23/08/2013
PROCESSOS
PSICOLÓGICOS
BÁSICOS
Aula 3 – Percepção
CURSO: Psicologia
SÉRIE: 2º Semestre
CARGA HORÁRIA SEMANAL: 3 horas
CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 horas
SENSAÇÃO
PERCEPÇÃO
Detecção da energia física do
ambiente e codificação em
sinais neurais
Seleção organização e
interpretação das sensações
Processamento do tipo inferior ou
ascendente (bottom-up)
Processamento do tipo superior
ou descendente (top-down)
Sensação e percepção combinam-se em um processo contínuo
Nós construímos percepções utilizando tanto as sensações provenientes
do processamento bottom-up quanto de nossas experiências e
expectativas provenientes do processamento top-down
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Atenção seletiva
• Em um dado momento nós focalizamos nossa consciência em apenas um
aspecto limitado da totalidade de nossa experiência
• Só é possível ver uma interpretação de cada vez
• Qualquer coisa que chame a sua atenção receberá sua atenção por inteiro
Exemplos:
atentar para uma voz em meio a muitas;
falar ao celular enquanto dirige;
cegueira para mudança
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CAPTAÇÃO VISUAL
• Somos seres visuais. Há a preeminência da visão entre os nossos sentidos. A
visão capta os nossos sentidos.
• O cérebro contém regras para a construção de percepções. Nossa mente
estrutura a informação que chega até nós de vários modos demonstráveis.
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ORGANIZAÇÃO PERCEPTIVA
Percepção da forma
 Figura e fundo
 Agrupamento
• Proximidade
• Semelhança
• Continuidade
• Ligação
• Fechamento
Percepção de movimento
 Movimento estroboscópico
Percepção de profundidade
 Indicadores Binoculares
• Disparidade retiniana
• Convergência
 Indicadores Monoculares
• Tamanho relativo
• Interposição
• Claridade relativa
• Gradiente de textura
• Altura relativa
• Movimento relativo
• Perspectiva linear
 Fenômeno Phi
Nós estamos constantemente
filtrando informações sensoriais e
inferindo percepções de modo que
façam sentido pra nós
GESTALT – termo alemão que
significa forma ou totalidade
O todo é mais do que a
soma das suas partes
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PERCEPÇÃO DA FORMA
Figura e Fundo
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Agrupamento
Fechamento
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Fechamento (ou closura)
PERCEPÇÃO DE PROFUNDIDADE
A maturação biológica predispõe nossa
precaução contra alturas e a experiência
a amplifica.
Penhasco Visual
Bebês de 6 a 14 meses, ao alcançar a
mobilidade, possuem a competência
perceptiva que precisam.
Gibson e Walk (1960)
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Indicadores Binoculares de Profundidade
• Disparidade Retiniana: comparação
entre as imagens projetadas em cada
retina
Exemplos: Filmes em 3D; imagens de
estereograma
• Convergência: indicador
neuromuscular gerado pela curva
interior maior dos olhos para quando
estes vêem um objeto próximo
Mantenha os dedos indicadores cerca de
12,5cm a frente de seus olhos deixando
um intervalo de 1cm entre as suas pontas.
Olhe para além deles e observe o estranho
resultado. Mova seus dedos para mais
longe e a disparidade retiniana diminuirá.
Indicadores Monoculares de Profundidade
• Tamanho relativo
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Indicadores Monoculares de Profundidade
• Interposição
Indicadores Monoculares de
Profundidade
• Gradiente de textura
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Indicadores Monoculares de Profundidade
• Altura relativa
Altura relativa
Percebemos os objetos mais altos em
nossos campos de visão como se
estivessem mais afastados. Os objetos
mais baixos são normalmente
percebidos como figura.
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Altura relativa
Qual das retas é a maior?
Indicadores Monoculares de Profundidade
• Movimento Relativo (paralaxe de movimento)
O cérebro utiliza os indicadores
de velocidade e direção para
computar as distâncias relativas
dos objetos
• Objetos que estão além do
ponto de fixação parecem se
mover na mesma direção que
você e quanto mais distante
mais lenta será sua velocidade
aparente.
• Objetos que estão entre o
ponto de fixação e você
parecem se mover no sentido
contrário e quanto mais
próximos, maior será sua
velocidade aparente
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Indicadores Monoculares de Profundidade
• Perspectiva linear
Quanto mais as linhas
paralelas convergem,
maior a distância
percebida
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Pistas de distância
• Gradiente de textura
• Interposição
• Perspectiva linear
• Altura relativa
• Tamanho relativo
“Bristol, Broad Quay”, 1730,
Anônimo
Quais indicadores de distância podem ser identificados na figura abaixo?
Círculo de Fogo
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Indicadores Monoculares de Profundidade
• Claridade relativa
Hellen Ross, 1975
Percebemos objetos nebulosos como se estivessem
mais distantes porque a luz de objetos mais distantes
passa através de mais atmosfera.
Indicadores Monoculares de Profundidade
• Luz e sombra
• Os objetos que estão próximos
refletem mais luz para os lhos.
Então, o que é mais escuro parece
estar mais distante.
• A sombra produz sentido de
profundidade de acordo com a fonte
de luz presumida.
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PERCEPÇÃO DE MOVIMENTO
Nosso cérebro computa o movimento com base em que:
• Objetos que diminuem de tamanho estão se afastando; objetos que
aumentam de tamanho estão se aproximando
• Objetos grandes parecem mover-se mais lentamente do que objetos
menores
• Nosso cérebro interpreta uma série de imagens com poucas variações como
um movimento contínuo
PERCEPÇÃO DE MOVIMENTO
Movimento estroboscópico ou fenômeno “phi”:
• Movimento produzido por uma rápida sucessão de imagens que são na
realidade estáticas, como no cinema (24 imagens por segundo).
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CONSTÂNCIA PERCEPTIVA
Nos permite perceber um objeto como imutável mesmo através de estímulos
que recebemos de sua mudança, ou seja, nos permite reconhecer o objeto
sem sermos enganados por mudanças em seu tamanho, forma, claridade ou
cor; por diferentes ângulos, distâncias e iluminações.
INTERAÇÃO ENTRE TAMANHO e DISTÂNCIA
Perceber a distância de um objeto nos dá pistas acerca do seu tamanho.
Da mesma forma, saber seu tamanho natural (o tamanho familiar de um objeto
conhecido) nos dá pistas a respeito de sua distância.
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ILUSÃO DE PONZO
A perspectiva linear faz com que objetos do
mesmo tamanho pareçam ser diferentes.
As imagens projetadas nas nossas retinas são do
mesmo tamanho. Mas, nosso cérebro considera
que a imagem criada por um objeto mais distante
somente seria igual se esse objeto fosse
realmente maior.
Ilusão de Müller-Lyer
Qual das quinas sinalizadas é a menor?
As quinas do nosso mundo retangular nos ensinam a interpretar o vetor
“para fora” ou “para dentro” das setas que se formam nas extremidades das
linhas como uma pista da distância existente entre a linha e nós e,
consequentemente, do seu comprimento.
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 A percepção não é mera projeção do mundo em nosso
cérebro.
 As sensações são convertidas em partículas de
informações que o cérebro reagrupa em seu próprio
modelo FUNCIONAL do mundo exterior.
 Nosso cérebro constrói a percepção.
ESQUEMAS
A experiência forma conceitos e esquemas que
organizam e interpretam informações desconhecidas
CONJUNTO
PERCEPTIVO
predisposição
mental que
influencia o que
percebemos
Crianças têm esquemas simplificados, adultos têm esquemas mais
elaborados.
Esquemas para rostos nos faz identificar pdrões faciais em em
configurações ocasionais (veios de madeira, nuvens, etc).
PISTAS CONTEXTUAIS
O contexto fornece pistas de como interpretar
determinado estímulo
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Próxima aula
MEMÓRIA
Leitura:
MYERS, D. Psicologia. Rio de Janeiro: LTC, 2006
Cap. 9 - Memória
•A mulher desencarnada
• O homem que confundiu sua mulher com um chapéu
(Sacks, O. O homem que confundiu sua mulher com um chapéu. 1ª ed. São
Paulo: Companhia da Letras, 1997).
• Ver e não ver
(Sacks, O. Um antropólogo em Marte – sete histórias paradoxais. 1ª ed. São
Paulo: Companhia das Letras, 1995)
Restrição sensorial e visão restaurada
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Aula 3