• I EXPEDIENTE VOX CONCORDIANA - SUPLEMENTO TEOLÓGICO Revista teológica semestral publicada pela Congregação de Professores da Escola Superior de Teologia do Instituto Concórdia de São Paulo. Conselho Editorial: Paulo W. Buss, Editor Paulo K. Jung Paulo F. Flor Luisivan Strelow Congregação de Professores: Ari Lange Cláudio L. Flor David Coles Deomar Roos ErnÍ W. Seibert Leonardo Neitzel Paulo W. Buss Raul Blum Os altigos assinados são da responsabilidade dos seus autores, não refletindo necessaliamente a posição dos editores ou da Congregação de Professores como um todo. Devem ser considerados mais como ensaios para reflexão do que posicionamentos definitivos sobre os temas abordados. INSTITUTO CONCÓRDIA DE SÃO PAULO Caixa Postal 60754 05786-990 São Paulo, SP Fone: (011) 5511-5077 Fone/Fax: (011) 5511-2379 E-mail: [email protected] ACEITA-SE PERMUTA COM REVISTAS CONGÊNERES EDIÇÃO COMEMORATIVA - 50 ANOS DO ICSP ANO 13 - N° 1 - 1998 •I PALAVRA AO LEITOR A educação tem sido sempre uma área de destaque na história da Igreja Evangélica Luterana do Brasil. Esta ênfase na educação resulta de uma herança da própria Reforma da igreja no século dezesseis. Lutero e seus colegas, especialmente Filipe Melanchthon, refletiram intensamente sobre o aspecto pedagógico da educação bem como sobre suas implicações espirituais, sociais, políticas e econômicas. Muitos dos princípios pedagógicos enunciados pelo Refomlador, em diversos escritos, continuam válidos e são reafirmados por pesquisas modemas na área. Mas, Lutero e seus companheiros não se limitaram à teoria. Eles ajudaram a reformar o ensino de seus dias e colaboraram na criação de uma extensa rede de escolas de todos os níveis, desde o ensino fundamental ao superior. Luteranos que imigraram para o Novo Mundo no século passado vieram imbuídos da convicção da necessidade de educar as novas gerações. Logo após sua chegada à nova pátria, organizaram sociedades educacionais por iniciativa própria, construíram escolas com as próprias mãos, e contrataram professores. Quando a missão que mais tarde se tornaria a Igreja Evangélica Luterana do Brasil iniciou seu trabalho entre esses imigrantes no ano de 1900, ela já encontrou, em vários lugares, igrejas e escolas em pleno funcionamento. Logo em seguida, já no ano de 1903, foi fundado o primeiro instituto da futura IELB para a fOlmação de pastores e professores. O empenho educacional da igreja se manifesta até hoje em congregações, seminários, e escolas que oferecem desde educação infantil até cursos de pós-graduação em diversas áreas do saber. O Instituto Concórdia de São Paulo vem escrevendo, por meio século, um importante capítulo da história acima delineada. É a este meio século que a presente edição comemorativa da VOX CONCORDIANA-SUPLEMENTO TEOLÓGICO é dedicada. Convidamos pessoas que estiveram diretamente envolvidas nas diferentes etapas desta caminhada para que registrassem suas lembranças e reflexões. Essas pessoas conduzem o leitor por uma história que começa, em 1948, em São João Grande, Colatina, ES, passa por Baixo Guandu, 3 ES, pelo Rio de Janeiro, e se divide em dois capítulos em São Paulo, SP. Numa segunda parte, uma série de breves artigos pretende dar uma visão panorâmica daquilo que a escola é hoje: seus diversos níveis e programas de ensino, seus objetivos e princípios norteadores. Cinqüenta anos de história evocam várias coisas: lembranças, reflexões, gratidão (a muitas pessoas e, acima de tudo, a Deus). Nossa intenção é transmitir ao leitor um pouco de cada uma dessas coisas nas páginas que seguem. PWB o aniversário :O'-:-:":.. o aniversário de U:T.':' -:O' _: : ~ - ação presente e p::.,.:.: :'-- -- " Instituto Concórdi2 : c ~~: - -- de recordação de s,,:::::._,-::- " tuação ela se enco:-":::..::.:..:..-_:: para o seu futuro. Apesar desse:::s; c::.-: - - cinqüentenário do IC~:: ::- -= ICSP estão envol\i::.. s .:.de sua mantenedof::" - Z::. ::: = lidades em que a Es.::::.:::.::, ' dação em São Jo~o::::..::..Santo, passando pc:: :...-: .::.::até Campo Limpo,::":: ~ ~: ~ Na lembranc" ..'.:s:: profundo amor a De _, :: Escola, sob a lide:-:::.::.:::. . .:: dade de criar um.::::'.: rais, e do SI. Gui::-.c:-: . .: Destacam-se '':':-:.'::: da de do, já faleci:.:. :: .:: ocasião do fecha:::::.:: deixando-nos, an:::'. abeliura do lCSP :-_.-.::-:.::-' Da mesma :":::-: que continuara=-:-.:...::- :-. so constante do =.~~:= programas de es:..::: :.,,' sil c no Exterior. e::.:..::.:-- damental e Médi: = = = = 4 := • OS 50 ANOS DO ICSP 1948-1998 São Paulo, . :-.:k dar uma c -~ . :5:5 níveis e ~.:"25, := Rev. Prol Ari Lange* : :-anças, re: _SI. Nossa ; :01sas nas O aniversário o aniversário de uma pessoa. Nele se olha para o passado, ação presente PWB Instituto de uma Escola tem muitas coisas em comum e para o futuro. Concórdia de recordação Assim, para a situ- dos 50 anos do o aniversário de São Paulo (ICSP) é um acontecimento de sua história, tuação ela se encontra um momento na atualidade para constatar e os desafios com festivo em que si- que se apresentam para o seu futuro. Apesar desse aspecto comum com o aniversário cinqüentenário de uma pessoa, o do ICSP tem algo próprio e especial. Nesses 50 anos do ICSP estão envolvidos de sua mantenedora a vida de muitas pessoas; - Igreja Evangélica uma parte da história Luterana do Brasil- lidades em que a Escola esteve durante sua peregrinação, dação em São João Grande, Santo, passando município de Baixo , e as locadesde a nm- Guandú, Espírito pelo alto da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, até Campo Limpo, em São Paulo. dos 50 anos do ICSP, destacam-se Na lembrança profundo amor a Deus e ao próximo. Escola, sob a liderança Foi com este espírito que nasceu a do Prof. Osvaldo SchüIler, que sentiu a necessi- dade de criar uma escola que preparasse rais, e do Sr. Guilherme Destacam-se professores dade do, já falecido, Belz, que doou o terreno para a construção. Rev. Martim Flor. Mesmo forma que continuaram destacam-se e continuam do ICSP. Como líderes e Médio. por que foi a semente da re- pessoas, investindo programas de estudo que atendem sil e no Exterior, e da comunidade damental sendo derrotado, da Escola na década de 70, não calou a sua voz, deixando-nos, antes, um testemunho profético, abertura do ICSP na década de 80. so constante para as escolas ru- também pessoas com o espírito de bravura e tenaci- ocasião do fechamento Da mesma pessoas com um homens e mulheres, suas vidas para o progres- planejaram e criaram diversos as necessidades da Igreja, no Bralocal, com o Ensino Infantil, Fun- O ICSP de hoje é uma Escola polivalente, e por 5 ~ isso, tem condições de oferecer educação nos mais diferentes níveis e modalidades. Prova disso são os milhares de alunos que buscaram e encontraram, nas salas de aula e no convívio com colegas e professores, os conhecimentos e a formação necessária para uma vida de sentido integral. São eles as melhores testemunhas de que a educação fundamentada na filosifia cristã da vida é a mais adequada para todas as pessoas. Qual será o futuro do ICSP? Com certeza surgirão novos desafios e dificuldades, mas também novas vitórias. OP~~ Se no passado e no presente o ICSP pode atingir seus objetivos porque Deus sempre providenciou recursos humanos e financeiros, podemos olhar para o futuro com esperança e otimismo. Por isso, festejamos o jubileu de ouro do ICSP fazendo coro com o salmista: "Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres" (SI 126.3). * Diretor Geral do ICSP Prédio c!: 6 ••• c :-~:-_tes níveis e - -- e encontra:res, os co.:_ ::e sentido : :::.3.0 funda- :. 'o -=ias as pes- o PASSADO _= =oro com _': ::nos ale- _;-dolesp Prédio do Instituto Concórdia em Baixo Guandu, ES. 7 6 9S61 - 81761 :O~NVS O~Il[IdSJI O Á OI:lINIO 4 • 5 • •• BREVE HISTÓRIA DA ESCOLA NORlVIAL RURAL DE sAo J010 GRA.NDE, ES ReI'. Jo!zn L. Wentzel* Foi em 1929 que a IELB começou regiões do Estado do Espiriw saudoso Sapucaia, Atendendo Fixou ele residência no município a sua paróquia do com o decorrer em Santo. Foi liderado pelo seu pioneiro, pastor Emílio Sehmidt. a atual Rapadura, o seu trabalho missionário de cinco congregações do tempo a aknder na localidade de Domingos Martins, o de ES. foi ele solicita- também a outras paróquias dos estados do Espírito S;:-,ntoe \linas Gerais, as quais se haviam desligado de outras denominações religiosas por motivos de consciência. Lideradas pela orientação ter os seus próprios Unidos. o tr:lbalho do Rev. Emílio Schmidt passaram pastores tanto da IELB como também nas paróqui:ls a ob- dos Estados era difíciL os meios de locomoção bas- tante primitivos. Para atender as congregações e pontos de pregação com a Pale""ra de Deus e os sacramentos era preciso viajar à cavalo ou caminhar horas à pé. Só em uma ou outra região era possível mento eom charrete ou motociclo ou automóvel. o atendi- Os membms das p:lróquias em geral estavam interessados em ouvir a Palavra de Deus e como cristãos cooperar na expansão do reino de Deus. Todavia, muitos deles eram analfabetos. Faltava a instrução primária. e os professores Faltavam as escolas congregacionais idôneos para lecionar nas mesmas; havia, sim, profes- sores leigos em congregações. Mas o que fazer j á que eram tão poucos os obreiros à testa das pa- róquias c congregações" E além disso bem poucos pastores bém lecionavam em escolas? que tam- Além de pastores era preciso também formar professores onassem tanto as matérias religiosas como as seculaí(~s. que leci- E Deus apontou o caminho a seguir. 11 • • Foi em 1948 que os pastores, professores e leigos do distrito Espírito Santo - Minas resolveram fundar uma escola normal rural para a formação de professores para as escolas de suas paróquias. Sem perder tempo formou-se ao mesmo tempo para este fim também uma liga de leigos luteranos, que deveria liderar e providenciar pela manutenção de tal escola. Por grande amor a este empreendimento na região destacou-se de saída um membro leigo, o Sr. Guilherme Belz. Ele doou duas colônias de terras com casa e plantação, o que tornou possível a execução imediata de tal plano de fundar uma escola normal para o distrito. Encontravam-se tais terras em São João Grande, no distrito de Itapina, município de Colatina no estado do Espírito Santo, retiradas uns 7 Km ao norte do rio Doce. A casa, que servia de moradia, foi remodelada para o internato, os bancos, mesa e cadeiras, camas, etc., feitas de madeira da própria localidade, eram bem simples mas úteis. Pass:~::-:~" ._ local Re\ \\.: .. --:'~ ' .. Toe",','"" superá\e:s TrE:Ds:-e~:.·'_ tum Preto. :i\fuitos ::-:,~: Santo em :1.:;<::' _~ .~- p ara a esco.a..:.::-...~. ::.-" -escola, SUf2:J ~--::'-_ - .:, lidade de n1,,:S .'::..: , _, _ sia do rio Dei: ê -:'::'~, ~. , como isolad<õ::.e'.:, Reso1nT,'e :. du, que tJca\::. ~e~:.:.: rais e por onde,:?::"'_ Negociou,oe ~ " uma quadra de :e~-~- .: Vendeu-se ~:-~~, ções e empr~s:.:::'.: nou possíwlc.:'::-::- ~.:: Baixo Guar:Q-':: ~:-salas de aul2.. -'::-'. .: :--. Com issc::. e'., 1948 contin'x.: ::. c... Grande, Lecic::::-.:::.:':' Rev. Adolfo G:-,:e Formara=-",'e: ."", a lecionar e:1: es: '.. ' Toda",;: . .:::-,': :' rios deixara:-:.:é~ ~: Igreja de São João Grande, ES. Primeira sala de aulas do Instituto. 12 vertida em ~.::-::' ConcórdiE: de?::-' I •• =~~=ritoEspí_ :-lral para a Passaram a lecionar na escola o prof. Oswaldo Schüler e o pastor local Rev. Waldemar Krebs. Matricularam-se 16 alunos. c::é' fim tam~:~.,,-idenciar Todavia, surgiram dificuldades e problemas que pareciam até insuperáveis. :_:.:ou-se de Transferiu-se a sede da paróquia para outra localidade, para Mutum Preto. • que tor:~::.aescola ::-:.to de Ita---:-"das uns __:é'lnato, os _~•-:l-ialoca- Muitos membros da paróquia se mudaram para o norte do Espírito Santo em busca de terras melhores para a cultura do café. As ofertas para a escola começaram a minguar. Também era difícil de se chegar à escola. Surgiu então a idéia, o plano de mudar a escola para outra localidade de mais fácil acesso, e já que também a barca, que fazia a travessia do rio Doce para São João Grande, fora suspensa deixando com isso como isolada a escola de São João Grande. Resolveu-se mudar a sede da escola para a cidade de Baixo Guandu, que ficava retirada à poucos Km da divisa do estado de minas Gerais e por onde passava também a estrada de ferro do Vale do Rio Doce. Negociou-se e conseguiu-se com a prefeitura de Baixo Guandu uma quadra de terreno dentro do perímetro urbano. Vendeu-se então o terreno de São João Grande e com contribuições e empréstimos feitos por diversos membros das paróquias se tornou possível comprar as benfeitorias existentes na quadra do terreno de Baixo Guandu bem como a construção de um edifício novo com duas salas de aula, um dormitório e instalação sanitária. Com isso a escola normal rural, inaugurada em 22 de agosto de 1948 continuou a funcionar com os alunos transferidos de São João Grande. Lecionaram então na mesma o professor Oswaldo Schüler e o Rev. Adolfo Gruell e esposa. Formaram-se quatro alunos como professores que então passaram a lecionar em escolas do distrito. Todavia, como então surgiram dificuldades, os recursos necessários deixaram de entrar para o funcionamento da escola. Esta foi conveliida em ginásio depois de um acordo feito com o Seminário Concórdia de Porto Alegre. 13 • Mudou-se com isso também o nome da escola para Instituto Concórdia. Deveria então funcionar como uma espécie de pré-seminário na região Espírito Santo - Minas. ram benefici2.é..:.~::-::. fessores. mas t.:.=-.~ Soli Deo G:::- .. é" ::'. Com esse empreendimento as paróquias do distrito julgaram-se esperançosas de conseguir para as suas congregações professores, e quem sabe também futuramente seus pastores. Ofertaram generosamente para esta causa no reino de Deus. Todavia, o Instituto não deveria permanecer em Baixo Guandu. E por que não? Era a pergunta que fizeram muitos membros do distrito. Argumentava-se - e também com a influência e o apoio financeiro da igreja-mãe dos Estados Unidos, que um tal curso preparatório em pedagogia deveria funcionar num centro geográfico maior que atendesse à todos os requisitos do ensino que estavam sendo requeridos no país. Diante destes argumentos resolveu-se então transferir o Instituto para a cidade do Rio de Janeiro, sede do antigo Distrito Federal. Além disso, também, havia a afirmação de que o distrito Espírito Santo - Minas não apresentava as condições necessárias para manter o funcionamento do Instituto. Resolveu-se então no distrito, em conferência realizada em Vargem Alegre, encerrar as atividades do Instituto em Baixo Guandu no momento em que este se tivesse transferido com seus professores e alunos para a cidade do Rio de Janeiro. Depois de algum tempo, o Instituto se transferiu para a cidade de São Paulo onde atualmente se encontra pela graça de Deus. Concluindo, não podemos deixar de lembrar que em todo este empreendimento feito pelos irmãos cristãos dos estados do Espírito Santo e Minas se notou a liderança de Deus. Não foi inútil todo o esforço e cooperação feitos pelas paróquias do distrito. Visto que era obra de Deus, que realizaram com dedicação e sacrifício, Deus abençoou e confinnou a obra de suas mãos, como também futuramente ficou demonstrado pelo funcionamento do Instituto nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Não somente o distrito Espírito Santo - Minas, mas também tantos outros distritos da IELB e até pessoas fora do país fo14 Fr-""'-:;, ~= _ • ,tituto Con- _-' :,minário na ram beneficiadas ricamente fessores, mas também Soli Deo Gloria! por Deus, não somente com pastores e pro- com líderes leigos na Igreja. lIgaram-se :: =fessores, e gencrosa= Guandu. E é pastor aposentado da IELB e reside em Ijuí, RS. Era pastor no Estado do Espírito Santo à época da fundação do Instituto e estevepresente na cerimônia de fundação. *0 Rev. John L. Wentze!, 76, ia distrito . . =,financeÍé- c.:atórÍo em :: que aten::~xridos no :::' Instituto ~ __:::a1. Além ~ ..:11to 0- Mi- funciona- _ :::'ll em Var=i"Jandu no <'res e alu=, é o:: Instituto encontra : ::J este em_:,ito Santo _: : esforço e . ::.:. obra de c.::,nçoou e - -: ficou de: _ Rio de Ja-' ~:nas, mas _l' país fo- Primeira turma de alunos de São João Grande, ES. 15 o PRIMEIRO ALUNO Teve o pr'~:~~:: ~ Teve seu -:'~~-=-.:~ ~Teve seu -:'~--=-::.~~_:- Reli. Roherto Kunzcnd(Jlll* Contemplar hoje o ICSP, centenas de vezes multiplicado, Teve se'J Teve a frutifi- cando, de uma semente lançada há 50 anos em São João Grande, interior do município de Colatina, bem ao norte do ES, "parece um sonho" (pala- vras do SI 126). Depois de 50 anos de copiosas bênçãos, é preciso parar, reí1etir e lembrar as "GRANDES COISAS QUE O SENHOR TEM FEITO POR NÓS". Há 50 anos foi jogada uma plantinha raquítica, pobre, medíocre, uma semente. desnutrida. Dela brotou Mas ela não foi abandonada e nem rejeitada. O Senhor a cobriu de bênçãos. Hoje é árvo- re frondosa, exuberante, Lembro nhou lá do interior de Domingos ro andamos duas horas do Itapina. Atravessamos os primeiros mesmo para tomar a lotação a pé, cerca de hora e meia até São João Grande. Fomos Krebs, primeiro trava hospedado cava uma semana antes. O papai Jogo no dia voltou para casa e eu fiquei hospedado Waldemar também c texletlrosa 01', conl a uns 300 metros. Tudo se encon- Schüler. O Instituto propriamente era tão simples, tão modesto, fitão 2.p ':-:::'0 C 011"__ ~-~~ _. _- dos pais e i:·:'::~.:' em febre eE ::'.'::' sistido pelo g~':,:::...: Depois. = ," : . Guandu, mais ::. :': finalmente na casa do Pastor diretor da escola, onde tambémjá o Prof. Oswaldo jé. es::c semana o Rio Doce de canoa e fizemos o último tra- a chegar. Chegamos Krebs. Martins até São João Grande. Primei- a pé até a estrada : ~ ... =~':'. de cas,:,... "~ Meu pai me acompa- (Veraneio da GM) até a capital, Vitória. Passamos a noite na Pensão Kerkofr. No outro dia cedo embarcamos no trem até o lugarejo chamajeto novamente aulas. Enquar.t: do na casa :::(1 mar Mas o pnmeIro S~:. := S 2.:. .-: ' : 1=='0" passo é dec:o histórico. P,:.:':. primitivo, tão distante, tão difícil. Era de dif1cil acesso, manutenção, desenvolvimento e locomoção. É como se diz, parafraseando o salmis· ta: Em São João Grande era difícil sorrir. Em Baixo Guandu e Rio de meio e fun s~:',:':.: Janeiro já se esboça um sorriso mais aberto e que desabrocha xaba, que .:2.:::': ~:. o :': te, festivamente na beleza, amplidão e conforto Em todas as coisas há sempre o primeiro A vida de qualquer O mundo foi criado- teve seu primeiro Cada empresa tem o seu primeiro teve seu primeiro 16 momento. finalmen- de São Paulo. momento. E o Instituto petuado nac~:'~~: . ta gratidàc, c 5 5 • No 1m::.:':':' .. _ - momento. momento. Este U:-:::-::" :. o começo ce5:~.=' momento. pessoa tem o primeiro -: .z:: No dia _:;~ en01111C,linda - não há comparação. muito bem como tudo começou. ;:::--=-::. ~ r,;-:~~::~ :~ também ros p1antadc'O :: :'::': deixar ner...::.·.::::. .•.o~:, ~ .' lugar, COT 2.S :.'.:':::'':: - 7 • 11 Teve o primeiro - ',dor/r , frutifí." (pala;,:, parar, ~, TEM , 'Jrotou rào foi e árvo- São João Grande. Diretor - Rev. Waldemar Teve seu primeiro Professor Teve seu primeiro aluno matriculado. Teve a primeira nterior local- Teve seu primeiro - Prof. Oswaldo Krebs. Schüler. sala de aula. No dia 15 de agosto de 1948 já estive lá aguardando o início das aulas. Enquanto aguardava a chegada de mais colegas, estive hospedado na casa do Diretor Waldemar Krebs. também O professor já estava lá. Aquela semana e tel1lebros roi a mais longa da minha vida: - de casa, criado no interi'.:ompaPrimei- or, com apenas dez anos de idade. Com muita saudade _ lotação " Pensão dos pais e irmãos, delirando em febre era medicado e as- chan1a- _ :'.mo tra~~, Fomos • logo no ,'e Pastor .. ~;::cncon.':i1ente fi::;?~to, tão ::r:Jtcnção, J salmis: •• e Rio de :. I:nalmen- sistido pelo grande professor. Depois, fomos a Baixo Guandu, mais tarde ao Rio e finalmente São Paulo. Mas São João Grande foi o primeiro passo. E o primeiro passo É o marco é decisivo. histórico. Porque nada tem meio e fim sem ter começo, Este primeiro petuado naquele xaba, que jamais será per- rincão capi- o primeiro aluno do Instituto, Roberto Kunzendorff deixará de ser o começo desta Escola de Profetas da IELB, que hoje lembra com muita gratidão os 50 anos de sua fundação. No lugar do primeiro alojamento e refeitório só restam velhos coqueiros plantados ao redor do prédio histórico completamente . _:0 também destruído sem deixar nenhum sinal. Mas a capela, plimeira sala de aula, está lá, no mesmo lugar, com as mesmas paredes e fundação. Hoje tem bancos novos, pintura, 17 --fono e altar novo. Mas a fundação da primeira sala de aula está lá onde pretendemos colocar o marco histórico do Instituto Concórdia. Lembro-me do edificio rudimentar. Casebre de pau-a-pique. Não existe mais. Lembro-me do Diretor. Pastor da IELB. Uma pessoa simplesmente simples, modesto, humilde que junto com os alunos fazia acero, queimava a roça para plantar milho, feijão e aipim para a nossa alimentação. O diretor, que era diretor da escola porque morava lá, era o nosso pastor. Pastor da Paróquia de São João Grande, hoje pastoreada pelo Rev. Altino Grinivold. O professor foi formado pelo Seminário Concórdia de São Leopoldo, enviado pela Igreja. Jovem, humilde, inteligente, também já partiu para a eternidade. Os alunos eram 13: os da foto na escada da casa-escola da foto na revista Instituto Concórdia de São Paulo - Anuário 1965, na página 16. Destes colegas ninguém é pastor ou professor. Hoje, com muita gratidão, digo com o sa1mista: "Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres". 50 Anos. É um ano especial. É data festiva. São 50 anos de progresso, de lutas e de vitórias. E o primeiro passo foi São João Grande. Vi a semente lançada. Vi a semente brotar. Vi a plantinha' crescer. Vejo a árvore frondosa. Vejo os frutos abundantes. Vejo as grandes oportunidades, os grandes desafios. Vejo a multiplicação das áreas de serviço. Parece "UM SONHO" - depois de 50 anos. De tàto. "GRANDES COISAS FEZ O SENHOR POR NÓS". *Pastor em Nova Venécia, ES Seujilho, Roberto ir., também/ormou-se em Teologia na EST-fCSP, em 1995, sendo pastor da fELE em Santa Rita do Passa Quatro, SP. 18 co=" •. :. :;0:3. - ~ - .jt" lá onde '-:-1 .·:.-:::.:;ue. Não _ -:;ssoa SIffi:. ':I10S fazia .. :: :'::3. a nossa · . :;::3. o nosso :..:-::::;ada pelo · : :::.-=.é.rio Con- .::.::ie, inteli· :::. ia foto na ::.:':::igina 16. · . . · ::': . .::.es COIsas o INSTITUTO , CONCORDIA NO RIO DE JANEIRO: 1957-1961 . : ~? '\"óS". 'o'nécia, ES. -;:::ologia na ::::,'::;r da fELE · ::.:'-,; Quatro,SP' 19 7 I. INSTITUTO CONCÓRDIA DO RIO Recordações de um ex-aluno Rev. Gerhard Grasel* Lá pelos idos de 1954, começava uma etapa decisiva na minha vida. Foi o ano em que ingressei numa escola confessional cristã luterana, no bairro Moinho Velho, São Paulo, capital. A professora, Sra. Frida Strelow, seu esposo, professor Guilherme Strelow e o pastor Nilo Strelow (esses últimos já falecidos) incentivaram-me a ir para o seminário, apesar de não ser luterano na época. Aí, no ano em que o Brasil ganhou sua primeira copa do mundo 1958 -lá estava eu no Instituto Concórdia no Alto da Boa Vista, em plena floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, num dos pré-seminários da IELB, pensando em ser um dia pastor. Tudo foi muito rápido. Só posso ver a mão de Deus atrás dessa trajetória. Olhando para trás desses 40 anos, sinto um misto de nostalgia, alegria, tristeza, saudade, gratidão, reconhecimento. Como aluno do 10 ano ginasial com 12 anos de idade, saí do aconchego do lar e fui para Prédio do Instituto Concórdia no Rio de Janeiro, RJ. 21 A vida de' ,:, longe do "ninho" familiar, morar com gente que até então não conhecia, num ambiente de internato. É verdade que nesse sair de casa havia também a experiência aventura, do novo, do desafio, do convívio dades fundamec::.' da me ajudou a ficar firme no propósito Ao escrever lembrei-me de educadores sar conhecimentos e nos ensinar comprometimento, do Instituto. carinho, nosso intelecto Oswaldo Schüler e sua esposa Schüler, e visão de mundo, sempre a frente Paulo Flor nos ensinava seu jeito pastoral, sua preocupação riêncÍa espirit,::< com sua dedicação, amorosa sua paixão pelo crescimento ou um "mar de rosas". As relações interpessoais ceis, mas aprendíamos pelo ser l1U- do educando. às vezes ficavam difí- a ref1etir sobre os nossos erros, humilhar-nos e Nosso "habitat" no Instituto no Rio foi inesquecível. A escola ocu- pava duas casas coloniais do fim do século XIX ou início do século XX, em frente a uma linda praça, no meio da belíssima floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista, numa altitude de uns 600 - 700 metros acima do nível do mar. De lá caminhávamos às vezes a pé até o Corcovado, todo trajeto feito na floresta da Tijuca, o pulmão da Cidade Maravilhosa. Ao entrar no túnel do tempo, revi vi nossas viagens importantes na cidade de Petrópolis, de música, jogos no Maracanã, de estudo a visitas à feira de livros, praia e com muita regularida- de, nossa participação nos cultos e na juventude da Comunidade Paz, nossas atividades esportivas cancha do pátio ou no verde gramado 22 aprendi ~." na pequeníssima acima da Cascatinha, em plena floresta da Tijuca. da - " a g05 '.2: :e e' bios para a "ic::. e':;Por eS52. ::'>'-~. anos COl1\'j\l :: :-,' e:: -' foram imlã'.'5 ::::', ., , deste mund~ pedir perdão. concertos ' de disciplina n,'.. O Institué= C' - .• desafiava É bem verdade que o convívio num internato nem sempre foi fácil museus - -- -'" para a vida qUê '."', A obcdiéc~~ e amor desses servos pioneiros com seu jeito peculiar, :;:-,' ciplÍnaeacocs::~', foi usado por Deus para nos repaspara a vida. Sou grato a Deus pelo dedicação com sua sagacidade de seu tempo. O professor sua empatia, suntos predete:-::',,: Nossas L~:e' pre era prazêr.~,:. mano como pessoa, -,-- portância na TiC, 5,' momentos SC:r:ir.c,: de seguir logo dos queridos pro- fessores Paulo Flor e sua esposa Wanda, Oswaldo O professor : --, treinar a leitura e ::" e essa retrospectiva Ivone. Esse quarteto Bil:-':'::. teologia, nOS5C'2., Umadasaé:'.·---= com um grupo que formava uma família, a família do Instituto. Mas, não poucas vezes, senti saudades de casa, das coisas e maneiras de minha família, meu eixo existencial. Deus, no entanto, em frente. ário com a :':, Deus a':'ê;': : e - " - ::ào conhe=~=iência da _.~ formava '~n ti sauda":0 existen- . ' ce segUIr . _~:':dospro:: 'Ja esposa :2S repas~~'JS pelo "':"'"oneuos _:~safíava ': a frente ::dicação, ser Im_-: foi fácil "am difí- ".::r-nos e :'>Jlaocu.::~ulo XX, :.:uca, no ",do nível A vida devocional no Instituto era intensa e estimulante. As verdades fundamentais foram inculcadas profundamente. Esse contato diário com a Bíblia tornou-nos sábios e preparou-nos para o estudo da teologia, nosso alvo acadêmico e pessoal para o futuro. Uma das atividades acadêmicas que também foram de suma importância na nossa fOlmação, foi a participação no Grêmio Estudantil, momentos semanais em que éramos desafiados a declamar poesias, treinar a leitura e polemizar sobre temas relevantes, discursar sobre assuntos predeterminados, enfim, exercitar e desenvolver nossos dons . Nossas tardes e noites de estudo obrigatórias nos incutiram a discipl ina e a consciência de que esse era um tempo impOliante de preparo para a vida que tínhamos pela frente, como futuros obreiros. A obediência à regras, normas e horários bem definidos nem sempre era prazerosa, mas teve seu valor. Afinal, uma boa e saudável dose de disciplina na vida faz bem e ajuda na fonnação do caráter. O Instituto Concórdia foi a segunda significativa e decisiva experiência espiritual de minha vida. Foi durante essa vivência intensa que aprendi a gostar de estudar as Sagradas Escrituras que nos tornam sábios para a vida eterna. Por essa passagem no Instituto sou grato a Deus, pois nesses 3 anos convivi com educadores que foram meus pais e com colegas que foram irmãos. Deles e com eles recebi valores que não troco por nada deste mundo. Deus abençoe nossa escola de profetas! *0 Rev. Cerhard Crasel, STM, ex-aluno do Instituto, atualmente é Capelão-Ceral da Universidade Luterana do Brasil, ULBRA. :::'::, trajeto ':: ~studo a ~~ livros, "::z"Jlarida'dade da ;:-!,ltioou ,lJuca, 23 9l ZL6I-Z961 :3SV~ VHI3WIHdO'li1Vd OVS - W3 VlmIOJNOJ .t OLilLILSNI o -----------2~I-S-- -' · ,. ESCOLA DA VIDA Asfoll1iro Romais A mala cra de um papelão com papel pontilhado junto forrada em seu interior com umas ridículas florzinhas com um enorme sonho, um modesto com cheiro de naftalína, pas costuradas amarronzado, coloridas. cobertor, Dentro, um travesseiro uma meia dúzia - ou menos - de peças de rou- com muita boa vontade e técnica nenhuma Ano de 1969. Homem na lua, milagre econômico, chumbo), * dos coturnos. pela irmã. anos de ouro (ou de E a gente só eom o povoado na cabeça, eom uma visão política que cabia num dedal. Emoção e comoção Na chegada à rodoviária o sossego, trânsito de São Paulo,já o earro de bois - tudo atropelado o caos. O porco c a vaca, pejo frêmito nervoso que dançava entre a fumaça c o apocalipse.- scnsação. Uma meia dúzia de fotografias Amaro antecederam Perdido'- no Foto Furuta do era a de Santo a viagem no Viação São Luiz cor de salsicha até Campo Limpo, 1cia-se Instituto. Não lembro se houve recepção. vidade empilhada De qualquer numa cabeça que recém abandonara quem não sabe, um corte de cabelo a Ronaldinho, cabelos deixada na fachada frontal, Um primor!). Circulando olhar desgarrado, inocência de pêlos na cara, outros com a pela ausência da saia da mãe. Alguns ainda no íntimo o desejo de pilotar aviões, com dezesseis rodas, brincar de polícia ou de bombei- ro - ou simplesmente domar um cavalo xucro ou laçar de primeira um fogo. Às vésperas tcl dormido acabada em franja linear na testa. alguns com ameaça de crianças apreensivas boi cuspindo o topete (para com uma moita de atrás das malas, muitos outros com o mesmo com o ar de que carregavam dirigir eaminhão forma, era muita no- do primeiro dia de aulas, ainda com o ônibus e o pas- no corpo, um desafio: taluda esquisita. cortar a grama com aquela tesoura Ora, quem cortava grama alta era boi faminto e essas eoisas de mato creseido se resolviam a enxadadas e foiçadas. Nunea a 27 tesouraços. Mas a gente fez o que pôde. Afinal, as mãos já vinham mesmo curtidas de calos. Na hora do almoço, apareceu o Diretor - o saudoso Martim W. Flor - olhar tipo o-que-é-que-você-está-fazendo-aí, rosto avermelhado, falando um português alinhado de metrópole. A gente ali, num silêncio opaco, com vontade de se esgueirar e de se esconder atrás os extintores de incêndio. Muitos, desde o primeiro dia, se sentiam enjaulados esperando o alvará de soltura. Botar o pé fora dos muros - ainda que com a cândida intenção de rachar entre três uma garrafa de refrigerante Itubaína - só com a licença da autoridade. E toda vez que saíamos, lá íamos nós suplicar com a humildade de um caboclo de chapéu na mão aquela aIforria cronometrada. Especialmente aos domingos, após o culto, para visitar a feira livre de Campo Limpo - para olhar tudo e não comprar nada. Prova de fogo O primeiro dia de aula foi adrcnalina pura. Na matemática, o saudoso professor Guilherme Strelow fez piruetas com raizes quadradas, montou e demoliu conjuntos sem cerimônia, esquartcjou números inteiros. E, pior, arrumou adeptos que o entendiam. Eu ali, olhando aquela coisa que vinha de lugar nenhum e ia para coisa alguma. Conjunto vazio. Na melhor das hipóteses, como um boi contemplando uma porteira nova. A minha incapacidade de digestão daquilo tudo gerava frios na barriga e arrepios na espinha. Mas presente estava a decisão: comeria aquele caldo quente pelas bordas, entraria nas migalhas, subindo no estribo. Deu certo - pelo menos o suficiente para não ser chamado à secretaria para explicar o inexplicável ao diretor enfurecido. O Diretorque, aliás, nos providenciava cobertores para o nosso muito frio, nos oferecia trabalho remunerado e arranjava calças esquisitas de generosos e sempre grandes norte-americanos - a par da imensa bondade que se aninhava em seu coração de pai-substituto, era interpretado como o titã das cobranças, do olhar enérgico que policiava nossos cabelos quando estes ameaçavam tocar os colarinhos ou nos mandava percorrer dez vezes, ida e volta, o longo trajeto das calçadas quando tínhamos 28 convicção que o Z:1::'~::::::de voz era ameno :':'::'=- =: das cozinheiras - ::..:::.~ : :::. da "nutritiva e sa'J::::'-:, __ de onde e que nós :e=.: :.==: roba". Uma questã: ::: A educação ;'::.:::.: =:::: var barrancos, faze: ..::.:=..::. semana tinham aÍI.,::::. ::. ' :.:':.: _=- :::_:: para um eventual :::.=-::.: __ muitas faces e até '-=-::=-::..: ,no Aerowillis ye:de :::: ? uma dezena de pcst:s =: bém verde!) do Inst::-.:.: _ tantos cavalos àque:::. ::,- _ nada herdara do u::::: ~ tes nas pequenas:,: ::::-: cinema para ver R,:':::- : 7 , iá vinham \lartim W, , '~J averme- ~'·x' ali, num ~cr atrás os :'::"erando o 2 cândida '_ :,'aína - só · ',~JS nós su:Jda aIfor- '~, :'J!to, para ,':, comprar ':,',1. o sau- • convicção que o atalho por sobre a grama era mais econômico. O tom de voz era ameno quando nos incentivava- com a cumplicidade diária das cozinheiras - a que consumíssemos um carregamento de aveia parda "nutritiva e saudável" que desembarcou no Instituto vindo não sei de onde e que nós teimosamente repugnávamos sob o nome de "alfarroba". Uma questão de honra. A educação para o trabalho era uma das virtudes cultivadas. Cavar barrancos, fazer jardins, plantar árvores, montar guarda nos fins de semana tinham ainda a vantagem de render dinheiro para livros e até para um eventual lanche Mirabel no bar do Leonardo. O lazer tinha muitas faces e até intensas emoções, como vez por outra pegar carona no Aerowillis verde do Prof. Paulo Flor (haja coração!) ou derrubar uma dezena de postes do vizinho Tiberowsky a bordo da pick-up (também verde!) do Instituto, pilotada por um motorista atrapalhado com tantos cavalos àquela altura indomáveis. (Um Hennes que, em perícia, nada herdara do mitológico deus grego.) As emoções estavam presentes nas pequenas coisas, como em um bom jogo de futebol ou até um cinema para ver Roberto Carlos em ritmo de aventura ou para conferir :..:adradas, .:"1eros lD- ..:~doaque.: C.'onjunto 'Jma por~::a \'a frios ':'.0: come'.lbindo no .T:do à se=, Diretor- : frio, nos '::c: genero· ::dade que :'::,J como o · ; :;; cabelos .2. percor: tínhamos Vista aérea do Instituto Concórdia de São Paulo .. 29 i~iihl;;1fj'~ml!!!j • • F~ se o fusca falava mesmo. Mas esta já era uma regalia não dada a todos os mortais. Como rrjss:.::-.::.: Educação integral A compreensão dos professores mes era imensa. Era necessário comportamentos transportado para com aquelas infor- traçar limites, indicar direções, mapear para quem não tinha ao seu lado a família e que fora da calça curta para o coração até naquele massas do Pelezinho do Brasil. Em cada gesto -- (qual seu nome?) que hasteou no mastro do pavilhão nacional um saco vazio de cimento e, flagrado pelo professor Oswaldo Schüler, teve que cumprir o ritual respeitoso do em posição um elemento de sentido até o meio-dia pedagógico. vida devocional, fraterna, trabalho periódico, evangelísticas disciplina, combate respeito solidariedade, que passaram lhados - à por nomes mais respeitosos. vida inteligente porém, dons e em distintas Carregam na formação de egressos Coelho, dos espa- Pangaré, da flora e da fauna atendem hoje médicos, ... outros tantos voltaram dos diplomas. advogados, às raÍzes e buscaram Grande maioria deles, à causa da igreja com seus diferentes todos os ex-concordianos, aquele tempo e sobretudo história. com certeza, a marca daque- quase matrimonial de cada um deles com com a Escola. Esquecer Ali, afinal, aprendemos o Instituto seria es- todos os escondidos da selva-mundo, lançamos fundamentos de vida, construímos construídos em nossa curiosidade de meninos. e fomos * Jornalista, professor do curso de Comunicação Social da Ulbra e secretário da IELB 30 L':é~:-:::-." ::: ::-: aqui alguns ±"2.:: s ~ ::: : .... atividades e~>:·::,,~.:~: :. = duzindo o que e, ::e' . e= "No GOLlir.;::'. mos de um :: :. ~ . :.: .' e :. : : .. lebrar o 40c .~_:-:i·.e:,:::-: :.. ~ qual o pregac.c.:- :.:::. .:.:.:.:. '. . cou com '::::cr::..::.:e e::.::. .... grandes clisas c'e: : ~ cc_ ..' crever estas li::'::.", ~e=.:" vez. Foi aque~e C.': celebraram cO::-.. C., :::e ' ção. Destac;;::-::::-. e:-.:'~:' "Cantai 10m'c:-e: ::: =:." presslOnou-r.·:' =... ':' congregaçôe,: acontecimer.:: :'e:' , ::. c' grande n'Ícle:: :.e ~..dia de Ir:Ci::r.:':::' :. ::: . Deus,nose·,,:,;::,':, .... e:.. res,profe,s.:e' e milhares i~:; ':~~_ geografias. les anos. Há uma intimidade quecer a própria Boy-Cavalo, Alguns são pastores, hoje servos consagrados no trabaprograma- responsabilidade, Hoje, há uma multidão fora da moldura convivência escola dominical, autoridade, Os então Bitelo, professores respeitados, aos vícios, integração Tatu, Jabuti, Batata ou outro elemento jornalistas, lições bem feitas, tudo eram valores presentes pelo Instituto. pelo Brasil. limpos, horários lho da igreja - coral, visitas missionárias, ções junto ao seu símbolo - havia Os apartamentos camas arrumadas, de ficar perfila- Evangélica chamadc,:::: lavraec'c, -ce S:,::, ao Senhc:- :3::: luterancs e:-..·. S· ~: ~ :. mar a:::'::::' .. ·ec· cam a ::'c::'~::_ .. :.:.~. entre o, ;;:,::~~....:_:.; temcsc's::::-_: ..' =e .. .-- • :=:aatodos I RECORDANDO Rev. Ernesto Augusto Heine ;,'o3.Sinfor~o.mapcar :: Jue fora . ==:.gesto::lastro do , : ::,rofessor :' ,==perfila:' - havia feitas, :'Ylvência ::0 traba- . :,,11 '='=grama_,::-Jidade, ,'.:J..::ãodos c ,oos espa. P"angare,, .'j::mhoje :.ogados, : YJscaram • _ ::ia deles, , __ jiferentes daque:des com .::senaes;o.::ondidos .:: o e fomos :''::2 ,ao Social da fELS Como missionário e pastor mais antigo e de mais idade da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, no Estado de São Paulo, quero relatar aqui alguns fatos e acontecimentos históricos referentes ao início das atividades e construção de nosso Instituto Concórdia. Faço isto reproduzindo o que escrevi em setembro de 1988, sob título "Recordando" . "N o domingo, dia 28 de agosto, a minha esposa Iris e eu participamos de um culto que acontece uma só vez. Foi o Culto Festivo para celebrar o 400 Aniversário de Fundação do nosso Instituto Concórdia, no qual o pregador convidado e ex-aluno, Rev. Oswaldo Reinholz, destacou com vibrante ênfase as verdades do Salmo 126.3: "Com efeito, grandes cpisas fez o Senhor por nós; por isso estamos alegres." Ao escrever estas linhas lembro-me de um outro culto que aconteceu uma só vez. Foi aquele Culto Festivo em que os concordianos de Indianópolis celebraram com júbilo o 500 aniversário de fundação de sua Congregação. Destacaram então com ênfase vibrante as palavras de Isaías 12.5: "Cantai louvores ao Senhor, porque ele fez cousas grandiosas." Impressionou-nos muito o número de cristãos luteranos que afluíram de congregações do interior e da grande São Paulo para comemorar este acontecimento festivo no Instituto Concórdia. Bem como aquela vez o grande número de participantes nos festejos da Comunidade Concórdia de Indianópolis. Fiquei pensando comigo mesmo: Como o Senhor Deus, no seu grande amor e graça, abençoou o fiel trabalho dos pastores, professores e congregados, nesta terra dos bandeirantes. Centenas e milhares de cristãos luteranos se estabeleceram em Comunidades t, chamados das trevas para a maravilhosa luz, se reúnem ao redor da Palavra e dos Sacramentos, buscando alimento espiritual e dando glórias ao Senhor. Sim, isto me emociona - grandes concentrações de cristãos luteranos em São Paulo - pois, há 48 anos atrás comecei a ajudar a formar a Sião luterana, semeando a Palavra. É verdade, alguma semente caiu a beira do caminho, outra parte caiu em solo rochoso e outra caiu entre os espinhos. Mas felizmente outra, enfim, caiu em boa terra. Aí temos os frutos. Deus seja louvado! 31 Agora quero recordar um pouco aqueles dias, quando a Igreja construiu o Instituto. Creio que todos sabem que a fundação e início dos trabalhos da Escola aconteceram em Baixo Guandu, ES. A Igreja queria então levar o Instituto para um centro maior, talvez alguma capital, pois notava-se naquela época um desejo de expansão educacional maior entre os dirigentes da Igreja. Foram feitos muitos estudos, reuniões após reuniões e finalmente comprou-se um terreno na cidade do Rio de Janeiro para lá edificar os prédios para o funcionamento do Pré-Seminário. E na cidade de São Paulo comprou-se um terreno para construir nele a Faculdade de Pedagogia da Igreja. Na compra deste terreno tomei parte ativa, pois era naquela ocasião o presidente da comissão de pesquisa de terrenos e mais tarde o presidente do Conselho Administrativo do Instituto. Mas por que não se construiu o Instituto no terreno do Rio? É que êste terreno era muito íngreme e exigia um tàbuloso movimento de terra para conseguir uma área plana. Participei e obs~rvei as intermináveis discussões na reunião da Convenção Nacional da Igreja, lá na capela do Seminário do Monte SelTat em Porto Alegre, RS. Me lembro que o saudoso professor Schelp disse naquela ocasião: "não podemos remover montanhas." E assim foi resolvido começar já, com a construção do Instituto no terreno em São Paulo. Este terreno fora adquirido, pela Igreja, por um preço bom, do nosso irmão e amigo Erwin Tiberowski. Planejem, construam e terminem, o quanto antes, os prédios do Instituto, pois no Rio estamos pagando somas vultosas em aluguel para dar continuidade ao Pré-Seminário. Era esta a ordem da Igreja. O Conselho Administrativo e de Construção daquela época, contava com os seguintes membros: Pastor Walter Dorre, consclheiro da Igreja Mãe para a América Latina (já falecido); Rev. Emesto A. Heine, presidente do Conselho; Prof. Guilherme Strelow, secretário. Creio que tivemos nesta época de planejamento e construção umas 90 reuniões e ele escrevendo 90 atas. Sr. Affonso Gomes, tesoureiro (já falecido). Ele não permitia a venda dos dólares no câmbio negro. E eu, como presidente, o apoiei, pois tínhamos de documentar tudo diante da Igreja Mãe, já que de lá é que veio o dinheiro. Sr. Erwin Tiberowski, conselheiro; Sr. Ditschun, conselheiro (já falecido); e Sr. Hans Kleinfeld, administrador da obra (já falecido). E que administrador' Nós 32 trabalhan10s 2.:.__~_ porcentag~rn ~~~~:-~--técnica de e[;:;=---.:~:,.:-.::'_.administrador;:. .:::-=-:-_.~ -;. Igreja, o COL3e:'-:::: :::::: ~- .= de constrJ.çà2 ,=-:'~~.--'-.::.. " materiaIs ce ,'.=:-~'-.=-~-' . carrinhos. (:,-=-::::.:::::: pessonl da c::?, buscados -=-~,- e d~", .'::.~.. :- ~ -:~ foram feitas pc-:- ,=~. - :- _: =-_ tambén1 é qllê:: ::-.~~--~naquele dom:=;::: . do nosso Ins:::-~~::: antes de su:-gi:.- O"'dS' orlga o~· e=l~=:- s '. cons- trabalhamos aquda .. ~.dos tra- porcentagem estipulada ~~21a :O. 2,· a quena , ~:':tal,pois _ :::alOr en>:2S após ,~cJanei. - .:::nário. E ::2,e a Fa- :'arte ati~é-~uisa de ~o InstiE que :: de terra ::11l1aVelS _ ~apela do ,:c o sau:Tl110Ver _ ~.·2 do Ins- .~_,:' Igreja, Plane: :'.1to,pois , :ninuida- técnica vez de engenharia administradora perante Igreja, o Conselho, de constmção carrinhos. Compramos pessoal da obrn. o governo. Assim desde a parte foi registrada como nós, os representantes os pregos Compramos caminhões até o ferro, da cimento todas as ferramentas para os operários registrados. é que construímos uma os galpões para a guarda dos materiais foram feitas por nós, especialmente também Pagamos para fiscalizar e a Ig[(ja Todos e devidamente maneira. para a Constmtora comprados, de acabamento. seguinte das obras constmÍmos materiais buscados da transpOlie foram e e roupas e de materiais e por nós contratados, Todas as pesquisas de mercado pelo Hans e por mim. Nesta base a nossa Igreja em Indianópolis. Quando naquele domingo, depois do Culto Festivo, olhei para o belo campus do nosso Instituto, me lembrei do mato de eucaliptos que lá tlorescia antes de surgir Obrigado, o que hoje agrada aos nossos olhos. E orei: Muito Senhor!" *0 Rev. Emesto A. Heine é pastor emérito da Congregaçôo "Concórdia", São Paulo, SP, à qua!já vem atendendo por mais de meio século. Foi presidente do Conselho Administrativo do Instituto Coacórdia quando este iniciol! suas ari'iidaJes em Sôo Paulo. SP. _~ época, ,::lheiro da ':'L Heine, '. :-elOque :'cuniões e _ é~:do). Ele .::: éU. como . c da Igreja - :::,erowski, Sr. Hans -~dorl Nós 33 ANTOLOGIA DA LITERATURA CONCORDIANA DO PASSADO borboletas. TrareI"":'>.' roda, escritos ent,e : trada do Floresta o ~ .~~ maravilhosa. Rev. Prol Paulo Durante os anos de existência de nosso Instituto F Flor* elaboramos di- versas revistas em que os alunos tiveram oportunidade de exercitar seus talentos de escritor. No Rio tivemos a Alvorada, uma revista dc circulação interna e externa Em São Paulo tivemos, Crisálida. e uma revista mural chamada na sua primeira fase, uma revista mural intitu- Esportes Por se achar r;: ~,~ "_ nosso campo de es~: =--:: " estudando um me:: :-~: ~ para o vôlei. Isto n:'.:' ladaCrisol e para circulação externa foi produzido só uma vez um anuário em 1965. O nome Alvorada ligava-se à idéia do alvorescer dc uma gUlmos um pequeI'.: nova escola. O palácio da Alvorada camponãoén1veL~: mesmo assim as "r em Brasília que se erguia naquela época talvez também tenha influído no título. A razão do nome Crisáli- "Vontade ouro. Assim a revista os ajudaria a purificar caÍnos (a maioria Uma das experiências gressiva evolução cipalmente do aluno em sua linguagem quando o aluno faz a sua ascensão Já temos recebido a pro- e conhecimentos, prin- de um nível rudimentar. e linguagem num teste de História, por que os navios a vapor eram supe- sempre apagavam as velas." desta maneira: Outros, ainda atrelados to de um dialeto germânico, tornaram-se guesa e hoje são eficientes pastores bons falantes da língua portuestamos numa área dando uma seleção de que os alunos de uma classe iniciante fizeram numa sobre José de Alencar. Não vamos citar os nomes dos autores por motivos todos se formaram prosperando pastores. em profissões Alguns se formaram diversas Mas todos os que cooperavam pastores, e outros já partiram nas revistas fizeram-no no afã de romper o casulo da crisálida 34 os ventos ao sotaque violen- ou bons profissionais liberal. Num dos trechos antológicos frases hilariantes "Porque óbvios. Não outros estão deste mundo. com entusiasmo e se transformarem ,. c: . _ : . de Joga:- O que é bastar.': :. .. ' = cujos times em tec,: ~ Nota do anto:' ~" alunos que o lnst1"':':: co- da estaca zero como aquele calouro que, quando riores aos navios a vela, respondeu redação é presenciar alunos cujo grau de conhecimento meçou praticamente perguntado mais gratas do professor em vistosas . ::- graças à boa am1zc;~:: :: . da será explanada a seguir num trecho antológico , escrito por um aluno. O nome Crisol deveria simbolizar o recipicnte em que se purifica o a sua linguagem. =-- - Mais ou Menos Temos aí um:: _ bém o Inglês com ~:_ sua grande gcnera~'::~: ~ Isto não impe~:: :::: . ter definido. Não 2.::::nos. "IYlais vale 2. c.' _ interlocutor pode :: ~: Só observando be:-:".~ mento. Mais impre: ,. não temos a cole::: . : Entendo que:. a eliminação d2. c = 7 p. .o, '\ borboletas. Traremos, em primeiro lugar, uns trechos seletos da A/voroda, escritos entre os anos de 1958 a 1961 no Alto da Boa Vista à entrada do Floresta da Tijuca, um dos mais lindos recantos da cidade maravilhosa . A . F. FIo/"* - '~.1mos di~: exercitar _ ~e\ista dc . _ ~-'·isálida. . ':~2.1intitu:= ,1manude uma o :::' naquela '~e Crisáli- ~ _c. .:~ um alu- :."Jrifica o " : l"lra pro::'.:05, pnn.":lmentar. ;.2gem co:.:. quando - :~J.msupe::s ventos .: ..: violenportu·'.':111aárea '.;'.1a ~:,leção de ~:- ..m1 numa .-ios. Não : .:tros estão .._~'c mundo. :"tuslasmo :' ..~ vistosas Esportes Por se achar nossa escola em local provisório, não temos ainda o nosso campo de esportes como muito seria de desejar. Estamos, porém, estudando um meio para obtermos em breve pelo menos um campo para o vôlei. Isto não significa que estamos totalmente parados: Conseguimos um pequeno campo onde é possível desintoxicar os músculos, graças à boa amizade que temos com guardas da Floresta da Tijuca. O campo não é nivelado e até possui pequenas nascentes no centro, mas mesmo assim as "peladas" se realizam. O escore é sempre o mesmo: "Vontade de Jogar" 16 X "Falta de Campo" O. O que é bastante forte entre nós é futebol verbal: duelo entre vascaínos (a maioria), f1amenguistas, í1uminenses etc. Há os "doentes" cujos times em teoria nunca perdem ... Até breve! Nota do ant%gista: O número 16 acima se refere ao número de alunos que o Instituto teve naquele ano, em 1958. Mais ou Menos Temos aí uma expressão muito castigada de nosso idioma. Também o Inglês com seu "more or less" e outros idiomas mais denotam sua grande genemlização. Isto não impede de a acharmos uma expressão ilógica, sem caráter definido. Não afirma nem infirma. "Como vai?" - "Mais ou Menos. "Mais vale a entonação da voz do que a expressão em si. Nosso interlocutor pode ir às mil maravilhas, como pode estar. indo a pique. Só observando bem a mímica que poderemos compreender o pensamento. Mais imprecisa se toma a expressão na linguagem escrita, onde não temos a colaboração facial. Entendo que a linguagem é um veículo de compreensão. Proporia a eliminação da expressão em nosso meio. Devemos ser cultores da 35 • linguagem enfrentar precisa. Como futuros pregadores o mundo com linguagem e exegetas não podemos "mais ou menos"! primeira, Escorregões duas últimas sessões foram bastante movimentadas. nossos mestres queriam dar-nos uma demonstração Na de como debater com calma, embora bastante assediado. Foi útil para nós que deveremos em nossas futuras carTeiras saber atacar o erro e defender a verdade. O diretor ocupou a tribuna para atacar a mudança Brasilia. Teve como principal oponente da Capital para o Prof. ..... que, em apartes, de- O debate esgotou a hora regulamentar fendeu a mesma. tado vencedor. e não foi apon- N a segunda sessão das duas em foco, houve um concurso sias com 11 dcclamQdorcs inscritos. li ficuldade fl1ncionotl corno júri e apontou de poe- três en1parcs n.o pri .. meiro lugar e três no s:::gundo. J\~otaLl(.~Cl}'lt%gista: (jrênlio lniaçào dos estudantes sessões func:ionavarn congregação C~oncórdia era UTI1aagre- seus t21cntos cu]r~r3is cujas sábados à noite. Faculdade dos ~"rrofessorcs. les dias e contrária Estudantil para exercitarem f\ rnudanç.a às preferências ~ quer ele escrê'\e~; : " Grêmio Nossas Ele gosta\:.'::~~,: era a denominação da e:l: ~ 1) Em um é_:. deu à pergunta: assim: - "A batJ~~~.J 2) Nun1 O'"-"...c~"..._... -~ velocidade dos:: ~ " \... beleceu a segujc~ - :: 3) Em um '-'".~:~~_ guintc pergunta: lombianos'J" resposta ... É impossível ...queospr:·-~_ ciente carteiro. ... que este' chsiada - :~~"2' e perg'JcJ~_ dJ capital era quente naquc:Diversos cariocas. Moderno Composição de calouro José de Alencar que o Brasil isse para frente com as suas histórias O José de Alcnear pessoa e profeta que quis e pensamentos. fez muitos livros como por exemplo o Iracema lindas leituras. Quando uma pessoa lê um livro dele, a sente que é levada por algo. Ele era um escritor quase poético que escrevia sobre os índios do Brasil. Não escrevia dos índios como eles eram, mas escrevia outra O José de Alencar tinha uma ortografia confundir com ninguém. Alguém c~~::~ maior dos ricl:" ~ Vamos a,:~~_ Crisálida, t,n~':~:~ cadeira de Pc';-:_ ~ _: do título. Crisálida coisa que nem era verdade. 36 - quece a cultuL' .. ::J_ "O José de A1encar foi um grande jornaleiro cte. Fez também = diz que ela fOlr,J muito boa que nào se pode Ao \el e" _ ~ . d o. nan SC,. '.'-:.:: _" • -::: podemos I Ele gostava de escrever imagens como ele escreveu. yuer ele escreveu -'.~:::2das.Na -~:::: de como : ::.:-::nós que ~ ::fender a Escorregões . - ~: ::":''lCS, de- . :.::: fJi apon.::,' de poe- .:_::s DO pn- ~ .~:-I1aagre'.':-:C:S CUj3S . - -:'.:::ação da :=- :~ O Rio Paque- lendo e desenhando." em exame 1) Em um de nossos exames de História do Brasil alguém respondeu à pergunta: - "Qual a maior batalha naval de nossa história" mesmo assim: - "A batalha do Monte das Tabocas" ... 2) Num exame de ciências foi feita uma pergunta velocidade _.~ : :.;:;:ml para como se estivesse sobre as leis de dos corpos. Dentre outras um ilustre ex-concordiano beleceu a seguinte: esta- - "Dois corpos parados têm a mesma velocidade" 3) Em um exame de História das Américas foi formulada ... a se- guinte pergunta: - "Que sabe você sobre as origens dos povos pré-colombianos?" - "As origens vieram saltando de ilha em ilha", foi a resposta ... É impossível ... que os primeiro-anistas ciente carteiro ... ... que estes mesmos chsiada e perguntarem deixem um dia de assaltar o pobre e pa- insistam de se chamarem a si mesmos de tu- que é tuchs ... naquc- Diversos Moderno pedagogo apontando diz que ela forma "burros carregados quece a cultura da alma perde-se -" que qUIS ::. -:-::.\os. : lfacem3 : 5 os defeitos da educação moderna de livros." É certo que onde se es- a alma da cultura. Alguém definiu: "O pior sábio é aquele que freqüenta maior dos ricos é aquele que freqüenta os ricos e o os sábios." Vamos agora passar sob os olhos alguns trechos da revista mural ,:: dele, a Crisálida, também produzida :r:dios do cadeira de Português. do título. no Rio de Janeiros, No primeiro sob os auspícios da número um aluno explica o sentido : ::-:-'.:a outra Crisálida :::.:::sepode Ao ver esse título, não pense, caro leitor, que nos estamos vangloriando, só porque, à primeira vista, parece um pouco difícil. 37 Não pense também Queremos que o que vem abaixo nesta revistinha são grandes da Classe expor o que fizemos e o que remos fazer daqui por diante, se Deus no-lo permitir gência cousas. lJUC- e nos der inteli- i C r s á I d a é o estado intermediário borboleta. pequeno desenvolve casulo, por que passa uma larva É o estado em que o inscto, encolhido antes de fazer-se intensa nós, de momento, no invólucro atividade vital, preparando-sc somos como a crisálida, de nossas imperfeições, ver as nossas capacidades e, como ela, qucrcmos potenciais, encolhidos a Palavra de Deus. Vamos refletir sobre a nossa carreira que seguimos importante Nola do LII:'- - _ das, que, porém. :'::- :Final de um arT:':- :' c Lutero morre..:. ,--:" ::, ?- - gar a doutrina pur":::' ção da Bíblia e:~'_ , , ,,Deixou-nos a :ib:~.::,.:_ :disso é quc pôde .. ;. - - -- ::não dava esse dere:' _ - Como venceremos? caminho cerCJ :" ~: desenvol- romper o casulo das deficiências e voar por este mundo a fora a espalhar Custou cm para seu futuro estágio voador. Também - espórtulas do po" :: Altura do l~-iC:- __ :-_- e força de vontade. i A constnJçjc':_~ 1931. que pretendemos não é insignificante que poderíamos ter escolhido. nem comum, Queremos seguir. O mas o mais ser servos de Je- ma obra que ace:::" , Lutero quem no" c ~_- de pensamento. sus em sua seara. Um grande ideal, sem dúvida, mas penoso de conscguir. Depois de termos vencido, porém, poderemos estar contentíssimos por tão grande triunfo. Como venceremos? Certamente estudando Um dia rêS·:. e nos esforçando, sempre avantc. Só pode- mos alcançar a meta desejada pelo esforço e aplicação esquecendo naturalmente nos estudos, não a Palavra de Deus e a oração. O R A E T L A B O R A, já diziam os antigos em latim. Ora e lra- muito quente. palsagens ~ c' e'~::- t,:::~: ,,~: :.' :::- -- que s" :.-" _ gigantescas ç'c:,:,,:, ,: Passan~':5 :': - _, sobre nós. Excursão No dia 16 de abril realizamos Foi uma bela excursão, do Cristo Redentor. uma excursão ao Corcovado, Uma coisa de muita admiração está localizado sobre alta montanha é a estátua de 710 me- Foi projeto do engenheiro J\·1ais aé::::-.': ~" . que pareCla:~-. :-:~: ~- ~ ~ ProssegJ::-.:: . Rios embe',e= __ c-Ení:r:1, ~:'~~ tros de altura. 38 Barra da TijuCJ A manh2. Chegam':'5 balha deve ser também o nosso lema de hoje. Esse monumento Um passeio brasileiro Heitor da Silva Costa, cavam ;:::~"':_, -- • :. L:(,S ; A construção cousas. quc ljuc~ der intcli- durou 5 anos. Foi inaugurada a 12 de outubro de 1931. .:: L' '.:Jl11a larva , <<.']hido em :~',nando-sc '::l1L:olhidos . ; c1esenvol.::.::tlciêncIas Custou cerca de 2500000 espórtulas do povo. Altura do monumento: cruzciros, quantia obtida por mcio de 38 mctros. Nota do antologista: Seguem ainda uma porção de outras medidas, que, porém, por falta de espaço, temos que omitir. Final de um artigo sobre a Reforma de Lutero Lutero morreu, mas deixou sua obra. Deixou-nos gar a doutrina pura da Palavra de Deus. Deixou-nos em primeiro lu- sua famosa tradu- ção da Bíblia em língua alemã, bem como valiosos comentários. Deixou-nos a libcrdade de consciência c de pensamento. E por causa disso é que pôde haver progresso no mundo, porque a Igreja Católica não dava esse direito ao homem. Por causa disso, quando virmos algu, sêguir. O '~JS o mais . os de Jcde consc.,'S cstar ma obra que acelera o progresso Lutero quem nos proporcionou tàzer um passeio. A manhã paisagens às Fumas. por debaixo Mais adiante que pareciam O mc- Rios embelezavam a O sol não a fio. Apreciamos diante dos olhos: aspectos as belas maravilhosos de por outras menores. delas. Davam a impressão outras em formatos de que cairiam diferentes, tanto de índios. vimos verdes campos, rodeados de lindas árvores. as paisagens. Enfim, chegamos '<J. Lugar muito bonito. encontramos moradias Prosseguindo, : _ -] quilômetros pedras sendo suportadas Passamos sobre nós. -"-~~" estava linda. O ar, puro, fresco e saudável. que se erguiam gigantescas Como local escolhemos cedo de manhã e às 7 horas partimos. muito quente, bom para caminhar Chegamos ~ .: estátua que foi com a liberdade Um passeio Um dia resolvemos );'u e tra- lembrar-nos de pensamento. Barra da Tijuca. Levantamos _ Só podeJdos, não do país, devemos os meios do progresso à praia. O ar, areia, o mar, as ilhas, o calor evo- cavam em nós a lembrança de outras ocasiões semelhantes. 39 Pulamos na água. Lutamos contra as ondas, tomando cuidado de não sermos varridos. À tarde o mar esteve impetuoso. Havia momentos em que tínhamos de aceitar a expulsão, jogados à praia. Mas sempre voltávamos a fim de buscar novas aventuras. Às 4 horas preparamo-nos para a volta. Novamente tivemos de enfrentar, não as ondas, mas a subida da estrada que nos fez chegar em casa mortos de cansados. Felizmente gostamos do passeio que foi um grande divertimento e valeu por uma semana. Apresentaremos, enfim, algumas amostras do Crisol, cujo sentido já foi explicado e que era a revista mural da cadeira de Português em São Paulo, na sua primeira fase. Na primeira amostra que trata da descrição do incêndio de um circo em Niterói, provocado por dois ex-empregados que se queriam vingar do patrão, só transcreveremos o finaL Um Acidente .............. Muitas dezenas de pessoas tinham morrido, outras quei· madas, etc. Os hospitais ficaram repletos e nem mais existiam recursos para salvar tanta gente. E eu não posso compreender como autoridades podem dar a uns homens desses apenas 12 anos de xadrez, não posso compreender como o Brasil pode ser tão sem justiça. Se fosse na Europa ou na América do Norte, iriam para a cadeira elétrica. Foi uma calamidade e os que a causaram sofreram muito pouco pelo que fizeram. o sino e seu viver O sino veio a se instalar entre nós a fim de facilitar os chamados para vários fins. O sino entre os estudantes tem grande utilidade. Ele nos avisa quando está nas horas das refeições, que todos ficam alegres quando o sino dá suas badaladas para o almoço Mas quando ele badala ao raiar do dia, para levantarmos, um se vira na cama e geme, outro 40 abre os olhos e fala :.= =: esta droga me acor-::2' hora de estudo. eSCCc2-5: que se acha com o ,1: 55: 5 -:' lim limo Todos gritar:-,:~: - - te ira, não", mas ele ·C:~,' -." Dim lim lim li:::.:::, o Vento (poeSlc. ce Ó vento, que 5:;:~25 :.:Se por onde P",-S525': -,:Ó vento, me dize c -" Só andas vag2.n~: e - ~, . _:Jado de abre os olhos e fala ao colega: "Agora é que estava no melhor do sono, tínha- esta droga me acorda!" Quando faltam cinco minutos até a hora de estudo, escuta-se o sino a badalar. Em seguida o micro-sino : -lê '.,,\amos a . êmos dc . .: :~êgar cm ::-::mento e - sentido -_,.;ucs em '.::: Ja des, ex -em. ' iJ final. que se acha com o nosso sineiro também, entra na dança, dim, lim lim lim limo Todos gritam ironicamente: "Eh, Jacó, isto não é uma vaca leiteira, não", mas ele continua sem interrupção: Dim lim lim lim lim ... o Vento (poesia de um aluno) Ó vento, que sopras, por que não te vejo, Se por onde passas te posso escutar? Ó vento, me dize qual é o teu desejo: Só andas vagando e não achas teu lar? Estás cá na terra e te encontras no mar, Qual é teu enigma, és onipotente? Pois sempre te encontras em todo lugar. __:-.:-as quel- Segredo és, mas obra do Onipotente. '- .. ~ecursos ,J:.tf a uns .;::m.:ender _ .: :1a Amé_:TO pouco Ó vento, em fúria, dominas o forte. E os fracos se inclinam temendo a morte. Mas quando és calmo, tão meigo mansinho . Em suaves sussuros te ouço soprar De leve entre as frestas percebo baixinho, Ó vento, amigo, entrando em meu lar. , :;:amados *Proj'essor da Escola Superior de Teologia do ICSP. _ : LOS aVIsa J,uando o :,c badala - 1':. outro 41 "866~ 'olned OflS ep e!pJ90uoJ olnmSUIOp e!6010el ep JO!Jedns eloos3 ep s.ounfll & 2 • ESCOLA - DEEDUCAÇAO INFANTIL, ENSINO FUNDAMENTAL , EMEDIO 1982 - 45 - • A ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL, ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E SUPERIOR Profó. Irma Flor Profá Nilza Eller Barros Leal* 1 - Escolas Cristãs - luxo ou necessidade'? As respostas podem enfocar diversos aspectos: - Escolas há muitas, mas a escola cristã lutcrana qucr preparar cidadãos conscientes para esse mundo e levá-I os ao preparo da cidadania ekrna, com Jesus, o Salvador. - A cscola cristã luterana quer ser e o é, uma luz no caos reinantc no mundo e também nas escolas. Assusta-nos verificar a falência da Ülmília, a relatividade do moral, a inversão ou ausência de valores, o desrespeito ao Criador e sua criação. - A escola cristã luterana vê o homem eomo um todo indivisível no seu corpo, mente e espírito. Só por essas razões já valeria invcstir em escolas cristãs luterana o que comprova sua necessidade e não um luxo dispensável. 2 - Instituto Concórdia - sua trajetória. - Escola Paroquial. .. - Jardim de Infância, Primário, Colégio, Seminário - Pré-Primário, Ensinos de 1°,2° e 3°. Graus - Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior. As escolas da IELB, e também do o ICSP, já passaram por essas denominações por força da tradição em Educação e por força de diversas leis, as mais recentes Leis de Diretrizes e Bases (1971 e 1996), com suas leis complementares e orientações do MEC, Secretaria de Educação, Delegacias de Ensino. 47 A própria !ELB sente há tempo a necessidade de um órgão orientador de ensino. Teve no passado com nomes os mais diversos, mas só nos últimos tempos está definido melhor o seu posicionamento através da ANEL - Associação Nacional de Escolas Luteranas, que em anos passados, com determinação foi empurrada por professores luteranos (ANEL - Associação Nacional de Educadores Luteranos) até o presente estágio. O ICSP, que hoje engloba educação pré-escolar até o 3". Grau, tem sua história. Da Unidade II do ICSP, onde funcionam os cursos de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, queremos destacar algo de sua trajetória. 1948 - Início em S.J oão Grande, ES, por um glUpO de fiéis que viam a necessidade de uma escola cristã c em especial também o preparo de jovens para um Magistério engajado pela causa de Cristo. A transferência da escola para o Rio de Janeiro com a perspectiva de lá permanecer como pré-seminário da Igreja Evangélica Luterana do Brasil. Após debates, comissões, deliberações a escola vem para São Paulo, onde, em 1962 começou a funcionar o antigo Curso Ginasial, num campus amplo e constlUções belíssimas. A primeira dificuldade surge com a necessidade de adaptação à nova Leis de Diretrizes e Bases 5692/71: o antigo Ginásio fazia parte, agora, dos 8 anos de ensino de 1°. Grau. Toda a estlUtura teve que se adaptar à nova realidade: documentação, secretaria, professores. Os professores da !ELB que estavam no ICSP tinham excelente preparo acadêmico, mas nem todos tinham a habilitação exigida por lei para lecionar legalmente. Foi uma cOlTidacontra o tempo. Foi vencida esta etapa. A abertura do curso Colegial dentro dos novos padrões foi outra sucessão de lutas mas finalmente a vitória. O segundo grau funcionando a paltir de 1971, com alunos internos (Ministeriais - que tinham cargas extras de disciplinas à tarde e noite) e alunos externos, já que não havia escolas na redondeza, além do que o ICSP já se firmara como 48 uma escola de exceler..:e -::::-::: cristãos, que lhe day", ~e~,e ::-::-: Em 1972 aCOL~e:e:. :.:.:: convenceram os defe Lô : :.:., ::história dessa institui: ~: ~.~ra e muito empenhe ~e ~e",::, Dez anos após 2. -::: ~:. :.: Vem para SP [1 ~ e;--=- :.: :. Graus reabre a todo -.::'-:::':' 3 - A Educação il':' I C ~~ Aos atuais di::::;e:.::e:. , .. sabilidade de pensa::-'':=,::' :.:' , ' o Terceiro Milêr.ic' Por isso, que::-e=',:::::.,' ,tanto na sociedade:: =',: A educação s: ~ : :.:. " tórico e social, pc::-:,,: - • :~gào orienc:,os, mas só . ::1tO através :.1: em anos . ~_.~luteranos :,:: o prcscn, 3" Grau, :: Educação ::go dc sua ~e fiéis que ~:'11 o prcpa~:·;~to. :':rspcctiva .:.:,Luterana uma escola de excelente padrão pedagógico, orientado por princípios cristãos, que lhe dava seriedade e consistência . Em 1972 acontece o fechamento do ICSP, por motivos que não convenceram os defensores dessa escola. Foi um "buraco negro" na história dessa instituição. Muitas orações subiram ao céu pela reabertura e muito empenho de pessoas e comissões a favor da mesma. Dez anos após a vitória maior que a esperada ..... Vem para SP o segundo seminário da IELB e a escola de 10• e 20• Graus reabre a todo vapor. 3 - A Educação no ICSP para o 3°. Milênio. Aos atuais dirigentes, professores e funcionários, cabe a responsabilidade de pensar uma escola cujo ensino encaminhe os alunos para o Terceiro Milênio. Por isso, queremos refletir sobre as mudanças que estão ocorrendo, tanto na sociedade como na vida de cada indivíduo e também na escola. A educação só pode ser compreendida dentro de um contexto histórico e social, por isso toma-se necessário uma reflexão sobre os no- .. para São Ginasial, ~~1ptaçãoà :·.'.Zlaparte, _ :;:\ç que se . :;:, Os pro: - .'TO acadê':':\ lecionar .~ :tapa. . c' foi outra :.lllClOnan::ham car. J que não :'"lfa como ~ :::i '" C> ..Sl ~ ~ ~ Aula de Informática no Colégio Concórdia 49 vos rumos que a educação deve trilhar, considerando a especificidade das grandes mudanças que estão ocorrendo a partir do final do século Xx. venientes o momento exige invenção com ousadia para criar o novo. A proposta da Escola Tradicional, bem como o Escolanovismo e a Tecnicista não atendem mais às exigências bem como também as exigências A ciência e a tecnologia do em que vivemos. do alunado do final desse século, sociais e políticas. vem transformando A automação, a comunicação, A crescente urbanização, tores que desencadeiam éticos e morais, de cada pessoa. o rádio, fax, telefo- a explosão demográfica, mudanças mudando são as influências de massa sobre nossas crianças provocou desemprego. outras foram e estão sendo criadas; ram extintos de valores nhecimentos, ~ C:',::: , : c:-::: hábitc s ~ reforçados na adoles:~:~_ Simultaneamertc: : _::. __ parentes. freqüentes '::-:-.. ::. ' em que a :-:.. :: ,: :: em que vive, e torl'.3-'c . Considerando:., " escola, deseja-se t0"~>=. Confie em Dé. ge-se um trabalhador iniciativa dos meios de co- e adolescentes. Carreiras com novo perfil, polivalente, e com grande capacidade empregos estão Oriente-Se: atitudes, foram extintas consequentemente, e outros com novas características A cultura diminui também são fa- a respeito está mento de sua exist~:~: :: A automação intelectual, danças. significativas alzoi(C superior à tàmília er-·. '.:: .: A escola traba.::~: ::: . assim o modo de agir, de pensar e de sentir Um outro aspecto a considerar municação o mun- do da família. zinhança, rapidamente ne, a Internet com velocidade que quase não acompanhamos, as distâncias e o tempo. Tudo isso transforma tudo. surgindo. e fo- maior atividade de adaptação às mu- que a mídia se encarrega Neste contexto de transformação Entenda A escola de Educação ICSP, preocupada Infantil, Ensino Fundamental em preparar cidadãos conscientes a c:' .. decisões re:';-:I":: Esteja prq2:::::. coerentes. "'- _.• _- . Observe ca e religiosa a =c::: para::: .. _, transformações: e Médio do e capazes de trans- formar a realidade que os cerca coloca para si mesma a pergunta: A que perfil de cidadão queremos chegar no final do Ensino Médio? Refletindo a cada ano sobre o que queremos, chegamos na elaboração . ção e construção do ':. :_ Considere-sc: . em disseminar, a escola se situa. - palavras. ser: Valorize a - nele, de maneira da violência ,,::: de Deus; Exi- aliada a perda de valores morais e espirituais, fazem com que nossas crianças e jovens assimilem destruição, frieza, egoísmo, desafeto e falta de solidariedade. de um perfil de aluno que acreditamos estar habilitando os nossos alunos para viverem numa sociedade com características de sociedade de século XXI. 50 o poji! O educando Seja solid::I': :: lhante; Respel te 2. ::::: ::: •.. Seja resp:I' 'e palavras; Tenha CC'I". - soa que integra a .-:::" __ . • o peljil :' Decificidade ::::d do século do aluno que queremos, segue abaixo: O educando venientes A proe a Tecnicis- :lOVO, ~esse século, _ :, fax, tclefo":·,JS. diminui da família, onde recebe os primeiros parentes, freqüentes superior amigos . c.: Considerando escola, deseja-se e de sentir com o educando, e _: atividade tão forte quanto ou até pela palavras, produto da família e do meio Palavra sentimentos da família, do meio e da que desenvolva e Espírito dc Deus, o seguinte perfil: Santo expressa como funda- na Bíblia, nas e ações; Valorize a vida humana Entenda a escola e a natureza como preciosos dons de Deus; ção c construção · _cão às mu- um ser valioso responsável, Esteja preparado decisões : :' :.feto e fal- coerentes, Observe ca e religiosa como agente indispensável na sua forma- do seu futuro; Considere-se nele, de maneira _:sscmmar, :ue nossas co- da mídia. Há situações provenientes formar o educando Oriente-se atitudes, : ."l"lpregos fo·.:::ndo, Exi- adquire a terceira força int1uente na formação. as influências Confie em De'us Pai, Filho mento de sua existência. :"leios dc co...... extintas cuidados, pro- à tàmília em sua formação. em que vive, e torna-se .:. de valores e, principalmente em que a mídia exerce um impacto A escola trabalha ··.J~m são fa- na sua formação nhecimentos, hábitos e valores na primeira infância e que são reforçados na adolescência e juventude, Simultaneamente, o educando recebe influências do seu meio: vizinhança, _::'.:ente o mun- cstá exposto a fortes influências que integra os recursos para discernir encarando o mundo para sua sobrevivência, entre o bem o mal e tomar o futuro com esperança, a realidade social, para questionar e busca política, . econômica, ideológi- os pontos frágeis, participando de suas transformações; - \rédio do =:0 de trans·= .::"lta:A que ?etlctindo a · :::-,perfil de _Ja V1Verem Scja solidário e esteja disposto a cooperar com o seu seme- Ihante; Respeite a propriedade Seja responsável e opiniões e honesto alheias; por seus atos, procedimentos e palavras; Tenha consciência dos seus direitos soa que integra a família, a escola, a sociedade e deveres como pes- c o país; 51 Diante disso, é d;;~;:.~ Quanto à sua pe~~~~ Confie em D~ _; mento de sua existêr.~:~ Oriente-se :' ~:. - Seja criativo frente a dificuldades e desafios; Mantenha-se motivado no trabalho, na sociedade e para a vida na família; Tenha desenvolvido o raciocínio lógico e seja capaz de expressar-se com clareza oralmente e através de redação própria; Seja capaz de auto-gerenciar-se no uso do tempo e no aproveitamento de oportunidades de estudo e trabalho; Tenha adquirido um domínio básico de todas as disciplinas cursadas e assimilado uma cultura geral adequada ao seu nível escolar. suas atitudes, sua I1r~_~:::: Seja leal e e~:~ ~ •. Tenha hUr:l:.::~~_ tudes de seu seme:L:'-: Esteja apE'c ~ S·eJa almgc.::~ . . :::_= Exercitc-5;; __-' O educador é um mediador entre a escola e o educando. E, através de sua pessoa, vida e atuação, desenvolve importante influência na formação do mesmo. O educador não apenas representa o pensamento educacional da instituição mas desenvolve, simultaneamente, conteúdos que estão em conformidade com a filosotia da instituição e vivencia os mesmos. A pessoa, a vida e o desempenho do educador constituem um referencial para o educando e marcam positiva ou negativamente a sua formação. Seja solid:-: Seja comp:::: ' Seja resp·::::".: Mantenbi :-- ::Exercite-~~ .. : seus sentimentos. ~, '. _ Não dei,;: _ sabedoria é a Ch2:~ .::~ Projetos de '::::::: .• ' o projeto educa::',::'~ _. O resultac.c e'. :-~: seu papel -'~""._ . _ __ positivamente ,-,' ~. _ ::: lf ~ :::5 " '" ..2 ~ ~ rC "" Vista externa das 52 salas de aula do Colégio Concórdia. . • • Diante disso, é desejável que o educador apresente o seguinte pedil: Quanto à sua pessoa: Confie em Deus Pai, Filho e Espírito Santo como fundamento de sua existência; ;:::2.de e para a , : 2.:apaz de ex:: :::'jpria; ::: tempo e no Oriente-se pela Palavra de Deus, expressa na Bíblia, nas suas atitudes, sua linguagem, seus sentimentos e suas ações; Seja leal e esteja comprometido com a verdade; Tenha humildade para reconhecer suas limitações e as virtudes de seu semelhante; . : ::2.5as discipli:_ ::: seu nível es- Esteja apronto a perdoar a quem ofendeu; Seja amigo da paz e da concórdia; Exercite-se continuamente na paciência; Seja solidário e disposto a servir espontaneamente; Seja compreensivo, gentil, carinhoso; Seja responsável em tudo o que fala e pratica; Mantenha abertura para o diálogo; Exercite-se no autodomínio sobre a sua linguagem, seus sentimentos, as suas atitudes e as suas ações; _ . : =-:.,] , E, através :~·..:~nciana for- ;::::..:cacionalda :ue estão em Desmos. . ':: nem um re. 2.::nentea sua _: s : S os Não deixe o instinto tomar conta em momentos em que a sabedoria é a chave da questão. Projetos de aperfeiçoamento contínuo do corpo docente integram o projeto educacional do ICSP. O resultado esperado desse projeto é um professor consciente do seu papel junto aos alunos, bem como capaz de influenciar positivamente as crianças e os jovens que são a ele confiados. * A Prafa. Irma Flor é ex-diretora da Escola ~ R :::s '" ] de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio do ICSP (Colégio Concórdia). A Praia. Nilza Eller Barros Leal é a atual diretora da referida escola. ~ B ~ 53 MINISTÉRIO O Ministério de C 2.;:' ~ _=~- =-. 1986, justifica-se por du2.' ~:c::~ ., DE CAPELANIA ESCOLAR a) servir de instrur::;~:-.· escolar; Rev. Amo Bessel* - b) proporcionar 0l>~:--Teologia para conhecê~~:-:'_ rem estratégias missior.::'::-::C'': - __ que lhes serão úteis no f..: -:-_~ Justificativa O ser humano, a criatura por excelência, é alvo do amor incondicional do Criador o qual deseja o seu bem-estar temporal e a sua salvação eterna. É necessário que o ser humano seja compreendido e tratado como criatura de Deus que apresenta potencialidades e necessidades físicas, intelectuais, emocionais e espirituais. A educação do ser humano, por conseguinte, necessita manter-se atenta a esses fatos. A Escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio (EEIEFM) do Instituto Concórdia de São Paulo, orientada por uma filosofia de educação cristã, leva em consideração o corpo, o intelecto, as emoções e a alma do educando. O Ministério de Capelania Escolar - sob a coordenação e liderança de um pastor e em parceria com a vizinha Congregação "Ebenézer" - atenta particularmente para o desenvolvimento espiritual, tantas vezes ignorado na educação. = Objetrivos gerais O Ministério de C.:: _- 1. Proporcionar X~ relacionar-se com Dê":". 2. Contribuir na família, ao país, à soel:':= =. 3. Proporcionar à: através do evangelho é~ ..': = =-_ _ 4. Contribuir par2-::':: _. te suas potencialidaée~ e :' tratempos impostos p: .: 5. Cooperar na ll:::::. e zelar pela manuten; ~~ : .' 6. Oferecer opo:c..::-.=_:c. ccrem os ensmamem,.' ~.:•. terana; 7. Cooperar co:,: tcnção de conhecimc: ciode algumas ati\-ié:::,:' ': úteis no futuro mini~:~~ . = • = ~ ~ bij .:_ =_ " '-J .s ~ B G: Vista geral do Colégio Concórdia. 54 Atuação O Ministério é~:_-:-:_ 1. Mantém eu2.. das as classes; :-.=~:: - • o Ministério de Capelania Escolar, criado em 14 de dezembro de 1986, justifica-se por duas razões básicas: a) servir de instrumento na missão de Deus junto à comunidade escolar; Bessel* b) proporcionar oportunidades aos alunos da Escola Superior de Teologia para conhecerem o contexto do trabalho escolar, identificarem estratégias missionárias e adquirirem habilidades e experiências que lhes serão úteis no futuro ministério. : ~:~:ondlCl53Jvação tratado _:::55idades _: ~: ser hu- _ : _C_ ~: C: Objetrivos gerais -'- . - :), O Ministério de Capelania Escolar objetiva: :\fédio _:~ u:na fiC: 1. Proporcionar meios e oportunidades à comunidade escolar de relacionar-se com Deus; ::-_te1ecto, 2. Contribuir na formação de pessoas cristãs responsáveis e úteis à família, ao país, à sociedade e igreja; : ~_ e lide, : "Ebené- 3. Proporcionar à comunidade escolar uma base sólida para a vida através do evangelho de Jesus Cristo - o Caminho, a Verdade e a Vida; : s:::iritual, 4. Contribuir para que a comunidade escolar use responsavelmente suas potcncialidades e enfrente com serenidade e esperança os contratempos impostos pela vida; 5. Cooperar na implementação duma filosofia de educação cristã e zelar pela manutenção e prática da mesma; 6. Oferecer oportunidades a crianças, jovens e adultos para conhecerem os ensinamentos básicos da fé cristã e da Igreja Evangélica Luterana; ~ p 7. Cooperar com os alunos da Escola Superior de Teologia na obtenção de conhecimento do meio escolar, na habilitação para o exercício de algumas atividades e na aquisição de experiências que lhes serão úteis no futuro ministério pastoral; 'S ] '" ~ ~ t2 Atuação O Ministério de Capelania Escolar atua nas seguintes frentes: 1. Mantém duas horas/aula semanais de Ensino Religioso em todas as classes; 2. Promove momentos devocionais diários em classe, em reuniões semanais de professores, reuniões de pais de alunos, em programações e eventos diversos; 3. Desenvolve aconselhamento pastoral junto a alunos, familiares, professores, funcionários e respectivos familiares; 4. Proporcia assistência pastoral em casos de enfermidade, falecimento, desemprego, acidentes e outros; 5. Realiza visitação evangelística a prospectos missionários; 6. Divulga programações da Congregação "Ebenézer" à comunidade escolar; 7. Encaminha alunos ao programa de instrução de confirmandos da Congregação "Ebenézer" e prospectos missionários (jovens e adultos) ao programa de instrução com vistas à profissão de fé na Igreja Evangélica Luterana; 8. Conduz estudos sobre a filosofia de educação cristã e outros temas em reuniões de professores e/ou pais. 9. Realiza entrevistas e encontros individuais com professores a fim de orientá-Ios e apoiá-Ios em questões particulares ou vocacionais. 10. Promove eventos, entre os quais: programa de Páscoa e Natal; noite da família; cultos evangelísticos na Congregação "Ebenézer" com a participação de alunos e familiares. 12. Divulga o evangelho de Cristo através de folhetos, murais, painéis, cartazes e literatura. *Pastor capelão do Colégio Concórdia e pastor da Congregação "Ebenézer ", São Paulo, SP. REfl O PARÂMETRO D.-\ O .-\ A educação crist2 s~ ~. _. futuro do educando .. -\ ~:-. ~- =. meios para que o educê.:· ~= aponta o Meio - Jesus C:-'-. Qual é, então, o P2:-~"_ tro da educação cristã é .1 I. O lImor de Deu' " Muitas das fílosc'::.' =. tária, inclusive a que :';c ~ . (LDB), realçam nos se ..' -=",._de ... ao semelhante \~. = -Deus. Falham, portc.:-,:= -Toda escola crjs-~ educacional, ou me:'::melhor estruturada c_ e -,. amor de Deus. a maior bem c. o amor de Dcus Pc;: amor de Deus Filhe.' ;c - _. __ ~o. amor de Deus Esp;r:: ~._ fé, do amor, da espc:, .. _ Que amor é es'c: "Deus amou o m:,': para que todo aquele ~-:,~na" (João 3.16\. "Foi assim 'lue seu único Filho ac' é isto: não somos 56 - __ De n;" ,J]," _ .' • • ~,~~. em reunIprograma- -: =-, • REFLEXÃO: O PARÂMETRO DA EDUCAÇÃO CRISTÃ: O AMOR _ ~::.:s. familÍa- *Rev. Amo Bessel . --:-.. ':'::jc, falecÍ- ... .• =-.:.[1OS; ::~ 2. comunÍ- : : ::':::"'ll1andos :. -:::'5 e adul:: =-.3. A educação cristã se desenvolve na perspectiva do presente e do futuro do educando. A entidade escolar cristã, portanto, proporciona meios para que o educando vença barreiras que o aqui e agora impõe e aponta o Meio - Jesus Cristo - que conduz ao futuro do além. Qual é, então, o parâmetro que rege a educação cristã? Oparâmetro da educação cristã é o AMOR. Igreja J. _ . ::lt[OS te- . :: :~ssores a . : ::2:ona1s. : : :: e -:\ata1; ~.:-~nézer" =-:11ra1s, . ,. _.. _~~-:rala 5.1D, O amor de Deus e () amor a Deus. Muitas das filosofias de educação desenvolvidas ao longo da história, inclusive a que se encontra na nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB), realçam nos seus parâmetros o amor, o respeito, a solidariedade ... ao semelhante. Não incluem, porém, o amor de Deus e o amor a Deus. Falham, portanto, na essência, omitindo o ingrediente principal. Toda escola cristã inclui e destaca o amor divino na sua fí1osofia educacional, ou melhor, é regida pelo amor de Deus. A educação, por melhor estruturada que esteja, falha na base se não se orienta pelo amor de Deus. a maior bem que o ser humano pode possuir é Deus e o seu amor: o amor de Deus Pai - Criador e Mantenedor do Universo e da vida; o amor de Deus Filho Jesus Cristo - Salvador, Perdoador e Libertador; o amor de Deus Espírito Santo - Restaurador, Gerador e Mantenedor da fé, do amor, da esperança ... Que amor é esse? a próprio Deus o resume assim no texto sagrado: "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna" (João 3.16). "Foi assim que Deus mostrou o seu amor por nós: ele mandou o seu único Filho ao mundo para termos vida por meio dele. E o amor é isto: não somos nós que temos amado a Deus, mas foi ele que nos amou e mandou ()seu Filho para que, por meio dele, os nossos pecados/assem perdoados" (1104.9 e 10). (Consulte a amor também Mt 28.20; ls 41.13). que Deus dá ao ser humano gera nesse 111esmo ser humano amor a Deus. Jesus cnfàtiza que todos os parâmetros se condcnsam em dois mandamentos. a primeiro da vida humana "Ame o Se- deles: nhor seu Deus com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente" (Mt 22.37). ama a Deus. A pessoa que sabe-se amada por Deus também E quem ama a Deus ama seu semelhante. Quando e como o parâmetro manifestam numa escola cristã? "Vivam em paz uns c,-": os preguiçosos, animem ~.nllam paciência com toei, gue o mal com o mal .. -1,c . uns aos outros e a todi;5 c,-:·. sempre e sejam agradeL-!::' que Deus quer de vocés.! Examinem tudo, fiquem '(lTs 5.13-22. do amor de Deus e o amor a Deus se Na proclamação sistemática do evan- gelho de Cristo. Por exemplo: aulas de Ensino Religioso, momentos devocionais diários e ocasiões especiais, datas comemorativas, ete. a parâmctro do amor de Deus e o amor a Deus se manifestam na vida dos cristãos no contexto escolar: nas palavras, atitudes e ações dos educadores (dirigentes, professores, funcionários). Veja tam":-~:-:- _ a parâmetro no. da ec~-"_~: Este amor de Deus.;.:: -" - Deus fortaleça todos os que atuam ção de amar! a c,::-:- .- . - l1a ~C::_... Dessa I'L:-. _ -. para que crianças e "de _~: _.- amar e, pelo amor, \é'nç,,-:~- - lI. O amor ao semelhante. "Se/oi assim que Deus nos amou, então devemos nos amar uns aos outros" (l Jo 4.11). "Nós amamos porque Deus IlOSamou primei- ro" (lJo 4.19). Jesus coloca um segundo aspecto no parâmetro da educação: "Ame os outros como você ama a você mesmo" a magistério exercido simplesmente cumprimento do dever para não perder amor e, por isso, é frustrante e pernicioso. (Mt 22.39). como profissão (ganha-pão, o emprego) é destituído de a verdadeiro educador é um agente do amor: educa por amor, ama e educa para amar. educador manifesta o seu amor: a a) na aceitação e prática da filosofia de educação b) na ética profissional (relacionamento alunos, pais ... dentro e fora da escola); c) no preparo, no empenho e na execução cristã; com dirigentes, colegas, de suas tareÜls; d) na sua vida: pensamentos, palavras, atitudes, gestos. parâmetro do amor ao semelhante é descrito inúmeras vezes nas a Escrituras Sagradas. colocações: 58 Para nosso propósito, destacamos as seguintes _. - t" ;'~~ • - • '.'peca- . '::11aI10 .. ::nal1a U' () Se- roda a "1 . _.:~lbcm "Vivam em paz uns com os outros. (...) aconselhem com firmeza os preguiçosos, animem os desanimados, ajudem osfracos nafé e tenham paciência com todos. Tomem cuidado para que ninguém pague o mal com () mal. Ao contrário, procurem sempre fazer o bem uns aos outros e a todos em geral. Estejam sempre alegres, orem sempre e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês, por estarem unidos com Cristo Jesus. ( ... ) Examinem tudo, fiquem com o que é bom e evitem todo tipo de mal" (lTs 5.13-22. _ Veja também Cl 3.12-17). ~'~:sse ~_I O parâmetro an~:ntos :::. O ':J dos __~'Jca- no. da educação cristã é o amor. Deus ama o ser huma- Este amor de Deus gera amor a Deus e ao semelhante. Deus fortaleça a confiança todos os que atuam na educação ção de amar! Dessa maneira para que crianças e adolescentes no imutável e eterno amor divino de cristã e os aperfeiçoe os esforços recebam educacionais na nobre vocacolaborarão amor, sejam habilitados a amar e, pelo amor, vençam balTeiras. ';,,1' uns *Pastor capelão do Colégio Concórdia e pastor da Congregaç:ão "Ebenézer ", São Paulo, SP. rUllez- ~.. :du__ .'.1 I. "-;"3.0, c.' de -;ê um _~:"s. _ ' l~ClS _ ;1Ies 59 POR QUE UM CURSO DE TEOLOGIA? Prof Dr. ErnÍ W. Seibert* Em 1982, a Convenção Nacional da Igreja Evangélica Luterana do Brasil tomou uma decisão corajosa. Ela decidiu abrir, no campus do Instituto Concórdia de São Paulo, uma Escola Superior de Teologia (EST). Esta decisão foi tomada pela Igreja quando ela já tinha um Seminário teológico, e quando ela enfrentava dificuldades financeiras para o seu desenvolvimento. Qual o sentido de abrir uma escola de teologia numa situação assim? A resposta só podemos encontrar quando pensamos no que representa uma escola de teologia para uma igreja. À primeira vista, podemos pensar que uma escola de teologia é apenas uma escola onde estuda quem quer ser pastor. Em parte esta resposta está certa. Escolas de teologia geralmente formam os pastores das igrejas. Mas uma escola de teologia é mais que isso. Ela representa para a igreja um lugar onde a verdade eterna, registrada na Bíblia Sagrada, é pensada e ensinada à luz da realidade contemporânea. Neste sentido, uma escola de teologia não é somente um lugar de treinamento de pastores, mas parte da própria frente missionária da igreja. Na escola de teologia, a igreja se confronta com o pensamento, as ideologias e os desafios do mundo contemporâneo. Escolas de Teologia na história Ao longo da história, as igrejas que se expandiram nas missões, e que foram importantes na sociedade em que estavam inseri das, tiveram boas escolas de teologia. A igreja de Alexandria, no segundo e terceiro séculos, inseriu a fé cristã no mundo grego através de sua escola de teologia. Na Idade Média, a igreja conseguiu fazer uma grande síntese de pensamento com a sociedade, graças às suas escolas de teologia. Lutero desenvolveu a Reforn1a a partir da Universidade, onde havia uma escola de teologia. Na história da IELB, é indiscutível o valor do Seminário Concórdia, atualmente em São Leopoldo. Ele acompanhou a história desta Igreja fornecendo, em grande parte, seu pensamento. Por isso, quando a IELB fundou sua segunda escola de teologia, ela tomou uma decis'1o 63 muito importante. Escolas de teologia não estão em confronto com a missão da igreja, mas são parte desta missão. Hoje,já se passaram quinze anos desde a criação da Escola Superior de Teologia no Instituto Concórdia de São Paulo. Muitas das dúvidas levantadas sobre a possibilidade da IELB sustentar duas escolas de teologia, e sobre a validade da existência de duas escolas de teologia, agora já passaram. Mas, uma escola de teologia, como uma missão, não se justifica só pela decisão de sua existência. Ela precisa mostrar seus frutos. Os cursos da EST A Escola Superior de Teologia do Instituto Concórdia de São Paulo mantém dois cursos de Teologia. Um tem a terminalidade de formar Teológica por Exten" ~: -. = ~envolvendo, o progr:.:.:::__ ::;: = deste programa todo" :' ::_::: : zem os intensivos c:e'::e: _:::: música é a arte mai" ::-::: : ~ muito a pregação dei e- ::.:'; . _ Além dos curso" :.:.:::::::_ Educação Teológic2. .;:::' ::-cdesta publicação, eu::,,:' e::::;:. Internacional de Treir:.::.=e::. pessoas que já partici.;:::.::::.= um número maior do ::.:.e pastores. O outro curso tem a terminalidade de formar professores de ensino religioso. A grande maioria dos alunos tem ingressado no curso de formação pastoral. F oram poucos os alunos e alunas que mgressaram no curso de formação de p fessores de ro. .. ensmo relIgIOso. A razão do pouco Primeira Congregação de Professores da Escola Superior de Teologia, 1983. Da esquerda para a direita: Profs. Ari Lange, Rudi Zimmer e Paulo F. Flor, ingresso neste currículo possivelmente se deve à falta de divulgação e à dificuldade de ingresso num mercado de trabalho novo. Além dos cursos de teologia, a EST desenvolveu no passado o curso residencial de Diaconia em Educação cristã. Muitas pessoas se formaram através deste curso e estão servindo nas congregações onde participam. Este curso hoje está inserido no programa da Educação 64 Congregação eie :: -:: "e:::: :--; .de Teologia ern ~;:: :: = o:::. Profs. Paulo ,e. :: :: - ~ - .:_ Raul Blum, Rue.' Z--.- =' Roas. 5~ =: nho da missão ,á.:'::, :: .:: - . _ manha da esco~2. e :::_ agradecidos: QL:2C':' ::~:: Valeu a De12::'::: __ Ia? Sem dúyiéa ::.::e" ::: . ;: : : ==: a ~'.~'::'~ ~~::.o2e = ;la~ ":'-0, : 0::'2X ~ ?' ::'~J- : : :~_~:'ar Teológica por Extensão. A EST também desenvolveu, e continua desenvolvendo, o programa de Diaconia em Música. Participam de parte deste programa todos os alunos do curso de teologia e os alunos que fazem os intensivos deste curso. Segundo Lutero, depois da teologia, a música é a arte mais importante para o ser humano. A música ajuda em muito a pregação do evangelho na vida da igreja. Além dos cursos acima mencionados, a EST oferece o programa de Educação Teológica por Extensão, que está descrito em outro capítulo desta publicação, Cursos especiais para pastores e o programa do Centro Internacional de Treinamento Missionário. Se fôssemos somar todas as pessoas que já participaram de um curso oferecido pela EST, teríamos um número maior do que 1.000 pessoas. Se fôssemos somar as pessoas que receberam benefícios através dos que fizeram cursos na EST, o número é incalculável. Já participaram de cursos da EST alunos do Bra- -~~8: ~à :::' o ~_:,3se ~: :::de =~_:::.cào Congregação de Professores da Escola Superior de Teologia em 1986. Da esquerda para a direita: Profs. Paulo F. Flor, Ari Gueths, Paulo W. Buss, Raul Blum, Rudi Zimmer, Paulo M. Nerbas, Deomar Roos, Erní W. Seibert, e Ari Lange. sil, Argentina, Chile, Paraguai, Equador, Venezuela, Estados Unidos e Portugal. Talvez seja pouco, se olhamos o tama- nho da missão ainda por realizar, mas já é muito se consideramos o tamanho da escola e seus 15 anos de existência. Poderíamos dizer agradecidos: Quanta bênção. Valeu a pena criar, desenvolver e lutar pela existência desta escola? Sem dúvida a resposta é sim. Valeu a pena. Valeu a pena o investi- mcnto de pessoas, de dons, de dinheiro, de tempo. Valeu a pena porque Deus fez com que esta escola realmente fosse um seminário, isto é um lugar onde sementes são plantadas (daí a palavra "seminário"), sementes estas que se propagam e produzem muitos frutos. Novos rumos na educação teológica E se olhamos para o futuro, o que podemos dizer? Em toda a área da educação, o futuro, nos parece, vai trazer grandes surpresas. A relação entre professor e aluno não estará mais centrada na sala de aula. As Queira Deus abe:.::::.: no presente. Queira De',,:' ::.:::: . : tas escolas. Queira De',,:." :.:' colas, e todos os dema:." ::::: ;: ..::'::: que o evangelho seja::.:.·..:::.: geração. =-= . x:=:_, novas tecnologias, especialmente a internet, indicam que o saber pode ser aeessado de qualquer lugar. Além disso, os currículos do futuro deverão ser muito mais flexíveis que os atuais. Parte disso já está sendo projetado nas universidades mais sintonizadas com o nosso tempo e com o futuro. E, neste caso, continuará sendo necessária uma escola de teologia? Sem dúvida que sim. Especialmente neste sentido amplo, que a EST sempre tem procurado ser: uma escola que é parte da missão da igreja, e que promove e faz a difusão do saber teológico formando pastores, educadores e líderes para o povo de Deus. Os novos meios eletrônicos estão promovendo uma revolução tornando possível a socialização do saber. As escolas de teologia precisam acompanhar com alegria esta tendência. Se a imprensa de tipos móveis permitiu a divulgação de livros, o computador está tornando possível bibliotecas chegarem a qualquer recanto da terra sem papel e com um custo menor que o do livro impresso. Que boa notícia para quem quer que a boa notícia do evangelho chegue até os confins da terra. Missiólogos do início do século diziam que uma igreja sadia desenvolve auto-gestão, auto-propagação e auto-sustento. Hoje se reconhece que, além disso, é necessário que a igreja tenha pensamento próprio, ou seja, saiba produzir sua teologia. Uma teologia sadia está sempre consoante com a palavra de Deus e adequada para expor o evangelho no mundo contemporâneo. Uma teologia sadia não é a mera repetição de fórmulas do passado, mas a expressão destas fórmulas de maneira que o presente possa compreendê-Ias e assimilá-Ias. Neste sentido, teologia é missão. Para ajudar a fàzer isso, nada melhor que com e através de escolas de teologia. 66 Congregação de Profess.:: "=: ':::: =:;;; esquerda para a direi!5. = -:::: David Coles, Ari La-;= =:: _ = ':~: Queira Deus abençoar as escolas de teologia que a IELB mantém no presente. Queira Deus abençoar a IELB e toda a igreja através destas escolas. Queira Deus nos dar sabedoria para desenvolver estas escolas, e todos os demais programas que o futuro nos exigir, de tal forma que o evangelho seja anunciado de forma clara e adequada para cada geração. *Professor da Escola Superior de Teologia do ICSP. .!2P ~ ]" :::5 ~ ~ ~ Congregação de Professores da Escola Superior de Teologia em 1998. Da esquerda para a direita: Profs. Deomar Roas, Paulo F. Flor, Emí W Seibert, David Coles, Ari Lange, Raul Blum, Paulo W Buss, e Cláudio L. Flor. EDUCAÇÃO TEOLÓGICA POR EXTENSÃO Teologia ao alcance de todos Rev. Prof Cláudio L. Flor 1. ETE : Uma experiência que está dando certo, A Escola Superior de Teologia do Instituto Concórdia de São Paulo já tem mais de uma década de experiência com o programa de Educação Teológica por Extensão (ETE). Desde a sua implantação, em 1987, o programa tem sido uma bênção na vida de muitos cristãos e de muitas congregações. Muitos daqueles que puderarn aperfeiçoar-se por meio dos cursos da ETE, são nas suas servindo como pastores, como minü;trc}s ou como pessoas dedicadas a tarefas ao reino de Deus. 2, .lETE: A e§cola qlH~ vai alté 10 alillllJIlll[)o mente a habilidade de 2.:'-::, cursará 22 matérias (~, :: .. num período que pode' :rá atividades práticas namcnto. 3.2. Curso de Dineil gelização, através de e", atuar na área da miss3.c :: desenvolver as habib:::: c::' se de forma fmtífera IL ':, trabalho será a congrê;,:' pela mesma, e a sua ::',~:.' ativo aos projetos, prc;:' curso é f0l111adopor .:: :'. de três a seis anos. O r,: .::' ' pervisionadas na sua ':;: A Educação Teológica por Extensão baseia-se no princípio de que pessoas que se vêem impedidas de cursar teologia no modelo rcsidencial podem aprofundar os seus conhecimentos teológicos estudando em casa, ou na congregação, mediante a orientação de um monitor. Com a ajuda de diferentes técnicas de ensino-aprendizagem, o pmiicipante, passo a passo, vai cursando o programa no qual se inscreveu. Esta modalidade de estudo tem pelo menos duas grandes vantagens: É muito flexível (O participante organiza os seus horários de estudo de acordo com as suas possibilidades) e é mais econômico. 3.3. Curso de =- Teol!i:= jetivos: I. Aprimorar I, :, sejam, a fim de que se::, no mundo. 2. Forrn2.~~ c' necessário para aSST:~: pago 36). O curso e,:" , ser concluído num:) '=". pletado o programa::. ':' recomendado pela S.~::. 3, ETE: Cursos oferecidos pela ETE. 4, ETE: A FOrm.li.~ A ETE oferece três opções de cursos: 3.1. Curso de Diaconia em Educação Cristã. A Diaconia em Educação Cristã prepara líderes para servir na área do ensino religioso da congregação: Na escola bíblica, na preparação para a confirmação, no trabalho com jovens e adultos (Ajudando a desenvolver especial68 _ _ Sempre que r,'..::':~ ::: teressadas em faze~: _-, ' pos ou núcleos i~",: múltipla. As alJL" ,':c. gregação. arrc. c';:::'C, ~ , --\ IC) mente a habilidade cursará de apresentar 22 matérias estudos bíblicos), (48 créditos) etc. O participante da área da teologia c da educação, num período que pode variar de dois a seis anos. Também desenvolverá atividades práticas supervisionadas na sua congregação como treinamento. 3.2. Curso de Diaconia em EV311gelização. A Diaconia em Evan- gelização, através de estudos teóricos atuar na área da missão evangelizadora desenvolver as habilidades e práticos, prepara líderes para da igreja. O objetivo do curso é dos participantes se de forma fmtífera na tarefa evangelizadora trabalho será a congregação para que possam envolverda igreja. O seu campo de local e os pontos de missão desenvolvidos ° apoio pela mesma, e a sua atuação vai desde o testemunho pessoal até ativo aos projetos, programas, da congregação. e êníàses missionárias O curso é fomlado por 21 matérias (48 créditos). Quanto à duração, varia de três a seis anos. O aluno também desenvolverá atividades práticas supervisionadas na sua congregação 3.3. Curso jetivos: de Teologia. I. Aprimorar como treinamento. O curso de Teologia o conhecimento teológico da ETE tem dois obdas pessoas que o de- sejam, a fim de que sejam cristãos melhor aparelhados para o seu agir no mundo. 2. Formar pastores que tenham o conhecimento teológico necessário para assumir o Santo Ministério (Cf. Catálogo Acadêmico, pago 36). O curso é constituído por 40 matérias (104 créditos) e pode ser concluído num período de quatro a oito anos. O candidato terá completado o programa recomendado do Ensino Médio (Ex Segundo Grau) e deverá ser pela sua congregação. 4. ETE: A Formação de Grupos de Estudo Sempre que num Distrito ou congregação há diversas pessoas interessadas em tàzer cursos pela ETE, incentiva-se a formação de grupos ou núcleos múltipla. gregação, de estudo. A vantagem dos grupos As aulas podem ser dadas nas próprias aproveitando as estruturas de estudos dependências é da con- que já existem. Os integrantes in- centivam-se mutuamente, interessantes e diminuindo abre a possibilidade Seminário os estudos os riscos de desânimo. mais regulares e Além disso, o grupo de que os cursos sejam dados pelos professores e pelos pastores 5. ETE: tomando do Distrito, enriquecendo do o aprendizado. Venha estudar conosco Desde 1996 fala· se:._ ~ - Se você tem o desejo de crescer no estudo da teologia e no serviço ao Senhor da igreja, venha estudar conosco. Integre-se ao grupo de mais de 200 participantes que já aceitaram este desafio e estào matriculados no programa de Educação Teológica por Extensão. Para obter mais informações, escreva à coordenação da ETE no Instituto Concórdia de São Paulo. to à Escola Superior de -:-:::' Treinamento Missioni:-:: ~ vem falar do CITJ\1 Missãoéumdos sua história. pessoas pe:;_:::-~e'=:-. :'=:~:-:: . É dificil a respeito da ::: ':. ~. gunta já recebeu inún: e: .:cs-: *Professor da Escola Superior de Teologia do ICSP. missão, e a missão da :;::. :: :: para trazer a salvaçà:' ;:: = _ - __ :; Cristo a todas as peSS:2' lho e pela administra:'3.: .:: c = ::_ A educação teoló;:.:; volvidas em missões c'. ~ =_ coisas mais necessár:.:cs ~ :.~ teológica capaz de pre;.:c: :::- . seu auto-desenvohime:::. .:::' __ frentes missionárias. A preocupaçào 2.:_::: .:c:: ::'2.E=-':: logia (EST) no Insú.::: preocupassecomm:ss3.: ':::':'- cita, mas explicitad2. :_::: _. _-Seminário. Com o de:::= _ ficava claro que a p=e: : _= .:; . ~ dentro dos limites d= ~:.::=-.:: _ . Deus, não tem estes ~_::-,.-:' '.'. :: fez foi que a ma:cr:.:c ::::'. quais a IELB mame:'.-. : : é a Igreja da Arge:.t: __.:c as outras igrej2.s ::':",;:;70 _._ • = _ 'or CENTRO INTERNACIONAL DE TREINAMENTO MISSIONÁRIO O que é isso? Prof Dr. Erní Walter Seibert* Desde 1996 fala-se que no Instituto Concórdia de São Paulo, junto à Escola Superior de Teologia, funciona o Centro Internacional de Treinamento Missionário (CITM). Certamente muitas pessoas que ouvem falar do CITM perguntam: O que é isso? Missão é um dos desafios mais dificeis da igreja cristã ao longo de sua história. É dificil obter respostas iguais quando se pergunta mais pessoas a respeito da missão da igreja. Nas últimas décadas esta pergunta já recebeu inúmeras respostas. Mas certamente a igreja tem uma missão, e a missão da igreja é a missão de Deus. A igreja está no mundo para trazer a salvação preparada por Deus através de seu Filho Jesus Cristo a todas as pessoas. E a igreja faz isso pela pregação do evangelho e pela administração dos sacramentos. A educação teológica é parte da missão da igreja. As igrejas envolvidas em missões em países novos logo descobrem que uma das coisas mais necessárias é desenvolver na nova missão uma educação teológica capaz de preparar novas lideranças e preparar a igreja para seu auto-desenvolvimento. Educação teológica e missão devem, nas frentes missionárias, andar lado a lado. A preocupação da IELB, ao estabelecer a Escola Superior de Teologia (EST) no Instituto Concórdia de São Paulo, foi que esta escola se preocupasse com missão. Esta não era apenas uma preocupação implícita, mas explicitada nos documentos que orientaram a criação deste Seminário. Com o desenvolvimento dos programas de ensino da EST, ficava claro que a preocupação com a missão não poderia ficar apenas dentro dos limites da IELB. A missão da igreja, que é a missão de Deus, não tem estes limites tão estreitos. Uma das constatações que se fez foi que a maioria das igrejas luteranas da América Latina com as quais a IELB mantém comunhão não tem Seminários. A única exceção é a Igreja da Argentina. A IELB tendo dois seminários, poderia ajudar as outras igrejas compartilhando esta bênção. No entanto, para fazer 71 isso, era importante que o projeto fosse desenvolvido em conjunto, para não ocorrer nenhuma espécie de colonialismo teológico. Dentro desse espírito foi criado o Centro Internacional de Treinamento Teológico. O CITM não queria ser uma nova escola, mas um Centro dentro de uma escola já existente. Ele seria internacional porque igrejas de outros países iriam participar de seu desenvolvimento e porque ele se destinaria a vários países, tendo como prioridade a América Latina. Ele seria de Treinamento, porque a maioria das igrejas não dispõe de uma laboratório de missão onde ficasse acumulada tanto a experiência missionária, como estivesse à disposição o recurso de preparação de missionários. Finalmente, o Centro Internacional de Treinamento seria Missionário. Ele visa preparar recursos humanos para a missão. A vantagem deste Centro ser desenvolvido dentro de uma Escola de Teologia é que ele poderia valer-se de todos os recursos que esta escola dispõe e poderia, dessa forma, potencializar os recursos existentes. Foi dentro deste espírito que, em julho de 1996, o CITM foi inaugurado. De lá para cá ele já realizou vários cursos intensivos com a participação de pastores de 5 países, já recebeu um aluno, pastor da igreja da Venezuela, para desenvolver um projeto especial de formação com a duração de dois anos, e conta atualmente com a cedência de um Professor de fala hispana (trata-se do Prof. Df. David Coles) para um período de três anos. Emjulho do corrente ano, o CITM estará oferecendo mais um curso na área de missões e estará realizando o Simpósio Internacional sobre Missão que pretende ajudar a desenvolver a consciência missionária e a reflexão sobre o trabalho missionário. O futuro do CITM depende da participação das igrejas no seu desenvolvimento. Como praticamente toda a obra da missão, o CITM teve um começo modesto. Nossa oração é que Deus abençoe este trabalho e ajude para que ele seja uma bênção para muitos, ajudando para uma maior expansão do trabalho missionário. *Professor da Escola Superior de Teologia do lCSP. 72 DIACONIA EM MÚSICA Rev. Prof Raul Blum* A Diaconia em Música do Instituto Concórdia de São Paulo (ICSP) iniciou em fevereiro de 1988 com um curso intensivo do qual participaram 5 alunos. Os cursos foram crescendo e, atualmente, participam em tomo de 20 a 25 alunos nos intensivos de fevereiro no ICSP. Em Marechal Cândido Rondon, PR, sob a direção do Rev. Romildo Wrasse, são realizados cursos intensivos da Diaconia em Música no mês de julho de cada ano. Os intensivos em Marechal Cândido Rondon iniciaram em 1993. A participação em Marechal Cândido Rondon tem sido de 40 a 45 alunos nos últimos anos. A Diaconia em Música é oferecida de duas maneiras no ICSP: (1) no curso residencial, aos alunos que moram no campus ou perto dele, durante o ano letivo; (2) em cursos intensivos no mês de fevereiro de cada ano, destinando-se especialmente aos leigos. Além da parte teórica e prática no curso residencial os alunos participantes do Coral Concórdia têm oportunidade de fazer excursões passando por congregações da IELB que preparam a divulgação do programa c convidam a comunidade local para assistir a programação. Estas excursões (quer do grupo misto, quer do grupo masculino) têm servido de divulgação do ICSP e também de recrutamento de alunos para os diversos cursos oferecidos no programa residencial, intensivo ou por extensão. Além disso estas excursões servem também para dar conhecimento aos coralistas da realidade na qual atuam as congregações que são visitadas. Aos futuros obreiros serve como escola de aprendizagem no realcionamento humano e no conhecimento das realidades diferentes nas quais atuam nossas congregações. A Diaconia em música prepara os alunos na teoria e prática musical com a finalidade de atuarem nos cultos e devoções das congregações da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB). O Diácono em Música pode assumir o trabalho musical de uma congregação tocando órgão nos cultos e regendo o coral da congregação. Além disso aprende um instrumento complementar (flauta doce ou violão) com o qual pode diversificar a atuação de instrumentos nos cultos. O diácono em "7":: 1,-' Música está habilitado também a ensinar os princípios musicais teóricos e práticos a outras pessoas. Os cursos intensivos da Diaconia em Música visam preparar especialmente leigos na arte musical a fIm de que possam auxiliar o ministério pastoral na área da adoração. Por muito tempo na IELB se esperava que o pastor fosse também o músico da congregação. Não há dúvida que é bom que o pastor também seja músico, que saiba tocar um instrumento, que cante bem; no entanto, no culto, no momento da Coral Masculino do ICSP, 1996. Liturgia especialmente, é necessário que leigos assumam a músi- ca e que se esmerem para que esta música seja executada "com alie e com júbilo" (SI 33.3). Os cursos intensivos da Diaconia em Música estão à disposição de todas as congregações da IELB, e mesmo de pessoas de outras denominações cristãs, visando preparar e aprimorar estas pessoas para serem instrumentos efIcientes no trabalho musical da congregação. A duração do curso depende do rendimento individual dos alunos. Toda a parte teórica pode ser completada em três intensivos. A parte prática requer o tempo do desenvolvimento particular de cada aluno. O órgão tem nove níveis e o instrumento complementar tem seis níveis que precisam ser vencidos. É importante que as congregações sejam incentivadas a investirem nos seus músicos. Felizmente isto está acontecendo sempre mais. N os primeiros cursos intensivos da Diaconia em Música poucos investimentos as congregações fizeram pelos seus músicos. Os músicos tinham que pagar suas próprias despesas. Agora já vemos muitas congregações oferecendo ajuda aos seus músicos, pois compreendem 74 = .....• ~.-', - que este estudo e treinamento é para a própria congregação. É necessário que a congregação invista naqueles que tem o sincero desejo de se aprimorarem na arte musical e se dedicam à prática instrumental. E nem sempre estas pessoas têm os recursos necessários para estudarem música. Investimento em música é muito bem aproveitado, pois reverte em cultos alegres e dinâmicos que são a expressão de nossa alegria pela salvação obtida por Cristo para nós. É preciso, pois, que as congregações compreendam que o músico não está apenas fazendo algo que ele gosta de fazer e que é para seu prazer, mas, que ele está integrado na congregação e realiza um serviço essencial na área a adoração, que é para o louvor a Deus no qual toda a congregação está integrada. Aliás, o canto congregacional foi uma das restaurações da Reforma ao povo de Deus. Para que este canto funcione bem temos que ter músicos preparados que orientem o canto, A música que executamos e cantamos nos cultos é uma de nossas respostas a Deus por todos os benefícios que ele nos concedeu em Cristo visando a nossa salvação. A música é vital no culto, pois une mensagem e som para louvar a Deus e instruir o povo de Deus. O Salmo 150 Alunos e professores do Curso Intensivo de Diaconia em Música, ICSP, fevereiro de 1998, 75 nos convida a uv::;rn:l0S a Deus com sorte de instrumentos. O Apóstolo Paulo nos incentiva: "Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instrui-vos e aconselhai-vos mutuamente eU1toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração." A Diaconia em Música do ICSP está à disposição de todos para que o louvor a Deus seja aprimorado. Façamos uso das oportunidades que estão à nossa disposição para a glória de Deus nosso Salvador. *Professor da Escola Superior de Teologia do ICSP. 76 AS BIBLIOTECAS DO ICSP Sueli T. Lange * A biblioteca é um instrumento fundamental no processo de ensino e aprendizado de qualquer escola. A biblioteca do Instituto Concórdia de São Paulo (ICSP) iniciou junto com o início dos trabalhos da escola em 1963 em São Paulo. Recebeu o nome de Biblioteca "Df. Martinho Lutero." O seu acervo contava nessa época com 2.000 volumes. Devido a reformulação da legislação do ensino do Ministério da Educação e Cultura e da política administrativa da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, o ICSP fechou em 1972, fícando a biblioteca desativada por 10 anos. A escola foi reaberta em 1983, sendo que a biblioteca contava então com 5.800 volumes. Com a construção da escola de primeiro e segundo graus em 1986, a biblioteca foi dividida em duas. A biblioteca da Escola Superior de Teologia (EST), possui hoje um acervo com mais de 16.000 volumes, sendo que 80% dos livros estão voltados para a área teológica (principalmente da missão). Ela também assina vários periódicos e revistas atuais na área teológica e educacional. Conta hoje com 81 títulos de periódicos. Os seus usuários são na maioria estudantes e professores de teologia, moradores no campus do ICSP. A biblioteca de primeiro e segundo graus está localizada no Colégio Concórdia. O seu acervo atual conta com mais de 6.000 volumes de todas as áreas do conhecimento. Os usuários são alunos e funcionários do colégio e alguns moradores do bairro. Ambas as bibliotecas são dirigidas por uma bibliotecária e dois auxiliares. O atendimento ao usuário é feito pelos alunos de teologia. As bibliotecas estão em plena expansão, e o seu acervo está sendo informatizado. Em breve tempo, as consultas bibliográficas serão feitas através do computador, agilizando assim o atendimento ao usuário e otimizando os recursos existentes. *Sueli T. Lange é bibliotecária do ICSP. 77 INDO PARA O INSTITUTO Renato Lui:: Hannisch* Quando alguém de uma das congregações terana do Brasil, espalhadas da Igreja Evangélica Lu- pelo país, se decide a vir ao Instituto Con- córdia de São Paulo (ICSP) para estudar teologia, muitas pessoas dentro e fora do convívio da Igreja perguntam: "Por que ir para o Instituto?" Ou ainda: "Não poderia estudar aqui mesmo, para que ir tão longe?" A resposta nem sempre vem logo à boca, mas, todos que vem para oInstituto, maneiras têm o propósito de servirem a Deus e à sua igreja e, uma das de faze-Ia, é preparando-se para o serviço. Um dos cursos que o ICSP oferece curso confere o título de Bacharel Igreja Evangélica Luterana trabalho missionário em Teologia Acadêmico residencial, do ICSP, e ainda, na modalidade onde o aluno estuda em casa, sob a supervisão O Curso de Teologia res. O curso destina-se rem na área de também à preparação cristã, professores de Ensino Religioso, fírmandos e estudos bíblicos. em Evangelização. por extensão, ram pessoas para auxiliarem pessoas escola dominical, diretamente a serem instrução de em Educação na área de educação pessoas para real izarem evangelização nas congregações e missões C011- Cristã respectivamente, também preparam Além destes, é oferecido de pasto- de pessoas para trabalha- capacitando Estes cursos, p. 12). de um monitor. O ICSP oferece ainda os Cursos de Diaconia e Diaconia para o onde o alu- não se destina apenas à preparação educação para a habilitados da EST-ICSP, é oferecido na modalidade no reside no campus Este e forma pastores do Brasil, especialmente (cf. Catálogo O curso de Teologia é o Curso de Teologia. prepacristã e mais efetiva da Igreja Luterana. o Curso de Diaconia em Música. Este curso prepara pessoas na teoria e prática musical de alguns instrumentos musicais. O curso também vai ao encontro das necessidades dos futuros pastores da Igreja Luterana na área musical e litúrgica. 78 e ainda prepara pessoas para atuarem Dentre estes cursos, o mais procurado é o Curso de Teologia, ao qual tem aumentado o número de interessados nos últimos anos. Deste curso, podemos destacar alguns aspectos: - Quando feito de forma residencial, é um curso que exige rendimento acadêmico como qualquer outra faculdade. Isto implica que o interessado precisa dispor de tempo praticamente integral a fim de obter bons resultados; - É um curso que não visa dar status ou mesmo melhores condições econômicas ao futuro do estudante; - É um curso que, além de aumentar o conhecimento intelectual do aluno, é de especial modo, um curso que prepara pessoas para trabalharem na pregação do Evangelho; - É um curso que aumenta as convicções cristãs e vem a fortalecer c confirmar as verdades da fé em Cristo, nosso Salvador; Sempre que ouvimos alguém dizer: "Vou para o Instituto", com certeza surgem perguntas e questionamentos como estes que citamos acima. Nem sempre as respostas serão dadas de imediato. A resposta a estas perguntas vem de cada matéria que o aluno estuda no Instituto, a cada novo conhecimento adquirido. As perguntas são respondidas através do crescimento espiritual, crescimento intelectual, dinâmica no trabalho e vários outros dons que serão usados no testemunho e pregação da Palavra de Deus. Estudar no Instituto Concórdia pode s':r algo sem valor para muitas pessoas, mas, com certeza, para outras tantas é um privilégio único e que tem trazido muitas alegrias durante estes cinquenta anos que esta instituição tem preparado e formado pessoas para levarem Cristo às nações. *Aluno da Escola Superior de Teologia do ICSP, formando 1998. 79 UMA SENSAÇÃO MARAVILHOSA JaeZ Müller* Uma das cartas que recebi de minha namorada traz as seguintes palavras: "Lembra de quando eu havia dito que tem umas fotos no mural, na igreja? Algumas são do Instituto: Lindo! É tão limpo e verde, me deu uma sensação maravilhosa". Comemorando 50 anos, com gratidão e júbilo, eis mais um presente que nosso Instituto Concórdia de São Paulo recebe: o reconhecimento leigo de que nosso seminário é um lugar maravilhoso. Maravilhoso não simplesmente por desfrutar de uma área de 66.000m2 divididos entre construções e uma imensa área verde contrastante com o cenário da grande metrópole São Paulo, que o cerca por todos os lados. Mas maravilhoso também por podermos aqui no Instituto Concórdia de São Paulo moldar-nos, na Palavra de Deus, ao ministério da pregação do Evangelho que, segundo Lutero, é o supremo ministério na cristandade (cf. Pelo Evangelho de Cristo, p. 201). Nessa sensação maravilhosa, está implícito também o conhecimento de que em nosso Instituto preparam-se pastores e professores de Vista do ICSP a partir do Auditório. 80 acordo com uma filosofia de educação teológica estabelecida pelas Escrituras Sagradas e em concordância com as confissões luteranas. Nosso propósito, neste momento, é falar do Internato e de nossa vida comunitária aqui desenvolvida. O Internato compreende uma estrutura física formada por quatro blocos de moradias que abrigam tanto estudantes solteiros quanto casados. Os principais são os blocos A e B, que somam vinte e seis apartamentos; os demais, C e D, compreendem cinco apartamentos do bloco C e quatro casas no D, destinadas especialmente aos alunos casados e seus familiares. Chegando ao Instituto, o novo aluno recebe o Regimento do Internato e o Catálogo Acadêmico, que são os documentos oficiais do Concórdia que normatizam nossa vida comunitária e acadêmica. O Regimento do Internato estabelece parâmetros para a prática do verdadeiro amor cristão em nosso meio estudantil como condição ideal para o crescimento no conhecimento e na fé. Os alunos do internato possuem um órgão representativo perante o coordenador do internato chamado Concilium Prímorum. Este Concílium visa manter a boa ordem e o cumprimento do Regimento do Internato, mas seu objetivo principal é desempenhar um papel social de extrema importância aos alunos, buscando o aconselhamento fraternal e cristão nas ocasiões necessárias, bem como zelar pelo companheirismo e espírito cooperativo entre colegas de quarto. A sensação maravilhosa que sentimos em nossa convivência social neste internato é o privilégio de podermos morar num campus onde todos os moradores são pessoas cristãs e visam seu crescimento espiritual, elemento decisivo na formação do futuro pastor, professor, professora ou leigo cristão. Certa vez, um colega pastor disse-me que aproveitasse bem meu tempo de seminário, porque as amizades que aqui fazemos permanecem durante todo nosso trabalho pastoral, mesmo que tenhamos poucas oportunidades de revermos todos amigos aqui conquistados. São amigos sempre dispostos a auxiliar-nos nos momentos difíceis, a confortar-nos com a Palavra de Deus em momentos oportunos, e também a compartilhar alegrias e tristezas. Tristezas também, pois somos pecadores, sujeitos a erros no relacionamento fra81 temal, e por vezes acontecem contrariedades entre colegas, que dificultam nosso bom entendimento. Novamente, o amor cristão, regido pela Palavra de Deus, conduz ao bom relacionamento. Enfim, o internato cria profundos laços de amizade cristã. Que privilégio, que bênção, que sensação maravilhosa podermos reconhecer os benefícios concedidos pelo Salvador Jesus à nossa IELB e especialmente ao Instituto Concórdia de São Paulo, que proporciona um ótimo ambiente de moradia àqueles que desejam servir a Cristo Jesus pelo ministério da pregação. *Joel Müller é aluno da Escola Superior de Teologia do ICSP. sendo Primus Omnium do Internato e/armando 82 1998. ÍNDICE Palavra ao leitor 3 Os 50 anos do ICSP: 1948-1998 Rev. Prol Ari Lange 5 -O PASSADO- o INÍCIO NO ESPÍRITO SANTO: 1948-1956 Breve história da Escola Normal Rural de São João Grande, ES Rev. John L. Wentzel II o primeiro aluno Rev. Roberto Kunzendorlf. 16 O INSTITUTO CONCÓRDIA NO RIO DE JANEIRO: 1957-1961 Instituto Concórdia do Rio: Recordações de um ex-aluno Rev. Gerhard Grasel 21 o INSTITUTO CONCÓRDIA EM SÃO PAULOPRIMEIRA FASE: 1962-1972 Escola da vida Astomiro Romais 27 Recordando Rev. Ernesto Augusto Heine . Antologia da Literatura Concordiana do passado Rev. Prol Paulo F. Flor .. .. 31 .34 83 - o PRESENTE - ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL, ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO: 1982A Escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio e Superior Profa. Irma Flor & Profa. Nilza Eller Barros Leal 47 Ministério de Capelania Escolar Rev. Amo Bessel 54 Reflexão: O parâmetro da Educação Cristã: o amor Rev. Amo Bessel 57 ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA 1982 Por que um Curso de Teologia? Prof Dr. EmÍ W. Seihert 63 Educação Teológica por Extensão: Teologia ao alcance de todos Rev. Prof Cláudio L. Flor 68 Centro Internacional de Treinamento Missionário: O que é isso? Prof Dr. Em! W. Seihert 71 DiacoDia em Música Rev. Prof Raul Blum 73 As bibliotecas do ICSP Sueli T Lange 77 Indo para o Instituto Renato Luiz Hannisch 78 Uma sensação maravilhosa Joel Miiller 84 . . .... 80