Tecnologia e Clínicas Integradas Odontológicas Edição Semestral – volume 2 – número 2 – 2º semestre de 2007 Journal Nesta edição: Polêmicas sobre o uso da luz em Odontologia PDT Clareamento Dental Cirurgia e muito mais... ISSN 1980-8321 Foco DMC Equipamentos Um pouco da nossa empresa EQUIPAMENTOS Estamos em contagem regressiva para comemorar o aniversário de 10 anos da fundação da DMC Equipamentos. Como em toda comemoração especial, o fato remete a um balanço das realizações até os dias de hoje. Nesse balanço contabilizam-se experiências de grande valor para a organização. O esforço de um grupo de pessoas, cujos pensamentos e comportamento diante de enormes e cada vez mais complexos desafios, estiveram voltados para a criatividade e compromisso com o trabalho, promovendo realizações, que nos permitiram aproximar dos 10 anos com fatos marcantes numa história que se deseja compartilhar com os leitores da revista DMC Journal. A primeira demonstração do espírito de inovação que guia a empresa aconteceu no final do ano de 1999, quando a DMC apresentou aos Cirurgiões-Dentistas brasileiros o primeiro fotopolimerizador nacional a base de luz LED. Na época, a jovem empresa que já se tornara conhecida pela fabricação de equipamentos na linha de profilaxia, iniciou pelo Brasil afora uma grande campanha, com a realização de incontáveis cursos e treinamentos para mudar o paradigma de que esta técnica não seria efetiva. Foram períodos de grande esforço para a equipe DMC, frente à resistência natural por parte do mercado, afinal o que se apresen- tava era uma proposta bastante inovadora para a época. Hoje a maioria dos fotopolimerizadores fabricados no mercado mundial utiliza da tecnologia em que a marca consagrou-se como pioneira. Logo em seguida, o espírito de vanguarda da empresa, comandada a "braços de ferro" por seu fundador, Renaldo Massini Junior, com formação pela USP em engenharia mecânica, falou mais alto, abrindo novas perspectivas para a modernização da base tecnológica utilizada na Odontologia brasileira com o lançamento do mais completo sistema de laserterapia até hoje disponível no mercado nacional. Hoje, o Thera Lase é utilizado nos maiores centros de pesquisas especializados do País, a exemplo do LELO, da FUNDECTO, do Hospital Mario Covas etc. Em 2001, os laboratórios de desenvolvimento não pararam e mais uma vez na dianteira da inovação, através de seu fundador criou e patenteou o Whitening Lase, equipamento de clareamento dental para uso em consultório, que combina duas fontes de luz (LASER/LED), causando nova revolução de conceitos seguida novamente por vários fabricantes no mundo. Esse invento incrementou de vez a difusão da técnica de clareamento dental sob a supervisão total do profissional de odontologia, uma vez que poucos deles estavam dispostos a investir em outros tipos de tecnologias importadas em razão do valor do desembolso e contra-indicações. Inovar no conceito DMC é criar algo novo e torná-lo acessível ao mercado, sob vários fatores, ou seja, qualidade, efetividade e tangibilidade. Foi por isso, que pioneiramente a empresa desenvolveu mídias educativas em CD-ROM e intensificou a realização de cursos através de conceituados professores no Brasil e no exterior, amparados pelo NuPEn - Núcleo de Pesquisa e Ensino de Fototerapia nas Ciências da Saúde, criado com o fim específico de fomentar o apoio a pesquisa, desenvolver material didático, prestar consultoria a clientes e organizar cursos nos territórios nacional e internacional. A iniciativa bem sucedida no campo do clareamento dental consolidou a empresa como líder de mercado. Compartilhamos com o CirurgiãoDentista Brasileiro e Instituições de Ensino o direito a esse mérito, uma que vez que reconhecidamente no mundo estes profissionais são vistos como os de maior proficiência na utilização clínica das tecnologias e prática das técnicas de laserterapia e clareamento dental. Como se observa, no decorrer de um curto período, a DMC foi se firmando junto ao público por uma das suas mais marcantes características, a capacidade de surpreender o mercado do segmento da saúde com equipamentos de alta tecnologia e serviços diferenciados prestados por uma rede de Representantes do mais alto padrão distribuídos estrategicamente por todo o mundo. Pesquisas realizadas junto a CirurgiõesDentistas apontam que a decisão de escolha pela marca está fortemente embasada em três atributos que associam aos produtos da empresa: Qualidade, Tecnologia e Inovação. Prova disso, é a consolidação das demais realizações na galeria dos compromissos assumidos, ou seja, a linha de clareadores e produtos da Divisão Química, os motores e peças cirúrgicas e os equipamentos e produtos que fazem parte do portifólio disponível para atender também a área médica em cirurgias minimamente invasivas e tratamentos de fototerapia. Isso mesmo, ao chegar aos 10 anos, a DMC está habilitada a atender o segmento médico com a mesma expertise para desenvolver e produzir novas tecnologias destinadas as especialidades de dermatologia, fisioterapia, ortopedia, neurologia e cirurgias da coluna. Diante disso, se pode afirmar que ao completar 10 ANOS, a integração tecnologia DMC e o conhecimento dos seus mais experientes e capacitados recursos, em base mundial, qualificam a empresa apta a colaborar ao grande número de clientes nas áreas médica e odontológica a enfrentar seus desafios mais complexos e atingir seus objetivos. Foco DMC Equipamentos Obrigado a todos que escolheram e apoiaram a DMC Equipamentos Ltda, tornando esse momento possível! 01 Foco DMC Journal Expediente Comissão Editorial Editora Científica: Profa. Dra. Luciana Almeida Lopes - Mestre em Engenharia Biomédica pelo IP&D, UniVaP, SJC - Doutora em Ciência e Engenharia de Materiais, USP, SC - Coordenadora do NUPEN - Núcleo de Pesquisa e Ensino de Fototerapia nas Ciências da Saúde, SC - Professora Colaboradora do curso de "Maestria en Odontología Láser" do Instituto Mexicano de Tecnologia Biomédica", Monterrey, México. [email protected] Editor-Chefe: Eng. Renaldo Massini Júnior Conselho Editorial: Prof. Aécio Massayoshi Yamada Junior - Pós-Graduado na Showa University - Japão Doutorando pelo IPEN - USP - Professor Convidado do curso de especialização - UNIP/SP; Prof. Attilio Lopes Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo faciais pelo Instituto de Ortopedia da Faculdade de Medicina da USP, SP e em Patologista Bucal pelo CFO - Mestre em Clínicas Odontológicas pela UniCastelo, SP; Prof. Dr. Bruno Lopes da Silveira - Especialista e Mestre em Odontologia - Dentística Restauradora, pela PUC do Rio Grande do Sul - MBA em Marketing de Serviços pela Escola Superior de Propaganda e Marketing ESPM - Doutorando em Odontologia (Dentística) pela Faculdade de Odontologia da USP, São Paulo; Prof. Douglas Vieira - Mestre em Dentística pela São Leopoldo Mandic, SP - Professor Sub-Coordenador da Especialização em Estética Dental da SLMandic, Campinas e do SOESP, SP; Prof. Dr. Emílio Barbosa e Silva - Especialista, Mestre e Doutor em Periodontia pela UNESP - Professor Coordenador dos Cursos de Especialização e Aperfeiçoamento em Periodontia da ABO-DF e ABO-Taguatinga; Prof. Frederico Nigro - Especialista em Implantodontia e Prótese Dental - Mestre em Implantodontia pela UNISA - Doutorando em Implantodontia pela USC-Bauru - Professor da Especialização em Implantes da UNIMES; Profa. Giselle Rodrigues de Sant'Anna - Especialista e Mestre em Odontopediatra Doutoranda em Engenharia Biomédica pela UniVap, SJC - Professora de Farmacologia e Odontopediatria da Unicsul, SP; Prof. Hermes Pretel - Mestre em Ciências Odontológicas pela Faculdade de Odontologia de Araraquara UNESP - Doutorando em Ciências Odontológicas pela Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP; Prof. Dr. Ivo Carlos Corrêa - Mestre e Doutor em Materiais Dentários pela USP, SP - Professor Adjunto do Departamento de Prótese e Materiais Dentários da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ; Prof. José Antonio Gaspar Especialista em Dentística Restauradora pela UniCastelo, SP - Mestre na área de Laser em Odontologia - Ipen / USP, SP - Coordenador do curso de Atualização de Laser em Odontologia da ABO, Campinas e do curso de Aperfeiçoamento de Laser no CETAO, SP; Prof. Leandro Bortoloti Scarpato - Especialista em Dentística pela ABO-ES, ES - Mestre em Odontologia/Dentística pela UERJ, RJ; Prof. Marcelo Carvalho Chain - Professor Associado de Materiais Dentários da Universidade Federal de Santa Catarina - Coordenador do curso de mestrado em Materiais Dentários da UFSC - Master of Sciene e PhD em Biomateriais - USA; Prof. Dr. Marcelo Ferrarezi de Andrade - Professor Adjunto junto ao Departamento de Odontologia Restauradora - Chefe do Departamento de Odontologia Restauradora; Prof. Dr. Oscar Barreiros - Especialista em Dentística Restauradora e Especialista em Prótese Dental - Mestre em Dentística - Materiais Dentários pela USP de Bauru - Doutor em Dentística - Materiais Dentários pela USP de Bauru; Prof. Dr. Rafael Lia Mondelli - Mestre em Dentística pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP - Doutor em Reabilitação Oral pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP - Livre-Docente em Dentística pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP. Conselho Científico Internacional: Profa. Dra. Josepa Rigau - Doutora em Medicina e Cirurgia - Coordenadora do Máster en Cirugia Láser da Faculdade de Medicina da Universidade Rovira i Virgili, Reus - Espanha; Prof. Leo Stiberman - Director científico del Capitulo Argentino del Intitute of Laser Dentistry - Presidente de la Academia Argentina de Láser Odontológico; Dr. Mariano Vélez González - Licenciado en Medicina, Farmacia y Biológicas. Servicio de Dermatología del Hospital del Mar y Centro Medico Ronefor - Miembro de la Fundación de Antoni de Gimbernat y de la Junta de lal SELMQ, Barcelona -España. Marketing: Lígia Maria Meirelles Revisão: Danny Frannk Arendt; Maria Helena Matsumoto Komasti Leves; Mariana Conrado dos Reis Editoração Gráfica, Desenvolvimento e Diagramação: René Orozco Fotolito: Copying Fotolitos Gráfica: Suprema Gráfica e Editora Ltda DISTRIBUIÇÃO GRATUITA São Carlos; 25 de junho de 2007 02 Editorial Sumário 1 Entendendo o LASER e o LED - Entendendo os parâmetros do laser de baixa intensidade: potência, comprimento de onda, área de cobertura, tempo e formas de aplicação Caro colega, Fiat Lux. E fez-se a Luz. E fez-se o Laser. E fez-se a DMC Journal! Nossa revista é um sucesso! Colegas de todas as especialidades, professores, pesquisadores, profissionais diversos da área de saúde e consultores de venda do segmento nos parabenizaram por trazer à luz um tema ainda por demais desconhecido: A Própria Luz. Nossa revista foi lançada no CIOSP, onde professores renomados encontraram-se em um espaço promovido pela DMC/NUPEN para discutir temas controversos e cuja elucidação é necessária ao clínico de Odontologia. Muitos destes temas estarão presentes nesta edição, que traz a revista já de cara nova, com novas sessões individualizadas: Entendendo o Laser e o LED, onde aprenderemos um pouco sobre o que é a luz do ponto de vista de engenharia; Atualidades, com temas cada vez mais curiosos; Saiba Como, com dicas e sugestões; Qual é a Dúvida, onde o NuPEn responderá as dúvidas do leitor; Cirurgia ao Alcance do Clínico, com dicas e sugestões para facilitar nosso dia-a-dia clínico e os Bastidores do Leitor, onde cada colega poderá apresentar seu caso clínico preferido. Estamos trabalhando para trazer-lhe uma revista cada vez mais agradável e de fácil leitura. Também vale a pena contar que nossa revista foi traduzida para o inglês e o espanhol e atravessou o oceano, viajando à países como Líbano, Israel, Irã e outros mais próximos, como Peru, Argentina e México. Venha conosco! 2 Laserterapia - HERPES: diferentes fases x tratamentos 3 09 Clareamento Dental - Prevendo o futuro: o que você deve saber e perceber no exame clínico antes de recomendar o clareamento dental 4 5 Coordenadora do NuPEn Atualidades 6 - A terapia fotodinâmica e a cárie dental - Fóruns Internacionais DMC Equipamentos 26 Cirurgia ao Alcance do Clínico - Novidades em Cirurgia Óssea 9 Xx 19 Xx 23 33 Qual a sua Dúvida? - o NuPEn responde - Quais são os procedimentos que devo executar previamente ao clareamento dental de consultório? Luciana Almeida Lopes 13 Saiba Como - “Passo-a-passo“ e indicações da Fotopolimerização com LED 8 Xx Profilaxia - A importância da profilaxia na manutenção da saúde periodontal 7 05 39 Bastidores do Leitor - Clareamento Dental com Laser e Fechamento de Diastemas 43 03 Foco Aparelho para Laserterapia Sistema para Laserterapia THERA LASE DMC Registro ANVISA 80030810013 Aplicações Clínicas •Alveolite •Bioestimulação óssea •Disfunção da ATM •Gengivite •Herpes Simples •Herpes Zoster •Hipersensibilidade •Lesão traumática •Pericoronarite •Periodontia •Nevralgias •Paralisias •Queilite angular •Síndrome de dor •Úlcera afosa recorrente Características • Modo de operação Contínuo ou Pulsado (10~100Hz); • Modo de trabalho Por varredura ou pontos; • Modo assistido. Última geração em aparelhos para laserterapia destinados às áreas de Odontologia, Fisioterapia e Medicina em geral. Contém todos os dispositivos de controle e segurança, que garantem máximo desempenho em processos que envolvem: Alívio da dor (efeito antiálgico); Redução de edema e de hiperemia (efeito antiinflamatório, antiedematoso e normalizador circulatório). 04 Dados Técnicos • Comprimento de onda emissor visível; 660~685nm emissor invisível; 808~830nm • Potência útil dos emissores: 1OOmW • Tensão de alimentação: 90V ~ 24OV automática; • Sistema de condução de luz: Fibra óptica de núcleo único de 600 micra; • 2 Sistemas de monitoramento de potência; • Luz guia para o laser infravermelho. Dispositivos Integrados • • • • • Unidade de comando; 3 óculos de proteção; Cabo de fibra óptica de 600 micra; Pedal de acionamento; CD-Rom de laserterapia. Entendendo o Laser e o LED 1 1 Entendendo os parâmetros do Laser Terapêutico Daiane Thais Meneguzzo Mestre em Dentística pela FOUSP, SP. Ao conversarmos com colegas sobre laserterapia, é bastante comum indicarmos qual laser estamos utilizando, a partir de informações como comprimento de onda do laser ou sua “cor”: vermelho ou infravermelho. Na troca de “receitas” ou doses que estamos utilizando no consultório, falamos em termos como: densidade de energia ou fluência, ou apenas sobre a dose utilizada. Também podemos falar sobre a potência do equipamento, que pode ser aumentada ou diminuída em cada caso clínico. E no pacote de informações, ainda temos energia expressa em Joules, energia total e energia por área. Mas o que significa tudo isso e o que é realmente importante para o profissional conhecer sobre os parâmetros utilizados em laserterapia? O laser, assim como as outras fontes de luz, é composto por fótons. E fótons são “pacotes” de energia (partículas luminosas), que embora não tenham massa, se comportam como se a tivessem, ou seja, se propagam como uma onda, sendo descritos como um campo eletromagnético oscilante. Cada fóton possui um comprimento de onda (denominado pela letra lambda do alfabeto grego l), que é a distância entre duas cristas consecutivas da onda (fig.1). O comprimento de onda define a “cor” do fóton: fótons vermelhos possuem l ao redor dos 600 nm e fótons infravermelhos possuem l acima de 700 nm. Fig.1 Ao analisarmos o espectro eletromagnético (Fig 2), podemos visualizar melhor todas as faixas de comprimentos de onda, entre elas a faixa de cores visíveis aos nossos olhos ( l entre 400 e 700nm), a faixa infravermelha (l acima de 700 nm) e a faixa ultravioleta (l abaixo de400 nm). Fig.2 Espectro eletromagnético ilustrado. Os comprimentos de onda da luz visível são: Azul 440-490 nm, Verde 490-565 nm, Amarelo 565-590 nm, Laranja 590-630 nm e Vermelho 630-780 nm. Fonte: Almeida-Lopes, 2001. A energia da radiação, no entanto, está relacionada com a energia dos fótons que a compõe, l.l que é descrita pela seguinte fórmula: E = h.c/ Sendo: E = Energia do fóton H = Constante de Planck (6,27.10-34Js) l = Comprimento de onda C = Velocidade da luz (3.108 m/s) Percebemos então, que a energia do fóton é inversamente proporcional ao seu comprimento de onda. A unidade usual de medida da Energia de Fóton é o elétron-volt e pode ser convertida em Joule (J) ou calorias (cal). Comparando dois fótons com diferentes comprimentos de onda, podemos afirmar qual deles tem maior energia, assim como qual deles tem a maior freqüência (número de oscilações por segundo) (Fig 3). Fig.3 Comparação entre 2 fótons de diferentes . 05 1 Entendendo o Laser e o LED As irradiações com alta energia são consideradas irradiações ionizantes, capazes de quebrar ligações químicas podendo, por exemplo, causar mutações. Para que isso ocorra, a energia do fóton deve estar entre 3,5 e 20 eV. Os laseres odontológicos não emitem radiações ionizantes, não sendo, portanto, carcinogênicos (Tabela 2). AsGaAl: 1,57 eV Nd:YAG: 1,16 eV Er:YAG: 0,422 eV Argônio: 2,5 eV Excimer: 6,42 eV Tabela 2: Laseres e suas energias. O laser de AsGaAl é o representante dos laseres de baixa potência, e o laser Excimer (utilizado na oftamologia) é o único da lista que gera radiação ionizante. No entanto, o laser é considerado como uma fonte de luz especial, por apresentar diferenças importantes em relação às outras fontes de luz como as lâmpadas, por exemplo. Estas características únicas dos laseres permitem que, atualmente, estejam envolvidos nas mais diversas áreas do nosso dia a dia, desde em um simples aparelho de DVD, até as mais complexas aplicações médicas e odontológicas. Estas características são: MONOCROMATICIDADE: todos os fótons são iguais, possuem o mesmo comprimento de onda, a mesma “cor”. A luz branca, por outro lado, é policromática. Ao atravessar um prisma, é decomposta em 7 cores (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anis e violeta) (Fig.4). Fig.4 Fig.4 Luz Branca: policromática /luz laser monocromática COLIMAÇÃO: o feixe de luz é “paralelo”, o que significa que sua divergência é pequena quando comparada às outras fontes de luz, como as lâmpadas, que emitem fótons em todas as direções (Fig. 5). COERÊNCIA: todos os fótons emitidos são sincronizados, estão em fase no tempo e no espaço. Esta característica é a mais importante e só pode ser produzida em equipamentos laser. Parâmetros dos Equipamentos de Laserterapia: T = DE x A P T = tempo (segundos) DE = densidade de energia (J/cm²) A = área (cm²) P = potência (W) 1. TEMPO (Segundos): O tempo é normalmente calculado pelo próprio equipamento, pois a fórmula está integrada ao software do mesmo. 2. DENSIDADE DE ENERGIA (J/cm²): É a energia (Joules) entregue no tecido por unidade de área (centímetro quadrado ou cm²). É a “dose” ou fluência de energia que deverá ser depositada no tecido por ponto de aplicação. A dose é o parâmetro que devemos ajustar no equipamento laser, de acordo com a patologia que estamos tratando. A dose ideal para cada paciente pode variar um pouco, mas não muito. No modo assistido dos equipamentos DMC, encontramos sempre uma dose mínima e uma máxima (janela terapêutica) podendo ser ajustada conforme as características do paciente. 3. ÁREA (cm²): A área da fórmula, por padronização internacional, é a área iluminando o tecido alvo, que coincide com a área do feixe laser. A aplicação do laser, portanto, é pontual, e o equipamento automaticamente calcula o tempo por ponto que deverá ser aplicado conforme a dosagem selecionada. 4. POTÊNCIA (Watts): A potência óptica corresponde ao número de fótons que estão sendo emitidos pela fonte de luz. Nos laseres de baixa potência, como o nome mesmo diz, a potência não passa de miliwatts, possuindo no máximo 0,5W ou 500 mW. Uma vez que a potência está diretamente relacionada com a penetração da irradiação, potências altas são indicadas para tecidos profundos como nervos, músculos e ossos. A potência pode ser ajustada em alguns equipamentos e é inversamente proporcional ao tempo de aplicação, o que pode ser clinicamente vantajoso, em atendimentos que demandam maior tempo clínico, como no tratamento de paralisias faciais. Além dos parâmetros da fórmula física, outros são igualmente importantes de serem conhecidos pelo clínico: Densidade de Potência, Intensidade ou Irradiância (W/cm²): É a quantidade de potência por unidade de área que a fonte de luz está emitindo. É designada por W/cm², ou seja, é a potência dividida pela área descrita anteriormente. Este parâmetro é importante, uma vez que pode ser utilizado para comparar procedimentos realizados em diferentes equipamentos, como laseres de alta potência ajustados para atuar em baixas potências. Energia da irradiação pontual (J = Joules): Fig.5 Luz colimada/ luz coerente 06 É a quantidade de energia depositada por ponto de aplicação. É determinada quando multiplicamos a densidade de energia pela área do feixe laser (E = DE x A). Para calcularmos a energia total aplicada por sessão, basta multiplicar o número de pontos aplicados pela energia de cada ponto. É importante, Entendendo o Laser e o LED portanto, sempre registrar o número de pontos aplicados em cada lesão tratada, a fim de padronizar as aplicações e poder calcular a energia total aplicada por sessão. Conhecendo estes parâmetros podemos, então, reproduzir qualquer aplicação clínica realizada em pesquisas clínicas, experimentais in vitro ou realizadas com os mais variados tipos de equipamentos. No entanto, precisamos ter em mãos o maior número possível de informações, sendo fundamental conhecermos pelo menos 3 dos 4 parâmetros da fórmula: tempo de irradiação, densidade de energia, área do feixe laser e potência óptica líquida utilizada. Sistemas ULTRA BLUE IV PLUS, e ULTRA BLUE IV PLUS II Registro ANVISA: 80030810025 1 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1.Almeida-Lopes, L; Massini, RJ. Laserterapia - Conceitos e Aplicações. CD room, NUPEN/DMC, São Carlos, 2001. 2.Túner J; Hode L. Low level laser therapy: Clinical Practice and Scientific background. Gransgesberg: Prima Books, 1999. 404 p. 3.Miserandino LJ; Pick RM. Lasers in dentistry. Carol Stream: Quintessence Publishing Co., 1995. 341 p. 4.Gutknecht N; Eduardo CP. A Odontologia e o Laser. Quintessence Editora Ltda, 2004.320 p. Sistemas de Múltiplas funções. Unidade geradora de luz composta para clareamento dental, laserterapia e fotopolimerização. Aplicações Clareamento dental: Minimização do tempo de procedimento e da ocorrência de hipersensibiliade pós procedimento, uma vez que utiliza dois comprimentos de onda, sendo que um deles é gerado por um diodo infravermelho e o outro por uma matriz de LEDs azuis Fotopolimerização de materiais fotossensíveis a comprimentos de onda situados entre 460 e 480nm Laserterapia: alívio da dor (efeito antiálgico), reparação tecidual (efeito bioestimulador do tecido). Dispositivos Integrados Unidade de comando; Peça-de-mão; Óculos de Proteção; Sonda rígida coerente de 8mm; Maleta para transporte; CD-Rom de Clareamento; CD-Rom de Laserterapia. Registro ANVISA: 80030810012 Dados Técnicos Sistema ULTRA BLUE IV Plus Emissor visível: comprimento de onda de 470nm (típico); Emissor infravermelho: comprimento de onda de 830nm (típico); Conjunto eletrônico microprocessado Potência elétrica: 30W Tensão de operação: 9OV ~ 24OV Sistema ULTRA BLUE IV Plus II Emissor visível: comprimento de onda de 470nm (típico); Emissor infravermelho: comprimento de onda de 830nm (típico); Emissor vermelho: comprimento de onda de 660nm (típico); Conjunto eletrônico microprocessado Potência elétrica: 30W Tensão de operação: 9OV ~ 24OV 07 Foco Aparelho para Laserterapia Sistema para Laserterapia Registro ANVISA nº 80030810017 Eficiente laser terapêutico compacto, ergonômico e arrojado; De uso fácil e seguro, seu projeto permite notável desempenho do aparelho com excelentes resultados clínicos; Os modelos que compõem a família de Sistemas para Laserterapia Flash Lase são simples de operar e foram desenvolvidos para as áreas de Odontologia, Fisioterapia e Medicina. Modelos: FLASH LASE I, II e III Aplicações •Alívio da dor (efeito antiálgico) •Reparação tecidual (efeito bioestimulador do trofismo celular) •Redução de edema e de hiperemia (efeito antiinflamatório, antiedematoso e normalizador circulatório). •Alveolite •Bioestimulação óssea •Disfunção da ATM •Gengivite •Herpes Simples •Herpes Zoster •Hipersensibilidade •Lesão traumática •Pericoronarite •Periodontia •Nevralgias •Paralisias •Queilite angular •Síndrome de dor •Úlcera afosa recorrente Dispositivos integrados •Unidade de controle •3 óculos de proteção •CD-Rom Laserterapia •Maleta para transporte Especificações Técnicas Tensão de Alimentação: 9OV ~ 24OV automático Potência Elétrica: 5W lrradiância: 46mW/mm² Potência útil dos dois Emissores: 1OOmW FLASH LASE I - Comprimento de onda: emissor visível: 660 ~ 685nm FLASH LASE II - Comprimento de onda: emissor infravermelho: 790 ~ 830nm FLASH LASE III - Comprimento de onda: emissor visível: 660 ~ 685nm emissor infravermelho: 790 ~ 830nm 08 Laserterapia 2 2 Utilização do laser no tratamento das diferentes fases de manifestação das lesões de Herpes em adultos Leila Soares Ferreira Doutoranda pelo Departamento de Dentística da FOUSP, SP. 1. Introdução Os cirurgiões-dentistas se deparam frequentemente com o diagnóstico e tratamento das infecções herpéticas que são capazes de causar grande desconforto e dor, sendo em alguns casos, desfigurantes. Na clínica odontológica, as manifestações podem se apresentar basicamente de 3 formas: gengivoestomatite herpética primária (normalmente acomete crianças), herpes simples e herpes zoster. 2. O que é Herpes Simples O Herpes simples é uma doença viral recorrente causada pelo vírus Herpes simplex (HSV) e pode ser considerada uma das infecções virais mais comuns da boca e tecidos moles periorais. Há dois tipos de herpes: tipo 1 (HSV-1), principalmente associado a lesões orais e labiais, e tipo 2 (HSV-2), geralmente associada a lesões genitais. O principal fator relacionado à manifestação viral é a redução da resistência imunológica que pode ser influenciada pela radiação dos raios ultravioleta (UVA e UVB) que agem bloqueando a ação das células de defesa do organismo, além de estresse, fadiga, cigarro, bebida alcoólica em excesso e períodos de alterações hormonais. 3. O diagnóstico do Herpes Simples O diagnóstico do herpes em lábio e boca é geralmente feito através da aparência clínica característica, localização e um relato histórico da lesão, que corresponderá a uma das 3 fases do ciclo do herpes descritas a seguir: Fase Prodrômica: caracteriza-se por prurido ou um ardor característico, formigamento e leve vermelhidão na região onde normalmente ocorre a manifestação recorrente, antes da erupção das vesículas. Fase Vesicular: a lesão se torna vesiculada, em função da proliferação do vírus no local, causando sintomas como dor, edema local e prurido. Fase de Cicatrização: caracteriza-se pela formação de uma crosta, indicando que o tecido afetado pela manisfestação herpética encontra-se em processo de reparação. 4. Tratamento das lesões O tratamento convencional do herpes inclui a utilização de antiinflamatórios, analgésicos e antivirais, estes últimos, administrados topicamente ou por via oral, a exemplo do fármaco Aciclovir. Entretanto, existe um alto custo em relação à pouca efetividade destes medicamentos, além do problema de resistência do hospedeiro a esses agentes antivirais, que ainda geram efeitos colaterais como alterações renais, náuseas e vômito, além da capacidade de atuar sobre o DNA do hospedeiro. Como se não bastasse, em pacientes imunocomprometidos, o Aciclovir tem apenas um efeito mínimo. Uma nova modalidade para o tratamento dessas infecções corresponde à utilização dos laseres de alta e de baixa intensidades. O primeiro deles, trabalha acima do limiar de sobrevivência da célula e do vírus e, portanto, é capaz de romper as vesículas e descontaminar o local. Já os laseres de baixa intensidade proporcionam efeitos analgésicos, antiinflamatórios e biomoduladores (bioestimulação e inibição). A irradiação do laser de baixa intensidade diminui a sensibilidade dolorosa, acelera o processo de cicatrização, inibe a erupção das vesículas quando irradiado na fase prodrômica, diminui a recorrência da incidência local e a intensidade da infecção. Estudos mostram que a irradiação laser não tem efeito letal sobre o vírus, nem influencia no efeito citopático do vírus, mas atua estimulando o sistema imune local. Dessa maneira, os laseres de baixa intensidade podem ser utilizados nas diversas fases das lesões ora prevenindo a formação de vesículas, ora diminuindo o edema das vesículas, ora cicatrizando rapidamente as lesões e até aumentando o intervalo de tempo e a intensidade das manifestações recorrentes. Na Fase Prodrômica A laserterapia nesta fase, pode atenuar ou até mesmo inibir o processo de formação das vesículas. Acredita-se que o laser não tenha ação anti-viral ou fortaleça a célula hospedeira, mas sim melhore a resposta imune local combatendo com mais eficiência Fig.1 Lesão de herpes na fase prodrômica. Fig.2 Ponto de aplicação da laserterapia. 09 2 Laserterapia a infecção do vírus. Deve-se fazer um ponto em cima da região afetada utilizando o laser vermelho com 25J/cm² (Fig. 1 e 2). Pode-se fazer ainda aplicação de pontos em outros locais que costumeiramente manifestam-se as vesículas, além da região que está na fase prodrômica. Na Fase de cicatrização A sessão de laserterapia consiste de aplicações pontuais sobre e ao redor da lesão, utilizando-se o laser vermelho com densidade de energia entre 20 e 40 J/cm² (Fig. 7 e 8). A cicatrização ocorrerá de maneira mais rápida - aproximadamente metade do tempo de uma reparação normal. · Fig.7 Herpes na Fase de Crosta. Fig.3 Localização dos principais linfonodos responsáveis pela drenagem do terço médio e inferior da face Cortesia: Dr. Attilio Lopes. Na Fase de vesícula Em geral, uma das contra-indicações da laserterapia é sua aplicação diretamente nas lesões da fase vesicular do herpes, pois seu efeito biomodulador poderia estimular a replicação viral e aumentar o tamanho das vesículas. A melhor alternativa nesta fase, quando se quer utilizar laser de baixa intensidade, é a aplicação do protocolo de Drenagem Linfática, segundo Almeida-Lopes, visando a redução das vesículas. Os locais de aplicação correspondem à localização das cadeias de linfonodos responsáveis pela drenagem do terço médio e inferior da face, descritos a seguir: linfonodos submentonianos, linfonodos submandibulares, linfonodos júgulodigástricos, linfonodos pré-auriculares (Fig. 3). Sobre cada uma dessas regiões são aplicados dois pontos com uma distância de aproximadamente 1cm entre eles utilizando-se laser infravermelho com uma densidade de energia de 70J/cm² (Fig.4). Fig.4 Pontos de aplicação para realização da drenagem linfática para redução da fase vesicular da herpes. 10 Fig.8 Pontos de aplicação da laserterapia. Na Prevenção A aplicação do laser de baixa intensidade, neste caso é feita sem o paciente estar apresentando qualquer uma das fases do herpes. O objetivo é impedir que o ciclo se inicie ou diminuir a intensidade e a freqüência das manifestações. Os pontos de aplicação são feitos, na grande maioria dos casos, na região labial e perilabial, por serem os locais de maior acometimento das lesões. Dependendo do paciente, outras regiões como queixo e/ou asa do nariz também podem ser irradiados. O protocolo utilizado é de 35J/cm² com laser vermelho, em 10 sessões, de preferência, em dias consecutivos (Fig. 9). Fig.9 Resultado após 8 dias com 3 aplicações de laserterapia. Fig.10 Pontos de Aplicação para prevenção do herpes. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Roizman B, Whitley RJ, Lopez c. Herpes Simplex Viruses and their replication. In: Fields BN, Knipe DM, Huwley PM. Virology 3a ed, Philadelfia 1990; 1:2231-95. 2. Shafer WG. Tratado de Patologia Bucal. Rio de Janeiro: Interamericana, 4ª. Edição, 1985. 3. Epstein JB, Scully C. Herpes simplex in immunocompromised patients: Grouwing evidence of drug resistance. Oral Surg 1991;72(1):47-50. 4. Cecchini SCM, Cecchini RCM, Eduardo CP. Uma nova alternativa para o tratamento da úlcera aftosa e herpes labial: Caso clínico. Âmbito Odontológico 1995;2:21-24. 5. Eduardo FP. Análise in vitro da fototerapia com lasers em baixa intesidade (660 e 780 nm) sobre a ação do vírus herpes simples tipo I em células epiteliais de macacos (Vero). [Tese de Doutorado]. São Paulo: Faculdade de Odontologia da USP; 2006; p.27. 6. Almeida-Lopes L. Técnica da Drenagem Linfática Ativada por Laserterapia. In: Atualização Clínica em Odontologia, v.1; cap. 14; p. 327/340, Editora Artes Médicas, São Paulo, 2006. 7. Schindl A, Neumman R. Low intensity laser therapy is an effective treatment for recurrent herpes simplex infection. Results from a randomized double blind placebo controlled study. J Invst Dermatol 1999, 113 (2):221-3. Sistema para Laserterapia PHOTON LASE DMC Registro ANVISA nº 80030810014 Os modelos do Sistema para Laserterapia Photon Lase DMC são simples de operar e foram desenvolvidos para serem utilizados em diversos segmentos da saúde. Foco Laserterapia Aplicações .Alívio da dor (efeito antiálgico) .Reparação tecidual (efeito bioestimulador do trofismo celular) .Redução de edema e de hiperemia (efeito antiinflamatório, antiedematoso e normalizador circulatório). • Alveolite • Bioestimulação óssea •Disfunção da ATM •Gengivite •Herpes Simples •Herpes Zoster •Hipersensibilidade •Lesão traumática •Pericoronarite •Periodontia •Nevralgias •Paralisias •Queilite angular •Síndrome de dor •Úlcera afosa recorrente Dispositivos integrados .Unidade de controle .3 óculos de proteção .CD-Rom Laserterapia .Maleta para transporte .Pedal de acionamento Especificações Técnicas: - Tensão de Alimentação: 9OV ~ 24OV automático - Potência Elétrica: 30W - Irradiância: 46mW/mm² - Potência útil dos Emissores: 1OOmW Modelos: PHOTON LASE I, II e III PHOTON LASE I Comprimento de onda: emissor visível 660 ~ 685nm PHOTON LASE II Comprimento de onda: emissor infravermelho 790 ~ 830nm PHOTON LASE III Comprimento de onda: emissor visível 660 ~ 685nm emissor infravermelho 790 ~ 830nm 11 Foco Aparelho para Clareamento Dental e Laserterapia Whitening Lase II Última geração em Sistema de Clareamento Dental. Unidade geradora de luz composta que possibilita o clareamento simultâneo por arco. Eficiente laser terapêutico compacto, ergonômico e arrojado. De uso fácil e seguro, permite notável desempenho e excelentes resultados clínicos. Registro ANVISA: 80030810011 Aplicações Clareamento Dental . Minimização do tempo de procedimento e da ocorrência de Hipersensibilidade pós procedimento. Laserterapia . Alívio da dor (efeito antiálgico); . Reparação tecidual (efeito bioestimulador do trofismo celular); . Redução de edema e de hiperemia (efeito antiinflamatório, antiedematoso e normalizador circulatório). Dispositivos Integrados .Unidade de comando; .Peça-de-mão para Clareamento; .Peça-de-mão para Laserterapia .03 Óculos de proteção; .Maleta para transporte; .CD-Rom de Clareamento; .CD-Rom de Laserterapia. Especificações Técnicas Características Elétricas Tensão de Operação: 90~240V Potência Elétrica: 30W Clareamento dental .Emissor Visível: Comprimento de Onda: 470nm (típico) .Emissores Infravermelhos: Comprimento de Onda: 790~830nm (típico) 3 laseres de diodos infravermelhos Laserterapia .Emissor Visível: Comprimento de Onda: 660~685nm .Emissor Infravermelho: Comprimento de Onda: 790~830nm 6 LEDs de alta potência Peça de mão para Clareamento Dental 12 .Potência útil do laser vermelho e infravermelho: 100mW Clareamento Dental 3 3 O que precisamos saber sobre o paciente antes de realizar o clareamento dental? Bruno Silveira Especialista em Dentística Restauradora pela UFRGS Mestre em Odontologia pela PUCRS Doutorando em Dentística pela FOUSP, SP. Fotos: Cortesia Dr José Antonio Gaspar Aspecto do sorriso pré-clareamento dental. I. O CANDIDATO AO CLAREAMENTO DENTAL O mundo moderno traz exigências e exerce influência no paciente sobre o seu conceito de estética. A aceitação social que os dentes brancos proporcionam, faz do sorriso perfeito um requisito essencial para o sucesso pessoal e profissional que todos procuram nos dias atuais. Isso pode ser comprovado, não apenas pela crescente procura dos pacientes por profissionais que realizam clareamento dental, mas pela procura por profissionais que trabalhem com tecnologia, qualidade e rapidez. Existem diversas técnicas para a realização do clareamento dental, sendo que a mais popular, criada em 1980, é a realizada com moldeiras plásticas de uso caseiro. Outra técnica mais recente, que proporciona maior rapidez, conforto e segurança para o usuário é o clareamento dental realizado no consultório odontológico, cuja técnica associa o uso de LASERs e LEDs para aumentar a efetividade do clareamento e diminuir a sensibilidade pós-procedimento. Ambos os métodos de clareamento dental são hoje amplamente utilizados, e são igualmente eficazes, quando a indicação de cada um for adequada para as peculiaridades do paciente beneficiado. Ao contrário, quando a indicação não é correta, o efeito final pode ser insatisfatório, e ambos, paciente e profissional poderão se sentir frustrados diante do resultado atingido. A melhor forma de prevenir que a indicação e, consequentemente, resultado do clareamento sejam falhos, é justamente iniciar o processo com um bom diagnóstico do paciente. Um diagnóstico minucioso poderá controlar as variáveis que interferem negativamente para o sucesso do clareamento dental, além de estabelecer um prognóstico mais fiel do que se pode considerar um caso de sucesso em cada paciente em particular. Desta forma, buscando auxiliar o profissional a ter o máximo de sucesso na realização de clareamento dental, será proposto um modelo básico de Anamnese e Exame clínico/radiográfico com as principais informações que o clínico deve ter, antes de indicar e escolher a melhor técnica de clareamento dental para cada paciente. Além disso, uma vez que o pleno entendimento dos itens descritos na anamnese é de fundamental importância para o correto diagnóstico, serão fornecidas informações importantes sobre cada um destes itens, enfatizando o seu significado no diagnóstico prévio ao clareamento dental. Aspecto do sorriso pós-clareamento dental. 13 3 Clareamento Dental II. FICHA CLÍNICA PARA CLAREAMENTO DENTAL (Veja box) são dentes mais claros, porém com leve tom acinzentado. III. INTERPRETAÇÃO ANAMNESE: 3. Faz uso de algum colutório? As soluções de bochecho podem conter elementos que pigmentam os dentes. Um exemplo disso é o Digluconato de Clorexidina, que pode pigmentar os dentes e provocar perda do paladar e gosto “metálico” na boca. Muitas vezes o manchamento é externo e deve-se utilizar jato de bicarbonato para remoção do pigmento, pelo menos uma semana antes da técnica de clareamento dental com peróxido de hidrogênio. DE CADA ITEM DA 1. Está ou esteve recentemente em tratamento médico? Toma ou tomou algum medicamento nos últimos 6 meses? Já fez tratamento com Ruacutam ou sulfato ferroso? Os medicamentos podem influenciar negativamente no resultado do clareamento, principalmente medicamentos a base de metais pesados, que podem se depositar nos tecidos dentais, dificultando a sua despigmentação. O Ruacutan possui um componente derivado da tetraciclina, chamado minociclina, que interage com a estrutura de esmalte e dentina através da quelação do cálcio e é capaz de causar manchamento em dentes já formados e irrompidos. O elemento ferro também se liga à estrutura dental formando sulfeto de ferro. Como se trata de um íon metálico, o gel clareador tem dificuldade em fazer a quebra deste tipo de pigmento, uma vez que atua mais em pigmentos orgânicos. Em ambos os casos, o prognóstico do resultado final do clareamento fica um pouco aquém em relação aos casos normais de pigmentação extrínsecas e isso deve ser reportado ao paciente. 2. É fumante? O cigarro, além de trazer prejuízos à saúde, está muito relacionado com o manchamento dental. O alcatrão presente no cigarro mancha com facilidade os dentes, e a continuidade do vício após o clareamento, poderá provocar uma repigmentação dental mais rápida do que normalmente ocorreria com o envelhecimento fisiológico do dente. Além disso, a pigmentação acinzentada é muito difícil de ser removida por completo. O resultado final nesses casos 4. Já usou aparelho ortodôntico? Os desgastes dentais (slices proximais ou desgastes durante a remoção de brackets) diminuem a espessura do esmalte e, até mesmo, podem expor dentina. A dentina exposta é uma via direta de penetração do agente clareador, podendo provocar dor local imediata e sensibilidade pós-operatória. 5. Sente sensibilidade nos dentes? Se o paciente já apresentar sensibilidade, ele deve ser preparado para sessão de clareamento dental com fluorterapia ou laserterapia prévia. Fatores que podem causar sensibilidade, como retrações gengivais, exposições dentinárias, trincas, restaurações em resina composta, devem ser investigados, pois podem ser controlados durante o clareamento dental, através do isolamento local com a barreira fotoativada. Este é um dos itens comumente negligenciados, e que acabam condenando o clareamento dental por provocar muita sensibilidade no trans e pós-operatório. 6. Já teve tumor de cabeça ou pescoço? Pacientes que tiveram tumores na região de cabeça e pescoço devem ser tratados com a técnica de clareamento dental em consultório, porém com o laser ANAMNESE Pergunte ao seu paciente: AVALIAÇÃO PARA CLAREAMENTO DENTAL Nome: Telefone: Idade: Profissão: Endereço Cidade: 14 e-mail: 1 t mente em tratameno . stá ou esteve recene t médico? Qual? 1E . oma ou tomou algum medicamento nos últimos 6 meses? Qual? 2T ou sulfato ferroso? t 3.Já fez tratamento com Raucuam t tempo? Há quano 4.É fumante? 5.Faz uso de algum colutório? Qual? . u sou aparelho ortodôntico? 6Já 7.Sente sensibilidade nos dentes? 8.Já teve tumor de cabeça ou pescoço? t 9.Qual a sua expectativa em relação ao clareameno? t dent al? 10.Já fez clareameno Em caso afirmativo,re sponder: •Há quanto tempo? •Que tipo? •Teve sensibilidade? t •Conseguiu concluir o tratameno? •Grau de satisfação: Aes t to que todas as informações supracitadas são verdadeiras. Data:____/_____/_____ Assinatura:______________ 2 Clareamento Dental desligado, pois o laser não é indicado em regiões com histórico de neoplasias. 7. Qual a sua expectativa em relação ao clareamento? Entender a expectativa do paciente é importante para conduzirmos o tratamento, de forma que este entenda os possíveis e reais resultados que se pode alcançar com o clareamento dental. Para que o profissional se proteja legalmente contra possíveis casos de insatisfação, é aconselhável a realização de fotografias com o caso inicial e o resultado final junto com a escala de cor. Na grande maioria dos casos, o clareamento dental apresenta resultados bem satisfatórios, porém, com o passar do tempo o paciente se “acostuma” com a cor final obtida. 8. Já fez clareamento dental? É importante sabermos se o paciente já fez clareamento dental, qual técnica e há quanto tempo, pois uma segunda ou terceira sessões de clareamento devem ser entendidas como um reforço do clareamento, e as expectativas com relação aos resultados nestas situações devem ser menores. 3 Desejamos sucesso nos tratamentos e que os colegas possam aproveitar ao máximo a técnica de clareamento dental em benefício de seus pacientes. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Haywood VB, Heymann HO. Nightguard vital bleaching. Quintessence Int 1989;20(3):173-6. 2. Garber DA. Dentist-monitored bleaching: a discussion of combination and laser bleaching. JADA 1997;128:26S-30S. 3. Barghi N. Making a clinical decision for vital tooth bleaching: at-home or in-office? Compend Contin Educ Dent 1998;19:831-8. 4. Leonard RH, Haywood VB, Phillips C. Risk factors for developing tooth sensitivity and gingival irritation associated with nightguard vital bleaching. Quintessence Int 1997;28:527-34. 5. Haywood VB, Caughman WF, Frazier KB, Myers ML. Tray delivery of potassium nitrate-fluoride to reduce bleaching sensitivity. Quintessence Int 2001;32(2):105-9. 6. Zekonis R, Matis BA, Cochran MA. In vivo evaluation of an ADA-accepted in-office and at-home bleaching agent. J Dent Res 2003;82. IV. CONSIDERAÇÕES FINAIS O diagnóstico prévio do paciente com a correta interpretação de cada item, possibilita ao profissional realizar um bom prognóstico do resultado final. O esclarecimento ao paciente sobre como o clareamento é realizado, além da correta explicação sobre o prognóstico, tornam a expectativa do paciente mais realista. E o sucesso do clareamento dental é justamente alcançado, quando satisfaz a expectativa do paciente. Assim, um bom diagnóstico, além de trazer credibilidade ao trabalho do profissional, garante o sucesso na realização do clareamento dental. EXAME RADIOGRÁFICO Presença de Reabsorções: Fraturas: Qualidade da Obturação do Canal: EXAME CLÍNICO 3 4 1.Problema periodontal? 2.Desgastes Incisais? 3.Recessão gengival? 4.Desgastes cervicais? 5.Trincas no esmalte? 6.Fratura dental? 7.Cárie? 8.Restaurações profundas em algum elemento dental a ser clareado? Quais? 9.Coloração diferente em algum elemento dental? COLORAÇÃO Dente Inicial Final 11 12 13 41 42 43 Clareamento Interno Dente Cor Inicial Cor Final CLAREAMENTO 5 6 Equipamento utilizado: Protocolo utilizado: Gel utilizado: Aplicações/tempo: Grau de satisfação do paciente: 15 Foco Aparelho para Clareamento Dental Registro ANVISA: 80030810015 Whitening Lase Light Plus Última geração em Sistema de Clareamento Dental. Unidade geradora de luz composta que possibilita o clareamento simultâneo por arco. Aplicações Clareamento dental para uso em pacientes cujos dentes estejam com pigmentação não natural, tendo como vantagens a minimização do tempo de procedimento e da ocorrência de hipersensibilidade pós procedimento, uma vez que utiliza dois comprimentos de onda puros, sendo que um deles é gerado por 3 laseres de diodo infravermelhos e o outro por uma série de 6 LEDs azuis de auto desempenho. Acessórios de Série: .Peça de mão; .3 Óculos de proteção; .Maleta para transporte; .CD-Rom de Clareamento; Especificações Técnicas: Características Elétricas: Tensão de Operação: 90V ~ 240V Potência Elétrica: 10W Emissores Visíveis: Comprimento de Onda: 470nm (típico) Laseres de Diodo Infravermelhos: Comprimento de Onda: 830nm (típico) 16 Registro ANVISA: 80030810010 Foco Aparelho para Clareamento Dental Whitening Lase Plus Unidade geradora de luz composta que possibilita o clareamento simultâneo por arco. Aplicações Clareamento dental para uso em pacientes cujos dentes estejam com pigmentação não natural, tendo como vantagens a minimização do tempo de procedimento e da ocorrência de hipersensibilidade pós-procedimento, uma vez que utiliza dois comprimentos de onda puros, sendo que um deles é gerado por um laser de diodo infravermelho e o outro por um conjunto de 72 LEDs azuis. Acessórios de Série: .Unidade de comando; .Peça de mão; .3 Óculos de proteção; .Maleta de transporte; .CD-Rom de Clareamento; Especificações Técnicas: Características Elétricas: Tensão de Operação: 90V ~ 240V Potência Elétrica: 10W Emissores Visíveis: Comprimento de Onda: 470nm Laser Infravermelho: Comprimento de Onda: 830nm 17 Foco Aparelho de Profilaxia LAXYS PRO, LAXYS PRO II Equipamentos destinados à trabalhos de profilaxia, especialmente na remoção de tártaro, através de raspagem ultra-sônica, além da remoção de manchas e placas bacterianas através de jateamento utilizando bicarbonato de sódio como elemento abrasivo. Aplicações Remoção da placa bacteriana, tártaro e de alguns tipos de manchas, através de processos abrasivos; Função de auxílio à instrumentação endodôntica. Dispositivos Integrados Sistema de jateamento (utilizando bicarbonato de sódio); - Transdutor piezoelétrico (cerâmico) ultra-sônico operando em 30 KHz; - Sistema de proteção contra entupimento;- Sistema de Irrigação integrado* Dados Técnicos Versão completa do sistema de profilaxia ideal; - jato de bicarbonato e removedor de tártaro integrados; - Kit de insertos (TiPs); - Kit de limas endodônticas ultra-sônicas*; - lnserto (TIP) para limas endodônticas*; - Sistema Pet* Especificações Técnicas Tensão:90V ~ 240V automática Potencia elétrica: 30W Laxys Pro Registro ANVISA: 80030810028 18 Laxys Pro II* Registro ANVISA: 80030810028 Profilaxia 4 4 A importância da profilaxia na manutenção da saúde periodontal Guilherme Paes de Barros Carrilho Especialista em Periodontia e Implantodontia. Priscila Brasil da Nóbrega Especialista e mestranda em Periodontia. O papel da placa, da gengivite e da periodontite está bem estabelecido desde o estudo clássico de Löe et al. (1965) que demonstrou claramente que a inflamação gengival acompanha a intensidade do acúmulo de placa, e que sua remoção pode reverter esse processo. A placa dental é um biofilme que não é facilmente removido da superfície dos dentes, mesmo com os mecanismos naturais de autolimpeza presentes na cavidade oral. Vários estudos têm demonstrado que a higiene oral regular, realizada pelo próprio paciente sem consultas de controle do profissional, não pode ser considerada um sistema efetivo de tratamento periodontal (Lindhe et al., 1989). A placa bacteriana e as manchas de cigarro, chá, vinho, clorexidina, entre outras, podem ser removidas eficientemente das superfícies com jatos de bicarbonato de sódio e/ou taças de borrachas com pastas abrasivas. Quando se compara a eficácia na remoção de placa obtida pela taça de borracha e pasta de pedra pomes, com a de jato de bicarbonato de sódio, embora alguns pesquisadores considerem o desempenho de ambos semelhante (Ramaglia et al., 1999), outros apontam a superioridade do jato de bicarbonato de sódio (Weaks et al., 1984). Este procedimento tem se mostrado excelente na remoção de placa das superfícies vestibulares, linguais e proximais, bem como nas fossas e fissuras dos dentes (Strand & Raadal, 1988). Também é bastante efetivo na presença de aparelhos ortodônticos, promove a melhora dos casos de gengivite em fase inicial e contribui para a recuperação do epitélio em pacientes com GUNA (Lima & Verri, 1984). O jato de bicarbonato deve ser aplicado com uma angulação de 45° sobre a superfície dentária e não perpendicularmente. Em geral, deve-se aplicálo apenas sobre o esmalte e não mais que 5 segundos em cada área do dente (Agger, Hosted-blindslev, Hovgaard, 2001). Não pode ser direcionado para o interior do sulco gengival, evitando assim uma possível invasão bacteriana nos tecidos periodontais (Wolf, Rateitschak, Rateitschak, 2006). As taças de borracha com pastas profiláticas removem placa e manchas, porém são mais utilizadas para promover o polimento dental, agredindo menos a margem gengival do que as escovas rotatórias. Assim sendo, em sulco gengival e bolsas rasas, é possível polir até 1 a 2 mm abaixo da margem gengival reduzindo a rugosidade evitando o acúmulo de placa subgengival. A remoção de placa, cálculo e manchas não faz parte somente da fase inicial do tratamento, constituindo medida profilática importante em pacientes com periodonto saudável e um dos procedimentos terapêuticos de maior relevância, após a conclusão de um tratamento periodontal, devendo ser repetida a cada sessão de controle. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Agger MS, Hosted-Blindslev P, Hovgaard O. Abrasiveness of an air-powder polishing system on root surfaces in vitro. Quintessence Int 2001, 2:407-11. 2. Lima SNM, Verri RA. Efeitos da aplicação de bicarbonato de sódio sob pressão no tratamento básico periodontal e na remoção de placa bacteriana.Rev Paul Odontol 1984, 6:2-10. 3. Lindhe J et al. Longitudinal changes in periodontal diseases in untreated subjects. J Clin Periodontol 1989; 16:662-70. 4. Löe H, Theilade E, Jensen SB. Experimental gingivitis in man. J Periodontol 1965; 36:177-87. 5. Ramaglia L et al. A clinical comparison of efficacy and efficiency of two professional procedures in orthodontic patients. Europ J Orthod 1999, 21:423-8. 6. Strand GV, Raadal M. The efficiency of cleaning fissures with an air-polishing instrument. Acta Odont Scand 1988, 46:113-7. 7. Weaks LM et al., Clinical evaluation of the Prophy-Jet as an instrument for routine removal of tooth stain and plaque. J Periodontol 1984, 55:486-8. 8. Wolf HF, Rateitschak EM, Rateitschak KH. Periodontia. 3° ed., Porto Alegre: Artmed, 2006, 240-43. 19 Foco Aparelho de Profilaxia LAXYS EASY e LAXYS EASY II Equipamentos destinados à trabalhos de profilaxia , especialmente na remoção de tártaro através de raspagem ultra-sônica, além da função de auxilio à instrumentação endodôntica. Laxys Easy II* Registro ANVISA: 80030810027 Laxys Easy Registro ANVISA: 80030810027 Dispositivos Integrados Transdutor piezoelétrico (cerâmico) ultrasônico a 30 KHz; - Kit de insertos; - Inserto (TIP) para limas endodônticas ultrasônicas; - Kit de limas ultra-sônicas; - Sistema de irrigação integrado* Dados Técnicos: Tensão de operação: 90V ~ 240V Potência elétrica: 30 W 20 LAXYS JET Equipamento destinado à trabalhos de profilaxia, especialmente na remoção de manchas e placas bacterianas através de jateamento utilizando bicarbonato de sódio como elemento abrasivo. Whitening Lase Ortho No v Foco Novidade DMC id ad e Laxys Jet Registro ANVISA: 80030810001 - Unidade adaptável ao encaixe tipo Borden da caneta de alta rotação. Whitening Lase Ortho Cadastro ANVISA: 80030819004 Kit de Insertos para Profilaxia Moderno sistema opto-eletrônico desenvolvido para colagem de BRAQUETES. A redução do tempo na colagem dos braquetes é um dos maiores interesses da área ortodôntica. Para tanto, desenvolvemos um equipamento composto por sete LEDs (0,3W de potência cada) paralelos, a fim de polimerizar 8 braquetes simultaneamente. Este produto irá diminuir o tempo de permanência do cliente no consultório e otimizar o trabalho do dentista. A simplicidade de operação, juntamente com importantes avanços tecnológicos incorporados, faz do WHITENING LASE ORTHO, um equipamento indispensável para os profissionais da especialidade. 21 Foco Aparelho para Fotopolimerização ULTRA BLUE IS 350mW, ULTRA BLUE IS 600mW Última geração em Fotopolimerização. Unidade ultra-compacta e ergonômica. Luz fria gerada por emissor tipo LED. Silencioso, pois dispença o uso de microventilador. Aplicações Fotopolimerização de materiais fotossensíveis a comprimentos de onda situados entre 450 e 480nm. Dispositivos Integrados Unidade controlada por microprocessador; Ciclos de trabalhos préprogramados; Sonda rígida coerente de diâmetro 8mm. Cadastro ANVISA: 80030819001 22 Dados Técnicos: Comprimento de onda: 450 ~ 480 nm; Irradiância: 350mW/cm² 600mW/cm² Saiba Como 5 5 Fotopolimerização Douglas Vieira Mestre em Dentística - São Leopoldo Mandic. 1. Por quê utilizar fontes luminosas de alta intensidade? Para que os materiais fotopolimerizáveis sofram ativação, é necessário que, no início do processo de ativação, haja uma fonte de luz capaz de excitar o iniciador fotossensível, que normalmente é a canforoquinona (Nicola, 2005). Vários são os fatores que influenciam na profundidade de fotopolimerização, sendo a intensidade de luz da fonte luminosa um dos fatores principais. Para ocorrer uma boa polimerização é fundamental que os aparelhos fotoativadores estejam sempre regulados de acordo com as especificações dos fabricantes, transmitindo no mínimo um comprimento de onda entre 400 e 500 nm e uma intensidade de luz superior a 350 mW/cm² (miliwatts por centímetro quadrado) (Montenegro et al., 2003). No entanto, Sbardelini (2003) mediu a irradiância de diversos aparelhos convencionais em consultórios particulares e universidades de Curitiba e concluiu que 33% dos aparelhos produziam menos que 300 mW/cm². A intensidade de luz (densidade de potência) é definida pela quantidade de fótons emitidos. Maior potência significa maior número de fótons emitidos, e assim uma maior intensidade de luz, alcançando mais moléculas fotoiniciadoras. A necessidade de um aparelho com alta intensidade se torna ainda mais evidente na fotopolimerização de cimentos sob restaurações indiretas livre de metal Fonte de luz - 1000 mW/cm² - 470 nm Fótons com a mesma energia Fonte de luz - 100 mW/cm² - 470 nm Quantidade de fótons determina a potência do aparelho Fotos: Cortesia do autor Aparelho com alta potência “ultrapassar” a coroa metalfree. consegue (próteses metalfree), pois a polimerização, mesmo no cimento dual, necessita de uma iniciação pela luz. 2. Por quê mudar para uma fonte de LED? A luz halógena convencional é a fonte de luz visível mais comumente utilizada e é composta basicamente por lâmpada, filtro ótico e condutor de luz, como afirmam Bortoloso (1998), Poulos & Styner (1999), Leonard & Charlton (2002), Sbardelini (2003), Montenegro (2003), Franco & Lopes (2003), Araújo et al. (2005). Porém, essas unidades apresentam algumas desvantagens frente aos equipamentos de LEDs, tais como sobreaquecimento pulpar, alto consumo elétrico e baixa expectativa de vida, ocasionando queda de rendimento, o que prejudica o trabalho final do clínico. Uma polimerização imperfeita aumenta a absorção da água, reduzindo a dureza da resina composta (Franco & Lopes, 2003), e autores como Bortoloso (1998), Poulos & Styner (1999) afirmam que a polimerização insuficiente é uma das principais causas de insucessos clínicos. 3. Por quê há um tempo atrás não se acreditava no LED na polimerização? Os primeiros sistemas de LED (Light Emitting Diode) lançados no mercado apresentavam uma baixa densidade de potência em relação aos fotopolimerizadores de lâmpada halógena, mas atualmente já estão disponíveis no mercado aparelhos a base de LED com potência igual ou mesmo superior. Esse sistema representa uma nova opção para polimerização devido à sua alta tecnologia, com vantagens frente aos aparelhos convencionais, tais como durabilidade, manutenção e não aquecimento 23 6 Saiba Como reduzindo danos à polpa polimerização devido à sua alta tecnologia com vantagens frente aos aparelhos convencionais, tais como durabilidade, manutenção e não aquecimento reduzindo danos à polpa dental, desde que usados dentro dos protocolos determinados pelos fabricantes. Dicas Clínicas 4. Como fotopolimerizar restaurações de resina composta e como posicionar a ponta do fotopolimerizador em relação ao dente a ser restaurado? Com o adesivo já colocado e fotopolimerizado conforme a recomendação do fabricante, iniciamos a inserção de pequenos incrementos da resina composta (a técnica incremental visa compensar a contração do material, resultando em uma contração final reduzida). Para que não ocorra uma geração de "stress" muito intensa na união adesivo/resina composta, a polimerização inicial sem atingir o ponto gel é uma manobra excelente, pois, desta forma, as forças internas geradas conseguem se dissipar na resina ainda não totalmente polimerizada. Na prática clínica, o fotopolimerizador deve ficar à uma distância de 1 cm do dente a ser restaurado e ativado por apenas 5 segundos para a polimerização inicial ocorrer e não atingir o ponto gel. Em geral, os LEDs já tem uma menor potência nos primeiros 5 segundos e à distância de 1 cm, a intensidade de luz que chega ao local é de cerca de 50%. A posição depende da face e do dente a ser restaurado. O operador deve ter um cuidado adicional no sentidode evitar que o dente adjacente ou próprio dente preparado não esteja fazendo sombra, isto é, bloqueando ou interferindo na passagem de luz para a resina. Monômeros não convertidos podem causar manchamento superficial, maior tendência ao desgaste e infiltração marginal (Medeiros, 2001). Posicionamento correto na polimerização inicial, afastado cerca de 1 cm em ângulo de 90º. 24 Posicionamento incorreto da ponta fotopolimerizadora ângulo de 45º. Geração de sombra, conseqüentemente, grande quantidade de monômeros não convertidos. 5. A contração de polimerização da resina ocorre em direção à luz? Essa teoria foi derrubada por Versluis que mostrou que, na verdade, a contração das resinas fotoativadas ocorre em direção às paredes aderidas, isto é em direção oposta às superfícies livres. Desta forma, a técnica de Lutz que indicava a técnica incremental utilizando matriz transparente e cunha refletiva perdeu sua importância. Porém, se tornou muito importante a inserção de incrementos com maior quantidade possível de áreas livres e de menor quantidade possível de áreas aderidas. 6. O que é Light-Emitting Diode ou LED? Os aparelhos à base de LED representam uma nova opção para a fotopolimerização de compósitos, sendo constituído de um semicondutor de IN-Ga-N (Índio-Gálio-Nitrogênio). Os aparelhos LED entraram no mercado com a finalidade de fotopolimerizar os materiais resinosos para superar as falhas dos aparelhos convencionais de luz halógena. Ao contrário da luz halógena, o LED não produz luz visível por aquecimento de filamentos metálicos, mas utiliza conexões de semicondutores para gerar luz. Um semicondutor para produzir luz necessita de aplicação de uma tensão para vencer a barreira de energia interna. O LED constitui-se na combinação de dois semicondutores, um tipo n, que tem excesso se elétrons e o outro tipo p, quem tem carência de elétrons. Deste modo, quando uma tensão é aplicada entre estes dois semicondutores ocorre à passagem de elétrons da camada n para p, resultando em um fluxo de elétrons, segundo Franco & Lopes (2003), Nicola (2005). Foco Aparelho para Fotopolimerização * Ultrablue Plus E Plus II O equipamento Ultrablue Plus II é uma derivação do modelo Ultrablue Plus, pois, além de possuir um conjunto de emissores tipo LED, apresenta ainda, uma peça de mão contendo um laser vermelho e um infravermelho, para uso em procedimentos de laserterapia. Registro ANVISA: 80030810016 Vantagens: - Executa o clareamento em grupos 3 dentes simultaneamente; - Possui funções de clareamento dental, laserterapia* e fotopolimerização em um único equipamento. Acessórios de Série: - 02 Óculos de Proteção; - Maleta; - Sonda de fibra óptica de 8mm; Registro ANVISA: 80030810038 Especificações Técnicas: .Tensão de Operação: 90V~240V .Potência Elétrica: 15W .Emissores tipo LED: Comprimento de Onda: 470nm e 515nm .Emissores tipo laser: .Diodo Laser Vermelho : Comprimento de Onda: 660 nm* .Diodo Laser Infravermelho: Comprimento de Onda: 808 nm* .Irradiância: Fotopolimerização: 600mW/cm² Clareamento Dental: 318mW/cm² 25 6 Atualidades 6 A Terapia Fotodinâmica e a cárie dentária Giselle Rodrigues de Sant’Anna Especialista e Mestre em Odontopediatria Doutoranda em Engenharia Biomédica pela UniVaP. Foto: Cortesia do autor Terapia fotodinâmica (TFD) é um termo geral que designa tratamentos que utilizam a luz na indução de reações bioquímicas e moleculares em células, concomitantemente ao uso de substâncias químicas fotossensibilizantes. A técnica ainda encontra-se em estudo, mas já é utilizada há muito tempo na destruição tecidual, como na Oncologia, ou num microrganismo indesejado. Primeiro uma droga fotossensibilizante é administrada no paciente pela via endovenosa, em caso de lesões tumorais e degeneração macular, ou de forma tópica, em áreas infectadas. A substância deveria ser inofensiva e causar pouco ou nenhum efeito adverso em tecido saudável ou normal. Porém, quando uma luz laser - monocromática, unidirecional e coerente - é aplicada sobre o tecido que recebeu a substância, a droga é ativada e o tecido ou o microrganismo sofre morte programada (apoptose) em caso de células tumorais ou morre rapidamente, no caso de bactérias. Com a aplicação do feixe de luz, inicia-se a interação luz-fármaco. Na terapia fotodinâmica, o fotossensibilizante não reage diretamente com células, microrganismos e tecidos. Em vez disso, após ativação por luz, a substância transfere a energia da mesma para o oxigênio molecular, formando uma espécie particularmente reativa, chamada de “oxigênio singleto”. O fotossensibilizante volta a seu ponto de partida e aguarda uma nova carga de luz para repetir o processo inteiro novamente. A substância age efetivamente como um tipo de catalisador para reações de óxidoredução e de formação de radicais livres, o que cria uma eficiência de morte no caso de microrganismos. A Odontologia contemporânea caracteriza-se por apresentar um novo olhar sobre a filosofia do tratamento da cárie dentária, de uma forma mais rápida 26 e com desconforto mínimo para o paciente, assim, acompanha com interesse a evolução da terapia fotodinâmica, visto que cárie e doença periodontal são dependentes do biofilme dental, isto é, dependem de consórcios funcionais de microrganismos envolvidos em extensa matriz de proteínas extracelulares e dos subprodutos desse metabolismo. De uma maneira simples a cárie dentária é o desequilíbrio do processo desmineralização - remineralização por ácidos de origem bacteriana, de íons cálcio e fosfato das superfícies dentárias. A porção inorgânica é predominante no esmalte, onde os cristais de hidroxiapatita organizam-se em prismas e formam cerca de 96% da estrutura. A dentina possui aproximadamente 70% de porção inorgânica e o restante composto por colágeno, outras proteínas e água. Apresenta estrutura tubular contendo em seu interior prolongamentos odontoblásticos, comumente conhecida por complexo dentino-pulpar. As lesões de cárie em dentina são constituídas por 4 camadas: a primeira, mais superficial é denominada de zona necrótica, altamente infectada e sem possibilidade de reorganização devido à desnaturação colágena irreversível. Logo abaixo existe a zona de Atualidades desmineralização e mais profundamente a zona transparente ou esclerótica, possível regeneração. A última camada, localizada mais próxima à polpa e nas margens da lesão, é formada por tecido duro e com grande número de canalículos dentinários. A reorganização da dentina somente ocorre quando não existe invasão bacteriana. A dentina é, portanto, menos mineralizada, sendo mais atacada pelos ácidos bacterianos. O produto da desmineralização, os restos orgânicos e as bactérias ficam depositados no interior dos túbulos. A seguir, a dentina intertubular é atingida, formando uma necrose generalizada na malha de colágeno da dentina. Com isso, o processo evolui para a esclerose tubular (remineralização e obstrução), desde que que o microambiente local não seja favorável ao metabolismo bacteriano, ou que não haja bactérias e seus subprodutos . Dentre os componentes celulares envolvidos no processo durante a terapia fotodinâmica destacamse aminoácidos (cisteína, histidina, tirosina), nucleosídeos (guanina) e lipídios insaturados, que podem reagir com o oxigênio singleto, causando danos e morte celular programada ou morte de microrganismos cariogênicos ou periodontopatogênicos. Cabe destacar, que no caso dos microrganismos, a parede celular, uma real barreira de proteção para os mesmos, tem em sua estrura lipídios. Para a utilização da terapia fotodinâmica nas lesões cavitadas de cárie dentária, é necessário um agente de fotossensibilização. Para este propósito, podem ser utilizados cromóforos azuis, como o azul de toluidina ou o azul de metileno, e um laser de baixa potência, com comprimento de onda no espectro vermelho da luz. A curva de absorção do cromóforo e a luz laser devem ser compatíveis para surtir o efeito desejado. A TFD é indicada para lesões cavitadas abertas, após a remoção da dentina necrosada com curetas em conjução com o tratamento restaurador atraumático. Pode ser usada como coadjuvante, após remoção convencional de dentina necrosada e parte da dentina afetada. A técnica objetiva a desinfecção da dentina e ainda traz uma vantagem: a luz laser é bioestimulante para a formação da dentina, visto que atua em odontoblastos estimulando dentina reacional. Porém, a TFD tem suas limitações. A técnica é 6 contra-indicada em casos de alergias aos cromóforos, quando os sinais e sintomas denotam um processo inflamatório da polpa em transição ou de irreversibilidade. Também não se recomenda o seu uso quando o fator estético é condição primordial para o êxito do tratamento, pois o fotossensibilizante pode manchar a dentina por alguns dias. A TFD não é um procedimento elitista. Para utilizar a TFD, o cirurgião-dentista precisa adquirir uma fonte de luz laser de baixa potência, que atualmente vem acoplada aos sistemas de clareamento por luz. O fotossensibilizante precisa ser compatível com o comprimento de onda da fonte de luz. A maioria dos laseres terapêuticos no espectro vermelho da luz está na faixa de 635 a 660 nm de comprimento de onda e combinam com fotossensibilizantes azuis, como azul de metileno e azul de toluidina. Outro ponto que conta a favor da popularização da técnica é o boom dos procedimentos de clareamento dental com luz. Com isso, muitos profissionais possuem uma unidade de luz contendo LEDs (light emmiting diodes) e laser de baixa potência. “Dessa forma, a operacionalidade e a relação custo-benefício são bastante interessantes para o profissional e paciente”. A maioria das pesquisas sobre TFD inclui ensaios em cepas bacterianas laboratoriais. Esses microrganismos se comportam frente à técnica de forma bastante diferente do que as bactérias presentes no microambiente do tecido afetado. Os maiores avanços na pesquisa deverão se centrar em ensaios clínicos testando diversos fotossensibilizadores estáveis quimicamente e marcados para bactérias específicas, e novas tecnologias de luz. Na área tecnológica, ela destaca o desenvolvimento de fármacos voltados para a terapia e novas fontes de luzes portáteis, capazes de serem usadas em campo, com baterias recarregáveis. O fato de eliminar microrganismos cariogênicos da dentina e bioestimular a formação de dentina reacional evita uma remoção maior de tecido dental e acrescenta mais segurança ao tratamento. Isto classifica a TFD como uma técnica de Mínima Intervenção. Ademais, pela propriedade de bioestimulação, pode fazer parte dos procedimentos de escariação passo-a-passo, sendo, portanto, muito conservadora para o tecido pulpar. Fibra óptica para PDT Acoplável aos modelos: Photon Lase I, II e III Flash Lase I e II Thera Lase Cd Rom PDT Aguarde 27 6 Atualidades 1º FÓRUM INTERNACIONAL DMC EQUIPAMENTOS “Polêmicas sobre o Uso da Luz em Odontologia” Estiveram presentes os professores: José Antonio Gaspar, Ismael Cação, Leandro Scarpato, Luciana Almeida Lopes (coordenadora do fórum), Aécio Yamada, Douglas Vieira, Leonardo Stiberman e Marcelo Ferrarezi. No centro, o Engenheiro Renaldo Massini Júnior, presidente da DMC. Nos dias 27 e 31 de janeiro, o NUPEN e a DMC realizaram o Primeiro Fórum Internacional DMC Equipamentos durante o 25o CIOSP, cujo tema foi: "Polêmicas sobre o uso da Luz em Odontologia". Professores renomados de diferentes Universidades nacionais, importantes centros de ensino e destacados hospitais passaram os dias discutindo assuntos relativos à Clareamento Dental Fotoativado, Laserterapia e Terapia Fotodinâmica (PDT). Foram tratadas questões dinâmicas como dosimetria, o papel da luz led e do laser no clareamento fotoativado, o papel do gel bicomponente no clareamento dental e a evolução do PDT no panorama internacional. O encontro foi um sucesso! Aconteceram 6 fóruns sobre Clareamento Dental, abrangendo temas controversos, tais como: Se não houver fotoativação, não ocorre reação com o peróxido? Clareamento Caseiro x Clareamento em Consultório Luz azul x luz verde x luz vermelha no Clareamento Dental 28 Por quê usar um aparelho de diodo laser associado ao LED no Clareamento Dental? Gel bicomponente x gel monocomponente O que é melhor, a combinação peróxido de hidrogênio com menor concentração + ativador de grande potência ou peróxido de hidrogênio com maior concentração + ativador de menor potência? Fóruns sobre Laserterapia e PDT: Linhas de Pesquisa atuais do LELO Dosimetria e outras grandezas: A busca por um consenso PDT: Mito ou Realidade? Visite nosso site: www.nupen.com.br Ou fale conosco: [email protected] Atualidades 6 6 Ilº FÓRUM DMC - “Polêmicas sobre o Uso da Luz em Odontologia” A Segunda edição do Fórum com o tema "Polêmicas Sobre o Uso da Luz em Odontologia" aconteceu em Santa Catarina, no Congresso da Revista Clínica em 20 de abril de 2007 das 13h00min as 14h30min, no Salão Faial do Costão do Santinho Resort Spa. O Professor Doutor Narciso Baratieri pediu a palavra para fazer o pronunciamento de encerramento enaltecendo a idoneidade da empresa DMC Equipamentos. Vista parcial do estande da DMC, em destaque sua gerente de marketing: Lígia Meirelles. Sala do fórum com a participação de professores ilustres. 29 6 Atualidades 6 IIIº FÓRUM DMC - “Polêmicas sobre o Uso da Luz em Odontologia” A presença de aproximadamente cem Congressitas do XVII Encontro GBPD Grupo Brasileiro de Professores de Dentística, marcou o evento realizado no Centro de Eventos do Hotel Serrano Gramado / RS em 9 de junho de 2007, onde ícones da Odontologia Estética reuniram-se para debater posicionamentos técnicocientífico e da prática clínica odontológica, imprescindíveis para o esclarecimento e conscientização sobre o uso de luz na Odontologia Moderna. Os trabalhos foram conduzidos pelos Doutores Celso Luiz De Angelis Porto, João Carlos Gomes de Araújo, Hermes Pretel e Engenheiro Renaldo Massini Junior. Conclusões Alguns aspectos do Evento: XVII Encontro GBPD. 30 Em face dos questionamentos gerados em torno do tema Fotoativação de Agentes Clareadores, a DMC decidiu promover encontros com formato de fóruns de debate, no sentido de esclarecer tais questionamentos, e oferecer fatos científicos que embasam as tecnologias que desenvolve e comercializa. Assim, foram três as oportunidades em que convidamos professores para sessões de debate sobre esse tema controverso, porém apesar de nossos esforços, fatores que transcendem os temas técnicos impediram que se chegasse a um consenso. De qualquer modo, o corpo técnico da DMC leva a público, suas conclusões sobre as possíveis fontes das referidas controvérsias: O processo de clareamento dental ocorre quando as grandes moléculas formadoras dos elementos pigmentadores inseridos na estrutura dental são fragmenta- Atualidades das. Essas grandes moléculas refletem luz dentro da faixa visível ao olho humano, e quando são fragmentadas, passam a refletir luz em faixas para as quais o olho humano não enxerga, conferindo a impressão de que os pigmentos foram removidos. Esse processo de fragmentação ocorre através de uma reação química, na qual os radicais livres, gerados pela fragmentação das moléculas de peróxido (normalmente de hidrogênio), desempenham papel preponderante. Radicais Livres - Existem duas maneiras de produzi-los: Calor: É sabido que o calor desestabiliza a molécula de peróxido, gerando radicais livres. Tanto isso é verdade, que espátulas aquecidas têm sido usadas em procedimentos de clareamento de dentes não vitais há mais de 40 anos! Outro indicativo de que o calor degrada o peróxido é a recomendação da maioria dos fabricantes desse tipo de produto quanto aos cuidados relacionados à temperatura de armazenamento desse tipo de material. Radiação UV: Uma outra maneira de se gerar radicais livres a partir de peróxido é a exposição do produto à radiação ultravioleta, porém quando tecido vivo é exposto a altos níveis desse tipo de radiação, que são necessários para que a liberação de radicais livres ocorra, mutações celulares podem acontecer, o que torna esse método particularmente perigoso, no caso de clareamento dental. A opção pela fotoativação segue o princípio da administração de energia (calor) ao agente clareador através da exposição deste à luz, e aí começam os problemas. Em primeiro lugar, é necessário que cada pesquisador que se dispõe a executar trabalhos e pesquisas sobre um determinado tema, identifique todas as variáveis de primeira ordem, e as isole, de modo a tratá-las em separado. Assim, algumas questões precisam ser levantadas: 1. Será que todos os equipamentos geram a mesma intensidade luminosa? Na verdade, os equipamentos disponíveis no mercado têm irradiância variando entre 15 e 350 J/cm² e faixas de comprimentos de onda emitidos muito diferentes. Portanto, não é legítimo generalizar conclusões sobre o desempenho destes, com base na análise de apenas um modelo. 2. Será que todos os agentes de clareamento de consultório têm o mesmo desempenho? Se analisarmos os agentes clareadores de consultório, observaremos uma grande variação em características vitais, tais como composição química, concentração, pH, presença e tipo de corante. Assim, não é legítimo generalizarmos conclusões sobre o desempenho destes quando expostos à fotoativação, com base na apreciação de uma versão em particular. Com relação à trabalhos realizados, que envolveram testes clínicos, temos algumas considerações a fazer: 3. Será que durante os testes clínicos, levou-se em conta os protocolos sugeridos pelo fabricante? Normalmente, se observa na totalidade dos trabalhos publicados, que o pesquisador cria um modelo de ensaio sem levar em consideração o protocolo recomendado pelo fabricante. É comum que tal modelo seja muitíssimo diferente do protocolo recomendado por quem desenvolveu a tecnologia, o que por si só explicaria resultados negativos. 4. Será que durante os testes clínicos, o pesquisador observou que o agente clareador deveria estar à temperatura ambiente? (esse tipo de produto é normalmen 6 te mantido sob refrigeração). Não vimos menção a esse aspecto em nenhuma referência bibliográfica, porém, caso o agente clareador tenha sido aplicado imediatamente após ser retirado do ambiente onde estava sendo mantido sob refrigeração, a sua eficácia estaria completamente comprometida, pois a geração de radicais livres depende do aumento da temperatura do agente (alguns graus acima da temperatura ambiente). 5. Será que durante os testes clínicos, o pesquisador observou que o agente clareador deveria ter sido mantido sob temperatura controlada, pois por razões óbvias, exposição a altas temperaturas compromete o desempenho do produto? Uma vez mais, não vimos menção a esse aspecto em nenhuma referência bibliográfica, porém ao se utilizar um agente clareador que tenha sido submetido à altas temperaturas compromete diretamente o desempenho do mesmo (exposto aos raios solares em algum balcão de Dental, por exemplo). Um processo de titulação simples comprovaria o integridade do produto. 6. Será que durante os testes clínicos, o pesquisador observou que não se deve realizar o trabalho de profilaxia usando bicarbonato de sódio imediatamente antes do procedimento de clareamento dental, pois esse sal neutraliza a ação do peróxido de hidrogênio? Uma vez mais, não vimos menção a esse aspecto em nenhuma referência bibliográfica, porém é bastante óbvio que o bicarbonato de sódio utilizado para a remoção da placa bacteriana através de processos de jateamento, é o mesmo usado para neutralizar o peróxido. Assim, resíduos desse sal remanescentes de procedimentos de profilaxia comprometerão diretamente o desempenho do agente clareador. 7. Será que durante os testes clínicos, o cientista observou que é necessário agitar o agente clareador antes de prepará-lo, pois existem elementos que podem decantar devido a longos períodos de armazenamento? Uma vez mais, não vimos menção a esse aspecto em nenhuma referência bibliográfica, porém é bastante óbvio que, nesse caso, a concentração do agente clareador estará alterada, o que comprometerá diretamente o desempenho do mesmo. 8. Será que durante as tomadas de cor, o pesquisador utilizou um sistema eletrônico de identificação, pois em processos fotográficos, as cores tendem a variar muito em função da luminosidade do local no momento da tomada da foto? É muito comum observarmos a utilização de fotos como referência para comparativos de desempenho, porém vale lembrar que a luminosidade do ambiente onde as fotos estão sendo tiradas, varia muitíssimo durante um mesmo dia, em função principalmente da quantidade de luz solar presente em momento ou outro. A luz varia tanto em intensidade, como em temperatura de cor, o que invalida comparativos, se não tiver ocorrido uma calibração prévia dessas variáveis. Uma vez mais, nunca vimos menção alguma a esse tema nas referências bibliográficas analisadas. Na verdade, não pretendemos invalidar as pesquisas que foram desenvolvidas sem levar em conta os aspectos anteriormente citados, porém é preciso ponderação no sentido de não generalizar conclusões indistintamente, entendendo que o resultado obtido se aplica ao equipamento, agente clareador e procedimento de ensaio utilizados no experimento, e que qualquer outra conclusão é leviana. 31 Foco Cirurgia Drill Angular Multiplicador 1:2 Mikro Macth Dados técnicos: Rotação Máxima: 60.000 rpm - acoplado à turbina ou motor Encaixe E-type (INTRA ISO 3964) Drill Angular Mikro Macth Dados técnicos: Rotação Máxima: 30.000 rpm - acoplado à turbina ou motor Encaixe E-type (INTRA ISO 3964) O Sistema de Motores Mikro Macth consiste de uma família de equipamentos de comando elétrico ou pneumático que, em conjunto com as Brocas de Dissecção, é destinada às seguintes aplicações: Osteotomia Mandibular Anterior, Osteotomia Mandibular Posterior, Osteotomia Posterior Mandibular Dentealveolar, Assimetria Facial, Reconstrução Óssea, Orbital Hipertelorismo, Genioplastia, Osteotomia LeFort I, LeFort II e LeFort III, Correção Cantal Medial e Lateral, Disostese Mandibulofacial, Deformidades Traumáticas: Tratamento Primário e Secundário, Deformidades Secundárias a Tumores, Síndrome Apert e Crouzon e Fissuras. Drill Reto Mikro Macth Dados técnicos: Rotação Máxima: 30.000 rpm - acoplado à turbina ou motor Encaixe E-type (INTRA ISO 3964) Registro ANVISA: 80030810037 Linha Completa de Brocas de dissecção Registro ANVISA: 80030810034 Mikro ac M icro C 32 irurgia Cirurgia ao Alcance do Clínico 7 7 Cirurgia Frederico Nigro Especialista em Implantodontia e Prótese Dental Mestre em Implantodontia pela UNISA Doutorando em Implantodontia pela USC-Bauru. Foto: Cortesia do autor Atualmente, nas reabilitações protéticas, o uso de implantes osseointegrados tem sido uma boa indicação em substituição a um ou vários elementos dentais perdidos. Frente à crescente utilização destes, faz-se necessário relembrar e salientar determinados cuidados a fim de se minimizarem-se os riscos cirúrgicos e aumentar-se o sucesso do procedimento. Um dos princípios básicos da osseointegração é a manutenção do osso que receberá o futuro implante, seja previamente ao ato cirúrgico, bem como durante este. Ao realizarem-se as perfurações para a instalação dos implantes, deve ter-se sempre em mente o cuidado para não superaquecer o osso circundante às perfurações (não sobre passar 43°C) evitando-se assim uma necrose extensa, a qual acabaria por prejudicar, ou até mesmo inviabilizar, a osseointegração. O aquecimento deve ser evitado através de uma irrigação efetiva e constante, enfatizando-se que é de suma importância resfriar o instrumento rotatório para que o calor gerado não seja transmitido ao osso. Cuidados extras devem ser tomados, entre eles, o uso de brocas novas e com um corte adequado e a utilização de um contra-ângulo de boa qualidade, o qual seja capaz de transmitir as rotações geradas pelo motor sem vibrações durante as perfurações e que também tenha a capacidade de suportar o torque dispensado ao mesmo, principalmente durante a instalação dos implantes, incluindo os procedimentos de carga imediata, onde se deseja alcançar um torque maior de inserção na instalação dos implantes (preferencialmente acima de 45Ncm). Um bom contra-ângulo redutor (20:1) é capaz de aceitar variações de rotação de 12r.p.m. à 1500r.p.m. e suportar torque até 55Ncm. Com uma mesma peça realizam-se as perfurações utilizando-se 800r.p.m. e posteriormente a instalação do implante com 30r.p.m. variando o torque de 10 até 55Ncm, dependendo da qualidade óssea e do travamento inicial a ser atingido. Observando esses pequenos cuidados e utilizando os equipamentos adequados, conseguimos maximizar o sucesso dos procedimentos cirúrgicos na instalação dos implantes, facilitando sobremaneira o processo da osseointegração. tecnologia em artroscopia 33 7 Cirurgia ao Alcance do Clínico 7 Tecnologia DMC, apresentada à você Rodrigo Gonçalves de Paula Engenheiro Eletricista EESC/USP. Contra Ângulo Mikro Macth Os equipamentos para implante odontológico fabricados pela DMC têm como base a caixa de comando e peça de mão (micromotor elétrico). A caixa de comando é a responsável pelo acionamento e controle do motor, assim como por limitar o torque em alguns passos da cirurgia. O motor elétrico suporta velocidades acima de 30.000rpm e torque acima de 3,5Ncm, cabendo à caixa de comando controlá-lo com rotação constante, na faixa de 240 a 30.000rpm, até o limite de torque estabelecido pelo usuário. Para um procedimento de implante, a rotação mínima do motor (240rpm) é muito alta, assim como o torque máximo (3,5Ncm) é muito baixo. Para tanto, o profissional tem a sua disposição sistemas de contra-ângulos redutores, os quais são acoplados ao micromotor, reduzindo a rotação e amplificando o torque do motor. Podemos dar como exemplo o equipamento Implantek Lase, com um Contra Ângulo redutor 20:1 PUSH BOTTOM, terá como velocidade máxima 34 1.500rpm (equivalente à velocidade máxima controlada do motor - 30.000rpm dividida por 20 - contra-ângulo redutor) e velocidade mínima de 12rpm (equivalente a 240 dividido por 20). Com o auxílio do contra-ângulo, a caixa de comando será capaz de trabalhar com o limite de torque até 55Ncm, suficiente para o procedimento. Sistemas de redução mecânica, semelhantes ao Contra Ângulo Mikro Macth, são amplamente utilizados em nosso dia a dia, muitas vezes passando despercebidos. Como exemplo, podemos citar um automóvel: quando o motorista dirige em 5ª Marcha, o mesmo consegue atingir altas velocidades, mas não possui força para vencer uma subida íngreme, o que equivale ao micromotor sem a utilização de um contra-ângulo, no entanto, utilizando a 1ª Marcha, o motorista consegue subir uma ladeira, mas não pode atingir altas velocidades, o equivalente à utilização do micromotor em conjunto com o contra-ângulo. Foco Cirurgia Contra Ângulo Redutor 20:1 Push Bottom Dados técnicos: Rotação Máxima: 1.500 rpm 5 rolamentos em aço inox Encaixe de brocas tipo Push Botton Registro ANVISA: 80030810042 Surg Light, Surg Light Plus e Surg Light Plus II Aplicações A Família Surg Light consiste de uma série de equipamentos utilizados como fonte de luz nas especialidades Médicas (otorrinolaringologia, dermatologia), Odontológicas (cirurgia e traumatologia buco-maxilofaciais, implantodontia), em diferentes tipos de procedimentos cirúrgicos. Cadastro ANVISA: 80030819003 Cadastro ANVISA: 80030819005 Cadastro ANVISA: 80030819006 Dados Técnicos Peso do capacete: 200g; Medida do fio do capacete: 1,30m; Tempo de uso: 3 horas ininterruptas; Potência da caixa de comando: 7W Potência do carregador de baterias:14W Tensão do carregador de baterias: 90V~240V Luminosidade máxima: 130 Lumens. Duas versões de magnificação: 2,5X e 3,5X O equipamento possui três níves de intensidade: Baixa (65 Lumens); Média (98 Lumens); Alta (130 Lumens); Dispositivos integrados .Capacete; .Caixa de comando; .Carregador de baterias; .Maleta para transporte. 35 Foco Cirurgia Ú n ImplanTek ImplanTek Lase * La nç n o am de m e L r ic o Tecnologia Brushless – Melhor desempenho e maior vida útil para o motor! Desenvolvido para ser utilizado por profissionais da área de Odontologia e de Medicina, este equipamento é indicado para cortes ósseos, perfurações, inserções, desbastes ósseos em geral, procedimentos de cirurgia e traumatologia buco-maxilofaciais e quaisquer procedimentos cirúrgicos ortopédicos. Além destes itens, é possível realizar sessões de laserterapia, pois conta com uma peça de mão acoplada que contém 2 laseres, bem como um menu completo para essa finalidade. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS Caixa de Comando: - Tensão de Alimentação: 90~240VAC; - Potência de Entrada:70VA; - Frequência: 50/60Hz Micro-Motor Elétrico: Velocidade: 240~30.000rpm Esterilização: autoclave ou óxido de etileno Conexão: e-type (INTRA) Motor Brushless* Motor de escova* Bomba Peristáltica: Fluxo: 8~50ml/min. Laserterapia: Diodo Laser Vermelho (Comp. de Onda): 630~690nm; Diodo Laser Infravermelho (Comp. de onda): 790~830nm; Potência óptica útil: 100mW (para ambos os laseres). Registro ANVISA: 80030810059 80030810060 36 en as ca er d te o c ra o pi m a! fu to n çã o Peças de Mão Mikro Macth Registro ANVISA: 80030810041 Foco Cirurgia Mikro ac Sistema de Serras Destinadas a procedimentos cirúrgicos de cortes ósseos, onde é necessário alto poder de corte em espaços reduzidos. Acoplável a todos os tipos de motores cirúrgicos com sistema de encaixe E-type (INTRA ISO 3964). Troca rápida e segura das lâminas. Totalmente autoclavável. Disponíveis em 4 modelos: Reciprocante Este equipamento deve ser utilizado em procedimentos cirúrgicos que necessitem de movimento no sentido recíproco (para frente e para trás). As lâminas adequadas para este procedimento são: SR 001, SR 002 e SR 003 da família de Lâminas para Micro Serras. Sagittal A Micro Serra Sagittal deve ser utilizada em procedimentos cirúrgicos que necessitem de movimento no sentido oscilante frontal. As lâminas adequadas para este procedimento são: SS 001, SS 002, SS 003 e SS 004 da família de Lâminas para Micro Serras. Oscilatória Este modelo deve ser utilizado em procedimentos cirúrgicos que necessitem de movimento no sentido oscilante lateral. As lâminas adequadas para este procedimento são: SO 001, SO 002, SO 003 e SO 004 da família de Lâminas para Micro Serras. Recipro-Sagittal Lâminas para Micro Serras Registro ANVISA: 80030810035 A Micro Serra Recipro-Sagittal deve ser utilizado em procedimentos cirúrgicos que necessitem de movimento no sentido orbital. As lâminas adequadas para este procedimento são: RS 001 e RS 002 da família de Lâminas para Micro Serras. 37 Foco Kit para Clareamento Dental LASE PEROXIDE SENSY “Peróxido de Hidrogênio a 35%” LASE PEROXIDE SENSY II “Peróxido de Hidrogênio a 25 %” : COMPOSIÇÃO DOS PRODUTOS - Gel Clareador Lase Peroxide Sensy, Gel Clareador Lase Peroxide Sensy II, após a mistura das fases 1 e 2: peróxido de hidrogênio 25% ou 35%, espessante, corante, extratos vegetais, amida, agente sequestrante, glicol e água; - Dessensibilizante: água, essência, espessante, conservante, nitrato de potássio e fluoreto de sódio; - Lase Protect - Barreira Gengival Fotopolimerizável: metacrilato, canforquinona, sílica, amina terciária, corante e essência; - Solução Neutralizadora: bicarbonato de sódio 10%, conservante e água. - Pontas para Polimento Registro ANVISA: 80030810024 Registro ANVISA: 80030810033 38 Kit sufic ie Para 3 p nte acine tes Dúvidas 8 8 Qual a sua dúvida? O NuPEn responde: Como resolver o problema da hipersensibilidade pós-clareamento dental? A laserterapia pode resolver de imediato esse problema, pois atuará modulando a resposta inflamatória pulpar e promovendo analgesia local. A laserterapia é recomendada nas seguintes situações: - Imediatamente após o clareamento dental, caso o paciente relate hipersensibilidade. - Imediatamente após o clareamento dental, para prevenir a sensibilidade que possa vir a ocorrer nas primeiras horas após o procedimento. - Durante o clareamento dental, caso o paciente relate sensibilidade em um dente específico, recomenda-se interromper o procedimento, remover o gel do dente em questão, aplicar a laserterapia, e retomar o procedimento. Verificar se a sensibilidade não é proveniente do contato do gel com tecido mole ou com alguma retração não protegida pela barreira gengival. Caso o gel tenha entrado em contato com a mucosa, aplicar água bicarbonatada a 10%, que acompanha o kit Lase Peroxide Sensy e que atuará como neutralizador. Em seguida, aplicar o laser com energia de 1J ou fluência de 40J/cm². Caso seja verificada a deficiência de proteção na barreira gengival sobre a zona de dentina exposta, complementar essa proteção e prosseguir o procedimento de clareamento dental. Protocolo: aplicar o laser infravermelho, com energia variando entre 1,5J e 3,5J ou fluência variando entre 60 e 120J/cm², 1 ponto na cervical de todos os dentes clareados, imediatamente após o clareamento ou naqueles elementos dentais onde o paciente relatar hipersensibilidade. Para dentes menores ou mais jovens, preconizam-se doses menores; para dentes maiores ou mais velhos, preconizam-se fluências maiores. Feito isso, pergunta-se ao paciente se há algum dente que ainda apresente sensibilidade e, em caso positivo, pode-se aplicar mais um ponto na região do ápice do dente em questão, utilizando uma fluência um pouco mais baixa que a usada anteriormente. Clinicamente, observamos que alguns pacientes relatam sensibilidade apenas algumas horas após o clareamento dental e isso dependerá da condição pulpar de cada paciente. Esta dor tem característica de ser aguda e de curta duração, ocorrendo principalmente quando a laserterapia preventiva pós-clareamento não foi realizada ou quando o paciente apresenta desgastes incisais. Recomenda-se alertar todos os pacientes, principalmente aos que nunca fizeram clareamento dental, que os mesmos podem vir a ter episódios rápidos de dor após saírem do consultório. Nestes casos, eles podem fazer uso de analgésico com o qual estão habituados, quando a dor persistir por mais de alguns minutos. Uma dica da Dra. Rita Amaral é: “Após o término do clareamento dental, lavar bem os dentes, aplicar o gel dessensibilizante que vem no kit do Lase Peroxide Sensy sobre a superfície dental, e dar polimento com o feltro que também vem nesse kit. Deixar o gel dessensibilizante em repouso sobre a superfície dental durante 2 minutos. Esse polimento deve ser feito de maneira delicada e suave para não superaquecer o elemento dental, o que poderia causar Quer saber mais? Visite o nosso site: www.nupen.com.br 39 Foco 40 Divisão Química Foco Divisão Química 41 Foco 42 Soluções de Marketing Bastidores do Leitor 9 Clareamento Dental com Laser e Fechamento de Diastemas 9 Gertrudes Carvalho Dapena Especialista em Dentistica ACDC - Campinas. Gomes E; Rossato, DM; Porto, CLA. i daa utora Fotos: cortesa É cada vez maior a procura por um sorriso mais estético e harmonioso. Situações de desarmonia e alterações de cor que muitas vezes não eram percebidas no passado, hoje são questionadas em nossos consultórios. O uso de agentes clareadores e compósitos tem colaborado muito para que possamos solucionar casos que comprometem a estética, melhorando assim a auto-estima dos pacientes. Após o paciente submeter-se ao tratamento ortodôntico, houve necessidade do fechamento dos diastemas anteriores. Realizou-se, então, o clareamento dental com peróxido de hidrogênio a 35% (Lase Peroxide Sensy) ativado com fonte de luz híbrida laser + LED (Whitening Lase Light Plus). Após 30 dias, os diastemas foram fechamos com compósito fotopolimerizável. BASTIDORES DO LEITOR Aspecto inicial. Convidamos nossos queridos leitores a enviar casos clínicos para serem publicados em nossa revista. O melhor caso enviado durante o ano, e que será escolhido pelos próprios eleitores, será premiado com um produto DMC. Normas para o envio dos casos Aspecto 7 dias após o tratamento. Texto entre 10 e 12 laudas, em arquivo Word, formatado em letra Verdana 9. Imagens dos casos em: - estágio inicial, - durante o tratamento - estágio final, digitalizadas em 300dpi, no tamanho aproximado de 10cm x 12cm. Envie seu caso clínico para [email protected] Aspecto final. 43 Foco Núcleo de Pesquisa e Ensino NuPEn na WEB Em seu primeiro ano de atividades, nosso site vem prestando relevantes serviços à comunidade científica e aos profissionais na área clínica, em todas as partes do mundo. Venha navegar conosco! A DMC patrocina o NUPEN - Núcleo de Pesquida e Ensino de Fototerapia nas Ciências da Saúde. Esse núcleo é responsável por prestar serviços de consultoria permanente aos clientes DMC, bem como organizar e promover seus cursos de capacitação. Acesse www.nupen.com.br e eleja o idioma de sua preferência. O site do NUPEN está preparado para atender às necessidades dos clientes DMC, em todos os continentes. Ali você encontrará detalhes sobre a equipe do NUPEN e poderá escolher em que área da Biomedicina você deseja navegar: Odontologia, Fisioterapia ou Medicina Estética. Ao eleger o ícone Odontologia, você poderá encontrar textos sobre as bases da Laserterapia; seguir o passo-a-passo e obter informações sobre o Clareamento Dental fotoativado; conhecer os colaboradores do NUPEN e os cursos que eles ministrarão no mundo todo; conhecer a resposta para as dúvidas mais comuns na área de fototerapia; enviar dúvidas sobre protocolos direcionados para seus pacientes; acessar os principais links relacionados à Fototerapia; consultar diversos assuntos em nossa Biblioteca Virtual; e fazer o download dos Cd-Roms da DMC, sempre que os mesmos sejam atualizados. Venha conhecer o fantástico mundo da Fototerapia. Visite-nos! www.nupen.com.br 44 Um pouco de Rodin Rodin em 1880 Attílio Lopes Auguste Rodin nasceu em Paris em 1840 e morreu em Meudon em 1917. Foi essencialmente escultor em argila e bronze, autor de obras, sobretudo descritivas. Sua principal característica, até hoje não superada, era de trabalhar com as próprias mãos, sem o auxílio de qualquer instrumento, o que resultava em um estilo conciso, aparentemente inacabado, mas de grande força expressiva. Juntamente com Gustav Mahler, compositor de sinfonias e de Gustav Klint, pintor, ambos austríacos, formou uma Escola estética insólita. Sua proposta era monumental (Os Burgueses) às vezes formando conjuntos de figuras aparentemente disformes mas de intensa lógica arquitetônica. Embora sua obra mais festejada seja "Le Penseur" - O Pensador - sua obra mais complexa e impressionante é "O Portal do Inferno", obra cheia de figuras distorcidas. "Os Burgueses", "O Beijo", a figura de "Balzac", o busto de Mahler e de Clemanceau, todos em bronze, fazem parte do amplo repertório de sua obra, predominantemente em estilo monobloco com desprezo de pormenores, linguagem típica da argila. “Suas primeiras esculturas eram tão perfeitas que ele foi acusado de moldar diretamente no corpo dos modelos. Para rebater essas críticas, ele passou a fazer suas esculturas em escala bem maior que o tamanho de uma pessoa normal”, comenta René Orosco. “Com o passar do tempo, ele foi desenvolvendo miopia progressiva, e por isso suas esculturas foram ganhando aquele aspecto de inacabadas, como se fossem blocos embaçados..., na verdade refletiam a visão do próprio autor!” Prezado Leitor, A DMC não é só tecnologia. É arte, é estética e bom gosto! Compartilhando essa filosofia com nossos leitores, traremos a cada exemplar um resumo da vida e obra do artista cujas obras foram escolhidas carinhosamente para ilustrar nossa edição. O Prof. Attilio, além de cirurgião-dentista, professor e mestre em Cirurgia e traumatologiabuco-maxilofaciais e Patologia, é escultor e ilustrador, tendo inúmeras obras suas desenhadas em livros científicos que vão desde livros de cirurgia e laserterapia até atlas de anatomia de cabeça e pescoço. Ele nos brindará, a cada edição, com seu conhecimento artístico para apresentar-nos um pouquinho da obra desses grandes artistas. Divirta-se! Foco Panorama Cultural desta Edição DMC Equipamentos Integrando Tecnologia e Natureza. DMC Equipamentos E.P.P. Ltda. Rua Sebastião de Moraes 831 - S. Carlos - SP CEP. 13.562-030 ; Fone: (16)2107-2323 ; www.dmc-dental.com.br