ENSAIOS com PARCELAS DIVIDIDAS Lima, PC Lima, RR Considere a seguinte pesquisa: Um experimento foi montado para comparar a produtividade de 4 cultivares (A, B, C e D) de uma cultura. Veja o croqui do experimento instalado em DBC: Bloco I D A B C Bloco II Bloco III Bloco IV A D C C B B D A A B C D Aproximando-se a época da colheita, aproveitando que o tamanho da parcela era suficiente, o pesquisador resolveu avaliar 3 diferentes épocas de colheita. Como o ensaio já estava montado, a alternativa foi fazer o sorteio das épocas de colheita dentro de cada parcela e em cada bloco, como abaixo: Bloco I D-2 D-3 D-1 A-1 A-3 A-2 B-3 B-1 B-2 C-2 C-1 C-3 Bloco II A-3 A-2 A-1 C-2 C-3 C-1 D-1 D-2 D-3 B-2 B-1 B-3 Bloco III D-1 D-3 D-2 B-1 B-2 B-3 A-2 A-1 A-3 C-2 C-3 C-1 Bloco IV C-2 C-3 C-1 B-2 B-1 B-3 A-1 A-2 A-3 D-3 D-2 D-1 Como analisar os dados deste experimento? Como um ensaio fatorial? Como analisar os dados deste experimento? Bloco I D-2 D-3 D-1 A-1 A-3 A-2 B-3 B-1 B-2 C-2 C-1 C3 Bloco II A-3 A-2 A-1 C-2 C-3 C-1 D-1 D-2 D-3 B-2 B-1 B-3 Bloco III D-1 D-3 D-2 B-1 B-2 B-3 A-2 A-1 A-3 C-2 C-3 C-1 Bloco IV C-2 C-3 C-1 B-2 B-1 B-3 A-1 A-2 A-3 D-3 D-2 D-1 Observe que embora tenhamos os mesmos tratamentos de um fatorial com 4 cultivares e 3 épocas de colheita, o sorteio dos tratamentos não seguiu o modelo de aleatorização para um ensaio fatorial em DBC – as três épocas de colheita para uma mesma cultivar estão sempre agrupadas. Então, os dados desse experimento não podem ser analisados como em um ensaio fatorial. Exemplo de um bloco no esquema fatorial: Bloco I A-3 B-2 D-1 C-2 D-3 D-2 B-3 C-3 A-2 B-1 A-1 C-1 A aleatorização segundo o modelo de parcelas divididas seria feita seguindo os passos: Outro Exemplo: Irrigação com 3 diferentes lâminas de água (20, 40 e 60%) e 4 cultivares de arroz (A, B, C e D). O tamanho da 2 – sorteio das categorias do fator A nas parcelas, em cada bloco; parcela é de 3x3 metros. 1 – escolha de um fator para ser o primeiro a ser sorteado (fator A) e divisão de cada bloco em tantas parcelas quantas sejam as categorias do fator A; 3 – divisão de cada parcela em tantas sub-parcelas quantas sejam as categorias do outro fator ; 4 – sorteio das categorias do fator B nas sub-parcelas, em cada parcela, em cada bloco. Exemplo de um bloco no esquema de parcelas divididas: Bloco I 3 (60%) 1 (20%) 2 (40%) 3-C 3-A 3-D 3-B 1-D 1-A 1-B 1-C 2-B 2-C 2-D 2-A Observe que no esquema fatorial, a instalação é difícil No esquema de parcelas (talvez atéa inviável). divididas, lâmina de água Possivelmente, a cada123 será mudada a cada metros metros, teríamos facilitandoque a mudar ainstalação lâmina dedoágua. experimento. Características: Geralmente são utilizados como opção a um ensaio fatorial com o objetivo de facilitar a instalação do experimento. - quando um dos fatores requer um tamanho de amostra (quantidade de material experimental) maior que outro; - quando for de interesse um maior grau de precisão para a comparação das categorias de um dos fatores; - para a incorporação de outro fator em experimentos em andamento; - para facilitar a instalação de experimentos, em geral. Aleatorização: A estrutura dos fatores não é alterada, apenas a aleatorização das parcelas na área experimental é diferente em relação a um ensaio fatorial correspondente. - primeiramente são sorteados as categorias do fator A nas parcelas , em cada repetição; - em seguida, as categorias do fator B são sorteadas nas subparcelas, em cada parcela. Ensaios com Parcelas Divididas CASOS MAIS COMUNS Parcelas Sub-divididas Parcelas Sub-divididas no Tempo Ensaios em Faixa Parcelas Sub-Subdivididas Parcelas Sub-divididas com fatorial nas parcelas Parcelas Sub-divididas com fatorial nas sub-parcelas Modelo Estatístico para Parcelas Sub-divididas Parcelas Sub-divididas O fator A tem I categorias e o fator B tem J categorias; DIC DBC As categorias do Fator A são sorteadas primeiro formando I parcelas em cada uma das K repetições; DQL : representa o efeito da categoria i do fator A; : representa o efeito da categoria j do fator B; : representa o efeito da interação entre os fatores A e B; ou ou As categorias do fator B são sorteadas dentro de cada parcela formando J sub-parcelas em cada parcela: : representa o resíduo das parcelas; : representa o resíduo das sub-parcelas; No de parcelas = IxK No de sub-parcelas = IxKxJ TABELAS DA ANÁLISE DE VARIÂNCIA FV DIC Fator A Resíduo a Sub-Total Fator B AxB Resíduo b Total FV DBC Fator A Repetições Resíduo a Sub-Total Fator B AxB Resíduo b Total FV DQL Fator A Linhas Colunas Resíduo a Sub-Total Fator B AxB Resíduo b Total GL I-1 K(I - 1) IK – 1 J–1 (I - 1)(J - 1) I(J - 1)(K - 1) IJK - 1 GL I-1 K–1 (I - 1)(K - 1) IK – 1 J–1 (I - 1)(J - 1) I(J - 1)(K - 1) IJK - 1 GL I-1 I-1 I-1 (I - 1)(I - 2) I2 - 1 J-1 (I - 1)(J - 1) I(I – 1)(J – 1) I 2J - 1 Parcelas Sub-divididas SQ Observe que: SQSub-Total SQ SQSub-Total SQ SQSub-Total - A tabela da análise da variância é dividida em duas partes; - O controle local afeta apenas a parte superior da tabela da análise de variância; - Os testes para a parte superior da tabela são feitos com o Resíduo a da parte inferior com o Resíduo b; - No DQL, o no de repetições é igual ao no de categorias do fator A, isto é: K = I. Veja nos exemplos o cálculo prático de SQSub-total. EXEMPLO 1 Um experimento foi montado para comparar a produtividade de 4 cultivares (A, B, C e D) de uma cultura em 3 diferentes épocas de colheita. Foi utilizado o esquema de parcelas sub-divididas com as cultivares nas parcelas. Os dados de produção em toneladas por hectare são apresentadas na tabela seguinte: Bloco I Bloco II Bloco III Bloco IV D-2 2,23 A-3 2,01 D-1 1,99 C-2 1,91 D-3 2,27 A-2 1,88 D-3 2,01 C-3 1,54 D-1 1,56 A-1 1,95 D-2 1,82 C-1 1,56 A-1 1,75 C-2 1,60 B-1 1,80 B-2 1,59 A-3 2,33 C-3 1,70 B-2 1,22 B-1 1,37 A-2 2,17 C-1 1,61 B-3 1,85 B-3 1,09 B-3 1,38 D-1 1,72 A-2 1,62 A-1 1,78 B-1 1,52 D-2 2,01 A-1 2,13 A-2 2,34 B-2 1,58 D-3 1,81 A-3 1,70 A-3 1,78 C-2 2,29 B-2 1,26 C-2 1,67 D-3 1,40 C-1 1,55 B-1 1,47 C-3 1,81 D-2 2,10 C-3 1,86 B-3 1,30 C-1 1,82 D-1 1,55 Tabela Auxiliar de Totais para cálculo de SQSub-total Cultivares Blocos A B C D Totais I 6,25(3) 4,48 5,71 6,06 22,50(12) II 5,84 4,03 4,91 5,54 20,32 III 5,45 4,87 5,30 5,82 21,44 IV 5,90 4,05 5,01 5,05 20,01 Totais 23,44(12) 17,43 20,93 22,47 84,27(48) A SQSub-total corresponde à soma de quadrados entre parcelas ou SQ(Fator A e Repetições): EXEMPLO 1 Para a análise de ensaios em esquema de parcelas sub-divididas , vamos precisar de duas tabelas auxiliares de totais: uma para os cálculos das somas de quadrados dos fatores e da interação e outra para o cálculo da SQSub-total. Na tabela para o cálculo da SQSub-total colocamos o Fator A e as Repetições. Tabela Auxiliar de Totais para cálculo das somas de quadrados dos Fatores e da Interação. Cultivares Épocas A B C D EXEMPLO 1 Totais 1 7,61(4) 6,16 6,55 6,82 27,14(16) 2 8,01 5,65 7,47 8,16 29,29 3 7,82 5,62 6,91 7,49 27,84 Totais 23,44(12) 17,43 20,93 22,47 84,27(48) SQSub-total = 2,3224 SQCultivares = 1,7372 SQÉpocas = 0,1503 SQE xC 0,2477 SQSub-total ==2,3224 Tabela da Análise de Variância FV GL SQ QM EXEMPLO 1 Fc Cultivares 3 1,7372 0,5791 19,90 * Repetições 3 0,3233 0,1074 3,69 Resíduo a 9 0,2619 0,0291 Sub-total 15 2,3224 Épocas 2 0,1503 0,0752 1,13 ExC 6 0,2477 0,0413 0,62 Resíduo b 24 1,5980 0,0666 Total 47 4,3174 SQResíduo a = SQSub-total – SQRepetições - SQCultivares SQResíduo b = SQTotal – SQÉpocas – SQE x C – SQSub-total Se o delineamento fosse o DIC não teríamos a Fonte de Variação: “Repetições” e a SQResíduo a seria calculada como: SQResíduo a = SQSub-total – SQCultivares SQSub-total = 2,3224 SQCultivares = 1,7372 SQÉpocas = 0,1503 SQE x C = 0,2477 Tabela da Análise de Variância FV GL SQ QM EXEMPLO 1 Fc Cultivares 3 1,7372 0,5791 19,90 * Repetições 3 0,3233 0,1074 3,69 Resíduo a 9 0,2619 0,0291 Sub-total 15 2,3224 Épocas 2 0,1503 0,0752 1,13 ExC 6 0,2477 0,0413 0,62 Resíduo b 24 1,5980 0,0666 Total 47 4,3174 Produções Médias para as Cultivares Produções Médias para as Épocas Cultivares Médias (*) ÉPOCAS Médias (*) A 1,95 a 1 1,70 a B 1,45 b 2 1,83 a C 1,74 a 3 1,74 a D 1,87 a Tukey para Cultivares: Como a interação não foi significativa, devemos estudar os fatores separadamente Tukey para Épocas: Tabela da Análise de Variância FV GL SQ QM EXEMPLO 1 Fc Cultivares 3 1,7372 0,5791 19,90 * Repetições 3 0,3233 0,1074 3,69 Resíduo a 9 0,2619 0,0291 Sub-total 15 2,3224 Épocas 2 0,1503 0,0752 1,13 ExC 6 0,2477 0,0413 0,62 Resíduo b 24 1,5980 0,0666 Total 47 4,3174 Produções Médias para as Cultivares Produções Médias para as Épocas Cultivares Médias (*) ÉPOCAS Médias (*) A 1,95 a 1 1,70 a B 1,45 b 2 1,83 a C 1,74 a 3 1,74 a D 1,87 a (*) As médias seguidas da mesma letra, não diferem entre si pelo teste Tukey, ao nível de 5% de probabilidade. EXEMPLO 2 Um experimento foi instalado no delineamento Inteiramente casualizado em esquema de parcelas divididas para avaliar a altura de plantas de milho. Estudou-se adubação de cobertura (0, 45 e 90 Kg/ha) nas parcelas e duas variedades nas sub-parcelas. As alturas obtidas (em metros) foram: ADUBAÇÃO VARIEDADES Repetição I 0 A 2,16 B 2,78 C 2,90 D 3,41 45 A 2,10 B 2,59 C 4,03 D 3,90 90 A 2,30 B 2,96 C 3,54 D 4,20 Repetição II Repetição III 2,95 2,70 3,03 2,99 3,32 3,40 3,55 3,50 2,00 2,09 2,26 2,30 4,50 3,95 4,10 3,81 2,24 2,25 2,64 2,80 2,95 3,10 4,15 4,00 Tabela Auxiliar de Totais para cálculo de SQSub-total Repetições Adubação 0 I II III Totais 11,25(4) 12,85 12,59 36,67(12) 45 12,62 12,86 12,15 37,63 90 13,00 11,98 12,15 37,13 36,87(12) 37,69 36,89 111,45(36) Totais Tabela Auxiliar de Totais para os fatores Variedades Adubação 0 45 90 Totais A 7,81(3) 6,19 6,79 20,79(9) B C D Totais 8,80 7,15 8,40 24,35 9,62 12,48 9,59 31,69 10,46 11,81 12,35 34,62 36,69(12) 37,63 37,13 111,45(36) EXEMPLO 2 Tabela da Análise de Variância FV GL Adubação SQ QM Resíduo a 2 6 0,0369 0,5831 0,0184 0,0972 Sub-total 8 0,6200 Variedades AxV 3 6 13,6302 3,3730 4,5434 0,5622 Resíduo b 18 0,4879 0,0271 Total 35 18,1111 Fc 0,19 167,61* 20,74 * Estudo das Adubações em cada variedade Estudo das Variedades em cada dose FV GL Variedades sem adubo 3 Variedades com a dose 45 Variedades com a dose 90 Resíduo b 3 3 18 FV Adubações na variedade A Efeito 1º Grau Efeito 2º Grau Adubações na variedade B Efeito 1º Grau Efeito 2º Grau Adubações na variedade C Efeito 1º Grau Efeito 2º Grau Adubações na variedade D Efeito 1º Grau Efeito 2º Grau Resíduo combinado EXEMPLO2 GL (2) 1 1 (2) 1 1 (2) 1 1 (2) 1 1 GLRcomb. Como a interação foi significativa, devemos estudar os fatores simultaneamente: as variedade em cada dose de adubo ou a adubação em cada variedade. Observe que para o estudo das variedades em cada dose de adubo o resíduo apropriado é o b. Já para o estudo das doses de adubo em cada variedade, o resíduo apropriado é uma combinação dos resíduos a e b (Resíduo combinado). EXEMPLO 2 Vamos apresentar o estudo dos efeitos das variedades em cada dose de adubo na altura de plantas em cada variedade. Estudo das Variedades em cada dose FV GL SQ QM EXEMPLO 2 Fc Variedades : 0 3 1,2844 0,4281 15,79 * Variedades : 45 3 10,2203 3,4068 125,68 * Variedades : 90 3 5,4985 1,8328 67,61 * 18 0,4879 0,0271 Resíduo b Estudo das Variedades em cada dose do adubo Tabela Auxiliar de Totais para os fatores Variedades Adubação 0 45 90 Totais A 7,81(3) 6,19 6,79 20,79(9) B C D Totais 8,80 7,15 8,40 24,35 9,62 12,48 9,59 31,69 10,46 11,81 12,35 34,62 36,69(12) 37,63 37,13 111,45(36) Vejamos as médias das Variedades em cada dose de adubo na tabela seguinte. Estudo das Variedades em cada dose do adubo EXEMPLO 2 Teste Tukey para Variedades em cada dose de Adubação: VA R I E DA D E S Adubação A B C D 0 2,60 c 2,93 bc 3,21 ab 3,49 a 45 2,06 b 2,38 b 4,16 a 3,94 a 90 2,26 d 2,80 c 3,20 b 4,12 a As médias seguidas da mesma letra nas linhas, não diferem entre si pelo teste Tukey, ao nível de 5% de probabilidade. EXEMPLO 2 A seguir, vamos apresentar o estudo dos efeitos das doses de adubo na altura de plantas em cada variedade. Tabela da Análise de Variância FV Adubação GL SQ Resíduo a 2 6 0,0369 0,5831 Sub-total 8 0,6200 Variedades AxV 3 6 Resíduo b Total QM Fc 0,0184 0,0972 0,19 13,6302 3,3730 4,5434 0,5622 167,61* 20,74 * 18 0,4879 0,0271 35 18,1111 EXEMPLO 2 Estudo das Adubações em cada variedade FV Adubações na variedade A (2) Efeito 1º Grau 1 Efeito 2º Grau 1 Adubações na variedade B Cálculos para o Resíduo combinado: GL (2) Efeito 1º Grau 1 Efeito 2º Grau 1 Adubações na variedade C (2) Efeito 1º Grau 1 Efeito 2º Grau 1 Adubações na variedade D (2) Efeito 1º Grau 1 Efeito 2º Grau 1 Resíduo combinado GLRcomb. Tabela da Análise de Variância FV Adubação GL SQ Resíduo a 2 6 0,0369 0,5831 Sub-total 8 0,6200 Variedades AxV 3 6 Resíduo b Total FV Adubações : A Efeito 1º Grau Efeito 2º Grau Adubações : B Efeito 1º Grau Efeito 2º Grau Adubações : C Efeito 1º Grau Efeito 2º Grau Adubações : D Efeito 1º Grau Efeito 2º Grau Resíduo comb. QM Fc 0,0184 0,0972 0,19 13,6302 3,3730 4,5434 0,5622 167,61* 20,74 * 18 0,4879 0,0271 35 18,1111 GL (2) 1 1 (2) 1 1 (2) 1 1 (2) 1 1 16 SQ 0,4472 0,1734 0,2738 0,4939 0,0267 0,4672 1,8370 0,0002 1,8368 0,6318 0,5954 0,0365 0,7140 QM 0,2236 0,1734 0,2738 0,2469 0,0267 0,4672 0,9185 0,0002 1,8368 0,3159 0,5954 0,0365 0,0446 Fc 5,01 * 3,89 6,14 * 5,53 * <1 10,47 * 20,58 * <1 41,16 * 7,08 * 13,34 * <1 R2(%) 100,0 EXEMPLO 2 Estudo das Adubações em cada variedade O efeito das doses de adubo nas variedades A, B e C pode ser explicado por equações do 2º grau. Na variedade D, o efeito é explicado por um polinômio do 1º grau. Vejamos a figura seguinte. 100,0 100,0 94,2 O estudo de regressão foi feito com o software SISVAR Estudo das Adubações em cada variedade 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral 1900ral FIGURA 1. Equações de Regressão para Altura de Plantas de Variedades de Milho em função de Doses de Adubo. EXEMPLO 2 ENSAIOS COM PARCELAS SUBDIVIDIDAS NO TEMPO Observe que nos exemplos vistos até aqui as parcelas são divididas em partes distintas e em cada uma das partes são feitas as observações relativas ao segundo fator. Este esquema experimental é denominado Parcelas Subdivididas no Espaço ou Parcelas Subdivididas. O segundo fator pode ser inclusive um fator em que as categorias são diferentes tempos de observação. No caso do esquema de Parcelas Subdivididas no Tempo, não Em alguns casos, as observações das categorias do segundo existe a possibilidade da fator podem ser medidas sucessivas na mesma parcela, isto aleatorização do fator tempo: as é, as sub-parcelas são obtidas ao longo de um período de observações são feitas em uma tempo, nos mesmos indivíduos. sequência temporal e são obtidas na mesma amostra das Neste caso, o esquema experimental é conhecido como observações anteriores. Parcelas Subdivididas no Tempo. Veja o esquema de análise de variância a seguir. EXEMPLO 3 Os dados são as produções de um experimento com 3 variedades de alfafa (A, B e C) obtidas em 4 épocas de corte consecutivas (1º, 2º, 3º e 4º anos) e anotadas no próprio croqui de campo (da maneira como foi instalado o ensaio): B BLOCO I A C BLOCO II B C A 1º ANO 2,83 2,49 1,75 1,95 3,15 1,88 2º ANO 2,88 1,58 1,73 1,48 1,80 1,28 3º ANO 2,89 2,29 1,55 1,61 2,85 2,98 4º ANO 1,75 1,56 0,56 0,72 1,31 1,01 PARCELAS SUBDIVIDIDAS NO TEMPO Observe que as observações das sub-parcelas são feitas no mesmo local, em uma sequencia temporal (um ano após o corte anterior). Esquema da Análise de Variância para o EXEMPLO 3 FV Variedades (V) GL Blocos Resíduo a 1 Sub-total Anos (A) AxV A x Blocos Resíduo b Total 2 2 5 3 6 3 6 23 PARCELAS SUBDIVIDIDAS NO TEMPO EXEMPLO 3 Experimento com 3 variedades de alfafa (A, B e C) obtidas em 4 épocas de corte consecutivas (1º, 2º, 3º e 4º anos), num DBC com 2 repetições Tabelas auxiliares de totais para os cálculos das somas de quadrados do sub-total e da interação Anos x Blocos - EXEMPLO 3 Variedades Blocos A B C Totais I II Totais 7,92(4) 7,15 15,07(8) 10,35 9,11 19,46 5,59 5,76 11,35 23,86(12) 22,02 45,88(24) Anos Blocos 1º 2º 3º 4º I II Totais 7,07(3) 6,98 14,05(6) 6,19 4,56 10,75 6,73 7,44 14,17 3,87 3,04 6,91 Totais 23,86(12) 22,02 45,88(24) Análise de Variância para o EXEMPLO 3 FV Variedades (V) GL 2 4,1201 2,0601 31,97 * Blocos Resíduo a 1 0,1411 0,1411 2,19 2 5 3 0,1289 4,3901 5,8764 0,0644 1,9588 11,71 * 6 0,9194 0,1532 1,42 0,5019 0,6463 12,3341 0,1673 0,1077 1,55 Sub-total Anos (A) AxV A x Blocos Resíduo b Total 3 6 23 Produções médias para os anos 1º 2,34 a 2º 1,79 ab 3º 2,36 a 4º 1,15 b SQ QM Fc Produções médias para as variedades A 1,88 ab B 2,43 a C 1,42 b PARCELAS SUBDIVIDIDAS NO TEMPO Veja os cálculos das somas de quadrados para o sub-total e para a interação A x Blocos a seguir. A DMS do teste Tukey para ANOS é 0,66 t/ha. A DMS do teste Tukey para VARIEDADES é 0,75 t/ha. ATÉ A PRÓXIMA!