EIA/RIMA Terminal Portuário das Lajes 2008 Proponente: Lajes Logística S/A CNPJ: 09.228.202/0001-60 Empresa Consultora: Liga Consultores Ltda. CNPJ: 04.464.290/0001-85 Empreendimento: Complexo Portuário Porto das Lajes Equipe: Carlos Edwar C. Freitas, DSc Alexandre Rivas, PhD Therezinha Fraxe, DSc Naziano Filizola Fr., PhD Teresa Cristina de Oliveira, DSc Clauzionor Silva, DSc Antonio Carlos Witkoski, DSc Rosseval G. Leite, DSc Kátia Cavalcante, MSc Flávia Siqueira-Souza, MSc Karen Lorena L. Prado, MSc Lenizi Araújo, MSc Renata Mourão, MSc Bernardino Cláudio, MSc Sandra Beltran, MSc Suzy Cristina Pedroza, MSc Eduardo Eler, MSc Marjorie Lima, Grad Vinicius Carvalho , Grad Beatriz Furtado, Grad Um Estudo de Impactos Ambientais O que é o empreendimento? O que é o ambiente onde este empreendimento será construído? Quais são os impactos decorrentes da construção do empreendimento? O que é possível fazer para diminuir os impactos negativos? O que é possível fazer para compensar pelos impactos negativos que restaram?Empreendimento: Complexo Portuário Porto das Lajes O que é: Terminal Portuário de Múltiplo Uso Como será: Cais Flutuante – 260,0 metros 2 Pontes de Acesso – 65,0 metros Retroárea – 157.000 metros quadrados - 660.000 ton/ano Sistemas de Iluminação/Sinalização, Água Potável, Combate a Incêndio, Retenção de Esgoto Oleoso, Ancoragem Área de Influência Direta (AID) – área sujeita aos impactos diretos do empreendimento, considerada para este empreendimento, foi definida para dois componentes: terrestre e aquático Terrestre: círculo incompleto com raio de 3km a partir do centro da área proposta para o empreendimento. Aquático: trecho do rio Amazonas Área de Influência Indireta (AII) – área onde os impactos positivos e negativos irão ocorrer de forma indireta , considerada neste empreendimento como a cidade de Manaus. Clima: Ventos, Insolação, Temperatura e Precipitação 300 Insolação (Horas) 250 200 150 100 50 0 1 101 201 301 Período (Meses) 28,0 27,5 27,0 26,5 26,0 25,5 25,0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Meses Precipitação média mensal (mm) Temperatura média anual (ºC) 700 600 500 400 300 200 100 0 1 Manaus - 1978 a 2007 101 201 Período (meses) 301 Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Geologia, Geomofologia e Pedologia Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Geologia, Geomofologia e Pedologia Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Geologia, Geomofologia e Pedologia Unidades Litológicas: A – Perfil latossólico argilo-arenoso amarelo, situado acima da Fm. Alter do Chão. B – Exposição em corte de estrada do nível caulinítico da Fm. Alter do Chão, mostrando estratos tabulares arenosos e argiolos. C – Margem direita do rio Amazonas na área do Porto das Lajes que mostra a distribuição vertical dos níveis caulinítico (acima) e ferruginoso (avermelhado) na base. E – Depósito de colúvio na margem do rio Amazonas. F – Detalhe do nível basal composto por fragmentos de laterita retabalhado e grãos de quartzo. Material proveniente de deslizamento em encosta. Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Geologia, Geomofologia e Pedologia Depósitos aluvionares e sua distribuição na área de estudo. A – Depósitos de sedimentos recentes situados em ilhas em frente ao Porto das Lajes. B – Sedimentação restrita e localizada nos igarapés que cortam a área de interesse. C e D – Ilhas fluviais que registram sedimentação argilosa e desenvolvem vegetação na maior vazante do rio. Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Relevo Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Relevo Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Relevo Formas do relevo na área de estudo. Colinas dissecadas, com perfil convexo, e áreas escarpadas com vales estreitos e alongadas Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Drenagem Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Pedologia Horiz. Prof. pH Areia Silte Argila Silte/ Ca2+ argila +Mg2+ (cm) H2O ---------g/kg---------- K+ Na+ S H+ Al3+ CTCe CTCt V m N C MO P ------------------------------cmolc/kg------------------------ ---%--- ---------g/kg--------- mg /kg Argissolo Amarelo distrófico típico A moderado textura argilosa/muito argilosa floresta equatorial subperenifólia relevo ondulado A 0-10 3,9 520 70 410 0,17 0,2 0,06 0,04 0,3 6,2 1,9 2,2 8,4 4 86 2,10 22,8 39,22 < 0,5 AB 10- 4,2 410 80 510 0,16 0,1 0,03 0,02 0,2 2,6 2,7 2,9 5,5 3 95 1,40 14,5 24,94 < 0,5 4,5 350 120 530 0,23 0,1 0,02 0,02 0,1 3,5 1,5 1,6 5,1 3 91 1,10 10,3 17,72 < 0,5 30 BA 3051 Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Limnologia PONTO LOCAL DE AMOSTRAGEM LAT LONG 1 À montante do empreendimento no rio Negro S03°11’906’’ W58°90’481’’ 2 Área prevista para porto flutuante S03°11’058’’ W58°89’608’’ 3 Igarapé S03°10’246’’ W58°89’778’’ 4 Lago do Aleixo próximo a área do Porto S03°10’321’’ W58°89’257’’ 5 Lago do Aleixo S03°09’271’’ W58°87’741’’ 6 À jusante do empreendimento no rio Amazonas S03°09’672’’ W58°87’471’’ Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Limnologia Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Limnologia Pontos de coleta Limites Parâmetros limnológicos Determinados CONAMA 357/05 P1 P2 P3 P4 P5 P6 Temperatura da água (°C) 29,3 29,0 30,7 29,1 29,7 29,0 - Condutividade elétrica (µS cm-1) 12,2 11,8 12,6 11,0 11,5 22,4 - pH (unidade) 5,15 5,10 5,65 5,41 5,54 5,98 9,0 Turbidez (UNT) 3,00 3,00 7,00 7,00 1,00 8,00 40 Oxigênio dissolvido (mg L-1) 3,57 3,77 3,34 3,88 4,56 4,79 > 5,00 L-1) 4,0 4,0 2,0 1,0 3,0 4,0 DBO (5 dias) (mg L-1) 7,07 5,51 4,40 4,85 7,51 4,51 Sólidos totais em suspensão (mg Sódio (MG L-1) 1,20 classe II 5,00 - 1,06 0,87 0,93 0,86 0,81 5 Potássio (mg L-1) 0,44 0,50 0,46 0,48 0,47 0,55 - Cálcio (mg L-1) 1,23 0,67 1,3 0,64 1,02 3,10 - Magnésio (mg L-1) 0,27 0,26 0,26 0,25 0,24 0,47 - Amônio (mg L-1) (p/ pH 0,02 0,02 5,51 6,51 7,51 8,51 ≤ 7,5) 3,7 Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Limnologia Nitrito (MG L-1) n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. Nitrato (mg L-1) 1,0 10,0 0,22 0,22 0,23 0,212 0,21 0,24 Fosfato (mg L-1) 0,05 0,008 n.d. n.d. n.d. n.d. 0,007 Sulfato (mg L-1) 0,54 0,26 0,37 0,25 0,34 0,86 250 Cloreto (mg L-1) 0,56 0,53 0,58 0,32 0,48 0,74 250 Fósforo Total (mg P/L) 0,04 n.d. n.d. n.d. 0,19 0,02 0,1 Sulfeto (mg L-1) 0,002 0,006 n.d. 0,003 0,018 n.d. 0,003 Virtualment Óleos e graxas (mg L-1) 5,19 5,19 6,11 6,25 3,33 3,95 Coliformes termotolerantes (NMP por e ausente 1000 100 mL) Carbono inorgânico dissolvido (mg L-1) 0,96 0,84 0,57 0,54 0,56 0,79 - Carbono orgânico dissolvido (mg L-1) 7,93 8,70 8,58 9,47 9,57 8,60 - Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Limnologia: Metais Pesados na Água Parâmetros Pontos de coleta Limites limnológicos Determinados CONAMA P1 P2 P3 P4 P5 357/05 P6 classe II Alumínio (mg Al L-1) Ferro (mg Fe L-1) 0,1 0,59 0,34 0,37 0,34 0,36 0,39 0,51 0,50 0,72 0,58 0,54 0,51 Crômio (mg Cr L-1) 0,05 n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. 0,08 0,07 0,54 0,08 0,09 0,05 Cobre (mg Cu L-1) Zinco (mg Zn L-1) 0,009 Níquel (mg Ni L-1) 5 0,25 0,006 0,001 0,001 n.d. 0,007 0,002 Chumbo (mg Pb L-1) Vanádio (mg V L-1) 0,3 0,01 0,08 0,14 0,28 0,18 0,18 0,24 0,01 0,01 0,02 0,04 0,04 0,03 0,1 Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Limnologia: metais pesados no sedimento Limites Pontos de coleta Buchman (1999) Parâmetros limnológicos Determinados P1 P2 P3 P4 P5 269 291 - 396 376 325 - 223 n.d. 1,14 - 1,12 6,70 0,18 - 3,77 0,97 0,54 - 1,49 1,08 n.d. - n.d. 0,15 3,44 - 1,21 90 123 315 18,0 35,9 35,0 91,3 - - - Vanádio (mg V Kg-1) n.d. 37,3 - Chumbo (mg Pb Kg-1) 1,63 - - Níquel (mg Ni Kg-1) 2,22 - - Zinco (mg Zn Kg-1) 9,98 - - Crômio (mg Cr Kg-1) 1,57 - Ferro (mg Fe Kg-1) 2795 PEL P6 Alumínio (mg Al Kg-1) 170 TEL - Diagnóstico Ambiental Meio Físico: Limnologia: HPAs Limites Compostos P1 P2 P3 P4 P5 P6 Buchman (1999) TEL PEL Naftaleno <0,16 <0,16 <0,16 <0,16 <0,16 <0,16 - - Acenafteno <0,16 <0,16 <0,16 <0,16 <0,16 <0,16 - - Acenaftileno <0,16 <0,16 <0,16 <0,16 <0,16 <0,16 - - Fluoreno <0,16 <0,16 <0,16 <0,16 <0,16 <0,16 111 2355 Fenantreno 1,46 <0,16 0,42 1,11 1,46 <0,16 41,9 515 CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico - Flora CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico - Flora Legenda Vss+Db Descrição Vegetação Secundária sem Palmeiras + Floresta Ombrófila Densa Terras Baixas Vss+Ap+Db Vegetação Secundária sem Palmeiras + Pecuária (pastagens) + Floresta Ombrófila Densa Terras Baixas Vss+Fph+Dab Vegetação Secundária sem Palmeiras + Formações Pioneiras com Influência Fluvial e/ou Lacustre Herbácea + Floresta Ombrófila Densa Aluvial CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico - Flora Floresta Ombrófila aberta aluvial Formações Pioneiras com incidência fluvial Vegetação Secundária CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico - Flora Índices Unidade AID Número de Indivíduos N 405 Número de Espécies S 101 Índice de Diversidade de Shannon H' 4,14 Diversidade Máxima (LnS) (H max.) 4,62 J´ 0,90 Equabilidade Índice de Espécies Raras I.E. (%) 39,6% CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico - Flora Melastomataceae Mimosaceae Lecythidaceae 1,73 1,98 2,22 2,47 1,98 1,73 Caesalpiniaceae 1,48 Anacardiaceae 13,58 2,22 Euphorbiaceae Annonaceae 2,72 8,40 2,72 Arecaceae Lauraceae 2,96 7,90 Bignoniaceae Fabaceae 2,96 3,70 3,46 3,46 6,67 4,69 6,42 Flacourtiaceae Rutaceae Cochlospermaceae Cecropiaceae Polygonaceae Moraceae Myristicaceae Bombacaceae Combretaceae Rubiaceae CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Macrófitas Aquáticas CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Macrófitas Aquáticas Uticularia foliosa Salvinia auriculata Pontederia rotundifolia Polygonum sp. Pistia stratiotes Paspalum repens Ludwigia natans Lemna sp. Eichhornia crassipes Echinochloa polystachya Ceratopteris pteridoides Caperonia castaneifolia 0 20 40 60 Freqüência relativa (%) 80 100 CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Fauna Terrestre Armadilhas de interceptação e queda. CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Fauna Terrestre Armadilhas para artrópodes CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Fauna Terrestre Artropodofauna Brotheas amazonicus (A e B); Chactopsis amazônica (C); Tityus metuendus (D); Tityus raquelae (E e F). Fotos: F. Godoi; V. T. Carvalho. CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Fauna Terrestre Espécie Didelphis marsupialis Micoureus demerarae Sexo N Macho 4 Fêmea 2 Macho 2 TOTAL Espécie 8 Tipo de registro P. de Coleta Ambiente Direto/indireto DA Terra Firme Tamandua tetradactyla Indireto DA Terra Firme Dasypus SP Indireto DA Terra Firme Direto FA/DA Terra Firme Indireto FA Terra Firme Dasyprocta leporina Saimiri sp. Saguinus bicolor CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Fauna Terrestre CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Fauna Terrestre CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Avifauna Foram identificadas 92 (noventa e duas) espécies de aves, distribuídas em 35 Famílias. As Famílias mais representadas foram Tyrannidae (12) e Thraupidae (9) (Tabela 21). Do total de espécies identificadas, duas espécies são procedentes do Hemisfério Norte (VN) e o restante, 90 espécies são residentes, incluindo uma vagante (VA) araracanga. Foram fotografadas algumas dessas espécies CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Mastofauna aquática Espécie Nome popular Ambiente Tipo de Amostragem Inia geoffrensis Boto-vermelho Rio, lago visualização Sotalia fluviatilis Tucuxi Rio, lago visualização Densidade (ind/km2) Densidade (ind/km2) Área de Efeito Direto Área de Efeito Indireto Inia geoffrensis 1,03 0,35 Sotalia fluviatilis 4,08 0,98 Espécie CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Fauna Quelônios CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Fauna Peixes CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Fauna Peixes Famílias Gêneros Espécies ORDENS N % N % N % Clupeiformes 1 8 1 4 1 4 Characiformes 8 67 15 65 20 71 Siluriformes 2 17 2 9 2 7 Perciformes 1 8 5 22 5 18 Total 12 23 28 30 Curimatidae Prochilodontidae Número de exemplares 25 Anostomidae Hemiodontidae 20 Characidae Acestrorhynchidae Cynodontidae 15 Erythrinidae 10 5 0 Fam ílias CF Diagnóstico Ambiental Meio Biótico – Ictioplancton (larvas de peixes) CF Diagnóstico Ambiental Arqueologia - Vistoria . CF Diagnóstico Ambiental Arqueologia - Vistoria . CF Prognóstico Ambiental – Projeções Tráfego Aquaviário Vetores logísticos de integração continental . CF Prognóstico Ambiental – Projeções Tráfego Aquaviário Vetor logístico de integração continental Arco Norte . CF Prognóstico Ambiental – Projeções Tráfego Aquaviário Vetor logístico de integração continental Amazonas . CF Prognóstico Ambiental – Análise Integrada . CF Prognóstico Ambiental – Análise Integrada . CF Prognóstico Ambiental – Análise Integrada A análise integrada da matriz de impacto mostra que dentre os impactos identificados e . esperados durante a construção e operação do empreendimento, os que representam influência nas doze áreas temáticas do estudo distribuídas nos meios físico, biótico e antrópico são os seguintes: Assoreamento dos cursos d'água; Processos erosivos; Aterramento de córregos e igarapés; Alteração da qualidade da água e sedimentos; Alteração nos cursos d'água; Alteração da paisagem hidrológica local; Movimentação de terras; Aumento na movimentação de embarcações; Destruição e degradação dos hábitats; Retirada de árvores na floresta inundada; Redução de hábitats; Perda de hábitats; Alteração nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. CF Prognóstico Ambiental – Medidas Mitigadoras Solos . Evitar desnecessária remoção da cobertura vegetal e exposição do solo nas áreas onde não haverá pavimentação; Evitar, tanto quanto possível a exposição das camadas inferiores do solo, especialmente no período de maior incidência de chuva mais intensa; Promover imediata recomposição da cobertura vegetal nas áreas que permanecerão sem construções e vias; Proteger adequadamente os taludes das margens das vias de acesso e, sobretudo das margens dos cursos d’água (pequenos e grandes); Retirar os materiais minerais (areia, pedra e piçarra) a serem empregados para as edificações, estradas de áreas devidamente liberadas pelo órgão ambiental competente, cumprindo todas as exigências legais indispensáveis, incluindo-se o plano de recuperação ambiental das áreas de empréstimo ou lavra, evitando a abertura de novas áreas. Executar todas as obras indispensáveis que garantam o escoamento superficial das águas pluviais e todas as demais práticas de conservação do solo, visando à redução das perdas de solo por erosão hídrica. Promover a recuperação de área degradada de dimensões iguais ou superiores àquelas que serão impactadas (inclusive áreas de empréstimos e botas-foras). CF Prognóstico Ambiental – Medidas Mitigadoras Hidrologia e Qualidade da Água Adaptar barreiras de contenção para evitar lixiviação e erosão do solo; . Adaptar sistema de drenagem de água de chuva; Executar programa de monitoramento de qualidade da água; Não prover canalização direta de esgoto para copos hídricos; Coleta seletiva de lixo regular; Controlar, rigorosamente, o uso de produtos como revestimentos sobre tabuleiro do cais ou qualquer tinta, pois são produtos que apresentam altas concentrações de metais e hidrocarbonetos; Controlar a mobilização de máquinas e embarcações; Verificar periodicamente a batimetria da área de ancoragem de navios; Executar sistema de coleta de óleos e graxas lubrificantes utilizados na manutenção e funcionamento de maquinários durante obras; Executar sistema de recepção e armazenamento de esgoto óleo dos navios que venham a atracar no Porto; Promover o descarte do esgoto oleoso retido deve ser feito por empresa especializada, por terra; Implantar barragens na área adjacentes do Porto para reter filmes de óleos lançados continuamente por embarcações, nas atividades de atracamento e evitar contaminação em ecossistemas adjacentes. CF Prognóstico Ambiental – Medidas Mitigadoras Flora Implantar o Programa de Controle de Supressão de Vegetação; . Implantar o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas e Passivos Ambientais. Macrófitas Aquáticas Fazer manutenção periódica dos equipamentos, para evitar derramamento de óleo, que podem contaminar o solo e os corpos d’água; Executar reparos e manutenção de equipamentos, incluindo trocas de óleo e reabastecimento, em áreas designadas, longe de qualquer corpo de água e sem possibilidade de derramamento sobre o solo; Proporcionar destinação adequada dos efluentes; Estabelecer um “Plano de Destinação de Óleo Lubrificante Usado”, o qual segundo a Resolução CONAMA Nº 9/1993 define os procedimentos que a empresa deverá tomar para o manuseio do óleo lubrificante usado. Este óleo deverá ser encaminhado exclusivamente para reciclagem ou outro uso aprovado pelos órgãos ambientais. Portanto, a esta empresa fica sujeita as obrigações definidas pela mencionada resolução, em seu artigo 9º; Recorrer a métodos físicos, químicos e/ou biológicos para conter e recuperar o volume derramado ou promover a sua degradação, caso ocorra um derramamento de óleo de maiores proporções, a empresa deverá antes que a mancha de óleo atinja áreas críticas em termos de valor ecológico. CF Prognóstico Ambiental – Medidas Mitigadoras Fauna Minimizar a supressão vegetal ao estritamente necessário; . Executar o programa de monitoramento da fauna e reflorestamento das áreas impactadas, com duração mínima de 3 anos; Manter corredores de fragmentos para permitir a integração entre os fragmentos; Construir pontes para manter o curso natural dos igarapés; Destinar adequadamente os dejetos produzidos pela obra; Promover a limpeza dos igarapés após o término das obras pela empreiteira responsável pela execução da obra; Demarcar rotas únicas para trafego de maquinários; Resgatar a fauna semi-fossorial e fossorial durante as atividades das máquinas; Executar sinalização e fiscalização adequadas para controle da velocidade dos veículos (20 km/h); Fiscalizar as áreas de acesso aos fragmentos; Distribuir lixeiras provisórias para a coleta de resíduos orgânicos e recicláveis ao longo do canteiro de obra e instalação de lixeiras permanentes ao longo do trecho da avenida; CF Prognóstico Ambiental – Medidas Mitigadoras Ictiofauna Não retirar, ou alterar o mínimo possível as áreas onde a vegetação circundante . seja fundamental em alguma etapa referente ao ciclo de vida das espécies; Implantar um programa de monitoramento como forma de se conhecer mais sobre a fauna de peixes e contribuir com a manutenção da diversidade biológica da região; Implantar um programa de toxicidade aquática e de monitoramento da qualidade das águas de forma a contribuir com a manutenção da diversidade biológica da região; Preservar e conservar áreas abertas e marginais utilizadas na atividade de desova, contendo plantas aquáticas, troncos de árvores, substratos aquáticos, dentre outras possíveis de serem utilizadas, mas ainda desconhecidas devido à ampla capacidade que os peixes possuem de se instalar em diversos ambientes ao longo do seu ciclo de vida; Preservar e conservar áreas abertas e marginais utilizadas nos corpos d’águas utilizadas como berçário e área de refúgio contra predadores; CF Prognóstico Ambiental – Medidas Mitigadoras Socioeconomia Implantar o Programa de controle de risco da empresa; . Implantar o Programa de controle de ocupação humana das áreas do entorno; Implantar a Política de Assistência a Saúde e controle de Desmatamento; Implantar o Programa de políticas para fortalecimento das Organizações Sociais; Implantar o Programa de Educação Ambiental e Trânsito; Implantar o Programa de apoio as comunidades de pescadores; Realizar ampla fiscalização naval e portuária; Implantar o Programa de prospecção e resgate arqueológico no âmbito do empreendimento. Arqueologia Estabelecer o Programa de Prospecção e Resgate Arqueológico CF Prognóstico Ambiental – Análises de Cenários . No cenário sem o empreendimento, essas áreas tenderão a continuar enfrentando sérios problemas sociais de médio e longo prazo, como o desemprego, a pobreza, a desigualdade, e a gradual degradação da natureza. No cenário em que ocorre a implantação do empreendimento sem o controle ambiental, os impactos negativos que surgirão na fase de construção e operação do mesmo poderão ser superiores aos positivos. O empreendimento existe com o controle ambiental, O empreendimento trará os mesmos benefícios citados no cenário 2, a diferença concentra-se na forma como os impactos negativos serão mitigados. Isto ocorrerá através de programas de monitoramentos e no desenvolvimento de ações de mitigaçãoque tenham um efeito positivo sobre os possíveis impactos do empreendimento. CF Prognóstico Ambiental – Análises de Cenários . Conclusões e Recomendações Diante das considerações apresentadas neste estudo, consideramos que o empreendimento apresenta condições FAVORÁVEIS à sua implantação, considerando-se um cenário de governança ambiental, o que implica em participação ativa do empreendedor, dos órgãos ambientais e da sociedade em geral, a fim de que as ações mitigadoras propostas sejam rigorosamente cumpridas visando à melhoria do bem-estar social e a minimização dos impactos ambientais negativos. OBRIGADO