CAPACITAÇÃO DE ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL QUE BENEFICIAM DE SUBVENÇÕES ATRAVÉS DO INSTRUMENTO EUROPEU PARA A DEMOCRACIA E DIREITOS HUMANOS. Agenda Introdução Relatórios Mudanças Visibilidade Quadro Lógico Modelo QL da CE Exercício Introdução O principal documento que usamos como fonte para este capítulo é o Guia Prático Dos procedimentos contratuais no âmbito das acções externas da CE, disponível no site da CE. Mais especificamente o capitulo 6 que trata de subvenções e respectivos anexos. Um dos anexos importantes é o chamado Condições gerais (Anexo II) (e3_h_2_gencond_pt.pdf). De notar que os documentos da CE estão sujeitos a alterações e por isso aconselhamos sempre a consulta do site da CE para se assegurar das mais recentes versões. Relatórios Narrativos Temos dois relatórios a serem preenchidos: o intercalar e o final. Como os títulos indicam o primeiro deve ser preenchido no decorrer do projecto (por exemplo depois de um ano se o projecto é de dois anos de financiamento) e o segundo no fim do projecto. Os próprios anexos e3_h_5_interreport_pt.doc e e3_h_5_finalreport_pt.doc contêm a informação necessária para o preenchimento. Relatórios Financeiros O relatório financeiro (anexo VI) (e3_h_7_financialreport_pt.xls) é o relatório sobre o orçamento incluindo possíveis ajustamentos a serem feitos (e3_c_budget_pt.xls). Mudanças no orçamento e/ou planos As regras quanto a mudanças de orçamento e/ou planos durante a execução do projecto estão definidas nas Condições gerais (Anexo II) (e3_h_2_gencond_pt.pdf), mais especificamente o artigo 9. Vemos neste âmbito que a comunicação é importante. Em caso de dúvidas é sempre aconselhável contactar com a pessoa responsável de contacto por parte da CE para esclarecer as dúvidas, já que é do interesse de ambas as partes que eventuais dúvidas sejam esclarecidas. Visibilidade O manual de comunicação da CE bem como o artigo 6.º - Visibilidade nas Condições gerais (Anexo II) (e3_h_2_gencond_pt.pdf) especificam os procedimentos quanto a visibilidade da CE em relação aos projectos. De momento só disponivel em Ingles, Frances e Espanhol em http://ec.europa.eu/europeaid/work/visibi lity/index_en.htm Uso Efectivo do Quadro Lógico O Quadro Lógico (QL) surgiu no contexto da cooperação internacional de apoio ao desenvolvimento. Em meados dos anos 1960, a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional, United States Agency for International Development (USAID), constatou que era muito difícil para os projectos de cooperação internacional mostrar a sua efectividade. O QL é uma matriz elaborada sucessivamente num processo de estruturação daqueles elementos considerados os mais importantes de um projecto e que permitem a sua apresentação sistemática, lógica e sucinta. O que sempre tem que anteceder o planeamento de um projecto é uma análise do que se deseja mudar com a intervenção, de modo geral, uma situaçãoproblema. É importante destacar que o QL não é um plano completo de um projecto. Trata-se apenas de um resumo do plano de intervenção, que fornece respostas basicamente às seguintes perguntas: Por que o projecto deve ser realizado? Qual é o seu propósito e quais as mudanças a serem alcançadas? Como se pretende produzir melhorias? Quais as condições externas que influenciam o alcance dos resultados e dos seus efeitos? Como é possível identificar o alcance das melhorias e mudanças? 1ª Coluna – Lógica de Intervenção Objectivo superior Objectivo especifico Resultados Actividades principais Insumos / Recursos 2ª Coluna - Indicadores • o grupo-objectivo • a quantidade • a qualidade • o período • a localização quem é beneficiado? quanto? quão bem? quando e quanto tempo? onde? 3ª Coluna – Fontes de comprovação A definição de indicadores apropriados é um processo bastante difícil e complexo e não pode sempre ser concluído num grupo de participantes muito grande. Mas existe ainda uma outra dificuldade: indicadores úteis não são aqueles que medem apenas teoricamente os resultados ou os objectivos. Para evitar que sejam definidos indicadores cujas informações não podem ser averiguadas na prática, o QL contém a terceira coluna com as fontes de comprovação. A fonte de comprovação indica onde se encontram as informações e os dados dos indicadores. Nela são registradas aquelas fontes ou meios (locais e documentos) que poderão ser utilizadas para verificar o conteúdo dos indicadores. Fontes podem ser estatísticas oficiais, pesquisas de opinião pública ou outras publicações para os indicadores de efeito e são geralmente documentos produzidos pelo próprio sistema de informações de gestão dos projectos para os resultados. Assim, as fontes de comprovação têm várias funções: primeiro, a sua definição obriga a definir indicadores realistas, porque se não forem encontradas fontes adequadas para verificar a informação contida no indicador, o indicador não serve; segundo, se não houver fontes adequadas, mas se quer manter o indicador, a definição das fontes mostrará em que custos adicionais isso poderá implicar; terceiro, as fontes definidas mostram alguns dos elementos necessários para o estabelecimento de um sistema de informações de gestão do projecto. Em todo caso, é fundamental que fontes adequadas existam e que elas sejam confiáveis. É possível para o próprio projecto construir fontes, mas, nesse caso, sempre devem ser considerados o custo e a viabilidade. Se não houver fontes adequadas para mensurar um determinado indicador, ele simplesmente não serve. A maioria das fontes para os indicadores de acompanhamento é estabelecida e mantidas pelo próprio projecto, já que faz parte do sistema de informações de gestão. No entanto, as fontes para os indicadores de efeito devem ser externas também. Para a avaliação de um projecto, intermediária ou final, as fontes de comprovação são referências fundamentais. 4ª Coluna – Suposições importantes Projectos que visam produzir mudanças em pessoas ou organizações encontram necessariamente uma série de barreiras e riscos que dificilmente podem ser detectados na sua totalidade, no início do processo. Suposições são factores, para fins de planeamento, considerados verdadeiros, reais ou certos. No caso do QL, trata-se de factores externos que escapam à influência directa da gerência do projecto, mas são importantes para o êxito da intervenção. O Modelo da CE QUADRO LÓGICO DO PROJECTO Lógica de Indicadores objectivamente intervenção Quais são os objectivos gerais contemplados pela acção? Que objectivo específico deve ser definido para que a acção prevista contribua para os objectivos globais? Os resultados consistem nas realizações que permitem a consecução do objectivo específico. Quais são os resultados esperados ? (Enumere) Quais são as actividades principais a desenvolver, por que ordem, para produzir os resultados esperados? (Ordenar as actividades por resultados) Fontes e meios de Hipóteses verificação verificáveis Quais são os indicadoreschave associados a esses objectivos gerais ? Que indicadores demonstram claramente que o objectivo da acção foi concretizado? Quais são as fontes de informação referentes a esses indicadores? Quais as fontes de informação existentes e susceptíveis de ser compiladas? Que métodos permitirão obter essas informações? Que indicadores permitem Quais são as fontes de verificar ou determinar se informação referentes a esses indicadores? a acção atingiu os resultados esperados? Meios: Que factores e condições, excluindo a responsabilidade do beneficiário da acção, serão necessários para atingir este objectivo (condições externas)? Quais são os riscos a considerar? Que condições externas devem existir para realizar os objectivos esperados no tempo previsto? Quais são as fontes de Que condições prévias devem existir informação sobre a execução do antes do início da acção? Que meios são projecto? necessários para executar Que condições não directamente as actividades, por Custos dependentes do beneficiário devem exemplo, pessoal, Quais são os custos do existir para a execução das actividades previstas? material, formação, projecto? estudos, fornecimentos, De que natureza? (pormenores instalações operacionais, no orçamento da acção em etc.? anexo) Exercicio Em grupos, discutir sobre as perguntas: Com que aspectos específicos tem mais dificuldades? Como superou essas dificuldades? Em plenário: discussão entre os grupos, aprendizagem entre grupos.