UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE ESTOMATOLOGIA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA DE SANTA CATARINA CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO Á NÍVEL DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE DENTÁRIA UMA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE AS DIFERENTES TÉCNICAS DE MOLDAGEM DE PINOS E NÚCLEOS. UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA MURES SCAPIN ■C, FLORIANÓPOLIS - JULHO 1997 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 1 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 3 2.1 TÉCNICA DIRETA 3 2.1.1 Materiais para Confecção de Pino-Núcleos pela Técnica Direta 3 5 2.1.2 Técnica de Moldagem 8 2.1.3 Moldagem de Núcleos em Canais Divergentes 10 2.2 TÉCNICA INDIRETA 2.2.1 Materiais para Confecção de Pino-Núcleos pela Técnica Indireta 10 10 2.2.1.1 Técnica da Dupla Impressão 11 2.2.1.2 Técnica da Dupla Mistura 2.2.2 Técnica de Moldagem 12 17 2.2.3 Moldagem de Núcleos em Canais Divergentes 21 2.3 TÉCNICA DIRETA - INDIRETA 22 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 25 I. INTRODUÇÃO Dentes destruidos total ou parcialmente, e com tratamento endodiintico, na maioria das vezes não apresentam condições de retenção e estabilidade para os procedimentos restauradores. Núcleos fundidos em metais, não preciosos e semi-preciosos, obtidos através de padrões de cera ou resina acrílica sobre os modelos de gesso ou diretamente sobre os preparos, são utilizados para restituir a porção dentária perdida, suprindo as condições de retenção e estabilidade para o tratamento restaurador a ser realizado posteriormente. Sua porção coronária deverá ser compatível em forma e volume com a futura coroa que se pretende confeccionar, respeitando os princípios biológicos e funcionais que envolvem uma reabilitação bucal. A técnica de moldagem deve visar o completo preenchimento da parte radicular preparada do dente para o recebimento do núcleo, evitando deixar espaço morto entre o núcleo e a guta-percha, que poderá ocasionar a contaminação desta regido por bactérias. Dada a importância de se conseguir total repleção do canal radicular, estudos tem sido feitos para determinar o tipo de material e a técnica que são mais eficientes para preencher este requisito. Neste sentido, o estudo tem por objetivo fazer um levantamento bibliográfico sobre as técnicas de moldagem de núcleos. Espera-se, através do mesmo, oferecer alguma contribuição para o entendimento deste tema para estudantes e profissionais de odontologia. A realização deste trabalho inicialmente originou-se de uma pesquisa bibliográfica, que posteriormente foi inserida em um fichamento. Com base nestas fichas, foi realizado uma revisão de literatura, que possilibitou o desenvolvimento do trabalho, onde houve uma descrição dos fatores que devem ser levados em consideração durante a moldagem de núcleos. Procurou-se seguir uma ordem cronológica no desenvolvimento do trabalho. Dentre as técnicas de moldagem de canais para pinos e núcleos, dividiuse didaticamente em técnica direta, técnica indireta e técnica direta-indireta, As quais serão descritas no decorrer deste trabalho. Este estudo realizado na forma de trabalho monográfico é um requisito para a conclusão do curso de pós-graduação à nível de especialização em prótese dentária realizado na Universidade Federal de Santa Catarina. 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 TÉCNICA DIRETA Feita sobre o dente preparado na boca do paciente utilizando-se cera, resina acrílica ou combinação de cera com acrílico, reforçados internamente por pinos metálicos ou plásticos (broca usada, pino metálico, clips de papel, dente de pente, resina acrílica em bastão, etc). 2.1.1 Materiais para Confecção de Pino Núcleos pela Técnica Direta - Para Shillinburg e Kessler (1987) 12 , 0 uso de resina permite formar um padrão bem adaptado, com o pino bem sólido que pode ser manipulado facilmente sem risco de distorção. Em trabalho analisando moldagem com resina e cera tentando determinar qual o material que apresenta maior capacidade de moldagem do interior dos canais, Carmo e Cols (1995) 3 concluem ser a resina o material de maior precisão. Isto se deve ao fato de que, durante a fase plástica, ela se apresenta com consistência moldável, pastosa e lisa, facilitando a moldagem e após reação de polimerização, não apresenta alteração dimensional. A cera apresenta o maior coeficiente de expansão térmica linear do materiais, segundo Skinner e cols APUD Carmo e cols (1995)3 . Para cada grau de variação de temperatura, as ceras expandem ou contraem mais que qualquer outro material. Na técnica direta o modelo construido A. temperatura bucal (37°) e resfriado a temperatura ambiente (25°), induz a erros devido à alteração dimensional térmica. De acordo com os autores 3 , a moldagem com resina acrílica resulta em peças mais precisas que 4 promovem um total vedamento da região do terço apical do dente, de modo a impedir ou minimizar ao máximo a formação de espaço morto, o que possibilitaria a estagnação de líquidos teciduais nesta regido, oferecendo condições para o alojamento de bactérias. 0 Reembase nos dá uma precisa adaptação do pino no canal, prevenindo a rotação ou deslocamento do mesmo. Em substituição aos dentes de pente, palitos, preguinhos, etc, em 1994 foi lançado no mercado pela "Angelus" produtos odontológicos de Londrina, Paraná, o núcleo jet. 0 inventor deste produto foi o dentista Roberto Queiroz Martins Alcântara. Núcleo jet é um padrão de resina pré-fabricado que visa simplificar a técnica de confecção de núcleos metálicos pela técnica direta, tornando este processo mais rápido, simples e preciso. Ele apresenta-se em duas formas: para dentes anteriores e para pré-molares, ambos nos tamanhos pequeno, médio e grande. Possui um pino cambidvel, isto 6, permite a remoção do pino assim como o deslocamento da parte coronária do núcleo para qualquer direção. 0 pino apresenta configuração compatível para ser encaixado perfeitamente no canal do dente e a parte coronária exatamente a parte externa à raiz. 0 pino, além de afunilado, contém convenientes números de protuberâncias retentoras. Os pinos apresentam três cabeças cooperantes que penetram nos encaixes fêmeas existente nas partes inferiores das partes coronárias. Os pinos tem tamanho pequeno (10mm), médio e grande (13mm). Para os três tamanhos é adotado um diâmetro aproximado de 2mm na base da cabeça que, por sua vez, também poderá ter um dimensionamento igual para os três tamanhos, aproximadamente 2mm de altura por 1,3 de largura ou diâmetro. 5 A técnica segue os mesmos passos: prova do comprimento do pino, reembasamento e ajustes finais. 2.1.2 Técnica de Moldagem Shillinburg e Kessler (1987) 12 descrevem a técnica direta usando duralay com suporte plástico (sprue de resina) em forma de cone de diâmetro e comprimento compatíveis ao canal preparado, com 1 cm para fora do conduto. 0 canal é lubrificado com vaselina em toda sua extensão com broca de peeso enrolada em algodão. 0 pino é adaptado no canal devendo alcançar facilmente o final do preparo radicular. Duralay (monômero e polímero) é misturado em um pote dappen. 0 canal é preenchido completamente com duralay usando um instrumento plástico. O sprue é umedecido no monômero , envolvido com acrílico fluido e finalmente introduzido no canal até tocar o fmal do canal preparado. Todo contra-bisel externo deve estar coberto por acrílico. Resina acrílica é adicionada na parte coronária do padrão tentando dar forma ao núcleo. Quando o acrílico adquire a forma borrachóide, o padrão é removido e reinserido em movimentos de vai-e-vem para prevenir que pequenas retenções dificultem a remoção do padrão após polimerização. O padrão é examinado e pequenas correções podem ser feitas com cera utilidade. É dado forma a parte coronária com brocas e acabamento com discos de lixa. Um acabamento final deve ser feito com broca cônica não dentada do tipo fissurada lisa. importante completar o preparo em acrílico porque torna-se dificil desgastar metais, principalmente os não preciosos à base de níquel-cromo. 6 Allan e Foreman (1989) 2 descrevem a técnica de moldagem do conduto com cera. E selecionado um "conduto" de alimentação cónico, que atinge a extensão total da raiz preparada. Este instrumento tem duplo papel, de conduto de alimentação e de apoio para a cera no canal radicular. 0 canal é umedecido. A extremidade de um bastão de cera de incrustação azul é amolecida e dado forma de cone à cera e após introduzida no canal. A cera é deixada até o nível da margem incisal. 0 conduto de alimentação é aquecido em um bico de Bunsen segurando-o com os dedos para protegê-lo do superaquecimento. 0 conduto de alimentação aquecido é inserido na cera até a extremidade do preparo. Quando ele tiver esfriado, é dado a forma ao núcleo. 0 conduto de alimentação é removido com a cera aderida. Nesta técnica a face palatina é esculpida comparando-a com os dentes adjacentes, pois o conduto de alimentação interfere na oclusão. Segundo Manieri (1994) 6 , "Quando o núcleo tiver coroa volumosa desgasta-se o centro de sua face oclusa!, a fim de diminuir o peso do mesmo. Após a fundição, preenche-se a porção desgastada com cimento fosfato de zinco ou acrílico". Gonthier, Behin e Dupas (1996)4 descrevem um método de confecção do núcleo usando duas consistências de resina acrílica, o que segundo os autores permitiria o aumento da precisão, redução do tempo de construção e menores correções finais. Neste método, a preparação e o pino são cobertos com uma resina fluida pela técnica do pincel. 0 núcleo é construido com uma resina mais consistente (pattern resin) usando uma seringa de moldagem (hawe) com movimento espiral. dado forma 5. resina antes da polimerização com instrumento manual como um explorador de ponta reta ou uma sonda periodontal. 7 A reconstrução é moldada e alisada com resina fluida e espátula pequena e depois de polimerizada desenvolvida a forma final com brocas e discos. Problemas associados com a fabricação de núcleos metálicos fundidos com resina autopolimerizavel pela técnica do pincel incluem inclusão de bolhas de ar no padrão, trancamento do padrão dentro do canal preparado e fratura da resina durante a remoção do padrão. Ainda, o uso da resina quimicamente ativada consome bastante tempo, devido ao tempo requerido para a polimerizaçâo da resina. Em trabalho de Rosenstiel e Cols (1997) 10, os autores descrevem uma técnica de moldagem de núcleo com uma resina termoplástica. Nesta técnica esta incorporado um plástico especial de suporte e uma resina termoplástica podendo ser adaptada para a técnica direta como para a indireta. 0 sistema consiste em um bastão plástico de suporte, o qual é adaptado na preparação para núcleo e após cortado até que fique de 1,5 à 2mm acima da linha oclusal. 0 canal é lubrificado com vaselina com uma sonda periodontal. Uma resina termoplástica é aquecida acima da chama até que fique transparente, ou aquecida em baixa temperatura com um aparelho borrachoide (Thermogrip, Black and Decker inc, Hunt Valley, Md). 0 aparelho borrachoide usado foi modificado para acomodar-se no pequeno diâmetro da resina termoplástica. Uma pequena quantidade de resina é aplicada no término apical do bastão, cobrindo 2/3 do comprimento previsto para o padrão do núcleo , O bastão é inserido rapidamente na preparação radicular. Após 5 à 10 segundos é tirado e inspecionado. Pequenas projeções além do canal podem ser removidas com bisturi. Na técnica direta, a fabricação da parte coronária é realizada com resina autopolimerizável (duralay), com a técnica do pincel. 8 Na técnica indireta, o canal é vazado de maneira convencional e o padrão é moldado. 0 pino é ensopado em água quente para remover o padrão. padrão é reinserido e o enceramento da parte coronária é feito. Segundo os autores l° , esta técnica tem como vantagem o baixo custo e o pequeno tempo requerido para fabricação dos padrões de núcleo. 0 tempo necessário para a plastificação e a solidificação da resina termoplástica é de aproximadamente 1 minuto. A resina flui bem quando está no estado fundido, moldando adequadamente o preparo. 0 núcleo 6, muitas vezes, liso, polido e livre de nódulos, propiciando um assentamento completo. 0 material termoplástico é elástico o bastante para ser removido de pequenas irregularidades do canal preparado. Quando na inspeção visual forem notados pequenos cortes ou irregularidades que tem resistência suficiente para ser removido do canal, as mesmas podem ser removidas facilmente com uma lamina de bisturi. Na técnica direta os autores recomendam que o excesso de material termoplástico se estenda para além das margens da parte coronária e esta removida com uma lamina de bisturi depois da parte coronária pronta. A resina termoplástica não pode ser aparada com brocas de alta rotação. Os contornos da parte coronária são finalizados com a peça de mão. 2.1.3 Moldagem de Núcleos em Canais Divergentes Said (1985)" descreve um método de fundição com impressão direta de pino-núcleo para canais divergentes usando o sistema Para-post e resina acrilica dur4lay. 0 sistema Para-post consiste de um quite de instrumentos com cinco tanimhos: 0,036 (marrom), 0,040 (amarelo), 0,050 (vermelho), 0,060 (preto) e 0,070 (verde). Cada tamanho de broca tem correspondente cinco pinos plásticos, de alumínio, aço inoxidável e ouro. Há dois tipos de pinos plásticos: moldado (liso) e fundido (dentado com orificio). Os pinos são cilíndricos, com paredes paralelas para proporcionar boa retenção e assentamento. Os canais e a câmara são lubrificados. Os pinos plásticos lisos apropriados são colocados em cada canal preparado. Um dos canais é escolhido como principal e como trajetória de inserção do pino núcleo, de preferência o mais amplo. Neste, o pino plástico liso é substituído por um pino plástico dentado do mesmo diâmetro. Duralay é aplicado em torno dos pinos. A parte coronária do núcleo é completada, os pinos plásticos lisos são removidos com um alicate. 0 núcleo é ajustado com broca carbide ou brocas diamantadas. O núcleo é removido pela rota de inserção determinada pelo pino plástico ou metálico unido ao núcleo. A passagem através dele é avaliada com broca apropriapia para certificar que um alargamento apropriado existe. Bastões de grafite, níquel-cromo ou aço de tamanho apropriado são inseridos em cada passagem do núcleo para previnir seu fechamento durante a fundição. Depois de fundido, o de grafite é removido com broca apropriada. 0 de níquel-cromo ou aço podem ser removidos pela dissolução em acido nítrico por três a cinco minutos. O núcleo fundido é então ajustado no dente preparado e os pinos de ouro ou aço apropriados são colocados substituindo os plásticos. 0 assentamento dos pinos e núcleos são verificados com RX. Os pinos acessórios são desgastados ao nível da face oclusal do núcleo com discos ou brocas. 2.2 TÉCNICA INDIRETA a confecção de núcleos a partir de um modelo de dente preparado. Tem a vantagem de economia de tempo de cadeira do dentista e do paciente, sendo que outra pessoa pode confeccionar o núcleo, além de ser especialmente útil para pacientes que requerem pinos múltiplos no mesmo arco, que possibilitaria um maior paralelismo dos núcleos. 2.2.1 Materiais para Confecção de Pino Núcleos pela Técnica Indireta - Os elastômetros de consistência fluida são os mais fáceis de manipular. Segundo Allan e Foreman (1989) 2, "Os materiais de silicone não são tão adequados quanto os de polissulfetos, devido a resistência à ruptura". Pode-se usar a moldagem de duas maneiras: técnica da dupla impressão e a técnica de dupla mistura. 2.2.1.1 Técnica da Dupla Impressão Manieri (1994) 6 descreve a técnica usando silicona de adição (Vinil Polysioxane). Primeiramente é feito uma moldagem de todo arco, já com os condutos preparados, com a silicona densa, deixando-a endurecer sem pressão. Após, a impressão é retirada e secada. As bordas , espaços interproximais e parte do dente preparado são removidos. São feitos entalhes na impressão para escoamento do material na segunda moldagem. aplicado, então, adesivo nos "clips" preparados com um comprimento maior que os condutos . Na extremidade oclusal do mesmo são feitas retenções com godiva. Com uma broca lentulo, a silicona de consistência fluida ou média é levada ao conduto em baixa rotação. Com o mesmo material é envolvido os "clips" colocando-os nos seus respectivos condutos. Com uma seringa carregada o mesmo material é aplicado nas Areas circundantes ao canal em uma camada uniforme e fina sobre toda a impressão anteriormente feita. A moldagem então é novamente introduzida na boca. 0 tempo de mistura não deve ser superior a 30 segundos e o tempo de introdução da impressão deverá ser de no máximo 1 minuto. A impressão é removida e analisada. 2.2.1.2 Técnica da Dupla Mistura Nesta técnica, descrita por Manieri (1994) 6, é usado silicona de condensação densa média ou densa e uma silicona de condensação média ao mesmo tempo. A silicona média é colocada em uma seringa e na lentulo e introduzida no canal e no dente preparado deixando o bico da seringa submerso no material de moldagem para evitar falhas durante a aplicação. Os -clips" preparados para os condutos, já aplicado adesivo, são introduzidos ao mesmo tempo. 12 A silicona densa média ou densa é levada sobre os preparos em moldeira individual perfurada e com adesivo. A moldagem deve ser mantida sem pressão até o endurecimento final. Miranda e Cols (1994) 7 citam materiais que podem ser usados em uma dupla moldagem como: coltoflax-coltex (Coltene), optosil NF-xantopren (Bayer-dental), material de moldagem à base de silicone polimerizado por condensação (3M), mirror (Kerr) e extrude (Kerr). Os autores 7 preconizam a não lubrificação com vaselina ou nujol, porque o fato da lavagem do canal com EDTA seguida de hipoclorito de sódio A 1%, altemadamente por aproximadamente 10 minutos antes da moldagem, para eliminar o magma dentindrio, inviabiliza a lubrificação. 2.2.2 Técnica de Moldagem Shillinburg e Kessler ( 1987) 13 descrevem uma técnica indireta de moldagem de núcleos usando silicona em seringa. A moldagem é feita injetando material de impressão dentro do canal usando broca lentulo. A impressão é reforçada com pino plástico, clips de papel, arame ortodôntico, sprue plástico ou instrumental de canal colocado no interior do canal. Estes dispositivos reforçam o material de impressão e também auxiliam durante o vazamento do gesso e de sua separação. Um adesivo é aplicado sobre este dispositivo e com espátula é passado o material de impressão em toda sua extensão. t introduzido então no canal certificando-se que o mesmo penetrou até o fundo do canal preparado. 13 Em geral é desaconselhável remover a moldagem do canal para verificar os vácuos em sua superficie, pois frequentemente é impossível recolocá-la em sua profundidade total. A moldeira é colocada e estabilizada em posição até polimerização do material. Pequenas bolhas podem ser preenchidas com cera utilidade. Bolhas grandes requerem repetição da moldagem. Usando um modelo de trabalho total é feito um troquei removível do dente a ser restaurado. A parte radicular do troquei é lubrificada com lubrificante para troquei e uma cera macia em fio de calibre 12 é usada dentro do canal para formar o pino. Com um bisturi é cortado o excesso do sprue rente com a parte coronária da entrada do canal. Um pedaço de clips aquecido é introduzido até o fundo do canal e deverá permanecer nesta posição até o clips esfriar e a cera solidificar. Com movimentos suaves, o clips com a cera é removido e reinserido no canal várias vezes. Com uma cera azul regular é construido a parte coronária do núcleo. Prossegue-se, então, com as etapas normais de fundição, sendo o clips removido antes de levar o anel ao forno. Trebilock e Evans (1991) 14 descrevem uma técnica indireta usando polivinil siloxano, onde indicam o uso de fio retrator posicionado ao redor dos dentes antes da moldagem para acesso As margens durante o enceramento. Após é realizado a moldagem com material de baixa viscosidade (Mirror 3 extrude-Kerr) e assentamento subsequente dos sprues plásticos. Após o material tomar presa, as impressões são removidas individualmente e inspecionadas antes da moldagem com o material pesado. Isto dará condições de repetir as imperfeições, caso elas ocorram. 0 material deverá ficar confinado ao canal e a câmara pulpar. 0 pino plástico é cortado com espátula de cera 7 aquecida A 3 a 4 mm acima do remanescente dental. Biblioteca Universitária UFSC 14 aplicado adesivo de polivinil siloxano (Mirror 3 Adhesive-Kerr) na porção remanescente do pino plástico, removido o fio retrator e aplicado polivinil siloxano de baixa viscosidade ao redor dos dentes e dentro da câmara pulpar removendo as porções remanescentes dos pinos plásticos. Os pinos plásticos e as impressões são removidas dos canais com materiais de impressão de média viscosidade (Mirror 3 extrude medium viscosity-Kerr) através de uma moldagem. 0 excesso de material de impressão é recortado nas regiões vestibulares da moldeira. 0 molde é vazado com gesso pedra extra-duro . Após presa, o modelo é recortado, assegurando espaço para colocação do pino (pindex) nos troquéis individuais, sem penetrar no espaço do pino. Os troquéis são secccionados e recortados. A linha de acabamento do final do bisel reverso é marcada com lapis de cera vermelho. Lubrificante para troquel é aplicado e adaptado um pino plástico envolvido em cera pegajosa aquecida no espaço do canal. É acrescentado cera ao núcleo e moldado. 0 núcleo é então fundido. Manieri (1994)6 descreve uma técnica indireta usando moldagem corn mercaptana (leve e pesada) e alginato em moldeira individual de acrílico. A moldeira individual é confeccionada da seguinte forma: alivio com cera rosa (2 a 3mm) em todo dente preparado e nos dentes vizinhos contíguos, com exceção da area marginal mesial ao dente anterior ao que sera moldado e marginal distal do dente posterior ao mesmo, que servirão como paradas para evitar compressão do material de moldagem. 0 alivio em cera deve ser de 6 a 7mm no sentido ocluso-gengival apartir da margem livre da gengiva. Quando não houver dentes vizinhos, os apoios podem ser localizados sobre o rebordo alveolar. É feita uma muralha com cera em toda periferia do alivio para conter o extravazamento de resina acrílica, deixando 15 um espaço de 2 a 3mm entre o alivio e a muralha para dar selamento a moldeira. A área é isolada com isolante de acrílico. É colocado resina autopolimerizavel em toda região de alivio e nas regiões de apoio com espessura de mais ou menos 3mm. Após a polimerização é dado o acabamento com pedra montada e discos de lixa. Um fio ortodóntico um pouco mais comprido que o conduto é selecionado, e é feito uma retenção na extremidade oclusal do pino com godiva. Passa-se adesivo de mercaptana nele e na moldeira individual. Uma lentulo é usada para levar o material leve para os condutos. Os fios, também envolvidos no mesmo material, são colocados nos seus respectivos condutos. t realizada a moldagem da coroa remanescente preparada com material leve levado em seringa, envolvendo totalmente os fios ortodónticos. A moldeira individual carregada com material pesado é levada em posição complementando a moldagem. Após a polimerização do material, uma moldagem de todo arco com alginato em moldeira Vemes é feita para remover a primeira moldagem. Vazamento subsequente do gesso e demais passos para montagem em articulador são realizados. Miranda (l994) 7 usa espinhos de laranjeira como suporte intracanal da moldagem em função de sua forma cónica, sendo compatíveis com a forma das raizes e dos canais preparados. Inicialmente realizada uma moldagem com material pesado, com os suportes intracanais em posição. Com uma broca lentulo número 5 ou 6 cortada pela metade para reduzir a flexibilidade de sua parte ativa, o material de moldagem leve é levado ao interior dos canais. A velocidade do micromotor nesta etapa deve ser mais alta do que no preparo dos canais para favorecer a introdução rápida dos 16 materiais nos canais. A broca deve ser removida do canal ainda com o motor acionado. 0 molde preliminar com material pesado e os suportes intracanais é preenchido com o material leve restante e reassentado sobre os preparos. 0 reassentamento só é possível quando houver paralelismo entre os canais. A contaminação dos canais com saliva antes, durante e após o procedimento de moldagem deve ser evitada. Um selamento duplo do canal após o preparo utilizando um curativo com paramonoclorofenol canforado é utilizado enquanto a confecção laboratorial do núcleo metálico fundido é aguardada. Em trabalho realizado por Robert Von Krammer (1996) 5 o autor usa o método indireto no qual os padrões de resina são fabricados num modelo elástico, tendo em vista que a resina ou a cera escoam mais facilmente neste tipo de material e sua remoção é extremamente facilitada quando comparada a um modelo de gesso. A técnica baseia-se em uma moldagem inicial dos arcos incluindo os canais preparados com material elastomérico. A área correspondente ao dente tratado endodonticamente é delimitada com uma pasta modeladora (artelina). Sobre este molde é fabricado um modelo flexível de hidrocolóide reversível ou irreversível. São incorporados elementos retentivos na base do modelo antes que complete a geleificação e após é feita uma pequena plataforma em gesso, que além de auxiliar na estabilidade para confecção dos núcleos, auxilia a remoção do modelo. Um fio de nylon com diâmetro menor do canal e com 1 Omm mais longo que o pino pretendido é selecionado para cada pino. Metade do filamento é asperado com disco de lixa de granulação média e as extremidades arredondadas. 17 0 autor usa resina acrílica com mais monômero do que o recomendado para confecção dos núcleos, o que causará maior contração de polimerização, que será benéfica para compensar a contração de polimerização do material hidrocolóide. O monômero é colocado nas paredes do canal com urn pincel longo e fino, e o canal é preenchido com resina usando vibrador. Imediatamente após a inserção da resina no canal é introduzido o fio de nylon com movimento de sobe e desce. Esperar o endurecimento da resina. É acrescentado resina acrílica até mais ou menos 6mm do fio que sai do canal. Um segundo modelo de gesso é feito sobre o modelo inicial, onde é aplicado em agente de cobertura (die hardner), especialmente dentro do canal. Pontas de papel absorvente são usadas para evitar empoçamento do endurecedor de troquel. 0 endurecedor irá proteger o gesso e prevenir a absorção do material indicador durante o ajuste do padrão. A parte radicular do padrão é recoberta corn indicador (giz de carbonato de sódio em álcool), e introduzido no canal ajustado até assentamento da peça sem pressão. Os padrões para núcleos são acabados e fundidos. Este método, segundo Robert Von Krammer (1996) 5, permite a remoção de interferência no assentamento dos padrões de resina no laboratório, poupa tempo de cadeira e é especialmente útil quando múltiplos pinos devem ser fabricados no mesmo arco. 0 sistema é eficiente, descomplicado e requer materiais disponíveis e baratos. 2.2.3 Moldagem de Núcleos em Canais Divergentes Em canais divergentes, Miranda e cols (1994) 8 descrevem uma técnica de moldagem onde os suportes intracanais (espinhos de laranjeira) são 18 removidos da moldagem inicial e identificados para o futuro reassentamento na segunda etapa de moldagem. 0 primeiro molde é ligeiramente ampliado no local ocupado por eles. Ao ser levado o material leve com lentulo nos canais e na moldeira, os suportes são recolocados em suas devidas posições nos canais e prossegue-se então a segunda moldagem. 0 molde é vazado com gesso extra-duro (Durone-Dentsply). Quando os canais radiculares não apresentam paralelismo, a confecção do núcleo poderá ser realizado com encaixe de semiprecisdo (núcleos bipartidos) ou em forma de bloco único transpassado por um pino. Com encaixes de semiprecisdo é confeccionado em duas secções, cuja a adaptação é feita através de encaixe. Podem ser indicados para pré-molares, molares superiores e para molares inferiores. Em forma de bloco único transpassado por um pino, a abertura poderá ser dirigida a qualquer canal preparado do dente. 0 sistema de encaixe de semiprecisdo, pode ser feito de várias maneiras, sendo que as mais usadas são: sulco no sentido vestíbulo -lingual, cauda de andorinha e sulco no sentido ocluso-gengival. 0 encaixe de semiprecisdo é feito preparando um bastão de resina para cada conduto. Um dos condutos é preenchido com resina e o bastão como no método convencional , recobrindo também uma parte da coroa. Ao polimerizar é dado a forma desejada a esta primeira parte do núcleo reconstruindo faces laterais e oclusais. A face que entrará em contato com a segunda parte do núcleo deve ser paralela ao outro conduto a ser moldado. Da região mediana desta face oclusal desgasta-se uma quantidade de acrílico de modo a permitir a formação de urn degrau, deixando expulsivo para oclusal. Com uma broca cone invertido número 35 é feito um sulco em toda extensão do degrau no sentido ocluso-gengival. E lubrificado a face do primeiro núcleo que vai entrar em contato com o segundo. 19 É feito o preenchimento do segundo conduto complementando a configuração da parte coronária restante. Manieri (1994) 6preconiza a fundição do primeiro núcleo, adaptando ao conduto e adaptando o segundo núcleo (em acrílico) à peça fundida. A segunda peça então é fundida e ajustada ao modelo e os dois no dente do paciente.A cimentação destes núcleos deverá ser conjunta. Na cimentação isolada existe a possibilidade das estruturas metálicas não se adaptarem corretamente. Miranda e Cols (1997) 9 descrevem uma técnica de moldagem para confecção de núcleo metálico fundido tri-partido com uso de espinhos de laranjeira. Após o preparo dos canais radiculares é realizado a seleção dos suportes intracanais e, em seguida, a primeira moldagem com material pesado (Coltoflax-Coltene). t realizado a moldagem dos canais com material leve (ColtexColtene) em duas etapas. Na primeira etapa é preparada uma pequena porção de material leve e com auxilio de uma broca lentulo é preenchido os canais, evitando que o material invada a regido cervical do preparo. Os suportes intracanais são inseridos, então, no interior dos canais sobre o material leve e aguardado presa deste material. Enquanto é aguardado a tomada de presa, o molde com o material pesado é preparado para a segunda etapa de moldagem com o material leve. 0 molde é aliviado para dar espaço as porções externas dos suportes e da retenção em resina acrílica autopolimerizável que será. confeccionada. Após a presa do material leve é confeccionado uma retenção sobre as porções externas do suporte, unindo-os com resina acrílica (Resinlay on Duralay). Esta união com a resina favorecerá a remoção do molde e evitará possíveis distorções entre os elementos de suporte. Ao polimerizar a resina, é preparada uma nova quantidade do material leve, distribuído no molde preliminar e levado sobre o conjunto material de 20 moldagem intracanal mais elementos de suporte mais retenção de acrílico. E aguardado a presa do material para posterior remoção do molde. Após os procedimentos laboratoriais para obtenção do modelo, é realizado o enceramento do núcleo, iniciando pela secção correspondente ao canal da raiz palatina. Uma canaleta oclusal é feita para adaptar futuramente a outra secção a ser esculpida e fundida. Esta parte esculpida é então fundida e usinada. A secção para a raiz mesiovestibular é então esculpida sobre a secção da raiz palatina previamente fundida. Nesta é realizada uma abertura oclusal idealizada para receber o pino que será alojado no canal da raiz distovestibular. A abertura oclusal é esculpida na cera por escavação e corrigida após a fundição, com brocas carbide. E mantido uma porção extracoronária da parte do pino da raiz distovestibular para favorecer os procedimentos de prova e cimentação. Após o procedimento de cimentação dos pinos que deverá ser conjunta, é eliminada a porção extracorondria do pino com uma broca carbide. 2.3 TÉCNICA DIRETA - INDIRETA Nesta técnica, tanto o uso da moldagem indireta como a direta são usadas simultaneamente. A parte radicular é moldada diretamente sobre o dente, usando acrílico duralay e um pino plástico. Uma vez moldado o canal é feito pequenas retenções no plástico e é moldado toda arcada com material de impressão em moldeira de estoque ou individual em acrílico. Ao retirar o molde, a parte radicular fica aderida onde teremos uma única peça. A parte radicular é lubrificada antes de vazar o gesso para aproveitar a parte radicular em acrílico na confecção indireta de todo o núcleo. Após, é realizado a confecção da parte coronária do núcleo sobre o modelo de gesso. Com isso, tem-se a vantagem da técnica direta de moldagem do conduto, que permite maior precisão de detalhes e menores chances de erros no resultado final da moldagem do interior do conduto. Ainda, com a confecção da parte coronária do núcleo indiretamente, permite a utilização de um paralelômetro e uma certeza maior de paralelismo entre os pilares de múltiplos dentes preparados simultaneamente. Com o uso da resina termoplástica citada em trabalho por Rosenstiel e Cols (1997) I° esta técnica facilita ainda mais a moldagem intracanal, e possibilita também a confecção da parte coronária pela técnica indireta, possibilitando desfrutar das vantagens que a mesma oferece. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS A precisão do núcleo dentro do canal radicular preparado 6, sem sombra de dúvidas, um requisito muito importante para o sucesso de um trabalho protético. A repleção total do canal radicular evita espaços mortos deixados entre o núcleo e a guta-percha, que possibilitaria a estagnação de líquidos nesta regido, oferecendo condições para o alojamento de bactérias. Para atingir tal requisito uma moldagem adequada é imprescindível. De acordo com os autores pesquisados 3 • 12,o uso de resina acrilica para confecção dos padrões para pino ou núcleos permite formar padrão melhor adaptado do que os confeccionados com cera, podendo ser manipulado facilmente sem risco de distorção e não apresentando tanta alteração dimensional após a polimerização quanto a cera. 0 aprimoramento de materiais que visam simplificar e agilizar esta técnica tem-se tornado visível. O núcleo jet é um dos exemplos que agiliza sobremaneira o trabalho do profissional, inclusive com várias vantagens técnicas e protéticas, ou seja, permite redução substancial do tempo nos procedimentos para obtenção de núcleo metálico, eliminando aquele desgaste do profissional e do paciente, como também é utilizado uma menor quantidade de resina fluida, inclusive aquele trabalho de esculpir a parte coronária também é agilizado. As diversas técnicas relatadas neste trabalho tem por objetivo agilizar e facilitar o trabalho de moldagem, copiando fielmente o preparo e obtenção de padrões melhor adaptados. 0 uso de resina termoplástica parece ser uma vantagem muito expressiva na confecção destes padrões, vindo a diminuir sensivelmente os 23 problemas de moldagem com resina autopolimeralizável, como a inclusão de bolhas de ar e o tempo necessário para polimerização da resina. A moldagem de núcleos em canais divergentes é uma das técnicas de maior dificuldade encontradas pelos profissionais. 0 sistema Para-post descrito por Said (1985) 11 facilitou este procedimento, embora ainda muito dos recursos destas novas técnicas não se encontrem disponíveis ou não são conhecidos pela grande maioria dos profissionais. A moldagem pela técnica indireta mostrou diversas vantagens como a economia de tempo de cadeira do dentista e do paciente e a agilidade na confecção de núcleos múltiplos em um mesmo arco, possibilitando também o maior paralelismo dos mesmos. Apesar destas vantagens, muitas vezes encontra-se dificuldade com essa técnica, pois a confecção do padrão em cera ou resina no modelo de gesso nem sempre é uma tarefa fácil, dependendo da espessura do padrão a ser confeccionado. 0 gesso dificulta o escoamento da cera e grande parte dos preparos não são copiados pela cera ou a mesma fica retida no interior do conduto radicular. No trabalho de Robert Von Krammer (1996) 5 este problema é eliminado, pois o padrão é fabricado sobre um modelo elástico, onde o escoamento da resina ou da cera neste tipo de material é facilitado. 0 sistema apresentado é eficiente, descomplicado e com metais acessíveis e baratos , porém necessita de grande habilidade e atenção do protético, porque, por ser um material flexivel, qualquer pressão exagerada na confecção do mesmo causará deformação do padrão. Na moldagem de dentes com canais divergentes, a técnica indireta também apresenta mais vantagem, sendo indicada pela maioria dos autores 24 pesquisados. Manieri (1994) 6 preconiza a fundição do primeiro núcleo antes de confeccionar o segundo núcleo em núcleos bipartidos. Isto promoverá maior ajuste das peças com melhor adaptação entre elas e o dente preparado. Miranda (1997) 8 relatou o uso de espinhos de laranjeira como suporte intracanal do material de moldagem. 0 autor justifica esta escolha por ser este dispositivo de forma cônica compatível com a forma das raizes e dos canais preparados. Trebilcock e Evans (1991) 14 indicam a remoção individual das impressões dos canais após a realização da primeira moldagem corn o material de baixa viscosidade para inspecioná-las antes da segunda moldagem. Esta técnica didaticamente parece ser conveniente, pois possibilitaria correção antes da moldagem final, e ao realizar-se antes, ter certeza de um conjunto sem erros de moldagem. Shillinburg e Kessler (1987) 13 , entretanto contraindicam esta atitude, relatando a dificuldade de recolocar a moldagem em sua profundidade total pela flexibilidade do material. De acordo com a bibliografia pesquisada, conclui-se que as diferentes técnicas de moldagem dos preparos intracanais para confecção de padrões para pinos e núcleos visam o completo preenchimento do canal preparado com o material de moldagem. A maneira de como conseguir este resultado vai depender do tipo de material usado e da adaptação do profissional a cada técnica. De nada adianta o profissional moldar adequadamente o preparo na técnica indireta se o protético não confeccionar adequadamente o padrão. 0 importante é obter como resultado final um pino ou núcleo que preencha os requisitos de um trabalho protético dentro das características desejáveis citadas no decorrer deste trabalho. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. ALCANTARA, R.Q.M.; Separata, Kit de Núcleos de resina pré-fabricado utilizado na obtenção de núcleo metálico para fixação de coroas dentirias,IN : Requerimento ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Londrina, p. 3-6, 1994. 2. ALLAN,D.N.; FOREMAN,P.C. Coroas retidas com pinos,_IN : Coroas e próteses parciais fixas : Um manual ilustrado. São Paulo, Livraria e Editora Santos, p. 11-34, 1989. 3. CARMO,M.R. da C.; FRANCIOZI, M. A.; RUELA, A .C. DE 0 .; ROCHA, M.B. Modelagem de núcleo em prótese fixa, IN : Revista Brasileira de Odontologia. ABO, Seção Rio de Janeiro, Vol. LII, n° 5, p 40-41, set/out 1995. 4. GONTHIER, S.; BEHIN, P.; DUPAS, P.H. Fazendo um pino ou núcleo em menos de 15 minutos. IN : J. Prosthet Dent. St. Louis, USA, Vol. 76, n° 1, p. 102-103, jun 1996. 5. KRAMMER, Robert Von. _Um método que poupa tempo na fabricação indireta de núcleos e pinos fundidos. IN : J. Prosthet Dent. St. Louis, USA, Vol. 76, n° 2, p. 209-211, Ago 1996. 6. MANIERI, Ezio Teseo. Núcleos. IN : Prótese Fixa. Porto Alegre. Inodon Editora, p 79-91, 1994. 8. MIRANDA, C.C.; UMBRIA, E.M.G.; OLIVEIRA, V.F. _Procedimentos para o preparo de canais em dentes bi e trirradiculares - Método indireto. IN : Atlas da reabilitação bucal : Núcleos metálicos. 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TREBILCOCK, Charles E.; EVANS, Douglas B. Uma técnica de impressão em dois passos para fabricação indireta de troquéis e núcleos duplos. IN : J. Prosthet Dent. St. Louis, USA, Vol. 66, n° 4, p. 422-425, Out 1991.