DA EMANCIPAÇÃO DA ALMA
Emancipar > Tornar(-se) independente; libertar(-se)
em Espiritismo “desprendimento do Espírito encarnado”.
1 - O sono e os sonhos.
2 - Visitas espíritas entre pessoas: ENCARNADAS OU DESENCARNADAS
André, em sonho , enquanto
conversava com a mãe, tinha
perfeita consciência de que
havia deixado o veículo inferior
– o corpo espiritual – no
apartamento e que estava em
outro nível de realidade (outra
dimensão espiritual).
Antes de estudarmos os tópicos
assinalados para os temas,
precisamos entender uma questão
inerente a todos eles.
André, confirma que tinha perfeita
consciência de que havia deixado o
veículo inferior e que estava em
outro nível de realidade .
Perguntamos então:
O QUE É CONSCIÊNCIA ?
Onde está
escrita a lei de
Deus?
Onde está escrita a lei de Deus?
“Na consciência.”
O Livro dos Espíritos, Q.621.
MAS ENTÃO QUE É
CONSCIÊNCIA ?
Do latim: hòmo,ìnis 'homem, indivíduo, ser humano‘
único representante vivente do gênero.
Homo, da espécie Homo sapiens, é caracterizado por ter
cérebro volumoso, posição ereta, mãos preênseis,
inteligência dotada da faculdade de abstração e
generalização, dotado de consciência e
capacidades para se comunicar, refletir , pensar,
raciocinar.
do ponto de vista espiritualista pode-se
investigar e falar do homem em
• Liberdade
• Moral
• Responsabilidade
• Dignidade
• Individualidade superior
• Sentido para a vida humana e para o
universo
• e...CONSCIÊNCIA
10
O homem é, pois, ao
mesmo tempo:
espírito e matéria,
alma e corpo.
Espírito e matéria, alma e corpo, talvez, não sejam mais do que simples
palavras, exprimindo de maneira imperfeita as duas formas da vida
eterna, a qual dormita na matéria bruta, acorda na matéria orgânica,
adquire atividade, se expande e se eleva no Espírito.
O que caracteriza a alma e a diferencia da
matéria é a sua unidade consciente. No
Universo só o Espírito representa o elemento
uno, simples, indivisível e por conseguinte,
indestrutível, imperecível e imortal!
Quem sou eu?
CONSCIENTE
SUBCONSCIENTE
INCONSCIENTE
A PERSONALIDADE INTEGRAL
A consciência, o “eu”, é o centro do ser, a própria essência da
personalidade. O “eu”, possui camadas, zonas internas que pertencem à
consciência profunda.
O “eu” ordinário, superficial, limitado pelo
organismo, não parece ser mais do que um
fragmento do “eu” profundo, onde estão
registrados fatos, conhecimentos, recordações
referentes ao longo passado da alma.
No estado de vigília, podem impulsos do “eu”
profundo, remontar até às camadas exteriores
da personalidade, trazendo intuições,
percepções, lampejos bruscos sobre o passado
e o futuro do ser, os quais denotam faculdades
muito extensas, que não pertencem ao “eu”
normal.
PERSONALIDADE E INDIVIDUALIDADE
Primeiramente precisamos esclarecer o que é PERSONA.
Cada um de nós nasce com uma bagagem própria, tendências e potenciais a
serem atualizados em vida nas direções do desenvolvimento e crescimento
humano, tanto no geral quanto no particular.
Mas, somos forçados a uma adaptação ao meio ambiente natural, familiar e
cultural. O contato com o meio estabelece quais potencialidades serão mais
estimuladas e efetivamente exercidas. Ou seja, o meio ensina à criança o que é
certo e o que é errado; ensina o que deve e o que não deve ser feito, pensado,
sentido, observado e assim por diante. Isto cria em todos uma diferenciação
entre o que cada um é - o que cada um deseja ou pretende - e o quê de cada
um é possível de ser exercido ou expressado na situação familiar e social.
Deste confronto de forças surge em cada um a noção de um EU autônomo e,
principalmente de uma "simulação" do EU PESSOAL cujo resultado
poderíamos chamar de EU PARA OS OUTROS ( O EU PESSOAL menos aquilo
que é inaceitável pelas exigências do meio ). A simulação através de um EU
PARA OS OUTROS já aparece na criança que precisa diferenciar e discriminar o
que ela pretende ou deseja SER daquilo que lhe é PERMITIDO SER.
PERSONALIDADE E INDIVIDUALIDADE
É importante ter uma PERSONA eficiente, que cumpra seu papel de EU
PARA O MUNDO e que seja, ao mesmo tempo, eficiente "EMBAIXADOR do
EU PESSOAL" nas relações com o meio externo, tornando-se "um
respeitável integrante de suas estruturadas organizações".
Continuando a usar esta analogia (do embaixador) vemos então que
esta condição ideal não é tão frequentemente atingida pela maioria
de nós; ou seja, o embaixador não representa eficientemente os
direitos e interesses do Reino do EU, o centro de governo para o
qual também deveria trabalhar.
O Reino do EU é a Individualidade, o Espírito Imortal, a soma de todas as
experiências adquiridas através da PERSONAS de cada encarnação.
PERSONALIDADE E INDIVIDUALIDADE
Sob a personalidade do ser (ego) jaz a realidade profunda (o espírito/a
individualidade). A personalidade resulta da experiência de cada etapa,
mas a individualidade é a soma de todas as realizações nas sucessivas
reencarnações.
A personalidade é transitória, está em permanente representatividade dos
conteúdos mentais, pelas imposições das leis e costumes de cada época e
cultura, representa a aparência para ser conhecida, definidora de
experiências nos sexos, na cultura, na inteligência, na arte e no
relacionamento pessoal, não raro, em distonia com o eu profundo e real.
A individualidade é o ser pleno e potente, imperecível, é o espírito em si
mesmo que reúne as demais dimensões e sabe conscientemente o que
fazer, quando fazê-lo e como realizá-lo, para ser a pessoa integral, ideal, que
supera os condicionamentos e comportamentos pessoais, de consciência
livre, é o ser total, como pessoa é transitória, como individualidade é
eterna.
AS POTÊNCIAS DA ALMA
Dos temas, vamos destacar
CONSCIÊNCIA (O SENTIDO
INTIMO
As Potências da Alma
Centro do Ser..Permanente...Indestrutível...
Persiste...Continua através de
todas as nossas transformações...
O percebermo-nos no tempo e no espaço...
Sabermos o que somos...É também o sentimento que temos de viver, agir,
pensar, querer...Múltipla e ao mesmo tempo uma só...
Todas essas sensações vão aumentando e apurando pela própria
evolução... Sem limites... Manifestará a vida infinita...
O sentimento...O juízo...
A faculdade de perceber o mundo invisível...De maneira mais elevada...
Sente as verdades morais...
Suas causas... suas leis...
A Consciência
“Consciência é um pensamento íntimo, que pertence ao
homem, como todos os outros pensamentos.” Allan Kardec.
Joanna de Ângelis: “É o encontro com outras dimensões
da vida e possibilidades extra-físicas de realizações”.
“Relação dos conteúdos psíquicos com o ego, na
medida em que é percebida pelo ego.” C.G.Jung.
“Conhecimento interior, independente de sua atividade mental.
É antes de tudo tomada de conhecimento de si, o
conhecimento de quem ele é, de onde está, do que
sabe e do que não sabe, e assim por diante.” Ouspensky.
“É um estado no qual o homem se torna objetivo em
relação a si mesmo. Objetiva contato com o mundo
real, objetivo, do qual está separado pelos sentidos,
sonhos, e pelos estado de sono desperto de
consciência.” Ouspensky.
NÍVEIS DE
CONSCIÊNCIA
EVOLUÇÃO =
EXPANSÃO DA
CONSCIÊNCIA
Ari Raynsford
Herculano Pires fala que
“isto” é um estado de
coisificação da
consciência. Vemo-nos
como coisas.
CONSCIÊNCIA FÍSICA; DAS
SENSAÇÕES; DAS EMOÇÕES
e INTELECTIVA
"No estado de consciência usual, o indivíduo se
experimenta existindo dentro dos limites de seu
corpo físico, e sua percepção do meio ambiente é
restringida pela extensão, fisicamente determinada,
de seus órgãos de percepção externa; tanto a
percepção interna quanto a percepção do meio
ambiente estão confinadas dentro destes limites”
Stanislav Grof Psicólogo Transpessoal
AQUISIÇÃO DE CONSCIÊNCIA
É resultado de um processo
incessante; o psiquismo se
agiganta desde o sono, na
força aglutinadora das
moléculas, no mineral; à
sensibilidade, no vegetal;
ao instinto, no animal; e à
inteligência, à razão, no
homem.
Estados de consciência
“A conquista da consciência abre
espaços para o entendimento das leis
que regem a vida, facultando o
progresso do ser, que se entrega à
tarefa de educação pessoal e, por
conseqüência, da sociedade na qual se
encontra.”
Joanna de Ângelis, Momentos de Consciência, cap. 10
Estados de consciência
A sobre-excitação dos instintos
materiais abafa, por assim
dizer, o senso moral,
assim como o desenvolvimento
do senso moral enfraquece
pouco a pouco as faculdades
puramente animais.
O Livro dos Espíritos, Q. 754, comentário.
Clareza mental:
Resulta da educação da vontade, do
equilíbrio que se adquire com esforço,
alcançando-se uma lucidez lógica, que
evita a distração das realidades objetivas
e subjetivas que constituem a vida, na
qual se move e atua.
Rumo às Estrelas, cap. 20
OS CINCO ESTADOS
DE CONSCIÊNCIA
do inconsciênte ao consciênte
1) o estado de sono profundo (inconsciência, sem sonhos)
2) estado de despertar semi-dormindo (sonambúlico)
3) consciência de vigília (tem momentos de lucidez )
4) consciência de si (estado subjetivo – sabe onde está e
quem se é)
5) consciência objetiva (estado de consciência desperta
lúcida, mesmo dormindo tem a alma emancipada no
mundo espiritual).
OS CINCO ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
1) Estado de consciência coletiva:
a consciência é embrionária e se manifesta através dos vários
reinos da natureza pela qual passa o Principio Inteligente; é
amorfa, instintiva, sensorial; vive pelos impulsos, mecânica.
2) sono sem sonhos (estado de sono profundo);
3) sono com sonhos: (estado sonambúlico, mágico,
mitológico, fantasias, o sujeito fantasia a vida);
4) consciência de vigília: surge com a razão analítica e
predominância do ego; aos poucos interroga-se quem se é,
porque aqui está e para onde vai.
5) consciência Objetiva: Desperta; Lúcida, Intuitiva,
Transcendental. Sabe que é espírito e vive a espiritualidade.
A consciência de massa
(estado de consciência coletiva)
A grande maioria da Humanidade
vive neste nível biológico-social instintivo.
São condicionadas pelos valores vigentes e pela mentalidade
comum. As suas identidades são mera extensão das normas,
crenças, costumes e tabus da sociedade em que nasceram.
Vivem polarizadas na sobrevivência. Vivem vidas inteiras
repetindo os mesmos padrões mentais e emocionais, submersos
na sua própria subjetividade e incapazes de se verem
objetivamente. Nasce, cresce, come, reproduz e morre como
nasceu. Não conseguem se desindentificar do grupo (tribo).
Na linguagem vulgar são chamados de “Maria vai com as outras”
Estados de consciência
Sonolência: (ainda que se encontrem com os olhos abertos, falem e se
movam.)
• Resulta da falta do hábito da meditação superior, por não fixar a
mente em ideias nobres, não estudar, não pensar construtivamente,
libertando-se da acanhada situação a que se entrega, vivendo
enfraquecido, em contínuo torpor, sem reação de qualquer natureza.
Os sentidos da alma, os sentidos psíquicos, dos
quais os sentidos do corpo são a manifestação
externa e amortecida, entram em ação, despertam
nas profundezas do ser; à medida que a alma se
desprende e se eleva, a ação desses sentidos
torna-se predominante, e os sonhos adquirem uma
lucidez, uma nitidez notáveis.
• O ser humano é mais do que imagina e do que percebe que é. Ele
tem mais capacidades do que acredita que possui.
• Damos muita ênfase aos pontos negativos em detrimentos dos
positivos! Por que? Estamos acostumados a apontá-los nos outros.
• Ao reconhecer nossos pontos negativos, podemos fazer um
planejamento e, com disciplina, transformar um por um.
• Reconhecendo nossos pontos
positivos sentiremos mais confiança
em nossa capacidade de conseguir o
que desejamos, independente das
críticas ou opiniões alheias.
Olhando para dentro de si
• Uma pergunta jamais deverá deixar de ser o centro de nossas
cogitações nas vivências espíritas: em que estou melhorando?
• Ter noções claras sobre as conquistas interiores, mesmo que pouco
expressivas, é valiosa motivação para a continuidade da empreitada da
renovação.
•não dar valor aos passos amealhados é permitir o sentimento de
impotência e menosprezo aos esforços que já conquistamos.
• como adquirir a noção sobre nossa
posição espiritual, considerando o
tamponamento do cérebro físico?
• A única postura que nos assegurará a
mínima certeza que estamos
realizando algo em favor de nossa
melhora espiritual, na carne ou fora
dela, é a continuidade que damos aos
projetos de renovação que
idealizamos.
Não somos seres humanos tendo uma experiência
espiritual. Somos seres espirituais tendo uma
experiência humana.
Pierre Teilhard de Chardin.
Emancipação da Alma
Objetivo: Entender o processo do desdobramento
natural e ou provocado como grande recurso de
renovação moral e auxilio aos trabalhos da Casa
Espírita.
Durante o sono, a
alma repousa
como o corpo?
LE - Questão 401
O LIVRO DOS ESPÍRITOS
DA EMANCIPAÇÃO DA ALMA
capítulo 8
407. O sono completo é necessário para a emancipação do Espírito?
– Não; o Espírito recobra sua liberdade quando os
sentidos se entorpecem. Ele se aproveita, para se emancipar, de
todos os momentos de repouso que o corpo lhe concede. Desde
que haja debilidade das forças vitais, o Espírito se desprende, e
quanto mais fraco estiver o corpo, mais livre ele estará.
Nota: É assim que a sonolência, ou um simples entorpecimento dos
sentidos, apresenta muitas vezes as mesmas imagens do sono.
Atividade do Espírito durante o sono
Enquanto o corpo recupera os
elementos que perdeu por efeito da
atividade da vigília, o Espírito vai
retemperar-se
entre
os
outros
Espíritos.
Colhe, no que vê, no que ouve e
nos conselhos que lhe dão, idéias que,
ao despertar, lhe surgem em estado de
intuição.
ESE: Cap. 28, item 38
Atividade do Espírito durante o sono
Os Espíritos mais imperfeitos, em
vez de procurar a companhia de
Espíritos bons, buscam a de seus iguais.
Vão, enquanto dormem em busca
de emoções talvez até menos dignas
das que alimentam quando em vigília.
Assim, por questões de afinidade,
entram em contato com outros Espíritos
que vivem nos vícios, no erro, na
maledicência.
Atividade do Espírito durante o sono
Os Espíritos mais evoluídos, vão
para junto dos seres que lhes são
superiores.
Com estes viajam, conversam, se
instruem e trabalham.
Aproveitam
essa
liberdade
provisória para estudar, para em
contato com os Espíritos superiores,
receber orientações ...
Objetivos do intercâmbio com o invisível
• Perceber a vida na outra
dimensão;
Consolo para as nossas
lutas;


Buscar orientação;

Estímulo para viver.
Porque não lembramos
Durante o sono, o Espírito liberto
age e sua memória perispiritual
registra os fatos sem que estes
cheguem ao cérebro físico; tudo é
percebido diretamente pelo Espírito;
excepcionalmente, as percepções da
alma poderão repercutir no cérebro
físico.
DA EMANCIPAÇÃO DA ALMA
Emancipar > Tornar(-se) independente; libertar(-se).
“O sono liberta
parcialmente a alma do
corpo. Quando o homem
dorme, momentaneamente
se encontra no estado em
que estará
permanentemente após a
morte.(...).”
CICLOS DO SONO
mas
R
E
S
T
R
I
Ç
Ã
O
D
O
S
O
N
O
O SONO - A FASE REM (Rapid Eye Movement)
Durante o sono, ocorrem cinco estágios distintos. Quatro classificados
de Não-REM (NREM) e um de REM.
Podem ser caracterizados de acordo com a atividade elétrica cortical
de cada um.
Passa-se da fase 1 para a 2 e desta, para a 3 e 4. Permanece-se
neste estágio por algum tempo, até haver um retrocesso chegando
novamente a fase 1 e desta, para a REM. Concluída esta fase, repete-se
todo o processo.
A cada novo estágio, há um aprofundamento maior do sono sendo que
o estágio REM possui características diferenciadas.
O SONO - ALGUMAS FUNÇÕES DO SONO REM
- É um estágio de consolidação e armazenamento de informações diurnas;
é provavelmente neste estágio do sono que o cérebro organiza as
informações assimiladas durante o dia.
- Seria, também nesta fase, que o cérebro estaria eliminando conteúdos
inúteis da memória para liberar espaço de processamento e lidar de forma
mais eficaz com as informações mais importantes.
- Até os 12 anos de idade, há uma maior incidência do sono REM em
relação ao total geral de horas dormidas, indicando que neste estágio do
sono, há um envolvimento no desenvolvimento cerebral e
estabelecimento de conexões sinápticas.
OBS.: Seria esta fase, o momento em que a alma (espírito
reencarnado) vivencia com maior intensidade suas experiências e
lembranças espirituais, distante ou não do corpo material mais denso
de que se utiliza e que, devido a esta intensidade, e pelo laço fluídico
que os une, se torna necessário que o cérebro físico esteja
relativamente mais ativo para receber, aprender e apreender essas
impressões?
O LIVRO DOS ESPÍRITOS
DA EMANCIPAÇÃO DA ALMA capítulo 8
409. Muitas vezes, num estado que ainda não é a sonolência,
quando temos os olhos fechados, vemos imagens distintas, figuras
das quais observamos os mais minuciosos detalhes; é um efeito de
visão ou de imaginação?
– O corpo, estando entorpecido, faz com que o Espírito
procure libertar-se de suas amarras. Ele se transporta e vê. Se
o sono fosse completo, seria um sonho.
412. A atividade do Espírito durante o repouso ou o sono do corpo
pode fazer com que o corpo sinta cansaço?
– Sim, pode. O Espírito está preso ao corpo, assim como
um balão cativo a um poste. Da mesma forma que as agitações
do balão abalam o poste, a atividade do Espírito reage sobre o
corpo e pode fazer com que se sinta cansado.
Cinco Questões Prévias
1 - São os sonhos o espelho fiel de uma realidade a que ainda não temos
acesso?
2 - De que tem valido ao homem a tentativa de interpretá-los sem levar em
conta suas verdadeiras dimensões e alcances?
3 - Que ocorre à margem de nossos sentidos e de nossa consciência do que
diariamente nos acontece?
4 - Quem maneja durante o sono nossas faculdades mentais, produzindo
e reproduzindo vivências, fazendo-nos experimentar sensações tão reais
como as da vigília, ou causando à nossa sensibilidade não poucos
sobressaltos?
5 - Como registrar conscientemente essas vivências ou atuações no plano
metafísico, enquanto nossos sentidos cessam suas funções e perdemos
conexão com a realidade que nos circunda?
À verdade somente se chega por meio de conhecimentos que dissipem
as sombras da incerteza. Os sonhos não podem escapar a essa
lei; em consequência, por essa mesma via o homem haverá de descobrir
o grande agente que os promove.
O sono nos Evangelhos
Paulo aos Efésios:
13) Mas, tudo o que é exposto pela luz torna-se visível, pois a luz torna
visíveis todas as coisas. 14) Por isso é que foi dito: "Desperta, ó tu que
dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti".
João Evangelista, em sua Primeira Epístola, (Cap. 3:14) foi ainda mais
enfático: "Nós passamos da morte para a vida, porque amamos os nossos
irmãos. Quem não ama o seu irmão permanece na morte."
Os Evangelhos nos propiciam conhecer numerosos homens que,
convivendo com o Cristo, durante a sua curta estadia na Terra, tomando
contato íntimo com os seus sinais e suas palavras de vida eterna,
preferiram continuar adormecidos ou mortos, distanciados da vivência dos
seus ensinamentos; tais como o do "moço rico" (Mateus, 19:16-21), que,
recebendo generoso convite do Mestre, para segui-lo, preferiu ficar
apegado aos bens terrenos, ou morto para as coisas de Deus.
A quem se dirigira o Apóstolo?
Quem são os que dormem?
Observando a grande massa que se afirma
religiosa, a caminhar como se sonâmbula fosse,
simplesmente conduzida, podemos entender
que as palavras de Paulo de Tarso se referem
ao homem que vive na Terra.
A esse homem que ouve e fala em Deus, em fé e
espiritualidade, mas respira a estranha
atmosfera de um pesadelo.
Despertar é começar a pensar em si mesmo, o
que faz, o que deseja, quais os propósitos que
almeja atender em sua vida e a que finalidades
se destinam. É urgente, assim, examinar-se e
realizar o esforço pessoal para se levantar do
estado em que se encontra, permitindo-se
plenificar pela luz que emana do Cristo.
Eu sou a luz do
mundo; quem
me segue não
andará em
trevas, mas terá
a luz da vida.
João 8:12
Pode-se afirmar que, na
visão espírita, trazida por
Allan Kardec, nos
primórdios do Espiritismo,
os sonhos são
consequências:
1. das interferências das preocupações do estado de vigília;
2. dos desejos do estado de vigília;
3. das disposições orgânicas;
4. das lembranças de vidas passadas;
5. das atividades do espírito durante o sono;
6. das intuições quanto ao futuro.
ESTUDANDO A MEDIUNIDADE - O SONHO - Martins Peralva
CLASSIFICAÇÃO DOS SONHOS
Comuns: Desligando-se parcialmente do corpo, o Espírito se vê envolvido
e dominado pela onda de imagens e pensamentos, seus e do mundo
exterior, uma vez que vivemos num misterioso turbilhão das mais
desencontradas ideias.
Reflexivos: A alma, abandonando o corpo físico, registra as impressões e
imagens arquivadas no subconsciente e plasmadas na organização
perispiritual. Tal registro é possível de ser feito em virtude da modificação
vibratória, que põe o Espírito em relação com fatos e paisagens remotos,
desta e de outras existências.
Espíritas: A alma, desprendida do corpo, exerce atividade real e afetiva,
facultando meios de encontrar-se com parentes, amigos, instrutores e,
também, com os inimigos, desta e de outras vidas.
O Espírito, por influxo magnético, parte para os locais de sua
preferência. O viciado procurará os outros. O religioso buscará um
templo. O sacerdote do Bem irá ao encontro do sofrimento e da lágrima,
para assisti-los fraternalmente.
(...) a atividade em desdobramento, durante as horas do sono, é mais
intensa e extensa do que o curto período de uma hora ou duas, em
que se desenvolve a tarefa mediúnica propriamente dita.“
“ O planejamento e o preparo das sessões é todo feito no mundo
espiritual, sob a direção de competentes e dedicados servidores do
Cristo.”
“ Para isto, recomenda-se que, na prece que precede o sono, coloquemonos à disposição dos nossos amigos espirituais para as humildes
tarefas que estiverem ao nosso alcance realizar junto deles, e peçamos a
proteção divina para toda a atividade a desenrolar-se além das fronteiras
da matéria bruta.”
Diálogo com as sombras - 4º parte - cap.38
MISSIONÁRIOS DA LUZ - NO PLANO DOS SONHOS - André Luiz por Chico Xavier
- “Contamos, em nosso centro de estudos, com número superior a
trezentos associados; no entanto, apenas trinta e dois conseguem romper
as teias inferiores das mais baixas sensações fisiológicas, para assimilarem
nossas lições. E noites se verificam em que mesmo alguns desses quebram
os compromissos assumidos, atendendo a seduções comuns, reduzindo-se
ainda mais a frequência geral”.
(Instrutor Alexandre)
- “Quando encarnados, na Crosta, não
temos bastante consciência dos serviços
realizados durante o sono físico; contudo, esses
trabalhos são inexprimíveis e imensos. (...)
Infelizmente, porém, a maioria se vale,
inconscientemente, do repouso noturno para sair
à caça de emoções frívolas ou menos dignas.
Relaxam-se as defesas próprias, e certos
impulsos, longamente sopitados durante a
vigília, extravasam em todas as direções, por
falta de educação espiritual, verdadeiramente
sentida e vivida.
(Sertório)
MECANISMOS DA MEDIUNIDADE – DESDOBRAMENTO André Luiz
Desdobrando-se no sono vulgar, a criatura segue o rumo da própria
concentração, procurando, automaticamente, fora do corpo de carne, os
objetivos que se casam com os seus interesses evidentes ou escusos.
O homem do campo, no repouso físico, supera os fenômenos hipnagógicos
e volta à gleba que semeou, contemplando aí, em Espírito, a plantação que lhe
recolhe o carinho; o artista regressa à obra a que se consagra, mentalizandolhe o aprimoramento; o espírito maternal se aconchega ao pé dos filhinhos que
a vida lhe confia, e o delinquente retorna ao lugar onde se encarcera a dor do
seu arrependimento.
Dormindo o corpo denso, continua vigilante a onda mental de cada um –
presidindo ao sono ativo, quando registra no cérebro dormente as impressões
do Espírito desligado das células físicas, e ao sono passivo, quando a mente,
nessa condição, se desinteressa, de todo, da esfera carnal.
Nessa posição, sintoniza-se com as oscilações de companheiros
desencarnados ou não, com as quais se harmonize, trazendo para a vigília no
carro de matéria densa, em forma de inspiração, os resultados do intercâmbio
que levou a efeito, porquanto raramente consegue conscientizar as
atividades que empreendeu no tempo de sono.
Como um terço da vida física é dedicado ao sono, imenso
patrimônio logrará quem converta esse tempo ou parte dele no
investimento do progresso, em favor da libertação que lhe credenciará,
para uma existência plena, um futuro ditoso.
Se alguém diz como e o que sonha, é fácil explicar-lhe como
vive nas suas horas diárias.
Dorme-se, portanto, como se vive, sendo-lhe os sonhos o
retrato emocional da sua vida moral e espiritual.
Temas da Vida e da Morte - Manoel P. de Miranda por Divaldo P. Franco
PREPARAÇÃO PARA UM BOM SONO:
MENTAL: leituras, conversas, filmes, atividades comedidas,
não desgastantes;
ORGÂNICO: refeições leves, higiene, silêncio, etc.
ESPIRITUAL: leitura edificante, meditação, serenidade, perdão,
prece;
(Mediunidade, Therezinha Oliveira)
- Estabeleça horários regulares para dormir e acordar, mesmo nos fins de
semana;
- Garanta um ambiente apropriado para o sono: quarto escuro, sem barulho,
colchão adequado, temperatura agradável;
- Pratique atividades físicas regulares durante o dia;
- Evite refeições pesadas próximo do horário de dormir;
- Evite a ingestão excessiva de café e cafeinados (chás, colas, chocolates,
etc) durante o dia e, especialmente, à noite;
- Evite o consumo excessivo de nicotina;
- Evite fazer exercícios físicos vigorosos à noite;
- Evite cochilos, especialmente se prolongados, durante o dia;
- Evite ambientes muito iluminados e/ou uso prolongado de aparelhos com
iluminação (computadores, por exemplo) durante a noite;
O SONO E OS SONHOS
Mais que uma faculdade, sonhar é o poder que tem o espírito de usar
a mente e demais recursos psicológicos que o ente físico lhe oferece
enquanto dorme e assiste-o em sua evolução.
Os sonhos são, pois, resultados da intervenção direta do espírito
individual, produzida enquanto o ser dorme. Ao se tornarem
conscientes, evidenciam o que o homem pode alcançar na vigília,
enquanto procura estabelecer o enlace de seu espírito com sua
consciência.
Repetimos: quando o ser físico dorme, é seu espírito quem manipula
seu mecanismo mental.
Livro: O ESPÍRITO –Por Carlos Bernardo González Pecotche
(Raumsol-Logosofia)
O SONO E OS SONHOS
Os sonhos podem ser lúcidos ou confusos. Quando a faculdade de
sonhar se conecta à consciência, mesmo circunstancialmente, os
sonhos são lúcidos; ocorrendo o contrário, tornam-se confusos, pois a
memória, alheia nestes casos às funções da faculdade de sonhar, não
pode reter claramente o que foi sonhado, ao voltar o ser a seu estado
de vigília.
A imaginação costuma suprir, então, com ele mentos estranhos ao
sonho, a imperfeição da imagem conservada, alterando ainda mais seu
aspecto.
Em outras ocasiões, tem-se, ao despertar, a sensação de haver sofrido
um horrível e inquietante pesadelo, sem que possam ser explicadas as
causas que o motivaram.
Livro: O ESPÍRITO –Por Carlos Bernardo González Pecotche
(Raumsol-Logosofia)
SONHOS LÚCIDOS
O sono útil em desdobramento.
Também chamado de sonho
desperto
É a consciência Objetiva
atuando: Sabe que está
fora do corpo, pensa e
trabalha, fora do corpo.
IMPORTÂNCIA DO SONHO
Assim como o sono, o sonho é uma preparação para a morte.
Os Espíritos que tiveram sonos inteligentes, quando dormem, vão
para junto dos seres que lhes são superiores, com quem viajam,
conversam, trabalham e se instruem, ao desencarnarem logo se
desligam da matéria. Estes são os Espíritos elevados. A maioria dos
homens que, ao morrerem passam por um período de perturbação,
durante o sono vão ou a mundos inferiores a Terra ou em busca de
gozos de baixo valor.
Julga-se a liberdade do Espírito pelos sonhos.
KARDEK, Allan. O Livro dos Espíritos.
KARDEK, Allan. REVISTA ESPÍRITA,
1858-Dezembro.
Como pode o homem ser espectador consciente de seus sonhos?
Para isso, o homem deve realizar o
processo de evolução consciente,
porque a consciência não pode atuar
nos sonhos se não está previamente
adestrada e munida de
conhecimentos essenciais que a
habilitem para cumprir essa função.
Honesta e sensatamente, não se pode conceber que o ser humano
busque tão-só por curiosidade, ou por simples especulação,
conhecer semelhante faculdade. Aos que, de posse dela, jamais o
usariam com fins mesquinhos, dos quais não está isenta a vaidade
pessoal. Os conhecimentos adquiridos por meio da evolução
consciente implicam uma responsabilidade impossível de evitar; o
caráter insubornável da consciência impediria isso.
Livro: O ESPÍRITO –Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol-Logosofia)
Joaana de Ângelis – Autodescobrimento, Lição 24; Subconsciente e sonhos:
...pode-se programar os sonhos que se deseja ter, assim como evitar aqueles
que se fazem apavorantes – os pesadelos. A questão reside nos
pensamentos cultivados, armazenados nos depósitos do subconsciente, e
que assumem o controle através de pensamentos e ações conscientes.
O subconsciente não tem os recursos da crítica e do discernimento, sendo
estático, isto é: possui a faculdade de guardar todo o material que se dirige
ao inconsciente; não seleciona o que arquiva, que no entanto aí permanece e
pode assomar à consciência ou direcionar-se aos registros profundos da
inconsciência.
O subconsciente aceita qualquer tipo de mensagem, sem reflexão, sem
análise de qualidade. Conforme se pensa acumulam-se as memórias, o que
permite a sua reprogramação.
Joanna de Ângelis – Autodescobrimento, Lição 24; Subconsciente e sonhos:
...Estabelecendo-se um programa de sonhos bons, será possível dar
ordens ao subconsciente, ao mesmo tempo racionalizando o material
perturbador nele depositado.
Antes de dormir, cumpre sejam fixadas as ideias agradáveis e
positivas, visualizando aquilo com que se deseja sonhar, certamente
para tirar proveito útil no processo de crescimento interior, de
progresso cultural, intelectual, moral e espiritual.
Será uma conquista ideal o momento a partir do qual o indivíduo esteja
consciente da sua realidade, pensando e agindo de forma lúcida, sem
os bloqueios das ilusões, os véus dos medos, as sombras das
frustrações que escondem essa realidade.
“Todo desejo fortemente acionado libera do subconsciente as cargas
arquivadas, que retornam ao campo da consciência como sonhos,
recordações, memórias...”. Os sonhos são, portanto, também a
realização de desejos conscientes e inconscientes. “Jung”
“Pode-se afirmar que a tese defendida no Espiritismo, por Allan Kardec
e após ele, compreende a visão psicológica a respeito dos sonhos. Os
textos citados nos levam à percepção de que a visão espírita atual
compreende a visão psicológica, adicionando a ótica do espírito. Essa
visão permite a análise objetiva, subjetiva e espiritual. Não
observamos conflito de opinião, mas acréscimo de visão. Tanto de um
lado como de outro, se é que existe antagonismo, as posições são
corretas e podem ser utilizadas na prática clínica sem prejuízo ao
paciente e sem a necessidade de convertê-lo a uma crença”. (Adenauer
Novaes)
Vemos que nesses estudos coloca-se que os sonhos podem ser
programados, tanto quanto extintos quando no formato de pesadelos,
bastando que, conscientemente se deseje sonhar com algo de
agradável e positivo.
Como pode o homem ser espectador consciente de seus sonhos?
Antes de dormir deve-se aquietar sua mente, para que a faculdade de
sonhar atue sem travas; saber também colocar-se no estado mais inefável,
para que nada perturbe o labor que será desenvolvido por essa faculdade,
com a qual trata de familiarizar-se.
Terá conseguido reunir, em resumo, um conjunto de recursos úteis, que lhe
permitirão não apenas oferecer seu concurso à faculdade de sonhar, como
também confiar no poder realizador dela, enquanto espera que ela dê
resposta ao íntimo chamado que, sem dúvida, fará resplandecer na sua
inteligência, sendo que, uma agilização maior das faculdades de nossa
mente que aumenta nossa eficiência nas atuações que desenvolvemos
durante a vigília, também há de favorecer o melhor desempenho de tais
faculdades durante o sonho.
Na medida do exercício para o processo da evolução consciente os
sonhos se tornam mais claros, mais tranquilos, mais reais,
conseguido sincronizar os dois movimentos mentais, sonhar e estar
em vigília..
Esta faculdade subjetiva se acentuará, em cada fase do mencionado
processo, as possibilidades de penetração do próprio entendimento.
Só assim poderá incorporar-se à nossa herança consciente o fruto
irreversível do saber conquistado, sendo esse saber precisamente o que
forja as bases de nosso destino.
Alcançar o manejo consciente da faculdade de sonhar implica haver
alcançado um dos maiores triunfos evolutivos reservados ao homem: a
integração do ser psicofísico com seu espírito.
Os sonhos refletem o passado, o presente e o futuro, bem como
situações atemporais. Tempo e espaço são relativizados nos sonhos
assim como a noção de causalidade. Não se pode querer que os
sonhos apresentem a mesma sequência cronológica de eventos
como na consciência.
Todo sonho tem uma mensagem que, quando não entendida pelo ego do
sonhador, se repetirá até que o processo de crescimento tenha atingido
seu real objetivo. Essa mensagem é que tem sido objeto de busca e
compreensão.
Pensar sobre os sonhos, anotá-los, tentar interpretá-los, ou dar-lhes
qualquer atenção, disparará um mecanismo psíquico que produzirá novos
sonhos criados pelo fato de lhes atribuirmos algum valor. Isso nos leva a
entender que há sonhos que são criados pela observação que fazemos
deles.
Nos sonhos lúcidos, o sonhador tem consciência de que está dormindo e
de que sua consciência naquele momento lhe afirma estar sonhando, são
sonhos de emancipação do espírito, se apresentam muito nítidos e se
referem a aspectos da vida consciente fora do corpo. São mais que sonhos.
São situações revividas para serem refletidas pelo ego vígil, de forma
objetiva e direta. Alguns sonhos proféticos se devem ao contato com
espíritos mais esclarecidos que antevêem as ocorrências futuras e as
transmitem ao espírito liberto do corpo pelo sono.
PSICOLOGIA DOS SONHOS
O que é psicologia?
Deveria ser: psicologia é o estudo dos princípios, leis e fatos relativos à
evolução possível do homem; AQUELA que estuda o homem não do ponto
de vista do que parece ser, mas do ponto de vista do que ele pode chegar a
ser, ou seja, do ponto de vista de sua evolução possível. Portanto a
psicologia a que nos refirimos é muito diferente do que possam conhecer
por esse nome.
Nossa idéia fundamental é a de que o homem não é um ser acabado. A
natureza o desenvolve até certo ponto, deixando-o prosseguir em seu
desenvolvimento por seus próprios esforços e sua própria iniciativa, ou
viver e morrer tal como nasceu.
A evolução do homem significará o desenvolvimento de certas qualidades
e características interiores que habitualmente permanecem embrionárias
e esse desenvolvimento só é possível em condições bem definidas, que
exige esforços do próprio homem, e ajuda por parte daqueles
empreenderam um trabalho da mesma ordem e chegaram a um certo grau
de desenvolvimento.
PSICOLOGIA DOS SONHOS
A ideia essencial é que, para tornar-se um ser diferente (evoluir), o homem
deve desejá-lo intensamente . Um desejo passageiro ou vago, nascido de
uma insatisfação no que diz respeito às condições exteriores, não criará um
impulso suficiente. A evolução do homem depende de sua compreensão do
que pode adquirir e do que deve dar para isso.
Para compreender isso melhor, para saber que faculdades novas, que
poderes insuspeitados pode o homem adquirir e quais são aqueles que
imagina possuir, devemos partir da idéia geral que o homem tem de si
mesmo. E encontramo-nos, de imediato, ante um fato importante.
O homem não se conhece. Está cheio de idéias falsas sobre si mesmo. Não
conhece nem os próprios limites, nem suas possibilidades. Não conhece
sequer até que ponto não se conhece. Jesus já havia dito: “Conhecereis a
verdade e a verdade os libertará”, mas estamos ainda escravizados ao
mundo criado em nosso interior, de hábitos, preconceitos, julamentos e
considerações. Ficamos atados pelas amarras dos nossos pensamentos
inferiores ou ficamos livres, no ambiente de amor que construímos e
que atinge a coletividade.
PSICOLOGIA DOS SONHOS > REALIDADE E ILUSÃO
A interpretação da realidade mais se
aclara, quanto melhor se penetra na
realidade das coisas, mudando-se as
aparências. Isto ocorre no mundo
material e mesmo no psicológico. Sob a
máscara da personalidade, encontramse expressões insuspeitáveis da
realidade, que somente um percepção
profunda se consegue identificar.
Os preconceitos criaram uma rede de conceituações hipócritas, confundindo
códigos sociais com os morais, criando campos aos escapismos e
justificativas, porém geradores de consciência de culpa. Tal comportamento
gera condutas cínicas, ausência de padrões corretos, universais, ensejando os
desvarios, o pessimismo, a agressividade, os homens-aparência, com suas
fobias, ansiedades, e sua solidão.
PSICOLOGIA DOS SONHOS
O homem deve saber que ele não é um, mas múltiplo.
Não tem um Eu único, permanente e imutável. Muda
continuamente. Num momento é uma pessoa, no
momento seguinte outra, pouco depois uma terceira e
sempre assim, quase indefinidamente.
O que cria no homem a ilusão da própria unidade ou da própria
integralidade é, por um lado, a sensação que ele tem de seu corpo físico;
por outro, seu nome, que em geral não muda e, por último, certo
número de hábitos mecânicos implantados nele pela educação ou
adquiridos por imitação. Tendo sempre as mesmas sensações físicas,
ouvindo sempre ser chamado pelo mesmo nome e, encontrando em si
hábitos e inclinações que sempre conheceu, imagina permanecer o
mesmo.
Cada pensamento, cada sentimento, cada sensação, cada desejo, cada “eu
gosto” ou “eu não gosto”, é um “eu”. Esses eus” não estão ligados entre si,
nem coordenados de modo algum. Cada um deles depende das
mudanças de circunstâncias exteriores e das mudanças de impressões.
PSICOLOGIA DOS SONHOS
O que se deve entender por “desenvolvimento”? Em outras palavras, qual
é a espécie de mudança possível ao homem?
O desenvolvimento não pode se basear na mentira a si mesmo (autoilusão), nem no enganar-se a si mesmo. O homem deve saber o que é
seu e o que não é seu. Deve dar-se conta de que não possui as
qualidades que se atribui: a capacidade de fazer, a individualidade ou a
unidade, o Ego permanente, bem como a consciência e a vontade. E é
necessário que o homem saiba disso, pois enquanto imaginar possuir
essas qualidades, não fará os esforços necessários para adquiri-las, da
mesma maneira que um homem não comprará objetos preciosos, se
acreditar que já os possui.
Surge então outra questão: é possível adquirir o domínio de consciência,
evocá-los mais freqüentemente, mantê-los por mais tempo ou, até,
torná-los permanentes? Em outros termos, é possível tornar-se
consciente? Esse é o ponto essencial e é preciso compreender. Por meio
de métodos adequados e esforços apropriados, o homem pode adquirir o
controle da consciência, pode tornar-se consciente de si mesmo, com
tudo o que isso implica.
Esse estudo deve começar pelo exame dos obstáculos à consciência em nós
mesmos, porquanto a consciência só pode começar a crescer quando pelo
menos alguns desses obstáculos forem afastados. deveremos trabalhar para
nos livrarmos dos ambientes indesejados, quando em estado de sono e,
certamente, em desdobramentos mais ou menos conscientes.
Tudo isso faz parte da mediunidade, que transcende todos os acanhados
campos da compreensão humana e avança no infinito, na universalidade
que é peculiar ao seu verdadeiro estado.
Os desdobramentos acontecem em períodos de baixa atividade cerebral
(com predominância de ondas teta e delta ao EEG). A atividade corporal é
mínima, e até os batimentos cardíacos estão baixos (bradicardia). Talvez seja
essa a razão pela qual há relatos de sentir nas saídas do corpo uma paralisia
do mesmo, conhecida nos meios científicos como paralisia do sono, e nos
meios projeciológicos como catalepsia projetiva. É um estranho estado no
qual se está acordado, pode-se ver o quarto em seus mínimos detalhes, mas
não se consegue mover um único músculo do corpo. Esta experiência é por
vezes assustadora, mas é completamente inócua.
Quando qualquer um de nós passar por essa experiência, podemos ter
duas condutas:
a primeira é aproveitar a experiência e desejar sair do corpo e imaginar
que se flutua pelo quarto; peça ajuda aos bons Espíritos;
a segunda é abortar o processo, mexendo um pequeno grupo muscular,
mexendo o dedo mindinho, por exemplo. Logo que se consegue mover o
dedinho, imediatamente, se retoma o controle de todo o corpo.
À medida que você começar a estudar e a praticar os exercícios para o
aumento da sua concentração e capacidade de visualização, você vai notar
um aumento da sua atividade onírica.
Os sonhos ficarão mais claros, mais coloridos, ficarão retidos na memória
por mais tempo e, ocasionalmente, você vai perceber no meio de um
sonho, que está projetado fora do corpo. Na verdade, nossos sonhos são
os grandes portais para nossas viagens interdimensionais.
PSICOLOGIA DOS SONHOS – técnicas
Percepção psicológica – identificação e desindentificação com o ego
É de Paulo, II Cor. 12,10 a expressão: ”porque estou fraco, então é
que sou forte’’. Pela oposição do Apóstolo, entendemos que os fortes
no mundo são os fracos na fé, tanto quanto nela são fortes os que no
mundo são fracos, porque a nossa fortaleza no mundo, geralmente, é
presunção, orgulho; e a nossa ‘’fraqueza’’ desejável: é humildade,
singeleza, simplicidade de coração, é um bem.
PSICOLOGIA DOS SONHOS – técnicas
Percepção psicológica – identificação e desindentificação com o ego
Mas, nosso coração geralmente é quase sempre orgulhoso, nosso espírito,
não raro, soberbo, temos a convicção de que sabemos muita coisa. O orgulho
é antiespiritual, espiritual é a humildade, mas esta não é o oposto daquele. Se
eu disser que sou humilde, disto estou me orgulhando, é um contrassenso;
podemos contudo viver humildemente pela compreensão do nosso orgulho,
da nossa vaidade, da nossa presunção, como já se disse um sábio da
Antiguidade: “Só o que sei é que nada sei” (Sócrates).
Esta forma de abarcar o conhecimento de forma negativa (afirmando não ter
ainda o conhecimento) é uma forma sábia de compreendê-lo em essência e
realidade, identificando-nos com o que realmente sabemos e somos e
desindentificando-nos com as nossas ilusões; se quero ser bom, por exemplo,
observo-me negativamente no percebimento de que ‘’não sou bom’’. Não sei
o que é bondade, mas posso perceber o que ela não é. Da mesma forma será
com todo o cortejo do nosso desamor, da nossa desatenção, da nossa inveja,
da nossa preguiça........ e do nosso orgulho e da nossa falta de humildade.
PSICOLOGIA DOS SONHOS – técnicas
Percepção psicológica – identificação e desindentificação com o ego
O ego não é para ser contrariado, adorado, adulado,
favorecido nem rejeitado, negado ou controlado. O ego
é para ser observado à distância, do alto da colina.
Quem não tem ego?
Todos têm, do mais adormecido ao mais iluminado.
Porém, o ego é um caso à parte, à parte de você. Você
está além. Você é um ser de luz. O ego é apenas um
reflexo pálido da tua luz.
Não faça nada a favor nem contra o ego, apenas o observe à distância. De
maneira imparcial. Quanto mais a observação aumenta, mais você percebe que
você é você, o ego é o ego, um mal necessário para se viver nesta sociedade
louca que finge ser “normal”.
Lembre-se! Deixe que esta consciência se amplie cada vez mais:
Enquanto você estiver tentando controlar o ego, o ego estará controlando
você. Somente quando o controle fluir sem nenhum esforço, de maneira
totalmente espontânea, é que você, finalmente, será o mestre,
e o ego apenas um servo. (Joel Munhoz
PSICOLOGIA DOS SONHOS – técnicas
Percepção psicológica – identificação e desindentificação com o ego
Um homem com muita raiva de Buda cuspiu no seu
rosto. Buda limpou o rosto com a veste e, com
naturalidade, perguntou ao homem: era só isso o que
você tinha para me dizer?
No outro dia, consciente do ato vil que tinha cometido,
foi ao encontro de Buda, jogou-se aos seus pés e pediu
a ele perdão pela agressão do dia anterior. Buda, com o
olhar cheio de compaixão, fita o homem e diz: eu não
tenho nada a perdoar, pois o homem que aqui está aos
meus pés não é o mesmo homem que ontem cuspiu no
meu rosto. O homem que cuspiu estava cheio de raiva,
não pode ser o mesmo homem que está aqui curvado
aos meus pés. O Ganges está sempre fluindo, cada
homem é como um rio, nunca é o mesmo. Eu não sou o
mesmo homem no qual você cuspiu ontem e posso ver
que você também não é o mesmo homem de ontem,
você é um homem totalmente novo.
PSICOLOGIA DOS SONHOS – técnicas
Percepção psicológica – identificação e desindentificação com o ego
Evangelho Seg. Espiritismo. Cap. XI Item 11 – O egoísmo
“Se os homens se amassem mutuamente, a caridade seria melhor
praticada, mas, para isso, devem vos desembaraçar dessa couraça
(o egoísmo) que cobre vossos corações a fim de serdes mais
sensíveis.
A dureza mata os bons sentimentos, sede caridosos, esforçai-vos
por não mais notar aqueles que vos olham com desdém, deixai a
Deus o cuidado de toda justiça. O egoísmo é a negação da
caridade, filho do orgulho, fonte de todas as misérias, monstro
devorador de todas as inteligências, sendo preciso extirpá-lo do
coração’’.
Em o Livro dos Espíritos, Pergunta 9l3, Kardec interroga aos
Espíritos: Dentre os vícios, qual o que se pode considerar radical?
E a resposta: ‘’Temos dito muitas vezes: o egoísmo. Daí deriva
todo o mal’’
PSICOLOGIA DOS SONHOS – técnicas
Percepção psicológica – identificação e desindentificação com o ego
Como saber do nosso egoísmo? Como percebê-lo em nós? Quais as formas
que ele se reveste?
Os pensamentos e atos – logo após arquivados no subconsciente –
programam as atitudes das pessoas, alterando assim os seus
comportamentos.
Reflete-se nos sonhos, lapsos orais e de escrita (atos falhos), e é responsável
pela conduta moral e social do indivíduo, nas suas formas de parecer e ser
aquilo que é. Tornam-se as substâncias que formam a personalidade. Essas
identificações expressam-se nas áreas fisiológica – como sensações – e na
psicológica – como emoções, ocupando o espaço mental, perturbando o
indivíduo ou conduzindo-o às suas metas.
Em virtude do atavismo predominante na sua natureza, o homem
guarda uma percepção sensorial, uma identificação de consciência
orgânica (com o próprio corpo).
PSICOLOGIA DOS SONHOS – técnicas
Percepção psicológica – identificação e desindentificação com o ego
A característica fundamental desse estágio inferior é a prevalência
dos conteúdos negativos e a fragilidade do Eu profundo ante as
exigências do Ego.
O inconsciente profundo, também chamado de sagrado, além de
constituir a essência do indivíduo, é também o depósito das
experiências do Espírito eterno; a soma de muitas reencarnações,
nas quais esteve na condição de personalidades transitórias cujos
conteúdos psíquicos transformados em atos, experiências,
realizações, decorrentes do ambiente, das circunstâncias, e
reminiscências das existências passadas foram-lhe incorporados e ali
estão armazenados respondendo pelo comportamento do ser, e dão
nascimento à sua individualidade, ao processo da individuação.
PSICOLOGIA DOS SONHOS – técnicas
Percepção psicológica – identificação e desindentificação com o ego
À medida que o ser se conscientiza da sua realidade, transfere-se de níveis,
identificando-se com os seus conteúdos psíquicos; sua visão alarga-se, e
o sentimento do amor desindividualiza-se, com gratidão aos que
antes passaram e prepararam o caminho; desponta-lhe complacência
para os que ainda não despertaram, amplia-se a capacidade de ajuda
aos que estão empenhados ao despertar espiritual.
Atingindo os níveis superiores de consciência, lentamente abre
comportas psíquicas que se assinalam por traços dessas percepções
até imergir no inconsciente profundo. O indivíduo, lentamente, deixa
todos os apegos – remanescentes do ego -, todos os desejos –
reflexos perturbadores do ego – todas as reações e impulsos –
persistência dominadora do ego, levando-o a identificar-se com Deus
em tudo em todos, desindentificando-se com o ego, inundando-se
de equilíbrio e de confiança, sem pressa nos acontecimentos, sem
ressentimento nos insucessos.
PSICOLOGIA DOS SONHOS – técnicas
Percepção psicológica – identificação e desindentificação com o ego
A batalha ocorre no mundo íntimo e são conduzidas pelo Ego e pelo Eu. O
primeiro comanda as paixões, num reinado de egoísmo cego e pretensioso,
é herança animal a ser direcionada, o maior adversário do Eu. Este, o Eu, é
a individualidade Espiritual, que impele para as emoções do amor e da
libertação, aguardando o momento da dissipação da fumaça do Ego, para
brilhar em plenitude.
O ego encontra-se nas aparências, o disfarce é a sua estratégia,
dissimulando os sentimentos para se apresentarem bem, conforme o
figurino vigente. O Eu, desculpa, renuncia, humilda-se e serve sem cessar,
jamais barganha ou dissimula.
A libertação dos conteúdos negativos - desindentificação– das paixões
dissolventes, apegos, ilusões, sentimentos inferiores (em razão dos quais a
marcha se torna lenta) - faculta outras conquistas, novos valores, nas quais
o bem estar e a paz formam novos hábitos, a nova natureza do ser, com os
quais se identifica.
PSICOLOGIA DOS SONHOS – técnicas
Percepção psicológica – identificação e desindentificação com o ego
A existência humana é um constante desafio. Cabe ao ser, logicar para agir,
medir possibilidades e produzir, trabalhando pelo aprimoramento interior,
que responde pela harmonia psicofísica do seu processo evolutivo. As
tendências atuais são indícios do que resta corrigir, e à falta de uma
lembrança precisa dos erros do passado (que lhe poderia ser penosa), a
consciência do bem lhe adverte, dando-lhe novas forças para resistir.
O indivíduo deve descobrir a realidade do seu Inconsciente,
identificando-se assim com o seu eu total, permitindo-se conhecer as
necessidades do seu progresso, desarticulando os resíduos das
experiências negativas. Através da consciência desperta, do
pensamento lógico e consciente, e do autodescobrimento encontra-se
consigo mesmo e seus arquivos, substituindo-os por pensamentos
mais felizes. É inestimável propiciar-se este encontro pela oração,
para suavizar-lhe os sentimentos, as aflições; e pela meditação,
instrumento precioso para autoidentificação.
PSICOLOGIA DOS SONHOS – técnicas
Percepção psicológica – identificação e desindentificação com o ego
A autoidentificação é mergulho consciente nas estruturas, liberando o
inconsciente das impressões, ao invés de esmagá-lo ou asfixiá-lo, e, mais
ainda, de o conscientizar, aumentando o entendimento da realidade e
compreensão ficando com mais campo livre das imagens perturbadoras
ensejando a harmonia e novas condutas para o futuro que assomarão como
recursos elevados.
No inconsciente estão a presença de Deus, do Espírito, e das
percepções em torno da Divindade; ignorar essas possibilidades, é
romper com os mecanismos que nos levariam à compreensão de
Deus, da Alma e da Vida Imortal. Não cesses de lutar, nem temas a
refrega, Ego humano deve ceder o seu lugar ao Eu cósmico, fonte
inesgotável de amor e de paz.
Extraído das obras de Joanna de Ângelis
PSICOLOGIA DOS SONHOS
técnicas para os sonhos lúcidos
1 - Durante o dia, pergunte-se repetidamente “estou acordado ou
sonhando?” e realize alguns testes de realidade sempre que lembrar.
Adquira o hábito de fazer testes de realidade na vida real. Com a
prática, você se lembrará automaticamente durante os sonhos e fará
isso. Esse ação tornar-se hábitos e você começará a fazê-las nos
sonhos e pode chegar à conclusão de que está sonhando. Fazer
testes de realidade frequentemente, estabiliza os sonhos. Mande
uma mensagem para você: Lembre-se de si mesmo.
2 - Mantenha um diário de sonho. Esse é um passo importante para
ter sonhos lúcidos. Mantenha-o perto da cama à noite e escreva nele
imediatamente depois de acordar. Isso ajuda a reconhecer os
elementos comuns dos seus sonhos (pessoas do passado, lugares
específicos etc.). Também ajudará a reconhecer coisas que são
únicas dos seus sonhos. Você será capaz de reconhecer seus
próprios “sinais de sonho”. Eles serão coisas recorrentes ou eventos
que você possa observar nos sonhos.
3 - Determine seu propósito : Aprenda qual é o melhor momento
para ter um sonho lúcido. Estando ciente do seu horário pessoal de
sonho, você pode organizar seu padrão de sono para ajudar a induzir
sonhos lúcidos. Antes de dormir, escreva uma frase simples, com a questão
ou o tema que deseja sonhar. Por exemplo: "Eu quero visitar o
SEAK". Escreva a frase e se quiser, desenhe algo ilustrando sua vontade.
Memorize a frase e a imagem relacionada ao desejo. Caso tenha uma ação
em especial a qual queira sonhar, como por exemplo, encontrar com seu
protetor espiritual, alguém você a ama, etc.
4 - Não vá direto para a cama depois de ver televisão. De preferência não
coloque TV no quarto. Faça uma boa leitura, inclusive sobre o tema
“sonhos lúcidos”. Relaxe; Medite em estado de calma, mas focado; ouça
música, ore pedindo assistência dos bons Espíritos.
5 - Concentre-se na sua frase e propósito para ficar lúcido.
Recorde sua frase e a imagem que desenhou. Visualize você mesmo eu seu
sonho, sobre o tema desejado e deseje se tornar lúcido. Continue se
concentrando na frase e no propósito desejado até cair no sono. Observe se
o pensamento está divagando, caso aconteça, retorne aos pensamentos
sobre sua frase, o tema desejado e se tornando lúcido.
6 - Execute o seu propósito no sonho : Ao ficar lúcido no sonho, recorde e
aplique o que havia planejado. Ore em seus sonhos, Agradeça.... diga que
ama... (conforme o que havia desejado fazer). Aproveite para verificar seus
sentimentos e observe bem os detalhes desse sonho: local, cores, pessoas.
7 - Quando acordar, não se mexa, repasse o sonho do fim para o inicio
dele, recorde-o e anote o sonho. Isso deve ser feito de imediato, logo ao
despertar. Quando você for acordado durante a noite após o sonho, tente
lembrar tanto quanto possível, registre-o e retorne ao lugar de descanso,
imaginando que está no sonho anterior e tornando-se ciente de que está
sonhando. Diga a si mesmo, “Eu estarei ciente de que estou sonhando” ou
algo parecido. Faça isso até você achar que “gravou”. Depois durma.
É importante buscar recordar os detalhes, sentimentos e observações, seja
para resolução do seu problema, dúvida ou experimento planejado. Caso
acontecimentos ou algum tema seja repetitivo ou recorrente nos seus
sonhos - por exemplo o sentimento de medo ou a presença de algo aproveite quando estiver desperto, para se questionar "Estou sonhando ou
não?", sempre que se sentir ameaçado(ou quando se defrontar com a
situação repetitiva dos sonhos enquanto desperto)."
O sonho lúcido em si é uma experiência muito intensa, talvez seja até mais
que a realidade certas vezes, pois assim que acordamos sentimos como se
realmente tivéssemos vivido outra realidade; o importante é registrar a
experiência assim que despertar para dar vida ao sonho e seus detalhes,
pois depois de um tempo desperto sem o registro do sonho tudo ainda
parece uma recordação gostosa, mas fica bem distante e vaga...ou
simplesmente se apaga.
Estudos sugerem fortemente que um cochilo, algumas horas depois de
acordar de manhã, é o momento mais comum para ter sonhos lúcidos.
Sonhos lúcidos são fortemente associados com sono REM. O sono REM é
mais abundante pouco antes do despertar final. Isso significa que eles
ocorrem mais comumente bem antes do despertar.
8 – Não faça nenhum tipo de julgamento, substitua o julgamento.
Tanto em vigília quanto em sonhos, não julgue ninguém, nem fatos. Se
isso vier ocorrer, diga para si mesmo: Eu não sei julgar, não tenho dados
para julgar, Jesus disse: Não julgueis”. Completamos o ensinamento
com: nem a si mesmo. Ao invés de julgar apenas observe atenciosamente,
amorosamente e deseje o bem, ore.
Pouca gente imagina que é muito fácil
controlar o conteúdo dos sonhos pela
autossugestão. Basta a indução do
estado hipnagógico (intermediário
entre a vigília e o sono) e a repetição
da frase para indução subconsciente.
Se não acontecer na primeira noite,
insista. O que pode acontecer é que
você começa a sonhar que está
voando, e como este sonho é fruto da
sua autossugestão, você acordará no
meio do mesmo, transformando-o
num sonho lúcido. A partir desse
ponto, é fácil induzir uma projeção
astral.
Dr. Luiz Otavio Zahar
Revista Cristã de Espiritismo,
edição especial 08
Dependendo da interpretação
que dermos...
Emmanuel, no livro Roteiro,
Lição 24
...”Homens por homens, inteligências
por inteligências, incorreríamos
talvez no perigo de
comprometermos o progresso do
mundo, isolados em nossos pontos
de vista e em nossas concepções
deficitárias, mas, regidos pela
Infinita Sabedoria, rumaremos
para a perfeição espiritual, a fim
de que, um dia, despojados em
definitivo das escamas
educativas da carne, possamos
compreender a excelsa palavra
da celeste advertência: “vós sois
deuses”...”
Pesquisa realizada pela Equipe de Estudos da
SOCIEDADE ESPÍRITA ALLAN KARDEC
RIBEIRAO PRETO – SP
Coordenador: JOSE LUIZ MAIO
2014
Download

SONO E SONHOS - Dij