R ANO XV • Nº 97 • NOVEMBRO 2009 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA O Jornal da Cultura APOIO: Projeto Revendo Porto Alegre Pág. 7 Cássia Fernandes Pág. 2 Eva Sopher Pág. 3 Cacildo Vivian Pág. 3 Caco Coelho E mais... :: Sergio Napp :: Luiz Coronel :: Renato Pereira :: Paulo Amaral :: Marcelo O. da Silva :: Caetano Silveira :: Luciano Alabarse :: Jaime Cimenti :: Teniza Spinelli :: Thamara Pereira :: Caho Lopes :: Dr. Nilton Alves :: Dra. Beatriz B. Amaral “Especialista mundial no cuidado dos pés” Calos - Calosidades - Unhas Encravadas - Produtos Ortopédicos Andradas, 1761 - 3224.0261 Borges de Medeiros, 632 - 3224.0910 24 de Outubro, 348 - 3222.3651 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 2 2 Rua Miguel Tostes, 771 • cj 03 • POA/RS CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60 51 3012 7292 • [email protected] Por Caho Lopes Brincando de Deus Corria o ano de 1998. Eu tinha 34 anos e estava com problemas demais esparramados pelos meus dias, e ao invés de resolvê-los acabei optando pelos atalhos da estrada que me levaram ao álcool e outras drogas. Estonteado e cambaleante, foi neste preciso instante de minha vida que conheci minha amada Laura. Ela tinha 16 anos, e além de todas aquelas qualidades que só se tem na juventude, me fascinou sua determinação e seu inconformismo. Laura é uma destas mulheres que não aceita o destino como resultante de causas independentes de sua vontade: ela luta pelo seu futuro, modifica-o, aprimora-o. Já era uma mulher e tanto àquela época: me fitava através de seus olhos amendoados e melancólicos, o cabelo negro escorrendo pelos ombros, a boca carnuda que me dizia palavras duras mas sussurrava promessas inconfessáveis, o peito arfando a cada vez que nos encontrávamos. Apaixonamo-nos. E eu decidi que deveria ter uma conversa com o homem que a criara e educara, e que era em grande parte responsável pelo desenvolvimento das qualidades que se destacam em minha amada. Este homem era seu avô, e aliado ao seu ótimo caráter e reputação se sobrepunha sua fama de temperamento difícil e exigente. A probabilidade de ser corrido de sua casa com pranchaços de facão era bastante Não troco minha ingenuidade pela certeza. A ingenuidade é curiosa, a certeza é arrogante. Fabrício Carpinejar alta, mas eu estava cheio de boas intenções e não podia começar nossa história de forma errada, ainda mais levando em conta nossa diferença de idade. Sentamo-nos todos, ele e a mãe dela lado a lado, eu a Laura ao lado um do outro. Em vinte minutos do monólogo mais importante da minha vida, contei-lhes como nos apaixonáramos e que pretendíamos iniciar um relacionamento. Entre outras coisas, falei de sonhos e realidades, de desejos e de dificuldades, e finalizei a conversa contando que ia buscar ajuda em uma fazenda de recuperação de dependentes químicos para poder sair de lá reabilitado e iniciar uma nova vida ao lado da mulher que eu amava. Quando terminei de falar, fez-se um silêncio profundo. O tempo parou durante aqueles segundos que antecederam a decisão daquele homem, até que ele disse que estava tudo bem, iríamos aguardar a minha alta da fazenda e então voltar a conversar para ver como as coisas evoluiriam. Nossos olhos se encontraram, eu e Laura sorrimos aliviados e no dia seguinte parti para a fazenda em Montenegro. Nossas vidas deram muitas voltas, idas e vindas, até que em dezembro de 2002 começamos a morar sob o mesmo teto. A Laura desempenhou bem o papel de mãe substituta de minhas filhas, e era chamada de avó pelo nosso neto quando tinha apenas 20. Nos anos seguintes noivamos, casamos no religioso e no civil, tivemos um filho, passamos por momentos bons e momentos difíceis. Mas passamos juntos. Laura me transformou num homem melhor do que eu era, e deu nova feição a minha vida e ao meu olhar sobre as pessoas e as coisas que me cercam. Vivemos uma vida harmoniosa e feliz, cercados por nossa família e por bons e carinhosos amigos. E eu nunca mais me perdi nos atalhos da vida. Tudo isto foi possível porque um dia o seu avô não fez o que era lógico. Sabiamente, deixou que a vida fluísse naturalmente, sem preconceitos, sem pré-julgamentos, sem certezas pré-concebidas. Este é um aprendizado que carrego comigo. Procuro sempre dar oportunidade às pessoas para que elas possam mostrar que são melhores, que podem dar a grande virada. Claro que como ser social, ativo e consciente, faço meu juízo a respeito daqueles que me cercam, mas mormente guardo-o para mim ou reparto-o apenas com aqueles que me são muito íntimos. Não brinco de Deus definindo o certo e o errado, julgando as qualidades e os defeitos de quem quer que seja, principalmente quando isto pode alterar os rumos de uma existência. A vida é mais sábia e mais seleta que minhas poucas e imprecisas certezas. Editor e Jornalista (DRT/RS nº 12460) Jorge Luiz Olup Administração Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup Jornalista Responsável Thamara de Costa Pereira Direção de Arte Jorge Luiz Olup Tiragem 10 mil exemplares Impressão Correio do Povo Colaboradores Eva Sopher, Cacildo Vivian, Caco Coelho, Dra. Beatriz B. Amaral, Cássia Fernandes, Caetano Silveira, Dr. Nilton Alves, Paulo Amaral, Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp, Teniza Spinelli, Luiz Coronel, Renato Pereira, Luciano Alabarse, Fernando Rozano, Jaime Cimenti, Thamara de Costa Pereira, Caho Lopes, Paulo Rogério Dias Couto e Mara Cassini Andreta As opiniões expostas nos textos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e não correspondem necessariamente à posição do Jornal. Projeto Revendo Porto Alegre CÁSSIA FERNANDES Fotógrafa, Psicóloga, pós-graduanda em gestão do terceiro setor FIJO-PUC. Agenda Cultural – 16 de novembro a 20 de dezembro de 2009 THEATRO SÃO PEDRO 17/11 - 21h - ilusión (Argentina) – Festival de Dança 18/11 - 19h - Lunas de Lorca (Cuba) - Festival de Dança 18/11 - 21h30 - Sin Dios (Espanha) – Festival de Dança 19/11 - 21h - Meu Prazer (RJ) - Festival de Dança 20/11 - 21h - Estado Independente (SP) - Festival de Dança 21 e 22/11 - sáb 21h, Dom 19h - Solo Evening With Solos (Alemanha) - Festival de Dança 24 a 29/11 - Ter a Sáb 21h, Dom 18h – Vermelhos – História e Paixão (RS) 29/11 – Dom 11h – Concertos CEEE - OCTSP - Jorginho do Trompete Musical Petropar - nas quartas, 12h30min, foyer, com entrada franca 18/11 - Protogenes Solon (acordeon) 25/11 - Ivo Roberto Vicenzi (violão) 02/12 – Liliane Kans e Fábio Chamma – piano e violino 09/12 – Norminha Duval – violão e voz 16/12 – Ivone Pacheco – jazz 05 e 06/12 – Sab. 21h, Dom. 18h - Louise Burgeois - Faço, Desfaço e Refaço (RJ) C/ Denise Stoklos 09/12 – 21h – Palavreio (RS) 11, 12 e 13/12 – Sex. e Sáb. 21h, Dom 18h – Nenhum de Nós Canta Beatles (RS) 17, 18 e 19/12 – 21h – Farsa (RJ) Dir. Luís Artur Nunes FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO Até 29/11 - Dentro do Traço, Mesmo. Programa Artista Convidado do Ateliê de Gravura, c/ Lucia Koch, Antonio Dias, Regina Silveira e Waltercio Caldas. 4º andar expositivo Até 29/11 - Iberê Camargo: Uma Experiência da Pintura. 2º e 3º andares expositivos 10/12 e 21/03/2010 - Cálculo da Expressão: gravuras de Goeldi, Segall e Iberê Camargo. 3º e 4º andar expositivo Horário de visitação: Ter a sex das 10h às 19h / qui das 10h às 21h / Sáb, dom e feriados das 11h às 19h. Entrada franca. (av. Padre Cacique, 2.000) SOLAR DOS CÂMARA Sarau no Solar 18/11 - Serrote Preto - MPB 25/11 - Pedro Munhoz - Canto Social 02/12 - Zé da Terreira - MPB 09/12 - sarau especial de encerramento com Panta e Quinteto da Orquestra de Câmara da Ulbra Entrada franca. O espetáculo começa às 18h30, senhas de ingresso meia hora antes na Sala José Lewgoy do Solar dos Câmara. Escolas podem agendar (51) 3019-9644 e 9971-9644 e 9949-0026. CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA Teatro 5ª feiras com agendamentos para escolas. Teatro Jovem: Filosofia de Um Par de Botas. Conforme agendamento pelo telefone (51) 3225-7089. Sala Lili Inventa O Mundo - 5º Andar quartas-feiras 15h - c/ agendamento para escolas. Hora do Conto: Pé de Pilão. Biblioteca Lucilia Minssen - 5º Andar Até 22/11 - sex. sab. e dom. - 20h30 - Teatro Adulto - Como Emagrecer Fazendo Sexo. Dir. Airton de Oliveira. Teatro Bruno Kiefer - 6º Andar Até 29/11 - Sab. E dom. 16h - No Ar, A Rádio Chulé! - Prefixo YKI XIXI e Dois Megatrato de Potência. Sala Lili Inventa O Mundo - 5º Andar Até 29/11 - sex. Sab. e dom. - 20h30. Teatro Adulto - Como Agarrar Um Marido Antes dos 40. Texto e dir. Claudio Benevenga. Teatro Carlos Carvalho 2º Andar quartas-feiras mediante agendamento - 14h30 - Hora do Conto - O Joelho do Juvenal. Sala Lili Inventa o Mundo - 5º Andar Música 17/11 - 19h30 - Viver e Inspirar Cultura - Show 'Fechado Para Balanço' Com Luís Mauro e Edílson Ávila. Teatro Bruno Kiefer - 6º Andar Exposições Até 06/12 - Jindrich Streit: Fotografie 1965 - 2005. Galeria Augusto Meyer - 3º Andar Até 31/12 - 40 Anos de Woodstock - 1969-2009. Sala B4 - Radamés Gnattali - 4º Andar Até 30/11 - terç. a sex. das 9h às 21h; Sab. Dom. e feriados 12h - Carlos Urbim: Amigo do Livro, Da Biblioteca e das Crianças. Biblioteca Lucilia Minssen - 5º Andar Até 30/11 - Ter. a sex. das 9h às 21h; sex. Sab. e dom. 12h - Mostra Tesouros Juvenis Da Literatura Infanto-Juvenil Francesa. Biblioteca Lucilia Minssen - 5º Andar Até 06/12 - Lado B - Pintura, Instalação, Arte Digital, Fotografia e Colagem. Galeria Xico Stockinger - 6º Andar Dança 18/11 - 1ª sessão às 19h, 2ª sessão às 21h - Dance Sinatra e Diverssment. Teatro Bruno Kiefer - 6º Andar Oficinas da Casa de Cultura Mario Quintana. Informações pelo telefone (51) 3221-7147 Central de Informações – térreo da Casa de Cultura. Inscrições no Núcleo de Projetos Especiais – 2° andar, das 9h às 18h. Visita na CCMQ com A Traça Biblió. Ter a Sex com agendamento de grupos ou turmas de escolas. fone: 3225.7089 - [email protected] MARGS Exposições Até 29/11 - 7ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul – Desenho das Ideias Até 29/11 - O Papel do Museu – Acervo MARGS. Mostra paralela, especialmente montada pelo Museu para ficar em cartaz durante a Bienal, na sala Berta Locatelli e Salas Negras. Exposições programadas para dezembro: Expressões Gráficas. México Contemporâneo, nas Salas Negras e Berta Locatelli Mostra retrospectiva de Maria Tomazelli Mostra em homenagem a Heloísa Schneiders da Silva Exposição de Lenir de Miranda Visitas Orientadas - www.margs.rs.gov.br/acao_agende.php ou (51) 3227.2311. Entrada franca Inscrições abertas para as Oficinas de Arte CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO Até 20/11 - 14h as 17h - Oficinas de cinema c/ Antonio Molina 21/11 - 20h - Barbaridade - grupo de dança de rua Cia. Hackers Crew. Auditório Barbosa Lessa 4º andar Até 28/11 - 16h e 18h30 - Mostra de Cinema Recreio Ideal. Auditório Barbosa Lessa 4º andar 03/12 - 19h - Lançamento do livro Histórias do Rio Grande 10/12 - 19h30 - 10º Sarau com Ritmo Eventos com patrocínio do Grupo CEEE: Até 19/12 - Gráfica Gaúcha III - com curadoria de Anico Herscovitz. Sala O Arquipélago 1º andar Até 22/11 - Festival de Dança Internacional Mesa Verde. CCCEV, Goethe-Institut de Porto Alegre, centros culturais, teatros e ruas da cidade. 19/11 - 20h - Palestra sobre o livro Salimen: uma história escreita em cores. Auditório Barbosa Lessa 4º andar 25/11 a 19/12 - Viagem ao Centro da Luz. 2º andar 25/11 - 16h - Lançamento da coleção Mário Quintana para a Infância. Auditório Barbosa Lessa 4º andar 28/11 - 20h - Show - Bebeto Alves. Auditório Barbosa Lessa 4º andar 29/11 - 11h - Orquestra da Unisinos. Auditório Barbosa Lessa 4º andar No 2º andar, o público tem acesso a história da energia elétrica no RGS. Agende sua visita 3221.6872 ou [email protected] CCCEV – Rua dos Andradas, 1223 – 3226.5342 – 3226.7974 - 3228.9710 - [email protected] - www.cccev.com.br MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL Visita Guiada Temática ao Memorial do RGS - Informações no local, www.memorial.rs.gov.br ou pelos telefones 3224-4376 e 3224.7210 SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA 18/11 - 20h - Dramen Des Alltags – Projeto Novas Caras – Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva Até 25/11 - 20h - VI Festival Contemporâneo - Música 16/11 - Música Eletroacústica - Planetário de Porto Alegre 18/11 - Duo Cervini/Holanda e convidados - Música de câmara - Auditório do Instituto de Artes 20/11 - Catarina Domenici - Piano Solo - Auditório do Instituto Goethe 21/11 - Nova Geração - Auditório do Instituto Goethe 22/11 - Orquestra de Câmara Fundarte - Auditório do Instituto Goethe 20, 21, 22, 27, 28 e 29/11 - sex. e Sab. 21h e dom. 20h - Dentro Fora – Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva 21, 22, 28 e 29/11 - 16h - Filhote de Cruz Credo – Teatro Infantil. Teatro de Câmara Túlio Piva 17/11 - 19h30 - República do Rock - Música. Fabão e Embaixada. Teatro de Câmara Túlio Piva 17/11 - 20h - A Comédia do Trabalho – Projeto Teatro Aberto. Adulto. Sala Álvaro Moreyra 17/11 - 20h30 - Midian Almeida e Banda - Música. Show de lançamento do CD A Minha Vez. Teatro Renascença 18/11 - 20h - Quartas na Dança - Pessoas - Dança. Cia. H. Teatro Renascença 20, 21 e 22/11 - Sex. e Sab. 21h e dom. 19h - colocar no blog. O Ataque dos Clones. Comédia. Teatro Renascença Até 21/11 - Exposição das obras premiadas no Açorianos de Artes Plásticas/2009.Paço Municipal – Sala Aldo Locatelli 24, 25 e 26/11 - Debates Contemporâneos – Livro e Literatura. Palestras, Mesas e Oficinas. Agendamento pelos telefones (51) 3289.8072 / 3289.8073 ou pelo e-mail: [email protected] - Informações: debatesdolivroeliteratura.blogspot.com 24/11 - 20h - Aquele que Diz Sim e Aquele que Diz Não – Projeto Teatro Aberto. Sala Álvaro Moreyra 24/11 - Sex. e Sab. 20h e dom. 19h - Encontrabanda - Música. Participação especial da pianista Dunia Elias. Teatro Renascença 25 e 26/11 - 21h - Show de Toneco da Costa - Música. Teatro Renascença 25/11e 2, 9 e 16/12 - 20h - A Aurora da Minha Vida – Projeto Novas Caras – Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva 26/11 - 21h - Bandinha Di Da Dó - Música. Teatro de Câmara Túlio Piva 26/11a 21/12 - Campos Gráficos - Exposição Jorge Soledar. Porão do Paço Municipal 27, 28 e 29/11 - sex. e sab. 21h e dom. 20h - Percurso Infinito - Dança. Sala Álvaro Moreyra 27, 28 e 29/11 - sex. e sab. 21h e dom. 20h - Valsando - Dança. Grupo Essência. Teatro Renascença 27/11 a 16/01 - Ana Alegria - Exposição. Paço Municipal – Sala Aldo Locatelli 28/11 a 20/12 - Acervo Visitado - Exposição. Paço Municipal – Sala da Fonte Até 29/11 - Onde o privado se torna público. Intervenção artística nos banheiros públicos. Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues Até dez. - Formação da História da Cultura Ocidental - c/ Voltaire Schilling. O Mundo Contemporâneo: O Modernismo e o Antimodernismo. Teatro Renascença. Informações: (51)3289.8070 01/12 - 21h - Leonardo Ribeiro e Banda -Música. Teatro de Câmara Túlio Piva 01/12 - 20h - A Saga de Galatéa – Projeto Teatro Aberto. Sala Álvaro Moreyra 2/12 a 10/01 - Paulo Chimendes - Exposição. Paço Municipal – Sala da Fonte 3/12 - 21h - Brysa - Dança. Teatro Renascença 4/12 - 21h - Navegador do Rio Esperança - Música. Show de Paulinho Pires – Lançamento de CD. Teatro Renascença 4, 5, 6, 11, 12 e 13/12 - sex. e Sab. 21h e dom. 20h - Play Beckett - Dança. Teatro de Câmara Túlio Piva 5 e 6/12 - sab.21h e dom. 20h - Aquele Abraço – Jottagá e Angélica Rizzi - Música. Sala Álvaro Moreyra 8/12 - 20h - Elogio do Esquecimento – Semana Neelic. Teatro Adulto. Sala Álvaro Moreyra 9/12 - 20h - Quartas na Dança – In Concert . Centro de Arte de Porto Alegre. Teatro Renascença 9/12 - 20h - A Carta Roubada – Semana Neelic. Teatro Adulto. Sala Álvaro Moreyra 11/12 - 18h - Um Nelson - Semana Neelic. Teatro Adulto. Sala Álvaro Moreyra 11/12 - 20h - A Serpente - Semana Neelic. Teatro Adulto. Sala Álvaro Moreyra 11, 12 e 13/12 - 21h - Mostra de Dança do Grupo Experimental da Cidade - Dança. Teatro Renascença 12/12 - 20h - Sem Açúcar – Semana Neelic. Teatro Adulto. Sala Álvaro Moreyra 13/12 - 20h - O Retrato – Semana Neelic. Teatro Adulto. Sala Álvaro Moreyra 14/12 - 19h - Noite do Livro - Prêmio Açorianos de Literatura/2009. Teatro Renascença 18, 19 e 20/12 - Cartolas – Lançamento do 2º CD. Teatro de Câmara Túlio Piva CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO Projeto Usina Das Artes Sala 200 05, 06, 12, 13, 19, 20, 26 e 27/12 - 20h - Cia Teatro Lumbra. Explum – Experiências Luminosas 05, 06, 12, 13, 19, 20, 26 e 27/12 - 20h - Poemas Noturnos – Na Sombra das Palavras Sala 209 Eduardo Severino Cia de Dança / Grupo Tato 21, 22, 28 e 29/11 - 20h - Metamorfologias – Grupo Convidado: Ensemble Cenico 12 e 13/12 - 20h30 - 1, 2, 3 E JÁ! E O CORPO VISÍVEL “ENTRE” ESPELHOS 06/12 - 19h - Performances de Contato Improvisação. C/ participantes do Sul em Contato. Ralf Jaroschinski (Alemanha) 05/12 - 18h30 - Jam de Contato Improvisação. Ralf Jaroschinski (Alemanha). Espaço interno e pátio externo 17/11 e 01/12 - 19h30 - Acaso ao Por do Sol. Grupo Tato. Terraço Sala 302 06/12 - 20h - Teatrofídico. A Serpente, de Nelson Rodrigues 02/12 - 20h - O Corpo Visível Entre Espelhos (Grupo Convidado) Sala 309 21, 22, 28 e 29/11 - 19h - Santa Estação Cia de Teatro / Teatro Sarcáustico. Making Of 10, 13, 17 e 20/12 - 20h - Prato Frio (porque parente bom é parente morto!) Formações de atores do Teatro Sarcáustico 05 e 06/12 - 21h - Santa Estação Cia de Teatro. Lady Day Sala 402 12, 13, 19 e 20/12 - 16h - O Que Seria O Vermelho Se Não Fosse O Azul. Deposito de Teatro 21, 22, 28, 29/11 e 05 e 06/12 - 20H - Grupo Teatral Bacantes Sala 502 26 e 27/11 e 04, 05, 06, 11, 12, 13, 18, 19, 20/12 - 21h - A Hora do Anjo - Gestos do Pensamento – Grupo Ballethumano. Terraço Sala 504 20, 21, 22, 27, 28 e 29/11 e 04, 05 e 06/12 - 20h - Sem Açúcar - Neelic 19 e 20/12 - 18h - Romeu e Julieta. Neelic. Sala 505 17 e 25/11 - 20h - Renato Velho - Ensaio Aberto – Tradisons 19/11 - 20h - Sarau Tradisons – Tradisons e Convidados 01, 05, 06, 08, 12 e 13/12 - 21h - Lançamento do CD Celtic Songs – Grupo Tradisons 15/12 - 21h - Sarau Natalino do Tradisons – Tradisons e Convidados 19/12 - 21h - Sacra Folia – Cia Teatral Cheiro de Chuva Até 20/12 - Tempestade – Exposição. Térreo Até 17/01 - The Dailies, de Thomas Demand. Galeria Lunar – 5° andar 4/12 a 4/01 - Cemitérios da Província. Bruno Gularte Barreto. Galeria dos Arcos – Térreo Até 20/12 - Um Céu de Abismo. Nara Amélia Melo da Silva. Galeria Iberê Camargo Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 3 Por Cacildo Vivian Presidente do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre Sindpoa divulgação O Turismo Sustentável e a Copa Se depender da rede Hoteleira e Gastronômica a capital gaúcha já está pronta para os jogos da Copa do Mundo em 2014. A cidade possui hoje 89 hotéis com 6.960 apartamentos e mais de 13 mil leitos disponíveis, sem contar a Região Metropolitana. Em um raio de até 70 km ou uma hora de distância são mais 48 hotéis com 2.018 apartamentos e 4.300 leitos. Se ampliarmos ainda o raio para 150 km ou duas horas de distância, o que inclui as cidades da serra gaúcha são mais 366 hotéis com 12.066 apartamentos e 30.300 leitos, prontos e qualificados para receber os ilustres visitantes de todo o mundo. Isto representa, cerca de 20% do total dos leitos que a África do Sul irá dispor para abrigar os visitantes na Copa de 2010. Em relação à gastronomia a estrutura também está adequada para atender a grande demanda. No Rio Grande do Sul, o setor de alimentação é responsável pelo atendimento de 22,2% da população que realiza as suas refeições fora de casa diariamente (mais de dois milhões de pessoas), sendo 25% deste total em Porto Alegre. O Fórum Social Mundial, ocorrido na capital, é um exemplo ainda recente do pico ocorrido no número de atendimentos e a perfeita adaptação do setor a procura. A qualificação dos profissionais que irão atender esse turista, assim como os proprietários dos estabelecimentos também já é alvo de atenção. Mais de quatro mil profissionais passaram pelos cursos do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre nos últimos dois anos. Especificamente para a Copa estão sendo intensificados programas como os de alimentação segura (PAS) na gastronomia, o “Dicas Turísticas”, com o objetivo de apresentar os principais pontos turísticos da cidade e os programa de palestras sobre atendimento de pessoas com necessidades especiais, com orientação sobre adequação de locais para esse público. Os donos dos estabelecimentos, por sua vez, estão sendo assistidos através do programa “Qualifica Brasil”, iniciado neste mês em várias localidades do Estado. Se, por um lado, o setor privado está fazendo a sua parte, é necessário que o setor público procure manter viva a disposição demonstrada neste inicio de jornada. No âmbito nacional é preciso, por exemplo, que a melhoria na acessibilidade aos aeroportos e aos pólos hoteleiros, a ampliação da capacidade do sistema aeroviário e as questões de mobilidade urbana e segurança pública passem a integrar prioritariamente o plano de investimento do governo. No Rio Grande do Sul, saudamos as iniciativas institucionais tomadas até agora para a realização do evento, tanto pelo governo municipal como estadual. Principalmente o resgate de antigas e necessárias reivindicações da sociedade portoalegrense, que agora passam à ordem do dia, como a revitalização dos cais do porto, por exemplo. Uma obra que resume um novo paradigma para o turismo da cidade, defendida no âmbito do Planejamento Estratégico do Turismo de Porto Alegre, oferecido pelo Sindpoa à sociedade gaúcha há três anos e mais oportuno do que nunca. É preciso estar atento ao que diz aquele documento que defende o turis- mo permanente, com ações continuadas que possam dar sustentabilidade a todos os investimentos públicos e privados necessários para a cidade se transformar efetivamente num destino turístico internacional. São ações que deverão evitar o processo de desaceleração econômica após um evento deste porte, que poderá trazer graves conseqüências econômicas e sociais se não for levado em conta. Como uma superoferta hoteleira, por exemplo, algo economicamente insustentável, já que o setor depende, exclusivamente, da iniciativa privada. Uma realidade que também pode se abater inexoravelmente no setor da gastronomia, formado na sua grande maioria por micro e pequenas empresas. E que pode ser resumida numa única questão: além do aspecto físico da estrutura, o que faremos com toda a mãode-obra qualificada, contratada para suprir um pico na demanda desta magnitude, se não tivermos um turismo autosustentável? Certamente outro tema a entrar neste importante debate sobre a Copa Mundial de 2014, no Brasil. Por Caco Coelho Pesquisador, Diretor de Teatro e atualmente Diretor da Usina do Gasômetro Vencendo nas artes – Projeto Usina das Artes O ano de 2009 ficará marcado por uma ampliação do espaço das artes cênicas na sociedade gaúcha, resultado da mobilização dos artistas gaúchos. Trata-se de uma longa trajetoria, que teve início, talvez, na movimentação provocado pelo Teatro de Arena, sob a batuta de Jairo de Andrade. Ou no embróglio causado pela junção de mentes férteis, como Gerd Bornheim, Paulo César Peréio, Paulo José, Antônio Abujamra, deixando como conseqüência, o Departamento de Artes cênicas. Depois veio o AI-5. e nos calou a todos, diz o Abu. Daí surgiu, nos idos dos anos 70, aquele que seria o grande agente e testemunha viva desta construção, o Ói Nóis Aqui Travéiz. Todos estes fatores ajudaram a caracterizar o cenário gaúcho, ligado ao exercício das companhias cênicas. Esta prática encontrou grande ressonância do ambiente público, no decorrer deste ano. A mobilização aconteceu de diversas maneiras. Uma passeata das gentes de teatro, dança e circo, no início do ano, anunciava esta evidenciação. O amplo reconhecimento que aconteceu na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, consagrando em lei o Projeto Usina das Artes, abriu as portas para a efetivação de uma relação que determinou uma nova visão de todos os setores, inclusive da classe artística. A positivação que provocou no campo público a ação continuada de diversos grupos na Usina do Gasômetro, criou bases para esta percepção. Tanto os homens públicos, quanto os artistas, entende- ram a sua função, consagrando a cidade de Porto Alegre um direito que é dela. Ou seja, o reconhecimento público de que é necessário ao artista um lugar para trabalhar, de modo continuado. Este foi o principal conceito que firmou esta parceria: o conceito do trabalho continuado. De um lado está o evento, que não cria raízes. Foi o que levou o Brasil a barbárie cultural. Durante a ditadura os teatros foram esvaziados de suas companhias, seguindo administradas pela burocracia. Sem vida, foi necessário a criação de uma política cultural que sustentasse a arte com migalhas, driblados pelo aparecimento de um a arte fugaz, vinculado ao culto a personalidade e não mais o coletivo. A arte tratada como um encontro causal. O artista não pode viver da arte, ele tem que ter outro meio de vida para que possa, eventualmente, fazer arte. O que a lei Usina das Artes garante é o fundamento do Território Cultural, mola de referencia para que possa ser desenvolvido o processo de linguagem. Somente a formação de uma linguagem própria possibilita a troca. Não se desenvolve linguagem sozinho, por isso que o desenvolvimento de linguagem estabelece o princípio público. Uma política cultural voltada ao fomento do local de trabalho, o lugar de pesquisa, o espaço de apresentação. Esta enorme aliança de produção que se formou na Usina do Gasômetro permi- tiu que se tornasse um assunto de conhecimento em ambientes, antes, dificilmente acessados. Esta poente também tornou claro os desejos expostos na lei de fomento. Ao tornar nítido este direito, a Câmara de Vereadores, novamente por unanimidade, promoveu a lei. Isto tudo encontrou sempre a guarida do Prefeito, o artista José Fogaça. O projeto do Centro Cultural da Terreira da Tribo, no terreno cedido pela prefeitura em comodato, por tempo indeterminado, foi aprovado no Estudo de Viabilidade Urbana, o que provocou a mobilização dos deputados federais, todos com representação em Porto Alegre, por meio de emendas ao orçamento da União. Dez parlamentares, um de cada Partido, se comprometeram prontamente com o projeto. Na recente conferencia Municipal de Cultura a maior representação pertencia às artes cênicas. Esta evidencia provocou um enorme dialogo das gentes das artes, construindo um consenso entre os segmentos, respeitando a independência das artes. A reunião de motivos apontou para vocações comuns a todas as artes, quais sejam, o incentivo a geração de espaços culturais, o fomento ao trabalho continuado, por meio de capacitação, formação e qualificação. Existe muito ainda, sem dúvida, para fazer. Ao mesmo tempo, é necessário observar o avanço do espaço dedicado às artes cênicas. Nestas horas – e sempre – é bom lembrar o que ensina o parceiro Bertolt Brecht: o que importa não é ter progredido e, sim, permanecer progredindo. Evoeh! Capa: Ricardo Stricher / Matéria: Ricardo Giusti - PMPA Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 4 4 Arquivo pessoal Por Caetano Silveira Compositor e Produtor Cultural Rádio Web Buzina do Gasômetro Um ano de endereço exclusivo da música porto-alegrense na rede Já acessou www.buzinadogasômetro.com.br? Pois em um momento de grande incerteza quanto aos rumos da indústria fonográfica, a classe artística musical de Porto Alegre, além de não ter se intimidado, deu provas cabais de que está cada vez mais madura, emanando auspícios de uma nova onda, uma nova redenção, buscando, com extremada qualidade, o tão desejado reconhecimento do público. E a palavra chave é: parceria. O site da Rádio Web Buzina do Gasômetro, que traz o provocante slogan “só cres- ce quem se conhece”, completa, nos próximos dias, seu primeiro ano de vida. Disponibilizada na web um mês após um concorrido coquetel com a presença de importantes nomes da cena musical portoalegrense e gaúcha, e que deu a largada para que os artistas locais se cadastrassem, fazendo seus perfis e upload de suas canções, a Rádio estreou no ar (ou melhor, na rede), dia 18 de dezembro do ano passado, com o quixotesto propósito de só tocar música de Porto Alegre e região metropolitana, de todos os gêneros e épocas. Contemplando de Lupicínio Rodrigues a Sombreiro Luminoso, de Delicatessen a Túlio Piva, ela pode se orgulhar de, em tão pouco tempo na famosa terra da “desconfiança”, ter agrupado tantos músicos e músicas. São cerca de 450 artistas que postaram mais de 1.200 músicas. Soma-se a elas um banco composto por aproximadamente 1.000 músicas que o próprio pessoal da Buzina colocou no site. Hoje, numa atitude inédita, estas cerca de 2.200 músicas podem ser ouvidas em todas as partes do mundo. Fausto Prado, compositor, diretor-geral e um dos idealizadores do site/rádio, juntamente com o compositor Luis Mauro Vianna, o ator João França e este articulista, comemora: “São cerca de 7.700 horas de transmissão ininterrupta da música de Porto Alegre e Grande Porto Alegre. Mais de 170 cidades brasileiras e mais de 70 países já acessaram a rádio, sendo que 80% de sua audiência é da região metropolitana. E o único continente que faltava, talvez pela pequena informatização de seus países, a África, recentemente também visitou o site da Buzina.” Além deste quantitativo e qualitativo acervo, a rádio tem excelentes programas como o “Paralelo 30”, apresentado pelo compositor, músico e escritor Rogério Ratner, com raridades e lançamentos de todas as épocas, o “Receita de Artista”, apresentado pelos compositores e músicos Marcelo Fruet e Leonardo Brawl, o “Programa do Samba e do Choro”, apresentado pelo produtor Márcio Gobatto, o programa de variedades “Almanaque” com os atores João França e Adriane Azevedo, e o programa “Revista do Fumproarte”, com apresentação do compositor Luis Mauro Vianna, destacando a produção fonográfica deste importantíssimo fundo de fomento à cultura porto-alegrense e que, por sinal, é quem financia a Rádio Web Buzina do Gasômetro. Ao todo, durante este primeiro ano, foram produzidos mais de 180 programas. Diante de tudo isso, mais do que merecida, a comemoração em alto estilo do pri- m e i r o aniversário da Rádio Web. Mas neste caso, o presente, quem dá é a própria aniversariante. Já está na fábrica e deve ser lançado na metade de dezembro, o 1º CD da Buzina. Com apoio da Disc Press e da ABRAMUS, numa feliz parceria com o produtor Ayrton dos Anjos, o Patineti, o disco, que tem a arte gráfica de Diego Antunes e Eduardo Antunes e a masterização de Marcos Abreu, traz 23 artistas com suas respectivas canções. Autores e intérpretes que representam as mais variadas tendências e gêneros da música feita aqui, estão neste álbum: Nelson Coelho de Castro, Raul Ellwanger, Gelson Oliveira, Bebeto Alves, Kako Xavier, Mário Falcão, New & Luis Mauro Vianna, Luisa Caspary, Richard Serraria, Fausto Prado & Caetano Silveira, Mônica Tomasi, Caio Martinez, Marcelo Delacroix, Mário Falcão, Leandro Maia, Otávio Segala, Marisa Rotenberg, Midian Almeida, Misselânea K, Fruet e Os Cozinheiros, Sombrero Luminoso, Zé Caradípia, Serrote Preto e Buenas e M”Espalho. Cabe lembrar que este elenco representa apenas uma amostra do universo da Buzina do Gasômetro. Ou seja, aguarde o volume 2. Parabéns Buzina do Gasômetro, parabéns música de Porto Alegre e região metropolitana. Vida longa às parcerias. E então, já acessou o site www.buzinadogasometro.com.br? Só cresce quem se conhece. Primeira Feira da Música do Sul Por Moysés Lopes Músico e Coordenador da Primeira Feira da Música do Sul A importância estratégica da cultura tem obtido o reconhecimento de governos em todo o mundo e da sociedade em geral em função das características que agrega enquanto geradora de empregos, de renda, e, portanto, como estimuladora do desenvolvimento e da inclusão social. Com a música não é diferente. Sabemos que um espetáculo musical ou mesmo um rotineiro ensaio movimentam a cadeia produtiva direta e indireta deste setor contribuindo com o aquecimento da economia. E a cadeia produtiva da música é vasta e rica, englobando desde os músicos e compositores, passando pelos selos, gravadoras, produtoras, casas de shows e bares, até o ramo da indústria alimentícia, bebidas, vestuário, acessórios, etc. O fortalecimento desta cadeia passa, necessariamente, pelo estímulo à organização e a profissionalização de todos os que trabalham e vivem desta atividade e, sem dúvida, um dos instrumentos capazes de contribuir com esta organização são as feiras e os festivais de música. Com o objetivo de colaborar com esta movimentação estamos organizando a primeira edição da Feira da Música do Sul. O projeto será realizado nos pavilhões da FENAC, em Novo Hamburgo, nos dias 19, 20, 21 e 22 de novembro deste ano. Nossa intenção é a de proporcionar um espaço privilegiado para o encontro dos músicos e demais integrantes desta cadeia produtiva com exposição de produtos e serviços, painéis e debates, rodadas de negócios, Projeto Comprador & Imagem da BM&AAPEX, shows musicais, entre outras atividades. A feira é uma articulação do Fórum Permanente de Música do RS e do Fórum de Economia da Cultura, e a produção é da GB Produtora. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 5 5 Por Luciano Alabarse Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena O Coordenador e a Coordenação Fernanda Chemale Quando o Secretário Municipal de Cultura, o nunca suficientemente elogiado Sérgius Gonzaga, me confidenciou suas intenções de convidar Breno Saúl Ketzer para assumir a Coordenação de Artes Cênicas, depois de a mesma estar um belo período sob a batuta de Luiz Paulo Vasconcellos, fiquei imaginando as novas responsabilidades que aguardariam o meu “velho” parceiro de Secretaria, pois a verdade é que conheço Breno há já muitos anos. Breno foi figura fundamental na consolidação artística do “Porto Alegre em Cena”, porque colaborou com o festival durante largo periodo e domina como poucos os escaninhos burocráticos do poder municipal. De tanto trabalharmos juntos, aos poucos fomos reconhecendo um as qualidades do outro e, na mesma medida, as nossas características e temperamentos. Breno é dócil, bem-humorado, teimoso, talentoso, opiniático, tudo misturado. (fico imaginando o que ele poderá dizer de mim, nessa linha). Um grande companheiro de trabalho, sem dúvida. Sentia que ele queria e precisava de novos caminhos e desafios em sua trajetória. Nada mais justo que ser reconhecido pela Casa onde moldou sua história. Assim é que, desde janeiro, temos o velho e bom “Brenovski” à frente da Coordenação de Artes Cênicas e, verdade seja dita, ele está fazendo um ótimo trabalho. Atento, atencioso, solícito, propositivo, tem se revelado um ótimo Coordenador de Artes Cênicas, numa cidade como a nossa, onde não é fácil para ninguém lidar com a realidade vigente. Tenho acompanhado algumas programações propostas pela Coordenação, em parceria com grupos e nomes de ponta dos nossos tablados, todas oportunas e bem-vindas. O festival de teatro de rua, os seminários de formação, o ciclo em homenagem à Vera Karam, o grupo de teatro experimental e a manutenção de alguns projetos e eventos que deram certo ao longo dos últimos anos são, já, um belo inventário de trabalho. Com afabilidade, Breno está colocando sua marca em uma zona conturbada por entendimentos e egos variados. Claro, bem sei que uma andorinha só não faz verão. Há uma equipe trabalhando muito, e muito bem, dando suporte aos teatros municipais e às iniciativas que saem dali: Lurdes Eloy, Cláudio Nunes e Maurício Guzinski, entre os veteranos, e que, junta- mente com os novos funcionários mais os técnicos municipais, vivem o cotidiano artisticamente insano que lhes cabe. E se tenho alguma sugestão a fazer à essa equipe, aí vai: está mais do que na hora de mexer no sistema de editais de ocupação dos teatros municipais. O modelo ora aplicado, se serviu há tempos atrás, hoje está defasado em relação às condições e exigências de produção de muitos grupos, onde sem dúvida me incluo. Por exemplo: não estou mais disposto a armar e desarmar cenário todos os dias, afinar a luz correndo entre uma peça infantil e uma adulta, sob o argumento de que é a atitude democraticamente correta. Infelizmente, ou felizmente, quando faço teatro, gosto de cenários e grandes equipes, bons equipamentos de luz e som, e é aí, na qualidade artistica dos meus espetáculos, que invisto meu tempo e meu dinheiro. Sem desmerecer absolutamente ninguém, e sem me colocar acima de nada, penso que é preciso contemplar trabalhos assim. Ao longo dos anos, a característica desses editais ajudou a determinar o empobrecimento cênico de nossas montagens – porque precisávamos cumprir o que havíamos aceitado ao ganhar temporada. Agora, com a política do Theatro São Pedro bem mais aberta às producões locais e novos teatros recebendo nossos espetáculos, está na hora da Coordenação reivindicar/inventar novos modelos de ocupação, incluindo aí pauta para o que considerar relevante à formação de seu público. Não digo que seja necessário substituir tudo de uma vez só, mas mesclar e ir testando os novos modelos, na prática, inclusive para argumentar quando e se necessário. Confio que Breno e sua equipe tenham senso, coragem e oportunidade para rever essa questão tão relevante. Repito: o pessoal da CAC, sob a orientação do novo Coordenador, está fazendo um ótimo trabalho, agregando valor às conquistas já implementadas. Como conheço bem o meu amigo Luiz Paulo, posso dizer que ele está orgulhoso com seu sucessor. Da minha parte, torço por Breno, por todos eles. Se cada vez mais acertarem, a classe teatral gaúcha irá lucrar e todos nós é que sairemos ganhando. Por Camilo de Lélis Peço licença para fazer meu discurso sonhado em homenagem a Lévi Strauss. Não é tese nem tem exegese, mas “para viajar no cosmo não precisa gasolina”. O xamã e o psicanalista: tanto num quanto no outro o prestígio vem em primeiro lugar, depois a prestidigitação. Parabéns a todos da Coordenação. Bebeto Alves o etnólogo nos aponta é uma sensacional aproximação da descoberta freudiana com as práticas do pajé ameríndio, com direito à interpretação de sonhos, o fabuloso charuto e tudo mais! Penso que, no caso do pajé, que não teve tretas com as Na arte deles-não sendo ciência exata-a eficácia do tratamento repressões vitorianas, charuto, realmente, era apenas o pró- depende mais da fé do consulente do que da precisão do saber prio. Também não é delicado fazermos comparações sobre a em questão. Encantamento, em ambas as atividades, com cer- eficácia dos tratamentos. Ainda sonhei um sonho mais teza há. Lévi Strauss via no psicanalista, sem dúvida, um xamã. absurdo: Lévi Strauss tinha, também, a iluminação budista. Claro que, respeitosamente, também podemos ver a aura de Porém o espaço exíguo da coluna não me permite sonhar mistério que há em torno destes exercícios encantatórios, onde o Inconsciente Estrutural descoberto por Claude Lévi a sugestão hipnótica está subliminarmente colocada. Isso que Strauss. Fica para outra vez, à volta da fogueira. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 7 Por Eva Sopher Presidente da Associação Amigos do Theatro São Pedro Mais um sonho está se concretizando... Meu primeiro sonho foi concretizado, após muitos anos de luta: ver o “Velho Theatro São Pedro”, que estava em ruínas em meados de 1973, totalmente restaurado. Só para relembrarmos a história deste magnífico monumento, da qual me orgulho em fazer parte. O Theatro São Pedro foi inaugurado em 1858 e se constituiu ao longo de seus 151 anos, em uma referência no cenário cultural do Rio Grande do Sul. Em 1973, dadas às precárias condições do prédio, suas portas foram fechadas e somente foram reabertas 11 anos depois, em 1984. A restauração do Theatro São Pedro depois de 9 anos de reconstrução, recebeu o reconhecimento dos patrimônios históricos, nacional e estadual, que tombaram o prédio pela significação arquitetônica e cultural no centro histórico de Porto Alegre. Neste ano de 2009 conseguimos também, o tombamento Municipal. O prédio se constitui em referência, até mesmo internacional, pela excelência de suas instalações, de sua programação cultural e das circunstâncias excepcionais de sua inserção geográfica na capital do Estado. Em 2007 e 2008, preparando a comemoração do sesquicentenário do Theatro, foi realizada a primeira grande reforma, desde sua reconstrução. A obra executada pela Associação Amigos do Theatro São Pedro garante a continuidade dos reconhecidos serviços prestados pelo teatro à comunidade. O segundo sonho, a concretização do projeto Multipalco. O projeto é hoje uma realidade irreversível. Um complexo cultural com 17 mil metros quadrados, que já dispõe de estacionamento com 240 vagas, uma concha acústica apresentando espetáculos variados, especialmente aos finais de tarde, com entrada franca, e um restaurante que vem se constituindo em referência gastronômica no centro de nossa capital. Brevemente, ainda em 2010, estará concluída a sala para a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, as instalações administrativas e algumas salas destinadas a cursos, seminários etc., além do acabamento da fachada principal do prédio, na Rua Riachuelo. Para a concretização destes sonhos sempre contamos com o apoio da comunidade e dos empresários de nossa terra, que apoiaram decididamente nossas iniciativas. Nos orgulhamos de termos nos constituído em referência de qualidade e de cultura no Rio Grande do Sul. E é com o apoio de to- Foto de capa: Sílvio Teles / Foto matéria: Cibele Reis dos que contamos, não só para concluir as obras mas, especialmente, para continuarmos a sonhar e realizar. Por Teniza Spinelli Jornalista ENTRE A PENA E O PINCEL: Papo de artista na Feira do Livro A relação entre escritores e ilustradores no mercado editorial foi o tema do 13º Papo de Artista, promovido pelo Portal artistasgaúchos, ocorrido na casa do Pensamento, Armazém A do Cais do Porto, durante a Feira do Livro. O encontro contou com a participação dos ilustradores Salmo Dansa e Rosinha Cam- pos e das escritoras Chistina Dias e Ana Mello. A mediação foi de Marcelo Spalding, editor do www.artistasgauchos.com.br No painel, os participantes contaram suas experiências no mercado editorial, demonstrando que a forma de trabalho entre escritor e ilustrador varia muito. Há casos em que ambos conversam antes da ilustração, outros Isabel Bonorino em que o editor não permite nenhum contato e até mesmo casos em que o ilustrador sugere outro final para o escritor. Outro tema abordado foi a remuneração do trabalho dos artistas. Os ilustradores costumam ganhar um cachê pelo trabalho, mas ficam com pequena parte de direitos autorais (em torno de 2%), mesmo em grandes vendas, como as vendas de governo, enquanto os escritores ficam com a sobra dos 10% (em torno de 8%), mas não recebem cachê inicial pelo trabalho realizado. O consenso é que a remuneração do ilustrador deve- ria ser maior, mas sem prejudicar a remuneração do escritor, o que não é fácil em razão da altíssima fatia das distribuidoras e livrarias nesse processo (50% a 60%). Nas considerações do painel ficou também expressa a idéia de que existe uma espécie de “novo gênero”, que é o livro ilustrado, pois o próprio formato do livro traz consigo uma “potencia narrativa” que é diferente daquela sem a ilustração. Também não se trata de valorizar mais ou menos os artistas envolvidos. A escritora Christina Dias (christinadias.blogspot.com) destacou a importância da triangulação escritor/ ilustrador/editor. A ilustração, a diagramação, enfim o design gráfico, tudo isso é essencial para um bom livro. Outra constatação é que não dá para pensar literatura para a infância sem pensar em ilustração. A autora disse que, infelizmente, não há uma escola de ilustração entre nós. Ela acredita que é importante para o autor do texto conhecer o ilustrador e discutir com ele o melhor efeito para o livro. Ana Mello (minicontosanamello.blogspot.com) con- corda, mas acredita que a internet leva muito mais longe a escrita do que a publicação em papel. Ainda assim aceitou o convite que lhe fez a Casa Verde e aderiu ao livro impresso, que trouxe para esta Feira. Ana afirmou que estabelece uma estreita relação com a ilustradora de seus livros, pois a capa do livro é já a primeira leitura e super importante na edição. Os ilustradores Salmo Dansa e Rosinha Campos falaram sobre seu processo de criação, avaliando a narrativa conforme a idade do leitor, pois a imagem não é só um complemento, mas um diálogo. Para ambos, o texto dos autores é sempre desafiador e, muitos fatores influenciam quem ilustra. "Estamos vivendo um momento de transformação. Não há ainda um pensamento construído, um posicionamento, um consenso da classe. Esta é uma discussão nova, mas todos acreditam que o livro é um objeto único, indivisível, onde os envolvidos têm o mesmo peso e o mesmo objetivo que é alcançar e cativar o leitor". Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 8 Por Luiz Coronel Poeta e Publicitário Clic! (***) As fotografias são inconsistentes fatias da eternidade. São o hoje almejando ser amanhã e o agora, ser sempre, (embora hoje e agora terminem por ir embora). As fotografias se agarram às paredes e quando retiradas abrem claras janelas para o nada. No claustro de suas molduras servem de esconderijo às pálidas traças. As fotografias dormem no leito documental dos álbuns mas nada as protege da inefável pátina do tempo. Suas fotos são chaves de um cadeado perdido. São benévolas com a juventude, cruéis na exposição da senilidade. (Em vão o foto-shop insiste em apagar as digitais do tempo). Algo confidente nos faz perceber, nitidamente, o halo que mantém os vivos e a triste penumbra que envolve os habitantes das indecifráveis galáxias do silêncio. Há um segredo recôndito e inexplicável nas fotos. Os faiscantes fotógrafos digitais são platéias de um mundo sem significado. (Não vivem as sensações, fotografam, apenas). Por Beatriz Bohrer Amaral Radiologista e Diretora da Radimagem Arquivo pessoal A verdade sobre as vitaminas O Dr. Linus Pauling, ganhador do prêmio Nobel por suas pesquisas sobre a vitamina C, foi o primeiro a promover, há 40 anos atrás, o uso de super doses de vitaminas para prevenir doenças cardiovasculares e câncer. Desde então, os multivitamínicos são usados por uma expressiva parcela da população, com um alto custo econômico (nos Estados Unidos, a indústria destes suplementos movimenta 23 bilhões de dólares por ano!), na expectativa de melhorar a saúde. Será que isto é verdade? Estudos têm mostrado resultados conflitantes, mas, no início de 2009, foram publicados resultados de uma pesquisa com mais de 161 mil mulheres, acompanhadas por uma média de oito anos, sem mostrar os benefícios esperados. Já no ano passado, duas outras pesquisas realizadas com homens não demonstraram diferenças nos índices de câncer e de doença cardíaca com o uso de vitaminas E e C e de câncer de próstata com o uso de altas doses de vitamina E e de selênio. Portanto, a crença de que existe algum benefício para a saúde com o uso de vitaminas e nutrientes não é confirmada por dados científicos. É claro que todos nós precisamos das vitaminas e minerais, substâncias que o nos- so organismo não produz e que são essenciais para a nossa saúde. A falta de vitamina C, por exemplo, provoca o escorbuto e de vitamina D, doenças ósseas. Mas, uma alimentação equilibrada fornece um nível adequado destes nutrientes, sem a necessidade de suplementação. Sabemos que as pessoas que comem muitas frutas e verduras ricas em vitaminas têm menos doenças do coração e câncer e esta foi a razão para investigar se altas doses destas vitaminas não preveniriam estes problemas. O resultado das pesquisas nos faz pensar que os benefícios de uma dieta saudável vêm não das vitaminas individuais, mas sim de ingerir toda fruta ou o vegetal. Além disto, alguns estudos mostraram que vitaminas em altas doses, como as encontradas nos suplemento, podem inclusive ser prejudiciais. Este é o caso de antioxidantes, como as vitamina A e E e o beta-caroteno. As pesquisas continuam e a vitamina da vez agora é a D, que parece estimular o nosso sistema imunológico. Mas, precisamos aprender com o passado e esperar os resultados dos ensaios clínicos. Por ora, parece mais seguro e muito mais econômico gastar o nosso dinheiro em frutas e verduras, do que em suplementos vitamínicos. RENOVANDO SUA VIDA AMOROSA Miomas uterinos Por Dr. Nilton Alves Ginecologista CREMERS 15.193 Os miomas ou leiomiomas uterinos são tumores benignos originários de células do músculo liso uterino,sendo os tumores mais comuns do trato genital feminino, podendo acometer até 40 % das mulheres em idade reprodutiva. A localização e o tamanho são muito variáveis em relação ao corpo uterino. Os leiomiomas são raros na adolescência e muito comuns em mulheres nulíparas, obesas, da raça negra e com história familiar de miomatose. Em geral aparecem na fase reprodutiva, aumentam durante a gravidez e reduzem após a menopausa. O quadro clínico dos miomas está diretamente relacionado ao tamanho, número e localização dos mesmos. Embora a maioria das mulheres com miomas seja assintomática, os sintomas quando presentes podem ser sangramento aumentado, cólicas, peso e desconforto no baixo ventre, infertilidade, sintomas urinários, intestinais entre outros. O sangramento prolongado e excessivo é a queixa mais freqüente, podendo levar à anemia. O diagnóstico é baseado na história clínica e no exame ginecológico, onde pode ser palpável um útero aumentado e com a sua superfície irregular. Os exames de imagem, ecografia de abdômen e ecografia pélvica transvaginal são os mais utilizados para complementar o diagnóstico sendo que a tomografia e a ressonância são considerados exames de exceção. O tratamento vai depender de muitos fatores, entre eles o tamanho e localização dos miomas, os sintomas apresentados, a idade da paciente e o seu desejo de gestar. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. No tratamento clinico podem ser utilizados hormônios, antiinflamatórios ou DIU com hormônio. Entretanto, muitos autores consideram o tratamento cirúrgico como o definitivo. O tratamento cirúrgico por sua vez pode ser por embolização, miomectomia ou histerectomia. Com os avanços das técnicas cirúrgicas mesmo úteros de grande volume podem ser retirados com técnicas minimamente invasivas, o que diminui os riscos de infecção, sangramento e dor no pós-operatório, permitindo inclusive o retorno às atividades habituais em menor tempo. Palestrante: Dra. Sandra Scalco, Ginecologista Data: 25/11 Av. Cristóvão Colombo, 1691 Hora: 16 horas Trazer 1 kg de alimento não perecível Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 9 Por Marcelo Oliveira da Silva Coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal da Cultura Legionário e realmente bastardo Há vários anos decidi escrever apenas sobre filmes que gostaria de recomendar e tanto quanto possível evitar os que me desagradaram. Acredito que o melhor serviço da crítica é levar possíveis espectadores a um espetáculo e nunca o contrário. Entretanto, alguns blockbusters arrasam quarteirão no pior sentido e esse me parece ser o caso do último filme de Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios. Perspicaz, Zero Hora convidou o professor Luís Augusto Fischer e o publicitário José Pedro Goulart a escreverem sobre o filme, em razão de uma antiga querela a respeito da mais autêntica obra do diretor, Pulp Fiction. Aquele que antes detestou (Fischer) achou alguns méritos em Bastardos Inglórios, aquele que antes defendeu (Zé Pedro), criticou. E na minha opinião nenhum dos dois enxergou aquilo que realmente coloca o filme numa categoria de fato bastarda. Começo pelos acertos. Christoph Waltz mereceu o prêmio de melhor ator em Cannes. Suas performances estiveram perfeitas em inglês, francês e na sua língua materna, o alemão. Quando interpretou em italiano, o clima geral do filme já estava caricatural. Razão disso eram um enredo que já tinha abusado da fantasia (os nazistas, que inicialmente apareceram como detetives implacáveis, já se mostravam patetas completos) e a indisfarçável canastrice de Brad Pitt. Em um tiro- teio de inconsistências, Waltz carrega o filme nas costas. Outra coisa que não se pode negar é a extrema fluidez da montagem dos filmes de Tarantino. O ritmo de seus diálogos também é ágil e magnético, como na cena do confronto no porão de um bar. Contudo, o conteúdo dos seus roteiros deixa a desejar quando o assunto (nesse caso a Segunda Guerra) é mais sério do que flertes, paixões e golpes. A colocação em cena e os enquadramentos fotográficos de novo estiveram à altura do orçamento milionário. Repare porém num detalhe: a luz nos filmes de Tarantino é sempre igual. Nunca há cenas realmente escuras, nunca há grande luminosidade, mas sempre sequências continuamente claras, em que mesmo os objetos no fundo da cena estão perfeitamente identi-ficáveis. Bem ao estilo das produções de televisão. Muita gente se fixou nas inúmeras referências a outras cenas de filmes consagrados. Aqui cabe dizer que homenagens ficam muito bem quando a citação resume ou antecipa a situação que se está contando. Só assim ela será um elemento a mais a indicar ao espectador dedicado os efeitos pretendidos. É o mesmo espírito que rege as epígrafes, aquelas frases que abrem um livro, onde o autor cita uma frase de outro escritor que de certo modo resume o que será lido adiante. Quem cita sem essa preocupação está apenas exibindo conhecimento - e inevitavel- mente revelando um espírito frívolo. Já insinuei que Tarantino domina muito bem certas artesanias em um estilo televisivo e que sua praia é a ficção brejeira, do golpista de esquina, ou pulp, como dizem os americanos. Não é fácil se acomodar essa bagagem em um tema como o nazismo e o holocausto. O problema não está em fazer comédias sobre o assunto e há várias boas. Em geral essas trazem um ponto de vista novo ou criam uma atmosfera claramente farsesca que perpassa todo o filme. Tarantino opta pela simples catarse, rica e espetacularmente reencenada: um comando de soldados judeus de origem alemã é enviado pelos EUA à Europa com a missão de escalpelar nazistas da maneira mais bárbara possível. Pode funcionar para as almas menos informadas sobre o que realmente significaram esses dois fatos da Segunda Guerra. Mas e para aqueles que já compreenderam que contraatacar com mais violência é jogar gasolina no incêndio? A propósito: os skinheads e outros neonazistas nas zonas economicamente deprimidas do norte da Europa estão fazendo propaganda do filme com um slogan bastante coerente: Vejam o que os judeus fariam conosco se tivessem a chance. Sobram duas opções: ou Tarantino foi ingênuo, ou está cinicamente comprometido apenas com o próprio sucesso. Em ambos os casos suas citações estéticas são frívolas e portanto supérfluas. SAPERE AUDE! é opção para encontrar bons lançamentos e obras esgotadas da literatura Arquivo Sapere Aude! Se você gosta de livrarias com ambientes agradáveis, que disponham de espaço para pesquisa e leitura, e ofereçam um atendimento impecável, uma visita à Sapere Aude! Livros promete ser uma experiência que o deixará com saudades logo na primeira partida. Instalada há pouco mais de 1 ano na Lopo Gonçalves, nº 33, lojas 1 e 2, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, a livraria, focada na área de humanidades, exibe milhares de títulos, desde obras esgotadas a lançamentos, de grandes editoras aos independentes, predominantemente gaúchos. Decorada cuidadosamente por objetos que fazem referência às memórias de seus donos e à literatura, a livraria convida o visitante a passar horas explorando um ambiente tranquilo e aconchegante, unido a um espaço dedicado para consulta à internet. Além disso, recentemente, a Sapere tem incorporado uma programação cultural, que inclui desde contação de histórias a saraus de poesia. Parte do acervo – cerca de 2.000 obras –, também está disponível através da internet, no site www.sapereaudelivros.estantevirtual.com.br. Ainda assim, caso o leitor não se depare com a obra que procura, o serviço de pesquisa, garante, quase sempre, um encontro exitoso. A Sapere Aude! Livros abre as segundas-feiras, das 14h às 19h, e de terça a sábado, das 10h às 19h. Para saber mais acesse www.sapereaudelivros.com.br e siga a livraria no Twitter – www.twitter.com/Liv_sapereaude. A pizza vai até você! É só chamar o HOMEM PIZZA e ele leva o mais delicioso rodízio na sua festa ou evento! Informe-se 3338.4299 www.homempizza.com.br Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 10 Por Sergio Napp Escritor Luciana Thomé Insones madrugadas À minha esquerda, uma pilha de livros. De todos os gêneros: romances, contos, teoria literária, policiais, de aventura, literatura para jovens, infantis. De autores nacionais e estrangeiros. Todos ali me olhando como se me pedissem, leia-me! E, mesmo não sendo Barack Obama, respondo-lhes, sim, eu posso. E mais que isso, eu quero. Frutos da Feira do Livro, que se encerra, passam a ser meus melhores companheiros a partir de agora. De todos os dias, das horas de folga, de qualquer tempo que sobre e de muitas e muitas noites de insônia feito esta em que escrevo, serão eles, daqui por diante, meus leais escudeiros, para o que der e vier. Não prisioneiros de um senhor feudal que os tenha adquirido em uma feira e os mantenha acorrentados; ao contrário, parceiros. São assim estes amigos que me acompanham: à minha disposição não se fazem de rogados e, inúmeras vezes, me inspiram, me ensinam, me fascinam pelas aventuras e sensações que descrevem. Por isso eu os carrego dentro de mim. Imagino quantas pessoas se encontram na situação em que me encontro: e a estas pessoas recomendo: leiam. (Bem, podem ouvir música também, e há pouco eu fazia isto, mas se eles, os livros, estiverem a suas esquerdas e em prontidão, não relutem, nem pensem duas vezes: leiam. Verão que o tempo passa e nem chegamos a perceber,que o coração bate mais forte; na quietude da noite as palavras calam fundo). Alguns deles já foram lidos. Os outros aguardam ansiosos. Cada um disputa a primazia: quem será o próximo? E, entre todos, qual será o melhor? Só seu magnânimo senhor poderá responder a estas questões. Talvez eu não consiga lê-los todos por agora. Mas chegará o tempo, disto tenho certeza. E o tempo, quando chegar, será o certo. Leio, não por obrigação, não para me vangloriar junto aos amigos, li este e mais aquele, e tu, não leste nada? Leio por necessidade pura e urgente (da mesma forma como escrevo). Leio porque o ar se torna mais respirável. Leio porque a vida se torna mais amena. Leio porque passo a entender melhor o mundo e as pessoas que o habitam. Leio porque me deixam mais saudável. Mais compreensivo. Mais indulgente. Mais humano. Capaz de olhar o dia que se aproxima com olhos de descoberta. Chego aonde ninguém chegou. Vejo o que outros não vêem. Caminho nas nuvens. Enfrento terríveis vilões. Escalo perigosas montanhas. Vou às profundezas do mar em busca de estrelas-marinhas. Brinco de roda. Invento sonhos. Danço com as mais belas mulheres. Faço declarações apaixonadas. Descubro o poder e a paciência das palavras. A noite flui e eu não sinto. Quer dizer, sinto porque a madrugada se apresenta. E anseio por outra noite de intensas emoções. Sou capaz de entender que se nem todos têm as mesmas oportunidades, merecem o mesmo espaço e a mesma voz. Sou mais inteiro. Sou mais gente. Sou mais amigo dos meus amigos. Sou mais tolerante comigo mesmo. Somos o quanto lemos. Embora aceite que nem todos são obrigados a gostarem de ler. Não somos superiores porque lemos. Mas tenho certeza que, lendo, teremos melhores condições de entender o mundo, suas relações e seus relacionamentos. Quando a minha casa estiver repleta de livros eu, certamente, estarei repleto de vida. Por Jaime Cimenti Jornalista e Escritor Mar quente do escritor porto-alegrense Enio Roberto traz quatorze contos com linguagem precisa e bom domínio de narrativa, tratando de temas modernos como preconceito, relação entre pai e filho, drogas, relacionamentos e desencontros. Enfim, a obra é um panorama narrativo multifacetado e orgânico, Mistério na Selva Amazôum convite para mergulhos profunnica e A Gruta Assombrados na alma humana. 96 páginas, da, narrativas infanto-juveDublinense, telefone 9963.6540. nis da escritora gaúcha Eni Allgayer fazem parte da série Caçadores de Enigmas da WS Editor. A série O bode expiatório 2 do professor e escritor Ari Riboldi apresenta a narra as aventuras da equipe de pesquisa do Muorigem de palavras, expressões e ditados populares com nomes seu Antropológico da Fundação Universitário Brade animais, como, por exemplo, a cobra vai fumar, cobra-mandada, sil, FUBra, chefiada por Alberto Steiner. Lica, 10 porco chauvinista, ver passarinho verde, macacos me mordam, anos, mais sua irmã Raquel com o namorado Margênio do cão, idade da loba e muitos outros. 72 páginas, Editora celo protagonizam as aventuras. 72 e 64 páginas, AGE, telefone 3223.9385. R$ 17.00 cada, WS Editor, telefone 3029.7018. Roubai-vos uns aos outros do radialista e escritor Antônio Carlos Resende é seu romance mais recente. Fala, essencialmente, de velhice e jogo compulsivo, de Heleno, oitenta anos, sozinho, doente, separado e que já viu muitos amigos morrerem e de Ricardo, amigo remanescente, médico abnegado, religioso e que está em início de demência. Ricardo vai roubar a memória de tudo, inclusive da amizade. 134 páginas, L&PM, telefone 3225.5777. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 11 11 Por Paulo César B. do Amaral Artista plástico e Escritor Erudição e discurso Difícil deixar de fazer um registro em relação a Dom Antonio Cheuiche, falecido há algumas semanas apenas. Tive a oportunidade de conhecer por alguns instantes este homem ímpar, um ser que classificaria superior por todas as qualidades que trazia em si, sobretudo a simplicidade e a humildade, virtudes tão raras nos dias de hoje. Era, antes de tudo, um intelectual. Sua postura erudita sobre o mundo das artes e da filosofia revestia-se de um dom que graciosamente alcançava aos outros, embora o fizesse de maneira discreta. Como homem de Igreja – e da mais alta hierarquia desta –, foi imprescindível, e nunca fez disso uma insígnia pessoal. Ao contrário, quanto mais ascendeu por seus méritos, mais recolheu-se à simplicidade chã dos grandes. Uma vez, num encontro de empresários cristãos da ADCE, confessei com Dom Antônio, e depois, com a mais singela naturalidade, fumamos charutos. Dom Antônio apreciava charutos, gostava de viver com pra- zeres que não são proibidos a ninguém, nem aos clérigos. Tempos depois, avistando-o à espera de uma condução num bairro de Porto Alegre, parei o carro, identifiquei-me e ofereci-lhe uma carona. Levei-o à Cúria Metropolitana. No percurso, que não durou mais de uns dez minutos, Dom Antônio discorreu sobre Dostoievski, tendo eu provocado o assunto, pois sabia que ele era assíduo leitor do escritor russo. Falava de “Crime e Punição” com uma visão psicanalítica. Era orador de fazer inveja a qualquer de nossos políticos, mesmo os mais importantes e esclarecidos (mas o que estou agora a dizer, genericamente, diante de tanta mediocridade?). Sua voz era a extensão da eloqüência de um pensamento fluido, cristalino e denso. Enquanto falava, fosse em sermões ou em qualquer ocasião, mantinha uma platéia extasiada, literalmente. Era um timbre de alento que só se manifestava o necessário, ao interlocutor certo e no lugar exato. Ao escrever estas impressões não posso desconhecer o quanto hoje se usa da palavra para dizer-se, enfim, nada. Há discursos dos quais, ao seu final, nada mais resta do que a sensação de alívio por terem findado. As citações das autoridades presentes, que deveriam se restringir à primeira fala, se repetem na oração de cada um dos designados a fazer uso da palavra. Nada mais irritante do que esta prática, em particular entre políticos medíocres. Fazem uso da palavra para tecer loas a si mesmos, e, quando terminam de falar, nos admiramos mais sobre o que não deveriam ter dito do que pelo que disseram. Quantos anos serão necessários para que possamos conhecer entre nós outro orador como Dom Antônio Cheuiche? Um pensamento útil a serviço de alguma coisa? Uma lição de ética e de estética? Dom Antônio, eis aí um homem que deu-se por inteiro, dentro e fora da Igreja, santo e pecador, pois há formas de se enxergar a humanidade, coisa que ele sabia sentir e veladamente ensinar. Estará agora, com certeza, junto ao Pai em que tanto acreditou e que o acolheu, já à porta da casa, para onde dizia querer fazer sua última e mais bela viagem. Por Renato Pereira Jornalista cha nas falas) arrisque que o cara jogou no Inter mas veio do Ponte Preta. Schakspeare não vale, é como Freud, até a faxineira dela sabe de quem se trata. Com a vantagem que faxineira tem dois maridos e não bota dinheiro fora com o analista, e você, até agora, pelo menos, não conseguiu traçar nem a faxineira. Depois do livro da Renata Rode, Separada e daí?, com a óptica feminina do começar de novo, urge uma réplica masculina porque mulher se separa, homem perde a mãe junto. O que nos leva a tomar redobrado cuidado nas próximas investidas. Valendo essa gag que circula pela web do cara que chegou na noite, deu de olho numa veterana, cinquentinha bem malhada, e, depois da troca de olhares, a referida perguntou se ele tinha algo contra sexo com mãe e filha. Exultante pela indecorozíssima proposta, o separadão riu do orelha à ore- Separadinho vingativo Começa que separado não vai ao teatro. Vai ver se come alguém que conheceu no teatro. Dificílimo. Não é como na balada onde ninguém fala. E se falar ninguém ouve. É preciso amigo que apresente a amiga, que seja palatável (quero dizer, comestivel) nem muito baixa nem muito alta – para caber no possível abraço – nem muito bem humorada nem muito chata. Se for a do bom humor, vocês vão rir a noite toda e ninguém come ninguém. Se for muito chata você vai preferir se envolver com o porteiro do motel. Erudita, para que o assunto flua. Mas não muito, que a sua bola de cultura teatral não está pra tanto. Vamos que ela abra com Grotovsky e você não querendo perder o fio do diálogo (quer paquerar e não deixar bre- lha e partiram. Para a casa da proponente. Em lá chegando a meio século gritou: – Mamãe!? Chegamos! Separado nivel A não escolhe, é escolhido; nivel B escolhe errado e nivel C casa com a escolhida. Muita calma nesta hora. É preciso antes de mais nada a aplicação do Teste do Shopping. Simplissimo. Basta marcar o segundo encontro na entrada do shopping. Dependendo da ala para onde ela se dirigir, guiando os seus passos, mulher em shopping manda mais que o incorporador da obra, decida. Se ela for para as lojas de eletro é sério. Visualize imediatamente a saida de emergencia. Se ela rumar para a linha fashion é caso para estudos. Em se dirigindo para as lojas de lingeries é a mulher dos sonhos até dos bem casados. Parabéns pela escolha. Pegue e não largue. Agora, se ela estacionar no cafezinho, brochou qualquer possibilidade. É amiguinha querendo papo furado, quando o que você procura não é papo e sim um novo furo propriamente dito. Sei, começar de novo é um saco. Vários, aliás. O seu, o saco de roupa suja, o saco de livros que você vai levar outros dois casamentos para colocar em ordem, o saco das quinquilharias da falecida, que ela deixou só para implicar com o ex, ou para vir buscar assim que descobrir que você já se aprumou com outra ,e as mulheres morrem de curiosidade para saber quem é a substituta que vai carregar a mala, no caso você. O principal é entender que as mudanças são dolorosas mas não piores que as dores do parto. Assim que nascer um novo homem, passa. E não ficar encucando na fase do quem é que eu como hoje, sobre o tamanho do chifre que você levou. Isso é coisa de cantor goiano. Pode ser de bezerrinho ou de zebu. Em lugar de chorar pela guampa própria o melhor é rir da próxima guampa do outro. 51 3248 1270 • 9987 5625 renatopereira2@terra • www.renatopereira.com.br CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO AUXILIADORA -CIDADE BAIXA - MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO E FLORESTA Palácio Piratini - Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Secretaria Estadual de Educação – Depto. Pedagógico - Assessoria de Projetos Especiais para 258 Escolas Estaduais – SMED – para 92 Escolas Municipais - Secretaria Municipal de Cultura - Centro Municipal de Cultura - SETUR - Secr. de Estado do Turismo - Usina do Gasômetro - Teatro da Ospa - Teatro de Câmara - Museu da Comunicação Social - Teatro de Arena - Teatro Bruno Kiefer - Salão de Atos da UFRGS - Assembléia Legislativa - Solar dos Câmara - Theatro São Pedro - Casa de Cultura Mário Quintana - Teatro do SESC - Curso Mauá - Rede Hoteleira - Shopping Praia de Belas - ARI - Ass. Riograndense de Imprensa - Sind.Comp.Musicais do Estado/RS - Academia Kyokushin - Sec. de Cultura do RS - Agências de Publicidade - IOF-Instituto Ortopedia e Fisioterapia - Museu Joaquim José Felizardo - Arte Café - Bazar Londres - Guarida Imóveis - Clínica Menino Deus - AGAPA (Associação Gaúcha de Pintura Artística) - GBOEX Previdência Privada - Confiança Companhia de Seguros - Super Pizza - Espaço Dança e Memória - Instituto Estadual de Cinema (SEDAC) - Secretaria Estadual da Saúde – Cia. das Pizzas - Ótica Andradas School - Casa dos Óculos - Tia Iara - Líber Livros - 5 à Sec - .com Cyber Café - Gambrinus - Pronto Olhos - Anita Cell - Rede Drogadil - Cachorro do Rosário (Emancipação, Shopping Total e Mariante) – Churrascaria São Rafael - Barranco - Livraria Nova Roma - General Rock - Fisk - Bar do Beto - Laboratório Marques Pereira - Mauá - Biblioteca Pública do Estado - Haiti - Ótica Moinhos de Vento - Wow! - DAER - Zil Vídeo - Livraria Vozes - Trianon - Café Arte & Cia - Homeograal - Assistir Escitório de Advocacia - Se Acaso Você Chegasse - Livraria Londres - Banca 43 - Livraria do Mercado e Banca BangBang - Palavraria Livraria-Café - Panificação Copacabana - Bar e Café Pan Americano - Bar Chopp e Restaurante Pacífico - Chopp & Companhia - Copão - Papillon - Sierra Maestra - Restaurante Natural Flor de Maçã - Planet Dog - Escola Arte Educação - Morano - Galeria Arte & Fato - Beiruth - Maomé - Matheus Confeitaria, Buffet e Café - Essência da Fruta – Academia Bio Ativa – Só Portáteis - Cyber Point - Bazar Londres - Print Cópias – Paradouro Pet – Drogabel – FINASA – Porto Pastéis – Roberto Celular – COMUI: Conselho Municipal do Idoso – SIMPA: Sindicato dos Municipários de POA - Lyon Press - Ferragem Bom Fim – Ferragem Igor – Óptica Santo Antônio – Belver Óticas – Brubins Bistrô Cafeteria Congelados – Feito à Mão Café – Café Paris – Centralfarma - Color House - Stratus Celular - Café dos Cataventos – Casa de Ferragens - Corebrás - Café do Porto – Café - Clínica Visão – Restaurante Solle Mio - Café Concerto Mário Quintana - Companhia do Cachorro do Rua da Praia Shopping - Garcias Churrascaria – Garcias Bar - Cachorro Gordo – Clindent – Laboratório Crol – Móveis Masotti – Personalle – Todeschini - LilliPut - Jazz Café – El Viejo Panchos - Le Bistrot - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria – Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua – Sexxxy Butik – Bella Morano – Sulina Grill - La PizzaMia - Churrascaria Laço Aberto - Churrascaria Schneider - Silva & Rossol Advogados Associados - SIJ – Serviço de Informação do Judiciário - Via di Trento - Villa Rústica - Café Correto - Miau da Cabral - Churrascaria Komka - Churrascaria Santo Antônio – Lamb’s – Drogamaster – Tablado Andaluz: Curso de Dança e Restaurante – Copão - Parque Virtual - ABIC - Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural - Consultório Dr. Nilton Alves – Piovesani – Radimagem – Jazz Café – Bar da Bel – Tortaria – LilliPut - Le Bistrot - Café Correto - RD-Assessoria Jurídica - Estocke Off - Centro Médico Rubem Rodrigues - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Ponto de Antiguidades - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria - Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Vinhos Giuliano - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua - Vila Madalena - Chopp Stübel – Casa Elétrica – Advogare – Assessoria Jurídica – Tec Líder - Mac Dinhos - Cachorro do Porto - Castanhas Express - Per Tutti Galeto - Sashiburi - Peppo Cucina - Bom Bocado - Churrascaria Laço Aberto - Baumbach Restaurante – Churrascaria Na Brasa - Miau da Cabral - Xis Moita - Opus - La Chiviteria - Se Acaso Você Chegasse - AGEA - Assoc. Gaúcha de Economiários Aposentados - Cine House - Home Theater Automação Residencial - IOF - Telas Gaudi - Intit. de Ortopedia e Fisioterapia - Sapere Audi!Livros - Clínica Odontológica Dr. Nelson Monteiro - English Consultancy - Radicom - Clinica de Diagnóstico Médico por Imagem - SAT Aeroporto Internacional Salgado Filho - SAT Mercado Público do Bom Fim - SAT Mercado Público - SAT Usina do Gasômetro - SAT Linha Turismo – Terminal Linha Turismo - SAT Praia de Belas Shoping - SAT Shopping Bourbon Country - SAT Moinhos Shopping – SAT Shopping Total – FAMURS: Federação das Associações de Municípios do RS - Ritter Hotel - Porto Alegre Ritter Hotel – Novotel - Hotel Deville – Hotéis Continental - Everest Hotéis - Harbor Hotéis - Plaza São Rafael - Plaza Porto Alegre – Rede Versare - Hotel Sheraton Porto Alegre - Big Sisor Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Por Thamara de Costa Pereira Jornalista Ricardo Stricher - PMPA Porto Alegre terá Caminhadas Turísticas no verão Aline Goncalves - PMPA Porto-alegrenses e visitantes da Capital contarão com mais uma opção de lazer durante as férias de verão que permitirá conhecer de perto locais e atrativos da cidade. Entre os meses de janeiro e fevereiro o Programa Viva o Centro a Pé realizará o projeto Caminhadas Turísticas, oferecendo passeios por atrativos turísticos de Porto Alegre. Acompanhados por um guia de turismo, os passeios a pé terão quatro edições, todas com saídas às 10h. Cada roteiro terá duração média de duas horas e prevê a visita externa e interna a prédios, monumentos e áreas verdes considerados patrimônio cultural e ambiental da cidade. De forma alternada, serão realizados roteiros diferenciados, que contemplarão atrativos da região da Praça da Matriz, Rua da Praia, Mercado Público e Praça da Alfândega além da Avenida Independência. A primeira caminhada será no dia 9 de janeiro e contemplará o Roteiro Praça da Matriz. Com saída do Serviço de Atenção ao Turista (SAT) da Linha Turismo (Travessa do Carmo, n°84, bairro Cidade Baixa) o passeio passará por atrativos como a Praça Daltro Filho, o Viaduto Otávio Rocha, o Museu Júlio de Castilhos, a Catedral Metropolitana, o Palácio Piratini e o Theatro São Pedro. A realização é das secretarias municipais de Turismo, do Planejamento Municipal, da Cultura, Programa Viva o Centro e Gabinete da Primeira Dama. Para participar basta fazer a doação de um quilo de feijão, arroz ou leite em pó. As doações serão encaminhadas a instituições do município. As reservas para as Caminhadas Turísticas já podem ser feitas através dos telefones 3289-6745 e 3289-6744 ou pelo e-mail [email protected]. Carla Ruas - PMPA CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA Dia 9 de janeiro ROTEIRO PRAÇA DA MATRIZ Local de Saída: Serviço de Atenção ao Turista (SAT) da Linha Turismo (Travessa do Carmo, n°84, bairro Cidade Baixa). Atrativos: Praça Daltro Filho, Cine Capitólio, Viaduto Otávio Rocha, Museu Júlio de Castilhos, Catedral Metropolitana, Palácio Piratini, Palácio Farroupilha, Theatro São Pedro, Monumento á Júlio de Castilhos, Palácio da Justiça, Memorial do Ministério Público, Biblioteca Pública do Estado. Visita Interna Indicada: Memorial do Ministério Público (a confirmar). Dia 23 de janeiro ROTEIRO RUA DA PRAIA Local de Saída: SAT Usina do Gasômetro (Av. João Goulart, n°551, bairro Centro Histórico). Atrativos: Centro Cultural Usina do Gasômetro, Praça Brigadeiro Sampaio, área Militar (Marinha, Brigada e Quartel), Museu Militar, Igreja Nossa Senhora das Dores, Casa de Cultura Mario Quintana e Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa. Visita Interna Indicada: Igreja Nossa Senhora das Dores (a confirmar). Dia 6 de fevereiro ROTEIRO MERCADO PÚBLICO E PRAÇA DAALFÂNDEGA Local de Saída: SAT Centro Histórico (Mercado Público Central, sala 99). Atrativos: Mercado Público, Praça XV de Novembro, Chalé da Praça XV, Fonte Talavera de La Reina, Paço Municipal, Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, Praça da Alfândega, Santander Cultural, MARGS e Memorial do Rio Grande do Sul. Visita Interna Indicada: Mercado Público (a confirmar). Dia 27 de fevereiro ROTEIROAVENIDAINDEPENDÊNCIA Local de Saída: SAT Centro Histórico (Mercado Público Central, sala 99). Atrativos: Confeitaria Rocco, Praça do Portão, Santa Casa de Misericórdia, Praça Dom Feliciano, Igreja Nossa Senhora da Conceição, Museu de História da Medicina, Hospital Beneficência Portuguesa, Colégio e Praça do Rosário (a confirmar). Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto