1 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CENTRO DE ESTUDO DE ENFERMAGEM E NUTRIÇÃO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM NUTRIÇÃO CLÍNICA E ESPORTIVA ALINE APARECIDA CHAVEIRO VIEIRA MARIZA FONSECA CASTRO MIRIAN ANDRADE DA MATA MORAES PREVALÊNCIA DA OBESIDADE EM ADULTOS DA REGIÃO CENTROOESTE COM IDADE DE 25 A 54 ANOS Orientadora: Prof. Drª. Érika Aparecida da Silveira GOIÂNIA-GO 2012 2 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIAS CENTRO DE ESTUDO DE ENFERMAGEM E NUTRIÇÃO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM NUTRIÇÃO CLÍNICA E ESPORTIVA ALINE APARECIDA CHAVEIRO VIEIRA MARIZA FONSECA CASTRO MIRIAN ANDRADE DA MATA MORAES PREVALÊNCIA DA OBESIDADE EM ADULTOS DA REGIÃO CENTROOESTE COM IDADE DE 25 A 54 ANOS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Pós-Graduação em Nutrição Clínica e Esportiva do Centro de Estudos em Enfermagem e Nutri ção da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, com parte dos requisitos para obtenção do título de Especialização em Nutrição Clínica e Esportiva. Orientadora: Prof. Drª. Érika Aparecida da Silveira GOIÂNIA-GO 2012 3 ALINE APARECIDA CHAVEIRO VIEIRA MARIZA FONSECA CASTRO MIRIAN ANDRADE DA MATA MORAES PREVALÊNCIA DA OBESIDADE EM ADULTOS DA REGIÃO CENTROOESTE COM IDADE DE 25 A 54 ANOS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para o Centro de Estudo em Enfermagem e Nutrição para obtenção do título de especialista em Nutrição Clínica e Esportiva. BANCA EXAMINADORA ____________________________________________ ____________________________________________ Drº Érika Aparecida da Silveira (Orientadora) Goiânia 2012 4 Este trabalho é dedicado a todos os alunos e professores do curso que participaram desta jornada, rumo ao aperfeiçoamento profissional de todos nós. A nossa família, pelo constante estímulo e a valiosa participação. A Deus por mais uma conquista. 5 AGRADECIMENTOS Agradecemos a Deus pelas oportunidades que nos foram dadas na vida, principalmente por termos conhecido pessoas e lugares interessantes, mas também por ter vivido fases difíceis, que foram matérias-primas de aprendizado. Aos pais, sem os quais não estaríamos aqui, por dedicação, amor, carinho, pela formação que nos transmitiram e por terem nos fornecido condições para nos tornarem as profissionais e mulheres que somos. Aos amigos, pelos vários momentos de discussões e debates, que proporcionaram crescimento profissional e pelo apoio compreensão e colaboração ao longo desse trabalho. Aos nossos professores que são o maior motivo de nosso aperfeiçoamento profissional, pelo apoio e incentivo nessa etapa que se conclui. 6 ―Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livre, se elas voltarem é porque as conquistei se não voltarem é porque nunca a possuí.‖ John Lennon. 7 SUMÁRIO Resumo .................................................................... Erro! Indicador não definido.08 Indrodução ............................................................... Erro! Indicador não definido.10 Objetivo............................................................................................................ 13 Metodologia ...................................................................................................... 14 Resultados e Discussão .................................................................................... 16 Conclusão ......................................................................................................... 19 Referências ...................................................................................................... 20 Erro! Indicador não definido. 8 PREVALÊNCIA DA OBESIDADE EM ADULTOS DA REGIÃO CENTROOESTE COM IDADE DE 25 A 54 ANOS1 Aline Aparecida Chaveiro Vieira2, Mariza Fonseca Castro2, Mirian Andrade da Mata Moraes2, Érika Aparecida da Silva3. RESUMO Objetivo: Avaliar a prevalência da obesidade em adultos de ambos os sexos com idade de 25 a 54 anos na região centro-oeste no período de 2006 á 2010. Métodos: Estudo transversal de base populacional, coletados pelo Vigitel. A obesidade foi diagnosticada por meio do índice de massa corporal (IMC ≥ 30 kg/m2). A regressão de Poisson foi utilizada na análise. Resultados: A prevalência da obesidade é maior em homens jovens, até 34 anos, e em mulheres de meia idade, a partir de 45 anos. Conclusão: Identificou-se uma maior necessidade de promoção a saúde tanto na prevenção da obesidade quanto no tratamento, pois o estudo demonstra prevalência tanto em jovens e idosos. 1 – Artigo apresentado ao Centro de Estudo de Enfermagem e Nutrição para o curso de Pósgraduação em Nutrição Clínica e Esportiva (CEEN). 2 – Especialização em Nutrição Clínica e Esportiva pelo CEEN 3 – Orientadora do Trabalho de Conclusão de Curso pelo CEEN. 9 PREVALENCE OF OBESITY IN ADULT CENTER-WEST REGION OF AGED 25 TO 54 years.1 Aline Aparecida Chaveiro Vieira2, Mariza Fonseca Castro2, Mirian Andrade da Mata Moraes2, Érika Aparecida da Silva3. ABSTRACT Objective: To evaluate the prevalence of obesity in adults of both sexes aged 25-54 years in the Midwest from 2006 to 2010. Methods: Cross sectional population-based, collected by Vigitel. Obesity was assessed using the body mass index (BMI ≥ 30 kg/m2). Poisson regression analysis was used. Results of: The prevalence of obesity is higher among young men, up to 34 years, and in middle-aged women, from 45 years. Conclusion: We identified a greater need for health promo-tion in the prevention and treatment of obesity, because the study shows prevalence in both young and old. 1 - Paper presented at the Center for the Study of Nursing and Nutrition for the Postgraduate Course in Clinical Nutrition and Sports (CEEN). 2 - Specialization in Clinical Nutrition and Sports by CEEN 3 - Supervisor of Labor Course Completion by CEEN. 10 1 Introdução Obesidade e sobrepeso são definidos como acúmulo anormal ou excessivo de gordura que pode ser prejudicial à saúde. Uma maneira simples de medir a obesidade é o índice de massa corporal (IMC), ou seja, o peso da pessoa em quilos dividido pelo quadrado da altura em metros. Uma pessoa com um IMC superior a 30 é considerado obeso e com um IMC entre 25 é considerado sobrepeso. Sobrepeso e obesidade são fatores de risco para muitas doenças crônicas, que incluem diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.(1) A expansão do tecido adiposo branco é caracterizada por obesidade. A quantidade desse tecido adiposo está analogada positivamente com a secreção de diferentes hormônios e citocinas. Diferentes funções biológicas como ingestão alimentar e equilíbrio energético, sensibilidade à insulina, metabolismo lipídico, pressão arterial e resposta inflamatória são reguladas por essas adipocinas. A fisiopatologia da obesidade está relacionada a fatores genéticos e/ou ambientais, desenvolvendo-se quando a ingestão alimentar está maior do que o gasto energético. Porem ainda não se sabe a origem desse desequilíbrio energético, e ainda é muito complexo. Exemplo que se pode ter, é que as pessoas obesas deveriam ter maior gasto energético do que as pessoas magras, já que possuem um índice de massa corporal maior do que em pessoas não obesas. (2) Recentemente, a obesidade está sendo considerada a mais importante desordem nutricional nos países desenvolvidos, devido ao aumento de sua incidência. De acordo com Francischi et al.6, é possível que atinja 10% da população destes países e que mais de um terço da população norte-americana esteja acima do peso desejável (3) . Segundo o POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), estudos feitos no ano de 20082009 demonstram que houve crescimento significativo de obesidade em relação á desnutrição, mostrando que houve declínio de crianças desnutridas, onde a obesidade ultrapassa o padrão internacional (4) . Nas Américas, estudos demonstram que o padrão de obesidade para ambos os sexos vem aumentando, tanto em países desenvolvidos, quanto em países em desenvolvimento. Na Europa, verificou-se em 10 anos um aumento entre 10% e 40% de obesidade na maioria dos países, destacando-se a Inglaterra, com um aumento superior ao dobro, entre os anos 80s e 90s. A Região Oeste do Pacífico, compreendendo-a Austrália, o Japão, Samoa e China, também apresentou aumento da prevalência de obesidade; porém, importa destacar que China e Japão, apesar do aumento da obesidade em comparação com outros países desenvolvidos, apresentam as mais baixas prevalências: na China, 0,36% para mulheres e 0,86% para 11 homens de 20—45 anos em 1991; no Japão, 1,8% para homens e 2,6% para mulheres maiores de 20 anos, em 1993 No Brasil, vários (3) . estudos baseados na comparação entre inquéritos de base populacional mostram que, em um período de 15 anos (1975 a 1989), a prevalência do sobrepeso aumentou 53% entre os adultos brasileiros com mais de 18 anos de idade, passando de 17 para 27% entre os homens e de 26 para 38% entre as mulheres. As análises realizadas considerando um período mais prolongado (1975 a 1997) mostraram uma tendência de aumento diferenciado da obesidade (IMC ≥ 30 kg/m2) segundo o nível socioeconômico, o sexo e a região estudada. Verificou-se incremento secular da obesidade em mulheres de nível socioeconômico mais baixo em todas as regiões estudadas e decréscimo nas mulheres de nível socioeconômico mais alto nas regiões mais desenvolvidas. Nos homens, essa variação foi apenas menos intensa, sem diminuição nos estratos de maior nível socioeconômico (5) . Em termos relativos, a situação mais crítica é verificada na Região Sul, onde 34% dos homens e 43% das mulheres apresentaram algum grau de excesso de peso, totalizando aproximadamente 5 milhões de adultos. No entanto, ao verificar dados absolutos, situa-se na Região Sudeste do país, a maior quantidade de adultos com excesso de peso, totalizando mais de 10 milhões de adultos com sobrepeso e cerca de 3 milhões e meio com obesidade (3) . No Brasil, a região do Sul tem maiores prevalências para obesidade, sendo semelhantes ou superiores a paises desenvolvidos. Foi avaliado através da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN, 2003) que a obesidade tem aumento significativo quando o poder aquisitivo e socioeconômico aumenta, e mais ainda entre os homens. Entre as mulheres essa doença crônica aumenta quando o nível socioeconômico é menor (6) . O aumento na prevalência da obesidade tem sido explicado por fatores como sedentarismo e mudanças nos padrões de consumo alimentar, por exemplo, maior ingestão de alimentos de alta densidade energética. O nível de escolaridade e a renda têm sido identificados como variável que podem interferir na forma como a população escolhe seus alimentos, na adoção de comportamentos saudáveis e na interpretação das informações sobre cuidados para a saúde, podendo, portanto, influenciar a magnitude da prevalência do sobrepeso e da obesidade (5) . O uso de medicamentos no tratamento da obesidade deve sempre visar auxiliar o processo de mudança de estilo de vida e facilitar a adaptação às mudanças dietéticas. Assim, a farmacoterapia deve servir apenas como auxílio ao tratamento dietético e não como estrutura fundamental do tratamento da obesidade (7) . A atividade física isoladamente é um método adequado para perda de peso, facilita o controle de peso á longo prazo e melhora a saúde geral do indivíduo. As atividades menos rigorosas e de menor impacto são as mais adequadas para evitar lesões músculo-esqueléticas, 12 infarto agudo do miocárdio e broncoespasmo, já que os obesos são mais propensos a esses problemas de saúde (7) . No tratamento psicoterápico, a terapia cognitiva vem mostrando eficácia por trabalhar a partir da estrutura operante do paciente com objetivos de organizar as contingências para mudanças de peso e comportamentos, em princípio, relacionados ao autocontrole de comportamentos alimentares, e contexto situacional amplo, aprofundando para todo o desconforto (8) . O tratamento clínico não medicamentoso inclui prática de atividade física formal, aumento da atividade física informal e mudanças de hábito alimentar como realizar refeições sem pressa e em ambientes tranquilos, evitar associar emoções com ingestão alimentar, mastigar bem os alimentos, além da correção dos erros alimentares (tratamento dietético) (7) . Ao prescrever uma dieta é preciso determinar um modelo que possa ser seguido para alcançar e manter o peso adequado. O planejamento dietético baseia-se no estabelecimento de hábitos e práticas relacionados à escolha dos alimentos, comportamentos alimentares, adequação do gasto energético e redução da ingestão energética que terão que ser incorporados em longo prazo (7) . Intervenções nutricionais associadas à prática de atividade física contribuem para perda de peso mais rápida, sendo a estratégia mais efetiva relacionada com promoção da saúde na obesidade, onde a perda de massa magra não teria uma redução concomitante, trazendo menor recidiva de peso (9) . A pesquisa foi desenvolvida com o intuito de mostrar e alertar sobre o grande avanço de doenças patológicas e mortalidades em decorrência da ―Obesidade‖, tendo em vista que o aumento desta disfunção está envolvido com sedentarismo, na baixa ingestão de grupos alimentares como leite, hortaliças e frutas, omissão do café da manhã dando ênfase para excessiva comercialização e consumo de variedades de alimentos ricos em gorduras. 13 2 Objetivo Avaliar a prevalência da obesidade em adultos com idade de 25 a 54 anos na região centro-oeste no período de 2006 á 2010. 14 3 Metodologia 3.1 Amostragem A população de estudo é composta por indivíduos adultos de faixa etária entre 25 a 54 anos, moradores em residências servidas por pelo menos uma linha telefônica fixa, no período de 2006 a 2010(10). Para estimar as prevalências dos fatores de risco para a obesidade, com um nível de confiança de 95% e erro de três pontos percentuais, chegou-se a amostra de 2000 indivíduos com 25 anos ou mais a serem entrevistados em cada cidade. A primeira etapa deste processo inclui o sorteio sistemático de 5.000 linhas telefônicas por cidade. Este sorteio é realizado a partir do cadastro eletrônico, fornecido pela companhia telefônica da região do país, das linhas residenciais fixas das cidades, essas 5.000 linhas são sorteadas e divididas em 25 réplicas de 200 linhas. Essa etapa é necessária para chegar a 2.000 entrevistas, uma vez que não se pode estimar previamente a proporção de linhas residenciais ativas (10). 3.2 Coleta de dados A coleta de dados foi obtida pelo site do Vigitel onde é utilizado questionário eletrônico com auxilio de computador, fizeram o apanhado de dados entre o ano de 2006 e 2010 com numero de questões entre 78 e 94. As perguntas são objetivas, com categorias préestabelecidas de respostas, mas como muitas são interligadas várias deixam de serem feitas assim reduzindo o total de questões até 40% (10). As perguntas do questionário abordam em particular características demográficas e socioeconômicas dos indivíduos, as diversas características do padrão de alimentação e de atividade física associada à ocorrência de DCNT, as características indicativas da composição corporal, a freqüência do consumo de cigarros e de bebidas alcoólicas e auto-avaliação do estado de saúde do entrevistado e referência a diagnóstico médico anterior de hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes. Além de perguntas do core fixo incorporou-se a cada ano questões de diagnóstico sobre asma, bronquite crônica, enfisema entre 2007 e 2010(10). A construção do questionário do sistema levou em conta modelos de questionários simplificados utilizados por sistemas de monitoramento de fatores de risco para DCNT e as experiências acumulada pelos autores do presente trabalho em vários inquéritos sobre saúde e nutrição realizados no Brasil (10). 3.3 Controle de qualidade 15 Durante a operação, os entrevistadores aleatoriamente são acompanhados em tempo real pelo supervisor em escuta telefônica paralela e acompanhamento visual à distância do registro das respostas. Nesta ocasião, são avaliados forma de abordagem e condução da entrevista. Imediatamente, o retorno do supervisor é dado ao entrevistador: fortalecendo o desempenho desejável e orientando as correções necessárias. Cerca de 10% das entrevistas são avaliadas imediatamente pelo supervisor. Visando o controle posterior as entrevistas são gravadas e aproximadamente 3% são auditadas diariamente pelos supervisores (10) . 3.4 Ponderação Para estimativa geral dos indicadores para a população adulta em cada cidade, criaramse fatores de ponderação, cujo um deles utilizou-se o inverso do número de adultos no domicilio e o número de linhas telefônicas do entrevistado e por ultimo peso pós- estratificação. Todas as estimativas para cada uma das 27 cidades incorporam o peso final de ponderação resultante da multiplicação dos três fatores de ponderação (10) . 3.5 Indicadores avaliados O VIGITEL permite estimar as frequências de fatores de risco e proteção para Doenças Crônicas não Transmissíveis - DCNT (indicadores). Para isto é necessário o uso de fatores de ponderação. Os dados foram visualizados no total. Neste estudo foi utilizada a obesidade como indicador. Foi considerado como obeso o indivíduo com Índice de Massa Corporal (IMC) ≥ 30 kg/m2 (WHO,2002), calculado a partir do peso em quilos dividido pelo quadrado da altura, ambos referido pelo entrevistado(10). 16 4 Resultados e Discussão A prevalência da obesidade tanto na população masculina quanto na feminina foi maior no ano de 2010, sendo que em todos os anos a prevalência foi sempre maior na população masculina (Figura 1). Os resultados encontrados foram semelhantes a um estudo feito com adultos de 18 anos ou mais dos sexos masculino e feminino no Brasil entre os anos de 2006 a 2009(11). Figura 1: Prevalência de mulheres e homens obesos na região centro-oeste com idade de 25 a 34 anos no período de 2006 a 2010 conforme dados do VIGITEL. O ano de 2008 apresentou maior prevalência da obesidade em ambos os sexos, sendo que no ano de 2009 essa prevalência foi maior na população feminina, ao contrário dos outros anos (Figura 2). Comparando com a faixa etária de 25 a 34 anos, notamos que a prevalência praticamente dobra no sexo feminino; já no sexo masculino observamos um aumento, porém, não tão significativo. Esses resultados também foram similares ao estudo feito com adultos de 18 anos ou mais dos sexos masculino e feminino no Brasil entre os anos de 2006 a 2009(11). 17 Figura 2: Prevalência de mulheres e homens obesos na região centro-oeste com idade de 35 a 44 anos no período de 2006 a 2010 conforme dados do VIGITEL. Em 2009 a prevalência em ambos os sexos foi bem similar. A maior prevalência foi em 2010 para mulheres atingindo 22,8% e em 2006 para homens atingindo 20,9% (Figura 3). Quanto maior a faixa etária, maior a prevalência, em especial no sexo feminino. Esses resultados foram semelhantes a um estudo feito com homens e mulheres adultos de 20 a 59 anos na cidade de Lages(12). Figura 3: Prevalência de mulheres e homens obesos na região centro-oeste com idade de 45 a 54 anos no período de 2006 a 2010 conforme dados do VIGITEL. Na comparação com a literatura nacional, entre 2000 e 2010, houve uma tendência de aumento da prevalência de obesidade em todas as categorias de nível socioeconômico para 18 ambos os sexos: nos homens, o incremento na prevalência de obesidade foi associado positivamente com classe econômica e naqueles com renda familiar superior a 10 salários mínimos; nas mulheres, houve uma associação inversa com classe econômica e escolaridade. Esse padrão de incremento na obesidade é similar ao observado na POF 2008-2009 em todos os quintos de renda para ambos os sexos (4) . É importante salientar que o consumo de alimentos industrializados com o passar dos anos foi maior, devido à melhoria da renda familiar. Lembrando também, que a prática ou não do exercício físico pode ter grande influência sobre o aumento desta prevalência. Sendo assim pode se ter uma visão ampla que o padrão financeiro e o crescimento do consumo de alimentos não nutritivos (industrializados, fest food) podem contribuir efetivamente para o crescimento da obesidade. A principal limitação da análise desses dados está relacionada ao fato de que, sendo entrevista telefônica, a prevalência da obesidade foi definida a partir das informações referidas de peso e altura. Algumas diferenças são mais encontradas quando as medidas antropométricas são autorrelatadas pelo entrevistado, do que quando são medidas, a obtenção dessas informações relatadas por telefone permite a avaliação das variações anuais de forma rápida, simples e barata. Por meio de uma amostra representativa da população adulta da região centro-oeste, este estudo visa contribuir, para estabelecer ações de prevenção da obesidade; já que é mais fácil e barato prevenir à tratar. Principalmente nas faixas etárias aonde encontramos uma maior prevalência. 19 6 Conclusão Podemos concluir que a prevalência da obesidade é maior em homens jovens, até 34 anos, e em mulheres de meia idade, a partir de 45 anos. Apesar de a prevalência aumentar de acordo com que a população vai envelhecendo, notamos que nos anos de 2007 e 2010 tivemos uma maior prevalência no sexo masculino, já para o sexo feminino foi nos anos de 2008 e 2010. Sabendo que as causas que levam a obesidade são multifatoriais, é de suma importância políticas públicas de saúde que ajam combatendo essas causas. A difusão de informações e a intensificação de pesquisas são imprescindíveis para o melhor enfrentamento da problemática da obesidade na região centro-oeste. A alimentação, atividade física tem um papel fundamental na prevenção e no controle da obesidade, para melhor mobilidade, capacidade funcional e qualidade de vida durante todas as fases da vida. Com os dados obtidos sobre o aumento da prevalência de obesos na região centro oeste é essencial enfatizar e estimular o consumo de uma alimentação saudável, a prática regular de atividade física, a procura por um profissional capacitado para o tratamento, sendo de suma importância estimular o desenvolvimento de mudanças para a adoção de um estilo de vida ativo, que são fundamentais para a busca de saúde e qualidade de vida. 20 6 Referências 1 - Organização Mundial da Saúde. Obesidade. Genebra. http://www.who.int/topics/obesity/es/. Acessado em: 12 março de 2012. 2 – Lobato NS, Akamine EH, Tostes RC, Carvalho MHC, Fortes ZB. Obesidade e Hipertensão. Rev. Sociedade Brasileira de Hipertensão, v.12, n. 1, p.4-5, 2009. Disponível em: http://sbh.itarget.com.br/arquivos/RevistaHipertensao1_2009.pdf. Acessado em 12 de março de 2012. 3 - Pinheiro Anelise Rízzolo de Oliveira, Freitas Sérgio Fernando Torres de Corso Arlete Catarina Tittoni. Uma abordagem epidemiológica da obesidade. Rev. Nutr. 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