas algumas ações para conscientizar as áreas da necessidade de adequação ao novo SIs”. E3: “A dificuldade maior foi em relação à falta de informações para a aplicação da regra e de aplicar um conceito novo criando novos processos. Sendo uma demanda legal não havia muitas alternativas”. E5: “A dificuldade foi no entendimento das normas contábeis, por isso o banco forneceu o MBA in company. Com relação ao sistema, não houve resistência, já que o processo de utilização do sistema não foi alterado para os usuários contábeis”. C7: Liderança no Processo de Adaptação Nessa categoria ficou evidenciada a necessidade de liderança no processo de adaptação aos SIs e/ou ao IFRS, visto que são mudanças a serem conduzidas e, que devem necessitam de liderança forte e marcante. Para Deloitte Touche Tohmatsu Limited (2007), os líderes corporativos compreendem plenamente os impactos que a conversão ao IFRS irá causar em suas organizações. Com essa perspectiva, há uma maior facilidade para o líder determinar a abordagem para coordenar os elementos-chave, além de identificar as prioridades no desenvolvimento da estratégia final de implementação do IFRS. Os seguintes trechos das entrevistas confirmam a teoria: E1: “No processo de adaptação ao IFRS, o Edson era gerente do projeto, o Celso o diretor e eu o operacional”. E2: “Cada área tem um usuário chave que está sendo líder na implementação/customização de cada área/módulo”. E5: “Sim. Nossa equipe (Itaú Holding) é a líder do processo, pois somos os responsáveis pela publicação dos balanços. Mas para ocorrer a implantação com sucesso, conversamos com os líderes das outras equipes, que normalmente são os gerentes das áreas”. C8: Resultados Decorrentes das Mudanças Estão agrupados neste código padrão os resultados obtidos, sejam eles negativos ou positivos, onde há mudanças nos Sis devido à convergência das normas contábeis ao IFRS. Para Turban et al. (2010), o planejamento de TI é organizado da infraestrutura e dos portfólios de aplicações realizados em vários níveis da organização. E isto determina quais aplicações os usuários finais podem instalar. Assim, para os autores, o sistema deverá atender aos objetivos previstos, proporcionando melhoria e otimização do processo decisório, vantagem competitiva, aumento da lucratividade, melhor posicionamento no ambiente externo e melhor efetividade no gerenciamento da organização. Os trechos das entrevistas abaixo confirmam os pensamentos dos autores: E2: “Maior confiabilidade nas informações geradas e minimização dos erros do SI antigo que não era integrado demandando intervenções manuais e consequentemente maiores erros. Gerou um ganho de produtividade na elaboração das DFs e no fechamento mensal, mas ainda temos alguns problemas gerados pela customização de alguns módulos (estoque, ativo imobilizado, compras e faturamento)”. 1618 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil E3: “O principal ponto positivo é a padronização do banco aos critérios internacionais servindo de parâmetro e exemplo para o mercado – imagem do banco perante o mercado. Um diferencial é que o BIUHF publica estas informações trimestralmente sendo um diferencial do mercado que publica anualmente. O principal ponto negativo é o aumento das demandas operacionais com a manutenção da carga humana e a diminuição dos prazo”. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS O objetivo deste artigo foi efetuar um estudo qualitativo exploratório, com a finalidade de se obter a resposta ao problema de pesquisa: Quais os impactos nas organizações e em seus Sistemas de Informação devido à convergência das normas contábeis brasileiras ao IFRS? Como suporte teórico, foram realizadas investigações em bases de dados disponíveis, como artigos, livros, sites, dissertações e teses sobre o tema, além de entrevistas para formação da massa de dados para a análise de conteúdo. Pelos dados coletados nas entrevistas verificou-se que algumas organizações tiveram menor impacto, já outras, tiveram grandes impactos em seus recursos de SIs. Para a organização que sofreu baixo impacto, pode-se citar que as adaptações ao IFRS foram feitas com a utilização do software Excel. Porém, no que se refere ao IFRS, essa organização teve de investir fortemente em treinamentos e consultorias para obter o conhecimento técnico das novas normas. Houve a possibilidade de entrevistar três gestores de diferentes empresas de um mesmo grupo, e foi possível verificar que foram feitas mudanças nos SIs de todas as três, que, por terem sido desenvolvidos pela organização, foram aprimorados pelos seus próprios empregados. Em relação ao IFRS, a área contábil dessas empresas recebeu treinamentos, inclusive pela realização de um MBA sobre o assunto. Foi encontrada uma organização que sofreu grandes impactos em seus SIs, sendo necessária a troca total do SI. Para isso, houve um alto investimento financeiro na área de TI, tanto para adquirir o novo software, como para contratar desenvolvedores externos para sua implantação. Já no que se refere ao conhecimento técnico de IFRS, houve orientações da auditoria externa. Os resultados da pesquisa indicam que mudanças no contexto das organizações, como a implementação das normas internacionais IFRS, que têm implicações em nível operacional, tático e estratégico e, principalmente em requerem ajustes em seus recursos informacionais (Sistemas e Tecnologias de Informação), necessitam ser muito bem planejadas, sob o risco de se tornarem fracassos. Portanto, respondendo ao problema de pesquisa pôde-se inferir que, todas as organizações da amostra analisada sofreram algum tipo de impacto em sua operação e em seus SIs, podendo ser de maior ou menor relevância. Além disso, observando-se isoladamente o fator convergência ao IFRS, é possível afirmar que houve grandes impactos em todos os casos analisados. Considera-se também que os objetivos inicialmente propostos foram atingidos de forma satisfatória. 1619 10th International Conference on Information Systems and Technology Management – CONTECSI June, 12 to 14, 2013 - São Paulo, Brazil Os resultados aqui apresentados dizem respeito à amostra estudada, o que não permite generalizações. Contudo, tais resultados podem ser relevantes para empresas que estejam em fase de planejamento ou implementação do IFRS e, consequentemente, em seus SIs, bem como, a necessidade de cuidados com formação das pessoas em termos de cursos e aperfeiçoamento. Recomenda-se para futuras investigações, que sejam entrevistadas organizações de outros setores, como Varejo e Indústria. Também seria interessante uma investigação aprofundada nas empresas desenvolvedoras de Sistemas Integrados (ERP), como o SAP, e observar o quê essas empresas fizeram no sentido de adequar seus SIs por conta do IFRS para atender às necessidades de seus clientes. 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