Relatório de Gestão e atividades
Setembro 2013
Adc–águas de cascais,sa
Este relatório cumpre com os requisitos de informação para fiscalização da Concedente, previstos nos artigos 86º e 87º do
Contrato de Concessão, documenta o Manual e apresenta uma revisão ao Sistema de Gestão Integrada da Empresa.
Este relatório é um documento da responsabilidade do Conselho de Administração (CA) e foi elaborado pela Direção-Geral, em
colaboração com todos os departamentos da Empresa.
Aprovado em reunião CA de 06/09/13.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
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A ÁGUAS DE CASCAIS............................................................................................................................................................... 6
CORPOS SOCIAIS ...................................................................................................................................................................... 7
P01 – VISÃO E ESTRATÉGIA..................................................................................................................................................... 9
Envolvente................................................................................................................................................... 9
Estratégia .................................................................................................................................................. 10
Organograma ............................................................................................................................................. 14
Situação Económico-Financeira....................................................................................................................... 16
P02 – DEFINIÇÃO DO PRODUTO E SERVIÇO ..................................................................................................................... 22
Informação dos Clientes – Setor ...................................................................................................................... 22
Informação dos Clientes ................................................................................................................................ 26
Informação da Concedente ............................................................................................................................ 28
Disponibilidade do Serviço ............................................................................................................................. 29
Novas Adesões (processos de Construção e Loteamentos) .................................................................................... 29
Sistema de Informação Geográfica................................................................................................................... 32
P03 – GESTÃO DE PROJETOS E OBRAS ............................................................................................................................. 34
Planeamento Geral ...................................................................................................................................... 34
Comparticipação ao Investimento .................................................................................................................... 40
Planeamento e Projetos ................................................................................................................................ 40
Abastecimento de Água............................................................................................................................................ 42
Drenagem de Águas Residuais Domésticas ................................................................................................................... 43
Drenagem de Águas Residuais Pluviais ........................................................................................................................ 44
P04 – CAPTAÇÃO, PRODUÇÃO, ADUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA .......................................................................... 46
Controlo Operacional .................................................................................................................................... 47
Controlo de Qualidade .................................................................................................................................. 52
P05 – RECOLHA E DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS DOMÉSTICAS .......................................................................... 54
Controlo Operacional .................................................................................................................................... 54
Projeto Poluição Zero ................................................................................................................................... 57
P06 – FATURAÇÃO E COBRANÇA......................................................................................................................................... 60
Contratos .................................................................................................................................................. 60
Faturação .................................................................................................................................................. 60
Cobranças e Suspensões .............................................................................................................................. 61
Inspeções Prediais....................................................................................................................................... 62
P07 – SERVIÇO AO CLIENTE ................................................................................................................................................. 64
P08 – MANUTENÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS ............................................................................. 69
Infraestruturas da rede de água e de águas residuais ............................................................................................ 69
Rede de Águas Pluviais ................................................................................................................................ 70
P09 – GESTÃO DE RECURSOS ............................................................................................................................................. 72
Qualificação e avaliação de fornecedores .......................................................................................................... 72
Compras e existências .................................................................................................................................. 72
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Viaturas, Máquinas e Equipamentos ................................................................................................................. 73
Consumo de energia .................................................................................................................................... 73
Instalações Administrativas e Operacionais ........................................................................................................ 74
P10 – COMUNICAÇÃO E IMAGEM .......................................................................................................................................... 76
P11 – GESTÃO DE IMPACTES, RISCOS E EMERGÊNCIAS ............................................................................................... 79
Impactes e riscos Operacionais ....................................................................................................................... 79
Aspetos e impactes ambientais ....................................................................................................................... 80
Risco para os Trabalhadores .......................................................................................................................... 80
Gestão de Resíduos ..................................................................................................................................... 82
P12 – GESTÃO DE DOCUMENTAÇÃO ................................................................................................................................... 84
Documentos Internos.................................................................................................................................... 84
Documentos Externos................................................................................................................................... 84
P13 – DESENVOLVIMENTO E GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS ............................................................................... 87
Gerir a Estrutura Organizacional ...................................................................................................................... 87
Motivar e Manter os Colaboradores .................................................................................................................. 88
Desenvolver e Formar os Colaboradores ........................................................................................................... 91
Consultar e Informar os Colaboradores ............................................................................................................. 92
Trabalho Infantil, Trabalho Forçado e Compulsório e Discriminação .......................................................................... 94
P14 – GESTÃO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO ............................................................................................................... 96
Apoio aos utilizadores ................................................................................................................................... 96
Infraestruturas ............................................................................................................................................ 96
Desenvolvimento de Aplicações ...................................................................................................................... 97
P15 – AVALIAÇÃO E GESTÃO DA MELHORIA CONTÍNUA................................................................................................. 99
Auditorias Internas ..................................................................................................................................... 101
Auditorias a Fornecedores ........................................................................................................................... 101
Auditorias Externas .................................................................................................................................... 101
Inovação e Desenvolvimento ........................................................................................................................ 102
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA E SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE DO LABORATÓRIO ........................ 104
PERSPETIVAS FUTURAS ...................................................................................................................................................... 106
NOTA FINAL ............................................................................................................................................................................ 107
CONTAS ................................................................................................................................................................................... 109
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O PERÍODO FINDO EM 3O DE JUNHO .................................. 113
RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA ................................................................................................................................... 138
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
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A ÁGUAS DE CASCAIS
A AdC-Águas de Cascais, SA (Empresa) foi constituída em 2 de novembro de 2000, com um capital social de 3.500.000 €
apresentando, atualmente, a seguinte estrutura acionista:
AGS-Administração e Gestão de Sistemas de Salubridade, SA
42,96%
AQUAPOR Serviços, SA
42,96%
ORIENTE, SGPS, SA
14,08%
A Águas de Cascais resultou de um consórcio, entre a AGS, a Aquapor, a Efacec Capital, a Euronova (posteriormente designada
por Quinta da Marinha, SGPS) e a Oriente, o qual veio a conseguir a concessão do Sistema Municipal de Distribuição de Água e
de Drenagem de Águas Residuais de Cascais, através de concurso público internacional, lançado pela Câmara Municipal de
Cascais, por um período de 25 anos.
A estrutura acionista inicial veio a ser alterada, a 31 de março de 2005, através da alienação das participações na sociedade, aos
restantes acionistas, por parte da Quinta da Marinha, SGPS, SA, e Efacec Capital, SGPS, SA.
A Concessão tem por objeto a exploração e gestão conjunta dos serviços públicos municipais de captação, tratamento e
distribuição de água para consumo público, contando com mais de 1.300 km de condutas, 25 reservatórios, várias captações
próprias, entre as quais uma albufeira (Rio da Mula) e cerca de duas dezenas de estações elevatórias, assim como exploração e
gestão conjunta dos serviços públicos municipais de recolha e rejeição de efluentes domésticos, utilizando para tal um sistema
constituído por coletores gravíticos, com uma extensão de 750 km, e cerca de duas dezenas de estações elevatórias.
Após de 10 anos de vigência, a 31 de março de 2010, foi revisto o Contrato de Concessão, e prorrogado, por um prazo adicional
de 5 anos, ou seja, até 2030, abrangendo-se no objeto da concessão a Exploração e Gestão conjunta da Manutenção do Sistema
de Águas Pluviais.
Para os serviços públicos municipais de abastecimento de água e recolha de águas residuais está também incluído no objeto da
concessão a construção, extensão, reparação, renovação, manutenção, e melhoria de todas as Instalações, Infraestruturas e
Equipamentos que compõem os respetivos sistemas e, bem assim, todas as Obras, nos termos do Plano de Investimentos, do
Caso Base e do Programa de Exploração.
No referido Aditamento ao Contrato de Concessão foi prevista a realização de um plano de investimentos de remodelação dos
sistemas de abastecimento de água e de recolha de águas residuais que ascende a cerca de 90 Milhões de euros (a preços de
junho de 2007), a realizar até ao final do período da concessão, e que comporta obras essenciais, não apenas para a melhoria da
eficiência, como também da fiabilidade do serviço prestado.
Dando cumprimento ao preconizado no Decreto-Lei nº 194/2009, de 20 de agosto, a 18 de abril de 2012, foi realizada a escritura
pública de Aditamento ao Contrato de Concessão de forma a adaptá-lo ao referido Decreto-Lei, cumprindo-se, assim, o prazo
máximo estabelecido para essa adaptação. Está também em apreciação pela Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da
Concessão (CAF) uma proposta final de projeto de regulamento de serviço, tendo em vista a realização da consulta pública prévia
à sua posterior aprovação.
A 16 de abril de 2012 foi aprovado, em Assembleia Municipal, um novo Aditamento ao Contrato de Concessão, tendo em vista a
transferência da posse do terreno necessário para a construção do reservatório superior e a inerente inclusão do mesmo na lista
de imóveis afetos à concessão (Anexo VII). A escritura pública deste último aditamento ocorreu no dia 24 de setembro de 2012.
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CORPOS SOCIAIS
Mesa da Assembleia Geral
Presidente:
Vice-Presidente:
Secretária:
Carlos Augusto Pulido Valente Monjardino
José Gonçalves Teixeira
Filipa Pinto Basto Sousa de Macedo Ravasco Mendes
Conselho de Administração
Presidente:
Vogais:
Jose Enrique Castiblanques Tena
António Manuel Paredes Pereira da Cunha
Alfredo Amancio Rodriguez Castilla
Altino Barbosa da Conceição
José Manuel de Lencastre Leitão
Fiscal Único
ESAC-Espírito Santo e Associados, SROC, SA representada por:
António Pedro Valente da Silva Coelho, ROC.
Fiscal Único Suplente
Mariquito, Correia & Associados, SROC, SA representada por:
José Martins Correia, ROC.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
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P01
VISÃO E ESTRATÉGIA
P01 – VISÃO E ESTRATÉGIA
Envolvente
Da análise do enquadramento legislativo, com impacto na Empresa, há, sem dúvida, a destacar, a publicação do Decreto-Lei nº
194/2009, de 20 de agosto, que veio redefinir o regime jurídico dos serviços municipais de abastecimento de água, de
saneamento de águas residuais urbanas e de gestão de resíduos urbanos, obrigando à necessidade de uma adaptação do
Contrato de Concessão e do Regulamento de Serviço, no prazo de três anos a contar da data da sua publicação, processo já
concluído no que se refere ao Contrato mas ainda em curso no que concerne ao Regulamento (aguardar aprovação CMC).
Importa, também, salientar que as conhecidas crescentes dificuldades económicas que o país atravessa levaram, em 2011 e
2012, e com tendência a acentuar-se nos próximos anos, a uma contração do consumo, ao aumento das dificuldades de
cobrança, assim como à criação de condições que potenciam comportamentos fraudulentos. Este ambiente económico acontece,
em simultâneo, com a necessidade do estado português aumentar receitas e reduzir fortemente as suas despesas o que levou a
que se tenha agravado substancialmente a carga fiscal e, por exemplo, se tenha aumentado, só em 2011, em cerca de 300 %, as
taxas de justiça.
Apesar do cenário de recessão económica, em que vivemos, existem algumas vantagens relativas nesta concessão que decorrem
dos preços praticados pela Empresa serem relativamente baixos (40 % inferiores aos preços do segundo município com preços
mais altos dentro da área da grande Lisboa) e estar já implementado um mecanismo de apoio a famílias carenciadas (ajustado
tendo em vista o aumento da sua abrangência social).
Em termos sociológicos é de destacar o crescimento na
população residente que se verificou, neste Concelho, na
última década, como atestam os resultados dos Censos
2011, apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística
(INE), nos quais se observa um aumento, na década
2001 a 2011, de 20 % na população (205.117
habitantes), enquanto que, no Distrito de Lisboa, o
aumento registado foi de, apenas, 5 %.
* http://www.ine.pt
Na dimensão tecnológica há alguns desenvolvimentos recentes na melhoria da eficiência dos processos, onde se destacam:
a) novos sistemas para melhoria da gestão de pressão da água na rede (possibilidade de programação da pressão de saída
em estações elevatórias de água, ou em válvulas redutoras de pressão, em função da hora, do dia ou do caudal);
b) novos modelos matemáticos de apoio à definição de prioridades na pesquisa de fugas;
c) novos sistemas de comunicação para recolha de dados de contadores de clientes à distância;
d) técnicas de deteção de ilícitos em redes como, por exemplo, a videoscopia em tubagens de água e a máquina de fumos
em redes de águas residuais domésticas (ARD).
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
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Na regulação do setor há a salientar o recente alargamento do universo de entidades alvo do sistema de avaliação, da ERSAR,
da qualidade do serviço prestado aos utilizadores, cujos primeiros resultados foram publicados em 2013, e que abrangeu não só
as concessões mas também todas as Entidades Gestoras (EG) do país.
O referido alargamento veio enriquecer substancialmente o Relatório Anual dos Serviços de Águas e Resíduos em Portugal, já na
sua última edição (RASARP 2012) referente ao ano de 2011. Efetivamente, o facto de se compararem os indicadores de
desempenho de 386 entidades (das quais 274 entidades com atividade de abastecimento público de água e 284 com atividade de
saneamento de águas residuais urbanas), permite exercícios de benchmarking bastante mais fundamentados.
Considerando esta recente ferramenta de gestão procurou-se posicionar o desempenho relativo da AdC, para uma seleção de
indicadores mais adequados à realidade da Empresa, e para um universo de EG onde a comparação, por uma questão de escala
ou de densidade populacional, faz mais sentido. As EG selecionadas foram as classificadas pela ERSAR como áreas
predominantemente urbanas do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e abrangem os seguintes concelhos: Almada, Barreiro,
Braga, Cascais, Entroncamento, Gaia, Gondomar, Lisboa, Loures, Maia, Matosinhos, Moita, Oeiras/Amadora, Porto, Póvoa do
Varzim, S. João da Madeira, Seixal, Setúbal, Sintra, Valongo e Vila do Conde. Para este universo de 21 EG apresenta-se, neste
Relatório, a posição relativa da AdC a dezembro de 2011 e a junho de 2013 admitindo-se, neste último cenário, por falta de
informação mais atualizada, que as restantes EG mantiveram o seu desempenho.
Estratégia
No contexto em que se insere, e conhecendo as competências da Empresa, o CA assumiu como Visão para a AdC ser uma
Empresa de referência a nível internacional, tendo a sua excelência reconhecida por terceira parte. Para alcançar aquela visão o
CA definiu a Política da Organização, assim como os decorrentes Objetivos Estratégicos, os quais se apresentam a seguir e se
consideram aqui revistos, aprovados e adequados, refletindo os propósitos da Empresa, nos quatro referenciais do SGI: ISO
9001; ISO 14001; OHSAS 18001 e SA8000 e no referencial do SGQ do Laboratório da empresa.
LE1 Maximizar valor
otimizando as
operações
LE2 Antecipar as
necessidades e
expetativas dos
clientes
LE3 Assegurar e
sistematizar a
melhoria contínua
LE4 Colaboradores
competentes,
comprometidos e
motivados
LE6 Proteger os
valores de saúde
pública, ambientais e
sociais
LE7 Cumprir com os
requisitos legais e as
normas ISO9001;
ISO14001;
OHSAS18001;
SA8000 e ISO/IEC
17025
LE8 Identificar,
avaliar, prevenir,
controlar e estar
preparado para os
riscos e impactes da
nossa atividade
Política da
Organização
(linhas estratégicas)
LE5 Garantir a
Continuidade e
Qualidade do Serviço
Na senda da visão e das linhas estratégicas definidas, para o ano 2013, foram feitos alguns ajustes ao mapa da estratégia (os
objetivos relativos a: Facilitar os processos de pagamento, Aumentar a eficiência e o rigor na faturação, Aumentar a Produtividade
e Motivação e Obter o Licenciamento das Instalações foram substituídos), pois:

o aumento das taxas de cobrança por SDD e o aumento da produtividade física do trabalho deixaram de ser
considerados, pela conjuntura económica atual e pela registada redução, nos últimos dois anos, nos quadros da
Empresa, como prioritários para 2013;
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
10

no que se refere à faturação bimestral e ao cumprimento do licenciamento das captações, atingiram-se, já em 2012,
níveis de desempenho que tornam não prioritária a melhoria nestas áreas (salienta-se, por exemplo, que a Empresa
obteve a licença de todas as suas captações, com exceção do Rio da Mula, com projeto de reabilitação em curso, tendo
o indicador da ERSAR, relativo a esta matéria, melhorado, só em 2012, de 0 para 90 %).
Nos restantes objetivos, apesar de se terem registado algumas melhorias muito relevantes como, por exemplo, a redução da
Água não Faturada, de 25,6 % para 17,3 %, ou o aumento do número de infiltrações de AP na rede de ARD, eliminadas, de 45
para 211, mantem-se a oportunidade de haver melhorias relevantes, pelo que se mantêm estes objetivos no mapa estratégico da
Empresa.
Da análise dos diferentes indicadores dos processos e da envolvente considerou-se, assim, estratégico, para 2013, o foco nas
seguintes áreas a melhorar:




taxa de adesão dos clientes à fatura digital – o nível atingido em 2012, sendo já bastante relevante (8,3 % dos clientes da
Empresa recebiam a fatura por correio eletrónico) deixa ainda espaço para melhoria, com impacto, não apenas
económico (redução dos custos de impressão e correio), mas também ambiental, quer no consumo de papel, quer nas
emissões de CO2 associados ao transporte das faturas;
avarias em condutas – apesar da Empresa ter já um desempenho relativamente satisfatório espera-se que, com a
criteriosa seleção das zonas onde se irá remodelar a rede de água, venha a haver uma redução importante no número
de roturas;
a redução de roturas (acima descrita) e a otimização do processo de reparação das mesmas deverá permitir à Empresa
reduzir, ainda, o número de interrupções do fornecimento de água, com duração superior a 6 horas;
o volume de investimentos em curso ou em projeto, previsto para 2013, deverá representar uma extensão significativa da
rede de ARD e AA remodelada, o que será essencial, não apenas para a redução das avarias, mas também das perdas
de água e das infiltrações na rede de ARD, assim como da melhoria da qualidade da água das ribeiras e praias de
Cascais.
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OBJ01 Melhorar
os Resultados de
Exploração
OBJ02 Aumentar
o volume de
negócios
OBJ03 Reduzir
Custos Unitários
de Exploração
OBJ04 Aumentar
a eficácia da
cobrança
Cliente
OBJ05 Melhorar
Comunicação
Comercial
OBJ06 Reduzir
Falhas no
Abastecimento
OBJ07 Diminuir
Contencioso
OBJ08 Reduzir
Avarias na rede
de Água
OBJ09 Reduzir as
Perdas de Água
OBJ10 Aumentar
a Produção
Própria
OBJ11 Aumentar
Eficiência
Energética
OBJ12 Reduzir
Infiltrações de AP
na rede de ARD
OBJ13
Concretizar o
plano de
investimentos
OBJ14
Sistematizar a
Inovação
OBJ15
Otimizar a
remodelação da
rede de AA
OBJ16
Otimizar a
remodelação da
rede de ARD
Mapa da Estratégia
Valor
Processos
Inovação e
Aprendizagem
Contextualizando a estratégia apresentada estão, também, definidos os valores da organização, com os quais se pretende um
alinhamento de comportamentos nas matérias que se consideram essenciais para a prossecução da referida estratégia.
Tendo a conta a relevância da sua atividade para a população em geral e o impacto que cada colaborador, com o seu
comportamento individual, pode ter no âmbito da responsabilidade social da Empresa, foi definido e divulgado um código de
conduta onde se detalham os comportamentos esperados em situações concretas predefinidas.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
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Valores da Águas de Cascais
Mérito
Somos muito ambiciosos na definição dos objetivos, pois entendemos a melhoria contínua como obrigatória. Não aceitamos
menos do que o máximo atingível. Acreditamos na distinção pelo mérito pelo que o medimos com base em factos e métricas.
Espírito de Equipa
Todos estamos obrigados a contribuir – não se aceitam demissões de responsabilidade. Incentivamos o consenso, a autonomia e
a delegação de funções com o contraponto da responsabilização individual. Valorizamos a flexibilidade quando demonstra
vontade de ajudar naquilo que faz mais falta. Valorizamos os resultados das equipas acima dos individuais. Apesar do mérito se
medir nos resultados também valorizamos o esforço.
Lealdade
Ser leal é ser sincero, íntegro, assertivo e construtivo para com os
outros na organização. A lealdade implica muita coragem. Conseguir
confiança resulta, antes de mais, de confiar.
Paixão
Apesar da decisão se basear em factos valorizamos o entusiasmo, a
vontade e a entrega aos objetivos da Empresa. A vida é muito curta
para não se estar apaixonado pelo que se faz.
Inovação
Não ridicularizamos nem desperdiçamos nenhuma ideia e valorizamos quem mais contribui para a inovação.
Orientação para o Cliente
Consideramos o cliente como nosso parceiro pelo que as suas necessidades e expetativas são determinantes e visamos a sua
satisfação. Entendemos as reclamações como oportunidades de melhoria e valorizamos o esforço dos clientes que as
apresentam. Sabemos que prestamos um serviço universal e fornecemos um bem essencial.
Ecoeficiência
Temos a obrigação de ser exemplo na eficiência. Entendemos que a eficiência económica reproduz eficiência ecológica. A
eficiência total é o aproveitamento de todas as oportunidades de aumentar a relação entre o valor criado e os recursos
consumidos.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
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Organograma
A estrutura hierárquica e funcional da Empresa está esquematizada no organograma que se apresenta a seguir e pretende ajustar
a organização às linhas estratégicas e objetivos operacionais anteriormente apresentados.
A Direção-Geral é o representante do CA para o SGI, pelo que assume a responsabilidade e dispõe da autoridade necessária
para assegurar:




que os processos são estabelecidos, implementados e mantidos;
que é realizado o reporte do desempenho do sistema e são implementadas ou propostas ao CA (nos casos em que
ultrapasse as suas competências) as melhorias necessárias;
a promoção da consciencialização dos colaboradores para com os requisitos dos clientes;
a comunicação para com outras entidades nos assuntos relacionados com o SGI.
A Direção-Geral é também o representante do CA para o Sistema de Gestão da Qualidade do Laboratório, estando delegadas no
responsável pela Direção de Exploração e Manutenção, as seguintes funções:




aprovação do manual e procedimentos da qualidade;
presença nas auditorias internas e externas;
aquisição de bens e recursos fora do âmbito do investimento da Empresa, ou seja, bens e recursos inerentes à atividade
corrente e não excecional do laboratório, dentro das competências estabelecidas no SGI;
condução das reuniões de revisão pela gestão.
Outras questões de gestão, tais como, a necessidade de recursos humanos e a aquisição de bens de investimento são da
responsabilidade da Direção-Geral. A presente delegação é apenas aplicável ao SGQ do laboratório e decorrerá em qualquer
circunstância por tempo indeterminado.
CONSELHO DE
ADMINISTRAÇÃO
DIREÇÃO
GERAL
PLANEAMENTO
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO
E CONTROLO DE GESTÃO
SETOR DE IMAGEM E COMUNICAÇÃO
V
GABINETE JURÍDICO
DIREÇÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA
DIREÇÃO DE RECURSOS HUMANOS
DIREÇÃO COMERCIAL
DIREÇÃO DE EXPLORAÇÃO E
MANUTENÇÃO
DIREÇÃO DE PROJETOS E OBRAS
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Propor indicadores para os objetivos operacionais, elaborar o Plano de Gestão e o Relatório de Gestão e Contas e calcular e
analisar os indicadores de gestão e outros relacionados com a atividade da Empresa elaborando os relatórios necessários.
Desenvolver, coordenar e acompanhar a implementação do Sistema de Gestão Integrado, rever a documentação do SGI antes
de a submeter à aprovação da Administração e assegurar a atualização das normas internacionais e nacionais no âmbito das
vertentes da certificação. Assumir a gestão de segurança e saúde das atividades permanentes da Empresa, cumprindo com as
funções previstas na legislação e assumir, ou assegurar, a coordenação de segurança e saúde, em fase de projeto.
Direção de
Recursos
Humanos
Planear e gerir os recursos humanos, garantir e controlar a produção de dados estatísticos, garantir a implementação das
políticas de gestão de recursos humanos e elaborar e gerir o orçamento setorial da Empresa. Assegurar a gestão da medicina do
trabalho incluindo, não apenas o agendamento das consultas e tratamento administrativo previsto em legislação, mas também a
otimização dos recursos humanos e a promoção da saúde em geral dos trabalhadores.
Direção
Administrativa e
Elaborar e gerir o orçamento da Empresa, garantir a consolidação de contas da Empresa e garantir a validação das operações e
procedimentos na aplicação dos princípios contabilísticos, bem como o cumprimento das normas legais e obrigações fiscais.
Gestão e manutenção da frota automóvel e controlo de custos operacionais.
Direção
Comercial
Financeira
Gabinete
Jurídico
Analisar legislação aplicável à Empresa e aos seus colaboradores, elaborar contratos/acordos/protocolos de diverso tipo e
elaborar pareceres/informações jurídicas de índole diversa.
Direção de
Gerir a imagem da Empresa para público interno e externo, assegurar a articulação da Empresa com os Órgãos de
Comunicação Social, responsabilidade pelos conteúdos do site institucional e conceção e elaboração de Relatórios e folhetos.
Exploração e
Setor de
Imagem e
Comunicação
Sistema de
Gestão
Integrada
Planeamento
e Controlo de
Gestão
Direção-Geral
Elaborar e propor ao CA, os Objetivos, os Planos de Ação e o Orçamento da Empresa. Apoiar o CA na definição da estratégia e
desenvolver mecanismos para o seu desdobramento na estrutura, concebendo e implementando um sistema de informação de
desempenho que permita aferir da sua implementação. Controlar a execução dos Planos e do Orçamento aprovados, gerindo os
recursos atribuídos de forma eficiente, dentro das competências e poderes atribuídos pelo CA, assegurando o cumprimento dos
objetivos estabelecidos a todos os níveis da organização. Supervisionar e dinamizar o desempenho dos departamentos da
Empresa assegurando a articulação entre eles.
Direção de
Projetos e
Obras
Manutenção
Fornecer dados estatísticos relativos à Direção, planear, implementar e controlar os objetivos, assegurar a coordenação de
processos envolvendo clientes e/ou outras áreas da Empresa e elaborar, gerir e controlar o orçamento setorial.
Gestão dos sistemas de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais e definir, implementar e controlar o Plano de
Ação e o orçamento da área. Manutenção e conservação de redes de água de abastecimento e de drenagem de águas
residuais.
Assegurar a gestão dos projetos e obras executadas por empreiteiros, realizar a inspeção de fim de obra, promover a
implementação de normas de segurança, de acordo com a legislação em vigor, e produzir, analisar e reportar superiormente
dados estatísticos e de gestão relativos à atividade da área.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
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Situação Económico-Financeira
A análise económica e financeira que se
apresenta procura resumir os resultados
alcançados pela Empresa, no primeiro
Semestre de 2013 (1S13), salientando e
explicando as principais variações face ao ano
anterior. Na tabela ao lado apenas se
apresentam os valores parcelares mais
relevantes, pelo que esta análise deve ser lida
em conjugação com as demonstrações
financeiras do exercício, apresentadas nas
notas anexas às demonstrações financeiras.
O EBITDA registado no Semestre (3,45 M€)
apresenta um desvio negativo de 24 %, face ao
ano transato, o que ficou a dever-se,
principalmente, a uma redução nos
Rendimentos (1,39 M€) e não suficientemente
compensada pela redução verificada nos
Gastos.
Uma vez que a revisão tarifária aplicada, no
início deste ano, foi de 1,476 %, pode-se
concluir que a forte redução nos Rendimentos
resulta, essencialmente, de uma redução na
atividade (-1,25 M€ só na variável de ARD e
AA) e nos processos de construção (-220 m€
só em tarifas de ligação de saneamento).
A redução nos Gastos do EBITDA, face ao
primeiro Semestre de 2012 (1S12), de 274 m€,
é essencialmente justificada pela redução na
água comprada à EPAL, com uma contribuição
de 616 m€ e pela redução nos Gastos com
Pessoal, com uma contribuição de 59 m€. Já
no que se refere ao FSE o principal desvio
resulta do aumento de Gastos com a SANEST
(165 m€).
Nos Gastos é ainda de salientar, pela sua
relevância no total, o valor de 226 m€ relativos
à Garantia prestada à Concedente.
Mês
Valores acumulados a
6
jun-13
jun-12
Ano
Real
Real
x
x
Dif.
2013
x
Vendas e Prestações de Serviços
x
Prestações de serviços
Prestação de serviços - Água
Tarifa de Disponibilidade
Abertura/Fec ho de Agua
Ramais de Agua
Prestação de serviços - Saneamento
Tarifa Variável de Saneamento
Tarifa Fixa de Saneamento
Tarifa de Ligac ao de Saneamento
Ramais de Saneamento
Subsídios à Exploração
Trabalhos para a própria entidade
Capitalizaç ão Juros
Trab.p/Próp.Ent.- AFI Rever.
Trab.p/Próp.Ent.- AFI Rever. - Ac t. Interna
x
17.900.683
x
%
x
(1.437.004)
x
-8%
x
6.198.673
7.129.877
(931.204)
-13%
10.265.006
4.744.736
4.182.141
272.342
117.727
5.520.270
2.492.145
2.554.476
384.555
60.787
10.770.806
4.651.187
4.106.967
278.011
82.254
6.119.619
2.807.651
2.522.975
602.453
149.781
(505.800)
93.549
75.174
(5.669)
35.473
(599.348)
(315.506)
31.501
(217.898)
(88.994)
-5%
2%
2%
-2%
43%
-10%
-11%
1%
-36%
-59%
2.151
-
2.151
10.688.374
315.437
10.166.642
206.295
3.338.655
58.078
3.086.863
193.713
7.349.719
257.359
7.079.779
12.582
220%
443%
229%
6%
3.396.811
3.390.763
4.013.310
4.007.177
616.499
616.414
-15%
-15%
FSE (Ajustado Subc. Activos Reversíveis e
Obras a facturar CMC)
7.060.698
6.914.840
(145.857)
Fornecimentos e serviços externos
Subcontratos
Subcontratos - Rec uperação de Rec eita
Subc ontratos - Ramais de Esgoto
Subcontratos - Ramais de Água
Subc ontratos - Sanest
Subc ontratos - Ac tivos reversíveis AA
Subc ontratos - Act ivos reversíveis AR
Subcontratos - Obras a faturar CMC
17.227.340
13.424.878
67.309
36.824
12.319
3.141.783
3.810.096
6.356.546
-
10.085.721
6.281.474
32.456
67.581
33.688
2.976.869
941.191
2.145.672
84.018
(7.141.619)
(7.143.404)
(34.854)
30.757
21.369
(164.915)
(2.868.905)
(4.210.874)
84.018
71%
114%
107%
-46%
-63%
6%
305%
196%
-100%
Serviços especializados
Trabalhos especializados
TE - Assessorias dos Ac c ionistas
TE - Assessorias Informatic as
TE - Pessoal Tec de Enquadramento
TE - Custos Adm. Faturaç ão e Cobranç a
Comissões (cobrança)
Conservação e reparação
Cons. e Rep. de edific ios
Cons. e Rep. de outros equip.
Cons. e Rep. Rede Agua
2.425.020
1.724.647
932.514
161.259
107.253
357.073
117.125
541.429
103.709
200.960
183.963
2.480.387
1.790.595
973.578
150.496
105.233
405.436
139.889
521.495
35.535
189.396
239.236
55.368
65.948
41.064
(10.763)
(2.020)
48.364
22.764
(19.933)
(68.174)
(11.564)
55.274
-2%
-4%
-4%
7%
2%
-12%
-16%
4%
192%
6%
-23%
374.985
74.990
236.161
54.210
330.754
90.402
183.389
47.557
(44.232)
15.413
(52.772)
(6.653)
13%
-17%
29%
14%
953.054
472.344
316.922
123.468
59.668
108.241
287.823
58.009
225.706
941.097
452.327
287.978
143.625
70.071
108.003
280.860
50.072
226.953
(11.957)
(20.017)
(28.944)
20.157
10.403
(238)
(6.964)
(7.937)
1.247
1%
4%
10%
-14%
-15%
0%
2%
16%
-1%
2.366.377
2.425.054
Custo Merc. Vend. e Mat. Cons.
Mercadorias
Energia e fluidos
Combustiveis - Gasoleo
Elec tricidade - Forc a Motriz (BTE e MT)
Elec tricidade - BTN
Serviços diversos
Rendas e alugueres
Rendas e Alug. - Esc ritorios
Rendas e Alug. - Leasing Op. Viaturas
Comunicação
Seguros
Outros serviços
Outros Serviç os - ERSAR - Insp. Aguas
Comissão Garantia Conc edente
Gastos com o pessoal
Provisões (perdas/reversões)
(45.309)
58.677
(42.131)
(3.178)
2%
-2%
-8%
Outros rendimentos e ganhos
517.205
574.214
(57.009)
Rendimentos suplementares
Outros Rend. Sup. - Aprec iaç ão Projec tos
Outros Rend. Supl. Pluviais (CMC)
Outros Rend. Supl. - Reemb Desp. AC
Outros
Out rend. Correc ç ões Exerc Anteriores
Out rend. Obras faturadas CMC
446.641
30.562
134.548
236.908
69.600
546.502
18.467
528.036
488.656
443.422
49.902
65.137
255.904
130.515
19.988
87.862
3.219
(19.340)
69.411
(18.996)
(60.915)
(19.988)
(87.862)
1%
-39%
107%
-7%
47%
-100%
-100%
316.481
41.346
275.135
241.691
(230.022)
22.879
(252.901)
(246.965)
73%
-55%
92%
102%
Outros Gastos e perdas
Corr Relat Per. Ant
16
16.463.679
x
Vendas
Impostos
Outros
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
Período2013 versus
Período2012
-10%
Mês
Valores acumulados a
6
jun-13
jun-12
Ano
Real
Real
Período2013 versus
Período2012
2013
x
x
x
Dif.
%
x
x
Rendimentos do EBITDA
17.189.329
18.580.747
(1.391.418)
-7%
Gastos do EBITDA
(Ajustado Act. Reversíveis e Obras CMC)
13.740.683
14.015.097
274.414
2%
EBITDA
(Ajustado Cap. Juros)
3.448.646
4.565.650
(1.117.004)
(Ajustado Cap. Juros/Act. Reversíveis e Obras
CMC)
Os Gastos e Perdas de Financiamento
cresceram apenas 29 m€ pois, o aumento de
293 m€ nos Juros Suportados (resultante dos
desembolsos realizados para a realização do
investimento) foi, em grande parte, compensado
com uma redução em 264 m€ dos Gastos
relativos à atualização da Retribuição a pagar à
Concedente.
-24%
Ajustando o EBITDA da Capitalização de Juros
pode-se resumir que a redução nos Gastos de
2 %, correspondente a cerca de 274 m€,
apenas mitiga a contração nos Rendimentos de
quase 1,4 M€ (-7 %) pelo que os resultados
operacionais do Semestre reduziram-se, face
ao homólogo, em 24 %.
Mês
Valores acumulados
6
jun-13
jun-12
Ano
Real
Real
Período2013 versus
Período2012
Dif.
2013
%
Resultado antes de depreciações, gastos
de financiamento e impostos (EBITDA)
3.764.083
4.627.573
(863.490)
-19%
Gastos/reversões Deprec. e Amort.
(1.912.575)
(1.836.534)
(76.041)
4%
Resultado operacional
(antes gastos financiamento e impostos)
1.851.508
2.791.039
(939.531)
Juros, dividendos outros Rend. Similares
97.774
88.786
Gastos e perdas de financiamento
Juros suportados
Outros gastos e perdas de financiamento
GPF Outros (inclui actualização rendas)
1.691.344
1.318.824
372.521
372.521
1.661.952
1.025.867
636.085
636.085
(29.392)
(292.956)
263.564
263.564
8.988
Resultado antes de impostos
257.938
1.217.872
(959.934)
-34%
10%
2%
29%
-41%
-41%
-79%
Comparando a situação da Empresa com o previsto no Caso Base é possível observar que, apesar de se verificarem economias
na componente de Gastos, face ao que se considerou no Modelo Económico da Concessão, verificam-se desvios negativos,
ainda mais significativos nos Rendimentos. Estes desvios são explicados, fundamentalmente, por um menor número de clientes,
menores capitações e, por conseguinte, menor volume de água faturada, assim como, por menores receitas relacionadas com a
construção (ramais de água e águas residuais e tarifas de ligação).
Controlo
Designação
Caso Base
Caso Base
6/2013
jun-12
Unidades
jun-13
€
16.463.679
17.900.683
-8%
21.963.299
-25%
VN (Fixo e Variável de AA e AR) - Acum. Ano
€
15.427.435
16.567.470
-7%
20.282.277
-24%
VN (outros) - Acum. Ano
€
1.036.244
1.333.212
-22%
1.681.022
-38%
Gastos da Água C omprada (Geral) - Acum. Ano
€
3.390.763
4.007.177
-15%
5.479.487
-38%
FSE (Ajustado Subc. Ativos Reversíveis e Obras AP ou
C MC ) - Acum. Ano
€
7.060.698
6.914.840
2%
7.978.135
-11%
Gastos de Pessoal (Geral) - Acum. Ano
€
2.366.377
2.425.054
-2%
2.601.685
-9%
Vendas e Prestação de Serviços (VN) - Acum. Ano
Da salientar que o desvio negativo no volume de água faturada, face ao previsto no Caso Base da Concessão, é já de 17,4 %, o
que consubstancia uma ocorrência enquadrada na alínea a), do número 1, da Cláusula 93ª, que estabelece as condições para
haver reposição do equilíbrio económico-financeiro do Contrato.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
17
Designação
Desvio ao Caso Base (C l 93ª)
Água Faturada - últ 12 meses
Água Faturada - últ 12 meses
Caso Base
6/2013
Unidades
jun-13
jun-12
%
-17,4
-10,1
72%
0,0
m3
15.869.673
17.073.063
-7%
19.212.965
-17%
25.000.000
20.000.000
15.000.000
10.000.000
5.000.000
Água Faturada (m3) - Prev. 2000
Água Faturada (m3) - Prev. 2009
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
0
Neste gráfico evidencia-se a tendência
de ligeira redução, ocorrida nos
últimos 3 anos, do volume total de
água faturada, ao contrário da ligeira,
mas persistente, tendência de subida
que se prevê no Caso Base da
Concessão.
Água Faturada (m3) - Real
A tendência de redução no
consumo não será alheia à
conjuntura económica dos últimos
anos (por exemplo, a evolução do
PIB é substancialmente diferente da
que se previa em 2009), nem ao
aumento levado a cabo nas Tarifas
de Resíduos Sólidos Urbanos
(TRSU), no início de 2012.
Apesar de não ser receita da Empresa, os aumentos da TRSU entram no preço percecionado da água pelos clientes, e,
necessariamente, induzem comportamentos de redução do consumo, ainda mais agravados no clima de dificuldade a que as
famílias e as Empresas estão sujeitas atualmente. Sendo um serviço com baixa Elasticidade Preço, vários autores demonstram
existir uma relação direta entre o aumento do preço e a redução do consumo (Henrique Monteiro, 2009).
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
18
Fatura mensal Comércio
25m3 mês, 15mm
Fator P (AdC)= 3,343%
2011
Total
2012
64,29 €
Água 1º Escalão
Água 2º Escalão
Saneamento Variável
5
20
0,4308
1,3534
Variável (€)
Tarifa Disponibilidade
Saneamento Fixo
Fixa (€)
89,35 €
54,1994
3,15 €
8,64 €
2,26 €
2,15
27,07
12,27
41,50
5,0646
3,6764
8,74
2013
88,07 €
52,4937
IVA
CMC (RSU)
ERSAR/ARH (TCQA e TRH)
Fator P (AdC)= 1,476%
53,3797
3,25 €
30,62 €
2,29 €
0,4452
1,3986
Variável (€)
Fixa (€)
2,23
27,97
12,68
42,88
5,2339
3,7993
9,03
3,20 €
32,77 €
0,70 €
0,4518
1,4192
Variável (€)
Fixa (€)
2,26
28,38
12,87
43,51
5,3112
3,8554
9,17
Total AdC (€) 50,24 €
51,91 €
52,68 € 59%
Total Terceiros (€) 14,05 €
36,16 €
36,67 € 41%
2,57 €
3,52 €
Preço Unitário Percecionado (€/m3)
DP(%)=Variação do Valor Fatura Média (€/mês)
3,57 €
2012
37,0%
2013
1,5%
A título de exemplo mostra-se, nas figuras, a composição de uma fatura de 10 m3, para um cliente Doméstico, e de 25 m3, para
um cliente de Comércio, onde se pode observar o aumento do valor total da fatura, registado em 2012, resultante, em grande
medida, da alteração da TRSU (16,2 % no Doméstico e 37 % no Comércio).
De salientar também que, nos exemplos apresentados, cerca de 24 %, no caso de Domésticos, e 41 %, no caso de Comércio, do
valor pago pelos clientes, apesar de faturado pela Empresa, não é sua receita.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
19
Fatura mensal Doméstico
10m3 mês, 15mm
Fator P (AdC)= 3,343%
2011
Total
IVA
CMC (RSU)
ERSAR/ARH (TCQA e TRH)
Água 1º Escalão
Água 2º Escalão
Saneamento Variável
5
5
0,4308
0,7839
Variável (€)
Tarifa Disponibilidade
Saneamento Fixo
Fixo (€)
Fator P (AdC)= 1,476%
2012
18,56 €
2013
21,56 €
21,66 €
16,5563
17,0904
16,6957
0,99 €
1,01 €
0,90 €
1,03 €
3,44 €
0,91 €
1,00 €
3,96 €
0,28 €
2,15
3,92
2,55
8,62
3,6498
3,3791
7,03
0,4452
0,8101
2,23
4,05
2,64
8,91
3,7718
3,4920
7,26
Variável (€)
Fixo (€)
Total AdC (€) 15,65 €
0,4518
0,8221
Variável (€)
Fixo (€)
2,26
4,11
2,68
9,04
3,8275
3,5435
7,37
16,18 €
16,42 € 76%
Total Terceiros (€)
2,91 €
5,38 €
5,24 € 24%
Preço Unitário Percecionado (€/m3)
1,86 €
2,16 €
2,17 €
2012
16,2%
DP(%)=Variação do Valor Fatura Média (€/mês)
2013
0,5%
Utilizando a proposta de Elasticidade Preço de alguns autores (Henrique Monteiro, 2009 e Martins e Fortunato, 2007) é possível
enquadrar a redução na atividade (vendas em m3), decorrente do aumento das tarifas de 2012 (essencialmente TRSU), no
intervalo entre 2 e 9 %.
Fatura mensal Doméstico
10m3 mês, 15mm
Fator P (AdC)= 3,343%
2011
Total
Fator P (AdC)= 1,476%
2012
18,56 €
16,5563
2013
21,56 €
21,66 €
17,0904
DP(%)=Variação do Valor Fatura Média (€/mês)
16,6957
2012
16,2%
2013
0,5%
Impacto na procura (m3)
Elasticidade preço proposta por Henrique Monteiro, 2009=> DQ(%)=-0,124*DP(%)=
Elasticidade preço proposta por Martins e Fortunato, 2007=> DQ(%)=-0,558*DP(%)=
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
20
-2,0% -0,1%
-9,0% -0,3%
P02
DEFINIÇÃO DO PRODUTO E SERVIÇO
P02 – DEFINIÇÃO DO PRODUTO E SERVIÇO
Informação dos Clientes – Setor
ECSI 2012: Foram publicados os resultados do estudo da
satisfação de clientes, no âmbito do modelo ECSI-Portugal
(European Costumer Satisfaction Index – Portugal) para vários
setores de atividade económica e nos quais se inclui o setor das
Águas. Apesar da Empresa não ter participado neste estudo,
existem conclusões globais do setor que importa salientar, e que
certamente terão algum reflexo na realidade de Cascais.
* http://www.ecsiportugal.pt
Da análise ao relatório do ECSI 2012, parece razoável concluir-se que:
 o setor das Águas registou um acréscimo
significativo no índice de satisfação global dos
seus clientes (7,50) situando-se acima da media
deste índice (7,40);
 o índice de lealdade sofreu igualmente um
acréscimo significativo (7,09) posicionando-se
agora acima da média registada para este índice
(6,99);
 no que se refere à avaliação do preço conclui-se
que os clientes do setor apresentam uma
sensibilidade elevada.
De salientar também, que se tem vindo a verificar um aumento relevante nas expetativas dos clientes, no que se refere à
qualidade, nomeadamente na vertente dos serviços acessórios (exemplo: apoio ao cliente), dando-se já por absolutamente
garantida a quantidade, fiabilidade e qualidade dos serviços de fornecimento e recolha.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
22
O MERCADO E OS PREÇOS: Em matéria de estudos sobre o setor da Água, importa também relevar o último relatório da APDA
(Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas), intitulado de “Água e Saneamento em Portugal – Os mercados e
os preços – 2012”, no qual se pode constatar que a
Água de Cascais pratica os preços mais baixos da
Grande Lisboa. De acordo com o estudo apresentado por aquela entidade, é possível verificar que o custo da água e do
saneamento em Cascais, em 2011, foi inferior aos praticados nos municípios contíguos, em cerca de 40 %.
Enquadrando os já demonstrados preços baixos praticados pela Empresa, com o rendimento médio familiar disponível no
Concelho, nos termos do indicador definido pela entidade reguladora, podemos verificar que a acessibilidade económica ao
serviço, segundo os padrões da ERSAR, é muito boa, uma vez que os dois encargos somados ficam ainda dentro do limite de 0,5
%, estabelecido para cada um dos serviços isoladamente.
Designação
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
Acessibilidade Económica do serviço (AA) - últ 12 meses
%
0,25
0,25
0,26
0,26
0,01
2%
Acessibilidade Económica do Serviço (AR) - últ 12 meses
%
0,15
0,15
0,16
0,16
0,01
6%
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
23
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa e
Vale do Tejo - RASARP 2012
AA02b+AR02b - Acessibilidade económica do
serviço (%)
Porto
Matosinhos
Moita
Cascais_2011
Cascais
dez-11
Cascais_1S13
Cascais
jun-13
Entroncamento
Oeiras/Amadora
Braga
Almada
Maia
S. João da Madeira
Barreiro
Setúbal
Seixal
Loures
Valongo
Póvoa do Varzim
Gaia
Vila do Conde
Gondomar
Sintra
Lisboa
Média Nacional
0,36
0,37
0,38
0,40
0,42
0,44
0,45
0,45
0,45
0,50
0,54
0,55
0,55
0,58
0,64
0,66
0,67
0,71
0,76
0,87
0,89
Analisando em conjunto os dois serviços prestados pela
Empresa podemos observar que, no grupo de municípios onde a
ERSAR inclui a AdC (NUT Centro e Lisboa e Vale do Tejo – área
predominantemente urbana), o peso dos custos para os clientes,
face ao rendimento médio familiar disponível, é bastante inferior
à média nacional.
Apesar de estar inserida numa região onde o peso do custo dos
serviços de AA e AR é já relativamente baixo, Cascais tem,
ainda assim, no universo de 21 EG em questão, o quarto melhor
indicador de qualidade do serviço da ERSAR nesta matéria.
0,58
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
RASARP 2012 – Volume III
Apesar das observações anteriores verificou-se, num inquérito de satisfação recentemente realizado, que a perceção dos nossos
clientes é divergente pelo que esta será, sem dúvida, uma área a considerar na comunicação da empresa.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
24
AdC comparada com outras Entidades
Gestoras da mesma atividade
Valor da Fatura AdC vs. outros serviços públicos
(eletricidade, gás, comunicações)
ns/nr
4%
Valor
Inferior
3%
Valor Inferior
16%
Valor
Superior
25%
Valor
Semelhante
20%
ns/nr
46%
Valor
Superior
31%
Valor
Semelhante
55%
80 % dos Clientes consideram que o valor que
pagam à AdC, quando comparado com outros
serviços
públicos
(eletricidade,
gás,
comunicações), é semelhante (55 %) e/ou
superior (25 %).
Tem conhecimento que na fatura AdC estão incluídas
receitas de outras entidades relativas a RSU e Taxa de
Recursos Hídricos?
Da fatura, que parte constitui receita da AdC?
Água,
Saneamento,
RSU e taxas
41%
Água,
Saneamento e
RSU
14%
Apenas 3 % dos clientes sabem que a fatura que
pagam à AdC é inferior à que pagariam em
Concelhos limítrofes.
Água e
Saneamento
45%
Não tenho
conhecimento
27%
Sim, tenho
conhecimento
73%
Apesar de 73 % das respostas demonstrar que os Clientes têm conhecimento de que há outras rúbricas
dentro da Fatura da Águas de Cascais, que não são receita da Empresa, quando questionados sobre a
distribuição dos valores, 55 % dos questionados atribuem à Empresa proveitos que são receita de
outras entidades.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
25
Informação dos Clientes
Evolução do número: No final do 1S13, a Empresa contava com 113.488 Clientes, menos 268 que no final do ano anterior. Este
decréscimo fez-se notar, quer no segmento Doméstico, quer no Comércio, e vem denunciar um forte abrandamento no
crescimento registado nos primeiros anos da década anterior.
CLIENTES
JUN 2013
Domésticos
Não Domésticos
Câmara Municipal de Cascais
Contadores para Consumos Próprios
103.122
9.199
1.199
48
113.488
Total
Este abrandamento vem, também, contrariar a tendência considerada no Caso Base da Concessão, o que implica que a diferença
entre o número efetivo de clientes e o previsto no referido Caso Base tenha sido, no 1S13, de cerca de 8,7 %.
125.000
120.000
115.000
110.000
105.000
100.000
95.000
90.000
85.000
80.000
Nº de Clientes Prev - 2000
Nº de Clientes Prev - 2009
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
75.000
Nº de Clientes - Real
A diminuição do número de clientes reflete-se, naturalmente, na Adesão ao Serviço (indicador da ERSAR), a qual, apesar de
ainda ser relativamente elevada, apresenta já valores significativos de alojamentos que, apesar de terem serviço disponível, não o
têm efetivo (mais de 5 % dos alojamentos), ou seja, não pretendem ter ou rescindiram o contrato com a AdC para o fornecimento
de água.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
26
Barreiro
Gondomar
Oeiras/Amadora
Cascais_2011
Cascais
dez-11
S. João da Madeira
Cascais_1S13
Cascais
jun-13
Sintra
Almada
Moita
Entroncamento
Póvoa do Varzim
Setúbal
Matosinhos
Loures
Seixal
Lisboa
Valongo
Porto
Vila do Conde
Maia
Braga
Média Nacional
0,0
AR06b - Adesão ao Serviço (%)
99,5
94,9
94,8
94,7
94,2
94,0
93,7
93,7
93,5
93,4
92,8
92,6
92,5
91,7
90,6
90,4
90,3
89,5
87,3
85,3
82,8
86,6
20,0 40,0 60,0 80,0 100,0
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa
e Vale do Tejo - RASARP 2012
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa e
Vale do Tejo - RASARP 2012
AA07b - Adesão ao Serviço (%)
Moita
100,0
Entroncamento
100,0
99,4
Barreiro
Almada
99,1
96,4
Póvoa do Varzim
Seixal
95,7
Gondomar
Oeiras/Amadora
Cascais_2011
Cascais
dez-11
S. João da Madeira
Cascais
Cascais_1S13
jun-13
Sintra
Setúbal
94,8
94,8
94,7
94,2
93,9
93,3
92,8
Loures
92,7
92,0
Vila do Conde
Matosinhos
91,8
90,6
Valongo
Porto
89,4
Braga
85,7
80,4
Maia
Média Nacional
87,3
0,0
20,0 40,0 60,0 80,0 100,0
RASARP 2012 – Volume III
Inquérito de Satisfação aos Clientes
Entre os dias 19 e 28 de junho de 2013, foi realizado pela Águas de Cascais, através do envio de e-mail, um inquérito de
satisfação aos seus Clientes.
Terão os nossos Clientes
a noção de que os
serviços de
abastecimento de água e
saneamento em Cascais
têm o valor mais baixo da
Grande Lisboa?
Como avaliam o
nosso atendimento
nas Lojas? E o Call
Center?
Metodologia
Universo
O universo do estudo foi constituído por clientes residenciais da Águas de Cascais. Estima-se, de acordo com informação do
último CENSOS, que a população servida no Concelho seja de cerca de 205.117 habitantes.
Amostragem
23.301 registos de e-mail, ou seja, 21 % do universo de Clientes.
Taxa de Resposta
Até ao dia 13 de agosto, foram recebidas 3.919 respostas, ou seja, 16,81 % dos e-mails enviados (3,52 % do total de Clientes).
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
27
Avaliação Resumo dos Resultados do Estudo
Numa análise por dimensão, destaca-se, pela positiva a avaliação feita à “Qualidade da Água”. Os valores mais negativos foram
atribuídos ao Atendimento Telefónico e Serviços Operacionais, cuja insatisfação atinge, respetivamente, 25 % e 24 % das
respostas.
Não obstante a insatisfação e/ou excelência demostradas pelas áreas referidas, pode concluir-se que de uma forma geral, a
satisfação com o serviço prestado pela Águas de Cascais é elevada, corroborando a tendência demostrada no setor pelo já
referido Estudo ECSI. As áreas a melhorar estão concordantes com os objetivos estratégicos estabelecidos sendo que se espera,
já em 2014, uma melhoria da satisfação dos clientes nas áreas indicadas.
No que diz respeito ao tema “Preço e Fatura”, torna-se evidente a necessidade de existir um esforço de comunicação suplementar
que consiga esclarecer os Clientes relativamente ao baixo tarifário praticado no Concelho, quando comparado com os Concelhos
limítrofes da Grande Lisboa.
Aspetos que geram maior e menor satisfação junto dos Clientes:
Avaliação "Insatisfatória"
25%
Avaliação "Excelente"
24%
19%
14%
17%
16%
8%
7%
9%
Atendimento
Telefónico
Serviços
Operacionais
Atendimento
Presencial (Lojas)
Capacidade de
resposta e
resolução dos
assuntos
Site
Qualidade da Água
Qualidade da
Água
Atendimento
Presencial (Lojas)
Atendimento
Telefónico
7%
Capacidade de
resposta e
resolução dos
assuntos
6%
Serviços
Operacionais
4%
Site
De uma forma global, como avalia o serviço prestado pela Águas de Cascais?
5%
13%
28%
54%
1 - Insatisfatório
2
3
4 - Excelente
Informação da Concedente
Foi realizada, a 16 de julho de 2012, uma nova avaliação da satisfação da Concedente, relativa ao ano de 2011. Nessa avaliação
a Empresa teve a classificação de Satisfatório ou Bom, em todos os critérios, com exceção do relativo ao Plano de Investimentos.
Admite-se que aquela classificação possa ter resultado das expetativas da concedente na execução do volume de obras previsto
para os primeiros anos do Aditamento. De qualquer modo, tendo em conta que, com a adaptação do Contrato de Concessão ao
DL 194/2009, com escritura pública de 18 abril de 2012, foi possível ultrapassar a aplicação da cláusula suspensiva do Contrato
de Financiamento e, assim, obter todas as condições necessárias para o cumprimento do Plano de Investimentos. Foi, assim,
possível acelerar o volume de obras, pelo que se espera uma melhoria na avaliação do próximo ano.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
28
Foi também apresentada uma observação em relação ao atendimento, a qual vem dar relevância à melhoria pretendida na
comunicação com os nossos clientes, já patente na estratégia da Empresa (OBJ 05 Melhorar a Comunicação Comercial), mas
que importa reforçar. A Concedente informou também, na mesma avaliação, uma melhoria da sua satisfação (de Razoável para
Bom) no que se refere aos critérios relativos à Qualidade da Água e ao perfil dos interlocutores da CMC com a Empresa, com o
que nos congratulamos.
Disponibilidade do Serviço
De acordo com a última edição do RASARP – Relatório Anual do Setor de Águas e Resíduos em Portugal – 2012 – ERSAR, a
AdC apresenta uma posição confortável nesta matéria, quer na rede de AA, quer na rede de ARD, com cerca de 100 % de
Acessibilidade física do serviço, ligados à rede de drenagem de águas residuais e 0,04 % dos Clientes servidos através do
recurso a limpa-fossas disponibilizado pela Empresa.
Cascais
Cascais_1S13
jun-13
Cascais_2011
Cascais
dez-11
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
99
99
99
99
99
97
97
94
93
78
Almada
Entroncamento
Lisboa
Loures
Oeiras/Amadora
Porto
S. João da Madeira
Seixal
Sintra
Valongo
Gondomar
Maia
Braga
Setúbal
Matosinhos
Moita
Póvoa do Varzim
Barreiro
Vila do Conde
Gaia
Média Nacional
95
0
20
40
60
80 100 120
AR01b - Acessibilidade fisíca do serviço (%)
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa e
Vale do Tejo - RASARP 2012
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa e
Vale do Tejo - RASARP 2012
AA01b - Acessibilidade fisíca do serviço (%)
Cascais_1S13
Cascais
jun-13
Cascais_2011
Cascais
dez-11
100
100
100
100
99
98
98
98
98
97
97
95
95
94
93
93
90
84
83
66
Oeiras/Amadora
S. João da Madeira
Maia
Loures
Braga
Matosinhos
Moita
Valongo
Setúbal
Porto
Sintra
Entroncamento
Almada
Seixal
Barreiro
Gondomar
Póvoa do Varzim
Vila do Conde
Lisboa
Gaia
Média Nacional
81
0
20
40
60
80 100 120
RASARP 2012 – Volume III
Salienta-se que a Empresa, para além da boa cobertura destes dois serviços, disponibiliza ainda o acesso por parte dos nossos
Clientes e também de terceiros, a um pacote de serviços complementares que inclui:

análises da qualidade da água (Laboratório Acreditado);

serviços complementares de Saneamento ou de Água;

outros serviços Comerciais complementares.
Novas Adesões (processos de Construção e Loteamentos)
Dentro das suas competências, a Empresa emite pareceres sobre a viabilidade de construção e aprovação de projetos de
construção e loteamentos, no que respeita às infraestruturas de abastecimento de água e de águas residuais. Da construção
decorrente dessas aprovações resulta um aumento do número de ramais domiciliários de abastecimento de água e águas
residuais e, consequentemente, o crescimento do número de clientes. Refira-se, ainda, que é prestado aos requerentes dos
processos de obras particulares apoio técnico, através do esclarecimento de dúvidas e do aconselhamento sobre as soluções
mais adequadas.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
29
No sentido de assegurar a satisfação dos nossos Clientes, tem sido política da Empresa promover a rápida resposta a estes
processos (prazo máximo estabelecido pelo Empresa em 20 dias úteis), o que monitoriza através da percentagem de
cumprimento do referido prazo (em 2012 – 100 %).
Designação
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
de z-12
jun- 13
%
42
99
99
100
100
Resposta atempada na análise de projetos - últ. 12 meses
Varia ção
Jun13/Jun12
1
1%
Esta atividade encontra-se também no início de todo o processo tendente à prestação de serviços, pelo que permite antecipar a
evolução do número de alojamentos e, por conseguinte, a atividade da Empresa, para os anos que se seguem. Posto isto, é
possível verificar um decréscimo importante, no número de projetos apreciados, tendência que se vem registando há algum tempo
e que estará relacionada com a atual situação do mercado imobiliário no país.
Designação
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-09
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
#
728
554
448
409
322
246
-163
-40%
#
20
13
11
8
2
4
-4
-50%
Apreciação de projetos em processos de construção - últ. 12
meses
Apreciação de projetos em processos de Loteamento - últ. 12
meses
Na sequência da aprovação dos projetos de Loteamento, e das condicionantes impostas aquando da análise de projetos de
construção, são fiscalizadas as ampliações de redes públicas executadas pelos particulares e as infraestruturas dos Loteamentos
executadas pelos promotores.
Designação
Vistorias Finais em processos de loteamento - Acum. Ano
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
#
7
11
4
5
3
Variação
Jun13/Jun12
-1
-25%
Na sequência dos projetos aprovados, e logo que as respetivas obras se encontrem concluídas, é realizada uma vistoria às
condições de ligação das redes prediais às redes públicas. No 1S13 foram realizadas a totalidade das vistorias solicitadas por
Clientes, ou seja, 428 vistorias distribuídas por:



Abastecimento de Água (inclui mudanças de local de contador e outros) – 195
Águas Residuais Domésticas – 142
Águas Residuais Pluviais – 91
Em parceria com a Polícia Municipal foram instituídos procedimentos que permitem controlar e resolver situações ilegais,
nomeadamente intervenções indevidas nas redes públicas sem conhecimento da Empresa. Quer no serviço de Vistorias, quer na
análise dos Projetos Prediais ou de Loteamento, a empresa presta apoio técnico aos seus Clientes.
No âmbito das obras particulares são, frequentemente, realizadas obras de ampliação e remodelação nas redes de água e de
águas residuais públicas, com alguma relevância, as quais se quantificam, para o Semestre que findou, no quadro que se segue.
Designação
Ampliação da rede de Água por Promotores e Outras
Entidades - últ 12 meses
Ampliação da rede de ARD por Promotores e Outras
Entidades - últ 12 meses
Remodelação da rede de Água por Promotores e Outras
Entidades - últ 12 meses
Remodelação da rede de ARD por Promotores e Outras
Entidades - últ 12 meses
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
30
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-09
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
ml
3.076
7.665
4.159
3.786
2.299
1.556
- 2.230
- 59%
ml
1.165
3.909
1.841
1.604
636
700
-904
- 56%
ml
9.690
1.021
2.457
3.117
1.995
1.388
- 1.729
- 55%
ml
1.889
1.194
21
912
891
513
-399
- 44%
Da análise do quadro anterior é possível observar um decréscimo nas obras realizadas por promotores e outras entidades,
consentâneo com a redução da atividade económica que afeta o setor da Construção em Portugal. A redução na remodelação da
rede de água resultou, para além do facto anterior, de um valor anormalmente elevado, em 2010 e 2011, originado pelas obras de
acessibilidade ao novo hospital de Cascais e pelas obras do IC30/A16. Recentemente foram também acompanhadas algumas
obras da Concedente com impacte nas redes concessionadas, nomeadamente: Reabilitação do Pontão da Amoreira; Via
Longitudinal Sul, Estrada das Neves, Largo de Manique e Estrada de Bicesse.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
31
Sistema de Informação Geográfica
Durante o 1S13, a empresa continuou a atualização e correção do cadastro de Infraestruturas, mas esteve também envolvida em
novas ações relacionadas com esta questão:
1) Validação de Cadastro
A validação de cadastro do sistema de águas residuais que decorreu durante o 1º Semestre do presente ano, resultou na
validação de 674 caixas da Rede de Águas Pluviais e 694 caixas da Rede de Águas Residuais Domésticas, perfazendo um
total de 1.368 caixas validadas.
CAIXAS VALIDADAS
2009
20010
2011
2012
1º sem. 2013
1.946
5.153
6.173
2.275
1.368
2) Redefinição das Rotas de Leitura
No sentido de otimizar os giros dos leitores, foi dada continuidade à ação que prevê a redefinição das rotas de leitura. As
primeiras rotas otimizadas foram implementadas no passado mês de junho.
3) Identificação de locais com fossas séticas
Com o objetivo de realizar novas ligações de águas residuais domésticas para clientes de consumo já existentes, foi realizada
uma ação de identificação dos locais de consumo que possuíam fossa sética, com coletor de ARD disponível. A identificação
desses locais foi concretizada através do cruzamento do cadastro georreferenciado existente.
4) Remodelação das redes de abastecimento e de saneamento
Foi definida e implementada uma nova metodologia de avaliação de prioridades de execução de obras de remodelação de AA
e ARD, considerando o período de retorno – payback – dessas intervenções e uma análise de risco do cenário zero. A seleção
das ruas prioritárias resulta da análise do cadastro georreferenciado existente e da ponderação de fatores como: número de
roturas ocorridas por conduta, número de ramais afetados, extensão a remodelar, custos unitários e risco.
5) Informação de Plantas de Localização
Relativamente ao Semestre em análise, foram validadas e produzidas 177 plantas de localização, para requerentes de
processos de construção. Mantém-se qui a tendência de descida sendo que se regista há alguns anos.
Designação
Pedidos de Plantas Informadas - últ 12 meses
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
32
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
#
838
651
555
488
380
Variação
Jun13/Jun12
-175
-32%
P03
GESTÃO DE PROJETOS E OBRAS
P03 – GESTÃO DE PROJETOS E OBRAS
Este ponto do presente Relatório, tal como estabelecido na cláusula 86ª do Contrato de Concessão, reporta-se à execução do
Plano de Investimentos desenvolvido até 30 de junho de 2013. São também identificados os investimentos sujeitos a
comparticipação da Concedente, nos termos dos números 5 e 6 da Cláusula 46ª.
Planeamento Geral
Tendo por base os planos gerais de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais domésticas, foi possível redefinir o
Plano de Investimentos da Concessão (ajustamento já considerado no Aditamento do Contrato de Concessão).
Prevendo a aprovação do referido aditamento, a Águas de Cascais decidiu antecipar, ainda em 2009, alguns investimentos
considerados urgentes. Assim, em conjunto com a Concedente, foram identificadas obras prioritárias, tendo-se iniciado, já nesse
ano, os respetivos projetos e obras. No que toca ao abastecimento de água, foram selecionadas zonas com maior incidência de
roturas e relativamente ao saneamento, zonas com situações anómalas e com impacto ambiental mais significativo.
Em maio de 2010, após a assinatura do aditamento e o respetivo visto do Tribunal de Contas, reuniram-se então todas as
necessárias condições para a execução do novo Plano de Investimentos.
Em síntese, a execução financeira total do novo Plano de Investimentos foi, no período de janeiro de 2009 a junho de 2013, de
25.389.333 € (a preços de junho de 2007), distribuídos de acordo com a tabela seguinte:
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
34
Os valores dos investimentos efetuados no ano passado, apresentados no anterior Relatório do Plano de Investimentos, são
revistos, no presente documento, em função da divulgação, em Diário da República, de índices de revisão de preços entretanto
atualizados.
Salienta-se que, na comparação do executado com o previsto no Caso Base, se deve ter em conta que se previa o início do Plano
de Investimentos em 2009, sendo que, apenas em meados de 2010, se reuniram todas condições contratuais para o início dos
trabalhos no terreno.
Nos termos do previsto no Contrato de Concessão, a Empresa obteve a aprovação dos Programas Anuais de Investimento (PI),
referentes à adaptação do Plano de Investimento do Anexo IX, para os anos de 2011 (PI – I), 2012 (PI – II) e 2013 (PI – III). Na
tabela a seguir apresentam-se os desvios entre o executado e o previsto no 1S13.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
35
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
36
De uma forma geral, o ponto de situação das obras, face ao previsto no Caso Base e no último Programa aprovado pela
Concedente (PI-III), é o seguinte:
Obra 56 – 3º Adutor, Obra 57 – Reservatório Superior e Obra 59 – Reordenamento Geral da Rede dos Reservatórios
Superior e das Cardosas
Na sequência da revisão do PGAA, considerou-se adequado o prolongamento do 3º Adutor até ao reservatório de Alcoitão (o
inicialmente definido era apenas até ao reservatório de Manique). O desenvolvimento do Projeto de Execução deste Adutor esteve
suspenso até parecer favorável da Concedente sobre o referido prolongamento, o que aconteceu em julho de 2011. Uma vez
obtido o parecer, desenvolveu-se o Projeto de Execução, com a inclusão do prolongamento aprovado, o qual foi concluído em
fevereiro e enviado à concedente, para aprovação, em março de 2012, o que veio a acontecer em dezembro do mesmo ano. A
sua execução encontra-se dependente da decisão de inclusão no PI, a ser avaliada no processo de reequilíbrio da Concessão.
O Reservatório Superior deverá ser executado em simultâneo, ou após, o 3º Adutor. O Projeto de Execução revisto foi enviado à
Concedente em 13 de maio de 2013, aguardando-se o respetivo parecer.
Do reordenamento Geral dos Reservatórios Superior e Cardosas, face ao surgimento de situações mais urgentes, foram já
executadas as obras de remodelação de condutas em S. Miguel das Encostas e no ramal do Arneiro. O restante investimento,
ainda previsto, refere-se a uma conduta distribuidora a implantar no mesmo traçado do primeiro troço do 3º Adutor.
Obra 1 – Reservatório de Manique, Obra 3 – Conduta Distribuidora do reservatório de Manique a Carrascal de Manique,
Manique e Bicesse, Obra 4 – Reordenamento Geral da Rede do Reservatório de Manique, Obra 4A – Booster da Adroana
e Obra 4B – Conduta Distribuidora do Reservatório de Manique à Estrada das Neves
O Reservatório de Manique está dependente da construção do Reservatório Superior e do 3º Adutor. Na sequência do parecer
técnico da CMC, datado de 8 de maio de 2013, a AdC encontra-se a proceder à revisão do Projeto de Execução. Para além da
conclusão do projeto está também em curso a obtenção dos direitos de propriedade sobre o terreno. Neste processo, em 18 de
junho de 2013, a AdC recebeu, por parte da CCDR-LVT, parecer favorável, tendo em vista a continuidade do processo
expropriativo de parcelas de terreno. Em paralelo com o processo de expropriação foram desenvolvidos contactos com os
proprietários, no sentido de haver um acordo fora do processo judicial. Contudo, face à posição da CMC, foram os mesmos
suspensos mantendo-se apenas via da expropriação.
Da construção do Reservatório de Manique dependem um conjunto de obras na rede (Obra 4 – Reordenamento geral da rede do
Reservatório de Manique, Obra 4A – Booster da Adroana, Obra 4B – Conduta distribuidora do reservatório de Manique à Estrada
das Neves e a Obra 3 – Conduta Distribuidora do reservatório de Manique a Carrascal de Manique, Manique e Bicesse), nas
quais se tem vindo a desenvolver o projeto, com exceção da Obra 4A, onde se está, ainda, em processo de definição da
localização.
Obra 67 – Ampliação do Reservatório de Alcoitão e Obra 68 - Reordenamento Geral da Rede do Reservatório de Alcoitão
A oportunidade destas obras está dependente da construção do 3º Adutor.
Obra 12+13 – Sistema Elevatório do Reservatório do Cobre para o Reservatório de Murches
A conduta elevatória de Cobre para Murches (Obra 13) estará concluída até ao final de julho, com exceção da travessia da A5,
para a qual estamos ainda a aguardar a aprovação da Brisa (solução técnica proposta a 20 de junho de 2013). A substituição do
equipamento de bombagem no reservatório do Cobre (Obra 12) deverá acontecer em simultâneo com a obra atrás referida.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
37
Obra 14 – Ampliação do Reservatório de Murches, Obra 14B – Remodelação do Sistema Elevatório de Murches e Obra 65
– Reordenamento Geral das Redes do Reservatório de Murches, Obra 65 – Reordenamento Geral da Rede do
Reservatório de Murches
A obra de ampliação do reservatório de Murches, antecipada na sequência de proposta aprovada pela Concedente, teve a parte
referente ao reservatório concluída em outubro, sendo que a componente relativa à melhoria da Casa de Função (englobada no
projeto de mudança de instalações solicitado pela CMC) está em curso, prevendo-se a conclusão de todos os trabalhos da Obra
14 até ao final de setembro.
Relativamente ao reordenamento das redes do reservatório de Murches, o troço de montante (Rua Gonçalves Zarco), ficou
concluído em setembro de 2012. A ligação entre a Rua Gonçalves Zarco e a travessia da A5, designada por Via das Patinhas,
teve início em novembro e encontra-se em curso. Encontra-se em desenvolvimento o projeto de execução correspondente à
restante área de influência de Murches.
Obra 16 – Conduta Elevatória de Murches para Janes, Obra 19+20 – Sistema Elevatório do Reservatório de Janes para o
Reservatório da Malveira da Serra e Obra 22 – Reordenamento Geral das Redes da Malveira da Serra
Uma vez que se considera prioritária a realização destas obras, vão-se iniciar os procedimentos com vista à adjudicação dos
Projetos de Execução.
Obra 27 – Remodelação da ETA do Rio da Mula e Obra 26 – Remodelação da Captação e Sistema Elevatório do Pisão
Face a parecer negativo da CMC, emitido em 6 de fevereiro de 2013, foi entregue projeto de execução revisto em 10 de maio do
mesmo ano. A realização da obra 26 está dependente da remodelação da ETA do Rio da Mula (Obra 27).
Obra 58 – Remodelação do Sobrepressor de Pau Gordo
Com a melhoria das condições de entrega de água da EPAL, no ramal de alimentação ao reservatório de Pau Gordo, considerase não existir, nesta fase, necessidade de execução desta obra.
Obra 60 – Reordenamento Geral da Rede do Reservatório de Bicesse
Com a execução do troço inicial da conduta elevatória Goulão/Alcoitão verificou-se uma melhoria significativa nas condições de
funcionamento da mesma. Assim, a substituição de outros troços desta conduta deixaram de ser considerados prioritários.
Obra 70 – Reordenamento Geral da Rede do Reservatório do Alto Estoril e Obra 73 – Reordenamento Geral da Rede dos
Reservatórios de Pau Gordo e Goulão
A obra de reordenamento da rede do reservatório do Alto do Estoril foi realizada conjuntamente com a Obra 44 de remodelação
de coletores do Estoril e encontra-se concluída. Das obras do reordenamento da rede de água associadas aos reservatórios de
Pau Gordo e do Goulão foram executadas as consideradas prioritárias nesta fase – conduta adutora entre o Booster do Goulão e
o reservatório do Goulão. A eventual necessidade de novas obras de reordenamento nesta rede será avaliada futuramente.
Obra 74 - Reordenamento Geral da Rede dos Reservatórios de Outeiro de Polima e Caparide
A oportunidade desta obra está dependente da construção do 3º Adutor, que irá alterar, permanentemente, o sentido de
escoamento na conduta de Outeiro de Polima.
Obras 32 – Ampliação e Remodelação de Condutas Distribuidoras
Obras em curso com várias frentes em execução.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
38
Obra 44 – Ampliação/Remodelação de Coletores de Águas Residuais – Diversas
Obras em curso com várias frentes em execução.
Prolongamento do Emissário da Ribeira das Vinhas, Remodelação do Emissário da Ribeira dos Mochos, Emissário da
Estrada da Areia
A AdC entende que estas redes são componentes de um sistema em alta e por isso devem ser realizadas pela SANEST. Esta
questão (limites dos sistema) foi já amplamente debatida entre as três entidades (CMC, SANEST e AdC) aguardando-se, nesta
fase, o parecer do ERSAR pedido pela SANEST. Porém, face a questões ambientais existentes na Atrozela e no Cabreiro, a AdC
realizou as obras necessárias para a sua correção, incluindo os respetivos sistemas elevatórios, os quais serão complementares
ao prolongamento do emissário das Vinhas, que entendemos será responsabilidade da SANEST.
Remodelação dos Coletores do Cabreiro e do Pisão
A remodelação dos coletores do Cabreiro ficou concluída em setembro de 2012. Relativamente ao Pisão, a execução da obra foi,
por iniciativa da CMC, substituída por uma ETAR predial, localizada nos terrenos da Santa Casa da Misericórdia.
Remodelação de Coletores na Av. Marginal – Parede, Remodelação dos Coletores da Parede e Remodelação do Sistema
Elevatório da Praia da Parede
O facto de ter sido instalado um cabo de telecomunicações sobre a rede existente de coletores de águas residuais domésticas,
veio impedir a execução do projeto anteriormente aprovado. Foi então estudada uma nova solução, desviando o coletor para a
faixa de rodagem da marginal. Considerando o significativo impacto rodoviário da solução de construção do coletor na faixa de
rodagem (implica o desvio de um sentido da Marginal durante várias horas do dia), foi proposto à Concedente, e aceite, a
realização do estudo de uma solução de reabilitação do coletor existente (“relinning”). Neste estudo foi já realizada uma filmagem
de todo o traçado em questão e estão a ser definidas, troço a troço, as soluções de reabilitação mais adequadas para os
problemas detetados. Assim que o estudo estiver concluído será enviado para análise da Concedente. As remodelações dos
coletores da Parede, incluindo o sistema elevatório da Praia da Parede, estão dependentes do estudo, em curso, na marginal.
Remodelação de Coletores na Av. de Portugal – Estoril
Na sequência de intervenção na rede pluvial, por parte da CMC, deixaram de se verificar anomalias na rede de águas residuais
domésticas. Assim, considera-se não existir, presentemente, a necessidade de realizar esta obra.
Remodelação de Coletores da Amoreira
A obra da rua Pinheiro Manso ficou concluída em fevereiro de 2013.
Remodelação de Coletores da Castelhana
A obra da rua do Jogo ficou concluída em junho de 2013, ficando apenas por executar os trabalhos finais de pavimentação.
Remodelação dos coletores das Marianas
Obra cuja conclusão se prevê para o mês de julho.
Remodelação dos Coletores das Vinhas, Rem. dos Coletores de Cascais e Rem. do Sistema Elevatório da Santa Marta
O projeto de remodelação dos coletores das Vinhas está em desenvolvimento (zona da Remar e Av. Duquesa de Palmela), tendo
em conta os condicionalismos da rede pluvial existente. No caso dos coletores de Cascais as obras encontram-se concluídas,
com exceção da Rua Pedra da Nau, a qual, por imposição do Concedente, ficou suspensa até final da época balnear. A
remodelação do sistema elevatório de Santa Marta está em curso, prevendo-se a sua conclusão até ao final de 2013.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
39
Remodelação dos coletores de Bicesse
Obra em curso na Alapraia tem cuja conclusão prevista para o mês de julho.
Remodelação dos coletores de Sassoeiros
Foi adjudicada, em junho de 2013, uma primeira obra inserida nesta remodelação e que contempla a substituição do coletor
instalado na Quinta do Barão, num troço onde se verificam danos estruturais e com risco de poluição grave.
Remodelação do Sistema Elevatório da Charneca
Após o envio para a Concedente, em novembro de 2012, de um novo projeto com as correções solicitadas, a CMC aprovou, em
maio último, o projeto condicionando essa aprovação à correção das instalações elétricas. Em junho foi enviado à CMC projeto
revisto. Apesar de se estar a desenvolver o projeto, a oportunidade de avançar com as obras será ainda reavaliada, uma vez que
não se têm registado problemas operacionais.
Saneamento da Biscaia e Figueira do Guincho
A realização desta obra prevê a construção de 3 estações de tratamento (1 na Biscaia e 2 na Figueira do Guincho), a localizar no
Parque Natural Sintra-Cascais, cujo licenciamento se prevê extremamente difícil, conforme transmitido pela ARH-Tejo em várias
reuniões tripartidas. A AdC garante o despejo das fossas estanques individuais localizadas nestas povoações.
Saneamento de Almoinhas Velhas
A obra está concluída, faltando apenas a vistoria da Certiel para que seja iniciada a exploração da nova estação elevatória e que
entre em funcionamento todo este sistema.
Obras em ARP para melhoria do Sistema de ARD
Obras em curso com várias frentes em execução.
Comparticipação ao Investimento
No que se refere à comparticipação ao Investimento realizado em 2012, e nos termos do aprovado pela Concedente no Programa
Anual de Investimentos de 2013, apresenta-se, ao abrigo do disposto no nº 6 da cláusula 46ª do Contrato de Concessão, o valor
da comparticipação da Câmara Municipal de Cascais.
O cálculo da comparticipação tem em conta a taxa de execução do investimento previsto no Anexo IX, aplicada a um valor anual
de 872.285 € (para execução de 100 %), a preços de junho de 2007. Este cálculo é apresentado com o relatório anual sendo que
será enviada uma primeira estimativa, para o próximo ano, com o envio próximo do Programa Anual de Investimentos.
Planeamento e Projetos
As atividades de planeamento e projeto são, naturalmente, essenciais para o sucesso das obras a realizar ao abrigo do plano de
investimentos. Neste contexto, são estruturantes os Planos Gerais de Abastecimento de Água (PGAA) e Drenagem de Águas
Residuais Domésticas (PGDAR), pois servem de orientação ao desenvolvimento dos projetos de execução. Com esta
consideração, a Empresa adjudicou a revisão e atualização dos referidos planos. Deste processo resultou já uma alteração
estrutural à conceção geral do sistema de abastecimento de água, já aprovada pela Concedente, e que se refere ao
prolongamento do 3º Adutor até ao reservatório de Alcoitão.
No 1S13 deu-se continuidade ao desenvolvimento dos seguintes Estudos e Projetos:
 Reservatório Superior;
 Obra 1 – Reservatório de Manique;
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
40







Obra 4 – Reordenamento Geral da Rede do Reservatório de Manique;
Obra 4A – Revisão do Projeto do Booster da Adroana;
Obra 12 e 13 – Sistema Elevatório Cobre-Murches;
Obra 27 – Remodelação da ETA do Rio da Mula;
Obra 32 – Remodelação da rede de abastecimento de condutas – Rua do Vale de Stª Rita – Estoril, Rua de São
Cristóvão – Bº de S. José, Rua de S. Luís – Bº de S. José, Rua da Vigia – Parede, Av. das Acácias – Monte Estoril,
Estrada do Livramento – Bicesse, Praça da Carreira – S. João do Estoril, Rua Costa Pinto – Cascais, Rua Vista Alegre –
Cascais, Rua Padre José Loureiro – Cascais, Rua 9 de Abril – S. Pedro, Rua do Clube, Qtª da Marinha, Rua dos Miosotis
– Lombos, Rua António Louro – Rana, Rua do Jogo – Alvide e Rua D. Dinis – Estoril, Rua Sacadura Cabral - Galiza, Av.
Salgueiro Maia – Mato-Cheirinhos, Rua dos Cravos – Lombos, Rua Guilherme Gomes Fernandes - Cascais, Travessa do
Girassol - Fontainhas e Travessa Alto do Moinho Velho - Cascais;
Obra 44 – Remodelação da rede de águas residuais – redes de coletores nas, Zonas 20, 21 e 22 da Parede, Sistema
Elevatório da Charneca, Alcabideche, Parede e Sistema Elevatório de Santa Marta; Rua das Fisgas – Troços 3 e 4 –
Alcoitão, Rua dos Bem Lembrados – Cascais, Alameda Duquesa de Palmela – Cascais, Av. Nª Srª do Rosário (Troço I e
II) e Rua Joaquim Ereira – Cascais, Rua do Parque – Lombos, Rua de S. Domingos – Bº de S. José, Rua do Jogo –
Alvide; Regularização da Ribeira das Marianas – Carcavelos; Avenida de Sintra – Cascais; Rua do Pinheiro Manso e Rua
da Alegria – Amoreira; Rua do Vale – Amoreira; Rua da Gorita – Alcoitão, Largo de Manique, Rua dos Selões - Alcoitão,
Via das Patinhas – Cobre, Estrada de Bicesse;
Obra 59 – Reordenamento Geral da Rede dos Reservatórios Superior e das Cardosas.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
41
Fiscalização e Execução Física de Obras
Abastecimento de Água
Desde 2009 que a Empresa vem promovendo um volume
considerável de obras na rede de água, o que permitiu
atingir, em 2012, uma extensão de remodelação na ordem
dos 14 km.
De qualquer modo, o reforço das atividades de
investimento que se tem levado a cabo permitiu que, só no
1S13, já se tenha ultrapassado a extensão de rede
remodelada em 2012.
Associado ao investimento em remodelação da rede de AA tem-se observado uma diminuição das roturas na rede de água como
o gráfico em cima bem exemplifica.
Designação
Rede de AA remodelada - Ac um. Ano
Ramais de AA remodelados - Acum. Ano
Unidades
Variação
Jun13/Jun12
dez-09
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
km
8,0
8,79
7,86
5,92
13,95
14,45
8,53
#
370
302
292
288
701
493
205
144%
71%
*
*O número de ramais remodelados inclui as remodelações no âmbito da remodelação da rede de água (dentro do PI) e os ramais remodelados sem remodelação da rede os quais
são executados pela manutenção da AdC.
As obras desenvolvidas no 1S13, relacionadas com o abastecimento de água, foram as que apresentam a seguir:
 12+13 – Sistema Elevatório do Reservatório do Cobre para o reservatório de Murches
 14 – Ampliação do Reservatório de Murches;
 32 – Ampliação ou Remodelação de Condutas Distribuidoras em diversos pontos do Concelho;
 65 – Reordenamento Geral das redes do reservatório de Murches;
 16 – Conduta Elevatória do reservatório de Murches para Janes
 Remodelação de Condutas Distribuidoras como serviços afetados de obras de remodelação de coletores.
No total, no 1S13, foram realizados trabalhos que envolveram cerca de 14,57 km da rede de água (dos quais, apenas, 115 ml são
referentes a ampliação), distribuídos segundo a tabela que se segue (valores em ml).
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
42
REDE - AA
REMODELAÇÃO
12+13 SISTEMA ELEVATÓRIO DO RESERVATÓRIO DO COBRE P/ O RESERVATÓRIO DE MURCHES
Conduta Adutora Cobre - Murches - 2ª Fase - Ligação ao Res do Cobre e ao Res. Murches
Via das Patinhas
16 - CONDUTA ELEVATÓRIA DO RESERVATÓRIO DE MURCHES PARA JANES
Cond Elev Murches para Vale de Cavalos e Janes - 2ª Fase - Ligação ao Res do Cobre e ao Res. Murches
Via das Patinhas
32 -AMPLIAÇÃO E REMODELAÇÃO DE CONDUTAS DISTRIBUIDORAS
Av. Salgueiro Maia
Estrada do Livramento
Praça da Carreira - São João do Estoril
Rua António Louro
Rua da Vigia
Rua dos Cravos - Lombos
Rua dos Miosótis
Rua Sacadura Cabral
Travessa Alto do Moinho Velho
Travessa do Girassol
44 - AMPLIAÇÃO/REMODELAÇÃO DE COLECTORES DE ÁGUAS RESIDUAIS
Coletores de Alcabideche
65 - REORD. GERAL da REDE RESERVATÓRIO de MURCHES (Obra 32 Cont. Quadro)
Reord. geral redes do reser. de Murches - 2ª Fase - Ligação ao Res do Cobre e ao Res. Murches
Reord. geral redes do reser. de Murches - 2ª Fase B- Rua Marquês de Pombal
Reord. geral redes do reser. de Murches - 2ª Fase C- Rua Gonçalves Zarco
Via das Patinhas
REMODELAÇÃO DE COLECTORES DA AMOREIRA
Rua Pinheiro Manso
REMODELAÇÃO DE COLECTORES DA CASTELHANA
Rua do Jogo
REMODELAÇÃO DE COLECTORES DE BICESSE
Alapraia - Zona 13
REMODELAÇÃO DE COLECTORES DE CASCAIS
Conduta Elevatória de Santa Marta
AMPLIAÇÃO
16 - CONDUTA ELEVATÓRIA DO RESERVATÓRIO DE MURCHES PARA JANES
Via das Patinhas
14.569
14.454
987
548
439
1.533
290
1.243
4.227
2.177
95
50
221
178
1.233
27
7
68
172
2.527
2.527
2.306
534
310
229
1.234
163
163
583
583
1.369
1.369
760
760
115
115
115
Drenagem de Águas Residuais Domésticas
À semelhança do que se passou na rede de água, os últimos
anos registaram também um aumento importante no volume
de obras de remodelação da rede de águas residuais
domésticas.
Esta tendência manteve-se no 1S13 onde se registou o dobro
da extensão da rede remodelada quando comparado com o
período homólogo do ano anterior.
As obras relativas à melhoria do sistema de ARD realizadas no 1S13 foram:
 44 – Ampliação/Remodelação de Coletores de ARD;
 Remodelação de Coletores da Amoreira;
 Remodelação de Coletores da Castelhana;
 Remodelação de Coletores das Marianas;
 Remodelação de Coletores de Bicesse;
 Remodelação de Coletores de Cascais;
 Remodelação do Sistema Elevatório de Santa Marta.
Designação
Rede de ARD remodelada - Acum. Ano
Ramais de ARD remodelados - Acum. Ano
Unidades
dez-09
km
0,9
#
60
dez-10
dez-12
jun-13
Variação
Jun13/Jun12
dez-11
jun-12
2,9
3,4
2,6
7,4
5,4
2,9
112%
109
156
90
302
300
210
234%
*
*O número de ramais remodelados inclui as remodelações no âmbito da remodelação da rede de saneamento (dentro do PI) e os ramais remodelados sem remodelação da rede,
os quais são executados pela manutenção da AdC.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
43
No 1S13, nas obras de ampliação ou remodelação do sistema de ARD, foram realizados trabalhos que envolveram 5,4 km da
rede, distribuídos segundo a tabela que se segue (valores em ml).
REDE - ARD
REMODELAÇÃO
44 - AMPLIAÇÃO/REMODELAÇÃO DE COLECTORES DE ÁGUAS RESIDUAIS
Av. de Sintra
Coletores de Alcabideche
Largo de Manique
Rua das Fisgas Troço IV - Fase 3
Rua do Vale - Abuxarda
Rua dos Selões
Via das Patinhas
REMODELAÇÃO DE COLECTORES DA AMOREIRA
Rua Pinheiro Manso
REMODELAÇÃO DE COLECTORES DA CASTELHANA
Rua do Jogo
REMODELAÇÃO DE COLECTORES DAS MARIANAS
Regularização da Ribeira das Marianas (ARH)
REMODELAÇÃO DE COLECTORES DE BICESSE
Alapraia - Zona 13
Estrada de Bicesse
REMODELAÇÃO DE COLECTORES DE CASCAIS
Conduta Elevatória de Santa Marta
5.445
5.445
3.357
173
1.702
244
372
78
180
607
22
22
478
478
165
165
987
862
125
437
437
Drenagem de Águas Residuais Pluviais
Para além dos trabalhos de remodelação da rede de AP (como infraestruturas afetadas noutras obras), com o Aditamento ao
Contrato de Concessão foi prevista, especificamente, uma obra designada de “Obras em ARP para melhoria do sistema de ARD”.
Na tabela seguinte pode-se observar que, quer por via de remodelação necessária para a execução das obras do PI
(essencialmente obra 44 e nos termos dos projetos aprovados pela Concedente), quer por via da realização de obras para
melhoria do sistema de ARD, foram executados, no 1S13, trabalhos na rede de ARP que abrangeram mais 4,3 km de extensão de
rede.
REDE - AP
REMODELAÇÃO
44 - AMPLIAÇÃO/REMODELAÇÃO DE COLECTORES DE ÁGUAS RESIDUAIS
Av. de Sintra
Coletores de Alcabideche
Est da Conceição da Abóboda
Rua das Fisgas Troço IV - Fase 3
Rua do Parque
Rua dos Selões
Via das Patinhas
65 - REORD. GERAL da REDE RESERVATÓRIO de MURCHES (Obra 32 Cont. Quadro)
Reord. geral redes do reser. de Murches (ano 2012) - Interior Reser. e rua Gonçalves Zarco
REMODELAÇÃO DE COLECTORES DA CASTELHANA
Rua do Jogo
REMODELAÇÃO DE COLECTORES DE BICESSE
Alapraia - Zona 13
REMODELAÇÃO DE COLECTORES DE CASCAIS
Conduta Elevatória de Santa Marta
AMPLIAÇÃO
Obras em ARP para melhoria do sistema de ARD**
Rua da Alegria
Via das Patinhas
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
44
4.335
3.418
2.464
210
772
515
174
793
323
323
491
491
141
141
917
917
47
869
P04
CAPTAÇÃO, PRODUÇÃO, ADUÇÃO E
DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA
P04 – CAPTAÇÃO, PRODUÇÃO, ADUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA
A água aduzida ao sistema tem três origens: captações próprias, ou seja, água captada no Concelho (14 %), água adquirida à
EPAL (85 %) e água adquirida aos SMAS de Sintra (1 %). As origens no Concelho de Cascais, por sua vez, repartem-se pelas
galerias de minas na Malveira da Serra, Vale de Cavalos e Pisão, pelos furos das Cardosas, Pisão, Atrozela, Pau Gordo, Quinta
da Marinha, Cobre, Murches e pela albufeira do Rio da Mula. A água adquirida à EPAL é aduzida ao sistema pela Conduta Alta,
com entrada pelo Bairro da Mina e com traçado semelhante ao da autoestrada.
Constata-se que o peso da água produzida, face à água comprada não regista uma variação significativa ao longo dos últimos
anos, o que pode indiciar que o sistema de captação, nomeadamente nas captações da Atrozela e do Rio da Mula, com maior
peso no total da água produzida, está no seu limite de capacidade de exploração. Para além de estarem no limite de capacidade
as origens da Empresa apresentam, também, alguma sensibilidade às condições climatéricas, com destaque, naturalmente, para
a pluviosidade, e que se refletem nas variações anuais apresentadas no gráfico.
Apesar de não ser uma variação significativa, registou-se no 1S13 o peso mais alto da produção própria dos últimos anos (14,3
%) que resultou da elevada precipitação registada no final de 2012 e início de 2013, mas também da redução da água total
entrada no sistema por via da redução dos consumos e das perdas. Note-se que, apesar de no Aditamento ao Contrato de
Concessão se ter reduzido o volume de água previsto para produção própria, de cerca de 6 milhões de m3, para cerca de 3,3
milhões de m3 por ano, não foi ainda possível atingir tal volume de produção, nem nos melhores anos de 2003, 2006, 2010 e
2011.
A rede de distribuição serve todo o Concelho e tem um comprimento de cerca de 1.386 km de tubagem. Para fazer chegar a água
às cotas mais elevadas, existem 20 estações elevatórias ou sobrepressoras, onde estão instalados 66 grupos de eletrobombas.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
46
DISTRIBUIÇÃO
Comprimento (não inclui condutas adutoras)
Principais materiais:
Polietileno
Fibrocimento
Outros
1.386 km
51,4 %
43,1 %
5,5 %
Material para manobras:
Válvulas de Seccionamento
Válvulas de Descarga
Ventosas
11.232
4.571
423
Estações Elevatórias
20
Grupos (em serviço incluindo grupos de reserva)
66
Controlo Operacional
No que se refere ao controlo operacional da adução e da distribuição da água, realiza-se na Empresa uma monitorização
permanente dos caudais, pressão e nível dos reservatórios, quer através do sistema de telegestão, quer recorrendo às cerca de
50 Zonas de Medição e Controlo (ZMC) já instaladas.
Com base nesta informação são detetados, de forma relativamente precoce, desvios da normalidade como, por exemplo,
variações do caudal mínimo noturno, que depois são investigados, analisados e corrigidos pelas equipas operacionais no terreno
ou através de manobras levadas a efeito por via da telegestão.
Exemplo de relatório de avaliação de prioridades por ZMC
No 1S13, o planeamento do trabalho das equipas de pesquisa de fugas continuou a utilizar a ferramenta existente e que
centraliza, numa mesma base, os dados de Caudais Médios Diários (CMD) e Caudais Mínimos Noturnos (CMN) dos vários pontos
de medição de caudal do sistema, independentemente da origem: telegestão ou ZMC. Nas imagens seguintes é possível
visualizar um relatório produzido por esta ferramenta:
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
47
Relatório de acompanhamento da evolução diária do CMN
30,9
27,2
21,1
20,0
20,2
19,6
18,8
19,1
19,9
20,0
20,2
19,7
19,3
20,4
20,8
20,7
19,2
29,1
27,4
26,8
25,9
26,7
29,1
Dif. +
451
26,4
21,1
21,2
18,1
17,4
16,7
16,3
21,1
21,3
21,8
22,2
22,3
20,8
23,3
22,6
21,4
22,8
29,1
30,9
27,2
21,1
20,0
20,2
19,6
18,8
19,1
19,9
20,0
20,2
19,7
19,3
20,4
20,8
20,7
19,2
19,4
20,3
20,9
25,1
30,0
27,8
24,0
20,4
18,7
19,7
18,1
17,9
27-12-13
20,7
531
23,3
22,6
21,4
22,8
29,1
20,9
2010
567
1.057
981
1.056
939
965
941
1.076
980
882
871
1.001
921
955
1.034
912
858
897
929
880
946
1.006
948
894
969
931
950
916
932
956
883
911
956
991
932
936
894
1.011
891
951
951
1.032
1.012
1.130
1.019
521
28-10-13
21,8
22,2
22,3
20,8
20,9
2011
1.568
1.312
1.364
1.439
1.280
1.292
1.466
1.263
1.200
1.240
1.232
1.330
1.354
1.296
1.313
1.443
1.288
1.475
1.309
1.417
1.326
1.340
1.257
1.255
1.212
1.481
1.421
1.466
1.294
1.378
1.492
1.453
1.395
1.482
1.425
1.409
1.419
1.421
1.181
1.184
1.231
1.250
1.422
1.291
1.280
511
21,3
21,6
27-11-13
21,1
21,6
491
20,7
0,46
(ºC )
481
20,9
2012
1.177
1.200
1.190
1.151
1.197
1.186
1.199
1.230
1.198
1.171
1.219
1.230
1.197
1.163
1.122
1.167
1.125
1.091
1.175
1.133
1.122
1.064
1.054
1.089
1.140
1.151
1.142
1.050
1.115
1.086
1.035
1.027
1.101
1.071
1.013
1.035
1.101
1.113
964
1.000
1.025
970
893
927
2013
1.054
471
20,9
501
Correlaç ão=
(ºC)
21,6
461
1.210
1.206
1.204
1.199
1.276
1.264
1.278
1.311
1.198
1.100
1.219
1.089
1.081
1.163
1.122
1.167
1.047
1.041
1.034
1.133
1.016
1.007
1.054
1.089
1.140
1.151
1.001
1.018
1.115
441
351
341
321
311
301
291
281
271
261
251
241
231
221
211
201
191
181
171
161
151
141
131
121
111
91
101
81
71
61
51
41
31
21
331
2011
381
1000
500
0
11
2010
2 0 13 =F (Me t
)
28-9-13
(ºC)
21,2
21,7
21,2
19,1
2013
1.008
1.056
987
1.020
972
1.006
902
935
882
953
790
998
988
736
1.020
954
944
1.106
946
990
960
1.012
937
1.185
1.033
1.122
1.089
1.104
960
981
874
981
1.010
1.014
947
940
877
930
881
924
913
883
842
898
Dif. 871
-
391
2012
887.836
857.485
796.536
686.526
371
D Met
0,4%
-0,2%
-0,6%
-1,7%
Qui
Qua
Ter
Seg
Dom
Sab
Sex
Qui
29-8-13
31-5-13
Mês Equiv (m3)
D m3 D m3 F( Me t)
- 17,7%
- 14,5%
- 10,9%
- 8,6%
361
(ºC)
21,3
21,7
21,0
18,8
30-7-13
-
30-6-13
2 0 13 = F(Me t)
1-5-13
1-4-13
2-3-13
2013
731.095
733.082
710.054
627.703
-1 1500
31-1-13
0
2000
1-1-13
31-7-13
1- 8- 13
-11,9%
30-7-13
29-7-13
28-7-13
27-7-13
26-7-13
25-7-13
24-7-13
23-7-13
22-7-13
21-7-13
20-7-13
19-7-13
18-7-13
17-7-13
16-7-13
15-7-13
14-7-13
13-7-13
12-7-13
11-7-13
10-7-13
9-7-13
8-7-13
7-7-13
6-7-13
5-7-13
4-7-13
3-7-13
2-7-13
1-7-13
30-6-13
29-6-13
28-6-13
27-6-13
26-6-13
25-6-13
24-6-13
23-6-13
22-6-13
21-6-13
20-6-13
19-6-13
2012
18-6-13
431
Erro Prev (2012) = - 6,6%
Delay 4
421
241
411
1º Nível
AA009
Te mp e ra tura do a r mé dia diá ria (°C) , TT IEMP O , ( ºC ) te mp_ Me dia _ G c o ut
CB1.4/Cobre (CB1.4)
Caudal Mínimo Nocturno (m3/hora)
Custo Consumo Mínimo Noc turno - 2013
-3
2 0 13 = F(Me t)
(m3 / hora )
Média
2013
2012
m€/mês
últ. 7 dias
983
1.193
-211
- 71.292 €
últ. 28 dias
985
1.153
-167
- 56.584 €
últ. 56 dias
954
1.071
-116
- 39.336 €
últ. 112 dias
844
923
-79
- 26.755 €
401
Selecção DGE
Ainda em 2012, para além do sistema já referido, foi implementada uma nova ferramenta para controlo da variação dos caudais e
pressão nas ZMC, o software “TAKADU”. Este programa corresponde a um algoritmo de análise estatística que permite fazer uma
monitorização permanente da evolução do caudal em cada uma das ZMC, lançando alertas/eventos para cada situação que
apresente desvio do padrão considerado normal. Este software, que consegue transformar a monitorização diária numa
monitorização on-line da rede de distribuição, permite ainda:
1. fazer comparações de valores atuais (caudal, pressão, nível) com uma previsão estatisticamente obtida do histórico;
2. acompanhar a evolução da média do consumo noturno e diário;
3. comparar a evoluções dos valores duma ZMC com valores obtidos estatisticamente da análise de outras ZMC com
padrões semelhantes.
Em conjugação com o ficheiro dos caudais diários, esta nova ferramenta, veio apoiar o planeamento do trabalho das equipas de
pesquisa de fugas e permitiu, assim, selecionar com maior rapidez e qualidade, as zonas a pesquisar no terreno.
No 1S13 iniciou-se também um teste com um novo programa – “Monitor”, através de um piloto em que foram consideradas as
informações existentes de doze ZMC’S (SD1.1,CP2.1,CB1.1,PA1.1,PN1.1, CP2.1,CP1.1,MR1.3, MR2.3, CP3.2, CB1.4 e GL1.1).
Tendo o teste apresentado resultados positivos pretende-se, ainda em 2013, avançar com a implementação deste novo programa.
Pesquisa de Fugas – Perdas Reais
Na sequência do reforço das ferramentas de planeamento das zonas a pesquisar, deu-se continuidade ao esforço de aumentar o
comprimento de rede inspecionada e, assim, aumentar o número de anomalias detetadas na rede de distribuição de água,
reduzindo-se o tempo de deteção das mesmas.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
48
04-08-2013
Visibilidade da Fuga
2S 2011
Pesquisas por Freguesia
(m)
ALCABIDECHE
CARCAVELOS
CASCAIS
ESTORIL
PAREDE
S.DOMINGOS RANA
2,4
3,4
2,4
1,6
8,2
3,4
0,0
3,1
Total
368
(m)
Fugas/10km
131.568
124.669
320.078
297.456
118.034
210.227
0
Total (km) 1.202 km
Fugas/10km
1S 2012
11%
10%
27%
25%
10%
17%
0%
627.661
250.911
642.246
479.448
270.291
578.369
0
2.849
-47%
458
2S 2012
(m)
Fugas/10km
1,2
1,9
1,5
1,7
2,1
1,7
0,0
137%
1,6
Nã o V isí ve l
22%
9%
23%
17%
9%
20%
0%
684.222
174.320
630.322
526.209
262.390
877.731
0
3.155
-61%
377
Fugas/
10km
0,8
1,2
1,1
1,7
1,7
1,1
0,0
162%
1,2
1S 2013
(m)
22%
6%
20%
17%
8%
28%
0%
576.293
258.466
812.975
553.267
442.275
759.263
0
3.403
-32%
Fugas/
10km
0,8
1,8
0,7
1,1
2,1
0,9
0,0
19%
1,1
373
No 1S13 verificou-se, ainda, um aumento de cerca 19 % do comprimento de rede pesquisada face ao período homólogo do ano
anterior. Apesar do aumento anterior, o número de fugas não visíveis detetadas diminuiu, no mesmo período, o que resulta do
aumento da dificuldade em encontrar fugas e se materializa no aumento da extensão média de pesquisa necessária por cada fuga
detetada.
O aumento do número de fugas visíveis detetadas permitiu, apesar da redução nas não visíveis, que se verifique ainda um
aumento, face ao período homólogo, do total de fugas detetadas.
De qualquer modo espera-se, a partir de 2013, uma tendência de estabilização, ou até redução, do número de fugas detetadas,
quer por via das obras de remodelação realizadas, quer por via da redução do tempo médio de vida de cada fuga que resultou da
metodologia anterior.
Água não Faturada:
A abordagem agora adotada permitiu uma redução do nível de perdas de água, que se mantinha há vários anos, em valores
próximo de 25 %. De facto, em 2012, houve uma redução de 8,3 pp, na percentagem de Água não Faturada, atingindo-se uma
valor inferior aos 20 % recomendados pela ERSAR. No primeiro Semestre deste ano, registou-se uma estabilização em torno dos
17 %.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
49
A melhoria alcançada neste indicador colocou a AdC no topo dos valores encontrados pelo ERSAR, em 2011, quer no total da
água não faturada quer nas perdas reais como bem evidenciam os gráficos a seguir.
Lisboa
Valongo
Cascais_1S13
Cascais
jun-13
Oeiras/Amadora
Gondomar
Maia
Gaia
S. João da Madeira
Braga
Sintra
Cascais_2011
Cascais
dez-11
Porto
Setúbal
Matosinhos
Almada
Seixal
Vila do Conde
Entroncamento
Moita
Barreiro
Loures
Póvoa do Varzim
Média Nacional
AA13b - Perdas reais de água [l/(ramal.dia)]
10,0
15,4
17,3
20,3
20,8
23,0
23,4
23,5
24,2
25,1
25,6
26,7
28,9
30,9
31,0
31,5
32,0
35,0
36,8
37,2
37,5
40,1
30,7
0,0
10,0 20,0 30,0 40,0 50,0
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa e
Vale do Tejo - RASARP 2012
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa e
Vale do Tejo - RASARP 2012
AA08b - Água não faturada (%)
Gondomar
Valongo
Cascais_1S13
Cascais
jun-13
Gaia
Braga
Moita
Seixal
Porto
Póvoa do Varzim
Vila do Conde
Maia
Cascais dez-11
Matosinhos
Setúbal
Oeiras/Amadora
Cascais_2011
Lisboa
Loures
Sintra
Barreiro
Almada
Entroncamento
S. João da Madeira
Média Nacional
58
73
98
124
135
138
145
148
171
186
210
222
224
249
250
270
270
280
313
318
154
0
100
200
300
400
RASARP 2012 – Volume III
Continuidade no fornecimento:
Tendo sido considerada como uma área estratégica para 2013, a empresa tem vindo a levar a cabo um conjunto de ações que
visam diminuir as interrupções ao fornecimento resultantes de roturas na rede de água. Da reorganização dos processos, da
sensibilização dos colaboradores e das parcerias levadas a cabo com os fornecedores envolvidos na reparação de roturas,
resultou uma melhoria relevante, já neste Semestre, no que se refere às falhas de abastecimento com duração superior a 6 horas
(redução de 54 %).
Para além da melhoria da eficácia e eficiência
dos processos de reparação de roturas,
considera-se também essencial procurar reduzir
o número de roturas (avarias) na rede de água,
quer por via da remodelação da rede de água,
quer por via da adequação das pressões
recorrendo, por exemplo, á instalação de
válvulas redutoras de pressão. Apesar de mais
lento, também aqui se tem registado uma
melhoria persistente do desempenho da
empresa.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
50
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa e
Vale do Tejo - RASARP 2012
AA11b - Ocorrência de avarias em condutas
[nº/(100 km.ano)]
Maia
Matosinhos
Valongo
Seixal
Braga
Oeiras/Amadora
Lisboa
Vila do Conde
Cascais_1S13
Cascais
jun-13
Cascais_2011
Cascais
dez-11
Gaia
Almada
Sintra
Gondomar
Moita
Póvoa do Varzim
Barreiro
Porto
S. João da Madeira
Loures
Setúbal
Entroncamento
Média Nacional
13
19
20
21
28
31
33
34
36
44
45
45
46
48
50
52
55
58
73
74
84
49
0
20
40
60
80
100
RASARP 2012 – Volume III
Consumo de energia
Para melhorar a eficiência energética do sistema de distribuição de água, foi desenvolvida uma base de dados de controlo mensal
dos consumos para todas as instalações da empresa. Com base nos dados obtidos, foi possível identificar as instalações com
menor eficiência (ph5) e maiores consumos ou com maior taxa de consumo em horas de ponta e, assim, estabelecer um conjunto
de ações de melhoria que estão em curso ou já foram implementadas (ver P08).
Mês
Ano
6
2013
Total kWh
Designação
6/2013
5/2013
Total kWh Ponta
6/2012
6/2013
5/2013
ph5
6/2012
6/2013
5/2013
FP
6/2012
6/2013
5/2013
6/2012
Reservatório de Moinhos de Rana
32.003
32.702
45.910
2.989
3.136
4.103
0,46
0,49
0,65
9,3%
9,6%
8,9%
Reservatório de Outeiro de Polima
27.041
20.328
25.720
3.258
2.639
3.462
0,45
0,34
0,47
12,0%
13,0%
13,5%
Reservatório do Pau Gordo
33.053
26.709
31.277
3.220
2.284
2.999
0,60
0,47
0,64
9,7%
8,6%
9,6%
Captação da Atrozela
72.229
77.244
64.481
12.748
11.873
10.453
0,62
0,52
0,98
17,6%
15,4%
16,2%
Pela maior disponibilidade hídrica, e por isso maior produção de água pela Empresa, quando comparamos este Semestre com o
seu período homólogo, verificamos um aumento do consumo energético por m3 de água entrada no sistema e uma redução do
indicador de eficiência energética. De qualquer forma, os resultados das medidas implementadas são já visíveis, pelo que se
espera a melhoria destes indicadores já no final de 2013.
Designação
Utilização dos recursos energéticos (AA) - últ 12 meses
Efic iência energética de instalações elevatórias (AA) - últ
12 meses
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
kWh/1.000 m3 (entrado)
167,48
171,14
145,71
138,78
160,45
14,741
10%
kWh/
m3/100 m
0,58
0,58
0,52
0,52
0,57
0,05
9%
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
51
Controlo de Qualidade
AA04b - Qualidade da Água (%)
O referido controlo analítico compõe, para além do Programa de Controlo da
Qualidade da Água (PCQA), nos termos da legislação em vigor, um
Programa de Controlo Operacional que abrange as captações e
reservatórios do sistema de adução e distribuição.
Com o objetivo de monitorizar os sistemas de tratamento implementados e
assegurar a qualidade da água distribuída, o Laboratório da Águas de
Cascais (acreditado pelo IPAC-Instituto Português de Acreditação, desde
1998, segundo a norma NP EN ISO/IEC 10725) realizou, no 1S13, as
seguintes análises decorrentes do Plano de controlo operacional:
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa
e Vale do Tejo - RASARP 2012
De forma integrada funciona, na telegestão, a monitorização da qualidade
da água ao longo da rede e a própria operação das estações de cloragem
da Empresa. Para além do controlo referido, é realizado um controlo
analítico da qualidade da água nas várias fases do processo: desde a
origem (captação ou água comprada) até à torneira do consumidor.
Entroncamento
100,00
Gaia
100,00
Cascais_1S13
Cascais
jun-13
Cascais_2011
Cascais
dez-11
99,98
99,94
Póvoa do Varzim
99,91
Barreiro
99,83
Gondomar
99,79
Valongo
99,78
Almada
99,78
Lisboa
99,72
Seixal
99,72
Setúbal
99,57
S. João da Madeira
99,55
Sintra
99,53
Vila do Conde
99,30
Moita
99,29
Maia
99,20
Oeiras/Amadora
99,19
Braga
99,14
Porto
Média Nacio nal
98,46
98,01
97,00
98,00
99,00
100,00
RASARP 2012 – Volume III
Captações
Captações da Quinta da Marinha
Reservatórios
1.441
1.235
3.177
Além das análises acima referidas, o laboratório realizou 2.580 análises complementares de controlo
interno (não previstas nos planos de controlo) e de colaboração com outros setores (pesquisa de furos
e deteção de fugas).
O Plano de Controlo da Qualidade da Água (PCQA) aprovado pela ERSAR, nos termos do disposto no
Decreto-Lei 306/2007, de 27 de agosto, foi cumprido na íntegra tendo, no ano de 2012, o Laboratório
da Águas de Cascais colhido 556 amostras diretamente na torneira do consumidor. Nessas amostras
realizaram-se 5.729 análises, das quais 99,98 % estavam conformes com os requisitos de qualidade da
água definidos na legislação em vigor. Como se pode verificar no gráfico abaixo, os índices da
qualidade da água distribuída são extremamente elevados.
Neste Semestre foram detetadas apenas três situações de
incumprimento: uma referente a um incumprimento no
parâmetro Níquel numa rede predial (com origem em água da
EPAL), o qual deixou de se registar e, duas, referentes a
Manganês e Trihalometanos, no Cobre, sem que se tenha
identificado a causa. Foi restabelecido o abastecimento, após
da realização de contra-análises que garantiram a
conformidade.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
52
P05
RECOLHA E DRENAGEM DE ÁGUAS
RESIDUAIS DOMÉSTICAS
P05 – RECOLHA E DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS DOMÉSTICAS
O sistema de drenagem de águas residuais no Concelho de Cascais é separativo (águas residuais domésticas separadas das
águas pluviais), sendo a rede doméstica constituída por um conjunto de coletores gravíticos com uma extensão de cerca de 776
km. Estes coletores asseguram a drenagem dos efluentes, desde os ramais domiciliários, até aos emissários localizados ao longo
das ribeiras, que depois os entregam no intercetor geral e estação de tratamento da Guia, sob gestão e propriedade da SANEST.
Sempre que necessário, existem estações elevatórias que elevam as águas residuais para locais predefinidos. Encontram-se em
funcionamento 21 EEARD, situadas nos seguintes locais:
Almoinhas Velhas
Areia
Cabreiro
Charneca
Cresmina
Malveira da Serra
Zambujeiro dos Barros
Murches
Parede (ARD)
Parede (nascente – época balnear)
Praia da Conceição
Penha Longa
Atrozela
Cabreiro Oeste
Praia da Duquesa
Quinta da Marinha
S. João do Estoril
Santa Marta
Zambujeiro
Mato da Cruz e Calçada
Lameiro
As condutas elevatórias associadas a estas estações têm cerca de 13 km de comprimento.
DRENAGEM
Comprimento
776 km
Câmaras de Visita
28.565
≥ 200 mm
Diâmetro
Material Predominante
PVC
Grés
Estações Elevatórias
Condutas Elevatórias
21
13,4 km
Controlo Operacional
O plano de manutenção preventiva implementado (redes e EEARD) tem permitido um bom desempenho, quer no que se refere à
redução dos colapsos estruturais de coletores, quer no que se refere a inundações com atestam os seguintes indicadores:
Designação
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-09
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
Ocorrência de inundações (AR) - últ 12 meses
n.º/pro p. /100 km de
co leto r/ano
1,6
1,1
1,3
1,4
0,9
0,9
-0,5
-37%
Ocorrência de Inundações (AR) - últ 12 meses
n.º/(1000 ramais*ano )
0,0
0,0
0,3
0,3
0,2
0,2
-0,1
-37%
Durante o período em análise não se verificaram colapsos estruturais na rede águas residuais domésticas.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
54
Cascais_1S13
Cascais
jun-13 0,0
Cascais_2011
Cascais
dez-11 0,0
Maia 0,0
Matosinhos 0,0
Seixal 0,0
Gondomar 0,0
Entroncamento0,0
Loures 0,1
Gaia 0,2
Valongo 0,3
Póvoa do Varzim 0,4
S. João da Madeira 1,4
Porto 1,8
Vila do Conde 2,1
Braga
4,0
Almada
4,2
Sintra
4,5
Oeiras/Amadora
4,8
Moita
Setúbal
Barreiro
Lisboa
Média Nacional
3,6
0,0
12,0
15,2
25,4
5,0
10,0
15,0
AR03b - Ocorrência de Inundações
[n.º/(1.000 ramais.ano)]
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa e
Vale do Tejo - RASARP 2012
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa e
Vale do Tejo - RASARP 2012
AR09b - Ocorrência de colapsos estruturais
em coletores [nº/(100 km.ano)]
Entroncamento0,0
Póvoa do Varzim 0,1
Valongo 0,1
Almada 0,1
Cascais_1S13
Cascais
jun-13 0,2
Vila do Conde 0,2
Porto 0,2
Gaia 0,2
Cascais_2011
Cascais
dez-11 0,3
Sintra 0,4
Matosinhos 0,8
Gondomar 1,1
Loures 1,7
Oeiras/Amadora
2,5
S. João da Madeira
4,0
Maia
5,5
Setúbal
Braga
Moita
Seixal
Lisboa
Barreiro
Média Nacional
4,7
0,0
2,0
16,2
4,0
6,0
8,0
10,0
RASARP 2012 – Volume III
Da análise da figura é possível observar a
significativa diferença entre o volume de
água entregue aos Clientes com serviço de
recolha de águas residuais (assume-se igual
ao volume de água fornecida, ou seja, toda e
apenas a água entregue pela AdC seria
encaminhada para a recolha de ARD) e a
água residual exportada para a SANEST. A
justificação deste diferencial resultará de dois
grandes fatores: infiltrações na rede e na
bombagem, que se verifica na época de
Verão, de água de ribeiras para o sistema de
águas residuais domésticas.
Comparando o primeiro Semestre deste ano com o de 2012 verifica-se, apesar de haver uma redução do volume de água residual
faturada aos nossos Clientes, um aumento do volume de água residual exportada, podendo ser esta situação explicada com o
facto de o inverno de 2012 ter sido significativamente seco e o de 2013 relativamente chuvoso.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
55
De qualquer modo, apesar de nos últimos 12 meses se verificar
um aumento do peso relativo dos volumes de ARD entregues à
SANEST pela AdC, face ao período homólogo, é possível
observar, nos últimos anos, uma redução desse peso (ver
gráfico), o que indicia os resultados das ações de eliminação de
infiltrações que temos levado a cabo.
Com base no acima referido, foi considerado estratégico que se desenvolvam esforços para diminuir as infiltrações (Inflow &
Infiltration) no sistema de águas residuais domésticas. Durante o 1S13 deu-se sequência, de forma sistemática, à pesquisa de
infiltrações com uma máquina geradora de fumos. Pretende-se aproveitar a estrutura e procedimentos já implementados para o
projeto Poluição Zero, para os casos em que se venha a verificar que as infiltrações têm origem em redes prediais.
No que se refere ao despejo de fossas, em zonas não cobertas por rede de águas residuais domésticas, importa referir que, no
1S13, foram efetuados 488 despejos, nos quais se registou um tempo de espera médio de 11 dias (últimos 12 meses). Apesar do
tempo médio de espera ter tido uma variação significativa, considera-se que os valores registados representam um nível de
serviço adequado.
Designação
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
Dias
15,56
11,76
6,40
9,50
11,45
Tempo médio de resposta a pedidos de despejo de fossa - últ
12 meses
Variação
Jun13/Jun12
5,05
79%
Consumo de energia
À semelhança do que foi realizado no sistema de distribuição de água foi também aqui desenvolvida uma base de dados de
controlo mensal dos consumos para todas as instalações. Note-se que, ao contrário do que acontece nas EEAA, a gestão das
EEARD está pouco dependente da atividade da Empresa uma vez que as necessidades de bombagem resultam do aumento dos
caudais na rede os quais, como já referimos, muito dependem, pelas infiltrações de águas pluviais, das condições climatéricas.
Importa por isso, antes de mais, nesta matéria, eliminar o máximo de infiltrações possível evitando assim bombagens e consumos
e energia dispensáveis (ver ponto a seguir). De qualquer modo estão a ser estudadas algumas medidas de identificação de
grupos de bombagem com níveis de eficiência que justifiquem economicamente a sua remodelação.
Controlo
Designação
Utilização dos recursos energéticos (AR) - últ 12 meses
Eficiênc ia energética de instalações elevatórias (AR) - últ
12 meses
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
56
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
kWh/1.000 m3 (recolhido)
7,04
11,72
13,12
10,55
10,73
-2,386
kWh/
m3/100 m
0,0
0,97
0,83
0,72
0,83
0,00
- 18%
0%
Projeto Poluição Zero
Assumindo este projeto de carácter prioritário, a Águas de Cascais pôs em prática um procedimento rigoroso para deteção de
anomalias, cujas ações passam por inspeções às redes de águas residuais domésticas e pluviais a montante das descargas
indevidas, e que respondem, na íntegra, a todas as solicitações.
No caso de ser detetada uma anomalia é, assim, realizada uma vistoria às redes prediais, com consequente notificação e prazo
para correção das mesmas. Findo este prazo, procede-se à vistoria final para verificação dos trabalhos corretivos efetuados pelo
Cliente, dando-se por concluído este processo.
No âmbito deste projeto foram já tratados 1.259 processos, dos quais mais de metade foram identificados, só nos últimos dois
anos. Por implicarem, muitas vezes, obras em redes prediais, estes processos têm um prazo longo até ao seu encerramento. No
entanto, apenas 260 processos ainda não foram encerrados.
Data de Abertura
Data de Encerramento
(0=Aberto)
Número de processos
Rótulos de Coluna
2006
2007
2008
Rótulos de Linha
0
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
Total Geral
2009
2010
2011
2012
7
1
9
23
142
78
43
13
8
2
2
153
70
30
17
2
3
123
2
81
27
6
1
126
1
1
90
50
15
180
245
124
511
2013
1 2
9 10
Total Geral
3 4
4 11
5 6
7 19
1
1
1
3
2
14
4
1
1
6
28
23 10 7 9 7 1
32 20 11 20 14 20
260
1
2
92
120
127
143
306
208
1259
No 1S13 verificou-se ainda um número significativo de anomalias identificadas e tratadas no âmbito da poluição zero, sendo de
destacar os processos relativos a ligações indevidas de AP no sistema de ARD. Tal como já foi referido, a Empresa encontra-se a
implementar um programa para a redução de águas pluviais/águas de infiltração na rede de águas residuais domésticas, de forma
a minimizar a entrada de caudais em excesso no sistema, nomeadamente em períodos de forte pluviosidade, e a prevenir a
ocorrência de inundações, acidentes de viação e outros problemas ambientais.
Data de Abertura
Número de processos
Rótulos de Linha
AP em ARD
ARD em AP
ARD
AP
(em branco)
Total Geral
Rótulos de Coluna
2006
2007
2008
2009
2010
2011
1
2
1
20
7
19
132
1
1
15
95
13
13
105
7
1
84
76
18
2
3
28
153
123
126
180
2012
361
121
27
2
511
2013
1 2 3 4
26 13 11 17
1 5
5 2
3
Total Geral
5 6
9 14
4 4
1 2
32 20 11 20 14 20
599
566
88
4
2
1259
As inspeções com recurso a equipamento gerador de fumos têm demonstrado ser um método eficaz na deteção de deficiências
estruturais, assim como de ligações indevidas na rede de águas residuais domésticas. Este equipamento permite a introdução de
fumo nos coletores de águas residuais domésticas, sendo possível identificar, à medida que o fumo percorre o troço de coletor, as
origens de infiltração, já que o fumo irá sair através desses orifícios, quer estes se encontrem na via pública (sumidouros, sarjetas,
outras ligações indevidas) quer se encontrem nas redes prediais (ligações indevidas como algerozes, boeiros, sumidouros, etc). A
melhoria de desempenho nesta área é bem patente no gráfico seguinte.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
57
Durante este Semestre foram pesquisados cerca de 11,2 km de rede, tendo sido identificadas 93 infiltrações. Neste período as
pesquisas tiveram grande incidência na freguesia da Parede, onde foram pesquisados cerca de 8 km de rede e foram detetadas
52 ligações indevidas.
Estes resultados refletem, contudo, uma redução da extensão total de rede pesquisada devido a uma avaria da máquina geradora
de fumos, em fevereiro de 2012, tendo sido apenas possível retomar estas pesquisas no final do mês de maio. De forma a
minimizar a ausência da máquina geradora de fumos, foram realizadas várias vistorias prediais em ruas onde já tinham sido
identificadas ligações indevidas em número significativo. As ligações indevidas identificadas nestas vistorias implicaram um
aumento do rácio de infiltrações por km, tendo este rácio aumentado para 8,3 infiltrações/km durante o 1S13.
Ruas Pesquisadas (ml)
2S11
ALCABIDECHE
CARCAVELOS
CASCAIS
ESTORIL
PAREDE
S.DOMINGOS RANA
Até 30 de junho de 2013, foram detetadas 537
infiltrações não visíveis (500 em redes prediais),
das quais, 323 já haviam sido eliminadas.
Total (km)
Infiltracões/km
Infiltracões Detetadas (#)
ALCABIDECHE
CARCAVELOS
CASCAIS
ESTORIL
PAREDE
S.DOMINGOS RANA
Total
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
58
2012
1S12
2S12
1S13
8.057
2.300
3.300
4.005
1.550
1.231
0
20,4
8.424
100
15.885
10.112
0
60
0
34,6
10.174
0
4.439
15.845
973
6.053
0
37,5
0
0
737
0
7.885
2.617
0
11,2
3,7
5,9
4,1
8,3
2S11
1S12
2S12
1S13
17
2
8
37
0
11
0
75
56
5
108
28
2
5
0
204
45
2
9
68
1
30
0
155
13
1
2
5
52
20
0
93
14%
1%
2%
5%
56%
22%
0%
P06
FATURAÇÃO E COBRANÇA
P06 – FATURAÇÃO E COBRANÇA
Da alteração do sistema comercial, levada a cabo em 2010 (novo programa informático – o Aquamatrix), resultaram algumas
novas funcionalidades que permitem a melhoria do serviço prestado, a eficiência e coordenação operacional dos recursos e
melhor informação de gestão. A implementação nas áreas de faturação e cobrança atingiu a sua maturidade, já em 2011, tendose implementado, em 2012, a interligação desta base de dados com outras, como por exemplo o ERP (Enterprise Resource
Plannig) ou o GIS (Geographic Information System), ou a desmaterialização dos registos relacionados com serviços através de
integração com PDA’s (Personal Digital Assistant). Em 2013 foi efetuado um novo desenvolvimento, de forma a cumprir a
legislação do IVA, que entrou em vigor em janeiro/2013 (envio mensal de ficheiros SAFT), encontrando-se em fase de
implementação novas funcionalidades que se revelam importantes na otimização recursos e otimização da gestão de processos
(gestão de contencioso e processo de interrupção de abastecimento de água por falta de leitura).
Contratos
Após uma tendência sustentada de aumento do número de Clientes, interrompida no 2011, tem-se verificado uma tendência
permanente de redução deste número (nos últimos 12 meses o número de Clientes de água e saneamento reduziu-se em mais
três centenas).
Designação
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
Número de C lientes de AA
#
113.626
113.872
113.790
113.756
113.488
-302
0%
Número de C lientes de AR
#
112.780
113.002
112.918
112.876
112.604
-314
0%
Apesar dos preços praticados pela Empresa apresentarem, nos indicadores de Acessibilidade Económica ao Serviço da ERSAR,
a melhor classificação possível (com o encargo médio total com os serviços de água e de águas residuais a representar menos de
0,5 % do rendimento médio familiar disponível), foi acordado, entre a Câmara Municipal de Cascais e a Águas de Cascais, um
Protocolo para Apoio às Famílias Carenciadas e às Famílias Numerosas, que estabelece os termos desses benefícios sociais. Em
abril de 2012 foi efetuada uma revisão deste Protocolo, de forma a reajustar a sua aplicação, alargando o âmbito do mesmo no
que se refere às famílias carenciadas e limitando o volume abrangido no caso das famílias numerosas. No 1S13, a aplicação
deste Protocolo representou um benefício de 21.355 € para os 605 Clientes abrangidos (290+315).
Número de Adesões
2010
2011
2012
1º Sem 2013
Acumulado
Volume Faturado (1S13) m3
Famílias Carenciadas
Famílias Numerosas
40
107
47
90
86
79
117
39
290
11.202
315
35.412
De salientar que se tem registado um crescimento nas adesões médias anuais, no que se refere às famílias carenciadas (117
adesões só no 1S13, o que se traduz num aumento de 68 %) contra uma tendência de estabilização no número de adesões
médias anuais no âmbito das famílias numerosas (39 adesões no mesmo período).
Faturação
Considerando já os últimos dados disponibilizados pelo INE (Censos 2011), verifica-se uma tendência, nos últimos anos, para
uma redução das capitações, em paralelo com a redução do volume de água faturada.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
60
A redução referida observa-se, quer nas Capitações
Domésticas (consumo de domésticos por habitante),
que nas totais (total de água faturada por habitante).
A redução no volume de água faturada (mais de 12 %
em 4 anos) será, essencialmente, resultante da
conjuntura económica. De qualquer modo não deixará
de haver a alteração dos hábitos de consumo, pelo que
a mesma terá uma forte componente definitiva.
Havendo um tarifário por escalões, o que normalmente se
verifica é que o impacto económico é ainda superior, o que
resulta da maior redução dos consumos nos escalões mais
elevados. Deste fatura resultará a redução da tarifa média
pratica, apesar dos aumentos tarifários aprovados.
Designação
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez- 12
jun-13
€/m3
1,01
0,97
0,94
0,98
0,91
Tarifa Média de C onsumo de AA - Acumulado Ano
Variação
Jun13/Jun12
-0,03
-3%
Em termos operacionais, têm vindo a ser desenvolvidos esforços de otimização geográfica das rotas dos leitores, levando a uma
profunda reformulação das mesmas, no sentido de aumentar a sua eficiência. Foram também implementadas a prática de
medição mensal em grandes clientes e a execução da campanha de leituras para clientes sem leitura há mais de 6 meses, o que
veio permitir reduzir o volume de água faturado por estimativa.
De salientar também os resultados alcançados com a promoção da fatura bimestral, tendo-se registado, neste Semestre, um
aumento relevante dos clientes com esta modalidade de faturação (aumento de 140 %).
Designação
Taxa de Adesão à Fatura Bimestral
Unidades
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
%
0,0
5,1
5,9
12,3
Variação
Jun13/Jun12
7,2
140%
Cobranças e Suspensões
No que se refere às cobranças, verifica-se um decréscimo de 2 %, relativo à emissão de Avisos de Interrupção do Fornecimento,
entre junho de 2013 (últimos 12 meses) e junho de 2012 (últimos 12 meses), bem como um decréscimo de 39 % relativo à taxa de
emissão de ordens de interrupção de abastecimento. No que se refere à taxa de suspensões de abastecimento efetivadas,
verifica-se um aumento de 51 % entre o 1S13 e igual período de 2012, embora a taxa de cobrança após a suspensão do
fornecimento verifique um decréscimo de 5 %. Em termos operacionais, têm-se implementado diversas ações de fiscalização,
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
61
bem como ações preventivas à execução de ilícitos, como sejam formas de tamponamento cuja violação é mais difícil de
executar.
Designação
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
#
142.054
151.244
153.106
147.580
-3.664
Taxa de Emissão de Ordens de Interrup - Acumulado Ano
%
24,9
49,6
46,3
30,5
-19,1
Taxa de Suspensões efectivadas - Acum. Ano
%
46,0
17,2
18,7
26,0
8,8
51%
C obrança após Suspensão do Fornecimento - Acum. Ano
%
89,8
86,0
86,8
81,4
-4,6
-5%
Avisos de Interrupção do Fornecimento - últ 12 meses
-2%
-39%
O processo de cobrança pela via Judicial está agora relativamente estabilizado e adequado à alteração ao regulamento das
custas judiciais, de maio de 2011, que veio implicar um acréscimo muito significativo nas taxas de justiça. Note-se que, até à data,
foram já patrocinados mais de 6.500 processos judiciais em que, cerca de 42 % foi obtida força executiva, e, 35 % houve
cobrança ou acordo de pagamento.
Designação
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-09
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
Injunções Intentadas
#
2.133
4.106
6.038
6.278
6.472
6.519
241
4%
Injunções Cobradas
%
32,1
34,1
35,8
35,7
35,2
35,1
-0,7
-2%
Injunções com Força Executiva
%
46,4
44,2
42,9
42,2
42,3
42,3
0,0
0%
Inspeções Prediais
No 1S13, dando-se continuidade aos procedimentos para deteção de ilícitos que têm vindo a ser desenvolvidos, foram
inspecionados 1.643 locais, tendo sido detetadas 190 situações anómalas (12 % de taxa de sucesso). Para todos os casos foram
tomadas diligências para a regularização das situações: no caso dos furos, foi fiscalizada a sua separação da rede predial de
abastecimento público, nas alterações de rede predial os clientes foram avisados e posteriormente alvo de fiscalização. Nos
consumos ilícitos foram eliminadas as situações que davam azo aos mesmos, sendo debitado ao respetivo infrator o volume de
água utilizado sem medição.
As situações mais frequentemente
detetadas são as relativas a alterações
nas redes prediais ou a contadores
parados por avaria.
Ilícitos Pesquisados (#)
Total
Ilícitos/Pesquisa
Ilícitos Detetados por Tipo (#)
No que se refere, particularmente, aos
ilícitos do tipo de ligações diretas não
visíveis, muito contribuiu a nova técnica
implementada – vídeoscopia, onde se
utilizam equipamentos normalmente
utilizadas na manutenção de aparelhos
de aeronáutica.
2011
2012
1S13
2.378
2.862
1.643
27%
21%
12%
2011
ARP – Alteração Rede Predial
CP - Contador Parado
LDNV – Ligaç ão Direta não Visível
LDV - Ligação Direta Visível
OP - Origens Próprias c om Interligação
OPSI – Origens Próprias Sem Interligação
Aguarda Inspecç ão
Total
348
70
11
98
62
56
0
645
2012
54%
11%
2%
15%
10%
9%
0%
267
160
12
26
69
74
0
608
1S13
44%
26%
2%
4%
11%
12%
0%
92
38
4
2
23
31
0
190
48%
20%
2%
1%
12%
16%
0%
Considerando os resultados atingidos em 2012, e de modo a aumentar o número de identificações de LDNV cuja taxa de sucesso
foi de 1,44 %, incrementaram-se, neste Semestre, as pesquisas relativamente aos anos anteriores com recurso à videoscopia.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
62
P07
SERVIÇO AO CLIENTE
P07 – SERVIÇO AO CLIENTE
Para além do serviço nuclear – fornecimento de água para consumo humano e recolha de águas residuais, existe um conjunto de
outros serviços prestados pela Empresa que estão associados, fundamentalmente, com a gestão contratual e a prestação de
informação ou a resposta a reclamações. Para esses serviços de apoio ao cliente, a Empresa vem implementado uma série de
ações no sentido de melhorar a qualidade dos mesmos, quer através de multiplicação e divulgação dos canais de contacto (por
exemplo, por via digital), quer através da melhoria das instalações onde realiza o atendimento presencial.
Neste ponto importa destacar o
programa de divulgação da Loja do
Cliente, Fatura Digital, Fatura
Bimestral e pagamento por Débito
Direto, em curso, e da abertura loja
de atendimento presencial em
Cascais.
Ampla e moderna, a nova loja
possibilita um atendimento ao público
mais eficiente, pois o espaço tem
capacidade para nove postos de
atendimento individualizados (mais
um do que na loja antiga).
Campanha Marketing Direto │ Fatura Digital e Fatura Bimestral
Durante o primeiro Semestre do ano, decorreu uma campanha de marketing direto (telemarketing) para promover a Fatura Digital
e a Fatura Bimestral. A campanha, dividida em quatro vagas distintas, resultou no aumento significativo de adesões nestes dois
serviços, conforme se ilustra no quadro e gráfico seguintes:
Campanhas Fatura Digital /
Fatura Bimestral
Nº Adesões Fatura Digital
Nº Adesões Fatura Bimestral
1ª Vaga
2ª Vaga
3ª Vaga
4ª Vaga
Total
1.365
134
1.361
2.388
2.782
7.896
84
2.179
6.528
8.925
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
64
Atendimento ao Cliente:
Tendo presente a Orientação para o Cliente e a Inovação como dois dos valores da Empresa, considera-se fundamental um
eficaz e rápido atendimento ao cliente. Com a análise das informações provenientes dos Sistemas de Gestão de Filas de Espera,
presencial e telefónico, foi possível uma otimização dos recursos que nos permitiram a redução do tempo médio de espera no
atendimento presencial (-48 % relativamente ao período homologo de 2012) e o aumento da taxa de atendimento telefónico no
call center (+28 pp relativamente ao período homologo de 2012).
Tratamento de Reclamações:
No final do Semestre registou-se uma significativa diminuição do total
de reclamações apresentadas ficando, ainda assim, o valor acima do
verificado em 2010.
Como se tem vindo a verificar neste e noutros setores de utilities, a
grande maioria das reclamações está relacionada com os processos
comerciais de faturação e cobrança.
Nesta matéria, os resultados parecem demonstrar que as ações
desencadeadas no sentido de melhorar o rigor da faturação,
reduzindo a faturação por estimativa (através, por exemplo, do
aumento da fatura bimestral, da adequação das rotas de leitura ou da
imposição da realização de leituras semestrais) vieram reduzir o
número de reclamações, face ao 1S12 (acumulado últimos 12
meses), em 29 %.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
65
Designação
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
Reclamações de Pressão - últ. 12 meses
# /1.000 ramais
0,5
0,3
0,8
1,0
0,7
-0,1
-7%
Reclamações de Qualidade da Água - últ. 12 meses
# /1.000 ramais
0,3
0,4
0,6
0,4
0,3
-0,3
-50%
Reclamações de Falha no Abastecimento - últ. 12 meses
# /1.000 ramais
1,7
1,7
2,2
2,0
1,1
-1,2
-52%
# /1.000 ramais
0,7
0,8
1,2
1,0
0,6
-0,5
-44%
Reclamações relativas ao Atendimento - últ. 12 meses
# /1.000 Clientes
3,8
3,5
3,9
3,3
2,7
-1,2
-31%
Reclamações relativas à Faturação - últ. 12 meses
# /1.000 Clientes
5,4
6,8
6,8
5,5
4,5
-2,3
-34%
Reclamações relativas à C obrança - últ. 12 meses
# /1.000 Clientes
1,4
5,4
5,8
6,1
4,6
-1,2
-21%
Reclamações de Recolha de AR - últ. 12 meses
# /1.000 Clientes
0,4
0,7
0,9
0,6
0,3
-0,6
-62%
Reclamações de Obras Particulares - últ. 12 meses
#
8
8
17
17
10
-7
-41%
Reclamações de Resp. Social (SA8000)- últ. 12 meses
#
0
0
0
0
0
0
#
1.387
2.018
2.215
1.979
1.577
-638
Reclamações relativas a Obras - últ. 12 meses
Total de Reclamações recebidas - últ. 12 meses
-29%
A destacar está também a redução em cerca de 52 % nas reclamações relacionadas com falhas no abastecimento, o que decorre
da melhoria que se tem verificado não só em termos de roturas como também no número de interrupções resolvidas em menos
de seis horas.
Analisando a distribuição das reclamações recebidas na Empresa, verifica-se que as mais frequentes são referentes à cobrança e
ao atendimento, situação comum no setor, como atestam os dados apresentados pela ERSAR no Relatório Anual do Setor de
Águas e Resíduos 2012 – RASARP 2012.
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa
e Vale do Tejo - RASARP 2012
AA05b - Resposta a Reclamações e Sugestões
(%)
Matosinhos
100
100
Lisboa
Braga
100
99
Valongo
Vila do Conde
99
99
Maia
Cascais_2011
Cascais
dez-11
97
96
Gondomar
Cascais_1S13
Cascais
jun-13
95
93
Oeiras/Amadora
Porto
93
92
Almada
Loures
87
86
Moita
Seixal
85
77
Barreiro
Setúbal
71
Gaia
Póvoa do Varzim
43
33
30
S. João da Madeira
Média Nacional
86
0
20
40
60
80
100
RASARP 2012 – Volume III
Considerando essencial que a resposta às reclamações recebidas seja rápida e eficaz, é possível verificar que se melhorou,
ligeiramente, a percentagem de reclamações respondidas dentro do prazo legal, a qual ultrapassou, no período em análise, os 96 %.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
66
Designação
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
Variação
Jun13/Jun12
Resposta a reclamações escritas (Geral) - Acum. Ano
%
96,3
96,6
96,0
95,3
96,6
0,6
1%
Resposta a reclamaç ões e sugestões (AA) - últ 12 meses
%
96,4
96,5
95,5
95,3
95,5
-0,1
0%
Resposta a reclamações e Sugestões (AR) - últ 12 meses
%
90,9
100,0
97,9
93,0
91,1
-6,8
- 7%
Não obstante o prazo legal, para resposta a reclamações, ser de 22 dias úteis, foi estabelecido um objetivo de resposta em
apenas 10 dias úteis, para o qual foi estabelecido um programa de ações tendo em vista à respetiva antecipação.
Os resultados do esforço de antecipação das respostas já se começaram a sentir uma vez que, no final do 1S13, se verificou um
aumento de 35 pp da taxa de resposta a reclamações escritas no prazo de 10 dias úteis (face ao período homólogo de 2012).
Unid.
%
Descrição
Resposta a reclamações escritas (Geral-Prazo AdC ) Acum. Ano AdC 143///
jun-12
dez-12
38,39
39,46
jun-13
73,05
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
67
P08
MANUTENÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E
INFRAESTRUTURAS
P08 – MANUTENÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E INFRAESTRUTURAS
Infraestruturas da rede de água e de águas residuais
A Empresa demonstrou ter a capacidade de, em situações de urgência, substituir troços de rede, quer de água de abastecimento,
quer de águas residuais domésticas, sempre que as condições de exploração assim o exigiram. A manutenção destas
competências é considerada essencial para a garantia do cumprimento do objeto da concessão.
Contagem de N.º OS
Rótulos de Linha
Domiciliário
Colocar Contador
Subs. Contador
Rep. Rot. Jt Contador
Alterar Calibre
Rep. Tor. Seg.
Ret. Contador
Verif. Falta Agua
Abertura Agua
Verif. Pressão
Fecho Rede
Rep. B. I.
Tamp. Olho Boi
Rep. Olho Boi
Dest. Olho Boi
Manutenção Rede Águas
Rep. Rot. Rede Geral
Subs. Torn. Rede Geral
Rep. Rot. Ramal
Outros
Intervenção Manutenção
Executar Ramal
Fazer Descargas
Subs. Ventosa
Total Geral
Primeiro Semestre
Rótulos de Coluna
2012
2013
3857
3693
835
655
518
619
509
543
465
445
498
444
429
395
134
168
161
167
130
111
1483
2262
729
1047
326
688
301
322
95
109
1050
887
533
389
191
210
163
115
341
262
237
192
195
123
23
23
7
22
6968
7296
Comparando o total de Ordens de Serviço executadas no 1S13 com o
período homólogo, é possível observar um aumento de 4,77 %,
essencialmente justificado com trabalhos relacionados com o fecho
de rede.
A redução dos trabalhos relacionados com novos clientes,
destacando-se a colocação de contadores e a execução de ramais,
ou com a reparação de roturas na rede de água, permitiu dirigir os
meios para atividades como a reparação de Bocas de Incêndio ou
Olhos de Boi.
Neste Semestre foram executados 123 ramais de água, 31 de águas
residuais domésticas e 29 de águas pluviais. Foram também
substituídos 24 ramais de água e 11 ramais de águas residuais
domésticas e pluviais.
A redução nas roturas e a reorganização dos métodos de trabalhos
permitiram uma redução muito significativa no número de interrupções
do fornecimento superiores a 6 horas, como se pode observar na
tabela em baixo.
Manteve-se a aposta na otimização do processo de intervenção na
rede de água, o que permitiu que o tempo médio de água fechada,
para reparação, fosse da ordem dos 286 minutos (média mensal) e o
tempo médio entre a comunicação e o fecho de água fosse de apenas
34 minutos.
Soma de Falhas- Mais de 6h
Rótulos de Linha
Rep. Rot. Rede Geral
Rep. Rot. Ramal
Ligações
Subs. Torn. Rede Geral
Total Geral
Primeiro Semestre
Rótulos de Coluna
2012
2013
76
29
17
3
3
1
96
33
Na sequência das intervenções efetuadas, foram repostos os pavimentos, de acordo com as exigências do REGIS, num total de
3.541 m², dos quais 1.403 m² de betuminoso e 2.138 m² de calçada.
No que se refere ao sistema de drenagem de águas residuais manteve-se o cumprimento do Plano de Manutenção Preventiva,
tendo sido efetuadas 120 ações de manutenção preventiva, em locais críticos, num total de cerca de 14.880 m de coletores de
águas residuais domésticas. Foram ainda efetuadas 58 substituições de tampas de caixas de visita e 56 desobstruções de
coletores.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
69
Deu-se também continuidade à realização de intervenções de manutenção e conservação nos edifícios que estão englobados na
Concessão, tendo-se destacado a reparação da vedação da EEAR da Charneca e a impermeabilização das duas células do
reservatório de Outeiro de Polima.
Vedação EEAR da Charneca
Reparação e Impermeabilização do Reservatório de Outeiro de Polima
No sentido de otimizar o consumo de energia elétrica, foram remodelados os sistemas elevatórios de Moinhos de Rana e do
Abano. Em Moinhos de Rana substitui-se um grupo de 160 Kw por um de 55 Kw, com o respetivo variador de velocidade, e, no
Abano substituíram-se quatro grupos elevatórios, dois de 30 Kw e dois de 15 Kw, por grupos de 2,2 Kw e 1,5 Kw, respetivamente,
incluindo quatro variadores de velocidade. Deu-se, ainda, inicio à remodelação do sistema elevatório de Pau Gordo, com o
reaproveitamento dos grupos elevatórios do Abano e a aquisição de um novo grupo para pequenos caudais. Com o objetivo de
aumentar a produção de água na captação da Atrozela, foram reabilitados dois furos, bem como na captação do Cobre, onde se
melhorou a eficiência com a substituição da respetiva bomba.
Rede de Águas Pluviais
No segundo Aditamento ao Contrato de Concessão foi incluído, no âmbito da responsabilidade da empresa, um programa de
manutenção do sistema de águas pluviais (anexo XI, ponto 2.5), que engloba um conjunto de quantidades de trabalhos anuais
pré-definidas. No Semestre que agora findou verificaram-se os desvios apresentados na tabela seguinte, prevendo-se que os
mesmos sejam colmatados até ao final do ano.
Soma de Qtd Anexo X
Rótulos de Coluna
2013
1T
Rótulos de Linha
Inspecção de vídeo
Levantamento de CV - Cadastro
Limpeza de câmaras de visita e caixas de ramal
Limpeza e desobstrução de colectores
Limpeza e desobstrução de ramais
Manutenção Sarjetas e Sumidouros (exc limpeza)
Reparação/renovação/substituição de ramais
Substituição de tampas das câmaras de visita
Execução
1,6
419
23
2,5
38
11
24
2T
Plano
1,25
1250
30
5,0
30
15
15
45
Execução
1,2
255
52
3,0
3
3
13
Plano
1,25
1250
30
5,0
30
15
15
45
Execução
Soma
2,8
674
75
5,4
41
14
Plano
Soma
2,5
2500
60
10
60
30
30
37 90
113%
27%
125%
54%
68%
47%
0%
41%
No âmbito da execução de todos os trabalhos na via pública, é assegurado o cumprimento do Regulamento Municipal – REGIS–
Regulamento para a Intervenção na Rede de Infraestruturas Subterrâneas, que implica uma autorização ou licenciamento dos
trabalhos por parte da Câmara Municipal de Cascais (CMC).
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
70
P09
GESTÃO DE RECURSOS
P09 – GESTÃO DE RECURSOS
Qualificação e avaliação de fornecedores
Na Empresa consideramos os nossos fornecedores como parceiros, pelo que procuramos soluções de entendimento que
permitam maximizar o valor para ambas as entidades. Para este efeito consideramos essencial, para a melhoria contínua do
desempenho pretendida, que os nossos parceiros experimentem, também eles, processos de melhoria sistematizados.
No sentido de lhes aportar informação útil para a referida melhoria, a Empresa promove um processo anual de avaliação de
desempenho dos seus fornecedores mais relevantes. Do resultado dessa avaliação, para além de observações concretas tendo
em vista a implementação de ações de melhoria, resulta uma classificação, sendo que as Empresas com classificação igual ou
superior a 3 são considerados fornecedores preferenciais e às Empresas com classificação inferior a 3, são solicitadas medidas
de correção.
Na avaliação de 2013, referente ao exercício de 2012, foram avaliados 94 fornecedores/prestadores de serviço, sendo 19 de 2º ou
3º nível e 22 relacionados com a atividade do Laboratório. De referir que 92 dos fornecedores avaliados têm avaliação igual ou
superior a 3,00, havendo quatro com registo de ocorrências em 2012.
Compras e existências
Apesar das duas principais rubricas que influenciam os gastos da atividade da Empresa terem os seus preços fixados, sem
qualquer influência da Empresa (água comprada à EPAL e recolha de águas residuais pela SANEST), nos quais a eficiência
operacional (tratada nos processos de produção e distribuição de água e de recolha de águas residuais) é o fator mais relevante,
existem ainda algumas compras mais significativas onde importa procurar melhorar os consumos e reduzir preços unitários.
Ao longo do Semestre foram desenvolvidas ações com impacto em reduções de gastos, principalmente no material de escritório,
ferramentas, limpeza, energia, combustíveis e comunicações. O aumento em Rendas e Alugueres decorre da mudança de edifício
sede, 28 mil euros, do arrendamento da nova Loja, 12 mil euros, e do aluguer de contentores para as instalações provisórias no
espaço do Reservatório do Cobre, na quantia de 10 mil euros. A redução na rubrica de limpeza, Higiene e Conforto deve-se à
mudança de edifício sede, em que a limpeza do edifício está incluída no serviço.
Designação
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
€
47.350
36.636
12.029
24.838
12.862
833
€
50.607
37.056
19.986
33.621
17.986
-2.000
-10%
€
0
22.205
6.132
17.579
6.048
-85
-1%
Gastos com Seguros excepto RH - Acum. Ano
€
171.339
185.613
108.003
215.543
108.241
238
0%
Gastos com Limpeza, Higiene e C onforto - Acum. Ano
€
69.717
71.180
27.490
51.615
18.073
-9.417
-34%
Gastos com Rendas e Alugueres (excepto viaturas) - Acum.
Ano
€
607.727
595.618
308.701
624.365
348.876
40.175
13%
Gastos de Material de Escritório - Acum. Ano
Gastos de Ferramentas e Utensílios de Desgaste Rápido Acum. Ano
Gastos de Materias Primas, Subsidiarias e de C onsumo Acum. Ano
7%
No que se refere, em particular, aos custos de comunicações – telefone, verifica-se uma redução devido à mudança de
operadora, estabelecimento de plafonds, e no melhor controlo dos aparelhos com gastos mais elevados.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
72
A implementação de medidas de controlo e gestão de stocks e o facto de ter ocorrido um furto de existências, sem necessidade
de substituição, nas instalações de Murches, permitiram uma redução importante (cerca de 5 %).
Designação
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
Stocks - Economato
€
4.803
3.431
3.405
3.546
4.247
842
25%
Stocks - Fardamento
€
744
833
745
843
866
121
16%
Stocks - Mat. Diversos
€
103.908
111.512
133.867
93.705
127.318
-6.549
-5%
Stocks - Mercadorias - Água
€
41.934
45.616
45.033
46.904
48.766
3.733
8%
Viaturas, Máquinas e Equipamentos
As políticas de controlo de frota implementadas, nomeadamente redução do número de viaturas e montagem de GPS, permitiram
uma redução de 15 %, quer na conservação e aluguer, quer no consumo de combustível; sendo que no combustível: 12,5 % foi
redução em volume e 2,5 % poupança no preço.
Designação
Gastos da Frota - Acum. Ano
(C onservação+Aluguer)
Gastos com C ombustíveis - Acum. Ano
C onsumo Total de C ombustíveis - Acum. Ano
C ombustíveis por distância percorrida - últ 12 meses
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
€
378.866
335.953
174.819
337.940
148.398
-26.421
-15%
€
176.026
202.975
98.039
183.743
82.975
-15.064
-15%
Litros
155.522
147.350
71.314
132.330
62.433
-8.881
-12%
Litros/100km
0,00
13,05
13,86
14,19
13,84
-0,01
0%
Consumo de energia
Para além das medidas já apresentadas, implementadas e em curso, nos processos de produção e distribuição de água e recolha
de águas residuais, a melhoria do desempenho económico, nesta área, depende também da eficácia dos processos de compra.
Com esta perceção, desde há vários anos, a compra do fornecimento de combustíveis e eletricidade, em MT e BTE, é realizada
em conjunto com outras concessões e por via do acionista. De salientar a recente possibilidade de negociação na compra de
eletricidade em BTN, pelo que se prevê incluir também este fornecimento no processo de compra já para 2014.
De destacar que, no que se refere ao custo unitário da eletricidade, para além do processo de compra, existe um outro fator muito
relevante a ter em conta e que está relacionado com a distribuição horária dos consumos. Neste contexto, importa salientar que
se registou no Semestre, face ao homólogo do ano anterior, um forte aumento da pluviosidade o que, permitindo o aumento da
produção de água e implicando o aumento do tempo de funcionamento das EEARD, veio impor bombagens adicionais em horas
de ponta e cheia. Note-se que, quer na produção (essencialmente MT e BTE), quer nas EEARD (essencialmente BTN), não existe
flexibilidade na gestão horária das bombagens. As bombagens adicionais resultaram assim, na prática, no aumento do custo
unitário médio da eletricidade.
Controlo
Designação
Custo Médio da Electricidade - BTN - últ 12 meses
Custo Médio da Electricidade - BTE e MT - últ 12 meses
Preço Médio Gasóleo - mês
Unidades
dez-12
jun-13
€ / MWh
€ / MWh
€/Litro
169,0
137,7
1,4
190,5
139,7
1,3
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
73
Instalações Administrativas e Operacionais
No 1S13 realizou-se mais uma fase do projeto de mudança de instalações administrativas e operacionais da empresa. Depois da
se ter realizado, no final do ano de 2012, a mudança da Loja de Cascais, foi levado a cabo a mudança, a 15 de fevereiro de 2013,
da sede da empresa, instalação onde se incluem todas as áreas administrativas, com exceção das Lojas, Laboratório e
Infraestruturas.
O atraso na ampliação da Casa de Função de Murches, onde se instalarão todos os operacionais relacionados com a
manutenção da rede de água e de águas residuais, incluindo-se as respetivas instalações socias (refeitório e balneários), implicou
a sua instalação provisória em contentores no Cobre. Até ao final deste ano espera-se ter concluído este projeto ficando
resolvidas as questões de desconforto e falta de produtividade que resultavam das anteriores instalações.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
74
P10
COMUNICAÇÃO E IMAGEM
P10 – COMUNICAÇÃO E IMAGEM
Continua a crescer…
De acordo com o sistema de analytics, continua a verificar-se um franco crescimento do número de visitas ao sítio na Internet da
Águas de Cascais. O sítio continua, assim, a ser um veículo de excelência para comunicar com todas as partes interessadas,
Clientes em particular, prevendo-se que venha a assumir uma ainda maior relevância no futuro.
Evolução visitas www.aguasdecascais.pt
Nº. Visitas
Evolução visitas 1S12/1S13
Nº. Visitas
8.685
Média Mensal 2012
29%
11.224
34%
50.412
Média Mensal 2013 (até Junho)
I Semestre 2012
Apesar do resultado das “returning
visitors” ser bastante positivo (44,8 %),
no primeiro Semestre, mais de 50 %
das visitas atuais ainda foram feitas
por novos visitantes. Existe, assim, um
grande potencial para comunicar com
novos Clientes através deste canal.
De uma análise mais detalhada aos conteúdos mais
visitados, podemos concluir que a Loja do Cliente (22 %) e
o menu de Interrupções de Abastecimento (21 %), são as
áreas mais visitadas do sítio, pelo que a aposta feita
nestas áreas parece ir ao encontro das expetativas dos
Clientes.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
76
67.345
I Semestre 2013
Taxa de Adesão à Loja do Cliente
20
15
10
5
jun-13
fev-13
abr-13
out-12
dez-12
jun-12
ago-12
fev-12
abr-12
out-11
dez-11
jun-11
ago-11
0
fev-11
As ações enquadradas neste âmbito resultaram no
crescimento de 13,3 % para 20,2 % nos últimos 12 meses,
dos clientes da Empresa que passaram a usufruir deste
serviço.
(%)
25
abr-11
283
dez-10
Loja do Cliente
A tendência revelada pelos dados estatísticos do sítio é
ilustrada pelo número crescente de Clientes inscritos na Loja,
que tem também aumentado de forma progressiva. A Águas
de Cascais continua a considerar como linha estratégica de
gestão, a promoção da adesão a esta Loja digital, onde o
Cliente pode fazer uma série de consultas ao status do seu
contrato, a atualização dos seus dados e comunicar leituras,
evitando, assim, o congestionamento dos canais telefónicos
ou presenciais (Lojas).
Variação 2011=
Right now, with social networks and other tools on the Internet, all of these 500 million people have a way to say what they're thinking and have their voice be
heard.
Mark Zuckerberg
Facebook
Destacam-se, igualmente, não obstante a não existência de uma
página de facebook da Águas de Cascais, a crescente e estreita
colaboração entre as duas Entidades, Águas de Cascais e Câmara
Municipal de Cascais, na resolução
/esclarecimento de todas as
preocupações dos Cascalenses
relacionadas com a atividade de
abastecimento de água e drenagem
de águas residuais.
Divulgação do desempenho e Resultados Trimestrais da Qualidade da Água:
Com o objetivo de assegurar a divulgação periódica do controlo da qualidade da
água distribuída a todos os Clientes e a verificação do cumprimento dos requisitos
de qualidade, continuámos a implementar o plano de divulgação dos resultados
mensais e trimestrais. Esta informação é divulgada num órgão de comunicação
social (Jornal Destak), nas lojas da Águas de Cascais, site da Empresa, Juntas de
Freguesia do Concelho de Cascais e Autoridade de Saúde.
Com a divulgação dos resultados trimestrais da qualidade de água, foi iniciada a
publicação de uma série de anúncios de imprensa, protagonizados pelos próprios
colaboradores da Empresa. No primeiro anúncio foi divulgado o indicador “% de
água perdida” e foram fotografados alguns dos elementos que contribuem de uma
forma mais direta para a performance deste indicador.
77
P11
GESTÃO DE IMPACTES, RISCOS
E EMERGÊNCIAS
P11 – GESTÃO DE IMPACTES, RISCOS E EMERGÊNCIAS
O processo de Gestão de Impactes, Riscos e Emergências é considerado um processo chave na organização, pois materializa a
política da Empresa no que se refere aos riscos e impactes operacionais, inerentes à atividade de distribuição de água para
consumo humano e de recolha de águas residuais, assim como, aos riscos ambientais e de segurança e saúde no trabalho. A
Empresa tem ainda implementado medidas de controlo para outros tipos de risco como, por exemplo: riscos económicofinanceiros, jurídicos ou relativos aos sistemas de informação.
De salientar que a gestão de riscos apresenta na Empresa graus de desenvolvimento diferentes em função do tipo de riscos,
procurando evoluir no sentido de uma adoção o mais abrangente possível da norma internacionalmente aceite para este processo
(FERMA http://www.ferma-asso.org/).
Em termos funcionais, existem na Empresa departamentos que especificamente apoiam a gestão de topo na deteção e prevenção
de riscos relevantes nas vertentes operacionais, de ambiente e segurança dos Colaboradores, assim como, nas vertentes jurídica
e económico-financeira.
A carteira de seguros da Empresa cobre um amplo conjunto de riscos, sendo o nível geral de security elevado e abrangendo,
nomeadamente, no ramo real, multirriscos comerciais e industriais, responsabilidade civil, responsabilidade ambiental, e frota
automóvel, e no ramo vida, seguro de doença e acidentes pessoais e acidentes de trabalho.
Impactes e riscos Operacionais
No que se refere à continuidade do serviço, importa relevar que a responsabilidade inerente ao fornecimento de água para
consumo humano e recolha de águas residuais domésticas torna imperiosa a existência de uma organização planeada e treinada
que permita uma abordagem eficaz e sistemática a situações de emergência.
Para esse efeito existe, na Empresa, um Centro de Atendimento Permanente, com o apoio de um sistema de Telegestão, que
permite uma pronta resposta e que vem permitindo à Empresa, nos últimos anos, evitar importantes incómodos aos seus Clientes
e assegurar um muito elevado grau de fiabilidade no fornecimento.
Apesar dos mecanismos já disponíveis para atuação em caso de emergência, a Empresa pretende ainda reduzir o nível de risco
pelo que, por exemplo, estão previstos um conjunto de investimentos para os próximos anos, com impacte muito significativo
nesta matéria, nos quais se destaca a obra de construção do reservatório superior e respetiva linha adutora associada, a qual
permitirá duplicar a origem de água fornecida pela EPAL.
No que se refere à segurança do produto fornecido (qualidade da água para consumo humano), a Empresa dispõe de sistemas
físicos de controlo de contaminação nas suas infraestruturas, planos de manutenção e limpeza, procedimentos de trabalho no
sentido de minimizar risco, tendo também implementado um Programa de Controlo Operacional da Qualidade de Água que lhe
permite uma monitorização eficaz, na origem (produção própria ou EPAL) e ao longo da rede de adução e distribuição. Este
programa tem sido essencial para os excelentes resultados que a Empresa tem conseguido, no que se refere ao controlo da
qualidade da água fornecida, realizado na torneira dos consumidores, nos termos da legislação e normas nacionais e europeias.
No sentido da melhoria contínua, a Empresa está a levar a cabo o programa referido para um Plano de Segurança da Água,
elaborado com base num sistema preventivo de garantia de segurança e seguindo o Guia Técnico da ERSAR sobre esta matéria,
o qual se fundamenta numa metodologia semelhante ao HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Point).
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
79
Aquele plano incorpora uma avaliação de riscos, tendo em conta os perigos para os consumidores decorrentes de contaminações
físico-químicas, biológicas ou outras, nas várias fases do ciclo da água, desde a origem até à entrega aos nossos Clientes:
captação, tratamento e adução.
Aspetos e impactes ambientais
A Empresa procede, periodicamente, à identificação dos seus aspetos ambientais, e à avaliação dos inerentes impactes
ambientais, que decorrem da sua atividade ou dos seus fornecedores e Clientes (ciclo da água). Dessa avaliação resulta um
conjunto de ações que procuram melhorar o seu desempenho ambiental assim como prevenir, em eventuais situações de
acidente, fenómenos de poluição/contaminação. Apesar da Empresa não operar nenhuma infraestrutura de tratamento de águas
residuais (subcontratado à SANEST) e cerca de 90 % da água que utiliza ser fornecida pela EPAL, existem alguns aspetos
ambientais da sua atividade que se destacam e que se resumem na tabela seguinte.
Da avaliação dos impactes ambientais resulta também a incorporação da melhoria do seu desempenho ambiental na estratégia
da Empresa. Exemplos desta questão são os objetivos de redução das perdas, de aumento da eficiência energética e de
eliminação de infiltrações de AP na rede de ARD, patentes nos objetivos estratégicos.
Da avaliação dos impactes ambientais resulta também a incorporação da melhoria do seu desempenho ambiental na estratégia
da Empresa. Exemplos desta questão são os objetivos de redução das perdas, de aumento da eficiência energética e de
eliminação de infiltrações de AP na rede de ARD, patentes nos objetivos estratégicos.
Matriz Aspectos e Riscos Ambientais vs Impactes Ambientais
Impactes Ambientais
Aspectos e Riscos Ambientais
Poluição
atmosférica
Contaminação
de meios
hídricos
Solos
Ocupação
Depleção de recursos naturais
Contaminação
Afectação da comunidade e
ecossistema
Renováveis
Não Renováveis
Temporária
Permanente
Produção
Produção
Produção
Produção
Produção
Transporte
Produção
Produção
Produção
1 - Captação de Água
2 - Consumo de Energia
3 - Consumo Próprio de Água
4 - Consumo de Produtos Químicos
5 - Consumo de Combustíveis
6 - Consumo de Papel
Produção
Produção
Produção
7 - Produção de Resíduos
Lamas de clarificação de água
Transporte
Transporte
Outros para Valorização
Transporte
Transporte
Outros para Eliminação
Transporte
Tratamento
Tratamento
Tratamento
Tratamento
Tratamento
Transporte
8 - Rejeição de águas residuais
Tratamento
9 - Perdas de Água
10 - Emissão de Ruído
11 - Ruptura de condutas ou
reservatórios
12 - Fuga ou derrame de produtos
químicos
13 - Incêndio
14 – Emissões Gasosas
Decorrente directamente da actividade da empresa
Decorrente da actividade de outras entidades
Risco para os Trabalhadores
Tendo optado por serviços internos, no que se refere à gestão da segurança e saúde no trabalho, a Empresa dispõe nos seus
quadros de dois técnicos (um dos quais superior), enquadrados no departamento SGI, que reporta diretamente à Direção-Geral.
Já no que se refere à Medicina no Trabalho, a opção passou pela subcontratação, cabendo ao departamento de recursos
humanos a gestão do contrato respetivo.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
80
A identificação e avaliação dos aspetos e impactes ambientais, assim como a avaliação dos perigos e riscos de segurança e
saúde no trabalho, são revistas e atualizadas, com a colaboração dos representantes dos trabalhadores (RT SST/RT SA 8000),
registadas nas atas das reuniões mensais. Neste domínio, procurou-se reforçar as ações de monitorização das condições
existentes nas diversas instalações e infraestruturas de águas e saneamento da Empresa, através de um levantamento exaustivo,
com vista à identificação de situações com necessidade de correção ou com potencial de melhoria.
Consciente da importância do comportamento do indivíduo para o sucesso do controlo dos riscos de ambiente e de segurança, a
Empresa incide na sensibilização dos seus Colaboradores para os riscos envolvidos e medidas de controlo disponíveis, bem
como na importância do papel de cada um na prevenção. Para tal, concebeu programas de acolhimento e formação contínua que
tratam, especificamente, estas matérias e promovem a comunicação das questões ambientais e de segurança através, por
exemplo, de ações de informação e sensibilização aos colaboradores e prestadores de serviços.
Ainda neste âmbito, foram realizadas, ações de formação de acolhimento em matéria de SHST para novos colaboradores,
sensibilização para a Sinistralidade na AdC e movimentação manual de cargas. Já em 2013 foram também revistos e
implementados diversos procedimentos que, após as necessárias ações de divulgação e sensibilização, são implementados pelos
nossos colaboradores, nomeadamente:


fichas de intervenção em emergência e fichas de segurança de produtos;
planos de emergência para as Lojas
No que se refere à preparação para emergências, estão definidas equipas de intervenção, evacuação e de primeiros socorros,
assim como um Centro de Atendimento Permanente que permitem, também aqui, uma pronta resposta. Apesar da organização
existente, promoveu-se o desenvolvimento de um trabalho de preparação para emergências de onde resultaram documentos,
planos de emergência e fichas de procedimentos a atuar nas mais diversas situações.
A mudança de sede da AdC, em fevereiro 2013, implicou a revisão do Plano de Prevenção e Emergência respetivo, prevendo-se
a aprovação das medidas de Autoproteção, pela ANPC, no segundo Semestre deste ano.
Está também programada, para o segundo Semestre, a realização de exercícios simulados de evacuação para as novas
instalações, ameaça de bomba e fuga de gás no Laboratório, assim como a realização de medições, quer da avaliação das
Condições de Iluminância, Conforto Térmico nos locais de trabalho e da Qualidade do Ar Interior nos edifícios, quer da avaliação
da Exposição a Contaminantes Químicos em Suspensão e da Contaminação do Ar por Microrganismos Viáveis.
No 1S13, registou-se um forte agravamento, em todos os índices de sinistralidade, tendo sido de 10 o número de acidentes de
trabalho (todos investigados), com baixa e 1 incidente. Na sua generalidade, a maior causa foram os denominados movimentos
falsos. Estes acidentes aconteceram em trabalhadores do sexo masculino, sendo a Direção de Exploração e Manutenção a mais
atingida pela sinistralidade, com 8 acidentes e 1 incidente.
Designação
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-09
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
Acidentes co m baixa po r milhão de
Ho mens Hora
13
23
30
19
28
56
37
201%
Índice de Incidência - últ 12 meses
A cidentes com baixa por mil
trabalhado res
21
41
54
51
53
84
33
64%
Índice de Gravidade - últ 12 meses
Dias úteis perdido s por milhão de
Ho mens Hora
130
731
843
664
533
1.883
1.219
184%
Dias úteis perdidos po r acidente co m
baixa
10
32
28
24
19
40
16
69%
#
10
9
11
11
14
23
12
109%
Índice de Frequência - Acum. Ano
Índice de Severidade, Avaliação de gravidade ou de Duração - últ 12
meses
N.º de acidentes investigados - últ 12 meses
Em termos de tipo de lesão, registaram-se duas luxações por movimentos repentinos, quatro contusões de contacto com objetos
e uma descarga elétrica.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
81
A grande causa desta sinistralidade prende-se com questões comportamentais, sendo fundamental a formação profissional e o
respeito pelos procedimentos básicos de SHST. Perante estes resultados, foi promovida uma sensibilização aos acidentados e
chefias respetivas, em articulação com a DRH.
Gestão de Resíduos
Pela sua relevância ambiental e legislativa, a Empresa incorporou, neste processo, algumas atividades que lhe permitem
assegurar uma gestão de resíduos eficaz e eficiente. Nesta matéria salienta-se que, de todos os resíduos produzidos na atividade
da Empresa: papel, plásticos, sucatas, óleos usados, metais, entulhos com e sem amianto, sucatas com latão, os entulhos das
obras que realiza, são o que maior volume representa.
É também de destacar que, na remodelação da rede de água que leva a cabo pelos seus próprios meios, a Empresa tem vindo a
substituir condutas em fibrocimento, pelo que, os resíduos contendo amianto são também separados, acondicionados e
encaminhados a destino adequado.
Designação
Unidades
dez-09
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
Resíduos Recolhidos Total - últ 12 meses
ton
182
154
184
200
138
88
-112
Resíduos Recolhidos C onstrução - últ 12 meses
ton
149
131
161
172
122
30
-141
-82 %
Resíduos Recolhidos C onstrução c/Amianto - últ 12 meses
ton
0
4
3
1
5
5
3
223%
Resíduos Recolhidos Metais - últ 12 meses
ton
17
11
10
14
12
8
-6
-44 %
Resíduos Não Valorizáveis - últ 12 meses
ton
179
147
179
196
131
81
-116
-59 %
Taxa de Valorização nos Resíduos Produzidos - últ 12 meses
%
98,5
95,3
97,2
98,2
95,0
91,5
-6,7
-7%
Apesar da mudança de instalações ter originado uma
quantidade extraordinária de resíduos, só no final do
ano se verificará o impacto real nestes resultados.
Todos os resíduos recolhidos são separados e
encaminhados para operadores especializados ou
para a EMAC, Empresa Municipal, no caso do papel,
plásticos, vidro e indiferenciados.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
82
Variação
Jun13/Jun12
-56 %
P12
GESTÃO DE DOCUMENTAÇÃO
P12 – GESTÃO DE DOCUMENTAÇÃO
Documentos Internos
Com a reformulação do sistema de gestão da Empresa, que abrange a estrutura documental do mesmo, deu-se início ao
processo de transição dos atuais documentos e impressos para novos, coerentes com a nova estrutura estabelecida para o SGI.
Neste sentido, foi definida uma nova estrutura de
pastas, em servidor e de acesso generalizado, na qual
estão a ser colocados, à medida da sua revisão, os
novos documentos e modelos a utilizar. Para além do
acesso via servidor, foi também estruturado o portal
interno, entretanto criado, de forma a facilitar o acesso a
essas mesmas pastas.
No que se refere aos documentos internos em suporte
papel há a salientar, neste Semestre, as novas salas de
arquivo construídas no novo edifício sede e que vieram
assegurar uma melhoria, não só nas condições
ambientais, mas também na eficiência dos processos de
arquivo e de recolha desses documentos.
Documentos Externos
Procurando, também na área da Verificação da Conformidade com os Requisitos Legais, a adoção de metodologias de trabalho
mais eficientes e eficazes, foi implementado, em 2011, um processo contínuo de verificação envolvendo, de forma mais
detalhada, não apenas o departamento Jurídico mas também os vários elementos dos grupos de processo. Desta metodologia
resultou, para além de uma matriz de verificação da conformidade legal permanentemente atualizada, a opção de, em
determinadas áreas consideradas mais críticas, o desenvolvimento de documentos detalhados de apresentação das normas
envolvidas e das evidências em que se fundamenta a perceção de conformidade para com as mesmas. Tem-se contudo
verificado, nas várias auditorias realizadas, a necessidade de melhorar a eficácia deste processo pelo que, no próximo Semestre
será alterado o procedimento definido nesta matéria, reforçando o envolvimento do SGI.
Na Verificação referida tem-se vindo a dar ênfase às seguintes temáticas:














Código do Trabalho;
Equipamentos de proteção individual;
Exposição dos trabalhadores aos riscos devido ao ruído;
Prevenção, produção e gestão de resíduos;
Qualidade da água destinada ao consumo humano;
Regime jurídico dos serviços municipais de abastecimento público de água, de saneamento de águas residuais;
Segurança contra incêndios em edifícios;
Substâncias que empobrecem a camada de ozono;
Utilização de equipamentos de trabalho;
Emissão de poluentes para a atmosfera;
Equipamentos de proteção individual;
Exposição ao amianto durante o trabalho;
Intervenção na Rede de Infraestruturas Subterrâneas (REGIS);
Riscos resultantes da exposição a agentes biológicos;
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
84




Ruído;
Trabalho com equipamentos dotados de visor;
Utilização do domínio hídrico. Licenciamento de captação e de descarga de água;
Regime jurídico dos serviços municipais de abastecimento público de água, de saneamento de águas residuais.
Para além do acima indicado, deve referir-se que a Empresa cumpre, na generalidade, os requisitos. Porém, há a apontar, por se
destacarem, as seguintes situações:
 Descarga das lamas/efluente da ETA do Rio da Mula – está prevista a remodelação da ETA do Rio da Mula, já tendo
sido concluído o respetivo projeto;
 Licenciamento das suas Captações – todas as captações da Empresa estão licenciadas, com exceção da do Rio da
Mula, para o que será necessário, desenvolver as obras acima referidas. Contudo, a Empresa recebe no seu sistema,
por via de um contrato de permuta anterior à concessão, onde importa validar a existência das respetivas licenças;
 Regulamento de Serviço – a Empresa enviou, a 1 de março de 2013, uma proposta de Regulamento à Concedente, nos
termos do Decreto-Lei 194/2009, aguardando, agora, o processo de consulta pública e aprovação por aquela Entidade.
Todas as situações referidas se encontram incluídas no Plano de Melhoria, estando em fase de implementação.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
85
P13
DESENVOLVIMENTO E GESTÃO
DE RECURSOS HUMANOS
P13 – DESENVOLVIMENTO E GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
Gerir a Estrutura Organizacional
No final de junho de 2013 a Empresa tinha ao seu serviço um total de 219 colaboradores, dos quais 116 em regime de cedência
de interesse público e 103 privados.
Nos últimos três anos o número de efetivos reduziu-se em cerca de 30 colaboradores (12 %), como resultado de saídas de
colaboradores por aposentação, ou iniciativa própria, onde, através da reorganização dos processos ou da implementação de
outras ferramentas (essencialmente informáticas), se tem conseguido não recorrer a qualquer contratação de substituição
(incluindo outsorcing).
Designação
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
#
252
240
229
231
221
Número de C olaboradores (incluindo recibos verdes e temporário)
Variação
Jun13/Jun12
-8
-3%
Note-se que a Empresa apresentava, em 2011, um número de colaboradores, por ramal na água, e por 100 km de rede no
saneamento, relativamente baixo quando comparado com a média das EG em baixa do Centro e Lisboa e Vale do Tejo (RASARP
2012), mas relativamente elevado quando comparado com a média nacional.
Póvoa do Varzim
Entroncamento
Valongo
Gaia
Maia
Gondomar
Matosinhos
Vila do Conde
Cascais_1S13
Cascais
jun-13
Porto
Seixal
Cascais_2011
Cascais
dez-11
S. João da Madeira
Setúbal
Moita
Barreiro
Braga
Lisboa
Loures
Sintra
Almada
Oeiras/Amadora
Média Nacional
1,6
2,1
2,2
2,8
3,0
3,0
3,0
3,2
3,3
3,5
3,7
3,7
3,8
4,0
4,4
4,6
5,1
5,7
6,0
6,8
7,5
9,4
2,9
0,0
2,0
4,0
6,0
8,0
10,0
AR10 – Adequação dos recursos humanos
[n.º/(100 km.ano)]
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa e
Vale do Tejo - RASARP 2012
Área predominantemente urbana, Norte, Centro Lisboa e
Vale do Tejo - RASARP 2012
AA12b - Adequação dos recursos humanos
[nº/(1000 ramais)]
Entroncamento 3,8
Gaia 6,3
Seixal
8,5
Matosinhos
9,7
Cascais_1S13
Cascais
jun-13 10,3
Cascais_2011
Cascais
dez-11 10,7
P. do Varzim
10,8
Vila do Conde
11,5
Gondomar
12,3
Valongo
13,7
S. João da Madeira
14,9
Moita
15,0
Maia
16,3
Braga
16,5
Setúbal
17,0
Oeiras/Amadora
21,3
Barreiro
27,5
Loures
28,3
Almada
33,5
Sintra
33,9
Lisboa
Porto
Média Nacional
10,2
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
RASARP 2012 – Volume III
A idade média dos nossos colaboradores é, agora, de 44 anos, sendo a sua estrutura em género de 162 homens e 57 mulheres.
O custo médio com pessoal apresenta uma redução importante que decorre de ter havido, no 1S13, a saída de alguns dos
colaboradores (2 aposentações e 2 rescisões de contrato), assim como do esforço de redução de trabalho extraordinário, o qual
teve um decréscimo significativo (-43 % em horas trabalhadas, por colaborador, face ao período homólogo).
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
87
Designação
Incidência de Trabalho Extraordinário - Acum. Ano
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
Horas/colabo rador
200
144
76
85
43
Variação
Jun13/Jun12
-33
-43%
No Semestre não se verificou qualquer situação de acumulação de mais de 150 horas de trabalho suplementar, nem se
verificaram situações de acumulação de mais de 48 horas de trabalho suplementar num só mês.
Variação
Jun13/Jun12
Designação
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
de z-12
jun-13
Gastos Horas Extra (Geral) - Acum. Ano
€/co laborador
225
160
27
66
10
-17
Gastos Regime de Turnos (Geral) - Acum. Ano
€/co laborador
388
376
184
363
175
-9
-63 %
-5%
Em termos de absentismo, regista-se um agravamento do mesmo, justificado, essencialmente, pelo aumento de dias de ausência
por sinistro já explicado no processo P11.
Designação
Variação
Jun13/Jun12
Unidades
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
Absentismo (excepto atividade Sindical e Greve) - Acum. Ano
%
3,7
3,2
2,6
2,5
4,4
1,9
73%
Absentismo (Excepto Doença Prolongada e atividade Sindical e Greve) Acum. Ano
%
3,7
2,4
1,9
1,7
4,3
2,4
130%
Motivar e Manter os Colaboradores
Tendo em conta a sua Linha Estratégica de assegurar a motivação e o comprometimento dos seus colaboradores, a empresa
participou, novamente, no processo de avaliação do grau de compromisso dos colaboradores, promovido pela revista Exame, em
parceria com a Accenture.
Dos resultados da referida avaliação resultaram um
conjunto de ações de melhoria, onde se destacam as
relativas a:
 (LE4A8) Melhorar as condições sociais e de
trabalho nas instalações da Empresa (mudança de
instalações da sede para nova Loja, Aldeia de
Juso e Murches);
 (LE4A5) Organizar ações de responsabilidade
social que permitam aos colaboradores contribuir
para organizações de apoio social à comunidade;
 (O15A23) Redefinir novo sistema de avaliação de
desempenho que incluirá o diagnóstico das
necessidades de formação;
 (O15A16) Definir e comunicar Valores da AdC.
Quando comparados com os resultados de outras
entidades do setor, é de destacar a melhoria relativa
substancial nos itens: Supervisão e Gestão e Salário.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
88
Responsabilidade social:
Dentro das acções estabelecidas no sentido da
melhoria do compromisso dos colaboradores, e no
âmbito de uma parceria estabelecida com o Centro
de Cultura e Desporto do Pessoal do Município de
Cascais, foi organizado, no dia 26 de maio, a
primeira edição dos “Passeios em Cascais”, com
uma caminhada a Vale de Cavalos/Zambujeiro,
num percurso com cerca de sete quilómetros.
Inserida no Parque Natural de Sintra-Cascais, Vale
de Cavalos-Malveira da Serra, foi um óptimo local
para poder desfrutar da natureza, sem sair do
Concelho, conhecer a história do abastecimento
público de água e perceber como funcionam
algumas das origens de água, como as minas de
água e a própria Albufeira do Rio da Mula.
A Águas de Cascais criou, pela primeira vez, uma Bolsa de Manuais Escolares
em segunda mão. Estes manuais serão entregues, em setembro, aos filhos de
outros Colaboradores que precisem dos mesmos para o seu novo ano letivo. É
uma forma muito simples de ajudar, já que os livros vão ter uma nova vida nas
mãos de outras crianças.
Média de LIDERANÇA
4,04
Média de AdC
Rótulos de Coluna
AVALIAÇÃO
(Tudo)
AUTO-AVALIAÇÃO
AVALIADO
3,79
3,7
3,69
3,6
3,8
3,7
3,8
3,7
3,8
4,0
3,78
3,7
3,9
3,6
3,8
3,9
3,9
3,7
3,6
3,5
3,7
4,0
3,67
3,4
3,8
3,3
3,9
3,8
3,9
3,6
3,62
60%
20%
20%
3,62
3,69
3,67
A V A L IA D O R
Competências
Avaliação de desempenho:
Durante 2012, em consonância com a implementação do Balanced
Scorecard, foi revisto o modelo de avaliação de desempenho dos
colaboradores, com especial ênfase na definição de objetivos
individuais e partilhados com os restantes colaboradores da unidade
funcional em que se insere o avaliado, assegurando que os objetivos
definidos decorrem de um desdobramento alinhado dos objetivos
definidos para a Empresa.
À avaliação relativa a 2012, efetuada no 1S13, foi já aplicado o
referido modelo onde são considerados os seguintes princípios:
Adaptação e melhoria contínua
Conhecimentos da função e cumprimento das
regras de ambiente e segurança
Iniciativa e autonomia
Optimização de recursos
Orientação para Resultados
Responsabilidade e compromisso com o serviço
Valores
Eco-eficiência
Espírito de Equipa
Inovação
Lealdade
Mérito
Orientação para o Cliente
Paixão
Resultados
Resultados
Competências
Valores
Avaliação Global do Desempenho
3,64
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
89
a) a avaliação de desempenho tem duas dimensões: resultados, ou cumprimento dos objetivos, e competências (incluindose aqui as comportamentais);
b) serão definidos objetivos individuais partilhados com os restantes colaboradores da unidade funcional em que se insere o
avaliado;
c) os objetivos definidos decorrem de um desdobramento dos objetivos definidos para a Empresa;
d) no conjunto das competências avaliadas incluem-se os valores da Empresa.
Comunicar Valores da AdC:
LID
Liderança
Inovação
Desenvolviment
o
No primeiro Semestre, a Águas de Cascais
deu início a um ciclo de conferências
internas, ligado a diversos temas
relacionados com a Liderança, Tecnologia,
Inovação e Desenvolvimento.
Com estas conferências, apresentadas por
colaboradores da Águas de Cascais, não se
pretende seguir o formato habitual e
unidirecional de apresentação, mas criar um
espaço para a discussão aberta de novas
ideias.
A primeira edição decorreu em junho,
pretendendo-se reforçar este meio de
comunicação durante o segundo Semestre
de 2013.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
90
O Salário Mínimo para as necessidades Básicas (BNW) foi calculado, nos termos da norma SA8000, em 2012, em 365,34 €, e em
2013, em 413,38 €, pelo que, sendo a atual remuneração mínima (líquida) na Empresa de 569,85 €, está garantido o princípio que
vem sendo assumido pela AdC de que a remuneração mínima efetiva deve ser superior ao BNW acrescido de 5 %.
Importa referir que a Empresa apresentava, em 2010, um Gasto Médio com Pessoal, relativamente elevado quando comparado
com as restantes concessões, segundo os dados mais recentes da ERSAR, apesar de se ter vindo a verificar um decréscimo
resultante das ações de redução de custos, também nesta área.
Designação
Unidades
dez-09
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
C usto Médio com pessoal - últ 12 meses
€/colaborado r
22.935
23.219
23.768
22.440
21.133
21.830
Variação
Jun13/Jun12
-610
-3%
RASARP 2010 – Volume 2
Em termos de práticas disciplinares há a registar, em 2013, apenas um processo disciplinar, na sequência de inquérito.
Desenvolver e Formar os Colaboradores
Neste Semestre, as mais de 2.200 horas de formação foram
dirigidas para ações com especial incidência no que diz respeito à
integração dos novos colaboradores, às novas aplicações no
domínio da informática, de ferramentas de gestão, às questões
ambientais, à segurança, higiene e saúde no local de trabalho
(SST) e à responsabilidade social. Na sua grande maioria, as
ações de formação levadas a cabo decorreram nas instalações
da empresa.
O plano de formação de 2013, continua a apostar na formação interna, seguindo a máxima que, ninguém melhor que os recursos
da Empresa para formar os colegas. As vantagens passam pela diminuição de custos, aumento do número de horas de formação
realizadas, flexibilidade de horários e compromisso dos colaboradores com a formação e com os próprios formadores internos.
Estas ações potenciam, também, a partilha de experiências entre os departamentos, o que se considera de destacar.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
91
De salientar que as 30 horas de formação
em matéria de SST abrangeram um
universo de 15 formandos e que as 60
horas de formação em Ambiente foram
destinadas a 22 formandos. No que
concerne à Responsabilidade Social (RS)
iniciou-se a realização de uma ação de
formação que irá abranger, até ao final de
2013, todos os colaboradores da empresa,
tendo sido realizadas 62 horas de formação
para 31 colaboradores e 2 prestadores de
serviço.
Em 2012, a Empresa viu ser aprovado um projeto de candidatura de formação ao Programa Operacional Potencial Humano
(POPH), programa este subsidiado pelo Fundo Social Europeu, que consiste em ações de formação dirigidas para o
desenvolvimento de competências sociais e profissionais, nos termos da tipologia 2.3 do POPH. Este projeto, que decorrerá no
biénio 2012/2013, compreende 3.375 horas de formação, envolvendo 135 formandos, e tem um valor de comparticipação de
26.311,08 €. No 1S13, foi dada continuidade ao projecto de formação (POPH), tendo sido ministradas 1998 horas de formação,
envolvendo 77 formandos, nas áreas de gestão (923) e Informática (1075).
Consultar e Informar os Colaboradores
Na Empresa foram eleitos, em 2010, representantes dos trabalhadores (RT) para as questões da SST e de RS, o que é
considerado uma mais-valia, muito importante na comunicação entre a Administração e os trabalhadores.
No entanto, o mandato dos atuais representantes expira em 2013, pelo que se prevê o desenvolvimento do processo eleitoral
para os novos representantes dos trabalhadores para o segundo Semestre deste ano.
Os RT participam em reuniões frequentes, quer com a DRH, quer com o SGI (em 2013 realizaram-se 4 reuniões com a DRH, SGI
e RT SST/SA 8000, e 1 com a DGE), das quais são elaboradas atas, que são depois divulgadas e disponibilizadas a todos os
colaboradores. Os RT SST/SA 8000 foram também consultados na elaboração deste relatório.
Das várias questões que foram levantadas pelos RT, salientam-se as relacionadas com as novas instalações, nomeadamente o
agravamento dos custos de deslocação e outras condições sociais, assim como a implementação de novas escalas de turno e o
pagamento do subsídio de refeição através de cartão “Ticket Restaurant”, às quais foi dada particular a tenção, tendo a Empresa
implementado um programa de apoio aos custos acrescidos com deslocação e excluído a obrigatoriedade de aplicação do “Ticket
Restaurant”.
Os Colaboradores da Águas de Cascais têm total liberdade de Associação e Direito à Negociação Coletiva. No entanto, tem-se
vindo a registar uma ligeira diminuição do número de colaboradores sindicalizados, assim como do seu peso relativo.
Designação
Taxa de Trabalhadores Sindicalizados
Unidades
dez-09
dez-10
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
%
35,6
30,7
29,1
28,6
26,6
26,0
De referir que foi eleita uma nova Delegação Sindical para a AdC, em dezembro de 2012.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
92
Variação
Jun13/Jun12
-2,6
-9%
Existe ainda um mecanismo direto de comunicação dos colaboradores com a gestão da Águas de
Cascais que permite, a qualquer Colaborador, reportar de forma confidencial, situações não conformes
relativas a qualquer um dos pontos da norma da Responsabilidade Social – SA 8000. A exposição da
situação deve ser identificada e assinada pelo Colaborador e apresentada de forma clara, objetiva e
concisa, para que possa ser convenientemente respondida e tratada com a diligência necessária.
Verificou-se o registo e tratamento de três preocupações no âmbito da Responsabilidade social, durante o Semestre.
A Águas de Cascais promove as notícias que mais se destacaram na atividade da Empresa, em termos de desempenho,
inovação e tecnologia através de uma newsletter interna intitulada “Águas Frescas”. Esta newsletter continua a democratizar a
partilha de informação entre todos os Colaboradores da Empresa e, em especial, junto daqueles que, pela sua função, não têm
acesso habitual aos canais eletrónicos da Empresa (e-mail e Intranet).
Continua disponível a Intranet com informação relevante, para todos os colaboradores, relacionada com novidades e projetos da
Empresa, ou com informação sobre férias, formação, etc., motivando o envolvimento e participação de todos, servindo igualmente
como meio privilegiado de comunicação interna.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
93
Trabalho Infantil, Trabalho Forçado e Compulsório e Discriminação
Em 2013, não foram detetadas quaisquer situações de trabalho infantil, jovem, trabalho forçado e compulsório e/ou de
discriminação. Sendo a Idade Mínima local nacional de 16 anos, a Idade do Colaborador mais jovem da Empresa é de 22 anos.
A Empresa mantém um sistema de controlo dos seus fornecedores mais relevantes, onde se inclui a realização de auditorias (ver
auditoria a fornecedores) e um sistema de visitas às obras contratadas a outras Empresas, não tendo sido, até à data, detetadas
situações de trabalho infantil. Não foram criados, durante 2013, pedidos de ação especificamente para alertar e resolver situações
desta génese.
A Águas de Cascais tem como política, a prevenção da existência de qualquer forma de discriminação na contratação,
remuneração e outros benefícios, acesso a formação, promoção, término de contrato ou reforma, com base em raça, classe
social, nacionalidade, religião, deficiência, sexo, idade, orientação sexual, associação a sindicato ou afiliação política.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
94
P14
GESTÃO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
P14 – GESTÃO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
Apoio aos utilizadores
Durante o 1S13 foram resolvidos, com sucesso, 123 pedidos de assistência, na resolução dos quais se consumiram 716 horas
(tempo médio de resolução por pedido de cerca de 5,8 horas). Embora o tempo médio de resolução tenha crescido em cerca
de 17%, o nº de pedidos baixou cerca de 67 %.
São responsáveis pelo decréscimo acentuado no número de pedidos concluídos:



a resolução de pedidos sem registo de ticket;
o investimento em novos PC’s ;
a mudança para as novas instalações onde existe uma rede estruturada mais fiável.
Designação
Tempo médio de tratamento de Pedidos de Assistência Técnica Interna Acum. Ano
Unidades
dez-11
jun-12
dez-12
jun-13
ho ras
8,3
4,9
5,6
5,8
Variação
Jun13/Jun12
0,8
Infraestruturas
Na sequência da mudança para a nova sede foram adquiridos novos equipamentos e implementadas soluções, que
melhoraram substancialmente o “Backbone” das Infraestruturas dos Sistemas de Informação.
Novo Data center:
O novo Data center permitiu localizar num único espaço as infraestruturas de rede local
(LAN) e comunicações exteriores (WAN), que na sede anterior estavam separados. A
localização num único espaço permite a existência de um equipamento de switching
único, cuja velocidade de comunicação entre portas é 7 vezes superior à existente na
sede anterior.
As condições de climatização são também mais eficientes, reduzindo o número de falhas
nos equipamentos por aquecimento e o novo data center, está ainda equipado com um
sistema automático de extinção de incêndios e controlo de acessos. Foi também instalada
uma nova UPS trifásica, que tem capacidade para assegurar a alimentação da totalidade
dos equipamentos até ao arranque do gerador do edifício.
Novo Switching
Foram adquiridos e instalados novos equipamentos de switching para a Sede e pontos remotos, que passaram a permitir em
cada local uma velocidade de comunicação de 1 Gbit/segundo, ao invés dos 100 Mbit/segundo que ainda eram utilizados em
grande parte dos pontos de rede na sede anterior. Estes novos equipamentos permitiram a criação de VLans (Virtual Local
Area Network), cuja utilização traz, entre outras, as seguintes vantagens:
1. Mais flexibilidade para a administração e modificações da rede, pois qualquer arquitetura pode ser alterada por
simples parametrização dos switches;
2. Ganho em segurança, porque as informações são encapsuladas num nível suplementar e são eventualmente
analisadas;
3. Redução do tráfego sobre a rede, pois o “broadcasting” é dirigido apenas à Vlan de destino e não a toda a rede.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
96
17%
Data Center de Carcavelos
Foi ainda remodelado o Data Center da Loja de Carcavelos, com a instalação de um bastidor que estava a ser utilizado na
antiga Sede, a instalação de novo switching com capacidade POE (Power-over-ethernet), para alimentação dos novos
telefones fixos (Voip) que também foram instalados. Foi ainda instalada uma UPS, que deixou de ser utilizada no Data center
da antiga Sede, que permite aos utilizadores a gravação do trabalho em curso e o correto encerramento dos equipamentos,
em caso de falha de energia.
Desenvolvimento de Aplicações
Continuaram a desenvolver-se aplicações com o objectivo de automatizar e melhorar processos. Alguns exemplos destas
aplicações são:


alerta automático de prazo para resposta a reclamações – esta rotina cruza o ficheiro Excel carregado pelo Apoio ao
Cliente, onde constam os registos gescor das reclamações e respetivas datas de entrada, com a base de dados do
Gescor. Através deste cruzamento, quando são atingidos os prazos de resposta de uma reclamação, a aplicação
identifica o gestor do processo Gescor e emite uma notificação por correio eletrónico;
Dashboard de Estatísticas e Alertas de Atendimento – foi desenvolvido um Dashboard, que permite à responsável do
Atendimento Presencial consultar, em tempo real, diversas estatísticas de atendimento por data, colaborador, fila e
Loja. Paralelamente, foi desenvolvida uma aplicação que alerta o responsável, sempre que existem atendimentos
abertos com tempo de atendimento superior à média pretendida.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
97
P15
AVALIAÇÃO E GESTÃO DA
MELHORIA CONTÍNUA
P15 – AVALIAÇÃO E GESTÃO DA MELHORIA CONTÍNUA
Na Empresa pretendemos encarar a melhoria e as mudanças inerentes, como uma atividade tão contínua e permanente como o
fornecimento de água ou a recolha de águas residuais domésticas. Para tal acontecer consideramos essencial a existência de um
processo para o tratamento das melhorias, desde o registo das ideias iniciais, passando pela avaliação da sua oportunidade e
definição das ações a implementar, até à avaliação da eficácia das ações implementadas, desperdiçando, ao mínimo, as ideias
que todos os dias vão surgindo em colaboradores motivados.
Clube dos Iluminados na Intranet da Empresa:
Considerando todos os colaboradores como potenciais fontes de boas sugestões de melhoria, foi criada uma Caixa de Sugestões
“Clube dos Iluminados”, acessível a partir da Intranet da Empresa ou de locais previamente definidos para os que não tiverem
qualquer acesso a computadores. A inserção das sugestões é já realizada diretamente no formulário disponibilizado pela área
“Clube dos Iluminados”, sendo atribuído a todas um responsável pela análise de custo/benefício e, quando adequado, um
responsável pela sua implementação. A informação relativa às sugestões apresentadas, a respetiva análise, responsáveis e
estado de implementação é frequentemente atualizada e disponibilizada, para consulta de todos os colaboradores.
Dos vários mecanismos de melhoria implementados, o Clube dos Iluminados pretende ser o mais acessível a todos, pelo que se
valoriza mais a quantidade e simplicidade nas sugestões apresentadas do que noutras áreas.
No 1S13, foram registadas 23 sugestões de melhoria, tendo já
sido implementadas 8 (5 de 2013 e 3 de anos anteriores),
fundamentalmente centradas nos processos de faturação e
cobrança e de gestão de recursos.
Integração no SGI do Programa de Gestão Patrimonial de Infraestruturas
Estando a Empresa abrangida pela obrigação prevista no Decreto-Lei 194/2009 de promover e manter um sistema de gestão
patrimonial de infraestruturas (PGPI) e considerando a Empresa que existe aqui uma oportunidade de melhorar o sistema atual
(nos restantes sistemas a Empresa já tem maior maturidade e dispõe, inclusive de certificação por entidade externa), deu-se inicio
ao projeto de melhoria do seu PGPI que será desenvolvido, em quatro fases, até final de 2013.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
99
Do trabalho já realizado neste projeto resultou a definição dos Objetivos Estratégicos para o PGPI, que se apresentam na tabela
seguinte:
Objetivos
Critérios
Maximizar o valor otimizando as operações
Garantir a continuidade e qualidade do
serviço
Sustentabilidade económica
Sustentabilidade da gestão do serviço
Adequação da interface com o utilizador
Sustentabilidade ambiental
Medidas
Melhorar os resultados de exploração
Concretizar o plano de investimentos
Aumentar a produção própria
Manter a Conformidade da Qualidade da Água
Reduzir as perdas de água
Sustentabilidade infraestrutural
Qualidade do serviço prestado (AA)
Qualidade do serviço prestado (AR)
Eficiência na utilização dos recursos naturais (AA)
Eficiência na utilização dos recursos naturais (AR)
EBITDA
Execução do Plano de Investimentos
Água Produzida
Qualidade da água
Água não faturada
Avarias em condutas
Falhas no Abastecimento
Ocorrência de inundações
Eficiência energética instalações elevatórias
Eficiência energética instalações elevatórias
Dando continuidade ao projeto iniciado em 2012, com a elaboração do Plano Estratégico para o PGPI, foi desenvolvido o Plano
Tático para o triénio de 2013-2015, estando os Objetivos Táticos devidamente alinhados com os Critérios Estratégicos
estabelecidos. Os objetivos, critérios e métricas do Plano Tático estão indicados no quadro seguinte:
Objectivos
Assegurar a
sustentabilidade
económica
Assegurar a
sustentabilidade
infraestrutural
Assegurar a qualidade de
serviço prestado aos
utilizadores
Assegurar a eficiência na
utilização dos recursos
naturais
Critérios
Medidas
Água não faturada
Adequação dos proveitos aos custos
Taxa de utilização da capacidade de produção
Infiltrações na rede pública detetadas por extensão de pesquisa (AR)
Adequação da integridade infraestrutural
Adequação da sustentabilidade infraestrutural
Adequação do risco de interrupção de
abastecimento devido a avarias
Avarias em condutas
Índice de valor da infraestrutura (AA)
Índice de valor da infraestrutura (AR)
Falhas no abastecimento
Reclamações de falhas no abastecimento
Adequação dos consumos de energia (AA)
Ocorrência de inundações
Obstruções em coletores
Eficiência energética de instalações elevatórias
Adequação dos consumos de energia (AR)
Eficiência energética de instalações elevatórias
Perturbação da qualidade de vida da população
Tendo por base estes critérios e as métricas definidas, foi efetuada a análise macrotática e o diagnóstico dos Sistemas de
Abastecimento de Água e de Drenagem de Águas Residuais Domésticas, resultando a sua discretização em áreas de análise e a
hierarquização destas por prioridades.
Para a análise de pormenor foram consideradas como áreas prioritárias a estudar, a ZMC da Pampilheira no Sistema de
Abastecimento de Água e a Bacia da Parede no Sistema de Drenagem de Águas Residuais Domésticas. Para cada uma destas
zonas foram já estabelecidas alternativas de intervenção, decorrendo no próximo Semestre a avaliação das mesmas nas
vertentes desempenho-custo-risco, com vista à seleção da alternativa mais favorável.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
100
Auditorias Internas
O Programa de Auditorias Internas de 2012 foi considerado eficaz pelo que, em 2013, se mantem a mesma abordagem (uma
auditoria integral), envolvendo todos os processos da organização e recorrendo a auditores externos. Considerando-se a auditoria
interna como uma ferramenta essencial numa abordagem sistemática à melhoria, e dando continuidade ao procedimento adotado
em 2012, deu-se início ao cumprimento do Programa de Auditorias estabelecido para 2013.
Da análise dos indicadores deste processo, é possível constatar que do número de Não Conformidades e de Sugestões
decorrentes de auditorias internas, o número de ações corretivas implementadas tem vindo a evoluir positivamente.
Auditorias a Fornecedores
Dentro do esforço de melhoria conjunta com os fornecedores e, para além da avaliação de desempenho dos fornecedores, a
Empresa promove ainda auditorias de segunda parte a estas entidades. As ações implementadas pelos fornecedores que
decorreram das auditorias são depois consideradas no ciclo de avaliação seguinte.
As auditorias e entrevistas individuais a fornecedores e
prestadores de serviço estão planeadas para o segundo
Semestre envolvendo, trimestralmente, 2 colaboradores/
/fornecedor e 3 fornecedores dos tipos: obras, limpeza e
manutenção. Serão constituídas por duas fases: a
primeira aos trabalhadores durante a execução dos
trabalhos na Empresa e, a segunda, nos escritórios
respetivos, para confronto e evidência dos elementos.
Os resultados serão comunicados aos fornecedores para
informarem a Empresa quanto às ações a implementar.
Auditorias Externas
Durante o 1S13, a Empresa foi objeto de duas auditorias externas, sendo uma extraordinária, devido às novas instalações (Sede
e Loja de Cascais), no âmbito dos requisitos das Normas NP EN ISO 9001; NP EN ISO 14001 e OHSAS 18001, com 1 NC,5 SM e
6 AS e uma no âmbito dos requisitos da norma SA 8000, com 6NC, 3 SM. De salientar os pontos fortes mais relevantes, referidos
na auditoria de QAS:


as equipas da AdC e o seu empenho na melhoria da performance da organização;
a organização optou por considerar o “Relatório de Gestão e Atividades” como documento que integra e suporta a
revisão do sistema e configura o Manual do Sistema de Gestão;
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
101


o modelo de planeamento e gestão estratégica da AdC (“governance”) assente na utilização do Balance Scorecard
(BSC), como ferramenta de planeamento estratégico;
o esforço de desmaterialização dos contactos com clientes (Loja cliente, fatura digital, conjugados com a utilização do
site Internet).
Inovação e Desenvolvimento
Sendo a inovação um dos valores desta Empresa, tem sido uma preocupação da gestão, como se descreveu, a sistematização
dos processos de mudança e melhoria.
Se, em alguns casos, as melhorias são de simples e rápida implementação, outros há em que implicam a realização de
processos, ou produtos, nunca antes realizados na organização e cujo desenvolvimento é relativamente complexo.
Para estes casos a Empresa tem vindo a estruturar projetos de I&D Empresarial, tendo inclusive promovido uma candidatura ao
Sistema de Incentivos promovido pela ADI (SIFIDE) para um projeto relacionado com a otimização do planeamento de
trabalhos de pesquisa de fugas, aprovada em 11 de março de 2013, prevendo um crédito fiscal de 57.306,53 €.
Dentro do mesmo projeto, está a ser preparada uma nova candidatura para apoio às atividades desenvolvidas em 2012,
nomeadamente, na avaliação da utilização de loggers de pressão (para além dos associados a caudalímetros) na localização de
roturas em ZMC com maior extensão de condutas para pesquisar (geolocalização) e na utilização de Telemetria (loggers
instalados nos contadores dos clientes, com capacidade para comunicar informação do contador) em algoritmos estatísticos de
análise de dados para deteção do surgimento de fugas em redes de água.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
102
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA E
SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE DO
LABORATÓRIO
SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA E SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE DO LABORATÓRIO
A Empresa dispõe, desde 2007, de um Sistema de Gestão Integrada (SGI), consistente e de acordo com as normas e referenciais
internacionais ISO9001; ISO14001; OHSAS18001/NP 4397 e SA 8000, cujo âmbito compreende as suas atividades,
desenvolvidas no Concelho de Cascais:



Captação, adução, tratamento e distribuição de água;
Drenagem de águas residuais domésticas;
Manutenção da rede de águas pluviais, nos termos do Contrato de Concessão (apenas para o referencial SA8000).
Este relatório apresenta o estado e a evolução do referido Sistema de Gestão Integrada que visa, sem qualquer exclusão, o
cumprimento dos requisitos normativos expressos nas normas e referenciais acima indicados.
A Empresa dispõe também de um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) do seu Laboratório, que não está integrado com o SGI,
sendo a sua revisão tratada em documento autónomo deste relatório.
A APCER (Associação Portuguesa de Certificação), parceira da IQNet (The International Certification Network), atribuíram a
certificação dos Sistemas de Gestão segundo os referenciais de Gestão da Qualidade (NP EN ISO 9001), Gestão da Saúde e
Segurança no Trabalho (OHSAS 18001/NP 4397), Gestão Ambiental (NP EN ISO 14001) e de Gestão e Responsabilidade Social
– Social Accountability (SA 8000), no primeiro trimestre de 2008, tendo havido a respetiva renovação no ano de 2011.
O SGQ do Laboratório da Empresa, responsável pelo controlo da qualidade da água, na adução e distribuição, está acreditado
pelo IPAQ-Instituto Português de Acreditação, segundo a norma NP EN ISO IEC 17025, desde 1998.
No decurso de uma profunda revisão do sistema, que a Empresa pretende levar a cabo no sentido de melhorar a sua eficiência,
foi redefinida a estrutura de processos do SGI, sendo que os mesmos, assim como as suas principais interações, são
apresentados na figura seguinte.
CA
P01 Visão e Estratégia
DPO
P02 Definição do
Produto ou
Serviço
DPO
P03 Gestão de
Projetos e Obras
DEM
P04 Captação,
Produção, Adução
e Distribuição de
Água
DEM
P05 Recolha e
Drenagem de
Águas Residuais
Domésticas
DC
P06 Faturação e
Cobrança
SIC
P07 Serviço ao
Cliente
DEM
P08 Manutenção dos Equipamentos e Infraestruturas
DAF
P09 Gestão de Recursos
SIC
P10 Comunicação e Imagem
SGI
P11 Gestão de Impactes Riscos e Emergências
DRH
P13 Desenvolvimento e Gestão de Recursos Humanos
DPO
P14 Gestão de Sistemas de Informação
SGI
P12 Gestão de Documentação
SGI
P15 Avaliação e Gestão da Melhoria Contínua
Cadeia de Valor
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
104
Suporte
Estratégia
O desempenho de cada um dos processos acima apresentado é analisado com detalhe neste relatório, contudo, uma descrição
mais pormenorizada dos mesmos (objetivo, âmbito, responsabilidades, entradas e saídas, interações, atividades, recursos,
requisitos aplicáveis e procedimentos documentados – 4.2.2./alínea b/ISO9001) consta (ou constará uma vez que o trabalho de
revisão está ainda em curso) de Fichas de Processo (FPR) individuais, cuja manutenção e atualização compete ao representante
do CA para o SGI.
A reflexão patente neste relatório inclui as decisões referentes à melhoria da eficácia do SGI e do produto, assim como as
relacionadas com os recursos necessários.
Na sequência da reflexão patente neste relatório, foram estabelecidas ou revistas, um conjunto de ações, e respetivos
responsáveis e prazos (os recursos serão definidos no orçamento), as quais constam do Balanced Scorecard da Empresa.
O SGI é considerado consistente, adequado e eficaz.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
105
PERSPETIVAS FUTURAS
O ano de 2013, mantendo a tendência já registada em 2011 e 2012, afigura-se como um ano de contração acentuada da
economia nacional pelo que representará um ano particularmente difícil para todas as Empresas nacionais, incluindo-se,
naturalmente, as do setor de abastecimento de água e de recolha de águas residuais.
Este efeito conjuntural materializar-se-á na acentuação da redução do consumo, doméstico e não-doméstico, que já se vem
registando nos últimos tempos, assim como, no aumento das dificuldades de cobrança.
De salientar que, já em 2011 e 2012, a Empresa registou um desvio significativo, face ao previsto no Caso Base, do volume de
água faturada, sendo que o contexto económico acima descrito, e um relevante aumento nas taxas de resíduos sólidos urbanos,
previsto para os próximos anos (15 %, em 2013 e 2014, e 12,5 %, em 2015 e 2016) fazem antever uma, ainda maior, redução das
vendas nos próximos anos, o que, sem dúvida, tornará ainda mais premente uma maior focalização na eficiência a todos os níveis
da organização.
De forma a compensar o atual desvio na atividade, face ao previsto no Caso Base, o ano de 2013, perspetiva-se, também, como
um ano onde se deverão desenvolver todos os passos necessários tendo em vista a reposição do equilíbrio económico-financeiro
do Contrato.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
106
NOTA FINAL
A finalizar, gostaríamos de manifestar o nosso agradecimento aos Acionistas, pelo acompanhamento proporcionado através,
designadamente, dos respetivos serviços de apoio a concessionárias, aos funcionários e colaboradores da Empresa pelo
empenhamento demonstrado na persecução dos objetivos definidos pela Administração, e, por último, à Concedente, ao
Consórcio Bancário e aos Órgãos Sociais, pela forma positiva e cooperante com que pautaram a sua atuação.
Cascais, 6 de setembro de 2013
O Conselho de Administração
______________________________________________
Jose Enrique Castiblanques Tena
______________________________________________
António Manuel Paredes Pereira da Cunha
______________________________________________
Alfredo Amancio Rodriguez Castilla
______________________________________________
Altino Barbosa da Conceição
______________________________________________
José Manuel de Lencastre Leitão
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
107
CONTAS
CONTAS
Balanço Individual em 30 de junho de 2013
EUROS
RUBRICAS
NOTAS
30-6-13
31-12-12
ACTIVO
Activo não Corrente
Activos Fixos Tangíveis
12
1.546.589,88
1.619.270,28
13
83.148.697,17
74.129.957,87
Propriedades de Investimento
Goodwill
Activos Intangíveis
Activos Biológicos
Accionistas / Sócios
Outros Activos Financeiros
Activos por Impostos Diferidos
14
572.835,59
713.081,98
85.268.122,64
76.462.310,13
Activo Corrente
Inventários
15
176.084,06
140.609,51
Clientes
16
9.454.556,80
8.419.490,33
Adiantamentos a Fornecedores
24
887.026,03
952.571,88
Estado e Outros Entes Públicos
17
75.539,24
Outras Contas a Receber
18
1.557.104,69
1.511.831,11
Diferimentos
19
820.304,30
89.444,58
20
10.424.434,36
8.941.830,29
23.395.049,48
20.055.777,70
108.663.172,12
96.518.087,83
21
3.500.000,00
3.500.000,00
21
6.983.170,56
6.983.170,56
390.782,74
233.956,81
22
3.845.657,00
865.964,27
-1.718.506,75
-2.139.245,91
Activos Biológicos
Accionistas / Sócios
Activos Financeiros detidos para negociação
Outros Activos Financeiros
Activos não correntes detidos para Venda
Caixa e Depósitos Bancários
Total do Activo
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
Capital Próprio
Capital Realizado
Acções Próprias
Outros Instrumentos de Capital Próprio
Prémios de Emissão
Reservas Legais
Outras Reservas
Resultados Transitados
Ajustamentos em Activos Financeiros
Excedentes de Revalorização
Outras Variações no Capital Próprio
Resultado Líquido do Período
44.384,10
3.136.518,66
Total do Capital Próprio
13.045.487,65
12.580.364,39
Passivo
Passivo não Corrente
Provisões
23
555.796,39
510.487,43
Financiamento Obtidos
25
43.558.118,14
31.215.832,81
Responsabilidades por Benefícios Pós-emprego
Passivos por Impostos Diferidos
14
302.267,13
302.267,13
Outras Contas a Pagar
26
34.407.891,71
35.686.844,28
78.824.073,37
67.715.431,65
24
5.497.293,73
5.330.811,20
17
1.259.243,14
2.426.892,78
7.745.731,89
5.612.259,92
Passivo Corrente
Fornecedores
Adiantamento de Clientes
Estado e Outros Entes Públicos
Accionistas / Sócios
Financiamentos Obtidos
25
Outras Contas a Pagar
26
Diferimentos
Passivos Financeiros detidos para negociação
Outros Passivos Financeiros
27
2.291.342,34
2.852.327,89
16.793.611,10
16.222.291,79
95.617.684,47
83.937.723,44
108.663.172,12
96.518.087,83
Passivos não correntes detidos para Venda
Total do Passivo
Total do Capital Próprio e do Passivo
Cascais, 6 de setembro de 2013
Relatório
Relatóriode
deGestão
GestãoeeAtividades
Atividades▪▪1º1ºSemestre
Semestrede
de2013
2013
109
Demonstração Individual dos Resultados por Naturezas
EUROS
EUROS
RENDIMENTOS E GASTOS
NOTAS
1º SEMESTRE 2013 1º SEMESTRE 2012
Vendas e Serviços Prestados
4
16.463.679,10
17.900.682,60
Subsídios à Exploração
8
2.151,11
Trabalhos para a Própria Entidade
6
10.688.373,90
3.338.654,64
Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas
5
-3.396.810,84
-4.013.309,86
Fornecimentos e Serviços Externos
6
-17.227.340,04
-10.085.721,32
Gastos com Pessoal
7
-2.366.376,84
-2.425.054,16
Imparidade de Dívidas a Receber (perdas/reversões)
16
-324.986,79
-303.281,59
Provisões (aumentos / reversões)
23
-45.308,96
-42.130,70
Ganhos/Perdas imputados de Subsidiárias, associadas e emprrendimentos conjuntos
Variação nos Inventários de Produção
Imparidade de Inventários (perdas/reversões)
Imparidade de Investimentos não Depreciáveis/Amortizáveis (perdas / reversões)
Aumentos / Reduções de Justo Valor
Outros Rendimentos e Ganhos
Outros Gastos e Perdas
6, 8
517.204,64
574.213,90
9
-546.502,28
-316.480,61
3.764.083,00
4.627.572,90
-1.912.574,85
-1.836.534,25
1.851.508,15
2.791.038,65
Resultado Antes de Depreciações, Gastos de Financiamento e Impostos
Gastos / Reversões de Depreciação e de Amortização
12, 13
Imparidade de Activos Depreciáveis/Amortizáveis (perdas/reversões)
Resultado Operacional (Antes de Gastos de Financiamento e Impostos)
Juros e Rendimentos Similares Obtidos
10
97.774,49
88.786,04
Juros e Gastos Similares suportados
11
-1.691.344,32
-1.661.952,37
257.938,32
1.217.872,32
213.554,22
506.445,67
44.384,10
711.426,65
Resultado Antes de Impostos
Imposto sobre o Rendimento do Período
14
Resultado Líquido do Período
Resultado da actividades descontinuadas (líquido de impostos) incluído no resultado líquido do
período
Cascais, 6 de setembro de 2013
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
110
Demonstração Individual dos Fluxos de Caixa
EUROS
RUBRICAS
NOTAS
1º SEMESTRE
2013
1º SEMESTRE
2012
Fluxos de Caixa das Actividades Operacionais - Método Directo
Recebimentos de Clientes
Pagamentos a Fornecedores
Pagamentos ao Pessoal
Caixa gerada pelas operações
20.716.038,63
23.767.536,72
-12.309.102,73
-12.812.236,95
-1.624.911,59
-1.881.128,22
6.782.024,31
9.074.171,55
Pagamento / Recebimento do Imposto sobre o Rendimento
-2.046.464,84
-573.284,90
Outros Recebimentos / Pagamentos
-5.742.862,96
-4.728.977,88
-1.007.303,49
3.771.908,77
Fluxos de caixa das actividades operacionais [1]
Fluxos de Caixa das Actividades de Investimento
Pagamentos respeitantes a:
Activos fixos tangíveis
Activos Intangíveis
-55.886,54
-198.456,71
-8.468.179,75
-3.256.273,79
9.251,30
3.836,37
-8.514.814,99
-3.450.894,13
Investimentos Financeiros
Outros Activos
Recebimentos provenientes de:
Activos fixos tangíveis
Activos Intangíveis
Investimentos Financeiros
Outros Activos
Subsídios ao Investimento
Juros e rendimentos similares
Dividendos
Fluxos de caixa das actividades de Investimento [2]
Fluxos de Caixa das Actividades de Financiamento
Recebimentos provenientes de:
Financiamento obtidos
12.200.000,00
Realizações de Capital e de Outros Instrumentos de Capital Próprio
Cobertura de Prejuízos
Doações
Outras Operações de Financiamento
Pagamentos respeitantes a:
Financiamento obtidos
Juros e Gastos Similares
-1.195.277,45
-885.805,69
11.004.722,55
-885.805,69
1.482.604,07
-564.791,05
8.941.830,29
3.799.360,61
10.424.434,36
3.234.569,56
Dividendos
Reduções de Capital e de Outros Instrumentos de Capital Próprio
Outras Operações de Financiamento
Fluxos de caixa das actividades de Financiamento [3]
Variação de Caixa e seus Equivalentes [1+2+3]
Efeito das Diferenças de Câmbio
Caixa e seus Equivalentes no início do período
Caixa e seus Equivalentes no fim do período
Cascais, 6 de setembro de 2013
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
111
Demonstração Individual das Alterações no Capital Próprio
EUROS
DESCRIÇÃO
NOTAS
Posição no início do período N-1
1
Alterações no período
Primeira adopçã o de novo referencia l contabilístico
Alteração de políticas contabilísticas
Diferença s de conversão de demonstrações financeiras
Realizaçã o do excedente de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis
Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis e respectivas variações
Ajustamentos de impostos diferidos
Outras alterações reconhecidas no capital próprio
Resultado líquido do período
Resultado integral
Capita l
realizado
3.500.000,00
Acções
próprias
Outros
instrumentos
de capital
próprio
6.983.170,56
Prémios
de
emissão
Reservas
legais
Outras
reservas
Resulta dos
transitados
Ajustamentos
em activos
financeiros
Outras
Excedentes de variações no
revalorizaçã o
capita l
próprio
Resultado
líquido do
período
Total
138.130,83
666.230,79
-1.377.299,60
9.910.232,58
95.825,98
95.825,98
199.733,48
199.733,48
253.982,11
-1.015.928,42
-761.946,31
253.982,11
-720.368,96
-466.386,85
95.825,98
199.733,48
-761.946,31
2, 22
22
2
3
4=2+3
3.136.518,66
3.136.518,66
3.136.518,66
2.670.131,81
Operações com detentores de capital no período
Realizações de capital
Realizações de prémios de emissão
Distribuições
Entradas para cobertura de perdas
Outras operações
5
Posição no fim do período N-1
6=1+4+5
Posição no início do período N
6
2, 22
3.500.000,00
6.983.170,56
233.956,81
865.964,27
-2.139.245,91
3.136.518,66 12.580.364,39
22
3.500.000,00
6.983.170,56
233.956,81
4.002.482,93
-2.139.245,91
12.580.364,39
156.825,93
156.825,93
-156.825,93
-156.825,93
-140.246,39
560.985,55
420.739,16
-140.246,39
560.985,55
420.739,16
156.825,93
-156.825,93
420.739,16
390.782,74
3.845.657,00
-1.718.506,75
Alterações no período
Primeira adopçã o de novo referencia l contabilístico
Alteração de políticas contabilísticas
Diferença s de conversão de demonstrações financeiras
Realizaçã o do excedente de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis
Excedentes de revalorização de activos fixos tangíveis e intangíveis e respectivas variações
Ajustamentos de impostos diferidos
Outras alterações reconhecidas no capital próprio
Resultado líquido do período
Resultado integral
7
8
9=7+8
44.384,10
44.384,10
44.384,10
465.123,26
Operações com detentores de capital no período
Realizações de capital
Realizações de prémios de emissão
Distribuições
Entradas para cobertura de perdas
Outras operações
Posição no fim do período N
Cascais, 6 de setembro de 2013
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
112
10
6+9+10
21
3.500.000,00
6.983.170,56
44.384,10 13.045.487,65
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O PERÍODO FINDO EM 3O DE JUNHO
1. Identificação da Empresa
A sociedade AdC-Águas de Cascais, SA, pessoa coletiva nº 505 124 289, com sede na Estrada da Malveira da Serra, 1237,
Aldeia de Juso, em Cascais, foi constituída em 29 de agosto de 2000.
A sua atividade decorre do Contrato de Concessão celebrado em 2 de novembro de 2000, com a Câmara Municipal; com a
duração de 25 anos, este contrato tem por objeto a Concessão da Exploração do Sistema Municipal de Distribuição de Água e de
Drenagem de Águas Residuais de Cascais. Foi assinado com a Câmara Municipal um Aditamento ao Contrato de Concessão,
que prolonga a Concessão por mais 5 (cinco) anos.
A Estrutura Acionista é a seguinte:
 AGS-Administração e Gestão de Sistemas de Salubridade, SA com sede na Rua da Tapada da Quinta de Cima, Linhó,
Sintra; detém uma participação de 42,96%.
 AQUAPOR Serviços, SA, com sede na Av. Marechal Gomes da Costa, 33 – 1º A, Lisboa; detém uma participação de
42,96%.
 ORIENTE, SGPS, SA, com sede na Rua do Salitre, 62, 2º, Lisboa; detém uma participação de 14,08%.
2.
Referencial contabilístico de preparação das demonstrações financeiras
As Demonstrações Financeiras estão em conformidade com todas as normas que integram o Sistema de Normalização
Contabilística (SNC). Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas as Bases para a Apresentação de
Demonstrações Financeiras, os Modelos de Demonstrações Financeiras, o Código de Contas, as Normas Contabilísticas de
Relato Financeiro (NCRF), e as Normas Interpretativas.
Sempre que o SNC não responda a aspetos particulares de transações ou situações são aplicadas supletivamente e pela ordem
indicada, as Normas Internacionais de Contabilidade, adotadas ao abrigo do Regulamento (CE) nº 1606/2002 do Parlamento
Europeu e do Conselho de 19 de julho; as Normas Internacionais de Contabilidade (IAS) e Normas Internacionais de Relato
Financeiro (IFRS) emitidas pelo IASB, e respetivas interpretações SIC-IFRIC.
As políticas contabilísticas e os critérios de mensuração adotados a 30 de junho de 2013 são comparáveis com os utilizados na
preparação das demonstrações financeiras em 30 de junho de 2012.
As presentes demonstrações financeiras não são as primeiras apresentadas de acordo com as NCRF.
As divulgações que não constam deste anexo, não foram incluídas por não serem aplicáveis.
3.
Principais políticas contabilísticas, estimativas e julgamentos relevantes
Na preparação das demonstrações financeiras a que se referem as presentes notas, a empresa adotou:
 As Bases de Preparação das Demonstrações financeiras constantes do anexo ao Decreto-Lei 158/2009, de 13 de julho,
que instituiu o SNC;
 As NCRF em vigor na presente data.
Assim, as demonstrações financeiras foram preparadas tendo em conta as bases da continuidade, do regime do acréscimo, da
consistência de apresentação, da materialidade e agregação, da não compensação e da informação comparativa.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
113
Tendo por base o disposto nas NCRF, as políticas contabilísticas adotadas pela empresa foram as seguintes:
Ativos Fixos Tangíveis
Os ativos fixos tangíveis estão registados ao custo histórico de aquisição, deduzido das correspondentes depreciações e das
perdas de imparidade acumuladas.
As depreciações são calculadas pelo método de quotas constantes, numa base duodecimal, utilizando-se, de um modo geral,
as taxas de depreciação definidas pelo Decreto Regulamentar 25/2009, de forma a reintegrar o valor destes ativos no
período estimado da sua vida útil.
As taxas de depreciação utilizadas podem ser resumidas da seguinte forma:
PERÍODO DE VIDA ÚTIL
ANOS
Equipamento básico
7
a
10
Equipamento de transporte
4
a
5
Ferramentas e utensílios
5
a
8
Equipamento administrativo
3
a
10
As aquisições com valor inferior a 1.000 € nem sempre são depreciadas integralmente no ano de aquisição.
As despesas de reparação e manutenção que não aumentem a vida útil dos ativos são registadas como gastos do período
em que ocorrem. As despesas relacionadas com grandes reparações e benfeitorias, que aumentem a vida útil do bem, são
consideradas como valor acrescentado desse Ativo e objeto das correspondentes depreciações.
O ganho ou perda que resulte do desreconhecimento de um ativo tangível (valor de venda deduzido do custo da venda e do
valor contabilístico) faz parte do resultado do exercício em que o ativo é desreconhecido.
Ativos Intangíveis
As despesas de constituição estão registadas ao custo histórico de aquisição, deduzido das correspondentes depreciações e
das perdas de imparidade acumuladas.
Pelo conjunto de bens imóveis, que integram os sistemas de Abastecimento de Água e de Saneamento, colocados pela
Concedente à disposição da empresa, resulta o pagamento da retribuição anual, ao longo do período da concessão.
A Retribuição à Concedente está registada a valores de 2009, conforme Aditamento ao Contrato de Concessão, deduzido
das correspondentes depreciações e das perdas de imparidade acumuladas.
Na assinatura do contrato de concessão a empresa comprometeu-se a efetuar investimentos em infraestruturas de Água e
Saneamento no concelho de Cascais. Estes investimentos no final da concessão revertem a favor da Concedente (Município
de Cascais), sem custos nem ónus. Este direito é reconhecido como Ativo Intangível no momento da sua disponibilização
para exploração e mensurado ao custo acrescido, caso exista, da capitalização de encargos financeiros incorridos no seu
financiamento durante a sua execução.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
114
As Infraestruturas reversíveis para a Concedente no final do Contrato estão registadas ao custo histórico de aquisição,
deduzido das correspondentes depreciações e das perdas de imparidade acumuladas.
Estes ativos intangíveis (infraestruturas reversíveis) são amortizados, numa base duodecimal, no número de anos até final da
Concessão; Com a assinatura do Aditamento ao Contrato de Concessão a 31 de março de 2010, este foi prolongado em 5
anos. Por este motivo, as depreciações, a partir do início do mês de abril de 2010, foram calculadas tendo em consideração
esta extensão do Contrato de Concessão.
A manutenção e reparação do ativo afeto à Concessão são da responsabilidade da empresa durante o período de duração do
contrato de concessão, sendo contabilizadas em gastos no exercício em que ocorrem.
Imparidade dos ativos
À data de cada relato, e sempre que seja identificado um evento, ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o
montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperável, é efetuada uma avaliação de imparidade dos
ativos fixos tangíveis e intangíveis.
Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado é superior à quantia recuperável, é reconhecida uma perda
de imparidade, registada na demonstração de resultados na rubrica “Imparidade de investimentos depreciáveis/amortizáveis
(perdas/reversões)”, ou na rubrica “Imparidade de dívidas a receber”, caso a mesma respeita a ativos não
depreciáveis/amortizáveis (perdas/reversões)”.
A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante
que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos
gastos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são
esperados que surjam do uso continuado do ativo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é
estimada para cada ativo, individualmente ou não, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à
qual o ativo pertence.
A reversão de perdas por imparidade reconhecida em exercícios anteriores é registada quando se conclui que as perdas de
imparidade reconhecidas anteriormente já não existem ou diminuíram. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida
na demonstração de resultados na rubrica supra referida. A reversão da perda por imparidade é efetuada até ao limite da
quantia que está reconhecida (liquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registado
em exercícios anteriores.
Locações
A classificação das locações financeiras ou operacionais é realizada em função da substância dos contratos em causa e não
da sua forma.
Os contratos de locação são classificados como (i) locações financeiras se através deles foram transferidos substancialmente
todos os riscos e vantagens inerentes à posse, ou como (ii) locações operacionais se através deles não foram transferidos
substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse.
Os ativos adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são
contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo é registado no ativo, a correspondente
responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização/depreciação do ativo,
calculada conforme descrito acima, são registados como gastos na demonstração dos resultados do período a que respeitam.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
115
Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas referentes a bens adquiridos neste regime são
reconhecidas como gasto na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam.
Custos de empréstimos obtidos
Os gastos com empréstimos obtidos são reconhecidos como gasto na demonstração dos resultados do exercício de acordo
com o pressuposto do acréscimo.
Os encargos financeiros de empréstimos obtidos diretamente relacionados com a aquisição, construção ou produção de
ativos fixos tangíveis ou intangíveis (infraestruturas reversíveis) são capitalizados, fazendo parte do custo do ativo. A
capitalização destes encargos começa após o início da preparação das atividades de construção ou desenvolvimento do ativo
e é interrompida quando aqueles ativos estão disponíveis para utilização ou no final da construção do ativo ou quando o
projeto em causa se encontra suspenso.
Inventários
As existências estão valorizadas ao custo de aquisição.
Quanto ao método de custeio adotaram-se os seguintes critérios:
 As saídas de armazém de matérias-primas, subsidiárias e de consumo foram valorizadas pelo custo médio ponderado;
 As saídas de mercadorias (água fornecida pela EPAL) foram valorizadas ao custo de aquisição efetivo.
Provisões
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando, a entidade tenha uma obrigação presente (legal ou construtiva)
resultante de um evento passado, seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o
montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada demonstração da
posição financeira e ajustadas de modo a refletir a melhor estimativa a essa data.
Clientes
As contas a receber de clientes são mensuradas pelo justo valor da retribuição a receber deduzida das quantias relativas a
descontos comerciais e de quantidade concedidos.
No final de cada período de relato são analisadas as contas de clientes de forma a avaliar se existe alguma evidência
objetiva de que não são recuperáveis. Se assim for é de imediato reconhecida a respetiva perda por imparidade. As perdas
por imparidade são registadas em sequência de eventos ocorridos que indiquem, objetivamente e de forma quantificável,
que a totalidade ou parte do saldo em dívida não será recebido. Para tal, a entidade tem em consideração informação que
demonstre que o cliente está em incumprimento das suas responsabilidades, informação histórica dos saldos vencidos e não
recebidos, e legislação em vigor para o setor.
Não são perdas por imparidade, por não se considerarem de cobrança duvidosa, as dívidas do Estado, das Regiões
Autónomas, das autarquias locais ou aquelas em que estas entidades tenham prestado aval.
Fornecedores e outras contas a pagar
As dívidas a fornecedores ou a outros terceiros são registadas pelo seu valor de custo de aquisição.
O valor em dívida da Retribuição à Concedente é atualizado anualmente, nos termos estabelecidos no Contrato de
Concessão.
O reconhecimento em corrente e não corrente advém da sua maturidade.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
116
Estado e Outros entes públicos
Os saldos ativos e passivos desta rubrica são apurados com base na legislação em vigor.
Aos ativos não foi reconhecida imparidade por se considerar não ser aplicável, pela natureza específica do relacionamento.
Ativos e passivos contingentes
Os ativos contingentes são possíveis ativos que surgem de acontecimentos passados e cuja existência somente será
confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controlo da entidade.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da entidade mas são objeto de divulgação
quando é provável a existência de um benefício económico futuro.
Os passivos contingentes são definidos como: (i) obrigações possíveis que surjam de acontecimentos passados e cuja
existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos futuros incertos não totalmente
sob o controlo da entidade; ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos passados mas que não são
reconhecidas porque não é provável que um fluxo de recursos que afete benefícios económicos seja necessário para liquidar
a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da entidade, sendo, os mesmos, objeto de
divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja remota, caso
este em que não são sequer objeto de divulgação.
Ativos e passivos por impostos diferidos e imposto sobre o rendimento
Os Ativos e Passivos por Impostos Diferidos resultam do apuramento de diferenças temporárias entre a base contabilística e
a base fiscal dos ativos e passivos da Empresa.
Os Ativos por Impostos Diferidos refletem:
 As diferenças temporárias dedutíveis até ao ponto em que é provável a existência de lucros tributáveis futuros
relativamente ao qual a diferença dedutível pode ser usada;
 Perdas fiscais não usadas e créditos fiscais não usados até ao ponto em que seja provável que lucros tributáveis
futuros estejam disponíveis contra os quais possam ser usados.
Diferenças temporárias dedutíveis são diferenças temporárias das quais resultam quantias que são dedutíveis na
determinação do lucro tributável/perda fiscal de períodos futuros quando a quantia escriturada do ativo ou do passivo seja
recuperada ou liquidada.
Os Passivos por Impostos Diferidos refletem diferenças temporárias tributáveis.
As Diferenças temporárias tributáveis são diferenças temporárias das quais resultam quantias tributáveis na determinação do
lucro tributável/perda fiscal de períodos futuros quando a quantia escriturada do ativo ou do passivo seja recuperada ou
liquidada.
A mensuração dos Ativos e Passivos por Impostos Diferidos:
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
117


É efetuada de acordo com as taxas que se espera que sejam de aplicar no período em que o ativo for realizado ou
o passivo liquidado, com base nas taxas fiscais aprovadas à data de balanço
Reflete as consequências fiscais que se seguem da forma como a Empresa espera, à data do balanço, recuperar
ou liquidar a quantia escriturada dos seus ativos e passivos.
O gasto relativo a “Imposto sobre o rendimento do período” representa a soma do imposto corrente e do imposto diferido.
O imposto corrente sobre o rendimento é calculado com base nos resultados tributáveis da entidade de acordo com as
regras fiscais em vigor, enquanto o imposto diferido resulta das diferenças temporárias entre o montante dos ativos e
passivos para efeitos de relato contabilístico (quantia escriturada) e os respetivos montantes para efeitos de tributação (base
fiscal).
Os impostos diferidos ativos e passivos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação em vigor ou
anunciadas para vigorar à data expectável da reversão das diferenças temporárias.
Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais
futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis que
compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão.
No final de cada período é efetuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe
de ser provável a sua utilização futura.
Os impostos diferidos são registados como gasto ou rendimento do exercício, exceto se resultarem de valores registados
diretamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica.
Capital Realizado
O capital social encontra-se totalmente realizado à data das demonstrações financeiras.
Outros Instrumentos de Capital Próprio
Esta rubrica inclui Prestações Acessórias que foram efetuadas pelos acionistas, na sequência de deliberação em Assembleia
Geral, e que ficaram sujeitas ao regime das Prestações Suplementares. De acordo com este regime, tais prestações não
vencem juros (artº 210 do CSC) e apesar de não terem prazo de reembolso definido (artº 211 do CSC) só podem ser
reembolsadas se após o seu reembolso o total do Capital Próprio não ficar inferior à soma do Capital e da Reserva Legal
(artº 32 do CSC).
Reservas Legais
De acordo com o artº 295 do CSC, pelo menos 5 % do resultado tem de ser destinado à constituição ou reforço da reserva
legal até que esta represente pelo menos 20 % do Capital Social.
A reserva legal não é distribuível a não ser em caso de liquidação e só pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de
esgotadas todas as outras reservas, ou para incorporação no Capital Social (artº 296 do CSC).
Resultados Transitados
Esta rubrica inclui (i) Resultados Transitados apurados de acordo com PCGA anteriores a 2010 e (ii) aplicação de resultados
do exercício anterior, (iii) Ajustamentos efetuados de acordo com as Normas Contabilísticas de Relato Financeiro os quais só
estarão disponíveis para distribuição ao final de cinco anos a razão de 1/5 por ano.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
118
Rédito
O rédito proveniente da venda de água e de prestações de serviços apenas é reconhecido quando (i) a quantia do rédito
pode ser fiavelmente mensurada, (ii) seja provável que os benefícios económicos associados com as transações fluam para
a empresa e (iii) os custos incorridos ou a serem incorridos referentes à transação possam ser fiavelmente mensurados.
As vendas e prestações de serviços são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua
concretização, pelo justo valor do montante recebido ou a receber.
O não cumprimento dos prazos estabelecidos obrigará os clientes ao pagamento de juros por atraso no pagamento, nos
termos e de acordo com a legislação em vigor. Pelo recebimento, os juros são registados como rendimento financeiro.
Trabalhos para a própria entidade
Nos Trabalhos para a própria entidade são reconhecidos todos os custos com a execução dos bens reversíveis
contratualizados, e a capitalização dos gastos de financiamento ocorridos durante o processo
Outros rendimentos e gastos
As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o pressuposto do acréscimo pelo que são reconhecidas à
medida que são geradas independentemente do momento em que são recebidas ou pagas.
As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas
rubricas de “Diferimentos” ou “Outras contas a pagar ou a receber”.
Julgamentos e estimativas
Na preparação das demonstrações financeiras, a entidade adotou certos pressupostos e estimativas que afetam os ativos e
passivos, rendimentos e gastos relatados. Todas as estimativas e assunções efetuadas pelo órgão de gestão foram
efetuadas com base no seu melhor conhecimento existente, à data de aprovação das demonstrações financeiras, dos
eventos e transações em curso.
As estimativas contabilísticas mais significativas refletidas nas demonstrações financeiras incluem: i) vidas úteis dos ativos
fixos tangíveis e intangíveis; ii) análises de imparidade, nomeadamente de contas a receber, e iii) provisões; As estimativas
foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras e com
base no melhor conhecimento e na experiência de eventos passados e/ou correntes. No entanto, poderão ocorrer situações
em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data, não foram consideradas nessas estimativas. As alterações a
essas estimativas, que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras, serão corrigidas na demonstração de
resultados de forma prospetiva.
4.
Vendas e Prestações de Serviços
As vendas e prestações de serviços no 1º Semestre dos exercícios de 2012 e 2013 dividem-se da seguinte forma:
2013 – 1º Semestre
2012 – 1º Semestre
Venda de água
6.198.673
7.129.876
Prestações de serviços de água
4.744.736
4.651.187
Prestações de serviços de saneamento
5.520.270
6.119.619
16.463.679
17.900.682
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
119
5.
Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas
O custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas no 1º Semestre dos exercícios de 2012 e 2013 foram determinados da
seguinte forma:
2013 – 1º Semestre
MERCADORIAS
Inventários iniciais
Compras
MATÉRIAS PRIMAS,
SUBS. E DE CONSUMO
MERCADORIAS
MATÉRIAS PRIMAS,
SUBS. E DE CONSUMO
46.904
93.705
45.617
111.512
3.392.625
184.369
4.006.594
163.481
Reclassificação e regularização de inventários
Saídas para ativo fixo tangível
Saídas para gastos de conservação e reparação
Inventários finais
2012 – 1º Semestre
-
-
(107.318)
(97.492)
(37.390)
(37.502)
(48.766)
(127.318)
(45.033)
(133.867)
3.390.763
6.048
4.007.178
6.132
As matérias-primas, subsidiárias e de consumo correspondem a materiais utilizados nas redes de águas de abastecimento e de
águas residuais. Destes materiais, os contadores para medição do consumo de água representam o principal valor, e a saída de
inventários corresponde à sua instalação na rede e consequente registo como ativo fixo tangível; os restantes materiais são
predominantemente utilizados na conservação e manutenção da rede de águas de abastecimento e na rede de saneamento, e na
execução de ramais de água.
6.
Fornecimentos e Serviços Externos
O detalhe desta rubrica no 1º Semestre dos exercícios de 2012 e 2013 está no quadro seguinte:
RUBRICAS
2013 – 1º Semestre
2012 – 1º Semestre
3.141.783
2.976.869
10.166.642
3.170.881
Subcontratos – Outros
116.452
133.724
Rendas e alugueres
472.344
452.327
Eletricidade
290.371
230.946
82.975
98.039
Subcontratos – Tratamento e destino final de efluentes (SANEST)
Subcontratos – contratos de construção
Combustíveis
Comunicação
59.668
70.071
Conservação e reparação
541.429
521.495
Seguros
108.241
108.003
ERSAR
58.009
50.072
225.706
226.953
1.724.647
1.790.595
Comissões (gastos de cobrança)
117.125
139.889
Outros
121.948
115.857
17.227.340
10.085.721
Comissões e encargos com garantia à Concedente
Trabalhos especializados
A descrição das cauções e garantias e os respetivos valores constam da nota 31.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
120
A rubrica “Subcontratos – contratos de construção” é o valor de infraestruturas construídas, e faturados com base em autos de
medição, com o detalhe e valores:
2013 – 1º Semestre
2012 – 1º Semestre
10.166.642
3.086.863
Obras da responsabilidade e a suportar pela Concedente
-
84.018
Obras de pluviais
-
-
10.166.642
3.170.881
Ativos reversíveis para a Concedente
O valor dos ativos reversíveis para a concedente foi registado no Ativo Intangível em curso, por contrapartida da rubrica de
“Trabalhos para a própria entidade”, que no 1º Semestre do exercício de 2013 inclui ainda: (i) fiscalização interna, 206.295 euros,
(ii) capitalização de encargos financeiros, 315.437 euros, ambos referentes a ativos reversíveis, e no 1º Semestre do exercício de
2012: (i) fiscalização interna, 193.713 euros, (ii) capitalização de encargos financeiros, 58.078 euros.
As obras de responsabilidade da Concedente foram faturadas ou foi reconhecido pelo pressuposto do acréscimo em “Outros
rendimentos e ganhos”.
A rubrica “Subcontratos – Outros”, no 1º Semestre do exercício de 2013, inclui (i) 67.309 euros de serviços comerciais, (ii) 36.824
euros de execução de ramais de saneamento, (iii) 12.319 euros de ramais de água. No 1º Semestre de 2012, inclui (i) 32.456
euros de serviços comerciais, (ii) 67.581 euros de execução de ramais de saneamento, (iii) 33.688 euros de ramais de água.
A entidade detém o direito, em locações operacionais, de utilização de veículos, os quais levaram ao reconhecimento do gasto de
123.468 euros no 1º Semestre de 2013, e do gasto de 143.625 euros no 1º Semestre de 2012, na rubrica “Rendas e alugueres”.
No final de 2012 a entidade tinha compromissos por locações operacionais não canceláveis com os seguintes vencimentos:
A menos de 1 ano
146.616
A mais de 1 ano e a menos de 5 anos
36.992
A mais de 5 anos
-
A rubrica de conservação e reparação decompõe-se:
2013 – 1º Semestre
2012 – 1º Semestre
103.709
35.535
24.930
31.194
Outros equipamentos
200.960
189.396
Rede de águas
183.963
239.236
27.867
26.134
541.429
521.495
Edifícios
Equipamento de transporte
Rede de saneamento
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
121
A conservação e reparação de edifício no 1º Semestre de 2013 inclui (i) limpeza impermeabilização e reparação de reservatórios
e outras instalações de exploração, 79.956 euros, (ii) espaços exteriores e jardins, 7.678 euros, (iii) remodelação da loja de
Cascais, 8.132 euros, e (iv) outros, 7.943 euros. No 1º Semestre do exercício de 2012, inclui (i) impermeabilização e reparação de
reservatórios e outras instalações de exploração, 22.800 euros, (ii) espaços exteriores e jardins, 8.469 euros, e (iii) outros, 4.266
euros.
Na conservação e reparação de equipamento de transporte 80 % dos gastos foram com viaturas especiais, como viaturas limpacoletores, viaturas limpa-fossas, autotanque, máquinas retro escavadoras e viatura de turno; os restantes 20 % foram gastos com
viaturas ligeiras.
A conservação e reparação de outros equipamentos distribui-se no 1º Semestre do exercício de 2013, (i) equipamentos de
telegestão, e de estações elevatórias de água de abastecimento e de águas residuais domésticas, 192.429 euros, (ii) outros
equipamentos, 8.531 euros. No 1º Semestre 2012, (i) equipamentos de telegestão, e de estações elevatórias de água de
abastecimento e de águas residuais domésticas, 177.112 euros, (ii) outros equipamentos, 12.284 euros.
A rubrica de trabalhos especializados decompõe-se:
2013 – 1º Semestre
2012 – 1º Semestre
11.191
13.948
Assessorias dos Acionistas
932.514
973.578
Assessorias informáticas
161.259
150.496
Pessoal técnico de enquadramento
107.253
105.233
Gastos administrativos de faturação e cobrança
357.073
405.436
Estudos e projetos
1.000
10.575
Deteção de fugas
49.623
42.042
Ensaios / análises laboratoriais
5.622
16.718
Assessorias jurídicas
3.672
12.000
95.440
60.569
1.724.647
1.790.595
Auditorias
Outros trabalhos especializados
A rubrica “Auditorias” reflete as auditorias ao laboratório, decorrentes a acreditação, e os gastos com a revisão legal de contas.
As Assessorias dos acionistas traduzem os valores relativos ao contrato de assistência técnica, e aos administradores não
executivos.
As Assessorias informáticas respeitam a gastos com as plataformas informáticas, SAP, SIG, TAKADU deteção de fugas online, e
ainda a serviços técnicos ao hardware da empresa.
Os gastos administrativos com faturação e cobrança incluem, nomeadamente, os gastos com a plataforma informática, serviços
de finishing, e mailing.
Nos Outros trabalhos especializados, estão gastos com trabalho temporário, serviços especializados em saúde e higiene no
trabalho, processos de injunção, serviço de recolha de resíduos e sistema integrado de gestão.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
122
7.
Gastos com o pessoal
Os gastos de pessoal no 1º Semestre dos exercícios de 2012 e 2013 distribuem-se, conforme quadro seguinte:
2013 – 1º Semestre
Remunerações com órgãos sociais
2012 – 1º Semestre
8.100
10.200
1.866.593
1.993.791
406.128
337.781
Seguros de acidentes de trabalho e doenças profissionais
39.148
39.101
Outros gastos com pessoal
46.407
44.182
2.366.376
2.425.055
Remunerações de pessoal
Encargos sobre remunerações
Os outros gastos com pessoal respeitam a gastos de formação e bolsas de estudo a colaboradores e familiares, e gastos de ação
social.
O número médio de empregados ao serviço da AdC e o número no período findo a 30 de junho dos anos de 2012 e 2013 foi:
8.
2013 – 1º Semestre
2012 – 1º Semestre
Número médio de empregados
225
231
Número de empregados no fim do período
221
229
Outros rendimentos e ganhos
Os outros rendimentos e ganhos distribuem-se conforme quadro seguinte:
2013 – 1º Semestre
2012 – 1º Semestre
446.641
443.422
-
-
964
277
Rendimentos com construções a suportar pela Concedente
-
87.862
Correções de exercícios anteriores
-
19.988
69.600
22.665
517.205
574.214
Rendimentos suplementares
Ganhos em inventários
Rendimentos e ganhos em investimentos não financeiros
Outros Rendimentos e ganhos
Os rendimentos suplementares de maior relevância são: (i) venda, informações e pareceres sobre documentos técnicos, (ii)
serviço de manutenção da rede de pluviais, (iii) reembolso por parte dos clientes de despesas com processos de injunção, (iv)
reembolso por parte dos clientes de despesas administrativas de processos judiciais e de avisos de corte, e (v) venda de energia
elétrica, da instalação de unidades de micro produção.
Os rendimentos com construções a suportar pela Concedente são obras da responsabilidade dessa entidade, estando o respetivo
gasto registado na rubrica “Fornecimentos e serviços externos - Subcontratos”.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
123
Outros rendimentos e ganhos no 1º Semestre de 2013 são (i) 57.306 euros de restituição de IRC de 2011 referente ao SIFIDE, (ii)
5.862 euros de venda de resíduos, e (iii) 6.432 euros de outros rendimentos; no 1º Semestre de 2012 são (i) 13.388 euros de
venda de resíduos, e (iii) 9.277 euros de outros.
A rubrica Subsídios à exploração traduz os valores recebidos no âmbito do POPH- Programa Operacional de Potencial Humano,
projecto Formações modulares Certificadas, e relativos a formação dos colaboradores da empresa nas áreas de (i)
Enquadramento na organização, (ii) Ciências informáticas, (iii) Proteção de pessoas e bens.
9.
Outros gastos e perdas
Os outros gastos e perdas distribuem-se conforme quadro seguinte:
2013 – 1º Semestre
Impostos
2012 – 1º Semestre
18.467
41.345
488.656
241.691
8.976
258
Indemnizações
22.450
25.928
Juros de mora
252
495
7.701
6.764
546.502
316.481
Correções relativas a exercícios anteriores
Multas fiscais e não fiscais
Outros gastos e perdas
Na rubrica de impostos, os valores relevantes no 1º Semestre de 2013 são (i) 9.786 euros de taxas de processos de injunção, e
(ii) 6.805 euros de imposto de selo das cauções e garantias. Em 2012 são (i) 32.787 euros de taxas de processos de injunção
relativos a dívida de clientes, e (ii) 6.846 euros de imposto de selo das cauções e garantias
As correções relativas a exercícios anteriores são basicamente valores de notas de créditos a clientes, mas, 2012 inclui a quantia
de 40.130 euros de seguro de responsabilidade civil. As indemnizações correspondem ao valor das franquias ou dentro do valor
da franquia de eventos segurados.
10. Juros e rendimentos similares obtidos
2013 – 1º Semestre
2012 – 1º Semestre
Juros obtidos por depósitos bancários
9.251
3.236
Juros obtidos por atraso de pagamento
88.523
85.550
97.774
88.786
2013 – 1º Semestre
2012 – 1º Semestre
1.164.824
817.615
Juros de suprimentos de Acionistas
154.000
208.252
Outros gastos similares
372.520
636.085
1.691.344
1.661.952
11. Juros e gastos similares suportados
Juros suportados de empréstimos bancários
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
124
A caracterização do empréstimo bancário e as taxas de juro aplicadas estão explicados na nota 25.
O aumento na rubrica “Juros suportados de empréstimos bancários” comparativamente com o período anterior deve-se aos
seguintes factores: (i) desembolsos do empréstimo médio longo prazo; (ii) juros do Swap, que registou um acréscimo pelo
aumento do valor do notional.
Os outros gastos similares registados no 1º Semestre dos anos de 2012 e 2013 referem-se à atualização do ativo financeiro,
Retribuição à Concedente, ao valor do ano do exercício, conforme cálculos no quadro seguinte:
2013
2012
Valor pago à Concedente no exercício anterior
1.982.602
1.915.646
Valor pago à Concedente no exercício
2.023.994
1.982.602
41.391
66.956
18
19
745.041
1.272.170
Diferença
Número de rendas anuais por pagar
Valor do encargo financeiro anual
12. Ativo Fixo Tangível
EQUIPAMENTO
EQUIPAMENTO
EQUIPAMENTO
FERRAMENTAS E
BÁSICO
TRANSPORTE
ADMINISTRATIVO
UTENSÍLIOS
EM CURSO
TOTAL
Quantia escriturada bruta inicial
8.638.074
677.381
1.480.889
133.453
51.839
10.981.636
Depreciações acumuladas iniciais
(7.315.631)
(540.666)
(1.385.190)
(120.878)
-
(9.362.365)
1.322.443
136.715
95.699
12.575
51.839
1.619.271
Quantia escriturada líquida inicial
Adições
Transferência tangível em curso
-
-
11.429
-
-
11.429
139.065
-
29.663
1.532
-
170.260
139.065
-
41.092
1.532
-
181.689
(179.078)
(36.086)
(24.477)
(3.299)
-
(242.940)
Perdas por imparidade
-
-
-
-
-
Abates e alienações
-
-
-
-
-
-
Transferência para firme
-
-
-
-
(11.429)
(11.429)
Total das diminuições
(179.078)
(36.086)
(24.477)
(3.299)
(11.429)
(254.369)
Quantia escriturada líquida final
1.282.430
100.629
112.314
10.808
40.410
1.546.591
Outras
Total das adições
Diminuições
Depreciações
No contrato de financiamento celebrado a 31 de março de 2010 com o sindicato bancário (BPI e CGD), aditado em 28 de
dezembro de 2010, e que entrou em vigor em 11 de fevereiro de 2011, a Águas de Cascais constitui a favor dos Bancos o penhor
dos equipamentos e dos bens móveis. Este contrato e respetivo Aditamento faz parte integrante do Contrato de Concessão e pelo
Aditamento assinado em 31 de março de 2010.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
125
13. Ativo Intangível
PROPRIEDADE IND.
DESPESAS DE
RETRIBUIÇÃO À
INFRAESTRUTURAS
E OUTROS DIREITOS
INSTALAÇÃO
CONCEDENTE
E AFINS
EM CURSO
TOTAL
Quantia escriturada bruta inicial
43.331
3.811.351
56.921.156
29.526.681
14.359.837
104.662.356
Amortizações acumuladas iniciais
(14.097)
(1.164.346)
(19.561.763)
(9.792.193)
-
(30.532.399)
29.234
2.647.005
37.359.393
19.734.488
14.359.837
74.129.957
Transferência intangível em curso
-
-
-
-
-
-
Outras
-
-
-
-
10.688.374
10.688.374
-
-
-
-
10.688.374
10.688.374
(6.575)
(73.383)
(1.037.760)
(551.916)
-
(1.669.634)
-
-
-
-
Quantia escriturada líquida inicial
Adições
Total das adições
Diminuições
Amortizações
Perdas por imparidade
Abates
-
-
-
-
-
Transferência para firme
-
-
-
-
-
-
Total das diminuições
(6.575)
(73.383)
(1.037.760)
(551.916)
-
(1.669.634)
Quantia escriturada líquida final
22.659
2.573.622
36.321.633
19.182.572
25.048.211
83.148.697
Na rubrica “infraestruturas e afins” o valor de adições representa o valor de obras de redes de água de abastecimento e de redes
de águas residuais, que entraram em exploração neste exercício.
O Intangível em curso corresponde a infraestruturas de água de abastecimento e de águas residuais, reversíveis para a
Concedente, que ainda não estão em exploração.
A empresa não tem ativos intangíveis adquiridos com recurso a subsídios do governo. Também não existem ativos registados por
quantias revalorizadas.
14. Impostos Diferidos
30.06.2013
Saldo em 1 de Janeiro
31.12.2012
Ativos por
Passivos por impostos
Ativos por impostos
Passivos por impostos
impostos diferidos
diferidos
diferidos
diferidos
713.082
302.267
459.100
453.400
Efeitos na demonstração de resultados:
Imposto diferido: 1/5 pela primeira utilização NCRF
(151.133)
Total de efeitos na demonstração resultados
(151.133)
Efeitos em capitais próprios:
Cobertura risco taxa juro (swap)
(140.246)
253.982
(140.246)
253.982
Transferência para Resultados transitados
Total de efeitos em capital próprio
Saldo à data do Balanço
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
126
572.836
302.267
713.082
302.267
15. Inventários
A quantia total escriturada de inventários e a quantia escriturada em classificações apropriadas encontram-se no quadro seguinte:
Mercadorias (água para distribuição)
Matérias primas, subsidiárias e de consumo
30.06.2013
31.12.2012
48.766
46.904
127.318
93.705
176.084
140.609
30.06.2013
31.12.2012
13.508.512
11.869.683
238.234
517.010
(4.292.189)
(3.967.202)
9.454.557
8.419.491
16. Clientes
O detalhe desta rubrica, em 31-12-2012 e 30-06-2013 é o seguinte:
Clientes c/c
Clientes por acréscimos
Clientes – perdas por imparidade acumuladas
As maturidades em 31 de dezembro de 2012 e 30 de junho de 2013 da dívida de Clientes são:
A Receber
< 30 dias
30.06.2013
31.12.2012
5.660.181
4.532.363
30 a 60 dias
256.279
463.046
60 a 90 dias
170.107
244.595
90 a 180 dias
425.080
574.430
180 a 360 dias
968.338
742.414
6.028.527
5.312.835
13.508.512
11.869.683
> 360 dias
Para determinação da dívida dos clientes sujeita a imparidades é deduzido o valor do IVA, o valor das taxas de resíduos sólidos
urbanos e o valor da taxa de recursos hídricos porque estes três itens não são rendimento da Águas de Cascais, e por isso, não
afetam os resultados da empresa.
Os valores de resíduos sólidos urbanos são rendimento da Câmara Municipal de Cascais e a taxa de recursos hídricos é
rendimento da ARH-Administração de Recursos Hídricos.
A dívida do Estado e da Autarquia, e a dívida de faturas emitidas no 2º Semestre do exercício não são objeto de perdas por
imparidade.
O quadro seguinte apresenta a dívida para determinação das imparidades, as taxas aplicadas e os valores de imparidades:
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
127
DÍVIDA SUJEITA A IMPARIDADES
Faturas emitidas até 2009, inclusive
Faturas emitidas em 2010
Faturas emitidas em 2011
Faturas emitidas em 2012 – 1º Semestre
Faturas emitidas em 2012 – 2º Semestre
Faturas emitidas em 2013 – 1º Semestre
% DE IMPARIDADES
2.788.868
1.043.040
561.140
262.291
472.802
4.327.873
IMPARIDADES ACUMULADAS
100%
100%
60%
25%
12%
0%
9.456.014
2.788.868
1.043.040
336.684
65.573
58.024
4.292.189
17. Estado e outros entes públicos
Em 31 de dezembro de 2012 e 30 de junho de 2013, esta rubrica apresentava as seguintes quantias:
O Ativo corresponde ao valor de IVA a recuperar.
No Passivo o valor é desagregado conforme quadro seguinte:
30.06.2013
31.12.2012
Imposto sobre o rendimento
176.840
1.265.750
Retenção de Imposto sobre o rendimento
127.449
96.846
-
74.499
Contribuições para a Segurança Social
153.438
73.295
Outras tributações – Taxa de recursos hídricos
801.516
916.502
1.259.243
2.426.892
IVA a pagar
A quantia de imposto sobre o rendimento resulta, em 30-06-2013 pagamento especial por conta (+35.000 €) retenções na fonte
sobre rendimentos de capitais (+1.715 €) e do IRC do período (-213.554 €); em 30-12-2012, de pagamentos por conta (+132.374
€), pagamento especial por conta (+70.000 €) retenções na fonte sobre rendimentos de capitais (+4.605 €) e do IRC do exercício
(-1.472.729 €).
A “Retenção de imposto sobre o rendimento” e as “Contribuições para a Segurança Social” respeitam a rendimentos postos à
disposição no mês, e cuja entrega ocorre no mês seguinte.
O valor da rubrica de IVA a pagar corresponde ao IVA dos períodos de novembro e de dezembro 2012, sendo a entrega das
declarações periódicas em 2013, assim como o seu pagamento.
A taxa de recursos hídricos, a pagar pelos clientes finais, é cobrada pelas entidades gestoras de água de abastecimento e de
águas residuais, de acordo com o Decreto-Lei 97/2008 de 11 de junho. A Águas de Cascais efetua pagamentos desta taxa a 3
entidades, ARH na parte das captações próprias de água, EPAL fornecedor de água para distribuição e SANEST prestador do
serviço de tratamento e destino final de efluentes.
A taxa de recursos hídricos é um valor estimado, sendo a estimativa corrigida anualmente, no início de cada ano. O valor debitado
aos clientes é a melhor estimativa.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
128
18. Outras Contas a receber
Em 31 de dezembro de 2012 e 30 de junho de 2013, esta rubrica apresentava as seguintes quantias:
A Receber
EPAL
Devedores por depósito de garantia
30.06.2013
31.12.2012
555.796
510.487
3.478
3.478
Cascaissedenova
754.477
754.477
Câmara Municipal Cascais (Encontro de contas)
234.570
234.570
8.784
8.819
1.557.105
1.511.831
Outros devedores
O valor da EPAL corresponde à provisão constituída, conforme explicação da nota 23. O mesmo montante está nas faturas em
dívida na rubrica de fornecedores.
A dívida da Cascaissedenova está incluída no modelo económico e financeiro subjacente ao projeto das novas instalações.
A rubrica “Câmara Municipal de Cascais (Encontro de contas) refere-se a despesas dos anos de 2003 e 2004 da responsabilidade
do Município de Cascais e pagas pela Águas de Cascais. Estes valores são objeto de encontro de contas com valores recebidos
pela Águas de Cascais de faturas de clientes, anteriores a 2001, estando este valor incluído na nota 26. A Águas de Cascais
apresentou o processo deste encontro de contas, aguardando decisão do Município.
19. Diferimentos
Em 31 de dezembro de 2012 e 30 de junho de 2013 a rubrica de diferimentos tinha a seguinte decomposição:
30.06.2013
31.12.2012
22.007
21.300
-
28.708
12.000
10.500
Retribuição à Concedente
372.521
-
Renda do edifício sede
303.822
-
ERSAR
14.042
-
Comissão do Banco agente
15.916
-
Seguros
49.119
-
-
11.704
30.877
17.233
820.304
89.445
Licenças informáticas
Gastos de implementação do SAP
Takadu fugas online
CCD Município de Cascais
Outros
A empresa iniciou, no último trimestre de 2009,o projeto de implementação da plataforma SAP para quatro anos, razão para que a
licença e os gastos de implementação sejam distribuídos por este período.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
129
20. Caixa e depósitos bancários
30.06.2013
Caixa
Depósitos bancários
31.12.2012
47.146
33.522
10.377.288
8.908.309
10.424.434
8.941.831
Todos os saldos incluídos em caixa e depósitos bancários encontram-se disponíveis para uso a data das demonstrações.
A empresa, além dos compromissos de tesouraria correntes, tem, no mês de janeiro, o pagamento da retribuição à Concedente e
da taxa de recursos hídricos, razão para o valor de disponibilidades no final do ano.
21. Capital e Outros instrumentos de capital próprio
ACIONISTA
Nº DE AÇÕES
CAPITAL REALIZADO
(EUROS)
42,96
300.704
1.503.520
PRESTAÇÕES
SUPLEMENTARES
(EUROS)
2.999.812
42,96
300.704
1.503.520
2.999.812
14,08
98.592
492.960
983.547
100,0
700.000
3.500.000
6.983.171
% PARTICIPAÇÃO
AQUAPOR
AGS
ORIENTE, SGPS
O Código das Sociedades Comercias estabelece que, pelo menos, 5 % do resultado líquido anual tem de ser destinado ao reforço
da reserva legal até que esta represente pelo menos 20 % do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso de
liquidação da entidade, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no
capital.
Movimentos ocorridos nas rubricas de capitais próprios constantes do balanço, conforme se indica no quadro:
RUBRICA
SALDO INICIAL
VARIAÇÃO
SALDO FINAL
Capital realizado
3.500.000
-
3.500.000
Prestações suplementares
6.983.171
-
6.983.171
10.483.171
-
10.483.171
TOTAL
22. Resultados transitados
RUBRICA
SALDO INICIAL
VARIAÇÃO
SALDO FINAL
Resultados transitados
285.113
2.979.693
3.264.806
Resultados transitados pela aplicação pela 1º vez do SNC
580.851
-
580.851
TOTAL
865.964
2.979.693
3.845.657
A variação na rubrica “Resultados transitados” incorpora 2.979.693 euros de parte do resultado líquido do exercício 2012.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
130
23. Provisões
A Águas de Cascais, SA mantém uma divergência com o seu fornecedor de água para distribuição, EPAL, no que respeita às
quantidades de água entrada no seu sistema. Por este motivo, para o valor que resulta desta divergência, é constituída provisão,
cujo valor é explicado no quadro seguinte:
RUBRICA
SALDO INICIAL
REFORÇO
REVERSÃO/UTILIZ.
SALDO FINAL
510.487
45.309
-
555.796
510.487
45.309
-
555.796
PROVISÕES:
Outras provisões
24. Fornecedores
O detalhe desta rubrica, em 31-12-2012 e 30-06-2013 é o seguinte:
30.06.2013
31.12.2012
3.395.041
2.953.206
131.480
151.407
78.006
149.560
Fornecedores por acréscimos
1.892.767
2.076.638
Adiantamentos a fornecedores
(887.026)
(952.572)
4.610.268
4.378.239
Fornecedores c/c gerais
Fornecedores c/c – empresa mãe
Fornecedores c/c – entidades relacionadas
O adiantamento respeita a aprovisionamento de materiais para realização de obras.
Em 31 de dezembro de 2012 e 30 de junho de 2013 as dívidas a fornecedores apresentavam as seguintes maturidades:
A Pagar
< 30 dias
30.06.2013
31.12.2012
2.750.258
2.063.510
30 a 60 dias
154.405
151.819
60 a 90 dias
27.376
144.300
90 a 180 dias
67.038
379.825
180 a 360 dias
120.304
43.847
> 360 dias
485.146
470.872
3.604.527
3.254.173
Nas maturidades acima dos 60 dias, as dívidas à EPAL, SA (água não paga, que está provisionada e taxa de recursos hídricos), e
à SANEST, SA (taxa de recursos hídricos), representam 93 % do valor de junho de 2013 e mais 89 % do valor de dezembro de
2012.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
131
25. Financiamento obtidos
30.06.2013
CAPITAL
31.12.2012
JUROS
CAPITAL
JUROS
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos bancários
Locação financeira
34.190.000
21.990.000
21.273
Suprimentos dos Acionistas
AGS-Administração e gestão sistema salubridade, SA
2.785.540
1.217.369
2.785.540
1.167.876
AQUAPOR-Serviços, SA
2.785.540
1.215.459
2.785.540
1.165.988
913.293
429.644
913.293
407.596
40.695.646
2.862.472
28.474.373
2.741.460
ORIENTE, SGPS, SA
O contrato de financiamento em regime de Project Finance, que estabelece um empréstimo de médio longo prazo, no valor de
40.100.000 euros, entrou em vigor em 11 de fevereiro de 2011. A taxa de juro está indexada à taxa EURIBOR a 6 meses,
adicionada de uma margem de 4,25 %. Este empréstimo tem uma comissão de imobilização sobre o montante não utilizado de
1%.
Este contrato de financiamento considera um empréstimo de curto prazo no valor máximo de 250.000 euros, a uma taxa de juro
indexada à taxa EURIBOR a 6 meses, adicionada de uma margem de 2 %, e com comissão de imobilização sobre o montante
não utilizado de 0,75 %.
A Águas de Cascais tem um contrato de cobertura de risco, Swap, para o empréstimo médio longo prazo, com uma taxa fixada
em 3,955 %. As garantias para este empréstimo foram prestadas pelos Acionistas, com a penhora das ações, e cartas de
conforto.
26. Outras Contas a pagar
A quantia de 34.407.892 euros de outras contas a pagar no passivo não corrente, em 30 de junho de 2013, corresponde à
retribuição a pagar à Concedente até final da Concessão, a preços de 2013.
O valor de outras contas a pagar refletido no passivo corrente tem o detalhe do quadro abaixo:
Fornecedores de Investimento
Credores por acréscimos de gastos
31.12.2012
3.594.693
1.851.699
734.908
714.397
Credores por depósito de garantia
936
936
Câmara Municipal Cascais (RSU)
3.253.416
2.897.913
132.413
132.413
29.366
14.902
7.745.732
5.612.260
Câmara Municipal Cascais (Encontro de contas)
Outros credores
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
132
30.06.2013
A dívida de fornecedores de investimento, em ambas as datas, tem uma maturidade inferior a 30 dias, com exceção de um valor
de 77.946 em junho de 2013, e de 21.456 euros em dezembro de 2012.
A rubrica Credores por acréscimo de gastos tem como valores relevantes (i) 112.768 euros de acréscimos de gastos financeiros
em junho de 2013, e 103.115 euros em dezembro de 2012, (ii) 560.218 euros, em Junho de 2013, de acréscimos de gastos
relativos a direitos adquiridos por trabalho prestado (férias, subsídio de férias, horas extraordinárias), e a quantia de 582.868
euros em dezembro de 2012.
A rubrica Câmara Municipal de Cascais (RSU) respeita à tarifa de resíduos sólidos urbanos incluídos nas faturas aos clientes, que
é rendimento da Câmara Municipal. A Águas de Cascais tem o compromisso de incluir nas faturas dos clientes as tarifas
aprovadas pela Câmara Municipal, efetuar a sua cobrança e proceder à entrega dos valores recebidos.
O valor de 132.413 euros aguarda a decisão da Autarquia para fechar o encontro de contas, deste valor com o montante de
234.570 euros a favor da empresa, conforme está referido na nota 18.
27. Ajustamento em passivos financeiros / Outros passivos financeiros não correntes
A empresa contratou um instrumento financeiro de cobertura, para minimizar os riscos financeiros. O risco a que a empresa está
exposta é a flutuação da taxa de juro do financiamento não corrente contratado a taxa de juro variável.
Passivos financeiros mensurados pelo justo valor por contrapartida em Capital próprio:
30.06.2013
31.12.2012
13.366.667
11.393.333
2.291.342
2.852.328
Derivados de cobertura
Valor Notional
Swap de taxa de juro fixa
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
133
28. Passivos contingentes
Estão a decorrer alguns processos instaurados à Águas de Cascais, SA:
OBJECTO DO PROCESSO
VALOR DO PEDIDO
PREVISÃO DO GABINETE JURÍDICO DA AdC
Pedido de indemnização por danos
59.321,02 €
Existem boas expectativas de obtenção de uma sentença no sentido do não
pagamento pela AdC da totalidade ou de parte do valor pedido
Pedido de indemnização por danos
1.500.000,00 €
Existe uma acentuada probabilidade de a AdC ser totalmente absolvida, porventura
sem julgamento, e em consequência, não ter de pagar qualquer valor.
Pedido de indemnização por danos
115.274,30 €
Não existe ainda uma expectativa segura do que possa vir a suceder em termos de
decisão final, podendo, em tese, a AdC vir a existir condenação no pedido, pelo
menos nalguma proporção. Foi requerida pela AdC a intervenção no processo, como
ré, da sua seguradora, Chartis Europe, SA – Sucursal de Portugal.
Pedido de indemnização por danos
12.273,76 €
Não existe expectativa segura do que possa vir a suceder em termos de decisão final,
podendo, em tese, a AdC vir a ser condenada no pedido, pelo menos nalguma
proporção
Pedido de indemnização por danos
30.001,00 €
Existe uma acentuada probabilidade de a AdC ser absolvida parcialmente do pedido,
podendo-se vislumbrar, inclusive, a possibilidade de uma absolvição total
728.116,23 €
A AdC apresentou contestação, e não existe ainda uma expectativa segura do que
Pedido de pagamento de faturas
(capital e juros)
possa vir a suceder em termos de decisão final, podendo, em tese, vir a existir
condenação no pedido
O processo de pedido de pagamento de faturas (capital e juros) na quantia de 728.116,23 euros foi colocado pela EPAL-Empresa
Portuguesa de Águas Livres, SA.
Neste processo inclui (i) água faturada pela EPAL, que a Águas de Cascais entende não ter de pagar, e constituiu provisão para
este efeito (nota 23), (ii) IVA relativo à parte da água faturada e não paga, (iii) taxa de recursos hídricos, em que os valores do ano
são pagos no início do ano seguinte, os valores incluídos no processo foram pagos em Fevereiro de 2011, e (iv) juros de mora,
que não estão nas contas da empresa porque não há documento.
29. Acontecimentos após a data do Balanço
Não há acontecimentos relevantes a registar.
Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
134
30. Partes relacionadas
A Águas de Cascais, SA tem relacionamento com as três empresas-mãe e com outras empresas detidas por uma ou mais das
empresas-mãe, conforme detalho do quadro seguinte:
NATUREZA DO RELACIONAMENTO
PARTES RELACIONADAS
AGS
Serviço / transação que presta
Serviço / transação que recebe
Assistência técnica
Cedência de Administrador
Cedência de pessoal técnico
Fee’s de gestão e juros
Aluguer equipamento micro produção energia
Base de dados jurídica e formação
Financiamento
AQUAPOR
Assistência técnica
Cedência de Administrador
Fee’s de gestão e juros
Cedência de pessoal técnico
Apoio comercial
Financiamento
ORIENTE
Assistência técnica
Cedência de Administrador
Fee’s de gestão e juros
Financiamento
LUSÁGUA
Manutenção preventiva e corretiva de equipamentos de telegestão, de
estações elevatórias de água de abastecimento e de águas residuais
CASCAISEDENOVA
Aluguer do edifício sede
Construtores Águas da Linha, ACE
Plano de Investimentos – execução de obra
Rendas
Como garantia do empréstimo intercalar, as empresas-mãe constituíram, a favor do Banco BPI, penhor financeiro sobre as suas
ações.
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135
As quantias das transações no 1º Semestre dos exercícios de 2012 e 2013 e os saldos em 31-12-2012 e 30-06-2013 constam do
quadro seguinte:
Aquisição de
Gastos
Contas a
serviços
financeiros
receber
2013
456.526
65.991
2012
481.645
2013
2012
Gastos dívidas
Contas a pagar
Imparidades
-
59.858
-
-
89.348
-
79.232
-
-
470.572
65.960
-
57.077
-
-
504.979
89.306
-
57.630
-
-
2013
118.957
22.049
-
14.545
-
-
2012
129.076
29.598
-
14.545
-
-
2013
205.357
-
-
78.006
-
-
2012
201.698
-
-
149.560
-
-
2013
202.548
-
754.477
-
-
-
2012
-
-
754.477
-
-
-
incobráveis
AGS
AQUAPOR
ORIENTE
LUSÁGUA
CASCAISSEDENOVA
A remuneração dos membros chave da gestão no 1º Semestre do exercício 2013 foi de 144.708 euros.
31. Garantias Bancárias
As garantias bancárias prestadas pela empresa são as constantes do quadro seguinte:
A FAVOR DE
Câmara Municipal de Cascais
EDP
VALOR
OBJETIVO
22.445.905
Contrato de Concessão
1.076
Contratos de energia elétrica
José Abreu M. Freire e Outros
23.119
Processo de expropriação de terreno para captação de água
PETROGAL- Petróleos de Portugal
43.000
Contratos de fornecimento de combustível
5.000
Execução de obras em estradas nacionais
EP-Estradas de Portugal
22.518.100
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32. Divulgações exigidas por diplomas legais
1. Divulgação exigida pelo nº 1 do artº 66-A do Código das Sociedades Comerciais
Não existem operações não incluídas no Balanço, pelo que não há lugar à divulgação da respetiva natureza, impacto financeiro
ou riscos e benefícios.
2. Divulgação exigida pelo nº 2 do artº 66-A do Código das Sociedades Comerciais
Os honorários faturados pela sociedade de revisores oficiais no 1º Semestre dos exercícios de 2012 e 2013 são os seguintes:
Honorários faturados pela Revisão Legal de Contas
2013 – 1º Semestre
2012 – 1º Semestre
12.920
12.920
33. Data de autorização para emissão
As demonstrações financeiras a 30 de junho de 2013 foram aprovadas pelo órgão de gestão e autorizadas para emissão em 6 de
setembro de 2013.
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RELATÓRIO DE REVISÃO LIMITADA
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Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
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Relatório de Gestão e Atividades ▪ 1º Semestre de 2013
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Relatório de Gestão e Actividades - 1S 2013