UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ
ACEA – ÁREA DE CIÊNCIAS EXATAS E AMBIENTAIS
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO
Bruno Antônio da Silva
PESQUISA PARA ESTUDO PRELIMINAR DE UM CENTRO DE
CONVIVÊNCIA E LAZER PARA O MUNICÍPIO DE CONSTANTINA - RS
Chapecó - SC, 28 de Junho 2010
2
BRUNO ANTÔNIO DA SILVA
PESQUISA PARA ESTUDO PRELIMINAR DE UM CENTRO DE
CONVIVÊNCIA E LAZER PARA O MUNICÍPIO DE CONSTANTINA - RS
Trabalho de Conclusão de Curso –
Arquitetura
I
apresentado
à
Universidade Comunitária da Região
de Chapecó – UNOCHAPECÓ, como
parte integrante dos requisitos para
obtenção de grau de Bacharel em
Arquitetura e Urbanismo.
Orientadores: Me. Paula Batistello
Esp. Christine Scherer
Giovana L. Schindler
Chapecó - SC, 28 de junho de 2010.
3
Bruno Antônio da Silva
TÍTULO:
PESQUISA
PRELIMINAR
CONVÍVIO
DE
E
PARA
UM
LAZER
ESTUDO
CENTRO
DE
PARA
O
MUNICÍPIO DE CONSTANTINA - RS
Trabalho de Conclusão de Curso –
Arquitetura I apresentada apresentado
ao Curso de Graduação em Arquitetura
e Urbanismo da Área de ciências exatas
e ambientais da Unochapecó, como
requisito à obtenção do título e
Arquiteto e Urbanista, aprovado com
nota _____.
_______________________________________________
Me. Paula Batistello - UNOCHAPECÓ
_______________________________________________
Membro da Banca Examinadora [título, nome e IES]
_______________________________________________
Membro da Banca Examinadora [título, nome e IES]
Chapecó(SC), xx de xx de 2010.
4
AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar agradeço a Deus por me dar além da vida,
saúde, sabedoria, coragem, e me iluminar em todos os momentos
dessa longa caminhada, que por vezes parecia interminável, mas que
no final mostrou-se possível e de grande valia.
Agradeço aos meus pais Hilda e Antenor, que deixaram de fazer
muitas coisas para que eu pudesse trilhar esse caminho e chegar até
aqui. Pelos momentos de apoio que só eles poderiam me dar, pelas
palavras de coragem, pelas orações, e por tudo que com simples
palavras não conseguiria descrever.
Meu
irmão
Amaral,
meu
melhor
amigo,
companheiro,
conselheiro, grande irmão. Obrigado por tudo.
A todos os professores, colegas, e demais que me apoiaram de
alguma forma nessa importante fase de vida MUITO OBRIGADO.
5
RESUMO
O presente trabalho compreende estudos realizados na
disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso – Arquitetura I,
do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unochapecó, e tem
como tema realizar Estudo para partido arquitetônico de um
centro de convívio e lazer para o município de Constantina RS. O trabalho consiste na busca por elementos teóricos,
técnicos, e estudos de caso, que auxiliam na compreensão dos
espaços de convívio e lazer, e sua forma de organização
espacial bem como sua setorização. A partir disso, realizou-se
estudos e coletas de dados para a realização de um
diagnóstico apontando as necessidades atuais do município.
Leitura de bibliografias e estudos de projetos já existentes
proporcionou um direcionamento permitindo à elaboração de
um anteprojeto arquitetônico abrangente e possível para o
Centro de Convívio e Lazer.
Palavras Chaves: Convívio, Lazer, Constantina.
6
ABSTRACT
This work includes studies in the discipline of work
Completion of Course – Architecture I, Course of Architecture
and Urbanism of Unochapecó, and has the theme study to
achieve the architectural style of a center for socializing and
leisure for the city of Constantina – RS. Work is the search for
evidence technicians, and case studies that help in
understanding the living spaces and leisure, and its form of
spatial organization and its sectorization. From this, we
carried out studies and data collections to make a diagnosis
indicating the current needs of the municipality. Reading
bibliographies and studies of existing projects provided a
direction allowing the preparation of a draft comprehensive
architectural and possible for the Center for Coexistence and
Leisure.
Keywords: Coexistence, Leisure, Constantina.
7
LISTA DE CROQUIS
CROQUI 1: SETORIZAÇÃO SESC POMPÉIA......................................................36
CROQUI 2: VISTA SUPERIOR PARA ANÁLISE DOS AMBIENTES ..........................37
CROQUI 3: ORGANOGRAMA / SETORIZAÇÃO ..................................................39
CROQUI 4: RAMPAS QUE FORMAM A PASSAGEM ENTRE OS BLOCOS .................40
CROQUI 5: CROQUI DE ANALISE DO CONTEXTO DAS EDIFICAÇÕES..................40
CROQUI 6: SETORIZAÇÃO DA EDIFICAÇÃO ....................................................42
CROQUI 7: CROQUI ANALISANDO A COMPOSIÇÃO DOS MATERIAIS E A FORMA
UTILIZADA ..................................................................................................44
CROQUI 8: VISTA SUPERIOR DO CENTRO DE CONVIVÊNCIA ............................45
CROQUI 9: INDICAÇÃO DA ESTRUTURA .........................................................48
CROQUI 10: DEMONSTRAÇÃO DA SUSTENTAÇÃO DO EDIFÍCIO ........................48
CROQUI 11: CROQUI DA IMPLANTAÇÃO PROPOSTA ........................................81
CROQUI 12: ESTUDO DA SETORIZAÇÃO DO BLOCO 01 ...................................83
CROQUI 13: CORTE BLOCO 01 DEMONSTRANDO O FUNDIONAMENTO ...............83
CROQUI 14: ESTUDO SETORIZAÇÃO DO BLOCO 03 ........................................84
CROQUI 15: CORTE ESQUEMÁTICO DO BLOCO 03 ..........................................85
CROQUI 16: ESTUDO SETORIZAÇÃO BLOCO 02 ..............................................86
CROQUI 17: CORTE ESQUEMÁTICO DO BLOCO 03 E SUA LIGAÇÃO COM O BLOCO
01 ..............................................................................................................87
8
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1: ARQUITETA LINA BO BARDI ..........................................................25
FIGURA 2 E 3: IMAGEM INTERNA E EXTERNA DO SESC POMPÉIA......................26
FIGURA 4: SESC POMPÉIA............................................................................33
FIGURA 5: IMAGEM AÉREA DO SESC POMPÉIA ...............................................35
FIGURA 6: CENTRO DE CONVÍVIO DA PUC EM CAMPINAS - SP .........................41
FIGURA 7: FORMAS DA COMPOSIÇÃO DA EDIFICAÇÃO ....................................43
FIGURA 8: BIBLIOTECA CENTRAL DA UNITRI ..................................................46
FIGURA 9: LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CONSTANTINA-RS .......................49
FIGURA 10: LOCALIZAÇÃO DO TERRENO PROPOSTO.......................................50
FIGURA 11 E 12: FOTOGRAFIAS PRÓXIMAS AO TERRENO ...............................51
FIGURA 13: TERRENO ESCOLHIDO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO .......53
FIGURA 14: CORTE DO TERRENO SENTIDO NORTE SUL...................................53
FIGURA 15: CORTE DO TERRENO SENTIDO LESTE OESTE ................................53
FIGURA 16 E 17: FOTOGRAFIAS INTERNAS DO TERRENO ................................54
Figura 18 e 19: FOTOGRAFIAS DO TERRENO (VISTAS DA VIA JOÃO MAFISSONI)
..................................................................................................................54
FIGURA 20: FLUXOGRAMA / ORGANOGRAMA / SETORIZAÇÃO ..........................57
FIGURA 21: PERSPECTIVA GERAL DA PROPOSTA ............................................82
FIGURA 22: VOLUMETRIA ESQUEMÁTICA DA PROPOSTA..................................88
FIGURA 23: PERSPECTIVA DA PROPOSTA ......................................................89
FIGURA 24: PERSPETIVA DA PROPOSTA ........................................................89
9
LISTA DE TABELAS
TABELA 1: TOTAL DE ÁREAS POR SETOR .......................................................77
TABELA 2: DIMENSIONAMENTO ESTACIONAMENTO ........................................77
TABELA 3: TOTAL ÁREAS ESTACIONAMENTO ..................................................77
10
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ........................................................................12
CAPÍTULO I ...........................................................................13
ASPECTOS INTRODUTÓRIOS .................................................13
1.1
PROBLEMATIZAÇÃO ..................................................13
1.2
OBJETIVOS ...............................................................13
1.2.1
OBJETIVO GERAL .................................................13
1.2.2
OBJETIVOS ESPECÍFICOS ....................................13
1.3 JUSTIFICATIVA .............................................................13
1.4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .............................14
CAPÍTULO II ..........................................................................16
REFERENCIAL TEÓRICO .........................................................16
2.1 ABORDAGENS DO TEMA ................................................16
2.1.1 IMPORTÂNCIA DO CONVÍVIO SOCIAL .....................16
2.1.2 O QUE É O LAZER? ...................................................17
2.2 O CASO SESC.................................................................22
2.2.1 A INSTITUIÇÃO SESC ..............................................22
2.2.2 PROGRAMAS ...........................................................23
2.2.3 LAZER NO SESC .......................................................23
2.2.4 CENTRO DE LAZER - SESC - FÁBRICA POMPÉIA .......24
2.2.5 O PROJETO ..............................................................24
2.3 ESPAÇOS PÚBLICOS DE LAZER .....................................27
2.3.1 GESTÃO URBANA ASSOCIADA AOS ESPAÇOS
PÚBLICOS ........................................................................28
DE LAZER .........................................................................28
CAPÍTULO III ........................................................................33
ESTUDOS DE CASO.................................................................33
3.1 FUNCIONALIDADE ........................................................33
3.1.1 SESC – FÁBRICA POMPÉIA ......................................33
3.2 FUNCIONALIDADE E ESTÉTICA .....................................41
11
3.2.1 CENTRO DE CONVIVÊNCIA DA PUC – CAMPINAS – SP
........................................................................................41
3.3 FUNCIONALIDADE E ESTRUTURA ..................................45
3.3.1 BIBLIOTECA CENTRAL DA UNITRI, UBERLÂNDIA – BH
........................................................................................46
LEVANTAMENTO DE DADOS ...................................................49
4.1 BREVE HISTÓRICO DE CONSTANTINA – RS ...................49
4.2 TERRENO ESCOLHIDO ...................................................50
4.2.1 LEGISLAÇÃO............................................................51
4.3 LEVANTAMENTO DO ESPAÇO EXISTENTE ......................52
4.4 DIMENSIONAMENTO DA DEMANDA ...............................54
4.5 PROGRAMA DE NECESSIDADES .....................................55
4.6 ORGANOGRAMA / FLUXOGRAMA / SETORIZAÇÃO ........57
CAPÍTULO V ...........................................................................78
PROPOSTA .............................................................................78
5.1 MEMORIAL DESCRITIVO ...............................................78
5.2 MATERIAIS E TÉCNICAS CONSTRUTIVAS ......................79
5.3 MEMORIAL JUSTIFICATIVO ..........................................80
6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................90
12
INTRODUÇÃO
A convivência e o lazer nas cidades estão em situação cada vez
mais crítica. Os centros de convívio e lazer públicos, que em sua
grande maioria apresentam-se direcionados aos idosos ou apenas
para algumas esferas de eventos, principalmente por sua estrutura
que em grande parte é limitada, acabam segregando a população em
diversos sentidos e apresentam o resultado inverso do procurado,
que é o da integração e convívio da comunidade. Essa segregação
acontece por vários motivos, principalmente por motivos econômicos,
que quando mais privilegiada procura opções privadas, pela idade nas
atividades oferecidas, pela falta de estrutura para abrigar mais
atividades, e por vários outros motivos.
O projeto de pesquisa pretende alcançar através de diagnóstico
e da caracterização do município de Constantina - RS os elementos
necessários para o lançamento de um partido arquitetônico de um
centro de convivência e lazer. Esse espaço com atividades diversas e
uma linguagem arquitetônica adequada irá buscar a integração entre
a população e oferecer uma gama de propostas no sentido do lazer e
convívio para a comunidade.
13
CAPÍTULO I
ASPECTOS INTRODUTÓRIOS
1.1
PROBLEMATIZAÇÃO
Como desenvolver um estudo preliminar para o centro de
convívio e lazer no município de Constantina – RS com a finalidade de
proporcionar a integração da população?
1.2
OBJETIVOS
1.2.1
OBJETIVO GERAL
Determinar a partir de pesquisa e levantamento de dados quais
os elementos necessários para nortear uma futura proposta de
estudo preliminar de um centro de convívio e lazer para o município
de Constantina – RS.
1.2.2
•
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Levantar dados sócio-espaciais e compreender a área em
questão;
•
Relacionar os dados com o tema proposto e gerar uma
síntese do estudo;
•
Desenvolver um programa arquitetônico adequado;
•
Fazer o lançamento do partido arquitetônico;
1.3 JUSTIFICATIVA
O projeto de pesquisa desenvolvido para componente curricular
Trabalho de conclusão de curso: arquitetura I no curso de arquitetura
e urbanismo é de grande importância para a formação do arquiteto
14
urbanista não só no meio acadêmico como também na ética e no
comprometimento com o estado social da sociedade como um todo.
Denominado pesquisa para estudo preliminar de um centro de
convivência e lazer para o município de Constantina – RS, o projeto
tem como foco ser uma atividade com poder e função social e tem
como raiz principal a finalidade de promover a integração da
população em um espaço com características necessárias para
acolher o povo constantinense.
O município de Constantina sempre foi carente de infraestrutura de lazer, principalmente noturno. Com o aumento da
população na área urbana do município, percebe-se ainda mais essa
carência. Com poucas alternativas na área, a proposta para um
centro de convívio e lazer proporcionará uma a mais e bastante
diversificada das existentes da cidade.
Além disso, um equipamento com características de integração
da
população
no
município
irá
sanar
diversas
deficiências
identificadas em Constantina que se apresentam em muitos outros
municípios. A falta desse tipo de equipamento acaba segregando a
população, pois em sua ausência cada um procura uma forma de
lazer e sua relação acaba sendo restrita com grande parte da
população.
1.4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A metodologia adotada para o desenvolvimento do estudo
nomeado de “pesquisa para estudo preliminar de um centro de
convívio e lazer para o município de Constantina” é de caráter
exploratório e dedutivo, buscando a investigação das características
pertinentes ao espaço. As formas utilizadas para o levantamento
destas informações foram:
•
Observação direta;
15
•
Busca de documentação;
•
Busca bibliográfica;
O processo de observação e contemplação destes espaços serão
feitos em turno alternado, buscando perceber como este espaço se
comporta diante dos diversos horários, e quais as atividades que se
desencadeiam no local.
A pesquisa documental será realizada junto a fontes diversas,
como por exemplo, a prefeitura municipal e a AMZOP, que é a
associação de municípios que Constantina é associada. Não serão
realizadas entrevistas.
A busca bibliográfica visa à complementação e embasamento
teórico para a discussão sobre o tema, em como análise dos espaços
já constituídos, que sirvam de norte para a análise que pretendemos
chegar com o estudo.
16
CAPÍTULO II
REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 ABORDAGENS DO TEMA
2.1.1 IMPORTÂNCIA DO CONVÍVIO SOCIAL
A
sociedade
em
que
vivemos
apresenta
preocupações
individuais acima de tudo. Sofremos muito com o crescimento do
imediatismo na maior parte dos setores da vida humana, na medida
em que o homem passa atuar de forma meramente utilitária na era
da informática. A busca de prazeres com pouca duração e de caráter
individual, sem se ater para importância do convívio social e do bem
coletivo faz com que a sociedade apresente uma concepção de vida
que evita o comprometimento em relação um ao outro.
O “lucro” rege a conduta da sociedade que começou a por em
conta
seus
atos
fundamentando
diários
seus
e
valores
a
programação
de
forma
a
de
seus
serem
afazeres,
estritamente
econômicos. Alguns estudos relatam que os fatores que influenciam
diretamente na longevidade chegaram a resultados surpreendentes.
A genética está em primeiro plano, e assim, é determinante. Em
segundo plano está a alimentação, onde o fato do indivíduo
alimentar-se bem e não fumar conta muito. Além desses dois pontos,
a espiritualidade ajuda a possa avançar anos com saúde e boa
disposição. E por fim, o convívio social ativo, mantendo laços
estreitos com familiares, amigos e vizinhos contribui de forma
extremamente positiva para a longevidade. O convívio com a
sociedade costumava ocupar papel secundário entre os processos que
concorrem para a longevidade, agora foi elevado à galeria dos que
têm importância decisiva.
Especialistas como médicos e psicólogos têm explicações
importantes para a influência do convívio social na longevidade e bem
17
estar pessoal. Cultivar amigos e ter boas relações familiares nas
idades mais avançadas estimula a comer melhor, beber e fumar
menos, praticar exercícios e procurar médicos com mais freqüência,
enfim, ter uma vida saudável. Nesse caso, de acordo com os
especialistas, a pessoa cuida da própria saúde pensando não só em
si, mas também nas pessoas queridas que se preocupam com ela.
2.1.2 O QUE É O LAZER?
O lazer faz parte da vida dos seres humanos, pois ele é um dos
requisitos da vida, que proporciona prazer, liberdade, sensação de
bem estar entre outros benefícios. Mas dependendo de como o
individuo encara a realidade atual ou mesmo o tipo de lazer que
exerce, implicará ao proporcionamento ou não dos benefícios que o
lazer pode oferecer.
O que se pretende nesta pesquisa é entender de forma clara o
que é o lazer e sua importância para o homem. Esse embasamento
do significado e formas de lazer será de suma importância para a
proposta e lançamento do partido arquitetônico para o centro de
convívio e lazer para Constantina – RS.
Segundo Marcelino em sua obra Estudos do Lazer: uma
introdução
(2000
p.
18)
classifica
o
lazer
em
seis
áreas
fundamentais: os interesses artísticos, os intelectuais, os físicos, os
manuais, os turísticos e os sociais, ou seja, o individuo pode realizar
atividades de lazer em diferentes áreas, como por exemplo, ir a
academia pode ser considerado dentro da área dos interesses físicos,
ou mesmo, ir ao cinema ou ao teatro como interesses artísticos.
Para alguns, algumas atividades pode ser consideradas como
lazer para outros não, por exemplo, como ir a uma pescaria ou jogar
futebol. Porém, para um pescador que precisa realizar tal atividade
como instrumento de trabalho para sobrvivência e também para um
jogador profissional que tem a bola como ferramenta de trabalho
18
pode ser considerado lazer para ambos? Acredita-se que sim, ambos
estão em momentos de trabalho, portanto dependendo da atitude
diante de tais funções pode-se considerar como atividade de lazer.
O lazer ligado ao aspecto tempo considera as atividades
desenvolvidas no tempo liberado do trabalho, ou no "tempo-livre",
não só das obrigações profissionais, mas também das familiares,
sociais e religiosas. Por outro lado o lazer considerado como atitude é
caracterizado pelo tipo de relação verificada entre o sujeito e a
experiência
vivida,
basicamente
a
satisfação
provocada
pela
atividade. Sobretudo para toda atividade ser considerada lazer é
preciso que se esteja dentro dos dois aspectos, "Tempo e Atitude".
De forma clara e convincente pode-se ver o lazer como uma
forma de você utilizar seu tempo dedicando-se a uma atividade que
você goste de fazer, ou seja, é tudo aquilo que estar relacionado ao
tempo livre (não trabalho) e atitude (prazer) diante da atividade
exercida.
O lazer é dividido entre passivo e ativo. Podemos ver o Lazer
Passivo como toda atividade que poupe energia do ser humano e os
conduza ao modismo e é um tipo de lazer onde o indivíduo se expõe
a produção e ao consumo, ou seja, alimenta a propaganda da
indústria do lazer. Com isso o lazer é visto como um produto de
compra em que envolve não somente o tempo mas o capital, e que
não há possibilidades do individuo participar de forma integral como
capaz de escolha e crítica.
Segundo Marcelino (2000):
"As poucas pesquisas que dispomos na área dão conta
de que a grande maioria do tempo disponível é usufruída nos
próprios locais de moradia, dentro das casas, o que propicia a
formação de um "público cativo" da Televisão."
Porém, não se deve excluir o lazer passivo, até por que é
inevitável nos tempos atuais, e as vezes a atividade passiva pode
gerar tão quanto prazer como o lazer ativo, como por exemplo: um
torcedor de futebol que torce em casa, com muita empolgação,
19
vibração e alegria pode estar se satisfazendo prazerosamente até
mais de quem estar torcendo ao vivo no estádio, ou quando uma
pessoa resolve ler um bom livro, ou seja, para tudo depende do
tempo livre e da atitude presente nas atividades. O lazer passivo é
visto como modismo, estando relacionado ao consumo através de
propaganda da industria do lazer e aos jogos eletrônicos, a televisão,
os computadores, entres outros que afetam as pessoas desde a sua
fase de infância até a fase adulta poupando-o em energia, o não
convívio social, assim como os efeitos do modismo e criatividade. Até
aqui, é visto como determinado segmento social que dispõe do tempo
e do dinheiro para o lazer.
Acreditamos que ao contrário do lazer passivo que consiste na
propaganda bem-montada da indústria do lazer, ao contribuir, por
sua vez, com esse processo de alienação, orienta as escolhas e os
modismos, manipula o gosto, determinando os programas. O lazer
ativo, por sua vez, se caracteriza pela participação integral da pessoa
como ser capaz de escolha e de críticidade (MARCELINO, 2000).
Dessa
forma,
o
lazer
ativo
permite
a
reformulação
da
experiência, o que não ocorre com o lazer passivo, no qual a
informação recebida ou a ação executada não se reorganizam, de
modo que nada acrescentam de novo, ao contrário, reforçam
comportamentos mecanizados.
Outras características do lazer ativo consiste muito no que se
diz respeito a recreação e atividades físicas proporcionando assim
interação social e saúde. Onde o indivíduo procure buscar algo que
lhe transmita prazer e ao mesmo tempo relaxamento, tentando
esquecer um pouco suas tarefas e reações de estresse da sua vida
cotidiana.
Segundo Marcelino (2000):
20
“Não se pode deixar de considerar o termo lazer como
carregado de preconceitos, motivados por um pretenso caráter
supérfluo de algumas incorporações como nos luminosos das
lojas, nos títulos das revistas, nas seções dos jornais, entre
outras situações da vida cotidiana, contrapondo-se à situação
socioeconômica de algumas pessoas, grupos ou mesmo
comunidades.”
Pois, pela visão de algumas pessoas o lazer só faz parte da vida
daqueles que possuem um certo capital, colocando assim a maioria
dos indivíduos como seres participantes apenas de atividades
trabalhistas para suprir suas necessidades, sem tempo e nem capital
para usufruir deste bem (lazer).
Dessa forma para algumas pessoas lazer é futebol, assistir tv,
para outras é pescaria, ou jardinagem, etc. O que pretendemos
mostrar é como dividir as horas disponíveis no dia-a-dia, aliando-se o
lazer ativo como parte das ocupações para distração e relaxamento.
Procure fazer o que você realmente goste e sente prazer,
mesmo que seja algo anunciado por alguma indústria de lazer, mas
que você se sinta bem realizando tal atividade, porém, realize tarefas
ativas voltadas para as atividades físicas e de saúde, atividades que
envolva interação social, que possa colocar-lhe como ser capaz de
escolher e criticar as atividades compostas e expostas a si.
Sabemos que nossas escolhas cotidianas vem afetando a
maneira de como e por quanto tempo vivemos. Não basta apenas
uma alimentação saudável, um bom emprego ou uma boa forma de
se socializar, necessita-se antes de tudo de um tempo pra cuidar de
si mesmo exteriormente e interiormente.
É manter, ou melhor, tentar manter um novo padrão de
qualidade de vida. Então vem a necessidade de administrar de forma
consciente o tempo a que se dispõe as diversas atividades que
compõe
o
dia-a-dia.
Na
questão
Sócio-ambiental
vem
a
administração da moradia, transporte, segurança, assistência médica,
condições de trabalho, educação de qualidade, opções de formas de
lazer.
21
Ainda padronizando o tempo individual que é muito importante
e incondicional a cada ser humano. É trabalhar seu estilo de vida,
buscar formas de controlar seu stress seja através de uma atividade
física, de um curso de pintura, um passeio com a família e alguns
amigos, atividades que incentivem a utilização do raciocínio lógico,
relacionamentos com outras pessoas e comportamento preventivo
em diversos aspectos (sociais, pessoais, sexuais e etc).
Seria abrir caminho para uma nova forma de viver, já que
estamos em uma era que o tempo corre muito e nunca encontramos
tempo pra nada, ou pensamos não ter tempo pra nada.
A
partir
das
informações
acima
mencionadas,
podemos
entender um pouco da vida nos tempos atuais, acumulada de muito
trabalho, ocupações do dia-a-dia e muito stress, resultado de uma
sociedade capitalista. E por outro lado as pessoas que vivem nesta
sociedade apresentam um outro "sintoma", a falta de tempo. Devido
a correria do dia-a-dia muitas pessoas pensam não ter tempo pra
nada, e desta forma acabam sem a prática de lazer. Este que é um
direito de todos e se torna cada vez mais dificil o seu acesso devido
as caracrerísticas da sociedade atual.
Portanto o lazer é uma forma de se libertar das ocupações do
dia-a-dia, seja, do trabalho assalariado, e das obrigações diárias, é se
satisfazer com algo que esteja relacionados em dois aspectos, tempo
livre e atitude, ou seja, atividades que esteja fora do tempo das
ocupações diárias em geral e ao mesmo tempo que lhe proporcione
prazer e sensação de liberdade. Vemos o lazer ativo como o tipo de
lazer mais apropriado ao ser humano, principalmente nos dias atuais,
por meio de que ele se caracteriza pela participação integral da
pessoa como ser capaz de escolha e de crítica, assim como também
estar relacionado muitas vezes as atividades físicas, que é um fator
primordial contra o sedentarismo e stress.
22
2.2 O CASO SESC
Para um maior entendimento das relações de convívio e lazer
nas cidades brasileiras o SESC (Serviço Social do Comércio) aparece
como uma das instituições ligadas de uma forma direta com esse
comprometimento. O SESC procura oferecer, além de apenas uma
estrutura para lazer, mas também preocupa-se com outros fatores
que a sociedade precisa explorar como educação, cultura, saúde e
outros.
Além de existir essa preocupação com a sociedade e oferecer
uma grande estrutura em vários municípios brasileiros, um estudo
sobre como o SESC aborda essas questões irá auxiliar o decorrer do
estudo para a futura proposta de um estudo preliminar do Centro de
Convívio e Lazer para Constantina – RS.
2.2.1 A INSTITUIÇÃO SESC
O SESC, mantido pelos empresários do comércio de bens e
serviços, é uma entidade voltada para o bem-estar social de sua
clientela. Atua nas áreas da Educação, Saúde, Lazer, Cultura e
Assistência.
Uma de suas características marcantes é a promoção de valores
pessoais, como o exercício da cidadania, o amor à liberdade e à
democracia, o apoio aos menos favorecidos, oferecendo a eles,
através de seus programas, meios para a conquista de melhores
condições de vida.
Dados de 2006 revelaram que aproximavam-se de 5 milhões de
beneficiados pelas ações sociais do SESC. Esse número é composto
na grande maioria pelos trabalhadores do comércio de bens e
serviços, seus familiares e dependentes. O público do SESC abrange
as populações de periferia de cidades de pequeno, médio e grande
porte, que são assistidas pela entidade através de parcerias com o
23
poder público, empresas privadas, sindicatos e associações de
moradores. Em muitos casos, o SESC é o único meio de acesso
dessas populações aos serviços de saúde, educação, lazer, cultura e
assistência.
2.2.2 PROGRAMAS
O SESC apresenta uma série de atividades e estrutura física
destinada ao lazer. Além de atividades ligadas ao lazer, que será
dada ênfase por fazer parte da proposta de um centro de convívio e
lazer para Constantina-RS, o SESC apresenta dentro dos programas
oferecidos para a população espaço para educação, saúde, cultura e
assistência.
2.2.3 LAZER NO SESC
Entendendo como de grande importância para o bem estar da
população na recuperação física e psíquica dos desgastes que as
pessoas sofrem nas relações do trabalho, da família e dos grupos
sociais que fazem parte, o SESC dá ênfase para o lazer como fazendo
parte de um de seus principais programas oferecidos. Nos últimos
anos a instituição procurou equipar-se e oferecer mais equipamentos
e espaços adequados ao lazer.
Dentre as atividades que o SESC oferece estão os teatros,
quadras esportivas, piscina, áreas de lazer, lanchonete, restaurante,
espaços de exposições, choperia, oficinas e internet livre, entre
outros serviços. Essas atividades contemplam os programas que o
SESC oferece sobre educação, cultura, saúde e assistencia.
24
2.2.4 CENTRO DE LAZER - SESC - FÁBRICA POMPÉIA
Dentre várias unidades SESC espalhadas pelo Brasil pode-se
dizer que as edificações estão em um bom estado de conservação e
suas atividades ocorrem sem problemas por motivos de deficiência.
Algumas unidades se destacam por terem mais atividades do
que outras ou por apresentarem estilos arquitetônicos diferenciados.
A unidade que apresenta maior repercussão nesse aspecto é sem
sombra de dúvidas é a de São Paulo, conhecido como SESC Pompéia.
Projetado
por
Lina
Bo
Bardi,
arquiteta
reconhecida
internacionalmente por suas obras e seu estilo a edificação projetada
e implantada em uma antiga fábrica apresenta-se hoje como um dos
locais certos de visitação por turistas que visitam as proximidades.
2.2.5 O PROJETO
Ao visitar a Fábrica de Tambores, o lugar onde seria implantado
o SESC (1977), a arquiteta Lina Bo Bardi, encontrou uma bela
construção, feita com estrutura pioneira no Brasil de concreto armado
com vedações em alvenaria. O que mais chamou a atenção da
arquiteta, porém, foi o espaço que, durante os finais de semana era
povoado por famílias com crianças brincando e jovens se divertindo.
A arquiteta, percebendo a espontaneidade e veracidade daquelas
atividades, considerou a situação presenciada para o partido do
projeto .
A velha fábrica, construída a partir de tecnologia importada e
sofisticada
para
a
época,
haveria,
para
a
arquiteta,
de
ser
reinventada. O projeto do SESC Pompeia propõe a manutenção do
espaço livre dos galpões, mas sugere catalisadores das atividades e
da vitalidade do lugar. As funções da antiga estrutura seriam
reprojetadas e o projeto de tecnologia fabril seria convertido em um
projeto moderno. Em todo caso, os usos populares captados pela
25
arquiteta
seriam
mantidos e
permeados por espelhos d’água,
lanchonetes, bibliotecas, obras de arte, etc. Para que o terreno
pudesse comportar todo o programa previsto para o SESC da
Pompéia, com a opção de manter a velha fábrica, seria necessário
edificar duas torres no final do lote. Decisão adotada pela arquiteta e
que conferiu também aspecto monumental para o complexo.
FIGURA 1: ARQUITETA LINA BO BARDI
FONTE: www.institutobardi.com.br/.../fotos/foto02.jpg
Alguns processos construtivos artesanais foram pesquisados e
incorporados na reforma da fábrica e na construção dos edifícios. Os
coletores de águas pluviais da rua interna foram feitos com técnica
simples, pouco usuais para a estética moderna. Já os mosaicos dos
banheiros remetem a construções e artes populares. O espelho
d’água com seixos rolados permeia o espaço livre do galpão da
fábrica. As peculiaridades americanas, brasileiras, são elementos
incorporados ao projeto.
26
FIGURA 2 E 3: IMAGEM INTERNA E EXTERNA DO SESC POMPÉIA
FONTE 01: http://farm2.static.flickr.com/1033/1172790583_6eec49d47a.jpg
FONTE 02: 3.bp.blogspot.com/.../s320/SESCPompeia.jpg
O lugar aberto para apropriação e o processo inventivo é
frequentemente invocado pela arquitetura do SESC Pompeia: o teatro
dissolve a conformação tradicional do teatro de ópera e pede
adaptações para o espaço atípico das peças a serem apresentadas ali.
O público sempre enxerga outra parte do público de frente, ao
contrário do que ocorre tradicionalmente, em que a platéia encara o
artista.
Já
o
artista
comportamento
no
procura
palco
novas
com
formas
duas
de
frentes.
expressão
As
e
cadeiras
desconfortáveis também provocam o público. A função perturbadora
do objeto é encarada não como uma falha de desenho, mas, desde o
início, como uma intenção do discurso da profissional.
As obras de Lina acreditam no potencial popular de criação e
dão voz e espaço para que isso aconteça: os espaços por ela mesmo
ditos
“feios”
e
inacabados
convidam
a
serem
construídos
e
reconstruídos, no próprio uso ganharem significados. Os projetos
fazem uma apropriação, digestão e proposição de um novo moderno,
genuinamente local, brasileiro, a partir da incorporação da população.
Esse pensamento dá intensidade e sentido para o SESC Pompeia.
27
2.3 ESPAÇOS PÚBLICOS DE LAZER
Esse item visa analisar a abundância de elementos necessários
e a qualidade do sistema de lazer para a viabilização de diagnósticos
que auxiliem no desenvolvimento do estudo preliminar para um
Centro de Convívio e Lazer para Constantina – RS.
A gestão das áreas livres – praças, jardins e parques – e das
áreas verdes – vegetação ciliares, florestas, arborização etc. – tem
sido retomada por várias cidades brasileiras, motivadas pelo debate
do desenvolvimento sustentável, propiciado pela Agenda 21. Uma das
dificuldades está no modelo e nos padrões urbanos para a avaliação
da questão e, conseqüentemente, para a elaboração de planos. Há
várias metodologias que, apesar de ponderáveis, dificultam a
avaliação e a comparação de padrões entre cidades semelhantes,
inclusive de uma mesma região, ao mesmo tempo em que há pouca
reflexão sobre cada modelo em si. A nova realidade urbana, com
novos valores, padrões de consumo e de comportamento familiar e
social, demanda uma reflexão principalmente sobre o papel das áreas
livres no sub-sistema urbano de áreas verdes e na estrutura urbana,
que, em última instância, devem servir para dar suporte a uma
qualidade de vida adequada para os seus moradores.
O planejamento dos espaços livres de lazer deve ser realizado
dispondo as áreas e os equipamentos necessários à recreação de
modo
variado
e
adaptado
às
necessidades
e
escolhas
dos
interessados, considerando as necessidades específicas de faixas
etárias e grupos sociais diversos. Além disso, deve-se atentar para as
peculiaridades exigidas por três modos de lazer diversos: ativo
(atividades
que
implicam
movimentação
e
esforço
físico),
contemplativo (estado de repouso e observação da paisagem) e
educativo (direcionada por educadores), lembrando que, devido às
suas características naturais, os espaços livres de lazer podem
28
exercer concomitantemente outras funções no desenvolvimento
ambiental.
Os espaços livres públicos são freqüentemente mal distribuídos
pela cidade, concentrados em regiões centrais de maior apelo
mercadológico, contribuindo para que apenas determinada localidade
e nível de renda tenham acesso a tais equipamentos, devido ao
tempo e ao custo que são acrescidos pela necessidade de locomoção
(FONTES,
2003
p.23).
MACEDO
(1995)
observa
que
a
não
formalização de um sistema completo de espaços livres públicos
adequados, dimensionados, seguros e acessíveis gerou nas classes
sociais mais ricas a internalização do lazer em clubes e quadras
privadas. Estes padrões, gerados na década de 1980 no Brasil,
acentuam a segregação destas comunidades do conjunto da cidade.
Em classes de baixo poder aquisitivo, devido à reduzida área de
espaços livres no lote, o lazer é praticado nas ruas ou em praças
distantes, de difícil acesso. Em loteamentos populares, é comum a
mínima reserva de espaços livres de edificação, justificada pelo
“interesse social” de prover habitações a ‘baixo custo’. Todos estes
fatores implicam no processo histórico de (des)construção do espaço
público.
2.3.1 GESTÃO URBANA ASSOCIADA AOS ESPAÇOS PÚBLICOS
DE LAZER
Nessa etapa do trabalho denominado estudo preliminar de um
Centro de Convívio e Lazer para o Município de Constantina – RS,
esse item tem o intuito de esclarecer o papel assumido pelos espaços
públicos de lazer na gestão urbana, analisando o discurso do
planejamento
estratégico,
o
qual
parte
pelo
símbolo
da
competitividade entre cidades, em busca de maiores investimentos,
priorizando os “bons governos”, que atendem às diretrizes das
agências multilaterais, em detrimento dos anseios da sociedade.
29
Na teoria, o espaço público seria comum e acessível a todos,
contudo, percebe-se que isto não acontece na prática, pois o mesmo
é transformado em mercadoria para o consumo de poucos. (SERPA,
2007:09).
No âmbito das cidades, os ambientes que apresentam áreas
verdes, como as praças, ganham a preferência dos habitantes e
visitantes que buscam a contemplação de novas paisagens, maior
contato com a natureza, rompendo com o estresse acumulado
durante a semana. São locais com reais possibilidades de vivências
de lazer e práticas recreativas, que favorecem o encontro entre
pessoas de diferentes idades e classes sociais.
O espaço de lazer tem uma importância social por ser um
espaço de encontro e de convívio. Através desse convívio, pode
acontecer a tomada de consciência, o despertar das pessoas para
descobrir que os espaços urbanos equipados e conservados para o
lazer são indispensáveis para uma vida melhor para todos e que se
constituem em um direito dos brasileiros. (MULLER, 2002: 25-26).
A importância assumida pelos mesmos na cidade é muito
grande, porém não há o compromisso e intervenção por parte da
gestão urbana, no sentido de favorecer tais experiências. Há uma
preocupação crescente, com a forma estética em troca da perda do
conteúdo oferecido aos visitantes. A gestão urbana incorpora o
discurso de cidade-empresa (VAINER, 2002: 78), onde os gestores
públicos são verdadeiros empresários, que busca a todo o momento a
lucratividade dentro de um contexto de competitividade.
Nas grandes cidades do Brasil e do mundo ocidental, a palavra
de ordem é, portanto, investir em espaços públicos “visíveis”,
sobretudo os espaços centrais e turísticos, graças às parcerias entre
os poderes públicos e as empresas privadas. Eles comprovam
também o gosto pelo gigantismo e pelo “grande espetáculo” em
matéria de arquitetura e urbanismo. (SERPA, 2007: 26).
30
Neste sentido, os locais públicos de lazer assumem um papel de
grande relevância na gestão urbana contemporânea, onde “(...) a
fonte permanente de preocupação envolve a criação das infraestruturas sociais e físicas que sustentam a circulação do capital.
(HARVEY, 2005: 130). Logo, a criação de espaços públicos de lazer
na cidade adquire aspectos de visibilidade política.
Criam-se
ambientes
para
servirem
de
chamariz
para
investidores. Grandes investimentos vêm sendo destinados para
criação
de
locais
que
ofereçam
visibilidade
aos
governos
responsáveis, resultando em obras milionárias, onde tanto a cidade
quanto o governo, o arquiteto e engenheiro responsáveis pela
idealização e construção da obra, são associados, ocultando o
trabalho de um grande número de pessoas envolvidas no processo,
como os trabalhadores, sociedade civil contribuinte, etc.
O chamado marketing urbano se impõe cada vez mais como
uma esfera específica e determinante do processo de planejamento e
gestão de cidades. Ao mesmo tempo, aí encontraríamos as bases
para entender o comportamento de muitos prefeitos, que mais
parecem vendedores ambulantes que dirigentes políticos. (VAINER,
2002: 78).
O “cidadão consumidor” é pensado pela gestão pública local,
principalmente a partir das parcerias estabelecidas com a iniciativa
privada, sob o discurso das vantagens locacionais, as isenções fiscais,
as demandas reais e potenciais. Neste contexto torna-se necessário
refletir sobre as formas de desenvolvimento, priorizadas pelas
gestões urbanas contemporâneas. Desenvolvimento para quem? Para
as populações locais ou grandes empresários e políticos locais?
Incentivos
para
que
tipo
de
empresas?
Grandes,
médias
ou
pequenas?
A eficiência da administração local na esfera pública depende,
assim, em primeiro lugar, da capacidade dos governos para mobilizar
31
recursos não governamentais no sentido de construir coalizões,
especialmente com o meio empresarial. (ACSELRAD, 2002: 41).
Nesta
política
responsabilidade
de
pela
escalas,
administração
o
poder
dos
local
recursos,
assume
atuando
a
na
economia local, através de influências nos aspectos produtivos da
cidade, encontrando na iniciativa privada seu principal parceiro,
possibilitador de desenvolvimento econômico. Prima-se por governos
que apresentem autonomia, criatividade e poder de articulação, com
os diversos segmentos da sociedade, objetivando o menor incômodo
possível a esfera federal. Administrar uma cidade se tornou tarefa
para grandes empreendedores.
Quando se fala em local, não se está circunscrevendo o
conceito à rua, ao bairro ou mesmo à cidade. O universo de análise é
mais amplo e abstrato, podendo estar relacionado a várias escalas de
poder, consideradas isoladamente ou em conjunto em um ou mais
territórios. (FICHER, 2002: 13).
Os aspectos altamente excludentes e segregadores, presentes
no cotidiano dos ambientes públicos das cidades contemporâneas,
revelam que nada vem sendo feito em termos de incentivo ao uso
pelas
diferentes
classes
sociais.“(...)
o
desenvolvimento
local
apresenta-se como promotor de consensos, ele é também portador
de paradoxos”. (ACSELRAD, 2002; 40)
O lazer não pode ser compreendido pela gestão urbana, sob um
enfoque
setorial
economicista,
hierarquizando
as
necessidades
humanas onde o mesmo seria um privilégio de classes, pois segundo
esta lógica de pensamento, as classes subalternas não têm as suas
necessidades
básicas
de
alimentação,
saúde,
habitação,
etc.,
atendidas.
A gestão urbana deverá priorizar a participação da população
na concepção e dinamização de espaços de lazer na cidade, buscando
a melhoria da qualidade de vida e exercício da cidadania pelas
diferentes
classes
sociais,
através
de
elaboração
de
políticas
32
intersetoriais, que contemplem as necessidades humanas de forma
ampla, envolvendo, educação, assistência social, saúde, saneamento,
habitação,
transporte,
etc.,
sem,
contudo,
hierarquizar
as
necessidades do homem, através de políticas setoriais pontuais.
A concepção e dinamização desses ambientes, devem sim
trabalhar envolvendo aspectos referentes à localização, acesso,
formas de uso, formas de integração, etc., dentro de um enfoque da
participação efetiva, em detrimento de uma pseudoparticipação, tão
presente nas políticas públicas contemporâneas, que aderem a
discursos ideológicos a fim de consolidar os interesses das classes
dominantes.
A participação neste contexto de democratização dos espaços
públicos de lazer deverá conter aspectos educativos que possibilitem
reais interações entre poder público e sociedade civil, resultando em
melhorias para a coletividade.
33
CAPÍTULO III
ESTUDOS DE CASO
3.1 FUNCIONALIDADE
Esse item, entendido como de suma importância para a
continuação e desenvolvimento desse trabalho buscará, através de
estudos de edificações com função similar a proposta nesse trabalho,
entender o funcionamento das atividades e suas relações de projeto
com os demais itens pertinentes a análise. Para isso, após realizada
pesquisa de edificações que se “encaixam” nesse trabalho foram
eleitas duas para uma análise aprofundada. Uma delas apresenta sua
função relacionada ao convívio social e a outra ao lazer, sendo assim
um conjunto de funções entendidos como ideais para o auxílio no
âmbito “função” desse trabalho, que irá trabalhar com os dois
assuntos.
3.1.1 SESC – FÁBRICA POMPÉIA
FIGURA 4: SESC POMPÉIA
FONTE: www.arcoweb.com.br/memoria/sesc-pompeia-20-anos-projeto-tornou-se31-07-2002.html
Mesmo já mencionado no item de referencial teórico, o Sesc
Pompéia
apresenta-se
de
suma
importância
e
demonstra
a
necessidade de ser estudado com mais magnitude. Para isso foi um
34
dos
estudos
de
caso
escolhidos
para
referenciar
o
item
de
funcionalidade, localizado dentro dos estudos de caso. Esse item
funcionalidade está dividido em duas partes, uma referenciando uma
obra que tenha como ênfase o lazer e uma segunda, com ênfase em
convivência.
O SESC Pompéia pertence a um grupo seleto de obras
referenciadas nas escolas de arquitetura. Projetado pela arquiteta
Lina Bo Bardi em 1977, é um equipamento urbano que reúne teatros,
quadras esportivas, piscina, áreas de lazer, lanchonete, restaurante,
espaços de exposições, choperia, oficinas e internet livre, entre
outros serviços. Esta unidade do SESC, localiza-se na Rua Clélia, 93
na cidade de São Paulo, Brasil.
3.1.1.1 IMPLANTAÇÃO
O projeto do SESC Pompéia, possui duas disposições distintas,
em sua configuração de implantação, no conjunto de galpões, que
pertenciam como indústria antes da requalificação do espaço, já
consolidados antes da ampliação proposta e edificada por Lina Bo
Bardi,
percebemos
uma
configuração
linear
horizontal,
com
elementos de forma primária retangular e de forma repetitiva
dispostos por um eixo central.
35
FIGURA 5: IMAGEM AÉREA DO SESC POMPÉIA
FONTE: GOOGLE EARTH
EDIÇÃO: BRUNO ANTÔNIO DA SILVA, 2010
Nestes conjuntos existentes antes da proposta de ampliação,
não percebemos a presença de um elemento que se destaque através
da hierarquia de forma ou tamanho, a composição é formadas por
figuras geométricas primárias, dispostos não de forma simétrica,
mais harmônica no terreno do conjunto. Não percebemos também
nenhum
elemento
que
na
vista
do
projeto
e
mostrados
posteriormente possamos definir como elemento vertical definindo o
espaço. Mas podemos definir um eixo principal no conjunto e blocos
já existentes formando uma organização linear.
No que compete aos sistemas de circulação, temos um acesso
principal, de fronte ao terreno que mostra o espaço de forma clara e
objetiva, observados na implantação do edifício.
3.1.1.2 ORGANIZAÇÃO
Corresponde a como o arquiteto utiliza o espaço; Segundo
CHING (2004), o espaço contribui para sua forma, dimensões, a
escala, quantidade de luz e seus condicionantes naturais.
36
O edifício, que á anos deixou de ser um conjunto de galpões
industriais e passou a ser uma das obras mais vangloriadas da
arquitetura brasileira, tem sua organização interna baseada em uma
grande circulação que divide e dá acesso as diversas atividades
apresentadas na instituição.
Essa “grande circulação” está disposta de forma linear no
edifício, o que consiste em uma série de espaços. “Tais espaços
podem tanto estar diretamente relacionados um ao outro como estar
ligados através de um espaço linear separado, distinto.” (CHING,
2004 pág. 198)
CROQUI 1: SETORIZAÇÃO SESC POMPÉIA
AUTOR: BRUNO ANTÔNIO DA SILVA, 2010.
37
3.1.1.2 PARTIDO ARQUITETÔNICO
No caso do SESC Pompéia, a arquiteta Lina Bo Bardi, por
exigências e determinancias de projeto, adaptou seu projeto em uma
antiga fábrica, onde o espaço automaticamente determinou algumas
coisas. O espaço, que continha uma continuidade de galpões fabris
continuou o mesmo, alterando somente seu uso. Para isso a arquiteta
criou uma linha de circulação longitudinal a construção existente e
locou as atividades no decorrer dessa linha.
PROGRAMA DE NECESSIDADES
CROQUI 2: VISTA SUPERIOR PARA ANÁLISE DOS AMBIENTES
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010.
38
•
Conjunto esportivo com piscina, ginásio e quadras;
•
Lanchonete, vestiários, salas de ginástica, lutas e dança;
•
Almoxarifado e oficinas de manutenção;
•
Ateliers de cerâmica, pintura, marcenaria, tapeçaria, gravura e
tipografia;
•
Laboratório fotográfico, estúdio musical, sala de danças e
vestiários;
•
Teatro (1200 lugares);
•
Restaurante e choperia;
•
Vestiários e refeitórios para funcionários;
•
Espaço de estar, jogos de salão, espetáculo, mostra de
expositivas;
•
Biblioteca de lazer, lajes abertas de leitura e videoteca;
•
Espaço para exposições;
•
Administração geral do centro;
ORGANOGRAMA
Para entender melhor o funcionamento da edificação projetada
por Lina Bo Bardi, foi confeccionado o organograma do edifício. Nele
podemos
entender
claramente
o
funcionamento
das
diversas
atividades.
O edifício está disposto de forma linear, sendo assim segue
uma grande linha de circulação que dá acesso as diversas atividades
que a instituição disponibiliza. Além dessa edificação
39
CROQUI 3: ORGANOGRAMA / SETORIZAÇÃO
AUTOR: BRUNO ANTÔNIO DA SILVA, 2010.
OUTROS ASPECTOS IMPORTANTES
Nesse item apresenta-se de forma significante a forma como a
arquiteta projetou as rampas de passagem dos blocos que abrigam
os restaurantes e as quadras de esporte.
No contexto espacial Lina Bo Bardi impôs um ritmo através de
rampas retas porém, no conjunto de todas elas, aleatórias. Elas se
cruzam entre si, mas não se tocam, pois estão em níveis diferentes.
No croqui abaixo apresenta-se um estudo feito da vista delas e
representa uma cor, que nos blocos acaba destacando também.
40
CROQUI 4: RAMPAS QUE FORMAM A PASSAGEM ENTRE OS BLOCOS
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010.
As edificações que eram de uso industrial formam, em seu
contexto, um aglomerado de formas iguais e apresentam uma
linearidade nas fachadas (como mostra o croqui abaixo) e também
nas vistas superiores.
CROQUI 5: CROQUI DE ANALISE DO CONTEXTO DAS EDIFICAÇÕES
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010.
41
3.2 FUNCIONALIDADE E ESTÉTICA
3.2.1 CENTRO DE CONVIVÊNCIA DA PUC – CAMPINAS – SP
FIGURA 6: CENTRO DE CONVÍVIO DA PUC EM CAMPINAS - SP
FONTE: www.arcoweb.com.br/arquitetura/augusto-franca-neto-centro-de-11-072005.html
Essa obra, de projeto elaborado pelo arquiteto Augusto França
Neto, foi escolhida por ter em seu programa as atividades que irão
complementar, juntamente com o estudo de caso elaborado a partir
do Sesc Pompéia, o programa de necessidades do estudo preliminar
do Centro de convívio e lazer para o município de Constantina – RS.
ASPECTOS CONTEXTUAIS
O centro de convivência da Pontifícia Universidade Católica
(PUC) de Campinas, São Paulo, teve sua conclusão em 2005,
abrangendo uma área de 9.210 m2 e 4.178 m² de área construída.
Após ser escolhido para elaborar o projeto do centro de convivência,
o arquiteto Augusto França Neto projetou o espaço seguindo
influências da cultura brasileira. As rampas de acesso funcionam
como eixos de circulação, tornando-se norteadora para o projeto e
melhorando a acessibilidade (MELENDEZ, 2005).
42
ASPECTOS FUNCIONAIS
O centro de convivência tem o seu programa distribuído a partir
da circulação coberta, levando até a praça de eventos e o hall onde
ficam praça externa e lojas. Na imagem a seguir se visualiza a planta
do edifício com a setorização.
CROQUI 6: SETORIZAÇÃO DA EDIFICAÇÃO
AUTOR: BRUNO ANTÔNIO DA SILVA, 2010
ASPECTOS ESTÉTICOS E COMPOSITIVOS
A sua volumetria é definida pela cobertura curva metálica,
combinando volumes retos e puros. O branco é predominante,
porém, o destaque fica para o vermelho e o azul, usados na
composição de um ambiente arrojado para convivência dos alunos.
As paredes envidraçadas trazem leveza ao edifício através de seus
planos curvos e retos.
43
A análise compositiva segundo Ching (2002), sua forma domina
as transformações aditiva, subtrativa e dimensional. A figura abaixo
mostra o processo da composição.
FIGURA 7: FORMAS DA COMPOSIÇÃO DA EDIFICAÇÃO
FONTE: www.arcoweb.com.br
ASPECTOS CONSTRUTIVOS
O edifício da praça de alimentação é definido pela cobertura
metálica curva e o salão é apoiado nas extremidades em estrutura de
concreto
armado,
compostas
por
pilares
circulares
e
vigas
convencionais. São completados por lajes de concreto armado.
ASPECTOS AMBIENTAIS
Segundo Melendez (2005) o arquiteto procurou buscar no
desenho da edificação o conforto térmico, onde a cobertura metálica
se prolonga, formando uma espécie de beiral, favorecendo também a
fruição do ar. Na fachada frontal, o vidro temperado miniboreal
permite obter luz natural difusa e uniforme.
No croqui apresentado abaixo, mostra-se em destaque a
cobertura metálica curva e o volume reto de concreto criado. Essa
44
combinação de formas ao espectador traz uma “continuação” da vida.
As linhas retas apresentam caminhos a quem as vê.
CROQUI 7: CROQUI ANALISANDO A COMPOSIÇÃO DOS MATERIAIS E A
FORMA UTILIZADA
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010
PROGRAMA DE NECESSIDADES
O programa de necessidades do espaço prioriza o convívio, e
oferece ao público espaços com lojas e comércios como atrativos.
Uma mescla de espaços de convívio ao ar livre com outros cobertos
trazem diferenciais com espaços públicos comuns no Brasil que
acabam sendo utilizados somente durante algumas épocas.
Abaixo o croqui mostra com indicações os espaços que o edifício
oferece:
45
CROQUI 8: VISTA SUPERIOR DO CENTRO DE CONVIVÊNCIA
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010
•
Lojas;
•
Praça de eventos / anfiteatro;
•
Praça externa;
•
Estacionamento;
•
Pátio de serviços;
•
Setor administrativo.
3.3 FUNCIONALIDADE E ESTRUTURA
Complementando o item anterior, onde a edificação do centro
de convivência da PUC – Campinas – SP apresenta uma mescla de
estruturas (Estrutura metálica e de concreto armado) esse estudo
46
apresenta o estudo de uma edificação projetada por inteiro em
estrutura de aço.
3.3.1 BIBLIOTECA CENTRAL DA UNITRI, UBERLÂNDIA – BH
FIGURA 8: BIBLIOTECA CENTRAL DA UNITRI
FONTE: www.arcoweb.com.br/arquitetura/mafra-arquitetos-associados-bibliotecacentral-11-12-2007.html
A escolha dessa edificação para compor o conjunto de estudos
de caso deu-se por vários motivos. Além de apresentar em
praticamente sua totalidade estrutura metálica, que cada vez mais
está ligada a construções de grandes vãos por sua praticidade,
resistência e leveza, por sua função estética na edificação que é
muito
flexível
aos
projetos
arquitetônicos
ela
apresenta
características estéticas que serão analisadas e podem ser utilizadas
no estudo preliminar do Centro de Convívio e Lazer para Constantina
– RS.
ESTRUTURA METÁLICA
A escolha por uma edificação que apresenta estrutura metálica
deu-se por muitos fatos. A técnica construtiva apresenta uma
flexibilidade muito grande em projetos e no caso do Centro de
47
Convívio e Lazer irá apresentar grandes vãos, como no caso do
ginásio de esportes e no auditório, e para isso o aço apresenta-se
como um aliado de grande valia nesses casos.
Principais vantagens das estruturas metálicas:
•
Estruturas leves
•
Peças com seções menores
•
Capacidade para vencer grandes vãos
•
Curto prazo de execução
•
Dispensa fôrmas / mínimo ou nenhum escoramento
•
Produzido na indústria (pré-fabricação)
•
Facilidade para reforços
•
Possibilidade de montagem e desmontagem
•
Fundações mais econômicas
COMPOSIÇÃO DA EDIFICAÇÃO
A edificação, que é composta de aço e vidro, apresenta uma
linguagem clara através de linhas retas formando um cubo
sustentado por quatro pilares metálicos fixados em grandes
fundações em tubulões profundos.
A linguagem utilizada em um grande edifício que apresenta
horizontalidade é a de transição. Essa transição é posta na
arquitetura do edifício através das amarrações feitas através dos
travamentos da estrutura, que por sua vez ficam expostos na
volumetria. O croqui abaixo mostra a perspectiva da obra com
indicação dos elementos estruturais.
48
CROQUI 9: INDICAÇÃO DA ESTRUTURA
AUTOR: BRUNO ANTÔNIO DA SILVA, 2010
Como já descrito acima, a estrutura da biblioteca é basicamente
composta por quatro pilares metálicos apoiados em grandes tubulões
profundos. Essa técnica é um mostra da preocupação do projetista
em articular a estrutura com o restante da obra e apresentar
soluções inteligentes para compor o edifício.
CROQUI 10: DEMONSTRAÇÃO DA SUSTENTAÇÃO DO EDIFÍCIO
AUTOR: BRUNO ANTÔNIO DA SILVA, 2010
49
CAPÍTULO IV
LEVANTAMENTO DE DADOS
4.1 BREVE HISTÓRICO DE CONSTANTINA – RS
A sede do município de Constantina foi povoada em 1919,
nessa época com o nome de Taquaruçu. A colonização alemã, em
nossa região, teve como elemento primordial o Dr. Mayer, que
elaborou toda a colonização do distrito de Xingú, demarcando toda a
sua área e colocando os colonizadores. Por volta de 1935 o Pe. Patui
elaborouo primeiro Plano Diretor da Vila, determinando suas praças e
lugares públicos, com isso a vila alcançou sua maior glória e
desenvolvimento. O município chamava-se Benjamin Constant, e
deu-se a substituição devido ao fato de que toda a correspondência
dirigida ao município se confundia com o outro distrito. O atual nome
Constantina, foi formado da última palavra de Benjamin Constant, e
daí se fez o derivativo, como ocorreu em outras localidades
brasileiras.
No dia 14 de abril de 1959 o Município de Constantina se
emancipava político e administrativamente.
FIGURA 9: LOCALIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CONSTANTINA-RS
FONTE: BRUNO ANTÔNIO DA SILVA
50
4.2 TERRENO ESCOLHIDO
O terreno escolhido para a proposta e desenvolvimento de um
estudo preliminar para um Centro de Convívio e Lazer para o
município de Constantina – RS está localizado na Rua João Mafessoni,
que corta e divide o município. O terreno localiza-se na região
nordeste da malha urbana do município, estando localizado na área
rural de Constantina, como mostra a figura abaixo.
FIGURA 10: LOCALIZAÇÃO DO TERRENO PROPOSTO
FONTE: IMAGEM ÁREA GOOGLE EARTH
EDIÇÃO: BRUNO ANTÔNIO DA SILVA, 2010
A escolha desse terreno deu-se por muitos motivos. Localizado
em um terreno onde faz divisa com o bairro São Roque que
apresenta infra-estrutura precária e população de baixa renda
residindo nele, o centro de convívio e lazer traria para essa região um
desenvolvimento maior, trazendo infra-estrutura, um ordenamento
maior com comércios e outros equipamentos. Além disso, a proposta
de
inserir
o
equipamento
nessa
região
faria
com
que
o
51
desenvolvimento de habitações em situação irregular em direção a
área verde (identificada na parte inferior da representação do terreno
na figura acima) fosse interrompida pelo equipamento, que além de
fazer divisa com a mata irá fazer uso dela com atividades propostas
em seu programa, fazendo com que seja usada a área com
consciência e preservando-a no mesmo tempo.
Atualmente, o local apresenta algumas edificações que na sua
totalidade apresentam-se em situação irregular perante a prefeitura
municipal. O terreno apresenta uma área de 3 hectares, o que
favorece também na implantação do Centro de Convívio e Lazer, pois
sua implantação será de forma a buscar a horizontalidade para
favorecer a disposição das atividades propostas.
FIGURA 11 E 12: FOTOGRAFIAS PRÓXIMAS AO TERRENO
FONTE: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010
4.2.1 LEGISLAÇÃO
O município de Constantina, atualmente, não possui um
documento de lei próprio que regularize e dite regras para a
construção em seu território. Com isso o município acaba usando a
LDU (lei das diretrizes urbanas) do município de Sarandi, o qual
localiza-se
muito
próximo
territorialmente
e
apresenta
um
desenvolvimento no quesito de desenvolvimento de documentos
52
norteadores para seu território mais avançados, porém ainda longe
do ideal.
4.3 LEVANTAMENTO DO ESPAÇO EXISTENTE
O terreno escolhido para o desenvolvimento do projeto para o
Centro de Convívio e Lazer em Constantina apresenta-se em um
setor que hoje é crucial para um desenvolvimento ordenado do
município. Localizado na região norte da malha urbana, como citado
no item 4.2 deste trabalho, o terreno apresenta a capacidade de
comportar um elemento urbano, como é o equipamento proposto, a
fim de subsidiar mudanças significativamente positivas para o bairro
São Roque e para Constantina.
Abaixo, através de um mapa podemos ver qual são os limites
do terreno (linha vermelha) e os cortes feitos para compreendermos
melhor a conformação da topografia.
53
FIGURA 13: TERRENO ESCOLHIDO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010
FIGURA 14: CORTE DO TERRENO SENTIDO NORTE SUL
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA
FIGURA 15: CORTE DO TERRENO SENTIDO LESTE OESTE
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010
54
FIGURA 16 E 17: FOTOGRAFIAS INTERNAS DO TERRENO
AUTOR: BRUNO ANTÔNIO DA SILVA, 2010.
Figura 18 e 19: FOTOGRAFIAS DO TERRENO (VISTAS DA VIA JOÃO MAFISSONI)
AUTOR: BRUNO ANTÔNIO DA SILVA, 2010.
4.4 DIMENSIONAMENTO DA DEMANDA
Para o desenvolvimento da proposta o dimensionamento se
coloca como elemento fundamental para um enquadramento das
atividades no cotidiano de quem vai usar elas.
Para o Centro de Convívio e Lazer proposto no município de
Constantina foram feitas análises dos espaços propostos e da
população existente para chegar a valores de quantidade e tamanho
desses equipamentos.
No ginásio proposto para 1000 pessoas a análise foi feita
através dos equipamentos existentes nesse contexto e dos usos
previstos para ele. Levando em conta que a população de Constantina
55
irá usar ele em conjunto com visitantes de outros municípios (quando
houver campeonatos, por exemplo) esse número representa uma
capacidade vista como ideal para atividades com numero médio para
esses eventos.
Esse mesmo raciocínio foi posto em cheque para o auditório,
350 pessoas, onde poderão ser apresentados eventos de médio porte
com o espaço projetado. As salas de dança e artesanato foram
consideradas as médias das turmas que normalmente são oferecidos
os cursos e chega-se ao valor de 20 pessoas por sala.
4.5 PROGRAMA DE NECESSIDADES
SETOR ADMINISTRATIVO
AMBIENTE
RECEPÇÃO / SECRETÁRIA
SALA DE REUNIÕES
RH
CONTABILIDADE / ARQUIVO MORTO
ARQUIVO
SETOR DE COMPRAS
FATURAMENTO
SALA ADMINITRATIVA
SALA DIRETOR ADMINISTRATIVO
SALA DIRETOR GERAL
TESOURARIA
SALA DIRETOR ADMINISTRATIVO
QTDE
CAPACIDADE
(un)
(pessoas)
01
01
01
01
01
01
01
01
01
01
01
01
04
12
4
02
QTDE
CAPACIDADE
(un)
(pessoas)
06
01
10
10
QTDE
CAPACIDADE
(un)
(pessoas)
01
SETOR COMERCIAL
AMBIENTE
SALA COMERCIAL
CAFETERIA
SETOR CONVÍVIO
AMBIENTE
JARDINS
56
SETOR LAZER / ESPORTIVO
AMBIENTE
QTDE
CAPACIDADE
(un)
(pessoas)
1
1
1
1
1
2
1
1
1
20
1000
QTDE
CAPACIDADE
(un)
(pessoas)
SALA DANÇAS
SALA DE ARTESANATOS
1
1
20
20
BIBLIOTECA
ACERVO
CADASTRO DE OBRAS
SALA DE RESTAURO
SALA DE INFORMÁTICA
SALA DE LEITURA
XEROX
SALA DO BIBLIOTECÁRIO
1
1
1
1
1
1
1
1
50
AUDITÓRIO
BILHETERIA
CAMARIM
CAMAROTE
PLATÉIA
FOYER
DEPÓSITO
CHAPELARIA
COMBONIERE
COXIAS
PALCO+PROSCENO
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
350
PLAYGROUND
GINÁSIO C/ QUADRA MULTIUSO
BILHETERIA
SANITÁRIO MASCULINO PÚBLICO
SANITÁRIO FEMININO PÚBLICO
VESTIÁRIOS TIMES
SALA DE ÁRBITROS
SALA DE TROFÉUS
SALA DE EQUIPAMENTOS
SETOR CULTURAL
AMBIENTE
SETOR APOIO / SERVIÇOS
AMBIENTE
AMBULATÓRIO
DML
COZINHA / COPA / RECREAÇÃO FUNCIONÁRIOS
ALMOXARIFADO
ESTACIONAMENTO
QTDE
CAPACIDADE
(un)
(pessoas)
01
01
01
01
01
04
02
06
03
PD
57
4.6 ORGANOGRAMA / FLUXOGRAMA / SETORIZAÇÃO
FIGURA 20: FLUXOGRAMA / ORGANOGRAMA / SETORIZAÇÃO
AUTOR: BRUNO ANTÔNIO DA SILVA
58
4.7 PRÉ DIMENSIONAMENTO
Nesse item, entendendo como de grande importância para o
entendimento dos ambientes que serão projetados para o Centro de
Convívio e Lazer para o município de Constantina – RS foram
desenvolvidos uma prévia de como deverá se compor cada ambiente
elencado no programa de necessidades, dizendo a quantidade e a
área final dele. Seguem nas tabelas abaixo:
SETOR ADMINISTRATIVO
AMBIENTE: RECEPÇÃO / SALA DA SECRETÁRIA
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado a secretária do administrativo / RECEPÇÃO
AREA: 16,00m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 16,00m²
AMBIENTE: SETOR DE COMPRAS
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado a aquisição de bens e materiais para o centro
AREA: 7,75m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 7,75m²
59
AMBIENTE: FATURAMENTO
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado as contas do centro
AREA: 6,19m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 6,19m²
AMBIENTE: SALA ADMINISTRATIVO
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado a administração do centro
AREA: 12,06m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 12,06m²
AMBIENTE: CONTABILIDADE / ARQUIVO MORTO
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado a contabilidade do centro
AREA: 11,93²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 11,93m²
60
AMBIENTE: RH
DESCRIÇÃO: Recursos humanos – ambiente destinado ao setor administrativo
AREA: 7,59m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 7,59m²
AMBIENTE: SALA DIRETOR ADM
DESCRIÇÃO: Sala destinada ao diretor do setor administratrivo
AREA: 7,90m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 7,90m²
AMBIENTE: SALA DIRETOR GERAL
DESCRIÇÃO: Sala destina ao diretor geral do centro
AREA: 7,90m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 7,90m²
61
AMBIENTE: SALA DE REUNIÕES
DESCRIÇÃO: Sala destinada a atender a demanda de reuniões no setor
administrativo
AREA: 16,80m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 16,80m²
AMBIENTE: ALMOXARIFADO
DESCRIÇÃO: Sala destinada a guardar materiais úteis ao setor administrativo
AREA: 6,00m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 6,00m²
AMBIENTE: ARQUIVO
DESCRIÇÃO: Sala destinada a guardar arquivos diversos
AREA: 7,50m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 7,50m²
62
AMBIENTE: SANITÁRIO
DESCRIÇÃO: Sanitários (de acordo com legislação vigente a cada 100,00m² será
necessário a instalação de 01 equipamento sanitário masculino e 01 feminino.
Como a soma do restante de ambientes é de 101,62m² serão necessários a soma
de 04 equipamentos sanitários com lavatórios (dois masculinos e dois femininos).
AREA: 3,09m²
QUANTIDADE: 04
A. TOTAL: 12,36m²
SETOR COMERCIAL
AMBIENTE: SALA COMERCIAL
DESCRIÇÃO: Salas comerciais destinadas a comércio em geral
AREA: 80,00m²
QUANTIDADE: 16
A. TOTAL: 1280,00m²
63
AMBIENTE: SANITÁRIO
DESCRIÇÃO: Sanitários (de acordo com legislação vigente a cada 100,00m² será
necessário a instalação de 01 equipamento sanitário masculino e 01 feminino.
Como cada sala será separada serão utilizados 32 banheiros.
AREA: 3,09m²
QUANTIDADE: 32
A. TOTAL: 98,88m²
SETOR LAZER / ESPORTIVO
AMBIENTE: GINÁSIO
DESCRIÇÃO: Ginásio com quadra multiuso com capacidade para 1130 lugares
AREA: 2016,00m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 2016,00m²
64
AMBIENTE: BILHETERIA
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado a venda de ingressos para eventos realizados no
ginásio.
AREA: 4,00m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 4,00m²
AMBIENTE: VESTIÁRIOS
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado ao preparo das equipes para atividades.
Considerando 02 vestiários, um para cada equipe.
AREA: 18,00m²
QUANTIDADE: 02
A. TOTAL: 36,00m²
65
AMBIENTE: SALA DE ÁRBITROS
DESCRIÇÃO: Ambiente destina ao preparo dos árbitros para as atividades
AREA: 10,80m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 10,80m²
AMBIENTE: SALA DE TROFÉUS
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado a guardar os troféus de equipes locais.
AREA: 11,60m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 11,60m²
AMBIENTE: DEPÓSITO
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado a guardar materiais diversos do ginásio
AREA: 14,72m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 14,72m²
66
AMBIENTE: SALA DE EQUIPAMENTOS
DESCRIÇÃO: Sala destinada a armazenar os equipamentos dos esportes
realizados no ginásio.
AREA: 17,50m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 17,50m²
AMBIENTE: CABINE DE IMPRENSA
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado a imprensa, quando houver eventos que
necessitarem transmissões.
AREA: 18,30m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 18,30m²
AMBIENTE: SANITÁRIO
DESCRIÇÃO: Sanitários (de acordo com legislação vigente a cada 100,00m² será
necessário a instalação de 01 equipamento sanitário masculino e 01 feminino.
Como o total das área computadas no ginásio foi de 1124,92m² serão necessários
24 aparelhos sanitários.
AREA: 3,09m²
QUANTIDADE: 24
A. TOTAL: 74,16m²
67
SETOR CULTURAL
AUDITÓRIO
AMBIENTE: BILHETERIA
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado a venda de bilhetes para entrada no auditório
AREA: 4,00 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 4,00m²
AMBIENTE: PLATÉIA
DESCRIÇÃO: Auditório com capacidade para 350 pessoas sentadas. Nesse
ambiente serão realizadas atividades diversas como palestras, cursos, eventos
políticos, musicais, teatrais, etc.
AREA: 460,23 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 460,23m²
68
AMBIENTE: FOYER
DESCRIÇÃO: Ambiente que antecede a chegada a platéia.
AREA: 37,50 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 37,50m²
AMBIENTE: PALCO E PROSCENIO
DESCRIÇÃO: Espaço destinado as apresentações. Esse espaço é p ponto em
destaque do auditório, onde todas as atenções do público voltam-se para ele. O
proscenio é a parte do palco que localiza-se adiante da boca de cena, em direção
da platéia.
AREA: 45,00 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 45,00m²
69
AMBIENTE: BOMBONIERE
DESCRIÇÃO: Este ambiente destina-se a venda de suprimentos alimentares para
platéia consumir durante as apresentações.
AREA: 10,25m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 10,25m²
AMBIENTE: CHAPELARIA
DESCRIÇÃO: Espaço destinado a guardar objetivos pessoais do público como
bolsas, casacos, etc.
AREA: 14,08 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 14,08m²
AMBIENTE: CAMARIM
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado ao preparo dos artistas.
AREA: 22,08 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 22,08m²
70
AMBIENTE: COXIAS
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado aos artistas para seus espetáculos.
AREA: 21,45 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 21,45m²
AMBIENTE: SANITÁRIO
DESCRIÇÃO: Espaço destinado as apresentações. Esse espaço é p ponto em
destaque do auditório, onde todas as atenções do público voltam-se para ele. O
proscenio é a parte do palco que apresenta-se adiante da boca de cena, em direção
da platéia.
AREA: 45,00 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 45,00m²
AMBIENTE: SANITÁRIO
DESCRIÇÃO: Sanitários (de acordo com legislação vigente a cada 100,00m² será
necessário a instalação de 01 equipamento sanitário masculino e 01 feminino.
Como cada as áreas computadas foram de 591,59 serão utilizados um total de 12
aparelhos.
AREA: 3,09m²
QUANTIDADE: 12
A. TOTAL: 37,08m²
71
BIBLIOTECA
AMBIENTE: ACERVO
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado as consultas no acervo e realização de trabalhos
(64 lugares).
AREA: 276,85 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 276,85m²
AMBIENTE: CADASTRO DE OBRAS
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado ao cadastro de obras novas para o acervo
AREA: 9,00 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 9,00m²
AMBIENTE: SALA DE LEITURA
DESCRIÇÃO: Sala destinada unicamente a leitura
AREA: 43,80 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 43,80m²
72
AMBIENTE: XEROX
DESCRIÇÃO: Ambiente onde serão realizados cópias em geral
AREA: 6,72 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 6,72m²
AMBIENTE: SALA DE INFORMÁTICA
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado ao uso de computadores pela população
AREA: 27,80 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 27,80m²
AMBIENTE: SALA DE RESTAURO
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado ao restauro de obras danificadas
AREA: 12,00 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 12,00m²
73
AMBIENTE: SALA DO BIBLIOTECÁRIO
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado ao bibliotecário
AREA: 9,00 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 9,00m²
SALA DE DANÇA
AMBIENTE: SALA DE DANÇA
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado a aulas de dança em geral. O espaço é
dimensionado para 20 pessoas (10 casais)
AREA: 60,00 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 60,00m²
74
AMBIENTE: SALA DE ARTESANATO
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado a aulas e confecção de artesanatos em geral
AREA: 60,00 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 60,00m²
AMBIENTE: DEPÓSITO
DESCRIÇÃO: Ambiente para armazenar materiais necessários para aulas de dança
e de artesanato. Será destinado 01 depósito para sala de dança e 01 para sala de
artesanto.
AREA: 14,75 m²
QUANTIDADE: 02
A. TOTAL: 29,50m²
AMBIENTE: SANITÁRIO
DESCRIÇÃO: Sanitários (de acordo com legislação vigente a cada 100,00m² será
necessário a instalação de 01 equipamento sanitário masculino e 01 feminino.
Como a soma das áreas foi de 459,95m² serão utilizados 10 aparelhos sanitários.
AREA: 3,09m²
QUANTIDADE: 10
A. TOTAL: 30,90m²
75
SETOR DE APOIO / SERVIÇOS
AMBIENTE: CENTRAL DE SEGURANÇA
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado ao abrigo dos profissionais que farão parte da
organização da segurança no centro.
AREA: 9,00 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 9,00m²
AMBIENTE: MONITORAMENTO
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado ao monitoramento por câmeras dos ambientes
do centro.
AREA: 9,45 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 9,45m²
AMBIENTE: AMBULATÓRIO
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado a processos médicos aos visitantes em caso de
acidentes.
AREA: 25,00 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 25,00m²
76
AMBIENTE: DML
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado ao abrigo dos materiais de limpeza do centro.
Serão necessários 01 sala no setor de esporte / lazer, 01 no setor cultural, 01 no
setor de convívio e 01 no setor ADM
AREA: 5,40 m²
QUANTIDADE: 04
A. TOTAL: 21,60m²
AMBIENTE: COZINHA
DESCRIÇÃO: Ambiente destinado ao preparo de cafés e lanches para os
funcionários do centro.
AREA: 7,50 m²
QUANTIDADE: 01
A. TOTAL: 7,50m²
AMBIENTE: SANITÁRIO
DESCRIÇÃO: Sanitários (de acordo com legislação vigente a cada 100,00m² será
necessário a instalação de 01 equipamento sanitário masculino e 01 feminino.
Como a soma dos ambientes de serviço foi de 55,35m² serão utilizados 02
aparelhos sanitários.
AREA: 3,09m²
QUANTIDADE: 2
A. TOTAL: 6,18m²
77
TOTALIZAÇÕES DAS ÁREAS:
Setor 1: Administrativo
113,98m²
Setor 2: Comercial
1379,88m²
Setor 3: Convívio
Ao ar livre
Setor 4: Lazer / Esportivo
2199,08m²
Setor 5: Cultural
1180,05 m²
Setor 6: Apoio / Serviços
62,53 m²
Total
4935,52m²
de
área
construída
TABELA 1: TOTAL DE ÁREAS POR SETOR
Total de área construída + 15% de circulação e vedação:
5675,84m² de área construída.
Para o dimensionamento da área destinada ao estacionamento,
utiliza-se os critérios expressos nas Leis de diretrizes urbanas de
Sarandi.
Estacionamento
Dimensões Mínimas
Total
Vagas
1 vaga para cada 50m² de 2,40m
área construída
X
4,60m 114 vagas
(larg)
x
4,60m 4 vagas
(comp)
1 vaga para portadores de 3,50m
necessidades
(larg)
especiais (comp)
para cada 30 vagas
TABELA 2: DIMENSIONAMENTO ESTACIONAMENTO
Total área destinada a estacionamento:
Estacionamento
Área
Total
Deficientes Físicos
16,10 x 4
64,40m²
Outros
11,04 x 114
1258,56m²
Total: 1322,96m²
TABELA 3: TOTAL ÁREAS ESTACIONAMENTO
Total de vagas Estacionamento +15%: 1521,40m².
78
CAPÍTULO V
PROPOSTA
Este capítulo compreende análise e síntese de todo o processo
técnico e teórico, realizado no decorrer deste trabalho. Para que
possa ser lançado a proposta do partido arquitetônico, levou-se em
consideração condicionantes ambientais, climáticas, topográficas,
analise de entorno, acessos entre outras resultando assim na
proposta para o partido arquitetônico que se desenvolverá no
semestre seguinte.
5.1 MEMORIAL DESCRITIVO
A proposta consiste em qualificar os ambientes destinados as
atividades
de
convívio
e
lazer
no
município.
Este
conjunto
arquitetônico possui uma área construída de 5.675,84m², onde estão
divididas as atividades culturais, esportivas, de convívio e lazer.
O terreno escolhido para implantação da obra arquitetônico
localiza-se na rua João Mafissoni, fazendo divisa com o bairro São
Roque, mas pertencendo a área rural do município. Com a proposta
de projeto urbano para o município, desenvolvida na componente
curricular TCC I – urbanismo nessa área foi proposta uma futura
ampliação da unidade de moradia, passando a ter os índices
urbanísticos que hoje são utilizados da Lei de Diretrizes Urbanas do
município de Sarandi.
O funcionamento do centro de convívio e lazer se dá em 3
(três) turnos, iniciando as atividades as 8:00 da manha, cada
ambiente possui horário próprio para funcionamento de adequando
assim as necessidades do visitante e as atividades propostas pelo
centro.
A boa relação do edifício com o entorno já edificado, dá-se da
premissa
de
não
ultrapassar
os
gabaritos
existentes
pelas
79
construções vizinhas. No entorno edificado, temos edificações de 01 e
02 pavimentos com uso predominantemente de 01 pavimento de uso
residencial.
Porém, o equipamento urbano pela sua magnitude e objetivo
arquitetônico se destaca entre o meio, seja pelo uso de cores ou
materiais, tornando-se assim ponto de referencia e marco visual dos
que por ali transitam.
Quando determinou-se os estacionamentos, na fase de prédimensionamento, chegou-se ao numero de 90 vagas simples e 4
vagas para portadores de necessidades especiais, entretanto, podemse tirar partido das caixas de rua que circundam o terreno são
favoráveis em dimensões, proporcionando assim que o usuário do
centro, seja ele funcionário ou visitante possa aproprias-se das
mesmas, bem como do estacionamento privativo do centro que se dá
pela rua interna proposta.
5.2 MATERIAIS E TÉCNICAS CONSTRUTIVAS
Assim como apresentado nos estudos de caso, o centro de
convívio e lazer para o município de Constantina – RS utilizará a
estrutura metálica como elemento chave em sua estrutura.
Essa técnica construtiva apresenta uma série de vantagens e no
que diz respeito a grandes vãos, como é o caso da maioria dos
ambientes presentes no programa de necessidades como o ginásio, o
auditório os espaços de convívio coberto, apresentam-se propícios a
estarem utilizando do aço como elemento estrutural que se adequará
de maneira satisfatória tanto no que diz respeito a elemento
estrutural e a estética, por se tratar de uma técnica construtiva que
se molda de maneira “inteligente” ao projeto arquitetônico.
A linguagem que o projeto propões, uma linguagem clara e
limpa através de panos de vidro é outro propósito que compõe a
proposta. Fachadas com vidros que bloqueiam os raios solares serão
80
utilizados criando efeitos de transparência e ao mesmo tempo não
sendo um elemento negativo, quando mal utilizado no conforto do
ambiente.
5.3 MEMORIAL JUSTIFICATIVO
Cada espaço é pensado e voltado às necessidades do público
que irá apropriar-se do mesmo, que irá variar entre os visitantes e
funcionários.
A principal intenção é de que o centro torne-se um marco visual
na região aonde ela esta localizada, e que que ao mesmo tempo
todos os elementos compositivos sejam de fácil entendimento ao
observador.
Nos estudos de casos realizados no capítulo 3, vimos que
formas simples, geométricas, tantas usadas no estudo de caso da
função quanto da forma, remetem a uma mais fácil assimilação e
compreensão da obra arquitetônica, estas diferentes formas conferem
diferentes
partidos,
e
mesmo
simples
enriquecem
o
conjunto
arquitetônico.
IMPLANTAÇÃO
A implantação do centro é dada através de um eixo central
criado a partir da rua interna projetada. Essa rua dá acesso aos
veículos e pedestres.
A partir desse eixo estruturador, a disposição dos blocos não foi
de forma simétrica, mas de forma muito próxima ao simétrico em
relação ao eixo. Para compor de forma funcional o centro foram
dispostos os blocos de maior incidência de acessos em relação as
suas atividades próximos a entrada. O outro bloco e as áreas de
convívio ao ar livre ficaram mais aos fundos, para que haja uma
81
maior privacidade e para que não fiquem de certo ponto expostos aos
barulhos decorrentes de ruas próximas.
BLOCO 03
SALAS COMERCIAIS
BLOCO 02
BLOCO 01
CROQUI 11: CROQUI DA IMPLANTAÇÃO PROPOSTA
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010
82
FIGURA 21: PERSPECTIVA GERAL DA PROPOSTA
AUTOR: BRUNO ANTÔNIO DA SILVA, 2010.
RENDERIZAÇÃO: ZORZI, 2010.
BLOCO 01
O bloco 01 localizado e apontado na figura de implantação
abrigará o auditório, que será utilizada da topografia para compor a
platéia, e o setor administrativo, para que fique de fácil acesso a
quem necessita de algum serviço prestado nesse setor.
Um eixo central, que abrigará o foyer faz a circulação central do
bloco ser um fator determinante nesse bloco e na proposta geral.
83
CROQUI 12: ESTUDO DA SETORIZAÇÃO DO BLOCO 01
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010
Na figura abaixo está representado o bloco 01 em corte e
mostra alguns detalhes que serão compreendidos de maneira
satisfatória no corte geral da proposta e do conceito do projeto e nas
perspectivas geradas para essa pré-proposta.
CROQUI 13: CORTE BLOCO 01 DEMONSTRANDO O FUNDIONAMENTO
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA
84
Na proposta de composição dos setores do ginásio as figuras
abaixo mostram a proposta feita a partir da topografia e do conceito
posteriormente apresentado.
Fazendo uso da topografia para compor as arquibancadas,
como feito na platéia do auditório, a proposta para esse bloco é que o
público posicione-se apenas de um dos lados da quadra, sendo os
outros 3 lados circulação e entrada no lado oposto.
O apoio do bloco compreenderá os vestiários, sala de árbitros,
sala de troféus e demais ambientes dispostos no programa de
necessidades.
CROQUI 14: ESTUDO SETORIZAÇÃO DO BLOCO 03
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA
O
corte
esquemático
do
bloco
03
apresenta
a
solução
encontrada para a cobertura do ginásio, que será através de
estrutura metálica, e a solução para a arquibancada com o uso da
topografia local.
85
CROQUI 15: CORTE ESQUEMÁTICO DO BLOCO 03
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA
BLOCO 02
Para o bloco 02, localizado no leste da proposta, a proposta
inclui a biblioteca e as salas de artesanato e dança. Essa localização é
dada pela posição do bloco em relação ao restante do conjunto. Por
ficar mais longe dos barulhos urbanos, essas atividades serão melhor
desenvolvidas e assim tendo uma aceitação maior por parte do
visitante.
86
CROQUI 16: ESTUDO SETORIZAÇÃO BLOCO 02
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010
CONCEITO
A figura abaixo demonstra a idéia geradora do projeto. Baseado
no conceito da “vida” o projeto apresenta através de curvas e retas
as diferentes atividades realizadas pelo ser humano. Proponho, como
mostra a figura abaixo a representação da ligação do bloco 03 com o
bloco 01, um conjunto arquitetônico de linguagem clara, materiais e
tecnologias
adequadas
aos
vãos
propostos
e
as
atividades
desenvolvidas no centro. Essa tipologia apresentada no croqui abaixo
tenta uma ligação de tipologia, topografia e conceito arquitetônico
integrada no projeto do centro de convívio e lazer para Constantina.
87
CROQUI 17: CORTE ESQUEMÁTICO DO BLOCO 03 E SUA LIGAÇÃO COM O BLOCO
01
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010
Utilizando a “VIDA” humana como conceito norteador desse
projeto, o croqui abaixo mostra um estudo da ligação de dois blocos
do centro. Linhas curvas atreladas as retas demostram diferentes
momentos em nossas vidas. Linhas que levam ao horizonte, linhas
que fixam-se ao chão, linhas que acabam no início de novas linhas.
Essa é a essência das diferentes trajetórias de vida.
88
FIGURA 22: VOLUMETRIA ESQUEMÁTICA DA PROPOSTA
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010
RENDERIZAÇÃO: ZORZI, 2010
As figuras abaixo (FIGURA 19 e 20) mostram perspectivas
gerais da proposta acentuando a volumetria proposta e assim
conformando o conceito geral do projeto.
89
FIGURA 23: PERSPECTIVA DA PROPOSTA
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010.
RENDERIZAÇÃO: ZORZI, 2010.
FIGURA 24: PERSPETIVA DA PROPOSTA
AUTOR: BRUNO ANTONIO DA SILVA, 2010.
RENDERIZAÇÃO: ZORZI, 2010.
90
6.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este trabalho conseguiu elencar os elementos necessários para
o Estudo Preliminar que será desenvolvido no Trabalho de Conclusão
de Curso – Arquitetura II com tema de um Centro de Convívio e
Lazer para Constantina –RS. Além de levantar os elementos
necessários está embasado com as condicionantes naturais existentes
no terreno proposto e com a demanda existente no município.
Esse resultado que o trabalho alcançou atinge o nível de
elementos buscados nos objetivos e se apresenta de maneira
satisfatória no restante do desenvolvimento do trabalho.
91
REFERÊNCIAS
DMITRUK ORTIZ, Hilda Beatriz. Cadernos metodológicos:
diretrizes do trabalho científico. 7. ed. rev. e atual. Chapecó:
Argos, 2009. 215 p. ; ISBN 9788578970031 (broch.)
CHING, Francis D. K.. Arquitetura: forma, espaço e ordem. São
Paulo: Martins Fontes, 1999. 399 p. ISBN 85-336-0874-8
NEUFERT, Ernst. A arte de projetar em arquitetura: princípios,
normas
e
prescrições
sobre
construção,
instalações,
distribuição e programa de necessidades, dimensões de
edifícios, locais e utensílios. São Paulo, GG, 1976.
BARDI, Lina Bo. Centro de lazer - Sesc - Fábrica Pompéia=
Leisure Center - Sesc - Pompéia Factory : São Paulo, Brasil, 19771986. Lisboa: Editorial Blau, 1996. 32 p. :
MARCELLINO, Nelson Carvalho. Estudos do lazer: uma introdução.
3. ed. ampl. São Paulo: Autores Associados, 2002. 97 p. (Educação
física e esportes) ISBN 8585701374
FRANCISCO, Caramuru Afonso. Estatuto da cidade comentado.
São Paulo: Juarez de Oliveira, 2001. 340 p. ISBN 8574532673
Site:http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/mafraarquitetos-associados-biblioteca-central-11-12-2007.html,
acessado em 10 de abril de 2010.
http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/augusto-francaneto-centro-de-11-07-2005.html, acessado em 10 de abril de
2010.
http://www.arcoweb.com.br/memoria/sesc-pompeia-20-anosprojeto-tornou-se-31-07-2002.html, acessado em 10 de abril de
2010.
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