•
I
EXPEDIENTE
VOX CONCORDIANA
-
SUPLEMENTO
TEOLÓGICO
Revista teológica semestral publicada pela Congregação de Professores
da Escola Superior de Teologia do Instituto Concórdia de São Paulo.
Conselho Editorial:
Paulo W. Buss, Editor
Paulo K. Jung
Paulo F. Flor
Luisivan Strelow
Congregação de Professores:
Ari Lange
Cláudio L. Flor
David Coles
Deomar Roos
ErnÍ W. Seibert
Leonardo Neitzel
Paulo W. Buss
Raul Blum
Os altigos assinados são da responsabilidade dos seus autores, não refletindo necessaliamente a posição dos editores ou da Congregação de Professores como um todo. Devem ser considerados mais como ensaios para
reflexão do que posicionamentos definitivos sobre os temas abordados.
INSTITUTO CONCÓRDIA DE SÃO PAULO
Caixa Postal 60754
05786-990 São Paulo, SP
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ACEITA-SE PERMUTA COM REVISTAS CONGÊNERES
EDIÇÃO COMEMORATIVA - 50 ANOS DO ICSP
ANO 13 - N° 1 - 1998
•I
PALAVRA AO LEITOR
A educação tem sido sempre uma área de destaque na história da
Igreja Evangélica Luterana do Brasil. Esta ênfase na educação resulta
de uma herança da própria Reforma da igreja no século dezesseis. Lutero e seus colegas, especialmente Filipe Melanchthon, refletiram intensamente sobre o aspecto pedagógico da educação bem como sobre
suas implicações espirituais, sociais, políticas e econômicas. Muitos
dos princípios pedagógicos enunciados pelo Refomlador, em diversos
escritos, continuam válidos e são reafirmados por pesquisas modemas
na área. Mas, Lutero e seus companheiros não se limitaram à teoria.
Eles ajudaram a reformar o ensino de seus dias e colaboraram na criação de uma extensa rede de escolas de todos os níveis, desde o ensino
fundamental ao superior.
Luteranos que imigraram para o Novo Mundo no século passado
vieram imbuídos da convicção da necessidade de educar as novas gerações. Logo após sua chegada à nova pátria, organizaram sociedades
educacionais por iniciativa própria, construíram escolas com as próprias mãos, e contrataram professores. Quando a missão que mais tarde
se tornaria a Igreja Evangélica Luterana do Brasil iniciou seu trabalho
entre esses imigrantes no ano de 1900, ela já encontrou, em vários lugares, igrejas e escolas em pleno funcionamento. Logo em seguida, já
no ano de 1903, foi fundado o primeiro instituto da futura IELB para a
fOlmação de pastores e professores. O empenho educacional da igreja
se manifesta até hoje em congregações, seminários, e escolas que oferecem desde educação infantil até cursos de pós-graduação em diversas áreas do saber.
O Instituto Concórdia de São Paulo vem escrevendo, por meio século, um importante capítulo da história acima delineada. É a este
meio século que a presente edição comemorativa da VOX
CONCORDIANA-SUPLEMENTO
TEOLÓGICO é dedicada. Convidamos pessoas que estiveram diretamente envolvidas nas diferentes
etapas desta caminhada para que registrassem suas lembranças e reflexões. Essas pessoas conduzem o leitor por uma história que começa,
em 1948, em São João Grande, Colatina, ES, passa por Baixo Guandu,
3
ES, pelo Rio de Janeiro, e se divide em dois capítulos em São Paulo,
SP. Numa segunda parte, uma série de breves artigos pretende dar uma
visão panorâmica daquilo que a escola é hoje: seus diversos níveis e
programas de ensino, seus objetivos e princípios norteadores.
Cinqüenta anos de história evocam várias coisas: lembranças, reflexões, gratidão (a muitas pessoas e, acima de tudo, a Deus). Nossa
intenção é transmitir ao leitor um pouco de cada uma dessas coisas nas
páginas que seguem.
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•
OS 50 ANOS DO ICSP
1948-1998
São Paulo,
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Rev. Prol Ari Lange*
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Instituto
de uma Escola tem muitas coisas em comum
e para o futuro.
Concórdia
de recordação
Assim,
para a situ-
dos 50 anos do
o aniversário
de São Paulo (ICSP) é um acontecimento
de sua história,
tuação ela se encontra
um momento
na atualidade
para constatar
e os desafios
com
festivo
em que si-
que se apresentam
para o seu futuro.
Apesar desse aspecto comum com o aniversário
cinqüentenário
de uma pessoa, o
do ICSP tem algo próprio e especial. Nesses 50 anos do
ICSP estão envolvidos
de sua mantenedora
a vida de muitas pessoas;
- Igreja Evangélica
uma parte da história
Luterana
do Brasil-
lidades em que a Escola esteve durante sua peregrinação,
dação
em São João Grande,
Santo, passando
município
de Baixo
, e as locadesde a nm-
Guandú,
Espírito
pelo alto da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro,
até Campo Limpo, em São Paulo.
dos 50 anos do ICSP, destacam-se
Na lembrança
profundo
amor a Deus e ao próximo.
Escola, sob a liderança
Foi com este espírito que nasceu a
do Prof. Osvaldo SchüIler, que sentiu a necessi-
dade de criar uma escola que preparasse
rais, e do Sr. Guilherme
Destacam-se
professores
dade do, já falecido,
Belz, que doou o terreno para a construção.
Rev. Martim Flor.
Mesmo
forma
que continuaram
destacam-se
e continuam
do ICSP. Como líderes
e Médio.
por
que foi a semente da re-
pessoas,
investindo
programas de estudo que atendem
sil e no Exterior, e da comunidade
damental
sendo derrotado,
da Escola na década de 70, não calou a sua voz,
deixando-nos, antes, um testemunho profético,
abertura do ICSP na década de 80.
so constante
para as escolas ru-
também pessoas com o espírito de bravura e tenaci-
ocasião do fechamento
Da mesma
pessoas com um
homens
e mulheres,
suas vidas para o progres-
planejaram
e criaram
diversos
as necessidades
da Igreja, no Bralocal, com o Ensino Infantil, Fun-
O ICSP de hoje é uma Escola polivalente,
e por
5
~
isso, tem condições de oferecer educação nos mais diferentes níveis e
modalidades.
Prova disso são os milhares de alunos que buscaram e encontraram, nas salas de aula e no convívio com colegas e professores, os conhecimentos e a formação necessária para uma vida de sentido
integral. São eles as melhores testemunhas de que a educação fundamentada na filosifia cristã da vida é a mais adequada para todas as pessoas.
Qual será o futuro do ICSP?
Com certeza surgirão novos desafios e dificuldades, mas também
novas vitórias.
OP~~
Se no passado e no presente o
ICSP pode atingir seus objetivos
porque Deus sempre providenciou
recursos humanos e financeiros, podemos olhar para o futuro com esperança e otimismo.
Por isso, festejamos o jubileu de ouro do ICSP fazendo coro com
o salmista: "Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres" (SI 126.3).
* Diretor Geral do ICSP
Prédio c!:
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Prédio do Instituto Concórdia em Baixo Guandu, ES.
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4
• 5
• ••
BREVE HISTÓRIA
DA ESCOLA NORlVIAL RURAL
DE sAo J010 GRA.NDE, ES
ReI'. Jo!zn L. Wentzel*
Foi em 1929 que a IELB começou
regiões do Estado do Espiriw
saudoso
Sapucaia,
Atendendo
Fixou ele residência
no município
a sua paróquia
do com o decorrer
em
Santo. Foi liderado pelo seu pioneiro,
pastor Emílio Sehmidt.
a atual Rapadura,
o seu trabalho missionário
de cinco congregações
do tempo a aknder
na localidade
de Domingos
Martins,
o
de
ES.
foi ele solicita-
também a outras paróquias
dos
estados do Espírito S;:-,ntoe \linas Gerais, as quais se haviam desligado
de outras denominações
religiosas por motivos de consciência.
Lideradas
pela orientação
ter os seus próprios
Unidos.
o tr:lbalho
do Rev. Emílio Schmidt passaram
pastores tanto da IELB como também
nas paróqui:ls
a ob-
dos Estados
era difíciL os meios de locomoção
bas-
tante primitivos. Para atender as congregações
e pontos de pregação
com a Pale""ra de Deus e os sacramentos era preciso viajar à cavalo ou
caminhar horas à pé. Só em uma ou outra região era possível
mento eom charrete ou motociclo ou automóvel.
o atendi-
Os membms das p:lróquias em geral estavam interessados em ouvir a Palavra de Deus e como cristãos cooperar na expansão do reino de
Deus. Todavia,
muitos deles eram analfabetos.
Faltava a instrução primária.
e os professores
Faltavam
as escolas congregacionais
idôneos para lecionar nas mesmas;
havia, sim, profes-
sores leigos em congregações.
Mas o que fazer j á que eram tão poucos
os obreiros à testa das pa-
róquias c congregações"
E além disso bem poucos pastores
bém lecionavam em escolas?
que tam-
Além de pastores era preciso também formar professores
onassem tanto as matérias religiosas como as seculaí(~s.
que leci-
E Deus apontou o caminho
a seguir.
11
•
•
Foi em 1948 que os pastores, professores e leigos do distrito Espírito Santo - Minas resolveram fundar uma escola normal rural para a
formação de professores para as escolas de suas paróquias.
Sem perder tempo formou-se ao mesmo tempo para este fim também uma liga de leigos luteranos, que deveria liderar e providenciar
pela manutenção de tal escola.
Por grande amor a este empreendimento na região destacou-se de
saída um membro leigo, o Sr. Guilherme Belz.
Ele doou duas colônias de terras com casa e plantação, o que tornou possível a execução imediata de tal plano de fundar uma escola
normal para o distrito.
Encontravam-se tais terras em São João Grande, no distrito de Itapina, município de Colatina no estado do Espírito Santo, retiradas uns
7 Km ao norte do rio Doce.
A casa, que servia de moradia, foi remodelada para o internato, os
bancos, mesa e cadeiras, camas, etc., feitas de madeira da própria localidade, eram bem simples mas úteis.
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Igreja de São João Grande, ES.
Primeira sala de aulas do Instituto.
12
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Passaram a lecionar na escola o prof. Oswaldo Schüler e o pastor
local Rev. Waldemar Krebs. Matricularam-se 16 alunos.
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Todavia, surgiram dificuldades e problemas que pareciam até insuperáveis.
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Transferiu-se a sede da paróquia para outra localidade, para Mutum Preto.
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_~•-:l-ialoca-
Muitos membros da paróquia se mudaram para o norte do Espírito
Santo em busca de terras melhores para a cultura do café. As ofertas
para a escola começaram a minguar. Também era difícil de se chegar à
escola. Surgiu então a idéia, o plano de mudar a escola para outra localidade de mais fácil acesso, e já que também a barca, que fazia a travessia do rio Doce para São João Grande, fora suspensa deixando com isso
como isolada a escola de São João Grande.
Resolveu-se mudar a sede da escola para a cidade de Baixo Guandu, que ficava retirada à poucos Km da divisa do estado de minas Gerais e por onde passava também a estrada de ferro do Vale do Rio Doce.
Negociou-se e conseguiu-se com a prefeitura de Baixo Guandu
uma quadra de terreno dentro do perímetro urbano.
Vendeu-se então o terreno de São João Grande e com contribuições e empréstimos feitos por diversos membros das paróquias se tornou possível comprar as benfeitorias existentes na quadra do terreno de
Baixo Guandu bem como a construção de um edifício novo com duas
salas de aula, um dormitório e instalação sanitária.
Com isso a escola normal rural, inaugurada em 22 de agosto de
1948 continuou a funcionar com os alunos transferidos de São João
Grande. Lecionaram então na mesma o professor Oswaldo Schüler e o
Rev. Adolfo Gruell e esposa.
Formaram-se quatro alunos como professores que então passaram
a lecionar em escolas do distrito.
Todavia, como então surgiram dificuldades, os recursos necessários deixaram de entrar para o funcionamento da escola. Esta foi conveliida em ginásio depois de um acordo feito com o Seminário
Concórdia de Porto Alegre.
13
•
Mudou-se com isso também o nome da escola para Instituto Concórdia. Deveria então funcionar como uma espécie de pré-seminário na
região Espírito Santo - Minas.
ram benefici2.é..:.~::-::.
fessores. mas t.:.=-.~
Soli Deo G:::- ..
é" ::'.
Com esse empreendimento as paróquias do distrito julgaram-se
esperançosas de conseguir para as suas congregações professores, e
quem sabe também futuramente seus pastores. Ofertaram generosamente para esta causa no reino de Deus.
Todavia, o Instituto não deveria permanecer em Baixo Guandu. E
por que não? Era a pergunta que fizeram muitos membros do distrito.
Argumentava-se - e também com a influência e o apoio financeiro da igreja-mãe dos Estados Unidos, que um tal curso preparatório em
pedagogia deveria funcionar num centro geográfico maior que atendesse à todos os requisitos do ensino que estavam sendo requeridos no
país.
Diante destes argumentos resolveu-se então transferir o Instituto
para a cidade do Rio de Janeiro, sede do antigo Distrito Federal. Além
disso, também, havia a afirmação de que o distrito Espírito Santo - Minas não apresentava as condições necessárias para manter o funcionamento do Instituto.
Resolveu-se então no distrito, em conferência realizada em Vargem Alegre, encerrar as atividades do Instituto em Baixo Guandu no
momento em que este se tivesse transferido com seus professores e alunos para a cidade do Rio de Janeiro. Depois de algum tempo, o Instituto
se transferiu para a cidade de São Paulo onde atualmente se encontra
pela graça de Deus.
Concluindo, não podemos deixar de lembrar que em todo este empreendimento feito pelos irmãos cristãos dos estados do Espírito Santo
e Minas se notou a liderança de Deus. Não foi inútil todo o esforço e
cooperação feitos pelas paróquias do distrito. Visto que era obra de
Deus, que realizaram com dedicação e sacrifício, Deus abençoou e
confinnou a obra de suas mãos, como também futuramente ficou demonstrado pelo funcionamento do Instituto nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Não somente o distrito Espírito Santo - Minas, mas
também tantos outros distritos da IELB e até pessoas fora do país fo14
Fr-""'-:;,
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,tituto Con- _-' :,minário na
ram beneficiadas
ricamente
fessores, mas também
Soli Deo Gloria!
por Deus, não somente com pastores
e pro-
com líderes leigos na Igreja.
lIgaram-se
:: =fessores,
e
gencrosa= Guandu. E
é pastor aposentado da
IELB e reside em Ijuí, RS.
Era pastor no Estado do Espírito Santo à época da
fundação do Instituto e estevepresente
na cerimônia de fundação.
*0 Rev. John L. Wentze!,
76,
ia distrito .
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Primeira turma de alunos de São João Grande, ES.
15
o PRIMEIRO
ALUNO
Teve o pr'~:~~:: ~
Teve seu -:'~~-=-.:~
~Teve seu -:'~--=-::.~~_:-
Reli. Roherto Kunzcnd(Jlll*
Contemplar
hoje o ICSP, centenas
de vezes multiplicado,
Teve se'J
Teve a
frutifi-
cando, de uma semente lançada há 50 anos em São João Grande, interior
do município
de Colatina, bem ao norte do ES, "parece um sonho" (pala-
vras do SI 126). Depois de 50 anos de copiosas bênçãos, é preciso parar,
reí1etir e lembrar as "GRANDES
COISAS QUE O SENHOR TEM
FEITO
POR NÓS". Há 50 anos foi jogada
uma plantinha
raquítica,
pobre, medíocre,
uma semente.
desnutrida.
Dela brotou
Mas ela não foi
abandonada
e nem rejeitada. O Senhor a cobriu de bênçãos. Hoje é árvo-
re frondosa,
exuberante,
Lembro
nhou lá do interior de Domingos
ro andamos
duas
horas
do Itapina. Atravessamos
os primeiros
mesmo
para tomar
a lotação
a pé, cerca de hora e meia até São João Grande. Fomos
Krebs, primeiro
trava hospedado
cava
uma semana antes. O papai Jogo no
dia voltou para casa e eu fiquei hospedado
Waldemar
também
c texletlrosa
01', conl
a uns 300 metros.
Tudo
se encon-
Schüler. O Instituto propriamente
era tão simples,
tão modesto,
fitão
2.p ':-:::'0
C
011"__
~-~~
_. _-
dos pais e i:·:'::~.:'
em febre eE ::'.'::'
sistido pelo g~':,:::...:
Depois.
= ,"
: .
Guandu, mais ::. :':
finalmente
na casa do Pastor
diretor da escola, onde tambémjá
o Prof. Oswaldo
jé. es::c
semana
o Rio Doce de canoa e fizemos o último tra-
a chegar. Chegamos
Krebs.
Martins até São João Grande. Primei-
a pé até a estrada
: ~ ...
=~':'.
de cas,:,... "~
Meu pai me acompa-
(Veraneio da GM) até a capital, Vitória. Passamos a noite na Pensão
Kerkofr. No outro dia cedo embarcamos no trem até o lugarejo chamajeto novamente
aulas. Enquar.t:
do na casa :::(1
mar
Mas
o pnmeIro
S~:.
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S 2.:. .-: ' :
1=='0"
passo é dec:o
histórico.
P,:.:':.
primitivo, tão distante, tão difícil. Era de dif1cil acesso, manutenção,
desenvolvimento
e locomoção. É como se diz, parafraseando
o salmis·
ta: Em São João Grande era difícil sorrir. Em Baixo Guandu e Rio de
meio e fun s~:',:':.:
Janeiro já se esboça um sorriso mais aberto e que desabrocha
xaba, que .:2.:::': ~:. o :':
te, festivamente
na beleza, amplidão
e conforto
Em todas as coisas há sempre o primeiro
A vida de qualquer
O mundo foi criado- teve seu primeiro
Cada empresa tem o seu primeiro
teve seu primeiro
16
momento.
finalmen-
de São Paulo.
momento.
E o Instituto
petuado
nac~:'~~: .
ta gratidàc, c 5 5 •
No 1m::.:':':' .. _ -
momento.
momento.
Este U:-:::-::" :.
o começo ce5:~.='
momento.
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muito bem como tudo começou.
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-
7 •
11
Teve o primeiro
- ',dor/r
, frutifí." (pala;,:, parar,
~, TEM
, 'Jrotou
rào foi
e árvo-
São João Grande.
Diretor - Rev. Waldemar
Teve seu primeiro
Professor
Teve seu primeiro
aluno matriculado.
Teve a primeira
nterior
local-
Teve seu primeiro
- Prof. Oswaldo
Krebs.
Schüler.
sala de aula.
No dia 15 de agosto de 1948 já estive lá aguardando
o início das
aulas. Enquanto aguardava a chegada de mais colegas, estive hospedado na casa do Diretor Waldemar
Krebs.
também
O
professor
já estava lá. Aquela
semana
e tel1lebros
roi a mais longa
da minha vida: -
de casa, criado no interi'.:ompaPrimei-
or, com apenas dez anos de
idade. Com muita saudade
_ lotação
" Pensão
dos pais e irmãos, delirando
em febre era medicado e as-
chan1a-
_ :'.mo tra~~, Fomos
• logo no
,'e Pastor
.. ~;::cncon.':i1ente fi::;?~to, tão
::r:Jtcnção,
J salmis: •• e Rio de
:. I:nalmen-
sistido pelo grande professor.
Depois,
fomos
a Baixo
Guandu, mais tarde ao Rio e
finalmente São Paulo.
Mas São João Grande foi
o primeiro passo. E o primeiro
passo
É o marco
é decisivo.
histórico.
Porque
nada
tem
meio e fim sem ter começo,
Este primeiro
petuado
naquele
xaba, que jamais
será per-
rincão capi-
o primeiro
aluno do Instituto,
Roberto Kunzendorff
deixará de ser
o começo desta Escola de Profetas da IELB, que hoje lembra com muita gratidão
os 50 anos de sua fundação.
No lugar do primeiro alojamento e refeitório só restam velhos coqueiros plantados ao redor do prédio histórico completamente
. _:0 também
destruído sem
deixar nenhum sinal. Mas a capela, plimeira sala de aula, está lá, no mesmo
lugar, com as mesmas paredes e fundação. Hoje tem bancos novos, pintura,
17
--fono e altar novo. Mas a fundação da primeira sala de aula está lá onde
pretendemos colocar o marco histórico do Instituto Concórdia.
Lembro-me do edificio rudimentar. Casebre de pau-a-pique. Não
existe mais. Lembro-me do Diretor. Pastor da IELB. Uma pessoa simplesmente simples, modesto, humilde que junto com os alunos fazia
acero, queimava a roça para plantar milho, feijão e aipim para a nossa
alimentação.
O diretor, que era diretor da escola porque morava lá, era o nosso
pastor. Pastor da Paróquia de São João Grande, hoje pastoreada pelo
Rev. Altino Grinivold. O professor foi formado pelo Seminário Concórdia de São Leopoldo, enviado pela Igreja. Jovem, humilde, inteligente, também já partiu para a eternidade.
Os alunos eram 13: os da foto na escada da casa-escola da foto na
revista Instituto Concórdia de São Paulo - Anuário 1965, na página 16.
Destes colegas ninguém é pastor ou professor.
Hoje, com muita gratidão, digo com o sa1mista: "Grandes coisas
fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres".
50 Anos.
É um ano especial. É data festiva.
São 50 anos de progresso, de lutas e de vitórias.
E o primeiro passo foi São João Grande.
Vi a semente lançada.
Vi a semente brotar.
Vi a plantinha' crescer.
Vejo a árvore frondosa.
Vejo os frutos abundantes.
Vejo as grandes oportunidades, os grandes desafios.
Vejo a multiplicação das áreas de serviço.
Parece "UM SONHO" - depois de 50 anos.
De tàto. "GRANDES COISAS FEZ O SENHOR POR NÓS".
*Pastor em Nova Venécia, ES
Seujilho, Roberto ir., também/ormou-se em Teologia na
EST-fCSP, em 1995, sendo pastor da fELE
em Santa Rita do Passa Quatro, SP.
18
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o INSTITUTO
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NO RIO DE JANEIRO:
1957-1961
. : ~? '\"óS".
'o'nécia,
ES.
-;:::ologia na
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· ::.:'-,; Quatro,SP'
19
7
I.
INSTITUTO CONCÓRDIA DO RIO
Recordações de um ex-aluno
Rev. Gerhard Grasel*
Lá pelos idos de 1954, começava uma etapa decisiva na minha
vida. Foi o ano em que ingressei numa escola confessional cristã luterana, no bairro Moinho Velho, São Paulo, capital. A professora, Sra.
Frida Strelow, seu esposo, professor Guilherme Strelow e o pastor Nilo
Strelow (esses últimos já falecidos) incentivaram-me a ir para o seminário, apesar de não ser luterano na época.
Aí, no ano em que o Brasil ganhou sua primeira copa do mundo 1958 -lá estava eu no Instituto Concórdia no Alto da Boa Vista, em
plena floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, num dos pré-seminários da
IELB, pensando em ser um dia pastor. Tudo foi muito rápido. Só posso
ver a mão de Deus atrás dessa trajetória.
Olhando para trás desses 40 anos, sinto um misto de nostalgia,
alegria, tristeza, saudade, gratidão, reconhecimento. Como aluno do 10
ano ginasial com 12 anos de idade, saí do aconchego do lar e fui para
Prédio do Instituto Concórdia no Rio de Janeiro, RJ.
21
A vida de' ,:,
longe do "ninho" familiar, morar com gente que até então não conhecia, num ambiente de internato.
É verdade que nesse sair de casa havia também a experiência
aventura,
do novo, do desafio, do convívio
dades fundamec::.'
da
me ajudou a ficar firme no propósito
Ao escrever
lembrei-me
de educadores
sar conhecimentos
e nos ensinar
comprometimento,
do Instituto.
carinho,
nosso intelecto
Oswaldo
Schüler e sua esposa
Schüler,
e visão de mundo, sempre a frente
Paulo Flor nos ensinava
seu jeito pastoral,
sua preocupação
riêncÍa espirit,::<
com sua dedicação,
amorosa
sua paixão pelo crescimento
ou um "mar de rosas". As relações interpessoais
ceis, mas aprendíamos
pelo ser l1U-
do educando.
às vezes ficavam difí-
a ref1etir sobre os nossos erros, humilhar-nos
e
Nosso "habitat"
no Instituto no Rio foi inesquecível.
A escola ocu-
pava duas casas coloniais do fim do século XIX ou início do século XX,
em frente a uma linda praça, no meio da belíssima floresta da Tijuca, no
Alto da Boa Vista, numa altitude de uns 600 - 700 metros acima do nível
do mar. De lá caminhávamos
às vezes a pé até o Corcovado,
todo trajeto
feito na floresta da Tijuca, o pulmão da Cidade Maravilhosa.
Ao entrar no túnel do tempo, revi vi nossas viagens
importantes
na cidade de Petrópolis,
de música, jogos no Maracanã,
de estudo
a
visitas à feira de livros,
praia e com muita regularida-
de, nossa participação
nos cultos e na juventude
da Comunidade
Paz, nossas atividades
esportivas
cancha do pátio ou
no verde gramado
22
aprendi
~."
na pequeníssima
acima da Cascatinha,
em plena floresta
da Tijuca.
da
- "
a g05 '.2: :e e'
bios para a "ic::. e':;Por eS52. ::'>'-~.
anos COl1\'j\l :: :-,' e:: -'
foram imlã'.'5
::::', ., ,
deste mund~
pedir perdão.
concertos
'
de disciplina n,'..
O Institué= C' - .•
desafiava
É bem verdade que o convívio num internato nem sempre foi fácil
museus
- -- -'"
para a vida qUê '."',
A obcdiéc~~
e amor desses servos pioneiros
com seu jeito peculiar,
:;:-,'
ciplÍnaeacocs::~',
foi usado por Deus para nos repaspara a vida. Sou grato a Deus pelo
dedicação
com sua sagacidade
de seu tempo. O professor
sua empatia,
suntos predete:-::',,:
Nossas L~:e'
pre era prazêr.~,:.
mano como pessoa,
-,--
portância na TiC, 5,'
momentos SC:r:ir.c,:
de seguir
logo dos queridos pro-
fessores Paulo Flor e sua esposa Wanda, Oswaldo
O professor
: --,
treinar a leitura e ::" e
essa retrospectiva
Ivone. Esse quarteto
Bil:-':'::.
teologia, nOS5C'2.,
Umadasaé:'.·---=
com um grupo que formava
uma família, a família do Instituto. Mas, não poucas vezes, senti saudades de casa, das coisas e maneiras de minha família, meu eixo existencial. Deus, no entanto,
em frente.
ário com a
:':,
Deus a':'ê;': : e - "
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::ào conhe=~=iência da
_.~ formava
'~n ti sauda":0 existen-
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A vida devocional no Instituto era intensa e estimulante. As verdades fundamentais foram inculcadas profundamente. Esse contato diário com a Bíblia tornou-nos sábios e preparou-nos para o estudo da
teologia, nosso alvo acadêmico e pessoal para o futuro.
Uma das atividades acadêmicas que também foram de suma importância na nossa fOlmação, foi a participação no Grêmio Estudantil,
momentos semanais em que éramos desafiados a declamar poesias,
treinar a leitura e polemizar sobre temas relevantes, discursar sobre assuntos predeterminados, enfim, exercitar e desenvolver nossos dons .
Nossas tardes e noites de estudo obrigatórias nos incutiram a discipl ina e a consciência de que esse era um tempo impOliante de preparo
para a vida que tínhamos pela frente, como futuros obreiros.
A obediência à regras, normas e horários bem definidos nem sempre era prazerosa, mas teve seu valor. Afinal, uma boa e saudável dose
de disciplina na vida faz bem e ajuda na fonnação do caráter.
O Instituto Concórdia foi a segunda significativa e decisiva experiência espiritual de minha vida. Foi durante essa vivência intensa que
aprendi a gostar de estudar as Sagradas Escrituras que nos tornam sábios para a vida eterna.
Por essa passagem no Instituto sou grato a Deus, pois nesses 3
anos convivi com educadores que foram meus pais e com colegas que
foram irmãos. Deles e com eles recebi valores que não troco por nada
deste mundo.
Deus abençoe nossa escola de profetas!
*0 Rev. Cerhard Crasel, STM, ex-aluno
do Instituto, atualmente é Capelão-Ceral
da Universidade Luterana do Brasil, ULBRA.
:::'::,
trajeto
':: ~studo a
~~ livros,
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23
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OLilLILSNI
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· ,.
ESCOLA DA VIDA
Asfoll1iro Romais
A mala cra de um papelão
com papel pontilhado
junto
forrada em seu interior
com umas ridículas florzinhas
com um enorme
sonho, um modesto
com cheiro de naftalína,
pas costuradas
amarronzado,
coloridas.
cobertor,
Dentro,
um travesseiro
uma meia dúzia - ou menos - de peças de rou-
com muita boa vontade
e técnica nenhuma
Ano de 1969. Homem na lua, milagre econômico,
chumbo),
*
dos coturnos.
pela irmã.
anos de ouro (ou de
E a gente só eom o povoado
na cabeça,
eom
uma visão política que cabia num dedal.
Emoção e comoção
Na chegada à rodoviária
o sossego,
trânsito
de São Paulo,já
o earro de bois - tudo atropelado
o caos. O porco c a vaca,
pejo frêmito nervoso
que dançava entre a fumaça c o apocalipse.-
scnsação.
Uma meia dúzia de fotografias
Amaro antecederam
Perdido'-
no Foto Furuta
do
era a
de Santo
a viagem no Viação São Luiz cor de salsicha
até
Campo Limpo, 1cia-se Instituto.
Não lembro se houve recepção.
vidade empilhada
De qualquer
numa cabeça que recém abandonara
quem não sabe, um corte de cabelo a Ronaldinho,
cabelos
deixada na fachada frontal,
Um primor!).
Circulando
olhar desgarrado,
inocência
de pêlos na cara, outros com a
pela ausência da saia da mãe. Alguns
ainda no íntimo o desejo de pilotar aviões,
com dezesseis rodas, brincar de polícia ou de bombei-
ro - ou simplesmente
domar um cavalo xucro ou laçar de primeira
um
fogo.
Às vésperas
tcl dormido
acabada em franja linear na testa.
alguns com ameaça
de crianças apreensivas
boi cuspindo
o topete (para
com uma moita de
atrás das malas, muitos outros com o mesmo
com o ar de que carregavam
dirigir eaminhão
forma, era muita no-
do primeiro
dia de aulas, ainda com o ônibus e o pas-
no corpo, um desafio:
taluda esquisita.
cortar a grama com aquela tesoura
Ora, quem cortava grama alta era boi faminto e essas
eoisas de mato creseido
se resolviam
a enxadadas
e foiçadas.
Nunea a
27
tesouraços. Mas a gente fez o que pôde. Afinal, as mãos já vinham
mesmo curtidas de calos.
Na hora do almoço, apareceu o Diretor - o saudoso Martim W.
Flor - olhar tipo o-que-é-que-você-está-fazendo-aí,
rosto avermelhado, falando um português alinhado de metrópole. A gente ali, num
silêncio opaco, com vontade de se esgueirar e de se esconder atrás os
extintores de incêndio.
Muitos, desde o primeiro dia, se sentiam enjaulados esperando o
alvará de soltura. Botar o pé fora dos muros - ainda que com a cândida
intenção de rachar entre três uma garrafa de refrigerante Itubaína - só
com a licença da autoridade. E toda vez que saíamos, lá íamos nós suplicar com a humildade de um caboclo de chapéu na mão aquela aIforria cronometrada. Especialmente aos domingos, após o culto, para
visitar a feira livre de Campo Limpo - para olhar tudo e não comprar
nada.
Prova de fogo
O primeiro dia de aula foi adrcnalina pura. Na matemática, o saudoso professor Guilherme Strelow fez piruetas com raizes quadradas,
montou e demoliu conjuntos sem cerimônia, esquartcjou números inteiros. E, pior, arrumou adeptos que o entendiam. Eu ali, olhando aquela coisa que vinha de lugar nenhum e ia para coisa alguma. Conjunto
vazio. Na melhor das hipóteses, como um boi contemplando uma porteira nova. A minha incapacidade de digestão daquilo tudo gerava frios
na barriga e arrepios na espinha. Mas presente estava a decisão: comeria aquele caldo quente pelas bordas, entraria nas migalhas, subindo no
estribo. Deu certo - pelo menos o suficiente para não ser chamado à secretaria para explicar o inexplicável ao diretor enfurecido. O Diretorque, aliás, nos providenciava cobertores para o nosso muito frio, nos
oferecia trabalho remunerado e arranjava calças esquisitas de generosos e sempre grandes norte-americanos - a par da imensa bondade que
se aninhava em seu coração de pai-substituto, era interpretado como o
titã das cobranças, do olhar enérgico que policiava nossos cabelos
quando estes ameaçavam tocar os colarinhos ou nos mandava percorrer dez vezes, ida e volta, o longo trajeto das calçadas quando tínhamos
28
convicção que o Z:1::'~::::::de voz era ameno :':'::'=- =: das cozinheiras - ::..:::.~ : :::. da "nutritiva e sa'J::::'-:,
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•
convicção que o atalho por sobre a grama era mais econômico. O tom
de voz era ameno quando nos incentivava- com a cumplicidade diária
das cozinheiras - a que consumíssemos um carregamento de aveia parda "nutritiva e saudável" que desembarcou no Instituto vindo não sei
de onde e que nós teimosamente repugnávamos sob o nome de "alfarroba". Uma questão de honra.
A educação para o trabalho era uma das virtudes cultivadas. Cavar barrancos, fazer jardins, plantar árvores, montar guarda nos fins de
semana tinham ainda a vantagem de render dinheiro para livros e até
para um eventual lanche Mirabel no bar do Leonardo. O lazer tinha
muitas faces e até intensas emoções, como vez por outra pegar carona
no Aerowillis verde do Prof. Paulo Flor (haja coração!) ou derrubar
uma dezena de postes do vizinho Tiberowsky a bordo da pick-up (também verde!) do Instituto, pilotada por um motorista atrapalhado com
tantos cavalos àquela altura indomáveis. (Um Hennes que, em perícia,
nada herdara do mitológico deus grego.) As emoções estavam presentes nas pequenas coisas, como em um bom jogo de futebol ou até um
cinema para ver Roberto Carlos em ritmo de aventura ou para conferir
:..:adradas,
.:"1eros lD-
..:~doaque.:
C.'onjunto
'Jma por~::a \'a frios
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: frio, nos
'::c: genero· ::dade que
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· ; :;; cabelos
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Vista aérea do Instituto Concórdia de São Paulo ..
29
i~iihl;;1fj'~ml!!!j
•
•
F~
se o fusca falava mesmo. Mas esta já era uma regalia não dada a todos
os mortais.
Como rrjss:.::-.::.:
Educação integral
A compreensão
dos professores
mes era imensa. Era necessário
comportamentos
transportado
para com aquelas
infor-
traçar limites, indicar direções,
mapear
para quem não tinha ao seu lado a família e que fora
da calça curta para o coração
até naquele
massas
do Pelezinho
do Brasil. Em cada gesto --
(qual seu nome?)
que hasteou
no mastro do
pavilhão
nacional
um saco vazio de cimento e, flagrado pelo professor
Oswaldo
Schüler,
teve que cumprir o ritual respeitoso
do em posição
um elemento
de sentido até o meio-dia
pedagógico.
vida devocional,
fraterna,
trabalho
periódico,
evangelísticas
disciplina,
combate
respeito
solidariedade,
que passaram
lhados
-
à
por nomes mais respeitosos.
vida inteligente
porém,
dons e em distintas
Carregam
na formação
de egressos
Coelho,
dos
espa-
Pangaré,
da flora e da fauna atendem hoje
médicos,
... outros tantos voltaram
dos diplomas.
advogados,
às raÍzes e buscaram
Grande maioria
deles,
à causa da igreja com seus diferentes
todos os ex-concordianos,
aquele tempo e sobretudo
história.
com certeza, a marca daque-
quase matrimonial
de cada um deles com
com a Escola. Esquecer
Ali, afinal, aprendemos
o Instituto
seria es-
todos os escondidos
da selva-mundo,
lançamos fundamentos de vida, construímos
construídos em nossa curiosidade de meninos.
e fomos
* Jornalista, professor do curso de Comunicação Social
da Ulbra e secretário da IELB
30
L':é~:-:::-." ::: ::-:
aqui alguns ±"2.:: s ~ ::: : ....
atividades e~>:·::,,~.:~: :.
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duzindo o que e, ::e' . e=
"No GOLlir.;::'.
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Deus,nose·,,:,;::,':,
....
e:..
res,profe,s.:e'
e milhares i~:; ':~~_
geografias.
les anos. Há uma intimidade
quecer a própria
Boy-Cavalo,
Alguns são pastores,
hoje servos consagrados
no trabaprograma-
responsabilidade,
Hoje, há uma multidão
fora da moldura
convivência
escola dominical,
autoridade,
Os então Bitelo,
professores
respeitados,
aos vícios, integração
Tatu, Jabuti, Batata ou outro elemento
jornalistas,
lições bem feitas,
tudo eram valores presentes
pelo Instituto.
pelo Brasil.
limpos,
horários
lho da igreja - coral, visitas missionárias,
ções
junto ao seu símbolo - havia
Os apartamentos
camas arrumadas,
de ficar perfila-
Evangélica
chamadc,::::
lavraec'c,
-ce
S:,::,
ao Senhc:- :3:::
luterancs
e:-..·.
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,ao Social
da fELS
Como missionário e pastor mais antigo e de mais idade da Igreja
Evangélica Luterana do Brasil, no Estado de São Paulo, quero relatar
aqui alguns fatos e acontecimentos históricos referentes ao início das
atividades e construção de nosso Instituto Concórdia. Faço isto reproduzindo o que escrevi em setembro de 1988, sob título "Recordando" .
"N o domingo, dia 28 de agosto, a minha esposa Iris e eu participamos de um culto que acontece uma só vez. Foi o Culto Festivo para celebrar o 400 Aniversário de Fundação do nosso Instituto Concórdia, no
qual o pregador convidado e ex-aluno, Rev. Oswaldo Reinholz, destacou com vibrante ênfase as verdades do Salmo 126.3: "Com efeito,
grandes cpisas fez o Senhor por nós; por isso estamos alegres." Ao escrever estas linhas lembro-me de um outro culto que aconteceu uma só
vez. Foi aquele Culto Festivo em que os concordianos de Indianópolis
celebraram com júbilo o 500 aniversário de fundação de sua Congregação. Destacaram então com ênfase vibrante as palavras de Isaías 12.5:
"Cantai louvores ao Senhor, porque ele fez cousas grandiosas." Impressionou-nos muito o número de cristãos luteranos que afluíram de
congregações do interior e da grande São Paulo para comemorar este
acontecimento festivo no Instituto Concórdia. Bem como aquela vez o
grande número de participantes nos festejos da Comunidade Concórdia de Indianópolis. Fiquei pensando comigo mesmo: Como o Senhor
Deus, no seu grande amor e graça, abençoou o fiel trabalho dos pastores, professores e congregados, nesta terra dos bandeirantes. Centenas
e milhares de cristãos luteranos se estabeleceram em Comunidades t,
chamados das trevas para a maravilhosa luz, se reúnem ao redor da Palavra e dos Sacramentos, buscando alimento espiritual e dando glórias
ao Senhor. Sim, isto me emociona - grandes concentrações de cristãos
luteranos em São Paulo - pois, há 48 anos atrás comecei a ajudar a formar a Sião luterana, semeando a Palavra. É verdade, alguma semente
caiu a beira do caminho, outra parte caiu em solo rochoso e outra caiu
entre os espinhos. Mas felizmente outra, enfim, caiu em boa terra. Aí
temos os frutos. Deus seja louvado!
31
Agora quero recordar um pouco aqueles dias, quando a Igreja construiu o Instituto. Creio que todos sabem que a fundação e início dos trabalhos da Escola aconteceram em Baixo Guandu, ES. A Igreja queria
então levar o Instituto para um centro maior, talvez alguma capital, pois
notava-se naquela época um desejo de expansão educacional maior entre os dirigentes da Igreja. Foram feitos muitos estudos, reuniões após
reuniões e finalmente comprou-se um terreno na cidade do Rio de Janeiro para lá edificar os prédios para o funcionamento do Pré-Seminário. E
na cidade de São Paulo comprou-se um terreno para construir nele a Faculdade de Pedagogia da Igreja. Na compra deste terreno tomei parte ativa, pois era naquela ocasião o presidente da comissão de pesquisa de
terrenos e mais tarde o presidente do Conselho Administrativo do Instituto. Mas por que não se construiu o Instituto no terreno do Rio? É que
êste terreno era muito íngreme e exigia um tàbuloso movimento de terra
para conseguir uma área plana. Participei e obs~rvei as intermináveis
discussões na reunião da Convenção Nacional da Igreja, lá na capela do
Seminário do Monte SelTat em Porto Alegre, RS. Me lembro que o saudoso professor Schelp disse naquela ocasião: "não podemos remover
montanhas." E assim foi resolvido começar já, com a construção do Instituto no terreno em São Paulo. Este terreno fora adquirido, pela Igreja,
por um preço bom, do nosso irmão e amigo Erwin Tiberowski. Planejem, construam e terminem, o quanto antes, os prédios do Instituto, pois
no Rio estamos pagando somas vultosas em aluguel para dar continuidade ao Pré-Seminário. Era esta a ordem da Igreja.
O Conselho Administrativo e de Construção daquela época,
contava com os seguintes membros: Pastor Walter Dorre, consclheiro da
Igreja Mãe para a América Latina (já falecido); Rev. Emesto A. Heine,
presidente do Conselho; Prof. Guilherme Strelow, secretário. Creio que
tivemos nesta época de planejamento e construção umas 90 reuniões e
ele escrevendo 90 atas. Sr. Affonso Gomes, tesoureiro (já falecido). Ele
não permitia a venda dos dólares no câmbio negro. E eu, como
presidente, o apoiei, pois tínhamos de documentar tudo diante da Igreja
Mãe, já que de lá é que veio o dinheiro. Sr. Erwin Tiberowski,
conselheiro; Sr. Ditschun, conselheiro (já falecido); e Sr. Hans
Kleinfeld, administrador da obra (já falecido). E que administrador' Nós
32
trabalhan10s
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Plane: :'.1to,pois
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técnica
vez
de engenharia
administradora
perante
Igreja, o Conselho,
de constmção
carrinhos.
Compramos
pessoal
da obrn.
o governo.
Assim
desde
a parte
foi registrada
como
nós, os representantes
os pregos
Compramos
caminhões
até o ferro,
da
cimento
todas as ferramentas
para
os operários
registrados.
é que construímos
uma
os galpões para a guarda dos materiais
foram feitas por nós, especialmente
também
Pagamos
para fiscalizar
e a Ig[(ja
Todos
e devidamente
maneira.
para a Constmtora
comprados,
de acabamento.
seguinte
das obras
constmÍmos
materiais
buscados
da
transpOlie
foram
e
e roupas e
de materiais
e
por nós contratados,
Todas as pesquisas
de mercado
pelo Hans e por mim. Nesta base
a nossa Igreja
em Indianópolis.
Quando
naquele domingo, depois do Culto Festivo, olhei para o belo campus
do nosso Instituto, me lembrei do mato de eucaliptos que lá tlorescia
antes
de surgir
Obrigado,
o que hoje agrada
aos nossos
olhos.
E orei: Muito
Senhor!"
*0 Rev. Emesto A. Heine é pastor emérito da
Congregaçôo "Concórdia", São Paulo, SP, à qua!já vem
atendendo por mais de meio século. Foi presidente do
Conselho Administrativo do Instituto Coacórdia quando
este iniciol! suas ari'iidaJes em Sôo Paulo. SP.
_~ época,
,::lheiro da
':'L
Heine,
'. :-elOque
:'cuniões e
_ é~:do). Ele
.::: éU. como
. c da Igreja
- :::,erowski,
Sr. Hans
-~dorl Nós
33
ANTOLOGIA
DA LITERATURA CONCORDIANA
DO PASSADO
borboletas.
TrareI"":'>.'
roda, escritos ent,e :
trada do Floresta
o
~
.~~
maravilhosa.
Rev. Prol Paulo
Durante
os anos de existência
de nosso Instituto
F Flor*
elaboramos
di-
versas revistas em que os alunos tiveram oportunidade
de exercitar
seus talentos de escritor. No Rio tivemos a Alvorada, uma revista dc
circulação
interna e externa
Em São Paulo tivemos,
Crisálida.
e uma revista mural chamada
na sua primeira
fase, uma revista mural intitu-
Esportes
Por se achar r;: ~,~ "_
nosso campo de es~: =--:: "
estudando um me:: :-~: ~
para o vôlei. Isto
n:'.:'
ladaCrisol e para circulação externa foi produzido só uma vez um anuário em 1965. O nome Alvorada ligava-se à idéia do alvorescer dc uma
gUlmos um pequeI'.:
nova escola. O palácio da Alvorada
camponãoén1veL~:
mesmo assim as "r
em Brasília
que se erguia naquela
época talvez também tenha influído no título. A razão do nome Crisáli-
"Vontade
ouro. Assim a revista os ajudaria a purificar
caÍnos (a maioria
Uma das experiências
gressiva
evolução
cipalmente
do aluno
em sua linguagem
quando o aluno faz a sua ascensão
Já temos recebido
a pro-
e conhecimentos,
prin-
de um nível rudimentar.
e linguagem
num teste de História, por que os navios a vapor eram supe-
sempre apagavam
as velas."
desta maneira:
Outros, ainda atrelados
to de um dialeto germânico,
tornaram-se
guesa e hoje são eficientes
pastores
bons falantes da língua portuestamos
numa área
dando uma seleção de
que os alunos de uma classe iniciante
fizeram numa
sobre José de Alencar.
Não vamos citar os nomes dos autores por motivos
todos se formaram
prosperando
pastores.
em profissões
Alguns se formaram
diversas
Mas todos os que cooperavam
pastores,
e outros já partiram
nas revistas fizeram-no
no afã de romper o casulo da crisálida
34
os ventos
ao sotaque violen-
ou bons profissionais
liberal. Num dos trechos antológicos
frases hilariantes
"Porque
óbvios. Não
outros estão
deste mundo.
com entusiasmo
e se transformarem
,.
c: . _ :
.
de Joga:-
O que é bastar.':
:.
.. '
=
cujos times em tec,: ~
Nota do anto:' ~"
alunos que o lnst1"':'::
co-
da estaca zero como aquele calouro que, quando
riores aos navios a vela, respondeu
redação
é presenciar
alunos cujo grau de conhecimento
meçou praticamente
perguntado
mais gratas do professor
em vistosas
.
::-
graças à boa am1zc;~:: :: .
da será explanada a seguir num trecho antológico , escrito por um aluno. O nome Crisol deveria simbolizar o recipicnte em que se purifica o
a sua linguagem.
=--
-
Mais ou Menos
Temos aí um:: _
bém o Inglês com ~:_
sua grande gcnera~'::~: ~
Isto não impe~:: :::: .
ter definido. Não 2.::::nos. "IYlais vale 2. c.'
_
interlocutor pode :: ~: Só observando be:-:".~
mento. Mais impre: ,.
não temos a cole::: . :
Entendo que:.
a eliminação
d2.
c
=
7 p.
.o, '\
borboletas. Traremos, em primeiro lugar, uns trechos seletos da A/voroda, escritos entre os anos de 1958 a 1961 no Alto da Boa Vista à entrada do Floresta da Tijuca, um dos mais lindos recantos da cidade
maravilhosa .
A
. F. FIo/"*
- '~.1mos di~: exercitar
_ ~e\ista dc
. _ ~-'·isálida.
. ':~2.1intitu:= ,1manude uma
o
:::'
naquela
'~e Crisáli-
~ _c.
.:~ um alu-
:."Jrifica o
" : l"lra pro::'.:05, pnn.":lmentar.
;.2gem co:.:. quando
- :~J.msupe::s ventos
.: ..: violenportu·'.':111aárea
'.;'.1a
~:,leção de
~:- ..m1 numa
.-ios. Não
: .:tros estão
.._~'c mundo.
:"tuslasmo
:' ..~ vistosas
Esportes
Por se achar nossa escola em local provisório, não temos ainda o
nosso campo de esportes como muito seria de desejar. Estamos, porém,
estudando um meio para obtermos em breve pelo menos um campo
para o vôlei. Isto não significa que estamos totalmente parados: Conseguimos um pequeno campo onde é possível desintoxicar os músculos,
graças à boa amizade que temos com guardas da Floresta da Tijuca. O
campo não é nivelado e até possui pequenas nascentes no centro, mas
mesmo assim as "peladas" se realizam. O escore é sempre o mesmo:
"Vontade de Jogar" 16 X "Falta de Campo" O.
O que é bastante forte entre nós é futebol verbal: duelo entre vascaínos (a maioria), f1amenguistas, í1uminenses etc. Há os "doentes"
cujos times em teoria nunca perdem ... Até breve!
Nota do ant%gista: O número 16 acima se refere ao número de
alunos que o Instituto teve naquele ano, em 1958.
Mais ou Menos
Temos aí uma expressão muito castigada de nosso idioma. Também o Inglês com seu "more or less" e outros idiomas mais denotam
sua grande genemlização.
Isto não impede de a acharmos uma expressão ilógica, sem caráter definido. Não afirma nem infirma. "Como vai?" - "Mais ou Menos. "Mais vale a entonação da voz do que a expressão em si. Nosso
interlocutor pode ir às mil maravilhas, como pode estar. indo a pique.
Só observando bem a mímica que poderemos compreender o pensamento. Mais imprecisa se toma a expressão na linguagem escrita, onde
não temos a colaboração facial.
Entendo que a linguagem é um veículo de compreensão. Proporia
a eliminação da expressão em nosso meio. Devemos ser cultores da
35
•
linguagem
enfrentar
precisa.
Como futuros pregadores
o mundo com linguagem
e exegetas
não podemos
"mais ou menos"!
primeira,
Escorregões
duas últimas
sessões
foram bastante
movimentadas.
nossos mestres queriam dar-nos uma demonstração
Na
de como
debater com calma, embora bastante assediado. Foi útil para nós que
deveremos em nossas futuras carTeiras saber atacar o erro e defender a
verdade.
O diretor ocupou a tribuna para atacar a mudança
Brasilia.
Teve como principal
oponente
da Capital para
o Prof. ..... que, em apartes, de-
O debate esgotou a hora regulamentar
fendeu a mesma.
tado vencedor.
e não foi apon-
N a segunda sessão das duas em foco, houve um concurso
sias com 11 dcclamQdorcs inscritos.
li ficuldade
fl1ncionotl corno júri e apontou
de poe-
três en1parcs n.o pri ..
meiro lugar e três no s:::gundo.
J\~otaLl(.~Cl}'lt%gista: (jrênlio
lniaçào
dos estudantes
sessões func:ionavarn
congregação
C~oncórdia era UTI1aagre-
seus t21cntos cu]r~r3is cujas
sábados à noite. Faculdade
dos ~"rrofessorcs.
les dias e contrária
Estudantil
para exercitarem
f\ rnudanç.a
às preferências
~
quer ele escrê'\e~; : "
Grêmio
Nossas
Ele gosta\:.'::~~,:
era a denominação
da
e:l: ~
1) Em um é_:.
deu à pergunta: assim: - "A batJ~~~.J
2) Nun1 O'"-"...c~"..._... -~
velocidade dos:: ~ "
\...
beleceu a segujc~
- ::
3) Em um '-'".~:~~_
guintc pergunta:
lombianos'J"
resposta ...
É impossível
...queospr:·-~_
ciente carteiro.
... que este'
chsiada
-
:~~"2'
e perg'JcJ~_
dJ capital era quente naquc:Diversos
cariocas.
Moderno
Composição
de calouro
José de Alencar
que o Brasil isse para frente com as suas histórias
O José de Alcnear
pessoa
e profeta que quis
e pensamentos.
fez muitos livros como por exemplo
o Iracema
lindas leituras. Quando uma pessoa lê um livro dele, a
sente que é levada por algo.
Ele era um escritor quase poético que escrevia sobre os índios do
Brasil. Não escrevia dos índios como eles eram, mas escrevia outra
O José de Alencar tinha uma ortografia
confundir com ninguém.
Alguém c~~::~
maior dos ricl:" ~
Vamos a,:~~_
Crisálida,
t,n~':~:~
cadeira de
Pc';-:_
~ _:
do título.
Crisálida
coisa que nem era verdade.
36
-
quece a cultuL' .. ::J_
"O José de A1encar foi um grande jornaleiro
cte. Fez também
=
diz que ela fOlr,J
muito boa que nào se pode
Ao \el e" _ ~
. d o.
nan
SC,. '.'-:.::
_"
•
-::: podemos
I
Ele gostava de escrever imagens como ele escreveu.
yuer ele escreveu
-'.~:::2das.Na
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Escorregões
. -
~: ::":''lCS,
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.:_::s
DO
pn-
~ .~:-I1aagre'.':-:C:S CUj3S
. - -:'.:::ação da
:=- :~
O Rio Paque-
lendo e desenhando."
em exame
1) Em um de nossos exames de História do Brasil alguém respondeu à pergunta: - "Qual a maior batalha naval de nossa história" mesmo
assim: - "A batalha do Monte das Tabocas" ...
2) Num exame de ciências foi feita uma pergunta
velocidade
_.~ : :.;:;:ml para
como se estivesse
sobre as leis de
dos corpos. Dentre outras um ilustre ex-concordiano
beleceu a seguinte:
esta-
- "Dois corpos parados têm a mesma velocidade"
3) Em um exame de História
das Américas
foi formulada
...
a se-
guinte pergunta: - "Que sabe você sobre as origens dos povos pré-colombianos?"
- "As origens vieram saltando de ilha em ilha", foi a
resposta ...
É impossível
... que os primeiro-anistas
ciente carteiro ...
... que estes mesmos
chsiada
e perguntarem
deixem um dia de assaltar o pobre e pa-
insistam
de se chamarem
a si mesmos
de tu-
que é tuchs ...
naquc-
Diversos
Moderno
pedagogo
apontando
diz que ela forma "burros carregados
quece a cultura da alma perde-se
-"
que qUIS
::. -:-::.\os.
: lfacem3
: 5
os defeitos da educação
moderna
de livros." É certo que onde se es-
a alma da cultura.
Alguém definiu: "O pior sábio é aquele que freqüenta
maior dos ricos é aquele que freqüenta
os ricos e o
os sábios."
Vamos agora passar sob os olhos alguns trechos da revista mural
,:: dele, a
Crisálida, também produzida
:r:dios do
cadeira de Português.
do título.
no Rio de Janeiros,
No primeiro
sob os auspícios
da
número um aluno explica o sentido
: ::-:-'.:a outra
Crisálida
:::.:::sepode
Ao ver esse título, não pense, caro leitor, que nos estamos vangloriando, só porque, à primeira
vista, parece um pouco difícil.
37
Não pense também
Queremos
que o que vem abaixo
nesta revistinha
são grandes
da Classe expor o que fizemos e o que
remos fazer daqui por diante, se Deus no-lo permitir
gência
cousas.
lJUC-
e nos der inteli-
i
C r s á I d a é o estado intermediário
borboleta.
pequeno
desenvolve
casulo,
por que passa uma larva
É o estado em que o inscto, encolhido
antes de fazer-se
intensa
nós, de momento,
no invólucro
atividade
vital,
preparando-sc
somos como a crisálida,
de nossas imperfeições,
ver as nossas capacidades
e, como ela, qucrcmos
potenciais,
encolhidos
a Palavra
de Deus.
Vamos refletir
sobre a nossa carreira
que seguimos
importante
Nola do
LII:'-
-
_
das, que, porém. :'::- :Final de um arT:':- :' c
Lutero morre..:. ,--:" ::,
?- -
gar a doutrina pur":::'
ção da Bíblia e:~'_ , , ,,Deixou-nos a :ib:~.::,.:_ :disso é quc pôde .. ;. - - -- ::não dava esse dere:' _ -
Como venceremos?
caminho
cerCJ :" ~:
desenvol-
romper o casulo das deficiências
e voar por este mundo a fora a espalhar
Custou
cm
para seu futuro estágio voador.
Também
-
espórtulas do po" ::
Altura do l~-iC:- __ :-_-
e força de vontade.
i
A constnJçjc':_~
1931.
que pretendemos
não é insignificante
que poderíamos
ter escolhido.
nem comum,
Queremos
seguir. O
mas o mais
ser servos de Je-
ma obra que ace:::"
,
Lutero quem no" c ~_- de pensamento.
sus em sua seara. Um grande ideal, sem dúvida, mas penoso de conscguir.
Depois
de
termos
vencido,
porém,
poderemos
estar
contentíssimos
por tão grande triunfo.
Como venceremos?
Certamente
estudando
Um dia rêS·:.
e nos esforçando,
sempre avantc. Só pode-
mos alcançar a meta desejada pelo esforço e aplicação
esquecendo
naturalmente
nos estudos, não
a Palavra de Deus e a oração.
O R A E T L A B O R A, já diziam os antigos em latim. Ora e lra-
muito quente.
palsagens
~ c'
e'~::-
t,:::~: ,,~:
:.' :::- --
que s" :.-" _
gigantescas ç'c:,:,,:, ,: Passan~':5 :': - _, sobre nós.
Excursão
No dia 16 de abril realizamos
Foi uma bela excursão,
do Cristo Redentor.
uma excursão
ao Corcovado,
Uma coisa de muita admiração
está localizado
sobre alta montanha
é a estátua
de 710 me-
Foi projeto do engenheiro
J\·1ais aé::::-.': ~" .
que pareCla:~-. :-:~: ~- ~ ~
ProssegJ::-.:: .
Rios embe',e= __ c-Ení:r:1, ~:'~~
tros de altura.
38
Barra da TijuCJ
A manh2.
Chegam':'5
balha deve ser também o nosso lema de hoje.
Esse monumento
Um passeio
brasileiro
Heitor da Silva Costa,
cavam ;:::~"':_, --
•
:. L:(,S
;
A construção
cousas.
quc ljuc~ der intcli-
durou 5 anos. Foi inaugurada
a 12 de outubro
de
1931.
.:: L'
'.:Jl11a larva
, <<.']hido em
:~',nando-sc
'::l1L:olhidos
. ; c1esenvol.::.::tlciêncIas
Custou
cerca de 2500000
espórtulas do povo.
Altura do monumento:
cruzciros,
quantia
obtida por mcio de
38 mctros.
Nota do antologista: Seguem ainda uma porção de outras medidas, que, porém, por falta de espaço,
temos que omitir.
Final de um artigo sobre a Reforma de Lutero
Lutero morreu, mas deixou sua obra. Deixou-nos
gar a doutrina pura da Palavra de Deus. Deixou-nos
em primeiro
lu-
sua famosa tradu-
ção da Bíblia em língua alemã, bem como valiosos comentários.
Deixou-nos a libcrdade de consciência c de pensamento. E por causa
disso é que pôde haver progresso
no mundo, porque a Igreja Católica
não dava esse direito ao homem. Por causa disso, quando virmos algu, sêguir. O
'~JS o mais
. os de Jcde consc.,'S
cstar
ma obra que acelera o progresso
Lutero quem nos proporcionou
tàzer um passeio.
A manhã
paisagens
às Fumas.
por debaixo
Mais adiante
que pareciam
O
mc-
Rios embelezavam
a
O sol não
a fio.
Apreciamos
diante dos olhos: aspectos
as belas
maravilhosos
de
por outras menores.
delas. Davam a impressão
outras em formatos
de que cairiam
diferentes,
tanto
de índios.
vimos verdes campos, rodeados
de lindas árvores.
as paisagens.
Enfim, chegamos
'<J.
Lugar muito bonito.
encontramos
moradias
Prosseguindo,
: _ -]
quilômetros
pedras sendo suportadas
Passamos
sobre nós.
-"-~~"
estava linda. O ar, puro, fresco e saudável.
que se erguiam
gigantescas
Como local escolhemos
cedo de manhã e às 7 horas partimos.
muito quente, bom para caminhar
Chegamos
~ .: estátua
que foi
com a liberdade
Um passeio
Um dia resolvemos
);'u e tra-
lembrar-nos
de pensamento.
Barra da Tijuca. Levantamos
_ Só podeJdos, não
do país, devemos
os meios do progresso
à praia. O ar, areia, o mar, as ilhas, o calor evo-
cavam em nós a lembrança
de outras ocasiões
semelhantes.
39
Pulamos na água. Lutamos contra as ondas, tomando cuidado de
não sermos varridos.
À tarde o mar esteve impetuoso. Havia momentos em que tínhamos de aceitar a expulsão, jogados à praia. Mas sempre voltávamos a
fim de buscar novas aventuras.
Às 4 horas preparamo-nos para a volta. Novamente tivemos de
enfrentar, não as ondas, mas a subida da estrada que nos fez chegar em
casa mortos de cansados.
Felizmente gostamos do passeio que foi um grande divertimento e
valeu por uma semana.
Apresentaremos, enfim, algumas amostras do Crisol, cujo sentido
já foi explicado e que era a revista mural da cadeira de Português em
São Paulo, na sua primeira fase. Na primeira amostra que trata da descrição do incêndio de um circo em Niterói, provocado por dois ex-empregados que se queriam vingar do patrão, só transcreveremos o finaL
Um Acidente
.............. Muitas dezenas de pessoas tinham morrido, outras quei·
madas, etc. Os hospitais ficaram repletos e nem mais existiam recursos
para salvar tanta gente.
E eu não posso compreender como autoridades podem dar a uns
homens desses apenas 12 anos de xadrez, não posso compreender
como o Brasil pode ser tão sem justiça. Se fosse na Europa ou na América do Norte, iriam para a cadeira elétrica.
Foi uma calamidade e os que a causaram sofreram muito pouco
pelo que fizeram.
o sino e seu viver
O sino veio a se instalar entre nós a fim de facilitar os chamados
para vários fins.
O sino entre os estudantes tem grande utilidade. Ele nos avisa
quando está nas horas das refeições, que todos ficam alegres quando o
sino dá suas badaladas para o almoço
Mas quando ele badala
ao raiar do dia, para levantarmos, um se vira na cama e geme, outro
40
abre os olhos e fala
:.= =:
esta droga me acor-::2'
hora de estudo. eSCCc2-5:
que se acha com o ,1: 55: 5 -:'
lim limo Todos gritar:-,:~: - - te ira, não", mas ele ·C:~,' -."
Dim lim lim li:::.:::,
o Vento
(poeSlc. ce
Ó vento, que 5:;:~25 :.:Se por onde P",-S525': -,:Ó vento, me dize c -" Só andas vag2.n~: e - ~,
. _:Jado de
abre os olhos e fala ao colega: "Agora é que estava no melhor do sono,
tínha-
esta droga me acorda!"
Quando faltam cinco minutos até a
hora de estudo, escuta-se o sino a badalar. Em seguida o micro-sino
: -lê
'.,,\amos a
. êmos dc
. .: :~êgar cm
::-::mento e
- sentido
-_,.;ucs
em
'.::: Ja des, ex -em. ' iJ
final.
que se acha com o nosso sineiro também, entra na dança, dim, lim lim
lim limo Todos gritam ironicamente: "Eh, Jacó, isto não é uma vaca leiteira, não", mas ele continua sem interrupção:
Dim lim lim lim lim ...
o Vento
(poesia de um aluno)
Ó vento, que sopras, por que não te vejo,
Se por onde passas te posso escutar?
Ó vento, me dize qual é o teu desejo:
Só andas vagando e não achas teu lar?
Estás cá na terra e te encontras no mar,
Qual é teu enigma, és onipotente?
Pois sempre te encontras em todo lugar.
__:-.:-as
quel-
Segredo és, mas obra do Onipotente.
'- .. ~ecursos
,J:.tf
a uns
.;::m.:ender
_ .: :1a Amé_:TO
pouco
Ó vento, em fúria, dominas o forte.
E os fracos se inclinam temendo a morte.
Mas quando és calmo, tão meigo mansinho .
Em suaves sussuros te ouço soprar
De leve entre as frestas percebo baixinho,
Ó vento, amigo, entrando em meu lar.
, :;:amados
*Proj'essor da Escola Superior de Teologia do ICSP.
_ : LOS aVIsa
J,uando o
:,c badala
- 1':. outro
41
"866~ 'olned OflS ep e!pJ90uoJ olnmSUIOp
e!6010el ep JO!Jedns eloos3 ep s.ounfll
&
2
•
ESCOLA
-
DEEDUCAÇAO
INFANTIL, ENSINO
FUNDAMENTAL
,
EMEDIO
1982 -
45
-
•
A ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL,
ENSINO FUNDAMENTAL,
MÉDIO E SUPERIOR
Profó. Irma Flor
Profá Nilza Eller Barros Leal*
1 - Escolas Cristãs - luxo ou necessidade'?
As respostas podem enfocar diversos aspectos:
- Escolas há muitas, mas a escola cristã lutcrana qucr preparar cidadãos conscientes para esse mundo e levá-I os ao preparo da cidadania
ekrna, com Jesus, o Salvador.
- A cscola cristã luterana quer ser e o é, uma luz no caos reinantc
no mundo e também nas escolas. Assusta-nos verificar a falência da Ülmília, a relatividade do moral, a inversão ou ausência de valores, o desrespeito ao Criador e sua criação.
- A escola cristã luterana vê o homem eomo um todo indivisível
no seu corpo, mente e espírito.
Só por essas razões já valeria invcstir em escolas cristãs luterana o
que comprova sua necessidade e não um luxo dispensável.
2 -
Instituto Concórdia - sua trajetória.
- Escola Paroquial. ..
- Jardim de Infância, Primário, Colégio, Seminário
- Pré-Primário, Ensinos de 1°,2° e 3°. Graus
- Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino
Superior.
As escolas da IELB, e também do o ICSP, já passaram por essas
denominações por força da tradição em Educação e por força de diversas leis, as mais recentes Leis de Diretrizes e Bases (1971 e 1996), com
suas leis complementares e orientações do MEC, Secretaria de Educação, Delegacias de Ensino.
47
A própria !ELB sente há tempo a necessidade de um órgão orientador de ensino. Teve no passado com nomes os mais diversos, mas só
nos últimos tempos está definido melhor o seu posicionamento através
da ANEL - Associação Nacional de Escolas Luteranas, que em anos
passados, com determinação foi empurrada por professores luteranos
(ANEL - Associação Nacional de Educadores Luteranos) até o presente estágio.
O ICSP, que hoje engloba educação pré-escolar até o 3". Grau,
tem sua história.
Da Unidade II do ICSP, onde funcionam os cursos de Educação
Infantil, Ensino Fundamental e Médio, queremos destacar algo de sua
trajetória.
1948 - Início em S.J oão Grande, ES, por um glUpO de fiéis que
viam a necessidade de uma escola cristã c em especial também o preparo de jovens para um Magistério engajado pela causa de Cristo.
A transferência da escola para o Rio de Janeiro com a perspectiva
de lá permanecer como pré-seminário da Igreja Evangélica Luterana
do Brasil.
Após debates, comissões, deliberações a escola vem para São
Paulo, onde, em 1962 começou a funcionar o antigo Curso Ginasial,
num campus amplo e constlUções belíssimas.
A primeira dificuldade surge com a necessidade de adaptação à
nova Leis de Diretrizes e Bases 5692/71: o antigo Ginásio fazia parte,
agora, dos 8 anos de ensino de 1°. Grau. Toda a estlUtura teve que se
adaptar à nova realidade: documentação, secretaria, professores. Os professores da !ELB que estavam no ICSP tinham excelente preparo acadêmico, mas nem todos tinham a habilitação exigida por lei para lecionar
legalmente. Foi uma cOlTidacontra o tempo. Foi vencida esta etapa.
A abertura do curso Colegial dentro dos novos padrões foi outra
sucessão de lutas mas finalmente a vitória. O segundo grau funcionando a paltir de 1971, com alunos internos (Ministeriais - que tinham cargas extras de disciplinas à tarde e noite) e alunos externos, já que não
havia escolas na redondeza, além do que o ICSP já se firmara como
48
uma escola de exceler..:e -::::-:::
cristãos, que lhe day", ~e~,e ::-::-:
Em 1972 aCOL~e:e:. :.:.::
convenceram os defe Lô : :.:., ::história dessa institui: ~: ~.~ra e muito empenhe ~e ~e",::,
Dez anos após 2. -::: ~:. :.:
Vem para SP [1 ~ e;--=- :.: :.
Graus reabre a todo -.::'-:::':'
3 - A Educação
il':' I C ~~
Aos atuais di::::;e:.::e:. , ..
sabilidade de pensa::-'':=,::' :.:' , '
o Terceiro Milêr.ic'
Por isso, que::-e=',:::::.,' ,tanto na sociedade:: =',: A educação s: ~ : :.:. "
tórico e social, pc::-:,,:
-
•
:~gào orienc:,os, mas só
. ::1tO através
:.1: em anos
. ~_.~luteranos
:,:: o prcscn, 3" Grau,
:: Educação
::go dc sua
~e fiéis que
~:'11 o prcpa~:·;~to.
:':rspcctiva
.:.:,Luterana
uma escola de excelente padrão pedagógico, orientado por princípios
cristãos, que lhe dava seriedade e consistência .
Em 1972 acontece o fechamento do ICSP, por motivos que não
convenceram os defensores dessa escola. Foi um "buraco negro" na
história dessa instituição. Muitas orações subiram ao céu pela reabertura e muito empenho de pessoas e comissões a favor da mesma.
Dez anos após a vitória maior que a esperada .....
Vem para SP o segundo seminário da IELB e a escola de 10• e 20•
Graus reabre a todo vapor.
3 - A Educação no ICSP para o 3°. Milênio.
Aos atuais dirigentes, professores e funcionários, cabe a responsabilidade de pensar uma escola cujo ensino encaminhe os alunos para
o Terceiro Milênio.
Por isso, queremos refletir sobre as mudanças que estão ocorrendo,
tanto na sociedade como na vida de cada indivíduo e também na escola.
A educação só pode ser compreendida dentro de um contexto histórico e social, por isso toma-se necessário uma reflexão sobre os no-
.. para São
Ginasial,
~~1ptaçãoà
:·.'.Zlaparte,
_ :;:\ç que se
. :;:, Os pro: - .'TO acadê':':\ lecionar
.~
:tapa.
. c' foi outra
:.lllClOnan::ham car. J que não
:'"lfa como
~
:::i
'"
C>
..Sl
~
~
~
Aula de Informática no Colégio Concórdia
49
vos rumos que a educação deve trilhar, considerando a especificidade
das grandes mudanças que estão ocorrendo a partir do final do século
Xx.
venientes
o momento
exige invenção com ousadia para criar o novo. A proposta da Escola Tradicional, bem como o Escolanovismo
e a Tecnicista não atendem
mais às exigências
bem como também
as exigências
A ciência e a tecnologia
do em que vivemos.
do alunado
do final desse século,
sociais e políticas.
vem transformando
A automação,
a comunicação,
A crescente
urbanização,
tores que desencadeiam
éticos e morais,
de cada pessoa.
o rádio, fax, telefo-
a explosão demográfica,
mudanças
mudando
são as influências
de massa sobre nossas crianças
provocou
desemprego.
outras foram e estão sendo criadas;
ram extintos
de valores
nhecimentos,
~
C:',::: , :
c:-:::
hábitc s ~
reforçados na adoles:~:~_
Simultaneamertc:
: _::. __
parentes.
freqüentes
'::-:-.. ::. '
em que a :-:.. :: ,: ::
em que vive, e torl'.3-'c .
Considerando:.,
"
escola, deseja-se t0"~>=.
Confie em Dé.
ge-se um trabalhador
iniciativa
dos meios de co-
e adolescentes.
Carreiras
com novo perfil, polivalente,
e com grande capacidade
empregos
estão
Oriente-Se:
atitudes,
foram extintas
consequentemente,
e outros com novas características
A cultura
diminui
também são fa-
a respeito
está
mento de sua exist~:~: ::
A automação
intelectual,
danças.
significativas
alzoi(C
superior à tàmília er-·. '.:: .:
A escola traba.::~: ::: .
assim o modo de agir, de pensar e de sentir
Um outro aspecto a considerar
municação
o mun-
do
da família.
zinhança,
rapidamente
ne, a Internet com velocidade que quase não acompanhamos,
as distâncias e o tempo. Tudo isso transforma tudo.
surgindo.
e
fo-
maior atividade
de adaptação
às mu-
que a mídia se encarrega
Neste contexto
de transformação
Entenda
A escola de Educação
ICSP, preocupada
Infantil, Ensino Fundamental
em preparar cidadãos conscientes
a
c:' ..
decisões
re:';-:I"::
Esteja prq2:::::.
coerentes. "'- _.• _- .
Observe
ca e religiosa
a =c:::
para::: .. _,
transformações:
e Médio do
e capazes de trans-
formar a realidade que os cerca coloca para si mesma a pergunta: A que
perfil de cidadão queremos chegar no final do Ensino Médio? Refletindo a
cada ano sobre o que queremos, chegamos na elaboração
.
ção e construção do ':. :_
Considere-sc: .
em disseminar,
a escola se situa.
-
palavras. ser:
Valorize a -
nele, de maneira
da violência
,,:::
de Deus;
Exi-
aliada a perda de valores morais e espirituais, fazem com que nossas
crianças e jovens assimilem destruição, frieza, egoísmo, desafeto e falta de solidariedade.
de um perfil de
aluno que acreditamos estar habilitando os nossos alunos para viverem
numa sociedade com características de sociedade de século XXI.
50
o poji!
O educando
Seja solid::I':
::
lhante;
Respel te
2.
:::::
::: •..
Seja resp:I' 'e palavras;
Tenha
CC'I". -
soa que integra a .-:::"
__
.
•
o peljil
:' Decificidade
::::d do século
do aluno que queremos, segue abaixo:
O educando
venientes
A proe a Tecnicis-
:lOVO,
~esse século,
_ :, fax, tclefo":·,JS. diminui
da família, onde recebe os primeiros
parentes,
freqüentes
superior
amigos
. c.:
Considerando
escola, deseja-se
e de sentir
com o educando,
e
_: atividade
tão forte quanto ou até
pela
palavras,
produto da família e do meio
Palavra
sentimentos
da família, do meio e da
que desenvolva
e Espírito
dc Deus,
o seguinte perfil:
Santo
expressa
como
funda-
na Bíblia,
nas
e ações;
Valorize
a vida humana
Entenda
a escola
e a natureza
como preciosos
dons
de Deus;
ção c construção
· _cão às mu-
um ser valioso
responsável,
Esteja preparado
decisões
: :' :.feto e fal-
coerentes,
Observe
ca e religiosa
como agente
indispensável
na sua forma-
do seu futuro;
Considere-se
nele, de maneira
_:sscmmar,
:ue nossas
co-
da mídia. Há situações
provenientes
formar o educando
Oriente-se
atitudes,
: ."l"lpregos fo·.:::ndo, Exi-
adquire
a terceira força int1uente na formação.
as influências
Confie em De'us Pai, Filho
mento de sua existência.
:"leios dc co...... extintas
cuidados,
pro-
à tàmília em sua formação.
em que vive, e torna-se
.:. de valores
e, principalmente
em que a mídia exerce um impacto
A escola trabalha
··.J~m são fa-
na sua formação
nhecimentos,
hábitos e valores na primeira
infância e que são
reforçados na adolescência e juventude,
Simultaneamente,
o educando recebe influências do seu meio: vizinhança,
_::'.:ente o mun-
cstá exposto a fortes influências
que integra
os recursos
para discernir
encarando
o mundo
para sua sobrevivência,
entre o bem o mal e tomar
o futuro com esperança,
a realidade
social,
para questionar
e busca
política,
.
econômica,
ideológi-
os pontos frágeis, participando
de suas
transformações;
- \rédio
do
=:0 de trans·=
.::"lta:A que
?etlctindo a
· :::-,perfil de
_Ja V1Verem
Scja solidário
e esteja disposto
a cooperar
com o seu seme-
Ihante;
Respeite
a propriedade
Seja responsável
e opiniões
e honesto
alheias;
por seus
atos,
procedimentos
e palavras;
Tenha
consciência
dos seus direitos
soa que integra a família, a escola, a sociedade
e deveres
como
pes-
c o país;
51
Diante disso, é d;;~;:.~
Quanto à sua pe~~~~
Confie em D~ _; mento de sua existêr.~:~
Oriente-se :' ~:. -
Seja criativo frente a dificuldades e desafios;
Mantenha-se motivado no trabalho, na sociedade e para a
vida na família;
Tenha desenvolvido o raciocínio lógico e seja capaz de expressar-se com clareza oralmente e através de redação própria;
Seja capaz de auto-gerenciar-se no uso do tempo e no
aproveitamento de oportunidades de estudo e trabalho;
Tenha adquirido um domínio básico de todas as disciplinas cursadas e assimilado uma cultura geral adequada ao seu nível escolar.
suas atitudes, sua I1r~_~::::
Seja leal e e~:~ ~ •.
Tenha hUr:l:.::~~_ tudes de seu seme:L:'-:
Esteja apE'c ~
S·eJa almgc.::~
.
. :::_=
Exercitc-5;; __-'
O educador é um mediador entre a escola e o educando. E, através
de sua pessoa, vida e atuação, desenvolve importante influência na formação do mesmo.
O educador não apenas representa o pensamento educacional da
instituição mas desenvolve, simultaneamente, conteúdos que estão em
conformidade com a filosotia da instituição e vivencia os mesmos.
A pessoa, a vida e o desempenho do educador constituem um referencial para o educando e marcam positiva ou negativamente a sua
formação.
Seja solid:-:
Seja comp:::: '
Seja resp·::::".:
Mantenbi :-- ::Exercite-~~ .. :
seus sentimentos. ~, '. _ Não dei,;:
_
sabedoria é a Ch2:~ .::~
Projetos de '::::::: .• '
o projeto educa::',::'~ _.
O resultac.c e'. :-~:
seu papel -'~""._ . _ __
positivamente ,-,' ~. _ :::
lf
~
:::5
"
'"
..2
~
~
rC
""
Vista externa das
52
salas
de aula do Colégio Concórdia.
.
•
•
Diante disso, é desejável que o educador apresente o seguinte pedil:
Quanto à sua pessoa:
Confie em Deus Pai, Filho e Espírito Santo como fundamento de sua existência;
;:::2.de e para a
, : 2.:apaz de ex:: :::'jpria;
::: tempo e no
Oriente-se pela Palavra de Deus, expressa na Bíblia, nas
suas atitudes, sua linguagem, seus sentimentos e suas ações;
Seja leal e esteja comprometido com a verdade;
Tenha humildade para reconhecer suas limitações e as virtudes de seu semelhante;
. : ::2.5as discipli:_ ::: seu nível es-
Esteja apronto a perdoar a quem ofendeu;
Seja amigo da paz e da concórdia;
Exercite-se continuamente na paciência;
Seja solidário e disposto a servir espontaneamente;
Seja compreensivo, gentil, carinhoso;
Seja responsável em tudo o que fala e pratica;
Mantenha abertura para o diálogo;
Exercite-se no autodomínio sobre a sua linguagem,
seus sentimentos, as suas atitudes e as suas ações;
_ . : =-:.,] , E,
através
:~·..:~nciana for-
;::::..:cacionalda
:ue estão em
Desmos.
. ':: nem um re. 2.::nentea sua
_: s
: S
os
Não deixe o instinto tomar conta em momentos em que a
sabedoria é a chave da questão.
Projetos de aperfeiçoamento contínuo do corpo docente integram
o projeto educacional do ICSP.
O resultado esperado desse projeto é um professor consciente do
seu papel junto aos alunos, bem como
capaz de influenciar
positivamente as crianças e os jovens que são a ele confiados.
* A Prafa. Irma Flor é ex-diretora da Escola
~
R
:::s
'"
]
de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio
do ICSP (Colégio Concórdia). A Praia. Nilza Eller
Barros Leal é a atual diretora da referida escola.
~
B
~
53
MINISTÉRIO
O Ministério de C 2.;:' ~ _=~- =-.
1986, justifica-se por du2.' ~:c::~ .,
DE CAPELANIA ESCOLAR
a) servir de instrur::;~:-.· escolar;
Rev. Amo Bessel*
-
b) proporcionar 0l>~:--Teologia para conhecê~~:-:'_
rem estratégias missior.::'::-::C'': - __
que lhes serão úteis no f..: -:-_~
Justificativa
O ser humano, a criatura por excelência, é alvo do amor incondicional do Criador o qual deseja o seu bem-estar temporal e a sua salvação
eterna. É necessário que o ser humano seja compreendido e tratado
como criatura de Deus que apresenta potencialidades e necessidades
físicas, intelectuais, emocionais e espirituais. A educação do ser humano, por conseguinte, necessita manter-se atenta a esses fatos.
A Escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio
(EEIEFM) do Instituto Concórdia de São Paulo, orientada por uma filosofia de educação cristã, leva em consideração o corpo, o intelecto,
as emoções e a alma do educando.
O Ministério de Capelania Escolar - sob a coordenação e liderança de um pastor e em parceria com a vizinha Congregação "Ebenézer" - atenta particularmente para o desenvolvimento espiritual,
tantas vezes ignorado na educação.
=
Objetrivos gerais
O Ministério de C.::
_-
1. Proporcionar X~ relacionar-se com Dê":".
2. Contribuir na
família, ao país, à soel:':=
=.
3. Proporcionar à:
através do evangelho é~ ..':
= =-_
_
4. Contribuir par2-::':: _. te suas potencialidaée~ e :'
tratempos impostos p: .: 5. Cooperar na ll:::::.
e zelar pela manuten; ~~ : .'
6. Oferecer opo:c..::-.=_:c.
ccrem os ensmamem,.' ~.:•.
terana;
7. Cooperar co:,:
tcnção de conhecimc:
ciode algumas ati\-ié:::,:' ':
úteis no futuro mini~:~~ .
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•
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bij
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B
G:
Vista geral do Colégio Concórdia.
54
Atuação
O Ministério
é~:_-:-:_
1. Mantém eu2..
das as classes;
:-.=~::
-
•
o Ministério
de Capelania Escolar, criado em 14 de dezembro de
1986, justifica-se por duas razões básicas:
a) servir de instrumento na missão de Deus junto à comunidade
escolar;
Bessel*
b) proporcionar oportunidades aos alunos da Escola Superior de
Teologia para conhecerem o contexto do trabalho escolar, identificarem estratégias missionárias e adquirirem habilidades e experiências
que lhes serão úteis no futuro ministério.
: ~:~:ondlCl53Jvação
tratado
_:::55idades
_: ~: ser hu-
_ : _C_
~:
C:
Objetrivos gerais
-'- . - :),
O Ministério de Capelania Escolar objetiva:
:\fédio
_:~ u:na fiC:
1. Proporcionar meios e oportunidades à comunidade escolar de
relacionar-se com Deus;
::-_te1ecto,
2. Contribuir na formação de pessoas cristãs responsáveis e úteis à
família, ao país, à sociedade e igreja;
: ~_ e lide, : "Ebené-
3. Proporcionar à comunidade escolar uma base sólida para a vida
através do evangelho de Jesus Cristo - o Caminho, a Verdade e a Vida;
: s:::iritual,
4. Contribuir para que a comunidade escolar use responsavelmente suas potcncialidades e enfrente com serenidade e esperança os contratempos impostos pela vida;
5. Cooperar na implementação duma filosofia de educação cristã
e zelar pela manutenção e prática da mesma;
6. Oferecer oportunidades a crianças, jovens e adultos para conhecerem os ensinamentos básicos da fé cristã e da Igreja Evangélica Luterana;
~
p
7. Cooperar com os alunos da Escola Superior de Teologia na obtenção de conhecimento do meio escolar, na habilitação para o exercício de algumas atividades e na aquisição de experiências que lhes serão
úteis no futuro ministério pastoral;
'S
]
'"
~
~
t2
Atuação
O Ministério de Capelania Escolar atua nas seguintes frentes:
1. Mantém duas horas/aula semanais de Ensino Religioso em todas as classes;
2. Promove momentos devocionais diários em classe, em reuniões semanais de professores, reuniões de pais de alunos, em programações e eventos diversos;
3. Desenvolve aconselhamento pastoral junto a alunos, familiares, professores, funcionários e respectivos familiares;
4. Proporcia assistência pastoral em casos de enfermidade, falecimento, desemprego, acidentes e outros;
5. Realiza visitação evangelística a prospectos missionários;
6. Divulga programações da Congregação "Ebenézer" à comunidade escolar;
7. Encaminha alunos ao programa de instrução de confirmandos
da Congregação "Ebenézer" e prospectos missionários (jovens e adultos) ao programa de instrução com vistas à profissão de fé na Igreja
Evangélica Luterana;
8. Conduz estudos sobre a filosofia de educação cristã e outros temas em reuniões de professores e/ou pais.
9. Realiza entrevistas e encontros individuais com professores a
fim de orientá-Ios e apoiá-Ios em questões particulares ou vocacionais.
10. Promove eventos, entre os quais: programa de Páscoa e Natal;
noite da família; cultos evangelísticos na Congregação "Ebenézer"
com a participação de alunos e familiares.
12. Divulga o evangelho de Cristo através de folhetos, murais,
painéis, cartazes e literatura.
*Pastor capelão do Colégio Concórdia
e pastor da Congregação "Ebenézer ", São Paulo, SP.
REfl
O PARÂMETRO D.-\
O .-\
A educação crist2 s~ ~. _.
futuro do educando .. -\ ~:-. ~- =.
meios para que o educê.:· ~=
aponta o Meio - Jesus C:-'-.
Qual é, então, o P2:-~"_
tro da educação cristã é
.1
I. O lImor de Deu' "
Muitas das fílosc'::.'
=.
tária, inclusive a que :';c ~ .
(LDB), realçam nos se ..' -=",._de ... ao semelhante \~. = -Deus. Falham, portc.:-,:= -Toda escola crjs-~
educacional, ou me:'::melhor estruturada c_ e -,.
amor de Deus.
a maior bem c.
o amor de Dcus Pc;:
amor de Deus Filhe.'
;c
- _.
__
~o.
amor de Deus Esp;r:: ~._
fé, do amor, da espc:, .. _
Que amor é es'c:
"Deus amou o m:,': para que todo aquele ~-:,~na" (João 3.16\.
"Foi assim 'lue
seu único Filho
ac'
é isto: não somos
56
- __
De
n;"
,J],"
_
.'
•
•
~,~~. em reunIprograma-
-: =-,
•
REFLEXÃO:
O PARÂMETRO DA EDUCAÇÃO CRISTÃ:
O AMOR
_ ~::.:s. familÍa-
*Rev. Amo Bessel
. --:-.. ':'::jc, falecÍ-
...
.•
=-.:.[1OS;
::~
2.
comunÍ-
: : ::':::"'ll1andos
:. -:::'5 e adul::
=-.3.
A educação cristã se desenvolve na perspectiva do presente e do
futuro do educando. A entidade escolar cristã, portanto, proporciona
meios para que o educando vença barreiras que o aqui e agora impõe e
aponta o Meio - Jesus Cristo - que conduz ao futuro do além.
Qual é, então, o parâmetro que rege a educação cristã? Oparâmetro da educação cristã é o AMOR.
Igreja
J.
_ . ::lt[OS te-
. :: :~ssores a
. : ::2:ona1s.
: : :: e -:\ata1;
~.:-~nézer"
=-:11ra1s,
. ,.
_.. _~~-:rala
5.1D,
O amor de Deus e () amor a Deus.
Muitas das filosofias de educação desenvolvidas ao longo da história, inclusive a que se encontra na nova Lei de Diretrizes e Bases
(LDB), realçam nos seus parâmetros o amor, o respeito, a solidariedade ... ao semelhante. Não incluem, porém, o amor de Deus e o amor a
Deus. Falham, portanto, na essência, omitindo o ingrediente principal.
Toda escola cristã inclui e destaca o amor divino na sua fí1osofia
educacional, ou melhor, é regida pelo amor de Deus. A educação, por
melhor estruturada que esteja, falha na base se não se orienta pelo
amor de Deus.
a maior bem que o ser humano pode possuir é Deus e o seu amor:
o amor de Deus Pai - Criador e Mantenedor do Universo e da vida; o
amor de Deus Filho Jesus Cristo - Salvador, Perdoador e Libertador; o
amor de Deus Espírito Santo - Restaurador, Gerador e Mantenedor da
fé, do amor, da esperança ...
Que amor é esse?
a próprio Deus o resume assim no texto sagrado:
"Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho,
para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna" (João 3.16).
"Foi assim que Deus mostrou o seu amor por nós: ele mandou o
seu único Filho ao mundo para termos vida por meio dele. E o amor
é isto: não somos nós que temos amado a Deus, mas foi ele que nos
amou e mandou ()seu Filho para que, por meio dele, os nossos pecados/assem perdoados" (1104.9 e 10).
(Consulte
a amor
também
Mt 28.20; ls 41.13).
que Deus dá ao ser humano gera nesse 111esmo ser humano
amor a Deus.
Jesus cnfàtiza que todos os parâmetros
se condcnsam
em dois mandamentos.
a primeiro
da vida humana
"Ame o Se-
deles:
nhor seu Deus com todo o coração, com toda a alma e com toda a
mente" (Mt 22.37).
ama a Deus.
A pessoa que sabe-se amada por Deus também
E quem ama a Deus ama seu semelhante.
Quando e como o parâmetro
manifestam
numa escola cristã?
"Vivam em paz uns c,-":
os preguiçosos, animem
~.nllam paciência com toei,
gue o mal com o mal .. -1,c .
uns aos outros e a todi;5 c,-:·.
sempre e sejam agradeL-!::'
que Deus quer de vocés.!
Examinem tudo, fiquem '(lTs 5.13-22.
do amor de Deus e o amor a Deus se
Na proclamação
sistemática
do evan-
gelho de Cristo. Por exemplo: aulas de Ensino Religioso, momentos
devocionais diários e ocasiões especiais, datas comemorativas,
ete. a
parâmctro do amor de Deus e o amor a Deus se manifestam na vida dos
cristãos no contexto escolar: nas palavras, atitudes e ações dos educadores (dirigentes, professores, funcionários).
Veja tam":-~:-:- _
a parâmetro
no.
da ec~-"_~:
Este amor de Deus.;.:: -" -
Deus fortaleça
todos os que atuam
ção de amar!
a
c,::-:- .- . -
l1a ~C::_...
Dessa I'L:-. _ -.
para que crianças
e "de _~: _.-
amar e, pelo amor, \é'nç,,-:~- -
lI. O amor
ao semelhante.
"Se/oi assim que Deus nos amou, então devemos nos amar uns
aos outros" (l Jo 4.11). "Nós amamos porque Deus IlOSamou primei-
ro" (lJo 4.19). Jesus coloca um segundo aspecto no parâmetro da educação: "Ame os outros como você ama a você mesmo"
a magistério exercido simplesmente
cumprimento
do dever para não perder
amor e, por isso, é frustrante e pernicioso.
(Mt 22.39).
como profissão (ganha-pão,
o emprego) é destituído de
a verdadeiro educador é um
agente do amor: educa por amor, ama e educa para amar.
educador manifesta o seu amor:
a
a) na aceitação
e prática da filosofia
de educação
b) na ética profissional (relacionamento
alunos, pais ... dentro e fora da escola);
c) no preparo,
no empenho
e na execução
cristã;
com dirigentes,
colegas,
de suas tareÜls;
d) na sua vida: pensamentos,
palavras, atitudes, gestos.
parâmetro do amor ao semelhante é descrito inúmeras vezes nas
a
Escrituras Sagradas.
colocações:
58
Para nosso propósito,
destacamos
as seguintes
_.
-
t" ;'~~ •
-
•
'.'peca-
. '::11aI10
.. ::nal1a
U' () Se-
roda a
"1
. _.:~lbcm
"Vivam em paz uns com os outros. (...) aconselhem com firmeza
os preguiçosos, animem os desanimados, ajudem osfracos nafé e tenham paciência com todos. Tomem cuidado para que ninguém pague o mal com () mal. Ao contrário, procurem sempre fazer o bem
uns aos outros e a todos em geral. Estejam sempre alegres, orem
sempre e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o
que Deus quer de vocês, por estarem unidos com Cristo Jesus. ( ... )
Examinem tudo, fiquem com o que é bom e evitem todo tipo de mal"
(lTs 5.13-22.
_
Veja também Cl 3.12-17).
~'~:sse
~_I
O parâmetro
an~:ntos
:::.
O
':J dos
__~'Jca-
no.
da educação
cristã é o amor.
Deus ama o ser huma-
Este amor de Deus gera amor a Deus e ao semelhante.
Deus fortaleça
a confiança
todos os que atuam na educação
ção de amar!
Dessa maneira
para que crianças
e adolescentes
no imutável
e eterno amor divino de
cristã e os aperfeiçoe
os esforços
recebam
educacionais
na nobre vocacolaborarão
amor, sejam habilitados
a
amar e, pelo amor, vençam balTeiras.
';,,1'
uns
*Pastor capelão do Colégio Concórdia
e pastor da Congregaç:ão "Ebenézer ", São Paulo, SP.
rUllez-
~.. :du__ .'.1
I.
"-;"3.0,
c.' de
-;ê um
_~:"s.
_ ' l~ClS
_
;1Ies
59
POR QUE UM CURSO DE TEOLOGIA?
Prof Dr. ErnÍ W. Seibert*
Em 1982, a Convenção Nacional da Igreja Evangélica Luterana
do Brasil tomou uma decisão corajosa. Ela decidiu abrir, no campus do
Instituto Concórdia de São Paulo, uma Escola Superior de Teologia
(EST). Esta decisão foi tomada pela Igreja quando ela já tinha um Seminário teológico, e quando ela enfrentava dificuldades financeiras
para o seu desenvolvimento. Qual o sentido de abrir uma escola de teologia numa situação assim? A resposta só podemos encontrar quando
pensamos no que representa uma escola de teologia para uma igreja.
À primeira vista, podemos pensar que uma escola de teologia é
apenas uma escola onde estuda quem quer ser pastor. Em parte esta
resposta está certa. Escolas de teologia geralmente formam os pastores
das igrejas. Mas uma escola de teologia é mais que isso. Ela representa
para a igreja um lugar onde a verdade eterna, registrada na Bíblia Sagrada, é pensada e ensinada à luz da realidade contemporânea. Neste
sentido, uma escola de teologia não é somente um lugar de treinamento
de pastores, mas parte da própria frente missionária da igreja. Na escola de teologia, a igreja se confronta com o pensamento, as ideologias e
os desafios do mundo contemporâneo.
Escolas de Teologia na história
Ao longo da história, as igrejas que se expandiram nas missões, e
que foram importantes na sociedade em que estavam inseri das, tiveram
boas escolas de teologia. A igreja de Alexandria, no segundo e terceiro
séculos, inseriu a fé cristã no mundo grego através de sua escola de teologia. Na Idade Média, a igreja conseguiu fazer uma grande síntese de
pensamento com a sociedade, graças às suas escolas de teologia. Lutero desenvolveu a Reforn1a a partir da Universidade, onde havia uma
escola de teologia.
Na história da IELB, é indiscutível o valor do Seminário Concórdia, atualmente em São Leopoldo. Ele acompanhou a história desta
Igreja fornecendo, em grande parte, seu pensamento. Por isso, quando
a IELB fundou sua segunda escola de teologia, ela tomou uma decis'1o
63
muito importante. Escolas de teologia não estão em confronto com a
missão da igreja, mas são parte desta missão.
Hoje,já se passaram quinze anos desde a criação da Escola Superior de Teologia no Instituto Concórdia de São Paulo. Muitas das dúvidas levantadas sobre a possibilidade da IELB sustentar duas escolas de
teologia, e sobre a validade da existência de duas escolas de teologia,
agora já passaram. Mas, uma escola de teologia, como uma missão,
não se justifica só pela decisão de sua existência. Ela precisa mostrar
seus frutos.
Os cursos da EST
A Escola Superior de Teologia do Instituto Concórdia de São Paulo mantém dois cursos de Teologia. Um tem a terminalidade de formar
Teológica por Exten" ~: -. = ~envolvendo, o progr:.:.:::__ ::;: =
deste programa todo" :' ::_::: :
zem os intensivos c:e'::e: _::::
música é a arte mai" ::-::: : ~ muito a pregação dei e- ::.:'; . _
Além dos curso" :.:.:::::::_
Educação Teológic2. .;:::' ::-cdesta publicação, eu::,,:' e::::;:.
Internacional de Treir:.::.=e::.
pessoas que já partici.;:::.::::.=
um número maior do ::.:.e
pastores. O outro curso tem a terminalidade de formar professores de
ensino religioso. A grande
maioria
dos
alunos tem ingressado
no
curso de formação
pastoral.
F oram poucos
os alunos e alunas que mgressaram no curso
de formação de
p fessores de
ro.
..
ensmo relIgIOso.
A razão do pouco
Primeira Congregação de Professores da Escola
Superior de Teologia, 1983. Da esquerda para a direita:
Profs. Ari Lange, Rudi Zimmer e Paulo F. Flor,
ingresso neste currículo possivelmente se deve à falta de divulgação e à
dificuldade de ingresso num mercado de trabalho novo.
Além dos cursos de teologia, a EST desenvolveu no passado o
curso residencial de Diaconia em Educação cristã. Muitas pessoas se
formaram através deste curso e estão servindo nas congregações onde
participam. Este curso hoje está inserido no programa da Educação
64
Congregação eie :: -:: "e:::: :--; .de Teologia ern ~;::
:: = o:::.
Profs. Paulo ,e. :: :: - ~ - .:_
Raul Blum, Rue.' Z--.- ='
Roas. 5~
=:
nho da missão ,á.:'::, :: .:: - . _
manha da esco~2. e :::_
agradecidos:
QL:2C':' ::~::
Valeu a De12::'::: __
Ia? Sem dúyiéa ::.::e" ::: . ;:
: : ==:
a
~'.~'::'~
~~::.o2e
=
;la~
":'-0,
: 0::'2X
~ ?' ::'~J-
: : :~_~:'ar
Teológica por Extensão. A EST também desenvolveu, e continua desenvolvendo, o programa de Diaconia em Música. Participam de parte
deste programa todos os alunos do curso de teologia e os alunos que fazem os intensivos deste curso. Segundo Lutero, depois da teologia, a
música é a arte mais importante para o ser humano. A música ajuda em
muito a pregação do evangelho na vida da igreja.
Além dos cursos acima mencionados, a EST oferece o programa de
Educação Teológica por Extensão, que está descrito em outro capítulo
desta publicação, Cursos especiais para pastores e o programa do Centro
Internacional de Treinamento Missionário. Se fôssemos somar todas as
pessoas que já participaram de um curso oferecido pela EST, teríamos
um número maior do que 1.000 pessoas. Se fôssemos somar as pessoas
que receberam
benefícios através dos que fizeram
cursos
na EST, o número é incalculável. Já participaram
de
cursos da EST
alunos do Bra-
-~~8:
~à
:::' o
~_:,3se
~: :::de
=~_:::.cào
Congregação de Professores da Escola Superior
de Teologia em 1986. Da esquerda para a direita:
Profs. Paulo F. Flor, Ari Gueths, Paulo W. Buss,
Raul Blum, Rudi Zimmer, Paulo M. Nerbas, Deomar
Roos, Erní W. Seibert, e Ari Lange.
sil, Argentina,
Chile,
Paraguai, Equador,
Venezuela, Estados Unidos e
Portugal. Talvez
seja pouco, se
olhamos o tama-
nho da missão ainda por realizar, mas já é muito se consideramos o tamanho da escola e seus 15 anos de existência. Poderíamos dizer
agradecidos: Quanta bênção.
Valeu a pena criar, desenvolver e lutar pela existência desta escola? Sem dúvida a resposta é sim. Valeu a pena. Valeu a pena o investi-
mcnto de pessoas, de dons, de dinheiro, de tempo. Valeu a pena porque
Deus fez com que esta escola realmente fosse um seminário, isto é um
lugar onde sementes são plantadas (daí a palavra "seminário"), sementes estas que se propagam e produzem muitos frutos.
Novos rumos na educação teológica
E se olhamos para o futuro, o que podemos dizer? Em toda a área
da educação, o futuro, nos parece, vai trazer grandes surpresas. A relação entre professor e aluno não estará mais centrada na sala de aula. As
Queira Deus abe:.::::.:
no presente. Queira De',,:' ::.:::: . :
tas escolas. Queira De',,:." :.:'
colas, e todos os dema:." ::::: ;: ..::':::
que o evangelho seja::.:.·..:::.:
geração.
=-=
.
x:=:_,
novas tecnologias, especialmente a internet, indicam que o saber pode
ser aeessado de qualquer lugar. Além disso, os currículos do futuro deverão ser muito mais flexíveis que os atuais. Parte disso já está sendo
projetado nas universidades mais sintonizadas com o nosso tempo e
com o futuro. E, neste caso, continuará sendo necessária uma escola de
teologia? Sem dúvida que sim. Especialmente neste sentido amplo,
que a EST sempre tem procurado ser: uma escola que é parte da missão
da igreja, e que promove e faz a difusão do saber teológico formando
pastores, educadores e líderes para o povo de Deus.
Os novos meios eletrônicos estão promovendo uma revolução tornando possível a socialização do saber. As escolas de teologia precisam
acompanhar com alegria esta tendência. Se a imprensa de tipos móveis
permitiu a divulgação de livros, o computador está tornando possível bibliotecas chegarem a qualquer recanto da terra sem papel e com um custo menor que o do livro impresso. Que boa notícia para quem quer que a
boa notícia do evangelho chegue até os confins da terra.
Missiólogos do início do século diziam que uma igreja sadia desenvolve auto-gestão, auto-propagação e auto-sustento. Hoje se reconhece que, além disso, é necessário que a igreja tenha pensamento
próprio, ou seja, saiba produzir sua teologia. Uma teologia sadia está
sempre consoante com a palavra de Deus e adequada para expor o
evangelho no mundo contemporâneo. Uma teologia sadia não é a mera
repetição de fórmulas do passado, mas a expressão destas fórmulas de
maneira que o presente possa compreendê-Ias e assimilá-Ias. Neste
sentido, teologia é missão. Para ajudar a fàzer isso, nada melhor que
com e através de escolas de teologia.
66
Congregação de Profess.:: "=: ':::: =:;;;
esquerda para a direi!5. = -::::
David Coles, Ari La-;=
=:: _ =
':~:
Queira Deus abençoar as escolas de teologia que a IELB mantém
no presente. Queira Deus abençoar a IELB e toda a igreja através destas escolas. Queira Deus nos dar sabedoria para desenvolver estas escolas, e todos os demais programas que o futuro nos exigir, de tal forma
que o evangelho seja anunciado de forma clara e adequada para cada
geração.
*Professor da Escola Superior de Teologia do ICSP.
.!2P
~
]"
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~
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Congregação de Professores da Escola Superior de Teologia em 1998. Da
esquerda para a direita: Profs. Deomar Roas, Paulo F. Flor, Emí W Seibert,
David Coles, Ari Lange, Raul Blum, Paulo W Buss, e Cláudio L. Flor.
EDUCAÇÃO TEOLÓGICA POR EXTENSÃO
Teologia ao alcance de todos
Rev. Prof Cláudio L. Flor
1. ETE : Uma experiência que está dando certo,
A Escola Superior de Teologia do Instituto Concórdia de São Paulo já tem mais de uma década de experiência com o programa de Educação Teológica por Extensão (ETE). Desde a sua implantação, em
1987, o programa tem sido uma bênção na vida de muitos cristãos e de
muitas congregações. Muitos daqueles que puderarn aperfeiçoar-se
por meio dos cursos da ETE,
são
nas suas
servindo como pastores, como minü;trc}s
ou como pessoas dedicadas a
tarefas ao reino de Deus.
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de três a seis anos. O r,: .::' '
pervisionadas na sua ':;:
A Educação Teológica por Extensão baseia-se no princípio de que
pessoas que se vêem impedidas de cursar teologia no modelo rcsidencial podem aprofundar os seus conhecimentos teológicos estudando
em casa, ou na congregação, mediante a orientação de um monitor.
Com a ajuda de diferentes técnicas de ensino-aprendizagem, o pmiicipante, passo a passo, vai cursando o programa no qual se inscreveu.
Esta modalidade de estudo tem pelo menos duas grandes vantagens: É
muito flexível (O participante organiza os seus horários de estudo de
acordo com as suas possibilidades) e é mais econômico.
3.3. Curso de
=-
Teol!i:=
jetivos: I. Aprimorar I, :,
sejam, a fim de que se::,
no mundo. 2. Forrn2.~~ c'
necessário para aSST:~:
pago 36). O curso e,:" , ser concluído num:) '=".
pletado o programa::. ':'
recomendado pela S.~::.
3, ETE: Cursos oferecidos pela ETE.
4, ETE:
A
FOrm.li.~
A ETE oferece três opções de cursos:
3.1. Curso de Diaconia em Educação
Cristã.
A Diaconia em
Educação Cristã prepara líderes para servir na área do ensino religioso
da congregação: Na escola bíblica, na preparação para a confirmação,
no trabalho com jovens e adultos (Ajudando a desenvolver especial68
_
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Sempre que r,'..::':~ :::
teressadas em faze~: _-, '
pos ou núcleos i~",: múltipla. As alJL" ,':c.
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mente a habilidade
cursará
de apresentar
22 matérias
estudos bíblicos),
(48 créditos)
etc. O participante
da área da teologia
c da educação,
num período que pode variar de dois a seis anos. Também desenvolverá atividades práticas supervisionadas
na sua congregação como treinamento.
3.2. Curso de Diaconia
em EV311gelização. A Diaconia em Evan-
gelização, através de estudos teóricos
atuar na área da missão evangelizadora
desenvolver
as habilidades
e práticos, prepara líderes para
da igreja. O objetivo do curso é
dos participantes
se de forma fmtífera na tarefa evangelizadora
trabalho
será a congregação
para que possam envolverda igreja. O seu campo de
local e os pontos de missão desenvolvidos
° apoio
pela mesma, e a sua atuação vai desde o testemunho
pessoal até
ativo aos projetos, programas,
da congregação.
e êníàses missionárias
O
curso é fomlado por 21 matérias (48 créditos). Quanto à duração, varia
de três a seis anos. O aluno também desenvolverá atividades práticas supervisionadas
na sua congregação
3.3. Curso
jetivos:
de Teologia.
I. Aprimorar
como treinamento.
O curso de Teologia
o conhecimento
teológico
da ETE tem dois obdas pessoas
que o de-
sejam, a fim de que sejam cristãos melhor aparelhados para o seu agir
no mundo. 2. Formar pastores que tenham o conhecimento
teológico
necessário
para assumir o Santo Ministério
(Cf. Catálogo
Acadêmico,
pago 36). O curso é constituído por 40 matérias (104 créditos) e pode
ser concluído num período de quatro a oito anos. O candidato terá completado o programa
recomendado
do Ensino Médio (Ex Segundo
Grau) e deverá ser
pela sua congregação.
4. ETE:
A Formação
de Grupos
de Estudo
Sempre que num Distrito ou congregação há diversas pessoas interessadas em tàzer cursos pela ETE, incentiva-se a formação de grupos ou núcleos
múltipla.
gregação,
de estudo.
A vantagem
dos grupos
As aulas podem ser dadas nas próprias
aproveitando
as estruturas
de estudos
dependências
é
da con-
que já existem. Os integrantes
in-
centivam-se
mutuamente,
interessantes
e diminuindo
abre a possibilidade
Seminário
os estudos
os riscos de desânimo.
mais
regulares
e
Além disso, o grupo
de que os cursos sejam dados pelos professores
e pelos pastores
5. ETE:
tomando
do Distrito, enriquecendo
do
o aprendizado.
Venha estudar conosco
Desde 1996 fala· se:._ ~ -
Se você tem o desejo de crescer no estudo da teologia e no serviço
ao Senhor da igreja, venha estudar conosco. Integre-se ao grupo de
mais de 200 participantes que já aceitaram este desafio e estào matriculados no programa de Educação Teológica por Extensão. Para obter
mais informações, escreva à coordenação da ETE no Instituto Concórdia de São Paulo.
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CENTRO INTERNACIONAL
DE TREINAMENTO MISSIONÁRIO
O que é isso?
Prof Dr. Erní Walter Seibert*
Desde 1996 fala-se que no Instituto Concórdia de São Paulo, junto à Escola Superior de Teologia, funciona o Centro Internacional de
Treinamento Missionário (CITM). Certamente muitas pessoas que ouvem falar do CITM perguntam: O que é isso?
Missão é um dos desafios mais dificeis da igreja cristã ao longo de
sua história. É dificil obter respostas iguais quando se pergunta mais
pessoas a respeito da missão da igreja. Nas últimas décadas esta pergunta já recebeu inúmeras respostas. Mas certamente a igreja tem uma
missão, e a missão da igreja é a missão de Deus. A igreja está no mundo
para trazer a salvação preparada por Deus através de seu Filho Jesus
Cristo a todas as pessoas. E a igreja faz isso pela pregação do evangelho e pela administração dos sacramentos.
A educação teológica é parte da missão da igreja. As igrejas envolvidas em missões em países novos logo descobrem que uma das
coisas mais necessárias é desenvolver na nova missão uma educação
teológica capaz de preparar novas lideranças e preparar a igreja para
seu auto-desenvolvimento. Educação teológica e missão devem, nas
frentes missionárias, andar lado a lado.
A preocupação da IELB, ao estabelecer a Escola Superior de Teologia (EST) no Instituto Concórdia de São Paulo, foi que esta escola se
preocupasse com missão. Esta não era apenas uma preocupação implícita, mas explicitada nos documentos que orientaram a criação deste
Seminário. Com o desenvolvimento dos programas de ensino da EST,
ficava claro que a preocupação com a missão não poderia ficar apenas
dentro dos limites da IELB. A missão da igreja, que é a missão de
Deus, não tem estes limites tão estreitos. Uma das constatações que se
fez foi que a maioria das igrejas luteranas da América Latina com as
quais a IELB mantém comunhão não tem Seminários. A única exceção
é a Igreja da Argentina. A IELB tendo dois seminários, poderia ajudar
as outras igrejas compartilhando esta bênção. No entanto, para fazer
71
isso, era importante que o projeto fosse desenvolvido em conjunto, para
não ocorrer nenhuma espécie de colonialismo teológico. Dentro desse
espírito foi criado o Centro Internacional de Treinamento Teológico.
O CITM não queria ser uma nova escola, mas um Centro dentro
de uma escola já existente. Ele seria internacional porque igrejas de outros países iriam participar de seu desenvolvimento e porque ele se destinaria a vários países, tendo como prioridade a América Latina. Ele
seria de Treinamento, porque a maioria das igrejas não dispõe de uma
laboratório de missão onde ficasse acumulada tanto a experiência missionária, como estivesse à disposição o recurso de preparação de missionários. Finalmente, o Centro Internacional de Treinamento seria
Missionário. Ele visa preparar recursos humanos para a missão. A vantagem deste Centro ser desenvolvido dentro de uma Escola de Teologia é que ele poderia valer-se de todos os recursos que esta escola
dispõe e poderia, dessa forma, potencializar os recursos existentes.
Foi dentro deste espírito que, em julho de 1996, o CITM foi inaugurado. De lá para cá ele já realizou vários cursos intensivos com a participação de pastores de 5 países, já recebeu um aluno, pastor da igreja
da Venezuela, para desenvolver um projeto especial de formação com
a duração de dois anos, e conta atualmente com a cedência de um Professor de fala hispana (trata-se do Prof. Df. David Coles) para um período de três anos. Emjulho do corrente ano, o CITM estará oferecendo
mais um curso na área de missões e estará realizando o Simpósio Internacional sobre Missão que pretende ajudar a desenvolver a consciência
missionária e a reflexão sobre o trabalho missionário.
O futuro do CITM depende da participação das igrejas no seu
desenvolvimento. Como praticamente toda a obra da missão, o CITM
teve um começo modesto. Nossa oração é que Deus abençoe este
trabalho e ajude para que ele seja uma bênção para muitos, ajudando
para uma maior expansão do trabalho missionário.
*Professor da Escola Superior de Teologia do lCSP.
72
DIACONIA EM MÚSICA
Rev. Prof Raul Blum*
A Diaconia em Música do Instituto Concórdia de São Paulo
(ICSP) iniciou em fevereiro de 1988 com um curso intensivo do qual
participaram 5 alunos. Os cursos foram crescendo e, atualmente, participam em tomo de 20 a 25 alunos nos intensivos de fevereiro no ICSP.
Em Marechal Cândido Rondon, PR, sob a direção do Rev. Romildo Wrasse, são realizados cursos intensivos da Diaconia em Música no
mês de julho de cada ano. Os intensivos em Marechal Cândido Rondon
iniciaram em 1993. A participação em Marechal Cândido Rondon tem
sido de 40 a 45 alunos nos últimos anos.
A Diaconia em Música é oferecida de duas maneiras no ICSP: (1)
no curso residencial, aos alunos que moram no campus ou perto dele,
durante o ano letivo; (2) em cursos intensivos no mês de fevereiro de
cada ano, destinando-se especialmente aos leigos. Além da parte teórica e prática no curso residencial os alunos participantes do Coral Concórdia têm oportunidade
de fazer excursões passando por
congregações da IELB que preparam a divulgação do programa c convidam a comunidade local para assistir a programação. Estas excursões
(quer do grupo misto, quer do grupo masculino) têm servido de divulgação do ICSP e também de recrutamento de alunos para os diversos
cursos oferecidos no programa residencial, intensivo ou por extensão.
Além disso estas excursões servem também para dar conhecimento aos
coralistas da realidade na qual atuam as congregações que são visitadas. Aos futuros obreiros serve como escola de aprendizagem no realcionamento humano e no conhecimento das realidades diferentes nas
quais atuam nossas congregações.
A Diaconia em música prepara os alunos na teoria e prática musical com a finalidade de atuarem nos cultos e devoções das congregações da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB). O Diácono em
Música pode assumir o trabalho musical de uma congregação tocando
órgão nos cultos e regendo o coral da congregação. Além disso aprende um instrumento complementar (flauta doce ou violão) com o qual
pode diversificar a atuação de instrumentos nos cultos. O diácono em
"7"::
1,-'
Música está habilitado também a ensinar os princípios musicais teóricos e práticos a outras pessoas.
Os cursos intensivos da Diaconia em Música visam preparar especialmente leigos na arte musical a fIm de que possam auxiliar o ministério pastoral na área da adoração. Por muito tempo na IELB se esperava
que o pastor fosse também o músico da congregação. Não há dúvida que
é bom que o pastor também seja
músico, que saiba tocar um instrumento,
que
cante bem; no entanto, no culto,
no momento da
Coral Masculino do ICSP, 1996.
Liturgia especialmente, é necessário que leigos
assumam a músi-
ca e que se esmerem para que esta música seja executada "com alie e com júbilo" (SI
33.3). Os cursos intensivos da Diaconia em Música estão à disposição de
todas as congregações da IELB, e mesmo de pessoas de outras denominações cristãs, visando preparar e aprimorar estas pessoas para serem
instrumentos efIcientes no trabalho musical da congregação.
A duração do curso depende do rendimento individual dos alunos.
Toda a parte teórica pode ser completada em três intensivos. A parte
prática requer o tempo do desenvolvimento particular de cada aluno. O
órgão tem nove níveis e o instrumento complementar tem seis níveis
que precisam ser vencidos.
É importante que as congregações sejam incentivadas a investirem nos seus músicos. Felizmente isto está acontecendo sempre mais.
N os primeiros cursos intensivos da Diaconia em Música poucos investimentos as congregações fizeram pelos seus músicos. Os músicos tinham que pagar suas próprias despesas. Agora já vemos muitas
congregações oferecendo ajuda aos seus músicos, pois compreendem
74
=
.....• ~.-',
-
que este estudo e treinamento é para a própria congregação. É necessário que a congregação invista naqueles que tem o sincero desejo de se
aprimorarem na arte musical e se dedicam à prática instrumental. E
nem sempre estas pessoas têm os recursos necessários para estudarem
música. Investimento em música é muito bem aproveitado, pois reverte em cultos alegres e dinâmicos que são a expressão de nossa alegria
pela salvação obtida por Cristo para nós.
É preciso, pois, que as congregações compreendam que o músico
não está apenas fazendo algo que ele gosta de fazer e que é para seu
prazer, mas, que ele está integrado na congregação e realiza um serviço
essencial na área a adoração, que é para o louvor a Deus no qual toda a
congregação está integrada. Aliás, o canto congregacional foi uma das
restaurações da Reforma ao povo de Deus. Para que este canto funcione bem temos que ter músicos preparados que orientem o canto,
A música que executamos e cantamos nos cultos é uma de nossas
respostas a Deus por todos os benefícios que ele nos concedeu em Cristo visando a nossa salvação. A música é vital no culto, pois une mensagem e som para louvar a Deus e instruir o povo de Deus. O Salmo 150
Alunos e professores
do Curso Intensivo de Diaconia em Música,
ICSP, fevereiro de 1998,
75
nos convida a
uv::;rn:l0S
a Deus com
sorte de instrumentos. O
Apóstolo Paulo nos incentiva: "Habite, ricamente, em vós a palavra de
Cristo; instrui-vos e aconselhai-vos mutuamente eU1toda a sabedoria,
louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração."
A Diaconia em Música do ICSP está à disposição de todos para
que o louvor a Deus seja aprimorado. Façamos uso das oportunidades
que estão à nossa disposição para a glória de Deus nosso Salvador.
*Professor da Escola Superior de Teologia do ICSP.
76
AS BIBLIOTECAS DO ICSP
Sueli T. Lange *
A biblioteca é um instrumento fundamental no processo de ensino
e aprendizado de qualquer escola. A biblioteca do Instituto Concórdia
de São Paulo (ICSP) iniciou junto com o início dos trabalhos da escola
em 1963 em São Paulo. Recebeu o nome de Biblioteca "Df. Martinho
Lutero." O seu acervo contava nessa época com 2.000 volumes. Devido a reformulação da legislação do ensino do Ministério da Educação e
Cultura e da política administrativa da Igreja Evangélica Luterana do
Brasil, o ICSP fechou em 1972, fícando a biblioteca desativada por 10
anos. A escola foi reaberta em 1983, sendo que a biblioteca contava então com 5.800 volumes. Com a construção da escola de primeiro e segundo graus em 1986, a biblioteca foi dividida em duas. A biblioteca
da Escola Superior de Teologia (EST), possui hoje um acervo com
mais de 16.000 volumes, sendo que 80% dos livros estão voltados para
a área teológica (principalmente da missão). Ela também assina vários
periódicos e revistas atuais na área teológica e educacional. Conta hoje
com 81 títulos de periódicos. Os seus usuários são na maioria estudantes e professores de teologia, moradores no campus do ICSP. A biblioteca de primeiro e segundo graus está localizada no Colégio
Concórdia. O seu acervo atual conta com mais de 6.000 volumes de todas as áreas do conhecimento. Os usuários são alunos e funcionários
do colégio e alguns moradores do bairro. Ambas as bibliotecas são dirigidas por uma bibliotecária e dois auxiliares. O atendimento ao usuário é feito pelos alunos de teologia. As bibliotecas estão em plena
expansão, e o seu acervo está sendo informatizado. Em breve tempo, as
consultas bibliográficas serão feitas através do computador, agilizando
assim o atendimento ao usuário e otimizando os recursos existentes.
*Sueli T. Lange é bibliotecária do ICSP.
77
INDO PARA O INSTITUTO
Renato Lui:: Hannisch*
Quando alguém de uma das congregações
terana do Brasil, espalhadas
da Igreja Evangélica
Lu-
pelo país, se decide a vir ao Instituto
Con-
córdia de São Paulo (ICSP) para estudar teologia, muitas pessoas dentro
e fora do convívio da Igreja perguntam:
"Por que ir para o Instituto?"
Ou
ainda: "Não poderia estudar aqui mesmo, para que ir tão longe?"
A resposta nem sempre vem logo à boca, mas, todos que vem para
oInstituto,
maneiras
têm o propósito
de servirem a Deus e à sua igreja e, uma das
de faze-Ia, é preparando-se
para o serviço.
Um dos cursos que o ICSP oferece
curso confere o título de Bacharel
Igreja Evangélica
Luterana
trabalho missionário
em Teologia
Acadêmico
residencial,
do ICSP, e ainda, na modalidade
onde o aluno estuda em casa, sob a supervisão
O Curso de Teologia
res. O curso destina-se
rem
na
área
de
também à preparação
cristã,
professores de Ensino Religioso,
fírmandos e estudos bíblicos.
em Evangelização.
por extensão,
ram pessoas para auxiliarem
pessoas
escola dominical,
diretamente
a serem
instrução
de
em Educação
na área de educação
pessoas para real izarem evangelização
nas congregações
e missões
C011-
Cristã
respectivamente,
também preparam
Além destes, é oferecido
de pasto-
de pessoas para trabalha-
capacitando
Estes cursos,
p. 12).
de um monitor.
O ICSP oferece ainda os Cursos de Diaconia
e Diaconia
para o
onde o alu-
não se destina apenas à preparação
educação
para a
habilitados
da EST-ICSP,
é oferecido na modalidade
no reside no campus
Este
e forma pastores
do Brasil, especialmente
(cf. Catálogo
O curso de Teologia
é o Curso de Teologia.
prepacristã e
mais efetiva
da Igreja Luterana.
o Curso de Diaconia
em Música.
Este
curso prepara pessoas na teoria e prática musical de alguns instrumentos musicais. O curso também vai ao encontro das necessidades dos futuros pastores da Igreja Luterana
na área musical e litúrgica.
78
e ainda prepara pessoas para atuarem
Dentre estes cursos, o mais procurado é o Curso de Teologia, ao
qual tem aumentado o número de interessados nos últimos anos. Deste
curso, podemos destacar alguns aspectos:
- Quando feito de forma residencial, é um curso que exige rendimento acadêmico como qualquer outra faculdade. Isto implica que o
interessado precisa dispor de tempo praticamente integral a fim de obter bons resultados;
- É um curso que não visa dar status ou mesmo melhores condições econômicas ao futuro do estudante;
- É um curso que, além de aumentar o conhecimento intelectual
do aluno, é de especial modo, um curso que prepara pessoas para trabalharem na pregação do Evangelho;
- É um curso que aumenta as convicções cristãs e vem a fortalecer
c confirmar as verdades da fé em Cristo, nosso Salvador;
Sempre que ouvimos alguém dizer: "Vou para o Instituto", com
certeza surgem perguntas e questionamentos como estes que citamos
acima. Nem sempre as respostas serão dadas de imediato. A resposta a
estas perguntas vem de cada matéria que o aluno estuda no Instituto, a
cada novo conhecimento adquirido. As perguntas são respondidas
através do crescimento espiritual, crescimento intelectual, dinâmica no
trabalho e vários outros dons que serão usados no testemunho e pregação da Palavra de Deus.
Estudar no Instituto Concórdia pode s':r algo sem valor para muitas
pessoas, mas, com certeza, para outras tantas é um privilégio único e que
tem trazido muitas alegrias durante estes cinquenta anos que esta instituição tem preparado e formado pessoas para levarem Cristo às nações.
*Aluno da Escola Superior de Teologia do ICSP,
formando 1998.
79
UMA SENSAÇÃO MARAVILHOSA
JaeZ Müller*
Uma das cartas que recebi de minha namorada traz as seguintes
palavras: "Lembra de quando eu havia dito que tem umas fotos no mural, na igreja? Algumas são do Instituto: Lindo! É tão limpo e verde,
me deu uma sensação maravilhosa".
Comemorando 50 anos, com gratidão e júbilo, eis mais um presente que nosso Instituto Concórdia de São Paulo recebe: o reconhecimento leigo de que nosso seminário é um lugar maravilhoso.
Maravilhoso não simplesmente por desfrutar de uma área de 66.000m2
divididos entre construções e uma imensa área verde contrastante com
o cenário da grande metrópole São Paulo, que o cerca por todos os lados. Mas maravilhoso também por podermos aqui no Instituto Concórdia de São Paulo moldar-nos, na Palavra de Deus, ao ministério da
pregação do Evangelho que, segundo Lutero, é o supremo ministério
na cristandade (cf. Pelo Evangelho de Cristo, p. 201).
Nessa sensação maravilhosa, está implícito também o conhecimento de que em nosso Instituto preparam-se pastores e professores de
Vista do ICSP a partir do Auditório.
80
acordo com uma filosofia de educação teológica estabelecida pelas Escrituras Sagradas e em concordância com as confissões luteranas. Nosso propósito, neste momento, é falar do Internato e de nossa vida
comunitária aqui desenvolvida.
O Internato compreende uma estrutura física formada por quatro
blocos de moradias que abrigam tanto estudantes solteiros quanto casados. Os principais são os blocos A e B, que somam vinte e seis apartamentos; os demais, C e D, compreendem cinco apartamentos do
bloco C e quatro casas no D, destinadas especialmente aos alunos casados e seus familiares.
Chegando ao Instituto, o novo aluno recebe o Regimento do Internato e o Catálogo Acadêmico, que são os documentos oficiais do Concórdia que normatizam nossa vida comunitária e acadêmica. O
Regimento do Internato estabelece parâmetros para a prática do verdadeiro amor cristão em nosso meio estudantil como condição ideal para
o crescimento no conhecimento e na fé. Os alunos do internato possuem um órgão representativo perante o coordenador do internato chamado Concilium Prímorum. Este Concílium visa manter a boa ordem e
o cumprimento do Regimento do Internato, mas seu objetivo principal
é desempenhar um papel social de extrema importância aos alunos,
buscando o aconselhamento fraternal e cristão nas ocasiões necessárias, bem como zelar pelo companheirismo e espírito cooperativo entre
colegas de quarto.
A sensação maravilhosa que sentimos em nossa convivência social neste internato é o privilégio de podermos morar num campus onde
todos os moradores são pessoas cristãs e visam seu crescimento espiritual, elemento decisivo na formação do futuro pastor, professor, professora ou leigo cristão. Certa vez, um colega pastor disse-me que
aproveitasse bem meu tempo de seminário, porque as amizades que
aqui fazemos permanecem durante todo nosso trabalho pastoral, mesmo que tenhamos poucas oportunidades de revermos todos amigos
aqui conquistados. São amigos sempre dispostos a auxiliar-nos nos
momentos difíceis, a confortar-nos com a Palavra de Deus em momentos oportunos, e também a compartilhar alegrias e tristezas. Tristezas
também, pois somos pecadores, sujeitos a erros no relacionamento fra81
temal, e por vezes acontecem contrariedades entre colegas, que dificultam nosso bom entendimento. Novamente, o amor cristão, regido
pela Palavra de Deus, conduz ao bom relacionamento. Enfim, o internato cria profundos laços de amizade cristã.
Que privilégio, que bênção, que sensação maravilhosa podermos reconhecer os benefícios concedidos pelo Salvador Jesus à nossa
IELB e especialmente ao Instituto Concórdia de São Paulo, que proporciona um ótimo ambiente de moradia àqueles que desejam servir a
Cristo Jesus pelo ministério da pregação.
*Joel Müller é aluno da Escola Superior de Teologia
do ICSP. sendo Primus Omnium do Internato
e/armando
82
1998.
ÍNDICE
Palavra ao leitor
3
Os 50 anos do ICSP: 1948-1998
Rev. Prol Ari Lange
5
-O PASSADO-
o INÍCIO
NO ESPÍRITO SANTO:
1948-1956
Breve história da Escola Normal Rural de São João Grande, ES
Rev. John L. Wentzel
II
o primeiro
aluno
Rev. Roberto Kunzendorlf.
16
O INSTITUTO CONCÓRDIA NO RIO DE JANEIRO:
1957-1961
Instituto Concórdia do Rio: Recordações de um ex-aluno
Rev. Gerhard Grasel
21
o INSTITUTO
CONCÓRDIA EM SÃO PAULOPRIMEIRA FASE: 1962-1972
Escola da vida
Astomiro Romais
27
Recordando
Rev. Ernesto Augusto Heine
.
Antologia da Literatura Concordiana do passado
Rev. Prol Paulo F. Flor ..
.. 31
.34
83
- o PRESENTE
-
ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL,
ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO: 1982A Escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio e Superior
Profa. Irma Flor & Profa. Nilza Eller Barros Leal
47
Ministério de Capelania Escolar
Rev. Amo Bessel
54
Reflexão: O parâmetro da Educação Cristã: o amor
Rev. Amo Bessel
57
ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA
1982 Por que um Curso de Teologia?
Prof Dr. EmÍ W. Seihert
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Educação Teológica por Extensão: Teologia ao alcance de todos
Rev. Prof Cláudio L. Flor
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Centro Internacional de Treinamento Missionário: O que é isso?
Prof Dr. Em! W. Seihert
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DiacoDia em Música
Rev. Prof Raul Blum
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As bibliotecas do ICSP
Sueli T Lange
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Indo para o Instituto
Renato Luiz Hannisch
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Uma sensação maravilhosa
Joel Miiller
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