Tecnologia e Clínicas Integradas Odontológicas
Edição Semestral – volume 2 – número 2 – 2º semestre de 2007
Journal
Nesta edição:
Polêmicas
sobre
o uso
da luz
em
Odontologia
PDT
Clareamento Dental
Cirurgia
e muito mais...
ISSN 1980-8321
Foco
DMC Equipamentos
Um pouco
da nossa
empresa
EQUIPAMENTOS
Estamos em contagem
regressiva para comemorar o
aniversário de 10 anos da fundação
da DMC Equipamentos. Como em
toda comemoração especial, o fato
remete a um balanço das realizações até os dias de hoje.
Nesse balanço contabilizam-se experiências de grande
valor para a organização. O esforço
de um grupo de pessoas, cujos
pensamentos e comportamento
diante de enormes e cada vez mais
complexos desafios, estiveram
voltados para a criatividade e
compromisso com o trabalho,
promovendo realizações, que nos
permitiram aproximar dos 10 anos
com fatos marcantes numa história
que se deseja compartilhar com os
leitores da revista DMC Journal.
A primeira demonstração
do espírito de inovação que guia a
empresa aconteceu no final do ano
de 1999, quando a DMC apresentou aos Cirurgiões-Dentistas
brasileiros o primeiro fotopolimerizador nacional a base de luz LED.
Na época, a jovem empresa que já
se tornara conhecida pela fabricação de equipamentos na linha de
profilaxia, iniciou pelo Brasil afora
uma grande campanha, com a
realização de incontáveis cursos e
treinamentos
para mudar o
paradigma de que esta técnica não
seria efetiva.
Foram períodos de grande
esforço para a equipe DMC, frente à
resistência natural por parte do
mercado, afinal o que se apresen-
tava era uma proposta bastante
inovadora para a época. Hoje a maioria
dos fotopolimerizadores fabricados no
mercado mundial utiliza da tecnologia
em que a marca consagrou-se como
pioneira.
Logo em seguida, o espírito de
vanguarda da empresa, comandada a
"braços de ferro" por seu fundador,
Renaldo Massini Junior, com formação
pela USP em engenharia mecânica,
falou mais alto, abrindo novas perspectivas para a modernização da base
tecnológica utilizada na Odontologia
brasileira com o lançamento do mais
completo sistema de laserterapia até
hoje disponível no mercado nacional.
Hoje, o Thera Lase é utilizado
nos maiores centros de pesquisas
especializados do País, a exemplo do
LELO, da FUNDECTO, do Hospital Mario
Covas etc.
Em 2001, os laboratórios de
desenvolvimento não pararam e mais
uma vez na dianteira da inovação,
através de seu fundador criou e
patenteou o Whitening Lase, equipamento de clareamento dental para uso
em consultório, que combina duas
fontes de luz (LASER/LED), causando
nova revolução de conceitos seguida
novamente por vários fabricantes no
mundo.
Esse invento incrementou de
vez a difusão da técnica de clareamento dental sob a supervisão total do
profissional de odontologia, uma vez
que poucos deles estavam dispostos a
investir em outros tipos de tecnologias
importadas em razão do valor do
desembolso e contra-indicações.
Inovar no conceito DMC é criar algo
novo e torná-lo acessível ao mercado, sob vários
fatores, ou seja, qualidade, efetividade e
tangibilidade.
Foi por isso, que pioneiramente a
empresa desenvolveu mídias educativas em
CD-ROM e intensificou a realização de cursos
através de conceituados professores no Brasil e
no exterior, amparados pelo NuPEn - Núcleo de
Pesquisa e Ensino de Fototerapia nas Ciências
da Saúde, criado com o fim específico de
fomentar o apoio a pesquisa, desenvolver
material didático, prestar consultoria a clientes
e organizar cursos nos territórios nacional e
internacional.
A iniciativa bem sucedida no campo do
clareamento dental consolidou a empresa como
líder de mercado.
Compartilhamos com o CirurgiãoDentista Brasileiro e Instituições de Ensino o
direito a esse mérito, uma que vez que reconhecidamente no mundo estes profissionais são
vistos como os de maior proficiência na utilização clínica das tecnologias e prática das técnicas
de laserterapia e clareamento dental.
Como se observa, no decorrer de um curto
período, a DMC foi se firmando junto ao público
por uma das suas mais marcantes características, a capacidade de surpreender o mercado do
segmento da saúde com equipamentos de alta
tecnologia e serviços diferenciados prestados
por uma rede de Representantes do mais alto
padrão distribuídos estrategicamente por todo o
mundo.
Pesquisas realizadas junto a CirurgiõesDentistas apontam que a decisão de escolha
pela marca está fortemente embasada em três
atributos que associam aos produtos da empresa: Qualidade, Tecnologia e Inovação.
Prova disso, é a consolidação das
demais realizações na galeria dos compromissos assumidos, ou seja, a linha de clareadores e
produtos da Divisão Química, os motores e
peças cirúrgicas e os equipamentos e produtos
que fazem parte do portifólio disponível para
atender também a área médica em cirurgias
minimamente invasivas e tratamentos de
fototerapia.
Isso mesmo, ao chegar aos 10 anos, a
DMC está habilitada a atender o segmento
médico com a mesma expertise para desenvolver e produzir novas tecnologias destinadas as
especialidades de dermatologia, fisioterapia,
ortopedia, neurologia e cirurgias da coluna.
Diante disso, se pode afirmar que ao
completar 10 ANOS, a integração tecnologia
DMC e o conhecimento dos seus mais experientes e capacitados recursos, em base mundial,
qualificam a empresa apta a colaborar ao
grande número de clientes nas áreas médica e
odontológica a enfrentar seus desafios mais
complexos e atingir seus objetivos.
Foco
DMC Equipamentos
Obrigado a todos
que escolheram e
apoiaram a DMC
Equipamentos Ltda,
tornando
esse
momento possível!
01
Foco
DMC Journal
Expediente
Comissão Editorial
Editora Científica: Profa. Dra. Luciana Almeida Lopes - Mestre em Engenharia Biomédica pelo IP&D, UniVaP,
SJC - Doutora em Ciência e Engenharia de Materiais, USP, SC - Coordenadora do NUPEN - Núcleo de Pesquisa e
Ensino de Fototerapia nas Ciências da Saúde, SC - Professora Colaboradora do curso de "Maestria en Odontología
Láser" do Instituto Mexicano de Tecnologia Biomédica", Monterrey, México. [email protected]
Editor-Chefe: Eng. Renaldo Massini Júnior
Conselho Editorial: Prof. Aécio Massayoshi Yamada Junior - Pós-Graduado na Showa University - Japão Doutorando pelo IPEN - USP - Professor Convidado do curso de especialização - UNIP/SP; Prof. Attilio Lopes Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo faciais pelo Instituto de Ortopedia da Faculdade de Medicina
da USP, SP e em Patologista Bucal pelo CFO - Mestre em Clínicas Odontológicas pela UniCastelo, SP; Prof. Dr.
Bruno Lopes da Silveira - Especialista e Mestre em Odontologia - Dentística Restauradora, pela PUC do Rio Grande
do Sul - MBA em Marketing de Serviços pela Escola Superior de Propaganda e Marketing ESPM - Doutorando em
Odontologia (Dentística) pela Faculdade de Odontologia da USP, São Paulo; Prof. Douglas Vieira - Mestre em
Dentística pela São Leopoldo Mandic, SP - Professor Sub-Coordenador da Especialização em Estética Dental da
SLMandic, Campinas e do SOESP, SP; Prof. Dr. Emílio Barbosa e Silva - Especialista, Mestre e Doutor em
Periodontia pela UNESP - Professor Coordenador dos Cursos de Especialização e Aperfeiçoamento em Periodontia da
ABO-DF e ABO-Taguatinga; Prof. Frederico Nigro - Especialista em Implantodontia e Prótese Dental - Mestre em
Implantodontia pela UNISA - Doutorando em Implantodontia pela USC-Bauru - Professor da Especialização em
Implantes da UNIMES; Profa. Giselle Rodrigues de Sant'Anna - Especialista e Mestre em Odontopediatra Doutoranda em Engenharia Biomédica pela UniVap, SJC - Professora de Farmacologia e Odontopediatria da Unicsul,
SP; Prof. Hermes Pretel - Mestre em Ciências Odontológicas pela Faculdade de Odontologia de Araraquara UNESP - Doutorando em Ciências Odontológicas pela Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP; Prof. Dr.
Ivo Carlos Corrêa - Mestre e Doutor em Materiais Dentários pela USP, SP - Professor Adjunto do Departamento de
Prótese e Materiais Dentários da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ; Prof. José Antonio Gaspar Especialista em Dentística Restauradora pela UniCastelo, SP - Mestre na área de Laser em Odontologia - Ipen / USP,
SP - Coordenador do curso de Atualização de Laser em Odontologia da ABO, Campinas e do curso de
Aperfeiçoamento de Laser no CETAO, SP; Prof. Leandro Bortoloti Scarpato - Especialista em Dentística pela
ABO-ES, ES - Mestre em Odontologia/Dentística pela UERJ, RJ; Prof. Marcelo Carvalho Chain - Professor
Associado de Materiais Dentários da Universidade Federal de Santa Catarina - Coordenador do curso de mestrado
em Materiais Dentários da UFSC - Master of Sciene e PhD em Biomateriais - USA; Prof. Dr. Marcelo Ferrarezi de
Andrade - Professor Adjunto junto ao Departamento de Odontologia Restauradora - Chefe do Departamento de
Odontologia Restauradora; Prof. Dr. Oscar Barreiros - Especialista em Dentística Restauradora e Especialista em
Prótese Dental - Mestre em Dentística - Materiais Dentários pela USP de Bauru - Doutor em Dentística - Materiais
Dentários pela USP de Bauru; Prof. Dr. Rafael Lia Mondelli - Mestre em Dentística pela Faculdade de Odontologia
de Bauru - USP - Doutor em Reabilitação Oral pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP - Livre-Docente em
Dentística pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP.
Conselho Científico Internacional: Profa. Dra. Josepa Rigau - Doutora em Medicina e Cirurgia - Coordenadora
do Máster en Cirugia Láser da Faculdade de Medicina da Universidade Rovira i Virgili, Reus - Espanha; Prof. Leo
Stiberman - Director científico del Capitulo Argentino del Intitute of Laser Dentistry - Presidente de la Academia
Argentina de Láser Odontológico; Dr. Mariano Vélez González - Licenciado en Medicina, Farmacia y Biológicas.
Servicio de Dermatología del Hospital del Mar y Centro Medico Ronefor - Miembro de la Fundación de Antoni de
Gimbernat y de la Junta de lal SELMQ, Barcelona -España.
Marketing: Lígia Maria Meirelles
Revisão: Danny Frannk Arendt; Maria Helena Matsumoto Komasti Leves; Mariana Conrado dos Reis
Editoração Gráfica, Desenvolvimento e Diagramação: René Orozco
Fotolito: Copying Fotolitos
Gráfica: Suprema Gráfica e Editora Ltda
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
São Carlos; 25 de junho de 2007
02
Editorial
Sumário
1
Entendendo o LASER e o LED
- Entendendo os parâmetros do laser de baixa
intensidade: potência, comprimento de onda,
área de cobertura, tempo e formas de aplicação
Caro colega,
Fiat Lux. E fez-se a Luz.
E fez-se o Laser. E fez-se a DMC Journal!
Nossa revista é um sucesso! Colegas de
todas as especialidades, professores,
pesquisadores, profissionais diversos da
área de saúde e consultores de venda do
segmento nos parabenizaram por trazer
à luz um tema ainda por demais
desconhecido: A Própria Luz.
Nossa revista foi lançada no CIOSP, onde
professores renomados encontraram-se
em um espaço promovido pela
DMC/NUPEN para discutir temas
controversos e cuja elucidação é
necessária ao clínico de Odontologia.
Muitos destes temas estarão presentes
nesta edição, que traz a revista já de
cara nova, com novas sessões
individualizadas: Entendendo o Laser e o
LED, onde aprenderemos um pouco
sobre o que é a luz do ponto de vista de
engenharia; Atualidades, com temas
cada vez mais curiosos; Saiba Como,
com dicas e sugestões; Qual é a Dúvida,
onde o NuPEn responderá as dúvidas do
leitor; Cirurgia ao Alcance do Clínico,
com dicas e sugestões para facilitar
nosso dia-a-dia clínico e os Bastidores do
Leitor, onde cada colega poderá
apresentar seu caso clínico preferido.
Estamos trabalhando para trazer-lhe
uma revista cada vez mais agradável e
de fácil leitura.
Também vale a pena contar que nossa
revista foi traduzida para o inglês e o
espanhol e atravessou o oceano,
viajando à países como Líbano, Israel,
Irã e outros mais próximos, como Peru,
Argentina e México.
Venha conosco!
2
Laserterapia
- HERPES: diferentes fases x tratamentos
3
09
Clareamento Dental
- Prevendo o futuro: o que você deve saber e
perceber no exame clínico antes de recomendar
o clareamento dental
4
5
Coordenadora do NuPEn
Atualidades
6
- A terapia fotodinâmica e a cárie dental
- Fóruns Internacionais DMC Equipamentos
26
Cirurgia ao Alcance do Clínico
- Novidades em Cirurgia Óssea
9
Xx
19
Xx
23
33
Qual a sua Dúvida? - o NuPEn responde
- Quais são os procedimentos que devo executar
previamente ao clareamento dental de consultório?
Luciana Almeida Lopes
13
Saiba Como
- “Passo-a-passo“ e indicações da
Fotopolimerização com LED
8
Xx
Profilaxia
- A importância da profilaxia na manutenção da
saúde periodontal
7
05
39
Bastidores do Leitor
- Clareamento Dental com Laser e
Fechamento de Diastemas
43
03
Foco
Aparelho para Laserterapia
Sistema para Laserterapia
THERA LASE DMC
Registro ANVISA 80030810013
Aplicações Clínicas
•Alveolite
•Bioestimulação óssea
•Disfunção da ATM
•Gengivite
•Herpes Simples
•Herpes Zoster
•Hipersensibilidade
•Lesão traumática
•Pericoronarite
•Periodontia
•Nevralgias
•Paralisias
•Queilite angular
•Síndrome de dor
•Úlcera afosa recorrente
Características
• Modo de operação
Contínuo ou Pulsado (10~100Hz);
• Modo de trabalho
Por varredura ou pontos;
• Modo assistido.
Última geração em aparelhos para laserterapia
destinados às áreas de Odontologia,
Fisioterapia e Medicina em geral. Contém todos
os dispositivos de controle e segurança, que
garantem máximo desempenho em processos
que envolvem: Alívio da dor (efeito antiálgico);
Redução de edema e de hiperemia (efeito
antiinflamatório, antiedematoso e normalizador
circulatório).
04
Dados Técnicos
• Comprimento de onda
emissor visível; 660~685nm
emissor invisível; 808~830nm
• Potência útil dos emissores: 1OOmW
• Tensão de alimentação:
90V ~ 24OV automática;
• Sistema de condução de luz:
Fibra óptica de núcleo único de
600 micra;
• 2 Sistemas de monitoramento de
potência;
• Luz guia para o laser infravermelho.
Dispositivos Integrados
•
•
•
•
•
Unidade de comando;
3 óculos de proteção;
Cabo de fibra óptica de 600 micra;
Pedal de acionamento;
CD-Rom de laserterapia.
Entendendo o Laser e o LED
1
1
Entendendo os parâmetros do Laser Terapêutico
Daiane Thais Meneguzzo
Mestre em Dentística pela FOUSP, SP.
Ao conversarmos
com colegas sobre
laserterapia, é bastante comum indicarmos qual laser
estamos utilizando, a partir de informações como
comprimento de onda do laser ou sua “cor”: vermelho
ou infravermelho. Na troca de “receitas” ou doses
que estamos utilizando no consultório, falamos em
termos como: densidade de energia ou fluência, ou
apenas sobre a dose utilizada. Também podemos falar
sobre a potência do equipamento, que pode ser
aumentada ou diminuída em cada caso clínico. E no
pacote de informações, ainda temos energia expressa
em Joules, energia total e energia por área.
Mas o que significa tudo isso e o que é
realmente importante para o profissional conhecer
sobre os parâmetros utilizados em laserterapia?
O laser, assim como as outras fontes de luz, é
composto por fótons. E fótons são “pacotes” de
energia (partículas luminosas), que embora não
tenham massa, se comportam como se a tivessem, ou
seja, se propagam como uma onda, sendo descritos
como um campo eletromagnético oscilante.
Cada fóton possui um comprimento de onda
(denominado pela letra lambda do alfabeto grego l),
que é a distância entre duas cristas consecutivas da
onda (fig.1). O comprimento de onda define a “cor” do
fóton: fótons vermelhos possuem l ao redor dos 600
nm e fótons infravermelhos possuem l acima de 700
nm.
Fig.1
Ao analisarmos o espectro eletromagnético
(Fig 2), podemos visualizar melhor todas as faixas de
comprimentos de onda, entre elas a faixa de cores
visíveis aos nossos olhos ( l entre 400 e 700nm), a
faixa infravermelha (l acima de 700 nm) e a faixa
ultravioleta (l abaixo de400 nm).
Fig.2 Espectro eletromagnético ilustrado. Os comprimentos
de onda da luz visível são: Azul 440-490 nm, Verde 490-565
nm, Amarelo 565-590 nm, Laranja 590-630 nm e Vermelho
630-780 nm. Fonte: Almeida-Lopes, 2001.
A energia da radiação, no entanto, está
relacionada com a energia dos fótons que a compõe,
l.l
que é descrita pela seguinte fórmula: E = h.c/
Sendo:
E = Energia do fóton
H = Constante de Planck (6,27.10-34Js)
l = Comprimento de onda
C = Velocidade da luz (3.108 m/s)
Percebemos então, que a energia do fóton é
inversamente proporcional ao seu comprimento de
onda.
A unidade usual de medida da Energia de
Fóton é o elétron-volt e pode ser convertida em Joule
(J) ou calorias (cal).
Comparando dois fótons com diferentes
comprimentos de onda, podemos afirmar qual deles
tem maior energia, assim como qual deles tem a
maior freqüência (número de oscilações por segundo)
(Fig 3).
Fig.3 Comparação entre 2 fótons de diferentes .
05
1
Entendendo o Laser e o LED
As irradiações com alta energia são consideradas
irradiações ionizantes, capazes de quebrar ligações
químicas podendo, por exemplo, causar mutações.
Para que isso ocorra, a energia do fóton deve estar
entre 3,5 e 20 eV. Os laseres odontológicos não emitem
radiações
ionizantes,
não sendo, portanto,
carcinogênicos (Tabela 2).
AsGaAl: 1,57 eV
Nd:YAG: 1,16 eV
Er:YAG: 0,422 eV
Argônio: 2,5 eV
Excimer: 6,42 eV
Tabela 2: Laseres e suas
energias. O laser de AsGaAl é o
representante dos laseres de
baixa potência, e o laser
Excimer
(utilizado
na
oftamologia) é o único da lista
que gera radiação ionizante.
No entanto, o laser é considerado como uma
fonte de luz especial, por apresentar diferenças
importantes em relação às outras fontes de luz como
as lâmpadas, por exemplo. Estas características únicas
dos laseres permitem que, atualmente, estejam
envolvidos nas mais diversas áreas do nosso dia a dia,
desde em um simples aparelho de DVD, até as mais
complexas aplicações médicas e odontológicas. Estas
características são:
MONOCROMATICIDADE: todos os fótons são iguais,
possuem o mesmo comprimento de onda, a mesma
“cor”. A luz branca, por outro lado, é policromática. Ao
atravessar um prisma, é decomposta em 7 cores
(vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anis e
violeta) (Fig.4).
Fig.4
Fig.4 Luz Branca: policromática /luz laser monocromática
COLIMAÇÃO: o feixe de luz é “paralelo”, o que significa
que sua divergência é pequena quando comparada às
outras fontes de luz, como as lâmpadas, que emitem
fótons em todas as direções (Fig. 5).
COERÊNCIA:
todos os fótons emitidos
são
sincronizados, estão em fase no tempo e no espaço.
Esta característica é a mais importante e só pode ser
produzida em equipamentos laser.
Parâmetros dos Equipamentos de Laserterapia:
T = DE x A
P
T = tempo (segundos)
DE = densidade de
energia (J/cm²)
A = área (cm²)
P = potência (W)
1. TEMPO (Segundos): O tempo é normalmente
calculado pelo próprio equipamento, pois a fórmula
está integrada ao software do mesmo.
2. DENSIDADE DE ENERGIA (J/cm²): É a energia
(Joules) entregue no tecido por unidade de área
(centímetro quadrado ou cm²). É a “dose” ou fluência
de energia que deverá ser depositada no tecido por
ponto de aplicação. A dose é o parâmetro que
devemos ajustar no equipamento laser, de acordo com
a patologia que estamos tratando. A dose ideal para
cada paciente pode variar um pouco, mas não muito.
No modo assistido dos equipamentos
DMC,
encontramos sempre uma dose mínima e uma
máxima (janela terapêutica) podendo ser ajustada
conforme as características do paciente.
3. ÁREA (cm²): A área da fórmula, por padronização
internacional, é a área iluminando o tecido alvo, que
coincide com a área do feixe laser. A aplicação do laser,
portanto,
é pontual,
e o equipamento
automaticamente calcula o tempo por ponto que
deverá ser aplicado conforme a dosagem selecionada.
4. POTÊNCIA (Watts): A potência óptica corresponde
ao número de fótons que estão sendo emitidos pela
fonte de luz. Nos laseres de baixa potência, como o
nome mesmo diz, a potência não passa de miliwatts,
possuindo no máximo 0,5W ou 500 mW. Uma vez que
a potência está diretamente relacionada com a
penetração da irradiação, potências altas são
indicadas para tecidos profundos como nervos,
músculos e ossos. A potência pode ser ajustada em
alguns equipamentos e é inversamente proporcional
ao tempo de aplicação, o que pode ser clinicamente
vantajoso, em atendimentos que demandam maior
tempo clínico, como no tratamento de paralisias
faciais.
Além dos parâmetros da fórmula física, outros
são igualmente importantes de serem conhecidos pelo
clínico:
Densidade de Potência, Intensidade ou
Irradiância (W/cm²): É a quantidade de potência por
unidade de área que a fonte de luz está emitindo. É
designada por W/cm², ou seja, é a potência dividida
pela área descrita anteriormente. Este parâmetro é
importante, uma vez que pode ser utilizado para
comparar procedimentos realizados em diferentes
equipamentos, como laseres de alta potência
ajustados para atuar em baixas potências.
Energia da irradiação pontual (J = Joules):
Fig.5 Luz colimada/ luz coerente
06
É a quantidade de energia depositada por ponto de
aplicação. É determinada quando multiplicamos a
densidade de energia pela área do feixe laser (E = DE x
A). Para calcularmos a energia total aplicada por
sessão, basta multiplicar o número de pontos
aplicados pela energia de cada ponto. É importante,
Entendendo o Laser e o LED
portanto, sempre registrar o número de pontos
aplicados em cada lesão tratada, a fim de padronizar as
aplicações e poder calcular a energia total aplicada por
sessão.
Conhecendo estes parâmetros podemos,
então, reproduzir qualquer aplicação clínica realizada
em pesquisas clínicas, experimentais in vitro ou
realizadas
com os mais variados
tipos de
equipamentos. No entanto, precisamos ter em mãos o
maior número possível de informações, sendo fundamental conhecermos pelo menos 3 dos 4 parâmetros da
fórmula: tempo de irradiação, densidade de energia,
área do feixe laser e potência óptica líquida utilizada.
Sistemas
ULTRA BLUE IV PLUS, e
ULTRA BLUE IV PLUS II
Registro ANVISA:
80030810025
1
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1.Almeida-Lopes, L; Massini, RJ. Laserterapia - Conceitos e
Aplicações. CD room, NUPEN/DMC, São Carlos, 2001.
2.Túner J; Hode L. Low level laser therapy: Clinical Practice
and Scientific background. Gransgesberg: Prima Books,
1999. 404 p.
3.Miserandino LJ; Pick RM. Lasers in dentistry. Carol Stream:
Quintessence Publishing Co., 1995. 341 p.
4.Gutknecht N; Eduardo CP. A Odontologia e o Laser.
Quintessence Editora Ltda, 2004.320 p.
Sistemas de Múltiplas funções.
Unidade geradora de luz composta para clareamento dental,
laserterapia e fotopolimerização.
Aplicações
Clareamento dental: Minimização do tempo de
procedimento e da ocorrência de hipersensibiliade pós
procedimento, uma vez que utiliza dois comprimentos de
onda, sendo que um deles é gerado por um diodo
infravermelho e o outro por uma matriz de LEDs azuis
Fotopolimerização de materiais fotossensíveis a
comprimentos de onda situados entre 460 e 480nm
Laserterapia: alívio da dor (efeito antiálgico), reparação
tecidual (efeito bioestimulador do tecido).
Dispositivos Integrados
Unidade de comando;
Peça-de-mão;
Óculos de Proteção;
Sonda rígida coerente de 8mm;
Maleta para transporte;
CD-Rom de Clareamento;
CD-Rom de Laserterapia.
Registro ANVISA:
80030810012
Dados Técnicos
Sistema ULTRA BLUE IV Plus
Emissor visível: comprimento de onda de 470nm (típico);
Emissor infravermelho: comprimento de onda de 830nm
(típico);
Conjunto eletrônico microprocessado
Potência elétrica: 30W
Tensão de operação: 9OV ~ 24OV
Sistema ULTRA BLUE IV Plus II
Emissor visível: comprimento de onda de 470nm (típico);
Emissor infravermelho: comprimento de onda de 830nm
(típico);
Emissor vermelho: comprimento de onda de 660nm
(típico);
Conjunto eletrônico microprocessado
Potência elétrica: 30W
Tensão de operação: 9OV ~ 24OV
07
Foco
Aparelho para Laserterapia
Sistema para Laserterapia
Registro ANVISA nº 80030810017
Eficiente laser terapêutico compacto,
ergonômico e arrojado;
De uso fácil e seguro, seu projeto permite
notável desempenho do aparelho com
excelentes resultados clínicos;
Os modelos que compõem a família de
Sistemas para Laserterapia Flash Lase são
simples de operar e foram desenvolvidos para
as áreas de Odontologia, Fisioterapia e
Medicina.
Modelos:
FLASH LASE I, II e III
Aplicações
•Alívio da dor (efeito antiálgico)
•Reparação tecidual (efeito bioestimulador do trofismo
celular)
•Redução de edema e de hiperemia (efeito antiinflamatório,
antiedematoso e normalizador circulatório).
•Alveolite
•Bioestimulação óssea
•Disfunção da ATM
•Gengivite
•Herpes Simples
•Herpes Zoster
•Hipersensibilidade
•Lesão traumática
•Pericoronarite
•Periodontia
•Nevralgias
•Paralisias
•Queilite angular
•Síndrome de dor
•Úlcera afosa recorrente
Dispositivos integrados
•Unidade de controle
•3 óculos de proteção
•CD-Rom Laserterapia
•Maleta para transporte
Especificações Técnicas
Tensão de Alimentação: 9OV ~ 24OV automático
Potência Elétrica: 5W
lrradiância: 46mW/mm²
Potência útil dos dois Emissores: 1OOmW
FLASH LASE I - Comprimento de onda:
emissor visível: 660 ~ 685nm
FLASH LASE II - Comprimento de onda:
emissor infravermelho: 790 ~ 830nm
FLASH LASE III - Comprimento de onda:
emissor visível: 660 ~ 685nm
emissor infravermelho: 790 ~ 830nm
08
Laserterapia
2
2
Utilização do laser no tratamento das diferentes
fases de manifestação das lesões de Herpes
em adultos
Leila Soares Ferreira
Doutoranda pelo Departamento de Dentística da FOUSP, SP.
1. Introdução
Os cirurgiões-dentistas
se deparam
frequentemente com o diagnóstico e tratamento das
infecções herpéticas que são capazes de causar
grande desconforto e dor, sendo em alguns casos,
desfigurantes.
Na clínica
odontológica,
as
manifestações podem se apresentar basicamente de
3 formas: gengivoestomatite herpética primária
(normalmente acomete crianças), herpes simples e
herpes zoster.
2. O que é Herpes Simples
O Herpes simples é uma doença viral
recorrente causada pelo vírus Herpes simplex (HSV) e
pode ser considerada uma das infecções virais mais
comuns da boca e tecidos moles periorais. Há dois
tipos de herpes: tipo 1 (HSV-1), principalmente
associado a lesões orais e labiais, e tipo 2 (HSV-2),
geralmente associada a lesões genitais.
O principal fator relacionado à manifestação
viral é a redução da resistência imunológica que pode
ser influenciada pela radiação dos raios ultravioleta
(UVA e UVB) que agem bloqueando a ação das células
de defesa do organismo, além de estresse, fadiga,
cigarro, bebida alcoólica em excesso e períodos de
alterações hormonais.
3. O diagnóstico do Herpes Simples
O diagnóstico do herpes em lábio e boca é
geralmente feito através da aparência clínica
característica, localização e um relato histórico da
lesão, que corresponderá a uma das 3 fases do ciclo
do herpes descritas a seguir:
Fase Prodrômica: caracteriza-se por prurido ou um
ardor característico,
formigamento
e leve
vermelhidão na região onde normalmente ocorre a
manifestação recorrente, antes da erupção das
vesículas.
Fase Vesicular: a lesão se torna vesiculada, em
função da proliferação do vírus no local, causando
sintomas como dor, edema local e prurido.
Fase de Cicatrização: caracteriza-se pela formação
de uma crosta, indicando que o tecido afetado pela
manisfestação herpética encontra-se em processo de
reparação.
4. Tratamento das lesões
O tratamento convencional do herpes inclui a
utilização de antiinflamatórios, analgésicos e antivirais, estes últimos, administrados topicamente ou
por via oral, a exemplo do fármaco Aciclovir.
Entretanto, existe um alto custo em relação à pouca
efetividade destes medicamentos, além do problema
de resistência do hospedeiro a esses agentes antivirais, que ainda geram efeitos colaterais como
alterações renais, náuseas e vômito, além da
capacidade de atuar sobre o DNA do hospedeiro. Como
se não bastasse, em pacientes imunocomprometidos,
o Aciclovir tem apenas um efeito mínimo.
Uma nova modalidade para o tratamento
dessas infecções corresponde à utilização dos laseres
de alta e de baixa intensidades. O primeiro deles,
trabalha acima do limiar de sobrevivência da célula e
do vírus e, portanto, é capaz de romper as vesículas e
descontaminar o local. Já os laseres de baixa
intensidade proporcionam
efeitos analgésicos,
antiinflamatórios e biomoduladores (bioestimulação e
inibição).
A irradiação do laser de baixa intensidade
diminui a sensibilidade dolorosa, acelera o processo de
cicatrização, inibe a erupção das vesículas quando
irradiado na fase prodrômica, diminui a recorrência da
incidência local e a intensidade da infecção. Estudos
mostram que a irradiação laser não tem efeito letal
sobre o vírus, nem influencia no efeito citopático do
vírus, mas atua estimulando o sistema imune local.
Dessa maneira,
os laseres de baixa
intensidade podem ser utilizados nas diversas fases
das lesões ora prevenindo a formação de vesículas, ora
diminuindo o edema das vesículas, ora cicatrizando
rapidamente as lesões e até aumentando o intervalo
de tempo e a intensidade das manifestações
recorrentes.
Na Fase Prodrômica
A laserterapia nesta fase, pode atenuar ou até
mesmo inibir o processo de formação das vesículas.
Acredita-se que o laser não tenha ação anti-viral ou
fortaleça a célula hospedeira, mas sim melhore a
resposta imune local combatendo com mais eficiência
Fig.1 Lesão de herpes
na fase prodrômica.
Fig.2 Ponto de aplicação
da laserterapia.
09
2
Laserterapia
a infecção do vírus. Deve-se fazer um ponto em cima
da região afetada utilizando o laser vermelho com
25J/cm² (Fig. 1 e 2).
Pode-se fazer ainda aplicação de pontos em
outros locais que costumeiramente manifestam-se as
vesículas, além da região que está na fase prodrômica.
Na Fase de cicatrização
A sessão de laserterapia consiste de
aplicações pontuais sobre e ao redor da lesão,
utilizando-se o laser vermelho com densidade de
energia entre 20 e 40 J/cm² (Fig. 7 e 8). A cicatrização
ocorrerá de maneira mais rápida - aproximadamente
metade do tempo de uma reparação normal.
·
Fig.7 Herpes na Fase de
Crosta.
Fig.3 Localização dos principais linfonodos responsáveis
pela drenagem do terço médio e inferior da face
Cortesia: Dr. Attilio Lopes.
Na Fase de vesícula
Em geral, uma das contra-indicações da
laserterapia é sua aplicação diretamente nas lesões da
fase vesicular do herpes, pois seu efeito biomodulador
poderia estimular a replicação viral e aumentar o
tamanho das vesículas. A melhor alternativa nesta
fase, quando se quer utilizar laser de baixa
intensidade, é a aplicação do protocolo de Drenagem
Linfática, segundo Almeida-Lopes, visando a redução
das vesículas. Os locais de aplicação correspondem à
localização das cadeias de linfonodos responsáveis
pela drenagem do terço médio e inferior da face,
descritos a seguir: linfonodos submentonianos,
linfonodos submandibulares, linfonodos júgulodigástricos, linfonodos pré-auriculares (Fig. 3).
Sobre cada uma dessas regiões são aplicados
dois pontos com uma distância de aproximadamente
1cm entre eles utilizando-se laser infravermelho com
uma densidade de energia de 70J/cm² (Fig.4).
Fig.4 Pontos de
aplicação para
realização da
drenagem
linfática para
redução da fase
vesicular da
herpes.
10
Fig.8 Pontos de aplicação
da laserterapia.
Na Prevenção
A aplicação do laser de baixa intensidade,
neste caso é feita sem o paciente estar apresentando
qualquer uma das fases do herpes. O objetivo é
impedir que o ciclo se inicie ou diminuir a intensidade e
a freqüência das manifestações. Os pontos de
aplicação são feitos, na grande maioria dos casos, na
região labial e perilabial, por serem os locais de maior
acometimento das lesões. Dependendo do paciente,
outras regiões como queixo e/ou asa do nariz também
podem ser irradiados. O protocolo utilizado é de
35J/cm² com laser vermelho, em 10 sessões, de
preferência, em dias consecutivos (Fig. 9).
Fig.9 Resultado após
8 dias com 3 aplicações
de laserterapia.
Fig.10 Pontos de Aplicação
para prevenção do herpes.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Roizman B, Whitley RJ, Lopez c. Herpes Simplex Viruses and their
replication. In: Fields BN, Knipe DM, Huwley PM. Virology 3a ed,
Philadelfia 1990; 1:2231-95.
2. Shafer WG. Tratado de Patologia Bucal. Rio de Janeiro:
Interamericana, 4ª. Edição, 1985.
3. Epstein JB, Scully C. Herpes simplex in immunocompromised
patients: Grouwing evidence of drug resistance. Oral Surg
1991;72(1):47-50.
4. Cecchini SCM, Cecchini RCM, Eduardo CP. Uma nova alternativa
para o tratamento da úlcera aftosa e herpes labial: Caso clínico.
Âmbito Odontológico 1995;2:21-24.
5. Eduardo FP. Análise in vitro da fototerapia com lasers em baixa
intesidade (660 e 780 nm) sobre a ação do vírus herpes simples tipo I
em células epiteliais de macacos (Vero). [Tese de Doutorado]. São
Paulo: Faculdade de Odontologia da USP; 2006; p.27.
6. Almeida-Lopes L. Técnica da Drenagem Linfática Ativada por
Laserterapia. In: Atualização Clínica em Odontologia, v.1; cap. 14; p.
327/340, Editora Artes Médicas, São Paulo, 2006.
7. Schindl A, Neumman R. Low intensity laser therapy is an effective
treatment for recurrent herpes simplex infection. Results from a
randomized double blind placebo controlled study. J Invst Dermatol
1999, 113 (2):221-3.
Sistema para Laserterapia
PHOTON LASE DMC
Registro ANVISA nº 80030810014
Os modelos do Sistema para Laserterapia Photon Lase
DMC são simples de operar e foram desenvolvidos para
serem utilizados em diversos segmentos da saúde.
Foco
Laserterapia
Aplicações
.Alívio da dor (efeito antiálgico)
.Reparação tecidual (efeito
bioestimulador do trofismo celular)
.Redução de edema e de hiperemia
(efeito antiinflamatório,
antiedematoso e normalizador
circulatório).
• Alveolite
• Bioestimulação óssea
•Disfunção da ATM
•Gengivite
•Herpes Simples
•Herpes Zoster
•Hipersensibilidade
•Lesão traumática
•Pericoronarite
•Periodontia
•Nevralgias
•Paralisias
•Queilite angular
•Síndrome de dor
•Úlcera afosa recorrente
Dispositivos integrados
.Unidade de controle
.3 óculos de proteção
.CD-Rom Laserterapia
.Maleta para transporte
.Pedal de acionamento
Especificações Técnicas:
- Tensão de Alimentação:
9OV ~ 24OV automático
- Potência Elétrica: 30W
- Irradiância: 46mW/mm²
- Potência útil dos Emissores: 1OOmW
Modelos:
PHOTON LASE I, II e III
PHOTON LASE I
Comprimento de onda:
emissor visível 660 ~ 685nm
PHOTON LASE II
Comprimento de onda:
emissor infravermelho 790 ~ 830nm
PHOTON LASE III
Comprimento de onda:
emissor visível 660 ~ 685nm
emissor infravermelho 790 ~ 830nm
11
Foco
Aparelho para Clareamento Dental e Laserterapia
Whitening Lase II
Última geração em Sistema de Clareamento Dental.
Unidade geradora de luz composta que possibilita o clareamento
simultâneo por arco.
Eficiente laser terapêutico compacto, ergonômico e arrojado.
De uso fácil e seguro, permite notável desempenho e excelentes
resultados clínicos.
Registro ANVISA: 80030810011
Aplicações
Clareamento Dental
. Minimização do tempo de
procedimento e da ocorrência de
Hipersensibilidade pós
procedimento.
Laserterapia
. Alívio da dor (efeito antiálgico);
. Reparação tecidual (efeito
bioestimulador do trofismo
celular);
. Redução de edema e de
hiperemia (efeito
antiinflamatório, antiedematoso
e normalizador circulatório).
Dispositivos Integrados
.Unidade de comando;
.Peça-de-mão para Clareamento;
.Peça-de-mão para Laserterapia
.03 Óculos de proteção;
.Maleta para transporte;
.CD-Rom de Clareamento;
.CD-Rom de Laserterapia.
Especificações Técnicas
Características Elétricas
Tensão de Operação: 90~240V
Potência Elétrica: 30W
Clareamento dental
.Emissor Visível:
Comprimento de Onda:
470nm (típico)
.Emissores Infravermelhos:
Comprimento de Onda:
790~830nm (típico)
3 laseres de diodos infravermelhos
Laserterapia
.Emissor Visível:
Comprimento de Onda:
660~685nm
.Emissor Infravermelho:
Comprimento de Onda:
790~830nm
6 LEDs de alta potência
Peça de mão para
Clareamento Dental
12
.Potência útil do laser vermelho
e infravermelho: 100mW
Clareamento Dental
3
3
O que precisamos saber sobre o paciente
antes de realizar o clareamento dental?
Bruno Silveira
Especialista em Dentística Restauradora pela UFRGS
Mestre em Odontologia pela PUCRS
Doutorando em Dentística pela FOUSP, SP.
Fotos: Cortesia Dr José Antonio Gaspar
Aspecto do sorriso pré-clareamento dental.
I. O CANDIDATO AO CLAREAMENTO
DENTAL
O mundo moderno traz exigências e
exerce influência no paciente sobre o seu
conceito de estética. A aceitação social que
os dentes brancos proporcionam, faz do
sorriso perfeito um requisito essencial para
o sucesso pessoal e profissional que todos
procuram nos dias atuais.
Isso pode ser comprovado, não
apenas pela crescente
procura dos
pacientes por profissionais que realizam
clareamento dental, mas pela procura por
profissionais que trabalhem com tecnologia,
qualidade e rapidez.
Existem diversas técnicas para a
realização do clareamento dental, sendo
que a mais popular, criada em 1980, é a
realizada com moldeiras plásticas de uso
caseiro. Outra técnica mais recente, que
proporciona maior rapidez, conforto e
segurança para o usuário é o clareamento
dental
realizado
no consultório
odontológico, cuja técnica associa o uso de
LASERs e LEDs para aumentar a efetividade
do clareamento e diminuir a sensibilidade
pós-procedimento.
Ambos os métodos de clareamento
dental são hoje amplamente utilizados, e
são igualmente eficazes, quando a indicação
de cada um for adequada para as
peculiaridades do paciente beneficiado. Ao
contrário, quando a indicação não é correta,
o efeito final pode ser insatisfatório, e
ambos, paciente e profissional poderão se
sentir frustrados diante do resultado
atingido.
A melhor forma de prevenir que a
indicação e, consequentemente, resultado
do clareamento sejam falhos, é justamente
iniciar o processo com um bom diagnóstico
do paciente. Um diagnóstico minucioso
poderá controlar
as variáveis
que
interferem negativamente para o sucesso
do clareamento dental, além de estabelecer
um prognóstico mais fiel do que se pode
considerar um caso de sucesso em cada
paciente em particular.
Desta forma, buscando auxiliar o
profissional a ter o máximo de sucesso na
realização de clareamento dental, será
proposto um modelo básico de Anamnese e
Exame clínico/radiográfico
com as
principais informações que o clínico deve
ter, antes de indicar e escolher a melhor
técnica de clareamento dental para cada
paciente. Além disso, uma vez que o pleno
entendimento dos itens descritos na
anamnese é de fundamental importância
para o correto diagnóstico, serão fornecidas
informações importantes sobre cada um
destes itens, enfatizando o seu significado
no diagnóstico prévio ao clareamento
dental.
Aspecto do sorriso pós-clareamento dental.
13
3
Clareamento Dental
II. FICHA CLÍNICA PARA CLAREAMENTO DENTAL
(Veja box)
são dentes mais claros, porém com leve tom
acinzentado.
III. INTERPRETAÇÃO
ANAMNESE:
3. Faz uso de algum colutório?
As soluções de bochecho podem conter
elementos que pigmentam os dentes. Um exemplo
disso é o Digluconato de Clorexidina, que pode
pigmentar os dentes e provocar perda do paladar e
gosto “metálico”
na boca. Muitas vezes o
manchamento é externo e deve-se utilizar jato de
bicarbonato para remoção do pigmento, pelo menos
uma semana antes da técnica de clareamento dental
com peróxido de hidrogênio.
DE
CADA
ITEM
DA
1. Está ou esteve recentemente em tratamento
médico? Toma ou tomou algum medicamento
nos últimos 6 meses? Já fez tratamento com
Ruacutam ou sulfato ferroso?
Os medicamentos
podem influenciar
negativamente
no resultado do clareamento,
principalmente medicamentos a base de metais
pesados, que podem se depositar nos tecidos dentais,
dificultando a sua despigmentação.
O Ruacutan possui um componente derivado
da tetraciclina, chamado minociclina, que interage
com a estrutura de esmalte e dentina através da
quelação do cálcio e é capaz de causar manchamento
em dentes já formados e irrompidos.
O elemento ferro também se liga à estrutura
dental formando sulfeto de ferro. Como se trata de um
íon metálico, o gel clareador tem dificuldade em fazer
a quebra deste tipo de pigmento, uma vez que atua
mais em pigmentos orgânicos.
Em ambos os casos, o prognóstico do
resultado final do clareamento fica um pouco aquém
em relação aos casos normais de pigmentação
extrínsecas e isso deve ser reportado ao paciente.
2. É fumante?
O cigarro, além de trazer prejuízos à saúde,
está muito relacionado com o manchamento dental. O
alcatrão presente no cigarro mancha com facilidade os
dentes, e a continuidade do vício após o clareamento,
poderá provocar uma repigmentação dental mais
rápida do que normalmente ocorreria com o
envelhecimento fisiológico do dente. Além disso, a
pigmentação acinzentada é muito difícil de ser
removida por completo. O resultado final nesses casos
4. Já usou aparelho ortodôntico?
Os desgastes dentais (slices proximais ou
desgastes durante a remoção de brackets) diminuem a
espessura do esmalte e, até mesmo, podem expor
dentina. A dentina exposta é uma via direta de
penetração do agente clareador, podendo provocar dor
local imediata e sensibilidade pós-operatória.
5. Sente sensibilidade nos dentes?
Se o paciente já apresentar sensibilidade, ele
deve ser preparado para sessão de clareamento dental
com fluorterapia ou laserterapia prévia. Fatores que
podem causar sensibilidade,
como retrações
gengivais,
exposições
dentinárias,
trincas,
restaurações em resina composta, devem ser
investigados, pois podem ser controlados durante o
clareamento dental, através do isolamento local com a
barreira fotoativada. Este é um dos itens comumente
negligenciados, e que acabam condenando o
clareamento dental por provocar muita sensibilidade
no trans e pós-operatório.
6. Já teve tumor de cabeça ou pescoço?
Pacientes que tiveram tumores na região de
cabeça e pescoço devem ser tratados com a técnica de
clareamento dental em consultório, porém com o laser
ANAMNESE
Pergunte ao
seu paciente:
AVALIAÇÃO PARA CLAREAMENTO DENTAL
Nome:
Telefone:
Idade:
Profissão:
Endereço
Cidade:
14
e-mail:
1
t mente em tratameno
. stá ou esteve recene
t médico? Qual?
1E
. oma ou tomou algum medicamento nos últimos 6 meses? Qual?
2T
ou sulfato ferroso?
t
3.Já fez tratamento com Raucuam
t tempo?
Há quano
4.É fumante?
5.Faz uso de algum colutório? Qual?
. u sou aparelho ortodôntico?
6Já
7.Sente sensibilidade nos dentes?
8.Já teve tumor de cabeça ou pescoço?
t
9.Qual a sua expectativa em relação ao clareameno?
t dent al?
10.Já fez clareameno
Em caso afirmativo,re sponder:
•Há quanto tempo?
•Que tipo?
•Teve sensibilidade?
t
•Conseguiu concluir o tratameno?
•Grau de satisfação:
Aes
t to que todas as informações supracitadas são verdadeiras.
Data:____/_____/_____
Assinatura:______________
2
Clareamento Dental
desligado, pois o laser não é indicado em regiões com
histórico de neoplasias.
7. Qual a sua expectativa em relação ao
clareamento?
Entender a expectativa do paciente é
importante para conduzirmos o tratamento, de forma
que este entenda os possíveis e reais resultados que se
pode alcançar com o clareamento dental. Para que o
profissional se proteja legalmente contra possíveis
casos de insatisfação, é aconselhável a realização de
fotografias com o caso inicial e o resultado final junto
com a escala de cor. Na grande maioria dos casos, o
clareamento dental apresenta resultados bem
satisfatórios, porém, com o passar do tempo o
paciente se “acostuma” com a cor final obtida.
8. Já fez clareamento dental?
É importante sabermos se o paciente já fez
clareamento dental, qual técnica e há quanto tempo,
pois uma segunda ou terceira sessões de clareamento
devem ser entendidas como um reforço do
clareamento, e as expectativas com relação aos
resultados nestas situações devem ser menores.
3
Desejamos sucesso nos tratamentos e que os
colegas possam aproveitar ao máximo a técnica de
clareamento dental em benefício de seus pacientes.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Haywood VB, Heymann HO. Nightguard vital bleaching.
Quintessence Int 1989;20(3):173-6.
2. Garber DA. Dentist-monitored bleaching: a discussion of
combination and laser bleaching. JADA 1997;128:26S-30S.
3. Barghi N. Making a clinical decision for vital tooth
bleaching: at-home or in-office? Compend Contin Educ Dent
1998;19:831-8.
4. Leonard RH, Haywood VB, Phillips C. Risk factors for
developing tooth sensitivity and gingival irritation associated
with nightguard vital bleaching. Quintessence Int
1997;28:527-34.
5. Haywood VB, Caughman WF, Frazier KB, Myers ML. Tray
delivery of potassium nitrate-fluoride to reduce bleaching
sensitivity. Quintessence Int 2001;32(2):105-9.
6. Zekonis R, Matis BA, Cochran MA. In vivo evaluation of an
ADA-accepted in-office and at-home bleaching agent. J Dent
Res 2003;82.
IV. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O diagnóstico prévio do paciente com a correta
interpretação de cada item, possibilita ao profissional
realizar um bom prognóstico do resultado final. O
esclarecimento ao paciente sobre como o clareamento
é realizado, além da correta explicação sobre o
prognóstico, tornam a expectativa do paciente mais
realista. E o sucesso do clareamento dental é
justamente alcançado, quando satisfaz a expectativa
do paciente. Assim, um bom diagnóstico, além de
trazer credibilidade ao trabalho do profissional,
garante o sucesso na realização do clareamento
dental.
EXAME RADIOGRÁFICO
Presença de Reabsorções:
Fraturas:
Qualidade da Obturação do Canal:
EXAME CLÍNICO
3
4
1.Problema periodontal?
2.Desgastes Incisais?
3.Recessão gengival?
4.Desgastes cervicais?
5.Trincas no esmalte?
6.Fratura dental?
7.Cárie?
8.Restaurações profundas em algum elemento
dental a ser clareado? Quais?
9.Coloração diferente em algum elemento dental?
COLORAÇÃO
Dente Inicial Final
11
12
13
41
42
43
Clareamento Interno
Dente Cor Inicial Cor Final
CLAREAMENTO
5
6
Equipamento utilizado:
Protocolo utilizado:
Gel utilizado:
Aplicações/tempo:
Grau de satisfação do paciente:
15
Foco
Aparelho para Clareamento Dental
Registro ANVISA: 80030810015
Whitening Lase Light Plus
Última geração em Sistema de Clareamento Dental.
Unidade geradora de luz composta que possibilita o
clareamento simultâneo por arco.
Aplicações
Clareamento dental para uso em
pacientes cujos dentes estejam com
pigmentação não natural, tendo
como vantagens a minimização do
tempo de procedimento e da
ocorrência de hipersensibilidade pós
procedimento, uma vez que utiliza
dois comprimentos de onda puros,
sendo que um deles é gerado por 3
laseres de diodo infravermelhos e o
outro por uma série de 6 LEDs azuis
de auto desempenho.
Acessórios de Série:
.Peça de mão;
.3 Óculos de proteção;
.Maleta para transporte;
.CD-Rom de Clareamento;
Especificações Técnicas:
Características Elétricas:
Tensão de Operação: 90V ~ 240V
Potência Elétrica: 10W
Emissores Visíveis:
Comprimento de Onda:
470nm (típico)
Laseres de Diodo Infravermelhos:
Comprimento de Onda:
830nm (típico)
16
Registro ANVISA: 80030810010
Foco
Aparelho para Clareamento Dental
Whitening Lase Plus
Unidade geradora de luz composta que possibilita
o clareamento simultâneo por arco.
Aplicações
Clareamento dental para uso em
pacientes cujos dentes estejam com
pigmentação não natural, tendo como
vantagens a minimização do tempo de
procedimento e da ocorrência de
hipersensibilidade pós-procedimento, uma
vez que utiliza dois comprimentos de
onda puros, sendo que um deles é gerado
por um laser de diodo infravermelho e o
outro por um conjunto de 72 LEDs azuis.
Acessórios de Série:
.Unidade de comando;
.Peça de mão;
.3 Óculos de proteção;
.Maleta de transporte;
.CD-Rom de Clareamento;
Especificações Técnicas:
Características Elétricas:
Tensão de Operação: 90V ~ 240V
Potência Elétrica: 10W
Emissores Visíveis:
Comprimento de Onda: 470nm
Laser Infravermelho:
Comprimento de Onda: 830nm
17
Foco
Aparelho de Profilaxia
LAXYS PRO,
LAXYS PRO II
Equipamentos destinados à trabalhos de profilaxia,
especialmente na remoção de tártaro, através de
raspagem ultra-sônica, além da remoção de manchas
e placas bacterianas através de jateamento utilizando
bicarbonato de sódio como elemento abrasivo.
Aplicações
Remoção da placa bacteriana, tártaro e
de alguns tipos de manchas, através de
processos abrasivos;
Função de auxílio à instrumentação
endodôntica.
Dispositivos Integrados
Sistema de jateamento (utilizando
bicarbonato de sódio); - Transdutor
piezoelétrico (cerâmico) ultra-sônico
operando em 30 KHz; - Sistema de
proteção contra entupimento;- Sistema de
Irrigação integrado*
Dados Técnicos
Versão completa do sistema de profilaxia
ideal;
- jato de bicarbonato e removedor de
tártaro integrados;
- Kit de insertos (TiPs);
- Kit de limas endodônticas ultra-sônicas*;
- lnserto (TIP) para limas endodônticas*;
- Sistema Pet*
Especificações Técnicas
Tensão:90V ~ 240V automática
Potencia elétrica: 30W
Laxys Pro
Registro ANVISA: 80030810028
18
Laxys Pro II*
Registro ANVISA: 80030810028
Profilaxia
4
4
A importância da profilaxia na manutenção
da saúde periodontal
Guilherme Paes de Barros Carrilho
Especialista em Periodontia e Implantodontia.
Priscila Brasil da Nóbrega
Especialista e mestranda em Periodontia.
O papel da placa, da gengivite e
da periodontite está bem estabelecido
desde o estudo clássico de Löe et al.
(1965) que demonstrou claramente que
a inflamação gengival acompanha a
intensidade do acúmulo de placa, e que
sua remoção pode reverter esse processo.
A placa dental é um biofilme que
não é facilmente removido da superfície
dos dentes, mesmo com os mecanismos
naturais de autolimpeza presentes na
cavidade oral.
Vários estudos têm
demonstrado que a higiene oral regular,
realizada pelo próprio paciente sem
consultas de controle do profissional, não
pode ser considerada um sistema efetivo
de tratamento periodontal (Lindhe et al.,
1989).
A placa bacteriana e as manchas
de cigarro, chá, vinho, clorexidina, entre
outras, podem ser removidas eficientemente das superfícies com jatos de
bicarbonato de sódio e/ou taças de
borrachas com pastas abrasivas. Quando
se compara a eficácia na remoção de
placa obtida pela taça de borracha e
pasta de pedra pomes, com a de jato de
bicarbonato de sódio, embora alguns
pesquisadores considerem o desempenho de ambos semelhante (Ramaglia et
al., 1999), outros apontam a superioridade do jato de bicarbonato de sódio
(Weaks et al., 1984).
Este procedimento
tem se
mostrado excelente na remoção de placa
das superfícies vestibulares, linguais e
proximais, bem como nas fossas e
fissuras dos dentes (Strand & Raadal,
1988). Também é bastante efetivo na
presença de aparelhos ortodônticos,
promove a melhora dos casos de gengivite em fase inicial e contribui para a
recuperação do epitélio em pacientes
com GUNA (Lima & Verri, 1984).
O jato de bicarbonato deve ser
aplicado com uma angulação de 45°
sobre a superfície dentária e não perpendicularmente. Em geral, deve-se aplicálo apenas sobre o esmalte e não mais que
5 segundos em cada área do dente
(Agger, Hosted-blindslev, Hovgaard,
2001). Não pode ser direcionado para o
interior do sulco gengival, evitando assim
uma possível invasão bacteriana nos
tecidos periodontais (Wolf, Rateitschak,
Rateitschak, 2006).
As taças de borracha com pastas
profiláticas removem placa e manchas,
porém são mais utilizadas para promover
o polimento dental, agredindo menos a
margem gengival do que as escovas
rotatórias. Assim sendo, em sulco
gengival e bolsas rasas, é possível polir
até 1 a 2 mm abaixo da margem gengival
reduzindo a rugosidade evitando o
acúmulo de placa subgengival.
A remoção de placa, cálculo e
manchas não faz parte somente da fase
inicial do tratamento, constituindo
medida profilática
importante
em
pacientes com periodonto saudável e um
dos procedimentos terapêuticos de maior
relevância, após a conclusão de um
tratamento periodontal, devendo ser
repetida a cada sessão de controle.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Agger MS, Hosted-Blindslev P, Hovgaard O.
Abrasiveness of an air-powder polishing system
on root surfaces in vitro. Quintessence Int 2001,
2:407-11.
2. Lima SNM, Verri RA. Efeitos da aplicação de
bicarbonato de sódio sob pressão no tratamento
básico periodontal e na remoção de placa
bacteriana.Rev Paul Odontol 1984, 6:2-10.
3. Lindhe J et al. Longitudinal changes in
periodontal diseases in untreated subjects. J Clin
Periodontol 1989; 16:662-70.
4. Löe H, Theilade E, Jensen SB. Experimental
gingivitis in man. J Periodontol 1965; 36:177-87.
5. Ramaglia L et al. A clinical comparison of
efficacy and efficiency of two professional
procedures in orthodontic patients. Europ J
Orthod 1999, 21:423-8.
6. Strand GV, Raadal M. The efficiency of cleaning
fissures with an air-polishing instrument. Acta
Odont Scand 1988, 46:113-7.
7. Weaks LM et al., Clinical evaluation of the
Prophy-Jet as an instrument for routine removal
of tooth stain and plaque. J Periodontol 1984,
55:486-8.
8. Wolf HF, Rateitschak EM, Rateitschak KH.
Periodontia. 3° ed., Porto Alegre: Artmed, 2006,
240-43.
19
Foco
Aparelho de Profilaxia
LAXYS EASY e LAXYS EASY II
Equipamentos destinados à trabalhos de
profilaxia , especialmente na remoção de
tártaro através de raspagem ultra-sônica,
além da função de auxilio à instrumentação
endodôntica.
Laxys Easy II*
Registro ANVISA: 80030810027
Laxys Easy
Registro ANVISA: 80030810027
Dispositivos Integrados
Transdutor piezoelétrico (cerâmico) ultrasônico a 30 KHz; - Kit de insertos;
- Inserto (TIP) para limas endodônticas ultrasônicas;
- Kit de limas ultra-sônicas;
- Sistema de irrigação integrado*
Dados Técnicos:
Tensão de operação: 90V ~ 240V
Potência elétrica: 30 W
20
LAXYS JET
Equipamento destinado à trabalhos de
profilaxia, especialmente na remoção de
manchas e placas bacterianas através de
jateamento utilizando bicarbonato de
sódio como elemento abrasivo.
Whitening
Lase Ortho
No
v
Foco
Novidade DMC
id
ad
e
Laxys Jet
Registro ANVISA: 80030810001
- Unidade adaptável ao encaixe tipo Borden
da caneta de alta rotação.
Whitening Lase Ortho
Cadastro ANVISA: 80030819004
Kit de Insertos
para Profilaxia
Moderno sistema opto-eletrônico
desenvolvido
para colagem
de
BRAQUETES.
A redução do tempo na colagem dos
braquetes é um dos maiores interesses
da área ortodôntica. Para tanto,
desenvolvemos
um equipamento
composto por sete LEDs (0,3W de
potência cada) paralelos, a fim de
polimerizar
8 braquetes
simultaneamente. Este produto irá
diminuir o tempo de permanência do
cliente no consultório e otimizar o
trabalho do dentista.
A simplicidade
de operação,
juntamente com importantes avanços
tecnológicos incorporados, faz do
WHITENING
LASE ORTHO,
um
equipamento indispensável para os
profissionais da especialidade.
21
Foco
Aparelho para Fotopolimerização
ULTRA BLUE IS 350mW,
ULTRA BLUE IS 600mW
Última geração em
Fotopolimerização.
Unidade ultra-compacta e
ergonômica.
Luz fria gerada por emissor
tipo LED.
Silencioso, pois dispença o
uso de microventilador.
Aplicações
Fotopolimerização de materiais
fotossensíveis a comprimentos de
onda situados entre 450 e
480nm.
Dispositivos Integrados
Unidade controlada por
microprocessador;
Ciclos de trabalhos préprogramados;
Sonda rígida coerente de
diâmetro 8mm.
Cadastro ANVISA: 80030819001
22
Dados Técnicos:
Comprimento de onda:
450 ~ 480 nm;
Irradiância: 350mW/cm²
600mW/cm²
Saiba Como
5
5
Fotopolimerização
Douglas Vieira
Mestre em Dentística - São Leopoldo Mandic.
1. Por quê utilizar fontes luminosas de
alta intensidade?
Para
que
os
materiais
fotopolimerizáveis sofram ativação, é
necessário que, no início do processo de
ativação, haja uma fonte de luz capaz de
excitar o iniciador fotossensível, que
normalmente é a canforoquinona (Nicola,
2005).
Vários
são os fatores
que
influenciam
na profundidade
de
fotopolimerização, sendo a intensidade de
luz da fonte luminosa um dos fatores
principais.
Para ocorrer
uma boa
polimerização é fundamental que os
aparelhos fotoativadores estejam sempre
regulados de acordo com as especificações
dos fabricantes, transmitindo no mínimo um
comprimento de onda entre 400 e 500 nm e
uma intensidade de luz superior a 350
mW/cm² (miliwatts
por centímetro
quadrado) (Montenegro et al., 2003).
No entanto, Sbardelini (2003)
mediu a irradiância de diversos aparelhos
convencionais em consultórios particulares
e universidades de Curitiba e concluiu que
33% dos aparelhos produziam menos que
300 mW/cm².
A intensidade de luz (densidade de
potência) é definida pela quantidade de
fótons emitidos. Maior potência significa
maior número de fótons emitidos, e assim
uma maior intensidade de luz, alcançando
mais moléculas fotoiniciadoras.
A necessidade de um aparelho com
alta intensidade se torna
ainda mais
evidente na fotopolimerização de cimentos
sob restaurações indiretas livre de metal
Fonte de luz - 1000 mW/cm² - 470 nm
Fótons com
a mesma
energia
Fonte de luz - 100 mW/cm² - 470 nm
Quantidade de fótons determina a potência do
aparelho
Fotos: Cortesia do autor
Aparelho com alta potência
“ultrapassar” a coroa metalfree.
consegue
(próteses metalfree), pois a polimerização,
mesmo no cimento dual, necessita de uma
iniciação pela luz.
2. Por quê mudar para uma fonte de LED?
A luz halógena convencional é a fonte
de luz visível mais comumente utilizada e é
composta basicamente por lâmpada, filtro
ótico e condutor de luz, como afirmam
Bortoloso (1998), Poulos & Styner (1999),
Leonard & Charlton (2002), Sbardelini (2003),
Montenegro (2003), Franco & Lopes (2003),
Araújo et al. (2005). Porém, essas unidades
apresentam algumas desvantagens frente aos
equipamentos
de LEDs,
tais
como
sobreaquecimento pulpar, alto consumo
elétrico e baixa expectativa de vida,
ocasionando queda de rendimento, o que
prejudica o trabalho final do clínico. Uma
polimerização imperfeita aumenta a absorção
da água, reduzindo a dureza da resina
composta (Franco & Lopes, 2003), e autores
como Bortoloso (1998), Poulos & Styner
(1999) afirmam que a polimerização
insuficiente é uma das principais causas de
insucessos clínicos.
3. Por quê há um tempo atrás não se
acreditava no LED na polimerização?
Os primeiros sistemas de LED (Light
Emitting Diode) lançados no mercado
apresentavam uma baixa densidade de
potência em relação aos fotopolimerizadores
de lâmpada halógena, mas atualmente já
estão disponíveis no mercado aparelhos a
base de LED com potência igual ou mesmo
superior. Esse sistema representa uma nova
opção para polimerização devido à sua alta
tecnologia, com vantagens frente aos
aparelhos
convencionais,
tais como
durabilidade, manutenção e não aquecimento
23
6
Saiba Como
reduzindo danos à polpa polimerização devido à sua
alta tecnologia com vantagens frente aos aparelhos
convencionais, tais como durabilidade, manutenção e
não aquecimento reduzindo danos à polpa dental,
desde que usados dentro dos protocolos determinados
pelos fabricantes.
Dicas Clínicas
4. Como fotopolimerizar restaurações de resina
composta e como posicionar a ponta do
fotopolimerizador em relação ao dente a ser
restaurado?
Com o adesivo já colocado e fotopolimerizado
conforme a recomendação do fabricante, iniciamos a
inserção de pequenos incrementos da resina composta
(a técnica incremental visa compensar a contração do
material, resultando em uma contração final
reduzida). Para que não ocorra uma geração de
"stress" muito intensa na união adesivo/resina
composta, a polimerização inicial sem atingir o ponto
gel é uma manobra excelente, pois, desta forma, as
forças internas geradas conseguem se dissipar na
resina ainda não totalmente polimerizada.
Na prática clínica, o fotopolimerizador deve
ficar à uma distância de 1 cm do dente a ser restaurado
e ativado por apenas 5 segundos para a polimerização
inicial ocorrer e não atingir o ponto gel. Em geral, os
LEDs já tem uma menor potência nos primeiros 5
segundos e à distância de 1 cm, a intensidade de luz
que chega ao local é de cerca de 50%.
A posição depende da face e do dente a ser
restaurado. O operador deve ter um cuidado adicional
no sentidode evitar que o dente adjacente ou próprio
dente preparado não esteja fazendo sombra, isto é,
bloqueando ou interferindo na passagem de luz para a
resina. Monômeros não convertidos podem causar
manchamento superficial, maior tendência ao
desgaste e infiltração marginal (Medeiros, 2001).
Posicionamento correto na polimerização inicial, afastado
cerca de 1 cm em ângulo de 90º.
24
Posicionamento incorreto da ponta fotopolimerizadora
ângulo de 45º. Geração de sombra, conseqüentemente,
grande quantidade de monômeros não convertidos.
5. A contração de polimerização da resina ocorre
em direção à luz?
Essa teoria foi derrubada por Versluis que
mostrou que, na verdade, a contração das resinas
fotoativadas ocorre em direção às paredes aderidas,
isto é em direção oposta às superfícies livres. Desta
forma, a técnica de Lutz que indicava a técnica
incremental utilizando matriz transparente e cunha
refletiva perdeu sua importância.
Porém, se tornou muito importante a inserção de
incrementos com maior quantidade possível de áreas
livres e de menor quantidade possível de áreas
aderidas.
6. O que é Light-Emitting Diode ou LED?
Os aparelhos à base de LED representam uma
nova opção para a fotopolimerização de compósitos,
sendo constituído de um semicondutor de IN-Ga-N
(Índio-Gálio-Nitrogênio). Os aparelhos LED entraram
no mercado com a finalidade de fotopolimerizar os
materiais resinosos para superar as falhas dos
aparelhos convencionais de luz halógena. Ao contrário
da luz halógena, o LED não produz luz visível por
aquecimento de filamentos metálicos, mas utiliza
conexões de semicondutores para gerar luz. Um
semicondutor para produzir luz necessita de aplicação
de uma tensão para vencer a barreira de energia
interna. O LED constitui-se na combinação de dois
semicondutores, um tipo n, que tem excesso se
elétrons e o outro tipo p, quem tem carência de
elétrons. Deste modo, quando uma tensão é aplicada
entre estes dois semicondutores ocorre à passagem
de elétrons da camada n para p, resultando em um
fluxo de elétrons, segundo Franco & Lopes (2003),
Nicola (2005).
Foco
Aparelho para Fotopolimerização
*
Ultrablue Plus
E Plus II
O equipamento Ultrablue Plus II é uma derivação do
modelo Ultrablue Plus, pois, além de possuir um
conjunto de emissores tipo LED, apresenta ainda, uma
peça de mão contendo um laser vermelho e um
infravermelho, para uso em procedimentos de
laserterapia.
Registro ANVISA: 80030810016
Vantagens:
- Executa o clareamento em grupos 3 dentes
simultaneamente;
- Possui funções de clareamento dental,
laserterapia* e fotopolimerização em um
único equipamento.
Acessórios de Série:
- 02 Óculos de Proteção;
- Maleta;
- Sonda de fibra óptica de 8mm;
Registro ANVISA: 80030810038
Especificações Técnicas:
.Tensão de Operação: 90V~240V
.Potência Elétrica: 15W
.Emissores tipo LED:
Comprimento de Onda:
470nm e 515nm
.Emissores tipo laser:
.Diodo Laser Vermelho :
Comprimento de Onda: 660 nm*
.Diodo Laser Infravermelho:
Comprimento de Onda: 808 nm*
.Irradiância:
Fotopolimerização: 600mW/cm²
Clareamento Dental: 318mW/cm²
25
6
Atualidades
6
A Terapia Fotodinâmica
e a cárie dentária
Giselle Rodrigues de Sant’Anna
Especialista e Mestre em Odontopediatria
Doutoranda em Engenharia Biomédica pela UniVaP.
Foto: Cortesia do autor
Terapia fotodinâmica (TFD) é um
termo geral que designa tratamentos que
utilizam a luz na indução de reações
bioquímicas e moleculares em células,
concomitantemente ao uso de substâncias químicas fotossensibilizantes.
A
técnica ainda encontra-se em estudo,
mas já é utilizada há muito tempo na
destruição tecidual, como na Oncologia,
ou num microrganismo indesejado.
Primeiro uma droga fotossensibilizante é administrada no paciente pela
via endovenosa, em caso de lesões
tumorais e degeneração macular, ou de
forma tópica, em áreas infectadas. A
substância deveria ser inofensiva e
causar pouco ou nenhum efeito adverso
em tecido saudável ou normal. Porém,
quando uma luz laser - monocromática,
unidirecional e coerente - é aplicada
sobre o tecido que recebeu a substância,
a droga é ativada e o tecido ou o microrganismo sofre morte programada
(apoptose) em caso de células tumorais
ou morre rapidamente, no caso de
bactérias.
Com a aplicação do feixe de luz,
inicia-se a interação luz-fármaco. Na
terapia fotodinâmica, o fotossensibilizante não reage diretamente com células,
microrganismos e tecidos. Em vez disso,
após ativação por luz, a substância
transfere a energia da mesma para o
oxigênio molecular, formando uma
espécie particularmente reativa, chamada de “oxigênio singleto”. O fotossensibilizante volta a seu ponto de partida e
aguarda uma nova carga de luz para
repetir o processo inteiro novamente. A
substância age efetivamente como um
tipo de catalisador para reações de óxidoredução e de formação de radicais livres,
o que cria uma eficiência de morte no
caso de microrganismos.
A Odontologia contemporânea
caracteriza-se por apresentar um novo
olhar sobre a filosofia do tratamento da
cárie dentária, de uma forma mais rápida
26
e com desconforto mínimo para o
paciente, assim, acompanha com
interesse a evolução da terapia fotodinâmica, visto que cárie e doença periodontal são dependentes do biofilme dental,
isto é, dependem de consórcios funcionais de microrganismos envolvidos em
extensa matriz de proteínas extracelulares e dos subprodutos desse metabolismo.
De uma maneira simples a cárie
dentária é o desequilíbrio do processo
desmineralização - remineralização por
ácidos de origem bacteriana, de íons
cálcio e fosfato das superfícies dentárias.
A porção inorgânica é predominante no
esmalte, onde os cristais de hidroxiapatita organizam-se em prismas e formam
cerca de 96% da estrutura. A dentina
possui aproximadamente 70% de porção
inorgânica e o restante composto por
colágeno, outras proteínas e água.
Apresenta estrutura tubular contendo
em seu interior prolongamentos odontoblásticos, comumente conhecida por
complexo dentino-pulpar.
As lesões de cárie em dentina
são constituídas por 4 camadas: a
primeira, mais superficial é denominada
de zona necrótica, altamente infectada e
sem possibilidade de reorganização
devido à desnaturação colágena irreversível. Logo abaixo existe a zona de
Atualidades
desmineralização e mais profundamente a zona
transparente ou esclerótica, possível regeneração. A
última camada, localizada mais próxima à polpa e nas
margens da lesão, é formada por tecido duro e com
grande número de canalículos dentinários. A reorganização da dentina somente ocorre quando não existe
invasão bacteriana.
A dentina é, portanto, menos mineralizada,
sendo mais atacada pelos ácidos bacterianos. O
produto da desmineralização, os restos orgânicos e as
bactérias ficam depositados no interior dos túbulos. A
seguir, a dentina intertubular é atingida, formando
uma necrose generalizada na malha de colágeno da
dentina. Com isso, o processo evolui para a esclerose
tubular (remineralização e obstrução), desde que que
o microambiente local não seja favorável ao metabolismo bacteriano, ou que não haja bactérias e seus
subprodutos .
Dentre os componentes celulares envolvidos
no processo durante a terapia fotodinâmica destacamse aminoácidos (cisteína, histidina, tirosina), nucleosídeos (guanina) e lipídios insaturados, que podem
reagir com o oxigênio singleto, causando danos e
morte celular programada ou morte de microrganismos cariogênicos ou periodontopatogênicos. Cabe
destacar, que no caso dos microrganismos, a parede
celular, uma real barreira de proteção para os mesmos, tem em sua estrura lipídios.
Para a utilização da terapia fotodinâmica nas
lesões cavitadas de cárie dentária, é necessário um
agente de fotossensibilização. Para este propósito,
podem ser utilizados cromóforos azuis, como o azul de
toluidina ou o azul de metileno, e um laser de baixa
potência, com comprimento de onda no espectro
vermelho da luz. A curva de absorção do cromóforo e a
luz laser devem ser compatíveis para surtir o efeito
desejado.
A TFD é indicada para lesões cavitadas
abertas, após a remoção da dentina necrosada com
curetas em conjução com o tratamento restaurador
atraumático. Pode ser usada como coadjuvante, após
remoção convencional de dentina necrosada e parte
da dentina afetada. A técnica objetiva a desinfecção
da dentina e ainda traz uma vantagem: a luz laser é
bioestimulante para a formação da dentina, visto que
atua em odontoblastos estimulando dentina reacional.
Porém, a TFD tem suas limitações. A técnica é
6
contra-indicada em casos de alergias aos cromóforos,
quando os sinais e sintomas denotam um processo
inflamatório da polpa em transição ou de irreversibilidade. Também não se recomenda o seu uso quando o
fator estético é condição primordial para o êxito do
tratamento, pois o fotossensibilizante pode manchar
a dentina por alguns dias.
A TFD não é um procedimento elitista. Para
utilizar a TFD, o cirurgião-dentista precisa adquirir
uma fonte de luz laser de baixa potência, que atualmente vem acoplada aos sistemas de clareamento
por luz. O fotossensibilizante precisa ser compatível
com o comprimento de onda da fonte de luz.
A maioria dos laseres terapêuticos no
espectro vermelho da luz está na faixa de 635 a 660
nm de comprimento de onda e combinam com
fotossensibilizantes azuis, como azul de metileno e
azul de toluidina. Outro ponto que conta a favor da
popularização da técnica é o boom dos procedimentos
de clareamento dental com luz. Com isso, muitos
profissionais possuem uma unidade de luz contendo
LEDs (light emmiting diodes) e laser de baixa potência. “Dessa forma, a operacionalidade e a relação
custo-benefício são bastante interessantes para o
profissional e paciente”.
A maioria das pesquisas sobre TFD inclui
ensaios em cepas bacterianas laboratoriais. Esses
microrganismos se comportam frente à técnica de
forma bastante diferente do que as bactérias presentes no microambiente do tecido afetado. Os maiores
avanços na pesquisa deverão se centrar em ensaios
clínicos testando diversos fotossensibilizadores
estáveis quimicamente e marcados para bactérias
específicas, e novas tecnologias de luz. Na área
tecnológica, ela destaca o desenvolvimento de
fármacos voltados para a terapia e novas fontes de
luzes portáteis, capazes de serem usadas em campo,
com baterias recarregáveis.
O fato de eliminar microrganismos cariogênicos da dentina e bioestimular a formação de dentina
reacional evita uma remoção maior de tecido dental e
acrescenta mais segurança ao tratamento. Isto
classifica a TFD como uma técnica de Mínima
Intervenção. Ademais, pela propriedade de bioestimulação, pode fazer parte dos procedimentos de
escariação passo-a-passo, sendo, portanto, muito
conservadora para o tecido pulpar.
Fibra óptica para PDT
Acoplável aos modelos:
Photon Lase I, II e III
Flash Lase I e II
Thera Lase
Cd Rom
PDT
Aguarde
27
6
Atualidades
1º FÓRUM INTERNACIONAL DMC EQUIPAMENTOS
“Polêmicas sobre o Uso da Luz em Odontologia”
Estiveram presentes os professores: José Antonio Gaspar, Ismael Cação, Leandro Scarpato, Luciana Almeida Lopes
(coordenadora do fórum), Aécio Yamada, Douglas Vieira, Leonardo Stiberman e Marcelo Ferrarezi. No centro, o Engenheiro
Renaldo Massini Júnior, presidente da DMC.
Nos dias 27 e 31 de janeiro, o NUPEN e a
DMC realizaram o Primeiro Fórum Internacional
DMC Equipamentos durante o 25o CIOSP, cujo tema
foi: "Polêmicas sobre o uso da Luz em Odontologia".
Professores renomados de diferentes Universidades
nacionais, importantes centros de ensino e
destacados hospitais passaram os dias discutindo
assuntos
relativos
à Clareamento
Dental
Fotoativado, Laserterapia e Terapia Fotodinâmica
(PDT). Foram tratadas questões dinâmicas como
dosimetria, o papel da luz led e do laser no
clareamento
fotoativado,
o papel do gel
bicomponente no clareamento dental e a evolução
do PDT no panorama internacional. O encontro foi
um sucesso!
Aconteceram 6 fóruns sobre Clareamento
Dental, abrangendo temas controversos, tais como:
Se não houver fotoativação, não ocorre
reação com o peróxido?
Clareamento Caseiro x Clareamento em
Consultório
Luz azul x luz verde x luz vermelha no
Clareamento Dental
28
Por quê usar um aparelho de diodo laser
associado ao LED no Clareamento Dental?
Gel bicomponente x gel monocomponente
O que é melhor, a combinação peróxido de
hidrogênio com menor concentração + ativador de
grande potência ou peróxido de hidrogênio com
maior concentração + ativador de menor potência?
Fóruns sobre Laserterapia e PDT:
Linhas de Pesquisa atuais do LELO
Dosimetria e outras grandezas: A busca por
um consenso
PDT: Mito ou Realidade?
Visite nosso site: www.nupen.com.br
Ou fale conosco: [email protected]
Atualidades
6
6
Ilº FÓRUM DMC - “Polêmicas sobre o
Uso da Luz em Odontologia”
A Segunda edição do Fórum
com o tema "Polêmicas Sobre o Uso
da Luz em Odontologia" aconteceu
em Santa Catarina, no Congresso da
Revista Clínica em 20 de abril de 2007
das 13h00min as 14h30min, no Salão
Faial do Costão do Santinho Resort
Spa.
O Professor Doutor Narciso
Baratieri pediu a palavra para fazer o
pronunciamento de encerramento
enaltecendo a idoneidade da empresa
DMC Equipamentos.
Vista parcial do estande da DMC, em destaque
sua gerente de marketing: Lígia Meirelles.
Sala do fórum com a participação de professores ilustres.
29
6
Atualidades
6
IIIº FÓRUM DMC - “Polêmicas sobre o
Uso da Luz em Odontologia”
A presença de aproximadamente cem
Congressitas do XVII Encontro GBPD Grupo Brasileiro de Professores de
Dentística, marcou o evento realizado no
Centro de Eventos do Hotel Serrano Gramado / RS em 9 de junho de 2007, onde
ícones da Odontologia Estética reuniram-se
para debater posicionamentos técnicocientífico e da prática clínica odontológica,
imprescindíveis para o esclarecimento e
conscientização sobre o uso de luz na
Odontologia Moderna. Os trabalhos foram
conduzidos pelos Doutores Celso Luiz De
Angelis Porto, João Carlos Gomes de
Araújo, Hermes Pretel e Engenheiro
Renaldo Massini Junior.
Conclusões
Alguns aspectos
do Evento:
XVII Encontro GBPD.
30
Em face dos questionamentos
gerados em torno do tema Fotoativação de
Agentes Clareadores, a DMC decidiu
promover encontros com formato de fóruns
de debate, no sentido de esclarecer tais
questionamentos, e oferecer fatos científicos que embasam as tecnologias que
desenvolve e comercializa. Assim, foram
três as oportunidades em que convidamos
professores para sessões de debate sobre
esse tema controverso, porém apesar de
nossos esforços, fatores que transcendem
os temas técnicos impediram que se
chegasse a um consenso. De qualquer
modo, o corpo técnico da DMC leva a público,
suas conclusões sobre as possíveis fontes
das referidas controvérsias:
O processo de clareamento dental
ocorre quando as grandes moléculas
formadoras dos elementos pigmentadores
inseridos na estrutura dental são fragmenta-
Atualidades
das. Essas grandes moléculas refletem luz dentro da faixa
visível ao olho humano, e quando são fragmentadas,
passam a refletir luz em faixas para as quais o olho humano
não enxerga, conferindo a impressão de que os pigmentos
foram removidos. Esse processo de fragmentação ocorre
através de uma reação química, na qual os radicais livres,
gerados pela fragmentação das moléculas de peróxido
(normalmente de hidrogênio), desempenham papel
preponderante.
Radicais Livres - Existem duas maneiras de produzi-los:
Calor: É sabido que o calor desestabiliza a molécula de
peróxido, gerando radicais livres. Tanto isso é verdade, que
espátulas aquecidas têm sido usadas em procedimentos de
clareamento de dentes não vitais há mais de 40 anos! Outro
indicativo de que o calor degrada o peróxido é a recomendação da maioria dos fabricantes desse tipo de produto quanto
aos cuidados relacionados à temperatura de armazenamento desse tipo de material.
Radiação UV: Uma outra maneira de se gerar radicais livres
a partir de peróxido é a exposição do produto à radiação
ultravioleta, porém quando tecido vivo é exposto a altos
níveis desse tipo de radiação, que são necessários para que
a liberação de radicais livres ocorra, mutações celulares
podem acontecer, o que torna esse método particularmente
perigoso, no caso de clareamento dental.
A opção pela fotoativação segue o princípio da
administração de energia (calor) ao agente clareador
através da exposição deste à luz, e aí começam os problemas.
Em primeiro lugar, é necessário que cada pesquisador que se dispõe a executar trabalhos e pesquisas sobre um
determinado tema, identifique todas as variáveis de
primeira ordem, e as isole, de modo a tratá-las em separado.
Assim, algumas questões precisam ser levantadas:
1. Será que todos os equipamentos geram a mesma
intensidade luminosa? Na verdade, os equipamentos
disponíveis no mercado têm irradiância variando entre 15 e
350 J/cm² e faixas de comprimentos de onda emitidos muito
diferentes. Portanto, não é legítimo generalizar conclusões
sobre o desempenho destes, com base na análise de apenas
um modelo.
2. Será que todos os agentes de clareamento de
consultório têm o mesmo desempenho? Se analisarmos os
agentes clareadores de consultório, observaremos uma
grande variação em características vitais, tais como
composição química, concentração, pH, presença e tipo de
corante. Assim, não é legítimo generalizarmos conclusões
sobre o desempenho destes quando expostos à fotoativação, com base na apreciação de uma versão em particular.
Com relação à trabalhos realizados, que envolveram testes clínicos, temos algumas considerações a fazer:
3. Será que durante os testes clínicos, levou-se em
conta os protocolos
sugeridos
pelo fabricante?
Normalmente, se observa na totalidade dos trabalhos
publicados, que o pesquisador cria um modelo de ensaio
sem levar em consideração o protocolo recomendado pelo
fabricante. É comum que tal modelo seja muitíssimo
diferente do protocolo recomendado por quem desenvolveu
a tecnologia, o que por si só explicaria resultados negativos.
4. Será que durante os testes clínicos, o pesquisador observou que o agente clareador deveria estar à
temperatura ambiente? (esse tipo de produto é normalmen
6
te mantido sob refrigeração). Não vimos menção a esse
aspecto em nenhuma referência bibliográfica, porém, caso
o agente clareador tenha sido aplicado imediatamente
após ser retirado do ambiente onde estava sendo mantido
sob refrigeração, a sua eficácia estaria completamente
comprometida, pois a geração de radicais livres depende
do aumento da temperatura do agente (alguns graus acima
da temperatura ambiente).
5. Será que durante os testes clínicos, o pesquisador observou que o agente clareador deveria ter sido
mantido sob temperatura controlada, pois por razões
óbvias, exposição a altas temperaturas compromete o
desempenho do produto? Uma vez mais, não vimos
menção a esse aspecto em nenhuma referência bibliográfica, porém ao se utilizar um agente clareador que tenha sido
submetido à altas temperaturas compromete diretamente
o desempenho do mesmo (exposto aos raios solares em
algum balcão de Dental, por exemplo). Um processo de
titulação simples comprovaria o integridade do produto.
6. Será que durante os testes clínicos, o pesquisador observou que não se deve realizar o trabalho de
profilaxia usando bicarbonato de sódio imediatamente
antes do procedimento de clareamento dental, pois esse
sal neutraliza a ação do peróxido de hidrogênio? Uma vez
mais, não vimos menção a esse aspecto em nenhuma
referência bibliográfica, porém é bastante óbvio que o
bicarbonato de sódio utilizado para a remoção da placa
bacteriana através de processos de jateamento, é o mesmo
usado para neutralizar o peróxido. Assim, resíduos desse
sal remanescentes de procedimentos de profilaxia comprometerão diretamente o desempenho do agente clareador.
7. Será que durante os testes clínicos, o cientista
observou que é necessário agitar o agente clareador antes
de prepará-lo, pois existem elementos que podem decantar devido a longos períodos de armazenamento? Uma vez
mais, não vimos menção a esse aspecto em nenhuma
referência bibliográfica, porém é bastante óbvio que, nesse
caso, a concentração do agente clareador estará alterada,
o que comprometerá diretamente o desempenho do
mesmo.
8. Será que durante as tomadas de cor, o pesquisador utilizou um sistema eletrônico de identificação, pois
em processos fotográficos, as cores tendem a variar muito
em função da luminosidade do local no momento da
tomada da foto? É muito comum observarmos a utilização
de fotos como referência para comparativos de desempenho, porém vale lembrar que a luminosidade do ambiente
onde as fotos estão sendo tiradas, varia muitíssimo durante
um mesmo dia, em função principalmente da quantidade
de luz solar presente em momento ou outro. A luz varia
tanto em intensidade, como em temperatura de cor, o que
invalida comparativos, se não tiver ocorrido uma calibração
prévia dessas variáveis. Uma vez mais, nunca vimos
menção alguma a esse tema nas referências bibliográficas
analisadas.
Na verdade, não pretendemos invalidar as
pesquisas que foram desenvolvidas sem levar em conta os
aspectos anteriormente citados, porém é preciso ponderação no sentido de não generalizar conclusões indistintamente, entendendo que o resultado obtido se aplica ao
equipamento, agente clareador e procedimento de ensaio
utilizados no experimento, e que qualquer outra conclusão
é leviana.
31
Foco
Cirurgia
Drill Angular Multiplicador 1:2 Mikro Macth
Dados técnicos:
Rotação Máxima:
60.000 rpm - acoplado à turbina ou motor
Encaixe E-type (INTRA ISO 3964)
Drill Angular Mikro Macth
Dados técnicos:
Rotação Máxima:
30.000 rpm - acoplado à
turbina ou motor
Encaixe E-type (INTRA ISO 3964)
O Sistema de Motores Mikro
Macth consiste de uma família de
equipamentos de comando elétrico
ou pneumático que, em conjunto
com as Brocas de Dissecção, é
destinada às seguintes aplicações:
Osteotomia Mandibular Anterior,
Osteotomia Mandibular Posterior,
Osteotomia Posterior Mandibular
Dentealveolar, Assimetria Facial,
Reconstrução Óssea, Orbital
Hipertelorismo, Genioplastia,
Osteotomia LeFort I, LeFort II e
LeFort III, Correção Cantal Medial e
Lateral, Disostese Mandibulofacial,
Deformidades Traumáticas:
Tratamento Primário e Secundário,
Deformidades Secundárias a
Tumores, Síndrome Apert e Crouzon
e Fissuras.
Drill Reto Mikro Macth
Dados técnicos:
Rotação Máxima:
30.000 rpm - acoplado à turbina ou motor
Encaixe E-type (INTRA ISO 3964)
Registro ANVISA: 80030810037
Linha Completa de
Brocas de dissecção
Registro ANVISA:
80030810034
Mikro
ac
M icro C
32
irurgia
Cirurgia ao Alcance do Clínico
7
7
Cirurgia
Frederico Nigro
Especialista em Implantodontia e Prótese Dental
Mestre em Implantodontia pela UNISA
Doutorando em Implantodontia pela USC-Bauru.
Foto: Cortesia do autor
Atualmente, nas reabilitações
protéticas,
o uso de implantes
osseointegrados tem sido uma boa
indicação em substituição a um ou vários
elementos dentais perdidos.
Frente à crescente utilização
destes, faz-se necessário relembrar e
salientar determinados cuidados a fim de
se minimizarem-se os riscos cirúrgicos e
aumentar-se o sucesso do procedimento.
Um dos princípios básicos da
osseointegração é a manutenção do osso
que receberá o futuro implante, seja
previamente ao ato cirúrgico, bem como
durante este. Ao realizarem-se
as
perfurações
para a instalação dos
implantes, deve ter-se sempre em mente
o cuidado para não superaquecer o osso
circundante às perfurações (não sobre
passar 43°C) evitando-se assim uma
necrose extensa, a qual acabaria por
prejudicar, ou até mesmo inviabilizar, a
osseointegração.
O aquecimento deve ser evitado
através de uma irrigação efetiva e
constante, enfatizando-se que é de suma
importância
resfriar o instrumento
rotatório para que o calor gerado não seja
transmitido ao osso.
Cuidados extras devem ser
tomados, entre eles, o uso de brocas
novas e com um corte adequado e a
utilização de um contra-ângulo de boa
qualidade, o qual seja capaz de transmitir
as rotações geradas pelo motor sem
vibrações durante as perfurações e que
também tenha a capacidade de suportar o
torque
dispensado
ao mesmo,
principalmente durante a instalação dos
implantes, incluindo os procedimentos de
carga imediata, onde se deseja alcançar
um torque maior de inserção na instalação
dos implantes (preferencialmente acima
de 45Ncm).
Um bom contra-ângulo redutor
(20:1) é capaz de aceitar variações de
rotação de 12r.p.m. à 1500r.p.m. e
suportar torque até 55Ncm. Com uma
mesma peça realizam-se as perfurações
utilizando-se 800r.p.m. e posteriormente
a instalação do implante com 30r.p.m.
variando o torque de 10 até 55Ncm,
dependendo da qualidade óssea e do
travamento inicial a ser atingido.
Observando
esses pequenos
cuidados e utilizando os equipamentos
adequados, conseguimos maximizar o
sucesso dos procedimentos cirúrgicos na
instalação dos implantes, facilitando
sobremaneira
o processo
da
osseointegração.
tecnologia em artroscopia
33
7
Cirurgia ao Alcance do Clínico
7
Tecnologia DMC, apresentada à você
Rodrigo Gonçalves de Paula
Engenheiro Eletricista EESC/USP.
Contra Ângulo
Mikro Macth
Os equipamentos para implante
odontológico fabricados pela DMC têm
como base a caixa de comando e peça de
mão (micromotor elétrico). A caixa de
comando é a responsável pelo acionamento e controle do motor, assim como por
limitar o torque em alguns passos da
cirurgia.
O motor elétrico suporta velocidades acima de 30.000rpm e torque acima
de 3,5Ncm, cabendo à caixa de comando
controlá-lo com rotação constante, na
faixa de 240 a 30.000rpm, até o limite de
torque estabelecido pelo usuário.
Para um procedimento de implante, a rotação mínima do motor (240rpm) é
muito alta, assim como o torque máximo
(3,5Ncm) é muito baixo. Para tanto, o
profissional tem a sua disposição sistemas
de contra-ângulos redutores, os quais são
acoplados ao micromotor, reduzindo a
rotação e amplificando o torque do motor.
Podemos dar como exemplo o
equipamento Implantek Lase, com um
Contra Ângulo redutor 20:1 PUSH
BOTTOM, terá como velocidade máxima
34
1.500rpm (equivalente à velocidade
máxima controlada do motor - 30.000rpm
dividida por 20 - contra-ângulo redutor) e
velocidade mínima de 12rpm (equivalente
a 240 dividido por 20). Com o auxílio do
contra-ângulo, a caixa de comando será
capaz de trabalhar com o limite de torque
até 55Ncm, suficiente para o procedimento.
Sistemas de redução mecânica,
semelhantes ao Contra Ângulo Mikro
Macth, são amplamente utilizados em
nosso dia a dia, muitas vezes passando
despercebidos. Como exemplo, podemos
citar um automóvel: quando o motorista
dirige em 5ª Marcha, o mesmo consegue
atingir altas velocidades, mas não possui
força para vencer uma subida íngreme, o
que equivale ao micromotor sem a
utilização de um contra-ângulo, no
entanto, utilizando a 1ª Marcha, o motorista consegue subir uma ladeira, mas não
pode atingir altas velocidades, o equivalente à utilização do micromotor em
conjunto com o contra-ângulo.
Foco
Cirurgia
Contra Ângulo Redutor 20:1 Push Bottom
Dados técnicos:
Rotação Máxima: 1.500 rpm
5 rolamentos em aço inox
Encaixe de brocas tipo Push Botton
Registro ANVISA:
80030810042
Surg Light,
Surg Light Plus e
Surg Light Plus II
Aplicações
A Família Surg Light consiste de uma série de
equipamentos utilizados como fonte de luz
nas especialidades Médicas
(otorrinolaringologia, dermatologia),
Odontológicas (cirurgia e traumatologia
buco-maxilofaciais, implantodontia), em
diferentes tipos de procedimentos cirúrgicos.
Cadastro ANVISA: 80030819003
Cadastro ANVISA: 80030819005
Cadastro ANVISA: 80030819006
Dados Técnicos
Peso do capacete: 200g;
Medida do fio do capacete: 1,30m;
Tempo de uso: 3 horas ininterruptas;
Potência da caixa de comando: 7W
Potência do carregador de baterias:14W
Tensão do carregador de baterias: 90V~240V
Luminosidade máxima: 130 Lumens.
Duas versões de magnificação: 2,5X e 3,5X
O equipamento possui
três níves de intensidade:
Baixa (65 Lumens);
Média (98 Lumens);
Alta (130 Lumens);
Dispositivos integrados
.Capacete;
.Caixa de comando;
.Carregador de baterias;
.Maleta para transporte.
35
Foco
Cirurgia
Ú
n
ImplanTek
ImplanTek Lase
*
La
nç
n
o
am
de m
e
L r
ic
o
Tecnologia Brushless – Melhor desempenho e maior vida útil para o motor!
Desenvolvido para ser utilizado por profissionais da área de Odontologia e de Medicina, este
equipamento é indicado para cortes ósseos, perfurações, inserções, desbastes ósseos em
geral, procedimentos de cirurgia e traumatologia buco-maxilofaciais e quaisquer
procedimentos cirúrgicos ortopédicos.
Além destes itens, é possível realizar sessões de laserterapia,
pois conta com uma peça de mão acoplada que contém
2 laseres, bem como um menu completo para essa finalidade.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Caixa de Comando:
- Tensão de Alimentação: 90~240VAC;
- Potência de Entrada:70VA;
- Frequência: 50/60Hz
Micro-Motor Elétrico:
Velocidade: 240~30.000rpm
Esterilização: autoclave ou óxido de etileno
Conexão: e-type (INTRA)
Motor Brushless*
Motor de escova*
Bomba Peristáltica:
Fluxo: 8~50ml/min.
Laserterapia:
Diodo Laser Vermelho
(Comp. de Onda): 630~690nm;
Diodo Laser Infravermelho
(Comp. de onda): 790~830nm;
Potência óptica útil:
100mW (para ambos os laseres).
Registro ANVISA:
80030810059
80030810060
36
en
as ca
er d
te o c
ra o
pi m
a! fu
to
n
çã
o
Peças de Mão Mikro Macth
Registro ANVISA:
80030810041
Foco
Cirurgia
Mikro
ac
Sistema de Serras
Destinadas a procedimentos cirúrgicos de cortes ósseos, onde é
necessário alto poder de corte em espaços reduzidos.
Acoplável a todos os tipos de motores cirúrgicos com sistema de
encaixe E-type (INTRA ISO 3964).
Troca rápida e segura das lâminas.
Totalmente autoclavável.
Disponíveis em 4 modelos:
Reciprocante
Este equipamento deve ser utilizado em procedimentos
cirúrgicos que necessitem de movimento no sentido
recíproco (para frente e para trás). As lâminas adequadas
para este procedimento são:
SR 001, SR 002 e SR 003 da família de Lâminas para
Micro Serras.
Sagittal
A Micro Serra Sagittal deve ser
utilizada em procedimentos cirúrgicos
que necessitem de movimento no
sentido oscilante frontal. As lâminas
adequadas para este procedimento
são: SS 001, SS 002, SS 003 e SS
004 da família de Lâminas para
Micro Serras.
Oscilatória
Este modelo deve ser utilizado em
procedimentos cirúrgicos que
necessitem de movimento no sentido
oscilante lateral. As lâminas
adequadas para este procedimento
são: SO 001, SO 002, SO 003 e SO
004 da família de Lâminas para
Micro Serras.
Recipro-Sagittal
Lâminas para Micro Serras
Registro ANVISA:
80030810035
A Micro Serra Recipro-Sagittal deve ser
utilizado em procedimentos cirúrgicos
que necessitem de movimento no
sentido orbital. As lâminas adequadas
para este procedimento são: RS 001 e
RS 002 da família de Lâminas para
Micro Serras.
37
Foco
Kit para Clareamento Dental
LASE PEROXIDE SENSY
“Peróxido de Hidrogênio a 35%”
LASE PEROXIDE SENSY II
“Peróxido de Hidrogênio a 25 %”
:
COMPOSIÇÃO DOS PRODUTOS
- Gel Clareador Lase Peroxide Sensy, Gel
Clareador Lase Peroxide Sensy II, após a
mistura das fases 1 e 2: peróxido de
hidrogênio 25% ou 35%, espessante,
corante, extratos vegetais, amida, agente
sequestrante, glicol e água;
- Dessensibilizante:
água, essência,
espessante, conservante, nitrato de potássio
e fluoreto de sódio;
- Lase Protect - Barreira Gengival
Fotopolimerizável:
metacrilato,
canforquinona, sílica, amina terciária, corante
e essência;
- Solução Neutralizadora: bicarbonato de
sódio 10%, conservante e água.
- Pontas para Polimento
Registro ANVISA: 80030810024
Registro ANVISA: 80030810033
38
Kit sufic
ie
Para 3 p nte
acine tes
Dúvidas
8
8
Qual a sua dúvida?
O NuPEn responde:
Como resolver o problema da hipersensibilidade
pós-clareamento
dental?
A laserterapia pode resolver de
imediato esse problema, pois atuará
modulando a resposta inflamatória pulpar
e promovendo analgesia local. A laserterapia é recomendada nas seguintes
situações:
- Imediatamente após o clareamento
dental, caso o paciente relate hipersensibilidade.
- Imediatamente após o clareamento
dental, para prevenir a sensibilidade que
possa vir a ocorrer nas primeiras horas
após o procedimento.
- Durante o clareamento dental, caso o
paciente relate sensibilidade em um
dente específico, recomenda-se interromper o procedimento, remover o gel do
dente em questão, aplicar a laserterapia,
e retomar o procedimento. Verificar se a
sensibilidade não é proveniente do
contato do gel com tecido mole ou com
alguma retração não protegida pela
barreira gengival. Caso o gel tenha
entrado em contato com a mucosa,
aplicar água bicarbonatada a 10%, que
acompanha o kit Lase Peroxide Sensy e
que atuará como neutralizador. Em
seguida, aplicar o laser com energia de 1J
ou fluência de 40J/cm². Caso seja
verificada a deficiência de proteção na
barreira gengival sobre a zona de dentina
exposta, complementar essa proteção e
prosseguir o procedimento de clareamento dental.
Protocolo: aplicar o laser infravermelho, com energia variando entre
1,5J e 3,5J ou fluência variando entre 60
e 120J/cm², 1 ponto na cervical de todos
os dentes clareados, imediatamente após
o clareamento ou naqueles elementos
dentais onde o paciente relatar hipersensibilidade. Para dentes menores ou mais
jovens, preconizam-se doses menores;
para dentes maiores ou mais velhos,
preconizam-se fluências maiores.
Feito isso, pergunta-se
ao
paciente se há algum dente que ainda
apresente sensibilidade e, em caso
positivo, pode-se aplicar mais um ponto na
região do ápice do dente em questão,
utilizando uma fluência um pouco mais
baixa que a usada anteriormente.
Clinicamente, observamos que alguns
pacientes relatam sensibilidade apenas
algumas horas após o clareamento dental
e isso dependerá da condição pulpar de
cada paciente. Esta dor tem característica
de ser aguda e de curta duração,
ocorrendo principalmente
quando a
laserterapia preventiva pós-clareamento
não foi realizada ou quando o paciente
apresenta
desgastes
incisais.
Recomenda-se alertar todos os pacientes,
principalmente aos que nunca fizeram
clareamento dental, que os mesmos
podem vir a ter episódios rápidos de dor
após saírem do consultório. Nestes casos,
eles podem fazer uso de analgésico com o
qual estão habituados, quando a dor
persistir por mais de alguns minutos.
Uma dica da Dra. Rita Amaral é:
“Após o término do clareamento dental,
lavar bem os dentes, aplicar o gel
dessensibilizante que vem no kit do Lase
Peroxide Sensy sobre a superfície dental, e
dar polimento com o feltro que também
vem
nesse
kit.
Deixar
o gel
dessensibilizante em repouso sobre a
superfície dental durante 2 minutos. Esse
polimento deve ser feito de maneira
delicada e suave para não superaquecer o
elemento dental, o que poderia causar
Quer saber mais?
Visite o nosso site: www.nupen.com.br
39
Foco
40
Divisão Química
Foco
Divisão Química
41
Foco
42
Soluções de Marketing
Bastidores do Leitor
9
Clareamento Dental com Laser e
Fechamento de Diastemas
9
Gertrudes Carvalho Dapena
Especialista em Dentistica ACDC - Campinas.
Gomes E; Rossato, DM; Porto, CLA.
i daa utora
Fotos: cortesa
É cada vez maior a procura por
um sorriso mais estético e harmonioso.
Situações de desarmonia e alterações de
cor que muitas vezes não eram percebidas no passado, hoje são questionadas
em nossos consultórios.
O uso de agentes clareadores e
compósitos tem colaborado muito para
que possamos solucionar casos que
comprometem a estética, melhorando
assim a auto-estima dos pacientes.
Após o paciente submeter-se ao tratamento ortodôntico, houve necessidade
do fechamento dos diastemas anteriores.
Realizou-se, então, o clareamento dental com peróxido de hidrogênio a
35% (Lase Peroxide Sensy) ativado com
fonte de luz híbrida laser + LED (Whitening Lase Light Plus). Após 30 dias, os
diastemas foram fechamos com compósito fotopolimerizável.
BASTIDORES DO LEITOR
Aspecto inicial.
Convidamos nossos queridos
leitores a enviar casos clínicos
para serem publicados em
nossa revista. O melhor caso
enviado durante o ano, e que
será escolhido pelos próprios
eleitores, será premiado com
um produto DMC.
Normas para o envio dos
casos
Aspecto 7 dias após o tratamento.
Texto entre 10 e 12 laudas, em
arquivo Word, formatado em
letra Verdana 9.
Imagens dos casos em:
- estágio inicial,
- durante o tratamento
- estágio final,
digitalizadas em 300dpi, no
tamanho aproximado de 10cm x
12cm.
Envie seu caso clínico para
[email protected]
Aspecto final.
43
Foco
Núcleo de Pesquisa e Ensino
NuPEn na WEB
Em seu primeiro
ano de atividades,
nosso site vem
prestando relevantes
serviços à comunidade
científica e aos profissionais
na área clínica, em todas
as partes do mundo.
Venha navegar conosco!
A DMC patrocina o NUPEN - Núcleo de
Pesquida e Ensino de Fototerapia nas Ciências
da Saúde. Esse núcleo é responsável por
prestar serviços de consultoria permanente aos
clientes DMC, bem como organizar e promover
seus cursos de capacitação.
Acesse www.nupen.com.br e eleja o
idioma de sua preferência. O site do NUPEN
está preparado para atender às necessidades
dos clientes DMC, em todos os continentes.
Ali você encontrará detalhes sobre a
equipe do NUPEN e poderá escolher em que
área da Biomedicina você deseja navegar:
Odontologia, Fisioterapia ou Medicina Estética.
Ao eleger o ícone Odontologia, você
poderá encontrar textos sobre as bases da
Laserterapia; seguir o passo-a-passo e obter
informações sobre o Clareamento Dental
fotoativado; conhecer os colaboradores do
NUPEN e os cursos que eles ministrarão no
mundo todo; conhecer a resposta para as
dúvidas mais comuns na área de fototerapia;
enviar dúvidas sobre protocolos direcionados
para seus pacientes; acessar os principais links
relacionados à Fototerapia; consultar diversos
assuntos em nossa Biblioteca Virtual; e fazer o
download dos Cd-Roms da DMC, sempre que os
mesmos sejam atualizados.
Venha conhecer o fantástico mundo da
Fototerapia. Visite-nos!
www.nupen.com.br
44
Um pouco de Rodin
Rodin em 1880
Attílio Lopes
Auguste Rodin nasceu em Paris em 1840 e
morreu em Meudon em 1917. Foi essencialmente
escultor em argila e bronze, autor de obras,
sobretudo descritivas. Sua principal característica,
até hoje não superada, era de trabalhar com as
próprias mãos, sem o auxílio de qualquer
instrumento, o que resultava em um estilo conciso,
aparentemente inacabado, mas de grande força
expressiva. Juntamente com Gustav Mahler,
compositor de sinfonias e de Gustav Klint, pintor,
ambos austríacos, formou uma Escola estética
insólita. Sua proposta era monumental (Os
Burgueses) às vezes formando conjuntos de figuras
aparentemente disformes mas de intensa lógica
arquitetônica. Embora sua obra mais festejada seja
"Le Penseur" - O Pensador - sua obra mais complexa
e impressionante é "O Portal do Inferno", obra cheia
de figuras distorcidas. "Os Burgueses", "O Beijo", a
figura de "Balzac", o busto de Mahler e de
Clemanceau, todos em bronze, fazem parte do amplo
repertório de sua obra, predominantemente em
estilo monobloco com desprezo de pormenores,
linguagem típica da argila.
“Suas primeiras esculturas eram tão
perfeitas que ele foi acusado de moldar diretamente
no corpo dos modelos. Para rebater essas críticas, ele
passou a fazer suas esculturas em escala bem maior
que o tamanho de uma pessoa normal”, comenta
René Orosco. “Com o passar do tempo, ele foi
desenvolvendo miopia progressiva, e por isso suas
esculturas foram ganhando aquele aspecto de
inacabadas, como se fossem blocos embaçados...,
na verdade refletiam a visão do próprio autor!”
Prezado Leitor,
A DMC não é só tecnologia. É arte, é estética
e bom gosto! Compartilhando essa filosofia com
nossos leitores, traremos a cada exemplar um
resumo da vida e obra do artista cujas obras foram
escolhidas carinhosamente para ilustrar nossa
edição.
O Prof. Attilio, além de cirurgião-dentista,
professor e mestre em Cirurgia e traumatologiabuco-maxilofaciais e Patologia, é escultor e
ilustrador, tendo inúmeras obras suas desenhadas
em livros científicos que vão desde livros de cirurgia
e laserterapia até atlas de anatomia de cabeça e
pescoço.
Ele nos brindará, a cada edição, com seu
conhecimento artístico para apresentar-nos um
pouquinho da obra desses grandes artistas.
Divirta-se!
Foco
Panorama Cultural desta Edição
DMC Equipamentos Integrando
Tecnologia e Natureza.
DMC Equipamentos E.P.P. Ltda. Rua Sebastião de Moraes 831 - S. Carlos - SP
CEP. 13.562-030 ; Fone: (16)2107-2323 ; www.dmc-dental.com.br
Download

Journal - DMC Equipamentos