R O Jornal da Cultura ANO XIV • Nº 92 • JUNHO 2009 • DISTRIBUIÇÃO GRATUITA APOIO: Pág. 7 Yeda Crusius Pág. 9 Sergius Gonzaga Pág. 8 Projeto Revendo César Prestes Porto Alegre E mais... Sergio Néglia Bavaresco Pág. 2 :: Sérgio Napp :: Luiz Coronel :: Renato Pereira :: Paulo Amaral :: Marcelo O. da Silva :: Fernando Rozano :: Luciano Alabarse :: Jaime Cimenti :: Teniza Spinelli :: Thamara Pereira :: Laura Lopes :: Dr. Nilton Alves :: Dr. Nelson Luiz Monteiro “Especialista mundial no cuidado dos pés” Calos - Calosidades - Unhas Encravadas - Produtos Ortopédicos Andradas, 1761 - 3224.0261 Borges de Medeiros, 632 - 3224.0910 24 de Outubro, 348 - 3222.3651 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 2 2 Rua Miguel Tostes, 771 • cj 03 • POA/RS CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60 51 3012 7292 • [email protected] Por Laura Lopes Editor e Jornalista (DRT nº 12460) Jorge Luiz Olup Administração Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup Jornalista Resp. Thamara de Costa Pereira Produção Gráfica Liege Menta Grandi - 3737.8583 Tiragem 10 mil exemplares Impressão Correio do Povo Colaboradores Yeda Crusius, Sergius Gonzaga, Cézar Prestes, Dr. Nelson Luiz Monteiro, Sergio Néglia Bavaresco, Laura Lopes, Dr. Nilton Alves, Paulo Amaral, Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp, Teniza Spinelli, Luiz Coronel, Renato Pereira, Luciano Alabarse, Fernando Rozano, Jaime Cimenti, Thamara de Costa Pereira, Caho Lopes, Paulo Rogério Dias Couto e Mara Cassini Andreta O meu grande amor Q uando criança assistia os desenhos animados ou filmes, e sempre nos finais apareciam às famílias felizes em suas casas bonitas com seus filhos alegres, uma cena perfeita, pelo menos para os filmes. A verdade é que sempre duvidei que estas cenas pudessem acontecer aqui, na vida real, achava muito distante da minha realidade, filha de pais separados, morando na casa dos avôs, não que eu não fosse feliz, mas era diferente daquilo que eu via na televisão. Mesmo assim, eu como muitas mulheres, sonhava em encontrar aquele “cara” que eu conheceria, me apaixonaria, me casaria e seria feliz para sempre. Na adolescência conheci um homem, mais velho, que logo a primeira vista me chamou muito a atenção, principalmente pelo seu jeito de ser. Ele era muito parecido com aqueles caras populares dos filmes, era bonito, tinha estilo, sabia se expressar muito bem, todos os cercavam, e tinha um quê de perigo,enfim, me apaixonei. Muito sonhadora logo achei que a minha vida estava completa, pois o tinha encontrado. Mas eu não sabia que muitas dificuldades estavam por vim, naquele momento nada era maior do que nós dois, eu enfrentei tudo e todos que estavam ao meu alcance, não foi o suficiente, acabamos nos separando. Mesmo assim eu tinha no meu íntimo que era ele, o amor da minha vida, que um dia ainda ficaríamos juntos. Depois de algum tempo nos reencontramos, namoramos e decidimos ir morar juntos, programamos nosso casamento, nosso filho e desde então a vida tem sido muito feliz, pois estou ao lado dele, e isto era tudo que eu mais queria. Hoje posso dizer que encontrei a minha “cena de filme” diferente das que eu via, mas é a mi- nha, e gosto muito dela. Somos um casal bem diferente, passamos 24 horas por dia juntos e dificilmente brigamos, temos personalidades quase opostas, eu gosto de azul ele de vermelho eu sou gremista ele colorado, eu sou calma e ele é elétrico. Mas também temos muitas afinidades, pensamos e sentimos muito parecidos, talvez por isto nos sentimos tão completos juntos. Não sou escritora, nem muito boa com as palavras, mas com a chegada do dia dos namorados eu queria muito que ele não esquecesse o quanto eu o amo. O quanto ele mudou a minha vida, para muito melhor, ele me deu um lar, uma família, um filho maravilhoso e muitos momentos felizes. Não somos perfeitos, temos nossas dificuldades como quaisquer outras pessoas, mas nos amamos e isto faz toda a diferença. AGENDA CULTURAL THEATRO SÃO PEDRO 22/06 - 21h - Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Solista Arnaldo Cohen 23/06 - 21h - Cantando Em Bando (RS) Grupo Expresso 25 e o compositor Celso Viáfora 25 a 28/06 - Qui, Sex e Sáb 21h, Dom 18h - Ensina-me a Viver (RJ) 28/06 - 11h - Concertos CEEE - Solista Ney Rosauro 30/06 - 21h - Maurício Marques (RS) De 02 a 26/07 - terça a sábado 21h, domingo 18h (estreia quinta dia 02) - Tholl – Imagem e Sonho (RS) 07/07 - 10h e 15h - Concertos Banrisul para a Juventude 20/07 - Seg 21h - Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Milene Aliverti e Nuria Muntñola 26/07 - 11h - Concertos CEEE. Solistas Milton Masciadri - contrabaixo (BR/EUA), Nicolas Fávero - violino (EUA), Carlitos Magallanes bandoneon, Dúnia Elias - piano e Patrícia Magallanes - voz. 28/07 - 21h - Francis Hime e Geraldo Flach (RJ/RS) 30 e 31/07 - 21h - Rádio Esmeralda AM (RS) Musical Petropar - Todas quartas úteis às 12:30. No Foyer Nobre - EF 24/06 - Recital de piano e clarinete c/ Daniel Benitz e Ramon Stein 01/07 - Duo Violoncelo e Violino. Pedro Huff e Paula Bujes 08/07 - Duo Violino Barroco e Cravo. Márcio Ceconello e Fernando Cordella 15/07 - Obras Francesas c/ Leandro Faber - Piano, Cosmas Grieneisen - Viola e André Mendes - Flauta 22/07 - Carlos Audi - Violoncelo e Hamilton Tescarollo - Piano 29/07 - Joanna Trzeciak - Piano FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO 23/06, às 14h – Lançamento do Edital Arte e Patrimônio 2009. Mesa redonda com Ana Meira (Iphan), Flávio Kiefer (arquiteto), André Venzon (artista) e Briane Bicca (Monumenta / Porto Alegre). Auditório da Fundação Iberê Camargo (Av. Padre Cacique, 2000) 27/06, às 11h – palestra com Luiz Eduardo Robinson Achutti, fotógrafo participante do Programa Artista Até 30/08 – Exposição Dédale – Uma filme-instalação de Pierre Coulibeuf. 4º andar expositivo da Fundação Iberê Camargo Até 30/8 – Exposição Iberê Camargo – Um Ensaio Visual. 2º e 3º andares expositivos da Fundação Iberê Camargo Até 10/7 – Inscrições para a Bolsa Iberê Camargo. Programa oferece residência no Blanton Museum of Art / The University of Texas at Austin (EUA) ou na Residencia Internacional de Artistas en Argentina (RIIA) Informações pelo site www.iberecamargo.org.br Gratuito Horário de visitação: Ter a sex das 10h às 19h / qui das 10h às 21h / Sáb, dom e feriados das 11h às 19h. EF. (av. Padre Cacique, 2.000) SOLAR DOS CÂMARA Sarau no Solar - Com entrada franca, o espetáculo começa às 18h30, com distribuição de senhas de ingresso meia hora antes no local, na Sala José Lewgoy do Solar dos Câmara. 24/06 - Erenson Netto & Marcel Moreau 01/07 - Zé Caradípia c/ Bethy Krieger, Luizinho Santos e Giovanni Berti 08/07 - Mercedes Blues Band. C/ Enio Medina, Arnaldo Barreto, Ronaldo Motola e Junior 15/07 - Quarteto Tango Instrumental. C/ Doly Carlos da Costa, Márcio Reggiori, Alyson Wendhausen e Geovanni Porzio 22/07 - Trio Giverny. C/ Cosmas Grieneisen, Norma Holtzer Rodrigues e Artur Elias Carneiro. 29/07 - Marco Araújo c/ Diego Costa, Costa Lima e Duda Godolfin Sala JB Scalco - Galeria dos Municípios Até 30/06 - Flagrantes da cidade. Marinella Peruzzo. O trabalho de três fotógrafas, mostra coletiva 3 Grafias, Leticia Nunes Lessa, Vanessa Toniazzo e Vivian Chiaradia Novos Talentos Até 26/06 - Madeiras à Deriva - exposição de arte em elementos natu- Projeto Revendo Porto Alegre Sergio Néglia Bavaresco: Mestre em marketing, Publicitário, Designer gráfico e Fotógrafo da natureza. Depois de oito anos atuando em marketing e publicidade no Palácio Piratini, era hora de trocar as articulações político partidárias por algo mais nobre e capaz de gerar benefícios a um número maior de pessoas. A opção por marketing ambiental foi perfeita e a vivencia com assuntos ligados ao meio ambiente na Fundação Zoobotânica gerou a revisão de diversos conceitos. Instalou-se uma nova visão de mundo com enfoque na sustentabilidade e na riqueza de detalhes que só a natureza oferece. Este sentimento foi capaz de despertar uma nova paixão, fotografar a relação do homem com a natureza. Não basta apenas fotografar uma bela paisagem de verde exuberante, a presença de pessoas em sua composição é essencial. Retratar a natureza é fazer o público sentir e lembrar-se de um lugar sem nem mesmo ter estado lá e ainda, preocupar-se com sua preservação. Com base neste princípio está sendo produzido um novo trabalho denominado - Os ecossistemas da natureza urbana - que tem seu foco na relação do homem citadino com as áreas verdes de Porto Alegre. 23 de junho a 24 de julho rais reciclados de Andrei Fialho Escolas já podem marcar agenda para temporada 2009 do projeto pelos telefones (51) 3019-9644 e 9971-9644 e 9949-0026 CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA Clássicos em Destaque 26/06 - 19h - Órbita – Música Contemporânea Gaúcha. Auditório Luis Cosme - 4° andar 24/06 - 19h30 - Música da Casa - Astronomusic. Teatro Carlos Carvalho 2° andar Teatro Até 28/06 - 16h - sextas-feiras - c/ agendamento; sábados e domingos para público em geral - Teatro Infantil - Do Outro Lado do Buraco. A peça comemora o Mês do Meio Ambiente. Informações Bilbioteca Lucília Minssen - 3225-7089. Sala Lili Inventa o Mundo 5º Andar Até 12/07 - 20h - sextas-feiras, sábados e domingos - Dez (Quase) Amores. Dir. e adaptação Bob Bahlis. Teatro Bruno Kiefer 6º Andar Até 17/07 - 16h - sábados e domingos - Filhote de Cruz Credo. Peça infantil adaptada do livro de Fabricio Carpinejar. Dir. E Adaptação Bob Bahlis. Teatro Bruno Kiefer 6º Andar 23/06 - 20h - Todo Meu Universo Num Tubo de Imagens. Teatro Carlos Carvalho 2º Andar Até 05/07 - 16h - sábados e domingos - Branca de Neve e Os Sete Anões. Teatro Carlos Carvalho 2º Andar 25/06 - 20h - Musical - A Espera. Músico, cantor e compositor, Alexandre Poeta. Teatro Bruno Kiefer - 6º Andar Exposições Até 01/08 - O Lugar O Sujeito - Le Lieu Le Sujet. Ano da França no Brasil, uma “Temporada francesa” com a exposição de obras fotográficas de três artistas: Jacques Lalanne, Cláudio Santana e Pierre Gable. Espaço Mauricio Rosenblatt 3º Andar Até 28/06 - Sutilezas Para Olhar. Exposição da artista plástica Gaby Benedyct. Espaço Mario Quintana Térreo Até 28/06 - Transversalidades. Exposição fotográfica de Ruth SouzaData. Galeria Augusto Meyer 3º Andar Até 02/08 - Aventura Pictórica - Celma Paese. Galeria Xico Stockinger 6º Andar Encontros Culturais. Roda De Histórias: Grupo Cataventus. Agendamento: Biblioteca Lucilia Minssen - (51) 3225-7089. Às quartascom agendamento para escolas. Sala Lili Inventa O Mundo 5º Andar 24/06 - O Pensamento Francês Contemporâneo. Seminário em comemoração ao Ano da França no Brasil. Salad Convenções C2 2º Andar Até 25/06 - quintas-feiras - 10h e 15h, com agendamento para escolas - Hora do Conto: Castelo de Contos - O Sítio Maluco. Sala Lili Inventa O Mundo 5º Andar As terças-feiras, com agendamento para escolas - 10h e 15h - com agendamento pelo telefone(51) 3225-7089. Hora do Conto: A Menina das Bolhinhas de Sabão. Sala Lili Inventa O Mundo 5º Andar Oficinas da Casa de Cultura Mario Quintana. Informações pelo telefone (51) 3221-7147 Central de Informações – térreo da Casa de Cultura. Inscrições no Núcleo de Projetos Especiais – 2° andar, das 9h às 18h. Visita na CCMQ com A Traça Biblió. De terças a Sextas-feiras mediante agendamento prévio de grupos ou turmas de escolas. Informações e agendamentos de através do fone: 3225.7089 ou e-mail: [email protected] MARGS Até 30/08 - Museu Franceses – Exposição reúne 16 trabalhos dos fotógrafos Cacalos Garrastazu, Fernando Bueno, Leopoldo Plentz e Luiz Carlos Felizardo. Café do MARGS. Até 30/08 - Images de France – Trabalho do fotógrafo do Ministério de Relações Exteriores da França, Féderic de La Mure, apresenta 20 cenas francesas. Até 30/08 - Obra em Destaque – Pintura da artista francesa Rosa Bonheur. O quadro La petite mare dans la plaine et troupeau de moutons foi uma das primeiras aquisições do Museu em 1957. Saguão do Museu. A partir de 14/07 - Arte na França 1860 – 1960: O Realismo – o MARGS recebe cerca de 120 obras de artistas como Manet, Van Gogh, Monet, Degas, Renoir, Cézanne, Gauguin, Modigliani, Picasso, Matisse, Duchamp, Dalí, Max Ernst, Miró, Coubert, Millet, Léger e Braque, entre outros grandes nomes. Visitas Orientadas - Informações e agendamentos:http:// www.margs.rs.gov.br/acao_agende.php ou pelo fone (51) 3227.2311 – Entrada franca Inscrições abertas para as Oficinas de Arte CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO Até 27/06 - Moradores de rua são a inspiração de Falcão & Sofia, de Irene Ludwig. Sala O Retrato 4º andar Até 27/06 - Isolde Bosak lança livro de poesias em exposição de xilogravuras gigantes também de sua autoria. Sala Memorial Erico Veríssimo 3º andar Até 01/07 - Apenas Pintura. De Alfredo Aquino. Sala O Aqruipélago 03/07 a 25/07 - Bienal de Arte Têxtil. Seminários e exposições No segundo andar, o público tem acesso a história da energia elétrica no RGS e o museu interativo com 12 experimentos que mostram os princípios da eletricidade, 3221.6872 ou pelo e-mail: [email protected] CCCEV – Andradas, 1223 – 3226.5342 – 3226.7974 - 3228.9710 [email protected] - www.cccev.com.br MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL Visita Guiada Temática ao Memorial do Rio Grande do Sul www.memorial.rs.gov.br ou pelo telefone 3224-4376. Seminários Debates 2009: Estão abertas as inscrições. 51-3286.6190 ou [email protected] Curso de Extensão 2009: Temas e Questões de História Contemporânea: novas abordagens. Informações: 51-3286.6190 ou [email protected] Seminário sobre a questão indígena no Memorial do RS: 51-91070475 ou 51-3286-6190 – c/ Marco Barcelos Visitas Guiadas - Fone: 3224.7210 - www.memorial.rs.gov.br OSPA 30/06 - 20h30 - 5º Concerto Série Oficial. Festival Mendelssohn - 200 anos de nascimento. Solista Olinda Allessandrini - Piano - Reg. Stanley DeRusha. Salão de Atos da UFRGS 07/07 - 20h30 - 6º Concerto Série Oficial. Festival Gershwin. Solista Alexandre Dossin - Piano - Reg. Isaac Karabtchevsky. Salão de Atos da UFRGS 14/07 - 20h30 - 1º Encontro com o Maestro. Ano França no Brasil. Regente Paulo de Tarso. Salão de Atos da UFRGS 21/07 - 20h30 - 7º Concerto Série Oficial. Solista Alejandro Drago Violino. Coral da Santa Casa, Coral da UFRGS e Coro Sinfônico da OSPA. Reg. Manfredo Schmiedt. Salão de Atos da UFRGS SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA Atelier Digital. No Atelier livre da Prefeitura. A sala conta com 12 computadores que possibilitam a criação, manipulação e impressão de imagens, além do desenvolvimento de pesquisas plásticas através do acesso à internet. Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues. Informações: (51) 3289.6391 Quartas Na Dança - 20h - Espetáculo A3. Juliana Vicari, Thais Alves e Carol Laner. Teatro Renascença Até 24/06 - 20h - Desejo – Projeto Novas Caras –Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva 26, 27, 28/06 e 3, 4, 5, 10, 11 e 12/07 - sexta e sábados às 21h e domingos às 20h - Desvario - Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva 26, 27, 28/06 e 3, 4, 5, 10, 11 e 12/07 - Sextas e e sábados às 21h e Domingos às 20h -América Café – Teatro Adulto. Roteiro e dir. José Arthur Pinto Horário. Sala Álvaro Moreyra 27 e 28/06 e 4, 5, 11 e 12/07 - 16h - Chapeuzinho Amarelo – Teatro Infantil. Sala Álvaro Moreyra 23/06 -15h - Prefacinho ao Vivo – Noite de lançamento do Livro da Editora da Artes e Ofícios. Livro Doido para Voar, Hermes Bernardi Jr. Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues – Saguão 23/06 - 19h30 - Lançamento dos Livros Poemas nos Ônibus e Histórias do Trabalho. Teatro Renascença 24/06 - 20h - Waldir Azevedo Eterno – Show Musical. Teatro Renascença 25/06 - 15h - Prefacinho ao Vivo 2 - Noite de Relançamento do Livro da Editora Projeto. Livro Ervilina e o princês ou Deu a louca em Ervilha, Sylvia Orthof. CMC Lupicínio Rodrigues - Saguão 26/06 - 19h - Maratona Literária (3º Edição) Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues - Saguão Até 27/06 - 9h30 - Seminário Cultura Francesa. O ano de 2009 é o ano da França no Brasil, como contrapartida do ano do Brasil da França, em 2005. Onde serão abordados os temas: Literatura, Poesia, Música, Cinema, Psicanálise, Filosofia e História. Cinema Francês - Roger Lerina. Pós-Críticos - Juremir Machado. Teatro Renascença Até 27/06 - de segundas a sextas das 9h às 12h e das 14h às 18h, sábados das 13h às 17h - Porto Alegre / Buenos Aires – Exposição de Litografias. Este Intercâmbio oportuniza conhecer o conjunto de obras em litografia, da produção atual de nosso Estado e da Argentina. Paço Municipal-Sala da Fonte Até 28/06 - Mostra de teatro de repertório da Cia do Giro - Teatro Adulto 26, 27 e 28/06 - sextas e sábados às 21h e domingos às 20h - Gueto Bufo. Teatro Renascença 29/06 a 24/07 - Edital 8/2009 do FUMPROARTE. Disponível no site:www.portoalegre.rs.gov.Br/fumproarte - Inscrições exclusivamente no protocolo central da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, conforme a área do projeto. Rua Sete de Setembro, 1123 30/06 - 19h30 - República do Rock - Música. C/ Tequila Baby e Jack e os Estripadores. Teatro de Câmara Túlio Piva 01/07 - 20h - Quartas Na Dança – Espetáculo EM SI Menor. Cia Municipal de Dança de Caxias de Sul. Teatro Renascença Até 2/07 - terças e quintas, das 19h às 21h30 - Obrigado Boal - Evento em homenagem ao Teatrólogo Augusto Boal. Sala Álvaro Moreyra. Inscrições: a partir do dia 6 de junho, por ordem de chegada, na coordenação de Artes Cênicas. Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues Até 5/07 - Imagemiragem - exposição. Porão do Paço Municipal 7/07 - 20h - Sons da Cidade. C/ Fernando Noronha e Solon Fishbone. Teatro Renascença 9/07a 15/08 - Artista: Xico Stokinger. Sala Aldo Locatelli – Paço Municipal 12/07 - 11h - Audições Comentadas – Música. C/ Banda Municipal. Concha acústica do Multipalco (Praça Marechal Deodoro s/nº ao lado do Theatro São Pedro) 13/07 a 24/07 - de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 18h Inscrições Para o Acampamento Farroupilha. Galpão da Guarda no Parque da Harmonia 13 a 17/07 - Festival de Arte Cidade Porto Alegre. Sala Álvaro Moreyra 14/07 - 20h30 - Erlon Péricles - Música. Projeto Música dos Gaúchos. Teatro de Câmara Túlio Piva 16/07 a 15/08 - Técnica: Esculturas. Artista Pedro Girardelo. Porão do Paço Municipal 21/07 - 19h30 - Republica do Rock. C/ Izmalia e Efervescentes. Teatro de Câmara Túlio Piva 24/07 - 21h - Entrega Prêmio Carlos Carvalho. Cerimônia de premiação do 7º Concurso Nacional de Dramaturgia.Teatro Renascença CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO Exposição - [MOVE_VERSÃO_2.0_PED] – Exposição. A artista Kátia Costa apresenta montagens de imagens obtidas através da captura de imagens de deslocamentos, com objetivo de formar “linhas de composições geométricas”, narrativas que ilustram trajetórias fictícias, linhas e formas montadas, para formar um novo espaço. Galeria Lunara - 5º andar 24/06 - 18h30 - Nós da Noite. C/Sandra Barcelos Reis e Alexandre Knorre. Usina Café 26/06 a 26/07 - Exposição Cores: Identidade e Diferença. Artista Sônia Brill Wolff. 4º Andar Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 3 3 Por Marcelo Oliveira da Silva Coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal da Cultura CASA DE FERRAGENS: 10 anos de referência no segmento Valsa nos alçapões da memória O filme Valsa com Bashir transformou uma impossibilidade orçamentária em uma solução espetacularmente original, contando através de desenhos animados as experiências de jovens soldados israelenses durante invasão do Líbano em 1982. O premiado filme (também é a primeira animação indicada a um Oscar de filme estrangeiro) do diretor Ari Folman funde em apenas 90 minutos o pouquíssimo conhecido genocídio de palestinos nas mãos de milícias católicas, a conivência israelense e sua aceitação de um comportamento normalmente atribuído aos nazistas, além de uma reflexão sobre a capacidade da memória humana de retrabalhar experiências traumáticas. Ari Folman, que também escreveu o roteiro, participou de fato da maioria dos eventos do filme e narra a história na exata sequência em que ela foi sendo redescoberta, como se o espectador participasse daquele processo de pesquisa. Tudo começa em uma conversa de bar entre o protagonista e um amigo, também ex-combatente, que lhe conta um pesadelo recorrente, que o atormenta há anos. O amigo acredita que o sonho vem daquelas experiências no Líbano, que ele simplesmente não consegue recordar. O próprio Ari se dá conta de que também não tem lembranças da época, apesar de haver sido uma tempora- da relativamente longa, num passado nem tão distante, e que jamais havia se dado conta desse vácuo em sua memória. Partindo desse enigma e aconselhado por um psicólogo, ele começa a procurar ex-colegas de combate e tenta extrair deles memórias da época. Com raras exceções pontuais, todos também perderam a memória do evento e tudo o que ele consegue de cada um são fragmentos, cenas isoladas, pequenos relatos. A medida em que esses relatos vão se somando, ele repete contatos e amplia o número de entrevistados, alguns deles desconhecidos. A cada um Ari repete os fatos e situações que conseguiu juntar, eventualmente conseguindo reavivar memórias completamente esquecidas. Trata-se de uma forma raramente vista de documentário, onde a percepção da realidade vai se revelando lenta e organicamente, mostrando ao expectador (também com ajuda de cientistas) o quanto a memória humana não é um retrato acabado, mas um conceito vivo, que se modifica com o passar do tempo. A explicação científica para o esquecimento daqueles soldados vem de um mecanismo natural do cérebro, que para manter a sanidade “apaga” eventos demasiadamente traumáticos, como a visão de várias centenas de civis indefesos, sobretudo crianças, mulheres e idosos, brutal- mente assassinados. O aspecto formal também é muito bem trabalhado. Se no início a animação estilizada incomoda um pouco o espectador (não se trata de desenhos perfeitinhos, com sombras exatas, nos moldes dos estúdios Disney), na recriação de paisagens com cores completamente adulteradas em razão do estado de espírito das personagens em situações críticas, o resultado é muito mais artístico (e também muito mais tragável para pessoas sensíveis) do que o realismo fotográfico. O uso da trilha e de efeitos sonoros também é preciso e sutil, sem se sobrepor ao que de fato interessa. O ponto mais pungente, contudo, é o final do filme, onde misturam-se imagens reais dos massacres de palestinos em Sabra e Shatila. (Sabedor do quanto o tema é sensível: não desconheço outros massacres - de menor escala, digase - que vitimaram os outros lados do conflito entre palestinos contra judeus e católicos, mas falamos de Valsa com Bashir.) E nessa obra finalmente escuta-se uma voz israelense admitindo que o papel usual de vítimas de uma das mais atrozes perseguições da história, o nazismo, já não diz tudo sobre o Estado que construiram, militarizado até a medula e definitivamente do outro lado do balcão que separa oprimidos de opressores. Quando os pais desistem, o traficante adota Quem diz “No meu tempo é que era...”, com justa razão, imediatamente recebe de volta uma carimbada: velho. Mas, quem são os velhos? Homens e mulheres que não morreram, pois não. A medicina, combinada com a tecnologia, empurrou o “deat line” mais para frente. Tecnicamente deveriam estar mortos, mas estão aí, vivos, com as suas memórias regressivas. No tempo “deles” claro que era tudo muito melhor, eram jovens, e como todo jovem, também foram iconoclástras, contra tudo e contra todos. Não estou seguro de que a “pior idade” seja simplesmente uma questão de exaustão da matéria. Percebe-se muitos idosos em boa forma física. No entanto, os acompanha um outro tipo de inconformismo: sentem-se deslocados num mundo cujas transformações exaltaram e consolidaram a cultura da obsolescência. Quando tudo é descartável, em especial as relações hu- manas, o que sobra para a música, a arte, a literatura, o cinema e tudo aquilo que supostamente “fala” com os sentidos? O próprio ambiente acadêmico, em grande medida, sofreu profundas transformações com a entrada do marketing nas escolas e nas universidades. O aluno passou a ser visto meramente como “cliente”, a instituição deixou para trás a busca da excelência e da pesquisa para se dedicar à gestão metódica do lucro, como faz o mercadinho da esquina. Viva o lucro, sem o qual nada prospera, e morra a ganância, com a qual se cria e se produz cultura picareta, arte improvisada, livros de auto-ajuda e filmes para serem vistos e esquecidos tão logo as luzes se ascendam. Quem tem alma, olhos de enxergar através do verniz, e ouvidos de ouvir algo mais exigente, sabe que a indústria do entretenimento se retroalimenta e engorda ao reproduzir na TV e no rádio ima- Marcelo Camiansky fundou em abril de 1999 a Casa de Ferragens na Av. Bagé, 616 no Bairro Petrópolis. Em um local com apenas 50m², contava com o apoio de um colaborador. Beatriz Ayete Gil ingressa na empresa em 2002. É iniciado o processo de expansão com a inauguração da primeira filial na Dr. Timóteo, 1017 no Bairro Moinhos de Vento. A Casa de Ferragens completa 10 anos no mercado com 05 lojas localizadas em bairros de classes A e B totalmente informatizadas. Este sucesso é baseado na diversidade dos produtos, mais de 5.000 itens, sempre acompanhando as tendências do mercado para que a sua reforma, construção e decoração apresentem um diferencial. O atendimento personalizado é realizado pelos 35 colaboradores, que constantemente são treinados e atualizados para atuarem como consultores, orientando os clientes e amigos na melhor escolha dos produtos. Por ser referência em bom atendimento dispõe de uma eficiente Tele entrega gratuita no bairro. Loja 1 - Av. Bagé, 616 - Fone: 3333.7516 Loja 2 - Dr. Timóteo, 1017 - Fone: 3346.7373 Loja 3 - Anita Garibaldi, 1047 - Fone: 3333.8771 Loja 4 - Mariland, 1555 - Fone: 3026.6465 Loja 5 - Carlos Von Kozeritz, 627 - Fone: 3012.1999 Por Por Paulo Tiaraju Publicitário, Escritor e Cronista gens e sons produzidos pela boçalidade, pelos espertalhões, cujo alvo é a massa iletrada e tosca, ou crianças. Neste show business nada permanece. Além da grana, nada comove e tudo se transforma em tecnologia ainda mais avançada, para se fazer novos espetáculos ainda mais pasteurizantes, mais estéreis, mais infecundos e arrebatadores, como o antiorgasmo do sexo comprado. Difícil falar no último “hit” que ouvi no rádio no verão passado, sem empregar linguagem chula da mais ordinária procedência. O Hip Hop cantado por um retardado baiano (havia um grupo de garotas adolescentes cantando e dançando o refrão da musica) sugeria que as meninas deviam “chupar o meu...” (Me recuso a dizer o que o cantor estava oferencendo), com a promessa de que era “gostosinho”. Mas isto cantado com absoluta explicitude, e repetido como se fosse um mantra abominável e asqueroso. Seja como for, a História ensina que sempre houve um período trevoso, antes de uma nova era iluminada. Não sei o que vem por aí, mas, por enquanto, para uma Suzan Boyle, surgem toneladas de “trash for cash”. (lixo por dinheiro). De algum modo essas especulações explicam (mas não justificam) a explosão das drogas, em especial do escravizante crack, a bomba suja e avassaladora. Na ausência dos sonhos, das ilusões, a busca de qualquer emoção vagabunda e artificial serve para estremecer o nada, o vazio. Do que estou falando? Das crianças encardidas de miséria e a Deus dará? Em parte, sim. Mas, mesmo estas sonham com uma vida mais decente. Estou falando das quem têm tanto conforto, que o conforto nada significa ao lado de pais à deriva, com saudades de algo inespecífico, hipnotizados em frente a um telão Full HD. E quando os pais desistem, o traficante adota, simples assim. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 4 4 Por Fernando Rozano Jornalista e escritor Silêncio nas Américas A preenchida. Todos os grandes jornais escreveram o que tinham que escrever e prestaram homenagens sensíveis ao grande e sensível homem. Usina do Porto mostra aos seus leitores um trabalho extraordinário feito com um dos mestres da música do vizinho oriental. Com Daniel Viglietti, produziu um livro e cd extraordinários. A dos voces é a marca da liberdade, da rebeldia, da esperança, do futuro. A dos voces é muito mais que um livro e um cd. É um universo infindável de possibilidades. Às vezes, Daniel canta primeiro, Mario recita depois. Outras vezes, Bendedetti recita e Viglietti canta. O repertório desliza por toda a nossa alma, acelera o coração, sensibiliza os ouvidos mais áridos. Impossível ficar impassível diante de A dos voces. Viglietti é daqueles homens que resistiram, como Alfredo Zitarrosa, e o pessoal de Tacuarembó – de grande presença na cultura e na política uruguaias – a qualquer forma de opressão. È dele o clássico “A desalambrar”, tema eterno sobre a questão da terra, tema comum aos países latino-americanos. Canção que passou no início dos anos 70 quase incólume pelos censores brasileiros nos inesquecíveis discos Capa do disco lançado na Espanha em homenagem a Joan Manuel Serrat, América do Sol, procom apresentação de Mario Benedetti. travessar as longas avenidas de Montevidéu é caminhar sob o fio da história. O olhar se perde em suas construções antigas e respiram um quê de moderno. Nada se exclui na capital uruguaia. De dentro de suas fronteiras, a cultura transpira por todos os lados. Não se encolhe ao se encontrar com o Rio da Prata. Ou se aventurar pelos campos imaginários do pampa, dos verdes e dos gaúchos platinos se entrelaçando com as terras do Rio Grande. Não há distância que nos separe. Mas, para cá das águas platenses, a cultura ganha o mundo. E também sofre com o rigor do autoritarismo comum durante décadas nos países da América Latina. No pequeno Uruguai nasceu um dos maiores nomes da literatura: Mario Benedetti. Maio de 2009 se tornou triste e silenciou as Américas. Sua morte, aos 88 anos, deixa uma lacuna que jamais será cado à venda com Capa do cassete colo em quiosque gem ima eira o livro da prim s de Buenos Aire Capa do cd comprado anos mais tarde em Montevidéu duzido por Abílio Manoel. Daniel esteve em Porto Alegre na Usina do Gasômetro em 01 de maio de 2003 em memorável apresentação e show de consciência humana. Encontrei A dos voces em Capa do livro A trégua, um dos seus maiores sucessos um quiosque literários de Buenos Aires. Livro e uma fita cassete pendurados e a preço mais que popular. Anos mais tarde, em Montevidéu, o cd compensou em parte as longas caminhadas que fiz em busca da possibilidade de encontrar Mario Benedetti. Não consegui. Estava na Espanha e doente, me disseram. Conversei longamente com Washington Benavides, escritor, ex-parceiro de Zitarrosa, com Eduardo Darnauchans, com Ruben Rada, ouvi Laura Canoura, murgas, candombes e não encontrei Mario Benedetti. Agora, repassando, descubro uma apresentação de Mario a um disco em homenagem ao espanhol Joan Manuel Serrat. Mario partiu, as Américas estão silenciosas, mas sua obra grita ao mundo o grito da liberdade, da solidariedade, do humanismo. Acompanha este texto, imagens de A dos voces, das capas do cd e cassete, do livro, e da apresentação. Mario Benedetti, sempre. ELEFANTECIDADESERPENTE| FERNANDA CHEMALE | Fotografías Fernanda Chemale apresenta 25 fotografias 60 x 60cm, intituladas ElefanteCidadeSerpente, nome do seu mais recente trabalho que estará na programação do FotoRio2009 (Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro) entre 17 de junho e 17 de julho da Galeria de Arte IBEU (Instituto Brasil Estados Unidos), Av. Nossa Senhora de Copacabana, 690 / 2º andar, no Rio de Janeiro. Nesta mostra, a abertura foi em 17 de junho as 20h, dividirá o espaço com os artistas Alberto Coelho com Geometricidade; Kryka Pujol e Edson Teixeira com Fotorritmia. Renata Pinheiro Machado, chefe do Centrou Cultural IBEU é a coordenadora da exposição. Sergio Napp em Poemas & Música Escritor e compositor lançou das Travessias – Volume II – Poesia & letra de música Um autor versátil pode apresentar várias facetas em sua obra, trabalhando a palavra em diferentes tonalidades: no conto, na poesia, na letra de música, na crônica. Pois essas são as formas de contar e cantar o cotidiano escolhidas pelo escritor e compositor Sergio Napp para a trilogia das Travessias. das Travessias é o segundo volume da trilogia do engenheiro, compositor e escritor Sérgio Napp. O volume traz poemas, letras de músicas e vem acompanhado de um CD, que traz uma poderosa seleção musical. Napp é autor, entre outras, da canção Desgarrados, que está consagrada, há muitos anos, pelo público e pela crítica. 72 páginas, WS Editor, telefone 3029.7018 / 3029.7028. Estão no livro músicas como Desgarrados (parceria de Napp com Mário Bárbara), Rodrigo e Bibiana (com Fernando Cardoso e Jair Kobe), Coração Porto-alegrense (com César Dorfmann) e João e Maria, entre outras. As poesias para a edição foram selecionadas por Marô Barbieri, Elaine Maritza e Loreta Napp. As letras foram escolhidas por Dilan Camargo, Luis Floriano Azevedo (Nando) e Loreta Napp. A seleção final foi feita por Nóia Kern e Sergio Napp. Volume II – Poesia & letra de música acompanha um CD que reúne 16 faixas compostas por Napp e parceiros. Por isso, o lan- çamento do livro contou com a participação especial de Ângela Jobim (voz) e Cláudio Vera Cruz (violão), interpretando músicas do CD. Sergio Napp Nasceu em Giruá (RS) em 1939. Além de professor e engenheiro, é escritor e compositor, com publicações em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires. Também é produtor de shows e discos, com inúmeras premiações como letrista, em festivais no Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Foi editor responsável da Tchê! Editores de Livros. Diretor da Casa de Cultura de 1997 a 1999, voltou à direção da instituição de 2003 a 2007. Tem várias obras publicadas, sendo pela WS Editor as seguintes: Estranhos sentimentos (contos), Passarinhar-se (infantil), A gangue dos livros (juvenil), das Travessias – Volume I (contos), e das Travessias – Volume II (poesia & letra de música). Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 5 5 Por Luciano Alabarse Diretor de Teatro Moyses Opes c Meus Homens e Vika Calma, senhores: o título não será introdução para uma crônica de confissões sexuais desenfreadas; nada disso. Envolvido até a raiz dos cabelos com a montagem de dois espetáculos platônicos (“Platão: Dois em Um”, reunião de “O Banquete” e “Górgias”, que estreou dia 04 de junho no Theatro São Pedro), me dei conta que estou trabalhando com um elenco prioritariamente masculino, antigos e novos atores-parceiros de aventuras cênicas, e que o teatro gaúcho, há anos dominado pela supremacia de grandes atrizes, apresenta uma significativa e muito, muitíssima bem-vinda alteração desse quadro. Já contamos, sim, com extraordinários atores dedicados à arte da interpretação teatral, cuja presença ilumina nossos palcos locais. Aos meus companheiros de tantas viagens inesquecíveis (Luiz Paulo Vasconcellos, Marcelo Adams, José Baldissera, Mauro Soares, Carlos Cunha Filho, Lutti Pereira, Alexandre Magalhães, Marcos Contreras) peço licença, hoje, para falar da nova geração de atores que, depois de nós, vem somar qualidade e inquietação à cena gaúcha. Certamente não sou o único diretor que dá espaço aos novos atores que chegam. Júlio Conte, Zé Adão Barbosa e Roberto Oliveira, por exemplo, são diretores que sempre apresentam gente nova em seus trabalhos. Também faço a minha parte. E queria homenagear aqui esses novos profissionais que estão injetando sangue novo e muita disposição às minhas encenações. No atual projeto, o público e a imprensa vão poder conferir o talento de RAFAEL MENTGES, FABRIZIO GORZIZA, FERNANDO ZUGNO, THALES DE OLIVEIRA, DANIEL BACCHIERI, EDUARDO STEINMETZ, LÊ SOUSA, VINICIUS MENEGUZZI e RODRIGO FIATT, alguns já com alguns anos de estrada, mas todos ainda descobrindo os mistérios e recursos dessa profissão tão árdua. Tenho uma relação de carinho parental com todos eles. E, como um bom pai teatral, às vezes lhes puxo as orelhas, lembrando regras básicas de disciplina e dedicação. Mas isso é exceção. No geral, são atenciosos, divertidos, educados, “pra cima” e, principalmente, MUITO, MUITO TALENTOSOS, cada um com a sua identidade e características próprias. Juntos, formam um time imbatível. Bem poderia fazer a crônica inversa e falar de todas as grandes atrizes que têm me dado o prazer de partilhar meses de ensaios e apresentações. Tenho escrito, ao longo do tempo, sobre várias delas. Por isso, peço licença agora para ressaltar e reconhecer o trabalho de VIKA SCHABBACH, atriz de grande e invulgar carisma, chamada a fazer o papel da conferencista que, na adaptação de Donaldo Schuller, conta ao público a história de “O BANQUETE”. Integrante-fundadora do grupo CUIDADO QUE MANCHA, Vika tem atendido meus chamados e partilhamos já vários trabalhos juntos. Nossa cumplicidade é evidente. Agora, na pele de uma personagem fundamental à peça, Vika mostra que atingiu sua total maturidade artística. É mais uma extraordinária atriz gaúcha, e está maravilhosa em sua composição. Desde o primeiro instante, pensei nela para este papel – e ela correspondeu e superou minha expectativa. Ao Fabrizio, Rafa, Fernandinho, Edu e todos os meus novos e queridos parceiros de palco, desejo vida longa na profissão, e também dedicação, entusiasmo e perseverança. Porque são muitos os que começam, muitos os que desistem, muitos os que desanimam. Mas os que ficam são sempre recompensados pelos deuses do teatro. Vale a pena, acreditem! P.S.: Por compromissos pessoais, Thales não estará no elenco deste projeto. Mas permaneceu na crônica, merecidamente. Marian Starosta Cia do Giro inicia Projeto Funarte de Teatro Myrian Muniz São eles: • 26, 27 e 28 de junho - “Gueto Bufo” - O humor e a ironia dos bufões, sua critica e perspicácia, a poesia do grotesco. Com 11 anos de estrada o espetáculo é ganhador de inúmeros prêmios dentro e fora do estado. O projeto também envolve a realização de 5 workshops Durante o mês de Junho, o Teatro Renascença será palco ministrados por seus diretores do atual repertório da Cia do Daniela Carmona e Adriano Giro. Em uma mostra inédita, a Basegio. Workshops gratuitos realizados Cia estará apresentando a cada semana um espetáculo no final de maio: “Ritmos e diferente, todos com pesquisa Sonoridades”, “Máscaras distinta em linguagem e estilo Larvárias”, “Clown”, “Bufão” e de interpretação, o que marca “Shakespeare”. a caracteristica do grupo. O Projeto ainda trará a Porto Contemplada com Prêmio Nacional Funarte de Teatro Myriam Muniz 2008, a Cia do Giro dá inicio ao Projeto “Manutenção de Estilos e Intercâmbio de Linguagens” e convida a todos para um final de semestre intenso e cheio de atividades. Alegre a renomada diretora e dramaturga mineira Grace Passo do Grupo Spanca (“Por Elise”, “Amores Surdos”...), para ministrar oficina gratuita e aberta a classe artistica local. (data a definir) As reservas para grupos e maiores informações podem ser realizadas pelo e-mail [email protected] ou (51) 8416-7123 ou 9238-6754 Até 28 de junho - Cia do Giro em Repertório no Teatro Renascença. Sextas e sábados ás 21 horas, domingo ás 20 horas. Teatro Renascença - Av. Érico Veríssimo 307 - Informações: 3289.8061 / 3289.8064 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 6 6 Por Teniza Spinelli Jornalista Arquivo da artista Irene Ludwig Ludwig: Personagens vivos da pintura O Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo está apresentando até o dia 20 de junho a exposição de pinturas (óleo sobre tela) de Irene Ludwig, com curadoria de Zé Augusto Marques, que retrata tipos humanos característicos das ruas de nossa cidade. Intitulada Falcão e Sofia, a mostra dá visibilidade a personagens de uma classe social marginalizada. Para a realização desta mostra, Irene realizou estudos feitos a partir de registros e fotos de lugares por onde costuma trafegar e, posteriormente, transportar para as telas. A rtista figurativa, o interesse pelos temas sociais tem permeado sua obra. Em seu depoimento ela revela: “Ao percorrer as ruas de Porto Alegre deparo-me com quadros plasticamente belos, entretanto muito tristes e desumanos. Retratos de pessoas que, no seu abandono, deterioram-se. (...) Muito fortemente se iniciou o desejo de registrar em tela estas vidas. O processo levou cerca de quatro anos...” Se, por um lado Irene confessa tristeza, amargura e até vergonha, “por ser essa portoalegrense que passa e apenas olha”, lamentando sua omissão frente ao que vê, por outro lado ela configura nas telas a solidariedade e a comiseração pelos desvalidos. Pois ao artista cabe fazer a sua parte e, ao pintar, Irene deixa fluir as vertentes de sua visão de mundo. Na cor local, característica que acompanha sua produção, insere os irreverentes personagens do cotidiano da miséria e do submundo. E não dá para ignorar que o humor surge do caricatural, no apanhado de um espesso bigode, no dedão de um pé exposto no banco da praça, nos trastes que carregam consigo, nas cenas que revelam a dinâmica do que é viver debaixo dos viadutos, nas esquinas e estações onde dormem, comem, lêem jornal e até tocam violão. E a veia poética da pintora também se manifesta em palavras que vão legendar os quadros, como por exemplo, em “Moradores”: “Trem vai, trem vem,/oito voltas./Vou./Venho./ Janelas para o mundo lá fora./ No mundo de dentro,/ correndo de um lado/para outro./ Passa outro trem,/ passa, passando./ E os moradores?/ Entre estação São Pedro e Farrapos lá estão eles,/ acomodados na sala, cozinha, quarto,/ da casa decorada.” Desta forma o cômico e o trágico se sustentam num tênue fio do olhar comovido e poético da artista que descreve o viver dos habitantes que povoam as ruas e os seus quadros. Não é sem razão que intitulou a mostra de “Falcão e Sofia”. Falcão é o anti-herói desvalido e, a cadelinha Sofia é a sua companheira fiel. Um olhar sensível e apaixonado pelo ser humano transposto para o universo da arte, sem maniqueísmos ou ideologias. Estas ficam subentendidas. Nas telas, só cor e plasticidade. Aquarelando o Jardim Botânico O Atelier Eduardo Guimarães juntamente com o Jardim Botânico convidam para a exposição de aquarelas de: Adriana Boeck, Arthur F. Coitinho, Claudia Ribeiro, Eduardo Guimarães, Eliane Guimarães de Lima Elizabeth Gré, Harald Rieger, Jorge Krahe, Karin Schellenberger, Marta Spier Vernissage: 02 de julho/09, das 19h às 21 horas Visitação: 03 a 31 de julho/09 - terça a domingo, das 9h às 21 horas Local: Casa de Cultura Mário Quintana - Andradas, 736 - POA/RS Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 7 Por Yeda Crusius Governadora do Estado do Rio Grande do Sul A Arte na França 1860-1960: O Realismo C om o apoio integral e entusiasmado do Governo do Estado do Rio Grande do Sul desde o primeiro momento, o Ano da França no Brasil assinala o reencontro de dois países e de duas culturas. Retribuição do Ano do Brasil na França, de 2005, quando mais de 15 milhões de franceses tiveram acesso a centenas de manifestações artísticas brasileiras, a maiúscula iniciativa, que se estenderá até novembro, estreitará ainda mais os laços entre as duas nações. Ponto exponencial desse grande entrelaçamento de culturas será a mostra Arte na França 1860-1960: O Realismo, para a qual o MARGS abrirá seus salões em julho e que reunirá obras de 110 artistas franceses ou que viveram e trabalharam naquele país. Para se ter uma idéia da magnitude desse evento, basta mencionar os nomes de alguns participantes da magna exposição internacional: Delacroix, Manet, Van Gogh, Degas, Monet, Cézanne, Renoir, Fotos: Arquivo Palácio Piratini Toulouse-Lautrec, Picasso, Matisse, Léger, Max Ernst, Dali, dentre outros expoentes que revolucionaram a arte no mundo. Dentre as muitas peças que virão ao país pela primeira vez, cedidas por instituições como o Centre Pompidou e o Musée D’Orsay, está Déjeneur sur L’Herbe, de Picasso, na qual o espanhol relê uma obra de Édouard Manet. O trabalho está avaliado em 20 milhões de euros. São importantíssimos os laços que vinculam o Rio Grande do Sul à França, desde o lema inscrito em nossa bandeira – Liberdade, Igualdade, Humanidade – ao próprio Palácio Piratini, recriação do Petit Trianon, de Versailles, ou à influência do positivismo de Augusto Comte nas lideranças gaúchas à época da construção republicana. A mostra Arte na França 1860-1960: O Realismo é um presente magnífico a estreitar tais laços, aproximando pela linguagem inexcedível da arte dois povos e duas civilizações. Bienal do Mercosul tem nova data 7ª edição do evento começa em 16 de outubro, em três espaços expositivos de Porto Alegre A 7ª Bienal do Mercosul vai ser realizada entre os dias 16 de outubro e 29 de novembro de 2009, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. As mostras estarão abertas ao público durante 45 dias, em três espaços expositivos – Armazéns do Cais do Porto, Santander Cultural e MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul – além de espaços públicos da capital gaúcha. Cerca de 70% das obras serão produzidas pelos artistas especialmente para esta Bienal. A lista completa dos artistas que participam desta edição será divulgada no início do mês de julho. Esta edição vai propor uma série de metodologias e ações que demonstrem a diversidade de abordagens e funções que a arte contemporânea apresenta. Para tanto, o projeto curatorial está orga- nizado em sete exposições, um projeto pedagógico, um programa editorial e de comunicação, um sistema de rádio (Radiovisual) e diversos programas culturais que vão acontecer ao longo de toda a Bienal, dentro e fora dos espaços expositivos. Para Mauro Knijnik, presidente da 7ª Bienal do Mercosul, a realização do evento coloca a cidade de Porto Alegre e o Estado do Rio Grande do Sul em posição privilegiada, ocupando lugar de destaque no meio artístico internacional: “A Bienal do Mercosul tem se caracterizado pela sua qualidade e pertinência, a ponto de ser hoje referência em excelência de proposta e organização. Parte dessa trajetória é, certamente, a conseqüência de muito trabalho e de zelo com todos os detalhes inerentes às artes, de forma especial ao cuidado com o projeto curatorial”. O projeto curatorial da 7ª Bienal do Mercosul afirma o sentido e a importância dos artistas como atores sociais e constantes produtores de um sentido crítico necessário. Sob o título Grito e Escuta, a 7ª Bienal do Mercosul pretende explorar a comunicação multidirecional – entre um mundo em conflito e um artista que escuta e responde; entre um artista que produz sentido com a intenção de que o mundo o escute – através de múltiplas linguagens. O projeto aborda a sonoridade, o movimento corporal, a vivência social e a vivência pedagógica como partes integrantes da experiência da arte hoje. Dessa forma, na 7ª Bienal do Mercosul, os artistas ocupam o papel de curadores, desenvolvendo o projeto das exibições e o projeto pedagógico, conceituando e coordenando o projeto editorial e suas publicações, a imagem e a comunicação da Bienal como um todo. Assessoria de imprensa / Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul - Fones: 51 3254.7533 / 9213.6558 - e-mail: [email protected] Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 8 Por Cézar Prestes Diretor MARGS Carme Gamba A França é aqui A exposição Arte na França 1860 -1960: O Realismo chega ao Museu de Arte do Rio Grande do Sul no dia 14 de julho, data da queda da Bastilha, episódio que marca o início da Revolução Francesa. Portanto, uma data simbólica para o país que lutava bravamente por liberdade e respeito humano. N um outro sentido, é uma data simbólica para o nosso Estado. Estamos orgulhosos. Vamos proporcionar ao povo gaúcho a oportunidade de conferir obras de nomes consagrados no mundo inteiro, concretizando uma de nossas missões como gestores culturais: contribuir concretamente para a formação e a educação do público. Certamente, a exposição será um marco nesses 55 anos de história do Museu. Além de projetar a instituição e o Rio Grande do Sul no país e no exterior, aproxima a arte universal de todos nós, estimulando o conhecimento e estabelecendo laços definitivos entre culturas. Artistas como Picasso, Van Gogh, Cézanne e Dali, entre tantos outros, testemunharam, através da sua arte, um tempo efervescente, de criação e mudança. Agora, em comemoração ao Ano da França no Brasil, chegam a Porto Alegre para ocupar todas as salas do MARGS, com projeto de museografia assinado pelo curador Eric Corne e pelo arquiteto Moacyr Kruchin. A mostra conta com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura. É bom lembrar que, durante o período da exposição, o MARGS vai cobrar um ingresso solidário recolhendo roupas e alimentos que serão destinados ao Comitê de Ação Solidária do Governo do Estado. Para facilitar o acesso do visitante, teremos na parte externa uma estrutura com guarda-volumes, detectores de metais e posto para arrecadação das doações. Estamos trabalhando para oferecer toda a segurança necessária para que o público possa usufruir com tranqüilidade da sua visita e encher os olhos com cada detalhe da Arte na França 1860-1960: O Realismo. Por Renato Pereira Jornalista O sumiço do ceroulão Não sei os efeitos do frio na sua vida, mas os meus já começaram. As minhas ceroulas desapareceram. Como por encanto. Interroguei a minha mulher quase aos limites da tortura psicológica e não consegui além de alguns xingões, diferentes manifestações desairosas quanto à minha conduta de desorganizado Incurável. Foi a empregada. Não foi. Ou foi. Mas eu jamais vou descobrir. Nem quero. Porque se foi, como argumentar com a cara-metade que alguém estava simplesmente usando a metade da indumentária de inverno do marido sem a conivência do marido? Sem falar na possibilidade de um processo crime por denunciação caluniosa por parte do marido da empregada, cujo ceroulão, diga-se de passagem, também deve ter desaparecido. Com certeza. Falei com maridos das mais diversas etnias e todos foram unânimes em confessar o desaparecimento inexplicável também deste tão importante agasalho interior da anatomia masculina. Tanto que as mulheres, as raríssimas que confessam, fazem uso da peça com a maior sem cerimônia tão logo a era glacial cai sobre o Rio Grande. Freudianamente falando, não se trata em absoluto da inveja do pênis, mas do aquecidinho no pênis e correlatos, antes do sumiço do ceroulão. Pesquisei sobre as traças. Impossível. Teriam que ser vários milhões de traças, famélicas e insaciáveis, fissuradas só em ceroulas, deixando de lado todo um guarda roupa bem mais apetitoso do que a peça em questão, salvo na parte frontal do ceroulão, onde aquela cor amarelo âmbar transforma a refeição da traça num ágape sem precedentes. Sem chance. Traça gosta de terno, na gola, junto à ombreira dos casacos, enfim, onde a cerzideira convidada ao conserto faz cara de superioridade e diz que não tem jeito, melhor dar o casaco para um pobre que come inclusive a traça sem reclamar do rombo deixado no casaco e ainda troca a maltrapilha peça no brechó por uma garrafa de qualquer coisa, ainda que sem coisa alguma dentro. O cachorro comeu. Não há provas, sequer vestígios. Cachorro rói pé de mesa, cadeira, poltrona, tapete persa que ainda não está pago, enfim, coisas que abalam o universo feminino. Nunca iriam irritar um homem, até porque homem só se irrita com a mulher, jamais com o cachorro, mesmo sendo o cachorro da mulher. O ceroulão não foi comido, por ninguém. No frio que fez ultimamente nem o dono é comido. Porque mulher alguma, por mais corajosa que seja, se de posse do ceroulão, tira o ceroulão. Tenho suspeitas extraterrestres, ah tenho. O meu ceroulão, como as dos meus colegas de infortúnio, foram abduzidos. Estão a essa altura em outro planeta gélido sendo usufruídos por magérrimos ETs como bombacha para não fazerem feio no CTG Voador, que seguramente já tem diversos espalhados pelo pampa das galáxias. Ou não. O ceroulão simplesmente voltou no tempo, porque era indumentária indispensável do bisavô e simplesmente retornou às origens nos deixando ao desabrigo sem a menor chance de reação. E pior é que o coitado também deve estar procurando a sua ceroula na outra dimensão, porque a bisa, com a mais absoluta certeza pegou pra ela e nunca mais devolveu. A pizza vai até você! É só chamar o HOMEM PIZZA e ele leva o mais delicioso rodízio na sua festa ou evento! 51 3248 1270 • 9987 5625 renatopereira2@terra • www.renatopereira.com.br Informe-se 3338.4299 www.homempizza.com.br Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 9 Por Sergius Gonzaga Secretário da Cultura de Porto Alegre Foto Arquivo SMC III Festival de Inverno terá 18 shows, sete cursos em um ciclo de cinema O 4o Festival de Inverno apresentará entre os dias 26 de julho e 2 de agosto, em cinco teatros da cidade, 18 shows com bandas e solistas, sete cursos de alto nível com especialistas de grandes universidades, e um ciclo de cinema. É um evento que já se consagrou na cidade, não só pelas atrações, mas pelo fato de aproveitar a circunstância específica do inverno porto-alegrense que já originou, inclusive, a tentativa de criação de uma estética do frio (Vitor Ramil), algo que definiria a nossa singularidade cultural e nossa peculiar visão de mundo. Além de manter a política de preços a programação acentua outra vez seu sotaque platino. Em razão da estratégia de divulgação, fica um pouco prematuro falar em nomes aqui no Usina do Porto, parceiro de longa data, que muito nos honrou homenagear em janeiro passado com o Prêmio Joaquim Felizardo. Oportunamente o Usina receberá tudo o que seus leito- res desejam saber sobre o festival. Portanto, gostaria de utilizar a oportunidade para reforçar nosso compromisso com os porto-alegrenses. Acredito que todos saibam da dificuldade do atual momento econômico, onde poucas empresas estão arriscando patrocinar ações culturais. A manutenção dessa quarta edição, custeada em mais de 90% pela Prefeitura de Porto Alegre, resulta de um forte esforço diante da erosão que se verifica na economia em geral, com reflexos preocupantes sobre a arrecadação de impostos; fonte de todo orçamento público. Se na primeira edição era patente o potencial que uma iniciativa destas tem em nossa cidade, no ano passado o festival quase dobrou de públi- co. Apostamos em uma programação cult, com um olho atento ao público em geral, sempre a preços acessíveis ou mesmo de graça. Apostamos também na integração cultural com nossos “hermanos platinos”, sem esquecer de resgatar valores nacionais consagrados e de tentar apresentar algumas promessas artísticas interessantes. Assim, as grandes revelações do último prêmio Açorianos de Músicas darão seu recado no palco do Teatro de Câmara. O lançamento do evento para a imprensa acontece no final de junho e o nosso site ( w w w. p o r t o a l e g r e . r s . g o v. b r / festinverno) como sempre vai detalhar tudo o que o leitor desejar saber. Contamos com a presença de vocês. Até lá! Por Jaime Cimenti Jornalista e Escritor O mistério do trem azul, clássico policial de Agatha Christie, conta sobre a chegada do Trem Azul em Nice, na Riviera Francesa, onde um guarda tenta acordar a rica e linda herdeira Ruth Kettering. Ruth está morta, assassinada por um pesado golpe na cabeça e roubaram seus preciosos rubis. O detetive Hercule Poirot não se convence que o marido dela seja o principal suspeito e vai investigar. 272 páginas, L&PM Pocket, telefone 3225.5777. Correntezas é o romance de estréia do escritor e professor Pedro Câncio. Com apresentação da professora-doutora Léa Masina, a narrativa conta a história de Paulina, Maria Santa, Marta e André, familia que vive às margens dos rios Ibicui e Uruguai. Belas descrições de flora e fauna e dados mitológicos e folclóricos estão na obra. 144 páginas, R$ 25,00, Libretos, telefone 3029.6390. Ficção de polpa, vol. 3, organizado por Samir Machado de Machado traz contos fantásticos, de horror e de ficção científica do organizador e de Antonio Xerxenesky, Guilherme Smee, Luciana Thomé, Rafael Spinelli, Emir Ross e outros e mais um conto-bônus de William Hope Hodgson, intitulado O portal do monstro. 176 páginas, Não Editora, contato@nãoeditora.com.br, tel. 9963.6540. Minicontos e muito menos de Laís Chaffe e Marcelo Spalding, com ilustrações de Alexandre Oliveira, apresenta mini-histórias como Divórcio (Tu me paga) e Marcelo e Terror Noturno (-E tinha um vovô me oferecendo balas e dizendo pra eu não contar nada. - Pronto, volta a dormir. Foi só um pesadelo) de Laís. Os autores são experientes no miniconto e ministram oficinas literárias. 110 páginas, Casa Verde, telefone 3407.8223 9121.7707 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 10 10 Por Luiz Coronel Poeta e Publicitário Letra de: Todas as cartas de amor são ridículas As cartas de amor São ridículas, Fartas partículas De dor e lamentos. Eu estaria morto Não fosse lembrar a vida Que há em teu corpo. (Victor Hugo) Sou acometido por lágrimas Quando escrevo E quando leio, creio que contigo Não seja assim. (Plínio, o jovem) Eu vivo e morro por ti. Li, reli, beijei a tua carta, Guardo-a dentro de mim Embora ela seja apenas uma folha Em teu jardim. (Machado de Assis) Enfim, se assim quiser a sorte Como acho grandes as Levarei esse amor até a morte, Como folhas e flores levadas pelo vento. horas, os dias (Tsu Ianing) As semanas longe de ti. (Cruz e Sousa) Compartilhar da sombra Da mesma árvore, navegar contigo Eu peço que finjas As correntezas do rio, é um carma, Algum carinho por mim, Nada mais eu pedi. um calafrio. (Fernando Pessoa) (Shanguinar) Beijei tantas vezes tua carta Com inútil tristeza e contentamento. Fossemos um só, nenhum de nós teria Tanto sofrimento. (Beethoven) Manda-me apenas uma rosa Em sinal de perdão. (Franz Kafka) Adeus, adeus, minhas crianças, Num rio de lágrimas, levo tua lembrança Em meu coração. (Voltaire) Todas as cartas de amor são ridículas, Se não forem ridículas Não seriam cartas de amor. (Fernando Pessoa) Ah, essa distância, esse sacrifício, Eu tenho apenas três lenços Não me faças chorar mais do que isso. (Catherine Mansfield) Por Dr. Nelson Luiz Monteiro Cirurgião dentista - CRO 6738 Implantes dentários Hoje em dia, na nossa odontologia, o que está muito em voga é o tema implantes dentários, por isso, tentaremos explanar de maneira bem simples este procedimento. O que são implantes dentários? São pinos de titânio, material totalmente aceito pelo corpo humano que é instalado na mandíbula e ou maxila do paciente que não possui um ou mais dentes; depois de decorrido um período de integração com o osso na maxila de seis meses e na mandíbula de três meses, aproximadamente, o cirurgião dentista inicia os procedimentos para a colocação da prótese, que em geral é fixa. não devem ser submetidos ao tratamento, mesmo que em controverso: crianças que não atingiram a fase de crescimento ósseo definitivo, pacientes submetidos à quimioterapia e ou radioterapia por um período anterior de até dois anos, fumantes inveterados, pacientes que utilizam drogas ilícitas, diabéticos não compensados e, principalmente, aquele paciente que através de radiografias, tomografias seja constatado que seu osso é muito fino ou muito curto; neste caso pode ser utilizado um enxerto ósseo. Não existe idade máxima e, sim limitações para a instalação dos implantes. Quais as vantagens dos implantes dentários? Inúmeras: as principais são estética, segurança, principalmente para o paciente que usa as faladas dentaduras ou próteses removíveis, pois uma vez instalados os implantes, terá seus dentes fixos de novo, não havendo a necessidade de remoção para escovação etc. Onde e como são realizados os implantes? São realizados no próprio consultório dentário com anestesia local, após a solicitação de exames clínicos e radiográficos e anamneses a mais completa possível. O pós operatório no geral é satisfatório, sendo que nos 3 primeiros dias o paciente é orientado para que se alimente de alimentos líquidos e pastosos e evite esforço físico. Todos podem utilizar essa técnica? Em geral sim, mas existem algumas limitações, Existe possibilidade de haver rejeição? Não, o termo rejeição se utiliza quando utili- zamos órgãos vivos, ou seja, um transplante de pulmão, aí sim pode ocorrer a rejeição. O implante dentário não é um elemento “vivo”, portanto não existe rejeição; o que pode existir é a perda do implante, e seu dentista irá verificar o motivo. O que é tão falada “carga imediata” onde se colocam os dentes até três dias após a colocação dos implantes? Este tema é muito comentado; o profissional tem que ter muita atenção, fazer uma analise minuciosa dos documentos radiográficos, verificação do ato cirúrgico e ver se o paciente se enquadra para ser feito esse tipo de trabalho. No total ainda se tem muito cuidado em indicar esse procedimento, mas quando indicado é o ideal ao paciente, pois ele “sai do consultório” com os dentes provisórios. Câncer de ovário Por Dr. Nilton Alves - Ginecologista CREMERS 15.193 O câncer de ovário é uma neoplasia maligna rara, mas responsável pela primeira causa de morte ginecológica e a quinta causa de morte de câncer nas mulheres. Sabemos que esta doença pode ocorrer em todas as idades, mas a sua incidência na população aumenta após os 40 anos e tem como idade média os 60 anos. A história natural, ou seja, a maneira habitual como esta neoplasia costuma se desenvolver é apresentando sintomas tardios sendo que aproximadamente 70% das pacientes já tem doença metastática por ocasião do diagnóstico. Os fatores de risco ainda não foram precisamente definidos, mas podemos estabelecer algumas situações de risco aumentado, tais como mulheres com mais de 50 anos e que não gestaram e nem fizeram uso de anticoncepcionais; história familiar de carcinoma de ovário, ingestão de carne e gordura animal em excesso, assim como alguns elementos químicos como o asbesto e silicatos que estão presentes em muitos talcos usados por um grande número de pacientes na região perineal após o banho. Também sabemos que algumas mulheres são portadoras de mutações genéticas, o que lhes confere um risco aumentado de desenvolver câncer de mama e/ou ovário. A doença geralmente é assintomática nos estágios iniciais, sendo que os sintomas intestinais e urinários, tais como dor e distenção abdominal, dispepsia, constipação e sintomas irritativos urinários estão mais freqüentemente relacionados à extensão do tumor além da pelve. As lesões pélvicas assintomáticas podem ser descobertas, ocasionalmente, em exame ginecológico de rotina e deverão ter sua origem esclarecida. O ultrassom pélvico transvaginal é o método não invasivo mais utilizado, fornecendo informações sobre tamanho, superfície, componente sólido ou líquido, septações e demais características. O estudo da sua vascularização (ecografia com Doppler) assim como a análise de determinados marcadores séricos (exames de sangue) nos auxiliam no diagnóstico diferencial de doença benigna ou maligna. Apesar dos exames pré-operatórios fornecerem informações importantes o diagnóstico definitivo somente será possível após realização de exame anatomopatológico do tumor, por ocasião da cirurgia. O tratamento do tumor vai basear-se no tipo histológico do tumor, no seu estadiamento e na idade da paciente entre outras condições. A base terapêutica do carcinoma de ovário é a cirurgia primária completa com estadiamento transoperatório, retirada de toda a massa tumoral podendo ser seguido por quimioterapia. Radioterapia e hormonioterapia também podem ser usadas como tratamento adjuvante. Tentamos expor em poucas palavras o que são os implantes dentários, mas pensamos que atingimos nosso objetivo. Um forte abraço. Fones: 3311.1129 e 8518.3860 E-mail: [email protected] FOTOGRAFIA Daniela Heckler desvenda a beleza cotidiana de Londres A fotógrafa Daniela Heckler apresenta a exposição Londres até 3 de julho no T Cultural Tereza Franco da Câmara Municipal de Porto Alegre (Avenida Loureiro da Silva, 255). Compõem a mostra 20 fotos realizadas entre fevereiro de 2001 e dezembro de 2002 e reveladas em preto e branco, que desvendam a beleza cotidiana da capital britânica. Daniela exercitou o olhar contemplativo durante todo o tempo em que esteve em Londres, e esse encantamento transparece nas fotos. “Mesmo tornando-se cada vez mais parte do meu dia-adia, surpreendia-me quase que diariamente com o modo de ser e de agir das pessoas e com espaços ainda não descobertos”, conta. Instigada por cenas e paisagens triviais, Daniela buscou aperfeiçoamento em um curso de foto- grafia do Westminster Adult Education Service, primeiro passo para a realização do ensaio. Nascida em 1978 e formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Daniela vive em Montenegro, onde cursa Artes Visuais na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e leciona na rede municipal de ensino. Entre as exposições realiza- das, cita Streets of London, na Estação Cultura, de Montenegro, e o 1º Salão 10x10, na Fundação Municipal de Artes de Montenegro. As fotos de Londres também foram expostas em maio de 2008 no Museu de Arte de Montenegro. A exposição na Câmara pode ser visitada de segundas a quintas-feiras, das 9 às 18 horas, e às sextas-feiras, das 9 às 16 horas (até 15 horas no último dia). Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 11 11 Luciana Thomé Por Sérgio Napp Escritor Prêmio Açorianos de Música O depressivo-sonhador nunca havia assistido a uma premiação de qualquer dos Açorianos. Aconteceu que um de seus poucos amigos o convidou para a premiação do Açorianos de Música. E o depressivo-sonhador não perdeu tempo. Principalmente porque a cerimônia se realizaria no Theatro São Pedro e este teatro lhe traz lembranças inesquecíveis. Há poucos dias, Júlia Lemmertz, Clarice Niskier e Ednei Giovenazzi ali se apresentaram com a peça Mary Stuart. O depressivo-sonhador a assistira, há tantos anos que ele nem lembra quantos, a mesma peça com Cacilda Becker, Cleide Yáconis e Walmor Chagas. O depressivo-sonhador é um tanto quanto delirante. Talvez ele tenha apenas ouvido ou lido sobre a peça, mas isto não importa: para ele, entrar no Theatro São Pedro, é voltar ao tempo que foi. Mas o assunto é o Açorianos. O fato de a platéia estar lotada indicava o apreço pelos concorrentes e isto agradou ao depressivo-sonhador. Muitos ele conhecia, outros apenas de referência e poucos lhe eram desconhecidos. A cerimônia foi muito bonita e bem organizada. Timming impecável. Bom gosto nos cenários, na escolha dos apresentadores, na seleção dos músicos e intérpretes. Um pouco longa, concluiu. Muitos se afasta- ram antes de anunciarem os principais prêmios da noite. Uma pena. Este, povo, filosofa o depressivo-sonhador, é capaz de ficar até as três da madrugada acompanhando a cerimônia do Oscar, mas não tem paciência para esperar o final de um evento que premia os melhores da música entre os gaúchos. Falta de consideração, pensou. Por falar em Oscar, ao contrario deste, nenhum órgão da imprensa publicou a lista completa dos concorrentes. Estranho, pensa o depressivo-sonhador. Não é o principal prêmio de música do estado? É, responde o amigo. E daí? Daí, que é assim mesmo. O que mais lhe chamou a atenção foi a manifestação do Bebeto Alves ao receber o seu troféu especial. Ao relembrar alguns fatos de sua carreira recordou suas discussões com várias pessoas presentes sobre o fato de que o artista gaúcho não tem apoio da mídia, nem daqueles que deveriam se empenhar pela divulgação do trabalho feito. Mas e aquela platéia lotada e os calorosos aplausos nada significavam?, refletiu o depressivo-sonhador. Quem sabe o Bebeto estaria exagerando? No dia seguinte, resolveu adquirir alguns dos CDs premiados. Foi a três lojas em Porto Alegre. Na Multisom não encontrou nenhum dos quatro CDs que procurava. O depressivo-sonhador estranhou. Ué, a Multisom não é uma cadeia de lojas gaúchas? Não deveria ela promover, mais que todas, os artistas premiados? É, disse-lhe o atendente. Infelizmente não temos nenhum dos CDs. Dirigiuse à Livraria Saraiva. O fato se repetiu. Não temos autonomia para comprar diretamente, explicou o funcionário. As compras são feitas em São Paulo. A gente solicita, mas eles não atendem. Quase desiludido, foi até a FNAC. Lá, pelo menos, encontrou dois dos CDs procurados. Arre, pelo menos não saio de mãos abanando. Dias após o amigo, aquele que o convidara, confirma suas previsões: a dificuldade na distribuição do material aqui produzido é enorme. E emendou: Só a Livraria Cultura age diferente. Recebe o material em consignação, e ainda mais, o distribui para as filiais em todo o Brasil. Fora dela, apenas nos espaços alternativos se têm chance. O depressivo-sonhador ficou um tempo matutando. Para que todo o trabalho daquele povo, então? Satisfação pessoal? Tentativa de, quem sabe lá, furar o bloqueio? Finalmente entendeu o discurso do Bebeto. Se este pessoal não toca, não é ouvido, se não os encontramos no mercado, então eles não existem. É isto, não existem. O que aconteceu naquela noite no Theatro São Pedro foi uma miragem, uma ilusão. Desfeita ao se deixar o Theatro. Para quê então a cerimônia: para massagear egos? De quem? Não seria mais interessante, neste caso, realizar a entrega dos prêmios em um ambiente menor, um bar ou restaurante, por exemplo, onde todos pudessem confraternizar? E ainda mais, conclui o depressivo-sonhador falando ao amigo, o dinheiro gasto pela Prefeitura poderia ser distribuído entre os vencedores. Pelo menos, além dos cumprimentos e troféus, levariam para casa uma grana o que lhes possibilitaria engendrarem novos projetos. Novos sonhos. Participarem de outro Açorianos. E reclamarem, é claro. Que ninguém é de ferro. Por Paulo César B. do Amaral Escritor e Artista plástico “O Sarney não é um homem comum” Lembra dos fiscais do Sarney? Onde andarão aqueles palhaços que saíram às ruas para fiscalizar preços durante os primeiros dias do Plano Cruzado? Alguns deles compravam papel higiênico e mediam o comprimento do rolo. Caçava-se boi gordo no pasto - e não se achava nenhum. Tempos antigos aqueles, tão antigos quanto às influências de José Sarney e de seu clã nas entranhas da malfadada classe política brasileira. O Brasil, que promoveu o impeachment de um presidente da República, não parece capaz de simplesmente derrubar o mandatário do Senado Federal que, com sua manha de sempre, em pronunciamento a seus pares, e com a cara de pau que lhe é peculiar, lavou as mãos no episódio dos trezentos atos secretos da instituição que preside, ao proclamar, a voz enfática: - “Esta crise não é minha, esta crise é do Senado!” Estamos em outro país, “neste país” do qual, pouco a pouco, se vai olvidando o nome, e no qual os valores éticos vão se transformando por acordos espúrios, a ponto de não mais se distinguir claramente o certo do errado. Estamos acostumados a ver ladrões de galinhas irem parar atrás das grades, enquanto milhões e milhões de reais desviados em passagens que deveriam ter uso oficial, enquanto empreguismo, nepotismo e outros crimes aos cidadãos considerados comuns consistem apenas em práticas triviais do Senado Federal, não sujeitas à ética em seu seio e respaldadas por uma justiça própria. E se tal eventualmente ameace mudar por pressão popular, que fique estabelecido, intramuros: valerá somente daqui para frente. Para Sarney, em particular, o Senado Federal é a extensão do jardim de sua mansão maranhense. Vamos apagar o passado - pretende Sarney -, senador pelo Maranhão e rei do Maranhão, homem “de família bem composta” que, no mando de seu Estado natal, enterrou-o num verdadeiro poço de miséria. Você já foi a São Luiz? Não? Pois bem, então vá!: a cidade é belíssima - mas paupérrima -, as pessoas urinam na rua, os homens ficam às portas das casas, sob a canícula, sem camisa, jogando gamão. É um atraso. É um mundo de indigência. Há em São Luiz um museu à memória de Sarney, em cuja entrada nos deparamos com um busto em sua homenagem, digno, em tamanho físico, de qualquer um daqueles monumentos autoritários que cultuavam a personalidade de ditadores soviéticos que pensavam poder perdurar ad eternum. “O Sarney não é uma pessoa comum” sai em sua defesa o presidente Lula, pródigo em antecipar palavras ao pensamento, lembrando a história do senador brasileiro. É bem verdade. Pessoas comuns somos nós outros. Sarney não é uma pessoa comum. Representa o último bastião do coronelismo, fez fortuna enquanto seu Estado empobrecia, e não hesitou em tirar umas casquinhas, uns aperitivos, umas gorjetas, empregando parentes e amigos daqui e de acolá, um deles residindo na Espanha, sem ao menos colocar os pés na capital brasileira, nem mesmo para receber o contracheque. Não bastoulhe presidir o país, sair de mansinho para que o esquecessem, como fez o Figueiredo, que aliás recusou-se a passar-lhe a faixa presidencial. Não, isso não bastou a José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, seu verdadeiro nome, aquele que talvez tenha um dia de ser usado para que finalmente o esqueçamos. CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO AUXILIADORA - CIDADE BAIXA - MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO E FLORESTA Palácio Piratini - Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Secretaria Estadual de Educação – Depto. Pedagógico - Assessoria de Projetos Especiais para 258 Escolas Estaduais – SMED – para 92 Escolas Municipais - Secretaria Municipal de Cultura - Centro Municipal de Cultura - SETUR - Secr. de Estado do Turismo - Usina do Gasômetro - Teatro da Ospa - Teatro de Câmara - Museu da Comunicação Social - Teatro de Arena - Teatro Bruno Kiefer - Salão de Atos da UFRGS - Assembléia Legislativa - Solar dos Câmara - Theatro São Pedro - Casa de Cultura Mário Quintana - Teatro do SESC - Curso Mauá - Rede Hoteleira - Shopping Praia de Belas - ARI - Ass. Riograndense de Imprensa - Sind.Comp.Musicais do Estado/RS - Academia Kyokushin - Sec. de Cultura do RS - Agências de Publicidade - IOF-Instituto Ortopedia e Fisioterapia - Museu Joaquim José Felizardo - Arte Café - Bazar Londres - Guarida Imóveis - Clínica Menino Deus - AGAPA (Associação Gaúcha de Pintura Artística) - GBOEX Previdência Privada - Confiança Companhia de Seguros - Super Pizza - Espaço Dança e Memória - Instituto Estadual de Cinema (SEDAC) - Secretaria Estadual da Saúde – Cia. das Pizzas - Ótica Andradas - School - Casa dos Óculos - Tia Iara - Líber Livros - 5 à Sec - .com Cyber Café - Gambrinus - Pronto Olhos - Anita Cell - Rede Drogadil - Cachorro do Rosário (Emancipação, Shopping Total e Mariante) – Churrascaria São Rafael Barranco - Livraria Nova Roma - General Rock - Fisk - Bar do Beto - Laboratório Marques Pereira - Mauá - Biblioteca Pública do Estado - Haiti - Ótica Moinhos de Vento - Wow! - DAER - Zil Vídeo - Livraria Vozes - Trianon - Café Arte & Cia - Homeograal - Assistir Escitório de Advocacia - Se Acaso Você Chegasse - Livraria Londres - Banca 43 - Livraria do Mercado e Banca Bang-Bang - Palavraria Livraria-Café - Panificação Copacabana - Bar e Café Pan Americano - Bar Chopp e Restaurante Pacífico - Chopp & Companhia - Copão - Papillon - Sierra Maestra - Restaurante Natural Flor de Maçã - Planet Dog - Escola Arte Educação - Morano - Galeria Arte & Fato - Beiruth - Maomé - Matheus Confeitaria, Buffet e Café - Essência da Fruta – Academia Bio Ativa – Só Portáteis - Cyber Point - Bazar Londres - Print Cópias – Paradouro Pet – Drogabel – FINASA – Porto Pastéis – Roberto Celular – COMUI: Conselho Municipal do Idoso – SIMPA: Sindicato dos Municipários de POA - Lyon Press - Ferragem Bom Fim – Ferragem Igor – Óptica Santo Antônio – Belver Óticas – Brubins Bistrô Cafeteria Congelados – Feito à Mão Café – Café Paris – Centralfarma - Color House - Stratus Celular - Café dos Cataventos – Casa de Ferragens - Corebrás - Café do Porto – Café - Clínica Visão – Restaurante Solle Mio - Café Concerto Mário Quintana - Companhia do Cachorro do Rua da Praia Shopping - Garcias Churrascaria – Garcias Bar - Cachorro Gordo – Clindent – Laboratório Crol – Móveis Masotti – Personalle – Todeschini - LilliPut - Jazz Café – El Viejo Panchos - Le Bistrot - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria – Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua – Sexxxy Butik – Bella Morano – Sulina Grill - La PizzaMia - Churrascaria Laço Aberto - Churrascaria Schneider - Silva & Rossol Advogados Associados - SIJ – Serviço de Informação do Judiciário - Via di Trento - Villa Rústica - Café Correto - Miau da Cabral - Churrascaria Komka - Churrascaria Santo Antônio – Lamb’s – Drogamaster – Tablado Andaluz: Curso de Dança e Restaurante – Copão - Parque Virtual - ABIC - Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural - Consultório Dr. Nilton Alves – Piovesani – Radimagem – Jazz Café – Bar da Bel – Tortaria – LilliPut - Le Bistrot - Café Correto - RD-Assessoria Jurídica - Estocke Off - Centro Médico Rubem Rodrigues - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Ponto de Antiguidades - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria - Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Vinhos Giuliano - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua - Vila Madalena - Chopp Stübel – Casa Elétrica – Advogare – Assessoria Jurídica – Tec Líder - Mac Dinhos - Cachorro do Porto - Castanhas Express - Per Tutti Galeto - Sashiburi - Peppo Cucina - Bom Bocado - Churrascaria Laço Aberto - Baumbach Restaurante – Churrascaria Na Brasa - Miau da Cabral - Xis Moita - Opus - La Chiviteria - Se Acaso Você Chegasse - AGEA - Assoc. Gaúcha de Economiários Aposentados - Cine House - Home Theater Automação Residencial - IOF - Telas Gaudi - Intit. de Ortopedia e Fisioterapia - Sapere Audi!Livros - Clínica Odontológica Dr. Nelson Monteiro - English Consultancy - SAT Aeroporto Internacional Salgado Filho - SAT Mercado Público do Bom Fim - SAT Mercado Público - SAT Usina do Gasômetro - SAT Linha Turismo – Terminal Linha Turismo - SAT Praia de Belas Shoping - SAT Shopping Bourbon Country - SAT Moinhos Shopping – SAT Shopping Total – FAMURS: Federação das Associações de Municípios do RS - Ritter Hotel - Porto Alegre Ritter Hotel – Novotel - Hotel Deville – Hotéis Continental - Everest Hotéis - Harbor Hotéis - Plaza São Rafael - Plaza Porto Alegre – Rede Versare - Hotel Sheraton Porto Alegre Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Por Thamara de Costa Pereira Jornalista Temporada da baleia franca na Praia do Rosa No dia 19 de julho terá início a Temporada 2009 de Observação de Baleias na Praia do Rosa (Imbituba/ SC). O Instituto Baleia Franca, Turismo Vida Sol e Mar e PROA (Pousadas do Rosa Associadas) projetam receber um número recorde de turistas, repetindo o histórico dos últimos anos. Governo do Estado, município, empresários, pesquisadores, hoteleiros e comunidade local apostam nesta modalidade de turismo sustentável que movimenta a economia e estimula a consciência ambiental. Por conta do aumento da demanda, a Turismo Vida Sol e Mar – primeira operadora especializada em observação embarcada de baleias, licenciada pelo IBAMA e reconhecida pela Embratur - está lançando um novo barco para os passeios, com capacidade para 50 passageiros. Com uma bem constituída estrutura de hospedagem e de gastronomia o balneário é uma excelente opção de lazer inclusive no inverno. Confira: Fotos PROA sobe o morro, a Regina Guest House situase em um platô possuindo vista para o mar e para o pôr do sol na serra e Lagoa de Ibiraquera. Diárias para casal, na baixa temporada (exceto feriados) a partir de R$ 100,00. Não cobra taxas. Pousada The Rosebud www.therosebud.com.br - (48) 3355-6101 Debruçada sobre o Morro do Canto Sul, a pousada oferece uma visão privilegiada da baía do Rosa. Por ter um clima muito informal, a The Rosebud é tradicionalmente freqüentada por muitos surfistas. Diárias para casal, na baixa temporada (exceto feriados) a partir de R$ 120,00. Não cobra taxas. Hospedaria das Brisas Ecoresort Vida Sol e Mar www.vidasolemar.com.br - (48) 3355-6111 Composto de 29 chalés e 12 vilas na beira da Praia do Rosa, distribuídos em 5 mil m². Todos localizados entre 50 e 200 metros do mar. Diárias para casal, na baixa temporada (exceto feriados) a partir de R$ 177,00. Não cobra taxas. Hospedaria das Brisas www.hospedariadasbrisas.com.br (48) 3355-6020. Hospedaria das Brisas está estrategicamente localizada - 400 metros da praia. Diárias para casal, na baixa temporada (exceto feriados) a partir de R$ 180,00 + 10% de taxa de serviço. Quinta do Bucanero www.bucanero.com.br - (48) 3355-6056 A pousada conta com 10 apartamentos de 35 m², todos com vista deslumbrante para o mar e para a lagoa. O Clube Bucanero, um espaço especial para relaxar e manter a forma, conta com jacuzzis aquecidas (interna e externa), sauna seca, fitness e sala para massagem. Perfeita para casais, a pousada instalou ar-condicionado Split e TVs de LCD em todas as unidades na última temporada, e os banheiros foram redecorados e estão, também, muito mais amplos e modernos. Julho: diária para casal, exceto feriados: R$ 380,00 + 10% de taxa de serviço. Agosto a novembro: diária para casal, exceto feriados: R$ 430,00 + 10% de taxa de serviço. Regina Guest Hous www.reginagh.com.br - (48) 3355-6247 Localizada a 500 m da praia, no início do Caminho do Rei, charmosa estradinha que Caminho do Rei www.caminhodorei.com.br (48) 3355-6062 Situada no alto do morro, a pousada tem uma privilegiada vista da Praia do Rosa. Possui apenas oito unidades, cada uma com características peculiares: os chalés têm total privacidade, com amplas varandas e redes, proporcionando muita tranqüilidade e sossego. As suítes estão construídas sobre rochedos, que se sobressaem no interior dos quartos. São como vitrines, com seus espaços envidraçados, proporcionando uma visão panorâmica da praia. Diárias para casal, na baixa temporada (exceto feriados) a partir de R$ 200,00. Não cobra taxas. Ilha do Papagai www.papagaio.com.br - (48) 3286-1242. As águas cristalinas da Praia do Sonho, em Palhoça/SC, é onde a Ilha do Papagaio se localiza, com seus 142 mil m² de Mata Atlântica preservada, e exuberante fauna e flora. Bromélias, orquídeas, pássaros, lagartos, trilhas e costões ajudam a compor o cenário deste lugar especial. Diárias para casal, na baixa temporada (exceto feriados) a partir de R$ 484,00 + 9,5% de taxa de serviço. Observação: Reabre em setembro 2009, mas o sistema de reservas está funcionando. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto