Universidade Federal de Minas Gerais Relatório de pesquisa Projeto corrupção, democracia e interesse público Apoio: Presidência da República Controladoria Geral da União Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crime Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG Reitor: Clélio Campolina Diniz Vice-Reitora: Rocksane de Carvalho Norton Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas Diretor: Jorge Alexandre Barbosa Neves Vice-Diretor: Mauro Lúcio Leitão Conde Centro de Referência do Interesse Público Coordenação: Leonardo Avritzer Docentes pesquisadores: Newton Bignotto Juarez Guimarães Fernando Filgueiras Heloísa Starling Projeto Corrupção, democracia e interesse público Coordenação: Fernando Filgueiras Equipe: Pesquisadores: Marjorie Corrêa Marona Bolsistas de iniciação científica: Ana Carolina de Souza Ana Maria Alemão Montandon Bárbara Magalhães de Aguiar Oliveira Ingrid Lamounier Ivna Mascarenhas Abreu Sheila Cristina Gomes dos Reis Apoio técnico: Leice Maria Garcia – Controladoria Geral da União Pesquisa de campo: Instituto Olhar – Pesquisa e Informação Estratégica Sumário Agradecimentos Introdução .......................................................................................................................... 15 Parte I – Os controles públicos da corrupção no Brasil ..................................................... 16 Parte II – Metodologia da pesquisa ................................................................................... 25 Parte III – Os servidores públicos federais e o controle da corrupção .............................. 51 Parte IV – Os conselheiros nacionais de políticas públicas e o controle da corrupção ..... 110 Conclusões e recomendações ........................................................................................... 175 Anexo I – Questionário da pesquisa com servidores públicos .......................................... 181 Anexo II – Questionário da pesquisa com conselheiros nacionais de políticas públicas .. 193 Lista de quadros e tabelas Parte I Quadro 1. Os tipos de controle da corrupção .................................................................. 22 Parte II Tabela 2.1. Universos e amostragens da pesquisa ......................................................... 27 Tabela 2.2. Distribuição dos servidores de acordo com o estado da federação ............. 29 Tabela 2.3. Distribuição das amostras previstas e realizadas para cada estado da federação e seus respectivos fatores de ponderação (pesos) ........................................ 30 Tabela 2.4. Distribuição dos servidores por função .................................................... 32 Tabela 2.5. Distribuição dos servidores por cargos ......................................................... 32 Tabela 2.6. Quantitativo de servidores por ramo da administração ................................ 33 Tabela 2.7. Servidores por região ................................................................................... 34 Tabela 2.8. Servidores por gênero .................................................................................. 36 Tabela 2.9. Servidores por grupo etário .......................................................................... 37 Tabela 2.10. Servidores por escolaridade ....................................................................... 38 Tabela 2.11. Servidores por tempo de atuação no Serviço Público ................................ 39 Tabela 2.12. Servidores por forma de ingresso no Serviço Público ................................ 40 Tabela 2.13. Servidores por ministério ou órgão de exercício ........................................ 41 Tabela 2.14. Quantitativo de Conselhos Nacionais de Políticas Públicas ....................... 43 Tabela 2.15. Amostragem dos conselheiros nacionais de políticas públicas .................. 45 Tabela 2.16. Conselheiros por tipo de representação ..................................................... 46 Tabela 2.17. Conselheiros por escolaridade ................................................................... 47 Tabela 2.18. Conselheiros por estado da Federação ...................................................... 48 Tabela 2.19. Conselheiros por renda familiar .................................................................. 50 Parte III Tabela 3.1. O interesse da maioria das pessoas significa interesse público? ................ 54 Tabela 3.2. O interesse da maioria das pessoas significa interesse público x ramo da administração (%) ............................................................................................................ 55 Tabela 3.3. O interesse de todos significa interesse público? ......................................... 56 Tabela 3.4. O interesse de todos significa interesse público? X ramo da administração (%) ................................................................................................................................... 57 Tabela 3.5. O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade? ................................................................................................................. 58 Tabela 3.6. O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade? X ramo da administração (%) .................................................................. 59 Tabela 3.7. Opinião sobre o envolvimento com corrupção de altos cargos do governo . 60 Tabela 3.8. Opinião sobre o envolvimento com corrupção de altos cargos do governo x ramo da administração (%) ........................................................................................... 61 Tabela 3.9. Percepção sobre a corrupção existente nas situações apresentadas (médias) ........................................................................................................................... 62 Tabela 3.10. Percepção dos servidores sobre a presença da corrupção em ambientes institucionais e sociais (médias) ...................................................................................... 64 Tabela 3.11. Avaliação da qualificação do servidor para o desempenho de suas funções ............................................................................................................................ 70 Tabela 3.12. Avaliação da qualificação do servidor para o desempenho de suas funções x ramo da administração (%) ............................................................................ 71 Tabela 3.13. Avaliação do plano de carreira em relação ao nível de exigência técnica ou responsabilidade funcional ......................................................................................... 72 Tabela 3.14. Avaliação do plano de carreira em relação ao nível de exigência técnica ou responsabilidade funcional x ramo da administração (%) .......................................... 73 Tabela 3.15. Percepção sobre o nível de concordância com as expressões (médias) ... 74 Tabela 3.16. Recebeu alguma formação sobre ética no serviço público? ...................... 75 Tabela 3.17. Recebeu alguma formação sobre ética no serviço público? X ramo da administração (%) ............................................................................................................ 76 Tabela 3.18. Recebeu alguma formação sobre as leis gerais e específicas que regulam o serviço público? .............................................................................................. 77 Tabela 3.19. Recebeu alguma formação sobre as leis gerais e específicas que regulam o serviço público? X ramo da administração (%) .............................................. 78 Tabela 3.20. Considera que as normas da administração pública são igualmente aplicadas por todos os servidores, no cotidiano de seu órgão? ...................................... 79 Tabela 3.21. Considera que as normas da administração pública são igualmente aplicadas por todos os servidores, no cotidiano de seu órgão? X ramo da administração (%) ............................................................................................................ 80 Tabela 3.22. No exercício de sua função, já foi vítima de pressão de alguém? ............. 81 Tabela 3.23. No exercício de sua função, já foi vítima de pressão de alguém? X ramo da administração (%) ....................................................................................................... 82 Tabela 3.24. Por parte de quem sofreu pressão? ........................................................... 83 Tabela 3.25. No exercício de sua função, já foi vítima de tentativa de suborno? ........... 84 Tabela 3.26. No exercício de sua função, já foi vítima de tentativa de suborno? X ramo da administração (%) ....................................................................................................... 85 Tabela 3.27. A tentativa de suborno em seu órgão é? .................................................... 86 Tabela 3.28. A cobrança de propina em seu órgão é? .................................................... 87 Tabela 3.29. Percepção dos servidores sobre a presença da corrupção em procedimentos administrativos (médias) ......................................................................... 88 Tabela 3.30. Percepção sobre a importância de práticas administrativas para o controle da corrupção (médias) ....................................................................................... 89 Tabela 3.31. Fatores principais que contribuem para a corrupção ................................. 90 Tabela 3.32. Percepção sobre a adequação dos controles internos da administração pública federal ................................................................................................................. 92 Tabela 3.33. Percepção sobre a adequação dos controles internos da administração pública federal x ramo da administração (%) .................................................................. 94 Tabela 3.34. Percepção sobre a adequação do controle externo exercido pelo TCU .... 95 Tabela 3.35. Percepção sobre a adequação do controle externo exercido pelo TCU x ramo da administração (%) .............................................................................................. 96 Tabela 3.36. Percepção sobre medidas para diminuir a incidência de corrupção na administração pública (médias) ....................................................................................... 97 Tabela 3.37. Já detectou, pessoalmente, suspeita de corrupção em seu órgão? .......... 99 Tabela 3.38. Já detectou, pessoalmente, suspeita de corrupção em seu órgão x ramo da administração (%) ....................................................................................................... 100 Tabela 3.39. Denunciou a suspeita de corrupção? ......................................................... 101 Tabela 3.40. Por que motivo não fez a denúncia de corrupção ou ilícito? ...................... 102 Tabela 3.41. Percepção sobre o valor do órgão ou atividade para a diminuição da corrupção (médias) .......................................................................................................... 103 Tabela 3.42. Classificação dos trabalhos de auditoria de contas realizados pela CGU . 104 Tabela 3.43. Classificação dos trabalhos de auditorias de contas realizados pela CGU x ramo da administração (%) ........................................................................................... 105 Tabela 3.44. Classificação das recomendações expedidas pela CGU ........................... 106 Tabela 3.45. Classificação das recomendações expedidas pela CGU x ramo da administração (%) ............................................................................................................ 107 Tabela 3.46. Classificação da avaliação de programas governamentais realizada pela CGU ................................................................................................................................. 108 Tabela 3.47. Classificação da avaliação de programas governamentais realizada pela CGU x ramo da administração (%) .................................................................................. 109 Parte IV Tabela 4.1. O problema da corrupção no Brasil se encontra .......................................... 114 Tabela 4.2. O interesse da maioria significa interesse público? ...................................... 115 Tabela 4.3. O interesse da maioria significa interesse público x tipo de representação (%) ................................................................................................................................... 116 Tabela 4.4. O interesse de todos significa interesse público? ......................................... 117 Tabela 4.5. O interesse de todos significa interesse público x tipo de representação (%) ................................................................................................................................... 118 Tabela 4.6. O interesse público corresponde .................................................................. 119 Tabela 4.7. O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade x tipo de representação (%) ...................................................................... 120 Tabela 4.8. Opinião sobre o envolvimento de pessoas que ocupam cargos altos no governo com o desvio de verbas públicas ....................................................................... 121 Tabela 4.9. Opinião sobre pessoas que ocupam cargos altos no governo com o desvio de verbas públicas x tipo de representação (%) .............................................................. 122 Tabela 4.10. A mídia está atenta ao problema da corrupção na política brasileira?........ 123 Tabela 4.11. A mídia é parcial ou imparcial ao cobrir os escândalos da corrupção? ...... 124 Tabela 4.12. Percepção sobre a corrupção no Brasil nos últimos 5 anos ....................... 125 Tabela 4.13. Percepção sobre a corrupção no Brasil nos últimos 5 anos x tipo de representação (%) ........................................................................................................... 126 Tabela 4.14. Percepção dos conselheiros sobre a presença da corrupção em ambientes institucionais e sociais (médias) ..................................................................... 127 Tabela 4.15. Principais temas abordados nas deliberações dos conselhos ................... 132 Tabela 4.16. Principais temas abordados nas deliberações dos conselhos x tipo de representação (%) ........................................................................................................... 133 Tabela 4.17. A atuação dos conselhos ajuda a coibir a corrupção? ............................... 134 Tabela 4.18. A atuação dos conselhos ajuda a combater a corrupção x tipo de representação (%) ........................................................................................................... 135 Tabela 4.19. Freqüência com que o conselho detecta, em suas deliberações, a Corrupção ........................................................................................................................ 136 Tabela 4.20. Freqüência com que o conselho detecta a corrupção, em suas deliberações x tipo de representação (%) ....................................................................... 137 Tabela 4.21. Ações do conselho diante de suspeitas de corrupção, que surjam em suas deliberações ............................................................................................................ 138 Tabela 4.22. Ações do conselho diante de suspeitas de corrupção x tipo de representação (%) ........................................................................................................... 139 Tabela 4.23. Vitimização dos conselheiros por tentativa de suborno para favorecer alguém, em deliberações dos conselhos ......................................................................... 140 Tabela 4.24. Vitimização dos conselheiros por tentativa de suborno para favorecer alguém, em deliberações dos conselhos x tipo de representação (%) ........................... 141 Tabela 4.25. Freqüência de tentativa de suborno no âmbito das deliberações dos Conselhos ........................................................................................................................ 142 Tabela 4.26. Freqüência de tentativa de suborno no âmbito das deliberações dos conselhos x tipo de representação (%) ........................................................................... 143 Tabela 4.27. Presença do jogo de influência para estabelecer as decisões ou evitar o controle sobre políticas .................................................................................................... 144 Tabela 4.28. Presença do jogo de influência para estabelecer as decisões ou evitar o controle sobre políticas x tipo de representação (%) ....................................................... 145 Tabela 4.29. O conselho considera o risco de corrupção quando regras e procedimentos são estruturados? ................................................................................... 146 Tabela 4.30. Existência da preocupação com o risco de corrupção x tipo de representação (%) ........................................................................................................... 147 Tabela 4.31. Ações do conselho diante de denúncias de corrupção em outra área de políticas públicas ............................................................................................................. 148 Tabela 4.32. Ações do conselho diante denúncias de corrupção em outra área de políticas públicas x tipo de representação (%) ................................................................ 149 Tabela 4.33. Percepção sobre a atuação dos conselhos nacionais de políticas públicas no controle da corrupção ................................................................................... 150 Tabela 4.34. Fatores mais importantes para tornar a atuação dos conselhos mais efetiva no controle da corrupção ..................................................................................... 151 Tabela 4.35. Fatores mais importantes para tornar a atuação dos conselhos mais efetiva no controle da corrupção x tipo de representação (%) ........................................ 152 Tabela 4.36. Áreas em que a corrupção se faz mais presente ....................................... 153 Tabela 4.37. Fatores principais que contribuem para a corrupção ................................. 154 Tabela 4.38. Ações para melhorar o controle da corrupção (médias) ............................. 156 Tabela 4.39. Atuação do Governo Federal no controle da corrupção ............................. 158 Tabela 4.40. Atuação do Governo Federal no controle da corrupção x tipo de representação (%) ........................................................................................................... 159 Tabela 4.41. Avaliação da atuação da Polícia Federal no controle da corrupção ........... 160 Tabela 4.42. Avaliação da atuação da Polícia Federal no controle da corrupção x tipo de representação (%) ...................................................................................................... 161 Tabela 4.43. Avaliação da atuação da Controladoria Geral da União no controle da Corrupção ........................................................................................................................ 162 Tabela 4.44. Avaliação da atuação da Controladoria Geral da União x tipo de representação (%) ........................................................................................................... 163 Tabela 4.45. Avaliação da atuação do Ministério Público no controle da corrupção ...... 164 Tabela 4.46. Avaliação da atuação do Ministério Público x tipo de representação (%) .. 165 Tabela 4.47. Avaliação da atuação do Poder Legislativo no controle da corrupção ....... 166 Tabela 4.48. Avaliação da atuação do Poder Legislativo x tipo de representação (%) .. 167 Tabela 4.49. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas da União no controle da corrupção ......................................................................................................................... 168 Tabela 4.50. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas da União x tipo de representação (%) ........................................................................................................... 169 Tabela 4.51. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas dos estados no controle da corrupção ......................................................................................................................... 170 Tabela 4.52. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas dos estados x tipo de representação (%) ........................................................................................................... 171 Tabela 4.53. As comissões parlamentares de inquérito/CPI’s representam um instrumento eficaz de controle da corrupção no Brasil? .................................................. 172 Tabela 4.54. Comparativo da avaliação dos conselheiros sobre as instituições de controle (% válido) ........................................................................................................... 173 Lista de gráficos Parte II Gráfico 2.1. Amostra de servidores por ramo da administração (%) .............................. 33 Gráfico 2.2. Servidores por região (%) ........................................................................... 34 Gráfico 2.3. Servidores por gênero (%) .......................................................................... 36 Gráfico 2.4. Servidores por grupo etário (%) .................................................................. 37 Gráfico 2.5. Servidores por escolaridade (%) ................................................................. 38 Gráfico 2.6. Servidores por tempo de atuação no Serviço Público (%) .......................... 39 Gráfico 2.7. Servidores por forma de ingresso no Serviço Público (%) .......................... 40 Gráfico 2.8. Servidores por ministério ou órgão de exercício (%) .................................. 41 Gráfico 2.9. Conselheiros por tipo de representação (%) ............................................... 43 Gráfico 2.10. Conselheiros por escolaridade (%) ........................................................... 45 Gráfico 2.11. Conselheiros por estado da federação (%) ............................................... 49 Gráfico 2.12. Conselheiros por renda familiar (%) .......................................................... 50 Parte III Gráfico 3.1. O interesse da maioria significa interesse público? (%) ............................. 54 Gráfico 3.2. O interesse da maioria significa interesse público x ramo da administração (%) ........................................................................................................... 55 Gráfico 3.3. O interesse de todos significa interesse público? (%) ................................ 56 Gráfico 3.4. O interesse de todos significa interesse público? X ramo da administração (%) ........................................................................................................... 57 Gráfico 3.5. O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade? (%) .......................................................................................................... 58 Gráfico 3.6. O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade? X ramo da administração (%) ................................................................. 59 Gráfico 3.7. Opinião sobre o envolvimento com corrupção de altos cargos do governo (%) .................................................................................................................................. 60 Gráfico 3.8. Opinião sobre o envolvimento com corrupção de altos cargos do governo x ramo da administração (%) .......................................................................................... 61 Gráfico 3.9. Percepção sobre a corrupção existente nas situações apresentadas (médias) .......................................................................................................................... 63 Gráfico 3.10. Percepção dos servidores sobre a presença da corrupção em ambientes institucionais e sociais (médias) .................................................................... 65 Gráfico 3.11. Avaliação da qualificação do servidor para o desempenho de suas funções (%) ..................................................................................................................... 70 Gráfico 3.12. Avaliação da qualificação do servidor para o desempenho de suas funções x ramo da administração (%) ........................................................................... 71 Gráfico 3.13. Avaliação do plano de carreira em relação ao nível de exigência técnica ou responsabilidade funcional ........................................................................................ 72 Gráfico 3.14. Avaliação do plano de carreira em relação ao nível de exigência técnica ou responsabilidade funcional x ramo da administração (%) ......................................... 73 Gráfico 3.15. Percepção sobre o nível de concordância com as expressões (médias) . 74 Gráfico 3.16. Recebeu alguma formação sobre ética no serviço público? (%) .............. 75 Gráfico 3.17. Recebeu alguma formação sobre ética no serviço público? X ramo da administração (%) ........................................................................................................... 76 Gráfico 3.18. Recebeu alguma formação sobre as leis gerais e específicas que regulam o serviço público? ............................................................................................. 77 Gráfico 3.19. Recebeu alguma formação sobre as leis gerais e específicas que regulam o serviço público? X ramo da administração (%) ............................................. 78 Gráfico 3.20. Considera que as normas da administração pública são igualmente aplicadas por todos os servidores, no cotidiano de seu órgão? ..................................... 79 Gráfico 3.21. Considera que as normas da administração pública são igualmente aplicadas por todos os servidores, no cotidiano de seu órgão? X ramo da administração (%) ........................................................................................................... 80 Gráfico 3.22. No exercício de sua função, já foi vítima de pressão de alguém? ............ 81 Gráfico 3.23. No exercício de sua função, já foi vítima de pressão de alguém? X ramo da administração (%) ...................................................................................................... 82 Gráfico 3.24. Por parte de quem sofreu pressão? (%) ................................................... 83 Gráfico 3.25. No exercício de sua função, já foi vítima de tentativa de suborno? .......... 84 Gráfico 3.26. No exercício de sua função, já foi vítima de tentativa de suborno? X ramo da administração (%) ............................................................................................. 85 Gráfico 3.27. A tentativa de suborno em seu órgão é? .................................................. 86 Gráfico 3.28. A cobrança de propina em seu órgão é? .................................................. 87 Gráfico 3.29. Percepção dos servidores sobre a presença da corrupção em procedimentos administrativos (médias) ........................................................................ 88 Gráfico 3.30. Percepção sobre a importância de práticas administrativas para o controle da corrupção (médias) ...................................................................................... 90 Gráfico 3.31. Fatores principais que contribuem para a corrupção ................................ 92 Gráfico 3.32. Percepção sobre a adequação dos controles internos da administração pública federal ................................................................................................................ 93 Gráfico 3.33. Percepção sobre a adequação dos controles internos da administração pública federal x ramo da administração (%) ................................................................. 94 Gráfico 3.34. Percepção sobre a adequação do controle externo exercido pelo TCU ... 95 Gráfico 3.35. Percepção sobre a adequação do controle externo exercido pelo TCU x ramo da administração (%) ............................................................................................. 96 Gráfico 3.36. Percepção sobre medidas para diminuir a incidência de corrupção na administração pública (médias) ...................................................................................... 98 Gráfico 3.37. Já detectou, pessoalmente, suspeita de corrupção em seu órgão? ......... 99 Gráfico 3.38. Já detectou, pessoalmente, suspeita de corrupção em seu órgão x ramo da administração (%) ...................................................................................................... 100 Gráfico 3.39. Denunciou a suspeita de corrupção? ........................................................ 101 Gráfico 3.40. Por que motivo não fez a denúncia de corrupção ou ilícito? .................... 102 Gráfico 3.41. Percepção sobre o valor do órgão ou atividade para a diminuição da corrupção (médias) ......................................................................................................... 103 Gráfico 3.42. Classificação dos trabalhos de auditoria de contas realizados pela CGU 104 Gráfico 3.43. Classificação dos trabalhos de auditorias de contas realizados pela CGU x ramo da administração (%) ................................................................................. 105 Gráfico 3.44. Classificação das recomendações expedidas pela CGU ......................... 106 Gráfico 3.45. Classificação das recomendações expedidas pela CGU x ramo da administração (%) ........................................................................................................... 107 Gráfico 3.46. Classificação da avaliação de programas governamentais realizada pela CGU ................................................................................................................................ 108 Gráfico 3.47. Classificação da avaliação de programas governamentais realizada pela CGU x ramo da administração (%) ................................................................................. 109 Parte IV Gráfico 4.1. O problema da corrupção no Brasil se encontra (%) .................................. 114 Gráfico 4.2. O interesse da maioria significa interesse público? (%) ............................. 115 Gráfico 4.3. O interesse da maioria significa interesse público x tipo de representação (%) ................................................................................................................................. 116 Gráfico 4.4. O interesse de todos significa interesse público? (%) ................................ 117 Gráfico 4.5. O interesse de todos significa interesse público x tipo de representação (%) .................................................................................................................................. 118 Gráfico 4.6. O interesse público corresponde (%) .......................................................... 119 Gráfico 4.7. O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade x tipo de representação (%) ..................................................................... 120 Gráfico 4.8. Opinião sobre o envolvimento de pessoas que ocupam cargos altos no governo com o desvio de verbas públicas (%) ............................................................... 121 Gráfico 4.9. Opinião sobre pessoas que ocupam cargos altos no governo com o desvio de verbas públicas x tipo de representação (%) ................................................. 122 Gráfico 4.10. A mídia está atenta ao problema da corrupção na política brasileira? (%) 123 Gráfico 4.11. A mídia é parcial ou imparcial ao cobrir os escândalos da corrupção? (%) .................................................................................................................................. 124 Gráfico 4.12. Percepção sobre a corrupção no Brasil nos últimos 5 anos (%) .............. 125 Gráfico 4.13. Percepção sobre a corrupção no Brasil nos últimos 5 anos x tipo de representação (%) .......................................................................................................... 126 Gráfico 4.14. Percepção dos conselheiros sobre a presença da corrupção em ambientes institucionais e sociais (médias) ................................................................... 128 Gráfico 4.15. Principais temas abordados nas deliberações dos conselhos (%) ........... 132 Gráfico 4.16. Principais temas abordados nas deliberações dos conselhos x tipo de representação (%) .......................................................................................................... 133 Gráfico 4.17. A atuação dos conselhos ajuda a coibir a corrupção? (%) ....................... 134 Gráfico 4.18. A atuação dos conselhos ajuda a combater a corrupção x tipo de representação (%) .......................................................................................................... 135 Gráfico 4.19. Freqüência com que o conselho detecta, em suas deliberações, a corrupção (%) ................................................................................................................. 136 Gráfico 4.20. Freqüência com que o conselho detecta a corrupção, em suas deliberações x tipo de representação (%) ...................................................................... 137 Gráfico 4.21. Ações do conselho diante de suspeitas de corrupção, que surjam em suas deliberações (%) .................................................................................................... 138 Gráfico 4.22. Ações do conselho diante de suspeitas de corrupção x tipo de representação (%) .......................................................................................................... 139 Gráfico 4.23. Vitimização dos conselheiros por tentativa de suborno para favorecer alguém, em deliberações dos conselhos (%) ................................................................. 140 Gráfico 4.24. Vitimização dos conselheiros por tentativa de suborno para favorecer alguém, em deliberações dos conselhos x tipo de representação (%) .......................... 141 Gráfico 4.25. Freqüência de tentativa de suborno no âmbito das deliberações dos conselhos (%) ................................................................................................................. 142 Gráfico 4.26. Freqüência de tentativa de suborno no âmbito das deliberações dos conselhos x tipo de representação (%) .......................................................................... 143 Gráfico 4.27. Presença do jogo de influência para estabelecer as decisões ou evitar o controle sobre políticas (%) ............................................................................................ 144 Gráfico 4.28. Presença do jogo de influência para estabelecer as decisões ou evitar o controle sobre políticas x tipo de representação (%) ...................................................... 145 Gráfico 4.29. O conselho considera o risco de corrupção quando regras e procedimentos de controles são estruturados (%) ......................................................... 146 Gráfico 4.30. Existência da preocupação com o risco de corrupção x tipo de representação (%) .......................................................................................................... 147 Gráfico 4.31. Ações do conselho diante de denúncias de corrupção em outra área de políticas públicas (%) ...................................................................................................... 148 Gráfico 4.32. Ações do conselho diante denúncias de corrupção em outra área de políticas públicas x tipo de representação (%) ............................................................... 149 Gráfico 4.33. Percepção sobre a atuação dos conselhos nacionais de políticas públicas no controle da corrupção .................................................................................. 150 Gráfico 4.34. Fatores mais importantes para tornar a atuação dos conselhos mais efetiva no controle da corrupção (%) .............................................................................. 151 Gráfico 4.35. Fatores mais importantes para tornar a atuação dos conselhos mais efetiva no controle da corrupção x tipo de representação (%) ....................................... 152 Gráfico 4.36. Áreas em que a corrupção se faz mais presente ...................................... 153 Gráfico 4.37. Fatores principais que contribuem para a corrupção (%) ......................... 155 Gráfico 4.38. Ações para melhorar o controle da corrupção (médias) ........................... 157 Gráfico 4.39. Atuação do Governo Federal no controle da corrupção (%) ..................... 158 Gráfico 4.40. Atuação do Governo Federal no controle da corrupção x tipo de representação (%) .......................................................................................................... 159 Gráfico 4.41. Avaliação da atuação da Polícia Federal no controle da corrupção ......... 160 Gráfico 4.42. Avaliação da atuação da Polícia Federal no controle da corrupção x tipo de representação (%) ..................................................................................................... 161 Gráfico 4.43. Avaliação da atuação da Controladoria Geral da União no controle da corrupção ........................................................................................................................ 162 Gráfico 4.44. Avaliação da atuação da Controladoria Geral da União x tipo de representação (%) .......................................................................................................... 163 Gráfico 4.45. Avaliação da atuação do Ministério Público no controle da corrupção ..... 164 Gráfico 4.46. Avaliação da atuação do Ministério Público x tipo de representação (%) 165 Gráfico 4.47. Avaliação da atuação do Poder Legislativo no controle da corrupção ..... 166 Gráfico 4.48. Avaliação da atuação do Poder Legislativo x tipo de representação (%) . 167 Gráfico 4.49. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas da União no controle da corrupção ........................................................................................................................ 168 Gráfico 4.50. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas da União x tipo de representação (%) .......................................................................................................... 169 Gráfico 4.51. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas dos Estados no controle da corrupção ........................................................................................................................ 170 Gráfico 4.52. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas dos Estados x tipo de representação (%) .......................................................................................................... 171 Gráfico 4.53. As comissões parlamentares de inquérito/CPI’s representam um instrumento eficaz de controle da corrupção no Brasil? ................................................. 172 Gráfico 4.54. Comparativo da avaliação dos conselheiros sobre as instituições de controle (% válido) .......................................................................................................... 173 Gráfico 4.55. Comparativo da avaliação da atuação das instituições de controle (% de respostas ótimas) .......................................................................................................... 174 Agradecimentos Esta pesquisa não teria sido possível sem o apoio logístico e financeiro de diferentes instituições. Em primeiro lugar, gostaríamos de agradecer à Controladoria Geral da União (CGU) o apoio logístico para a realização do projeto e ao Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crime (UNODC) o apoio financeiro. Gostaríamos de agradecer também o apoio oferecido pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP) e pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Por fim, agradecemos à Direção da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH) da UFMG, que disponibilizou diferentes servidores para administrar o projeto. 15 Introdução Esta pesquisa versa sobre o tema da corrupção e a percepção de diferentes atores sociais e políticos envolvidos na questão do controle da corrupção na dimensão do Estado brasileiro. Coletou-se uma série de dados a respeito da percepção de servidores públicos federais e conselheiros nacionais de políticas públicas sobre o tema da corrupção e seus controles na dimensão do controle burocrático e do controle social. O objetivo da pesquisa foi averiguar o alcance dos mecanismos de controle da corrupção na dimensão do Estado brasileiro, tendo em vista a percepção e as representações coletivas de agentes envolvidos e subordinados a esses controles. Dessa forma, procuramos compreender o desempenho dos controles públicos da corrupção, identificar eventuais pontos de vulnerabilidades e pontos estratégicos para o aprimoramento dos instrumentos de controle no Estado brasileiro. Com este objetivo em vista, partimos da premissa que a melhor forma de inquirir estas questões é interpelar diretamente os agentes envolvidos e subordinados aos controles públicos da corrupção, por meio de pesquisa de survey. Este relatório apresenta os resultados obtidos com pesquisas de survey junto aos servidores públicos civis federais, da administração direta, autárquica e fundacional e junto aos conselheiros que representam o governo e a sociedade civil nos conselhos nacionais de políticas públicas. A escolha desses atores foi motivada pelo fato de eles estarem envolvidos em uma categorização maior da questão do controle da corrupção na dimensão do Estado brasileiro, tendo em vista um outro marco teórico que acreditamos dar conta do problema da corrupção no Brasil. 16 Parte I Os controles públicos da corrupção no Brasil 17 Desde a democratização, o Brasil tem experimentado um processo contraditório no que diz respeito à corrupção. De um lado, o Estado brasileiro tem aprimorado os mecanismos de controle da corrupção, com a criação de instituições responsáveis por processos de controladoria, investigação e sanção. Exemplos desse aprimoramento institucional estão na maior autonomia do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público, na criação da Controladoria Geral da União (CGU), no aprimoramento da legislação ordinária de controle e no fomento da transparência pública. De outro lado, apesar do aprimoramento institucional construído desde 1988, o Brasil tem experimentado uma profusão de escândalos de corrupção, que passam por diferentes maneiras de malversação de recursos públicos e relações de poder, que afetam os diferentes poderes constituídos e pautam negativamente a opinião pública brasileira. Esta profusão de escândalos de corrupção e o modo como este tema é tratado pela mídia criam uma sensação comum de que o Estado brasileiro é o espaço dos vícios e de que a corrupção é comum na dimensão do mundo público brasileiro (Filgueiras, 2009). Este processo contraditório não tem uma resposta eficaz. Pode-se dizer que, apesar das inovações institucionais proporcionadas pelo Estado brasileiro, a corrupção tem aumentado por conta de uma degeneração da democracia. Ou, por outro lado, a profusão dos escândalos de corrupção provoca esta sensação do seu aumento por conta de uma atuação mais incisiva das instituições de controle, que desvelam os diferentes esquemas de malversação de recursos públicos. Acreditamos que se a corrupção no Brasil for tratada na dimensão dos escândalos, pouco conseguiremos avançar no que diz respeito à constituição de um sistema de integridade pública mais eficaz. É necessário abordar o problema da corrupção na dimensão de seus controles públicos, partindo da premissa que este é um problema de Estado, que atravessa os diferentes poderes constituídos e que exige uma resposta estratégica por parte das instituições e da sociedade brasileira em seu conjunto (Avritzer e Filgueiras, 2010). De uma forma geral, a questão do controle da corrupção no Estado brasileiro tem sido tratada na dimensão administrativa, considerando a diferenciação entre controle interno e controle externo. Do ponto de vista administrativo, esta diferenciação parte da questão do controle na dimensão burocrática, conforme uma lógica organizacional interna 18 e externa dos órgãos públicos. No que diz respeito ao controle externo, ele é efetuado por uma entidade externa à administração, que exerce atividades de vigilância, correção e orientação (Gomes e Araújo, 2008). Por outro lado, no que tange ao controle interno, ele é o conjunto das práticas que a própria organização exerce sobre seus atos, sendo entendidas estas práticas como o conjunto de ações, métodos, procedimentos e rotinas que visam a preservar o patrimônio da organização e a averiguar a compatibilidade entre ações e princípios pactuados (Spinelli, 2008). Pode-se dizer que esta tipologia dos controles surgiu no contexto de desenvolvimento das modernas burocracias, de acordo com os preceitos racionais da administração pública, pautada por uma separação radical entre a política e o mundo dos interesses privados em relação à administração pública. Esta tipificação do controle parte da premissa que a burocracia deve ser controlada com o objetivo de evitar a ilegalidade praticada pelos agentes públicos. No âmbito do direito administrativo, o problema da ilegalidade constitui-se como o problema fundamental da questão do controle, com o intuito de evitar a arbitrariedade dos agentes públicos, tendo em vista os princípios da soberania do interesse público sobre o interesse privado e da indisponibilidade do interesse público. Esses princípios configuram o cerne do direito administrativo, mediante o qual se fundamenta a existência de uma administração do Estado de caráter público e moderno, os quais permitam a intervenção nos direitos individuais e uma medida para a ação do império da Administração Pública (Bandeira de Mello, 2003). O problema de tratar a corrupção na lógica puramente administrativa está em não perceber o fato de que a ela é um fenômeno polissêmico, que congrega aspectos que vão além da questão propriamente organizacional. A corrupção é um fenômeno de natureza política, porquanto não se refira apenas à questão das burocracias, mas ao Estado em seu conjunto. A corrupção está relacionada, então, a problemas de ordem política, econômica, social e cultural que definem seu caráter polissêmico e fluido, de acordo com o modo como é absorvida em práticas sociais e construções culturais mais amplas, as quais moldam a forma como a sociedade percebe e constrói relações de interesse público. A polissemia da corrupção significa a maneira de acordo com a qual não existe um único objeto ou prática que possa ser enquadrada em seus moldes jurídicos. A corrupção é um conjunto amplo de práticas, que ocorrem no âmbito do Estado e no mundo privado, cujo significado primordial é degenerar práticas de interesse público 19 (Filgueiras, 2008). Exemplo dessas práticas são o nepotismo, a fraude, a sonegação, esquemas de malversação de recursos públicos, superfaturamento, etc. Estas práticas, evidentemente, têm naturezas singulares, mas ganham o significado de corrupção à medida que degeneram práticas de interesse público. Nesse sentido, é difícil conceituar o que é e o que não é corrupção. Fica evidente que uma concepção legal do fenômeno não dá conta de seu alcance, especialmente fora da dimensão da administração pública. Uma concepção econômica da corrupção, tendo em vista perspectivas de rent seeking, também não dá conta dos aspectos relacionados a valores e normas que estruturam práticas de interesse público. Por fim, uma definição exclusivamente cultural, tendo em vista idéias como a de “jeitinho”, também não dá conta de questões relacionadas ao uso privado de recursos públicos, além de produzir uma naturalização da corrupção por uma leitura atávica da cultura política brasileira (Filgueiras, 2009). É por conta dessa polissemia conceitual e prática da corrupção que acreditamos que ela deva ser abordada empiricamente na dimensão das instituições de controle, reconhecendo que ela é um problema de Estado e que demanda uma compreensão mais alargada, para além da questão administrativa. Além disso, é fundamental percebermos que o problema da corrupção também deve ser tratado como um problema do regime democrático. Nesse caso, a construção do controle que se baseia na diferenciação entre controle externo e controle interno não é suficiente para compreender outras dimensões dos controles públicos. Acreditamos que é necessário compreender a questão do controle da corrupção como política de Estado, envolvendo uma concepção mais ampla da tipologia dos controles públicos. Nesse sentido, o controle democrático da corrupção, lançados esses elementos, deve estar balizado em uma concepção tridimensional e integrada, de acordo com um ideal político de interesse público. Se o problema do controle da corrupção é associar um ideal político de interesse público, propomos uma tipologia assentada nos seguintes tipos: (a) o controle burocrático-administrativo; (b) o controle judicial; e, (c) o controle público não-estatal. Nas ordens democráticas, o controle da corrupção deve ser exercido na integração dessas três dinâmicas, conforme uma concepção mais ampla de accountability, capaz de assegurar a eficácia de um sistema de integridade pública nos sistemas políticos democráticos (Avritzer e Filgueiras, 2010). 20 No que diz respeito ao controle burocrático-administrativo, ele deve ser concebido a partir do caráter racional das burocracias, tendo em vista regras e procedimentos que permitam ao Estado exercer controle sobre os agentes públicos. O controle burocráticoadministrativo demanda a constituição de instituições baseadas na impessoalidade, na neutralidade e no cumprimento de deveres funcionais de acordo com procedimentos de ação legitimados na legalidade. Dessa maneira, o controle burocrático-administrativo depende da constituição de instituições que centralizem o controle e o exerça de acordo com um conjunto de regras postas no direito, tendo em vista uma disputa pelos sentidos da legalidade. No âmbito do controle burocrático-administrativo, definem-se ramos especializados em processos de auditorias, controles de contas, correição, averiguação de cumprimento dos deveres funcionais e resultados de políticas e decisões de governo. A partir de agências especializadas, cria-se uma lógica de vigilância sobre a atuação dos agentes públicos, conforme a legalidade que define a legitimidade da ação do Estado. Sendo realizado na dimensão de agências especializadas, difundem-se, no âmbito da máquina administrativa do Estado, formas de controle externo e interno, fundamentados em uma concepção de accountability horizontal, balizada na divisão dos poderes do Estado (Souza, 2010). O controle burocrático-administrativo cria uma cultura pública interna aos órgãos da administração, tendo em vista um tipo de ação direcionada ao cumprimento dos deveres formais e ao respeito pela hierarquia e pelos códigos legais, com o intuito de equilibrar uma concepção formal de interesse público com a eficiência administrativa propriamente dita. Importante observar, no caso do Brasil, que, apesar de ser uma instituição vinculada ao Poder Legislativo, o Tribunal de Contas da União tem a natureza de ser um tribunal administrativo, responsável pelo controle externo da administração pública. Na dimensão do controle burocrático-administrativo, a questão da corrupção é tratada no marco das administrações públicas racionais, tendo em vista seu aspecto funcional para a gestão das políticas públicas. Outra forma de abordar a questão do controle é pensar na dimensão funcional do Estado. Nesse sentido, é fundamental pensar a dimensão judicial como um mecanismo autônomo de controle da corrupção, que não se confunde com uma mera função administrativa de controle externo. É uma forma de controle estatal que parte de um conceito formal de interesse público posto no âmbito do ordenamento jurídico. No controle judicial, parte-se da premissa de que o judiciário deve 21 exercer controle sobre a administração pública, tendo em vista um sistema de leis e regulamentos interpretados à luz de uma jurisprudência constituída pela magistratura. O controle judicial é o controle exercido no campo do direito, de acordo com os preceitos de neutralidade e universalização derivados da interpretação jurídica de códigos, estatutos e regulamentos (Bourdieu, 2005). Pelo controle judicial, são duas as modalidades de controle que se integram no corpo da legalidade posta pelo Estado. O controle da corrupção é exercido pelo judiciário na esfera cível, de acordo com o direito administrativo, e na esfera criminal, de acordo com o direito penal. Na esfera cível, a corrupção é tratada como um problema administrativo do Estado, tendo em vista o problema da discricionariedade dos agentes públicos. Nessa modalidade, o judiciário impõe à administração pública o ajustamento de condutas dos agentes públicos, algumas penalidades e a correção formal da finalidade administrativa. Na esfera criminal, a corrupção é tratada, evidentemente, como um crime, conforme a interpretação das leis penais, conduzida dentro das regras do direito processual. Na esfera criminal, o processo de controle da corrupção é individualizado, no sentido de responsabilizar agentes públicos e privados através da imputação de penas frente aos crimes tipificados no direito penal, em especial os crimes contra a administração pública. O controle judicial, na dimensão cível, se sobrepõe ao controle burocráticoadministrativo. É importante salientar que o controle burocrático-administrativo também se baseia em uma disputa pela interpretação da legalidade, em particular do direito administrativo. O que diferencia o controle judicial do controle burocrático-administrativo é o fato de ser prerrogativa do campo jurídico a interpretação das leis penais e de haver práticas internas ao campo diferenciadas do serviço público, que formam uma cultura organizacional própria e movida, sobretudo, pela interpretação das leis. Nesse sentido, as disputas em relação à melhor interpretação das leis e códigos ocorre por uma disputa hermenêutica de casos e conteúdos jurídicos, tendo no mesmo campo jurídico não apenas a presença dos magistrados, mas a presença de outros atores importantes como membros do Ministério Público e advogados. O que diferencia o controle burocráticoadministrativo do controle judicial é o fato de este ser exercido em torno da disputa pela interpretação da lei e dos casos reais, realizada por especialistas do campo, dotados da devida expertise de intérpretes da lei. No que diz respeito à experiência brasileira, é de se 22 notar, também, que existe uma sobreposição do controle judicial em relação ao controle burocrático-administrativo, especialmente no que diz respeito à capacidade do Judiciário de rever decisões administrativas. Dessa forma, o controle judicial é uma forma de controle externo exercido exclusivamente pelo Judiciário, tendo em vista a dimensão cível e penal das leis e as disputas pelo conteúdo da lei e sua aplicação aos casos reais. Por fim, o controle público não-estatal é aquele que sai das instituições estatais propriamente ditas e é exercido pela sociedade, em particular pela sociedade civil. A idéia de um controle público não-estatal da corrupção parte do pressuposto de um processo de democratização que absorva as dimensões participativas e de debate público inerentes a uma democracia (Habermas, 1989; Avritzer, 2008). O controle público não-estatal é o exercício apropriado da publicidade, em que o cidadão comum seja capaz de controlar a ação dos agentes públicos com base nos princípios e valores morais da democracia. É uma forma de controle sustentada no interesse público e que está assentada nos processos deliberativos e discursivos realizados na esfera pública. O quadro abaixo resume esta tipologia do controle público da corrupção: Quadro 1. Os tipos de controle da corrupção Dimensão Tipos de controle Agentes Fundamento normativo Estado Controle burocráticoadministrativo Agências especializadas (controle interno + externo) Legalidade Prática Sanções administrativas Conseqüências Regulação Sociedade Controle judicial Controle público não-estatal Tribunais Sociedade civil e representação funcional Legalidade Participação Interpretação canônica da legalidade Criminalização Exercício da liberdade política Publicidade O problema da questão dos controles públicos da corrupção no Brasil democrático é o fato de a inovação institucional ter partido mais da dimensão administrativa-burocrática do que propriamente de outras dimensões do controle. Entre 1989 e 2009, do total de 51 23 leis aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo presidente, e que se referem ao controle da corrupção, 65% delas se refere ao controle burocrático-administrativo, 27% se referem ao controle judicial e 8% se referem ao controle público não estatal. De uma maneira geral, o aprimoramento institucional dos mecanismos de controle no Brasil tem sido uma resposta ad hoc do sistema político a escândalos de corrupção, reforçando uma lógica de vigilância burocrática maior, sem um aprimoramento gradativo do controle judicial e do controle público não-estatal. Ou seja, há no Brasil uma disjunção dos controles públicos da corrupção que se expressa, sobretudo, por uma atuação de vigilância mais forte, na dimensão burocrático-administrativa, que não é acompanhada por uma inovação institucional mais ampla do controle judicial e do controle público nãoestatal (Avritzer e Filgueiras, 2010). Esta disjunção dos controles públicos no Brasil implica o processo contraditório da corrupção que assola o Estado brasileiro, como destacamos acima. A atuação mais incisiva e vigilante das instituições relacionadas ao controle burocrático-administrativo não implica em sanção da corrupção por parte das instituições judiciais e da sociedade brasileira. A sensação de impunidade que paira no Brasil democrático é resultado de uma atuação incisiva do controle burocrático-administrativo, que desvela os diferentes esquemas de corrupção, mas que não resultam em penalização dos ilícitos constatados, por conta de uma série de deficiências institucionais na dimensão do controle judicial1. O resultado é a forma como a corrupção tem afetado negativamente a gestão pública no Brasil e a legitimidade da própria democracia. O que se constata, nesse sentido, é que é necessário discutir o problema do controle da corrupção no Brasil não como uma questão administrativa, alicerçada no monopólio burocrático. A questão do controle da corrupção no Brasil deve ser pensada, precipuamente, como uma política de Estado, tendo em vista a relação entre Estado e sociedade, de um lado, e a relação entre os três poderes da República, de outro. Isto quer dizer que é fundamental pensar e identificar as deficiências do controle, as dificuldades organizacionais, os pontos de vulnerabilidade e as práticas institucionais relacionadas ao controle da corrupção. Ou seja, é fundamental pensar a corrupção no Brasil na discussão 1 O que entendemos por sentimento de impunidade é a sensação tão comum à opinião pública brasileira de que os casos de corrupção não resultam em imputação de penas. De forma geral, não significa o montante quantitativo de punições aplicadas aos casos de corrupção, mas a percepção da sociedade a respeito de que os casos de corrupção ficam impunes. 24 dos controles públicos como política de Estado e não na lógica do escândalo, como muitas vezes tem sido feita na experiência brasileira. Do ponto de vista empírico, portanto, identificar as deficiências do controle e os pontos de vulnerabilidade à corrupção significa interpelar os agentes públicos envolvidos e subordinados à questão do controle. Partindo da tipologia acima referida, é fundamental interpelar os agentes que compõem estas diferentes realidades institucionais relacionadas ao controle público da corrupção no Brasil, tendo em vista realidades organizacionais e culturas públicas diferenciadas. Ou seja, a tipologia acima referida trata de campos institucionais distintos, que realizam práticas diversas de interesse público e têm culturas diferenciadas, que implicam em um marco valorativo e prático diferente em relação à corrupção. O marco empírico que pauta este projeto, portanto, é analisar as culturas organizacionais e as práticas institucionais diferenciadas do campo do controle burocrático-administrativo e do campo do controle público não-estatal, tendo em vista a tipologia acima referida do controle público da corrupção. Dessa forma, adotamos como marco empírico a análise da percepção de servidores públicos federais civis do Poder Executivo, no que tange ao controle burocrático-administrativo, e os conselheiros nacionais de políticas públicas, no que tange ao controle público não-estatal. Os resultados da pesquisa que estão expostos adiante procuram compreender as deficiências do controle da corrupção, as vulnerabilidades institucionais e o modo como esses atores avaliam a questão da corrupção a partir da percepção interna deles a estes campos institucionais distintos, partindo da premissa que são estes agentes, envolvidos no cotidiano das atividades de Estado, que melhor podem identificar estas deficiências institucionais do controle e os pontos de vulnerabilidade à corrupção. 25 Parte II Metodologia 26 2.1. Dos universos da pesquisa Como apontamos anteriormente, o universo da pesquisa está relacionado aos agentes públicos envolvidos em duas das três modalidades de controle público da corrupção. Como queremos tratar dos agentes envolvidos e subordinados aos controles públicos, é fundamental perceber as diferenciações culturais e os valores políticos que perpassam as percepções construídas acerca da corrupção e de seus controles. Para apreendermos estas percepções, a pesquisa será implementada pelo método de survey, com o objetivo de analisar a percepção desses atores a respeito da corrupção e seus desafios para o controle público. No que tange ao controle burocrático-administrativo, a pesquisa tem como um de seus universos os servidores públicos federais, ativos do Poder Executivo, vinculados institucionalmente à administração direta, autárquica e fundacional. O objetivo básico é perquirir, junto a estes agentes, o alcance do controle burocrático-administrativo, as vulnerabilidades institucionais da burocracia federal e percepções mais amplas da cultura política dos servidores. Finalmente, no que diz respeito ao controle público não-estatal, a pesquisa terá como um de seus universos os membros dos conselhos nacionais de políticas públicas, que representam tanto o governo, quanto a sociedade civil nos referidos conselhos. Para definir este último universo, a equipe de pesquisadores realizou um levantamento prévio dos conselheiros nacionais, a partir do qual a amostra foi calculada. Para cada um desses universos, que têm percepções diferenciadas, motivadas por realidades organizacionais e culturais distintas, foi constituída uma amostra, para a qual foi aplicado um questionário estruturado (anexos I e II) acerca da questão dos controles da corrupção. 2.2. Técnicas de amostragem e de pesquisa A pesquisa, para os dois universos propostos, baseia-se no método de survey. A técnica de survey procura compreender a percepção dos indivíduos mediante a aplicação de questionário estruturado a uma amostra das populações definidas. Por meio dessa 27 técnica, é possível quantificar questões relativas à percepção dos indivíduos no que diz respeito ao tema a ser pesquisado. A pesquisa baseia-se em uma amostragem probabilística estratificada, tendo em vista os três universos propostos. No caso dos servidores, por termos um universo composto por mais de 100.000 indivíduos, utilizamos a técnica de população infinita. No caso da pesquisa com os conselheiros nacionais, no que tange ao controle público nãoestatal, utilizamos a técnica de população finita, visto que a população não atinge 100.000 indivíduos. Aplicando os cálculos a cada um dos universos e tendo em vista a coleta de dados, chegamos à seguinte configuração das amostragens: Tabela 2.1. Universos e amostragens da pesquisa Servidores públicos Conselheiros nacionais de políticas públicas Universo Amostra 1115 Nível de confiança 95% Margem de erro 3% 543.143 1878 335 95% 4,5% A amostragem da pesquisa seguiu critérios específicos de estratificação a cada um dos universos estudados (servidores públicos e conselheiros nacionais de políticas públicas). A composição da amostragem, para cada um dos universos segue abaixo: 2.3. Amostra de servidores públicos. A amostra da pesquisa foi estimada, inicialmente, em um total de 1200 servidores sorteados a partir da base de dados do Sistema de Administração de Pessoal (SIAPE) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, sendo esses servidores civis, ativos do Poder Executivo, que compõe a administração direta, as autarquias e as fundações, excluídos os militares. Dado o tema da corrupção, o fundamental é apreender o modo como esses servidores pensam o tema da corrupção, do interesse público, dos 28 mecanismos de controle da corrupção e das vulnerabilidades institucionais identificadas por esses servidores. A amostra realizada, entretanto, foi de 1115 indivíduos, sendo ela estratificada por setor administrativo (administração direta, autarquias ou fundações), por região (norte, nordeste, sul sudeste e centro-oeste) e por unidade federativa (estado). A estratificação da amostra obedeceu aos dados do Boletim Estatístico de Pessoal, edição 160 de agosto de 2009, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A amostra realizada, para atender aos critérios estimados conforme o Boletim Estatístico de Pessoal, passou por um processo de calibragem. A percepção dos servidores em relação ao tema pesquisado é quantificada através da aplicação de survey junto a uma amostra representativa deste grupo de profissionais, previamente estimada em 1200 indivíduos. O método descrito para seleção da amostra foi realizado, contudo o trabalho de campo apresentou algumas dificuldades que impossibilitaram o cumprimento fiel das quantidades estipuladas. Se a quantidade de entrevistados fosse idêntica ao previsto, a amostra seria autoponderada, como não é, exige a realização de procedimentos para calibração da amostra. A ponderação do banco de dados é fundamental para recuperar as proporções corretas de distribuição geográfica da amostra. Mas para isto, o primeiro passo é conhecer o universo pesquisado, conforme apresenta a tabela 2.2: 29 Tabela 2.2. Distribuição dos servidores de acordo com o estado da federação Unidade da federação Universo % Acre 2932 0,54 Alagoas 7331 1,35 Amapá 9167 1,69 Amazonas 9998 1,84 Bahia 23699 4,36 Ceará 17346 3,19 Distrito Federal 58882 10,84 Espírito Santo 9902 1,82 Goiás 12368 2,28 Maranhão 11101 2,04 Mato Grosso 8557 1,58 Mato Grosso do Sul 8112 1,49 Minas Gerais 46818 8,62 Pará 17453 3,21 Paraíba 15182 2,80 Paraná 17641 3,25 Pernambuco 22019 4,05 Piauí 7509 1,38 Rio de Janeiro 112496 20,71 Rio Grande do Norte 11603 2,14 Rio Grande do Sul 28298 5,21 Rondônia 10088 1,86 Roraima 8881 1,64 Santa Catarina 13794 2,54 São Paulo 41941 7,72 Sergipe 6094 1,12 Tocantins 3931 0,72 543143 100,00 Total Fonte: Boletim Estatístico de Pessoal, SRH/MPOG, nº 160, ago/2009. Neste sentido, a idéia básica da técnica de calibração consiste em aproveitar informação auxiliar disponível sobre o conjunto da população para ajustar os pesos da amostra de maneira que, quando calculadas estimativas amostrais usando os pesos ajustados (ou calibrados), os totais estimados para tais variáveis auxiliares coincidam com os valores populacionais conhecidos. De forma ilustrativa, se um grupo representa 30% do universo, mas representa 40% da amostra total, por ser mais heterogêneo, os valores resultantes terão que ser ponderados usando a fração 30/40. Aplicando estes fatores de ponderação para cada 30 estrato, teremos a contribuição de cada estrato para os resultados finais de acordo com o seu peso real em todo o conjunto, e não da sua participação na amostra. O fator de ponderação será obtido através da razão entre o tamanho da amostra prevista e o tamanho da amostra efetivamente realizada, como segue adiante: Fator de ponderação (ou peso) = O fator de ponderação, ou peso amostral, será igual a um (1) quando o número de entrevistas previstas for igual ao que foi realizado; menor que um (1) quando a quantidade aplicada for superior ao que deveria ser aplicada e; maior que um (1) quando o número de entrevistas realizadas for menor que o planejado. A tabela 2.3 apresenta a distribuição, entre os estados da federação, da amostra prevista, da amostra realizada e seus respectivos fatores de expansão. Tabela 2.3. Distribuição das amostras previstas e realizadas para cada estado da federação e seus respectivos fatores de ponderação (pesos) Unidade da Federação Acre Alagoas Amapá Amazonas Bahia Ceará Distrito Federal Espírito Santo Goiás Maranhão Mato Grosso Mato Grosso do Sul Minas Gerais Pará Paraíba Paraná Pernambuco Piauí Rio de Janeiro Rio Grande do Norte Amostra prevista 9 16 20 22 52 38 130 22 27 24 19 18 103 39 33 39 48 16 248 25 % 0,75 1,33 1,67 1,83 4,33 3,17 10,83 1,83 2,25 2,00 1,58 1,50 8,58 3,25 2,75 3,25 4,00 1,33 20,67 2,08 Amostra realizada 4 19 12 22 55 33 110 37 42 17 17 18 130 22 27 40 37 22 204 20 % 0,36 1,70 1,08 1,97 4,93 2,96 9,87 3,32 3,77 1,52 1,52 1,61 11,66 1,97 2,42 3,59 3,32 1,97 18,30 1,79 Fator de ponderação 2,250 0,842 1,667 1,000 0,945 1,152 1,182 0,595 0,643 1,412 1,118 1,000 0,792 1,773 1,222 0,975 1,297 0,727 1,216 1,250 31 Rio Grande do Sul Rondônia Roraima Santa Catarina São Paulo Sergipe Tocantins Total 63 22 20 30 92 13 12 1200 5,25 1,83 1,67 2,50 7,67 1,08 1,00 100,0 68 11 7 26 89 18 8 1115 6,10 0,99 0,63 2,33 7,98 1,61 0,72 100,0 0,926 2,000 2,857 1,154 1,034 0,722 1,500 --- Tais pesos foram considerados na análise dos dados, para assegurar que os efeitos da amostragem desproporcional praticada nos diferentes grupos populacionais possam ser compensados adequadamente, evitando ou minimizando vícios nas estimativas correspondentes. A amostra foi controlada por regiões, estados e pelo ramo da administração pública. A amostra perfilhou um perfil de servidores que estão ligados a cargos e funções bastante diferenciados na administração pública federal. O objetivo de trabalhar com um perfil mais aberto de funções e cargos foi apreender as diferenças organizacionais e de função no exercício da administração pública. Do ponto de vista da organização administrativa do Poder Executivo, a amostra foi estratificada pelos ramos da administração direta, das autarquias e das fundações, por região e por estado da Federação, observando a distribuição dos diferentes tipos de cargos e funções existentes na burocracia federal. Dessa maneira, a amostra foi composta por 478 servidores da administração direta, 498 servidores da administração autárquica e 224 servidores da administração fundacional. O objetivo era incorporar a percepção de servidores que exercem funções de chefia, coordenação, supervisão e assessorias e servidores que tenham o perfil de técnicos, auxiliares e cargos burocráticos comuns, subordinados ao controle burocráticoadministrativo. O sentido de observar na amostra a distribuição por cargos e funções é dar voz a servidores com alguma posição dentro da hierarquia do Serviço Público Federal e servidores subordinados, integrando as diferentes questões organizacionais da burocracia. No que tange aos servidores da administração direta, das autarquias e das fundações, a amostra reproduziu a seguinte distribuição por funções: 32 Tabela 2.4. Distribuição de servidores por funções Função Assessores Assistentes Chefes Coordenadores Comissionados Diretores Gerentes Supervisores Outros Servidores sem função hierárquica Total Adm. Direta 4 8 31 2 11 1 1 0 2 410 Autarquias 1 4 27 15 4 12 6 0 16 413 Fundações 0 5 20 8 11 2 5 8 3 162 478 498 224 No que diz respeito ao controle por cargos, o objetivo era apreender a pluralidade de atividades exercidas pelos servidores federais civis, observando a seguinte distribuição: Tabela 2.5. Servidores por cargos Cargos Administradores Advogados Agente administrativo Analistas Arquivistas Artífices Assistentes Assistentes sociais Auditores Auxiliares Farmacêuticos Procuradores Contadores Datilógrafos Defensores Delegados da PF Digitadores Economistas Enfermeiros Engenheiros Escrivães da PF Esp. em pol. públicas Policiais rodoviários Telefonistas Fiscais Médicos Motoristas Peritos Técnicos Pesquisadores Prof.de ensino básico Prof. de 3° grau Pedagogos Adm. Direta 2 1 117 38 2 3 4 2 44 30 2 21 2 5 1 8 1 1 10 1 9 2 35 3 13 51 4 1 30 5 0 0 0 Autarquias 0 0 12 40 0 0 57 0 0 19 2 0 4 12 0 0 0 1 6 8 0 0 0 0 0 22 5 0 33 3 39 44 4 Fundações 2 0 16 10 0 2 35 0 0 13 2 0 0 0 0 0 0 1 7 2 0 0 0 1 0 8 1 0 57 5 1 27 0 33 Bibliotecários Secretários Especialistas Sem especificação Outros Total 0 0 0 19 11 478 4 2 11 19 151 498 0 1 0 5 28 224 Tabela 2.6. Quantitativo de servidores por ramo da administração Ramo da administração N % Amostra Administração Direta 219.347 40,4 478 Autarquias 215.956 39,7 498 Fundações 107.840 19,9 224 Total 543.143 100,0 1.200 Fonte: Boletim Estatístico de Pessoal, SRH / MPOG, nº 160, agosto de 2009. Gráfico 2.1. Amostra de servidores por ramo da administração (%) 45 40 39,7 40,4 35 30 25 19,9 20 15 10 5 0 Autarquias Administração direta Fundações 34 Esta composição da amostra visa apreender as percepções dos diferentes servidores sobre a corrupção, englobando as diferentes atividades exercidas pelo Poder Executivo. Chegou-se, portanto, à seguinte caracterização da amostra, tendo em vista os dados sócio-demográficos. Tabela 2.7. Servidores por região Regiões N % Amostra Norte 62.450 11,5 143 Nordeste 121.884 22,4 265 Sudeste 211.157 38,9 466 Sul 59.733 11,0 132 Centro-Oeste 87.919 16,2 194 Total 543.143 100,0 1200 Fonte: Boletim Estatístico de Pessoal, SRH / MPOG, nº 160, agosto de 2009. Gráfico 2.2. Servidores por região (%) 45 38,9 40 35 30 25 22,4 20 15 16,2 11,5 11 10 5 0 Norte Nordeste Sudeste Centro-Oeste Sul 35 É importante observar que a amostra não será estratificada por Ministério, por conta de representatividade. A distribuição dos servidores entre os Ministérios é muito desproporcional. Por exemplo, o Ministério da Educação tem 194566, enquanto o Ministério dos Esportes tem 231 servidores. Isso implicaria, para fins de composição da amostra, em não representatividade de eventuais cruzamentos, por conta de uma superestimativa das percepções dos servidores do Ministério da Educação. Para corrigir esse problema, seria possível excluir os Ministérios dos Esportes, do Turismo, das Cidades, da Defesa, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Contudo, como mostra a tabela abaixo, se a estratificação obedecer ao órgão, 40% da amostra de servidores que seriam ouvidos, seria do MEC. Para os fins da pesquisa, creio que não seja esse o foco. Portanto, sugerimos que não haja estratificação por ministério, mas pelos dados expostos acima. No que diz respeito aos dados sócio-demográficos perfilhados na amostra, segue conforme as tabelas e gráficos abaixo: 36 Tabela 2.8. Servidores por gênero Gênero N % %Válidos Feminino 550 45,8 45,8 Masculino 651 54,2 54,2 Total 1200 100 100 Gráfico 2.3. Servidores por gênero (%) Sexo 56 54,2 54 52 50 48 46 45,8 44 42 40 Feminino Masculino 37 Tabela 2.9. Servidores por grupo etário Grupos etários N 18 a 24 anos 8 % 0,7 %Válidos 0,7 25 a 29 anos 68 5,7 5,7 30 a 39 anos 219 18,3 18,3 40 a 49 anos 359 29,9 29,9 50 a 59 anos 436 36,3 36,3 60 anos ou mais 110 9,2 9,2 Total 1200 100 100 Gráfico 2.4. Servidores por grupo etário (%) 40 36,3 35 29,9 30 25 18,3 20 15 9,2 10 5,7 5 0,7 0 18 a 24 anos 25 a 29 anos 30 a 39 anos 40 a 49 anos 50 a 59 anos 60 anos ou mais 38 Tabela 2.10. Servidores por escolaridade Escolaridade N % %Válidos 2º Grau Incompleto 13 1,1 1,1 2º Grau Completo 151 12,6 12,6 Superior Incompleto 67 5,6 5,5 Superior Completo 522 43,5 43,5 Especialização 170 14,2 14,2 Mestrado Incompleto 13 1,1 1,1 Mestrado Completo 89 7,4 7,4 Doutorado Incompleto 21 1,7 1,7 Doutorado Pós-Doutorado 155 12,9 12,9 Total 1200 100 100 Gráfico 2.5. Servidores por escolaridade (%) 12,9 Doutorado Pós-Doutorado Doutorado Incompleto 1,7 Mestrado Completo 7,4 1,1 Mestrado Incompleto Especialização 14,2 Superior Completo 43,5 5,5 Superior Incompleto 2º Grau Completo 12,6 2º Grau Incompleto 1,1 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 39 Tabela 2.11. Servidores por tempo de atuação no Serviço Público Tempo de atuação N % %Válidos Até 2 anos 79 6,6 6,6 De 2 a 5 anos 151 12,6 12,6 De 5 a 10 anos 121 10,1 1,1 De 10 a 15 anos 102 8,5 8,6 De 15 a 20 anos 148 12,3 12,4 Acima de 20 anos 591 49,3 49,6 8 0,7 - 1200 100 100 NS/NR Total Gráfico 2.6. Servidores por tempo de atuação no Serviço Público (%) 60 49,6 50 40 30 20 12,6 10 12,4 8,6 6,6 1,1 0 Até 2 anos De 2 a 5 anos De 5 a 10 anos De 10 a 15 anos De 15 a 20 anos Acima de 20 anos 40 Tabela 2.12. Servidores por forma de ingresso no Serviço Público Forma de Ingresso N % %Válidos Concurso Público 1022 85,1 85,2 Efetivação 157 13,1 13,1 Exercício de Cargo Comissionado 20 1,7 1,7 NS / NR 1 0,1 - 1200 100 100 Total Gráfico 2.7. Servidores por forma de ingresso no Serviço Público (%) 90 85,2 80 70 60 50 40 30 20 13,1 10 1,7 0 Concurso Público Efetivação Exercício de Cargo Comissionado 41 Tabela 2.13. Servidores por ministério ou órgão de exercício Ministério ou Órgão onde está em exercício Min.da Justiça Min.da Educação Min.da Saúde Min.da Fazenda Min.do Trabalho e Emprego Min.da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Min.do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Min.do Meio Ambiente Min.das Minas e Energia Min.da Cultura Min.dos Transportes Min.do Desenvolvimento Agrário Min.das comunicações Min.das Relações exteriores Min.do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Min.da Previdência Social Min.do Orçamento, Planejamento e Gestão Min.do Turismo Min.da Ciência e Tecnologia Min.da Integração Nacional Min.do Esporte Casa Civil Advocacia Geral da União Controladoria Geral da União Presidência da República Ministério da Defesa NS / NR Total N 70 459 211 78 21 49 6 22 6 12 11 13 3 2 1 80 51 4 24 1 1 1 36 11 11 15 2 1200 % 5,8 38,2 17,6 6,5 1,8 4,1 0,5 1,9 0,5 1 0,9 1,1 0,3 0,2 0,1 6,7 4,2 0,3 2 0,1 0,1 0,1 3 0,9 0,9 1,2 0,2 100 % Válido 5,8 38,2 17,6 6,5 1,8 4,1 0,5 1,9 0,5 1 0,9 1,1 0,3 0,2 0,1 6,7 4,2 0,3 2 0,1 0,1 0,1 3 1,0 1,0 1,2 100 42 Gráfico 2.8. Servidores por ministério ou órgão de exercício (%) Min.da Educação 38,2 Min.da Saúde 17,6 Min.da Previdência Social 6,7 Min.da Fazenda 6,5 Min.da Justiça 5,8 Min.do Orçamento, Planejamento e Gestão 4,2 Min.da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 4,1 3 Advocacia Geral da União 2 Min.da Ciência e Tecnologia Min.do Meio Ambiente 1,9 Min.do Trabalho e Emprego 1,8 Ministério da Defesa 1,2 Min.do Desenvolvimento Agrário 1,1 Min.da Cultura 1 Presidência da República 0,9 Min.dos Transportes 0,9 Controladoria Geral da União 0,9 Min.do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior 0,5 Min.das Minas e Energia 0,5 Min.do Turismo 0,3 Min.das comunicações 0,3 Min.das Relações exteriores 0,2 Min.do Esporte 0,1 Min.do Desenvolvimento Social e Combate à Fome 0,1 Min.da Integração Nacional 0,1 Casa Civil 0,1 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 A amostra é representativa para o universo pesquisado, conforme os dados do Boletim Estatístico de Pessoal, considerando a distribuição dos dados e as características sócio-demográficas e funcionais. A pesquisa de campo com os servidores públicos do Poder Executivo foi realizada por telefone, entre os dias 17 de junho e 25 de julho de 2010, a partir do questionário que segue no anexo 1. 43 2.4. Amostragem dos conselheiros nacionais de políticas públicas A pesquisa junto aos conselheiros nacionais de políticas públicas tem o objetivo de avaliar o papel desses conselhos no controle social da corrupção. Foi feito, previamente, um levantamento dos conselhos e do quantitativo de conselheiros, partindo-se da premissa que a questão do controle público nãoestatal demanda o fato de haver, na estrutura do conselho, a representação da sociedade civil e uma estrutura deliberativa da aplicação dos recursos e do controle sobre eles. A composição dos conselhos é feita de membros titulares e suplentes do governo e da sociedade civil, que servirão como critérios de estratificação do universo dos conselheiros. Os dados obtidos com este levantamento prévio podem ser perfilhados na tabela abaixo: Tabela 2.14. Quantitativo de Conselhos Nacionais de Políticas Públicas Conselhos Representantes dos governos Conselho Nacional do Meio Ambiente Conselho das Cidades CONCIDADES Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas Conselho Nacional da Previdência Social Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca Conselho Nacional dos Direitos do Idoso Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador Conselho Nacional dos Recursos Hídricos Conselho Nacional de Turismo 203 (71,5%) 87 (46,3%) 20 (44,5%) 12 (41,4%) 58 (54,2%) 27 (49%) 11 (32,3%) 76 (69%) 56 (42%) 18 (12,5%) 32 (57,1%) 32 (27,3%) 14 (43,7%) Conselho Nacional de Saúde Conselho Nacional dos Direitos da Mulher Conselho Nacional da Juventude Conselho Nacional de Assistência Social Representantes da sociedade civil e dos usuários 81 (28,5%) 101 (53,7%) 25 (55,5%) 17 (58,6%) 49 (45,8%) 28 (51%) 23 (67,7%) 34 (31%) 77 (58%) 126 (87,5%) 24 (42,9%) 85 (72,7%) 18 (56,3%) Total de membros Participação no total dos conselhos 284 (100%) 188 (100%) 45 (100%) 29 (100%) 107 (100%) 55 (100%) 34 (100%) 110 (100%) 133 (100%) 144 (100%) 56 (100%) 117 (100%) 32 (100%) 15,12 10,01 2,40 1,54 5,70 2,93 1,81 5,86 7,08 7,67 2,98 6,23 1,70 44 Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - CONSEA Conselho Nacional de Economia Solidária Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária Conselho Nacional de Segurança Pública Conselho Nacional de Política Indigenista Total 46 (54,1%) 39 (45,9%) 85 (100%) 4,53 28 (53%) 38 (33.3%) 5 (25%) 38 (50%) 1 (7,6%) 24 (36,4%) 42 (35,6%) 868 (46,2%) 25 (47%) 76 (66,7%) 14 (75%) 38 (50%) 12 (92,4%) 42 (64,6%) 76 (64,4%) 1010 (53,8%) 53 (100%) 114 (100%) 19 (100%) 76 (100%) 13 (100%) 66 (100%) 118 (100%) 1878 (100%) 2,82 6,07 1,01 4,05 0,69 3,51 6,28 100% Totalizamos, portanto, no levantamento, 21 conselhos nacionais de políticas públicas, para um total de 1878 conselheiros, divididos entre 868 representantes do Estado e 1010 representantes da sociedade civil. O cálculo da amostra, seguindo a técnica da população finita, resultou em uma amostra de 335 conselheiros, para um nível de confiança de 95,5%, com uma margem de erro de +/- 4,5%. A amostra foi estratificada por conselho e pela diferenciação da representação do governo e da representação da sociedade civil. Dessa forma, a amostra foi composta de acordo com o seguinte quadro, que estabelece os estratos por conselho: 45 Tabela 2.15. Amostragem dos conselheiros nacionais de políticas públicas Conselhos N % Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA 81 24,2 Conselho das Cidades – CONCIDADES 42 12,5 Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas 4 1,2 Conselho Nacional da Previdência Social 8 2,4 Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca 19 5,7 Conselho Nacional dos Direitos do Idoso 14 4,2 Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador 8 2,4 Conselho Nacional dos Recursos Hídricos 32 9,6 Conselho Nacional de Turismo 33 9,9 Conselho Nacional de Saúde 18 5,4 Conselho Nacional dos Direitos da Mulher 6 1,8 Conselho Nacional da Juventude 15 4,5 Conselho Nacional de Assistência Social 2 0,6 Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável 8 2,4 Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente 7 2,1 Conselho Nacional de Política Cultural 1 0,3 Conselho Nacional de Política Indigenista 6 1,8 Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional CONSEA Conselho Nacional de Economia Solidária 1 0,3 11 3,3 Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária 3 0,9 13 3,9 Conselho Nacional de Segurança Pública 3 0,9 335 100 Total 46 A amostra dos conselheiros nacionais de políticas públicas foi estratificada pelo tipo da representação. De um lado, foram escolhidos representantes do governo e, de outro lado, representantes da sociedade civil organizada e usuários. Pelo critério do tipo de representação, no âmbito dos conselhos, chegou-se à seguinte caracterização: Tabela 2.16. Conselheiros por tipo de representação Tipo de representação N % % válido Representação do governo 163 48,7 48,7 Representação da sociedade civil e usuários 172 51,3 51,3 Total 335 100 100 Gráfico 2.9. Conselheiros por tipo de representação (%) 51,3 51,5 51 50,5 50 49,5 49 48,7 48,5 48 47,5 47 Representação do governo Representação da sociedade civil e usuários 47 Dessa amostra representativa, chegou-se à seguinte caracterização sócio-demográfica dos conselheiros: Tabela 2.17. Conselheiros por escolaridade Referencias N % % válido Primário completo 1 0,3 0,3 Ginasial incompleto 1 0,3 0,3 Ginasial completo 4 1,2 1,2 Ensino Médio completo 20 6 6 Superior incompleto 14 4,2 4,2 Superior completo 125 37,3 37,3 Pós-Graduação 86 25,7 25,7 Mestrado/Doutorado 84 25,1 25,1 Total 335 100 100 Gráfico 2.10. Conselheiros por escolaridade (%) 40 37,3 35 30 25,7 25,1 25 20 15 10 6 4,2 5 0,3 1,2 0,3 et o Pó sG ra du aç M ão es tra do /D ou to ra do io rc om pl pl et o Su pe r Su pe r éd io M o En sin io ri co m nc om pl et o to pl e in as ia lc om G nc om pl et o in as ia li G Pr im ár io co m pl et o 0 48 Tabela 2.18. Conselheiros por estado da Federação Estados N % % válido Acre 1 0,3 0,3 Alagoas 1 0,3 0,3 Amapá 4 1,2 1,2 Amazonas 2 0,6 0,6 Bahia 6 1,8 1,8 Ceará 9 2,7 2,7 Distrito Federal 164 49 49 Espírito Santo 3 0,9 0,9 Goiás Maranhão Mato Grosso Mato Grosso do Sul Minas Gerais Paraíba Paraná Pará Pernambuco Rio de Janeiro Rio Grande do Norte Rio Grande do Sul Rondônia Roraima Santa Catarina São Paulo Total 7 3 3 2 16 1 9 6 5 20 5 10 2 2 13 41 335 2,1 0,9 0,9 0.6 4,8 0,3 2,7 1,8 1,5 6 1,5 3 0,6 0,6 3,9 12,2 100 2,1 0,9 0,9 0,6 4,8 0,3 2,7 1,8 1,5 6 1,5 3 0,6 0,6 3,9 12,2 100 49 Gráfico 2.11. Conselheiros por estado da federação (%) 49 Distrito Federal 12,2 São Paulo Rio de Janeiro 6 Minas Gerais 4,8 3,9 Santa Catarina 3 Rio Grande do Sul Paraná 2,7 Ceará 2,7 Goiás 2,1 Pará 1,8 Bahia 1,8 Rio Grande do Norte 1,5 Pernambuco 1,5 Amapá 1,2 Mato Grosso 0,9 Maranhão 0,9 Espírito Santo 0,9 Roraima 0,6 Rondônia 0,6 Mato Grosso do Sul 0,6 Amazonas 0,6 Paraíba 0,3 Alagoas 0,3 Acre 0,3 0 10 20 30 40 50 60 50 Tabela 2.19. Conselheiros por renda familiar mensal Grupos de renda familiar N % % válido De R$ 511,00 a R$ 1020,00 2 0,6 0,6 De R$ 1021,00 a R$ 1530,00 7 2,1 2,2 De R$ 1531,00 a R$ 2040,00 8 2,4 2,5 De R$ 2041,00 a R$ 2550,00 9 2,7 2,8 De R$ 2551,00 a R$ 3570,00 13 3,9 4 De R$ 3571,00 a R$ 5100,00 38 11,3 11,7 De R$ 5101,00 a R$ 10200,00 109 32,5 33,6 Acima de R$ 10200,00 138 41,2 42,6 NS / NR 11 3,3 - Total 335 100 100 Gráfico 2.12. Conselheiros por renda familiar mensal (%) 45 42,6 40 33,6 35 30 25 20 15 11,7 10 5 0,6 2,2 2,5 2,8 4 0 De R$ De R$ De R$ De R$ De R$ De R$ 511,00 a R$ 1021,00 a 1531,00 a 2041,00 a 2551,00 a 3571,00 a 1020,00 R$ 1530,00 R$ 2040,00 R$ 2550,00 R$ 3570,00 R$ 5100,00 De R$ 5101,00 a R$ 10200,00 Acima de R$ 10200,00 O campo da pesquisa com os conselheiros nacionais de políticas públicas foi realizado entre os dias 17 de junho de 30 de julho de 2010. Os questionários foram aplicados por telefone, conforme modelo do anexo II. 51 Parte III Os servidores públicos federais e o controle da corrupção 52 3.1. Percepções de cultura política dos servidores federais Testes estatísticos não revelaram diferenças significativas de opinião dos servidores, tendo-se em vista os três ramos da administração pública: fundações, autarquias e administração direta. No que diz respeito à questão da cultura política dos servidores públicos federais, há uma expressão comum de valores aos três ramos da administração pública federal. Quanto à questão do interesse público, percebe o servidor público federal a idéia de que o interesse público não se confunde com o interesse da maioria. É um ponto que merece destaque, pois aponta uma cultura política balizada na idéia de que o interesse público não se baseia em um somatório de interesses individuais, tendo ele um vínculo mais forte com uma perspectiva de bem comum. Quando o servidor é confrontado com a questão se o interesse público significa o interesse de todos, há uma perspectiva de maior aproximação com o interesse da comunidade como um todo, em detrimento dos interesses individuais. Importante observar que os servidores reconhecem que o interesse público é o interesse da sociedade, o que demonstra que, do ponto de vista de valores fundamentais ao Estado e à democracia, os servidores estão atentos à questão da publicidade. Quando esses valores, no entanto, são confrontados com a questão da corrupção no serviço público federal, o servidor percebe práticas institucionais e instituições de maneira fortemente desconfiada. Por exemplo, os servidores foram inquiridos a apontar o quanto as pessoas que ocupam altos cargos no Governo Federal aceitariam ou não entrar em um esquema de corrupção (tabela 3.7). Fica clara a posição de desconfiança dos servidores quando afirmam, na ordem de aproximadamente 60%, que a metade ou a maioria das pessoas que ocupam altos cargos no Governo Federal aceitariam entrar em um esquema de corrupção. E isto revela uma tendência um pouco mais forte nas fundações, que, na percepção dos servidores, estaria mais vulnerável à participação de alto escalão nos esquemas de corrupção, e menos presente na administração direta, que afirma que apenas uma minoria das pessoas entraria em esquemas de corrupção (tabela 3.8). 53 O servidor identifica práticas de corrupção (tabela 3.9) e hierarquiza a presença da corrupção em ambientes institucionais e sociais (tabela 3.10). De forma geral, os servidores públicos reproduzem percepções de presença da corrupção de acordo com a percepção média do brasileiro, conforme survey nacional sobre percepção da corrupção realizado pelo Centro de Referência do Interesse Público (CRIP) em 2008 e 2009. Os servidores percebem a corrupção mais presente nas instituições legislativas e menos nas instituições do mundo privado, à exceção dos empresários. Merece destaque a posição bem avaliada da Polícia Federal. 54 Tabela 3.1. O interesse da maioria das pessoas significa interesse público? O interesse da maioria das pessoas significa interesse público? Sim N % %Válido 201 16,8 16,8 Nem sempre significa 744 62 62,3 Não significa 249 20,8 20,9 6 0,5 - 1200 100 100 NS/NR Total Gráfico 3.1. O interesse da maioria significa interesse público? (%) 70 62,3 60 50 40 30 20,9 20 16,8 10 0 Sim Nem sempre significa Não significa 55 Tabela 3.2. O interesse da maioria significa interesse público x ramo da administração (%) O interesse da maioria das pessoas significa interesse público? Sim Fundações Autarquias 15,4 14,3 Administração direta 20,1 Nem sempre significa 67,9 64,1 57,9 Não significa 16,7 21,6 22,0 Total 100 100 100 Gráfico 3.2. O interesse da maioria significa interesse público x ramo da administração (%) 80 67,9 70 64,1 57,9 60 50 40 30 21,6 20 15,4 16,7 20,1 22 14,3 10 0 Fundações Autarquias Sim Nem sempre significa Administração direta Não significa 56 Tabela 3.3. O interesse de todos significa interesse público? O interesse de todos significa interesse público? Sim N % %Válido 456 38 38,3 Nem sempre significa 554 46,2 46,5 Não significa 181 15,1 15,2 9 0,8 - 1200 100 100 NS/NS Total Gráfico 3.3. O interesse de todos significa interesse público? (%) 50 46,5 45 40 38,3 35 30 25 20 15,2 15 10 5 0 Sim Nem sempre significa Não significa 57 Tabela 3.4. O interesse de todos significa interesse público? X ramo da administração (%) O interesse de todos significa interesse público? Fundações Autarquias Sim 31,7 40,4 Administração direta 38,9 Nem sempre significa 53,8 45,7 44,0 Não significa 14,5 13,9 17,1 Total 100 100 100 Gráfico 3.4. O interesse de todos significa interesse público? X ramo da administração (%) 60 53,8 50 45,7 44 40,4 38,9 40 31,7 30 20 17,1 14,5 13,9 10 0 Fundações Autarquias Sim Nem sempre significa Administração direta Não significa 58 Tabela 3.5. O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade? Sentença N % %Válido Ao interesse do Estado 296 24,7 25,2 Ao interesse da sociedade 877 73,1 74,8 NS/NR 26 2,2 - 1200 100 100 Total Gráfico 3.5. O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade? (%) 80 74,8 70 60 50 40 30 25,2 20 10 0 Ao interesse do Estado Ao interesse da sociedade 59 Tabela 3.6. O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade? X ramo da administração (%) O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade? Interesse do Estado Fundações Autarquias 25,1 23,7 Administração direta 26,9 Interesse da sociedade 74,9 76,3 73,1 Total 100 100 100 Gráfico 3.6. O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade? X ramo da administração (%) 90 80 76,3 74,9 73,1 70 60 50 40 30 25,1 26,9 23,7 20 10 0 Fundações Autarquias Interesse do Estado Administração direta Interesse da sociedade 60 Tabela 3.7. Opinião sobre o envolvimento com corrupção de altos cargos do governo Opinião N % %Válido Apenas uma minoria destas pessoas aceitariam entrar no esquema A metade destas pessoas aceitariam entrar no esquema A maioria das pessoas aceitaria entrar no esquema 484 40,3 41,0 344 28,7 29,1 353 29,4 29,9 NS/NR 20 1,7 - 1200 100 100 Total Gráfico 3.7. Opinião sobre o envolvimento com corrupção de altos cargos do governo (%) 45 41 40 35 30 29,1 29,9 25 20 15 10 5 0 Apenas uma minoria destas A metade destas pessoas pessoas aceitariam entrar no aceitariam entrar no esquema esquema A maioria das pessoas aceitaria entrar no esquema 61 Tabela 3.8. Opinião sobre o envolvimento com corrupção de altos cargos do governo x ramo da administração (%) Opinião Fundações Apenas uma minoria destas pessoas aceitariam entrar no esquema A metade destas pessoas aceitariam entrar no esquema A maioria das pessoas aceitaria entrar no esquema 31,7 Total Autarquias Administração direta 38,4 48,1 31,2 30,6 26,6 37,2 31,0 25,3 100 100 100 Gráfico 3.8. Opinião sobre o envolvimento com corrupção de altos cargos do governo x ramo da administração (%) 60 48,1 50 40 37,2 31,7 31,2 38,4 30,6 31 30 26,6 25,3 20 10 0 Fundações Autarquias Administração direta Apenas uma minoria destas pessoas aceitariam entrar no esquema A metade destas pessoas aceitariam entrar no esquema A maioria das pessoas aceitaria entrar no esquema 62 Tabela 3.9. Percepção sobre a corrupção existente nas situações apresentadas (médias) Situações Um policial usar seu poder para tirar vantagem ou dinheiro de alguém 9,02 Desvio Padrão 1,779 Um empresário financiar a campanha de um político para ganhar espaço de influência futura Fracionar despesa para evitar a necessidade de licitação 9,1 1,647 8,35 2,19 7,65 2,589 8,87 1,875 8,98 1,828 Elaborar edital de licitação com exigência que direciona o resultado para alguma empresa, sem receber propina Presentear funcionário público para facilitar uma transação com o órgão 8,15 2,655 8,78 2,124 Um funcionário público deixar de denunciar irregularidades cometidas por colegas 8,07 2,245 Um poliítico financiar uma ONG, esperando apoio em eleições 8,78 1,912 Formar empresa para fornecer bens ou serviços para o próprio órgão 8,69 2,122 Carreiras usarem suas prerrogativas para aumentarem seus próprios salários 8,74 2,093 Média das médias 8,60 - Uma pessoa (ou família) ocupar terras do governo e explorar essa terra economicamente Usar de influência de cargo para arrumar colocação para conhecidos - estágios, contratação provisória etc. Dar um jeitinho para liberação de recursos para entes inadimplentes Média 63 Gráfico 3.9. Percepção sobre a corrupção existente nas situações apresentadas (médias) Um empresário financiar a campanha de um político para ganhar espaço de influência futura 9,1 Um policial usar seu poder para tirar vantagem ou dinheiro de alguém 9,02 Dar um jeitinho para liberação de recursos para entes inadimplentes 8,98 Usar de influência de cargo para arrumar colocação para conhecidos estágios, contratação provisória etc. 8,87 Um poliítico financiar uma ONG, esperando apoio em eleições 8,78 Presentear funcionário público para facilitar uma transação com o órgão 8,78 Carreiras usarem suas prerrogativas para aumentarem seus próprios salários 8,74 8,69 Formar empresa para fornecer bens ou serviços para o próprio órgão 8,35 Fracionar despesa para evitar a necessidade de licitação Elaborar edital de licitação com exigência que direciona o resultado para alguma empresa, sem receber propina 8,15 Um funcionário público deixar de denunciar irregularidades cometidas por colegas 8,07 Uma pessoa (ou família) ocupar terras do governo e explorar essa terra economicamente 7,65 6,5 7 7,5 8 8,5 9 9,5 64 Tabela 3.10. Percepção dos servidores sobre a presença da corrupção em ambientes institucionais e sociais (médias) Instituição ou grupo Presidência da República Câmara dos Deputados Governo do Estado Polícia Militar Polícia Civil Igrejas Evangélicas Clubes de futebol Movimentos Sociais Os empresários As pessoas mais pobres A mídia (jornais, revistas, TVs) As pessoas mais jovens As mulheres Assembléias Legislativas O brasileiro em geral O poder judiciário Prefeitura Polícia Federal Associação de bairro Igreja Católica ONG´s Senado Federal As pessoas mais ricas A classe média As pessoas mais velhas Os homens Câmara dos Vereadores Média das médias Média Desvio Padrão 6,33 8,17 7,39 6,75 6,98 6,89 7,51 5,82 7 4,12 6,54 4,89 4,78 7,85 5,97 6,41 7,52 5,34 5,25 5,58 6,19 7,92 7,11 5,78 5,12 6,4 7,8 6,42 2,807 2,199 2,385 2,295 2,225 2,643 2,28 2,446 2,155 2,578 2,343 2,253 2,363 2,246 2,078 2,473 2,28 2,668 2,517 2,638 2,406 2,28 2,197 2,013 2,527 2,058 2,305 - 65 Gráfico 3.10. Percepção dos servidores sobre a presença da corrupção em ambientes institucionais e sociais (médias) Câmara dos Deputados 8,17 7,92 Senado Federal Assembléias Legislativas 7,85 Câmara dos Vereadores 7,8 Prefeitura 7,52 Clubes de futebol 7,51 Governo do Estado 7,39 As pessoas mais ricas 7,11 7 Os empresários Polícia Civil 6,98 Igrejas Evangélicas 6,89 6,75 Polícia Militar 6,54 A mídia (jornais, revistas, TVs) O poder judiciário 6,41 Os homens 6,4 6,33 Presidência da República ONG´s 6,19 O brasileiro em geral 5,97 5,82 Movimentos Sociais A classe média 5,78 Igreja Católica 5,58 5,34 Polícia Federal Associação de bairro 5,25 As pessoas mais velhas 5,12 As pessoas mais jovens 4,89 As mulheres 4,78 As pessoas mais pobres 4,12 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 66 3.2. Percepção dos servidores sobre os instrumentos de controle burocrático-administrativo Do ponto de vista da questão organizacional da administração pública brasileira, os servidores percebem que as próprias competências são adequadas para o exercício das funções costumeiras (tabela 3.11). Não foram constatadas diferenças significativas entre os três ramos da administração pública, o que revela certa homogeneidade das percepções quanto às competências dos servidores para o exercício das suas funções. Do ponto de vista das organizações, os planos de carreira são bem avaliados, alcançando um alto percentual de respostas tendentes a uma boa avaliação, nas categorias regular e boa, na ordem de 68,5% (tabela 3.13). De maneira geral, a percepção comum do servidor aponta a regra de estabilidade e as condições de trabalho no setor público como melhores do que no setor privado, sendo elas as condições precípuas para o exercício de suas funções na administração pública. Do ponto de vista organizacional, a estabilidade e as condições de trabalho são elementos centrais para a constituição de carreiras e para a estruturação funcional, merecendo destaque a percepção comum de que o trabalho no serviço público oferece um status diferenciado na sociedade brasileira (tabela 3.16). O que chama a atenção, no conjunto de percepção dos servidores, é a questão dos valores funcionais do serviço público. Em primeiro lugar destacase o alto grau de respostas negativas sobre a formação dos servidores nos valores da ética pública. Em torno de 50% dos servidores nunca tiveram qualquer tipo de formação sobre ética, bem como não tiveram formação sobre as leis gerais e específicas que regulam as atividades dos servidores no serviço público. Intui-se, desse dado, que a administração pública federal provê pouca formação aos servidores, especialmente no início das atividades dos indivíduos. Indica-se, nesse caso, uma baixa preocupação com o treinamento dos servidores na questão procedimental do serviço público, bem como um baixo reconhecimento dos servidores a respeito da importância da ética pública (tabelas 3.16 e 3.18). 67 Talvez a baixa formação e treinamento dos servidores públicos federais nos valores da ética pública criem a percepção de que regras e procedimentos não são igualmente aplicados, no cotidiano do serviço público (tabela 3.20), na ordem de 61,9%. Do ponto de vista das organizações públicas, a desigualdade percebida na aplicação de regras e procedimentos conduz a uma percepção de fracos valores hierárquicos e baixa legitimidade das atividades conduzidas no serviço público. Testes estatísticos mostram que há uma alta associação entre respostas negativas sobre formação ética e respostas negativas sobre a aplicação de regras e procedimentos no cotidiano do serviço público. Com referência às questões organizacionais, percebe-se, na amostra, uma alta indicação de pressão sofrida pelos servidores (tabela 3.28). De uma forma geral, esta pressão percebida pelos servidores é realizada pelos superiores hierárquicos e pelos empresários (tabela 3.30). No que diz respeito aos empresários, é preocupante a pressão exercida por eles, no sentido que há uma percepção de que a regra da impessoalidade do serviço público está sujeita a uma interferência indevida, que potencializa ilícitos no interior das organizações. A pressão indevida, a falta de uma formação mais forte nos valores da ética pública e uma percepção de desigualdade na aplicação de regras e procedimentos no cotidiano da administração pública provocam uma alta percepção de vitimização por suborno entre os servidores públicos. Podemos considerar a percepção de vitimização de suborno na ordem de 21,6% como razoavelmente alta, se considerarmos a alta diferenciação funcional e a extensão dos controles burocráticos da corrupção (tabela 3.25). Esta vitimização por suborno questionou se o servidor já foi vítima de tentativa de suborno. A relevância desse dado aponta para um espaço grande de tentativa de suborno no Serviço Público Federal, junto aos servidores individuais, apesar dos controles burocráticos. Outra forma que abordamos essa questão do suborno foi inquirir a freqüência dele no órgão onde o servidor atua. Quanto à freqüência da tentativa de suborno no interior da administração pública federal, os servidores percebem que ela é pouco ou nada freqüente (tabela 3.27). Frente ao outro dado, podemos apontar o seguinte: existe uma alta experiência 68 com tentativa de suborno por parte dos servidores individuais, apesar de eles perceberem que a tentativa de suborno é pouco freqüente no interior das organizações. Quanto aos procedimentos e regras cotidianas do serviço público, os servidores percebem que os principais problemas estão, majoritariamente, no processo de licitações, na execução de contratos e na expedição de licenças a empresas (tabela 3.29). Quanto às práticas para aprimorar o controle burocrático da corrupção, os servidores, majoritariamente, apontam compatibilidade entre competências e responsabilidades, monitoramento dos controles internos e orientação ética dos servidores (tabela 3.30). Na percepção dos servidores, estas atividades podem contribuir para melhorar as atividades das organizações do serviço público. Quanto aos principais fatores que contribuem para a corrupção no Brasil, os servidores seguem uma tendência comum aos conselheiros nacionais de políticas públicas de apontarem a impunidade percebida como o elemento central que explica os ilícitos praticados (tabela 3.31). De maneira geral, os servidores reproduzem uma cultura política atávica, que atribui a corrupção à dimensão da sociedade em geral, delegando ao Poder Judiciário a capacidade para resolver o problema da corrupção no Brasil. A impunidade percebida transfere ao Judiciário o condão para estabelecer a questão da integridade pública no Brasil (tabela 3.36), no sentido de constituir penalidades mais duras contra a corrupção. Associado a um aprimoramento do Poder Judiciário, com a expectativa de reduzir a impunidade percebida, os servidores acreditam que a transparência ainda deve ser implementada no âmbito da administração pública. Para os servidores públicos, os controles internos são frágeis (tabela 3.32), enquanto o controle externo exercido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) é adequado. Nunca é demais afirmar que o TCU é uma instituição do Poder Legislativo e tem a característica de ser um tribunal administrativo, especialmente no que tange ao julgamento de contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiro, bens e valores públicos. 69 Quanto à postura dos servidores em relação à possibilidade de detecção pessoal da corrupção, praticada no interior das organizações, percebe-se um indicador altamente razoável (tabela 3.37). Entretanto, dos servidores que disseram que já detectaram suspeitas de corrupção na própria organização, poucos se dispuseram a denunciar as suspeitas (tabela 3.39) e que não denunciaram por conta da falta de provas e de evidências (tabela 3.40). Do ponto de vista das instituições, os servidores apontam a atuação do Ministério Público e da Polícia Federal como proeminentes para o aprimoramento do controle público da corrupção (tabela 3.41). Na percepção dos servidores, a atuação do Ministério Público é precípua, mas é importante destacar a forte desconfiança em relação ao Poder Legislativo. Finalmente, no que diz respeito à atuação da Controladoria Geral da União, os servidores percebem que as auditorias de contas (tabela 3.41), as recomendações expedidas às organizações (tabela 3.43) e que a avaliação de programas (3.45) são boas. 70 Tabela 3.11. Avaliação da qualificação do servidor para o desempenho de suas funções Avaliação N % %Válido Péssima 37 3,1 3,1 Ruim 25 2,1 2,1 Regular 274 22,9 23 Boa 596 49,7 50,1 Ótima 258 21,5 21,7 9 0,8 - 1200 100 100 NS / NR Total Gráfico 3.11. Avaliação da qualificação do servidor para o desempenho de suas funções (%) 60 50,1 50 40 30 23 21,7 20 10 3,1 2,1 Péssima Ruim 0 Regular Boa Ótima 71 Tabela 3.12. Avaliação da qualificação do servidor para o desempenho de suas funções x ramo da administração (%) Qualificação dos servidores Fundações Autarquias Administração direta 3,1 2,6 3,8 1,3 1,8 2,8 27,8 22,7 21,1 44,8 52,2 50,2 22,9 20,7 22,1 100 100 100 Péssima Ruim Regular Boa Ótima Total Gráfico 3.12. Avaliação da qualificação do servidor para o desempenho de suas funções x ramo da administração (%) 60 52,2 50,2 50 44,8 40 27,8 30 22,7 22,9 21,1 20,7 22,1 20 10 3,1 2,6 3,8 2,8 1,3 1,8 Péssima Ruim 0 Fundações Regular Autarquias Boa Administração direta Ótima 72 Tabela 3.13. Avaliação do plano de carreira em relação ao nível de exigência técnica ou responsabilidade funcional Avaliação dos planos de carreira N % %Válidos Péssimo 163 13,6 13,9 Ruim 145 12,1 12,4 Regular 382 31,8 32,5 Bom 422 35,2 36 Ótimo 60 5 5,1 NS / NR 28 2,3 - 1200 100 100 Total Gráfico 3.13. Avaliação do plano de carreira em relação ao nível de exigência técnica ou responsabilidade funcional (%) 40 36 35 32,5 30 25 20 15 13,9 12,4 10 5,1 5 0 Péssimo Ruim Regular Bom Ótimo 73 Tabela 3.14. Avaliação do plano de carreira em relação ao nível de exigência técnica ou responsabilidade funcional x ramo da administração (%) Avaliação dos planos de carreira Fundações Autarquias Péssimos 11,3 7,4 Administração direta 22,0 Ruins 9,0 9,6 16,8 Regulares 31,2 33,5 32,0 Bons 41,6 45,0 24,0 Ótimos 6,8 4,5 5,2 100 100 100 Total Gráfico 3.14. Avaliação do plano de carreira em relação ao nível de exigência técnica ou responsabilidade funcional x ramo da administração (%) 50 45 45 41,6 40 33,5 35 31,2 32 30 24 25 22 20 16,8 15 11,3 10 7,4 9 9,6 6,8 4,5 5,2 5 0 Péssima Ruim Fundações Regular Autarquias Boa Administração direta Ótima 74 Tabela 3.15. Percepção sobre o nível de concordância com as expressões (médias) Sentença Média Desvio Padrão Trabalhar no setor público é melhor que no setor privado 7,72 2,213 Trabalho como servidor público por convicção e satisfação pessoal 8,44 2,103 Como servidor público, tenho influencia e acesso a outras oportunidades 6,10 2,978 Trabalho como servidor público para usar minha experiência no setor privado Meus salários e os benefícios que recebo são muito satisfatórios 3,20 3,500 5,97 2,699 O trabalho no serviço público me dá um status diferenciado na sociedade 6,16 2,756 Trabalho como servidor público por conta da estabilidade 7,39 2,743 Trabalho como servidor público porque as oportunidades no setor privado são limitadas Média das médias 5,54 3,175 6,32 - Gráfico 3.15. Percepção sobre o nível de concordância com as expressões (médias) Trabalho como servidor público por convicção e satisfação pessoal 8,44 Trabalhar no setor público é melhor que no setor privado 7,72 Trabalho como servidor público por conta da estabilidade 7,39 O trabalho no serviço público me dá um status diferenciado na sociedade 6,16 Como servidor público, tenho influencia e acesso a outras oportunidades 6,1 Meus salários e os benefícios que recebo são muito satisfatórios 5,97 Trabalho como servidor público porque as oportunidades no setor privado são limitadas 5,54 Trabalho como servidor público para usar minha experiência no setor privado 3,2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 75 Tabela 3.16. Recebeu alguma formação sobre ética no serviço público? Recebeu alguma formação sobre ética? N % %Válidos 597 49,7 49,8 601 50,1 50,2 2 0,2 - 1200 100 100 Sim Não NS/NR Total Gráfico 3.16. Recebeu alguma formação sobre ética no serviço público? (%) 50,3 50,2 50,2 50,1 50 49,9 49,8 49,8 49,7 49,6 Sim Não 76 Tabela 3.17. Recebeu alguma formação sobre ética no serviço público? X ramo da administração (%) Recebeu alguma formação sobre ética? Sim Fundações Autarquias 45,5 45,7 Administração direta 56,1 Não 54,5 54,3 43,9 Total 100 100 100 Gráfico 3.17. Recebeu alguma formação sobre ética no serviço público? X ramo da administração (%) 60 56,1 50 45,5 54,5 54,3 45,7 43,9 40 30 20 10 0 Sim Não Fundações Autarquias Administração direta 77 Tabela 3.18. Recebeu alguma formação sobre as leis gerais e específicas que regulam o serviço público? Recebeu formação sobre as leis gerais e específicas que regulam o serviço público? Sim N % %Válidos 686 57,2 57,3 Não 511 42,5 42,7 3 0,3 - 1200 100 100 NS/NR Total Gráfico 3.18. Recebeu alguma formação sobre as leis gerais e específicas que regulam o serviço público? (%) 70 60 57,3 50 42,7 40 30 20 10 0 Sim Não 78 Tabela 3.19. Recebeu alguma formação sobre as leis gerais e específicas que regulam o serviço público? X ramo da administração (%) Recebeu alguma formação sobre as leis gerais e específicas que regulam o serviço público? Sim Fundações Autarquias 53,2 54,1 Administração direta 62,7 Não 46,8 45,9 37,3 Total 100 100 100 Gráfico 3.19. Recebeu alguma formação sobre as leis gerais e específicas que regulam o serviço público? X ramo da administração (%) 70 62,7 60 53,2 54,1 50 46,8 45,9 37,3 40 30 20 10 0 Sim Não Fundações Autarquias Administração direta 79 Tabela 3.20. Considera que as normas da administração pública são igualmente aplicadas por todos os servidores, no cotidiano de seu órgão? N % %Válidos As normas são igualmente aplicadas? Sim 444 37,0 38,1 Não 722 60,1 61,9 NS/NR 34 2,9 - 1200 100 100 Total Gráfico 3.20. Considera que as normas da administração pública são igualmente aplicadas por todos os servidores, no cotidiano de seu órgão? (%) 70 61,9 60 50 40 38,1 30 20 10 0 Sim Não 80 Tabela 3.21. Considera que as normas da administração pública são igualmente aplicadas por todos os servidores, no cotidiano de seu órgão? X ramo da administração (%) As normas são igualmente aplicadas? Fundações Autarquias Sim 34,2 38,6 Administração direta 39,4 Não 65,8 61,4 60,6 Total 100 100 100 Gráfico 3.21. Considera que as normas da administração pública são igualmente aplicadas por todos os servidores, no cotidiano de seu órgão? X ramo da administração (%) 70 65,8 62,4 60 50 38,6 40 39,4 34,2 30 20 10 0 Sim Não Fundações Autarquias Administração direta 60,6 81 Tabela 3.22. No exercício de sua função, já foi vítima de pressão de alguém? Já sofreu pressão? N % %Válidos Sim 404 33,6 33,8 Não 792 66,0 66,2 4 0,4 - 1200 100 100 NS/NR Total Tabela 3.22. No exercício de sua função, já foi vítima de pressão de alguém? (%) 70 66,2 60 50 40 33,8 30 20 10 0 Sim Não 82 Tabela 3.23. No exercício de sua função, já foi vítima de pressão de alguém? X ramo da administração (%) Já foi vítima de pressão? Fundações Autarquias Sim 36,6 33,5 Administração direta 32,8 Não 63,4 66,5 67,2 Total 100 100 100 Gráfico 3.23. No exercício de sua função, já foi vítima de pressão de alguém? X ramo da administração (%) 80 70 66,5 62,4 60 50 40 36,6 33,5 32,8 30 20 10 0 Sim Não Fundações Autarquias Administração direta 67,2 83 Tabela 3.24. Por parte de quem sofreu pressão?2 Categorias N % %Válido Superior hierárquico 228 58,4 69,5 Empresários 41 10,5 12,5 Terceiro setor (ONG’s) 1 0,1 0,3 Prefeitos 8 2,0 2,4 Governadores 2 0,5 0,6 Deputados federais 14 3,6 4,3 Senadores 1 0,1 0,3 Vereadores 4 0,8 1,2 Deputados Estaduais 3 0,7 0,9 Colegas 24 6,1 7,3 Jornalistas 1 0,1 0,3 NS/NR 77 15,9 - Total 404 100 100 Gráfico 3.24. Por parte de quem sofreu pressão? (% válidos) Superior hierárquico 69,5 Empresários 12,5 Colegas 7,3 Deputados federais 4,3 Prefeitos 2,4 Vereadores 1,2 Deputados Estaduais 0,9 Governadores 0,6 Terceiro setor (ONG’s) 0,3 Senadores 0,3 Jornalistas 0,3 0 2 10 20 30 40 Apenas para os que responderam sim, na questão anterior. 50 60 70 80 84 Tabela 3.25. No exercício de sua função, já foi vítima de tentativa de suborno? Já foi vítima de tentativa de suborno? N % %Válidos Sim 270 22,5 22,6 Não 924 77,0 77,4 7 0,5 - 1200 100 100 NS/NR Total Gráfico 3.25. No exercício de sua função, já foi vítima de tentativa de suborno? 90 77,4 80 70 60 50 40 30 22,6 20 10 0 Sim Não 85 Tabela 3.26. No exercício de sua função, já foi vítima de tentativa de suborno? X ramo da administração (%) Já foi vítima de tentativa de suborno? Fundações Autarquias Sim 20,5 19,2 Administração direta 27,1 Não 79,5 80,8 72,9 Total 100 100 100 Gráfico 3.26. No exercício de sua função, já foi vítima de tentativa de suborno? X ramo da administração (%) 90 79,5 80 80,8 73,9 70 60 50 40 27,1 30 20,5 20 19,2 10 0 Sim Não Fundações Autarquias Administração direta 86 Tabela 3.27. A tentativa de suborno em seu órgão é? Opção N % %Válido Nada freqüente 441 36,8 39,1 Pouco freqüente 488 40,7 43,3 Freqüente 132 11 11,7 Muito freqüente 68 5,6 6 NS/NR 71 5,9 - 1200 100 100 Total Gráfico 3.27. A tentativa de suborno em seu órgão é? 50 43,3 45 40 39,1 35 30 25 20 15 11,7 10 6 5 0 Nada freqüente Pouco freqüente Freqüente Muito freqüente 87 Tabela 3.28. A cobrança de propina em seu órgão é? Opção N % %Válido Nada freqüente 231 19,3 20,4 Pouco freqüente 507 42,2 44,7 Freqüente 281 23,4 24,8 Muito freqüente 113 9,4 10 NS/NR 68 5,7 - 1200 100 100 Total Gráfico 3.28. A cobrança de propina em seu órgão é? 50 44,7 45 40 35 30 24,8 25 20,4 20 15 10 10 5 0 Nada freqüente Pouco freqüente Freqüente Muito freqüente 88 Tabela 3.29. Percepção dos servidores sobre a presença de corrupção em procedimentos administrativos (médias) Categorias Média Desvio Padrão Licitações 6,82 2,581 Execução de contratos 6,43 2,587 Concessão de benefícios 5,9 2,681 Nomeação dos servidores públicos 5,28 3,037 Fiscalização de empresas 6,28 2,636 Convênios com estados e municípios 6,26 2,625 Convênio com ONG’s 6,25 2,531 Concessão de licença com as empresas 6,39 2,529 Folhas de pagamentos 4,11 2,956 Média das médias 5,97 - Gráfico 3.29. Percepção dos servidores sobre a presença de corrupção em procedimentos administrativos (médias) Licitações 6,82 Execução de contratos 6,43 Concessão de licença com as empresas 6,39 Fiscalização de empresas 6,28 Convênios com estados e municípios 6,26 Convênio com ONG’s 6,25 5,9 Concessão de benefícios Nomeação dos servidores públicos 5,28 4,11 Folhas de pagamentos 0 1 2 3 4 5 6 7 8 89 Tabela 3.30. Percepção sobre a importância de práticas administrativas para o controle da corrupção (médias) Práticas Média Desvio Padrão Compatibilidade entre competência e responsabilidade 8,14 2,322 Monitoramento dos controles internos 8,01 2,36 Orientação ética 7,93 2,664 Controle e revisão de atividades importantes 7,87 2,325 Remuneração condizente com a responsabilidade do cargo 7,87 2,726 Treinamento profissional 7,84 2,682 Avaliação de recursos 7,72 2,426 Análise de riscos associados com a corrupção e fraudes 7,66 2,589 Avaliação de desempenho 7,49 2,609 Análise de riscos operacionais que podem comprometer metas 7,36 2,516 Estrutura hierárquica 7,0 2,496 Segregação de funções 6,45 2,729 Média das médias 7,61 - 90 Gráfico 3.30. Percepção sobre a importância de práticas administrativas para o controle da corrupção (médias) Compatibilidade entre competência e responsabilidade 8,14 Monitoramento dos controles internos 8,01 Orientação ética 7,93 Remuneração condizente com a responsabilidade do cargo 7,87 Controle e revisão de atividades importantes 7,87 Treinamento profissional 7,84 Avaliação de recursos 7,72 Análise de riscos associados com a corrupção e fraudes 7,66 Avaliação de desempenho 7,49 Análise de riscos operacionais que podem comprometer metas 7,36 Estrutura hierárquica 7 Segregação de funções 6,45 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 91 Tabela 3.31. Fatores principais que contribuem para a corrupção Fatores N % %Válido Excesso de burocracia, normas e procedimentos 68 5,7 5,9 Impunidade e um sistema judicial ineficiente 374 31,2 32,2 Salários muito baixos e falta de um plano de carreira 100 8,3 8,6 Corporativismo no setor público 16 1,3 1,4 Ganância e desejo de obter ganhos pessoais, por parte dos servidores Abuso de autoridade por parte dos superiores hierárquicos Interferência inadequada da política na administração 121 10,1 10,4 33 2,8 2,9 47 3,9 4,0 Falta de concursos públicos 19 1,5 1,6 Falta de fiscalização, transparência e controle 103 8,6 8,9 A cultura da sociedade brasileira, a falta de ética dos servidores e o jeitinho Nepotismo, paternalismo e personalização da administração pública Excesso de cargos de confiança na administração pública 233 19,4 20,0 9 0,8 0,8 21 1,8 1,8 Falta de leis mais rígidas para o exercício do controle 11 0,9 0,9 Falta de controle social das políticas públicas e de participação da sociedade Regra de estabilidade funcional 6 0,5 0,5 1 0,1 0,1 NS / NR 37 3,1 - 1200 100 100 Total 92 Gráfico 3.31. Fatores principais que contribuem para a corrupção (%) 32,2 Impunidade e um sistema judicial ineficiente A cultura da sociedade brasileira, a falta de ética dos servidores e o jeitinho 20 Ganância e desejo de obter ganhos pessoais, por parte dos servidores 10,4 Falta de fiscalização, transparência e controle 8,9 8,6 Salários muito baixos e falta de um plano de carreira 5,9 Excesso de burocracia, normas e procedimentos Interferência inadequada da política na administração 4 Abuso de autoridade por parte dos superiores hierárquicos 2,9 Excesso de cargos de confiança na administração pública 1,8 Falta de concursos públicos 1,6 Corporativismo no setor público 1,4 Falta de leis mais rígidas para o exercício do controle 0,9 Nepotismo, paternalismo e personalização da administração pública 0,8 Falta de controle social das políticas públicas e de participação da sociedade 0,5 Regra de estabilidade funcional 0,1 0 5 10 15 20 25 30 35 93 Tabela 3.32. Percepção sobre a adequação dos controles internos da administração pública federal Percepção sobre os controles internos Excessivos N % %Válido 47 3,9 4,1 Adequados 414 34,5 36 Frágeis 690 57,5 59,9 NS/NR 50 4,1 1200 100 Total 100 Gráfico 3.32. Percepção sobre a adequação dos controles internos da administração pública federal (%) 70 59,9 60 50 36 40 30 20 10 4,1 0 Excessivos Adequados Frágeis 94 Tabela 3.33. Percepção sobre a adequação dos controles internos da administração pública federal x ramo da administração (%) Percepção sobre os controles internos Fundações Autarquias Excessivos 2,8 4,4 Administração direta 4,3 Adequados 37,7 32,9 38,4 Frágeis 59,4 62,7 59,9 Total 100 100 100 Gráfico 3.33. Percepção sobre a adequação dos controles internos da administração pública federal x ramo da administração (%) 70 62,7 59,4 60 59,9 50 38,4 37,7 40 32,9 30 20 10 2,8 4,4 4,3 0 Fundações Autarquias Excessivos Adequados Administração direta Frágeis 95 Tabela 3.34. Percepção sobre a adequação do controle externo exercido pelo TCU Percepção sobre o controle externo exercido pelo TCU Excessivos N % %Válido 60 5,0 5,5 Adequados 589 49,1 53,4 Frágeis 453 37,7 41,1 NS/NR 98 8,1 - 1200 100 100 Total Gráfico 3.34. Percepção sobre a adequação do controle externo exercido pelo TCU 60 53,4 50 41,1 40 30 20 10 5,5 0 Excessivos Adequados Frágeis 96 Tabela 3.35. Percepção sobre a adequação do controle externo exercido pelo TCU x ramo da administração (%) Percepção sobre o controle externo Fundações Autarquias Excessivos 3,3 6,0 Administração direta 5,8 Adequados 55,5 55,3 50,9 Frágeis 41,1 38,7 43,3 Total 100 100 100 Gráfico 3.35. Percepção sobre a adequação do controle externo exercido pelo TCU x ramo da administração (%) 60 55,5 55,3 50,9 50 43,3 41,1 38,7 40 30 20 10 3,3 6 5,8 0 Fundações Autarquias Excessivos Adequados Administração direta Frágeis 97 Tabela 3.36. Percepção sobre medidas para diminuir a incidência de corrupção na administração pública (médias) Medidas para diminuir a incidência de corrupção Média Desvio Padrão Tornar as penas para os crimes de corrupção mais severas 8,83 2,032 Tornar as decisões gerenciais mais transparentes 8,93 1,619 Aumentar a remuneração dos servidores públicos 7,59 2,454 Possibilitar o acesso dos cidadãos às informações públicas, como licitações e contratos Reforçar a descentralização para estados e municípios 8,84 1,844 6,85 2,668 8,26 2,078 7 2,612 9 1,621 Simplificar os procedimentos administrativos 8,13 2,172 Reduzir a participação do Estado nos negócios privados 6,69 2,758 Reformar a legislação sobre licitações, contratos e convênios 7,89 2,447 Diminuir a presença dos mecanismos de controle no cotidiano do serviço público 4,16 3,319 Média das médias 7,68 Reforçar a participação da sociedade civil nas políticas publicas, por meio de conselhos Reduzir a quantidade de níveis hierárquicos na administração pública Aperfeiçoar o judiciário para evitar a impunidade 98 Gráfico 3.36. Percepção sobre medidas para diminuir a incidência de corrupção na administração pública (médias) Aperfeiçoar o judiciário para evitar a impunidade 9 Tornar as decisões gerenciais mais transparentes 8,93 Possibilitar o acesso dos cidadãos às informações públicas, como licitações e contratos 8,84 Tornar as penas para os crimes de corrupção mais severas 8,83 Reforçar a participação da sociedade civil nas políticas publicas, por meio de conselhos 8,26 Simplificar os procedimentos administrativos 8,13 Reformar a legislação sobre licitações, contratos e convênios 7,89 Aumentar a remuneração dos servidores públicos 7,59 7 Reduzir a quantidade de níveis hierárquicos na administração pública Reforçar a descentralização para estados e municípios 6,85 6,69 Reduzir a participação do Estado nos negócios privados Diminuir a presença dos mecanismos de controle no cotidiano do serviço público 4,16 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 99 Tabela 3.37. Já detectou, pessoalmente, suspeita de corrupção em seu órgão? Resposta N % %Válido Sim 339 28,2 28,6 Não 848 70,6 71,4 NS/NR 14 1,1 - 1200 100 100 Total Gráfico 3.37. Já detectou, pessoalmente, suspeita de corrupção em seu órgão? (%) 80 71,4 70 60 50 40 30 28,6 20 10 0 Sim Não 100 Tabela 3.38. Já detectou, pessoalmente, suspeita de corrupção em seu órgão x ramo da administração (%) Resposta Fundações Autarquias Sim 27,1 27,1 Administração direta 30,8 Não 72,9 72,9 69,2 Total 100 100 100 Gráfico 3.38. Já detectou, pessoalmente, suspeita de corrupção em seu órgão x ramo da administração (%) 80 72,9 72,9 69,2 70 60 50 40 30 30,8 27,1 27,1 Fundações Autarquias 20 10 0 Sim Não Administração direta 101 Tabela 3.39. Denunciou a suspeita de corrupção?3 Resposta N % %Válido Sim 118 34,8 34,9 Não 220 64,9 65,1 1 0,3 - 339 100 100 NS/NR Total Gráfico 3.39. Denunciou a suspeita de corrupção? (%) 70 65,1 60 50 40 34,9 30 20 10 0 Sim 3 Somente para os que responderam sim, na questão anterior Não 102 Tabela 3.40. Por que motivo não fez a denúncia de corrupção ou ilícito? Resposta N % %Válido 16 7,3 7,4 147 66,8 68,4 A denúncia não seria apurada 9 4,1 4,2 Medo de represálias 26 11,8 12,1 Falta de tempo 3 1,4 1,4 Os órgãos de controle não quiseram receber a denúncia O caso não era relevante 3 1,4 1,4 9 4,1 4,2 2 0,9 0,9 5 2,2 - 220 100 100 Desconhecimento do procedimento para denúncia Falta de provas e evidências Medo de ser mal visto no órgão no qual trabalha NS / NR Total Gráfico 3.40. Por que motivo não fez a denúncia de corrupção ou ilícito? (%) Falta de provas e evidências 68,4 Medo de represálias 12,1 Desconhecimento do procedimento para denúncia 7,4 O caso não era relevante 4,2 A denúncia não seria apurada 4,2 Os órgãos de controle não quiseram receber a denúncia 1,4 Falta de tempo 1,4 Medo de ser mal visto no órgão no qual trabalha 0,9 0 10 20 30 40 50 60 70 80 103 Tabela 3.41. Percepção sobre o valor do órgão ou atividade para a diminuição da corrupção (médias) Órgão ou Atividade Média Desvio Padrão Tribunal de Contas da União 7,4 2,197 Ministério Público 7,8 2,047 Auditorias internas de órgãos e entidades 7,2 2,206 Atuação do poder legislativo 5,35 2,793 Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão 6,47 2,379 Polícia Federal 7,68 2,074 Controladoria Geral da União 7,51 2,006 Controle interno dos próprios órgãos 6,91 2,347 Participação da sociedade civil por meio dos conselhos de políticas públicas 6,7 2,578 Responsabilização fiscal 7,55 2,162 Média das médias 7,06 - Gráfico 3.41. Percepção sobre o valor do órgão ou atividade para a diminuição da corrupção (médias) Ministério Público 7,8 Polícia Federal 7,68 Responsabilização fiscal 7,55 Controladoria Geral da União 7,51 7,4 Tribunal de Contas da União Auditorias internas de órgãos e entidades 7,2 6,91 Controle interno dos próprios órgãos Participação da sociedade civil por meio dos conselhos de políticas públicas 6,7 Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão 6,47 Atuação do poder legislativo 5,35 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 104 Tabela 3.42. Classificação dos trabalhos de auditoria de contas realizados pela CGU Classificação N % %Válido Péssima 48 4 4,8 Ruim 33 2,7 3,3 Regular 283 23,6 28,4 Boa 481 40,1 48,2 Ótima 153 12,8 15,4 NS/NR 202 16,9 - Total 1200 100 100 Gráfico 3.42. Classificação dos trabalhos de auditoria de contas realizados pela CGU (%) 60 48,2 50 40 28,4 30 20 10 15,4 4,8 3,3 Péssima Ruim 0 Regular Boa Ótima 105 Tabela 3.43. Classificação dos trabalhos de auditorias de contas realizados pela CGU x ramo da administração (%) Avaliação dos trabalhos de auditoria de contas realizados pela CGU Péssimos Fundações Autarquias 6,3 5,0 Administração direta 3,9 Ruins 2,1 3,3 3,9 Regulares 26,2 29,7 28,0 Bons 46,6 49,5 47,6 Ótimos 18,8 12,4 16,7 100 100 100 Total Gráfico 3.43. Classificação dos trabalhos de auditorias de contas realizados pela CGU x ramo da administração (%) 60 49,5 50 46,6 47,6 40 Fundações 29,7 30 Autarquias 28 26,2 Administração direta 18,8 20 16,7 12,4 10 6,3 5 3,9 2,1 3,3 3,9 0 Péssimos Ruins Regulares Bons Ótimos 106 Tabela 3.44. Classificação das recomendações expedidas pela CGU Classificação das recomendações N % %Válido Péssima 15 1,3 1,7 Ruim 32 2,7 3,6 Regular 312 26 35,1 Boa 457 38,1 51,5 Ótima 72 6 8,1 NS/NR 312 26 - Total 1200 100 100 Gráfico 3.44. Classificação das recomendações expedidas pela CGU 60 51,5 50 40 35,1 30 20 8,1 10 1,7 3,6 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 107 Tabela 3.45. Classificação das recomendações expedidas pela CGU x ramo da administração (%) Avaliação das recomendações expedidas pela CGU Péssimos Fundações Autarquias 0,6 2,2 Administração direta 1,9 Ruins 4,2 3,9 3,3 Regulares 33,1 36,0 35,1 Bons 49,4 53,4 50,3 Ótimos 12,7 4,5 9,5 100 100 100 Total Gráfico 3.45. Classificação das recomendações expedidas pela CGU x ramo da administração (%) 60 53,4 49,4 50 50,3 40 36 35,1 33,1 Fundações 30 Autarquias Administração direta 20 12,7 9,5 10 0,6 2,2 1,9 4,5 4,2 3,9 3,3 0 Péssimos Ruins Regulares Bons Ótimos 108 Tabela 3.46. Classificação da avaliação de programas governamentais realizada pela CGU Classificação da avaliação de programas governamentais Péssima N % %Válido 36 3,0 3,7 Ruim 41 3,4 4,3 Regular 360 30,0 38,0 Boa 437 36,4 46,2 Ótima 74 6,2 7,8 NS/NR 253 21,1 - Total 1200 100 100 Gráfico 3.46. Classificação da avaliação de programas governamentais realizada pela CGU 50 46,2 45 38 40 35 30 25 20 15 7,8 10 5 3,7 4,3 Péssima Ruim 0 Regular Boa Ótima 109 Tabela 3.47. Classificação da avaliação de programas governamentais realizada pela CGU x ramo da administração (%) Avaliação das recomendações expedidas pela CGU Péssimos Fundações Autarquias 1,6 3,9 Administração direta 4,8 Ruins 7,0 4,1 2,9 Regulares 38,2 37,6 38,4 Bons 44,1 49,0 44,5 Ótimos 9,1 5,4 9,3 100 100 100 Total Gráfico 3.47. Classificação das recomendações expedidas pela CGU x ramo da administração (%) 60 49 50 44,1 44,5 38,237,6 38,4 40 Fundações 30 Autarquias Administração direta 20 9,3 9,1 10 7 3,9 4,8 4,1 1,6 5,4 2,9 0 Péssimos Ruins Regulares Bons Ótimos 110 Parte IV Os conselheiros nacionais de políticas públicas e a percepção da corrupção 111 4.1. Percepções de cultura política dos conselheiros No que diz respeito à cultura política dos conselheiros nacionais de políticas públicas, testes estatísticos (qui-quadrado) revelaram que não há diferença significativa entre os tipos de representação dos conselhos. Ou seja, não há diferença significativa entre representantes do governo e representantes da sociedade civil e de usuários, no que diz respeito a percepções gerais relacionadas à questão da cultura política. Interessante observar o modo de acordo com o qual representantes do governo, que a princípio tenderiam a defender interesses do governo, refletem um tipo de cultura política que aceita os termos da participação da sociedade civil nas estruturas colegiadas de decisão. No que tange à questão dos interesses, os dados apontam que a opinião dos conselheiros reflete a opinião geral da sociedade. Quando confrontados se o interesse público corresponde ao interesse da sociedade ou ao interesse do Estado, há uma posição quase unânime de que o interesse público corresponde ao interesse da sociedade. Este dado, de alguma maneira, aponta um aspecto positivo da democratização do Estado brasileiro, processo este iniciado com a Constituição de 1988. Se confrontado com uma especificação maior destes interesses, percebe-se o modo de acordo com o qual os conselheiros reconhecem que o interesse público não se confunde com o interesse da maioria. A expressão de que uma sociedade democrática deve respeitar os interesses das minorias significa uma cultura política mais tolerante e mais preocupada com o bem-estar coletivo. Dado esse que se expressa quando os conselheiros são estimulados a dizer se o interesse público corresponde ao interesse de todos. Ao contrário do que ocorre com o interesse da maioria, a expressão do interesse de todos aponta uma posição cambiante dos conselheiros, tendendo a dizer que esse interesse – de todos – corresponde ao interesse público (42,1%) em uma posição muito semelhante, do ponto de vista das percepções, de que nem sempre significa (40,9%). 112 Quanto às questões de cultura política ligadas ao problema da corrupção, percebe-se uma generalização da corrupção tanto no Estado brasileiro, quanto na sociedade. Quando confrontados se a corrupção se encontra no Estado ou no caráter do brasileiro, os conselheiros tendem a perceber que a corrupção se encontra em ambos (tabela 4.1). Porém, quando perguntados a respeito da presença da corrupção em instituições do Estado e da sociedade, os conselheiros tendem a reproduzir uma opinião geral de que a corrupção se faz mais presente nas instituições estatais (tabela 4.14). De uma maneira geral, os conselheiros reproduzem uma visão comum e hierárquica de que a corrupção se faz mais presente nas instituições do Estado, em especial no Poder Legislativo. Há uma tendência, se comparada com dados da pesquisa de opinião pública realizada pelo Centro de Referência do Interesse Público em 2008 e 2009, a reduzir a presença da corrupção na Presidência da República e no Governo Federal, opinião esta mais comum entre os representantes do governo. Daí quando perguntados se pessoas que possuem altos cargos aceitariam ou não entrar em esquemas de corrupção, os representantes do governo tendem a apresentar respostas negativas, quando comparadas com os representantes da sociedade civil e dos usuários (tabela 4.9). Os representantes da sociedade civil tendem a ter uma visão um pouco mais crítica a respeito desse processo da corrupção. Outra questão que reproduz uma visão bastante generalizada a respeito do controle da corrupção é sobre o papel da mídia nesse processo. De acordo com os conselheiros, a mídia é bastante atenta ao problema da corrupção, exercendo o seu papel de apuração de escândalos (tabela 4.10). Porém, a mídia, segundo a percepção dos conselheiros, é parcial na cobertura dos escândalos de corrupção (tabela 4.11), sendo esta afirmação quase unanimidade entre os entrevistados. Por fim, é importante observar o modo como os conselheiros percebem a questão da evolução da corrupção nos últimos 5 anos. De maneira geral, os conselheiros afirmam que a corrupção nem aumentou, nem diminuiu, 113 significando esse dado uma posição média das opiniões a respeito do quanto a corrupção aumentou ou não. De forma geral, é importante destacar, quanto à cultura política dos conselheiros: (1) – um forte reconhecimento da idéia de publicidade dos interesses, com especial destaque para os interesses da sociedade; (2) – uma visão crítica sobre a mídia; (3) – uma percepção comum a respeito da corrupção, que reproduz bastante a cultura política do brasileiro médio, conforme dados da pesquisa “Corrupção e interesse público”, realizada pelo CRIP em 2008 e 2009; (4) – uma visão crítica a respeito da corrupção, especialmente na hierarquização dos ambientes em que ela mais ocorre. 114 Tabela 4.1. O problema da corrupção no Brasil se encontra. Avaliação No Estado, e em suas instituições No caráter do povo brasileiro Em ambos N % %Válido 103 30,7 32,2 79 23,6 24,7 138 41,2 43,1 15 4,5 - 335 100 100 NS/NR Total Gráfico 4.1. O problema da corrupção no Brasil se encontra (%válido) 50 43,1 45 40 35 32,2 30 24,7 25 20 15 10 5 0 No Estado, e em suas instituições No caráter do povo brasileiro Em ambos 115 Tabela 4.2. O interesse da maioria significa interesse público? O interesse da maioria significa interesse público? Sim N % %Válido 77 23,0 23,3 175 52,2 52,9 79 23,6 23,9 4 1,2 - 335 100 100 Nem sempre significa Não significa NS/NR Total Gráfico 4.2. O interesse da maioria das pessoas significa interesse público? (%válido) 60 52,9 50 40 30 23,9 23,3 20 10 0 Sim Nem sempre significa Não significa 116 Tabela 4.3. O interesse da maioria significa interesse público x tipo de representação (%) O interesse da maioria significa interesse público? Sim Representação do governo 19,4 Representação da sociedade civil e usuários 26,9 Nem sempre significa 60,0 46,2 Não 20,6 26,9 100 100 Total Gráfico 4.3. O interesse da maioria significa interesse público x tipo de representação (%) 70 60 60 50 46,2 Representação do governo 40 26,9 30 20 26,9 20,6 19,4 10 0 Sim Nem sempre significa Não Representação da sociedade civil e usuários 117 Tabela 4.4. O interesse de todos significa interesse público? O interesse de todos significa interesse público? Sim N % %Válido 141 42,1 42,6 Nem sempre significa 137 40,9 41,4 Não significa 53 15,8 16,0 NS/NR 4 1,2 - 335 100 100 Total Gráfico 4.4. O interesse de todos significa interesse público? (%válido) 45 42,6 41,4 40 35 30 25 20 16 15 10 5 0 Sim Nem sempre significa Não significa 118 Tabela 4.5. O interesse de todos significa interesse público x tipo de representação (%) O interesse de todos significa interesse público? Sim Representação do governo 39,5 Representação da sociedade civil e usuários 45,6 Nem sempre significa 43,8 39,1 Não 16,7 15,4 Total 100 100 Gráfico 4.5. O interesse de todos significa interesse público x tipo de representação (%) 50 45,6 45 39,5 40 43,8 39,1 35 30 Representação do governo 25 Representação da sociedade civil e usuários 20 16,7 15,4 15 10 5 0 Sim Nem sempre significa Não 119 Tabela 4.6. O interesse público corresponde Opinião N % %Válido Ao interesse do Estado 65 19,4 20,1 Ou ao interesse da sociedade NS/NR 259 77,3 79,9 11 3,3 - Total 335 100 100 Gráfico 4.6. O interesse público corresponde (%válido) 90 79,9 80 70 60 50 40 30 20,1 20 10 0 Ao interesse do Estado Ou ao interesse da sociedade 120 Tabela 4.7. O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade x tipo de representação (%) Opinião Representação do governo Interesse do Estado 19,2 Representação da sociedade civil e usuários 20,8 Interesse da sociedade 80,8 79,2 Total 100 100 Gráfico 4.7. O interesse público corresponde ao interesse do Estado ou ao interesse da sociedade x tipo de representação (%) 90 80,8 79,2 80 70 60 50 Interesse do Estado Interesse da sociedade 40 30 19,2 20,8 20 10 0 Representação do governo Representação da sociedade civil e usuários 121 Tabela 4.8. Opinião sobre o envolvimento de pessoas que ocupam cargos altos no governo com o desvio de verbas públicas Opinião Apenas uma minoria destas pessoas aceitaria entrar no esquema A metade dessas pessoas aceitaria entrar no esquema A maioria das pessoas aceitaria entrar no esquema NS/NR Total N % %Válido 206 61,5 64,2 79 23,6 24,6 36 10,7 11,2 14 4,2 - 335 100 100 Gráfico 4.8. Opinião sobre o envolvimento de pessoas que ocupam cargos altos no governo com o desvio de verbas públicas: (%válido) 70 64,2 60 50 40 30 24,6 20 11,2 10 0 Apenas uma minoria destas pessoas aceitaria entrar no esquema A metade dessas pessoas aceitaria entrar no esquema A maioria das pessoas aceitaria entrar no esquema 122 Tabela 4.9. Opinião sobre pessoas que ocupam cargos altos no governo com o desvio de verbas públicas x tipo de representação (%) Opinião Representação do governo Representação da sociedade civil e dos usuários 75,5 53,6 18,1 30,7 6,5 15,7 100 100 Apenas uma minoria destas pessoas aceitaria entrar no esquema A metade dessas pessoas aceitaria entrar no esquema A maioria das pessoas aceitaria entrar no esquema Total Gráfico 4.9. Opinião sobre pessoas que ocupam cargos altos no governo com o desvio de verbas públicas x tipo de representação (%) 80 75,5 70 60 53,6 50 Representação do governo 40 30,7 30 18,1 20 15,7 6,5 10 0 Apenas uma minoria destas pessoas aceitaria entrar no esquema A metade destas A maioria destas pessoas aceitaria entrar pessoas aceitaria entrar no esquema no esquema Representação da sociedade civil e usuários 123 Tabela 4.10. A mídia está atenta ao problema da corrupção na política brasileira? Avaliação N % %Válido Sim 268 80,0 80,7 Não 64 19,1 19,3 NS/NR 3 0,9 - 335 100 100 Total Gráfico 4.10. A mídia está atenta ao problema da corrupção na política brasileira? (%válido) 90 80,7 80 70 60 50 40 30 19,3 20 10 0 Sim Não 124 Tabela 4.11. A mídia é parcial ou imparcial ao cobrir os escândalos de corrupção? Opinião N % %Válido Parcial 249 74,3 75,7 Imparcial 80 23,9 24,3 NS/NR 6 1,8 - 335 100 100 Total Gráfico 4.11. A mídia é parcial ou imparcial ao cobrir os escândalos de corrupção? (%válido) 80 75,7 70 60 50 40 30 24,3 20 10 0 Parcial Imparcial 125 Tabela 4.12. Percepção sobre a corrupção no Brasil nos últimos 5 anos Referência N % % válido Diminuiu muito 9 2,7 2,8 Diminuiu 84 25,1 25,8 Não aumentou nem diminuiu 135 40,3 41,5 Aumentou 65 19,4 20,0 Aumentou muito 32 9,6 9,8 NS / NR 10 3,0 - 335 100 100 Total Gráfico 4.12. Percepção sobre a corrupção no Brasil nos últimos 5 anos 45 41,5 40 35 30 25,8 25 20 20 15 9,8 10 5 2,8 0 Diminuiu muito Diminuiu Não aumentou nem diminuiu Aumentou Aumentou muito 126 Tabela 4.13. Percepção sobre a corrupção no Brasil nos últimos 5 anos x tipo de representação (%) Referência Representação do governo Diminuiu muito 5,1 Representação da sociedade civil e usuários 0,6 Diminuiu 29,1 22,8 Não aumentou nem diminuiu 44,9 38,3 Aumentou 14,6 25,1 Aumentou muito 6,3 13,2 100 100 Total Gráfico 4.13. Percepção sobre a corrupção no Brasil nos últimos 5 anos x tipo de representação (%) 50 44,9 45 38,3 40 35 Representação do governo 29,1 30 25,1 22,8 25 20 14,6 13,2 15 10 5 6,3 5,1 0,6 0 Diminuiu muito Diminuiu Não Aumentou aumentou nem diminuiu Aumentou muito Representação da sociedade civil e usuários 127 Tabela 4.14. Percepção dos conselheiros sobre a presença da corrupção em ambientes institucionais e sociais (médias) Ambientes Média Desvio Padrão Presidência da República 4,41 2,892 O brasileiro em geral 4,94 2,043 Câmara dos Deputados 7,4 2,114 Poder Judiciário 5,63 2,332 Governo do Estado 6,32 2,082 Prefeitura 6,68 2,164 Polícia Militar 5,97 2,208 Polícia Federal 4,2 2,164 Polícia Civil 6,32 2,082 Associação de bairro 3,95 2,321 Igreja Católica 4,48 2,586 Clubes de futebol 7,17 2,277 ONG´S 5,26 2,351 Movimentos Sociais 4,57 2,436 Senado Federal 7,36 2,108 Os empresários 6,31 2,176 As pessoas mais ricas 6,61 2,05 As pessoas mais pobres 3,06 2,383 A classe média 5,13 1,926 A mídia ( jornais, revistas, TVs) 5,78 2,491 As pessoas mais velhas 4,21 2,362 As pessoas mais jovens 3,73 2,03 Os homens 5,61 2,026 As mulheres 3,74 1,885 Câmara dos Vereadores 7,17 2,17 Assembléias Legislativas 7,24 2,184 Média das médias 5,51 - 128 Gráfico 4.14. A percepção dos conselheiros sobre a presença da corrupção em ambientes institucionais e sociais (médias) 7,4 Câmara dos Deputados Senado Federal 7,36 Assembléias Legislativas 7,24 Câmara dos Vereadores 7,17 Clubes de futebol 7,17 Prefeitura 6,68 As pessoas mais ricas 6,61 Polícia Civil 6,32 Governo do Estado 6,32 Os empresários 6,31 5,97 Polícia Militar 5,78 A mídia ( jornais, revistas, TVs) Poder Judiciário 5,63 Os homens 5,61 ONG´S 5,26 A classe média 5,13 4,94 O brasileiro em geral 4,57 Movimentos Sociais 4,48 Igreja Católica Presidência da República 4,41 As pessoas mais velhas 4,21 4,2 Polícia Federal 3,95 Associação de bairro As mulheres 3,74 As pessoas mais jovens 3,73 As pessoas mais pobres 3,06 0 1 2 3 4 5 6 7 8 129 4.2. Temas relacionados à percepção sobre a atuação dos conselhos No que diz respeito à percepção dos conselheiros sobre a atuação dos conselhos no controle da corrupção, testes estatísticos não revelaram diferenças significativas entre a opinião de representantes do governo e representantes da sociedade civil e usuários. De um modo geral, as opiniões sobre a atuação dos conselhos no controle da corrupção são bastante homogêneas. O objetivo desse bloco de questões foi interpelar os conselheiros quanto à atuação dos próprios conselhos no controle público não-estatal da corrupção, com a finalidade de identificar as percepções sobre as práticas internas dos conselhos, identificação de pontos de vulnerabilidade e perspectivas de mudanças. Quanto às práticas internas dos conselhos, a percepção dos conselheiros é de que sua atuação pauta-se, sobretudo, pela deliberação de temas relacionados aos objetivos das políticas públicas (tabela 4.15), o que aponta para aquilo que é a finalidade do conselho. Implicando a expectativa quanto a essa questão, percebe-se uma baixa tendência de respostas que indicam a questão do controle social das políticas públicas. De um modo geral, os conselheiros entendem a questão do papel dos conselhos como órgãos de deliberação sobre as finalidades das políticas e não como instituições que tenham, também, a competência para atuar no processo administrativo propriamente dito, seja por meio da aprovação de contas, seja por meio de uma fiscalização sistemática. Quando questionados se os conselhos auxiliam no controle da corrupção, os conselheiros tendem afirmar que sim, apesar de podermos considerar que o percentual para respostas negativas também se apresentar de forma razoavelmente alta, na ordem de 26,0% (tabela 4.17). De alguma maneira, isso está relacionado com o modo como os conselhos pouco detectam a corrupção no âmbito das deliberações realizadas (tabela 4.19). De acordo com a própria percepção dos conselheiros, o papel de controle da corrupção é transferido às agências do controle burocrático-administrativo ou do controle judicial (tabela 4.21), revelando uma concepção de controle público não-estatal que não 130 observa o processo das políticas públicas, mas apenas as suas finalidades e objetivos. Apesar disso, os conselheiros avaliam bem a atuação dos conselhos no controle (tabela 4.34) e têm uma preocupação com o risco de corrupção, quando procedimentos de políticas públicas são formulados (tabela 4.30). Muito disso ocorre pela hipótese de uma burocratização dos conselhos, que pode ser intuída pela necessidade que os conselheiros identificam de maior transparência de suas deliberações internas (tabela 4.35) e de uma noção forte de jurisdição e distribuição de competências entre os conselhos, quando se trata de detecção de corrupção em outras áreas de políticas públicas (tabela 4.32). Quando os conselheiros são perguntados sobre suspeitas de corrupção em outra área de políticas públicas, que não aquela em que ele controla, o conselho não atua, por considerar estar fora de sua jurisdição. Quanto à identificação de pontos mais vulneráveis à corrupção na administração pública, os conselheiros identificam, nessa ordem, as licitações, os contratos e os convênios, como os mais suscetíveis a ilícitos (tabela 4.37). Do ponto de vista de suas propostas de mudanças, os conselheiros, em média, identificam a necessidade de maior transparência das decisões gerenciais, maior disponibilidade de informações ao cidadão comum e o aprimoramento do Judiciário para impedir a impunidade no Brasil (tabela 4.38). Importante observar o modo como os representantes da sociedade civil, dentre as propostas de melhoria da atuação dos conselhos, almejam que os conselhos sejam modificados de forma a reduzir a influência do governo (tabela 4.36), enquanto os representantes do governo defendem uma seleção mais qualificada dos conselheiros. Internamente aos conselhos percebe-se esse conflito em torno das competências dos representantes da sociedade civil para exercer as atividades. Também é importante observar como é baixa a vitimização dos conselheiros por tentativa de suborno e que as tentativas de suborno são pouco freqüentes nos processos deliberativos dos conselhos (tabelas 4.24 e 4.26), apesar de o jogo de influência no interior das deliberações dos conselhos 131 ser fortemente identificada (tabela 4.28). A incidência de tentativa de suborno junto aos conselheiros é baixa, na ordem de 4,2% dos conselheiros individuais, bem como ela é pouco freqüente no conjunto dos conselhos. Apesar disso, os conselheiros consideram muito comum o jogo de influência, tanto na representação da sociedade civil quanto na representação do governo. 132 Tabela 4.15. Principais temas abordados nas deliberações dos conselhos Referências N % %válidos Temas relacionados aos objetivos das políticas públicas 219 65,4 65,9 Temas relacionados ao controle social das políticas 66 19,7 19,9 Temas relacionados aos procedimentos operacionais do seu próprio conselho 24 7,2 7,3 Temas relacionados à estrutura do próprio conselho 13 3,9 3,9 Temas relacionados à administração pública 10 3,0 3,0 NS/NR 3 0,9 - 335 100 100 Total Gráfico 4.15. Principais temas abordados nas deliberações dos conselhos (%) 70 65,9 60 50 40 30 19,9 20 7,3 10 3,9 3 0 Temas relacionados aos objetivos das políticas públicas Temas Temas Temas relacionados ao relacionados aos relacionados à controle social procedimentos estrutura do das políticas operacionais ao próprio conselho seu próprio conselho Temas relacionados à administração pública 133 Tabela 4.16. Principais temas abordados nas deliberações dos conselhos x tipo de representação (%) Representação do governo Representação da sociedade civil e usuários Temas relacionados aos objetivos das políticas públicas 70,4 61,8 Temas relacionados ao controle social das políticas 17,9 21,8 Temas relacionados aos procedimentos operacionais ao seu próprio conselho 9,3 5,3 Temas relacionados à estrutura do próprio conselho 1,9 5,9 Temas relacionados à administração pública 0,6 5,3 Total 100 100 Referências Gráfico 4.16. Principais temas abordados nas deliberações dos conselhos x tipo de representação (%) 80 70,4 70 61,8 60 50 Representação do governo 40 30 Representação da sociedade civil e usuários 21,8 17,9 20 9,3 10 5,9 5,3 1,9 5,3 0,6 0 Temas relacionados aos objetivos das políticas públicas Temas Temas Temas relacionados ao relacionados relacionados à controle social aos estrutura do das políticas procedimentos próprio operacionais ao conselho seu próprio conselho Temas relacionados à administração pública 134 Tabela 4.17. A atuação dos conselhos ajuda a coibir a corrupção? A atuação dos conselhos ajuda a combater a corrupção? N % % válido Sim 187 55,8 56,0 Às vezes 60 17,9 18,0 Não 87 26,0 26,0 NR 1 0,3 - 335 100 100 Total Gráfico 4.17. A atuação dos conselhos ajuda a coibir a corrupção? (%) 60 56 50 40 30 26 18 20 10 0 Sim As vezes Não 135 Tabela 4.18. A atuação dos conselhos ajuda a combater a corrupção x tipo de representação (%) A atuação dos conselhos ajuda a combater a corrupção? Representação do governo Sim 56,2 Representação da sociedade civil e usuários 55,8 Às vezes 17,9 18,0 Não 25,9 26,2 100 100 Total Gráfico 4.18. A atuação dos conselhos ajuda a combater a corrupção x tipo de representação (%) 60 56,2 55,8 50 40 Representação do governo 30 25,9 17,9 20 26,2 Representação da sociedade civil e usuários 18 10 0 Sim Às vezes Não 136 Tabela 4.19. Freqüência com que o conselho detecta, em suas deliberações, a corrupção N % % válido Nada frequente 181 54 56,7 Pouco frequente 111 33,1 34,8 Frequente 24 7,2 7,5 Muito frequente 3 0,9 0,9 NS/NR 16 4,8 Total 335 100 Referência 100 Gráfico 4.19. Freqüência com que o conselho detecta em suas deliberações a corrupção (%) 60 56,7 50 40 34,8 30 20 7,5 10 0,9 0 Nada frequente Pouco frequente Frequente Muito frequente 137 Tabela 4.20. Freqüência com que o conselho detecta a corrupção, em suas deliberações x tipo de representação (%) Representação do governo Representação da sociedade civil e usuários Nada frequente 62,4 51,8 Pouco frequente 32,2 37,1 Frequente 5,4 9,4 0 1,8 100 100 Referência Muito frequente Total Gráfico 4.20. Freqüência com que o conselho detecta a corrupção, em suas deliberações x tipo de representação (%) 70 62,4 60 51,8 50 Representação do governo 37,1 40 32,2 Representação da sociedade civil e usuários 30 20 9,4 10 5,4 0 1,8 0 Nada frequente Pouco frequente Frequente Muito frequente 138 Tabela 4.21. Ações do conselho diante de suspeitas de corrupção, que surjam em suas deliberações N % % válido As instituições de controle ( Ministério Público, CGU, Tribunal de Contas) são acionadas para verificar as informações. 113 33,7 40,4 O conselho atua para verificar as verificar as informações 34 10,1 12,1 O conselho não atua, porque não pertence `a sua jurisdição 47 14 16,8 Informa ao gestor responsável pela política pública para que sejam tomadas providências 86 25,7 30,7 NS/NR 55 16,4 Total 335 100 Ações 100 Gráfico 4.21. Ações do conselho diante de suspeitas de corrupção que surjam em suas deliberações (%) 45 40,4 40 35 30,7 30 25 20 16,8 12,1 15 10 5 0 As instituições de controle ( Ministério Público, CGU, Tribunal de Contas) são acionadas para verificar as informações. O conselho atua para O conselho não atua, verificar as verificar as porque não pertence informações `a sua jurisdição Informa ao gestor responsável pela política pública para que sejam tomadas providências 139 Tabela 4.22. Ações do conselho diante de suspeitas de corrupção x tipo de representação (%) Representação do governo Representação da sociedade civil e usuários As instituições de controle ( Ministério Público, CGU, Tribunal de Contas) são acionadas para verificar as informações. 41,7 39,2 O conselho atua para verificar as verificar as informações 9,8 14,2 O conselho não atua, porque não pertence à sua jurisdição 15,9 17,6 Informa ao gestor responsável pela política pública para que sejam tomadas providências 32,6 29,1 Total 100 100 Ações Gráfico 4.22. Ações do conselho diante de suspeitas de corrupção x tipo de representação (%) 29,1 Informa ao gestor responsável pela política pública para que sejam tomadas providências 32,6 17,6 O conselho não atua, porque não pertence à sua jurisdição 15,9 14,2 O conselho atua para verificar as verificar as informações 9,8 As instituições de controle ( Ministério Público, CGU, Tribunal de Contas) são acionadas para verificar as informações. 39,2 41,7 0 Representação do governo 5 10 15 20 25 30 35 Representação da sociedade civil e usuários 40 45 140 Tabela 4.23. Vitimização dos conselheiros por tentativa de suborno para favorecer alguém, em deliberações dos conselhos Vitimização? N % %Válido Sim 14 4,2 4,2 Não 319 95,2 95,8 2 0,6 - 335 100 100 NS/NR Total Gráfico 4.23. Vitimização dos conselheiros por tentativa de suborno para favorecer alguém, em deliberações dos conselhos (%válido) 120 100 95,8 80 60 40 20 4,2 0 Sim Não 141 Tabela 4.24. Vitimização dos conselheiros por tentativa de suborno para favorecer alguém, em deliberações dos conselhos x tipo de representação (%) Sim Representação do governo 3,1 Representação da sociedade civil e dos usuários 5,2 Não 96,9 94,8 Total 100 100 Vitimização? Gráfico 4.24. Vitimização dos conselheiros por tentativa de suborno para favorecer alguém, em deliberações dos conselhos x tipo de representação (%) 120 96,9 100 94,8 80 Sim 60 Não 40 20 3,1 5,2 0 Representação do governo Representação da sociedade civil e dos usuários 142 Tabela 4.25. Freqüência de tentativa de suborno no âmbito das deliberações dos conselhos. Freqüência N % %Válido Nada freqüente 252 75,2 79,7 Pouco freqüente 58 17,3 18,4 Freqüente 4 1,2 1,3 Muito freqüente 2 0,6 0,6 NS/NR 19 5,7 - Total 335 100 100 Gráfico 4.25. Freqüência de tentativa de suborno no âmbito das deliberações dos conselhos (%válido) 90 79,7 80 70 60 50 40 30 18,4 20 10 1,3 0,6 Freqüente Muito freqüente 0 Nada freqüente Pouco freqüente 143 Tabela 4.26. Freqüência de tentativa de suborno no âmbito das deliberações dos conselhos x tipo de representação (%) Representação do governo Nada freqüente 78,1 Representação da sociedade civil e dos usuários 81,2 Pouco freqüente 20,5 16,4 Freqüente 1,3 1,2 Muito freqüente 0,0 1,2 Total 100 100 Freqüência Gráfico 4.26. Freqüência de tentativa de suborno no âmbito das deliberações dos conselhos x tipo de representação (%) 90 80 78,1 81,2 70 60 Representação do governo 50 40 Representação da sociedade civil e dos usuários 30 20,5 16,4 20 10 1,3 1,2 0 1,2 0 Nada frequente Pouco frequente Frequente Muito frequente 144 Tabela 4.27. Presença do jogo de influência para estabelecer as decisões ou evitar o controle sobre políticas Avaliação N % %Válido Sim 133 39,7 40,7 Não 194 57,9 59,3 8 2,4 - 335 100 100 NS/NR Total Gráfico 4.27. Presença do jogo de influência para estabelecer as decisões ou evitar o controle sobre políticas (%válido) 70 59,3 60 50 40,7 40 30 20 10 0 Sim Não 145 Tabela 4.28. Presença do jogo de influência para estabelecer as decisões ou evitar o controle sobre políticas x tipo de representação (%) Sim Representação do governo 38,2 Representação da sociedade civil e dos usuários 42,9 Não 61,8 57,1 Total 100 100 Avaliação Gráfico 4.28. Presença do jogo de influência para estabelecer as decisões ou evitar o controle sobre políticas x tipo de representação (%) 70 61,8 57,1 60 50 42,9 40 38,2 Sim Não 30 20 10 0 Representação do governo Representação da sociedade civil e dos usuários 146 Tabela 4.29. O conselho considera o risco de corrupção quando regras e procedimentos de controle são estruturados? Referência N % % válido Sim 244 72,8 74,8 Às vezes 19 5,7 5,8 Não 63 18,8 19,3 NS / NR 9 2,7 - 335 100 100 Total Gráfico 4.29. O conselho considera o risco de corrupção quando regras e procedimentos de controle são estruturados? 80 74,8 70 60 50 40 30 19,3 20 10 5,8 0 Sim Às vezes Não 147 Tabela 4.30. Existência da preocupação com o risco de corrupção x tipo de representação (%) Referência Representação do governo Sim 74,2 Representação da sociedade civil e de usuários 75,4 Às vezes 7,1 4,7 Não 18,7 19,9 Total 100 100 Gráfico 4.30. Existência da preocupação com o risco de corrupção x tipo de representação (%) 80 74,2 75,4 70 60 50 Representação do governo 40 30 18,7 20 7,1 10 19,9 4,7 0 Sim Às vezes Não Representação da sociedade civil e de usuários 148 Tabela 4.31. Ações do conselho diante de denúncias de corrupção em outra área de políticas públicas: Referência N % %validos As instituições de controle ( Ministério Público, CGU, Tribunal de Contas) são acionadas para verificar as informações. 76 22,7 30,3 O conselho atua para verificar as verificar as informações 22 6,6 8,8 O conselho não atua, porque não pertence à sua jurisdição 108 32,2 43 Informa ao gestor responsável pela política pública para que sejam tomadas providências 45 13,4 17,9 NS/NR 84 25,1 Total 335 100 Gráfico 4.31. Ações do conselho diante de denúncias de corrupção em outra área de políticas públicas (%) 50 43 45 40 35 30,3 30 25 17,9 20 15 10 8,8 5 0 As instituições de O conselho atua para controle ( Ministério verificar as verificar as Público, CGU, Tribunal informações de Contas) são acionadas para verificar as informações. O conselho não atua, porque não pertence à sua jurisdição Informa ao gestor responsável pela política pública para que sejam tomadas providências 100 149 Tabela 4.32. Ações do conselho diante denúncias de corrupção em outra área de políticas públicas x tipo de representação (%) Representação do governo Representação da sociedade civil e usuários As instituições de controle ( Ministério Público, CGU, Tribunal de Contas) são acionadas para verificar as informações. 29,4 31,0 O conselho atua para verificar as informações 7,3 9,9 O conselho não atua, porque não pertence à sua jurisdição 39,4 45,8 Informa ao gestor responsável pela política pública para que sejam tomadas providências 23,9 13,4 Total 100 100 Referência Gráfico 4.32. Ações do conselho diante de denúncias de corrupção em outra área de políticas públicas x tipo de representação (%) 50 45,8 45 39,4 40 35 30 29,4 31 23,9 25 20 13,4 15 9,9 10 7,3 5 0 As instituições de controle ( Ministério Público, CGU, Tribunal de Contas) são acionadas para verificar as informações. O conselho atua para verificar as informações Representação do governo O conselho não atua, porque não pertence à sua jurisdição Informa ao gestor responsável pela política pública para que sejam tomadas providências Representação da sociedade civil e usuários 150 Tabela 4.33. Percepção sobre a atuação dos conselhos nacionais de políticas públicas no controle da corrupção N % % válido Péssima 8 2,4 4,8 Ruim 22 6,6 13 Regular 148 44,2 39,7 Boa 114 34 37,3 Ótima 25 7,5 5,2 NS/NR 18 5,4 - Total 335 100 100 Referência Gráfico 4.33. Percepção sobre a atuação dos conselhos nacionais de políticas públicas no controle da corrupção (% válido) 45 39,7 40 37,3 35 30 25 20 13 15 10 5,2 4,8 5 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 151 Tabela 4.34. Fatores mais importantes para tornar a atuação dos conselhos mais efetiva no controle da corrupção Referência N % % válido Uma seleção mais qualificada dos conselhos de políticas públicas Maior transparência das deliberações dos conselhos à sociedade Maior atenção dos conselhos à tentativa da corrupção, até então não tratada. Procedimentos mais adequados para evitar o risco de corrupção Simplificação das informações disponibilizadas pelo Governo Federal Mudança na estrutura dos conselhos para impedir a influência do governo NS / NR 54 16,1 17,0 84 25,1 26,5 40 11,9 12,6 49 14,6 15,5 35 10,4 11,0 55 16,4 17,0 18 5,4 - Total 335 100 100 Gráfico 4.34. Fatores mais importantes para tornar a atuação dos conselhos mais efetiva no controle da corrupção (% válido) Mudança na estrutura dos conselhos para impedir a influência do governo 17 Simplificação das informações disponibilizadas pelo Governo Federal 11 Procedimentos mais adequados para evitar o risco de corrupção 15,5 Maior atenção dos conselhos à tentativa da corrupção, até então não tratada 12,6 Maior transparência das deliberações dos conselhos à sociedade 26,5 Uma seleção mais qualificada dos conselhos de políticas públicas 17 0 5 10 15 20 25 30 152 Tabela 4.35. Fatores mais importantes para tornar a atuação dos conselhos mais efetiva no controle da corrupção x tipo de representação (%) Referência Representação do governo Uma seleção mais qualificada dos conselhos de políticas públicas Maior transparência das deliberações dos conselhos à sociedade Maior atenção dos conselhos à tentativa da corrupção, até então não tratada Procedimentos mais adequados para evitar o risco de corrupção Simplificação das informações disponibilizadas pelo Governo Federal Uma mudança na estrutura dos conselhos para impedir a influência do governo Total 23,0 Representação da sociedade civil e usuários 11,5 27,0 26,1 12,5 12,7 13,8 17,0 13,2 9,1 10,5 23,6 100 100 Gráfico 4.35. Fatores mais importantes para tornar a atuação dos conselhos mais efetiva no controle da corrupção x tipo de representação (%) Uma mudança na estrutura dos conselhos para impedir a influência do governo 23,6 10,5 Simplificação das informações disponibilizadas pelo Governo Federal 9,1 13,2 Procedimentos mais adequados para evitar o risco de corrupção 17 13,8 Maior atenção dos conselhos à tentativa da corrupção, até então não tratada 12,7 12,5 Maior transparência das deliberações dos conselhos à sociedade 26,1 27 Uma seleção mais qualificada dos conselhos de políticas públicas 11,5 23 0 5 Representação do governo 10 15 20 Representação da sociedade civil e usuários 25 30 153 Tabela 4.36. Áreas em que a corrupção se faz mais presente Referência N % % válido Licitações 156 46,6 50,2 Execução de contratos 52 15,5 16,7 Convênios com estados e municípios 32 9,6 10,3 Convênios com ONG’s 28 8,4 9,0 Concessão de benefícios 5 1,5 1,6 Concessão de licenças às empresas 16 4,8 5,1 Nomeação de servidores públicos 9 2,7 2,9 Folhas de pagamento 1 0,3 0,3 Fiscalização de empresas 12 3,6 3,9 NS / NR 24 7,2 - Total 335 100 100 Gráfico 4.36. Áreas em que a corrupção se faz mais presente (%) 60 50,2 50 40 30 20 16,7 10,3 10 9 5,1 1,6 3,9 2,9 0,3 0 Licitações Execução de Convênios contratos com estados e municípios Convênios com ONG’s Concessão de benefícios Concessão Nomeação de Folhas de de licenças servidores pagamentos às empresas públicos Fiscalização de empresas 154 Tabela 4.37. Fatores principais que contribuem para a corrupção Fatores N % %Válido Excesso de burocracia, normas e procedimentos 31 9,3 9,5 Impunidade e um sistema judicial ineficiente 137 40,9 41,9 Salários muito baixos e falta de um plano de carreira 8 2,4 2,4 Corporativismo no setor público 6 1,8 1,8 Ganância e desejo de obter ganhos pessoais, por parte dos servidores Abuso de autoridade por parte dos superiores hierárquicos Interferência inadequada da política na administração 35 10,4 10,7 9 2,7 2,8 15 4,5 4,6 Falta de concursos públicos 5 1,5 1,5 Falta de fiscalização, transparência e controle 38 11,3 11,6 A cultura da sociedade brasileira, a falta de ética dos servidores e o jeitinho Nepotismo, paternalismo e personalização da administração pública Excesso de cargos de confiança na administração pública 23 6,9 7,0 1 0,3 0,3 2 0,6 0,6 Falta de leis mais rígidas para o exercício do controle 2 0,6 0,6 Falta de controle social das políticas públicas e de participação da sociedade Organização do sistema político e regra de financiamento de campanhas eleitorais NS / NR 5 1,5 1,5 10 3,0 3,1 8 2,4 - 1200 100 100 Total 155 Gráfico 4.37. Fatores principais que contribuem para a corrupção (%) Impunidade e um sistema judicial ineficiente 41,9 Falta de fiscalização, transparência e controle 11,6 Ganância e desejo de obter ganhos pessoais, por parte dos servidores 10,7 Excesso de burocracia, normas e procedimentos 9,5 A cultura da sociedade brasileira, a falta de ética dos servidores e o jeitinho 7 Interferência inadequada da política na administração 4,6 Organização do sistema político e regra de financiamento de campanhas eleitorais 3,1 Abuso de autoridade por parte dos superiores hierárquicos 2,8 Salários muito baixos e falta de um plano de carreira 2,4 Corporativismo no setor público 1,8 Falta de controle social das políticas públicas e de participação da sociedade 1,5 Falta de concursos públicos 1,5 Falta de leis mais rígidas para o exercício do controle 0,6 Excesso de cargos de confiança na administração pública 0,6 Nepotismo, paternalismo e personalização da administração pública 0,3 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 156 Tabela 4.38. Ações para melhorar o controle da corrupção (médias) Ações Média Desvio Padrão Tornar as penas para os crimes de corrupção mais severas 8,19 2,455 Tornar as decisões gerenciais mais transparentes 8,82 1,627 Aumentar a remuneração dos servidores públicos Possibilitar aos cidadãos o acesso às informações públicas, como licitações e contratos Reforçar a descentralização para estados e municípios Reforçar a participação da sociedade civil nas políticas Reduzir a quantidade de níveis hierárquicos na administração 5,92 2,577 8,54 2,086 6,25 2,869 7,95 2,266 6,29 2,721 Aperfeiçoar o Judiciário para evitar a impunidade 8,50 2,078 Simplificar os procedimentos administrativos Reduzir a participação do Estado nos negócios privados Reformar a legislação sobre licitações, contratos e convênios Diminuir a presença dos mecanismos de controle no cotidiano do serviço público 7,63 2,368 5,80 3,073 6,84 2,769 2,50 2,867 Média das médias 6,94 - Gráfico 4.38. Ações para melhorar o controle da corrupção (médias) Tornar as decisões gerenciais mais transparentes 8,82 Possibilitar aos cidadãos o acesso às informações públicas, como licitações e contratos 8,54 Aperfeiçoar o Judiciário para evitar a impunidade 8,5 Tornar as penas para os crim es de corrupção mais severas 8,19 7,95 Reforçar a participação da sociedade civil nas políticas Simplificar os procedimentos administrativos 7,63 Reform ar a legislação sobre licitações, contratos e convênios 6,84 Reduzir a quantidade de níveis hierárquicos na administração 6,29 Reforçar a descentralização para estados e m unicípios 6,25 5,92 Aumentar a remuneração dos servidores públicos Reduzir a participação do Estado nos negócios privados 5,8 Diminuir a presença dos mecanismos de controle no cotidiano do serviço público 2,5 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 157 4.3. Percepções dos conselheiros sobre as instituições de controle No que diz respeito à percepção dos conselheiros nacionais de políticas públicas sobre a atuação das instituições de controle, destaca-se o modo como se percebe, na ordem, a atuação do Ministério Público, da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União como as mais bem avaliadas. Importante destacar a forma como o Poder Legislativo, novamente, é mal avaliado no quesito de atuação no controle da corrupção, recebendo menções que caracterizam sua atuação como ruim ou péssima, na ordem de 61,1% (tabela 4.47). Seguindo esse tipo de avaliação, considera-se a CPI como instituto ineficaz para o controle da corrupção, para 50,7% da amostra (tabela 4.53). 158 Tabela 4.39. Atuação do Governo Federal no controle da corrupção N % % válido Péssima 16 4,8 4,8 Ruim 43 12,8 13 Regular 131 39,1 39,7 Boa 123 36,7 37,3 Ótima 17 5,1 5,2 NS/NR 5 1,5 - 335 100 100 Referência Total Gráfico 4.39. Atuação do Governo Federal no controle da corrupção (% válido) 45 39,7 40 37,3 35 30 25 20 13 15 10 5,2 4,8 5 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 159 Tabela 4.40. Atuação do Governo Federal no controle da corrupção x tipo de representação (%) Referência Representantes do governo Representantes da sociedade civil e dos usuários 2,5 7,1 10,0 15,9 41,3 38,2 42,5 32,4 3,8 6,5 100 100 Péssima Ruim Regular Boa Ótima Total Gráfico 4.40. Atuação do Governo Federal no controle da corrupção x tipo de representação (%) 45 41,3 40 42,5 38,2 35 32,4 30 25 Representantes do governo 20 15,9 Representantes da sociedade civil e dos usuários 15 10 10 5 7,1 6,5 3,8 2,5 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 160 Tabela 4.41. Avaliação da atuação da Polícia Federal no controle da corrupção Avaliação N % %Válido Péssima 3 0,9 0,9 Ruim 13 3,9 3,9 Regular 73 21,8 22,0 Boa 184 54,9 55,4 Ótima 59 17,6 17,8 NS / NR 3 0,9 - 335 100 100 Total Gráfico 4.41. Avaliação da atuação da Polícia Federal no controle da corrupção (%válido) 60 55,4 50 40 30 22 20 17,8 10 3,9 0,9 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 161 Tabela 4.42. Avaliação da atuação da Polícia Federal no controle da corrupção x tipo de representação (%) Referência Representantes do governo Representantes da sociedade civil e dos usuários 0,6 1,2 2,5 5,3 20,4 23,5 56,2 54,7 20,4 15,3 100 100 Péssima Ruim Regular Boa Ótima Total Gráfico 4.42. Avaliação da atuação da Polícia Federal no controle da corrupção x tipo de representação (%) 60 56,2 54,7 50 40 Representantes do governo 30 23,5 20,4 20,4 20 15,3 10 5,3 0,6 1,2 2,5 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima Representantes da sociedade civil e dos usuários 162 Tabela 4.43. Avaliação da atuação da Controladoria Geral da União no controle da corrupção Avaliação N % %Válido Péssima 5 1,5 1,6 Ruim 14 4,2 4,4 Regular 82 24,5 25,5 Boa 172 51,3 53,6 Ótima 48 14,3 15,0 NS / NR 14 4,2 - Total 335 100 100 Gráfico 4.43. Avaliação da atuação da Controladoria Geral da União (%válido) 60 53,6 50 40 30 25,5 20 15 10 4,4 1,6 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 163 Tabela 4.44. Avaliação da atuação da Controladoria Geral da União x tipo de representação (%) Referência Representantes do governo Representantes da sociedade civil e dos usuários 1,3 1,9 3,1 5,6 23,9 27,2 51,6 55,6 20,1 9,9 100 100 Péssima Ruim Regular Boa Ótima Total Gráfico 4.44. Avaliação da atuação da Controladoria Geral da União x tipo de representação (%) 60 55,6 51,6 50 40 30 Representantes do governo 27,2 23,9 20,1 Representantes da sociedade civil e dos usuários 20 9,9 10 5,6 1,3 1,9 3,1 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 164 Tabela 4.45. Avaliação da atuação do Ministério Público no controle da corrupção Avaliação N % %Válido Péssima 5 1,5 1,5 Ruim 10 3,0 3,0 Regular 73 21,8 21,9 Boa 186 55,5 55,7 Ótima 60 17,9 18,0 NS / NR 1 0,3 - 335 100 100 Total Gráfico 4.45. Avaliação da atuação do Ministério Público no controle da corrupção (%válido) 60 55,7 50 40 30 21,9 20 18 10 1,5 3 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 165 Tabela 4.46. Avaliação da atuação do Ministério Público x tipo de representação (%) Referência Representantes do governo Representantes da sociedade civil e dos usuários 1,2 1,8 3,1 2,9 19,0 24,6 57,7 53,8 19,0 17,0 100 100 Péssima Ruim Regular Boa Ótima Total Gráfico 4.46. Avaliação da atuação do Ministério Público x tipo de representação (%) 70 57,7 60 53,8 50 40 Representantes do governo 30 24,6 19 20 19 17 10 1,2 1,8 3,1 2,9 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima Representantes da sociedade civil e dos usuários 166 Tabela 4.47. Avaliação da atuação do Poder Legislativo no controle da corrupção Avaliação N % %Válido Péssima 89 26,6 26,8 Ruim 114 34,0 34,3 Regular 106 31,6 31,9 Boa 21 6,3 6,3 Ótima 2 0,6 0,6 NS / NR 3 0,9 - 335 100 100 Total Gráfico 4.47. Avaliação da atuação do Poder Legislativo no controle da corrupção (%válido) 40 34,3 35 31,9 30 26,8 25 20 15 10 6,3 5 0,6 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 167 Tabela 4.48. Avaliação da atuação do Poder Legislativo x tipo de representação (%) Referência Representantes do governo Representantes da sociedade civil e dos usuários 30,2 23,5 32,7 35,9 29,6 34,1 6,8 5,9 0,6 0,6 100 100 Péssima Ruim Regular Boa Ótima Total Gráfico 4.48. Avaliação da atuação do Poder Legislativo x tipo de representação (%) 40 35,9 34,1 35 32,7 30,2 29,6 30 25 23,5 Representantes do governo 20 15 Representantes da sociedade civil e dos usuários 10 6,8 5,9 5 0,6 0,6 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 168 Tabela 4.49. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas da União no controle da corrupção Avaliação N % %Válido Péssima 12 3,6 3,6 Ruim 21 6,3 6,4 Regular 97 29,0 29,5 Boa 169 50,4 51,4 Ótima 30 9,0 9,1 NS / NR 6 1,8 - 335 100 100 Total Gráfico 4.49. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas da União no controle da corrupção (%válido) 60 51,4 50 40 29,5 30 20 9,1 10 6,4 3,6 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 169 Tabela 4.50. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas da União x tipo de representação (%) Referência Representantes do governo Representantes da sociedade civil e dos usuários 3,1 4,1 6,3 6,5 26,9 32,0 52,5 50,3 11,3 7,1 100 100 Péssima Ruim Regular Boa Ótima Total Gráfico 4.50. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas da União x tipo de representação (%) 60 52,5 50,3 50 40 32 30 Representantes do governo 26,9 Representantes da sociedade civil e dos usuários 20 11,3 10 7,1 6,3 6,5 3,1 4,1 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 170 Tabela 4.51. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas dos Estados no controle da corrupção Avaliação N % %Válido Péssima 33 9,9 10,2 Ruim 59 17,6 18,3 Regular 122 36,4 37,9 Boa 90 26,9 28,0 Ótima 18 5,4 5,6 NS / NR 13 3,9 - Total 335 100 100 Gráfico 4.51. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas do Estado no controle da corrupção (%válido) 40 37,9 35 30 28 25 20 18,3 15 10,2 10 5,6 5 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 171 Tabela 4.52. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas dos Estados x tipo de representação (%) Referência Representantes do governo Representantes da sociedade civil e dos usuários 12,3 8,4 21,3 15,6 35,5 40,1 25,8 29,9 5,2 6,0 100 100 Péssima Ruim Regular Boa Ótima Total Gráfico 4.52. Avaliação da atuação do Tribunal de Contas dos Estados x tipo de representação (%) 45 40,1 40 35,5 35 29,9 30 25,8 25 Representantes do governo 21,3 20 15,6 15 10 Representantes da sociedade civil e dos usuários 12,3 8,4 5,2 6 5 0 Péssima Ruim Regular Boa Ótima 172 Tabela 4.53. As comissões parlamentares de inquérito/CPI’s representam um instrumento eficaz de controle da corrupção no Brasil? Avaliação N % %Válido Sim 41 12,2 12,2 Às vezes 124 37,0 37,0 Não 170 50,7 50,7 Total 335 100 100 Gráfico 4.53. As comissões parlamentares de inquérito/CPI’s representam um instrumento eficaz de controle da corrupção no Brasil? (%válido) 60 50,7 50 40 37 30 20 12,2 10 0 Sim Às vezes Não 173 Tabela 4.54. Comparativo da avaliação dos conselheiros sobre as instituições de controle (% válido) Instituição Ótima Boa Regular Ruim Péssima Governo Federal 5,2 37,3 39,7 13,0 4,8 Polícia Federal 17,8 55,4 22,0 3,9 0,9 Controladoria Geral da União Ministério Público 15,0 53,6 25,5 4,4 1,6 18,0 55,7 21,9 3,0 1,5 Legislativo 0,6 6,3 31,9 34,3 26,8 Tribunal de Contas da União Tribunais de Contas dos Estados 9,1 51,4 29,5 6,4 3,6 5,6 28,0 37,9 18,3 10,2 Gráfico 4.54. Comparativo da avaliação dos conselheiros sobre as instituições de controle (% válido) Tribunais de Contas dos Estados Tribunal de Contas da União Legislativo Ministério Público Controladoria Geral da União Polícia Federal Governo Federal 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100 % Ótima Boa Regular Ruim Péssima 174 Gráfico 4.55. Comparativo da avaliação da atuação das instituições de controle (% de respostas ótimas) 20 17,8 18 16 18 15 14 12 10 9,1 8 6 5,2 5,2 Conselhos nacionais de políticas públicas Governo Federal 5,6 4 2 0,6 0 Legislativo Tribunal de Contas dos Estados Tribunal de Contas da União Controladoria Polícia Federal Geral da União Ministério Público 175 Conclusões e recomendações 176 Dos universos abordados nessa pesquisa, percebe-se que a questão do controle público e democrático da corrupção ainda precisa avançar especialmente no que diz respeito à construção de uma política de Estado – e não de órgãos ou poderes específicos – para o enfrentamento da corrupção no Brasil. Merece destaque, no conjunto de questões levantadas e respostas apontadas pelos diferentes atores, a necessidade de aprimoramento do Judiciário brasileiro. No que diz respeito às percepções de servidores e conselheiros, há quase unanimidade de que o aprimoramento do controle público da corrupção no Brasil passa pelo aprimoramento do Judiciário e pelo enfrentamento da sensação de impunidade que paira sobre o sistema político e sobre a administração pública. Este processo de delegação ao Judiciário, em certa medida, reproduz uma opinião hoje consensual no Brasil de que o aprimoramento do Judiciário é fundamental à consolidação dos controles da corrupção (Filgueiras e Marona, 2010). A ineficiência do controle judicial e, por sua vez, a criação de um sentimento de impunidade implicam a necessidade de uma reforma do Judiciário brasileiro, com o objetivo de torná-lo mais eficaz para o exercício de controle sobre o sistema político e sobre a administração pública, em parâmetros condizentes com as necessidades da sociedade brasileira. Servidores e conselheiros têm essa opinião comum de que o controle judicial deve ser aprimorado, de maneira a reduzir a sensação da impunidade que paira sobre a sociedade brasileira. É premente, para o aprimoramento dos controles públicos da corrupção, o enfrentamento da agenda de reforma do Judiciário, no sentido aprimorar o controle judicial e assegurar mecanismos mais eficientes de investigação e interpretação da corrupção no Brasil. O sentimento de impunidade presente hoje na sociedade brasileira enfraquece a percepção da accountability tanto do sistema político, quanto da burocracia do Estado brasileiro (Taylor e Buranelli, 2007). Contudo, é tão importante quanto a reforma do Judiciário, na percepção de servidores e conselheiros, o aprimoramento institucional do Poder 177 Legislativo. Do ponto de vista do controle, servidores e conselheiros percebem o Poder Legislativo como o mais corrompido e o que menos contribui, institucionalmente, para a eficiência dos controles democráticos da corrupção. Em diferentes questões levantadas nesta pesquisa, o Poder Legislativo é visto como aquele que menos contribui para o controle e onde a corrupção se faz mais presente. É fundamental fortalecer a gestão do Legislativo, fortalecer o Tribunal de Contas da União e fortalecer o mecanismo das comissões parlamentares de inquérito, de maneira a consolidar a participação do Legislativo no controle democrático da corrupção. Quanto às questões relacionadas ao controle burocrático-administrativo, os servidores reconhecem que o sistema de controle interno ainda é frágil, especialmente se considerarmos que eles percebem que falta o aprimoramento organizacional e o investimento em um sistema de ética pública. Pode-se dizer que, na percepção dos servidores, o controle burocrático-administrativo avançou mais na dimensão do controle externo, especialmente exercido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No que tange ao aprimoramento organizacional da administração pública, os servidores identificam que é fundamental a compatibilização entre competências e responsabilidades funcionais, o aprimoramento do controle interno e uma orientação ética mais forte. Com respeito a esse último aspecto, os próprios servidores identificam que há a necessidade de uma formação ética mais forte e treinamento nas leis gerais e específicas que regulam suas atividades no serviço público. Paira entre os servidores uma sensação de desigualdade interna, no que diz respeito à aplicação de normas do serviço público, o que sugere que o aprimoramento institucional da burocracia no Brasil ainda é um elemento a ser considerado nos processos de modernização do Estado brasileiro. Este aprimoramento institucional passa, na percepção dos servidores, por um aprimoramento das hierarquias funcionais de modo a evitar a sua deturpação e aplicação inadequada, uma vez que eles identificam pressões dos superiores hierárquicos como um elemento importante na geração de favorecimentos e produção de ilícitos. 178 Do ponto de vista das vulnerabilidades institucionais à corrupção no Estado brasileiro, os servidores identificam, nessa ordem, as licitações, os contratos, as concessões de licenças, a fiscalização de empresas e a gestão de convênios como os mais suscetíveis à corrupção. Na percepção dos servidores, é fundamental aprimorar o sistema de gestão pública pela construção de ferramentas que aprimorem os mecanismos de controle em direção à eficiência. Se os servidores identificam esses pontos como os mais vulneráveis, podemos identificar a necessidade de manutenção da agenda de reformas do serviço público civil com a constituição de sistemas de inteligência de gestão e de ferramentas que permitam o aprimoramento e a disponibilização de informações mais confiáveis e condizentes com a gestão das políticas públicas, em especial o Sistema de Gestão de Convênios e Termos de Repasse (SICONV), o Sistema de Administração Financeira (SIAFI) e o Sistema de Administração de Pessoal (SIAPE). Por fim, no que tange à percepção dos conselheiros nacionais de políticas públicas, é fundamental percebermos que eles reconhecem que a competência dos conselhos é o controle dos fins e não o controle dos meios. Ou seja, para os conselheiros nacionais de políticas públicas, a função precípua dos conselhos é a deliberação dos objetivos das políticas públicas, sendo a idéia de controle social aplicada à construção de metas para as políticas públicas e fiscalização dessas metas e, não necessariamente, dos meios para sua implementação. É por esse motivo que a idéia de controle social tem um limite para o controle da corrupção, como reconhecem os próprios conselheiros, ao identificarem que não é freqüente a detecção de corrupção no interior das deliberações dos conselhos. As vulnerabilidades institucionais do Estado à corrupção, identificadas pelos conselheiros, são as licitações, os contratos e os convênios, o que, tal como as percepções dos servidores, exigem a consolidação de um projeto de modernização do Estado brasileiro. O controle social tem um limite para o controle dos meios, mas podem contribuir muito para o controle da corrupção ao servirem como ponte para a identificação de pontos de vulnerabilidades 179 institucionais e delimitação das finalidades das políticas públicas e fiscalização da implementação dessas políticas. Para que a atuação do controle social seja mais efetiva, na percepção dos conselheiros, é quase consensual a necessidade de maior transparência das deliberações. Isto sugere que os conselhos podem estar passando por um processo de burocratização interna, que vai de encontro aos fundamentos para sua constituição. Isso fica claro quando os próprios conselheiros identificam uma necessidade de maior transparência das decisões dos conselhos, o que sugere que as deliberações tomadas nesses conselhos, compreendidos como fóruns para a constituição das finalidades das políticas públicas, sejam de pouco conhecimento público. Talvez isso ocorra por conta da diferença entre a representação da sociedade civil, que clama por menor influência do governo, e a representação do governo, que clama por uma seleção mais qualificada dos conselheiros. Diante das vulnerabilidades identificadas por servidores públicos e conselheiros nacionais de políticas públicas, podemos formular o seguinte quadro sintético, de maneira a expor o argumento: Controle burocrático-administrativo Problemas: • Estrutura organizacional que permite a deturpação de hierarquias funcionais; • Ausência de um sistema de ética pública; • Vulnerabilidade da gestão pública em licitações, contratos, fiscalização e convênios; • Sentimento de impunidade. Enfrentamento: • Ampliação da transparência e do acesso à informação; • Aprimoramento dos controles internos; • Orientação ética; • Compatibilização entre competências e responsabilidades dos servidores; • Aprimoramento da gestão e dos procedimentos administrativos 180 Controle público não-estatal Problemas: • Limitação do exercício do controle pelos conselhos em relação às atividades meio; • Burocratização dos conselhos. Enfrentamento: • Ampliação da transparência em relação à atuação dos conselhos; • Redução da influência do governo. Controle judicial 4 Problemas: • Sistema processual que promove morosidade e uma cultura da impunidade judicial; • Organização interna de instâncias e tribunais; Enfrentamento: • Mudanças no Direito Processual; • Maior autonomia financeira do Judiciário; • Aprimoramento da organização interna do Judiciário. Por conclusão, podemos afirmar que na percepção de servidores e conselheiros é fundamental a constituição de uma política de Estado, capaz de constituir um sistema de integridade pública balizado na atuação conjunta dos três tipos de controles públicos da corrupção, capaz de enfrentar essa questão pela modernização da gestão, pela reforma do Judiciário e pela democratização do Estado brasileiro. Sem o trabalho conjunto desses atores e permanecendo a disjunção percebida da atuação destes tipos de controle, continuaremos a perfilhar um quadro de corrupção alargada, cujos efeitos estarão não apenas nas finanças públicas do Estado, mas em sua própria legitimidade. Isto é, é fundamental, com o aprimoramento dos controles democráticos da corrupção, resgatar o marco de publicidade do Estado brasileiro, contribuindo fortemente para sua modernização e para o desenvolvimento da sociedade. 4 Estas inferências decorrem de um estudo piloto realizado pelo CRIP em 2010 com 147 magistrados e da percepção de servidores e conselheiros sobre a atuação do Judiciário. 181 Referências bibliográficas AVRITZER, Leonardo. “Esfera Pública”, in: AVRITZER, Leonardo, et alli (orgs.). Corrupção: ensaios e críticas. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. AVRITZER, Leonardo; FILGUEIRAS, Fernando. “Corrupção e controles democráticos no Brasil”, in: SÁ, Fábio, et. All. Instituições do Estado e desenvolvimento. Brasília: IPEA, 2010. BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. São Paulo, Malheiros, 2003. BOURDIEU, Pierre. 2005. “O campo jurídico”, in: O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. FILGUEIRAS, Fernando. . “A tolerância à corrupção no Brasil”. Uma antinomia entre normas morais e prática social, in: Opinião Pública, vol. 15, nº 2, 2009. FILGUEIRAS, Fernando. Corrupção, democracia e legitimidade. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. FILGUEIRAS, Fernando; MARONA, Marjorie Corrêa. “A corrupção, o Judiciário e a cultura política no Brasil democrático”, in: BIASON, Rita de Cássia (org.). Temas sobre a corrupção no Brasil. São Paulo: Editora UNESP, 2010. GOMES, Marcelo Barros; ARAÚJO, Ricardo de Melo. 2008. “Controle externo”, in: AVRITZER, Leonardo, et alli (orgs.). Corrupção: ensaios e críticas. Belo Horizonte: Editora UFMG. HABERMAS, Jürgen. Between facts and norms. Cambridge: MIT Press, 1989. SOUSA, Luís de. “Anti-corruption agencies: between empowerment and irrelevance”, in: Crime, law and social change, vol. 53, nº 1, 2010, pp. 522. SPINELLI, Mário. 2008. “Controle interno”, in: AVRITZER, Leonardo, et alli (orgs.). Corrupção: ensaios e críticas. Belo Horizonte: Editora UFMG. TAYLOR, Matthew; BURANELLI, Vinícius C. “Ending up in pizza: accountability as a problem of institutional arrangement in Brazil”, in: Latin American Politics and Society, vol. 49, nº 1, 2007, p. 59-87. 182 ANEXO I Questionário da pesquisa com servidores públicos 183 APRESENTAÇÃO: ESSA PESQUISA VISA IDENTIFICAR A PERCEPÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS SOBRE CORRUPÇAO. GOSTARÍAMOS DE CONTAR COM A COLABORAÇÃO DO SENHOR(a)PARA RESPONDER A ALGUMAS QUESTÕES RELATIVAS A ESSE TEMA. . INTERESSA-NOS, FUNDAMENTALMENTE, A OPINIÃO DOS SERVIDORES, EM SEU CONJUNTO, SOBRE O TEMA DA CORRUPÇÃO. DESSA FORMA NOS COMPROMETEMOS COM O DEVER DE SIGILO, INCLUSIVE NA METODOLOGIA QUE NÃO TEM QUALQUER FORMA DE IDENTIFICAÇÃO PESSOAL DOS ENTREVISTADOS. ACREDITAMOS QUE A COLABORAÇÃO DO SENHOR (a), PODE CONTRUIBUIR NOS ESFORÇOS PARA A IDENTIFICAÇÃO DE FORMAS DE SUPERARAÇÃO DESSA PRÁTICA EM NOSSO PAÍS 1. QUAL O ESTADO? 01 - Acre 02 - Alagoas 03 - Amapá 04 - Amazonas 05 - Bahia 06 - Ceará 07 - Distrito Federal 08 - Espírito Santo 09 - Goiás 10 - Maranhão 11 - Mato Grosso 12 - Mato Grosso do Sul 13 - Minas Gerais 14 - Paraíba 15 – Paraná 16 – Pará 17 - Pernambuco 18 – Piauí 19 - Rio de Janeiro 20 - Rio Grande do Norte 21 - Rio Grande do Sul 22 - Rondônia 23 - Roraima 24 - Santa Catarina 25 - Sergipe 26 - São Paulo 27 – Tocantins V1 ( ) 2. SEXO? 01 - Masculino 02 – Feminino V2 ( ) 3. QUAL A FAIXA ETÁRIA? 1 - 18 a 24 anos 2 – 25 a 29 anos 3 – 30 a 39 anos 4 - 40 a 49 anos 5 - 50 a 59 anos 6 - 60 anos ou mais V3 ( ) 4. QUAL A SUA ESCOLARIDADE? 01 – 2º GRAU incompleto 02 – 2º GRAU Completo 03 – Superior incompleto V4 ( ) 184 04 - Superior completo 05 – Especialização 06 – Mestrado incompleto 07 – Mestrado completo 08 – Doutorado incompleto 09 – Doutorado completo 10 – Pós-doutorado 5. QUAL O TEMPO DE SERVIÇO DO SENHOR(A), NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL? 01 – Até 2 anos 02 – De 2 a 5 anos 03 – De 5 a 10 anos 04 – De 10 a 15 anos 05 – De 15 a 20 anos 06 – Acima de 20 anos 07 – NS / NR V5 ( ) 6. QUAL A FORMA DE INGRESSO DO SENHOR(A) NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL? 01 – Concurso público 02 – Efetivação 03 – Exercício de cargo comissionado 04 – NS / NR V6 ( ) 7. QUAL A RENDA FAMILIAR DO SENHOR(A)? 1 – ATÉ 2000 REAIS 2 - Mais de 2000 a 4000REAIS 3 - Mais de 4000 a 6000REAIS 4 – MAIS DE 6000 A 8000 REAIS 5 – MAIS DE 8000 A 10000 REAIS 6 – MAIS DE 10000 A 12000 7 – MAIS DE 12000 A 14000 REAIS 8 – MAIS DE 15000 9 – NS 10 - NR V7 ( ) 8. EM QUAL MINISTÉRIO OU ÓRGÃO O SENHOR (A) ESTÁ EM EXERCÍCIO? 1 – Ministério da Justiça 2 – Ministério da Educação 3 – Ministério da Saúde 4 – Ministério da Fazenda 5 – Ministério do Trabalho e Emprego 6 – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 7 – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior 8 – Ministério do Meio Ambiente 9 – Ministério das Minas e Energia 10 – Ministério da Cultura 11 – Ministério dos Transportes 12 – Ministério do Desenvolvimento Agrário 13 – Ministério das Comunicações 14 – Ministério das Cidades 15 – Ministério das Relações Exteriores 16 – Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome 17 – Ministério da Previdência Social 18 – Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão 19 – Ministério do Turismo 20 – Ministério da Ciência e Tecnologia V8 ( ) 185 21 – Ministério da Integração Nacional 22 – Ministério do Esporte 23 - Casa Civil 24 - Advocacia Geral da União 25 - Controladoria Geral da União 26 – Presidência da República 9. COMO O SENHOR(A)CLASSIFICA A QUALIFICAÇÃO DOS SERVIDORES EM SEU ÓRGÃO PARA O DESEMPENHO DE SUAS FUNÇÕES? (EXPOR AS CATEGORIAS) 1 – Ótimo 2 – Bom 3 – Regular 4 – Ruim 5 - Péssimo 6 – NS 7 – NR V9 ( ) 10. O SENHOR(A)RECEBEU ALGUMA FORMAÇÃO SOBRE ÉTICA NO EXERCÍCO DE SUA FUNÇÃO COMO SERVIDOR PÚBLICO? 1 – Sim 2 – Não 3 – NS 4 – NR V10( ) 11. O SENHOR(A)RECEBEU ALGUMA FORMAÇÃO SOBRE AS LEIS GERAIS E ESPECÍFICAS QUE REGULAM O EXERCÍCIO DE SUA FUNÇÃO NO SERVIÇO PÚBLICO? 1 – Sim 2 – Não 3 – NS 4 - NR V11( ) 12. O SENHOR(A)CONSIDERA QUE AS NORMAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA SÃO IGUALMENTE APLICADAS POR TODOS OS SERVIDORES NO COTIDIANO DE SEU ÓRGÃO? 1 – Sim 2 – Não 3 – NS 4 - NR V12( ) 13. COMO O SENHOR(A)CLASSIFICA O(S) PLANO(S) DE CARREIRA DO SEU ÓRGÃO PARA O NÍVEL DE EXIGÊNCIA TÉCNICA E OU DE RESPONSABILIDADE FUNCIONAL DAS ATIVIDADES DESEMPENHADAS: (LER AS CATEGORIAS) 1 – Ótimo 2 – Bom 3 – Regular 4 – Ruim 5 - Péssimo 6 – NS 7 - NR V13( ) 14. VOU CITAR ALGUMAS FRASES E GOSTARIA QUE O SENHOR(A) ME DESSE UMA NOTA DE ZERO A DEZ PARA O SEU NÍVEL DE CONCORDÂNCIA COM ESTAS FRASES, SENDO ZERO SE VOCÊ ACHA QUE DISCORDA TOTALMENTE E DEZ SE CONCORDA TOTALMENTE. (LER AS ALTERNATIVAS DO QUADRO ABAIXO ALTERNANDO A ORDEM) 186 (ESCALA DE NOTAS) (RANDOMIZAR LEITURA DAS FRASES) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 DISCORDA TOTALMENTE Trabalhar no setor público é melhor do que no setor privado Trabalho como servidor público por convicção e satisfação pessoal Como servidor público, tenho influência e acesso a outras oportunidades Trabalho como servidor público para usar minha experiência no setor privado. Meu salário e os benefícios que recebo são muito satisfatórios O trabalho no serviço público me dá um status diferenciado na sociedade Trabalho como servidor público por conta da estabilidade Trabalho como servidor público porque as oportunidade no setor privado são limitadas V14 ( ) V16 ( ) V18 ( ) V20 ( ) 9 10 CONCORDA TOTALMENTE V15 ( ) V17 ( ) V19 ( ) V21 ( ) 15. VOU CITAR ALGUMAS INSTITUIÇÕES E GRUPOS DE PESSOAS PARA QUE VOCÊ ME DIGA SE, NA SUA OPINIÃO, EXISTE OU NÃO CORRUPÇÃO EM CADA UM DELES. GOSTARIA QUE VOCÊ DESSE UMA NOTA DE 0(ZERO) A 10 (DEZ) PARA CADA UM, SENDO ZERO SE VOCÊ ACHA QUE NÃO EXISTE NENHUMA CORRUPÇÃO E DEZ SE EXISTE MUITA CORRUPÇÃO NESTA INSTITUIÇÃO OU GRUPO. (LER AS ALTERNATIVAS ALTERNANDO A ORDEM) 0 NENHUMA Corrupção 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 MUITA corrupção Presidência da República V22 ( ) O brasileiro em geral V23 ( ) Câmara dos deputados V24 ( ) O poder judiciário V25 ( ) Governo do Estado V26 ( ) Prefeitura V27 ( ) Polícia militar V30 ( ) Polícia Federal V31 ( ) Polícia Civil V32 ( ) Associação de bairro V33 ( ) Igrejas evangélicas V34 ( ) Igreja Católica V35 ( ) Clubes de Futebol V36 ( ) ONG’s V37 ( ) Movimentos Sociais V38 ( ) Senado Federal V39 ( ) Os empresários V40 ( ) As pessoas mais ricas V41 ( ) As pessoas mais pobres V42 ( ) A classe média V43 ( ) A mídia (jornais, revistas, TVs) V44 ( ) As pessoas mais velhas V45 ( ) As pessoas mais jovens V46 ( ) Os homens V47 ( ) As mulheres V48 ( ) Câmara dos vereadores V49 ( ) Assembléias Legislativas V50 ( ) 187 16. VOU CITAR AGORA ALGUMAS SITUAÇÕES QUE PODEM ACONTECER. GOSTARIA QUE VOCÊ DESSE UMA NOTA DE 0(ZERO) A 10(DEZ) PARA CADA UMA DELAS SENDO ZERO SE VOCÊ ACHA QUE É UMA SITUAÇÃO EM QUE NÃO EXISTE NENHUMA CORRUPÇÃO E DEZ SE É UMA SITUAÇÃO COM MUITA CORRUPÇÃO. (LER SITUAÇÕES ALTERNANDO A ORDEM) 0 NENHUMA Corrupção 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 MUITA corrupção Um policial usar seu poder para tirar vantagem ou dinheiro de alguém V51 ( ) Elaborar edital de licitação com exigência que direciona o resultado para alguma empresa, sem receber propina. Presentear funcionário público para facilitar uma transação com o órgão Um funcionário público deixar de denunciar irregularidades cometidas por colegas. Um político financiar uma ONG, esperando apoio em eleições V52 ( ) Um empresário financiar a campanha de um político para ganhar espaço de influência futura Fracionar despesa para evitar a necessidade de licitação. V53 ( ) Uma pessoa (ou família) ocupar terras do governo e explorar essa terra economicamente Usar de influência de cargo para arrumar colocação para conhecidos – estágio, contratação provisória etc Dar um jeitinho para liberação de recursos para entes inadimplentes? V57 ( ) V59 ( ) Formar empresa para fornecer bens ou serviços para o próprio órgão V60 ( ) V61 ( ) Carreiras usarem suas prerrogativas para aumentarem seus próprios salários. V62 ( ) V55 ( ) V54 ( ) V56 ( ) V58 ( ) 17. NA SUA OPINIÃO, O INTERESSE DA MAIORIA DAS PESSOAS SIGNIFICA INTERESSE PÚBLICO? 1 – sim, o interesse público é o interesse da maioria das pessoas. 2 – nem sempre o interesse público corresponde ao interesse da maioria 3 – não, o interesse público não corresponde ao interesse da maioria 4 – NS 5 - NR V63( ) 18. NA SUA OPINIÃO, O INTERESSE DE TODOS SIGNIFICA INTERESSE PÚBLICO? 1 – Sim, o interesse público é o interesse de todos. 2 – Nem sempre o interesse público corresponde ao interesse de todos 3 – Não, o interesse público não corresponde ao interesse de todos 4 – NS 5 - NR V64( ) 19. NA SUA OPINIÃO, O INTERESSE PÚBLICO CORRESPONDE AO INTERESSE DO ESTADO OU AO INTERESSE DA SOCIEDADE? 1 – Interesse do Estado 2 – Interesse da sociedade 3 – NS 4 - NR V65( ) 188 20. IMAGINE A SEGUINTE SITUAÇÃO: ALGUMAS PESSOAS QUE OCUPAM CARGOS ALTOS NO GOVERNO FEDERAL SÃO CONVIDADAS A PARTICIPAR DE UM ESQUEMA DE DESVIO DE VERBAS PÚBLICAS. PENSANDO NISTO, QUAL DAS SEGUINTES OPINIÕES É MAIS PARECIDA COM A SUA: (LER ATÉ OPÇÃO 3) 1 – Apenas uma minoria destas pessoas aceitaria entrar no esquema 2 – A metade destas pessoas aceitaria entrar no esquema 3 – A maioria das pessoas aceitaria entrar no esquema 4 – NS 5 – NR V66( ) 21. NO EXERCÍCIO DE SUA FUNÇÃO, O SENHOR (A) JÁ FOI VÍTIMA DE PRESSÃO DE ALGUÉM COM INFLUÊNCIA? 1 – Sim 2 – Não \ 3 – NS => Se não, ou NS ou NR, pular para questão 23 4 – NR / V67( ) 22. SE SIM, POR PARTE DE QUEM VOCÊ SOFREU ESSA PRESSÃO? 1 – Superior hierárquico 2 – Empresários 3 – Terceiro setor 4 – Prefeitos 5 – Governadores 6 – Deputados federais 7 – Senadores 8 – Vereadores 9 – Deputados estaduais 10 – Instituições religiosas 11 – Colegas 12 – Jornalistas 13 – Outros: ______________________ 14 – NS 15 – NR V68( ) 21. NO EXERCÍCIO DE SUA FUNÇÃO, O SENHOR(A)JÁ FOI VÍTIMA DE ALGUMA TENTATIVA DE SUBORNO PARA FAVORECER ALGUÉM OU ALGUMA EMPRESA? 1 – Sim 2 - Não 3 – NS 4 – NR V69( ) 22. A TENTATIVA DE SUBORNO EM SEU ÓRGÃO É (LER AS OPÇÕES ATÉ A 4): 1 – Muito frequente 2 – Frequente 3 – Pouco freqüente 4 – Nada frequente 5 – NS 6 – NR V70( ) 23. DE ACORDO COM SUA EXPERIÊNCIA, A COBRANÇA DE PROPRINA PELOS SERVIDORES DA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL É (LER AS OPÇÕES ATÉ A 4): 1 – Muito frequente 189 V71( ) 2 – Frequente 3 – Pouco freqüente 4 – Nada frequente 5 – NS 6 – NR 23. VOU CITAR UMA SÉRIE DE ÁREAS COMUNS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. GOSTARIA QUE O SENHOR DESSE UMA NOTA DE ZERO (0) A DEZ (10) PENSANDO, DE ACORDO COM SUA EXPERIÊNCIA, O QUANTO A CORRUPÇÃO SE FAZ PRESENTE EM CADA UMA DELAS. (LER AS OPÇÕES ALTERNANDO A ORDEM) 0 NENHUMA Corrupção 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 MUITA corrupção Licitações V72 ( ) Execução de contratos V74 ( ) Concessão de benefícios V76 ( ) Nomeação de servidores públicos V78 ( ) Fiscalização de empresas V80 ( ) V73 ( ) Convênios com estados e municípios Convênios com ONG’s V75 ( ) V77 ( ) Concessão de licenças às empresas Folhas de pagamentos V79 ( ) 24. VOU LER UMA SÉRIE DE PRÁTICAS ADMINISTRATIVAS. PARA CADA UMA, GOSTARIA QUE VOCÊ DESSE UMA NOTA DE 0(ZERO) A 10(DEZ), SENDO ZERO SE VOCÊ ACHA QUE ESTA PRÁTICA ESTÁ COMPLETAMENTE INADEQUADA PARA COMBATER A CORRUPÇÃO, E DEZ SE VOCÊ ACHA QUE A PRÁTICA ESTÁ COMPLETAMENTE ADEQUADA PARA COMBATER A CORRUPÇÃO. (LER SITUAÇÕES ALTERNANDO A ORDEM) 0 NENHUMA Corrupção 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 MUITA corrupção Orientação ética V81 ( ) Treinamento profissional V82 ( ) Compatibilidade entre competência e responsabilidade V83 ( ) Avaliação de desempenho V84 ( ) Avaliação de resultados (objetivos e metas da organização) V85 ( ) Estrutura hierárquica V86 ( ) Análise de riscos operacionais que podem comprometer metas V87 ( ) Analise de riscos associados com a corrupção e fraudes V88 ( ) Segregação de funções V89 ( ) Controle e revisão de atividades importantes V90 ( ) Monitoramento dos controles internos V91 ( ) Remuneração condizente com a responsabilidade do cargo V92 ( ) 25. COM BASE EM SEU ÓRGÃO, COMO O SENHOR CLASSIFICA OS TRABALHOS DE 190 AUDITORIA DE CONTAS REALIZADOS PELA CGU? 1 – Ótimos 2 – Bons 3 – Regulares 4 – Ruins 5 - Péssimos 6 – NS 7 – NR V93( ) 26. COMO O SENHOR CLASSIFICA OS TRABALHOS DE AVALIAÇÃO DOS PROGRAMAS DE GOVERNO REALIZADOS PELA CGU? 1 – Ótimos 2 – Bons 3 – Regulares 4 – Ruins 5 - Péssimos 6 – NS 7 – NR V94( ) 27. NA OPINIÃO DO SENHOR (A), AS RECOMENDAÇÕES APRESENTADAS NOS RELATÓRIOS DA CGU SÃO: 1 – Ótimas 2 – Boas 3 – Regulares 4 – Ruins 5 – Péssimas 6 – NS 7 - NR V95( ) 28. O SENHOR (A) CONSIDERA QUE OS CONTROLES INTERNOS DO PODER EXECUTIVO FEDERAL SÃO (LER AS OPÇÕES): 1 – Excessivos 2 – Adequados 3 – Frágeis 4 – NS 5 - NR V96( ) 29. O SENHOR (A)CONSIDERA A ATUAÇÃO DO O CONTROLE EXTERNO(TCU) É(LER AS OPÇÕES): 1 – Excessiva 2 – Adequada 3 – Frágil 4 – NS 5 - NR V97( ) 30. GOSTARIA QUE VOCÊ DESSE UMA NOTA DE 0 A 10 PARA O QUANTO O ÓRGÃO OU ATIVIDADE ESPECIFICADA AUXILIAM NA DIMINUIÇÃO DA OCORRÊNCIA DE PRÁTICAS DE CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL (SENDO 0, PARA NÃO FAZ EFEITO, E 10 PARA RESOLVE O PROBLEMA DA CORRUPÇÃO) 0 NÃO FAZ EFEITO 1 2 Tribunal de Contas da União 3 4 V98 ( ) 5 6 7 Polícia Federal 8 9 10 FAZ MUITO EFEITO V99 ( ) 191 Ministério Público V100 ( ) Controladoria Geral da União V101 ( ) Auditorias Internas de ógãos e entidades V102 ( ) Controles internos dos próprios órgãos V103 ( ) Atuação do Poder Legislativo V104 ( ) V105 ( ) Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão V106 ( ) Participação da sociedade civil por meio dos conselhos de políticas públicas Responsabilização fiscal V107 ( ) 31. EM SUA OPINIÃO, QUAL O PRINCIPAL FATOR QUE CONTRIBUI PARA A CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL? (ESPONTÂNEA) 1 – Excesso de burocracia 2 – Impunidade 3 – Excesso de normas e procedimentos 4 – Salários muito baixos 5 – Corporativismo no setor público 6 – Desejo de obter ganhos pessoais 7 – Abuso de autoridade por parte de superiores hierárquicos 8 – Interferência inadequada da política na administração pública 9 – Falta de concursos públicos 10 – NS 11 - NR V108( ) 32. VOU CITAR UMA SÉRIE DE MEDIDAS ANTICORRUPÇÃO. GOSTARIA QUE VOCÊ DESSE UMA NOTA DE 0 A 10 PARA O QUANTO ESTA MEDIDA AUXILIA NA DIMINUIÇÃO DA OCORRÊNCIA DE PRÁTICAS DE CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL (SENDO 0, PARA NÃO AUXILIA, E 10 PARA RESOLVE O PROBLEMA DA CORRUPÇÃO) 0 NÃO FAZ EFEITO 1 2 3 4 Tornar as penas para os crimes de corrupção mais severas V109 ( ) Tornar as decisões gerenciais mais transparentes V111 ( ) Aumentar a remuneração dos servidores públicos 5 6 7 8 9 10 FAZ MUITO EFEITO Reduzir a quantidade de níveis hierárquicos na administração pública Aperfeiçoar o Judiciário para evitar a impunidade V110 ( ) V113 ( ) Simplificar os procedimentos administrativos V114 ( ) Possibilitar o acesso dos cidadãos às informações públicas, como licitações e contratos. Reforçar a descentralização para estados e municípios. V115 ( ) Reduzir a participação do Estado nos negócios privados V116 ( ) V117 ( ) Reformar a legislação sobre licitações, contratos e convênios V118 ( ) Reforçar a participação da sociedade civil nas políticas públicas, por meio de conselhos V119 ( ) Diminuir a presença dos mecanismos de controle no cotidiano do serviço público V120 ( ) V112 ( ) 192 33. O SENHOR(A) JÁ VIU OU FICOU SABENDO DE ALGUMA SUSPEITA DE CORRUPÇÃO OU ILÍCITO EM SEU ÓRGÃO? 1 – Sim 2 – Não 3 – NS 4 – NR => Se sim,vá para 34. \ => Se não, NS, ou NR, encerre a entrevista / V121( ) 34. SE SIM, O SENHOR(A) DENUNCIOU ESTA SUSPEITA DE ILÍCITO OU CORRUPÇÃO? 1 – Sim 2 – Não => Se não, vá para 36. 3 – NS = 4 – NR => Se não, NS, ou NR, agradeça e encerre a entrevista. 5 - NA V122( ) 35. A QUEM O SENHOR(A) DIRIGIU A DENÚNCIA? (ESPONTÂNEA) 1 – Ministério Público 2 – Controladoria Geral da União 3 – Tribunal de Contas da União 4 – Polícia Federal 5 – Superior hierárquico 6 – Comissão de Ética Pública 7 – Ouvidoria 8 – Outros: _____________________________ 9 – NS 10 – NR 11 - NA V123( ) 36. POR QUE MOTIVO O SENHOR(A) NÃO FEZ A DENÚNCIA DA SUSPEITA DE CORRUPÇÃO OU ILÍCITO? (ESPONTÂNEA) 1 – Não conheço o procedimento para denúncia 2 – Falta de provas e evidências 3 – A denúncia não seria apurada 4 – Medo de represálias 5 – O caso não era relevante 6 – Medo de ser mal visto no órgão 7 – Falta de tempo 8 – Os órgãos de controle não quiseram receber a denúncia 9 – NS 10 – NR 11 - NA AGRADEÇA A ENTREVISTA!!! V124( ) 193 ANEXO II Questionário da pesquisa com conselheiros nacionais de políticas públicas 194 APRESENTAÇÃO: ESSA PESQUISA VERSA SOBRE O TEMA DA CORRUPÇÃO, EM QUE PROCURAMOS COMPREENDER A ATUAÇÃO DOS CONSELHOS NACIONAIS DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA SEU CONTROLE NO BRASIL. GOSTARÍAMOS DE CONTAR COM A COLABORAÇÃO DO SENHOR(a)PARA RESPONDER ALGUMAS QUESTÕES RELATIVAS A ESSE TEMA. LEMBRAMOS QUE TODAS AS QUESTÕES RESPEITAM AO DEVER DE SIGILO, NÃO HAVENDO QUALQUER FORMA DE IDENTIFICAÇÃO PESSOAL NOS QUESTIONÁRIOS. INTERESSA-NOS, FUNDAMENTALMENTE, A OPINIÃO DOS MEMBROS DOS CONSELHOS NACIONAIS DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE O TEMA DA CORRUPÇÃO, EM SEU CONJUNTO. ACREDITAMOS QUE A COLABORAÇÃO DO SENHOR, PORTANTO, É ESSENCIAL PARA AJUDAR NO COMBATE À CORRUPÇÃO, PORQUANTO SUA ATUAÇÃO NO MUNDO PÚBLICO É MUITO IMPORTANTE NESSE TEMA. 1. QUAL O ESTADO? 01 - Acre 02 - Alagoas 03 - Amapá 04 - Amazonas 05 - Bahia 06 - Ceará 07 - Distrito Federal 08 - Espírito Santo 09 - Goiás 10 - Maranhão 11 - Mato Grosso 12 - Mato Grosso do Sul 13 - Minas Gerais 14 - Paraíba 15 – Paraná 16 – Pará 17 - Pernambuco 18 – Piauí 19 - Rio de Janeiro 20 - Rio Grande do Norte 21 - Rio Grande do Sul 22 - Rondônia 23 - Roraima 24 - Santa Catarina 25 - Sergipe 26 - São Paulo 27 – Tocantins V1( ) 2. EM QUAL CONSELHO O SENHOR(A) ATUA? 1 – Conselho Nacional do Meio Ambiente 2 - Conselho das Cidades – CONCIDADES 3 - Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas 4 - Conselho Nacional da Previdência Social 5 - Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca 6 - Conselho Nacional dos Direitos do Idoso 7 - Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador 8 - Conselho Nacional dos Recursos Hídricos 9 - Conselho Nacional de Turismo 10 - Conselho Nacional de Saúde 11 - Conselho Nacional dos Direitos da Mulher 12 - Conselho Nacional da Juventude 13 - Conselho Nacional de Assistência Social 14 - Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável 15 - Conselho Nacional de Política Cultural V2( ) 195 16 - Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEB 17 - Conselho Nacional de Política Indigenista 18 - Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos Contra a Propriedade Intelectual 19 - Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - CONSEA 20 - Conselho Nacional de Economia Solidária 21 - Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência 22 - Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária 23 - Conselho Nacional de Segurança Pública 24 - Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial 25 - Conselho Nacional de Combate à Discriminação 3. QUAL A ESCOLARIDADE DO SENHOR(A)? 01 – Nunca estudou 02 – Só sabe assinar o nome 03 – Primário incompleto 04 – Primário completo 05 – Ginasial incompleto 06 - Ginasial completo 07 – Ensino médio incompleto 08 - Ensino médio completo 09 – Superior incompleto 10 – Superior completo 11 – Pós-Graduação V3( ) 4. QUAL A RENDA FAMILIAR DO SENHOR (A)? 1 - Até 1 salário mínimo (SM) 2 - Mais de 1 SM a 2 SM 3 - Mais de 2 SM a 3 SM 4 - Mais de 3 SM a 4 SM 5 - Mais de 4 SM a 5 SM 6 - Mais de 5 SM a 7 SM 7 - Mais de 7 SM a 10 SM 8 - Mais de 10 SM a 20 SM 9 - Acima de 20 SM (acima de R$ 4.000,01) 10 - NS 11 - NR V4( ) 5. QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS TEMAS ABORDADOS NAS DELIBERAÇÕES DE SEU CONSELHO? 1 – Temas relacionados aos objetivos das políticas públicas 2 – Temas relacionados ao controle social das políticas 3 – Temas relacionados aos procedimentos operacionais do seu próprio conselho. 4 – Temas relacionados à estrutura do próprio conselho 5 – Temas relacionados à administração pública 6 – NS 7 - NR V5( ) 6. PENSANDO NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS, A CORRUPÇÃO NO BRASIL, EM SUA OPINIÃO: (LER AS OPÇÕES) 1 – Aumentou muito 2 – Aumentou 3 – Não aumentou nem diminuiu 4 - Diminuiu 5 – Diminuiu muito V6( ) 196 6 – NS 7 – NR 7. EM SUA OPINIÃO, A ATUAÇÃO DO SEU CONSELHO AJUDA A COIBIR A CORRUPÇÃO NAS POLÍTICAS PÚBLICAS? 1 – Sim 2 – Às vezes 3 – Não 4 – NS 5 – NR V7( ) 8. QUAL É A FREQÜÊNCIA DE DETECÇÃO DE CORRUPÇÃO NO ÂMBITO DAS DELIBERAÇÕES DO SEU CONSELHO? (LER AS OPÇÕES) 1 – Muito frequente 2 – Freqüente 3 – Pouco freqüente 4 – Nada frequente 5 – NS 6 - NR V8( ) 9. QUANDO SURGE A TEMÁTICA DA CORRUPÇÃO NAS DELIBERAÇÕES DO CONSELHO, O QUE É FEITO? 1 – As instituições de controle (Ministério Público, CGU, Tribunal de Contas) são acionadas para verificar as informações. 2 – O Conselho atua para verificar as informações. 3 – O Conselho não atua, porque não pertence a sua jurisdição. 4 - Informa ao gestor responsável pela política pública para que sejam tomadas providências. 5 – NS 6 - NR V9( ) 10. QUANDO REGRAS E PROCEDIMENTOS DE CONTROLE SÃO ESTRUTURADOS EM SEU CONSELHO, EXISTE UMA PREOCUPAÇÃO COM O RISCO DE CORRUPÇÃO? 1 – Sim 2 – Às vezes 3 – Não 4 – NS 5 - NR V10( ) 11. QUANDO SURGE UMA DENÚNCIA DE CORRUPÇÃO EM OUTRA ÁREA DE POLÍTICAS PÚBLICAS QUE NÃO A DO SEU CONSELHO, O QUE É FEITO PELO SEU CONSELHO? 1 – As instituições de controle (Ministério Público, CGU, Tribunal de Contas) são acionadas para verificar as informações. 2 – O Conselho atua para verificar as informações. 3 – O Conselho não atua, porque não pertence a sua jurisdição. 4 - Informa ao gestor responsável pela política pública para que sejam tomadas providências. 5 - Informa ao conselho responsável pela área da política pública denunciada. 6 – NS 7 – NR V11( ) 12. EM SUA OPINIÃO, A ATUAÇÃO DOS CONSELHOS NACIONAIS DE POLÍTICAS PÚBLICAS EM GERAL, NO CONTROLE DA CORRUPÇÃO, É: (LER AS OPÇÕES) 197 1 – Ótima 2 – Boa 3 - Regular 4 – Ruim 5 – Péssima 6 - NS 7 - NR V12( ) 13. VOU CITAR ALGUMAS INSTITUIÇÕES E GRUPOS DE PESSOAS PARA QUE VOCÊ ME DIGA SE, NA SUA OPINIÃO, EXISTE OU NÃO CORRUPÇÃO EM CADA UM DELES. GOSTARIA QUE VOCÊ DESSE UMA NOTA DE 0(ZERO) A 10 (DEZ) PARA CADA UM, SENDO ZERO SE VOCÊ ACHA QUE NÃO EXISTE NENHUMA CORRUPÇÃO E DEZ SE EXISTE MUITA CORRUPÇÃO NESTA INSTITUIÇÃO OU GRUPO. (LER AS ALTERNATIVAS ALTERNANDO A ORDEM) 0 NENHUMA Corrupção 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 MUITA corrupção Presidência da República V13 ( ) O brasileiro em geral V14 ( ) Câmara dos deputados V15 ( ) O poder judiciário V16 ( ) Governo do Estado V17 ( ) Prefeitura V18 ( ) Polícia militar V19 ( ) Polícia Federal V20 ( ) Polícia Civil V21 ( ) Associação de bairro V22 ( ) Igrejas evangélicas V23 ( ) Igreja Católica V24 ( ) Clubes de Futebol V25 ( ) ONG’s V26 ( ) Movimentos Sociais V27 ( ) Senado Federal V28 ( ) Os empresários V29 ( ) As pessoas mais ricas V30 ( ) As pessoas mais pobres V31 ( ) A classe média V32 ( ) A mídia (jornais, revistas, TVs) V33 ( ) As pessoas mais velhas V34 ( ) As pessoas mais jovens V35 ( ) Os homens V36 ( ) As mulheres V37 ( ) Câmara dos vereadores V38 ( ) Assembléias Legislativas V39 ( ) 14. EM SUA OPINIÃO, O QUE SERIA MAIS IMPORTANTE PARA TORNAR A ATUAÇÃO DOS CONSELHOS NACIONAIS DE POLÍTICAS PÚBLICAS MAIS EFETIVA NO CONTROLE DA CORRUPÇÃO? 1 – Uma mudança na estrutura dos conselhos, para impedir a influência do governo. 2 – Uma seleção mais qualificada dos conselheiros de políticas públicas. 3 – Maior transparência das deliberações dos conselhos à sociedade. 4 – Maior atenção dos conselhos à temática da corrupção, até então não tratada. 5 – Procedimentos mais adequados para evitar o risco de corrupção 6 – Simplificação das informações disponibilizadas pelo Governo Federal V40( ) 198 7 - NS 8 - NR 15. NA OPINIÃO DO SENHOR(A), A ATUAÇÃO DO GOVERNO FEDERAL PARA O CONTROLE DA CORRUPÇÃO NO BRASIL É? (LER AS OPÇÕES) 1 – Muito boa 2 – Boa 3 – Regular 4 – Ruim 5 - Péssima 6 - NS 7- NR V41( ) 16. NA OPINIÃO DO SENHOR(A), A ATUAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL PARA O CONTROLE DA CORRUPÇÃO NO BRASIL É? (LER AS OPÇÕES) 1 – Muito boa 2 – Boa 3 – Regular 4 – Ruim 5 - Péssima 6 - NS 7- NR V42( ) 17. NA OPINIÃO DO SENHOR(A), A ATUAÇÃO DA CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO (CGU)PARA O CONTROLE DA CORRUPÇÃO NO BRASIL É? (LER AS OPÇÕES) 1 – Muito boa 2 – Boa 3 – Regular 4 – Ruim 5 - Péssima 6 - NS 7- NR V43( ) 18. NA OPINIÃO DO SENHOR(A), A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA O CONTROLE DA CORRUPÇÃO NO BRASIL É? (LER AS OPÇÕES) 1 – Muito boa 2 – Boa 3 – Regular 4 – Ruim 5 - Péssima 6 - NS 7- NR V44( ) 19. NA OPINIÃO DO SENHOR(A), A ATUAÇÃO DO PODER LEGISLATIVO (CÂMARA DOS DEPUTADOS E SENADO FEDERAL) PARA O CONTROLE DA CORRUPÇÃO NO BRASIL É? (LER AS OPÇÕES) 1 – Muito boa 2 – Boa 3 – Regular 4 – Ruim 5 - Péssima 6 - NS 7- NR V45( ) 199 20. NA OPINIÃO DO SENHOR(A), A ATUAÇÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU)PARA O CONTROLE DA CORRUPÇÃO NO BRASIL É? (LER AS OPÇÕES) 1 – Muito boa 2 – Boa 3 – Regular 4 – Ruim 5 - Péssima 6 - NS 7 - NR V46( ) 21. EM SUA OPINIÃO, AS COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO REPRESENTAM UM INSTRUMENTO EFICAZ DE CONTROLE DA CORRUPÇÃO NO BRASIL? 1 – Sim 2 – Às vezes 3 – Não 4 – NS 5 - NR V47( ) 22. O SENHOR(A)JÁ FOI VÍTIMA DE ALGUMA TENTATIVA DE SUBORNO PARA FAVORECER ALGUÉM, EM ALGUMA DELIBERAÇÃO DE SEU CONSELHO? 1 – Sim 2 – Não 3 – NS 4 – NR V48( ) 23. A TENTATIVA DE SUBORNO NO ÂMBITO DAS DELIBERAÇÕES DE SEU CONSELHO É? (LER AS OPÇÕES) 1 – Muito frequente 2 – Frequente 3 – Pouco freqüente 4 – Nada frequente 5 – NS 6 - NR V49( ) 24. É COMUM, NO ÂMBITO DAS DELIBERAÇÕES DE SEU CONSELHO, ALGUÉM USAR SUA INFLUÊNCIA OU POSIÇÃO NA SOCIEDADE PARA ESTABELECER AS DECISÕES OU EVITAR O CONTROLE SOBRE DETERMINADA POLÍTICA? 1 – Sim 2 – Às vezes 3 – Não 4 – NS 5 – NR V50( ) 25. O SENHOR(A) DIRIA QUE ESSE JOGO DE INFLUÊNCIA É MUITO FREQUENTE, FREQUENTE, POUCO FREQUENTE OU NADA FREQUENTE? 1 – Muito frequente 2 – Frequente 3 – Pouco freqüente 4 – Nada frequente 5 – NS 6 - NR V51( ) 200 26. O SENHOR(A) DIRIA QUE O PROBLEMA DA CORRUPÇÃO NO BRASIL SE ENCONTRA NO ESTADO OU NO CARÁTER DO PRÓPRIO POVO BRASILEIRO? 1 – No Estado e em suas instituições 2 – No caráter do povo brasileiro 3 – Em ambos 4 – NS 5 - NR V52( ) 27. NA SUA OPINIÃO, O INTERESSE DA MAIORIA DAS PESSOAS SIGNIFICA INTERESSE PÚBLICO? 1 – sim, o interesse público é o interesse da maioria das pessoas. 2 – nem sempre o interesse público corresponde ao interesse da maioria 3 – não, o interesse público não corresponde ao interesse da maioria 4 – NS 5 - NR V53( ) 28. NA SUA OPINIÃO, O INTERESSE DE TODOS SIGNIFICA INTERESSE PÚBLICO? 1 – Sim, o interesse público é o interesse de todos. 2 – Nem sempre o interesse público corresponde ao interesse de todos 3 – Não, o interesse público não corresponde ao interesse de todos 4 – NS 5 - NR V54( ) 29. NA SUA OPINIÃO, O INTERESSE PÚBLICO CORRESPONDE AO INTERESSE DO ESTADO OU AO INTERESSE DA SOCIEDADE? 1 – Interesse do Estado 2 – Interesse da sociedade 3 – NS 4 - NR V55( ) 30. IMAGINE A SEGUINTE SITUAÇÃO: ALGUMAS PESSOAS QUE OCUPAM CARGOS ALTOS NO GOVERNO SÃO CONVIDADAS A PARTICIPAR DE UM ESQUEMA DE DESVIO DE VERBAS PÚBLICAS. PENSANDO NISTO, QUAL DAS SEGUINTES OPINIÕES É MAIS PARECIDA COM A SUA: (LER ATÉ OPÇÃO 3) 1 – Apenas uma minoria destas pessoas aceitaria entrar no esquema 2 – A metade destas pessoas aceitaria entrar no esquema 3 – A maioria das pessoas aceitaria entrar no esquema 4 – NS 5 – NR V56( ) 31. EM SUA OPINIÃO, A MÍDIA (JORNAIS, RÁDIOS, TELEVISÃO, INTERNET, ETC.), ESTÁ ATENTA AO PROBLEMA DA CORRUPÇÃO NA POLÍTICA BRASILEIRA? 1 – Sim 2 – Não 3 – NS 4 – NR V57( ) 32. EM SUA OPINIÃO, A MÍDIA É PARCIAL OU IMPARCIAL AO COBRIR OS ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO? 1 – Parcial 2 – Imparcial 3 – NS 4 - NR V58( ) 201 33. A MÍDIA, EM SUA OPINIÃO, FAVORECE ALGUÉM OU A ALGUM GRUPO QUANDO APURA OS ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO? 1 – Sim 2 – Não 3 – NS 4 - NR V59( ) 34. DE ACORDO COM SUA EXPERIÊNCIA, EM QUAL ÁREA A CORRUPÇÃO SE FAZ MAIS PRESENTE? (LER AS OPÇÕES E MARCAR UMA ÚNICA RESPOSTA) 1 – Licitações 2 – Execução de contratos 4 – Convênios com estados e municípios 5 – Convênios com ONG’s 6 – Concessão de benefícios 7 – Concessão de licenças às empresas 8 – Nomeação de servidores públicos 9 – Folhas de pagamentos 10 – Fiscalização de empresas 11 – NS 12 – NR V60( ) 35. EM SUA OPINIÃO, QUAL O PRINCIPAL FATOR QUE CONTRIBUI PARA A CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL? (ESPONTÂNEA) 1 – Excesso de burocracia 2 – Impunidade 3 – Excesso de normas e procedimentos 4 – Salários muito baixos 5 – Corporativismo no setor público 6 – Desejo de obter ganhos pessoais 7 – Abuso de autoridade por parte de superiores hierárquicos 8 – Interferência inadequada da política na administração pública 9 – Falta de concursos públicos 10 – NS 11 - NR V61( ) 36. VOU CITAR UMA SÉRIE DE MEDIDAS ANTICORRUPÇÃO. GOSTARIA QUE VOCÊ DESSE UMA NOTA DE 0 A 10 PARA O QUANTO ESTA MEDIDA AUXILIA NA DIMINUIÇÃO DA OCORRÊNCIA DE PRÁTICAS DE CORRUPÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL (SENDO 0, PARA NÃO AUXILIA, E 10 PARA RESOLVE O PROBLEMA DA CORRUPÇÃO) 0 NÃO FAZ EFEITO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 FAZ MUITO EFEITO Tornar as penas para os crimes de corrupção mais severas V62 ( ) Reduzir a quantidade de níveis hierárquicos na administração pública V63 ( ) Tornar as decisões gerenciais mais transparentes V64 ( ) Aperfeiçoar o Judiciário para evitar a impunidade V65 ( ) 202 Aumentar a remuneração dos servidores públicos V66 ( ) Possibilitar o acesso dos cidadãos às informações públicas, como licitações e contratos. Reforçar a descentralização para estados e municípios. V68 ( ) Reforçar a participação da sociedade civil nas políticas públicas, por meio de conselhos V72 ( ) Agradeça a entrevista!!!! V70 ( ) Simplificar os procedimentos administrativos Reduzir a participação do Estado nos negócios privados V67 ( ) Reformar a legislação sobre licitações, contratos e convênios Diminuir a presença dos mecanismos de controle no cotidiano do serviço público V71 ( ) V69 ( ) V73 ( )