Estudo do atrito em chapas fosfatizadas e lubrificadas utilizadas em operações de estampagem Lydia Figueiredo Maria Cristina Moré Farias Amilton Sinatora Sumário Introdução Objetivo Materiais e métodos Resultados e discussão Conclusões 2/18 Introdução Processos de estampagem → – atrito e desgaste entre as peças em contato Solução: – camadas fosfatizadas Mas ... – não dão proteção anticorrosiva à superfície – nem sempre sua aplicação é feita imediatamente antes do processo de conformação Nessa condição: – uso de um lubrificante com propriedades anticorrosivas 3/18 Objetivo Avaliar o comportamento do coeficiente de atrito de chapas fosfatizadas destinadas à conformação em função do tipo de óleo lubrificante aplicado sobre sua camada fosfatizada 4/18 Materiais metálicos Discos (corpos) Aço baixo carbono (AISI 1006) Esferas (contra-corpos) Aço para rolamento (AISI 52100) 5/18 Linha de fosfato em escala laboratorial Concentração (g/L) Temperatura (oC) Imersão (s) Desengraxe 60 80 30 Ativação 80 Ambiente 22 Refinamento 0,3 Ambiente 53 Fosfatização 35 65 53 0,35 - - 60 Ambiente 22 Etapa Aceleração Neutralização 6/18 Recobrimentos – fosfatos de zinco Fosfato C Fosfato A Acerelado com composto inorgânico Fosfato B Acerelado com composto orgânico Acerelado com composto inorgânico e com adição de íons metálicos 7/18 Lubrificantes - óleos Óleo Componente Majoritário Componente Minoritário Viscosidade Cinemática (mm2.s-1) 40ºC 100ºC 1 Hidrocarboneto alifático Éster 12 4 2 Hidrocarboneto alifático com cadeia carbônica reta e hidrocarboneto aromático Éster 1 1 Hidrocarboneto alifático Compostos sulfonados/sulfatados ou fosfatados 17 4 3 Viscosidade cinemática da àgua a 20oC 1 mm2.s-1 8/18 Condições de ensaio No. Ensaio Fosfato Denominação Composição 1 A Composto inorgânico 2 B Composto orgânico 3 C Composto orgânico + íons metálicos 4 A Composto inorgânico 5 B Composto inorgânico 6 C Composto orgânico + íons metálicos 7 A Composto inorgânico 8 B Composto inorgânico 9 C Composto orgânico + íons metálicos Óleo Denominação Viscosidade 1 12 2 1 3 17 9/18 Ensaios de deslizamento Plint&Partners TE-67 – Esfera-sobre-disco Força normal (FN) – 300 N Velocidade rotacional (w) – 30 rpm Velocidade tangencial (v) – 0,06 m.s-1 Raio da pista (r) – 18 mm Repetições – 3 Tempo de ensaio – até a força tangencial atingir 62 N; m= 0,2 (lubrificação limítrofe) 10/18 Respostas dos ensaios Coeficiente de atrito médio – Período de lubrificação Resistência ao engripamento (ns) – Durabilidade do lubrificante m>2 11/18 Coeficiente de atrito Fosfato A Fosfato B 0,30 0,30 Óleo 1 Óleo 2 Óleo 3 Coeficiente de atrito 0,15 0,10 0,05 Óleo 1 Óleo 2 Óleo 3 0,25 0,20 0,20 0,15 0,10 0,05 ns = 133 ns = 265 ns = 679 ns = 152 ns = 310 ns = 2495 0,00 0,00 0 200 400 600 800 0 1000 Fosfato 3 C Número de rotações 300 600 900 1200 1500 1800 2100 2400 2700 Número de rotações 0,30 Óleo 1 Óleo 2 Óleo 3 0,25 Coeficiente de atrito Coeficiente de atrito 0,25 0,20 0,15 0,10 0,05 ns = 151 ns = 244 ns = 568 0,00 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 Número de rotações 12/18 Resistência ao engripamento Fosfato A Fosfato B Fosfato C Óleo 1 154,00 ± 22,07 148,33 ± 9,07 153,33 ± 10,69 Óleo 2 275,33 ± 35,64 310,00 ± 35,00 230,33 ± 25,42 Óleo 3 683,33 ± 6,51 1481,25 ± 1149,18 457,67 ± 95,58 Grande dispersão dos resultados – Óleo 3 Tempo de escorrimento do óleo Viscosidade do óleo Gravidade 13/18 Resistência ao engripamento Fosfato Fofato A A Fosfato B 1600 1600 1400 Resistência ao engripamento 1200 1000 800 600 400 1200 1000 800 600 400 200 200 0 0 Óleo 1 Óleo 2 Óleo 1 Óleo 3 Óleo 2 Óleo 3 Fosfato C 1600 1400 Resistência ao engripamento Resistência ao Engripamento 1400 1200 1000 800 600 400 200 0 Óleo 1 Óleo 2 Óleo 3 14/18 Comentários Óleo 3 (maior viscosidade) apresentou maior resistência ao engripamento Óleo 2 (viscosidade intermediária; hidrocarbonetos aromáticos ) apresentou maior resistência ao engripamento que o óleo 1. Maior dispersões dos resultados para óleo 3 15/18 Conclusões Parâmetros de ensaio O tempo entre a aplicação do óleo e a realização do ensaio é uma variável que deve ser controlada nos ensaios (tempo de escorrimento) A viscosidade do óleo e o efeito da gravidade podem afetar o nível de retenção do óleo e a durabilidade da camada de lubrificante 16/18 Conclusões Resistência ao engripamento A resistência ao engripamento foi maior quando utilizado o óleo 3 O principal motivo deve-se ao fato desse óleo possuir a maior viscosidade Quando utilizado o óleo 2, sua resistência ao engripamento foi maior do que no caso do óleo 1 Isto se deve à presença de compostos aromáticos na estrutura do óleo 2 17/18 Atividades futuras Relacionar os resultados com o tipo de camada fosfatizada aplicada sobre o substrato Análise da influência do tempo de escorrimento do óleo na resistência ao engripamento 18/18