Baró Galeria apresenta a exposição individual do português Manuel Caeiro Paralela à individual propõe “P I N C I L A D A”: Coletiva de Pintura Contemporânea // André Andrade, Bruno Baptistelli, Daniel Lannes, Eduardo Srur, Fabio Baroli, Fabiano Gonper Felipe Barbosa, Jorge Menna Barreto, José Spaniol, Luciano Deszo, Luiz Martins, Marcone Moreira, Paulo Whitaker Baró Galeria inaugura no dia 10 de novembro a mostra individual do artista português Manuel Caeiro, com uma seleção de pinturas e esculturas de suas últimas produções. A pesquisa de Manuel Caeiro (Évora, Portugal, 1975) é produto de uma reflexão que abarca várias disciplinas artísticas. Arquitetura, desenho e pintura são confrontadas na construção do espaço, que colocam o espectador não como mero assistente, mas como usufruidor e construtor. Em Caeiro a casa e as suas ramificações ocupam um lugar de destaque. Desde as suas primeiras pesquisas é notória a atenção que o artista confere “aos sinais do fazer e do fazer do tempo. Nos seus trabalhos mais recentes concretizados com estruturas de segurança existentes em canteiros de obras, o artista procura ampliar o seu potencial pictórico e escultórico. O objetivo é a criação de espaços pictoricamente funcionais, que aproximem o espectador, de estruturas arquitetônicas que apelem à contemplação. Em 1999, Caeiro inicia o seu percurso ainda enquanto estudante da escola de Belas Artes de Lisboa. Desde então tem participado em diversas exposições, destacando as individuais “Reconstruction and Rebuilding”, Guimarães, Portugal (2006); “Reconstruyendo el Vacío”, Léon, Espanha (2007); e “Paredes Ocas”, Barcelona, Espanha (2008), e coletivas “Exposição/exhibition Terceira Metade”, MAM Rio de Janeiro (2011), “Surrounding Matta-Clark”, Lisboa, Portugal (2006) e “Parangolé”, fragmentos desde os anos 90 - Brasil, Portugal e Espanha. Caeiro também está presente em feiras internacionais como ARCO Madrid, VOLTA New York, SPARTE São Paulo, Arte Lisboa, e na primeira edição de ARTRIO no passado mês de setembro. No mesmo espaço da galeria, no galpão da rua Barra Funda, serão apresentadas uma seleção de pintura brasileira contemporânea. Com o intuito de mapear as propostas mais recentes da produção artística atual a Baró vem realizando uma série de exposições coletivas: “Arsenal” em 2010 e “20 poucos anos” e “Álbum: coletiva de fotografia contemporânea” em 2011. Com o nome de “Mostra”, essa vez o foco é técnica pictórica, analisando as procuras que desde a abstração até o naturalismo estão surgindo na última década no panorama com obras de artistas de varias gerações: André Andrade, Bruno Baptistelli, Daniel Lannes, Eduardo Srur, Fabio Baroli, Fabiano Gonper Felipe Barbosa, Jorge Menna Barreto, José Spaniol, Luciano Deszo, Luiz Martins, Marcone Moreira, Paulo Whitaker As propostas mais formalistas vem de José Spaniol e Paulo Whitaker, ambos participantes de Bienais de São Paulo, e figuras de grande presença e influência no panorama artístico nacional. Spaniol (São Luiz Gonzaga, RG, 1960) expõe nesta mostra as pinturas que formaram parte de seu projeto para a última Bienal de São Paulo. Usando o mármore como tela, a qualidade do material se revela como uma proposta de um olhar diferente sobre os formatos clássicos da pintura, e por extensão, da intervenção artística. Whitaker (São Paulo, 1958), artista que representou o Brasil na Bienal de São Paulo de 2002, mostra nesta coletiva uma proposta mais objetiva, e a pintura pela pintura . Com um vocabulário de gabaritos e paleta de cor restrita este trabalho se enquadra no discurso formal; além de qualquer metáfora: a formação de planos, a relação de figuras ou a tensão entre o vazio e o cheio. Luiz Martins, (Machacalis, MG, 1970, mora em São Paulo), expõe como primícia uma obra da série que será exibida em Santa Catarina, Goiás, Rio de Janeiro e Belo Horizonte durante 2012 e 2013. Continuando sua linha de trabalho baseado em literatura, nesta ocasião Nietzsche e Saramago, para representar uma simbologia cujo objeto e a escrita na pintura falam de arqueologia e a etnologia do homem. Felipe Barbosa, Eduardo Srur estão ligados a uma linguagem figurativa com um olhar sobre a sociedade atual. Barbosa recolhe em suas pinturas a investigação sobre as falhas dos processos da lógica em nossa vida diária. Através da construção geométrica de imagens simplificadas de objetos comuns (setas, casinhas de pássaros), as pinturas de fortes cores criam novos sistemas de sinalização que transmitem a visao lúdica do artista. Eduardo Srur (São Paulo, 1974), conhecido por seus projetos de intervenção na cidade como ‘Âncora’, no Monumento as Bandeiras; ‘Touro Bandido’, na Cow Parade; ‘Caiaques’, no rio Pinheiros; e ‘Acampamento dos Anjos’, no Hospital da Mulher, na cidade de São Paulo, desenvolve através da pintura uma faceta mais introspectiva de seu trabalho. Na serie “Celestial” retoma desde a abstração com a pincelada pastosa o tema da solidão da viagem. As mais novas propostas estão representadas por Fabio Baroli, Bruno Baptistelli, André Andrade, Luciano Deszo Daniel Lannes e Marcone Moreira. Nos novos óleos de Fábio Baroli, (Uberaba, MG 1981) recorta, reorganiza e une diferentes imagens extraídas de fotos pessoais, álbuns de família, flickr e blogs. Em maior formato e com pincelada vibrante mostra o olhar do voyeaur no âmbito doméstico, espaço que revela ao mesmo tempo estranhamento e perversidade. André Andrade (Rio de Janeiro, 1969), apresenta um trabalho baseado na recepção da imagem interferida, seja pela luz (retratando os reflexos na água) como pela eletricidade (com imagens captadas nas falhas de transmissão de tv). Luciano Deszo procura o confronto com tradução material em pintura de fotografias. Essa tensão entre o artista e a técnica se traduz em perspectivas de parques de diversões que transmitem vertigem e incerteza. Marcone Moreira (Pio XII, MA, 1982) reúne também em sua proposta pictórica suas raízes nordestinas. Sua série “Acúmulos” é uma abstração do desgaste pelo passar do tempo nas superfícies dos utensílios de trabalho da economia informal desenvolvida em sua região. Daniel Lannes, jovem artista carioca que já ocupou o projeto foyer do MAM neste ano, propõe uma releitura dos clichês da pintura brasileira que seguia os conceitos da arte clássica europeia, em uma investigação do mistério existente na imagem da história reconstruída. SERVIÇO – BARÓ GALERIA Rua Barra Funda, 216, Barra Funda – São Paulo (11) 3666-6489 [email protected] www.barogaleria.com.br Inauguração: 10 de novembro de 2011 16:00 as 22:00 horas Exposição: 10 de novembro a 20 de dezembro de 2011 Horário de funcionamento: De terça-feira a sexta-feira, das 11h às 19h; sábados das 11h às 18h. Entrada gratuita IMAGENS Manuel Caeiro Mirror #1, 2010 Acrílica sobre lona 200 x 295 cm (obra selecionada na exposição Terceira Metada, MAM-RJ, 2011) Manuel Caeiro Twins, 2010 Alumínio, acrílica, fios elétricos e neon 300 x 166 x 70 cm Eduardo Srur Celestial #1, 2002 Óleo sobre tela 130 x 190 cm Luciano Deszo Hangten, 2009 Óleo sobre tela 140 x 200 cm Paulo Whitaker Sem título, 2008 Óleo sobre tela 137 x 244 cm