DIAGNÓSTICO SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS NA PERSPECTIVA DO/A CONSUMIDOR/A E DO/A AGRICULTOR/A/ COMERCIANTE Carol Vieira dos Santos1 Celiane Gomes Maia da Silva 2 Ana Paula Gomes da Silva3 RESUMO Nasce uma preocupação da sociedade quanto a origem da produção dos alimentos e o que isso acarreta ao meio ambiente e saúde das pessoas. Nesse sentido, a produção de alimentos orgânicos que, além de proporcionar ao/a consumidor/a um alimento mais saudável e livre de agrotóxicos, contribui também para a preservação da saúde ambiental e humana. Os produtos orgânicos se diferem da agricultura tradicional, adotando sistemas de produção que excluem/evitam o emprego de fertilizantes solúveis e pesticidas químicos nas operações de cultivo. Isto posto, objetivou-se com este estudo realizar diagnóstico sobre a comercialização de alimentos orgânicos na perspectiva do/a consumidor/a e do/a agricultor/a/comerciante das feiras de produtos orgânicos da Central de Abastecimento de Pernambuco (CEASA/PE) e do IPA (Instituto Agronômico de Pernambuco) para entender os motivos e/ou fatores que levam ao consumo de produtos orgânicos. O levantamento dos dados foi realizado através da aplicação questionários, direcionados para o/a agricultor/a e o/a consumidor/a, além de observações diretas “in lócus”. Os/as consumidores/as de produtos orgânicos entrevistados/as nas feiras do IPA e da CEASA/PE caracterizam-se por possuírem idade entre 30 e 80 anos, serem na maioria do sexo feminino, instrução elevada, hábitos de consumo diversificados. PALAVRAS-CHAVE: Sustentabilidade. Consumo. Alimentação. 1 INTRODUÇÃO É cada vez maior o número de pessoas que buscam por uma alimentação mais saudável, na tentativa de resgatar um tempo em que era freqüente ter à mesa alimentos frescos, de boa qualidade e livres de agrotóxicos. Uma alternativa para a adoção de uma de alimentação saudável4 é o consumo de alimentos orgânicos, produzidos segundo critérios rígidos de qualidade, por agricultores que utilizam apenas métodos e práticas ecológicas em suas plantações, onde o consumo se dá pelos agricultores/as e pelo/a consumidor/a (BENEVIDES, 2008). De acordo com o Instituto Biodinâmico (IBD, 2009) produto orgânico é muito mais que um produto sem agrotóxicos e sem aditivos químicos. É o resultado de um 1 Graduanda em Economia Doméstica – UFRPE. E-mail: [email protected] Nutricionista pela UFPE. Mestre em Nutrição pela UFPE. Professora Adjunta do Departamento de Ciências Domésticas – UFRPE. E-mail: [email protected] 3 Economista Doméstica pela UFRPE Mestre em Nutrição pela UFPE. Extensionista Rural do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). E-mail: [email protected] 2 sistema de produção agrícola que tem no manejo equilibrado do solo e nos demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos e outros), a conservação em longo prazo, com a manutenção da harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos. Com a popularização crescente dos orgânicos, os alimentos chegaram até os supermercados possibilitando o acesso do/a consumidor/a a compra dos mesmos, porém estes apresentam preços mais elevados. Há quem prefira as feiras livres, e estes/as consumidores/as são mais fiéis a este consumo, que perduram anos, muitas vezes, criando uma relação de amizade com os/as agricultores/as comerciantes (GUIVANT et al,2003). Cerca de 90% da produção orgânica do Brasil é proveniente da agricultura familiar (HAMERSCHMIDT, 2004) e podendo representar a base futura de uma produção mais racional de alimentos, pois tem na prática a sustentabilidade, no sentido de não agredir o meio ambiente, tendo o preço de venda do produto como um diferencial positivo, pois não há atravessadores, consequentemente resultando no aumento da renda familiar. Os/as agricultores/as familiares disponibilizam seus alimentos às feiras, chegando aos/as seus/suas consumidores/as por um preço mais acessível e além de serem um dos mais tradicionais meios de comercialização de produtos olerícolas (verduras, legumes e frutas), constituindo o primeiro canal tradicional de escoamento utilizado pelos agricultores orgânicos. Vale ressaltar que, além de pontos de venda, estudos mostram a relevância deste espaço social da feira, como os/as consumidores/as sentem-se estimulados/as a freqüentá-la, decorrente das relações diretas e pessoais que estabelecem entre si e com os agricultores atuando como um espaço cultural formador de opinião, que possibilita o esclarecimento do/a consumidor/a sobre os princípios e características dos sistemas de produção agroecológicos 2 REVISÃO DE LITERATURA De acordo com Ormond et al. (2002), a agricultura orgânica é um processo que resgata nos primórdios da agricultura a tecnologia de produção sustentável econômica e ambientalmente exigida pela sociedade do futuro. Agricultura orgânica é um conjunto de processos de produção agrícola que parte do pressuposto básico de que a fertilidade é função direta da matéria orgânica contida no solo. A agricultura orgânica surgiu com o inglês Sir Albert Howard, entre 1935 e 1940 onde, através de pesquisas; publicou obras relevantes, contribuindo bastante para o desenvolvimento da agricultura orgânica (DAROLT, 2005) e a agricultura orgânica tem como objetivo proporcionar aos pequenos agricultores/a conhecimentos e métodos de agricultura através de experiências práticas (Ambiente Brasil, 2009). Segundo Araújo (2006) só no ano de 2006 no Brasil os alimentos orgânicos foram responsáveis pela manutenção de 19 mil postos de trabalhos e movimentou cerca de R$ 532,5 milhões. Um produto orgânico não apresenta diferenças aparentes em relação ao produto convencional, seja em termos de forma, cor ou sabor. Assim, o que possivelmente leva o/a consumidor/a a preferí-lo são as informações sobre suas vantagens nutricionais, a ausência de toxicidade e a confiança de que foi produzido conforme os preceitos que preservam esses fatores (ORMOND et al., 2002). As motivações para o consumo de alimentos orgânicos variam em função do país, da cultura e dos produtos que se analisa (DAROLT, 2001). Para os/as consumidores/as que têm buscado produtos diferentes, com níveis de preço mais favoráveis e qualidade cada vez melhor (mesmo sendo um produto mais caro) o orgânico é um alimento que ao ser cultivado não agride o meio ambiente, além de fazer bem a saúde, pois não possui agrotóxico (COUTO et al., 2006), e, favorece a agricultura familiar estimando-se que cerca de 90 % da produção orgânica do Brasil são provenientes da agricultura familiar e esta possivelmente será a base futura de uma produção mais racional de alimentos. 3 METODOLOGIA O universo desta pesquisa foi composto por agricultores/as/comerciantes e consumidores/as da feira de produtos orgânicos na Central de Abastecimento do Estado de Pernambuco (CEASA/PE) e do IPA (Instituto Agronômico de Pernambuco), ambas localizadas no município do Recife. As entrevistas foram realizadas entre os dias 20 e 25 de março de 2009 e para obtenção dos dados foram elaborados dois questionários semiestruturados, um direcionado para o/a agricultor/a e o outro para o/a consumidor/a, aplicados nas feiras de produtos orgânicos, localizadas na CEASA e no IPA. Também foi realizada uma observação direta in locus, tendo como base um roteiro de observação pré-estabelecido. As respostas foram posteriormente transcritas e analisadas, e configuradas em quadros e gráficos. As entrevistas foram realizadas com as pessoas responsáveis pelas barracas nas feiras, aplicadas em todas as barracas do IPA e de 20,4% das barracas da CEASA. 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram aplicados questionários semi-estruturados a 22 clientes/consumidores/as, onde 10 pertenciam à feira do IPA/PE e 12 à feira da CEASA/PE. Dos questionários aplicados, as mulheres representam 94,4% das entrevistadas (Figura 1), com a faixa etária variando entre 36 anos até 78 anos, com prevalência de 50 anos. De acordo com Guivant et al.(2003), a população consumidora de produtos orgânicos apresenta um segmento único e homogêneo, situando-se, como por exemplo, entre as faixas de maior escolaridade, mas não necessariamente de renda maior. Gráfico 1 Percentual de gênero dos/as consumidores/as entrevistados/as nas feiras de orgânicos. Uma pesquisa realizada no estado do Rio de Janeiro e divulgada no site Planeta Orgânico (2009) mostra que as feiras, além de serem um dos mais tradicionais meios de comercialização de produtos olerícolas (verduras, legumes e frutas), constituem também o primeiro canal tradicional utilizado pelos/as agricultores/as orgânicos/as no Estado, com um sistema de comercialização que possibilita a venda direta do produtor ao/a consumidor/a (visto que os/as feirantes também são os/as produtores/as) gerando uma margem de lucros sem que isto signifique preços muito caros aos/as consumidores/as. O preço dos alimentos orgânicos é considerado um fator limitante para o consumo dos mesmos, como pode ser observado por meio da totalidade das pesquisas nacionais e internacionais sobre o consumo destes alimentos. Contudo, apesar de considerarem caro ou não tão justo o preço destes, segundo Cerveira (1998) os/as consumidores/as estão dispostos a pagar até 30% acima do preço de um produto convencional, mas ainda assim, os/as consumidores/as não apenas sabem que estão pagando mais caro por um produto orgânico, mas que estão dispostos a fazer um desembolso significativo para poder ter acesso a esse tipo de produto. Durante a entrevista apenas 5 clientes disseram que o valor dos alimentos orgânicos eram caros e 17 relataram que acham o preço cobrado pelos alimentos orgânicos justo (Gráfico 3). Gráfico 3. Opinião dos/as consumidores/as sobre o preço dos alimentos orgânicos referente à feira de orgânicos. As entrevistas mostraram que os/as consumidores/as são fiéis as feiras livres onde realizam suas compras, totalizando apenas 10% dos/as consumidores/as compram alimentos orgânicos em outra feira ou supermercado, os/as mesmos/as salientam que em caráter de complemento ou suplemento, e 90% dos/as entrevistados/as consomem alimentos orgânicos das feiras livres e justificam sua escolha pelo fator preço, pois são mais acessíveis que os produtos vendidos nos supermercados, ressaltando que os supermercados atribuem preços abusivos e inacessíveis ao/a consumidor/a. De um modo geral, os consumidores das feiras orgânicas buscam alimentos produzidos sem agroquímicos e mantêm-se bastante motivados e fiéis a este consumo, detendo muitas informações em relação a qualidade dos alimentos consumidos, tornando-se cada vez mais exigentes (KARAM, 2002). As feiras de orgânicos apresentavam um total de 40 barracas, onde 34 pertenciam a feira livre da CEASA/PE e 6 pertenciam a feira livre do IPA. Foram entrevistados/as os/as agricultores/as de 6 barracas do IPA e 6 da CEASA. Em relação ao gênero 7 eram mulheres e 5 homens. Quanto a escolaridade dos/as agricultores/as 3 possuíam ensino fundamental, 3 o ensino superior e 6 o ensino fundamental. Isso nos mostra que o conhecimento formal é necessário, uma vez que deriva da experiência direta dos processos de trabalhos e da teoria adquirida no ensino formal, os quais são formados e delimitados pelas diferentes características de um lugar particular com um ambiente físico e social específico e único e com o ensino formal é possível melhorar a qualidade técnica dos mesmos e a empregabilidade de novas técnicas de plantio e cultivo, além do nivelamento e formalização dos conhecimentos. Na concepção do/a agricultor/a os/as clientes são bastante fiéis, vão à feira toda semana, e, alguns clientes chegam antes mesmo dos/as agricultores/as chegarem ao local da feira, com a finalidade de obterem privilégios no momento da escolha dos alimentos. Dos alimentos comercializados, alguns se destacaram pela rapidez que são comercializados nas feiras ou pela sua procura por parte dos/as consumidores/as, como é caso da acelga, cenoura, banana, feijão verde, coentro, macaxeira, inhame, salsinha e tomate na feira de orgânicos no IPA. E na feira da CEASA citamos produtos como a banana, cebolinho, coentro, cenoura, cebola e tomate. Os alimentos menos consumidos e/ou que tiveram menor procura por parte dos/as consumidores/as na compra ou ainda os orgânicos que demorassem mais nas barracas dos/as comerciantes, sendo eles: as plantas (comuns e medicinais) e flores, assim como as conservas na feira de orgânicos do IPA e fruta-pão, vinagrete e manjericão na feira livre da CEASA. No que diz respeito aos alimentos menos comercializados, a explicação pode estar nos hábitos de consumo de um determinado grupo da população/sociedade das quais pode ser evidenciado que os alimentos comercializados nas feiras e que obtiveram menor aceitação do público são os mesmos alimentos que não têm muita procura ou consumo na agricultura convencional. Ou seja, não há no público consumidor investigado o hábito de consumir com maior freqüência tais produtos, ou o público consumidor/a substitua referido alimento por outro alimento na hora da compra, ou até mesmo, não saiba como prepará-los; como foi possível registrar no depoimento de alguns comerciantes durante a entrevista. Segundo os/as feirantes muitos alimentos não variam de preço, seguem o mesmo valor durante todo o ano, pois estes obedecem a uma tabela pré-estabelecida. E outros alimentos variam de acordo com o fator sazonal, ou seja, as chuvas, o sol ou a rotatividade dos alimentos plantados. Aproximadamente 140 produtos orgânicos são comercializados na feira da CEASA, atendendo a um público que encontra-se preocupado com a saúde e o meio ambiente. Na produção e comércio de orgânicos, aproximadamente, 150 famílias de agricultores são assistidas pelos órgãos IPA e CEASA/PE. Portanto, a importância social da atividade das feiras, contribui para a manutenção econômica de diversas famílias que extraem sua renda familiar a partir da venda de alimentos orgânicos. A maioria das barracas destinadas à venda de produtos orgânicos in natura comercializa frutas, tubérculos, raízes e hortaliças. Em número menor, existiam barracas que vendiam alimentos processados, tais como pães, bolos, tapioca, bijus, sucos, compotas e licores. Todos os produtos processados, comercializados na feira de orgânicos, tinham como matéria-prima alimentos orgânicos, inclusive o trigo utilizado na preparação dos pães. Em depoimento o/a agricultor/a afirmaram que o preço não é fator determinante para o/a consumidor/a na hora da compra do alimento orgânico, pois tais alimentos nas feiras livres do IPA e da CEASA/PE são mais acessíveis que em supermercados, assim permitindo a realização da compra dos alimentos orgânicos, e ainda o/a comerciante e o/a consumidor/a compara os preços dos alimentos da agricultura convencional e afirmam categoricamente que valores entre tais não são tão eqüidistantes se comparados com os valores estabelecidos nos supermercados e hipermercados. Durante o período de realização da pesquisa foi evidenciado uma parceria entre o/a consumidor/a e o/a cliente-amigo/a, onde este separa o alimento para que este cliente ao chegar à feira já tenha seu produto reservado, sem correr o risco de não encontrar mais o referido alimento. Ou seja, o/a agricultor/a guarda o alimento, não o expondo à venda, em baixo de sua barraca, sendo este tipo de negócio preestabelecido na semana anterior. Desta forma acaba por estreitar cada vez mais as relações de amizade e confiança entre o/a agricultor/a e o/a consumidor/a. Na CEASA/PE a relação oferta versus demanda de compra ainda é desigual, pois, a oferta ainda é inferior à procura de alguns alimentos, não sendo capaz de suprir toda a necessidade da clientela, pois a feira inicia às 5 horas da manhã e mantém seu pico até cerca das 07h30min. Após esse horário há uma diminuição nas quantidades de alimentos a serem vendidos e poucos/as consumidores/as circulantes, porém, mesmo assim, muitos consumidores/as que chegam mais tarde saem da feira sem levar o produto desejado, por conseqüência da desigual relação citada. Na feira orgânica do IPA não foi encontrada nenhuma queixa do/a consumidor/a durante a realização da pesquisa, mostrando-se satisfeitos/as os/as consumidores/as da feira no que diz respeito à oferta dos alimentos na referida feira. Segundo os/as próprios/as a feira por ser menor e atender a uma clientela menor é capaz de suprir a necessidade daquele público local. Os/as consumidores/as de produtos orgânicos são beneficiados/as com estas feiras por dois principais motivos: o primeiro está relacionado à grande variedade de produtos que são comercializados nas feiras, especialmente na CEASA/PE onde são comercializados 140 produtos. O IPA ainda não dispõe deste dado, contudo, a feira de produtos orgânicos possibilita a ampliação de oportunidades de compra pelos/as consumidores/as. Segundo, o/a consumidor/a adquire os produtos por preços mais acessíveis, já que os mesmos são comercializados pelo/a próprio/a agricultor/a familiar, sem atravessadores. Além disso, alguns produtos respeitam uma tabela anual, como é o exemplo de coentro, alface, acelga, entre outros, ou seja, o produto permanece com o mesmo preço durante todo ano. Além dos alimentos orgânicos atuarem como fonte de renda familiar dos/as agricultores/as financeira também se apresenta como fonte de subsistência alimentar das famílias que as plantam. 5 CONCLUSÃO A produção, a venda e o consumo de alimentos orgânicos refletem tanto na preocupação do/a consumidor/a com o meio-ambiente, quanto com a saúde humana e de sua família. Por outro lado, alimentos orgânicos geralmente custam entre 10 a 40% mais do que os alimentos produzidos na agricultura convencional, cujos valores variam de acordo com o local da compra deste alimento. As feiras livres geralmente oferecem produtos mais baratos que os supermercados, pois nas feiras não existem atravessadores, pois são os/as próprios/as agricultores/as que comercializam seus produtos, com a garantia dos seus certificadores. Os/as consumidores/as são em sua maioria mulheres, com elevados níveis de escolaridade como, nível superior e até doutorado, de faixa etária média de 50 anos e que compram tais alimentos para consumo próprio e de suas famílias. Os/as agricultores/as orgânicos familiares além de se alimentarem do que plantam, ainda utilizam os alimentos orgânicos como fonte de subsistência econômica. A feira de produtos orgânicos além de beneficiar à comunidade auxilia também os/as agricultores/as familiares, que são os/as produtores/as em pequena escala, e satisfazem ao desejo do/a consumidor/a de comerem alimentos com sabores mais naturais, frescos e seguros. REFERÊNCIAS AMBIENTE BRASIL. Disponível em: < http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./agropecuario/index.html&conteu do=./agropecuario/agrinatural.html#obje> Acessado em 02 dez.2008. ARAÚJO, P.. Produção de Orgânicos Emprega 19.000 no País. Jornal G1, São Paulo. 26/10/2006a. Às 19h38m - Atualizado em 24/10/2006 - 20h14m. Disponível em: <http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,AA1323650-9356,00.html> Acessado em 26 jan.2009 BENEVIDES, L. - Como funciona a agricultura orgânica - Disponível em: <http://ambiente.hsw.uol.com.br> Acesso em 29 jan.2009 CERVEIRA, R. e CASTRO, M. C. Perfil de Consumidores de Produtos Orgânicos da Cidade de São Paulo – Características de um Padrão de Consumo (II)*. Departamento de Economia, Administração e Sociologia da ESALQ/USP, SP, 1998. COUTO, E. X.; HYUN, M. J.; IOSHIDA, P. L. K; OLIVEIRA, L. H. de. Caracterização, Descrição E Análise da Cadeia Produtiva de Frutas Orgânicas no Estado de São Paulo. Revista Jovens Pesquisadores, v. 3, n. 5, 2006. DAROLT, M. R.. As principais correntes do movimento orgânico e suas particularidades. 2001. Disponível em: <http://www.planetaorganico.com.br/trabdarolt.htm> Acesso em 27 jan.2009 DAROLT, M. R.. O papel do consumidor no mercado de produtos orgânicos. 2005. Disponível em: <http://www.planetaorganico.com.br/trabdarolt1.htm>Acessado em 03 fev. 2009 GUIVANT, J. S.. Os supermercados na oferta de alimentos orgânicos: apelando ao estilo de vida ego-trip. Ambient. soc., Campinas, v. 6, n. 2, Dec. 2003 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414753X2003000300005&lng=e n&nrm=iso>. Acesso em: 27/01/2009 às 20:49h. doi: 10.1590/S1414-753X2003000300005. HAMERSCHMIDT, I.. Agricultura Orgânica e Segurança Alimentar. 2004. Disponível em: <http://www.planetaorganico.com.br/Iniberto.htm > Acessado em 05 fev. 2009 INSTITUDO BIODINÂMICO - IBD. Disponível em: <http://www.ibd.com.br/News_Detalhe.aspx?idnews=91> Acessado em 05 fev. 2009 KARAM. K. F. O consumo de alimentos saudáveis: a experiência da Associação de Consumidores de Produtos Orgânicos do Paraná -ACOPA V IESA/SBSP – V Encontro da Sociedade Brasileira de Sistemas de Produção e V Simpósio Latino-americano sobre Investigação e Extensão em Sistemas Agropecuários Latino. Florianópolis/SC, de 20 a 23 de maio de 2002. Disponível em: < http://www.planetaorganico.com.br/TrabKaren2.htm > Acessado em 03 fev. 2009 MEDAETS, J. P.. Produção orgânica: regulamentação nacional e internacional/ Jean Pierre Medaets, Maria Fernanda de A. C. Fonseca. – Brasília : Ministério do Desenvolvimento Agrário : NEAD, 2005. 104 p. ; 23 cm. – (Estudos NEAD ; 8) ORMOND, J. G. P.; PAULA, S.R.L. de; FILHO P.F.; DA ROCHA, L.T.M. Agricultura Orgânica: Quando o Passado é Futuro. R. Janeiro, BNDS Setorial, n. 15, p.34, mar. 2002. PLANETA ORGÂNICO. Estudo do Mercado dos Alimentos Orgânicos in natura no Estado do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.planetaorganico.com.br/estadorj3.htm> Acessado em 27 jan. 2009