377 378 379 380 381 382 383 24. PLANO DE EXECUÇÃO DA OBRA 384 24. Plano de Execução da Obra 24.1 Fatores Condicionantes 24.1.1 Localização O trecho em projeto se localiza a sul da capital do estado do Piauí, ou seja, região centro-sul do Estado, na rodovia BR-407/PI, compreendendo, o Lote 04, a extensão de 187,9 quilômetros. 24.1.2 Clima Seu clima predominante na região é o semi-árido quente caracterizado por chuvas apenas no verão e o restante do ano predomina a estação seca prolongada. 24.1.3 Relevo/Vegetação De maneira geral podemos afirmar que a cobertura vegetal predominante no Piauí é modesta, com topografia regular. É caracterizado por não apresentar grandes elevações, sendo apenas 18% do território encontra-se acima dos 600 metros de altitude. A vegetação do Piauí caracteriza-se predominantemente pela Caatinga, Cerrado e Floresta. A vegetação é o espelho do clima. As árvores do cerrado estão adaptadas à escassez de água durante quase todo ano. 24.1.3 Hidrologia A hidrografia do estado do Piauí pertence à bacia hidrográfica do rio Parnaíba. Integram essa bacia os afluentes e subafluentes da margem direita do Parnaíba, entre os quais se destacam de mais longo curso, o Longá, o Poti, o Canindé e o Gurguéia. Somente esses e o Parnaíba são perenes, os demais são todos temporários, ou seja, deixam de correr na estação seca. O Parnaíba teve seu curso interrompido, a montante de Floriano, pela Barragem da Usina Hidrelétrica Presidente Castelo Branco (Ex-Boa Esperança), que deu origem a um grande lago artificial. O Rio Parnaíba nasce nos contrafortes da Chapada das Mangabeiras em altitudes da ordem de 700m, percorrendo, aproximadamente, 1.344 km até sua desembocadura no oceano. Sua declividade é acentuada das nascentes até as proximidades da Vila Santa Filomena, na cota de 270m, sofrendo uma redução do declive de 35 cm/km para 17 cm/km nos últimos quilômetros do seu percurso. O trecho rodoviário em estudo enquadra-se na sub-bacia do Rio Canindé e corta os seguintes rios: Itaim, jacobina, Canindé, e os seguintes riachos: Maninho, Baião, Alecrim e Lua Nova. 24.2 Organização e Prazos 24.2.1 Prazos O prazo para execução das obras é de 60 meses (1825 dias corridos), prazo ajustado considerando momentos ótimos de cada intervenção nos diversos sub-segmentos do lote. 385 O mês ideal para início é o mês de Maio a Setembro, de modo a permitir que a empreiteira tenha montado o acampamento com pátio para estocagem de brita, evitando assim o período de chuvas na região. Será necessária a instalação de britador. 24.2.2 Cronograma de Execução da Obra Apresenta-se no quadro a seguir o cronograma para execução da obra: 24.2.3 Relação da Equipe Técnica Mínima a) Pessoal Nível Superior 01 Engenheiro Chefe (Coordenador) 01 Engenheiro Mecânico 01 Engenheiro de Pavimentação 386 b) Pessoal Nível Médio 01 02 01 05 01 01 01 Chefe de Escritório Laboratorista Encarregado de Pavimentação Encarregado Geral Chefe de Oficina Encarregado de Transportes Topógrafo 24.2.4 Plano de Execução da Obra A Construtora deverá tomar como base de seu planejamento a seguinte seqüência de execução das obras, afim de que a obra tenha um bom desempenho: • Os primeiros serviços a serem executados deverão ser os de pavimentação e a execução das obras de drenagem; • Os serviços devem iniciar-se sempre no sentido das extremidades do segmento para as instalações do acampamento, e evitar com isto minimizar os efeitos do tráfego de obra sobre os trechos recém executados; • As instalações do acampamento deverão iniciar no mês de maio, com o objetivo de dar início à estocagem de brita, para que não haja interrupção nos serviços por falta de material. 24.2.5 Manutenção do Tráfego A executante será responsável pela manutenção e pela segurança do tráfego, durante as obras. Para tanto deverão ser adotadas as seguintes providências: - Sinalização diurna e noturna; Controle do tráfego por pessoal devidamente uniformizado e previamente treinado. 24.3. Custos de Mobilização e Desmobilização Os custos de mobilização e desmobilização foram definidos de acordo com a relação de equipamentos que serão necessários à execução da obra. A parcela de mobilização compreende as despesas para transportar, desde sua origem até o local do canteiro de obras, todos os equipamentos e instalações necessárias à execução dos serviços. A distância média do canteiro à capital do Estado, Teresina, foi de 308,00 km. O transporte de equipamentos pesados será realizado por meio de Cavalo Mecânico e levará em consideração o tempo, em horas, para fazer o percurso de ida e volta de Teresina até o canteiro de obras. Para o caso de equipamentos muito grandes, foi considerado o cavalo mecânico com escolta de dois veículos, a fim de evitar transtornos no trânsito local. O transporte de equipamentos leves será realizado por meio de Caminhão Carroceria com produção de equipe de 25 km/h em rodovia pavimentada, porém considerando também o peso de cada equipamento assim como a distância a ser percorrida. Para os Equipamentos Autopropelidos, considerar-se o custo horário disponível no SICRO 2, multiplicado pelo tempo de viagem. O valor total para transportar estes tipos de equipamentos será o resultado da multiplicação do custo unitário pelo tempo total percorrido. 24.4. Equipamento Mínimo No quadro a seguir, está apresentada a relação de equipamento mínimo necessário à execução dos serviços: 387 RODOVIA: BR-407/PI TRECHO: ENTR. BR-020(A)/230(B)/316(B) - DIV. PI/PE SEGMENTO: km 371,1 - km 559,0 EXTENSÃO: 187,9 km LOTE: 04 Codigo IE0400 IE0402 IE0403 IE0404 IE0406 IE0407 IE0408 IE0409 IE0416 IE0433 IE0434 IE0949 IE0201 IE0202 IE0203 IE0204 IE0208 IE0209 IE0210 IE0211 IE0301 IE0302 IE0304 IE0306 IE0333 Descricao IE0336 IE0340 IE0904 IE0906 IE0908 IE0914 IE0917 IE0918 IE0919 IE0922 IE0001 IE0002 IE0003 IE0006 IE0007 IE0009 IE0010 IE0011 IE0013 IE0015 IE0016 IE0063 IE0101 IE0102 IE0105 IE0106 IE0107 IE0108 IE0110 IE0111 IE0112 IE0114 IE0117 IE0119 IE0129 IE0147 IE0149 IE0205 IE0225 IE0226 IE0312 IE0313 IE0316 IE0501 IE0503 IE0504 IE0508 IE0509 IE0601 IE0909 Caminhão Basculante : Mercedes Benz : ATEGO 1518/36 - 5 m³ - 8,8 t Caminhão Carroceria : Mercedes Benz : 2423 K - de madeira 15 t Caminhão Basculante : Mercedes Benz : LK 1620 - 6 m³ - 10,5T Caminhão Basculante : Mercedes Benz : 2423 K - 10 m³ 15 t Caminhão Tanque : Mercedes Benz : L1620/51 - 6.000 l Caminhão Tanque : Mercedes Benz : 2423 K - 10.000 l Caminhão Carroceria : Mercedes Benz : 710 / 37 - 4 t Caminhão Carroceria : Mercedes Benz : L1620/51 - Fixa 9 t Veículo Leve : Chevrolet : S10 Pick Up (4X4) Caminhão Basculante : Volvo Bm NL-10-320 6X4 - para Rocha Caminhão Carroceria : Mercedes Benz : L 1620/51 - c/Guindauto Caminhão Prancha ext. 50 Ton Compressor de Ar : Atlas Copco XA 125PD - 250 PCM Compressor de Ar : Atlas Copco XA 175 - 350 PCM Compressor de Ar : Atlas Copco XA 360 Sd - 764 PCM Martelete : Atlas Copco : RH658-6L - Perfuratriz Manual Compressor de Ar : Atlas Copco XA90PD - 180 PCM Martelete : Atlas Copco : TEX28 - Rompedor 28 Kg Martelete : Atlas Copco : TEX33 - Rompedor 33 Kg Máquina para Pintura : Shulz : MSV-15 NAP - compres. de Ar Betoneira : Penedo : 320 L Betoneira : Penedo : - 320 l Transportador Manual : Laguna : carrinho de mão 80 l Vibrador de Concreto : diversos : VIP-MT2 - de imersão Serra de Disco Diamantado : Edco : SS-35 - para Concreto Serra de Disco Diamantado : CSM - Maq. E Equip. para Construção : SP-8 (Gasolina) - Serra para Cortar Piso/Asfalto Jateadora de Areia : Anco : KI-2460 - Pressurizado Máquina de Bancada : Copercorte : - serra circular de 12" Compactador Manual : Wacker : ES600 - Soquete Vibratório Máquina para Pintura : Consmaq 44 - demarcação de Faixas Compactador Manual : Wacker : VPY-1750 - Placa Vibratória Máquina de Bancada : Franho : C-6A Universal de Corte Máquina de Bancada : Walviwas EB-08 - Prensa Excêntrica Máquina de Bancada : Newton : GMN 1202 - Guilhotina 8 t Martelete : Bosch : Perfurador Rompedor Elétrico 11316 Trator de Esteiras New Holland 7D - com Lâmina Trator de Esteiras Caterpillar D6M - com Lâmina Trator de Esteiras Caterpillar D8R - com Lâmina Motoniveladora Caterpillar 120H Trator Agrícola Massey Ferguson : MF 292/4 Carregadeira de Pneus Caterpillar : 924G - 1,72 m³ Carregadeira de Pneus Caterpillar : 950G - 3,1 m³ Retroescavadeira Massey Ferguson : MF-86HF Rolo Compactador Dynapac Ca-25-PP Pé de Carneiro Autop. 11,25T Vibrat Motoniveladora : Caterpillar : 140H Carregadeira de Pneus Case W-20 - 1,33 m³ Escavadeira Hidráulica Caterpillar : 320CL - c/ Est.-Cap 6000L p/ Longo Alcance Grade de Discos : Marchesan : GA 24 X 24 Rolo Compactador : Dynapac : CC431-Tanden Vibr. Autop 10,9T Rolo Compactador : Tema Terra SP 8000 - de Pneus Autoprop. Usina Misturadora : Cifali : de Solos 350 / 600 T/H Vassoura Mecânica : Cmv : Rebocável Distribuidor de Agregados : CMV : Rebocável Tanque de Estocagem de Asfalto Cifali : 20.000 L Equip. Distribuição de Asfalto Ferlex : Montado Em Caminhao Aquecedor de Fluido Térmico : Tenge : Th Iii Vibro-Acabadora de Asfalto : Cifali : VDA-206 - Sobre Pneus Rolo Compactador : Muller : RT82H - Estático Tanden Autop. Rolo Compactador : Muller : AP23 - de Pneus Estat. Autop. Recicladora de Pavimento : Wirtgen : WR 2500 S - a Frio Usina de Asfalto A Quente : Cifali : DMC-2 - 90/120 t/h Vibro-Acabadora de Asfalto : Cifali : VDA-600BM - Sobre Est Perfuratriz Sobre Esteiras : Atlas Copco : ROC 442PC - Craw Conjunto de Britagem : Faço : 80 m³/h Conjunto de Britagem - p/ Rachão : Faço : 80 m³/h Fábric. Pré-Moldado Concreto : Servimaq : - Tubos D=1,0 m Fábric. Pré-Moldado Concreto : Servimaq : - Tubos D=1,2 m Fábric. Pré-Moldado Concreto : Servimaq : - inst. compl. - mourão Grupo Gerador : Heimer : GEHM-40 - 36/40 KVA Grupo Gerador : Heimer : Gehm-180 - 164 / 180 KVA Grupo Gerador : Heimer : Gehmd-265 - 241/265 KVA Grupo Gerador : Heimer : Gehy-3 - 2,5 / 3,0 KVA Grupo Gerador : Heimer : GEHK-40 - 32,0 KVA Roçadeira : M. Ferguson / Marchesan : Em Trator de Pneus Equip. para Hidrosemeadura : M. Benz/Consmaq : 5500 l IE2018 Componente para Veículos : Cifali : 6.000 L / He-C - Tanque de Asf. p/ Chassis Caminhão 388 Quantidade (und.) 2 4 2 4 2 2 4 2 2 5 2 1 1 1 5 5 3 2 1 1 1 4 4 4 1 Tipo de Equipamento Autopropelido Autopropelido Autopropelido Autopropelido Autopropelido Autopropelido Autopropelido Autopropelido Autopropelido Autopropelido Autopropelido Autopropelido Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve 1 1 3 3 2 2 1 1 1 1 1 5 2 4 2 1 5 1 2 1 5 5 1 1 2 2 2 1 4 1 2 1 1 1 1 2 1 5 5 1 1 1 1 2 3 5 1 4 1 1 Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Leve Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado Equipamento Pesado 1 Equipamento Pesado 24.5. Critérios para Cálculo do Canteiro de Obra 24.5.1. Introdução O Canteiro de Serviço é a disposição física das fontes de materiais, edificações e construções necessárias para concentrar a estrutura e o apoio logístico indispensáveis ao gerenciamento e à execução da obra. No apoio logístico há que considerar as condições sócio-econômicas das comunidades que serão influenciadas pela obra e as cidades mais próximas com bancos, hospitais, hotéis e aeroportos. A escolha do local para a implantação do canteiro deverá levar em consideração a topografia da região e do local, as condições de acesso, a infra estrutura de energia e telecomunicações, a ocorrência de água e o tipo das instalações industriais necessárias á produção ou beneficiamento dos materiais que constituirão as camadas do pavimento, nos volumes previstos no cronograma da obra. A concepção do canteiro deve ter como principal objetivo a minimização dos custos de produção, a racionalidade de gerenciamento, a integração do homem à obra e conseqüentemente a redução do “turnover”. 24.5.2. Instalações dos Canteiros de Serviços O Canteiro Central concentra as edificações dos setores administrativos, técnico, recreativo, ambulatoriais, alimentar, almoxarifados, oficinas e posto de abastecimento. Como se pode observar, pelo número de edificações, a racionalidade do aproveitamento da área disponível implicará na redução de custos para as implantações das redes de esgoto, água potável, rede elétrica e viária, as quais constituirão a infra estrutura básica do canteiro. Por outro lado, todo o apoio obtido nas cidades ou comunidades vizinhas acarretará grande economia de recursos e de tempo na construção do canteiro. A área utilizada por setor, nos canteiros, será função do organograma da empresa para obra e o seu vulto, conseqüentemente, das quantidades de mão de obra empregada e equipamentos mobilizados. Por outro lado, a oferta de mão de obra local, inclusive especializada, promoverá grande redução no número de edificações relativas ao alojamento de funcionários. As edificações serão em pré-moldados, que garantem o reaproveitamento em outras obras com perdas reduzidas, em madeira compensada com perda de até 30%, quando parafusadas, ou em tábuas comuns, cujo aproveitamento é praticamente nulo. A seguir serão apresentados os detalhes que caracterizam as principais instalações do canteiro e alojamento: • As fundações serão executadas diretamente no solo em blocos de concreto pré-moldado, distribuídos a cada 1,05m, com o objetivo de fixar os painéis modulados ao contra piso, que será em concreto; • Os passeios externos serão executados em painéis modulados em grades de madeira de lei com 1,05m, com acabamento na face externa em tábuas do molde macho e fêmea e na face interna em chapas de aglomerado, com colagem fenólica de 6,0mm de espessura. As paredes internas serão executadas em painéis modulados montados em grades de madeira de lei com 1,05m, utilizando-se chapas de aglomerado com colagem fenólica de 6,0mm em ambas as faces; • As telhas serão em chapas onduladas de fibrocimento fixadas as terças por pregos galvanizados com arruelas de vedação; 389 • As portas serão lisas e as fechaduras do tipo cilíndrico de embutir e tipo passagem, com uso conforme projetos. Para os alojamentos, serão utilizadas apenas fechaduras tipo passagem. As janelas serão do tipo metade veneziana e metade com vidro 3,0mm, com uso nos sanitários e banhos; • As instalações elétricas e hidráulicas serão aparentes e fixadas às paredes por braçadeiras próprias; • As esquadrias e paredes externas receberão demãos de tinta a óleo e as paredes internas receberão demãos de tinta PVA. 24.5.3. Descrição das Instalações a) Escritório Administrativo/Sala Técnica A edificação do setor administrativo deverá agrupar a superintendência da obra, o gerente administrativo, com os setores de pessoal, financeiro, bem-estar, transportes gerais e vigilância do canteiro de obras. O setor técnico, com as seções de controle de custos, serviços de terceiros, medições, de projetos, topografia e desenhos, computação. Esta edificação constará de uma área de 150,0m² e terá dependência destinada á secretária e recepção, engenheiro, setor administrativo, setor técnico e de produção, sala de reunião, copa e WC masculino e feminino. b) Oficina Mecânica (manutenção) Na composição final, esta oficina terá 200,0m², seções de elétrica, usinagem, solda e pintura (com divisórias de telas), controle de manutenção, ferramentas e montagens mecânicas (com divisórias de madeira), e dois banheiros em alvenaria. Os fundos da oficina terão paredes de madeira e lâminas plásticas translúcidas, para melhor iluminação e proteção de ventos e chuvas. O piso será todo de concreto, e terá pranchas de madeira afixadas para suportar as máquinas de esteiras. A iluminação será do tipo industrial, com dimensionamento criterioso quanto aos lumens necessários para manutenção noturna. Em vários pontos da oficina, serão distribuídas tomadas elétricas (100/220 voltes) e de ar comprimido. c) Almoxarifado O almoxarifado deve ter boas condições de recepção e atendimento dos materiais e peças, e prateleiras para estoque que permitam controle e fácil manuseio das peças. Os depósitos de pneus, de óleos lubrificantes e graxas, integram o complexo do almoxarifado e devem ser estocados na mesma edificação. A área do almoxarifado será de 150,0m² cobertos, destinados aos serviços de estoques de peças e acessórios de pequeno porte e/ou que não sofram a exposição ao tempo. Será reservada uma área descoberta cercada que se destinarão as peças e acessórios de grande porte e/ou que não sofram com a exposição ao tempo. 390 d) Refeitório e Cozinha A boa alimentação está diretamente ligada á produtividade do operário. Para garantia de uma alimentação de boa qualidade, e racional quanto à nutrição, serão construídas instalações para a cozinha e o refeitório. O refeitório se constituirá no local próprio a alimentação do pessoal da administração indireta. Será construído nos mesmos padrões das outras edificações e dotado de todas as condições de ventilação e higiene, com uma área construída de 100,0m². Edificação simples, com a finalidade principal de se concentrar neste local o pessoal administrativo indireto, no horário de refeições evitando-se o espalhamento pelo canteiro, bem como a limpeza geral e higienização. Para o seu dimensionamento, foi adotado como critérios básicos, o pessoal em atividade junto ao canteiro de serviço que utilizará o refeitório. O local destinado ao preparo das refeições, contará com depósito de cereais e câmaras frigoríficas, com estufas, balcões térmicos, bancada de trabalho e preparo das bandejas, chapas térmicas. e) Castelo D’Água Serão construídos na parte da cota mais elevada das áreas e abastecerão todo o canteiro de serviço, as instalações de produtos e os alojamentos. Ocupará uma área de 8,00m² e terá suas bases e suportes de madeira de lei. O reservatório será de forma cilíndrico e constituído de chapas de aço. O abastecimento do castelo será a partir de sistema de captação d’água que será executado em pontos localizados. f) Ambulatório Médico. O ambulatório concentrará o atendimento médico para seleção dos candidatos ao emprego, como também a prestação dos primeiros socorros nos casos emergenciais e de acidentes. Será construído com área útil de 40,00m², com as mesmas especificações das outras edificações, devendo ter dependências para recepção, consultório e enfermaria e sala de repouso. Caberá ao ambulatório, além da assistência médico-sanitária da obra, o atendimento às exigências legais quanto ao serviço especializado de Medicina do Trabalho, primeiros socorros e acidentes de trabalho. g) Laboratório O laboratório deverá ser instalado em outra construção e de preferência afastado da via de passagem de máquinas e veículos. Deverá ter todo o equipamento e instrumental para a realização dos ensaios especificados para concreto-cimento. No projeto de construção é conveniente ter-se em conta local para recebimento e estocagem das amostras e secagem quarteamento. Dentro do canteiro, este local deve ter acesso independente e, externamente, uma meio-água com varanda onde se pode construir o tanque para imersão dos corpos de prova. 391 Deverá ser dotado de toda a infra-estrutura para a realização dos ensaios, sendo totalmente informatizado, e deverá estar capacitado para o acompanhamento do Programa de Gestão da Qualidade, e contará com a área construída de 140,0m², sendo construído dentro das mesmas especificações das outras edificações. O Croqui relativo ao canteiro de obra está sendo apresentado nesse Volume, assim como no Volume 1. 392 25. TERMO DE ENCERRAMENTO 393 TERMO DE ENCERRAMENTO Esta é a última página do Relatório do Projeto Executivo – Volume 4 Orçamento e Plano de Execução da Obra – Projeto Executivo, e contém um total de 394 (trezentos e noventa e quatro) páginas, numeradas ordenadamente de 03 a 394. Recife, 14 de Maio de 2010 José Theodózio Netto CREA n° 41.548-D/SP ATP Engenharia 394