DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
CONSUMIDORES DE ÁGUA
SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
CONSUMO




DOMÉSTICO;
COMERCIAL;
INDUSTRIAL;
PÚBLICO.
Políticas tarifárias
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
CONSUMO
TIPO DE EDIFICAÇÃO
CONSUMO (L/DIA)
Alojamentos provisórios
80
Apartamento de padrão médio
250
Apartamento padrão luxo
300
Edifícios públicos, comerciais
80
Escolas
50
Garagens e postos de serviços
Hospitais e hotéis
Matadouros
Templos
150/automóvel
250
300/animal
2/lugar
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
CONSUMO
Ex: DAAE – Araraquara-SP
Categoria Residencial
Faixa de consumo
Preço por metro cúbico
Àgua
Esgoto
Total
Parcela a
Deduzir
000
010
0,6351
0,5081
1,1432
-----
010
020
1,1434
0,9147
2,0581
9,15
021
030
1,6304
1,3043
2,9347
26,68
031
040
2,1383
1,7106
3,8489
54,11
041
050
2,5406
2,0325
4,5731
83,07
051
100
3,0276
2,4221
5,4497
126,90
101
200
3,5781
2,8625
6,4406
225,99
4,2534
3,4027
7,6561
469,10
Acima de 200
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
CONSUMO
Ex: CESAN - 2010
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
CONSUMO
Ex: CESAN - 2010
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Água para uso doméstico:

Bebida;

Higiene pessoal;

Preparo de alimentos;

Lavagem de roupa;

Lavagem de utensílios domésticos
e limpeza em geral;

Rega de jardim.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Água para uso doméstico
Fatores que interveem


CLIMA

Temperatura e umidade

semi-frio: 150 l/hab.d;
 tropical muito seco: 300 l/hab.d
CONDIÇÕES SÓCIO-ECONÔMICAS E
HÁBITOS DA POPULAÇÃO


banhos, lavagem de pisos, logradouros, jardins...
> condição econômica, > consumo: maquina lavar,
automóveis » eletricidade
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Água para uso doméstico
Fatores que interveem

CARACTERÍSTICAS DA CIDADE E CRESCIMENTO
URBANO



MEDIÇÃO DO CONSUMO E CUSTO DA ÁGUA


desenvolvimento econômico: indústrias
perdas físicas do SAA
hidrometração x consumo
CARACTERÍSTICAS OPERACIONAIS DO SAA


disponibilidade de água
pressurização
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
PREVISÃO DE POPULAÇÃO
Anteriormente ao cálculo da população deve ser
estabelecido o período ou alcance de projeto.
Alcance de projeto: tempo em que o sistema
funcionará com utilização plena de sua capacidade
sem sobrecargas e deficiências na distribuição
comprometendo a qualidade da água potável.
Pode estar relacionado com:




a vida útil das obras e equipamentos;
período de amortização do capital investido,
Velocidade de crescimento populacional (alta,
onera demais os custos iniciais);
Dimensão do sistema (ex. barragens com
ampliação difícil, 50 anos):
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
PREVISÃO DE POPULAÇÃO
Quadro – Vida útil media e horizontes de amortização e de projeto
considerados para obras ligadas a Engenharia Sanitária
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
PREVISÃO DE POPULAÇÃO
No Brasil é comum adotar-se o tempo de 20
anos indistintamente para todas as partes
constitutivas do sistema podendo-se dividir
as obras em etapas para não haver
ociosidade do sistema e
custos altos
iniciais arcados pela comunidade.
Fixados os períodos de projeto e etapas de
construção,
deve
ser
estimada
população a ser abastecida nestes anos.
a
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CAPÍTULO
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
PREVISÃO DE POPULAÇÃO

População residente:
Pessoas que tem o domicílio como
residência habitual.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
PREVISÃO DE POPULAÇÃO
População flutuante:

É a população que se estabelece em núcleo urbano
por curto período de tempo como no caso dos
municípios de veraneio, estâncias climáticas e
hidrominerais.
Impõem ao
sistema
de
abastecimento de água consumo unitário
análogo ao da população residente.

Variação no consumo de energia elétrica;

Variação no consumo de água;

Variação no fluxo de veículos;

Crescimento da capacidade instalada na
região para alojamento,
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
PREVISÃO DE POPULAÇÃO
População abastecível da área de
projeto:



No mínimo 80% da população
residente;
Parcelas da população flutuante e
temporária.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
PREVISÃO DE POPULAÇÃO

Consumidor singular:
Apresente um consumo específico
significativamente maior que o
produto da vazão específica da
área, pela área por ele ocupada.

Consumidor especial:
Aquele que deve ser atendido,
independentemente de aspectos
econômicos.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
PREVISÃO DE POPULAÇÃO (cont.)
Métodos de Previsão
A evolução do crescimento populacional
das áreas urbanas, deve ser
estudada de forma complementar e
harmônica no estudo de uso e
ocupação do solo considerando as
diversidades de cada distrito do
município.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
PREVISÃO DE POPULAÇÃO (cont.)
O estudo deve ser feito com a seguinte metodologia:





Levantamento dos últimos quatro censos, dos
dados populacionais considerando a população
residente e os domicílios ocupados;
Levantamento dos dados atuais do número de
ligações de luz e água e imposto predial
(residenciais, comerciais, industriais e públicas);
Pesquisa de campo (diferentes usos dos lotes,
padrão econômico, índice de verticalização, etc);
Análise do Plano Diretor do Domicílio;
Levantamento de planos e projetos que possam
afetar a dinâmica populacional.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Métodos para o estudo
demográfico



Método dos componentes
demográficos;
Métodos matemáticos;
Métodos
de
extrapolação/comparação
gráfica.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
PREVISÃO DE POPULAÇÃO
(cont.)
Métodos para o estudo demográfico

Método dos componentes demográficos
A expressão geral da população em função
do tempo pode ser expressa por:
P = P0 + (N – M) + (I – E)
P: população na data t;
P0: população na data inicial t0;
N: nascimentos no período t;
M: óbitos;
I: imigrantes
E: emigrantes no período
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Métodos Matemáticos

Os principais métodos utilizados para o cálculo
da população P são:





crescimento aritmético;
crescimento geométrico;
curva logística;
taxa decrescente de crescimento;
Outros métodos.
O crescimento populacional pode também ser
estimado através da análise estatística da
regressão (linear ou não linear).
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
PREVISÃO DE POPULAÇÃO

Método Aritmético
O incremento populacional no período é obtido por:
ka= P2 – P1
t2 – t1
Pt = P2 + ka (t – t2 )
Ka: taxa de crescimento aritmética;
P2 e P1 : população final e inicial conhecidas;
Pt: população de projeto;
t2 e t1: ano final e inicial conhecidos;
t : ano de final de projeto.
Este método admite que a população varie linearmente
com o tempo e é utilizado para período pequenos
entre 1 e 5 anos.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL

kG=
Método Geométrico
lnP2 – lnP1
Pt = P2 . e kg(t-t2)
t2 – t1
kG : taxa de crescimento geométrica
Este método é também denominado de Método
de Crescimento Percentual Constante e o
crescimento é pressuposto ilimitado.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL

Método Geométrico (continuação)
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Método da Curva Logística
O crescimento populacional segue uma
relação matemática, que estabelece
uma curva em forma de S. A
população tende assintoticamente a
um valor de saturação.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Método da Curva Logística
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 3
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Método da Curva Logística
Parâmetros
Considerando que:
t1 – t0 = t2 – t1 ,
P0 < P1 < P2 ,
P0P2 < (P1)2
Ps = 2P0P1P2 – (P1)2 (P0 + P2)
P0P2 – (P1)2
Ps: População de saturação da área;
Pt 
Ps
1  c.eK l .(t  t 0 )
( Ps  Po )
C
Po
Kl =
P .(P - P )
1
.ln[ 0 s 1 ]
t 2 - t1
P1.(Ps - P0 )
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO
POPULACIONAL
3.1 PREVISÃO DE POPULAÇÃO (cont.)
Método da Extrapolação Gráfica
A extrapolação gráfica também denominada de método do
prolongamento manual consiste no traçado de uma
curva arbitrária que se ajusta aos dados já observados,
sem se preocupar em estabelecer equação para a
mesma.
C
B
A
A - comunidade em estudo
B e C comunidades com características
semelhantes
Figura 4.3 Extrapolação gráfica
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO
POPULACIONAL
Distribuição Demográfica



Com base na ocupação atual pode-se definir
áreas homogêneas, cujas previsões futuras
podem ser feitas mediantes os métodos de
previsão demográficas;
Para o projeto de redes de água, é
importante analisar como as futuras
populações se distribuirão sobre a área da
cidade;
Os resultados da projeção populacional
devem ser coerentes com a densidade
populacional da área em questão. Valores
típicos de densidades populacionais estão
apresentados no Quadro 1. Já o Quadro 2
apresenta valores típicos de densidades
populacionais de saturação, em regiões
metropolitanas altamente ocupadas.
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Distribuição Demográfica
Com base na ocupação atual pode-se definir
áreas homogêneas, cujas previsões futuras
podem ser feitas mediantes os métodos de
previsão demográficas.
Quadro 1. Densidades populacionais típicas em função do uso do
solo
Uso do solo
Densidade populacional
(hab/ha)
(hab/km2)
Áreas residenciais
Residências unifamiliares; lotes grandes
12 – 36
1.200 – 3.600
Residências unifamiliares; lotes pequenos
36 – 90
3.600 – 9.000
Residências multifamiliares; lotes pequenos 90 – 250
9.000 – 25.000
Apartamentos
250 – 2.500 25.000 – 250.000
Áreas comerciais
36 – 75
3.600 – 7.500
Áreas industriais
12 – 36
1.200 – 3.600
Total (excluindo-se parques e outros
25 – 125
2.500 – 12.500
equipamentos de grande porte)
Fonte: adaptado de Fair, Geyer e Okun (1973) e Qasim (1985) (valores arredondados)
CONSUMO DE ÁGUA
Distribuição Demográfica
Quadro 2. Densidades demográficas e extensões médias de
arruamentos por ha, em condições de saturação, em regiões
metropolitanas altamente ocupadas (Dados médios da Região Metropolitana de
São Paulo Fonte: Além Sobrinho e Tsutiya (1999).
Uso do solo
Densidade
Extensão
populacional
média de
de saturação arruamentos
(hab/ha)
(m/ha)
Bairros residenciais de luxo, com lote padrão de 800
m2
100
150
Bairros residenciais médios, com lote padrão de 450
m2
120
180
Bairros residenciais populares, com lote padrão de
250 m2
150
200
Bairros mistos residencial-comercial da zona central,
com predominância de prédios de 3 e 4 pavimentos
300
150
450
150
600
150
1000
200
Bairros residenciais da zona central, com
predominância de edifícios de apartamentos com 10
e 12 pavimentos
Bairros mistos residencial-comercial –industrial da
zona urbana, com predominância de comércio e
indústrias artesanais e leves
Bairros comerciais da zona central com
predominância de edifícios de escritórios
CONSUMO DE ÁGUA
Ao se fazer as projeções populacionais,
deve-se ter em mente os seguintes pontos:
 Os estudos de projeção populacional são
normalmente bastante complexos. Devem ser
analisadas todas as variáveis (infelizmente nem
sempre quantificáveis) que possam interagir na
localidade específica em análise. Ainda assim
podem ocorrer eventos inesperados que mudem
totalmente
crescimento
a
trajetória
populacional.
prevista
Isto
para
o
ressalta
a
necessidade do estabelecimento de um valor
realístico para o horizonte de projeto, assim
como da implantação da estação em etapas;
CONSUMO DE ÁGUA
Ao se fazer as projeções populacionais,
deve-se ter em mente os seguintes pontos:
As sofisticações matemáticas associadas às
determinações dos parâmetros de algumas
equações de projeção populacional perdem o
sentido se não forem embasadas por
informações paralelas, na maioria das vezes não
quantificáveis,
como
aspectos
sociais,
econômicos, geográficos, históricos etc;
Sempre que possível, deve-se adotar a análise
da regressão, que permite a incorporação de
uma maior série histórica, ao invés de apenas 2
ou 3 pontos, como nos métodos algébricos;
CONSUMO DE ÁGUA
Ao se fazer as projeções populacionais,
deve-se ter em mente os seguintes pontos:
O bom senso do analista é de grande
importância na escolha do método de projeção a
ser adotado e na interpretação dos resultados.
Ainda que a escolha possa se dar tendo por base
o melhor ajuste aos dados censitários
disponíveis, a extrapolação da curva exige
percepção e cautela;
CONSUMO DE ÁGUA
Exemplo:
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Consumo médio “per capita”



Leitura dos hidrômetros;
Leitura do macromedidor instalado na
saída do reservatório;
Quando não existirem medições.
Leituras em hidrômetros
Obtém-se o valor do consumo médio per
capita dividindo-se o volume total de água
distribuída durante um ano, por 365 dias, e
pelo número de habitantes. É expresso em
L/hab.dia.
qm = volume distribuído anual
365 . População beneficiada
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Consumo médio “per capita”
Quando não existir medição
A literatura apresenta valores que variam:


30 L/hab.dia para zonas servidas por
torneiras;
150 a 200 L/ hab.dia para cidades com
população inferior a 50.000 habitantes,
devendo utilizar-se no mínimo 100
L/hab.dia.
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Para determinação dos valores “per capita” quando não
se dispões de leituras são utilizadas a seguinte
distribuição do consumo:

Doméstico: bebida, asseio corporal e das
habitações, preparo de alimentos, lavagem de
roupas e utensílios – 50 a 90 l/hab.dia;

Comercial
ou
industrial:
escritórios
restaurantes, hotéis, pequenas indústrias - 50
l/hab.dia;

Público: irrigação de jardins, lavagem de ruas –
25 l/hab.dia;

Perdas: águas perdida por vazamentos e em
problemas operacionais - 40 l/hab.dia.
Verificar Tabelas na literatura.
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Consumo médio “per capita”
Quando não existir medição
Considerações:
Consumo “per capita”
(L/hab.dia)
0 – 4 SM
100
4 – 8 SM
150
8 – 12 SM
200
> 12 SM
250
Média - MG
246
Média - SP
294
Média - RJ
324
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Consumo médio “per capita”
Tabela 1: Coeficientes de captação e consumo de água
Fonte: SNIS 2000
ESTADOS
FAIXA
POPULACIONAL
Coeficiente de Captação
per capita
l/ hab. dia
Icap
MINAS GERAIS
RIO DE JANEIRO
SÃO PAULO
(0 – 10.000)
202
(10.001 - 100.000)
228
(100.001 - 500.000)
258
(>500.000)
297
Média Estadual
246
COPASA/MG
223
(0 – 10.000)
283
(10.001 - 100.000)
302
(100.001 - 500.000)
316
(>500.000)
395
Média Estadual
324
CEDAE/RJ
486
(0 - 10.000)
295
(10.001 - 100.000)
265
(100.001 - 500.000)
314
(>500.000)
302
Média Estadual
294
SABESP/SP
338
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Consumo médio “per capita”
Tabela 1: Coeficientes de captação e consumo de água
Fonte: SNIS 2001
Empresa
Consumo médio per
capita
de água (l/hab/dia)
Consumo médio per capita
de água (l/hab/dia)
Região N
Região SE
CAER/RR
138,22 CEDAE/RJ
219,21
CAERD/RO
110,74 CESAN/ES
194,03
CAESA/AP
163,03 COPASA/MG
141,61
COSAMA/AM
51,13 SABESP/SP
160,84
COSANPA/PA
99,98
DEAS/AC
101,08
Região S
Região NE
AGESPISA/PI
CASAN/SC
127,59
SANEPAR/PR
125,17
74,45 CORSAN/RS
129,73
CAEMA/MA
114,62
CAERN/RN
118,10
CAGECE/CE
119,41 Região CO
CAGEPA/PB
108,51 CAESB/DF
193,29
CASAL/AL
113,81 SANEAGO/GO
120,79
79,73 SANEMAT/MT
163,29
DESO/SE
109,44 SANESUL/MS
112,58
EMBASA/BA
115,30
COMPESA/PE
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CAPÍTULO 3
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO
POPULACIONAL
Consumo médio “per capita”
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA e PROJEÇÃO POPULACIONAL
Fatores que afetam o consumo:

Clima;

Hábitos e nível de vida da população;

Natureza crescimento da cidade;

Tamanho da cidade;

Medição do consumo;

Pressão na rede;

Preço da água;

Variação do consumo ao longo do
ano, ao longo do dia, e durante a hora.
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA
Variações diárias
k1 = maior consumo diário no ano
consumo médio diário no ano
K1: coeficiente do dia de maior consumo - varia
entre limites de 1,2 e 2,0.
Utiliza-se este coeficiente na determinação da
vazão de dimensionamento das obras de
captação, casas de bombas, adutoras e
estações de tratamento.
.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA
Variações diárias
k1 = maior consumo diário no ano
consumo médio diário no ano
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA
Variações horárias
k2 = maior vazão horária no dia
vazão média horária no dia
K2: coeficiente da hora de maior consumo - varia
entre limites de 1,5 e 3,0.
Utiliza-se este coeficiente na determinação da vazão
de dimensionamento dos condutos de
distribuição que partem dos reservatórios.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA
Variações de consumo
Um esquema típico de variação diária de vazões pode ser
visualizado na Figura 4.4
Vazão média
Vazão máxima
horas do dia
Figura 4.4 Curva de variação horária típica
De posse dos coeficientes de variação de vazão e
da população de projeto é possível
determinar a vazão de dimensionamento
dos componentes do sistema de tratamento
de água.
Considera-se na ETA uma perda na lavagem dos filtros
em torno de 5%
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA
Vazões de dimensionamento




De posse dos coeficientes de variação de
vazão e da população de projeto é possível
determinar a vazão de dimensionamento
dos componentes do sistema de tratamento
de água:
As obras à montante do reservatório de
distribuição devem ser dimensionadas para
atender a vazão máxima de maior consumo do
ano;
A rede de distribuição deve ser dimensionada
para a maior vazão de demanda que é a hora de
maior consumo do dia de maior consumo;
Considera-se na ETA uma perda na lavagem dos
filtros em torno de 5%;
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA
Incêndio
Deve ser incorporada à vazão de dimensionamento do
sistema de distribuição à parcela referente à
incêndio. A NBR-12218 estabelece:
1)
Dispensa-se a instalação de hidrantes na rede
quando a demanda total for inferior a 50 l/s;
1)
Se a demanda total for superior a 50 l/s a
capacidade dos hidrante deve ser:

10 l/s em áreas residenciais;

20 l/s em áreas comerciais e industriais
2)
Os hidrantes de coluna terão, cada um, um raio
de ação de, no máximo 300 (trezentos) metros;
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA
Incêndio
A fórmula abaixo pode também ser utilizada
Q = 64,36 P1/2 (1 – 0,01 P1/2)
Sendo:
Q: vazão em litros/s;
P: população, em milhares de habitantes
Esta fórmula se aplica à população inferior a 200000
habitantes para a qual a vazão exigida é de 782
L/s. Para populações maiores adiciona-se 126 a
505 L/s destinada a um segundo incêndio.
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CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA
VAZÕES DE DIMENSIONAMENTO DAS
PARTES PRINCIPAIS DE UM SISTEMA
DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Um sistema de abastecimento de água é geralmente
constituído pelos seguintes componentes:






Captação;
Estação Elevatória;
Adutora;
Estação de Tratamento de Água;
Reservatório;
Rede de Distribuição.
O dimensionamento dessas diversas partes deve ser
feito para as condições de demanda máxima,
para que o sistema não funcione com deficiência
durante algumas horas do dia ou do ano.
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA
VAZÕES DE DIMENSIONAMENTO DAS
PARTES PRINCIPAIS DE UM SISTEMA
DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

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As obras a montante do reservatório de
distribuição devem ser dimensionadas para
atender a vazão média do dia de maior consumo
do ano;
A rede de distribuição deve ser dimensionada
para a maior vazão de demanda, que é a hora de
maior consumo do dia de maior consumo;
A estação de tratamento de água geralmente
consome cerca de 1 a 5% do volume tratado
para lavagem dos filtros e decantadores;
A vazão de grandes consumidores (indústrias,
comércios, etc), se houver, deve ser incluída no
dimensionamento do sistema
DEA 7833 - SANEAMENTO BASICO
CAPÍTULO 4
CONSUMO DE ÁGUA
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Consumo de água e projeção populacional