955 — GIRÃO (A. de Amorim).- GEOGRAFIA DE PORTUGAL. 3.ª Edição (Acrescida do
estudo das Ilhas Adjacentes). Portucalense Editora, S.A.R.L. Porto. 1960. [Companhia Editora
do Minho. Barcelos 1961]. In-4.º gr. de 510-II págs. E.
Terceira edição, acrescentada, de uma obra que, genericamente, é tida, ainda hoje, como a melhor
publicada em Portugal. Obra que teve em vista “descrever e explicar as paisagens físicas e humanas da
terra portuguesa; pôr os problemas no seu estado actual, sem deixar de os tornar acessíveis a todos pela
clareza da exposição, pelo uso moderado dos têrmos técnicos e pela documentação gráfica abundante
e sugestiva”, documentação iconográfica que é apresentada a negro e a cores nas páginas do texto
e em folhas à parte.
Terceira edição, em muito preferível à primeira, se não por outras razões, pelo menos por vir acrescentada do estudo geográfico das Ilhas da Madeira e dos Açores.
Encadernação editorial de pele inteira, gravada a seco e ouro, na pasta da frente e na lombada.
956 — GODINHO (Vitorino de Magalhães).- OS DESCOBRIMENTOS E A ECONOMIA
MUNDIAL. Editorial Presença. [Lisboa. 1981-1983]. 4 vols. In-4.º B.
Trabalho de grande profundidade e minúcia, verdadeiramente fundamental para o melhor conhecimento e compreensão da acção descobridora e colonizadora dos portugueses na sua influência e relações
com a economia mundial, abundantemente ilustrada com reproduções de documentos, gravuras,
mapas, etc., ilustrações que vêm estampadas nas páginas do texto e em separado, a negro e a cores.
Segunda edição correcta e aumentada e, portanto, sob o ponto de vista documental preferível à anterior,
integrada na criteriosa e estimada «Colecção Métodos» da Editorial Presença.
957 — GODINHO (Vitorino de Magalhães).- A ECONOMIA DOS DESCOBRIMENTOS
HENRIQUINOS. Livraria Sá da Costa Editora. Lisboa. [1962]. In-4º peq. de XIII-III-247-I
págs. B.
Primeira edição de uma obra fundamental na bibliografia do autor e na dos Descobrimentos portugueses.
Com cinco mapas em folhas desdobráveis.
958 — GODINHO (Vitorino de Magalhães).- A EXPANSÃO QUATROCENTISTA PORTUGUESA. Problemas das origens e da linha de evolução. Emprêsa Contemporânea de Edições,
Lda. Lisboa. 1944. In-8.º de 150-II págs. B.
Subsídio de importância para a história dos primeiros descobrimentos dos portugueses.
[1]
961 - ver pág. 3
959 — GODINHO (Vitorino de Magalhães).- O “MEDITERRÂNEO” SAARIANO E AS CARAVANAS DO OURO. Geografia econômica e social do Sáara Ocidental e Central do XI ao XVI
século. São Paulo. Brasil. 1956. In-4.º de 171-I págs. B.
Importante obra dividida nos seguintes sete capítulos: «Um mundo novo: o Mediterrâneo saariano e a
revolução do camelo»; «A imagem do Deserto e os nômades cameleiros»; «Um Litoral sem navegação
de longo curso»; «Os sedentários dos oásis de tamareiras e as escalas setentrionais do comércio transsaariano»; «O sal e o cobre»; «“Ilhas” de sedentariedade no “mar arenoso” e escalas de caravanas
no “litoral” sudano-saariano»; «As caravanas do ouro». Com mapas e estampas em folhas à parte.
Volume publicado na colecção da «Revista de História».
960 — GODINHO (Vitorino de Magalhães).- MITO E MERCADORIA, UTOPIA E PRÁTICA
DE NAVEGAR. Séculos XIII-XVIII. Difel, Difusão Editorial, Lda. Lisboa. [1990]. In-4.º
de 629-III págs. E.
“Desaferrar em busca do rosto real de todas as figuras — mas sobretudo procurar na realidade o
imaginário das figuras dos outros que até aqui se nos esconderam, e, mais fundo, a demanda do rosto
próprio. Agora é o olhar do mercador e do navegador, atento ao que é, a desfazer mitos que configuravam o pensar e a destroçar utopias por que se anseava: conquanto novos mitos e utopias venham
com as novas novidades. Constroem-se novos mundos e no termo um mundo novo, que a urbanização
e a mercantilização afeiçoam. Surgem novos modos de viver, imbricados nos tradicionais. Fazem-se
e desfazem-se impérios, graças aos novos meios de guerra, que ora serve a mercadoria ora repõe
obsoleta cavalaria; a cruzada religiosa quer reunir todos os homens, mas afinal cava fossos intransponíveis, quando não se afunda no trato mercantil. Entre tantos desencontros, os descobrimentos vão
inventando a humanidade.”
Com inúmeros mapas e outras ilustrações a cores e a negro.
Encadernação dos editores e sobrecapa a cores.
961 — GOIS (Damião de).- CRÓNICA DO FELICISSIMO REI D. MANUEL. Nova edição,
conforme a primeira, anotada e prefaciada, dirigida por Joaquim Martins Teixeira de Carvalho
e David Lopes. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1926. 4 partes ou vols. In-4.º gr. E.
Excelente edição da importantíssima crónica de Damião de Góis, reprodução fiel da de 1566-1567,
segundo o plano de Teixeira de Carvalho. Os volumes reproduzem o rosto dos quatro volumes da
edição quinhentista. Obra integrada na colecção «Scriptores Rervm Lisitanotum».
Encadernações antigas em pele inteira, decoradas com ferros a ouro nas lombadas e pastas. Só aparados
ligeiramente aparados à cabeça e com as capas da brochura. (ver gravura na pág. 2)
962 — GOES (Damião de).- CHRONICA DO PRINÇIPE DOM IOAM, Rei que foi destes
Regnos segundo do nome, em que summariamente se trattam has cousas sustançiaes que nelles
acontecerão... Nova edição. Prefaciada pelo Dr. A. J. Gonçálvez Guimarãis. Coimbra: Imprensa
da Universidade. M.DCCCCV. In-8.º gr. de XXI-278-II-25 págs. E.
As 25 páginas finais são preenchidas com um “Vocabulário Geográfico” de grande utilidade para a
melhor compreensão do texto. Edição estimada, reproduzindo em separado o rosto da edição original
quinhentista. Dada a lume na colecção «Joias Literárias»
Boa encadernação com lombada e cantos de pele. Conserva as capas da brochura.
963 — GÓIS (Damião de).- OPÚSCULOS HISTÓRICOS. Tradução do original latino pelo
Professor Dias de Carvalho. Prefácio de Câmara Reys. Livraria Civilização. [Porto. 1945].
In-8.º gr. de 272-IV págs. E.
Edição integrada na colecção «Biblioteca Histórica de Portugal e Brasil». Ilustrada com retratos impressos em separado.
TIRAGEM ESPECIAL LIMITADA A 200 EXEMPLARES NUMERADOS, EM PAPEL DA
COMPANHIA DO PRADO, DE MAIOR FORMATO E RUBRICADOS PELO DIRECTOR DA
BIBLIOTECA, VISCONDE DE LAGOA.
Encadernação em material sintético.
[3]
967 - ver pág. 5
964 — GOMES (Mário de Azevedo).- MONOGRAFIA DO PARQUE DA PENA. Estudo Dendrológico-Florestal. Lisboa. 1960. [Grafitécnica de José Faria Miranda]. In-4.º de 341-XIX págs. B.
Este valioso e vasto trabalho contempla a “descrição total detalhada (...) do imponente e variado
conjunto arbóreo e arbustivo, questão de inventário botânico-sistemático; a apreciação dendromética
de algumas espécies dendrológicas mais interessantes e do respectivo comportamento na vida em
maciço, questões dendro-florestais; a interpretação desse mesmo comportamento à luz dum critério
ecológico, questão-base de silvicultura”, etc. Com numerosas fotografias em papel couché e dois
mapas em folhas desdobráveis.
965 — GOMES (Ruy Luís).- PROBLEMAS DE INVESTIGAÇÃO E HISTÓRIA. Posfácio de
Luís Neves Real. Editorial Inova / Porto. [S.d.] In-8.º de 198-VI págs. B.
Óscar Lopes, depois de desenvolvidamente se referir a Ruy Luís Gomes e aos trabalhos incluídos
neste volume, afirma: “Mas aquilo que mais surpreende um profano em física matemática é ver o
Prof. Dr. Ruy Luís Gomes dar uma outra extraordinária lição, esta de história sócio-económica, no
seu ensaio sobre o 31 de Janeiro de 1891, aqui incluído” e que no índice consta como «A Revolução
Republicana de 31 de Janeiro». Livro publicado na colecção «As Palavras e as Coisas».
966 — GOMES (Soeiro Pereira).- ENGRENAGEM. Romance. Edições SEN Porto. 1951.
In-8.º de 261-III págs. B.
Obra importante no moderno panorama da literatura portuguesa, integrada no movimento neo-realista,
movimento de que o autor foi um dos mais notáveis seguidores. Livro originalmente destinado a ser
publicado na colecção coimbrã «Novos Prosadores» mas publicado postumamente por iniciativa dos
dois irmãos do autor e principalmente por Adolfo Casais Monteiro, seu cunhado. Primeira edição,
apreendida aquando do seu aparecimento no mercado.
967 — GOMES (Soeiro Pereira).- ESTEIROS. 2ª edição. Edições “Sirius”. 1942. [Lisboa].
In-8.º de 297-IV págs. B.
Escritor de feição neo-realista, Soeiro Pereira Gomes tem em «Esteiros» um dos seus melhores e mais
estimados trabalhos.
Capa e ilustrações assinadas por Álvaro Cunhal. (ver gravura na pág. 4)
968 — GOMES (Soeiro Pereira).- REFÚGIO PERDIDO. Inéditos e Esparsos. Edições SEN. Porto.
1950. [Papelaria e Tipografia Leixões. Matosinhos]. In-8.º de 106-VI págs. B.
“A publicação de REFÚGIO PERDIDO tem em vista salvar, na medida do possível, o património
literário de Pereira Gomes, um escritor de quem era lícito esperar contribuição inestimável para o
engrandecimento da literatura nacional, se uma morte prematura não pusesse termo à carreira literária
do seu autor.”
Primeira edição, proibida aquando do seu aparecimento. Ilustrada com um retrato do autor.
969 — GONÇALVES (Egito).- A NORDESTE DE JUNHO. [O oiro do dia. Porto. 1979. In-4º
de 14-II págs. B.
Poesias dadas a lume na bela «Colecção o oiro do dia», com um desenho de Amadeu de Sousa Cardoso
em folha separada. Edição de 250 exemplares numerados.
970 — GONÇALVES (Egito).- OS ARQUIVOS DO SILÊNCIO. (1959-1961). Portugália
Editora. Lisboa. [1963]. In-8.º gr. de XLII-II-153-XI págs. B.
Um dos bons livros de poesia de Egito Gonçalves, dado a lume na magnífica colecção «Poetas de
Hoje». Excelente e extenso prefácio de Óscar Lopes, que diz: “O abrir de OS ARQUIVOS DO
SILÊNCIO é, além de tudo, uma acção libertadora das palavras e coisas vivificantes, pães da alma
que anima o mais profundamente comum dos Homens, daquilo que faz os Homens cada vez mais
dignamente Homens.”
[5]
971 — GONÇALVES (Egito).- FALO DA VERTIGEM. Prefácio de Maria Alzira Seixo.
Limiar. [Editora Limiar. Porto. 1983]. In-8.º esguio de 65-VII págs. B.
Primeira edição em volume de textos em prosa escritos entre 1977 e 1981, recolhidos de várias revistas
e jornais, hoje de difícil obtenção. Livro publicado na colecção «Os Olhos e a Memória», com capa
e direcção gráfica de Armando Alves.
972 — GONÇALVES (Egito).- O FÓSFORO NA PALHA, Seguido de O SISTEMA INTERROGATIVO e outros poemas. Publicações dom quixote. [Lisboa. 1970]. In-8.º esguio de 102-II
págs. B.
Sobre Egito Gonçalves escreveu Fernando Gonçalves que, “como poeta, a sua obra tende para
o estabelecimento de um equilíbrio entre duas tendências que se afirmaram nas décadas de 40 e 50:
o neo-realismo e o surrealismo.” Livrinho integrado nos «Cadernos de Poesia» da Dom Quixote.
Invulgar.
Com uma pequena assinatura.
973 — GONÇALVES (Egito).- LUZ VEGETAL. Limiar. [Inova / Artes Gráficas. Porto. 1975].
In-8.º esguio de 85-XI págs. B.
Livro de poesia integrado na colecção «Os Olhos e a Memória». Primeira edição.
Capa ilustrada a cores sobre uma pintura de Felix Labisse.
974 — GONÇALVES (Egito).- OS PÁSSAROS MUDAM NO OUTONO. Limiar. [Porto.
1981]. In-8.º de 77-III págs. B.
Primeira edição, integrada na colecção de poesia «Os Olhos e a Memória». Capa ilustrada por Carlos
Carreiro.
975 — [GONÇALVES (Egito)].- POEMAS A GUEVARA. Selecção e tradução Egito Gonçalves.
Limiar. [Porto. 1975]. In-8º de 103-VII págs. B.
Poemas de António Ramos Rosa, Andreé Appercelle, Belkis Cuza Malé, Carlos Alvarez, Carlos Bousoño, Carlos Casares, Carlos Pellicer, Carlos Sahgun, Carmen de la Fuente, Celso Emílio Ferreiro,
Cintio Vitier, Daniel Schechter, David Fernández, Diana Morán, Dulcila Cañizares, Egito Gonçalves
e Eliseo Diego, Eugénio de Andrade, Fiama Hasse Pais Brandão, Hélia Correia, João Rui de Sousa,
etc. Obra integrada na colecção «Os Olhos e a Memória».
976 — [GONÇALVES (Egito)].- POEMAS DO COMBATE PALESTINIANO. Selecção e
tradução de Egito Gonçalves. Com um desenho de Kamal Bullata. [O oiro do dia. Porto. 1980].
In-4º de 22-II págs. B.
Uma das cuidadas publicações da «Colecção o oiro do dia», de que se tiraram apenas 250 exemplare
numerados.
977 — GONÇALVES (Egito).- POEMAS POLÍTICOS. 1952-1979. Prefácio de Maria da
Glória Padrão. Moraes Editores. Lisboa. 1980. In-8.º gr. de 140-IV págs. B.
É importante e extenso o prefácio de Maria da Glória Padrão. Livro integrado na colecção «Círculo
de Poesia», que muitas vezes foi tribuna de combate ao regime político que vigorou em Portugal.
Tiragem limitada a 1000 exemplares.
978 — GONÇALVES (Egito).- UM HOMEM NA NEBLINA. Germinal - Cítara. [Porto. 1950].
In-8.º gr. de XXXII págs. inums. B.
Uma das primeiras publicações poéticas do autor. Raro.
Dedicatória do autor “Ao POETA Luis Veiga Leitão cuja “Latitude” atinge a grande latitude da
autêntica POESIA.”
[6]
979 — GONÇALVES (Egito), LEITÃO (Luís Veiga) & CARLOS (Papiniano).- SONHAR A
TERRA LIVRE E INSUBMISSA. Editorial Inova. [Porto. 1973]. In-8.º de 92-VI págs. B.
“Sob a epígrafe de um verso de Daniel Filipe, juntam-se neste volume poemas de Egito Gonçalves,
Luís Veiga Leitão e Papiniano Carlos, poetas cujas características temáticas são afins das do autor
de Pátria Lugar de Exílio”. Com um belo desenho de Augusto Gomes. Da colecção «Duas Horas de
Leitura».
980 — GONÇALVES (Egito) & VALENTE (Manuel Alberto).- POESIA 70. Selecção de...
Editorial Inova Limitada. [Porto. 1971]. In-8.º gr. de 224-II págs. B.
Autores antologiados: Albano Martins, Alberto de Lacerda, Alberto Pimenta, Ana Hatherly, António
Manuel Couto Viana, Ramos Rosa, António Torrado, Armando da Silva Carvalho, Armindo Rodrigues, Carlos Porto, Casimiro de Brito, Dórdio Guimarães, E. M. de Melo e Castro, Egito Gonçalves,
Eugénio de Andrade, Fernando Guimarães, Fiama Hasse Pais Brandão, Hélder Macedo, João José
Cochofel, João Rui de Sousa, José Augusto Seabra, José Carlos de Vasconcelos, José Ferreira Monte,
José Gomes Ferreira, José Régio, José Saramago, Luís Amaro, Luís Veiga Leitão, Manuel Alegre,
Maria Alberta Menéres, Maria Aliete Galhoz, Maria Teresa Horta, Mário Cesariny, Miguel Torga,
Natália Correia, Natércia Freire, Pedro Tamen, Raul de Carvalho, Rui Namorado, Ruy Belo, Ruy
Cinatty e Sophia de Mello Breyner, entre outros. (ver gravura na pág. 7)
981 — GONÇALVES (José Maria).- CATÁLOGO DA CAMONIANA DA BIBLIOTECA DA
IMPRENSA NACIONAL DE LISBOA. [Imprensa Nacional de Lisboa. MCMXXV]. In-4.º
de 56 págs. B.
Lê-se nas «Breves Palavras» de abertura de Luís Derouet que o catálogo, redigido por José Maria
Gonçalves, “abrange , como se verá, notáveis edições, muitas delas hoje raras, e de algumas das quais
não existem exemplares na própria Biblioteca Nacional de Lisboa (...)”
982 — GONÇALVES (Olga).- ARMANDINA E LUCIANO, O TRAFICANTE DE CANÁRIOS. Caminho. [1988]. In-8.º de 277-III págs. B.
Natural de Luanda, Olga Gonçalves, tradutora, poetisa e ficcionista desenvolveu o sua actividade literária
especialmente como romancista. A sua ficção revela as preocupações sociais contemporâneas na sociedade
portuguesa. A emigração, a revolução democrática, A mulher, são os temas recorrentes na sua prosa.
“O dinheiro seca as lágrimas, disse aquela prostituta. E, então, cada uma dessas mulheres me surgiu
rara. Merecendo a grandeza do tempo que constitui o da escrita de um livro.”.
Volume integrado na colecção «O Campo da Palavra».
Capa da brochura de Henrique Cayatte.
983 — GONÇALVES (Olga).- CONTAR DE SUBVERSÃO. Romance. Caminho. [1990]. In8.º de 183-I págs. B.
Volume integrado na coleção «O Campo da Palavra».
984 — GONÇALVES (Olga).- ESTE VERÃO O EMIGRANTE LÀ-BAS. Moraes Editores.
[1978]. In-8.º de 216-IV págs. B.
“(...) parece-me um dos raros exemplos, se não único, duma ficção renovada pela comunhão revolucionária com o nosso povo, e nem por isso diminuída como literatura.” - Jacinto do Prado Coelho.
Primeira edição.
980 - ver pág. 8
985 — GONÇALVES (Olga).- A FLORESTA EM BREMERHAVEN. Seara Nova. 1975.
In-8.º peq. de 163-I págs. B.
Distinguido em 1975, com o Prémio Ricardo Malheiros, primeiro romance da autora, foi integrado na
colecção «ficcionistas portugueses».
Capa da brochura de Henrique Ruivo.
[8]
986 — GONÇALVES (Olga).- O LIVRO DE OLOTOLILISOBI. Edições Afrontamento. [Porto.
1983]. In-8.º gr. de 81-III págs. B.
“O LIVRO DE OLOTOLILISOBI ou o diário íntimo de Olga Gonçalves, “chave” de sua vivência
e coabitação com a floresta ao longo das quatro estações do ano em que permaneceu na Carolina do
Norte.
“Aí, a Europeia se defronta com o Novo Mundo, se reencontra poeta, mística, profunda, contemplativa,
a passos dando-nos conta de seu pendor para o sociologico. (...)”
987 — GONÇALVES (Olga).- MANDEI-LHE UMA BOCA. seara nova. 1977. In-8.º de 121-VII págs. B.
Obra integrada na colecção «Temas Actuais».
Capa da brochura de Henrique Ruivo.
988 — GONÇALVES (Olga).- ORA ESGUARDAE. Livraria Bertrand. Amadora. [1982].
In-8.º de 198-II págs. B.
“Olga Gonçalves escreveu Ora Esguardae durante o ano académico de 1980-81 ao ser-lhe concebida
uma bolsa pela Tinker Foundation, de Nova Iorque, (...)”.
“«Mural», chama a sua autora a este livro de acção fragmentada e circular, ficção e documento, espaço
de variados estilos, em cuja proposta se reserva a alegria de apresentar indiscutível protagonista:
a Revolução de 74”.
Capa da brochura de Rogério Petinga.
989 — GONÇALVES (Olga).- SARA. Caminho. O Campo da Palavra. [1986]. In-8.º de 210-II
págs. B.
“Em Mandei-lhe uma Boca (1977), Olga Gonçalves criara a personagem de uma adolescente em
busca de si mesma (...). Oito anos depois, é esta quem assume uma narrativa, em forma de diário,
começando por um fragmento em terceira pessoa que dá conta dos «materiais» usados no «romance».
[Paula Morão: in Colóquio Letras n.º 101, pág. 122]
Capa da brochura de Henrique Cayatte.
990 — GRAÇA (Fernando Lopes).- VIANA DA MOTA. Subsídios para uma biografia incluindo
22 cartas ao autor. Livraria Sá da Costa • Editora. [1949]. In-8.º gr. de 92-IV págs. B.
Edição impressa em encorpado papel, ilustrada em folhas à parte com dois retratos de Viana da Mota
e limitada a 500 exemplares numerados e rubricados pelo autor.
991 — GRACIAS (Bernardino).- CAMILO, SUICIDA. Ensaio bio-bibliográfico. Lisboa. 1965.
[Tip. da E. N. P. Secção do Anuário Comercial de Portugal]. In-8.º de 190-II págs. B.
Meritória achega para a biografia de Camilo, “Príncipe dos clássicos portugueses” como lhe chamou
o Visconde de Castilho.
992 — GRADE (Fernando).- SAUDADES DE SER ÍNDIO. Poemas. Edições Mic. [1981].
In-8.º de 139-I págs. B.
Escritor, crítico literário e artista plástico, Fernando Grade apresenta um vasto e variado currículo
cultural. Edição ilustrada com uma fotografia e desenhos do autor. Textos de apresentação de João
Travanca Rêgo e Vítor Manuel Oliveira e Silva.
993 — GRAVURAS DE CAMILO NA IMPRENSA NACIONAL DE LISBOA. [Na capa da
brochura: Imprensa Nacional de Lisboa. 1º Centenario de Camilo Castelo Branco]. [No fim:
Lisboa. Imprensa Nacional. 1925.]. In-Fólio de 20 págs. B.
995 - ver pág. 11
.../...
[9]
[10]
Exemplar da já muito invulgar primeira edição, de 1925, com tiragem limitada a 325 exemplares,
reproduzindo manuscritos autógrafos do romancista e os retratos de Camilo, muitos dos quais fotográficos, mas a maior parte gravados em madeira e executados na Imprensa Nacional até àquela data.
Encadernação modesta, antiga. Com as capas da brochura preservadas.
994 — GRIFO. Antologia de inéditos organizada e editada pelos autores. [Grafilarte-Artes
Gráficas, Lda. Águeda. 1970]. In-8.º gr de 204-IV págs. B.
Publicação surrealista, com os seguintes colaboradores: António Barahona da Fonseca, António José
Forte, Eduardo Valente da Fonseca, Ernesto Sampaio, João Rodrigues (dois desenhos), Manuel de
Castro, Maria Helena Barreiro, Pedro Oom, Ricarte-Dácio e Virgílio Martinho. Realização gráfica de
Vítor Silva Tavares.
Antologia várias vezes referida por Maria de Fátima Marinho no seu livro «O Surrealismo em Portugal».
995 — A GRINALDA. Redactores: Nogueira Lima - J. M. B. Carneiro. Porto, na Typographia
de Sebastião José Pereira. 1855. [Depois: Typ. Commercial, 1864; Typ. Lusitana, 1870]. 18551870. 6 vols. In-8.º de 191-I; 191-I; 192; 192; II-192 e 192 págs. E.
Periódico mensal subtitulado «periódico de poesias inéditas» fundado por Nogueira de Lima, proprietário de uma ourivesaria da R. das Flores “que era mais um centro literário do que um estabelecimento
de comércio. (...) Era daquela loja que saía todos os meses o jornal poético A Grinalda (...). [in
Renascença, fasc. II-III - 1878].
Publicação invulgar e de rara longevidade na história da imprensa literária em Portugal, contou com
a colaboração dos mais consagrados poetas, entre os quais relevamos os nomes de Alexandre Braga,
Soares de Passos, Faustino Xavier de Novais, Fernando Castiço, Gomes de Amorim, Ramalho Ortigão, Peregrina de Sousa, Alexandre da Conceição, Coelho Lousada, Augusto Luzo, Joaquim Bingre,
Guilherme Braga, Júlio Dinis, Antero de Quental, Alexandre Herculano, Cipriano Jardim, Guerra
Junqueiro, Alberto Pimentel, Cândido de Figueiredo, João de Deus, M. Amália Vaz de Carvalho,
Teófilo Braga, etc.
Os números 4.º e 9.º do sexto anno são constituídos por um «Florilégio Açoriano», offerecido ao
erudito e distincto poeta José Augusto Cabral de Mello, onde se publicaram poemas seus, de
Marianna Belmira d’Andrade, José Ben Saúde, Miguel Street Arriaga (Fayalense), Guilherme Read
Cabral, Ernesto Rebello, Theophilo Braga (Michaelense), João Albino Peixoto, J. Hermêto Coelho
d’Amarante, Augusto Loureiro, A. Gil, J. A. Cabral de Mello e José Maria do Couto Severim.
Colecção completa, muito invulgar.
Com falta do anterrosto constitutivo do “Segundo Anno” e pequenos restauros marginais nas págs.
101 a 104.
O volume relativo ao “Quinto Anno” apresenta um pequeno rasgão na folha 183/184 e é composto
por um caderno em papel diferente, um pouco mais amarelado, de págs. 33 a 48, sendo este no entanto
igual ao papel utilizado no ano seguinte.
Encadernações antigas, com as lombadas em pele. (ver gravura na pág. 10)
996 — GUEDES (Armando Marques).- A ALIANÇA INGLÊSA. (Notas de História Diplomática). 1383-1943. Nova edição actualizada. Editorial Enciclopédia, Lda. Lisboa. MCMXLIII.
In-8.º gr. de 543-I págs. B.
Do Índice: Na Idade Média; No século dos Áustrias; No século dos Bourbons; Contra a Revolução e
o Império; Um século inglês (1815-1914).
997 — GUEDES (Armando Marques).- PÁGINAS DO MEU DIÁRIO. Editorial Enciclopédia
Limitada. Lisboa. 1957. In-8.º de 284-IV págs. B.
Segundo os editores este é um “notável livro (...) altamente revelador do carácter, da têmpera e das
qualidades de escritor de Armando Marques Guedes”. O autor, natural do Porto, foi vereador da Câmara
desta cidade, deputado, ministro das Finanças, ilustre economista, autor de alguns livros e com textos
publicados em vários e importantes jornais, onde “tem colaboração vastíssima e de alto quilate”.
[11]
998 — GUEDES (Rui).- FLORBELA ESPANCA. FOTOBIOGRAFIA. Publicações Dom
Quixote. Lisboa. 1985. [Artes Gráficas, Lda]. In-4.º gr. de XII-II-264-VI págs. E.
“Uma fotobiografia tem que ser muito (...) profunda de modo a poder reunir não só todas (ou quase
todas) as fotos do biografado, como também todos os documentos, lugares e pessoas que a ele estiveram ligados durante toda a sua vida, e mesmo antes e depois dela”. Este trabalho, seguindo esta
orientação, reúne centenas de documentos iconográficos de grande importância para a biografia da
grande poetisa portuguesa.
Encadernação editorial.
999 — GUERRA DA CAL (Ernesto).- LENGUA Y ESTILO DE EÇA DE QUEIROZ. Apéndice.
Bibliografía Queirociana sistemática y anotada e Iconografia Artística del Hombre y la Obra.
Por Ordem da Universidade. 1975-1984. 5 tomos em 6 vols. In-4.º B.
É o mais completo, importante e provavelmente insuperável trabalho bibliográfico até hoje aparecido
sobre Eça de Queiroz, dado a lume nos «Acta Universitatis Conimbrigensis». Com numerosas
estampas impressas em separado.
1000 — GUERRA DA CAL (Ernesto).- LINGUAGEM E ESTILO DE EÇA DE QUEIROZ.
Editorial Aster. Lisboa. [S. d.] In-4.º peq. de 369-V págs. B.
O trabalho de Guerra da Cal, do maior interesse para uma melhor interpretação do grande escritor
português, constituiu a tese de doutoramento do autor no Departamento de Estudos Hispânicos da
Faculdade de Filosofia da Columbia University, apresentada em castelhano, língua materna de Guerra
da Cal. Esta é a primeira edição em português, traduzida por Helena Cidade Moura.
1001 — GUIMARÃES (Fernando).- CASA: O SEU DESENHO. Imprensa Nacional-Casa da
Moeda. [Lisboa. 1985]. In-4.º de 73-XV págs. B.
Livro de poesia integrado na «Biblioteca de Autores Portugueses», com a sobrecapa ilustrada a cores
com a reprodução de uma pintura de António Dacosta.
1002 — GUIMARÃES (Fernando).- POESIA. [1952-1980]. Com três desenhos de Armando
Alves. O oiro do dia. [Porto. 1981]. In-8.º gr. de 163-IX págs. B.
Antologia poética integrada na colecção «Obscuro Domínio», de cuidada apresentação gráfica como
todas as edições «O Oiro do Dia».
1003 — GUIMARÃES (Fernando).- A POESIA DA PRESENÇA E O APARECIMENTO DO
NEO-REALISMO. Editorial Inova. [Porto. 1969]. In-8.º de 265-IX págs. B.
Ao importante ensaio de Fernando Guimarães segue-se uma criteriosa antologia poética, encerrando
o volume com uma recensão bibliográfica dos “Principais Livros de Poesia publicados nos anos
20 e 30” e uma relação das “Principais Revistas e Jornais Culturais publicados nos anos 20 e 30”.
1004 — GUIMARÃES (Júlio).- O “AMOR DE PERDIÇÃO”, EM VERSO. Livraria Barateira.
Lisboa. [S.d.]. In-8.º de 64 págs. E.
São muito invulgares os exemplares desta adaptação em verso do célebre romance de Camilo.
Com uma capa da brochura de posterior execução, visto que, ao tempo da publicação, não foi feita
para ela qualquer capa.
Encadernação com lombada e cantos de pele.
1005 — GUIMARÃES (Luís de Oliveira).- O CONSELHEIRO ACÁCIO. Prefácio de Aquilino
Ribeiro. Depoïmentos de políticos, escritores e artistas. [À sombra de Eça de Queirós]. Portugália
Editora. Lisboa. [S.d.] In-8.º gr. de 225-III págs. B.
É extensa e muito interessante a carta-prefácio de Aquilino para esta obra de Luís de Oliveira Guima-
.../...
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rães, que é, segundo aquele prosador, “um monumento a S. Exª o Conselheiro Acácio, que Deus tem
à sua direita (...)”.
Desenhos de Bernardo Marques, Arnaldo Ressano, João Valério, Leonel Cardoso e Santana. Depoimentos de Abel Manta, Afonso Lopes Vieira, Almada Negreiros, António Botto, A. Correia d’Oliveira,
António Ferro, António Soares, Carlos Queirós, Diogo de Macedo, Ferreira de Castro, H. de C. Ferreira Lima, Hernâni Cidade, Hipólito Raposo, Gaspar Simões, Jorge Barradas, Júlio Dantas, Leal da
Câmara, Mário Beirão, Stuart, Vitorino Nemésio e muitos outros.
1006 — GUIMARÃES (Luís de Oliveira).- O ESPÍRITO E A GRAÇA DE CAMILO. Edição
Romano Torres. Lisboa. [1952]. In-8.º de 158-II págs. B.
Interessante livro sobre o humor de Camilo. Apresenta ao longo do livro alguns exemplos curiosos ou
retirados da sua obra literária.
1007 — GUISADO (Alfredo Pedro).- TEMPO DE ORFEU. (1915-1918). Com um estudo de
Urbano Tavares Rodrigues. Portugália Editora. Lisboa. [1969]. In-8.º gr. de XVIII-IV-166-XII
págs. B.
Primeira edição colectiva dos livros «Elogio da Paisagem», «As Treze Baladas das Mãos Frias»,
«Mais Alto» e «Ânfora». Com um estudo preliminar de Urbano Tavares Rodrigues. Volume integrado
na importante e representativa colecção «Poetas de Hoje».
1008 — HATHERLY (Ana).- O CISNE INTACTO. Limiar. [Porto. 1983]. In-8.º gr. de 83-V
págs. B.
Livro de poesia publicado na colecção «Os Olhos e a Memória».
1009 — HAUSER (Arnold).- HISTÓRIA SOCIAL DA ARTE E DA CULTURA. Lisboa. Jornal
do Fôro. 1954-1955. 2 vols. In-4.º de 606-IV e 573-III págs. E.
“A escolha desta obra de Hauser obedeceu (...) a dois objectivos fundamentais: trazer ao conhecimento do leitor português uma contribuição que pela atitude mental que nos revela pode constituir
uma fonte importante de sugestões fecundas, e, ao mesmo tempo, mostrar como na prática se devem
manejar estes problemas. Mais do que as conclusões é o seu método, as suas regras de prudência e até
a sua lição de modéstia que convém ter presentes ao percorrer estas páginas densas, onde à subtileza
do raciocínio se alia uma busca minuciosa e uma verificação permanente e quase exaustiva”. Obra
profusamente ilustrada em folhas à parte e nas páginas do texto.
Encadernações dos editores.
1010 — HELDER (Herberto).- APRESENTAÇÃO DO ROSTO. Editora Ulisseia. Lisboa.
[1968]. In-8.º de 217-III págs. B.
“Obra de impar beleza literária e de sugestivo poder imagístico, APRESENTAÇÃO DO ROSTO
consagra definitivamente Herberto Helder como um dos nossos escritores de maior personalidade
e talento criador...” Herberto Helder aparece por várias vezes referido no livro «O Surrealismo em
Portugal» de Maria de Fátima Marinho.
Primeira edição, então apreendida pela Censura.
Pequena assinatura na página 11.
1011 — HELDER (Herberto).- O BEBEDOR NOCTURNO. Versões de Herberto Helder. Portugália Editora. Lisboa. [1968]. In-8.º de 218-VI págs. B.
Versões de «Poemas do Antigo Egipto», «Psaltério», «Cântico dos Cânticos», «Poesia Maya»,
«Enigmas Aztecas», «Poesia Mexicana do Ciclo Nauatle», «Hino Órfico à Noite», «Três Canções do
Épiro», «Poemas Zen», «O Mistério de Ameigen», «Oração Mágica Finlandesa para Estancar o
Sangue das Feridas», «Canção Escocesa», «Quatro Poemas Árabes», «Poemas Arábico-Andaluzes»,
.../...
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1013 - ver pág. 15
«Canções de Camponeses do Japão», «Quinze Haikais Japoneses», «Poemas Indochineses», «Canções Indonésias», «Canção de Cabília», «Canções Malgaxes», «Canção Tártara», «Cinco Poemas Esquimós» e «Poemas dos Peles-Vermelhas». Livro dado a lume na colecção «Antologias Universais».
Com uma pequena assinatura na página 9.
1012 — HELDER (Herberto).- A CABEÇA ENTRE AS MÃOS. Assírio e Alvim. [Gráfica Boa
Nova. Lisboa. 1982]. In-8.º de 41-VII págs. B.
Livro de poesia integrado na colecção «Cadernos Peninsulares / Literatura».
1013 — HELDER (Herberto).- A COLHER NA BOCA. Edições Ática. [Lisboa. 1961]. In-8.º
de 130-VI págs. B.
Segundo livro do autor e, sem dúvida, de longe o mais raro da sua importante bibliografia de textos
surrealistas. (ver gravura na pág. 14)
1014 — HELDER (Herberto).- DO MUNDO. Assírio & Alvim. [Lisboa. 1994]. In-8.º de 87-IX
págs. B.
Livro de poesias parcialmente inéditas, dado a lume na colecção «Peninsulares / Literatura».
1015 — HELDER (Herberto).- PHOTOMATON & VOX. Assírio e Alvim. [Lisboa. 1987].
In-8.º de 178-II págs. B.
Segunda e já invulgar edição de um dos mais representativos livros do poeta, um dos mais originais
da literatura portuguesa do século XX.
1016 — HELDER (Herberto).- POESIA TODA. 1953-1980. Assírio e Alvim. [Lisboa. 1981].
In-8.º gr. de 617-III págs. B.
Da primeira edição datada de 1973: “Em dois volumes se reúnem todos os poemas, tidos pessoalmente
como aproveitáveis, que o autor escreveu entre 1953 e 1971. Com a evidente ressalva de inéditos, os
textos foram publicados — em jornais, revistas e livros — entre 1953 e 1972. Introduziram-se neles
algumas alterações de composição, e outras ainda na organização dos conjuntos, havendo a indicar
terem mesmo determinados desses conjuntos sido absorvidos por outros. Esta edição pretende-se
completa e definitiva.” Edição mais completa do que a acima referida.
1017 — HELDER (Herberto).- ÚLTIMA CIÊNCIA. Assírio & Alvim. [Lisboa. 1988]. In-8.º gr.
de 44-IV págs. B.
Primeira edição de um dos muito estimados livros de poesia de Herberto Helder, integrado na colecção
«Peninsulares / Literatura».
Assinado no frontispício.
1018 — HELDER (Herberto).- VOCAÇÃO ANIMAL. Publicações dom quixote. [Lisboa.
1971]. In-8.º de 75-IV págs. B.
Primeira edição de um dos originais livros de Herberto Helder, escritor de quem muito se ocupa Maria
de Fátima Marinho no seu importantíssimo trabalho sobre «O Surrealismo em Portugal». Integrado
nos «Cadernos de Poesia» da D. Quixote.
1019 — HERCULANO (Alexandre).- CARTAS INÉDITAS DE ALEXANDRE HERCULANO
A JOAQUIM FILIPE DE SOURE. Publicadas e comentadas por Luis Silveira. Edições Cultura.
Fernandes & Cª Ldª. Lisboa. 1946. In-4.º de VI-181-V págs. B.
Notável colectânea de mais de uma centena de cartas de Herculano, do maior interesse para o conhecimento da época. Edição ilustrada, numerada e rubricada.
[15]
1021 - ver pág. 17
1020 — HERCULANO (Alexandre).- HISTÓRIA DA ORIGEM E ESTABELECIMENTO DA
INQUISIÇÃO EM PORTUGAL. Undécima edição definitiva conforme as edições da vida do
auctor, dirigida por David Lopes. Livraria Bertrand. Lisboa. [S.d.] 3 vols. In-8.º E.
Trabalho indispensável aos estudiosos da Inquisição Portuguesa.
Encadernações com as lombadas e os cantos de pele. Só ligeiramente aparados e com as capas da
brochura preservadas.
1021 — HERCULANO (Alexandre).- A REACÇÃO ULTRAMONTANA EM PORTUGAL ou
a Concordata de 21 de Fevereiro. Lisboa. Na Typ. de José Baptista Morando. Maio de MDCCCLVII. In-8.º gr. de XI-I-56 págs. E.
São bastante invulgares os exemplares deste escrito de Herculano a propósito da Concordata celebrada
entre Portugal e a Santa Sé em 1857, em que foi regulado o exercício do Padroado do Oriente e criada
a diocese de Damão.
Encadernação da época com a lombada de pele. Conserva as capas da brochura.
(ver gravura na pag.16)
1022 — HISTÓRIA DA CIDADE DO PORTO. Portucalense Editora. [Companhia Editora do
Minho. Barcelos. 1962-1965]. 3 vols. In-4.º gr. E.
Trata-se da obra mais significativa de quantas até hoje foram consagradas à história da cidade do Porto.
Foi dirigida por A. de Magalhães Basto e colaborada por António Cruz, Bernardo Gabriel Cardoso
Júnior, Xavier Coutinho, Conde de Campo Belo, Cruz Malpique, Damião Peres, Eugénio da Cunha
e Freitas, João Pinto Ferreira, Luís de Pina e Torquato Soares, sendo a colaboração artística devida
a Gouvêa Portuense.
Edição luxuosa, ilustrada com vasta e importante documentação iconográfica antiga e moderna nas
páginas do texto e em folhas à parte, a negro e a cores, e ainda com inúmeros desenhos e pinturas de
Gouvêa Portuense.
Excelentes encadernações editoriais de pele, com títulos gravados a seco e ouro na lombada e nas pastas.
1023 — HISTÓRIA DO REGÍMEN REPUBLICANO EM PORTUGAL. Publicada por Luís de
Montalvor. Lisboa / MCMXXX-MCMXXXII. [Tipografia da Emprêsa do Anuário Comercial].
2 vols. In-4.º gr. de 387-I e 416 págs. E.
Sobre o assunto versado é a obra mais competente que temos publicada, colaborada por autores da
maior responsabilidade e saber: Jaime Cortesão, Agostinho Fortes, Joaquim de Carvalho, Francisco
Reis Santos, Manuel Maria Coelho, Lopes de Oliveira, Luz de Almeida e Bourbon e Menezes.
É valiosa e abundante a documentação iconográfica, constituída por retratos, mapas, fac-símiles de
frontispícios de livros, jornais e revistas, caricaturas, etc. etc., tudo impresso em folhas à parte, sendo
algumas a cores.
Esmeradíssima edição da Editorial Ática, executada sobre papel de excelente qualidade.
Encadernações editoriais, com ferros dourados e a seco, nas lombadas e pastas.
1024 — HOMENAGEM A AFONSO DUARTE. 24 de Junho de 1956. Atlântida Coimbra.
MCMLVIII. In-8.º gr.de 116 págs. B.
Antologia poética de Afonso Duarte e discursos de Vitorino Nemésio, Gaspar Simões, Alberto de
Serpa e Mário de Castro. Ilustrado.
1025 — HOMENAGEM POÉTICA A GOMES LEAL no Primeiro Centenário do seu nascimento. Coimbra. 1948. In-8.º de 126-II págs. B.
Volume integrado na colecção coimbrã de poesia conhecida por colecção “do Galo”, colaborado por
Afonso Duarte, Alfredo Guisado, António de Navarro, António de Sousa, Armindo Rodrigues, Carlos
de Oliveira, Edmundo de Bettencourt, Eugénio de Andrade, João José Cochofel, Jorge de Sena, José
Fernandes Fafe, José Ferreira Monte, José Gomes Ferreira, Mário Dionísio, Miguel Torga, Tomás
Kim e outros.
[17]
1032 - ver pág. 19
1026 — HORTA (Maria Teresa).- AMBAS AS MÃOS SOBRE O CORPO. Narrativas. Publicações Europa-América. [Lisboa. 1970]. In-8.º de 124-VIII págs. B.
Primeira edição de um dos procurados livros de Maria Teresa Horta, nome aureolado da literatura
portuguesa contemporânea.
Numerosas caricaturas e desenhos de Cristiano de Carvalho, Jaime Cortesão, Amadeo de Sousa-Cardoso, Manuel Monterroso, António Carneiro, Caran d’Ache, Virgílio Ferreira, Armando Basto, etc.
Vasta documentação fotográfica, especialmente interessante para a cidade do Porto. Cada número
apresenta, como suplemento, uma estampa com retratos fotográficos: António Carneiro, Fernandes de
Sá (escultor), Júlio Brandão, Rocha Peixoto, Sampaio Bruno, Cristiano de Carvalho, Teixeira Lopes,
Júlio Ramos, “Tela do pintor João Augusto Ribeiro”, Viana da Mota, Artur Loureiro, José Caldas,
Ferreira da Silva (Actor), Teófilo Braga, Antero de Figueiredo, Teixeira de Pascoaes, “No Baile”
(Desenho de Grévin), Pádua Correia (Jornalista), Lucília Simões (Actriz) e João Augusto Ribeiro.
Encadernações editoriais em percalina com dizeres e ferros gravados a cor branca.
(ver gravura na pág. 18)
1028 — HORTA (Maria Teresa).- CRISTINA. Edições rolim. Lisboa. [1985]. In-8.º gr. de 70-II
págs. B.
1033 — IMBONDEIRO GIGANTE. 1. Publicações Imbondeiro. Sá da Bandeira. Angola. [Gráfica da Huíla, Limitada - Sá da Bandeira - 1953. In-4.º de 194-VI págs. B.
Primeira edição do primeiro livro de ficção da autora. “Obra espectral e cruel, uma das mais inquietantes da moderna literatura portuguesa, «Ambas as Mãos sobre o Corpo» revela um profundo talento
de ficcionista e confirma o génio de um dos mais destacados poetas da sua geração.”
1027 — HORTA (Maria Teresa).- OS ANJOS. Litexa Portugal. 1983. In-8.º de 120-IV págs. B.
Livro publicado na «Col. fantástico». Primeira edição.
Capa ilustrada a cores por J. C. Albernaz.
1029 — HORTA (Maria Teresa).- MINHA SENHORA DE MIM. Publicações dom quixote.
[Lisboa. 1971]. In-8.º de 93-III págs. B.
Primeira edição de um dos bons livros de poesia de Maria Teresa Horta, figura relevante da literatura
portuguesa contemporânea. Integrado nos «Cadernos de Poesia» das Publicações Dom Quixote.
Com uma pequena assinatura.
1030 — HORTA (Maria Teresa).- MULHERES DE ABRIL. Editorial Caminho. [Lisboa. 1977].
In-8.º de 110-II págs. B.
Livro de poemas dedicado “A todas as mulheres, minhas irmãs, que durante estes últimos três anos
tanto me ensinaram sobre a liberdade, a dignidade e a coragem.” Primeira edição.
1031 — HORTA (Maria Teresa).- ROSA SANGRENTA. Nova Nordica. [Lisboa. 1987]. In-8.º gr.
de 111-III págs. B.
A autora, “desde sempre declaradamente feminista, tem dedicado a maior parte da sua vida à luta das
mulheres. E a partir dos anos sessenta, a sua escrita tem vindo de forma clara a ser mais empenhadamente “a voz feminina”, “a palavra da mulher”. (...)
“Pertenceu ao movimento literário “Poesia 61”, e é coautora com Maria Isabel Barreno e Maria Velho
da Costa do livro «Novas Cartas Portuguesas»”. Primeira edição.
Capa da brochura com ilustração a cores de Graça Martins.
1032 — ILUSTRAÇAO POPULAR. Semanario de Vulgarização Artistica, Literaria e Scientifica.
Director - Carlos de Magalhães. Proprietario e Administrador - M. Paulino d’Oliveira. Porto.
1908-1909. 2 vols. In-4.º E.
Colecção completa, assim constituída: 1ª série: 20 números. Novembro de 1908 a Março de 1909;
2ª série: nº 21 a 43. Março de 1909 a Agosto do mesmo ano. A segunda série é de maior formato do
que a anterior.
Muito apreciável revista ilustrada, com muito interesse para o conhecimento da vida portuense em
todos os seus aspectos, à época da publicação. Com colaboradores de nomeada, dos quais destacamos
os seguintes: Afonso Lopes Vieira, Alfredo França, Álvaro Pinto, Antero de Figueiredo, António de
Lemos, Augusto Casimiro, Augusto de Santa-Rita, Cardoso Martha, Eugénio de Castro, Fernandes
Costa, Gonçalves Crespo, Guerra Junqueiro, Guilherme Gama, Jaime Cortesão (com muitas das suas
primeiras poesias aqui publicadas), João de Barros, João Grave, Júlio Brandão, Leonardo Coimbra,
Manuel Laranjeira, Marques Gomes, Maximiano Ricca, Oldemiro César, Orlando Marçal, Raul
Tamagnini, Rodrigo Solano, Silva Gaio e Teixeira de Pascoaes.
.../...
[19]
Primeiro e único volume publicado, dirigido por Garibaldino de Andrade e Leonel Cosme e certamente proibido pela censura política. Textos de Alexandre Cabral, Antunes da Silva, Eduardo Teófilo,
Fernando Reis, Garibaldino de Andrade, Guido Wilmar Sassi, Jorge Medauar, José Régio, Júlio Graça,
Lygia Fagundes Telles, Luís Cajão, Manuel Amaral, Mário António, Óscar Ribas, Ricardo Ramos,
Urbano Tavares Rodrigues e Vasco Branco. Invulgar.
1034 — IN MEMORIAM. CAMILO. CENTENÁRIO DA MORTE. Porto 1992. Comissão
Nacional das Comemorações Camilianas. In-8.º de 275-I págs. B.
“In Memoriam aparece dividido em duas partes: numa primeira parte, os artigos publicados na imprensa
e em catálogos de efemérides que tiveram lugar ao longo do ano do Centenário. Numa segunda parte,
os artigos de carácter ensaístico publicados em Revistas ou em catálogos de exposições bibliográficas.”
1035 — IN MEMORIAM DE FERREIRA DE CASTRO. Introdução e Estruturação de Adelino
Vieira Neves. Arquivo Bio-Bibliográfico dos Escritores e Homens de Letras de Portugal. [Livraria
Editora Pax, Lda. Braga. 1976]. In-4.º de 287-I págs. B.
Colaboração literária de Jaime Brasil, Jacinto do Prado Coelho, Fernando Namora, Vitorino Nemésio,
Agustina Bessa-Luís, Matilde Rosa Araújo, Ruben Andresen Leitão, José Rodrigues Miguéis,
Joaquim Paço d’Arcos, Pinharanda Gomes, Judith Navarro, Eurico Gama, Joaquim Bigotte Chorão,
António Quadros e outros. Vasta documentação iconográfica em folhas à parte.
1036 — IN MEMORIAM DE JOSÉ RÉGIO. Brasília Editora. Porto. [Tipografia Camões.
Póvoa de Varzim. 1970]. In-8.º gr. de 554-XL págs. B.
«In Memoriam»comemorativo do primeiro aniversário da morte do alto poeta de «Biografia», com
excelente colaboração em prosa e verso das mais vincadas personalidades literárias suas contemporâneas, entre as quais se contam: Adolfo Casais Monteiro, Agustina Bessa Luís, Alberto de Serpa, Aleixo
Ribeiro, Álvaro Salema, A. M. Couto Viana, Egito Gonçalves, Eugénio Lisboa, Fernando Namora,
Ferreira de Castro, João Alves das Neves, João de Araújo Correia, Gaspar Simões, J. Paço d’Arcos,
Jorge de Sena, José Augusto-França, José Blanc de Portugal, José Gomes Ferreira, Luisa Dacosta,
Luís Francisco Rebello, Maria Aliete Galhoz, Maria da Graça Freire, Natália Correia, Natércia Freire,
Paulo Quintela, Pedro Homem de Mello, Pinharanda Gomes, Sant’Anna Dionísio, Saul Dias, Taborda
de Vasconcelos, Tomaz Ribas, etc. Com numerosas estampas em página inteira reproduzindo retratos,
frontispícios, manuscritos, etc.
Assinado na página 17.
1037 — IN MEMORIAM DO DOUTOR TEÓFILO BRAGA. 1843-1924. Imprensa Nacional
de Lisboa. 1929 [aliás 1934]. In-4.º de 518-II págs. E.
Com a valiosa colaboração de Ladislau Batalha, Tomás da Fonseca, Saavedra Machado, Henrique
Marques, Álvaro Neves, Agostinho Fortes, Forjaz de Sampaio, Alfredo da Cunha, Ana de Castro Osório,
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A. do Prado Coelho, António Ferrão, Cândido de Figueiredo, Eugénio Carré, Jaime de Magalhães
Lima, Julieta Ferrão, Luis Chaves, Manoel de Sousa Pinto, Marques Braga, Rebelo de Bettencourt,
Ribera-Rovira, S. de Magalhães Lima, Tomás da Fonseca, etc. Ilustrado com fotogravuras e caricaturas, entre as quais muitas de Rafael Bordalo Pinheiro. Camiliano.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Conserva as margens integrais e as capas da brochura.
1038 — ITINERÁRIOS DE EL-REI D. SEBASTIÃO. Prefácio, compilação e notas pelo
Académico Correspondente Joaquim Veríssimo Serrão. Lisboa. MCMLXII-MCMLXIII. 2 vols.
In-4º de 263-III e 296-II págs. B.
Trabalho minuciosamente documentado, de alto merecimento para a história do trágico reinado de
D. Sebastião. Cuidada edição da Academia Portuguesa da História.
Capa da brochura do I volume manchada por acção da luz solar.
1039 — JACKSON (Catarina Carlota Lady).- A FORMOSA LUSITANIA. Versão do inglez,
prefaciada e annotada por Camillo Castello Branco. Porto. Livraria Portuense - Editora. 1877.
In-4.º gr. de 448-IV págs. E.
Edição luxuosa, impressa sobre excelente papel e adornada com perfeitas e belas gravuras representando monumentos e aspectos pitorescos de Portugal. Um dos mais estimados livros da bibliografia
estrangeira sobre o nosso país, com o acrescido interesse de nele ter participado a pena de Camilo
Castelo Branco.
Encadernação editorial com belos ferros a ouro e a negro na lombada e em ambas as pastas. A capa
posterior ostenta o brasão de armas da cidade do Porto. Com ténues vestígios de humidade nas
primeiras folhas. (ver gravura na pág. 21)
1040 — JORGE (João Miguel Fernandes).- CRÓNICA. Prefácio de Joaquim Manuel Magalhães. Moraes Editores. Lisboa. 1977. In-8.º gr. de 99-V págs. B.
Do Prefácio: “(...) E tal como esse livro de Fernão Lopes é, antes de mais, um livro com um desígnio, também João Miguel Fernandes Jorge nos propôs um livro de poemas que raras vezes a poesia
portuguesa tem visto surgir. (...)” Integrado na colecção «Círculo de Poesia», com reduzida tiragem
de mil exemplares.
1041 — JORGE (João Miguel Fernandes).- A JORNADA DE CRISTÓVÃO DE TÁVORA.
Primeira parte [e Segunda]. Editorial Presença. [Lisboa. 1986-1988]. 2 vols. In-8.º de135-I
e 149-VII págs. B.
João Miguel Fernandes Jorge, poeta, ficcionista e crítico de arte, “é sobretudo enquanto poeta que se
tem afirmado como uma das personalidades mais em evidência na literatura portuguesa das últimas
décadas”. Obra de poesia integrada na «Colecção Forma».
1042 — JORGE (João Miguel Fernandes).- POEMAS ESCOLHIDOS. 1971/1981. Assírio &
Alvim. [Lisboa. 1982]. In-8.º gr. de 119-V págs. B.
Livro aparecido na colecção «Cadernos peninsulares/literatura».
1043 — JORGE (João Miguel Fernandes).- O REGRESSO DOS REMADORES. Editorial
Presença. [Lisboa. 1982]. In-8.º de 150-II págs. B.
1039 - ver pág. 22
Livro de poesia integrado na «Colecção Forma».
1044 — JORGE (João Miguel Fernandes).- O ROUBADOR DE ÁGUA. Assírio & Alvim.
[Lisboa. 1981]. In-8.º gr. de 131-IX págs. B.
Livro de poesia integrado em «Cadernos peninsulares / literatura 17».
[22]
1045 — JORGE (João Miguel Fernandes).- TRONOS E DOMINAÇÕES. Assírio & Alvim.
[Lisboa. 1985]. In-8.º gr. de 113-VII págs. B.
Invulgar livro de poesia integrado na colecção «Cadernos peninsulares / literatura».
1046 — JORGE (Lídia).- NOTÍCIA DA CIDADE SILVESTRE. Publicações Europa-América.
[Lisboa. 1984]. In-8.º de 321-III pág. B.
Disse João Gaspar Simões na sua crítica a este livro: “Não pode haver dúvidas: Lídia Jorge é o maior
prodígio das letras pátrias neste último quartel do século”. E dando-nos esta obra, ofereceu-nos, “pouco
faltou, um dos romances mais ricos e verdadeiros da novelística nacional (...)”. Primeira edição.
1047 — JORGE (Luiza Neto).- A LUME. Texto fixado e anotado por Manuel João Gomes.
Assírio & Alvim. [Lisboa. 1989]. In-8.º de 94-II págs. B.
Livro de poesia dado a público na colecção «Peninsulares / literatura».
1048 — JORGE (Luísa Neto).- DEZANOVE RECANTOS. Epopeia sumária. Iniciativas Editoriais. [Sociedade Industrial Gráfica. Lisboa. S.d.]. In-8.º de 47-I págs. B.
Poesias publicadas num dos estimados cadernos das Iniciativas Editoriais. Bastante invulgar.
1049 — JORGE (Luiza Neto).- O SEU A SEU TEMPO. [Editora Ulisseia. Lisboa. 1966]. In-8.º
de 60-IV págs. B.
Livro de poesia integrado na «Colecção Poesia e Ensaio». Primeira edição.
1050 — JORGE (Ricardo).- CAMILO CASTELO BRANCO. Recordações e Impressões. Camilo
e António Aires. Instituto de Alta Cultura. Lisboa. [S.d.] In-8.º de VIII-368-XVI págs. E.
«Camilo Castelo Branco» e «Recordações e Impressões», “acompanhada de um trecho e quatro
cartas de Camilo ao Autor, autografados e reproduzidos em fac-simile”, vêm aqui pela primeira vez
publicados. Volume integrado na colecção da «Obra Literária e Médico-Literária de Ricardo Jorge»,
acompanhado de um retrato do autor conjuntamente com o de Camilo.
Encadernação com lombada de pele. Está só aparado à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
1051 — JORGE (Ricardo).- CAMILLO E ANTONIO AYRES. Seguido do poema “As Commendas”. 3º milhar. Emprêsa Literária Fluminense, Lda. Lisboa. [S.d.]. In-8.º de XVI-CCLVII-I-VIII-84-III-III págs. E.
António Aires de Gouveia é o autor anónimo do raríssimo poema «As Commendas». Um dos muito
interessantes livros da longa bibliografia passiva camiliana.
Boa encadernação à amador com cantos e lombada de pele, só de leve aparado à cabeça e com as capas
da brochura conservadas.
1052 — JORGE (Ricardo).- CAMILO E INEZ DE CASTRO. Porque a mataram? 1939. Editorial Império, Lda. Lisboa. In-4.º de 26-II págs. B.
Estudo publicado na revista «Ocidente», de Álvaro Pinto, a partir da qual se fez esta reduzida separata,
1053 — JORGE (Ricardo).- O ÓBITO DE D. JOÃO II. Portvgalia Editora. Lisboa. 1922. In-4.º
de 83-III págs. E.
1054 — OS JUDEUS PORTUGUESES ENTRE OS DESCOBRIMENTOS E A DIÁSPORA.
Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 21 de Junho a 4 de Setembro. [Projecto gráfico do
Catálogo e Jornal: Fernando Libório. Composto e impresso, IAG - Artes Gráficas. 1994].
In-fólio de 329-III págs. B.
Luxuoso e muito importante catálogo de uma inesquecível exposição que envolveu numerosas instituições e personalidades, largamente documentado a cores e a negro com variada iconografia referente
ao assunto tratado, com predomínio para a reprodução de frontispícios de livros antigos e manuscritos.
Textos de Alberto Dines, Anita Novinsky, Bóris Catz, Carlos B. Ruah, Carmen Radulet, Dagoberto
Makl, Edgar Samuel, Ellias Lipiner, Esther Mucznik, Graça Fonseca da Costa Bachmann, Isabel Cluny,
Isabel Monteiro, João Guerra, Joel Cahen, José V. de Pina Martins, José A. da Silva Tavim, Lúcia Liba
Mucznik, Luís Machado de Abreu, Manuel Augusto Rodrigues, Maria Antonieta Garcia, Maria Helena
Carvalho dos Santos, Mery Ruah, Rebecca Catz, Sam Levy, Samuel B. Ruah e Yoseph Kaplan.
1055 — JUSTO (Cipriano).- OS RIOS FLUTUANTES. Limiar. [Porto. 1985]. In-8.º de 53-III
págs. B.
Livro de poesia prefaciado por Mário Cláudio, integrado na colecção «Os Olhos e a Memória».
Capa e direcção gráfica de Armando Alves.
1056 — JUSTO (Cipriano).- VENEZA. Limiar. [Porto. 1982]. In-8.º gr. de 58-VI págs. B.
“Este livro foi seleccionado pela Associação Portuguesa de Escritores como obra de mérito a publicar,
por um júri constituído pelos escritores Álvaro Salema, Ana Haterly e Teresa Salema”. Integrado na
colecção «Os Olhos e a Memória».
Capa de Armando Alves sobre uma pintura de Hokusai.
1057 — KNOPFLI (Rui).- O ESCRIBA ACOCORADO. A Voz Ciciada (ensaio de leitura da
poesia de Rui Knopfli) por Eugénio Lisboa. Moraes Editores. Lisboa. 1978. In-8.º gr. de 71-I
págs. B.
Autor de bibliografia poética de assinalável importância, Rui Knopfli, nascido em Moçambique, fez
a sua estreia com «O País dos Outros» publicado em 1959. Foi considerado por Ilídio Rocha como
“um dos nomes mais destacados da actividade cultural do seu país de origem durante os últimos anos
do período colonial, aí tendo produzido grande parte de uma obra, apesar das circunstâncias, mais
atenta a referências múltiplas de tradição poética de Portugal e do Ocidente do que ao horizonte africano também nela, todavia, pelo menos implícito.” O importante ensaio de Eugénio Lisboa ocupa as
págs. 51 a 70. Dado a lume na notável colecção «Círculo de Poesia».
1058 — KNOPFLI (Rui).- A ILHA DE PRÓSPERO. Roteiro poético da Ilha de Moçambique.
Edições 70. [Lisboa. 1989]. In-fólio de 139-III págs. E.
“(...) Est trabalho de R. K. tem o selo do que há-de perdurar porque obra de arte. Uma Arte de intensa
harmonia de memórias antigas e novas no longo Ramadão dos nossos corações, na vetusta carne das
grossas paredes encardidas, na magia das máscaras de m’sirio e no sorriso expectante de púrpura dos
lábios ardendo a mulala.
“ILHA DE PRÓSPERO enriquece a cultura como uma das sua mais significativas obras. A cultura
moçambicana, claro, uma coisa um tanto ambígua ainda mas já se indispondo com os silêncios
opacos, preenchendo-os com a sonoridade das luzes alusivas. (...)”
Livro constituído por numerosas fotografias e poesias de Rui Knofli.
Encadernação editorial, com sobrecapa de papel policromado.
Do índice: «A certidão de obito do Príncipe Perfeito»; «Os envenenamentos historicos»; «Quem teria
sido o envenenador de D. João II»; «Como teria sido o envenenamento e qual o veneno»; «A nefrite
cronica como causa real da morte».
Boa encadernação inteira de pele, com nervos decorativos e ferros a ouro em casas fechadas na lombada. Só ligeiramente aparado à cabeça e com as capas da brochura conservadas.
1059 — LACERDA (Alberto de).- EXÍLIO. Portugália Editora. Lisboa. [1963]. In-8.º gr.
de XLVII-I-144-IV págs. B.
[23]
[24]
Primeira edição de um dos primeiros livros do Autor. Com extenso trabalho preliminar de António
Ramos Rosa intitulado «A Integração Circular na Poesia de Alberto de Lacerda». Obra publicada na
«Colecção Poetas de Hoje».
1060 — LAMAS (Arthur).- EM QUE CASA NASCEU SIMÃO BOTELHO? Livraria de Fernando Machado & Cª Ldª. Pôrto. 1924. In-8.º de 29-I págs. B.
Interessante estudo acerca de uma das figuras primaciais do mais conhecido romance de Camilo. Com
uma estampa em folha à parte reproduzindo uma «Vista antiga de uma parte da Freguesia da Ajuda».
Assinado no frontispício.
1061 — LAMAS (Maria).- A MULHER NO MUNDO. Livraria Editora da Casa do Estudante
do Brasil. Rio de Janeiro-Lisboa. [Tipografia Silva Rocha. 1952?]. 2 vols. In-4.º de 623-XV-I
e 646-X págs. E.
“Não dou à mulher, sistemàticamente, categoria de vítima ou heroína: limito-me a apresentá-la tal
como ela tem vivido. Se me refiro em especial a algumas figuras femininas que se notabilizaram
pela sua beleza, pelo seu talento, pelos seus amores, coragem, virtudes, crimes ou vida aventurosa,
é porque essas figuras concretizam o apogeu do prestígio da mulher, ou da sua decadência e miséria,
em determinados períodos, sendo assim pontos de referência indispensáveis para se acompanhar
a sua evolução.”
Obra prestigiada de uma das mais destacadas representantes da literatura feminina portuguesa, ilustrada
com numerosas estampas impressas em folhas à parte.
Encadernações editoriais de pele inteira, gravadas a seco e ouro nas lombadas e nas pastas da frente.
Com uma marca superficial na lombada do segundo volume.
1062 — LAMAS (Maria).- AS MVLHERES DO MEV PAÍS. Actuális, Ldª. Lisboa. 1950.
In-fólio de 471-VII págs. E.
O livro, di-lo a autora, “é uma expressão de fraternal solidariedade com as mulheres do meu País.
Se ele abalar a indiferença, ou antes, a ironia com que os portugueses usam encarar os problemas
femininos, e alguém estender a mão, firmemente, às grandes sacrificadas, vítimas milenárias de erros
milenários, que, apesar de tudo, continuam a ser as obreiras da vida, bem pequenos foram, afinal, os
incalculáveis esforços, fadigas e obstáculos vencidos, que a sua publicação representa.” Edição de
luxo, ilustrada com numerosas gravuras disseminadas pelo texto e muitas outras impressas em separado e a cores, reproduzindo trabalhos dos mais conceituados pintores e desenhadores portugueses.
Desenhos nas páginas do texto de Fernando Carlos.
Encadernação editorial com lombada de pele, gravada a ouro e a seco. (ver gravura na pág. 25)
1063 — LAMAS (Maria).- O MUNDO DOS DEUSES E DOS HERÓIS. Mitologia Geral.
Edição da Autora. Estampa. Agência Distribuidora de Publicações, Lda. Lisboa. [1959]. 2 vols.
In-4.º de 370-IV e 349-XXXV págs. E.
Cremos que se trata ainda da mais completa obra que em Portugal se tem publicado sobre Mitologia,
numa muito cuidada edição impressa em papel encorpado e com grande número de excelentes fotogravuras em folhas à parte.
Boas encadernações editoriais de pele com gravados a ouro nas lombadas e pastas.
1064 — LAMY (Alberto Sousa).- A ACADEMIA DE COIMBRA. 1537-1990. História • Praxe
• Boémia e Estudo • Partidas e Piadas • Organismos Académicos. 1990 Rei dos Livros. Lisboa.
[1990]. In-4.º de 865-VII págs. E.
1062 - ver pág. 26
“Uma obra que procura abranger a infinidade de assuntos relacionados com a velha Academia de
Coimbra, em 4 séculos e meio de história, com destaque para a Associação Académica de Coimbra,
a maior e a mais importante organização estudantil do país, e uma das mais velhas e das maiores da
Europa.”
Encadernação editorial com sobrecapa de papel.
[26]
1065 — LANCASTRE (Maria José de).- FERNANDO PESSOA - UMA FOTOBIOGRAFIA.
Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Centro de Estudos Pessoanos. [1984]. In-4.º de VIII-319-IX págs. B.
Grande levantamento iconográfico de tudo quanto diz respeito ao Poeta da «Mensagem», iconografia que abrange praticamente todo o volume, comportando fotografias de Pessoa, manuscritos
próprios e alheios, fotografias de individualidades ou pessoas que pelas mais diversas razões com
ele se cruzaram, documentos, fotos de edifícios, fac-símiles de portadas, páginas de livros e
revistas, etc. Terceira edição.
1066 — LANCIANI (Giulia) & TAVANI (Giuseppe).- DICIONÁRIO DA LITERATURA MEDIEVAL GALEGA E PORTUGUESA. Organização e coordenação de... Caminho. [Editorial
Caminho, S.A. 1993]. In-4.º de 698 págs. E.
“(...) Neste dicionário figuram com ficha própria todos os poetas galego-portugueses, praticamente
todos os do Cancioneiro de Resende, todos os autores conhecidos de textos literários, hagiográficos,
históricos, filosóficos, apologéticos, todas as obras anónimas e as mais importantes das atribuídas,
todos os géneros poéticos, os movimentos literários ou filosóficos, os maiores estudiosos da Idade
Média galega e portuguesa (com exclusão dos vivos), os aspectos mais notáveis da técnica poética,
as instituições culturais; mas são tratados também assuntos que em geral aparecem com menor
frequência num dicionário deste tipo: «Autor», «Bilinguismo /plurilinguismo na poesia lírica»,
«Cartografia Medieval», «Cirulação do livro manuscrito», «Códice», «Drama litúrgico», «Escrita /
oralidade», «Exemplo», «Fábula», «Gramática», «Iconografia e ilustração», «Impossibilia»,
«Influências e intertextualidade», « Lexicografia», «Livro», «Manuscritos», «Tipografia», etc.” Com
documentação iconográfica em folhas à parte.
Encadernação dos editores com sobrecapa ilustrada a cores.
1067 — LANHOSO (Adriano Coutinho).- CAMILO CASTELO BRANCO VISTO POR FREITAS
FORTUNA, SEU AMIGO E SEU IRMÃO. Edição da Casa de Camilo. Vila Nova de Famalicão.
1970. In-8.º gr. de 124 págs. B.
Com fac-símiles de cartas de Camilo e outras estampas impressas em folhas à parte.
Capa de brochura ilustrada pelo pintor Amândio Silva.
1068 — LAPA (Albino).- A PALAVRA “LISBOA” NA HISTÓRIA DO JORNALISMO.
Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa. [Lisboa]. 1967. In-8.º de 233-III
págs. B.
Obra de indispensável referência para o estudo da história do jornalismo em Portugal, ilustrada com
a reprodução de frontispícios e primeiras páginas de dezenas de periódicos.
1069 — LARANJEIRA (Manuel).- CARTAS. Com prefácio e cartas de Miguel de Unamuno.
Portugália Editora. Lisboa. [1943]. In-8.º de 183-III págs. B.
“Neste volume de Cartas escritas a algumas das mais interessantes personalidades do seu tempo
encerra-se todo o drama desta existência profundamente torturada”.
Com «Algumas Palavras Prévias» de Ramiro Mourão, organizador, com Alberto de Serpa, deste
importante epistolário. Primeira edição ilustrada com um retrato do autor.
1070 — LARANJEIRA (Manuel).- DIÁRIO ÍNTIMO. Introdução e Notas de Alberto de Serpa.
Portugália Editora. Lisboa. [1957]. In-8.º de 210-IV págs. B.
1071 — LARANJEIRA (Manuel).- PROSAS PERDIDAS. Selecção, Introdução e Notas de
Alberto de Serpa. Portugália Editora. Lisboa. [1958]. In-8.º de 264-II págs. B.
Neste volume foram reunidas algumas importantes páginas que Manuel Laranjeira havia deixado em
várias publicações periódicas.
A págs. 23, com uma pequena assinatura.
1072 — LEAL (Cunha).- COISAS DO TEMPO PRESENTE. Lisboa. 1957-1964. 8 vols. In-8.º B.
Subordinada a este título genérico, a colecção compõe-se das seguintes obras: ‘Coisas da Companhia de Diamantes de Angola (Diamang); Novas Coisas da Companhia de Diamantes de Angola
(Diamang); Cântaro que vai à Fonte...; O Colonialismo dos Anticolonialistas; A Gadanha da Morte
(Reflexões sobre os problemas euro-africanos); Ilusões Macabras; A Pátria em Perigo; Peregrinações através do Poder Económico (Novas peregrinações Diamanganas deambulando por terras de
Manica e Sofala navegando nas albufeiras do Zêzere Digressão abissal pela Sonefe).
1073 — LEAL (Cunha).- AS MINHAS MEMÓRIAS. Edição do autor. Lisboa. 1966-1968.
3 vols. In-8.º gr. de 369-III, 475-III e 428-II págs. B.
As memórias de Cunha Leal, combativo opositor ao regime de Salazar, constituem importante
documento para a história da vida portuguesa do seu tempo: «Romance duma época, duma
família e duma vida de 1888 a 1917»; «Na periferia do Tufão. De 1 de Janeiro de 1917 a 28 de Maio
de 1926»; «Arrastado pela fúria do Tufão. De Maio de 1926 a 4 de Dezembro de 1930».
1074 — LEAL (Faria).- AMOR E PERDIÇÃO. Poemeto. Lisboa. Typ. e Lith. de Ricardo de
Souza & Salles. 1902. In-8.º de 24 págs. B.
Dedicatória impressa dirigida a Fernando d’Almeida Reis e datada de S. Salvador do Congo, 1902.
Publicação bastante invulgar.
Assinado no frontispício.
1075 — LEAL (Fernando).- PALMADAS NA PANÇA DE JOHN BULL. Foguete de guerra
offerecido a Camillo Castello Branco por... Porto. Livraria Civilisação de Eduardo da Costa
Santos - Editor. 1884. In-8.º gr. de 178-II págs. E.
Dedicatória impressa “A Camillo Castello Branco, A proposito do seu recente e deliciosissimo livro
O VINHO DO PORTO, Processo de uma Bestialidade Ingleza”.
Assinado no frontispício, com as capas da brochura e as margens por aparar. Encadernação com a
lombada e cantos de pele.
1076 — LEAL (Gomes).- ANTOLOGIA POÉTICA. Escolha e comentário de Francisco da
Cunha Leão e Alexandre O’Neill. Guimarães Editores. [Lisboa. 1970]. In-4.º de 204-II págs. B.
Excelente antologia, integrada na esmerada e criteriosa «Colecção Poesia e Verdade».
Com uma pequena assinatura.
1077 — LEAL (Gomes).- CLARIDADES DO SUL. Parnaso. Jardim da Poesia. Porto. [S.d.] 3
vols. In-8.º gr. B.
Edição em bom papel, excelentemente executada e com interessantes gravuras nas páginas de texto. Em
Marginália e Apreciações críticas, apresenta textos de Urbano Tavares Rodrigues, Moniz Barreto, João
de Barros, José Régio, Vitorino Nemésio, Gaspar Simões, Alexandre O’Neill, Oscar Lopes e outros.
Todos os volumes foram assinados pelo antigo proprietário.
O «Diário» de Manuel Laranjeira consta de três agendas e deve ter sido começado a redigir em 1908.
Com muito interessantes prefácio e notas de Alberto de Serpa. Primeira edição, ilustrada com um
retrato fotográfico do autor impresso à parte.
1078 — LEAL (Gomes).- A MULHER DE LUTO. Processo ruidoso e singular. Lisboa. Livraria
Central de Gomes de Carvalho, editor. 1902. In-8.º de 202-II págs. E.
[27]
[28]
Primeira e muito invulgar edição de um dos mais célebres e lidos trabalhos poéticos de Gomes Leal.
Encadernação editorial.
1079 — LEAL (Gomes).- POESIAS ESCOLHIDAS. Introdução: Destino de Gomes Leal, por
Vitorino Nemésio. Lisboa. [S.d.] In-8.º de CXVI-199-I págs. B.
A valiosa Introdução de Vitorino Nemésio ocupa, intitulada «Destino de Gomes Leal», ocupa as págs.
VII a XCVII.
1080 — LEAL (José Bação).- POESIAS E CARTAS. [Tipografia Vale Formoso. Porto. 1971].
In-8.º gr. de 160 págs. B.
Início do prefácio de Urbano Tavares Rodrigues: “A obra póstuma de José Bação Leal foi para nós a
revelação, que as circunstâncias da sua morte tornam particularmente dramática e pungente, de um
talento profundamente original e de uma sensibilidade nova, a qual pode pesquisar-se em escritos de
alguns jovens da sua geração, mas que raro se abre, como nestes textos, a um olhar atento, com tão
consumada sinceridade.”
1081 — LEÃO (António da Costa).- PROBLEMA BIBLIOGRÁFICO. CAMILO E OS MIGUELISTAS. Portugalia Editora. Lisboa. [S.d.] In-8.º de 65-I págs. E.
Acerca de um livro de Camilo intitulado “Poesias”, que Costa Leão, como todos os que privam com
a bibliografia camiliana, diz nunca ter visto, mas afirma existir, “porque êle foi editado, apareceu,
publicou-se”.
Encadernação de modesta execução com a lombada e os cantos de pele. Com a capa da brochura
reforçada com a folha de guarda.
1082 — LEÃO (Duarte Nunes de).- CRÓNICAS DOS REIS DE PORTUGAL, reformadas pelo
Licenciando... Introdução e revisão de M. Lopes de Almeida. 1975. Lello & Irmão - Editores.
Porto. In-4.º gr. de XXXVI-1010 págs. E.
Excelente edição em papel bíblia, com fac-símiles de portadas de edições primitivas das obras incluídas.
Da colecção «Tesouros da Literatura e da História».
Encadernação editorial imitando pele, com decoração dourada na lombada e nas pastas.
1083 — LEBRE (António).- EÇA EM VERDEMILHO E A SUA VIDA. Edição do Autor.
[Aveiro. 1962]. In-4.º de 471-V págs. B.
“Eça em Verdemilho e a sua Vida. É este o título de um volume que, não obstante o rótulo indicar que a
matéria está já muito pesquisada, verdadeiramente esmiuçada, são no entanto páginas de assuntos pelo
geral inéditos, em prosa portuguesa.” Volume ilustrado com vários desenhos nas páginas do texto.
1084 — LEDA (João).- OS AUREOS FILÕES DE CAMILLO. Manaos — Amazonas.
1924. In-8.º de XXVIII-70-II págs. B.
Livro impresso no Brasil, muito raro.
O interessante prefácio do autor trata de assuntos de filologia luso-brasileiros e é acompanhado de um
muito cuidado e extenso léxico camiliano.
Com vestígios de acidez próprios da qualidade do papel.
1085 — LEITÃO (Joaquim).- GENIO DA DESGRAÇA. Na hora centenaria de Camilo. Ottografica, Ldª. Lisboa. [S.d.] In-8.º de 79-I págs. B.
1086 — LEITÃO (Luís Veiga).- CICLO DE PEDRAS. Portugália Editora. Lisboa. [1964].
In-8.º gr. de XXXIX-I-104-II págs. B.
Os poemas aparecem antecedidos de um extenso e importante estudo de Fernando Guimarães intitulado «Significado e Estrutura da Poesia de Luís Veiga Leitão».
Volume integrado na «Colecção Poetas de Hoje», colecção que reuniu nomes do mais alto prestígio
nas Letras Portuguesas contemporâneas.
Com uma pequena assinatura.
1087 — LEITÃO (Luís Veiga).- LATITUDE. Poemas. 1950. [Imprensa do Douro. Régua].
In-8.º gr. de 91-III págs. B.
Primeiro livro do autor, bastante raro, acompanhado de uma carta de Ferreira de Castro. Desenhos de
Luís Veiga Leitão.
1088 — LEITÃO (Luís Veiga).- LINHAS DO TRÓPICO. [Editorial Inova. Porto. 1977]. In-4.º
de 22-II págs. B.
Com um desenho de Veiga Luís em separado. Poemas incluídos na cuidada e escolhida colecção
«O oiro do dia», com tiragem limitada a 250 exemplares.
1089 — LEITÃO (Luís Veiga).- LIVRO DA PAIXÃO. Ilustrado por Veiga Luís. Ulmeiro.
[Lisboa. 1986]. In-8.º de 57-VII págs. B.
Primeira edição deste original livro em prosa, com os desenhos do autor - Veiga Luís - impressos em
plena página.
1090 — LEITÃO (Luís Veiga).- LIVRO DE ANDAR E VER. Achiamé. 1976. [A edição foi
feita em máquina Intrépida para Robson Achiamé Fernandes, editor, na cidade de São Sebastião
do Rio de Janeiro.]. In-4.º peq. de CXLIV págs. inums. B.
Primeira e rara edição de 575 exemplares numerados e assinados pelo autor, de muito original realização gráfica, impressa no Brasil. Livro de poesia e prosa, com muitos e belos desenhos do Autor com
vistas do Porto, Lisboa, Toledo, Atenas, Paris, Cannes, Colónia, etc. Texto introdutório de Jayro José
Xavier, datado de Niterói, texto que termina com o seguinte parágrafo: “Poeta da linhagem dos poetas
da forma e da cor, de Luís Veiga Leitão se pode dizer que redige seu périplo munido da melhor paleta.”
1091 — LEITE (Duarte).- COISAS DE VÁRIA HISTÓRIA. Seara Nova. 1941. In-8.º de VIII-230-II págs. B.
Temas tratados: Descobrimento da Madeira, Açores, Cabo Verde, Brasil, África, Austrália. Preste
João, Tratado de Tordesilhas, Cristóvão Colombo, Infante D. Henrique, Açucar, etc.
1092 — LEMOS (Fernando).- FERNANDO PESSOA E A NOVA MÉTRICA. A imitação
de formas e metros líricos greco-romanos em Ricardo Reis. Editorial Inquérito. [1993]. In-8.º
de 127-I págs. B.
Volume integrado na colecção «Inquérito - Universidade».
1093 — LEMOS (Maximiano).- CAMILO E OS MÉDICOS. Porto. Typ. a vapor da Encyclopedia Portuguesa. 1921. In-4.º de 396 págs E.
Edição cuidada, impressa em bom papel e documentada com a reprodução fac-similada de cartas até
então inéditas de D. Ana Plácido e Silva Pinto.
Capa da brochura de Christiano de Carvalho com pequenas imperfeições.
Valiosa e raríssima edição, publicada em separata dos «Arquivos de História de Medicina Portuguesa»
em TIRAGEM TOTAL DE APENAS 25 EXEMPLARES. Ilustrada com dezenas de fotografias
impressas em folha própria.
Boa encadernação à amador, com larga lombada decorada com nervos rótulo e belos ferros a ouro; só
de leve aparado à cabeça e com as capas da brochura conservadas.
[29]
[30]
1094 — LEMOS (Maximiano).- CAMILO E OS MÉDICOS. Prefácio de João de Araújo Correia. Editorial Inova. Porto. [1974]. In-4.º de 374-VI págs. E.
Excelente reedição de uma das mais importantes obras da bibliografia passiva camiliana, integrada
na «Biblioteca Camiliana» publicada pela Editorial Inova. Com muitos retratos impressos em folhas
à parte.
Exemplar da tiragem de 250 exemplares numerados. Boa encadernação à amador, com a lombada e
cantos de pele. Aparado e com as capas da brochura.
1095 — LETRIA (José Jorge).- ADIVINHAÇÃO DO AZUL. [Impressão Silvas, crl. Lisboa.
1984?]. In-8º gr. de 59-III págs. B.
1101 — LIMA (Jaime de Magalhães).- O AMOR DAS NOSSAS COISAS E ALGUNS QUE
BEM O SERVIRAM. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1933. In-8.º gr. de IX-I-286-II págs. B.
Com capítulos individualmente consagrados a Ramalho, Camilo, Eça, Antero, Oliveira Martins,
Manuel da Silva Gaio, Afonso Lopes Vieira e António Corrêa de Oliveira. O que se refere a Camilo
vem de págs. 75 a 121 e intitula-se «Camilo e a Renovação do Sentimento Nacional na sua Época»;
o que respeita a Eça de Queirós foi estampado de págs. 125 a 168 e tem por título «Eça de Queiroz
e o Renascimento da Língua Portuguesa».
1102 — LIMA (Marcelino).- ANAIS DO MUNICÍPIO DA HORTA. Ilha do Faial. Grandes
Oficinas Gráficas “Minerva”. Famalicão. 1940. In-4º peq. de 734-I págs. E.
Livro distinguido som o Prémio de Poesia Florbela Espanca - 1984. II Série dos Cadernos Culturais da
Câmara Municipal de Vila Viçosa. Com um desenho em separado de Rogério Ribeiro.
No volume são exaustivamente estudados os mais diversos aspectos da vida da Ilha do Faial a partir
do seu Descobrimento. Com numerosas estampas intercaladas nas páginas de texto. Muito invulgar.
Encadernação simples. Conserva as capas da brochura.
1096 — LETRIA (José Jorge).- MÁGOAS TERRITORIAIS. Assírio & Alvim. [Lisboa. 1974].
In-8.º gr. de 64-IV págs. B.
1103 — LIMA (Matias).- MEDALHÕES NACIONAIS. (Poetas e Prosadores). Livraria Chardron. Pôrto. [S.d.]. In-8.º esguio de 172-II págs. E.
Livro de poesias de resistência política, muito invulgar.
1097 — LIMA (Ângelo de).- POESIAS COMPLETAS. Organização, prefácio e notas de Fernando
Guimarães. Editorial Inova Limitada. [Porto. 1971]. In-8.º de 164-II págs. B.
Primeira edição das poesias de Ângelo de Lima, uma das mais estranhas e importantes vozes da
poesia modernista brasileira, um poeta que - disse-o Fernando Pessoa - “não sendo nosso, todavia
se tornou nosso”. O importante prefácio de Fernando Guimarães ocupa as págs. 13 a 27. Com
reproduções de desenhos de Ângelo de Lima, o fac-símile de um dos seus autógrafos e um seu
retrato recuperado de uma página da «Ilustração Portuguesa», cujo artigo se intitula «Um Poeta
em Rilhafoles».
1098 — LIMA (Archer de).- PAIXÃO E MORTE DE CAMILLO CASTELLO BRANCO.
Romance. 1917. Parceria Antonio Maria Pereira. Lisboa. In-8.º de 208 págs. E.
“Assim como o Fialho dizia que «Camillo estava lá para o Porto desprezado e tratado como um cão»
assim tu [Silva Pinto, a quem o livro é dedicado] estás esquecido numa vala ignorada para onde te
levaram num dia de sol, ante a gentalha que teve talvez a satisfação de se ver livre das tuas acusações”.
Encadernação à amador com cantos e lombada de pele. Aparado e com a capa da brochura da frente
com um rasgão grosseiramente restaurado.
1099 — LIMA (Augusto César Pires de).- CAMILO CASTELO BRANCO. Palestra realizada a
instâncias dos “Amigos do Porto”... Porto. 1952. In-8.º gr. de 49-I págs. E.
Com um retrato de Camilo impresso em folha à parte.
Encadernação modesta. Conserva as capas da brochura e está por aparar.
1100 — LIMA (Isabel Pires de).- AS MÁSCARAS DO DESENGANO. Para uma abordagem
sociológica de «Os Maias» de Eça de Queirós. Caminho.[Editorial Caminho, S.A. Lisboa.
1987]. In-8.º gr. de 368-IV págs. B.
“Não se trata de, às portas do centenário da publicação de Os Maias, ler este romance uma vez mais e
apenas como espelho reflector da sociedade lisboeta oitocentista, mas como expressão estética excepcional dos caminhos e descaminhos — As Máscaras do Desengano — por onde enveredou a geração
intelectual a que Eça de Queirós pertenceu.
“Não constituirá o romance um jogo de máscaras onde é posto em cena o ambíguo itinerário de desistência e desengano da geração de 70? Este o convite à leitura.”
[31]
Cuidada edição em papel couché, ilustrada com os retratos dos escritores que Matias Lima homenageou neste seu livro em verso: Garrett, Castilho, Herculano, Faustino Xavier de Novais, Camilo,
Arnaldo Gama, João de Deus, Ramalho, Júlio Diniz, Antero, Guilherme Braga, Oliveira Martins, Eça
de Queiroz, Cesário Verde, Fialho, Trindade Coelho, António Feijó, António Nobre e muitos outros.
Primeiro e único volume publicado.
Edição limitada a 300 exemplares impressos em papel couché.
Bonita encadernação da época em imitação de seda verde, com ferros a ouro na pasta da frente e na
lombada. Com as capas da brochura preservadas.
1104 — LIMA (Sílvio).- O AMOR MÍSTICO. (Noção e valor da experiência Religiosa).
Volume I. O Amor Místico. Imprensa da Universidade. Coimbra. 1935. In-8.º de II-XIII-I--413-V
págs. B.
Acerca deste volume: “a religião cristã (sobretudo a sua modalidade católico-romana) ocupará um
lugar proeminente. E isto porque, incidindo o nosso estudo sôbre as relações complexíssimas entre
o religioso e o sexual, forçoso é reparar que o catolicismo não só com os seus cultos da Virgem Mãi,
do Menino, de Jesus, dos santos, etc., mas também com a sua apologia do monacato, da virgindade,
do celibato sacerdotal, etc., suscita — muito mais do que outra qualquer religião histórica (por ex.: a
judaica, a maomética ou a budista) — problemas de fina delicadeza científica. (...)
Desejosos de apresentar ao leitor uma forte documentação religiosa luso-brasílico-espanhola, explorámos no remanso das bibliotecas as bafientas crónicas monásticas, os pesados in-fólios clássicos, as
preciosas narrativas dos missionários adormecidas sob o pó devorador dos séculos.”. Único volume
publicado.
1105 — LINO (Raul).- QUATRO PALAVRAS SOBRE OS PAÇOS REAIS DA VILA DE SINTRA. Edição Valentim de Carvalho, Lda. Lisboa. [S.d. - 1948?]. In-4.º peq. de 135-IX págs. E.
Interessante e invulgar estudo monográfico, ilustrado com numerosas estampas impressas em papel
couché com vistas de interiores e exteriores daquele magnífico monumento. No final a edição vem
acompanhada de uma «Planta do Palácio Nacional de Sintra», impressa em folha desdobrável.
Boa encadernação à amador com lombada e cantos de pele, nervuras e bonitos ferros gravados a ouro.
Ligeiramente aparado à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
1106 — LINS (Álvaro).- ENSAIO SOBRE CAMÕES E A EPOPEIA COMO ROMANCE HISTÓRICO. Brasília Editora. 1972. [Porto]. In-8.º gr. de 98-IV págs. B.
Disse Jacinto do Prado Coelho que o autor, neste trabalho, voltou “a encontrar aquela sóbria e fina
inteligência, que muito admiro desde Eça de Queiroz e as primeiras páginas do Jornal de Crítica”.
Edição em bom papel, ilustrada em folhas à parte.
[32]
1107 — LISBOA (António Maria).- ERRO PRÓPRIO, seguido de OPERAÇÃO DO SOL e de
ALGUNS PERSONAGENS. Prefácio de Mario Cesariny. Guimarães Editores. [Lisboa. 1962].
In-8.º de 87-IX págs. B.
Segunda edição, valorizada com um originalíssimo prefácio de outro grande representante do Surrealismo português.
1108 — LISBOA (António Maria).- EXERCÍCIO SOBRE O SONHO E A VIGÍLIA DE
ALFREDO JARRY seguido de O SENHOR CÁGADO E O MENINO. [Lisboa. 1958?]. In-8.º
de 34-II págs. B.
Texto pela primeira vez publicado após a prematura morte do autor, na colecção surrealista “A Antologia em 1958”, organizada por Mário Cesariny. Acerca desta obra e segundo se lê no «Dicionário
Cronológico de Autores Portugueses», “António Maria Lisboa insiste de novo nos fenómenos
ocultistas e esotéricos, havendo aqui uma incidência obsessiva no problema da morte e dos mortos.”
Edição de restrito número de exemplares.
Assinado no frontispício.
1109 — LISBOA (António Maria).- POESIA DE ANTÓNIO MARIA LISBOA. Texto estabelecido
por Mário Cesariny de Vasconcelos. Assírio & Alvim. [Lisboa. 1977]. In-8.º gr. de 409-III págs. B.
O livro integra não só as poesias mas também os textos em prosa e cartas de António Maria Lisboa,
figura de topo da literatura surrealista portuguesa. O prefácio de Cesariny, onde se explica a estrutura
do volume, decorre de páginas 7 a 19. Trabalho integrado na colecção «Documenta Poética»
1110 — LISBOA (Irene).- APONTAMENTOS. Lisboa. 1943. [«Gráfica Lisbonense»]. In-8.º
de 282-IV págs. B.
É a edição original deste interessante livro de pequenas e variadas crónicas, género em que Irene
Lisboa deixou mais vincada a sua rica personalidade de escritora.
Com uma pequena assinatura.
1111 — LISBOA (Irene).- COMEÇA UMA VIDA. Novela ilustrada por Maria Keil do Amaral.
Seara Nova. Lisboa. 1940. [Gráfica Lisbonense]. In-8.º de 134-IV págs. B.
Primeira edição de um dos primeiros e originais livros de Irene Lisboa, este ainda publicado sob
o pseudónimo João Falco. Invulgar.
Com uma pequena assinatura na página 9.
1112 — LISBOA (Irene).- EDUCAÇÃO. Palestra proferida no salão do «Grupo dos Modestos»
do Pôrto... Lisboa. «Seara Nova». 1944. In-8.º de 31-I págs. B.
Um dos Cadernos da «Seara Nova», este muito invulgar.
1113 — LISBOA (Irene).- ESTA CIDADE! Lisboa. 1942. [Gráfica Lisbonense]. In-8.º de 427-III págs. B.
Um dos estimados e invulgares livros de Irene Lisboa, João Falco por pseudónimo, nome de raras
qualidades na literatura portuguesa do nosso tempo.
Capa de brochura ilustrada por Ilda Moreira.
Assinado numa das páginas preliminares.
1114 — LISBOA (Irene).- O POUCO E O MUITO. Crónica urbana. Portugália Editora. Lisboa.
[S.d. - 1956?] In-8.º de 287-III págs. B.
Primeira edição de um dos mais apreciados livros de Irene Lisboa, nas palavras de José Régio “a primeira das nossas escritoras contemporâneas, e um dos nossos mais notáveis escritores actuais”.
Com uma pequena assinatura.
[33]
1115 — LISBOA (Irene).- QUERES OUVIR? EU CONTO. Portugália Editora. Lisboa. [1958].
In-8.º de 162-VI págs. B.
São muito invulgares os exemplares deste livro de “Histórias para maiores e mais pequenos se entreterem”, em muito cuidada edição ilustrada com capa e desenhos de Figueiredo Sobral.
1116 — LISBOA (Irene).- TÍTULO QUALQUER SERVE PARA NOVELAS E NOVELETAS.
Portugália Editora. Lisboa. [1958]. In-8.º de 271-V págs. B.
Segundo Gaspar Simões, “a autora de Esta Cidade!, de Começa uma Vida, de O Pouco e o Muito,
é dos maiores “cronistas urbanos” das nossas letras contemporâneas — e o mais poderoso, o mais
sólido, o mais humano dos nossos populistas”. Primeira edição, invulgar.
Assinado.
1117 — LISBOA (Irene).- 13 CONTARELOS que IRENE escreveu e ILDA ilustrou para
a gente nova. [Livraria Sá da Costa. Lisboa. S.d. - 1926?]. In-8.º de VIII-171-III págs. B.
Primeiro e mais raro livro de Irene Lisboa, uma das mais singulres figuras da literatura feminina
portuguesa.
Segundo Ramos de Almeida, “Seja qual for o critério de escolha usado para seleccionar os dez maiores
escritores vivos, o nome de Irene Lisboa tem de ficar entre eles, tal o poder, a plasticidade, a economia,
a beleza do seu estilo, tal o significado humanístico da sua obra.”
1118 — LISBOA (Irene).- UM DIA E OUTRO DIA... [Tip. da “Seara Nova”. Lisboa. 1936].
In-8.º de 339-I págs. B.
Segundo livro de Irene Lisboa, este de poesia, publicado sob o pseudónimo João Falco, autora que levou
Julião Quintinha a afirmar que a «Seara Nova» se podia orgulhar de haver revelado ao público uma
escritora que estava escrevendo “algumas das mais belas páginas da moderna literatura portuguesa.”
1119 — LISBOA (Irene).- UMA MÃO CHEIA DE NADA OUTRA DE COISA NENHUMA.
(Historietas). Portugália Editora. Lisboa. [S.d. - 1955]. In-8.º de 198-IV págs. B.
A propósito deste livro escreveu José Régio: “... é verdadeira alegria reconhecer a gente um estilo,
uma arte (que só à primeira vista parece não ter arte) de escrever, nas suas frases ora ondulosas ora, as
mais das vezes, antes singelas, claras, de uma brevidade ou concisão quase telegráfica, — nesta época
triste em que uns enaltecem a banalidade da escrita, outros debalde a pretendem ultrapassar, e ainda
outros imbecilmente a confundem com a luminosa simplicidade dos Mestres.”
Invulgar livro em prosa, ilustrado com muitos e belos desenhos de plena página assinados por Pitum
Keil do Amaral.
Com uma pequena assinatura na página 9.
1120 — LISBOA (Irene).- VOLTAR ATRÁS PARA QUÊ? Livraria Bertrand. Lisboa. [S.d. 1956]. In-8.º de 207-I págs. B.
Segundo Ramos de Almeida, “«Voltar atrás para quê?» é um livro que só poderia ser escrito por uma
grande escritora, pela pujança e pela força do seu estilo, pela qualidade da sua matéria onde mais uma
vez se desdobra o drama sem horizontes da mulher portuguesa.”
Primeira edição.
1121 — LIURO DA INQUISIÇÃO DA CYDADE DO PORTO. [1564]. Arquivo Histórico
Dominicano Português / Movimento Bartolomeano. Porto. 1976. In-fólio de 64 págs. B.
Segundo leitura da «Nota de Edição», “trata-se de documento bartolomeano, de valor altamente
precioso. Aqui se relatam pormenores da luta, então, encarniçadamente travada, pelo aplicar do Concílio
Ecuménico acabado de realizar-se.
.../...
[34]
“(...) Como na visita a Braga, também nesta se chega à conclusão (...) de que não se descobriram males
graves, erros ou desvios na Fé; apenas interesses feridos - no caso do largar de benefícios acumulados;
algumas práticas de observância judaica; pequenas amostras de protestantismo (...); Apesar de ter de
haver-se como fonte parcial, na verdade o fundo inquisitorial guarda imensos informes, sem os quais impossível será conhecer ou traçar bem o quadro da vida social, cultural e religiosa do nosso século XVI”.
Publicação integrada na «Bartholomæana Monumenta» do Cartório Dominicano Português, de limitada tiragem.
1122 — O LIVRO DAS MIL E UMA NOITES. Introdução de Aquilino Ribeiro. Lisboa.
Editorial Estúdios Cor. [1958-1962]. 6 vols. In-4.º E.
Luxuosa e muito bela edição, com magníficas ilustrações a negro e a cores, em separado, reproduzindo trabalhos de Bernardo Marques, Carlos Botelho, Cipriano Dourado, Fernando Azevedo, Júlio
Pomar, Vaz Pereira, Alice Jorge, Jorge Matos Chaves, Manuel Lapa, Paulo-Guilherme, Alice Jorge,
Bartolomeu Cid, Infante do Carmo, Júlio Gil, Luís Filipe de Abreu, Cândido Costa Pinto, Câmara
Leme, Daciano Costa, Sá Nogueira, Lima de Freitas, António Charrua, Conceição Silveira, Fernanda
Garrido, Fernando Conduto, Jorge Martins, Maria Velês, e Tomás Borba Vieira.
Traduções de Aquilino Ribeiro, Branquinho da Fonseca, Carlos de Oliveira, Celeste Andrade, Domingos
Monteiro, Irene Lisboa, José Gomes Ferreira, Manuel Mendes, Nataniel Costa, António de Sousa,
Cabral do Nascimento, João Gaspar Simões, João Pedro de Andrade, José Rodrigues Miguéis, José
Saramago, Maria Franco, Patrícia Joyce,
Urbano Tavares Rodrigues, David Mourão-Ferreira e Jorge de Sena.
Encadernações editoriais gravadas a ouro e vermelho nas lombadas e pastas da frente.
1123 — LIVRO DE HORAS DE D. MANUEL. Estudo introdutório de Dagoberto Markl.
Colecção presenças da imagem. Crédito Predial Português / Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
[Gráfica Maiadouro. Vila da Maia. 1983]. In-4.º gr. de 309-III págs. B.
“O Livro de Horas dito de D. Manuel integra-se no período mais rico da iluminura portuguesa, que
podemos balizar cronológicamente entre 1495 e 1557, tomando como referências a aclamação de
D. Manuel e a morte de D. João III”.
Primorosa reprodução integral e a cores do precioso e belíssimo manuscrito iluminado, antecedido de
um exaustivo e erudito trabalho de Dagoberto Markl, trabalho que ocupa cerca de duas centenas de
páginas. Edição há muitos anos esgotada, feita sob os auspícios do Comissariado para a XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura.
1124 — LIVRO DO CINQUENTENÁRIO DA VIDA LITERÁRIA DE FERREIRA DE CASTRO.
Portugália Editora. [Lisboa. 1967]. In-4.º de 312-VI págs. B.
Colaboração de Agustina Bessa-Luis, Alexandre Babo, Alexandre Cabral, Augusto Casimiro, Hernâni
Cidade, Jaime Brasil, Gaspar Simões, Jorge Amado, Mário Braga, Mário Sacramento, Óscar Lopes
e muitos outros, portugueses e estrangeiros. Ilustrado em folhas à parte.
1125 — LIVRO MEMORIAL. A FIGUEIRA DA FOZ A CAMILO CASTELO BRANCO NO
SEU CENTENÁRIO. 1825 a 1925. [Tipografia Peninsular. Figueira da Foz]. 16 de Março.
1925. In-4.º de 63-I-XXXII-XXXVI-VI-II págs. E.
Interessante volume ilustrado inserindo várias cartas de Camilo e colaboração de Henrique Marques,
Francisco Canavarro de Valladares, Luis d’Oliveira Guimarães, Sant’Iago Prezado, Pedro Fernandes
Tomás, Bourbon e Menezes, H. de C. Ferreira Lima, Eloy do Amaral, Cláudio Basto, etc. Tem no
fim o «Catalogo da Exposição Bibliographica e Iconográfica» realizada nos salões da Associação
Comercial da Figueira da Foz.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Aparado e com as capas da brochura conservadas.
[35]
1126 — LLANSOL (Maria Gabriela).- CONTOS DO MAL ERRANTE. Edições rolim. [Lisboa.
1986]. In-8.º gr. de 232-VIII págs. B.
Eduardo do Prado Coelho: “É contra esse pânico, essa viagem nocturna, que o texto de Maria Gabriela
Llansol se ergue numa verticalidade indomável. Isto não é literatura, tem mesmo pouco a ver com a
literatura, com a sua miséria e carregamento de dores empacotadas, mas é certamente o que de mais
admirável e apaixonante a literatura nos pode dar.”
1127 — LLANSOL (Maria Gabriela).- UM BEIJO DADO MAIS TARDE. Edições Rolim.
[Lisboa. 1990]. In-8.º gr. de 117-III págs. B.
A este livro foi atribuído o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores em 1990.
1128 — LOANDA (Fernando Ferreira de).- ANTOLOGIA DA NOVA POESIA BRASILEIRA.
Livraria Morais Editora. Lisboa. 1967. In-8.º gr. de 230-II págs. B.
Livro integrado na colecção «Círculo de Poesia».
Pequena assinatura na página 9.
1129 — LOBO (Francisco Alexandre).- DISCURSO HISTORICO E CRITICO ÁCERCA DO
PADRE ANTONIO VIEIRA E DAS SUAS OBRAS, por D... Bispo de Viseu. Coimbra. Imprensa
da Universidade. 1897. In-4.º peq. de 133-I págs. E.
Magnífica edição em excelente e muito encorpado papel de linho, edição de que se fez reduzida
tiragem. Primeira edição.
Boa encadernação à amador com larga lombada e cantos de pele. Está só aparado à cabeça e conserva
as capas da brochura.
1130 — LOPES (David).- CHRONICA DOS REIS DE BISNAGA. Manuscripto inedito do
seculo XVI publicado por... Lisboa. Imprensa Nacional. 1897. In-4.º de LXXXIX-123-I págs. B.
Trabalho de grande interesse para a história da Índia, com um valioso e dilatado estudo preliminar de
David Lopes. Contribuição para as Comemorações do Quarto Centenário do Descobrimento da Índia.
1131 — LOPES (Fernão).- CRONICA DEL REI DOM JOHAM I DE BOA MEMORIA E DOS
REIS DE PORTUGAL O DECIMO. Reprodução facsimilada da edição do Archivo Histórico
Português (1915) preparada por Anselmo Braamcamp Freire. Prefácio por Luís F. Lindley
Cintra. Lisboa. Imprensa Nacional - Casa da Moeda. MCMLXXVII. 2 vols. In-4.º gr. de 17-I-LXX-424-IV e II-XXXIX-I-461-I págs. E.
Reproduz integralmente a excelente edição de Braamcamp Freire, acrescida do importante e extenso
prefácio de Lindley Cintra. Com algumas estampas em separado.
Boas encadernações com lombada e cantos de pele. Conserva as capas da brochura e as margens integrais.
1132 — LOPES (Manuel).- CHUVA BRABA. (Novela cabo-verdiana). Edição do Instituto de
Cultura e Fomento de Cabo Verde. Lisboa. 1956. In-8.º de 310-VI págs. B.
Primeira e muito invulgar edição de um dos mais importantes livros de Manuel Lopes, distinguido
com o prémio Fernão Mendes Pinto.
O autor é um dos principais representantes da literatura caboverdiana, tendo fundado e dirigido
a revista «Claridade», onde está arquivada grande parte da sua produção literária.
Capa e ilustrações do autor. Assinado.
1133 — LOPES (Manuel).- OS FLAGELADOS DO VENTO LESTE. Colecção Atlântida.
[Editora Ulisseia. Lisboa. 1960]. In-8.º de 266-I págs. B.
Edição original de uma das mais estimadas obras de Manuel Lopes, um dos lídimos representantes da
literatura caboverdiana.
Capa de brochura ilustrada pelo pintor surrealista Vespeira. Assinado.
[36]
1134 — LOPES (Óscar).- ÁLBUM DE FAMÍLIA. Ensaios sobre Autores Portugueses do
Século XIX. Editorial Caminho. [Guide - Artes Gráficas, Lda. 1984]. In-8.º gr. de 190 págs. B.
“Os textos reunidos neste volume encontravam-se dispersos e quase todos eles praticamente inacessíveis ao leitor português actual”. Referem-se a Garrett, Arnaldo Gama, Camilo, Júlio Diniz,
Herculano, Eça e Oliveira Martins.
1135 — LOPES (Óscar).- LER E DEPOIS. Crítica e Interpretação Literária / 1. Editorial Inova.
Porto. [1969]. In-8.º de 382-XIV págs. B.
——— MODO DE LER. Crítica e Interpretação Literária / 2. Editorial Inova. Porto. [1969].
In-8.º de 441-XVII págs. B.
Obras marcantes no domínio da crítica e interpretação da literatura portuguesa e estrangeira, integradas
na «Colecção Civilização Portuguesa».
1136 — LOPES (Óscar).- AS MÃOS E O ESPÍRITO. Lição. Porto. [Tipografia do Carvalhido.
1958]. In-8.º de 43-I págs. B.
“O texto que segue baseia-se numa «Oração de Sapiência» proferida em 1 de Outubro de 1953, no
Liceu D. Manuel II, do Porto (...)”. Edição restrita.
1137 — LOPES (Teresa Rita).- PESSOA POR CONHECER - Roteiro para uma Expedição.
[e Textos para um Novo Mapa]. Editorial Estampa. [Lisboa. 1990]. 2 vols. In-fólio de 298-II
e 512 págs. B.
“(...) O Pessoa por Conhecer corresponde a um velho sonho, o de contar o romance-drama-em-gente
o mais completamente possível, numa perspectiva o mais largamente possível sincrónica e diacrónica:
trata-se de fazer cintilar as diferentes facetas deste ser poliédrico, para tentar reconstituir o sólido a
que pertencem, por um lado, e, por outro, de traçar diacronicamente o percurso da vida-obra (também
obra-vida) desde os primeiros textos e personalidades «em busca da Palavra» (...) até aos últimos textos
da «religião individual» — uma «metaphysica recreativa» que congregava não só «os do grupo»
(Pessoa, Mora, Caeiro, Reis e Campos), mas afinal «todos os elementos de cultura nacional superior»
— como escreveu, quando quis fazer da revista Athena esse ponto de encontro.
“O que aqui sobretudo me importa não é o Pessoa inédito, mas o Pessoa por conhecer: não é tanto
a publicação do texto inédito como tal que tenho em vista, mas a sua integração no conjunto que lhe
dá o seu perfeito sentido.
“Os dois volumes do Pessoa por Conhecer podem ser lidos separadamente, embora sejam complementares: no primeiro, conto o conto que foi a obra-vida de Pessoa por palavras minhas e dele,
remetendo constantemente para o segundo volume, em que a ficção foi só entretecida com palavras
dele. São 434 textos (capicua, sem querer, mas calhou bem!) quase todos inéditos, alguns pouco
conhecidos, por mim já publicados ou por outrem, mas que ali tiveram que figurar por fazerem parte
do episódio que queria contar (...)”
Obra fundamental para o conhecimento das bibliografias activa e passiva pessoanas, em rigorosa
e bem organizada edição ilustrada com fac-similes de originais manuscritos, fotografias suas e de seus
familiares, etc.
1138 — LOSA (Ilse).- ENCONTRO NO OUTONO. Contos. Portugália Editora. [Lisboa. 1964].
In-8.º de 139-V págs. B.
1139 — LOSA (Ilse).- O MUNDO EM QUE VIVI. Porto. 1949. [Empresa Ind. Gráfica do Porto,
Lda]. In-8.º de 322-II págs. B.
Primeira edição do livro de estreia de Ilse Losa, escritora alemã de ascendência judaica, considerado
por Vitorino Nemésio como “um livro de sobressalto, um depoimento admirável sobre as perturbações
humanas ocorridas na Alemanha de Hitler”; sobre ele disse também João Gaspar Simões: “A raça
portuguesa jamais foi capaz de produzir um livro de memórias num tom ao mesmo tempo tão singelo
e emocionante, tão despretensioso e tão agudo, tão evocador e tão justiceiro.”
1140 — LOSA (Ilse).- NÓS E A CRIANÇA. Um livro para os pais. Porto Editora, Lda. Porto.
[1954]. In-8.º de 236-IV págs. E.
Livro invulgar e importante na bibliografia portuguesa da especialidade.
Encadernação editorial com sobrecapa de papel ilustrada por Fernando Lanhas.
1141 — LOSA (Ilse).- SOB CÉUS ESTRANHOS. Romance. Portugália Editora. Lisboa. [S.d].
In-8.º de 206-VI págs. B.
Edição original de um dos estimados romances de Ilse Losa, integrado na colecção «Contemporânea».
Capa da brochura ilustrada por João da Câmara Leme.
1142 — LOUREIRO (José Pinto).- NOVOS SUBSÍDIOS PARA A BIOGRAFIA DE CAMÕES.
Figueira da Foz. Tipografia Popular. 1935. In-8.º gr. de 155 págs. E.
Trabalho de investigação acerca d’ “O ramo coimbrão da família de Camões”, ilustrado com
numerosas reproduções de assinaturas e a transcrição de vasta documentação. Invulgar separata de
“O Instituto”.
Encadernação modesta. Por aparar mas com manchas de acidez nas capas da brochura.
1143 — LOURENÇO (António Apolinário).- IDENTIDADE E ALTERIDADE EM FERNANDO
PESSOA E ANTONIO MACHADO. Álvaro de Campos e Juan de Mairena. Angelus Novus,
editora. Braga - Coimbra [Gráfica de Coimbra, Lda. 1995]. In-8.º de 153-VII págs. B.
1144 — LOURENÇO (Eduardo).- O COMPLEXO DE MARX Ou o Fim do Desafio Português.
Publicações dom quixote. Lisboa. 1979. In-8.º gr. de 263-III págs. B.
“Constituído por algumas dezenas de artigos escritos e dispersos por vários jornais e revistas portugueses ao longo dos três últimos anos, o presente livro vem formar um todo homogéneo de análise
lúcida feita dia a dia deste Portugal que vamos construindo (ou adiando).” Volume integrado na
colecção «Participar».
1145 — LOURENÇO (Eduardo).- OS MILITARES E O PODER. Arcádia. [Lisboa. 1975].
In-8.º de 168-IV págs. B.
Livro integrado na «Colecção temas portugueses».
1146 — LOURENÇO (Eduardo).- NÓS E A EUROPA, ou as duas razões. Imprensa NacionalCasa da Moeda. [Lisboa. 1988]. In-4.º peq. de 142-II págs. B.
Colectânea de textos em português e francês, integrada na colecção «Temas Portugueses» e distinguida
com o «Prix Européen de l’Essai - 1988» .
“Ilse Losa trouxe para as Letras portuguesas uma temática nova, fruto daquela mesma conjuntura que
a obrigou a fugir da Alemanha, sua pátria natal, onde era perseguida. Daí a sua comovente originalidade, que «Encontros no Outono» tão bem documenta”. Primeira edição.
1147 — LOURENÇO (Eduardo).- SENTIDO E FORMA DA POESIA NEO-REALISTA.
[Editora Ulisseia. Lisboa. 1968]. In-8.º de 271-I págs. B.
[37]
[38]
Capítulos sobre João José Cochofel, Joaquim Namorado e Carlos de Oliveira. Integrado na «Colecção
Poesia e Ensaio».
1148 — LOURES (Carlos).- O MINISTÉRIO DO AMOR (Farsa em dois actos) seguida de ANTES
QUE SEJA TARDE (peça em um acto). [Livraria Raiz. Tomar. 1970]. In-8.º de 100-IV págs. B.
Texto integrado na colecção «Nova Realidade», que ao tempo publicou autores como José Afonso,
Manuel Alegre, António Cabral, Arsénio Mota, etc.
Com uma pequena assinatura na página 9.
prestígio, de entre os quais salientamos os nomes de Luciano Pereira da Silva, Afonso Lopes Vieira,
Jaime Cortesão, Reynaldo dos Santos, Ricardo Jorge, A. G. Ribeiro de Vasconcelos, Joaquim de Vasconcelos, J. Lúcio de Azevedo, António Sérgio, Leite de Vasconcelos, José Maria Rodrigues, Edgar
Prestage e muitos outros. Com numerosas ilustrações impressas em separado.
Coleção completa e invulgar. Bonitas encadernações editoriais em pele inteira, gravadas a seco e ouro
nas lombadas e pastas. Com falta das capas da brochura do primeiro volume.
1149 — LOURES (Carlos).- A VOZ E O SANGUE. 1967. [Tipografia do Carvalhido. Porto].
In-8.º gr. de 69-VII págs. B.
1154 — MACEDO (Helder).- CAMÕES E A VIAGEM INICIÁTICA. Moraes editores. [Lisboa.
1980]. In-4.º de 59-V págs. B.
Natural de Lisboa, Carlos Loures foi um dos coordenadores da revista «Pirâmide», onde colaboraram
entre muitos outros, Mário Cesariny, Luis Pacheco, Herberto Helder, Pedro Oom, José Forte, Ernesto
Sampaio, Manuel de Castro. Publica pela primeira vez obra sua em 1962 [Arcano Solar], onde se torna
clara a influência de seus companheiros de feição surrealista. Já em 1967 com «A Voz e o Sangue» o
autor publica este violento caderno de Poesia contra a ditadura, o que lhe valeu seis meses de prisão.
1150 — LUGAN & GENELIOUX.- A DEFEZA DOS LIVREIROS SUCCESSORES DE ERNESTO CHARDRON. Resposta à “Diffamação” do Snr. Visconde de Correia Botelho. Porto.
Livraria Internacional de Ernesto Chardron. 1886. In-4.º de 74-II págs. E.
Com interesse para a história da edição do livro «Bohemia do Espírito», de Camilo. Com numerosa
documentação acerca do litígio judicial entre as Livraria Internacional de Ernesto Chardron, a Livraria Civilização de Eduardo da Costa Santos e Camilo Castelo Branco. Transcreve numerosas cartas de
Camilo ao seu editor Ernesto Chardron.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Conserva as capas da brochura e está só ligeiramente aparado.
1151 — LUND (Christopher C.).- ANEDOTAS PORTUGUESAS E MEMÓRIAS BIOGRÁFICAS DA CORTE QUINHENTISTA. Estorias e ditos galantes que sucederaõ e se disseraõ no
Paço. (Contendo matéria biobliográfica inédita de Luís de Camões e outros escritores do século
XVI]. Leitura do texto, Introdução, Notas e Índices por... Livraria Almedina. Coimbra. 1980.
In-4º de 219-I págs. B.
Ao descobrir e ler o manuscrito dos séculos XVI e XVII que se conserva na Biblioteca do Congresso,
“Grande foi o nosso alvoroço quando descobrimos que, além de anedotas biográficas não conhecidas
do autor d’Os Lusíadas, havia tembém entre elas poesias desconhecidas atribuídas a Camões e, se
atendermos ao seu contexto ingénuo e aparentemente autêntico, a ele certamente atribuíveis. (...)
Camões não é o único autor escondido entre as folhas da obra. Nomes já consagrados na história
e na literatura de Portugal como D. Francisco de Portugal, Jorge de Montemayor, Fr. Bartolomeu dos
Martires, D. António de Ataíde, Pantalião de Sá, Cristóvão de Moura, Tomás Jordão de Noronha,
o Duque de Bragança, etc., saltam à vista a cada folha, junto a nomes menos conhecidos, mas em
anedotas igualmente interessantes.(...)”
Capa da brochura ilustra ao gosto das impressões do século XVI.
1152 — OS LUSÍADAS DE CAMÕES. Quatrième Centenaire. Exposition bibliographique et
iconographique. Paris. 1972. In-4.º de 210-VI págs. E.
Excelente catálogo ilustrado de uma notável exposição bibliográfica e iconográfica camoniana levada
a efeito pelo «Centre Culturel Portugais» de Paris da Fundação Calouste Gulbenkian.
Boa encadernação com a lombada e cantos de pele, decorada com nervos e ferros a ouro. As margens
estão intactas e as capas foram preservadas.
1153 — LUSITANIA. Revista de Estudos Portugueses. Directora: D. Carolina Michaelis de
Vasconcellos. Lisboa. 1924-1927. 10 números In-4.º em 3 vols. E.
Uma das mais importantes revistas do seu género publicadas em Portugal, recheada de valiosos
estudos históricos, literários, artísticos, etc., assinados por alguns dos escritores portugueses de maior
.../...
[39]
Trabalho integrado na colecção «Margens do Texto».
1155 — MACEDO (Helder).- POESIA. 1957-1977. Prefácio de Jorge de Sena. Moraes Editores.
Lisboa. 1979. In-8.º gr. de 141-III págs. B.
Além do Prefácio de Jorge de Sena, o volume integra parte de uma carta de Mécia de Sena, onde se
justifica o facto de o prefácio não ter sido acabado, por entretanto ter ocorrido a morte do seu autor.
“Julgámos importante publicar o pequeno fragmento do Post-Scriptum que Jorge de Sena planeava
completar, não só pelo aspecto simbólico que essa publicação reveste, como ainda — e é o mais
importante — pela pista reveladora que nele se contém para uma eventual leitura, porventura ainda
não feita, da poesia de Helder Macedo.” Volume pertencente à colecção «Círculo de Poesia», de que
se tiraram apenas 1000 exemplares.
1156 — MACHADO (Bernardino).- DEPOIS DE 21 DE MAIO. 2ª edição. Coimbra. Imprensa
da Universidade. 1923. In-8.º de 545 págs. E.
Colectânea de cartas e outros escritos de Bernardino Machado publicados na imprensa periódica entre
27-5-1921 e 3-11-1923, de evidente importância para a história política da época. Embora na capa de
brochura se indique este como sendo o 1º volume, cremos que outro não foi publicado.
Segunda edição, preferível à edição original por ter sido muito ampliada.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Conserva as capas da brochura e mantém as margens
integrais.
1157 — MACHADO (Bernardino).- NO EXÍLIO. Famalicão. 1922. Tipografia Minerva. In-8.º
de 381-I págs. E.
Um dos mais raros livros do autor, quase exclusivamente preenchido com a transcrição de cartas
e outros documentos importantes para a história da época.
Capas de brochura conservadas. Encadernação com lombada e cantos em pele.
1158 — MACHADO (José Pedro).- DICIONÁRIO ETIMOLÓGICO DA LÍNGUA PORTUGUESA. Com a mais antiga documentação escrita e conhecida de muitos dos vocábulos estudados.
2.ª Edição. Editorial Confluência. [Lisboa. 1967]. 3 vols. In-4º E.
É a segunda edição do mais importante e completo dicionário etimológico português, ainda hoje
fundamental em qualquer biblioteca pública ou privada. José Pedro Machado, incontestada autoridade
como filólogo e dicionarista da Lingua Portuguesa, publicou também o «Dicionário Onomástico
Etimológico da Língua Portuguesa», também ele referência imprescindível no estudo da nossa lingua.
Encadernações editoriais de pele, gravadas a seco nas pastas e com dourados nas lombadas.
1159 — MALDONADO (Maria Hermínia).- RELAÇÃO DAS NÁOS E ARMADAS DA INDIA
Com os successos dellas que se puderam saber, Para Noticia e instrucção dos curiozos, e amantes
da Historia da India. (British Library, Códice Add. 20902). Leitura e anotações de... Biblioteca
Geral da Universidade. Coimbra. 1985. In-4.º de 216-IV págs. B.
Do texto prefacial de Luís de Albuquerque: “Deu-se preferência a este manuscrito, não só por se
atender à sua inacessibilidade para a maioria dos historiadores interessados no assunto, mas também
.../...
[40]
por ser, a par de um Códice da Biblioteca de Évora (Cota: XCV-1-20), riquíssimo nas informações
que fornece; aliás pode-se dizer que, com as copiosas anotações que o enriquecem, este manuscrito da
British Library como que inclui duas «relações» sobrepostas.
“Mas o que o estudo acima referido há-de certamente permitir, é que se faça um balanço quantitativo,
ainda que só aproximado, do presumível valor das mercadorias orientais que afluíram a Lisboa por
via exclusivamente marítima durante aqueles dois séculos.” Tiragem confinada a 1000 exemplares.
Trabalho ilustrado com estampas impressas em folhas à parte. Também com interesse para a bibliografia tripeira.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Com as capas da brochura conservadas e as margens
aparadas.
não cumprindo todo o plano de João Martins da Silva Marques, “nem por isso deixou de nos legar uma
obra monumental, tendo «Descobrimentos Portugueses» passado a ser uma colectânea de referência
obrigatória para quem quer que desses acontecimentos históricos se veio ocupar posteriormente” ao
aparecimento de outros trabalhos, segundo palavras de Luís de Albuquerque no texto introdutório
publicado no primeiro volume desta edição facsimilada; “De qualquer maneira, e contando por agora
só os documentos publicados integralmente por iniciativa de Silva Marques ficámos a conhecer um
total de 1953 textos ou sumários e referências, sendo aqueles em grande parte inéditos. E há entre os
transcritos pela primeira vez, grupos ou textos isolados que constituem verdadeiras revelações.”
O 2º volume, com dois tomos, foi da inteira responsabilidade de Joaquim Alberto Iria Júnior, “que se
ocupou de explorar os arquivos algarvios, e relatando nos dois tomos que lhe couberam o modo meticuloso e sistemático como cumpriu a sua missão, as muitas desilusões que o esperavam (os arquivos
visitados pareceram-lhe bem menos ricos do que admitira) e concluindo com a reprodução de treze
documentos importantes.”
Encadernações editoriais.
1161 — MARECOS (Ernesto).- FOLHAS SEM FLORES. Poesias. Livraria de Augusto Ernesto
Barata. [Imprensa de J. G. de Sousa Neves]. 1878. In-8.º gr. II-320 págs. E.
1167 — MARQUES (Raul Malaquias).- VERSÕES. [& etc. Lisboa. 1983]. In-8.º quadrado de
29-III págs. B.
1160 — MALPIQUE (Cruz).- HISTÓRIA DE UM ELEGANTE DO ROMANTISMO. (Uma Biografia de Garrett). 1799-1854. Editora: Livraria Progredior. Porto. 1954. In-4.º de 264-IV págs. E.
Com uma “CARTA DE CAMILLO CASTELLO BRANCO A ERNESTO MARECOS” datada de 1-2-79.
José dos Santos na «Bibliografia Camiliana» considera que o livro de versos é estimado e que os
exemplares com a carta de Camilo, são raros.
Ernesto Marecos, natural de Lisboa, deixou publicados três livros de poesia, onde se encontram “composições cheias de inspiração e algumas, mesmo, cheias de grandeza”, segundo diz Henrique Perdigão.
Encadernação antiga com a lombada de pele. As margens estão preservadas, assim como as capas da
brochura. Com uma assinatura no frontispício.
Opúsculo de poesia integrado na colecção «& etc subterrâneo três», com um desenho em separado de
Mário Cordeiro. Tiragem de 600 exemplares.
1168 — MARQUES (Vasco Costa).- UM BECO NO ESPAÇO. [Editora Ulisseia. Lisboa. S.d.].
In-8.º de 49-VII págs. B.
Livro de poesia integrado na marcante «Colecção Poesia e Ensaio».
1162 — MARINHO (Maria de Fátima).- A POESIA PORTUGUESA NOS MEADOS DO
SÉCULO XX. Rupturas e continuidades. Caminho. [1989]. In-8.º de 266-II págs. B.
1169 — MARTA (Ilídio da Silva).- PINHEL-FALCÃO. Notas & Factos. 1943. Tipografia Mondego. Celorico da Beira. In-4.º de 237-I págs. B.
Volume integrado na colecção «Estudos de Literatura Portuguesa», dirigida por Isabel Pires de Lima
e Óscar Lopes.
Rara monografia de Pinhel profusamente ilustrada em folhas à parte, registando as mais variadas
informações que fazem a sua antiquíssima e rica história.
1163 — MARQUES (Gentil).- CAMILO. O Romance da sua vida e da sua obra. Edição
Romano Torres Lisboa. [1951]. In-8.º de 310-II págs. B.
1170 — MARTINS (Albano).- OS REMOS ESCALDANTES. Poemas de Albano Martins e 12
Poemas Ingénuos e 1 Post-Scriptum de Teresa Balté com um desenho de Armanda Passos nas
edições o oiro do dia. Porto. (1983). In-8º gr. de 40-VIII págs. B.
1164 — MARQUES (Henrique).- BIBLIOGRAPHIA CAMILLIANA. Primeira parte - A Obra
de Camillo. Lisboa. Livraria de Antonio Maria Pereira - Editor. MDCCCXCIV. In-4.º de XII-281-I págs. E.
Trata-se de um dos mais fidedignos e bem elaborados elementos de consulta para o estudo da bibliografia de Camilo, em tiragem limitada a 250 exemplares numerados, hoje bastante raros.
Encadernação da época com lombada de pele um pouco cansada. Com uma assinatura no frontispício
e falta das capas da brochura.
1165 — MARQUES (J. Martins da Silva).- SINTRA E SINTRENSES NO ULTRAMAR PORTUGUÊS. Lisboa. MCMXLIX. [Oficinas Gráficas Casa Portuguesa]. In-4.º de IV-104-II págs. B.
Publicação limitada a 150 exemplares, numerados e rubricados pelo autor.
Com dedicatória do autor, embora com o nome do ofertado apagado.
Muito bela e elegante edição dirigida graficamente por Armando Alves, dada a lume pelas qualificadas
edições da editora portuense «O Oiro do Dia». Em excelente papel vergé e com uma ilustração em
separado de Armanda Passos. Edição restrita.
1171 — MARTINS (Ana Maria Almeida).- ANTERO DE QUENTAL - FOTOBIOGRAFIA.
Imprensa Nacional Casa da Moeda. Secretaria Regional da Educação e Cultura-Direcção
Regional dos Assuntos Culturais. [Lisboa. 1986]. In-4.º de 330-IV págs. B.
Não descuidando a transcrição de documentos importantes para o percurso biográfico de Antero, “É sobretudo no plano da imagem que iremos seguir o itinerário de um Homem que desde a sua juventude se
rebelou contra o retrógrado tradicionalismo intelectual e político do seu país procurando ultrapassá-lo.
É com ele que os estudantes de Coimbra se revoltam e vencem um reitor caduco e uma legislação
obsoleta. A Questão Coimbrã, para lá de uma polémica literária, é sobretudo uma luta pela independência mental e pela liberdade de opinião.” Volume constituído por vastíssima documentação fotográfica
reproduzida de retratos, manuscritos, fac-similes de frontispícios, edifícios, vistas de cidades, etc.
1166 — MARQUES (João Martins da Silva) & IRIA (Alberto).- DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES. Documentos para a sua História publicados e prefaciados por João Martins da Silva Marques,
Professor da Faculdade de Letras de Lisboa. Instituto Nacional de Investigação Científica. Lisboa.
1988. Edição Comemorativa dos Descobrimentos Portugueses. 3 vols. em 5 tomos In-fólio. E.
Edição facsimilada desta obra fundamental para o estudo dos Descobrimentos Portugueses, que, embora
1172 — MARTINS (António Coimbra).- ENSAIOS QUEIROSIANOS. O Mandarim assassinado O incesto d’«Os Maias» - Imitação capital. Publicações Europa-América. [Lisboa. 1967]. In-8.º
de 411-III págs. B.
[41]
[42]
“Neste exaustivo estudo, onde a natureza «sui generis» da inspiração romanesca queirosiana é ana-
.../...
.../...
lisada, decerto pela primeira vez, com minúcia (...) e com um espírito analítico e interpretativo que,
não raras vezes, rasa o genial, o leitor assiste a um dos fenómenos mais caros à criação literária: as
influências de autores estrangeiros, a permeabilidade a outras obras, espécie de rastilho para despertar
a imaginação do artista antes da criação pròpriamente dita”. Com ilustrações em separado.
1173 — MARTINS (Cabral).- CESÁRIO VERDE OU A TRANSFORMAÇÃO DO MUNDO.
Editorial Comunicação. Lisboa. 1988]. In-8.º de 123-I págs. B.
Edição muito cuidada, com várias ilustrações.
1174 — MARTINS (Francisco).- CAMILO QUANDO JOVEM ESCRITOR. Edições Afrontamento. [Porto. 1990]. In-8.º gr. de 224-IV págs. B.
“(...) Este estudo, necessariamente parcelar, e esta divulgação de um corpus tanto quanto possível
representativo (e quase ignorado) da multiplicidade de assuntos e de escritas da juventude literária do
escritor procuram contribuir para conhecer e repensar a prática camiliana — a partir de uma época
decisiva: os anos da juventude (e não da sua infância) literária. (...)”
1175 — MARTINS (Francisco de Assis de Oliveira).- CAMILO CASTELO BRANCO NAS
SUAS RELAÇÕES COM J. P. DE OLIVEIRA MARTINS. Introdução, coordenação e notas
de... Lisboa. 1970. In-4.º de 92-II págs. B.
Com a transcrição de numerosas cartas. Separata da revista “Ocidente”.
1176 — MARTINS (J. P. Oliveira).- CARTAS PENINSULARES. Edição posthuma Precedida
d’um esboço biographico do auctor por seu irmão Guilherme de Oliveira Martins. Lisboa. Livraria de António Maria Pereira - Editor. 1895. In-8.º de VI-226-II págs. E.
O importante «Esboço biographico» de Guilherme de Oliveira Martins termina a págs. 114. Primeira
edição.
Encadernação editorial.
1177 — MARTINS (J. P. Oliveira).- DISPERSOS. Artigos políticos, económicos, filosóficos,
históricos e críticos, seleccionados, prefaciados e anotados por António Sergio e Faria de Vasconcelos. Lisboa. Oficinas Gráficas da Biblioteca Nacional. 1923-1924. 2 vols. In-8.º gr. de
IV-LXXXVIII-305-I e 324 págs. E.
Valioso e extenso prefácio de António Sérgio intitulado: «Oliveira Martins: Impressões sôbre o significado político da sua obra».
Encadernações com as lombadas de pele.
1178 — MARTINS (J. P. Oliveira).- ELEMENTOS DE ANTHROPOLOGIA. (Historia natural
do homem). 6ª edição. 1924. Parceria Antonio Maria Pereira. Lisboa. In-8.º de 296 págs. E.
Sexta edição de uma das obras do autor mais vezes reeditada.
Encadernação dos editores.
1179 — MARTINS (J. P. Oliveira).- O HELLENISMO E A CIVILISAÇÃO CHRISTAN. Quarta
edição. 1928. Parceria Antonio Maria Pereira. Lisboa. In-8.º gr. de LVI-II-307-I págs. E.
Estudo de grande importância na vasta e continuadamente apreciada produção literária de Oliveira
Martins.
Encadernação editorial.
[43]
1180 — MARTINS (J. P. Oliveira).- PÁGINAS DESCONHECIDAS. Introdução, coordenação
e notas de Lopes d’Oliveira. Seara Nova. Lisboa. 1948. In-8º gr. de XCV-I-275-V págs. B.
A Introdução é composta por um extenso “Esboço bio-bibliográfico” por Lopes d’Olivei.ra.
Do frontispício transcrevemos os capítulos: Liberdade de cultos, O Ultramontanismo, Os povos
peninsulares e a Civilisação moderna, Os 50 anos da Monarquia Constitucional, A poesia revolucionária e A Morte de D. João, Os poetas da Escola Nova (Antero, Junqueiro e Guilherme de Azevedo),
O golpe militar de 19 de Maio de 1870 e a ditadura de Saldanha, Da Moral religiosa entre os Gregos.
1181 — MARTINS (J. P. Oliveira).- POLITICA E ECONOMIA NACIONAL. Porto. Magalhães & Moniz, Editores. 1885. In-8.º gr. de XXXI-278-II págs. E.
Obra repartida nos seguintes capítulos: I. «Política»; II. «Economia Metropolitana»; III. «Marinha
e Colonias». Primeira edição. Invulgar.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Com as margens aparadas e as capas da brochura preservadas.
1182 — MARTINS (J. P. Oliveira).- O PRINCIPE PERFEITO. Precedido de uma introducção
ácerca do complemento e plano geral da obra por Henrique de Barros Gomes. Lisboa. Parceria
Antonio Maria Pereira. 1896. In-4.º de VI-268-XXV-I págs. E.
É a primeira edição desta obra proeminente da bibliografia histórica portuguesa, impressa em bom
e encorpado papel, com um finíssimo retrato de Oliveira Martins gravado em chapa de aço e ainda
com várias gravuras intercaladas nas páginas do texto. De assinalar a importância do texto inicial de
Henrique de Barros Gomes. Muito invulgar.
Encadernação inteira de pele, decorada a ouro na lombada, pastas e seixas e com as guardas forradas
em seda moiré. Aparado e sem as capas da brochura.
1183 — MARTINS (J. P. Oliveira).- AS RAÇAS HUMANAS E A CIVILIZAÇÃO PRIMITIVA. (4ª edição augmentada). 1921. Parceria Antonio Maria Pereira. Lisboa. 2 vols. In-8.º de
IV-315-II e IV-302 págs. E.
Edição integrada nas «Obras Completas» do autor.
Encadernações editoriais.
1184 — MARTINS (J. P. Oliveira).- O REGIME DAS RIQUEZAS. (Elementos de Chrematistica). 3ª edição. 1917. Parceria Antonio Maria Pereira. Lisboa. In-8.º de XXVI-222 págs. E.
Obra dividida nos seguintes capítulos: A Natureza, O Trabalho, A Circulação, A Consolidação e A
Concorrencia. Integrada nas «Obras Completas».
Encadernação original.
1185 — MARTINS (J. P. Oliveira).- A VIDA DE NUN’ALVARES. Historia do estabelecimento
da dynastia de Aviz. Desenhos de Casanova. 5ª edição acrescida de cartas recebidas pelo auctor
que se referem a esta obra. MDCCCCXXVIII. Parceria Antonio Maria Pereira. Lisboa. In-4.º
de VIII-490 págs. E.
Edição de boa qualidade gráfica, especialmente estimada pelas cartas que a acompanham, cartas que
foram escritas por Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Eça de Queiroz, António Cândido, Conde de
Ficalho, Visconde de Valmor, Joaquim de Araújo e Joaquim de Vasconcelos.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Com as margens por aparar e as capas da brochura
conservadas.
1186 — MARTINS (Rocha).- JOÃO FRANCO E O SEU TEMPO. Edição do auctor. Lisboa.
[S.d.] In-8.º gr. de IV-524 págs. E.
Interessante subsídio para a história portuguesa do início deste século, documentado com numerosos
retratos de importantes figuras políticas da época, facsímiles de manuscritos, etc. e ainda com “Comentários livres às cartas d’El Rei D. Carlos” dirigidas a João Franco.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Só aparado à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
[44]
1187 — MARTINS (Rocha).- A PAIXÃO DE CAMILO. (Ana Plácido). Edição do autor. Composto e impresso nas Oficinas Gráficas do «ABC». Lisboa. [S.d.] In-4.º de 357-III págs. E.
Segundo Rocha Martins, «A Paixão de Camilo» é “uma obra dedicada ao Minho e a alguns dos seus
mais ilustres filhos, esta em que perpassa a maior tragédia dum génio que a encantadora região abrigou.”
Ilustrado com fotografias e dois facsímiles de cartas de Ana Plácido.
Capa da brochura ilustrada por Stuart Carvalhaes. Encadernação com cantos e lombada de pele. Só
com ligeiro aparo à cabeça e assinado na folha de guarda.
1188 — MARTINS (Rocha).- OS ROMÂNTICOS ANTEPASSADOS DE EÇA DE QUEIROZ.
Editorial Inquérito Limitada. [Lisboa. 1945]. In-8.º de 285-III págs. B.
Ilustrado com gravuras diversas, retratos e facsimiles impressos em separado.
1189 — MATOS (A. Campos).- DIÁLOGO COM EÇA DE QUEIROZ. Caminho. [1998].
In-8.º gr. de 206-II págs. B.
1190 — MATOS (A. Campos).- DICIONÁRIO DE EÇA DE QUEIROZ. Organização e coordenação de... 2ª edição revista e aumentada. Caminho. [Editorial Caminho, S.A., Lisboa. 1993].
In-4º de 1051-I págs. E.
“(...) Obra de caracter colectivo, nela participaram 36 autores, nacionais e estrangeiros, de diversas
especialidades: literatura, sociologia. filologia, história, psiquiatria, psicanálise, gastroenterologia, arquitectura paisagística, genealogia, heráldica, grafologia, economia, musicologia, etc.
“Nela se aborda o essencial do que respeita à vida e obra de Eça de Queiroz: os acontecimentos
históricos e literários do seu tempo, os seus mentores ideológicos e literários, os seus amigos, os seus
descendentes, os factores respeitantes ao nascimento, vida estudantil, doença e morte, os textos —
contos, novelas, romances, ensaios e páginas de jornalismo.
“Acerca de cada uma das suas obras encontrar-se-ão transcrições dos melhores analistas, a posição
crítica do próprio autor, e ainda a bibliografia respectiva. (...)”
Obra profusamente ilustrada com retratos, facsimiles de manuscritos, portadas de livros próprios e
alheios, desenhos, etc.
Encadernação editorial, com dourados na lombada e na pasta da frente. Com sobrecapa de protecção.
1191 — MATOS (A. Campos).- IMAGENS DO PORTUGAL QUEIROSIANO. Imprensa
Nacional-Casa da Moeda. [1987]. In-4.º gr. de 409-VII págs. B.
Segunda e muito esmerada edição desta importante obra do Arq. Campos Matos, passando nesta de 97
para 294 ilustrações, o que levou o autor “a usar de um novo critério de arrumação, ou seja, o alfabético, completado por um índice remissivo geral e por outro referido às obras, que permite seleccionar
facilmente as imagens que lhes dizem respeito”; “As plantas de Lisboa, Sintra, Leiria e Coimbra, com
as respectivas referências da geografia queirosiana; notas explicativas sobre locais e estabelecimentos
citados; comentários às imagens e a bibliografia consultada, são também elementos novos nesta
edição”, integrada na excelente «Colecção Presenças da Imagem».
1192 — MATOS (Maria).- MEMÓRIAS DE MARIA MATOS. Revisão e prefácio de Alice
Ogando. Livraria Popular de Francisco Franco. Lisboa. [S.d.] In-8.º gr. de 287-III págs. E.
Documento importante para a história do Teatro português, da autoria de um dos mais brilhantes
nomes dos nossos palcos. Ilustrado com numerosas fotogravuras.
Boa encadernação à amador com bonitos ferros a ouro e nervuras na lombada. Só ligeiramente aparado
à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
[45]
1193 - ver pag. 47
1193 — MATOS (Ricardo Pinto de).- MANUAL BIBLIOGRAPHICO PORTUGUEZ DE
LIVROS RAROS, CLASSICOS E CURIOSOS. Coordenado por ... Revisto e prefaciado pelo
snr. Camillo Castello Branco. Porto. Livraria Portuense - Editora. 1878. In-4.º de XII-582 págs. E.
Trabalho clássico da Bibliografia Portuguesa, sucinto mas sempre de proveitosa consulta, estimado
e muito pouco frequente nesta sua primeira edição. O prefácio de Camilo vem estampado de págs.
VII a X.
Encadernação com lombada de pele decorada com nervos e ferros a ouro. Só de leve aparado à cabeça
e com as capas da brochura conservadas (ver gravura na pág. 46)
1194 — MEA (Elvira Cunha Azevedo).- SENTENÇAS DA INQUISIÇÃO DE COIMBRA em
metropolitanos de D. Frei Bartolomeu dos Mártires (1567-1582). Introdução e Leitura de Elvira
Azevedo Mea. Arquivo Histórico Dominicano Português / Movimento Bartolomeano. Porto.
1982. In-4.º gr. de LXXXII-460-IV págs. B.
“(...) Não pretendemos de modo algum entrar em polémicas, defender qualquer ponto de vista
referente à tão discutida Inquisição ou atacar esta ou aquela opinião, tão só deixar falar por si a
documentação, os processos inquisitoriais, que estes, sim, apesar de todas as ressalvas que se lhe
possam fazer, são prova autêntica, irrefutável, do que foi o Tribunal do Santo Ofício, se nos
debruçarmos sobre eles um olhar de investigador atento, despido de qualquer teoria, preconceito
ou sentimentalismo. (...)”
Volumes XIV da importante «Bartholomæna Monumenta».
1195 — MEDEIROS (Fernando Saboia de).- ANTHERO DE QUENTAL. (Technica e inspiração de seus sonetos). Editôra S.A. A Noite. Rio de Janeiro. [1938]. In-8.º gr. de 395-III págs. B.
“Neste volume, original e profundo, revela-se o pensamento robusto dum filósofo, pleno de admiração
e de simpatia pela obra de Antero de Quental, e criticam-se, implacàvelmente, as doutrinas naturalistas
que o perderam.”
1196 — MEIRELES (Cecília).- ESCOLHA O SEU SONHO. (Crônicas). Distribuidora Record.
Rio de Janeiro. [1964]. In-8.º gr. de 113-III págs. B.
“Nestas páginas, Cecília Meireles vê o mundo como êle é, e corrige-o para como deveria ser. Não o
corrige pela violência, mas pela poesia.
“Seu instrumento de correção oferece uma vista nostálgica da infância, a desdobrar-se pela vida a fora.
Hoje é ontem, e ontem ilumina, transfigura hoje. (...)”
“(...) são crônicas deliciosas, estas transmitidas pela Rádio Roquette Pinto, e bem andou quem decidiu
reuni-las em livro para que não se perdessem no ar, como aquêle pombo pousado no azul e aquela
dupla borboleta que Cecília Meireles soube ver de sua janela mágica.”
Primeira edição, publicada no ano da morte da Poetisa.
1197 — OS MELHORES AUTORES DA POESIA PORTUGUESA ERÓTICA E SATÍRICA
DO SÉC. XVIII. Edições Planeta. S. Paulo. 1964. In-8.º de 161-I págs. B.
Poesias marcadamente eróticas e satíricas de Caetano José da Silva Souto-Maior (O Camões do Rocio),
Abade de Jazente, António Lobo de Carvalho (O Lobo da Madragoa), Filinto Elísio, Bocage, Belchior
Curvo Semedo, Sebastião Xavier Botelho e José Anselmo Correia Henriques, seleccionadas por
António Péricles da Costa e Isabel Maria da Costa.
1198 — MELO (Adelino das Neves e).- CAMILLO CASTELLO BRANCO. Lisboa. [S.d.].
Portugália Editora. In-8.º de 27-V págs. E.
1199 — MELO (D. Francisco Manuel de).- CARTA DE GUIA DE CASADOS, para que pelo
caminho da prudencia se acerte com a casa do descanso a um amigo por... Nova edição, com um
Prefacio biographico enriquecido de documentos inéditos por Camillo Castello Branco. Porto.
Typ. Pereira da Silva. 1873. In-8.º de 204-II págs. E.
Primeira edição com o Prefácio de Camilo, mais tarde reproduzido com modificações no livro «Bohemia
do Espirito» e reeditado em volume em 1898.
Encadernação com lombada e cantos de pele; Assinado no frontispício, com as capas da brochura
e só aparado à cabeça.
1200 — MELO (D. Francisco Manuel de).- CARTA DE GUIA DE CASADOS para que pelo
caminho da prudencia se acerte com a casa do descanso a um amigo por... Nova edição, com um
Prefacio biographico enriquecido de documentos inéditos por Camillo Castelo Branco. Porto.
Livraria Chardron. 1898. In-8.º de 203-I págs. E.
O extenso e importante prefácio de Camilo abrange as págs. 5 a 54.
Encadernação original. Com uma assintura no frontispício.
1201 — MELO (João de).- AUTÓPSIA DE UM MAR DE RUÍNAS. Assírio e Alvim. [Lisboa.
1984]. In-8.º gr. de 264-IV págs. B.
“Esta é uma nova versão do romance A Memória de Ver Matar e Morrer, publicado em 1977 e há
muito tempo esgotado. (...)”
1202 — MELO (João de).- GENTE FELIZ COM LÁGRIMAS. Romance. Publicações Dom
Quixote / Círculo de Leitores. Lisboa. 1988. In-8.º gr. de 486-II págs. B.
“Há formulas mágicas e de encanto para quem as quiser ou souber. Em Gente Feliz com Lágrimas
são cinco os painéis temporais em que se entretece o romance, cinco os mundos das personagens que
o vivem, três as vozes que o constituem - Nuno, Amélia, Luís - uma ilha dos Açores donde partiram
com a memória da infância em busca de destinos felizes. Romance que se constrói numa unidade
ímpar de beleza e reflexão em torno de uma família que se desfaz e refaz por Lisboa, África, Estados
Unidos, Canadá e de um país social e geográfico com os seus tumultos em vinte anos de história. (...)”
Romance distinguido com o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores e de grande sucesso
editorial, que em pouco tempo conheceu várias edições, sendo este exemplar um dos da primeira.
1203 — MELLO (Thiago de).- POESIA COMPROMETIDA COM A MINHA E A TUA VIDA.
Pequena História Natural do Homem no fim que vem vindo do século vinte. Moraes Editores.
Lisboa. 1976. In-8.º gr. de 96-IV págs. B.
De Paulo Freire para Thiago de Mello: “Eita, Thiago velho de guerra, amigo-sempre, companheiro
imenso, Poeta «de mesmo», sorriso constante para o mundo e para os seres humanos, capaz de conversar
com uma flor, de entender os passarinhos e doar a vida bonita aos esfarrapados do mundo, aguente
o barco, irmão. Precisamos de você, da sua fé e coragem, do seu desprendimento, da sua poesia (...)”.
Livro dado a lume na colecção «Círculo de Poesia», de que apenas se tiraram 1000 exemplares.
1204 — MENDES (Manuel).- ALVORADA. Romance. Sociedade de Expansão Cultural.
[Lisboa. 1955]. In-8.º de 209-III págs. B.
“Desta novela, arremedo de gesta de amor, vê-se logo, só uma pequena parte foi vivida, a outra
sonhada. Aqui e além, são recordações que o tempo decerto enfeitou, e não é isso que as torna menos
legítimas e conformes com a verdade”. Primeira edição.
Capa da brochura com uma bela ilustração a cores de Manuel Ribeiro de Pavia.
Deste opúsculo, que deve ter sido publicado em 1925, apenas foram tirados 285 exemplares. Com
duas cartas de Camilo reproduzidas em fac-símile.
Modestamente encadernado, mas por aparar e com as capas da brochura conservadas.
1205 — MENDES (Manuel).- ANTERO DE QUENTAL. Cosmos. Lisboa. [1942]. In-8.º de
133-III págs. E.
[47]
[48]
Trabalho divulgado na popular «Biblioteca Cosmos».
Encadernação modesta, tendo conservadas as margens e as capas da brochura.
1206 — MENDES (Manuel).- BAIRRO. Editorial Enciclopédia, Lda. Lisboa. [e Sociedade de
Expansão Cultural. 1945-1960]. 3 vols. In-8.º B.
Primeira edição das três obras que completam esta excelente trilogia, assim designadas: «Bairro»,
«Segundo Livro do Bairro» e «Terceiro Livro do Bairro».
Segundo palavras de Alexandre Pinheiro Torres “para se saber o que foi a Lisboa nos primeiros quinze
anos depois da guerra, ou como viveu a capital portuguesa nos nove décimos da sua mísera gente
trabalhadora, a tal que desaparece veloz, após o trabalho, para os tugúrios onde repousa do estafamento,
é imperativamente necessário mergulhar nos três volumes de Bairro”
1207 — MENDES (Manuel).- ESTRADA. Sociedade de Expansão Cultural. Lisboa. [1952].
In-8.º de 188-IV págs. B.
Exemplar da primeira e mais estimada edição. Capa da brochura ilustrada com um belo desenho
a cores de Manuel Ribeiro de Pavia.
1208 — MENDES (Manuel).- PEDRO. Romance. Sociedade de Expansão Cultural. [Lisboa.
1954]. In-8.º de 224-II págs. B.
Primeira edição, ilustrada com desenhos de Bernardo Marques, que também ilustrou, a cores, a capa
da brochura.
1209 — MENDES (Manuel).- ROTEIRO SENTIMENTAL. Sociedade de Expansão Cultural
[e Seara Nova]. Lisboa. [1964-1967]. 3 vols. In-8.º B.
Primeira edição das três obras que formam a trilogia, trabalho dos mais importantes da bibliografia
do autor, cujos títulos são os seguintes: «Douro», «A Sul do Tejo» e «Os Ofícios». Muito invulgar.
1210 — MENÉRES (Maria Alberta) & CASTRO (E. M. de Melo e).- ANTOLOGIA DA NOVÍSSIMA POESIA PORTUGUESA. 2ª edição revista, actualizada e com uma nova Introdução.
Círculo de Poesia. Livraria Morais Editora. Lisboa. 1961 In-8.º gr. de LV-I-486-XL págs. B.
Segunda edição desta notável antologia poética, preferível à anterior por vir consideravelmente
aumentada e antecedida de uma nova e extensa Introdução de Maria Alberta Menéres e Melo e Castro.
1211 — MENESES (João de Vasconcelos Carneiro e).- SUBSIDIOS PARA A CAMILLIANA.
Notas a livros de Camillo Castello Branco feitas pelo Dr... Historia do folheto “José Luciano
de Castro” por D. Rosaria dos Cogumellos (pseudonimo de Camillo). 1925. Parceria Antonio
Maria Pereira. Lisboa. In-8.º de 38 págs. B.
Opúsculo publicado por ocasião do primeiro centenário do nascimento de Camilo.
1212 — MENEZES (Ludovico de).- CAMILO. Parte Primeira: A sua Vida e o seu Caracter;
Periodo Segundo: De Vila Real ao Porto. (1835-1848). Livraria Lusitana. José dos Santos. Lisboa.
1925. In-4.º peq. de XV-I-272-IV págs.
——— CAMILO. Documentos e factos novos. Portvgalia Editora. Lisboa. 1924. 2 vols. In-4.º
peq. de 250-II e 287-V págs. E.
Uma das boas fontes para o conhecimento da vida de Camilo, invulgar quando com os três volumes reunidos.
Encadernações com as lombadas e cantos de pele decoradas com nervos e ferros dourados. Capas da
brochura conservadas e com as margem ligeiramente aparadas.
1213 — MENEZES (Ludovico de).- NOTAS CAMILIANAS. Historia de Eusebio Macario e
de A Corja. 1927. Livraria Universal de Armando J. Tavares. Lisboa. In-8.º de 141-III págs. E.
Estudo bibliográfico sobre duas importantes obras de Camilo, em edição única de escasso aparecimento no mercado livreiro.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Aparado e com as capas da brochura.
[49]
1214 — MENEZES (Mário de).- CAMILO EM RIBEIRA DE PENA. Prefácio de: João de Araújo
Correia. Coimbra. 1965. [Comp. e imp. nas Oficinas da «Atlântida»]. In-8.º de 107-I págs. E.
Apreciável contributo para os primeiros e obscuros tempos da biografia de Camilo, dizendo João de
Araújo Correia que “A breve passagem de Camilo por Friúme deixou vestígios nas margens do Tâmega e na extensa obra do grande novelista. (...) O Dr. Mário de Meneses, lamecense transmontanizado,
não é mavioso com a maioria dos intérpretes de Camilo. Combate peito a peito com Egas Moniz,
com o brasileiro Gondim e até com Aquilino, seu ídolo literário. Censura-os, porque se deitaram a
adivinhar a alma de Camilo. Mas, que mal fizeram a essa alma sombria? Nenhum. A alma de Camilo
continua intacta, esperando que alguém a compreenda. (...)”
Encadernação com lombada de pele. Só aparado à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
1215 — MENEZES (Mário de).- MEMÓRIAS DO ÚLTIMO JOÃO SEMANA. Coimbra
Editora, Limitada. 1960. In-8.º gr. de 366-II págs. E.
Livro de memórias do médico Mário de Menezes, natural de Ribeira de Pena, Alto Tâmega.
Encadernação recente, de modesta execução, com a lombada de pele.
1216 — MERÊA (Paulo).- INTRODUÇÃO AO PROBLEMA DO FEUDALISMO EM PORTUGAL. Origens do Feudalismo e caracterização deste regimen. Coimbra. F. França Amado,
Editor. 1912. In-8.º de 140-I págs. B.
Julgamos ser a primeira obra do autor e talvez uma das mais raras da sua vasta e notável bibliografia.
Com uma assinatura na página 5.
1217 — MIGUÉIS (José Rodrigues).- AFORISMOS & DESAFORISMOS DE APARÍCIO.
Organização e Introdução de Onésimo Teotónio Almeida. Círculo de Leitores. [1996]. In-8.º
de IV- 187-I págs. E.
Primeira edição.
Encadernação dos editores com sobrecapa de papel.
1218 — MIGUÉIS (José Rodrigues).- COMÉRCIO COM O INIMIGO e outros contos. Editorial
Inova. Porto. 1973. In-8.º gr. de 88-II págs. B.
Usando as palavras de Teresa Martins Marques na «Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua
Portuguesa», “Leitor atento de Camilo e Eça, J. R. M. revela-se mestre da ironia e do humor,
problematizando as contradições sociais, analisando o sujeito individualmente considerado, não raro
em situações-limite de amargura e de perda, mas também em busca de identidade, oscilando
entre o regresso como forma de esperança e a fuga como expressão de desistência a que não é alheia
a herança brandoniana (a qual J. R. M. abertamente assume) mas também a de Dostoiewski.”
Volume publicado na «Colecção Duas Horas de Leitura».
1219 — MIGUÉIS (José Rodrigues).- É PROIBIDO APONTAR. Reflexões de um burguês I. Estúdios Cor. Lisboa. [1964]. In-8.º de 209-V págs. B.
Colectânea de interessantes textos inéditos ou já publicados em anos distantes em diversas publicações periódicas. Primeira edição.
Pequena assinatura na página 7.
1220 — MIGUÉIS (José Rodrigues).- A ESCOLA DO PARAÍSO. Romance. Estúdios Cor.
Lisboa. [1960]. In-8.º de 383-I págs. B.
“Nesta obra, começa o Autor de Léah e Páscoa Feliz a traçar a evolução duma família lisboeta, parte
dessa gente obscura que a capital atrai a si, para a formar, absorver, desagregar e dissolver, por fim,
no anonimato original: dela guardando, acaso, um rasto de ternura, revolta e esperança — a dos que à
Vida respondem com actos de vida, procurando a salvação na labuta, no sonho, e eventualmente nas
ideias. (...)” Edição original, integrada na «Colecção Latitude».
Assinado na página 9.
[50]
1221 — MIGUÉIS (José Rodrigues).- GENTE DA TERCEIRA CLASSE. Contos e Novelas.
Estúdios Cor. Lisboa. [1962]. In-8.º de 256-II págs. B.
“É da fusão harmoniosa, da convergência perfeita do homem e do escritor que resultam a beleza
incomparável destas páginas e a íntima bondade que delas resuma”. Primeira edição.
1222 — MIGUÉIS (José Rodrigues).- IDEALISTA NO MUNDO REAL. Editorial Estampa.
[Lisboa. 1986]. In-8.º gr. de 427-V págs. B.
Primeira edição, póstuma, integrando os fragmentos de «Filhos de Lisboa» e o texto completo de
«Idealista no Mundo Real». Um dos volumes das «Obras Completas» do autor. Capa ilustrada a cores
por José Luís Tinoco.
1223 — MIGUÉIS (José Rodrigues).- LEAH e outras histórias. Estúdios Cor. Lisboa. [1958].
In-8.º de 353-V págs. B.
Exemplar da edição original de um dos melhores livros do autor.
Invulgar.
Capa ilustrada a cores por Bernardo Marques. Com dedicatória do autor.
1224 — MIGUÉIS (José Rodrigues).- O NATAL DO CLANDESTINO. Estúdios Cor. 1957.
[Lisboa]. In-8.º de 34-II págs. B.
Interessante escrito ilustrado por Bernardo Marques, antecedido de um texto assinado por Nataniel
Costa. Primeira edição. Dos brindes de Natal da editorial «Estúdios Cor».
Com uma pequena assinatura.
1225 — MIGUÉIS (José Rodrigues).- NIKALAI! NIKALAI! Romance, seguido de A MÚMIA,
novela. Estúdios Cor. [Lisboa. 1971]. In-8.º de 261-I págs. B.
Exemplar da primeira edição, com a capa da brochura ilustrada pelo próprio romancista. Dado a público
nas «Obras de José Rodrigues Miguéis».
Com uma pequena assinatura na página 9.
1226 — MIGUEIS (Jose Rodrigues).- ONDE A NOITE SE ACABA. Contos e Novelas. Estúdios
Cor. Lisboa. [1959]. In-8.º de 279-V págs. B.
Primeira edição portuguesa, segunda da ordem geral, saso que foi pela primeira vez impressa no Brasil
13 anos antes. Edição revista, integrada na colecção «Latitude».
Capa da brochura de Luis Filipe Abreu. Com uma pequena assinatura na página 9.
1227 — MIGUÉIS (José Rodrigues).- UM HOMEM SORRI À MORTE COM MEIA CARA.
Narrativa. Estúdios Cor. Lisboa. [1959]. In-8.º de 154-II págs. B.
Livro escrito “para os que queiram saber como se reage num leito de hospital, quando a morte
ronda. E talvez também para aqueles médicos a quem interesse saber como os vêem os seus
doentes.” Primeira edição, cuidada e invulgar.
Com uma pequena assinatura.
1228 — MIGUÉIS (José Rodrigues).- UMA AVENTURA INQUIETANTE. Romance. Iniciativas
Editoriais. [Lisboa. 1958]. In-8.º de 321-I págs. B.
Primeira edição deste apreciado romance, “que é a um tempo uma história de amor, uma sátira de
costumes e - não menos - um romance policial”.
Capa da brochura ilustrada por Infante do Carmo.
Assinado na página 9.
[51]
1232 - ver pág. 53
1229 — MIGUEL (Francisco).- POEMAS. Edições “a opinião”. [Porto. S.d.]. In-8.º gr.
de 49-VII págs. B.
Francisco Miguel Duarte “começou a fazer versos na prisão. Era com uma certa dificuldade que
mostrava os versos que fazia. Quando em Janeiro de 1960 se evadiu do Forte de Peniche, com Álvaro
Cunhal e outros camaradas, trouxe alguns dos seus versos por insistência de António Borges Coelho
e de outros camaradas, a quem às ocultas dos guardas, e com risco de ser castigado, os ia mostrando.”
Desenhos e fotografias de Armando Alves.
Com uma assinatura do autor datada de 1986.
1230 — MIRANDA (Vasco).- DIZER, AMAR. Prefácio de Vergílio Ferreira. Portugália Editora.
Lisboa. [1971]. In-8.º gr. de 281-V págs. B.
O valioso prefácio de Vergílo Ferreira percorre as págs. 11 a 25. O livro, integrado na colecção «Poetas de Hoje», integra os volumes de poesia anteriormente publicados e o ainda até então inédito «O
Ciclo de Elsa».
1231 — MISCELÂNEA DE ESTUDOS EM HONRA DE D. CAROLINA MICHAËLIS DE
VASCONCELLOS, Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Imprensa
da Universidade. Coimbra. 1933. In-4º de XXIII-I-1156 págs. B.
Trata-se do volume XI da “Revista da Universidade de Coimbra”, inteiramente consagrado a Carolina
Michaëlis de Vasconcelos, figura de grande destaque na cultura portuguesa do seu tempo. Colaboração de importantes investigadores portugueses e estrangeiros, de que destacámos apenas alguns:
António Baião, Aubrey Bell, Cláudio Basto, David Lopes, Edgar Prestage, Eugénio de Castro, Teixeira
Bastos, Henry Thomas, Joaquim de Carvalho, J. J. Nunes, Leite de Vasconcelos, Lúcio de Azevedo,
José Maria Rodrigues, Marcel Bataillon, Mendes dos Remédios, Paulo Merêa, Pedro de Azevedo,
Menéndez-Pidal, Robert Ricard e Rocha Pombo. Com ilustrações em folhas à parte.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Com as margens integrais e a capas da brochura da
frente conservada.
1232 — MISCELLANEA POETICA, Jornal de Poesias Ineditas. Publicadas de Janeiro a Junho
de 1851 (e de Julho de 1851 a Agosto de 1852). Porto: Na Loja de F. G. da Fonseca, Livreiro
Editor. 1851-1852. 2 vols. com 26 números cada, In-4.º de IV-212 e II-206 págs. E. em 1 vol.
Jornal muito raro e de elevado interesse e estima, com muitos e brilhantes colaboradores, dos quais
se destaca Camilo Castelo Branco, mas também Maria da Felicidade do Couto Browne, Maria
Peregrina de Sousa, Soares de Passos, Augusto Luso, Francisco Bingre, Inácio Pizarro de Morais
Sarmento, Pereira Caldas, Coelho Lousada, António Feliciano de Castilho, A. X. Rodrigues Cordeiro,
Faustino Xavier de Novais, João de Lemos e Nogueira Lima. Muito rara quando completa como a
que apresentamos.
Detalhada informação na «Descrição Bibliográfica... Camiliana» de José dos Santos.
Encadernação antiga com lombada em pele. Faltam as capas da brochura e está assinado no frontispício.
1234 — MONGUINHO (António).- AS PALAVRAS ANTROPÓFAGAS — Talvez Poesia.
1987. [Tipografia Nova. Évora]. In-8.º IV-53-III págs. B.
O autor, natural de Évora, foi director do Cinema Clube Imagem, frequentou diversas tertúlias como
as do “Café Gelo”, “Café Chiado” ou “A Brasileira do Rossio”. Em 1980 publicou o seu primeiro
livro de Poesia a que deu o título «Das Sete Cidades», cidades onde viveu e que foram Évora, Lisboa,
Almada, Queluz, Faro, Barreiro e Sintra.
Publicação de tiragem limitada a 1000 exemplares.
1235 — MONIZ (Egas).- GUERRA JUNQUEIRO. Conferência. [Empreza de Publicidade do
Norte. 1949]. In-4.º de 37-I págs. B.
Conferência integrada nas comemorações do 67.º aniversário da Associação dos Jornalistas e Homens
de Letras do Porto, por altura das comemorações do primeiro centenário do nascimento do poeta.
Edição ilustrada com fotografias de Junqueiro e Egas Moniz, impressas à parte. Com várias referências a Camilo.
1236 — MONTE (José Ferreira).- ESCOMBROS. Poemas e narrativas. Coimbra Editora, Limitada. 1957. In-8.º de IV-202 págs. B.
E. Bacelar: “Ferreira Monte não tem qualquer espécie de falso pudor quando canta o sacrifício «transitório» da multidão de homens anónimos que tudo darão pelo futuro. E por isso escreveu um livro
sincero, e um livro corajoso até, porque nele se mostra completamente ultrapassado o velho anátema
que os nossos presencistas lançaram contra a poesia cantora da cidade e que, por vezes, tem pesado
até para tolher os passos dos nossos poetas.”
Capa ilustrada por Assunção Diniz.
1237 — MONTE (José Ferreira).- NOITE REBELDE. Coimbra. 1940. [Oficinas da «Atlântida»].
In-8.º de 45-I págs. B.
Livro de poesia, o primeiro da bibliografia de José Ferreira Monte, pseudónimo por que ficou
conhecido o poeta coimbrão José Ferreira Moreira da Câmara. Invulgar.
Bela capa da brochura ilustrada por Fernando Namora.
1238 — MONTE (José Ferreira).- PARA QUE TUDO RENASÇA. Poemas. Coimbra. 1948.
[Casa Minerva]. In-8.º de VI-83-I págs. B.
Como todos os volumes da colecção “Do Galo”, também este teve diminuta tiragem. Dos primeiros
trabalhos literários do autor, “segundo volume de versos [que] mereceu de João Gaspar Simões uma
crítica elogiosa, sendo considerado um poeta afim de António Nobre.”
1239 — MONTE (José Ferreira).- POESIA AMORDAÇADA - 1. CÂNTICOS A PABLO.
1952- 1956. 1970. [Tipografia do Carvalhido. Porto]. In-8.º de 64-II págs. B.
(ver gravura na pág. 52)
Volume de poesias integrado na colecção «Nova Realidade», de circulação impedida pela censura
da época.
Assinado.
1233 — MOISÉS (Carlos Filipe).- POÉTICA DA REBELDIA. A trajectória militante de José
Gomes Ferreira. Moraes editores. [Lisboa. 1983]. In-4.º de 198-II págs. B.
1240 — MONTE (José Ferreira).- TEMPO DO SILÊNCIO. Coimbra. 1953. [Casa Minerva].
In-8.º de 64-II págs. B.
“Uma das mais singulares características da poesia de José Gomes Ferreira é a sua sistemática adesão
aos acontecimentos. O longo e árduo projecto, que ainda hoje segue o seu curso, foi encetado em
1931, data em que, composto o poema «Viver sempre também cansa», o poeta afirma ter nascido em
si a «poesia autêntica». Desde então a sua obra (...) vem acompanhando alguns dos magnos eventos
históricos, locais e internacionais, num admirável afã de manter fidelidade à sua concepção de «poeta
militante».” Livro integrado na colecção «Margens do texto».
[53]
Livro de versos estimado, integrado na colecção “Do Galo”. Com um desenho de Lima de Freitas.
1241 — MONTEIRO (Adolfo Casais).- CLAREZA E MISTÉRIO DA CRÍTICA. Editôra Fundo
de Cultura. Rio de Janeiro. [1961]. In-8.º gr. de 207-I págs. B.
Feixe de valiosos trabalhos quase todos publicados na imprensa periódica brasileira. Primeira edição.
[54]
1242 — MONTEIRO (Adolfo Casais).- CONSIDERAÇÕES PESSOAIS. Ensaios. Coimbra.
Imprensa da Universidade. MCMXXXIII. In-8.º de VIII-213-III págs. B.
Com interessantes capítulos, dos quais se destacam: «A Arte contra a ordem»; «Dificuldades da crítica
literária»; «Mário de Sá-Carneiro»; «Cinema, mundo do instante». Dedicatória impressa a José Régio
e a João Gaspar Simões.
1243 — MONTEIRO (Adolfo Casais).- DE PÉS FINCADOS NA TERRA. Ensaios. Editorial
“Inquérito”. Lisboa. [1940]. In-8.º de 299-III págs. B.
Colectânea de notáveis ensaios literários, neste livro reunidos em primeira edição colectiva.
Com uma pequena assinatura.
1244 — MONTEIRO (Adolfo Casais).- ESTUDOS SÔBRE A POESIA DE FERNANDO
PESSOA. 1958. Livraria Agir Editora. Rio de Janeiro. In-8.º de 258-II págs. B.
Um dos notáveis e estimados trabalhos existentes acerca da obra e do autor da «Mensagem». Invulgar.
Edição original, publicada pela primeira vez em Portugal pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda
apenas em 1985, sob o título «A Poesia de Fernando Pessoa».
1245 — MONTEIRO (Adolfo Casais).- EUROPA. Confluência. [Lisboa. 1946]. In-4.º de 38-II
págs. B.
Poesias de Casais Monteiro em primeira edição, com tiragem limitada a pouco mais de 200 exemplares
e ilustrada com desenhos e capa de António Dacosta.
Capa da brochura com manchas de acidez.
1246 — MONTEIRO (Adolfo Casais).- FERNANDO PESSOA E A CRÍTICA. Lisboa. Editorial
«Inquérito» Limitada. 1952. In-4.º de 38-II págs. B.
Muito limitada separata dos «Cadernos de Poesia». Importante texto da bibliografia passiva do Poeta.
1247 — MONTEIRO (Adolfo Casais).- FERNANDO PESSOA O INSINCERO VERÍDICO.
1954. Editorial Inquérito Limitada. Lisboa. [Imprensa Libânio da Silva]. In-8.º gr. de 43-III
págs. B.
Trabalho prefaciado por Eduardo Lourenço, de apreciável importância para a bibliografia passiva de
Fernando Pessoa, publicado em edição de limitada tiragem.
1248 — MONTEIRO (Adolfo Casais).- NOITE ABERTA AOS QUATRO VENTOS. Segunda
edição, aumentada. Editorial Inquerito. Lisboa. [1959]. In-8.º de 78-IV págs. B.
Esta edição inclui 16 poemas inéditos.
Capa e ilustrações de F. Sobral impressas em separado.
1249 — MONTEIRO (Adolfo Casais).- A PALAVRA ESSENCIAL. Estudos sôbre a Poesia.
Segunda edição. Editorial Verbo. [1972]. In-8.º de 219-V págs. B.
Pela primeira vez publicado no Brasil em 1965, a esta edição foram acrescentadas “apenas algumas
páginas sobre Baudelaire”. Do «Sumário» transcrevemos: I. Notas sobre a Poesia; II. Problemas da
poesia moderna; III. Perspectiva do surrealismo; IV. Dizer não dizendo; V. A superstição da forma;
VI. Baudelaire; VII. Supervielle.
1250 — MONTEIRO (Adolfo Casais).- A POESIA DA «PRESENÇA». Estudo e Antologia.
Nova edição. Moraes Editores. Lisboa. 1972. In-8.º gr. de 364-IV págs. B.
O indispensável estudo introdutório a esta importante antologia ocupa as págs. 11 a 48. Volume dado
a lume na vasta colecção «Círculo de Poesia».
[55 ]
1251 — MONTEIRO (Adolfo Casais).- POESIAS COMPLETAS. 1929-1969. Portugália
Editora. Lisboa. [1969]. In-8.º gr. de XI-I-345-III págs. B.
Volume integrado na «Colecção Poetas de Hoje».
1252 — MONTEIRO (Adolfo Casais).- SELECÇÃO DE POEMAS por João Rui de Sousa.
Assírio & Alvim. [Lisboa. 1973]. In-8.º quadrado de 173-III págs. B.
Textos preliminares de António Ramos Rosa, João Rui de Sousa e E. M. de Melo e Castro, este, director
da colecção «Documenta Poética», colecção que publicou esta antologia.
1253 — MONTEIRO (Gomes).- VIEIRA DE CASTRO E A SUA TRAGÉDIA. Tipografia
Silvas, Ltd. Lisboa. [1932]. In-8.º de 161-III págs. E.
A propósito do assassínio que Vieira de Castro perpretrou sobre sua mulher Claudina Gonçalves Guimarães, crime que culminou com o seu exílio para Angola onde viveu os seus últimos dias.
Recorde-se que Camilo foi um dos grandes amigos de Vieira de Castro, sendo o seu nome numerosas
vezes citado no presente volume. Com numerosas ilustrações, entre as quais “Uma fotografia inédita
de Claudina Gonçalves Guimarães”, colada em folha à parte.
Encadernação com a lombada de pele. Só aparado à cabeça e com as capas da brochura conservadas,
apresentando a da frente um restauro no canto inferior direito.
1254 — MONTEIRO (Luís de Sttau).- ANGÚSTIA PARA O JANTAR. Lisboa. MCMLXI.
[Ática, Limitada]. In-8.º de 240-IV págs. B.
É o segundo e um dos mais notáveis livros do autor, invulgar nesta sua primeira edição.
Capa ilustrada por Paulo-Guilherme. Assinado na página 9.
1255 — MONTEIRO (Luís de Sttau).- E SE FOR RAPARIGA CHAMA-SE CUSTÓDIA.
Movimento. [Gráfica Montijense, Lda. Montijo. 1966]. In-8.º de 66-II págs. B.
Texto integrado na colecção «Movimento Novela».
Com uma pequena assinatura.
1256 — MORAIS (Anselmo de).- QUESTÃO DE PROPRIEDADE LITTERARIA suscitada
com a publicação de um livro de Camillo Castello-Branco intitulado MOSAICO por... Editor.
Porto. Imprensa Portugueza. 1868. In-8.º de 24 págs. B.
A propósito de um processo movido por Camilo contra Anselmo de Morais: “é um processo escandaloso onde se põe a nú a miseria de um escriptor que tendo vendido uma obra antes de estar feita,
se negara a completal-a, lançando sobre nós o labeu de fraudulento. Já desagravados pela justiça dos
tribunaes, vimos buscar o incorruptivel veredictum da opinião publica”. Invulgar.
Assinado no frontispício.
1257 — MORAES (Wenceslau de).- [OBRAS]. 1971-1977. Parceria A. M. Pereira, Ldª.
[Lisboa]. 6 obras ou vols. In-4.º E.
Nesta excelente reedição das Obras de Wenceslau de Moraes foram publicados os seguintes volumes:
CARTAS DO JAPÃO, 1.ª série; DAI NIPPON; RELANCE DA ALMA JAPONESA; RELANCE
DA HISTÓRIA DO JAPÃO; OS SERÕES NO JAPÃO; e TRAÇOS DO EXTREMO ORIENTE.
A direcção literária e os prefácios são da autoria de Armando Martins Janeira e a direcção gráfica
pertence a Carlos Rafael. Todos os volumes se apresentam ilustrados com estampas orientais, a cores.
Da bela tiragem especial de 320 exemplares, em excelente papel e de maior formato. Encadernações
originais, a ouro, preto e branco, de inspiração oriental.
[56]
1258 — MOREIRA (Alberto).- CAMILO ...desde “A Infanta Capelista” ao “Carrasco de Victor
Hugo José Alves” na obsessão pela coroa de visconde. Porto. 1963. In-8.º de 109-I págs. B.
Trabalho “cuidadosamente elaborado, por forma a que o leitor possa ficar a conhecer a vida de
Camilo, passo a passo, no período que vai de 1871 a 1873, quando o prodigioso romancista (...) ousou
atacar a Casa de Bragança, e se genuflectiu, mendigando a coroa de visconde”. Com várias transcrições de cartas de Camilo.
1259 — MOREIRA (Alberto).- JUNQUEIRO E CAMILO. Louvores e agravos - As relações
entre o gigante da Prosa e o Príncipe da Poesia. Porto. 1950. In-8.º de 61-I págs. B.
Capa da brochura ilustrada com os retratos dos autores tratados.
Tiragem especial de 100, em melhor papel, numerados e assinados pelo autor.
1260 — MOREIRA (Alberto).- UMA ÉPOCA DA VIDA DE CAMILO. A propósito de 3 cartas
inéditas do genial escritor apresentadas pelo Dr. José Taveira de Carvalho. Livraria Fernando
Machado. Porto. [S. d.] In-8.º gr. de 47-I págs. E.
Com retratos, fac-símiles de assinaturas de Camilo e de uma carta de sua autoria.
Tiragem especial limitada a 25 exemplares em papel couché, assinados e alfabetados.
Encadernação em material sintético. Conserva as capas da brochura e as margens estão intactas.
1261 — MORENO (Humberto Baquero).- OS MUNICÍPIOS PORTUGUESES NOS SÉCULOS
XIII A XVI. Estudos de História. Editorial Presença. [Lisboa. 1986]. In.4º de 203-I págs. B.
“Os municípios, ao autonomizarem-se progressivamente do poder central, como expressão de uma
vontade colectiva popular, foram o grande elemento dinamizador na constituição da sociedade portuguesa, tendo contribuído para uma gradual libertação das classes servas e para a melhoria das próprias
condições de vida dos concidadãos. Este volume, que reúne diversos estudos e artigos de Humberto
Baquero Moreno, professor catedrático da Universidade do Porto, constitui um precioso contributo
para o aprofundamento desta problemática. Entre os estudos que integram esta edição salientamos:
O Municipalismo em Portugal: perspectivas históricas; Herculano e a história social e económica;
A evolução do município em Portugal nos séculos XIV e XV; o poder real e as autarquias locais no
trânsito da Idade Média para a Idade Moderna; A manutenção da ordem pública no Porto quatrocentista. Todos estes estudos são abundantemente apoiados por documentos da época.” Trabalho
integrado na «Colecção Métodos».
1262 — MOURA (Vasco Graça).- CAMÕES E A DIVINA PROPORÇÃO. Lisboa. 1985.
[Inova / Artes Gráficas. Porto]. In-8.º gr. de 347-V págs. B.
Segundo palavras do autor, este livro apresenta-se “como um longo ensaio, ou, como eu preferiria
chamar-lhe, uma longa inquietação camoniana, procurando a coerência mais num quadro de plausibilidades aventadas do que no rigor demonstrativo, tentando coordenar o enunciado de algumas pistas,
palpites e pressentimentos, talvez nem sempre expressados com suficiente clareza, deixando-se levar
por eles, e, sobretudo, arriscando onde um trabalho de outra índole não arriscaria”. Edição confinada
apenas a mil exemplares.
1263 — MOURA (Vasco Graça).- JOSÉ RODRIGUES E AS ARMADILHAS MIMÉTICAS.
[O oiro do dia. Porto. 1981]. In-4.º de 13-III págs. B.
Com um desenho de José Rodrigues em folha separada. Uma das publicações da cuidada «Colecção-ocupação do espaço». Tiragem confinada a 250 exemplares numerados.
1264 — MOURA (Vasco Graça).- A MORTE DE NINGUÉM. Romance. Quetzal Editores.
Lisboa. 1998. In-8.º gr. de 160-II págs. B.
Primeira edição, numa das cuidadas edições da «Quetzal Editores».
[57]
1265 — MOURA (Vasco Graça).- NÓ CEGO, O REGRESSO. O oiro do dia / Porto [1982].
In-8.º de 53-VII págs. B.
Poema de Vasco Graça Moura, um dos nomes de maior evidência na literatura portuguesa do nosso
tempo,dado a publico, com uma aguarela de Mário Botas, num dos cuidados e belos livros integrados
na colecção «O Aprendiz de Feiticeiro».
1266 — MOURÃO-FERREIRA (David).- ASPECTOS DA OBRA DE M. TEIXEIRA-GOMES.
Portugália Editora. Lisboa. [1961]. In-8.º de 97-III págs. B.
Edição cuidada, a primeira, aparecida por ocasião do centenário do nascimento do grande prosador
algarvio. Invulgar.
Pequena assinatura a págs. 9.
1267 — MOURÃO-FERREIRA (David).- DO TEMPO AO CORAÇÃO. Guimarães Editores.
[Lisboa. 1966]. In-4.º de 65-V págs. B.
Primeira edição, há longos anos esgotada. Volume de poesia integrado na muito importante «Colecção
Poesia e Verdade».
1268 — MOURAO FERREIRA (David).- GAIVOTAS EM TERRA. Novelas. Colecção
Atlântida. [Editora Ulisseia, Limitada. Lisboa. S.d.] In-8.º gr. de 243-V págs. B.
“(...) Porém a grande revelação de Mourão-Ferreira é o presente livro, a sua primeira obra de ficção,
constituída por quatro novelas de ambiente lisboeta - ou melhor: quatro histórias de amor em quatro
Lisboas diferentes, quatro épocas diversas, ligadas por algumas personagens comuns e alguns temas
afins.” Primeira edição, muito invulgar.
Capa da brochura ilustrada por Vespeira. Assinado na página 11.
1269 — MOURÃO-FERREIRA (David).- LIRA DE BOLSO. Publicações dom quixote.
[Lisboa. 1969]. In-8.º de 114-V págs. B.
“Selecção da obra lírica do autor”, integrada nos «Cadernos de Poesia» das Publicações Dom Quixote.
Com uma pequena assinatura.
1270 — MOURÃO-FERREIRA (David).- VINTE POETAS CONTEMPORÂNEOS. Edições
Ática. Lisboa. [1980]. In-8.º de 282-VI págs. B.
Segunda edição, revista e ampliada e, como tal, preferível à anterior. “Neste volume se coligem
referências críticas a duas dezenas de poetas portugueses contemporâneos”: Cabral do Nascimento,
António de Sousa, Campos de Figueiredo, José Gomes Ferreira, José Régio, Vitorino Nemésio, Pedro
Homem de Mello, Casais Monteiro, Tomaz Kim, Eugénio de Andrade, Cesariny, Sebastião da Gama, etc.
1271 — MOUTA (Oliveira).- CAMILO E OS FRADES. Pôrto. 1942. [Livraria Tavares Martins].
In-4.º de 71-I págs. E.
Trabalho de grande curiosidade, ilustrado com estampas em folhas à parte. Separata de 250 exemplares
numerados da revista «Mensageiro de S. Bento».
Boa encadernação à amador com cantos e lombada de pele, tendo conservadas as capas da brochura.
1272 — MOUTINHO (Joaquim Ferreira).- A CRECHE. Com uma Carta-Prefacio de Alves
Mendes e um Epilogo de Camillo Castello Branco. Porto. Typographia de A. J. da Silva Teixeira.
1884. In-4.º de XXVIII-214-II págs. E.
Com uma estampa em separado mostrando a fachada da creche de S. Vicente de Paulo, de que o autor
neste livro se ocupa. A extensa carta do grande orador Alves Mendes vem de págs. IX a XXVIII
e o Epílogo de Camilo, intitulado «Fundação da Creche no Porto», ocupa as págs. 195 a 214.
Dedicatória autógrafa “À Caridade do Ill.mº Ex.mº Sr. Bruno Alves Nóbre, Off. O auctor”.
Boa encadernação com cantos e lombada de pele, tendo conservadas as capas da brochura e apenas
à cabeça aparado.
[58]
1273 — MOUTINHO (Joaquim Ferreira).- POR BEM FAZER... Com uma carta preliminar
de Camillo Castello Branco e cartas dos doutores Joaquim Theophilo Braga e António Ferreira
Moutinho. Porto. Imprensa Portugueza. 1888. In-4.º de XIV-130 págs. E.
Camilo, na carta que acompanha o volume, faz dramáticas alusões à cegueira que o atormentava.
Encadernação simples com lombada e cantos de pele. As capas foram preservadas, assim como as
margens. Assinado no frontispício.
1274 — MOUTINHO (José Viale).- HISTÓRIAS DO TEMPO DA OUTRA SENHORA. Prefácio
de Maria da Glória Padrão. (Ulmeiro. Lisboa. 1985). In-8.º gr. de 90-VI págs. B.
Pedro Tamen: “Histórias (histórias?) terríveis, em que a própria prosa é clandestina luta. Ler este livro
é uma experiência invulgar, porque o dramático não é artificialmente criado e entregue ao nível do
significado, mas está desde logo no significante eruptivo e invasor”. Segunda edição, limitada a 1200
exemplares e publicada na colecção «Imagem do Corpo». Capa de António Pimentel.
1275 — MOUTINHO (José Viale).- INTRODUÇÃO AO NACIONALISMO GALEGO. Paisagem / Porto / 1973. In-8.º de 131-V págs. B.
“Este livro pretende ser uma resumida imagem da acção desenvolvida pela Galiza no sentido de obter
a sua autonomia face ao poder central de Madrid. Trata-se, ainda, da primeira obra que em Portugal
se publica dedicada ao problema. Por isso procuraremos dar uma noção, conquanto que forçosamente
sucinta e não sistematizada, que poderá servir de ponto de partida para novas aventuras do interesse
do leitor para com a terra galega.” Livro há muitos anos esgotado, integrado na colecção «Mutações».
Dedicatória do autor.
1276 — MOUTINHO (José Viale).- JOSÉ AFONSO. Coordenação e apresentação de... Livraria
Paisagem. [Porto. 1972]. In-8.º de 125-III págs. B.
Textos de A. F., António Cabral, António Rebordão Navarro, Bernardo Santareno, Cáceres Monteiro,
Daniel Ricardo, Fernando Assis Pacheco, José Afonso, José Armando Carvalho, José Jorge Letria,
Manuel Simões e Urbano Tavares Rodrigues. Com uma antologia de textos e canções de José Afonso
e alguns poemas inéditos.
1277 — MOUTINHO (José Viale).- RETRATO DE BRAÇOS CRUZADOS SEGUIDO DE
PÁGINAS DE ITÁLIA. Desenhos de Fernando Lanhas. Caminho da Poesia. [Editorial Caminho.
1989]. In-8.º peq. de 131-I págs. B.
Edição cuidada, ilustrada com os retratos de Fernando Lanhas, Viale Moutinho e Fernando Pessoa.
1278 — MULHERES DE CAMILO. Exposição. [Multiponto, S. A. Porto. Artécnica. Maia.
S.d.]. In-4.º de 55-I págs. B.
Catálogo organizado pelo Centro de Estudos Camilianos — Casa de Camilo. Publicação muito ilustrada, com um texto inicial de Maria de Lourdes Ferraz. Selecção de textos de Aníbal Pinto de Castro,
Maria de Lourdes Ferraz, José Alves Pires e José Manuel Oliveira.
1279 - ver pág. 60
1279 — O MUNDO ELEGANTE. (Collecção de Historias, Biographias, Romances, Poesias
e Dramas). Redigido por Camillo Castello Branco. Illustrado com os retratos de D. Pedro V,
Princeza Amelia, Garrett, Rossini, e varias outras gravuras por Emygdio. Acompanhado de varias musicas para piano por Carli, Ribas, Moreira, Vianna e Dubini. Lisboa. Livraria de Manoel
Antonio de Campos Junior. Rua Augusta 77 a 81. 1863. In-fólio com 17 números totalizando
136 págs. a duas colunas e várias estampas em separado, em 1 volume E.
Periódico de grande raridade e interesse, publicado no Porto e em grande parte redigido por Camilo.
Henrique Marques na «Bibliografia Camiliana» descreve minuciosamente esta colaboração, desconhecendo no entanto o n.º 17, que é de extrema raridade.
.../...
[60]
De grande rigor é também o registo de José dos Santos na «Descrição Bibliográfica da mais importante e valiosa Camiliana...», que relata em pormenor a constituição das gravuras insertas nas páginas
de texto e das publicadas em extra-texto. Porque o nosso exemplar apresenta mais extra-textos do que
os descritos por José dos Santos, sob o n.º 1139, passamos a contabilizar os extra-textos insertos no
exemplar que descrevemos:
N.º 1 - «Valsa para piano» por J. Carli. Op. 49 (em 2 ff.);
N.º 2 - um figurino a côres datado de 4 de Dez.º de 1858, constituído por 4 figurantes;
N.º 4 - um retrato de «Rossini.», assinado Emygdio. Lith;
N.º 4 - 1 folha desdobrável em papel creme, com desenhos de bordados, que diz pertencer ao 3.º N.º 1.º Anno. (em falta no exemplar descrito por José dos Santos);
N.º 5 - «MAZURCA» - Ao seu Am.º Camillo Castello Branco (...) (em 2 ff.);
N.º 7 - «NOEMI DE ROISSY.» (retrato em corpo inteiro);
N.º 8 - um figurino a côres n.º 6, constituído por 3 figurantes (em falta no exemplar descrito por José
dos Santos);
N.º 8 - 1 folha desdobrável, em papel esverdeado, com desenhos de bordados e que diz pertencer ao
“8.º N.º - 1.º Anno” (em falta no exemplar descrito por José dos Santos);
N.º 9 - «POLKA para Piano por A. Moreira.» (2 ff.);
N.º 10 - um figurino a côres datado de Fevereiro, 1859, constituído por 6 figurantes;
N.º 10 - um retrato da «PRINCEZA AMELIA.»;
N.º 12 - «MARIE-WALTZ». Partitura de Dubini (2 ff.);
N.º 12 - «D. PEDRO V. Rei de Portugal». (retrato equestre);
N.º 14 - FIGURINO A PRETO constituído por 3 figurantes (1.º Anno n.º 14 - Junho de 1859);
N.º 15 - FIGURINO A PRETO constituído por 2 faces femininas e 6 peças de roupa (Julho de 1859.
- N.º 15 - 1.º Anno);
N.º 16 - «A ENGEITADA!!!» (2 ff). Partitura de N. M
Ribas (não relatado na «DESCRIÇÃO BIBLIOGRAFICA» de José dos Santos;
N.º 17 - FIGURINO A PRETO constituído por 3 figurantes (N.º 17 . 1.º anno - Fevereiro 1860. 2.ª
série) (não relatado na «DESCRIÇÃO BIBLIOGRAFICA» de José dos Santos;
N.º 17 - «POLKA para piano» partitura por G. E. Lopes (2 ff). (não relatado na «DESCRIÇÃO BIBLIOGRAFICA» de José dos Santos.
Concluímos assim que o exemplar que apresentamos, constituído por 18 extra-textos, é o mais
completo de todas as bibliografias consultadas e que, para além dos 3 que José dos Santos considera
estarem em falta no seu exemplar, apresenta mais 3, que lhe eram totalmente desconhecidos.
Também a folha que serve de frontispício está preservada e acerca da qual José dos Santos diz
o seguinte: “Não obstante o frontispício trazer a data de 1863, os números de 1 a 5 foram impressos
em 1858, isto conforme eles o indicam e se pode verificar examinando o fac-simile do cabeçalho que
encima a primeira página de todos os números, (...).
“Os números 6 a 16 vêem com a data de 1859, e o 17 a de 1860. Vê-se, portanto, que o frontispício foi
somente impresso três anos depois de ter saído o último número de publicação.”.
Encadernação da época com lombada de pele. Ligeiramente aparado e assinado no frontispício.
(ver gravura na pág. 59)
1280 — MURALHA (Sidónio).- A CAMINHADA. Livro de vivências. Prelo. 1975. [Prelo
Editora. SARL]. In-8.º gr. de 105-III págs. B.
“No momento presente, que é aquele que sobra das viagens, procedo a um inventário de vivências em
cartas, contos, poemas, conferências, relatórios, entrevistas, artigos nos jornais. Tudo onde o essencial
sobrepuja o acessório. O livro chamar-se-á «A Caminhada» e não será espartilhado pela ordem
cronológica, para que o tempo tenha outras dimensões. É possível que haja buracos ao longo da estrada,
porque nas minhas andanças pelo mundo fiquei sem cópia de centenas de cartas, sumiram artigos,
naufragaram documentos. Sua única pretensão é legar vivências (...)”
1281 — MURALHA (Sidónio).- COMPANHEIRA DOS HOMENS. Poemas. Lisboa. 1950.
[Tipografia Garcia & Carvalho, Lda]. In-8.º de 55-III págs. B.
Raro volume de poesia de um dos mais conceituados escritores neo-realistas portugueses.
Capa de brochura ilustrada a cores por Júlio Pomar. Expressiva dedicatória do autor. Com vestígios
de humidade.
[61]
1282 — MURALHA (Sidónio).- DO OUTRO LADO DA RUA. Contos. [Livraria Ler Editora.
Lisboa. 1982]. In-8.º de 79-I págs. B.
Livro integrado na colecção “Passo a palavra”. Primeira edição.
Capa ilustrada a cores pelo pintor Victor Palla.
1283 — MURALHA (Sidónio).- OS OLHOS DAS CRIANÇAS. [Indústria Gráfica Brasileira.
Layout de Maria Bonomi e Fernando Lemos. 1963. São Paulo. Brasil]. In-4.º gr. de I-25-II folhas B.
Muito esmerada e original edição impressa em papel de cor muito encorpado, com tiragem de 1500
exemplares, muito raros em Portugal. Sidónio Muralha foi um dos primeiros autores portugueses que
mais profundamente se dedicaram à literatura infantil.
1284 — MURALHA (Sidónio).- POEMAS DE ABRIL. Prefácio de Alexandre Cabral. Prelo.
Lisboa. 1974. In-8.º esguio de 92-IV págs. B.
É extenso o prefácio de Alexandre Cabral que este denominou «Diálogo com o leitor em jeito de
apresentação cívica (des)necessária».
1285 — MURALHA (Sidónio).- POEMAS DE SIDÓNIO MURALHA. 1941-1971. Editorial
Inova Limitada. [Porto. 1971]. In-8.º de 195-XI págs. B.
Primeira edição colectiva da obra poética de Sidónio Muralha.
1286 — MURALHA (Sidónio).- 26 SONETOS. Livros Horizonte. [Lisboa. 1979]. In-8.º gr.
de 30-II págs. B.
José Manuel Mendes: “26 Sonetos: breve recolha das esperanças e das lutas, dos projectos e das
memórias colectivas numa jornada de anos.
“A noticia da tirania e o fogo vivo de Abril: um tempo sofrido e ganho palmo a palmo. (...)” Livro
integrante da «Colecção Horizonte de Poesia».
1287 — NADIR AFONSO. Bertrand Editora. [1986. Lisboa. Printer Portuguesa]. In-4.º de 114-II
págs. E.
Belo álbum com cerca de uma centena de reproduções policromadas de obras de Nadir Afonso, álbum
que apareceu na «Colecção de Arte Contemporânea». Texto de Nadir Afonso em língua portuguesa,
francesa e inglesa. Encadernação dos editores e sobrecapa policromada.
1288 — NAMORA (Fernando).- AQUILINO RIBEIRO. Apresentação e coordenação das
legendas por Fernando Namora. Galeria Artis. [1963]. In-8.º gr. de 84-II págs. E.
Interessante fotobiografia, com um texto introdutório de Fernando Namora. Encadernação do editor.
1289 — NAMORA (Fernando).- AS FRIAS MADRUGADAS. Editora Arcádia Limitada.
Lisboa. [S.d]. In-8.º de 155-V págs. E.
“Nesta colectânea se reúnem, na sua maioria revistos ao longo dos anos, os versos publicados nos livros
«Relevos», «Mar de Sargaços» e «Terra» e ainda algumas poesias ulteriores que, por pertencerem a uma
fase poética mais conforme com «Mar de Sargaços», nele serão incluídas.” Primeira edição.
Encadernação editorial, com sobrecapa de papel.
1290 — NAMORA (Fernando).- RETALHOS DA VIDA DE UM MÉDICO. Prefácio de Álvaro
Salema. Ilustrações de Júlio Resende. Artis. [Lisboa. 1976-1977]. 2 vols. In-4º gr. de 447-VII
págs. divididas pelos dois vols. E.
Uma das mais estimadas e reeditadas obras do autor. Edição de grande apuro gráfico, comemorativa
.../...
[62]
do XXV aniversário da primeira edição da obra, impressa a duas cores e com numerosas estampas
a negro e a cores, em separado, reproduzindo pinturas de Júlio Resende, um dos mais conceituados
artistas do nosso tempo.
Encadernações do editor, com ferros a ouro e a reprodução de uma pintura de Resende nas pastas.
Com pequenos defeitos superficiais.
1291 — NAMORADO (Egídio).- PONTO DE VISTA. Ensaios. 1958. [Tipografia da Atlântida.
Coimbra]. In-8.º de 163-I págs. B.
Volume integrado na colecção «Textos Vértice». O nome do autor apareceu com assiduidade nas
páginas de «O Sol Nascente», «O Diabo», «Seara Nova» e «Vértice».
1292 — NAMORADO (Joaquim).- INCOMODIDADE. Atlântida - Livraria Editora, Lda.
Coimbra. 1945. In-8.º gr. de 219-I págs. B.
Livro de poesia de Joaquim Namorado, figura cimeira do grupo neo-realista coimbrão. Reúne o já publicado «Aviso à Navegação» e os inéditos «Invenção do Poeta», «Viagem ao País dos Nefelibatas» e «Agora».
Capa ilustrada por Victor Palla.
1293 — NAMORADO (Joaquim).- POESIA NECESSÁRIA. Cancioneiro. Vértice. Coimbra 1966. In-8.º gr. de 82-II págs. B.
Joaquim Namorado, figura marcante do neo-realismo coimbrão, colaborou nas revistas «Vértice», «O Diabo», «Sol Nascente», «Seara Nova», etc. Integrado na apreciada colecção coimbrã «Cancioneiro Vértice».
Com uma assinatura na página 9.
1294 — NAMORADO (Joaquim).- VIDA E OBRA DE FEDERICO GARCIA LORCA. «Biografias». Editorial “Saber”. In-8.º gr. de 63-I págs. B.
O volume integra algumas das poesias de Garcia Lorca, bem como extractos do seu teatro. Segundo e
invulgar livro de Joaquim Namorado.
Retrato de Lorca por Carls Ramos na capa da brochura.
1295 — NAMORADO (Rui).- LÍRICA DO SILÊNCIO. Centelha. Coimbra. 1973. In-8.º peq. de
59-V págs. B.
1299 — NAVARRO (António Modesto).- BARÕES DE FINA FLOR. Editorial Futura. Lisboa.
1974. In-8.º de 104-IV págs. B.
Livro baseado em acontecimentos de ordem político-sociais vividos em 1970, em Vila Flor, no
nordeste transmontano. Primeira edição.
1300 — NAVARRO (António Modesto).- LIBELO ACUSATÓRIO. Prelo. Lisboa. 1968. In-8.º
de 151-I págs. B.
Do Prefácio de José Saramago: “Este livro, pois, acusa e protesta. Exige a pureza e a paz. Estende as mãos
a toda a gente, como se oferecesse flores. E se cai, por vezes, na melancolia do gesto que não teve resposta.
no desconforto romântico do ser de excepção, deles sai com o sobressalto viril de quem, no limite, se
recusa à abdicações do sentimento e da complacência.” Primeira edição do primeiro livro do autor
1301 — NAVARRO (Antonio Modesto).- O PÂNTANO. Romance. Ulmeiro. [1986]. In-8.º
de 149-III págs. B.
Volume integrado nas «Obras de António Modesto Navarro». Primeira edição.
Capa da brochura de José Albernaz. Valorizado com dedicatória do autor.
1302 — NAVARRO (António Modesto).- RETORNAR. Quase um romance em quinze partes
sobre a nossa vida de emigrantes. N.A. Orion. [Buraca. 1976]. In-8.º de 121-VII págs. B.
Primeira edição.
Capa da brochura de Acácio Santos e Luís Filipe.
1303 — NAVARRO (António Rebordão).- AQUI E AGORA. Sagitário. [S.l.n.d.] In-8.º de 61-II
págs. B.
Alguns dos poemas deste volume já haviam sido publicados em vários jornais e revistas.
Com uma pequena assinatura na página 11.
1304 — NAVARRO (António Rebordão).- O DISCURSO DA DESORDEM. Livraria Paisagem.
[1972]. In-8.º de 266-V págs. B.
Livro de poesia de Rui Namorado, ao tempo já com um outro publicado no «Cancioneiro Vértice».
Segundo Óscar Lopes, o autor, “consegue aqui, simultâneamente, dar sabor local e traçar a caractereologia de figuras típicas de um lugar, perfeitamente ligadas a uma problemática de caracteristicas
universais”. Primeiro romance do autor.
1296 — NAMORADO (Rui).- MAIO AUSENTE. Coimbra. 1970. [Oficinas da Atlântida
Editora]. In-4.º de 90-II págs. B.
1305 — NEGREIROS (José de Almada).- OBRAS COMPLETAS. [Estampa, Lda. Lisboa.
1970-1972]. 6 vols. In-8.º B.
Livro de poesia já invulgar, integrado na excelente colecção coimbrã «Cancioneiro Vértice».
Com uma pequena assinatura.
1297 — NASCIMENTO (Manuel do).- O ÚLTIMO ESPECTÁCULO. Sociedade de Expansão
Cultural. Lisboa. [1955]. In-8.º de 148-II págs. B.
Primeira edição. Publicado na «Colecção SEC».
Capa ilustrada a cores por Manuel Ribeiro de Pavia.
1298 — NAUFRÁGIOS E COMBATES NO MAR. Textos seleccionados, anotados, comentados e acompanhados de um estudo por António Sérgio. Editorial SUL Limitada. Lisboa.
1958-1959. 2 vols. In-4.º de 271-V e 292-II págs. E.
Colectânea da maior importância para a história dos Descobrimentos e Conquistas dos portugueses,
numa magnífica edição enriquecida com um valioso conjunto de gravuras impressas em folhas à parte.
Com um estudo de Jaime Cortesão intitulado “Sobre as Viagens da Carreira da Índia”.
Encadernações editoriais decoradas com ferros a seco e dourados.
[63]
Colecção completa e há muito tempo esgotada constituída pelos seguintes volumes: 1. «Contos e
Novelas»; 2. «Romances»; 3. «Teatro»; 4. «Poesia»; 5. «Ensaios»; 6. «Textos de Intervenção». Sobrecapas ilustradas com diferentes auto-retratos de Almada.
Edição da responsabilidade editorial de Herberto Helder, então director literário da Editorial Estampa.
1306 — NEMÉSIO (Vitorino).- CAATINGA E TERRA CAÍDA. Viagens no Nordeste e no Amazonas. Livraria Bertrand. [Lisboa. S.d.]. In-8.º de 357-I págs. B.
Com reproduções fotográficas impressas à parte. Primeira edição.
Assinado.
1307 — NEMÉSIO (Vitorino).- CAMILO. Conferência promovida pela Universidade Livre...
com o discurso do Senhor Doutor Eugénio de Castro. Coimbra. 1925. In-8.º de 30 págs. E.
Separata de poucos exemplares da revista «Tríptico».
Encadernação recente com lombada de pele. Assinado no frontispício e só ligeiramente aparado
à cabeça.
[64]
1308 — NEMÉSIO (Vitorino).- POEMAS BRASILEIROS. Livraria Bertrand. [Lisboa. 1972].
In-8.º gr. de 113-III págs. B.
Foram incluídos neste volume: «9 Romances da Bahia», «Violão de Morro» e «Ode ao Rio (ABC do
Rio de Janeiro)». Ilustrado.
1309 — NEMÉSIO (Vitorino).- POESIA. (1935-1940). Livraria Morais Editora. Lisboa. 1961.
In-8.º gr. de 150-II págs. B.
O volume reedita as obras «La Voyelle Promise», «O Bicho Harmonioso» e «Eu Comovido a Oeste»,
mas integra o extenso «Prefácio: Da Poesia». Da colecção «Círculo de Poesia».
Com uma pequena assinatura na página 7.
1310 — NEMÉSIO (Vitorino).- SAPATEIA AÇORIANA. Andamento holandês e outros poemas.
Arcádia. [Lisboa. 1976]. In-8.º gr. de 92-III págs. B.
Livro de poesia integrado na «Colecção Licorne».
1311 — NEMÉSIO (Vitorino).- VIAGENS AO PÉ DA PORTA. Editorial Pórtico. Lisboa.
[1967]. In-8.º gr. de 205-I págs. B.
“É um livro feito dos papéis avulsos de uma longa colaboração na Rádio e na Imprensa periódica,
em cujo impressionismo pude contudo guardar a liberdade interior da reflexão e da poesia.” Primeira
edição colectiva. Ilustrações de Júlio Gil.
Com uma pequena assinatura a págs. 7.
1312 — NETO (Agostinho).- A RENÚNCIA IMPOSSÍVEL. Prefácio de Manuel Ferreira.
Imprensa Nacional-Casa da Moeda. 1987. [Lisboa]. In-4.º de 65-VII págs. B.
Livro dado a lume na colecção «Escritores dos Países de Língua Portuguesa».
1313 — NETO (Agostinho).- SAGRADA ESPERANÇA. Poemas. [União dos Escritores Angolanos / Sá da Costa Editores. Novembro de 1979]. In-4º de 150-IV págs. E.
Edição especial de um dos mais reverenciados livros da poesia angolana, da autoria de Agostinho
Neto, obreiro dos mais notáveis da Independência de Angola. Com a “Oração Fúnebre pronunciada
por Lúcio Lara perante a urna com o corpo do Presidente Agostinho Neto”, um Prefácio de Basil
Davidson e uma extens Introdução assinada por Marga Holness.
Encadernação dos editores, com sobrecapa de protecção.
1314 — OS NETOS DE CAMILLO CASTELLO BRANCO E A QUESTÃO DO AMOR DE
PERDIÇÃO. Companhia Portugueza Editora, L.dª. Porto. [S.d.]. In-8.º de 40 págs. E.
Publicação invulgar, documentada com a reprodução de uma carta datada de 25 de Outubro de 1886,
dirigida a Eduardo Costa Santos, onde o Romancista “diz de forma insofismável, que vendeu o «Amôr
de Perdição» ao Gomes Monteiro”.
Encadernação com lombada e cantos de pele.
1315 — NEVES (Álvaro).- ESTUDOS CAMILIANOS. Bibliografia - Biblioteconomia. Lisboa.
Ernesto Rodrigues. 1917. In-4.º de 16 págs. E.
1316 — NEVES (Azevedo).- AUGUSTO ROSA. Discurso pronunciado na sessão do Senado
da Exma. Camara Municipal de Lisboa, em 13 de Novembro de 1923. Lisboa. 1923. In-8.º
de 14-IV págs. E.
Com um retrato do actor reproduzido de um desenho de Roque Gameiro. Tiragem limitada a 300
exemplares numerados e rubricados pelo autor.
Bonita encadernação com lombada de pele gravada com finíssimos ferros a ouro. Só ligeiramente
aparado à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
1317 — NEVES (João Alves das).- POETAS E CONTISTAS AFRICANOS DE EXPRESSÃO
PORTUGUÊSA. - Cabo Verde - Guiné - São Tomé e Príncipe - Angola - Moçambique Introdução
e seleção de... Editôra Brasiliense. [São Paulo. 1963]. In-8.º gr. de 211-V págs. B.
“O autor, que nalguns dos principais jornais e revistas do Brasil tem publicado artigos sôbre a
Arte e literatura africanas destaca neste volume textos dessa literatura de expressão portuguêsa
em que já se nota, embora anteriores às guerras de libertação de Guiné e Angola, o fermento da
revolta.
“Predominou na escolha dos textos o sentido humanista dos autores e a seleção foi feita tendo-se em
vista sempre a descrição do meio ambiente por êles refletida.
“Descontando-se a edição de algumas breves antologias esta é a primeira tentativa de uma visão geral,
ainda que breve, dessas novas literaturas tão interessantes e atuais. Os poetas e prosadores trasem-nos
as testemunhas da época agitada em que vivemos e explicam-nos o que talvez as notícias dos jornais
não traduzam bem: os povos africanos, negros, mestiços e brancos caminham aceleradamente para a
emancipação.”
1318 — NEVES (José Acúrsio das).- OBRAS COMPLETAS DE JOSÉ ACÚRSIO DAS
NEVES. Edições Afrontamento. [Porto. S.d.]. 6 vols. In-4.º peq. B.
José Acúrsio das Neves nasceu em 1766 em Cavaleiros de Baixo, distrito de Coimbra.
Obras ordenadas da seguinte forma: Vol. 1 e 2: «História Geral da Invasão dos Franceses em Portugal
e da Restauração deste Reino»; Vol. 3: «Variedades sobre Objectos Relativos às Artes, Comércio
e Manufacturas, consideradas segundo os Princípios da Economia Política»; Vol. 4: «Memória
Económica-Política sobre a Liberdade do Comércio dos Grãos com a sua aplicação às Ilhas dos Açores
e outros escritos económicos»; Vol. 5: «Escritos Patrióticos. Entretenimentos cosmológicos, geográficos e históricos»; Vol. 6: «Cartas de um Português aos seus concidadãos sobre diferentes objectos
de utilidade geral e individual. Escritos diversos». Estudos introdutórios de António Almodovar e
Armando Castro.
1319 — NEVES (Moreira das).- CAMILO TAL QUAL. Notas * Episódios * Cartas. Edições do
Templo. Lisboa. 1978. In-8.º de 150-II págs. B.
Com os seguintes capítulos: Para a história do soneto «A Maior Dor Humana»; Recordações de Camilo
e correspondência com José Bento de Araújo Assis; Aquilino Ribeiro e Camilo estudante de Teologia;
O casamento de Camilo com D. Ana Plácido; Camilo e o Padre Sena Freitas; Gestos de bondade
e irritação; Opinião de Martins Sarmento diferente da de Camilo; Camilo, amigo dos cães; Ainda
o coração de Camilo; Estalagens e bichos; Camilo e o descarrilamento; Camilo e Trindade Coelho.
Livro integrante da colecção «Ensaístas Portugueses Modernos».
1320 — NEVES (Vitor Manuel Leal Pereira).- A ALDEIA HISTÓRICA DE SORTELHA.
Museu Aberto. Um livro com alma que conta a História desta Vila [Garrido artes gráficas.
2000]. In-8.º gr. de 517-III págs. B.
Deste opúsculo foram tirados apenas 310 exemplares, numerados.
Encadernação em imitação de pele, com dizeres dourados na pasta da frente. Conserva as capas da
brochura.
Pereira Neves, natural de Sortelha, com este livro e uma vez mais dignifica a sua Terra Natal. Autor de
muito vasta e diversificada bibliografia, distingue-se particularmente pelo seu erudito trabalho acerca
daquela região e muito especialmente pelas monografias que publicou sobre as “Aldeias Históricas
de Portugal”.
[65]
[66]
1321 — NO CENTENÁRIO DE CAMILLO CASTELLO BRANCO. Separata de a «Voz de
Coimbra” de 15 de março de 1925. [Tip. Popular de João Bizarro. Coimbra]. In-4.º de 22-II
págs. B.
Separata de presumível reduzida tiragem, com os seguintes artigos: «Camilo Castelo Branco. A sua
“posição” na Literatura Nacional», por Mendes dos Remédios; «Uma carta de Camillo» e «Camillo
e Eugenio de Castro», por Américo Veloso; «Camilo Castelo Branco. Na vespera do seu centenário»,
por J. Carreira. Folha à parte com um retrato de Camilo desenhado por Tavares Mourato.
Assinado no frontispício.
1322 — NOBRE (António).- CORRESPONDÊNCIA. Organisação, Introdução e Notas de Guilherme de Castilho. Portugália Editora. Lisboa. [1967]. In-4.º de 384-IV págs. B.
É o maior núcleo de correspondência de António Nobre, em boa parte inédita ou apenas parcialmente
conhecida, mas toda do maior interesse para a biografia do Poeta. Primeira edição, ilustrada com
retratos e fac-símiles.
Assinado na página 9.
1323 — NOBRE (António).- DESPEDIDAS. 1895-1899. Prefácio de José Pereira de Sampaio
(Bruno). 4.ª edição. Postumo. Pôrto. 1944. [Imprensa Moderna, Ltd]. In-8.º gr. de 283-V págs. B.
Livro póstumo de poesias de António Nobre, ilustrado com um retrato do poeta e outras ilustrações.
Tiragem limitada a 1500 exemplares.
1324 — NOBRE (António).- TRÊS CARTAS INÉDITAS PARA JOSÉ DE CASTRO. Introdução e notas de Manuel Mendes. Iniciativas Editoriais. [Lisboa. 1957]. In-8.º de 34-I págs. B.
Volume integrado na colecção «Iniciativas Editoriais», ilustrado com um retrato do poeta gravado
água-forte por Loys Delteil.
Com uma pequena assinatura a págs. 7.
1325 — NÓBREGA (Isabel da).- VIVER COM OS OUTROS. Romance. Editora Lux. Ldª.
Lisboa. [1964]. In-8.º de 223-III págs. B.
Primeiro romance de Isabel da Nóbrega, distinguido com o Prémio Camilo Castelo Branco. “Toda a
crítica foi unânime em considerar este livro um dos mais notáveis e originais da moderna literatura
portuguesa”.
Assinado na página 9.
1326 — NOGUEIRA (Manuela).- O MELHOR DO MUNDO SÃO AS CRIANÇAS. Antologia
de Poemas e Textos de Fernando Pessoa para a infância. Assírio & Alvim. [Lisboa. 1998]. In-8.º gr.
de 62-X págs. B.
Integrado na colecção «Pessoana» e ilustrado em folhas próprias com fotografias e outros documentos
Pessoanos, entre as quais algumas da Autora quando criança, acompanhada com a família e seu Tio
Fernando Pessoa.
1327 — NORONHA (Eduardo de).- VINTE E CINCO ANNOS NOS BASTIDORES DA POLITICA. Emygdio Navarro e as «Novidades». A sua vida e a sua obra politica e jornalistica.
Porto. Companhia Portuguesa Editora. 1913. In-8.º de 414-II págs. E.
1328 — [NOVAIS (Faustino Xavier de)].- A VESPA DO PARNASO! Collecção de Poesias
Lisongeiras, por Um Mordomo das Almas de Campanhã, que vem de collarinhos tezos metter a
falla ao bucho ao seu Juiz, author das FOLHAS CAHIDAS. Obra de 100 rs., e que vale bem um
pataco, por ser muito instructiva, e de grande proveito para quem não sabe lêr. Porto: Typographia de J. A. de Freitas Junior. 1854. In-8.º peq. de 52 págs. E.
Paródia às «Folhas Caídas» de Garrett, obra que originou o enriquecimento das nossas Paródias
Literárias. Este curioso livrinho, publicado anónimo, foi por muito tempo atribuído a Camilo Castelo
Branco, segundo opinião expressa por Inocêncio no seu Dicionário Bibliográfico.
Conserva as capas da brochura e está resvestido de encadernação da época.
1329 — NOZES (Judite).- O TERRAMOTO DE 1755. Testemunhos Britânicos. Prefácio, Maria Leonor Machado de Sousa. Apresentação, tradução e notas, Judite Nozes. MCMXC. Lisóptima Edições. [The British Historical Society of Portugal & Lisóptima, Lda. Lisboa]. In-4º peq.
oblongo de 277-III págs. E.
Valiosa recolha de textos ingleses sobre o grande terramoto de 1755, completada com valiosa iconografia
relativa ao mesmo acontecimento e sua contemporânea. Frontispício e texto em inglês e português.
Encadernação dos editores, em tela, gravada a cores e ouro.
1330 — NUNES (Natália).- ASSEMBLEIA DE MULHERES. Romance. Portugália Editora.
[Lisboa. 1964]. In-8.º de 211-V págs. B.
«Assembleia de Mulheres» foi considerado pelo editor “um livro cuja originalidade sobressai em toda
a nossa produção romanesca contemporânea.” Primeira edição.
Capa ilustrada por João da Câmara Leme.
1331 — NUNES (Natália).- AUTOBIOGRAFIA DE UMA MULHER ROMÂNTICA. Romance
por... Sociedade de Expansão Cultural. [Lisboa. 1954]. In-8.º de VI-235-VII págs. B.
Segundo livro de Natália Nunes, integrado na «Colecção Romance Português Contemporâneo».
Da contracapa da segunda edição extraímos o seguinte texto: “escritora que se destaca na moderna
literatura portuguesa pela sua originalidade e talento, exprime neste livro o retrato de uma mulher que
se vê a si própria na intimidade da sua alma. Primeira edição.
Capa da brochura ilustrada com um dos belos desenhos policromados de Manuel Ribeiro de Pavia.
1332 — OBRAS DOS PRÍNCIPES DE AVIS. Introdução e revisão de M. Lopes de Almeida.
1981. Lello & Irmão - Editores. Porto. In-4.º de XVI-899-I págs. E.
Boa edição em papel bíblia, incluída na colecção «Tesouros da Literatura e da História», integrando as
seguintes obras: Livro da Montaria, por D. João I; Leal Conselheiro, por D. Duarte; Livro da Ensinança
de Bem Cavalgar Toda Sela, por D. Duarte; O Livro da Virtuosa Benfeitoria, pelo Infante D. Pedro
e Livro dos Ofícios, de Marco Túlio, traduzido por D. Pedro Duque de Coimbra.
Encadernação original em imitação de pele esponjada, decorada com ferros dourados.
1333 — OLAVO (Carlos).- HOMENS, FANTASMAS E BONECOS. Portugália Editora. Lisboa.
[S.d. 1950?]. In-8.º de 272-III págs. E.
Capítulos consagrados a João Chagas, Brito Camacho, Camilo, António Patrício, João das Regras,
Eça, etc. Ilustrado com um retrato do autor por Abel Manta.
Encadernação em percalina.
“Das figuras imponentes de hontem — bastantes — uma das que mais merece ser arrancada ás sombras do esquecimento e da ingratidão é incontestavelmente Emygdio Navarro”.
Edição ilustrada com um retrato de Emygdio Navarro impresso à parte.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Conserva as capas da brochura e as margens por aparar.
Assinado no anterrosto.
1334 — [GUERRA DE 1914-18]. OLAVO (Carlos).- JORNAL D’UM PRISIONEIRO DE
GUERRA NA ALEMANHA. (1918). 2ª edição. 1919. Guimarães & Cª - Editôres. Lisboa. In-8º
de 214-II págs. E.
[67]
[68]
“Como se verá da explicação que vae adiante, .estas notas estiveram para ser publicadas durante o
.../...
período do captiveiro. Não o foram por duas razões fundamentaes: Porque os alemães não cumpriram
com o estatuído nas convenções internacionaes relativamente aos medicos portuguezes e porque os
acontecimentos se precipitaram de tal maneira que pude eu próprio ser o portador, tendo tido occasião
de registar ainda as impressões que me causaram ainda as formidaveis perturbações da derrota allemã.
E é assim que as entrego ao publico: ampliadas, mas intactas na sua primitiva forma.”
Encadernação modesta. Com as margens aparadas e as capas da brochura preservadas. Com uma
pequena assinatura de posse no anterrosto.
1335 — OLIVEIRA (A. César).- O AMOR E A GUERRA. [S.l.n.d.] In-8.º de XLVIII págs.
inums. B.
Livro de poesias inspiradas pela guerra de África, datadas entre 1964 e 1968, em edição que nos
parece ser clandestina, pois que não apresenta registo tipográfico nem data.
1336 — OLIVEIRA (Alberto de).- VIDA, POESIA E MORTE (Prosa e Verso). Lvmen. 1926.
[Coimbra]. In-8.º de 292-IV págs. B.
“Este volume constitui o segundo tômo da colectânea que, sob o título PROSA E VERSO (Páginas
escolhidas), publiquei em Lisboa, em 1919”. Primeira edição.
Capítulos consagrados a António Feijó, Junqueiro, Trindade Coelho, Eça de Queirós, etc.
1337 — OLIVEIRA (Carlos de).- ALCATEIA. Romance. Coimbra Editora, Lda. 1944. In-8.º
de 254-II págs. B.
Um dos primeiros livros do autor, consagrado escritor neo-realista, publicado na muito apreciada
colecção «Novos Prosadores». Primeira edição. Capa ilustrada por Vitor Palla.
Assinado na pág. 7.
1338 — OLIVEIRA (Carlos de).- ALCATEIA. Romance. Nova Edição. Coimbra Editora,
Limitada. 1945. In-8.º de 252 págs. B.
Um dos primeiros livros do autor, consagrado escritor neo-realista, publicado na muito apreciada
colecção «Novos Prosadores». Segunda edição, impressa seis meses após a impressão da primeira.
Acrescentada no final com uma pequena recolha de textos intitulada «Carlos de Oliveira e a Crítica».
Capa da brochura diferente da utilizada na primeira edição, mas também concebida por Vitor Palla.
Com uma assinatura na pág. 7.
1339 — OLIVEIRA (Carlos de).- ENTRE DUAS MEMÓRIAS. Publicações dom quixote.
[Lisboa. 1971]. In-8.º de 75-III págs. B.
Livro de poesia publicado em primeira edição nestes consagrados «Cadernos de Poesia» da D. Quixote.
1340 — OLIVEIRA (Carlos de).- MÃE POBRE. Poesia. Coimbra Editora, Limitada. [1945].
In-8.º de 63-I págs. B.
Dos primeiros livros de poesia de Carlos de Oliveira, muito estimado nesta sua edição original, obra
que, segundo Osvaldo Silvestre, juntamente com «Alcateia», “representam o ponto mais alto do seu
empenhamento político, constituindo na sua obra como que um díptico proletário em que encontramos temas, tópicos e mesmo personagens recorrentes.”
1341 — OLIVEIRA (Carlos de).- PEQUENOS BURGUESES. Romance. Coimbra Editora,
Ldª. 1948. In-8.º de 228-II págs. B.
Este livro, juntamente com «Colheita Perdida», «Pequenos Burgueses», «Descida aos Infernos»
e «Terra de Harmonia», “encerram, a sua primeira década dentro das coordenadas do que será o seu
neo-realismo (...)” Trata-se da edição original deste excelente romance de Carlos de Oliveira.
Com uma pequena assinatura a págs. 7.
[69]
1342 — OLIVEIRA (Carlos de).- POESIAS. (1945-1960). Portugália Editora. Lisboa. [1962].
In-8.º gr. de VIII-174-II págs. B.
Primeira edição colectiva das poesias de Carlos de Oliveira, figura destacada da poesia portuguesa do
nosso tempo. Poesias dos livros «Mãe Pobre», «Colheita Perdida», «Descida aos Infernos», «Terra de
Harmonia» e «Cantata».
1343 — OLIVEIRA (Carlos de).- UMA ABELHA NA CHUVA. Romance. Coimbra Editora.
Coimbra. 1953. In-8.º de 211-I págs. B.
“O romance Uma Abelha na Chuva será geralmente considerado o ponto culminante daquilo a que
Alexandre Pinheiro Torres chamou a «Tetralogia da Gândara» (entretanto reduzida a trilogia, devido
à eliminação de Alcateia) conduzindo o seu universo de pequenos burgueses de província à revelação
da sua aridez espiritual e à sua implosão social.”
Edição original deste apreciado livro de Carlos de Oliveira e também uma das mais representativas
obras da literatura portuguesa contemporânea.
Capa da brochura ilustrada por Victor Palla. Assinado a págs 7.
1344 — OLIVEIRA (Carlos de) & FERREIRA (José Gomes).- CONTOS TRADICIONAIS
PORTUGUESES. Escolhidos e comentados por Carlos de Oliveira e José Gomes Ferreira.
Prefácio de José Gomes Ferreira. Ilustrações de Maria Keil. Iniciativas Editoriais. Lisboa.
[1957-1958]. 2 vols. In-4.º de XXIV-498-VIII e 561-VII págs. E.
Edição magnífica, de cuidada execução gráfica, enriquecida com grande número de belas ilustrações
impressas a cores da autoria de Maria Keil. Os contos foram seleccionados de obras de Teófilo Braga,
Adolfo Coelho, Leite de Vasconcelos, Tomás Pires, Consiglieri Pedroso, Ataíde de Oliveira “e outras
colectâneas e revistas por onde tem andado disperso o tesoiro que hoje se reune aqui”. Belo e extenso
prefácio de José Gomes Ferreira.
Encadernações editoriais inteiras de pele granitada.
1345 — OLIVEIRA (Francisco Xavier de) [CAVALEIRO DE OLIVEIRA].- RECREAÇÃO
PERIODICA. (Prefaciou e trad. Aquilino Ribeiro). Lisboa. Oficinas Gráficas da Biblioteca
Nacional. 1922. 2 vols. In-8.º de VI-CXVII-259-I e IV-297-I págs. B.
Do importante e extenso prefácio de Aquilino: “Contraste vivo em tudo, guiado da mais pura flama
e enxovalhado de negruras, arrogante e humilde, mimoso da sorte e senhor apenas dos caminhos, ora
original, ora scintilante, ora plagiário sem vergonha, tal era o Cavaleiro de Oliveira. Nenhum escritor
português arrastou cruz mais pesada, nem em nenhum a fortuna e a desgraça se revezaram com mais
ardor a deprimir e a exalçar. Camilo descobriu nêle o seu irmão na sina de sofrer como o era já na arte
de rir dos absurdos e necessidades do próximo.”
1346 — OLIVEIRA (Lopes de).- ...E MESMO CONTRA A MARÉ !. Memórias - Crítica - Paisagem. Lisboa. [1945]. In-8.º de 382-II págs. E.
Com referências a numerosos escritores portugueses, entre os quais, Camilo, Junqueiro e Gomes Leal.
Com estampas em folhas à parte.
Capa da brochura ilustrada com um desenho alegórico de Francisco Valença. Encadernação com a
lombada e os cantos de pele.
1347 — OLIVEIRA (Luís Amaro de).- CESÁRIO VERDE. (Novos subsídios para o estudo da
sua personalidade). Nobel. Coimbra. [1944]. In-8.º de 87-V págs. B.
Com fotografias em separado e transcrição de várias poesias de Cesário Verde. Livro integrado na
colecção «Perfil e Ensaio».
[70]
1348 — O’NEILL (Alexandre).- AS ANDORINHAS NÃO TÊM RESTAURANTE. Publicações dom quixote. [Lisboa. 1970]. In-8.º de 89-V págs. B.
Primeiro livro em prosa de Alexandre O’Neill, fundador, com Cesariny “e outros amigos (poetas e
pintores)”, do Grupo Surrealista de Lisboa, “que depois se afundou cismàticamente”. Integrado nos
«Cadernos de Literatura», de reduzida expansão.
1349 — O’NEILL (Alexandre).- DE OMBRO NA OMBREIRA. Publicações dom quixote.
[Lisboa. 1969]. In-8.º de 76-IV págs. B.
Primeira edição de um dos estimados livros de poesia de Alexandre O’Neill.
Um dos primeiros volumes da extensa e procurada colecção «Cadernos de Poesia», desde logo
esgotado e com reedição no mesmo ano da edição original.
Com uma pequena assinatura.
1350 — O’NEILL (Alexandre).- FEIRA CABISBAIXA. Poemas de Alexandre O’Neill com um Prefácio de António Alçada Baptista. [Editora Ulisseia. Lisboa. 1965]. In-8.º de XLIX-I-56-VI págs. B.
Primeira e rara edição de um dos estimados livros do autor, valorizada com um lúcido prefácio de
Alçada Baptista «Sobre a Poesia de Alexandre O’Neill».
Segundo José Oliveira Barata, “Foi com o aparecimento de Feira Cabisbaixa (1965) que muitos passaram a conhecer O’Neill. Talvez porque a edição (a da Ulisseia) era a mais acessível, mas, e talvez
o mais importante, pela temática quase constante dessa série de poemas: o tema da decadência de
Portugal tratado com uma finura, uma observação agudíssima, com uma ironia profundamente trágica.
(...)” Volume integrado na «Colecção Poesia e Ensaio».
1351 — O’NEILL (Alexandre).- O PRINCÍPIO DE UTOPIA, O PRINCÍPIO DE REALIDADE
SEGUIDOS DE ANA BRITES, BALADA TÃO AO GOSTO POPULAR PORTUGUÊS
& VÁRIOS OUTROS POEMAS. Moraes Editores. Lisboa. 1986. In-8.º gr. de 29-III págs. B.
Primeira edição de um dos estimados livros do Autor, integrado na colecção «Círculo de Poesia.
Nova série».
1352 — O’NEILL (Alexandre).- A SACA DE ORELHAS. Sá da Costa Editora. Lisboa. [1979].
In-8.º de IV-76-VI págs. B.
Invulgar livro de poesias de Alexandre O’Neill, autor frequentemente citado por Maria de Fátima
Marinho no seu livro «O Surrealismo em Portugal»
Capa da brochura de Espiga Pinto.
1353 — ORTIGÃO (Ramalho).- QUATRO GRANDES FIGURAS LITERARIAS. CamõesGarrett-Camilo e Eça. Emprêsa Literária Fluminense, Ldª. Lisboa. [1924]. In-8.º de 185-III
págs. B.
Estudos reunidos em volume pela primeira vez nesta edição. A saber: «Luiz de Camões - A Renascença
e os “Lusiadas”»; «Garrett” - Mensagem que o Ateneu Comercial do Porto dirigiu aos deputados em
1900, pedindo a trasladação dos restos mortais de Garrett para o Pantheon Nacional dos Jeronimos»;
«Camilo Castelo Branco - O seu ambiente social - A sua estetica - A sua critica - A sua forma literaria
- O seu temperamento artistico»; «Eça de Queiroz e a sua Obra - Discurso lido na inauguração do
monumento a Eça de Queiroz».
1354 — OSBERNO.- CONQUISTA DE LISBOA AOS MOUROS (1147) Narrada pelo Cruzado...
testemunha presencial. Texto latino e sua tradução para português pelo Dr. José Augusto de
Oliveira. Lisboa. S. Industriais da C. M. L. 1935. In-8.º de 88 págs. [aliàs 158 págs.] E.
Importante documento para a história Olisiponense. O manuscrito “faz parte do códice 470 da Biblioteca
do Colégio do Corpo de Cristo, da Universidade de Cambridge”.
.../...
[71]
Juntamente foi encadernada a segunda edição da obra, datada de 1936, onde se justifica a razão desta
nova impressão, aumentada com a “publicação da carta do cruzado Arnulfo, na sua língua original, o
latim, acompanhada da sua versão para portuguêse de notas elucidativas (...)”.
Encadernação com lombada em pele. Está ligeiramente aparado e conserva as capas de brochura.
1355 — OSÓRIO (Paulo).- CAMILO. A sua vida, o seu génio, a sua obra. Porto. Magalhães
& Moniz, Lda - Editores. 1908. In-8.º gr. de 414-II págs. E.
Primeira e invulgar edição de um dos bons livros da bibliografia passiva camiliana. Com um retrato
do romancista.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Aparado e sem as capas da brochura.
1356 — OSÓRIO (Paulo).- CAMILLO CASTELLO BRANCO. Esboço de critica. Lisboa.
Livraria Moderna - Editora. 1905. In-8.º de 157-III págs. E.
Um dos interessante livros da vasta bibliografia que ao grande escritor ao longo dos tempos continua
a ser dedicada, livro este que conclui da seguinte forma: “Camillo Castello Branco foi um nevropatha
hereditario e ao desvario pathologico da sua funcção nervosa devem attribuir-se os seus males
physicos, as suas desegualdades de caracter - e o seu genio. A doença, causa primeira de todo o drama
da sua vida, incompatibilizou-o com o meio e d’ahi os odios que concitou contra si no largo periodo
de combate de quarenta annos, odios que, ainda mal extinctos, têm sido o maior entrave á realisação
da homenagem devida á memoria do seu nome e ao merito altissimo da sua obra.”
Com um retrato fotográfico do autor.
Encadernação modesta em material sintético, tendo as capas da brochura e as margens conservadas.,
1357 — OSÓRIO (Paulo).- CAMILLO CASTELLO BRANCO E O SR. DR. BOMBARDA.
Porto. Typ. da Empreza Litteraria e Typographica. 1905. In-8.º de 31 págs. B.
Opúsculo invulgar.
Capa da brochura com pequenos rasgões marginais.
1358 — PACHECO (Fernando Assis).- CUIDAR DOS VIVOS. Coimbra. 1963. In-8.º gr. de
82-II págs. B.
Segundo se lê no «Pequeno Dicionário de Autores Portugueses» a poesia de Assis Pacheco “é uma
poesia de testemunho e de participação social, inicialmente ligada à experiência da guerra colonial
(...). Lúcido comentador da literatura africana, figura em várias antologias, entre as quais numa inglesa
dedicada à poesia portuguesa contemporânea.”
Invulgar e estimado livro de poesia, publicado na excelente colecção coimbrã «Cancioneiro Vértice».
Assinado.
1359 — PACHECO (José).- STUART CARVALHAIS E O MODERNISMO EM PORTUGAL.
Vega. [Editor: Assírio Bacelar. IAG-Artes Gráficas, Lda. S.d.]. In-fólio de 143-I págs. B.
“Enquanto o final do século explodia pela Europa em fogo de artifícios vanguardistas que se opunham
a tradições, academismos e gostos cristalizados; enquanto que artistas começavam a considerar-se
todos aqueles que inovavam em pinceladas «libertinas» ou armados de um simples pau de fósforo,
tanto faz(ia), sobre tela ou outro qualquer suporte; enquanto aqueles nos ateliers se consumiam na
descoberta, sobre o cavalete, ou os outros que, na dialéctica própria da aprendizagem, participavam ao
lado dos «typographos» na renovação plástica das artes (apenas) e das gráficas (artes), dando origem a
novas concepções e relações entre a palavra e a imagem, instituindo-se, portanto, como novos
interventores plásticos — os designers gráficos —; em Portugal, todos esses conceitos e atitudes
foram (são) absorvidos com a lentidão e o distanciamento com que as primeiras décadas (ainda) olhavam «Stuarts» que, «por não poderem ser pintores», eram, então, do mal o menos, colaboradores de
jornais e revistas... «fazedores de bonecos». Pois seja! Pois seja Stuart um fazedor de bonecos! Um
designer que nasceu no tempo certo e num certo país...”
Com numerosas reproduções a negro e a cores de muitos trabalhos de Stuart.
[72]
1360 — PACHECO (Luiz).- O CASO DAS CRIANCINHAS DESAPARECIDAS. Círculo de
Leitores. [Lisboa. 1981]. In-8.º de 175-V págs. E.
“Em O Caso das criancinhas Desaparecidas e Outros Textos Policiais estão compilados textos já
publicados em livro — Exercícios de Estilo — e outros em jornal ou revista, levemente alterados. (...)
Tais textos policias funcionam para o Autor, segundo ele mesmo afirma, “como catarse” ou esconjuro,
ou raiva memoriada”.
Encadernação dos editores com sobrecapa de papel policromado.
1361 — PACHECO (Luiz).- COMUNIDADE. Fotografia: Dulce Fernandes. Contraponto.
[S.l.n.d.]. In-4.º peq. de 27-I págs. B.
“Esta edição de Comunidade, a 9.ª (20º milhar) é especialíssima, dedicada, em preito de HOMENAGEM e GRATIDÃO a Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Dr. Mário Soares.
“Tiragem restrita a 500 exemplares, subscrita, personalizada, numerada e assinada pelo Autor e Editor.
Colaboração graciosa, em rigoroso exclusivo, de Dulce Fernandes”, aparecendo a fotografia de Luiz
Pacheco colada.
Edição muito cuidada, impressa em papel muito encorpado, numerada e assinada pelo autor.
1362 — PACHECO (Luiz).- CRÍTICA DE CIRCUNSTÂNCIA. [Editora Ulisseia. 1966]. In-8.º
de XXXII-II-258-IV págs. B.
Início do extenso prefácio de Virgílio Martinho: “O livro do Pacheco é o que se chama um livro
péssimo. Um daqueles livros mal educados e irreverentes que merecem zero em comportamento e fazem as delícias dos inimigos dos criticados. Mas é melhor que não se iludam, podem estar
incluídos indirectamente. O riso e a mordacidade são armas terríveis”.
Capa da brochura ilustrada por João Rodrigues.
1363 — PACHECO (Luiz).- EXERCÍCIOS DE ESTILO. Editorial Estampa. [1971]. In-8.º
de 252-II págs. B.
Obra das mais importantes da vasta bibliografia de Luiz Pacheco, integrada na colecção «Novas
Direcções». Primeira edição. Invulgar.
Com uma pequena assinatura na página 11.
1364 — PACHECO (Luiz).- O LIBERTINO PASSEIA POR BRAGA, A IDOLÁTRICA, O SEU
ESPLENDOR. Contraponto. [Tip. Vale Formoso. Porto. S.d. 1970?]. In-8.º de 53-III págs. B.
Primeira edição de um dos mais conhecidos, importantes e contundentes textos do Autor, proibida
e apreendida pelos serviços de censura política da época.
Edição preparada por Vitor Silva Tavares, acompanhada de um texto de Júlio Moreira e ilustrada com
um retrato do autor por Carlos Ferreiro. Cuidadosamente impressa a duas cores em papel de escolhida
qualidade, limitada a 500 exemplares numerados e assinados por Luiz Pacheco, dos quais grande parte
foi apreendida.
Com uma pequena assinatura na página 7. (ver gravura na pág. 73)
1365 — PACHECO (Luiz).- O LIBERTINO PASSEIA POR BRAGA, A IDOLÁTRICA, O SEU
EXPLENDOR. Contraponto. [S.l.n.d.]. In-4.º de 31-I págs. B.
Primeira edição de um dos mais conhecidos e importantes textos de Luiz Pacheco, proibida e apreendida pelos serviços de censura política da época.
1364 - ver pág. 74
1366 — PACHECO (Luiz).- LITERATURA COMESTÍVEL. Editorial Estampa. [Lisboa.
1972]. In-8.º de 162-VI págs. B.
Reunião de contundentes textos anteriormente publicados na imprensa periódica.
[74]
1367 — PACHECO (Luiz).- MEMORANDO, MIRABOLANDO. Contraponto. [Edição Contraponto. Setúbal. 1995]. In-8.º gr. de 286-II págs. B.
Alguns dos capítulos que, com cartas a diversas personalidades, constituem o volume: «O Senhor
Fernando Pessoa no Pote d’Água», «Torga expulsa o Marquês de Sade», «Cadernos de Lanzarote:
o diário da bemaventurança», «Eros ao vivo em Lisboa» e «O que é um Escritor Maldito?».
Edição restrita a 1000 exemplares numerados e assinados pelo autor.
1368 — PACHECO (Luiz).- PACHECO VERSUS CESARINY. Editorial Estampa. [Lisboa.
1974]. In-8.º de 349-III págs. B.
“Este folhetim é uma invenção e montagem de LUIZ PACHECO” e constitui um interessante volume,
com importância para a história do surrealismo português, onde aparecem textos do autor e de Mário
Cesariny de Vaconcelos, Delfim da Costa, Virgílio Martinho, Manuel de Lima, António José Forte,
Vergílio Ferreira, Vítor Silva Tavares, Bruno da Ponte, Ricarte Dácio e Cruzeiro Seixas e com os
seguintes «Episódios»: “Atribulações de escribas portugueses durante a Era Salazaresca; projectos
de revistas jamais realizadas, livros apreendidos, processo de abuso da liberdade de Imprensa. Muita
fome muita aldrabice, alguma miséria.”
1369 — PACHECO (Luiz).- O TEODOLITO e A Velha Casa. Edições rolim. [Lisboa. 1985].
In-8.º gr. de 42-II págs. B.
Edição de cuidada apresentação gráfica, com tiragem limitada a 1000 exemplares, integrada na
colecção «A Hora do Lobo». Ilustrações de João Carlos Albernaz.
1373 — PACHECO (Luiz).- TEXTOS SADINOS. Prefácio de Baptista-Bastos. Epitáfio de
Ângela Caires. Plurijornal. [Setúbal. 1991]. In-8.º gr. de 83-I págs. B.
Primeiro parágrafo do Prefácio de Baptista-Bastos: “Talvez ele pretenda mascarar as suas incertezas com
uma agressividade que repele amigos. Talvez nos seus ballets alcoólicos deseje manifestar a raivosa impotância de quem não sabe (ou não pode) enfrentar os mecanismos de um tempo cuja expressão exacta
de verdade se confunde nos prestígios do dinheiro e na glorificação dos bem-comportados de espírito.”
João Carlos Raposo Nunes: «(...) TEXTOS SADINOS reune seis textos escritos, vividos ou acabados
em Setúbal, sem querer definir a alta prosa do autor, direi que este livro de Luís Pacheco é uma homenagem ao Amor.
“Libertino, maldito, marginal, tudo do pior para uns e do melhor para outros, mas sobretudo um Anjo
sobrevoando galáxias, rindo muito sendo muito feliz.”
1374 — PACHECO (Luiz).- O UIVO DO COIOTE. Contraponto. [Montagem e impressão:
Arm. Papéis do Sado/Setúbal. 1992]. In-8.º de XII págs. inums. B.
Texto de uma curiosa entrevista concedida por Luiz Pacheco a Baptista-Bastos em Novembro de
1985, depois repetida no livro com o mesmo título, mas conjuntamente com outras três entrevistas. Ilustrações de Martim Avilez. Edição cuidada, decerto muito reduzida.
1375 — PACHECO (Luiz).- O UIVO DO COIOTE. Contraponto. [Palmela. 1996]. In-8.º de
128 págs. B.
Este é um dos 200 da tiragem especial, numerados e assinados pelo autor.
O volume recolhe quatro entrevistas concedidas pelo autor, antecedidas de um texto de Acácio Barradas
intitulado «luiz pacheco, o marginal militante ou «a entrevista sou eu».
Edição limitada a 1000 exemplares.
1370 — PACHECO (Luiz).- TEXTOS DE GUERRILHA. Ler, Editora. Lisboa. 1979-1981.
2 vols. In-8.º de 128 e 158-II págs. B.
1376 — PACHECO (Luiz).- UMA ADMIRÁVEL DROGA. Quarteto 2001. [Quarteto Editora.
Coimbra. 2001]. In-8.º gr. de 54 págs. B.
Baptista-Bastos: “Pode-se ou não gostar, de Pacheco; pode-se estimar ou odiar Pacheco — não se
pode é ignorá-lo. Este sátiro de três ao vintém, libertino de extracção caseira; redutor da vulgaridade
e da grosseria, alcoólico, intriguista maior, retirante de todos os sítios, lítera do séc. XIX, ressurrecto
em truculência, saltimbanco, incongruente, inconsequente — faz da literatura um meio de vida e desta
um universo próprio. Luiz Pacheco é meu amigo, mas eu não acredito no diabo. (...)”. Prefácio de
José João Louro, poema prefacial de José Correia Tavares e carta-posfácio de Paulo Eduardo Pacheco.
1371 — PACHECO (Luiz).- TEXTOS LOCAIS. Contraponto. [Tip. Alcobacence, Limitada.
Alcobaça. S.d.]. In-8.º peq. de 89-IV págs. B.
Deste livro em prosa de Luís Pacheco tiraram-se apenas 300 exemplares, todos numerados e assinados pelo
autor. No fim tem um texto de Serafim Ferreira datado de 1967, provável data da impressão do volume.
Exemplar por numerar.
1372 — PACHECO (Luiz).- TEXTOS MALDITOS. Fernando Ribeiro de Mello / Edições
Afrodite. [Tip. Henrique Torres. Lisboa. 1977]. In-8.º gr. de 164-IV págs. B.
“Esta edição arquiva e resguarda do tempo a inconfundível ficção dum autor cujos textos sofreram —
talvez mais do que os de ninguém — a perseguição da moral farisaica (e não só...) que entre nós imperou num passado ainda recente”. O volume reúne os textos «o libertino passeia por braga, a idolátrica,
o seu esplendor», «porto / lisboa, a pedir esmola», «os doutores a salvação e o menino», «nota a os
doutores a salvação e o menino em 1955», «coro de escarnho e lamentação dos cornudos em volta de
s. pedro, coplas dedicadas às fogosas e vampirescas mulheres da beira, de quem já abel botelho disse
o que disse», «o sade aqui entre nós», «depoimento duma angolana» e «luís pacheco ou o burlador de
braga «magistrer artium eroticarum».
Capa e ilustrações “libertinas” de Henrique Manuel.
[75]
Do texto final de Isabel Segorbe, a quem Luís Pacheco, por volta de 1990, tinha enviado o original manuscrito deste livro: “Aqui estão, completamente inéditos, os textos da real/imaginada “Uma Ad. Dr.”
(título inspirado numa frase de Hemingway, segundo o seu autor) e que, para o leitor... espero se tenham
tornado “admiráveis, formados em bicha na memória casual...” Livro publicado na colecção «Acasos».
1377 — PACHECO (Luiz) & GEIRINHAS (Alice).- ISTO DE ESTAR VIVO. Contraponto.
[Palmela. 2000]. In-8.º gr. de 128 págs. B.
Os textos de Luiz Pacheco incluídos neste volume são pelo autor denominados “gragalhadas - espirros”.
Com curiosas ilustrações de Alice Geirinhas.
Muito cuidada edição confinada a 300 exemplares, sendo este o n.º 43, destinado a José de Sá Monteiro
de Frias.
1378 — PACHECO (Maria José).- CAMILO E VIZELA com três cartas do escritor. Portyo.
1990. In-8.º de IV-47-I págs. B.
Edição ilustrada com a reprodução de fotografias e das três cartas de Camilo que segunda a autora,
provavelmente se encontram inéditas, excepto a terceira que foi publicada na revista «O Tripeiro».
1379 — PALMYRA BASTOS. Album-Homenagem. Collaborado pelos principaes escriptores
e artistas. Profusamente illustrado com retratos da distincta actriz em muitos dos seus papeis.
Lisboa. Antiga Casa Bertrand. 1903. In-8.º gr. de IV-116 págs. págs. E.
Volume de homenagem a uma das mais brilhantes figuras do Teatro português, colaborado por
Alberto Pimentel, Brito Aranha, Rangel de Lima, H. Lopes de Mendonça, Fialho, Abel Botelho,
Alfredo Gallis, Câmara Lima, Firmino Pereira, Faustino da Fonseca e muitos outros. Com numerosas
fotografias da actriz e gravuras de adorno ao melhor estilo arte-nova.
Encadernação com lombada e cantos de pele, decorada com ferros dourados e nervuras.
[76]
1380 — PARANAPIACABA (Barão de).- ELOGIO FUNEBRE DE CAMILLO CASTELLO
BRANCO, recitado em sessão solemne do Lyceu Litterario Portuguez pelo Conselheiro... Rio
de Janeiro. Imprensa Nacional. 1892. In-8.º de 58 págs. B.
Primeira das várias edições vindas a lume desta interessante peça camiliana de João Cardoso de
Meneses e Sousa, Barão de Paranapiacaba.
Dedicatória de oferta do «Lyceu Litterario Portuguez».
1386 — PAVÃO JUNIOR (José de Almeida).- ASPECTOS DO CANCIONEIRO POPULAR
AÇORIANO. Ponta Delgada. 1981. In-4.º peq. de 316-I págs. B.
Dissertação de doutoramento do autor em Filologia Românica e instrumento de apreciável valor para
o conhecimento do cancioneiro açoriano.
Capa de brochura com manchas de acidez.
1381 — PASCOAES (Teixeira de).- ANTOLOGIA POÉTICA. Selecção de Francisco da Cunha
Leão e Alexandre O’Neill. Guimarães Editores. [Lisboa. 1962]. In-4.º de 229-III págs. B.
1387 — PEDRO (António).- ANTÍGONA. Glosa nova da tragédia de Sófocles, em 3 actos e um
prólogo incluido no primeiro acto. Com encenação e cenários do autor e figurinos de Augusto
Gomes. Repertório do TEP. [Porto. 1956]. In-8.º gr. de 61-III págs. B.
1382 — PASCOAES (Teixeira de).- O PENITENTE. (Camilo Castelo Branco). Livraria Latina
Editora. Porto. [1942]. In-8.º de 323-I págs. E.
1388 — PEDRO (António).- CASA DE CAMPO. Poema. Lisboa. 1938. [Oficinas da Sociedade
Industrial de Tipografia]. Edição do autor. In-8.º de 50 págs. inums. B.
É a primeira edição desta estimada antologia, integrada na «Colecção Poesia e Verdade».
Assinado a págs. 11.
É interessantíssimo o texto que encerra este importante livro de Pascoaes: “O que o leitor acaba de
ler, não é uma biografia completa e muito menos uma crítica literária. Da vida e da obra de Camilo
aproveitei apenas o que constitui o drama camiliano, profundamente humano ou religioso. O que há
de interessante, num escritor, é a sua atitude metafísica. Preocupa-nos o Além, porque todos habitamos numa região exterior ao mundo, na região das sombras e dos sonhos. Em vão tentamos pousar
os pés na realidade material. Falta-nos a gravidade das coisas sérias, a dum penedo, por exemplo.
O homem é um sêr alado, embora trôpego ou apoiado em muletas. Pertence á classe das aves, como
notou Platão. Depenou por fóra? Está cheio de penas, por dentro. As suas asas fantásticas agitam-se
num espaço imaginário.. (...)
“A sua maior glória é a sua luta moral entre o teísta, que pressente a Divindade, e o ateu que a vê
negada pelos acontecimentos sublunares. Felicito-me, se introduzi os meus leitores no mais íntimo
do drama camiliano. Mas são horas de findar êste doloroso trabalho, êste caminhar, derreado, com
um gigante às costas, através de 300 páginas ou léguas! E o relógio bateu meia noite, no corredor da
minha casa...” Primeira edição de um dos primeiros e mais importantes trabalhos em prosa do autor.
Encadernação com cantos e lombada de pele, com as margens e as capas da brochura conservadas.
1383 — PASCOAES (Teixeira de).- TERRA PROHIBIDA. Coimbra. Typographia França
Amado. 1900. In-4.º de 134-II págs. E.
É a edição original deste valioso livro de poemas de Teixeira de Pascoais.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Aparado e com as capas da brochura conservadas.
1384 — PASCOAES (Teixeira de).- VIDA ETHEREA. Coimbra. F. França Amado - Editor.
1906. In-4.º de 192 págs. E.
Edição original, muito invulgar e de cuidada apresentação gráfica.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Com as margens aparadas e as capas da brochura
conservadas.
1385 — PASSOS (José Manuel da Silva).- BILHETES POSTAIS ANTIGOS DO LARGO DO
RATO À PRAÇA D. LUÍS. Old Postcards of the Seventh Hill. Persistências e Inovações no
Decorrer de Quatro Décadas. Lisboa 94, Capital Europeia da Cultura - Livros Horizonte. [Printer
Portuguesa. Lisboa. 1994]. In-4º quadrado de 111-I págs. B.
Catálogo de uma importante exposição de postais ilustrados confinados a um determinado trajecto da
topografia olisiponense, trajecto definido na planta da cidade que antecede a reprodução dos postais
apresentados nas suas cores originais, postais que interessam não apenas à história topográfica como
também ao conhecimento da sua arquitectura, transportes, indumentária, usos e costumes, etc.
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Edição do Círculo de Cultura Teatral do Teatro Experimental do Porto, em tiragem limitada a 1000
exemplares.
Raro livro de poemas e desenhos surrealistas, em tiragem única limitada a 250 exemplares numerados.
Fernando Guimarães considera «Casa de Campo» como um dos principais livros de poesia aparecidos
em 1938.
1389 — PEDRO DE PORTUGAL (Condestável D.).- COPLAS DEL MENOSPRECIO E
CONTEMPTO DE LAS COSAS FERMOSAS DEL MUNDO. Edição preparada por Aida Fernanda Dias. Livraria Almedina. Coimbra. 1976. In-4.º de 141-VII págs. B.
“O texto das Coplas del menosprecio e contempto de las cosas fermosas del mundo, que hoje publicamos, baseia-se na edição que Antón de Urrea levou a cabo, talvez em 1490, e por ele dedicada
a D. Afonso de Aragão, arcebispo de Saragoça, filho dos Reis Católicos, Fernando e Isabel. Dos
escassos exemplares existentes da edição quatrocentista, serviu-nos, como fonte de trabalho, o que
se conserva na Biblioteca Nacional de Lisboa (Inc. 1322), a partir do qual efectuámos a transcrição
fidedigna, respeitando mesmo as deficientes grafias que nele estão consignadas.” De págs. 13 a 37
decorre o «Breve escorço biográfico» de D. Pedro, IV Condestável de Portugal», autor da importante
obra nesta criteriosa edição reeditada. Na capa da brochura vem transcrito o título da edição quatrocentista: «Coplas fechas por el muy illustre Señor infante dõ Pedro de portogal: en las quales ay Mil
versos con sus glosas / contenientes del menosprecio: e contempto delas cosas fermosas del mundo: e
demostrando la su vana: e feble beldad»
1390 — PEIXOTO (Afrânio).- ENSAIOS CAMONIANOS. Coimbra. Imprensa da Universidade.
1932. In-8.º gr. de X-426-II págs. E.
Colectânea de excelentes estudos sobre Camões e a sua Obra, numa estimada e já bastante invulgar
edição.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Conserva as capas da brochura e as margens intactas.
1391 — PENHA (João).- ECHOS DO PASSADO - Versos. COLOMBINA - Conto. Com prefacio
e notas. 1914. Companhia Portuguesa Editora. Porto. In-8.º de 176 págs. B.
Primeira edição. Invulgar.
Com dedicatória do autor “Ao bom colega Alfredo da Cunha”. Acidez própria da qualidade do papel.
1392 — PENHA (João).- NOVAS RIMAS. Coimbra. França Amado - Editor. 1905. In-8.º
de 345-III págs. B.
São invulgares os exemplares deste estimado livro de poesias de João Penha, com prefácio e notas
do mesmo autor.
Oferta do editor.
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1393 — PENHA (João).- RIMAS. Vinho e Fel - Violão Nocturno - Onofre - Lyra de Pangloss.
Edição ne varietur. Braga. Cruz & Cª - Editores. 1905. In-8.º de 179-I págs. B.
Edição cuidada, com o frontispício impresso a duas cores. Em folha à parte, em forma de tríptico, vêm
dois retratos do Poeta e um poema de Gonçalves Crespo.
EXEMPLAR DA RARÍSSIMA EDIÇÃO ESPECIAL DE TIRAGEM NÃO EXPRESSA, EM PAPEL
MUITO ENCORPADO E DE GRANDES MARGENS.
Capa da brochura com pequenos defeitos. (ver gravura na pág. 79)
1394 — PEREIRA (Firmino).- O CENTENARIO DO INFANTE D. HENRIQUE. Livro Commemorativo do Centenario Henriquino illustrado com cerca de 40 photogravuras. (Illustrações
de Courrege Junior). Com uma carta-prefacio pelo Ex.mº Snr. Bento Carqueja. Magalhães
& Moniz - Editores. Porto. [Typographia Occidental. 1894]. In-4.º gr. de XIX-I-373-III págs. E.
Disse Bento Carqueja que “Portugal, sobre o qual nos ultimos tempos tem pesado o infortunio de
ser citado e opprimido lá fóra, nos termos mais desagradaveis, logrou, enfim, com a celebração do
centenário do Infante D. Henrique, impôr-se á sympathia do mundo e manifestar-se como um povo
que não é susceptivel de morrer, porque se commove diante dos grandes vultos da sua historia patria”;
“Leguemos a nossos filhos este livro, seja elle testemunho de que soubemos honrar a Patria”. Relato
circunstanciado do que foram as grandiosas comemorações henriquinas na Cidade do Porto. Ilustrações nas páginas do texto e em separado.
Encadernação modesta. Por aparar e com as capas da brochura bastante restauradas.
1395 — PEREIRA (Lúcia Miguel) & REIS (Câmara).- LIVRO DO CENTENÁRIO DE EÇA
DE QUEIROZ. Edições Dois Mundos. Livros do Brasil - Livros de Portugal. [1945]. In-4.º
de 717-III págs. B.
Colaboração de Gilberto Freyre, Álvaro Lins, Buarque de Holanda, Lins do Rêgo, Manuel Bandeira,
Ribeiro Couto, Aubrey Bell, Hernâni Cidade, Ferreira de Castro, António Sérgio, Castelo Branco Chaves,
Fidelino de Figueiredo, Casais Monteiro, João de Barros, Sant’Anna Dionísio, João Gaspar Simões, Mário
Sacramento, Adriano de Gusmão, Manuel Mendes, Vieira de Almeida, etc. Com estampas em separado.
1396 — PERES (Damião).- A GLORIOSA HISTÓRIA DOS MAIS BELOS CASTELOS DE
PORTUGAL. Texto do Prof... Ilustrações do pintor Gouvêa Portuense. Portucalense Editora.
[1969]. In-4º gr. de 515-I págs. E.
É este o mais importante e completo memorial dos velhos e lendários castelos portugueses.
Edição de bela e invulgar qualidade gráfica, impressa em bom papel e ilustrada com numerosas fotogravuras de excelente qualidade técnica e artística e belos desenhos a uma e a várias cores, nas páginas
do texto e em folhas à parte, da autoria de Gouvêa Portuense.
Primeira edição.
Encadernação editorial, gravada a seco e ouro.
1397 — PERES (Damião).- HISTÓRIA DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES. Segunda
edição (Actualizada). Edição do autor. Coimbra. 1960. In-4º de 591-I págs. E.
Uma das mais importantes e consideradas obras para o estudo geral dos nossos Descobrimentos.
Edição preferível à anterior, ilustrada a cores e a negro nas páginas de texto e em folhas à parte.
Encadernação editorial, inteira de pele, gravada a seco e a ouro.
1393 - ver pág. 80
1398 — PEREZ (Gustavo de Ávila) - AS TRADUÇÕES DO “AMOR DE PERDIÇÃO”.
Com prefácio e uma poesia inédita de Vitorino Nemésio. Portugália Editora. Lisboa. [1964].
In-8.º gr. de 142-III págs. E.
Exaustivo trabalho de bibliografia camiliana, ilustrado com numerosos facsimiles, gravuras, etc.
Cuidada edição confinada a 513 exemplares numerados.
Boa encadernação à amador com lombada e cantos de pele. Só aparado à cabeça e com as capas da
brochura conservadas.
[80]
1399 — PESSOA (Fernando).- ANÁLISE DA VIDA MENTAL PORTUGUESA. Ensaios críticos. 1ª edição. Colecção “Universo”. Edições Cultura. Porto. [S.d.] In-8.º de 109-III-11-I págs. B.
As 11 páginas finais inserem, com frontispício próprio e como “Suplemento á Análise da Vida Mental
Portuguesa - 1950”, “A Civilização Portuguesa entre o passado e o Futuro”.
1400 — PESSOA (Fernando).- APOLOGIA DO PAGANISMO. Editorial Cultura. Porto. [S.d.]
In-8.º de 139-I págs. B.
Obra assim repartida: «O fenómeno religioso», «As ordens iniciáticas christãs», «O idealismo social
christão», «O catholicismo português», «A extirpação cirurgica do christianismo», «Odes pagãs», «Poemas
heréticos», «Antologia grega», «Meditação sobre os deuses e o destino», «Testamento anti-catholico
romano», «Ressurreição do paganismo», «A invasão negra do christismo» e «A personalidade de Fernando
Pessoa no mundo cultural português». Muito cuidada edição, em tiragem de poucos exemplares.
1401 — PESSOA (Fernando).- O BANQUEIRO ANARQUISTA E OUTRAS PROSAS.
Selecção e ensaio introdutório de Massaud Moisés. Editora Cultrix. São Paulo. [1988]. In-8.º gr.
de 300-II págs. B.
Texto integral de «O Banqueiro Anarquista» e de «O Marinheiro» e excertos do «Livro do Desassossego». “Nas demais partes se incluem textos fundamentais veiculando suas desconcertantes idéias
[noutros] campos do saber. [...] Um longo e denso ensaio introdutório, focalizando os aspectos mais
relevantes da prosa de Pessoa, e uma bibliografia ativa e passiva do Autor, completam o volume, que,
estamos seguros, não encontra paralelo em nosso meio intelectual”.
1402 — PESSOA (Fernando).- CARTAS A ARMANDO CÔRTES-RODRIGUES. Introdução
de Joel Serrão. Editorial Confluência, Lda. [Tipografia Henrique Tôrres. Lisboa. S.d.]. In-8.º
de 92-IV págs. B.
Afirma Joel Serrão que “A publicação destas cartas que, me parece, alguma luz lançam sôbre a difícil
personalidade de Pessoa, obedece (...) a um único fim: contribuir para um mais lato e mais profundo
conhecimento do homem que se chamou Fernando Pessoa e para um talvez melhor conhecimento da
obra que nos legou”. Primeira edição.
1403 — PESSOA (Fernando).- CARTAS DE AMOR DE FERNANDO PESSOA. Organização,
posfácio e notas de David Mourão-Ferreira. Preâmbulo e estabelecimento do texto de Maria da
Graça Queiroz. Edições Ática. [1978]. In-8.º de 222-IV págs. B.
Acervo documental de fundamental importância para a compreensão da complexa personalidade do autor.
Edição ilustrada com o facsímile de uma carta e um retrato de Fernando Pessoa.
Primeira edição, desde há muitos anos esgotada.
1404 — PESSOA (Fernando).- CORRESPONDÊNCIA INÉDITA. Livros Horizonte. [Lisboa.
1996]. In-4.º de 255-I págs. B.
Valioso epistolário de Fernando Pessoa para William Bentley, Alfred Braley, J. M. Buckner, Rogelio
Buendía, José Luciano de Castro, Tomás Ribeiro Colaço, Francisco Costa, António Ferro, Branquinho
da Fonseca, Fernando de Carvalho Henriques, Frank Hollings, Alberto Teles Machado, João Cabral
do Nascimento, Maria Madalena Pinheiro Nogueira, Paulo Osório, José Pacheco, Teixeira de Pascoaes,
Boavida Portugal e muitos outros, portugueses e estrangeiros. Organização de Manuela Pereira da
Silva e Prefácio de Teresa Rita Lopes.
1405 — PESSOA (Fernando).- CRÓNICAS INTEMPORAIS. Selecção e Comentários de Petrus.
Colecção “Tendências”. [S.l.n.d.] In-8.º de 115-I págs. B.
“Esta obra traz a lume esquecidos escritos na sua maioria de natureza social e filosófica”. Retratos
de Pessoa por Castañé e Stuart. Tiragem restrita, numerada e assinada por “Petrus”, nome literário de
Pedro Veiga.
[81]
1406 — PESSOA (Fernando).- DA REPÚBLICA (1910-1935). Recolha de textos: Maria Isabel
Rocheta, Maria Paula Morão. Introdução e organização: Joel Serrão. Ática. [Lisboa. 1979]
In-8.º de 451-I págs. B.
Diz Joel Serrão na sua importante e extensa introdução de cerca de cem páginas, que o título deste
livro é da sua responsabilidade e que “nele se reuniram todos os textos conhecidos respeitantes
à temática e problemática políticas do período histórico de 1910 a 1935.”
1407 — PESSOA (Fernando).- DISTÂNCIA CONSTELADA. Parnaso. Jardim de Poesia. Porto. [S.d.] In-4.º de 53-XV págs. B.
Poesias esquecidas de Fernando Pessoa, trazidas a lume por Petrus numa das suas cuidadas edições
impressas em bom papel e de restritas tiragens. Edição confinada a 500 exemplares numerados
e assinados pelo editor.
1408 — PESSOA (Fernando).- ENSAIOS POLÍTICOS. Ideias para a reforma da política portuguesa. Edições “Acrópole”. [S.l.n.d.] In-8.º de 167-I págs. B.
Reúnem-se neste volume “as últimas e mais profundas páginas de filosofia política que Fernando
Pessoa escreveu” e que estavam esquecidas, pouco acessíveis ou em raríssimas edições, como
«O Interregno», ou em revistas como «Acção» e «Portugal Futurista». Edição de muito reduzida tiragem.
1409 — PESSOA (Fernando).- EXÓRDIO EM PROL DA FILANTROPIA & DA EDUCAÇÃO FÍSICA. (Páginas Desconhecidas). Editorial Cultura. Porto. [S.d.] In-8.º de 31-I págs. B.
Estas páginas “apresentam o complexo Poeta e Pensador numa atitude compreensiva e inteligente
perante um dos problemas mais populares da educação moderna - a cultura física, base da saúde, da
robustez, da força muscular e... do desporto.” Edição restrita.
1410 — PESSOA (Fernando).- FERNANDO PESSOA EN PALABRAS Y EN IMAGENES.
Selección de textos, traducción y notas José Antonio Llardent. Ediciones Siruela. Ministerio de
Cultura. [1995]. In-4.º de 262-VI págs. B.
“Ya em 1980, la revista Poesía, editada por el Ministerio de Cultura, publicó un número monográfico,
rápidamente agotado, dedicado a la obra y a la figura de Fernando Pessoa y que marcó el início de
su difusión, de una manera amplia, en España. Ahora se publica esta edición, totalmente renovada,
que incluye textos y documentos inéditos, en una nueva versión coeditada por Ediciones Siruela y la
revista Poesía.”
1411 — PESSOA (Fernando).- O INTERREGNO. Defeza e justificação da Ditadura militar em
Portugal. 1928. Nucleo de Acção Nacional. Lisboa. [Documentos Políticos. C.E.P. Porto. S.d.]
In-8.º de 45-V págs. B.
Livro preparado e editado por “Petrus”, pseudónimo do advogado Pedro Veiga, de que se imprimiram
apenas 300 exemplares.
1412 — PESSOA (Fernando).- LIVRO DO DESASSOSSEGO, por Bernardo Soares. Recolha e
transcrição dos textos: Maria Aliete Galhoz, Teresa Sobral Cunha. Prefácio e organização: Jacinto
do Prado Coelho. Ática. [Lisboa. 1982]. 2 vols. In-8.º gr. de XLVII-321-I e 287-I págs. B.
Obra considerada como das mais importantes da bibliografia pessoana, na sua edição mais completa,
porquanto já o Dr. Pedro Veiga (Petrus) havia publicado uma edição com o mesmo título, «Livro do
Desassossego. Páginas escolhidas». Com fac-símiles de algumas das páginas do manuscrito original.
[82]
1413 — PESSOA (Fernando).- MENSAGEM. Poemas esotéricos. Edição Crítica José Augusto
Seabra, Coordenador. Coleção Archivos. Fundação Eng. A. Almeida. [1993]. In-4.º de LIII-I-541-XIII
págs. E.
1418 — PESSOA (Fernando).- POESIA. Fernando Pessoa. Introdução e selecção de Adolfo
Casais Monteiro. 2ª edição. Editorial Confluência. [Lisboa. 1945]. In-8.º de 218-V págs. B.
Antologia invulgar, ilustrada com dois retratos do poeta. O importante texto de Casais Monteiro ocupa
as págs. 7 a 27
Conserva a sobrecapa editorial, que apresenta um pequeno rasgão na lombada.
Muito cuidada e importante publicação do Poema de Fernando Pessoa, em colaboração com as Edições
Unesco e publicada simultânemente em Argentina, Brasil, Colômbia, México e Espanha.
Colaboração de Onésimo Teotónio Almeida, José Édil de Lima Alves, José Blanco, Y. K. Centeno,
Dalila Pereira da Costa, Maria Aliete Galhoz, Teresa Rita Lopes, Eduardo Lourenço, Maria Helena
da Rocha Pereira, José Caro Proença, António Quadros, Américo da Costa Ramalho, Clara Rocha,
Adrien Roig, José Augusto Seabra e Luís Filipe B. Teixeira.
Edição em finíssimo papel.
Encadernação editorial, tendo na folha de resguardo a reprodução a cores de uma pintura de António
Costa Pinheiro.
VII volume das Obras Completas de Fernando Pessoa, integrado na Colecção Poesia, dirigida por
Luiz de Montalvor. Primeira edição, invulgar.
Com uma pequena assinatura.
1414 — PESSOA (Fernando).- ODES DE RICARDO REIS. 1946. [Aliás: Gráfica Santelmo,
Lisboa. 1945]. Edições Ática. Lisboa. In-8º gr. de 170-XXX págs. B.
1420 — PESSOA (Fernando).- POESIAS INÉDITAS. (1919-1930). Edições Ática. Lisboa.
[1956]. In-8.º de 202-II págs. B.
Edição original dada a lume na colecção das «Obras Completas de Fernando Pessoa», da Editorial «Ática».
Assinado na página 13.
1415 — PESSOA (Fernando).- PESSOA INÉDITO. [Coordenação de Teresa Rita Lopes].
Livros Horizonte. [Lisboa. 1993]. In-4.º de 439-I págs. B.
“«Pessoa Inédito» não é uma publicação de avulsos inéditos para alimento duma superficial ânsia de
novidade. É resultado duma aventurosa expedição de exploradores voluntários que, em 1988, quiseram
comemorar, agindo: dando a conheccer uma obra de que muito se fala e, afinal, pouco se conhece.
Percorremos para isso, de lés a lés, todo o espólio de Pessoa na Biblioteca Nacional. Dessa volta
a esse mundo regressámos com notícias de novos achamentos e, sobretudo, elementos para traçar o
mapa desse continente ainda por desvendar. Estes textos pretendem contribuir para esse desenho.
Quisemos fixar, inicialmente, um Pessoa “quotidiano e tributável”, recorrendo, para sobreviver, aos
seus dotes de inventor, de astrólogo, de geógrafo, até de explorador de minas... sem deixar de ser
“A alma amorável e meiga” que praticou mais por pensamentos do que por obras... (...) Deste “português à inglesa” publicamos 272 textos. Seguimos a sua infatigável caminhada através da pátria língua
portuguesa, demarcando-se dos sebastianistas e dos nacionalistas ferrenhos (propugnando sempre
por um “nacionalismo cosmopolita”). Zelou pela integridade dessa “língua imperial” (a do Quinto
Império, que falaria português) e longamente teorizou sobre a sua ortografia. (...) Também este livro
nos faz assistir a duas vocações permanentemente praticadas: a do “poeta animado pela filosofia e a do
infatigável contador de histórias.”
1416 — PESSOA (Fernando).- POEMAS DE ALBERTO CAEIRO. 1946. Editorial Ática.
In-8.º de 102-XVIII págs. B.
“Pela primeira vez, de entre os originais encontrados no espólio do Poeta, se nos apresenta um conjunto
de poesias, formando um poema com a sequência, unidade, e redacção definitiva que em nenhum dos
seus muitos manuscritos inéditos já fora possível encontrar-se. Neste caso está o poema «Guardador
de Rebanhos», que constitui a 1ª parte do volume de poesias dedicadas a Alberto Caeiro”.
Edição integrada na colecção das «Obras Completas de Fernando Pessoa».
Pequena assinatura na página 11.
1419 — PESSOA (Fernando).- POESIAS INÉDITAS. (1930-1935). Edições Ática. Lisboa.
[1955]. In-8.º de 199-I págs. B.
VIII volume das «Obras Completas de Fernando Pessoa», integrado na Colecção «Poesia», dirigida
por Luiz de Montalvor. Primeira edição, já bastante invulgar.
Assinado.
1421 — PESSOA (Fernando).- OS SANTOS POPULARES. apresentação de Yvette Kace
Centeno. ilustrações de Almada Negreiros e Eduardo Viana. Casa Fernando Pessoa. Edições
Salamandra. [S.d. - 1994]. In-8.º quadrado de II-75-III págs. E.
“Ainda que escriptos sobre o thema popular dos três santos lisboetas de Junho, estes poemas não são,
nem pretendi que fossem, populares. Baseados no obscuro sentido pagão do nosso povo, pretendeu-se
que o passassem para outro nível; que, sendo fieis à emoção simples do povo lisboeta, interpretassem
sem obscuridade desnecessária, com as complexidades naturaes da intelligência. (...)”. Edição apresentada por Yvette Centeno, com a reprodução facsimilada dos manuscritos e ilustrada com desenhos
de Almada Negreiros e Eduardo Viana.
1422 — PESSOA (Fernando).- SOBRE PORTUGAL. Introdução ao problema nacional.
Recolha de textos: Drª Maria Isabel Rocheta, Drª Maria Paula Morão. Introdução e organização:
Joel Serrão. Ática. [Lisboa. 1979]. In-8.º gr. de 282-II págs. B.
Primeira edição colectiva de importantes trabalhos dispersos, ficando por ela “a saber-se que em
Fernando Pessoa um dos cuidados maiores da sua actividade mental e cultural foi o de índole política,
ou seja a preocupação com os rumos e o destino da polis que lhe coube em partilha”.
1423 — PESSOA (Fernando).- SOCIOLOGIA DO COMERCIO. Notas e Postfácio de Petrus.
Colecção Antologia. C.E.P. [Porto. S.d.]. In-8.º de 111-I págs. B.
“Silva de ensaios, artigos, preceitos e reflexões, seleccionados entre quantos F. Pessoa consagrou
à Economia Política e à Sociologia Comercial, em que se revela tam profundamente culto e, por vezes,
tam perspicaz e original.” Primeira edição em volume, numerada e rubricada.
1417 — PESSOA (Fernando).- POEMAS DRAMÁTICOS. 1º volume. 1952. Ática, Limitada.
Lisboa In-8.º de 156-III págs. B.
1424 — PESSOA (Fernando).- ULTIMATUM E PÁGINAS DE SOCIOLOGIA POLÍTICA.
Recolha de textos: Maria Isabel Rocheta, Maria Paula Morão. Introdução e organização: Joel
Serrão. Ática. [Lisboa. 1980]. In-8.º gr. de 376 págs. B.
Primeira edição, estimada e já bastante invulgar, integrada nas «Obras Completas de Fernando
Pessoa», publicadas pelas Edições Ática.
Assinado na página 11.
Valioso e extenso texto introdutório de Joel Serrão a esta indispensável colectânea onde se “reuniram
todos os textos conhecidos respeitantes não só à temática e problemática do Ultimatum mas também
a sociologia política.
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1425 — PESSOA (Fernando) & POMAR (Júlio).- MENSAGEM. 7 HISTÓRIAS PORTUGUESAS. Clássica Editora. [Lisboa. 1985]. In-4.º gr. de 145-I págs. E.
Trata-se de uma das mais belas edições da «Mensagem», comemorativa do 50º Aniversário da Morte
de Fernando Pessoa, impressa em papel Conqueror de 100 gramas.
Além de um excelente estudo inédito de Mário Dionísio - “Os avessos do Mito” - apresenta ainda sete
reproduções a cores de outros tantos trabalhos de Júlio Pomar, artista dos mais consagrados do nosso
tempo, trabalhos que foram expressamente executados para a edição, conjunto que o artista denominou de «7 histórias portuguesas».
Encadernação dos editores, com sobrecapa ilustrada por Júlio Pomar.
1426 — PESSOA (Joaquim).- SONETOS PERVERSOS. Litexa Portugal. 1984. In-8.º gr.
de 81-III págs. B.
Um dos estimados livros de poesia de Joaquim Pessoa, autor dos mais representativos das modernas
correntes da literatura portuguesa.
1427 — PIMENTA (Alberto).- TRÍPTICO. (Homo sapiens · Spectaculu · [Edição & etc. Lisboa.
1983]. In-8. gr. de 53-VII págs. B.
“Conjunto de três operações poéticas, com documentação vária, comentários de Almeida Faria,
António Barros e outros, um desenho de Björn Moberg e fotos de Mário Calheiros Zeferino (...)”.
Integrado na colecção «& etc e tal», com tiragem limitada a 1000 exemplares.
1428 — PIMENTA (Alfredo).- SOMBRAS DE PRINCIPES. Portvgalia Editora. Lisboa.
[1920]. In-8.º de 63-I págs. E.
Capítulos sobre Garrett, Herculano, Camilo, Antero, João de Deus, António Nobre e Cesário Verde.
Assinado no frontispício, só aparado à cabeça, com as capas da brochura e revestido de encadernação
com a lombada de pele
1429 — PIMENTEL (Alberto).- OS AMORES DE CAMILO. Lisboa.Livraria Editora Guimarães & C.ª Lisboa. [1923]. In-8.º de 421-III págs. E.
2ª edição revista pelo autor e precedida de um juizo crítico de Silva Pinto.
Encadernação com a lombada e os cantos de pele. Só ligeiramente aparado e com as capas da brochura
conservadas.
1430 — PIMENTEL (Alberto).- CHRISTO NÃO VOLTA. (Resposta ao «Voltareis, ó Christo?...»
de Camillo Castello Branco). Narrativa por... Livraria Internacional de Ernesto Chardron...
1873. In-4.º de 36 págs. E.
São raros os exemplares deste opúsculo, impresso em bom e muito alvo papel. Com uma longa citação
de Camilo no frontispício.
Com picos de acidez próprios da qualidade do papel. Assinado no frontispício.
1431 — PIMENTEL (Alberto).- MATA-A OU ELLA TE MATARÁ, ou Homem-Mulher ou
Mulher-Homem ou nem Homem nem Mulher, ou Alexandre bestialisado por Emilio ou Emilio
bestialisado por Alexandre. Estudo succinto e conceituoso, lardeado de cantoria, combates
d’espada e bala terminando por uma cançoneta enthusiastica com musica já conhecida. Scenas
da Vida Conjugal por *** com um prefacio inedito. Traducção aprimorada de Gervasio Lopes
Canavarro, mestre da Philarmonica d’Affife, ex-sachristão da Irmandade do Cordão e Chagas
e confrade do Joaquim dos Musicos. Livraria Internacional de Ernesto Chardron. Porto - Braga.
[Typographia de Antonio José da Silva Teixeira. 1872]. In-8.º de 48 págs. E.
Curioso opúsculo publicado anónimo, durante muito tempo atribuído a Camilo, mas cuja tradução
está documental e garantidamente como sendo da autoria de Alberto Pimentel.
No «Segundo Escrinio Bibliográfico da Importante e Valiosa Livraria (...) de Rodrigo Veloso», vêm as
circunstâncias da tradução e preço porque ela foi feita por Alberto Pimentel.
Encadernação modesta, da época. Aparado, com falta da capa da brochura e assinado no frontispício.
1432 — PIMENTEL (Alberto).- MEMORIAS DO TEMPO DE CAMILLO. A. A. 1913. Magalhães & Moniz, Lda. - Editores. Porto. In-8.º de 270-II págs. E.
Interessantíssimo livro de memórias, por cujas páginas perpassam outros grandes vultos das letras
e das artes da época, dizendo Henrique Marques que esta é a quinta obra dedicada pelo autor à figura
literária de Camilo. Ilustrado.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Aparado e sem capas da brochura.
1433 — PIMENTEL (Alberto).- OS NETOS DE CAMILLO. Lisboa. Empreza da Historia
de Portugal. MDCCCCI. In-4.º de II-79-I págs. E.
Ilustrado com dez retratos e uma gravura representando a casa de Camilo e a célebre Acácia do Jorge,
tudo em folhas à parte. Dos mais interessantes trabalhos camilianos de quantos Alberto Pimentel
escreveu.
Encadernação antiga, modesta. Aparado e com as capas da brochura conservadas.
1434 — PIMENTEL (Alberto).- NOITES DE CINTRA. Lisboa. Livraria de Antonio Maria
Pereira. 1892. In-8.º de 186 págs. E.
Primeira edição, pouco frequente. Da «Collecção Antonio Maria Pereira».
Encadernação original imperfeita.
1435 — PIMENTEL (Alberto).- NOTAS SOBRE O AMOR DE PERDIÇÃO. 1915. Guimarães
& Cª. Lisboa. In-8.º de 155-I págs. E.
Tem, em folha desdobrável, o fac-símile de duas páginas do manuscrito do «Amor de Perdição», romance
escrito “n’um dos cubiculos-carceres da Relação do Porto, a uma luz coada por ferros, e abafada pelas
sombras das abobadas”, o fac-símile do rosto da primeira edição do romance de Camilo e uma estampa
representando um aspecto do “Antigo convento de Monchique, no Porto”
Encadernação com lombada e cantos de pele. Aparado e com as capas da brochura conservadas.
1436 — PIMENTEL (Alberto).- A PRIMEIRA MULHER DE CAMILO. 1916. Guimarães &
Cª. Lisboa. In-8.º de 135-I págs. E.
Informações inéditas acerca do primeiro casamento da Camilo em Friúme, Samardã. Ilustrado.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Aparado e com as capas da brochura preservadas.
1437 — PIMENTEL (Alberto).- O ROMANCE DO ROMANCISTA. Vida de Camillo Castello
Branco. Lisboa. Empreza Editora de F. Pastor. [1890]. In-8.º gr. de 379-I págs. E.
Primeira edição deste excelente livro de Alberto Pimentel, fundamental para o conhecimento da vida
e obra do grande romancista de Seide. Ilustrado com numerosas gravuras, retratos e letras capitais de
Pastor talhadas em madeira, intercaladas nas páginas do texto.
Encadernação dos editores com dizeres e ferros decorativos na lombada e na pasta.
1438 — PIMENTEL (Alberto).- O TORTURADO DE SEIDE. (Camilo Castelo Branco).
Lisboa. Livraria de Manoel dos Santos. 1921. In-8.º de 221-I págs. E.
Um dos mais interessantes livros da vasta bibliografia camiliana de Alberto Pimentel.
Encadernação com lombada de pele. Aparado e com as capas da brochura preservadas.
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1439 — PIMENTEL [Filho] (Alberto).- NOSOGRAFIA DE CAMILO CASTELO BRANCO.
2ª edição, aumentada. 1925. Livraria Editôra Guimarães & Cª. Lisboa. In-8.º gr. de 125-I págs. B.
Edição aumentada, preferível à precedente.
1440 — PINA (Rui de).- CRÓNICA DE EL-REI D. JOÃO II. Nova edição com prefácio e notas
de Alberto Martins de Carvalho. Atlântida - Coimbra. 1950. In-4.º de LXXXIV-II-319-I págs. E.
Segunda edição da «Crónica de El-Rei D. João II», por Rui de Pina, “obra que há-de reputar-se capital
para o reconhecimento de um dos períodos mais importantes da nossa história”, como diz Alberto
Martins de Carvalho no seu excelente e substancioso Prefácio.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Só aparado à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
1441 — PINA (Rui de).- CRÓNICAS. Introdução e revisão de M. Lopes de Almeida. 1977.
Lello & Irmão - Editores. Porto. In-4.º gr. de XXIII-I-1054 págs. E.
Reunem-se neste volume as crónicas de D. Sancho I, D. Afonso II, D. Sancho II, D. Afonso III, D. Dinis,
D. Afonso IV, D. Duarte, D. Afonso V e D. João II. Publicação valorizada pelo excelente e longo estudo
introdutório do Prof. Lopes de Almeida. Escrupulosa edição integrada nos «Tesouros da Literatura e da
História», com os facsimiles das portadas das primitivas edições e impressa em papel de fina gramagem,
única forma de condensar num cómodo volume todas as crónicas do autor.
Encadernação editorial em imitação de pele mosqueada, com decoração dourada na lombada e em
ambas as pastas.
1442 — PINHEIRO (Chaby).- MEMORIAS DE CHABY. Transcritas e coordenadas por Tomaz
Ribeiro Colaço e Raúl dos Santos Braga. 1938. Editora Gráfica Portuguesa, Limitada. Lisboa.
In-4º peq. de 220-III págs. E.
Memórias de um dos maiores actores portugueses de todos os tempos, constituindo, por si só, importante fonte para a história do Teatro português das primeiras décadas deste século. Com numerosas
fotografias do actor em algumas das suas mais notáveis criações. Edição numerada e rubricada,
limitada a dois mil exemplares.
Encadernação com lombada e cantos de pele, decorada com ferros gravados a ouro em casas fechadas
e rótulos na lombada. Só aparado à cabeça e com as capas da brochura conservadas.
quecida com o valioso e dilatado estudo de Aníbal Pinto de Castro, que o inicia com estas palavras:
“As obras enfeixadas neste volume, cuja organização pertenceu ainda ao saudoso Mestre, iniciador
desta Colecção, Doutor Manuel Lopes de Almeida, integram-se com singular harmonia no riquíssimo
cabedal de prosa narrativa, suscitada pela multímoda actividade dos Portugueses, na sua constante e
secular peregrinação através dos mares e continentes.”
Encadernação inteira imitação de pele mosqueada, com ferros dourados na lombada e pastas.
1446 — PINTO (Fernão Mendes).- PEREGRINAÇÃO, seguida das suas Cartas. Texto primitivo, inteiramente conforme à primeira edição (1614). Versão integral em português moderno,
por Adolfo Casais Monteiro. [Editores: Sociedade de Intercâmbio Cultural Luso-Brasileiro, Ldª.
Lisboa]. 1952-1953. 2 vols. In-4.º gr. de 743-XXV-I e 739-XXVIII págs. E.
Edição verdadeiramente luxuosa, sem dúvida a melhor de quantas até então tinham sido publicadas,
impressa em papel de excelente qualidade e com excelente documentação iconográfica reproduzida a
cores em folhas à parte.
Encadernações editoriais em inteira de pele gravada a seco e ouro na lombada e pastas da frente.
1447 — PINTO (Frei Heitor).- IMAGEM DA VIDA CRISTÃ. Ordenada por Diálogos Compostos por ... Introdução de José V. de Pina Martins. 1984. Lello & Irmão — Editores. Porto.
In-4.º de LXI-I-II-XIV-II-497-III; IX-VII-797-III págs. E.
“Fr. Heitor Pinto é uma das maiores figuras da cultura e da literatura portuguesas do século XVI.
Teólogo, escritor religioso, prosador entre os mais dotados das letras portuguesas não só do seu século
mas de todos os tempos, em tudo o que escreveu demonstrou a profundidade de um espírito universal:
especialmente no pensamento excelso, expresso numa língua de pureza cristalina através da sua
criação literária, obra-prima de uma sensibilidade requintada e inteligentíssima.”
Edição impressa em papel bíblia e integrada na prestimosa colecção «Tesouros da Literatura e da História»,
onde se reproduz em fac-símile a edição da Typographia Rollandiana, datada de Lisboa 1843.
1448 — PINTO (Pedro A.).- CRÍTICA MIÚDA. Camilo torturado. Rio de Janeiro. 1928. In-8.º
de 385 págs. B.
Este apreciado livro faz parte de uma violenta polémica travada entre o autor e Laudelino Freire.
Com vestígios de acidez.
1443 — PINTO (Alfredo) [SACAVÉM] .- CAMILLO NA MUSICA. (Reconstrução de uma
página da Historia musical portuguesa). Prefacio do Dr. Bento Carqueja. Lisboa. Livraria Ferin.
1926. In-4.º de 91-I págs. E.
1449 — PINTO (Pedro A.).- LINGUAGEM CAMILIANA. Camilo Torturado. Rio de Janeiro.
Benedicto de Souza. 1927. In-8.º de 299-I págs. B.
Muito interessante espécie bibliográfica camiliana, com a transcrição de numerosas poesias do grande
romancista de Seide.
Encadernação modesta em material sintético, tendo preservadas as capas da brochura e a margens
intactas. Com dedicatória do autor.
“Como protesto contra a impertinência do sr. Laudelino, faço imprimir as presentes notas (...) que
pretendem patentear, até aos pouco enfronhados no assunto, que o autor de “Livros de Camilo” não
tem a instrução necessária para ler e intender as obras do escritor a quem castilho conceituou “o mais
opulento dos clássicos portugueses”. (...) falta ao sr. Laudelino Freire estudo e coração; falta-lhe competência e sinceridade”. Livro estimado e muito pouco comum. Ilustrado com um retrato de Camilo.
Com manchas de acidez, própria da qualidade do papel.
1444 — PINTO (Fernão Mendes).- PEREGRINAÇÃO. Edições Afrodite. [Lisboa. 1971]. 2 vols.
In-8.º gr. de XV-I-462-II-XVI a XLI e XII-463 a 952-IV-XLIII a CXXXIII págs. B.
1450 — PINTO (Silva).- A QUEIMAR CARTUCHOS. Lisboa. Livraria de Antonio Maria
Pereira. 1896. In-8.º peq. de VIII-431-I págs. E.
1445 — PINTO (Fernão Mendes).- PEREGRINAÇÃO de Fernão Mendes Pinto e Itinerário
de António Tenreiro, Tratado das Cousas da China, Conquista do Reino de Pegu. Introdução
de Aníbal Pinto de Castro. 1984. Lello & Irmão - Editores. Porto. In-4.º de LXX-954 págs. E.
1451 — PINTO (Silva).- ALMA HUMANA. Lisboa. Imprensa Nacional. 1904. In-4.º de 209-I
págs. E.
Edição ilustrada com reproduções das portadas de edições antigas da obra de Mendes Pinto. Versão
para português actual de Maria Alberta Menéres. Comentários de Eduardo Lourenço, Eduardo Prado
Coelho, Almeida Faria, Armando Castro, Vítor Silva Tavares e Armando Martins Janeira.
Cuidada edição em papel bíblia integrada na colecção «Tesouros da Literatura Portuguesa», enri-
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Interessantes capítulos sobre «Os do Porto - 31 de Janeiro de 1891», «Liquidações Politicas», «Homens
do Porto», «O Plebiscito», «Guia do viajante», «João de Deus», «Escriptoras», «A tal Princeza», com
referências a Camilo, etc.
Encadernação com títulos dourados na lombada e na pasta.
Colectânea de variadas e interessantes crónicas, com referências a alguns dos mais notáveis vultos da
época e camiliano como muitos dos livros do autor.
Encadernação editorial em percalina.
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1452 — PINTO (Silva).- ALTA NOITE. 1899 a 1901. 1901. Livraria Editora Guimarães & Cª.
Lisboa. In-8.º de IV-322 págs. E.
“Alta Noite é quando passo em revista apontamentos que se me fixam na memoria. Então os vou redigindo sobre um volume dos Três Mosqueteiros — a minha leitura predilecta”. Capítulos consagrados a
Eça de Queirós, D. Miguel, Mousinho e a muitos e variados temas que interessam à história da época.
Encadernação da época.
1453 — PINTO (Silva).- CAMILLO CASTELLO BRANCO. Notas e Documentos; Desaggravos.
Editores José Antonio Rodrigues & Cª. Lisboa. [1910]. In-8.º de 234-II págs. E.
1459 — PIRES (José Cardoso).- O BURRO-EM-PÉ. Ilustrações de Júlio Pomar. Moraes Editores. [Lisboa. 1979]. In-8.º gr. de 175-I págs. B.
Primeira edição, de apurada qualidade gráfica, com as ilustrações de Júlio Pomar reproduzidas a cores
em folhas destacadas do texto.
1460 — PIRES (José Cardoso).- CORPO-DELITO NA SALA DE ESPELHOS. Prefácio de
Eduardo Lourenço. Moraes editores. [Lisboa. 1980]. In-8.º de 158-II págs. B.
Entre os dez capítulos que constituem este interessante livro vem um com numerosas cartas de Camilo,
outro sobre as polémicas travadas entre o autor e o romancista e uma «Bibliographia Camilliana».
Reprodução de um retrato fotográfico de Camilo em folha separada, que serviu para burilar a gravura
publicada na edição de «Os Contemporaneos. Camillo Castello Branco, datada de 1889».
Encadernação editorial.
Do Prefácio de Eduardo Lourenço: “(...) Corpo-Delito é a tragédia da não-tragédia que a Pide foi para
si mesma como instituição e como comunidade de indivíduos com destino próprio. Mas ao mesmo
tempo, o exemplo ímpar da não-tragédia da vida portuguesa durante cinquenta anos, banalidade cinzenta ou eufórica à superfície da qual o mundo da denúncia, da suspeita, da repressão, da tortura foi
uma ruga sem relevo particular para a consciência comum. (...)” Primeira edição, bastante invulgar.
Com ilustrações em folhas à parte.
1454 — PINTO (Silva).- OS CONTEMPORANEOS. CAMILLO CASTELLO BRANCO.
Guillard, Aillaud & Cª, Livreiros-Editores. Paris-Lisboa. 1889. In-8.º gr. de 48 págs. B.
1461 — PIRES (José Cardoso).- O DELFIM. Romance. Moraes Editores. [1968] In-8.º de 362II págs. E.
Com um bom retrato de Camilo gravado em madeira, executado sobre uma fotografia mais tarde
publicada no livro «Camillo Castello Branco. Notas e Documentos» de Silva Pinto.
Edição executada em bom e encorpado papel.
Com uma pequena assinatura no anterrosto e as margens integrais.
Primeira edição do que é considerado como um dos mais importantes e originais romances da moderna
literatura portuguesa.
Encadernação editorial com a sobrecapa ilustrada.
1455 — PINTO (Silva).- PHILOSOPHIA DE JOÃO BRAZ. Ironias, zangas e desdens de um
sujeito que tem visto mundo. 1892-1895. Lisboa. Parceria de Antonio Maria Pereira. 1895.
In-8º peq. de XI-409 págs. E.
1462 — PIRES (José Cardoso).- E AGORA, JOSÉ?. Moraes editores. [Tipografia Guerra. Viseu.
1977]. In-8.º de 333-I págs. B.
1456 — PINTO (Silva).- NO COLISEU. 1903-1904. Lisboa. Parceria Antonio Maria Pereira.
[S.d.] In-8.º peq. de 375-I págs. E.
1463 — PIRES (José Cardoso).- LISBOA. Livro de Bordo. Vozes, olhares, memorações. Círculo
de Leitores. [Lisboa. 1998]. In-8º gr. de 76-IV págs. E.
O volume foi dedicado à memória de Camilo Castelo Branco, grande amigo de Silva Pinto. Com um
bom retrato do autor. Encadernação editorial.
Colectânea de pequenas e interessantes crónicas que muito ajudam a reconstituir o retrato da sociedade portuguesa da época, onde frequentemente são citados escritores como Eça de Queiroz, Camilo,
Junqueiro, etc.
Encadernação da época com dizeres dourados gravados na pasta da frente e na lombada.
1457 — PINTO (Silva).- PELA VIDA FORA. 1870-1900. Livraria Editora Guimarães, Libanio
& C.ª Lisboa. [S.d.] In-8.º de VI-IX-I-277-I págs. E.
Com inúmeros apontamentos de interesse para a história dos vários aspectos da vida portuguesa
do último quartel do século XIX e referências a muitos dos seus intervenientes, designadamente a
Camilo. Retrato de Silva Pinto em separado.
Encadernação da época em percalina com dizeres a ouro na pasta da frente e na lombada.
1458 — PIRES (António Caldeira)- HISTÓRIA DO PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ.
Prefácio-Estudo de Affonso de Dornellas... Desenhos de Roque Gameiro, Alberto de Sousa
e José Nogueira. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1924-1926. 2 vols. In-4.º de LIV-420-II
e XXXIII-I-376-II págs. E.
Reunião de textos dispersos, alguns dos quais proibidos pelos serviços censórios do anterior regime.
Primeira edição, logo esgotada.
Quarta edição da obra, publicada no ano seguinte ao da primeira.
Encadernação editorial em tecido gravado a seco e branco, com uma colagem na pasta da frente.
1464 — PIRES (José Cardoso).- O RENDER DOS HERÓIS. Narrativa dramática em três
partes e uma apoteose grotesca. Publicações Europa-América. Lisboa. [1960]. In-8.º peq.
de 183-V págs. B.
“Teatro ou anti-Teatro, o certo é que, na dramaturgia nacional, este fresco dramático revelou-se, logo
à primeira edição, como um brado insólito contra o palco convencional em que se tem feito, entre nós,
a mitificação do Herói.” Primeira edição de um dos primeiros livros de Cardoso Pires.
Assinado.
1465 — PIRES (José Rodrigues).- CATÁLOGO DA IMPORTANTE E MAGNÍFICA
BIBLIOTECA DO DISTINTO BIBLIÓFILO QUE FOI O DR. JOÃO RODRIGUES MATHIAS SERRA. Com um prefácio do Sr. Eng. M. Kol de Alvarenga. Soares & Mendonça,
Ldª. Porto. 1961. 4 vols. In-8.º com o total de 884 páginas. E. em 2.
Estudo estimado e amplamente desenvolvido, ilustrado com dezenas de estampas impressas sobre
papel couché. Integrado na importante colecção «Subsídios para a História da Arte Portuguesa».
Da valiosa tiragem especial de cem exemplares em papel de linho, numerada e assinada por Joaquim
de Carvalho.
Boas encadernações à amador, com lombada e os cantos de pele. Só ligeiramente aparado à cabeça e
com as capas da brochura conservadas.
“O Dr. Mathias Serra conseguiu reunir, se não a maior, uma das maiores bibliotecas particulares que
se formaram no velho burgo [do Porto]”
Importante catálogo onde vêm descritas mais de 9000 espécies bibliográficas, muitas das quais de
grande raridade. Com numerosas reproduções de frontispícios.
Encadernações modestas de recente execução. Capas da brochura preservadas.
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1466 — PLACIDO (Ana Augusta).- CARTAS INÉDITAS DA SEGUNDA MULHER DE
CAMILLO CASTELLO BRANCO. Com algumas notas e commentarios de A. d’A. N. B. Livraria
de J. Rodrigues & Cª. Lisboa. 1916. In-8.º gr. de 27-I págs. E.
Publicação “de tiragem reduzida” promovida por Afonso de Azevedo Nunes Branco. Com retratos
em folhas à parte.
Encadernação com lombada e cantos de pele, mantendo preservadas as capas da brochura.
1467 — PLÁCIDO (Ana Augusta).- LUZ COADA POR FERROS. Escriptos originaes por D...
Lisboa. Livraria de A. M. Pereira. 1863. In-8.º de XV-I-210-II págs. E.
Escreve a autora na dedicatória «Á memoria de minha irman D. Maria José Placido»: “Grande parte
d’estes escriptos nasceram na calamitosa época do carcere e do escarneo dos meus algozes, nunca
saciados das torturas que me inflingiram”. Com um extenso prefácio de Júlio César Machado.
Primeira edição, rara, ilustrada com uma fotografia original daquela que foi a grande paixão de Camilo
Castelo Branco.
Encadernação com a lombada em pele, não contemporânea. Com as margens integrais e as capas da
brochura preservadas. (ver gravura na pág. 91)
1468 — [PLÁCIDO (Ana)]; VILLEFRANCHE.- PIO IX. Sua Vida, sua Historia e seu Seculo.
Versão portugueza prefaciada por Camillo Castello Branco. Lisboa. Livraria Editora de Mattos
Moreira & Cª. 1877. [Typ. Editora]. In-8.º gr. de 552-VIII págs. E.
Segundo Alexandre Cabral no importante Dicionário de Camilo Castello Branco, “A tradução é de
Ana Plácido, ainda que o seu nome ficasse incógnito, e o prefácio de Camilo Castelo Branco”. Julio
Dias da Costa é também referido por A. C. por “ter possuído «o exemplar do original francês» (...) que
serviu para a tradução, acrescentando: “Tem nas margens diversas notas ou apontamentos (...) escritos
pela tradutora. Na p. 347 vê-se à margem, por letra de Camilo, a tradução dum período.”.
Estimada biografia de uma das mais notáveis figuras da vasta galeria pontifícia romana, considerada
por Camilo “uma esmerada e exactíssima biografia de Sua Santidade Pio IX; mas ainda um compêndio da história europeia nos últimos trinta anos em todos os lances contingentes com os Estados
Pontifícios, que importa o mesmo dizer — com a civilização pelo cristianismo.”
Encadernação com a lombada em pele decorada com ferros dourados e nervuras. Margens aparadas
e a capa da brochura da frente conservada.
1469 — PLUQUET (Abade).- DISCURSO SOBRE OS DESVARIOS DO ESPIRITO HUMANO,
Relativamente á religião em geral e ao Christianismo em particular. Traducção por Fr. Domingos
Vieira, Da ordem dos Eremitas Calçados de Santo Agostinho, da extincta provincia de Portugal,
Com um prefacio de Camillo Castello Branco. Braga. Livraria de Eduardo Coelho - Editor.
1869. 2 vols. In-8.º de XX-186 e 335-I págs. E.
Muito invulgar primeira edição impressa em Braga, particularmente estimada pelo prefácio de Camilo
que apresenta e que ocupa as págs. VII a XX do 1º volume. De salientar também o nome do seu
tradutor, Frei Domingos Vieira, autor do célebre «Grande Diccionario Portuguez ou Thesouro da
Lingua Portugueza», em 5 volumes, publicado depois da obra que apresentamos.
Encadernação antiga. Aparado e com as capas da brochura preservadas. Assinado nos frontispícios.
1470 — POEMAS LIVRES. Coimbra. 1962-1968. [Coimbra Editora, Lda. e Tipografia do
Carvalhido, Porto]. 3 números In-4.º B.
1467 - ver pág. 92
É a colecção completa destes cadernos de poesia onde colaboraram César Oliveira, Ferreira Guedes,
Francisco Delgado, Margarida Losa, Rui Namorado, António Manuel Lopes Dias, Eduardo Guerra
Carneiro, José Carlos de Vasconcelos, Manuel Alegre, Rui Namorado, António Manuel Lopes Dias,
Armando da Silva Carvalho, Fernando Assis Pacheco, Fernando Miguel Bernardes, Luís Guerreiro,
Luís Serrano e Manuel Alberto Valente. Daniel Pires no seu valioso «Dicionário da Imprensa Periódica
Literária Portuguesa do Século XX», 2º vol., tomo 1º, fornece uma extensa notícia sobre esta publicação,
baseada em depoimentos de Margarida Losa, Ferreira Guedes e César Oliveira. Muito invulgar.
[92]
1471 — POETAS DE MOÇAMBIQUE. Prefácio de Alfredo Margarido. Antologia da Casa dos
Estudantes do Império. Lisboa. 1962. In-8.º de IV-140-I págs. B.
O estudo de Alfredo Margarido ocupa as págs. 3 a 24.
Desta Antologia constam poemas de Artur Costa, Carlos Maria, Diogo de Távora, Duarte Galvão,
Fernando Couto, Fernando Ganhão, Fonseca Amaral, Glória de Sant’Ana, Gouvêa Lemos, Gualter
Soares, Guilherme de Melo, Ilídio Rocha, José Craveirinha, Jorge Villa, Kalungano, Manuel F. Moura
Coutinho, Noémia de Sousa, Nune Bermudes, Orlando Albuquerque, Orlando Mendes, Reinaldo
Ferreira, Rui Knopfli, Rui Nogar, Rui de Noronha, Sérgio Vieira, Victor Matos e Sá e Poesia Chope.
Edição policopiada, de muito limitada tiragem.
1472 — POÉTICA DOS CINCO SENTIDOS. La Dame à la Licorne. Livraria Bertrand. Lisboa.
[1979]. In-fólio de 60-VI págs. E.
Com seis estampas a cores reproduzindo outras tantas tapeçarias do século XVI, tapeçarias que,
diz-se, representam uma alegoria dos cinco sentidos, “e essa interpretação parece correcta, ainda que
muita coisa delas se ignore, a começar pelo nome de quem as compôs e desenhou”. Cada uma destas
estampas vem acompanhadas de um texto em prosa de Ana Hatherly, Augusto Abelaira, Isabel da
Nóbrega, José Saramago, Maria Velho da Costa e Nuno Bragança. Edição cuidada, em bom papel,
confinada a 1660 exemplares numerados.
Encadernação dos editores, com sobrecapa de protecção.
estudos de Armando Cortesão e de Teixeira da Mota, centenas de primorosas reproduções a negro, a
cores e metais dos mais importantes espécimes cartográficos portugueses conhecidos.
O 6º volume é constituído pela “Adenda de Actualização” e “Index”, da autoria de Alfredo Pinheiro
Marques, volume que aparece pela primeira vez nesta edição e que tem o mérito de revelar algumas
cartas portuguesas que não vêm publicadas na primeira edição, “ou porque escaparam ao monumental
e meritório trabalho de investigação e levantamento realizado por Armando Cortesão e Avelino
Teixeira da Mota, ou sobretudo porque, pura e simplesmente, não eram ainda conhecidas (...)”; o 7º
volume, de muito maiores dimensões do que os restantes, contempla um grande número de espécimes
reproduzidos em folhas de grandes dimensões, conservados soltos dentro da sua pasta, como as dos
restantes volumes, própria da edição e com dizeres dourados nas lombadas e nas faces frontais.
1478 — PRATAS (César).- BOLETIM METEOROLÓGICO. Poemas. 1970. [Tipografia do
Carvalhido]. In-8.º de 66-II págs. B.
Volume publicado na colecção «Nova Realidade». O autor colaborou em jornais e revistas, entre as
quais, «Bandarra», «Vértice» e «Planície».
Com uma pequena assinatura.
1479 — PRESTAGE (Edgar).- DESCOBRIDORES PORTUGUESES. Versão portuguesa de
Francisco Eduardo Baptista. Pôrto. 1934. [Tipografia Civilização]. In-8.º gr. de XVI-353-I págs. E.
1473 — PORTELA (Artur).- A SOMBRA DE CAMILO. Extra-texto de Abel Salazar. Editorial
Gleba, Lda. [Lisboa. S.d.] In-8.º de 61-III págs. B.
Uma das mais importantes obras de Edgar Prestage, “grande figura de erudito que ao estudo carinhoso
das coisas portuguesas tem dedicado o melhor do seu esfôrço”. Primeira edição portuguesa, destinada
à 1.ª Exposição Colonial Portuguesa.
Encadernação com lombada de pele, tendo conservadas as capa da brochura.
1474 — PORTO (Manuela).- DOZE HISTÓRIAS SEM SENTIDO. Centro Bibliográfico.
Lisboa. 1952. In-8.º de 174-VI págs. B.
1480 — PRESTES (António) & CAMÕES, etc. (Luís de).- PRIMEIRA PARTE DOS AUTOS
E COMÉDIAS PORTUGUESAS, por António Prestes, Luís de Camões e outros autores portugueses. (Lisboa, 1587). Prefácio do Prof. Hernâni Cidade. Nota bibliográfica do Dr. José V. de
Pina Martins. Lysia - Editores e Livreiros, SARL. Lisboa. 1973. In-4.º de 13-I págs. e II-179 ff.
nums. na frente. E.
Cuidada edição, impressa em bom papel e ilustrada com a reprodução de um retrato de Camilo por
Abel Salazar.
Manuela Porto, segundo informação colhida no «Dicionário Cronológico de Autores Portugueses», foi
“Escritora, actriz, animadora de um grupo de teatro que, no âmbito do movimento experimental do pósguerra, pôs em cena, Gil Vicente, Camilo, Pirandello e Tchekov; declamadora e, como tal, divulgadora
dos modernos poetas portugueses.” Este é um dos três livros de ficção que publicou, “em que uma fina
sensibilidade feminina, na linha de uma Katherine Mansfield, se entrecruza com uma funda preocupação
social próxima do ideário neo-realista. Estudiosa e tradutora de Virgínia Woolf, crêem os que lhe eram
mais próximos ter nascido desse convívio a mais influente causa da sua prematura morte.”
1475 — PORTO (Manuela).- UMA INGÉNUA. A História de Beatriz. Novela. Seara Nova.
Lisboa. 1948. In-8.º de 95-I págs. B.
1476 — PORTUGAL (José Blanc de).- ODES PEDESTRES, precedidas de Auto-Poética e
seguidas de Música Ficta e outros poemas. [Editora Ulisseia. Lisboa. 1965]. In-8.º esguio
de XXVI-59-V págs. B.
Livro muito invulgar, o primeiro da «Colecção Poesia e Ensaio» da Editora Ulisseia, cuja responsabilidade gráfica pertenceu a Espiga Pinto.
1477 — PORTVGALIAE MONVMENTA CARTOGRAPHICA. Reprodução fac-similada da
edição de 1960. Imprensa Nacional-Casa da Moeda. 1987. 7 vols. in-fólio E.
Reedição fac-similada do mais alto monumento da cartografia portuguesa antiga, fonte indispensável ao
estudo da grandiosa gesta das viagens e descobrimentos dos portugueses de quatrocentos e quinhentos.
A obra, de invulgar qualidade gráfica e impressa em magnífico papel, reúne, além dos importantes
.../...
[93]
Bela reprodução fac-similada da extremamente rara edição original quinhentista, que inclui ainda Autos e Comédias de Anrique Lopes, Jorge Pinto e Jerónimo Ribeiro. Tiragem total de 1000 exemplares
numerados, assinados, revestidos de sóbria encadernação original, em linson e dourados à cabeça.
1481 — PRIVILÉGIOS DOS CIDADÃOS DA CIDADE DO PORTO. Introdução de Armando
de Castro. Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Lisboa. 1987. In-4.º de XLV-I-II-63-I págs. B.
“A obra agora apresentada foi um livro raríssimo; é certo que se reeditou em 1878 e ignoramos a sua
tiragem, tudo levando a crer ter sido relativamente diminuta. (...)”. Obra clássica e muito interessante
da bibliografia portuense, nesta edição reproduzida em fac-símile da primeira, datada de 1612, depois
do valioso trabalho introdutório de Armando de Castro.
1482 — PROENÇA JÚNIOR (F. Tavares).- CAMILLO CASTELLO BRANCO. Autobiographia
Coordenada e annotada por... Coimbra França Amado - Editor. 1905. In-8.º gr. de XIV-290-II
págs. E.
“(...) A vida do grande romancista encontra-se descripta, mais ou menos fielmente, por algumas das
melhores pennas da epocha actual; mas nós, ao percorrermos a sua obra colossal, encontramos, a cada
passo, farrapos da sua vida espalhados pelas suas paginas indeleveis.
“Reunir todos esses fragmentos e publical’os, não por uma forma indifferente, mas em harmonia com
a sequencia logica das diversas phases da vida de Camillo, eis a minha ideia e o meu fim. (...)” Com
um bom retrato de Camilo em separado.
Encadernação modesta. Aparado e com a capa da brochura da frente preservada. Com uma pequena
assinatura no frontispício.
[94]
1483 — PROENÇA (Raul).- ACERCA DO INTEGRALISMO LUSITANO. Prefácio de Manuel
Mendes. Lisboa. Seara Nova. 1964. In-8.º de XIV-II-106-II págs. B.
Reedição em volume dos artigos que Raul Proença publicou na «Seara Nova», sobre o Integralismo
Lusitano, artigos que “constituem uma crítica perfeitamente válida e actual das concepções integralistas
e, pelo rigor da análise e a acribia do estilo, são das páginas mais belas que nos legou esse grande
doutrinador político português.”
1484 — PROENÇA (Raul).- OBRA POLÍTICA DE RAUL PROENÇA. Páginas de Política.
Seara Nova. 1972-1975. [Lisboa]. 4 vols. In-8.º gr. B.
Publicação de grande importância para o conhecimento do pensamento do autor, mas muito especialmente para a história política portuguesa das primeiras décadas deste século.
1485 — PROENÇA (Raul).- PÁGINAS DE POLÍTICA. Prefácio de Camara Reys. Lisboa.
Seara Nova. 1938-1939. 2 vols. In-8.º de XXI-I-311-III e 333-I págs. B.
Interessa à bibliografia política de Portugal nas primeiras décadas do século XX. O prefácio de Luís da
Câmara Reis ocupa as páginas IX a XXI do primeiro volume. O segundo, tem prefácio e notas do autor.
1486 — PROENÇA (Raul).- POLÉMICAS. Organização, prefácio e cronologia de Daniel Pires.
Publicações Dom Quixote. Lisboa. 1988. In-4.º de 995-I págs. B.
“Raul Proença foi (...), como é do conhecimento geral, um cultor apaixonado da polémica. A amplitude
que ela atingiu no cômputo da sua obra é no entanto muito maior do que é usual admitir-se. No presente
volume, reúnem-se pela primeira vez cinquenta e uma polémicas que aquele pensador manteve com
jornalistas e intelectuais da sua época, versando temas tão variados como a pedagogia, a política, a
situação da mulher, a religião, a biblioteconomia, a filosofia e a literatura, as quais permitem reconstituir o diálogo por ele estabelecido com quarenta e nove personalidades da vida cultural do nosso
país. Esse diálogo é de resto inteiramente respeitado, uma vez que se reproduzem na íntegra, em cada
polémica, as posições assumidas e os textos publicados por ambas as partes”. Volume integrado na
colecção «Memória Portuguesa».
1487 — 4º CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE CAMÕES. 1524 - 1924. Consagração Nacional de Luís de Camões. MDXXIV - MCMXXIV. [S.l.n.d.] In-4.º gr. de 48 págs. B.
Publicação em papel couché, ilustrada, constituindo “o repositório tanto quanto possivel completo das
festas do quarto centenário do nascimento de Luís de Camões.” Colaboração de José Maria Rodrigues,
Jordão de Freitas, João de Barros, António Sérgio e outros.
1488 — QUEIROZ (Eça de).- CARTAS DE EÇA DE QUEIRÓS AOS SEUS EDITORES
GENELIOUX E LUGAN. 1887 A 1894. Apresentadas por Marcello Caetano. Edições Panorama.
Lisboa. 1961. In-8.º gr. de 81-III págs. B.
Publicação importante não só pela apresentação das cartas de Eça como também, e muito, pelos
comentários com que Marcelo Caetano valorizou a edição.
Em excelente papel couché e com fac-similes de cartas e frontispícios de livros do romancista.
1489 — QUEIROZ (Eça de).- CORRESPONDÊNCIA. Leitura, coordenação, prefácio e notas
de Guilherme de Castilho. Imprensa Nacional-Casa da Moeda. [Lisboa. 1983]. 2 vols. In-4.º peq.
de 640-VIII e 622-XVIII págs. B.
“Duas ordens de razões conferem inegável valor à publicação destas cartas: por um lado, o seu intrínseco valor literário; por outro, a enorme soma de dados biográficos que neste conjunto se contêm,
sobre o homem e o escritor, sobre a sua obra, sobre o seu tempo, sobre os seus contemporâneos...”
Publicação integrada na «Biblioteca de Autores Portugueses».
[95]
1490 — QUEIROZ (Eça de).- O CRIME DO PADRE AMARO. Ilustrações de Paula RegoPrefácio de Isabel Pires de Lima. Campo das Letras. [Porto. 2001]. In-4.º de 497-V págs. E.
Isabel Pires de Lima: “Paula Rego releu um romance de Eça de Queirós, que o pai dela admirava de
modo especial, e desse verbo relido masceram imagens com as quais entendeu homenagear o pai —
uma série de 16 quadros deslumbrantes de vitalidade trágica, a que a pintora chamou O Crime do
Padre Amaro. O romance, obviamente O Crime do Padre Amaro, foi escrito pelo jovem Eça, em três
versões, a última das quais, publicada em 1880. A série de pastéis de Paula Rego data de 1997-8, isto é,
cerca de 120 anos volvidos sobre a publicação do romance, o que indica a perenidade e actualidade da
obra do nosso romancista de oitocentos, a sua capacidade para desafiar novas leituras inclusivamente
junto dos artistas seus pares... (...)”
As magníficas ilustrações de Paula Rego foram reproduzidas a cores e o grafismo da edição foi da
responsabilidade de Armando Alves.
Encadernação editorial em tela, com a sobrecapa ilustrada.
1491 — QUEIROS (Eça de).- DA COLABORAÇÃO NO «DISTRITO DE ÉVORA». (1867).
[Edição «Livros do Brasil». Lisboa. 2000]. 3 vols. In-4.º de 388-XII; 246-X e 337- XV págs. B.
Nesta edição foram reunidos escritos que o autor publicou no periódico «Distrito de Évora», em 1867,
pela primeira vez antologiados em «Prosas Esquecidas», «Cartas Inéditas de Fradique Mendes»
e outros dispersos
1492 — QUEIROZ (Eça de).- OBRAS DE EÇA DE QUEIROZ. Edição do Centenário. Porto.
Lello & Irmão - Editores. 1946-1948. 15 volumes. In-4.º E.
Edição comemorativa do 1º Centenário do nascimento de Eça de Queirós, executada sobre papel
especialmente fabricado e que apresenta a particularidade de mostrar, em todas as folhas, em marca
de água, o fac-símile da assinatura do autor. O primeiro volume ostenta um belo retrato de Eça de
Queiroz, ponta seca de Abel Salazar.
Com o invulgar folheto, intitulado «Tormes», que falta em muitas colecções.
Encadernações de pele inteira, gravadas a ouro nas lombadas e pastas. Conserva as capas da brochura.
1493 — QUEIROS (Eça de).- OBRAS DE EÇA DE QUEIROZ. Fixação do texto e notas de
Helena Cidade Moura. Edição «Livros do Brasil». [Lisboa. 1969-1970]. 15 vols. em 16 tomos
In-4.º E.
Outro exemplar da mesma obra, edição e tiragem, com todos os volumes revestidos de boa encadernação inteira de pele, tendo conservadas as capas da brochura.
Boas encadernações de pele inteira, decoradas com nervos e ferros a ouro em casas fechadas.
Só ligeiramente aparados à cabeça e com as capas conservadas.
1494 — QUEIRÓS (Eça de).- A TRAGÉDIA DA RUA DAS FLORES. Fixação do texto e notas
de João Medina e A. Campos Matos. Moraes Editores - Lisboa. 1980. In-4.º de 468-IV págs. E.
Primeira edição deste até então desconhecido romance de Eça, “rascunho centenário, porventura sem
qualquer leitura posterior”; “Pronunciando-se sobre este romance que ficaria quase que eternamente
esquecido na arca familiar, Eça dizia que era «o melhor e mais interessante que tenho escrito até
hoje»”, segundo palavras de João Medina e Campos Matos no seu extenso e importante prefácio.
Tiragem especial de 3000 exemplares numerados.
Encadernação editorial em tela branca, gravada a cor.
1495 — QUEIROZ e outros (Eça de).- NOVAS CARTAS INEDITAS DE EÇA DE QUEIROZ,
CAMILLO, GUERRA JUNQUEIRO, OLIVEIRA MARTINS, THEOPHILO BRAGA, JOÃO
DE DEUS, CASTILHO, FIALHO, ANTONIO FEIJÓ E CANDIDO DE FIGUEIREDO A RAMALHO ORTIGÃO. Alba Editora. Rio de Janeiro. 1940. In-8.º de LII-244 págs. B.
Foram publicadas nesta edição 42 cartas de Eça de Queiroz, 6 de Camilo, 4 de Junqueiro, 10 de Oliveira
Martins, etc. Primeira edição.
[96]
1496 — QUEIRÓS (Teixeira de).- SALLUSTIO NOGUEIRA. Estudo de Politica Contemporanea. Nova edição, completamente refundida, e com uma nota de Camillo Castello Branco acerca
d’este romance. 1909. Parceria Antonio Maria Pereira. Lisboa. 2 vols. In-8º de VII-V-237-I
e IV-264 págs. B.
Obra integrada na série «Comedia Burgueza», em edição refundida e, como tal, preferível à anterior
Dedicatória do autor a Alfredo da Cunha.
1497 — QUEIROZ (Vasco de Barros).- EPISÓDIOS DA VIDA DO POLÍTICO THOMÉ
JOSÉ DE BARROS QUEIROZ — Posfácio de João Medina. Editorial Eva, Lda. Lisboa. [S.d.
- 1985?]. In-8.º de 579-I págs. B.
Tomé de Barros Basto, natural de Ílhavo, foi distinto comerciante, capitalista e destacado Republicano
Liberal. Em 1912 iniciou-se na Maçonaria, na loja Acácia, de Lisboa, adoptando o nome simbólico
de Garibaldi.
1498 — QUENTAL (Antero de).- CARTAS A ANTÓNIO DE AZEVEDO CASTELO BRANCO.
Prefácio e notas de Adolfo Casais Monteiro. Edições Signo. Lisboa. 1942. In-8.º de XXXII-112
págs. E.
O extenso e excelente prefácio de Casais Monteiro ocupa as páginas IX a XXXII. Com referências
a Camilo.
Boa encadernação com lombada de pele decorada com rótulos e bonitos ferros dourados em casas
fechadas. Está só ligeiramente aparado à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
1499 — QUENTAL (Antero de).- CARTAS INÉDITAS DE ANTERO DE QUENTAL A OLIVEIRA MARTINS, publicadas por Francisco de Assis de Oliveira Martins. Com Prefácio de
Joaquim de Carvalho. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1931. In-8.º de XI-I-165-I págs. E.
Primeira edição deste importante conjunto de cartas que, segundo Joaquim de Carvalho, “documentam
com exuberante riqueza a evolução espiritual de Antero, desde a fase activa de revolucionário sedento
de justiça social, até à derradeira viragem, em que, enterrado «na poltrona do filósofo», o pensador,
despedindo-se do poeta, demanda e vence as tormentas da vida interior pelo domínio crescente da
reflexão e da consciência.”
Boa encadernação com lombada de pele decorada com rótulos e bonitos ferros dourados em casas
fechadas. Está só ligeiramente aparado à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
1500 — QUENTAL (Antero de).- CARTAS INÉDITAS DE ANTERO DE QUENTAL A
WILHELM STORCK. Publicadas por Harri Meier. (Com 2 facsimiles). Coimbra. 1935. In-4.º
de 23-I págs. E.
Publicação do Instituto Alemão da Universidade de Coimbra.
Cinco das seis cartas publicadas são datadas de Vila do Conde e de duas são dadas reproduções facsimilares. No fim vêm duas poesias acompanhadas da tradução alemã. Prefácio de Harri Meier.
Exemplar de tiragem especial em papel superior, não declarada. Boa encadernação com larga lombada
de pele, decorada a ouro. Conserva as capas da brochura e está só superficialmente aparado à cabeça.
1501 — QUENTAL (Antero de).- A DIGNIDADE DAS LETRAS E AS LITTERATURAS
OFFICIAES. Lisboa. Typographia Universal. 1865. In.8.º de 48 págs. E.
Peça importante da célebre polémica literária conhecida por «Questão do Bom Senso e Bom Gosto»
ou «Questão Coimbrã».
Boa encadernação com lombada de pele, só ligeiramente aparado à cabeça e com as capas da brochura.
1502 — QUENTAL (Antero de).- ODES MODERNAS. Edição organizada, prefaciada e anotada por António Sérgio. Propriedade e edição de Couto Martins. 1952. Lisboa. In-8.º gr. de
207-I págs. B.
[97]
1503 — QUENTAL (Antero de).- OLIVEIRA MARTINS. O critico litterario - O economista O historiador - O publicista - O Politico. Lisboa. Typographia da Companhia Nacional Editora.
1894. In-8.º de 52-II págs. B.
Edição original, decerto reduzida.
1504 — QUENTAL (Antero de).- PROSAS. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1923-1931.
3 vols. In-4.º de VI-II-398-I, VI-420 e VI-232-I págs. E.
Excelente colectânea devida ao Dr. Joaquim de Carvalho, indispensável para o “conhecimento duma
obra difícil de obter pela sua raridade e dispersão, e de extraordinária importância para o estudo da
evolução do seu Espírito”, segundo palavras de Couto Martins, referindo-se a Antero. Edição estimada e invulgar.
Encadernações com lombada e cantos de pele. Com as capas da brochura e as margens por aparar.
1505 — QUENTAL (Antero de).- RAIOS DE EXTINTA LUZ. 2ª edição. Com prefácio de Joaquim de Carvalho. 1945. Propriedade e edição de Couto Martins. Lisboa. In-8.º gr. de 168-IV
págs. E.
O prefácio de Joaquim de Carvalho vai de págs. 5 a 16. Com um retrato de Antero.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Com as capas da brochura conservadas.
1506 — QUENTAL (Antero de).- SONETOS DE ANTHERO. Editor - Sténio. Coimbra.
Dezembro 1861. [Aliás, Livraria Manuel Ferreira, Porto. 1996]. In-8.º gr. de XII-23-I
págs. B.
Rigoroso fac-símile da extremamente rara edição original dos Sonetos de Antero, edição que reproduz
a capa da brochura, impressa a ouro, a costura e até os defeitos artesanais da brochura original. Refira-se
que nesta edição aparece pela primeira vez reeditado o texto integral daquela quase mítica edição.
Exemplar da tiragem especial de 200, numerada, com uma serigrafia a cores de José Rodrigues representando um retrato do poeta especialmente criado para esta edição, serigrafia numerada e assinada à
mão pelo artista. Conservado num estojo próprio, em madeira, tendo na pasta superior o título, o nome
do autor e o logotipo da editora gravados a negro.
1507 — QUENTAL (Antero de).- SONETOS COMPLETOS. Prefaciados por J. P. Oliveira
M artins. N ova edição. P ropriedade e edição de C outo M artins. L isboa. [S. d ]. I n -4.º peq.
de 171-V págs. B.
Com um notável prefácio de Oliveira Martins estampado de págs. 7 a 27.
Assinado no anterrosto.
1508 — QUENTAL (Antero de).- Um Tesouro Pouco Conhecido. AS PROSAS DE ANTERO
DE QUENTAL. Selecção, prefácio e notas de Victor de Sá. Edições Futuro. Braga. [S.d.] In-8.º
de 160-IV págs. B.
Antologia de alguns dos melhores ou mais importantes textos em prosa de Antero.
1509 — QUENTAL (Antero de). & CASTELLO BRANCO (Camilo) - SÁ DE MIRANDA.
Com uma carta ácerca da “Bibliographia Camilliana” de Henrique Marques, por Joaquim de
Araujo. Lisboa. Typ. da Companhia Nacional Editora. 1894. In-8.º de 38-II págs. E.
A colaboração de Antero, com o título «Poesias de Sá de Miranda...» vem publicada de páginas 5 a 15;
a de Camilo, «Uma Satyra de Sá de Miranda», vem de páginas 16 a 28.
Excelente com lombada de pele, mal cuidada. Assinado no frontispício e com falta das capas da
brochura.
[98]
1510 — QUINTINHA (Julião).- IMAGENS DE ACTUALIDADE. Casa Editora: Nunes de
Carvalho. Lisboa. [1933]. In-8.º de 327-V págs. E.
“«Imagens de Actualidade» é um título-síntese, em que pretendo abranger alguns aspectos de figuras
contemporâneas, de qualquer modo interessando à vida política e mental do nosso tempo.” Capítulos
sobre Guerra Junqueiro, Teófilo, Gomes Leal, Wenceslau de Moraes, Antero de Quental, Raul Brandão,
Camilo, Fialho e Eça de Queiroz. Primeira edição.
Capa da brochura de Bernardo Marques e retratos gravados em madeira por António Lopes.
Encadernação modesta
1511 — RABELAIS (François).- PANTAGRUEL. Prelo Editora. [Lisboa. 1967]. In-4.º peq.
de 196-VI págs. E.
Cuidada edição portuguesa traduzida por Jorge Reis, com numerosas ilustrações de Júlio Pomar,
publicada sob orientação gráfica de Alice Jorge. Edição total limitada a 1500 exemplares.
Encadernação dos editores, decorada com desenhos de Júlio Pomar.
1512 — RADULET (Carmen M.) & SALDANHA (António Vasconcelos de).- REGIMENTO DO
ALMIRANTADO DA ÍNDIA. Fac-símile do Reservado IL90 da Biblioteca Nacional de Lisboa.
Introdução e notas de... Edições Inapa. Lisboa. 1989. In-fólio de 26-II-XX-VIII págs. E.
Luxuosa e muito bela edição deste notável e praticamente desconhecido documento, que provavelmente pertenceu a Vasco da Gama, primeiro detentor por carta de 1500 do cargo de Almirante da
Índia. A «Introdução» de Carmen Radulet e os estudos «A Questão da Concessão do Cargo» e «A
Origem do Regimento e o Estatuto do Cargo de Almirante da Índia», ambos assinados por António
Vasconcelos de Saldanha, antecedem a transcrição do Regimento, vindo depois a sua rigorosa reprodução facsimilar, de que faz parte uma iluminura policromada do início do século XIX, decorada com
as armas dos Gamas e um belo navio dessa época.
Tiragem limitada a 1094 exemplares, esgotada.
Encadernação dos editores inteira em imitação de pele, muito decorada com dizeres e ferros dourados
na lombada e na pasta da frente.
1513 — RAMALHO (Monteiro).- AS RATICES DA RATTAZZI. O Pello Nacional. Porto. Typ.
do Jornal da Manhã. 1880. In-8.º de 20 págs. B.
Interessante folheto pertencente à célebre polémica literária conhecida por «Questão Ratazzi».
Assinado no frontispício.
1514 — RAMOS (Wanda).- OS DIAS, DEPOIS. Caminho. O Campo da Palavra. [Editorial
Caminho. Lisboa. 1990]. In-8.º de 201-III págs. B.
Primeira edição, integrada na colecção «O Campo da Palavra».
A autora, natural de Angola, desde os nove anos a viver em Portugal, dedicou parte da sua vida
profissional à tradução, tendo também colaborado em jornais e revistas literárias, em particular na
revista «África». Escreveu crónicas, poesia e prosa, estando representada na «Antologia da Poesia
Portuguesa (1940-1977).
Capa da brochura de Mário Caeiro.
1515 — RAMOS (Wanda).- AS INCONTÁVEIS VÉSPERAS. [Ulmeiro. 1983]. In-8.º de 162-VI págs. B.
Da colecção «Imagem do Corpo». Primeira edição.
Capa da brochura de Ana Leão com um desnho da autora.
1516 — RAMOS (Wanda).- PERCURSOS. (do luachimo ao luena). Editorial Presença. [Lisboa.
1981]. In-8º gr. de 97-III págs. B.
Livro distinguido com o Prémio de Ficção atribuído em 1980 pela Associação Portuguesa de Escritores.
Primeira edição.
Capas da brochura de Saldanha Coutinho.
[99]
1517 — RAMOS (Wanda).- POE—MAS—COM—SENTIDOS. [Ulmeiro. 1986]. In-8.º de 82-II
págs. B.
Integrado na colecção «Imagem do Corpo». Primeira edição.
1518 — RATTAZZI (Madame).- LETTRE À M. CAMILLO CASTTELO BRANCO (avec
traduction en portugais). Lisboa. Imprensa Democratica. 1880. In-8.º gr. de 32 págs. B.
Uma das raras peças da polémica travada entre Camilo e Rattazzi.
Com o frontispício assinado.
1519 — RATTAZZI (Madame).- PORTUGAL DE RELANCE. Novo Prefacio da Edição Portugueza. (Primeira, unica e ultima resposta da auctora). Lisboa. Livraria Zeferino - Editora. 1881.
In-8º gr. de IV-LXVI-16 págs. B.
Peça importante da polémica que envolveu, entre outros, Camilo e a Princesa Rattazzi.
Assinado no frontispício e com a capa de brochura posterior com rasgões marginais.
1520 — RATTAZZI (Madame).- PORTUGAL DE RELANCE. Traducção Portugueza. (Auctorisada pela auctora). Lisboa. Livraria Zeferino-Editora. 1881. 2 vols. In-8.º gr. de VI-LXXVI-193-I e II-214-IV págs. E. em 1.
Primeira edição da obra que deu origem à acesa polémica de Camilo conhecida por «Questão
Rattazzi». A autora, neste livro, refere-se à obra de Camilo pouco lisongeiramente. Com a muito rara
fotografia original de Rattazzi.
Encadernação da época com a lombada de pele. Só ligeiramente aparado e com falta das capas da
brochura, conforme era uso na época. Assinado no frontispício.
1521 — RAU (Virgínia).- SESMARIAS MEDIEVAIS PORTUGUESAS Lisboa. 1946. [Oficinas
Gráficas de Bertrand (Irmãos) Lda]. In-4.º de 214-II págs. B.
“Empreendi a árdua tarefa de estudar as sesmarias medievais portuguesas porque sempre vi nelas
uma das «linhas fôrças» da vida rural e da colonização interna de Portugal. Ao fazê-lo, abstraí,
tanto quanto possível, o seu carácter jurídico propriamente dito para me dedicar ao aspecto económico e social, e circunscrevi o meu trabalho ao período que decorre entre a constituição do Estado
português e a publicação e vigência das Ordenações Afonsinas”. Rara e importante dissertação de
Doutoramento em Ciências Históricas, apresentada pela autora à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
1522 — REBELLO (Luiz Francisco).- TEATRO MODERNO. Caminhos e Figuras. 2.ª edição.
1964. [aliás 1965]. In-4.º de 591-I págs. E.
“Mais do que uma reedição — justificada, aliás, pelo êxito lisonjeiro e (diga-se a verdade) inesperado
que a primeira alcançou — é pràticamente um novo livro que se oferece agora ao leitor.”
Edição revista e muito ampliada, ilustrada em folhas à parte e com uma excelente Antologia do Teatro
Moderno Universal.
Encadernação editorial em inteira de pele, com ferros dourados.
1523 — REDOL (Alves).- BARRANCO DE CEGOS. [Edições Avante. Lisboa. 1982]. In-4.º
de 414-IV págs. B.
Bela edição de um dos mais emblemáticos livros de Alves Redol. Mário Dionísio é o signatário do
Prefácio que abre o volume, prefácio este datado de 1964. Com excelentes ilustrações de Jorge Pinheiro
estampadas a cores em folhas à parte.
[100]
1524 — REDOL (Alves).- O CAVALO ESPANTADO. Romance. Portugália Editora. Lisboa.
[1960]. In-8.º de 323-V págs. B.
1532 — REDOL (Alves).- UMA FENDA NA MURALHA. Romance. Portugália Editora. Lisboa. [S.d]. In-8.º de 307-V págs. B.
1525 — REDOL (Alves).- FORJA. Tragédia. Lisboa. 1948. [Gráfica Lisbonense]. In-8.º de 210-II
págs. B.
1533 — RÉGIO (José).- BIOGRAFIA. 4.ª Edição. Portugália Editora. Lisboa. [S.d.]. In-8.º gr.
de 94-II págs. B.
“(...) este novo livro de Redol, porventura o seu melhor romance, é um notabilíssimo acontecimento a
assinalar nas nossas letras contemporâneas.”
Exemplar da edição original. Capa da brochura de Camara Leme.
Assinado pelo autor e pelo antigo proprietário.
Primeira edição de uma das obras da reduzida mas representada bibliografia teatral do autor. Invulgar.
A cena passa-se em “Uma aldeia qualquer, junto a qualquer serra de Portugal”.
Exemplar n.º 28 da tiragem especial em melhor papel, assinada pelo autor. Com uma pequena
assinatura na página 16.
1526 — REDOL (Alves).- A FRANÇA. Da Resistência à Renascença. Editorial Inquérito.
Lisboa. [S.d.] In-4.º de 575-I págs. E.
“Este livro é (...) acima de tudo, uma expressão da minha confiança no destino nacional e na caminhada dos homens de braços abertos para o futuro - dos homens que guardaram no coração aquela luz que
as trevas quiseram apagar no momento mais trágico da história do mundo”. Bela edição, profusamente
ilustrada com gravuras nas páginas de texto e em separado, sendo algumas destas a cores.
Encadernação editorial com a lombada de pele.
1527 — REDOL (Alves).- HISTÓRIAS AFLUENTES. Portugália Editora. [Lisboa. 1963].
In-8.º de 325-VII págs. B.
Alguns dos contos são inspirados na experiência africana de Redol, “todos contados num estilo límpido, depurado e coloquial, que revela a maturidade de um grande escritor”. Edição original.
Capa ilustrada por João da Câmara Leme. Pequena assinatura na página 11.
1528 — REDOL (Alves).- O MURO BRANCO. Romance. Publicações Europa-América.
[Lisboa. 1966]. In-8.º gr. de 334-II págs. B.
Primeira edição da obra, considerada como importante marco na evolução estética e literária do
romancista. “(...) Os ambientes em que o conflito se desenrola revelam-se um universo recheado de
figuras que se debatem nos caminhos absurdos da sua condição humana (fidalgos, doutores,
industrais, lavradores, comerciantes, campinos, e gente de pé descalço, mulheres de todos os extractos,
marialvas e fadistas), mas sangrentos de realidade física e psicológica. (...)”
Assinado pelo autor e pelo antigo proprietário.
1529 — REDOL (Alves).- NASCI COM PASSAPORTE DE TURISTA. Contos. Livraria
Portugália. Lisboa. 1940. In-8.º de 127-I págs. B.
Dos primeiros e mais raros livros do autor.
Assinado na folha de anterrosto.
“Disse Alves Redol que o seu novo romance «Uma Fenda na Muralha» é “um episódio da História
Trágico-Marítima dos nossos dias”, uma “análise do medo em oito homens diferentes — desde os que
o dominam aos que são tomados de pânico”. Exemplar da edição original.
Capa da brochura ilustrada por Octávio Clérigo. Assinado na página 17.
Com seis belos desenhos de Júlio estampados em folhas à parte.
1534 — RÉGIO (José).- A CHAGA DO LADO. Sátiras e Epigramas. Portugália Editora. [Lisboa.
1954]. In-4.º de 92-II págs. B.
É a edição original deste estimado livro de versos de José Régio, nome fundamental da poesia portuguesa do século XX.
Com uma pequena assinatura na página 9.
1535 — RÉGIO (José).- DAVAM GRANDES PASSEIOS AOS DOMINGOS... Inquérito.
Lisboa. [S.d.]. In-8.º de 114-II págs. B.
Considerada uma das melhores páginas em prosa de José Régio, nesta edição integrada na colecção
«Antologia dos Amigos do Livro», com belas ilustrações de Mestre Lima de Freitas.
1536 — RÉGIO (José).- EL-REI SEBASTIÃO. Poema espectacular em três actos. Atlântida.
Coimbra. MCMXLIX. In-8.º de XV-189-I págs. B.
Primeira edição, integrada na colecção «Teatro de José Régio». Com uma extensa «Nota Preambular»
de José Régio sobre Teatro em geral e o seu em particular.
Assinado na página IX.
1537 — RÉGIO (José).- FADO. 2ª edição. Com ilustrações de Stuart Carvalhais. Portugália
Editora. Lisboa. [1957]. In-8.º gr. de 157-VII págs. B.
Edição de esmerado cuidado gráfico, ilustrada com seis desenhos do notável artista que foi Stuart
Carvalhais impressos em folhas à parte.
1538 — RÉGIO (José).- FILHO DO HOMEM. Versos. Portugália Editora. Lisboa. [1961].
In-8.º gr. de 79-V págs. B.
Exemplar da edição original, esmeradamente impressa em bom papel.
Capa da brochura ilustrada por Tóssan. Com uma pequena assinatura na página 9.
Um dos mais interessantes livros da bibliografia de ficção duriense. Primeira edição, estimada e muito
pouco frequente. Capa da brochura ilustrada a cores por Manuel Ribeiro de Pavia.
1539 — RÉGIO (José).- HÁ MAIS MUNDOS. Contos. Portugália Editora. [Lisboa. 1963]. In-8.º de
264-VIII págs. B.
Segunda edição de um dos mais estimados livros de ficção de José Régio, distinguido com o «Grande
Prémio de Novelística - 1963». A primeira havia sido publicada no ano anterior.
Com uma pequena assinatura.
1531 — REDOL (Alves).- OS REINEGROS. Publicações Europa-América. [Lisboa. 1972].
In-8.º gr. de 375-I págs. E.
1540 — RÉGIO (José).- JACOB E O ANJO. Mistério em três actos, um prólogo e um epílogo.
2ª edição. Edições “Ser”. Vila do Conde. 1953. In-8.º de 152-VIII págs. B.
[101]
[102]
1530 — REDOL (Alves).- PORTO MANSO. Inquérito. [Lisboa. 1946.] In-8.º de 407-VII págs. B.
Primeira edição, póstuma, integrada nas «Obras Completas de Alves Redol». “Deixar sepultado no
olvido este romance, que o próprio autor considerava importante, seria cometer uma injustiça para
com uma das figuras cimeiras das nossas letras e privar a história da literatura portuguesa de uma obra
sem a qual ficaria menos rica”.
Encadernação editorial.
«Jacob e o Anjo» foi pela primeira vez dado em letra de imprensa na «Revista de Portugal» entre 1937
e 1939; no ano seguinte veio integrado no «Primeiro Volume de Teatro», sendo por isso a edição que
apresentamos a 1.ª edição independente, dada a lume no «Teatro de José Régio».
1541 — RÉGIO (José).- MAS DEUS É GRANDE. Líricas. Editorial Inquérito Limitada.
Lisboa. [1945]. In-8.º gr. de 110-X págs. B.
Exemplar da edição original de um dos bons livros de poesia do Autor. Invulgar.
Com uma pequena assinatura na página 9.
1542 — RÉGIO (José).- O NATAL NA ARTE PORTUGUESA. Artis. [Lisboa. 1965]. In-4.º
de 18 págs de texto, 40 estampas e VI-II págs. E.
Texto de José Régio e 40 estampas a negro e a cores reproduzindo pinturas e esculturas de belíssimos
presépios portugueses antigos. Edição de luxuosa e muito cuidada execução gráfica e em papel de
boa qualidade.
Encadernação editorial, com uma estampa a cores e dizeres gravados a prata.
1543 — RÉGIO (José).- POEMAS DE DEUS E DO DIABO. Segunda edição, corrigida
e seguida dum Posfácio. Portugália Editora. [Porto. 1943]. In-8.º de 91-I-XXXVI-IV págs. B.
Edição especialmente estimada pelo aparecimento nela pela primeira vez de «Um Trecho das Minhas
“Memórias Críticas”», o Posfácio a que o autor se refere no frontispício, trabalho que ocupa as
XXXVI págs. finais. Invulgar.
Capa de brochura ilustrada por Fred Kradolfer.
1544 — RÉGIO (José).- TRÊS PEÇAS EM UM ACTO. Três Máscaras, fantasia dramática.
O Meu Caso, farsa. Mário ou Eu Próprio - O Outro, episódio tragicómico. Portugália Editora.
Lisboa. [1957]. In-8.º de 113-IV págs. B.
Quinto volume do «Teatro de José Régio» e o mais raro da colecção. Primeira edição.
Assinado na página 11.
1545 — REIS (António).- POEMAS QUOTIDIANOS. Portugália Editora. Lisboa. [1967].
In-8.º gr. de XXXVIII-II-100-IV págs. B.
Os poemas vêm antecedidos de um extenso e importante estudo sobre «A Poesia de António Reis» por
Eduardo Prado Coelho, onde se lê: “Em António Reis, toda a poesia emerge do silêncio — processo
difícil, lento convulsivo. Porque se trata dum silêncio tenebroso, feito de cegueira e rouquidão, feito
de dias alucinadamente repetidos, feito de esgares apenas — esse silêncio de pedra que é o quotidiano
de muitos. (...)” Reedição integrada na colecção «Poetas de Hoje».
1546 — REIS (Carlos).- DIÁLOGOS COM JOSÉ SARAMAGO. Caminho [1998]. In-8.º
de 173-III págs. B.
“Os Diálogos com José Saramago são do escritor, mais do que meus; a forma como fui colocando as
questões não expressa, contudo, uma pura e neutra indagação. (...)”.
1547 — REIS (João C.).- POLÉMICAS DE EÇA DE QUEIROZ. Organização introdução e notas
de... Heuris. [1987-1988]. 5 vols. In-8.º B.
Publicação de grande interesse para o estudo das mais célebres e importantes polémicas queirosianas,
de grande interesse para o conhecimento da construção da modernidade portuguesa. Recolha e publicação dos textos estudados.
1548 — REIS (Jorge).- AQUILINO EM PARIS. Vega. [Vega, Limitada. Lisboa. S.d.]. In-8.º de
123-I págs. B.
O livro, a que foi atribuído o Prémio de Ensaio da APE/IPLL, “é uma biografia passional dos anos em
que o romancista manteve um tenso diálogo entre os dois mundos que lhe serviram, melhor ou pior,
de Pátria. É um relato de amor e sofrimento, nascido da forte relação comunicante que se estabeleceu
entre dois escritores, o mestre e o discípulo, poder-se-ia dizer. É um testemunho preciso, extenso e
detalhado nos factos e documentos. (...)” Muito ilustrado.
[103]
1549 — REIS (Jorge).- MATAI-VOS UNS AOS OUTROS! Romance. Prémio Camilo castelo
Branco. Edição Especial. Prelo. Lisboa. [Tip. da Companhia Editora do Minho. Barcelos]. 1963.
In-8.º de VIII-XVI-252-XVIII-II págs. E.
Romance de grande destaque no panorama editorial da época e simultaneamente livro de estreia do
autor, acompanhado de um belo e extenso prefácio de Aquilino Ribeiro, dos Discursos do Autor e de
António Coimbra Martins, Membro do Júri do Prémio Camilo Castelo Branco — Romance, 1962.
TIRAGEM ESPECIAL LIMITADA A 100 EXEMPLARES NUMERADOS E ASSINADOS PELO
AUTOR. Edição ilustrada com um retrato assinado por José Escada, datado de 1963, impresso à parte.
Encadernação em tecido, gravado a ouro na pasta da frente com a assinatura do romancista.
1550 — REIS (Luis da Câmara).- COSTA DO SOL. Edição do autor. Lisboa. 1958. In-8.º esguio
de 15 págs. B.
Com interessantes ilustrações de Carlos Botelho.
Com pequena assinatura na página 3.
1551 — [REIS (Manuel Fernandes)].- RAPSODIA CAMILLIANA. Com um prefacio de José Pereira
se Sampaio (Bruno). Porto. Livraria de Alfredo Barbosa de Pinho Lousada. [S.d. - 1905]. In-8.º
de XV-200 págs. E.
Antologia Camiliana organizada por António Joaquim, pseudónimo do jornalista Manuel Fernandes
Reis, de quem Sampaio Bruno diz ser “Leitor intelligente e assiduo de seu mestre [Camilo], que fôra
tambem seu amigo, Antonio Joaquim encontrava-se nas condições exigiveis, quaes as de escolher com
acerto e dispôr com ordem, o que levou a cabo com assignalavel exito, roborado até pelo escrupulo
com que acompanhou de notas proprias aquelas passagens que menos claras se antolhassem ao leitor
de hoje, falto de noticia historica sobre feições do viver portuense já delidas com o tempo ou sobre
personalidades cuja memoria um tanto se ennevoou ou sumiu.” Com um retrato do romancista.
TIRAGEM ESPECIAL DE 58 EXEMPLARES EM PAPEL MAIS ENCORPADO E DE GRANDES
MARGENS, estando este por numerar.
Encadernação recente com a lombada e os cantos de pele. Aparado só à cabeça.
1552 — REIS (Manuela Câncio).- ELES VIERAM DE MADRUGADA. Editorial Caminho.
[Lisboa. 1981]. In-8.º gr. de 114-II págs. B.
“Cartas para a clandestinidade a Soeiro Pereira Gomes”.
Valorizado com dedicatória da autora.
1553 — RESENDE (Garcia de).- CANCIONEIRO GERAL DE GARCIA DE RESENDE.
Nova edição. Introdução e Notas de Andrée Crabbé Rocha. 1973. Centro do Livro Brasileiro.
Lisboa. [Gráfica de Coimbra]. 5 vols. In-8.º gr. E.
“Tanto na Vida e feitos de D. João II como na Miscelânia e variedade de histórias, se confirmam as
aptidões que fizeram dele [Garcia de Resende] o compilador ideal do vasto espólio rimado que é o
Cancioneiro Geral — primeira consagração impressa de poesia portuguesa —, de que soube valorizar
as virtudes e prever os frutos.”
Excelente edição de uma das mais importantes fontes da poesia clássica portuguesa.
Boas encadernações com as lombadas e os cantos de pele. Com as capas conservadas e as margens
por aparar.
1554 — RESENDE (Garcia de).- CRÓNICA DE DOM JOÃO II E MISCELÂNEA. [Imprensa
Nacional - Casa da Moeda. Lisboa. 1973]. In-4.º de LVI-XXXII-382-28-II págs. B.
Edição conforme a de 1798, fac-similada, enriquecida com uma valiosa e erudita Introdução de
Joaquim Veríssimo Serrão.
[104]
1555 — A REVISTA. Sciencias e Lettras. Anno 1º. Porto, 15 de Julho de 1903, Nº 1 [Ao ano
3º, 15 de Abril de 1906. Nº 10. Total, 34 números]. 3 vols. In-4.º gr. de 208, 192 e 160 págs. em
1 vol. In-4.º E.
Revista de relevante projecção no panorama literário da época, colaborada pelos mais prestigiados
escritores, dos quais destacamos os seguintes: Sampaio Bruno, Manuel de Moura, Gonçalo Sampaio,
Manuel Laranjeira, Joaquim de Araújo, João Penha, Bulhão Pato, Júlio Brandão, António Carvalhal,
Júlio de Lemos, Teixeira de Pascoaes, Joaquim de Vasconcelos, Teófilo Braga, Sousa Viterbo, José
Caldas, Alberto Osório de Castro, Júlio Brandão, Alberto de Oliveira, Basílio Telles, Oliveira Martins,
e Carolina Michaelis de Vasconcelos.
ANTERIANA: Integra mais de 50 cartas de Antero, muitas das quais inteiramente inéditas, dirigidas
a diversos destinatários.
CAMILIANA: Além de um avultado número de cartas de Camilo, insere um longo estudo de Júlio
Moreira intitulado «Fragmento de um estudo sobre a linguagem de Camillo», estudo que se prolonga
por oito números; Henrique Marques dá a lume nesta revista o seu estudo sobre «As tiragens especiais
da obra de Camilo», trabalho publicado em cinco números.
Encadernação moderna com a lombada de pele, conservando todas as capas da brochura e só aparado
à cabeça.
1556 — REVISTA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA. Volume XXIV. [COMEMORAÇÕES DO V CENTENÁRIO DE PEDRO ALVARES CABRAL]. Coimbra. 1971. In-4.º
de VIII-CCCLII-614-II págs. E.
Volume comemorativo do V Centenário do Nascimento de Álvares Cabral onde, para além do importante trabalho de Luiz Vaz de Sampaio sobre a Família do grande navegador, foram também publicadas
“as quase três dezenas de comunicações que foram discutidas durante a I Reunião Internacional de
História da Náutica (...)”.
Na segunda parte deste tomo “publicam-se também os discursos pronunciados e os relatórios lidos na
sessão inaugural e na sessão de encerramento (...)
“Assim, a segunda parte deste número da Revista fica a constituir um verdadeiro volume de Actas da
I Reunião Internacional de História da Náutica.”.
Boa encadernação com lombada e cantos de pele. Com as capas da brochura conservadas.
1557 — REVISTA DE PORTUGAL. Eça de Queiroz - Director. Porto. Editores, Lugan & Genelioux, Successores de Ernesto Chardron. 1889-1892. 4 vols. In-4.º de IV-790, 862-II, VIII-770
e VIII-818 págs. B.
Esta valiosa e muito estimada publicação, fundada e dirigida por Eça de Queiroz, teve como colaboradores escritores brilhantes como Alberto Sampaio, Antero de Quental, António Feijó, Fialho, Guerra
Junqueiro, Leite de Vasconcelos, Magalhães Lima, Oliveira Martins, Ramalho, Raul Brandão, Rocha
Peixoto Rodrigues de Freitas, Teófilo Braga e muitos outros.
Colecção completa, muito invulgar.
Exemplar com variante de reimpressão de algumas páginas, conforme declaração dos editores.
Encadernações editoriais de pele, com ferros dourados, de recente execução.
1558 — REVISTA ILLUSTRADA. Publicação quinzenal. Proprietarios: Mariano Level &
Antonio Maria Pereira, Gerente. Lisboa. 1890-1892. 60 números. 3 vols. In-fólio de IV-216-IV,
II-281-XI e IV-238-II págs. E. 1 volume.
1558 - ver pág. 106
Publicação interessantíssima e uma das melhores da sua época, com colaboração de notáveis escritores
de que apenas salientámos: Camilo, Alberto Pimentel, Cesário Verde, Fialho, Junqueiro, Gomes Leal,
Oliveira Martins, Ramalho, Trindade Coelho, Antero, Bulhão Pato, Júlio e Raul Brandão, Latino
Coelho, António Nobre, Alberto de Oliveira, Eugénio de Castro e João de Deus.
Copiosamente ilustrada com gravuras a negro e a cores, nas páginas do texto e em separado este
periódico contou ainda com a colaboração dos melhores pintores, escultores, fotógrafos ou gravadores
do seu tempo: Henrique Serra, A. Lupi, Silva Porto, Marques de Oliveira, Artur Loureiro, Lallemant,
.../...
[106]
Julio Costa, Sousa Pinto, Moreira Rato, António Ramalho, J. Malhoa, Teixeira Lopes, João Pedroso,
Veloso Salgado, Carlos Relvas, Augusto Alves, Sampaio Damião, A. S. de Magalhães, A. Bobonne,
Thomaz Costa, Camacho, Arnaldo Fonseca, E. Casanova, Pastor, J. Pedroso, J. Heitor, são apenas
alguns dos muitos e excelentes artistas plásticos que deram a sua contribuição para a publicação desta
revista. Colecção completa, muito invulgar.
Sólida encadernação não contemporânea com dourados na lombada e na pasta da frente. Exemplar só
ligeiramente aparado, com pequenos defeitos marginais em algumas das folhas.
(ver gravura na pág. 105)
1559 — REVISTA PORTUGUEZA. Director - Joaquim de Araujo. Secretario da Redacção Manuel de Moura. Volume Primeiro. Dezembro de 1894 a Maio de 1895. Porto. Magalhães &
Soares. Lisboa - Galeria Monaco. [Typographia da Empreza Litteraria e Typographica. Porto].
In-4.º de IV-232 págs. E.
Muito interessante e apreciada publicação mensal, completa, com magnífica colaboração em prosa e
verso de João de Deus, Júlio Brandão, Gomes Leal, João Penha, Junqueiro, Cesário Verde, Bulhão
Pato, Fialho, Ramalho, Joaquim de Araújo, etc.
A publicação abre com um artigo de Teófilo Braga intitulado «Camillo Castello Branco (Notas
autobiographicas)», artigo que abrange as págs. 1 a 7 e 112 a 120. De Camilo insere o conto «Como
Deus Castiga - Chronica Portuense», inserto a págs. 16-24 e 194-198. Tem ainda numerosas cartas de
Antero de Quental.
Encadernação antiga com a lombada em pele. Assinado no frontispício do primeiro número e sem as
capas da brochura.
1560 — RIBALTAS E GAMBIARRAS. Revista semanal. 1ª Série - Nº 1 a 26 [e 2ª Série, Nº 27
a 45]. Lisboa. 1881. In-4º gr. de 262 [aliás 260 por erro de paginação] págs. E.
Foi nas páginas desta apreciada e importante publicação que se travou a célebre polémica literária
entre Camilo e Alexandre da Conceição suscitada pelo aparecimento de «A Corja». Conta ainda com
a valiosíssima colaboração de escritores ilustres como Eça de Queiroz, Fialho, Gomes Leal, João de
Deus, Oliveira Martins e Ramalho, para citar apenas alguns.
Minuciosa informação bibliográfica de Henrique Marques na sua utilíssima «Bibliographia Camilliana».
Colecção completa, muito rara.
Encadernação antiga com lombada de pele. Com restauros nas duas folhas finais.
1561 — RIBAS (Tomás).- MONTANHA RUSSA. Romance. Coimbra Editora, Limitada. 1946.
In-4.º peq. de VIII-430-VI págs. B.
Segundo livro de Tomaz Ribas e também o seu primeiro romance. Tomaz Ribas desenvolveu o seu
trabalho como romancista, crítico de bailado, etnógrafo e dramaturgo. Para além da sua produção
publicada em livro, tem vasta colaboração dispersa em jornais e revistas.
Volume integrado na colecção «Novos prosadores».
1562 — RIBEIRO (António dos Reis).- O DRAMA ESTRANHO DE FANNY OWEN E
CAMILO. Editorial Enciclopédia, Lda. Lisboa. [S.d.] In-8.º gr. de 281-VII págs. B.
Do índice: O drama estranho de Fanny Owen e Camilo; A primeira mulher de D. Pedro IV; D. Pedro V,
O Rei Santo; O Papa que guardou porcos; O Prior do Crato; Dona Maria Pia; A decadência de Victor
Hugo; A bondade de Eça.
1564 — RIBEIRO (Aquilino).- O CAVALEIRO DE OLIVEIRA. Porto. [S.d]. In-8.º de 100-IV
págs. B.
Estudo ilustrado com 4 estampas impressas em papel de diferente qualidade e integrado na colecção
«Ontem e Hoje».
1565 — RIBEIRO (Aquilino).- CONSTANTINO DE BRAGANÇA - VII Vizo-Rei da Índia.
Portugália Editora. Lisboa. [S.d]. In-4.º de IV-389-IX págs. E.
É a primeira edição deste importante estudo histórico-biográfico, de alto interesse para o conhecimento
de um dos mais brilhantes períodos da História de Portugal na Índia. Edição cuidada, ilustrada com
um retrato de Constantino de Bragança e muitas outras estampas impressas em separado.
Encadernação editorial gravada a negro e a ouro sobre material sintético verde.
1566 — RIBEIRO (Aquilino).- O LIVRO DO MENINO DEUS. Livraria Bertrand. Lisboa.
[1945]. In-4.º de 207-III págs. E.
Primeira edição, de limitada tiragem e apurado cuidado gráfico, impressa a duas cores sobre papel acetinado, ilustrada com gravuras a preto e a cores reproduzindo pinturas e esculturas de consagrados artistas.
Encadernação editorial, em material sintético verde, com ferros gravados a negro e ouro.
1567 — RIBEIRO (Aquilino).- O MALHADINHAS. Desenhos de Bernardo Marques. Edição
da Livraria Bertrand. Lisboa. MCMXLVI. In-4.º de 154-I págs. E.
É a bela edição de luxo de «O Malhadinhas», por muitos considerada a obra-prima do grande mestre
da língua e do romance português contemporâneo, edição que foi impressa em papel de superior qualidade e ilustrada com muitos e belíssimos trabalhos a negro e a cores de Bernardo Marques, sendo estes
em folhas à parte. Tiragem limitada a 500 exemplares numerados e assinados por Aquilino.
Encadernação inteira de pele, gravada a ouro na lombada e pastas. Com as capas da brochura preservadas e só aparado à cabeça.
1568 — RIBEIRO (Aquilino).- OEIRAS. Imprensa Portugal-Brasil. Lisboa. 1940. In-8.º gr.
de 103-I págs. E.
Primeira edição desta valiosa monografia de Oeiras, onde Aquilino viveu durante alguns anos, aparecendo o seu nome apenas no cólofon. É este, porventura, o mais raro livro de Aquilino.
Boa encadernação inteira de pele. Conserva as capas da brochura e está só ligeiramente aparado
à cabeça.
1569 — RIBEIRO (Aquilino).- OS OLHOS DESLUMBRADOS. [Lisboa. Diário de Notícias.
1955]. In-8.º gr. de 53-III págs. E.
Novela extraída de «Filhas de Babilónia», publicada no «Diário de Notícias» e paginada de forma
a ser dobrada em formato de livro. Ilustrações de Carlos Botelho.
Encadernação modesta.
1570 — RIBEIRO (Aquilino).- PRÍNCIPES DE PORTUGAL, SUAS GRANDEZAS E MISÉRIAS. Livros do Brasil. Lisboa. [S. d. – 1953]. In-8.º de 228-III págs. B.
1563 — RIBEIRO (António dos Reis).- O PADRE CASIMIRO E CAMILO. Editorial Enciclopédia, Lda. Lisboa. [S.d.] In-8.º de 220-IV págs. E.
Segundo se lê em «Livros Proibidos no Estado Novo», publicado pela Assembleia da República,
o Deputado Abrantes Tavares considerou na Assembleia Nacional, no ano de 1955, ter o autor, com a
publicação desta obra, a “intenção de esvaziar a história nacional do conteúdo perene que a informa
e lhe confere unidade, para a transformar num estranho acontecer de acasos felizes e infelizes, numa
sociedade de lorpas bestificados pela igreja ou regidos por ignorantes larvados.”
Primeira edição, ilustrada por Cândido Costa Pinto.
Capa de brochura ilustrada a cores.
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A capa de brochura, ilustrada por Emmérico Nunes, apresenta um retrato do Padre Casimiro José Vieira,
autor dos “Apontamentos para a História da Revolução do Minho em 1846, ou da Maria da Fonte”.
Encadernação com a lombada de pele. Só aparado à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
1571 — RIBEIRO (Aquilino).- O ROMANCE DE CAMILO. Desenhos no texto de Júlio
Pomar. Litografias em extra-texto de Carlos Botelho e Júlio Pomar. Fólio: [1957]. In-4.º gr.
de 514-VII págs. E.
Obra considerada como a mais importante até agora publicada sobre a gigantesca figura que foi
Camilo Castelo Branco. Edição a todos os títulos notável, impressa em excelente papel e ilustrada
com numerosas vinhetas e extratextos assinados por Júlio Pomar e Carlos Botelho. Documentação
fotográfica de Mário Novais.
Magnífica encadernação com larga lombada e cantos de chagrin, decorada na lombada com 12 nervos
e ferros dourados e na pasta da frente, também gravado a ouro, o busto de Camilo e outros ferros
decorativos que se repetem na pasta posterior.
1572 — RIBEIRO (Orlando).- ENSAIOS DE GEOGRAFIA HUMANA E REGIONAL. I. Trinta
e cinco anos de estudos geográficos. Síntese e método em torno da Geografia de Portugal. Livraria
Sá da Costa. Lisboa. [1970]. In-8.º gr. de XVI-373-I págs. B.
Primeira edição colectiva de alguns estudos que o autor classifica de “os meus escritos menores”,
integrada na «Colecção Ensaios» da Livraria Editora Sá da Costa.
1573 — RIBEIRO (Orlando).- A ILHA DA MADEIRA ATÉ MEADOS DO SÉCULO XX.
Estudo Geográfico. Tradução de Maria do Rosário de Paiva Raposo. Instituto de Cultura e Língua
Portuguesa. Ministério da Educação. [Lisboa. 1985]. In-4.º de 138-II págs. B.
Livo importante para a bibliografia madeirense, ilustrado com fotogravuras e mapas em folhas desdobráveis e nas páginas do texto. Trabalho originalmente escrito em francês, sendo a tradução devida a
Maria do Rosário Paiva Raposo. Capa ilustrada a cores a partir de uma aguarela de A. Picken.
1574 — RIBEIRO (Orlando).- A ILHA DO FOGO E SUAS ERUPÇÕES. 1954. [Tipografia
Minerva. V. N. de Famalicão]. In-4.º de 319-I págs. B.
“O presente livro compreende a primeira série de estudos sobre o Fogo e abrange duas partes distintas:
uma monografia geográfica da ilha e uma notícia das suas erupções, onde se dá a descrição desenvolvida da última. Uma erupção é sempre um «acontecimento» com grande repercussão na vida da ilha;
os dois assuntos ficam assim naturalmente entrelaçados”.
Monografia de múltiplos e relevantes merecimentos, profusamente ilustrada em folhas à parte e
publicada pela Junta de Investigações do Ultramar.
1575 — RIBEIRO (Paula de Oliveira).- CASAS D’ESCRITAS. João Francisco Vilhena, Fotografia. Prefácio de Eduardo Prado Coelho. Círculo de Leitores. [Printer Portuguesa]. In-4.º gr.
de 240 págs. E.
Belo livro sobre as casas de Aquilino, David Mourão-Ferreira, Fernando Namora, Fernando Pessoa,
Ferreira de Castro, Florbela Espanca, José Régio, Natália Correia, Teixeira de Pascoaes, Vergílio
Ferreira e Vitorino Nemésio, enriquecido com numerosos excertos das obras destes autores. São
magníficas as fotografias a negro e a cores que João Francisco Vilhena destinou ao volume e que
são parte fundamental da sua concepção. Excerto recortado do texto preliminar de Eduardo Prado
Coelho: “Entremos em silêncio neste livro. Os primeiros sinais dizem tudo: que página a página,
citação a citação, imagem a imagem, tudo foi escolhido com um cuidado obsessivo para que esteja
certo. E estar certo é a forma do silêncio que Paula Ribeiro e João Francisco Vilhena escolheram para
descrever aqueles que eles amam. Estão certas as imagens na sua longa sucessão de vestígios, marcas
de uma presença que se retirou. (...) Estão certas as notas biográficas que se propõem modestamente
(mas repassadas de uma ternura ofegante) transcrever uma vida no curso das casas que a acolheram.
(...) Um livro como este aproxima-se do mais vivo desta pergunta: que é o espaço literário? Não são
as obras, não são os sonetos, ou os romances, ou as peças de teatro, não são as editoras, e os críticos,
e os professores universitários, e os livreiros, e os tipógrafos (...) embora todos eles sejam afectados
.../...
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pelo espaço literário. É qualquer coisa que vem antes de tudo isso (...). O espaço literário é a longa
impregnação de tudo à nossa volta por esse ritmo, essa música e esse mistério. É assim que as casas
de repente entram numa espécie de levitação feita de palavras.” Álbum de excelente apresentação
gráfica, impresso em papel de escolhida qualidade.
Encadernação editorial, com sobrecapa ilustrada a cores.
1576 — RIBEIRO (Rufino).- CAMILO E A TRAGÉDIA DOS SEUS OLHOS. Edição do Autor.
Vila Nova de Gaia. [ Tipografia Rocha. 1972]. In-4.º de 249-IX págs. B.
Trabalho de grande importância na bibliografia clínico-literária camiliana, “este livro inclui a matéria
versada nas três conferências proferidas no Ateneu Comercial do Porto, subordinadas ao título genérico de A Cegueira de Camilo”. Edição de belo aparato gráfico, ilustrada a preto e a cores nas páginas
do texto e em separado e dirigida artísticamente pelo pintor Isolino Vaz. A edição total foi limitada
a 800 exemplares.
1577 — RIBEIRO (Rufino).- A CEGUEIRA DE CAMILO E A MIOPIA DE UM MÉDICO.
Edição do Autor. Porto. [Tipografia Marca. 1970]. In-8.º de 102-II págs. B.
Livro forte e saborosamente polémico de resposta do notável oftalmologista e camilianista português
ao livro «Porque cegou Camilo?» do médico brasileiro Gomes da Costa, Filho. Primeira edição.
1578 — RIBEIRO (Tomás).- A DELFINA DO MAL. Poema. Lisboa. Imprensa Nacional. 1868.
In-8.º gr. de XXVII-311-I págs. E.
Primeira e cuidada edição, com um extenso prefácio do autor.
Segundo diz Alexandre Cabral no seu «Dicionário de Camilo Castelo Branco», O Poema é dedicado
ao irmão do autor Henrique Ribeiro Ferreira Coelho, abade de Santa Maria de Silgueiros [Viseu Beira Alta]. «Provavelmente A Delfina do Mal terá a ver com o romance amoroso do abade, que por
amor se despadrou e «teve necessidade de fazer-se cidadão espanhol pela intolerância das nossas leis»
(palavras de Tomás Ribeiro).”
Encadernação da época em pele inteira.
1579 — RIBEIRO (Tomás).- A DELFINA DO MAL. Poema por... 2ª edição correcta, com uma
carta do auctor e um prologo de Camillo Castello Branco. Porto. Ernesto Chardron - Editor.
1882. In-8.º de LIII-III-311-I págs. E.
Poema de grande popularidade no seu tempo, numa edição em tudo preferível à anterior, porquanto,
além da excelente qualidade gráfica que apresenta, vem acompanhada de um prólogo de Camilo que
não veio na primeira. Invulgar.
Encadernação da época, com as margens aparadas, sem capas da brochura e assinado no anterrosto.
1580 — ROCHA (Andrée Crabbé).- A EPISTOLOGRAFIA EM PORTUGAL. Livraria Almedina.
Coimbra. 1965. In-4.º de 444-II págs. B.
“Estudo da actividade epistolar dos escritores portugueses, desde o Infante D. Pedro até Florbela
Espanca, seguido de uma antologia que inclui cartas inéditas de D. Francisco Manuel de Melo, José
da Cunha Brochado, Correia Garção, Garrett, Herculano, Camilo, Ramalho, Antero, Oliveira Martins,
Gomes Leal, Trindade Coelho, Junqueiro, Feijó, António Nobre e Sá-Carneiro”, além de outras de Eça
de Queiroz, Fernando Pessoa, Cesário Verde, etc. Primeira das duas edições publicadas.
1581 — ROCHA (Clara Crabbé).- MIGUEL TORGA: FOTOBIOGRAFIA. Prefácio de Manuel
Alegre. [Publicações Dom Quixote, Lda. Lisboa. 2000]. In-4.º gr. de 231-I págs. E.
Magnífica e condigna edição do Poeta a quem é dedicada, que, para além das numerosas e
excelentes fotografias e outros documentos iconográficos a cores e a negro que ostenta, conta ainda
com os seguintes textos: «O Rosto de Viriato», prefácio por Manuel Alegre e depoimentos por António de Almeida Santos, António Arnaut, Claire Cayron, Jorge Amado, Mário Soares e Sophia de
Mello Breyner Andresen.
Encadernação editorial em tela branca, com dizeres a negro e sobrecapa com um retrato do Poeta.
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1582 — RODRIGUES (Armando Côrtes).- CANCIONEIRO GERAL DOS AÇORES. Região
Autónoma dos Açores. Secretaria Regional da Educação e Cultura. 1982. 3 vols. In-8.º gr.
de 470-II, 531-V e 449-XI págs. B.
“Figura esta colectânea como a mais completa em extensão, dentro do âmbito do Arquipélago Açoriano
e como a terceira, em referência a todo o Portugal.”
1583 — RODRIGUES (Armindo).- BELEZA PROMETIDA. Poemas. Centro Bibliográfico.
Lisboa. 1950. In-8.º de 139-I págs. B.
Quinto volume da muito estimada colecção «Cancioneiro Geral». Livro considerado como a obra
prima do autor.
1584 — RODRIGUES (Armindo).- DEZ ODES AO TEJO. Centro Bibliográfico. Lisboa. 1951.
In-8.º de 55-I págs. B.
Sétimo volume da estimada colecção «Cancioneiro Geral», de tiragem reduzida.
1585 — RODRIGUES (Armindo).- A ESPERANÇA DESESPERADA. Poemas. Coimbra.
1948. [Casa Minerva]. In-8.º de VIII-70-II págs. B.
Integrado na colecção «Do Galo», dada a lume em Coimbra e cujas tiragens sempre foram muito
restritas.
Assinado na página 3.
1586 — RODRIGUES (Armindo).- A PAZ INTEIRA. Poemas. Centro Bibliográfico. Lisboa.
1954. In-8.º de 52-IV págs. B.
Primeira edição deste apreciado livro de versos, numa das boas edições do «Centro Bibliográfico».
1587 — RODRIGUES (Armindo).- O POETA PERGUNTADOR. Antologia organizada e apresentada por José Saramago. Editorial Caminho. [Lisboa. 1979]. In-8.º de 239-I págs. B.
Antologia poética, com texto de apresentação de José Saramago decorrente de págs. 15 a 21.
1588 — RODRIGUES (Armindo).- RÉPLICAS E REDONDILHAS CAMONIANAS E OUTRAS
POESIAS AVULSAS. Lisboa. 1980. [Editora Gráfica Portuguesa, Limitada]. In-8.º de 39-IX
págs. B.
Cuidada edição, comemorativa do quarto centenário da morte de Camões.
1589 — RODRIGUES (Armindo).- RETRATO DE MULHER. Poemas. Centro Bibliográfico.
Lisboa. 1950. In-8.º de IV-54-II págs. B.
Livro inaugural da bela e estimada colecção «Cancioneiro Geral».
1590 — RODRIGUES (Armindo).- SEQUÊNCIA DA ALVORADA. O Grito Concreto - Águas
Claras - Estrada Aberta. Livros Horizonte. [Lisboa. 1985]. In-8.º gr. de 141-III págs. B.
1592 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- O ADEUS Á BRISA. Publicações Europa-América.
[1998]. In-8.º de 151-I págs. B.
Pertence à colecção «Contemporânea».
1593 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- BASTARDOS DO SOL. [Editora Arcádia. Lisboa.
1959]. In-8.º de 143-V págs. B.
Livro significativo na obra de Urbano Tavares Rodrigues, bastante invulgar nesta primeira edição.
Capa da brochura de Vitor Palla. Com uma pequena assinatura.
1594 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- CARNAVAL NEGRO. Movimento. [Lisboa. 1967].
In-8.º de 42-II págs. B.
Livrinho pouco conhecido dos coleccionadores da obra de Urbano Tavares Rodrigues, integrado na
colecção «Movimento Novela».
Assinatura na página 9.
1595 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- CASA DE CORRECÇÃO. Novelas. Livraria
Bertrand. 1968. [Lisboa]. In-8.º de 185-III págs. B.
Edição original de um dos muitos e estimados livros do autor, no dizer de João Gaspar Simões, “Nobre
escritor que é, verídico e forte, pungente e dramático.”
Capa de José Cândido. Assinado.
1596 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- CONTOS DA SOLIDÃO. Livraria Bertrand. [Lisboa.
1970]. In-8.º de 280-IV págs. B.
“O que deixo nestas páginas (até pelo estado emocional em que afinal as criei e que ainda ao redigi-las
experimentava) é, de certeza, tanto do meu coração que com tinta de sangue poderia assiná-las.”
Primeira edição. Capa de Henrique Ruivo. Assinado.
1597 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- DE FLORENÇA A NOVA IORQUE. [Portugália
Editora. Lisboa. 1963]. In-8.º de 286-XIV págs. B.
Obra dedicada “Ao Mário Soares”. O autor “tem neste De Florença a Nova Iorque quarto livro de
viagens, género no qual as qualidades que o creditaram como um dos nossos mais significativos
ficcionistas encontram uma manifestação complementar. (...)”. Primeira edição, integrada na colecção
«O Livro de Bolso».
Capa da brochura de João da Câmara Leme.
1598 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- DERIVA. Publicações Europa-América. [Lisboa.
1993]. In-8.º de 179-V págs. B.
Primeira edição de um dos bons livros de ficção do autor.
1599 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- DESERTO COM VOZES. Editorial Inova. Porto.
[S.d.] In-8.º de 300-VII págs. B.
Primeira edição de mais um livro de poesia da longa e estimada bibliografia do autor, este revelado na
«Colecção Horizonte de Poesia».
“Como uma âncora, o amor filial à terra alentejana, a um Alentejo símbolo, o de Moura, Almodôvar,
Grândola, Monsaraz, que vemos pelos olhos de Urbano Tavares Rodrigues, neste DESERTO COM
VOZES de uma linguagem fluente, analítica, sem secura, plástica e rigorosa, familiar.” Primeira
edição, integrada na «Colecção Ofício de Viver».
1591 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- ABECÊ DA NEGAÇÃO. Editorial Caminho.
[Lisboa. 1980]. In-8.º de 111-I págs. B.
1600 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- DESPEDIDAS DE VERÃO. Livraria Bertrand.
[Lisboa. 1967]. In-8.º de 174-II págs. B.
[111]
[112]
O livro “reúne um punhado de textos, novelas e contos onde na escrita se entremeiam os fios do real
monstruoso e do pesadelo, o imaginativo e o vivido, a vida e a palavra — ou a vida na palavra. (...)”
Valorizado com dedicatória do autor.
Trata-se do “esboço de um argumento cinematográfico, minha contribuição para um filme que, por
tristes e ao mesmo tempo picarescas razões, não chegou a fazer-se”. Primeira edição.
Capa da brochura de José Cândido. Assinado.
1601 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- DIÁRIO DA AUSÊNCIA E TEXTOS DE PRESENÇA ACTIVA. Livraria Bertrand. Amadora. [1975]. In-8.º de 286 págs. B.
É, segundo o autor, “Um livro de emergência, conturbado, composto de algumas prosas particularmente
tensas e de reflexões e emoções muito em cima dos factos, logo sujeitas à permanente desactualização de
todo o comentário-acto-luta produzido no decurso veloz da revolução que vivemos.”
1602 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- DIAS LAMACENTOS. Portugália Editora. [Lisboa.
1965]. In-8.º de 139-V págs. B.
“Eis uma das mais belas criações de Urbano Tavares Rodrigues, outro marco que o distingue entre os
maiores ficcionistas das nossas letras modernas”. Edição original.
Capa da brochura de João da Câmara Leme.
1603 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- ENSAIOS DE APÓS ABRIL. Moraes editores.
[Lisboa. 1977]. In-4.º peq. de 120-VIII págs. B.
Colectânea de textos já anteriormente publicados e em volume reunidos pela primeira vez.
1604 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- ENSAIOS DE ESCREVIVER. Editorial Inova. Porto.
[1970]. In-8.º de 274-VIII págs. B.
Referências a Teixeira Gomes, Camilo Pessanha, António Nobre, etc. Volume integrado na «Colecção
as Palavras e as Coisas».
Capa da brochura e direcção gráfica de Armando Alves.
1605 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- ESCRITOS TEMPORAIS. Livros Alicerce. [Oficinas
Gráficas da Editorial Minerva. Lisboa. 1969]. In-8.º de 155-V págs. B.
Escritos sobre Hervé Bazin, Roger Bordier, André Bay, Camus, João José Cochofel, Mário
Dionísio, Pratolini, Oriana Fallaci, Jesús Lopez Pacheco, Gabriel Celaya, Ramón Nieto, Félix
Cucurull, etc.
Um dos mais raros livros do autor, com um seu retrato na capa.
Capa da brochura de Mário Tropa.
1606 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- ESTRADA DE MORRER. Contos e Novelas. Livraria
Bertrand. Amadora [1971]. In-8.º de 182-II págs. B.
“Falo do que compreendo, do que amo e do que detesto e é no exercício da escrita que o descubro e
me descubro.” Primeira edição.
Capa da brochura de Henrique Ruivo.
1607 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- EXÍLIO PERTURBADO. Romance. Livraria
Bertrand. [Lisboa. 1962]. In-8.º de 280 págs. B.
Primeira edição deste apreciado livro de Urbano Tavares Rodrigues, figura das mais salientes do
panorama literário português do nosso tempo.
Capa da brochura de Guilherme Casquilho. Assinado.
1608 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- FUGA IMÓVEL. Ficção. Moraes editores. [Lisboa.
1982]. In-8.º de 169-III págs. B.
1609 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- HORAS PERDIDAS. Narrativa. Livraria Bertrand.
1969. [Lisboa]. In-8.º de 222-II págs. B.
“Hoje vejo ao longo dos capítulos de «Horas Perdidas» o atormentado, ardente e hesitante avanço de
uma liberdade íntima de opção e recusa individual para o reconhecimento, para a descoberta de uma
liberdade histórica e social.” Primeira edição.
Capa da brochura ilustrada com uma pintura de Henrique Ruivo. Assinado.
1610 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- IMITAÇÃO DA FELICIDADE. Livraria Bertrand.
S.d. [Lisboa]. In-8.º de 210-II págs. B.
Um dos mais apreciados livros do autor, ao tempo colocado fora do mercado pela Censura. Primeira edição.
Capa da brochura de José Cândido. Com uma pequena assinatura na página 13.
1611 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- OS INSUBMISSOS. Romance. Livraria Bertrand.
[Lisboa. 1961]. In-8.º de 306 págs. B.
“O corajoso idealismo de Urbano Tavares Rodrigues encontra nova expressão em «Os Insubmissos».
Para ele, como para o solitário de Vale-de-Lobos, a liberdade humana é «uma verdade de consciência».”
Primeira edição.
Capa da brochura ilustrada com uma pintura de Luis Filipe de Abreu. Exemplar assinado.
1612 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- M. TEIXEIRA GOMES - O Discurso do Desejo.
[Edições 70. Lisboa. 1983]. In-8.º gr. de 442-II págs. B.
“Este trabalho, tardio na minha bibliografia, vem, de certo modo, rematar o interesse de quase toda
uma vida pela obra de M. Teixeira Gomes e a apaixonada releitura, a insistente investigação, as
incursões que, ano após ano, fui fazendo, de diversos ângulos críticos, na sua obra, sempre para mim
fascinadoramente renovada.” Integrada na colecção «Signos».
1613 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- MANUEL TEIXEIRA GOMES. Introdução ao estudo
da sua obra. Portugália Editora. 1950. In-8.º de 129-V págs. B.
Um dos melhores trabalhos até agora publicados sobre o grande prosador algarvio. Primeira edição.
1614 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- AS MÁSCARAS FINAIS. Novelas. Livraria Bertrand.
[Lisboa. 1963]. In-8.º de 271-III págs. B.
Jacinto do Prado Coelho considera que, com este livro, o autor conseguiu “o nível da nossa melhor
literatura.” Primeira edição.
Capa da brochura de Luís Filipe de Abreu.
1615 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- NOITE ROXA. Novelas. Livraria Bertrand. 1956.
In-8.º de 261-I págs. B.
Primeira edição de uma das primeiras obras do notável prosador Urbano Tavares Rodrigues.
Capa ilustrada com um desenho de António Vaz Pereira. Assinado na página 11.
1616 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- PALAVRAS DE COMBATE. 1975. [Seara Nova.
Lisboa]. In-8.º de 239-I págs. B.
“O eu narrador não é aqui apenas o outro; é também, e sobretudo, o eu-toda-a-gente.
“E ainda outra pista: os textos de “Fuga Imóvel” formam um puzzle com várias combinações; podem
ter a ordenação que lhes demos ou a que o leitor encontrar.” Primeira edição.
Capa ilustrada com um desenho de Vitorino Martins.
Com dedicatória do autor.
“Alinhavo estas linhas de introdução aos textos que se seguem em Fevereiro de 1975. Ora muitos dos
capítulos que constituem o volume (...) foram escritos ou nos últimos tempos do fascismo (e só depois
publicados em jornal, quando não ficaram até agora inéditos) ou logo após o 25 de Abril. Escalonam-se
assim ao longo de períodos da vida política portuguesa que hoje, numa perspectiva crítica, podemos
considerar já bem demarcados; e, de acordo com as circunstâncias do momento, foram então, assim
me parece, palavras de combate. (...)” Primeira edição.
Capa da brochura de Henrique Ruivo.
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1617 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- PERDAS E DANOS. 1974. Seara Nova. [Lisboa].In-8.º de 348-IV págs. B.
Os textos apresentados “São, em geral, reflexões sobre o ser e sobre a vida em sociedade, sobre
o correr do tempo, sobre o nosso aqui e agora. Entremeados de manchas líricas e até de evocações
nostálgicas, em que se projectam o meu estar no mundo e o mundo que me rodeava, o qual, sob muitos
aspectos ainda não mudou. E que urge transformar!”. Primeira edição.
1618 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- AS POMBAS SÃO VERMELHAS. Novelas e contos.
Livraria Bertrand. Amadora. [1977]. In-8.º de 166-II págs. B.
“Qualquer coisa como isto aconteceu depois de Abril, quando as formigas despertaram, quando
o sorriso foi permitido aos pobres e Portugal aprendeu a dizer tu. Era o prenúncio.” Primeira edição.
Capa da brochura de Henrique Ruivo.
1619 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- REALISMO, ARTE DE VANGUARDA E NOVA CULTURA. [Editora Ulisseia. Lisboa. 1966]. In-8.º esguio de 120-IV págs. B.
Primeira edição, integrada na «Colecção Poesia e Ensaio» da Editora Ulisseia.
Com uma pequena assinatura.
1620 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- REGISTOS DO OUTONO QUENTE e algumas
notas de viagem. 1976. Seara Nova. [Lisboa]. In-8º de 95-V págs. B.
“Mais um livro do ciclo da Revolução — palavra que neste momento não se consegue, não consigo
pronunciar sem dor: custa a passar pela garganta. Pois é, não se está longe de ser novamente o proscrito
da cidade «serenada». Ou pior ainda. (...)” Libro publicado nos «Cadernos Seara Nova». Primeira
edição.
1621 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- ROTEIRO DE EMERGÊNCIA. [Portugália Editora.
Lisboa. 1966]. In-8.º de 276-XII págs. B.
O livro, di-lo o autor, “é um repositório de imagens imediatas, montagem veloz de estesias e divagações, ùltimamente cerceadas, fita gravada de encontros que me parecem poder contribuir para uma
consciencialização de valores, pela informação dialética, pela aproximação dos outros, pela descoberta
do mundo e de mim próprio (...).” Primeira edição.
1622 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- TEMPO DE CINZAS. Editora Ulisseia Limitada.
Lisboa. [1968]. In-8.º de 202-IV págs. B.
“Miscelânea de coisas várias (ensaios, notas de viagem, páginas de diário, novelas inacabadas, entrevistas, etc.), «Tempo de Cinzas» enquadra-se numa dimensão diferente na obra literária de Urbano
Tavares Rodrigues.”
Original capa da brochura de Alfredo Martins. Assinado.
1623 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- TERRA OCUPADA. Novelas. Livraria Bertrand.
[Lisboa. 1964]. In-8.º de 228-II págs. B.
“Algumas páginas deste livro ficarão como documento sobre os momentos baços e tristes e também
sobre os dramáticos de um «tempo de negação» (Sophia de Mello Breyner) que, apesar de tudo e contra
tudo, também quis ser um tempo de esperança.” Primeira edição.
1624 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- AS TORRES MILENÁRIAS. Peça em dois actos.
Livraria Bertrand. Amadora. [1971]. In-8.º de 158-II págs. B.
A peça abre com uma significativa “Canção que será cantada pelo Adriano ou pelo José Afonso (...)
antes de se acender a luz na cena já aberta.” Primeira edição.
Capa da brochura de Henrique Ruivo. Assinado.
[115]
1625 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- A VAGA DE CALOR. Publicações Europa-América. [Lisboa. 1986]. In-8.º gr. de 117-III págs. B.
Primeira edição.
1626 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- VIAMOROLÊNCIA. Novelas. Livraria Bertrand.
Amadora. [1976]. In-8.º de 151-V págs. B.
Este livro, escrito em Dezembro de 1975, “é uma meditação em forma de novela sobre o «processo
português» de 25 de Abril de 74 a 25 de Novembro de 75. (...) Libelo contra o sectarismo, apelo à
unidade perante a ameaça sempre presente do regresso do fascismo. Um texto a ler e meditar.”
Primeira edição.
Capa da brochura de Henrique Ruivo.
1627 — RODRIGUES (Urbano Tavares).- VIDA PERIGOSA. Novelas. Livraria Bertrand.
1955. [Lisboa]. In-8.º de 201-I págs. B.
Primeira edição de uma das primeiras obras de Urbano Tavares Rodrigues, um dos mais seguros nomes
da literatura portuguesa contemporânea.
Assinatura na página 11.
1628 — ROMANCEIRO GERAL DO POVO PORTUGUÊS. Iniciativas Editoriais. [Lisboa.
1960]. In-4.º de XL-VIII-670-II págs. E.
“Reunidos sob o título de «Romanceiro Geral do Povo Português», aqui ficarão registados cerca de
quinhentos romances, glosas romanceadas, décimas e outras composições da poesia tradicional, a que
juntei poesias de autor consideradas por mim como parte integrante desta obra colectiva, da qual, na
maior parte, o nosso povo foi guardião, co-autor, autor e também personagem”. Texto literário organizado, prefaciado e anotado por Alves Redol. Texto musical escolhido, comentado e prefaciado por
Fernando Lopes Graça. Ilustrações e arranjo gráfico de Maria Keil. Edição cuidada, a duas cores, com
as ilustrações integradas nas páginas de texto e em folhas à parte.
Encadernação original em inteira de pele.
1629 — ROMERO ORTIZ (António).- LA LITERATURA PORTUGUESA EN EL SIGLO
XIX. Estudio literario por Don... Madrid. Tipografia de Gregorio Estrada. 1869. In-4.º de 434
págs. E.
Diz Palau que “Romero Ortiz tomó parte en casi todas las conspiraciones revolucionarias de su época,
siendo desterrado a Portugal y a Filipinas. Fue diputado de la Unión liberal y dos veces Ministro”.
Capítulos dedicados a Mariana Alcoforado, Garrett, Marquesa de Alorna, “Autos de fe”, Bandarra,
Diogo Bernardes, Bocage, Teófilo Braga, Maria da Felicidade do Couto Brown, Camilo, Castilho,
Curvo Semedo, Filinto Elísio, Tomás António Gonzaga, Herculano, ”Literatos portugueses que han
escrito en castellano”, “Portuguesas ilustres”, João Pedro Ribeiro, José Daniel Rodrigues da Costa,
Duque de Saldanha, Santa Rita Durão, Visconde de Santarém, “Santo Ofício”, Sebastianistas, Fr. Luís
de Sousa, Nicolao Tolentino, “Union ibérica”, etc. etc. Muito invulgar.
Encadernação da época, com a lombada em pele.
1630 — ROSA (Alberto Machado da).- EÇA, DISCÍPULO DE MACHADO? Formação de
Eça de Queirós (1875-1880). Editôra Fundo de Cultura. Brasil. [1963] In-8.º de 250-II págs. B.
De Agostinho da Silva transcrevemos o início do prefácio a esta obra: “Espero que o público, por
vezes tão preocupado e os críticos, quase sempre tão distraídos, dêem ràpidamente pelo valor deste
livro e possam notar que ele é, até hoje, e apesar dos milhares de páginas que se têm escrito sobre
Eça, o mais sólido, o mais bem escrito, documentado e penetrante esforço de explicação, primeiro de
uma fase de sua vida criadora, e, por aí, de todo o fenómeno que o romancista constitui na literatura
portuguesa.” Primeira edição.
[116]
1631 — ROSA (António Ramos).- ACORDES. Quetzal Editores. Lisboa / 1989. In-8.º esguio
de 84-IV págs. B.
Livro distinguido com o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores. Poeta nascido
no Algarve, Ramos Rosa é, sem discussão, uma das primeiras vozes da poesia portuguesa contemporânea; Foi director das revistas «Árvore», «Cassiopeia» e «Cadernos de Poesia» e senhor de rica e
muito estimada bibliografia. Primeira edição, integrada na colecção «Graffiti», edição que se apresenta
elegante e de cuidada concepção gráfica, com a capa da brochura ilustrada a cores por Rogério Petingal.
1632 — ROSA (António Ramos).- O CENTRO NA DISTÂNCIA. Arcádia. [Lisboa. 1981].
In-8.º gr. de 52-IV págs. B.
1641 — ROSA (António Ramos).- FACILIDADE DO AR. Caminho da Poesia. [Editorial
Caminho. Lisboa. 1990]. In-8.º gr. de 62-II págs. B.
Fernando Pinto do Amaral: “(...) Estamos, portanto, em presença de um autor que persegue palavras
sempre ditas pela primeira vez, palavras inaugurais, que nos são oferecidas como uma espécie de
promessa que permanece suspensa no limiar de si mesma e no horizonte do sentido que nos comunica.
(...)” Livro integrante da colecção «Caminho da Poesia».
1642 — ROSA (António Ramos).- FIGURAS SOLARES. Ara - galeria de arte / publicações
dom quixote. [Lisboa. 1996]. In-4.º gr. de 151-IX págs. B.
Livro de poesia integrante da «Colecção Licorne», de que se tiraram apenas 1000 exemplares.
Belo livro de poesia prefaciado por João Rui de Sousa, com ilustrações de Gonzalez Bravo. Tiragem
confinada a 1100 exemplares.
1633 — ROSA (António Ramos).- CICLO DO CAVALO. Limiar. [Porto. 1975]. In-8.º de 83-V
págs. B.
1643 — ROSA (António Ramos).- O INCÊNDIO DOS ASPECTOS. Na Regra do Jogo. 1980.
[Lisboa]. In-8.º gr. de 102-II págs. B.
Primeira edição de um dos estimados livros de António Ramos Rosa, figura tutelar da poesia portuguesa contemporânea. Integrado na cuidada colecção «Os Olhos e a Memória», com direcção gráfica
de Armando Alves.
1634 — ROSA (António Ramos).- CÍRCULO ABERTO. Editorial Caminho. [Lisboa. 1979].
In-8.º de 73-III págs. B.
Primeira edição de um dos muito estimados livros de poesia de Ramos Rosa, integrado na colecção
«O Campo da Palavra».
Dedicatória do autor, parcialmente eliminada.
1635 — ROSA (António Ramos).- CLAREIRAS. Ulmeiro. [1986]. In-8.º gr. de 67-III págs. B.
Livro em prosa poética integrado na colecção das «Obras de António Ramos Rosa».
1636 — ROSA (António Ramos).- A CONSTRUÇÃO DO CORPO. Portugália Editora. Lisboa.
[1969]. In-8.º gr. de 103-V págs. B.
Primeira edição, muito invulgar, dada a público na exemplar «Colecção Poetas de Hoje».
1637 — ROSA (António Ramos).- DECLIVES. Desenhos de Cruzeiro Seixas. Contexto. [Contexto, editora, Lda. Lisboa. 1980]. In-8.º gr. de 102-II págs. B.
Os desenhos surrealistas de Cruzeiro Seixas, em forma de tríptico, apresentam-se estampados em
folha desdobrável. Primeira edição, limitada a 1500 exemplares.
1638 — ROSA (António Ramos).- DEZASSETE POEMAS. Prefácio Fernando Guimarães.
Escritor. [Editorial Escritor, Lda. Lisboa. 1992]. In-8.º gr. de 51-V págs. B.
Com o fac-símile de uma poesia de Ramos Rosa. Primeira edição, limitada a 1000 exemplares.
1639 — ROSA (António Ramos).- DINÂMICA SUBTIL. [Ulmeiro. Lisboa. 1984]. In-8.º gr.
de 100-IV págs. B.
Invulgar livro de poesia integrado na colecção «Imagem do Corpo».
Capa da brochura ilustrada a cores.
1640 — ROSA (António Ramos).- ESTOU VIVO E ESCREVO SOL. [Editora Ulisseia. Lisboa.
1966]. In-8.º de 88-VI págs. B.
Primeira edição de um dos livros de poesia de Ramos Rosa, autor contemporâneos dos mais representativos. Integrado na «Colecção Poesia e Ensaio».
[117]
Os poemas de Ramos Rosa aparecem antecedidos de um belo prefácio de Vergílio Ferreira. Livro
distinguido com o Prémio da Crítica 1980.
Capa e arranjo gráfico de João B. Edição ilustrada com uma reprodução fotográfica não assinada,
colada em folha preliminar.
1644 — ROSA (António Ramos).- O LIVRO DA IGNORÂNCIA. Signo. [Marinho Matos Brumarte,
C. R. L. Ponta Delgada. Composição e Impressão Serv. Gráf. da Liga dos Combatentes.S.d.].
In-8.º gr. de 115-I págs. B.
Livro de poesia integrado na colecção «Pequenos Continentes». Invulgar.
1645 — ROSA (António Ramos).- A MÃO DE ÁGUA E A MÃO DE FOGO. Antologia
Poética. Selecção e Organização de... Posfácio de Maria Irene Ramalho Sousa Santos. Coimbra.
1987. [«Fora do Texto», Coop. Editora de Coimbra]. In-8.º gr. de 279-I págs. B.
Antologia de poesia de António Ramos Rosa, numa boa edição integrada na colecção «Poesia do
Nosso Tempo».
1646 — ROSA (António Ramos).- AS MARCAS NO DESERTO. Editorial Vega. [Lisboa.
1980]. In-8.º gr. de 77-III págs. B.
As poesias de Ramos Rosa vêm depois dos textos de Pascal Fleury, Roger Munier e Eduardo Prado Coelho; no fim vêm dois poemas de Casimiro de Brito. Livro integrado na colecção «O Chão da Palavra».
1647 — ROSA (António Ramos).- NOS SEUS OLHOS DE SILÊNCIO. Publicações dom
quixote. [Lisboa. 1970]. In-8.º de 100-IV págs. B.
Edição primeira deste livro de poesia de Ramos Rosa, uma das mais originais e consagradas vozes da
nossa poesia contemporânea. Integrado nos «Cadernos de Poesia» da Dom Quixote.
1648 — ROSA (António Ramos).- A NUVEM SOBRE A PÁGINA. Publicações Dom Quixote.
Lisboa. 1978. In-8.º gr. de 80-IV págs. B.
Primeira edição de um dos livros de António Ramos Rosa, autor dos mais reverenciados da poesia
portuguesa contemporânea. Volume integrado noa colecção «Poesia Século XX».
1649 — ROSA (António Ramos).- OÁSIS BRANCO. Átrio. 1991. [Lisboa. 1991]. In-8.º gr.
de 69-I págs. B.
Livro de poesia dado a público na colecção «Harpa».
Capa e contra-capa de H. Mourato.
[118]
1650 — ROSA (António Ramos).- OCUPAÇÃO DO ESPAÇO. Portugália Editora. Lisboa.
[1963]. In-8.º gr. de L-II-99-V págs. B.
Edição original de um dos bons livros de Ramos Rosa, nome fundamental da Poesia portuguesa
contemporânea, integrado na excelente colecção «Poetas de Hoje». Muito extenso prefácio de E. M.
de Melo e Castro.
1651 — ROSA (António Ramos).- A PALAVRA E O LUGAR. Publicações Dom Quixote.
Lisboa. 1977. In-8.º gr. de 260-II págs. B.
Este livo “condensa (...) cerca de vinte anos de produção poética do Autor e, encerrando esta já longo
período da sua actividade literária, pretende representar o que de melhor ele realizou durante ela.
No entanto, esta antologia apresenta-se também como uma proposta de leitura crítica com a qual
o leitor poderá contrastar a sua.”
Obra integrada na colecção «Poesia Século XX».
1652 — ROSA (António Ramos).- A PAREDE AZUL. Estudos sobre poesia e artes plásticas.
Caminho. Colecção Universitária. [Editorial Caminho, S.A. Lisboa. 1991]. In-8.º gr. de 222-II
págs. B.
Do Autor: “A poesia é a abertura nua que não se pode delimitar, a intimidade mais pura e mais
selvagem de algo que não podemos traduzir ou determinar segundo os esquemas da compreensão
racionalizante. Todavia, o poema não é um enigma. Ele é evidente na sua obscuridade ou na sua
claridade ofuscante. O poema é uma manifestação da origem ou, por outras palavras, da Vida absoluta,
e por isso mesmo é um mistério real. O leitor, tal como o poeta, é um cego que não tem outr luz além
daquela que o poema projecta sobre si.”
O autor ocupa-se dos mais representativos poetas portugueses modernos e contemporâneos.
1653 — ROSA (António Ramos).- QUANDO O INEXORÁVEL. Limiar. [Porto. 1983].
In-8.º gr. de 48-VIII págs. B.
Primeira edição de mais um livro de poesia de António Ramos Rosa, este integrado na colecção «Os
Olhos e a Memória», com direcção gráfica de Armando Alves e direcção literária de Egito Gonçalves.
1654 — ROSA (António Ramos).- ROSA ESQUERDA. Caminho. [Editorial Caminho, S.A.
Lisboa.1991]. In-8.º de 39-IX págs. B.
Eduardo Prado Coelho: “Experiência de linguagem, o poema não descreve ou narra. Pelo contrário,
cada poema é um exercício de linguagem contra a linguagem, uma acção verbal, uma execução.
O poema de Ramos Rosa não recolhe uma experiência, não narra um enredo, não restitui uma paisagem;
o poema acontece. Livro integrante da colecção «Caminho de Poesia».
1655 — ROSA (António Ramos).- VOLANTE VERDE. Moraes Editores. Lisboa. 1986. In-8.º gr.
de 110-VIII págs. B.
Primeira edição de um dos livros de António Ramos Rosa, poeta com lugar definitivo na literatura
portuguesa contemporânea. Integrado na representativa colecção «Círculo de Poesia - Nova série».
1656 — ROSA (António Ramos) & BRITO (Casimiro de).- DUAS ÁGUAS, UM RIO. Publicações Dom Quixote. Lisboa. 1989. In-8.º gr. de 95-III págs. B.
“Durante um ano, António Ramos Rosa e Casimiro de Brito entreteceram, poema a poema, um diálogo
extremamente fecundo e original — dramático também. Um diálogo entre poetas que se interrogam
sobre a dor dos humanos, a sua paciência vegetal, a idade da ignorância, o ofício a que devotaram
a vida inteira, a música do mundo, o rumor do silêncio, ou da respiração, o medo, as rosas efémeras,
as húmidas mulheres que se abrem, o joelho da terra, o instante, o Zen, as estações, o mar entre as
árvores, os latidos da cidade, e sobre o amor, a luz da paixão, os seus cães desamparados — altos
poetas que dizem em uníssono que «o poema não é feito de palavras mas de uma pulsação que as
subverte e consagra».”
[119]
1657 — ROSA (Augusto).- MEMORIAS E ESTUDOS. Livraria Ferreira. Lisboa. [1917].
In-8.º gr. de XI-I-155-IV págs. E.
Livro de uma altíssima figura dos palcos portugueses, de assinalável interesse para a história do nosso
teatro. Com um prefácio de Eduardo Schwalbach Lucci. Entre as memórias de temática teatral
coligidas neste volume, destacamos: Artistas italianos; Um serão de arte no Mosteiro de Alcobaça;
Em Paris; O actor siciliano Giovanni Grasso; Ensaios e disciplina no teatro, As «Tournées»; A «Raquel»
do Douro»; Dois poetas.
Interessante dedicatória do autor a Chaves de Almeida, datada do ano de publicação do livro.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Aparado só à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
1658 — ROSA (Augusto).- RECORDAÇÕES DA SCENA E DE FÓRA DA SCENA. Livraria
Ferreira. Lisboa. [1915]. In-4.º de 363-V págs. E.
Livro de grande interesse para a história do Teatro português, enriquecido com retratos e caricaturas,
de actores e outras estampas também impressas em separado, entre as quais se contam reproduções
de caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro. Referências a Camilo e a algumas das suas produções
dramáticas.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Está só ligeiramente aparado e conserva as frágeis capas
da brochura.
1659 — ROSA (Faure da).- ESCALADA. Portugália Editora. [Lisboa. 1961]. In-8º de 290-II
págs. B.
Escritor de pendor neo-realista, “Escalada não é a história da decadência de uma família, mas da decadência do velho espírito familiar numa sociedade cujo valor fundamental é o dinheiro”. Primeira edição.
Capa da brochura ilustrada por João da Câmara Leme.
1660 — ROSA (Faure da).- AS IMAGENS DESTRUIDAS. Romance. Portugália [Lisboa.
1966]. In-8.º de 235-IX págs. B.
Neste livro Faure da Rosa aborda o problema do “incurável processo de decadência da pequena
burguesia em geral, decadência exacerbada pelo peso da cinzenta mediocridade secular de um país
subdesenvolvido, no qual o passado agrilhoa os homens, pessoal e colectivamente.” Primeira edição.
1661 — ROY (Claude).- VIEIRA DA SILVA. Publicações Europa-América. [Editor Francisco
Lyon de Castro. Impressso na La Polígrafa, S. A. Espanha 1988]. In-4.º gr. de 127-I págs. E.
O Álbum, com uma centena de boas reproduções a cores de Vieira da Silva, abre com «Tema e
Variações sobre a Obra de Maria Helena Vieira da Silva», com textos da pintora e e de Charles Roy,
em prosa e verso, recolhidos por George Charbonnier, Jacques Lassaigne, Anne Philipe, Pierre
Schneider, Guy Weelen, Mário Dionísio e Jean-Jacques Lévéque.
Encadernação editorial inteira de tela, com sobrecapa ilustrada a cores com uma pintura de Vieira da Silva.
1662 — RUAS (António).- CAMILO CASTELO BRANCO. — O Homem — O Meio — A Obra.
[1925]. Tipografia Popular. Figueira. In-8.º de 41-I págs. B.
Conferência realizada na Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz, a convite da Comissão
do Centenário Camiliano. Edição de provável reduzida tiragem.
Assinado no frontispício.
1663 — RUSSELL-WOOD (A. J. R.).- UM MUNDO EM MOVIMENTO. Os Portugueses na
África, Ásia e América (1415-1808). Tradução de Vanda Anastácio. Difel. [1998]. In-8.º
de 425-VII págs. B.
“Uma visão de conjunto sobre o império português nos três continentes, desde a conquista de Ceuta
.../...
[120]
até à abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional. A abordagem destes dois fenómenos
é, desde logo, significativa. O primeiro assinala o início da expansão e o segundo a desestruturação
do império luso-brasileiro, abordando as diferentes facetas da expansão portuguesa a partir de temas
pouco explorados, nomeadamente os meios de transporte e os instrumentos de orientação, os fluxos e
refluxos de pessoas que se disseminaram por espaços situados a milhares de quilómetros de distância,
a circulação de bens entre as diversas regiões, a transferência intercontinental da fauna e da flora,
a transmissão de saberes, costumes, maneiras de fazer e de pensar.” Ilustrado em folhas à parte.
1664 — SÁ (Vitor de).- AMORIM VIANA E PROUDHON. Seara Nova. 1960. [Lisboa. Gráfica
santelmo]. In-8.º peq. de 112-IV págs. B.
Pedro de Amorim Viana “Pertencente à geração intermédia entre a de Garrett e Herculano, por um
lado, e a de Antero e Oliveira Martins, por outro, foi o primeiro Pensador português que se debruçou
sobre os problemas sociais decorrentes da Revolução Industrial.”
1665 — SÁ (Victor de).- ANTERO DE QUENTAL. Braga. 1963. [Gráficos Reunidos. Porto].
In-8.º de 339-V págs. B.
Neste livro, “iluminado à luz das coordenadas ideológicas e político-sociais do seu século, Antero
torna-se inteligível nas suas contradições, alargando-se a sua compreensão para além das acanhadas
interpretações individualistas e do fenómeno meramente literário”.
1666 — SÁ (Victor de).- AS BIBLIOTECAS, O PÚBLICO E A CULTURA. Um inquérito
necessário. 1956. Edição do autor. Braga. In-8.º de 310-II págs. B.
Cinquenta crónicas publicadas no «Correio do Minho», assinadas sob o pseudónimo de «Um Bracarense» e nesta edição reunidas em volume integrado na série «Cultura e Acção».
1667 — SÁ (Victor de).- A CRISE DO LIBERALISMO E AS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES DAS IDEIAS SOCIALISTAS EM PORTUGAL. (1820-1852). Seara Nova. 1969. [Lisboa].
In-8.º gr. de 432-IV págs. B.
Este importante trabalho constituiu a tese de doutoramento do autor apresentada à Universidade da
Sorbonne. Integrado na «Biblioteca de Estudos sobre a Sociedade e a Cultura Portuguesas» da Editorial
Seara Nova.
Com uma pequena assinatura.
1668 — SÁ (Victor de).- CULTURA E DEMOCRACIA. 1961. Edição do autor. Braga. In-8.º
de 77-XI págs. B.
Um dos respeitados livros de Vítor de Sá, este integrado na sua colecção intitulada «Cultura e Acção».
1669 — SÁ (Victor de).- HISTÓRIA E ACTUALIDADE. 1961. Braga. [Impresso na Tipografia
do Cávado. Esposende]. In-8.º de 125-III págs. B.
O livro apresenta, em Apêndice, um «Ensaio crítico do Dr. Joaquim Montezuma de Carvalho». Livro
integrado na colecção «Cultura e Acção». Edição do autor.
1670 — SÁ (Victor de).- PERSPECTIVAS DO SECULO XIX. Ensaios. Portugália Editora.
Lisboa. [1964]. In-8.º gr. de 291-I págs. B.
Volume integrado na colecção «Ciências Sociológicas e Psicológicas». Do Índice: «Perspectivas para
o estudo da Cultura em Portugal no século XIX»; «Primeira imprensa socialista em Portugal»; «A geração de 1852»; «Três atitudes perante o liberalismo económico (Oliveira Pinto, Rodrigues de Freitas,
Frederico Laranjo)»; «Aspectos sociológicos em Amorim Viana»; «Nota sobre Hernâni Cidade
e alguns mestres da cultura em Portugal no século XIX». Com ilustrações impressas em separado.
[121]
1671 — SÁ (Victor de).- REPENSAR PORTUGAL. Reflexões sobre o colonialismo e a descolonização. Livros Horizonte. [Lisboa. 1977]. In-8.º de 126-II págs. B.
“A ideia contida no título, Repensar Portugal, corresponde a uma necessidade que se impõe aos
portugueses derivada do novo condicionalismo da nacionalidade, agora despojado do seu vetusto
império. (...)”
1672 — SÁ (Victor de).- REVOLUÇAO DE SETEMBRO DE 1836. Livros Horizonte. [Lisboa.
1978]. In-8.º de 150-II págs. B.
“Revolução e contra-revolução — eis o binómio analisado neste importante acontecimento político
e social de 1836.
“O processo contra-revolucionário inicia-se com efeito no mesmo instante em que a força popular,
irreprimível, se torna triunfante. Desde que os meios repressivos não são mais capazes de suster
o impulso revolucionário, a revolução não pode mais ser travada de fora para dentro, então passa a
ser travada de dentro para fora. As forças conservadoras procuram logo fazer instalar representantes
seus nos órgãos directivos da revolução a fim de conter o ímpeto popular, de assegurar os interesses
ameaçados e de recuperar a ordem alterada. (...)” 3ª edição, com anexo documental.
1673 — SÁ (Victor de).- SOCIEDADE E CULTURA. 1958. Livraria Victor. Centro Cultural do
Minho. Braga. In-8.º de 98-II págs. B.
Livro integrado na colecção «Cultura e Acção». Capítulos: Herculano e a Constituição da Nacionalidade; Garrett, defensor da cidadania intelectual; Josué de Castro e a «Geopolítica da Fome», A Língua
Portuguesa.
1674 — SÁ (Vítor Matos e).- O AMOR VIGILANTE. Poema dramático. Livraria Almedina.
Coimbra. 1962. In-8.º de 95-I págs. B.
Primeira edição de uma das significativas obras poéticas de Vítor Matos e Sá, pseudónimo do pensador
Vítor Raul da Costa Matos, moçambicano natural da antiga Lourenço Marques, cuja actividade
é por muitos considerada como verdadeiramente excepcional, sendo de assinalar que “ao longo da
sua obra, a experiência da interrogação filosófica no cadinho da vida afectiva e das realidades quotidianas é parte integrante da afirmação poética”, usando as palavras de Ilídio Rocha no seu «Roteiro
da Literatura Portuguesa». O Autor colaborou nas revistas «Árvore», «Távola Redonda», «Cadernos
do Meio Dia» e «Eros».
Capa e ilustração de Augusto Mota. Assinado pelo autor no anterrosto.
1675 — SÁ (Vítor Matos e).- HORIZONTE DOS DIAS. Poemas. 2.ª edição. Edições TEUC.
Coimbra. 1970. In-8.º de95-I págs. B.
António Ramos Rosa: “Temos, sem dúvida, uma nova voz com que contar, que desde já se salientou
gravemente no meio dum panorama tão incerto, tão cheio de débeis afirmações e vagas promessas
e algumas incipientes estratificações que estão a pedir lufadas de poesia violenta, pletórica e agressiva.
Ainda que o autor de Horizonte dos Dias se encontre no pólo oposto a esta necessidade de que
o autor destas linhas se reclama, não lhe é possível deixar de acentuar que a poesia portuguesa terá que
contar inevitàvelmente com Vítor Matos e Sá — uma das vozes mais altas, mais autênticas e graves
da jovem geração.”
1676 — SAA (Mário).- AS MEMÓRIAS ASTROLÓGICAS DE CAMÕES E NASCIMENTO
DO POETA EM 23 DE JANEIRO DE 1524. Edição da «Emprêsa Nacional de Publicidade».
[Lisboa. 1940]. In-8.º de 336-II págs. B.
Primeira edição deste curiosíssimo trabalho baseado no estudo da astrologia, dividido em três partes:
«Prova histórica do nascimento do Poeta em 23 de Janeiro de 1524»; «Demonstrações Astrológicas;»
e «A Dama das alusões astrológicas de Camões». Ilustrado com várias gravuras nas páginas de texto,
na sua maioria horóscopos de notáveis figuras da história portuguesa.
Capa ilustrada por Eduardo Malta.
[122]
1677 — SABUGOSA (Conde de).- O PAÇO DE SINTRA. Desenhos de Sua Magestade a Rainha e Senhora Dona Amelia. Apontamentos historicos e archeologicos do Conde de Sabugosa.
Colaboração artistica de E. Casanova e R. Lino. Lisboa. Imprensa Nacional. 1903. In-4.º gr.
de XII-II-274 págs. E.
Muito bela e valiosa publicação e a mais importante de quantas têm sido publicadas sobre o Paço de
Sintra. Valorizada com um interessante conjunto de ilustrações intercaladas nas páginas do texto e em
folhas à parte. Uma delas, de grandes dimensões e impressa a cores e metais, reproduz o “Tecto da
Sala dos Brazões do Real Paço de Cintra”.
Boa encadernação de pele inteira, com nervuras e ferros fundidos a ouro na lombada e nas pastas com
uma cercadura também gravada a ouro. Com as margens grosadas e sem capas da brochura.
1678 — SACRAMENTO (Mário).- EÇA DE QUEIROZ. Uma Estética da Ironia. Coimbra
Editora, Limitada. 1945. In-8.º de 286-II págs. B.
Um dos mais lúcidos trabalhos sobre Eça de Queiroz, bastante invulgar nesta sua edição original.
Com uma pequena assinatura.
1679 — SACRAMENTO (Mário).- FERNANDO PESSOA POETA DA HORA ABSURDA.
Contraponto. Lisboa. [S.l.n.d. - 1958?]. In-8.º de 190 págs. B.
Notável contribuição para o estudo da obra do grande poeta da «Mensagem». Edição original, muito
invulgar.
Com uma pequena assinatura na página 9.
1680 — SACRAMENTO (Mário).- LÍRICA E DIALÉCTICA EM CESÁRIO VERDE.
[S.l.n.d.] In-4.º de 25-I págs. B.
Rara separata da revista «Vértice».
Com uma pequena assinatura.
A esta colecção foi acrescentado o volume I, da Quarta edição, revista e acrescida de novo prefácio
do autor, também em tiragem especial, mas limitada apenas a 150 exemplares.
Excelentes encadernações executadas por Raul de Almeida, em pergaminho gravado a ouro nas pastas
e nas lombadas. Conserva as capas da brochura e tem o corte das folhas também dourado. Todos os
volumes foram assinados pela antigo proprietário.
1684 — SALAZAR (António de Oliveira).- ENTREVISTAS. 1960-1966. Coimbra Editora,
Lda. [Coimbra. 1967]. In-8.º de 241-III págs. E.
Entrevistas de Salazar aos jornais e revistas «Corriere della Sera», «The New York Times», «Le Figaro», «Life», «Il Tempo», «Hearst Healdline», «U.S. News and World Report», «Southam», «The
Catholic Herald», «Jours de France» e «Chicago Tribune».
Excelente encadernação em pergaminho gravado a ouro nas pastas e lombada. Conserva as capas da
brochura e tem o corte das folhas também dourado.
1685 — SALGADO (Benjamim).- CAMILO, EM DATAS, FACTOS E COMENTÁRIOS.
Edição da Fundação Cupertino de Miranda. 1972. [Vila Nova de Famalicão]. In-8.º gr.
de 150-VI págs. B.
“Este livro limita-se (...) a focar o grande Mestre da Língua numa moldura de DATAS e de FACTOS,
esclarecidos estes como desabafos e declarações de sabor autobiográfico, a que alguns COMENTÁRIOS bordados sobre um ou outro tema mais oportuno ou mais necessitado de esclarecimento emprestam efeitos de luz dentro duma óptica de objectividade, como convém a um Grande das Letras tão
vizinho de nós no tempo e na geografia”. Valioso também para a galeria iconográfica do romancista.
1686 — SAMPAIO [BRUNO] (José Pereira de).- OS CAVALEIROS DO AMOR. Plano de um
livro a fazer - Dispersos e inéditos. Compilação de José Pereira de Sampaio e introdução de Joel
Serrão. Guimarães Editores. Lisboa. [1960]. In-8.º de 214-I págs. B.
Com referências a Camilo. Da colecção «Filosofia e Ensaios».
1681 — SACRAMENTO (Mário).- TEATRO ANATÓMICO. Atlântida. 1959. [Coimbra].
In-8.º de 146-II págs. B.
Com um texto preliminar intitulado «À procura de Pirandello ou um ensaio em guisa de prefácio».
Volume integrado na «Colecção Centauro».
Capa da brochura ilustrada por Victor Palla.
1682 — SADOUL (Georges).- HISTÓRIA DO CINEMA MUNDIAL. Das Origens aos nossos
dias. Tradução de Júlio de Albuquerque Sacadura e de Maria Helena Bellino Sacadura. Livros
Horizonte. S.d. [Lisboa]. In-4.º de 701-VII págs. E.
Obra clássica na bibliografia cinematográfica mundial, ilustrada com numerosas estampas impressas
em folhas à parte.
Encadernação dos editores, gravada a negro e a ouro.
1683 — SALAZAR (António de Oliveira).- DISCURSOS. Coimbra Editora. Coimbra. 1935-1967. 6+1 vols. In-8.º E.
A partir do segundo volume o título passou a ser o seguinte: «Discursos e Notas Políticas».
Os «Discursos» de Salazar são fonte de capital importância para a história da sua controversa acção
governativa desenvolvida ao longo de vários decénios.
Todos os volumes são da primeira edição, em TIRAGEM IMPRESSA EM PAPEL ESPECIAL,
LIMITADA A 250 EXEMPLARES, (500 no primeiro volume) NUMERADOS E ASSINADOS
PELO ESTADISTA.
.../...
[123]
1687 — SANCHES (António Nunes Ribeiro).- CHRISTÃOS NOVOS E CHRISTÃOS VELHOS
EM PORTUGAL. 2ª edição. Prefácio de Raul Rêgo. [Portugráfica. Empresa Portuense de Tipografia, Lda. Porto. 1973]. In-8.º de 81-VII págs. B.
Do Prefácio de Raul Rêgo. “Uns fugiram de Portugal para serem quem foram; outros fugiram a
despeito de já serem quem eram! E em ambos os casos, a intolerância e incompreensão originam o
empobrecimento espiritual e humano do país, muito sensível a uma análise desapaixonada da nossa
história intelectual.” Livro integrado na colecção «Mutações».
1688 — SANTANA (Francisco).- ÍNDICE DA LISBOA ANTIGA E DA RIBEIRA DE LISBOA DE JÚLIO DE CASTILHO. Lisboa. 1974. [Sociedade Tipográfica, Lda]. In-4º peq. de
644-IV págs. E.
Como se diz no texto introdutório, “este trabalho virá a auxiliar muito eficazmente olisipógrafos e
investigadores do nosso passado, permitindo um melhor, mais fácil e mais rápido aproveitamento da
enorme riqueza historiográfica que Júlio de Castilho reuniu na sua obra”.
Boa encadernação com a lombada e cantos de pele. Com as capas da brochura preservadas e ligeiramente aparado à cabeça.
1689 — SANTARENO (Bernardo).- OS ANJOS E O SANGUE. Peça escrita para a Radiotelevisão. Edições Ática. Lisboa. [1961]. In-8.º de 133-II págs. B.
Primeira edição de uma das obras deste grande dramaturgo português do nosso século.
Capa da brochura ilustrada com um desenho não assinado.
[124]
1690 — SANTARENO (Bernardo).- ANTÓNIO MARINHEIRO. (O Édipo de Alfama). Peça
em 3 actos. (2ª Edição). Edições Ática. Lisboa. [1966] In-8º quadrado de 150-VI págs. B.
Segundo Óscar Lopes “António Marinheiro retoma o jogo fundamental de situações do «Édipo» de
Sófocles, com todas as implicações que a psicanálise tirou da história. Mas enquanto na tragédia grega
os protagonistas aceitam a condenação da opinião pública, assumem a culpa por um encadeamento,
aliás fatal, de acontecimentos que os levam sem saber à ignomínia, a protagonista da tragédia de Santareno rejeita a condenação, reivindica o direito de sobreviver à vergonha e apostrofa o amor proibido
e perdido, revoltando-se contra o código do bem e do mal que lhe impõem.”
Capa de Otelo Azinhais. Assinado.
1691 — SANTARENO (Bernardo).- ANUNCIAÇÃO. Peça em 3 actos. Edições Ática. Lisboa.
[1962]. In-8.º de 240-I págs. B.
Primeira edição de uma das melhores obras de Bernardo Santareno.
Capa e ilustrações da autoria de Francisco Relógio.
1692 — SANTARENO (Bernardo).- O CRIME DE ALDEIA VELHA. Peça em 3 actos. Edições
Ática. Lisboa. [1959]. In-8.º de 242-II págs. B.
Peça de teatro baseada num crime de morte por feitiçaria ocorrido em Marco de Canavezes e que
apaixonou a opinião pública da época. Primeira edição, invulgar.
Com uma assinatura de posse.
1693 — SANTARENO (Bernardo).- O INFERNO. Peça-julgamento em 3 audiências e 8 retrospectivas. Edições Ática. Lisboa. [S.d.] In-8.º gr. de 227-I págs. B.
Peça baseada num dos “processos mais atrozes da história”, ocorrido em Inglaterra. Primeira edição.
Capa da brochura concebida por Otelo Azinhais. Assinado na página 11.
1694 — SANTARENO (Bernardo).- O LUGRE. Peça em 6 Quadros. Edições Ática. Lisboa.
[1959]. In-8.º de 195-III págs. B.
1698 — SANTARENO (Bernardo).- A TRAIÇÃO DO PADRE MARTINHO. Narrativa dramática em dois actos. Edições Ática. Lisboa. [1969]. In-8.º de 124-II págs. B.
Primeira edição de uma das obras dramáticas de maior sucesso do autor.
Capa concebida por Otelo Azinhais.
1699 — SANTINHO (M. Manuela), GOMES (Maria Calado Albuquerque) & SOBRAL
(Pedro D.).- A ARTE EM PORTUGAL E OS DESCOBRIMENTOS. Panorâmica e Perspectiva
de Abordagem. Edições Asa, [Porto. 1989]. In-4.º peq. quadrado de 164-II págs. E.
“No presente volume pretende abordar-se os vários aspectos da problemática da arte no espaço geocultural português no período dos descobrimentos, situando-a no percurso geral da arte portuguesa,
procurando definir as relações, influências, motivações e simultaneamente os rumos e as perspectivas
apontadas na sua evolução. (...)” Com muitas ilustrações a cores.
Encadernação editorial.
1700 — SANTOS (Alfredo Ribeiro dos).- RENASCENÇA PORTUGUESA - Um Movimento
Cultural Portuense. Prefácio: José Augusto Seabra. Fundação Eng.º António fde Almeida.
[Porto. 1990]. In-4.º de284-IV págs. B.
“(...) Os elementos heurísticos assim carreados, com uma minúcia rigorosa, bem como a visão global
que os articula, permitem-no seguir, como um fio de Ariadna, os vectores essenciais de um movimento
cultural que marcará para sempre não só a história do Porto mas do nosso País, com repercussão
mesmo para além dele. Pois não proclama um dos maîtres à penser contemporâneos com maior audiência, Edgar Morin, que «podemos talvez tornar-nos artífices de uma nova Renascença»?
“Este estudo de Alfredo Ribeiro dos Santos tem o mérito de, na sua probidade exemplar, vir lembrar-nos
que, no limar deste século, um punhado de intelectuais do Porto antecipou o que, já no seu termo e já
com um século à vista, parece ser o alvor dessa Nova Renascença, portuguesa, sim, mas europeia
e universal, como a visionara, Pascoaes e Pessoa.»
1701 — SANTOS (Arquimedes da Silva).- CANTOS CATIVOS. 1938-1958. Portugália Editora.
Lisboa. [1967]. In-4.º de 209-VII págs. B.
Edição original, esgotada, ilustrada com desenhos de Jorge Brandeiro.
Exemplar assinado.
“Ligado aos grupos neo-realistas de Vila Franca (1938-41) e de Coimbra (1941-49), colaborou em
algumas publicações que definiram o tom do movimento neo-realista, como «O Diabo», «Sol Nascente»
e «Vértice»”. Colectânea de poesia integrada na prestigiada colecção «Poetas de Hoje».
1695 — SANTARENO (Bernardo).- OS MARGINAIS DA REVOLUÇÃO. Restos - A Confissão
- Monsanto - Vida breve em três fotografias. Teatro. Edições Ática. Lisboa. [1979]. In-8.º gr.
de 236 págs. B.
1702 — SANTOS (Arquimedes da Silva).- VOZ VELADA. Poemas. Coimbra. 1958. [Oficinas
da «Atlântida»]. In-8.º de 75-I págs. B.
São quatro peças de Teatro neste volume publicadas em primeira edição, cujo autor é unanimemente
considerado como um dos maiores dramaturgos portugueses de todos os tempos.
Capa da autoria de Manuel Dias.
1696 — SANTARENO (Bernardo).- O PECADO DE JOÃO AGONIA. Peça em 3 actos e 3
quadros. IRMÃ NATIVIDADE. Peça em 1 acto. Divulgação. Porto. [1961]. In-8.º gr. de 175-I
págs. B.
Com um prefácio de Deniz Jacinto, onde a obra dramática de Santareno é demoradamente analisada.
Primeira edição..
Capa da brochura ilustrada por Augusto Sobral. Assinado
1697 — SANTARENO (Bernardo).- PORTUGUÊS, ESCRITOR, QUARENTA E CINCO
ANOS DE IDADE. Teatro. Edições Ática. Lisboa. [1974]. In-8.º de 301-III págs. B.
O autor, alentejano, colaborou em importantes jornais e revistas como «O Diabo», «Sol Nascente»,
«Seara Nova», «Vértice», «Gazeta Musical», etc. Livro integrado na colecção «Textos Vértice».
1703 — SANTOS (Fernando Piteira).- RAUL PROENÇA E A «ALMA NACIONAL». Da colaboração com António José de Almeida à ruptura. Publicações Europa-América. [Lisboa. 1979].
In-8.º de 267-V págs. B.
Com este livro, Fernando Piteira Santos “pretende dar uma contribuição para a história da República,
integrando-a na história dos movimentos políticos e das mentalidades do Portugal contemporâneo.”
1704 — SANTOS (José Carlos Ary dos).- INSOFRIMENTO IN SOFRIMENTO. [Lisboa.
1969]. In-8.º de 75-I págs. B.
Primeira edição deste invulgar livro de poesia.
Nascido em Santarém, o autor, médico psiquiatra, poeta, prosador, mas essencialmente dramaturgo,
viu muitas das suas obras teatrais proibidas pela censura do regime salazarista.
1705 — SANTOS (José Carlos Ary dos).- RESUMO. [ Tip. Henrique Torres. Lisboa. 1972].
In-8.º de 73-III págs. B.
[125]
[126]
Livro de poesia, invulgar nesta sua primeira edição.
1706 — SANTOS (José Carlos Ary dos).- O SANGUE DAS PALAVRAS. Editorial Comunicação. 1978. [Lisboa]. In-8.º gr. de 67-I págs. B.
Primeira edição de um dos procurados livros de poesia do autor.
1707 — SANTOS (José dos).- CAMILLIANA. Descrição Bibliográfica d’uma importante e
valiosa colecção de obras do genial e popularissimo romancista Camillo Castello Branco. Com
uma carta de Introducção pelo distinto Camillianista Sr. José Victorino Ribeiro. 1916. Tip. da
Empr. Literária e Tipográfica. Porto. In-4.º de XVI-106-II-15-I págs. E.
Catálogo de uma valiosa camiliana, redigido pelo notável e consciencioso livreiro e grande estudioso
dos livros de Camilo que foi José dos Santos. Ilustrado com fac-símiles de algumas das mais raras
obras descritas. O último grupo de páginas, com frontispício independente, contém a “Lista de Preços
porque foram arrematados os lotes, e bem assim dos nomes dos respectivos compradores”.
Boa encadernação com lombada e cantos de pele. As margens estão por aparar e as capas da brochura
preservadas.
1708 — SANTOS (José dos).- DESCRIÇÃO BIBLIOGRÁFICA DA MAIS IMPORTANTE
E VALIOSA CAMILIANA que até hoje tem aparecido à venda no mercado compreendendo
todas as obras originais, traduzidas ou prefaciadas por Camillo Castelo Branco, tanto em suas
primeiras como em subseqüentes edições. Organizada por... Enriquecida com um prefácio do
erudito publicista Sr. Gustavo de Matos Sequeira. Lisboa. Tipografia de Eugenio Viana. 1939.
In-8.º gr. de VIII-484 págs. B.
Uma das peças fundamentais e de obrigatória consulta da bibliografia camiliana, ilustrado com “65 facsímiles de frontispícios e de capas de brochura das mais notáveis e raras espécies bibliográficas descritas”.
1709 — [ANTONIANA]. SANTOS (Júlio Eduardo dos).- EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA.
Algumas Obras Oratórias de Autores Lisboetas dos Séculos XVII e XVIII e Apontamentos
Sobre a Literatura Antoniana de 1959 a 1969 no Grupo «Amigos de Lisboa», Dezembro de
1969. Exemplares da colecção de JÚLIO EDUARDO DOS SANTOS. Lisboa. MCMLXIX.
[Ramos, Afonso & Moita, Lda.] In-4.º de 23-I págs. B.
Com um texto de Júlio Eduardo dos Santos, os retratos do P. António Vieira e Manuel Bernardes
reproduzidos de gravuras antigas e do relicário em bronze de Carlo Mandelli destinado a uma relíquia
de Santo António oferecido pela Basílica de Pádua à Sé Patriarcal de Lisboa em 1968.
1710 — SANTOS (Políbio Gomes dos).- POEMAS. Com uma nota de Carlos de Oliveira, um
prefácio de José Marmelo e Silva e um poema de Vitorino Nemésio. Limiar. [Porto. 1981].
In-8.º gr. de 89-VII págs. B.
Segundo António José Saraiva e Óscar Lopes o autor domina “(...) uma arte poética de altíssima
qualidade, um temperamento rico e estranhamente original, capaz de unir certos motivos num mesmo
fio: o do destino amoroso e o do fluir dos rios, o do sangue de muitas vidas correndo em direcção
à morte e o da bacia hidrográfica a escoar-se para o mar. (...)”. Dado a lume na bela colecção «Os
Olhos e a Memória».
1711 — [SANTOS (Raul Costa)].- NOTICIA DE ALGUNS ESCRIPTOS ÁCERCA DA VIDA
E OBRAS DE CAMILLO CASTELLO BRANCO Por R. C. S. Com um prefácio pelo distincto
camillianista Ex.mo Snr. J. V. Ribeiro. Lisboa. Typ. de H. Pereira & Ctª. 1917. In-4.º de 40-IV
págs. E.
1712 — SANTOS (Victor Marques dos).- LEAL DA CÂMARA, UM CASO DE CARICATURA. A sátira na atitude política portuguesa. Edição da Câmara Municipal de Sintra. Serviços
Culturais. 1982. In-4.º de 40-LXXXVI págs. B.
O último grupo de páginas é quase integralmente preenchido com um importante conjunto de caricaturas de natureza política, reproduzidas a negro ou a cores, conforme a modalidade adoptada na sua
primeira aparição a público. Obra fundamental para o conhecimento da obra de um dos grandes nomes
da caricatura portuguesa.
1713 — S. BOAVENTURA (Frei Fortunato de).- COLECÇÃO DE INÉDITOS PORTUGUESES DOS SÉCULOS XIV E XV. Reprodução facsimilada da edição existente na Biblioteca
Pública Municipal do Porto, com um estudo introdutório por José Marques. Porto. 1988. [Oficinas Gráficas de Barbosa & Xavier, Limitada. Braga]. 3 vols. In-4.º peq. de XV-I-317-III,
II-XV-I-299-V e IV-232-IV págs. B.
“(...) os livros e opúsculos integrados nesta obra — alguns deles coevos de Bartolomeu Dias —
constituem fontes e instrumentos preciosos de trabalho, não só em ordem ao aprofundamento dos
estudos sobre a mentalidade religiosa e monástica de matriz beneditina, da Baixa Idade Média portuguesa, mas também para um melhor conhecimento intrínseco de vários códices da antiga livraria
de mão do Mosteiro de Alcobaça (...)”. Edição patrocinada pelo Programa Nacional de Edições
Comemorativas dos Descobrimentos Portugueses.
1714 — S. JOSÉ DE QUEIROZ (Frei João de).- MEMORIAS DE FR. JOÃO DE S. JOSEPH
DE QUEIROZ, Bispo do Pará. Com uma extensa introducção e notas illustrativas por Camillo
Castello-Branco. Porto. Typographia da Livraria Nacional. 1868. In-8.º de IV-219-I págs. E.
A ampla «Introducção» de Camilo, em cinco capítulos, ocupa as 40 páginas iniciais, seguindo-se,
de 41 a 43, o «Prefacio do editor». A obra já havia sido publicada, com ligeira alteração do título, no
«Jornal do Commercio».
Bonita encadernação inteira de pele decorada a ouro, com rótulos e nervuras. Por aparar e com as
capas da brochura preservadas.
1715 — SARAIVA (António José). - CAMÕES. 1963. Jornal do Fôro. Lisboa. In-4.º de 196-II
págs. B.
Trabalho camoniano de grande interesse, documentado com várias gravuras reproduzindo as folhas de
rosto das primitivas edições das obras de Camões.
Edição restrita, feita em separata de «História da Cultura em Portugal».
Pequena assinatura a págs. 9.
1716 — SARAIVA (António José).- DICIONÁRIO CRÍTICO DE ALGUMAS IDEIAS E PALAVRAS CORRENTES. Publicações Europa-América. Lisboa. [1960]. In-8.º de 209-IV págs. B.
“O propósito deste livro é (...) chamar a atenção dos leitores para a necessidade, nas discussões de
doutrinas, de estarem atentos ao conteúdo dos termos, de vigiarem se, nas ligações entre eles, não há
ilusão, engano ou desleixo; de repararem se o assunto em discussão foi convenientemente definido;
se a mesma palavra não é sub-reptìciamente empregada em sentidos vários”, etc. Primeira edição,
retirada do mercado pela Censura aquando da sua vinda a público.
1717 — SARAIVA (António José).- HISTÓRIA DA CULTURA EM PORTUGAL. Lisboa.
Jornal do Fôro. 1950-1962. 3 vols. In-4.º de 795-I, 755-I e 719-I págs. E.
O nome do autor é revelado por J. V. Ribeiro no seu prefácio a esta curiosidade camiliana publicada
apenas com as iniciais R. C. S.
Edição limitada a 100 exemplares numerados.
Encadernação modesta em material sintético. Assinado no frontispício, com as capas da brochura e
as margens conservadas.
Notável trabalho de investigação histórica, no seu género o primeiro publicado em Portugal com tal
amplitude, onde nos é dado “o panorama global e complexo da evolução da cultura portuguesa através
dos tempos”. Os volumes vêm documentados com centenas de estampas impressas nas páginas do
texto e em folhas à parte. O 2º volume contou com a colaboração de Óscar Lopes e Luís de Albuquerque.
Primeira edição, valiosa e muito invulgar.
Encadernações editoriais com as lombadas de pele gravadas a ouro, sendo as pastas, em imitação de
chagrin, também gravadas mas a cor.
[127]
[128]
1718 — SARAIVA (António José).- PARA A HISTÓRIA DA CULTURA EM PORTUGAL.
Publicações Europa América. Lisboa. [1961]. 2 vols. In-8.º de 271-V e 366-II págs. B.
Uma das obras fundamentais da notável bibliografia do autor, obra constituída por vários ensaios consagrados a algumas das mais altas figuras da cultura portuguesa: Garrett, Camões, Oliveira Martins,
Júlio Diniz, Herculano, Eça de Queirós, Fernão Mendes Pinto, Correia Garção, Fernão Lopes, Gil
Vicente, João de Barros, etc. Obra integrada na colecção «Estudos e Documentos».
Segunda edição, esgotada.
Capa da brochura de António Domingues.
1719 — SARAIVA (Mário).- O CASO CLÍNICO DE FERNANDO PESSOA. Post-fácio do
Prof. Doutor Luís Duarte Santos - Edições Referendo. [Lisboa. 1990]. In-4.º de 191-V págs. B.
A fechar o texto de introdução afirma Mário Saraiva: “Escrevia, já sabemos porquê e para quê: escrevia para si e para o segredo de uma arca fechada. Porém violaram-lhe o segredo! Não tivessem aberto,
ou não tivessem vendido ao público o segredo dessa arca fechada e outro Fernando Pessoa ficaria para
a história, menos conhecido, é verdade, mas decerto de outra forma intelectualmente considerado.
Também não teríamos nós empreendido este estudo, que por vezes se nos torna penoso no revelar de
uma verdade quase cruel. ”O Post-fácio de Luís Duarte Santos ocupa as págs. 145 a 191.
1720 — SARAMAGO (José).- OS APONTAMENTOS. 1976. Seara Nova. [Lisboa]. In-8.º de
246-II págs. B.
Textos com especial importância para a história recente de Portugal, anteriormente publicados no
«Diário de Notícias». Volume integrado nos «Cadernos Seara Nova».
Capa da brochura de Henrique Ruivo. Assinatura autógrafa de José Saramago.
1721 — SARAMAGO (José).- CADERNOS DE LANZAROTE. Diário I [a V]. Caminho.
[Lisboa. 1994-1998]. 5 vols. In-8.º gr. B.
1727 - ver pag. 131
“Este livro, que vida havendo e saúde não faltando terá continuação, é um diário. Gente maliciosa
vê-lo-á como um exercício de narcisismo a frio, e não serei eu quem vá negar a parte de verdade
que haja no sumário juízo, se o mesmo tenho pensado algumas vezes perante outros exemplos,
ilustres esses, desta forma particular de comprazimento próprio que é o diário. Escrever um diário
é como olhar-se num espelho de confiança, adestrado a transformar em beleza a simples boa aparência ou, no pior dos casos, a tornar suportável a máxima fealdade. Ninguém escreve um diário
para dizer quem é. Por outras palavras, um diário é um romance com um só personagem. Por outras
palavras ainda, e finais, a questão central sempre suscitada por este tipo de escritos é, assim creio,
a da sinceridade . (...)”
Trata-se da primeira edição dos cinco volumes publicados deste inusitado Diário de José Saramago.
1722 — SARAMAGO (José).- A CAVERNA. Romance. Caminho. [Lisboa. 2000]. In-8.º gr.
de 350-II págs. B.
Primeira edição de um dos romances de José Saramago de original concepção, preocupação presente
em toda a obra do grande ficcionista português, Prémio Nobel da Literatura. Primeira edição.
1723 — SARAMAGO (Jose).- O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA. Caminho. [Lisboa.
1999]. In-8.º gr. de 39-I págs. B.
Com ilustrações a cores de Bartolomeu dos Santos.
1724 — SARAMAGO (José).- O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO. Romance.
Caminho. O Campo da Palavra. [Lisboa. 1991]. In-8.º gr. de 445-III págs. B.
Primeira das várias edições publicadas do mais polémico livro de José Saramago.
[129]
1730 - ver pag. 131
1725 — SARAMAGO (José).- FOLHAS POLÍTICAS. 1976-1998.Caminho. O Campo e a
Palavra. [Lisboa. 1999]. In-8.º gr. de 223-I págs. B.
“Não vai faltar quem me acuse de que alguns destes textos são desapiedados e injustos, tendo sido já
politicamente inoportunos e impertinentes na própria época em que foram escritos, mui mais o vêm
a ser agora, e que, argumento final, não é atitude das mais prudentes e sensatas da minha parte, considerando que todos nós temos os nossos «telhados de vidro», reabrir as chagas que o tempo, melhor
ou pior, teve a caridade de cicatrizar. (...) Em todo o caso, creio que estas Folhas Políticas, de cuja
honradez cívica não reconheço a ninguém o direito de duvidar, levam dentro verdades suficientes
para que sejam capazes de defender-se sozinhas, sem ajuda. Nem sequer a minha.” Primeira edição.
1726 — SARAMAGO (José).- IN NOMINE DEI. Teatro. Caminho. [Lisboa. 1993]. In-8.º gr.
de 164-IV págs. B.
Primeira edição de um importante texto dramático do Prémio Nobel Português de 1998, em cujo prefácio afirma: “Os acontecimentos descritos nesta peça representam, tão-só, um trágico capítulo da longa
e, pelos vistos, irremediável história da intolerância humana. Que o leiam assim, e assim o entendam,
crentes e não crentes, e farão, talvez, um favor a si próprios. Os animais, claro está, não precisam”.
1727 — SARAMAGO (José).- LEVANTADO DO CHÃO. Romance. Editorial Caminho.
[Lisboa. 1980]. In-8.º de 366-II págs. B.
“Tendo embora iniciado a sua carreira nas letras em 1947, com o livro Terra do Pecado, é em 1980,
com o romance Levantado do Chão, história da vida de uma família camponesa do Alentejo desde o
início do século até à revolução de Abril e ao advento da reforma agrária, que José Saramago produz
aquilo a que já se convencionou chamar o seu «primeiro grande romance». in «Dicionário Cronológico
de Autores Portugueses». Primeira edição.
Capa e arranjo gráfico de José Araújo. (ver gravura na pág. 130)
1728 — SARAMAGO (José).- A MAIOR FLOR DO MUNDO. Caminho. [Lisboa. 2001].
In-4.º gr. de XXXII págs. inums. E.
Livro infantil em bela edição ilustrada a cores por João Caetano e impresso em papel de grande
qualidade e gramagem.
Encadernação editorial.
1729 — SARAMAGO (José).- MANUAL DE PINTURA E CALIGRAFIA.Romance. 2.ª edição.
Prefácio por Luís de Sousa Rebelo do King’s College, Londres. Editorial Caminho. “O Campo
da Palavra”. [1983]. In-8.º de 315-V págs. B.
Capa da brochura de José Serrão.
Assinado por José Saramago.
1730 — SARAMAGO (José).- OBJECTO QUASE. Contos. Moraes Editores. [Lisboa. 1978].
In-8.º gr. de 139-III págs. B.
“Que livro é este? Objecto Quase é um livro in-temporal, ninguém tem nele bilhete de identidade:
a des-situação é praticada desde a primeira página, embora a novela de abertura conte uma história
que toda a gente conhece: “um dia salazar caiu duma cadeira...” Pensa o autor que, pela via duma certa
abstracção, se instalou, aqui, na dureza limpa do concreto.” Primeira edição integrada na colecção
«Círculo de Prosa».
Capa da brochura ilustrada a cores, com a reprodução de uma obra de Karel Appel.
(ver gravura na pág. 130)
1731 — SARAMAGO (José).- OBJECTO QUASE. Contos. Caminho. O Campo da Palavra.
[1984]. In-8.º de 138-VI págs. B.
Integrado na colecção O Campo da Palavra. Terceira edição.
Assinado pelo punho do autor.
[131]
1732 — SARAMAGO (José).- AS OPINIÕES QUE O DL TEVE. Seara Nova. 1974. [Lisboa].
In-8.º de 222-II págs. B.
“Esta compilação de alguns dos textos que ao longo de quase dois anos foram publicados no Diário
de Lisboa (anonimamente os publiquei, pois representavam o que então se entendeu ser a opinião
daquele jornal), poderia, em verdade, receber agora o título de regresso à procedência uma vez que
por este modo se identifica publicamente o autor”. Dos «Cadernos Seara Nova» e de muito escasso
aparecimento à venda.
Com uma assinatura de José Saramago.
1733 — SARAMAGO (José).- OS POEMAS POSSÍVEIS. Portugália Editora. Lisboa. [1966].
In-8.º de 188-IV págs. B.
Raro livro de poesia de José Saramago, o primeiro título constante da sua bibliografia, embora anteriormente o autor já tivesse publicado o romance «Terra do Pecado». Edição original, integrada na
colecção «Poetas de Hoje».
1734 — SARAMAGO (José).- OS POEMAS POSSÍVEIS. 2ª edição revista e aumentada.
Editorial Caminho. [Lisboa. 1982]. In-8.º gr. de 174-II págs. B.
“Dezasseis anos depois da primeira publicação (...) esta edição aparece não só revista mas emendada
também. Quase tudo nela é dito de maneira diferente, diferente é muito do que por outra maneira se
diz, e não faltaram ocasiões para contrariar radicalmente o que antes fora escrito”, segundo palavras
de Saramago.
Assinatura autógrafa de José Saramago.
1735 — SARAMAGO (José).- PROVÀVELMENTE ALEGRIA. Livros Horizonte. [Lisboa.
S.d. 1970]. In-8.º de 96-IV págs. B.
Livro de poesia e um dos mais invulgares da bibliografia do primeiro português a ser distinguido com
o Prémio Nobel de Literatura.
Assianado na página 9.
1736 — SARMENTO (Olga de Morais).- THEOPHILO BRAGA. (Notas e Commentários).
Lisboa. 1925. In-8.º gr. de 71-I págs. B.
Com um retrato de Teófilo Braga. Referências a outros escritores, designadamente a Camilo, Eça de
Queirós e Ramalho Ortigão. Edição cuidada e em bom papel.
1737 — SASPORTES (José).- DAISY, Um Filme para Fernando Pessoa. Imagens de Jorge
Martins. [Edições Salamandra. Lisboa. 1986]. In-8.º gr. de 77-I págs. E.
Muito original produção inspirada na vida de Fernando Pessoa, numa bela edição ilustrada com desenhos
de Jorge Martins e impressa em bom papel.
Encadernação editorial.
1738 — SCARLATTI (Eduardo).- A RELIGIÃO DO TEATRO. Editorial Ática. MCMXLV.
In-4.º gr. de 130-CIV págs. E.
Segunda e muito cuidada edição desta interessante obra, impressa em bom papel, com belas ilustrações,
muitas das quais a cores, apresentando ainda, no final, um significativo «Documentário Iconográfico
de A Religião do Teatro». Direcção Gráfica de Luís de Montalvor.
Do índice: «A Sinfonia das Imagens: Variações ligeiras sôbre um tema gasto.- Artes estáticas e cinemáticas.- As sinfonias dos símbolos, das imagens e das ideas. Realidade e verdade.- Imagens simbólicas
e inteligíveis.- Cinema puro.- O ritmo e a verdade eterna.- A sinfonia das imagens.- A lição de
Beethoven»; «A Sinfonia das Ideas: A revelação de Nietzsche sôbre o espírito e a tragédia grega.-
.../...
[132]
Apolo e Dionísio.- Eros, o génio humano. Da dança à sinfonia. Da música sinfónica à poesia lírica.- A
musicalidade das obras de Shakespeare. A sur-marionnette de Edward Gordon Craig.- A magia das
formas.- O valor do teatro shakespeareano. Wagner e o problema da fusão das artes.- O lugar geométrico do ritmo unitário.- Teatro do consciente e do subconsciente. A substância trágica, a poesia.- Eros,
o vencedor do Tempo.- A arte poética como necessidade humana. O instrumento da tragédia, o actor.Eleonora Duse.- Os limites do horizonte plástico»; «A Revolta do Génio: As origens da comédia.Bergson e o mecanismo do cómico. O poeta dramático e a caricatura teatral».
Boa encadernação com larga lombada e cantos de pele, decorada a ouro em casas fechadas e com
rótulo na lombada. Só ligeiramente aparado à cabeça e com as capas da brochura preservadas.
1739 — SEARA NOVA. Antologia. Pela Reforma da República. 1921-1926. Organização,
prefácio e notas de Sottomayor Cardia. Seara Nova. 1971-1972. 2 vols. In-4.º peq. de 381-I
e 430-II págs. B.
O importante prefácio de Sottomayor Cardia, «Para a Compreensão do Ideário do Primeiro Grupo
Seareiro», desenvolve-se de páginas 13 a 84. Edição cuidada, impressa em bom papel.
1740 — SENA (Jorge de).- ANDANÇAS DO DEMÓNIO. Histórias verídicas e fantásticas
e outras ficções realistas, antecedidas por um elucidativo prefácio. Estúdios Cor. Lisboa. [1960].
In-8.º de 228-X págs. B.
Primeira edição de uma das mais importantes obras em prosa do autor, que foi, nas palavras de Joel
Serrão, “...uma personalidade que, consciente da sua riqueza, utiliza essa mesma consciência como
um aríete.”
Capa da brochura ilustrada por Luís Filipe. Assinado na página 9.
1741 — SENA (Jorge de).- ARTE DE MÚSICA. Trinta e duas metamorfoses musicais e um
prelúdio, seguidos de um «pot-pourri». Moraes Editores. Lisboa. 1968. In-8.º gr. de 102-VI
págs. B.
“(...) se todas as artes me são necessárias à vida como o ar que respiro, a música ocupou sempre,
entre elas, e em relação a mim, um lugar especial”. Primeira edição, integrada na colecção «Círculo
de Poesia».
Com uma pequena assinatura.
1742 — SENA (Jorge de).- COROA DA TERRA. Poemas. Lello & Irmão - Porto. 1946. In-4.º
de 94 págs. E.
Dos primeiros e mais invulgares trabalhos poéticos do autor.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Conserva as capas da brochura e está só aparado
à cabeça.
1743 — SENA (Jorge de).- DA POESIA PORTUGUESA. Edições Ática. Lisboa. [1959]. In-8.º
de 242-VI págs. B.
“Sá de Miranda, Camões, Pascoaes, Florbela, Pessoa e alguns mais, além de um estudo sobre poesia
e outro sobre modernismo, e de uma nota introdutória.” Livro invulgar, aparecido na colecção
«Ensaio». Primeira edição.
Pequena assinatura na página 7.
1745 — SENA (Jorge de).- ESTUDOS DE LITERATURA PORTUGUESA. Edições 70. [1981-1988]. 3 vols. In-8.º B.
Obra de fundamental importância para o estudo da literatura portuguesa, desde as suas origens medievais ao surrealismo do século XX. Primeira edição.
1746 — SENA (Jorge de).- ESTUDOS SOBRE O VOCABULÁRIO DE «OS LUSÍADAS».
Com notas sobre o Humanismo e o Exoterismo de Camões. Edições 70. [Lisboa. 1982]. In-8.º gr.
de 428-XII págs. B.
Obra das mais importantes do autor e das mais notáveis também da bibliografia camoniana, preparada
e antecedida de um Prefácio escrito por Luís Francisco Rebelo. Edição dada a lume na criteriosa
e cuidada colecção das «Obras de Jorge de Sena».
1747 — SENA (Jorge de).- FERNANDO PESSOA & Cª HETERÓNIMA. (Estudos coligidos
1940-1978). Edições 70. [Lousã. 1982]. 2 vols. In-8.º gr. de 259-VII e 240-VIII págs. B.
Colectânea dos numerosos e notáveis escritos que o autor consagrou a Fernando Pessoa, incluída nas
«Obras de Jorge de Sena».
1748 — SENA (Jorge de).- METAMORFOSES, seguidas de quatro sonetos a Afrodite Anadiómena e com um posfácio e notas do autor. Circulo de Poesia. Lisboa. 1963. In-8.º gr. de 143-IV
págs. B.
Edição original deste excelente livro de poesia de Jorge de Sena, livro que obteve vários votos para o
Grande Prémio de Poesia de 1964 da Sociedade Portuguesa de Escritores. Com dois desenhos de Jorge
Vieira e outras ilustrações em folhas à parte.
Assinado na página 13.
1749 — SENA (Jorge de).- NOVAS ANDANÇAS DO DEMÓNIO. Contos. Portugália Editora.
[Oficinas Gráficas da Empresa do Jornal do Comércio, S.A.R.L. Lisboa. 1966]. In-8.º de 241-IX
págs. B.
“Os diversos episódios que compõem esta obra, pela diversidade e riqueza das suas fontes temáticas
— quer de carácter histórico ou tradicional — sucedem-se e entrelaçam-se em ritmo alucinatório, em
associação imprevista, e ficarão a atestar uma das vozes mais densas e originais da nossa literatura
contemporânea”. Primeira edição.
Capa de João da Câmara Leme. Assinado na página 9.
1750 — SENA (Jorge de).- PEREGRINATIO AD LOCA INFECTA. Portugália Editora. Lisboa.
[1969]. In-8.º de XV-191-XIII págs. B.
É de João Gaspar Simões o seguinte comentário acerca desta obra: “Título eminentemente erudito,
como erudito é tudo neste homem que escreve versos com a mesma soberba majestade intelectual
com que Goethe escrevia os seus dele, é ainda nessa erudição latente em cada verso seu que melhor se
evidencia a sua qualidade de ser pensante, não de ser vivente, deste herdeiro de tudo quanto de grande
foi pensado entre nós em matéria lírica.”
Colectânea de Poesia da década de 60, integrada na excelente colecção «Poetas de Hoje».
1744 — SENA (Jorge de).- A ESTRUTURA DE “OS LUSÍADAS” E OUTROS ESTUDOS
CAMONIANOS E DE POESIA PENINSULAR DO SÉCULO XVI. Portugália Editora.
[Lisboa. 1970]. In-8.º de VIII-VI-VI-337-III págs. B.
1751 — SENA (Jorge de).- O REINO DA ESTUPIDEZ. Moraes editores. [Lisboa. 1961 e 1978].
2 vols. In-8.º de 183-IX e 199-I págs. B.
[133]
[134]
Segundo palavras do autor. “o estudo é um guia de leitura, para entender-se em suas proporções o
edifício, construção estética de extraordinário rigor, destinada ela mesma a significar. E afinal era,
em grande parte, esse entendimento «estrutural» o que faltava para compreensão global da epopeia”.
Primeira edição dos dois volumes desta importante recolha de textos anteriormente publicados por
Jorge de Sena, separados entre si por dezassete longos anos, sendo o primeiro de menor formato.
O primeiro volume com uma assinatura de posse na página 9.
1752 — SENA (Jorge de).- SEQUÊNCIAS. Moraes Editores. [Lisboa. 1980]. In-8.º gr. de 119-XI
págs. B.
1759 — SERPA (António Ferreira de).- A ASCENDÊNCIA AÇOREANA DE CAMILO
CASTELO BRANCO. Portvgalia Editora. Lisboa. [S.d.] In-4.º de 37-III págs. E.
1753 — SENA (Jorge de).- OS SONETOS DE CAMÕES E O SONETO QUINHENTISTA
PENINSULAR. Portugália Editora. [Barcelos. 1969]. In-8.º de XIV-249-IV págs. B.
1760 — SERPA (Antonio Ferreira de).- CAMILO CASTELO BRANCO NO PARLAMENTO
DE 1885 E A SUA ASCENDÊNCIA PICOENSE. Lisboa. Tipografia do Comércio. 1926. In-8.º
de 66 págs. E.
Livro de poesia inédito, publicado postumamente. “Nota Prévia” assinada por Mécia de Sena. Integrado
na prestigiada colecção «Círculo de Poesia».
“As questões de autoria, nas edições da obra lírica até às de Álvares da Cunha e de Faria e Sousa,
revistas à luz de um inquérito estrutural à forma externa e da evolução do soneto quinhentista ibérico,
com apêndices sobre as redondilhas em 1595-98, e sobre as emendas introduzidas pela edição de 1598”.
1754 — SENA (Jorge de).- TRINTA ANOS DE CAMÕES. 1948-1978. (Estudos camonianos
e correlativos). Edições 70. [Lousã. 1980]. 2 vols. In-8.º gr. de 357-I e 278-II págs. B.
Primeira edição colectiva dos trabalhos que o autor consagrou ao estudo da Obra de Camões, integrada
nas «Obras de Jorge de Sena». Com uma Nota Prévia de Mécia de Sena.
1755 — SENA (Jorge de).- UMA CANÇÃO DE CAMÕES. Interpretação estrutural de uma
tripla canção camoniana, precedida de um estudo geral sobre a canção petrarquista peninsular,
e sobre as canções e as odes de Camões, envolvendo a questão das apócrifas. Portugália Editora.
[Lisboa. 1966]. In-8.º de XII-562-II págs. B.
Importante obra de bibliografia camoniana, integrada na «Colecção Problemas». Sobre esta obra disse
Mário Sacramento: “Passei por todas as cores do arco-íris à medida que percorria as quinhentas
páginas deste livro: espanto, incredulidade, alvoroço, «shock», escândalo, entusiasmo, estarrecimento,
adesão. E, por fim, rendi-me. Sem bandeira branca, mas rendi-me. Podem as Academias e os eruditos
d’aquém e d’além mar vir demonstrar, em peso e em sessão plenária, que há nele um coeficiente de
erro a três incógnitas, que nem por isso este ensaio deixará de ser tanto mais alucinante e portentoso
quanto é a primeira tábua, apenas, de um políptico que virá a abranger (como ensaio!) toda a obra de
Camões.”
1756 — SEQUEIRA (Gustavo de Matos).- DEPOIS DO TERREMOTO. Subsídios para a História dos Bairros Ocidentais de Lisboa. Academia das Sciências de Lisboa. Lisboa. 1916-1934.
(Coimbra. Imprensa da Universidade). 4 vols. In-4.º peq. E.
Obra das mais célebres e valiosas para o conhecimento da Lisboa antiga, onde “tudo é esmiuçado,
historiado, ilustrado com milhares de notícias curiosas e inéditas”. Com muitas plantas e estampas
em folhas à parte.
Primeira edição, a mais estimada e valiosa.
Boas encadernações com lombada e cantos em pele decorada de finos ferros. Dourados à cabeça e com
as capas de brochura conservadas.
1757 — SÉRGIO (António).- O COOPERATIVISMO. Objectivos e Modalidades. Uma obra
dirigida por... [Sociedade Industrial de Tipografia, Limitada. Lisboa. S.d.]. In-4.º de XLI-I-415-I
págs. E.
Um dos muitos e interessantes trabalhos da bibliografia passiva camiliana. Invulgar.
Encadernação modesta. Com um rasgão marginal na capa da brochura da frente.
O opúsculo relata o que “ocorreu nas Câmaras dos Deputados e dos Pares do Reino, quando se discutiu a isenção de emolumentos, direitos de mercê e sêlo, do título de Visconde de Correia Botelho, com
que o Rei Dom Luís agraciou o grande escritor”, facto que provocou acesa discussão.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Por aparar e com as capas da brochura preservadas.
1761 — SERRA (João Pavão).- FILHOS DA ESTRADA E DO VENTO. Contos e fotografias
de ciganos portugueses. Assírio & Alvim. [Lisboa. 1986]. In-4.º de 159-V págs. B.
“(...) Apareceu então um povo enigmático que se dizia provindo do Egito e descendente de Faraós.
Segundo investigações recentes seriam grupos nómadas, saídos do vale do rio Indo por volta do ano
mil. Pelas crónicas da época podemos desenhar a sua rota. Ainda no séc. XI teriam chegado ao Egito e
logo depois a vários pontos do Império Bizantino, até que, por volta do séc. XIV, e segundo a Cosmografia Universalis de Münster, «... de pele escura, avançavam em longas caravanas, uns a pé, outros a
cavalo arrastando consigo carros cheios de bagagens e de mulheres». E assim se espalharam por toda
a Europa Ocidental. (...)”
Valioso trabalho sobre o povo cigano em Portugal, numa cuidada edição com boas fotografias a cores,
1762 — SERRANO (Luís).- POEMAS DO TEMPO INCERTO. Coimbra. 1983. In-8.º gr.
de 70-II págs. B.
Volume integrado no «Cancioneiro Vértice», com ilustrações de José Rodrigues em folhas à parte.
1763 — SERRÃO (Joel).- CESÁRIO VERDE. Interpretação, poesias dispersas e cartas. 2ª edição,
revista. Delfos. Lisboa. MCMLXI. In-8º de 266-I págs. B.
Edição preferível à anterior por ter sido revista pelo autor.
1764 — SERRÃO (Joel).- CESÁRIO VERDE. Para uma edição crítica das suas poesias. Com
um Apêndice de Poesias Desconhecidas. [S.l.n.d.] In-8.º gr. de 39-I págs. B.
Invulgar separata da revista «Vértice». Ilustrado com a reprodução da capa da brochura de «O Livro
de Cesario Verde» e do manuscrito da primeira versão do poema «A Débil».
1765 — SERRÃO (Joel).- ROTEIRO DE FONTES DA HISTÓRIA PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Instituto Nacional de Investigação
Científica. 1984-1985. 3 vols. In-8.º B.
1758 — SÉRGIO (Manuel).- CHUVA. Poemas. Lisboa. 1961. [Composto e impresso na Latingráfica]. In-4.º de 62-II págs. B.
Publicação coordenada por Joel Serrão, com a direcção de Maria José da Silva Leal e de Miriam
Halpern Pereira e a colaboração de Ana Maria Cardoso de Matos e de Maria de Lourdes Nunes
Henriques.
Os dois primeiros volumes foram inteiramente dedicados ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo,
que “reune fundamentalmente documentação medieval e de Antigo Regime; o terceiro, aos Arquivo
Histórico-Parlamentar, Arquivo Geral da Marinha, Arquivo Histórico Militar, A. Hist. do Ministério
dos Negócios Estrangeiros, A. Hist. do Ministério do Equipamento Social, A. Hist. do Tribunal de
Contas, A. Hist. da Câmara Municipal de Lisboa, estes com importante documentação relativa aos
séculos XIX e XX.”
[135]
[136]
Obra fundamental para o conhecimento do movimento cooperativo em Portugal, com textos de António
Sérgio, Hipólito dos Santos, José de Sousa, Eugénio Mota, Fernando Ferreira da Costa, Henrique de
Barros, Vasco de Carvalho, Moisés da Silva Ramos, João Sá da Costa, Luísa Maria Simões Raposo
Ribeiro e Lúcia Nobre.
Encadernação editorial.
1766 — SERRÃO (Joel).- SAMPAIO BRUNO. O Homem e o Pensamento. Editorial Inquérito
Limitada. Lisboa. [1958]. In-8.º de 235-V págs. B.
“(...) este livro não trata de pedras mas do pensamento de Sampaio Bruno (o que é muito mais difícil
e enleador, haveremos de convir). Esse Bruno que é uma das realidades mais altas do pensamento que
por cá tem havido. Tão nobre, tão relevante, que talvez nem chegue a ser paradoxo afirmar que nem
se dá por ela.” Com um retrato de Sampaio Bruno segundo uma gravura em madeira de Abel Manta.
1767 — SILVA (Agostinho da).- ANTOLOGIA. Introdução aos Grandes Autores. Lisboa. 19411946. [Oficinas Gráficas «Minerva». Vila Nova de Famalicão]. 51 opúsculos em 2 vols. In-4º E.
Cremos que é a colecção completa desta interessante e invulgar Antologia dirigida por Agostinho da
Silva, antologia que reúne textos dos mais diversos autores, tendências e épocas: Voltaire, Tolstoi, Damião de Góis, Cervantes, Tchekov, Buffon, Fernão Lopes, Dostoiewsky, Erasmo, Herodoto, Flaubert,
Frei Luís de Sousa, Diogo do Couto, Maupassant, Condorcet, Marco Aurélio, Stendhal, Eanes Gomes
de Zurara, Fénélon, Bacon, Mahomet, Whitman, Petrónio, Victor Hugo, Edgar Poe, Montaigne,
Platão, Dickens, Molière e muitos outros.
Encadernações com as lombadas e os cantos em pele. Todos os fascículos foram assinados pelo
proprietário.
1768 — SILVA (Agostinho Veloso da).- VIDA E HISTORIA DE CAMILLO CASTELLO
BRANCO, grande Mestre dos romancistas portuguezes e um dos maiores vultos da Litteratura.
Porto. Livraria Portugueza-Editora de Joaquim Maria da Costa. [S.d.] In-8.º gr. de 14-II págs. B.
Folheto publicado na «Collecção de Historias Populares». Busto de Camilo gravado em madeira por
Valentim impresso na capa da brochura.
Assinado no frontispício.
1769 — SILVA (António de Morais).- GRANDE DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA. 10ª edição revista, corrigida, muito aumentada e actualizada segundo as regras do Acordo
Ortográfico Luso-Brasileiro... de 1945 por Augusto Moreno, Cardoso Júnior e José Pedro
Machado. Editorial Confluência. [Lisboa. 1949-1959]. 12 vols. In-4.º gr. E.
1770 - ver pág. 138
É a melhor edição daquele que é, possivelmente, o mais célebre, vasto e respeitado dicionário de língua
portuguesa até hoje publicado, cuja multiplicidade de edições justifica o apreço de que há mais de uma
centena de anos tem vindo a gozar. Dicionário, dizem-no os editores, “que Camilo recomendava se
manuseasse «com mão diurna e nocturna» e que Latino considerava como o mais copioso daqueles
que até ao seu tempo se tinham escrito”; “esse «Dicionário» é ainda hoje, pelo que toca à exactidão
de significados, diversidade de sentidos e segurança e riqueza de abonações clássicas, o mais autorizado dos que possuímos e aquele a que recorrem com mais confiança os nossos escritores de mais
responsabilidade e renome”.
Encadernações editoriais de pele com as lombadas gravadas a ouro e as pastas a seco.
1770 — SILVA (António Diniz da Cruz e).- O HYSSOPE, Poéma Heroi-Comico por... Nova
edição correcta, com variantes, Prefácio, e Notas. Paris, Na officina de A. Bobée. 1817. In-8.º
de IV-XXXIII-III-137-III págs. E.
Com uma gravura aberta em chapa de cobre representando o Deão entregando o Hissope ao Bispo.
Terceira edição, impressa em Paris, revista, prefaciada e anotada por Timóteo Lecussan Verdier,
contemporâneo do autor. Alberto Pimentel trata exaustivamente desta obra no seu livro «Poemas
Herói-Cómicos Portugueses». Segundo Alberto Pimentel, tanto esta edição como a de 1821 “mereceram
a estimação dos bibliófilos, e não é fácil encontrá-las”.
Encadernação inteira de carneira. Com as margens integrais e sem as capas da brochura.
(ver gravura na pág. 137)
[138]
1771 — SILVA (António José da) [O JUDEU].- OBRAS COMPLETAS. Prefácio e notas do
Prof. José Pereira Tavares. Livraria Sá da Costa - Editora. Lisboa. 1957-1958. 4 vols. In-8º E.
António José da Silva, o Judeu, “suportou duas vezes o cárcere e a tortura inquisitoriais e acabou os
seus dias, na flor da idade, em infamante fogueira de um auto-de-fé”; “Este autor foi (...) vítima da
sua ascendência judaica, agravada pela circunstância de haver atingido a idade adulta em período
particularmente feroz do Santo Ofício”.
Edição integrada na prestimosa «Colecção de Clássicos Sá da Costa».
Boas encadernações inteira de pele à cor natural, decoradas a seco nas pastas, seixas e lombadas.
1772 — SILVA (António Manuel Policarpo da).- O PIOLHO VIAJANTE, divididas as viagens
em mil e uma carapuças. Ortografia actualizada, prefácio, glossário e notas por João PalmaFerreira. Lisboa. Estúdios Cor. 1973. In-4.º de 313-I págs. B.
Interessantíssima obra satírica, de grande importância para o conhecimento da sociedade portuguesa
dos primeiros anos do século passado, excelentemente estudada por João Palma-Ferreira no extenso
prefácio a esta boa edição, que, além do texto integral da obra, apresenta um vasto conjunto de estampas a negro e a cores, nas páginas do texto e em separado, reproduzindo costumes da época.
1773 — SILVA (Antunes da).- ALENTEJO É SANGUE. Crónicas e narrativas. Portugália Editora. [Lisboa. 1966]. In-8.º de 291-VII págs. B.
Primeira edição deste estimado livro do escritor eborense Antunes da Silva, autor de estimada e considerável bibliografia. Integrado na colecção «O Livro de Bolso».
Com uma pequena assinatura.
1774 — SILVA (Antunes da).- O AMIGO DAS TEMPESTADES. Contos e Narrativas. [Coimbra].
1958. In-8.º de 175-I págs. B.
Obra considerada como “o trabalho mais notável, mais forte, que saiu da sua pena de contista.”
Segundo António Quadros, “algumas das mais vibrantes páginas que depois de Fialho de Almeida se
escreveram sobre a gesta do homem alentejano”, devem-se a Antunes da Silva. Volume integrado na
colecção «Textos Vértice».
Com uma pequena assinatura.
1775 — SILVA (Antunes da).- CANÇÕES DO VENTO. Publicações Europa-América. Lisboa.
1957. In-8.º de 58-II págs. B.
Livro de poesia integrado na escolhida colecção «Cancioneiro Geral». Prefácio «à Memória de Manuel
Ribeiro de Pavia».
Com pequena assinatura na página 9.
1776 — SILVA (Antunes da).- ESTA TERRA QUE É NOSSA. Poemas. Centro Bibliográfico.
Lisboa. 1952. In-8.º de 43-III págs. B.
Obra integrada na colecção poética «Cancioneiro Geral».
Segundo se lê no Catálogo da exposição «Livros Proibidos no Estado Novo», organizada pela Assembleia Nacional, este livro esteve proibido de circular pela PIDE-DGS de Janeiro a Março de 1955.
Assinado.
1777 — SILVA (Antunes da).- EXILADO e outros contos. Editorial Inova SARL. [Porto. 1973].
In-8.º gr. de 89-VII págs. B.
1778 — SILVA (Antunes da).- GAIMIRRA. Contos. Inquérito. [1945. Imprensa Libânio da
Silva. Lisboa]. In-8.º de 238-II págs. B.
Segundo livro do autor, poeta e prosador alentejano ligado ao neo-realismo português. Livro integrado
na «Biblioteca da Nova Geração».
Capa de brochura ilustrada a cores por Manuel Ribeiro de Pavia.
1779 — SILVA (Antunes da).- SUÃO. [Portugália Editora. Lisboa. 1961]. In-8.º de 258-VI
págs. B.
Segunda edição, integrada na colecção «O Livro de Bolso».
Assinado.
1780 — SILVA (Antunes da).- TERRAS VELHAS SEMEADAS DE NOVO. Uma Realidade
Portuguesa: os Trabalhadores Cooperativos. Reportagens. Livraria Bertrand. Amadora. [1976].
In-8.º gr. de 229-III págs. B.
“É um livro histórico, este «TERRAS VELHAS SEMEADAS DE NOVO». Nele perpassam as
ansiedades e as vicissitudes dos operários da gleba, a evolução de uma sociedade agrária anacrónica,
egoísta e feudal, para uma outra mais justa e rica de potencialidades criadoras, no caminho de uma
maior produção agrícola.
“Antunes da Silva conta-nos neste volume casos inesquecíveis de calor humano que nos põem em
presença de um dos mais importantes e quentes temas da actualidade, que é o cooperativismo agrícola
e a reforma agrária.” Primeira edição.
1781 — SILVA (Antunes da).- UMA PINGA DE CHUVA. Crónicas e narrativas. Lisboa. 1972.
In-8.º de 227-I págs. B.
Neste livro o autor vem entregar “estas letras miúdas que foi dobando à margem dos dias, crónicas
públicas engendradas à sombra da síntese dos cansaços e cuidados que a existência dá a quem lhe
morde as nervuras, como se andasse a cumprir, neste tempo agitado, um apaixonante itinerário ao sul
da Ibéria”.
1782 — SILVA (Antunes da).- VILA ADORMECIDA. Contos. Portugália Editora. Lisboa.
[1947]. In-8.º de 204-III págs. B.
Segundo Armando Ventura Ferreira na revista «Mundo Literário» “Antunes da Silva é bom observador da realidade física, sabe descrever com fluência a paisagem, registar um gesto, uma atitude,
marcar as linhas dum rosto. Estes factores atribuem-lhe sem favor um lugar na literatura alentejana.”
Primeira edição.
Capa ilustrada a cores por Manuel Ribeiro de Pavia.
1783 — SILVA (Augusto Vieira da).- O CASTELO DE S. JORGE EM LISBOA. Estudo
Histórico-descritivo. 2ª edição. 1937. Tip. da Emprêsa Nacional de Publicidade. Lisboa. In-8.º
de 180 págs. B.
Edição completamente refundida e aumentada, profusamente ilustrada em folhas à parte.
1784 — SILVA (F. Gomes da).- MYSTERIOS DA INQUISIÇÃO. Illustrado a côres por Manuel
de Macedo e Roque Gameiro. Lisboa. Secção Editorial da Companhia Nacional Editora. 1900-1904.
3 vols. In-4.º E.
Primeira edição independente de contos anteriormente publicados nos livros deste destacado escritor
alentejano, dados a lume na «Colecção Duas Horas de Leitura».
As belas litografias de Manuel de Macedo e Roque Gameiro são impressas a cores em folhas destacadas do texto.
Encadernações da época, com a lombada em pele, com pequenos defeitos.
[139]
[140]
1785 — SILVA (Fernando Emídio da).- EMIGRAÇÃO PORTUGUÊSA. Lisboa. 1917.
In-8.º gr. de XII-381-I págs. E.
Capítulos sobre os “Caracteres gerais da emigração”, “Causas da emigração”, “Effeitos da emmigração”, “Intervenção do Estado”, “Condições essenciaes da colonisação”, “A emigração e o desiquilibrio da balança economica”, “A emigração e o equilibrio final da balança demográfica, “A emigração
confirmadamente patologica: em consideração da sua origem e independentemente do destino”,
“O destino e a cultura da emigração portuguêsa”, etc. Invulgar.
Encadernação com lombada de pele, já bastante ressequida. Aparado e com as capas da brochura
conservadas.
1786 — RIO PAIVA. Filomeno Silva / Marco. Associação da Defesa do Património Arouquense
/ Águas do Douro e Paiva SA / Campo das Letras. [Produção João Machado, Design Lda.
Impressão e acabamento, Norprint, S.A. 1999?]. In-4.º gr. de 250-II págs. E.
De Nuno Silva Cardoso: “(...) O Paiva, rio singular em ambientes naturais de extraordinária beleza,
dos menos poluídos da Europa, é um rio totalmente português: nasce a sul de Moimenta da Beira,
desagua no Douro junto à ilha dos Amores e toda a sua bacia hidrográfica se desenvolve em território
nacional.
“Ao folhear este livro, não podemos de deixar de ficar encantados também com a forma como os
autores nos mostram a flora diversificada que envolve o rio, bem como as formas de vida animal que,
há séculos ou milénios, aqui têm o seu ambiente natural.
“(...) Esta edição contribuirá para um melhor conhecimento do Paiva, para o registo da sua memória
e ajudará a garantir que as utilizações futuras se façam sempre no respeito por este verdadeiro tesouro
que é de todos nós.”
Belíssima monografia impressa em excelente papel, com inúmeras fotografias a cores dignas do nome
dos seus autores, Filomeno Silva e Marco e com colaboração literária de Américo Oliveira, Carlos
Aguiar Gomes, Filomeno Silva, Jorge Paiva e Paulo Silveira.
Encadernação própria, inteira de tela, com sobrecapa de resguardo estampada a cores.
1787 — SILVA (Garcez da).- ALVES REDOL E O GRUPO NEO-REALISTA DE VILA
FRANCA. Caminho. [1990]. In-8.º de 207-I págs. B.
1788 — SILVA (Inocêncio Francisco da) & ARANHA (P. V. Brito).- DICCIONARIO BIBLIOGRAPHICO PORTUGUEZ. Estudos de... applicaveis a Portugal e ao Brasil. Lisboa. Na Imprensa
Nacional. MDCCCLVIII [a MCMXXIII]. 25 vols. In-8.º gr. E.
Do décimo volume e até ao 22º, a obra foi continuada e ampliada por Brito Aranha. No 22º volume
vem um amplo estudo de J. J. Gomes de Brito sobre a obra de Alexandre Herculano. Todos os volumes
do suplemento (8º em diante), vêm enriquecidos com valiosos facsimiles de portadas, de livros
impressos desde o sec. XVI. Aos 22 volumes do corpo principal da obra, foram acrescentados «A Guia
Bibliográfica» ao mesmo Dicionário por Ernesto Soares, Os «Aditamentos ao Dicionário Bibliográfico
Português» e os «Subsídios para um Dicionário de Pseudónimos, iniciais e Obras Anónimas», por
Martinho Augusto da Fonseca.
Obra de grande merecimento e, sem dúvida, indispensável para quem se dedica ao estudo da bibliografia luso-brasileira, livreiros e bibliófilos. Colecção completa.
Exemplar da edição facsimilada. Encadernações editoriais, gravadas a ouro nas lombadas.
1789 — SILVA (J.).- PROSAS DEMOCRÁTICAS. Edição do autor. Porto. 1968. In-8.º gr. de
352-IV págs. B.
Alguns dos muitos capítulos do livro: «Carta ao General Norton de Matos»; «Apontamentos sobre a
guerra actual»; «Idealismo ou Materialismo?»; «O 5 de Outubro; 31 de Janeiro»; «Mortos Queridos»;
«Cantores das Ruas»; «Recordações dos Açores»; «República - Sinónimo de Liberdade»; «POVO
e... povo»; «José Frederico Silveira da Costa»; «Mineiros»; «O Porto Republicano»; «Evolução
Democrática e o 31 de Janeiro»; «Crónicas do Natal»; «Monte de S. Gregório»; «Castelo de Póvoa de
Lanhoso»; «Uma noite de S. João»; «Dos Precursores da República aos nossos dias».
[141]
1790 — SILVA (L. A. Rebelo da).- DE NOITE TODOS OS GATOS SÃO PARDOS. Livraria
Editora. Lisboa. [S.d.] In-8.º de 224 págs. E.
Primeira edição de uma das mais apreciadas obras de Rebelo da Silva, só publicada depois da sua morte.
Encadernação com lombada de pele. Com ligeiro aparo nas margens e falta das capas da brochura.
1791 — SILVA (L. A. Rebelo da).- MEMORIA BIOGRAFICA E LITTERARIA ÁCERCA
DE MANOEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE, do caracter das suas obras, e da influencia
que exerceu no gosto, e nos progressos da Poesia Portugueza. Lisboa. Typografia da Academia.
1854. In-4º gr. de II-121 págs. E.
Valiosa publicação acerca de Bocage, num dos mais raros trabalhos publicados por Rebelo da Silva.
Recentemente encadernado com lombada e cantos em material sintético imitando carneira antiga.
1792 — SILVA (P. Almeida e).- IMPRESSÕES DE UM PERFIL OU AUTOPSIA DE CAMILLO
C. BRANCO E A LITTERATURA MODERNA EM FACE DA ARTE CHRISTÃ. pelo... São
Paulo. Ex Typ. Thabor. 1888. In-8.º peq. de 300 págs. E.
José dos Santos: “Camillo, nêste livro de crítica à sua personalidade e à sua obra sob o ponto de vista
religioso, é tratado duramente e injustamente”. Muito raro.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Por aparar e com as capas conservadas. Assinado no
frontispício.
1793 — SILVA (Vieira da).- VIEIRA DA SILVA. [Fundação Calouste Gulbenkian]. Lisboa,
Junho / Julho 1970. (Composto e impresso por Gris, Impressores, S.A.R.L. Cacém). In-4.º
de 217-V págs. B.
Catálogo de uma das mais importantes exposições de pintura de Maria Helena Vieira da Silva. Com
uma «Biografia» organizada por Guy Weelen, uma «Apresentação de Vieira da Silva» assinada por João
Gaspar Simões, um estudo de Murilo Mendes sobre «Vieira da Silva», outro de Mário Cesariny intitulado «A Pintura de Vieira da Silva e o Poético» e ainda um estudo de José-Augusto França denominado
«Vieira da Silva de 1950 a 1970». Edição de grande cuidado gráfico, em papel de escolhida qualidade
e com inúmeras reproduções a negro e a cores de alguns dos mais representativos trabalhos da artista.
Capa da brochura com sujidade.
1794 — SILVA (Vitor Manuel de Aguiar e).- CAMÕES: LABIRINTOS E FASCÍNIOS. Cotovia.
[1994]. In-8.º gr. de 246-II págs. E.
“Nos ensaios camonianos coligidos neste livro, escritos ao longo de um quarto de século, avultam
dias orientações e preocupações fundamentais: uma orientação e uma preocupação filológicas e uma
orientação e uma preocupação hermenêuticas.”
Encadernação editorial.
1795 — SILVANO (Almeida).- O MARQUEZ DE POMBAL Celebrado por um grupo de distinctos escriptores liberaes. Lisboa. Empreza de O Bem Publico. 1906. In-8.º de 295 págs. E.
Neste livro “Invocarei perante o tribunal da critica testemunhas das mais qualificadas e insuspeitas,
escriptores brilhantes, que por varios titulos opulentaram e illustram a litteratura nacional, como
Pinheiro Chagas, Camillo C. Branco, Latino Coelho, Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro, Coelho da
Rocha, Luz Soriano, e até Theophilo Braga”.
Boa encadernação à amador, com a lombada e cantos de pele. Está só ligeiramente aparado à cabeça,
com as capas da brochura preservadas e com um pequeno restauro no frontispício. Assinatura de posse
de Cláudio Basto no anterrosto.
1796 — SIMÕES (João Gaspar).- ANTERO DE QUENTAL. Editorial Presença. Lisboa. 1962.
In-8.º de 262-II págs. B.
Com ilustrações em folhas à parte. Livro integrado na colecção «Biografia de Bolso».
[142]
1797 — SIMÕES (João Gaspar).- EÇA DE QUEIROZ. O Homem e o Artista. Edições Dois
Mundos. Lisboa. 1945. In-4.º de 668-IV págs. E.
Ainda hoje é considerado com um dos mais importantes trabalhos consagrados ao grande romancista
português. Ilustrado com um retrato de Eça de Queiroz por Columbano, além de várias estampas
impressas em separado. Camiliano.
Exemplar da primeira edição, há longos anos esgotada.
Encadernação com lombada e cantos de pele, decorada com dourados e nervuras. Aparado e com as
capas conservadas.
1798 — SIMÕES (João Gaspar).- PERSPECTIVA DA LITERATURA PORTUGUESA DO
SECULO XIX [De Silvestre Pinheiro Ferreira a José Duro]. Direcção, Prefácio e Notas biobibliográficas de João Gaspar Simões. Gravuras em madeira de Abel Manta. Edições Ática.
Lisboa. 1947-1949. 2 vols. In-4.º gr. de 604-IV e 512-IV págs. E.
A obra, de fundamental interesse para o estudo da literatura portuguesa do importante período a que
se reporta, tem como autores os mais conceituados nomes da literatura portuguesa do nosso tempo.
Diz João Gaspar Simões no prefácio, que, “Hoje Perspectiva da literatura portuguesa do século XIX,
será amanhã, Perspectiva da literatura portuguesa do século XX, pois os vindouros encontrarão nestas
páginas matéria de sobra para tranquilamente proferirem o seu parecer sobre a capacidade crítica, a
natureza dos juízos e a qualidade do gosto de alguns dos mais importantes escritores desta primeira
metade do século XX”. Colaboração de Vitorino Nemésio, António Salgado Júnior, Hernâni Cidade,
Fausto José, Sant’Ana Dionísio, José Régio, Costa Pimpão, Prado Coelho, Fernando Namora, Óscar
Lopes, Pedro Homem de Mello, Câmara Reys, Mário Dionísio, Fidelino de Figueiredo, Ramos de
Almeida, José Gomes Ferreira, António José Saraiva, João José Cochofel, Jorge de Sena, Domingos
Monteiro, Tomaz Kim, Luís Francisco Rebelo, Adolfo Casais Monteiro, Forjaz Trigueiros, Carlos de
Oliveira, Branquinho da Fonseca, Alberto de Serpa, Carlos Queirós, Irene Lisboa e muitos outros.
Edição de esmerada apresentação gráfica, impressa a duas cores e ilustrada com numerosos retratos
em madeira da autoria de Abel Manta.
Encadernações editoriais, em pele com dizeres dourados nas pastas e lombadas.
1799 — SIMÕES (Manuel).- CRÓNICA BREVE. Poemas. [Gráfica Boa Nova, Limitada.
1970]. In-8.º esguio de 47-I págs. B.
Poemas publicados na colecção «Nova Realidade».
Com uma pequena assinatura.
1800 — SIMÕES (Manuel) & CABRAL (Luís).- IMAGENS CAMILIANAS. Comissão Nacional das Comemorações Camilianas. Porto 1991. [Execução Gráfica: Jódique/Artes Gráficas.
91]. In-4.º gr. de XII págs. de texto e 62 estampas. B.
Álbum de excelente qualidade gráfica reunindo no estojo para ele especialmente feito um valioso
conjunto de 62 folhas soltas com espécimes iconográficos de Camilo e de seus familiares, amigos,
documentos manuscritos, vistas do Porto, edifícios, etc., a negro e a cores, reproduzidos a partir de
originais fotográficos e outros. Destes destacamos os trabalhos de Bordalo Pinheiro, José de Brito,
Dórdio Gomes, Artur Bual. Edição limitada a 1000 exemplares.
1801 — SKAPINAKIS (Nikias).- INACTUALIDADE DA ARTE MODERNA. Seara Nova.
[Composto e impresso na Gráfica Santelmo, Lda. S.d.]. In-8.º de 37-III págs. B.
Conferência realizada no 1º Salão de Arte Moderna da Sociedade Nacional de Belas Artes, em Outubro de 1958. Raro.
1802 — SOARES (Luísa Ducla).- CONTRATO. Poemas. Iniciativas Editoriais. [Tipografia
Ideal. Lisboa. 1970]. In-8.º de 37-VII págs. B.
Poemas publicados nos Cadernos das «Iniciativas Editoriais», onde apareceram trabalhos de José
Gomes Ferreira, Eugénio de Andrade, Manuel da Fonseca e outros notáveis poetas.
Assinado.
[143]
1805 - ver pág. 145
1803 — SOARES (Mário).- AS IDEIAS POLÍTICAS E SOCIAIS DE TEÓFILO BRAGA. Prefácio de Vitorino Magalhães Godinho. Centro Bibliográfico. Lisboa. 1950. In-8.º de XXX-II-87-V
págs. B.
Texto melhorado da dissertação para a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas apresentada
pelo autor na Faculdade de Letras de Lisboa. A participação de Vitorino Magalhães Godinho ocupa
vinte das páginas preliminares.
Com dedicatória do autor.
1804 — SOROPITA (Fernão Rodrigues Lobo).- POESIAS E PROSAS INÉDITAS. Com uma
prefação e notas de Camillo Castello Branco. Porto. Typographia Lusitana. 1868. In-8.º
de XXXVIII-185-I págs. E.
Primeira edição deste estimado livro, valioso também pelo extenso prefácio de Camilo.
Encadernação contemporânea com a lombada em pele. Sem capas e ligeiramente aparado. Assinado
no frontispício.
1805 — SOUSA (A. D. de Castro e).- MEMORIA HISTORICA SOBRE A ORIGEM DA FUNDAÇÃO DO REAL MOSTEIRO DE N. S. DA PENA, que pertenceu aos monges da Ordem de
S. Jeronimo; Actualmente Palacio acastelado, situado na Serra de Cintra. Escripta, e dedicada
ao Senhor D. Fernando Augusto Francisco Antonio, Rei de Portugal, o 2.º do Nome, (...) Pelo
Abbade... 1841. Lisboa: Typografia de A. J. C. da Cruz. In-8.º de 55-I págs. E.
Edição muito rara, ilustrada com uma bonita estampa do Mosteiro da N.ª Senhora da Pena antes das
obras realizadas por D. Fernando, aberta a buril, não assinada e intitulada «MOSTEIRO DA PE NA
EM CINTRA»; na margem inferior, a seguir ao título, vem impressa uma quadra de Lord Byron.
Encadernação em pele inteira, decorada com nervuras e singelos ferros a ouro. (ver gravura na pág. 144)
1806 — SOUSA (António de).- LINHA DE TERRA. Poemas. Lisboa. Editorial Inquérito
Limitada. 1951. In-8.º de 65-I págs. B.
Edição original constituída por 500 exemplares. Desenho da capa de Manuel Ribeiro de Pavia.
Com uma pequena assinatura.
1807 — SOUSA (António de).- SETE LUAS. Poemas. 2ª edição, ilustrada por Manuel Ribeiro
de Pavia. 1954. Editorial Inquérito Limitada. Lisboa. In-8.º de 59-III págs. B.
Edição especialmente apreciada pelas interessantes ilustrações de Pavia.
Assinado.
1808 — SOUSA (António de).- TERRA AO MAR. Poemas. Lisboa. Editorial Inquérito
Limitada. 1954. In-8.º de 69-V págs. B.
Edição original, com ilustrações e capa de Manuel Ribeiro de Pavia.
Assinado.
1809 — SOUSA (João Rui de).- CORPO TERRESTRE. Portugália Editora. Lisboa. [1972].
In-8.º gr. de 126-II págs. B.
convenientemente feitas”; “Mas o presente estudo não é só uma obra de investigação genealógica;
é também (...) um dos primeiros trabalhos de genealogia portuguesa orientados segundo um critério
amplo, que deveria ser seguido em todos os modernos estudos genealógicos.” Com árvores de costado
em folhas desdobráveis.
Encadernação à amador com lombada e cantos de pele. Só aparado à cabeça, com as capas da brochura
e dedicatória do autor.
1811 — SOUSA (José de Campos e).- PSICANÁLISE JUDAÍSMO E MÃE DE CAMILO.
Resposta a Godin da Fonseca. Lisboa - MCMLIV. In-4.º peq. de 26-II págs. B.
Estudo muito curioso e pouco frequente dada a sua reduzida tiragem.
Manuscrito e assinado pelo autor, no verso do anterrosto vem a justificação da tiragem: 300 exemplares
numerados e assinados, sendo este o n.º 100.
1812 — SOUSA (Julio Rocha e).- CONCELHO DE VILA NOVA DE PAIVA. Edição do autor.
Viseu. 1997. [Eden Gráfico. Viseu]. In-8.º gr. de 347-I págs. B.
Monografia ilustrada a negro e a cores com interesse para a região de Viseu. Edição do autor, de
provável limitada tiragem.
Dedicatória do autor.
1813 — SOUSA (Frei Luís de).- HISTÓRIA DE S. DOMINGOS. Introdução e revisão de M.
Lopes de Almeida. 1977. Lello & Irmão - Editores. Porto. 2 vols. In-4.º de XLVI-1185-I e 1261-I págs. E.
Cuidada edição integral desta importante obra clássica, dada a lume na colecção «Tesouros da Literatura e da História». A valiosa «Introdução» do Prof. Manuel Lopes de Almeida vem estampada de
págs. V a XLVI.
Encadernações editoriais em inteira imitação de pele mosqueada, com ferros dourados na lombada e
nas pastas.
1814 — SOUSA (Maria Leonor Machado de).- CAMÕES EM INGLATERRA. Instituto de
Cultura e Lingua Portuguesa. Ministério da Educação. 1992. In-8.º gr. de 243-V págs. B.
Importante trabalho de investigação coordenado por Maria Leonor Machado de Sousa: «Traduções
de Os Lusíadas em Inglaterra» [Iolanda Freitas Ramos e Isabel C. Lousada]; «Apontamento biográfico relativo aos tradutores de Os Lusíadas» e «Uma leitura de Os Lusíadas. William Julius Mickle»
[Isabel Simões Ferreira]; «A lírica de Camões em língua inglesa» [Maria Eugénia Igreja]; «Luis de
Camões traduzido pelo Visconde de Strangford» [M. Eugénia de C. Penteado]; «John Adamson e o
mito de Camões» [J. Paulo Pereira da Silva]; «Richard Francis Burton: viajante, tradutor, camionista»
[Fernanda Ramos]; «Camões: perfil encomiástico em inglês» [Iolanda F. Ramos].
1815 — SOUSA (Osvaldo de) & SALAZAR (Susana).- BERNARDINO MACHADO NA CARICATURA POLÍTICA. [MUSEU BERNARDINO MACHADO]. Catálogo. Câmara Municipal. Vila Nova de Famalicão. 1997. In-fólio de 164 págs. B.
Para a elaboração deste trabalho o autor “remexeu Arquivos Paroquiais e Processos do Sto. Ofício. Estas últimas consultas, principalmente, foram de fundamental importância, porque nunca tinham sido
“Da «Introdução» assinada por Agostinho Fernandes: “O relevo da personalidade de Bernardino Machado, que constitui com Camilo Castelo Branco o díptico das mais significativas personalidades da
história de Vila Nova de Famalicão, explica que a Câmara Municipal tenha considerado como uma
prioridade da sua política cultural a definitiva criação deste Museu.
“Na época em que Bernardino Machado viveu alguns dos seus contemporâneos e conterrâneos
chamavam-se Camilo Castelo Branco, Alberto Sampaio, Conde de Arnoso, Visconde de Pindela,
Nuno Simões, Álvaro de Castelões, Daniel Rodrigues, Cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira, Artur
Cupertino de Miranda.” Osvaldo de Sousa: “Bernardino Machado foi Ministro dos Negócios
Estrangeiros, Embaixador de Portugal no Brasil, Presidente do Conselho por duas vezes, e por duas
.../...
.../...
Invulgar livro de poesia integrado na referencial colecção «Poetas de Hoje».
1810 — SOUSA (José de Campos e).- PROCESSO GENEALÓGICO DE CAMILLO CASTELLO BRANCO. Com um prefácio de D. Pedro da Câmara Leme. Lisboa. MCMXLVI. In-4.º
de XV-I-232 págs. E.
[145]
[146]
Presidente da República. Apesar de na Monarquia ser já uma figura pública, seja pelas suas posições
políticas, pelo seu estatuto universitário, seja pela reconhecida rectidão de carácter e defensor intransigente dos Direitos dos Homens, foi o seu exercício político na República que lhe deu notoriedade,
e o colocou entre os imortais caricaturados.
“Toda a sua carreira política está profusamente documentada no desenho satírico, onde a sua presença
é fácil de descobrir, já que para Bernardino os caricaturistas encontraram uma iconografia actuante
e indiscutível.”
Os artistas que o retrataram, e cujas caricaturas este álbum reproduz a negro e a cores, foram: Manuel
Gustavo Bordalo Pinheiro, Jorge Colaço, Alonso, Simões Júnior, Manuel Monterroso, Leal da Câmara,
Alfredo Cândido, Arnaldo Ressano Garcia, Rocha Vieira, Amadeo de Sousa Cardoso, Stuart Carvalhaes, Cristiano Cruz, Almada Negreiros e Amarelhe. Tiragem limitada a 1000 exemplares.
1816 — SOUSA (P. Francisco de).- ORIENTE CONQUISTADO A JESUS CRISTO PELOS
PADRES DA COMPANHIA DE JESUS DA PROVÍNCIA DE GOA. Introdução e revisão de
M. Lopes de Almeida. 1978. Lello & Irmão - Editores. Porto. In-4.º de XXXII-131-I págs. E.
Reproduz as duas gravuras que adornam a edição original de 1710. Esmerada edição em papel bíblia,
integrada na colecção «Tesouros da Literatura e da História».
Encadernação dos editores em imitação de pele mosqueada, com dourados na lombada e pastas.
1817 — SOUSA (Pêro Lopes de).- DIÁRIO DA NAVEGAÇÃO DE PÊRO LOPES DE SOUSA.
(1530-1532). Prefácio do Comandante A. Teixeira da Mota. Leitura do Doutor Jorge MoraisBarbosa. Agência Geral do Ultramar. Lisboa. MCMLXVIII. In-4.º peq. de 112-IV págs. B.
Importante texto quinhentista, de muita importância para a história dos primeiros tempos da colonização
do Brasil, dado a conhecer por Francisco Adolfo de Varnhagen em 1839. Com mapas em folhas à parte.
1818 — SOUSA (Tude Martins de).- MOSTEIRO, PALÁCIO E PARQUE DA PENA NA
SERRA DE SINTRA. Sintra-Gráfica. Sintra. [1950]. In-8.º gr. de 91-XI págs. B.
Monografia ilustrada com ilustrações intercaladas nas páginas de texto e em separado.
1819 — STOOP (Anne de) & DARBLAY (Jérôme).- A ARTE DE VIVER EM PORTUGAL.
Prefácio de Mário Soares. Texto de Anne de Stoop, Fotografias de Jérôme Darblay com a colaboração de Caroline Champenois. [Flammarion, Paris 1994 - Américo Fraga Lamares & Cª Ldª,
Portugal 1994]. In-4.º gr. de 256 págs. E.
“(...) Em vez dos caminhos percorridos pelos turistas, o leitor, hóspede privilegiado dos mais belos
palácios e das melhores mesas, descobrirá a felicidade e o encanto da vida quotidiana portuguesa,
o aroma dos vinhos, o sabor das receitas tradicionais. Ficará cativado pela recepção dos donos das
casas e por essa melancolia agridoce que se chama saudade.”
Trabalho de original concepção e insuperável beleza gráfica e artística, tendo como motivo principal
dar a conhecer os vários aspectos do modo de viver em todos as regiões de Portugal.
Encadernação editorial gravada a ouro, com sobrecapa ilustrada a cores.
1820 — TAMEN (Pedro).- HORÁCIO E CORIÁCEO. Moraes Editores. [Lisboa. 1981]. In-8.º gr.
de 73-VII págs. B.
Invulgar primeira edição de um dos importantes livros de Pedro Tamen, nome cimeiro da poesia
portuguesa contemporânea. Volume integrado na colecção «Círculo de Poesia».
1821 — TAMEN (Pedro).- POESIA. 1956-1978. Moraes Editores. Lisboa. 1978. In-8.º gr.
de 279-I págs. B.
1822 — TAMEN (Pedro).- 20 ANOS DA COLECÇÃO CÍRCULO DE POESIA. 20 ANOS DE
POESIA PORTUGUESA. Organização, Prefácio e Notas de... Moraes Editores. Lisboa. 1977.
In-8º gr. de 357-III págs. B.
Antologia da melhor poesia publicada durante vinte anos na magnífica colecção «Círculo de Poesia»,
antologia que envolve nomes como os de Jorge de Sena, Pedro Tamen, José Terra, Herberto Hélder, Murilo Mendes, Cristovam Pavia, Vitorino Nemésio, Ramos Rosa, Ruy Belo, Echevarria, Carlos
Eurico da Costa, Ana Hatherly, Sophia de Mello Breyner Andresen, E. M. de Melo e Castro, Fiama
Hasse Pais Brandão, Adolfo Casais Monteiro, Miguel Torga, José Gomes Ferreira, Tomaz Kim, Raul
de Carvalho, etc.
1823 — TAVANI (Giuseppe).- ENSAIOS PORTUGUESES. Filologia e Linguística. Imprensa
Nacional-Casa da Moeda. [Lisboa. 1988]. In-4.º de 526-X págs. B.
Importantes escritos organizados em sete partes: I. «Introdução aos Problemas da Lírica Medieval: II.
«A Tradição Manuscrita da Lírica Medieval»; III. «Sobre Alguns Trovadores e Jograis»; IV. «Martin
Codax e o seu Cancioneiro»; V. «Problemas de Atribuição, Tradição e Interpretação»; VI. «Gil Vicente,
Sá de Miranda, Camões»; «VII. «O Português fóra de Portugal».
1824 — TAVARES (Maria José Pimenta Ferro).- JUDAÍSMO E INQUISIÇÃO. Estudos.
Editorial Presença. [Lisboa. 1987]. In-8.º gr. de 199-XIX págs. B.
Volume integrado na «Biblioteca de Estudos Universitários».
1825 — TAVARES (Silva).- O LIVRO DO NOSSO AMOR. 1930. [Oficina Gráfica L.dª. Lisboa].
In-8.º peq. de CIV págs. inums. B.
Publicação de cuidadoso apuro gráfico constituído por XCIV quadras ao gosto popular.
Capa da brochura ilustrada a cores com um desenho de Stuart Carvalhaes.
1826 — TELES (Alberto).- CAMILO CASTELO BRANCO NA CADEIA DA RELAÇÃO DO
PORTO. Revelações colhidas por fóra dos seus livros. Cartas de Camilo e Antero do Quental.
Pombal e os Jesuitas. 1917. Livraria Ferreira. Lisboa. In-8.º de 243-I págs. E.
São seis as cartas de Camilo transcritas e duas as de Antero. O capítulo «Pombal e os Jesuitas» ocupa
as págs. 103 a 231.
Encadernação com a lombada e cantos de pele. Aparado e assinado no anterrosto. Capas da brochura
um pouco manchadas de acidez.
1827 — TELES (Gilberto Mendonça).- CAMÕES E A POESIA BRASILEIRA. Mec. - Departamento de Assuntos Culturais. 1973. [Rio de Janeiro]. In-8.º gr. de 250-XIII págs. B.
Este notável trabalho teve a finalidade de “mostrar a presença estimulante da obra de Camões nas
obras mais importantes dos poetas brasileiros, não somente nos do tempo de “A Terra Santa Cruz,
pouco sabida” (...) que aparece no Tratado da terra do Brasil de Pero de Magalhães de Gândavo, mas
em toda a história brasileira, dentro, aliás do espírito daquela estrofe de Os Lusíadas quando o Poeta,
usando de uma perífrase, faz referência ao Brasil, revelando ao mesmo tempo o destino agrícola que
lhe reservava o povo português: Na quarta parte nova os campos ara / E, se mais mundo houvera,
lá chegara”.
1828 — TEÓFILO (Eduardo).- CACIMBO EM ANGOLA. Notas, contos, crónicas e narrativas.
Imbondeiro. Sá da Bandeira - Angola. Tip. do «Jornal do Fundão». Fundão. 1966]. In-8.º
de 189-III págs. B.
Com um estudo sobre “A Poesia de Pedro Tamen” assinado por Fernando Guimarães. Livro integrado
na prestigiada colecção «Círculo de Poesia».
“Grande parte das produções aqui publicadas andavam dispersas por jornais, revistas e colectâneas; algumas perdidas na gaveta entre papéis velhos. Entendeu o autor que talvez merecesse a pena recolhêlas, refundi-las e publicá-las de novo.”
[147]
[148]
1829 — TEÓFILO (Eduardo).- PRIMEIRO LIVRO DE HORAS. poemas — 1964. Distribuidores: Publicações Imbondeiro. Sá da Bandeira. Angola. [Gráfica da Huíla, Lda. 1964]. In-8.º
de 76-IV págs. B.
Edição do autor, bastante invulgar.
1830 — TINHORÃO (José Ramos).- OS NEGROS EM PORTUGAL. Uma presença silenciosa.
Caminho. [Lisboa. 1988]. In-8.º gr. de 460-IV págs. B.
“O tema é abordado em diferentes perspectivas, desde o papel dos negros nas navegações, passando
pela sua integração no mercado de trabalho, e, como não poderia deixar de ser, pela sua influência nos
mais diversificados aspectos da cultura portuguesa”.
1831 — TORGA (Miguel).- ALGUNS POEMAS IBÉRICOS. Coimbra. 1952. [«Coimbra
Editora, Limitada»]. In-8.º de 86-II págs. B.
Primeira edição, há longos anos esgotada.
Pequena assinatura na página 7.
1832 — TORGA (Miguel).- CÂMARA ARDENTE. Poemas. Coimbra - 1962. [«Coimbra
Editora, Lda»]. In-8.º de 86-II págs. B.
Exemplar da edição original.
Assinado na página 7.
1833 — TORGA (Miguel).- CONTOS DA MONTANHA. 2ª edição refundida e aumentada.
1955. Irmãos Pongetti - Editores. Rio de Janeiro. In-8.º de 197-III págs. B.
É a primeira edição brasileira deste famoso livro de contos, em tiragem limitada a 2000 exemplares
numerados, obra de que em Portugal, ao tempo, havia uma única edição intitulada «Montanha».
Assinado a págs. 9.
1834 — TORGA (Miguel).- NIHIL SIBI. Poesia. Coimbra. 1948. [«Coimbra Editora»]. In-8.º
de 80-IV págs. B.
Edição original, desde logo esgotada.
Assinado na página 9.
1835 — TORGA (Miguel).- NOVOS CONTOS DA MONTANHA. Coimbra. 1944. [Oficinas
Gráficas de Coimbra]. In-8.º de 197-III págs. B.
Excelente livro de contos, de muito restrita tiragem nesta sua edição original.
Capa de brochura ilustrada por Victor Palla. (ver gravura na pág. 149)
1836 — TORGA (Miguel).- ORFEU REBELDE. Coimbra. 1958. [Coimbra Editora, Lda].
In-8.º de 86-II págs. B.
Apreciado livro de poesia, sendo esta a primeira das várias edições publicadas.
Com uma pequena assinatura na página 7.
1835 - ver pág. 150
1837 — TORGA (Miguel).- POEMAS IBÉRICOS. Coimbra. 1965. [«Coimbra Editora,
Limitada»]. In-8.º de 80 págs. B.
Poemas consagrados a algumas das mais altas figuras de Portugal e Espanha. Edição original.
Com uma pequena assinatura na página 7.
[150]
1838 — TORGA (Miguel).- O SENHOR VENTURA. Coimbra. 1943. [Composto e impresso
nas oficinas da «Atlântida»]. In-8.º de 159-I págs. B.
Primeira edição deste estimado livro em prosa, já bastante invulgar.
Pequena assinatura a págs. 9.
1839 — TORGA (Miguel).- TEATRO. Terra Firme - Mar. Coimbra. 1941. [Tip. da «Atlântida»]
In-8.º de 117-III págs. B.
Primeira edição destas invulgares e apreciadas peças de teatro.
Com uma pequena assinatura na página 9.
1840 — TORGA (Miguel).- TRAÇO DE UNIÃO. Temas portugueses e brasileiros. Coimbra.
1955. [Composto e impresso nas oficinas da Coimbra Editora, Limitada]. In-8.º de 159-I págs. B.
Do índice: Do passado ao presente; O Brasil; Palavras a Lins do Rego; A América vista pela Europa;
Trás-os-Montes no Brasil; Panorama da literatura portuguesa; O drama do emigrante português; Lado
português de um diálogo luso-brasileiro - Portugal; Carta a Ribeiro Couto.
Exemplar da edição original.
Com uma pequena assinatura a págs. 9.
1841 — TORGA (Miguel).- VINDIMA. Romance. Coimbra. 1945. [Coimbra Editora, Ldª.]
In-8.º de 266-II págs. B.
Primeira edição desta notável obra em prosa, que tem como cenário a grandiosa paisagem duriense.
Pequena assinatura de posse a págs. 9.
1842 — TORRADO (António).- NÃO SE CHAMA CHAMA. Coimbra. 1984. In-8.º gr. de
34-VI págs. B.
Livro de poesia de um dos nomes consagrados da actual poesia portuguesa, ilustrado com dois
desenhos de Zulmiro de Carvalho e integrado na colecção «Cancioneiro Vértice».
1843 — TORRES (Alexandre Pinheiro).- O ADEUS ÀS VIRGENS. Romance. Caminho.
[Lisboa. 1992]. In-8.º gr. de 348-IV págs. B.
Primeira edição de um interessante romance cujo cenário decorre na Póvoa de Varzim. “Porque não
volta Jonas Açucena ao Brasil e aos Estados Unidos onde, ainda bastante novo, se encheu de dólares?
Vem de férias em 1915, a Portugal, o tal país que o poveirinho Eça de Queirós apelidou de choldra.
Mas que deusa impede Jonas de regressar? Poderá a choldra, por suas mãos, transformar-se em
Eldorado? Porque nâo? Alguma doença estranha corromperá de morte Portugal? E que destino leva à
Póvoa de Varzim, berço de Eça, já na década de 30, a Póvoa do Café Chinês e do Guarda-Sol, da Rua
dos Cafés, cenário à Las Vegas, roletas, bacarás, bilhares, a batota generalizada? Que fazem por ali os
anarquistas catalães refugiados? Serão eles os devoradores de virgens ou mais alguém? (...) Perguntas
e mais perguntas a que às vezes nem o mar responde porque o sangue de quem morre, ou de quem
começa a vida, tolda em excesso as ondas erguidas sempre altas pelos músculos do vento norte.”
1844 — TORRES (Alexandre Pinheiro).- ENSAIOS ESCOLHIDOS. Estudos sobre as Literaturas de Língua Portuguesa. Caminho. (Editorial Caminho. Lisboa. 1989-1990). 2 vols. In-8.º
gr. de 317-III e 298 págs. B.
1845 — TORRES (Alexandre Pinheiro).- ESPINGARDAS E MÚSICA CLÁSSICA. Prefácio
de Luís de Sousa Rebelo. Caminho. [Lisboa. 1987]. In-8.º gr. de 249-III págs. B.
“Segundo a informação do próprio autor, de Janeiro a Julho de 1962 redigia ele, em Lisboa, um novo
romance, a que pôs o título de Espingardas e Música Clássica. Romance esse que, pela própria natureza do tema, foi relegado para a gaveta das obras impublicáveis, dado os condicionalismos existentes.
É essa obra que vem finalmente à luz do dia, devidamente refundida, numa versão que é a de 1962”.
Primeira edição.
1846 — TORRES (Alexandre Pinheiro).- A FLOR EVAPORADA. Publicações Dom Quixote.
Lisboa. 1984. In-8.º de 55-IX págs. B.
Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores. Primeira edição, integrada nos «Cadernos
de Poesia» da Dom Quixote.
1847 — TORRES (Alexandre Pinheiro).- ILHA DO DESTERRO. Portugália Editora. Lisboa.
[1968]. In-8.º gr. de 114-IV págs. B.
Primeira edição, integrada na «Colecção Poetas de Hoje», uma das mais importantes de quantas têm
sido publicadas entre nós.
1848 — TORRES (Alexandre Pinheiro).- O MOVIMENTO NEO-REALISTA EM PORTUGAL NA SUA PRIMEIRA FASE. Instituto de Cultura Portuguesa. Secretaria de Estado da
Investigação Científica. [Lisboa. 1977]. In-8.º de 106-VI págs. B.
“O Neo-Realismo é a expressão artístico-literária de um novo humanismo que pressupõe. como
filosofia básica o materialismo dialéctico, como praxis o primado social e a vontade de missão socialmente resgatadora e desalienante na obra de arte. (...)”. Trabalho divulgado na «Biblioteca Breve».
Primeira edição.
1849 — TORRES (Alexandre Pinheiro).- PROGRAMA PARA O CONCRETO. Ensaios por...
[Editora Ulisseia. Lisboa. 1966]. In-8.º esguio de 212-II págs. B.
Ensaios sobre Murilo Mendes, Sophia de Mello Breyner Andresen, João Cabral de Melo Neto,
Alexandre O’Neill, João José Cochofel, António Reis, Afonso Duarte, José Gomes Ferreira e António
Ramos Rosa. Integrado na «Colecção Poesia e Ensaio».
1850 — TORRES (Alexandre Pinheiro).- A QUARTA INVASÃO FRANCESA. Romance.
Caminho. O Campo da Palavra. [Lisboa. 1995]. In-8.º de 293-XI págs. B.
1851 — TORRES (Alexandre Pinheiro).- O RESSENTIMENTO DUM OCIDENTAL. Nota
Introdutória de Helder Macedo. Moraes Editores. [Lisboa. 1981]. In-8.º gr. de 108-VI págs. B.
Escreveu João Gaspar Simões que “Alexandre Pinheiro Torres representa pelo menos, em relação à
poesia de hoje, uma posição tanto ou mais avançada do que a de José Régio em relação à poesia de ontem.”
Volume integrado na colecção “Círculo de Poesia”, de que se tiraram apenas 1000 exemplares.
1852 — TORRES (Alexandre Pinheiro).- A TERRA DE MEU PAI. Plátano Editora. 1972.
[Lisboa]. In-8.º gr. de 134-II págs. B.
Invulgar livro de poesia enriquecido com um extenso estudo introdutório assinado por Jorge de Sena.
Volume inaugural da «Colecção Sagitário».
“Reúnem-se nesta obra (...) textos críticos vários aparecidos entre 1958 e 1987 (...). Entre cerca de
três centenas que, da minha autoria, foram publicados nesse período (e publiquei muitos outros antes)
escolhi quarenta por me parecerem, a esta distância no tempo, os mais susceptíveis de sobreviverem,
embora a produção crítica seja sempre de natureza mais ou menos efémera”.
1853 — TORRES (Alexandre Pinheiro).- TUBARÕES E PEIXE MIUDO, ou as aventuras de
Sacatrapo na Terra dos Fetos. Caminho. [Lisboa. 1986]. In-8.º gr. de 206 págs. B.
[151]
[152]
O romance abre com um prefácio intitulado «De como José Cardoso Pires (mal ajudado por Sacatrapo)
pescou o seu primeiro tubarão-azul na Cornualha».
1854 — TORRES (António da Costa).- CAMILO CASTELO BRANCO E AS «BOTICADAS
DO EUSÉBIO MACÁRIO». Lisboa. 1950. [Sociedade Astória, Lda]. In-4.º de 142-II págs. B.
Curioso trabalho sobre os fármacos e os farmacêuticos presentes na vasta obra de Camilo.
1855 — TORRES (Flausino).- HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO POVO PORTUGUÊS.
Prelo. Lisboa. [1968-1971]. 3 vols. In-8.º gr. E.
Do Índice: «O Século XVIII francês e sua influência em Portugal»; «O princípio do século XIX e as
Invasões»; «1820 — Seus problemas e figuras até à Regeneração»; «A Regeneração»; «O crescer das
forças populares»; «O Futuro do Povo Português»; «Os Elementos da Igreja»; «Evolução da Igreja,
desde meados do Século XIX»; «A Igreja, grande empresa capitalista»; «A Igreja, reflexo da Sociedade
Portuguesa»; «Processos de domínio da Igreja», etc.
Obra integrada na colecção «Cadernos de Hoje».
Encadernações modestas em material sintético.
1856 — TORRES (Flausino).- LEITURAS HISTÓRICAS. As Origens da Republica. Prelo.
Lisboa 1965. In-8.º gr. de 150-I págs. E.
Trabalho saído na colecção «Cadernos de Hoje», importante para a história da República em Portugal.
Do índice: «Os Ambientes»; «Instrução e Cultura»; «Evolução económica do Constitucionalismo»;
«Personagens “Históricos”: Hintze Ribeiro, João Arroio, Campos Henriques, Marquês de Soveral,
Guerra Junqueiro»; Os Protestos: António Nobre, Guilherme de Azevedo, Sousa Viterbo, Gomes
Leal»; «Soluções apresentadas».
Modestamente encadernado.
1857 — TORRES (Flausino).- NOTAS ACERCA DA GERAÇÃO DE 70. Portugália Editora.
Lisboa. [1967]. In-8.º gr. de 463-III págs. B.
Neste trabalho estão envolvidos os nomes dos maiores vultos de um dos mais fecundos períodos da
literatura portuguesa. Ilustrado com retratos impressos em folhas à parte. Da «Colecção Portugália».
1858 — A TRADIÇÃO. Revista mensal d’ethnographia Portugueza, illustrada. Directores: Ladislau Piçarra e M. Dias Nunes. Serpa, Janeiro de 1899. Anno I - Nº 1 (a Junho de 1904. Anno
VI - Nº 6) [Aliás Camara Municipal de Serpa. 1982]. 2 vols. E.
Edição facsimilada desta notável e muito rara publicação mensal de etnografia portuguesa ilustrada,
rica de estudos sobre os mais diversos assuntos relacionados com esta ciência, assinados por muitos
dos mais competentes especialistas e escritores portugueses, dos quais salientámos os nomes de
Sousa Viterbo, Adolfo Coelho, Teófilo Braga, Tomás Pires, Conde de Ficalho, Alberto Pimentel,
Paulo Osório, Ramalho, Ataíde de Oliveira, Alfredo de Pratt, Carolina Michaelis de Vasconcelos,
Trindade Coelho, Pedro de Azevedo, Ladislau Piçarra, Leite de Vasconcelos, Cândido de Figueiredo,
Gonçalves Viana, A. X. Pereira Coutinho, Conde de Sabugosa, Tomás de Mello Breyner e Júlio
de Lemos.
Encadernações editoriais com ferros dourados na lombada e pastas.
1859 — TRÊS VIRTUDES TEOLOGAIS. Fé. Esperança. Caridade. Minotauro. [Lisboa. S.d.].
In-4.º de 98-II págs. B.
O volume apresenta três contos em primeira edição de Graça Pina de Morais, Urbano Tavares Rodrigues e Manuel Mendes, ilustrados em separado por Nikias Skapinakis.
1861 — UM FEIXE DE PENNAS. 1885. Typographia Castro Irmão. Lisboa. In-8.º de IV-IV171-I págs. E.
Com «Duas Palavras de Explicação» assinadas por Maria Amália Vaz de Carvalho, seguidas de
uma extensa carta de Camilo. Outros colaboradores: Antero, Alberto Braga, Bulhão Pato, Conde de
Ficalho, Conde de Sabugosa, Eça de Queiroz, Gonçalves Crespo, Junqueiro, João de Deus, Oliveira
Martins, Ramalho, Teixeira de Queiroz, Teófilo e muitos outros.
Encadernação modesta e antiga com lombada de pele. Com falta das capas da brochura e assinado
no frontispício.
1862 — UM SÉCULO DE POESIA. (1888-1988). [A Phala. Publicação trimestral. Director
Manuel Hermínio Monteiro. Propriedade Assírio & Alvim. Guide, Artes Gráficas, Lda. Lisboa.
1989]. In-fólio de 255-LVII págs. B.
Importante recolha de ensaios de assinalável interesse para o estudo e história da Poesia portuguesa de
um século, assinados por Alberto Pimenta, Alexandre Pinheiro Torres, Ana Hatherly, Ângel Crespo,
António Dias Miguel, António Gedeão, Arnaldo Saraiva, Casimiro de Brito, David Mourão-Ferreira,
Eugénio de Andrade, Eugénio Lisboa, Fernando Echevarría, Fernando Guimarães, Fiama Hasse Pais
Brandão, Gastão Cruz, João Rui de Sousa, José Augusto Seabra, José Bento, José Blanc de Portugal, Luís Miguel Nava, Marina Tavares Dias, Mário Cesariny, Mário Cláudio, Mário Dionísio, Melo
e Castro, Miguel Serras Pereira, Natália Correia, Nuno Júdice, Óscar Lopes, Pedro Tamen, Ramos
Rosa, Rui Knopfli, Teresa Rita Lopes, Yvette Centeno e outros. Publicação ilustrada com abundante
iconografia fotográfica de poetas e prosadores, reproduções de autógrafos, de frontispícios e ilustrações de livros e revistas, etc. Esgotado.
1863 — VALENÇA (Roberto).- PODRIDÕES MODERNAS. Poema realista. Com uma
apreciação do Ex.mo. Sr. Camillo Castello Branco. Lisboa. Livraria Economica de Domingos
Fernandes - Editor. 1880. In-8.º de 310-II págs. E.
A «Apreciação» de Camilo consta de duas cartas publicadas nas págs. 7 e 8.
Edição única e bastante invulgar.
Encadernação antiga com a lombada de chagrin. Ligeiramente aparado e sem as capas da brochura,
conforme foi uso na época. Assinado no frontispício.
1864 — VARGAS (Hyppolyto).- OS CRITICOS DA PRINCESA RATTAZZI. Lisboa. Imprensa
de J. G. de Sousa Neves. 1880. In-8.º de 32 págs. B.
Uma das raras peças da famosa polémica suscitada pelo livro «Le Portugal à vol d’oiseau».
Assinado no frontispício.
1865 — VASCONCELOS (Carolina Michaëlis de).- ESTUDOS CAMONIANOS. I. O Cancioneiro de Fernandes Tomás. Índices, Nótulas e Textos inéditos. [II. O Cancioneiro do Padre Pedro
Ribeiro]. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1922-1924. 2 vols. In-8.º gr. de IX-I-171-III
e IV-129-III págs. B
Obra de fundamental importância para o melhor entendimento do lirismo português nos séculos XVI
e XVII. Segundo J. Palma-Ferreira trata-se de um dos “principais estudos de investigação camoniana
de Carolina Michaëlis de Vasconcelos. Este Cancioneiro, foi assim nomeado em homenagem ao bibliógrafo Aníbal Fernandes Tomás, que em 1887 adquiriu o manuscrito do Cancioneiro, então intitulado
«Flores Várias de Autores Lusitanos».
1866 — VASCONCELOS (Carolina Michaëlis de).- A INFANTA DONA MARIA DE PORTUGAL (1521-1577) E AS SUAS DAMAS. Prefácio de Américo da Costa Ramalho. Edição
fac-similada. Biblioteca Nacional. Lisboa. 1983. In-4.º gr. de XXII-II-122-II págs. E.
1860 — TRIGUEIROS (Luís Forjaz).- O NACIONALISMO DE EÇA DE QUEIROZ. Lisboa.
1935. [Centro Tip. Colonial]. In-8.º gr. de 13 págs. B.
No prefácio que antecede ao notabilíssimo trabalho de Carolina Michaelis de Vasconcelos, Américo
da Costa Ramalho traz a público os conhecimentos adquiridos posteriormente à publicação de 1902,
edição que aqui se reproduz com a rigorosa fidelidade da edição original. Com estampas em separado.
Tiragem confinada a 1000 exemplares.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Conserva as capas da brochura.
[153]
[154]
Invulgar.
1867 — VASCONCELOS (Carolina Michaëlis de).- NOTAS VICENTINAS. Preliminares
duma edição crítica das obras de Gil Vicente. Notas I a V. Incluindo a introdução à edição
facsimilada do Centro de Estudos Históricos, de Madrid. Edição da Revista “Ocidente”. Lisboa.
[1949]. In-4.º de IV-660-II págs. E.
Obra de incontestável interesse para o estudo da obra de Gil Vicente, documentada com numerosas
reproduções de portadas de edições primitivas.
Encadernação com lombada e cantos de pele, nervuras e ferros dourados.
1868 — VASCONCELOS (Carolina Michaëlis de).- A SAUDADE PORTUGUESA. Divagações Filológicas e Liter-Históricas em Volta de Inês de Castro e do Cantar Velho “Saudade
Minha - Quando te veria?”. 2ª edição revista e acrescentada. Renascença Portuguesa. Porto.
1922. In-8.º de 190-II págs. B.
Segundo Jacinto do Prado Coelho, “Um livro como «A saudade Portuguesa», com o seu escopo de
tornar consciente, através da pesquisa filológica, a maneira de ser peculiarmente lusíada, mostra-a
[a autora] integrada na atmosfera mental de Portugal, onde ao tempo se desenrolava o movimento do
Saudosismo.”
Assinado no frontispício.
1869 — VASCONCELOS (J. Leite de).- CANCIONEIRO POPULAR PORTUGUÊS. Coordenado e com Introdução de Maria Arminda Zaluar Nunes. Por Ordem da Universidade. 1975-1983.
[Atlântida Editora. Coimbra]. 3 vols. In-4.º gr. E.
De «Duas Palavras» de abertura de Orlando Ribeiro: “Aqui se oferecem aos estudiosos da vida e da
linguagem popular materiais da mais genuína proveniência, coligidos durante toda a longa e operosa
actividade do mestre. Múltiplos estudos pode o Cancioneiro suscitar, para alguns dos quais Maria
Arminda Zaluar Nunes abre perspectivas na «Introdução». Mas o material coligido era de uma abundância insuspeitada quando se iniciou a tarefa do seu ordenamento (...)”.
Excelente edição integrada nos «Acta Universitatis Conimbrigensis».
Boas encadernações com lombada e cantos de pele, decoradas com nervuras e ferros a ouro. Só aparados à cabeça e com as capas da brochura conservadas.
1870 — VASCONCELOS (J. Leite de).- CONTOS POPULARES E LENDAS. Coligidos por...
Coordenação de Alda da Silva Soromenho e Paulo Caratão Soromenho. Por Ordem da Universidade. 1963-1966. 2 vols. In-4.º gr. de XXIX-702-II e 911-I págs. E.
É esta a mais importante colectânea de contos e lendas portugueses até hoje publicada e uma das mais
importantes obras da vasta e valiosa bibliografia de Leite de Vasconcelos. Excelente edição integrada
nos «Acta Universitatis Conimbrigensis».
Boas encadernações com lombada e cantos de pele, decoradas com nervuras e ferros a ouro. Só aparados
à cabeça e com as capas da brochura conservadas.
1871 — VASCONCELOS (J. Leite de).- ETNOGRAFIA PORTUGUESA. Tentame de Sistematização pelo... Imprensa Nacional de Lisboa. 1933-1988. 10 vols. In-4.º gr. E.
1871 - ver pág. 156
Importantíssima e muito estimada colectânea de estudos etnográficos de Leite de Vasconcelos, sem
dúvida o mais fecundo e considerado autor de quantos se dedicaram ao estudo da nossa etnografia.
“A nossa vida colectiva, material e espiritual, do séc. VIII aos nossos dias, é o que esta obra se propõe
contar, completando assim o panorama traçado um pouco sumàriamente embora, nas Religiões da
Lusitânia, da pré-história e da Antiguidade do que havia de ser território português”. Documentado
com centenas de estampa impressas nas páginas de texto.
A partir do quarto volume a obra contou com a colaboração de M. Viegas Guerreiro, Orlando Ribeiro,
Alda da Silva Soromenho e Paulo Caratão Soromenho.
Boas encadernações com lombada e cantos de pele. Com as capas da brochura conservadas e só ligeiramente aparados à cabeça. (ver gravura na pág. 155)
[156]
1872 — VASCONCELOS (J. Leite de).- MEMORIAS DE MONDIM DA BEIRA. Para a
historia do concelho d’este nome. Imprensa Nacional de Lisboa. 1933. In-4.º de XV-470-II
págs. E
Valioso trabalho histórico-monográfico, com largas dezenas de fotogravuras intercaladas nas páginas
do texto.
Boa encadernação com a lombada e cantos de pele. Com as capas da brochura e as margens conservadas.
1873 — VASCONCELOS (J. Leite de).- RELIGIÕES DA LUSITANIA na parte que principalmente se refere a Portugal. [Lisboa. Imprensa Nacional. 1897-1913 (Aliás 1981)]. 3 vols. In-4.º
de IV-440-VIII, IV-372-IV e IV-636-II págs. E.
Orlando Ribeiro diz tratar-se de “um livro ímpar, pela amplitude e rigor de pesquisa, pelo sólido
travejamento, pelo poder evocativo de tempos passados.”
Segunda edição, fac-similada da primeira, integrada na Colecção «Temas Portugueses».
Encadernações do editor.
1874 — VASCONCELOS (J. Leite de).- ROMANCEIRO PORTUGUÊS. Coligido por...
Notícia preliminar de R. Menéndez Pidal. Por Ordem da Universidade. 1958-1960. [Tip. da
Atlântida]. 2 vols. In-4.º de XXVI-480-II e VI-553-II págs. E.
Romanceiro vastíssimo e inédito, recolhido no riquíssimo espólio do grande investigador que foi Leite
de Vasconcelos. Edição esmerada, integrada na série «Acta Universitatis Conimbrigensis».
Boas encadernações com lombada e cantos de pele, decoradas com nervuras e ferros a ouro. Só aparados
à cabeça e com as capas da brochura conservadas.
1875 — VASCONCELOS (J. Leite de).- TEATRO POPULAR PORTUGUÊS. Coordenação
e notas de A. Machado Guerreiro. Por Ordem da Universidade. 1974-1979[Atlântida Editora.
Coimbra]. 3 vols. In-4.º gr. de XLIII-I-751-I, XI-I-484-I e XXII-693 págs. E.
Vastíssima recolha do Teatro Popular Português feita pelo incansável Dr. José Leite de Vasconcelos,
pela primeira vez reunida nesta magnífica edição, composta por três densos volumes. Com «Duas
Palavras» de Orlando Ribeiro e uma extensa «Nota Introdutória» assinada por A. Machado Guerreiro.
O primeiro volume, publicado em 1976, foi dedicado ao Teatro Religioso, o segundo, aparecido em
1979, consagra-se ao Teatro Profano e o terceiro, datado de 1974, é exclusivamente dedicado aos
Açores. Com numerosas estampas reproduzindo frontispícios, manuscritos, etc. Da colecção «Acta
Universitatis Conimbrigensis».
Boas encadernações com lombada e cantos de pele, decoradas com nervuras e ferros a ouro. Só aparados
à cabeça e com as capas da brochura conservadas.
1876 — VASCONCELOS (José Carlos de).- CORPO DE ESPERANÇA. Coimbra. 1964.
In-8.º gr. de 70-II págs. B.
Volume de poesia muito invulgar, integrado na prestigiada colecção coimbrã «Cancioneiro Vértice».
Com uma pequena assinatura na página 9.
1877 — VASCONCELOS (José Carlos de).- DE POEMA EM RISTE. [Oficinas da Atlântida.
Coimbra. 1970]. In-8.º de 69-III págs. B.
Livro de poesia, muito invulgar nesta sua edição original. Com um retrato do autor por Tóssan.
1878 — VASCONCELOS (José Carlos de).- ELEGIAS. Vértice. 1965. [Tip. da «Atlântida».
Coimbra]. In-4.º de 21-III págs. B.
Edição bastante rara, ilustrada com dois desenhos de José Rodrigues em folhas à parte.
Assinado na página 5.
[157]
1879 — VASCONCELOS (José Carlos de).- TEMPO DE ELEGIA. Movimento. [Lisboa.
1971]. In-8.º de 43-II págs. B.
É inédita a maior parte das poesias reunidas neste invulgar livrinho publicado na colecção «Movimento Poesia».
1880 — VASCONCELOS (Mário Cesariny de).- ANTOLOGIA DO CADÁVER ESQUISITO organizada por Mário Cesariny. Assírio & alvim. [Lisboa. 1989]. In-8.º gr. de 100-IV
págs. B.
Frontispício com um desenho surrealista assinado por Simon Watson Taylor, Mário Henrique Leiria,
Cruzeiro Seixas e Mário Cesariny. Volume integrado nas «Obras de Mário Cesariny».
1881 — VASCONCELOS (Mário Cesariny de).- BURLESCAS, TEÓRICAS E SENTIMENTAIS. (Antologia de poemas). Editorial Presença. 1972. In-8.º de 204-IV págs. B.
Segundo o autor, esclarece-se nesta Antologia, a “ordem cronológica da feitura dos poemas, a qual,
até à presente publicação, raramente coincidiu com a do aparecimento em volume e menos ainda com
as datas marcadas pelas edições.
“O poema «Vinte Quadras para Um Dádá» é aqui dado na sua primeira versão, e alguns títulos (como
alguns outros poemas) inéditos reflectem a exposição cronológica preferida, nada se lhes tendo aposto
ou corrigido desde a data da feitura”. Volume publicado na «Colecção Forma».
1882 — VASCONCELOS (Mário Cesariny de).- 19 PROJECTOS DE PRÉMIO ALDONSO
ORTIGÃO seguidos de POEMAS DE LONDRES. Quadrante. [Lisboa. S.d.]. In-8.º de 84-II
págs. B.
Poesia e prosa surrealistas, constituindo o volume 2 da «Colecção Poesia». Invulgar.
Com uma pequena assinatura.
1883 — VASCONCELOS (Mário Cesariny de).- POESIA. (1944-1955). Delfos. [Editora
Gráfica Portuguesa, Lda. Lisboa. S.d.]. In-8.º gr. de 358-II págs. B.
Edição colectiva dos livros «A Poesia Civil», «Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano»,
«Pena Capital», «Manual de Prestidigitação», «Estado Segundo», «Alguns Mitos Maiores Alguns
Mitos Menores propostos à Circulação pelo Autor». Com um retrato de Cesariny, em desenho à pena
por João Rodrigues.
1884 — VASCONCELOS (Mário Cesariny de).- PRIMAVERA AUTÓNOMA DAS ESTRADAS. Assírio e Alvim. [Lisboa. 1980]. In-8.º de 222 págs. B.
Maria de Fátima Machado: “Primavera Autónoma das Estradas [1980] é uma espécie de miscelânea
onde se podem encontrar poemas, textos de intervenção, de crítica e traduções.” Primeira edição
colectiva.
1885 — VASCONCELOS (Mário Cesariny de).- UM AUTO PARA JERUSALÉM. Minotauro.
[Lisboa. S.d.]. In-8.º de 74-II págs. B.
Na contracapa: “Toda a irreverência de uma posição perante o mundo, comum a Mário Cesariny de
Vasconcelos e a esse incompreendido Surrealismo literário português - se expressa nesta obra deliciosa, inspirada no encontro do Menino Jesus com os Doutores. O Cristo ainda jovem visto na sua
humanidade, que bem pode responder por toda uma classe, e uns doutores em tudo semelhantes a
muitos pseudo-intelectuais de hoje.”
Com uma pequena assinatura na página 7.
[158]
1886 — VASCONCELOS (Mário Cesariny de).- O VIRGEM NEGRA. Fernando Pessoa explicado às criancinhas naturais & estrangeiras por M.C.V. Who Knows Enough About It. Seguido
de Louvor e Desratização de Álvaro de Campos pelo mesmo no mesmo lugar. Com 2 cartas de
Raul Leal (Henoch) ao Heterónomo; e a Gravura da universidade. Escrito & compilado de Jun.
1987 a Set. 1988. Assírio & Alvim. [Lisboa. 1989]. In-8.º de 119-I págs. B.
Livro de poesias frequentemente irreverentes e libertinas.
1887 — VEIGA (Sebastião Filipes Martins Estácio da).- PALEOETHNOLOGIA. ANTIGUIDADES MONUMENTAES DO ALGARVE. Tempos prehistoricos. Lisboa. Imprensa Nacional. 1886-1892. 4 vols. In-4.º E.
Obra de fundamental importância para o estudo da arqueologia algarvia, numa cuidada edição
profusamente ilustrada com gravuras, muitas das quais de grande formato, reproduzindo variadíssimos
objectos pré-históricos encontrados na região. Em folha desdobrável de grandes dimensões vem uma
«Carta Archeologica do Algarve».
Encadernações antigas com as lombadas de pele. (ver gravura na pág. 159)
1888 — A VELHA ALTA ...DESAPARECIDA. Album Comemorativo das Bodas de Prata da
Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra. 1984. [Livraria Almedina. Coimbra]. In-fólio
de XII-129-III págs. E.
Álbum de fotografias de aspectos para sempre perdidos da “Alta” de Coimbra. Texto inicial assinado
por Carneiro da Silva, devotado escritor e investigador da bibliografia coimbrã.
Encadernação original com sobrecapa de papel impressa.
1889 — VELHO (Álvaro).- ROTEIRO DA PRIMEIRA VIAGEM DE VASCO DA GAMA
(1497-1499). Prefácio e anexos por A. Fontoura da Costa. Divisão de Publicações e Biblioteca.
Agência Geral das Colónias. 1940. In-8º gr. de XXII-219-XXIII págs. E.
Muito cuidada edição, documentada com boa iconografia impressa em folhas destacadas do texto
e mapas em folhas desdobráveis.
Encadernação com lombada e cantos de pele. Conserva as capas da brochura e está só ligeiramente
aparado à cabeça.
1890 — VELOSO (J. M. de Queirós).- UMA ALTA FIGURA FEMININA DAS CÔRTES DE
PORTUGAL E DE ESPANHA NOS SÉCULOS XVI E XVII - D. FRANCISCA DE ARAGÃO,
CONDESSA DE MAYALDE E DE FICALHO. Portucalense Editora, Ldª. Barcelos. 1931.
In-8.º de 191-I págs. B.
No fim do volume vêm transcritos 28 documentos que complementam este interessante estudo histórico de Queirós Veloso.
1891 — VERDE (Cesário).- O LIVRO DE CESÁRIO VERDE. 1945. Editorial Ática. Lisboa.
In-8.º de 216-VI págs. B.
Boa edição integrada na «Colecção Poesia», da Ática. As III e IV partes foram pela primeira vez
coligidas em volume nesta edição.
1892 — VERDE (Cesário).- OBRA COMPLETA DE CESÁRIO VERDE. Organizada, prefaciada e anotada por Joel Serrão. Portugália Editora. Lisboa [1964]. In-8.º gr. de 254-VI págs. B.
1887 - ver pág. 160
“A reunião em um único livro de tudo quanto Cesário produziu como escritor (...) reveste-se de vantagens que será truísmo encarecer. A maior de todas, quanto a nós, será a de abrir novo caminho
à interpretação do nosso grande poeta. Com efeito, tudo quanto aí se reuniu passa a constituir um
conjunto do qual não é separável elemento algum. Se O Livro encerra as poesias mais significativas e
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mais originais de Cesário, aquelas que se publicam em segundo lugar fornecem também elementos
indispensáveis para a compreensão da génese dessa mundividência poética. Quanto às «Cartas»,
põem elas ao alcance do leitor elementos não só de natureza biográfica, mas também de feição psicológica e cultural, a que se terá de atender um dia, quando chegar a hora do estudo amplo, completo,
documentado, que a sua obra há-de, enfim, suscitar”. Edição aparecida na conceituada colecção
«Poetas de Hoje».
1899 — VIEIRA (Pe. António).- CARTAS DO PADRE ANTÓNIO VIEIRA, coordenadas
e anotadas por J. Lúcio de Azevedo. Lisboa. Imprensa Nacional. 1970-1971. 3 vols. In-4º peq.
de XVI-583, XV-690 e XVII-834 págs. E.
1893 — VERDE (Cesário).- OBRA COMPLETA DE CESÁRIO VERDE. Joel Serrão Estudou
e Organizou. Livros Horizonte. [Lisboa 1988]. In-4.º gr. de 260-XX págs. E.
1900 — VIEIRA (Pe. António).- SERMÕES. Prefaciado e revisto pelo Rev. Padre Gonçalo
Alves. 1959. Lello & Irmãos - Editores. Porto. 15 vols. In-8.º E.
“A primeira edição da Obra Completa de Cesário Verde foi dada a lume em 1963. E esta, que se considera definitiva, é lançada a público volvidos vinte e cinco anos”, segundo palavras de Joel Serrão no
importante texto de «Advertência».
Edição cuidada, em bom papel, limitada a 1150 exemplares numerados. e assinados.
Encadernação editorial gravada com dizeres dourados e sobrecapa ilustrada.
1894 — VIANA (Abel).- SUBSÍDIOS PARA UM VOCABULÁRIO ALGARVIO. Lisboa.
[Tipografia da Editorial Império, Lda. 1954]. In-4º peq. de IV-82-I págs. B.
Trabalho aparecido em separata, provavelmente restrita, da «Revista de Portugal».
Com manchas de acidez na capa da brochura.
1895 — VICENTE (Gil).- AUTO DA FESTA. Obra desconhecida, com uma explicação previa
pelo Conde de Sabugosa. Lisboa. Imprensa Nacional. 1906. In-8.º gr. de 129-I-XVI págs. E.
De págs. 7 a 94 decorre um importante e desenvolvido texto do Conde de Sabugosa; de págs. 95 a 129;
vem a “Transcrição do Auto da Festa” as XVI finais comportam o fac-símile da edição quinhentista
do «Auto da Festa».
Encadernação da época com lombada de pele. Com as capas da brochura conservadas e só ligeiramente aparado.
1896 — VIDIGAL (Luís).- O JOVEM AQUILINO RIBEIRO. Ensaio biográfico e antológico
na Lisboa da “belle époque” (1903-1908). Livros Horizonte. [Lisboa. 1986]. In-8.º de 166-II
págs. B.
“A juventude de Aquilino Ribeiro, entre os 16 e os 22 anos, decorreu na perturbada conjuntura dos
finais da Monarquia, em que Aquilino foi um interventor pleno — como militante num grupo clandestino de traços anarquistas, repórter radical e fabricante de bombas. (...)”
1897 — VIEIRA (Afonso Lopes).- A CAMPANHA VICENTINA. Conferencias & outros
escritos. [A Editora Limitada. Lisboa. 1914]. In-4.º de 257-V págs. E.
Excelente colectânea de textos referentes a Gil Vicente, apresentando no fim cartas de H. Lopes de
Mendonça, Carolina Michaelis de Vasconcelos, Oscar de Pratt, Hipólito Raposo e José de Figueiredo.
Edição de cuidada apresentação gráfica, em magnífico papel e com ilustrações várias em separado.
Invulgar.
Boa encadernação com a lombada e cantos de pele, decorada com nervuras e finos ferros gravados a
ouro em casas fechadas. Com as margens aparadas e as capas da brochura conservadas.
1898 — VIEIRA (Padre António).- ARTE DE FURTAR. Edições Afrodite. Fernando Ribeiro de
Mello. [Lisboa. 1970]. In-8.º de 389-III págs. B.
Curiosa edição deste célebre clássico por muito tempo atribuído ao Padre António Vieira, nesta edição
aparecido como de um “Anónimo do Séc. XVII”. Comentários de Natália Correia, Armando Castro,
Hernâni Cidade e João Bénard da Costa e desenhos surrealistas de Eduardo Batarda.
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Excelente reedição das cartas de Vieira, esgotada, feita segundo a da Imprensa da Universidade de
Coimbra dada à luz em 1925-1928.
Encadernações próprias, protegidas pela respectiva sobrecapa.
“Empreendemos hoje ousada e confiadamente uma reedição completa, perfeita e acuradíssima, dos
Sermões do insigne Padre António Vieira.
“É uma obra larga de vulgarização das mais esplêndidas páginas da oratória sacra e de vernácula
e castíssima linguagem que se têm escrito na língua portuguesa”, como se lê no texto de apresentação.
Edição impressa sobre bom e acetinado papel.
Boas encadernações inteiras de pele à cor natural, com ferros dourados nas lombadas e pastas. Capas
de brochura conservadas.
1901 — VIEIRA (Padre Casimiro José).- APONTAMENTOS PARA A HISTORIA DA REVOLUÇÃO DO MINHO EM 1846 OU DA MARIA DA FONTE, escriptos pelo Padre Casimiro
finda a Guerra, em 1847. Braga. Typographia Lusitana. 1883. In-8.º gr. de XI-V-462 págs. E.
Foi este interessante e apreciado livro que deu origem à obra de Camilo «Maria da Fonte». Ilustrado
com uma imagem de «Nossa Senhora da Conceição», colada em folha própria da edição. Pouco vulgar.
Encadernação antiga com a lombada de pele.
1902 — VIEIRA (Custódio José).- UMA CARTA DE CAMILO NA BIBLIOTECA DA AJUDA.
Reparos a umas afirmações do sr. Dr. Teófilo Braga. 1916. [Tipografia «A Editora, Lda».
Lisboa]. In-4.º de 50 págs. B.
Edição limitada a 200 exemplares rubricados pelo autor.
1903 — VIEIRA (José Luandino).- MACANDUMBA. Estórias. Edições 70. [Lisboa. 1978].
In-8.º gr. de 194-X págs. B.
São três as estórias que integram este volume nesta edição aparecido em primeira edição.
1904 — VIEIRA (Vergílio Alberto).- A IDADE DO FOGO. Seguido de OS OLHOS DE VERDI.
Prefácio de Duarte Faria. Limiar. [Porto. 1980]. In-8.º de 62-II págs. B.
Livro de poesias integrado na esmerada colecção «Os Olhos e a Memória», com direcção literária de
Egito Gonçalves e gráfica de Armando Alves.
1905 — VILA-MOURA (Visconde de).- FANNY OWEN E CAMILO. II Edição - 1º Milhar.
Edição de «A Renascença Portuguesa». Porto. [1925]. In-4.º de 58-VI págs. E.
Edição ilustrada em folhas à parte com os retratos de Fanny Owen e J. A. Pinto de Magalhães,
assinados por António Carneiro; a reprodução fotográfica de um retrato de Manuel Negrão e outra de
um pormenor da Casa do Lodeiro.
Encadernação com a lombada e os cantos de pele. Conserva as capas da brochura que têm a indicação
de Terceira edição, com ilustrações de António Carneiro.
1906 — VITERBO (F. M. de Sousa).- FR. BARTHOLOMEU FERREIRA, O PRIMEIRO
CENSOR DOS LUSIADAS. Subsídios para a Historia Literaria do Seculo XVI em Portugal.
Lisboa. Imprensa Nacional. 1891. In-4º de VIII-237-II págs. E.
Valioso trabalho de Sousa Viterbo, em rara edição de 150 exemplares, comemorativo do décimo
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primeiro aniversário do Tricentenário de Camões. Edição luxuosa, com um retrato do autor, reproduções de originais autógrafos de Fr. Bartolomeu Ferreira, além de vinhetas e letras capitais de fantasia.
Exemplar da rara tiragem especial de 30 em papel de linho azul, com dedicatória do autor e de António
Augusto de Carvalho Monteiro à Sociedade Nacional Camoneana do Porto.
Encadernação recente, com lombada e cantos em pele à cor natural.
1907 — VITERBO (Fr. Joaquim de Santa Rosa de).- ELUCIDÁRIO DAS PALAVRAS,
TERMOS E FRASES QUE EM PORTUGAL ANTIGAMENTE SE USARAM E QUE HOJE
REGULARMENTE SE IGNORAM: Obra indispensável para entender sem erro os documentos
mais raros e preciosos que entre nós se conservam. Edição crítica baseada nos manuscritos
e originais de Viterbo por Mário Fiúza. Livraria Civilização. Porto-Lisboa. [1962-1966]. 2 vols.
In-4.º gr. de 738-II-VIII-60 e 779-I págs. E.
É a terceira edição desta importante e única obra portuguesa no seu género, indispensável a quantos
se dedicam ao estudo da linguagem portuguesa antiga ou tenham de decifrar velhos documentos.
O primeiro volume, além de apresentar parte do conhecido texto de Viterbo, publica, em fac-símile,
52 páginas do original do mesmo autor intitulado «Novas Addiçoens, e Retoques ao Elucidário das
Palavras».
Encadernações originais com ferros dourados nas lombadas e pastas.
1908 — XAVIER (Alberto).- CAMILO E OUTRAS FIGURAS E FACTOS DA LITERATURA
NACIONAL E INTERNACIONAL. Livraria Férin. [Lisboa. 1967]. In-8.º de 289-III págs. E.
Além de Camilo, o autor trata também de António Sardinha, Garrett, Júlio Dantas, Teófilo, Eça de
Queirós, Fialho, Ruy Coelho, Rabelais, Shakespeare, Cervantes, Walter Scott, etc.
Encadernação com a lombada e cantos de pele. Só aparado à cabeça e com as capas da brochura
preservadas.
1909 — XAVIER (Alberto).- CAMILO ROMÂNTICO. Precedido dum panorama das origens
e da evolução do Romantismo. Lisboa. [S.d.]. In-8.º gr. de 546-VI págs. E.
Do índice transcrevemos os títulos de alguns capítulos: «Panorama das Origens e da Evolução do
Romantismo»; «O Romantismo e a Crítica Portuguesa»; «Camilo Castelo Branco»; «Os Principais
Romances de Camilo».
Encadernação com cantos e lombada de pele. Com as capas da brochura preservadas e só aparado
à cabeça. Dedicatória do autor.
1910 — XAVIER (Alberto).- INSÓLITAS ATITUDES CRÍTICAS A PROPÓSITO DO LIVRO
«CAMILO ROMÂNTICO». Edição do autor. [Tipografia Ideal. Lisboa. 1947]. In-8.º gr.
de II-27-III págs. E.
A propósito das reacções de Jacinto do Prado Coelho e João Gaspar Simões ao acima referido livro
de Alberto Xavier.
Encadernação em material sintético com as capas da brochura conservadas e as margens por aparar.
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Catálogo Sá Frias - Vol.II