EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA!
AULA DE HISTÓRIA
ASSUNTOS QUE PODERÃO SER
ABORDADOS NA PROVA DO ENEM
COMO DIRIA SILVIO LUIS
“OLHO NO LANCE”
A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (1914- 1918)
Os 100 anos do início do conflito
A PRIMEIRA GUERRA
Início do conflito:
Assassinato do
herdeiro do Império
Austro-Húngaro,
Francisco Ferdinando
e de sua esposa, Sofia,
na Bósnia.
O assassinato foi
cometido por Gravilo
Princip, sérvio,
membro de uma
organização secreta
nacionalista
chamada: “Mão
Negra”.
A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
O inicio da I Guerra Mundial em seis fases.
1 - A Áustro-Hungria declara guerra à Sérvia.
2 - A Rússia, aliada da Sérvia declara guerra à Áustro-Hungria. (resposta a 6/Ago)
3 - A Alemanha, aliada da Áustria declara guerra à Rússia.
4 - A França, aliada da Rússia declara guerra à Alemanha.
5 - A Alemanha invade a Bélgica para poder atacar a França.
6 - A Grã Bretanha declara guerra à Alemanha, pressionada pela invasão da Bélgica.
A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
As alianças de Guerra:
A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
ANO DE
1917 - MOMENTO CRUCIAL DO CONFLITO:
Saída da URSS e entrada dos EUA no conflito – a Tríplice Entente  Aliados
A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
No final do conflito, vitória dos Aliados.
Em 21 de janeiro de 1924, morre aos 53 anos o
1924-2014 – OS
líder da revolução bolchevique, Vladímir Ílitch
ANOS DA MORTE DE LENIN
Ulianov - Lenin. O revolucionário já estava
semi-paralisado devido a sucessivos acidentes
vasculares e aos poucos foi obrigado a
renunciar ao exercício do poder. Mas teve
tempo de instalar a ditadura do proletariado
após o triunfo da Revolução de Outubro. Sua
morte, devido a uma hemorragia generalizada,
provocou intensa comoção popular. O funeral
de Lenin foi assistido por quase 1 milhão de
pessoas sob o rigoroso inverno russo.
90
Teórico político e homem de ação, Lenin foi o
primeiro dos herdeiros de Marx a conduzir
uma revolução até a vitória, lançando as bases
do sistema soviético.
OS 90 ANOS DA
MORTE DE LÊNIN
Influenciado desde muito cedo pela leitura da obra seminal
de Karl Marx, O Capital, Lenin radicalizou sua posição com a
execução de seu irmão mais velho, Aleksander, por conspirar
contra o czar Alexandre III em 1887.
Lenin associa os princípios do marxismo diretamente à sua
própria teoria de organização política e a análise da realidade
russa, imaginando um grupo de elite de revolucionários
profissionais - ou “vanguarda do proletariado” -, que
inicialmente conduziriam as massas russas à vitória sobre o
regime czarista para finalmente provocar uma revolução
mundial. Expôs essa teoria em sua famosa obra O que fazer?
em 1902.
A insistência de Lenin na necessidade desta vanguarda
acabou por dividir o Partido Social-Democrata russo em dois.
Uma ligeira maioria passou a ser conhecida como
bolchevique , e seus oponentes, como mencheviques, que
defendiam as reformas graduais.
OS
90 ANOS DA MORTE DE LÊNIN
Com o sucesso da Revolução de Fevereiro de 1917 com a
abdicação do czar Nicolau II (Imagem), Lenin trata de
organizar a tomada do poder pelos bolcheviques, o que
ocorreria em outubro do mesmo ano.
Ao chegar ao poder, Lenin busca um armistício
imediato com as Potências Centrais (Alemanha, Áustria
e Turquia) e age rapidamente para consolidar o poder do
novo Estado soviético, sob o controle do que passou a
ser o Partido Comunista bolchevique. Para tanto, os
“vermelhos” (revolucionários) tiveram de derrotar os
“brancos” (reacionários) em feroz luta e repelir a
invasão de 13 potências estrangeiras.
OS
90 ANOS DA MORTE DE LENIN
Lenin morre, em janeiro de 1924, em sua casa de campo em Gorki.
Stalin foi o único orador ao lado do caixão mortuário. O povo e os camaradas do
partido interpretaram a cena: Stalin transformara-se no herdeiro de Lenin.
Stálin e Trotsky disputaram o poder pelo comando do país. Stálin defendia a ideia
do socialismo em um só pais. Trotsky defendia o Internacionalismo, ou seja, que a
revolução fosse espalhada para vários países.
OS
90 ANOS DA REVOLUÇÃO PAULISTA DE 1924
A Revolta Paulista de 1924 foi o maior conflito bélico já
ocorrido na Cidade de São Paulo. Comandada pelo
general reformado Isidoro Dias Lopes, a revolta teve a
participação de numerosos tenentes; o objetivo era
tirar do poder o presidente Artur Bernardes.
A revolta ocupou a cidade por vinte e três dias,
forçando o presidente do estado, Carlos de Campos, a
fugir para o interior de São Paulo, depois de ter sido
bombardeado o Palácio dos Campos Elíseos, sede do
governo paulista na época.
No interior do estado de São Paulo aconteceram
rebeliões em várias cidades, com tomada de
prefeituras.
OS
90 ANOS DA REVOLUÇÃO PAULISTA DE 1924
A Cidade de São Paulo foi bombardeada por aviões do Governo Federal.
Sem poderio militar equivalente (artilharia nem aviação) para enfrentar as tropas
legalistas, os rebeldes retiraram-se para Bauru, onde Isidoro Dias Lopes ouviu
notícia de que o exército legalista se concentrava na cidade de Três Lagoas, no atual
Mato Grosso do Sul.
A derrota em Três Lagoas, no entanto, foi a maior derrota de toda esta revolta. Um
terço das tropas revoltosas morreu, feriram-se gravemente, ou foram capturadas.
OS
90 ANOS DA REVOLUÇÃO PAULISTA DE 1924
Vencidos, os revoltosos marcharam, então, rumo
ao sul do Brasil, onde, na cidade de Foz do Iguaçu,
no Paraná, uniram-se aos oficiais gaúchos
comandados por Luís Carlos Prestes, no que veio a
ser o maior feito guerrilheiro no Brasil até então: a
Coluna Prestes.
Durante três anos, os tenentes percorreram a pé e a
cavalo cerca de 25.000 km. O número de
integrantes da coluna variou em função das regiões
por onde passou, da adesão da população oprimida
pelas oligarquias e da repressão contra eles
empreendida pelo governo e pelos coroneis.
A Coluna Prestes marcou época pelo seu aguerrido
combate em busca de reformas políticas e sociais e,
principalmente, por nunca ter sido derrotada.
O MAPA DA COLUNA PRESTES
Em 1927, a invencível Coluna
dissolveu-se na Bolívia.
Incapazes de assumir o governo,
os homens de Prestes receberam
do comandante, eternizado pelo
apelido de Cavaleiro da
Esperança, a autorização para
tomarem seu próprio destino.
Alguns ficaram na Bolívia,
outros clandestinamente no
Brasil onde foram presas fáceis
da repressão governamental,
mas alguns dos que voltaram se
engajaram anos depois na
Revolução de 1930.
A CONSTITUIÇÃO DE
1934
É a segunda Constituição do Período
Republicano.
É a terceira Constituição do Brasil.
É a primeira Constituição da Era
Vargas; em 1937 haverá uma nova
Constituição (a Polaca).
A Constituição de 1934 foi uma
consequência direta da Revolução
Constitucionalista de 1932. Com o fim
da Revolução, a questão do regime
político veio à tona, forçando desta
forma as eleições para a Assembléia
Constituinte em maio de 1933.
A CONSTITUIÇÃO DE 1934 – CARACTERÍSTICAS:
A criação do Tribunal do Trabalho e respectiva legislação
trabalhista, incluindo o direito à liberdade de organização sindical;
A possibilidade de nacionalizar empresas estrangeiras e de
determinar o monopólio estatal sobre determinadas indústrias;
As disposições transitórias estabelecendo que o primeiro
presidente da República fosse eleito pelo voto indireto da
Assembléia Constituinte.
A obrigatoriedade e gratuidade do ensino primário, inclusive para
os adultos, e intenção à gratuidade do ensino imediato ao
primário;
Receber um salário mínimo capaz de satisfazer à necessidades
normais do trabalhador; A limitação do trabalho a oito horas
diárias, só prorrogáveis nos casos previstos pela lei; A proibição de
trabalho a menores de 14 anos, de trabalho noturno a menores de
16 anos e em indústrias insalubres a menores de 18 anos e a
mulheres;
O BRASIL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL – O ENVIO DE TROPAS EM 1944
O Brasil passou a participar do conflito a partir de
1942. Na época, o presidente da República era Getúlio
Vargas.
A princípio, a posição brasileira foi de neutralidade.
Depois de alguns ataques a navios brasileiros, Getúlio
Vargas decidiu entrar em acordo com o presidente
americano Roosevelt para a participação do país na
Guerra.
O primeiro grupo de militares brasileiros chegou à
Itália em julho de 1944. O Brasil ajudou os norteamericanos na libertação da Itália, que, na época,
ainda estava parcialmente nas mãos do exército
alemão. Nosso país enviou cerca de 25 mil homens da
Força Expedicionária Brasileira (FEB), e 42 pilotos e
400 homens de apoio da Força Aérea Brasileira
(FAB).
O BRASIL NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Os pracinhas conseguem vitórias importantes
contra os alemães, tomando cidades e regiões
estratégicas que estavam no poder destes, como
o Monte Castelo, Turim, Montese, entre outras.
Mais de 14 mil alemães se renderam aos
brasileiros.
Foi fundamental para o esforço de guerra a
cessão de bases navais e aéreas no território
brasileiro. Um desses locais que teve
participação decisiva foi Natal, no Rio Grande
do Norte.
Com a volta dos pracinhas e a democracia
sendo a palavra de ordem do mundo, cai o
governo ditatorial do presidente Vargas.
OS
60 ANOS DO SUICÍDIO DE GETÚLIO VARGAS - 1954
PRIMEIRO GOVERNO VARGAS: 1930-1945
GOVERNO PROVISÓRIO (1930-1934)
GOVERNO CONSTITUCIONAL (1934-1937)
ESTADO NOVO (1937-1945)
A VOLTA DE GETÚLIO VARGAS (1951-1954)
OS
60 ANOS DO SUCIDIO DE GETULIO VARGAS
“Mas, perante Deus, acuso um só homem como responsável
por esse crime. Este homem chama-se Getúlio Vargas”. Com
estas palavras Carlos Lacerda acusou o então presidente da
República de ser o autor do atentado que sofreu no dia 5 de
agosto de 1954.
Foi o estopim para a crise no governo que culminou com o
suicídio do governante.
Lacerda estava acompanhado de dois oficiais da Aeronáutica e
de seu filho. Uma das balas atingiu fatalmente o oficial
Rubens Vaz e a outra, motivo de especulações até os dias
atuais, teria acertado o pé do principal opositor de Vargas.
O próprio Lacerda, ao longo do tempo, em situações distintas,
narrou o episódio de diferentes maneiras, ajudando a tornar a
história ainda mais nebulosa.
OS
60 ANOS DO SUCIDIO DE GETULIO VARGAS
O jornalista conseguiu atrair setores da sociedade para se
manifestarem contra o presidente.
Existia uma aproximação muito forte entre o Lacerda e seu
partido, a UDN, com a Aeronáutica. O que evidencia o
motivo pelo qual Vargas passou a confiar em uma milícia para
sua segurança pessoal em vez das forças do Estado.
As investigações apontaram que pessoas do círculo mais
próximo do presidente estavam envolvidas. Ainda assim, não
há nenhuma indicação de que Vargas sabia dos planos.
Vargas ficou verdadeiramente chocado quando as
investigações apontaram para Gregório Fortunato (chefe da
sua guarda pessoal) e outros homens de seu grupo
Os rumos tortuosos do chamado “Inquérito do Galeão"
poderiam, no limite, levá-lo à prisão. Com o gesto extremo,
suicidando-se, Vargas neutralizou a fúria dos adversários e
assumiu a dimensão de mártir popular
OS
60 ANOS DO SUICÍDIO DE GETÚLIO VARGAS
Na madrugada de 23 para 24 de agosto, Getúlio Vargas, como afirmou em sua Carta-testamento,
“saiu da vida para entrar na História" com um tiro no peito em plena residência oficial do
presidente da República. A comoção popular foi instaurada nos dias seguintes. Sedes de jornais
foram quebradas, Carlos Lacerda teve que lidar com manifestações na porta de sua casa, e uma
multidão fez vigília em frente ao Palácio do Catete esperando a retirada do caixão com o corpo
de Vargas.
As semanas seguintes foram de forte turbulência política, com uma inédita sucessão
presidencial em que o posto de presidente da República foi ocupado por três políticos em pouco
mais de cinco meses. As mobilizações contra Lacerda fizeram com que ele saísse do país por
curto tempo. Ainda assim, o jornalista fez campanha para a depor outros presidentes, como
Juscelino Kubitschek e João Goulart, e ficou conhecido “demolidor de presidentes”.
 Não me acusam, me insultam; não me combatem,
caluniam e não me dão o direito de defesa. Precisam
sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que
eu não continue a defender como sempre defendi, o
povo e principalmente os humildes.
 ...Fiz-me chefe de uma revolução e venci... Tive que
renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.
 Contra a Justiça da revisão do salário-mínimo se
desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade
nacional na potencialização das nossas riquezas
através da Petrobrás, mal começa esta a funcionar, a
onda de agitação se avoluma... Não querem que o povo
seja independente.
 ...Nada mais vos posso dar a não ser meu sangue. Se as
aves de rapina querem o sangue de alguém, querem
continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em
holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar
sempre convosco. Quando vos humilharem sentireis
minha alma sofrendo ao vosso lado.
 ... Meu sacrifício nos manterá unidos e meu nome será
a vossa bandeira de luta... E aos que pensam que me
derrotaram respondo com a minha vitória.
 ...Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a
espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O
ódio, as infâmias, a calúnia, não abateram meu ânimo.
Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte.
Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no
caminho da eternidade e saio da vida para entrar na
história.
OS 50ANOS DA DITADURA MILITAR NO BRASIL
Há exatamente 50 anos, um episódio que
teve importância no golpe de 64
aconteceu no Brasil. No dia 13 de março de
1964, o então presidente João Goulart
realizou comício na Central do Brasil,
região central do Rio de Janeiro, para
defender as reformas de base propostas
por seu governo. Cerca de 200 mil pessoas
acompanharam o discurso que foi
encerrado com as seguintes palavras: "Não
apenas pela reforma agrária, mas pela
reforma tributária, pela reforma eleitoral
ampla, pelo voto do analfabeto, pela
elegibilidade de todos os brasileiros, pela
pureza da vida democrática, pela
emancipação, pela justiça social e pelo
progresso do Brasil".
OS 50ANOS DA DITADURA MILITAR NO BRASIL
O golpe militar ocorrido em 1964 estabeleceu no Brasil uma
ditadura militar que permaneceu até 1985. Ao longo dos anos o
regime militar foi endurecendo o governo e tornando legalizadas
práticas de censura e tortura, por exemplo. Os militares combateram
sem piedade qualquer ameaça comunista ou manifestantes contra o
governo, marcando a história do Brasil por um período de atos
autoritários ao extremo.
O golpe começou a tomar forma prática quando no dia 28 de março de
1964 se reuniram em Juiz de Fora, Minas Gerais, os generais Olímpio
Mourão Filho e Odílio Denys juntamente com o governador do
estado, Magalhães Pinto. A reunião visava estabelecer uma data para
início da mobilização militar para tomada do poder.
O golpe que ocorreu no dia 31 de março de 1964 por volta das
dezessete horas. João Goulart, ao se deparar com as tropas, evitou uma
guerra civil abandonando a presidência e se refugiando no Uruguai.
ESSE É U M PAÍS QUE VAI PRA FRENTE – A CONSTRUÇÃO DA PONTE RIO-NITEROI
A construção da Ponte Rio-Niterói, um plano ousado, que envolveu inúmeras dificuldades,
também rendeu os mais diversos boatos, mitos e histórias. De acordo com jornais e revistas da
época, 32 pessoas morreram durante o processo de construção, embora se acredite que o
número seja bem maior.
O jornalista Romildo Guerrante, que cobriu a construção da Rio-Niterói, conta que foram
feitas reportagens, nunca publicadas: a censura impedia os jornais de publicar sobre acidentes
e mortes.
A ligação rodoviária foi entregue em 4 de março de 1974, no governo do general Médice, com
extensão total de 13,29 km, dos quais 8,83 km são sobre a água, e 72 m de altura em seu ponto
mais alto
O FIM DA DITADURA MILITAR - A CAMPANHA DAS DIRETAS JÁ
O Brasil já estava sob comando dos militares há quase 20 anos,
quando a insatisfação da população irrompeu. Paulatinamente,
as ruas foram tomadas por protestos que cobravam eleições
diretas e o fim da ditadura. Era a explosão de uma resistência
cívica que nunca cessou mesmo nos anos mais duros do regime
militar, como na campanha pela anistia ampla, geral e irrestrita
que resultou na lei aprovada no governo do general João Batista
Figueiredo, em 1979.
No início dos anos 1980, a campanha “Diretas Já!”, iniciada a
partir da proposta de emenda constitucional apresentada pelo
deputado Dante de Oliveira, tomava corpo. A proposta alterava
o sistema de eleição instituído pelos militares, no qual um
colégio eleitoral formado por parlamentares era que elegia o
presidente da República. A premissa era a de que o povo
também votava para presidente, ainda que indiretamente, já que
havia escolhido os parlamentares.
O FIM DA DITADURA MILITAR - A CAMPANHA DAS DIRETAS JÁ
O deputado Ulysses Guimarães (MDB-SP) e o então líder sindical Luiz
Inácio Lula da Silva deram início à campanha ainda no Congresso e
foram atraindo o apoio de outros líderes políticos, artistas e
intelectuais. O movimento cresceu à medida em que se aproximava a
data da votação da emenda, 25 de abril de 1984.
A mobilização popular levou milhares de pessoas aos cerca de 30
comícios organizados em 1983 e 1984.
A proposta inicial veio do PT [Partido dos Trabalhadores] e de setores
mais de esquerda”
“A Proclamação da República foi em 1889, mas a verdadeira fundação
da República brasileira se deu em 1984, quando povo foi para a rua. Na
proclamação, o povo não foi. Foi uma coisa de meia dúzia, o povo
ficou assustado com o que estava acontecendo. E, em 1984, as
autoridades ficaram assustadas, o povo tomou o destino na mão”,
destaca.” (Ricardo Kotsho – Jornalista)
O PLANO REAL – 20 ANOS
Plano Real foi o programa brasileiro de estabilização econômica que
promoveu o fim da inflação elevada no Brasil, situação que já durava
aproximadamente trinta anos. Até então, os pacotes econômicos eram
marcados por medidas como congelamento de preços.
A criação da URV ocorreu em 27 de maio de 1994, inicialmente
convertendo os salários e os benefícios previdenciários. No dia 30 de
junho de 1994, foi editada a Medida Provisória que implementou a
nova moeda, o Real.
Foi estabelecida a paridade nos valores de reais e dólares, defendida
através da política de intervenção, na qual o governo promoveu a venda
de dólares e o aumento das taxas de juros nos momentos de pressão
econômica.
O capital especulativo internacional foi atraído pelas altas taxas de
juros, o que aumentou as reservas cambiais, mas causou certa
dependência da política cambial a esses investimentos não confiáveis
em caso de oscilações econômicas.
O PLANO REAL – 20 ANOS
É importante lembrar que o Plano Real foi criado no governo de Itamar Franco.
Fernando Henrique Cardoso fazia parte da equipe econômica, dentro do governo Itamar, que criou o
Plano Real.
Isso possibilitou a vitória de Fernando Henrique Cardoso nas eleições para a Presidência em 1994,
sendo reeleito nas eleições seguintes.
Após algumas crises internacionais, as políticas econômicas foram revistas e modificadas, mas a
estabilidade da moeda permaneceu, comparando com as décadas em que a realidade era a
hiperinflação.
OS
40 ANOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS
Nos últimos cem anos nenhum evento foi mais importante em
Portugal que a Revolução dos Cravos, que completou 40 anos
ontem. Mesmo assim o país comemorou a data dividido. De um
lado ficaram os militares que organizaram e dirigiram o
movimento que fez com que Portugal voltasse a ser uma
democracia, após 48 anos de ditadura. Do outro, o governo, atual
maioria, que segue o programa de resgate financeiro do país,
elaborado pela Comissão Europeia, pelo Fundo Monetário
Internacional e pelo Banco Central Europeu.
Em seu discurso do 25 de abril, Luís Montenegro, o líder
parlamentar do partido governista social democrata, afirmou que
o governo está fazendo o mesmo que os militares fizeram: “Há 40
anos saímos de uma longa noite de ditadura. Hoje, queremos e
vamos sair de uma outra noite, a terceira que vivemos em 40
anos, em que hipotecamos a nossa liberdade e em que fomos
obrigados a viver um tempo especial de sofrimento”.
OS
40 ANOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS
Foi o movimento que derrubou o regime salazarista em
Portugal, em 1974, de forma a estabelecer as liberdades
democráticas promovendo transformações sociais no
país. Após o golpe militar de 1926, foi estabelecida uma
ditadura no país. No ano de 1932, Antônio de Oliveira
Salazar tornou-se primeiro-ministro das finanças e virtual
ditador. Salazar instalou um regime inspirado no
fascismo italiano. As liberdades de reunião, de
organização e de expressão foram suprimidas com a
Constituição de 1933.
Em 1968 Salazar sofreu um derrame cerebral e foi
substituído por seu ex-ministro Marcelo Caetano, que
prosseguiu com sua política. A decadência econômica e o
desgaste com a guerra colonial provocaram
descontentamento na população e nas forças armadas.
Isso favoreceu a aparição de um movimento contra a
ditadura.
OS
40 ANOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS
No dia 25 de abril de 1974, explode a revolução. A senha para o início do
movimento foi dada à meia-noite através de uma emissora de rádio, a senha
era uma música proibida pela censura, Grândula Vila Morena, de Zeca
Afonso. Os militares fizeram com que Marcelo Caetano fosse deposto, o
que resultou na sua fuga para o Brasil. A presidência de Portugal foi
assumida pelo general António de Spínola. A população saiu às ruas para
comemorar o fim da ditadura e distribuiu cravos, a flor nacional, aos
soldados rebeldes em forma de agradecimento.
OS 25 ANOS DA QUEDA DO MURO DE BERLIM - 1989
Em novembro de 1989, depois de terem
ouvido pelo rádio um confuso comunicado
das autoridades comunistas sobre a
possibilidade dos cidadãos da Alemanha
Oriental, a RDA, terem naquele momento
mesmo o direito de viajar para o Ocidente,
uma massa de gente começou a amontoar-se
frente às cancelas que davam passagem pelo
muro de Berlim. Assim, espontaneamente,
deram os primeiros passos para por fim à
existência daquele paredão hediondo que
desde agosto de 1961 separava os alemães em
dois corpos distintos, que por igual apartava
a humanidade inteira em duas facções
inimigas.
OS 25 ANOS DA QUEDA DO MURO DE BERLIM - 1989
Os guardas orientais, os outrora tão temidos
Vopos, perplexos, embaraçavam-se frente à
multidão que afluía de todas as partes. Os
milicianos entravam nas guaritas e, em
telefonemas desesperados, pediam instruções.
Os seus superiores sumiram. Os comunistas se
volatilizaram. Do outro lado do muro, em Berlim
Ocidental, outra massa de gente que para lá
correra gritava para que erguessem as cancelas,
que deixassem os do leste sair. E assim se deu.
Naquela noite de 9 de novembro de 1989, entre
os abraços e vivas de irmãos desencontrados, a
Alemanha voltava a ser uma só.
OS
20 ANOS DO FIM DO APARTHEID
O apartheid foi um regime de segregação racial
adotado de 1948 a 1994 pelos sucessivos
governos do Partido Nacional na África do Sul,
no qual os direitos da grande maioria dos
habitantes foram cerceados pelo governo
formado pela minoria branca.
A nova legislação dividia os habitantes em
grupos raciais segregando as áreas residenciais,
muitas vezes através de remoções forçadas. O
governo já havia segregado a saúde, a educação e
outros serviços públicos, fornecendo aos negros
serviços inferiores aos dos brancos
OS 20 ANOS DO FIM DO APARTHEID
O apartheid trouxe violência e um significativo movimento de resistência interna, bem como
um longo embargo comercial contra a África do Sul.
Conforme a desordem se espalhava e se tornava mais violenta, as organizações estatais
respondiam com o aumento da repressão e da violência.
Reformas no regime durante a década de 1980 não conseguiram conter a crescente oposição,
e em 1990, o presidente Frederik Willem de Klerk iniciou negociações para acabar com o
apartheid5 , o que culminou com a realização de eleições multirraciais e democráticas em
1994, que foram vencidas pelo Congresso Nacional Africano, sob a liderança de Nelson
Mandela.
 A primeira grande legislação do apartheid foi a Lei de
Registro Populacional, de 1950, que formalizou a divisão
racial através da introdução de um cartão de identidade
para todas as pessoas com idade superior a dezoito anos,
especificando a qual grupo racial cada uma delas
pertencia.
 O segundo pilar do apartheid, a Lei de Áreas de
Agrupamento, veio em 1950. Esta lei pôs fim a diversas
áreas urbanas e determinou onde cada um deveria viver
de acordo com sua raça. A cada raça foi atribuída uma
área específica
 Em 1949, a Lei de Proibição dos Casamentos Mistos tornou
ilegal o casamento entre pessoas de raças diferentes. No
ano seguinte, a Lei da Imoralidade tornou crime relações
sexuais entre pessoas de raças diferentes.
 Em 1953, a Lei de Reserva dos Benefícios Sociais
determinou que locais públicos poderiam ser reservados
para determinada raça, criando, entre outras coisas, praias,
ônibus, hospitais, escolas e universidades segregados.
Placas com os dizeres "apenas para brancos" tiveram seu
uso difundido em locais públicos, incluindo até mesmo
bancos de praças.
 Em 1959, foram criadas universidades específicas para
negros, mestiços e indianos. As universidades já existentes
foram proibidas de matricularem novos alunos negros.
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