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ANO XV • Nº 97 • NOVEMBRO 2009 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
O Jornal da Cultura
APOIO:
Projeto Revendo
Porto Alegre
Pág. 7
Cássia Fernandes
Pág. 2
Eva Sopher
Pág. 3
Cacildo Vivian
Pág. 3
Caco Coelho
E mais...
:: Sergio Napp
:: Luiz Coronel
:: Renato Pereira
:: Paulo Amaral
:: Marcelo O. da Silva
:: Caetano Silveira
:: Luciano Alabarse
:: Jaime Cimenti
:: Teniza Spinelli
:: Thamara Pereira
:: Caho Lopes
:: Dr. Nilton Alves
:: Dra. Beatriz B. Amaral
“Especialista mundial no cuidado dos pés”
Calos - Calosidades - Unhas
Encravadas - Produtos Ortopédicos
Andradas, 1761 - 3224.0261
Borges de Medeiros, 632 - 3224.0910
24 de Outubro, 348 - 3222.3651
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
2
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Rua Miguel Tostes, 771 • cj 03 • POA/RS
CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60
51 3012 7292 • [email protected]
Por Caho Lopes
Brincando de Deus
Corria o ano de 1998. Eu tinha 34 anos e
estava com problemas demais esparramados
pelos meus dias, e ao invés de resolvê-los acabei optando pelos atalhos da estrada que me
levaram ao álcool e outras drogas. Estonteado e
cambaleante, foi neste preciso instante de minha
vida que conheci minha amada Laura.
Ela tinha 16 anos, e além de todas aquelas
qualidades que só se tem na juventude, me fascinou sua determinação e seu inconformismo.
Laura é uma destas mulheres que não aceita o
destino como resultante de causas independentes de sua vontade: ela luta pelo seu futuro, modifica-o, aprimora-o. Já era uma mulher e tanto
àquela época: me fitava através de seus olhos
amendoados e melancólicos, o cabelo negro escorrendo pelos ombros, a boca carnuda que me
dizia palavras duras mas sussurrava promessas inconfessáveis, o peito arfando a cada vez
que nos encontrávamos.
Apaixonamo-nos. E eu decidi que deveria ter
uma conversa com o homem que a criara e educara, e que era em grande parte responsável
pelo desenvolvimento das qualidades que se
destacam em minha amada. Este homem era seu
avô, e aliado ao seu ótimo caráter e reputação
se sobrepunha sua fama de temperamento difícil
e exigente. A probabilidade de ser corrido de sua
casa com pranchaços de facão era bastante
Não troco minha ingenuidade pela certeza.
A ingenuidade é curiosa, a certeza é arrogante.
Fabrício Carpinejar
alta, mas eu estava cheio de boas intenções e
não podia começar nossa história de forma errada, ainda mais levando em conta nossa diferença de idade.
Sentamo-nos todos, ele e a mãe dela lado a
lado, eu a Laura ao lado um do outro. Em vinte
minutos do monólogo mais importante da minha
vida, contei-lhes como nos apaixonáramos e que
pretendíamos iniciar um relacionamento. Entre
outras coisas, falei de sonhos e realidades, de
desejos e de dificuldades, e finalizei a conversa
contando que ia buscar ajuda em uma fazenda
de recuperação de dependentes químicos para
poder sair de lá reabilitado e iniciar uma nova
vida ao lado da mulher que eu amava.
Quando terminei de falar, fez-se um silêncio
profundo. O tempo parou durante aqueles segundos que antecederam a decisão daquele homem, até que ele disse que estava tudo bem,
iríamos aguardar a minha alta da fazenda e então voltar a conversar para ver como as coisas
evoluiriam.
Nossos olhos se encontraram, eu e Laura sorrimos aliviados e no dia seguinte parti para a fazenda em Montenegro. Nossas vidas deram muitas voltas, idas e vindas, até que em dezembro de 2002
começamos a morar sob o mesmo teto. A Laura
desempenhou bem o papel de mãe substituta de
minhas filhas, e era chamada de avó pelo nosso
neto quando tinha apenas 20. Nos anos seguintes
noivamos, casamos no religioso e no civil, tivemos
um filho, passamos por momentos bons e momentos difíceis. Mas passamos juntos. Laura me transformou num homem melhor do que eu era, e deu
nova feição a minha vida e ao meu olhar sobre as
pessoas e as coisas que me cercam. Vivemos uma
vida harmoniosa e feliz, cercados por nossa família
e por bons e carinhosos amigos. E eu nunca mais
me perdi nos atalhos da vida.
Tudo isto foi possível porque um dia o seu
avô não fez o que era lógico. Sabiamente, deixou que a vida fluísse naturalmente, sem preconceitos, sem pré-julgamentos, sem certezas
pré-concebidas.
Este é um aprendizado que carrego comigo.
Procuro sempre dar oportunidade às pessoas
para que elas possam mostrar que são melhores, que podem dar a grande virada. Claro que
como ser social, ativo e consciente, faço meu
juízo a respeito daqueles que me cercam, mas
mormente guardo-o para mim ou reparto-o apenas com aqueles que me são muito íntimos. Não
brinco de Deus definindo o certo e o errado, julgando as qualidades e os defeitos de quem quer
que seja, principalmente quando isto pode alterar os rumos de uma existência.
A vida é mais sábia e mais seleta que minhas
poucas e imprecisas certezas.
Editor e Jornalista (DRT/RS nº 12460) Jorge Luiz Olup
Administração
Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup
Jornalista Responsável
Thamara de Costa Pereira
Direção de Arte Jorge Luiz Olup
Tiragem 10 mil exemplares
Impressão Correio do Povo
Colaboradores Eva Sopher, Cacildo Vivian, Caco
Coelho, Dra. Beatriz B. Amaral, Cássia Fernandes,
Caetano Silveira, Dr. Nilton Alves, Paulo Amaral, Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp, Teniza Spinelli,
Luiz Coronel, Renato Pereira, Luciano Alabarse,
Fernando Rozano, Jaime Cimenti, Thamara de Costa
Pereira, Caho Lopes, Paulo Rogério Dias Couto e
Mara Cassini Andreta
As opiniões expostas nos textos assinados são de
inteira responsabilidade dos autores e não correspondem necessariamente à posição do Jornal.
Projeto Revendo Porto Alegre
CÁSSIA FERNANDES
Fotógrafa, Psicóloga, pós-graduanda
em gestão do terceiro setor FIJO-PUC.
Agenda Cultural – 16 de novembro a 20 de dezembro de 2009
THEATRO SÃO PEDRO
17/11 - 21h - ilusión (Argentina) – Festival de Dança
18/11 - 19h - Lunas de Lorca (Cuba) - Festival de Dança
18/11 - 21h30 - Sin Dios (Espanha) – Festival de Dança
19/11 - 21h - Meu Prazer (RJ) - Festival de Dança
20/11 - 21h - Estado Independente (SP) - Festival de Dança
21 e 22/11 - sáb 21h, Dom 19h - Solo Evening With Solos (Alemanha)
- Festival de Dança
24 a 29/11 - Ter a Sáb 21h, Dom 18h – Vermelhos – História e Paixão
(RS)
29/11 – Dom 11h – Concertos CEEE - OCTSP - Jorginho do Trompete
Musical Petropar - nas quartas, 12h30min, foyer, com entrada franca
18/11 - Protogenes Solon (acordeon)
25/11 - Ivo Roberto Vicenzi (violão)
02/12 – Liliane Kans e Fábio Chamma – piano e violino
09/12 – Norminha Duval – violão e voz
16/12 – Ivone Pacheco – jazz
05 e 06/12 – Sab. 21h, Dom. 18h - Louise Burgeois - Faço, Desfaço e
Refaço (RJ) C/ Denise Stoklos
09/12 – 21h – Palavreio (RS)
11, 12 e 13/12 – Sex. e Sáb. 21h, Dom 18h – Nenhum de Nós Canta
Beatles (RS)
17, 18 e 19/12 – 21h – Farsa (RJ) Dir. Luís Artur Nunes
FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO
Até 29/11 - Dentro do Traço, Mesmo. Programa Artista Convidado do
Ateliê de Gravura, c/ Lucia Koch, Antonio Dias, Regina Silveira e Waltercio
Caldas. 4º andar expositivo
Até 29/11 - Iberê Camargo: Uma Experiência da Pintura. 2º e 3º andares expositivos
10/12 e 21/03/2010 - Cálculo da Expressão: gravuras de Goeldi, Segall
e Iberê Camargo. 3º e 4º andar expositivo
Horário de visitação: Ter a sex das 10h às 19h / qui das 10h às 21h / Sáb,
dom e feriados das 11h às 19h. Entrada franca. (av. Padre Cacique, 2.000)
SOLAR DOS CÂMARA
Sarau no Solar
18/11 - Serrote Preto - MPB
25/11 - Pedro Munhoz - Canto Social
02/12 - Zé da Terreira - MPB
09/12 - sarau especial de encerramento com Panta e Quinteto da Orquestra de Câmara da Ulbra
Entrada franca. O espetáculo começa às 18h30, senhas de ingresso
meia hora antes na Sala José Lewgoy do Solar dos Câmara. Escolas
podem agendar (51) 3019-9644 e 9971-9644 e 9949-0026.
CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA
Teatro
5ª feiras com agendamentos para escolas. Teatro Jovem: Filosofia de
Um Par de Botas. Conforme agendamento pelo telefone (51) 3225-7089.
Sala Lili Inventa O Mundo - 5º Andar
quartas-feiras 15h - c/ agendamento para escolas. Hora do Conto: Pé
de Pilão. Biblioteca Lucilia Minssen - 5º Andar
Até 22/11 - sex. sab. e dom. - 20h30 - Teatro Adulto - Como Emagrecer
Fazendo Sexo. Dir. Airton de Oliveira. Teatro Bruno Kiefer - 6º Andar
Até 29/11 - Sab. E dom. 16h - No Ar, A Rádio Chulé! - Prefixo YKI XIXI
e Dois Megatrato de Potência. Sala Lili Inventa O Mundo - 5º Andar
Até 29/11 - sex. Sab. e dom. - 20h30. Teatro Adulto - Como Agarrar Um
Marido Antes dos 40. Texto e dir. Claudio Benevenga. Teatro Carlos
Carvalho 2º Andar
quartas-feiras mediante agendamento - 14h30 - Hora do Conto - O
Joelho do Juvenal. Sala Lili Inventa o Mundo - 5º Andar
Música
17/11 - 19h30 - Viver e Inspirar Cultura - Show 'Fechado Para Balanço'
Com Luís Mauro e Edílson Ávila. Teatro Bruno Kiefer - 6º Andar
Exposições
Até 06/12 - Jindrich Streit: Fotografie 1965 - 2005. Galeria Augusto
Meyer - 3º Andar
Até 31/12 - 40 Anos de Woodstock - 1969-2009. Sala B4 - Radamés
Gnattali - 4º Andar
Até 30/11 - terç. a sex. das 9h às 21h; Sab. Dom. e feriados 12h - Carlos
Urbim: Amigo do Livro, Da Biblioteca e das Crianças. Biblioteca Lucilia
Minssen - 5º Andar
Até 30/11 - Ter. a sex. das 9h às 21h; sex. Sab. e dom. 12h - Mostra
Tesouros Juvenis Da Literatura Infanto-Juvenil Francesa. Biblioteca Lucilia
Minssen - 5º Andar
Até 06/12 - Lado B - Pintura, Instalação, Arte Digital, Fotografia e
Colagem. Galeria Xico Stockinger - 6º Andar
Dança
18/11 - 1ª sessão às 19h, 2ª sessão às 21h - Dance Sinatra e Diverssment.
Teatro Bruno Kiefer - 6º Andar
Oficinas da Casa de Cultura Mario Quintana. Informações pelo telefone
(51) 3221-7147 Central de Informações – térreo da Casa de Cultura.
Inscrições no Núcleo de Projetos Especiais – 2° andar, das 9h às 18h.
Visita na CCMQ com A Traça Biblió. Ter a Sex com agendamento de
grupos ou turmas de escolas. fone: 3225.7089 - [email protected]
MARGS
Exposições
Até 29/11 - 7ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul – Desenho das
Ideias
Até 29/11 - O Papel do Museu – Acervo MARGS. Mostra paralela,
especialmente montada pelo Museu para ficar em cartaz durante a Bienal,
na sala Berta Locatelli e Salas Negras.
Exposições programadas para dezembro:
Expressões Gráficas. México Contemporâneo, nas Salas Negras e
Berta Locatelli
Mostra retrospectiva de Maria Tomazelli
Mostra em homenagem a Heloísa Schneiders da Silva
Exposição de Lenir de Miranda
Visitas Orientadas - www.margs.rs.gov.br/acao_agende.php ou (51)
3227.2311. Entrada franca Inscrições abertas para as Oficinas de Arte
CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO
Até 20/11 - 14h as 17h - Oficinas de cinema c/ Antonio Molina
21/11 - 20h - Barbaridade - grupo de dança de rua Cia. Hackers Crew.
Auditório Barbosa Lessa 4º andar
Até 28/11 - 16h e 18h30 - Mostra de Cinema Recreio Ideal. Auditório
Barbosa Lessa 4º andar
03/12 - 19h - Lançamento do livro Histórias do Rio Grande
10/12 - 19h30 - 10º Sarau com Ritmo
Eventos com patrocínio do Grupo CEEE:
Até 19/12 - Gráfica Gaúcha III - com curadoria de Anico Herscovitz.
Sala O Arquipélago 1º andar
Até 22/11 - Festival de Dança Internacional Mesa Verde. CCCEV,
Goethe-Institut de Porto Alegre, centros culturais, teatros e ruas da cidade.
19/11 - 20h - Palestra sobre o livro Salimen: uma história escreita em
cores. Auditório Barbosa Lessa 4º andar
25/11 a 19/12 - Viagem ao Centro da Luz. 2º andar
25/11 - 16h - Lançamento da coleção Mário Quintana para a Infância.
Auditório Barbosa Lessa 4º andar
28/11 - 20h - Show - Bebeto Alves. Auditório Barbosa Lessa 4º andar
29/11 - 11h - Orquestra da Unisinos. Auditório Barbosa Lessa 4º andar
No 2º andar, o público tem acesso a história da energia elétrica no
RGS. Agende sua visita 3221.6872 ou [email protected]
CCCEV – Rua dos Andradas, 1223 – 3226.5342 – 3226.7974 - 3228.9710
- [email protected] - www.cccev.com.br
MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL
Visita Guiada Temática ao Memorial do RGS - Informações no local,
www.memorial.rs.gov.br ou pelos telefones 3224-4376 e 3224.7210
SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA
18/11 - 20h - Dramen Des Alltags – Projeto Novas Caras – Teatro
Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva
Até 25/11 - 20h - VI Festival Contemporâneo - Música
16/11 - Música Eletroacústica - Planetário de Porto Alegre
18/11 - Duo Cervini/Holanda e convidados - Música de câmara - Auditório do Instituto de Artes
20/11 - Catarina Domenici - Piano Solo - Auditório do Instituto Goethe
21/11 - Nova Geração - Auditório do Instituto Goethe
22/11 - Orquestra de Câmara Fundarte - Auditório do Instituto Goethe
20, 21, 22, 27, 28 e 29/11 - sex. e Sab. 21h e dom. 20h - Dentro Fora –
Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva
21, 22, 28 e 29/11 - 16h - Filhote de Cruz Credo – Teatro Infantil. Teatro
de Câmara Túlio Piva
17/11 - 19h30 - República do Rock - Música. Fabão e Embaixada.
Teatro de Câmara Túlio Piva
17/11 - 20h - A Comédia do Trabalho – Projeto Teatro Aberto. Adulto.
Sala Álvaro Moreyra
17/11 - 20h30 - Midian Almeida e Banda - Música. Show de lançamento
do CD A Minha Vez. Teatro Renascença
18/11 - 20h - Quartas na Dança - Pessoas - Dança. Cia. H. Teatro
Renascença
20, 21 e 22/11 - Sex. e Sab. 21h e dom. 19h - colocar no blog. O Ataque
dos Clones. Comédia. Teatro Renascença
Até 21/11 - Exposição das obras premiadas no Açorianos de Artes
Plásticas/2009.Paço Municipal – Sala Aldo Locatelli
24, 25 e 26/11 - Debates Contemporâneos – Livro e Literatura. Palestras, Mesas e Oficinas. Agendamento pelos telefones (51) 3289.8072 /
3289.8073 ou pelo e-mail: [email protected] - Informações:
debatesdolivroeliteratura.blogspot.com
24/11 - 20h - Aquele que Diz Sim e Aquele que Diz Não – Projeto
Teatro Aberto. Sala Álvaro Moreyra
24/11 - Sex. e Sab. 20h e dom. 19h - Encontrabanda - Música. Participação especial da pianista Dunia Elias. Teatro Renascença
25 e 26/11 - 21h - Show de Toneco da Costa - Música. Teatro Renascença
25/11e 2, 9 e 16/12 - 20h - A Aurora da Minha Vida – Projeto Novas
Caras – Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva
26/11 - 21h - Bandinha Di Da Dó - Música. Teatro de Câmara Túlio Piva
26/11a 21/12 - Campos Gráficos - Exposição Jorge Soledar. Porão do
Paço Municipal
27, 28 e 29/11 - sex. e sab. 21h e dom. 20h - Percurso Infinito - Dança.
Sala Álvaro Moreyra
27, 28 e 29/11 - sex. e sab. 21h e dom. 20h - Valsando - Dança. Grupo
Essência. Teatro Renascença
27/11 a 16/01 - Ana Alegria - Exposição. Paço Municipal – Sala Aldo
Locatelli
28/11 a 20/12 - Acervo Visitado - Exposição. Paço Municipal – Sala da
Fonte
Até 29/11 - Onde o privado se torna público. Intervenção artística nos
banheiros públicos. Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues
Até dez. - Formação da História da Cultura Ocidental - c/ Voltaire
Schilling. O Mundo Contemporâneo: O Modernismo e o Antimodernismo.
Teatro Renascença. Informações: (51)3289.8070
01/12 - 21h - Leonardo Ribeiro e Banda -Música. Teatro de Câmara
Túlio Piva
01/12 - 20h - A Saga de Galatéa – Projeto Teatro Aberto. Sala Álvaro
Moreyra
2/12 a 10/01 - Paulo Chimendes - Exposição. Paço Municipal – Sala da
Fonte
3/12 - 21h - Brysa - Dança. Teatro Renascença
4/12 - 21h - Navegador do Rio Esperança - Música. Show de Paulinho
Pires – Lançamento de CD. Teatro Renascença
4, 5, 6, 11, 12 e 13/12 - sex. e Sab. 21h e dom. 20h - Play Beckett - Dança.
Teatro de Câmara Túlio Piva
5 e 6/12 - sab.21h e dom. 20h - Aquele Abraço – Jottagá e Angélica
Rizzi - Música. Sala Álvaro Moreyra
8/12 - 20h - Elogio do Esquecimento – Semana Neelic. Teatro Adulto.
Sala Álvaro Moreyra
9/12 - 20h - Quartas na Dança – In Concert . Centro de Arte de Porto
Alegre. Teatro Renascença
9/12 - 20h - A Carta Roubada – Semana Neelic. Teatro Adulto. Sala
Álvaro Moreyra
11/12 - 18h - Um Nelson - Semana Neelic. Teatro Adulto. Sala Álvaro
Moreyra
11/12 - 20h - A Serpente - Semana Neelic. Teatro Adulto. Sala Álvaro
Moreyra
11, 12 e 13/12 - 21h - Mostra de Dança do Grupo Experimental da
Cidade - Dança. Teatro Renascença
12/12 - 20h - Sem Açúcar – Semana Neelic. Teatro Adulto. Sala Álvaro
Moreyra
13/12 - 20h - O Retrato – Semana Neelic. Teatro Adulto. Sala Álvaro
Moreyra
14/12 - 19h - Noite do Livro - Prêmio Açorianos de Literatura/2009.
Teatro Renascença
18, 19 e 20/12 - Cartolas – Lançamento do 2º CD. Teatro de Câmara
Túlio Piva
CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO
Projeto Usina Das Artes
Sala 200
05, 06, 12, 13, 19, 20, 26 e 27/12 - 20h - Cia Teatro Lumbra. Explum –
Experiências Luminosas
05, 06, 12, 13, 19, 20, 26 e 27/12 - 20h - Poemas Noturnos – Na Sombra
das Palavras
Sala 209
Eduardo Severino Cia de Dança / Grupo Tato
21, 22, 28 e 29/11 - 20h - Metamorfologias – Grupo Convidado: Ensemble
Cenico
12 e 13/12 - 20h30 - 1, 2, 3 E JÁ! E O CORPO VISÍVEL “ENTRE”
ESPELHOS
06/12 - 19h - Performances de Contato Improvisação. C/ participantes
do Sul em Contato. Ralf Jaroschinski (Alemanha)
05/12 - 18h30 - Jam de Contato Improvisação. Ralf Jaroschinski (Alemanha). Espaço interno e pátio externo
17/11 e 01/12 - 19h30 - Acaso ao Por do Sol. Grupo Tato. Terraço
Sala 302
06/12 - 20h - Teatrofídico. A Serpente, de Nelson Rodrigues
02/12 - 20h - O Corpo Visível Entre Espelhos (Grupo Convidado)
Sala 309
21, 22, 28 e 29/11 - 19h - Santa Estação Cia de Teatro / Teatro Sarcáustico.
Making Of
10, 13, 17 e 20/12 - 20h - Prato Frio (porque parente bom é parente
morto!) Formações de atores do Teatro Sarcáustico
05 e 06/12 - 21h - Santa Estação Cia de Teatro. Lady Day
Sala 402
12, 13, 19 e 20/12 - 16h - O Que Seria O Vermelho Se Não Fosse O
Azul. Deposito de Teatro
21, 22, 28, 29/11 e 05 e 06/12 - 20H - Grupo Teatral Bacantes
Sala 502
26 e 27/11 e 04, 05, 06, 11, 12, 13, 18, 19, 20/12 - 21h - A Hora do Anjo
- Gestos do Pensamento – Grupo Ballethumano. Terraço
Sala 504
20, 21, 22, 27, 28 e 29/11 e 04, 05 e 06/12 - 20h - Sem Açúcar - Neelic
19 e 20/12 - 18h - Romeu e Julieta. Neelic.
Sala 505
17 e 25/11 - 20h - Renato Velho - Ensaio Aberto – Tradisons
19/11 - 20h - Sarau Tradisons – Tradisons e Convidados
01, 05, 06, 08, 12 e 13/12 - 21h - Lançamento do CD Celtic Songs –
Grupo Tradisons
15/12 - 21h - Sarau Natalino do Tradisons – Tradisons e Convidados
19/12 - 21h - Sacra Folia – Cia Teatral Cheiro de Chuva
Até 20/12 - Tempestade – Exposição. Térreo
Até 17/01 - The Dailies, de Thomas Demand. Galeria Lunar – 5° andar
4/12 a 4/01 - Cemitérios da Província. Bruno Gularte Barreto. Galeria
dos Arcos – Térreo
Até 20/12 - Um Céu de Abismo. Nara Amélia Melo da Silva. Galeria
Iberê Camargo
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Cacildo Vivian Presidente do Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre
Sindpoa divulgação
O Turismo Sustentável e a Copa
Se depender da rede Hoteleira e
Gastronômica a capital gaúcha já está
pronta para os jogos da Copa do Mundo
em 2014. A cidade possui hoje 89 hotéis
com 6.960 apartamentos e mais de 13
mil leitos disponíveis, sem contar a Região Metropolitana. Em um raio de até 70
km ou uma hora de distância são mais
48 hotéis com 2.018 apartamentos e
4.300 leitos.
Se ampliarmos ainda o raio para 150
km ou duas horas de distância, o que
inclui as cidades da serra gaúcha são
mais 366 hotéis com 12.066 apartamentos e 30.300 leitos, prontos e qualificados para receber os ilustres visitantes
de todo o mundo. Isto representa, cerca
de 20% do total dos leitos que a África
do Sul irá dispor para abrigar os visitantes na Copa de 2010.
Em relação à gastronomia a estrutura também está adequada para atender
a grande demanda. No Rio Grande do
Sul, o setor de alimentação é responsável pelo atendimento de 22,2% da população que realiza as suas refeições fora
de casa diariamente (mais de dois milhões de pessoas), sendo 25% deste
total em Porto Alegre. O Fórum Social
Mundial, ocorrido na capital, é um exemplo ainda recente do pico ocorrido no
número de atendimentos e a perfeita
adaptação do setor a procura.
A qualificação dos profissionais que
irão atender esse turista, assim como
os proprietários dos estabelecimentos
também já é alvo de atenção. Mais de
quatro mil profissionais passaram pelos
cursos do Sindicato da Hotelaria e
Gastronomia de Porto Alegre nos últimos
dois anos. Especificamente para a Copa
estão sendo intensificados programas
como os de alimentação segura (PAS)
na gastronomia, o “Dicas Turísticas”, com
o objetivo de apresentar os principais
pontos turísticos da cidade e os programa de palestras sobre atendimento de
pessoas com necessidades especiais,
com orientação sobre adequação de locais para esse público. Os donos dos
estabelecimentos, por sua vez, estão
sendo assistidos através do programa
“Qualifica Brasil”, iniciado neste mês em
várias localidades do Estado.
Se, por um lado, o setor privado está
fazendo a sua parte, é necessário que
o setor público procure manter viva a
disposição demonstrada neste inicio de
jornada. No âmbito nacional é preciso,
por exemplo, que a melhoria na acessibilidade aos aeroportos e aos pólos hoteleiros, a ampliação da capacidade do
sistema aeroviário e as questões de mobilidade urbana e segurança pública passem a integrar prioritariamente o plano
de investimento do governo.
No Rio Grande do Sul, saudamos as
iniciativas institucionais tomadas até agora para a realização do evento, tanto pelo
governo municipal como estadual. Principalmente o resgate de antigas e necessárias reivindicações da sociedade portoalegrense, que agora passam à ordem do
dia, como a revitalização dos cais do porto, por exemplo. Uma obra que resume um
novo paradigma para o turismo da cidade,
defendida no âmbito do Planejamento Estratégico do Turismo de Porto Alegre, oferecido pelo Sindpoa à sociedade gaúcha
há três anos e mais oportuno do que nunca.
É preciso estar atento ao que diz
aquele documento que defende o turis-
mo permanente, com ações continuadas
que possam dar sustentabilidade a todos os investimentos públicos e privados necessários para a cidade se transformar efetivamente num destino turístico internacional.
São ações que deverão evitar o processo de desaceleração econômica
após um evento deste porte, que poderá trazer graves conseqüências econômicas e sociais se não for levado em
conta. Como uma superoferta hoteleira,
por exemplo, algo economicamente insustentável, já que o setor depende, exclusivamente, da iniciativa privada.
Uma realidade que também pode se
abater inexoravelmente no setor da
gastronomia, formado na sua grande
maioria por micro e pequenas empresas.
E que pode ser resumida numa única
questão: além do aspecto físico da estrutura, o que faremos com toda a mãode-obra qualificada, contratada para suprir um pico na demanda desta magnitude, se não tivermos um turismo autosustentável? Certamente outro tema a
entrar neste importante debate sobre a
Copa Mundial de 2014, no Brasil.
Por Caco Coelho Pesquisador, Diretor de Teatro e atualmente Diretor da Usina do Gasômetro
Vencendo nas artes – Projeto Usina das Artes
O ano de 2009 ficará marcado por uma ampliação do espaço das artes cênicas na sociedade gaúcha, resultado da mobilização dos artistas gaúchos.
Trata-se de uma longa trajetoria, que teve
início, talvez, na movimentação provocado pelo
Teatro de Arena, sob a batuta de Jairo de
Andrade. Ou no embróglio causado pela junção
de mentes férteis, como Gerd Bornheim, Paulo
César Peréio, Paulo José, Antônio Abujamra, deixando como conseqüência, o Departamento de
Artes cênicas. Depois veio o AI-5. e nos calou a
todos, diz o Abu. Daí surgiu, nos idos dos anos
70, aquele que seria o grande agente e testemunha viva desta construção, o Ói Nóis Aqui
Travéiz. Todos estes fatores ajudaram a caracterizar o cenário gaúcho, ligado ao exercício das
companhias cênicas.
Esta prática encontrou grande ressonância
do ambiente público, no decorrer deste ano. A
mobilização aconteceu de diversas maneiras.
Uma passeata das gentes de teatro, dança e
circo, no início do ano, anunciava esta evidenciação. O amplo reconhecimento que aconteceu
na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, consagrando em lei o Projeto Usina das Artes, abriu
as portas para a efetivação de uma relação que
determinou uma nova visão de todos os setores,
inclusive da classe artística.
A positivação que provocou no campo público
a ação continuada de diversos grupos na Usina do
Gasômetro, criou bases para esta percepção. Tanto
os homens públicos, quanto os artistas, entende-
ram a sua função, consagrando a cidade de Porto
Alegre um direito que é dela. Ou seja, o reconhecimento público de que é necessário ao artista um
lugar para trabalhar, de modo continuado. Este foi o
principal conceito que firmou esta parceria: o conceito do trabalho continuado. De um lado está o
evento, que não cria raízes.
Foi o que levou o Brasil a barbárie cultural.
Durante a ditadura os teatros foram esvaziados
de suas companhias, seguindo administradas
pela burocracia. Sem vida, foi necessário a criação de uma política cultural que sustentasse a
arte com migalhas, driblados pelo aparecimento
de um a arte fugaz, vinculado ao culto a personalidade e não mais o coletivo. A arte tratada
como um encontro causal. O artista não pode
viver da arte, ele tem que ter outro meio de vida
para que possa, eventualmente, fazer arte.
O que a lei Usina das Artes garante é o fundamento do Território Cultural, mola de referencia
para que possa ser desenvolvido o processo de
linguagem. Somente a formação de uma linguagem própria possibilita a troca. Não se desenvolve linguagem sozinho, por isso que o desenvolvimento de linguagem estabelece o princípio público. Uma política cultural voltada ao fomento do
local de trabalho, o lugar de pesquisa, o espaço
de apresentação. Esta enorme aliança de produção que se formou na Usina do Gasômetro permi-
tiu que se tornasse um assunto de conhecimento
em ambientes, antes, dificilmente acessados.
Esta poente também tornou claro os desejos expostos na lei de fomento. Ao tornar nítido
este direito, a Câmara de Vereadores, novamente por unanimidade, promoveu a lei. Isto tudo encontrou sempre a guarida do Prefeito, o artista
José Fogaça. O projeto do Centro Cultural da
Terreira da Tribo, no terreno cedido pela prefeitura em comodato, por tempo indeterminado, foi
aprovado no Estudo de Viabilidade Urbana, o que
provocou a mobilização dos deputados federais,
todos com representação em Porto Alegre, por
meio de emendas ao orçamento da União. Dez
parlamentares, um de cada Partido, se comprometeram prontamente com o projeto.
Na recente conferencia Municipal de Cultura
a maior representação pertencia às artes cênicas. Esta evidencia provocou um enorme dialogo das gentes das artes, construindo um consenso entre os segmentos, respeitando a independência das artes. A reunião de motivos apontou para vocações comuns a todas as artes,
quais sejam, o incentivo a geração de espaços
culturais, o fomento ao trabalho continuado, por
meio de capacitação, formação e qualificação.
Existe muito ainda, sem dúvida, para fazer. Ao
mesmo tempo, é necessário observar o avanço
do espaço dedicado às artes cênicas. Nestas
horas – e sempre – é bom lembrar o que ensina o
parceiro Bertolt Brecht: o que importa não é ter
progredido e, sim, permanecer progredindo. Evoeh!
Capa: Ricardo Stricher / Matéria: Ricardo Giusti - PMPA
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Arquivo pessoal
Por Caetano Silveira Compositor e Produtor Cultural
Rádio Web Buzina do Gasômetro
Um ano de endereço exclusivo da música porto-alegrense na rede
Já acessou www.buzinadogasômetro.com.br?
Pois em um momento de grande incerteza
quanto aos rumos da indústria fonográfica,
a classe artística musical de Porto Alegre,
além de não ter se intimidado, deu provas
cabais de que está cada vez mais madura,
emanando auspícios de uma nova onda,
uma nova redenção, buscando, com extremada qualidade, o tão desejado reconhecimento do público. E a palavra chave é: parceria.
O site da Rádio Web Buzina do Gasômetro, que traz o provocante slogan “só cres-
ce quem se conhece”, completa, nos próximos dias, seu primeiro ano de vida.
Disponibilizada na web um mês após
um concorrido coquetel com a presença de
importantes nomes da cena musical portoalegrense e gaúcha, e que deu a largada
para que os artistas locais se cadastrassem,
fazendo seus perfis e
upload de suas canções, a Rádio estreou no
ar (ou melhor, na rede),
dia 18 de dezembro do
ano passado, com o
quixotesto propósito de
só tocar música de Porto Alegre e região metropolitana, de todos os gêneros e épocas.
Contemplando de
Lupicínio Rodrigues a
Sombreiro Luminoso,
de Delicatessen a Túlio
Piva, ela pode se orgulhar de, em tão pouco
tempo na famosa terra
da “desconfiança”, ter
agrupado tantos músicos e músicas. São cerca de 450 artistas que postaram mais de
1.200 músicas. Soma-se a elas um banco
composto por aproximadamente 1.000 músicas que o próprio pessoal da Buzina colocou no site. Hoje, numa atitude inédita,
estas cerca de 2.200 músicas podem ser
ouvidas em todas as partes do mundo.
Fausto Prado, compositor, diretor-geral
e um dos idealizadores do site/rádio, juntamente com o compositor Luis Mauro Vianna,
o ator João França e este articulista, comemora: “São cerca de 7.700 horas de transmissão ininterrupta da música de Porto Alegre e Grande Porto Alegre. Mais de 170 cidades brasileiras e mais de 70 países já
acessaram a rádio, sendo que 80% de sua
audiência é da região metropolitana. E o
único continente que faltava, talvez pela pequena informatização de seus países, a África, recentemente também visitou o site da
Buzina.”
Além deste quantitativo e qualitativo acervo, a rádio tem excelentes programas como
o “Paralelo 30”, apresentado pelo compositor, músico e escritor Rogério Ratner, com
raridades e lançamentos de todas as épocas, o “Receita de Artista”, apresentado pelos compositores e músicos Marcelo Fruet
e Leonardo Brawl, o “Programa do Samba
e do Choro”, apresentado pelo produtor
Márcio Gobatto, o programa de variedades
“Almanaque” com os atores João França e
Adriane Azevedo, e o programa “Revista do
Fumproarte”, com apresentação do compositor Luis Mauro Vianna, destacando a produção fonográfica deste importantíssimo
fundo de fomento à cultura porto-alegrense
e que, por sinal, é quem financia a Rádio
Web Buzina do Gasômetro. Ao todo, durante este primeiro ano, foram produzidos mais
de 180 programas.
Diante de tudo isso, mais do que merecida, a comemoração em alto estilo do pri-
m e i r o
aniversário da
Rádio Web. Mas neste caso, o presente,
quem dá é a própria aniversariante. Já está
na fábrica e deve ser lançado na metade de
dezembro, o 1º CD da Buzina. Com apoio
da Disc Press e da ABRAMUS, numa feliz
parceria com o produtor Ayrton dos Anjos, o
Patineti, o disco, que tem a arte gráfica de
Diego Antunes e Eduardo Antunes e a
masterização de Marcos Abreu, traz 23 artistas com suas respectivas canções. Autores e intérpretes que representam as mais
variadas tendências e gêneros da música
feita aqui, estão neste álbum: Nelson Coelho de Castro, Raul Ellwanger, Gelson Oliveira, Bebeto Alves, Kako Xavier, Mário Falcão, New & Luis Mauro Vianna, Luisa
Caspary, Richard Serraria, Fausto Prado &
Caetano Silveira, Mônica Tomasi, Caio
Martinez, Marcelo Delacroix, Mário Falcão,
Leandro Maia, Otávio Segala, Marisa
Rotenberg, Midian Almeida, Misselânea K,
Fruet e Os Cozinheiros, Sombrero Luminoso, Zé Caradípia, Serrote Preto e Buenas e
M”Espalho. Cabe lembrar que este elenco
representa apenas uma amostra do universo da Buzina do Gasômetro. Ou seja, aguarde o volume 2.
Parabéns Buzina do Gasômetro, parabéns música de Porto Alegre e região metropolitana. Vida longa às parcerias.
E então, já acessou o site
www.buzinadogasometro.com.br? Só cresce quem se conhece.
Primeira Feira da Música do Sul
Por Moysés Lopes Músico e Coordenador da Primeira Feira da Música do Sul
A importância estratégica da cultura tem obtido o reconhecimento de governos em todo o mundo e da sociedade em geral em função das características que agrega enquanto geradora de
empregos, de renda, e, portanto, como
estimuladora do desenvolvimento e da
inclusão social. Com a música não é
diferente. Sabemos que um espetáculo musical ou mesmo um rotineiro ensaio movimentam a cadeia produtiva
direta e indireta deste setor contribuindo com o aquecimento da economia. E
a cadeia produtiva da música é vasta e
rica, englobando desde os músicos e
compositores, passando pelos selos,
gravadoras, produtoras, casas de
shows e bares, até o ramo da indústria
alimentícia, bebidas, vestuário, acessórios, etc.
O fortalecimento desta cadeia passa, necessariamente, pelo estímulo à
organização e a profissionalização de
todos os que trabalham e vivem desta
atividade e, sem dúvida, um dos instrumentos capazes de contribuir com esta
organização são as feiras e os festivais
de música. Com o objetivo de colaborar
com esta movimentação estamos organizando a primeira edição da Feira da
Música do Sul. O projeto será realizado
nos pavilhões da FENAC, em Novo Hamburgo, nos dias 19, 20, 21 e 22 de novembro deste ano. Nossa intenção é a
de proporcionar um espaço privilegiado
para o encontro dos músicos e demais
integrantes desta cadeia produtiva com
exposição de produtos e serviços, painéis e debates, rodadas de negócios,
Projeto Comprador & Imagem da BM&AAPEX, shows musicais, entre outras atividades. A feira é uma articulação do
Fórum Permanente de Música do RS e
do Fórum de Economia da Cultura, e a
produção é da GB Produtora.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Luciano Alabarse Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena
O Coordenador
e a Coordenação
Fernanda Chemale
Quando o Secretário Municipal de Cultura, o nunca suficientemente elogiado Sérgius Gonzaga, me
confidenciou suas intenções de convidar Breno Saúl
Ketzer para assumir a Coordenação de Artes Cênicas, depois de a mesma estar um belo período sob a
batuta de Luiz Paulo Vasconcellos, fiquei imaginando as novas responsabilidades que aguardariam o
meu “velho” parceiro de Secretaria, pois a verdade é
que conheço Breno há já muitos anos.
Breno foi figura fundamental na consolidação artística do “Porto Alegre em Cena”, porque colaborou
com o festival durante largo periodo e domina como
poucos os escaninhos burocráticos do poder municipal. De tanto trabalharmos juntos, aos poucos fomos reconhecendo um as qualidades do outro e, na
mesma medida, as nossas características e temperamentos. Breno é dócil, bem-humorado, teimoso,
talentoso, opiniático, tudo misturado. (fico imaginando o que ele poderá dizer de mim, nessa linha). Um
grande companheiro de trabalho, sem dúvida.
Sentia que ele queria e precisava de novos caminhos e desafios em sua trajetória. Nada mais justo
que ser reconhecido pela Casa onde moldou sua
história. Assim é que, desde janeiro, temos o velho e
bom “Brenovski” à frente da Coordenação de Artes
Cênicas e, verdade seja dita, ele está fazendo um
ótimo trabalho. Atento, atencioso, solícito, propositivo,
tem se revelado um ótimo Coordenador de Artes Cênicas, numa cidade como a nossa, onde não é fácil
para ninguém lidar com a realidade vigente. Tenho
acompanhado algumas programações propostas
pela Coordenação, em parceria com grupos e nomes de ponta dos nossos tablados, todas oportunas
e bem-vindas. O festival de teatro de rua, os seminários de formação, o ciclo em homenagem à Vera
Karam, o grupo de teatro experimental e a manutenção de alguns projetos e eventos que deram certo ao
longo dos últimos anos são, já, um belo inventário de
trabalho. Com afabilidade, Breno está colocando sua
marca em uma zona conturbada por entendimentos
e egos variados.
Claro, bem sei que uma andorinha só não faz
verão. Há uma equipe trabalhando muito, e muito
bem, dando suporte aos teatros municipais e às iniciativas que saem dali: Lurdes Eloy, Cláudio Nunes e
Maurício Guzinski, entre os veteranos, e que, junta-
mente com os novos funcionários mais os técnicos
municipais, vivem o cotidiano artisticamente insano
que lhes cabe. E se tenho alguma sugestão a fazer à
essa equipe, aí vai: está mais do que na hora de
mexer no sistema de editais de ocupação dos teatros municipais. O modelo ora aplicado, se serviu há
tempos atrás, hoje está defasado em relação às condições e exigências de produção de muitos grupos,
onde sem dúvida me incluo. Por exemplo: não estou
mais disposto a armar e desarmar cenário todos os
dias, afinar a luz correndo entre uma peça infantil e
uma adulta, sob o argumento de que é a atitude democraticamente correta. Infelizmente, ou felizmente,
quando faço teatro, gosto de cenários e grandes equipes, bons equipamentos de luz e som, e é aí, na
qualidade artistica dos meus espetáculos, que invisto meu tempo e meu dinheiro. Sem desmerecer absolutamente ninguém, e sem me colocar acima de nada,
penso que é preciso contemplar trabalhos assim. Ao
longo dos anos, a característica desses editais ajudou a determinar o empobrecimento cênico de nossas montagens – porque precisávamos cumprir o
que havíamos aceitado ao ganhar temporada. Agora,
com a política do Theatro São Pedro bem mais aberta às producões locais e novos teatros recebendo
nossos espetáculos, está na hora da Coordenação
reivindicar/inventar novos modelos de ocupação, incluindo aí pauta para o que considerar relevante à
formação de seu público. Não digo que seja necessário substituir tudo de uma vez só, mas mesclar e ir
testando os novos modelos, na prática, inclusive para
argumentar quando e se necessário. Confio que
Breno e sua equipe tenham senso, coragem e oportunidade para rever essa questão tão relevante.
Repito: o pessoal da CAC, sob a orientação do
novo Coordenador, está fazendo um ótimo trabalho,
agregando valor às conquistas já implementadas.
Como conheço bem o meu amigo Luiz Paulo, posso
dizer que ele está orgulhoso com seu sucessor. Da
minha parte, torço por Breno, por todos eles. Se cada
vez mais acertarem, a classe teatral gaúcha irá lucrar
e todos nós é que sairemos ganhando.
Por Camilo de Lélis
Peço licença para fazer meu discurso sonhado em homenagem a Lévi Strauss.
Não é tese nem tem exegese, mas “para viajar no cosmo não
precisa gasolina”. O xamã e o psicanalista: tanto num quanto no
outro o prestígio vem em primeiro lugar, depois a prestidigitação.
Parabéns a todos da Coordenação.
Bebeto Alves
o etnólogo nos aponta é uma sensacional aproximação
da descoberta freudiana com as práticas do pajé
ameríndio, com direito à interpretação de sonhos, o fabuloso charuto e tudo mais!
Penso que, no caso do pajé, que não teve tretas com as
Na arte deles-não sendo ciência exata-a eficácia do tratamento
repressões vitorianas, charuto, realmente, era apenas o pró-
depende mais da fé do consulente do que da precisão do saber
prio. Também não é delicado fazermos comparações sobre a
em questão. Encantamento, em ambas as atividades, com cer-
eficácia dos tratamentos. Ainda sonhei um sonho mais
teza há. Lévi Strauss via no psicanalista, sem dúvida, um xamã.
absurdo: Lévi Strauss tinha, também, a iluminação budista.
Claro que, respeitosamente, também podemos ver a aura de
Porém o espaço exíguo da coluna não me permite sonhar
mistério que há em torno destes exercícios encantatórios, onde
o Inconsciente Estrutural descoberto por Claude Lévi
a sugestão hipnótica está subliminarmente colocada. Isso que
Strauss. Fica para outra vez, à volta da fogueira.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Eva Sopher Presidente da Associação Amigos do Theatro São Pedro
Mais um sonho está se concretizando...
Meu primeiro sonho foi concretizado,
após muitos anos de luta: ver o “Velho
Theatro São Pedro”, que estava em ruínas
em meados de 1973, totalmente restaurado. Só para relembrarmos a história deste
magnífico monumento, da qual me orgulho
em fazer parte.
O Theatro São Pedro foi inaugurado em
1858 e se constituiu ao longo de seus 151
anos, em uma referência no cenário cultural do Rio Grande do Sul. Em 1973, dadas
às precárias condições do prédio, suas
portas foram fechadas e somente foram
reabertas 11 anos depois, em 1984. A restauração do Theatro São Pedro depois de 9
anos de reconstrução, recebeu o reconhecimento dos patrimônios históricos, nacional e estadual, que tombaram o prédio pela
significação arquitetônica e cultural no centro histórico de Porto Alegre. Neste ano de
2009 conseguimos também, o tombamento Municipal. O prédio se constitui em referência, até mesmo internacional, pela excelência de suas instalações, de sua programação cultural e das circunstâncias excepcionais de sua inserção geográfica na
capital do Estado. Em 2007 e 2008, preparando a comemoração do sesquicentenário
do Theatro, foi realizada a primeira grande
reforma, desde sua reconstrução. A obra
executada pela Associação Amigos do
Theatro São Pedro garante a continuidade
dos reconhecidos serviços prestados pelo
teatro à comunidade.
O segundo sonho, a concretização do
projeto Multipalco. O projeto é hoje uma realidade irreversível. Um complexo cultural
com 17 mil metros quadrados, que já dispõe de estacionamento com 240 vagas,
uma concha acústica apresentando espetáculos variados, especialmente aos finais
de tarde, com entrada franca, e um restaurante que vem se constituindo em referência gastronômica no centro de nossa capital. Brevemente, ainda em 2010, estará concluída a sala para a Orquestra de Câmara
Theatro São Pedro, as instalações administrativas e algumas salas destinadas a
cursos, seminários etc., além do acabamento da fachada principal do prédio, na
Rua Riachuelo.
Para a concretização destes sonhos
sempre contamos com o apoio da comunidade e dos empresários de nossa terra, que
apoiaram decididamente nossas iniciativas.
Nos orgulhamos de termos nos constituído
em referência de qualidade e de cultura no
Rio Grande do Sul. E é com o apoio de to-
Foto de capa: Sílvio Teles / Foto matéria: Cibele Reis
dos que contamos, não só para concluir
as obras mas, especialmente, para continuarmos a sonhar e realizar.
Por Teniza Spinelli Jornalista
ENTRE A PENA E O PINCEL: Papo de artista na Feira do Livro
A relação entre escritores e ilustradores no mercado editorial foi o tema do 13º
Papo de Artista, promovido pelo Portal
artistasgaúchos, ocorrido na casa do Pensamento, Armazém A do Cais do Porto, durante a Feira do Livro.
O encontro contou com a participação dos
ilustradores Salmo Dansa e Rosinha Cam-
pos e das escritoras Chistina Dias e Ana
Mello. A mediação foi de Marcelo Spalding,
editor do www.artistasgauchos.com.br
No painel, os participantes contaram suas
experiências no mercado editorial, demonstrando que a forma de trabalho entre escritor
e ilustrador varia muito. Há casos em que ambos conversam antes da ilustração, outros
Isabel Bonorino
em que o editor não permite nenhum contato e até mesmo casos
em que o ilustrador sugere outro
final para o escritor.
Outro tema abordado foi a remuneração do trabalho dos artistas. Os ilustradores costumam
ganhar um cachê pelo trabalho,
mas ficam com pequena parte de
direitos autorais (em torno de 2%),
mesmo em grandes vendas, como
as vendas de governo, enquanto
os escritores ficam com a sobra
dos 10% (em torno de 8%), mas
não recebem cachê inicial pelo trabalho realizado. O consenso é que
a remuneração do ilustrador deve-
ria ser maior, mas sem prejudicar a remuneração do escritor, o que não é fácil em razão
da altíssima fatia das distribuidoras e livrarias nesse processo (50% a 60%).
Nas considerações do painel ficou também expressa a idéia de que existe uma
espécie de “novo gênero”, que é o livro ilustrado, pois o próprio formato do livro traz
consigo uma “potencia narrativa” que é diferente daquela sem a ilustração. Também
não se trata de valorizar mais ou menos os
artistas envolvidos. A escritora Christina
Dias (christinadias.blogspot.com) destacou a importância da triangulação escritor/
ilustrador/editor. A ilustração, a diagramação, enfim o design gráfico, tudo isso é
essencial para um bom livro. Outra constatação é que não dá para pensar literatura
para a infância sem pensar em ilustração.
A autora disse que, infelizmente, não há
uma escola de ilustração entre nós. Ela
acredita que é importante para o autor do
texto conhecer o ilustrador e discutir com
ele o melhor efeito para o livro. Ana Mello
(minicontosanamello.blogspot.com) con-
corda, mas acredita que a internet leva muito mais longe a escrita do que a publicação em papel. Ainda assim aceitou o convite que lhe fez a Casa Verde e aderiu ao
livro impresso, que trouxe para esta Feira.
Ana afirmou que estabelece uma estreita
relação com a ilustradora de seus livros,
pois a capa do livro é já a primeira leitura e
super importante na edição.
Os ilustradores Salmo Dansa e
Rosinha Campos falaram sobre seu processo de criação, avaliando a narrativa conforme a idade do leitor, pois a imagem não
é só um complemento, mas um diálogo.
Para ambos, o texto dos autores é sempre
desafiador e, muitos fatores influenciam
quem ilustra. "Estamos vivendo um momento de transformação. Não há ainda um
pensamento construído, um posicionamento, um consenso da classe. Esta é
uma discussão nova, mas todos acreditam que o livro é um objeto único, indivisível,
onde os envolvidos têm o mesmo peso e o
mesmo objetivo que é alcançar e cativar o
leitor".
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Luiz Coronel Poeta e Publicitário
Clic! (***)
As fotografias
são inconsistentes fatias
da eternidade.
São o hoje
almejando ser amanhã
e o agora, ser sempre,
(embora hoje e agora
terminem por ir embora).
As fotografias
se agarram às paredes
e quando retiradas
abrem claras janelas
para o nada.
No claustro de suas molduras
servem de esconderijo
às pálidas traças.
As fotografias
dormem no leito documental
dos álbuns
mas nada as protege
da inefável pátina do tempo.
Suas fotos são chaves
de um cadeado perdido.
São benévolas com a juventude,
cruéis na exposição
da senilidade.
(Em vão o foto-shop insiste
em apagar as digitais do tempo).
Algo confidente
nos faz perceber,
nitidamente,
o halo que mantém os vivos
e a triste penumbra que
envolve
os habitantes das
indecifráveis
galáxias do silêncio.
Há um segredo recôndito
e inexplicável nas fotos.
Os faiscantes fotógrafos digitais
são platéias de um mundo
sem significado.
(Não vivem as sensações,
fotografam, apenas).
Por Beatriz Bohrer Amaral Radiologista e Diretora da Radimagem
Arquivo pessoal
A verdade sobre as vitaminas
O Dr. Linus Pauling, ganhador do prêmio
Nobel por suas pesquisas sobre a vitamina
C, foi o primeiro a promover, há 40 anos atrás,
o uso de super doses de vitaminas para prevenir doenças cardiovasculares e câncer.
Desde então, os multivitamínicos são usados por uma expressiva parcela da população, com um alto custo econômico (nos Estados Unidos, a indústria destes suplementos
movimenta 23 bilhões de dólares por ano!),
na expectativa de melhorar a saúde. Será que
isto é verdade? Estudos têm mostrado resultados conflitantes, mas, no início de 2009, foram publicados resultados de uma pesquisa
com mais de 161 mil mulheres, acompanhadas por uma média de oito anos, sem mostrar os benefícios esperados. Já no ano passado, duas outras pesquisas realizadas com
homens não demonstraram diferenças nos
índices de câncer e de doença cardíaca com
o uso de vitaminas E e C e de câncer de próstata com o uso de altas doses de vitamina E e
de selênio. Portanto, a crença de que existe
algum benefício para a saúde com o uso de
vitaminas e nutrientes não é confirmada por
dados científicos.
É claro que todos nós precisamos das
vitaminas e minerais, substâncias que o nos-
so organismo não produz e que são essenciais para a nossa saúde. A falta de vitamina
C, por exemplo, provoca o escorbuto e de vitamina D, doenças ósseas. Mas, uma alimentação equilibrada fornece um nível adequado
destes nutrientes, sem a necessidade de
suplementação. Sabemos que as pessoas
que comem muitas frutas e verduras ricas em
vitaminas têm menos doenças do coração e
câncer e esta foi a razão para investigar se
altas doses destas vitaminas não preveniriam
estes problemas. O resultado das pesquisas
nos faz pensar que os benefícios de uma dieta
saudável vêm não das vitaminas individuais,
mas sim de ingerir toda fruta ou o vegetal. Além
disto, alguns estudos mostraram que vitaminas em altas doses, como as encontradas nos
suplemento, podem inclusive ser prejudiciais.
Este é o caso de antioxidantes, como as vitamina A e E e o beta-caroteno.
As pesquisas continuam e a vitamina da
vez agora é a D, que parece estimular o nosso sistema imunológico. Mas, precisamos
aprender com o passado e esperar os resultados dos ensaios clínicos. Por ora, parece
mais seguro e muito mais econômico gastar
o nosso dinheiro em frutas e verduras, do que
em suplementos vitamínicos.
RENOVANDO SUA
VIDA AMOROSA
Miomas uterinos
Por Dr. Nilton Alves Ginecologista
CREMERS 15.193
Os miomas ou leiomiomas uterinos são tumores
benignos originários de células do músculo liso
uterino,sendo os tumores mais comuns do trato genital
feminino, podendo acometer até 40 % das mulheres
em idade reprodutiva.
A localização e o tamanho são muito variáveis em
relação ao corpo uterino. Os leiomiomas são raros na
adolescência e muito comuns em mulheres nulíparas,
obesas, da raça negra e com história familiar de
miomatose. Em geral aparecem na fase reprodutiva,
aumentam durante a gravidez e reduzem após a menopausa.
O quadro clínico dos miomas está diretamente
relacionado ao tamanho, número e localização dos
mesmos. Embora a maioria das mulheres com miomas
seja assintomática, os sintomas quando presentes podem ser sangramento aumentado, cólicas, peso e desconforto no baixo ventre, infertilidade, sintomas
urinários, intestinais entre outros.
O sangramento prolongado e excessivo é a queixa mais freqüente, podendo levar à anemia.
O diagnóstico é baseado na história clínica e no
exame ginecológico, onde pode ser palpável um útero aumentado e com a sua superfície irregular. Os exames de imagem, ecografia de abdômen e ecografia
pélvica transvaginal são os mais utilizados para complementar o diagnóstico sendo que a tomografia e a
ressonância são considerados exames de exceção.
O tratamento vai depender de muitos fatores, entre
eles o tamanho e localização dos miomas, os sintomas
apresentados, a idade da paciente e o seu desejo de gestar.
O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. No tratamento clinico podem ser utilizados hormônios, antiinflamatórios ou DIU com hormônio. Entretanto, muitos autores consideram o tratamento cirúrgico como o
definitivo.
O tratamento cirúrgico por sua vez pode ser por
embolização, miomectomia ou histerectomia. Com os
avanços das técnicas cirúrgicas mesmo úteros de grande volume podem ser retirados com técnicas minimamente invasivas, o que diminui os riscos de infecção,
sangramento e dor no pós-operatório, permitindo inclusive o retorno às atividades habituais em menor tempo.
Palestrante:
Dra. Sandra Scalco,
Ginecologista
Data: 25/11
Av. Cristóvão Colombo, 1691
Hora: 16 horas
Trazer 1 kg de alimento
não perecível
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Marcelo Oliveira da Silva Coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal da Cultura
Legionário e realmente bastardo
Há vários anos decidi escrever
apenas sobre filmes que gostaria de
recomendar e tanto quanto possível
evitar os que me desagradaram.
Acredito que o melhor serviço da crítica é levar possíveis espectadores
a um espetáculo e nunca o contrário. Entretanto, alguns blockbusters
arrasam quarteirão no pior sentido e
esse me parece ser o caso do último filme de Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios.
Perspicaz, Zero Hora convidou o
professor Luís Augusto Fischer e o
publicitário José Pedro Goulart a escreverem sobre o filme, em razão de
uma antiga querela a respeito da
mais autêntica obra do diretor, Pulp
Fiction. Aquele que antes detestou
(Fischer) achou alguns méritos em
Bastardos Inglórios, aquele que antes defendeu (Zé Pedro), criticou. E
na minha opinião nenhum dos dois
enxergou aquilo que realmente coloca o filme numa categoria de fato
bastarda.
Começo pelos acertos. Christoph
Waltz mereceu o prêmio de melhor
ator em Cannes. Suas performances
estiveram perfeitas em inglês, francês e na sua língua materna, o alemão. Quando interpretou em italiano, o clima geral do filme já estava
caricatural. Razão disso eram um
enredo que já tinha abusado da fantasia (os nazistas, que inicialmente
apareceram como detetives implacáveis, já se mostravam patetas
completos) e a indisfarçável
canastrice de Brad Pitt. Em um tiro-
teio de inconsistências, Waltz carrega o filme nas costas.
Outra coisa que não se pode negar é a extrema fluidez da montagem
dos filmes de Tarantino. O ritmo de
seus diálogos também é ágil e
magnético, como na cena do confronto no porão de um bar. Contudo, o conteúdo dos seus roteiros deixa a desejar quando o assunto (nesse caso
a Segunda Guerra) é mais sério do
que flertes, paixões e golpes. A colocação em cena e os enquadramentos
fotográficos de novo estiveram à altura do orçamento milionário. Repare
porém num detalhe: a luz nos filmes
de Tarantino é sempre igual. Nunca
há cenas realmente escuras, nunca
há grande luminosidade, mas sempre sequências continuamente claras, em que mesmo os objetos no
fundo da cena estão perfeitamente
identi-ficáveis. Bem ao estilo das produções de televisão.
Muita gente se fixou nas inúmeras referências a outras cenas de filmes consagrados. Aqui cabe dizer
que homenagens ficam muito bem
quando a citação resume ou antecipa a situação que se está contando.
Só assim ela será um elemento a
mais a indicar ao espectador dedicado os efeitos pretendidos. É o mesmo espírito que rege as epígrafes,
aquelas frases que abrem um livro,
onde o autor cita uma frase de outro
escritor que de certo modo resume
o que será lido adiante. Quem cita
sem essa preocupação está apenas
exibindo conhecimento - e inevitavel-
mente revelando um espírito frívolo.
Já insinuei que Tarantino domina
muito bem certas artesanias em um
estilo televisivo e que sua praia é a
ficção brejeira, do golpista de esquina, ou pulp, como dizem os americanos. Não é fácil se acomodar essa
bagagem em um tema como o nazismo e o holocausto. O problema não
está em fazer comédias sobre o assunto e há várias boas. Em geral essas trazem um ponto de vista novo ou
criam uma atmosfera claramente
farsesca que perpassa todo o filme.
Tarantino opta pela simples
catarse, rica e espetacularmente
reencenada: um comando de soldados judeus de origem alemã é enviado pelos EUA à Europa com a missão de escalpelar nazistas da maneira mais bárbara possível. Pode
funcionar para as almas menos informadas sobre o que realmente
significaram esses dois fatos da Segunda Guerra. Mas e para aqueles
que já compreenderam que contraatacar com mais violência é jogar
gasolina no incêndio? A propósito: os
skinheads e outros neonazistas nas
zonas economicamente deprimidas
do norte da Europa estão fazendo
propaganda do filme com um slogan
bastante coerente: Vejam o que os
judeus fariam conosco se tivessem
a chance. Sobram duas opções: ou
Tarantino foi ingênuo, ou está cinicamente comprometido apenas com o
próprio sucesso. Em ambos os casos suas citações estéticas são frívolas e portanto supérfluas.
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10
Por Sergio Napp Escritor
Luciana Thomé
Insones madrugadas
À minha esquerda, uma pilha de livros. De todos os gêneros: romances,
contos, teoria literária, policiais, de aventura, literatura para jovens, infantis. De
autores nacionais e estrangeiros. Todos
ali me olhando como se me pedissem,
leia-me! E, mesmo não sendo Barack
Obama, respondo-lhes, sim, eu posso.
E mais que isso, eu quero. Frutos da
Feira do Livro, que se encerra, passam
a ser meus melhores companheiros a
partir de agora. De todos os dias, das
horas de folga, de qualquer tempo que
sobre e de muitas e muitas noites de
insônia feito esta em que escrevo, serão eles, daqui por diante, meus leais
escudeiros, para o que der e vier. Não
prisioneiros de um senhor feudal que
os tenha adquirido em uma feira e os
mantenha acorrentados; ao contrário,
parceiros. São assim estes amigos que
me acompanham: à minha disposição
não se fazem de rogados e, inúmeras
vezes, me inspiram, me ensinam, me
fascinam pelas aventuras e sensações
que descrevem. Por isso eu os carrego
dentro de mim. Imagino quantas pessoas se encontram na situação em que
me encontro: e a estas pessoas recomendo: leiam. (Bem, podem ouvir música também, e há pouco eu fazia isto, mas
se eles, os livros, estiverem a suas esquerdas e em prontidão, não relutem,
nem pensem duas vezes: leiam. Verão
que o tempo passa e nem chegamos a
perceber,que o coração bate mais forte;
na quietude da noite as palavras calam
fundo).
Alguns deles já foram lidos. Os outros aguardam ansiosos. Cada um disputa a primazia: quem será o próximo?
E, entre todos, qual será o melhor? Só
seu magnânimo senhor poderá responder a estas questões.
Talvez eu não consiga lê-los todos
por agora. Mas chegará o tempo, disto
tenho certeza. E o tempo, quando chegar, será o certo.
Leio, não por obrigação, não para me
vangloriar junto aos amigos, li este e
mais aquele, e tu, não leste nada? Leio
por necessidade pura e urgente (da
mesma forma como escrevo). Leio porque o ar se torna mais respirável. Leio
porque a vida se torna mais amena. Leio
porque passo a entender melhor o mundo e as pessoas que o habitam. Leio
porque me deixam mais saudável. Mais
compreensivo. Mais indulgente. Mais
humano. Capaz de olhar o dia que se
aproxima com olhos de descoberta.
Chego aonde ninguém chegou. Vejo o
que outros não vêem. Caminho nas nuvens. Enfrento terríveis vilões. Escalo
perigosas montanhas. Vou às
profundezas do mar em busca de estrelas-marinhas. Brinco de roda. Invento
sonhos. Danço com as mais belas mulheres. Faço declarações apaixonadas.
Descubro o poder e a paciência das palavras. A noite flui e eu não sinto. Quer
dizer, sinto porque a madrugada se apresenta. E anseio por outra noite de intensas emoções. Sou capaz de entender
que se nem todos têm as mesmas oportunidades, merecem o mesmo espaço
e a mesma voz. Sou mais inteiro. Sou
mais gente. Sou mais amigo dos meus
amigos. Sou mais tolerante comigo
mesmo.
Somos o quanto lemos. Embora
aceite que nem todos são obrigados a
gostarem de ler. Não somos superiores
porque lemos. Mas tenho certeza que,
lendo, teremos melhores condições de
entender o mundo, suas relações e seus
relacionamentos.
Quando a minha casa estiver repleta
de livros eu, certamente, estarei repleto
de vida.
Por Jaime Cimenti Jornalista e Escritor
Mar quente do escritor porto-alegrense Enio Roberto traz quatorze
contos com linguagem precisa e
bom domínio de narrativa, tratando
de temas modernos como preconceito, relação entre pai e filho, drogas,
relacionamentos
e
desencontros. Enfim, a obra é um
panorama narrativo multifacetado
e orgânico,
Mistério na Selva Amazôum convite para mergulhos profunnica e A Gruta Assombrados na alma humana. 96 páginas,
da, narrativas infanto-juveDublinense, telefone 9963.6540.
nis da escritora gaúcha Eni Allgayer fazem parte da
série Caçadores de Enigmas da WS Editor. A série
O bode expiatório 2 do professor e escritor Ari Riboldi apresenta a
narra as aventuras da equipe de pesquisa do Muorigem de palavras, expressões e ditados populares com nomes
seu Antropológico da Fundação Universitário Brade animais, como, por exemplo, a cobra vai fumar, cobra-mandada,
sil, FUBra, chefiada por Alberto Steiner. Lica, 10
porco chauvinista, ver passarinho verde, macacos me mordam,
anos, mais sua irmã Raquel com o namorado Margênio do cão, idade da loba e muitos outros. 72 páginas, Editora
celo protagonizam as aventuras. 72 e 64 páginas,
AGE, telefone 3223.9385.
R$ 17.00 cada, WS Editor, telefone 3029.7018.
Roubai-vos uns aos outros do radialista e escritor Antônio
Carlos Resende é seu romance mais recente. Fala, essencialmente, de velhice e jogo compulsivo, de Heleno, oitenta
anos, sozinho, doente, separado e que já viu muitos amigos
morrerem e de Ricardo, amigo remanescente, médico abnegado, religioso e que está em início de demência. Ricardo vai
roubar a memória de tudo, inclusive da amizade. 134 páginas, L&PM, telefone 3225.5777.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
11
11
Por Paulo César B. do Amaral Artista plástico e Escritor
Erudição e discurso
Difícil deixar de fazer um registro em relação a Dom Antonio Cheuiche, falecido há algumas semanas apenas. Tive a oportunidade de
conhecer por alguns instantes este homem
ímpar, um ser que classificaria superior por todas as qualidades que trazia em si, sobretudo
a simplicidade e a humildade, virtudes tão raras nos dias de hoje. Era, antes de tudo, um
intelectual. Sua postura erudita sobre o mundo
das artes e da filosofia revestia-se de um dom
que graciosamente alcançava aos outros, embora o fizesse de maneira discreta.
Como homem de Igreja – e da mais alta
hierarquia desta –, foi imprescindível, e nunca fez disso uma insígnia pessoal. Ao contrário, quanto mais ascendeu por seus méritos,
mais recolheu-se à simplicidade chã dos
grandes. Uma vez, num encontro de empresários cristãos da ADCE, confessei com Dom
Antônio, e depois, com a mais singela naturalidade, fumamos charutos. Dom Antônio
apreciava charutos, gostava de viver com pra-
zeres que não são proibidos a ninguém, nem
aos clérigos.
Tempos depois, avistando-o à espera de
uma condução num bairro de Porto Alegre, parei
o carro, identifiquei-me e ofereci-lhe uma carona. Levei-o à Cúria Metropolitana. No percurso,
que não durou mais de uns dez minutos, Dom
Antônio discorreu sobre Dostoievski, tendo eu
provocado o assunto, pois sabia que ele era
assíduo leitor do escritor russo. Falava de “Crime e Punição” com uma visão psicanalítica.
Era orador de fazer inveja a qualquer de
nossos políticos, mesmo os mais importantes e esclarecidos (mas o que estou agora a
dizer, genericamente, diante de tanta mediocridade?). Sua voz era a extensão da eloqüência de um pensamento fluido, cristalino e denso. Enquanto falava, fosse em sermões ou
em qualquer ocasião, mantinha uma platéia
extasiada, literalmente. Era um timbre de alento que só se manifestava o necessário, ao
interlocutor certo e no lugar exato.
Ao escrever estas impressões não posso
desconhecer o quanto hoje se usa da palavra
para dizer-se, enfim, nada. Há discursos dos
quais, ao seu final, nada mais resta do que a
sensação de alívio por terem findado. As citações das autoridades presentes, que deveriam se restringir à primeira fala, se repetem
na oração de cada um dos designados a fazer
uso da palavra. Nada mais irritante do que esta
prática, em particular entre políticos medíocres.
Fazem uso da palavra para tecer loas a si
mesmos, e, quando terminam de falar, nos
admiramos mais sobre o que não deveriam
ter dito do que pelo que disseram.
Quantos anos serão necessários para que
possamos conhecer entre nós outro orador
como Dom Antônio Cheuiche? Um pensamento útil a serviço de alguma coisa? Uma lição de
ética e de estética? Dom Antônio, eis aí um homem que deu-se por inteiro, dentro e fora da
Igreja, santo e pecador, pois há formas de se
enxergar a humanidade, coisa que ele sabia
sentir e veladamente ensinar. Estará agora, com
certeza, junto ao Pai em que tanto acreditou e
que o acolheu, já à porta da casa, para onde
dizia querer fazer sua última e mais bela viagem.
Por Renato Pereira Jornalista
cha nas falas) arrisque que o
cara jogou no Inter mas veio do
Ponte Preta. Schakspeare não
vale, é como Freud, até a faxineira dela sabe de quem se
trata. Com a vantagem que faxineira tem dois
maridos e não bota dinheiro fora com o analista, e você, até agora, pelo menos, não
conseguiu traçar nem a faxineira.
Depois do livro da Renata Rode, Separada e daí?, com a óptica feminina do começar de novo, urge uma réplica masculina porque mulher se separa, homem perde a mãe junto. O que nos leva a tomar redobrado cuidado nas próximas investidas.
Valendo essa gag que circula pela web do
cara que chegou na noite, deu de olho numa
veterana, cinquentinha bem malhada, e,
depois da troca de olhares, a referida perguntou se ele tinha algo contra sexo com
mãe e filha. Exultante pela indecorozíssima
proposta, o separadão riu do orelha à ore-
Separadinho vingativo
Começa que separado não vai ao teatro. Vai ver se come alguém que conheceu
no teatro. Dificílimo. Não é como na balada
onde ninguém fala. E se falar ninguém ouve.
É preciso amigo que apresente a amiga,
que seja palatável (quero dizer, comestivel)
nem muito baixa nem muito alta – para caber no possível abraço – nem muito bem
humorada nem muito chata. Se for a do bom
humor, vocês vão rir a noite toda e ninguém
come ninguém. Se for muito chata você vai
preferir se envolver com o porteiro do motel.
Erudita, para que o assunto flua. Mas
não muito, que a sua bola de cultura teatral
não está pra tanto. Vamos que ela abra com
Grotovsky e você não querendo perder o fio
do diálogo (quer paquerar e não deixar bre-
lha e partiram. Para a casa da proponente.
Em lá chegando a meio século gritou:
– Mamãe!? Chegamos!
Separado nivel A não escolhe, é escolhido; nivel B escolhe errado e nivel C casa
com a escolhida. Muita calma nesta hora. É
preciso antes de mais nada a aplicação do
Teste do Shopping. Simplissimo. Basta
marcar o segundo encontro na entrada do
shopping. Dependendo da ala para onde
ela se dirigir, guiando os seus passos, mulher em shopping manda mais que o
incorporador da obra, decida. Se ela for para
as lojas de eletro é sério. Visualize imediatamente a saida de emergencia. Se ela
rumar para a linha fashion é caso para estudos. Em se dirigindo para as lojas de
lingeries é a mulher dos sonhos até dos
bem casados. Parabéns pela escolha. Pegue e não largue. Agora, se ela estacionar
no cafezinho, brochou qualquer possibilidade. É amiguinha querendo papo furado,
quando o que você procura não é papo e
sim um novo furo propriamente dito.
Sei, começar de novo é um saco. Vários,
aliás. O seu, o saco de roupa suja, o saco de
livros que você vai levar outros dois casamentos para colocar em ordem, o saco das quinquilharias da falecida, que ela deixou só para
implicar com o ex, ou para vir buscar assim
que descobrir que você já se aprumou com
outra ,e as mulheres morrem de curiosidade
para saber quem é a substituta que vai carregar a mala, no caso você.
O principal é entender que as mudanças são dolorosas mas não piores que as
dores do parto. Assim que nascer um novo
homem, passa. E não ficar encucando na
fase do quem é que eu como hoje, sobre o
tamanho do chifre que você levou. Isso é
coisa de cantor goiano. Pode ser de
bezerrinho ou de zebu.
Em lugar de chorar pela guampa própria o
melhor é rir da próxima guampa do outro.
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CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO
AUXILIADORA -CIDADE BAIXA - MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO E FLORESTA
Palácio Piratini - Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Secretaria Estadual de Educação – Depto. Pedagógico - Assessoria de Projetos Especiais para 258 Escolas Estaduais – SMED – para 92 Escolas Municipais - Secretaria Municipal de Cultura - Centro Municipal de Cultura - SETUR - Secr. de Estado
do Turismo - Usina do Gasômetro - Teatro da Ospa - Teatro de Câmara - Museu da Comunicação Social - Teatro de Arena - Teatro Bruno Kiefer - Salão de Atos da UFRGS - Assembléia Legislativa - Solar dos Câmara - Theatro São Pedro - Casa de Cultura Mário Quintana - Teatro do SESC - Curso Mauá
- Rede Hoteleira - Shopping Praia de Belas - ARI - Ass. Riograndense de Imprensa - Sind.Comp.Musicais do Estado/RS - Academia Kyokushin - Sec. de Cultura do RS - Agências de Publicidade - IOF-Instituto Ortopedia e Fisioterapia - Museu Joaquim José Felizardo - Arte Café - Bazar Londres - Guarida
Imóveis - Clínica Menino Deus - AGAPA (Associação Gaúcha de Pintura Artística) - GBOEX Previdência Privada - Confiança Companhia de Seguros - Super Pizza - Espaço Dança e Memória - Instituto Estadual de Cinema (SEDAC) - Secretaria Estadual da Saúde – Cia. das Pizzas - Ótica Andradas School - Casa dos Óculos - Tia Iara - Líber Livros - 5 à Sec - .com Cyber Café - Gambrinus - Pronto Olhos - Anita Cell - Rede Drogadil - Cachorro do Rosário (Emancipação, Shopping Total e Mariante) – Churrascaria São Rafael - Barranco - Livraria Nova Roma - General Rock - Fisk - Bar do Beto - Laboratório
Marques Pereira - Mauá - Biblioteca Pública do Estado - Haiti - Ótica Moinhos de Vento - Wow! - DAER - Zil Vídeo - Livraria Vozes - Trianon - Café Arte & Cia - Homeograal - Assistir Escitório de Advocacia - Se Acaso Você Chegasse - Livraria Londres - Banca 43 - Livraria do Mercado e Banca BangBang - Palavraria Livraria-Café - Panificação Copacabana - Bar e Café Pan Americano - Bar Chopp e Restaurante Pacífico - Chopp & Companhia - Copão - Papillon - Sierra Maestra - Restaurante Natural Flor de Maçã - Planet Dog - Escola Arte Educação - Morano - Galeria Arte & Fato - Beiruth - Maomé
- Matheus Confeitaria, Buffet e Café - Essência da Fruta – Academia Bio Ativa – Só Portáteis - Cyber Point - Bazar Londres - Print Cópias – Paradouro Pet – Drogabel – FINASA – Porto Pastéis – Roberto Celular – COMUI: Conselho Municipal do Idoso – SIMPA: Sindicato dos Municipários de POA - Lyon
Press - Ferragem Bom Fim – Ferragem Igor – Óptica Santo Antônio – Belver Óticas – Brubins Bistrô Cafeteria Congelados – Feito à Mão Café – Café Paris – Centralfarma - Color House - Stratus Celular - Café dos Cataventos – Casa de Ferragens - Corebrás - Café do Porto – Café - Clínica Visão –
Restaurante Solle Mio - Café Concerto Mário Quintana - Companhia do Cachorro do Rua da Praia Shopping - Garcias Churrascaria – Garcias Bar - Cachorro Gordo – Clindent – Laboratório Crol – Móveis Masotti – Personalle – Todeschini - LilliPut - Jazz Café – El Viejo Panchos - Le Bistrot - Bistrô Torta
de Sorvete - Café do Porto - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria – Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua – Sexxxy Butik – Bella Morano – Sulina Grill - La PizzaMia - Churrascaria Laço
Aberto - Churrascaria Schneider - Silva & Rossol Advogados Associados - SIJ – Serviço de Informação do Judiciário - Via di Trento - Villa Rústica - Café Correto - Miau da Cabral - Churrascaria Komka - Churrascaria Santo Antônio – Lamb’s – Drogamaster – Tablado Andaluz: Curso de Dança e Restaurante
– Copão - Parque Virtual - ABIC - Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural - Consultório Dr. Nilton Alves – Piovesani – Radimagem – Jazz Café – Bar da Bel – Tortaria – LilliPut - Le Bistrot - Café Correto - RD-Assessoria Jurídica - Estocke Off - Centro Médico Rubem Rodrigues - Bistrô Torta de Sorvete
- Café do Porto - Ponto de Antiguidades - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria - Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Vinhos Giuliano - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua - Vila Madalena - Chopp Stübel – Casa Elétrica
– Advogare – Assessoria Jurídica – Tec Líder - Mac Dinhos - Cachorro do Porto - Castanhas Express - Per Tutti Galeto - Sashiburi - Peppo Cucina - Bom Bocado - Churrascaria Laço Aberto - Baumbach Restaurante – Churrascaria Na Brasa - Miau da Cabral - Xis Moita - Opus - La Chiviteria - Se Acaso
Você Chegasse - AGEA - Assoc. Gaúcha de Economiários Aposentados - Cine House - Home Theater Automação Residencial - IOF - Telas Gaudi - Intit. de Ortopedia e Fisioterapia - Sapere Audi!Livros - Clínica Odontológica Dr. Nelson Monteiro - English Consultancy - Radicom - Clinica de Diagnóstico
Médico por Imagem - SAT Aeroporto Internacional Salgado Filho - SAT Mercado Público do Bom Fim - SAT Mercado Público - SAT Usina do Gasômetro - SAT Linha Turismo – Terminal Linha Turismo - SAT Praia de Belas Shoping - SAT Shopping Bourbon Country - SAT Moinhos Shopping – SAT Shopping
Total – FAMURS: Federação das Associações de Municípios do RS - Ritter Hotel - Porto Alegre Ritter Hotel – Novotel - Hotel Deville – Hotéis Continental - Everest Hotéis - Harbor Hotéis - Plaza São Rafael - Plaza Porto Alegre – Rede Versare - Hotel Sheraton Porto Alegre - Big Sisor
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
Por Thamara de Costa Pereira Jornalista
Ricardo Stricher - PMPA
Porto Alegre terá Caminhadas
Turísticas no verão
Aline Goncalves - PMPA
Porto-alegrenses e visitantes da
Capital contarão com mais uma opção de
lazer durante as férias de verão que
permitirá conhecer de perto locais e
atrativos da cidade. Entre os meses de
janeiro e fevereiro o Programa Viva o
Centro a Pé realizará o projeto
Caminhadas Turísticas, oferecendo
passeios por atrativos turísticos de Porto
Alegre. Acompanhados por um guia de
turismo, os passeios a pé terão quatro
edições, todas com saídas às 10h. Cada
roteiro terá duração média de duas horas
e prevê a visita externa e interna a
prédios, monumentos e áreas verdes
considerados patrimônio cultural
e ambiental da cidade.
De forma alternada, serão realizados
roteiros diferenciados, que contemplarão
atrativos da região da Praça da Matriz,
Rua da Praia, Mercado Público e Praça da
Alfândega além da Avenida Independência. A primeira caminhada será no dia 9
de janeiro e contemplará o Roteiro Praça
da Matriz. Com saída do Serviço de
Atenção ao Turista (SAT) da Linha
Turismo (Travessa do Carmo, n°84, bairro
Cidade Baixa) o passeio passará por
atrativos como a Praça Daltro Filho, o
Viaduto Otávio Rocha, o Museu Júlio de
Castilhos, a Catedral Metropolitana, o
Palácio Piratini e o Theatro São Pedro.
A realização é das secretarias
municipais de Turismo, do Planejamento
Municipal, da Cultura, Programa Viva o
Centro e Gabinete da Primeira Dama.
Para participar basta fazer a doação de
um quilo de feijão, arroz ou leite em pó.
As doações serão encaminhadas a
instituições do município. As reservas
para as Caminhadas Turísticas já podem
ser feitas através dos telefones
3289-6745 e 3289-6744 ou pelo e-mail
[email protected].
Carla Ruas - PMPA
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA
Dia 9 de janeiro
ROTEIRO PRAÇA DA MATRIZ
Local de Saída: Serviço de Atenção ao Turista (SAT) da Linha Turismo (Travessa do
Carmo, n°84, bairro Cidade Baixa). Atrativos:
Praça Daltro Filho, Cine Capitólio, Viaduto
Otávio Rocha, Museu Júlio de Castilhos,
Catedral Metropolitana, Palácio Piratini, Palácio Farroupilha, Theatro São Pedro, Monumento á Júlio de Castilhos, Palácio da Justiça, Memorial do Ministério Público, Biblioteca
Pública do Estado. Visita Interna Indicada:
Memorial do Ministério Público (a confirmar).
Dia 23 de janeiro
ROTEIRO RUA DA PRAIA
Local de Saída: SAT Usina do Gasômetro
(Av. João Goulart, n°551, bairro Centro Histórico). Atrativos: Centro Cultural Usina do
Gasômetro, Praça Brigadeiro Sampaio, área
Militar (Marinha, Brigada e Quartel), Museu
Militar, Igreja Nossa Senhora das Dores, Casa de
Cultura Mario Quintana e
Museu de Comunicação
Social Hipólito José da
Costa. Visita Interna
Indicada: Igreja Nossa
Senhora das Dores (a
confirmar).
Dia 6 de fevereiro
ROTEIRO MERCADO PÚBLICO E
PRAÇA DAALFÂNDEGA
Local de Saída: SAT Centro Histórico (Mercado Público Central, sala 99). Atrativos:
Mercado Público, Praça XV de Novembro,
Chalé da Praça XV, Fonte Talavera de La
Reina, Paço Municipal, Centro Cultural CEEE
Érico Veríssimo, Praça da Alfândega,
Santander Cultural, MARGS e Memorial do
Rio Grande do Sul. Visita Interna Indicada:
Mercado Público (a confirmar).
Dia 27 de fevereiro
ROTEIROAVENIDAINDEPENDÊNCIA
Local de Saída: SAT Centro Histórico (Mercado Público Central, sala 99). Atrativos:
Confeitaria Rocco, Praça do Portão, Santa
Casa de Misericórdia, Praça Dom Feliciano,
Igreja Nossa Senhora da Conceição, Museu
de História da Medicina, Hospital Beneficência Portuguesa, Colégio e Praça do Rosário
(a confirmar).
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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